Por Rádio Sol Mansi 01.05.2026
No Dia Internacional do Trabalhador, sindicatos da Guiné-Bissau lançam um alerta forte considerando que as condições de vida e trabalho estão a atingir níveis críticos, e a resposta do Estado continua aquém do necessário.
A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG) voltou a exigir a implementação urgente de um salário mínimo nacional de 100 mil francos CFA. A proposta, apresentada há anos, permanece sem resposta prático, aumentando o descontentamento entre trabalhadores que dizem não conseguir cobrir necessidades básicas.
O secretário-geral da UNTG, Júlio António Mendonça, destacou que é urgente dignificar a classe trabalhadora com reformas estruturais, incluindo formação profissional e melhores condições socioeconómicas.
Igualmente, Lauriano Pereira que dirige uma outra ala da UNTG, reforça que os rendimentos não chegam para viver”, descrevendo um cenário de forte pressão económica sobre as famílias.
No entanto, o Ministério da Administração Pública reconhece a necessidade de aumentar salários. O inspetor-geral Bubacar Manó aponta obstáculos como a existência de “funcionários fantasmas”, que dificultam uma gestão eficiente dos recursos públicos.
Apesar da existência do decreto-lei n.º 4/2012, que obriga à contratação por concurso público para garantir transparência, sindicatos denunciam falhas na sua implementação, o que agrava a desorganização na função pública.
Organizações sindicais classificam o momento atual como um dos mais críticos da história laboral da Guiné-Bissau, marcado por greves prolongadas instabilidade política, aumento da precariedade.
Com o agravamento das condições sociais, cresce a pressão para que o Estado avance com medidas concretas e imediatas. Os sindicatos avisam que sem respostas rápidas, o clima de tensão social pode intensificar-se ainda mais.
