quarta-feira, 14 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataques afetaram distribuição de energia a 600 mil pessoas na Ucrânia... Mais de 600 mil pessoas na Ucrânia ficaram sem energia elétrica após ataques russos na noite de ontem, segundo Zelensky. As autoridades ucranianas também informaram que o funcionamento de terminais Starlink foi restringido.

© Diego Herrera Carcedo/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  14/10/2026 

Mais de 600 mil pessoas foram afetadas por quebras de energia elétrica na Ucrânia na sequência dos ataques russos ocorridos na última noite, confirmou o chefe de Estado ucraniano Volodymyr Zelensky.

Segundo o chefe de Estado, os ataques russos com mísseis balísticos visaram especificamente as instalações de distribuição de energia na Ucrânia contrariando a proposta de cessar-fogo anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Esta operação foi totalmente deliberada (...). Nunca, antes, a Rússia demonstrou um desprezo tão ostensivo pelos Estados Unidos", concluiu Zelensky através de uma mensagem difundida nas redes sociais.

Paralelamente, as autoridades de Kyiv disseram que o funcionamento de alguns terminais do sistema de telecomunicações Starlink "parece ter sido restringido durante a noite".

"A [empresa norte-americana] SpaceX impôs uma limitação de velocidade para os terminais Starlink em movimento", disse Sergiy Beskrestnov, consultor da Presidência ucraniana para o setor das tecnologias.

Segundo o mesmo responsável, as Forças Armadas ucranianas não foram avisadas da restrição, o que resultou, disse, na interrupção de várias missões militares.

"Esta medida não pode ser uma coincidência e está ligada à situação política atual", acrescentou Beskrestnov.

Entretanto, o número de mortos dos ataques russos contra Ucrânia durante a última noite aumentou para seis, segundo as autoridades ucranianas.

Três pessoas morreram em Kyiv, onde foram registados os cortes de energia elétrica.

Outras duas pessoas morreram na região central de Dnipropetrovsk e um residente foi morto na região de Zaporijia, no sudeste do país, de acordo as autoridades regionais ucranianas.

Por outro lado, a Rússia anunciou hoje ter abatido 902 drones ucranianos durante a última noite, sendo que 180 foram neutralizados perto de Moscovo.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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O ataque russo à Ucrânia durante a noite causou seis mortos e deixou milhares de pessoas sem eletricidade em vários bairros de Kyiv, segundo um novo balanço das autoridades ucranianas. O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque maciço contra infraestruturas energéticas e de comunicações...

China envia porta-aviões Liaoning para exercícios no Pacífico ocidental... A Marinha chinesa anunciou o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares para reforçar a preparação das unidades em condições reais de combate.

© VCG/VCG via Getty Images    Por  LUSA   14/10/2026 

A Marinha chinesa anunciou hoje o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares destinados a reforçar a preparação das suas unidades em condições reais de combate.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP, Forças Armadas chinesas) indicou que as manobras integram o plano anual de treino militar e visam melhorar a capacidade operacional das unidades em "condições reais de combate".

O organismo militar assegurou que os exercícios respeitam o direito internacional e "não são dirigidos contra qualquer país ou alvo específico".

O anúncio não especifica a composição do grupo de combate, as águas do Pacífico ocidental onde decorrerão as manobras, a sua duração ou as atividades previstas.

O Liaoning, o mais antigo dos três porta-aviões operacionais da China, já foi destacado para a mesma região em maio, quando a Marinha anunciou exercícios que incluíram voos táticos em alto-mar, exercícios de fogo real e operações de busca e salvamento.

Um ano antes, em junho de 2025, o Liaoning e o porta-aviões Shandong realizaram um destacamento simultâneo de mais de um mês no Pacífico ocidental, durante o qual conduziram exercícios de combate e operações conjuntas com outras unidades militares.

Essas manobras suscitaram preocupação no Japão e em Taiwan, cujo ministro da Defesa, Wellington Koo, denunciou então o caráter "expansionista" das operações navais chinesas para além da primeira cadeia de ilhas.

Esta linha estratégica de arquipélagos estende-se pelo Pacífico ocidental e inclui o Japão, Taiwan e as Filipinas.

O ministério da Defesa Nacional de Taiwan anunciou hoje ter detetado 13 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, incluindo caças J-16, J-11 e Su-30, desde as 09:30 locais (02:30 em Lisboa).

Segundo as autoridades taiwanesas, 11 dos aparelhos atravessaram a linha mediana do estreito de Taiwan e entraram nos setores norte, central e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) declarada por Taipé.

As aeronaves realizaram uma "patrulha conjunta de preparação para combate" com navios da Marinha chinesa, a terceira operação deste tipo em pouco mais de uma semana.

A linha mediana do estreito, que separa Taiwan da China continental, funcionou durante décadas como uma fronteira informal entre as forças militares dos dois lados, embora Pequim nunca tenha reconhecido oficialmente a sua existência.

A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a "reunificação", posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir o seu futuro político.


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As manobras pretendem simular combates diurnos e noturnos para treinar a defesa do território contra uma eventual invasão chinesa. Os exercícios "Lu Sheng" prolongam-se até 23 de outubro, operando de forma ininterrupta para reproduzir condições reais de guerra.

O Exército de Taiwan iniciou esta quarta-feira exercícios militares de dez dias no norte da ilha, onde se situa a capital, Taipé, para simular combates diurnos e noturnos e treinar a defesa prolongada do território perante uma eventual invasão chinesa.

Numa conferência de imprensa realizada no final de setembro, o general de brigada Lin Shih-wei explicou que o primeiro dia seria dedicado ao destacamento operacional das tropas, visando testar a capacidade de resposta a eventuais incidentes e a preparação de operações ofensivas e defensivas...

Houthis atacam sede da Saudi Aramco e ameaçam aeroporto de Riad... Ataque com míssil balístico provocou incêndio limitado em complexo da petrolífera; Arábia Saudita intensifica ofensiva contra grupo rebelde no Iêmen

Chamas consomem uma instalação pertencente à gigante petrolífera saudita Aramco, ao sul de Riade, em 3 de outubro. Nas últimas semanas, a Aramco, controlada majoritariamente pelo Estado saudita, tem sido alvo de ataques das autoridades Houthi, que visam o reino como parte da guerra no Iêmen.   • AFP/Getty Images via CNN Newsource
  Por  cnnbrasil.com.br  14/10/26 

A sede da Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, foi atingida por um ataque na noite de terça-feira (13), na cidade de Dhahran, no leste do país. Segundo o Ministério da Energia saudita, o incidente provocou um incêndio de pequenas proporções, sem registro de mortos ou feridos.

Uma fonte da empresa disse à Reuters que um míssil balístico atingiu o complexo da companhia. Segundo a fonte e outras duas pessoas familiarizadas com o caso, uma torre de escritórios foi atingida e os três andares superiores sofreram danos.

O complexo abriga um importante centro de operações da Aramco, responsável por uma extensa rede de plataformas de petróleo terrestres e marítimas, oleodutos, refinarias e terminais de exportação.

Os houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado ao Irã, afirmaram nesta quarta-feira (14) que também tinham como alvos instalações da Aramco em Dhahran, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma refinaria da companhia na capital saudita. O grupo declarou que continuará atacando aeroportos e instalações petrolíferas nos próximos dias.

Há uma semana, os houthis intensificam os ataques com mísseis balísticos e drones contra alvos estratégicos sauditas, em retaliação ao apoio de Riad às forças governamentais iemenitas na retomada da guerra civil no país.

O aeroporto internacional de Riad foi alvo de quatro ataques, incluindo um no sábado (10) que matou 13 pessoas. Segundo a Reuters, foi o ataque com mísseis mais letal em território saudita em uma década. Os bombardeios também provocaram a suspensão de voos em diferentes regiões do país.

Interceptações e danos em áreas residenciais

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que fragmentos de um míssil interceptado e destruído em Dhahran caíram em uma área residencial. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o episódio.

Na capital, Riad, e na região sul do país, autoridades também relataram a interceptação e destruição de drones e mísseis.

Quatro pessoas ficaram feridas em Riad depois que destroços de dois mísseis houthis caíram após a interceptação, segundo a Defesa Civil saudita. Os fragmentos provocaram danos limitados em 15 residências. Entre os feridos estão duas mulheres, um homem e uma criança.

Os houthis haviam ameaçado uma resposta “dura e dolorosa” aos ataques sauditas contra Sanaa, capital do Iêmen. O porta-voz do grupo, Yahya Saree, afirmou que possíveis alvos incluiriam a sede da Aramco em Dhahran e uma refinaria de petróleo em Riad.

O grupo também alertou trabalhadores do setor petrolífero saudita para que se afastassem de instalações que poderiam ser atacadas.

Na terça-feira, os houthis acusaram a Arábia Saudita de bombardear Sanaa. A coalizão liderada por Riad, por sua vez, pediu que civis se afastassem de um depósito de combustíveis nos arredores da capital iemenita.

A emissora Al-Masirah, controlada pelos houthis, informou que a coalizão atacou a estação central Sabah, da Companhia Petrolífera do Iêmen, usada como depósito de combustíveis. A coalizão confirmou o ataque e afirmou que a operação tinha como objetivo neutralizar a capacidade dos houthis de ameaçar a Arábia Saudita, o Iêmen e as rotas marítimas internacionais.

Na terça-feira, antes do ataque à Aramco, o gabinete saudita, presidido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, havia advertido que os houthis enfrentariam consequências por suas repetidas ofensivas contra o reino.

Guerra no Iêmen se intensifica

A Arábia Saudita retomou sua campanha militar no Iêmen em apoio ao governo reconhecido internacionalmente, com o objetivo de reverter os avanços dos houthis no mês passado. Na ocasião, os rebeldes avançaram pela costa do Mar Vermelho até o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

A passagem marítima, que conecta o sul do Mar Vermelho ao golfo de Áden, tornou-se ainda mais importante para o transporte de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra envolvendo o Irã, em fevereiro. Na ocasião, Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao oceano Índico.

Uma ofensiva governamental iniciada há uma semana afastou os houthis da área mais próxima de Bab el-Mandeb. O grupo, no entanto, mantém posições nas proximidades e avançou em regiões ao redor da cidade de Taiz neste mês.

A Arábia Saudita busca ampliar o apoio de aliados à campanha contra os houthis e obter ajuda para se defender dos ataques com mísseis e drones. Os Estados Unidos, principal aliado de Riad e garantidor histórico de sua segurança, até agora rejeitaram os esforços sauditas para envolvê-los diretamente na guerra contra os rebeldes.

O conflito no Iêmen voltou a se intensificar como desdobramento da guerra mais ampla entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro com ataques americanos e israelenses contra a República Islâmica.

O Irã, rival regional histórico da Arábia Saudita, ofereceu-se para mediar as negociações entre Riad e os houthis, segundo declarações feitas no domingo pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, reiteradas pela pasta na segunda-feira.

Trump defende acordo com Putin sobre gasóleo apesar de críticas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu terça-feira o acordo com o homólogo Vladimir Putin para fornecimento de gasóleo russo aos mercados globais, implicando o alívio de sanções a Moscovo, perante descontentamento no Partido Republicano.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu terça-feira o acordo com o homólogo Vladimir Putin para fornecimento de gasóleo russo aos mercados globais, implicando o alívio de sanções a Moscovo, perante descontentamento no Partido Republicano.

Na Casa Branca, Trump argumentou que o acordo beneficia não apenas os Estados Unidos pois o gasóleo "está a ser libertado para o mundo", e criticou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas, afirmando que não são "uma coisa muito boa".

Vários legisladores do Partido Republicano, incluindo quatro senadores, manifestaram-se no domingo contra o acordo e a subsequente autorização para a venda, entrega e importação de gasóleo russo — incluindo a sua entrada no mercado norte-americano — até 07 de abril de 2027, apesar das sanções em vigor.

Num comunicado bipartidário, assinado também por três democratas da câmara alta, os legisladores lembram que o Congresso proibiu "explicitamente" importações de energia da Rússia em 2022 para evitar que "os dólares norte-americanos financiassem a guerra brutal de Putin contra a Ucrânia".

Trump justificou à imprensa a licença concedida pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC), que permite agora estas operações, mantendo ao mesmo tempo as restrições aos pagamentos via contas de três instituições financeiras do Estado russo.

Para estes legisladores, a decisão do Presidente é "diretamente contrária" à lei das sanções, além de não ter havido consulta ao Congresso ou sequer "explicação que justifique esta decisão, como exige a lei".

A Câmara dos Representantes aprovou, em setembro, um pacote de sanções contra a Rússia e o Irão que concede a Trump novos poderes para impor tarifas até 100% aos países que comprassem energia russa.

Face à escalada dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão - desencadeada em fevereiro por Donald Trump e Israel -, este acordo é visto como uma forma de aliviar parcialmente a situação dos consumidores norte-americanos, precisamente antes de eleições intercalares cruciais para o Presidente norte-americano.

Para surpresa geral, Trump anunciou, no domingo, um "cessar-fogo energético" entre a Rússia e a Ucrânia.

Zelensky reagiu com surpresa ao anúncio do cessar-fogo, embora tenha dito estar aberto a um cessar-fogo energético.

O líder ucraniano sublinhou ainda que, na noite de domingo para segunda-feira, a Ucrânia não atingiu nenhuma instalação energética na Rússia, ao contrário de Moscovo, que atacou uma instalação de gás e "um posto de abastecimento de combustível comum".

O Kremlin recusou na segunda-feira dizer se adere a uma trégua com a Ucrânia nos ataques a infraestruturas energéticas, mas defendeu como preferível uma "paz duradoura", afirmando manter contactos sobre o cessar-fogo anunciado unilateralmente por Trump.

Questionado sobre o apelo de Kiev a um cessar-fogo total de 60 dias para permitir a realização de eleições, Peskov respondeu: "Não queremos um cessar-fogo, queremos uma paz duradoura".

Na segunda-feira, Trump afirmou que a trégua energética que anunciou está plenamente em vigor, apesar das afirmações em sentido de contrário de Kiev e Moscovo.

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que tinham chegado a um acordo", respondeu Trump aos jornalistas na segunda-feira Casa Branca.

Questionado sobre a possibilidade de o Kremlin ter violado tal trégua, Trump disse não ter conhecimento e frisou que os líderes russo e ucraniano "precisam de se reunir e acabar com esta guerra ridícula".

Trump voltou a criticar a alegada falta de vontade de negociar do homólogo ucraniano e indicou que Vladimir Putin parece mais inclinado a assinar a paz.

"Penso que o que acontece é que ele (Putin) quer chegar a um acordo, e temos de fazer com que Zelensky também queira chegar a um acordo", afirmou.

Desde o verão, a Rússia intensificou significativamente os seus ataques contra a Ucrânia, visando especialmente a capital com o lançamento de drones a jato, que são mais difíceis de intercetar do que os drones convencionais.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.