sábado, 23 de maio de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Pelo menos 18 mortos em ataque a escola em território anexado por Moscovo... Pelo menos 18 pessoas morreram e três estavam desaparecidas após um ataque de um drone ucraniano contra um dormitório e uma escola profissional numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, segundo um novo balanço das autoridades russas.

© Getty   Por  LUSA   23/05/2026 

"Um total de 60 pessoas foram afetadas, incluindo 18 que morreram no desabamento do dormitório da escola profissional da Universidade Pedagógica de Lugansk", informaram hoje os serviços russos de resgate a propósito do ataque mortal ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira.

Três pessoas estavam ainda presas sob os escombros, mantendo-se as buscas nos destroços de um edifício educativo em Starobilsk, uma cidade de 16 mil habitantes situada na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista", afirmando que "não foi acidental" e prometendo uma resposta militar.

Kiev negou ter visado alvos civis e alegou ter atingido uma unidade de drones russos estacionada na região, que fica a 65 quilómetros da linha da frente.

Imagens divulgadas pelos serviços russos de resgate mostram os socorristas a remover escombros e a escavar manualmente e com pás os destroços de um edifício de vários andares completamente devastado.

Vídeos publicados na conta de Telegram da universidade mostram estruturas de camas e colchões no meio dos escombros, bem como um segundo edifício vizinho também destruído, cuja fachada ostenta a inscrição "Escola Técnica Profissional de Starobelsk" (o nome da cidade em russo).

De acordo com uma lista publicada hoje pelas autoridades, os mortos e desaparecidos nasceram entre 2003 e 2008 e são, na sua maioria, mulheres jovens. Entre os feridos, os mais jovens nasceram em 2010.

"A região e todo o país partilham o destino destas pessoas e a dor das suas famílias", lia-se na lista.

No dia anterior, as autoridades russas tinham confirmado que 86 jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, estavam num dormitório de vários andares que ruiu após o ataque.

As Nações Unidas condenaram na sexta-feira "qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorra", especificando que não conseguiam aceder à área sob controlo de Moscovo para verificar os detalhes.

Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram significativamente desde o ano passado, com Kiev e Moscovo a lançarem centenas destas aeronaves todas as noites.

O Ministério da Defesa da Rússia informou entretanto ter intercetado 407 drones ucranianos entre sexta-feira e o dia de hoje.

As forças ucranianas, por sua vez, anunciaram a interceção de 102 de 124 drones lançados durante a noite por Moscovo contra o seu território.

Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos, para pôr fim ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia estão paralisados desde o início da guerra no Médio Oriente.


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As Forças Armadas da Ucrânia informaram hoje que realizaram ataques bem-sucedidos contra infraestruturas energéticas russas, visando um terminal petrolífero, a cerca de 200 quilómetros da península da Crimeia, um navio fantasma de Moscovo e um armazém de petróleo.

Zelensky agradece às Forças Armadas ucranianas ataque em território russo... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu hoje às Forças Armadas ucranianas por terem atacado instalações que apresentou como parte do complexo militar-industrial da Rússia na região russa de Perm, a quase 2.200 quilómetros de Kyiv.

Por LUSA 

"Gostaria de agradecer aos Serviços de Segurança da Ucrânia por terem atingido instalações militares estratégicas", afirmou o Presidente ucraniano num vídeo publicado na sua conta da rede social Facebook.

Zelensky expressou assim o seu agradecimento no vídeo que mostra os efeitos do aparente impacto de um drone ucraniano sobre instalações industriais.

Entretanto, o órgão de comunicação ucraniano Ukrainska Pravda, indicou que o ataque teve como alvo a empresa Metrafrax Chemicals, que fabrica produtos para sistemas militares, como drones, explosivos e mísseis.

"Agora, o processo de produção da empresa está paralisado. As nossas sanções de longo alcance são importantes", afirmou Zelensky, segundo o Ukrainska Pravda.

Sobre para 10 n.º de mortos em ataque com drones ucranianos em Starobilsk... Pelo menos 10 pessoas morreram, 38 ficaram feridas e 11 estão desaparecidas após um ataque com drones ucranianos contra uma escola secundária numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, informou hoje o governador regional nomeado por Moscovo.

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images   Por LUSA   23/05/2026 

"As equipas de socorro passaram a noite a remover os escombros em Starobilsk", cidade onde ocorreu o ataque na noite de quinta para sexta-feira, adiantou Leonid Passetchnik nas redes sociais.

Segundo o governador regional, "infelizmente, as esperanças não se concretizaram e o número de vítimas subiu para dez".

Na sexta-feira, Kiev negou que o seu ataque tenha visado civis.

Segundo as autoridades russas, 86 jovens com idades entre os 14 e os 18 anos encontravam-se num dormitório de vários andares, que ruiu na sequência de um ataque durante a noite em Starobilsk, uma cidade com cerca de 16.000 habitantes situada na região ucraniana de Lugansk (este), cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, após um minuto de silêncio transmitido pela televisão na sexta-feira, considerou que este ataque "não foi acidental" e decorreu "em três ondas, com 16 drones a visar o mesmo local".

Também na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, "onde quer que ocorram", na sequência da ofensiva ucraniana em Lugansk.

"Acompanhamos com preocupação as notícias do ataque ocorrido durante a noite contra um prédio universitário e um dormitório na cidade de Starobilsk, na região de Lugansk, na Ucrânia, sob ocupação temporária da Federação Russa, que resultou em múltiplas mortes e feridos, incluindo crianças", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

"Condenamos veementemente quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, onde quer que ocorram. Como o secretário-geral já destacou repetidamente, tais ataques são proibidos pelo direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", acrescentou, em declarações à imprensa.

Entretanto, um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.

"Detritos de drones caíram e causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários prédios técnicos e administrativos pegaram fogo. Fragmentos de drones também caíram no local do terminal de petróleo", escreveu o presidente da Câmara de Novorossiysk, Andrei Kravchenko, na plataforma de mensagens Telegram.

O ataque deixou duas pessoas feridas, acrescentou, especificando que equipas de resgate e serviços especializados encontram-se no local.

Localizado na extremidade de vários oleodutos que transportam petróleo do sul da Rússia e do mar Cáspio, o terminal de petróleo de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos daquele país.

Em resposta aos bombardeamentos militares russos que já duram mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar tanto instalações militares quanto de energia, a fim de reduzir a capacidade de Moscovo de financiar a ofensiva.


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Um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.


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As forças antiaéreas russas abateram 348 drones lançados por Kyiv durante a noite passada, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.

Irão acusa Estados Unidos de sabotarem negociações para fim da guerra... O Irão acusou hoje os Estados Unidos de sabotarem as negociações para o fim da guerra com "exigências excessivas", perante uma mudança de agenda por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um eventual reatamento dos ataques.

© TATYANA MAKEYEVA/POOL/AFP via Getty Images    Por  LUSA    23/05/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, queixou-se ao secretário-geral da ONU, António Guterres, das "posições contraditórias e das repetidas exigências excessivas" dos Estados Unidos, noticiaram as agências iranianas Tasnim e Fars.

Segundo Araghchi, estes fatores "estão a prejudicar o processo negocial liderado pelo Paquistão".

"Apesar da profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irão tem-se empenhado neste processo diplomático com sentido de responsabilidade e a máxima seriedade, e está a esforçar-se para alcançar um resultado razoável e equitativo", acrescentou o ministro iraniano, citado pelas agências.

O líder do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, chegou a Teerão na sexta-feira, no âmbito dos esforços de mediação do seu país.

Segundo a agência de notícias Irna, manteve um encontro demorado com Araghchi sobre "os mais recentes esforços e iniciativas diplomáticas destinadas a evitar uma maior escalada".

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, já tinha declarado que as divergências entre Teerão e Washington continuam "profundas".

De acordo com Baghai, questões como o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a situação no estreito de Ormuz e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos continuam "por resolver", assim como a questão nuclear.

O Qatar, diretamente afetado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, e outros países da região procuram simultaneamente esforços alternativos de mediação.

Teerão confirmou a visita de uma delegação do Qatar na sexta-feira.

A imprensa norte-americana noticiou que Washington estaria a considerar novos ataques contra Teerão.

Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão a preparar-se para possíveis bombardeamentos durante o fim de semana.

Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os conselheiros mais próximos para discutir a guerra, noticiou o portal de notícias Axios, e anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, este fim de semana, para permanecer em Washington, por "razões relacionadas com assuntos de Estado".

CHINA: Sobe para 82 número de pessas mortas em mina de carvão no norte da China... Pelo menos 82 pessoas morreram na sequência de uma explosão de gás na mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi, norte da China, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pela agência de notícias estatal Xinhua.

© cnsphoto via REUTERS    Por LUSA   23/05/2026 

A explosão ocorreu às 19h29 locais (12h29 em Lisboa) de sexta-feira, nesta mina situada na área de Qinyuan, quando estavam a trabalhar 247 pessoas no local, informou a Xinhua. 

O número de mortos tem vindo a aumentar ao longo do dia: num primeiro balanço divulgado esta manhã, as autoridades avançaram com oito mortos, 201 pessoas retiradas com vida e 38 presas no interior.

A televisão estatal chinesa CCTV indicou que, além dos 82 mortos, nove pessoas continuam desaparecidas.

As autoridades ainda não detalharam as circunstâncias concretas em que ocorreu a explosão, indicando apenas que os trabalhos de resgate continuam em curso.

A Xinhua indicou que um responsável da empresa proprietária da mina ficou sob custódia das autoridades, numa medida que aponta para o início da averiguação de possíveis responsabilidades pela explosão.

O Presidente chinês, Xi Jinping, já veio pedir que as operações de busca sejam reforçadas e que se preste assistência aos feridos, que se investiguem as causas da explosão e apurem responsabilidades.

O vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing deslocou-se ao local para acompanhar os trabalhos de resgate e a gestão pós-acidente.

As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60% da energia, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente.

O setor mineiro chinês registou mais de 3.000 mortes entre 2018 e 2023, um número que, no entanto, representa uma diminuição de 53,6% em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.