segunda-feira, 18 de maio de 2026

PJ DESMANTELA REDE DE TRÁFICO DE PESSOAS E DETÉM 40 ESTRANGEIROS EM BÔR

Por  RSM 18 05 2026

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal durante uma operação de grande escala realizada na zona de Matadim, em Bôr, onde foram detidos 40 cidadãos estrangeiros, na sua maioria provenientes da Guiné-Conacri.

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo chefe do núcleo da Polícia Judiciária à imprensa, durante a apresentação das vítimas nas instalações de Bandim.

Segundo Braima Cissé, os quatro presumíveis autores da rede encontram-se detidos e deverão ser apresentados amanhã ao Ministério Público para a conclusão do processo judicial.

“A maioria deles são de nacionalidade da Guiné-Conacri, sendo que quatro dos autores já estão na cela da PJ, por isso posso vos informar que amanhã serão entregues ao Ministério Público”, salientou Cissé.

Por outro lado, o chefe do núcleo da Polícia Judiciária afirmou que, dentro em breve, a direção da PJ irá informar as embaixadas dos respetivos países de origem das vítimas e dos suspeitos envolvidos no caso.

“A Direção da Polícia Judiciária em breve comunica às embaixadas dos respetivos detidos”, garantiu Braima Cissé.

Cissé apelou ainda aos cidadãos para optarem pelas vias legais de emigração para a Europa, alertando que, caso contrário, poderão cair nas mãos deste tipo de redes criminosas.

“A melhor via de fazer a viagem para a Europa é a via legal, porque temos as embaixadas para regularizar os processos e pedidos de vistos”, apelou o chefe do núcleo da PJ.

Importa recordar que, em 2025, a Polícia Judiciária havia promovido uma megaoperação em vários bairros da cidade de Bissau, do mesmo género, na qual desmantelou uma estrutura criminosa altamente organizada, liderada por cidadãos estrangeiros, dedicada ao tráfico de pessoas e ao auxílio à imigração ilegal.

Número de mortos em ataques israelitas no Líbano atinge os três mil... O número de mortos no Líbano em ataques israelitas no conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah atingiu os três mil desde o início de março, informaram hoje as autoridades de Beirute.

Por LUSA 

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Líbano, foram registados três mil mortos, entre os quais 211 menores e 116 profissionais de saúde, e 9.273 feridos, além de mais de um milhão de deslocados.

Os ataques entre Israel e o Hezbollah prosseguem apesar de um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, no âmbito de negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos entre representantes libaneses e israelitas, que não são reconhecidas pelo grupo xiita apoiado pelo Irão.

As delegações de Israel e do Líbano acordaram na sexta-feira um prolongamento de 45 dias da trégua e novas rondas de conversações para os dias 02 e 03 de junho, bem como uma reunião a nível militar no Pentágono em 29 de maio.

Israel e Líbano, que não têm relações diplomáticas, tinham realizado anteriormente duas rondas de diálogo inicial na capital norte-americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram no acordo de cessar-fogo.

No entanto, Israel continuou a bombardear o Líbano e as suas operações terrestres no sul do Líbano, enquanto o Hezbollah prossegue os ataques contra o território israelita e as suas tropas.

O número de mortos em consequência dos ataques israelitas no Líbano ultrapassa os 400 desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da agência France Presse baseada em dados oficiais.

Após a última ronda negocial em Washington, as autoridades libanesas pediram um mecanismo independente e garantias dos Estados Unidos em relação ao cessar-fogo.

"O prolongamento da trégua e a implementação de uma componente de segurança facilitada pelos Estados Unidos oferecem um alívio essencial aos nossos cidadãos, fortalecem as instituições do Estado e abrem caminho para uma estabilidade duradoura", afirmou a delegação libanesa, segundo um comunicado divulgado pela presidência.

O Presidente libanês, Joseph Aoun, comprometeu-se hoje a fazer "o impossível" para colocar um fim ao conflito, num comunicado da presidência libanesa.

Segundo a mesma nota, as negociações com Israel têm incidido sobretudo na retirada das forças israelitas do território libanês e no regresso dos deslocados internos as suas casas.

Contudo, salientou que, "para evitar os fracassos de acordos anteriores", é necessário "implementar um processo gradual e verificável", apoiado por Washington.

O Hezbollah opõe-se a estas conversações e o seu líder, Naim Qassem, ameaçou que vai tornar os confrontos "num inferno" para Israel, que por sua vez avisou repetidamente as autoridades de Beirute que, se não desarmar nem controlar as milícias libanesas, irá fazê-lo no seu lugar. 

O Líbano foi arrastado pelo grupo xiita apoiado e financiado pelo Irão para a guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. 

Nas negociações indiretas com Washington, Teerão exige que qualquer trégua no conflito no Golfo inclua também o Líbano, ou seja, que Israel cesse os ataques ao Hezbollah.

“CASO ALFÂNDEGAS DE BISSAU”: Cinco suspeitos em prisão preventiva por alegadas fraudes aduaneiras

Por RSM 18 05 2026

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta segunda-feira que cinco indivíduos estão em prisão preventiva no âmbito do chamado “Caso Alfândegas de Bissau”, um processo que investiga alegadas fraudes em procedimentos de desalfandegamento envolvendo funcionários públicos, despachantes oficiais e outros cidadãos.

Segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PGR, o processo é conduzido pelo Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), com investigação da Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Repressão a Delitos Económicos e da Criminalidade contra a Economia Nacional.

As autoridades indicam que as investigações têm como alvo supostas irregularidades praticadas nos serviços da Direção-Geral das Alfândegas e da Direção-Geral do Tesouro, relacionadas com esquemas fraudulentos de desalfandegamento.

A mesma fonte avança ainda que no decorrer da operação, foram efetuadas detenções fora de flagrante delito de sete cidadãos guineenses, entre os quais cinco homens e uma mulher, numa primeira fase, e mais dois homens numa segunda fase.

De acordo com a PGR, no dia 17 de abril de 2026, cinco suspeitos foram presentes ao Juízo de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial. Após apreciação do caso e em conformidade com a promoção do Ministério Público, o juiz aplicou a medida de coação de prisão preventiva a três dos arguidos.

"Posteriormente, no dia 11 de maio de 2026, outros dois suspeitos foram igualmente ouvidos pelo Juízo de Instrução Criminal, tendo ambos ficado sujeitos à prisão preventiva.

Além das detenções, as autoridades judiciais aplicaram medidas de coação alternativas a outros suspeitos. Dois indivíduos ficaram sujeitos à obrigação de permanência, cumulada com apresentação periódica semanal, enquanto quatro outros passaram a cumprir apenas a obrigação de apresentação periódica semanal", lê-se no mesmo documento.

Segundo o Ministério Público, o processo conta atualmente com 15 suspeitos constituídos, dos quais cinco permanecem em prisão preventiva, e avança que os factos sob investigação podem configurar, em abstrato, os crimes de contrabando qualificado, peculato, corrupção ativa e passiva, falsificação qualificada e branqueamento de capitais.

A Procuradoria-Geral da República esclarece ainda que o processo continua em segredo de justiça.

Legislativas/reação. Francisco Carvalho celebra vitória do PAICV e promete “um novo Cabo Verde”

Com OPAÍS.cv -18 Maio, 2026

O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, considerou esta madrugada, que os Cabo-verdianos deram uma “mensagem clara” nas eleições legislativas, ao confirmarem a vitória do Partido num dos escrutínios mais disputados da história democrática do País

O líder do Partido vencedor das eleições agradeceu aos eleitores no Arquipélago e na Diáspora e afirmou que “a partir de hoje há um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira reação após a divulgação dos resultados provisórios, Francisco Carvalho classificou o dia como “extraordinário”, defendendo que a democracia Cabo-verdiana voltou a demonstrar a importância da vontade popular.

O Presidente do PAICV reconheceu que a disputa eleitoral foi renhida e admitiu que, em determinados momentos, se perspetivava um cenário de maioria relativa.

Apelos à transparência eleitoral

Durante a intervenção, Francisco Carvalho levantou preocupações sobre alegadas irregularidades durante o processo eleitoral, apelando a um debate público mais aprofundado sobre práticas que, segundo afirmou, marcaram a campanha. Referiu alegações de compra de votos, distribuição de cestas básicas, movimentações financeiras e assinatura de contratos em período eleitoral, defendendo que esses temas não devem ser ignorados pelas instituições, analistas e órgãos de Comunicação Social.

Francisco Carvalho considerou ainda que Cabo Verde deve promover uma reflexão sobre o funcionamento da sua democracia e sobre a transparência dos processos eleitorais.

Mensagem dirigida à Diáspora e ao País

Na declaração feita perante militantes e apoiantes, o Presidente do PAICV dirigiu agradecimentos aos Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, sublinhando o contributo de todos os que participaram na campanha e no processo eleitoral.

Os resultados provisórios das eleições legislativas continuam a ser atualizados pela CNE, num contexto em que o PAICV surge na dianteira da votação nacional. Francisco Carvalho garante ser maioria absoluta.


@eleicoes.cv

O Primeiro-Ministro e líder do MpD reconheceu a vitória do PAICV nas eleições legislativas de 2026 em Cabo Verde e afirmou que irá demitir-se do cargo de presidente do partido.