quinta-feira, 1 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: ‼️EX-PR UMARO SISSOCO EMBALÓ REAGE COM MENSAGEM DE PAZ APÓS SER IMPEDIDO DE REGRESSAR AO PAÍS

Que o Altíssimo continue a iluminar os nossos caminhos, proteger as nossas famílias e abençoar a nossa Pátria, a Guiné-Bissau, com Paz, Amor, União, Prosperidade e Esperança.
©Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional is  feeling motivated.

A ESPERANÇA RESIDE NA VITÓRIA!

Caros irmãos, colegas, amigos, familiares, conhecidos e todos os cidadãos que acompanham e apoiam a nossa candidatura às eleições simultâneas deste ano,

Povo da Guiné-Bissau,

Recebemos a informação relativa às recentes determinações das novas autoridades guineenses, que impedem, neste momento, o nosso regresso ao país e condicionam qualquer movimentação face às circunstâncias recentemente anunciadas.

Perante esta realidade, queremos reafirmar, de forma clara e responsável, o nosso profundo respeito pela ordem, pela paz, pela estabilidade e pela tranquilidade nacional. A vida humana está acima de qualquer ambição política e nenhum objetivo pode justificar atitudes que coloquem em risco a segurança dos nossos cidadãos.

Por isso, apelamos aos nossos apoiantes, simpatizantes e a todos os guineenses para que permaneçam serenos, firmes e determinados, abstendo-se de qualquer comportamento que possa provocar instabilidade, insegurança ou confrontos.

A nossa luta deve continuar a ser uma luta pacífica, democrática e respeitadora da lei.

Hoje, podemos não estar numa posição de influência institucional, mas mantemos a esperança, a fé e a confiança em Deus Todo-Poderoso. Aguardaremos, com serenidade, o desenrolar dos acontecimentos e esperamos que as autoridades judiciais apreciem a nossa candidatura com imparcialidade, independência e respeito pelos princípios da justiça.

Como cidadãos pacíficos e patrióticos, devemos demonstrar ao mundo o verdadeiro espírito da nossa nacionalidade: sem desacatos, sem turbulência e sem violência. A Guiné-Bissau precisa de preservar a paz, fortalecer a estabilidade social e política e garantir igualdade de direitos e oportunidades para todos.

Temos a convicção de que tudo o que tem um início também terá um fim. Esperamos, por isso, que estas restrições sejam ultrapassadas brevemente e que todos os cidadãos e candidatos possam exercer os seus direitos e preparar-se, em liberdade e segurança, para a nova realidade eleitoral.

Continuaremos firmes, pacientes e determinados, acreditando que os nossos objetivos poderão ser alcançados pela via da paz, do diálogo, do amor à Pátria, da estabilidade e da prosperidade nacional.

Que a Paz continue a reinar na Guiné-Bissau.

Que o Amor prevaleça entre nós.

Que a Justiça seja sempre independente, imparcial e isenta.

Que Deus Todo-Poderoso proteja e abençoe a nossa Pátria

GUINÉ-BISSAU: Alto Comando Militar considera que não há condições de segurança para o regresso de Umaro Sissoco Embaló

Por  Radio TV Bantaba   01/10/2026

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública anunciou, esta quinta-feira, 1 de outubro, que ainda não estão reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, à Guiné-Bissau.

A posição consta do comunicado à imprensa n.º 07/ACM/2026, emitido após uma reunião destinada a avaliar a situação política, social e de segurança do país.

Segundo o documento, a decisão resulta da análise da conjuntura nacional e do quadro de segurança vigente. O Alto Comando Militar sustenta que a medida se fundamenta exclusivamente em razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.

No mesmo comunicado, a estrutura militar reafirma que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da transição política, incluindo as restrições à realização de manifestações, concentrações e aglomerações para fins ou atividades de natureza política. Estas disposições mantêm-se até nova determinação da autoridade competente.

O Alto Comando Militar adverte ainda que os autores de atos de desacato ou de incumprimento do comunicado serão responsabilizados, nos termos das normas em vigor.

O documento dirige também um apelo à população, à comunidade internacional, ao corpo diplomático acreditado no país, à sociedade civil, às confissões religiosas e às autoridades tradicionais para que contribuam para a preservação da paz, da estabilidade e da segurança nacional.

Por fim, exorta os cidadãos e as entidades a absterem-se de atos suscetíveis de provocar perturbações da ordem pública, confrontação ou instabilidade.

O comunicado não estabelece uma data para a reapreciação das condições de segurança relativas ao regresso do antigo chefe de Estado


Elon Musk integra equipa que vai conceber armas do futuro dos EUA... O bilionário da tecnologia Elon Musk vai integrar um comité encarregado de identificar as tecnologias e armamentos de que os Estados Unidos vão necessitar no futuro, anunciou na quarta-feira o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

© Getty Images    LUSA   01/10/2026 

Batizado "Project Meridian", o programa visa "abordar o futuro de forma criativa, identificando as áreas que devemos conquistar e as capacidades que devemos dominar", explicou Hegseth, citado pela agência francesa AFP.

Segundo o chefe da Defesa, o objetivo é "alcançar a dominação tecnológica e militar no campo de batalha para as próximas décadas".

Além do líder da Tesla e da SpaceX, o comité reúne Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa norte-americana Anduril, e Newt Gingrich, 83 anos, antigo eleito republicano que presidiu à Câmara dos Representantes.

Para Musk, trata-se de um regresso a uma missão oficial do governo federal, depois de ter liderado, a pedido do Presidente Donald Trump, uma comissão chamada encarregada de cortar nos gastos da função pública norte-americana.

O "Project Meridian", que Hegseth disse reunir "três dos cérebros mais brilhantes da nação", tem atividade prevista durante 120 dias.

A iniciativa, supervisionada pelo diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, visa descobrir e desenvolver as armas e os sistemas que serão utilizados pelas futuras gerações no campo de batalha, referiu a agência espanhola EP.

Também foi anunciada a criação do Comando de Guerra Autónoma para integrar e mobilizar sistemas robóticos e drones em grande escala em todos os ramos das forças armadas, de acordo com a agência espanhola EP.

Empenhado numa reforma a passo acelerado das forças armadas, Hegseth proferiu na quarta-feira um discurso na base norte-americana de Quantico, na Virgínia, destacando designadamente as reduções de efetivos entre os generais e almirantes.


Drones russos atingem ponte e instituto nuclear em Kyiv... Drones russos atingiram hoje uma das principais pontes de Kyiv, interrompendo a circulação, depois de outro aparelho ter atingido na quarta-feira um instituto de investigação nuclear.

© REUTERS/Alina Smutko    Por  LUSA  01/10/2026 

Trata-se do primeiro ataque de grande dimensão contra uma das principais pontes da capital ucraniana anunciado pelas autoridades desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

"Dois ataques de drones atingiram a zona dos apoios da Ponte Sul. A circulação dos transportes públicos, metro e superfície, na ponte está agora interrompida", anunciou o presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, na plataforma Telegram.

Klitschko acrescentou que equipas de engenharia estão a inspecionar o estado da estrutura.

Vídeos divulgados nas redes sociais e cuja autenticidade não foi verificada mostram uma explosão no tabuleiro de uma ponte junto à base de um dos pilares que sustentam os cabos da estrutura.

A Ponte Sul é uma das duas pontes da capital ucraniana que suportam uma linha de metro e constitui uma infraestrutura importante para as ligações entre as duas margens do rio Dniepre.

O ataque ocorre numa altura em que a Rússia tem intensificado os bombardeamentos contra infraestruturas civis, incluindo instalações logísticas e de comunicações, em Kyiv e nos arredores.

Na quarta-feira, um drone russo atingiu também as instalações de um instituto de investigação de Kyiv que possui um pequeno reator nuclear de investigação, construído durante o período soviético.

O reator encontra-se desativado desde o início da invasão russa e o urânio foi retirado do seu núcleo, embora continuem a ser realizadas operações de manutenção dos sistemas de segurança.

As autoridades ucranianas receiam desde o início da guerra ataques contra as pontes de Kyiv, consideradas essenciais para a logística da capital.

O anterior ataque contra uma ponte na cidade ocorreu em outubro de 2022, quando um míssil russo atingiu uma estrutura no centro de Kyiv destinada a peões e bicicletas, sem importância significativa para o sistema de transportes.

A intensificação dos ataques aumenta os receios de um novo inverno marcado por cortes de eletricidade, aquecimento e água.

No inverno passado, centenas de milhares de pessoas, incluindo habitantes de Kyiv, ficaram sem eletricidade e aquecimento, em alguns casos durante semanas, com temperaturas que chegaram aos 20 graus negativos.

Um drone russo atingiu ainda hoje uma escola em Kyiv, segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Felizmente, as crianças e os professores estavam no abrigo durante o alerta aéreo, por isso ninguém ficou ferido", afirmou Zelensky.


Leia Também: Kyiv: "Cortes de eletricidade de emergência" após bombardeamentos russos

Cortes de energia elétrica foram efetuados hoje em Kyiv, anunciou a operadora DTEK, após um ataque russo que teve como alvo principal, durante a noite e pela primeira vez desde o inverno passado, infraestruturas energéticas da capital ucraniana.

"Kyiv; cortes de eletricidade de emergência foram feitos por instrução da Ukrenergo", a operadora elétrica ucraniana, anunciou na plataforma digital Telegram a companhia privada DTEK, sem especificar, para já, a extensão da medida, indicando apenas que a rede ficou danificada.

Pelo menos quatro pessoas morreram em Kyiv e arredores, incluindo uma criança encontrada debaixo dos escombros de um edifício, numa altura em que a capital tem sido alvo de incessantes ataques aéreos, tanto de dia como de noite, nas últimas semanas...

LONDRES: Líder de mesquita gera polémica por incentivar violência contra mulheres... Líder de mesquita em Londres, no Reino Unido, defendeu que as mulheres têm de ser disciplinadas para perceberem quem manda. Discurso já está a causar reações.

© X/Daily Mail    Por  Notícias ao Minuto  01/10/2026 

Uma mesquita em Londres, no Reino Unido, está a ser alvo de uma investigação depois de um dos seus lideres ter dado uma entrevista em que encorajou os homens a castigar as esposas que não cumpram as suas ordens e defendeu a execução de pessoas gays.

O vídeo da entrevista foi partilhado na página de Youtube do Hackney Islamic Community Centre. Nela pode ouvir-se o homem a descrever o sexo entre pessoas do mesmo sexo como um "dos atos mais diabólicos do mundo" ou a defender que os homens devem "disciplinar" as suas mulheres se estas lhes desobedecerem, inclusivamente se estas se recusarem a ter relações sexuais.

"Disciplinem-nas fisicamente. Batam-lhes levemente para elas saberem quem manda", alega o homem. Pode ouvir parte do excerto do vídeo em seguida:

O grupo ativista National Secular Society (NSS) denunciou o centro à Comissão de Instituições de Caridade, alertando que as opiniões que este partilha nas redes sociais são incompatíveis com o estatuto de instituição de caridade.

Megan Manson, responsável por esta campanha, descreveu a posição da instituição de caridade como "alarmante", uma vez que esta tem organizado "palestras que promovem a violência contra as mulheres, afirmam que as mulheres não podem recusar relações sexuais aos maridos e toleram a pena de morte para homens homossexuais e para aqueles acusados de «bruxaria»".

"O Centro Comunitário Islâmico de Hackney é apenas uma das muitas instituições de caridade que promovem a misoginia, a homofobia e outras ideologias nocivas através do objetivo caritativo de «promoção da religião»", afirmou.

Note-se que a mesquita em causa está registada como uma instituição de caridade, que se autodescreve como uma entidade que ajuda a "humanidade" no seu trabalho para "promover a fé islâmica" e que beneficia de um número considerável de isenções fiscais, segundo o Daily Mail.


ESTADOS UNIDOS: No corredor da morte há 30 anos, sobrevive a duas injeções letais. O caso... Christa Pike, a única mulher no corredor da morte no Tennessee, sobreviveu à administração de duas doses letais de pentobarbital numa execução que falhou. O governador suspendeu as execuções previstas para 2026. Eis tudo o que se sabe sobre o caso.

© Reuters  Por  noticiasaominuto.com  01/10/2026 

Christa Gail Pike, a única mulher no corredor da morte no estado norte-americano do Tennessee, sobreviveu às duas doses letais de pentobarbital administradas durante a execução, na quarta-feira. Do crime à falha sem precedentes, eis o que se sabe sobre o caso.

O crime e a pena de morte

Pike, atualmente com 50 anos, foi condenada à pena de morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, em 1995.

Slemmer foi esfaqueada e espancada até à morte por Pike e o namorado, colega de ambas na mesma instituição. O caso tornou-se um dos mais mediáticos da altura nos Estados Unidos, sobretudo devido ao facto de o casal ter gravado um pentagrama - um símbolo associado a Satanás - no corpo da vítima. 

Segundo a acusação, Pike receava que Slemmer estaria a tentar roubar-lhe o namorado e, por isso, atraiu-a para uma zona arborizada a 12 de janeiro de 1995, onde a esfaqueou com um x-ato e a agrediu com um pedaço de asfalto. Tadaryl Shipp, o namorado de Pike, admitiu ter sido responsável por gravar o pentagrama.

A mulher foi condenada à pena de morte em março de 1996, enquanto o namorado recebeu uma pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional, por ser menor de idade na altura em que ocorreu o crime. 

O pedido de clemência: "Era uma jovem com uma doença mental"

Christa Pike pediu clemência a um tribunal do Tennessee, alegando que queria apenas lutar com Slemmer, mas acabou por matá-la num ataque frenético que não conseguiu "travar".

Após o homicídio, Pike foi diagnosticada com transtorno bipolar e transtorno de stress pós-traumático.

"Eu era uma jovem de 18 anos com uma doença mental. Foram necessários muitos anos até sequer compreender a gravidade do que tinha feito", afirmou num comunicado.

Pike não nega ter participado no homicídio, mas os seus defensores argumentam que devem ser considerados a idade que tinha na altura, os problemas de saúde mental e um historial de graves abusos sexuais, incluindo violações desde a infância.

Justiça chegou a suspender execução uma hora antes

Na quarta-feira, cerca de uma hora antes de acontecer, a execução de Christa Pike foi suspensa por um tribunal de recurso dos Estados Unidos, que pretendia analisar se as alegações de Pike sobre abusos sexuais e violações sofridos durante a infância foram devidamente consideradas quando foi condenada à pena de morte. No entanto, a ordem de suspensão foi levantada pelo Supremo Tribunal.

Antes, na terça-feira, o defensor público federal Stephen Ferrell tinha alegado que a condenação de Pike constituía uma exceção, uma vez que outros jovens de 18 anos condenados à morte no Tennessee viram posteriormente as penas anuladas.

As duas injeções letais e a "falha sem precedentes" 

Na quarta-feira, as autoridades do Tennessee não conseguiram executar Christa Pike depois de administrarem duas doses de pentobarbital, um fármaco letal. 

Pike permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a mover-se e a respirar de forma audível.

Segundo testemunhas, Pike estava viva e a fazer barulhos mesmo depois da segunda tentativa de injeção letal, tendo sido transportada de ambulância da prisão. Os seus advogados indicaram que estava a ser tratada num hospital, mas não sabem o seu estado de saúde. 

O Departamento de Correções do Tennessee afirmou, num comunicado, que "seguiu todas as etapas do protocolo legal e estabelecido para execuções, aprovado pelo Gabinete do Procurador-Geral".

Este protocolo determina que um segundo conjunto de seringas com medicamentos seja administrado "se o recluso não estiver morto" após o primeiro conjunto. O protocolo não especifica o que deve acontecer se a pessoa continuar viva depois da segunda dose.

Para Robin M. Maher, diretora-executiva do Centro de Informação sobre a Pena de Morte, o que aconteceu com Pike é "singular e sem precedentes".

Segundo explicou, sete outras pessoas sobreviveram a problemas médicos provocados pela incapacidade das equipas de execução de aceder a uma veia para administrar os medicamentos da injeção letal, mas ninguém tinha permanecido vivo depois de receber os fármacos utilizados nessas execuções.

Os advogados de Pike apresentaram, na noite de quarta-feira, um pedido de emergência ao Supremo Tribunal do Tennessee para interromper e suspender imediatamente a execução, alegando que estava a sofrer uma "agonia desnecessária" e que o procedimento violava o seu direito a ser executada sem ser submetida a punições cruéis e incomuns. 

A suspensão de execuções no estado do Tennessee

O governador do estado do Tennessee (EUA), Bill Lee, anunciou uma suspensão temporária das execuções previstas para 2026, depois de Christa Pike ter sobrevivido.

"Cumprir as sentenças impostas legalmente está entre as responsabilidades mais importantes do Estado, e o povo do Tennessee espera que isso seja feito não só de forma legal e constitucional, mas também eficaz", referiu Lee num comunicado divulgado pelos meios de comunicação locais.

O governador solicitou uma investigação "exaustiva" sobre a execução falhada de Pike e suspendeu as restantes execuções que estavam previstas para este ano no estado.

De acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte, estava prevista no Tennessee a execução de Gary Wayne Sutton no próximo dia 3 de dezembro.

Teerão nega notícias sobe expulsão de negociadores iranianos dos EUA... O Irão negou, esta quinta-feira, que os Estados Unidos tenham ordenado à delegação iraniana que participava na Assembleia das Nações Unidas que abandonasse o país após a falta de avanços nas negociações entre Washington e Teerão.

Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi (à esquerda na imagem) Foto: Sarah Yenesel/EPA   Por  Jn.pt  01 de outubro, 2026 

A notícia sobre a alegada ordem foi publicada na terça-feira em vários jornais norte-americanos. Entretanto, a Missão Permanente do Irão junto da ONU disse, através das redes sociais, que a delegação iraniana partiu de Nova Iorque na tarde de segunda-feira, cumprindo a agenda que tinha sido comunicada "com antecedência" ao Departamento de Estado dos Estados Unidos no passado dia 17 de setembro.

A missão diplomática disse ainda que, "por não ter alcançado resultados", o Departamento de Estado recorreu à divulgação de notícias sem fundamento.

Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o portal Axios, noticiaram que o secretário de Estado, Marco Rubio, ordenou na segunda-feira que a delegação iraniana que participava na Assembleia Geral da ONU abandonasse o país.

Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, a quem a missão norte-americana junto da ONU comunicou, por ordem de Marco Rubio, que deveria sair imediatamente de Nova Iorque.

Segundo a notícia, a decisão terá surgido depois de mediadores do Catar terem tentado aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão para alcançar um acordo que acabasse com a guerra, no entanto, as conversações não avançaram e ambas as partes mantiveram as posições.

Segundo uma autoridade norte-americana citada pelo Axios, a delegação iraniana já tinha "excedido o tempo de estadia", uma vez que a Assembleia Geral da ONU já tinha terminado.

Nova proposta

Apesar da alegada expulsão, o Irão anunciou na terça-feira ter recebido uma proposta dos Estados Unidos, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana o plano de sete dias apresentado por Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de uma série de condições. Os detalhes da proposta não foram especificados.

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão entrou no oitavo mês e encontra-se num impasse, marcado pela intensificação das sanções norte-americanas e o bloqueio naval, bem como por ataques esporádicos de Teerão a navios-tanque no Estreito de Ormuz.


Leia Também:  Ataque a base militar? Irão afirma que Burnham está equivocado

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje o primeiro-ministro britânico Andy Burnham de apontar na direção "errada", ao afirmar que existem indícios do envolvimento do Teerão no alegado ataque terrorista junto à base de Fairford.

"Oprimeiro-ministro [Andy] Burnham afirma que o Governo do Reino Unido 'pode confirmar' a convicção" de que o Irão "teve alguma coisa a ver com o incidente na base da RAF em Fairford", começou por escrever Abbas Araghchi na rede social X...

EUA: Juiz decide que EUA podem deportar líder de mesquita do Wisconsin... Os EUA podem deportar o líder da maior mesquita do Wisconsin, defensor declarado dos direitos palestinianos, sob a alegação de que representa uma ameaça à segurança nacional, decidiu na quarta-feira um juiz de imigração.

© Shutterstock     LUSA  01/10/2026 

Salah Sarsour foi detido em Milwaukee, em março, por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Sarsour classificou a decisão do tribunal como "profundamente dececionante", mas disse que pretende recorrer.

"Continuarei a lutar para defender o direito à liberdade de expressão e o direito de permanecer no país a que chamo casa há mais de três décadas", destacou Sarsour em comunicado.

Os advogados do executivo liderado por Donald Trump apontaram que as condenações de Sarsour em Israel, ocorridas há décadas, fazem dele uma ameaça à segurança nacional e acusam-no de mentir no seu pedido de residência permanente (green card) e de alegar falsamente ter cidadania para votar.

O juiz Jayme Salinardi, do Tribunal de Imigração de Chicago, decidiu que é passível de deportação por motivos de política externa, mas rejeitou a alegação do governo de que Sarsour mentiu às autoridades de imigração.

"Todos os imigrantes em situação irregular têm direito a um processo equitativo. Se um juiz determinar que um imigrante em situação irregular não tem direito a permanecer neste país, iremos retirá-lo. Ponto final", realçou o Departamento de Segurança Interna (DHS) em comunicado.

O líder da maior mesquita do Estado Wisconsin, no centro-oeste dos EUA, nascido na Cisjordânia ocupada por Israel, foi detido em Israel em 1988, depois de ter sido condenado por atirar pedras contra militares israelitas.

O DHS afirmou que também foi condenado por lançar um cocktail Molotov. A sua equipa de defesa diz que foi acusado disso, mas não condenado.

Em 1995, foi condenado por tentativa de posse de armas. Sarsour nega ter cometido estes crimes, e os seus advogados afirmam que foi torturado e coagido a confessar em ambos os casos.

Sarsour, presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee, não tem antecedentes criminais nos EUA, onde vive desde 1993.

Os seus advogados afirmaram também que o governo norte-americano tem conhecimento das condenações de Sarsour em Israel desde que chegou ao país.

A deportação para a Cisjordânia "significa o fim da minha vida", realçou Sarsour à agência Associated Press (AP) na terça-feira.

Numa audiência de acompanhamento realizada na quarta-feira, um dos seus advogados, Patrick Taurel, insistiu para que o juiz especificasse que Sarsour só poderia ser deportado para Israel ou para os territórios palestinianos.

A Jordânia, país com o qual Sarsour não tem qualquer ligação, aparece como um possível destino na ordem de expulsão.

Se fosse enviado para a Jordânia, Sarsour "seria imediatamente entregue a Israel", alertou Taurel durante uma conferência de imprensa na quarta-feira.

Taurel explicou ainda que Sarsour terá que demonstrar que corre o risco de ser novamente torturado caso seja deportado, descrevendo esta como uma "exigência muito rigorosa" que, segundo ele, a sua equipa "tem condições para cumprir neste caso".

A notificação de recurso deve ser apresentada no prazo de 30 dias, e Sarsour dispõe de 60 dias para apresentar um pedido de medida de proteção ou de recurso.

O governo não pode deportar Sarsour antes de este ter esgotado todas as vias legais disponíveis.


Leia Também:  Pentágono anuncia corte de 20% dos generais e almirantes; democratas denunciam ‘expurgo’

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quarta-feira, 30, que o país vai demitir 20% de seus generais e almirantes. A declaração foi feita enquanto ele anunciava a criação de um novo comando de drones em um evento para oficiais subalternos e líderes formados na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, no estado de Virgínia...

DONALD TRUMP classifica retirada do Iraque como vitória para Estados Unidos... O Presidente norte-americano, Donald Trump, classificou hoje como uma vitória a retirada do Iraque das últimas tropas da coligação antijihadista liderada pelos Estados Unidos.

© Al Drago/The Washington Post/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  01/10/2026 

"Este dia é uma vitória para os Estados Unidos, uma vitória para o Iraque e uma vitória decisiva sobre o EI (o grupo Estado Islâmico)", declarou o presidente norte-americano na Truth Social.

O republicano sublinhou ainda que teve a escolha "entre ficar ou partir" e que considerou "sem qualquer dúvida, que estava na altura de os Estados Unidos regressarem a casa".

Mobilizadas há mais de uma década no Iraque para combater o grupo EI, as últimas tropas da coligação antijihadista liderada pelos Estados Unidos abandonaram hoje o país, deixando os curdos apreensivos.

A aliança contava com efetivos de mais de 80 países, incluindo França e Grã-Bretanha, que partiram gradualmente ao longo dos últimos meses.

As forças internacionais tinham sido mobilizadas no Iraque e na Síria em 2014, quando o EI tomou vastas áreas de território e cometeu atrocidades.

Após derrotarem o grupo em 2017 no Iraque e, posteriormente, em 2019 na Síria, permaneceram no local para combater os seus últimos elementos.

No entanto, Bagdade e Washington decidiram, em 2024, terminar a missão, mesmo que ainda subsistam focos de jihadistas em algumas zonas desérticas.

A coligação, que deixou a Síria no início deste ano, iniciou a sua retirada do Iraque em 2025, limitando a sua presença ao aeroporto de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, no norte do país.

O Pentágono anunciou hoje a partida das últimas tropas de Erbil, saudando "a conclusão bem-sucedida da missão militar que derrotou" o EI.

Com o fim da missão da coligação, os curdos, que acusam os grupos armados iraquianos apoiados por Teerão de estarem por detrás destes ataques, não escondem a sua preocupação.

"Não temos meios para proteger o céu do Curdistão", realçou à agência France-Presse (AFP) o comandante militar curdo Sirwan Barzani.

Já o antigo presidente do Curdistão, Massoud Barzani, mencionou uma "coordenação muito boa com o governo federal iraquiano para enfrentar qualquer tipo de ameaça ou perigo".

Durante uma cerimónia, o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, saudou hoje o que chamou de "uma nova etapa" na história do país.

Segundo o governante, esta etapa será marcada "pela soberania do Iraque, pela solidez das suas instituições (...) e por parcerias equilibradas com os seus amigos" — uma aparente referência aos Estados Unidos e ao Irão, as duas potências rivais que exercem influência no país.

O Iraque enfrenta agora a difícil tarefa de desarmar os poderosos grupos pró-Irão que, durante anos, combateram o mesmo inimigo da coligação, o EI.

No entanto, após a derrota do grupo jihadista, a presença das tropas da coligação tornou-se uma importante fonte de tensão entre Bagdade e estas fações, que exigiram a retirada das forças antes de passarem a atacá-las, provocando ataques de retaliação por parte dos Estados Unidos.

Durante a guerra no Médio Oriente, desencadeada em fevereiro por uma ofensiva israelo-americana no Irão, os grupos armados intensificaram os seus ataques.

Sob forte pressão de Washington, Al-Zaidi comprometeu-se, este ano, a obter o seu desarmamento.


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Elon Musk acredita que a combinação entre robôs e Inteligência Artificial permitirá que todos tenham melhores cuidados de saúde, superando os que ele mesmo tem atualmente...


Leia Também: Putin pede ao Parlamento russo que aprove novo orçamento de guerra

O presidente russo, Vladimir Putin, apelou esta quarta-feira à vitória na Ucrânia ao pedir à Câmara de Deputados (Duma) para aprovar o novo orçamento de guerra para os próximos três anos.

"Vós sois chamados a prestar especial atenção a questões de importância estatal, como o reforço da defesa do país, e a fazer tudo pela nossa vitória, apoiando os defensores da pátria e as suas famílias", declarou Putin, na tribuna da câmara baixa do parlamento russo.

O chefe de Estado russo, que raramente vai à Duma -- a última vez foi em 2020 -- abriu a nona legislatura, onde o partido do Kremlin, no mais puro estilo do Partido Comunista da União Soviética, controla 349 dos 450 lugares, embora a oposição e especialistas independentes considerem que o parlamento não tem legitimidade devido às muitas irregularidades detetadas nas recentes eleições...