© rna.ao/rna.ao Por LUSA 04/05/2026
A governante indicou ter convocado o alto-comissário interino da África do Sul em Abuja para expressar a "profunda preocupação" do Governo nigeriano face à situação.
Pelo menos 130 nigerianos manifestaram vontade de regressar ao país, número que poderá aumentar, segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros, Bianca Odumegwu-Ojukwu.
Nos últimos meses, a África do Sul tem registado um aumento de episódios de violência xenófoba, num contexto de elevado desemprego, superior a 30%, e de agravamento do discurso anti-imigrante.
Apesar disso, as autoridades nigerianas indicaram que não há registo de mortes de cidadãos nigerianos nos protestos mais recentes.
A ministra reiterou, no entanto, que "a vida e os negócios dos nigerianos na África do Sul não devem continuar a ser ameaçados".
Odumegwu-Ojukwu considerou que estes "comportamentos xenófobos" tendem a intensificar-se em períodos eleitorais e acusou os "partidos da oposição anti-estrangeiro" de explorarem a questão para ganharem votos.
As eleições autárquicas sul-africanas estão previstas para novembro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Ronald Lamola, reuniu-se com a sua homóloga nigeriana, tendo ambos reafirmado o compromisso de abordar as causas da migração irregular e encontrar soluções conjuntas.
As autoridades sul-africanas condenaram os ataques, classificando-os como ilegais e contrários aos princípios constitucionais do país.
De acordo com dados oficiais, mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, representando cerca de 5% da população.
Leia Também: O Governo moçambicano anunciou hoje que o Presidente Daniel Chapo vai amanhã à África do Sul devido à violência xenófoba no país vizinho... A intenção seria avaliar "a presente situação e buscar soluções que conduzam a uma convivência pacífica entre os povos moçambicano e sul-africano".
Em Nampula, a sociedade civil criticou o silêncio do Governo até agora, sobretudo do Presidente da República, face aos ataques xenófobos na África do Sul. Em entrevista à DW, Sismo Muchaiabande, ativista e presidente da Associação de Paralegais para a Assistência no Apoio do Desenvolvimento Sustentável da Comunidade (APAADEC) lembra que não é a primeira vez que estes ataques acontecem.
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