domingo, 8 de março de 2026

Subida do petróleo é "pequeno preço a pagar pela paz e segurança"... A subida do petróleo é "um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo", disse hoje o Presidente norte-americano, depois de o barril West Texas Intermediate (WTI) ter ultrapassado 100 dólares.

Por  LUSA 08/03/2026

"Só os tolos pensam o contrário", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Truth Social, assegurando que os preço do petróleo "cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída".

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.

O Brent, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subiu hoje para 101,9 dólares, um aumento de 9,2% em relação ao preço no final na sexta-feira, de 92,69 dólares.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Hoje à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei.

O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.


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EUA e Israel ponderam enviar militares para apreender urânio enriquecido... Os Estados Unidos e Israel estão a ponderar o envio de forças especiais ao Irão para apreender reservas de urânio enriquecido do país, noticiou hoje o portal norte-americano Axios, citando fontes anónimas.

Por LUSA 08/03/2026

Segundo a publicação, responsáveis norte-americanos e israelitas discutiram a possibilidade de uma operação numa fase posterior do conflito para garantir o controlo das reservas nucleares iranianas.

De acordo com quatro fontes citadas pelo Axios, a missão envolveria a entrada de tropas em instalações nucleares iranianas, incluindo infraestruturas subterrâneas.

A operação só seria considerada quando Washington e Telavive avaliarem que as forças iranianas estão suficientemente enfraquecidas e já não representam uma ameaça significativa.

O objetivo seria assegurar cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60% que o Irão possui, material que, segundo autoridades, poderia ser convertido em armas nucleares "em semanas".

No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que só enviaria tropas terrestres para o Irão se existisse "um motivo muito bom", sem especificar qual.

Falando a bordo do avião presidencial Air Force One, Trump disse que uma eventual operação terrestre só seria possível se as forças iranianas estivessem suficientemente debilitadas.

O presidente declarou também que as forças norte-americanas destruíram a totalidade da marinha iraniana durante a ofensiva em curso.

"O lado bom é que afundámos 44 navios deles, o que representa toda a frota", disse Trump.

Segundo um relatório divulgado na sexta-feira pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), mais de 3.000 alvos foram atingidos no Irão durante a primeira semana da ofensiva militar.


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Regime de Teerão entroniza filho de Khamenei como novo líder supremo... A Assembleia de Peritos, cúpula dirigente da República Islâmica iraniana, escolheu o segundo filho mais velho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, para suceder ao 'ayatollah' morto nos primeiros bombardeamentos conjuntos de Israel e Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 08/03/2026

Mojtaba, nascido em Mashhad 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), já era tido como forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerão, apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, sendo uma figura descrita como especialista nos jogos de bastidores.

Uma biografia oficial do seu pai, Ali Khamenei, descreve um episódio no qual a polícia secreta da era do xá Mohammad Reza Pahlavi, a SAVAK, irrompeu pela casa do então opositor, espancou-o e levou-o, tendo sido contada a Mojtaba e restantes irmãos a versão de que o progenitor tinha ido de férias.

Com a subida Ruhollah Musavi Khomeini ao topo da hierarquia do atual regime teocrático, após a deposição de Reza Pahlavi, em 1979, a família de Khamenei mudou-se para a capital iraniana.

Khamenei combateu na Guerra Irão-Iraque, na década de 1980, integrado no batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros sairam para funções nos serviços secretos e de informações.

Com a ascensão do pai Khamenei a líder supremo, em 1989, Mojtaba e a família ficaram com acesso a biliões de dólares e outros ativos e fundos que gerem empresas e indústrias estatais do Irão.

Documentos diplomáticos norte-americanos publicados pela organização Wikileaks descrevem o agora eleito 'ayatollah' como "o poder atrás da cortina", alegando-se que o próprio teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autónoma de apoio nos corredores do poder do país.

Khamenei "é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional" e "o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma", lia-se num dos telegramas dos EUA, datado de 2008.

Mojtaba Khamenei trabalhou de perto com a Guarda Revolucionária, tanto comandantes da Força Quds quanto da Basij, grupo voluntário que reprimiu violentamente os protestos em todo o país em janeiro, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA.

Os responsáveis norte-americanos sancionaram este novo líder supremo iraniano em 2019, no primeiro mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, por considerarem que Mojtaba promovia "ambições regionais desestabilizadoras" e "opressão interna".

Foi também acusado de ter apoiado a eleição do presidente de 'linha-dura' Mahmoud Ahmadinejad, ainda em 2005, e a sua contestada reeleição de 2009, que desencadeou os protestos do "Movimento Verde".

Khamenei perdeu a mãe Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, um filho e a mulher, Zahra Adel, igualmente nos ataques que mataram o seu pai.


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Baciro Djá detido após conferência de imprensa

Por TV VOZ DO POVO/ FREPASNA

O líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, foi detido na noite deste domingo (08.03) na sua residência, em Bissau, segundo informou o gabinete de comunicação e assessoria do partido.

De acordo com a nota divulgada pela formação política, a detenção foi realizada por um grupo de forças de segurança da Polícia de Ordem Pública (POP).

Segundo a mesma fonte, a intervenção das autoridades ocorreu poucas horas após a realização de uma conferência de imprensa promovida pela FREPASNA para assinalar o oitavo aniversário da fundação do partido.

Entretanto, nas declarações, Baciro Dja afirmou que o seu partido foi “a maior vítima do golpe militar” que, segundo disse, impediu a divulgação das eleições gerais de 2025 e, destacou que a FREPASNA contava com 12 deputados.

O dirigente considerou ainda que a Plataforma Republicana “não está distante” dos acontecimentos que conduziram à atual situação política na Guiné-Bissau.

Durante a intervenção, o antigo Primeieo-Ministro defendeu que o silêncio mantido pelo partido nos últimos tempos resulta de um “alto sentido de responsabilidade”, acrescentando que existem informações que não podem ser tornadas públicas para evitar o agravamento da crise política.

O antigo governante afirmou também conhecer bem as Forças de Defesa e Segurança, alertando que o país não deve aceitar que continue a ser “teleguiado a partir do exterior”.

Quanto à decisão do Comando Militar de marcar as eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro de 2026, Baciro Dja declarou que a FREPASNA “só viverá na democracia”, reiterando que o poder deve pertencer ao povo.

Baciro Dja referiu-se igualmente à situação do líder do Domingos Simões Pereira, afirmando que os acontecimentos atuais “não foram por falta de aviso”. Segundo explicou, manteve várias reuniões com o dirigente do PAIGC, nas quais foram discutidas questões preventivas a porta fechada.



117 iranianos, incluindo diplomatas, retirados por avião russo de Beirute... Mais de uma centena de iranianos, incluindo diplomatas, foram retirados de Beirute na última noite a bordo de um avião russo, revelou hoje à AFP, sob anonimato, uma autoridade libanesa.

Por LUSA 

"No total, 117 iranianos, incluindo diplomatas e funcionários da embaixada, foram evacuados a bordo de um avião russo que partiu de Beirute na noite de sábado para domingo", precisou o responsável.

O governo libanês decidiu na quinta-feira proibir qualquer atividade militar dos Guardas da Revolução Iraniana e impor vistos para a entrada de iranianos no país, uma medida que visa apertar o cerco ao Hezbollah pró-iraniano.

No sábado, o exército israelita anunciou que iria lançar uma nova "vaga de ataques" contra Beirute, indicando que o alvo eram os arredores sul da capital, um bastião do movimento pró-Irão Hezbollah.

Também no sábado, as autoridades libanesas revelaram que mais de 450 mil pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, numa altura em que o país está sob intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em retaliação a ataques do Hezbollah.

"O número total de pessoas deslocadas registadas atingiu 454.000", das quais mais de 110.000 estão alojadas em centros de acolhimento, declarou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, durante uma conferência de imprensa.

Já o Ministério da Saúde do Líbano revelou que quase 300 pessoas perderam a vida no país, desde que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, durante a última semana.

"O balanço da agressão israelita, desde a madrugada de segunda-feira, ascendeu a 294 mártires e 1.023 feridos", segundo um comunicado do Ministério da Saúde citado no sábado pela AFP.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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TORNEIO REGIONAL DE LUTA LIVRE E DE PRAIA JUNTA 14 PAÍSES EM ABRIL NA GUINÉ-BISSAU

 Por: Alison Cabral    JORNAL ODEMOCRATA  08/03/2026

A Guiné-Bissau vai acolher, no mês de abril, o Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre e Luta de Praia, nas categorias sub‑17 e sénior, com a participação de 14 países da África Ocidental.

 A competição insere‑se no quadro da preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) Dakar 2026, que terão lugar no Senegal, de 31 de outubro a 13 de novembro de 2026.

O principal objetivo do torneio é reforçar a formação de jovens atletas que deverão marcar presença na quarta edição dos JOJ, a primeira prova olímpica a ser organizada no continente africano.

A informação foi avançada ao jornal O Democrata, na quarta‑feira, 4 de março, pelo presidente da Federação de Luta da Guiné‑Bissau, João Bernardino Soares da Gama, durante uma entrevista dedicada às atividades programadas pela instituição para o ano de 2026.

“Vamos acolher um torneio regional que deverá juntar 14 países da África Ocidental. Inicialmente, estava previsto para decorrer entre 23 e 29 de março, mas foi adiado para o período de 6 a 12 de abril, abrangendo as categorias sub‑17 e sénior de luta livre e de praia. Contaremos com a participação de atletas masculinos e femininos de vários países da sub‑região. Trata‑se de um torneio semelhante àquele em que a Guiné‑Bissau participou em novembro de 2025, no Benim, onde conquistámos sete medalhas e duas taças”, explicou.

Segundo o dirigente federativo, a prova decorre no âmbito da preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude, com forte enfoque nas camadas de formação.

“O foco está essencialmente na formação, como forma de começarmos a preparar os nossos atletas e os dos restantes países da África Ocidental para os JOJ. Para isso, estamos a trabalhar em estreita colaboração com a Federação Internacional de Luta Livre (FILL)”, acrescentou.

João Bernardino Soares da Gama revelou ainda que a federação aguarda o apoio financeiro do executivo de transição, condição indispensável para a realização do torneio, numa altura em que falta cerca de um mês para o início da competição.

“Precisamos de apoio financeiro para avançarmos com a logística interna e garantirmos as condições de acolhimento da caravana internacional. A nossa expectativa está agora no Governo, para que a Guiné‑Bissau possa realizar este grande evento”, sublinhou.

Relativamente às ambições nacionais, o presidente da Federação de Luta garantiu que o objetivo da Guiné‑Bissau passa por subir ao pódio e conquistar medalhas.

Na última edição do torneio, realizada no Benim, em 2025, a seleção guineense conquistou sete medalhas : três de ouro, duas de prata e duas de bronze,  além de dois troféus: o de segunda melhor seleção de luta livre e o de melhor seleção sénior de luta de praia.

O jornal O Democrata apurou ainda que, para além deste torneio regional, a Federação de Luta da Guiné‑Bissau (FLGB) prepara a participação dos atletas nacionais no Campeonato Africano de Luta Livre, a decorrer no Egito, de 27 de abril a 4 de maio.

Nas últimas três edições do Campeonato Africano, o lutador guineense Diamantino Luna Fafé sagrou‑se tricampeão africano de luta livre, na categoria de 57 kg.

Após os títulos conquistados em 2023, na Tunísia, e em 2024, no Egito, Luna Fafé alcançou o terceiro título continental no campeonato realizado em Marrocos, em 2025. O jovem atleta voltará a competir no Egito para defender o título de melhor atleta africano da sua categoria.

A Federação de Luta da Guiné‑Bissau é considerada um verdadeiro “cartão‑de‑visita” do país, pela sua presença regular em competições internacionais, como os Campeonatos Africanos, Mundiais e Jogos Olímpicos. A entidade que tutela a modalidade tem reiterado a necessidade de maior apoio das autoridades nacionais para a consolidação e o desenvolvimento da luta no país.

Guarda Revolucionária reivindica lançamento de mísseis contra Israel... A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou hoje o lançamento de mísseis contra alvos em Israel e contra bases aéreas norte-americanas na região.

Por  LUSA  08/03/2026

De acordo com um comunicado da organização militar divulgado por vários meios de comunicação iranianos, a operação visou a cidade de Telavive, o deserto do Negev e instalações militares norte-americanas.

A Guarda Revolucionária informou que o ataque corresponde à 29.ª vaga da ofensiva denominada Operação Promessa Honesta 4.

"A 29.ª vaga da Operação Promessa Honesta 4 foi lançada com mísseis de última geração da Força Aeroespacial da IRGC em direção a Telavive, ao deserto do Negev e a bases aéreas terroristas americanas na região", refere o comunicado.

A IRGC, considerada o braço ideológico das Forças Armadas iranianas, afirmou que os ataques foram realizados com mísseis de nova geração da sua força aeroespacial.


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Ataque com mísseis deixa região russa sem luz, aquecimento e água... Ataques ucranianos com mísseis ocorridos na noite passada deixaram os residentes da região fronteiriça russa de Belgorod, junto à fronteira com a Ucrânia, sem serviços básicos, informou o governador local.

Por LUSA 

"Houve graves danos na infraestrutura energética. Como resultado, foram registados cortes no fornecimento de eletricidade, água e aquecimento", revelou Viacheslav Gladkov, através do seu canal na rede social Telegram.

Gladkov comunicou também que, nas últimas 24 horas, a região, fronteiriça com a Ucrânia e uma das mais castigadas pelos constantes ataques aéreos, foi vítima de ataques com um total de 27 mísseis e fogo de morteiros, além de 116 drones, dos quais 69 foram abatidos.

De acordo com informações oficiais, sete pessoas ficaram feridas devido aos ataques.

No entanto, o representante da região comemorou que, apesar dos ataques, "os homens compram flores nas floriculturas" com a intenção de oferecê-las para celebrar o Dia da Mulher na Rússia.

O Ministério da Defesa, por sua vez, informou que esta noite intercetou 72 drones ucranianos que atacaram o território russo e a península ucraniana da Crimeia, anexada em 2014.

A maior parte do ataque ocorreu nas regiões de Astrajan (20 drones), Crimeia (20) e Rostov (14).

Outros oito drones foram destruídos em Belgorod, quatro em Krasnodar, três em Kursk, dois em Volgogrado e mais um foi intercetado quando sobrevoava o mar de Azov.


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Irão raciona abastecimento de combustível após ataques... A distribuição de combustível em Teerão foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

Por LUSA 

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está "a ser resolvida", acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.

Depósitos e armazéns petrolíferos no Irão atacados durante a madrugada... Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerão foram atingidos hoje de madrugada pelos EUA e Israel, anunciaram as autoridades iranianas, que contabilizam quatro vítimas.

Por LUSA 

Os cinco locais estão "danificados", mas o "fogo está sob controlo", disse, na televisão estatal, o diretor da empresa nacional de distribuição de produtos petrolíferos, Keramat Veyskarami.

Quatro funcionários, incluindo dois motoristas, foram mortos", explicou.

O fumo dos incêndios provocados por esses ataques foi visível no céu da capital iraniana durante a noite, cobrindo a cidade com uma névoa negra ao amanhecer, segundo jornalistas da AFP no local.

De acordo com o dirigente da companhia nacional, o Irão mantém reservas "suficientes" de combustível em depósitos espalhados por todo o país.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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A polícia norueguesa investiga uma forte explosão ocorrida na madrugada deste domingo perto da embaixada dos Estados Unidos em Oslo, sem que tenha sido relatado, até o momento, a existência de vítimas.

Dia Internacional da Mulher: LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA DESIGUALDADES E PEDE AÇÃO URGENTE

Por  RSM  08.03.2026

A Liga Guineense dos Direitos Humanos assinalou o Dia Internacional da Mulher com um forte apelo à dignidade, igualdade e liberdade para todas as mulheres e raparigas na Guiné-Bissau, alertando para os graves desafios que continuam a afetar a vida das mulheres no país.

Na mensagem divulgada nesta data, a organização destacou que as mulheres guineenses desempenham um papel essencial na sobrevivência e no desenvolvimento do país.

Segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, são as mulheres que sustentam grande parte da produção alimentar através da agricultura, dinamizam a economia local nos mercados e assumem responsabilidades fundamentais na educação das novas gerações e na liderança comunitária.

Apesar desse contributo decisivo, a organização alerta que as mulheres continuam a enfrentar profundas desigualdades estruturais que limitam o pleno exercício dos seus direitos.

Um dos dados mais preocupantes apontados pela organização é a baixa participação feminina na política.

Atualmente, as mulheres ocupam apenas cerca de 9,8% dos assentos no parlamento nacional, um número considerado muito inferior ao necessário para garantir uma representação equilibrada na tomada de decisões.

A organização defende que a inclusão das mulheres nos espaços de poder é fundamental para promover políticas públicas mais justas e inclusivas.

A mensagem também destaca desafios sérios no campo da educação e da economia.

Segundo os dados citados, cerca de dois terços das mulheres adultas no país são analfabetas, situação que limita significativamente o acesso ao emprego, à autonomia económica e à participação cívica.

A pobreza também afeta grande parte da população, atingindo de forma particularmente severa as mulheres, muitas das quais dependem de atividades informais para sustentar as suas famílias.

Outro ponto crítico destacado pela LGDH é a violência baseada no género, que continua a ser uma realidade preocupante no país.

Muitas mulheres enfrentam violência física, psicológica e sexual, frequentemente sem acesso adequado à proteção e à justiça.

Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos MICS 2019 indicam ainda situações alarmantes, apontando que mais de metade das mulheres na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, cerca de 37% das raparigas casam antes dos 18 anos.

Essas práticas são consideradas violações graves dos direitos humanos e continuam a representar um grande desafio para a proteção das mulheres e raparigas.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos alerta também que a instabilidade política recorrente e as fragilidades na governação têm agravado as desigualdades, dificultando a implementação de políticas públicas eficazes para promover a igualdade de género.

A organização sublinha que nenhuma sociedade pode alcançar desenvolvimento sustentável, justiça social ou democracia plena enquanto metade da sua população viver em condições de desigualdade.

Neste Dia Internacional da Mulher, a organização prestou uma homenagem especial às mulheres da Guiné-Bissau, reconhecendo a coragem, a resiliência e o trabalho que realizam diariamente para sustentar a vida económica, social e comunitária do país.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirmou ainda o seu compromisso de continuar a denunciar todas as formas de discriminação e violência, mobilizar a sociedade e defender políticas públicas que garantam dignidade, segurança e igualdade de oportunidades para todas as mulheres e raparigas.

A mensagem termina evocando o pensamento de Amílcar Cabral, lembrando que nenhum povo pode ser verdadeiramente livre enquanto as suas mulheres continuarem privadas de igualdade, dignidade e direitos fundamentais.


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Numa sociedade em que ainda existe o estigma de que "o lugar da mulher é na cozinha", falámos com a chef Marlene Vieira, a propósito do Dia da Mulher, e percebemos que, mesmo assim, ainda existem algumas dificuldades para as mulheres alcançarem o devido reconhecimento nesta área.

Bahrein: Estação de dessalinização de água danificada por drone iraniano... Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

Por LUSA 

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Javier Blas, um colunista da Bloomberg, coautor de "The World for Sale: Money, Power and the Traders Who Barter the Earth's Resources" (O mundo à venda: dinheiro, poder e os comerciantes que trocam os recursos da Terra), dava conta na passada quarta-feira que a inteligência norte-americana considera há décadas a água potável uma "mercadoria estratégica" no Médio Oriente, onde os países dependem de unidades de dessalinização para o abastecimento de água.

Estas fábricas são vulneráveis a ataques e a sua destruição pode ter consequências graves, colocando os países do Golfo Pérsico numa situação impossível, o que faz da água um bem geopolítico potencial no conflito.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nos países pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã - todos agora sob ataque iraniano.

"O Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos são, para todos os efeitos práticos, completamente dependentes das fábricas de dessalinização, particularmente para metrópoles como Dubai. A Arábia Saudita, e especialmente a sua capital, Riade, também depende fortemente delas", nomeadamente da unidade de Jubail, escreveu Blas.

Como sublinha o analista, apesar das unidades de dessalinização serem protegidas pelo direito internacional, quando os mísseis "começam a voar" as convenções de Genebra desaparecem dos radares. O Irão atacou na semana passada uma central elétrica em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que mantém em funcionamento uma das maiores instalações de dessalinização do mundo e no Kuwait, os destroços de um drone interceptado causaram um incêndio numa destas instalações do país.

O ataque direto dos Estados Unidos na ilha de Qeshm e a resposta iraniana de hoje no Bahrein às unidades de dessalinização de água elevam a guerra a um novo patamar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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As autoridades norueguesas estão a investigar uma explosão na embaixada dos Estados Unidos em Oslo, esta madrugada. Até agora, as causas da explosão são desconhecidas. Não há registo de vítimas.

Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein... O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou hoje os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

Por LUSA 

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Estas incursões ocorrem no meio da escalada regional resultante da guerra iniciada há uma semana pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, um conflito que se alastrou a vários países do Médio Oriente e que incluiu ataques com mísseis e drones contra bases e instalações na região.

Depois de, no primeiro dia da guerra, ter sido confirmada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o grupo xiita Hezbollah juntou-se à escalada - que já se havia propagado a vários países vizinhos do Irão -, atacando o norte de Israel em retaliação.

Os ataques com mísseis causaram 10 mortes em Israel no âmbito da guerra iniciada, segundo fontes oficiais, sem confirmação independente.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, mais uma vez, segundo fontes oficiais, não confirmadas.

No Líbano, o total de mortos ascendia a 217, segundo o ministério libanês da Saúde na sexta-feira, sendo que, pelo menos, 41 pessoas terão perdido a vida na noite deste sábado durante uma incursão do Exército de Israel na aldeia de Nabi Chit, no Vale de Bekaa, de acordo a agência de notícias oficial libanesa NNA, que cita o Ministério da Saúde.


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Arábia Saudita, Qatar e Kuwait alvo de ataques com drones e mísseis... Catorze drones foram destruídos no sábado pela Arábia Saudita, enquanto o Qatar foi alvo de 12 mísseis e os reservatórios de combustível do aeroporto do Kuwait foram também alvo de um ataque com drones, revelaram as autoridades daqueles países.

Por  LUSA 

"Oito drones foram intercetados e destruídos após entrarem no espaço aéreo" e outros seis foram neutralizados "a leste de Riade", anunciou o porta-voz do Ministério da Defesa saudita na rede social X, citado pela agência de notícias Agence France-Presse (AFP).

Já o Qatar foi alvo de 10 mísseis balísticos e dois mísseis de cruzeiro iranianos, segundo o Ministério da Defesa do país, que indicou que oito foram intercetados.

"As Forças Armadas do Qatar, pela graça de Deus, intercetaram com sucesso seis mísseis balísticos" e os mísseis de cruzeiro, segundo um comunicado do Ministério.

Ainda segundo o Ministério da Defesa do Qatar, dois mísseis balísticos "caíram nas águas territoriais" do país e outros dois "numa área desabitada, sem causar vítimas",

Também no sábado à noite, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que os reservatórios de combustível do aeroporto internacional foram alvo de um ataque com drones.

"As Forças Armadas do Kuwait responderam a um ataque de drones hostis que invadiram o espaço aéreo do país. Os tanques de combustível do aeroporto internacional do Kuwait foram atacados por drones", escreveu um porta-voz do Ministério na rede social X, falando numa operação contra "uma infraestrutura essencial".

Alguns minutos após a publicação da mensagem do porta-voz do Ministério, o exército revelou na mesma rede social que estava a enfrentar "ataques de mísseis e drones", sem quantificar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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sábado, 7 de março de 2026

Intercetado cargueiro da "frota fantasma" russa com cereais roubados... A polícia sueca revelou hoje ter abordado ao largo da sua costa um cargueiro suspeito de pertencer à frota fantasma russa, que alegadamente transportava cereais ucranianos roubados.

Por LUSA

O Caffa, um navio de 96 metros (315 pés), tinha partido de Casablanca, em Marrocos, a 24 de fevereiro e seguia para São Petersburgo, na Rússia, quando a polícia sueca subiu a bordo ao largo de Trelleborg, na zona sul da Suécia.

"Segundo as nossas informações, o navio foi essencialmente utilizado, pelo que entendemos, para transportar cereais roubados na Ucrânia", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, Daniel Stenling, citado pela agência de notícias Agence France Presse (AFP).

"Conseguimos determinar que navega sob um pavilhão falso, falsamente registado na Guiné", acrescentou Daniel Stenling, acrescentando que dez dos onze tripulantes são russos.

Segundo a polícia costeira, um dos elementos da tripulação está a ser investigado por violação do código marítimo em matéria de navegabilidade e segurança do navio: "As nossas investigações reforçam as nossas suspeitas e convicções relativamente a importantes deficiências em matéria de segurança marítima neste navio", disse Daniel Stenling.

A AFP acrescenta que a "frota fantasma" de Moscovo é composta por navios cuja propriedade é opaca, sendo utilizada para contornar as sanções ocidentais.

"É um problema para nós constatar que há cada vez mais navios que não respeitam o direito do mar", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, salientando que "o risco de acidentes aumenta" quando os navios não cumprem a legislação.

Segundo o responsável, "muitas vezes, estes navios não têm seguro em caso de incidente".

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, já agradeceu hoje à Suécia por reforçar as ações contra esses navios: "As sanções funcionam quando são rigorosamente aplicadas. Juntos, temos de parar as atividades da frota fantasma da Rússia", disse.

"Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que Cuba está nos "seus últimos momentos de vida", acrescentando que está a negociar com Havana e que o país terá "uma grande vida nova".

Por LUSA 

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", afirmou o presidente norte-americano durante uma cimeira em Miami com presidentes da direita latino-americana.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, Trump afirmou que espera "com entusiasmo a grande mudança que em breve chegará a Cuba", mas também salientou que a sua "atenção neste momento" está na guerra com o Irão.

Trump também afirmou que ele próprio e o seu secretário de Estado, Marco Rubio, com um cargo equivalente ao de ministro dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, estão a "negociar" com o governo de Havana.

"Eu pensaria que um acordo com Cuba seria feito muito facilmente, mas durante 50 anos tenho ouvido falar de Cuba; desde que era criança ouvia falar de Cuba", declarou.

Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo venezuelano e Trump anunciou tarifas para qualquer país que forneça petróleo a Cuba, um bloqueio energético que agravou a crise social e económica da ilha.

Na cimeira organizada por Trump em Mai estiveram os presidentes da Argentina, Javier Milei, da Bolívia, Rodrigo Paz, da Costa Rica, Rodrigo Chavez, da República Dominicana, Luis Abinader, do Equador, Daniel Noboa, de El Salvador, Nayib Bukele, da Guiana, Irfaan Ali, das Honduras, Nasry Asfura, do Panamá, José Raúl Mulino, do Paraguai, Santiago Peña, e a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar.

Também participa o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que tomará posse na próxima quarta-feira, aponta ainda a Efe.


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Cartéis? "Única forma de derrotar é libertando o poder dos exércitos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou hoje líderes da América Latina a recorrer às forças armadas para combater cartéis de droga e gangues transnacionais, que considera uma "ameaça inaceitável" à segurança no hemisfério ocidental.

Por LUSA 

Durante uma cimeira realizada na Florida, Trump defendeu que a cooperação militar entre os países da região é essencial para enfrentar o crime organizado, comparando o esforço ao da coligação internacional que combateu o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente.

A única forma de derrotar estes inimigos é libertando o poder dos nossos exércitos", afirmou Trump. "Temos de usar os nossos militares. Vocês têm de usar os vossos militares"; referiu. E citando a coligação liderada pelos EUA que enfrentou o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente, o presidente republicano disse: "Temos agora de fazer o mesmo para erradicar os cartéis em casa".

O encontro, que a Casa Branca designou como a cimeira "Escudo das Américas", ocorreu apenas dois meses depois de Trump ter ordenado uma operação militar norte-americana para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e levá-lo, juntamente com a sua mulher, para os Estados Unidos para responder a acusações de conspiração ligada ao tráfico de droga.

Os líderes da Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago juntaram-se ao presidente republicano no Trump National Doral Miami, um resort de golfe que também deverá acolher a cimeira do G20 ainda este ano.

A ideia de uma cimeira de conservadores com posições semelhantes em todo o hemisfério surgiu após o cancelamento da que seria a 10.ª edição da Cimeira das Américas, que acabou por ser suspensa durante o reforço militar dos Estados Unidos ao largo da costa da Venezuela no ano passado.

Trump afirmou também que "o epicentro da violência dos cartéis" está no México, acusando os grupos criminosos mexicanos de impulsionarem grande parte do derramamento de sangue e do caos no hemisfério. Ainda assim, descreveu a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, como "uma muito boa pessoa".

"Como parte do nosso compromisso para combater a presença dos cartéis na região, devemos reconhecer que o epicentro da violência dos cartéis é o México", declarou Trump, acrescentando que "os cartéis mexicanos estão a impulsionar muito derramamento de sangue e caos no hemisfério".

Segundo a Associated Press (AP), o tempo de Trump com os líderes latino-americanos foi limitado. Depois do encontro, partiu para a Base Aérea de Dover, no Delaware, para assistir à transferência solene dos restos mortais de seis militares norte-americanos mortos num ataque com drone contra um centro de comando no Kuwait, um dia depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado a sua operação militar contra o Irão.

Ainda assim, com esta cimeira, Trump procurou virar as atenções para o hemisfério ocidental, pelo menos por um momento. O presidente prometeu reafirmar a predominância dos Estados Unidos na região e contrariar o que considera serem anos de crescente presença económica chinesa no "quintal" americano.

Trump afirmou também que os Estados Unidos irão voltar a concentrar-se em Cuba após a guerra com o Irão e sugeriu que a sua administração poderá chegar a um acordo com Havana, sublinhando a postura cada vez mais agressiva de Washington face à liderança comunista da ilha.

"Grandes mudanças chegarão em breve a Cuba", disse, acrescentando que "eles estão muito perto do fim da linha".


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As Forças Armadas americanas começaram a usar bases militares britânicas para conduzir "operações defensivas" contra Teerão, afirmou hoje o Ministério da Defesa britânico.


Sri Lanka aplicará lei para decidir futuro de marinheiros iranianos... O Sri Lanka garantiu hoje que tratará os marinheiros iranianos resgatados após o naufrágio da sua fragata por um submarino dos Estados Unidos, seguindo o direito internacional.

Por LUSA 

O anúncio ocorre num momento em que surgem relatos sobre pressões de Washington para evitar a repatriação.

Creio que temos de seguir a UNCLOS, ou seja, as leis internacionais (...). Se conseguirmos restabelecer as leis internacionais, então poderemos enfrentar qualquer desafio como país", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, durante a sua intervenção no fórum Raisina Dialogue, em Nova Deli.

A ilha acolhe 32 sobreviventes e 48 corpos da fragata iraniana IRIS Dena, que naufragou na quarta-feira ao largo da costa sul do Sri Lanka após ser atingida por um torpedo norte-americano.

O ataque, classificado pelo Irão como agressão em águas neutras, resultou no naufrágio do navio e numa operação de resgate em grande escala por parte da marinha do Sri Lanka.

Segundo o ministro, a resposta do seu país foi estritamente "humanitária", embora tenha evitado dar uma resposta categórica "sim" ou "não" à repatriação dos marinheiros.

Além dos náufragos do Dena, o Sri Lanka está a gerir a presença de um segundo navio de guerra, o IRIS Bushehr, que solicitou refúgio após relatar falhas nos seus motores um dia após o ataque contra a sua fragata irmã.

Para proteger a neutralidade do seu porto principal e evitar tensões na capital, o governo cingalês transferiu o Bushehr e os seus 219 tripulantes para a base naval de Trincomalee, no nordeste.

"Tomámos todas as medidas de acordo com as leis internacionais e creio que não precisamos de apoiar nenhuma das partes", afirmou Herath, sublinhando o delicado equilíbrio que Colombo procura manter.


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Um navio de guerra iraniano atracou no porto indiano de Kochi, no sudoeste do país, disse hoje uma fonte governamental em Nova Deli, depois de um submarino norte-americano ter afundado uma fragata iraniana no Sri Lanka.

Israel atacou em Teerão 16 aviões usados para enviar armas ao Hezbollah... A Força Aérea israelita adiantou hoje ter bombardeado, durante a noite, o aeroporto Mehrabad, em Teerão, e destruído 16 aviões utilizados pela Força Quds da Guarda Revolucionária para fornecer armas ao grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah

Por LUSA 

"No ataque, 16 aeronaves da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irão foram destruídas com precisão. Estas aeronaves estavam a transportar armas para o Hezbollah como parte do esforço do regime (iraniano) para armar a organização terrorista que funciona como seu principal satélite", indicou a Força Aérea israelita, em comunicado.

Mehrabad tem sido alvo de ataques por parte de Israel e, esta noite, a televisão local transmitiu imagens do aeródromo a arder em vários locais e com densas colunas de fumo.

O aeroporto, assim como o da cidade de Bushehr e o de Payam em Karaj, foram atacados nos últimos dias pela Força Aérea israelita para desmantelar os sistemas de defesa e deteção.

"Também foram atacados vários caças iranianos que representavam uma ameaça para a Força Aérea israelita que opera no espaço aéreo iraniano", assinalou.

Há uma semana, Israel embarcou numa guerra, juntamente com os Estados Unidos, contra a República Islâmica do Irão, justificando-a com diferentes objetivos: derrubar o regime dos aiatolas, no plano político, e desarmar a força balística e nuclear do país, no plano militar.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para a guerra regional com o Irão, quando o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou um ataque contra Israel, que respondeu com uma campanha de ataques massivos.

No Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques da República Islâmica a Israel causaram a morte de 10 pessoas.