quarta-feira, 28 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: Presidente da República acompanha trabalhos de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 28 de outubro de 2026 — O Presidente da República de Transição acompanhou, esta quarta-feira, o andamento dos trabalhos de dragagem do Porto de Bissau, numa visita que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, do PCA da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Na N’dungue, de membros do Governo e de responsáveis do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, incluindo o Secretário-Geral, Diretores-Gerais, Diretores de Serviços e o Chefe de Gabinete do Ministro.

Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se ao navio draga Diogo Cão, onde conheceu as suas capacidades técnicas e os procedimentos de execução dos trabalhos.

Adjudicada à empresa Panlog-GB, a obra teve início com a remoção de carcaças de navios afundados, seguindo-se a operação de dragagem, iniciada na segunda-feira.

O projeto, com investimento estimado em 16 mil milhões de francos CFA e apoio financeiro do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), visa melhorar as condições de navegabilidade do porto, permitir a receção de navios de maior porte e reforçar a capacidade comercial e económica da Guiné-Bissau.
No final da visita, o Presidente da República manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos e destacou a importância da obra para o desenvolvimento do país.



ISRAEL: Netanyahu aposta em formação de "governo de direita forte" em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje a formação de um governo de direita forte sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso em Jerusalém. As projeções eleitorais apontam para um cenário de empate entre os blocos pró-governamental e o de Gadi Eisenkot, com o Likud como partido mais votado.

© Lusa  28/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje ser necessário formar "um governo de direita forte" sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso na sede de campanha do seu partido em Jerusalém.

"O Likud é o maior partido de Israel", disse, sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário em que não existe um claro vencedor entre o bloco pró-governamental que lidera e o do líder do partido Yashar!, o ex-general Gadi Eisenkot, nas eleições legislativas de terça-feira.

Na intervenção, Netanyahu pediu, no entanto, que se aguardasse pelos resultados finais, segundo o jornal Times of Israel.

"A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se", afirmou, opondo-se a qualquer "governo com o apoio dos árabes israelitas", numa altura em que as projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset (parlamento), o que representaria um recorde, batendo o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.

No entanto, a chave para a formação de um novo Governo em Israel poderá muito bem residir nos partidos árabes, o Ra'am e a Lista Conjunta.

Netanyahu considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas".

E reforçou: "Partidos que se opõem à nossa própria existência, que consideram o Hamas uma organização de caridade e que chamam aos nossos soldados criminosos de guerra".

"O bloco de direita tem uma maioria decisiva entre o público sionista", continuou Netanyahu durante o seu discurso, no tal enumerou as conquistas de Israel nas guerras contra o Hamas e o Irão.

O líder do Likud reiterou que Israel tem uma "oportunidade histórica" com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para "eliminar a ameaça iraniana".

"Conseguimos vencer os nossos inimigos e continuaremos a conseguir fazê-lo no futuro", afirmou o líder israelita, que falou cinco horas após o encerramento das urnas, com apenas 5% dos votos apurados.

Netanyahu, o último dos candidatos a reagir às projeções, com uma intervenção de cerca de 10 minutos, agradeceu aos parceiros de coligação de direita.

As novas projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem a Eisenkot, passou a dar 52 lugares ao bloco de Netanyahu contra 50 do ex-general do exército israelita.

Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.

Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).

A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.


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As projeções das eleições israelitas apontam para uma vitória de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria parlamentar para formar um governo, deixando o futuro político do país em incerteza.

Os habitantes de Telavive vão dormir ignorando quem governará Israel nos próximos quatro anos, após as projeções das legislativas hoje realizadas apontarem para uma vitória do partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, mas sem maioria para controlar o parlamento.

As sondagens à boca das urnas indicam que os partidos do bloco de oposição, que inclui o Yashar!, do ex-general Gadi Eisenkot e segundo nas projeções, também não alcançam os 61 lugares necessários para uma maioria parlamentar que viabilize um governo...

Especialistas pedem que alterações climáticas sejam declaradas emergência... Especialistas defendem que as alterações climáticas sejam declaradas uma emergência global de saúde, segundo um relatório divulgado hoje. O estudo aponta que os impactos na saúde estão a avançar mais rapidamente do que as ações para combater as mudanças climáticas.

© Lusa   28/10/2026 

As alterações climáticas devem ser declaradas uma emergência global de saúde, já que os seus impactos sobre esta avançam mais rapidamente do que as ações para as combater, defendem especialistas num relatório divulgado hoje.

O relatório do "Lancet Countdown sobre Saúde e Alterações Climáticas" indica que alguns dos danos para a saúde causados pelas alterações climáticas se intensificaram mais rapidamente na década seguinte à entrada em vigor do Acordo de Paris (2016–2025) do que na década anterior (2006–2015).

E isto deve-se, segundo os especialistas, ao facto de as medidas de combate às mudanças climáticas não avançarem "ao ritmo necessário", refere um comunicado da revista científica Lancet.

Os autores do relatório, liderado pelo University College London (UCL) em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), defendem assim que "as alterações climáticas sejam oficialmente reconhecidas e tratadas como uma emergência de saúde global e que a saúde oriente tanto as políticas quanto as prioridades de financiamento para combater" aquelas mudanças.

Os investimentos em energia limpa, sistemas de saúde mais resilientes, uma legislação mais abrangente em matéria de proteção da saúde e um número crescente de evidências científicas desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, " trouxeram benefícios concretos" para a saúde da população, mas estes avanços são "demasiado lentos, insuficientes e inconsistentes" para compensar "os danos crescentes causados pelas alterações climáticas provocadas pelo uso dos combustíveis fósseis", explica o comunicado.

Segundo o relatório, "o calor esteve associado a uma média estimada de 540.800 mortes por ano entre 2016 e 2023, 68% delas (369.900) causadas pelas alterações climáticas, um aumento em relação aos 55% (219.100) por ano no período de 2006 a 2015".

Na 21.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações sobre Alterações Climáticas (COP21), realizada em Paris, os países do mundo acordaram impedir que as temperaturas a nível global subissem além dos 2ºC (graus Celsius) em relação à época pré-industrial, e que de preferência esse aumento não ultrapassasse os 1,5ºC.

"Uma década após o Acordo de Paris, as nossas conclusões são inequívocas: os danos para a saúde causados pelas alterações climáticas estão a crescer mais rapidamente do que a resposta global às mesmas e, em muitos casos, até a acelerar", afirma Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown, citada no comunicado.

O relatório representa o trabalho de 146 investigadores multidisciplinares de mais de 100 instituições de uma trintena de países e os seus números "apontam para uma clara emergência", adianta.

"Não se trata de um agravamento gradual, é uma mudança drástica que precisa de ser reconhecida como a emergência de saúde global que é", reforça Marina Romanello.

Publicado a pouco mais de uma semana do início da COP31, que decorre de 9 a 20 de novembro, na Turquia, o relatório monitoriza 54 indicadores sobre os impactos das alterações climáticas e das medidas para as combater na saúde.

O 10.º relatório do Lancet Countdown constata que "continua aquém do esperado" o progresso na transição climática, que prevê o abandono gradual dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) e a sua substituição por fontes de energia renováveis (solar, eólica e hídrica), para limitar o aquecimento global.

Aponta também que os governos nacionais, as organizações internacionais e o setor privado estão agora menos empenhados nas questões de saúde e nas alterações climáticas, revertendo progressos anteriores, bem como que o financiamento para a adaptação às mudanças no clima está muito abaixo do necessário.

"Este relatório é um alerta contundente de que as alterações climáticas representam uma emergência de saúde. O que falta não são evidências, mas vontade política para agir", afirma Helen Clark, antiga primeira-ministra da Nova Zelândia e presidente do Conselho do Lancet Countdown, citada no comunicado.

"Os governos devem reforçar os seus compromissos de ação climática e retomar a cooperação internacional. Isto deve ser acompanhado por reduções rápidas das emissões e um apoio significativamente maior à adaptação, particularmente para as comunidades menos responsáveis pelas alterações climáticas e mais vulneráveis aos seus impactos".