sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ATUALIZAÇÃO - BAFATÁ: INCÊNDIO EM CONTENTOR DE COMBUSTÍVEL FAZ TRÊS FERIDOS GRAVES

Um incêndio deflagrado num contentor de combustível, no Bairro 4, na cidade de Bafatá, provocou três feridos graves e mobilizou moradores e o Corpo de Bombeiros local na tarde desta semana.

Segundo informações recolhidas no local, as chamas tiveram início num contentor situado nas proximidades de uma residência, aumentando o risco de propagação para outras habitações da zona.

A rápida intervenção da população, em coordenação com o Corpo de Bombeiros de Bafatá, foi determinante para conter o fogo e evitar danos de maior dimensão.

O proprietário da casa próxima ao contentor afirmou que as causas do incêndio ainda são desconhecidas. De acordo com o mesmo, um dos seus familiares encontrava-se dentro do contentor no momento em que o fogo começou, o que gerou momentos de pânico entre familiares e vizinhos.

As autoridades confirmam que não há registo de vítimas mortais. No entanto, informações mais recentes indicam que três pessoas sofreram ferimentos graves e estão a receber tratamento médico.

Entre os feridos está também uma criança, que terá sofrido queimaduras graves ao tentar fugir das chamas. A vítima foi socorrida no local e posteriormente encaminhada para uma unidade sanitária.

As autoridades competentes deverão abrir um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do incêndio.

RSM 13 02 2026

Trump diz que 2.º porta-aviões partirá "em breve" para o Médio Oriente... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um segundo porta-aviões norte-americano será enviado "em breve" para perto do Irão, país com o qual deseja negociar um acordo nuclear.

© Shutterstock    Por  LUSA   13/02/2026 

O porta-aviões juntar-se-á ao "USS Abraham Lincoln", que já está na região desde janeiro com os seus navios de escolta, segundo a imprensa norte-americana.

Hoje de manhã, uma fonte que solicitou anonimato disse à agência noticiosa Associated Press (AP) que o maior porta-aviões do mundo recebeu ordens para navegar do Mar das Caraíbas para o Médio Oriente, concretizando a informação de que a Casa Branca (presidência) considera uma ação militar contra o Irão.

A movimentação do "USS Gerald R. Ford", noticiada pela primeira vez pelo jornal The New York Times, colocará dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham na região, à medida que Trump aumenta a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O porta-aviões "USS Abraham Lincoln" e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas.

Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do "USS Gerald R. Ford", que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado.

Na altura, as forças norte-americanas aumentaram a presença militar na região, manobras que culminaram numa operação no início de janeiro que resultou na captura em Caracas do líder venezuelano Nicolás Maduro, que atualmente está detido em Nova Iorque.

A AP sublinha que esta concentração de meios militares no Médio Oriente também parece estar em desacordo com a estratégia de segurança nacional de Trump, que dá ênfase ao hemisfério ocidental em detrimento de outras partes do mundo.

No início da semana, Trump disse ao portal noticioso norte-americano Axios que estava a considerar enviar para o Médio Oriente uma segunda frota de ataque liderada por um porta-aviões.

O "USS Gerald R. Ford" partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas.

Até ao momento, não é claro quanto tempo o navio de guerra permanecerá no Médio Oriente.

IRÃO: Diretor da AIEA considera "extremamente difícil" acordo com Teerão... O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, considerou hoje que um acordo com Teerão sobre as inspeções do programa nuclear iraniano é "completamente possível", apesar de "extremamente difícil".

© Albert Otti/picture alliance via Getty Images   Por  LUSA   13/02/2026

O líder da agência da ONU recordou, na Conferência de Segurança de Munique, que os inspetores regressaram ao Irão após os bombardeamentos em junho passado de Israel e dos Estados Unidos, onde foi possível "inspecionar tudo, exceto o que tinha sido atacado". 

"Conseguimos retomar o trabalho, estabelecer uma forma de diálogo --- imperfeito, complexo e extremamente difícil, mas existe. Portanto, penso que a grande questão agora é como definir os passos para o futuro, e sabemos perfeitamente bem o que é necessário verificar e como verificá-lo", afirmou Grossi, observando que o progresso da tarefa da AIEA exige "andar na corda bamba".

O Irão recusou, em novembro, que a agência inspecionasse os vários locais bombardeados, alegando que os queria inserir numa "nova estrutura".

Estados Unidos e Irão reataram conversações há uma semana em Omã sobre o programa nuclear iraniano, no seguimento de repetidas ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de voltar a atacar a República Islâmica.

O encontro entre o ministro do Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff não produziu resultados concretos, mas ambos os lados concordaram prosseguir o diálogo.

Rafael Grossi alertou, por outro lado, para as crescentes dúvidas sobre o sistema internacional de não proliferação nuclear, reconhecendo que tem limitações, mas continua a ser um dos poucos elementos de "certeza" num mundo cada vez mais instável.

O diplomata argentino salientou que um novo aspeto é que as críticas ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares provêm de Estados que até agora se mantinham "em perfeita consonância" com as obrigações do acordo.

Segundo o diretor da AIEA, países relevantes do Golfo Pérsico, da Ásia e da Ásia Menor, bem como da Europa, sem referir nenhum em concreto, começaram a levantar publicamente a questão de rever a sua posição sobre a não proliferação de armas nucleares.

A razão, acrescentou, é que certos governos acreditam que a moderação que usaram durante meio século pode já não servir os seus interesses nacionais num novo ambiente de incerteza geopolítica.

Para o responsável da agência da ONU, esta inquietação abre uma "possibilidade real" de que mais países procurem capacidades nucleares, o que seria "terrível" para a segurança internacional.

Grossi salientou que, do ponto de vista técnico, a proliferação é "perfeitamente possível" e alertou para os riscos de, com o desaparecimento de outros instrumentos de controlo de armamento, o tratado, que proporcionou estabilidade durante meio século, possa também ser enfraquecido.

Em março passado, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse ao parlamento que Varsóvia deveria procurar "as capacidades mais modernas", incluindo as "relacionadas com armas nucleares", perante a ameaça russa e a incerteza sobre o compromisso de Washington com a defesa europeia.

Mais recentemente, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, alertou, numa entrevista televisiva, que se o Irão obtiver armas nucleares, o equilíbrio regional seria drasticamente alterado e indicou que Ancara poderia ser arrastada para uma corrida ao armamento.

Guiné-Bissau diz ter sido sua iniciativa cancelamento da missão da CPLP... O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, contactou a Lusa para esclarecer que "não foi Timor-Leste que cancelou" a missão, mas "foi o Governo da Guiné-Bissau".

© Lusa   13/02/2026 

O Governo de transição da Guiné-Bissau afirmou hoje que foi sua a iniciativa de cancelar a missão da CPLP ao país por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na organização de países de língua portuguesa.

Timor-Leste assumiu a liderança da Comunidade depois de a Guiné-Bissau, que tinha a presidência, ter sido suspensa na sequência do golpe de Estado de novembro de 2025, em que os militares tomaram o poder.

As autoridades timorenses anunciaram, na segunda-feira, o envio de uma missão de bons ofícios da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 17 a 21 de fevereiro, que deram como cancelada hoje, num documento assinado pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, a que a Lusa teve acesso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, contactou a Lusa para esclarecer que "não foi Timor-Leste que cancelou" a missão, mas "foi o Governo da Guiné-Bissau".

Segundo disse, a decisão foi comunicada às autoridades timorenses, numa carta com a data de hoje, 13 de fevereiro, em que Bissau informa que "não reconhece Timor-Leste como sendo presidente da CPLP ´Pro Tempore` (por um tempo)".

O representante da diplomacia guineense acrescenta que "a Guiné-Bissau soube através da Comunicação Social que haveria uma Missão de bons ofícios a vir ao país".

"Não houve concertação nenhuma", vincou o ministro, numa alegação que consta da carta enviada por Bissau ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Benedito dos Santos Freitas, que deveria chefiar a missão.

A carta foi enviada um dia depois de o Governo da Guiné-Bissau ter sido informado pela embaixada de Timor-Leste em Lisboa do pedido de autorização para a missão se deslocar ao país, segundo ainda a diplomacia guineense.

Na resposta, o Governo da Guiné-Bissau assinala a inexistência de "qualquer concertação prévia com as autoridades guineenses relativamente às datas, modalidades ou condições de uma eventual missão".

O Governo guineense regista ainda "as declarações recorrentes e públicas do primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão", as últimas das quais se referiu à Guiné-Bissau como "um estado falhado".

Para as autoridades guineenses, estas declarações "têm assumido um caráter abertamente hostil e desrespeitoso", classificando-as "de natureza imprópria e incompatível com o decoro institucional".

Refere ainda que "configuram uma interferência indevida nos assuntos internos da Guiné-Bissau e contribuem para a deterioração injustificada do ambiente político entre os dois Estados".

Na carta, o Governo da Guiné-Bissau dirige-se também diretamente à CPLP, vincando que "no atual quadro das relações institucionais não reconhece, nem reconhecerá a alegada presidência 'Pro Tempore' da CPLP por Timor-Leste".

Consequentemente, as autoridades guineenses referem que não lhes "é possível autorizar ou receber em território nacional uma missão mandatada em seu nome, até que haja a devida clarificação formal do enquadramento jurídico e político aplicável".

A carta termina afirmando que o Governo da Guiné-Bissau mantém "a sua abertura a um diálogo franco e respeitoso, bem como a iniciativas bilaterais ou multilaterais que se fundem numa base clara, mutuamente acordada e plenamente respeitadora da soberania nacional". 

Morreu biógrafo de Putin, o russo Roy Medvedev. Tinham 100 anos... O historiador russo Roy Medvedev, conhecido nomeadamente pelas biografias de políticos e líderes da Rússia, morreu hoje aos 100 anos, informou a agência noticiosa russa TASS, que cita a nora do dissidente da era soviética.

© Peter Turnley/Corbis/VCG via Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026 

"Roy Medvedev morreu hoje de manhã", afirmou a nora do historiador. 

Medvedev, que nasceu em 1925 em Tbilissi, na então república soviética da Geórgia, no seio de uma família de militares, morreu na sua casa em Moscovo, presumivelmente devido a uma insuficiência cardíaca, acrescentou a nora.

O pai de Medvedev morreu em 1941 num Gulag (acrónimo para "Direção Principal dos Campos de Trabalho Corretivo"), o sistema de campos de concentração e trabalho forçado da então União Soviética, famoso pela brutalidade, exploração e pela morte de milhões de prisioneiros, especialmente sob o regime de Josef Estaline, tornando-se um símbolo da repressão e sendo imortalizado por Aleksander Solzhenitsyn na sua obra "Arquipélago Gulag".

Medvedev formou-se em Filosofia e exerceu a profissão de pedagogo, mas ganhou notoriedade como historiador, tendo escrito mais de 40 livros, vários dos quais sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, cuja gestão elogiou.

Escreveu também biografias sobre o primeiro presidente democraticamente eleito da Rússia, Boris Yeltsin, e sobre líderes soviéticos como Josef Estaline, Nikita Khruschov, Leonid Brejnev ou Yuri Andropov, o que lhe valeu um prémio do Serviço Federal de Segurança.

Os seus trabalhos, entre os quais figuram igualmente livros sobre os escritores Mikhail Sholokhov e Solzhenitsyn, foram traduzidos para 14 línguas e publicados em 20 países.

Em 1970 publicou, juntamente com o académico Andrei Sakharov, Nobel da Paz, e o físico Valentin Turchin, uma carta aberta sobre a necessidade de democratização da União Soviética.

Ainda assim, era um firme defensor da reforma do sistema soviético a partir do interior e não através de ingerência externa.

O irmão gémeo de Roy, Zhores, também crítico do sistema soviético, foi internado num hospital psiquiátrico. Posteriormente, foi exilado em Londres, onde acabou por morrer em 2018.

Apesar do seu passado como dissidente, não se juntou ao partido reformista de Yeltsin e tentou, sem êxito, dedicar-se à política à frente do Partido Socialista dos Trabalhadores da Rússia.

Último hora: A COMISSÃO ORGANIZADORA DO CARNAVAL 2026 DEMITIU-SE EM BLOCO

Por   Rádio Sol Mansi   13-02-2026

Toda a staff da comissão organizadora nacional do carnaval 2026 demitiu-se em bloco.

A menos de 24 horas do início do maior evento cultural a nível nacional, o carnaval 2026, a presidente da comissão organizadora, Arthemiza Mendonça, e toda a estrutura da comissão organizadora demitiram-se nesta sexta-feira (13-02) das suas funções.

A decisão saiu numa reunião que a presidente da comissão organizadora teve com os membros da comissão organizadora, e todos eles pediram demissão em bloco.

De acordo com as informações apuradas pela Rádio Sol Manso, a decisão tem a ver com a usurpação dos poderes, já que um grupo de pessoas dentro do ministério foi atribuído às responsabilidades da comissão.

É importante recordar que ontem, quinta-feira, na abertura oficial do Carnaval 2026, foi notada a ausência de Arthemisa, que posteriormente teve sua demissão confirmada.

Arthemiza Mendonça, jornalista da carreira e ativista, foi dado posse em então ministro da cultura juventude e dos desportos Alfredo Malú, em Outubro de 2025, para presidir a comissão nacional organizadora do carnaval 2026, com objetivo de realizar um carnaval inclusivo e participativo.

Ministro da Defesa alemão e Zelensky inauguram produção de drones... O primeiro drone de combate alemão-ucraniano fabricado na Alemanha foi entregue hoje à Ucrânia, na presença do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images    LUSA  13/02/2026 

Este drone fabricado na Alemanha é fruto da 'joint venture' Quantum Frontline Industries (QFI), criada em dezembro pela empresa alemã Quantum Systems e pela empresa ucraniana Frontline Robotics. 

A QFI tem uma capacidade inicial de "10.000 drones por ano", afirmou Pistorius em Gauting, durante uma cerimónia que antecedeu a Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.

Os drones produzidos, do modelo Linz, já são utilizados pela defesa ucraniana para missões de combate, reconhecimento e apoio logístico, indicou Pistorius.

Empresas como a QFI têm uma importância estratégica, pois baseiam-se nas lições aprendidas "com os volumes consideráveis de dados e a experiência adquirida no campo de batalha na Ucrânia", adiantou o ministro alemão.

Zelensky agradeveu ao "povo alemão pelo apoio prestado desde o início da guerra" à Ucrânia.

A Europa "vive a maior guerra terrestre dos últimos 80 anos, é imperativo que seja forte e independente", defendeu Zelensky, acrescentando que é igualmente relevante manter-se "ligada e parceira dos Estados Unidos".

A Ucrânia multiplicou a sua produção de drones desde a invasão russa no inverno de 2022, mas considera-se que são necessários mais aparelhos para o esforço de guerra do país.

Já Berlim também tem procurado reforçar o seu desenvolvimento de drones para as Forças Armadas alemãs (Bundershwer) e celebrou recentemente contratos com as empresa Helsing, com sede em Munique e especialista em inteligência artificial, e com a Stark Defence.

Segundo a Deutsche Welle, os contratos, que terão uma duração de sete anos, podem chegar a 4,5 mil milhões de euros.

Contudo, partidos da oposição alemães como Os Verdes têm criticado o envolvimento da Stark Defence, que tem como um dos seus investidores Peter Thiel, um empresário próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.


Leia Também: "Paciência tem limites". República Checa pede demissão de relatora da ONU

A República Checa juntou-se hoje a França e Alemanha e pediu a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, por alegadamente ter considerado Israel "um inimigo comum da humanidade".

A visita oficial de Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, nesta sexta-feira (13.02.2026) à escritório da Socidade de Cabo da Guiné Bissau (SCGB), em Antula e a Estação Terminal do Cabo Submarino, localizada em Suro, setor de Prábis.

Visita de trabalho à Estação Terminal do Cabo Submarino de Suro

Tuti Vitória Iyere Com Ministério dos Transportes e Comunicações  13/02/2026

MINISTRO DOS TRANSPORTES, TELECOMUNICAÇÕES E ECONOMIA DIGITAL VISITA ESTAÇÃO TERRENA DO CABO SUBMARINO DA SCGB EM SURO

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sua Excelência Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho à Estação Terrena do Cabo Submarino da Sociedade de Cabo da Guiné-Bissau (SCGB), localizada em Suro, setor de Prábis, acompanhado pela sua equipa técnica.

Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital

Durante a visita, o Ministro inteirou-se do funcionamento dos equipamentos estratégicos que asseguram a conectividade internacional do país, nomeadamente o sistema do cabo submarino, os geradores de suporte energético e o banco de baterias que garantem a estabilidade e continuidade do serviço. A deslocação permitiu avaliar de perto as condições técnicas da infraestrutura, considerada fundamental para o reforço da capacidade digital e da qualidade das telecomunicações na Guiné-Bissau.

Na ocasião, os responsáveis técnicos da SCGB apresentaram detalhadamente os sistemas de redundância energética e os mecanismos de segurança implementados para assegurar a operacionalidade contínua da estação, mesmo em situações de falha no fornecimento de energia.

Posteriormente, Sua Excelência deslocou-se ao escritório da SCGB, situado em Antula, onde manteve um encontro de trabalho com a direção da instituição. O encontro serviu para analisar o estado atual das operações, os desafios do setor e as perspetivas de expansão e modernização das infraestruturas de telecomunicações no país.

A visita insere-se no quadro da estratégia do Governo para o fortalecimento das infraestruturas digitais, com vista à melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações, à promoção da economia digital e ao desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

Diretor geral da sede instalações do cabo submarino

Intervenção do primeiro diretor administrativo

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, no âmbito da celebração do Carnaval, a maior manifestação cultural da Guiné-Bissau, concede a despensa de serviço aos funcionários e agentes da Administração Pública em todo o território nacional na próxima terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026.

 

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA APÓS AUDIÇÃO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR

Após ter sido ouvido esta sexta-feira no Tribunal Militar Superior, em Bissau, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, deixou as instalações judiciais sem prestar declarações diretas à imprensa, no entanto, deixou a seguinte mensagem: 

"Minha gente. Já terminou a audição com a Procuradoria do Tribunal Militar. Penso que esclarecemos definitivamente todas as questões, e o Tribunal Militar não terá problemas em se pronunciar. A ver o que se segue. Já estou em casa e bem. Agradeço a todos a atenção e acompanhamento."

Por outro lado, o porta-voz do coletivo de advogados, Mário Lino Pereira da Veiga, esclareceu aos jornalistas que Domingos Simões Pereira foi ouvido na qualidade de declarante, e não como arguido, no processo que investiga a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.
@Domingos Simões Pereira  13/02/2026

Timor-Leste cancela missão da CPLP à Guiné-Bissau... Timor-Leste, que preside à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cancelou a missão de bons ofícios da organização lusófona que deveria chegar à Guiné-Bissau no próximo dia 18, disseram à Lusa fontes oficiais.

Por LUSA 
"Concordo com a decisão do Presidente da República em rejeitar prosseguir com a missão a Bissau", pode ler-se também num documento oficial enviado à Lusa.

A missão de bons ofícios da CPLP à Guiné-Bissau tinha data prevista de chegada ao país em 18 de fevereiro e deveria permanecer em Bissau até dia 21 do mesmo mês.

A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) considera falsas e caluniosas as informações que dão conta da existência de uma alegada lista de clientes privilegiados que não pagam energia elétrica e cujos contadores não passam por inspeção e fiscalização. O diretor-geral da EAGB, Carlos Alberto Hadem, alerta que a Empresa irá tomar todas as medidas legais necessárias contra aqueles que tentarem pôr em causa o bom nome da instituição.

 

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA OUVIDO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR COMO DECLARANTE EM PROCESSO SOBRE ALEGADA TENTATIVA DE GOLPE

Rádio Sol Mansi

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi ouvido esta sexta-feira no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro do ano passado.

Após mais de duas horas de audição, o também presidente do parlamento dissolvido em dezembro de 2023 pelo então chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, deixou as instalações judiciais sem prestar declarações diretas à imprensa.

À saída do tribunal, o porta-voz do coletivo de advogados, Mário Lino Pereira da Veiga, esclareceu aos jornalistas que Domingos Simões Pereira foi ouvido na qualidade de declarante, e não como arguido, no processo que investiga a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.

Confira o vídeo em português e crioulo!

A Delegação da União Europeia 🇪🇺 junto da República da Guiné-Bissau 🇬🇼 informa que as informações atualmente a circular sobre o seu alegado encerramento são falsas ❌

Não se deixe enganar, confirme sempre as fontes das informações!

Tal como sempre ao longo dos últimos 50 anos, a União Europeia mantém-se junto do povo Bissau-Guineense 🇬🇼🤝🇪🇺



DOMINGOS SIMÕES PEREIRA: Principal opositor guineense notificado a comparecer no Tribunal Militar... O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, foi notificado para comparecer hoje no Tribunal Militar de Bissau.

© LUSA  13/02/2026 

A notificação não especifica em que qualidade o político foi convocado, nem indica o teor do processo.

Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

O opositor foi detido por militares que protagonizaram um golpe de Estado na Guiné-Bissau em 26 de novembro, antes de serem divulgados os resultados das eleições.

Simões Pereira é líder do PAIGC e da coligação PAI- Terra Ranka, que venceu as eleições legislativas de junho de 2023 e foi afastada do poder com a dissolução do parlamento, tendo sido deposto da presidência do parlamento e o executivo substituído por um Governo de iniciativa presidencial.

Dois anos depois, a Guiné-Bissau foi a eleições gerais, presidenciais e legislativas, pela primeira vez sem o histórico partido PAIGC, excluído do processo eleitoral, assim como o líder, por decisão judicial.

O PAIGC apoiou nas eleições gerais de 23 de novembro de 2025 o candidato Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta sobre o ex-Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló.

Um golpe militar interrompeu o processo eleitoral, três dias depois das eleições e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais provisórios.



Leia Também: Domingos Simões Pereira homenageado em Lisboa pela promoção da paz

Representantes da diáspora guineense atribuíram hoje, em Lisboa, ao presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, um diploma de honra ao mérito pela defesa do povo e promoção da paz.

Três bebidas que prejudicam a saúde das artérias, alerta um cardiologista... A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde das artérias. O seu cuidado poderá evitar o surgimento de condições sérias, como o AVC. Um cirurgião cardiologista destaca as três bebidas que desaconselha aos seus pacientes.

© Shutterstock   Mariline Direito Rodrigues    noticiasaominuto.com 13/02/2026 

As artérias têm como principal função transportar oxigénio e nutrientes que permitam o funcionamento adequado das células do corpo. Ora, é essencial manter a saúde destas, uma vez que podem ficar entupidas (ou obstruídas) devido à acumulação de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias. Esta condição é designada como aterosclerose. 

É preciso estar atento a esta situação, pois as placas de gordura nas artérias podem progredir para diagnósticos mais graves como trombose, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). 

A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde das artérias. Em declarações ao jornal Metrópoles, o cirurgião cardiologista Márcio Steinbruch revela que bebidas é que prejudicam as artérias.

1. Refrigerantes

O refrigerante, sobretudo as bebidas com gás, tem elevados níveis de açúcar, aumentando os triglicerídeos e a inflamação. Para além disso, não têm nenhum benefício nutricional. 

2. Licores

Este tipo de bebidas incluem elevados níveis de álcool e açúcar concentrado, perfazendo desta forma uma "dupla agressão às artérias". "Causam inflamação e aumentam a glicemia", notou o cirurgião. "Entre as bebidas alcoólicas, os licores são uma das mais prejudiciais", fez saber.

3. Sumos de pacote

Os sumos de pacote contêm elevados níveis de açúcar, mesmo aqueles que dizem ser 100% fruta. "A ingestão dessas bebidas aumenta o risco de resistência à insulina", realça o médico.

E alimentos… Qual o pior para as artérias?

Não é só com o que se bebe que se deverá estar preocupado quando o assunto é a saúde das bactérias. Conforme a cardiologista Estelle Jean revelou à revista Parade deverá ter-se atenção aos alimentos frios processados que se colocam nas sandes.

"Do ponto de vista de um cardiologista, os alimentos frios processados ​​são um dos alimentos mais prejudiciais à saúde das artérias no dia a dia. São ricos em sódio, gordura saturada e conservantes químicos, que danificam o revestimento dos vasos sanguíneos", afirmou. 

"Há também fortes indícios de que pessoas que consomem muita carne processada têm um risco maior de morrer de doenças cardíacas. Na minha prática clínica, vejo frequentemente pacientes que acham que se alimentam de forma saudável, mas não percebem que o consumo regular destes alimentos frios pode prejudicar silenciosamente a saúde do coração", alertou.

A especialista fez ainda uma lista de cinco alimentos que ajudam a desobstruir as artérias. Poderá vê-la no artigo de seguida:

Muitas pessoas acabam por consumir este alimento todos os dias, o que pode afetar e muito a saúde das suas artérias. Veja o que

Sondagem: Trump foi "longe demais" na repressão da imigração... Seis em cada 10 adultos dos EUA pensam que Donald Trump foi "longe demais" ao enviar agentes da imigração para várias cidades, apurou uma sondagem AP-NORC, que também identificou um desconforto crescente entre os independentes com estas táticas.

© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026 

A forma como Trump está a gerir o dossier da imigração está a causar também um afastamento em relação aos republicanos.

Cerca de três em cada 10 adultos consideram que os republicanos podem fazer um melhor trabalho neste assunto, tantos quantos pensam o mesmo dos democratas, enquanto outros tantos entendem que nenhum dos dois partidos faria melhor.

A sondagem é apresentada quando os EUA constatam o impacto humano da repressão de Trump em Minneapolis, onde milhares de agentes, fortemente armados e com o rosto tapado, entraram na cidade em busca de imigrantes indocumentados.

Na quinta-feira, o governo de Trump anunciou que iria acabar a operação nesta cidade, argumentando que estava mais segura.

Durante a sua presença na cidade, houve confrontos violentos com manifestantes, com os agentes federais a matarem inclusive duas pessoas.

Enquanto nove em cada 10 democratas e sete em cada 10 independentes consideram que Trump "foi longe demais", entre os republicanos esta opinião e partilhada por um em quatro inquiridos.

Por outro lado, a sondagem mostra que a aprovação do desempenho de Trump no assunto é de 38% entre os adultos, mas baixa para 36%, quando se pergunta a forma como vê o exercício do mandato presidencial em geral.

De resto, a percentagem de aprovação de Trump tem declinado desde o início do seu segundo mandato.

Historicamente, estes valores levam os membros do partido do presidente a distanciar-se, em particular perante a aproximação de eleições de meio mandato.

China aproxima-se dos EUA na corrida à Lua com teste crucial... A China testou com êxito o foguetão Longa Marcha-10, num avanço considerado "um marco significativo" por analistas, que colocam o país ao mesmo nível dos Estados Unidos na corrida à Lua, com alunagens tripuladas consideradas viáveis antes de 2030.

© Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026

O ensaio, conduzido na quarta-feira na província insular de Hainan, envolveu dois componentes-chave do programa lunar chinês: um teste em voo do sistema de escape da cápsula tripulada Mengzhou e uma simulação completa de lançamento, reentrada e aterragem controlada do primeiro estágio do novo foguetão de grande capacidade.

Citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, Rand Simberg, engenheiro aeroespacial e analista de política espacial, classificou o teste como "um marco significativo para o programa lunar chinês", acrescentando que "provavelmente, a China já está pronta para enviar tripulações".

Citado pelo mesmo jornal, Jonathan McDowell, historiador espacial e ex-astrónomo da Universidade de Harvard, destacou a ousadia do ensaio, que combinou pela primeira vez o teste simultâneo do foguetão e da cápsula. Para McDowell, tal demonstra "elevada confiança da China no seu sistema".

O avanço chinês ocorre num momento em que a NASA se prepara para lançar a missão Artemis II, que colocará astronautas em órbita lunar, mas sem alunagem. A missão Artemis III, inicialmente prevista para 2027, foi silenciosamente adiada para 2028 no portal da agência espacial norte-americana.

Para McDowell, mesmo assim, esse novo calendário é irrealista: "Não vejo 2028 como viável. Na minha opinião, será em 2030, no mínimo".

Um dos principais obstáculos ao calendário dos EUA é o módulo de alunagem. A SpaceX, de Elon Musk, tem previsto usar uma versão modificada do Starship, originalmente concebido para Marte. O veículo é volumoso e tecnicamente complexo, exigindo várias operações de reabastecimento orbital nunca antes realizadas.

Face aos atrasos, a Blue Origin, empresa fundada por Jeff Bezos, emergiu como alternativa com o seu módulo Blue Moon, mais pequeno e possivelmente pronto antes da SpaceX.

"Haverá uma corrida de curto prazo entre a SpaceX e a Blue Origin pelo módulo lunar", afirmou Simberg. "A Blue Origin pode até vencer, sendo o primeiro módulo dos EUA a chegar à Lua".

Simberg acrescentou que 2030 continua a ser um prazo plausível tanto para os EUA como para a China. No entanto, considera a SpaceX "o fator imprevisível que poderá acelerar os prazos norte-americanos".

Segundo a analista Namrata Goswami, especialista em política espacial, o recente progresso lunar da China está diretamente ligado ao objetivo estratégico de construir uma base na Lua e utilizar os seus recursos ainda nesta década.

Goswami sublinhou que a competição entre Washington e Pequim vai além de marcos simbólicos: "Está em curso uma disputa por quem conseguirá manter atividade humana, infraestrutura e extração de recursos na superfície lunar".

A especialista considera que o programa Artemis aposta numa economia lunar de iniciativa comercial, enquanto a China constrói um sistema estatal, voltado para uma presença sustentada e controlo estratégico dos recursos lunares.


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A contaminação terá origem em óleos fornecidos pela empresa chinesa Cabio Biotech Wuhan e envolve marcas como Nestlé, Danone e Lactalis, entre outras.

Maior porta-aviões dos EUA recebeu ordens para navegar para o Médio Oriente... O porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas

O porta-aviões dos Estados Unidos USS Gerald R. Ford no Estreito de Gibraltar a 1 de outubro de 2025. Alyssa Joy/US Navy/Getty Images  Por Agência Lusa 

O maior porta-aviões do mundo recebeu ordens para navegar do Mar das Caraíbas para o Médio Oriente, segundo fonte não identificada à AP, concretizando a informação de que a Casa Branca considera uma ação militar contra o Irão.

A ação do USS Gerald R. Ford, noticiada pela primeira vez pelo The New York Times, colocará dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham na região, à medida que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

A fonte contactada pela Associated Press falou destas movimentações militares sob condição de anonimato.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas.

Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado, numa altura em que as forças norte-americanas aumentavam a presença militar na região antes da operação de surpresa do mês passado, que resultou na extração do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de Caracas para Nova Iorque.

A AP sublinha que esta concentração de meios militares no Médio Oriente também parece estar em desacordo com a estratégia de segurança nacional de Trump, que dá ênfase ao hemisfério ocidental em detrimento de outras partes do mundo.

Trump disse ao site noticioso norte-americano Axios no início da semana que estava a considerar enviar para o Médio Oriente uma segunda frota de ataque chefiada por um porta-aviões.

O USS Ford partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas. Embora não esteja claro por quanto tempo o navio permanecerá no Médio Oriente, a mudança prepara a tripulação para uma missão excecionalmente longa.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Associated Press.

Tailândia vacina elefantes para conter reprodução devido à expansão humana... A iniciativa faz parte de esforços para evitar confrontos entre animais e humanos que podem tornar-se mortais

Por cnnportugal.iol.pt

A Tailândia começou a usar uma vacina anticoncecional em elefantes selvagens para tentar conter um problema crescente em áreas onde campos agrícolas se espalham pelas florestas e os elefantes são expulsos do seu habitat natural.

A iniciativa faz parte de esforços para evitar confrontos entre animais e humanos que podem tornar-se mortais.

À medida que os agricultores derrubam florestas para criar mais terras agrícolas, os elefantes são forçados a sair dos seus habitats, cada vez menores, em busca de alimento.

Em 2025, elefantes selvagens mataram 30 pessoas e feriram 29 na Tailândia, de acordo com números oficiais, que também registaram mais de dois mil incidentes de danificação de culturas por elefantes.

O diretor do Gabinete de Conservação da Vida Selvagem, Sukhee Boonsang, disse à agência de notícias Associated Press que o controlo da população de elefantes selvagens se tornou necessário, uma vez que o número de elefantes que vivem perto de áreas residenciais aumentou drasticamente, intensificando o risco de confrontos.

O gabinete obteve 25 doses de uma vacina fabricada nos Estados Unidos e realizou um ensaio de dois anos em sete elefantes domesticados — utilizando sete doses da vacina — que produziu resultados promissores, segundo informou.

Sukhee Boonsang explicou ainda que a vacina não impede as elefantes fêmeas de ovular, mas evita que os óvulos sejam fertilizados.

No final de janeiro, a vacina foi administrada a três elefantes selvagens na província oriental de Trat, segundo informou, acrescentando que as autoridades estão agora a determinar em que áreas irão intervir e utilizar as 15 doses restantes.

A vacina pode prevenir a gravidez por sete anos e as elefantes poderão reproduzir-se novamente se não receberem doses de reforço após esse período.

Especialistas irão monitorizar as elefantes intervencionadas ao longo do período de sete anos.

A campanha de vacinação tem sido alvo de críticas, sendo vista como uma ameaça aos esforços de conservação.

A Tailândia tem uma tradição secular de usar elefantes domesticados na agricultura e no transporte. Os elefantes também são uma parte importante da identidade nacional da Tailândia — e foram oficialmente proclamados um símbolo da nação.

Sukhee Boonsang disse que o programa visa apenas elefantes selvagens em áreas com as taxas mais altas de conflitos violentos entre humanos e elefantes.

Estatísticas oficiais mostram que a taxa de natalidade de elefantes selvagens nessas regiões é de aproximadamente 8,2% ao ano, mais do que o dobro da média nacional de cerca de 3,5%. Cerca de 800 dos aproximadamente 4.400 elefantes selvagens do país vivem nessas áreas propensas a conflitos, segundo o responsável.

"Se não tomarmos medidas, o impacto sobre as pessoas que vivem nessas áreas continuará a crescer até se tornar incontrolável", acrescentou.

Além da vacina contracetiva, as autoridades tailandesas implementaram outras medidas para reduzir o conflito, como a criação de fontes adicionais de água e alimentos nas florestas onde os elefantes vivem, construção de cercas de proteção e envio de guardas florestais para guiar os elefantes que se desviam para áreas residenciais de volta à natureza.

Uma operação ordenada por um tribunal no início deste mês para remover elefantes selvagens que entraram repetidamente em conflito com os habitantes locais na província de Khon Kaen, no nordeste do país, provocou protestos públicos devido à morte de um elefante durante o processo de realocação.

Uma autópsia inicial revelou que o animal tinha morrido por asfixia em resultado da administração de anestesia antes da mudança, revelaram as autoridades.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Trump dá mês para Irão aceitar acordo ou sofrer consequências traumáticas... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje o regime iraniano com consequências "muito traumáticas" caso não aceite um acordo sobre o seu programa nuclear, que deverá estar concluído num mês.

© Christopher Furlong/Getty Images  Por LUSA   12/02/2026

"Precisamos de chegar a um acordo, caso contrário será muito traumático, muito traumático", disse o Trump sobre as negociações com a República Islâmica, numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

Na ausência de um acordo, adiantou, os Estados Unidos passariam para a "fase dois", que seria "muito dura" para os iranianos. 

Trump apontou novamente como exemplo o bombardeamento norte-americano de instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho. 

Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão. 

Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas. 

Donald Trump advertiu Teerão repetidamente para uma potencial resposta militar norte-americana à brutal repressão pelas autoridades de protestos nas principais cidades iranianas no início de janeiro, contra a gestão da crise económica pelo governo, mas também visando o regime islamita.

Após uma ronda inicial de negociações, a 06 de fevereiro em Omã, Washington e Teerão afirmam que desejam continuar as discussões.  

Os Estados Unidos insistem em incluir nas negociações a questão dos mísseis balísticos e dos grupos apoiados pelo Irão e designados como terroristas, caso do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinianos, parte do chamado Eixo da Resistência. 

Teerão, por sua vez, quer discutir apenas o programa nuclear, em troca de um alívio das sanções, e insiste em adquirir capacidade de enriquecimento de urânio com fins que designa como civis. 

Numa reunião com o primeiro-ministro israelita na quarta-feira, Trump insistiu nas negociações, perante a alternativa de um ataque militar. 

"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca. 

Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações" 

"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado. 

Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região. 

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). 

 A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem. 


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A Ucrânia foi alvo de ataques russos massivos que atingiram Kiev e Odessa. Na capital, mais de 2.600 edifícios ficaram sem eletricidade e, no sul, 300 mil pessoas ficaram sem água.