segunda-feira, 23 de março de 2026

23 de março de 2013 – 23 de março de 2026: 13 anos de blog… e continuamos firmes!

©Faladepapagaio.blogspot.com
São muitos dias, meses e anos dedicados a um propósito que cresce a cada passo.

Ao longo desta caminhada, tivemos o privilégio de receber mais de 22 milhões de visitantes — um marco que nos enche de orgulho e responsabilidade.

Aprendi que consistência + volume = crescimento. E este percurso é a prova disso.

O nosso sincero agradecimento a todos que fazem parte desta história.

Cada clique, cada leitura e cada interação são essenciais para continuarmos a construir, evoluir e crescer juntos.

Gratidão por estarem connosco.

domingo, 22 de março de 2026

Novo centro de rastreio de cancro da mama inaugurado em Lisboa... A Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou um novo centro de rastreio de cancro da mama. O espaço pretende reforçar a capacidade de diagnóstico precoce na região de Lisboa. O objetivo é fazer chegar o rastreio do cancro da mama a mais de 10 mil mulheres por ano, na região sul.

Por sicnoticias.pt

Com base em Lisboa, a Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou esta segunda-feira um novo centro. Aqui, as utentes vão poder fazer a mamografia, são encaminhadas para consultas e tratamentos e há também um reforço do apoio psicológico.

O grupo de apoio de Lisboa existe desde 2023, dedicado sobretudo a ações de sensibilização e a promover rastreios na cidade.

O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres em Portugal. Todos os anos são diagnosticados cerca de nove mil casos.

GUINÉ-BISSAU: Bissau admite que só 24% da população consome água potável segura... O Governo guineense admitiu hoje que apenas 24% da população tem acesso a água potável gerida de forma segura, 50% das bombas manuais construídas para extração de água estão avariadas e 65% de poços se encontram contaminados.

© Lusa   22/03/2026 

Os dados foram revelados pela inspetora-geral do Ministério do Recursos Naturais, Aissatu Indjai, num discurso pela ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala hoje.

Citada pelos órgãos de comunicação social guineenses, a responsável lamentou "a difícil situação" do país em termos de acesso e consumo de água potável segura, salientando o facto de que a população "está exposta a sérios riscos de saúde".

Aissatu Indjai indica que os impactos imediatos são verificados na vida das crianças, das mulheres e das raparigas, sobretudo as que vivem nas zonas rurais, com enfoque para as zonas do sul, nomeadamente nas regiões de Quinara e Tombali.

A inspetora-geral do Ministério dos Recursos Naturais destacou que o Governo de transição no poder na Guiné-Bissau tem a questão da água potável segura como uma das suas prioridades.

A UNICEF, agência das Nações Unidas para promover os direitos das crianças, e outros parceiros internacionais têm em curso programas de captação e canalização da água potável para várias localidades do interior da Guiné-Bissau, precisou Indjai.

Num discurso no ato solene de abertura de um reservatório de água na localidade de Safim, a 13 quilómetros de Bissau, o primeiro-ministro guineense de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou que o Governo está empenhado em expandir o acesso a água potável no país, e reforçar a captação, tratamento e distribuição.

Estes serviços terão enfoque nas zonas periurbanas e rurais da Guiné-Bissau, enfatizou Vieira Té, onde, disse, serão montadas infraestruturas resilientes capazes de fazer face às mudanças climáticas, secas, inundações e pressões ambientais.

O primeiro-ministro observou que o Governo continua a investir em "soluções que reduzam as doenças hídricas" e melhorem as condições de vida das populações.


Leia Também: Cuba: Forças armadas estão a preparar-se para possível ataque dos EUA

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou hoje que as forças armadas do país estão a preparar-se para uma possível agressão militar dos Estados Unidos da América.


Quénia vai dar amnistia aos seus cidadãos alistados nas forças russas... O Governo queniano vai conceder amnistia aos seus cidadãos que se alistaram ilegalmente nas forças russas para combater na Ucrânia.

© SIMON MAINA/AFP via Getty Images     Por LUSA  22/03/2026 

Segundo a imprensa local, o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Musalia Mudavadi.

De acordo com a lei queniana, o alistamento de cidadãos em forças armadas estrangeiras sem aprovação presidencial é proibido e acarreta penas de até 10 anos de prisão, a menos que um tribunal determine que a participação não foi voluntária.

"Até ao momento, 44 quenianos foram repatriados em segurança para o seu país, enquanto 11 foram dados como desaparecidos ou mortos em combate", afirmou Mudavadi.

"Cerca de 38 estão atualmente hospitalizados em vários centros hospitalares russos com acesso restrito", acrescentou o ministro.

A Rússia concordou em incluir o Quénia numa lista de protocolo de cessação de alistamento, ou "lista de bloqueio", interrompendo o recrutamento de cidadãos quenianos, embora tenha mantido a sua posição sobre os que já estão mobilizados, pois ter-se-iam alistado voluntariamente e, de acordo com a lei russa, são individualmente responsáveis pela sua participação.

Os dois países concordaram em que os quenianos envolvidos no conflito e eue pretendam retirar-se poderão rescindir os seus contratos e regressar, enquanto Nairobi garantiu o acesso consular aos seus cidadãos nos hospitais russos, o que permitirá o repatriamento dos feridos e mortos.

O anúncio de Mudavadi ocorreu após a sua visita a Moscovo entre 15 e 18 de março, onde se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. Os dois governos comprometeram-se a trocar informações para combater o tráfico de pessoas, o contrabando e as redes informais de recrutamento.

Em fevereiro, o Serviço Nacional de Informações do Quénia estimou que a Rússia tinha recrutado pelo menos mil cidadãos quenianos, alguns dos quais assinaram contratos com agências que prometiam pagamentos até 18.000 dólares, além de vistos, viagens e alojamento.

Embora a embaixada da Rússia no Quénia tenha negado as acusações, o Governo ucraniano indicou que, desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, contabilizou cerca de 1.780 africanos de 36 países a lutar pelo lado russo.

Enquanto alguns dos recrutados se alistam voluntariamente como mercenários, outros relataram ter sido enganados e coagidos, o que os especialistas acreditam poder constituir tráfico humano.

Kyiv revelou ainda que foram capturados cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser feita prisioneira de guerra.

Atacados quartéis, fábricas de armas e redes de água e energia iranianas... Quartéis, instalações de fabrico de armas e a rede de águas e energia do Irão foram hoje atacadas pelas forças israelitas, de acordo com comunicados das autoridades israelitas e iranianas citados pelas agências Efe e AFP.

© Kaveh Kazemi/Getty Images      Por LUSA  22/03/2026 

Segundo um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) citado pela agência Efe, o exército israelita "continua a intensificar o seu impacto operacional nos sistemas e capacidades militares do regime". 

Entre as instalações atacadas encontra-se uma base militar iraniana utilizada para treino de soldados, uma instalação de produção e armazenamento de armas do Ministério da Defesa iraniano e pelo menos um quartel-general do Ministério da Inteligência e Segurança.

Já as autoridades iranianas reconheceram hoje que as infraestruturas de água e energia do país sofreram danos significativos após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, segundo o ministro da Energia.

"A infraestrutura vital de água e eletricidade do país sofreu graves danos em resultado de ataques terroristas e cibernéticos levados a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista", disse Abbas Aliabadi, citado pela agência de notícias ISNA e pela AFP.

De acordo com o responsável do Crescente Vermelho iraniano, Pirhossein Kolivand, o número total de locais civis danificados --- incluindo edifícios residenciais e comerciais, escolas, centros médicos e veículos --- atingiu os 81.365, um número baseado nas "últimas avaliações no local".

Em Teerão, os jornalistas da AFP reportaram danos em vários edifícios residenciais e outras infraestruturas civis, mas não foi possível aceder aos locais afetados fora da capital nem verificar de forma independente o número de vítimas.

Hoje, a agência de notícias ISNA também noticiou que ataques aéreos danificaram um hospital em Ahvaz, no sul do país, e outros meios de comunicação mostraram imagens de equipas de resgate em edifícios em Tabriz (norte).

Também hoje o Irão lançou pelo menos sete ondas de ataques com mísseis que afetaram sobretudo a área metropolitana de Telavive, em Israel, levando à queda de fragmentos e munições de fragmentação caíram em estradas, num edifício residencial e num carro, confirmou o exército israelita à agência Efe.

A guerra no Médio Oriente teve início após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


Leia Também: Irão ameaça fechar totalmente Ormuz se centrais elétricas forem atacadas

O Irão ameaçou hoje fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.

Irão. Mísseis podem atingir todos os países da Europa (menos Portugal)... O Irão possui mísseis balísticos capazes de atingir todos os países da Europa, exceto Portugal. A informação foi divulgada por especialistas em defesa após uma análise às tentativas de ataque a uma base britânica, a mais de 4.000 quilómetros de distância do Irão.

© Defense Express   Por  Notícias ao Minuto  22/03/2026 

O Irão tem mísseis com capacidade para atingir todos os países da Europa, com exceção de Portugal. A conclusão é do Defense Express, um site ucraniano especializado em defesa, e surge após as forças iranianas terem tentado atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico.

Já se sabia que o Irão dispõe de um vasto arsenal de mísseis balísticos desenvolvidos localmente, incluindo os Shahab-3 com um alcance de 2.000 quilómetros. No entanto, já em outubro do ano passado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já tinha adiantado que o país estava a "desenvolver mísseis balísticos intercontinentais com um alcance de oito mil quilómetros", algo que o Irão classificou como uma "ameaça imaginária". 

Na sexta-feira, o Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.

Segundo a publicação, esta foi a "primeira utilização operacional do Irão de mísseis balísticos de alcance intermédio (IRBMs)" para tentar atingir um alvo fora do Médio Oriente.

Ora, segundo analisou o Defense Express, a distância mais curta que o míssil teria de percorrer do Irão até à base Diego Garcia é de aproximadamente 4.000 quilómetros. 

Tal significa que o Irão tem capacidade para atingir alvos a pelo menos 4.000 quilómetros de distância e, feitas as contas, o único país da Europa que fica a salvo é Portugal. Além disso, também a maior parte do Reino Unido, de Espanha e uma parte de França ficam a salvo.

Qual é, afinal, a importância da base Diego Garcia?

Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".

Londres confirmou, na semana passada, que os norte-americanos poderiam usá-la para atacar alvos iranianos no estreito de Ormuz, uma decisão que Londres deveria ter tomado "muito antes", segundo o presidente dos EUA, Donald Trump.

A base de Diego Garcia é estratégica para os Estados Unidos, que mantêm submarinos nucleares, bombardeiros e contratorpedeiros ali estacionados.

O Reino Unido assinou um acordo em 2025 para devolver o arquipélago de Chagos às Maurícias, mantendo um arrendamento de 99 anos para manter a base de Diego Garcia.

Recorde-se que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro, aumentando a tensão no Médio Oriente.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

EUA: Trump anuncia "morte do Irão". Maior inimigo agora? "Partido Democrata"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o Partido Democrata de ter-se tornado o maior perigo que o país enfrenta, após declarar "a morte do Irão" como existia até agora.

© Lusa    22/03/2026 

"Agora, com a morte do Irão, o maior inimigo que a América enfrenta é o Partido Democrata, enormemente incompetente, de esquerda radical", afirmou Trump numa mensagem publicada na sua rede social Truth Social.

Durante o fim de semana, Trump intensificou os ataques contra a oposição democrata nas redes sociais, apontando, em particular, a incompetência do partido na resolução do bloqueio orçamental que afeta o Departamento de Segurança Interna e que está a causar perturbações nos aeroportos do país devido à falta de pessoal.

"Os fascistas democratas jamais protegerão a América, mas os republicanos fá-lo-ão", escreveu no sábado.


Leia Também: Cuba aberta a "diálogo sério" com EUA, mas sem ingerência

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, manifestou hoje a disponibilidade do Governo para um "diálogo sério e responsável" com os Estados Unidos, mas sem "interferência" nos assuntos internos da ilha.

A Lua está a absorver moléculas da atmosfera terrestre... Partículas da atmosfera terrestre têm sido transportadas para o espaço pelo vento solar e aterram na Lua há biliões de anos, misturando-se com o solo lunar, de acordo com um novo estudo.

Por  Cnnportugal.iol.pt

A investigação lança uma nova luz sobre um enigma que perdura há mais de meio século, desde que as missões Apollo trouxeram amostras lunares com vestígios de substâncias como água, dióxido de carbono, hélio e nitrogénio incrustadas no rególito, a camada superficial empoeirada da Lua.

Estudos iniciais teorizaram que o Sol era a fonte de algumas dessas substâncias. Mas, em 2005, investigadores da Universidade de Tóquio sugeriram que elas também poderiam ter origem na atmosfera de uma Terra jovem, antes de ela desenvolver um campo magnético, há cerca de 3,7 mil milhões de anos. Os autores suspeitaram que o campo magnético, uma vez estabelecido, teria interrompido o fluxo, prendendo as partículas e tornando difícil ou impossível que elas escapassem para o espaço.

Agora, a nova investigação derruba essa suposição, sugerindo que o campo magnético da Terra pode até ter ajudado, em vez de a bloquear, a transferência de partículas atmosféricas para a Lua, que continua até hoje.

“Isso significa que a Terra tem fornecido gases voláteis como oxigénio e nitrogénio ao solo lunar, durante todo este tempo”, diz Eric Blackman, coautor do novo estudo e professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Rochester, em Nova Iorque.

O piloto do módulo lunar Apollo 17, Harrison Schmitt, recolheu amostras de solo lunar, em 1972. (NASA)

“Há muito que se pensava que a Lua se formou inicialmente a partir do impacto de um asteróide na proto-Terra, durante o qual houve uma grande mistura inicial desses voláteis da Terra para a Lua”, acrescenta o investigador, numa entrevista por e-mail à CNN. “Os nossos resultados mostram que ainda há partilha de voláteis, mesmo após biliões de anos”.

A presença de elementos úteis, como oxigénio e hidrogénio, na superfície da Lua pode ser interessante para a exploração lunar. “As missões lunares e, em última análise, as colónias lunares que possam surgir algum dia, provavelmente teriam de ter recursos autossustentáveis que não precisassem de ser transportados da Terra”, diz Eric Blackman.

“Por exemplo, investigadores estudaram como poderiam processar a água do rególito lunar e extrair hidrogénio e oxigénio para produzir combustível. Existem também estudos sobre combustível à base de amoníaco, que aproveitaria o azoto transportado para a Lua pelo vento solar. Assim, este material transportado pelo vento solar entra no solo e torna-se parte do recurso local que tais inovações poderiam explorar”, exemplifica.

As amostras lunares da Apollo 14 foram analisadas numa instalação de quarentena em 1971. (NASA)

Um valioso registo químico

Para o novo estudo, os investigadores utilizaram simulações em computador e testaram dois cenários. Um tinha vento solar forte - um fluxo de partículas em alta velocidade proveniente do sol - e nenhum campo magnético ao redor da Terra. O outro tinha vento solar mais fraco e um campo magnético forte ao redor da Terra. Os cenários correspondem aproximadamente a um estado antigo e a um estado moderno do nosso planeta. O cenário da Terra moderna revelou-se o mais eficaz na transferência de fragmentos da atmosfera terrestre para a Lua.

Os investigadores compararam então os resultados com os dados obtidos diretamente da análise do solo lunar em estudos anteriores. “Utilizámos amostras lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo 14 e 17 para validar os nossos resultados”, explica Shubhonkar Paramanick, estudante de pós-graduação do departamento de física e astronomia da Universidade de Rochester. Paramanick foi o principal autor do estudo, publicado em dezembro, na revista Nature Communications Earth & Environment.

“Temos este vento solar a entrar na atmosfera terrestre e, em seguida, a atmosfera terrestre a escapar. Por isso, tentámos determinar qual seria a proporção desta mistura ou distinguir quais as partículas de origem solar e quais as de origem terrestre”, acrescenta.

O campo magnético da Terra é gerado por correntes elétricas produzidas pelo movimento de ferro e níquel fundidos no núcleo externo líquido do planeta. Estende-se até longe no Espaço, formando um escudo que deflete grande parte do vento solar, que, de outra forma, corroeria a atmosfera.

Quando o campo magnético interage com o vento solar, cria uma magnetosfera - uma estrutura semelhante a um cometa, com uma frente comprimida e uma longa cauda. Quando as partículas do vento solar são canalizadas ao longo das linhas da magnetosfera, perto dos polos, obtemos auroras, também conhecidas como luzes do Norte e do Sul.

As auroras boreais, vistas aqui ao norte de Inuvik, nos Territórios do Noroeste do Canadá, ocorrem quando partículas carregadas de energia de ejeções de massa coronal atingem o campo magnético da Terra e interagem com os gases atmosféricos. (Cole Burston/AFP/Getty Images)

A forma da magnetosfera explica porque é que o vento solar pode arrancar algumas partículas da atmosfera da Terra e guiá-las para o espaço. Isso também permite que uma fração maior da atmosfera da Terra seja transportada para a Lua do que no modelo da Terra não magnetizada, ou antiga, de acordo com Eric Blackman.

“O campo magnético não é puramente protetor por duas razões. Uma é que ele exerce pressão, o que de certa forma infla a atmosfera da Terra, dando ao vento solar um pouco mais de acesso à atmosfera”, começa por explicar. “E a outra é que, quando a Lua está na fase de lua cheia da sua órbita, ela passa por uma região chamada ‘cauda magnética’, onde o campo magnético abre um canal que permite que o material atmosférico soprado siga um caminho mais direto para a Lua”, acrescenta.

A Lua passa pela cauda magnética durante alguns dias de cada mês e as partículas pousam na superfície lunar, onde ficam incrustadas no solo, pois a Lua não tem atmosfera para as bloquear.

Compreender a história desta interação entre a Lua e a Terra é importante porque fornece um valioso registo químico ou informações sobre a antiga atmosfera da Terra que podem estar contidas no solo lunar, argumenta o estudo. A composição da atmosfera, diz Eric Blackman, está ligada à evolução da vida em diferentes fases da história da Terra.

Uma vista da Terra sobre o horizonte lunar, capturada pela Apollo 11. (NASA/Hulton Archive/Getty Images)

Uma nova perspetiva

Kentaro Terada, professor de Cosmoquímica Isotópica e Geoquímica na Universidade de Osaka, no Japão, diz estar muito satisfeito porque as suas observações foram corroboradas teoricamente. Terada liderou um estudo, em 2017, que mostrou como o vento solar e o campo magnético da Terra transportaram oxigénio para a Lua, mas não esteve envolvido nesta nova investigação.

“Há muito que se reconhece que a Terra e a Lua evoluíram fisicamente par a par, desde a sua formação”, afirma o especialista numa entrevista por e-mail.

A descoberta de meteoritos lunares e a observação de fluxos de partículas da Terra transportadas pelo vento solar revelam uma nova perspetiva. “Os dois corpos também se influenciaram quimicamente, numa espécie de troca de materiais”, explica Kentaro Terada, acrescentando que o artigo é “muito empolgante na sua discussão abrangente da história da Terra”.

Uma rocha de uma fenda de rególito, com 3,2 mil milhões de anos, foi recolhida pela Apollo 15. (Michael Wyke/AP)

A Lua contém pistas sobre a história e a evolução da Terra e este novo estudo reforça essa noção, de acordo com Simeon Barber, investigador sénior da Open University, no Reino Unido, que também não esteve envolvido no trabalho.

O estudo também é oportuno, acrescenta, devido à recente aquisição de novas amostras de solo lunar jovem pela missão Chang'e-5 da China, em 2020, bem como as primeiras amostras do lado oculto da Lua pela Chang'e-6, em 2024, que oferecem a oportunidade de testar ainda mais as descobertas.

Além disso, Barber diz que o trabalho informará a interpretação dos resultados dos próximos módulos de aterragem robóticos lunares capazes de medir diretamente os elementos voláteis no rególito lunar.

Israel ordena destruição de todas as pontes sobre o rio Litani no Líbano... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ordenou hoje que fossem destruídas "imediatamente" todas as pontes sobre o rio Litani, no Líbano, o que isolaria completamente uma faixa do sul do país.

© Elad Malka (IMoD)/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  22/03/2026 

"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu ordenámos às Forças de Defesa de Israel (FDI) que destruam imediatamente todas as pontes sobre o rio Litani", afirmou Katz, alegando que estas são utilizadas para o contrabando de armas e membros do Hezbollah para o sul do Líbano. 

Além disso, Katz afirmou que o Exército israelita procura também "acelerar a destruição de casas libanesas" nas aldeias fronteiriças, "seguindo o modelo de Beit Hanoun e Rafah, em Gaza", referindo-se a duas aldeias no norte do enclave palestiniano praticamente apagadas do mapa após a ofensiva israelita.

Em concreto, o porta-voz militar em língua árabe de Israel, Avichay Adraee, detalhou hoje no X que um dos alvos é a ponte Qasmiyeh, que já tinha sido bombardeada na passada quinta-feira.

Nesse bombardeamento, o correspondente da televisão russa RT Steve Sweeney e o operador de câmara Ali Rida foram feridos por um míssil israelita perto da ponte e de uma base militar.

Na quinta-feira, o exército israelita afirmou já ter destruído pelo menos duas pontes sobre o rio Litani, além de uma outra que colapsou no passado dia 13, segundo os recentes comunicados militares.

Em 02 de março, o Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, após o movimento xiita libanês Hezbollah - pró-iraniano - ter lançado foguetes contra Israel.

As forças israelitas, em retaliação, têm bombardeado intensamente o sul do Líbano, com forças de artilharia e blindados. Em 16 de março, o Exército israelita anunciou ter iniciado "operações terrestres limitadas e direcionadas" contra o Hezbollah no sul do Líbano.


Leia Também: Netanyahu diz estar a "esmagar" o inimigo: "É hora de se juntarem a nós"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje, durante uma visita ao local de um ataque com míssil iraniano, que Israel está a "esmagar" o inimigo e a "vencer a batalha" contra o Irão.

OMS alerta que guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa"... A guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa" com ataques próximos de instalações nucleares no Irão e em Israel, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

© REUTERS/Denis Balibouse    Por  LUSA  22/03/2026 

"Os ataques a instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X. 

O responsável da OMS fez um apelo urgente a "todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem qualquer ação que possa desencadear incidentes nucleares".

No sábado, o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, no mesmo dia, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Há uma crescente tensão no Médio Oriente após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que teve início em 28 de fevereiro.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Israel contabiliza mais de 400 mísseis iranianos desde o início da guerra... Israel contabiliza que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis balísticos contra o seu território desde o início da guerra, tendo conseguido intercetar 92%.

© MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images     Por  LUSA  22/03/2026 

"Obtivemos excelentes taxas de intercetação, com aproximadamente 92% de sucesso", em "quatro alvos de impacto direto", disse o porta-voz do exército israelita, Nadav Shoshani, a partir de Jerusalém.

"Os mísseis balísticos que vimos ontem [sábado] não são diferentes dos mísseis balísticos que intercetámos no passado e que intercetaremos no futuro", acrescentou.

Jornalistas da agência francesa AFP relataram ter ouvido explosões em Jerusalém esta madrugada e os serviços de emergência israelitas deram conta de 15 feridos em resultado de estilhaços após a interceção de mísseis iranianos na área metropolitana de Telavive, a capital israelita.

No sábado, dois mísseis iranianos não foram intercetados e atingiram duas cidades no sul de Israel, Dimona (que abriga um centro estratégico de pesquisa nuclear) e Arad, causando danos consideráveis em áreas residenciais e ferindo mais de cem pessoas.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

O Irão acusa os seus vizinhos do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas lancem ataques contra o país a partir dos seus territórios.

Desde o início da guerra, o Irão lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerão, visaram os interesses e a presença militar norte-americanos naqueles países.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.


Leia Também: Israel confirma impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram hoje que mísseis iranianos atingiram o centro do país, sem que, por enquanto, se conheçam detalhes sobre as áreas afetadas nem sobre o número de projéteis que caíram no solo.

Macau requer "medidas radicais" face à natalidade mais baixa do mundo... Investigadoras disseram à Lusa que, para reverter a natalidade mais baixa do mundo, Macau precisa de "medidas mais radicais" do que meros subsídios para melhorar a vida de toda a população.

© Lusa   22/03/2026 

Em 2025, a região registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século. No ano anterior, a taxa de fecundidade tinha sido de 0,58 nascimentos por mulher, longe do necessário para a substituição de gerações (2,1).

Segundo estimativas do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, Macau terá tido em 2024 a mais baixa natalidade do mundo, seguida de Singapura, com uma taxa de fecundidade de 0,95 nascimentos por mulher.

Algo que "reflete pressões estruturais comuns em muitas economias urbanas do leste asiático onde o custo de vida é elevado", disse Emma Zang Xiaolu, socióloga da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Em Hong Kong, 15 escolas primárias estão em risco de fechar após a vizinha região chinesa ter registado em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre.

A China continental registou 7,92 milhões de nascimentos em 2025, o valor mais baixo desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos.

"Aquelas trajetórias de vida muito convencionais, sobre a idade em que se deve casar e, depois de casar, deve-se ter filhos, essas normas foram enfraquecendo", disse Mu Zheng, socióloga da Universidade Nacional de Singapura.

À medida que o leste asiático se tornou mais desenvolvido e rico, as pessoas "valorizam mais as preferências individuais", apesar da influência "da família e dos valores familiares" ser ainda maior do que no Ocidente, acrescentou.

Mas a pressão da família colide com "muitos outros tipos de pressões", sublinhou Mu Zheng, incluindo expectativas de um bom desempenho académico e, mais tarde, uma cultura de trabalho "muito exigente".

Emma Zang também aponta "as longas jornadas de trabalho" como fatores que dificultam a constituição de uma família, juntamente com "os custos de habitação e a incerteza quanto às oportunidades económicas futuras".

Macau era a 13.ª cidade mais cara do mundo em 2024, de acordo com um inquérito da empresa de consultoria norte-americana Mercer, sobretudo devido ao preço da habitação.

As pressões sentidas em outras cidades do leste asiático "são intensificadas" em Macau, sublinhou Emma Zang, "por uma economia altamente especializada e pelo espaço habitacional limitado".

Ter filhos ainda não está nos planos de Emily Cheong, de 29 anos, apesar de já ter casado há três anos. "Ainda estamos a viver com os meus pais, a tentar poupar para a entrada de um apartamento", explicou a residente à Lusa.

A situação do casal complicou-se no ano passado, quando encerrou o 'casino-satélite' em que trabalhava o marido de Cheong, um 'croupier' que conseguiu encontrar um novo emprego, mas com um salário mais baixo.

Dez 'casinos-satélite' -- espaços sob a alçada das concessionárias de jogo, mas geridos por outras empresas -- fecharam portas em 2025, antes da data limite imposta quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022.

O Governo de Macau introduziu medidas para incentivar a natalidade, como um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.830 euros), para crianças até aos três anos.

Mas Emma Zang não está otimista: "Incentivos governamentais podem ajudar de forma marginal, mas estudos a nível mundial sugerem que os subsídios financeiros, por si só, raramente revertem o declínio".

"Muitas dessas políticas não são particularmente eficazes", confirmou Mu Zheng, porque os incentivos "podem não ser suficientemente grandes para realmente remover toda a ansiedade" dos jovens adultos.

A socióloga deu como exemplo a expectativa, colocada nos pais, de "um investimento intensivo, de tempo, energia e dinheiro, no desenvolvimento e educação dos filhos".

Emma Zang acredita que "melhor acessibilidade à habitação, equilíbrio entre o trabalho e a família e disponibilidade de cuidados infantis tendem a ser mais importantes para a estabilização demográfica a longo prazo".

O Governo de Macau prometeu oferecer, de forma gratuita, mais e melhores creches e lançou uma consulta pública, que terminou na segunda-feira, sobre o aumento, no setor privado, da licença de maternidade, de 70 para 90 dias.

Políticas que "realmente apoiem as famílias jovens e incentivem a igualdade de género", nomeadamente na divisão do trabalho doméstico, podem funcionar, mas Mu Zheng sublinha que mesmo na Escandinávia o efeito foi-se esbatendo.

A socióloga diz que, a longo prazo, é preciso "medidas mais radicais e abrangentes", incluindo "criar uma cultura de trabalho mais amiga" da vida familiar e "reduzir a pressão sobre a saúde mental".

Irão diz que Estreito de Ormuz permanece aberto apesar do ultimato de Trump... O Irão garantiu hoje que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional, exceto para Israel e os Estados Unidos, apesar do ultimato de 48 horas do Presidente norte-americano para a abertura total desta passagem marítima estratégica.

Por  LUSA 

"O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos", disse o representante permanente do Irão na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.

Mousavi indicou que a passagem de navios pelo estreito estratégico é possível "com coordenação com as autoridades iranianas para disposições de segurança e proteção".

O diplomata iraniano afirmou que a causa da atual situação na região do Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz é a "agressão" dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e que Teerão está disposto a cooperar com a IMO e com os países "para melhorar a segurança marítima e proteger os marítimos".

Estas declarações surgem horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado o Irão de atacar as suas centrais elétricas se não abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas.

Os militares iranianos, por seu lado, alertaram que atacariam a infraestrutura energética dos EUA, as centrais de dessalinização e os locais de tecnologia da informação na região se as suas centrais elétricas fossem bombardeadas.

A guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.


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O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.


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Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana... Cuba sofreu no sábado um novo apagão nacional, devido ao desligamento total do Sistema Elétrico Nacional às 18h38 locais (22h38 de Lisboa), o segundo em menos de uma semana e o sétimo em ano e meio.

LUSA 

O Ministério da Energia e Minas cubano informou nas redes sociais sobre o novo incidente: "Ocorreu um desligamento total do Sistema Elétrico Nacional. Já estão a ser aplicados os protocolos para a reposição" do abastecimento de energia.

Até agora, não foram apontadas possíveis causas para o desligamento. Ao contrário do que aconteceu em ocasiões anteriores, os motivos do apagão nacional de segunda-feira h o primeiro desta semana - não foram explicados.

Cuba encontra-se mergulhada numa profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses com o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que elevou os cortes de energia elétrica a níveis recorde.

Nas últimas duas semanas, registaram-se dois apagões nacionais e um corte de abastecimento em grande escala, que deixou dois terços da ilha sem eletricidade.

Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: os cortes em Havana são de cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões já estiveram dois dias consecutivos sem energia.

Com base em experiências prévias, a reposição do funcionamento do Sistema Elétrico Nacional (SEN) é um processo lento e trabalhoso que pode demorar dias: implica começar a produzir energia de fontes de arranque simples (solar, hidroelétrica, geradores) para fornecer eletricidade a pequenas áreas que são depois interligadas.

O objetivo é fornecer quanto antes a energia suficiente às centrais termoelétricas do país, o pilar da produção elétrica em Cuba, para que estas possam novamente arrancar e produzir energia em grandes quantidades para satisfazer a procura.

O problema essencial que diferencia esta situação h e a da passada segunda-feira h das anteriores é que atualmente o país quase não dispõe de gasóleo e fuelóleo para os seus motores de geração de energia, por causa do embargo petrolífero norte-americano.

Pôr as centrais termoelétricas a funcionar sem esta fonte energética de arranque rápido pode ser um desafio, como explicou recentemente o diretor-geral de Eletricidade do Ministério da Energia e Minas cubano, Lázaro Guerra, após um apagão que afetou cerca de seis milhões de cubanos.

Este novo apagão nacional ocorre quando várias centenas de políticos e ativistas, sobretudo da América Latina e da Europa, se concentraram em Havana, em solidariedade com Cuba, para protestar contra o embargo petrolífero dos Estados Unidos.

Antes do desligamento total do SEN, Cuba já previa para sábado cortes prolongados no abastecimento de eletricidade ao longo de todo o dia e que, no pico da procura, cerca de 60% do país ficasse simultaneamente sem energia.

No sábado, dez das 16 unidades de produção termoelétricas do país estavam inoperacionais devido a avarias ou obras de manutenção (quando esta fonte representa 40% da matriz energética).

Estas interrupções não estão relacionadas com o embargo petrolífero dos Estados Unidos (porque utilizam sobretudo petróleo nacional), mas com as condições em que funcionam estas infraestruturas obsoletas, com décadas de utilização e uma ausência crónica de investimento.

Outros 40% da matriz energética eram provenientes da chamada produção distribuída (geradores a gasóleo e fuelóleo), que o Governo indicou estar completamente parada desde janeiro devido à falta de combustível.

Especialistas independentes indicam que a crise energética cubana decorre de uma combinação de subfinanciamento crónico do setor e do atual embargo norte-americano.

O Governo cubano destaca, acima de tudo, o impacto das sanções norte-americanas e acusa Washington de "asfixia energética".

Diversas estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares (6.900 e 8.630 milhões de euros) para recuperar o sistema elétrico.

Os apagões estão a prejudicar a economia, que sofreu uma contração de mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais.

Além disso, foram o rastilho dos principais protestos dos últimos anos, desde a revolta social de 11 de julho de 2021 até às manifestações registadas nos últimos dias em Havana e Morón, no centro da ilha caribenha.

sábado, 21 de março de 2026

AIEA pede "máxima contenção militar" após ataque a Dimona em Israel... A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) apelou hoje para a "máxima contenção militar", após um míssil iraniano ter atingido a cidade israelita de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear.

Por  LUSA  21/303/2026.  

"A AIEA (...) não recebeu qualquer indicação sobre possíveis danos no centro de investigação nuclear do [deserto do] Neguev", afirmou a agência especializada da ONU numa mensagem publicada na rede social X.

As informações provenientes de Estados da região indicam que nenhum nível anormal de radiação foi detetado", acrescentou a organização.

Depois de atingir as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que hoje entrou na quarta semana, estendeu-se às instalações nucleares: o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, esta manhã, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Trinta e nove pessoas foram feridas por estilhaços em Dimona, onde um edifício de habitação sofreu o "impacto direto do míssil" iraniano, segundo as autoridades locais.

Detritos de todos os tipos, árvores cortadas e blocos de betão cobrem o local, que se assemelha a um campo de batalha.

O local atingido situa-se numa zona residencial, a cerca de cinco quilómetros do Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Israel é considerado o único país do Médio Oriente a possuir armas nucleares, mas mantém uma política de "ambiguidade estratégica" sobre o assunto.

O complexo de Dimona é oficialmente dedicado à investigação nuclear e ao fornecimento de energia.

O Irão reivindicou o ataque com o míssil, afirmando que foi "uma resposta" ao "ataque inimigo" ao complexo de Natanz, anteriormente relatado por Teerão.

De acordo com a Organização de Energia Atómica do Irão, "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" em Natanz, local que já tinha sido atingido no início de março.

O Exército israelita afirmou "desconhecer" qualquer ataque deste tipo, ao passo que a televisão estatal iraniana Kan noticiou ter-se tratado de um ataque norte-americano.

No entanto, Israel afirmou ao fim da tarde ter bombardeado um centro universitário em Teerão, Malek-Ashtar, "utilizado pelo regime terrorista iraniano para desenvolver componentes para armas nucleares".

Ao lançar a ofensiva contra o Irão, com Israel, a 28 de fevereiro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a intenção de eliminar a ameaça nuclear iraniana, já significativamente enfraquecida pela guerra de 12 dias em junho de 2025

As potências ocidentais suspeitam que o Irão está a tentar produzir armas nucleares, o que Teerão nega, e as negociações sobre a matéria em curso em fevereiro foram abruptamente interrompidas pelo ataque israelo-norte-americano.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e tem lançado ataques indiscriminados contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.230 civis mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 civis feridos, segundo o balanço oficial divulgado a 05 de março.

Hoje, a emissora estatal elevou o número de mortos para mais de 1.500, citando o Ministério da Saúde.

A organização não-governamental opositora HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou na sexta-feira o total de vítimas mortais em pelo menos 3.134.


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Um míssil balístico iraniano atingiu hoje a cidade israelita de Arad, causando pelo menos 64 feridos, sete em estado grave, segundo um balanço provisório dos serviços de emergência

Irão ataca cidade israelita com centro de investigação nuclear... Pelo menos 39 pessoas ficaram hoje feridas no sul de Israel, num ataque de mísseis iranianos à região de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear, anunciaram os serviços de emergência israelitas.

Por LUSA 

Na região, localizada no deserto do Neguev, "em todos os pontos afetados, as equipas do Magen David Adom (MDA, equivalente israelita à Cruz Vermelha) assistiram 39 pessoas feridas com estilhaços, traumatismos sofridos enquanto se dirigiam para áreas protegidas", precisou o MDA num comunicado.

Entre os feridos atingidos por estilhaços, encontram-se um menino com cerca de dez anos, em estado grave, e uma mulher na faixa dos 40, segundo o MDA.

A televisão israelita exibiu imagens de um edifício de apartamentos com a fachada praticamente destruída, crivada de buracos e estilhaços, numa zona urbana.

A localização exata dos pontos atingidos é ainda desconhecida, mas as imagens divulgadas nas redes sociais mostram explosões em áreas urbanas.

A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Há pouca informação disponível sobre a instalação nuclear de Dimona, uma vez que Israel mantém uma política de "ambiguidade estratégica", não confirmando nem negando a posse de armas nucleares.

Este ataque iraniano ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram ataques ao complexo nuclear iraniano de Natanz, no centro do Irão.

O Exército israelita, contactado pela agência de notícias francesa, AFP, após a difusão nas redes sociais de imagens mostrando uma bola de fogo a atingir o solo, indicou tratar-se do "impacto direto de um míssil num edifício" da cidade de Dimona.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Veja as imagens do ataque


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Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 exigiram hoje ao Irão que "ponha fim imediata e incondicionalmente" aos seus ataques "injustificáveis" contra os países do Médio Oriente, segundo uma declaração conjunta.