segunda-feira, 29 de junho de 2026
Coletivo de Técnicos de Saúde do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) está em conferência de imprensa, para exigir ao Governo e ao Ministério da Saúde Pública a efetivação dos profissionais, o pagamento dos subsídios e a regularização das remunerações.
Rússia abateu mais de 200 drones e ucranianos mais de 80... As autoridades russas reivindicaram hoje ter abatido mais de 200 drones lançados pelo Exército ucraniano no país e as Forças Armadas da Ucrânia declararam ter intercetado mais de 80 drones da Rússia no seu território.
© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images Por LUSA 29/06/2026
O Ministério da Defesa russo afirmou, num comunicado publicado nas redes sociais, que abateu 209 drones ucranianos sobre vários locais do país nas últimas horas, incluindo a região de Moscovo, assim como sobre as águas do mar de Azov, do mar Negro e da península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
A Força Aérea ucraniana acusou as tropas russas de lançarem 108 drones contra o país, sublinhando que 82 destes foram abatidos e houve impactos em onze locais no território ucraniano.
"O ataque continua e existem inúmeros drones no espaço aéreo", sublinharam os militares ucranianos, aconselhando a população a "seguir as diretrizes de segurança".
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
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O Governo sírio acusou hoje o exército israelita de ter bombardeado duas cidades no sudoeste da Síria, deslocando os habitantes de uma aldeia, e pediu à comunidade internacional que tome medidas para pôr fim às agressões israelitas.
CPLP/30 ANOS: Acordo de mobilidade foi comprometido pelos próprios Estados-membros... Analistas entrevistados pela Lusa no âmbito dos 30 anos da CPLP reconheceram que o acordo de mobilidade da organização foi comprometido pelos próprios Estados-membros, particularmente por Portugal, apesar de estar em vigor.
© Lusa 29/06/2026
Em 17 de julho de 2021, no 25.º aniversário da organização, durante a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Luanda, Angola, foi adotado o "Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]".
No entanto, em Portugal, a lei de estrangeiros, aprovada em julho do ano passado, alterou a entrada no país de cidadãos lusófonos, que passam a ter de pedir na origem um visto de trabalho ou de residência para obterem autorização de residência.
O analista português Fernando Jorge Cardoso classifica o acordo de mobilidade da CPLP como a maior realização conseguida dentro da comunidade.
Questionado sobre o recuo de Portugal nesse tema, explicou que essa questão se deveu a uma mudança no partido que governa - o Partido Socialista liderado por António Costa, que governou até 2024, foi um dos grandes defensores do acordo - e pelo facto de essa estar a ser uma corrente política que paira no contexto internacional.
"Portugal está limitado não só pela sua política interna, como pelas regras do espaço Schengen", explicou.
No entanto, frisou, Portugal não eliminou o acordo.
O politólogo angolano Almeida Henriques considerou que Portugal "precisa de ser mais visionário" em matéria de mobilidade e que as restrições "não ajudam e desmotivam os cidadãos da comunidade".
Já o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, Liberato Moniz, lamentou que a livre circulação praticamente não tenha sido aplicada no bloco lusófono e que seja sim usada quando há necessidade de mão-de-obra, particularizando o caso português.
Para Redy Lima, analista cabo-verdiano, o problema é mais estrutural.
"A facilitação de vistos acaba por ser uma ideia neocolonial: Portugal precisa de mão-de-obra e facilita as pessoas para irem trabalhar, mas o cabo-verdiano que quer ir de férias ou visitar a família continua a ter dificuldades", lamentou o sociólogo.
Para si, que se assume como cético da organização, o "projeto CPLP falhou e o acordo de mobilidade espelha a relação desigual entre os Estados-membros".
Elísio Macamo, professor universitário moçambicano na Suíça, relatou que o acordo de mobilidade não impactou de "modo nenhum a sua vida" e que isso seja, "talvez, a parte mais dececionante", pois demonstra "os limites deste mundo lusófono", em que "muitas iniciativas têm encalhado".
Por outro lado, explicou que, por exemplo, Portugal, por pertencer à União Europeia, e o Brasil, por fazer parte do Mercosul, estão limitados naquilo que podem fazer em termos de mobilidade.
"Mesmo do lado africano, não há muita flexibilidade para facilitar a entrada de portugueses ou de brasileiros", reconheceu.
Adriano de Freixo, analista brasileiro de ascendência portuguesa, com dupla nacionalidade, declarou que, a seu ver, a questão da mobilidade não teve impacto e relatou que amigos e colegas seus já lhe descreveram que as filas nos aeroportos portugueses para cidadãos da CPLP são, por vezes, maiores que as filas dos cidadãos de outras nacionalidades.
Redy Lima defendeu que, para a próxima década, a CPLP devia focar-se nesta questão da mobilidade e consolidá-la.
"Avançar com a questão da mobilidade seria meio caminho andado para a CPLP se consolidar. As pessoas têm que sentir a CPLP. Se ela conseguir ultrapassar esse obstáculo, abre outras oportunidades", considerou.
Por seu turno, Almeida Henriques pediu que haja uma "liberalização do ponto de vista da mobilidade no espaço CPLP".
A CPLP, que assinala 30 anos em 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.



