sexta-feira, 1 de maio de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataques à indústria petrolífera custaram 5.900 milhões de euros à Rússia... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou hoje que os ataques de drones ucranianos contra as infraestruturas petrolíferas russas resultaram em prejuízos para a Rússia de aproximadamente 5,9 mil milhões de euros desde o início do ano.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images     Por  LUSA   01/05/2026 

"Segundo as estimativas mais conservadoras, desde o início do ano, o Estado agressor [Federação Russa] perdeu pelo menos sete mil milhões de dólares [5,9 mil milhões de euros] apenas como resultado direto das nossas sanções direcionadas contra a indústria petrolífera e o setor de refinação da Rússia, devido a impactos diretos, paragens e atrasos nos envios", escreveu Zelensky numa publicação nas redes sociais, citada pela agência Efe.

O Presidente ucraniano acrescentou ainda que, a avaliar pelos resultados de abril, as ações "de longo alcance" da Ucrânia atingiram um novo patamar em termos de profundidade e intensidade, bem como em termos da redução dos lucros do petróleo russo.

"É importante não só atingir o objetivo em si, tal como definido na missão de combate, mas também aumentar o tempo de inatividade do alvo ou, pelo menos, reduzir significativamente a sua capacidade operacional", disse.

Entretanto, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) confirmou um novo ataque, realizado em colaboração com as Forças de Defesa da Ucrânia, contra as infraestruturas do porto e da refinaria de Tuapse, na região de Krasnodar, na Rússia.

De acordo com o comunicado do SBU no Telegram, tratam-se de importantes complexos de produção e centros logísticos que garantem a ligação entre a extração, a refinação e a exportação de petróleo russo.

O comunicado sublinha que a Tuapse é a única refinaria de petróleo da Rússia localizada na costa do Mar Negro, com capacidade para processar aproximadamente 12 milhões de toneladas de petróleo por ano.

Hoje, a Rússia também já lançou 409 drones em território ucraniano, dos quais 388 foram neutralizados ou abatidos, tendo sido contabilizados 16 impactos de drones em seis locais, além de fragmentos de aeronaves abatidas em onze locais, informou a Força Aérea Ucraniana.

Os drones, dos quais aproximadamente 250 eram da marca Shahed, desenvolvidos pelo Irão, foram lançados a partir das 08:00 da manhã a partir das regiões russas de Shatalovo, Kursk, Oryol, Milerovo e Primorsko-Akhtarsk, a partir de Gvardiyske, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e do território ocupado de Donetsk, de acordo com o comunicado publicado no Telegram.

"Os russos continuam a aterrorizar o nosso povo e as nossas cidades. Hoje, em apenas meio dia, mais de 400 drones atacaram as nossas instalações energéticas, infraestruturas críticas e casas", denunciou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, numa mensagem no Telegram.

A governante mencionou ainda que houve pelo menos dez pessoas feridas em Ternopil, uma delas gravemente, além de danos em instalações civis em Kherson e na região de Vinitsya.

Antes, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha denunciado os contínuos ataques da Rússia ao setor energético, às infraestruturas críticas e às instalações civis, referindo-se aos 210 drones lançados entre a tarde e a noite de quinta-feira contra território ucraniano, aproximadamente 140 deles da classe Shahed.

"Estes ataques diários demonstram a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia. O agressor deve ser enfraquecido para garantir uma maior segurança na Europa. A política de sanções deve continuar, juntamente com a sincronização de todas as nossas sanções com as dos nossos parceiros", escreveu.

Acrescentou que "se a Rússia não quiser recorrer à diplomacia voluntariamente, deve ser forçada a fazê-lo".


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O Ministério da Defesa russo declarou hoje que as suas Forças Armadas capturaram dez localidades ucranianas esta semana, nomeadamente seis nas regiões de Kharkiv e Sumi, mais quatro na região de Donetsk, mas a Ucrânia negou a informação.

Nova proposta? Trump reconhece "progressos", mas "não está satisfeito"... O chefe de Estado dos EUA, Donald Trump, disse, esta sexta-feira, que "não está satisfeito" com a nova proposta apresentada pelo Irão, apontando que mesmo entre os líderes dessa nação há uma "tremenda discórdia". Ainda assim, reconheceu "progressos".

© Anna Moneymaker/Getty Images)   noticiasaominuto.com  01/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, esta sexta-feira, que estava insatisfeito com a nova proposta feita pelo Irão, cujos líderes estão em "discórdia".

"Eles querem fazer um acordo", disse Trump, na Casa Branca, acrescentando: "Não estou satisfeito".

O chefe de Estado dos EUA não especificou aquilo que não aceitaria na nova proposta, anunciada hoje, mas sugeriu que mesmo os líderes iranianos poderiam entrar em acordo para colocar um fim à guerra.

"Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá", referiu, apontando uma "tremenda discórdia" entre os líderes do Irão.

Considerando que a liderança iraniana é muito "desarticulada", acrescentou: "Há dois ou três grupos, talvez quatro, e a liderança é muito fragmentada. E, dito isso, todos querem chegar a um acordo, mas estão todos em desordem."

Trump fala de opções (que são duas)

O chefe de Estado norte-americano afirmou ainda que as opções em relação ao Irão se resumem a uma grande escalada militar ou a um acordo.

"Existem opções. Queremos simplesmente ir lá e bombardeá-los até a morte e acabar com eles para sempre? Ou queremos tentar fazer um acordo? Essas são as opções", apontou Trump, confirmando também que recebeu um briefing atualizado sobre as opções militares do Comando Central dos EUA na quinta-feira.

Segundo o que explicou, "prefere" que a violência não seja a solução a seguir. "Do ponto de vista humano, eu preferiria que não [...]", apontou.

"Mas essa é a opção: queremos invadir o local com tudo e simplesmente bombardeá-los até a morte ou queremos fazer algo?", atirou.

Recorde-se que o Irão apresentou, na quinta-feira, uma nova proposta para retomar as negociações com os Estados Unidos, atualmente num impasse, com o objetivo de pôr fim à guerra, anunciou hoje a agência oficial iraniana Irna.

"A República Islâmica transmitiu na quinta-feira à noite o texto da sua mais recente proposta ao Paquistão, mediador nas conversações com os Estados Unidos", refere a agência, que não adiantou mais pormenores.

Israel e Estados Unidos lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque conjunto ao Irão, que destruiu grande parte da capacidade militar e da indústria de fabrico de mísseis e 'drones' de Teerão.

A República Islâmica respondeu ao ataque, justificado com a ameaça nuclear iraniana, disparando mísseis e 'drones' contra os países vizinhos, sobretudo a indústria de petróleo e gás destes, e bloqueando o Estreito de Ormuz, o que levou a uma escalada dos preços dos combustíveis, fortemente penalizadora de países importadores.

No âmbito das negociações em curso, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, falou na sexta-feira por telefone com os seus homólogos da Arábia Saudita, Qatar, Turquia, Iraque e Azerbaijão para abordar as mais recentes "iniciativas da República Islâmica para pôr fim à guerra", segundo um comunicado do ministério.

O estreito de Ormuz continua bloqueado pelas forças armadas iranianas, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.


Leia Também: Irão faz nova proposta de negociações aos EUA (através do Paquistão)

O Irão apresentou, na quinta-feira, uma nova proposta para retomar as negociações com os Estados Unidos, atualmente num impasse, com o objetivo de pôr fim à guerra, anunciou hoje a agência oficial iraniana Irna.

1º de maio: TRABALHADORES GUINEENSES DENUNCIAM CONDIÇÕES PRECÁRIAS E EXIGEM AÇÃO URGENTE DO ESTADO

Por Rádio Sol Mansi   01.05.2026

No Dia Internacional do Trabalhador, sindicatos da Guiné-Bissau lançam um alerta forte considerando que as condições de vida e trabalho estão a atingir níveis críticos, e a resposta do Estado continua aquém do necessário.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG) voltou a exigir a implementação urgente de um salário mínimo nacional de 100 mil francos CFA. A proposta, apresentada há anos, permanece sem resposta prático, aumentando o descontentamento entre trabalhadores que dizem não conseguir cobrir necessidades básicas.

O secretário-geral da UNTG, Júlio António Mendonça, destacou que é urgente dignificar a classe trabalhadora com reformas estruturais, incluindo formação profissional e melhores condições socioeconómicas.

Igualmente, Lauriano Pereira que dirige uma outra ala da UNTG, reforça que os rendimentos não chegam para viver”, descrevendo um cenário de forte pressão económica sobre as famílias.

No entanto, o Ministério da Administração Pública reconhece a necessidade de aumentar salários. O inspetor-geral Bubacar Manó aponta obstáculos como a existência de “funcionários fantasmas”, que dificultam uma gestão eficiente dos recursos públicos.

Apesar da existência do decreto-lei n.º 4/2012, que obriga à contratação por concurso público para garantir transparência, sindicatos denunciam falhas na sua implementação, o que agrava a desorganização na função pública.

Organizações sindicais classificam o momento atual como um dos mais críticos da história laboral da Guiné-Bissau, marcado por greves prolongadas instabilidade política, aumento da precariedade.

Com o agravamento das condições sociais, cresce a pressão para que o Estado avance com medidas concretas e imediatas. Os sindicatos avisam que sem respostas rápidas, o clima de tensão social pode intensificar-se ainda mais.