quinta-feira, 1 de outubro de 2026

LONDRES: Líder de mesquita gera polémica por incentivar violência contra mulheres... Líder de mesquita em Londres, no Reino Unido, defendeu que as mulheres têm de ser disciplinadas para perceberem quem manda. Discurso já está a causar reações.

© X/Daily Mail    Por  Notícias ao Minuto  01/10/2026 

Uma mesquita em Londres, no Reino Unido, está a ser alvo de uma investigação depois de um dos seus lideres ter dado uma entrevista em que encorajou os homens a castigar as esposas que não cumpram as suas ordens e defendeu a execução de pessoas gays.

O vídeo da entrevista foi partilhado na página de Youtube do Hackney Islamic Community Centre. Nela pode ouvir-se o homem a descrever o sexo entre pessoas do mesmo sexo como um "dos atos mais diabólicos do mundo" ou a defender que os homens devem "disciplinar" as suas mulheres se estas lhes desobedecerem, inclusivamente se estas se recusarem a ter relações sexuais.

"Disciplinem-nas fisicamente. Batam-lhes levemente para elas saberem quem manda", alega o homem. Pode ouvir parte do excerto do vídeo em seguida:

O grupo ativista National Secular Society (NSS) denunciou o centro à Comissão de Instituições de Caridade, alertando que as opiniões que este partilha nas redes sociais são incompatíveis com o estatuto de instituição de caridade.

Megan Manson, responsável por esta campanha, descreveu a posição da instituição de caridade como "alarmante", uma vez que esta tem organizado "palestras que promovem a violência contra as mulheres, afirmam que as mulheres não podem recusar relações sexuais aos maridos e toleram a pena de morte para homens homossexuais e para aqueles acusados de «bruxaria»".

"O Centro Comunitário Islâmico de Hackney é apenas uma das muitas instituições de caridade que promovem a misoginia, a homofobia e outras ideologias nocivas através do objetivo caritativo de «promoção da religião»", afirmou.

Note-se que a mesquita em causa está registada como uma instituição de caridade, que se autodescreve como uma entidade que ajuda a "humanidade" no seu trabalho para "promover a fé islâmica" e que beneficia de um número considerável de isenções fiscais, segundo o Daily Mail.


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