quinta-feira, 21 de maio de 2026

GAZA: Israel condiciona reconstrução de Gaza ao desarmamento do Hamas... O vice-representante israelita na ONU, Jonathan Miller, condicionou hoje o processo de reconstrução de Gaza ao desarmamento do grupo islamita Hamas, após o embaixador palestiniano, Riyad Mansour, defender o acordo alcançado entre as partes e pedir esforços iguais.

© Lusa    21/05/2026 

"A reconstrução de Gaza não poderá ter sucesso enquanto as milícias continuarem a controlar as ruas. E qualquer esforço sério para estabelecer a estabilidade e um Governo civil, assim como um futuro melhor para os palestinianos, fracassará a menos que o Hamas seja desarmado e o seu reinado de terror chegue ao fim", declarou o representante de Telavive.

O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje uma sessão sobre a situação em Gaza, na qual Nickolay Mladenov, o alto representante do Conselho de Paz para Gaza, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, apresentou o relatório semestral sobre a implementação do plano para pôr fim ao conflito no enclave palestiniano.

Na sua intervenção, Jonathan Miller afirmou que o Hamas permanece "fortemente armado, possuindo ainda 'rockets', mísseis antitanque, espingardas automáticas e lançadores de granadas em toda a Faixa de Gaza": "Esta não é uma organização política que evoluiu para a diplomacia. É um exército terrorista que se prepara para a próxima guerra".

Por sua vez, Mansour defendeu o plano abrangente para pôr fim à guerra em Gaza e disse esperar que seja bem-sucedido.

"Não poupamos esforços para cumprir as nossas obrigações e compromissos, mas é essencial que todas as partes sigam os mesmos critérios", afirmou.

O representante palestiniano alertou Israel de que a implementação do plano não depende apenas das obrigações palestinianas e frisou que Telavive continua a cometer "assassínios na Faixa de Gaza".

No mesmo sentido, Nickolay Mladenov exigiu que Israel cumpra as suas obrigações no âmbito do acordo para a reconstrução de Gaza e afirmou que o cumprimento por parte dos palestinianos, por si só, não é suficiente.

"Embora continue a apelar ao Hamas e a outras fações palestinianas para que regressem à mesa das negociações e se envolvam construtivamente no roteiro e nos próximos passos para implementar os seus compromissos, permitam-me também afirmar claramente que a implementação não pode avançar apenas através das obrigações palestinianas", salientou o alto representante do Conselho de Paz.

"Os contínuos assassínios e as restrições israelitas que afetam os fluxos humanitários não são questões abstratas. Moldam a perceção diária dos palestinianos sobre se a guerra terminou e se este processo pode realmente proporcionar segurança, paz e recuperação. Estas realidades prolongam o sofrimento humanitário, mas também enfraquecem a confiança na própria estrutura do cessar-fogo", alertou.

Também o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov, afirmou alguns minutos antes que "os ataques israelitas continuam quase diariamente", causando dezenas de mortes, descrevendo também "ações armadas do Hamas e de outros grupos palestinianos".

Pelo menos 883 palestinianos foram mortos em Gaza por ataques israelitas durante o cessar-fogo, segundo um relatório divulgado hoje pelo Ministério da Saúde de Gaza. Outros 2.648 ficaram feridos.

No total, 72.775 pessoas morreram em Gaza como resultado da ofensiva israelita desde outubro de 2023, quando Israel iniciou os bombardeamentos em retaliação a um ataque de milícias de Gaza ao seu território, no qual 1.200 israelitas foram mortos e 251 foram feitos reféns. 

Gronelândia: EUA inauguram novo consulado sem presença de autoridades locais... Os Estados Unidos inauguraram hoje o seu novo consulado na Gronelândia, numa cerimónia sem a presença de representantes do Governo deste território autónomo dinamarquês, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou querer anexar.

© Rizwan TABASSUM / AFP via Getty Images    Por LUSA  21/05/2026 

O embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Ken Howery, e a cônsul, Susan Wilson, foram os encarregados de abrir o novo consulado no centro de Nuuk, a capital gronelandesa, depois de o enviado especial à Gronelândia, Jeff Landry, ter abandonado abruptamente a ilha ártica na quarta-feira, após três dias de visita.

O Presidente regional, Jens-Frederik Nielsen, já tinha anunciado há dois dias que não assistiria à cerimónia, assim como nenhum membro do seu Governo, embora o seu chefe de gabinete e alguns políticos e empresários gronelandeses tenham estado presentes, noticiou a televisão pública KNR.

"O Presidente [Trump] tirou de cima da mesa o uso da força. O futuro da Gronelândia é algo que os próprios gronelandeses devem decidir", declarou o embaixador norte-americano, segundo a KNR.

Um grupo de músicos havaianos tocou os hinos nacionais norte-americano e gronelandês enquanto eram servidos hambúrgueres, cachorros-quentes e frango frito, informou a comunicação social gronelandesa.

Com 3.000 metros quadrados, o novo consulado situa-se no centro de Nuuk e substitui o anterior, uma pequena casa perto do porto, inaugurado em 2020 numa cerimónia que contou com a presença de representantes dos Governos da Gronelândia e da Dinamarca.

Um grupo de gronelandeses tinha convocado uma manifestação em frente ao novo consulado após a inauguração, para demonstrar a sua oposição à política dos Estados Unidos em relação ao território.

Durante a sua primeira visita conhecida à ilha, Jeff Landry participou como observador numa conferência empresarial para a qual não tinha sido convidado e reuniu-se com Nielsen, além de manter encontros com empresários locais.

"Foram reiterados os mesmos pontos abordados desde o princípio: que pretendemos uma boa cooperação, assente no respeito mútuo, e que devemos respeitar a missão do grupo de trabalho entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia", afirmou Nielsen na terça-feira, após a reunião com o enviado especial norte-americano.

A insistência de Trump ao longo do último ano de que o seu país precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional colocou o reino dinamarquês sob uma pressão sem precedentes.

O anúncio, no final de fevereiro, de um acordo preliminar com a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) para reforçar a segurança no Ártico e o início das reuniões do grupo de trabalho de alto nível acordado entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia ajudaram a reduzir a tensão.

Esse grupo realizou várias reuniões, cujo conteúdo não foi divulgado, embora os meios de comunicação de língua inglesa tenham sugerido que os Estados Unidos poderiam instalar mais bases militares na ilha, nos termos de um acordo de defesa assinado há várias décadas com a Dinamarca.


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O enviado do Presidente dos Estados Unidos para a Gronelândia disse hoje à Agência France Presse que Washington deve reforçar a presença no território autónomo dinamarquês.

GUINÉ-BISSAU: UNICEF e Japão apoiam comunidades guineenses vítimas de intempéries... Mais de 422 mil guineenses vulneráveis a intempéries, como cheias e inundações, vão beneficiar de um apoio de 720 mil dólares (cerca de 621 mil euros) para melhorar as condições de vida, sobretudo das crianças, foi hoje anunciado.

© Lusa    21/05/2026 

O apoio será disponibilizado pelo Governo do Japão e UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, e será aplicado ao longo de doze meses nas regiões de Bafatá e Oio, segundo informação disponibilizada pelas Nações Unidas em Bissau, em comunicado.

O programa propõe-se alcançar "quase 184.000 crianças e mais de 238.000 membros da comunidade" e destina-se "a restaurar ambientes de aprendizagem seguros e a reforçar os serviços de água, saneamento e higiene (WASH), bem como a nutrição para crianças vulneráveis na Guiné-Bissau".

Segundo a fonte, "a Guiné-Bissau ocupa a quarta posição a nível mundial no Índice de Risco Climático para Crianças do UNICEF", figurando entre os países onde as crianças enfrentam riscos "extremamente elevados" decorrentes das alterações climáticas.

Chuvas intensas recentes, inundações e ventos fortes danificaram escolas e destruíram infraestruturas de água e saneamento, contaminando a água potável e aumentando o risco de má nutrição entre crianças que já vivem em condições frágeis, de acordo com a descrição.

Com o apoio do Governo do Japão, "as crianças terão escolas mais seguras, acesso à água potável e à nutrição de que necessitam para crescer com saúde e alcançar o seu potencial", segundo  Inoussa Kabore, representante do UNICEF na Guiné-Bissau, citado no comunicado.

O apoio financeiro servirá para reabilitar seis escolas afetadas pelas inundações, criando condições para 2.500 crianças e garantindo formação aos conselhos escolares.

As Nações Unidas realçam que "a Guiné-Bissau possui um dos sistemas educativos mais frágeis do mundo", onde "a taxa de conclusão do ensino primário é de apenas 27%, a mais baixa a nível global".

"Quase uma em cada cinco crianças entre os 6 e os 11 anos nunca frequentou a escola. Inundações e tempestades recentes danificaram pelo menos 33 escolas, afetando cerca de 9.000 alunos", apontam.

As inundações e tempestades destruíram, também, latrinas, contaminaram água potável e interromperam serviços de saneamento em todo o país, onde "quase 470.000 crianças (cerca de metade da população infantil) vivem em zonas de elevado risco de inundações costeiras, ficando "vulneráveis a doenças associadas ao consumo de água não segura".

As atividades da vertente do programa denominada ´WASH` incluirão a distribuição de 'kits' de higiene de emergência em escolas e comunidades, reforçando a preparação para situações de crise.

O programa irá fornecer ainda serviços essenciais de nutrição a mais de 15.000 crianças.

Na Guiné-Bissau, 28% das crianças com menos de cinco anos sofrem de atraso no crescimento e 53% vivem em situação de pobreza alimentar infantil severa, o que corresponde a mais do dobro da média global, lê-se no comunicado.

No âmbito deste programa, "as crianças terão acesso a rastreio nutricional, prevenção e tratamento vital da má nutrição, incluindo desparasitação, suplementação, aconselhamento e medicamentos essenciais".

Está ainda previsto apoio às comunidades na elaboração de planos locais de ação climática, com o objetivo de proteger as fontes de água e promover comportamentos ecológicos que reduzam a vulnerabilidade a futuros choques.

"Esperamos sinceramente que esta assistência alcance o maior número possível de crianças nas regiões de Bafatá e Oio e contribua para um futuro mais resiliente", afirmou  Takeshi Akamatsu, embaixador do Japão no Senegal e na Guiné-Bissau, também citado no comunicado.

Zelensky avisa Bielorrússia que responderá a qualquer ação agressiva... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou hoje a Bielorrússia, durante uma visita à região próxima da fronteira entre os dois países, que o seu país responderá com firmeza a qualquer ação agressiva proveniente de Minsk.

© Lusa   21/05/2026 

A visita coincide com exercícios conjuntos da Rússia e Bielorrússia envolvendo armamento adaptado para transportar ogivas nucleares em território bielorrusso. 

"As forças de defesa da Ucrânia, as forças de segurança e os nossos serviços de informação sabem quais são as ameaças e como responder-lhes adequadamente, sem qualquer dúvida", advertiu Zelensky numa declaração gravada na cidade de Slavutikh, a norte de Kyiv e localizada a curta distância da separação com a Bielorrússia.

O líder ucraniano referiu-se ao reforço militar da região próxima da fronteira através da construção de mais fortificações e reiterou o seu aviso sobre alegados planos de ataques das forças de Moscovo a partir do território bielorrusso e da região russa de Bryansk.

A Ucrânia tem capacidade para lidar com qualquer ameaça vinda do norte do país, insistiu.

Antes das declarações em Slavutikh, o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, declarou que não tem qualquer intenção de envolver diretamente o seu país na guerra que decorre há mais de quatro anos, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Na altura, as tropas de Moscovo usaram a Bielorrússia para invadir o norte da Ucrânia e tentar atingir Kyiv, mas abandonaram as suas posições na região algumas semanas mais tarde.

"Sobre a possível entrada da Bielorrússia na guerra, digo simplesmente que só nos envolveremos num cenário: se houver agressão contra o nosso território", declarou hoje Lukashenko, citado pela agência de notícias estatal Belta.

O líder bielorrusso e aliado do Presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou que Minsk "não tem qualquer intenção de entrar em guerra na Ucrânia" e que "não há necessidade disso".

Lukashenko, que hoje copresidiu com Putin aos primeiros exercícios conjuntos envolvendo armas nucleares táticas e estratégicas, expressou também disponibilidade para se encontrar com Zelensky.

"Estou pronto para me encontrar com ele em qualquer lugar --- na Ucrânia, na Bielorrússia --- e discutir os problemas nas relações bilaterais", afirmou.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) revelou hoje a realização de operações conjuntas "sem precedentes" como exército na fronteira com a Bielorrússia, incluindo o aumento da vigilância na zona para intercetar potenciais grupos de espionagem e sabotagem do país vizinho.

Estas operações estão a decorrer nas regiões do norte da Ucrânia de Chernihiv, Kyiv, Jitomir, Volhynia e Rivne, todas na fronteira com a Bielorrússia, e consistem na identificação de indivíduos em zonas sensíveis e na busca de objetos suspeitos, explosivos ou outros materiais perigosos.

A Rússia prossegue os seus ataques aéreos diários na Ucrânia, que tem respondido com bombardeamentos contra instalações estratégicas na Rússia, a que se juntam os combates entre as respetivas forças terrestres, numa fase em que as negociações entre Kyiv e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz, está em comunicação para abordar a aprovação do projeto de revisão pontual da Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, referente à Lei nº 6/99. A iniciativa integra o processo de reformas políticas e institucionais em curso no país sob condução do CNT

Presidente da República, General Horta Inta-a, conferiu posse esta quinta-feira (21.05) o novo Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai.

Índia adia cimeira com a África devido à epidemia de ébola... A Índia e a União Africana adiaram uma cimeira prevista para a próxima semana em Nova Deli, devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e Uganda, com 139 mortes associadas e 600 casos suspeitos.

© Lusa    21/05/2026 

"Considerando a situação sanitária no continente. Ambas as partes concordaram que seria preferível realizar a quarta cimeira Índia-África numa data posterior", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia num comunicado.

A cimeira do Fórum Índia-África estava programada para ocorrer na capital da Índia, Nova Deli, entre 28 e 31 de maio.

O Governo indiano afirmou ainda estar pronto "para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças para lidar com a evolução da situação de saúde".

O Aeroporto Internacional de Nova Deli emitiu hoje um alerta de saúde para os passageiros que chegam ao país vindos da RDCongo e dos países vizinhos Uganda, onde há uma morte confirmada e casos suspeitos, e Sudão do Sul, com um caso confirmado.

As autoridades, que enfatizaram a importância de "continuar a cooperação para fortalecer a preparação e a capacidade de resposta em saúde pública em todo o continente", indicaram que novas datas para a cimeira serão definidas posteriormente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou no domingo um alerta sanitário internacional para enfrentar a epidemia de Ebola, declarada inicialmente na RDCongo, país da África Central, vizinho de Angola, com mais de 100 milhões de habitantes, onde as províncias orientais, de difícil acesso por estrada, são afetadas e assoladas pela violência de grupos armados.

Segundo a OMS, há 139 mortes até hoje associadas a esta epidemia de Ébola entre quase 600 casos prováveis e a propagação pode ser rápida, embora o risco de uma pandemia seja considerado "baixo".

Dois casos suspeitos, incluindo uma morte, foram reportados no Uganda e um outro foi confirmado no Sudão do Sul.

As autoridades de saúde acreditam que o surto no país africano começou há semanas e afirmam que ainda não identificaram a fonte.

A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

A Guiné-Bissau dá mais um passo estratégico rumo à transformação digital, reforçando o seu compromisso com a modernização e a sustentabilidade do setor.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações     21/05/2026

O Conselho de Ministros aprovou um conjunto de políticas estratégicas no âmbito do Projeto WARDIP, incluindo medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas no setor digital, bem como a nova Política Nacional de Competências Digitais.

Sob a liderança de Sua Excelência o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Dr. Florentino Mendes Pereira, o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital reafirma o seu compromisso com a construção de uma economia digital mais inclusiva, resiliente e preparada para os desafios do futuro. 

CNT aprova com emendas a Lei que condena a disseminação de Informações falsas (fake news) na internet.

Reunidos na IIª reunião plenária da IIª Sessão Ordinária do ano legislativo 2025/2026 sob a presidência do Major General dos Comandos Tomás Djassi, Presidente deste Órgão Fiscalizador e Legislativo da Transição, os Conselheiros aprovaram por unanimidade e com emendas a nova Lei de Disseminação de Informações Falsas na Internet, principalmente através das Redes Sociais e Plataformas Digitais. 

A Sessão que teve lugar nesta quarta-feira, 20 do mês em curso, e que decorreu sob debates intensos e profundos, de artigos e secções deste diploma, permitiu aos conselheiros expor a profunda consternação pela forma como os meios de Comunicação Social de Massa, neste caso, as Redes Sociais e Plataformas Digitais têm sido usados nos últimos anos para propagar informações falsas sem quaisquer factos comprovativos, que não só afetam a vida particular de cidadãos, como também põem em causa a imagem e a soberania do Estado guineense.

Com a aprovação desta Lei, o Presidente do CNT, General dos Comandos Djassi manifestou total regozijo pela forma como os conselheiros serenamente debateram o projeto, atribuindo notas relevantes que segundo ele, contribuíram ainda mais para o enriquecimento e robustez dessa Lei. Demostra que a soberania dum país só pode ser menosprezada quando seus próprios filhos apresentam imagens débeis e falsas da sua nação ao mundo exterior.    

Conforme o Chefe do Grupo (bancada) do Alto Comando, Comodoro Agostinho Sousa Cordeiro, a aprovação desta lei é um ato da Defesa Nacional, proteger os cidadãos contra manipulações, garantir que os debates públicos se baseiam em factos e assegurar que a liberdade de expressão não seja confundida com direito de enganos. Enaltece ainda que, votar esta lei é afirmar que a verdade deve prevalecer sobre a mentira, e a democracia deve prevalecer sobre a desinformação. "Um passo decisivo para fortalecer a soberania e a credibilidade que a Guiné-Bissau precisa", justifica o conselheiro.

Com a aprovação desta Lei, o próximo passo será a retificação de Convenções de Malabo de 2014 (União Africana) aderida pela Guiné-Bissau em 2015 e de Budapeste (Nações Unidas) aderida em 2025 semultaneamente. Para o 2º Vice-presidente, Nelson Moreira, a retificação destas Convenções irá permitir a justiça do país julgar a revelia qualquer cidadão guineense fora do território nacional e solicitar a extradição do mesmo, desde já que se encontra num dos países signatários das Convenções de Malabo ou da Budapeste.  

Texto: Cap. Admir Lopes Correia

Foto: Alf. Joaquim Francisco da Costa

IM/FA 20.05.2026.