quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Já passou dos 50? Alimentos que deve consumir para combater a inflamação... A menopausa traz mudanças ao corpo que podem afetar a saúde dos ossos, dos músculos, do coração e do cérebro. A alimentação pode ser uma aliada importante nesta fase da vida e há cinco alimentos que, graças às suas propriedades anti-inflamatórias e riqueza nutricional, merecem um lugar à mesa.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.com  29/10/2026 

Para as mulheres, a chegada aos 50 anos significa a menopausa ou, pelo menos, a sua aproximação. 

Esta fase da vida pode trazer uma série de mudanças para o corpo e cérebro, incluindo problemas digestivos, enfraquecimento dos ossos e músculos, inflamação crónica, dores articulares, palpitações cardíacas, depressão, entre outros sintomas. 

Por isso, cuidar do corpo e do cérebro revela-se ainda mais importante. 

Segundo especialistas do EatingWell, mudanças simples na alimentação podem ajudar a reduzir a inflamação e a controlar outros problemas de saúde. 

Tome nota dos cinco principais alimentos que deve consumir se for mulher e já tiver chegado à casa dos 50.

1. Frutos vermelhos

Mirtilos, amoras, morangos, framboesas: todos eles são ricos em antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação e a promover um envelhecimento saudável. 

"São fáceis de adicionar a alimentos que já costuma comer, como o iogurte matinal ou o lanche da tarde", notou o nutricionista Zariel Grullón. 

2. Feijão

O feijão contém compostos chamados peptídeos, polifenóis e saponinas que possuem propriedades anti-inflamatórias.

"Consumir uma variedade de feijão garante uma sensação de saciedade por mais tempo e também ajuda a combater o excesso de inflamação no corpo", afirma Grullón.

Além disso, o feijão é rico em fibras, que contribui para um microbioma intestinal saudável, o que pode ajuda a controlar problemas intestinais relacionados com a menopausa. 

Obterá cerca de metade da sua necessidade diária de fibras com apenas uma chávena. Por outro lado, esta leguminosa ajuda a prevenir a perda muscular relacionado à idade. 

"Os feijões são ótimos porque, assim como os frutos vermelhos, podemos adicioná-los como acompanhamento a qualquer refeição", notou Grullón. 

3. Vegetais de folhas escuras

"Vegetais de folhas escuras, como espinafres, couve e agrião são ricos em nutrientes benéficos e fitoquímicos que combatem a inflamação e ajudam a reduzir o stress oxidativo", afirma a dietista Seema Shah.

"Diversos vegetais de folhas escuras também contêm substâncias químicas vegetais como sulforafano e indol-3-carbinol, que inibem várias vias pró-inflamatórias no organismo". 

Estes nutrientes anti-inflamatórios incluem as vitaminas A, C, E e K, bem como poderosos polifenóis. 

Assim como a maioria dos outros alimentos desta lista, estes vegetais são uma fonte de fibra. "Ajudam na modulação do sistema imunológico, no controlo do açúcar no sangue e na redução de processos inflamatórios", afirma Shah. 

Durante a menopausa, a queda nos níveis de estrogénio pode prejudicar a saúde óssea, por isso, é ainda mais importante consumir cálcio suficiente nesta fase da vida.

4. Salmão

O salmão é rico é ómega-3, conhecido pelas suas propriedades anti-inflamatórias. "Incluir uma ou duas porções de peixe gordo por semana pode contribuir para a saúde do coração, reduzir a rigidez associada à artrite e ajudar a preservar a função cerebral. Para mulheres nesta faixa etária, também é uma ótima fonte de proteína de alta qualidade e vitamina D — dois nutrientes que auxiliam na manutenção da massa muscular e na saúde óssea", notou a nutricionista Lizzie O'Connor. 

5. Nozes

Um punhado de nozes oferece diversos antioxidantes e nutrientes benéficos para o coração, como fitoesteróis, selénio, magnésio, tocoferóis, polifenóis, gorduras insaturadas e fibras. 

Graças ao seu rico perfil nutricional, as nozes podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estas também contribuem para diminuir a inflamação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: Presidente da República acompanha trabalhos de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 28 de outubro de 2026 — O Presidente da República de Transição acompanhou, esta quarta-feira, o andamento dos trabalhos de dragagem do Porto de Bissau, numa visita que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, do PCA da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Na N’dungue, de membros do Governo e de responsáveis do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, incluindo o Secretário-Geral, Diretores-Gerais, Diretores de Serviços e o Chefe de Gabinete do Ministro.

Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se ao navio draga Diogo Cão, onde conheceu as suas capacidades técnicas e os procedimentos de execução dos trabalhos.

Adjudicada à empresa Panlog-GB, a obra teve início com a remoção de carcaças de navios afundados, seguindo-se a operação de dragagem, iniciada na segunda-feira.

O projeto, com investimento estimado em 16 mil milhões de francos CFA e apoio financeiro do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), visa melhorar as condições de navegabilidade do porto, permitir a receção de navios de maior porte e reforçar a capacidade comercial e económica da Guiné-Bissau.
No final da visita, o Presidente da República manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos e destacou a importância da obra para o desenvolvimento do país.



ISRAEL: Netanyahu aposta em formação de "governo de direita forte" em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje a formação de um governo de direita forte sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso em Jerusalém. As projeções eleitorais apontam para um cenário de empate entre os blocos pró-governamental e o de Gadi Eisenkot, com o Likud como partido mais votado.

© Lusa  28/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje ser necessário formar "um governo de direita forte" sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso na sede de campanha do seu partido em Jerusalém.

"O Likud é o maior partido de Israel", disse, sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário em que não existe um claro vencedor entre o bloco pró-governamental que lidera e o do líder do partido Yashar!, o ex-general Gadi Eisenkot, nas eleições legislativas de terça-feira.

Na intervenção, Netanyahu pediu, no entanto, que se aguardasse pelos resultados finais, segundo o jornal Times of Israel.

"A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se", afirmou, opondo-se a qualquer "governo com o apoio dos árabes israelitas", numa altura em que as projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset (parlamento), o que representaria um recorde, batendo o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.

No entanto, a chave para a formação de um novo Governo em Israel poderá muito bem residir nos partidos árabes, o Ra'am e a Lista Conjunta.

Netanyahu considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas".

E reforçou: "Partidos que se opõem à nossa própria existência, que consideram o Hamas uma organização de caridade e que chamam aos nossos soldados criminosos de guerra".

"O bloco de direita tem uma maioria decisiva entre o público sionista", continuou Netanyahu durante o seu discurso, no tal enumerou as conquistas de Israel nas guerras contra o Hamas e o Irão.

O líder do Likud reiterou que Israel tem uma "oportunidade histórica" com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para "eliminar a ameaça iraniana".

"Conseguimos vencer os nossos inimigos e continuaremos a conseguir fazê-lo no futuro", afirmou o líder israelita, que falou cinco horas após o encerramento das urnas, com apenas 5% dos votos apurados.

Netanyahu, o último dos candidatos a reagir às projeções, com uma intervenção de cerca de 10 minutos, agradeceu aos parceiros de coligação de direita.

As novas projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem a Eisenkot, passou a dar 52 lugares ao bloco de Netanyahu contra 50 do ex-general do exército israelita.

Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.

Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).

A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.


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As projeções das eleições israelitas apontam para uma vitória de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria parlamentar para formar um governo, deixando o futuro político do país em incerteza.

Os habitantes de Telavive vão dormir ignorando quem governará Israel nos próximos quatro anos, após as projeções das legislativas hoje realizadas apontarem para uma vitória do partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, mas sem maioria para controlar o parlamento.

As sondagens à boca das urnas indicam que os partidos do bloco de oposição, que inclui o Yashar!, do ex-general Gadi Eisenkot e segundo nas projeções, também não alcançam os 61 lugares necessários para uma maioria parlamentar que viabilize um governo...

Especialistas pedem que alterações climáticas sejam declaradas emergência... Especialistas defendem que as alterações climáticas sejam declaradas uma emergência global de saúde, segundo um relatório divulgado hoje. O estudo aponta que os impactos na saúde estão a avançar mais rapidamente do que as ações para combater as mudanças climáticas.

© Lusa   28/10/2026 

As alterações climáticas devem ser declaradas uma emergência global de saúde, já que os seus impactos sobre esta avançam mais rapidamente do que as ações para as combater, defendem especialistas num relatório divulgado hoje.

O relatório do "Lancet Countdown sobre Saúde e Alterações Climáticas" indica que alguns dos danos para a saúde causados pelas alterações climáticas se intensificaram mais rapidamente na década seguinte à entrada em vigor do Acordo de Paris (2016–2025) do que na década anterior (2006–2015).

E isto deve-se, segundo os especialistas, ao facto de as medidas de combate às mudanças climáticas não avançarem "ao ritmo necessário", refere um comunicado da revista científica Lancet.

Os autores do relatório, liderado pelo University College London (UCL) em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), defendem assim que "as alterações climáticas sejam oficialmente reconhecidas e tratadas como uma emergência de saúde global e que a saúde oriente tanto as políticas quanto as prioridades de financiamento para combater" aquelas mudanças.

Os investimentos em energia limpa, sistemas de saúde mais resilientes, uma legislação mais abrangente em matéria de proteção da saúde e um número crescente de evidências científicas desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, " trouxeram benefícios concretos" para a saúde da população, mas estes avanços são "demasiado lentos, insuficientes e inconsistentes" para compensar "os danos crescentes causados pelas alterações climáticas provocadas pelo uso dos combustíveis fósseis", explica o comunicado.

Segundo o relatório, "o calor esteve associado a uma média estimada de 540.800 mortes por ano entre 2016 e 2023, 68% delas (369.900) causadas pelas alterações climáticas, um aumento em relação aos 55% (219.100) por ano no período de 2006 a 2015".

Na 21.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações sobre Alterações Climáticas (COP21), realizada em Paris, os países do mundo acordaram impedir que as temperaturas a nível global subissem além dos 2ºC (graus Celsius) em relação à época pré-industrial, e que de preferência esse aumento não ultrapassasse os 1,5ºC.

"Uma década após o Acordo de Paris, as nossas conclusões são inequívocas: os danos para a saúde causados pelas alterações climáticas estão a crescer mais rapidamente do que a resposta global às mesmas e, em muitos casos, até a acelerar", afirma Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown, citada no comunicado.

O relatório representa o trabalho de 146 investigadores multidisciplinares de mais de 100 instituições de uma trintena de países e os seus números "apontam para uma clara emergência", adianta.

"Não se trata de um agravamento gradual, é uma mudança drástica que precisa de ser reconhecida como a emergência de saúde global que é", reforça Marina Romanello.

Publicado a pouco mais de uma semana do início da COP31, que decorre de 9 a 20 de novembro, na Turquia, o relatório monitoriza 54 indicadores sobre os impactos das alterações climáticas e das medidas para as combater na saúde.

O 10.º relatório do Lancet Countdown constata que "continua aquém do esperado" o progresso na transição climática, que prevê o abandono gradual dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) e a sua substituição por fontes de energia renováveis (solar, eólica e hídrica), para limitar o aquecimento global.

Aponta também que os governos nacionais, as organizações internacionais e o setor privado estão agora menos empenhados nas questões de saúde e nas alterações climáticas, revertendo progressos anteriores, bem como que o financiamento para a adaptação às mudanças no clima está muito abaixo do necessário.

"Este relatório é um alerta contundente de que as alterações climáticas representam uma emergência de saúde. O que falta não são evidências, mas vontade política para agir", afirma Helen Clark, antiga primeira-ministra da Nova Zelândia e presidente do Conselho do Lancet Countdown, citada no comunicado.

"Os governos devem reforçar os seus compromissos de ação climática e retomar a cooperação internacional. Isto deve ser acompanhado por reduções rápidas das emissões e um apoio significativamente maior à adaptação, particularmente para as comunidades menos responsáveis pelas alterações climáticas e mais vulneráveis aos seus impactos".


terça-feira, 27 de outubro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Donald Trump só aceitará resultados eleitorais se votação for "limpa"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", apesar de as sondagens apontarem vantagem democrata.

© Chip Somodevilla/Getty Images    Por  LUSA   27/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", quando as sondagens favorecem os democratas.

Questionado sobre se respeitaria os resultados eleitorais independentemente do partido vencedor, Trump respondeu: "Aceitarei, se forem eleições limpas".

O Presidente fez estas declarações antes de partir para dois comícios de campanha no Texas, destinados a mobilizar o eleitorado republicano na reta final das eleições legislativas.

Trump acrescentou que encontrará uma forma de trabalhar com os democratas caso estes conquistem o controlo da Câmara de Representantes, atualmente nas mãos dos republicanos.

O chefe de Estado tem manifestado repetidamente dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral norte-americano, apesar de especialistas e autoridades eleitorais defenderem a sua fiabilidade.

Segundo uma sondagem divulgada na semana passada pelo meios de comunicação The Washington Post, ABC News e Ipsos, 70% dos norte-americanos não confiam que Trump aceite os resultados caso os republicanos sejam derrotados.

O Presidente continua a recusar reconhecer a derrota nas eleições presidenciais de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden, insistindo, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral.

Na segunda-feira, Trump anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (cerca de 850 mil euros) para quem denuncie casos de fraude nas próximas eleições legislativas ou em eleições anteriores, desde que as informações permitam acusar formalmente ou condenar os alegados responsáveis.

Em 16 de julho, o Presidente voltou a contestar os resultados de 2020, num discurso à nação transmitido em horário nobre, reiterando acusações de manipulação eleitoral sem apresentar provas conclusivas.

As declarações surgem a uma semana das eleições intercalares, que determinarão o controlo do Congresso durante a segunda metade do mandato presidencial.

As sondagens apontam para uma vantagem democrata na disputa pela Câmara de Representantes e para uma corrida mais equilibrada pelo Senado.

Os republicanos controlam atualmente as duas câmaras do Congresso, mas enfrentam um contexto político marcado pelo descontentamento com a inflação elevada e a guerra contra o Irão.

Uma sondagem Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira situou a taxa de aprovação de Trump em 32%, próxima dos níveis mais baixos do seu atual mandato.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou provas ou indícios de irregularidade.

OPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou qualquer prova ou indícios de irregularidade.

"Pareceu terrível para mim. Pareceu mais uma eleição fraudulenta, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma aparência terrível", declarou em referência ao facto de o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ter prorrogado o horário de votação por mais duas horas...

PM guineense anuncia missão da CPLP ao país entre 03 e 05 de novembro... O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau anunciou a chegada ao país de uma missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 03 a 05 de novembro, informaram hoje `media` guineenses.

©Digital Mídia Global TV   Por RTP/Lusa  27/10/2026 

De acordo com os meios de comunicação social guineenses, a que a Lusa teve acesso nas redes sociais, Ilídio Vieira Té esteve reunido, segunda-feira, com uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelo ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Estrangeiro, Cheikh Niang.

Durante a visita do ministro senegalês, que, segundo os `media` locais, se enquadra nos esforços de mediação da organização regional para encontrar uma solução negociada para a crise política guineense e criar condições para o regresso à normalidade democrática, Vieira Té anunciou a visita da missão diplomática da CPLP ao país.

"De acordo com o comunicado, a deslocação [da CPLP] poderá contribuir para ultrapassar o atual contencioso entre a Guiné-Bissau e a organização lusófona e permitir a normalização das relações institucionais", noticiaram.

A Lusa tentou confirmar esta informação junto da CPLP, do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e da missão permanente timorense junto da CPLP em Lisboa, cujo país preside à organização desde dezembro do ano passado, mas, até ao momento, não obteve respostas.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Bissau detinha a presidência do bloco lusófono, mas foi substituída, temporariamente, por Timor-Leste.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas, nas vésperas, acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à agência Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.

Khamenei insiste que se cumpram condições de Teerão para pôr fim à guerra... O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sublinhou a necessidade de cumprimento das "condições" do Irão para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Israel e Estados Unidos e para que cessem as tensões sobre o estreito de Ormuz.

© Rouzbeh Fouladi / Middle East Images / AFP via Getty Images  Por  LUSA   27/10/2026 

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sublinhou hoje a necessidade de cumprimento das "condições" do Irão para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Israel e Estados Unidos e para que cessem as tensões sobre o estreito de Ormuz. 

A posição foi transmitida ao secretário do Conselho de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Khamenei apontou "o desespero" dos Estados Unidos perante o desenrolar da guerra "como um dos frutos da resistência nacional", ao mesmo tempo reiterando a Rezaei a importância de Teerão "manter uma comunicação proativa e atempada para garantir a participação contínua do povo na defesa do país e do sistema".

"Insistiu na necessidade de defender os direitos e interesses da nação iraniana e da 'frente de resistência', assegurando o cumprimento das condições estabelecidas pelas autoridades do país para pôr fim à guerra e superar a atual situação de 'nem guerra, nem paz'", lê-se na nota de imprensa sobre a reunião do líder supremo iraniano com o seu principal conselheiro de segurança.

Por sua vez, Rezaei apresentou a Khamenei um relatório pormenorizando a aplicação da política estratégica de "criar estruturas e uma ordem regional endógenas", referindo-se à tentativa de promover uma segurança regional e reduzir a influência militar dos Estados Unidos na zona, sendo essa uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição que dirige.

Tratou-se de uma reunião importante entre o líder supremo da República Islâmica e um dos órgãos mais influentes na definição da política de segurança do país, segundo o próprio gabinete de Khamenei, que salientou que, para a tomada de "decisões acertadas e bem fundamentadas", é necessário "contar com um plano assente numa compreensão integral de cada tarefa".

Esta reunião ocorreu após a cimeira de segurança realizada na segunda-feira por altos representantes do Irão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão — em que Rezaei participou —, na qual concordaram manter conversações para "reforçar a cooperação" na matéria.

Tal encontro representou uma aproximação do chamado Acordo de Meca, a aliança defensiva composta por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, numa tentativa para reduzir as tensões a nível regional, em pleno "impasse" da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

A ofensiva foi justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

O Paquistão posicionou-se como um mediador fundamental no conflito que alastrou ao Médio Oriente, negociando com êxito um cessar-fogo de duas semanas entre Teerão e Washington a 08 de abril, depois várias vezes prorrogado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

O objetivo era prosseguir as conversações indiretas, mediadas por Islamabad, para alcançar o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.


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Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram um ataque com um míssil balístico ao Ministério da Defesa da Arábia Saudita, em Riade, onde as autoridades anunciaram a interceção de dois projéteis.

Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram hoje um ataque com um míssil balístico contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita, em Riade, onde as autoridades anunciaram a interceção de dois projéteis.

Os combatentes do movimento apoiado pelo Irão "atingiram o Ministério da Defesa na capital do inimigo saudita com um míssil balístico", afirmou o porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, numa mensagem publicada na rede social X...

GUERRA NA UCRÂNIA: ONU pede apoio contínuo aos ucranianos e refugiados face ao inverno... A ONU apelou à comunidade internacional para manter o apoio aos ucranianos no país e aos refugiados no estrangeiro, face aos ataques às infraestruturas energéticas e ao inverno.

© Diego Herrera Carcedo/Anadolu via Getty Images   Por LUSA   27/10/2026 

A ONU apelou hoje à comunidade internacional que mantenha o compromisso e continue a apoiar tanto os ucranianos no país como os refugiados no estrangeiro, face aos ataques que atingem as infraestruturas energéticas e o aproximar do inverno. 

Philippe Leclerc, diretor regional para a Europa da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), declarou hoje, através de um comunicado, que os ataques russos à Ucrânia estão a ser implacáveis, ocorrendo de dia e de noite, e têm como alvo infraestruturas energéticas críticas.

Estes ataques trazem "o risco de cortes prolongados de energia, deixando milhões de pessoas sem aquecimento, eletricidade e com acesso limitado a água e outros bens essenciais".

O aumento dos ataques com mísseis de longo alcance e drones significa que não há lugar seguro na Ucrânia, enfatizou o responsável do ACNUR, segundo o qual os civis, incluindo os que estão longe da linha da frente, enfrentam ameaças à sua segurança e às suas casas e encontram frequentemente dificuldades em aceder aos serviços básicos.

"O ACNUR, em conjunto com uma sólida rede de organizações não-governamentais (ONG) parceiras ucranianas, continua a prestar assistência e proteção de emergência, o que inclui apoio a abrigos, assistência jurídica, aconselhamento em saúde mental e ajuda financeira", referiu o responsável.

No entanto, indicou que os seus parceiros têm enfrentado ataques recorrentes que afetam as suas equipas, veículos e instalações.

"Entre 01 de setembro e 14 de outubro, 10 incidentes de segurança atingiram funcionários ou parceiros do ACNUR, incluindo ataques com drones e bombardeamentos aéreos contra — ou nas proximidades de — equipas humanitárias, escritórios, armazéns e veículos claramente identificados como transportando ajuda", afirmou.

Tais ações, segundo o comunicado do ACNUR, colocam os trabalhadores humanitários em risco e danificam recursos essenciais utilizados para a prestação de assistência.

O ACNUR instou à Rússia a cessar os ataques contra civis e reiterou que os trabalhadores e os recursos humanitários devem ser protegidos, não podendo, em caso algum, ser tratados como alvos.

Segundo a agência da ONU, espera-se que o deslocamento interno continue, uma vez que as retiradas das áreas próximas da linha da frente aumentaram significativamente - desde janeiro de 2026, mais de 136 mil pessoas foram acolhidas em centros de trânsito apoiados pelo ACNURm um número cerca de 70% superior aos quase 80 mil que passaram por locais situados em comunidades na linha da frente durante 2025.

Este dado representa apenas uma parcela do total de pessoas retiradas de zonas de conflito, uma vez que muitos não procuram apoio nestas instalações de trânsito.

Muitos dos que foram obrigados a fugir encontram-se numa situação de grande vulnerabilidade: quase 40% são idosos e um número expressivo é composto por pessoas com deficiência.

Ao todo, 10,8 milhões de pessoas dentro da Ucrânia necessitam de assistência humanitária, sublinha a agência das Nações Unidas.

Paralelamente, há quase 5,2 milhões de refugiados ucranianos em vários países da Europa. Com o início do conflito em grande escala em 2022, as nações europeias reagiram com uma solidariedade extraordinária, garantindo a milhões de pessoas o acesso imediato a proteção e assistência.

Mecanismos como a Proteção Temporária — e outros arranjos semelhantes — permitiram que milhões de refugiados obtivessem, de forma ágil, um estatuto legal, bem como o acesso a direitos e serviços.

Com o passar do tempo, a resposta evoluiu da assistência de emergência para o foco na inserção no mercado de trabalho, na integração nos serviços nacionais e no reforço da autonomia dos refugiados, referiu o ACNUR.

É visível o progresso no sentido de uma inclusão a longo prazo nos sistemas nacionais: segundo um inquérito interinstitucional divulgado na segunda-feira, em 2025, 67% dos refugiados ucranianos adultos em nove países estavam empregados, e 84% das crianças refugiadas encontravam-se matriculadas em escolas nacionais.

O aumento da empregabilidade entre os refugiados tem contribuído para a oferta de mão-de-obra, o consumo local e a cobrança de impostos. Um inquérito recente da Deloitte revelou que, em 2025, os refugiados ucranianos foram responsáveis por 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Polónia, o que equivale a cerca de 24,4 mil milhões de dólares.

Por outro lado, após quatro anos e meio de deslocação, começam a surgir sinais de desgaste, à medida que cresce a pressão sobre os países e comunidades de acolhimento.

Face ao aumento da retórica anti-refugiados e da hostilidade em algumas partes da Europa, torna-se fundamental manter a solidariedade e o apoio tanto aos refugiados como às comunidades que os acolhem, defende a agência da ONU.

Muitos refugiados ucranianos continuam a enfrentar dificuldades em encontrar habitação acessível ou um emprego que corresponda às suas competências e qualificações, entre outros problemas, referiu a ACNUR.

O ACNUR conclui assim que "este não é o momento para se distanciar, é o momento de proteger os avanços já alcançados e de permanecer ao lado dos ucranianos enquanto se preparam para as incertezas dos próximos meses".


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Um ataque russo com mísseis balísticos danificou uma universidade em Kiev e fez pelo menos um morto e oito feridos, segundo as autoridades ucranianas.

Um ataque russo com mísseis balísticos danificou uma universidade em Kyiv e fez pelo menos um morto e oito feridos, adiantaram hoje as autoridades ucranianas.

"Ainda não se sabe o número exato de baixas. Mas, infelizmente, há vítimas. Há pessoas feridas. As operações de resgate estão em curso", realçou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na rede social X...

Banco Mundial tem 750 milhões de dólares em projetos nos PALOP... O diretor regional da IFC para a África Ocidental e Sahel disse à Lusa que a organização aposta no agronegócio, turismo e logística como setores capazes de impulsionar emprego e crescimento económico na África lusófona.

© Lusa     27/10/2026 

O diretor regional da Corporação Financeira Internacional (IFC) para a África Ocidental e Sahel disse à Lusa que a organização aposta no agronegócio, turismo e logística como setores capazes de impulsionar emprego e crescimento económico na África lusófona.

"O agronegócio e o turismo são setores focais no BM [Banco Mundial] porque têm capacidade de criar empregos para muitas pessoas", com agregação de pequenos produtores e efeitos multiplicadores, referiu em Sameh Wahba, responsável regional do IFC - braço do BM para o setor privado.

"Para cada emprego direto que é criado pelo turismo, surgem dois ou três empregos indiretos", exemplificou.

Os dois setores "são um grande foco do BM e a logística é muito importante para o movimento de cargas e pessoas, é um pilar principal para o crescimento económico", assinalou, à margem do 2.º Fórum Empresarial da África Lusófona, que hoje termina, em Cabo Verde, e dedicado àquelas áreas.

"É por isso que esses setores foram priorizados" a par das infraestruturas, incluindo a energia, que classificou como essenciais para o crescimento.

O número de inscrições no fórum cresceu de 250 para 420 desde a edição de 2025, referiu, entre investidores e representantes de vários governos, permitindo que, na mesma sala, se conheçam exemplos do que está a avançar num mercado fragmentado, de Cabo Verde a Moçambique.

"No espaço africano fala-se bastante, por exemplo, do espaço francófono, que é um mercado que está estabelecido e tem os seus apoios. A lusofonia, se calhar pelo distanciamento dos mercados, nunca esteve constituída como um mercado, sempre foi mais fragmentada", acrescentou por seu turno a diretora regional da IFC para a África Austral, Cláudia da Conceição.

O fórum permite "olhar de forma mais consolidada" para o bloco que fala português, defendeu.

"Do ponto de vista de novos negócios [entre as duas edições], houve vários a acontecer no setor do agronegócio", em especial em Moçambique e Angola, a par de novas iniciativas no setor da energia "onde a IFC está envolvida".

A carteira de projetos ativos nos PALOP tem crescido, referiu, ascendendo a 750 milhões de dólares (672 milhões de euros), com novas parcerias em empresas agrícolas que trabalham com produtores locais a serem anunciadas em breve.

Apesar de grande parte do volume financeiro estar dedicado à área das infraestruturas, "a área do agronegócio, incluindo processamento, está de facto a aumentar bastante", indicou Cláudia da Conceição.

Em termos acumulados, nos últimos cinco anos, a instituição mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) em 10 projetos nos seis países: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

A IFC é uma instituição multilateral de financiamento do desenvolvimento, vocacionada para o sector privado dos países em desenvolvimento, que concede empréstimos, participa no capital de empresas, mobiliza investimento e presta assistência técnica, mas não é a única.

"As necessidades são enormes, mas há uma coordenação entre instituições de financiamento que nunca existiu", referiu Sameh Wahba, apontando exemplos de parcerias com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ou Banco Europeu de Investimento (BEI).

Questionado sobre o efeito das disrupções geopolíticas globais, aquele responsável considera que as respostas variam entre setores, "mas estão a criar oportunidades, não [representam] só insegurança".

O aumento do preço dos combustíveis "está a criar muitas oportunidades para os países introduzirem projetos de energia renovável ou criar projetos da conversão do gás para a eletricidade" de forma a compensar "a dinâmica geopolítica".

"Também no setor da agricultura, com a insegurança alimentar que aumentou com a guerra na Ucrânia, há mais oportunidades" para "investir em agronegócios", com a disrupção dos sistemas mundiais de comércio a incentivar a produção local, disse.

Cláudia da Conceição defendeu que os projetos em África apresentam menor probabilidade de incumprimento e retornos superiores aos de outras geografias.

"Temos dois objetivos: aumentar a presença da IFC", seja através de empréstimos como participação no capital, "e acrescentar apoio para micro, pequenas e médias empresas. Mas onde vai acontecer, vamos ver", conclui Sameh Wahba.

A IFC vai acompanhar os contactos resultantes do fórum focado na África lusófona, como um mercado com uma população a rondar 80 milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 174 mil milhões de dólares.


GUINÉ-BISSAU: COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS 27 de outubro 2026

Radio TV Bantaba

Terça-feira amanhece com boato (publicado na Argentina) de que Flavio Bolsonaro teria fugido para os Estados Unidos após ordem de Moraes

Por jb.com.br   27/10/2026 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria fugido do Brasil pela fronteira com a Argentina na madrugada desta terça-feira (27), segundo reportagem do portal argentino Infobae. A publicação afirma que ele teria seguido para Puerto Iguazú e, de lá, embarcado em um avião particular com destino aos Estados Unidos, onde vive seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Até o momento, não há confirmação oficial de que o senador tenha cruzado a fronteira ou embarcado na aeronave. O texto cita registros aeroportuários e uma operação organizada pela empresa Baires Fly S.A., mas não apresenta prova de que Flávio estivesse entre os passageiros do voo mencionado.

O que diz a reportagem argentina

De acordo com o Infobae, a aeronave identificada seria um Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW, com partida prevista de Puerto Iguazú às 2h da madrugada. A reportagem menciona um pedido de procedimentos de Aduana e Migrações para um voo com quatro passageiros e três tripulantes, mas esse registro, por si só, não confirma a presença do senador a bordo.

As informações divulgadas até agora também não comprovam que o voo tenha efetivamente ocorrido. A identidade dos ocupantes não foi confirmada oficialmente, o que mantém a suspeita em aberto e sem validação por autoridades brasileiras ou argentinas.

Decisão de Moraes e reação de Flávio Bolsonaro

A notícia aparece menos de 24 horas depois de Flávio Bolsonaro afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do país. A medida está ligada a uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Além da restrição de viagens, a decisão prevê a proibição de contato entre Flávio e Tomaz e a entrega de passaportes brasileiros e estrangeiros, incluindo o italiano. Em vídeo divulgado na segunda-feira (26), o senador disse ter sido abordado por agentes da Polícia Federal após visitar o pai, Jair Bolsonaro, em Brasília, e classificou a medida como intimidação.

Como o caso ganhou força política

A hipótese de saída do país já havia sido levantada publicamente por Eduardo Bolsonaro. Na sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno, ele sugeriu em um podcast norte-americano que o irmão deixasse o Brasil caso fosse derrotado por Lula. Depois da vitória do petista, a fala passou a ser retomada com mais intensidade.

Flávio nega que tenha tentado fugir e atribui a decisão de Moraes às declarações do irmão. Se a eventual saída do país for confirmada após a proibição judicial, o caso pode abrir uma nova crise envolvendo o senador, o STF e o núcleo político ligado à família Bolsonaro.

Investigações em andamento

A possível fuga ocorre em meio ao avanço de investigações que atingem o entorno de Flávio Bolsonaro. Uma das frentes apura suspeitas ligadas ao financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, e repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Outra investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro ao lado de Willer Tomaz, advogado também citado em apurações sobre movimentações financeiras no setor de apostas. Flávio nega irregularidades e sustenta que não houve tentativa de deixar o país para escapar das decisões judiciais. (reportagem ampliada com informações de Plinio Teodoro, da revista Fórum)


Leia Também: Flávio Bolsonaro fugiu para EUA? Argentina diz que "não há registos"

Candidato derrotado das presidenciais do Brasil terá fugido esta madrugada para os EUA, refere a imprensa argentina.

Flávio Bolsonaro terá deixado o Brasil na madrugada desta terça-feira, pela fronteira com a Argentina, com destino aos Estados Unidos, num jato particular. A informação foi avançada pela imprensa argentina, esta manhã.

A Polícia Federal (PF) entrou em contato com as autoridades argentinas para verificar a concretização da dita viagem...

ISRAEL: Netanyahu acusa opositores de tentarem roubar eleição em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou ao voto dos eleitores e acusou os opositores árabes israelitas de tentarem "roubar a eleição", depois de os ter visado durante toda a sua campanha.

© Lusa    27/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou hoje ao voto dos eleitores e acusou os opositores árabes israelitas de tentarem "roubar a eleição", depois de os ter visado durante toda a sua campanha.

O também líder do Likud, que, segundo as sondagens, não parte como favorito, falou aos jornalistas após votar numa assembleia em Jerusalém Ocidental, acompanhado pela mulher, Sara, segundo um comunicado divulgado pelo seu Gabinete.

"Vão votar!", exortou Netanyahu aos israelitas em hebraico, segundo o texto do comunicado, numa eleição crucial que se revela extremamente renhida e que se realiza três anos após os ataques do Hamas e a ofensiva contra Gaza.

Netanyahu afirmou que "três altos dirigentes" de um partido de maioria árabe foram detidos no sul do país, transportando envelopes cheios de dinheiro em numerário, sem que a denúncia tenha sido confirmada por fonte independente.

As autoridades eleitorais esclareceram, no entanto, que estas pessoas – abordadas perto das suas residências – "ainda não tinham chegado aos locais de voto" e que está em curso uma investigação.

Já hoje de manhã, também o partido da oposição Yashar!, favorito nas sondagens, denunciou uma "manipulação deliberada" dos boletins de voto e vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral.

"Nas últimas horas, foram recebidos relatos sobre a manipulação deliberada, o roubo, a inversão e a retirada de boletins de voto do Yashar! em locais de voto por todo o país", informou o partido.

Entretanto, a Comissão Eleitoral Central (CEC) de Israel já reagiu, descartando a existência de quaisquer irregularidades.

"Ao contrário do que sugerem as informações que circulam, não há, neste momento, qualquer indício ou prova que aponte para irregularidades no âmbito das eleições", pronunciou-se a comissão em comunicado, afirmando que os casos estão a ser analisados um a um de forma "imediata"

A participação nas eleições atingiu os 16,7% às 10:00 (08:00 em Lisboa), três horas após a abertura das mesas de voto.

De acordo com a Comissão Eleitoral de Israel, a afluência difere um ponto percentual ao registado nas eleições de 2022: 15,9% de participação nas primeiras horas de votação.

Israel realiza hoje as eleições legislativas decisivas para o futuro político de Netanyahu.

Mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas para eleger os 120 deputados do Knesset (Parlamento).

As assembleias de voto encerram às 22:00 (20:00 em Lisboa), altura em que as estações de televisão devem divulgar as primeiras sondagens à boca das urnas.

Segundo as sondagens efetuadas durante a campanha eleitoral, a vitória – por uma curta margem – pode ser alcançada por Gadi Eisenkot, o principal candidato da oposição ao líder do Likud, que votará, segundo as indicações conhecidas, às 13:45 locais (11:45 em Lisboa)


Leia Também: Partido do candidato da oposição queixa-se de irregularidades nas eleições em Israel

O partido da oposição israelita Yashar!, favorito nas sondagens de intenção de voto nas eleições que decorrem hoje em Israel, denunciou uma "manipulação deliberada" dos boletins de voto e vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral...

PGR reitera: "Parlamento é que é competente para mudar a lei"... O Procurador-Geral da República rejeitou pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização da lei das manifestações, defendendo que não se deve alterar a legislação "ao sabor de factos concretos". Amadeu Guerra remeteu para o Parlamento a competência de refletir sobre o diploma aprovado em 1974.

© Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa  27/10/2026 

O Procurador-Geral da República (PGR), Amadeu Guerra, reiterou esta terça-feira que não irá pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização do decreto-lei de 1974 sobre o direito de manifestação, remetendo a decisão para o Parlamento.

"O que eu disse ontem, e hoje reafirmo, é que estou certo que o Parlamento vai refletir - e não a meu pedido - porque sabe bem que é uma realidade. Ainda ontem disse que não sou favorável a alterações legislativas quando decorrem determinados factos", afirmou Amadeu Guerra em declarações aos jornalistas, em Lisboa.

"Ao sabor do momento não me afigura que seja favorável fazer ou alterar a legislação por força de factos concretos que estejam a ocorrer", reiterou.

Neste sentido, considerou que o Parlamento é que "é competente para modificar a lei" e, por isso, não é necessário, "da parte do Procurador-Geral suscitar qualquer inconstitucionalidade de normas".

Na segunda-feira, Amadeu Guerra desafiou a Assembleia da República a revisar a lei das manifestações de 1974, rejeitando pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização do decreto-lei, que tem sido questionado após as acampadas recentes no Porto e em Lisboa.

"As alterações legislativas não podem ir ao sabor dos factos concretos. Temos de amadurecer essa situação e eu estou convicto de que a entidade competente para isso, que é o parlamento, amadurecerá e pensará nisso. [...] É uma competência do parlamento e o parlamento deverá fazê-lo", defendeu Amadeu Guerra, à margem de uma aula sobre recuperação de ativos, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

O líder máximo do Ministério Público sustentou ainda que, "para já", não vê "em termos evidentes que seja necessário" pedir ao Tribunal Constitucional para fiscalizar a constitucionalidade do diploma em causa, que tem sido posta em dúvida a propósito das acampadas das duas últimas semanas no Porto e em Lisboa pelo direito à habitação, dispersadas com o uso da força pela PSP.

No entanto, o presidente da Assembleia da República afirmou que compete ao Tribunal Constitucional apurar se a lei do direito de manifestação "é ou não é" constitucional, considerando que "ninguém está acima da lei", manifestantes ou forças policiais.

"Compete à Assembleia da República, mas compete também ao Tribunal Constitucional o apuramento se a lei é ou não é constitucional (...) É o quadro legal que temos, se há alguma situação de inconstitucionalidade, ela tem que ser declarada pelo Tribunal Constitucional", referiu José Pedro Aguiar-Branco, em Amarante, distrito do Porto, onde participou num tributo a António Cândido. 

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

O Ministério Público abriu um inquérito relativamente à intervenção da PSP em 15 de outubro no Porto, informou na sexta-feira a Procuradoria-Geral da República, acrescentando que, em relação à situação de 20 de outubro em Lisboa não tinha sido até então "localizado qualquer inquérito".


Leia Também: Manifestação: "Violação" ou "abuso"? Constitucionalistas explicam

Vários constitucionalistas analisaram as acampadas e protestos pelo direito à habitação, assim como a atuação da polícia e do Governo. E há opiniões contrárias. Afinal houve "violação" do direito à manifestação ou há "abuso de direito"?...