© Shutterstock Por LUSA 20/07/2026
Outros quatro membros da tripulação continuam desaparecidos, segundo o ministro das Infraestruturas ucraniano, Mikola Kalashnik, que descreveu a tripulação do navio como composta por 17 cidadãos sírios e indianos e por um ucraniano.
Segundo a Armada ucraniana, a Rússia terá utilizado três mísseis de cruzeiro Kh-59 e Kh-69 no ataque contra o navio.
O cargueiro sofreu, pelo menos, um impacto na superestrutura, o que provocou um incêndio no convés.
Ainda segundo a marinha ucraniana, o navio atacado chama-se Golden Leo, é de propriedade turca e navegava sob a bandeira da Guiné-Bissau.
"Trata-se de mais um ataque deliberado da Rússia contra um navio civil desarmado (que navega) sob bandeira estrangeira e que não representava qualquer ameaça militar", afirma o comunicado da Marinha ucraniana, que classifica o ataque russo como um ato de "terrorismo", que viola o direito internacional humanitário.
A Rússia e a Ucrânia têm vindo a realizar, nesta fase da guerra, ataques diários contra petroleiros e cargueiros de bandeira estrangeira que carregam nos respetivos portos ou nos portos da Ucrânia ocupados pela Rússia.
Duas pessoas morreram na sexta-feira no porto ucraniano de Mikolaiv enquanto se encontravam a bordo de um navio que estava atracado nesse porto do sul do país. Outras cinco pessoas perderam a vida a 13 de julho, quando a Rússia atacou um navio que descarregava fertilizantes num porto da região ucraniana de Odessa.
A 5 de junho, as autoridades russas informaram o Azerbaijão da morte de cinco dos seus cidadãos em ataques ucranianos a dois navios no mar de Azov.
A Ucrânia iniciou este mês uma campanha de ataques com drones contra petroleiros e cargueiros que utilizam os seus portos ocupados no mar de Azov ou que exportam a partir da costa sudoeste da Federação Russa.
O Exército russo respondeu a estes ataques com uma nova campanha de bombardeamentos contra os portos ucranianos no Mar Negro e contra os navios que os utilizam, à semelhança do que já tinha feito noutras fases da guerra.
Em consequência dos ataques recíprocos, o tráfego marítimo diminuiu drasticamente tanto no Mar de Azov como nas costas ucranianas e russas do Mar Negro.

















