domingo, 12 de julho de 2026

Ucrânia atinge mais dez petroleiros russos no mar de Azov... Os militares ucranianos atingiram sábado à noite, no Mar de Azov, mais dez petroleiros da chamada "frota fantasma" que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais, bem como quatro ferries, anunciou hoje o Estado-Maior ucraniano.

© Lusa   12/07/2026 

A Ucrânia recordou que a Rússia utiliza os petroleiros para transportar petróleo e produtos petrolíferos russos, contornando as sanções internacionais, enquanto os transportes de passageiros garantem a logística militar russa. 

O chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi salientou que o número de navios da "frota fantasma" russa danificados no Mar de Azov esta semana, de segunda-feira a domingo, ascende a 90, incluindo petroleiros, rebocadores, ferries e navios de carga seca.

Os meios de comunicação noticiaram no sábado que, face aos ataques da Ucrânia a petroleiros, a Rússia suspendeu temporariamente a navegação pelo canal Don-Azov, que liga o rio Don ao mar de Azov.

"Parece que o tráfego pelo estreito de Kerch foi interrompido", tinha comentado Brovdi, referindo-se a esta suposta suspensão temporária do canal marítimo que separa a Crimeia da Rússia e dá acesso ao mar de Azov.

Os ataques sistemáticos a navios e a refinarias já levaram Moscovo a limitar o consumo de combustível por civis e a comprar produtos refinados no exterior.


Trump, Meloni ou Macron: jornal iraniano publica lista de treze alvos para vingar a morte de Khamenei

Por  cnnportugal.iol.pt  12/07/2026

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025. 

No topo da imagem publicada pelo jornal iraniano Hamshahri surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa"

Donald Trump, presidente dos EUA, Emmanuel Macron, presidente de França, ou Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália, são algumas das personalidades que estão entre uma vasta lista de figuras que, segundo o jornal iraniano Hamshahri, um diário ultraconservador ligado ao município de Teerão, deverão responder pela morte do aiatola Ali Khamenei.

A publicação surge depois de Mojtaba Khamenei, sucessor do pai como guia supremo do Irão, ter afirmado, no sábado, que a vingança pela morte de Ali Khamenei é "inevitável".

A declaração foi divulgada após o funeral do líder iraniano, morto num ataque israelo-americano a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", refere a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei.

Poucas horas depois, o Hamshahri publicou uma fotografia inspirada nessa declaração. Apesar de não identificar qualquer pessoa pelo nome, a imagem reúne fotografias de 13 personalidades que aparentam corresponder à lista referida pelo novo guia supremo.

No topo da imagem surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa".

Na parte inferior da composição aparecem outras figuras políticas e militares retratadas com uniformes de prisioneiros, entre as quais o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o Presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico demissionário Keir Starmer, Pete Hegseth, Brad Cooper, Mike Huckabee, Israel Katz, Eyal Zamir e Gideon Sa'ar.

Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de cumplicidade por não terem condenado os ataques ao país e por terem permitido que aeronaves militares norte-americanas utilizassem o respetivo espaço aéreo.

Rússia ataca portos ucranianos pelo segundo dia consecutivo... As Forças Armadas da Rússia atacaram hoje com mísseis e drones, pelo segundo dia consecutivo, os portos ucranianos de Odessa e Chornomorsk, nas margens do mar Negro, anunciou o Ministério da Defesa russo.

© DELIL SOULEIMAN/AFP via Getty Images   Por  LUSA   12/07/2026 

"Durante a noite, as Forças Armadas russas lançaram ataques combinados com armas de alta precisão e longo alcance de localização aérea e drones", indicou o comando russo, em comunicado publicado nos canais MAX e Telegram.

O comunicado refere que os ataques provocaram danos na infraestrutura portuária de Odessa e Chornomorsk, na região de Odessa, "utilizada para descarga e armazenamento de material militar, combustíveis e lubrificantes, assim como barcos que transportam estas cargas para os portos ucranianos".

A mesma fonte precisou que também foi alcançado o centro logístico da empresa de transporte Odtrans, do porto de Odessa.

No porto de Chornomorsk, as forças russas destruíram instalações do centro de transbordo usado para descarga e armazenamento de carga militar, assim como depósitos de combustível e lubrificantes.

No mesmo porto, segundo o ministério russo, foram destruídos navios de carga e embarcações ao serviço do exército ucraniano, além de uma lancha patrulha da Marinha de Guerra ucraniana.


Guiné-Bissau é parte "do ADN" da CPLP... O ministro dos Negócios Estrangeiros português frisou à Lusa que a Guiné-Bissau, atualmente suspensa da CPLP, é parte "do ADN" da organização, e que os Estados-membros desejam que se ultrapasse rapidamente a atual conjuntura do país.

© Getty Images    Por LUSA   12/07/2026

"A Guiné-Bissau é um dos elementos do ADN da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], sobre isso não há dúvida nenhuma e não há nenhum dos nove Estados[-membros] - neste caso dos oito restantes - que não pense isso e que não queira rapidamente superar este momento, digamos, mais difícil, sem nunca esquecer o contributo da Guiné-Bissau ao comemorar os 30 anos [da organização lusófona]", declarou, por telefone, Paulo Rangel, numa entrevista feita no âmbito do aniversário da organização lusófona.

Nesse sentido, o governante frisou que, quando se comemoram os 30 anos da organização, comemoram-se também os 30 anos da presença, que classificou de indispensável e genética, "fazendo parte do código genético", da Guiné-Bissau na comunidade.

O chefe da diplomacia portuguesa realçou que, apesar da suspensão do país da CPLP, devido ao golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025, os países querem "rapidamente poder ultrapassar esse estado de suspensão", mas, para isso, todos têm de cooperar.

"Não são apenas os Estados da CPLP que tomaram essa decisão [de suspensão], é também a Guiné-Bissau que tem de cooperar para tal e tem de trabalhar nesse sentido [de retoma da normalidade democrática], e é isso que nós temos vindo a fazer, mas agindo em pleno respeito", alertou o governante, que também pediu a contribuição do povo guineense. 

Sobre a missão de bons ofícios, que estava prevista para fevereiro, mas foi cancelada na véspera, o chefe da diplomacia portuguesa explicou que esta "depende do entendimento de todos e também de uma aceitação da própria Guiné-Bissau".

"Tem de haver aí também essa ponte. A missão de bons ofícios pode ter sentido num certo quadro ou pode não ter sentido nesse quadro", acrescentou.

Ainda sobre a importância da Guiné-Bissau, o ministro indicou que este país foi, "do ponto de vista do movimento das independências, o primeiro a ser independente". Nesse sentido, acrescentou, "teve um papel muito importante na criação desta comunidade [lusófona], uma comunidade de Estados iguais e fraternos e com grandes relações".

Nesse seguimento, reiterou que, sobre Portugal, as relações com a Guiné-Bissau são de "grande fraternidade entre os dois povos" e que há um total respeito pela "soberania dos guineenses".

Os guineenses foram a eleições em 23 de novembro de 2025, mas acabaram interrompidas, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um "golpe palaciano" e de "uma encenação" do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, reclamou vitória na primeira volta, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, pela primeira vez, foi impedido de ir a eleições por decisão judicial.

Estão previstas eleições para 06 de dezembro e o Conselho Nacional de Transição - órgão criado pelos militares que tomaram o poder, substituindo o parlamento e assumindo competências de fiscalização e alteração constitucional -, afirmou, em junho, que as próximas eleições vão decidir se a Guiné-Bissau continua a ser membro da CPLP.

A CPLP, que assinala 30 anos dia 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


Irão adverte EUA de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim"... O presidente do Parlamento e negociador-chefe do Irão, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu hoje os Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim", na sequência do recrudescimento de ataques recíprocos durante a noite.

© Getty Images/Mohamad ESLAMI RAD/Gamma-Rapho    Por  LUSA  12/07/2026 

"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada de uma imagem com o texto de um ponto do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão no passado dia 17 de junho, que alude à reabertura do Estreito de Ormuz, com uma frase sublinhada: "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".

Os dois países assinaram nesse dia um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou recentemente rescindido o acordo, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os Estados Unidos lançaram no sábado (hora de Washington, domingo no Irão) uma nova ronda de ataques contra o país persa, que entretanto consideraram concluída, depois de, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), o Irão ter bombardeado um navio porta-contentores com bandeira cipriota que transitava pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos críticos do conflito.

O comando militar afirmou num comunicado que as forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos --- entre os quais instalações de mísseis e drones, meios navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira --- com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate, drones e navios de guerra.

Durante a madrugada no Irão, os meios de comunicação do país persa noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que tenham sido divulgadas, até ao momento, informações sobre danos ou vítimas.

Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases norte-americanas, como a Jordânia, Koweit, Qatar e Bahrein.

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana afirmou num comunicado que lançou ofensivas em resposta a um "ataque aéreo" dos EUA "contra várias bases costeiras e antenas de telecomunicações na costa sul" do Irão.

A Guarda da Revolução anunciou logo ao início da madrugada o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores cipriota porque o navio navegava por uma "rota não autorizada".

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.

Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa ter sido dada por concluída.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.


CANADÁ: Sindicato da construção defende imigração devido à falta de mão de obra... O dirigente do sindicato da construção LiUNA Local 183, Jack Oliveira, defendeu o reforço da imigração para responder à escassez de trabalhadores no Canadá, alertando para o crescimento das reformas, que agrava a falta de mão de obra.

© Getty Images       Por  LUSA   12/07/2026 

As declarações foram feitas aos jornalistas durante o Family Day Picnic da LiUNA Local 183, realizado no Downsview Park, em Toronto, encontro anual que decorre este fim de semana e junta milhares de membros do sindicato e respetivas famílias

"Não é demasiado tarde para o Governo fazer alguma coisa. Tem de olhar para a imigração. Precisamos de pessoas que venham trabalhar e pagar impostos", afirmou Jack Oliveira.

O diretor executivo ("business manager") do LiUNA Local 183, considerou que o envelhecimento da população ativa constitui um dos principais desafios para o mercado de trabalho canadiano.

"Quando assumi a direção do Local 183, há 15 anos, tínhamos cerca de 3.500 membros reformados. Hoje temos aproximadamente 12.500. Não é apenas a falta de trabalhadores; é também o número de pessoas que está a reformar-se", disse.

Segundo Jack Oliveira, cada trabalhador que abandona o mercado de trabalho exige mais do que uma substituição, devido à perda da experiência acumulada.

"Cada pessoa que se reforma precisa de duas para ocupar o seu lugar: uma pela experiência que leva consigo e outra para executar o trabalho", afirmou.

O responsável acrescentou que os investimentos previstos em infraestruturas irão aumentar ainda mais a procura de mão de obra.

"Existem milhares de milhões de dólares em projetos de construção e vamos precisar de trabalhadores. O Governo tem de levar este assunto muito a sério", declarou.

Questionado sobre o crescimento da organização, Oliveira afirmou que o LiUNA Local 183 conta atualmente com cerca de 75 mil membros e está a preparar-se para continuar a crescer nos próximos anos.

"Não penso no tamanho que o sindicato tem hoje, mas no tamanho que poderá ter no futuro", frisou.

Segundo explicou, a organização tem vindo a investir na expansão da rede de instalações, com edifícios em Vaughan, Kingston, Cobourg, Cambridge e Barrie, preparando-se para representar um número crescente de trabalhadores.

"Estamos a criar uma infraestrutura preparada não apenas para 75 mil membros, mas para 150 mil, se for necessário", disse.

Oliveira descreveu ainda o encontro anual como um momento dedicado às famílias dos trabalhadores.

"Os nossos membros trabalham muitas horas, muitas vezes aos fins de semana. Este é um dia dedicado às famílias e à união entre todos", afirmou.

Também presente no evento, o "premier" de Ontário, Doug Ford, afirmou que o Governo provincial está a investir 236 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 148 mil milhões de euros) em infraestruturas e sublinhou que esses projetos dependem da mão de obra representada pelo LiUNA.

"Estamos a investir 236 mil milhões de dólares em infraestruturas e precisamos dos membros do LiUNA para construir hospitais, estradas e outros projetos em todo o Ontário", afirmou Ford.

O LiUNA Local 183 é o maior sindicato local do Labourers' International Union of North America (LiUNA), representando mais de 70 mil trabalhadores no Ontário, sobretudo nos setores da construção, gestão de resíduos, manutenção de edifícios e saúde, numa área que se estende de Kitchener a Kingston e até à região de Muskoka.

Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

© Lusa    12/07/2026 

Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi "atingido por tiros de advertência e obrigado a parar."

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo, sublinhando que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente.

A força militar de elite iraniana adiantou que a decisão foi tomada após várias embarcações terem ignorado o aviso para navegarem exclusivamente por uma zona autorizada.

A agência de notícias espanhola EFE sublinha que o anúncio do Irão foi conhecido poucas horas após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, ter acusado os Estados Unidos de terem "violado o parágrafo 9 do memorando de entendimento" entre ambas as partes, ao decidirem impor novas sanções ao círculo próximo do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Segundo Araqchi, o "incumprimento" do acordo por parte dos Estados Unidos "junta-se a outras violações e erros" cometidos pelo país.

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, a 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, nos últimos dias registaram-se novos ataques entre as partes no Médio Oriente.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.