terça-feira, 9 de junho de 2026

Novo Governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia... O novo Governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumen Radev, anunciou hoje que suspenderá a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.

© Lusa   09/06/2026 

"A guerra na Ucrânia não se resolverá no campo de batalha. Estamos a assistir a uma guerra de desgaste e, por mais armamento que se acumule, o único resultado é a perda de vidas humanas. É tempo de nos sentarmos à mesa das negociações", declarou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, à comunicação social.

Segundo o ministro, chegou a altura de procurar o que classificou como "paz justa" para as "duas partes envolvidas no conflito".

O primeiro-ministro, Rumen Radev, um ex-militar que foi Presidente da Bulgária antes de vencer, com maioria absoluta, as eleições legislativas de abril, defendeu as negociações com a Rússia desde o início da agressão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Radev opõe-se também às sanções económicas impostas pela União Europeia (UE) à Rússia.

Stoyanov manifestou dúvidas de que a UE, da qual a Bulgária é membro, possa desempenhar um papel de mediação no conflito, uma vez que já prestou ajuda à Ucrânia.

Os anteriores Governos búlgaros contribuíram inicialmente para o esforço de guerra da Ucrânia com o envio de munições e combustível através de intermediários e, desde o final de 2022 até 2024, com pacotes de ajuda militar oficialmente aprovados pelo parlamento.

A indústria de Defesa búlgara aumentou significativamente a produção de munições de calibre soviético, utilizadas pela Ucrânia, e participa como fornecedor em iniciativas europeias para o abastecimento de projéteis.

Em 2023, o parlamento búlgaro autorizou a entrega de cerca de uma centena de veículos blindados de fabrico soviético (BTR-60PB), apesar das objeções de Radev, então chefe de Estado.

CPLP apoia novas eleições em Bissau e pede libertação de Simões Pereira... O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou hoje à Antena 1 que a CPLP empenha-se no regresso à normalidade da Guiné-Bissau, apoiando a realização de novas eleições, e reiterou o pedido de libertação do político Domingos Simões Pereira.

© Lusa  09/06/2026 

Numa entrevista feita para o 'podcast' da Antena 1 "Política com Assinatura", o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está "a ser tratada em três instâncias".

"Em primeiro lugar, é um problema interno da Guiné-Bissau. E, portanto, temos que respeitar a soberania do Estado guineense. Mas, quer a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], quer a União Africana, quer a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], têm envidado esforços, essencialmente para (...) que se possam organizar eleições - uma vez que as anteriores ficaram prejudicadas", contextualizou o chefe da diplomacia portuguesa.

"Pena, porque o processo tinha decorrido francamente bem, mas enfim, os resultados ficaram inviabilizados porque foram destruídos os cadernos eleitorais e, portanto, nós não podemos (...) regressar ao estado anterior", acrescentou o governante.

Rangel reforçou que se tem pedido às atuais autoridades guineenses que libertem o líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira - que está em prisão domiciliária por alegada tentativa de golpe de Estado -, e que permitam aos partidos políticos que voltem às suas sedes.

Para o ministro, em Bissau já foram dados sinais positivos, concretamente no que diz respeito ao candidato presidencial da oposição que alegadamente venceu as eleições de 23 de novembro, Fernando Dias, e ao facto de se terem marcado eleições para dezembro deste ano.

"Houve uma marcação de eleições para 06 de dezembro, mas estamos à espera de ver quais são as condições para que elas se possam desenrolar", referiu.

Por outro lado, o diplomata disse esperar que a próxima reunião da CPLP, a ocorrer em julho, em Díli, para se assinalarem os 30 anos da organização, traga "algum progresso" relativamente ao tema da Guiné-Bissau. 

Sobre as delegações da RTP e da agência Lusa expulsas da Guiné-Bissau em agosto do ano passado, o ministro respondeu que não têm existido, agora, conversações no sentido de restabelecimento dessas relações, mas salientou que essas já ocorreram no passado e que poderiam ter "dado frutos".

Para o ministro, é importante que haja abertura, em Bissau, à comunicação social que lá queira estar e que a CPLP ajude nesse sentido.

Rangel frisou ainda que o Governo português tem um respeito enorme pelo país, e pelo seu povo, e que esta nação, apesar de, pela primeira vez, estar suspensa, é um "membro imprescindível da CPLP".

"Eu acho que, (...) se forem dados sinais por parte das autoridades, nós poderemos progressivamente restaurar um diálogo frutuoso que leve a que ela [Guiné-Bissau] possa retomar a sua participação a 100% na vida da CPLP", indicou.

Sobre a CPLP, referiu que a organização é muito importante - prova disso, sublinhou, é a quantidade de países que querem ser seus observadores - e que os Estados-membros estão concertados nos seus objetivos.

A 26 de novembro de 2025, um autodenominado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

O golpe interrompeu o processo eleitoral, o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e os militares nomearam para chefe de Estado de Transição, o general Horta Inta-a, substituíram o parlamento, encerrado desde dezembro de 2023, por um Conselho Nacional de Transição e prenderam o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer às eleições, assim como o PAIGC, que lidera.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde a suspensão da Guiné-Bissau.


VOLODYMYR ZELENSKY: "Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas..." O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a Rússia está isolada na Europa e que a guerra parece estar a mudar lentamente a favor de Kyiv, devido à perda de iniciativa por parte de Moscovo.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images      Por LUSA    09/06/2026 

"Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas podemos sim dizer que está a perder a iniciativa dia após dia", afirmou Zelensky numa entrevista ao jornal britânico The Guardian publicada hoje, citada pela agência espanhola EFE.

Na última semana, drones ucranianos de longo alcance atacaram São Petersburgo, onde se incendiaram terminais de crude, enquanto houve ataques semelhantes na Crimeia, a península ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014.

Segundo Zelensky, o objetivo dos ataques ucranianos de longo alcance é que os residentes das cidades russas sintam o que significa a guerra.

"A vitória nesta guerra será alcançada quando a sociedade russa reconhecer que a guerra é terrível, que é uma tragédia não para alguém em algum lugar, mas para si próprios. E acredito que este é o impulso de que necessitamos", afirmou.

Zelensky disse que a Rússia tem registado baixas de 30 mil soldados por mês, incluindo cerca de 23 mil mortos e muitos feridos com gravidade, mas admitiu que o número possa ser maior.

"Em suma, é um número muito elevado. Significa que não estão a ganhar a guerra", assinalou.

Zelensky também se referiu à reação do Presidente da Rússia a uma carta aberta que lhe enviou a sugerir uma reunião para acabar com a guerra, mas que foi rejeitada e considerada indelicada por Vladimir Putin.

O Guardian referiu que a postura inflexível de Putin levou alguns observadores a questionar se o líder russo estava a delirar ou se os seus comandantes militares lhe estavam a fornecer informação errada.

Sobre tais teorias, Zelensky admitiu serem possíveis, mas desvalorizou os motivos e disse que Putin mentiu sobre a guerra desde o início, ao justificá-la com a necessidade de proteger os falantes de russo na Ucrânia.

Além da proteção das minorias russas, Putin justificou a invasão de fevereiro de 2022 com o objetivo de "desnazificar" a Ucrânia e impedir a adesão do país vizinho à NATO, entre outros motivos.

No âmbito internacional, a Rússia sofreu vários reveses políticos, como a derrota de Viktor Orbán nas recentes eleições na Hungria, enquanto as tentativas russas de apoiar candidatos pró-russos na Moldova fracassaram.

"Estão a perder influência em diferentes países", comentou Zelensky.

"Estão isolados dentro da Europa e também dos Estados Unidos. Portanto, estão sozinhos", acrescentou.

Zelensky referiu que sempre disse ao homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que Putin mentia e jogava com a administração norte-americana, e agradeceu o "firme apoio" de Washington à Ucrânia.

Zelensky reuniu-se no domingo em Londres com os chefes dos governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz, e com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Numa declaração conjunta após a reunião, mostraram-se favoráveis a um cessar-fogo na Ucrânia que tenha em conta os interesses europeus.


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O Governo sul-coreano insistiu hoje na desnuclearização da Coreia do Norte após a cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente da China, Xi Jinping.

Autoridades pró-russas denunciam ataques contra a Península da Crimeia... A Ucrânia atacou a ponte Chongar, que liga a região anexada de Kherson à Península da Crimeia, controlada pela Rússia desde 2014, causando danos que obrigaram as autoridades pró-russas a condicionar o trânsito, disse o governador local, Vladimir Saldo.

© REUTERS TV via REUTERS   Por  LUSA  09/06/2026 

Através das redes sociais, o governador regional de Kherson, pró-russo, disse que a ponte Chongar foi "novamente danificada" após um ataque com aparelhos aéreos não tripulados (drones) ucranianos, tendo sido interrompida a circulação rodoviária.

A ponte já tinha sido danificada no domingo, após um ataque com um drone que atingiu a estrutura.

De acordo com o governador pró-Rússia, as defesas aéreas abateram "mais de 20 drones" ucranianos que sobrevoavam o local.

Saldo disse ainda que as forças ucranianas estão a concentrar os ataques contra a infraestrutura com o objetivo de "interromper a circulação e criar problemas à população".

Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 140 drones ucranianos durante a noite passada sobre sete regiões russas, a Península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou em 2022 uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano.


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Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Japão cria plano de ação para reduzir suicídio infantil... Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

Por  sicnoticias.pt  

O Governo japonês aprovou esta terça-feira um plano de ação para tentar reduzir os números recorde de suicídio infantil registados no país, incluindo medidas de conciliação familiar e uso de inteligência artificial (IA) para identificar riscos.

"O suicídio infantil e juvenil é um problema grave que deve ser levado muito a sério", declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, citada pela agência local Kyodo.

A dirigente presidiu a reunião do Conselho para a Promoção de Políticas para a Infância, que este ano centrou atenções na prevenção do suicídio entre menores.

Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

O plano inclui ainda incentivos às empresas que apoiem ativamente o cuidado infantil e promovam serviços de apoio às famílias.

Segundo o ministro da Infância, Hitoshi Kikawada, as medidas deverão entrar em vigor "antes do final do ano", com a cooperação entre ministérios e organismos relevantes.

De acordo com estatísticas da Agência Nacional de Polícia e do ministério da Saúde, no ano passado, registaram-se 538 suicídios entre estudantes do ensino primário, secundário e universitário, o número mais elevado desde que os dados começaram a ser recolhidos em 1980.

Guiné-Bissau: GOVERNO LANÇA MEDIDAS URGENTES PARA REFORÇAR A SEGURANÇA ELÉTRICA, PREVENIR INCÊNDIOS, COMBATER A POLUIÇÃO E DISCIPLINAR O SETOR DAS PESCAS

Por Radio TV Bantaba 

Bissau, Junho de 2026 – O Governo da República da Guiné-Bissau decidiu avançar com um conjunto de medidas urgentes destinadas a enfrentar problemas estruturais que afetam a segurança pública, o ambiente, a educação, a gestão urbana e o setor das pescas.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de emergência presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, que reuniu membros do Governo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Rede elétrica sob forte pressão

Durante a reunião, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, alertando para a degradação das infraestruturas de distribuição, a proliferação de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas do país devido à existência de instalações elétricas precárias, utilização de materiais inadequados e elevado congestionamento interno, fatores que aumentam significativamente os riscos para comerciantes e consumidores.

Perante esta situação, o Primeiro-Ministro determinou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico do Mercado de Bandim, o reforço das inspeções técnicas em todo o território nacional e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios relacionados com instalações elétricas.

Governo endurece combate aos resíduos plásticos

A reunião analisou igualmente os impactos ambientais causados pela crescente utilização de sacos plásticos, sobretudo os provenientes da produção de água empacotada.

Segundo informações apresentadas pelo Ministério dos Recursos Naturais, existem atualmente 38 unidades industriais dedicadas à produção de água em embalagens plásticas.

Em resposta, o Governo determinou a aplicação imediata das medidas regulamentares já aprovadas, incluindo a reconversão progressiva das unidades industriais para soluções ambientalmente sustentáveis.

As empresas que persistirem no incumprimento das normas poderão ser encerradas, sendo mobilizadas as forças de segurança para assegurar o cumprimento efetivo da legislação.

Educação: Governo exige rigor administrativo

No setor educativo, o Primeiro-Ministro abordou a situação dos professores contratados que alegam estar sem receber salários há vários meses.

O Chefe do Governo reiterou que nenhum pagamento poderá ser efetuado sem o cumprimento das exigências legais de validação e visto prévio das autoridades competentes do Ministério das Finanças.

Foi igualmente ordenada a realização de um levantamento nacional das escolas, professores e demais recursos humanos do sistema educativo, visando atualizar a base de dados nacional e melhorar a gestão do setor.

Novas medidas para limpeza urbana

Relativamente à gestão de resíduos sólidos, o Executivo determinou a instalação de placas de proibição de depósito de lixo em zonas críticas, a reorganização dos horários de recolha de resíduos e o reforço da fiscalização municipal.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau informou que já foi identificado um espaço alternativo para acolher temporariamente parte dos operadores do Mercado de Bandim, medida que permitirá reduzir o congestionamento e melhorar as condições de segurança.

Governo reforça controlo do setor das pescas

A Ministra das Pescas alertou para dificuldades encontradas na implementação da nova política de redução dos preços do pescado, referindo a existência de resistências por parte de alguns operadores económicos.

Foi igualmente destacada a crescente dependência do setor em relação a mão-de-obra proveniente de países vizinhos, devido à reduzida participação da juventude guineense na atividade pesqueira.

Perante esta realidade, o Primeiro-Ministro ordenou a identificação dos agentes que estejam a impedir a execução das medidas governamentais e exigiu relatórios detalhados sobre o desembarque obrigatório do pescado, o cumprimento das obrigações dos detentores de licenças, o funcionamento da cadeia de distribuição e a aplicação de sanções aos operadores incumpridores.

Interesse público acima de interesses particulares

Encerrando os trabalhos, Sua Excelência o Primeiro-Ministro reafirmou que o Governo continuará a agir com firmeza perante os problemas estruturais que afetam o país.

"O interesse público deve prevalecer sobre quaisquer interesses particulares, económicos ou políticos", sublinhou.

As medidas aprovadas marcam o início de uma nova fase de intervenção governativa orientada para o reforço da autoridade do Estado, a modernização dos serviços públicos, a proteção do ambiente, a segurança dos cidadãos e a melhoria das condições de vida da população.

O Governo acompanhará rigorosamente a implementação das decisões adotadas e exigirá resultados concretos de todas as instituições envolvidas.