segunda-feira, 1 de junho de 2026

Governo de Israel ordenou bombardeamentos contra o Hezbollah em Beirute... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje um ataque contra os arredores da capital ibanesa, alegando que o grupo xiita Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.

© Jack GUEZ / AFP via Getty Images   Por LUSA  01/06/2026 

Um comunicado conjunto do primeiro-ministro de Israel e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah ("Partido de Deus") nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.

Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objectivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.

Mais de 3.400 pessoas morreram no Líbano em consequência dos ataques israelitas desde 02 de Março, quando Israel começou a atacar o Líbano retaliação pelo lançamento de foguetes de artilharia contra o território de Israel.

Em Israel, os ataques do Hezbollah, no auge do conflito, provocaram a morte de dois civis, enquanto 26 soldados israelitas morreram no sul do Líbano.

A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar hoje uma reunião de emergência.

O Presidente francês Emmanuel Macron já afirmou que "nada justifica o grande agravamento da situação no sul do Líbano".

A reunião do Conselho de Segurança da ONU vai decorrer enquanto os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de "forma duradoura" à guerra no Médio Oriente.

Teerão reiterou hoje que um acordo com Washington está condicionado a um cessar-fogo no Líbano.


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Estados Unidos anunciam novos ataques contra sul do Irão... Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.

© Lusa  01/06/2026 

Esta onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), no domingo, na rede social X.

As operações foram realizadas "no sábado e no domingo em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 norte-americano que operava em águas internacionais", acrescentou o Centcom, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro, se mantêm estagnadas.

"Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais", acrescentou o comando.

Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que acrescentou que "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo".

A Guarda Revolucionária do Irão, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA, afirmou hoje que as forças norte-americanas visaram uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan.

A força paramilitar disse que respondeu com um ataque contra a base utilizada pelos militares norte-americanos para realizar esta ofensiva contra o território iraniano.

O comunicado não especificou a localização da base norte-americana, mas garantiu que "os alvos pretendidos foram destruídos".

A Guarda alertou que "se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente" e que "a responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA".

Também hoje, o Kuwait afirmou na rede social X que as defesas aéreas abriram fogo durante a madrugada para intercetar disparos de drones e mísseis.

O Estado-Maior do Exército do Kuwait disse que os sistemas de defesa estão a intercetar "ataques inimigos", sem especificar qual a zona do país afetada.

As forças armadas disseram que "quaisquer sons de explosão que possam ser ouvidos são resultado da interceção" e exortaram a população a seguir "as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes".


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