domingo, 29 de março de 2026

AEGBL disponibiliza serviços gratuitos de documentação para estudantes guineenses em Lisboa

A Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGBL) informou que passa a disponibilizar serviços gratuitos de documentação com o objetivo de apoiar a integração dos estudantes guineenses em Portugal.

Segundo a associação, a iniciativa contempla a emissão do Número de Identificação Fiscal (NIF), a obtenção do Número de Segurança Social (NISS) e o agendamento junto da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

A medida enquadra-se nas políticas de apoio à integração promovidas pela AEGBL e visa facilitar o processo de regularização, além de contribuir para melhores condições de integração académica e social dos estudantes.

Para mais informações, os interessados devem recorrer aos canais oficiais da associação.

Por RTB

Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones... A Rússia atacou esta noite a Ucrânia com um míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones, tendo as forças de defesa de Kiev conseguido abater ou neutralizar 380, informou hoje a Força Aérea ucraniana.

© Lusa  29/03/2026 

Em comunicado, a Força Aérea refere ainda terem-se registado impactos de 16 drones em sete locais e a queda de fragmentos em 14.

Segundo detalha, as forças russas lançaram o míssil Kinzhal a partir do espaço aéreo da região russa de Riazán e 442 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e de outros tipos a partir das origens russas de Briansk, Kursk, Oriol, Mílerovo e Primorsko-Ajtarsk, e ainda de Gvardíiske e Chauda, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Cerca de 300 dos drones lançados a partir das 18h00 de sábado (17h00 em Lisboa) e durante a noite eram Shahed, acrescenta o relatório, publicado no Telegram.

Até às 09h00 (08h00 em Lisboa) de hoje, a defesa antiaérea abateu ou neutralizou 380 desses aparelhos não tripulados inimigos, indicou a Força Aérea, que alertou que o ataque continua e que ainda existem vários drones no espaço aéreo.

Na comunidade de Voskresenska, na região de Mikoláyiv, 10 pessoas ficaram feridas no ataque noturno com drones, entre elas oito menores com idades entre os 10 e os 16 anos e duas mulheres de 40 e 18 anos, informou, por sua vez, o chefe da administração regional, Vitali Kim, no Telegram.

Todos os feridos foram hospitalizados e, na madrugada de hoje, a mulher de 40 anos e duas meninas de 13 e 15 anos encontravam-se em estado grave, enquanto o prognóstico para os outros seis menores é de gravidade moderada, acrescentou.

Na noite de sexta-feira para sábado, as forças russas atacaram uma maternidade na cidade de Odessa, onde se encontravam 22 recém-nascidos.

Por seu lado, as Forças de Sistemas Não Tripulados informaram da destruição, no sábado, de 1.305 alvos inimigos, 55 pontos de descolagem de drones, um sistema de defesa antiaérea, quatro tanques, 21 sistemas de artilharia, 42 veículos, 26 motociclos e 279 aeronaves não tripuladas inimigas.

"No total, ao longo do mês de março (de 01 a 28 de março), foram destruídos ou neutralizados 34.022 alvos, dos quais 9.590 eram combatentes inimigos", acrescenta o comunicado, divulgado hoje no Telegram.

Pentágono estará a preparar-se para operações terrestres no Irão... O Pentágono estará a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão e, ao que tudo indica, estarão a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. Donald Trump ainda não revelou se aprova este plano.

© Wikimedia Commons   Por  Notícias ao Minuto  29/03/2026 

O Pentágono estará a preparar-se para iniciar operações terrestres no Irão, o que poderá ditar uma nova fase no conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizar esta intensificação da guerra.

De acordo com o Washington Post, que cita fontes norte-americanas anónimas, os Estados Unidos estarão a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão, estando a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. 

O mesmo meio refere que a operação terrestre não deverá chegar a ser uma invasão em grande escala, mas envolveria várias incursões combinadas entre forças de Operações Especiais e tropas de infantaria.

O Pentágono estará a discutir o assunto há semanas, mas, até ao momento, Donald Trump ainda não revelou se aprova ou não o plano.

De notar que, nos últimos dias, a administração de Trump ora diz que a guerra está a chegar ao fim, ora ameaça intensificá-la. O presidente norte-americano, no entanto, tem dado sinais de que quer negociar o fim do conflito, apontando que o regime iraniano terá de abandonar as suas ambições nucleares, assim como parar com as ameaças contra os Estados Unidos e os seus aliados. 

Aliás, na passada sexta-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou, durante uma reunião com os aliados, que "não será um conflito prolongado" e salientou que os Estados Unidos poderiam "atingir todos os objetivos sem tropas terrestres".

"É a função do Pentágono fazer os preparativos necessários para dar ao comandante-chefe a máxima flexibilidade. Isso não significa que o presidente tenha tomado uma decisão", disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, quando questionada sobre o assunto numa conferência de imprensa. 

Recorde-se de que a guerra no Irão estende-se há já um mês e que várias figuras importantes do regime iraniano, incluindo o ex-líder supremo, Ali Khamenei, foram mortas durante os ataques.

De salientar ainda que a guerra já fez mais de duas mil vítimas mortais, incluindo 13 soldados norte-americanos


O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed-Bagher Ghalibaf, afirmou hoje que os Estados Unidos estão a planear uma ofensiva terrestre enquanto, publicamente, conduzem esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

Tribunal Constitucional do Congo valida vitória de Nguesso nas eleições... O Tribunal Constitucional da República do Congo (Congo-Brazzaville) validou a vitória do Presidente Denis Sassou Nguesso, que está há quase 30 anos consecutivos no poder, nas eleições realizadas em 15 deste mês.

© Reuters    Por LUSA  29/03/2026 

Num acórdão emitido no final da noite de sábado, o alto tribunal rejeitou o recurso de anulação do escrutínio apresentado pelo candidato presidencial da oposição, Uphrem Dave Mafoula, que denunciou irregularidades no processo eleitoral. 

O tribunal argumentou a "ausência de provas diretas e decisivas" para concluir que "as irregularidades alegadas não estavam comprovadas por falta de provas".

No resultado final, Nguesso, de 82 anos, obteve 94,90% dos votos, face aos 94,82% anunciados em 17 deste mês pelo ministro do Interior e da Descentralização congolês, Raymond Zéphirin Mboulou.

O chefe de Estado garantiu assim um quinto mandato de cinco anos desde que chegou ao poder em 1997, após impor-se a seis candidatos da oposição.

Depois de ter governado durante mais de quatro décadas (em dois períodos não consecutivos), Nguesso mantém-se como o terceiro chefe de Estado em exercício há mais tempo no poder em África, depois do equato-guineense Teodoro Obiang e do camaronês Paul Biya, que governam desde 1979 e 1982, respetivamente.

Na segunda posição ficou Mabio Mavoungou, de 70 anos e presidente do partido Aliança, que obteve 1,40% dos votos (face aos 1,48% anteriormente anunciados), seguido de Mafoula, de 43 anos e presidente de Os Soberanistas, com 1,03% (sem alterações).

Os restantes candidatos obtiveram menos de 1% dos votos.

Dos 3,15 milhões de eleitores registados (numa população total de cerca de seis milhões de habitantes), pouco mais de 2,6 milhões votaram, o que representa uma taxa de participação de 84,99% (face aos 84,65% indicados pelo ministro), segundo o tribunal.

Tal como aconteceu nas eleições de 2021, o dia de votação foi marcado por um corte de internet a nível nacional, segundo confirmou o observatório global de internet NetBlocks.

O Presidente pôde candidatar-se às eleições graças à polémica reforma constitucional de 2015, que eliminou o limite de 70 anos de idade para um candidato presidencial e o máximo de dois mandatos presidenciais de cinco anos.

Apesar de várias tentativas de criar alianças, a oposição, afetada pela repressão e pelo controlo do partido no poder sobre todo o aparelho do Estado, não conseguiu unir-se em torno de um candidato capaz de desafiar o veterano chefe de Estado, considerado o grande favorito das eleições.

Além disso, os principais partidos da oposição com representação parlamentar optaram pelo boicote, por considerarem que não estavam reunidas as condições para eleições livres e justas neste país produtor de petróleo da África Central.

Apesar dessa riqueza, mais de 46% da população vive com menos de 2,15 dólares por dia, segundo dados das Nações Unidas.

Teerão reivindica ataques contra grandes instalações industriais no Golfo... O Irão reivindicou hoje ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, reacendendo receios de perturbações significativas para a economia mundial após um mês de guerra no Médio Oriente.

© Kaveh Kazemi/Getty Images    Por  LUSA  29/03/2026 

Num conflito que não dá sinais de diminuir de intensidade, o Irão e Israel continuam a bombardear-se mutuamente e vários países do Golfo voltaram a relatar ataques iranianos. No sábado, os rebeldes huthis do Iémen, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente na guerra ao lançarem dois ataques contra Israel. 

Os Guardas da Revolução, o exército ideológico do Irão, reivindicaram ataques com mísseis e drones que danificaram no sábado as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA).

A fundição da Alba, uma das maiores do mundo, já tinha anunciado em 15 deste mês o encerramento de 19% da sua capacidade de produção para fazer face às perturbações no abastecimento provocadas pelo bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz.

A empresa confirmou no domingo que dois dos seus trabalhadores ficaram ligeiramente feridos no ataque iraniano e afirmou estar a avaliar a extensão dos danos nas suas instalações.

No sábado, a EGA tinha anunciado que a sua fábrica de Al Taweelah, em Abu Dhabi, um dos seus dois locais nos Emirados, tinha sofrido "danos significativos" num ataque que provocou seis feridos.

As duas empresas, "graças aos investimentos e participações de sociedades norte-americanas, desempenham um papel importante no fornecimento às indústrias militares do exército dos Estados Unidos", afirmaram os Guardas da Revolução.

Segundo a mesma fonte, os ataques foram realizados em represália por ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão.

Hoje de manhã, segundo a agência iraniana Irna, novos bombardeamentos atingiram um cais no porto iraniano de Bandar Khamir, perto do estreito de Ormuz, provocando cinco mortos e quatro feridos.

Os Guardas da Revolução ameaçaram também atacar universidades norte-americanas no Médio Oriente, em retaliação a idênticas operações por ataques que, segundo afirmam, danificaram dois estabelecimentos de ensino superior no Irão.

Várias universidades norte-americanas têm campus em países do Golfo, como a Universidade Texas A&M, instalada no Qatar, ou a Universidade de Nova Iorque, nos Emirados Árabes Unidos.

Disparos de mísseis e drones continuaram hoje em toda a região. Em Teerão, um jornalista da AFP ouviu por duas vezes explosões provenientes do norte da cidade, enquanto fumo se elevava de zonas atingidas a leste.

A cadeia televisiva qatari al-Araby anunciou que o seu escritório na capital iraniana foi atingido por um bombardeamento.

Em Israel, o exército voltou a relatar, como nas noites anteriores, mísseis iranianos a dirigirem-se para o seu território e pediu às populações das zonas visadas que procurassem abrigo.

O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também relataram ataques com drones e mísseis ao amanhecer de domingo.

No âmbito dos esforços diplomáticos para tentar pôr fim à guerra, responsáveis da Turquia, do Paquistão, do Egito e da Arábia Saudita deverão reunir-se ainda hoje e na segunda-feira em Islamabade para "discussões aprofundadas".

Numa altura em que o tráfego marítimo mundial está fortemente perturbado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, a entrada dos huthis na guerra poderá agravar a situação: os rebeldes iemenitas realizaram numerosos ataques contra navios comerciais no mar Vermelho entre 2023 e 2025, durante a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.


Leia Também: Arábia Saudita, Kuwait, EAU e Bahrein intercetam ataques de Teerão

Os governos do Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita informaram hoje ter intercetado uma série de ataques aéreos com mísseis e drones provenientes do Irão que já causaram, no sábado, dois feridos no Bahrein.

Israel atacou centros de comando móveis e fábricas de armas em Teerão... Israel concluiu uma nova onda de ataques contra "centros de comando móveis" do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão durante a noite passada, segundo informou hoje o exército israelita.

© Lusa    29/03/2026 

Por seu lado, o Irão designou como alvos militares as universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente, em resposta aos ataques de Washington e Telavive contra as suas instituições de ensino, e os rebeldes Huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelita.

Em comunicado, o exército israelita afirma que, nos últimos dias, "o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês".

Segundo refere, os caças israelitas terão destruído vários destes centros de comando temporários, "incluindo os comandantes que neles operavam", durante esta última onda de bombardeamentos.

O exército israelita acrescenta que os seus ataques também tiveram como alvo infraestruturas pertencentes à indústria de produção de armas iraniana, tendo atingido, segundo afirma, "dezenas de depósitos e fábricas de armamento".

Por seu lado, a agência iraniana Fars indicou que "foram ouvidas várias explosões" na capital persa, sem fornecer mais detalhes.

Num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao corpo de elite da República Islâmica, a Guarda Revolucionária assegurou que "todas as universidades do regime de ocupação [em referência a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos até que duas universidades sejam atacadas em resposta às iranianas que foram destruídas".

A Guarda Revolucionária advertiu "todos os trabalhadores, professores e estudantes das universidades americanas na região e residentes nas suas imediações" para se manterem a uma distância de um quilómetro das instituições.

Na madrugada de sábado, os EUA e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerão e, na quinta-feira passada, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país, sem que se registassem vítimas mortais em nenhum dos dois casos.

Entretanto, os rebeldes xiitas Huthis do Iémen, aliados do Irão, levaram a cabo "a segunda operação militar" com um bombardeamento de mísseis de cruzeiro e drones dirigidos contra vários alvos militares no sul de Israel, indicou num comunicado o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea.

As Forças de Defesa de Israel garantiram que um dos drones, que fez disparar os alarmes às 20:00, hora local, em Eilat, foi abatido e um míssil foi intercetado antes de atingir a fronteira israelita, segundo informa o Times of Israel.

O porta-voz huti afirmou que o grupo continuaria os seus ataques "nos próximos dias" até que Israel suspendesse as suas operações militares, que classificou de "crimes contra o povo e os países da região".


Leia Também: Teerão autoriza passagem de 20 navios paquistaneses no estreito de Ormuz

O governo do Irão autorizou a passagem de 20 navios comerciais sob bandeira paquistanesa pelo estreito de Ormuz, uma concessão anunciada hoje por Islamabade como "um passo significativo para a paz".