quinta-feira, 2 de abril de 2026
Num ambiente de profunda dor e consternação, familiares, amigos e membros da sociedade civil prestam hoje a última homenagem ao ativista Vigário Luís Balanta, líder do Movimento Revolucionário “Po di Terra”, vítima de assassinato no passado dia 31 de março.
ESTREITO DE ORMUZ: Líderes europeus defendem cooperação de aliados para reabrir Ormuz... O Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram sobre a importância de os países aliados trabalharem num plano para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irão, declararam hoje fontes oficiais.
© Lusa 02/04/2026
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico.
Os dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias o permitirem.
Esta conversa ocorreu antes de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a navegação marítima.
O líder britânico e o presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada" de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia, segundo o comunicado.
O primeiro-ministro britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão.
"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento do Estreito de Ormuz.
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ARTEMIS II: Começou a viagem de 10 dias da Artemis II. O que saber sobre esta missão... É a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos mas, ao contrário do que possa pensar, não tem o objetivo de pousar no na Lua. Entre a tripulação está um astronauta canadiano e a primeira mulher a fazer parte de uma missão lunar.
© Getty Images noticiasaominuto.com 02/04/2026
Ainda que imprevistos de última hora tenham contribuído para algum atraso para o começo do lançamento, o foguetão Space Launch System (SLS) descolou com sucesso da base rampa de lançamento do Centro Espacial Kennedy na Florida, EUA, às 23h35 desta quarta-feira, dia 1 de abril.
Neste SLS segue uma cápsula Orion com uma tripulação composta por quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana. É importante recordar que esta é a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos, servindo assim como um dos passos necessários para voltar a pousar seres humanos na superfície lunar.
Uma vez lançado o foguetão, o que se segue na “programação” da Artemis II? As primeiras 24 horas após a descolagem do SLS serão passadas na órbita da Terra, um período em que a tripulação da Artemis II testará todos os sistemas e ferramentas à disposição - desde as comunicações até à pilotagem manual da Orion.
Só depois de completado este passo é que a Artemis II seguirá o seu caminho até à Lua, com a viagem a ter uma duração de cerca de quatro dias.
Uma vez chegados à Lua, a tripulação da Artemis II completará uma volta em torno da Lua para, logo a seguir, iniciar o caminho de regresso à Terra. A previsão é que a missão Artemis II regresse ao nosso planeta no dia 10 de abril, altura em que a cápsula Orion deverá cair no oceano Pacífico.
Serve recordar que a NASA só planeia voltar a pisar na Lua com a missão Artemis IV, uma missão que tem realização prevista para 2028.
Pode ver abaixo o vídeo da transmissão da NASA no respetivo canal de YouTube que lhe permite não só ver a descolagem do SLS, como ainda os momentos que se seguiram onde, por exemplo, se verificou a separação da cápsula Orion do propulsor do SLS.
Artemis II é “missão internacional”
O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, Hugo André Costa, comentou em entrevista à SIC Notícias que a Artemis II é uma missão que resulta de investigação e colaboração internacional.
Hugo Costa sublinhou que a “Artemis é uma missão internacional”, notando que o programa contou com a contribuição da Agência Espacial Europeia e dos seus membros. “Todo o módulo que dará o suporte de vida, a propulsão e a energia a esta nave foram construídos na Europa e pela indústria europeia”, afirmou Hugo Costa.
Outro sinal que a Artemis se trata de um programa internacional pode encontrar-se na composição da própria tripulação. Acontece que na Artemis II participa um astronauta de outro país além dos EUA - nomeadamente Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.
ESTUDO: Exército e extremistas no Burkina Faso cometem crimes contra a humanidade... As forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 cometeram crimes contra a humanidade de forma generalizada e em dois anos pelo menos 1.837 pessoas foram mortas, segundo um relatório hoje divulgado.
© Lusa 02/04/2026
O relatório "Ninguém Pode Fugir: Crimes de Guerra e Crimes contra a Humanidade no Burkina Faso por Todas as Partes", da organização Human Rights Watch (HRW), analisou 57 incidentes entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, em que pelo menos 1.837 civis foram mortos em 11 regiões do país.
Para a Organização Não-Governamental (ONG), o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto das forças governamentais do Burkina Faso como do grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o JNIM.
Entre os casos documentados, a HRW destaca um ataque ocorrido a 25 de fevereiro de 2024 nas aldeias de Nondin e Soro, no norte do país, onde o exército terá executado sumariamente 223 civis, incluindo pelo menos 56 crianças, acusados de colaborar com o JNIM.
Num outro episódio, ocorrido a 24 de agosto de 2024, combatentes do JNIM mataram pelo menos 133 civis na cidade de Barsalogho, no centro-norte do país, em retaliação contra os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP, na sigla em francês), um grupo que apoia o exército.
A HRW concluiu que os abusos cometidos pelas forças governamentais - incluindo os VDP - e pelo JNIM constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Entre os crimes de guerra foram relatados "homicídio intencional, ataques a civis e bens civis, pilhagem e deslocação forçada".
Por outro lado, entre os crimes contra a humanidade estão as práticas governamentais do uso de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimento forçado, entre outros "atos desumanos", mas ambas as partes são também acusadas de assassínios e abusos graves contra civis.
O relatório denunciou também que tem existido perseguição à comunidade Fula - o segundo maior grupo étnico do país - pelas forças governamentais e os seus auxiliares.
"Em numerosos ataques por todo o país, visaram membros da comunidade Fula, matando famílias inteiras, queimando e saqueando as suas propriedades", descreveu.
Numa reunião realizada em fevereiro de 2023 com líderes Fula, o Presidente, Ibrahim Traoré, exortou-os a "reconhecerem que o epicentro do terrorismo se situa nas localidades Fula", citou a ONG.
Por seu turno, para Traoré, as acusações e testemunhos de sobreviventes, assim como as investigações feitas sobre o conflito no país, são "falsos" ou "manipulações", indicou a organização.
Nesse sentido, tem havido uma total ausência de responsabilização e nenhum comandante das forças armadas foi levado à Justiça. O mesmo acontece com os membros do JNIM.
De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016, embora a HRW alerte no estudo que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.
Por isso, a ONG pede que o gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) abra uma investigação preliminar sobre a situação no país - apesar de Ouagadougou ter, em setembro de 2025, manifestado a intenção de abandonar a organização - e apela à comunidade internacional que, entre várias medidas, imponha sanções direcionadas aos responsáveis pelos abusos.
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Pyongyang fala de 'dois pesos, duas medidas' e rejeita resolução da ONU... A Coreia do Norte criticou hoje uma resolução da ONU sobre os direitos humanos e acusou a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas' em relação à guerra no Médio Oriente.
© Lusa 02/04/2026
"A prática de adotar este tipo de 'resolução dos direitos humanos' contra a Coreia do Norte, que dura há mais de 20 anos, é um exemplo em miniatura do deplorável estado dos direitos humanos na ONU", disse a diplomacia de Pyongyang.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou que as posições da ONU sobre os direitos humanos são uma "grave provocação política" e foram contaminadas "por politização, seletividade e 'dois pesos, duas medidas'".
Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério referiu que o conflito no Médio Oriente envolve "massacres" que eclipsam os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.
A diplomacia de Pyongyang deu como exemplo a morte de mais de uma centena de crianças, numa aparente referência ao bombardeamento de uma escola primária feminina no Irão, que matou pelo menos 168 pessoas.
A resolução, adotada na segunda-feira em Genebra, condena as violações sistemáticas, generalizadas e de longa data dos direitos humanos cometidas pelo regime da Coreia do Norte.
A Coreia do Sul decidiu copatrocinar o texto, apesar de relatos de que estaria a considerar a abstenção, como um gesto de reconciliação, semelhante ao que ocorreu durante a presidência de Moon Jae-in (2019-2022), do mesmo partido do atual presidente Lee Jae-myung.
"A situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte nos últimos 10 anos não apresentou melhorias e, em muitos casos, deteriorou-se, apesar dos relatos de alguns avanços isolados, de acordo com a avaliação da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Setembro", afirmou a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, em Seul, em fevereiro.
A ONU e várias organizações de defesa dos direitos humanos têm documentado abusos graves e sistemáticos na Coreia do Norte durante décadas, incluindo execuções públicas, trabalho forçado e repressão severa no acesso à informação externa.
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EUA vão atacar Irão com "muita força" nas próximas duas semanas... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.
© Lusa 02/04/2026
A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.
"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.
"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.
Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.
Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.
"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.
Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.
"O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump.
"Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.
O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.
Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.
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