quinta-feira, 4 de junho de 2026

Hezbollah rejeita acordo e exige retirada de Israel do Líbano... O líder do movimento pró-iraniano Hezbollah rejeitou hoje o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

© MAHMOUD ZAYYAT/AFP via Getty Images     Por  LUSA   04/06/2026 

Numa declaração escrita lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o presidente libanês Joseph Aoun afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.


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O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", afirmou hoje o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda "a resposta" do Hezbollah.

Trump critica resolução "antipatriótica" da Câmara dos Representantes... O Presidente norte-americano, Donald Trump, qualificou hoje como antipatriótica uma resolução dos deputados norte-americanos sobre a retirada dos Estados Unidos da guerra com o Irão, que disse perturbar as negociações com Teerão.

©Fox News  Por  LUSA   04/06/2026 

"Quem faria algo tão antipatriótico? Eles sabem bem em que ponto estão as negociações", escreveu Trump na rede social de que é proprietário, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A resolução foi aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos.

Contou com os votos de quatro representantes do Partido Republicano, liderado por Trump.

A resolução tem um alcance sobretudo simbólico, devido ao direito de veto do Presidente.

Os Estados Unidos lançaram uma ofensiva conjunta com Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, que desencadeou uma guerra em parte do Médio Oriente.

O Irão reagiu com ataques contra países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mercado mundial.

Os dois países estão a tentar negociar o fim do conflito desde 08 de abril, sob mediação do Paquistão, mas ainda sem perspetivas de um acordo, cuja iminência Trump anunciou sucessivas vezes.

A guerra causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês Hezbollah contra Israel em apoio de Teerão.

O conflito provocou também aumentos nos preços do petróleo com repercussões a nível global, fazendo recear uma recessão económica e a degradação das condições de vida das populações de países com menos recursos.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anuncia adesão à Greve Geral de 75,3%... Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

Por  sicnoticias.pt   04/06/2026

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira que 75,3% dos profissionais aderiram à greve de quarta-feira contra a reforma laboral.

O sindicato disse que a "massiva adesão" demonstra que "os enfermeiros, de todos os setores (público, privado e social) rejeitam o pacote laboral" e a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Ministério da Saúde.

Num comunicado, o SEP descreveu a reforma laboral como "um retrocesso, [que] desequilibra a relação dos trabalhadores com as entidades empregadoras com implicação direta nos direitos dos enfermeiros".

O sindicato deu como exemplo a parentalidade, a "impossibilidade da conciliação da vida pessoal com a profissional e a eternização dos vínculos precários".

Também o ACT irá potenciar “maior desregulação dos horários de trabalho e consequentemente mais conflitos nas instituições de saúde”, o que poderá agravar a "fuga para o estrangeiro" dos enfermeiros, alertou o SEP.

O sindicato garantiu que os enfermeiros "continuam disponíveis para todas as ações de luta que garantam a valorização da carreira de enfermagem", incluindo aumentos salariais.

O SEP acusou o Governo de não resolver "nenhum dos problemas dos enfermeiros", entre os quais o pagamento de retroativos, um modelo de avaliação do desempenho "justo e objetivo" e a "carência de enfermeiros que se agrava todos os dias".

A paralisação de enfermeiros realizou-se entre as 00:00 e as 24:00 de quarta-feira, tendo ainda efeitos na terça-feira devido ao início do turno da noite, sendo assegurados os serviços mínimos.

Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em maio em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

Acordo de cessar-fogo prevê retaliação contra Beirute se Hezbollah atacar Israel... Israel reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por  sicnoticias.pt  04/06/2026 

O acordo prevê "a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas", disse o ministro da Defesa, Israel Katz.

O ministro israelita disse num comunicado que o acordo estabelece que, "nesta fase", o exército israelita "continue os disparos e as operações no terreno", e se mantenha na "zona de segurança" fronteiriça, sem o regresso da população libanesa.

Katz definiu o acordo concluído na quarta-feira em Washington entre negociadores israelitas e libaneses, sob mediação dos Estados Unidos, como uma “declaração de princípios”, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma a uma "paragem completa" dos ataques do Hezbollah.

Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

Katz disse que no acordo está prevista a criação de uma "zona desmilitarizada".

Um porta-voz em língua árabe do exército israelita, Avichay Adraee, apelou hoje aos habitantes da região para que se “abstenham de ir para o sul do rio Zahrani”, a 40 quilómetros da fronteira.

As tropas israelitas "continuam a visar" infraestruturas do Hezbollah nesse setor, justificou o porta-voz no aviso à população libanesa.

Um acordo de cessar-fogo tinha entrado em vigor em 17 de abril, mas as duas partes continuaram os ataques a um ritmo quase diário, acusando-se mutuamente de violar a trégua.

Esta foi a quarta vez que as delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, se reuniram em Washington para negociações diretas desde o início dos combates, em 2 de março.

O Hezbollah relançou nesse dia os ataques contra Israel para apoiar o Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana desde 28 de fevereiro, e arrastou o Líbano para a nova guerra no Médio Oriente.

A nova vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

BAD aprova apoio de um milhão para resposta às cheias em Moçambique... O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou este mês uma subvenção de emergência de um milhão de dólares (861,2 mil euros) para a resposta de Moçambique aos danos causados pelas cheias e inundações de 2026.

© Lusa    04/06/2026 

Em nota à qual a Lusa teve acesso hoje, o BAD refere que este montante vai ajudar Moçambique a fazer face aos impactos das cheias e inundações que atingiram sobretudo as regiões sul e centro do país na última época chuvosa. 

"A aprovação surge na sequência de um pedido formal do Governo de Moçambique para que o Banco Africano de Desenvolvimento prestasse apoio de emergência, com vista a acelerar as operações de recuperação e a prestar assistência vital às comunidades mais afetadas", lê-se no comunicado divulgado pela instituição financeira.

Conforme adianta o organismo, a subvenção, financiada através do Fundo Especial de Ajuda Humanitária (SRF) do Banco, vai ser implementada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Moçambique.

A iniciativa vai fornecer 9.000 abrigos de emergência e 'kits' domésticos essenciais, beneficiando aproximadamente 45 mil pessoas, especialmente mulheres e crianças, além de incluir transporte, instalação, armazenamento, promoção da higiene e atividades de limpeza ambiental, refere-se no comunicado do BAD.

"Estamos profundamente gratos pela resposta rápida e positiva do Banco Africano de Desenvolvimento ao nosso apelo. Esta subvenção de emergência permitir-nos-á restaurar a segurança e a dignidade de milhares de famílias afetadas através do fornecimento rápido de abrigos temporários e de artigos domésticos essenciais", disse a ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, citada na nota.

Laura Tomm-Bonde, chefe de missão da OIM em Moçambique, destacou que este apoio permite à agência fornecer rapidamente abrigos de emergência e artigos essenciais, reforçando simultaneamente os esforços nacionais liderados pelo Governo, e elogiou os esforços internacionais no apoio a Moçambique quando choques relacionados com o clima se intensificam.

 "Vidas e meios de subsistência foram virados do avesso nas províncias afetadas e as necessidades no terreno continuam a ser imensas. Estamos gratos ao Banco Africano de Desenvolvimento por esta contribuição vital, que surge num momento crítico para milhares de famílias deslocadas pelas inundações", disse a responsável, também citada no comunicado.  

Segundo a nota, a intervenção do BAD baseia-se no seu compromisso contínuo com respostas inovadoras a catástrofes, incluindo a recente utilização de avaliação assistida por drones, no âmbito do Projeto de Gestão de Catástrofes com Base em Drones, financiado e apoiado pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento através do Fundo Fiduciário de Cooperação Económica Coreia-África (KOAFEC), para melhorar a prestação rápida de ajuda humanitária.

"As comunidades afetadas enfrentam dificuldades extraordinárias. Ao apoiar o Governo em parceria com a OIM, estamos a garantir que a ajuda chegue às famílias de forma rápida e eficaz quando mais precisam. As nossas equipas continuarão a trabalhar em estreita colaboração com o Governo para reforçar os esforços de resposta," afirmou Rômulo Corrêa, representante residente do Banco em Moçambique, também referenciado no comunicado.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na última época das chuvas em Moçambique ascendeu a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas desde outubro, segundo a última atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, feita já no início de maio.


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O Governo anunciou na quarta-feira (03) a chegada ao país de 545 cidadãos moçambicanos repatriados da República da África do Sul, na sequência dos recentes actos de xenofobia registados na cidade de Mossel Bay, província do Cabo Ocidental.

Irão: Câmara baixa dos EUA aprova resolução que determina fim da guerra... A Câmara dos Representantes (câmara baixa) norte-americana aprovou na quarta-feira uma resolução que determina a retirada das tropas norte-americanas da guerra contra o Irão, um golpe para o presidente Donald Trump, que comprometeu os Estados Unidos com o conflito.

© Reuters    Por  LUSA   04/06/2026 

A resolução, adotada com os votos de quatro congressistas republicanos, é sobretudo simbólica, devido ao poder de veto do presidente dos EUA. 

Os Estados Unidos e o Irão têm trocado mensagens contraditórias nas últimas horas a propósito das suas negociações de paz, pois Teerão afirma que estão paralisadas, enquanto Trump declara que estão em curso.

"O Congresso ordena ao Presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irão", pode ler-se na resolução.

Os membros democratas da Comissão dos Assuntos Externos saudaram a votação como "uma mensagem forte e inequívoca do povo norte-americano para Donald Trump".

"É tempo de pôr fim a esta guerra ilegal e profundamente impopular", acrescentaram.

Uma resolução semelhante passou por uma etapa processual crucial no Senado (câmara alta) no final de maio, e a aprovação pela câmara alta poderá ocorrer já esta semana.

Se o projeto de lei for aprovado por ambas as câmaras do Congresso após o processo parlamentar, Donald Trump irá provavelmente vetá-lo para impedir a sua promulgação.

Para contornar este veto presidencial, seria necessária uma nova votação em ambas as câmaras, sendo essencial uma maioria de dois terços, algo praticamente impossível, dada a atual composição da Câmara dos Representantes e do Senado, noticiou a agência France-Presse (AFP).

De acordo com a Constituição dos EUA, apenas o Congresso tem autoridade para declarar guerra.

Com estas resoluções, os democratas visam reafirmar a autoridade do poder legislativo sobre esta questão, em contraposição ao poder executivo, representado por Donald Trump.

Embora a lei permita ao Presidente iniciar hostilidades em resposta a uma ameaça iminente, exige que obtenha autorização do Congresso no prazo de 60 dias.

Contudo, no início de maio, Donald Trump ignorou esse prazo, argumentando que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques norte-americanos e israelitas, havia terminado devido ao cessar-fogo em vigor.

Os democratas contestam este argumento e afirmam que as forças norte-americanas ainda estão posicionadas no país para impor um bloqueio aos portos iranianos.

Desde o início da guerra, os norte-americanos têm visto os preços da gasolina dispararem nos postos de abastecimento, aumentando a pressão inflacionista sobre o consumo.

O Irão conseguiu interromper o transporte marítimo através do estreito de Ormuz, um canal vital para grande parte do petróleo, gás natural e produtos relacionados, como fertilizantes, do mundo.

Embora tenha sido declarado um cessar-fogo no conflito em abril, a situação continua instável e incerta.

As negociações para um fim mais duradouro dos combates arrastam-se, cada vez mais complicadas pela expansão da guerra de Israel contra os militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irão, no Líbano.

Entretanto, os ataques militares entre os EUA e o Irão continuam a intensificar-se.


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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução para restringir os poderes de guerra do presidente Donald Trump contra o Irão. A deliberação segue agora para o Senado para apreciação.

Mães de Tiananmen exigem que China preste contas 37 anos após massacre... As Mães de Tiananmen exigiram hoje que as autoridades chinesas esclareçam quantas pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram na repressão militar de 1989, quando se assinala o 37.º aniversário do massacre.

© Lusa     04/06/2026

O grupo, que reúne familiares das vítimas da repressão de 04 de junho de 1989, apelou ao Governo chinês para que "enfrente honestamente" os acontecimentos, "reconheça os seus erros", "revele a verdade" e "preste contas" às famílias e à sociedade chinesa.

Num comunicado divulgado pela organização Human Rights in China (HRIC), fundada em 1989 por cidadãos chineses no estrangeiro, as Mães de Tiananmen lamentaram que continue sem existir um balanço oficial sobre o número de mortos, feridos e desaparecidos.

"Ainda hoje não existe um número claro de quantos morreram, quantos ficaram feridos ou quantos desapareceram durante a repressão", afirmou o grupo.

O massacre ocorreu na noite de 3 para 4 de junho de 1989, quando tropas e tanques do Exército chinês avançaram sobre a Praça Tiananmen e as áreas circundantes, em Pequim, onde estudantes e trabalhadores se manifestavam há várias semanas contra a corrupção e a favor de uma maior abertura política.

As autoridades chinesas nunca divulgaram um número oficial de vítimas. Estimativas independentes apontam para centenas ou mesmo milhares de mortos.

No comunicado, o grupo denunciou que, apesar dos avanços tecnológicos registados nas últimas décadas, os relatos sobre a repressão continuam inacessíveis na China, onde o tema permanece sujeito a forte censura.

As Mães de Tiananmen afirmaram ainda que as homenagens privadas às vítimas têm sido alvo de vigilância ao longo dos anos, contribuindo para que muitos jovens chineses desconheçam os acontecimentos de junho de 1989.

O coletivo reiterou as suas reivindicações históricas, incluindo a divulgação integral dos factos, indemnizações para as vítimas e familiares e a responsabilização legal dos autores da repressão.

O grupo criticou também a evolução da narrativa oficial chinesa, que passou de referências a "distúrbios" e a uma "rebelião contrarrevolucionária" para a designação mais recente de "grave distúrbio político".

Segundo as Mães de Tiananmen, estas formulações procuram ocultar o facto de o Governo ter mobilizado o Exército contra a própria população.

As autoridades chinesas continuam a rejeitar qualquer revisão oficial dos acontecimentos e sustentam que já existe uma conclusão definitiva sobre o episódio, que permanece um dos temas mais sensíveis da história contemporânea da China.

O grupo recordou ainda o general Xu Qinxian, então comandante do 38.º Exército, que recusou cumprir a ordem para mobilizar tropas contra os manifestantes.

Xu foi posteriormente condenado a cinco anos de prisão por um tribunal militar, expulso das forças armadas e afastado da vida pública até à sua morte, em 2021.


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O líder de Taiwan, William Lai Ching-te, apelou hoje à China para que "reconheça a verdade" sobre o massacre de Tiananmen e abra caminho à "reconciliação e ao diálogo", no 37.º aniversário da repressão.

Ataque aéreo ucraniano causa três mortos na Crimeia anexada... Um ataque aéreo ucraniano causou três mortos na Crimeia, anunciaram hoje as autoridades da península anexada pela Rússia, um dia após uma ofensiva contra São Petersburgo, onde estava a arrancar o principal fórum económico russo.

© Lusa   04/06/2026 

"Segundo informações iniciais, três pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas num ataque aéreo inimigo contra edifícios não residenciais em Simferopol", escreveu o chefe das autoridades da Crimeia, anexada em 2014.

"As equipas de emergência estão no local", acrescentou Sergei Aksyonov, na plataforma de mensagens Telegram, sem adiantar mais pormenores.

O mais recente ataque ucraniano ocorre um dia depois de instalações energéticas e militares terem sido visadas por 'drones' ucranianos, em São Petersburgo, no dia da abertura de um fórum económico.

O ataque ucraniano danificou "várias" infraestruturas na segunda maior cidade da Rússia, mas não fez vítimas, afirmou o governador local, Alexander Beglov.

O terminal petrolífero de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades, foram alvos dos 'drones' ucranianos, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que descreveu os ataques como "justificados".

Os russos "devem saber que, se usarem 'drones' e mísseis contra nós, faremos o mesmo", declarou o Presidente ucraniano, que na quarta-feira recebeu em Kyiv o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto da antiga capital imperial russa.

O Kremlin prometeu "respostas sistemáticas" a estes ataques de Kyiv, que ocorreram um dia depois de 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia num ataque russo em grande escala com mísseis e 'drones'.

Os primeiros participantes do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) chegaram no meio de um denso fumo ao fundo do centro de conferências.

O SPIEF, conhecido como o "Davos russo" e o principal evento da Rússia para atrair investidores e empresas estrangeiras, tem como ponto alto o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, agendado para sexta-feira.

Este ano, a lista de participantes inclui nomes de aliados da Rússia, entre os quais os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, e ministros de Cuba, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou a onda de ataques russos contra a Ucrânia, é esperado em São Petersburgo e tem participação agendada num painel sobre o ambiente, na sexta-feira.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Presidente da República indigita Francisco Carvalho para Primeiro-Ministro

Por Presidência da República de Cabo Verde 

O Presidente da República, José Maria Neves, indigitou hoje o Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, recém-eleito deputado como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Santiago Sul, para liderar e formar o futuro Governo, na sequência dos resultados das eleições legislativas de 17 de maio, que conferiram ao partido a maioria absoluta.

A decisão foi anunciada ao final da tarde, após o Chefe de Estado ter ouvido, durante a manhã, todos os partidos com assento parlamentar e de se ter reunido, ao início da tarde, com o Primeiro-Ministro indigitado.

Em declarações à imprensa, José Maria Neves sublinhou estar a cumprir rigorosamente a Constituição da República e as boas práticas reiteradas desde 1992, num momento político de grande relevância para democracias consolidadas que adotam o mesmo sistema de governo vigente em Cabo Verde.

A indigitação abre o processo de preparação para a constituição do novo Governo, que será nomeado e empossado pelo Presidente da República após a instalação do novo Parlamento.

O Chefe de Estado manifestou confiança de que a transição governamental decorrerá com a normalidade democrática e constitucional que caracteriza o país.

A Guiné-Bissau foi eleita para uma das Vice-Presidências da 81.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Esta eleição representa mais uma oportunidade para a Guiné-Bissau continuar a contribuir para o diálogo e a cooperação internacional, com vista à promoção da paz, do desenvolvimento sustentável, da dignidade humana e do reforço do multilateralismo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades aproveita esta ocasião para expressar o seu profundo agradecimento aos Estados-Membros pela confiança depositada na Guiné-Bissau e para reafirmar o seu apego inabalável aos princípios e valores consagrados na Carta das Nações Unidas.

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

COLETIVO DE MOTO-TÁXI PEDE A SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DOS IMPOSTOS E CRITICA AS RESTRIÇÕES AS SUAS CIRCULAÇÕES.

Por  Rádio Sol Mansi   03/06/2026

O Coletivo dos Condutores e Proprietários de Transportes Rodoviários solicitam, a Direção-geral das Contribuições e Impostos, a suspender durante o presente  semestre as cobranças dos impostos que lhes sãos cobrados, propondo que a medida venha a ser retomada apenas no principio do semeste do próximo ano.

O apelo foi feito por Biro Seide, presidente do coletivo durante uma conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, numa das zonas periférica de Bissau, com o objetivo de abordar as principais preocupações, enfrentadas pelos condutores de moto-táxi.

Na ocasião, Biro Seide manifestou preocupação com o despacho do Ministério dos Transportes que limita a circulação dos moto-táxis às ruas dos bairros, proibindo a sua circulação nas principais vias públicas da capital.

Questionado sobre os valores exigidos para o exercício da atividade, o responsável explicou que os operadores são obrigados a pagar 13 mil francos CFA pela licença e 11.500 francos CFA às Finanças, além de efetuarem a renovação da documentação de seis em seis meses.

Seide reconheceu que os moto-táxis, foram inicialmente concebidos para operar em zonas de difícil acesso, mas justificou a presença destes nas principais artérias da cidade, com a necessidade de responder às dificuldades de mobilidade enfrentadas pelos populares, no que tem a ver com os transportes.

Relativamente às diligências efetuadas junto das autoridades, o presidente do coletivo afirmou que os representantes dos moto-taxistas reuniram-se com o Diretor-geral da Viação, que lamentou a situação, mas alegou não ter competências para alterar a decisã, por se tratar de uma orientação superior.

Donald Trump confirma ter chamado "louco" a Benjamin Netanyahu... Donald Trump confirmou que chamou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de "louco" durante uma chamada telefónica entre ambos. No entanto, ressalvou que gosta "muito do Bibi" e que os dois trabalham "bem juntos".

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto   03/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos confirmou que chamou "louco" ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, depois de uma chamada telefónica entre os dois, na passada segunda-feira. 

Donald Trump confirmou, durante uma entrevista que foi para o ar esta quarta-feira, ter-se referido ao primeiro-ministro de Israel dessa forma quando falavam ao telefone.

O presidente norte-americano revelou ainda estar "um pouco perturbado" com o facto de os combates de Israel contra o Hezbollah no Líbano estarem a atrasar as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão. 

Apesar da tensão do telefonema, Donald Trump garantiu que a relação com Benjamin Netanyahu continua sólida e que se compreendiam porque eram ambos líderes num tempo de guerra.

"Nós trabalhamos muito bem juntos. Eu gosto muito do Bibi e trabalho muito com ele", afirmou no podcast "Pod Force Onte" do New York Post. 

Donald Trump, note-se, tem sido pressionado para terminar com o conflito com o Irão, tendo em conta que os Estados Unidos, e não só, estão a registar preços elevados a nível da energia, existindo também uma incerteza económica no país. Dois fatores que estão a prejudicar o Partido Republicano numa altura em que se aproximam as eleições de meio de mandato.

Ainda assim, durante a entrevista, o presidente norte-americano não se quis comprometer com uma possível data para o fim de guerra, notando, no entanto, que o Estreito de Ormuz poderá continuar fechado até setembro.

"Não sei. Quer dizer, poderá continuar fechado até ao Dia do Trabalhador [7 de setembro], mas acho improvável. Acho que será resolvido rapidamente", afirmou. 

Trump avançou também que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, estava "envolvido" nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um acordo de paz, apontando que o povo iraniano tem "muito respeito" por Khamenei. 

Trump destratou Netanyahu?

Recorde-se que, na terça-feira, foi noticiado que Donald Trump tinha usado uma linguagem vulgar durante a chamada telefónica com Benjamin Netanyahu.

"És doido varrido. Estarias na cadeia se não fosse eu. Estou a salvar-te o coiro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto", disse o presidente norte-americano, segundo a transcrição da conversa pelo jornal digital Axios.

A escalada militar no Líbano levou o Irão a suspender na segunda-feira as conversações de paz com Washington e que estão ligadas ao conflito entre Israel o Hezbollah.

O Irão justificou a sua decisão com violações "em todas as frentes" do cessar-fogo acordado com Washington no início de abril, incluindo o Líbano.

Desde 2 de março, pelo menos 3.433 pessoas morreram e 10.395 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.

O futebolista guineense Sana Eusébio Mango Fernandes ofereceu, nesta quarta-feira (03.06), bolas, camisolas, coletes de treino e outros materiais desportivos à Academia de Futebol MEPA-GB, num gesto de apoio ao desenvolvimento do futebol de formação na Guiné-Bissau.

Parlamento Europeu vai deixar de ter o Google como motor de busca... A medida surge com o objetivo de reduzir a dependência da Comissão Europeia de tecnologia dos EUA, procurando reforçar a soberania digital do espaço europeu. O Google será substituído pelo Qwant, um motor de busca francês fundado em 2013.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com com Lusa  03/06/2026 

Os últimos meses têm sido marcados por uma tentativa dos países europeus reduzirem a sua dependência de tecnologia e de empresas norte-americanas, procurando encontrar alternativas europeias. 

Diz agora o site Politico que o Parlamento Europeu poderá vir a deixar o Google como motor de busca padrão nos computadores oficiais. Conta a publicação que, a partir desta quinta-feira, dia 4, as pesquisas feitas nos navegadores Firefox e Edge passarão a ser feitas por via do Qwant - um motor de busca francês originalmente lançado em 2013.

“O Qwant substituirá o Google como motor de busca padrão nos computadores do Parlamento Europeu”, pode ler-se num e-mail enviado aos legisladores europeus que foi obtido pelo Politico. É ainda referido que esta mudança será feita “de acordo com o compromisso do Parlamento Europeu para com a soberania digital e proteção dos dados pessoais dos utilizadores”.

O e-mail em questão também descreve o Qwant como uma alternativa “focada em privacidade”, notando assim que foi desenvolvido para evitar recolher dados pessoais dos utilizadores e não monitorizar a sua atividade.

Acredita-se que esta não será a única medida tomada pela Comissão Europeia para reduzir a dependência de tecnologia e serviços dos EUA e reforçar a sua soberania digital. A publicação afirma que esta quarta-feira, dia 3, serão apresentadas mais medidas com o objetivo de substituir serviços atuais por alternativas europeias.

Christine Lagarde defende soberania digital

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou hoje que a Europa deve tornar-se mais autossuficiente e acabar com a dependência da tecnologia dos EUA e da China, especialmente nos pagamentos digitais.

"Se pensarmos bem, neste momento muitos dos nossos pagamentos digitais, como as compras 'online', ou quando usamos o cartão ou o telemóvel, dependem sempre de infraestruturas não europeias", disse Lagarde numa entrevista ao programa de rádio irlandês 'The Pat Kenny Show'.

A presidente do BCE citou exemplos como o Visa, Mastercard, Paypal ou Alipay e acrescentou: "De onde é que eles vêm? Ou dos EUA ou da China. Toda a infraestrutura mecânica que permite efetuar pagamentos, de crédito e de débito, não é uma solução europeia", sublinhou.

Questionada pela jornalista irlandesa Pat Kenny sobre se isto significa que, sempre que é efetuado um pagamento com cartão ou por telemóvel na União Europeia (UE), a informação "deixa" a UE e vai para os EUA ou para a China, Lagarde respondeu: "Completamente".

Ressalvando, logo de seguida, que as referidas empresas financeiras trabalham em conformidade com a regulamentação da UE, Lagarde defendeu uma redução desta "vulnerabilidade" e a garantia da existência de uma alternativa própria em território europeu, porque "nunca se sabe".

Ao longo da entrevista, Lagarde alertou ainda para o facto de as consequências das tarifas norte-americanas serem "totalmente negativas para a economia", embora tenha evitado dar a sua opinião sobre a forma como a UE deve responder a estas taxas, por ser algo que "deve ser decidido pelos líderes políticos".

"O nosso trabalho no banco central é antecipar, explicar-lhes quais serão as consequências em termos de impacto económico, porque será sempre negativo em todo o mundo", acrescentou.


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Um incêndio num restaurante em Nova Deli provocou, pelo menos, 20 mortos na manhã desta quarta-feira. Primeiro-ministro do país já reagiu à tragédia. Polícia acredita que a origem das chamas estará relacionada com o estabelecimento de restauração que fica no R/C do edifício.

IRÃO: EUA sancionam maior bolsa de ativos digitais iraniana (e outras três)... Como parte da campanha da administração Trump para pressionar o Irão a chegar a acordo com os EUA e Israel para pôr fim à guerra, Washington impôs terça-feira sanções à maior bolsa de ativos digitais iraniana e a mais três.

© Getty Images    Por  LUSA   03/06/2026 

A maior empresa de ativos digitais do Irão, a Nobitex, e o seu presidente e cofundador, Amir Hossein Rad, foram, assim, abrangidos por estas sanções dos Estados Unidos.

O Tesouro diz que a Nobitex processou mais de 50% de todos os rendimentos de ativos digitais iranianos no ano passado e apoia a vasta rede de evasão de sanções iraniana.  

As sanções surgem quando agências de notícias semioficiais iranianas noticiaram, hoje, que o Irão deixou de comunicar com os mediadores das negociações sobre a extensão de um cessar-fogo na guerra com os EUA e Israel.  

O presidente dos EUA, Donald Trump, contestou a afirmação e disse que as negociações continuam.  

O Tesouro norte-americano acusa a Nobitex de transferir ativos e fundos para fora do país para proteger a riqueza do regime após o início das operações de combate dos EUA no Irão.

Um representante da Nobitex não conseguiu será tingido através de e-mail.

Responsáveis dos EUA afirmam que o Irão depende fortemente de criptomoedas e outros ativos digitais para contornar as sanções.

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse no Reagan National Economic Forum este mês: "Apreendemos cerca de mil milhões de dólares das suas criptomoedas", referindo-se ao Irão.

O mais recente anúncio da administração Trump é uma das várias medidas implementadas para infligir dor económica ao Irão.

Para esse efeito, os EUA também impôs sanções económicas secundárias aos países que fazem negócios com pessoas, empresas e navios sob controlo iraniano - incluindo aliados como os Emirados Árabes Unidos e concorrentes como a China.

Os bancos também receberam avisos sobre a gestão de dinheiro iraniano. E na semana passada, os EUA impuseram sanções à recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão, que é uma agência destinada a controlar o transporte marítimo através do estreito e estreito de Ormuz.

O Tesouro norte-americano descreve a agência como um "esquema para extorquir o transporte marítimo internacional".

Entretanto, os militares dos EUA pararam navios mercantes que tentavam quebrar um bloqueio liderado pelos EUA aos portos iranianos.

Os EUA lançaram o bloqueio a 17 de abril, depois de o Irão ter fechado efetivamente o estreito de Ormuz após o início da guerra no Médio Oriente com os ataques dos EUA e de Israel a 28 de fevereiro.


Leia Também: Israel e Hezbollah prosseguem ataques apesar de trégua de Trump

Israel e o grupo xiita Hezbollah prosseguiram hoje os confrontos no sul do Líbano, apesar das garantias do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que tinha obtido um compromisso de uma trégua de ambos os lados.

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato um ano após ser adotada por família em SC, diz polícia... Segundo a Polícia Civil, suspeita chegou a ganhar festa de aniversário da família que a acolheu em Joinville. Ela tinha comportamentos infantis e usava chupeta e mamadeira para enganar vítimas.

Uma mulher de 37 anos foi presa nesta terça-feira (2) suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ela confessou o crime, segundo a Polícia Civil.

A "menina" dizia se chamar Gabriele e foi detida na casa das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. Ela é investigada por estelionato e falsa identidade e não teve o verdadeiro nome divulgado pela polícia.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita tem antecedentes penais por golpes idênticos em outros estados e "confessou integralmente a autoria dos fatos". Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.

Como família chegou até a mulher?

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher chegou até a família após procurar uma igreja em Joinville e relatar ao pastor ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos.

Ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que passou a ajudá-la financeiramente e conseguiu uma casa para ela ficar.

Adotada por família

A família que a acolheu acabou se envolvendo emocionalmente e passou a tratá-la como filha por mais de um ano.

Para sustentar o disfarce de adolescente e justificar a aparência adulta, ela alegava falsamente ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, argumentando ainda que seus traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido abusada.

Ela também dissimulava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e um "cheirinho" para dormir, conforme a polícia. A investigação apurou que "Gabriele" forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência para conseguir atenção.

O pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de aniversário de 12 anos, arcaram com medicamentos para obesidade e manifestaram interesse em oficializar a adoção - mas a suspeita desconversava ao tocar no assunto. Ela não andava com documentos.

"A menina não ia para a escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse para a escola, o 'pai abusador' saberia onde ela está", comentou o delegado.

A família procurou a polícia após a denúncia de um parente levar à descoberta do crime.

A investigação descobriu que a mulher é reincidente nessa modalidade de golpes, tendo registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

terça-feira, 2 de junho de 2026

ONU: MNE do Bangladesh eleito presidente da Assembleia-Geral da ONU... O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Bangladesh, Khalilur Rahman, foi hoje eleito presidente da 81.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, que terá início em setembro próximo, numa eleição que, excecionalmente, teve mais do que um candidato.

© Thierry Monasse/Getty Images     Por LUSA   02/06/2026 

Numa votação secreta em que participaram 190 dos 193 Estados-membros da ONU, Khalilur Rahman obteve 99 votos, contra 91 dos conquistados pelo diplomata cipriota Andreas Kakouris.

O MNE do Bangladesh sucederá à ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, que termina o seu mandato de um ano em setembro.

Khalilur Rahman juntou-se ao Governo do primeiro-ministro Tarique Rahman em fevereiro passado, como líder da diplomacia do Bangladesh.

Também atuou no Governo interino de Muhammad Yunus - que supervisionou a transição após a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina - como conselheiro de segurança e alto representante dos refugiados da minoria Rohingya em Myanmar (antiga Birmânia).

Formado em administração de empresas e direito, Rahman também participou em negociações comerciais com os Estados Unidos, país com o qual mantém laços muito estreitos.

Após a eleição, o secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o tema escolhido pelo diplomata para o seu mandato.

"É um inspirador apelo à ação para o sistema multilateral: 'Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos'. Isto reflete o seu empenho em reforçar o sistema global de resolução de problemas que tem beneficiado o mundo desde 1945", afirmou Guterres.

O secretário-geral assinalou que Khalilur Rahman assumirá funções num momento de "desafios gritantes", mas também de grandes possibilidades para a ONU e, nesse sentido, depositou esperanças no "árduo trabalho de diplomacia, diálogo e colaboração".

O líder da ONU também agradeceu a Annalena Baerbock, a quinta mulher a assumir o cargo de presidente da Assembleia-Geral, a "sua excecional liderança" como presidente da 80.ª sessão.

O presidente da Assembleia-Geral da ONU é eleito anualmente para um mandato de um ano, mas raramente há mais do que um candidato, escolhido por rotação geográfica, numa eleição que geralmente ocorre por aclamação.

Este ano, a vaga foi atribuída à região Ásia-Pacífico.

Um terceiro candidato havia entrado na corrida no início do ano: o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, mas acabou por retirar a sua candidatura, devido a uma alegada pressão norte-americana.

A Assembleia-Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, uma vez que o verdadeiro poder é exercido pelo Conselho de Segurança (com capacidade de fazer aprovar resoluções com caráter vinculativo), que conta com cinco potências como membros permanentes e com direito de veto: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França. 

Os poderes do presidente da Assembleia-Geral incluem a supervisão do orçamento da ONU, a nomeação dos membros não-permanentes para o Conselho de Segurança e a condução do processo de nomeação do secretário-geral da ONU. 

Outras atribuições incluem receber relatórios de outras áreas das Nações Unidas, fazer recomendações na forma de resoluções, bem como estabelecer vários órgãos subsidiários. 

O professor catedrático e político português Diogo Freitas do Amaral foi presidente da 50.ª Assembleia-Geral da ONU entre setembro de 1995 e setembro de 1996. 



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O Hezbollah não aceitará um "cessar-fogo parcial" com Israel, afirmou hoje um responsável do movimento pró-iraniano, ameaçando com uma retaliação caso Israel ataque Beirute ou os subúrbios do sul.

Trump destrata Netanyahu devido a ofensiva israelita no Líbano... O Presidente norte-americano, Donald Trump, destratou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, devido à ofensiva israelita no Líbano, afirmando que está "doido" e que impediu que fosse preso, noticiou hoje o jornal digital Axios.

 ©Fox News    Por  LUSA  02/06/2026 

O portal cita dois responsáveis norte-americanos sob anonimato e uma terceira fonte que tomou conhecimento do conteúdo da chamada telefónica, durante a qual Trump usou linguagem vulgar e se referiu não só à guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, como às acusações contra Netanyahu na justiça israelita de fraude, abuso de poder e corrupção.

"És doido varrido. Estarias na cadeia se não fosse eu. Estou a salvar-te o coiro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto", disse o Presidente norte-americano, segundo a transcrição da conversa pelo jornal digital norte-americano.

A repreensão de Trump ocorreu no mesmo dia em que o líder da Casa Branca anunciou ter obtido garantias de Netanyahu e do Hezbollah de uma trégua, que incluía a suspensão da ordem do chefe de Governo israelita do bombardeamento do bairro de Dahieh, na periferia sul de Beirute e um bastião do grupo xiita apoiado pelo Irão.

"Israel não os atacará e eles não atacarão Israel", declarou o líder norte-americano, que disse ter obtido também a garantia de Netanyahu de que as tropas israelitas não chegarão a Beirute.

A embaixada do Líbano em Washington confirmou ter recebido a adesão do Hezbollah à proposta de trégua e que o acordo se aplicava a todo o país.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita afirmou que Israel atacará Beirute se o seu país voltar a ser visado pelo Hezbollah, ao mesmo tempo que indicou que "as Forças de Defesa de Israel continuarão a operar como planeado" no sul do Líbano. 

"Conversei com o Presidente Trump esta noite e disse-lhe que, se o Hezbollah não cessar os ataques às nossas cidades e cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. A nossa posição sobre este assunto mantém-se inalterada", declarou Netanyahu em comunicado.

De acordo com o Axios, noutro momento do telefonema, Trump confrontou Netanyahu e questionou: "O que raio estás a fazer?", referindo-se à escalada militar no Líbano.

A versão oficial desta ligação, no entanto, é mais diplomática e evita qualquer menção a um confronto entre os dois líderes, que concordaram em lançar conjuntamente a ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, com impacto em todo o Médio oriente, em particular no Líbano.

Já hoje, o ministro da Defesa de Israel disse ter obtido o aval de Washington para bombardear os subúrbios de Beirute, se for atacado pelo grupo libanês.

"O primeiro-ministro e eu temos trabalhado com o exército israelita para estabelecer uma equação segundo a qual o destino de Dahieh em Beirute está ligado ao das localidades no norte de Israel. Se as localidades israelitas continuarem a ser atacadas, evacuaremos e atacaremos o bairro xiita de Dahieh ", disse Israel Katz em comunicado.

A escalada militar no Líbano levou o Irão a suspender na segunda-feira as conversações de paz com Washington e que estão ligadas ao conflito entre Israel o Hezbollah.

O Irão justificou a sua decisão com violações "em todas as frentes" do cessar-fogo acordado com Washington no início de abril, incluindo o Líbano.

No último mês, Hezbollah e Israel têm continuado os ataques aéreos e confrontos terrestres no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

No domingo, Israel capturou a fortaleza de Beaufort, uma posição estratégica no sul do Líbano, a norte do rio Litani, anterior linha de demarcação dos militares israelitas, que na semana passada receberam ordens para atuar até ao rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre os dois países.

A trégua foi acordada entre Israel o Governo libanês em Washington, mas não era reconhecida pelo grupo xiita apoiado pelo Irão, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso, com o patrocínio dos Estados Unidos.

Apesar do pronunciamento de Netanyahu, representantes libaneses e israelitas retomaram hoje as negociações de paz em Washington, numa ronda de diálogo que se prolonga até quarta-feira.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 3.433 pessoas morreram e 10.395 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Ucrânia ordena retirada de milhares de residentes junto à fronteira russa... As autoridades ucranianas ordenaram hoje a saída de mais de 7.000 pessoas de várias localidades da região de Kharkiv, junto à fronteira russa, face ao receio de um avanço das forças da Rússia.

© Liubov Yemets/Gwara Media/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  02/06/2026 

"Tendo em conta a situação de segurança e os ataques sistemáticos do inimigo, estamos a alargar a zona de evacuação obrigatória", anunciou o governador regional, Oleg Synegobov.

A medida aplica-se a sete localidades de Kharkiv, no nordeste do país, e abrange mais de 7.000 pessoas, incluindo mais de 1.700 crianças, precisou o governador num comunicado citado pela agencia de notícias France-Presse (AFP).

As autoridades ucranianas ordenam regularmente a deslocação de civis no leste do país, onde se concentra a maior parte dos combates há mais de quatro anos, mas este tipo de medida é menos frequente noutras zonas do território.

O exército russo controla faixas de terreno com várias dezenas de quilómetros quadrados ao longo da fronteira, nas regiões de Kharkiv e na vizinha Sumy, embora o principal esforço militar esteja concentrado noutras regiões.

A Rússia ocupa cerca de 19% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass (Lugansk e Donetsk) que já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Num relatório divulgado hoje, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) anunciou que a Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área sob controlo russo.

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de 579 km2 para apenas 23 km2 em março.

Em abril, a área controlada pela Rússia diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças da Rússia relatado pelo ISW não é, no entanto, total, dado que militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para posições na frente, de forma a facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).


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O secretário-geral da ONU "condena veementemente" o mais recente "ataque em larga escala" de drones e mísseis russos contra a Ucrânia, que matou pelo menos 22 pessoas, disse hoje o porta-voz de António Guterres.

SENEGAL: OUSMANE SONKO REPUDIA MEMBROS DO PASTEF QUE PERMANECEM NO GOVERNO

Por  JORNAL ODEMOCRATA    02/06/2026 

A ruptura entre Ousmane Sonko e o presidente Bassirou Diomaye Faye marcou um ponto de inflexão cada vez mais radical na política senegalesa.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, um dia após a formação do governo liderado por Ahmadou Alamine Mohamed Lo, o ex-primeiro-ministro criticou abertamente os membros do Pastef que optaram por permanecer no novo Executivo.

Em declaração contundente, o líder do Pastef afirmou que seu partido não se reconhece mais no governo formado pelo chefe de Estado.

“Nenhum ministro do Pastef faz parte deste governo. Os que permaneceram estão agindo em benefício próprio. O Pastef não tem nenhum ministro neste governo”, declarou.

A posição sinaliza uma ruptura definitiva entre a legenda e vários de seus ex-integrantes que aceitaram continuar no governo sob a autoridade do novo primeiro-ministro.

Apesar do tom duro, Sonko indicou que a questão disciplinar ainda permanece em aberto. Segundo ele, os membros do Pastef que mantiveram seus cargos poderão ser submetidos às regras internas do partido.

“Os ministros que permaneceram estarão sujeitos às regras do partido”, advertiu.

Na prática, a declaração reflete a tentativa da direção do Pastef de reafirmar sua autoridade após o rompimento com o presidente da República, embora deixe margem para eventual responsabilização interna.

Além das críticas internas, o ex-chefe de governo também questionou a legitimidade política da nova equipe formada por Bassirou Diomaye Faye. Enquanto o governo apresenta a composição como mais técnica e especializada, Sonko rejeita essa caracterização.

“Falam de um governo tecnocrático, mas trata-se apenas de uma política de abertura”, afirmou.

Segundo ele, o principal problema da nova administração é a ausência de uma base política sólida.

“Este governo não tem base política”, disse.

O líder do Pastef argumenta que os aliados do presidente não possuem peso eleitoral suficiente para garantir estabilidade no país.

“Nenhum dos associados de Diomaye tem influência política real. Ele nem consegue vencer em Ndiaganiao. Como pode governar um país sem base política?”, questionou.

Em crítica direta à equipe presidencial, Sonko também contestou os números apresentados sobre o apoio político do presidente em nível nacional.

“Ele não tem nem três prefeituras, apesar das alegações de 300.”

Para sustentar sua tese, citou o recente comício realizado em Mbour, que considera um reflexo das dificuldades da atual administração em mobilizar apoio popular.

“O comício de Mbour diz tudo”, declarou.

Apesar das críticas, Ousmane Sonko fez questão de elogiar os ministros que deixaram seus cargos após a reconfiguração do governo.

“Aos ministros que deixaram seus cargos, saúdo sua dignidade, lealdade e amor pela pátria.”

O reconhecimento foi direcionado especialmente àqueles que optaram por manter fidelidade às diretrizes do partido, em detrimento da permanência em funções ministeriais.

Fonte: Sneweb