quarta-feira, 15 de julho de 2026

BISSAU: PARTIDOS EXIGEM ADIAMENTO DE REFERENDO E REPOSIÇÃO DE LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Por Radio Voz Do Povo 

O Coletivo dos Partidos Políticos da Guiné-Bissau dirigiu esta terça-feira, 15 de julho, uma comunicação oficial ao Presidente de Transição, General Horta Inta-a, na qual condiciona a realização do referendo constitucional a duas exigências: o levantamento de restrições às liberdades políticas e o adiamento da consulta popular.

O referendo, convocado pelo Decreto Presidencial n.º 19/2026 de 6 de julho, está agendado para 30 de agosto de 2026 e visa submeter ao sufrágio universal o novo projeto de Constituição aprovado pelo Conselho Nacional de Transição.

No documento, o Coletivo manifesta “viva preocupação quanto às condições materiais, jurídicas e políticas” do escrutínio. O principal argumento incide sobre a calendarização: a data de 30 de agosto “coincide com o pico da época das chuvas”, o que, segundo os signatários, viola a legislação eleitoral nacional. Essa legislação impede a realização de atos eleitorais naquele período para evitar a exclusão de eleitores das zonas rurais face à degradação das vias de acesso.

O Coletivo sustenta ainda que a adoção de uma nova Lei Fundamental requer tempo para análise pública do texto, alegando que o projeto foi “redigido à margem de qualquer participação cidadã e de consenso inclusivo”.

A carta refere que o quadro é “dramaticamente agravado pelas medidas restritivas impostas pelas autoridades desde o início do ano”, destacando a “proibição sistemática das reuniões políticas, dos comícios e das conferências de imprensa”. Para os partidos, estas limitações “esvaziam o debate democrático de toda a sua substância” e inviabilizam “um referendo sereno, justo e pacífico”.

Lituânia denuncia plano russo para ataques em países bálticos e Polónia... O Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, acusou hoje a Rússia de estar a preparar ataques contra infraestruturas na Polónia e países bálticos, com base em relatórios dos serviços de informações.

© Omer Messinger/Getty Images       Por  LUSA     15/07/2026 

"Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações", afirmou Nauseda numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP).

O líder lituano disse que os ataques deverão ser seletivos e que as informações disponíveis "não apontam um local nem um momento concretos".

"Isso, simplesmente, é impossível de determinar", afirmou.

"É possível que a outra parte [Rússia] nem sequer tenha completado o processo de planeamento, e que nós apenas conheçamos a existência desse planeamento ou o objetivo que persegue", admitiu.

Nauseda disse que as informações dos serviços secretos se referem a "operações cinéticas, não de grande escala, mas seletivas", provavelmente "dirigidas contra infraestruturas críticas".

O dirigente báltico referiu que a Lituânia se está a preparar para uma ampla gama de possíveis ataques que poderiam perturbar o funcionamento de infraestruturas-chave, como a de energia.

"Qualquer coisa que possa impedir o funcionamento destas instalações é importante, já que não só são importantes em si mesmas, mas também porque garantem o funcionamento de todo o sistema, em particular a nossa sincronização com a rede elétrica da Europa continental", acrescentou.

Este tipo de mensagens de aviso tem sido feito por diferentes países europeus desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Em junho, a Letónia também alertou para a possibilidade de a Rússia realizar ações de guerra híbrida contra os países bálticos e a Polónia.

Varsóvia atribuiu à Rússia vários incidentes e sabotagens, como o que afetou a linha ferroviária polaca usada para transportar ajuda para a Ucrânia no final de 2025.

Na altura, o primeiro-ministro, Donald Tusk, considerou que Moscovo tinha "atravessado uma certa linha" com estas ações e referiu-se aos incidentes como "terrorismo de Estado".

Os três países bálticos, Lituânia, Letónia e Estónia, são simultaneamente membros da União Europeia e da NATO, tal como a Polónia.

A Estónia e a Letónia partilham fronteiras com a Rússia, enquanto a Lituânia tem como vizinho, no sul, o enclave russo de Kaliningrado.


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O Presidente da Lituânia afirmou hoje que o país deve participar plenamente na estratégia de dissuasão nuclear ocidental face à Rússia, admitindo a possibilidade de receber armas nucleares no território.

Polícia da África do Sul investiga morte a tiros de líder anti-imigração... A polícia sul-africana está a investigar a morte do líder do movimento anti-imigração 'March and March', um dos impulsionadores dos protestos contra a imigração irregular que tiveram lugar nos últimos meses no país, onde se registaram ataques xenófobos.

Por LUSA   15/07/2026 

A comissária nacional em funções do Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS, na sigla em inglês), Puleng Dimpane, nomeou uma equipa multidisciplinar para investigar a morte de Andile Somgaxa, que foi alvejado em 04 de julho à entrada da sua residência em Joanesburgo (norte) e faleceu em 09 de julho, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelos meios de comunicação locais.

"Dimpane condenou veementemente o ataque e garantiu aos cidadãos que a SAPS não poupará esforços para assegurar que os responsáveis sejam identificados, localizados e levados à justiça", afirmou a porta-voz da polícia, Athlenda Mathe.

"A nomeação de uma equipa multidisciplinar demonstra a seriedade com que a SAPS está a encarar este assunto. Comprometemo-nos a realizar uma investigação exaustiva para esclarecer as circunstâncias que rodeiam este homicídio e garantir que os responsáveis prestem contas", acrescentou.

A polícia anunciou a investigação depois de o porta-voz do 'March and March', Sandile Dube, ter afirmado esta semana que o movimento recebeu "ameaças de morte" em diferentes pontos do país.

O 'March and March' é um dos grupos que organizou as marchas anti-imigração que levaram milhares de pessoas às ruas de várias cidades no passado dia 30 de junho, na sequência do aumento da tensão na África do Sul nos últimos meses, devido a uma onda de ataques xenófobos e protestos.

Os organizadores, que estabeleceram esse dia como prazo limite para os imigrantes indocumentados abandonarem a África do Sul, culpam estes migrantes pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos e pelas elevadas taxas de criminalidade, tendo chegado ao ponto de lhes impedir o acesso a cuidados de saúde e à educação em instituições públicas.

A crise levou países como a Nigéria, o Zimbábue, o Maláui, o Gana, Moçambique, o Uganda e o Quénia a repatriar dezenas de milhares dos seus cidadãos residentes na África do Sul.

Em Moçambique, país que tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, a Presidência indicou, em comunicado, que "milhares" já regressaram face à violência.

Este país africano de língua oficial portuguesa, vizinho da África do Sul, lamenta a morte de 11 de moçambicanos vítimas destes recentes ataques xenófobos.

Moçambique recebeu 1.363 cidadãos repatriados da África do Sul vítimas de xenofobia, além de 6.156 malauianos que entraram no país em trânsito, afetados pela mesma violência, anunciou dia 07 de julho, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

O Governo sul-africano tem condenado a violência, mas defende o seu direito de controlar a imigração irregular.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis.

A pior onda de violência xenófoba de que há memória ocorreu em 2008, quando mais de 60 pessoas perderam a vida, enquanto os protestos deste tipo mais graves dos últimos tempos tiveram lugar no final de 2019, com pelo menos 18 estrangeiros mortos.

GUINÉ-BISSAU: Eurodeputados do PS questionam sobre detenção de Domingos Simões Pereira... A delegação do PS no Parlamento Europeu questionou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, sobre a detenção preventiva do líder guineense Domingos Simões Pereira, exigindo medidas europeias para responder à crise política na Guiné-Bissau.

© Lusa    15/07/2026 

Numa pergunta subscrita por toda a delegação socialista portuguesa no Parlamento Europeu e apresentada pelo eurodeputado Francisco Assis, os socialistas afirmam que Domingos Simões Pereira, vencedor das eleições de 2023 na Guiné-Bissau, foi novamente detido "com base em acusações forjadas" relacionadas com uma alegada tentativa de golpe de Estado.

Na missiva enviada à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, os eurodeputados consideram que a situação resulta de uma "rutura democrática" no país e acusam o antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló de ter recorrido à junta militar atualmente no poder para "atalhar o voto popular" e evitar que os resultados eleitorais fossem divulgados.

Na pergunta dirigida a Kaja Kallas, a delegação do PS recorda que uma resolução do Parlamento Europeu aprovada em dezembro de 2025 apelou à "revisão imediata de acordos bilaterais", à "libertação de opositores" e à aplicação de "sanções direcionadas aos responsáveis pela rutura democrática".

Os eurodeputados questionam que medidas a União Europeia adotou para concretizar essas recomendações e que novas ações pretende tomar "com caráter de urgência" para promover o regresso à ordem constitucional e garantir a libertação de Domingos Simões Pereira e dos restantes presos políticos.

A pergunta surge numa altura em que as autoridades guineenses preparam a realização, em 30 de agosto, de um referendo sobre uma nova Constituição e uma nova lei eleitoral, documentos que os socialistas europeus dizem ter sido elaborados pelas autoridades que assumiram o poder após a crise política.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Assis indicou que a bancada socialista na assembleia europeia está "muito preocupada com esta situação na Guiné-Bissau, associada a fenómenos de narcotráfico e até terrorismo, que têm implicações locais e regionais significativas".

Para o parlamentar do PS, é necessário "levar a UE a tomar decisões", numa altura em que são pedidas sanções individuais contra responsáveis pela crise, incluindo restrições de viagem e congelamento de bens, além de uma eventual revisão dos mecanismos de cooperação com as autoridades guineenses.

"Julgo que, se acentuarmos a pressão parlamentar e política, a UE perceberá a necessidade de tomar medidas mais drásticas", indicou.

Francisco Assis lançou "um apelo forte à UE, assim como à Organização das Nações Unidas, que também tem estado calada neste processo".

O eurodeputado defendeu, ainda, a possibilidade de "interromper o processo de cooperação" e afirmou que é necessário "não abandonar mais este tema", acompanhar de perto a situação e "falar com os guineenses em defesa da redemocratização da Guiné-Bissau e da libertação de Domingos Pereira".

Francisco Assis recebe hoje em Bruxelas a antiga ministra da Justiça da Guiné-Bissau Ruth Monteiro, bem como um membro da sociedade civil guineense, Braima Mané.

Domingos Simões Pereira está detido desde sexta-feira nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, após um período em prisão domiciliária.

O dirigente foi detido inicialmente na sequência do golpe militar de 26 de novembro e, após dois meses na cadeia, regressou a casa com termo de identidade e residência, mas impedido de se movimentar.

Em junho, foi tornado público um despacho judicial em que foi considerado suspeito de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado cerca de um mês antes das eleições gerais de 23 de novembro.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo, classificando-o como perseguição política.

O partido e Simões Pereira apoiaram o candidato Fernando Dias da Costa, que reclamou vitória na primeira volta sobre o Presidente e recandidato Sissoco Embaló.

Antes da divulgação dos resultados oficiais, os militares tomaram o poder, depuseram Embaló e prenderam Simões Pereira.

A oposição classifica o golpe militar como uma alegada encenação do antigo Presidente da República, a quem acusa de continuar a comandar os destinos da Guiné-Bissau.

Organização árabe acusa Teerão de arrastar o Médio Oriente para o caos... O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou hoje o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques, apelando à comunidade internacional que tome medidas dissuasoras para conter as ações iranianas.

© Getty Images/KAWNAT HAJU / AFP     Por  LUSA   15/07/2026 

"Os ataques traiçoeiros do Irão contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia revelam a sua determinação em arrastar a região para um caos e instabilidade ainda maiores e os seus ataques às infraestruturas constituem uma escalada perigosa que a comunidade internacional não pode ignorar", disse o secretário-geral do CCG, Jassem al-Budawi, num comunicado.

Os ataques com mísseis realizados pelo Irão contra o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia intensificaram-se nos últimos dias, como retaliação pelos bombardeamentos dos Estados Unidos ao território iraniano.

Al-Budawi alertou que estas "agressões", particularmente as que visam "infraestruturas civis e instalações vitais, não só ameaçam os países afetados, como também têm impacto direto na segurança de toda a região".

O secretário-geral do CCG "exortou a comunidade internacional a adotar medidas práticas e dissuasoras para garantir o fim dos repetidos ataques iranianos e responsabilizar os agressores, a fim de preservar a segurança e a paz regionais e evitar uma maior escalada do conflito".

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Omã ---, assim como a Jordânia, são todos aliados dos Estados Unidos e possuem bases militares ou presença militar norte-americana nos seus territórios ou nas suas águas. Algumas destas nações assinaram acordos de defesa com Washington.

A maioria destes países, quase todos ricos em petróleo e gás, denunciou nos últimos dias o aumento dos ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra os seus territórios ou interesses, especialmente o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, que divulgaram a interceção de mísseis ou "objetos aéreos" iranianos quase diariamente.

Os últimos ataques ocorrem após a reimposição, na terça-feira, do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz --- por onde passa 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural liquefeito em tempo de paz --- quando ocorre uma nova escalada do conflito.

A guerra voltou a intensificar-se desde a semana passada, quando Trump terminou o acordo de cessar-fogo com o Irão, assinado em 17 de junho, alegando os persistentes ataques de Teerão a navios que passam pelo estreito de Ormuz.

O conflito teve início em fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizam uma ofensiva conjunta contra o Irão.


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O Irão negou hoje ligações às forças huthis do Iémen e rejeitou as acusações de que teria transferido armas para os insurgentes em violação das resoluções do Conselho de Segurança.

Analista político Rui Landim e o seu advogado prestaram declarações à imprensa, após terem sido ouvidos no Tribunal Regional de Bissau, no âmbito da queixa-crime apresentada contra o Estado da Guiné-Bissau no mês passado.


Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz em Conferência de Imprensa sobre recente declaração do Primeiro-Ministro do Cabo Verde.


O Conselho Nacional de Transição (CNT) acusa o atual Governo de Cabo Verde de interferir nos assuntos internos da Guiné-Bissau e anuncia o "congelamento prático" das relações com o executivo cabo-verdiano.

Na terça-feira, 14 de julho, o governo cabo-verdiano apela à libertação rápida de Domingos Simões Pereira e manifestou a disponibilidade para o diálogo em busca de soluções pacíficas para o país. 

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, 15 de julho, pelo porta-voz Fernando Vaz, o CNT afirma que o Governo cabo-verdiano não possui legitimidade para fazer comentários sobre processos políticos e judiciais na Guiné-Bissau. O documento sustenta que qualquer tentativa de exigir a libertação de atores políticos constitui uma ingerência na soberania nacional.

O Conselho Nacional de Transição refere alegações relacionadas com processos judiciais em Cabo Verde envolvendo figuras políticas, argumentando que o executivo cabo-verdiano deveria concentrar-se nos seus próprios desafios internos antes de comentar assuntos da justiça guineense.

As autoridades de transição acusam ainda o Governo cabo-verdiano de seguir uma política externa alinhada com interesses portugueses e europeus, alegando que o executivo atua sob influência externa e não em defesa dos interesses africanos.

Além disso, o CNT critica aquilo que descreve como uma orientação ideológica do Governo de Cabo Verde, afirmando que o país estaria a confundir posições partidárias com a ação diplomática do Estado.

Segundo Fernando Vaz,  o CNT recorda acontecimentos ocorridos entre 1973 e 1980, referindo alegações sobre violações de direitos humanos e defendendo que muitas famílias guineenses continuam à procura dos restos mortais de familiares desaparecidos nesse período.

O documento destaca o papel desempenhado por combatentes da Guiné-Bissau na luta pela independência de Cabo Verde, sustentando que essa história comum deve ser respeitada.

Outro ponto abordado é a participação de Cabo Verde na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O CNT afirma que o país não teria autoridade política para influenciar decisões regionais, utilizando esse argumento para contestar as posições assumidas pelo Governo cabo-verdiano.

Apesar da critica dirigida ao executivo da Praia, o  o CNT faz questão de distinguir o Governo do povo cabo-verdiano.

Segundo o CNT, "o povo guineense e o povo cabo-verdiano são e serão sempre irmãos", acrescentando que a ligação histórica entre ambos os povos não deverá ser afetada pelas divergências políticas entre os atuais governos.

O documento termina exigindo respeito pela soberania da Guiné-Bissau e reafirmando que o país rejeita qualquer tentativa de interferência externa nos seus assuntos internos.

Aberto Seminário de Reforço de Capacitação no Domínio da Instrução.

 

Por FARP Guiné-Bissau     15.07.2026

Durante 10 dias úteis, instrutores de diferentes Unidades Militares serão capacitados para a 2ª Fase da Preparação Combativa 2026. 

O Chefe de Divisão de Educação Cívica Moral e Patriótica, Coronel José Buam Bissorã em representação do CEMGFA, preside no dia 13 de Julho de 2026, abertura de Seminário de Reforço de Capacitação no domínio de Instrução durante o período da implementação do Plano da Preparação Combativa 2026. 

O ato decorre no salão anfiteatro João Bernardo Viera, no Estado-maior General das Forças Armadas.

FA/IM 15.07.2026

Inspeção interministerial encerra 18 unidades de empacotamento de água em Bissau por irregularidades

Por Radio TV Bantaba 

A equipa interministerial de inspeção, integrada por inspetores e pela ACOBES, sob coordenação do Ministério dos Recursos Naturais, encerrou 18 estabelecimentos de empacotamento de água em sacos plásticos na cidade de Bissau, no quinto dia da operação de fiscalização.

Segundo o balanço divulgado esta terça-feira, as unidades foram encerradas por apresentarem diversas irregularidades, nomeadamente falta de condições de higiene, ausência de equipamentos de proteção individual, inexistência de controlo da qualidade da água e captação de água sem furo próprio.

As autoridades afirmam que as inspeções revelaram um estado precário em várias unidades de produção, colocando em risco a saúde pública.

O Ministério dos Recursos Naturais garantiu que a operação de fiscalização será alargada a outros bairros de Bissau e às regiões do interior do país, reforçando que não será permitida a comercialização de água sem o cumprimento das normas de segurança e higiene.

Entre os estabelecimentos encerrados constam: Água Céu, Água Nossa, Água Nova, Água Saltinho, Água São Paulo, Água Djál Turre, Água Nha Terra, Água do Povo, Água Albark, Água Barradji, Água Madina de Boie, Água Saúde, Água Única, Água Viva Sarr, Água Ponto, Água Divina, Água Rama e Água Bim Bibi.

CPLP condena veementemente prisão preventiva de Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau

Por  correiodamanhacanada.com

 Lisboa, 15 jul 2026 (Lusa) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) condenou hoje “veementemente” a prisão preventiva do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e apelou à sua libertação imediata e incondicional.

Em comunicado, a CPLP recomendou a “retoma urgente da ordem constitucional”, considerando esta uma “condição indispensável para a plena reposição da paz e a estabilidade” na Guiné-Bissau, país que se encontra suspenso da organização.

A CPLP reafirmou ainda “o seu firme compromisso na defesa dos princípios e valores basilares do Estado de direito democrático consagrados nos seus atos fundacionais, que caracterizam a Comunidade”.

Domingos Simões Pereira está detido desde sexta-feira nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, após um período em prisão domiciliária.

Malásia vai deportar todos os israelitas que entrem no país... O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, ameaçou hoje deportar qualquer cidadão israelita encontrado no país asiático de maioria muçulmana, já que Kuala Lumpur não reconhece Israel, a quem acusa de crimes contra o povo palestiniano.

© Lusa    15/07/2026 

Segundo a agência de notícias estatal Bernama, o primeiro-ministro fez esta declaração quando questionado pelos jornalistas sobre reportagens que alegavam haver pessoas com dupla nacionalidade, incluindo israelita, em Johor, no sul da Malásia.

"Estamos a investigar (...) não permitiremos isso. Se houver algum caso, serão tomadas medidas. Se houver cidadãos israelitas, dado que não reconhecemos Israel, serão deportados imediatamente", garantiu.

Anwar confirmou ainda que todas as agências de segurança estão a conduzir uma investigação sobre "as notícias de que foram detetados cidadãos israelitas na Malásia".

O governo regional de Johor instou na terça-feira o Ministério do Interior e outras agências governamentais a investigarem o funcionamento de uma escola em Forest City --- localizada na fronteira com Singapura e virada para o estreito de Johor ---, uma cidade que se desenvolveu na última década com o apoio de capital chinês, referiu a agência Bernama.

É estimado que cidadãos israelitas estejam envolvidos na escola, acrescenta a agência oficial, embora os seus papéis específicos permaneçam incertos.

"Anteriormente, circularam acusações nas redes sociais de que estrangeiros com passaportes israelitas e documentos de cidadania de outros países tentaram entrar ou estiveram presentes na Malásia para determinados fins", conclui a notícia.

Anwar, no poder desde novembro de 2022, tem criticado repetidamente o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva contra Gaza --- lançada em outubro de 2023 após ataques mortais do grupo islamita Hamas --- e afirmou que as autoridades do Estado judaico demonstram um "profundo desprezo pela paz".

A Malásia --- tal como a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo --- não mantém relações diplomáticas com Israel e é uma firme defensora da causa palestiniana.

O Departamento de Imigração da Malásia esclarece, no seu portal da internet, que nenhum cidadão de Israel ou da Coreia do Norte pode solicitar um visto de entrada para este país do sudeste asiático, região visitada anualmente por milhares de israelitas, especialmente na vizinha Tailândia.


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Um soldado israelita foi condenado a cinco anos de prisão por enviar filmes de interceções de mísseis a um agente iraniano, anunciou hoje o Exército de Israel.

Irão ameaça suspender exportações de energia após novo bloqueio dos EUA... A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje suspender todas as exportações de energia do Médio Oriente após novo bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por LUSA   15/07/2026 

"A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém", declarou a força militar iraniana.

O exército norte-americano voltou a impor na madrugada de quarta-feira um bloqueio aos portos iranianos devido aos ataques de Teerão contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, desencadeando novas ofensivas do Irão contra países que acolhem forças dos EUA, e numa altura em que o acordo interino para pôr fim à guerra se encontra perto do colapso.

O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão na terça-feira antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada, com sirenes de alerta de mísseis a soar no Bahrein e no Kuwait perante ataques iranianos.

O Ministério da Saúde iraniano confirmou hoje que a mais recente vaga de ataques aéreos dos EUA durante a noite provocou mais de 260 feridos, número superior ao registado em qualquer outra ronda recente de violência entre os dois países.

O porta-voz Hossein Kermanpour não forneceu dados sobre vítimas mortais, mas sublinhou que a ofensiva norte-americana agravou a crise em torno do estreito de Ormuz, por onde em tempos de paz circulava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural.

Os EUA justificaram os ataques como resposta à "agressão injustificada" de Teerão, enquanto a Guarda Revolucionária reiterou que poderá bloquear totalmente as exportações energéticas da região.

Os EUA tinham imposto o bloqueio em meados de abril e levantado a medida em meados de junho, um dia após assinarem o acordo interino que previa 60 dias de negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.

Mas as conversações estagnaram à medida que os combates pelo estreito se intensificaram.

O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.

O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.


SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Corrupção gera consenso entre candidatos presidenciais de São Tomé... Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.

© Shutterstock     Por LUSA    15/07/2026  

Quando Nito d'Abreu afirmou que a corrupção em São Tomé e Príncipe "é a maior catástrofe que o país tem vivido neste meio século [de independência]" e que o estado da Justiça afasta qualquer investimento na economia, já o atual Presidente, Carlos Vila Nova, lembrara que ninguém coloca dinheiro no país se os tribunais não funcionarem, tendo acabado uma das intervenções a defender que é preciso "fazer da Justiça uma causa nacional".

Já o jurista Eugénio Tiny falou numa "ferida cancerosa que está a destruir o país", argumentando que só pode existir uma Justiça forte se existir uma economia saudável.

Por sua vez, o advogado Miques João, denunciou existir uma "ingerência dos políticos nos tribunais" e lamentou o "flagelo nacional que é a corrupção".

No debate que durou mais de duas horas na Televisão São-Tomense (TVS), a cinco dias das eleições e a cerca de três meses das legislativas, todos os quatro candidatos garantiram que, uma vez eleitos, respeitariam os resultados das urnas, prometendo uma coabitação institucional com o Governo que sair da vontade popular, sublinhando que o chefe de Estado não governa, mas que pode influenciar as políticas governativas.

Carlos Vila, que não conta agora com o apoio Ação Democrática Independente (ADI), recandidata-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala dissidente da ADI.

Nito d'Abreu, líder parlamentar da ADI, é o candidato oficial, apoiado pela fação leal ao presidente do partido, Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.

Tem o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes -- Partido Socialista (MCI - Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).

Eugénio Andrade é o mais veterano dos candidatos e um dos dois candidatos sem apoios partidários conhecidos. Foi vice-presidente da Assembleia Nacional e cofundador do Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).

Miques João é o mais jovem dos candidatos, com 41 anos. Foi suspenso pela Ordem dos Advogados, após várias acusações não consubstanciadas feitas contra membros da classe política e judiciária.

Em maio de 2025 foi preso preventivamente após ser acusado de abuso sexual de uma menor -- o que classificou de cabala política -, mas foi libertado em agosto do mesmo ano e aguarda agora o desenrolar do processo em liberdade. Volta a não contar com qualquer apoio partidário.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, mas Jorge Bom Jesus anunciou a sua desistência, ainda que já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.


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O jurista Eugénio Tiny, candidato à Presidência são-tomense, disse hoje à Lusa que quer um forte combate à corrupção e defende a alteração do nome do país e das cores da bandeira para reforçar a unidade nacional.

RELATÓRIO: Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025... Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025 no mundo, o que pode comprometer a meta prevista na agenda da imunização global de reduzir esse número para 6,4 milhões em 2030.

© Lusa    15/07/2026 

O alerta consta do relatório Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje divulgado, e que indica que, no último ano, um total de 13,5 milhões de crianças não receberam qualquer dose de vacinas, ficando vulneráveis a doenças preveníveis pela vacinação, enquanto outras 6,2 milhões obtiveram apenas proteção parcial.

Apesar destes números representarem menos 745.000 crianças sem qualquer dose da vacina do que em 2024, as duas organizações avisam que os dados de 2025 apontam para que se esteja ainda longe de atingir a meta de redução de "crianças com dose zero" em 2030.

A Agenda da Imunização 2030 pretende diminuir para metade o número de "crianças com dose zero" a nível global, ou seja, das 12,8 milhões estimadas em 2019 para as 6,4 milhões dentro de quatro anos.

A meio da década - em 2025 - as 13,5 milhões de crianças que não tomaram qualquer dose de vacina representavam mais 700 mil do que em 2019 e 3,9 milhões acima da média intermédia de 9,6 milhões prevista para este ano, alerta o documento.

Globalmente, nove países -- Nigéria, Iémen, República Democrática do Congo, Índia, Indonésia, Etiópia, Afeganistão, Paquistão e Angola - foram responsáveis por mais de metade (52,4%) de todas as crianças que não receberam qualquer dose da vacina no último ano.

Segundo o relatório, a vacinação contra o sarampo com pelo menos uma dose está a tentar recuperar para os níveis de 2019, uma vez que há mais 1,8 milhões de crianças não vacinadas contra essa doença do que há sete anos, mas, por outro lado, cobertura da última dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) entre as raparigas aumentou de 28% para 31% no último ano.

Os programas de vacinação em 2025 melhoraram ligeiramente a cobertura da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa (DTP) em comparação com 2024, mas também estão abaixo dos níveis de 2019.

Em conferência de imprensa, a diretora do departamento de imunização e vacinas da OMS reconheceu que os progressos da vacinação entre 2024 e 2025 são modestos, mas salientou que, nos últimos 25 anos, especialmente depois do investimento da Aliança Global para as Vacinas (Gavi), "foram enormes".

"Uma das grandes conquistas é que as crianças estão hoje protegidas de mais doenças do que alguma vez estiveram", realçou Kate O'Brien, para quem isso foi possível porque "vacinas seguras e eficazes contra doenças que não eram preveníveis foram desenvolvidas e licenciadas e estão agora a ser administradas".

A meio da década, o relatório da Unicef e a OMS faz um balanço intermédio dos progressos feitos pelos países que aderiam ao objetivo de reduzir em 50% o número de crianças sem qualquer dose da vacina em 2030, salientando que 90 países mantiveram uma cobertura elevada e estável, acima dos 95%.

Outros nove países fizeram alguns progressos, mas não atingiram essa meta, e 74 tinham mais crianças sem qualquer dose da vacina em 2025 do que em 2019.


Trump ameaça atacar centrais elétricas e pontes iranianas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, caso não seja alcançado um acordo com Teerão.

© Getty Images/Chip Somodevilla/Getty Images      Por LUSA   15/07/2026 

"A situação vai ser muito má para eles, porque na próxima semana serão as centrais elétricas. Na próxima semana serão as pontes", a não ser que os iranianos "se sentem à mesa das negociações", frisou o republicano na estação Fox News.

Questionado sobre a duração dos ataques norte-americanos, Donald Trump garantiu: "Vão continuar até que eu diga que já chega".

Trump frisou que não deseja negociar com o Irão neste momento, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram conversações esta terça-feira e assegurado que Teerão continua a procurar um acordo com Washington.

Na entrevista, Trump afirmou ainda que os Estados Unidos poderiam voltar a atacar uma instalação nuclear iraniana, se considerassem necessário.

Comentando imagens de satélite que, segundo o entrevistador, mostravam obras em curso num destes complexos após bombardeamentos anteriores, o chefe de Estado norte-americano afirmou que o Irão tinha selado alguns pontos de acesso com betão, mas alertou que Washington poderia causar "danos enormes" no local "em questão de minutos".

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira à noite e retomaram o bloqueio aos seus portos.

Donald Trump, no entanto, absteve-se de impor tarifas aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, o epicentro do conflito.

O retomar deste bloqueio marítimo às 21:00 de terça-feira (hora de Lisboa), bem como os bombardeamentos a uma escala sem precedentes desde o cessar-fogo em abril, minam os esforços diplomáticos para viabilizar o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.

Na mesma entrevista, o Presidente defendeu ainda o bloqueio norte-americano aos portos iranianos e reiterou que o estreito de Ormuz continua aberto ao tráfego marítimo internacional, embora "fechado ao Irão, tanto à entrada como à saída".

Classificou ainda os anteriores líderes iranianos como maus e disse que, embora a atual liderança também inclua "pessoas muito más", são elas que, na sua opinião, estão a impedir um possível acordo.


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O exército iraniano reivindicou hoje um novo ataque com 'drones' contra tropas e caças F-18 norte-americanos na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, local já visado na quinta-feira anterior, nas hostilidades entre Teerão e Washington.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Kiev prorroga lei marcial e mobilização geral até 31 de outubro... O parlamento ucraniano prolongou hoje até 31 de outubro a lei marcial e mobilização geral decretadas em resposta à invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"O período de mobilização geral na Ucrânia foi prolongado por 90 dias, a partir de 02 de agosto de 2026, devido à manutenção da agressão armada da Federação Russa", por proposta do Presidente, Volodymyr Zelensky, declarou o parlamento ucraniano em comunicado.

A lei marcial será prorrogada a partir dessa mesma data, adiantou a mesma fonte, explicando que isso "contribuirá para a adoção das medidas necessárias para repelir a agressão armada, garantir a segurança nacional e eliminar as ameaças à independência do Estado ucraniano e à sua integridade territorial".

Nos últimos meses, a Rússia conquistou territórios no leste da Ucrânia, particularmente em Donetsk, província que --- juntamente com Lugansk, ambas na região do Donbass --- tem sido palco de conflitos desde 2014 entre separatistas pró-Rússia e forças governamentais ucranianas.

Moscovo anexou as províncias parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia em setembro de 2022 e avançou também em Kharkiv, Sumi e Dnipropetrovsk, para além de ter anexado a península da Crimeia em 2014.

Estas ações não foram reconhecidas pela comunidade internacional.

A mobilização geral na Ucrânia implica a convocação obrigatória de todos os homens entre os 25 e 60 anos de idade para as forças armadas, tendo de estar todos registados militarmente a partir dos 18 anos.

A lei marcial, uma restrição de direitos e liberdades só possível em tempo de guerra ou de crise interna, proíbe os homens aptos para o serviço militar de sair do país, salvo raras exceções de saúde ou familiares e obriga os cidadãos elegíveis a terem sempre consigo os documentos de registo militar.

Governo manifesta preocupação com detenção de Domingos Simões Pereira e apela à sua libertação... O principal líder da oposição na Guiné-Bissau foi detido e está em prisão preventiva desde o dia 10 de julho.

Por  Balai N otícias    14/07/2026 

O Governo de Cabo Verde manifestou esta terça-feira, 14 de julho, a sua “profunda preocupação” com a decisão do Tribunal Militar Superior na Guiné-Bissau de decretar a medida de coação que levou à prisão preventiva do líder da oposição e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em Dezembro de 2023.

Num comunicado divulgado pelo chefia do governo, o executivo apela ao respeito pelos valores democráticos, pelo Estado de Direito e pela dignidade da pessoa humana, além de defender a rápida libertação de Domingos Simões Pereira.

“O Governo de Cabo Verde apela, com veemência, ao respeito pelos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade da pessoa humana e pelo Estado de Direito”, refere a nota, onde o executivo liderado por Francisco Carvalho mostra-se disponível “para contribuir, em concertação com os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense”.

A posição do Executivo surge depois de no domingo, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), partido que sustenta o governo, ter condenado a detenção de Domingos Simões Pereira, classificando-a como arbitrária e exigindo a sua libertação imediata, e apelando à CPLP, à CEDEAO, às Nações Unidas e à comunidade internacional para que intervenham com urgência.

Segundo a agência Lusa, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado, situação que tem motivado fortes reações de diversas organizações defensoras dos direitos humanos.

Uma notícia da mesma fonte explica que Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de Novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.Material de referência geográfica

Em Junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de Novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de Novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

UE considera inaceitáveis ameaças dos EUA a Tribunal Penal Internacional... A União Europeia considerou hoje inaceitáveis as ameaças da administração dos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional e prometeu adotar medidas diplomáticas, jurídicas e financeiras para que a instituição continue a funcionar.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"Os ataques ou ameaças dirigidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), aos seus responsáveis eleitos ou àqueles que cooperam com o tribunal são simplesmente inaceitáveis", declarou o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

O porta-voz da Comissão reagia ao facto de, esta segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que o TPI e os seus aliados recorrem ao direito internacional para atacar os interesses dos Estados Unidos e ter deixado claro que a administração de Donald Trump pretende intensificar a pressão sobre o tribunal.

O porta-voz da Comissão Europeia frisou que a UE mantém uma "posição firme" de apoio ao TPI e aos princípios consagrados no Estatuto de Roma.

"Enquanto União Europeia (UE), respeitamos a independência e a imparcialidade do tribunal. Estamos profundamente empenhados na promoção da justiça penal internacional e no combate à impunidade", disse.

Anouar El Anouni considerou ainda importante "recordar que o TPI não tem como alvo Estados soberanos, nem constitui uma ameaça à sua soberania", numa alusão às declarações de Marco Rubio.

"O TPI exerce jurisdição sobre indivíduos que sejam autores dos crimes mais graves, que suscitam preocupação à comunidade internacional", referiu.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta do mercado interno, Siobhan McGarry, afirmou que o executivo comunitário "continua a apoiar o trabalho do TPI, incluindo as suas investigações sobre crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

A Comissão Europeia está também a adotar "todas as medidas adequadas, incluindo diplomáticas, jurídicas e financeiras, que possam contribuir para assegurar a continuidade das operações do tribunal".

"A Comissão, em estreito contacto com o próprio TPI, os seus Estados-membros e com as partes interessadas relevantes, está a avaliar cuidadosamente a necessidade, proporcionalidade e eficácia dessas medidas, bem como as respetivas implicações jurídicas e práticas", indicou.

Na segunda-feira, o departamento liderado por Marco Rubio anunciou que vai agir para inviabilizar a capacidade do TPI de "operar, processar militares ou funcionários norte-americanos".

Entre as medidas que está a ponderar encontram-se os contactos diplomáticos por parte de Rubio e de outros altos funcionários para advertir sobre os riscos que o TPI "representa para os norte-americanos e outros países".

Rubio propôs um "maior escrutínio" dos países que se "recusem a rejeitar a falsa autoridade do TPI" no caso de "dependerem de assistência norte-americana".

O Departamento de Estado também apelou para que outros Estados que não façam parte do Estatuto de Roma aproveitem as redes diplomáticas "para tomar medidas semelhantes" e impor novas restrições de vistos e sanções contra os membros do TPI.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou hoje os Estados Unidos (EUA) de violarem o memorando de entendimento assinado com o Irão em junho, ao retomarem os bombardeamentos contra a República Islâmica.

Irão condena decisão britânica de declarar Guardas da Revolução como terroristas

Por  sapo.pt  14 Julho 2026 

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

"Trata-se de uma medida injustificada, irresponsável e contrária aos princípios e normas fundamentais do direito internacional", denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A diplomacia iraniana qualificou de "mesquinha, provocadora e contrária ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas" a decisão de classificar a Guarda Revolucionária como uma ameaça ao abrigo da Lei de Segurança Nacional britânica.

Para Teerão, a intenção de Londres põe em causa "o princípio da igualdade soberana dos Estados e o princípio da não-ingerência nos assuntos internos de outros países".

O Irão acrescentou que se reserva o direito de adotar medidas recíprocas em resposta e responsabilizou o Governo britânico pelas "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" que, no seu entender, a medida possa acarretar.

A reação do Irão surge depois de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ter anunciado na segunda-feira que o Governo vai declarar a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista por considerá-la uma ameaça à segurança nacional.

Nesse sentido, o executivo vai apresentar nos próximos dias uma proposta de regulamentação ao Parlamento para formalizar a medida.

Se for aprovada, quem atuar em nome do corpo militar de elite iraniano em território britânico poderá enfrentar penas de prisão perpétua por atos de sabotagem.

O Reino Unido registou nos últimos meses vários ataques, incluindo atos de fogo posto, contra alvos da comunidade judaica e até contra propriedades do próprio Starmer, alguns dos quais as autoridades associaram ao Estado iraniano.

A medida britânica segue o exemplo da União Europeia (UE), que em janeiro incluiu a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.

A decisão da UE seguiu-se à repressão de protestos antigovernamentais no Irão, que resultou na morte de mais de 7.000 pessoas, segundo a organização não-governamental HRANA, com sede nos Estados Unidos.

A Austrália, o Canadá, a Argentina e os Estados Unidos também já declararam o exército ideológico da República Islâmica como uma organização terrorista.

GUINÉ-BISSAU: PS manifesta "preocupação" com detenção de Domingos Simões Pereira... O Partido Socialista (PS) manifestou hoje "profunda preocupação" com a notícia da detenção do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, colocado em prisão preventiva na sexta-feira.

© MARTIN BUREAU/AFP via Getty Images    Por LUSA  14/07/2026 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado.

Domingos Simões Pereira foi conduzido na manhã de sexta-feira às celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, para aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, de acordo com a Rádio Capital FM da Guiné-Bissau.

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o PS recordou os "profundos laços históricos de amizade e cooperação que unem Portugal e a Guiné-Bissau" e explicou que esses factos "justificam que o Partido Socialista acompanhe com particular atenção a evolução da situação naquele país".

"Fá-lo no mais escrupuloso respeito pela soberania da Guiné-Bissau e pela autonomia das suas instituições, mas também tendo presente os princípios do Estado de direito democrático, da legalidade e da proteção dos direitos fundamentais, valores que orientam as relações entre ambos os países. Neste contexto, o Partido Socialista apela a que sejam plenamente respeitados todos direitos, a dignidade e a integridade física de Domingos Simões Pereira, em conformidade com a Constituição da Guiné-Bissau e com as obrigações internacionais assumidas pelo Estado guineense", refere.

O PS acrescentou ainda que se impõe que "sejam desenvolvidos todos os esforços para preservar a paz, a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas".

"Apelamos ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que aja com a máxima urgência, monitorize de perto esta crise e exerça a pressão diplomática necessária para assegurar a normalidade democrática na Guiné-Bissau", refere-se no comunicado.

Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.

Em junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

As suspeitas apontam indícios de que o líder do PAIGC terá disponibilizado 300 milhões de francos (457 mil euros) e a própria residência para a preparação do alegado golpe.

Vários militares já tinham sido detidos em outubro de 2025 por alegado envolvimento no processo.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

Alegam ainda que Simões Pereira só poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal por continuar a ser deputado, já que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em dezembro de 2023, pelo então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Desde então ainda não foi eleito novo parlamento e nas eleições gerais, presidenciais e legislativas, que decorreram em novembro de 2025, o PAIGC e o líder foram impedidos de concorrer.

O partido e Simões Pereira apoiaram o candidato Fernando Dias da Costa, que reclamou vitória na primeira volta sobre o Presidente e recandidato Embaló.

Antes da divulgação dos resultados oficiais, os militares tomaram o poder, depuseram Embaló e prenderam Simões Pereira.

A oposição classifica o golpe militar como uma alegada encenação do antigo Presidente da República, a quem acusa de continuar a comandar os destinos da Guiné-Bissau.

O Alto Comando Militar que governa o país marcou novas eleições para 06 de dezembro, aprovou uma nova Constituição que dá mais poderes ao chefe de Estado e que vai ser referendada em 30 de agosto.

EUA atacam alvos iranianos e Teerão retalia em todo o Médio Oriente... Os EUA lançaram esta madrugada ataques contra o Irão, horas após o Presidente Donald Trump afirmar que Washington vai "restabelecer" o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz e depois anunciar que irá cobrar taxas à navegação.

© Getty Images     Por LUSA    14/07/2026 

O anúncio de Trump de imposição de taxas próprias a outros navios pela passagem segura, subverte centenas de anos de política norte-americana de apoio à liberdade de navegação em todo o mundo.

O Irão respondeu com ataques dirigidos ao Bahrein, à Jordânia e a dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito, matando um marinheiro e ferindo outros oito.

Os Emirados ameaçaram retaliar contra o Irão, o que poderá levar a nação que abriga Abu Dhabi e Dubai a voltar a entrar em conflito com Teerão.

Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os Estados Unidos disputam o controlo do estreito, por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados no mundo.

O preço do petróleo bruto de referência Brent subiu para um máximo de um mês, ultrapassando os 84 dólares (73,6 euros) nas negociações na madrugada desta terça-feira, ainda bem abaixo dos quase 120 dólares (105,2 euros) atingidos no auge da guerra, mas ameaçando aumentar os custos em todo o mundo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado áreas em torno de Abu Musa, Bandar Abbas, Bushehr, Chahbahar, Jask e Konarak, visando "sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas" iranianas.

O Irão reconheceu os ataques nessas áreas, mas não forneceu avaliações sobre vítimas ou danos.

"Estes ataques continuarão a impor um custo elevado às forças iranianas e a enfraquecer a sua capacidade de atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmaram as forças armadas norte-americanas. Em seguida, Trump referiu-se a estes bombardeamentos como "mais um ataque de grande envergadura".

"Estamos a atingi-los com toda a força. E isto vai continuar, e vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval. "Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar o estreito. Estamos a restabelecer o bloqueio", acrescentou.

Donald Trump também forneceu novos detalhes sobre a sugestão de que os Estados Unidos irão cobrar portagens aos navios que atravessarem o estreito, numa reviravolta após ter afirmado antes que isso não iria acontecer.

"Estamos a proteger uma região muito rica do mundo", afirmou. "Estamos a gastar dinheiro. Por isso, o que fizemos foi garantir que seremos reembolsados pela proteção", justificou.

Os Estados Unidos defendiam até agora que o estreito deveria permanecer aberto a todos, sem portagens --- tal como acontecia antes dos ataques israel-norte-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro.

Qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos ou do Irão de cobrarem taxas violará as normas globais sobre a liberdade de navegação e aumentará as tensões, com eventuais perturbações económicas correspondentes, muito para além da região.

O Irão afirma ter o direito de gerir o tráfego através do estreito e, potencialmente, cobrar taxas, em conformidade com o acordo de paz provisório, o que EUA contestam.

As forças armadas norte-americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas tentaram estabelecer uma rota através do estreito, ao longo da costa de Omã, que ficasse fora do controlo iraniano, mas o Irão atacou navios que utilizavam essa rota, alegando que os Estados Unidos estavam a violar o acordo de paz provisório.

Os EUA atacaram o Irão em resposta, o que provocou ataques iranianos contra Estados árabes aliados dos EUA.

A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.


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O Parlamento iraniano iniciou a tramitação de um projeto de lei referente ao estreito de Ormuz, anunciou hoje o chefe da Comissão de Segurança Nacional numa altura de impasse com os Estados Unidos pelo controlo da rota marítima.