sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de maio: TRABALHADORES GUINEENSES DENUNCIAM CONDIÇÕES PRECÁRIAS E EXIGEM AÇÃO URGENTE DO ESTADO

Por Rádio Sol Mansi   01.05.2026

No Dia Internacional do Trabalhador, sindicatos da Guiné-Bissau lançam um alerta forte considerando que as condições de vida e trabalho estão a atingir níveis críticos, e a resposta do Estado continua aquém do necessário.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG) voltou a exigir a implementação urgente de um salário mínimo nacional de 100 mil francos CFA. A proposta, apresentada há anos, permanece sem resposta prático, aumentando o descontentamento entre trabalhadores que dizem não conseguir cobrir necessidades básicas.

O secretário-geral da UNTG, Júlio António Mendonça, destacou que é urgente dignificar a classe trabalhadora com reformas estruturais, incluindo formação profissional e melhores condições socioeconómicas.

Igualmente, Lauriano Pereira que dirige uma outra ala da UNTG, reforça que os rendimentos não chegam para viver”, descrevendo um cenário de forte pressão económica sobre as famílias.

No entanto, o Ministério da Administração Pública reconhece a necessidade de aumentar salários. O inspetor-geral Bubacar Manó aponta obstáculos como a existência de “funcionários fantasmas”, que dificultam uma gestão eficiente dos recursos públicos.

Apesar da existência do decreto-lei n.º 4/2012, que obriga à contratação por concurso público para garantir transparência, sindicatos denunciam falhas na sua implementação, o que agrava a desorganização na função pública.

Organizações sindicais classificam o momento atual como um dos mais críticos da história laboral da Guiné-Bissau, marcado por greves prolongadas instabilidade política, aumento da precariedade.

Com o agravamento das condições sociais, cresce a pressão para que o Estado avance com medidas concretas e imediatas. Os sindicatos avisam que sem respostas rápidas, o clima de tensão social pode intensificar-se ainda mais.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia impõe trégua unilateral: "Será implementado" com ou sem Kyiv... A proposta do presidente russo, Vladimir Putin, de declarar um cessar-fogo na Ucrânia a 9 de maio será implementada independentemente da reação de Kyiv, anunciou hoje o Kremlin.

© Lusa   30/04/2026 

"É uma decisão do chefe de Estado russo e será implementada", disse o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, citado pelos meios de comunicação locais.  

Peskov sublinhou que Moscovo ainda não tem conhecimento da reação de Kiev à proposta de Putin, discutida quarta-feira numa conversa telefónica entre os líderes da Rússia e dos Estados Unidos. 

A 9 de maio, a Rússia celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazi em 1945, habitualmente com um grande desfile militar em Moscovo. 

Desde 2023, a Ucrânia celebra a 8 de maio a vitória na Segunda Guerra Mundial, como os países ocidentais. 

Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já acordaram duas tréguas breves semelhantes em 2025.  

Zelensky insiste num cessar-fogo de pelo menos 30 dias, o que Moscovo rejeita. 

Também hoje, o presidente ucraniano instruiu o seu gabinete a contactar a Casa Branca para "esclarecer os detalhes" de uma possível trégua. 

"Vamos esclarecer exatamente o que isso implica, [se são] algumas horas [de trégua] para um desfile em Moscovo ou algo mais", disse Zelensky, que deixou claro que não foi informado pelo lado norte-americano sobre a proposta. 

A presidência russa indicou que o presidente norte-americano, com quem Vladimir Putin discutiu a trégua na quarta-feira, apoiou a iniciativa. 

Na conversa com Trump, Putin afirmou estar pronto "para decretar um cessar-fogo durante o período das celebrações do Dia da Vitória", declarou à comunicação social o conselheiro diplomático, Iuri Ushakov. 

"Trump apoiou ativamente esta iniciativa, referindo que esse feriado assinala a nossa vitória partilhada", acrescentou Ushakov. 

O presidente dos Estados Unidos disse ter tido uma conversa "muito boa" com o homólogo russo, indicando que nela defendeu um cessar-fogo na Ucrânia. 

De acordo com o chefe de Estado norte-americano, a conversa centrou-se sobretudo na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, ao passo que o Kremlin declarou que os dois líderes "deram especial atenção à situação no Irão e no Golfo Pérsico".  

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).


Leia Também: Presidente libanês condena "violações" do cessar-fogo por Israel

O Presidente libanês, Joseph Aoun, condenou hoje as "violações persistentes" da trégua por parte de Israel, apelando a que seja exercida pressão para garantir o respeito pelo direito internacional.

5 de Maio de 2026 - Ricardo Henrique Rao é o vencedor do Prémio de Revelação Literária UCCLA - Apresentação do vencedor

Ricardo Henrique Rao é o vencedor do Prémio de Revelação Literária UCCLA - Apresentação do vencedor

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa - 5 de maio -, a UCCLA vai anunciar que o livro “Antologia Brutalista”, de Ricardo Henrique Rao, é o vencedor da 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O anúncio será feito na Biblioteca das Galveias, em Lisboa, às 17 horas, no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L.

De referir que Ricardo Henrique Rao é de nacionalidade itálo-brasileira, tem de 55 anos, e estará presente na sessão.

Esta edição do prémio reuniu 650 candidaturas, oriundas de diversos países não só de língua portuguesa - como Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique -, mas também da Alemanha, França, Itália, Reino Unidos, Países Baixos, entre outros.

O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa é uma iniciativa da UCCLA que conta com a parceria da Câmara Municipal de Lisboa e editora Guerra e Paz, e com o apoio do Movimento 2014 - 800 anos da língua portuguesa. Já foram editadas 12 obras (10 primeiros prémios e 2 menções honrosas, cujos autores - 5 portugueses e 5 brasileiros), são maioritariamente jovens. Os 4 primeiros livros foram publicados pela A Bela e o Monstro, e os restantes 6 com a chancela da Guerra e Paz.

O prémio foi criado em 2015 e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

O júri desta última edição foi constituído pelas seguintes personalidades do mundo literário e cultural de língua portuguesa:  

Hélder Simbad (ex-diretor da Biblioteca Nacional de Angola); 

Godofredo Oliveira Neto (representante da Academia Brasileira de Letras, Brasil); Germano de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde); 

Yao Jingming (professor catedrático e jubilado da Universidade de Macau); 

Tony Tcheka (presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, escritor e editor da Guiné-Bissau); 

Luís Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique); 

José Pires Laranjeira (professor jubilado de Literatura Africana da Universidade de Coimbra, Portugal); 

Luís Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste); 

João Pinto Sousa (Movimento 800 anos de Língua Portuguesa e cofundador do Prémio); 

Rui Lourido (coordenador do júri em representação da UCCLA).

Vencedores das edições anteriores:

Publicações da editora Guerra e Paz: 

10.ª edição: Boi de Claúdio da Silva (Angola e Portugal);

9.ª edição: Cantagalo de Fernanda Teixeira Ribeiro (Brasil);

8.ª edição: Breviário de Medo e Malícia de Leonel Araújo Barbosa (Portugal); 

7.ª edição: Caligrafia de Alexandre Siloto Assine (Brasil);

6.ª edição: O Sonho de Amadeu de Leonardo Costa Oliveira (Brasil);

5.ª edição: O Heterónimo de Pedra de Henrique Reinaldo Castanheira (Portugal);

Publicações da editora A Bela e o Monstro:

4.ª edição: Praças de António Pedro Serrano de Sousa Correia (Portugal/Angola); 

3.ª edição: Equilíbrio Distante de Óscar Maldonado (Paraguai/Brasil);

2.ª edição: Diário de Cão de Thiago Rodrigues Braga (Brasil); 

1.ª edição: Era uma vez um Homem de João Nuno Azambuja (Portugal).

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

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5 de Maio de 2026 - Encontro “Esta Língua que Nos Une” no Porto

O Centro Português de Fotografia (sito na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto - Largo Amor de Perdição), no Porto, vai receber, no dia 5 de maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa -, o encontro “Esta Língua que Nos Une”, uma iniciativa dedicada à língua portuguesa como espaço vivo de criação literária, memória partilhada, circulação cultural e futuro comum entre Portugal, Brasil e o mundo lusófono. O evento é promovido pela Associação Portugal Brasil 200 anos, em parceria com a UCCLA e o Centro Português de Fotografia.

O encontro irá juntar escritores, intelectuais, curadores, professores e representantes institucionais dos dois lados do Atlântico para pensar a literatura como território comum da língua portuguesa.

A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço. Poderá confirmar a sua presença para os números +351 218172950 ou +55 11995737932 (whastApp) ou através do email uccla@uccla.pt.

A iniciativa conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Instituto Guimarães Rosa, do Consulado-Geral do Brasil no Porto, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Centro Português de Fotografia, através da cedência do espaço, e do Hotel Vila Galé Porto, através do apoio à hospedagem.

O conceito curatorial parte de uma ideia central: a língua portuguesa não é uma herança imóvel, mas uma casa em movimento. Ao longo de um dia de programação, o encontro propõe o português como plataforma de pensamento crítico, diplomacia cultural, criação artística e cooperação entre comunidades.

O programa estrutura-se em torno de três eixos curatoriais - invenção, travessia e futuro - que traduzem a visão da Associação Portugal Brasil 200 anos para a cidadania da língua: uma língua que não se limita a comunicar, mas cria pertença, confiança, cooperação e novas possibilidades culturais.

A sessão de abertura, às 10 horas, contará com intervenções de Teresa Leitão, senadora brasileira, Luís Álvaro Campos Ferreira, Secretário-Geral da UCCLA, e José Manuel Diogo, presidente da Associação Portugal Brasil 200 anos.

Às 10h30, a primeira mesa, “A Língua em Estado de Invenção”, reúne o escritor brasileiro Sérgio Rodrigues e o ensaísta português Arnaldo Saraiva, com moderação de José Manuel Diogo. A conversa abordará a língua como criação viva, cruzando norma, desvio, humor, literatura, modernismo, oralidade e identidade.

O projeto “O Mundo da Lusofonia”, desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas da Caparica, com parceria pedagógica da UCCLA e participação de escolas de Portugal, Cabo Verde e Brasil, será apresentado pelas 12 horas. A iniciativa trabalha a língua portuguesa como instrumento de comunicação, colaboração entre povos, cidadania global e valorização da diversidade multicultural dos países de língua oficial portuguesa. Participam na apresentação os professores Bruno Coimbra e Helena Silva, a Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Paula Leal Silva, e a coordenadora da Área Social da UCCLA Princesa Peixoto.

Pelas 15 horas decorrerá a segunda mesa “Corpo, Memória e Travessia”, reunindo o escritor brasileiro Álvaro Filho e a escritora portuguesa Inês Pedrosa, com moderação da artista, curadora e investigadora Ângela Berlinde. A conversa discutirá como os corpos atravessam países, afetos e imagens, e como a literatura regista pertencimento, desenraizamento, amor, memória, perda e reinvenção.

Às 16h30, a terceira mesa “Poesia, Mundo e Futuro da Língua”, contará com a participação de José Gardeazabal e do poeta brasileiro José Inácio Vieira de Melo, com moderação de Maria Bochicchio. A conversa propõe pensar a poesia como o lugar onde a língua portuguesa continua a arriscar o futuro - entre oralidade e escrita, voz, ritmo, corpo, território, memória e tempo histórico.

Pelas 17h45, terá lugar o lançamento da Leitura Coletiva Global de Os Lusíadas, projeto internacional concebido pela Associação Portugal Brasil 200 anos. A iniciativa convoca leitores de diferentes países lusófonos e das diásporas a partilharem, em voz alta, estrofes do poema camoniano, afirmando Os Lusíadas como património simbólico que atravessa nações, sotaques e gerações.

O encerramento, às 18h15, será marcado por um recital de José Inácio Vieira de Melo, poeta, jornalista e curador alagoano radicado na Bahia. A apresentação celebrará a musicalidade e a força da língua portuguesa através de textos clássicos e contemporâneos.

Programa - https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-04/Programa_Esta-lingua-que-nos-une.pdf 

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

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BRASIL: Reduzir pena de Bolsonaro? Congresso do Brasil derruba veto de Lula... O Congresso Nacional brasileiro derrubou hoje o veto do Presidente, Lula da Silva, ao projeto que reduz a pena de condenados por atos golpistas, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro.

© Lusa   30/04/2026 2022 

Éa segunda derrota de Lula em menos de 24 horas, quando, na noite de quarta-feira, o plenário do Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para uma vaga de juiz no Supremo Tribunal Federal, algo que não acontecia há 132 anos. 

Para a queda do veto presidencial eram necessários 257 votos de deputados federais e mais 41 votos de senadores.

A votação final na Câmara dos Deputados ficou em 318 votos a favor da derrota do veto, 144 contra e cinco abstenções.

Logo em seguida, no Senado registaram-se 49 votos contra o veto e 24 a favor.

Em dezembro, o Congresso Nacional brasileiro aprovou a proposta que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado, conhecida como "PL da Dosimetria", que foi vetada integralmente por Lula da Silva no dia 08 de janeiro. 

Conforme a legislação brasileira, o Congresso Nacional tem a prerrogativa de analisar e derrubar vetos do chefe do Governo federal.

A proposta do PL da Dosimetria é de 2023, mas só ganhou força entre os parlamentares após a prisão de Jair Bolsonaro no fim do ano passado. 

Bolsonaro foi condenado pelo Supremo brasileiro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito e tentativa de golpe de Estado

Com prisão decretada em novembro, o ex-presidente cumpre prisão domiciliária, em Brasília, por questões de saúde, desde há pouco mais de um mês. 

A proposta da Dosimetria das penas aprovada pelo Congresso beneficia Bolsonaro no prazo para progressão de pena. 

Atualmente, o ex-presidente tem de cumprir cinco anos e 11 meses para passar para o regime semiaberto. 

Com o cálculo da nova proposição, esse período cairia para três anos e três meses.

Durante a votação de hoje, o presidente do Congresso Nacional brasileiro, Davi Alcolumbre, fez uma manobra regimental e desmembrou trechos da análise do veto presidencial, atendendo a um pedido da oposição.

Quando aplicou o veto integral à proposta, Lula da Silva indicou que o PL da Dosimetria facilita a progressão de pena para o regime semiaberto a facionados (membros de grupos criminosos) e a condenados por crimes hediondos, o que contradiz a Lei Antifação.

Com a manobra regimental na análise do veto, Alcolumbre declarou que a proposta da Dosimetria se restringe apenas aos réus do 08 de janeiro, sem mudar penas para condenados por crimes hediondos.

No seu relatório anual, divulgado a semana passada, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) considerou um avanço democrático a condenação de Bolsonaro e dos seus aliados pela tentativa de golpe de Estado.

A CIDH frisou que, em 2025, o Brasil "registou avanços na adoção de medidas de não repetição" após o ataques às instituições democráticas por milhares de apoiantes de Bolsonaro que contestavam o resultado eleitoral de 2022. 

A entidade, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), alertou ainda que persistem desafios e apontou propostas legislativas no Congresso Nacional brasileiro que pretendem conceder amnistia aos responsáveis materiais e intelectuais pelos ataques golpistas.

O tema sobre a redução de pena dos condenados pela tentativa de golpe de Estado acontece em ano de eleições gerais num Brasil ainda dividido e polarizado. 

Três pré-candidatos a Presidente já sinalizaram conceder amnistia aos condenados, caso vençam Lula nas urnas em outubro: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Diretor de think tank dos EUA critica ineficácia de Guterres na ONU... O diretor do centro de investigação norte-americano Instituto Hudson criticou hoje a ineficácia do secretário-geral da ONU, António Guterres, e acrescentou antecipar o fim do mandato como líder das Nações Unidas.

© ANGELA WEISS / AFP via Getty Images   Por LUSA    30/04/2026 

"Considero que Guterres foi um secretário-geral ineficaz. Estou muito contente por o seu mandato estar quase a chegar ao fim", disse Peter Rough à Lusa, argumentando que o cargo devia ser ocupado por alguém que consiga fazer efetivamente uma boa gestão dos diferentes órgãos das Nações Unidas. 

"Existem muitos outros órgãos [além do Conselho de Segurança] no seio do sistema da ONU sobre os quais o secretário-geral tem autoridade, onde a sua palavra tem peso. Ele tem, por ser o secretário-geral das Nações Unidas, uma voz importante nos assuntos globais, e pode usar essa voz com melhor efeito", considerou o académico, em Lisboa, onde participou no Foro la Toja.

O diretor do instituto que tem promovido políticas alinhadas com a visão da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, argumentou ainda que um futuro líder da ONU deve procurar reformar a organização, de modo a analisar o desperdício, a fraude e os abusos, bem como examinar as operações de manutenção da paz e os orçamentos das mesmas.

Sobre o Direito Internacional, do qual as Nações Unidas são um garante, Rough defendeu que, no final de contas, é apenas "um subconjunto da tomada de decisões políticas".

"Os países definem as estratégias de segurança nacional, têm em conta os seus interesses e, em seguida, procuram garantir que estes se coadunam com o direito internacional. Mas não avaliam primeiro o Direito Internacional, para depois encaixar a sua estratégia de segurança nacional nele", defendeu.

Peter Rough considerou mesmo que a era em que os países avaliavam primeiro o Direito Internacional antes de considerarem as políticas internas "já quase desapareceu".

"Se adotarem essa última abordagem, isso significa que estamos basicamente a viver na Europa dos anos 90", continuou.

No que diz respeito às críticas de líderes europeus à guerra de Washington contra Teerão, lançada a 28 de fevereiro, o académico disse não estar convencido de este seja "um caso claro e incontestável de desrespeito ao Direito Internacional por parte dos EUA".

"Considero, sim, que isto demonstra uma diferença na perceção da ameaça entre a Europa e os EUA no que diz respeito ao Irão", acrescentou.

Rough argumentou que o programa de mísseis balísticos iraniano, a projeção de terror sobre os países do Médio Oriente como no Líbano, através do movimento xiita Hezbollah, e o programa nuclear iraniano, seriam motivos suficientes para "apresentar um argumento jurídico internacional" que justificasse a guerra.

Esse argumento, defendeu, sobressai face à postura da ONU: "não intervencionista, soberanista e baseada no Direito Internacional em que é necessário obter um mandato do Conselho de Segurança".

Quanto à NATO, o académico defendeu que a abordagem estratégica do Presidente republicano em relação à Europa consiste em "expor os aliados europeus ao poder russo, de modo a forçá-los a aumentar os gastos com a defesa".

"Trata-se, sem dúvida, de um ato de coação. Mas ele [Trump] não quer ir tão longe ao ponto de arriscar uma guerra generalizada na Europa. Por isso, nas consultas, nos documentos, nas reuniões, há também um compromisso com o Artigo 5.º" da NATO, que estabelece que um ataque a um aliado é considerado um ataque a todos, exigindo uma resposta coletiva.

O académico disse mesmo que o objetivo da administração Trump passa pela ambiguidade de deixar os europeus a questionar se os Estados Unidos defenderão militarmente os aliados da NATO em caso de guerra.

"Essa ambiguidade entre, por um lado, 'será que estaremos lá?' e, por outro lado, dizer 'estaremos lá', destina-se tanto a manter a paz, como a levar a Europa a fazer mais. Porque, claramente, a abordagem de [o ex-presidente Joe] Biden de abraçar os europeus adormeceu-os em vez de os pressionar a gastar muito mais", esclareceu.

Embora tenha reconhecido ganhos durante a administração Biden, considerou que não ocorreram na "velocidade e dimensão que os EUA esperavam, previam e necessitam".

"Por isso, acho que essa é uma diferença bastante significativa e o Presidente Trump gosta deste tipo de oscilação entre, por um lado, criticar os europeus e questionar a NATO, por outro lado, comprometer-se com ela. Porque isso também o coloca no centro da ação", acrescentou Rough.

"Ele [Trump] não está assim tão interessado na coerência. Para ele o que importa é o domínio e ter uma postura ambígua em que todas as conversas girem em torno de como é que Donald Trump vai decidir [e isso] coloca-o no centro da ação", concluiu.


Leia Também: Guterres alerta para grave crise económica devido a bloqueio de Ormuz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje para "o estrangulamento da economia global" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz, sublinhando que "a humanidade está a pagar o preço".

Líder supremo do Irão defende programa nuclear e balístico... O líder supremo do Irão afirmou hoje que a República Islâmica vai proteger as suas "capacidades nuclear e balística" como um ativo nacional e defendeu que os norte-americanos não têm lugar no Golfo Pérsico.

© Getty Images  Por LUSA  30/04/2026 

Numa declaração escrita lida por um apresentador da televisão estatal -- como tem acontecido desde que assumiu funções como líder supremo do Irão --, o aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.

Na declaração, Mojtaba Khamenei, filho do anterior aiatola Ali Khamenei, morto aos 86 anos num ataque dos Estados Unidos a 28 de fevereiro, adotou um tom desafiante, insistindo que o único lugar para os norte-americanos no Golfo Pérsico é "no fundo das suas águas" e que está a ser escrito "um novo capítulo" na história da região.

As declarações surgem, contudo, numa altura em que a indústria petrolífera iraniana começa a ser pressionada por um bloqueio da Marinha dos Estados Unidos, que impede os seus navios petroleiros de saírem para o mar. 

Ao mesmo tempo, o barril de referência Brent para entrega em junho chegou hoje a atingir os 126 dólares (107,58 euros) nas transações, enquanto o Irão mantém o controlo do estreito de Ormuz, a entrada do Golfo Pérsico por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados.

Esta situação está a aumentar a pressão sobre a economia mundial, numa altura em que Trump pondera a resposta a dar.

"Com a ajuda e o poder de Deus, o futuro brilhante da região do Golfo Pérsico será um futuro sem a América, ao serviço do progresso, conforto e prosperidade dos seus povos", afirmou Khamenei na declaração, lida como todas as outras desde que terá ficado ferido no ataque de 28 de fevereiro.

"Nós e os nossos vizinhos do outro lado das águas do Golfo Pérsico e do [Golfo] de Omã partilhamos um destino comum. Os estrangeiros que vêm de milhares de quilómetros de distância para agir com ganância e malícia não têm lugar aqui, exceto no fundo das suas águas", insistiu.

GUERRA NA UCRÂNIA: Parlamento Europeu pede responsabilização da Rússia... O Parlamento Europeu aprovou hoje uma resolução para garantir justiça para a Ucrânia e tornar a Rússia responsável pelos ataques a civis, bem como o apoio à criação de um Tribunal Especial para o crime de agressão.

© Yan Dobronosov/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  30/04/2026 

Os deputados do Parlamento Europeu aprovaram, em Estrasburgo (França), uma resolução para que a Rússia seja responsabilizada pelos ataques aos civis que desferiu na Ucrânia, com 446 votos a favor, 63 contra e 52 abstenções.

O Parlamento Europeu apoiou a rápida criação do Tribunal Especial para o crime de agressão contra a Ucrânia e incentivou todos os Estados-Membros a aderirem.

Na resolução também foi aprovado o 20.º pacote de sanções da UE à Rússia, cujas medidas não devem ser levantadas até um acordo de paz ser negociado e aplicado de forma extensiva.

O Parlamento considera que todos os países da UE devem responsabilizar qualquer pessoa que tenha condições de facilitar ou ordenar o crime de agressão à Ucrânia, incluindo intervenientes políticos, militares e judiciais de alto nível, como memmbros da Duma ou do tribunal constitucional russo.

A adesão à convenção para a criação de uma comissão internacional de reclamações para indemnizar as vítimas civis da guerra também foi aprovada em Estrasburgo com 465 votos a favor, 57 votos contra e 47 abstenções.

A comissão de reclamações deverá ser inaugurada à margem da 135.ª sessão do Comité de Ministros do Concelho da Europa, em Chisinau, em 14 de maio de 2026.

O objetivo é assegurar que as vítimas civis da guerra, da agressão da Rússia à Ucrânia, sejam propriamente compensadas.

A Rússia atacou hoje infraestruturas energéticas e de transportes na região de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, no mais recente bombardeamento que também atingiu uma zona portuária de Odessa, disseram hoje as autoridades regionais e locais.

Várias cidades da região de Mykolaiv ficaram temporariamente sem energia devido aos danos causados pelos ataques, segundo um comunicado da administração militar regional publicado na rede social Facebook, referindo ainda que cinco civis ficaram feridos.

A guerra, da agressão da Rússia contra a Ucrânia, dura há mais de anos, iniciada no dia 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano.

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede feriado nacional esta sexta-feira, 1° de Maio por ser o Dia Internacional dos Trabalhadores.

 

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

UCRÂNIA: Exército de Kyiv vai rodar tropas a cada dois meses... O chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Sirsky, ordenou hoje que o destacamento de tropas para a linha da frente seja limitado a dois meses devido ao incremento dos meios tecnológicos de combate.

© Reuters   Por LUSA   30/04/2026 

A medida, segundo o Exército, pretende "reduzir significativamente" o tempo de destacamento dos militares nas várias frentes de combate. 

"Dada a crescente presença de drones no campo de batalha, a lógica de condução das operações de combate está a mudar. Os conceitos da linha da frente e das formações de combate foram fundamentalmente transformados", disse Oleksandr Sirsky.

Para o chefe do Exército, a logística e a movimentação tornaram-se mais complexas no campo de batalha e a medida visa "preservar a vida e a saúde dos soldados na linha da frente e nas defesas".

Assim, segundo as novas ordens, os comandantes operacionais devem garantir que as condições para que os militares mantenham as posições durante dois meses mas essa missão deve ser "seguida de uma rotação".

As mudanças de tropas destacadas devem ser planeadas com antecedência, tendo em conta a situação, a natureza dos combates e a disponibilidade de forças e recursos, apontou o chefe do Exército.

Por outro lado, vai ser concedida prioridade aos militares que necessitem de um período de descanso após a conclusão das missões nas zonas de combate.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 tendo anexado a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Zelensky pediu explicações sobre proposta de trégua parcial da Rússia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu hoje aos Estados Unidos detalhes sobre as condições de um cessar-fogo proposto pela Rússia para o dia 09 de maio, aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi.



Leia Também: Rússia ataca infraestruturas de energia e transportes no sul da Ucrânia

A Rússia atacou nas últimas horas infraestruturas energéticas e de transportes na região de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, no mais recente bombardeamento que também atingiu uma zona portuária de Odessa, disseram hoje as autoridades regionais e locais.

Comissariado Nacional da POP, mobilizou 2.597 efetivos entre quais policia ordem pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros para garantir segurança em todo território nacional durante a Comemoração do 1º de Maio.

Saúde: Famílias denunciam alegada negligência médica após morte de grávida no Hospital Simão Mendes

Radio TV Bantaba

Bissau - A morte de uma mulher grávida no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), em Bissau, está a provocar revolta entre familiares e a levantar novas denúncias de alegada negligência médica na maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau.

Segundo relatos dos familiares, a paciente deu entrada no hospital em estado de urgência, mas não terá recebido assistência médica atempada nem adequada. A família acredita que a demora no atendimento pode ter contribuído diretamente para o desfecho fatal.

Além deste caso, utentes apontam problemas recorrentes no funcionamento do hospital, incluindo atrasos no socorro, escassez de profissionais de saúde e falta de meios técnicos e materiais. Estas limitações, afirmam, têm vindo a comprometer a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.

A situação gerou forte indignação entre familiares e reacendeu preocupações sobre as condições do serviço de urgência e da maternidade do HNSM, setores considerados particularmente sensíveis.

Até ao momento, a direção do hospital não apresentou uma explicação pública detalhada sobre o ocorrido. As famílias afetadas exigem a abertura de um inquérito independente que permita apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias da morte.

O Hospital Nacional Simão Mendes, principal referência hospitalar do país, recebe diariamente centenas de pacientes de várias regiões, enfrentando uma pressão constante sobre os seus serviços.

ND-TV

Presidente iraniano prevê "fracasso" do bloqueio naval dos EUA... O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, previu hoje que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos do seu país está "condenado ao fracasso" e avisou que só irá agravar a instabilidade no Golfo Pérsico.

© KAREN MINASYAN/AFP via Getty Images    Por LUSA   30/04/2026 

"Todas as tentativas de impor um bloqueio marítimo são contrárias ao direito internacional (...) e estão condenadas ao fracasso", declarou Massoud Pezeshkian em um comunicado, depois de um alto funcionário da Casa Branca ter mencionado uma possível extensão do bloqueio "por vários meses". 

Embora estas declarações tenham contribuído para a subida dos preços do petróleo, o Presidente iraniano defendeu que tais medidas de bloqueio "não só deixam de melhorar a segurança regional, como constituem uma fonte de tensão e uma perturbação para a estabilidade a longo prazo do Golfo".

Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde 08 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril. Nestas circunstâncias, as forças armadas iranianas decidiram manter o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto da produção de petróleo do mundo.

"Não toleraremos o bloqueio naval. Se continuar, o Irão retaliará", advertiu na quarta-feira Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, nomeado em março conselheiro militar do novo líder supremo Mojtaba Khamenei.

Rezaei alertou ainda contra o regresso das hostilidades entre o Irão e os Estados Unidos, que poderia resultar no afundamento de navios norte-americanos e na morte ou captura de numerosos soldados inimigos.

Um alto funcionário da Marinha iraniana mencionou o destacamento, "num futuro muito próximo", de armamento naval recentemente desenvolvido.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, por sua vez, desvalorizou o impacto do bloqueio liderado pelos EUA, afirmando que "não produzirá resultados".

"Os funcionários da indústria petrolífera estão a trabalhar incansavelmente para garantir o fornecimento contínuo", disse Paknejad.


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A Marinha Real britânica anunciou na quarta-feira um acordo para criar uma força naval conjunta com nove países europeus "complementar" da NATO, para dissuadir futuras ameaças da Federação Russa a partir da "fronteira marítima aberta" a norte.

RSF. Liberdade de imprensa no mundo no nível mais baixo dos últimos 25 anos... A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, em particular devido à criminalização do jornalismo, anunciou hoje a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com Portugal a cair dois lugares para 10.º.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   30/04/2026 

Na classificação dos RSF para 2026, a organização assinala que a pontuação média dos 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quarto de século. 

No caso de Portugal, em termos comparativos, desceu dois lugares, passando do 8.º para o 10.º, com a classificação de "satisfatório" (83,71 em 100).

No topo da lista, mais um ano, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de "excelente" (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Menos de 1% da população mundial goza do que os RSF consideram ser uma situação "boa" de liberdade de imprensa, quando em 2002 era de 20%. No extremo oposto, 52,2% dos países encontram-se numa posição "difícil" ou "muito difícil".

A lista é encerrada por Arábia Saudita (176.º lugar), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). Entre os regimes mais fechados à imprensa está também a Rússia (172.º), "especialista no uso de leis contra o terrorismo, o separatismo ou o extremismo" para restringir a margem de manobra.

A maior queda em 2026 é protagonizada pelo Níger (37 posições de uma só vez, para o 120.º lugar), que exemplifica assim a deterioração da liberdade de imprensa que se verifica há anos na região do Sahel, devido aos ataques que tem vindo a sofrer por parte de diferentes grupos armados e das juntas militares no poder.

No outro extremo, a queda do regime ditatorial de Bashar al-Assad na Síria permitiu-lhe subir da 177.ª para a 144.ª posição.

Grande parte dos países latino-americanos piorou a posição no ranking, em particular o Equador, que, num contexto de forte recrudescimento da criminalidade organizada, sofreu uma queda de 31 posições e ficou em 125.º lugar, após os assassínios dos jornalistas Darwin Baque e Patricio Aguilar.

Também o Peru foi marcado no último ano pelo assassínio de quatro jornalistas e desceu 14 posições, para o 144.º lugar.

A organização RSF fez recuar em força na tabela a Argentina (11 posições, para o 98.º) e El Salvador (oito, para o 143.º) devido à ação dos líderes, Javier Miley e Nayib Bukele, respetivamente, na linha do Presidente norte-americano, Donald Trump, com hostilidade e pressões sobre a imprensa.

Três países latino-americanos continuam na cauda do ranking mundial da liberdade de imprensa, apesar de terem subido algumas posições: a Venezuela (159.º, contra 160.º) devido à incerteza sobre as garantias para a imprensa, apesar das libertações de jornalistas no início de 2026; Cuba (160.º, contra 165.º), onde "a crise profunda obriga os poucos jornalistas independentes a operar cada vez mais na clandestinidade" e a Nicarágua, relegada para o 168.º lugar (antes 172.º), num "panorama mediático em ruínas, caracterizado por uma repressão sistemática".

A Colômbia destaca-se da tendência geral da região, com um avanço de 13 posições, mas até um 102.º lugar pouco meritório.

No que diz respeito ao Brasil, o país subiu na classificação, de 63.º em 2025 para 52.º este ano.


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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuba: Havana rejeita acusações sobre acolher inimigos de Washington... O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano afirmou hoje que os Estados Unidos inventam pretextos "fracos e falaciosos" quando acusam Cuba de facilitar a presença no território de militares e serviços de inteligência de adversários de Washington.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"Cuba é um país pacífico que não agride outros, não permite que o seu território seja usado contra outros e tem um historial limpo contra o terrorismo, o crime organizado internacional e a violência", escreveu Bruno Rodríguez nas redes sociais.

As declarações do ministro cubano surgem após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que Cuba permitia a presença de bases militares e serviços de inteligência dos adversários dos Estados Unidos (EUA) a 90 milhas (145 quilómetros) do seu território.

Rubio fez essas declarações numa entrevista à Fox News e garantiu que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, não tolerará esse tipo de ações.

As declarações do secretário de Estado norte-americano foram divulgadas no mesmo dia em que o Senado rejeitou uma proposta dos democratas para limitar as possíveis operações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

A este respeito, o chefe da diplomacia cubana classificou hoje como absurdo que o Departamento de Estado dos EUA alegue que Cuba, um "país em desenvolvimento, relativamente pequeno e submetido a uma guerra económica brutal", represente "uma ameaça para a maior potência militar, tecnológica e económica do mundo".

O ministro cubano salientou que esses argumentos já são "conhecidos pelo governo norte-americano e pelas suas agências de segurança e defesa".

A troca de acusações surge num momento em que os Estados Unidos planeiam realizar testes de sistemas não tripulados que utilizam inteligência artificial (IA) esta semana em Key West, uma ilha no sul do estado da Florida situada a apenas 150 quilómetros de Cuba.

Os exercícios militares, segundo publicou o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) na rede social X, inscrevem-se no âmbito dos trabalhos para estabelecer as bases do novo Comando de Guerra Autónoma do Comando Sul (SAWC, na sigla em inglês), anunciado na semana passada.

O Exército norte-americano ordenou, a 21 de abril, a criação de uma força de guerra autónoma baseada em IA que apoiará as atividades do Southcom na América Central, América do Sul e nas Caraíbas, com o objetivo de desmantelar redes de narcotráfico.

O exercício militar denominado FLEX 2026, organizado pela Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos em Key West, servirá como um ensaio para integrar inteligência artificial, sistemas não tripulados e forças tradicionais em operações marítimas, informou o Southcom no X.

As manobras, centradas no combate às ameaças na região, fazem parte de uma estratégia mais ampla para a implantação de plataformas autónomas e semiautónomas em cenários reais, no meio de tensões com Cuba.

A administração Trump intensificou a pressão sobre Havana nos últimos meses com um bloqueio petrolífero e o apelo à procura de um acordo, centrado em reformas económicas e políticas.

A ilha das Caraíbas sofre com cortes de água e energia devido às sanções impostas pelos EUA e à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.

Trump já garantiu que, após a guerra com o Irão, vai virar a sua atenção para Cuba, prometendo "um novo amanhecer" para a ilha durante um discurso num evento da Turning Points USA na semana passada.

Os democratas argumentaram que a resolução sobre os poderes de guerra também era necessária para evitar que Trump lançasse uma campanha militar contra o país.

"Os Estados Unidos e Cuba precisam de encontrar uma forma de coexistir pacificamente", apontou o senador Peter Welch, democrata do Vermont.

Os democratas tentaram montar uma oposição política às ações militares de Trump forçando a votação através da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que tinha como objetivo afirmar o poder do Congresso sobre a declaração de guerra.


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O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros), sobretudo em munições, indicou hoje um alto responsável do Departamento de Defesa.

Foi realizada, nesta quarta-feira (29.04), na Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, a abertura da Experiência Cultural Chinesa, uma iniciativa que visa promover o intercâmbio cultural e reforçar os laços de cooperação entre os dois povos.

Governo inaugura nova sede do Instituto Marítimo e Portuário e reforça compromisso com a economia azul

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 29 de abril, 2026, o Governo da Guiné-Bissau inaugurou a nova sede do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), numa cerimónia presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

Sob liderança do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, este momento marca um passo firme na modernização do setor marítimo e na afirmação da economia azul como prioridade nacional.

O Ministro Florentino Mendes Pereira destacou que o IMP deve ser o “cérebro técnico” da política marítima, capaz de transformar o potencial do mar em empregos, investimentos e crescimento económico.

👉 O mar não é apenas fronteira.

É oportunidade. É riqueza. É futuro.

Com esta nova sede, o Governo reforça a sua capacidade de:

✔ Regular com autoridade

✔ Fiscalizar com rigor

✔ Planear com visão estratégica

✔ Servir melhor os cidadãos e investidores

A economia azul não é um slogan — é uma urgência estratégica.

O Ministério dos Transportes reafirma o seu compromisso com reformas, eficiência e resultados concretos para todos os guineenses.

Associações dos Pescadores e Bideiras de peixe em Conferência de Imprensa para anunciar a redução de preço do pescado


PESCADORES ARTESANAIS ANUNCIAM REDUÇÃO DO PREÇO DO PEIXE NA GUINÉ-BISSAU

As duas associações de pescadores artesanais anunciaram a redução dos preços do peixe no mercado nacional, na sequência do acordo firmado com o Governo de Transição. 

O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante uma cerimónia denominada “Cumprimento do Acordo”, após o memorando do entendimento com o Ministério das Pescas, que visa a diminuição dos preços dos produtos da pesca.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Leni, garantiu que todo o trabalho foi realizado para assegurar o cumprimento dos preços estabelecidos.

A iniciativa foi também saudada pela Cooperativa das Mulheres Bideiras Transformadoras do Porto de Alto Bandim. A presidente da organização, Ama Camará, destacou a importância da medida para as vendedeiras e para os consumidores, sublinhando que a redução dos preços poderá contribuir para melhorar o acesso ao peixe.

Por sua vez, o secretário de Comunicação da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), Ernesto Gino Correia, alertou que a organização irá fiscalizar os preços nos mercados, de forma a garantir benefícios para os consumidores.

Recorde-se que o Governo havia assinado um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

O presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, presidiu a abertura do exercício de manipulação de dispositivos de coleta, centrado na identificação de dificuldades operacionais no terreno.

Desfile militar na Rússia sem tanques e mísseis: "Terrorismo ucraniano"... A Presidência da Rússia justificou hoje a ausência de armamento no tradicional desfile de 09 de maio, em Moscovo, devido ao agravamento do que classificou como "terrorismo ucraniano".

© Lusa   29/04/2026 

Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.  

No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis. 

"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".

"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.

O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.

O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.

A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.

O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.



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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.