sexta-feira, 20 de março de 2026

Cidade Velha de Jerusalém atingida após ataque iraniano... O bairro judeu da Cidade Velha de Jerusalém foi hoje atingido por um ataque iraniano, possivelmente destroços de um míssil ou de um intercetor, um ato que a diplomacia israelita considera demonstrativo da "loucura do Irão".

© Lusa   20/03/2026 

Pouco depois de um alerta de míssil iraniano, duas explosões muito fortes sacudiram Jerusalém, seguidas de um grande impacto no solo, descreveu a agência France-Presse (AFP). 

O projétil caiu no bairro judeu, dentro das muralhas otomanas e a apenas algumas centenas da Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais importante do Islão, bem como do Muro das Lamentações, que é sagrado na religião judaica, e ainda da igreja cristã do Santo Sepulcro, erguida no lugar onde a Bíblia situa a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.

Imagens relatadas pela AFP mostram uma rua aberta e repleta de destroços, perto de um parque de estacionamento e do Hotel Casa Sefardita.

"O que se vê aqui é o resultado de ataques de mísseis iranianos. A Cidade Velha de Jerusalém, mesmo ao lado do Monte do Templo, foi atingida por fragmentos de mísseis iranianos", criticou o exército em comunicado na rede social X.

O regime iraniano "prova mais uma vez que está a disparar indiscriminadamente --- seja contra zonas civis ou locais sagrados --- com a intenção de destruir o Estado de Israel", acusou o exército.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, lamentou igualmente na rede X "o 'presente' do Irão para o Eid al-Fitr", que assinala o fim do Ramadão, "ao disparar mísseis contra a Mesquita de al-Aqsa."

Este ataque iraniano a locais sagrados para as três religiões revela "a loucura do regime iraniano, que se diz religioso", comentou ainda o chefe da diplomacia israelita.

Em comunicado, a polícia disse estar a "trabalhar para isolar uma área e lidar com um engenho explosivo que caiu na cidade de Jerusalém", indicando que uma pessoa ficou ferida sem gravidade.

Os alertas para lançamentos de mísseis iranianos continuaram durante todo o dia de hoje, sobretudo no centro de Israel, na região de Telavive e na região de Jerusalém.

O Irão começou a lançar mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos em resposta à ofensiva aérea israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

No passado dia 16, fragmentos de um míssil iraniano intercetado pelas defesas aéreas israelitas caíram igualmente na Cidade Velha, sobre o telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego, a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro.

No Irão, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) identificou, no início desta semana, quatro sítios danificados pelo conflito entre os 29 que constam na lista de Património da Humanidade.

Estes locais incluem o Palácio Golestan, no coração histórico de Teerão, a Mesquita Jameh em Isfahan, no centro do Irão, e os sítios pré-históricos do Vale de Khorramabad, no leste do país.

O Governo iraniano informou no sábado que pelo menos 59 monumentos, museus e sítios históricos sofreram "danos graves" em resultado dos ataques aéreos nas últimas semanas.


Leia Também: Portugal diz "não" a Trump e afasta intervenção no conflito no Médio Oriente

Portugal juntou-se aos países que recusam o pedido de Donald Trump para entrar no conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão.

"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. 

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.

Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.

"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".

Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.

Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.


Leia Também: AIE avisa: Mundo enfrenta maior ameaça energética da História

O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.

Declaração à imprensa do Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, após a reza do Eid al-Fitr, na qual felicitou os fiéis muçulmanos pela celebração e apelou ao reforço da união, da paz e da coesão social entre todos os guineenses.

 

Teerão acusa EUA e Israel de afundar 16 navios iranianos... Os Estados Unidos e Israel bombardearam 16 navios iranianos em cidades portuárias do Irão no Golfo Pérsico, disseram as autoridades locais citadas pela agência de notícias Tasnim.

Por LUSA 

Um responsável da província de Hormozgan, sul do Irão, afirmou que após um ataque aéreo conjunto entre as forças dos Estados Unidos e de Israel, pelo menos 16 navios pertencentes a cidadãos iranianos das cidades de Bandar Lengeh e Bandar-e Kong foram "completamente destruídos".

Os Estados Unidos e Israel não se pronunciaram sobre a denúncia das autoridades iranianas sobre os 16 navios afundados.

O exército israelita anunciou ter iniciado ataques contra alvos do regime iraniano na região de Nur, a leste de Teerão, sem avançar, até ao momento, pormenores.

O regime iraniano lançou pelo menos quatro ataques com mísseis contra Israel desde a meia-noite, causando alguns danos em zonas residenciais, mas sem causar vítimas.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, que retaliou com ataques a visar bases militares norte-americanas e infraestruturas energéticas em países vizinhos, bem como alvos israelitas.

Ataques continuam e Teerão avisa Reino Unido: Os últimos acontecimentos... Ataques no Irão, Israel e países do Golfo estão a marcar o 21.º dia da guerra no Médio Oriente, com Teerão a avisar o Reino Unido de que também considera o país cúmplice da agressão.

Por LUSA 

Os preços do petróleo desceram, mas o impacto dos ataques a infraestruturas de energia já levou Washington a pedir a Telavive que pare de atacar esses alvos e obrigou a libertar reservas estratégicas de petróleo para os mercados.

Teerão acusa Londres de ser cúmplice

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse à homóloga britânica, Yvette Cooper, que a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos torna o Reino Unido cúmplice da agressão e da guerra.

Morte de porta-voz da Guarda Revolucionária

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou a morte do porta-voz, Ali-Mohammad Naini, num ataque inimigo.

O exército israelita disse que novos ataques visam as infraestruturas do Governo iraniano na capital.

Irão garante continua a produzir mísseis

Pouco antes do anúncio da morte, o porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que a produção de mísseis continuava no Irão.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que o Irão já não tinha capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.

Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém durante a madrugada e soaram as sirenes de alerta aéreo na cidade.

EUA ponderam suspender sanções ao petróleo iraniano

Os Estados Unidos estão a analisar a possibilidade de aliviar algumas sanções contra o petróleo iraniano.

"Nos próximos dias, poderemos levantar as sanções ao petróleo iraniano que está atualmente no mar", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em entrevista à Fox Business. Não especificou por quanto tempo podia durar essa flexibilização.

Preços do petróleo caem

Os preços do petróleo caíram cerca de 2% em reação a declarações do primeiro-ministro israelita de que a guerra vai terminar "mais cedo do que as pessoas pensam".

Às 08h15 TMG (mesma hora em Lisboa), o petróleo Brent, referência global, estava a cair 1,07%, cotando a 107,49 dólares, enquanto o equivalente nos EUA, o WTI, estava a cair 1,93%, para 93,71 dólares.

Ataques com mísseis e drones no Golfo

Um ataque com drones à refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, já alvo de ataques na quinta-feira, provocou um incêndio, sem causar vítimas.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram que vão retaliar, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter intercetado vários drones.

Estilhaços de um "ataque iraniano" causaram um incêndio num armazém no Bahrein, onde sirenes de alerta aéreo foram acionadas.

Seis países vão garantir segurança do estreito de Ormuz após guerra

França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Países Baixos e Japão disseram estar "prontos para contribuir" para a segurança da navegação no estreito de Ormuz, mas Paris, Berlim e Roma especificaram que tal só acontecerá quando terminarem as hostilidades.

Reservas estratégicas de petróleo libertadas para o mercado

Os países-membros da Agência Internacional de Energia começaram a libertar as reservas estratégicas de petróleo para o mercado, num total de 426 milhões de barris, principalmente de petróleo bruto.

Trump pede a Israel que pare de atacar infraestruturas energéticas no Irão

O Presidente dos EUA afirmou ter pedido ao primeiro-ministro israelita para parar de atacar as infraestruturas energéticas no Irão.

"Disse-lhe para não o fazer, e ele não voltará a fazê-lo", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que a resposta ao ataque israelita às infraestruturas energéticas mobilizou apenas "uma fração" do poder iraniano.

Trump pondera a tomada da Ilha de Kharg para forçar o Irão a abrir o Estreito de Ormuz... Informação é avançada pelo jornal digital norte-americano Axios

Por  CNN Portugal 

A administração liderada por Donald Trump está a considerar planos para ocupar ou bloquear a Ilha de Kharg, no Irão. O objetivo é pressionar Teerão a reabrir o Estreito de Ormuz, avançou a Axios esta sexta-feira, citando quatro fontes diferentes com conhecimento do assunto.

Este pequeno ponto no Golfo Pérsico sustenta 90% das exportações de petróleo do Irão e é vital não só para a economia de Teerão como para o preço do petróleo.

Apesar da sua dimensão reduzida, a Ilha de Kharg é uma autêntica tábua de salvação económica para o país, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irão — o que significa que qualquer ataque direto pode provocar uma grande escalada do conflito.

A Ilha de Kharg é um afloramento de coral com cerca de um terço do tamanho de Manhattan, situada a apenas 25 quilómetros da costa iraniana, no Golfo Pérsico.

Quase todos os dias, milhões de barris de petróleo bruto provenientes dos principais campos petrolíferos do Irão — incluindo Ahvaz, Marun e Gachsaran — chegam à ilha através de oleodutos. Entre os iranianos, Kharg é conhecida como a “Ilha Proibida”, devido ao forte controlo militar.

Fim da mudança da hora à vista? Bruxelas vai apresentar novo estudo... A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue.

© Shutterstock   Por  LUSA   20/03/2026 

Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. 

Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria.

Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos Estados-membros, uma resolução do Parlamento Europeu, vários estudos, bem como uma consulta pública", que defendiam essa medida.

"Uma solução coordenada para a mudança da hora ainda é possível. Lançámos um estudo para apoiar este processo de decisão, que deverá estar concluído até ao final de 2026", indica a porta-voz, que realça que cabe aos Estados-membros "decidir se querem manter permanentemente o horário de verão ou o horário de inverno".

Para o processo poder avançar, contudo, é preciso que o Conselho da União Europeia (UE), que representa os governos dos Estados-membros, volte a pôr este assunto em cima da mesa e tente chegar a um consenso, tarefa que, neste momento, cabe a Chipre, que assume até junho a presidência rotativa da instituição.

Questionada se tenciona tentar alcançar um consenso sobre esta questão até junho, uma porta-voz da presidência cipriota também salientou que a Comissão Europeia está "atualmente a preparar um estudo relacionado sobre esta proposta legislativa, há muito pendente".

"Se o estudo ficar disponível durante a nossa presidência, estaremos prontos para o apresentar e realizar uma troca de pontos de vista no grupo de trabalho competente", refere.

A porta-voz ressalva, contudo, que o estudo só deverá estar pronto no final da presidência cipriota, "na melhor das hipóteses".

O debate sobre o acerto sazonal tem acontecido na UE desde pelo menos 2018.

Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, na sequência de uma consulta pública da Comissão Europeia, em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos manifestaram essa posição.

No entanto, a medida nunca avançou por falta de consenso no Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros não concordaram numa posição comum própria para responder à proposta legislativa.

Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos... Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram hoje, em comunicados separados, estar a responder a ataques iranianos com mísseis, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones.

© Lusa   20/03/2026 

Também no Golfo, estilhaços provenientes de uma "agressão iraniana" provocaram um incêndio num armazém no Bahrein, informou o Ministério do Interior do país, onde as sirenes de alerta antiaéreo tinham sido ativadas. O incêndio foi controlado e não causou vítimas.

No Kuwait, o exército indicou, num comunicado, que as suas defesas aéreas "respondem a um míssil hostil e a ameaças de drones", enquanto o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos refere "a ameaça de mísseis".

Na Arábia Saudita, seis drones foram "interceptados e destruídos" no leste do país e outro no norte, segundo o Ministério da Defesa.

O Irão prosseguiu na quinta-feira os ataques às infraestruturas energéticas no Golfo. Os drones iranianos atingiram uma refinaria saudita e outras duas no Kuwait, e infligiram danos graves na principal instalação mundial de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar, em resposta aos ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/ North Dome, partilhado por Teerão e Doha.


Leia Também: Qatar avisa que últimos ataques iranianos provam que não visam apenas EUA

O primeiro-ministro do Qatar avisou hoje o Irão que os seus ataques na quarta-feira contra instalações de gás no seu país são uma prova de que Teerão não visa apenas interesses norte-americanos no Golfo.


quinta-feira, 19 de março de 2026

Acidente de viação resulta no atropelamento de três vacas na autoestrada de Safim... Um acidente de viação envolvendo uma viatura de transporte misto resultou, na tarde de ontem, 18 de março, no atropelamento de três vacas na autoestrada de Safim.

Ministério da Administração Territorial e Poder Local da Guiné-Bissau    Bissau, 19 de março de 2026

De acordo com informações apuradas, não há registo de vítimas humanas, tendo o incidente causado apenas danos materiais e a morte dos animais.

Na sequência da ocorrência, as autoridades competentes orientaram que as carcaças dos animais fossem encaminhadas para oferta às forças de defesa e segurança ou para as unidades hospitalares, para fins de consumo, conforme a orientação do governo.

As autoridades reforçam o apelo à vigilância redobrada por parte dos condutores, sobretudo em zonas propensas à circulação de animais, de modo a prevenir acidentes e garantir a segurança rodoviária.

Por outro lado, exortam os criadores de gado a assegurarem o devido controlo e vigilância dos seus animais, evitando a sua circulação nas vias públicas, especialmente nas estradas de grande tráfego, como forma de prevenir acidentes e salvaguardar vidas humanas e bens.

Mais de 3,19 milhões de israelitas sem acesso a abrigos... O número de israelitas sem acesso a 'bunkers' aumentou de 2,5 milhões para 3,19 milhões nos últimos seis anos, um problema que afeta sobretudo as comunidades árabes, afirmou o portal de notícias Shomrim.

© AFP via Getty Images    Por  LUSA  19/03/2026 

O balanço publicado em 06 de janeiro pelo Controlador do Estado e Provedor de Justiça de Israel, Matanyahu Englman, mostrou que um terço da população israelita, mais de nove milhões de pessoas, continuam sem acesso a um abrigo ou 'bunker' para se refugiar de ataques, numa altura em que a guerra com o Irão causou pelo menos 14 mortos no país. 

"Um terço dos residentes de Israel não está devidamente protegido contra ataques com mísseis, incluindo mais de 42.000 residentes que vivem em comunidades situadas num raio de nove quilómetros da fronteira com a Síria e o Líbano", afirmou o provedor, citado no comunicado.

De acordo com o Shomrim, portal de notícias independente e sem fins lucrativos que analisou o documento, o último relatório deste tipo, em 2020, indicava que o número de cidadãos sem acesso a estes abrigos passou de 28% para 33%.

A rede de abrigos é significativamente deficitária entre a comunidade árabe que reside em Israel, com o rácio de abrigos a chegar a um para cada 15 mil pessoas, acrescentou o portal, citando o relatório.

Existem apenas 37 abrigos públicos nas comunidades árabes, o que representa apenas 0,3% do número total de abrigos no país, indicou o relatório .

Dos 37, oito estão encerrados.

O meio de comunicação social adiantou que, de acordo com dados de 2024 do Centro de Emergência para Autoridades Locais Árabes, cerca de 60% das autoridades árabes não dispunham de abrigos antiaéreos.

O Shomrim adiantou que enquanto a cidade de Carmiel possui 126 abrigos antiaéreos públicos, duas cidades árabes adjacentes têm apenas dois entre ambas, equivalendo a um abrigo para cada 15 mil pessoas.

A situação é igualmente problemática em outras localidades como Rahat, lar da maior povoação beduína de Israel, com mais de 75.000 habitantes, em que existem apenas cinco abrigos públicos.

Em Segev Shalom, que tem uma população de 13.000 habitantes também de maioria beduína, não existe um único abrigo antiaéreo público, acrescentou o Shomrim.

O relatório deste ano indicou que, embora os abrigos individuais tenham aumentado de 3,5 milhões em 2020 para 4,3 milhões, os abrigos públicos coletivos desceram de 550 mil para 430 mil, enquanto os espaços de abrigo coletivo em apartamentos passaram de 2,5 para 1,5 milhões.

A auditoria concluiu também que o programa "Proteger o Norte", lançado em 2018, que tinha como objetivo garantir que a população civil estivesse preparada para emergências, não executou o orçamento aprovado na totalidade.

"O orçamento atribuído à sua implementação foi inferior a metade do montante aprovado pelo Governo e, mesmo esse orçamento reduzido, não foi totalmente utilizado", adiantou a nota, acrescentando que estas questões já tinham sido assinaladas pela provedoria num relatório anterior.

"Quando o Governo, o Comando da Frente Interna e as autoridades locais não se preparam adequadamente em tempos de rotina, os civis israelitas são prejudicados quando surge uma crise", acrescentou o provedor Englman citado no comunicado.

A auditoria evidencia "deficiências nas ações de várias autoridades que não se organizaram de forma eficaz para prestar serviços adequados ao público e indicam a necessidade urgente de medidas corretivas imediatas", concluiu.

Na cidade de Ramat Gan, perto de Telavive, duas pessoas morreram na quarta-feira atingidas por estilhaços quando se dirigiam para um abrigo, de acordo com o serviço de emergência médica israelita.

Com estas vítimas, o número de mortos em Israel desde início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, subiu para 14 pessoas.

Em 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar de larga escala contra o Irão, que respondeu com o encerramento do estreito de Ormuz e ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos e mais de 10.000 civis feridos.


Leia Também: Secretário da Defesa norte-americano pede mais 200 mil milhões para guerra

O secretário da Defesa dos Estados Unidos anunciou hoje que o Pentágono vai solicitar ao Congresso cerca de 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) adicionais para financiar a guerra contra o Irão.

Irão: Ataques a infraestruturas de energia marcam 20.º dia da guerra... Síntese dos principais acontecimentos das últimas horas da guerra no Médio Oriente, desencadeada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, com base na agência de notícias France-Presse (AFP):

© Shutterstock    Por  LUSA  19/03/2026 

Síntese dos principais acontecimentos das últimas horas da guerra no Médio Oriente, desencadeada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, com base na agência de notícias France-Presse (AFP):

Irão reitera ameaças de represálias

"Avisamos o inimigo de que está a cometer um erro grave ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão", declarou o centro de comando conjunto iraniano, Khatam Al-Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.

"Se isto se repetir, as represálias contra as vossas infraestruturas energéticas e as dos vossos aliados continuarão até à sua destruição", afirmou.

O comando iraniano prometeu uma "resposta muito mais violenta" do que a registada durante os ataques realizados durante esta madrugada contra locais do Golfo.

Irão propõe cobrar passagem no estreito de Ormuz

O parlamento do Irão está a analisar uma proposta para a imposição do pagamento de direitos de passagem aos navios no estreito de Ormuz, noticiou a agência oficial Isna.

"Estamos a trabalhar num plano segundo o qual os países deverão pagar direitos e taxas à República Islâmica se o estreito de Ormuz for utilizado como via segura" para o transporte de energia e de mercadorias, declarou a deputada Somayeh Rafiei.

Macron defende trégua durante festa do fim do Ramadão

O Presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou uma "escalada inconsiderada" no Médio Oriente, onde a guerra se estendeu aos locais de produção de hidrocarbonetos, em particular no Qatar.

Macron apelou ao fim dos combates durante o Eid al-Fitr, a festa que marca o fim do Ramadão.

França propõe moratória sobre infraestruturas energéticas

Macron propôs também uma moratória sobre os ataques contra infraestruturas civis, nomeadamente energéticas, afirmando ter conversado com o homólogo norte-americano, Donald Trump, e com o emir do Qatar, xeque Tamim ben Hamad al-Thani.

Em resposta, o Irão criticou Macron por apenas denunciar os ataques iranianos.

"A expressão da sua 'preocupação' não se seguiu ao ataque de Israel contra as nossas instalações de gás. Surge após as nossas represálias. Triste!", reagiu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

Petróleo: Brent sobe mais de 10%

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado petrolífero mundial, estava a subir esta manhã 9,92%, para 118,03 dólares, pouco depois de ter subido mais de 10%.

O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, ganhava 2,59%, para 98,81 dólares.

O gás europeu também disparou e pouco depois do início da cotação, o contrato a prazo do TTF neerlandês subia 24,13%, para 67,85 euros por megawatt-hora, após ter aumentado até 35%.

As bolsas europeias abriram em queda acentuada: -1,5% em Frankfurt, -1,20% em Paris, -1,28% em Londres e -1,27% em Milão.

Lisboa arrancou a sessão a perder -0,87%.

Três explosões ouvidas em Telavive

Três explosões foram ouvidas em Telavive após um alerta de mísseis iranianos.

O exército israelita disse que este disparo de mísseis a partir do Irão, que visou o centro de Israel, era o sexto em direção ao território israelita desde a meia-noite.

Refinaria saudita atingida por drone

Um drone atingiu a refinaria saudita de Samref, situada na zona industrial de Yanbu, nas margens do mar Vermelho.

O Ministério da Defesa saudita disse que estava ainda a avaliar os danos.

Pequim denuncia morte de Ali Larijani por Israel

A China considerou inaceitável que Israel tivesse matado o chefe da segurança iraniana, Ali Larijani, bem como qualquer outro dirigente iraniano, e voltou a exigir um cessar-fogo imediato.

Kuwait: incêndios em duas refinarias após ataques de drones

Um drone atingiu uma das mais importantes refinarias da companhia petrolífera nacional do Kuwait, provocando um incêndio numa das unidades, noticiou um meio de comunicação estatal.

Um pouco mais tarde, uma unidade de uma segunda refinaria da companhia incendiou-se, também após um ataque de drone.

Dois combatentes de um grupo pró-iraniano mortos no Iraque

Dois combatentes do Hachd al-Chaabi, uma aliança de ex-paramilitares iraquianos que integra grupos pró-iranianos, foram mortos em ataques "israelo-norte-americanos" no norte do Iraque, anunciou a organização.

Arábia Saudita "reserva-se o direito" de responder

"Reservamo-nos o direito de realizar ações militares se tal se revelar necessário", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, após uma reunião em Riade de cerca de uma dezena de chefes da diplomacia de países árabes ou muçulmanos.

Três execuções no Irão

O Irão anunciou a execução de três homens, a que chamou amotinados, considerados culpados do assassínio de membros das forças da ordem e de terem agido em nome de Israel e dos Estados Unidos.

Cathay Pacific: voos suspensos para o Dubai e Riade até 30 de abril

A companhia aérea de Hong Kong Cathay Pacific suspendeu os voos com destino e proveniência do Dubai e Riade devido à guerra no Médio Oriente, até 30 de abril de 2026.

Donald Trump ameaça destruir campo de gás se Irão continuar ataques no Qatar

O Presidente dos Estados Unidos ameaçou na quarta-feira destruir o imenso campo de gás iraniano de South Pars em caso de novo ataque do Irão contra um importante local de produção de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar.

Se o Irão atacar novamente o Qatar, "os Estados Unidos, com ou sem (...) Israel, destruirão massivamente a totalidade do jazigo de gás de South Pars com uma força e uma potência que o Irão nunca viu nem conheceu anteriormente", escreveu Trump na rede social de que é proprietário.

Qatar lamenta danos consideráveis em instalações de gás

O Qatar, segundo maior exportador mundial de GNL, anunciou novos "danos consideráveis" no complexo de Ras Laffan, o mais importante local de gás natural do mundo, já danificado na quarta-feira.

A proteção civil do Qatar afirmou ter controlado os incêndios no local e não comunicou a existência de vítimas.

O Irão afirmou estar a reagir a um ataque contra a parte iraniana deste campo de gás 'offshore', que Teerão designa por South Pars.

Futebol: Irão pretende boicotar os Estados Unidos, não o Mundial

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou na quarta-feira que o Irão "boicotava os Estados Unidos", mas não o Campeonato do Mundo.

A participação iraniana no Mundial 2026 é incerta desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.


Leia Também: EUA admitem que não têm prazo para fim das operações militares

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu hoje que não existe um calendário definido para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, cabendo ao Presidente decidir quando os objetivos forem alcançados.

Hungria: Orbán recusou levantar bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia... Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia discutiram hoje durante cerca de 90 minutos o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, mas o primeiro-ministro húngaro recusou levantar o bloqueio, mantendo-se o impasse.

© Lusa   19/03/2026 

Segundo fontes europeias, no início desta conversa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, deixou em "termos claros e diplomaticamente fortes" que a decisão do Governo húngaro em bloquear o empréstimo da UE "não é aceitável" e constitui uma violação do princípio da cooperação leal entre Estados-membros, consagrado nos Tratados, tendo em conta que Budapeste tinha aprovado esse empréstimo na cimeira europeia de dezembro. 

Costa quis ainda salientar que a reparação do oleoduto de Druzhba -- que Budapeste acusa Kiev de estar propositadamente a atrasar para impedir a transferência de petróleo russo para a Hungria -- é uma questão diferente, separada do empréstimo e que já está a avançar.

Por último, o presidente do Conselho Europeu condenou declarações recentes do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky -- que ameaçou dar as coordenadas da localização de Viktor Orbán a soldados ucranianos se mantiver o bloqueio --, considerando-as inaceitáveis e avisando que não ajudam ninguém: nem a Ucrânia, nem a UE, nem a Hungria.

Por sua vez, o primeiro-ministro, Viktor Orbán, tomou duas vezes a palavra -- no início e depois de os restantes líderes falarem -- para transmitir a ideia de que a decisão do seu Governo de bloquear o empréstimo é juridicamente sustentada.

Fontes europeias indicaram ainda que Orbán voltou a insistir que, enquanto o país não receber petróleo, também não irá aprovar fundos para a Ucrânia.

A maioria dos restantes líderes, nas diferentes intervenções que fizeram, manifestaram apoio às declarações de António Costa.

Os chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, vão agora discutir a guerra na Ucrânia com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que intervirá por videoconferência, não se esperando que voltem a discutir o empréstimo de 90 mil milhões -- a cimeira deverá assim acabar sem qualquer acordo sobre esta matéria.

A Hungria tem estado a bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, aprovado no Conselho Europeu de dezembro, por acusar Kiev de estar a bloquear propositadamente a transferência de petróleo para o seu país através do oleoduto de Druzhba.

Esta cimeira, na chegada à cimeira, Orbán avisou que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma "questão existencial" para Budapeste.

"A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear. Até lá, a Hungria não vai apoiar qualquer posição que seja favorável à Ucrânia", avisou Orbán.

Não se esperam avanços nesta cimeira europeia quanto ao empréstimo, assumindo que Viktor Orbán deverá manter o seu veto tendo em vista as eleições legislativas húngaras de 12 de abril, nas quais surge em segundo lugar em diversas sondagens.

Existe um sentimento de urgência já que a Ucrânia ficará sem financiamento em maio, tendo António Costa vindo a lembrar que o chefe do Governo húngaro tem de respeitar o empréstimo já acordado pelo Conselho Europeu.


Leia Também: Banco Mundial aprova mais 34,7 milhões após tempestades em Cabo Verde

O Banco Mundial aprovou um financiamento adicional de 40 milhões de dólares (34,7 milhões de euros) para apoiar Cabo Verde face aos estragos provocados pelas tempestades de 2025, anunciou hoje o Governo.

Teerão ameaça destruir infraestruturas energéticas na região... O exército do Irão reiterou hoje as ameaças de destruição de infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em caso de novo ataque às instalações iranianas.

© Amid FARAHI / AFP via Getty Images    Por LUSA  19/03/2026 

"Avisamos o inimigo de que está a cometer um erro grave ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão", declarou o centro de comando conjunto Khatam Al-Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.

"Se isto se repetir, as represálias contra as vossas infraestruturas energéticas e as dos vossos aliados continuarão até à sua destruição", avisou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O comando alertou para uma "resposta muito mais violenta" do que a registada durante os ataques realizados durante esta madrugada contra locais do Golfo.

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos ocorridos ao amanhecer causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.

Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.

Trata-se de um centro essencial para o escoamento de uma parte dos barris bloqueados pela quase paralisia do estreito de Ormuz, nas margens do mar Vermelho.

A Arábia Saudita advertiu o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques iranianos.

Várias infraestruturas do Kuwait foram igualmente atingidas.

Israel atacou na quarta-feira o campo de gás 'offshore' iraniano de South Pars, que fazem parte do maior jazigo de gás do mundo, partilhado pelo Irão e pelo Qatar.

Teerão disse que algumas partes do campo de gás foram incendiadas.

South Pars fornece cerca de 70% do gás natural consumido no Irão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que os Estados Unidos não souberam do ataque israelita, mas ameaçou destruir "a totalidade do jazigo" de South Pars se o Irão continuar com os ataques no Qatar.

A parte sul do jazigo é explorada pelo Qatar sob o nome de North Dome (ou North Field).

A QatarEnergy calcula que North Field abrigue cerca de 10% das reservas mundiais conhecidas de gás natural.

O Qatar está vinculado por uma série de acordos de longo prazo com a francesa Total, a britânica Shell, a indiana Petronet, a chinesa Sinopec e a italiana Eni, entre outras companhias.

No meio dos novos ataques à infraestrutura energética, o barril de Brent superou hoje os 110 dólares, noticiou a agência de notícias espanhola EFE.

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, disparou quase 30%, até superar os 70 euros por megawatt-hora (MWh).

União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau em Conferência de Imprensa para falar sobre avistamento da lua de fim do mês de Ramadão

 

Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites... A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.

© Lusa   19/03/2026 

"O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan. 

Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.

"Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi", afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.

Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita "se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário".

As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.

Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.

O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.

Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

O chefe da diplomacia saudita lamentou que "a pouca confiança" construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido "completamente destruída", noticiou o diário saudita Arab News.

O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar "praticamente nada" por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.

"O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder", advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade "procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável".

"As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões", afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.

Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.

Teerão não se pronunciou até ao momento sobre os novos ataques com aparelhos não tripulados denunciados pela Arábia Saudita.

A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão, e uma subida significativa dos preços do petróleo, fazendo recear uma crise económica global.

Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, estava a subir 6,76%, para 114,64 dólares, pouco depois de ter aumentado mais de 10%.

Em contrapartida, o equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em abril, mostrava-se mais hesitante e recuava ligeiramente 0,53%, para 95,81 dólares.

O contrato a prazo do TTF neerlandês, considerado a referência europeia para o gás natural, subia 21,18%, para 66,24 euros por megawatt-hora, após ter aumentado 35%.

O analista da Global Risk Management Arne Lohmann Rasmussen antecipou uma pressão em alta nos preços nos próximos dias.

"A guerra entrou agora claramente numa fase em que as infraestruturas energéticas são diretamente visadas", justificou, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).

Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo... O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.

© MEHDI MARIZAD/FARS NEWS/AFP via Getty Images   Por  LUSA  19/03/2026 

O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%. 

Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.

O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.

A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".

Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.

A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.

As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.

Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia. 

As sirenes de alerta de mísseis soaram em várias outras áreas em redor do Golfo, e Israel alertou para a possibilidade de novos ataques iranianos.

O petróleo Brent, referência internacional, estava hoje acima dos 110 dólares por barril, uma subida de mais de 50% desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra a 28 de fevereiro com ataques contra o Irão.

O regime de Teerão retaliou após Israel ter atingido o campo de South Pars, o maior do mundo, localizado na costa do Golfo Pérsico e propriedade conjunta do Irão e do Qatar.

Com cerca de 80% de toda a energia gerada no Irão proveniente de gás natural, segundo a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, o ataque ameaçou diretamente o fornecimento de eletricidade ao país.

O gás natural é também utilizado para aquecimento e para cozinhar em casas de toda a República Islâmica.

O Irão condenou o ataque a South Pars, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que podem afetar o mundo inteiro.

Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que Israel não voltaria a atacar South Pars, mas acrescentou que, se o Irão continuasse a atacar as infraestruturas energéticas do Qatar, a retaliação de Washington iria ser no sentido de destruir "completamente" toda a instalação.

Entretanto, a companhia Qatar Energy disse que um míssil atingiu hoje a "enorme instalação" de GNL em Ras Laffan, provocando um incêndio.

Um navio foi também atingido ao largo da costa do país registou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

A Arábia Saudita também informou ter abatido, durante a noite, drones iranianos que tinham como alvo as instalações de gás natural.

Outro navio foi incendiado hoje, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e ainda não é claro se foi alvo de um ataque ou atingido por destroços perto da entrada do Estreito de Ormuz, por onde navega um quinto do petróleo mundial.

Até ao momento, mais de 20 embarcações foram atacadas durante a guerra com o Irão.

O número de mortos aumentou na terceira semana de guerra sendo que mais de 1.300 pessoas no Irão foram vítimas dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.

Os ataques israelitas deslocaram mais de um milhão de libaneses --- aproximadamente 20% da população ---, segundo o Governo de Beirute, que afirma que 968 pessoas foram mortas.

Em Israel, 15 pessoas morreram na sequência de disparos de mísseis iranianos.

Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde o princípio do conflito.


Leia Também: Preço do gás dispara 35% após ataque do Irão à maior instalação de gás natural do mundo

O preço do gás na Europa disparou esta quinta-feira 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular o ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.


Taiwan denuncia incursão de navio chinês perto da disputada ilha de Pratas... Taiwan denunciou hoje a incursão recente de um navio da Guarda Costeira chinesa em águas próximas da ilha de Pratas (Dongsha, em mandarim), território sob controlo de Taipé localizado a cerca de 310 quilómetros a sudeste de Hong Kong.

© Alberto Buzzola/LightRocket via Getty Images   Por LUSA  19/03/2026 

Num comunicado, a Administração da Guarda Costeira de Taiwan (CGA) indicou que o navio "3102" da Guarda Costeira chinesa foi avistado às 09h15 locais de quarta-feira (01h15, em Lisboa) na zona, o que levou ao envio do navio "Kaohsiung" para "acompanhar de perto a situação e proceder à sua expulsão com firmeza". 

A embarcação chinesa entrou em "águas restritas" da ilha de Pratas por volta das 09h40 do mesmo dia, tendo o navio taiwanês advertido por rádio que as suas ações "afetavam gravemente a ordem" na região.

"Sob firme interceção, resposta e pressão contínua para a sua expulsão por parte da Guarda Costeira, no dia 19, às 10h55, o navio '3102' retirou-se das águas restritas do nosso país, a 35,9 milhas náuticas (cerca de 66,4 quilómetros) a leste da ilha Dongsha", referiu a nota.

Segundo a CGA, os guardas costeiros taiwaneses já repeliram este ano a incursão de três navios chineses nas águas restritas da ilha de Pratas, num padrão que Taipé considera parte de operações de pressão na "zona cinzenta" destinadas a testar a capacidade de vigilância, reconhecimento e resposta permanente de Taiwan.

"Perante este tipo de assédio em 'zona cinzenta' por parte de navios da Guarda Costeira chinesa, a CGA manifesta a sua firme condenação e exorta a China a cessar imediatamente todas as ações de intrusão", acrescentou o comunicado.

A ilha de Pratas é um dos territórios controlados por Taiwan no mar do Sul da China, cujas águas são reclamadas quase na totalidade por Pequim e por onde circula cerca de um terço do tráfego marítimo mundial.


Leia Também: Pequim pede que não se "alimente narrativa da ameaça" sobre Taiwan

A China apelou hoje a que se evite "alimentar a narrativa da ameaça chinesa" sobre Taiwan, após os serviços de informações norte-americanos indicarem que Pequim não prevê invadir a ilha em 2027 nem tem calendário definido.

Falta de crianças em Hong Kong deixa 15 primárias em risco de fechar portas... Pelo menos 15 escolas primárias estão em risco de fechar em Hong Kong por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos, num contexto de mínimos históricos na taxa de natalidade na região chinesa.

© ISAAC LAWRENCE/AFP via Getty Images    Por  LUSA  19/03/2026 

A secretária para a Educação, Christine Choi Yuk-lin, avisou esta quarta-feira que mais primárias poderão encerrar e aconselhou as instituições de educação a procurarem fusões para manterem as portas abertas. 

As autoridades de Hong Kong anunciaram que não irão subsidiar 15 escolas primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade no próximo ano letivo, 2026/2027.

Uma delas é a Escola da Associação Empresarial dos Cinco Distritos, uma instituição com 69 anos de história, onde estudou o atual líder do Governo local, John Lee Ka-chiu.

Christine Choi disse à emissora pública RTHK que a antiga colónia britânica tem registado um número cada vez menor de crianças em idade escolar nos últimos dez anos, face à queda da natalidade.

O número de alunos inscritos no primeiro ano do ensino primário em 2026-27 diminuiu em cerca de quatro mil em comparação com o atual ano letivo, acrescentou a secretária para a Educação.

Mas o pior ainda está para vir, admitiu Choi.

"O número pode cair ainda mais no próximo ano, considerando a queda da taxa de natalidade. Precisamos de virar a página hoje e usar novas ideias para enfrentar o problema", disse a dirigente.

"Planear apenas o próximo passo não nos oferece um ambiente estável", acrescentou.

O Departamento de Educação de Hong Kong prevê que o número de crianças de seis anos desça de 47 mil em 2025 para 38.300 até 2035.

Christine Choi aconselhou as instituições com baixas matrículas de alunos a procurarem fusões para evitar mais encerramentos no futuro.

"O governo ofereceu várias medidas para facilitar a recuperação das escolas nos últimos anos (...) Agora já não há como voltar atrás, e temos de encarar o problema de frente", disse a secretária para a Educação.

Hong Kong registou em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre.

Em 2023, o Governo lançou um subsídio de 20 mil dólares de Hong Kong (cerca de 2.150 euros) para novos pais, para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos.

O Executivo previu que o subsídio podia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20% do que em 2022. Mas o total de recém-nascidos ficou-se por 33.200 em 2023 e 36.700 em 2024.

Em setembro, John Lee anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong (14 mil euros) para novos pais vai ser prolongada de um para dois anos após o nascimento.

No ano passado, também a vizinha região chinesa de Macau registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século.

Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo mínimo histórico desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.


Moscovo diz que negociações de paz com Ucrânia estão "em pausa"... As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão "em pausa", declarou hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo o qual o diálogo entre Moscovo e Washington continua.

© ANTON VAGANOV/POOL/AFP via Getty Images  Por  LUSA  19/03/2026

"O grupo trilateral está em pausa", afirmou o representante da Presidência russa ao jornal Izvestia. 

Peskov salientou, porém, que o enviado económico do Kremlin, Kiril Dmitriev, continua a trabalhar com os seus homólogos dos Estados Unidos.

Além disso, referiu que, apesar da suspensão das negociações entre Moscovo e Kiev, as partes continuarão a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados mortos em combate.

"O trabalho neste sentido continuará de forma obrigatória", salientou.

Esta quarta-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo declarou ao Izvestia que, de momento, não há uma data concreta para a próxima reunião tripartida.

As negociações de paz foram travadas pelo início da guerra no Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro, algo que foi reconhecido pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

A última ronda teve lugar em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro, sem avanços substanciais.

Entretanto, a Rússia continua a atacar o território ucraniano. Esta madrugada lançou durante um total de 133 drones de longo alcance, entre os quais cerca de 70 aparelhos não tripulados russo-iranianos Shahed.

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 109 do total dos drones, segundo informou hoje a Força Aérea da Ucrânia, num comunicado.

Os drones foram interceptados sobre o território de várias regiões do norte, sul, leste e oeste da Ucrânia.

Cerca de vinte drones russos não foram interceptados e impactaram em onze locais distintos da Ucrânia, não especificados pela Força Aérea, que informou também sobre a queda de fragmentos de drones abatidos em sete locais no país.

Vários drones russos continuavam a sobrevoar a Ucrânia no momento em que o comunicado sobre o ataque foi publicado.


Leia Também: Sem petróleo, Orbán recusa aprovar qualquer medida pró-Ucrânia

O primeiro-ministro húngaro avisou hoje que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma "questão existencial" para Budapeste.


Drones terão sobrevoado base militar onde moram secretários do Estado e da Defesa dos EUA... As autoridades norte-americanas dizem ter detetado drones não identificados a sobrevoar uma base militar em Washington D.C. - o Fort Lesley J. McNair - onde vivem o secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Pentágono, Marco Rubio.

Por  SIC Notícias  

A informação está a ser avançada pelo Washington Post, que cita três fontes. Os drones terão sido avistados numa única noite nos últimos 10 dias, acrescentam.

O incidente motivou preocupações sobre a transferência do secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e do chefe do Pentágono, Marco Rubio, mas o mesmo relatório dá conta que ambos decidiram não sair da base militar.

A origem dos drones ainda não foi identificada.

O caso está a ser investigado pelas autoridades, mas, até agora, não há qualquer ligação ao conflito com o Irão. Ainda assim, as Forças Armadas norte-americanas garantem estar a vigiar possíveis ataques.

Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, recusou falar sobre o incidente.

"O departamento não pode comentar os movimentos do secretário (Hegseth) por razões de segurança, e divulgar tais movimentos é extremamente irresponsável", disse apenas.