sexta-feira, 13 de março de 2026

"Canalhas desvairados". Donald Trump volta a ameaçar Irão... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: "Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje".

Por LUSA 

"A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra", acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.

"Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los", escreveu Trump. "Que grande honra é fazê-lo!", acrescentou.

A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas garantiu que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. 

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

As autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein reportaram hoje novos ataques do Irão contra os seus territórios, à medida que o conflito no Médio Oriente se aproxima da segunda semana.

O Ministério da Defesa saudita informou na rede social X que intercetou vários mísseis no seu espaço aéreo: quatro nas regiões leste e centro, seis numa província oriental e sete a tentar entrar no espaço aéreo do reino.

Os locais exatos dos incidentes não foram especificados.

As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relataram, também nas redes sociais, que os destroços de uma "interceção bem-sucedida" causaram pequenos danos na fachada de um edifício no centro da cidade, sem registo de feridos.

O incidente mais recente ocorre depois de um drone se ter despenhado perto do distrito financeiro do Dubai na quinta-feira. O Irão ameaçou atacar as instituições económicas dos Estados Unidos, levando algumas empresas norte-americanas a retirar os funcionários do emirado.

O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos residentes que mantivessem a calma e procurassem abrigo no local mais próximo após o toque das sirenes de emergência, de acordo com um comunicado publicado na X.


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ENTREVISTA || Os europeus estão finalmente a "pôr em cima da mesa uma alternativa de baixo carbono, eletricidade fiável 24 horas por dia, 7 dias por semana, e que precisa de combustível que a Europa até tem bastante capacidade de produzir". É o que defende Luís Guimarãis, doutorado em física nuclear pelo Instituto Superior Técnico, numa entrevista a propósito da cimeira de energia nuclear que teve lugar em Paris esta semana, na segunda semana da guerra no Irão, que fez disparar os preços do crude



Governo dos EUA autoriza temporariamente venda de petróleo russo... Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.

Por LUSA 

O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes das 00:01 do dia 12 de março (quinta-feira).

No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à estação Fox Business que o Governo estava a considerar suspender as sanções ao crude russo para melhorar o fornecimento global e controlar os fortes aumentos de preços após o início da guerra de preços.

Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar petróleo russo retido no mar durante 30 dias.

Desde que começaram os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, os preços do crude dispararam.

O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% na quinta-feira e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.  

O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse na quinta-feira que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Esta é a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.


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Um enviado do Presidente da Rússia afirmou hoje que o mercado global de energia "não pode permanecer estável" sem petróleo russo, depois de Washington ter autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios.