quinta-feira, 9 de abril de 2026

Trump mantém tropas no Médio Oriente e deixa ameaça: "Maior e mais forte"... O Presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

© Ken CEDENO / AFP via Getty Images    Por  LUSA  09/04/2026 

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos" significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.

O Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Uma versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de energia nuclear.

O Irão e os Estados Unidos acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para o conflito.


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A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Teerão... O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que está pronto para "retomar o combate a qualquer momento" contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão "não marca o fim da campanha" militar.

© Lusa  08/04/2026 

"Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo "não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos", acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido "em plena coordenação" entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

"Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora", acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que "nada está acabado" apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

"Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão", acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um "cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais".

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu "número dois" numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.


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O Bahrein anunciou hoje a reabertura do espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, seguindo o Iraque, na sequência do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irão.

Ataques israelitas já fizeram 254 mortos no Líbano o desde cessar-fogo... A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images)     Por  LUSA   08/04/2026 

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

"Equipas especializadas continuam as operações de busca e salvamento, bem como a remoção de escombros em vários locais, o que sugere que o número de vítimas mortais poderá aumentar à medida que as operações prosseguem", advertiu a Defesa Civil, apelando para a cooperação dos cidadãos com as suas equipas no terreno.

Hoje à tarde, Israel efetuou uma série de bombardeamentos simultâneos em diferentes zonas do sul e do leste do Líbano, além de outras em Beirute e nos seus subúrbios que ainda não tinham sido atacadas desde o início da sua ofensiva, a 02 de março.

Tratou-se da maior onda de ataques aéreos desde que eclodiu a guerra, segundo o próprio Exército israelita, que afirmou que os seus alvos eram cerca de uma centena de quartéis e infraestruturas militares do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

Entre os locais bombardeados, há edifícios residenciais em bairros centrais de Beirute.

A escalada do conflito começou horas depois de ter sido acordado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão, que Israel considerou não se aplicar ao Líbano.

O novo balanço da Defesa Civil libanesa vem somar-se aos pelo menos 1.530 mortos e milhares de feridos no país desde que este foi, a 02 de março, arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah atacou com morteiros Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com operações terrestres.

O número total de deslocados ultrapassou um milhão, o que representa mais de um sexto da população do país.


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O presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

Casa Branca desvaloriza plano iraniano e afasta documento das negociações... Um alto funcionário da presidência norte-americana afirmou hoje que o plano de 10 pontos divulgado pelo Irão não constitui a base das negociações em curso com os Estados Unidos, sublinhando que o processo diplomático decorre de forma reservada.

© Getty Images   Por LUSA  08/04/2026 

"O documento que está a ser divulgado na imprensa não é o plano em que estamos a trabalhar. Não vamos negociar publicamente", disse a fonte da Casa Branca, citada pela agência francesa AFP, que pediu anonimato.

A reação surge após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter referido na terça-feira à noite a existência de uma proposta iraniana "viável" para avançar nas conversações e que determinou um acordo de cessar-fogo de duas semanas.

A lista tornada pública por Teerão inclui exigências como a manutenção do controlo iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, a suspensão de todas as sanções primárias e secundárias e a retirada das forças norte-americanas do Médio Oriente.

O documento prevê ainda o fim dos ataques contra o Irão e os seus aliados, a libertação de bens iranianos congelados e a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que torne o eventual acordo juridicamente vinculativo.

Apesar da divulgação destas condições, a administração norte-americana insiste que as negociações decorrem por canais próprios e que os termos finais permanecem em discussão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esclareceu hoje entretanto que existe apenas um conjunto de pontos que foram aprovados por Washington no cessar-fogo acordado com o Irão e que serão esses que serão discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, embora não tenha esclarecido, por enquanto, em que consistem.

"Existe um único conjunto de 'pontos' significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

"Estes são os pontos que constituem a base sobre a qual acordámos um cessar-fogo", acrescentou o líder norte-americano.


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O Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

HOSPITAL SIMÃO MENDES ENFRENTA ESCASSEZ DE REAGENTES E SALÁRIOS EM ATRASO

 Por RSM 08 2026

O Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes denuncia a falta de reagentes no maior centro hospitalar do país.

A denúncia foi feita esta quarta-feira pelo presidente da organização, Braima Sambu, em declarações à imprensa. 

Segundo o sindicalista, a ausência de reagentes está a obrigar os pacientes a recorrerem a clínicas privadas para a realização de exames médicos, agravando o sofrimento da população.

“É verdade que não há reagentes no Hospital Nacional Simão Mendes, o que obriga os pacientes a procurarem clínicas para a realização de exames médicos, o que acarreta custos e dificulta ainda mais a situação”, afirmou Sambu.

Braima Sambu alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, destacando o atraso no pagamento de salários. De acordo com o responsável, técnicos contratados e higienistas estão há 31 meses sem receber, enquanto os técnicos conhecidos como “Cruz Verde” acumulam cerca de 14 meses de salários em atraso, e os anestesistas há 13 meses.

O presidente do sindicato defende que o hospital deve funcionar com normalidade, com autonomia na gestão dos seus fundos, propondo posteriormente a realização de uma auditoria.

“Queremos que deixem o Hospital Nacional Simão Mendes funcionar normalmente e que tenha liberdade para gerir os seus fundos e adquirir o que for necessário, realizando-se posteriormente uma auditoria”, apelou o sindicalista.

Sambu denunciou ainda que, durante o período das chuvas, algumas salas do hospital são encerradas. Nomeadamente na área de medicina em que quatro salas ficam fechadas, enquanto na maternidade duas a três salas deixam de funcionar. Por isso, pede a reabilitação urgente dessas infraestruturas. 

“Na medicina, quatro salas são fechadas no período das chuvas, enquanto na maternidade perdem-se duas ou três salas devido às más condições das infraestruturas. Por isso, pedimos que a situação seja resolvida com urgência”, alertou Braima Sambu.

Perante este cenário, o sindicalista acusa o governo de transição de falta de interesse na resolução dos problemas que afetam o Hospital Nacional Simão Mendes.

Iranianos celebram tréguas (e queimam bandeiras dos EUA e Israel). Veja... Os iranianos saíram à rua para celebrar o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão, que foi alcançado na noite de terça-feira. Além de empunharem bandeiras do Irão, os cidadãos queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  08/04/2026 

Os iranianos saíram à rua, na noite de terça-feira e na manhã desta quarta-feira, para celebrar o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, que durará duas semanas. 

Nas imagens, tal como poderá ver na galeria acima, os cidadãos empunharam bandeiras do Irão e queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel, aliado dos norte-americanos na guerra desencadeada contra Teerão.

As autoridades iranianas encararam o cessar-fogo como uma “vitória”, tendo em conta que as suas condições para as negociações foram aceites pelos Estados Unidos. Na sua ótica, o reconhecimento por parte do presidente norte-americano, Donald Trump, em pontos de discórdia corrobora a posição do Irão, sendo o resultado da unidade nacional, da paciência e da força militar demonstradas durante o conflito.

Aliás, o Irão apontou que a estratégia inicial dos Estados Unidos e de Israel, que consistia em tentar derrubar o governo iraniano mediante o assassinato de vários líderes, falhou, uma vez que as semanas que se seguiram colocaram em evidência a capacidade do Irão para sustentar operações militares e defender-se indefinidamente.

Por sua vez, Trump caracterizou o acordo como uma “vitória total e completa”, numa entrevista telefónica à agência de notícias AFP.

Já esta quarta-feira, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o magnata "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha".

Note-se que o presidente dos Estados Unidos anunciou, na terça-feira à noite, ter estabelecido um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão, pouco antes de expirar o prazo que tinha dado para não destruir a civilização persa.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais. O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.

Irão: Trump quer EUA a remover urânio iraniano após cessar-fogo... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para "desenterrar e remover" o urânio enriquecido soterrado após os ataques conjuntos com Israel no verão passado, garantindo que "não haverá enriquecimento".

© Alex Wong/Getty Images    Por  LUSA  08/04/2026 

Numa série de mensagens divulgadas nas redes sociais, o chefe de Estado norte-americano assegurou que o material nuclear não foi tocado desde os bombardeamentos de junho e sublinhou que a sua remoção será uma operação complexa, dependente de um acordo com Teerão. 

Trump indicou ainda que Washington mantém negociações com o Irão sobre o alívio de tarifas e sanções, no quadro de um entendimento mais amplo alcançado nas últimas horas.

As declarações surgem após os Estados Unidos, Israel e o Irão terem anunciado um cessar-fogo, embora ataques esporádicos tenham sido registados após a entrada em vigor do acordo.

Israel esclareceu que o cessar-fogo não abrange as operações contra o grupo Hezbollah no Líbano, tendo sido reportados bombardeamentos no centro de Beirute durante o dia de hoje.

Segundo a agência oficial libanesa, várias explosões foram ouvidas na cidade, com colunas de fumo visíveis em diferentes pontos, incluindo zonas comerciais densamente povoadas, não sendo ainda claro o número de vítimas.

Paralelamente, Trump ameaçou impor direitos aduaneiros de 50% a todos os países que forneçam armas ao Irão, "sem exceção ou isenção", reforçando a pressão económica sobre os aliados de Teerão.

O Presidente norte-americano assegurou também que a questão do programa nuclear iraniano ficará "completamente resolvida" no âmbito de um acordo negociado ao longo de duas semanas.


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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o presidente norte-americano "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica".


O que já se sabe sobre o plano de 10 pontos apresentado pelo Irão aos EUA... Na segunda-feira, o Irão produziu um plano de 10 pontos que contrapôs ao plano dos 15 pontos de Donald Trump. Por via do falhanço negocial seguiu-se um ultimato americano. Sabemos agora que Trump aceitou negociar esta lista de exigências durante um cessar-fogo de 15 dias.

Por  SIC Notícias 

Trump chegou a ameaçar mandar destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não fosse atendido. Uma hora antes do fim do ultimato, o Irão surgiu com um novo plano.

As negociações arrancam na sexta-feira em Islamabad, a capital do Paquistão, para discutir o plano de 10 pontos apresentado por Teerão a Washington.

Estes são os 10 pontos propostos pelo Irão:

  • Garantia de que o Irão não será novamente atacado;
  • Fim permanente da guerra, não apenas um cessar-fogo;
  • Fim dos ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano;
  • Levantamento de todas as sanções dos EUA contra o Irão;
  • Fim de todos os combates regionais contra aliados iranianos;
  • Irão compromete-se em levantar o bloqueio do Estreito de Ormuz;
  • O Irão quer exigir uma taxa de 2 milhões de dólares por cada navio que queira atravessar o estreito de Ormuz;
  • Parte do dinheiro servirá para dividir com Omã;
  • O restante dinheiro deverá servir para reconstruir infraestruturas que ficaram danificadas nos ataques das últimas semanas;
  • O Irão forneceria um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

O anúncio do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos foi feito uma hora antes do fim do ultimato feito por Donald Trump, que ameaçou erradicar "uma civilização inteira" caso Teerão não abrisse o Estreito de Ormuz.

O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.


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O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que da sua parte não há felicitações ao cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irão e pediu a ambos para mostrarem "decência" e "sentido de Estado".

Vice-presidente norte-americano avisa Teerão para negociar paz de boa-fé... O vice-presidente norte-americano, JD Vance, qualificou hoje como frágil o cessar-fogo no Irão e aconselhou Teerão a negociar de boa-fé sob pena de descobrir que Donald Trump "não é alguém com quem se brinque".

© Getty Images   Por  LUSA  08/04/2026 

O presidente dos Estados Unidos "está impaciente por fazer as coisas avançar", afirmou Vance durante uma conferência em Budapeste, perante cerca de 200 estudantes do Mathias Corvinus Collegium (MCC), uma instituição privada próxima do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán. 

Vance disse que Trump pediu aos negociadores para que lidassem com Teerão de boa-fé quando se reunirem em Islamabad, na sexta-feira, para tentar um acordo de paz.

"Se eles [os iranianos] negociarem de boa-fé, seremos capazes de chegar a um acordo, mas esse é um grande 'se' e, em última análise, depende dos iranianos, da forma como negociarem", declarou.

"Espero que tomem a decisão correta", disse o vice-presidente, que viajou para a Hungria para apoiar a campanha eleitoral de Orbán para as eleições legislativas de domingo, 12 de abril.

A televisão norte-americana CNN noticiou que Vance deverá participe nas conversações com o Irão, juntamente com o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o genro do Presidente, Jared Kushner.

Vance avisou que se os iranianos mentiram e "tentarem impedir que mesmo a frágil trégua" aconteça, os Estados Unidos dispõem "ainda de um poderio militar e diplomático evidente".

"E, talvez mais importante, de uma alavanca económica extraordinária", ferramentas que Trump decidiu ainda não utilizar, acrescentou.

Trump anunciou na terça-feira à noite o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão pouco antes de expirar o prazo que tinha dado a Teerão para não destruir a civilização persa, como ameaçou fazer.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais.

O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.


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O Irão lançou hoje ataques com mísseis e drones contra o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, horas depois de um bombardeamento às suas instalações petrolíferas, já após o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos.

Kuwait e Emirados sob ataques aéreos iranianos: "Intensa onda"... As autoridades do Kuwait e Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram hoje que os respetivos territórios estavam sob ataques aéreos iranianos, apesar do anúncio de cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão horas antes.

© Lusa  08/04/2026 

"Desde as 08h00 horas (05h00 de Lisboa), as defesas antiaéreas do Kuwait estão a enfrentar uma intensa onda de ataques hostis e criminosos realizados pelo Irão", lê-se em comunicado das forças armadas kuwaitianas, que acrescentaram o abate de 28 drones. 

A mesma fonte adiantou que a ofensiva já causou "danos materiais significativos às infraestruturas petrolíferas, centrais de energia e de dessalinização".

Mais a sul, também no golfo Pérsico, o governo dos EAU relatou novos ataques iranianos, igualmente poucas horas após anúncio da trégua temporária de duas semanas para negociações no Paquistão, sobretudo quanto à navegação segura no estreito de Ormuz.

"As defesas antiaéreas estão atualmente a enfrentar ataques de mísseis e de drones com origem no Irão", lê-se em comunicado do ministério da Defesa dos EAU.

Washington e Teerão concordaram na madrugada de hoje parar as hostilidades e negociar um acordo de paz, com base num plano de 10 pontos, que garanta a passagem de navios petroleiros e outros entre os golfos Pérsico e de Omã, rota onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

A República Islâmica iraniana retaliou com o bloqueio daquela via marítima perante a ofensiva israelo-americana iniciada em 28 de fevereiro.

O cessar-fogo acontece ao 40.º dia da guerra, num conflito que já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico, além de ter feito disparar o preços dos combustíveis, temendo-se uma inflação generalizada dos mais variados produtos.


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O Qatar pediu hoje ao Irão que cesse "imediatamente todas as ações hostis" na sequência do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, que considerou um primeiro passo para diminuir a tensão na região.

terça-feira, 7 de abril de 2026

No final da reunião entre o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, e o sindicato de motoristas e transportadores públicos, o governante e o porta-voz do Sindicato de Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Manuel Fernando da Silva, falaram à imprensa sobre os objetivos do encontro.

Diretor-Geral das Comunidades Fala à Imprensa sobre Situação dos Estudantes no Aeroporto de Lisboa

NASA: Probabilidade de encontrar vida alienígena é "bastante alta"... O atual administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que considera “bastante alta” a probabilidade de eventualmente se encontrar sinais de vida alienígena. Lembrar que Isaacman já participou em duas missões espaciais privadas.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com   07/04/2026 

O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou em entrevista à CNN que a descoberta de vida alienígena está entre as missões da agência espacial norte-americana e notou ainda que há uma boa probabilidade de o objetivo vir a ser cumprido.

“A nossa missão é sair e tentar desbloquear os segredos do Universo. Um dessas questões é: estamos sozinhos?”, perguntou-se Isaacman. “Portanto, diria que isto é inerente a todos os nossos esforços científicos, de exploração, até mesmo da construção da base lunar no polo sul da Lua”.

Antes de chegar à posição de administrador da NASA, Isaacman foi responsável por liderar missões privadas ao Espaço em 2021 e 2024 e parte dessa experiência para afirmar que, na vastidão do Espaço e com biliões de galáxias espalhadas pelo Universo, há uma hipótese “bastante alta” de haver vida em outros planetas.

“Já estive no Espaço duas vezes e ainda não encontrei alienígenas lá em cima. Não vi nada que sugira que já tivemos visitas de formas de vida inteligentes”, notou Isaacman. “Mas, quando pensas sobre isso, temos dois biliões de galáxias lá fora, quem sabe quantos sistemas estelares temos em cada uma delas. Diria que a probabilidade de encontrarmos alguma coisa em algum momento para indicar que não estamos sozinhos é bastante alta”.

A entrevista concedida por Isaacman à CNN foi dada antes de a missão Artemis II sobrevoar a face oculta da Lua, cumprindo assim o objetivo de ir até uma distância inédita em relação à Terra.

Quanto este objetivo foi cumprido, Isaacman fez uma publicação na rede social X onde deu conta do novo recorde.

“A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu Isaacman. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilómetros de distância, o Reid, o Victor, a Christina e o Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso a casa. Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os EUA podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipa da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais, mas esta missão só acaba quando estiveram em segurança sob a segurança dos paraquedas a pousarem no oceano Pacífico”.

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca diz que só Trump conhece decisão sobre ação contra o Teerão... A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou hoje que apenas o Presidente norte-americano, Donald Trump, conhece a decisão final sobre uma eventual ação contra o Irão, horas antes do fim do ultimato imposto a Teerão.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  LUSA    07/04/2026 

"O regime iraniano tem até às 20h00, hora de Washington (01h00 de quarta-feira em Portugal continental), para aproveitar a oportunidade e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Só o presidente sabe qual é a nossa posição e o que vai fazer", declarou Leavitt.

A responsável respondia a questões sobre a possibilidade de recurso a armas nucleares e sobre notícias de que o Irão teria interrompido todas as linhas de comunicação com Washington.

As declarações surgem num momento de elevada tensão, com o prazo fixado pelos Estados Unidos a expirar durante a noite e sem sinais claros de um entendimento entre as partes.

A agenda de Trump foi totalmente esvaziada, nas últimas horas.

Segundo a agenda oficial, Trump manteve reuniões internas e contactos diplomáticos, incluindo um encontro com o embaixador norte-americano na Índia, poucas horas antes do fim do prazo estipulado.

Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que poderão surgir novos desenvolvimentos ainda hoje, sem esclarecer se existem condições para retomar negociações com o Irão.

As tensões mantêm-se elevadas, com relatos de suspensão de contactos diretos entre Teerão e Washington, num contexto de intensificação dos ataques militares e de crescente incerteza quanto à evolução do conflito.


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O exército israelita vai aumentar a pressão militar no Irão e "intensificar os danos causados ao regime", afirmou hoje o chefe do Estado-maior, Eyal Zamir, argumentando que a campanha militar está a aproximar-se de uma encruzilhada.

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura de Ormuz... A Rússia e a China vetaram hoje no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

© Getty Images   Por LUSA   07/04/2026 

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções - Colômbia e Paquistão - e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China. 

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional" pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- bem como com a Jordânia. 

A resolução exigia que o Irão cessasse imediatamente todos os ataques contra navios mercantes e comerciais e qualquer tentativa de impedir o trânsito ou a liberdade de navegação no estreito.

Exigia igualmente o fim dos ataques contra infraestruturas civis, incluindo infraestrutura hídrica e centrais de dessalinização, assim como instalações de petróleo e gás.

As negociações que visaram o projeto de resolução foram difíceis e a votação no Conselho de Segurança acabou adiada várias vezes.

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China, que acabaram por se concretizar hoje.

Contudo, mesmo que fosse adotada, muitos representantes diplomáticos duvidavam que a resolução tivesse impacto real na guerra, que já dura há cinco semanas.

Após o veto russo e chinês, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu à reunião, lamentou que o Conselho não tenha adotado o projeto de resolução e afirmou que a rejeição do texto mina a credibilidade do Conselho de Segurança.

"A não adoção desta resolução envia um sinal errado ao mundo, aos povos do mundo --- um sinal de que as ameaças às vias navegáveis internacionais podem passar sem qualquer ação decisiva da comunidade internacional", disse.

Acrescentou que o Conselho deveria assumir a sua responsabilidade, sublinhando que o projeto tinha como objetivo garantir a liberdade de navegação no estreito.

Exortou ainda o Irão a cumprir integralmente as suas obrigações, em vez de lançar ataques contra os países vizinhos.

Também o embaixador norte-americano junto da ONU, Mike Waltz, criticou os vetos de Moscovo e Pequim e disse que o Estreito de Ormuz é demasiado vital "para ser utilizado como refém, bloqueado ou instrumentalizado por qualquer Estado".

Enquanto os Estados Unidos se solidarizam com os povos do Golfo, a China e a Federação Russa, por outro lado, "aliaram-se a um regime que procura intimidar o Golfo para o subjugar", argumentou Waltz.

O pedido do Bahrein não era descabido, observou ainda o representante norte-americano, destacando que era uma resolução simples: "O Irão precisa de parar de atacar o Golfo".

E acrescentou: "Quando os carregamentos críticos são atrasados, o mundo saberá quem exatamente escolheu a destruição em vez da responsabilidade".

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.


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A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar "uma geração inteira".

Irão: Cordões humanos defendem pontes e centrais de ameaças de Trump... Milhares de pessoas formaram hoje cadeias humanas junto a centrais elétricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por LUSA  07/04/2026 

Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.

Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central elétrica do país, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.

Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central elétrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas elétricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.

Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoelétrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).

As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.

Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.

Estas ações fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem hoje cadeias humanas para "encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo".

O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse hoje que "os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra".

Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais elétricas e pontes na segunda-feira.

A concentração começou depois das ameaças de Trump de "desencadear o inferno" se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.


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Israel atacou pelo menos oito pontes e a via-férrea iraniana, afirmou o primeiro-ministro israelita, referindo que esses ataques visaram infraestruturas utilizadas pela Guarda Revolucionária da República Islâmica.

Comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira. 07.04.2026

O Ministro dos Transportes, Florentino Mendes Pereira, está reunido neste momento com sindicatos de motoristas e transportadores, numa reunião destinada a discutir a paralisação dos transportes públicos a nível nacional.

A Inspecção Geral da Administração Pública e do Trabalho do Ministério da Administração Pública informa a todas as entidades empregadoras e empresas que funcionam na Guiné-Bissau que inicia desde o dia 1 de Abril de 2026, o período oficial para a entrega dos Mapas de Quadro de Pessoal.

Este processo decorre até o dia 30 de Abril do ano em curso, no âmbito das obrigações legais das empresas relativas à organização das informações sobre os seus trabalhadores.

Trump? "Se lhe disser que está errado, fica furioso. Começa a gritar"... O antigo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, disse que o melhor é não tentar argumentar com o presidente dos Estados Unidos, uma vez que uma simples discordância poderá gerar uma forte reação. Segundo Ishiba, o ideal é dizer-lhe: "Sim, está certo".

© Toru Hanai - Pool/Getty Images    Por  Notícias ao Minuto   07/04/2026 

O antigo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, disse, numa entrevista, que o melhor é não tentar argumentar com o presidente norte-americano, Donald Trump, tendo explicado que uma simples discordância poderá provocar uma forte reação. 

"Encontrei-me com Trump três vezes. Se lhe disser que ele está errado, ele fica furioso. Se lhe disser: 'Você está errado, deixe-me corrigi-lo', imediatamente começa a gritar. Não se podem dizer as coisas assim. Tem de se dizer: 'Sim, está certo'. Se, de repente, ele ficar furioso, ficamos em apuros", explicou Shigeru Ishiba ao Japan Daily, citado pela News 18.

O comentário do ex-primeiro-ministro surgiu numa altura que Donald Trump está 'debaixo de fogo' devido ao conflito espoletado no Médio Oriente no dia 28 de fevereiro.

Note-se que durante o mandato, o antigo primeiro-ministro do Japão encontrou-se, segundo os registos oficiais, duas vezes com Donald Trump. O primeiro encontro aconteceu na Casa Branca, em Washington DC, no dia 7 de fevereiro de 2025.

Já a segunda reunião ocorreu em 16 de junho de 2025, durante uma reunião paralela à Cimeira do G7 em Kananaskis, no Canadá. Quanto ao terceiro encontro, não se sabe quando poderá ter acontecido. 

Shigeru Ishiba foi primeiro-ministro do Japão e presidente do Partido Liberal Democrático de outubro de 2024 até à sua renúncia em outubro de 2025. O chefe de Estado japonês deixou o cargo antes de completar um ano no exercício das funções, motivado pela derrota eleitoral que sofreu, na qual o seu partido perdeu a maioria legislativa pela primeira vez desde 2009. 

Trump faz ultimato ao Irão... e prazo está a acabar

De recordar que o presidente norte-americano fez ao Irão um ultimato para que o regime islâmico volte a deixar passar todos os petroleiros no Estreito de Ormuz até às 20h00 de hoje em Washington DC (01h00 de quarta-feira em Lisboa).

Na segunda-feira, Trump ameaçou mandar destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não seja atendido. 

"Temos um plano, graças ao poder das nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irão sejam destruídas até à meia-noite de amanhã [hoje], que todas as centrais elétricas do Irão fiquem fora de serviço (...) e nunca mais possam ser utilizadas", afirmou.

Já esta terça-feira, Donald Trump ameaçou que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o regime iraniano não reabrir o Estreito de Ormuz.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar", disse numa mensagem publicada nas redes sociais, referindo que as próximas horas vão testemunhar "um dos momentos mais importantes" da História mundial.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o regime iraniano não reabrir o Estreito de Ormuz, poucas horas antes do final do seu ultimato.

Portugal: Já é conhecido calendário de matrículas para o próximo ano letivo: Anote... Pais e encarregados de educação devem matricular os filhos na escola a partir do próximo dia 22 de abril. Os primeiros serão os do pré-escolar e os do primeiro ano do ensino básico.

© Leonel de Castro/Global Imagens   Por Notícias ao Minuto  07/04/2026 

O Ministério da Educação divulgou, nesta terça-feira, o calendário de matrículas para o ano letivo de 2026/27. 

Entre 22 de abril e 1 de junho decorrem as inscrições para o pré-escolar e para o primeiro ano do ensino básico.

Entre 1 de julho e 13 de julho decorrem as inscrições para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico.

Já os alunos do 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade devem inscrever-se entre 16 e 29 de junho.

Por fim, os alunos do 10.º e do 12.º anos do ensino secundário têm entre 15 e 22 de julho para fazer a inscrição.

Quando os dias acima indicados coincidirem com sábados, domingos ou feriados, o último dia do prazo transfere-se para o primeiro dia útil imediatamente seguinte.

O despacho publicado na segunda-feira em Diário da República, e assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, estabelece os prazos a cumprir pelos encarregados de educação e pelas escolas, para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário

De acordo com o documento, a renovação de matrícula acontece "automaticamente" na maioria dos casos, a menos que "haja lugar a transferência de estabelecimento, transição de ciclo, alteração de encarregado de educação ou quando esteja dependente de opção curricular".

E quando saem as listas?

As listas serão divulgadas até 16 de junho, no caso de matrícula na educação pré-escolar e no 1.º ano do ensino básico ou até ao 5.º dia útil após o fim do período de matrícula e sua renovação para os alunos do 5.º, 7.º e 10.º anos e 1.º ano do ensino profissional.

Já no caso da educação pré-escolar e do 1.º ano do ensino básico, as listas serão publicadas até ao 1.º dia útil do mês de julho.

No caso dos restantes anos dos ensinos básico e secundário, as listas serão publicadas  até ao último dia útil do mês de julho.