© Alexi Rosenfeld/Getty Images Por LUSA 07/10/2026
O evento foi apresentado por Eli Sharabi, um ex-refém em Gaza cuja mulher e duas filhas foram assassinadas no dia do ataque do Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos, Israel e vários outros países. A atriz israelita Shani Cohen conduziu a cerimónia ao seu lado.
"Nessa manhã de sábado, perdemos tanto... perdemos amigos, familiares, lares e comunidades inteiras que ficaram devastadas. Perdemos as pessoas que mais amávamos; perdemos a nossa sensação de segurança; perdemos parte da nossa inocência, e os nossos corações ardiam", afirmaram no discurso de abertura.
"E naquele dia, que mergulhou todo o Estado de Israel num profundo abismo de dor, parecia que também tínhamos perdido o país que um dia conhecemos", adiantaram.
O evento foi organizado pelo Kumu ("Levantem-se", em hebraico), um grupo formado por pessoas próximas das vítimas do massacre.
Esta foi a cerimónia popular alusiva ao aniversário, uma vez que a cerimónia oficial do Estado foi realizada na segunda-feira, seguindo a data estabelecida pelo calendário judaico.
Segundo o jornal The Times of Israel, a realização de cerimónias separadas "evidencia a profunda divisão existente entre muitos sobreviventes e familiares das vítimas, por um lado, e o governo, por outro — que se recusou a criar uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas do dia 07 de outubro".
Perante cerca de 50 mil pessoas em Telavive, segundo estimativas de fontes da organização, pelo palco passaram cantores nacionais, bem como familiares e pessoas próximas das vítimas — tanto civis como membros das forças de segurança israelitas.
"Nessa manhã, os sistemas entraram em colapso e o Estado falhou. Nas longas horas num abrigo seguro, a confiança que tínhamos como âncora desfez-se em pedaços", disse um dos fundadores do Kumu, Omri Shifroni, que perdeu sobrinhos e tios nesse dia.
A 07 de outubro de 2023, cerca de 6.000 palestinianos invadiram as comunidades israelitas na fronteira com a Faixa às 06h29 da manhã, num ataque liderado pelo Hamas e coordenado com outras milícias do enclave, que envolveu também o lançamento de mísseis contra o sul de Israel.
Cerca de 1.200 pessoas morreram no ataque e outras 251 foram feitas reféns pelo Hamas.
Em represália, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, na qual morreram mais de 74.200 palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, que não distingue o número de vítimas civis do de combatentes.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje condolências ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no terceiro aniversário dos ataques das milícias palestinianas lideradas pelo Hamas, assegurando que estas estão "a pagar um preço enorme pelo que fizeram".
Num encontro com a imprensa na Casa Branca, Trump revelou ter falado com Netanyahu a propósito do aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, que fizeram mais de 1.200 mortos em território israelita e desencadearam a ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Trump recordou o "dia horrível, a tragédia horrível" de há três anos e afirmou que "o outro lado" — o Hamas e outras milícias palestinianas — "está a pagar um preço enorme pelo que fez"...


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