quinta-feira, 9 de abril de 2026

Irão anuncia mais de três mil mortos dos ataques de EUA e Israel... O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.

Por  LUSA 

"Registámos mais de 3.000 mártires dos ataques inimigos em todo o país", disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo". 

O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".

A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel foi lançada a meio de negociações indiretas --- intermediadas por Omã - com o objetivo de alcançar um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Entretanto, as delegações de Teerão e Washington têm previsto o início de novas conversações, agora incidindo sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, no sábado, em Islamabade.

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, anunciou quarta-feira ter acordado "suspender os ataques" contra o Irão por duas semanas e Teerão garantiu que a "passagem segura" de navios em Ormuz também seria possível durante o mesmo período, embora "mediante coordenação" com os militares iranianos.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que o acordo inclui os aliados dos Estados Unidos e representa um "cessar-fogo imediato em todo o território [iraniano], no Líbano e em outros locais".


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O Paquistão condenou e exigiu hoje a Israel a suspensão imediata dos ataques contra o Líbano, advertindo que violam o direito internacional e colocam em risco a trégua regional alcançada na quarta-feira sob mediação paquistanesa.

O Governo da República da Guiné-Bissau informa que o Banco Mundial levantou a suspensão dos desembolsos relativos aos projetos financiados no país, com efeitos a partir de 3 de abril de 2026.

A decisão segue-se à conclusão da revisão conduzida pela instituição, permitindo a retoma normal da implementação das operações em curso.

O Executivo esclarece que as informações que apontavam para um alegado bloqueio total das relações com o Banco Mundial não correspondem à realidade.

O Governo reafirma o seu compromisso com a boa governação, a transparência e a continuidade das parcerias internacionais para o desenvolvimento do país.

Bissau, 9 de Abril de 2026

França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia... O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.

© GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP via Getty Images    Por  LUSA   09/04/2026 

"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou hoje Jean-Noel Barrot à rádio France Inter. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.

Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.

As gravações publicadas pelo VSquare, FrontStory, Delfi Estonia, The Insider e pelo Centro Ján Kuciak de Jornalismo de Investigação da Hungria, registaram as conversas entre os dois ministros entre dezembro de 2023 e agosto de 2025.

"Estas gravações revelam que, entre outras coisas, Szijjarto entregou documentos da União Europeia a Lavrov", afirmou Szabolcs Panyi, editor da publicação húngara VSquare.

O Governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, é o aliado mais próximo de Moscovo na Europa.

Panyi, especialista em segurança nacional e espionagem, já tinha publicado em março a transcrição de uma chamada telefónica de 2020 na qual Szijjarto pedia a Lavrov apoio para um aliado político, o que demonstraria a coordenação entre Budapeste e Moscovo em questões internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria não negou ter contactado Lavrov e afirmou que as conversas apenas demonstram que "a Hungria defende firmemente a paz", mas não se referiu a nenhuma conversa ou conteúdo específico.

Orbán reconheceu na quarta-feira que conversou com Vladimir Putin, depois de a agência Bloomberg ter revelado uma conversa em que o primeiro-ministro húngaro se colocou "inteiramente ao serviço" do Presidente russo.

Szijjarto afirmou que a divulgação as gravações áudio constituiu "interferência dos serviços de informações estrangeiros nas eleições parlamentares" que a Hungria realiza no próximo domingo.

As sondagens indicam a possível derrota de Orbán para o conservador Peter Magyar.


Leia Também: MNE da Hungria passou informações a Sergey Lavrov sobre cimeira da UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, passou informações por telefone ao homólogo russo, Sergey Lavrov, em 2023, sobre uma cimeira da UE relativa a negociações de adesão da Ucrânia, segundo chamadas hoje divulgadas.

Delegação do Irão chega ao Paquistão para negociações com EUA... As autoridades do Irão confirmaram que uma delegação oficial do país chegará hoje à capital do Paquistão, Islamabad, para conversações diplomáticas com os Estados Unidos.

© Getty Images/ Jalaa MAREY / AFP     Por  LUSA   09/04/2026 

"Apesar do ceticismo entre a opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo pelo regime israelita para sabotar a iniciativa diplomática, a delegação iraniana chegará esta noite a Islamabad, a convite do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, para conversações sérias fundamentadas nos 10 pontos propostos pelo Irão", afirmou o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, numa mensagem nas redes sociais. 

Sharif anunciou na quarta-feira um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e convidou delegações de ambos os países para se reunirem esta sexta-feira em Islamabad.

A delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente do país, J.D. Vance, confirmou na quarta-feira a Casa Branca.

Este encontro tem como objetivo iniciar contactos para um acordo definitivo, após mais de um mês de ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de fevereiro em plena negociação entre Washington e Teerão para alcançar um novo acordo nuclear.

O chefe do Executivo paquistanês sublinhou na sua mensagem que "Irão e Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo o Líbano e outros locais".

Israel, porém, afirmou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a maior vaga de bombardeamentos contra o país, causando mais de 250 mortos e um milhar de feridos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, declarou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, com o Irão a criticar que a mensagem publicada por Sharif tinha mencionado especificamente que o Líbano estaria incluído.

As autoridades iranianas anunciaram ainda o abate de dois drones israelitas que entraram no seu espaço aéreo, descrevendo que estas incursões constituíam igualmente violações do cessar-fogo, e ameaçando responder caso os incidentes se repetissem.

O próprio Sharif reconheceu horas depois "violações do cessar-fogo em alguns locais ao longo da zona de conflito" e argumentou que estas "minam o espírito do processo de paz".

"Peço encarecidamente a todas as partes que demonstrem moderação e respeitem o cessar-fogo de duas semanas, como acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel principal rumo a uma solução pacífica do conflito", acrescentou.

As dúvidas sobre a viabilidade do acordo temporário incluem a posição dos Estados Unidos relativamente à recusa de permitir que o Irão continue a enriquecer urânio, parte dos dez pontos divulgados por Teerão como base aceite por Washington para negociar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nas últimas horas que essa proposta é um "boato", apesar de anteriormente ter considerado que seria uma "base viável para negociar".


Leia Também: Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo, diz Irão

Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

É seguro tomar vitamina B12 todos os dias? Médica esclarece... Quando o organismo regista falta de vitaminas, a suplementação assume-se com a principal solução. No caso da vitamina B12 coloca-se uma questão: é seguro tomá-la todos os dias? Uma médica respondeu à pergunta em declarações ao Only My Health.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   09/04/2026 

A suplementação é necessária quando a alimentação não supre as necessidades ao nível das vitaminas. No caso da vitamina B12 - uma das mais conhecidas  - é seguro tomá-la todos os dias em forma de suplemento? A médica Pooja Pillai respondeu à questão num artigo do Only My Health. 

É seguro tomar suplementos de vitamina B12 todos os dias?

A resposta, segundo a médica, é sim. "Os suplementos de vitamina B12 normalmente podem ser tomados todos os dias, sobretudo se houver uma deficiência da mesma e se alguém estiver em risco, como é o caso dos vegetarianos, vegan, idosos ou pessoas com problemas de absorção", realça. 

"A vitamina B12 auxilia na formação de glóbulos vermelhos, é benéfica para a saúde dos nervos, para a função cerebral e na produção de energia. Tomá-la regularmente previne a anemia, fraqueza, problemas de memória e danos nos nervos. Como a B12 é uma vitamina hidrossolúvel, o excesso, normalmente, é eliminado na urina", esclarece. 

Este facto faz com que seja segura, mesmo quando tomada em excesso. 

Falta de vitamina B12: quais são os riscos?

De acordo com um estudo realizado pela American Cancer Society, se uma pessoa tiver falta de vitamina B12 devido à anemia perniciosa, o risco de desenvolver cancro do estômago aumenta. 

Um outro estudo de 2024, que contou com a participação de 788 pessoas, descobriu que os níveis baixos de vitamina B12 são comuns em pessoas com cancro. 

Eis os sintomas da falta desta vitamina no organismo:

  • Cansaço e fraqueza;
  • Náuseas, vómitos ou diarreia;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dor na boca ou na língua;
  • Pele clara;
  • Sensação de dormência nas mãos e nos pés;
  • Problemas de visão;
  • Perda de memória;
  • Sintomas de depressão;
  • Sintomas de irritação.

É importante fazer as suas análises de rotina - todos os anos - de maneira a perceber se é necessária a suplementação. Esta deverá ser feita segundo o aconselhamento do seu médico de família. 

Alimentos ricos em B12

Também poderá aumentar o consumo de vitamina B12 através da alimentação. Segundo o website da CUF, "os adultos devem consumir diariamente cerca de 2,4 microgramas" desta vitamina. A mesma encontra-se sobretudo nos seguintes alimentos:

  • Carne vermelha;
  • Carne de aves;
  • Ovos;
  • Laticínios;
  • Peixe;
  • Marisco.

Vídeo mostra todos os detalhes do lançamento da missão Artemis II... Enquanto a cápsula Orion continua a aproximar-se da Terra, a NASA partilhou mais imagens da missão Artemis II e, entre os vídeos mais impressionantes, está o lançamento do foguetão Space Launch System no dia 1 de abril.

© NASA   CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO   Por noticiasaominuto.com   09/04/2026 

Os astronautas da missão Artemis II têm previsão para regressar à Terra já esta sexta-feira, dia 10 de abril, e, à medida que a cápsula Orion se aproxima do nosso planeta, a NASA continua a partilhar imagens e vídeos desta missão.

Entre os vídeos mais impressionantes está o lançamento do foguetão Space Launch System (SLS) no dia 1 de abril que deu início a toda esta jornada, o qual permite ver os quatro motores RS-25 do sistema principal assim como os dois propulsores auxiliares a funcionar em todo o seu esplendor.

Pode ver acima o vídeo do lançamento do SLS, a partir do Centro Espacial Kennedy na Florida, nos EUA.

Serve recordar que o SLS apresenta uma potência significativamente maior do que o foguetão Saturn V lançado pela NASA há cerca de 50 anos no contexto o programa Apollo - servindo assim como mais uma prova do desenvolvimento que entretanto foi feito pela agência e que permitirá voltar a colocar seres humanos na superfície lunar.

É importante sublinhar que o regresso à superfície da Lua só acontecerá em 2028 com a missão Artemis IV, um momento que será crucial para as ambições da NASA de estabelecer uma base no satélite natural da Terra.

Trump mantém tropas no Médio Oriente e deixa ameaça: "Maior e mais forte"... O Presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

© Ken CEDENO / AFP via Getty Images    Por  LUSA  09/04/2026 

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos" significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.

O Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Uma versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de energia nuclear.

O Irão e os Estados Unidos acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para o conflito.


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A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Mark Rutte diz que Trump está "claramente desapontado" com a NATO, mas "recetivo"... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.AP  Por  sicnoticias.pt

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: 'Foram postos à prova e falharam'".

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Teerão... O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que está pronto para "retomar o combate a qualquer momento" contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão "não marca o fim da campanha" militar.

© Lusa  08/04/2026 

"Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo "não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos", acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido "em plena coordenação" entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

"Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora", acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que "nada está acabado" apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

"Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão", acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um "cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais".

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu "número dois" numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.


Leia Também: Bahrein reabre espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra

O Bahrein anunciou hoje a reabertura do espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, seguindo o Iraque, na sequência do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irão.

Ataques israelitas já fizeram 254 mortos no Líbano o desde cessar-fogo... A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images)     Por  LUSA   08/04/2026 

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

"Equipas especializadas continuam as operações de busca e salvamento, bem como a remoção de escombros em vários locais, o que sugere que o número de vítimas mortais poderá aumentar à medida que as operações prosseguem", advertiu a Defesa Civil, apelando para a cooperação dos cidadãos com as suas equipas no terreno.

Hoje à tarde, Israel efetuou uma série de bombardeamentos simultâneos em diferentes zonas do sul e do leste do Líbano, além de outras em Beirute e nos seus subúrbios que ainda não tinham sido atacadas desde o início da sua ofensiva, a 02 de março.

Tratou-se da maior onda de ataques aéreos desde que eclodiu a guerra, segundo o próprio Exército israelita, que afirmou que os seus alvos eram cerca de uma centena de quartéis e infraestruturas militares do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

Entre os locais bombardeados, há edifícios residenciais em bairros centrais de Beirute.

A escalada do conflito começou horas depois de ter sido acordado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão, que Israel considerou não se aplicar ao Líbano.

O novo balanço da Defesa Civil libanesa vem somar-se aos pelo menos 1.530 mortos e milhares de feridos no país desde que este foi, a 02 de março, arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah atacou com morteiros Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com operações terrestres.

O número total de deslocados ultrapassou um milhão, o que representa mais de um sexto da população do país.


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O presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

Casa Branca desvaloriza plano iraniano e afasta documento das negociações... Um alto funcionário da presidência norte-americana afirmou hoje que o plano de 10 pontos divulgado pelo Irão não constitui a base das negociações em curso com os Estados Unidos, sublinhando que o processo diplomático decorre de forma reservada.

© Getty Images   Por LUSA  08/04/2026 

"O documento que está a ser divulgado na imprensa não é o plano em que estamos a trabalhar. Não vamos negociar publicamente", disse a fonte da Casa Branca, citada pela agência francesa AFP, que pediu anonimato.

A reação surge após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter referido na terça-feira à noite a existência de uma proposta iraniana "viável" para avançar nas conversações e que determinou um acordo de cessar-fogo de duas semanas.

A lista tornada pública por Teerão inclui exigências como a manutenção do controlo iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, a suspensão de todas as sanções primárias e secundárias e a retirada das forças norte-americanas do Médio Oriente.

O documento prevê ainda o fim dos ataques contra o Irão e os seus aliados, a libertação de bens iranianos congelados e a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que torne o eventual acordo juridicamente vinculativo.

Apesar da divulgação destas condições, a administração norte-americana insiste que as negociações decorrem por canais próprios e que os termos finais permanecem em discussão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esclareceu hoje entretanto que existe apenas um conjunto de pontos que foram aprovados por Washington no cessar-fogo acordado com o Irão e que serão esses que serão discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, embora não tenha esclarecido, por enquanto, em que consistem.

"Existe um único conjunto de 'pontos' significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

"Estes são os pontos que constituem a base sobre a qual acordámos um cessar-fogo", acrescentou o líder norte-americano.


Leia Também: Irão volta a suspender tráfego em Ormuz após ataques de Israel no Líbano

O Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

HOSPITAL SIMÃO MENDES ENFRENTA ESCASSEZ DE REAGENTES E SALÁRIOS EM ATRASO

 Por RSM 08 2026

O Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes denuncia a falta de reagentes no maior centro hospitalar do país.

A denúncia foi feita esta quarta-feira pelo presidente da organização, Braima Sambu, em declarações à imprensa. 

Segundo o sindicalista, a ausência de reagentes está a obrigar os pacientes a recorrerem a clínicas privadas para a realização de exames médicos, agravando o sofrimento da população.

“É verdade que não há reagentes no Hospital Nacional Simão Mendes, o que obriga os pacientes a procurarem clínicas para a realização de exames médicos, o que acarreta custos e dificulta ainda mais a situação”, afirmou Sambu.

Braima Sambu alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, destacando o atraso no pagamento de salários. De acordo com o responsável, técnicos contratados e higienistas estão há 31 meses sem receber, enquanto os técnicos conhecidos como “Cruz Verde” acumulam cerca de 14 meses de salários em atraso, e os anestesistas há 13 meses.

O presidente do sindicato defende que o hospital deve funcionar com normalidade, com autonomia na gestão dos seus fundos, propondo posteriormente a realização de uma auditoria.

“Queremos que deixem o Hospital Nacional Simão Mendes funcionar normalmente e que tenha liberdade para gerir os seus fundos e adquirir o que for necessário, realizando-se posteriormente uma auditoria”, apelou o sindicalista.

Sambu denunciou ainda que, durante o período das chuvas, algumas salas do hospital são encerradas. Nomeadamente na área de medicina em que quatro salas ficam fechadas, enquanto na maternidade duas a três salas deixam de funcionar. Por isso, pede a reabilitação urgente dessas infraestruturas. 

“Na medicina, quatro salas são fechadas no período das chuvas, enquanto na maternidade perdem-se duas ou três salas devido às más condições das infraestruturas. Por isso, pedimos que a situação seja resolvida com urgência”, alertou Braima Sambu.

Perante este cenário, o sindicalista acusa o governo de transição de falta de interesse na resolução dos problemas que afetam o Hospital Nacional Simão Mendes.

Iranianos celebram tréguas (e queimam bandeiras dos EUA e Israel). Veja... Os iranianos saíram à rua para celebrar o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão, que foi alcançado na noite de terça-feira. Além de empunharem bandeiras do Irão, os cidadãos queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  08/04/2026 

Os iranianos saíram à rua, na noite de terça-feira e na manhã desta quarta-feira, para celebrar o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, que durará duas semanas. 

Nas imagens, tal como poderá ver na galeria acima, os cidadãos empunharam bandeiras do Irão e queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel, aliado dos norte-americanos na guerra desencadeada contra Teerão.

As autoridades iranianas encararam o cessar-fogo como uma “vitória”, tendo em conta que as suas condições para as negociações foram aceites pelos Estados Unidos. Na sua ótica, o reconhecimento por parte do presidente norte-americano, Donald Trump, em pontos de discórdia corrobora a posição do Irão, sendo o resultado da unidade nacional, da paciência e da força militar demonstradas durante o conflito.

Aliás, o Irão apontou que a estratégia inicial dos Estados Unidos e de Israel, que consistia em tentar derrubar o governo iraniano mediante o assassinato de vários líderes, falhou, uma vez que as semanas que se seguiram colocaram em evidência a capacidade do Irão para sustentar operações militares e defender-se indefinidamente.

Por sua vez, Trump caracterizou o acordo como uma “vitória total e completa”, numa entrevista telefónica à agência de notícias AFP.

Já esta quarta-feira, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o magnata "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha".

Note-se que o presidente dos Estados Unidos anunciou, na terça-feira à noite, ter estabelecido um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão, pouco antes de expirar o prazo que tinha dado para não destruir a civilização persa.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais. O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.

Irão: Trump quer EUA a remover urânio iraniano após cessar-fogo... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para "desenterrar e remover" o urânio enriquecido soterrado após os ataques conjuntos com Israel no verão passado, garantindo que "não haverá enriquecimento".

© Alex Wong/Getty Images    Por  LUSA  08/04/2026 

Numa série de mensagens divulgadas nas redes sociais, o chefe de Estado norte-americano assegurou que o material nuclear não foi tocado desde os bombardeamentos de junho e sublinhou que a sua remoção será uma operação complexa, dependente de um acordo com Teerão. 

Trump indicou ainda que Washington mantém negociações com o Irão sobre o alívio de tarifas e sanções, no quadro de um entendimento mais amplo alcançado nas últimas horas.

As declarações surgem após os Estados Unidos, Israel e o Irão terem anunciado um cessar-fogo, embora ataques esporádicos tenham sido registados após a entrada em vigor do acordo.

Israel esclareceu que o cessar-fogo não abrange as operações contra o grupo Hezbollah no Líbano, tendo sido reportados bombardeamentos no centro de Beirute durante o dia de hoje.

Segundo a agência oficial libanesa, várias explosões foram ouvidas na cidade, com colunas de fumo visíveis em diferentes pontos, incluindo zonas comerciais densamente povoadas, não sendo ainda claro o número de vítimas.

Paralelamente, Trump ameaçou impor direitos aduaneiros de 50% a todos os países que forneçam armas ao Irão, "sem exceção ou isenção", reforçando a pressão económica sobre os aliados de Teerão.

O Presidente norte-americano assegurou também que a questão do programa nuclear iraniano ficará "completamente resolvida" no âmbito de um acordo negociado ao longo de duas semanas.


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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o presidente norte-americano "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica".


O que já se sabe sobre o plano de 10 pontos apresentado pelo Irão aos EUA... Na segunda-feira, o Irão produziu um plano de 10 pontos que contrapôs ao plano dos 15 pontos de Donald Trump. Por via do falhanço negocial seguiu-se um ultimato americano. Sabemos agora que Trump aceitou negociar esta lista de exigências durante um cessar-fogo de 15 dias.

Por  SIC Notícias 

Trump chegou a ameaçar mandar destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não fosse atendido. Uma hora antes do fim do ultimato, o Irão surgiu com um novo plano.

As negociações arrancam na sexta-feira em Islamabad, a capital do Paquistão, para discutir o plano de 10 pontos apresentado por Teerão a Washington.

Estes são os 10 pontos propostos pelo Irão:

  • Garantia de que o Irão não será novamente atacado;
  • Fim permanente da guerra, não apenas um cessar-fogo;
  • Fim dos ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano;
  • Levantamento de todas as sanções dos EUA contra o Irão;
  • Fim de todos os combates regionais contra aliados iranianos;
  • Irão compromete-se em levantar o bloqueio do Estreito de Ormuz;
  • O Irão quer exigir uma taxa de 2 milhões de dólares por cada navio que queira atravessar o estreito de Ormuz;
  • Parte do dinheiro servirá para dividir com Omã;
  • O restante dinheiro deverá servir para reconstruir infraestruturas que ficaram danificadas nos ataques das últimas semanas;
  • O Irão forneceria um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

O anúncio do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos foi feito uma hora antes do fim do ultimato feito por Donald Trump, que ameaçou erradicar "uma civilização inteira" caso Teerão não abrisse o Estreito de Ormuz.

O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.


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O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que da sua parte não há felicitações ao cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irão e pediu a ambos para mostrarem "decência" e "sentido de Estado".

Vice-presidente norte-americano avisa Teerão para negociar paz de boa-fé... O vice-presidente norte-americano, JD Vance, qualificou hoje como frágil o cessar-fogo no Irão e aconselhou Teerão a negociar de boa-fé sob pena de descobrir que Donald Trump "não é alguém com quem se brinque".

© Getty Images   Por  LUSA  08/04/2026 

O presidente dos Estados Unidos "está impaciente por fazer as coisas avançar", afirmou Vance durante uma conferência em Budapeste, perante cerca de 200 estudantes do Mathias Corvinus Collegium (MCC), uma instituição privada próxima do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán. 

Vance disse que Trump pediu aos negociadores para que lidassem com Teerão de boa-fé quando se reunirem em Islamabad, na sexta-feira, para tentar um acordo de paz.

"Se eles [os iranianos] negociarem de boa-fé, seremos capazes de chegar a um acordo, mas esse é um grande 'se' e, em última análise, depende dos iranianos, da forma como negociarem", declarou.

"Espero que tomem a decisão correta", disse o vice-presidente, que viajou para a Hungria para apoiar a campanha eleitoral de Orbán para as eleições legislativas de domingo, 12 de abril.

A televisão norte-americana CNN noticiou que Vance deverá participe nas conversações com o Irão, juntamente com o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o genro do Presidente, Jared Kushner.

Vance avisou que se os iranianos mentiram e "tentarem impedir que mesmo a frágil trégua" aconteça, os Estados Unidos dispõem "ainda de um poderio militar e diplomático evidente".

"E, talvez mais importante, de uma alavanca económica extraordinária", ferramentas que Trump decidiu ainda não utilizar, acrescentou.

Trump anunciou na terça-feira à noite o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão pouco antes de expirar o prazo que tinha dado a Teerão para não destruir a civilização persa, como ameaçou fazer.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais.

O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.


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O Irão lançou hoje ataques com mísseis e drones contra o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, horas depois de um bombardeamento às suas instalações petrolíferas, já após o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos.

Kuwait e Emirados sob ataques aéreos iranianos: "Intensa onda"... As autoridades do Kuwait e Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram hoje que os respetivos territórios estavam sob ataques aéreos iranianos, apesar do anúncio de cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão horas antes.

© Lusa  08/04/2026 

"Desde as 08h00 horas (05h00 de Lisboa), as defesas antiaéreas do Kuwait estão a enfrentar uma intensa onda de ataques hostis e criminosos realizados pelo Irão", lê-se em comunicado das forças armadas kuwaitianas, que acrescentaram o abate de 28 drones. 

A mesma fonte adiantou que a ofensiva já causou "danos materiais significativos às infraestruturas petrolíferas, centrais de energia e de dessalinização".

Mais a sul, também no golfo Pérsico, o governo dos EAU relatou novos ataques iranianos, igualmente poucas horas após anúncio da trégua temporária de duas semanas para negociações no Paquistão, sobretudo quanto à navegação segura no estreito de Ormuz.

"As defesas antiaéreas estão atualmente a enfrentar ataques de mísseis e de drones com origem no Irão", lê-se em comunicado do ministério da Defesa dos EAU.

Washington e Teerão concordaram na madrugada de hoje parar as hostilidades e negociar um acordo de paz, com base num plano de 10 pontos, que garanta a passagem de navios petroleiros e outros entre os golfos Pérsico e de Omã, rota onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

A República Islâmica iraniana retaliou com o bloqueio daquela via marítima perante a ofensiva israelo-americana iniciada em 28 de fevereiro.

O cessar-fogo acontece ao 40.º dia da guerra, num conflito que já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico, além de ter feito disparar o preços dos combustíveis, temendo-se uma inflação generalizada dos mais variados produtos.


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O Qatar pediu hoje ao Irão que cesse "imediatamente todas as ações hostis" na sequência do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, que considerou um primeiro passo para diminuir a tensão na região.

terça-feira, 7 de abril de 2026

No final da reunião entre o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, e o sindicato de motoristas e transportadores públicos, o governante e o porta-voz do Sindicato de Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Manuel Fernando da Silva, falaram à imprensa sobre os objetivos do encontro.

Diretor-Geral das Comunidades Fala à Imprensa sobre Situação dos Estudantes no Aeroporto de Lisboa

NASA: Probabilidade de encontrar vida alienígena é "bastante alta"... O atual administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que considera “bastante alta” a probabilidade de eventualmente se encontrar sinais de vida alienígena. Lembrar que Isaacman já participou em duas missões espaciais privadas.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com   07/04/2026 

O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou em entrevista à CNN que a descoberta de vida alienígena está entre as missões da agência espacial norte-americana e notou ainda que há uma boa probabilidade de o objetivo vir a ser cumprido.

“A nossa missão é sair e tentar desbloquear os segredos do Universo. Um dessas questões é: estamos sozinhos?”, perguntou-se Isaacman. “Portanto, diria que isto é inerente a todos os nossos esforços científicos, de exploração, até mesmo da construção da base lunar no polo sul da Lua”.

Antes de chegar à posição de administrador da NASA, Isaacman foi responsável por liderar missões privadas ao Espaço em 2021 e 2024 e parte dessa experiência para afirmar que, na vastidão do Espaço e com biliões de galáxias espalhadas pelo Universo, há uma hipótese “bastante alta” de haver vida em outros planetas.

“Já estive no Espaço duas vezes e ainda não encontrei alienígenas lá em cima. Não vi nada que sugira que já tivemos visitas de formas de vida inteligentes”, notou Isaacman. “Mas, quando pensas sobre isso, temos dois biliões de galáxias lá fora, quem sabe quantos sistemas estelares temos em cada uma delas. Diria que a probabilidade de encontrarmos alguma coisa em algum momento para indicar que não estamos sozinhos é bastante alta”.

A entrevista concedida por Isaacman à CNN foi dada antes de a missão Artemis II sobrevoar a face oculta da Lua, cumprindo assim o objetivo de ir até uma distância inédita em relação à Terra.

Quanto este objetivo foi cumprido, Isaacman fez uma publicação na rede social X onde deu conta do novo recorde.

“A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu Isaacman. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilómetros de distância, o Reid, o Victor, a Christina e o Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso a casa. Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os EUA podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipa da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais, mas esta missão só acaba quando estiveram em segurança sob a segurança dos paraquedas a pousarem no oceano Pacífico”.

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca diz que só Trump conhece decisão sobre ação contra o Teerão... A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou hoje que apenas o Presidente norte-americano, Donald Trump, conhece a decisão final sobre uma eventual ação contra o Irão, horas antes do fim do ultimato imposto a Teerão.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  LUSA    07/04/2026 

"O regime iraniano tem até às 20h00, hora de Washington (01h00 de quarta-feira em Portugal continental), para aproveitar a oportunidade e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Só o presidente sabe qual é a nossa posição e o que vai fazer", declarou Leavitt.

A responsável respondia a questões sobre a possibilidade de recurso a armas nucleares e sobre notícias de que o Irão teria interrompido todas as linhas de comunicação com Washington.

As declarações surgem num momento de elevada tensão, com o prazo fixado pelos Estados Unidos a expirar durante a noite e sem sinais claros de um entendimento entre as partes.

A agenda de Trump foi totalmente esvaziada, nas últimas horas.

Segundo a agenda oficial, Trump manteve reuniões internas e contactos diplomáticos, incluindo um encontro com o embaixador norte-americano na Índia, poucas horas antes do fim do prazo estipulado.

Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que poderão surgir novos desenvolvimentos ainda hoje, sem esclarecer se existem condições para retomar negociações com o Irão.

As tensões mantêm-se elevadas, com relatos de suspensão de contactos diretos entre Teerão e Washington, num contexto de intensificação dos ataques militares e de crescente incerteza quanto à evolução do conflito.


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O exército israelita vai aumentar a pressão militar no Irão e "intensificar os danos causados ao regime", afirmou hoje o chefe do Estado-maior, Eyal Zamir, argumentando que a campanha militar está a aproximar-se de uma encruzilhada.