sábado, 3 de janeiro de 2026

Presidente argentino saúda queda de Maduro, "maior inimigo da liberdade"... O Presidente da Argentina saudou hoje a "captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro", cujo Governo descreveu como "o maior inimigo da liberdade" no continente americano.

Por LUSA 

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Javier Milei acusou o regime liderado por Maduro de fazer como Cuba "nos anos 70, exportando o comunismo e o terrorismo para toda a região".

O chefe de Estado argentino e um reconhecido aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ainda que a Venezuela patrocinou "estratégias de infiltração em vários países do continente através de ataques de imigração em massa".

Apontou ainda a Maduro "vínculos com o Irão e com [o grupo islamita libanês] Hezbollah" e alegado "apoio logístico ao [grupo radical palestiniano] Hamas e à guerrilha da Colômbia, tudo financiado com lucros do narcotráfico".

Javier Milei declarou o seu apoio à oposição venezuelana liderada por María Corina Machado e Edmundo González e afirmou esperar que a deposição de Maduro e os ataques militares à Venezuela conduzidos pelos Estados Unidos esta madrugada permitam "ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia".

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou hoje que Nicolás Maduro e a mulher estão a bordo de um navio de guerra americano e que o seu homólogo será julgado em Nova Iorque por tráfico de droga.

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram hoje "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela", que incluiu a captura de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país.



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O Presidente dos Estados Unidos anunciou que irá prestar declarações numa conferência de imprensa a partir da sua mansão de Mar-a-Lago, na Florida, sobre o ataque norte-americano à Venezuela, que resultou na detenção de Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.


Venezuela? Dinamarca condena, Itália considera "legítima" ação dos EUA... O ministro dos Negócios Estrangeiros de França condenou hoje a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, durante uma operação que "viola" o direito internacional.

Por  LUSA 03/01/2026

O Presidente francês, Emmanuel Macron, está a acompanhar "de perto a situação na Venezuela e mantém contactos com os seus parceiros regionais", informou a equipa do chefe de Estado.

Embora Nicolás Maduro, no poder desde 2013, tenha "atentado gravemente contra a dignidade e o direito à autodeterminação" do povo venezuelano, "a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que os povos soberanos decidem sozinhos o seu futuro", escreveu o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, numa mensagem na rede social X.

"A operação militar que conduziu à captura [de Maduro] viola o princípio da não utilização da força, que está na base do direito internacional", afirmou o ministro, acrescentando que "a multiplicação das violações deste princípio por nações investidas da responsabilidade principal de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas terá graves consequências para a segurança mundial, que não pouparão ninguém".

Também a Dinamarca manifestou hoje preocupação com a situação na Venezuela, país que tem vivido "acontecimentos dramáticos" cuja evolução Copenhaga acompanha de perto, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, que também apelou à "desaceleração" da operação dos Estados Unidos

"Precisamos de voltar à desaceleração e ao diálogo, o direito internacional deve ser respeitado", frisou o político dinamarquês na rede social X, citando um comentário da alta representante dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Kaja Kallas, na mesma rede social, que também apelou à moderação após o ataque aéreo norte-americano em Caracas e depois de ter mantido uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Opinião diferente tem a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, que considerou "legítimo" o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para se defender do narcotráfico.

Meloni precisou, todavia, que a intervenção militar de um país estrangeiro não é "o caminho" para acabar com uma ditadura.

"O Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho a seguir para pôr fim a regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima uma intervenção de natureza defensiva contra ataques híbridos à sua própria segurança, como no caso de entidades estatais que alimentam e favorecem o narcotráfico", afirmou num comunicado.

Já em Madrid, perto de uma dezena de venezuelanos concentraram-se frente ao Consulado da Venezuela na capital espanhola para celebrar a captura de Maduro pelas autoridade norte-americanas.

"Maduro, narcotraficante, usurpador, assassino, chegou a tua hora" ou "liberdade, liberdade, liberdade!", gritavam os manifestantes, apoiados por motoristas que buzinavam em sinal de apoio e por transeuntes que paravam para dar os «parabéns» pela captura do presidente venezuelano.

Outro manifestante também pediu calma, alegando que há ainda "muito trabalho pela frente" para "terminar de tirar todos os que faltam" da Venezuela.

De acordo com os números do Censo anual da população do Instituto Nacional de Estatística, em 01 de janeiro de 2024 residiam em Espanha 325.254 pessoas com nacionalidade venezuelana.

Nicolás Maduro foi formalmente acusado nos Estados Unidos por corrupção, tráfico de drogas e outras acusações em 2020.

Horas antes, o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, apelara à "desescalada e à responsabilidade", bem como ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do líder, Nicolás Maduro.

Donald Trump anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

Numa conferência de imprensa na Florida, o Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos vão "dirigir a Venezuela" até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.


A dica de Zelensky após captura de Maduro: "EUA sabem que fazer a seguir"... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que os Estados Unidos "sabem como lidar com os ditadores", numa referência à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação militar em Caracas.

Por  LUSA 03/01/2026

"O que posso dizer? Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir", disse Zelensky em declarações à imprensa, após reunir-se com conselheiros de segurança de países europeus, bem como da NATO e da União Europeia, para preparar um novo encontro da chamada "Coligação dos Dispostos", previsto para terça-feira em Paris.

Kyiv tinha já dito que defende "o direito das nações de viver livres de ditadura, opressão e violações dos direitos humanos".

"O regime de Maduro violou todos esses princípios", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiha, numa mensagem publicada numa rede social.

Sibiha destacou que "a Ucrânia, como dezenas de países, não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes", referindo-se às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

Donald Trump "nada satisfeito" com Vladimir Putin: "Banho de sangue"... Donald Trump disse que não está "nada satisfeito" com Vladimir Putin, apontando que a Rússia "está a matar muitas pessoas" e caracterizando a guerra na Ucrânia como um "banho de sangue". No entanto, sem adiantar muito sobre o assunto, disse que estão a ser feitos progressos nas negociações de paz.

Por LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, este sábado, estar insatisfeito com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, apontando que a Rússia "está a matar muitas pessoas". 

"Não estou nada satisfeito com Putin", disse, quando questionado sobre Vladimir Putin, durante uma conferência de imprensa, em Mar-a-Lago, sobre a operação militar que decorreu na Venezuela e culminou na captura do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e da sua mulher. 

Donald Trump sublinhou ainda que a Rússia "está a matar muitas pessoas" na sequência da guerra com a Ucrânia, denominando-a de "banho de sangue".

O norte-americano destacou, no entanto, que estão a ser feitos progressos nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, não adiantando mais detalhes sobre o assunto aos jornalistas.

De recordar que, no início da semana passada, foi avançado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, que uma das residências de Vladimir Putin tinha sido atacada, tendo culpado a Ucrânia. 

No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou o ataque e afirmou que se tratava das "típicas mentiras russas".

Vladimir Putin chegou mesmo a telefonar a Donald Trump para lhe contar sobre o sucedido, notando que as negociações para a paz poderiam estar em causa.

Não foram encontrados indícios de ataque contra casa de Putin

Já na quinta-feira, dia 1 de janeiro, responsáveis norte-americanos disseram que a CIA revelou não encontrou provas de que a Ucrânia tivesse atacado uma residência do presidente russo, Vladimir Putin.

As fontes dos serviços de informação de Washington consultadas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia estava a visar um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo de Kyiv.

Zelenksy diz que "acordo de paz está a 90%"

O presidente ucraniano afirmou, também na quinta-feira, no seu discurso de Ano Novo, que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte determinante está nos restantes 10%.

"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou numa mensagem vídeo na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".

Zelensky afirmou que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.


O Presidente ucraniano disse hoje que os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia devem resultar numa paz que dure décadas, após uma reunião de representantes de Kiev e conselheiros de segurança nacional europeus.


Maduro foi detido em "fortaleza militar" no centro de Caracas... O Presidente norte-americano afirmou hoje que as forças militares norte-americanas detiveram o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, "numa fortaleza militar" no centro da capital, Caracas.

Por LUSA 

Em conferência de imprensa, Donald Trump indicou que a operação incluiu ataques de helicóptero na capital venezuelana e arredores, depois de "todas as capacidades militares venezuelanas terem sido neutralizados".

Estava tudo escuro, a maior parte das luzes de Caracas estava apagada graças a uma técnica especializada que conhecemos", indicou Trump, destacando que "nenhum militar norte-americano morreu" na operação.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, afirmou na mesma conferência de imprensa que a operação batizada "Determinação Absoluta" foi "preparada durante meses" e que Maduro foi espiado para se perceber "como se movia, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia".

Na madrugada passada, aviões norte-americanos atacaram as defesas antiaéreas venezuelanas para que helicópteros conseguissem passar. Um dos aparelhos foi atingido, mas pôde continuar a voar.

A operação terá durado cerca de duas horas e meia e terminou no navio anfíbio Iwo Jima, onde Trump afirmou que Maduro e a mulher, Cilia Flores, estão detidos para responderem nos Estados Unidos por acusações de alegado narcotráfico e terrorismo.

Com 150 meios aéreos envolvidos no total, tratou-se de uma operação "discreta, precisa e realizada durante as horas mais escuras de 02 de janeiro, no culminar de meses de preparação e treino".

Dan Caine acrescentou que Maduro e a mulher foram detidos por membros do Departamento de Justiça norte-americano "sem resistir".

O responsável militar garantiu que o dispositivo militar que os Estados Unidos colocaram nas Caraíbas para alegadamente combater o narcotráfico vai continuar em "elevado estado de alerta".


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A Delta Force, a unidade de elite que capturou o Presidente da Venezuela e a mulher, atua em missões sensíveis e de alto risco. É uma tropa ultra secreta.


"Seria muito difícil para Corina Machado liderar o país. Não tem apoio".... O Presidente norte-americano afirmou hoje que a vencedora do Prémio Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não "goza do apoio e respeito" necessários para governar o país.

Por LUSA 

"Acho que seria muito difícil para ela liderar o país. Não tem apoio nem respeito no país", disse Donald Trump em conferência de imprensa, na Florida (sudeste).

María Corina Machado "é uma mulher muito simpática, mas não inspira respeito", disse Trump, acrescentando que os EUA não tiveram nenhum contacto com a vencedora do Prémio Nobel da paz.

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, defendeuque o antigo candidato opositor Edmundo González Urrutia deverá "assumir de imediato" o mandato presidencial, depois de os EUA terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.

"Esta é a hora dos cidadãos. Quem arriscou tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Quem elegeu Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armadas" venezuelanas, afirmou María Corina, distinguida com o Nobel da Paz 2025, num comunicado divulgado nas redes sociais.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos realizaram "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela" e disse ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país e garantiu que Maduro e Cilia, estão detidos no navio USS Iwo Jima e a caminho de Nova Iorque para serem julgados por tráfico de droga.


O responsável pelas Relações Internacionais do PS, Francisco Assis, considerou hoje "absolutamente inadmissível" a intenção dos Estados Unidos de dirigirem a Venezuela, qualificando-a como "um retrocesso" e apelando a uma condenação por parte da União Europeia.


Edmundo González deve assumir presidência "de imediato", diz María Corina... A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, defendeu hoje que o antigo candidato opositor Edmundo González Urrutia deverá "assumir de imediato" o mandato presidencial, após os Estados Unidos terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.

"Esta é a hora dos cidadãos. Os que arriscaram tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Os que elegemos Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armdas nacionais", afirmou María Corina, distinguida com o Nobel da Paz 2025, num comunicado divulgado nas redes sociais.

Por LUSA 

Trump diz que Maduro está a bordo de navio de guerra americano... O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou hoje que Nicolás Maduro e a mulher estão a bordo de um navio de guerra americano e que o seu homólogo será julgado em Nova Iorque.

Por LUSA 

Donald Trump disse também hoje ter assistido ao vivo à operação para capturar e retirar da Venezuela o seu homólogo, Nicolás Maduro: "Eu assisti, literalmente, como se estivesse a assistir a um programa de televisão", disse, em entrevista à Fox News, citado pela agência Associated Press (AP).

"Assistimos numa sala e acompanhámos todos os detalhes", acrescentou, segundo a Agência France-Presse (AFP), sem especificar quem mais estava presente.

Donald Trump adiantou ainda, na entrevista telefónica, que Maduro foi capturado quando se encontrava "num local muito bem guardado, como uma fortaleza".

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que um helicóptero do seu país foi alcançado durante o ataque lançado sobre a Venezuela, mas conseguiu regressar à base "com êxito".

Segundo Trump, nenhum americano terá sido morto durante o ataque e dois militares foram feridos, "mas já se recuperaram e estão bem".


Leia Também: JD Vance diz que Trump ofereceu "várias saídas" a Maduro

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ofereceu ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "várias saídas", afirmou hoje o vice-presidente norte-americano, JD Vance.



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O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos não deixarão nenhum membro do regime venezuelano suceder ao seu homólogo, Nicolás Maduro.


Venezuela, "captura" e julgamento de Maduro nos EUA: O vídeo do ataque... As primeiras imagens do ataque na Venezuela começaram a circular nas redes sociais quando ainda era desconhecido o nível de gravidade na escalada de tensão entre o país e os EUA. Agora, Washington já confirmou o ataque e não deverá levar a cabo mais ataques. Maduro foi capturado.

Por Noticiasaominuto.com

As imagens dos ataques em Caracas, na Venezuela, durante a madrugada, invadiram as redes sociais quando a situação ainda era confusa e não confirmada. Várias explosões atingiram a capital e, mais tarde, o governo venezuelano afirmou que outros três estados - Miranda, Aragua e La Guaira - tinham sido atingidos.

Quase 12 horas após as primeiras explosões a aeronaves ouvidas nos locais atingidos, os Estados Unidos já confirmaram a autoria do ataque, tendo Donald Trump referido que esta foi "bem sucedida."

Nicolás Maduro já não está no país, tendo sido "capturado" por forças de elite norte-americanas, juntamente com a esposa, Cilia Flores.

Sabe-se agora, da parte da administração Trump, que o presidente da Venezuela vai agora ser julgados nos EUA, apesar de a vice, da Venezuela, Delcy Rodríguez, ter dado uma conferência de imprensa a dizer que o paradeiro de Maduro era desconhecido - e ter pedido provas de que Maduro estava vivo.

À medida o tempo vai passando vai sendo atualizada a situação, que pode ser consultada aqui, não havendo, para já, um número oficial de vítimas dos ataques.

Veja acima as imagens das explosões.☝

Note-se que, logo de início, o governo venezuelano considerou que esta era uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

Foi decretado de início o estado de exceção e apelou-se no país a que "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização."

Na declaração, o governo convocou ainda os seus apoiantes a irem para as ruas. "Povo às ruas!"

"O governo convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", acrescentava uma nota.

A Venezuela solicitou, entretanto, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, após o ataque e Espanha ofereceu-se para mediar esta crise.

A diplomacia espanhola afirmou-se, "a este respeito (...) disposta a oferecer os seus bons ofícios para chegar a uma solução pacífica e negociada para a crise atual".

A Espanha "acolheu e continuará a acolher dezenas de milhares de venezuelanos forçados a deixar o seu país por razões políticas e (...) está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país", referiu ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol.

Já o Governo português disse à Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram "canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência" dos cidadãos nacionais.


O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deverá ser julgado nos Estados Unidos por acusações de terrorismo e tráfico de droga, afirmou hoje a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.


Trump afirma que Maduro foi "capturado" após ataque dos EUA ... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um "ataque em grande escala" no país.

Por LUSA 

Na plataforma Truth Social, Trump adiantou que o Presidente da Venezuela e a respetiva mulher foram transportados para fora do país - o destino não foi revelado - pelas tropas norte-americanas.

"A operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos", referiu Trump na mensagem na rede social Truth Social, em que indicou que daria mais informações hoje numa conferência de imprensa às 11h00 de Mar-a-Lago, na Florida (16h00 em Lisboa).

Múltiplas explosões foram ouvidas e aviões voando a baixa altitude sobre Caracas, a capital, enquanto o Governo de Maduro acusava imediatamente os Estados Unidos de atacar instalações civis e militares. O Governo venezuelano classificou o ataque como "imperialista" e incitou os cidadãos a protestarem nas ruas.

Por esclarecer está saber quem está agora no comando do país, com o paradeiro de Maduro a ser desconhecido.

Trump já vinha ameaçando há meses que poderia em breve ordenar ataques contra alvos em território venezuelano, após várias semanas de ataques a barcos acusados de transportar drogas. Maduro denunciou as operações militares dos EUA como uma tentativa velada de destituí-lo do poder.

Entretanto, indivíduos armados e membros uniformizados de uma milícia civil tomaram as ruas de um bairro de Caracas, há muito considerado um reduto do partido governamental.

Mas noutras áreas da cidade, as ruas permaneceram vazias horas após o ataque. Partes da cidade ficaram sem energia elétrica, mas os veículos circulam livremente.

Entretanto, a Colômbia enviou reforços militares para a fronteira com a Venezuela, após o Presidente colombiano, Gustavo Petro, ter denunciado o ataque com mísseis contra Caracas e pedido uma reunião "imediata" da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Alerta Geral, eles atacaram a Venezuela", escreveu o Presidente colombiano, próximo de Maduro, sublinhando que, quer a OEA quer a ONU, "devem pronunciar-se sobre a "legalidade internacional" dessa "agressão" contra o país vizinho.

Também Cuba condenou o "ataque criminoso" dos Estados Unidos e pede uma tomada de posição da comunidade internacional favorável à Venezuela.

"A nossa #ZonaDePaz está a ser brutalmente atacada" pelos Estados Unidos, frisou o Presidente de Cuba, Manuel Díaz-Canal, na conta pessoal na rede social X.

"#Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos Estados Unidos à Venezuela. A nossa #Zona de Paz está a ser brutalmente atacada. O terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", acrescentou.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, condenou veementemente "a contínua agressão militar dos EUA contra a Venezuela".

"Os bombardeamentos e atos de guerra contra Caracas e outros locais do país são atos cobardes contra uma nação que não atacou os Estados Unidos nem qualquer outro país", afirmou Rodriguez.

Entretanto, a televisão estatal iraniana noticiou as explosões em Caracas e mostrou imagens da capital venezuelana. O Irão mantém uma relação próxima com a Venezuela há anos, em parte devido à sua inimizade comum com os EUA.

Até agora, Rússia e China, aliados da Venezuela, não se pronunciaram.


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A Guarda Nacional em colaboração com a Polícia da Ordem Pública, detiveram no início da tarde de 02 de janeiro do ano em curso, 19 pessoas de nacionalidades estrangeiras por suspeita de emigração clandestinas, dos quais 17 se identificaram como malianos, 01 da Gâmbia e 01 da Guiné-Conacri, incluindo 03 mulheres.

De acordo com as informações da Secção de Investigação Criminal da Brigada Costeira, essas pessoas estavam alojadas numa residência arrendada, sita no Bairro Cuntum, em Bissau, cujo proprietário um cidadão nacional que se encontra igualmente sob custódia da GN.
Por  GN-GUARDA NACIONAL