segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

FÓRUM DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PRIVADOS CONGRATULA-SE COM A ABERTURA DO DIÁLOGO PARA RESOLVER IMPASSE COM O GOVERNO SOBRE O PAGAMENTO DE ALVARÁ

Por RSM 05.01.2026

O Fórum dos Órgãos de Comunicação Social Privados da Guiné-Bissau (FOCSP-GB) congratulou-se com a abertura demonstrada pelo ministro da Comunicação Social para o diálogo com os órgãos de comunicação social, no âmbito do impasse gerado pela exigência do pagamento de alvarás, admitindo-se a possibilidade de soluções negociadas, incluindo o pagamento faseado.

A posição foi expressa pelo secretário-executivo do FOCSP-GB, Casimiro Jorge Cajucam, à imprensa, no final de um encontro com o ministro da Comunicação Social, Abdrumane Turé, solicitado na sequência da notificação governamental enviada, na sexta-feira, a alguns órgãos de comunicação social, exigindo o pagamento do alvará até às 12 horas do dia 5 de janeiro de 2025.

A notificação foi inicialmente encarada por algumas organizações e pelos próprios órgãos visados como um possível pretexto para o encerramento de rádios e outros meios privados. No entanto, o ministro da Comunicação Social rejeitou essa interpretação, esclarecendo que a medida visa exclusivamente a cobrança de dívidas e a retirada dos órgãos da situação de ilegalidade, não tendo como objetivo perseguir nem encerrar órgãos de comunicação social.

Apesar disso, o governante advertiu que o incumprimento do pagamento poderá levar ao encerramento do órgão faltoso, uma situação que, segundo afirmou, não deseja que venha a ocorrer. Para evitar esse cenário, o ministro abriu a possibilidade de o pagamento do alvará ser efetuado de forma parcelada, mediante a apresentação de propostas concretas por parte de cada órgão.

Durante o encontro, o Fórum solicitou ainda ao ministro um prazo adicional de uma semana para permitir a realização de consultas e trabalhos internos junto dos seus membros, pedido que foi aceite. As partes deverão voltar a encontrar-se na próxima segunda-feira, data em que o Fórum deverá apresentar a sua contraproposta.

Casimiro Cajucam sublinhou que a situação económica dos órgãos de comunicação social no país é extremamente frágil, com muitas empresas de media a enfrentarem sérias dificuldades financeiras para cumprir as exigências impostas pelo Governo, razão pela qual defendeu a mobilização de parceiros nacionais e internacionais para apoiar o setor neste momento crítico.

O Governo de transição determinou que os órgãos de comunicação social privados paguem cinco milhões de francos CFA para a obtenção dos respetivos alvarás, enquanto as rádios comunitárias devem pagar dois milhões de francos CFA. De acordo com o despacho governamental, o não cumprimento desta medida poderá resultar no encerramento dos órgãos visados, uma decisão que tem gerado forte preocupação no seio do setor da comunicação social.

Recorde-se que, em 2024, o então Governo liderado por Rui Duarte Barros já havia imposto o pagamento de valores elevados para a emissão de alvarás aos órgãos de comunicação social, justificando a decisão com a necessidade de regular o setor, reforçar as receitas do Tesouro Público e garantir o funcionamento das estruturas do Ministério da Comunicação Social.

Cidadãos da Guiné-Bissau passam a pagar caução para pedir visto aos EUA... O Governo norte-americano acrescentou sete países, nomeadamente a Guiné-Bissau, à lista dos que precisam de pagar uma caução de 13.700 euros para se candidatarem a um visto de entrada nos Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 

O Departamento de Estado norte-americano acrescentou, na semana passada, o Botsuana, o Butão, a Guiné-Bissau, a Guiné-Conacri, a Namíbia, a República Centro-Africana e o Turquemenistão à lista de países que têm de pagar uma caução de 15.000 dólares (cerca de 13.700 euros) para se candidatarem a um visto de entrada no país, noticiou hoje a agência norte-americana Associated Press (AP), que cita como fonte o 'site' travel.state.gov.

Esta medida, que entrou em vigor a 01 de janeiro, está agora aplicada a 13 nações, na sua larga maioria africanas.

Estas sete nações citadas juntaram-se à Gâmbia, Maláui, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia e Zâmbia, que já tinham sido incluídos na lista entre agosto e outubro do ano passado.

Esta é a mais recente iniciativa da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para apertar os requisitos de entrada nos EUA, que incluem a obrigatoriedade de cidadãos de todos os países sujeitos a visto comparecerem a entrevistas presenciais.

As autoridades norte-americanas defendem a exigência das cauções - que podem variar entre 5.000 e 15.000 dólares (cerca de 4.550 euros a 13.700 euros) - sustentando que são eficazes para garantir que cidadãos dos países visados não permaneçam nos EUA para além do prazo do visto.

O pagamento da caução não garante a concessão do visto, mas o montante será reembolsado caso o visto seja recusado ou quando o titular do visto demonstre que cumpriu os respetivos termos.

Por outro lado, a administração Trump tem aumentado também a lista de países sujeitos a proibição total ou parcial de viagens, sendo que nesta última categoria se encontra Angola.

Trump ordenou a proibição total de entrada nos EUA para cidadãos do Afeganistão, Burkina Faso, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Iémen, Irão, Laos, Líbia, Mali, Myanmar, Níger, República Popular do Congo, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul.

Por outro lado, impôs ainda restrições parciais a cidadãos de outros 15 países: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Burundi, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Togo, Tonga, Venezuela, Zâmbia e Zimbabué.

"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado"... O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou-se hoje inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova Iorque, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.

Por LUSA 

"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado", afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi presente, pela primeira vez, a um juiz de Nova Iorque e dois dias depois de ter sido detido em Caracas no âmbito de uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.

Barry Pollack, advogado do Presidente venezuelano, esclareceu perante o juiz que "por enquanto não pedirá fiança" para Maduro, embora não tenha descartado fazê-lo mais tarde.

Um Nicolás Maduro desafiador autoproclamou-se "Presidente do seu país" ao protestar contra a sua captura e ao declarar-se inocente das acusações federais de tráfico de droga que o Governo do Presidente Donald Trump usou para justificar a sua retirada à força do país.

"Fui capturado", disse Maduro em espanhol, traduzido por um repórter presente no tribunal, antes de ser interrompido pelo juiz.

A comparência em tribunal dá início ao processo mais importante do Governo norte-americano em décadas contra um chefe de Estado estrangeiro.

O caso criminal em Manhattan desenrola-se tendo como pano de fundo diplomático uma audaciosa mudança de regime orquestrada pelos EUA, que Trump argumentou permitir ao seu Governo controlar o país sul-americano.

Maduro, envergando um uniforme azul de recluso, foi conduzido ao tribunal juntamente com a sua mulher, Cilia Flores, também arguida, pouco antes do meio-dia para o breve, mas necessário, procedimento legal.

Ambos colocaram auscultadores para ouvir o processo em inglês enquanto era traduzido para espanhol.


Leia Também: Caracas denuncia "violação" de Carta da ONU e exige libertação de Maduro

O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas denunciou hoje a "violação flagrante" pelo Governo norte-americano da Carta da ONU e do Direito Internacional, exigindo o respeito da imunidade e a libertação de Nicolás Maduro.


Maduro já está no tribunal em Nova Iorque. As imagens da transferência... Nicolás Maduro vai ser hoje presente a tribunal para responder à acusação de narcoterrorismo. Nas últimas fotografias tiradas ao agora ex-presidente da Venezuela este foi visto a sorrir a caminho da audiência.

Por noticiasaominuto.com 

Nicolás Maduro já foi transferido do centro de detenção para o tribunal de Nova Iorque, onde está agendada uma audiência, às 17h00 de Lisboa. O presidente venezuelano vai responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo de Trump para justificar a sua captura e extradição para os Estados Unidos.

Maduro e Cilia Flores, a sua mulher, foram levados de helicóptero para o tribunal em Manhattan.

A Reuters captou o momento, sendo estas as imagens mais recentes de Maduro, depois de ter sido capturado (pode vê-las na galeria).

Nas fotografias é possível ver o momento em que Maduro chega a um heliporto, em Nova Iorque. Depois disso, foi escoltado até uma carrinha.

A chegada ao tribunal fez num veículo blindado, refere a CNN internacional. O veículo foi filmado a entrar em marcha-atrás num edifício ladeado por agentes da DEA (Administração de Controlo de Drogas, na sigla em português).

O ex-líder venezuelano e a mulher vão ser ouvidos pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, 

Maduro passou a noite num centro de detenção em Nova Iorque depois de ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, conforme relataram autoridades dos Estados Unidos. 

Prisão é descrita como um inferno

A prisão de Brooklyn onde o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, é descrita como "o inferno na terra" por muitos dos detidos e condenados que por lá passaram. O estabelecimento prisional, aliás, tem tantos problemas (de segurança e saúde) que certos juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.

Aberto no início dos anos 90, o Centro de Detenção Metropolitano (conhecido pela sigla MDC, em inglês), alberga, neste momento, 1.300 prisioneiros - uma descida considerável dos 1.580 que tinha em janeiro de 2024.

A prisão, localizada perto de um centro comercial numa zona industrial e perto da linha costeira, tem sido frequentemente descrita como "inferno na terra" e uma "tragédia em curso"

A captura de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.

A vice-presidente, Delcy Rodriguez, assumiu a Presidência interina do país.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


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Nicolás Maduro, o presidente deposto da Venezuela, está detido numa prisão de Brooklyn descrita como um "inferno na terra" e uma "tragédia em curso". A prisão tem tantos problemas que alguns juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.


Hospital Nacional Simão Mendes: TÉCNICOS ESTAGIÁRIOS SOB AMEAÇA DE SUSPENSÃO

Por  RSM 5/01/2026

Os técnicos de saúde estagiários afetos ao Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) afirmam estar sob ameaça de suspensão das suas funções, na sequência de um despacho do Ministério da Saúde.

A informação foi avançada à Rádio Sol Mansi por Singhaté Dam Cabi, porta-voz do grupo de estagiários, que denunciou o clima de incerteza e preocupação vivido pelos jovens profissionais no maior centro hospitalar do país.

Segundo Dam Cabi, a decisão de suspender os estagiários terá partido do próprio Ministério da Saúde, sem que, até ao momento, tenha sido comunicado qualquer motivo concreto aos visados.

Questionado sobre as razões da eventual suspensão, o porta-voz explicou que o grupo ainda não recebeu qualquer notificação oficial que esclareça as causas da medida.

A Rádio Sol Mansi tentou ouvir a direção do Hospital Nacional Simão Mendes para obter esclarecimentos, mas sem sucesso. A responsável pelos Recursos Humanos informou que o diretor da instituição se deslocou ao Ministério da Saúde precisamente para tratar deste assunto.

Entretanto, o porta-voz dos estagiários apelou aos colegas para se manterem em casa caso a decisão venha a ser oficialmente confirmada.

“Pedimos a todos os técnicos estagiários que aguardem em casa até que haja esclarecimentos oficiais”, reforçou Singhaté Dam Cabi.

Fontes contactadas pela Rádio Sol Mansi indicaram que a medida poderá estar relacionada com um processo de controlo dos efetivos e dos contratados que não se encontram a exercer funções de forma regular.

A possível suspensão dos estagiários está a gerar preocupações quanto ao funcionamento normal dos serviços hospitalares, bem como ao futuro profissional de dezenas de jovens técnicos que têm desempenhado um papel importante no apoio às unidades de saúde do país.

Dinamarca avisa que ataque dos EUA a país da NATO seria "fim de tudo"... A primeira-ministra dinamarquesa alertou hoje que um ataque norte-americano a um país da NATO seria "o fim de tudo", comentando a reafirmação do Presidente dos EUA, Donald Trump, da intenção de anexar a Gronelândia.

Por  LUSA  05/01/2026

"Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial", disse Mette Frederiksen à estação televisiva TV2, classificando a situação como grave.

A chefe do Governo dinamarquês afirmou estar a fazer "tudo o que for possível" para impedir uma escalada, rejeitando as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhando que a Dinamarca alocou cerca de 90 mil milhões de coroas (1,2 mil milhões de euros) à segurança na região até 2025.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, reagiu no domingo com um "já chega!", reiterando que o território (tutelado pela Dinamarca) não está à venda e pretende decidir o seu próprio futuro.

Questionado pela revista The Atlantic sobre as implicações para a Gronelândia do ataque militar norte-americano à Venezuela de sábado passado, Trump afirmou que caberia aos aliados avaliar a situação, reiterando depois que os Estados Unidos "precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional".

A representante da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, Aaja Chemnitz, considerou "essencial estar preparado para todos os cenários", incluindo ameaças externas ou sabotagens a infraestruturas estratégicas.

Hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China instou Washington a deixar de usar a "ameaça chinesa" como pretexto para ganhos estratégicos, após Trump ter denunciado alegada presença de navios russos e chineses junto à costa da Gronelândia.

Os líderes europeus manifestaram apoio à Dinamarca e à Gronelândia, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a solidarizar-se com Copenhaga, enquanto a Comissão Europeia apelou ao respeito pelos princípios da soberania e da integridade territorial.

A tensão intensificou-se após a nomeação, no final de dezembro, de um enviado especial norte-americano para a Gronelândia e depois de uma publicação nas redes sociais associada à Casa Branca sugerir uma futura anexação.

Segundo uma sondagem divulgada em janeiro de 2025, 85% dos gronelandeses opõem-se à anexação aos Estados Unidos, contra apenas 6% favoráveis.


Leia Também: Anexação da Gronelândia? "Estamos a falar de um cenário 'horribilis'"

O especialista e consultor da NATO Manuel Poêjo Torres defendeu hoje que a eventual anexação da Gronelândia, controlada pela Dinamarca, pelos Estados Unidos deixará a organização paralisada, já que os dois Estados são membros da Aliança Atlântica.


Transportadores aplaudem fim das cobranças ilegais... O vice-presidente da Associação dos Transportadores reagiu com entusiasmo às novas medidas do Governo, considerando-as um passo decisivo para acabar com a corrupção e o caos no setor. Em destaque, a ordem clara dada pelo Executivo: nenhum transportador deve pagar qualquer valor nas mãos de indivíduos, reforçando que os únicos pagamentos válidos são os feitos diretamente no Tesouro Público.

Governo Declara Tolerância Zero no Setor dos Transportes: Fim dos "Documentos Livres" e Reforço de Fiscalização

O Governo, liderado pelo Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té, anunciou medidas rigorosas para pôr fim à desordem no setor dos transportes públicos. Durante uma reunião com operadores, reguladores e forças de segurança, foi decretado o fim definitivo dos chamados “todos os documentos” e imposta a obrigatoriedade de circulação apenas com viaturas legalizadas e seguradas.

O Ministro do Comércio e Indústria visitou hoje a Direção-Geral da Indústria, no quadro da implementação do Programa de Emergência para o setor industrial. Durante o encontro com os técnicos da Indústria, Jaimantino Có apresentou os objetivos definidos pelo Governo, com vista à revitalização do setor industrial, que enfrenta atualmente condições difíceis, reafirmando o compromisso do Executivo em relançar a produção nacional e fortalecer a economia do país.

Governo reforça legalidade e segurança rodoviária no sector dos transportes públicos

Bissau – O Governo, sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, realizou uma reunião alargada dedicada à situação dos transportes públicos, envolvendo instituições públicas, forças de segurança, entidades reguladoras, seguradoras, operadores privados e associações profissionais do sector.

No encontro, o Chefe do Governo sublinhou que a mobilidade nacional deve assentar no respeito rigoroso pela lei, na segurança rodoviária e na protecção da vida humana. Ilídio Vieira Té afirmou que o Estado não pode tolerar práticas que fragilizam a autoridade pública, nomeadamente a emissão ilegal de documentos e a circulação de viaturas sem os requisitos legais exigidos.

O Governo reiterou o fim definitivo dos chamados “todos os documentos” e determinou a obrigatoriedade de todas as viaturas circularem devidamente documentadas e seguradas. Foi igualmente anunciado o reforço das acções de fiscalização, que passarão a ser realizadas de forma periódica e também de surpresa.

O Primeiro-Ministro determinou ainda que nenhuma viatura importada poderá sair dos parques das Alfândegas sem o cumprimento integral das normas legais em vigor, tendo ordenado às Direcções-Gerais competentes o cumprimento rigoroso desta orientação. Face a fortes indícios de irregularidades, foi também anunciada a abertura de investigações às escolas de condução e à Direcção-Geral de Viação.

No plano operacional, o Executivo decidiu proibir as operações de carga e descarga de grandes camiões durante o período diurno, passando estas a ocorrer exclusivamente à noite, com o objectivo de reduzir congestionamentos e riscos na circulação rodoviária.

As preocupações apresentadas pelos sindicatos e operadores do sector foram escutadas, tendo o Governo reafirmado a sua disponibilidade para o diálogo, desde que este decorra no respeito pela legalidade. Foi ainda destacada a necessidade de reforçar a coordenação institucional, promover campanhas de sensibilização e melhorar o comportamento e a formação dos condutores de transporte público.

O Governo assegurou que as medidas adoptadas não têm como objectivo o aumento de receitas, mas sim a garantia da ordem pública, da segurança rodoviária e da defesa do interesse nacional, reiterando o compromisso de continuar a reformar o sector dos transportes públicos com responsabilidade, firmeza e sentido de Estado.

COMUNICAÇÃO DE DESVINCULAÇÃO DE MILITÂNCIA – MADEM-G15... O Deputado Nhina Mendes Pereira, até então Coordenador Regional do MADEM-G15 na Região de Cacheu, decidiu desvincular-se do partido, juntamente com toda a estrutura regional do MADEM na Região de Cacheu.

Esta decisão marca o fim da sua militância política no MADEM-G15 e representa uma tomada de posição coletiva, assumida de forma consciente e responsável.



"Não acredito". Trump defende que Kyiv não atacou residência de Putin... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que a Ucrânia tenha realizado um ataque contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin. A afirmação vem após a divulgação de um relatório da CIA que não encontrou provas do suposto ataque.

Por noticiasaominuto.com 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo, que não acredita que a Ucrânia tenha levado a cabo o ataque contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin.

Em declarações aos jornalistas a bordo do seu Air Force One, o chefe de Estado considerou que "aconteceu algo lá perto", mas que as autoridades norte-americanas não encontraram provas de que a casa tinha sido o alvo.

"Eu não acredito que o ataque tenha acontecido", disse taxativamente.

A afirmação de Trump vem dias depois de ser conhecido o relatório da CIA ao incidente, onde fica registado que não foram encontradas provas do alegado ataque. Os serviços de informação de Washington concluíram que Kyiv tinha como alvo um objetivo militar na região de Novgorod (onde se encontra a residência de Putin) e não a casa do líder russo.

Rússia diz que ataque aconteceu a 29 de dezembro. Trump "muito zangado"

O alegado ataque, segundo Moscovo, aconteceu no passado dia 29 de dezembro durante a noite, pouco depois de Volodymyr Zelensky se ter reunido com Donald Trump na Flórida para discutir o plano de paz para a Ucrânia.

"Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista e, para isso, utilizou 91 drones de longo alcance contra a residência presidencial russa na região de Novgorod", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.

Na mesma declaração, o governante disse também que a "posição de negociação da Rússia será revista à luz da tentativa de Kyiv de atacar a residência presidencial russa" e alertou ainda que as "ações imprudentes" da Ucrânia "não vão ficar sem resposta".

A Ucrânia reagiu rapidamente às acusações, defendendo desde a primeira hora que não tinha atacado a residência do presidente da Rússia, e acusando Moscovo de "inventar" o incidente para justificar futuros ataques e prejudicar as negociações de paz.

"Esta suposta história do 'ataque à residência' é uma completa invenção destinada a justificar ataques adicionais contra a Ucrânia, incluindo Kyiv - assim como a própria recusa da Rússia em tomar as medidas necessárias para pôr fim à guerra. Típicas mentiras russas", afirmou Zelensky na rede social X.

do lado norte-americano, Donald Trump, numa reação inicial, tinha dito estar "muito zangado" com o ataque: "Não gostei. Não é bom. Ouvi falar disso esta manhã. O presidente Putin contou-me. Ele disse que o atacaram, não é bom".

E acrescentou: "Uma coisa é ser ofensivo porque eles [os russos] são ofensivos. Outra coisa é atacar a casa dele. Não é o momento certo para isso. Fiquei muito zangado".

CEDEAO evita condenar ataque dos Estados Unidos à Venezuela... A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu hoje o direito dos Estados de combater o crime internacional e evitou condenar diretamente o ataque norte-americano à Venezuela.

Por LUSA 

Em comunicado, a organização apelou ao respeito pela soberania e integridade territorial da Venezuela, tal como consagrado no direito internacional, especialmente na Carta das Nações Unidas.

O bloco regional africano constituído por 12 membros disse ainda que apoia integralmente a declaração da União Africana (UA) que apelou à moderação e ao diálogo inclusivo com o povo venezuelano. 

A União Africana evitou também condenar diretamente a agressão dos Estados Unidos, embora tenha apelado ao respeito pela ordem internacional e afirmado que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos através do diálogo.

Por outro lado, outros países africanos reagiram ao ataque de Washington, como a África do Sul, que declarou que as ações minaram o princípio da igualdade entre as nações.

Para o Governo do Gana o ataque norte-americano evocou a era colonial e imperialista e estabelece "um precedente perigoso" para a ordem mundial.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, afirmou através das redes que recebeu mensagens de apoio de Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.

No sábado, as forças militares norte-americanas realizaram com êxito um ataque contra a Venezuela, capturando o Presidente do país, Nicolás Maduro, e a mulher, a congressista Cilia Flores.

Maduro e Flores foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, Estados Unidos, e devem comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde vão enfrentar várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.



O tipo de dieta que pode aumentar risco de cancro do fígado... Segundo um novo estudo, existe uma dieta que pode estar a aumentar o risco de cancro do fígado. O problema pode estar no consumo em excesso de gordura e menos carboidratos.

Por noticiasaominuto.com 

De acordo com um estudo publicado na revista Cell existe um tipo de dieta que pode aumentar o risco de cancro do fígado. Em causa poderá estar o consumo de gordura em excesso e a falta de alguns carboidratos. A doença pode acabar por aparecer ao longo de 20 anos.

Em causa, segundo a investigação, está a dieta cetogénica. Algumas pessoas afirmam que pode ajudar na perda de peso sem a sensação de fome. Contudo, os cientistas descobriram que este tipo de regime rico em gordura pode acabar por alterar as células do fígado e aumentar o risco de cancro.

O estudo aponta que quando o fígado é exposto a uma dieta rica em gordura, as células passam para um estado mais primitivo. É uma mudança que pode acabar tornar as células mais vulneráveis.

“Se as células forem forçadas a lidar repetidamente com um fator de stress, como uma dieta rica em gordura, farão coisas que as ajudam a sobreviver, mas com o risco de maior", explicou o professor Alex Shalek, aqui citado pelo Daily Mail.

Cancro do fígado pode aumentar com esta dieta

A dieta cetogénica envolve o evitar por completo a ingestão de carboidratos para que o organismo queime a gordura armazenada no corpo de forma a obter energia e ajudar à perda de peso.

Segundo os resultados obtidos, dietas que sejam ricas em gordura estão associadas à esteatose hepática, com o excesso de gordura no fígado que pode levar à inflamação.

"Isto realmente parece uma troca, priorizando o que é bom para a célula individual sobreviver em um ambiente de stress, em detrimento do que o tecido coletivo deveria estar a fazer", continua Constantine Tzouanas.

Pela saúde do seu fígado, veja o que deve ter sempre em casa

Ao agregador de blogues HuffPost, a especialista em nutrição Ana Luzón revela alguns dos alimentos em que deve apostar para evitar inflamações e doenças graves no fígado.

Em primeiro lugar, explica que vegetais como brócolos, couve-flor e couves de Bruxelas são perfeitos. "Promovem a desintoxicação e reduzem o stress oxidativo."

Por outro lado, o alho e a cebola também são perfeitos. "Estimulam as enzimas hepáticas que são responsáveis por eliminar as toxinas." Aposte também em frutas cítricas e ainda em cozinhar com azeite.

Alimentos ricos em ómega-3 são outros nos que deve apostar. É o caso do salmão, da cavala, sardinha ou dos frutos secos. Tenha ainda em casa aveia e grãos integrais.

O chá verde é mais um dos alimentos que vão fazer a diferença. "Ajuda a reduzir a gordura acumulada." Frutos vermelhos, como mirtilos e amoras, deixam também o fígado protegido.

Por fim, explica que não se deve esquecer das leguminosas, da curcuma e do gengibre.

Taiwan com média diária de 2,6 milhões de ciberataques da China em 2025... Taiwan sofreu, em média, 2,63 milhões de ciberataques diários China continental, em 2025, um aumento de 6% em termos anuais, segundo um relatório da Agência Nacional de Segurança da ilha (NSB), que responsabiliza o "exército cibernético" chinês.

Por LUSA 

Divulgado no domingo, o relatório acusa as forças de ciberespionagem chinesas de conduzirem ataques à "infraestrutura crítica" taiwanesa através de "táticas diversas e em constante evolução".

No total, Taiwan registou mais de 960 milhões de ciberataques ao longo de 2025 -- mais do dobro face a 2023 --, com particular incidência nos setores da energia e dos serviços de emergência e saúde, que registaram aumentos de 1.000% e 54%, respetivamente.

Entre as quatro principais táticas identificadas estão a exploração de vulnerabilidades em 'software' e 'hardware', ataques de negação de serviço (DDoS), "engenharia social" e ataques à cadeia de fornecimento.

"Os ataques que exploram vulnerabilidades em sistemas representaram mais de metade das operações de pirataria da China, demonstrando um esforço crescente para utilizar estas falhas como arma", lê-se no documento.

A NSB indica ainda que muitos destes ataques ocorreram em paralelo com ações de coerção política e militar, incluindo patrulhas militares chinesas em torno de Taiwan, mostrando "correlação direta" entre atividades cibernéticas e exercícios de combate.

"A China intensificou as operações de pirataria durante cerimónias oficiais em Taiwan, declarações governamentais importantes ou visitas ao estrangeiro de altos responsáveis", acrescenta o relatório, apontando maio -- mês do primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente William Lai -- como ponto alto da atividade cibernética.

Taiwan tem denunciado, nos últimos anos, o aumento de táticas na chamada "zona cinzenta" por parte de Pequim, incluindo o envio de balões de vigilância além da linha média do Estreito, disseminação de desinformação e ataques a dados sensíveis, visando pressionar o Governo e semear medo na população.

Pequim considera Taiwan uma "província rebelde" e parte inalienável do seu território, não descartando o uso da força para a reunificação. Taipé rejeita esta posição, afirmando que apenas os seus 23 milhões de habitantes podem decidir o futuro político da ilha.


Leia Também: Taiwan diz estar a acompanhar com "muita atenção" a situação na Venezuela

Taiwan afirmou hoje estar a acompanhar "com muita atenção" a situação política, económica e social na Venezuela, após a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, no sábado.


Preço do petróleo bruto cai após intervenção dos EUA na Venezuela... Descida surge após o Trump ter exigido 'acesso total' aos recursos naturais da Venezuela e a OPEP+ ter confirmado a manutenção dos níveis de produção. O Secretário de Estado dos EUA não esconde interesse no petróleo bruto, defendendo que as "refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para o efeito".

Por sicnoticias.pt

Os preços do petróleo caíram esta segunda-feira, após o Presidente dos EUA ter exigido "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela, e de a OPEP+ confirmar a manutenção dos níveis de produção até abril.

O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, descia 0,6% às 06:00 (hora de Lisboa, para cerca de 60,4 dólares (51,67 euros) por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos EUA, descia 0,5% antes da abertura formal do mercado, para cerca de 57 dólares (48,76 euros) por barril.

Os preços do petróleo tinham subido no início da sessão, mas caíram nas horas seguintes.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu, no domingo, à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela.

"O que precisamos [de Delcy Rodríguez] é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitirão reconstruir o país", sublinhou.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses da Administração Trump é refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, nas refinarias dos EUA.

"As nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este petróleo bruto pesado. De facto, tem havido escassez de petróleo bruto pesado em todo o mundo, por isso penso que haveria uma enorme procura e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de o fazer", disse Rubio à televisão norte-americana ABC News.

Horas antes, a OPEP+, que agrupa os membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outras potências petrolíferas como a Rússia, tinha confirmado a decisão de manter estável a oferta de petróleo bruto pelo menos até abril, sem reagir à captura do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, pelos EUA.

A decisão foi tomada numa breve teleconferência no domingo pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.

Estes oito países implementaram cortes voluntários na produção em 2023 para sustentar os preços. No entanto, em abril de 2025, começaram a inverter gradualmente essas reduções com aumentos mensais, numa mudança estratégica para recuperar a quota de mercado.

O aumento total entre abril e dezembro ascendeu a 2,9 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 2,8% da produção mundial.


Foi no arranque do ano, este sábado, que o mundo acordou com a notícia de que os Estados Unidos tinham lançado um "ataque em grande escala" contra Caracas e capturado o presidente Nicolás Maduro. Dois dias volvidos e a pergunta que fica é: terão os EUA consequências? Especialistas em direito internacional acreditam que serão residuais.


Trump diz que "muitos cubanos" morreram na operação contra Maduro... O presidente dos Estados Unidos afirmou no domingo que um grande número de membros da equipa de segurança cubana de Nicolás Maduro foram mortos durante a captura do líder venezuelano.

Por LUSA 

Donald Trump lamentou as mortes e revelou que as forças de segurança que protegiam Maduro sofreram pesadas baixas durante a operação norte-americana.

"Muitos cubanos morreram ontem [sábado] a proteger Maduro", disse Trump, a caminho da Casa Branca. A segurança de Maduro era composta por um grande número de agentes cubanos.

Havana confirmou no domingo que 32 cubanos, incluindo militares, foram mortos no ataque.

Fontes venezuelanas citadas pelo jornal norte-americano New York Times revelaram que 80 pessoas morreram na operação na Venezuela, enquanto as autoridades de Washington indicaram que meia dúzia de soldados norte-americanos ficaram feridos, embora Trump não tenha confirmado estes números.

As autoridades venezuelanas não confirmaram quantas pessoas foram mortas ou feridas durante os ataques, mas o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que "uma grande parte" da equipa de segurança de Maduro foi morta "a sangue frio" e que estavam a reunir informações sobre as vítimas.

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, também denunciou a morte de civis e militares perante a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

"O direito internacional humanitário foi violado ao realizar ataques que causaram a morte de pessoas que não participaram das hostilidades, violando os princípios de distinção, proporcionalidade e necessidade militar", disse o responsável.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.

A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina do país.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


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