quinta-feira, 19 de março de 2026
Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites... A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.
© Lusa 19/03/2026
"O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan.
Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.
"Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi", afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.
Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita "se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário".
As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.
Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.
O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.
Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.
O chefe da diplomacia saudita lamentou que "a pouca confiança" construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido "completamente destruída", noticiou o diário saudita Arab News.
O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar "praticamente nada" por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.
"O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder", advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).
Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade "procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável".
"As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões", afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.
Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.
Teerão não se pronunciou até ao momento sobre os novos ataques com aparelhos não tripulados denunciados pela Arábia Saudita.
A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão, e uma subida significativa dos preços do petróleo, fazendo recear uma crise económica global.
Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, estava a subir 6,76%, para 114,64 dólares, pouco depois de ter aumentado mais de 10%.
Em contrapartida, o equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em abril, mostrava-se mais hesitante e recuava ligeiramente 0,53%, para 95,81 dólares.
O contrato a prazo do TTF neerlandês, considerado a referência europeia para o gás natural, subia 21,18%, para 66,24 euros por megawatt-hora, após ter aumentado 35%.
O analista da Global Risk Management Arne Lohmann Rasmussen antecipou uma pressão em alta nos preços nos próximos dias.
"A guerra entrou agora claramente numa fase em que as infraestruturas energéticas são diretamente visadas", justificou, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).
Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo... O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.
© MEHDI MARIZAD/FARS NEWS/AFP via Getty Images Por LUSA 19/03/2026
O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%.
Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.
O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.
A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".
Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.
A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.
As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.
Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia.
As sirenes de alerta de mísseis soaram em várias outras áreas em redor do Golfo, e Israel alertou para a possibilidade de novos ataques iranianos.
O petróleo Brent, referência internacional, estava hoje acima dos 110 dólares por barril, uma subida de mais de 50% desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra a 28 de fevereiro com ataques contra o Irão.
O regime de Teerão retaliou após Israel ter atingido o campo de South Pars, o maior do mundo, localizado na costa do Golfo Pérsico e propriedade conjunta do Irão e do Qatar.
Com cerca de 80% de toda a energia gerada no Irão proveniente de gás natural, segundo a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, o ataque ameaçou diretamente o fornecimento de eletricidade ao país.
O gás natural é também utilizado para aquecimento e para cozinhar em casas de toda a República Islâmica.
O Irão condenou o ataque a South Pars, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que podem afetar o mundo inteiro.
Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que Israel não voltaria a atacar South Pars, mas acrescentou que, se o Irão continuasse a atacar as infraestruturas energéticas do Qatar, a retaliação de Washington iria ser no sentido de destruir "completamente" toda a instalação.
Entretanto, a companhia Qatar Energy disse que um míssil atingiu hoje a "enorme instalação" de GNL em Ras Laffan, provocando um incêndio.
Um navio foi também atingido ao largo da costa do país registou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
A Arábia Saudita também informou ter abatido, durante a noite, drones iranianos que tinham como alvo as instalações de gás natural.
Outro navio foi incendiado hoje, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e ainda não é claro se foi alvo de um ataque ou atingido por destroços perto da entrada do Estreito de Ormuz, por onde navega um quinto do petróleo mundial.
Até ao momento, mais de 20 embarcações foram atacadas durante a guerra com o Irão.
O número de mortos aumentou na terceira semana de guerra sendo que mais de 1.300 pessoas no Irão foram vítimas dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.
Os ataques israelitas deslocaram mais de um milhão de libaneses --- aproximadamente 20% da população ---, segundo o Governo de Beirute, que afirma que 968 pessoas foram mortas.
Em Israel, 15 pessoas morreram na sequência de disparos de mísseis iranianos.
Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde o princípio do conflito.
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O preço do gás na Europa disparou esta quinta-feira 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular o ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
Taiwan denuncia incursão de navio chinês perto da disputada ilha de Pratas... Taiwan denunciou hoje a incursão recente de um navio da Guarda Costeira chinesa em águas próximas da ilha de Pratas (Dongsha, em mandarim), território sob controlo de Taipé localizado a cerca de 310 quilómetros a sudeste de Hong Kong.
© Alberto Buzzola/LightRocket via Getty Images Por LUSA 19/03/2026
Num comunicado, a Administração da Guarda Costeira de Taiwan (CGA) indicou que o navio "3102" da Guarda Costeira chinesa foi avistado às 09h15 locais de quarta-feira (01h15, em Lisboa) na zona, o que levou ao envio do navio "Kaohsiung" para "acompanhar de perto a situação e proceder à sua expulsão com firmeza".
A embarcação chinesa entrou em "águas restritas" da ilha de Pratas por volta das 09h40 do mesmo dia, tendo o navio taiwanês advertido por rádio que as suas ações "afetavam gravemente a ordem" na região.
"Sob firme interceção, resposta e pressão contínua para a sua expulsão por parte da Guarda Costeira, no dia 19, às 10h55, o navio '3102' retirou-se das águas restritas do nosso país, a 35,9 milhas náuticas (cerca de 66,4 quilómetros) a leste da ilha Dongsha", referiu a nota.
Segundo a CGA, os guardas costeiros taiwaneses já repeliram este ano a incursão de três navios chineses nas águas restritas da ilha de Pratas, num padrão que Taipé considera parte de operações de pressão na "zona cinzenta" destinadas a testar a capacidade de vigilância, reconhecimento e resposta permanente de Taiwan.
"Perante este tipo de assédio em 'zona cinzenta' por parte de navios da Guarda Costeira chinesa, a CGA manifesta a sua firme condenação e exorta a China a cessar imediatamente todas as ações de intrusão", acrescentou o comunicado.
A ilha de Pratas é um dos territórios controlados por Taiwan no mar do Sul da China, cujas águas são reclamadas quase na totalidade por Pequim e por onde circula cerca de um terço do tráfego marítimo mundial.
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A China apelou hoje a que se evite "alimentar a narrativa da ameaça chinesa" sobre Taiwan, após os serviços de informações norte-americanos indicarem que Pequim não prevê invadir a ilha em 2027 nem tem calendário definido.
Falta de crianças em Hong Kong deixa 15 primárias em risco de fechar portas... Pelo menos 15 escolas primárias estão em risco de fechar em Hong Kong por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos, num contexto de mínimos históricos na taxa de natalidade na região chinesa.
© ISAAC LAWRENCE/AFP via Getty Images Por LUSA 19/03/2026
A secretária para a Educação, Christine Choi Yuk-lin, avisou esta quarta-feira que mais primárias poderão encerrar e aconselhou as instituições de educação a procurarem fusões para manterem as portas abertas.
As autoridades de Hong Kong anunciaram que não irão subsidiar 15 escolas primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade no próximo ano letivo, 2026/2027.
Uma delas é a Escola da Associação Empresarial dos Cinco Distritos, uma instituição com 69 anos de história, onde estudou o atual líder do Governo local, John Lee Ka-chiu.
Christine Choi disse à emissora pública RTHK que a antiga colónia britânica tem registado um número cada vez menor de crianças em idade escolar nos últimos dez anos, face à queda da natalidade.
O número de alunos inscritos no primeiro ano do ensino primário em 2026-27 diminuiu em cerca de quatro mil em comparação com o atual ano letivo, acrescentou a secretária para a Educação.
Mas o pior ainda está para vir, admitiu Choi.
"O número pode cair ainda mais no próximo ano, considerando a queda da taxa de natalidade. Precisamos de virar a página hoje e usar novas ideias para enfrentar o problema", disse a dirigente.
"Planear apenas o próximo passo não nos oferece um ambiente estável", acrescentou.
O Departamento de Educação de Hong Kong prevê que o número de crianças de seis anos desça de 47 mil em 2025 para 38.300 até 2035.
Christine Choi aconselhou as instituições com baixas matrículas de alunos a procurarem fusões para evitar mais encerramentos no futuro.
"O governo ofereceu várias medidas para facilitar a recuperação das escolas nos últimos anos (...) Agora já não há como voltar atrás, e temos de encarar o problema de frente", disse a secretária para a Educação.
Hong Kong registou em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre.
Em 2023, o Governo lançou um subsídio de 20 mil dólares de Hong Kong (cerca de 2.150 euros) para novos pais, para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos.
O Executivo previu que o subsídio podia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20% do que em 2022. Mas o total de recém-nascidos ficou-se por 33.200 em 2023 e 36.700 em 2024.
Em setembro, John Lee anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong (14 mil euros) para novos pais vai ser prolongada de um para dois anos após o nascimento.
No ano passado, também a vizinha região chinesa de Macau registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século.
Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo mínimo histórico desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Moscovo diz que negociações de paz com Ucrânia estão "em pausa"... As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão "em pausa", declarou hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo o qual o diálogo entre Moscovo e Washington continua.
© ANTON VAGANOV/POOL/AFP via Getty Images Por LUSA 19/03/2026
"O grupo trilateral está em pausa", afirmou o representante da Presidência russa ao jornal Izvestia.
Peskov salientou, porém, que o enviado económico do Kremlin, Kiril Dmitriev, continua a trabalhar com os seus homólogos dos Estados Unidos.
Além disso, referiu que, apesar da suspensão das negociações entre Moscovo e Kiev, as partes continuarão a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados mortos em combate.
"O trabalho neste sentido continuará de forma obrigatória", salientou.
Esta quarta-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo declarou ao Izvestia que, de momento, não há uma data concreta para a próxima reunião tripartida.
As negociações de paz foram travadas pelo início da guerra no Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro, algo que foi reconhecido pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
A última ronda teve lugar em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro, sem avanços substanciais.
Entretanto, a Rússia continua a atacar o território ucraniano. Esta madrugada lançou durante um total de 133 drones de longo alcance, entre os quais cerca de 70 aparelhos não tripulados russo-iranianos Shahed.
As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 109 do total dos drones, segundo informou hoje a Força Aérea da Ucrânia, num comunicado.
Os drones foram interceptados sobre o território de várias regiões do norte, sul, leste e oeste da Ucrânia.
Cerca de vinte drones russos não foram interceptados e impactaram em onze locais distintos da Ucrânia, não especificados pela Força Aérea, que informou também sobre a queda de fragmentos de drones abatidos em sete locais no país.
Vários drones russos continuavam a sobrevoar a Ucrânia no momento em que o comunicado sobre o ataque foi publicado.
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O primeiro-ministro húngaro avisou hoje que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma "questão existencial" para Budapeste.
Drones terão sobrevoado base militar onde moram secretários do Estado e da Defesa dos EUA... As autoridades norte-americanas dizem ter detetado drones não identificados a sobrevoar uma base militar em Washington D.C. - o Fort Lesley J. McNair - onde vivem o secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Pentágono, Marco Rubio.
Por SIC Notícias
A informação está a ser avançada pelo Washington Post, que cita três fontes. Os drones terão sido avistados numa única noite nos últimos 10 dias, acrescentam.
O incidente motivou preocupações sobre a transferência do secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e do chefe do Pentágono, Marco Rubio, mas o mesmo relatório dá conta que ambos decidiram não sair da base militar.
A origem dos drones ainda não foi identificada.
O caso está a ser investigado pelas autoridades, mas, até agora, não há qualquer ligação ao conflito com o Irão. Ainda assim, as Forças Armadas norte-americanas garantem estar a vigiar possíveis ataques.
Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, recusou falar sobre o incidente.
"O departamento não pode comentar os movimentos do secretário (Hegseth) por razões de segurança, e divulgar tais movimentos é extremamente irresponsável", disse apenas.
Liberdade global cai pelo 20.º ano consecutivo... A organização norte-americana Freedom House constatou um declínio da liberdade no mundo, incluindo nos Estados Unidos e no Irão, pelo 20.º ano consecutivo, de acordo com um relatório hoje publicado.
Intitulado "Liberdade no Mundo 2026: A Sombra Crescente da Autocracia", o relatório avaliou direitos políticos e liberdades cívicas em 195 países e 13 territórios, realçando a fragilidade das democracias e o reforço de regimes autoritários.
A Freedom House concluiu que, em 2025, 54 países registaram retrocessos nos direitos políticos e liberdades cívicas, enquanto apenas 35 melhoraram.
De acordo com esta avaliação , apenas 21% da população mundial vive em países considerados "livres", uma queda acentuada face aos 46% registados há 20 anos.
Além do agravamento da repressão por parte dos regimes autoritários, os maiores recuos foram motivados por golpes militares, violência contra manifestantes pacíficos e tentativas de enfraquecer garantias constitucionais.
Nos Estados Unidos, classificado como país "livre", a pontuação caiu três pontos, para 81 em 100, a maior descida entre as democracias analisadas, a par da Bulgária.
O relatório atribuiu o recuo a bloqueios políticos prolongados no Congresso norte-americano, ampliação de poderes executivos e intimidação crescente de vozes críticas, incluindo cidadãos estrangeiros.
A Freedom House, organização não-governamental norte-americana, referiu ainda um enfraquecimento das salvaguardas anticorrupção e conflitos de interesse na administração presidencial norte-americana, sublinhando que o país perdeu 12 pontos nas últimas duas décadas, o maior declínio entre o grupo de 88 "nações livres".
No Irão, classificado como "não livre", as condições pioraram em 2025, quando o regime prendeu mais de 21 mil pessoas em operações de repressão por suspeitas de espionagem e colaboração, na sequência do conflito de 12 dias com Israel, em junho, e expulsou mais de 1,8 milhões de migrantes e refugiados afegãos, referiu o relatório.
A pontuação do país caiu para 10 em 100, refletindo uma "repressão intensificada e desprezo pelos direitos básicos".
"Embora 2026 tenha trazido novas oportunidades para aqueles que vivem sob regimes autoritários, da Venezuela ao Irão, os últimos 20 anos têm sido um período sombrio para a liberdade a nível mundial", afirmou o diretor-executivo da Freedom House, Jamie Fly.
Entre os maiores avanços registados na 53.ª edição deste relatório figuram Síria, Sri Lanka, Bolívia e Gabão, enquanto Guiné-Bissau, Tanzânia, Burkina Faso e El Salvador tiveram as descidas mais acentuadas.
As melhores classificações voltaram a caber, respetivamente, à Finlândia (100), Suécia, Noruega e Nova Zelândia, com 99 pontos.
Portugal manteve 96 pontos em 100, igual à Estónia, Japão e Suíça.
Leia Também: Guiné-Bissau é o país com maior quebra no índice de liberdade da Freedom House
A Guiné-Bissau registou a maior quebra mundial na avaliação feita no relatório anual da organização norte-americana Freedom House publicado hoje, devido ao golpe militar que perturbou as eleições gerais e presidenciais de 2025.
Irão: retaliações pela morte de Ali Larijani atingiram vários países, infraestruturas energéticas serão próximo alvo... O Irão ameaça atingir infraestruturas energéticas de Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, em resposta ao ataque israelita. Na noite passada, as retaliações iranianas foram a resposta à morte de Ali Larijani.
Por Sicnotícias
A resposta à morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão fez-se sentir em Bagdade. Durante a noite de terça-feira, foram registadas explosões provocadas por drones e rockets perto da embaixada norte-americana, na capital do Iraque, e nas imediações do aeroporto.
Situação semelhante terá ocorrido junto de uma base militar australiana no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, confirmou que "um projétil iraniano atingiu uma zona próxima da Base de Al Minhad", acrescentando a confirmação de que "nenhum membro do pessoal australiano ficou ferido e que todos se encontram em total segurança”.
Nos subúrbios da capital israelita, também foi noite de ataques. O sistema de defesa não conseguiu impedir o impacto de projéteis em dois subúrbios de Telavive, um deles em Ramat Gan onde houve registo de mortes.
O exército israelita deu ainda conta de estragos no aeroporto internacional Ben Gurion, em Telavive, que terá sido atingido por destroços, que danificaram jatos privados estacionados no aeroporto, embora não se saiba exatamente a data do incidente.
Como resultado da instabilidade geral do tráfego aéreo da região, muitos viajantes viram-se obrigados a percorrer longas distâncias por estrada e a passar por fronteiras.
Por sua vez, a Turquia anunciou o reforço da defesa da base aérea da NATO, com mais um sistema de defesa Patriot de fabrico norte-americano deslocado da base de Ramstein, na Alemanha.












