domingo, 5 de julho de 2026

SÃO TOMÉ: Carlos Vila Nova quer ser reeleito para garantir estabilidade em São Tomé... O candidato à reeleição à Presidência da República são-tomense, Carlos Vila Nova, pediu hoje a confiança do povo para um novo mandato em que promete garantir estabilidade, equilíbrio e união entre os são-tomenses.

© Lusa    05/07/2026 

"Carlos Vila Nova é Presidente para unir, não é Presidente para dividir. É um Presidente que vai unir gerações. Eu não olho para os velhos, não olho para os mais maduros, não olho para os jovens, para as mulheres, para as crianças. Eu olho para toda a gente, todos os filhos do São Tomé e Príncipe. Quem vem com a linguagem de dividir gerações, velho sai, entra novo, está a arrumar grupo [...] Nós queremos um país unido, onde haja alegria e harmonia", declarou.

O candidato falava num comício que encerrou o seu segundo dia de campanha, após ter percorrido várias comunidades do distrito de Mé-zóchi em contacto com as populações.

Carlos Vila Nova destacou a experiência adquirida nos últimos cinco anos na Presidência da República para afirmar-se  como Presidente da estabilidade e representante de todos os são-tomenses.

"O Presidente da República é o equilíbrio da Nação. Mantém todas as instituições a funcionar como deve ser. Ele não vai dividir, nem vai governar, nem vai para a Assembleia [...] a Assembleia tem o seu trabalho, o Governo tem o seu trabalho. O Presidente ajuda toda a gente a trabalhar para o país ter estabilidade", destacou.

Com a promessa de união e na presença de vários líderes e representantes de partidos políticos que apoiam a sua candidatura, Carlos Vila Nova defendeu um novo ciclo para São Tomé e Príncipe.

"Vou continuar a lutar para que toda a gente tenha as mesmas oportunidades, quer sejam jovens, as mulheres sejam respeitadas. Vamos combater a violência. Vamos construir um São Tomé e Príncipe melhor", disse.

O candidato prometeu "continuar a lutar com coragem, com serenidade" para construir um país melhor.

"Eu garanto-vos que eu continuarei a ser um Presidente do equilíbrio, um Presidente de todos os são-tomenses. Mesmo aqueles que hoje estão contra mim ou não vão votar em mim, eu serei o presidente deles também. E isso é que faz a diferença. Isto é muito importante, porque eu olho para toda a gente como povo no São Tomé e Príncipe", prometeu.

Carlos Manuel Vila Nova apresenta-se como independente e conta com apoio da maioria dos partidos são-tomenses: o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o recém-criado Partido Nossa Terra, e ainda uma ala da Ação Democrática Independente (ADI) liderada pelo primeiro-ministro, Américo Ramos.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

Netanyahu diz que aldeias cristãs do Líbano pediram para ser anexadas... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que algumas aldeias cristãs do sul do Líbano pediram para serem anexadas por Israel, procurando, segundo avançou, proteção contra o grupo xiita pró-Irão Hezbollah.

© Lusa   05/07/2026 

"Entre as aldeias cristãs no Líbano, algumas pediram para serem anexadas por Israel, porque as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que as querem aniquilar. E faremos o mesmo com os cristãos de todo o lado", afirmou Netanyahu, cujo país ocupa parte do sul do Líbano, perto da fronteira, numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram o controlo de uma zona tampão de segurança no sul do território libanês, na sequência da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão, que acabou por se alargar à região.

Esta ação militar gerou mais de um milhão de deslocados e causou milhares de vítimas desde que o conflito escalou em março.

A atual escalada aconteceu na sequência da morte do líder iraniano Ali Khamenei durante o primeiro ataque israelo-norte-americano, a 28 de fevereiro.

O Hezbollah, próximo do Irão, retaliou iniciando uma vaga de disparos de mísseis contra Israel, o que levou o exército israelita a lançar uma vasta ofensiva aérea e terrestre contra posições e infraestruturas do grupo no sul do país e nos arredores de Beirute.

Apesar de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado no início de junho, os ataques israelitas não pararam no Líbano, com Telavive a alegar que o Hezbollah não cumpre a trégua e continua a operar em zonas proibidas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou recentemente que as tropas permanecerão nas zonas de segurança por tempo indeterminado e continuarão a responder a qualquer ameaça que ponha em causa a segurança do norte de Israel.

GUERRA NA UCRÂNIA: Kyiv diz ter quase duplicado os ataques contra alvos na Rússia... O ministro da defesa ucraniano, Mijailo Fedórov, afirmou hoje que o país praticamente duplicou, em junho, o número de ataques contra alvos russos a mais de 50 quilómetros da linha de contacto da frente.

© Maja Hitij/Getty Images     Por LUSA   05/07/2026

A Ucrânia atingiu, em junho, mais de 200.000 alvos inimigos, afirmou o ministro numa mensagem publicada na rede social Telegram.

Fedórov sustentou que, em junho, também se registou um aumento significativo na intensidade dos ataques contra alvos na península ocupada da Crimeia.

O foco principal dos ataques ucranianos continua a ser a logística russa.

"A destruição de depósitos, meios de transporte e rotas de abastecimento reduz a capacidade do adversário de abastecer as suas unidades", declarou o ministro.


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Moscovo disse hoje que os ataques ucranianos visam instalações civis, negando que atinjam infraestruturas ligadas à indústria militar russa, numa altura em que o país enfrenta uma crise de abastecimento de combustível atribuída aos sucessivos ataques da Ucrânia.

ISRAEL: "Não haverá reconstrução em Gaza sem a desmilitarização da Faixa"... O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje a comunidade internacional de que não permitirá a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada após meses de bombardeamentos israelitas, sem garantias de que as milícias do Hamas tenham sido completamente desarmadas.

© Lusa    05/07/2026 

Netanyahu rejeitou uma notícia publicada esta semana pelo jornal "Israel Hayom", que apontava para o lançamento de um programa-piloto para gerir "abrigos humanitários" - um prelúdio para habitações permanentes - em zonas da Faixa de Gaza que não estão sob o controlo do Hamas, como Tel Sultan, perto de Rafá, no sul do enclave, sob controlo do exército israelita.

"Não haverá reconstrução em Gaza sem a desmilitarização da Faixa", afirmou o primeiro-ministro no início da reunião semanal do Conselho de Ministros.

O Conselho de Paz de Gaza, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se no início da semana em Chipre, num contexto de abrandamento das iniciativas destinadas a tentar, de alguma forma, atenuar a enorme crise humanitária no enclave e consolidar um cessar-fogo acordado em outubro, que tem sido interrompido em numerosas ocasiões pelo exército israelita.

Os esforços de reconstrução e os planos para substituir o Hamas por um comité de tecnocratas palestinianos encontram-se praticamente paralisados.

O Hamas deixou a porta aberta à possibilidade de entregar as armas, mas em caso algum o fará perante este comité, que considera um fantoche de Washington e de Telavive, ou sem o consenso das fações palestinianas.


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O chefe do exército israelita prometeu, hoje, uma ação "decisiva" contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah, durante uma visita às suas tropas nas proximidades do castelo de Beaufort, no sul do Líbano.

Violência na África do Sul: 2 nigerianos mortos e 400 africanos retirados... A violência xenófoba em que mergulhou a África do Sul levou ao repatriamento de mais de 400 africanos e provocou a morte a dois nigerianos, anunciaram hoje os governos do Quénia, Nigéria e Uganda, que apontam para números provisórios.

© Lusa    05/07/2026 

A violência xenófoba tem sido acompanhada por manifestações de grande dimensão contra a imigração ilegal, levando vários países vizinhos a ativar mecanismos de repatriamento dos seus nacionais. 

Pelo menos 255 cidadãos ugandeses chegaram hoje ao Uganda provenientes da África do Sul, informou o Governo ugandês, aumentando para 560 o total de naturais desse país, escreveu a Embaixada do Uganda em Pretória na rede social X.

"Para muitos, foi mais do que um simples voo de regresso a casa. Foi uma viagem da incerteza para a segurança. Quando as portas do avião se abriram no Aeroporto Internacional de Entebbe, lágrimas de alívio, abraços calorosos e profunda gratidão marcaram a zona de chegadas, enquanto familiares e representantes do Governo davam as boas-vindas aos repatriados de regresso à Pérola de África", acrescentou o Governo ugandês.

O primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e da Diáspora do Quénia, Musalia Mudavadi, confirmou que, até ao momento, 151 cidadãos regressaram ao país até 03 de julho, no âmbito de uma operação coordenada pela Alta Comissão do Quénia em Pretória, que termina na próxima terça-feira.

No início desta semana, Nairobi revelou que mais de 200 quenianos procuraram refúgio na Alta Comissão do Quénia em Pretória enquanto aguardavam evacuação.

O ministério sublinhou que os pedidos de repatriamento representam apenas uma pequena parte dos cerca de 27.000 quenianos que vivem e trabalham no país.

Na terça-feira, as principais cidades sul-africanas foram palco de manifestações que reuniram milhares de pessoas, muitas delas trajando vestuário tradicional zulu e empunhando chicotes e bastões, para exigir a saída do país de migrantes ugandeses, zimbabueanos, nigerianos e moçambicanos, a quem responsabilizam pela dificuldade em encontrar emprego num país com uma taxa de desemprego de 32%.

"A escalada de atos hostis é motivo de profunda preocupação. O Quénia manifesta a sua confiança na continuação da proteção dos seus cidadãos, bem como de todas as pessoas sob a jurisdição da África do Sul", afirmou o ministério queniano num comunicado divulgado esta semana.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ordenou o destacamento de mais de 3.000 militares durante um mês em todo o país para garantir a ordem pública, perante protestos que os organizadores prometem realizar semanalmente.

Por seu lado, o Governo da Nigéria denunciou hoje o recente "assassínio" de dois cidadãos nigerianos na África do Sul, "que ocorrem numa altura em que estrangeiros estão a ser alvo de ataques injustificados na África do Sul", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X, onde condenou os incidentes.

As duas vítimas morreram em 28 de junho, num contexto em que grupos sul-africanos anti-imigração "generalizam erradamente e classificam como criminosos nigerianos respeitáveis, trabalhadores e bem-intencionados".

A Nigéria instou a África do Sul a realizar investigações "urgentes" sobre os dois homicídios e outros processos pendentes relacionados com alegadas execuções extrajudiciais de cidadãos nigerianos no país.

"Se esta situação persistir, todas as opções permanecem em cima da mesa, algumas das quais serão acionadas caso não seja travada esta tendência intolerante e provocatória e este comportamento de inspiração no apartheid em relação aos estrangeiros", concluiu o ministério, sem especificar quais as medidas.

Milhares de pessoas manifestaram-se na passada terça-feira em várias cidades sul-africanas, em marchas convocadas por grupos anti-imigração, que estabeleceram esse dia como prazo para que os imigrantes em situação irregular oriundos de outros países africanos abandonem a África do Sul.

Os organizadores responsabilizam estes migrantes pelos problemas económicos do país, pela degradação dos serviços públicos e pelos elevados níveis de criminalidade, tendo chegado a impedir o acesso de estrangeiros a cuidados de saúde e à educação em estabelecimentos públicos.

Face à situação, Zimbabué, Gana, Nigéria, Uganda, Quénia, Moçambique e Maláui repatriaram centenas de cidadãos que solicitaram o regresso aos respetivos países por receio de ataques xenófobos.

O Governo sul-africano condenou estes ataques, mas reiterou o direito do país a combater a imigração irregular.

As tensões xenófobas constituem um problema recorrente na África do Sul e têm frequentemente desencadeado vagas de violência, sobretudo nos bairros mais desfavorecidos.


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A África do Sul enfrenta uma nova vaga de violência xenófoba, marcada por manifestações anti-imigração, ataques a estrangeiros e milhares de repatriamentos. Os protestos, motivados por tensões em torno da imigração ilegal, já levaram vários países africanos a retirar os seus cidadãos do território.

IRÃO: Teerão realiza oração fúnebre por Khamenei no segundo dia do funeral... Teerão realizou hoje a oração fúnebre pelo antigo líder supremo Ali Khamenei, com a participação de dezenas de milhares de pessoas no segundo dia do funeral público em que se ouviram apelos à vingança contra EUA e Israel.

© AFP via Getty Images    Por LUSA    05/07/2026 

Desde as primeiras horas da manhã, uma grande multidão com bandeiras do Irão e retratos de Ali Khamenei reuniu-se na Grande Mesquita de Mosalla, em Teerão, para dar o último adeus àquele que liderou o país durante mais de 36 anos e que foi assassinado no primeiro dia da guerra com Israel e Estados Unidos, em 28 de fevereiro.

O 'ayatollah' Yafar Sobhani, uma das principais autoridades religiosas xiitas do país, conduziu a oração fúnebre por Khamenei e pelos quatro familiares mortos nos ataques, incitando os presentes a gritar "morte aos Estados Unidos" e "morte a Israel".

Também estiveram presentes na oração o Presidente iraniano, Masud Pezeshkian, o presidente do Parlamento, Mohamad Baqer Qalibaf, e o chefe do Poder Judicial, Gholam Hossein Mohseni Ejei, entre outras autoridades.

No local, encontravam-se também os três filhos do falecido líder supremo iraniano, Mostafa, Masud e Meisam, o que tornou ainda mais notória a ausência do segundo filho e sucessor como líder supremo, Mojtaba.

Durante a cerimónia, os gritos de vingança ressoaram mais forte do que nunca no recinto. "O nosso único lema: vingança, vingança!", gritaram os participantes em uníssono.

Entre a multidão, destacava-se um retrato do Presidente norte-americano, Donald Trump, na mira de uma metralhadora com a frase "Vai derramar-se sangue".

Perante a presença maciça de fiéis, os meios de comunicação iranianos informaram que a sala principal da mesquita foi encerrada ao público.

As cerimónias fúnebres pela morte de Khamenei tiveram início na sexta-feira com uma cerimónia oficial de homenagem, na qual participaram altos responsáveis do país, bem como autoridades e delegações estrangeiras.

No sábado, realizou-se o primeiro dia das cerimónias fúnebres públicas, que se prolongam em Mosalla até às 20:00 (17:30 em Lisboa) de hoje. Na segunda-feira, o cortejo fúnebre percorre as ruas da capital iraniana, para depois ser transferido na terça-feira para a cidade de Qom.

Para quarta-feira estão previstas cerimónias fúnebres no Iraque, e Khamenei é sepultado na quinta-feira na cidade sagrada de Mashad, no nordeste do país.


Pequim e Moscovo anunciam exercícios navais no mar Amarelo e Pacífico... Pequim e Moscovo vão realizar exercícios militares este mês nas águas e no espaço aéreo chinês, seguindo-se uma operação de "patrulha marítima conjunta" em "áreas relevantes" do Pacífico, anunciou hoje o Ministério da Defesa da China.

© CFOTO/Future Publishing via Getty Images     Por LUSA   05/07/2026 

As manobras navais "Joint Sea-2026" vão decorrer nas proximidades do porto de Qingdao (província de Shandong, leste), na costa do mar Amarelo, de acordo com um comunicado divulgado hoje ministério chinês. 

A nota, de acordo com a agência de notícias EFE, não especifica as coordenadas das patrulhas marítimas seguintes, as quais, na edição de 2025, se estenderam até Guam, ao estreito de Bering e às águas próximas do Havai.

De acordo com a informação oficial, os exercícios fazem parte do plano anual de cooperação entre as forças armadas dos dois países e têm como objetivos "responder em conjunto aos desafios de segurança" e "salvaguardar a paz e a estabilidade regionais".

O anúncio surge depois de, no final de junho, os exércitos chinês e russo terem realizado uma patrulha aérea conjunta que sobrevoou o mar do Japão, o mar da China Oriental e a zona ocidental do oceano Pacífico, uma ação à qual a Coreia do Sul e o Japão responderam ao mobilizar caças para fazer face a qualquer contingência e sobre a qual Tóquio manifestou, por vias diplomáticas, "profunda preocupação" a Pequim e a Moscovo.

A isto junta-se também o reinício das patrulhas marítimas da guarda costeira da China em águas a leste de Taiwan, uma operação de controlo e inspeção de navios que teve início em junho e que suscitou queixas tanto por parte de Taipé como de vários países europeus, que a consideram uma ameaça à estabilidade regional e à liberdade de navegação.

A China mantém um litígio territorial com o Japão no mar da China Oriental relativamente às ilhas Diaoyu (nome atribuído pela China) ou Senkaku (atribuído pelo Japão), além de reivindicar quase a totalidade do mar da China Meridional, por onde transita cerca de um terço do comércio marítimo mundial e onde mantém disputas com vários países do Sudeste Asiático.

As águas do porto de Qingdao, no entanto, encontram-se longe - entre mil e quase dois mil quilómetros - das zonas em disputa com Tóquio e Manila.

Pequim e Moscovo realizam exercícios militares periodicamente desde que, no início de 2022 - pouco antes da invasão russa da Ucrânia -, assinaram uma estreita aliança estratégica que se tem intensificado desde então e que incluiu visitas do Presidente Xi Jinping à Rússia e de Vladimir Putin à China.


Trump exalta "grandeza" dos EUA no 250.º aniversário da Independência... O Presidente norte-americano exaltou "a grandeza" dos Estados Unidos no discurso das comemorações dos 250 anos da Independência, numa intervenção adiada devido ao mau tempo e na qual afirmou que ninguém poderá igualar o poderio do país.

© Lusa   05/07/2026

"Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós", afirmou no sábado Donald Trump, no início do discurso, que começou mais de uma hora depois do previsto. 

O republicano agradeceu à multidão, composta na grande maioria por apoiantes, que tiveram de esperar várias horas no meio de uma onda de calor, para depois terem de abandonar o recinto e passar novamente pelo rigoroso controlo de segurança ao regressarem.

Ao estilo de um comício político, Trump reiterou advertências sobre a ameaça do comunismo. "Não queremos comunistas no nosso país. Nunca funcionou", afirmou, referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas socialistas nas primárias para as eleições intercalares de novembro próximo.

Aproveitou também para promover a controversa reforma eleitoral, que tornaria mais rigorosos os requisitos para se registar e votar nas eleições federais, ainda paralisada no Congresso.

"Os Estados Unidos estão de volta e queremos manter a sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei 'SAVE America', o que implica que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, terão de apresentar um documento de identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania, e não haverá voto por correspondência, salvo em alguns casos", insistiu.

Trump encadeou relatos de heroísmo e acontecimentos para refletir os valores de patriotismo e liberdade que, segundo afirmou, constituem o espírito norte-americano, ao mesmo tempo que convidou veteranos a subir ao palco para saudar várias bandeiras históricas.

"Juntos, reafirmamos também a verdade de que a força e o poder dos Estados Unidos não são motivo de vergonha. É algo de que nos sentimos muito, muito orgulhosos", acrescentou.

Entre as bandeiras homenageadas no evento encontrava-se a que hasteou no navio almirante quando a Marinha norte-americana afundou a frota espanhola na baía de Manila, "uma das maiores vitórias navais da história", que comparou à "recente vitória ao afundar toda a Marinha iraniana" no recente conflito com Teerão.

Além disso, afirmou que iria entregar uma bandeira que hasteou no Capitólio e que "em breve será hasteada por astronautas norte-americanos no próximo regresso à Lua", assegurou.

O discurso de Trump no 'National Mall' marcou o ponto alto de uma série de celebrações que se prolongaram por semanas na capital norte-americana e que suscitaram polémica entre os críticos, que acusam o Presidente de politizar uma comemoração que, pela sua natureza, deve incluir todos os norte-americanos.

A Administração republicana criou o "Freedom 250" para organizar eventos alternativos aos planeados pela organização apartidária "America250", entre os quais a Grande Feira Estadual Americana na capital, um evento que ficou aquém das expectativas devido a um número de participantes inferior ao previsto, a uma onda de calor e ao cancelamento de dezenas de artistas.

As palavras de Trump foram precedidas por um espetáculo de fogo de artifício, o maior do género em Washington, com o qual o Governo pretende estabelecer um recorde, mas que provocaria condições insalubres em partes da cidade, de acordo com documentos do Serviço Nacional de Parques analisados pelo jornal The Washington Post.

Outras cidades, como Nova Iorque ou Los Angeles, celebraram os 250 anos da Independência dos Estados Unidos com concertos, desfiles, feiras e festivais, embora vários destes eventos ao ar livre tenham sido adiados ou cancelados devido à onda de calor extremo que assola o país.