quinta-feira, 26 de março de 2026

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Validados 118 novos planetas fora do sistema solar com IA... Uma nova ferramenta de inteligência artificial ajudou uma equipa de astrónomos a validar 118 novos exoplanetas (planetas fora do sistema solar), noticiou na quarta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

© Shutterstock   Por LUSA  26/03/2026 

"Conseguimos validar 118 novos planetas e mais de 2.000 candidatos a planetas de alta qualidade, quase 1.000 deles totalmente novos", disse a líder da pesquisa, Marina Lafarga Magro, investigadora na Universidade de Warwick, no Reino Unido, citada na notícia da EFE.

A nova ferramenta de inteligência artificial "Raven" analisa os dados do Satélite de Rastreio de Exoplanetas em Trânsito (sigla em inglês, TESS) da agência espacial norte-americana NASA.

De seguida, o sistema Raven determina se as variações na luz das estrelas (sinais) são causadas por planetas ou por outros fenómenos.

Segundo a pesquisa, dos 118 planetas validados, 31 foram detetados recentemente, sendo que o sistema Raven consegue gerir todo o processo de deteção, ao contrário das ferramentas atuais, que se concentram apenas em partes específicas.

"Isto representa uma das amostras mais bem caracterizadas de planetas próximos e vai ajudar-nos a identificar os sistemas mais promissores para estudos futuros", disse Marina Lafarga Magro.

Na pesquisa liderada por investigadores da Universidade de Warwick, o foco foi encontrar planetas que orbitam perto das suas estrelas, completando uma órbita em menos de 16 dias.

Entre os corpos recentemente validados, estão planetas de período ultracurto, ou seja, que orbitam as suas estrelas em menos de 24 horas.

As populações de planetas do "deserto de Neptuno", uma região onde é raro encontrar planetas fora do sistema solar com o tamanho de Neptuno, também fazem parte da lista de validações com o sistema Raven, segundo os dados da pesquisa publicada na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Nas validações com a ferramenta de inteligência artificial, estão ainda os sistemas multiplanetários (semelhantes ao Sistema Solar), até então desconhecidos, segundo a pesquisa.

De acordo com um comunicado de imprensa da Universidade de Warwick, nas missões para identificar planetas fora do sistema solar encontram-se milhares de candidatos, mas confirmar quais os sinais que são reais continua a ser um "grande desafio" com os métodos atuais.

O sistema Raven foi usado na observação de mais 2,2 milhões de estrelas recolhidas durante os primeiros quatro anos de funcionamento do TESS, que foi lançado para espaço em 2018.

9 medicamentos que deve evitar tomar ao mesmo tempo que o ibuprofeno... Apesar de ser um dos anti-inflamatórios mais vendidos, o ibuprofeno acarreta os seus riscos, sobretudo se conjugado com outros medicamentos. Um artigo do Newsweek destaca nove situações às quais deverá estar atento.

© Shutterstock   Noticiasaominuto.com  26/03/2026 

O ibuprofeno é um dos analgésicos e anti-inflamatórios mais usados. Apesar de ser eficaz no tratamento das dores de cabeça, dores musculares e febre, não está isento de riscos, especialmente quando combinado com outras substâncias. Estas interações poderão aumentar a probabilidade de efeitos secundários, como sangramento do estômago, danos ao nível dos rins e redução na eficácia do medicamento.

Conforme sublinha um artigo do Newsweek, a Doctronic destaca uma lista de nove coisas que deverá evitar enquanto toma ibuprofeno. 

1. Ibuprofeno e anticoagulantes

A combinação de ibuprofeno com medicamentos para tornar o sangue mais fino, neste caso os anticoagulantes, pode aumentar o risco de sangramento. 

O ibuprofeno em si pode irritar a mucosa estomacal e afetar a função das plaquetas que auxiliam na coagulação sanguínea. Quando combinado com anticoagulantes, este efeito pode revelar-se perigoso. 

Entre os sintomas de sangramento estão hematomas incomuns, fezes com sangue ou sangramento prolongado em cortes.

2. Ibuprofeno e outros AINE

Tomar ibuprofeno juntamente com outros anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como aspirina, pode aumentar o risco de problemas gastrointestinais, como úlceras e sangramento.

Há também um risco mais elevado dos rins serem afetados, sobretudo quando usado com frequência ou em doses elevadas. Evite tomar estas duas substâncias ao mesmo tempo, a não ser que seja recomendado pelo seu médico a fazê-lo. 

3. Ibuprofeno e medicamentos para pressão arterial

O ibuprofeno poderá influenciar a eficácia de determinados medicamentos para a pressão arterial. Tal poderá levar ao aumento da pressão arterial ou à redução da função renal. 

Pessoas com diagnóstico de hipertensão devem medir a pressão arterial regularmente e consultar o médico antes de recorrer ao ibuprofeno.

4. Ibuprofeno e lítio

O ibuprofeno pode aumentar os níveis de lítio no sangue, podendo resultar num quadro de toxicidade por lítio. Os sintomas de toxicidade incluem tremores, confusão, náuseas e batimentos cardíacos irregulares.

5. Ibuprofeno e metotrexato

Usado para o tratamento do cancro e de doenças autoimunes, a toxicidade do metotrexato pode aumentar quando combinado com a toma de ibuprofeno.

6. Ibuprofeno e ISRS

Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), normalmente prescritos para depressão, podem aumentar o risco de sangramento quando combinados com ibuprofeno. Isto acontece porque ambos os medicamentos afetam a função das plaquetas. 

Fique atento a sinais como sangramentos nas gengivas, sangramento do nariz ou hematomas incomuns.

7. Ibuprofeno e suplementos como ginkgo biloba e alho

Alguns suplementos, como é o caso do ginkgo biloba e alho, possuem propriedades anticoagulantes. Quando tomados com ibuprofeno podem aumentar o risco de sangramento.

8. Ibuprofeno e corticosteroides

A combinação de ibuprofeno com corticosteroides poderá aumentar o risco de úlceras e sangramento. Ambos os medicamentos tendem a irritar o trato gastrointestinal.

9. Ibuprofeno e certos medicamentos para controlo da glicemia

O ibuprofeno poderá afetar o controlo da glicemia nas pessoas que tomam medicamentos para a diabetes, como insulina. Este pode potencializar ou reduzir o efeito dos medicamento, levando a níveis instáveis de açúcar no sangue.

Tal como já referido anteriormente, se se enquadrar em algumas destas situações, consulte sempre o seu médico antes de tomar ibuprofeno.

Cientistas testam tratamento mais eficaz contra cancro com menos doses de quimioterapia

Por  sicnoticias.pt   

O tratamento permite "destruir potentemente as células tumorais, minimizando a toxicidade sistémica", disse a líder do estudo (ainda em fase de testes), Ana Espinosa, investigadora do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (ICMM), citada na notícia da Europa Press.

O estudo liderado pelo ICMM foi realizado em células tumorais de cancro da mama, fora do corpo humano ou organismo vivo, mas pode ser alargado a qualquer tipo de cancro, segundo a Europa Press.

De acordo com a mesma fonte, os investigadores testaram pela primeira vez um tratamento trimodal, que combina três ações simultâneas contra o cancro.

Para a descoberta, os investigadores recorreram a um medicamento utilizado em quimioterapia (tratamento contra o cancro), o doxorrubicina, com a aplicação, em simultâneo, de duas formas diferentes de calor.

Estas duas formas diferentes de calor potenciam a ação do medicamento, sendo estas: um campo magnético que produz calor (hipertermia magnética) e a radiação infravermelha próxima, que também gera calor.

Segundo a investigação, a utilização de terapias contra o cancro que combinam dois tipos de hipertermia (tratamentos baseados no calor) com quimioterapia permite reduzir as doses de doxorrubicina.

"O tratamento funciona como uma armadilha de calor para eliminar as células cancerígenas", referiu a investigadora, indicando que as células cancerígenas são sensíveis ao calor.

A utilização de cada técnica em separado não permite atingir com segurança a temperatura necessária para eliminar as células cancerígenas, de acordo com o estudo realizado em colaboração com o instituto de investigação IMDEA Nanociencia (Espanha), o Instituto Curie (França) e o Instituto de Cerâmica e Vidro (Espanha).

O estudo que teve como principal foco demonstrar o potencial do tratamento trimodal, segundo a Europa Press.

"Conseguimos atingir uma taxa de morte celular de até 70% em 72 horas, o que representa um aumento significativo da eficácia em comparação com os tratamentos individuais", disse Ana Espinosa.

A investigação, publicada na revista científica Advanced NanoBiomed Research, "abre uma promissora via terapêutica, ainda em fase inicial", de acordo a Europa Press.

Irão? "Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer", garante Trump... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".

© Lusa   26/03/2026

"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. 

Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo 'Ayatollah' Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.  

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou na quarta-feira que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".

Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.

Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto. 

Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.

O Irão "será atingido com mais força do que nunca", ameaçou a porta-voz da presidência norte-americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.

"As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente [Donald Trump] e vão continuar a sê-lo", afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão.

A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.

Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca. 

No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.


Leia Também: Exército de Israel anuncia vaga de ataques "em grande escala" contra Irão

O Exército de Israel comunicou hoje ter concluído uma vaga de ataques "em grande escala" contra vários alvos no Irão, sem fornecer mais detalhes.