quarta-feira, 27 de maio de 2026

Principais dirigentes do Hamas mortos por Israel nos últimos 20 anos... O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza.

© Saeed M. M. T. Jaras/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   27/05/2026 

A morte anunciada pelo exército israelita de Mohammed Odeh, o novo e até hoje desconhecido chefe do braço armado do Hamas, vem juntar-se à longa lista de dirigentes do movimento islamista palestiniano mortos por Israel.

O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo, que não foi anunciada.

O Hamas declarou que Odeh "alcançou os mais altos escalões da 'jihad' e do sacrifício", sublinhando que deixa "uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue", segundo o jornal palestiniano 'Filastin'.

Resumo dos principais casos ao longo de mais de 20 anos:

- Maio de 2026:

Ezzedine al-Haddad, chefe do braço armado do Hamas

Líder do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, Ezzedine al-Haddad morreu a 15 de maio na Faixa de Gaza, num ataque israelita, juntamente com a mulher e a filha.

Na origem da criação dos serviços de segurança do Hamas, era apresentado por Israel como um dos últimos dirigentes de alto nível do Hamas ainda presentes na Faixa de Gaza que participaram no ataque de 07 de outubro de 2023.

A nomeação do sucessor, Mohammed Odeh, antigo responsável pelos serviços de informações do braço armado, só hoje foi anunciada e confirmada pelo movimento.

- Outubro de 2024:

Yahya Sinwar, cérebro do '07 de outubro'

Em 17 de outubro, o exército israelita anunciou a morte, na véspera, de Yahya Sinwar, considerado o principal cérebro do ataque de '07 de outubro'.

O homem mais procurado por Israel foi morto por um grupo de soldados em Rafah, no sul de Gaza, que o descobriu por acaso.

O corpo foi encontrado no dia seguinte pelos militares nos escombros do edifício e transferido para Israel.

- Julho de 2024:

Ismail Haniyeh, chefe político  

A 31 de julho, o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto num ataque a uma residência no norte de Teerão, após assistir à cerimónia de tomada de posse do novo presidente iraniano, Massoud Pezeshkian.

Israel, que até então não tinha comentado publicamente o caso, reivindicou o ataque em dezembro.

Yahya Sinwar, chefe do Hamas em Gaza, foi designado em 06 de agosto para lhe suceder.

- Julho de 2024:

Mohammed Deif, chefe do braço armado  

Um ataque israelita efetuado a 13 de julho, perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, matou o chefe do braço armado do Hamas, Mohammed Deif, um dos homens mais procurados por Israel há quase 30 anos.

A morte foi anunciada por Israel a 01 de agosto e confirmada pelo Hamas cinco meses depois, em janeiro de 2025.

- Janeiro de 2024:

Saleh al-Arouri, 'número dois' do Hamas, morto em Beirute

Quase três meses após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro, o 'número dois' do movimento islamista palestiniano, Saleh al-Arouri, morreu em 02 de janeiro de 2024 num ataque atribuído a Israel, na periferia sul de Beirute.

- Março de 2004

Ataque contra o xeque Yassine em Gaza  

A 22 de março de 2004, o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassine, morreu num ataque de helicóptero israelita em Gaza, quando saía de uma mesquita.

Yassine tinha sido libertado da prisão em outubro de 1997, no âmbito de uma troca de prisioneiros negociada após uma tentativa de assassínio por envenenamento do chefe do gabinete político do Hamas e um dos seus fundadores, Khaled Mechaal, a 25 de setembro de 1997, por agentes da Mossad (serviços secretos israelitas).

Menos de um mês depois, o sucessor na liderança do movimento, Abdel Aziz Rantissi, foi também morto num ataque israelita.


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O grupo islamita Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a Cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo.

Ataque ucraniano incendeia instalações do Banco Central russo na Crimeia... Uma série de ataques noturnos com drones e mísseis da Ucrânia provocaram um incêndio nas instalações do Banco Central da Rússia (BCR) na península ucraniana anexada da Crimeia, informou hoje o governador local Mikhail Razvozhayev.

© NATALIA KOLESNIKOVA/AFP via Getty Images       Por  LUSA   27/05/2026 

"Um míssil atingiu a sede da Direção Sul do Banco Central" na cidade portuária de Sebastopol, escreveu Razvozhayev. "O telhado pegou fogo. A onda de choque danificou janelas e varandas de edifícios vizinhos", acrescentou.

O governador sublinhou que as defesas aéreas russas "repeliram um ataque combinado durante toda a noite. O exército ucraniano atacou a cidade com diversos recursos aéreos, incluindo mísseis Storm Shadow de fabrico britânico".

"Mais de 20 drones foram abatidos nos distritos de Severnaya Sorona e Fiolenta, e nas entradas de Sebastopol e Omega", afirmou Razvozhayev, na plataforma de mensagens russa MAX, indicando que não houve vítimas.

Um edifício residencial de oito andares e um edifício administrativo abandonado foram também danificados.

Na região de Voronezh, as defesas aéreas abateram dois "alvos aéreos de alta velocidade", escreveu o governador local, Alexander Gusev, também na MAX, dando a entender que não se tratava de um ataque com drones.

No total, durante a noite, "140 drones ucranianos de asa fixa foram intercetados e destruídos" sobre sete regiões da Rússia e a Península da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov, de acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa russo.


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As defesas aéreas ucranianas neutralizaram, entre a tarde de terça-feira e a manhã de hoje, 150 de 163 drones lançados pela Rússia contra o seu território, segundo o relatório do ataque publicado pela Força Aérea da Ucrânia.

DONALD TRUMP eleva limite de refugiados para admitir mais sul-africanos brancos... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou terça-feira o número limite de refugiados do país para permitir que entrem mais 10.000 pessoas que, segundo disse, devem ser os africânderes da África do Sul.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images      Por  LUSA    27/05/2026 

Com esta decisão, a Casa Branca reconfirma o argumento que tem defendido há meses de que a minoria branca da África do Sul sofre "violência por motivos raciais".

Após regressar à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, Trump congelou a admissão de refugiados nos Estados Unidos, embora pouco depois tenha aprovado um programa específico para acolher sul-africanos brancos.

A decisão de hoje consolida a política migratória desta administração republicana, que prioriza os refugiados de um único país, em detrimento dos critérios habituais do direito internacional, não vinculados a um local, mas às condições de vida.

Isto gerou críticas de organismos internacionais de direitos humanos.

O Governo de Trump reduziu o limite anual de admissão de refugiados a 7.500 pessoas, o mais baixo da história do programa, após os 150.000 que estavam autorizados durante a administração do anterior presidente democrata Joe Biden.

Deste limite de 7.500 refugiados para 2026, foram admitidas aproximadamente 1.651 pessoas, ou seja, cerca de 22% do total autorizado, segundo dados oficiais.

Em maio do ano passado, Trump e o presidente da África do Sul tiveram um encontro tenso na Casa Branca, precisamente por causa do suposto "genocídio branco" ao qual Washington aponta.

Pretória defendia que a decisão de conceder a categoria de refugiado a africânderes por este motivo ignora a "profunda ferida histórica do 'apartheid' e nega o contexto de desigualdade estrutural que ainda persiste" no país.


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira que a reunião que convocou para hoje em Camp David vai realizar-se na Casa Branca por causa do mau tempo.

NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua... A NASA prevê enviar à Lua, entre setembro e novembro, um aterrador não tripulado da Blue Origin para iniciar os alicerces da futura base lunar, e mais duas missões ocorrerão até ao fim de 2026, segundo a agência espacial.

© Lusa    27/05/2026 

A nave escolhida para a primeira missão é o módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, desenhado pela empresa espacial de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, segundo explicou hoje o administrador da NASA, Jared Isaacman, em conferência de imprensa, em Washington.

Denominada 'Moon Base One', esta será a primeira missão de um aterrador lunar financiada por privados da história e vai dirigir-se à crista da cratera de Shackleton, no polo Sul da Lua.

"Além de transportar duas cargas científicas da NASA, o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana", acrescentou Isaacman.

O segundo lançamento, programado para o final de 2026, enviará ao satélite terrestre um aterrador desenhado pela empresa americana Astrobotic Technology, e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar.

Enquanto que o terceiro aterrador será da responsabilidade da Intuitive Machines e investigará as origens das anomalias magnéticas da Lua.

Os três lançamentos não tripulados enquadram-se na fase inicial da construção da base lunar, que prevê o transporte de mais de quatro toneladas de material de carga para a Lua, distribuídas por 25 lançamentos e 21 aterragens lunares até 2029.

A NASA anunciou, no passado mês de março, um ambicioso plano para construir uma base no polo Sul da Lua nos próximos anos, uma zona com regiões em sombra permanente, que permitem a presença de gelo, o que facilitará a permanência constante de astronautas na sua superfície.

"Visualizamos a base lunar como uma extensão de centenas de milhas quadradas, dotada de diversos recursos que, em conjunto, contribuem para o objetivo de estabelecer uma presença lunar permanente", disse o cientista espanhol Carlos García Galán, responsável pelo programa Moon Base.

A segunda etapa da construção será realizada entre 2029 e 2032 e prevê 27 lançamentos e 24 aterragens, além do transporte de 60 toneladas de material, que permitirão estabelecer a infraestrutura inicial da base, com missões tripuladas semestrais.

A terceira será a definitiva, com 29 descolagens e 28 aterragens com capacidade para transportar 150 toneladas, e a presença contínua de humanos na Lua.

"Vamos ter constelações de satélites que permitirão a comunicação, a navegação, a orientação e a observação. Vamos ter rovers e veículos lunares, e também vamos ter drones", acrescentou o cientista espanhol.

O clima extremo será um dos principais desafios que os habitantes da base enfrentarão, já que o satélite pode atingir temperaturas de até 120 graus centígrados durante o dia - que se prolonga por duas semanas terrestres - e descer abaixo dos -120 graus centígrados durante a noite, de igual duração.

A geração de eletricidade é outra das complicações, embora García Galán tenha precisado que preveem usar energia solar e nuclear para tal.

"Prevemos uma capacidade de geração de energia de entre dois e 15 quilowatts, podendo atingir até 20 quilowatts no caso de utilizar um sistema nuclear, juntamente com uma capacidade de armazenamento de centenas de quilowatts/hora", detalhou.