sexta-feira, 29 de maio de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: "Estados europeus são participantes diretos na guerra contra a Rússia"... Após a queda de um alegado drone russo na Roménia, Dmitry Medvedev rejeitou críticas europeias e acusou os países da UE de participarem na guerra contra a Rússia. O ex-presidente russo avisou ainda que os europeus "não poderão dormir descansados" enquanto o conflito continuar.

© Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    noticiasaominuto.com  29/05/2026 

O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, rejeitou as críticas sobre a queda de um alegado drone russo na Roménia e alertou que "os Estados europeus são participantes diretos na guerra contra a Rússia".

Numa publicação, na rede social russa Max, Medvedev defendeu que "é claro que é necessário determinar de quem era o drone", mas sublinhou que "todos os países da União Europeia precisam de se calar sobre este assunto". 

"É claro que é necessário determinar de quem era o drone", referiu o ex-presidente russo, citado pela imprensa internacional. "Mas, em todo o caso, todos os países da UE precisam de se calar sobre este assunto". 

Frisando que "os Estados europeus são participantes diretos na guerra contra a Rússia", Medvedev acusou ainda a UE de fornecer armas e informações à Ucrânia para serem utilizadas em ataques em território russo. 

"Drones europeus, peças sobressalentes para eles, outras armas, para não mencionar os dados dos serviços de informação, participam em ataques contra o nosso país todos os dias. Como resultado das suas ações, os edifícios residenciais são danificados e os nossos cidadãos pacíficos são mortos", disse.

Medvedev alertou ainda que os cidadãos dos países da UE "não poderão dormir descansados" enquanto a guerra continuar. "É melhor que estejam preparados – isto vai continuar a acontecer. Há uma guerra em curso!", atirou. 

Sublinhe-se que a queda do drone em território romeno, junto à fronteira com a Ucrânia fez dois feridos e desencadeou uma série de condenações de países europeus, da Comissão Europeia e da Aliança Atlântica.

O incidente levou a Roménia a declarar 'persona non grata' o cônsul-geral da Rússia em Constança e ordenou o encerramento do consulado russo.

A decisão foi anunciada horas depois de o governo romeno ter convocado o embaixador russo para prestar esclarecimentos sobre o incidente, classificado por Bucareste como "extremamente grave".

A Rússia, por sua vez, ameaçou com "medidas de retaliação" iminentes em resposta à decisão da Roménia. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que os países ocidentais estão a "fazer barulho" em torno do incidente com o objetivo de "desviar a atenção" de um ataque da Ucrânia contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que resultou em 21 mortos.

A porta-voz da diplomacia russa acrescentou que a Roménia precisava de algo para justificar o encerramento do consulado russo no país e que agora o conseguiu.

A Roménia, membro da NATO e da União Europeia (UE), partilha uma extensa fronteira com a Ucrânia e tem registado vários incidentes relacionados com a guerra desencadeada pela Rússia, incluindo a queda de destroços de drones em zonas próximas da fronteira.

Portugal: Aprovado: jovens vão poder receber 439 euros e tirar carta de condução em programa ligado às Forças Armadas... Resolução da AD recomenda ao Governo a criação do programa voluntário "Defender Portugal", destinado a jovens entre os 18 e os 23 anos

Por cnnportugal.iol.pt

O projeto de resolução PSD/CDS que recomenda ao Governo a criação de um programa cívico militar para atrair jovens para as Forças Armadas foi aprovado esta sexta-feira em votação final global, com abstenção do PS e JPP.

O texto final da recomendação ao executivo – que não tem força de lei – foi aprovado em plenário com os votos contra do Livre, PCP, BE e PAN, e os votos favoráveis das bancadas à direita, PSD, CDS-PP, Chega e IL. 

O programa “Defender Portugal” proposto pela AD tem a duração de três a seis semanas – uma parte a cumprir em regime de internato - e é destinado a jovens portugueses entre os 18 e os 23 anos, tendo por objetivo “a formação cívica, física e militar de jovens cidadãos e o reforço da ligação entre a sociedade civil e a Defesa Nacional”.

Em troca, os jovens voluntários que concluam o programa têm direito a “uma retribuição única no valor de 439,21 euros” (correspondente a 50% do valor pago durante o período de instrução básica ao primeiro escalão remuneratório das Forças Armadas) e a “possibilidade de obtenção gratuita da carta de condução, em estabelecimentos militares habilitados”.

Por outro lado, esse programa será também valorizado nos concursos de acesso às Forças Armadas, forças e serviços de segurança, órgãos de polícia e bombeiros profissionais.

Foi também aprovada outra resolução PSD/CDS – com abstenção do PS e BE, e o voto contra do PCP - que prevê a aprovação de um Plano Nacional de Saúde Mental nas Forças Armadas “único, uniformizado e universal”, intitulado “Mente Forte”.

O objetivo é reforçar programas de prevenção para todos os militares das Forças Armadas e para as suas famílias, em articulação com o Serviço Nacional de Saúde e com o Instituto de Ação Social das Forças Armadas e com a rede parceira de cuidados de saúde mental já existente.

PSD e CDS-PP pedem ainda a publicação de um Relatório Anual de Saúde Mental das Forças Armadas “que possa permitir quantificar os avanços alcançados nesta área”. No trabalho parlamentar em especialidade ficou definido que este relatório será elaborado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), ao invés de ser feito por cada um dos ramos.

Foram também aprovadas outras duas resoluções: uma do Chega, - com votos contra do PSD, CDS-PP e PCP, e apoio apenas do proponente, PS e IL, - que recomenda ao Governo que estude a criação de uma estrutura conjunta comum das Forças Armadas nas áreas administrativa, de recursos humanos e logística.

O segundo texto, da autoria da IL, foi aprovado com as abstenções de PSD, CDS-PP, Chega e PCP, e propõe a adoção de uma estratégia plurianual para o reforço da atratividade, retenção e valorização dos efetivos das Forças Armadas.

Roménia encerra consulado russo após queda de drone na fronteira... A Roménia declarou hoje 'persona non grata' o cônsul-geral da Rússia em Constança e ordenou o encerramento do consulado russo, após a queda de um drone que feriu duas pessoas num edifício residencial perto da fronteira com a Ucrânia.

© Getty Images/Stringer/Anadolu       Por LUSA   29/05/2026 

Num comunicado divulgado 'online', o Presidente romeno, Nicu?or Dan, acusou a Rússia de "total responsabilidade por este incidente sem precedentes" e anunciou medidas diplomáticas imediatas contra Moscovo.

"O cônsul-geral da Rússia em Constança foi declarado 'persona non grata' e o consulado-geral da Rússia em Constança será encerrado", declarou o chefe de Estado.

A decisão foi anunciada horas depois de o Governo romeno ter convocado o embaixador russo para prestar esclarecimentos sobre o incidente, classificado por Bucareste como "extremamente grave".

Nicu?or Dan convocou uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Defesa Nacional para avaliar as implicações do incidente.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, a Presidência romena considerou que "a natureza sem precedentes deste evento exige uma resposta firme, coordenada e proporcional a nível nacional, aliado e internacional".

A Roménia, membro da NATO e da União Europeia (UE), partilha uma extensa fronteira com a Ucrânia e tem registado vários incidentes relacionados com a guerra desencadeada pela Rússia, incluindo a queda de destroços de drones em zonas próximas da fronteira.


Leia Também: Rússia ameaça retaliação após cônsul ter sido declarado persona non grata

A Rússia ameaçou hoje "medidas de retaliação" iminentes em resposta à decisão da Roménia de declarar o cônsul-geral russo no país 'persona non grata' e encerrar o consulado após um drone ter atingido um edifício.

Portugal: Parlamento levanta a imunidade ao deputado do Chega Carlos Barbosa... A Assembleia da República aprovou hoje, em plenário, o levantamento da imunidade parlamentar ao deputado do Chega Carlos Barbosa na sequência de um processo judicial em que está em causa um crime de injúria.

© PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP via Getty Images    Por  LUSA   29/05/2026 

Este inquérito corre termos no Tribunal Judicial de Braga, círculo pelo qual Carlos Barbosa foi eleito deputado nas últimas eleições legislativas.

Fontes parlamentares referiram à agência Lusa que o deputado Carlos Barbosa foi acusado de crime de injúria por afirmações que proferiu numa reunião interna do Chega.

Carlos Barbosa, natural de Braga, frequentou a licenciatura em administração Pública, foi empresário e consultor.

No Chega, desempenha funções de presidente da mesa da Assembleia Distrital e de coordenador eleitoral e autárquico do distrito de Braga. Exerceu também funções como vice-presidente da Comissão Política Distrital de Braga.

Na Assembleia da República, Carlos Barbosa integra a Comissão da Reforma do Estado e Poder Local e a Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação. Faz ainda parte do grupo de trabalho de acompanhamento parlamentar do processo de reprivatização parcial do capital social da TAP.


Salários em atraso na Rússia duplicam devido à guerra na Ucrânia... Os salários em atraso na Rússia mais do que duplicaram nos últimos anos devido à guerra na Ucrânia, ultrapassando dois mil milhões de rublos (24 milhões de euros), anunciou hoje a agência estatal de estatísticas.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images     Por  LUSA   29/05/2026 

Em dezembro de 2025, cerca de 14.700 russos não receberam os vencimentos a tempo, segundo o relatório da Rosstat, o organismo oficial de estatísticas da Rússia, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O número representa um aumento de 6.500 trabalhadores em comparação com o período homólogo de 2024.

O agravamento dos incumprimentos fixou-se em 1.134 milhões de rublos (cerca de 13 milhões de euros, ao câmbio atual), o valor registado mais elevado desde 2016.

Este aumento anual de 127% constitui um recorde absoluto nos 20 anos de registos da Rosstat, superando a fasquia dos 77% atingida durante a crise financeira global de 2009.

A agência estatística russa indicou que 87% dos atrasos se deve à falta de recursos de empregadores privados.

Os restantes 13% correspondem a empresas estatais, uma situação que a Rosstat associou ao défice orçamental das administrações regionais.

Perante este cenário, Moscovo perdoou as dívidas orçamentais de 68 das 89 regiões russas, calculadas em 440 mil milhões de rublos (5,3 mil milhões de euros), relativas ao exercício de 2024-2025, segundo o ministro das Finanças, Anton Siluanov.

Os orçamentos estatais da Rússia encontram-se deficitários no quinto ano de guerra com a Ucrânia, que o Presidente Vladimir Putin mandou invadir em fevereiro de 2022.

No final de 2025, a região siberiana de Iacútia, ou Saba, tornou-se a primeira a admitir a suspensão de pagamentos a combatentes russos devido à rutura de fundos.

A Rosstat detalhou que metade das regiões russas regista atualmente salários em atraso, destacando-se Krasnodar, Cacássia, Nijni Novgorod, Tver e Vologda.

Especialistas locais citados pela imprensa russa disseram que as dívidas estão a crescer devido à desaceleração da economia.

A situação é impulsionada pelas elevadas taxas de juro do Banco Central da Rússia, que limitam o acesso a créditos de curto prazo para financiamento de tesouraria.

A legislação russa prevê sanções administrativas e multas para as empresas, bem como processos criminais que podem resultar em penas de até cinco anos de prisão para os administradores morosos.

Ainda assim, os casos persistem e na bacia mineira de Kuzbass (Sibéria), uma empresa do setor do carvão deve mais de 256 milhões de rublos (cerca de três milhões de euros) aos trabalhadores.

A União Europeia, os Estados Unidos e outros aliados da Ucrânia têm decretado sucessivos pacotes de sanções a empresas e ao Estado russo para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.


Não escova os dentes duas vezes por dia? Há maior risco de cancro... Um estudo recente identificou a má higiene oral como um fator de risco acrescido para todos os tipos de cancros orais. Luís Monteiro, dentista, dá-nos mais estudos.

GUINÉ-CONACRI: Sete milhões de eleitores escolhem deputados e autarcas na Guiné-Conacri... Cerca de sete milhões de eleitores escolhem no domingo 147 membros da Assembleia Nacional e 342 vereadores municipais na Guiné-Conacri, poucos meses após a eleição presidencial vencida pelo general Mamadi Doumbouya.

© Shutterstock     Por LUSA   29/05/2026 

As eleições de 31 de maio, adiadas por uma semana a pedido dos líderes religiosos, marcam uma nova etapa no país da África Ocidental no retorno à ordem constitucional, após quatro anos de transição. 

Nestas eleições vai ser concretizado o sistema político de duas câmaras legislativas, introduzido depois do referendo constitucional de 2025.

Segundo a Direção-Geral de Eleições da Guiné-Conacri (DGE), dos 28 partidos candidatos, 21 foram aprovados provisoriamente, sendo que no 'site' oficial ainda não constam os candidatos e as listas.

Cerca de 40 partidos políticos, incluindo as maiores grupos da oposição - a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), a Reunião do Povo Guineense (RPG) e a União das Forças Republicanas (UFR) -, foram dissolvidos pelo Governo guineense em março, menos de dois meses após a tomada de posse do Presidente da Guiné-Conacri, Mamadi Doumbouya, que governa o país com mão de ferro.

Os partidos políticos guineenses tinham até 25 de maio para atualizar os estatutos e regulamentos internos, organizar congressos para os adaptar à nova lei e comprovar a localização das sedes.

No início de maio, o líder da oposição guineense, Abdoulaye Yéro Baldé, da Frente para a Democracia na Guiné-Conacri (FRONDEG), retirou a candidatura.

Diversas organizações da sociedade civil guineense decidiram boicotar as eleições, pois consideram fraudulento o processo eleitoral conduzido pelas autoridades de transição lideradas por Doumbouya.

As autoridades guineenses restringiram o acesso às redes sociais em abril, sendo depois levantadas.

Após as restrições, o presidente da Associação de 'Bloggers' da Guiné-Conacri (Ablogui), Baro Condé, alertou para um possível novo bloqueio durante as eleições, "uma vez que o Estado guineense tem o hábito de restringir as redes sociais durante os períodos eleitorais".

Os guineenses vão eleger 147 membros para a Assembleia Nacional e 342 vereadores, sendo que pelo menos 30% do número de cargos vão ser ocupados por mulheres.

Chegado ao poder através de um golpe de Estado em setembro de 2021, Doumbouya foi eleito em dezembro chefe de Estado numa eleição presidencial sem adversários.

Desde o golpe de Estado, um clima de repressão tomou conta do país.

A Guiné-Conacri foi reintegrada na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e na União Africana (UA), das quais fora excluída após o golpe de Estado.

Após o golpe de Estado no país africano em 2021, foi acordado em 2022 um cronograma de transição entre a Guiné-Conacri e a CEDEAO.

"Embora o país tenha feito progressos institucionais e políticos (...), enfrenta uma crise democrática", declarou o Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla em inglês), acrescentando que as eleições são controversas.

Desde a sua independência de França em 1958, o país da África Ocidental tem sido governado por regimes autoritários.

Apesar de rico em minerais, como ouro, ferro e diamantes, mais de metade dos habitantes vivem abaixo do limiar da pobreza, de acordo com os dados do Banco Mundial.

NATO condena Rússia após queda de drone na Roménia sobre edifício... A NATO condenou hoje a "irresponsabilidade" da Rússia após a queda de um drone russo num edifício residencial na Roménia, que causou dois feridos ligeiros, junto à fronteira com a Ucrânia.

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   29/05/2026 

"Condenamos a irresponsabilidade da Rússia", afirmou a porta-voz da Aliança Atlântica, Allison Hart, na rede social X, acrescentando que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, estava em contacto com as autoridades romenas.

A Roménia, país membro da NATO, denunciou hoje uma "escalada grave e irresponsável" após a queda de um drone russo sobre um edifício residencial, que causou dois feridos leves em Galati, perto da fronteira com a Ucrânia.

Kiev, por seu lado, acusou a Rússia de ter atacado com um drone, no Mar Negro, um navio cargueiro turco que partia do porto ucraniano de Odessa, ferindo dois membros da tripulação.

Segundo o ministério romeno da Defesa, a Rússia atacou esta madrugada, com a ajuda de drones, "alvos civis e infraestruturas na Ucrânia, perto da fronteira fluvial com a Roménia".

"Um desses drones penetrou no espaço aéreo romeno, foi seguido por radar até à parte sul da cidade de Galati e, em seguida, despenhou-se no telhado de um edifício residencial, provocando um incêndio", escreveu o ministério num comunicado, denunciando o "ato irresponsável" que colocou "em risco, não só a segurança dos cidadãos romenos, mas também a segurança coletiva da NATO".

Segundo os serviços de emergência romenos, a carga do drone explodiu por inteiro e os dois ocupantes do apartamento atingido, que conseguiram sair do edifício por meios próprios, receberam cuidados médicos no local devido a escoriações.

"Este incidente constitui uma escalada grave e irresponsável por parte da Federação da Rússia", denunciou igualmente o ministério romeno dos Negócios Estrangeiros num comunicado.

"A Roménia informou os seus aliados e o secretário-geral da NATO sobre a situação e solicitou que fossem tomadas medidas para acelerar a transferência de meios de combate aos drones" para o seu território, acrescentou o comunicado da diplomacia romena.

Foram detetadas várias incursões de drones na Roménia desde o início da ofensiva russa contra a vizinha Ucrânia, em fevereiro de 2022, mas esta é a primeira vez que um destes aparelhos cai sobre um edifício residencial.


Tóquio adotou oficialmente a semana de trabalho de 4 dias para funcionários públicos, garantindo três dias de folga por semana aos trabalhadores.

Por memesdavidaa.ofc

A medida faz parte de uma tentativa do Governo Metropolitano de melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de enfrentar problemas sociais que vêm preocupando o Japão, como a queda da natalidade e o envelhecimento da população.

A iniciativa também representa uma mudança importante na cultura de trabalho japonesa, historicamente conhecida pelas jornadas longas, pressão excessiva e rotina considerada uma das mais intensas do mundo. Nos últimos anos, o país passou a discutir com mais frequência temas ligados à saúde mental, qualidade de vida e excesso de trabalho, fatores que impactam diretamente a população.

Com a nova escala 4x3, o governo espera oferecer mais tempo para descanso, convivência familiar e planejamento pessoal. Especialistas acreditam que a medida pode influenciar outras empresas e até outros países a repensarem modelos tradicionais de trabalho, principalmente em um momento em que produtividade e bem-estar passaram a ser debatidos de forma cada vez mais intensa no mercado global.

FRANÇA: Parlamento francês revoga decreto que regulamentava escravatura... A Assembleia Nacional (Parlamento) de França revogou na quinta-feira o 'Código Negro', um decreto de 1685 emitido por Luís XIV para regular a escravatura nas colónias.

© iStock     Por LUSA   29/05/2026 

Embora a prática tenha cessado em 1848, este texto legal nunca tinha sido formalmente anulado, noticiou a agência Efe.

A revogação do 'Código Negro' e de outras leis sobre a escravatura é considerada um ato simbólico de justiça histórica e de memória, uma vez que este tipo de legislação esclavagista tinha sido abolido desde meados do século XIX.

Max Mathiasin, deputado afrodescendente em representação do território ultramarino de Guadalupe (Caraíbas) e autor do projeto de lei, considerou esta revogação, aprovada por unanimidade pelos deputados, "uma homenagem aos homens, mulheres e crianças que foram escravizados".

O próprio Presidente francês, Emmanuel Macron, apoiou recentemente a revogação do 'Código Negro' por o considerar "uma traição à República Francesa".

Estima-se que o 'Código Negro' e o sistema colonial francês tenham regulamentado e possibilitado a escravização de aproximadamente 1,5 a 2 milhões de pessoas ao longo da sua história.

Haiti, Martinica e Guadalupe, ilhas das Caraíbas, concentraram a maioria das vítimas.


Leia Também: Portugal. Governo aprova hoje a Prestação Social Única (prometida há quatro anos)

Luís Montenegro anunciou quinta-feira à noite, no distrito de Leiria, que o Governo vai aprovar esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, a Prestação Social Única, prometida há quatro anos à Comissão Europeia.

CUBA: Escassez de água afeta 3 milhões de cubanos por bloqueio dos EUA... Cerca de três milhões de cubanos estão a sofrer escassez de água todos os dias, por causa de uma severa falta de petróleo, que os dirigentes atribuem ao bloqueio feito pelos EUA.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  29/05/2026 

O sistema de água da ilha está a funcionar apenas a 37% da capacidade. 

Este é um dos setores mais afetados, uma vez que é um grande consumidor de energia, disse o presidente do estatal Instituto de Recursos Aquíferos, Antonio Rodríguez.

Detalhes sobre a situação foram publicados na quinta-feira no sítio oficial na internet Cubadebate.

A crise da água não é nova, mas piorou desde que em janeiro o governo dos EUA aumentou as sanções à ilha e ameaçou impor tarifas a qualquer Estado que comercialize com Cuba, que apenas produz 40% do combustível que precisa.


Leia Também: Havana denuncia estagnação nos diálogos com Washington

A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros cubana afirmou hoje que "não houve muitos progressos nos diálogos entre Havana e Washington", com Cuba a duvidar da responsabilidade e seriedade dos Estados Unidos em relação ao processo negocial.

Tesouro americano antecipa aprovação e prepara nota com imagem de Trump... O Departamento do Tesouro norte-americano confirmou hoje que preparou o projeto de uma nota de 250 dólares com a imagem do Presidente Donald Trump, enquanto um projeto de lei continua paralisado no Congresso.

© REUTERS/Nathan Howard   Por  LUSA   29/05/2026 

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, referiu na Casa Branca que a autorização da nova moeda dependerá dos legisladores no Capitólio.

Bessent desvalorizou a ideia de que o Governo esteja a pressionar para a aprovação da nova moeda, apesar da ambição de Trump por estampar o seu nome e imagem em notas por todo o país para assinalar as comemorações do 250.º aniversário da Declaração de Independência.

Ainda assim, insistiu que não há nada de inapropriado em ter a imagem de Trump como parte desta importante celebração nacional.

"O Presidente não faz isso. A Câmara [dos representantes] e o Senado têm de o fazer", apontou Bessent, referindo-se à legislação, apresentada pelo congressista Joe Wilson, republicano da Carolina do Sul, que instruiria o Departamento do Tesouro, através do Departamento de Impressão e Gravação (BEP, na sigla em inglês), a colocar o rosto de Trump na nova nota comemorativa do 250.º aniversário da fundação do país.

Uma porta-voz do Departamento do Tesouro afirmou à agência Associated Press (AP) que a agência realizou o "planeamento e a devida diligência" necessários para implementar uma possível determinação do Congresso "para produzir uma nota comemorativa de 250 dólares que reconheça adequadamente o 250.º aniversário" dos EUA.

Se for aprovado e sancionado por Trump, o projeto de lei de Wilson representaria um reconhecimento extraordinário para um Presidente dos EUA em funções e surge numa altura em que Trump procura colocar-se no centro das comemorações do Dia da Independência deste ano.

A explicação da agência surge depois do Washington Post ter noticiado pressões do comissário da Casa da Moeda dos EUA, Brandon Beach, sobre o Departamento de Impressão e Gravação para acelerar o processo de emissão de uma nova nota.

O jornal noticiou ainda que a ex-responsável do BEP, Patricia Solimene, foi transferida depois de resistir à pressão.

O porta-voz do Tesouro recusou comentar a situação atual de Solimene, mas confirmou que Michael Brown, um dos principais conselheiros de Beach, assumiu o cargo de diretor interino de impressão e gravação em 18 de maio.

O projeto de lei de Wilson, que até agora está parado no Congresso, visa criar uma exceção à lei vigente que impede que qualquer pessoa viva apareça nas notas.

De acordo com o Post, Beach forneceu ao Departamento de Impressão e Gravação o projeto da nova nota no outono.

Uma maqueta obtida pelo Washington Post apresenta a inscrição "America 250th Anniversary" (250.º Aniversário da América, em português), uma referência à Declaração de Independência dos Estados Unidos, a 4 de julho de 1776.

A aparição de uma pessoa viva numa nota bancária é proibida desde 1866, quando "um burocrata de nível médio do Tesouro apareceu numa nota de cinco cêntimos", segundo o jornal.


Leia Também: Acordo com EUA aguarda por aprovação de Trump após "muitos progressos"

Os Estados Unidos e o Irão fizeram "muitos progressos" no sentido de um acordo de cessação de hostilidades, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, ainda terá de o aprovar, afirmou o vice-presidente JD Vance.

Drone russo atinge prédio na Roménia e fere duas pessoas. País é membro da NATO... A Roménia, membro da NATO e da União Europeia, partilha uma fronteira terrestre de 650 quilómetros com a Ucrânia

Por  CNN    29/05/2026

Um drone russo atingiu esta sexta-feira o telhado de um prédio de 10 andares na cidade romena de Galati, no sudeste do país, provocando uma explosão, um incêndio e dois feridos, segundo confirmaram as autoridades romenas.

"Na noite de 28 para 29 de maio, a Federação Russa retomou os seus ataques com drones contra alvos civis e infraestrutura na Ucrânia, perto da fronteira fluvial com a Roménia. Um desses drones penetrou no espaço aéreo romeno", comfirmou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, acrescentando mais tarde que serão tomadas "as medidas diplomáticas necessárias para responder a esta grave violação do direito internacional".

O incidente ocorreu durante um ataque noturno russo contra a vizinha Ucrânia e marca a primeira vez que um aparelho deste tipo atinge uma zona densamente povoada na Roménia, causando feridos.

De acordo com o Ministério da Defesa romeno, o aparelho entrou no espaço aéreo do país e embateu no edifício, levando ao rebentamento total da carga explosiva.

A agência romena de resposta a emergências indicou que o incêndio deflagrou num apartamento do 10.º andar após o impacto. Setenta pessoas foram retiradas do edifício.

A agência noticiosa estatal Agerpres avançou que uma mulher e o filho foram transportados para o hospital com ferimentos ligeiros, enquanto outras duas pessoas receberam assistência no local devido a ataques de pânico.

O vice-ministro do Interior, Raed Arafat, afirmou que o impacto afetou duas escadas do edifício e danificou cinco viaturas.

A Roménia, membro da NATO e da União Europeia, partilha uma fronteira terrestre de 650 quilómetros com a Ucrânia. Segundo o Ministério da Defesa, o espaço aéreo romeno foi violado 28 vezes por drones russos desde o início dos ataques de Moscovo aos portos ucranianos junto ao rio Danúbio.

Na sequência do incidente, a Força Aérea romena mobilizou dois caças F-16 e um helicóptero militar para monitorizar a situação. Os pilotos receberam autorização para abater quaisquer drones que representassem ameaça, enquanto os residentes dos distritos fronteiriços de Brăila, Galați e Tulcea foram alertados para procurar abrigo.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Guiné-Bissau: A Imprensa Nacional INACEP pretende adquirir novos equipamentos tecnológicos e reforçar a capacitação dos recursos humanos... Segundo o Director-Geral da INACEP, a iniciativa visa dotar a Imprensa Nacional de materiais e equipamentos modernos, bem como formar os técnicos, para responder aos desafios e às exigências do mercado.

No âmbito desta iniciativa, Lesmes Monteiro reuniu-se, em Lisboa, com a Direção da empresa COPIVARELA, para ultimar os detalhes relacionados com a aquisição dos equipamentos e a formação dos quadros.

A Embaixada de Portugal na Guiné‑Bissau informa que é falsa a mensagem que tem vindo a circular em páginas e perfis na rede social Facebook, na qual se anuncia uma alegada “iniciativa de apoio a jovens ambiciosos que desejam prosseguir os seus estudos em Portugal”, apresentada como sendo promovida pela Embaixada em colaboração com o Governo da Guiné‑Bissau.

Por Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau 

É igualmente falso qualquer texto ou comentário que, usando o nome e a imagem do Senhor Embaixador Miguel Cruz Silvestre, convide os interessados a estabelecer contacto por mensagem privada para efeitos de candidatura a estudos em Portugal.

A Embaixada de Portugal não reconhece nem legitima tais publicações, nem recorre a intermediários, perfis pessoais ou contactos informais para a divulgação de oportunidades de estudo, de bolsas ou de procedimentos de visto. Toda a informação oficial sobre estas matérias é divulgada exclusivamente nos canais institucionais da Embaixada e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., bem como nas páginas oficiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Aconselha‑se vivamente todos os cidadãos a desconfiarem de qualquer mensagem que solicite dados pessoais, documentos ou pagamentos fora dos canais oficiais, e a não responderem nem partilharem o referido conteúdo.

A Embaixada de Portugal já apresentou denúncia junto da plataforma Facebook e reserva‑se o direito de participar esta situação às autoridades competentes, em virtude da utilização indevida de nome, imagem e símbolos oficiais do Estado Português.

Solicita‑se a colaboração de todos na difusão deste aviso, contribuindo para prevenir eventuais situações de burla ou de aproveitamento indevido das legítimas expectativas dos jovens guineenses. 

EUA e Irão terão chegado a acordo, mas falta aprovação de Trump... Os Estados Unidos e Irão terão chegado a um acordo que desbloquearia o Estreito de Ormuz e prolongaria por 60 dias o cessar-fogo, mas o acordo aguarda aprovação do presidente norte-americano. Durante os 60 dias de prolongamento do cessar-fogo os países deverão iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

© Win McNamee/Getty Images   Por LUSA   28/05/2026 

Os Estados Unidos e Irão terão chegado a um acordo que desbloquearia o Estreito de Ormuz e prolongaria por 60 dias o cessar-fogo, mas o acordo aguarda aprovação do Presidente norte-americano, avançou hoje o portal Axios.

Durante os 60 dias de prolongamento do cessar-fogo os beligerantes iniciariam negociações sobre o programa nuclear iraniano, de acordo com o portal norte-americano, citando dois responsáveis dos Estados Unidos.

O Axios referiu que o Irão não vai impor qualquer portagem no estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo, e os Estados Unidos vão levantar o bloqueio marítimo que impuseram contra navios que partem e chegam a portos iranianos.

O levantamento dar-se-ia de forma proporcional ao reinício do tráfego comercial no estreito de Ormuz.

Além disso, segundo as fontes citadas, o Irão teria de retirar todas as minas do estreito no prazo de 30 dias. Os detalhes deste possível acordo avançados pelo portal são semelhantes aos avançados na quarta-feira pela televisão estatal iraniana, que foram prontamente desmentidos pela Casa Branca e classificados como "pura invenção".

A televisão iraniana, que citou alguns dos pontos do acordo preliminar de paz em discussão, avançou ainda que, em troca da reabertura do estreito de Ormuz por parte de Teerão, Washington além de levantar o bloqueio marítimo aos portos iranianos iria também retirar as forças destacadas para o conflito.

Segundo o Axios, o memorando de entendimento incluiria o compromisso do Irão de não desenvolver armas nucleares, embora deixasse para mais tarde as negociações para limitar o enriquecimento de urânio por parte da República Islâmica.

Esta questão seria então abordada durante o prolongamento de 60 dias do cessar-fogo em vigor desde abril passado e também seria discutida a forma de eliminar o urânio altamente enriquecido do Irão e a forma de abordar o enriquecimento iraniano.

Além disso, os Estados Unidos comprometem-se a debater o levantamento das sanções ao Irão e a libertação dos fundos iranianos congelados.

Entre as isenções a sanções destaca-se também a possibilidade de permitir que o Irão venda petróleo livremente, adiantou o Axios.

Washington também concederá algumas isenções às sanções para permitir que o Irão venda petróleo livremente.

Segundo o portal, o memorando de entendimento também deve incluir uma discussão sobre um mecanismo para ajudar o Irão a começar a receber tanto mercadorias, como ajuda humanitária.

Este acordo estipularia ainda que a guerra entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, chegaria a um fim, com o Axios a acrescentar que esta questão gerou um discussão tensa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Os Estados Unidos e o Irão intensificaram, durante a última semana, com a mediação do Paquistão, as negociações para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no passado dia 28 de fevereiro.

Desde o fim de semana passado, a Casa Branca tem insistido que o acordo estava a poucos dias de ser concluído, embora Teerão tenha atenuado as expectativas de que o pacto fosse iminente.

Segundo o Axios, os termos do acordo foram amplamente consensuais na terça-feira, mas ambas as partes precisavam da aprovação dos respetivos líderes.

O Irão já teria comunicado que dá "luz verde" ao acordo, mas Trump não quis aprová-lo de imediato, referiu o meio de comunicação.

A possibilidade de a questão nuclear ficar para uma fase posterior provocou a rejeição de vários senadores republicanos aliados de Trump, que criticaram as concessões que os Estados Unidos estão dispostos a fazer. 


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Guiné-Bissau: HOSPITAL MILITAR REGISTA APENAS DOIS CASOS DURANTE FESTEJOS DE TABASKI

Por Rádio Sol Mansi  28/05/2026

O Hospital Militar Principal registou, durante as celebrações dos festejos da festa moçulmana da "Tabaski" ontem 27 assinalado, apenas deram entrada nesse centro hospitalar, dois casos prvocados por: uma de agressão física e outro de acidente de viação.

A informação foi revelada esta quinta-feira em Bissau, pelo Diretor Clínico do Hospital Militar Principal, Artur Semedo, feito, durante o balanço das celebrações dos festejos de Tabaski.

Segundo Artur Semedo, os dois pacientes que deram entrada naquela unidade hospitalar apresentavam ferimentos ligeiros.

O responsável aproveitou a ocasião para elogiar os órgãos de comunicação social do país, pelo trabalho de sensibilização dirigido sobretudo aos motoristas, nos períodos festivos, contribuindo assim, para a redução de acidentes.

Artur Semedo apelou igualmente às entidades de inspeção na área da Saúde, para reforçarem a vigilância e os mecanismos de prevenção, nas vésperas da celebração do "Dia Internacional da Criança", a assinalar na próxima segunda-feira, 1 de junho.

Importa salientar que, durante os festejos de Tabaski do ano passado 2025, o Hospital Militar Principal tinha registado cinco casos de ferimentos e um óbito.

Atacou à facada na Suíça e gritou "Allahu Akbar": Quem é Nasip Dedeler?... Pelo menos três pessoas ficaram feridas num ataque com uma arma branca numa estação de comboios na Suíça, na manhã desta quinta-feira. O incidente foi considerado "terrorista". Mas quem é o atacante, Nasip Dedeler, que já era conhecido das autoridades?

© Reprodução/ X   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  28/05/2026 

Um ataque com faca numa estação ferroviária chocou a Suíça, na manhã desta quinta-feira. O incidente, que terá tido motivações "terroristas", resultou em três feridos - três homens de 28, 43 e 52 anos.

Eram 8h30 (7h30 em Lisboa), quando um homem entrou na estação de Winterthur, perto de Zurique, munido de uma faca e começou a atacar quem passava. Os três homens ficaram feridos na perna, pescoço e coxa, tendo sido hospitalizados. Segundo várias testemunhas à imprensa suíça, o agressor terá gritado "Allahu Akbar" ("Deus é Grande") momentos antes de perpetrar o ataque.

Cinco minutos depois do alerta ter sido dado, o atacante era detido pela polícia.

Trata-se de "um ato terrível de terrorismo", declarou o diretor de segurança e membro do conselho de governo do cantão de Zurique, Mario Fehr, durante uma conferência de imprensa. "Insisto excecionalmente no termo 'ataque terrorista'", disse.

Uma turma escolar encontrava-se nas proximidades durante o incidente, e as crianças testemunharam o que aconteceu, acrescentou o jornal 20 minuten. 

Mas quem é Nasip Dedeler?

O atacante foi identificado como sendo Nasip Dedeler, de 31 anos. Na mesma conferência de imprensa foi referido que o homem tinha dupla nacionalidade (suíça e turca) era residente de Winterthur, onde ocorreu o ataque. 

Em 2024, solicitou a renovação de passaporte, mas nunca compareceu, relatou Fehr, acrescentando que em agosto desse mesmo ano deixou a Suíça e emigrou para a Turquia. "Depois desapareceu durante dois anos", referiu citado pelo jornal suíço Blick.

O homem já tinha referências policiais desde 2015 por partilhar propaganda do grupo extremista Estado Islâmico, acrescentou o chefe da polícia regional, Marius Weyermann. Em 2015, foi denunciado à polícia.

Os seus dois irmãos também chamaram a atenção dos investigadores diversas vezes por terem sido radicalizados.

Dedeler pertencia a um grupo de jovens da Mesquita An'Nur, que foi posteriormente fechada. A mesquita tinha sido investigada devido a um imã, entre outros, que incitava a violência contra "maus muçulmanos".

Esta semana tinha sido conduzido a uma instituição psiquiátrica após ligar para o número de emergência da polícia e fazer "comentários confusos", mas acabou por sair na quarta-feira após um médico determinar que não representava perigo.

Segundo o chefe da polícia, os investigadores acreditam que o homem agiu sozinho. As autoridades acreditam que o suspeito não terá usado outras armas além da faca já identificada, cuja lâmina se terá partido durante o ataque.

Winterthur tem cerca de 123.000 habitantes e situa-se no nordeste da Suíça, perto de Zurique, a maior cidade do país.

O ataque foi condenado "nos termos mais fortes" pelo Conselho Central Islâmico da Suíça (IZR), que o qualificou como um "ato cobarde e bárbaro".

"As nossas sinceras condolências vão para os feridos e para as suas famílias", disse a organização num comunicado citado pela imprensa suíça.

Sobre o histórico do suspeito, o IZR afirmou que, a confirmar-se o cenário, o ataque é fruto de "uma ideologia que não tem nada em comum com o Islão".

"O chamado Estado Islâmico não é um movimento islâmico, mas uma seita terrorista perversa cujo único objetivo é semear a discórdia, assassinar pessoas inocentes e prejudicar a reputação dos muçulmanos em todo o mundo", declarou o IZR.

A organização apelou a todos os muçulmanos na Suíça para que se mantenham vigilantes, denunciem precocemente quaisquer sinais de radicalização nas comunidades e contribuam ativamente para a prevenção.

"Não permitiremos que os terroristas criem uma divisão entre os muçulmanos e os seus concidadãos", acrescentou.


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Momento foi filmado e nele pode ver-se o suspeito a gritar "Allahu Akbar", expressão que se traduz como "Deus é Grande". O suspeito já foi detido.

Guiné-Bissau: Presidente da República de Transição, General Horta Inta-a conferiu posse aos novos membros do Governo

Guiné-Bissau: GOVERNO, PESCADORES E “BIDEIRAS” ACORDAM MEDIDAS PARA REDUZIR PREÇOS DO PESCADO E ALIVIAR CUSTO DE VIDA

 
Por  Radio TV Bantaba

Executivo reforça diálogo social e anuncia mecanismos de fiscalização para garantir cumprimento da nova tabela de preços

Bissau — O Governo da Guiné-Bissau reafirmou o seu compromisso com a redução do custo de vida das populações através de um conjunto de medidas destinadas ao abaixamento dos preços do pescado no mercado nacional, durante uma importante reunião de concertação entre o Executivo, representantes dos pescadores artesanais e a Associação das “Bideiras” (vendedoras de peixe).

O encontro foi presidido por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, e contou com a participação da Ministra das Pescas e Economia Azul, Dra. Virgínia Pires, bem como dos Directores-Gerais da Pesca Artesanal e Industrial.

A reunião teve como principal objectivo avaliar o processo de implementação da nova política de redução dos preços do pescado, na sequência das medidas económicas e fiscais já adoptadas pelo Executivo para diminuir os custos de produção e comercialização do peixe.

Durante os trabalhos, o Governo destacou várias medidas concretas já implementadas para permitir o abaixamento efectivo dos preços do pescado, nomeadamente:

- redução de cerca de 50% das taxas ligadas à actividade pesqueira;

- redução dos preços dos combustíveis utilizados no sector;

- redução dos custos do gelo em escama;

- diminuição de determinadas licenças e outras taxas associadas à actividade piscatória.

Segundo o Executivo, estas medidas representam um importante esforço financeiro do Estado, estimando-se perdas de receitas entre 4 a 5 biliões de FCFA.

Na sua intervenção, o Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té assumiu um posicionamento político firme, defendendo que o Governo já cumpriu integralmente a sua parte no processo.

“O Governo cumpriu a sua parte. Agora cabe aos pescadores e às bideiras cumprirem igualmente a sua responsabilidade”, afirmou o Chefe do Governo.

Ilídio Vieira Té sublinhou ainda que os sacrifícios financeiros assumidos pelo Estado justificam-se pela necessidade de proteger as populações e apoiar o rendimento real das famílias e dos funcionários públicos.

“Luto pelo bem-estar dos guineenses e tudo farei para conseguir isso, custe o que custar”, declarou o Primeiro-Ministro.

O Chefe do Governo aproveitou igualmente a ocasião para reafirmar o compromisso do Executivo com o combate ao uso descontrolado dos sacos plásticos, a defesa ambiental e a promoção da salubridade pública.

Por sua vez, os representantes dos pescadores e das “bideiras” reconheceram publicamente os esforços do Governo e elogiaram a abertura ao diálogo demonstrada pelo actual Executivo.

“Este é o primeiro Governo, em 26 anos das nossas actividades, que dialoga directamente connosco”, afirmaram representantes do sector, considerando que o processo representa um novo modelo de governação participativa e de aproximação entre o Estado e os actores económicos populares.

Apesar disso, os participantes alertaram para alguns constrangimentos persistentes, nomeadamente:

- resistência de alguns operadores;

- incumprimento da nova tabela de preços;

- especulação e revenda abusiva;

- e atrasos na implementação efectiva da redução dos combustíveis.

A Ministra das Pescas e Economia Azul, Dra. Virgínia Pires, sustentou que existem actualmente condições objectivas para implementar o abaixamento dos preços do pescado, lembrando que o Governo reduziu ou aboliu diversas taxas e suportou importantes custos de subvenção aos combustíveis.

Segundo a governante, todo o processo foi conduzido de forma aberta, democrática, participativa e consensual, através de várias reuniões com pescadores, “bideiras”, funcionários do Cais de Bandim e demais intervenientes da cadeia de comercialização.

Durante os debates emergiu igualmente consenso quanto à necessidade urgente de reforçar os mecanismos de fiscalização e seguimento das medidas adoptadas.

Foi assim proposta a criação de uma Comissão de Seguimento destinada a monitorizar a implementação da nova tabela de preços, combater a especulação e assegurar o cumprimento efectivo das decisões governamentais.

O Primeiro-Ministro apoiou firmemente a iniciativa e determinou:

- a rápida implementação da Comissão;

- a ampla divulgação pública da nova tabela de preços;

- e a instalação de pancartas informativas nos locais de venda.

“É preciso publicitar estas medidas. O Estado não deve ter receio de implementar medidas que defendem os interesses dos guineenses”, declarou.

No encerramento da reunião, foi igualmente anunciada uma visita do Primeiro-Ministro ao Porto de Pesca de Bandim, acompanhado pela Ministra das Pescas e demais responsáveis do sector, com o objectivo de avaliar no terreno o grau de implementação das medidas, verificar o cumprimento da nova tabela de preços e ouvir directamente os actores envolvidos.

O Governo considera que as medidas adoptadas possuem forte alcance político, económico e social, permitindo reforçar o diálogo social, reduzir a inflação alimentar, melhorar o acesso das famílias ao pescado e consolidar a imagem de um Executivo de proximidade e acção social concreta.

Contudo, as autoridades reconhecem que o sucesso das medidas dependerá da efectiva implementação da redução dos combustíveis, do combate à especulação, da fiscalização contínua e do envolvimento responsável de todos os actores da cadeia de comercialização do pescado. 

UNICEF critica sistema de proteção infantil em França... O UNICEF França criticou hoje recentes escândalos de violência sexual que envolvem funcionários de atividades extracurriculares em Paris, apelando às autoridades para que "construam uma cultura de proteção" baseada nos direitos das crianças.

© Reuters   Por  LUSA   28/05/2026 

Estes casos, que envolvem animadores de atividades nas escolas parisienses, "revelam falhas estruturais, falta de coordenação e incapacidade de partilhar informação entre serviços", denunciou a presidente do Fundo das Nações Unidas para a Infância em França, Adeline Hazan.

Segundo a responsável, "todo o sistema está a falhar porque, em França, só se atua depois de algo acontecer e em reação aos factos", em vez de priorizar a prevenção.

Desde o início de 2026, 78 funcionários da Câmara Municipal de Paris foram suspensos, 31 destes por suspeita de violência sexual, sendo números que refletem um problema "sistémico", segundo o presidente da autarquia, o socialista Emmanuel Grégoire.

"É intolerável uma cultura de banalização desta violência", afirmou Adeline Hazan numa conferência de imprensa, referindo que 290.200 vítimas menores de idade foram registadas pelas autoridades em 2025, um aumento de 77% em relação a 2016.

Neste escândalo que envolve programas extracurriculares, que beneficiam aproximadamente dois milhões de crianças em França, "os direitos básicos das crianças não estão a ser respeitados", referiu o UNICEF.

É por isso que a organização defende, em particular, a clarificação e a harmonização dos procedimentos de denúncia, a criação de uma autoridade administrativa independente para supervisionar os lares de acolhimento, a prestação de um melhor apoio aos pais e, sobretudo, o aumento da formação dos profissionais que trabalham com crianças.

De acordo com os resultados iniciais de um inquérito realizado a crianças pela organização, "um terço das crianças vítimas de violência refere não ter um adulto de confiança" com quem se possa abrir.

O chefe do departamento de inovação para a disseminação dos direitos da criança do UNICEF França, Julie Zerlauth, explicou que "esta perda de confiança nos adultos, muitas vezes é devido ao medo da sua inação", indiciando uma normalização da violência contra menores.

Isto reflete também a impunidade dos agressores, fomentada por um certo "culto da obediência" que prevalece na escola, mas também no seio das famílias, salientou Zerlauth.

"O abuso e as violações dos direitos das crianças não são inevitáveis e a proteção da criança já não pode ser apenas uma promessa, deve tornar-se uma exigência, uma cultura partilhada e uma prioridade política", afirmou Adeline Hazan.

Estes casos surgem na sequência de outros escândalos em França, como o da escola da congregação religiosa católica Betharram, que reconheceu em março de 2025 a sua "responsabilidade" pela violência física e sexual reportada em quase 250 queixas.

O Governo francês anunciou na quarta-feira que iria organizar uma "lista negra" para impedir que os funcionários escolares despedidos por conduta inadequada com menores voltassem a trabalhar em instituições de ensino, mesmo sem condenação judicial.

A medida faz parte de um projeto de lei sobre proteção infantil apresentado ao Conselho de Ministros, com o objetivo de "reforçar" e "harmonizar" a verificação de antecedentes, desde o infantário até ao setor da saúde.

A legislação visa reforçar o controlo sobre todos os profissionais que trabalham com crianças, numa altura em que o debate sobre os maus-tratos a crianças nas escolas e as atividades extracurriculares se intensificou em França.


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Mais de 422 mil guineenses vulneráveis a intempéries, como cheias e inundações, vão beneficiar de um apoio de 720 mil dólares (cerca de 621 mil euros) para melhorar as condições de vida, sobretudo das crianças, foi hoje anunciado.

Israel suspende relações com António Guterres: "Chegámos ao fim"... Israel suspendeu relações com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou o emabixador israelita na ONU, denunciando a decisão, ainda não pública, de incluir Israel numa "lista negra" relacionada com violência sexual em conflitos.

© Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images     Por LUSA   28/05/2026 

"Chegámos ao fim com este secretário-geral", disse Danny Danon numa mensagem de vídeo publicada na plataforma X.

A missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano.

"O secretário-geral da ONU decidiu adicionar Israel à lista negra, juntamente com os terroristas do [grupo islamita palestiniano] Hamas", acrescentou.

As Nações Unidas incluíram Israel numa lista negra de perpetradores de violência sexual em zonas de conflito, mas que ainda não foi tornada pública.

O Serviço Prisional israelita está entre as várias entidades adicionadas à lista da ONU, de acordo com relatos dos meios de comunicação israelitas, juntamente com outras autoridades de Israel.

"A decisão de incluir Israel na lista negra e acusar-nos de usar a violência sexual como arma de guerra é ultrajante", insistiu o embaixador, acusando o líder das Nações Unidas de equiparar o Hamas a Israel.

Em agosto passado, o relatório anual da ONU já havia alertado que Israel poderia ser adicionado à lista de partes suspeitas ou responsáveis por violência sexual em conflitos armados, lista que já inclui o Hamas.

Na ocasião, a ONU referiu-se a "informações confiáveis" sobre violência sexual cometida pelas forças de segurança israelitas contra prisioneiros palestinianos em prisões e outros centros de detenção, destacando a recusa de acesso aos inspetores da ONU.

"Convidamos representantes da ONU para virem a Israel para examinar essas acusações ridículas, mas eles optaram por não vir e preferiram continuar com a campanha contra Israel", afirmou Danny Danon.

Face ao anúncio feito pelo embaixador israelita, o porta-voz de Guterres indicou que "a porta do secretário-geral permanece aberta".

"Vimos os comentários. Da nossa parte, a porta do secretário-geral permanece aberta", disse Stéphane Dujarric, à agência France-Presse (AFP).

O difícil relacionamento entre Telavive e a ONU deteriorou-se significativamente após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, e a retaliação do exército israelita na Faixa de Gaza.

As autoridades israelitas cortaram todos os laços com a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), que acusam de estar infiltrada pelo Hamas.

Desde então, António Guterres ficou cada vez mais distante do Governo israelita, com o primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, a não responder aos telefonemas do líder da ONU desde 07 de outubro de 2023.

Em outubro de 2024, as autoridades israelitas declararam Guterres como "persona non grata", proibindo a entrada do líder da ONU em Israel.

Telavive argumentou na ocasião que Guterres não tinha condenado inequivocamente os ataques conduzidos contra Israel.


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A Guarda Revolucionária iraniana condenou hoje o assassínio por parte de Israel do líder do braço armado do movimento islamita palestiniano Hamas e do antecessor no cargo em dois bombardeamentos perpetrados na Faixa de Gaza.