quinta-feira, 16 de julho de 2026

Kuwait diz ter intercetado mais de 20 drones iranianos no seu espaço aéreo... O Governo do Kuwait informou hoje que as suas forças armadas intercetaram mais de 20 drones iranianos e ainda vários mísseis de cruzeiro, em plena escalada militar entre o Irão e os Estados Unidos.

© Stringer/Anadolu via Getty Images      Por  LUSA   

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o porta-voz do Ministério da Defesa, o coronel Saud Abdulaziz al-Atuan, anunciou a entrada de "quatro mísseis de cruzeiro e 21 drones inimigos" no espaço aéreo do Kuwait, esclarecendo que todos foram "intercetados e neutralizados"

Apesar de não se registarem vítimas até agora, o responsável confirmou "danos materiais" em instalações "vitais" do país na sequência do ataque, que descreveu como uma "flagrante agressão iraniana".

Abdulaziz Al-Atuan referiu ainda que as forças armadas vão permanecer em "alerta constante para reforçar a segurança nacional e proteger o bem-estar dos cidadãos e residentes".

O conflito entre Irão e Estados Unidos foi retomado no passado fim de semana, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão, que vigorava desde 17 de junho.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecerem o bloqueio naval em Ormuz, na terça-feira, e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.


Leia Também: Avião militar dos EUA dispara contra petroleiro no Golfo

Uma aeronave militar norte-americana disparou hoje contra um petroleiro sem carga que tentava furar o bloqueio aos portos iranianos, anunciaram as forças norte-americanas.

FRANÇA: Musk manifesta apoio a Le Pen: "Última esperança de França"... Elon Musk manifestou apoio a Marine Le Pen após a líder da extrema-direita francesa formalizar a candidatura às presidenciais de 2027. O multimilionário norte-americano afirmou, na rede social X, que Le Pen é "a última esperança de França".

© Getty Images   Por  noticiasaominuto.com   com Lusa 

Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X e antigo responsável Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos (DOGE, na sigla em inglês), manifestou o seu apoio a Marine Le Pen, após a líder da extrema-direita francesa ter formalizado a sua candidatura às eleições presidenciais de abril de 2027.

"Ela é a última esperança de França", sublinhou o multimilionário na rede social X, reagindo aos resultados de uma sondagem que apontava Le Pen como a grande favorita à vitória.

A sondagem em causa, divulgada na semana passada, davam a líder da União Nacional como a favorita para vencer as eleições presidenciais, se estas se realizassem no domingo passado.

No passado dia 7 de julho, Le Pen anunciou que será candidata às eleições presidenciais de 2027, horas depois de ter sido condenada a uma pena de um ano de prisão efetiva, sob vigilância eletrónica.

Marine Le Pen foi condenada a um ano de prisão, com a possibilidade de uso de pulseira eletrónica, por desvio de fundos públicos europeus, mas a instância também decidiu reduzir o seu período de inelegibilidade.

Numa entrevista ao canal TF1, na qual compareceu com o presidente da União Nacional, Jordan Bardella, Marine Le Pen declarou-se inocente e anunciou que irá interpor um recurso junto do Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa, o que "suspende os efeitos do acórdão" do Tribunal de Recurso de Paris.

"Farei, portanto, campanha sem pulseira eletrónica", acrescentou.

As sondagens indicam que, mesmo apesar da condenação que pesa sobre Le Pen por desvio de fundos, a líder de extrema-direita obteria entre 34% e 36% dos votos, de acordo com informações recolhidas pelo jornal Les Échos.

"A sua condenação não teve qualquer impacto negativo. Pelo contrário, o anúncio da sua candidatura teve um efeito positivo e isso foi o mais relevante", explicou Bruno Jeanbard, vice-presidente da OpinionWay, em declarações ao jornal Les Échos.

"Marine Le Pen encontra-se num nível comparável ao de Jordan Bardella nos seus melhores momentos", acrescentou, referindo-se ao presidente da União Nacional.

Os dados desta sondagem indicam que apenas alguns candidatos têm possibilidades reais de alcançar o segundo lugar na primeira volta das eleições: os antigos primeiros-ministros do governo do presidente Emmanuel Macron, Édouard Philippe e Gabriel Attal, e o líder do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon.

Philippe, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Câmara de Le Havre, obteria 22% dos votos se fosse o único candidato centrista na primeira volta, eliminando assim o outro ex-chefe de Governo, Gabriel Attal.

Se ambos se candidatassem, Édouard Philippe (18%) superaria largamente Gabriel Attal (7%).

No entanto, Attal obteria 16% dos votos se fosse o único candidato centrista e, de acordo com esta sondagem, poderia qualificar-se para a segunda volta, à frente de Jean-Luc Mélenchon.

Exclusivo: funcionários foram convidados a entregar os telemóveis na Casa Branca

Por  CNN 

Donald Trump quer identificar a pessoa responsável por divulgar informações sobre falhas de segurança de um avião que foi oferecido ao presidente dos EUA pelo Catar

A chefe de gabinete Susie Wiles, a assessora mais próxima do presidente Donald Trump, e o diretor do FBI, Kash Patel, ajudaram pessoalmente a orquestrar, na semana passada, uma investigação de grande envergadura na Casa Branca, com o objetivo de determinar quem do governo divulgou informações sobre as falhas de segurança de um avião oferecido pelo Catar, destinado a ser utilizado como Air Force One - tendo sido pedido a alguns funcionários que entregassem os seus telemóveis aos investigadores nas instalações da Casa Branca, segundo fontes familiarizadas com o assunto contaram à CNN.

Trump ficou furioso com as revelações sobre o novo avião, disseram as fontes, e o seu governo lançou rapidamente uma intensa investigação sobre o vazamento de informação que agitou o governo. À medida que a investigação avançava, pelo menos uma agência federal enviou um e-mail aos funcionários a alertá-los de que, caso fossem contactados por agências externas a solicitar informação e dispositivos, deveriam contactar imediatamente os advogados da sua própria agência, revelou uma fonte à CNN.

As fontes afirmaram que Patel - que se preparava para viajar para Chicago - foi desviado para a Casa Branca na sexta-feira para assumir um papel ativo na condução da investigação, que se tornou pública na madrugada do dia seguinte, quando o New York Times noticiou que o Departamento de Justiça tinha emitido intimações a quatro dos seus jornalistas que tinham noticiado as preocupações de segurança em torno do novo avião.

Patel permaneceu num gabinete ao lado do de Wiles durante cerca de sete horas, enquanto os dois criavam o que uma fonte designou como uma "sala de guerra" na Ala Oeste.

Para além de solicitarem telemóveis, os investigadores procuraram obter informações junto daqueles que viajavam com Trump ou que desempenhavam algum papel na viagem, incluindo funcionários de várias agências. Nem todos os funcionários a quem foi pedido que entregassem os seus dispositivos o fizeram, revelou uma das fontes à CNN.

Esta iniciativa reflete até que ponto a Casa Branca estava disposta a exercer controlo sobre uma investigação das autoridades policiais - uma violação significativa da independência histórica do Departamento de Justiça, embora se tenha tornado algo comum na administração de Trump. A CNN já tinha noticiado anteriormente que Trump também falou com Patel ao telefone sobre a investigação ao furo jornalístico.

A CNN contactou a Casa Branca e o FBI para obter comentários.

Jornalistas e defensores da liberdade de imprensa criticaram a decisão do Departamento de Justiça de intimar os jornalistas do New York Times, considerando-a uma afronta à Primeira Emenda, e o Times afirmou que tenciona contestar a intimação em tribunal.

As preocupações em torno do novo jato, no valor de 400 milhões de dólares, oferecido pelo Catar, passaram a dominar as conversas em Washington na semana passada, quando Trump anunciou abruptamente que iria enviar o novo avião antecipadamente para a Base Aérea de Mildenhall, em Inglaterra, pouco antes de partir de uma cimeira da NATO na Turquia. Trump afirmou numa publicação nas redes sociais que a mudança de avião se destinava simplesmente a dar aos militares norte-americanos estacionados na base "a oportunidade de visitar a aeronave". Anteriormente, ele já tinha elogiado o avião, que foi remodelado e repintado de acordo com os seus gostos.

"Estão todos tão entusiasmados, e achámos que deviam ser os primeiros", escreveu ele.

Trump partiu num avião mais antigo, tendo depois voltado a trocar de avião numa base aérea norte-americana segura no Reino Unido. Ele minimizou a ideia de que a segurança tivesse sido a razão para a troca, embora fontes tenham dito à CNN e a outros meios de comunicação que foi essa a razão.

"Não houve qualquer preocupação de segurança, exceto que o enviámos um pouco mais cedo, e o mesmo se aplica ao regresso. Enviámo-lo um pouco mais cedo, para que pudéssemos deixá-los ver", afirmou Trump.

Fontes revelaram à CNN que, depois de Trump ter viajado para a Turquia para a cimeira, a avaliação de segurança mudou, e Wiles informou Trump de que este teria de deixar o país num avião mais antigo. O avião do Catar, segundo as fontes, tinha sido rapidamente adaptado com capacidades de defesa, mas ainda assim não era tão seguro como a versão mais antiga, que tinha sido construída para proteger presidentes em viagens ao estrangeiro.

Um oficial afirmou anteriormente à CNN que o 747 oferecido pelo Catar foi, em grande parte, considerado pelas forças armadas e pelo Serviço Secreto como tendo sido colocado em serviço "à pressa". Em contrapartida, o responsável referiu que dois novos jatos adquiridos no âmbito de um acordo renegociado por Trump durante o seu primeiro mandato têm enfrentado atrasos graves e não se prevê que estejam prontos antes de, pelo menos, 2028. Tal deve-se, em parte, ao conjunto de medidas de comunicação e defesa classificadas que têm de ser instaladas, aos requisitos de conceção abrangentes impostos pelas forças armadas e ao tempo necessário para formar os pilotos nesta aeronave única.

A natureza exata das diferenças de segurança entre os aviões antigos e os novos não é totalmente clara. Observadores da aviação que analisaram imagens das aeronaves disseram à CNN que o novo avião parece não apresentar modificações externas no cone da cauda associadas a um tipo de sistema direcional de defesa contra mísseis por infravermelhos. No entanto, a ausência de características visíveis não determina de forma definitiva quais os sistemas que estão ou não instalados.