sábado, 7 de novembro de 2026

Plano de segurança de Trump para Europa pode ser "perigoso", diz Zelensky... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, advertiu que o novo plano de segurança para a Europa proposto pela administração norte-americana pode ser "perigoso", uma vez que a Rússia não demonstra vontade de pôr fim à guerra.

© Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images    Por  LUSA  07/11/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, advertiu hoje que o novo plano de segurança para a Europa proposto pela administração norte-americana pode ser "perigoso", uma vez que a Rússia não demonstra vontade de pôr fim à guerra.

Numa entrevista à CNN, Zelensky criticou a intenção de discutir uma nova arquitetura de segurança europeia com a Rússia, considerando "perigoso" avançar nesse sentido quando Moscovo não demonstra vontade de encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.

Esta abordagem "é mais perigosa para a União Europeia (UE) do que para nós", uma vez que a Ucrânia não pertence ao bloco comunitário nem à NATO, assinalou ainda Zelensky, ressalvando, contudo, que também representa uma ameaça para o seu país, porque "vivemos todos na Europa".

"Não queremos uma segunda Yalta", afirmou, numa referência à Conferência de Yalta, realizada em 1945, na qual os dirigentes das três grandes potências da época - o líder soviético Josef Estaline, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill - negociaram a configuração da Europa no pós-guerra.

"Não estamos preparados para um formato desses. Não queremos ser divididos pela Rússia. E, naturalmente, a soberania e a integridade territorial são questões fundamentais para qualquer país independente. Se queremos ser um país livre e democrático, precisamos, no mínimo, que os nossos vizinhos respeitem a nossa soberania e integridade territorial", sublinhou.

Depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um "grande e belo acordo" sobre a Ucrânia, que poderá envolver também "toda a Europa", o seu genro e enviado para as negociações entre Kiev e Moscovo, Jared Kushner, explicou, na rede social X, que está em curso "um importante debate com vários líderes europeus sobre a necessidade de estabelecer uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, que contribua para criar as condições necessárias para uma paz duradoura".

Jared Kushner explicou que os Estados Unidos estão a estudar cinco objetivos para um eventual novo pacto de segurança entre a Europa e a Rússia: consultas permanentes em matéria de segurança, canais de comunicação fiáveis em situações de crise, maior transparência militar, medidas recíprocas para reduzir os riscos de escalada e um quadro duradouro para a segurança e a estabilidade da Europa a longo prazo.

Os Estados Unidos pretendem que "qualquer acordo respeite plenamente a soberania, a integridade territorial e a capacidade de decisão independente de cada nação, de modo que cada país mantenha a autoridade sobre a sua própria segurança e as suas alianças, sem que nenhum Estado tenha direito de veto sobre as decisões soberanas de outro".

Neste contexto, a NATO continuará a ser um pilar central da defesa coletiva europeia, e a iniciativa norte-americana "assentará nas instituições e nos compromissos existentes", explicou Kushner.

A proposta retoma compromissos anteriormente assumidos pela União Soviética e, posteriormente, pela Rússia, através de documentos como a Ata Final de Helsínquia, de 1975, a Carta de Paris para uma Nova Europa, o Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais na Europa e o Documento de Viena de 1990 sobre medidas de confiança e segurança.


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Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas hoje em Kyiv devido a explosões de mísseis russos, enquanto a Ucrânia se prepara para novas conversações na próxima semana com a Rússia e os Estados Unidos.

Entretanto, Drones ucranianos atingiram durante a noite uma refinaria e uma fábrica de componentes eletrónicas para equipamentos militares na parte europeia da Rússia, informaram hoje meios locais...

MOÇAMBIQUE: Extremistas mataram pelo menos 19 pessoas em dez dias em Cabo Delgado... A organização ACLED relatou que extremistas associados ao Estado Islâmico Moçambique atacaram pelo menos sete localidades nos distritos de Mueda e Muidumbe, em Cabo Delgado, entre 21 e 31 de outubro, provocando pelo menos 19 mortos.

Por  RTP/ Lusa     7 Novembro 2026 

De acordo com a atualização de novembro da organização global de monitorização de conflitos ACLED, o ISM esteve ativo em nove distritos da província de Cabo Delgado em outubro, mantendo a capacidade de realizar operações "abrangentes" e explorando "fragilidades no comando, na inteligência e na logística militares", apesar das forças estatais terem "tido algum sucesso em perturbar a rede logística" insurgente ao longo da costa no último mês.

"Após ter recebido um resgate de 53.000 dólares [cerca de 47.600 euros] por um sequestro em Montepuez no início do mês, os seus combatentes regressaram à sua base em Macomia, sem serem perturbados pelas forças estatais. Apesar de ter desdobrado até 100 combatentes em Montepuez, o ISM foi capaz de realizar operações no final do mês nos distritos de Mueda e Muidumbe, onde visou comunidades rurais", descreve a última análise da ACLED.

Sobre os 19 assassinatos em dez dias, o balanço refere que, "com exceção de uma, todas as vítimas eram civis no exercício das suas atividades diárias", incluindo "dois compradores de castanha de caju", que foram mortos "debaixo de um cajueiro", e alguns jovens que produziam a bebida local napa para vender.

"Os comunicados nos meios de comunicação do Estado Islâmico sobre os ataques descreveram as vítimas como cristãs", aponta.

A ACLED descreve que estes assassinatos são "alarmantes" desde logo porque "os atacantes conseguiram movimentar-se sem impedimentos durante mais de dez dias em aldeias próximas da vila de Mueda".

"Mueda é o quartel-general da Força Local [paramilitares] e conta com um destacamento significativo das FADM [Forças Armadas e de Defesa de Moçambique]. A presença do ISM era do conhecimento local, mas não desencadeou uma resposta adequada por parte das forças de segurança, deixando as comunidades em risco", lê-se.

"Em segundo lugar, a descrição dos alvos como cristãos, numa zona da província historicamente dominada pela etnia Makonde, é provavelmente uma tentativa deliberada de provocar tensões comunitárias na província", aponta.

"Tais tensões ajudaram historicamente a moldar a política em Cabo Delgado, bem como o conflito atual. É provável que estes assassinatos mais recentes afetem as relações entre pessoas de origem Makonde e Mwani, em particular na vila de Mocímboa da Praia. Em agosto, o ISM visou bairros predominantemente Makonde na vila, o que levou muitos a fugirem para Mueda", descreve ainda.

Acrescenta que durante o mês de outubro as FADM e as Forças de Defesa do Ruanda (RDF) "estiveram ativas nas zonas costeiras", mas "com sucessos mistos".

"Uma patrulha da RDF confrontou-se com o ISM perto da aldeia de Cogolo, na costa de Macomia, desconhecendo-se o número de baixas. A 18 de outubro, a RDF intercetou um grupo de combatentes do ISM que comprava suprimentos na localidade próxima de Marijirane, matando pelo menos seis combatentes do ISM e um civil, segundo uma fonte local", refere.

Província rica em gás, Cabo Delgado enfrenta desde outubro de 2017 uma insurgência armada que já provocou mais de 6.600 mortos e cerca de 1,3 milhão de deslocados, segundo organizações internacionais.

UCRÂNIA: Ataques russos danificam ponte e infraestruturas energéticas em Kyiv... Ataques russos danificaram uma importante ponte rodoviária e infraestruturas energéticas em Kyiv e arredores, perturbando o abastecimento da capital, segundo o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

© Denys Glushko/Apostrophe/Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA  07/11/2026 

Ataques russos danificaram uma importante ponte rodoviária e infraestruturas energéticas em Kyiv e arredores, perturbando o abastecimento da capital, indicou hoje o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

"A situação do abastecimento energético da capital é extremamente difícil. Isto afeta o funcionamento dos sistemas de aquecimento e de abastecimento de água da cidade", declarou Klitschko na plataforma de mensagens Telegram.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou na sexta-feira ter "informações" sobre um ataque russo em preparação contra o país, visando infraestruturas civis e energéticas, bem como pontes.

"Dispomos de informações que indicam que está a ser preparado um novo ataque contra o setor energético, contra as nossas pontes sobre o rio Dnieper e contra as infraestruturas civis", afirmou Zelensky no seu discurso diário, apelando aos parceiros de Kyiv para que disponibilizem mísseis intercetores para os sistemas de defesa antiaérea Patriot.

Os recentes ataques russos causaram danos significativos no setor energético e nas infraestruturas, especialmente na capital. A Ucrânia teme um novo inverno difícil, face aos intensos bombardeamentos russos.

O anúncio surge numa altura em que está agendada uma reunião trilateral para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, entre emissários de Kyiv, Washington e Moscovo, para tentar retomar o processo de negociações, parado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro.

O último encontro deste tipo entre as delegações russa, ucraniana e norte-americana ocorreu em meados de fevereiro, em Genebra, sem resultar em qualquer avanço para a resolução do conflito — desencadeado pela invasão russa em larga escala em fevereiro de 2022.

Moscovo exige, especificamente, que o exército ucraniano se retire totalmente da região oriental de Donetsk. Kyiv recusa esta exigência, argumentando que deixaria o país vulnerável a novos ataques russos.


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Pequim confirmou, pela primeira vez, que está a discutir um encontro histórico entre o líder chinês Xi Jinping, o Presidente norte-americano Donald Trump e o Presidente russo Vladimir Putin...

Forças armadas do Irão afirmam estar “mais poderosas” do que no início da guerra... As forças armadas iranianas afirmaram hoje estar "mais poderosas" do que no início da guerra, declarando-se prontas para responder a qualquer ataque de forma imediata e "sem limites geográficos", na sequência das recentes ameaças norte-americanas.

Por  correiodamanhacanada.com  Novembro 7, 2026 

Teerão, 07 nov 2026 (Lusa) – As forças armadas iranianas afirmaram hoje estar “mais poderosas” do que no início da guerra, declarando-se prontas para responder a qualquer ataque de forma imediata e “sem limites geográficos”, na sequência das recentes ameaças norte-americanas.

Embora as negociações diplomáticas para evitar uma retoma das hostilidades se tenham intensificado recentemente, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém em aberto a possibilidade de novos bombardeamentos sobre a República Islâmica.

“As forças armadas da República Islâmica encontram-se hoje num estado de alerta mais elevado e são mais poderosas do que eram no início da guerra”, declarou o porta-voz do exército, Mohammad Akraminia, citado pela agência oficial Irna.

“Por ordem do Guia Supremo, qualquer resposta das forças armadas será imediata, eficaz e sem limites geográficos”, acrescentou.

Na noite de sexta-feira para sábado, a televisão estatal iraniana voltou a dar notícia de duas explosões na ilha de Qeshm, tendo a agência Tasnim referido, por seu lado, dois mísseis que a teriam atingido.

Sem confirmar, o exército do Irão, citado pelos meios de comunicação iranianos, indicou pouco depois ter destruído um drone militar norte-americano nesta ilha situada no estreito de Ormuz.

Qeshm já tinha sido alvo de bombardeamentos limitados na madrugada de terça-feira, pouco antes das eleições intercalares nos Estados Unidos, que se traduziram num revés contundente para Donald Trump.

“Estamos a realizar ataques de menor envergadura”, reconheceu ainda o Presidente norte-americano na sexta-feira à noite, sem especificar se se referia a novos ataques ou aos do início da semana.

O republicano reconheceu que a guerra no Médio Oriente, que fez disparar os preços da energia desde o início, no final de fevereiro, explicava em parte a vitória dos democratas, ao mesmo tempo que assegurava que era “a única solução”: “Não podemos deixar que o Irão tenha a arma nuclear”, afirmou na terça-feira à noite.

O exército norte-americano anunciou na sexta-feira que oferecia uma recompensa de 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) “e uma possível mudança de residência” a qualquer pessoa que lhe fornecesse informações sobre o programa nuclear iraniano. Teerão sempre negou querer dotar-se de armas atómicas, defendendo o direito à energia nuclear civil.

Após uma série de recentes ameaças israelo-americanas, as negociações diplomáticas para evitar o reinício das hostilidades intensificaram-se recentemente sob a mediação do Qatar.

Donald Trump conversou na sexta-feira com o emir do Qatar, enquanto o chefe da diplomacia iraniana multiplicou os contactos esta semana com os homólogos do Golfo.

O principal tema das discussões é o controlo do estreito de Ormuz, onde o Irão afirma regularmente que os navios são destruídos por minas.

O porta-voz militar reiterou hoje que as forças iranianas só desbloqueariam esta passagem estratégica para o comércio de hidrocarbonetos se os Estados Unidos aceitassem as condições impostas por Teerão.

O Irão já se mostrou disposto a reabrir Ormuz caso Washington aceite uma série de medidas, tais como um cessar-fogo em todas as frentes da região, o desbloqueio dos ativos detidos no estrangeiro, o levantamento das sanções que afetam o setor petrolífero, bem como o fim do bloqueio naval norte-americano contra os portos iranianos. Os Estados Unidos têm-se recusado a fazê-lo.

Sem clareza sobre a estratégia do Presidente norte-americano em relação à República Islâmica após a derrota eleitoral de terça-feira, o líder supremo, o aiatola Mojtaba Khamenei, advertiu desde então que o conflito no Médio Oriente se alastraria se os Estados Unidos retomassem os ataques contra a República Islâmica.

No entanto, descartou qualquer possibilidade de mudança na política norte-americana, considerando que aqueles que esperavam essa mudança “estavam profundamente enganados”

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que Israel e o Médio Oriente "não existiriam" se "não tivesse impedido" o Irão de obter uma arma nuclear – principal argumento que invoca para justificar os ataques à República Islâmica.

"Israel e, na verdade, todo o Médio Oriente NÃO EXISTIRIAM HOJE se eu não tivesse impedido o Irão de obter uma arma nuclear. Ninguém quer dizer isto, mas todos sabem que é verdade!", publicou Trump na rede Truth Social, depois de o seu vice-presidente, JD Vance ter atribuído ao conflito com a República Islâmica a copiosa derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira...

Processo nuclear em estrelas moribundas explica poeira pré-solar... Investigadores do Instituto de Física Corpuscular mediram, pela primeira vez, um processo nuclear em estrelas moribundas que explica o mistério da poeira pré-solar, segundo um estudo divulgado na sexta-feira.

© Shutterstock    Por  LUSA  07/11/2026 

Investigadores mediram, pela primeira vez, um processo nuclear em estrelas moribundas que resolve o mistério da poeira pré-solar, divulgou na sexta-feira o Instituto de Física Corpuscular (IFIC), de Espanha.

O IFIC, um centro conjunto do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e da Universidade de Valência (UV), lidera esta experiência no CERN que "lança luz" sobre a abundância do elemento molibdénio nos grãos de poeira anteriores ao Sistema Solar.

O trabalho representa um avanço para a realização de medições precisas de outros processos nucleares e para a construção de uma imagem mais clara de como as estrelas criam os elementos mais pesados do universo, segundo a instituição.

De acordo com os investigadores, durante décadas, a antiga poeira estelar "escondeu um mistério".

Também designados por grãos pré-solares, estas minúsculas partículas de poeira, mais antigas do que o Sistema Solar e preservadas em meteoritos primitivos, possuem uma composição que não podia ser explicada pelos modelos teóricos disponíveis.

O enigma foi agora parcialmente resolvido num trabalho experimental liderado por investigadores do IFIC, um centro conjunto do CSIC e da UV. O estudo foi publicado na revista 'Physical Review Letters'.

Mais especificamente, o trabalho lançou luz sobre um aspeto particular da composição destes grãos: a sua quantidade invulgar de molibdénio-94.

O excesso deste elemento não podia ser explicado pelas teorias atuais e representava uma "lacuna importante" na compreensão da formação dos elementos pesados no universo.

Estes elementos são criados no interior das estrelas através de reações nucleares e, após a morte da estrela, são dispersos pelo cosmos, tornando-se os ingredientes de novas gerações de estrelas, planetas e tudo o que neles existe, incluindo os humanos.

Para compreender esta discrepância, a equipa do IFIC examinou, em laboratório, o comportamento de um isótopo radioativo do elemento químico nióbio: o nióbio-94.

"Este isótopo é de grande relevância para compreender a abundância de molibdénio", explicou César Domingo, investigador do CSIC no IFIC e um dos autores do trabalho.

"Nas estrelas moribundas, onde ocorrem condições físicas extremas, o nióbio-94 pode sofrer várias reações nucleares que o transformam noutros elementos. Uma dessas reações transforma-o, precisamente, em molibdénio-94", observou.

O nióbio-94 atua como ponto de bifurcação nas reações nucleares estelares.

Nele, competem dois processos, a captura de neutrões e o decaimento beta.

A quantidade final de molibdénio-94 produzida depende de qual destes dois processos predomina.

Até agora, a probabilidade de o nióbio-94 capturar um neutrão nunca tinha sido medida experimentalmente.

E é precisamente isso que a equipa do IFIC acaba de realizar na experiência n_TOF do CERN, o laboratório europeu de física de partículas em Genebra (Suíça), lançando luz sobre a formação do molibdénio nas estrelas e explicando, assim, a sua abundância.

"A medição mostrou-se próxima de algumas das estimativas teóricas anteriores. De facto, ao incorporar este novo resultado nos modelos estelares mais avançados, estes apresentam muito menos incerteza e conseguem reproduzir com sucesso as abundâncias de molibdénio-94 observadas na poeira estelar antiga, o que marca um marco no enigma do molibdénio", explicou Javier Balibrea Correa, investigador do IFIC e primeiro autor do trabalho, no qual também participa Jorge Lerendegui Marco.

Embora o resultado da experiência represente um "grande passo" na resolução do 'puzzle' da poeira estelar, falta ainda compreender outra peça importante.

Os investigadores apenas dispõem de estimativas teóricas para os outros processos nucleares a que o nióbio-94 pode ser sujeito.


ESTADOS UNIDOS: Líder democrata promete "combater" o novo chefe de gabinete de Trump... O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, comprometeu-se a combater passo a passo o novo chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, que descreve como o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas da administração Trump.

© Valerie Plesch/Bloomberg via Getty Images  Por  LUSA  07/11/2026 

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, comprometeu-se hoje a "combater passo a passo" o novo chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, que descreve como "o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas" da administração Trump.

"Donald Trump não aprendeu nada com a sua derrota histórica", destacou Chuck Schumer nas redes sociais, poucos dias depois da derrota dos republicanos nas eleições intercalares, acrescentando que o Presidente norte-americano "não podia ter feito pior escolha" do que Stephen Miller, atual conselheiro do bilionário republicano e defensor de uma linha dura contra a imigração.

Os democratas manifestaram a sua indignação pela nomeação, afirmando que as eleições intercalares representaram também uma rejeição dos métodos brutais do ICE (agência de imigração), o organismo responsável pela campanha de deportações em massa defendida pela Casa Branca.

"Stephen Miller é um xenófobo perigoso e um extremista insano que tem sangue americano nas mãos", realçou Hakeem Jeffries, líder dos democratas na Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso norte-americano.

Donald Trump nomeou o seu conselheiro Stephen Miller, um aliado fiel e representante da direita radical, para o influente cargo de chefe de gabinete da Casa Branca.

A escolha sinaliza uma disposição para o confronto, em vez da moderação, após a derrota do seu partido nas eleições intercalares.

Trata-se da primeira grande reestruturação após a vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições intercalares, realizadas na terça-feira, um resultado interpretado como uma rejeição contundente dos dois primeiros anos do segundo mandato de Trump.

"O Stephen está comigo desde o início. Percebe as coisas. É um estratega político astuto", frisou o presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca.

Na sua rede social, a Truth Social, Trump detalhou que Stephen Miller, de 41 anos, vai assumir na segunda-feira o lugar da atual chefe de gabinete, Susie Wiles, de 69 anos.

Wiles passará a desempenhar outras funções na órbita do bilionário, mas fora do governo.

"Quero agradecer-lhe; ela fez um excelente trabalho", escreveu o republicano de 80 anos.

"O meu papel pode estar a mudar, mas o meu compromisso com o presidente e a sua missão nunca mudará", destacou, por sua vez, na rede social X, Susie Wiles, a primeira mulher a ocupar este cargo.

Comandou a última campanha presidencial de Donald Trump e, recentemente, tratou um cancro da mama, doença da qual anunciou, em setembro, estar curada.

Segundo fonte da Casa Branca, Susie Wiles apresentou o seu pedido de demissão na noite de quinta-feira.

O cargo de chefe de gabinete é provavelmente a posição mais estratégica do poder executivo norte-americano.

Vários representantes da direita identitária no governo Trump, bem como por vários influenciadores do movimento MAGA

A chegada ao cargo daquele que, até então, desempenhava as funções de vice-chefe de gabinete foi imediatamente celebrada por outros representantes da direita identitária no governo, bem como por vários influenciadores do movimento "MAGA" ("Make America Great Again" ou "Engrandecer de Novo a América").

"Stephen Miller é um patriota formidável que fará grandes coisas", escreveu o vice-presidente JD Vance no X.

Também o líder do Pentágono, Pete Hegseth, cuja posição é considerada bastante precária devido à impopular guerra no Irão, realçou que Stephen Miller "nunca recua".


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O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido esta sexta-feira, em Assunção, após ter sido destituído pelo Senado por má execução de funções. O ex-governante é acusado de abuso de confiança e corrupção num escândalo financeiro ligado ao Ueno Bank que afeta metade da população...