quinta-feira, 11 de junho de 2026

Guiné- Bissau: Tribunal Militar suspende processo contra Domingos Simões Pereira e remete questão de constitucionalidade ao Supremo Tribunal de Justiça

Por  Rádio Capital Fm 

O Tribunal Militar Regional de Bissau suspendeu o processo que envolve Domingos Simões Pereira e remeteu ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) um incidente de inconstitucionalidade suscitado no âmbito dos autos.

A decisão consta de um despacho do Juiz de Instrução Criminal, datado de 11 de junho de 2026, consultado pela Rádio Capital FM, no qual é admitido o requerimento que questiona a constitucionalidade de determinadas normas jurídicas aplicáveis ao processo.

Segundo o despacho, o Juiz de Instrução Criminal, Simão Bacale Biaguê, não dispõe de competência para decidir sobre questões de constitucionalidade, cabendo essa prerrogativa ao Supremo Tribunal de Justiça, reunido em plenário, nos termos da Constituição da República da Guiné-Bissau.

Por isso , o magistrado ordenou a remessa do incidente ao STJ e determinou a suspensão da instância até que seja proferida uma decisão sobre a matéria de constitucionalidade.

O Tribunal Militar Superior emitiu também um mandado de notificação dirigido à Promotoria Militar e ao suspeito Domingos Simões Pereira, através dos seus mandatários judiciais, para que tomem conhecimento do conteúdo do despacho.

Ucrânia assinala pela primeira vez o Dia das "Forças de Drones"... A Ucrânia assinala hoje pela primeira vez o Dia das Forças dos Sistemas Não Tripulados, também conhecido como "Dia das Forças de Drones", depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter instituído a celebração.

© Alberto Gardin/SOPA Images/LightRocket via Getty Image     Por  LUSA  11/06/2026 

Zelensky afirmou que a guerra moderna não pode ser "imaginada sem drones", frisando que os sistemas não tripulados da Ucrânia estão a operar "com sucesso" . 

O chefe de Estado ucraniano elogiou as missões com drones na linha da frente em ataques contra infraestruturas russas localizadas a "centenas de quilómetros".

Celebrar cada setor, profissão e ramo das Forças Armadas num dia específico do ano é uma das poucas tradições soviéticas que a Ucrânia ainda mantém.

Na mensagem, Zelensky destacou que as baixas russas atingiram níveis sem precedentes desde o início da guerra, ultrapassando as "trinta mil por mês", incluindo soldados mortos e feridos, em grande parte devido à utilização de drones.

Segundo as estatísticas oficiais ucranianas, mais de 90% das baixas russas no campo de batalha são atribuíveis aos drones.

Além dos drones de curto alcance, a Ucrânia desenvolveu capacidades não tripuladas de médio e longo alcance que lhe permitem atacar quase diariamente alvos militares, logísticos e económicos russos, tanto nos territórios ocupados como nas regiões russas junto à fronteira.

O sucesso dos drones ucranianos na guerra transformou num "herói popular" o chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados, o empresário ucraniano de origem húngara que se tornou soldado durante a guerra, Robert Brovdi, também conhecido por "Magyar".

Numa mensagem gravada, Brovdi enfatizou o papel que os drones assumiram no campo de batalha em apenas alguns anos.

"Nenhum outro tipo de arma evoluiu tão rapidamente na história da humanidade", disse num vídeo publicado nas plataformas digitais.

MUNDIAL2026: África bate recordes no Mundial: "É um momento de orgulho"... A União Africana (UA) saudou hoje a participação recorde de 10 equipas africanas no Mundial, incluindo a de Cabo Verde, como "um momento de orgulho" e de união para o continente que demonstra o auge do futebol africano.

© Getty Images    Por  LUSA   11/06/2026 

"Este nível recorde de participação africana reflete o contínuo auge do futebol africano e o talento, a força e a determinação dos seus jogadores", assinalou num comunicado publicado quarta-feira à noite, o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf.

Os países africanos representados neste Mundial, que começa hoje, são a Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (RDCongo), Gana, Marrocos, Senegal, Egito, África do Sul e Tunísia.

"É um momento de orgulho para o continente que une os africanos de todas as regiões numa esperança e numa celebração comuns", acrescentou a instituição, sublinhando que "a força de África no futebol encarna a força dos seus jovens".

Youssouf descreveu o Mundial como "uma celebração global única que une as nações e os povos através do amor partilhado" pelo futebol, considerando que "o Mundial é onde o mundo se encontra em paz através do desporto".

"A União Africana felicita os jogadores, treinadores, árbitros e adeptos, cuja dedicação tornou este momento possível, e incentiva todas as equipas a competir com excelência, disciplina, integridade e respeito pelo 'fair play'", concluiu a organização pan-africana.

A UA divulgou esta mensagem alguns dias depois de as autoridades de imigração dos Estados Unidos terem recusado a entrada no país a Omar Abdulkadir Artan, que se tornaria o primeiro somali a arbitrar um jogo na história do Campeonato do Mundo.

Um porta-voz do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos indicou que o árbitro foi considerado "inadmissível" devido a problemas detetados durante o processo de verificação de antecedentes e, mais tarde, um funcionário da administração norte-americana atribuiu, sob anonimato, essa decisão a informações que o ligavam a supostos membros de organizações terroristas.

As autoridades somalis afirmaram que Artan possuía um visto norte-americano válido, mas a Somália figura entre os países sujeitos a restrições migratórias impostas pelo Governo do presidente Donald Trump por motivos de segurança nacional.

O Mundial decorrerá até 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá e tem início hoje com o jogo inaugural entre o México e a África do Sul no Estádio Azteca, no âmbito do Grupo A.

Necessidade de mão de obra estrangeira? UE denuncia discriminação... A necessidade de mão de obra estrangeira nos países da União Europeia (UE) não corresponde ao tratamento dispensado a esses trabalhadores, que enfrentam elevados níveis de discriminação e exploração, segundo um relatório sobre direitos fundamentais publicado hoje.

© Reuters    Por  LUSA    11/06/2026 

A Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da UE, no seu relatório anual divulgado hoje, foca com especial atenção a exploração laboral no espaço comunitário, classificando-o como um dos grandes problemas que enfrentam os 27 Estados-membros.

A FRA destaca que os trabalhadores de fora da UE estão a ser cada vez mais utilizados para colmatar a escassez de mão de obra, muitas vezes em contradição com as rigorosas políticas comunitárias de migração e com as posições anti-imigração de alguns dos seus países membros.

Uma vez na Europa, esses trabalhadores estão expostos ao risco de discriminação, racismo e exploração.

A agência da UE assinala, por exemplo, que as autorizações de residência concedidas em ligação a um determinado posto de trabalho expõem esses trabalhadores ao perigo de exploração laboral.

Em 2025, a UE registava uma taxa de vagas de emprego de 2,1%, o que representa milhões de postos de trabalho por preencher, especialmente na construção, saúde, cuidados e na hotelaria.

O relatório refere-se às tentativas de atrair trabalhadores, por exemplo, através de uma plataforma digital de ofertas de emprego acordada em novembro passado, e recorda que a regulamentação proposta oferece garantias e salvaguardas para os imigrantes.

No entanto, as organizações sindicais europeias têm assinalado que existe o risco de práticas de contratação fraudulentas e de problemas no cumprimento dos direitos laborais.

A FRA recorda que, em relatórios anteriores, já tinha salientado que os trabalhadores estrangeiros são mais vulneráveis à exploração, devido à sua dependência em relação aos empregadores para renovar as respetivas autorizações de residência, assim como ao desconhecimento da língua e respetivos direitos.

O relatório sublinha evidências de um aumento do tráfico de pessoas para a UE com o objetivo de exploração laboral, assim como de condições de trabalho precárias dos trabalhadores de países terceiros em comparação com os nascidos nos países da União Europeia.

A FRA presta especial atenção à situação dos trabalhadores deslocados da Ucrânia devido à invasão da Rússia, salientando que, enquanto os cidadãos ucrianianos podem aceder ao mercado de trabalho logo à chegada à UE, os requerentes de asilo de outros países podem ser obrigados a esperar até seis meses.

De acordo com os dados da agência, a taxa de emprego dos imigrantes de países terceiros é 13 pontos inferior à dos nacionais, uma diferença que sobe para 20 quando se trata de mulheres.

Além das taxas de emprego, a FRA alerta que a qualidade do trabalho dos nacionais de países terceiros pode afetar significativamente o seu bem-estar e o risco de viverem na pobreza.

"Os resultados dos inquéritos da FRA apontam para uma elevada insegurança laboral e um emprego precário, particularmente entre os nacionais de países terceiros recém-chegados", alerta o relatório.

O texto indica que 35% dos estrangeiros de países terceiros têm empregos pouco qualificados, em comparação com 8% da população geral nos 27 países da União Europeia, sendo que quase metade dos trabalhadores de fora da UE desempenha funções para as quais estão sobrequalificados.

Em geral, os imigrantes denunciam que enfrentam muitos obstáculos para aceder ao mercado de trabalho, discriminação e racismo nos respetivos empregos, e um terço deles revela dificuldades em chegar ao fim do mês com os salários que lhes são pagos, o dobro do que se verifica na população em geral.

Rússia disse que intercetou 330 drones ucranianos... O Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que as defesas aéreas intercetaram 330 drones ucranianos em território russo e na península da Crimeia, anexada em 2014.

© Oleksandr Oleksiienko/ Kordon.Media/ Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA   11/06/2026 

O relatório militar refere que os drones ucranianos foram abatidos sobre as regiões russas de Bryansk, Kursk, Belgorod, Oryol, Smolensk, Kaluga, Tver, Tula, Vladimir, Krasnodar e a região de Moscovo. 

As autoridades regionais russas da Crimeia e do Mar de Azov disseram que vários fragmentos dos drones abatidos atingiram edifícios de habitação, provocando incêndios.

Na mesma região, um ataque com um drone provocou um incêndio numa refinaria, que já foi extinto.

Entretanto, as autoridades regionais russas de Bryansk informaram que as defesas aéreas russas destruíram 90 drones na região junto à fronteira com a Ucrânia.

Mikhail Razvozhayev, governador da cidade de Sebastopol, na Crimeia, informou que 15 edifícios residenciais e um café ficaram danificados pelos ataques ucranianos.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, declarou nas redes sociais que as defesas aéreas russas intercetaram até 15 drones que se dirigiam para a capital da Rússia.

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa russo afirmou que a Rússia foi alvo de um ataque de grandes escala, tendo abatido 326 drones ucranianos durante o dia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar contra todo o território ucraniano em 2022.

DIRETOR-GERAL DA VIAÇÃO E TRANSPORTES TERRESTRES PROMETE “MÃO DURA” CONTRA COMPORTAMENTOS PERIGOSOS NO TRANSPORTE PÚBLICO

Por Rádio Sol Mansi   11 06 2026 

O Diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres, Nadilé Lima Banjaqui, prometeu reforçar a fiscalização nas vias públicas para combater comportamentos considerados perigosos por parte dos ajudantes de transportes públicos.

A advertência foi feita quarta-feira, durante uma entrevista concedida à Rádio Sol Mansi, na sequência das preocupações manifestadas pelo responsável da Comunicação do Departamento de Acidentes da Polícia de Trânsito sobre a conduta de alguns ajudantes de viaturas de transporte público, vulgarmente conhecidas por “toca-toca”, que representa um sério risco para passageiros e outros utentes da estrada.

Nadilé Lima Banjaqui afirmou que serão realizadas ações de fiscalização nas vias públicas e responsabilizou os motoristas pelos comportamentos dos respetivos ajudantes durante a circulação.

O Diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres explicou ainda que cada viatura possui uma lotação definida, incluindo um lugar reservado ao ajudante, o que impede que este permaneça de pé ao longo do percurso.

Durante a entrevista, Nadilé Lima Banjaqui lamentou igualmente o facto de grande parte dos acidentes de viação estar relacionada com o excesso de velocidade e a falta de manutenção das viaturas.

O responsável reconheceu, no entanto, que os serviços da Viação enfrentam várias dificuldades, entre a escassez de pessoal qualificado para assegurar as ações de fiscalização e controlo.

Teerão diz que vai converter Médio Oriente "num inferno" para os EUA... O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno" para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA   11/06/2026 

"Acham que podem tornar o sagrado estreito de Ormuz num lugar inseguro? Vamos converter toda a região num inferno para vocês", declarou Majid Mousavi, em resposta à "agressão norte-americana", informou a televisão estatal Press TV.

O Exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra "múltiplos alvos" em território iraniano em "resposta a agressões" da República Islâmica, às 00:30 de hoje em Teerão (21:00 de quarta-feira em Lisboa), anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom).

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana retaliou com o lançamento de drones e mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia durante a madrugada de quinta-feira, noticiou a agência Fars.

No contexto dos ataques, o Exército iraniano anunciou o encerramento "total" do estreito de Ormuz a todo o tipo de embarcações, advertindo que disparará contra qualquer navio que tente atravessar a via estratégica para o comércio mundial de petróleo.

"O estreito de Ormuz foi encerrado por completo a todo o tipo de embarcações, incluindo navios comerciais", declarou o Quartel-General Central Jatam al Anbiya em comunicado citado pela agência Tasnim.

Os Estados Unidos, porém, negaram que este bloqueio esteja em vigor, garantindo que os navios comerciais continuam a transitar.

"Esta noite, os navios comerciais prosseguem a passagem para dentro e fora do estreito de Ormuz", afirmou o Centcom numa breve nota.

Apesar de Washington e Teerão estarem a discutir um acordo de paz com a mediação de países como o Paquistão, os ataques intensificaram-se esta semana, com os Estados Unidos a justificarem inicialmente a ofensiva com o derrube de um helicóptero no estreito de Ormuz na terça-feira.

Agente da PSP afastado após ser gravado a consumir cocaína. Há vídeo... Um agente da Polícia de Segurança Pública foi filmado na casa de um antigo traficante a consumir cocaína, tendo já sido afastado de funções. Dono da casa onde aconteceu o consumo diz que "foi ameaçado de morte".

© Shutterstock    Por   Notícias ao Minuto   11/06/2026 

Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi afastado de funções depois de ter sido apanhado a consumir cocaína. As imagens do momento terão sido gravadas no início do ano na Ilha Terceira, nos Açores.

A notícia foi avançada na quarta-feira pela CNN Portugal/TVI, que falou com o dono da casa onde o agente terá consumido a droga.

As imagens captadas terão sido vistas por uma mulher com quem o proprietário se relacionou e, segundo o que conta à emissora, foi a partir daí que começou a ser alvo de perseguições.

"Na altura ele soube que eu tinha vídeos já antigos e esses agentes começaram a perseguir-me para eu apagar os vídeos que tinha deles, ameaçando-me de morte", acusa o proprietário, que é um ex-traficante brasileiro que vive em Portugal há quase 20 anos.

A CNN Portugal adianta que este homem está a ser investigado por um processo de violência doméstica, tendo perdido a guarda do filho. "Vão fazer dois meses que não vejo o meu filho por causa de uma restrição que leva este processo de violência doméstica ao qual esse agente está ligado".

O homem diz que não foi à PSP fazer uma queixa, mas que se dirigiu à Polícia Judiciária (PJ) para pedir ajuda: "Foi um grito de socorro".

Contactada pelo Notícias ao Minuto, a PJ confirmou que estão "em curso duas investigações que visam o fornecedor da droga". O Notícias ao Minuto está também a tentar entrar em contacto com a PSP, por forma a confirmar que o agente em questão se encontra "desarmado" e afastado, nomeadamente, "por baixa médica", tal como adiantou a emissora.

Teerão anuncia bombardeamento e destruição de base dos EUA na Jordânia... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

© Soeren Stache/picture alliance via Getty Images      Por  LUSA   11/06/2026 

Esta "operação punitiva contra o agressor" teve como alvo "a base aérea de Al-Azraq e o seu centro de controlo, com a utilização de 12 mísseis balísticos", declarou a Guarda, citada pela agência Tasnim, garantindo ter destruído essas instalações "e um grande número de aviões de combate".

Em comunicados publicados antes pela agência de notícias iraniana Fars, a Guarda afirmou ter atacado 18 alvos em duas vagas de ataques contra as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Issa, no Bahrein, e voltou a afirmar a determinação de controlar a navegação através do estreito de Ormuz, especificando que está fechado.

Washington negou que o estreito esteja fechado. "Esta noite [quarta-feira], os navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do estreito de Ormuz", afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) num breve comunicado.

As forças iranianas indicaram ainda que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein.

"Nesta onda de ataques com drones militares, as antenas de comunicações e as instalações de radar do sistema [de mísseis] Patriot da Quinta Frota foram o alvo", referiu a Fars.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra "múltiplos alvos" no Irão como "resposta às agressões" do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

"As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe", o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os "bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão".

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em "um ou dois dias".

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"Estávamos mesmo prestes a chegar a um acordo, mas eles não param de nos enrolar, estão a gozar connosco", exclamou Trump perante a imprensa.

Hegseth, por sua vez, acusou o Irão de "brincar ao gato e ao rato" nas negociações e ameaçou: "Se tivermos de negociar à base de bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso".


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Washington negou que o estreito de Ormuz esteja fechado, como afirmou Teerão, pouco depois de os Estados Unidos terem iniciado uma nova onda de ataques, no maior pico de tensão desde a assinatura do cessar-fogo em abril.

Forças Armadas dos EUA estão a atacar "múltiplos alvos" no Irão... As Forças Armadas dos Estados Unidos estão a atacar múltiplos alvos no Irão, anunciou o Comando Central militar norte-americano numa publicação nas redes sociais.

© Getty Images    Por LUSA 

"As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão, sob ordens do Comandante-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irão", adianta a publicação.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram explosões na costa sul do Irão, adiantando que foram ouvidas na ilha de Qeshm, em Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas.

Poucos antes do anúncio do Comando Central, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou que os militares norte-americanos "atacariam com força esta noite" a República Islâmica.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje continuar a atacar o Irão "com força", insistindo que Teerão deve assinar o acordo que está a ser negociado há semanas pelos dois países.

"Atacámo-los com força ontem e vamos atacá-los com força novamente hoje", assegurou o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

Os Estados Unidos já tinham atacado o Irão nas últimas horas com vários mísseis, depois de um helicóptero norte-americano ter sido atingido por um drone perto do estreito de Ormuz, que Teerão diz ser parte das águas territoriais.

O Irão respondeu com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, incluindo a Jordânia, o Kuwait e o Bahrein.

Estes ataques ocorreram apesar de Donald Trump ter afirmado na madrugada de terça-feira que poderia chegar a um acordo com o Irão em "dois ou três dias", mais um prazo apresentado após várias semanas de negociações com a República Islâmica.

O Presidente norte-americano procura uma saída para este conflito impopular nos Estados Unidos, à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato, e multiplica as declarações contraditórias, ora otimistas, ora belicistas.

Desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra com ataques ao Irão, o conflito abalou a economia global, fez subir os preços da energia em todo o mundo e encareceu os alimentos e outros bens básicos.


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Um jornalista da emissora Fox News, que diz ter conversado com o Presidente norte-americano por telefone, afirmou que Donald Trump lhe disse que altos responsáveis iranianos pediram que cessasse os ataques contra o Irão.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

"Missão secreta" retirou 100 milhões de barris de petróleo de Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que uma alegada "missão secreta" que ordenou em maio permitiu colocar no mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo que estavam retidos no estreito de Ormuz.

© REUTERS/Nathan Howard     Por  LUSA   10/06/2026 

"No mês passado, ordenei às nossas magníficas Forças Armadas dos Estados Unidos que levassem a cabo uma missão secreta para apoiar os petroleiros e outros navios comerciais na sua travessia do estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social. 

Na mensagem, acrescentou: "Hoje, tenho o prazer de anunciar que esta iniciativa permitiu que mais de 100 milhões de barris de petróleo atravessassem o estreito e chegassem ao mercado aberto".

"Mais de 200 navios comerciais navegaram em segurança pelo estreito. Este esforço, que tem sido um sucesso retumbante, é possível porque os Estados Unidos da América controlam o estreito de Ormuz", concluiu o republicano na breve mensagem.

Trump não forneceu mais detalhes sobre a alegada operação destinada a garantir a passagem de navios pela via marítima, bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, no passado dia 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos mantêm há semanas um bloqueio em torno do estreito de Ormuz contra os navios que tentem partir ou chegar a portos iranianos.

O encerramento do estreito, por onde passa uma parte significativa dos hidrocarbonetos exportados globalmente, fez subir os preços do petróleo em 35% desde março, embora o custo dos barris de referência se tenha mantido relativamente estável desde então, face às negociações entre Teerão e Washington para tentar pôr fim ao conflito.

No entanto, as instituições económicas alertam que esse aumento do preço do petróleo já está a repercutir-se nos bens e serviços e que os danos económicos e a inflação podem agravar-se ainda mais se o estreito de Ormuz não reabrir em breve e os fluxos comerciais, incluindo os de hidrocarbonetos, começarem a restabelecer-se.


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O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, advertiu hoje o Governo cubano contra a compra de armas que possam representar uma ameaça para os Estados Unidos, durante uma visita à base militar de Guantánamo, situada na ilha caribenha.

Descoberto o maior cemitério de baleias do mundo com quase 500 carcaças... Cientistas chineses descobriram o maior cemitério de baleias do mundo no Oceano Índico, albergando um ecossistema completo em águas profundas, segundo um estudo publicado hoje na revista Nature.

© Revista Nature    Por LUSA    10/06/2026 

Quase 500 esqueletos de baleias, alguns com até 5,3 milhões de anos, jazem a 7.000 metros de profundidade no Oceano Índico, espalhados por um corredor de 1.200 quilómetros de extensão situado a oeste da Austrália.

Os cientistas acreditam que muitos animais morreram naquela zona porque é uma importante área de alimentação combinada com uma fossa em forma de V que canaliza os cadáveres para o fundo do mar.

O cemitério de cetáceos suporta um ecossistema completo, formado por muitos organismos ainda desconhecidos pela ciência, de acordo com o estudo da revista Nature.

Trata-se de uma "descoberta verdadeiramente única", afirmou o paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey, que a comparou à primeira observação de fontes hidrotermais repletas de vida no fundo do oceano, em 1977.

"O fóssil mais antigo, juntamente com muitos crânios mais recentes, mostra que as carcaças de baleias se acumularam neste local continuamente durante pelo menos cinco milhões de anos", escreveu num artigo que acompanha a publicação do estudo.

Já se sabia que, quando as baleias morrem, os seus corpos depositam-se no fundo do oceano e alimentam a fauna das profundezas.

Em redor das carcaças, foram avistados alforrecas, ofiúros (serpentes-do-mar), vermes e moluscos bivalves, entre outros seres vivos que também habitam em fontes hidrotermais e emanações frias, sugerindo que as carcaças de baleias podem ligar estas comunidades de águas profundas.

Os investigadores ficaram impressionados ao perceberem a dimensão da descoberta, segundo disse à AFP o autor principal do estudo, Xiaotong Peng, da Academia Chinesa de Ciências, que visitou o cemitério de baleias em 2023 a bordo de um pequeno submersível.

"Descobrir uma necrópole desta escala foi completamente inesperado: a extensão da sua distribuição, a sua profundidade e o intervalo de idades superam em muito tudo o que tínhamos imaginado", adiantou Xiaotong Peng.

Em 2023, os investigadores chineses realizaram 32 mergulhos a bordo do pequeno submersível "Fendouzhe" numa zona do Oceano Índico conhecida como fossa Diamantina.

O submersível, que podia transportar até três pessoas, recolheu fragmentos de fósseis utilizando braços robóticos.

Observar o cemitério de fósseis com os próprios olhos foi "uma experiência verdadeiramente incrível", disse à AFP Peng Zhou, coautor do estudo.

"Os ecossistemas prósperos que vimos deram-nos uma perspetiva completamente diferente do ambiente escuro e frio do fundo do oceano", explicou.

A maioria dos 485 fósseis de cetáceos identificados pertence à família das baleias-de-bico, incluindo uma espécie até agora desconhecida e já extinta.

Extrapolando a partir do número de fósseis encontrados, os autores do estudo estimam que mais de 10 milhões de esqueletos possam estar no fundo do oceano na fossa Diamantina.

Os tecidos moles e os lípidos contidos na massa de carcaças representam "aproximadamente 6,7 milhões de toneladas de CO2 aprisionado", adiantou Xiaotong Peng.

Embora seja o maior cemitério de baleias descoberto até agora, fósseis encontrados durante a pesca de arrasto sugerem que outros sítios idênticos podem existir, por exemplo, na costa da África do Sul ou da Península Ibérica.

Irão? "Demoraram a negociar acordo que teria sido ótimo. Agora vão pagar"... O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão está a demorar "demasiado tempo a negociar um acordo" e "agora terá de pagar o preço".

© Fox News       Por  LUSA     10/06/2026 

"Demoraram demasiado tempo a negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora vão ter de pagar o preço", escreveu Trump numa mensagem publicada na sua rede social Truth, sem clarificar o que isso significa exatamente para Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, "o exército iraniano está num caos completo e total" e "grande parte dele, como a marinha e a força aérea, já nem sequer existe --- foram totalmente derrotados".

"O Irão é muito discurso e nenhuma ação. O tirano do Médio Oriente está morto", acrescenta.

Numa outra publicação, Trump afirma que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz é o "mais bem-sucedido da história da guerra naval".

As declarações de Trump surgem após a pior noite de ataques desde o cessar-fogo estabelecido a 08 de abril, depois de as forças norte-americanas terem atacado vários pontos no sul do país em retaliação pelo suposto abate de um helicóptero no Estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, incluindo a Jordânia, o Kuwait e o Bahrein, uma versão negada por Washington.

As autoridades iranianas afirmaram que, nos ataques norte-americanos, foram destruídas várias torres de comunicações e duas estações de dessalinização na zona de Sirik, o que deixou cerca de 20.000 pessoas sem água potável.

Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou hoje que, na sequência destes ataques, irão "reavaliar a situação atual" das negociações com os EUA, uma vez que "o processo diplomático não se desenvolve no vácuo e, para avançar em qualquer processo diplomático, é necessário um clima mínimo em que se possa trabalhar".

Estes novos confrontos ocorreram depois de Trump ter afirmado na terça-feira que as conversações com o Irão para um acordo de paz que ponha fim ao conflito no Médio Oriente estão "na reta final" e ter antecipado que poderia ser concluído "em dois ou três dias", após a troca de ataques entre as forças iranianas e israelitas entre domingo e segunda-feira.

O Presidente norte-americano procura uma saída para este conflito impopular nos Estados Unidos, à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato, e multiplica as declarações contraditórias, ora otimistas, ora belicistas.


Leia Também: Conselho de Governadores da AIEA exige informações ao Irão

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje, em Viena, uma resolução que exige ao Irão que forneça "todas as informações" sobre "o seu inventário de materiais nucleares" e o "projeto das suas instalações".

PRESIDENTE DO INE APONTA FALTA DE COLABORAÇÃO DA POPULAÇÃO COMO PRINCIPAL OBSTÁCULO AO RECENSEAMENTO

Por Rádio Sol Mansi  10/06/2026 

O Presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, apontou a falta de colaboração de alguns cidadãos, sobretudo na zona centro urbana de Bissau, como um dos maiores obstáculos ao processo de Recenseamento Geral da População e Habitação.

A declaração foi feita esta quarta-feira, no sector de Quinhamel, região de Biombo, durante uma visita conjunta realizada pelo INE e pelo Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, com o objectivo de acompanhar a evolução dos trabalhos no terreno.

Na ocasião, Roberto Vieira apelou à colaboração da população, em particular dos proprietários de residências muradas, para facilitarem o trabalho dos agentes recenseadores.

Importa salientar que o Recenseamento Geral da População e Habitação entrou hoje no seu décimo dia, restando apenas 11 dias para o encerramento da operação.

Presente na visita, a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Geneviève Boutin, destacou a importância do processo para determinar o número exacto da população do país e permitir a definição de políticas públicas mais eficazes, capazes de garantir o acesso de todos aos serviços essenciais e promover o desenvolvimento sustentável.

Por sua vez, o Instituto Nacional de Estatística exortou os técnicos e agentes recenseadores que se encontram no terreno a redobrarem os esforços para assegurar o sucesso da operação.

Guineenses denunciam cobranças ilegais em postos fronteiriços do Senegal e acusam autoridades de inação

Imagem Ilustrativa  Por  RTB/Notabanca 
Cidadãos guineenses que viajam regularmente pelo território senegalês denunciam a continuidade de cobranças consideradas ilegais em vários postos de controlo, uma situação que, segundo os afetados, persiste há vários anos sem uma resposta eficaz das autoridades da Guiné-Bissau.

Esta terça-feira, quatro autocarros transportando mais de 150 passageiros, maioritariamente guineenses, foram novamente alvo das referidas cobranças por parte de agentes da Polícia de Fronteiras senegalesa (DPAF), segundo relatos recolhidos no local.

Os passageiros afirmam que são obrigados a pagar entre 4.000 e 5.000 francos CFA em cada um dos postos de controlo localizados em Gulombi, Nhanauo, Kacudjala e Mandaduainhe, todos situados em território senegalês. De acordo com as denúncias, os pagamentos são exigidos sem qualquer explicação formal e sem a emissão de comprovativos.

“Quem se recusa a pagar corre o risco de ser impedido de continuar a viagem ou de entrar no Senegal”, relatam alguns dos viajantes afetados.

No terreno, um repórter da Notabanca constatou a situação e ouviu queixas de passageiros que consideram estar perante uma prática discriminatória. Segundo os relatos, cidadãos senegaleses e gambianos que apresentam documentos de identidade da CEDEAO circulam sem serem submetidos às mesmas exigências financeiras.

Os viajantes lamentam o que classificam como uma sucessão de abusos nas fronteiras e criticam o silêncio das autoridades guineenses perante um problema que afeta diariamente centenas de cidadãos.

Perante a persistência das denúncias, os passageiros apelam ao Governo da Guiné-Bissau para que encete diligências diplomáticas junto das autoridades senegalesas, com vista a pôr termo às cobranças e garantir o respeito pelos princípios da livre circulação de pessoas no espaço da CEDEAO.

Sindicato de Base da INACEP-ECP ameaça paralisar atividades por cinco dias

Por  CAP-GB  

Bissau, 10 de Junho de 2026 — O Comité Sindical de Base da Imprensa Nacional (INACEP-ECP), reunido com os funcionários da instituição, decidiu avançar com a paralisação das suas atividades durante cinco dias, de 12 a 16 do corrente mês, em protesto contra o não pagamento de três meses de salários em atraso.

Entre as principais reivindicações, o sindicato exige o pagamento imediato dos salários dos higienistas e de outros funcionários que ainda não receberam as suas remunerações. Os trabalhadores denunciam ainda a existência de deduções consideradas ilegais nos vencimentos de alguns funcionários, solicitando a devolução dos valores retirados, conforme consta no pré-aviso entregue ao Diretor-Geral da instituição.

O Comité Sindical levanta também preocupações relacionadas com o cumprimento do estatuto da empresa, nomeadamente com base no n.º 1 do artigo 25.º, exigindo esclarecimentos sobre a permanência de um indivíduo no setor financeiro e a colocação de algumas pessoas em determinados serviços sem respeitar as normas e o regulamento interno da INACEP-ECP.

Segundo o documento assinado pelo presidente do Comité Sindical, Infali Cassamá, caso as reivindicações não sejam atendidas, os trabalhadores poderão avançar com uma greve conforme o período anunciado. Apesar da firme posição, o sindicato manifesta disponibilidade para um diálogo sério e responsável com o patronato, visando encontrar uma solução para o impasse.

GUINÉ-BISSAU: Militares na Guiné-Bissau fazem "advertência diplomática" a Portugal... Os militares no poder na Guiné-Bissau fizeram hoje "uma advertência diplomática ao Governo português" com ameaça de "severas consequências nas relações bilaterais" devido ao que consideram ingerência na soberania guineense.

Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz, realiza uma conferência de imprensa para responder às recentes declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.  © Lusa
Por  LUSA   10/06/2026 
A posição consta de uma nota de repúdio do Conselho Nacional de Transição às declarações recentes do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, que, em entrevista à Antena 1 falou do eventual levantamento da suspensão da Guiné-Bissau da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e reiterou a exigência de regresso à ordem constitucional e da libertação do opositor Domingos Simões Pereira.

A nota enviada à agência Lusa começa por referir que esta "serve como advertência final contra a postura reincidente de ingerência e paternalismo neocolonial adotada pela diplomacia de Lisboa em relação ao Estado soberano da Guiné-Bissau".

"O Conselho Nacional de Transição da República da Guiné-Bissau emite o presente comunicado em reação direta, contundente e definitiva às inaceitáveis declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel", lê-se.

Os militares sublinham que "qualquer futura tentativa de intromissão nos assuntos soberanos" da Guiné-Bissau "receberá uma resposta de idêntica ou superior contundência, com as devidas e severas consequências ao nível das relações bilaterais".

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP, e de outras organizações internacionais de que é membro, desde o golpe militar de 26 de novembro de 2025.

O golpe interrompeu as eleições gerais, que tinham decorrido três dias antes, depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e colocou, primeiro na cadeia e depois em prisão domiciliária, o principal líder da oposição e do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.

A CPLP é a única organização que ainda não enviou uma delegação de bons ofícios à Guiné-Bissau, que tinha a presidência da comunidade lusófona e foi substituída por Timor-Leste.

Na nota de repúdio divulgada hoje, o Conselho Nacional de Transição afirma que "nunca manifestará interesse em regressar a uma Comunidade (...) que se preste a funcionar como mera ferramenta de influência geopolítica e de projeção dos interesses paroquiais de Portugal".

Os militares recordam ao chefe da diplomacia portuguesa que a CPLP "nunca financiou atos eleitorais na Guiné-Bissau" e que as últimas eleições gerais "foram financiadas quase na sua totalidade com financiamento" próprio.

A Guiné-Bissau tem novas eleições gerais marcadas para 06 de dezembro.

Sobre a prisão do opositor Domingos Simões Pereira e o processo no Tribunal Militar por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado antes das eleições gerais de novembro de 2025, os militares apontam o "Caso Sócrates" em Portugal como o que consideram "incompetência e vergonha judicial portuguesa".

"Um Estado que exibe este nível de incompetência e arrastamento crónico no topo do seu próprio sistema judicial não tem qualquer moral, técnica ou política, para emitir juízos de valor ou exigir a libertação de cidadãos suspeitos a processos legais na Guiné-Bissau", refere o comunicado.

O Conselho Nacional de Transição afirma ainda que "a Guiné-Bissau não se vergará a exames de bom comportamento ditados por metrópoles estrangeiras" e que o país continuará a trilhar um caminho próprio "sem precisar da aprovação ou do aval daqueles que se julgam falso senhores" desta nação.

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

Diretor-Geral da INACEP-ECP, Lesmes Monteiro promove Conferência de Imprensa para prestar esclarecimentos públicos e apresentar a posição oficial da instituição relativamente às recentes acusações e declarações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da INACEP.

BAFATÁ PODE COMEÇAR A RECEBER ENERGIA ELÉTRICA DA BARRAGEM DA BACIA DO RIO GÂMBIA AINDA ESTE MÊS

Por Rádio Sol Mansi  10 06 2026 

A cidade de Bafatá, leste do país, poderá começar a beneficiar da energia elétrica proveniente da Barragem da Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG) ainda durante o mês de junho, caso tudo decorra conforme o previsto pelo Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério da Energia.

A informação foi avançada pelo responsável da Extensão de Rede e Manutenção da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau, durante uma entrevista concedida à Rádio Sol Mansi (RSM), no âmbito de uma visita de trabalho efetuada à cidade de Bafatá na terça-feira, 9 de junho.

Segundo o responsável, o Executivo está a envidar esforços para que a população de Bafatá comece a beneficiar, de forma provisória, da energia elétrica fornecida pela barragem, enquanto prosseguem os trabalhos de eletrificação previstos no projeto que contempla 14 localidades do país.

Durante a mesma visita, o delegado regional da Energia em Bafatá, Adulai Candé, esclareceu que os contratos para o fornecimento da corrente elétrica proveniente da barragem ainda não se encontram disponíveis para os consumidores. No entanto, explicou que as equipas técnicas estão atualmente a realizar vistorias às instalações elétricas das residências para avaliar as condições necessárias à futura ligação à rede.

A eventual chegada da energia da OMVG é vista com expectativa pelos habitantes de Bafatá, uma vez que a questão do fornecimento de eletricidade continua a ser um dos principais problemas enfrentados pela população local.

Apesar da presença de uma empresa privada responsável pelo abastecimento de energia elétrica na cidade há cerca de três anos, muitos moradores têm manifestado insatisfação devido aos elevados custos das tarifas praticadas e à frequente instabilidade no fornecimento da corrente elétrica.

Com a integração da cidade na rede alimentada pela barragem da OMVG, espera-se uma melhoria significativa na qualidade e na regularidade do serviço, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da região.

Rússia ameaça Canadá com "resposta" ao fabrico de drones para Kyiv... O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia ameaçou hoje o Canadá com medidas adequadas e proporcionais de resposta ao acordo para o fabrico de drones destinados ao exército da Ucrânia.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA   10/06/2026 

"Reservamo-nos o direito a uma resposta adequada e teremos em conta esta nova circunstância no nosso planeamento político-militar", alertou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa em que abordou este acordo.

Segundo a agência de notícias TASS, no final de maio, o Ministério da Defesa do Canadá, país que faz parte da NATO, anunciou a assinatura de um acordo para o fabrico de drones de combate em território canadiano, os quais se destinariam às Forças Armadas da Ucrânia.

Os governos do Canadá e da Ucrânia assinaram um acordo estratégico para a produção conjunta de sistemas de armas não tripulados, como estes drones, uma questão que tem sido criticada pelo governo russo.

Este acordo inclui a fabricação de veículos aéreos não tripulados para que Kyiv reforce a sua defesa aérea.


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O Governo russo prometeu hoje uma resposta "eficaz" e "firme" ao futuro pacote de sanções que a União Europeia (UE) está a ponderar contra Moscovo, com restrições nos setores da energia, das criptomoedas, do comércio e da pesca.

Irão: 20.000 pessoas sem água após ataques dos Estados Unidos... Cerca de 20.000 pessoas ficaram sem acesso a água potável em Sirik, cidade portuária no sul do Irão, após bombardeamentos norte-americanos contra dois reservatórios, informou hoje a televisão estatal iraniana.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por  LUSA   10/06/2026 

Os Estados Unidos realizaram ataques durante a noite contra Jask, Sirik e a ilha de Qeshm, na costa sul do Irão, no Estreito de Ormuz, que continua bloqueado, depois de um helicóptero norte-americano ter sido abatido no Golfo Pérsico.

"Infelizmente, após este ataque, 20.000 habitantes da região ficaram sem água potável e, com as temperaturas a oscilarem entre os 45 e os 50 graus, as condições são extremamente difíceis", indicou um responsável da empresa local de abastecimento de água, segundo a televisão estatal.

"Os recursos de água subterrânea são insuficientes" para substituir os reservatórios danificados, sublinhou.

O Irão denunciou os ataques norte-americanos conduzidos "sob um falso pretexto" e respondeu com ataques com mísseis contra a Jordânia e o Bahrein, países aliados dos Estados Unidos.

Estes novos confrontos ocorrem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter garantido na terça-feira estar perto de um "acordo muito, muito bom" para pôr fim à guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro por uma ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.


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A China apelou hoje à "calma e moderação" após os ataques dos Estados Unidos contra o Irão e a retaliação iraniana contra bases norte-americanas no Médio Oriente, defendendo um cessar-fogo rápido e o regresso à via diplomática.

Kyiv atingiu vários alvos na Rússia, russos atacaram Odessa e Kharkiv... A Ucrânia atacou esta madrugada uma empresa militar, 600 quilómetros a leste de Moscovo, enquanto os russos atingiram com drones as cidades ucranianas de Odessa e Kharkiv, anunciaram hoje autoridades dos dois países.

© Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   10/06/2026 

Segundo o governador da região da Chuvásia, Oleg Nikoláyev, uma empresa em Cheboksari, foi atacada por drones e mísseis de cruzeiro.

"Esta madrugada, Cheboksari foi atacada com mísseis. Está a ser apurado o número de vítimas e os danos na infraestrutura", referiu o responsável, enquanto outras autoridades russas alegavam ter intercetado mais de 300 drones em todo o país.

Segundo canais do Telegram, o alvo principal de Kyiv foi a empresa militar VNIIR-Progress, que já tinha sido alvo de outros ataques com drones e mísseis anteriormente.

Entretanto, na região de Vladimir, a 170 quilómetros a leste de Moscovo, registaram-se dois incêndios causados por ataques com drones.

Em Samara, a 855 quilómetros a sudeste da capital russa, drones ucranianos atingiram com uma refinaria de petróleo da empresa estatal Rosneft, uma das maiores da região, embora as autoridades não tenham confirmado o facto.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, afirmou que foram abatidos quatro drones que se dirigiam contra a cidade.

Na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, drones ucranianos atingiram o edifício do museu e o monumento à Defesa de Sebastopol de 1854-1855, provocando um incêndio.

"Bárbaros e monstros atacaram deliberadamente aquilo que mais apreciamos, tentando destruir a nossa essência. Só uns degenerados absolutos poderiam fazer tal coisa: atacar deliberadamente um museu", disse o governador da cidade, Mikhail Ravzovzháyev.

No total, o Ministério da Defesa russo comunicou ter abatido 326 drones ucranianos sobre as regiões de Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronezh, Kursk, Kaluga, Lipetsk, Nizhni Novgorod, Rostov, Ryazan, Samara, Saratov, Smolensk, Oryol, Tver, Tula, Ulyanovsk, Krasnodar e na região de Moscovo.

Por seu turno, a Rússia atacou hoje com dezenas de drones as cidades ucranianas de Odessa e Kharkiv.

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, explicou que o ataque russo contra a zona causou danos em pelo menos dois edifícios residenciais e feriu uma mulher.

Por sua vez, o governador de Kharkiv, Oleg Siniégubov, disse que a capital regional foi atacada ao amanhecer com 26 drones.

A Força Aérea ucraniana informou no seu comunicado de hoje que a Rússia lançou um total de 207 drones de longo alcance, dos quais 181 foram neutralizados pelas defesas aéreas.

Outros 21 drones não puderam ser intercetados e atingiram 14 locais do país não especificados.


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Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram as autoridades locais.

Amnistia acusa Israel de acelerar "limpeza étnica" na Cisjordânia... A Amnistia Internacional (AI) acusou hoje Israel de desenvolver uma campanha de "limpeza étnica" na Cisjordânia ocupada, através da deslocação forçada de comunidades palestinianas, denunciando a passividade da comunidade internacional.

© JOHN WESSELS / AFP via Getty Images      Por  LUSA    10/06/2026 

Num relatório divulgado hoje em Berlim - intitulado "Eliminar tudo o que é palestiniano: a limpeza étnica de Israel contra as comunidades beduínas e pastoris da Cisjordânia" - a organização de defesa dos direitos humanos sustenta que as autoridades israelitas intensificaram nos últimos anos uma estratégia coordenada para consolidar o controlo sobre a Área C da Cisjordânia, que representa mais de 60% do território ocupado. 

A secretária-geral da Amnistia, Agnès Callamard, defende que o Governo israelita lidera uma "anexação deliberada" do território, em violação do direito internacional, recorrendo à deslocação forçada de comunidades palestinianas, à expansão dos colonatos e ao apoio a colonos envolvidos em atos de violência.

Segundo o relatório, pelo menos 117 comunidades palestinianas, maioritariamente beduínas e pastoris, enfrentaram deslocações totais ou parciais entre janeiro de 2023 e abril de 2026, enquanto cerca de 5.910 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas durante o mesmo período, de acordo com dados das Nações Unidas.

A organização refere ainda que os colonos israelitas estabeleceram 363 postos avançados na Cisjordânia ocupada até abril deste ano, dos quais 212 foram criados desde 2023, alegadamente com o incentivo ou a tolerância das autoridades israelitas.

A AI acusa igualmente o executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de incorporar as prioridades do movimento dos colonos na política estatal, apontando para o aumento da construção de habitações em colonatos, a expansão de infraestruturas e o reforço do financiamento público destinado aos assentamentos.

O documento destaca o caso da aldeia palestiniana de Zanuta, no sul da Cisjordânia, cujos habitantes abandonaram a localidade após sucessivos ataques e intimidações atribuídos a colonos israelitas.

A Amnistia Internacional denuncia ainda um aumento acentuado da violência dos colonos contra palestinianos, incluindo agressões físicas, destruição de propriedades, incêndios e ataques a meios de subsistência, alegando que as autoridades israelitas não apenas falham em prevenir esses atos, mas também contribuem para um clima de impunidade.

A organização apela aos Estados com influência sobre Israel, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e países da União Europeia (UE), para suspenderem qualquer forma de cooperação que contribua para a ocupação dos territórios palestinianos e para imporem sanções contra responsáveis israelitas envolvidos nas políticas denunciadas.

A AI defende igualmente o apoio às investigações do Tribunal Penal Internacional sobre alegados crimes cometidos nos Territórios Palestinianos Ocupados.

As conclusões do relatório foram enviadas às autoridades israelitas em maio.

Numa resposta citada pela organização, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que as forças israelitas investigam incidentes de violência atribuídos a colonos e atuam quando necessário para impedir ataques.


Leia Também: Hamas acusa Israel de aumentar demolição de infraestruturas na Cisjordânia

O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje Israel de aumentar a destruição de infraestruturas na Cisjordânia, referindo avisos de demolição de "dezenas de instalações comerciais e residenciais" na cidade de Hebron.