quinta-feira, 25 de junho de 2026

Alunos da Escola Amizade Chino-Guineense protagonizaram atos de vandalismo nas instalações da escola em contestação à realização das provas globais, causando danos em materiais e equipamentos. Após os incidentes, o presidente da Associação dos Alunos e o representante dos Pais e Encarregados de Educação apresentaram desculpas à direção da instituição pelos prejuízos provocados.

Sismos gémeos são fenómeno raro - sim, foi o que aconteceu na Venezuela... O fenómeno raro denominado por sismos gémeos atingiu a Venezuela na quarta-feira, e, apenas com 39 segundos de distância, dois abalos deixaram o caos no país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que possa haver entre 10 mil a 100 mil mortos.

© Manaure Quintero / AFP via Getty Images     Por   Notícias ao Minuto   25/06/2026 

Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que abalaram a Venezuela com 39 segundos de diferença estão a deixar um rasto de destruição em várias zonas do país. Edifícios colapsaram em Caracas, as operações de resgate continuam e há pessoas que, horas após o primeiro abalo, continuam a ser ouvidas debaixo dos escombros. Mas para além de forte, este fenómeno é raro - e tem um nome: sismos gémeos.

O que são os sismos gémeos?

O nome dado ao fenómeno é intuitivo, já que, é assim classificado quando dois sismos poderosos atingem a mesma região com segundos um do outro. A classificação surgiu no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, USGS), aquando se referem ao abalo mais forte. "Este sismo foi o segundo num [sismo] gémeo", lê-se na nota.

Antigamente, os cientistas identificam estes eventos sísmicos próximos (tanto no tempo como no espaço) como eventos separados, mas agora a classificação é usada para quando dois (ou mais) terremotos acontecem nestas condições.

Já este ano, e numa outra situação, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa escreveu sobre o assunto, dando conta de que é também necessário que os epicentros estejam próximos, mostrando também este fenómeno um "reflexo de uma origem comum e um processo semelhante".

O primeiro abalo desta quarta-feira na Venezuela aconteceu às 18h04 locais de quarta-feira (23h04 de Lisboa). Inicialmente, foi aí registada a magnitude de 7,1 na escala de Richter, tendo este valor sido revisto em alta para 7,2. Após 39 segundos, chegou o 'irmão gémeo': um abalo de 7,5 na mesma escala - e o mais forte sismo registado em mais de um século.

As primeiras imagens do impacto destes terremotos já foram divulgadas, sendo os momentos em que estas foram captadas descritas como "um filme de terror". Há ainda imagens do exato momento em que um dos sismos atinge o Aeroporto Internacional Simón Bolivar, o maior do país, que fica localizado em Maiquetía.


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Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano.

Irão acusa NATO de "cumplicidade" na guerra travada contra o país... O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, acusou hoje a NATO de cumplicidade na "guerra de agressão ilegal" lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e Israel.

© Lusa       25/06/2026 

Baghai estava a responder a comentários feitos pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que revelou que "500 aeronaves norte-americanas descolaram de bases americanas em Itália" durante a guerra.

Em entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, Rutte rejeitou a narrativa de que os aliados europeus dos Estados Unidos não prestaram ajuda durante a guerra com o Irão - uma queixa recorrente do Presidente norte-americano, Donald Trump -, argumentando que este número relativo a voos realizados a partir de bases em Itália durante a chamada "Operação Fúria Épica" é "um número enorme".

"Se considerarmos toda a Europa, estamos a falar de entre quatro mil e cinco mil missões de voo", sublinhou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

"Esta é uma admissão clara e condenatória da cumplicidade activa da NATO numa guerra de agressão ilegal travada contra um Estado-membro soberano da ONU", escreveu Esmail Baghai na rede social X.

"O secretário-geral da NATO identificou explicitamente a Itália e a Roménia como participantes na agressão contra o Irão", enfatizou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"Estes países, juntamente com todos os outros países europeus que apoiaram a agressão israelo-americana contra o Irão, devem explicar aos seus próprios povos e ao mundo porque é que escolheram tornar-se cúmplices deste ato flagrante de agressão e da perpetração de atrocidades em massa contra o povo iraniano", acrescentou.

A primeira reação por parte do governo surgiu através do Ministério da Defesa italiano, segundo o qual as afirmações de Mark Rutte são enganosas, uma vez que Roma apenas autorizou a utilização das bases norte-americanas em Itália para operações de rotina durante a guerra com o Irão, e não para missões de combate ofensivas.

"É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a 'Operação Fúria Épica', apresente um relato que transmite uma mensagem completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados. Apenas foram autorizadas atividades técnicas e logísticas, não cinéticas, no âmbito dos procedimentos estabelecidos pelos acordos existentes. Sempre que foi apresentado um pedido fora deste âmbito, como é do conhecimento geral, a Itália não concedeu autorização", garantiu o Ministério da Defesa, num comunicado.

Durante a campanha militar contra o Irão, o governo italiano indicou que permitiria aos Estados Unidos utilizar as suas bases para operações normais e voos logísticos, em conformidade com um tratado bilateral, mas recusou, em março, a autorização para que bombardeiros utilizassem a base aérea de Sigonella, na Sicília.

A revelação de Mark Rutte suscitou reações entre os partidos da oposição em Itália, que exigem "esclarecimentos imediatos" do governo de extrema-direita liderado pela primeira-ministra, Giorgia Meloni.


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Taiwan agradeceu hoje as críticas dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha à recente operação marítima chinesa a leste da ilha, considerando que violou o direito internacional e comprometeu interesses da comunidade internacional.

Trump transforma celebrações do 250.º aniversário dos EUA em comício... O Presidente norte-americano Donald Trump deu oficialmente início, na quarta-feira à noite, às celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos com um comício, sobrevoos de bombardeiros, e música de bandas militares.

© Lusa   25/06/2026 

"Nunca houve nada como os Estados Unidos da América, e juntos estamos a torná-los maiores, melhores, mais fortes e muito mais excecionais do que nunca", afirmou Trump, acrescentando que "ninguém se ri de nós agora".

O chefe de Estado voltou a destacar o endurecimento na fronteira com o México e a oposição aos direitos das pessoas transgénero, mas foi menos crítico dos democratas do que habitualmente.

"O sonho norte-americano voltou a estar vivo", disse, numa referência ao que classificou como "quatro anos de incompetência" anteriores ao seu regresso à Casa Branca.

O discurso, com menos de meia hora, foi um dos mais curtos da sua carreira política, contrastando com intervenções recentes que ultrapassaram uma hora.

Trump prometeu regressar ao palco no dia 04 de julho, apelando: "O vosso presidente favorito vai falar, por favor apareçam".

O comício insere-se nas comemorações da fundação de 1776, organizadas como "A Grande Feira Popular Norte-Americana".

A presença de Trump foi anunciada depois de vários músicos cancelarem atuações por receio de politização do evento. Entre os que discursaram esteve o secretário dos Transportes, Sean Duffy, que classificou Trump como "o maior presidente desde George Washington" (1789-1797).

Trump aproveitou para proclamar "o início da idade dourada da América" e congratulou-se pela captura, em janeiro, do Presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, sem mencionar os sismos que atingiram o país na quarta-feira à noite.

O público, limitado a uma secção do Passeio Nacional de Washington, foi animado com bandeiras de cartão distribuídas pelos organizadores e comida típica de feira, entre hambúrgueres e pernas de peru, com muitos dos presentes a usar chapéus "Make America Great Again".

As celebrações decorrem num contexto político delicado, com as eleições intercalares de novembro no horizonte. Trump procura convencer os norte-americanos de que deixou para trás a guerra com o Irão, com a reabertura do estreito de Ormuz e a descida dos preços do petróleo.

Apesar disso, enfrenta uma taxa de aprovação baixa, de 37%, segundo sondagem da AP-NORC.

Os democratas criticam os gastos em projetos como a remodelação da piscina refletora junto ao Memorial de Lincoln, apontando para a vaidade de Trump em vez da criação de um legado nacional.

A inflação continua elevada e acima do crescimento salarial, mantendo os juros altos. Investimentos em inteligência artificial impulsionam a economia, mas levantam receios de perda de empregos na classe média.

Ainda assim, para muitos, Trump foi a principal atração, com famílias a viajar centenas de quilómetros para assistir ao comício e celebrar o 250.º aniversário do país.

"É uma oportunidade única na vida", disse Jacob Wankasky, de Buffalo, Nova Iorque, que interrompeu as férias para ver o Presidente.


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Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.


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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.