domingo, 25 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: ‎CÂMARA DO COMÉRCIO DEFENDE COMPETITIVIDADE DOS PRODUTOS NACIONAIS NOS MERCADOS INTERNACIONAIS

Por Rádio Sol Mansi  25-10-2026 

‎O secretário-geral da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Mama Saliu Bá, defende que a promoção do consumo de produtos locais deve ser acompanhada de medidas que garantam a sua competitividade nos mercados sub-regional e internacional.

‎O responsável falava este sábado, em Bissau, durante a cerimónia de encerramento das atividades da sétima edição de “Outubro, Mês do Consumo dos Produtos Locais”, realizada no espaço da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA).

‎A iniciativa decorreu sob o lema “Consumir localmente é fator de integração regional e económica do bloco monetário face às mutações do comércio mundial”.

‎Na ocasião, Mama Saliu Bá considerou que a vontade de consumir produtos nacionais, por si só, não é suficiente, sendo necessário criar condições para que esses produtos possam competir nos mercados da sub-região e a nível internacional.

‎O responsável sublinhou, ainda, que não há segurança alimentar e nutricional sustentável sem um desenvolvimento económico duradouro e uma base produtiva nacional forte.

‎Por sua vez, o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, prometeu trabalhar para garantir que os produtores nacionais tenham condições para competir com os seus congéneres dos países membros da UEMOA.

‎Segundo o governante, o Executivo pretende reforçar a colaboração com a Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, com vista à melhoria das condições de trabalho dos produtores nacionais.

‎Jaimantino Có prometeu, igualmente, criar condições para que as próximas edições da iniciativa se transformem numa grande festa de promoção da produção nacional, permitindo aos produtores dos setores da gastronomia, do artesanato e do agroalimentar expor os seus produtos e serviços aos consumidores.

‎A iniciativa “Outubro, Mês do Consumo dos Produtos Locais” visa promover a valorização da produção nacional, incentivar o consumo de produtos locais e reforçar a integração económica no espaço da UEMOA.

Portugal é "um dos últimos países moderados" da Europa em imigração... O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração considerou que Portugal é um dos últimos países moderados Europa no que respeita à imigração, porque defende "um humanismo dos atos" e não um "humanismo de papel".

© ruifret/ Instagram   Por  LUSA   25/10/2026 

O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração considerou que Portugal é um dos últimos países moderados Europa no que respeita à imigração, porque defende "um humanismo dos atos" e não um "humanismo de papel".

"No contexto europeu, Portugal continua a ser um país moderado. Eu diria que mesmo um dos últimos países moderados" em matérias de política migratória, afirmou Rui Armindo Freitas, em entrevista à agência Lusa, por ocasião dos três anos da criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Rui Armindo Freitas disse que um "humanismo sem regra absolutamente nenhuma acaba a prejudicar todos", porque "é um humanismo de papel" e não um "humanismo dos atos".

Exemplo dessa moderação é a posição de Lisboa contra a possibilidade de criar centros de retorno fora da Europa, externalizando a receção de imigrantes, disse o governante, considerando que a gestão desses processos deve ser feita em território europeu.

Também no plano internacional, Portugal não pediu a suspensão de Schengen na sequência da crise migratória de Ceuta, ao contrário de outros países europeus, mas isso não significa que as autoridades de Lisboa concordem com a posição do governo espanhol.

"Nós, Estados-membros da União Europeia, temos um espaço comum que é dividido por todos e temos que ter a noção que as políticas nacionais podem impactar seriamente o espaço comum", pelo que "qualquer ação que possa resultar em efeito de chamada num Estado-membro vai pôr em causa uma fronteira que é comum", avisou.

"Eu não ponho em causa a boa vontade e as boas intenções, eu julgo é os resultados e isso foi exatamente o país que nós herdámos", um "país com vários problemas por resolver", disse ainda Rui Armindo Freitas.

"Este governo nunca foi contra a imigração, não é esse o nosso tom e nunca foi", porque "temos noção clara de que um país como o nosso tem de ter imigração", mas "de forma regulada, esclarecida e com regras claras", salientou.

No ano passado, Portugal recusou acolher 420 requerentes de asilo no âmbito do mecanismo europeu de solidariedade, alegando pressão migratória e que os números oficiais estavam desatualizados, mas Rui Armindo Freitas não esclareceu qual será agora a posição em relação a novos processos.

"Se virmos que Portugal já não é um país sob pressão", isso "já vai refletir muito daquilo que foi o trabalho que foi iniciado em 2024", com a regularização de meio milhão de imigrantes que não estavam contabilizados.

"Portugal opôs-se" e "o mecanismo de solidariedade impunha receber pessoas ou ter uma contrapartida financeira", pelo que o processo ainda está em análise por Bruxelas, disse, salientando que decisão de aceitar novos requerentes de asilo "não está tomada neste momento".


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BRASIL: Mais de 158 milhões nas urnas hoje: Brasil decide entre Lula e Bolsonaro... Mais de 158 milhões de brasileiros são hoje chamados às urnas para escolher o Presidente para os próximos quatro anos, numa luta acirrada entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.

© Buda Mendes/Getty Images   Por  LUSA  25/10/2026 

Mais de 158 milhões de brasileiros são hoje chamados às urnas para escolher o Presidente para os próximos quatro anos, numa luta acirrada entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.

Os dois estão tecnicamente empatados nas sondagens, retrato de um país dividido ao meio.

Na primeira volta, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos.

Desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, e antigo sindicalista, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal e apoiado pela direita, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o ex-oporário que tenta agora derrotar.

Lula da Silva deverá votar pelas 8 horas locais (12:00 em Lisboa) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. O Presidente acompanhará depois a contagem dos votos no Hotel Renaissance, na capital paulista, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já Flávio Bolsonaro, 45 anos, deverá votar à mesma hora que o seu oponente, mas numa escola municipal da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro, seguindo depois para Brasília, onde acompanhará os resultados eleitorais.

Será entre estas duas personalidades que mais de 158,7 milhões de eleitores são hoje chamados a optar nas 563.910 urnas eletrónicas espalhadas por 5.571 cidades do país, além de 186 cidades no estrangeiro, como Lisboa, Porto e Faro.


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Israel vai impor um bloqueio à Cisjordânia no dia das eleições legislativas, terça-feira, disse hoje o exército israelita, que iniciou uma operação no território ocupado, forçando quase 2.200 palestinianos a sair de Hebron.

Israel vai impor um bloqueio à Cisjordânia no dia das eleições legislativas, terça-feira, disse hoje o exército israelita, que iniciou uma operação no território ocupado, forçando quase 2.200 palestinianos a sair de Hebron.

Num comunicado, o exército informou que "a esfera política aprovou a proibição de entrada e saída de trabalhadores palestinianos em toda a Judeia e Samaria [nome israelita para a Cisjordânia] e no Vale do Jordão, incluindo zonas industriais, bem como o encerramento de todos os postos de controlo terrestres durante todo o dia das eleições", na terça-fe...