domingo, 28 de janeiro de 2024

Biden promete resposta a ataque de milícias pró-Irão que matou 3 soldados

© Sean Rayford/Getty Images

POR LUSA   28/01/24 

O Presidente norte-americano, Joe Biden, responsabilizou hoje milícias pró-Irão pelo ataque que vitimou três soldados norte-americanos na fronteira Jordânia-Síria e prometeu que os Estados Unidos vão responder.

"Tivemos um dia difícil ontem [sábado] à noite no Médio Oriente, e responderemos", disse o Presidente norte-americano antes de pedir silêncio num evento numa igreja batista na Carolina do Sul.

Biden culpou as milícias apoiadas pelo Irão pelas primeiras mortes dos EUA após meses de ataques destes grupos contra forças norte-americanas no Médio Oriente, intensificados com o conflito em Gaza entre Israel e Hamas.

"Não tenham dúvidas: todos os responsáveis [pelo ataque] irão prestar contas, no momento e da forma que escolhermos", afirmou durante a tarde Biden, através da rede social X.

O chefe de Estado norte-americano qualificou o ataque, reivindicado pela milícia pró-iraniana Resistência Islâmica no Iraque, de "desprezível e totalmente injusto".



Leia Também: O grupo de milícias pró-iranianas Resistência Islâmica no Iraque declarou hoje que o seu ataque com 'drones' a uma base norte-americana na Síria, em que três soldados morreram e dezenas ficaram feridos, foi apenas uma "pequena amostra do inferno".


ECOWAS Communique on Burkina Faso, Mali & Niger


Communique de la CEDEAO

 Ecowas - Cedeao 

EUA: Senadores republicanos apelam a "ataque em força" contra Teerão

© Lusa

POR LUSA   28/01/24 

Os senadores republicanos Lindsey Graham e John Cornyn defenderam hoje "atacar Teerão", a capital iraniana, em resposta a um ataque de 'drone' que matou três soldados norte-americanos na região fronteiriça entre a Jordânia e a Síria.

Segundo a agência Europa Press, John Cornyn, membro do Comité de Informações do Senado, apelou hoje a um ataque à capital iraniana, numa breve mensagem publicada na sua conta na rede social X em resposta ao incidente ocorrido na noite de sábado.

Por seu turno, o senador Lindsey Graham, um dos congressistas do Partido Republicano mais ativos na política externa, também apelou a "atacar o Irão agora, com força".

Graham criticou a política externa do Presidente, o democrata Joe Biden, afirmando: "Quando a Administração Biden diz 'não faça...', os iranianos fazem-no".

"A retórica da administração Biden sobre o Irão entra por um ouvido e sai pelo outro. A sua política de dissuasão contra o Irão falhou miseravelmente", indicou.

Também o candidato à nomeação presidencial republicana, Donald Trump, considerou este "brutal ataque aos Estados Unidos" uma "consequência horrível e trágica da fraqueza e rendição de Joe Biden".

Numa mensagem na rede social Telegram, Trump reivindicou que durante o seu mandato o Irão "estava fraco, falido e totalmente sob controlo, incapaz de "arranjar dois dólares para financiar os seus agentes terroristas".

"Depois, Joe Biden veio e deu ao Irão milhares de milhões de dólares, que o regime usou para espalhar o derramamento de sangue e massacres por todo o Médio Oriente. Este ataque NUNCA teria acontecido se eu fosse Presidente (...) assim como o ataque do Hamas, apoiado pelo Irão, contra Israel nunca teria ocorrido, a guerra na Ucrânia não teria começado, e agora teríamos paz em todo o mundo. Em vez disso, estamos à beira da Terceira Guerra Mundial", disse Trump.

Três militares dos EUA foram mortos e outros 25 ficaram feridos num ataque suicida de drone lançado por supostas milícias pró-iranianas na noite passada contra uma instalação dos EUA na Jordânia, perto da fronteira com a Síria, informaram as Forças Armadas dos EUA.

Biden expressou as suas condolências pelo ataque, que atribuiu às "milícias radicais apoiadas pelo Irão" que operam na Síria e no Iraque, de acordo com um comunicado da Casa Branca.



Leia Também: "Ataque contra as forças norte-americanas não ocorreu dentro da Jordânia"

Um dos funcionário da ONU suspeito de participar no ataque do Hamas está morto

António Guterres (AP)

Cnnportugal.iol.pt, 28/01/2024

Já foram identificados e despedidos nove funcionários que trabalhavam para as Nações Unidas. Guterres promete responsabilização

O secretário-geral das Nações Unidas defendeu este domingo o trabalho humanitário da agência da ONU para os refugiados palestinianos, assegurando, no entanto, que qualquer comportamento inadequado por parte dos trabalhadores será julgado.

Numa comunicação oficial, António Guterres explicou que dos 12 membros acusados de envolvimento no atentado de 07 de outubro contra Israel pelo movimento islamita palestiniano Hamas, 9 foram identificados e despedidos pela direção da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês).

Outro dos funcionários está morto, estando ainda a ser investigada a identidade dos restantes.

"Qualquer funcionário da ONU implicado em atos de terrorismo será responsabilizado, incluindo através de processos criminais. O Secretariado [da ONU] está pronto para cooperar com as autoridades competentes para garantir que os indivíduos sejam processados ​​de acordo com os procedimentos estabelecidos", afirmou Guterres num comunicado oficial.

O secretário-geral da ONU afirmou ainda que “estão a ser tomadas medidas rapidamente” em resposta às “acusações extremamente graves” e que foi aberta uma investigação do Gabinete de Serviços de Supervisão Interna da ONU.

A própria UNRWA já tinha anunciado em 17 de janeiro uma revisão completa e independente das operações da organização, recordou.

Guterres referiu-se também ao anúncio de vários países, incluindo os Estados Unidos, de suspenderem o financiamento à UNRWA e lembrou a importância do seu trabalho, em particular na Faixa de Gaza.

“Dois milhões de civis em Gaza dependem da ajuda da UNRWA para a sua sobrevivência diária, mas o financiamento atual [da agência] não lhe permitirá cobrir as necessidades de fevereiro”, explicou.

“Compreendo as reservas” dos países, assegurou, acrescentando: "Eu próprio fiquei horrorizado com estas acusações (mas) apelo aos governos que suspenderam as suas contribuições para que, pelo menos, garantam a continuidade das operações da UNRWA".

Classificando-os como abomináveis, considerou que os atos de que aqueles trabalhadores da UNRWA são acusados “devem ter consequências”, “mas as dezenas de milhares de homens e mulheres que trabalham para a UNRWA nas situações mais perigosas não devem ser penalizados”.

Sissoco Embalo, pela sua honestidade, ajudou tanta gente que não sabe reconhecer e valorizar o seu apoio...

Eng Santos Pereira

Desta vez não será com a Dubriagem para pagar dívida da Sede

Honestamente, simplicidade, humildade é algo dos grandes líderes.

Mas, arrogância sem condições objetivas é algo de repúdio política.

Sissoco Embalo, pela sua honestidade, ajudou tanta gente que não sabe reconhecer e valorizar o seu apoio.

Vamos ver como será daqui para frente.

Eng. Santos Pereira

28/01/2024

𝐏𝐄𝐒𝐂𝐀𝐒 | Pescadores senegaleses especiais reuniram-se com as autoridades guineenses sobre a questão do Instituto, é a essência da pesca para os pescadores estrangeiros.


 Radio Voz Do Povo

Mantenha as aranhas fora do seu quarto. Saiba o que fazer... Não trocar os lençóis com frequência é uma forma que atrair este tipo de insetos para o seu quarto. Há formas de fazer com que não apareçam.

© Shutterstock

Notícias ao Minuto   28/01/24 

Se está a sentir que tem mais aranhas no quarto, pode dever-se a um erro comum: não trocar os lençóis com frequência. Trocá-los acaba por ser uma forma de evitar que apareçam. Ainda assim, há mais formas de conseguir evitá-las.

Segundo o 'website' House Digest, deve ter sempre o quarto organizado e livrar-se de itens que não utiliza com tanta frequência, ou quase nunca. Organize também tudo para evitar que se criem esconderijos para as aranhas.

Aspire o pó e reduza as fontes de alimento para as aranhas, como o caso de outros insetos. Atente que estes insetos podem adaptar-se a vários espaços. A limpeza acaba por ser fundamental nestes casos.


Leia Também: Plantas atraem aranhas (especialmente quando comete este erro)

Quantos orgasmos deve ter por mês para ser saudável?

© Shutterstock

Notícias ao Minuto   28/01/24 

A sexóloga Claudia Petry comenta.

O mais perto que os cientistas já estiveram de chegar a um número mínimo de orgasmos a ter por mês foi ao analisarem a rotina sexual mínima para diminuir o risco de desenvolver cancro da próstata. Tanto um estudo publicado em 2016, na revista científica European Urology, como um inquérito de 2022, divulgado na Health Harvard, indicam que homens com alta frequência de ejaculações (superior a 21 vezes ao mês) têm 31% menos hipóteses de desenvolver a doença.

No caso das mulheres, é mais complicado chegar a um número. "Ainda assim, as mulheres têm muitos benefícios para a saúde do organismo como um todo estando satisfeitas sexualmente" afirma a sexóloga Claudia Petry, em declarações ao jornal Metrópoles. 

"A prática sexual regular traz benefícios quando é consensual, segura e prazerosa." Por isso, "não adianta a pessoa fazer uma tabela para saber se teve orgasmos ou não, pois não há benefícios para a saúde se não há prazer", diz a especialista.


O país vive numa manifestação discursiva, o que mostra climática política medíocre sem precedente...

Por O Democrata Osvaldo Osvaldo

O país vive numa manifestação discursiva, o que mostra climática política medíocre sem precedente. 

Era o que faltava que os cidadãos atentos não se pudessem ouvir e não ficarem tristes, esse Homem não tem faculdade para discutir nada sobre política e muito menos outros assuntos. Nuno Gomes Nabiam vai ESTUDAR POR FAVOR. 

Como é sabido, muitos deles não têm estudos suficientes mas decidiram fazer política na Guiné- Bissau e o povo acredita que são políticos , pois alguém vai dizer Osvaldo essa observação não é inaceitável, eu pergunto o seguinte: será que é uma difamação? Não é, pois é verdade que muitos não querem ouvir. 

Agora, já pedem a intervenção dos estrangeiros para os assuntos meramente nacionais?

Já não se consegue resolver assuntos internos na Guiné-Bissau? É uma vergonha e falta de sentido de responsabilidade pelos ditos políticos medíocres e que nada sabem da política ! Ganhas quanto por dia? De onde veio o dinheiro para construir a sua Casa sob olhar da nossa população ? E o apartamento em Portugal foi fruto do seu trabalho?

Aqui está o primeiro episódio de um homem impreparado e que viveu nos últimos tempos dos milhões através da guerra de Umaro contra DSP, pois o inapto sobreviveu da questão de salários no gabinete do PM. Uma vez, o MP dono da investigação criminal no país afirmou para o Mundo sobre toneladas de toneladas de droga em movimentação no país, o mesmo inapto como PM veio ao público e disse não estava de acordo !!...Ler MAIS

Burkina Faso, Mali e Níger abandonam a CEDEAO.

Os regimes militares que governam Burkina Faso, Mali e Níger decidiram retirar, com efeito imediato, seus países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Fonte:  Radio Voz Do Povo / AFP

Video: ORTM

Caso de 1 de fevereiro: O Presidente interino do PRS quer transformar o caso dos prisioneiros como a sua "bandeira de aproveitamento político".

O posicionamento de Fernando Dias tem sido suspeita, sobretudo, aproveitando o fato de a maioria dos implicados serem da etnia Balanta, isso não é a culpa dos balanças, mas sim, dos que a todo custo querem o golpe de Estado.

O único propósito de Dias é procurar a simpatia política partidária por parte dos familiares e da etnia Balanta que, rapidamente, descobriram o malabarismo do Fernando Dias.

Assista o vídeo abaixo que esclareceu completamente a situação dos prisioneiros.

Este homem arrasou Fernando Dias.

 

Por Eng. Santos Pereira  28/01/2024


Teatro no centro de Moscovo em chamas. Espaço foi evacuado

© Reprodução Rede X (antigo Twitter) Nexta TV

Notícias ao Minuto   28/01/24 

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o fumo a sair pelo telhado da sala de espetáculos.

Um incêndio deflagrou, este domingo, num teatro localizado no centro de Moscovo, na Rússia.

Em causa está o Teatro Académico de Sátira de Moscovo (Moskovskiy Akademicheskiy Teatr Satiry). 

Fonte dos serviços de emergência, citada pela agência estatal russa TASS, precisou que foram enviadas várias equipas de bombeiros para o local e o teatro foi evacuado.

Vários espetadores encontrava-se no interior do teatro, uma vez que estava previsto um espetáculo para as 12h00 (hora local). 

De acordo com as informações disponíveis, ninguém ficou ferido.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o fumo a sair pelo telhado da sala de espetáculos.

ONU: O responsável da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (Unrwa), Philippe Lazzarini, advertiu hoje que mais de dois milhões de habitantes de Gaza dependem da ajuda humanitária, que pode estar em causa perante a suspensão dos fundos de nove países doadores.

© Lusa

POR LUSA   28/01/24 

 Agência da ONU diz garantir sobrevivência de 2 milhões na Faixa de Gaza

O responsável da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (Unrwa), Philippe Lazzarini, advertiu hoje que mais de dois milhões de habitantes de Gaza dependem da ajuda humanitária, que pode estar em causa perante a suspensão dos fundos de nove países doadores.

"Nove países suspenderam temporariamente o seu financiamento à Unrwa. Estas decisões ameaçam o nosso trabalho humanitário em curso em toda a região, incluindo e especialmente na Faixa de Gaza", alertou Lazzarini em comunicado.

Os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, a Suíça, a Finlândia e a Austrália anunciaram este fim de semana a suspensão do financiamento à Unrwa, depois de a agência ter rescindido os contratos de vários funcionários por alegações do seu possível envolvimento com o movimento extremista islâmico Hamas nos ataques de outubro.

"É chocante ver uma suspensão de fundos em reação a alegações contra um pequeno grupo de funcionários, especialmente tendo em conta as medidas imediatas que a UNRWA tomou ao rescindir os seus contratos e ao pedir uma investigação independente e transparente", lamentou Lazzarini.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também pediu uma investigação, que já está a ser conduzida pelo Gabinete de Serviços de Supervisão Interna da organização.

O comissário da UNRWA alertou para o facto de quase toda a população da Faixa de Gaza depender da assistência da agência para "a sua mera sobrevivência": a agência fornece abrigo a mais de um milhão de pessoas e alimentos e cuidados primários a mais de dois milhões, "mesmo no auge das hostilidades".

"Muitos estão a passar fome à medida que o relógio avança para a fome iminente", afirmou.

Desde que Israel autorizou a entrada da ajuda humanitária na Faixa de Gaza, de forma gradual, no final de outubro, a Unrwa tem sido a principal responsável pela sua distribuição.

Lazzarini recordou que o Tribunal Internacional de Justiça apelou na sexta-feira, no âmbito do processo de genocídio contra Israel, à importância de aumentar o fluxo de ajuda humanitária para o enclave, para o qual a estrutura da Unrwa é indispensável.

"Seria imensamente irresponsável sancionar uma agência e toda a comunidade que serve por alegações de atos criminosos contra algumas pessoas, especialmente em tempos de guerra, deslocações e crises políticas na região", afirmou.

Israel agradeceu aos países que suspenderam o financiamento da Unrwa e apelou a que outros se juntem à ação contra a agência, que acusa de ser um "refúgio para terroristas", enquanto o Hamas negou categoricamente que o pessoal humanitário colabore com eles em ações militares.



Leia Também: MNE israelita pede demissão do chefe da UNRWA

Irão lança 3 satélites num sistema que pode ser usado para fins militares

© Reuters

 POR LUSA   28/01/24 

O Irão anunciou hoje o lançamento, com sucesso, de três satélites para o espaço, um programa espacial que, segundo o Ocidente, melhora os mísseis balísticos de Teerão. 

A agência noticiosa estatal IRNA afirmou que o lançamento também foi um sucesso na utilização do foguetão Simorgh do Irão, que já teve várias falhas no passado.

O lançamento ocorre num momento em que as tensões aumentam no Médio Oriente devido à guerra contínua de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Embora o Irão não tenha atuado militarmente no conflito, tem enfrentado uma pressão crescente interna para agir, à medida que grupos aliados, como os rebeldes Houthi do Iémen, conduzem ataques ligados à guerra.

As imagens divulgadas pela televisão estatal iraniana mostram um lançamento noturno do foguetão Simorgh. Uma análise das imagens feita pela Associated Press revelou que o lançamento teve lugar no porto espacial Imam Khomeini, na província rural iraniana de Semnan.

"O rugido do Simorgh (foguetão) ressoou no céu do nosso país e no espaço infinito", disse Abbas Rasooli, um repórter da televisão estatal, nas imagens.

A televisão estatal designou os satélites lançados como Mahda, Kayhan-2 e Hatef-1. Descreveu o Mahda como um satélite de investigação, enquanto o Kayhan e o Hatef eram nanosatélites orientados para o posicionamento global e a comunicação, respetivamente.

O programa Simorgh, um outro foguetão de transporte de satélites, foi lançado cinco vezes seguidas sem sucesso. As falhas do foguetão fazem parte de uma série de contratempos nos últimos anos para o programa espacial civil do Irão, incluindo incêndios fatais e uma explosão na plataforma de lançamento.

O Simorgh é um foguetão de duas fases, alimentado a líquido, que os iranianos descreveram como sendo concebido para colocar satélites numa órbita terrestre baixa.

No entanto, para vários analistas norte-americanos, o desenvolvimento de veículos de lançamento de satélites "encurta a linha do tempo" para o Irão desenvolver um míssil balístico intercontinental porque usa tecnologia semelhante.

Um relatório cita especificamente o Simorgh como um possível sistema de dupla utilização.

Os Estados Unidos afirmaram anteriormente que os lançamentos de satélites do Irão desafiam uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e apelaram a Teerão para que não realizasse qualquer atividade que envolvesse mísseis balísticos capazes de transportar armas nucleares.

As sanções da ONU relacionadas com o programa de mísseis balísticos do Irão expiraram em outubro passado.

Durante o mandato do antigo presidente Hassan Rouhani, a República Islâmica abrandou o seu programa espacial por receio de aumentar as tensões com o Ocidente.

No entanto, desde então, o acordo nuclear de 2015 que Rouhani negociou com as potências mundiais entrou em colapso e as tensões com os EUA estão tensas há anos.

O atual presidente mais conservador, Ebrahim Raisi, um protegido do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, que chegou ao poder em 2021, retomou o programa.

Entretanto, o Irão enriquece urânio mais perto do que nunca de níveis adequados para o fabrico de armas e de material suficiente para várias bombas atómicas, embora as agências de informação americanas e outras avaliem que Teerão não começou a procurar ativamente uma arma nuclear.

Teerão mantém o maior arsenal de mísseis balísticos do Médio Oriente, em parte devido a décadas de sanções na sequência da Revolução Islâmica de 1979 e da crise dos reféns da Embaixada dos EUA, que lhe impediram o acesso a aviões de combate avançados e a outros sistemas de armamento.

As forças armadas dos EUA e o Departamento de Estado não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

No entanto, as forças armadas americanas reconheceram discretamente um lançamento bem sucedido de um satélite iraniano em 20 de janeiro, conduzido pela Guarda Revolucionária paramilitar do país.


Coreia do Norte dispara vários mísseis de cruzeiro

Míssil lançado pela Coreia do Norte (Photo by Kim Jae-Hwan/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)  

Cnnportugal.iol.pt, 28/01/2024

Os serviços secretos sul-coreanos e norte-americanos estão a analisar o lançamento e a acompanhar de perto outros movimentos e atividades da Coreia do Norte

O exército sul-coreano anunciou este domingo que a Coreia do Norte disparou vários mísseis de cruzeiro, numa altura de tensões crescentes entre os dois vizinhos da península coreana.

"O nosso exército detetou vários mísseis de cruzeiro não identificados disparados perto das águas [perto da cidade] de Sinpo, na Coreia do Norte, às 08:00 [23:00 de sábado em Lisboa]", declarou o Estado-Maior sul-coreano em comunicado.

Esta semana, Pyongyang lançou mísseis de cruzeiro na direção do mar Amarelo, a oeste da península coreana, alegando tratar-se de uma nova geração de mísseis estratégicos de cruzeiro.

Os serviços secretos sul-coreanos e norte-americanos estão a analisar o lançamento e a acompanhar de perto outros movimentos e atividades da Coreia do Norte.

Os testes de mísseis de cruzeiro, que voam na atmosfera, não estão sujeitos às sanções impostas à Coreia do Norte pela ONU. Ao contrário dos mísseis balísticos, cuja trajetória é essencialmente no espaço.

Na quinta-feira, um dia depois de Pyongyang ter disparado mísseis de cruzeiro, sem especificar um número, a agência de notícias oficial da Coreia do Norte KCNA afirmou que o teste fazia parte de "um processo de atualização constante do sistema de armas e de uma atividade regular e obrigatória".

"O teste de disparo não teve qualquer impacto na segurança dos países vizinhos, nem estava relacionado com a situação regional", afirmou.

As tensões entre Pyongyang e Seul aumentaram acentuadamente nos últimos meses. Os dois países inimigos renegaram acordos alcançados em 2018 para evitar incidentes armados e aumentaram recursos militares na fronteira.

ONU: Guterres pede continuação das operações da UNRWA

© Getty Images

POR LUSA   28/01/24 

O secretário-geral da ONU pediu hoje aos países que suspenderam o financiamento da agência da organização para os refugiados palestinianos (UNRWA) que "garantam pelo menos" a continuação das operações, essenciais para dois milhões de pessoas.

A agência, que está no centro da ajuda humanitária em Gaza, anunciou na sexta-feira a rescisão dos contratos de vários funcionários acusados de envolvimento no atentado de 07 de outubro contra Israel pelo movimento islamita palestiniano Hamas, com base em informações das autoridades israelitas.

Logo depois deste anúncio, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de toda a ajuda adicional à UNRWA, seguidos por vários outros países, incluindo Itália, Canadá, Austrália, Reino Unido, Finlândia e Alemanha.

"Embora compreenda as suas preocupações, eu próprio fiquei horrorizado com estas acusações, exorto vivamente os Governos que suspenderam as suas contribuições a garantirem, pelo menos, a continuidade das operações da UNRWA", declarou António Guterres, em comunicado.

"Dois milhões de civis em Gaza dependem da assistência crítica da UNRWA para a sobrevivência diária, mas o atual financiamento da UNRWA não lhe permitirá satisfazer todas as necessidades em fevereiro", insistiu.

"Os alegados atos abjetos destes funcionários têm de ter consequências. Mas as dezenas de milhares de homens e mulheres que trabalham para a UNRWA, muitos deles em algumas das situações mais perigosas para os trabalhadores humanitários, não devem ser penalizados. As necessidades urgentes das populações desesperadas de que cuidam devem ser satisfeitas", acrescentou

O secretário-geral da ONU confirmou, tal como Washington tinha indicado, que 12 funcionários da UNRWA eram alvo destas "acusações extremamente graves", objeto de um inquérito interno da ONU.

A UNRWA afastou nove trabalhadores, um está "confirmado como morto" e as identidades de dois outros estão "em vias de ser esclarecidas", acrescentou.

"Qualquer funcionário da ONU envolvido em atos terroristas será responsabilizado, incluindo através de um processo penal", afirmou o antigo primeiro-ministro português, prometendo cooperar com as autoridades competentes.

Em 07 de outubro, o movimento islamita palestiniano Hamas desencadeou um ataque em território israelita, durante o qual morreram cerca de 1.140 pessoas, na maioria civis, e mais de 200 foram feitas reféns, de acordo com números oficiais das autoridades israelitas.

Israel prometeu eliminar Hamas, considerado uma organização terrorista pela UE e pelos Estados Unidos, e lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza, onde morreram já mais de 25.000 pessoas, disse o movimento palestiniano.



Leia Também: Reino Unido suspende financiamento a UNRWA para refugiados palestinianos

MNE israelita pede demissão do chefe da UNRWA

© Reuters

POR LUSA  28/01/24 

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Israel Katz, sugeriu ao chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) que se demita, após Philippe Lazzarini alertar para o impacto dos cortes no financiamento da organização.

"Senhor Lazzarini, por favor demita-se", escreveu Katz na noite de sábado na sua conta da rede social X, em resposta a uma publicação do comissário geral advertindo que a assistência da sua organização aos refugiados palestinianos está em risco de terminar devido aos cortes nos financiamentos.

Na sua mensagem, Lazzarini referiu que a sua "operação humanitária, da qual dependem dois milhões de pessoas e as suas vidas em Gaza, está a colapsar", e acrescenta estar surpreendido "que tais decisões sejam tomadas com base no suposto comportamento de muito poucos indivíduos e, quando as necessidades se aprofundam e a fome generalizada se avizinha com o prosseguimento da guerra".

No sábado, Israel prometeu terminar com esta agência da ONU, que ao longo dos anos tem sido decisiva na ajuda humanitária à Faixa de Gaza, na sequência da polémica em torno do alegado envolvimento de alguns dos seus funcionários, sugerido pelo Governo israelita, no ataque de 07 de outubro de 2023 pelo Hamas.

A ONU decidiu avançar com uma investigação para confirmar a eventual participação de funcionários da UNRWA no ataque a Israel pelo Hamas e suspendeu cerca de 12 funcionários.

A decisão dos Estados Unidos, que na sexta-feira anunciaram a suspensão temporária de toda a ajuda à agência, foi seguida por Itália, Canadá, Austrália, Reino Unido, Países Baixos, Finlândia e Alemanha.

A Suíça, por outro lado, espera obter mais informações antes de tomar uma decisão sobre a sua ajuda à UNRWA.

Pelo contrário, outros países como a Irlanda reafirmaram o seu compromisso de financiar a UNRWA e recordaram a importância do seu trabalho.

"Os palestinianos de Gaza não necessitam de este castigo coletivo adicional. Isto mancha-nos a todos", disse o representante da UNRWA.

Em mensagem anterior, Katz tinha emitido duras acusações ao organismo, assegurando que "os vínculos da UNRWA com o Hamas, o fornecimento de refúgio a terroristas e a perpetuação do seu Governo são inegáveis", exigindo uma investigação aos dirigentes da agência "pelo seu conhecimento destas atividades".

O ministro sentenciou ainda que "na reconstrução de Gaza, a UNRWA deve ser substituída por agências dedicadas à paz e desenvolvimento genuínos".



Leia Também: A Alemanha anunciou hoje a suspensão do seu financiamento à agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) até esclarecimento do alegado envolvimento de alguns dos seus funcionários, sugerido por Israel, no ataque do Hamas a 7 de outubro.

Mama Samba Embalo eleito Presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau_CCIAS.


 Radio Voz Do Povo