© Lusa 19/05/2026
Além disso, mais de 22.000 crianças tiveram ambos os progenitores presos, de acordo com o mesmo documento.
Em concreto, o estudo estabelece que são 146.635 os menores afetados pelas políticas migratórias de Trump e que, deste número, 36,5% têm menos de seis anos, 36,1% têm entre seis e 12 anos e o restante, entre 13 e 17 anos.
Quanto à nacionalidade dos pais detidos, o relatório da Brookings indica que a mais afetada é a mexicana, com até 53,7% do total, seguida da guatemalteca e da hondurenha, com 15% e 10,7%, respetivamente.
O estudo também analisa o local onde ocorreram as detenções, e Washington D.C. e Texas concentram a maior proporção de crianças, que são cidadãs americanas, com um progenitor afetado, com mais de cinco por cada 1.000.
A análise da Brookings realça que não existem dados fiáveis sobre quantos detidos ou deportados têm filhos nos Estados Unidos, nem sobre o que acontece com as crianças quando o seu progenitor é detido, pelo que se concentram nos detidos, sobre os quais têm "melhor informação do que sobre os deportados".
Estes números, relativos aos menores afetados pelas decisões na política migratória da Casa Branca, refletem a intensidade do trabalho realizado pelo Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), desde que Trump regressou ao poder, e que gerou protestos por todo o país.
Atualmente, e segundo o relatório da Brookings, cerca de 60.000 pessoas encontram-se detidas, e quase 400.000 foram transferidas para centros de detenção do ICE.
A análise da Brookings recolhe as dúvidas sobre o destino das crianças que são separadas dos seus progenitores e inclui recomendações de associações que "encorajam os pais que desejam que os seus filhos continuem nos Estados Unidos a elaborar um plano de preparação familiar, designando um amigo ou familiar próximo que se encarregará da criança se eles não puderem fazê-lo.
Em muitos desses casos, o Governo desconhece a existência de crianças que ficam para trás, e a maioria dos pais prefere evitar o contacto com o sistema de bem-estar infantil, mesmo que apenas disponham de opções de cuidado deficientes, salienta o estudo migratório.
Além disso, o relatório aponta que o número de crianças cidadãs americanas que enfrentam a ameaça de separação familiar é muito maior do que os 145.000 que se estima que a sofreram durante o período da segunda administração Trump.
Brooklings calcula que existem 13 milhões de adultos indocumentados ou com estatuto migratório irregular, com proteção parcial e que, entre as suas famílias, se encontram mais de 4,6 milhões de crianças cidadãs americanas que vivem com um progenitor em risco de deportação, incluindo quase 2,5 milhões de crianças que poderão enfrentar a detenção de ambos.
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Num comunicado, o Exército Popular de Libertação afirmou que as manobras fazem parte do plano anual de treino e têm como objetivo "testar e melhorar" as capacidades de combate

