sábado, 2 de maio de 2026

GOVERNO REAFIRMA COMPROMISSO COM JUSTIÇA SALARIAL, REFORMA DO ESTADO E PROTEÇÃO SOCIAL NO 1.º DE MAIO

Por  Radio TV Bantaba

Bissau, 1 de Maio de 2026 — O Governo da Guiné-Bissau reafirmou, esta quinta-feira, o seu compromisso com a valorização dos trabalhadores, a justiça salarial e a modernização do Estado, por ocasião das celebrações do Dia Internacional dos Trabalhadores.

Em mensagem dirigida à nação, lida pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros, em representação do Primeiro-Ministro, o Executivo sublinhou que o país atravessa um período de transição, mas garantiu tratar-se de um Governo “de compromisso firme, de ação determinada e de responsabilidade para com o povo guineense”.

No centro da intervenção esteve a necessidade urgente de reformar a Administração Pública, considerada uma prioridade nacional. “Estamos a transformar a forma como o Estado funciona, colocando no centro aquilo que mais importa: as pessoas”, afirmou a governante, destacando a ambição de construir uma função pública mais eficiente, justa, orientada para resultados e assente nos princípios do mérito, da competência e da dignidade.

A Ministra enfatizou que a dignidade no trabalho “não se proclama — constrói-se”, apontando para medidas concretas já em curso para promover a justiça salarial. Reconhecendo a persistência de desigualdades, garantiu que o Governo está empenhado em enfrentá-las, reiterando o princípio de que “trabalho igual deve corresponder a salário justo”.

Entre as prioridades destacadas, figura o alargamento da proteção social, com enfoque no setor informal, historicamente excluído dos mecanismos de proteção. “Estamos a construir soluções inclusivas, adaptadas à realidade do nosso país, porque ninguém deve ficar para trás”, sublinhou.

Na área da segurança e saúde no trabalho, o Governo anunciou a criação de um comité dedicado, considerado um passo histórico para a proteção da vida e do bem-estar dos trabalhadores. Paralelamente, foi reforçado o diálogo social entre sindicatos, empregadores e o Estado, com base numa lógica de escuta ativa e construção conjunta.

A reforma do Código de Trabalho, atualmente em curso, foi igualmente destacada como um instrumento essencial para modernizar as relações laborais, equilibrar direitos e deveres e responder às exigências contemporâneas. “Esta reforma não é contra ninguém — é a favor de todos”, afirmou.

O Executivo indicou ainda o reforço das inspeções de trabalho em todo o território nacional, com o objetivo de combater abusos e aproximar o Estado dos cidadãos.

Reconhecendo os desafios persistentes — como salários insuficientes, precariedade laboral, atrasos salariais e défices de proteção social — o Governo assumiu um conjunto de compromissos claros:

Regularização progressiva dos atrasos salariais;

Reforço e alargamento da proteção social;

Valorização da função pública com base no mérito e na transparência;

Criação de oportunidades de emprego para a juventude;

Consolidação do diálogo social;

Investimento na formação profissional.

“A Guiné-Bissau tem força, talento e capacidade para mudar o seu destino”, afirmou a Ministra, reiterando que a reforma do Estado em curso — centrada nas pessoas, nos processos e na tecnologia — constitui um caminho concreto para uma governação mais eficiente, justa e próxima do cidadão.

Dirigindo-se aos diferentes segmentos da sociedade, a governante destacou o papel dos funcionários públicos como “rosto do Estado”, assegurando que os trabalhadores do setor privado e informal não serão esquecidos. Aos jovens, deixou uma mensagem de esperança, defendendo que o seu futuro deve ser construído no país, com dignidade e oportunidades reais.

“O país só avança quando os seus trabalhadores avançam”, concluiu.

Primeiro-Ministro apela à união dos guineenses

Ainda no âmbito das celebrações do 1.º de Maio, durante uma confraternização com os trabalhadores do Ministério das Finanças, o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, reconheceu o papel determinante da força laboral no desenvolvimento nacional e apelou à união de todos os guineenses, “onde quer que estejam”, como condição essencial para o progresso do país.

A jornada do Dia Internacional dos Trabalhadores ficou assim marcada por mensagens de compromisso, realismo e mobilização nacional em torno da valorização do trabalho e da dignidade humana.

PODER TRADICIONAL: RÉGULO TOMA POSSE NUM AMBIENTE DE FESTA E APELA À UNIÃO ENTRE AS COMUNIDADES

O novo régulo do regulado de Conghara, no setor de Contubuel, foi empossado nesta sexta-feira, 1 de maio, na aldeia de Gigoi, num ambiente de muita festa entre as comunidades.

A cerimónia foi testemunhada pelo diretor-geral do Poder Local, por autoridades administrativas da região de Bafatá, régulos de outros regulados e pelas forças de defesa e segurança.

IRÃO: Alto responsável iraniano considera provável retomar a guerra com os EUA... Um alto responsável militar iraniano afirmou hoje que "é provável" o retomar da guerra entre o Irão e os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano ter dito não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação iraniana.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA    02/05/2026 

"As Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova aventura ou loucura dos norte-americanos", disse o general Mohammad Jaafar al-Asadi, vice-chefe de inspeção do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, segundo a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária.

Al-Asadi afirmou ainda que as ações e declarações das autoridades norte-americanas são sobretudo para fins mediáticos e visam "livrar-se do atoleiro que criaram".

Estas declarações surgem depois do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, ter considerado insatisfatória a última proposta de acordo de paz do Irão na noite anterior.

A agência de notícias oficial iraniana IRNA noticiou na quinta-feira que o Irão tinha apresentado uma nova proposta ao Paquistão, país mediador nas conversações de paz com os Estados Unidos.

Teerão já tinha apresentado uma proposta a Washington na semana passada, através de Islamabad, oferecendo um processo de negociação em várias fases, inicialmente focado no fim da guerra e na reabertura do Estreito de Ormuz por ambas as partes, deixando a questão do programa nuclear iraniano para uma etapa posterior.

Os meios de comunicação norte-americanos noticiaram que esta proposta não convenceu Trump porque adiava as negociações sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Em 08 de abril, as duas partes concordaram com uma trégua inicial de duas semanas, após 39 dias de combates, que foi posteriormente prolongada por tempo indeterminado para permitir tempo para negociações entre Teerão e Washington.

No entanto, as negociações diretas entre os dois países continuam paralisadas devido à recusa do Irão em negociar enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval aos portos e navios iranianos, uma medida destinada a prejudicar a economia iraniana.

O Irão, por sua vez, mantém o controlo do tráfego no estreito de Ormuz, a rota estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial, o que fez subir o preço do crude.


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Pelo menos 14 membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, unidade de elite das Forças Armadas do Irão, morreram durante uma operação de desativação de engenhos explosivos na província de Zanjan, informou a agência de notícias Tasnim.

Berlim: Retirada parcial de soldados dos EUA é alerta para Europa... O ministro da Defesa alemão disse hoje que a retirada parcial dos soldados norte-americanos da Alemanha era previsível, mas que o anúncio do Pentágono deixa claro que a Europa deve assumir mais responsabilidade para garantir a própria segurança.

© David Inderlied/picture alliance via Getty Images     Por LUSA  02/05/2026 

"É claro: no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO, na sigla em inglês] temos de nos tornar mais europeus para podermos continuar a ser transatlânticos. Por outras palavras: nós, europeus, temos de assumir uma maior responsabilidade pela nossa própria segurança", assinalou Boris Pistorius num comunicado divulgado pelo canal do WhatsApp do Ministério da Defesa alemão, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Pentágono informou sexta-feira que iria retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses. O anúncio surge na sequência das críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a alegada falta de uma estratégia de saída de Washington do conflito com o Irão e a "humilhação" a que, na sua opinião, o regime de Teerão submete os EUA.

O ministro da Defesa alemão sublinhou que, de qualquer forma, o facto de os EUA "retirarem tropas da Europa e também da Alemanha" era previsível, uma vez que a Administração de Donald Trump tinha avisado que iria rever a sua presença no Velho Continente.

O ministro da Defesa alemão sustentou, no entanto, que "a presença de soldados norte-americanos na Europa, e especialmente na Alemanha, é do interesse tanto da Alemanha como dos EUA, e considerou que retirar cerca de 5.000 soldados é número limitado de soldados em comparação com os "quase 40.000 que estão estacionados na Alemanha".

Pistorius referiu que EUA e Alemanha estão a trabalhar em estreita colaboração na base aérea de Ramstein, no sudoeste, em Grafenwöhr, no sudeste, em Frankfurt, no oeste, e noutros locais "pela paz e segurança na Europa, pela Ucrânia e pela dissuasão conjunta".

Sublinhou ainda que, para os EUA, as suas bases na Alemanha são igualmente importantes, uma vez que "ali se concentram outras funções militares, por exemplo, para os seus interesses de política de segurança em África e no Médio Oriente".

Em Estugarda estão aquartelados o Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM) e o Comando para África (AFRICOM).

De qualquer forma, na opinião de Pistorius, o que o anúncio da Administração de Donald Trump deixa claro é que a Europa deve assumir uma maior liderança na sua própria defesa no âmbito da NATO, tal como o Presidente norte-americano exigiu em numerosas ocasiões.

"A Alemanha está no bom caminho. Estamos a crescer: a nossa Bundeswehr (Forças Armadas) será maior, adquirimos mais material com maior rapidez e apostamos na inovação, além de construirmos mais infraestruturas", afirmou.

Pistorius também assegurou que, em todas as tarefas futuras, a Alemanha vai coordenar estreitamente com os seus aliados, especialmente no âmbito do chamado Grupo dos Cinco, ou seja, com o Reino Unido, França, Polónia e Itália.


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O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5.000 soldados da Alemanha no espaço de um ano, anunciou o Pentágono na sexta-feira.

Protesto anti-imigração na África do Sul pode agravar-se, diz jurista... O jurista sul-africano Andre Thomashausen defendeu, em declarações à Lusa, que os protestos anti-imigração na África do Sul são "bastante graves" e têm tendência a escalar porque as autoridades não têm medidas nem meios para intervir.

© Getty Images   Por LUSA    02/05/2026 

O especialista em Direito Internacional, Comparado e Constitucional disse que as manifestações e tensões sociais no país da África Austral, associadas à imigração ilegal, podem intensificar-se em 04 de maio, devido ao apelo da 'Operação Dudula' de concentração em massa para forçarem os imigrantes a "abandonarem as suas vidas" no país.

"A polícia [sul-africana] está em decadência total, praticamente a totalidade da gestão da polícia está suspensa por causa de acusações de gravíssima corrupção e uma grande parte da força da polícia faz parte [ou] está integrada no crime organizado de raptos e furtos", salientou, acrescentando que as autoridades não têm meios para intervir.

Thomashausen considerou que "o clima de insegurança no país é muito grave", relembrando que há 10 anos houve vítimas "queimadas até à morte" para mostrar aos imigrantes que não são bem-vindos.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos e distúrbios, por parte de grupos anti-imigração como a 'Operação Dudula' e 'March and March', especialmente nos bairros mais vulneráveis.

Na terça e quarta-feira, multidões saíram às ruas em Joanesburgo e na capital, Pretória, para se manifestarem contra os elevados níveis de imigração ilegal.

Os grupos anti-imigração, que negam as acusações de xenofobia, exigem a aplicação rigorosa das leis de imigração e deportações em massa.

O Consulado da Nigéria em Joanesburgo anunciou, na segunda-feira, que dois cidadãos nigerianos residentes no país foram mortos devido às tensões xenófobas crescentes.

A Embaixada de Angola e da Nigéria na África do Sul, bem como o Governo do Zimbabué e do Gana, apelaram aos seus cidadãos que vivem no país para evitarem deslocações, manterem a calma e agirem com prudência face às várias "manifestações e situações de tensão social" contra os migrantes.

Na terça-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mostrou-se preocupado com os relatos de "ataques xenófobos, atos de assédio e intimidação contra migrantes e estrangeiros em algumas partes da África do Sul" e condenou os "atos criminosos perpetrados por indivíduos que incitam a violência e exploram as condições socioeconómicas".

Na segunda-feira, durante a celebração do Dia Nacional da Liberdade, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, condenou os recentes ataques que classificou de xenófobos e pediu para que as preocupações com a imigração ilegal não resultem em ódio e ao confronto entre africanos.

A Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP) também expressou "preocupação com os recentes relatos de violência xenófoba e atos de intimidação contra cidadãos de outros países africanos na África do Sul".

Segundo um comunicado da CADHP, a comissão observou que os incidentes mais recentes fazem "parte de um padrão de longa data" no país, incluindo o assassínio de três estrangeiros em Joanesburgo em 1988, os ataques em todo o país em maio de 2008, que resultaram em mais de 60 mortes, 1.700 feridos e 100 mil deslocados, e a violência xenófoba em 2015, que obrigou a uma intervenção militar.

A África do Sul abriga cerca de 3,95 milhões de migrantes, 6,5% da população, segundo dados do Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla inglesa). No entanto, o jurista acredita que haja muito mais migrantes no país, "pelo menos sete milhões, mas muito provavelmente até aos 12 milhões de estrangeiros".

A maioria dos imigrantes são provenientes de países vizinhos como Lesoto, Zimbabué e Moçambique, que têm o histórico de fornecer mão de obra migrante para os países vizinhos mais ricos.


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A ministra do Trabalho de Moçambique considerou "bastante lamentável" a situação de ataques a imigrantes na África do Sul e espera que se resolva "muito rapidamente".

China tem consolidado presença em países lusófonos africanos... Um estudo académico aponta que a China tem vindo a consolidar a sua presença tecnológica e económica nos pequenos países lusófonos da África Ocidental, nomeadamente Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

© Lusa   02/05/2026 

Um relatório, assinado por investigadores da Universidade de Georgetown e do think tank The Digital Economist, destacou que estes Estados, "historicamente marcados pela fragilidade económica e política", encontram na parceria com a China uma alternativa às "tradicionais ligações com o Ocidente".

"Estes pequenos países contam uma história grande e globalmente significativa sobre a melhor forma de prosseguir o desenvolvimento internacional nos mercados emergentes", escrevem os autores, William Vogt (The Digital Economist), Guilan Massoud-Moghaddam e Robert Miles Chong (Universidade de Georgetown).

Em declarações à Lusa, Vogt sublinhou que "a China está a construir relações mais estreitas com os países de língua portuguesa através da ligação cultural partilhada com Macau" e recordou que Pequim "tem também um historial de apoio a camaradas comunistas em alguns destes países durante os primeiros anos das respetivas independências".

Segundo o académico, a situação atual nestes países "alinha-se com algumas das prioridades de investimento direto estrangeiro de Pequim, nomeadamente a promoção das inovações tecnológicas avançadas da China". Há, acrescenta, "uma convergência na promoção da disseminação de tecnologia avançada de vigilância e na introdução de componentes, ferramentas e infraestruturas essenciais para a sua plena implementação em novos mercados".

"Os países de língua portuguesa destacam-se neste contexto porque estão motivados a aplicar tais programas para reforçar a segurança, enquanto a China procura difundir as suas inovações tecnológicas de ponta no mercado global mais amplo", afirmou Vogt, sublinhando que para Pequim isto tem o efeito adicional de consolidar relações económicas mais firmes e uma penetração de mercado já visível em alguns destes países.

Segundo o estudo, na Guiné-Bissau, Pequim tem investido em agricultura, energia e telecomunicações, incluindo acordos com a Huawei e apoio à produção de caju.

Na investigação recorda-se que "a combinação de 500 anos de subdesenvolvimento português e um tipo de socialismo estatal garantiu que o país nunca fosse capaz de aproveitar os seus recursos naturais e humanos".

Apesar da instabilidade política, a Guiné-Bissau aderiu à iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota' em 2021, procurando reforçar a cooperação com a China.

A iniciativa lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, é descrita como uma estratégia global de infraestrutura e desenvolvimento, que visa ligar a Ásia, Europa e África por meio de rotas terrestres e marítimas, fomentando o comércio, investimentos e a influência económica chinesa.

Em Cabo Verde, os investimentos chineses concentram-se no turismo e nas tecnologias de informação e comunicação. Projetos como a instalação de cabos submarinos de fibra ótica pela gigante tecnológica Huawei são apontados como exemplos da aposta de Pequim em transformar o arquipélago num destino internacional e num 'hub' digital regional.

"Cabo Verde é um país com intermediação financeira fraca e escassa diversidade de recursos naturais", nota-se no estudo, sublinhando que o investimento externo direto tem sido uma "tábua de salvação" para a economia.

Já em São Tomé e Príncipe, Pequim tem privilegiado o setor agrícola e o desenvolvimento portuário, com vista a explorar o potencial energético e marítimo do arquipélago.

A decisão de cortar relações com Taiwan em 2016 abriu caminho a novos acordos bilaterais, incluindo projetos de TIC sustentáveis e apoio à investigação agronómica. No relatório descreve-se o arquipélago como "mais do que a terra do cacau e do café", apontando-o como o "Qatar do Golfo da Guiné" pela sua posição estratégica.

Para Vogt, o posicionamento global da China revela "uma provável compreensão das prioridades e dos caminhos de desenvolvimento enfrentados por estes países", que podem ser atraídos pela abordagem de Pequim "enquanto potência não ocidental, sem o peso histórico dos abusos das políticas imperialistas ocidentais".

Hoje, acrescentou, "a China oferece benefícios socioeconómicos plausíveis a estes países através de produtos, programas e iniciativas considerados úteis para um desenvolvimento digital sustentável", ao mesmo tempo que mantém "um historial de fornecer oportunidades para desenvolver outras indústrias lucrativas através de investimento e infraestruturas turísticas".


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A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje media dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscovo desde o encerramento do estreito de Ormuz.

EUA poderão "assumir o controlo" de Cuba "quase de imediato", diz Trump... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu a possibilidade de o país "assumir o controlo" de Cuba num futuro próximo, sugerindo uma hipotética intervenção militar após "terminar o trabalho" no Irão.

© Lusa    02/05/2026 

Durante um jantar privado do Forum Club, na Florida, na sexta-feira, Trump mencionou um membro da plateia, originário da ilha caribenha e afirmou: "E ele é originário de um lugar chamado Cuba, que vamos tomar quase de imediato", num comentário que provocou risos entre os presentes.

O dirigente prosseguiu a intervenção associando essa suposta ação à política externa norte-americana para o Médio Oriente. "Vamos acabar com uma primeiro, gosto de terminar o trabalho", acrescentou, referindo-se ao conflito com o Irão.

"Ao regressar do Irão, faremos com que um dos nossos grandes navios, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, se aproxime, pare a cerca de 100 metros da costa [de Cuba] e nos digam: 'muito obrigado, rendemo-nos'", acrescentou Trump, referindo-se à suposta resposta das autoridades cubanas.

O magnata nova-iorquino proferiu estas palavras com uma atitude aparentemente jocosa, enquanto parte do público reagia com risos.

Os comentários foram feitos no mesmo dia em que Donald Trump reforçou as sanções contra Cuba, alegando que o país representa "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos.

As novas sanções, decididas através de um decreto presidencial, visam bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõem restrições em matéria de imigração, aumentando a pressão sobre Havana em plena crise económica.

Neste decreto, Donald Trump impõe sanções contra pessoas e entidades envolvidas nos setores da energia, das minas e noutros setores da ilha, bem como contra qualquer pessoa considerada culpada de "graves violações dos direitos humanos".

Washington acusa o Governo cubano de conduzir "políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos", contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas".

O Governo cubano qualificou como "ilegais e abusivas" as novas sanções. "Reprovável, mas curioso e ridículo. O Governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.

Bruno Rodríguez considerou as novas medidas de Washington uma resposta "ao desfile do Dia do Trabalhador com mais de meio milhão de cubanos em Havana, encabeçado pelo general do Exército Raúl Castro e pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel, e às assinaturas de seis milhões de cubanas e cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético".

"A Pátria, a Revolução e o Socialismo defendem-se com ideias e com armas. Não nos intimidarão", enfatizou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba.

Desde janeiro último que os EUA têm vindo a pressionar o Governo cubano para implementar reformas económicas e políticas.

No âmbito desta escalada, Washington impôs um bloqueio petrolífero que agravou significativamente a crise estrutural que já assola a nação caribenha.



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O governo cubano qualificou como "ilegais e abusivas" as novas sanções impostas hoje pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que visam qualquer pessoa "estrangeira ou norte-americana" que opere em setores vitais para as receitas da ilha.