sexta-feira, 17 de abril de 2026

Irão celebra trégua no Líbano e pede retirada das forças israelitas... O Irão saudou hoje o cessar-fogo entre o Líbano e Israel, assegurando que faz parte da trégua celebrada com os Estados Unidos na semana passada, e pediu que as tropas israelitas abandonem território libanês.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   17/04/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, acolheu "com satisfação" o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite. 

"Desde o início das conversações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as negociações de Islamabade, a República Islâmica do Irão tem sublinhado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano", afirmou Baghaei.

"Após as conversações de Islamabade, o Irão perseguiu este objetivo com a máxima seriedade", continuou, de acordo com um comunicado divulgado pela televisão iraniana Press TV.

Os Estados Unidos e o Irão mantiveram no sábado negociações em Islamabade, mediadas pelo Paquistão, que não culminaram num consenso entre os dois rivais, após um acordo de cessar-fogo da guerra que, segundo Teerão, incluía o fim das hostilidades no Líbano.

O cessar-fogo no Líbano foi anunciado em plena visita do chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, a Teerão, onde se reuniu com altos responsáveis iranianos.

Baghaei pediu ainda que Israel abandone "todos os territórios ocupados no sul do Líbano" e "liberte todos os prisioneiros".

O acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local (22h00 de quinta-feira em Lisboa), após negociações mediadas por Washington.

Pouco depois da entrada em vigor, o Exército libanês denunciou "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", descritos como "violações do acordo".

A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que termina em 22 de abril, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.

O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelitas das últimas seis semanas ascende já a 2.196, entre os quais 172 crianças, e o de feridos a 7.185, dos quais 661 são também menores, de acordo com os números divulgados hoje pelo Centro de Operações de Emergência, pertencente ao Ministério da Saúde Pública.


Leia Também: Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo

O Exército do Líbano denunciou hoje ataques israelitas, poucas horas após o início do cessar-fogo acordado entre Beirute e Telavive, que entrou em vigor à meia-noite (22h00 de quinta-feira em Lisboa).

Banco Mundial retoma as relações com a Venezuela após sete anos... O Grupo do Banco Mundial anunciou a retoma das relações com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina, Delcy Rodríguez, pondo fim a uma pausa que se prolongava desde 2019.

© Lusa     17/04/2026 

O anúncio foi feito no âmbito das Reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que tiveram início em 13 de abril e terminam no sábado em Washington. 

Pouco antes da declaração do Banco Mundial, também o FMI anunciou em Washington a retoma das relações com a Venezuela, uma decisão tomada em consonância com "as opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI", de acordo com o comunicado oficial divulgado pela instituição.

O Banco Mundial recordou, numa declaração, que a Venezuela é membro da instituição desde 1946 e recebeu o primeiro empréstimo em 1961.

Nos anos 1970, o boom petrolífero permitiu a Caracas saldar as dívidas com o Banco Mundial e até emprestar parte dos lucros para apoiar outros países membros.

No entanto, o colapso dos preços do petróleo nos anos 1980 e a deterioração das políticas económicas levaram o país a retomar os empréstimos em 1989. O último data de 2005.

As relações foram suspensas em março de 2019, em plena crise política, quando Nicolás Maduro assumiu um novo mandato, que a oposição considerou ilegítimo, o que levou à autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, reconhecido por dezenas de países.

A retoma surge num momento de recomposição diplomática e económica no país. Após a captura de Maduro e da mulher, Cilia Flores, em 03 de janeiro, por forças norte-americanas em Caracas, Rodríguez assumiu a presidência interina e aceitou as condições económicas e petrolíferas impostas pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Essa aproximação concretizou-se na aprovação de várias leis na Venezuela destinadas a facilitar o investimento estrangeiro nos setores petrolífero e mineiro.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, celebrou o restabelecimento das relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirmou tratar-se de um "passo muito importante" para a economia do país.

O Governo da Guiné-Bissau, através do ministro das Finanças, em parceria com o Banco Mundial, entregou esta quinta-feira uma ambulância à secção de Sare Bacar, no setor de Contuboel, região de Bafatá. A iniciativa visa melhorar o acesso à saúde e facilitar o transporte de doentes, reforçando os serviços locais.