sábado, 27 de junho de 2026

Ucrânia faz novo ataque a infraestrutura energética próxima de Moscovo... O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) indicou hoje que fez um novo ataque com drones contra uma estação de bombagem de petróleo na localidade russa de Vtorovo, uma infraestrutura "que abastece Moscovo de combustível".

© Getty Images     Por LUSA   27/06/2026 

"Os combatentes da unidade 'Alfa do SBU' atiraram golpes certeiros contra a estação de produção e controlo de Vtorovo", situada a cerca de 200 quilómetros de Moscovo, informa o SBU na sua conta da rede social do Telegram.

A agência de segurança nacional da Ucrânia sublinha que informações preliminares dão conta que "os drones da SBU atingiram as instalações técnicas do complexo, tendo-se seguido uma detonação".

Segundo a agência, o SBU identificou o alvo do seu ataque como um "nó logístico fundamental para o transporte de produtos petrolíferos leves para os portos de exportação e para os consumidores nacionais" da Rússia.

"O anterior ataque com drones da SBU contra Vtorovo ocorreu em 10 de junho deste ano", sublinhou a SBU, salientando que "cada instalação atacada representa uma redução dos recursos para a guerra e um custo mais elevado que o Kremlin é obrigado a suportar para continuar com a agressão" contra a Ucrânia.

A SBU refere ainda que a Rússia "deve sofrer as consequências da sua agressão não só no campo de batalha, mas também no seu próprio orçamento, logística e receitas de exportação".

Entretanto, num comunicado hoje divulgado, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou a conquista de uma nova localidade na região ucraniana de Dnipropetrovsk, o que permitirá acelerar o avanço do Grupo Leste nesta região.

Segundo o comunicado militar, trata-se da aldeia de Novoakeliuvate, situada na margem esquerda do rio Haichur e próxima de uma estrada e de uma linha férrea.

As forças russas estão, há vários meses, a expandir gradualmente o seu controlo sobre essa zona ucraniana, tendo, no início da semana, também dado conta da captura da aldeia de Ivolzhanske, na região de Sumi.

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Bahrein afirma ter sido atacado pelo Irão em pleno cessar-fogo... O governo do Bahrein indicou hoje que foi atacado por "vários drones iranianos", numa clara violação ao memorando de entendimento assinado entre o Irão e Estados Unidos, apesar de Teerão ter assegurado que o alvo eram "bases norte-americanas".

© Lusa    27/06/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Bahrein avançou que foi hoje atacado "por vários drones iranianos", no que considerou ser uma "violação flagrante da sua soberania, uma ameaça à segurança dos seus cidadãos e residentes e uma clara violação das normas e convenções internacionais que proíbem atacar alvos civis e aterrorizar pessoas inocentes".

Em comunicado, o MNE responsabilizou "exclusivamente Teerão por minar os esforços de paz" e reiterou que essa paz "não se constrói através da intimidação, que a segurança não se conquista através da agressão e que a determinação do Bahrein é mais forte do que qualquer ameaça".

O governo do Bahrein reivindicou o "direito pleno e legítimo de defender a sua soberania, segurança e estabilidade, em conformidade com o direito internacional" e instou o Conselho de Segurança da ONU a "cumprir as suas responsabilidades para garantir a aplicação da resolução e exigir que o agressor responda pelos atos".

"Apesar de se ter comprometido a cessar definitivamente as operações militares e a respeitar a soberania dos estados da região ao abrigo do memorando de entendimento de Islamabad, assinado a 17 de junho de 2026, a sua agressão traiçoeira revela o seu desrespeito pela comunidade internacional e pelos seus próprios compromissos", refere ainda o MNE do Bahrein.

A agência espanhola EFE dá conta que constatou localmente que os alarmes destinados a alertar a população para um potencial ataque não foram ativados.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado posições das forças norte-americanas perto do estreito de Ormuz, o que agravou as tensões na região numa altura em que decorrem as negociações para se chegar a um acordo de paz definitivo.

A Guarda denunciou que Washington violou o memorando de entendimento assinado no passado dia 17 de junho entre ambas as partes para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz.

Na sexta-feira à noite, o exército norte-americano bombardeou instalações militares iranianas na costa sul do país, em retaliação ao ataque realizado por Teerão na quinta-feira contra um navio mercante, com bandeira de Singapura, quando saía do estreito de Ormuz, ao largo da costa de Omã.

A Guarda Revolucionária afirmou que a ofensiva iraniana de quinta-feira se deveu ao facto de o navio estar a navegar por uma rota não autorizada no estreito de Ormuz.

O ataque de quinta-feira do Irão contra o navio mercante foi a primeira ação militar registada na zona desde a assinatura do memorando, o que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), "violou claramente o cessar-fogo" e "comprometeu a liberdade de navegação" no estratégico estreito de Ormuz.

O Bahrein e o Irão romperam relações diplomáticas em 2016, embora a tensão regional tenha escalado na sequência dos ataques de Teerão contra a pequena ilha do Golfo Pérsico desde 28 de fevereiro passado - data em que os Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva militar contra o Irão - por acolher a quinta frota norte-americana em Manama.


Leia Também: Irão considera ataques dos EUA "violação flagrante" do acordo

Teerão considerou hoje que os ataques norte-americanos na véspera contra o seu território constituíam uma "violação flagrante" do protocolo de acordo concluído com os EUA para acabar com a guerra no Médio Oriente.

Zelensky confirma utilização de mísseis Flamingo pela Ucrânia... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje que as Forças Armadas da Ucrânia utilizaram os mísseis de cruzeiro Flamingo contra uma fábrica do complexo militar industrial da Rússia em Volgogrado, a cerca de 400 quilómetros da fronteira russo-ucraniana.

© Lusa    27/06/2026 

"Esta noite, os mísseis FP-5 'Flamingo' atingiram com sucesso a fábrica 'Titan-Barikady' em Volgogrado", indicou Zelenski na sua conta do Telegram.

"Trata-se de um grande complexo industrial onde o inimigo fabrica sistemas de artilharia e equipamento militar especializado, em particular componentes de lançadores de mísseis destinados a atacar a nossa população", acrescentou o chefe de Estado ucraniano.

Zelensky precisou que, com o impacto dos Flamingo, ocorreu "um incêndio no recinto da fábrica".

"Cada instalação de defesa russa que participe na guerra contra a Ucrânia é um alvo legítimo para as nossas sanções de longo alcance", afirmou Zelensky, que se mostrou grato aos responsáveis por esse desenvolvimento tecnológico e militar ucraniano.

"O alcance geográfico das sanções ucranianas de longo alcance está-se a expandir constantemente. E é precisamente a nossa pressão que, dia após dia, estabelece as bases para que, finalmente, haja uma paz digna", destacou Zelensky.

Previamente, o assessor do ministério da Defesa ucraniano, Serguí Sternenko, tinha indicado no Telegram que mísseis 'Flamingo' atingiram "uma das instalações-chave do complexo militar-industrial russo em Volgogrado".

Sternenko indicou que o objetivo do ataque foi o "Centro Federal de Pesquisa e Produção 'Titan-Barikady'" da Rússia, onde são produzidos lançadores de mísseis e sistemas de artilharia.

Entretanto, a Força Aérea da Ucrânia anunciou que derrubou na noite de sexta-feira para hoje 113 drones num ataque noturno russo que deixou apenas na cidade de Zaporijia, no leste ucraniano, nove feridos, incluindo duas crianças.

Segundo informou o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia na sua conta no Facebook, em Zaporijia houve nove feridos devido ao ataque noturno que a Rússia lançou contra o território ucraniano, um bombardeamento durante o qual as forças russas utilizaram 129 drones de diferentes tipos, de acordo com o relatório da Força Aérea publicado no Telegram.

No ataque, ocorreram 13 impactos de drones em sete pontos do país invadido pela Rússia, enquanto noutros três locais foram registados danos causados pela queda de destroços de aeronaves não tripuladas abatidas pela Força Aérea ucraniana.

Em Zaporijia, segundo os serviços de emergência, "o ataque inimigo causou grandes estragos na infraestrutura civil da cidade".

Irão ataca posições dos EUA em resposta a "agressão" de Washington... A Guarda Revolucionária do Irão informou hoje que as suas forças navais atacaram "vários pontos" onde o Exército dos Estados Unidos estava "posicionado", como resposta ao ataque de Washington a instalações iranianas, após acusar Teerão de violar pré-acordo.

© Adam Bilal/Anadolu via Getty Images    Por LUSA   27/06/2026 

"Em resposta à agressão, a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atacou vários locais onde o exército terrorista norte-americano estava acantonado na região", informou o braço militar iraniano, em declarações recolhidas pela cadeia de televisão pública iraniana, IRIB.

A Guarda Revolucionária garantiu que a Casa Branca violou o artigo cinco do pré-acordo de paz alcançado na semana passada e destacou que os ataques dos Estados Unidos "receberam a resposta necessária". "Continuará a ser assim", acrescentaram, se os ataques continuarem.

"Se a infração se repetir, a nossa resposta será mais contundente", concluiu.

Esta troca de declarações aconteceu horas depois de as forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) terem atacado instalações no Irão, como resposta ao navio atingido por um míssil na passada quinta-feira junto à costa de Omã.

Relativamente à resposta dos Estados Unidos, meios iranianos, incluindo a agência de notícias IRNA e a televisão estatal IRIB, noticiaram que houve várias explosões no porto de Sirik, uma localidade da província de Hormozgão, junto ao estreito de Ormuz, que também abriga uma base militar.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou na quinta-feira que um cargueiro foi danificado por um projétil de origem desconhecida no estreito.

A reabertura imediata do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos produtos petrolíferos mundiais antes da guerra, está incluída no memorando de entendimento assinado na semana passada por Washington e Teerão, que levou à suspensão das hostilidades e abertura de negociações de paz.

Como resultado do ataque contra o cargueiro, a Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu o seu plano que estava em execução para retirar cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico desde o bloqueio imposto no estreito de Ormuz, como resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a Republica Islâmica.

O plano permitiu a retirada de 115 navios com cerca de 2.500 tripulantes do Golfo Pérsico desde terça-feira, informou na sexta-feira a OMI.

O Irão, por sua vez, insistiu na sexta-feira que os navios que transitam pelo estreito de Ormuz devem seguir as rotas estabelecidas pela República Islâmica.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), organismo criado pelo Irão para gerir o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, alertou em comunicado que "a navegação de embarcações fora das rotas designadas não está coberta pela Garantia de Trânsito Seguro".

Ao abrigo do memorando, Estados Unidos e Irão vão prosseguir negociações com vista a alcançar um acordo de paz definitivo, centradas no futuro do estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.

O diálogo encontra-se porém ameaçado pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.


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O vice-presidente dos EUA, JD Vance, avisou na sexta-feira que os Estados Unidos vão responder a qualquer ataque do Irão com violência, após as forças norte-americanas terem atingido alvos iranianos.