domingo, 11 de outubro de 2026

Guiné-Bissau aprova ensaio sobre hepatite B contestado pela OMS... As autoridades da Guiné-Bissau aprovaram um ensaio clínico sobre a administração da vacina contra a hepatite B à nascença, financiado pelos Estados Unidos, cujo desenho foi considerado antiético pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por  healthnews.pt/LUSA/   11 de Outubro 2026 

O estudo prevê envolver 14 mil recém-nascidos, dos quais metade receberá a vacina ao nascer e os restantes iniciarão a vacinação às seis semanas de vida.

Segundo a informação divulgada pela imprensa internacional, o Projeto de Saúde de Bandim recebeu autorização para avançar com a investigação, depois de as autoridades guineenses terem anunciado a sua suspensão em janeiro, na sequência da contestação de especialistas.

O financiamento, de 1,6 milhões de dólares, é assegurado pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma agência integrada no Departamento de Saúde e Serviços Humanos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., conhecido pelas suas posições críticas em relação às vacinas.

No centro da controvérsia está a decisão de não administrar a dose à nascença a metade dos participantes. Esse grupo seguirá o calendário de vacinação guineense, que prevê doses às seis, dez e 14 semanas. O outro grupo receberá uma dose adicional ao nascer.

Os investigadores sustentam que pretendem avaliar os efeitos globais desta intervenção na saúde infantil. A proteção conferida pela vacina contra a infeção pelo vírus da hepatite B, esclarecem, está estabelecida e não constitui a questão que o estudo procura investigar.

A OMS contestou, porém, a justificação ética do ensaio. Em fevereiro, considerou que deixar parte dos recém-nascidos sem uma intervenção de eficácia comprovada poderia expô-los a infeção crónica e a complicações graves, incluindo cirrose e cancro do fígado.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se contra o estudo numa conferência de imprensa em 11 de fevereiro, alertando para os riscos associados à ausência de proteção à nascença num país com elevada prevalência de hepatite B.

A posição da OMS incide no desenho experimental então conhecido. Para a organização, a existência de limitações no acesso à vacinação não justifica, por si só, que um ensaio clínico deixe alguns participantes sem uma medida preventiva comprovadamente eficaz.

O início da investigação estava previsto para os primeiros meses de 2026, mas foi suspenso pelas autoridades guineenses para avaliação das questões éticas levantadas. A notícia da autorização representa um novo desenvolvimento num processo marcado por divergências entre investigadores, especialistas em saúde pública e responsáveis pela avaliação ética.

O texto inicial refere também a demissão de vários cientistas do comité de ética dinamarquês que aprovou o ensaio, em protesto contra a decisão.

A investigação decorre num contexto de elevada circulação do vírus na Guiné-Bissau. A infeção crónica por hepatite B pode provocar doença hepática grave, incluindo cirrose, insuficiência hepática e cancro do fígado.

O vírus pode permanecer infecioso em superfícies durante, pelo menos, sete dias. A partilha de objetos de higiene pessoal, como escovas de dentes, pode representar um risco quando estes estão contaminados com sangue infetado, mesmo em quantidades não visíveis.

A discussão sobre o ensaio tem também uma dimensão política nos Estados Unidos. Paul Offit, especialista em doenças infeciosas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, afirmou ao Guardian que, na sua perspetiva, Kennedy pretende usar a investigação para afastar a administração da dose à nascença no país.

“Ele quer avançar com o estudo para não usarmos a dose que damos aos recém-nascidos aqui neste país, esse é o objetivo”, declarou o médico ao jornal britânico.

Na Guiné-Bissau, a introdução da dose à nascença no calendário nacional está prevista até 2028. Esse prazo diz respeito à implementação da medida no país. A OMS recomenda a administração da vacina nas primeiras 24 horas de vida.

Em resposta às críticas, os responsáveis pelo Projeto de Saúde de Bandim argumentam que nenhum participante receberá menos vacinas do que as previstas no calendário nacional em vigor, uma vez que este ainda não inclui a dose à nascença.

Os investigadores reconhecem que a eficácia da vacina na prevenção da hepatite B está bem estabelecida e defendem que a investigação procura esclarecer os efeitos gerais da introdução dessa dose na saúde das crianças, quando administrada juntamente com a BCG e a vacina oral contra a poliomielite, no contexto específico da Guiné-Bissau.

©africanews (en français)   Guinea-Bissau: Controversial infant clinical trial authorized to continue

UCRÂNIA/RÚSSIA: Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia, sem detalhar a duração da trégua.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images  Por noticiasaominuto.com, Lusa   11/10/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este domingo que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia.

A informação foi avançada por Trump na sua rede social Truth Social, sem que tenha dado mais detalhes sobre a duração da trégua, por exemplo.

"Com efeito imediato, entra em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o quebrem!", escreveu.

Apesar da mensagem, Volodymyr Zelensky parece ter sido apanhado de surpresa com o anúncio de Donald Trump. O presidente da Ucrânia revelou, ao portal Axios, que o cessar-fogo energético "foi uma novidade" para si. "Mas se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia concordará", acrescentou.

Segundo o Axios, Zelensky reforçou que, se Trump negociou esta trégua com o Presidente russo, Vladimir Putin, então que o avisem.

"Digam-nos quando é que este cessar-fogo entrará em vigor: estamos prontos e aceitá-lo-emos", declarou.

Antes da mensagem do líder norte-americano, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha afirmado hoje que está disposto a interromper os ataques contra refinarias da Rússia se Moscovo deixar de visar infraestruturas energéticas da Ucrânia.

Essa declaração surge também após as críticas de Trump a Volodymyr Zelensky, culpando-o pelos altos preços do diesel e sugerindo que a Ucrânia deveria ter um novo líder.

"Sugiro-lhes que elejam um novo líder capaz de chegar a um acordo", afirmou o presidente norte-americano perante a imprensa na Casa Branca, condenando os ataques ucranianos às refinarias russas, que, segundo Trump, apenas agravam "o problema mundial" da escassez de gasóleo.

"É do seu interesse parar", advertiu Donald Trump, dirigindo-se ao presidente ucraniano, numa referência ao anúncio de um acordo controverso entre Moscovo e Washington para a compra em grande escala de gasóleo russo.

O presidente ucraniano respondeu entretanto, este domingo, ao presidente dos Estados Unidos, dizendo que seu país está disponível para realizar eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias.

"Por favor, digam a Putin para nos conceder dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e nós realizaremos as eleições", afirmou em entrevista à ABC News.


Zelensky diz que fará eleições na Ucrânia se Rússia aceitar cessar-fogo... Presidente ucraniano falou com a ABC após as críticas de Donald Trump, que defendeu a escolha de um novo líder para o país; crise foi motivada por acordo sobre diesel

Por cnnbrasil.com.br  11/10/26 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo que organizará eleições no país caso o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concorde com um cessar-fogo de 60 dias. A declaração foi uma resposta a críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Por favor, diga a Putin: dê-nos dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e organizaremos eleições”, disse Zelensky ao programa This Week, da ABC.

No sábado, Trump criticou Zelensky por atacar refinarias de petróleo russas um dia depois de os Estados Unidos suspenderem temporariamente sanções sobre combustíveis russos, que tinham como objetivo privar Moscou de receitas para financiar a guerra na Ucrânia.

“Acho que chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Em resposta, Zelensky afirmou que “cabe aos ucranianos” escolher seu líder e observou que Putin também gostaria de mudar quem está à frente da Ucrânia.

Ele disse que é fácil culpar a Ucrânia pela alta dos preços dos combustíveis, “quando todos no mundo entendem que, por causa da guerra no Oriente Médio, os preços estão subindo".

Mais cedo neste domingo, Zelensky afirmou que a Ucrânia estava disposta a interromper os ataques às refinarias de petróleo russas caso Moscou suspendesse seus próprios ataques à infraestrutura energética ucraniana.


Leia Também: Zelensky exige que Rússia pare ataques às infraestruturas ucranianas

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que condiciona o fim dos ataques às refinarias russas à decisão de Moscovo de deixar de atacar as infraestruturas energéticas ucranianas, em resposta às pressões dos Estados Unidos e à crítica de Donald Trump.

OPresidente da Ucrânia condicionou hoje o fim dos ataques contra refinarias da Rússia, exigido pelos Estados Unidos, à decisão de Moscovo de cessar os ataques contra as infraestruturas energéticas ucranianas.

"A Ucrânia estará disposta a cessar os ataques contra as refinarias de petróleo russas se a Rússia deixar de atingir as nossas infraestruturas energéticas", afirmou Volodymyr Zelensky, citado pela agência francesa AFP...

Ministro da Defesa israelita ameaça eliminar líder do Hamas... O ministro da Defesa de Israel ameaçou o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, com ataques, apesar do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza há um ano.

© Reuters     Por  LUSA  11/10/2026

O ministro da Defesa de Israel avisou hoje que o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, sofrerá o mesmo destino que os seus antecessores, mortos em ataques israelitas, apesar do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza há um ano.

"Eliminámos os líderes do Hamas em Gaza. A vez de al-Hayya também chegará, e ele juntar-se-á a Haniyeh e aos seus capangas nas profundezas do inferno", ameaçou Katz nas redes sociais.

O ministro israelita criticou os líderes da Turquia por continuarem a apoiar os "assassinos e violadores do Hamas" numa mensagem acompanhada de três fotografias.

Uma remonta a 2024 e mostra um encontro entre o antigo líder político do Hamas Ismael Haniyeh, morto no mesmo ano num ataque atribuído a Israel em Teerão, e o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Outra foto, datada de julho de 2026, mostra al-Hayya e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, e a terceira é uma fotomontagem que retrata as "portas do inferno", entre rochas vulcânicas e lava, acompanhada da legenda em hebraico "2027: Encontro Haniyeh-al-Hayya".

"Erdogan continua a estender o tapete vermelho a estes criminosos e a apoiar as atividades terroristas que orquestram a partir da Turquia, juntamente com a Irmandade Muçulmana, contra Israel e importantes nações muçulmanas da região", criticou Katz.

Em agosto, Israel avisou a Turquia que não vai permitir o aumento da presença militar turca na Síria, um dia depois de Israel bombardear uma base aérea no norte do país, sob justificação da alegada presença de uma delegação de Ancara.

A Turquia tem sido um dos mais países mais críticos da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, tendo também atuado como mediador no acordo de cessar-fogo no enclave palestiniano, em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Israel e Hamas têm trocado acusações de violações da trégua desde então e os ataques israelitas têm sido quase diários, ao mesmo tempo que as negociações para as próximas etapas do processo de paz, num roteiro proposto pelos Estados Unidos, continuam num impasse.

Num comunicado conjunto hoje divulgado na imprensa israelita, o exército e o serviço de segurança interna (Shin Bet) anunciaram que destruíram infraestruturas militares do Hamas em vários ataques na Faixa de Gaza ao longo do último dia, incluindo três depósitos de armas, um local de lançamento de 'rockets' e um centro de comando de vigilância.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo grupo islamita Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 74 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Desde o início do atual cessar-fogo, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizam mais de 1.400 palestinianos mortos em ataques das forças israelitas.


Leia Também: Moscovo condena ataque ao aeroporto de Riade e apela à diplomacia

Moscovo condenou o ataque ao aeroporto de Riade, atribuído aos rebeldes Huthis, e defendeu negociações como única solução para o conflito no Iémen.

Moscovo condenou hoje o ataque de sábado contra o aeroporto internacional de Riade, atribuído aos rebeldes Huthis do Iémen e que causou 12 mortos e centenas de feridos, e defendeu negociações como única solução para o conflito.

"A Rússia condena este ataque e insta as partes envolvidas no conflito na Península Arábica a absterem-se completamente de atacar infraestruturas civis", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) russo, num comunicado publicado na sua página oficial...

Acordo sobre gasóleo russo é “grande bofetada” para a UE, elogia primeiro-ministro checo... “Compreendo que [o Presidente norte-americano, Donald Trump] tem eleições pela frente, mas para a Europa isto é uma grande bofetada”, comentou o primeiro-ministro populista de direita no sábado à noite, citado pela agência checa CTK.

Por  Jornal Económico com Lusa   11 Outubro 2026 

O primeiro-ministro checo, Andrej Babis, qualificou hoje o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para comercializar gasóleo russo como uma “grande bofetada” para a União Europeia (UE).

“Compreendo que [o Presidente norte-americano, Donald Trump] tem eleições pela frente, mas para a Europa isto é uma grande bofetada”, comentou o primeiro-ministro populista de direita no sábado à noite, citado pela agência checa CTK.

“Veremos o que dizem os nossos colegas europeus”, afirmou, recordando que os líderes da UE se vão reunir na quinta e na sexta-feira.

Babis considerou o acordo surpreendente, depois de Trump ter criticado repetidamente os países europeus pelas compras de hidrocarbonetos russos, que contribuem para financiar a guerra de Moscovo contra a Ucrânia.

“Se nem depois disto a Europa compreender que deve finalmente começar a fazer algo, as coisas não vão acabar bem”, disse Babis, também citado pela agência espanhola EFE.

As críticas de Babis a Trump partem de um político que partilha muitas das posições do Presidente norte-americano, especialmente em matéria migratória.

Após chegar ao poder em dezembro de 2025, Babis pôs fim ao financiamento checo da ajuda militar à Ucrânia.

Trump anunciou na sexta-feira um acordo com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fornecer de forma imediata 300.000 toneladas de gasóleo russo ao mercado norte-americano e mundial.

O acordo contempla entregas maiores previstas para os próximos meses, o que serviria para baixar o preço do gasóleo, uma das críticas dos norte-americanos a Trump a poucas semanas das eleições intercalares de novembro.

Trump, que abriu na primavera um conflito bélico com o Irão que reduziu o trânsito de petróleo pelo estratégico estreito de Ormuz, culpou a Ucrânia pelo encarecimento do gasóleo devido aos ataques às refinarias russas.

O líder dos Estados Unidos sugeriu mesmo que os ucranianos mudassem de presidente para que seja possível acabar com a guerra com a Rússia, afirmando que Volodymyr Zelensky “não quer chegar a um acordo” com Moscovo.

Arábia Saudita sofre pior ataque desde atentado de 2015... O ataque ao aeroporto de Riade no sábado, com 12 mortos e 309 feridos, atribuído aos huthis iemenitas, foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

© Lusa    11/10/2026 

O ataque ao aeroporto de Riade no sábado, com 12 mortos e 309 feridos, atribuído aos huthis iemenitas, foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

Trata-se também do ataque mais mortífero no reino desde agosto de 2015, quando um atentado suicida do grupo jihadista Estado Islâmico fez 15 mortos numa mesquita num quartel no sul do país.

Iniciada em 28 de fevereiro, a guerra israelo-americana contra o Irão expandiu-se no golfo Pérsico e inclui o recente surto de combates entre os huthis e as forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita.

Um míssil atingiu no sábado um complexo do Aeroporto Internacional Rei Khalid que alberga os terminais 3 e 4 para voos domésticos.

Morreram no ataque quatro sauditas, dois bangladechianos, um norte-americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestiniano e um sudanês, precisou a autoridade da aviação civil saudita.

O ataque levou as escolas de Riade a anunciar hoje a mudança para o ensino à distância, o que acontece pela segunda vez em menos de um mês.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita, em apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iémen, acusou os huthis pró-iranianos e denunciou "um crime de guerra" ao qual responderá "com firmeza".

As operações no aeroporto foram suspensas.

A coligação também anunciou, durante a noite, a queda de um projétil perto do aeroporto de Dammam, no leste do reino.

Este aeroporto constitui, juntamente com o de Jeddah (oeste), uma alternativa ao aeroporto de Riade.

Várias embaixadas recomendaram ao seu pessoal que evitasse o aeroporto de Riade durante uma semana, segundo um diplomata ocidental.

Os funcionários norte-americanos na Arábia Saudita foram informados hoje de que também terão de solicitar autorização para aceder aos aeroportos de Dammam e Jeddah.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou-se no sábado "profundamente chocado" e condenou o ataque.

Guterres recordou que "os ataques contra civis e infraestruturas civis constituem uma violação do Direito Internacional", pelo que exigiu que tais agressões cessassem imediatamente.

Os huthis já tinham reivindicado na quarta e na quinta-feira ataques contra o aeroporto de Riade, com um saldo de seis mortos.

A dimensão e a frequência dos ataques contra Riade nos últimos dias não têm precedentes desde 2014 e o início da guerra no Iémen, que opõe os huthis às forças governamentais iemenitas.

As forças do Governo reconhecido pela comunidade internacional contam com o apoio militar de uma coligação liderada pela Arábia Saudita a partir de 2015.

Estes ataques ocorrem pouco antes da realização em outubro, no reino, da grande conferência anual sobre investimento, que atrai líderes estrangeiros e figuras de relevo do mundo dos negócios.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Os rebeldes apoiados pelo Irão lançaram uma ofensiva em setembro no Iémen, onde tomaram o litoral do mar Vermelho e reforçaram o domínio sobre o estreito estratégico de Bab el-Mandeb.

Segundo a imprensa norte-americana, Riade pediu recentemente ajuda aos Estados Unidos para combater os huthis.

O Presidente Donald Trump, que considerou inaceitável o ataque de sábado, anunciou que iria conversar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder 'de facto' do reino.

"É possível. Vamos analisar a questão", respondeu aos jornalistas quando questionado sobre um envolvimento direto norte-americano.

Fontes militares do lado governamental no Iémen disseram no sábado à AFP que as forças iemenitas tinham avançado na zona do estreito de Bab el-Mandeb, mas sem conseguirem garantir a segurança desta via marítima.

Bab el-Mandeb ganhou relevância após o Irão ter bloqueado o estreito de Ormuz, do outro lado da península Arábica.

As alegações das partes em conflito são impossíveis de verificar de forma independente, uma vez que a situação evolui rapidamente e o acesso para os jornalistas é difícil.


Leia Também:  Ataque a Riade adensa tensão no Médio Oriente. EUA prontos a intervir

O ataque deste sábado ao aeroporto de Riade acontece depois de a Arábia Saudita ter dito que ia conduzir uma "operação em grande escala" contra os huthis.

Um ataque contra o aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, este sábado, fez, pelo menos, 12 mortos e 309 feridos. Este ataque foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

O ataque foi atribuído aos Huthis, grupo aliado do Irão, embora estes ainda não se tenham pronunciado...