sábado, 6 de janeiro de 2024

DESPACHO №: 02/PM/2024

 


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Bissau - (07.01.2023) - O Primeiro-ministro, Rui Duarte Barros, decidiu, por Despacho, “manter em funções o pessoal dirigente nomeado pelo anterior Executivo”, justificado existir “orgânica diferente da do último Governo da XI Legislatura”.
De acordo com Despacho, com a data de 3 de Janeiro,  “ficam mantidos todos os órgãos e serviços centrais dos departamentos governamentais que integram a estrutura orgânica do anterior Governo até à entrada em vigor do Decreto- Lei que define a estrutura orgânica do atual Governo”.

“Ficam igualmente mantidos nos respetivos postos e funções, os funcionários da Administração Pública nomeados em comissão de Serviço até à decisão em contrário, emitida por Despacho do Primeiro-Ministro”, lê-se ainda no Despacho N⁰02/PM/2024.
O Primeiro-ministro disse ainda no documento que “para se evitar eventuais discrepâncias na movimentação do Pessoal da Administração Pública adstrito aos serviços agora suprimidos, decidiu que a nomeação do Pessoal Dirigente da Administração Pública deve fundar-se nos termos da alínea g) do nº 1 e nos do nº2 do artigo 100" da Constituição da República”.

“A não observância das disposições fixadas neste Despacho, implica a nulidade do ato”, determinou Rui Durte Barros. 

Não obstante, a Comunicação do Primeiro-ministro, alguns Ministros preferiram despachos de nomeações interinas. São casos do Ministro da Administração Territorial que já indicou, internamente, o Presidente, Vice-Presidente, Secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau e o Diretor-geral de Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral, enquanto que o Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Henry Mané, nomeou um novo Reitor da Universidade Amilcar Cabral. 

O Diretor-geral das Alfândegas e o Director da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), também, foram  nomeados, respectivamente, pelos  Ministros das Finanças e o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.
 
Por CFM

Guiné-Bissau: PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBE COMUNIDADE DE GUINÉ-CONAKRY


 Presidência da República da Guiné-Bissau

Governo da Guiné-Bissau "não pode ficar parado"

O novo Governo guineense no dia da tomada de posse, 21 de dezembro, com o Presidente Umaro Sissoco Embaló Dansó/DW

Delfim Anacleto  DW.COM  06/01/24

Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense saúda aprovação do Orçamento de Estado, apesar da dissolução do Parlamento, e diz que prioridade do país não deve ser a realização de eleições antecipadas.

O Governo guineense aprovou na quinta-feira (04.01), em Conselho de Ministros, o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2024. O documento foi aprovado num momento em que o Parlamento - o órgão que tem a competência para tal - se encontra dissolvido.

Fodé Carambá Sanhá, presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz Democracia e Desenvolvimento da Guiné-Bissau, diz que a aprovação do orçamento é algo bom, porque "o país não pode parar".

Em entrevista à DW África, Sanhá considera ainda que a prioridade neste momento não deve ser a realização de eleições antecipadas. Para o presidente da organização, é preciso esperar pelo desfecho judicial do caso que envolve o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, investigados no âmbito de um pagamento cerca de 10 milhões de dólares a 11 empresários, através de um crédito a um banco comercial de Bissau, que originou a atual crise política.

DW África: O que significa a aprovação do OGE pelo Conselho de Ministros?

Fodé Carambá Sanhá (FCS): Na ausência da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Governo tem a obrigação de ter um orçamento para o seu funcionamento - que tem de ser aprovado ao nível do fórum governativo, pelo Conselho de Ministros.

Fodé Carambá SanháFoto: DW/B. Darame

DW África: O OGE foi aprovado mesmo com a ausência da ANP. Isto tem algum enquadramento legal?

FCS: Eu acho que este Governo não pode ficar parado. Tem que haver um instrumento de governação, tem que haver um programa a funcionar e um orçamento que o sustente. Mesmo que seja a nível de duodécimos, tem de ser aprovado ao nível do fórum do Governo, que é o Conselho de Ministros.

DW África: O que é que a sociedade civil guineense espera deste orçamento?

FCS: Esperamos que este orçamento seja caucionado junto do Tribunal de Contas, que tem a competência de pedir e fiscalizar a execução orçamental, tendo em conta o erário público. Como sociedade civil, também temos de fazer o acompanhamento da execução orçamental, sobretudo no que tange às políticas públicas. É da nossa responsabilidade acompanhar a gestão dos bens públicos. No caso de desrespeito da base legal, temos direito a denunciar a situação à Procuradoria Geral da República.

DW África: Muitos analistas têm estado a enfatizar a situação de ilegalidade das instituições na Guiné-Bissau. O que é que pensa desta situação? Já passou cerca de um mês desde que a ANP foi dissolvida e não se fala neste momento de eleições antecipadas...

FCS: Segundo a lei, a eleição devia acontecer dentro de 90 dias após a queda da ANP. Mas também é bom termos em conta que é o país que acarreta isso, com o nosso orçamento, subvencionado pelos parceiros bilaterais e multilaterais. Já fizemos muitas eleições que não deram resultado. Convém concentrar no essencial para haver recursos próprios para poder realizar eleições.

DW África: E qual é o essencial, neste momento?

FCS: É fazer com que o país possa arrancar. Trabalhar para que tudo o que é do crescimento económico possa prevalecer.

DW África: Mesmo que isso signifique funcionar sem a presença do Parlamento?

FCS: Será que não vamos ficar estancados, indo diretamente para eleições, num contexto em que ainda não esclarecemos a situação que resultou na queda da ANP? Isso não é possível. Todo o processo tem que ser analisado e tem de haver responsabilização e julgamento dos implicados na delapidação do erário público.

DW África: Ou seja, está a dizer que antes de "correr" para a realização duma nova eleição para a ANP, é preciso esperar pelo trabalho da justiça para esclarecer o que originou a situação.

FCS: Certamente. Se não tivermos recursos suficientes, como é que o país poderá ir à eleição? Quem é que vai sustentar as eleições?

Coordenador do projecto Homi Novo Juviano Landim, diz está determinado para criar ambiente saudável na cidade de Bissau


 Radio TV Bantaba

A CHEGADA RELÂMPAGO DO LÍDER CARISMÁTICO DO PAIGC, DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, A LISBOA.

Fonte: Gervasio Silva Lopes

LIMPEZA NA CIDADE


 Radio Voz Do Povo 

DESPACHO № 001/GM/MENESIC/2024: O Senhor Herculano Arlindo Mendes, nemeado, interinamente para exercer as funções do Reito da Universidade Amicar Cabral – UAC.