segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rússia condena instalação de sistemas de mísseis dos EUA na Noruega... A Rússia condenou hoje o "carácter desestabilizador" da instalação na Noruega de sistemas de mísseis norte-americanos capazes de lançar projéteis de curto e de alcance intermédio.

© ShutterStock    LUSA   07/09/2026 

"Consideramos a instalação de lançadores de mísseis norte-americanos de alcance intermédio e curto (INF) na Europa como mais um passo na interminável série de ações altamente desestabilizadoras dos países da Aliança Atlântica", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, num comunicado publicado no portal oficial da diplomacia russa.

A mesma porta-voz acrescentou que se tratou de um passo que "exibido abertamente", para realçar a intenção da NATO de adquirir "amplas capacidades de ataque com mísseis contra alvos situados nas profundezas do território" da Rússia. 

No mesmo documento, Zakharova referiu que se tratam de lançadores Mk-41, concebidos para disparar mísseis capazes de atingir alvos tanto terrestres como marítimos.

"Temos também em conta que estes sistemas podem ser utilizados para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance. A instalação no país do norte da Europa permite cobrir um setor significativo da Rússia europeia, incluindo Moscovo", indicou Zakharova.

A nota sublinhou que os sistemas de mísseis podem ser utilizados em "ações agressivas" por parte dos países da NATO para atingir alvos estratégicos russos.

Maria Zakharova referiu ainda que o diálogo com os Estados Unidos sobre a estabilidade estratégica "não está estagnado, mas antes interrompido unilateralmente" pelos Estados Unidos.

"Não foram criadas condições favoráveis para um diálogo estratégico significativo e profícuo com os Estados Unidos", constatou, sublinhando que a instalação dos sistemas de mísseis na Europa inviabiliza as condições prévias para um diálogo construtivo sobre questões estratégicas.

O Tratado INF, assinado entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética em 1987, foi suspenso após a decisão norte-americana de se retirar do pacto em 2019.

A Rússia estabeleceu, nesse mesmo ano, uma moratória unilateral à implantação de mísseis deste tipo, que revogou em agosto do ano passado, argumentando que os Estados Unidos e a NATO avançaram com a implantação dos sistemas na Europa e na Ásia.


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O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos admitiu hoje estar horrorizado com notícias de que as forças armadas russas terão utilizado um drone autónomo na Ucrânia para realizar um ataque que matou três pessoas.

Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação por estrada... A Rússia e a Coreia do Norte, que partilham apenas 20 quilómetros de fronteira, inauguraram hoje uma ponte, primeira ligação por estrada entre os dois países.

© X/RadioSputnik    LUSA   07/09/2026 

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia por videoconferência, considerou esta nova ligação histórica e relacionou a nova infraestrutura com a necessidade de aumentar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento foi construída sobre o rio Tumannaya, na região de Primorsky Krai, na Rússia, cuja capital é Vladivostok.

Mishustin disse que até 300 veículos por dia vão poder atravessar a fronteira, no âmbito de um projeto iniciado em abril do ano passado, depois de ter recebido a aprovação de ambos os líderes, Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

"As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se atualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam ativamente em praticamente todas as áreas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regional", acrescentou.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida a Kim Il-sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era a ponte da Amizade, uma ligação ferroviária, levando os dois lados a afirmar que a nova estrada vai permitir o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de julho, Putin recebeu a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano.

Durante esta visita, Putin expressou mais uma vez gratidão pela assistência militar da Coreia do Norte na campanha militar russa na Ucrânia, algo que, disse, a Rússia "nunca esquecerá".

Putin viajou para Pyongyang em meados de 2024 pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

Ministro israelita ameaça Autoridade Palestiniana: "Guerra total"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje a Autoridade Palestiniana com uma "guerra total" caso ocorra um ataque contra os colonatos judaicos na Cisjordânia.

© Lusa   07/09/2026 

O ministro da Defesa acrescentou que caso se verifique um ataque semelhante ao do movimento islamita palestiniano Hamas ocorrido a 07 de outubro de 2023, Israel admite responder com "guerra total".

"Na eventualidade de (...) confirmarmos que se estão a preparar para lançar um ataque terrorista semelhante ao de 07 de outubro contra as forças [de Israel] e a população judaica dos colonatos, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e eu instruímos o Exército para se preparar para uma guerra total contra a liderança e as estruturas da Autoridade Palestiniana", declarou Katz.

A posição de Israel Katz foi difundida através de um comunicado do Ministério da Defesa israelita e ocorre em período de pré-campanha eleitoral, estando as legislativas marcadas para 27 de outubro.

Esta manhã (hora local) um colono israelita ficou ferido num ataque com arma branca ocorrido num posto avançado de um colonato em território palestiniano da Cisjordânia e, em resposta, o Exército israelita matou o alegado atacante palestiniano.

Pouco depois, o Exército israelita comunicou que "o terrorista armado" responsável pelo ataque fugiu do local, altura em que os soldados isolaram a zona.

As autoridades localizaram o homem perto do veículo que conduzia na região de Qabalan.

Segundo a fonte militar, "o terrorista" tentou esfaquear os soldados, mas um comandante "respondeu com disparos e neutralizou-o".


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Os enviados norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff apresentaram hoje a Kiev novas propostas "mais eficazes" para pôr fim à guerra com a Rússia, tendo o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltado a reunir-se com ambos, sem outros intervenientes.

Extrema-direita em conversas para garantir governo no leste da Alemanha... O líder regional do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) na Saxónia-Anhalt anunciou hoje ter iniciado conversações para conseguir formar uma maioria de governo no estado do leste da Alemanha.

© Michele Tantussi/Getty Images     LUSA   07/09/2026 

A AfD venceu as eleições estaduais no domingo, com 43,8% dos votos, o que lhe permitiu eleger 39 dos 83 deputados, ficando a escassos três da maioria absoluta no parlamento regional de Magdeburgo.

"Vamos, naturalmente, iniciar conversações e ver se haverá (...) grupos parlamentares ou deputados dispostos a assumir connosco esta tarefa histórica", declarou aos jornalistas Ulrich Siegmund, candidato a cargo de ministro-presidente.

"Regozijo-me agora com as conversações que foram iniciadas, que já começaram esta noite", acrescentou o dirigente do partido anti-imigração e pró-Rússia, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Siegmund poderá querer aliciar deputados da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla original), do chanceler Friedrich Merz, e contar com o apoio, pelo menos tácito, da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), formação pró-russa de esquerda.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945, quando a Alemanha do líder nazi, Adolf Hitler, foi derrotada na Segunda Guerra Mundial, que iniciou em 1939 e que incluiu o Holocausto, com milhões de mortos.

A BSW admitiu já que não vai bloquear a chegada da AfD ao governo da Saxónia-Anhalt, sugerindo uma possível abstenção na investidura de Siegmund.

Numa entrevista na rádio pública Deutschlandfunk, o candidato esquerdista na Saxónia-Anhalt, Thomas Schulze, afirmou que a BSW não vai participar em nenhum acordo político para vetar a AfD.

"Dissemos que não participaríamos numa coligação baseada num 'cordão sanitário' contra a AfD", reiterou, citado pela agência de notícias espanhola EP.

"Deixámos muito claro que falaremos com todos os partidos e, naturalmente, tentaremos fazer avançar também as propostas da BSW que são importantes para as pessoas daqui, na Saxónia-Anhalt", assinalou.

Caso se chegue a uma terceira votação de investidura, bastará uma maioria simples para eleger o próximo líder do estado situado no leste da Alemanha.

Schulze negou que a BSW vá ajudar a AfD a chegar ao poder e considerou que a região chegou a esta situação precisamente pelo "cordão sanitário" dos partidos tradicionais.

"São os partidos que durante os últimos anos levantaram essa 'linha vermelha', uma autêntica barreira de contenção, os que ontem [domingo] receberam a correspondente fatura eleitoral", afirmou.

"Eles são os responsáveis por isso, não a BSW", declarou.

Schulze disse ainda que a proposta da BSW passa por formar um governo não partidário que conte com um candidato independente que mereça o consenso dos restantes partidos.

"Será uma pessoa, com toda a certeza, daqui, de Saxónia-Anhalt. Temos várias pessoas em mente. Mas hoje ainda não vamos mencionar nenhum nome", afirmou.

A vitória expressiva da AfD provocou um terramoto político na Alemanha, com um cenário que coloca em causa a viabilidade do "cordão sanitário" à extrema-direita.

A co-líder da AfD, Alice Weidel, desafiou Merz a convocar eleições antecipadas de imediato para permitir que seja substituído na chefia do Governo federal "antes do Natal".

"Nunca um chanceler foi tão impopular como Friedrich Merz, que se tornou um grande obstáculo ao desenvolvimento próspero da Alemanha", afirmou.

Weidel disse que a AfD tem como objetivo atingir, pelo menos, 40% nas próximas eleições legislativas previstas para 2029.

Segundo uma sondagem à saída das urnas realizada pela empresa Infratest dimap para a estação pública ARD, a AfD liderou isolada em todos os escalões etários, à exceção dos eleitores com 70 ou mais anos, grupo no qual empatou com a CDU nos 31%.

A AfD obteve 42% dos votos entre os eleitores dos 18 aos 24 anos e 44% na faixa etária dos 25 aos 34 anos.

O resultado do partido alcançou os 53% nas categorias dos 35 aos 44 anos e dos 45 aos 59 anos, fixando-se nos 47% entre os eleitores dos 60 aos 69 anos.


Japão mobiliza caças pelo quarto dia devido a avião "espião" chinês... O Japão mobilizou no domingo caças de combate pelo quarto dia consecutivo após detetar um avião militar chinês de recolha de informações, anunciaram as autoridades japonesas, num momento de tensões diplomáticas entre Tóquio e Pequim.

© Reuters   LUSA  07/09/2026 

O aparelho, um Shaanxi Y-9, sobrevoou o mar da China Oriental até um ponto a sul das ilhas Danjo, um arquipélago desabitado da prefeitura de Nagasaki, antes de se deslocar para sudoeste, em frente à costa de Okinawa, e regressar à China.

Em incidentes semelhantes registados na quinta-feira, na sexta-feira e no sábado, os Y-9 chineses realizaram voos parecidos e, em todos os casos, a Força Aérea de Autodefesa japonesa mobilizou aviões de combate.

No sábado, as autoridades japonesas identificaram também uma aeronave russa de recolha de informações que sobrevoou o Pacífico em direção à costa de Miyagi, no nordeste do arquipélago, antes de se dirigir para o mar do Japão através do mar de Okhotsk.

As forças japonesas também mobilizaram aviões de combate em resposta ao incidente com a aeronave russa.

Os incidentes com aviões chineses nas zonas fronteiriças são relativamente frequentes no arquipélago japonês, mas ocorrem num momento de renovadas tensões com a China devido a Taiwan.

O Y-9 é originalmente um avião de transporte da força aérea chinesa, mas tem diferentes versões, incluindo a de recolha de informações ou a de guerra eletrónica.

As relações de Tóquio com Moscovo também atravessam momentos de tensão devido ao alinhamento do Japão com o Ocidente no apoio à Ucrânia, que combate uma invasão russa desde fevereiro de 2022.

As tensões russo-japonesas agravaram-se no início de agosto após uma visita do Presidente russo, Vladimir Putin, às disputadas ilhas Curilas, que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou de "absolutamente inaceitável".

Putin foi pela primeira vez desde que chegou ao poder, em 2000, às ilhas designadas pelo Japão como Territórios do Norte (Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai).

As quatro ilhas integram o arquipélago das Curilas, formado por 56 ilhas, que se estende por 1.300 quilómetros.

Apesar de descobertas por navegadores russos, as Curilas passaram a integrar o Japão em 1875, ao abrigo do Tratado de São Petersburgo.

Foram incorporadas na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em que o Japão foi um dos países derrotados, no âmbito do Tratado de São Francisco.

Em 1956, os dois países assinaram uma declaração que restabelecia as relações diplomáticas e abria caminho para uma futura devolução das ilhas.

Os territórios em disputa situam-se no oceano Pacífico, entre a ilha japonesa de Hokkaido e a península russa de Kamchatka, uma região rica em recursos pesqueiros.


Donald Trump quer mudar nome do estado do Novo México para "Nova América"

Dnoticias.pt  07 set 2026

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sugeriu que o estado do Novo México (sudoeste) deverá mudar de nome e passar a chamar-se "Nova América".

Trump publicou uma fotografia do contorno do estado com o novo nome, poucos dias depois de ter assinado um decreto para alterar o nome do Lago Ontário, que faz fronteira entre os EUA e o Canadá, para "Lago América".

A imagem, publicada na plataforma Truth Social, que pertence a Trump, e partilhada pela Casa Branca na rede social X, mostra o contorno do estado com a palavra "México" riscada a vermelho e substituída por "América".

A fotografia retocada não inclui qualquer outra mensagem nem imagem.

Segundo a emissora norte-americana CNN, Trump tem o poder de alterar o nome de entidades geográficas no Sistema de Informação de Nomes Geográficos norte-americano, mas não possui competência constitucional para alterar legalmente o nome dos estados, processo que deve ser conduzido pelo próprio estado.

Donald Trump também recorreu a um decreto presidencial para alterar o nome do Golfo do México para Golfo da América em janeiro de 2025, no primeiro dia de regresso ao cargo.

O chefe de Estado sugeriu também recentemente que o Estreito de Ormuz, no Médio Oriente, por onde passava 20% do petróleo mundial em tempo de paz, deveria passar a chamar-se Estreito de Trump.

Venezuela mantém "controlo e propriedade" do petróleo após acordo com EUA... A Venezuela esclareceu que mantém o "controlo e a propriedade" do petróleo após o acordo com os Estados Unidos para explorar um quinto das reservas de crude do país sul-americano, as maiores do mundo.

Foto: Chico Sanchez - Reuters  rtp.pt  07/09/2026 

"O controlo e a propriedade dos recursos do subsolo permanecem indiscutivelmente com a Venezuela", assegurou a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, em entrevista ao canal privado Venevisión, no domingo.

Em 28 de agosto, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o acordo, que descreveu como o maior da "história mundial", garante o "controlo maioritário dos EUA sobre mais de 65 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela".

Dois dias depois, Trump expressou que se trata de "um presente da Venezuela para o povo norte-americano".

Henao afirmou no domingo que se trata de um "acordo comercial" para trazer investimento e tecnologia para a Venezuela e que "o presente que o povo venezuelano oferece ao povo norte-americano é a garantia de um fornecimento fiável desta energia".

A ministra, que negou que o país perdesse soberania, anunciou ainda que o acordo bilateral será apresentado ao parlamento, embora não tenha especificado quando.

Segundo o Governo venezuelano, o acordo tem uma validade de 25 anos e envolve o desenvolvimento de 17 campos com reservas totais de 65 mil milhões de barris, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia (bpd).

Henao indicou que o país produz atualmente uma média de 1,24 milhões de bpd e que a projeção é de que este número atinja 1,4 milhões de bpd até ao final de 2026.

Em 1998, um ano antes da ascensão ao poder de Hugo Chávez, a produção de crude atingiu os 3,1 milhões de bpd.

Os 17 campos incluídos no acordo foram atribuídos à North American Blue Energy Partners (NABEP), que concedeu ao Departamento da Defesa dos EUA uma participação acionista de 35%.

Por detrás da NABEP está o empresário Alejandro Betancourt, investigado em Espanha e na Suíça por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Na mesma entrevista, Paula Henao garantiu que a Venezuela respeita os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia.

"Temos acordos com a China e a Rússia e trata-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos", esclareceu a ministra.

Na terça-feira, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.


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A Venezuela garantiu respeitar os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia, num contexto marcado pela agitação gerada pelo acordo com Washington para explorar um quinto das reservas de petróleo bruto do país.

Extrema-direita arrasa na Saxónia-Anhalt mas falha maioria absoluta no estado alemão... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu no domingo as eleições do estado da Saxónia-Anhalt, num resultado recorde que, ainda que sem maioria absoluta, abala o panorama político do país.

Foto: Annegret Hilse - Reuters    Por  RTP  07/09/2026 

Com a totalidade dos votos apurados, a AfD obteve 43,8% dos escrutínios, ficando a três assentos da maioria absoluta no parlamento regional.

Um eufórico Ulrich Siegmund, candidato a primeiro-ministro da AfD, afirmou na festa eleitoral do partido que a noite era "histórica".

"Fizemos história. É um sinal para toda a Alemanha. É um impulso que atravessa todo o país. É claro que temos um mandato para governar. Estenderemos a mão a quem quiser resolver connosco os problemas que surgiram neste país", afirmou.

O copresidente do partido, Tino Chrupalla, garantiu que a AfD vai "assumir a responsabilidade de governar na Saxónia-Anhalt e também a nível federal", o mais tardar após as eleições gerais de 2029, acrescentou.

Em 2024, a AfD venceu as eleições no estado federado oriental da Turíngia, embora não tenha chegado a governar devido a um "cordão sanitário" formado pelos outros partidos.

A alegria da estrutura dirigente da AfD estende raízes até às eleições federais de 2025, em que a formação se tornou a segunda força a nível nacional, sendo que atualmente ocupa a primeira posição nas sondagens nacionais.

O candidato da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) na Saxónia-Anhalt, o primeiro-ministro Sven Schulze, manifestou-se desapontado com o resultado do partido, 17,2%, decorrente de metade dos votos obtidos em 2021, reconhecendo o "duro golpe".

"O vencedor das eleições, a AfD, é agora a força política mais forte no parlamento regional da Saxónia-Anhalt", admitiu, acrescentando que as lideranças dos partidos no estado federado, "mas também para além dele, devem enfrentar" o resultado.

O líder do grupo parlamentar da CDU na câmara baixa do parlamento federal em Berlim, Thorsten Frei, considerou a vitória da AfD como "um ponto de viragem para o país".

"Nunca antes vivemos uma situação em que um partido classificado como `extremista de direita` confirmado pelo Gabinete Regional para a Proteção da Constituição obtivesse uma maioria", sublinhou.

O co-líder do Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão), que obteve 9,3% nestas eleições regionais, Lars Klingbeil, salientou que o resultado "é um motivo para refletir também sobre a política" feita em Berlim e "sobre o rumo reformista do Governo federal", de coligação entre conservadores e social-democratas.

O resultado sugere que pode haver uma maioria para além da AfD, mas a vitória esmagadora do partido de extrema direita torna pouco viável uma aliança estável entre vários partidos, na qual teriam de participar um partido conservador como a CDU do chanceler Friedrich Merz e uma formação de origem marxista como "A Esquerda", a quinta força política, com 8,6%.

A secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, reiterou que não é possível manter "conversas sérias com um partido que tem um grave problema de antissemitismo, que defende um modelo de sociedade completamente diferente do [modelo da CDU], que acusa de fazer política fascista".

A líder do grupo parlamentar de "A Esquerda" na câmara baixa, Heidi Reichinnek, salientou que a CDU tem agora de decidir "de que lado da história está".

Os Verdes obtiveram 8,9% e os liberais do FDP, que faziam parte do governo de coligação de Schulze juntamente com o SPD, não entraram no parlamento, enquanto a aliança de esquerda de Sahra Wagenknecht (BSW, na sigla em alemão) conseguiu finalmente entrar por uma margem mínima, com 5,3%.

Com a entrada da BSW no parlamento regional, a AfD afastou-se da maioria absoluta de 42 lugares. Mas a CDU, A Esquerda, os Verdes e o SPD também não dispõem de maioria absoluta, pelo que os populistas de esquerda se tornam numa espécie de força decisiva no Parlamento regional.

A linha defendida pelo partido, que não apoia o cerco político imposto à AfD pelos restantes movimentos, foi reiterada no domingo pela copresidente do BSW, Amira-Mohamed Ali, e consiste na eleição de um executivo de peritos, suprapartidário, que governe com maiorias variáveis e em diálogo com todos os partidos.

Para o BSW, também é uma opção deixar que Siegmund governe em minoria e apoiar a AfD pontualmente.

Pode ainda verificar-se outra constelação: que Siegmund seja eleito primeiro-ministro numa terceira votação no parlamento, na qual apenas precisaria de uma maioria simples, o que seria possível, caso não houvesse um acordo entre os outros partidos.

É perigoso ou não? O que acontece ao corpo quando bebe café a mais... O café é um estimulante a que milhões de pessoas recorrem para ganhar energia logo pela manhã ou ao longo do dia. Contudo, o seu consumo em excesso pode provocar diversos sintomas no corpo. Especialistas revelam quais e o que fazer nestas ocasiões.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   07/09/2026 

Para muitas pessoas, o dia só começa depois de um café. Entretanto, à medida que as horas vão passando, pode surgir mais um, dois ou mesmo três, dependendo dos hábitos de consumo de cada um.  

O excesso de cafeína é um erro muito comum. Tendo isto em conta, o Real Simple falou com especialistas que revelaram o que acontece ao corpo quando se consome demasiado café. Afinal, isto é bom ou mau?

O que acontece ao corpo quando bebe muito café?

A cafeína influencia influencia diversos sistemas do organismo. "Quando bebe muito café (acima das 400 miligramas de cafeína), o corpo pode apresentar diversos sintomas, desde inquietação e nervosismo, até problemas gastrointestinais e espasmos musculares", afirma a nutricionista Devon Golem. "O consumo de mais de 1200 miligramas de cafeína pode levar a efeitos tóxicos, como convulsões".

Existem ainda outros efeitos secundários a registar. "Estes podem incluir o aumento da frequência cardíaca, ansiedade, irritabilidade e distúrbios de sono, como insónia, especialmente quando consumida no final do dia", nota a nutricionista Rhyan Geiger.  

"A intensidade dos efeitos secundários varia de pessoa para pessoa, mas o limite para adultos saudáveis é de, no máximo, 400 miligramas [de cafeína] por dia, ou duas chávenas de café de 350 ml". 

Bebeu demasiado café? Eis o que deve fazer

Beber muito café, sobretudo pela manhã, pode causar desconforto, mas os efeitos normalmente são temporários. Eis alguns conselhos do que poderá fazer nestes momentos. 

Pose a chávena

Ao perceber nervosismo, inquietação ou palpitações, a medida mais útil é a mais simples. "Assim que notar qualquer sintoma, pare imediatamente de consumir cafeína", nota Golem.

"Mantenha-se bem hidratado com água, uma vez que a cafeína é diurética". Assim, o melhor será deixar o café a meio e esperar que o seu corpo se acalme. 

Coma alguma coisa

Os efeitos da cafeína tendem a ser mais intensos com o estômago vazio, sobretudo logo ao acordar. Golem aconselha a comer alguma coisa se perceber nervosismo derivado do café. "Consumir algum alimento garante que os níveis de glicose e eletrólitos no sangue estejam adequados". Mesmo uma pequena combinação de proteínas e hidratos pode ajudar a estabilizar a resposta do seu corpo. 

Espere um pouco

Assim que a cafeína entra no organismo, não há uma solução imediata, contudo, o desconforto irá diminuir com o tempo. "Para a maioria das pessoas, os sintomas desaparecem à medida que o corpo processa e elimina a cafeína ao longo de 3 a 10 horas", afirma Golem. 

Faça uma atividade relaxante

Sem tem tendência para a ansiedade, estímulos sensoriais suaves podem ajudar. "Experimente atividades relaxantes, como respiração profunda, aplicação de compressas frias, ouvir música suave ou fazer uma caminhada", aconselha Golem. 

Procure ajuda se necessário

A maioria dos sintomas de excesso de cafeína são desconfortáveis, mas não perigosos. Contudo, há momentos em que um apoio extra pode ajudar, ainda que para tranquilizar. Em caso de dúvida, fale com o seu médico. 

França considera vitória da extrema-direita na Alemanha "momento grave"... O Governo da França considerou no domingo que o triunfo eleitoral do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na região da Saxónia-Anhalt é um "momento grave na Europa" e apelou a que não se esqueça a história.

© Magali Cohen / Hans Lucas / AFP via Getty Images    LUSA   07/09/2026 

"Devemos ouvir com humildade as indignações, as preocupações e os receios, e dar-lhes resposta. Mas o nacionalismo e a xenofobia nunca serão uma solução. Não devemos nunca deixar de defender os nossos valores democráticos e o projeto europeu", expressou o ministro delegado da Europa, Benjamin Haddad, a primeira personalidade do Governo francês a manifestar-se.

Numa mensagem na rede social X, Benjamin Haddad acrescenta: "Não podemos esquecer a nossa história. Esse é o sentido das decisões de França e da Alemanha".

Em França, o avanço da extrema-direita também é uma realidade, dado que as sondagens põem Marine Le Pen como favorita para as eleições presidenciais de 2027, que se realizarão a 18 de abril e 2 de maio.

O partido de extrema-direita AfD venceu este domingo as eleições na região oriental da Saxónia-Anhalt, ao obter entre 44,3% e 44,4% dos votos, segundo as primeiras projeções, que o colocam às portas da maioria absoluta e, por conseguinte, do primeiro Governo regional de uma força de extrema-direita no país centro-europeu.

Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, a AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF.

A extrema-direita deverá conquistar 39 lugares, menos três do que a maioria absoluta, no parlamento regional, abrindo caminho a um período de negociações.

Para alcançar esse objetivo, terá de atrair elementos de outros partidos, como a CDU, ou formar uma aliança temporária com o movimento de esquerda pró-Rússia BSW, por exemplo, que, segundo a ZDF e a ARD, tem quatro assentos parlamentares e está aberto a negociar caso a caso.

Os sociais-democratas (SPD), o partido de esquerda radical Die Linke e os Verdes têm até agora todos cerca de 9% - uma percentagem demasiado baixa para impedir que o AfD governe.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945.


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Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt nas eleições regionais, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, o partido de extrema-direita AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF...



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O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, criticou aqueles que na Polónia estão a celebrar a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais de hoje na Saxónia-Anhalt...

PRIMEIRO-MINISTRO ILÍDIO VIEIRA TÉ "REMA CONTRA VENTOS E MARÉS"

Por Lai Baldé  06.09.2026 

O Primeiro-Ministro guineense, Ilídio Vieira Té violou ou não, a Carta Política de Transição por enveredar-se na política ativa para a criação de uma nova formação política denominada, Partido Popular Guineense (PPG)?

Para concretizar o projeto político, Vieira Té entregou a direção do PRS a sua carta de renúncia à militância naquela formação política, disse uma fonte.

Conforme a mesma fonte, Ilidio Vieira Té (IVT) está  a remar contra ventos e marés e aproveitou-se do período de transição para se mobilizar a juventude e alguns quadros do pais para se ingressarem ao PPG com recompensa de promoções nos seus locais de serviços, prejudicando o PRS. 

Recordamos que, a Carta Política de Transição tem 29 artigos que determinam que, os titulares dos órgãos de transição estão vedados pela lei. Não  podem candidatar-se às próximas eleições gerais da Guiné-Bissau.

A fonte de Notabanca adianta que, o Alto Comando Militar proíbe o exercício público de atividade política. Mas os políticos do atual regime não respeitam a orientação.

Denunciando estar em curso mobilização do antigo grupo militar chamado, "Aguenta' de 7 de Junho, para se reintegrar as estruturas das Forças de Defesa e Segurança do Ministério do Interior por forma a proteger algumas figuras públicas e garantir o sossego e a estabilidade da governação.

Equipe de Notabanca tentou três dias contactar o Primeiro-Ministro, IVT mas sem sucesso. 

Confere atentamente, o logótipo do partido, a carta de renúncia e a ficha de inscrição assinada por alguém.:

Bom, a verdade é, o povo tem que ver na pratica que o país está sendo governado por leis e não pelos jogos de interesses pessoais. 

Notabanca, 06.09.2026