sexta-feira, 5 de junho de 2026

ONU alerta para "deterioração das condições humanitárias" em Cuba... A ONU alertou hoje para a "deterioração das condições humanitárias" em Cuba devido ao impacto da crise energética, agravada pelo endurecimento do bloqueio e das sanções dos EUA, e aos recentes desastres naturais que afetaram serviços básicos.

© Lusa   05/06/2026 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência,

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos".


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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a "agressividade e perversidade" dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.

JUSTIÇA AUTORIZA CONTINUIDADE DE ASSISTÊNCIA MÉDICA DOMICILIAR A DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Por Rádio Sol Mansi   05 06 2026

A autoridade judicial decidiu autorizar que o suspeito Domingos Simões Pereira beneficie de assistência médica na sua residência, garantindo a continuidade dos cuidados de saúde que lhe têm sido prestados. A decisão foi tomada depois de mais uma audição ontem de Simões Pereira. 

De acordo com o despacho, a decisão foi tomada após um pedido para a realização de exames médicos e tendo em consideração a necessidade de assegurar o acompanhamento clínico do suspeito. 

O documento na posso da Rádio Sol Mansi refere que, nesta fase do processo, não foi identificado "qualquer elemento" que demonstre que a continuidade da assistência médica domiciliária possa comprometer os fins da investigação.

A decisão fundamenta-se nos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção da saúde e das garantias legalmente reconhecidas aos suspeitos.

O despacho determina ainda que os cuidados médicos necessários sejam assegurados pelo médico Camilo Simões Pereira, que deverá comunicar ao processo qualquer alteração relevante do estado de saúde do suspeito.

‎PNUD ALERTA PARA IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA GUINÉ-BISSAU DURANTE CELEBRAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

Por Rádio Sol Mansi 05-06-2026 

‎A representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou que as mudanças climáticas já são uma realidade na Guiné-Bissau, destacando a seca, as inundações, a erosão costeira e os impactos na agricultura e na pesca como fatores que afetam diretamente as comunidades e a economia do país.

‎As declarações foram feitas durante a gravação conjunta da mensagem alusiva às celebrações do Dia Mundial do Ambiente, assinalado anualmente a 5 de junho. Este ano, a efeméride é celebrada sob o lema: “Inspirado pela Natureza, pelo Clima e pelo Nosso Futuro”.

‎Segundo a diplomata da ONU, Alessandra Casazza, a proteção do ambiente deixou de ser apenas uma questão ecológica, passando a ser também uma questão de desenvolvimento e uma escolha económica inteligente, uma vez que os impactos das crises climáticas não são neutros.

‎Por sua vez, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, alertou que as alterações climáticas não são o único sinal de alerta dado pela natureza. O governante destacou que a crescente poluição por plásticos representa uma ameaça aos rios, praias, mangais e oceanos. Sacos, garrafas e outros resíduos plásticos continuam a sufocar os ecossistemas e a comprometer atividades essenciais para a economia nacional.

‎Ainda assim, Carlos Pinto Pereira sublinhou que existem razões para esperança. Segundo o ministro, em todo o mundo têm-se multiplicado iniciativas de transição energética, restauração de ecossistemas, promoção da agricultura sustentável e desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar a crise climática.

‎Na Guiné-Bissau, as comunidades costeiras enfrentam desafios cada vez maiores para garantir o seu bem-estar e segurança económica, devido à erosão costeira, à intrusão salina e às alterações no regime das chuvas.

Lisboa: Jovem de 16 anos acaba relação e é morta com mais de 20 facadas: O caso... Uma jovem de 16 anos morreu esta semana às mãos do ex-namorado, com que tinha acabado a relação há algumas horas. A adolescente terá sido esfaqueada mais de 20 vezes com pelo menos três facas, em Odivelas. Suspeito ter-se-á depois atirado para a frente de um camião.

© ShutterStock   noticiasaominuto.com   05/06/2026 

Uma adolescente de 16 anos foi assassinada na quarta-feira por um jovem de 20, com quem teria terminado a relação amorosa horas antes da agressão. A vítima terá sido esfaqueada mais de 20 vezes, com uso de pelo menos três facas, em Odivelas, no distrito de Lisboa.

A informação sobre o número de facadas e armas brancas utilizadas é avançada esta sexta-feira pelo Correio da Manhã (CM). O agressor fugiu do local do crime, tendo sido atropelado uma hora depois do crime, no IC17. Foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde permanece em estado grave.

Segundo a mesma publicação citada acima, o suspeito tem várias fraturas no crânio e no corpo. Terá sido atingido por um camião, depois de ter tentado tirar a própria vida, atirando-se para a frente deste veículo.

O Notícias ao Minuto está a tentar confirmar o número e tipo de agressões, assim como a tentativa de suicídio por parte do agressor.

Do término às facadas: O que se passou?

O término da relação aconteceu na terça-feira, dia anterior ao crime, quando a jovem, identificada como Bianca, segundo o CM, acabou com o então namorado, David da Luz. Os dois discutiram e o suspeito abandonou a casa onde viria a decorrer o crime, dizendo à jovem que não iria desistir dela.

Telefonou e enviou mensagens à menor ao longo do quarta-feira e depois foi ter com esta, tendo-a esfaqueado na zona do pescoço. À SIC, um dos vizinhos deu conta de que a jovem também teria facadas no braço, numa tentativa de se defender.

A jovem foi encontrada morta nas escadas do prédio em que vivia, com pelo menos uma das armas do crime ao lado. Antes de ser esfaqueada, a vítima terá também sido agredida com uma barra de ferro.

O aparato na zona fez com que os vizinhos dessem pelo que se estava a passar, tendo acionado as autoridades. "Vejo a miúda deitada no chão e uma data de facadas no braço, estou convencido de que tenha sido para se defender. Quando olho para o pescoço vejo o corte", referiu à SIC Notícias uma das testemunhas que ligou para o 112.

O mesmo vizinho disse que também no apartamento havia sangue: "Estou convencido de que tenha tido a luta desde lá de cima e que tenha fugido dele. Caiu ali [nas escadas]".

Segundo a emissora, houve vizinhos que disseram que os "gritos eram recorrentes" e outros afirmaram que nunca viram agressões ou discussões.

Para além da Polícia de Segurança Pública, também a Polícia Judiciária foi chamada ao local, encontrando-se a investigar a situação.

Troca de ataques Israel/Hezbollah: Um morto e 14 feridos no Líbano... Uma pessoa morreu e pelo menos 14 ficaram feridas em ataques israelitas contra o sul do Líbano, informou hoje a imprensa oficial, após uma troca de tiros entre Israel e a milícia xiita Hezbollah.

© AFP via Getty Images    Por LUSA   05/06/2026 

No distrito de Nabatieh, no sul do país, um ataque levado a cabo durante a madrugada por "aviões de guerra inimigos" contra um edifício na cidade de Doueir fez um morto e um ferido, enquanto ao amanhecer, um drone atacou uma motorizada e feriu uma pessoa, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA, na sigla em inglês) libanesa.

Anteriormente, a NNA tinha noticiado que outro "ataque aéreo inimigo", com pelo quatro mísseis, feriu 12 civis e destruiu um edifício bancário perto do Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro.

Simultaneamente, houve relatos de bombardeamentos de artilharia contra a cidade de Deir Amas, também na região de Tiro.

Além disso, foram relatados bombardeamentos "nas proximidades de Burj Qalawiya e na área em redor de Deir Kifa ao amanhecer", acrescentou a agência.

O Hezbollah e Israel trocaram ataques, apesar do cessar-fogo acordado na terça-feira, em Washington, entre Israel e o Líbano. O cessar-fogo estava condicionado pelo fim dos ataques e operações do movimento xiita no sul do Líbano.

O Hezbollah anunciou em comunicado que, às primeiras horas da manhã, atacou uma concentração de veículos e soldados israelitas com um míssil de precisão perto do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, a norte do rio Litani.

O movimento disse que o ataque surgiu "em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelita e aos ataques contra aldeias no sul do Líbano".

O líder do Hezbollah rejeitou na quinta-feira o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou na quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.

Donald Trump encabeçará abertura de festejos de 250 anos dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que encabeçará, a 24 de junho, um grande comício em Washington para dar início às comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.

© Roberto Schmidt/Getty Images      Por LUSA    05/06/2026 

A alteração ao programa original do evento inaugural, batizado como "The Great American State Fair (A Grande Feira Estadual Americana)", ocorreu após o cancelamento por vários artistas da sua participação, invocando tensões políticas.

Na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu que será "o maior comício de todos os tempos".

"Não queremos cantores sem talento mas com enormes honorários, que vos dão sono -- dissemos-lhes a todos que ficassem em casa", acrescentou o Presidente republicano, referindo-se aos artistas que compunham o cartaz inicialmente anunciado para o evento.

O chefe de Estado norte-americano precisou que será acompanhado de música que os norte-americanos "ouvem há anos" e confirmou que contará com a atuação de Lee Greenwood, sobretudo conhecido por interpretar "God Bless the U.S.A.", uma canção patriótica lançada em 1984 que se tornou um hino frequente em comícios políticos, cerimónias militares e celebrações nacionais nos Estados Unidos.

O tenor Christopher Dennis, cuja voz Trump comparou à de Luciano Pavarotti, também acompanhará o Presidente, com um repertório de canções religiosas.

O anúncio surge depois de diversos artistas terem cancelado a participação nos concertos previstos para inaugurar "The Great American State Fair", o festival promovido pela organização Freedom 250 como parte das celebrações nacionais do aniversário da independência dos Estados Unidos.

Entre os que abandonaram o cartaz, estão o cantor de 'rock' Bret Michaels, vocalista da banda Poison, bem como as bandas Alabama, The Marshall Tucker Band, The Oak Ridge Boys e o músico 'country' Mark Wills.

Os cancelamentos obrigaram os organizadores a repensar a programação da cerimónia de abertura de 24 de junho e de todo o festival estadual, que se estenderá até 10 de julho e contará com pavilhões de todos os 50 estados, exposições históricas e atividades culturais como parte das comemorações dos "250 anos da América".


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O líder cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Donald Trump, que apoia o candidato de extrema-direita que venceu a primeira volta das presidenciais colombianas, de se ter aliado a "genocidas e traficantes de droga".

Homens armados raptam sete alunos de uma escola no noroeste da Nigéria... Homens armados invadiram um dormitório escolar no noroeste da Nigéria e raptaram sete estudantes, informou a polícia.

© Lusa   05/06/2026 

O ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira, na zona de Kaura Namoda, no estado de Zamfara, disse o porta-voz da polícia, Yazid Abubakar, em comunicado.

Um dos estudantes conseguiu escapar e está sob custódia.

O porta-voz da polícia disse que estavam a ser feitos esforços para resgatar os restantes seis alunos, mas que não havia até ao momento informações sobre para onde foram levados.

Zamfara tem sido um foco de grupos armados que realizam raptos para receber dinheiro de resgates, com a captura de estudantes a aumentar nos últimos anos em todo o país.

Um levantamento do jornal local Premium Times apurou que pelo menos 1.900 alunos foram levados de 20 escolas desde o rapto em massa de mais de 200 raparigas em Chibok, no estado de Borno, em 2014.


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Quarenta e nove cidadãos do Níger morreram de sede no deserto, na zona fronteiriça entre a Argélia, o Níger e o Mali, após a avaria do camião que os transportava, disseram quinta-feira autoridades locais.

Xi Jinping visita Coreia do Norte na próxima semana (1.ª vez desde 2019)... O Presidente chinês, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte na próxima semana, naquela que será a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram hoje os dois países.

© Lusa     05/06/2026 

Xi estará na Coreia do Norte entre segunda e terça-feira, segundo breves comunicados divulgados pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em junho de 2019.

O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares.

Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi.

A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.

Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia.

No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte.

Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.

As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio.

Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país "a um ritmo exponencial".


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Analistas consideram que sucessão de visitas de líderes estrangeiros à China este ano está a reforçar a imagem de Xi Jinping como figura central da diplomacia global e a narrativa de Pequim como servindo de pilar do multilateralismo.

Parlamento dos EUA aprova apoio à Ucrânia e novas sanções à Rússia... A câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.

© Lusa   05/06/2026 

A Câmara dos Representantes aprovou na quinta-feira, com 226 votos a favor a 195 contra, a proposta apresentada pelo democrata Gregory Meeks, apesar das objeções dos líderes republicanos que alertaram que iria prejudicar as negociações de paz.

O projeto iria dar mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda para a segurança e reconstrução da Ucrânia e mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.

A votação é um sinal de impaciência com a abordagem do Presidente norte-americano à guerra e representa a segunda grande divergência da Câmara com Donald Trump em matéria de política externa esta semana.

Na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso aprovou, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra com o objectivo de travar a acção militar dos EUA contra o Irão.

"Todos queremos que esta guerra termine", disse Meeks.

"A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que [o Presidente russo] Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?" questionou o democrata.

A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida.

French Hill, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, alertou que a proposta prevê menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia em comparação com o que o Congresso tinha acordado como parte da política de defesa deste ano.

Outra secção poderia levar a uma diminuição dos gastos com a defesa por parte de alguns membros da NATO, acrescentou.

No final, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra.

Os apoiantes esperam que a aprovação do projeto de lei sobre a Ucrânia pela Câmara pressione o Senado (câmara alta) a fazer o mesmo. Mas também sabem que o Senado provavelmente não concordará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.

A guerra que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia ao país vizinho dura há mais de quatro anos, sem fim à vista. Nos últimos dias, ambos os lados procuraram vantagem lançando ataques com mísseis de longo alcance.

Os esforços de paz liderados pelos EUA perderam força à medida que a situação na Ucrânia se agravava.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou um cessar-fogo incondicional exigido por Trump, mas Putin recusou.

A discussão no Senado em relação à Ucrânia girou em torno de um projeto de lei que imporia tarifas abrangentes e sanções secundárias aos países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações à Rússia, que são cruciais para o financiamento das forças armadas russas. Mas o projeto de lei está parado.