quinta-feira, 14 de maio de 2026

EUA dizem que Irão perdeu 90% da capacidade de defesa... O exército norte-americano disse hoje que o Irão perdeu cerca de 90% das capacidades de defesa devido à campanha dos Estados Unidos e de Israel, mas avisou que Teerão continua a representar uma ameaça.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   14/05/2026 

O balanço da campanha militar contra o Irão foi apresentado pelo almirante Brad Cooper, líder do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), durante uma audição no Senado norte-americano. 

Cooper afirmou que os bombardeamentos, iniciados a 28 de fevereiro, destruíram "90% da base industrial de defesa" iraniana e reduziram significativamente a capacidade militar da República Islâmica.

"As capacidades bélicas do Irão foram significativamente reduzidas e já não representam uma ameaça para os parceiros regionais ou para os Estados Unidos da mesma forma que antes", garantiu o almirante.

O comandante norte-americano acrescentou que Teerão vai necessitar de vários anos para reconstruir o arsenal militar destruído durante a campanha aérea, mas, ainda assim, Cooper alertou os senadores que o Irão continua a possuir meios militares capazes de desestabilizar a região.

"É um país muito grande. Ainda possuem algumas capacidades militares", explicou Cooper, acrescentando que os ataques norte-americanos e israelitas afetaram seriamente a capacidade iraniana de apoiar grupos aliados no Médio Oriente, incluindo o palestiniano Hamas, o libanês Hezbollah e os iemenitas huthis.

Segundo Cooper, estes grupos têm sido responsáveis por parte significativa da instabilidade regional enfrentada pelos Estados Unidos e pelos seus aliados.

O almirante evitou, contudo, responder em detalhe a várias perguntas dos senadores sobre os objetivos estratégicos da campanha, os efeitos concretos na cadeia de abastecimento aos grupos aliados do Irão e a existência de fontes alternativas de financiamento e armamento, alegando tratar-se de informação classificada.

Durante a audição, Cooper justificou o início da operação militar com os ataques atribuídos a grupos apoiados por Teerão contra interesses norte-americanos na região.

Segundo o comandante do CENTCOM, tropas e diplomatas dos Estados Unidos foram alvo de mais de 350 ataques nos 30 meses anteriores ao início da ofensiva.

A audição decorreu numa altura em que se completa um mês desde o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, alcançado depois de semanas de confrontos e bombardeamentos intensos.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) iraniano, Abbas Araghchi, alertou hoje para a "frágil realidade" no Médio Oriente, que atribui em particular aos Estados Unidos, um país descrito como um "império em declínio" a "agir por desespero".

Ucrânia: Merz critica Moscovo por usar violência em vez da negociação... O chanceler alemão, Friederich Merz, condenou hoje a Rússia pela ofensiva aérea intensiva na Ucrânia nos últimos dias, que "mostra que Moscovo está a optar pela escalada em vez da negociação" de paz.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  14/05/2026 

"Kyiv e os seus parceiros estão prontos para negociações que visam uma paz justa. A Rússia, no entanto, continua a guerra", criticou o líder alemão nas redes sociais. 

Os ataques russos desta manhã provocaram pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kyiv, segundo as autoridades de emergência, que continuavam as buscas por dezenas de desaparecidos.

No seguimento de três dias consecutivos de ataques russos, o Governo ucraniano pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia nas redes sociais.

Andriy Sybiga relatou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis contra Kyiv nas últimas 24 horas, marcando o maior ataque desde o cessar-fogo acordado durante as celebrações, no passado fim de semana em Moscovo, do 81.º aniversário do Dia da Vitória das forças soviéticas sobre a Alemanha nazi.

"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam", reforçou Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais atingidos pelos ataques russos na sexta-feira, dia de luto oficial na capital ucraniana.

O chefe da diplomacia de Kyiv justificou que "o mundo precisa ver a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir em conformidade".

Além do chanceler alemão, outros líderes europeus já condenaram os últimos ataques russos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou a Rússia de "ridicularizar abertamente" os esforços diplomáticos para paz na Ucrânia, enquanto o Presidente francês, Emmanuel Macron, apontou "uma prova da fraqueza" do Kremlin, que não sabe como colocar um "fim à guerra de agressão".

Esta vaga de ataques surgiu no rescaldo de um breve cessar-fogo marcado por acusações de violações entre as duas partes, e quando as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos continuam sem avanços.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com os dois lados afastados sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.


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A Rússia levou a cabo o seu maior ataque aéreo na Ucrânia, com centenas de drones e mísseis. Foi o maior num período de dois dias desde o início da guerra. Pelo menos 15 pessoas foram mortas.

Rubio frisa que política dos EUA sobre Taiwan "não mudou"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, frisou hoje que a política dos Estados Unidos em relação a Taiwan "não mudou" após a reunião entre o Presidente Donald Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping.

© Stefano RELLANDINI / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   14/05/2026 

Numa entrevista à NBC News, durante a deslocação à China com o Presidente norte-americano, Rubio advertiu que seria "um erro terrível" Pequim tentar tomar Taiwan pela força.

O secretário de Estado norte-americano evitou, contudo, comentar o aviso de Xi de que divergências sobre a ilha autónoma poderiam conduzir a um confronto e afirmou que a China levanta sempre a questão de Taiwan nas conversações.

"A política dos Estados Unidos sobre a questão de Taiwan mantém-se inalterada até hoje e após a reunião que tivemos aqui hoje. O tema foi abordado. Eles levantam-no sempre da parte deles. Nós deixamos sempre clara a nossa posição e passamos aos restantes assuntos", declarou Rubio.

Xi advertiu hoje Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o Presidente chinês.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Pequim insiste que a questão "não pode ser evitada" e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo taiwanês "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

"O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente [...]. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional", sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

Xi tem uma visita recíproca planeada para setembro, que será a primeira aos Estados Unidos desde que Trump reassumiu o cargo em 2025.


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O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que as aspirações da "grande revitalização" da China são compatíveis com as de "tornar a América grande novamente", como é conhecido o movimento MAGA ("Make America Great Again") promovido por Donald Trump.

MADEM-G15: COMUNICADO

 

MADEM G15

GOVERNO DE TRANSIÇÃO PROMETE DIGNIFICAR PROFISSIONAIS DOS SETORES DA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Por  Rádio Sol Mansi   ‎14-05-2026 

O primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, afirmou esta quinta-feira, em Bissau, que o executivo está a trabalhar “incansavelmente” para dignificar os técnicos dos setores sociais, com destaque para a saúde e a educação.

‎‎As declarações foram feitas durante a abertura da primeira Conferência Nacional sobre Educação, organizada pela Plataforma Nacional das Associações Estudantis para a Educação, sob o lema “Por uma educação de qualidade, inclusiva e participativa”.

‎‎Na ocasião, Ilídio Vieira Té defendeu que o progresso de qualquer país depende da valorização dos setores sociais, sobretudo da educação e da saúde, considerando os professores como “soldados da primeira hora” no processo de desenvolvimento nacional.

‎‎O chefe do executivo apelou ainda aos participantes da conferência para analisarem “seriamente” a atual situação do ensino guineense, sublinhando que o Governo terá em conta as recomendações saídas do encontro, com vista à sua eventual implementação.

‎‎Por sua vez, os organizadores afirmaram que a conferência visa ouvir as realidades vividas nas escolas, transformar essas preocupações em propostas concretas e encaminhá-las aos órgãos de decisão.

‎O setor educativo guineense continua a enfrentar vários desafios, entre os quais a insuficiência de infraestruturas adequadas, a fraca qualidade do ensino e as frequentes paralisações no sistema educativo.


Ex-espião russo escapou de Vladimir Putin dentro de vaca morta... Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta.

© Telegraph/ Youtube  Por  Notícias ao Minuto  14/05/2026 

Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta. 

Dmitry Senin, de 47 anos, era um agente de alto escalão do Serviço Federal de Segurança (FSB) quando o Kremlin o acusou repetidamente de traição depois de ter começado a investigar um polícia alegadamente corrupto em 2017, de acordo com o Telegraph.

O ex-espião disse que passou anos a tentar limpar o nome antes de planear uma fuga quando as tropas russas invadiram a Ucrânia em 2022. 

Com a ajuda de uma rede de contrabandistas e de contactos de confiança, Dmitry Senin contou ter colocado uma máscara de gás e um fato de borracha antes de deslizar para o interior dos restos mortais de uma vaca perto da fronteira  com o Cazaquistão. Por precaução, também se envolveu em papel de alumínio para evitar ser detetado por câmaras térmicas.

De seguida, os contrabandistas disfarçaram-se de agricultores e colocaram a vaca morta num trator, levando o ex-espião para o outro lado da fronteira. A carcaça do animal foi depois atirada para um "cemitério" de animais. 

"Eu só precisava que me atirasse para o outro lado da fronteira", afirmou, acrescentando que ficou no interior da carcaça durante cerca de uma hora para que os guardas não o encontrassem.

"Sou um soldado. O medo é uma emoção que precisas de controlar. Eu avaliei o risco e sabia que ninguém ia atirar na vaca", continuou. 

O ex-espião revelou que o plano de fuga demorou dois meses a ser planeado e organizado e explicou que escolheu o auge do inverno para que as larvas não infestassem os restos mortais do animal. 

Depois de uma hora no interior da vaca, Senin rastejou para fora e fugiu a pé para um ponto de encontro previamente combinado, onde um oficial aposentado da KGB o ajudou a fugir para Montenegro. 

"Não tive ajuda dos serviços de inteligência estrangeiros, não havia uma rota pré-planeada e a minha mochila tinha apenas itens pessoais básicos", salientou. 


Leia Também: Rússia acusa Ocidente de congelar 504 milhões em ativos noutros países

Os países ocidentais congelaram nos últimos anos, pelo menos, 590.000 milhões de dólares (504.000 milhões de euros) em ativos de países como a Rússia, Irão, Venezuela ou Cuba, acusou hoje o secretário do Conselho de Segurança russo.

ACOBES ACUSA ESTADO DE CUMPLICIDADE NA DEGRADAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES E ALERTA PARA PREJUÍZO AOS CONSUMIDORES

Por  Rádio Sol Mansi  14.05.2026 

O presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços da Guiné-Bissau (ACOBES) acusa o Estado guineense de ser cúmplice no alegado roubo do dinheiro dos consumidores, devido à má qualidade dos serviços de telecomunicações prestados pelas empresas privadas no país.

Em entrevista concedida esta quinta-feira à Rádio Sol Mansi, sobre a falta de qualidade e acessibilidade das redes de telecomunicações, Bambo Sanhá afirmou que as autoridades nacionais assistem passivamente à situação, enquanto os consumidores continuam a comprar pacotes de chamadas e internet sem beneficiarem devidamente dos serviços pagos.

Perante esta situação, o presidente da ACOBES alertou o Governo e a Autoridade Reguladora Nacional (ARN) para a necessidade de garantirem o respeito pelos direitos dos consumidores nacionais e exigirem maior responsabilidade às operadoras de telecomunicações.

Relativamente às constantes quedas de corrente elétrica fornecida pela EAGB, Bambo Sanhá considera que a situação é prejudicial não só para os consumidores, mas também para a economia nacional, devido aos impactos negativos causados nas atividades comerciais e no quotidiano da população.

O responsável pela organização de defesa dos consumidores defende ainda que a EAGB deve respeitar os direitos dos cidadãos e apelou ao Ministério da Energia para atualizar os estatutos da empresa, de forma a permitir que os consumidores sejam ouvidos e que as suas exigências sejam devidamente respeitadas.