segunda-feira, 13 de julho de 2026

 Faladepapagaio.  13/07/2026.   10.25PM

"A Rússia faz recrutamento em mais de 100 países. Alguns jovens são recrutados como cozinheiros ou jardineiros e acabam na guerra"

 A opinião de Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal.

Trump diz que EUA vão atacar Irão "com muita força esta noite e amanhã"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar o Irão "com muita força" esta noite e na terça-feira. O líder republicano afirmou ainda que o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão "não significa grande coisa".

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  13/07/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou esta segunda-feira que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força esta noite e amanhã". 

"Vamos atacá-los com muita força esta noite e vamos atacá-los com muita força amanhã", disse Trump, em entrevista ao apresentador de rádio e comentador político Hugh Hewitt, citado pela CNN Internacional.

O presidente norte-americano sugeriu ainda que os EUA estão a monitorizar de perto alvos iranianos, mas recusou adiantar pormenores.  

Já questionado sobre se os militares norte-americanos ou israelitas sabiam do paradeiro dos restantes líderes militares iranianos e se os podiam atacar, Trump respondeu: "Sim, eu sei, mas não queremos falar sobre isso. Mas estamos certamente a monitorizar".

Para Trump, o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, assinado há cerca de um mês, funcionou como um "teste" que preferia ter evitado.

"É uma tática padrão nos EUA: primeiro chega-se a um memorando de entendimento e depois parte-se para o acordo. Eu disse: 'Vamos diretamente ao acordo'", disse Trump.

"Mas sabem que mais? Foi uma espécie de teste, e eles não corresponderam. Não honraram o teste", acrescentou.

O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão permitiria um aliviar das tensões no Médio Oriente e Trump chegou a referir-se ao documento como "um acordo com o Irão que alcança tudo o que nos propusemos realizar... pôr fim ao actual conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e impedir o Irão de obter uma arma nuclear".

No entanto, agora considera que "os memorandos de entendimento não significam grande coisa quando se lida com canalhas, e também não significam grande coisa quando se lida com pessoas honradas, porque é apenas um memorando de entendimento — não significa grande coisa".

CENTCOM anuncia "terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão"

Após as declarações de Trump, o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) anunciou que "iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão".

"Às 16h45 (hora do leste dos EUA) de hoje, o Comando Central dos EUA iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão, sob as ordens do Comandante-Chefe", lê-se numa nota publicada na rede social X.

"Estes ataques continuarão a impor um elevado custo às forças iranianas e a degradar a sua capacidade de atacar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz".

O anúncio de Trump surge no mesmo dia em que revelou  a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o estreito de Ormuz, alegando os custos associados à segurança da rota marítima.

"Os Estados Unidos serão agora conhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump na sua plataforma Truth Social.

Segundo o presidente norte-americano, a taxa destina-se a "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".

Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", sem divulgar mais pormenores sobre a sua aplicação ou sobre os mecanismos de cobrança.


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Os Estados Unidos vão retomar o bloqueio dos portos iranianos na terça-feira, às 21:00 de Lisboa, anunciou hoje o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM), após o anúncio da decisão pelo Presidente Donald Trump.

Trump diz que EUA estão a assumir controlo do estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que as suas forças estão a assumir o controlo do estreito de Ormuz, após as autoridades iranianas confirmarem o encerramento dessa via marítima.

© Getty Images    Por  LUSA   13/07/2026 

"Estamos a assumir o controlo do estreito. Eles já não têm nada a perder", declarou Trump em entrevista à cadeia televisiva Fox News, referindo-se ao Irão e às negociações mantidas nos últimos dias entre Washington e Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, as conversações prolongaram-se durante cerca de 11 horas e permitiram alcançar um entendimento inicial, mas as autoridades iranianas terão posteriormente apresentado novas exigências, levando ao fracasso das negociações.

Trump justificou ainda a resposta militar norte-americana, alegando que a República Islâmica está "a ser derrotada" no conflito e acusando Teerão de romper o cessar-fogo estabelecido ao abrigo de um acordo preliminar alcançado em junho.

Entretanto, a Autoridade do estreito de Ormuz do golfo Pérsico confirmou o encerramento da passagem marítima, alegando que a decisão foi tomada "devido a recentes ações hostis das forças norte-americanas".

Num comunicado, a entidade iraniana afirmou que a travessia do estreito é atualmente inviável e que a emissão de autorizações para navegação só será retomada quando forem restabelecidas a estabilidade e a segurança.

No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o encerramento do estreito de Ormuz "até nova ordem", alegando que uma embarcação mercante cipriota desrespeitou instruções das forças iranianas na zona.

A organização avisou que nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito enquanto persistir o que classificou como "intervenção" dos Estados Unidos na região.

O anúncio foi seguido por uma nova escalada militar entre Washington e Teerão, com ataques aéreos norte-americanos que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, constituíram uma resposta à ação da Guarda Revolucionária contra o navio mercante.



Leia Também: Irão desvaloriza alegados planos para matar Trump: "Guerra psicológica"

O Governo do Irão classificou como "guerra psicológica" por parte dos Estados Unidos a denúncia de alegados planos iranianos para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Rangel responsabiliza Irão por retomar das hostilidades... O ministro dos Negócios Estrangeiros responsabilizou hoje o Irão pelo retomar das hostilidades no Médio Oriente, acusando o regime de quebrar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos ao atacar navios em Ormuz.

© Zed Jameson/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   13/07/2026

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, Paulo Rangel afirmou que "não há dúvida que estas últimas hostilidades foram muito provocadas pela forma como o Irão esteve em Ormuz".

"Estou a falar mesmo do início desta última fase -- enfim, agora já temos quatro ou cinco dias disso -- mas, de facto, o Irão não está a cumprir aquele que era o memorando de entendimento e isso levou obviamente a um escalar de reações recíprocas", sustentou.

Paulo Rangel defendeu que o mais importante agora é "voltar à diplomacia", considerando que países como o Paquistão e o Qatar têm tido um "papel importante" nessa vertente.

"Agora, o facto de o Irão ter atacado outra vez os Estados do Golfo evidentemente também não ajuda, porque esses Estados, especialmente aqueles que tinham alguma capacidade de mediação, ficam numa situação difícil para o fazer", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que Portugal olha para a situação "com muita preocupação".

"Aquilo que a UE pode fazer é exortar as partes a voltarem ao quadro do memorando de entendimento para se poder fechar um acordo", disse, reiterando que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é um assunto "inegociável".

"E se o Irão não é capaz de a respeitar, evidentemente que isso não vai ajudar a que tenhamos paz o mais depressa possível", disse.

Esta noite, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irão, e Teerão retaliou hoje atacando os aliados regionais de Washington --- ações de escala sem precedentes de ambos os lados desde o cessar-fogo de 08 de abril.

A causa das novas hostilidades concentrou-se na questão do Estreito de Ormuz.

Teerão procura manter o controlo da via marítima estabelecido nos primeiros dias da guerra.

O anúncio feito pela República Islâmica no fim de semana, informando que iria voltar a fechar a rota estratégica global para o transporte de petróleo e gás, provocou uma forte subida dos preços do petróleo.

O petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro --- a referência internacional --- aumentou mais de 4%, atingindo os 79,13 dólares.

Após quase 40 dias de bombardeamentos num conflito desencadeado por ataques de Israel e dos Estados Unidos a 28 de Fevereiro, um cessar-fogo tinha entrado em vigor em Abril, foi posteriormente formalizado a 17 de junho através de um memorando de entendimento assinado por Washington e Teerão, apesar dos confrontos esporádicos nas imediações do estreito.

No entanto, após ataques na terça-feira passada contra embarcações que tentavam passar por Ormuz, os confrontos foram retomados com intensidade.


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O Irão ameaçou hoje abandonar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho caso Washington não cumpra os compromissos assumidos para pôr fim à guerra.

Timor-Leste: 90 estrangeiros detidos por atividades ilegais 'online'... A Polícia de Investigação Criminal de Timor-Leste deteve hoje mais 90 cidadãos estrangeiros, entre indonésios e chineses, suspeitos de envolvimento em atividades ilegais 'online'.

© Lusa   13/07/2026 

"Hoje realizámos duas operações. Uma em Díli onde detivemos 14 cidadãos chineses em flagrante delito. A outra ocorreu em Liquiçá, onde capturámos 75 cidadãos indonésios e um cidadão chinês. No total, as duas operações resultaram na detenção de 90 pessoas", declarou à Lusa, por telefone, o porta-voz da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), superintendente-chefe João Belo.

As operações decorreram na zona de Comoro, em Díli, e em Ulmera, no município de Liquiçá, situado a cerca de 17 quilómetros de Díli. O objetivo foi localizar e desmantelar atividades ilícitas relacionadas com esquemas de fraude através de centros de atendimento.

"Neste momento, os detidos encontram-se nas instalações do quartel-geral da Investigação Criminal para serem submetidos ao respetivo processo de investigação", explicou o porta-voz da PNTL.

João Belo acrescentou que a polícia está também a proceder à verificação de dinheiro apreendido, equipamentos e de outros documentos.

"Estamos a fazer as verificações", disse o comandante, remetendo para terça-feira mais esclarecimentos.

Na semana passada, as autoridades policiais de Timor-Leste já tinham detido cerca de 200 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais 'online', sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.

Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.

Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas 'online', bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.

Segundo a UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, "essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos".


ONU acusa Hamas de obstruir entrega de ajuda humanitária... Um alto funcionário da ONU acusou hoje o grupo islamita palestiniano Hamas de obstruir a entrega de ajuda em Gaza, alertando que torna as operações humanitárias cada vez mais perigosas.

© Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images      Por LUSA   13/07/2026 

Num comunicado, o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov, condenou os obstáculos às operações humanitárias atribuídos às autoridades de facto em Gaza, em referência ao Hamas.

Estas ações "colocaram em perigo o pessoal humanitário, intimidaram os trabalhadores responsáveis pela distribuição de ajuda alimentar vital e interromperam operações essenciais", descreveu.

Os incidentes ocorreram no sábado num ponto de distribuição em Jabalia (norte), que homens armados ligados ao Hamas terão invadido.

De acordo com o comunicado da ONU, os combatentes "também entraram num armazém do Programa Alimentar Mundial (PAM) e alegadamente atacaram dois camionistas que entregavam ajuda humanitária".

Alakbarov disse que "estes incidentes não foram isolados" e que "testemunham uma tendência cada vez mais preocupante de intimidação, violência e obstrução, incluindo tentativas de rapto, contra as operações humanitárias".

O responsável da ONU alertou que tais ações estavam a comprometer a entrega da ajuda tão necessária, uma vez que os civis no território devastado pela guerra enfrentam uma grave crise humanitária.

O Hamas rejeitou as acusações, considerando-as infundadas.

"A polícia e as forças de segurança continuam a proteger os camiões e os centros de distribuição de ajuda humanitária e a facilitar o trabalho das organizações internacionais", não tolerando qualquer ataque, declarou à agência de notícias AFP um responsável do chamado Ministério do Interior do Hamas.

Um cessar-fogo entrou em vigor em Gaza em outubro, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas a Israel, em 07 de outubro de 2023.

A segunda fase da trégua, que prevê o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual das forças israelitas de Gaza, está parada há vários meses.

As forças israelitas expandiram a sua presença nos últimos meses e controlam agora mais de 60% do território.

O Hamas continua a exercer autoridade sobre o resto da Faixa de Gaza, mas anunciou na semana passada a dissolução do organismo de 15 membros que geriu o território durante quase duas décadas.


Leia Também: Gaza. Serviço de ambulâncias em risco de "paralisia total"

O Ministério da Saúde de Gaza alertou hoje para a ameaça de "paralisia total" do serviço de ambulâncias do território palestiniano, com 70 % dos veículos de emergência parados.

domingo, 12 de julho de 2026

MACKY SALL REGRESSA A DAKAR PARA ENCONTRO COM BASSIROU DIOMAYE FAYE.🇸🇳🚨

Por  Digital Mídia Global TV   Bissau, 12 de julho de 2026

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, deverá regressar a Dakar no próximo dia 17 de julho para um encontro com o atual Chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, segundo informações transmitidas aos seus colaboradores mais próximos.

Os detalhes sobre a recepção e o programa da visita ainda não foram divulgados, mas deverão serão informados nos próximos dias. 

A deslocação do ex-Presidente está a despertar atenção nos meios políticos senegaleses, dada a importância do encontro entre duas figuras que, outrora, foram adversários ferrenhos quando Macky Sall estava no poder e que hoje são aliados, após o afastamento de Diomaye do projeto político de Ousmane Sonko.

De acordo com informações avançadas por fontes da Digital Mídia Global TV (DMG TV), Macky Sall procura reforçar o apoio à sua candidatura para um cargo nas Nações Unidas e espera contar com o respaldo do Presidente Bassirou Diomaye Faye. Nesse contexto, a reunião ganha particular relevância, tanto no plano diplomático como político, estando a ser facilitada pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

A visita acontece num momento em que o antigo Chefe de Estado intensifica contatos com vários líderes e parceiros internacionais, numa estratégia destinada a consolidar apoios para a sua candidatura em organismos multilaterais.

Irão diz que lista de alvos militares se atualizou após ameaças de Trump... O exército iraniano disse hoje que a lista de alvos militares do país "foi atualizada", depois das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar mil mísseis ao Irão caso seja alvo de uma tentativa de assassinato.

© Atta KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   12/07/2026 

"A lista de alvos do exército foi atualizada e está preparada para qualquer cenário. Os americanos fariam melhor em terminar as suas intervenções na região", afirmou o porta-voz Mohammad Akraminia, em declarações à televisão estatal iraniana, segundo a agência iraniana Mehr, citada pela espanhola Efe.

O general iraniano salientou ainda que o exército da República Islâmica "nunca confiou nos americanos" e que aproveitou o cessar-fogo para reforçar as suas capacidades de combate, dado que, segundo ele, os Estados Unidos "têm um longo historial de incumprimentos", como "as recentes violações do acordo de cessar-fogo".

Além disso, afirmou que Washington está a tentar impor uma rota marítima "não autorizada" através do Estreito de Ormuz, violando o Memorando de Entendimento assinado em junho em Islamabad.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão têm a obrigação de garantir a segurança necessária para a passagem pelo Estreito de Ormuz e de implementar as disposições estipuladas pelo Irão no âmbito do acordo", declarou Akraminia, acrescentando que Washington deveria considerar os seus aliados regionais e não expô-los a uma maior insegurança.

Para o porta-voz, "de cada vez que os Estados Unidos agiram contra o Irão, receberam uma resposta, e o mesmo aconteceu ontem [sábado] à noite", enfatizou, referindo-se à troca de ataques desta madrugada, quando o Irão anunciou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado "até novas ordens".

Os Estados Unidos lançaram esta noite uma nova ronda de ataques contra o Irão, que, segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), atingiram cerca de 140 alvos militares, depois de o Irão ter bombardeado - ainda de acordo com a Centcom - um navio com bandeira cipriota que transitava pelo estreito de Ormuz.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se situa uma instalação nuclear, e em vários locais junto ao estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passava aproximadamente um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Teerão, por sua vez, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases americanas, incluindo a Jordânia, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

No Qatar - país mediador entre Teerão e Washington - pelo menos três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços após a interceção de projéteis lançados do Irão.

GTAPE: As brigadas do GTAPE já estão a ser posicionadas no terreno para o arranque, esta segunda-feira, da Campanha de Emissão da Segunda Via do Cartão de Eleitor... A operação vai decorrer durante 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm o cartão em mau estado de conservação.

O Diretor-Geral do GTAPE, Queba Djaita, apela aos eleitores abrangidos para procurarem as brigadas e garantirem o exercício do direito de voto nas próximas eleições.

@Radio Voz Do Povo

GTAPE inicia amanhã emissão da segunda via do cartão de eleitor

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, GTAPE, anunciou que estão reunidas todas as condições para o início, esta segunda-feira, amanhâ, 13 julho, da campanha nacional de emissão da segunda via do cartão de eleitor.

A campanha terá a duração de 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm os seus cartões de eleitor em mau estado de conservação.

Para garantir o sucesso da operação, brigadas do GTAPE vão percorrer todo o território nacional e a diáspora. Depois da formação, os brigadistas são colocados hoje nos respetivos locais de trabalho para iniciarem a missão na segunda-feira.

A cerimónia oficial de lançamento da campanha realiza-se em frente à sede da UDIB e será presidida pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local. O evento contará também com a presença do Diretor-Geral do GTAPE e da Presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE.

A emissão da segunda via do cartão de eleitor foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros para permitir que os cidadãos já inscritos nos cadernos eleitorais, mas que perderam ou danificaram os seus cartões, possam obter um novo documento e exercer o seu direito de voto.

O GTAPE apela aos eleitores abrangidos para que se dirijam às brigadas instaladas nos respetivos círculos eleitorais e solicitem a segunda via do cartão, contribuindo, desta forma, para uma maior participação eleitoral e para o reforço da democracia no país.

Ucrânia atinge mais dez petroleiros russos no mar de Azov... Os militares ucranianos atingiram sábado à noite, no Mar de Azov, mais dez petroleiros da chamada "frota fantasma" que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais, bem como quatro ferries, anunciou hoje o Estado-Maior ucraniano.

© Lusa   12/07/2026 

A Ucrânia recordou que a Rússia utiliza os petroleiros para transportar petróleo e produtos petrolíferos russos, contornando as sanções internacionais, enquanto os transportes de passageiros garantem a logística militar russa. 

O chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi salientou que o número de navios da "frota fantasma" russa danificados no Mar de Azov esta semana, de segunda-feira a domingo, ascende a 90, incluindo petroleiros, rebocadores, ferries e navios de carga seca.

Os meios de comunicação noticiaram no sábado que, face aos ataques da Ucrânia a petroleiros, a Rússia suspendeu temporariamente a navegação pelo canal Don-Azov, que liga o rio Don ao mar de Azov.

"Parece que o tráfego pelo estreito de Kerch foi interrompido", tinha comentado Brovdi, referindo-se a esta suposta suspensão temporária do canal marítimo que separa a Crimeia da Rússia e dá acesso ao mar de Azov.

Os ataques sistemáticos a navios e a refinarias já levaram Moscovo a limitar o consumo de combustível por civis e a comprar produtos refinados no exterior.


Trump, Meloni ou Macron: jornal iraniano publica lista de treze alvos para vingar a morte de Khamenei

Por  cnnportugal.iol.pt  12/07/2026

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025. 

No topo da imagem publicada pelo jornal iraniano Hamshahri surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa"

Donald Trump, presidente dos EUA, Emmanuel Macron, presidente de França, ou Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália, são algumas das personalidades que estão entre uma vasta lista de figuras que, segundo o jornal iraniano Hamshahri, um diário ultraconservador ligado ao município de Teerão, deverão responder pela morte do aiatola Ali Khamenei.

A publicação surge depois de Mojtaba Khamenei, sucessor do pai como guia supremo do Irão, ter afirmado, no sábado, que a vingança pela morte de Ali Khamenei é "inevitável".

A declaração foi divulgada após o funeral do líder iraniano, morto num ataque israelo-americano a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", refere a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei.

Poucas horas depois, o Hamshahri publicou uma fotografia inspirada nessa declaração. Apesar de não identificar qualquer pessoa pelo nome, a imagem reúne fotografias de 13 personalidades que aparentam corresponder à lista referida pelo novo guia supremo.

No topo da imagem surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa".

Na parte inferior da composição aparecem outras figuras políticas e militares retratadas com uniformes de prisioneiros, entre as quais o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o Presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico demissionário Keir Starmer, Pete Hegseth, Brad Cooper, Mike Huckabee, Israel Katz, Eyal Zamir e Gideon Sa'ar.

Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de cumplicidade por não terem condenado os ataques ao país e por terem permitido que aeronaves militares norte-americanas utilizassem o respetivo espaço aéreo.

Rússia ataca portos ucranianos pelo segundo dia consecutivo... As Forças Armadas da Rússia atacaram hoje com mísseis e drones, pelo segundo dia consecutivo, os portos ucranianos de Odessa e Chornomorsk, nas margens do mar Negro, anunciou o Ministério da Defesa russo.

© DELIL SOULEIMAN/AFP via Getty Images   Por  LUSA   12/07/2026 

"Durante a noite, as Forças Armadas russas lançaram ataques combinados com armas de alta precisão e longo alcance de localização aérea e drones", indicou o comando russo, em comunicado publicado nos canais MAX e Telegram.

O comunicado refere que os ataques provocaram danos na infraestrutura portuária de Odessa e Chornomorsk, na região de Odessa, "utilizada para descarga e armazenamento de material militar, combustíveis e lubrificantes, assim como barcos que transportam estas cargas para os portos ucranianos".

A mesma fonte precisou que também foi alcançado o centro logístico da empresa de transporte Odtrans, do porto de Odessa.

No porto de Chornomorsk, as forças russas destruíram instalações do centro de transbordo usado para descarga e armazenamento de carga militar, assim como depósitos de combustível e lubrificantes.

No mesmo porto, segundo o ministério russo, foram destruídos navios de carga e embarcações ao serviço do exército ucraniano, além de uma lancha patrulha da Marinha de Guerra ucraniana.


Guiné-Bissau é parte "do ADN" da CPLP... O ministro dos Negócios Estrangeiros português frisou à Lusa que a Guiné-Bissau, atualmente suspensa da CPLP, é parte "do ADN" da organização, e que os Estados-membros desejam que se ultrapasse rapidamente a atual conjuntura do país.

© Getty Images    Por LUSA   12/07/2026

"A Guiné-Bissau é um dos elementos do ADN da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], sobre isso não há dúvida nenhuma e não há nenhum dos nove Estados[-membros] - neste caso dos oito restantes - que não pense isso e que não queira rapidamente superar este momento, digamos, mais difícil, sem nunca esquecer o contributo da Guiné-Bissau ao comemorar os 30 anos [da organização lusófona]", declarou, por telefone, Paulo Rangel, numa entrevista feita no âmbito do aniversário da organização lusófona.

Nesse sentido, o governante frisou que, quando se comemoram os 30 anos da organização, comemoram-se também os 30 anos da presença, que classificou de indispensável e genética, "fazendo parte do código genético", da Guiné-Bissau na comunidade.

O chefe da diplomacia portuguesa realçou que, apesar da suspensão do país da CPLP, devido ao golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025, os países querem "rapidamente poder ultrapassar esse estado de suspensão", mas, para isso, todos têm de cooperar.

"Não são apenas os Estados da CPLP que tomaram essa decisão [de suspensão], é também a Guiné-Bissau que tem de cooperar para tal e tem de trabalhar nesse sentido [de retoma da normalidade democrática], e é isso que nós temos vindo a fazer, mas agindo em pleno respeito", alertou o governante, que também pediu a contribuição do povo guineense. 

Sobre a missão de bons ofícios, que estava prevista para fevereiro, mas foi cancelada na véspera, o chefe da diplomacia portuguesa explicou que esta "depende do entendimento de todos e também de uma aceitação da própria Guiné-Bissau".

"Tem de haver aí também essa ponte. A missão de bons ofícios pode ter sentido num certo quadro ou pode não ter sentido nesse quadro", acrescentou.

Ainda sobre a importância da Guiné-Bissau, o ministro indicou que este país foi, "do ponto de vista do movimento das independências, o primeiro a ser independente". Nesse sentido, acrescentou, "teve um papel muito importante na criação desta comunidade [lusófona], uma comunidade de Estados iguais e fraternos e com grandes relações".

Nesse seguimento, reiterou que, sobre Portugal, as relações com a Guiné-Bissau são de "grande fraternidade entre os dois povos" e que há um total respeito pela "soberania dos guineenses".

Os guineenses foram a eleições em 23 de novembro de 2025, mas acabaram interrompidas, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um "golpe palaciano" e de "uma encenação" do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, reclamou vitória na primeira volta, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, pela primeira vez, foi impedido de ir a eleições por decisão judicial.

Estão previstas eleições para 06 de dezembro e o Conselho Nacional de Transição - órgão criado pelos militares que tomaram o poder, substituindo o parlamento e assumindo competências de fiscalização e alteração constitucional -, afirmou, em junho, que as próximas eleições vão decidir se a Guiné-Bissau continua a ser membro da CPLP.

A CPLP, que assinala 30 anos dia 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


Irão adverte EUA de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim"... O presidente do Parlamento e negociador-chefe do Irão, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu hoje os Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim", na sequência do recrudescimento de ataques recíprocos durante a noite.

© Getty Images/Mohamad ESLAMI RAD/Gamma-Rapho    Por  LUSA  12/07/2026 

"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada de uma imagem com o texto de um ponto do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão no passado dia 17 de junho, que alude à reabertura do Estreito de Ormuz, com uma frase sublinhada: "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".

Os dois países assinaram nesse dia um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou recentemente rescindido o acordo, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os Estados Unidos lançaram no sábado (hora de Washington, domingo no Irão) uma nova ronda de ataques contra o país persa, que entretanto consideraram concluída, depois de, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), o Irão ter bombardeado um navio porta-contentores com bandeira cipriota que transitava pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos críticos do conflito.

O comando militar afirmou num comunicado que as forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos --- entre os quais instalações de mísseis e drones, meios navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira --- com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate, drones e navios de guerra.

Durante a madrugada no Irão, os meios de comunicação do país persa noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que tenham sido divulgadas, até ao momento, informações sobre danos ou vítimas.

Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases norte-americanas, como a Jordânia, Koweit, Qatar e Bahrein.

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana afirmou num comunicado que lançou ofensivas em resposta a um "ataque aéreo" dos EUA "contra várias bases costeiras e antenas de telecomunicações na costa sul" do Irão.

A Guarda da Revolução anunciou logo ao início da madrugada o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores cipriota porque o navio navegava por uma "rota não autorizada".

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.

Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa ter sido dada por concluída.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.


CANADÁ: Sindicato da construção defende imigração devido à falta de mão de obra... O dirigente do sindicato da construção LiUNA Local 183, Jack Oliveira, defendeu o reforço da imigração para responder à escassez de trabalhadores no Canadá, alertando para o crescimento das reformas, que agrava a falta de mão de obra.

© Getty Images       Por  LUSA   12/07/2026 

As declarações foram feitas aos jornalistas durante o Family Day Picnic da LiUNA Local 183, realizado no Downsview Park, em Toronto, encontro anual que decorre este fim de semana e junta milhares de membros do sindicato e respetivas famílias

"Não é demasiado tarde para o Governo fazer alguma coisa. Tem de olhar para a imigração. Precisamos de pessoas que venham trabalhar e pagar impostos", afirmou Jack Oliveira.

O diretor executivo ("business manager") do LiUNA Local 183, considerou que o envelhecimento da população ativa constitui um dos principais desafios para o mercado de trabalho canadiano.

"Quando assumi a direção do Local 183, há 15 anos, tínhamos cerca de 3.500 membros reformados. Hoje temos aproximadamente 12.500. Não é apenas a falta de trabalhadores; é também o número de pessoas que está a reformar-se", disse.

Segundo Jack Oliveira, cada trabalhador que abandona o mercado de trabalho exige mais do que uma substituição, devido à perda da experiência acumulada.

"Cada pessoa que se reforma precisa de duas para ocupar o seu lugar: uma pela experiência que leva consigo e outra para executar o trabalho", afirmou.

O responsável acrescentou que os investimentos previstos em infraestruturas irão aumentar ainda mais a procura de mão de obra.

"Existem milhares de milhões de dólares em projetos de construção e vamos precisar de trabalhadores. O Governo tem de levar este assunto muito a sério", declarou.

Questionado sobre o crescimento da organização, Oliveira afirmou que o LiUNA Local 183 conta atualmente com cerca de 75 mil membros e está a preparar-se para continuar a crescer nos próximos anos.

"Não penso no tamanho que o sindicato tem hoje, mas no tamanho que poderá ter no futuro", frisou.

Segundo explicou, a organização tem vindo a investir na expansão da rede de instalações, com edifícios em Vaughan, Kingston, Cobourg, Cambridge e Barrie, preparando-se para representar um número crescente de trabalhadores.

"Estamos a criar uma infraestrutura preparada não apenas para 75 mil membros, mas para 150 mil, se for necessário", disse.

Oliveira descreveu ainda o encontro anual como um momento dedicado às famílias dos trabalhadores.

"Os nossos membros trabalham muitas horas, muitas vezes aos fins de semana. Este é um dia dedicado às famílias e à união entre todos", afirmou.

Também presente no evento, o "premier" de Ontário, Doug Ford, afirmou que o Governo provincial está a investir 236 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 148 mil milhões de euros) em infraestruturas e sublinhou que esses projetos dependem da mão de obra representada pelo LiUNA.

"Estamos a investir 236 mil milhões de dólares em infraestruturas e precisamos dos membros do LiUNA para construir hospitais, estradas e outros projetos em todo o Ontário", afirmou Ford.

O LiUNA Local 183 é o maior sindicato local do Labourers' International Union of North America (LiUNA), representando mais de 70 mil trabalhadores no Ontário, sobretudo nos setores da construção, gestão de resíduos, manutenção de edifícios e saúde, numa área que se estende de Kitchener a Kingston e até à região de Muskoka.

Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

© Lusa    12/07/2026 

Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi "atingido por tiros de advertência e obrigado a parar."

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo, sublinhando que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente.

A força militar de elite iraniana adiantou que a decisão foi tomada após várias embarcações terem ignorado o aviso para navegarem exclusivamente por uma zona autorizada.

A agência de notícias espanhola EFE sublinha que o anúncio do Irão foi conhecido poucas horas após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, ter acusado os Estados Unidos de terem "violado o parágrafo 9 do memorando de entendimento" entre ambas as partes, ao decidirem impor novas sanções ao círculo próximo do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Segundo Araqchi, o "incumprimento" do acordo por parte dos Estados Unidos "junta-se a outras violações e erros" cometidos pelo país.

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, a 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, nos últimos dias registaram-se novos ataques entre as partes no Médio Oriente.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.


sábado, 11 de julho de 2026

Rússia anuncia abate de 178 drones. Kyiv denuncia novos ataques... As defesas aéreas russas abateram 178 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre oito regiões da Rússia, Crimeia e os mares Negro e de Azov, não havendo relatos de danos em infraestruturas críticas, anunciaram hoje as autoridades.

© REUTERS    Por  LUSA    11/07/2026 

"Durante a noite as defesas aéreas intercetaram e abateram 178 drones ucranianos de asa fixa", afirmou o Ministério da Defesa russo numa nota publicada no MAX, a rede de mensagens russa.

De acordo com o comando militar, os engenhos foram neutralizados sobre as regiões russas de Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e península ucraniana anexada da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov.

Durante a noite, nenhum órgão de comunicação russo ou ucraniano noticiou qualquer dano nas infraestruturas críticas russas, o principal alvo dos ataques de Kiev, que visam abrandar a máquina de guerra russa com os seus ataques de retaguarda em profundidade.

Já hoje de manhã, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou "ataques" que terão atingido infraestruturas civis "mesmo antes do soar da sirene de alerta aéreo" e que, além da capital, as regiões de Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv também foram afetadas.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em consequência na onda de ataques que terá atingido edifícios residenciais e comerciais.

A este número junta-se a pelo menos um morto e 29 feridos, incluindo um menor, resultantes de bombardeamentos anteriores lançados pela Rússia na noite de sexta-feira contra a região de Zaporizhzhia.

Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 12 mísseis, seis deles mísseis balísticos que conseguiram penetrar as defesas ucranianas, razão pela qual o Presidente ucraniano insistiu para que o seu país assinasse o mais rapidamente possível os acordos de licenciamento para fabricar os seus próprios sistemas de defesa aérea Patriot, acordos que tem vindo a solicitar há meses.

Os ataques noturnos da Rússia sobre a Ucrânia foram confirmados pelas autoridades russas.

"Durante a noite, as Forças Armadas da Rússia lançaram múltiplos ataques com armas de precisão e de longo alcance, disparadas por terra e ar, bem como com drones", afirmou o Ministério da Defesa numa nota publicada no MAX.

Os ataques terão tido como alvo instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, que se dedicam à produção e ao armazenamento de drones de longo e médio alcance.

Moscovo acrescentou que "instalações de infraestruturas portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, na região de Odessa, utilizadas para o transporte e armazenamento de carga militar, combustível e lubrificantes", também foram atacadas.

Em particular, o Ministério da Defesa russo informou que, em Kiev, a empresa Aerodron, especializada no fabrico dos veículos aéreos não tripulados (VANT) pesados de longo alcance E-300 Enterprise e D-80 Discovery, foi atacada, assim como a empresa Fanplit, dedicada à montagem e armazenamento dos drones Fair Point 2, com um alcance de 200 quilómetros, e dos seus componentes.

Segundo o comando russo, esta última apresentava-se como uma empresa civil produtora de madeira prensada e de mobiliário, o que lhe permitia ocultar as suas verdadeiras atividades e transportar cargas clandestinamente.

Na região de Odessa, foi atacado o porto de Chornomorsk que movimenta 90% das exportações agrícolas da Ucrânia, sendo considerado um centro logístico fundamental para o fornecimento de carga militar e combustível ao exército Ucraniano.


Leia Também: Zelensky cria força militar de reação rápida na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou hoje um decreto que viabiliza a criação de uma força militar de reação rápida, visando dotar o exército de uma formação moderna de tropas de assalto.

CPLP. Brasil justifica candidatura à presidência com alternância regional... O Brasil justificou a candidatura à presidência da CPLP para o biénio 2027-2029 com o princípio da alternância regional, após sete anos consecutivos de presidências exercidas por países africanos.

© Shutterstock        Por  LUSA   11/07/2026 

Em entrevista à Lusa, o secretário de África e Médio Oriente do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte Duarte, alega que o Brasil é o único Estado-membro que ainda não exerceu essa função na presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Atualmente, Guiné Equatorial reivindica a presidência rotativa da CPLP para o biénio 2027-2029.

O diplomata afirmou que o Brasil apresentou a candidatura durante a conferência de chefes de Estado e de Governo realizada em julho de 2025.

Segundo o secretário, a proposta brasileira pretende reforçar o pilar da cooperação para o desenvolvimento.

Entre as prioridades apontadas estão saúde, direitos humanos, segurança alimentar, defesa e promoção da língua portuguesa.

"A prioridade atribuída pelo Brasil à CPLP, as suas contribuições históricas para a comunidade, e o seu engajamento com os seus princípios e objetivos asseguram o exercício de uma presidência inclusiva em benefício de todos os Estados-membros", afirmou.

O embaixador destacou que entre 2018 e 2025 a presidência rotativa foi ocupada de forma ininterrupta por quatro países africanos.

"Sem prejuízo de que todos possam aspirar à presidência, é tempo de dar a oportunidade a outra região", declarou.

Ao avaliar o papel do país dentro da CPLP, Carlos Duarte disse que desde a criação da comunidade, "o Brasil tem sido um membro ativo, propositor de projetos de cooperação e de atividades de promoção da língua portuguesa".

O embaixador disse ainda que o Brasil é o maior contribuinte financeiro da CPLP, com uma cota anual equivalente a cerca de 28% do orçamento total da comunidade.

Além disso, "o Brasil realiza contribuições anuais regulares para o Fundo Especial da CPLP, que financia as atividades de cooperação da comunidade".

"Temos plena consciência do nosso peso e, consequentemente, das nossas responsabilidades. Por isso, atuamos de modo a facilitar a consecução dos objetivos da comunidade, em benefício de todos os Estados-membros", avaliou.

Carlos Duarte destacou ainda que o Brasil tem "atenção especial" para o facto de que a maioria dos nove membros da CPLP são países em desenvolvimento, enquanto alguns são de menor desenvolvimento relativo.

"Por isso, priorizamos as áreas da educação, da saúde, da segurança alimentar e nutricional e dos direitos humanos, com foco em mulheres e pessoas com deficiência, além de buscar promover atividades de capacitação para pequenos empreendimentos", indicou.

Entre os feitos concretos de integração entre o país e as nações africanas, o embaixador cita que "a política externa educacional brasileira tem no continente africano uma das suas áreas prioritárias"

"Por meio da cooperação educacional, o Brasil procura intensificar a formação de recursos humanos em países africanos", afirmou, ao citar parceria com 29 países do continente.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados": Trump ameaça destruir o Irão se for alvo de uma tentativa de assassínio

Donald Trump (Alex Brandon/AP)   Por  CNN 

O presidente dos EUA assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas" para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão"

Donald Trump afirmou que deu instruções às forças armadas norte-americanas para responderem com um ataque devastador caso o Irão tente assassiná-lo. Numa publicação feita na sexta-feira na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos garantiu que "1.000 mísseis estão apontados e prontos a disparar contra a República Islâmica do Irão", acrescentando que "milhares mais" seriam lançados de imediato se Teerão concretizar essa ameaça.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados para a República Islâmica do Irão, com mais milhares a seguir-se imediatamente, caso o Governo iraniano concretize a sua ameaça — proclamada em muitos cantos do mundo — de assassinar, ou tentar assassinar, o atual Presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", começou por alertar o presidente norte-americano.

O chefe de Estado assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas", durante um período de um ano, renovável, para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão" caso seja alvo de um atentado.

Horas antes, e em declarações ao The New York Post, Trump tinha revelado que deixou "instruções" para que os Estados Unidos "bombardeiem o Irão a níveis nunca antes vistos" se for assassinado. "Ando na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos a lidar", afirmou.

Questionado sobre ter recebido informações das secretas alegadamente fornecidas por Israel relativas a um novo plano iraniano para o matar, Trump afastou a ideia. "Não, não. Israel não apresentou nada", disse. Ainda assim, reiterou que acredita que Teerão o quer morto há vários anos.

"Tenho estado em primeiro lugar [na lista de pessoas que o Irão quer matar] há muito tempo, e é assim que a vida é", contou durante a mesma entrevista.

As declarações surgem horas depois de o Wall Street Journal e a CNN noticiarem, com base em fontes anónimas, que Israel transmitiu às autoridades norte-americanas informações dos seus serviços secretos que apontam para um alegado novo plano iraniano para assassinar Donald Trump. Segundo a CNN, uma das fontes indicou que Israel confirmou um plano que já tinha sido parcialmente identificado pelos serviços de informações dos Estados Unidos.

Confrontada com essas notícias, a Casa Branca não desmentiu a existência do alegado plano, remetendo apenas para declarações feitas por Trump na quarta-feira, quando afirmou: "Querem eliminar o líder americano – eu. Estou numa espécie de lista. Vi esta manhã que estou em todas as listas."

De acordo com o New York Times, Trump abandonou a cimeira da NATO, realizada na Turquia, a bordo do antigo avião presidencial e não da nova aeronave oferecida pelo Catar, por razões de segurança. As informações sobre o alegado complô surgem numa altura de tensão nas relações entre Israel e os Estados Unidos, bem como entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump, devido à guerra com o Irão.

Irão diz ter "cumprido a palavra" perante EUA no protocolo de cessar-fogo... O Irão afirmou hoje ter "cumprido a palavra" perante os Estados Unidos desde a assinatura do protocolo de acordo de cessar-fogo, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar rescindido após o reinício das hostilidades.

© Lusa     11/07/2026 

"Até agora, o Irão cumpriu a sua palavra", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, acrescentando que "só pode haver respeito quando este é mútuo".

Os confrontos recomeçaram na passada terça-feira entre iranianos e norte-americanos. Os ataques trocados desde então pelas duas partes foram os mais intensos desde a assinatura, a 17 de junho, de um protocolo de acordo destinado a pôr um fim definitivo à guerra desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano contra o Irão.

Donald Trump voltou a afirmar na sexta-feira que este cessar-fogo estava "terminado", embora tenha aceitado continuar a dialogar com Teerão.

"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuar com as 'discussões'. Aceitámos fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro, em termos inequívocos, que o cessar-fogo estava TERMINADO!", declarou o presidente norte-americano.

Teerão "não fez qualquer pedido", afirmou, porém, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, ao mesmo tempo que anunciou que Araghchi se deslocará hoje a Omã para discutir o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica no centro do diferendo com os Estados Unidos.

Teerão autoriza apenas um corredor de navegação ao longo da sua costa e exclui qualquer regresso à situação anterior à guerra, quando a passagem era livre neste estreito por onde, em condições normais, transitava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.

Os Estados Unidos atacaram o Irão durante duas noites consecutivas, após terem atribuído a Teerão a responsabilidade por ataques contra três navios comerciais no estreito.

Em retaliação, o Irão atacou os vizinhos do Golfo: o Kuwait, onde pelo menos uma pessoa ficou ferida, o Bahrein e ainda o Qatar, um dos mediadores nos esforços para resolver o conflito.

De acordo com os meios de comunicação norte-americanos Axios e Politico, Washington comunicou a Teerão que lhe concedia ao final do dia de hoje para se comprometer publicamente a não voltar a atacar navios no estreito.

Washington restabeleceu, além disso, as sanções económicas contra o petróleo iraniano, suspensas pelo protocolo de acordo de 17 de junho, o que Araghchi denunciou hoje como uma "violação" do cessar-fogo.

O recrudescimento das tensões ocorreu em plena cerimónia fúnebre do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra e que foi sepultado na sexta-feira no mausoléu do imã Reza, o santuário xiita mais sagrado do país, em Mashhad (nordeste do Irão).

Embora os Estados Unidos tenham afirmado ter atacado alvos militares, a República Islâmica acusou Washington de ter também atingido infraestruturas civis, com o objetivo de impedir que os fiéis se deslocassem ao funeral de Ali Khamenei.

A calma regressou entretanto desde a noite de quinta para sexta-feira e uma delegação do Qatar, país mediador entre Teerão e Washington, chegou na sexta-feira ao Irão para encetar conversações, segundo um meio de comunicação local.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país também desempenha um papel de mediador, afirmou no X ter exortado o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, a salvar uma paz "conquistada com muito esforço".

No Irão, o principal negociador nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que a guerra "nunca terminaria com a rendição do Irão".


O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohammad Bagher Zolghadr, advertiu que o seu país responderá a "qualquer ataque" contra as suas infraestruturas, incluindo ataques contra Israel.


Leia Também: Irão diz que guerra com os EUA "nunca terminará com rendição"

A guerra entre o Irão e os Estados Unidos "nunca terminará com a rendição" de Teerão, advertiu hoje o principal negociador iraniano nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo a agência iraniana Isna.