sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

EUA anunciam novas sanções contra rede que vende petróleo iraniano ... Os Estados Unidos (EUA) anunciaram hoje novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao "comércio ilícito" de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

Por LUSA 

A decisão surge no mesmo dia em que Washington e Teerão mantiveram conversações indiretas em Omã, no âmbito da campanha de pressão da administração norte-americana liderada por Donald Trump sobre o país persa.

"O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) está a sancionar múltiplas entidades, indivíduos e navios para travar o fluxo de receitas que o regime de Teerão utiliza para apoiar o terrorismo no estrangeiro e reprimir os seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.

As novas medidas sancionatórias, segundo pormenorizaram os Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, afetam 14 navios da chamada "frota fantasma" iraniana, 15 entidades -- com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia -- e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

"As exportações iranianas destes produtos energéticos são possíveis graças a uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições que, através da ocultação e do engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em países terceiros", acrescentou o comunicado da diplomacia norte-americana.

O anúncio das novas sanções ocorre no contexto do início, hoje, de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Mascate, que Teerão classificou como "um bom começo" para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

As atuais negociações ocorrem num dos períodos mais conturbados para a República Islâmica, depois de, em janeiro, ter registado os protestos mais violentos desde a sua fundação, em 1979, num contexto de grave crise económica, forte descontentamento popular, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e de gás.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.

Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.

As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln".

As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.


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O Presidente ucraniano anunciou hoje alterações no pessoal da Força Aérea, depois de se queixar de que, em algumas regiões e unidades, a defesa aérea não está a funcionar como deveria.


Vídeo que mostrava casal Obama como macacos retirado da conta de Trump... Um vídeo que mostrava o antigo presidente norte-americano Barack Obama e a mulher como macacos foi hoje removido, após uma dúzia de horas, da conta do líder norte-americano, Donald Trump, onde tinha sido publicado "por engano" por "um funcionário".

© Getty Images     Por  LUSA   06/02/2026 

"Um funcionário da Casa Branca publicou este conteúdo por engano. Foi apagado", disse um alto executivo à agência noticiosa France-Presse (AFP), depois de a publicação ter desencadeado uma onda de condenação, incluindo no Partido Republicano, do Presidente Trump.

Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, denunciou uma "falsa indignação", sem mencionar que se tratava de uma publicação errada na conta de Donald Trump na rede social Truth Social.

A publicação gerou indignação e acusações de racismo contra o Presidente norte-americano.

O líder da minoria democrata no Congresso norte-americano, Hakeem Jeffries, apelou aos republicanos para que "denunciem a repugnante intolerância de Donald Trump".

Barack e Michelle Obama, sublinhou o líder democrata, ele próprio afro-americano, são "americanos brilhantes, compassivos e patriotas e representam o melhor deste país".

Já o Presidente Trump, acrescentou, é "desprezível, desequilibrado e pernicioso" e "um indivíduo doente".

Por seu lado, o republicano Tim Scott, o único senador negro do seu partido no Congresso dos Estados Unidos, tinha pedido a Donald Trump que removesse o vídeo.

"Rezo para que esteja errado, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca. O Presidente deveria retirá-lo", disse o senador conservador na rede social X.

O vídeo publicado no perfil de Donald Trump na noite de quinta-feira na Truth Social, é, na maior parte, atribuído ao portal ultraconservador Patriot News Outlet e fala sobre a alegada manipulação das eleições de 2020 - em que o democrata Joe Biden derrotou Trump, que concorria a um segundo mandato -- e que o Presidente republicano tem vindo a denunciar desde então, sem qualquer prova.

No entanto, aos 59 segundos, o vídeo é interrompido por uma curta animação que mostra os rostos dos Obama, o primeiro casal afro-americano da presidência norte-americana, estampados em dois macacos durante alguns segundos, antes de retomar o conteúdo original.

A animação é atribuída ao utilizador da rede social X "xerias_x", que criou um vídeo, através da Inteligência Artificial, intitulado "Trump: Rei da Selva", datado de 24 de outubro de 2025, um filme rudimentar em que os rostos de líderes políticos são inseridos em corpos de animais.

Todos se prostram perante Trump, cujo rosto aparece no corpo de um leão.

A porta-voz da Casa Branca tinha afirmado antes que se tratava do "excerto de um vídeo publicado na Internet que mostra o Presidente Trump como o Rei da Selva, e os democratas como personagens de O Rei Leão".

"Parem com esta falsa indignação e reportem algo que, hoje, tenha algum significado para o público americano", disse a porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, num comunicado enviado à agência AFP.

A agência norte-americana Associated Press procurou obter um comentário da família Obama, mas não obteve resposta até ao momento.

BBC denuncia venda de vídeos sexuais por câmaras escondidas em hotéis da China... A estação de televisão britânica BBC denunciou hoje que "milhares" de vídeos sexuais, gravados com câmaras escondidas colocadas ilegalmente em hotéis da China, são vendidos no país, apesar de a distribuição de pornografia ser ilegal.

© Peter PARKS / AFP via Getty Images  Por  LUSA  06/02/2026 

Numa reportagem de investigação, a BBC classifica o problema como "uma epidemia", referindo a existência de numerosos 'sites' onde podem ser encontrados estes vídeos, com imagens reais de casais no momento em que mantêm relações sexuais nos quartos de hotel, sem saberem que estão a ser gravados.

Alguns dos sítios oferecem mesmo conteúdos para consumo em direto.

A unidade de investigação da BBC encontrou muitos dos vídeos alojados na plataforma de mensagens Telegram. Numa das mensagens é anunciada uma "oferta" de gravações provenientes de 180 hotéis diferentes, localizados em várias províncias.

O jornalista que assina a reportagem verificou pessoalmente a existência de conteúdos disponíveis de 54 câmaras distintas, metade das quais operacionais em direto, caso o utilizador assim o deseje.

Na reportagem é citado o exemplo de um portal que, mediante o pagamento mensal de 450 yuans (cerca de 55 euros), dava acesso a conteúdos de cinco câmaras, que começavam a gravar no momento em que o cliente ligava a eletricidade do quarto. O sistema permitia recuar algumas cenas e até descarregá-las e guardá-las.

Outro portal oferecia até 6.000 vídeos, alguns datados desde 2017.

Num dos quartos identificados pelos repórteres, a minicâmara, apontada diretamente para a cama, estava escondida no sistema de ventilação.

Com frequência, os vídeos são acompanhados de comentários dos participantes no 'chat', em que classificam regularmente as mulheres como "prostitutas" e utilizam outros termos semelhantes.

A cadeia de televisão britânica centra-se no caso de um alegado proprietário de algumas das câmaras, a quem os jornalistas chegaram através de um 'chat', estimando que, com base nas tarifas praticadas e no número de seguidores, terá obtido ganhos de cerca de 163.000 yuans (quase 20.000 euros) desde abril com este negócio.

Estas atividades violam várias leis chinesas, que proíbem a venda de pornografia, a instalação de câmaras em hotéis sem o conhecimento dos clientes e até a utilização do Telegram, que os utilizadores descarregam alegadamente através de redes privadas virtuais (VPN).

Os jornalistas que investigaram o caso falaram com um utilizador de Hong Kong, consumidor destes vídeos "desde a adolescência", hoje com mais de 30 anos, que afirma sentir-se atraído pela aparente autenticidade das imagens face à pornografia profissional.

No entanto, numa ocasião, foi gravado com a namorada sem o saber e acabou por encontrar as imagens disponíveis no Telegram. Desde então, ambos usam gorros e chapéus quando saem à rua, por receio de serem reconhecidos.

Por seu lado, a plataforma Telegram respondeu à BBC que proíbe explicitamente a partilha deste tipo de conteúdos, recebe regularmente denúncias e elimina "milhões de conteúdos nocivos todos os dias", sem, porém, avançar mais pormenores.

UE anuncia 20.º pacote de sanções contra a Rússia (abrange energia)... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje um novo pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia, que abrange os setores da energia, finanças e comércio, e pediu rápido aval dos Estados-membros.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images   Por  LUSA  06/02/2026 

"Num momento em que decorrem importantes conversações de paz em Abu Dhabi, devemos ser realistas: a Rússia só se sentará à mesa com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo, esta é a única linguagem que a Rússia compreende. É por isso que hoje estamos a intensificar a nossa ação [já que a] Comissão apresenta um novo pacote de sanções - o 20.º desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", anunciou Von der Leyen, numa declaração divulgada em Bruxelas.

Revelando que "o novo pacote de sanções abrange a energia, os serviços financeiros e o comércio", a líder do executivo comunitário apelou a que os Estados-membros da UE "aprovem rapidamente estas novas sanções" pois "tal enviaria um sinal poderoso antes do sombrio 4.º aniversário" do conflito, assinalado no próximo dia 24 de fevereiro.

"O nosso compromisso com uma Ucrânia livre e soberana é inabalável e (...) torna-se mais forte dia após dia, mês após mês, ano após ano", referiu a responsável.

Precisamente a 24 de fevereiro, Ursula von der Leyen e também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, vão deslocar-se a Kyiv para assinalar na capital ucraniana o quarto aniversário do conflito iniciado pela Rússia.

A invasão russa está prestes a atingir os 1.500 dias e, ao longo deste tempo, as forças de Moscovo avançaram, em média, entre 15 e 70 metros por dia, ocupando agora cerca de 0,8% do território ucraniano.

No que toca ao pacote de sanções hoje proposto, Ursula von der Leyen falou em medidas para diferentes setores, sendo que no setor da energia estas se traduzem na proibição total de serviços marítimos para o petróleo bruto russo e na inclusão de mais navios na lista da chamada "frota fantasma".

A "frota fantasma" russa é composta por navios que normalmente navegam sem bandeira e sem seguro que permitem à Rússia exportar petróleo e gás apesar das sanções internacionais impostas desde a invasão da Ucrânia.

Quanto ao setor financeiro, estão previstas medidas para restringir ainda mais o sistema bancário russo e a sua capacidade de criar canais de pagamento alternativos para financiar a atividade económica, bem como incluir mais 20 bancos regionais russos na lista de sanções europeias.

No campo das exportações para a Rússia, surgem agora novas proibições sobre bens e serviços, desde borracha a tratores e serviços de cibersegurança, no valor de mais de 360 milhões de euros, e ainda outras proibições de importação de metais, produtos químicos e minerais críticos ainda não sujeitos a sanções, no valor de mais de 570 milhões de euros.

"Para demonstrar a nossa determinação em combater a evasão às sanções, ativaremos pela primeira vez o instrumento anti-coerção, proibindo a exportação de quaisquer máquinas-ferramentas de comando numérico e rádios para jurisdições onde exista um elevado risco de estes produtos serem reexportados para a Rússia", adiantou Ursula von der Leyen.

Estão ainda em causa "salvaguardas jurídicas mais fortes para as empresas da UE", concluiu.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Um general das Forças Armadas da Rússia foi alvo de uma "tentativa de homicídio", em Moscovo. O Kremlin reagiu, garantindo que os serviços de segurança estão a cumprir os seus deveres e que o presidente Vladimir Putin foi informado.


Após encontro com o Presidente da República de Transição, o porta-voz do mandatário nacional do candidato Umaro Sissoco Embaló, ex-Presidente da República, esclareceu o objetivo da audiência.

𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗔 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖. 𝟬𝟱.𝟬𝟮.𝟮𝟲


Por PAIGC 2023

ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL: Astronautas vão poder levar telemóveis para a Estação Espacial... O administrador da NASA, Jared Isaacman, anunciou que os astronautas da Estação Espacial Internacional poderão fazer-se acompanhar dos respectivos dispositivos móveis, com a tripulação da missão Crew-12, com lançamento previsto para a próxima semana, a ser a primeira a poder fazê-lo.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.comcom Lusa  06/02/2026 

Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional já nos habituaram a partilhas de imagens de grande beleza da Terra e do Espaço que nos rodeia mas, em breve, estes momentos podem tornar-se mais frequentes graças a uma nas políticas da NASA.

Com o conta o site TechCrunch, os membros da tripulação da missão Crew-12 - com descolagem prevista para a próxima semana - serão os primeiros a ter autorização para levarem os seus próprios telemóveis para a Estação Espacial Internacional.

“Vamos dar às nossas tripulações as ferramentas para captarem momentos especiais para as suas famílias e partilharem com o mundo essas imagens e vídeos inspiradores”, pode ler-se numa publicação partilhada na rede social X pelo atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman.

Com os seus iPhones ou telemóveis Android, acredita-se que os astronautas poderão começar a partilhar muito mais do seu dia a dia nas redes sociais. 

Isaacman aproveitou a mesma publicação para enaltecer a rapidez com que se alterou este regulamento, afirmando que é um pequeno passo para tornar a NASA mais ágil do que tem sido até aqui.

“Igualmente importante, desafiámos processos de longa data e qualificámos equipamentos para voos espaciais num cronograma acelerado”, escreveu o administrador da NASA. “Esta urgência operacional será muito útil para a NASA à medida que procuramos realizar ciência e investigação de alto valor em órbita e na superfície lunar. Este é um pequeno passo na direção certa”.

NASA adia regresso à Lua

A NASA anunciou que, devido a um vazamento de combustível detetado durante voos de teste, vai adiar pelo menos para março o lançamento da missão Artemis II que estava previsto para o próximo fim de semana.

a agência espacial norte-americana anunciou o adiamento, o segundo no espaço de uma semana, nos seus canais oficiais, definindo agora março como "a data de lançamento mais próxima possível para a missão Artemis II".

Na última sexta-feira, a NASA já tinha adiado o lançamento por dois dias devido às más condições meteorológicas.

O adiamento da missão também significa que os quatro astronautas que seguiriam no foguetão deixarão a quarentena iniciada a 21 de janeiro para garantir condições ideais de saúde e só retornarão à quarentena duas semanas antes da definição de uma nova data de lançamento.

Na missão Artemis II prevê-se que astronautas voem ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.

A missão deverá durar cerca de 10 dias e vão participar três norte-americanos e um canadiano.

Ao mesmo tempo, a NASA está a preparar uma missão tripulada para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa), cujo lançamento está dependente da data definida para a Artemis II do novo programa lunar Artemis da NASA que visa "testar sistemas e equipamentos" para a missão Artemis III, prevista para 2027, e que vai colocar de novo astronautas na superfície da Lua, previsivelmente parte da tripulação que seguirá na Artemis II.

Apenas astronautas norte-americanos, todos homens, estiveram na órbita e na superfície da Lua, entre finais dos anos 1960 e início de 1970, ao abrigo do programa lunar Apollo da NASA.

O primeiro voo, não tripulado, do programa Artemis ocorreu em novembro de 2022 e serviu para testar o desempenho da nave reutilizável Orion, que tem um módulo de fabrico europeu, e do foguetão SLS, o mais potente da NASA, cujo lançamento inaugural foi antecedido por várias vicissitudes.

Os Estados Unidos esperam com o programa Artemis preparar os astronautas para missões de permanência na Lua e viagens a Marte, planeta onde ambicionam chegar a partir de 2030.

O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, que rege a exploração espacial e ao qual estão vinculados países como Portugal, define os astronautas como enviados da humanidade.

Vídeo partilhado por Trump retrata Barack e Michelle Obama como macacos... Donald Trump partilhou um vídeo nas suas redes sociais que retrata Barack e Michelle como macacos. O vídeo, descrito como "racista" e "repugnante" pelos democratas, conta já com milhares de gostos e partilhas.

Por noticiasaominuto.com 06/02/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou um vídeo nas suas redes sociais onde retrata o ex-presidente do país Barack Obama e sua mulher, Michelle, como macacos. As imagens já foram descritas como "racistas" e "repugnantes" pelos democratas.

Em cauas está um vídeo partilhado na rede social Truth Social na noite de quinta-feira que tem a duração de cerca de um minuto.

Perto do final do vídeo, os Obama aparecem com os seus rostos em corpos de macacos durante um segundo, com a música "The Lion Sleeps Tonight" no fundo.

O vídeo, que reúne milhares de gostos e partilhas, repete alegações falsas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems ajudou a roubar votos a Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020, das quais o democrata Joe Biden saiu vitorioso.

Democratas condenam imagem "repugnante" e "racista"

O democrata Gavin Newsom, governador da Califórnia e apontado como candidato democrata à Casa Branca em 2028, já condenou a publicação, lamentando o "comportamento repugnante do presidente". 

"Todos os republicanos devem denunciar isto. Agora", lê-se na conta do gabinete de imprensa de Newsom no X.

Também Ben Rhodes, ex-conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca e aliado de Barack Obama, condenou a imagem.

"Que assombre Trump e os seus seguidores racistas que os futuros americanos irão abraçar os Obamas como figuras amadas, enquanto o estudam como uma mancha na nossa história", escreveu no X.

Barack Obama, recorde-se, foi o primeiro e único presidente negro da história dos Estados Unidos, tendo liderado o país durante dois mandatos, entre 2009 e 2017.

𝐌𝐞𝐧𝐬𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐓𝐨𝐥𝐞𝐫â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐙𝐞𝐫𝐨 à 𝐌𝐮𝐭𝐢𝐥𝐚çã𝐨 𝐆𝐞𝐧𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐧𝐚 𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨‼️

LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos

Neste Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirma o seu firme compromisso com a promoção e a proteção dos direitos humanos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres, em conformidade com os instrumentos nacionais, regionais e internacionais de direitos humanos.

A mutilação genital feminina constitui uma grave violação dos direitos humanos e representa um sério problema de saúde pública, com consequências físicas, psicológicas e sociais duradouras. Trata-se de uma prática sem qualquer fundamento médico ou religioso, que compromete o desenvolvimento integral das raparigas e perpetua desigualdades de género.

Dados recentes indicam que mais de 50% das mulheres e meninas com idades entre 15 e 49 anos na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, o que corresponde a centenas de milhares de vítimas. 

Em determinadas regiões do país, nomeadamente Gabú e Bafatá, a prevalência ultrapassa 80%, sendo a prática maioritariamente realizada em meninas entre os 4 e os 14 anos de idade.

Apesar dos progressos alcançados através de ações de sensibilização, mobilização comunitária e da existência de um quadro legal que criminaliza esta prática, os dados demonstram que a mutilação genital feminina continua a representar um desafio significativo, exigindo um reforço das respostas institucionais e comunitárias.

Neste contexto, a Liga Guineense dos Direitos Humanos apela ao Governo da Guiné-Bissau para o reforço efetivo dos mecanismos de prevenção, proteção e repressão da mutilação genital feminina, incluindo a aplicação rigorosa da legislação em vigor, o fortalecimento dos serviços de proteção social e de saúde, o apoio às vítimas e sobreviventes, bem como o investimento contínuo em ações de educação, sensibilização e mobilização comunitária.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos felicita o Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas pelas ações relevantes e contínuas que tem desenvolvido no combate à mutilação genital feminina e a outras práticas nocivas, encorajando-o a prosseguir e a reforçar os seus esforços em prol da proteção dos direitos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos apela igualmente ao envolvimento ativo e responsável dos líderes religiosos e comunitários, cujo papel é determinante na transformação de normas sociais e comportamentos, incentivando-os a promover mensagens claras de proteção das meninas, de abandono definitivo da mutilação genital feminina e de respeito pelos direitos humanos nas comunidades.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos sublinha ainda a importância de uma coordenação reforçada entre as instituições do Estado, as organizações da sociedade civil, as lideranças comunitárias e religiosas e os parceiros de desenvolvimento, como condição essencial para a erradicação definitiva desta prática.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos esteve, está e continuará a associar a sua voz e a sua ação à luta contra a mutilação genital feminina, denunciando esta prática atentatória à dignidade das mulheres e reafirmando o seu compromisso inabalável com a defesa dos direitos humanos das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

Neste dia simbólico, a LGDH renova o seu apelo à tolerância zero à mutilação genital feminina, reafirmando que nenhuma tradição pode justificar a violência e que a proteção das meninas é uma responsabilidade coletiva e inadiável.

Pela dignidade, pela saúde e pelos direitos das meninas e mulheres da Guiné-Bissau.

Comissão Organizadora de Show do DJ Kymanda e Artista Detidos Há Mais de 48 Horas em Bissau

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Fonte: Lai DOUMBIA  Radio TV Bantaba

A comissão organizadora do espetáculo do DJ Kymanda e o próprio artista estão detidos nas celas da 2.ª Esquadra de Polícia, em Bissau, desde segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026.

De acordo com informações avançadas pela Polícia, a detenção está relacionada com o alegado uso de foguetes durante o evento, uma prática que, segundo as autoridades, é proibida por lei. A comissão organizadora, contudo, contesta esta versão e levanta questões sobre a atuação policial no local.

Segundo a organização, vários agentes estiveram presentes ao longo de toda a atividade e, em nenhum momento, ordenaram a interrupção do uso de foguetes nem o cancelamento do espetáculo. A mesma fonte afirma ainda que os agentes disseram estar no local por orientações superiores, o que, no entendimento da comissão, indica que as autoridades tinham conhecimento do que estava a ocorrer.

A organização denuncia também um possível tratamento desigual perante a lei. No mesmo dia, terá ocorrido outro espetáculo em Bissau onde, alegadamente, também foram utilizados foguetes, sem que a respetiva comissão organizadora ou o artista tenham sido detidos ou chamados a prestar esclarecimentos.

O caso levanta preocupações quanto ao respeito pelo princípio da igualdade perante a lei, consagrado na Constituição da República da Guiné-Bissau, que estabelece que todos os cidadãos devem ser tratados de forma justa e sem discriminação. A legislação prevê ainda que qualquer detenção deve respeitar os prazos legais, incluindo o limite de 48 horas para apresentação ao Ministério Público ou a um juiz, salvo exceções previstas na lei.

Até ao momento, a comissão organizadora e o DJ Kymanda terão ultrapassado esse período de detenção sem informações claras sobre a sua situação jurídica, o que tem gerado apreensão entre familiares, membros do meio artístico e parte da opinião pública.

A comissão organizadora apela às autoridades competentes para que a lei seja aplicada de forma imparcial e transparente, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos e pelo Estado de Direito.

Nuclear. Autoridades norte-americanas e iranianas iniciam negociações... As negociações sobre o nuclear entre Irão e Estados Unidos começaram hoje em Omã, segundo a televisão estatal, depois do presidente norte-americano ter dito que não descarta uma ação militar e Teerão a afirmar que está pronto para se defender.

POR LUSA  06/02/2026 

A delegação iraniana é representada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, enquanto o enviado Steve Witkoff representa os Estados Unidos.

"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X, antes do início da reunião com as autoridades norte-americanas.

"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês.

Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.

O ministro iraniano chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

A televisão estatal iraniana informou que Araqchi reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, antes da reunião com as autoridades norte-americanas.

Estas discussões sobre o programa nuclear iraniano são as primeiras desde o bombardeamento norte-americano às instalações nucleares do Irão em junho, durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel.

As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.

Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente.

"Eles [Irão] não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.

Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.

"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles [iranianos] não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.


Leia Também: EUA cortam relações com presidente do parlamento polaco por "insultos" a Trump 

O embaixador norte-americano na Polónia anunciou que os Estados Unidos deixarão de ter "qualquer contacto, relação ou comunicação" com o presidente da Câmara Baixa do parlamento polaco, por alegados "insultos ultrajantes e gratuitos" deste ao Presidente Donald Trump.


 


Leia Também: Irão promete defender-se de "tentativas de aventureirismo" dos EUA

O chefe da diplomacia do Irão avisou hoje que o país irá defender-se de "quaisquer exigências excessivas ou tentativas de aventureirismo" por parte dos Estados Unidos.

Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real... O ministro da Defesa de Taiwan alertou hoje que a repetição dos exercícios militares chineses em torno da ilha corre o risco de anestesiar a população, mas sublinhou que a ameaça é urgente e real.

Por LUSA

Em declarações divulgadas pela agência de notícias taiwanesa CNA, Wellington Koo Li-hsiung afirmou que a China realiza frequentemente "patrulhas de aplicação da lei" junto às ilhas periféricas de Taiwan e nos arredores da linha média do Estreito, com a intenção de "criar a falsa aparência" de que o Estreito de Taiwan faz parte das águas territoriais chinesas.

cibersegurança, através de "ciberataques e intrusões" de piratas informáticos, combinando instrumentos políticos, económicos, militares e psicológicos para levar a cabo uma "guerra cognitiva" contra Taiwan, referiu o ministro.

"Quando estas ações se repetem constantemente, preocupa-nos que possam adormecer as defesas psicológicas da população; na verdade, esta ameaça inimiga é urgente e existe mesmo", afirmou Wellington Koo.

De acordo com estatísticas fornecidas por Koo, as principais aeronaves e as de apoio do Exército chinês cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan e entraram na autoproclamada Zona de Identificação de Defesa Aérea taiwanesa em 3.764 ocasiões em 2025, contra 3.066 no ano anterior, o que representa um aumento de cerca de 23%.

Navios de guerra de vários tipos entraram também na mesma zona em 2.640 ocasiões no ano passado, face a 2.475 em 2024, um aumento de aproximadamente 7%.

O ministro da Defesa de Taiwan afirmou que a capacidade de produção associada às compras de armamento aos Estados Unidos tem vindo a "recuperar gradualmente" e sublinhou que Washington concedeu a Taipé o mesmo tratamento que aos membros da NATO Plus, o que permitirá "acelerar os trâmites administrativos e encurtar os prazos de notificação ao Congresso".

A NATO Plus agrupa os principais aliados dos Estados Unidos fora da Aliança Atlântica, incluindo Japão, Austrália, Coreia do Sul, Israel e Nova Zelândia.

Se o orçamento geral do Governo taiwanês for aprovado sem contratempos, adiantou Koo, os tanques de combate M1A2T poderão ser entregues na totalidade ainda este ano, enquanto os sistemas HIMARS, os mísseis Harpoon, as munições explosivas Switchblade 300 ou os drones Altius 600 e MQ-9B poderão ser recebidos em lotes ao longo do presente exercício.

As declarações foram divulgadas apenas dois dias depois de os presidentes dos Estados Unidos e da China terem mantido uma conversa telefónica, na qual Xi Jinping advertiu Donald Trump para lidar com "máxima prudência" a venda de armas à ilha autogovernada.

Taipé anunciou no final de 2025 um orçamento especial de Defesa equivalente a 1,25 biliões de dólares taiwaneses (cerca de 33,4 mil milhões de euros) para o período 2026-2033, que serviria, em grande parte, para financiar a aquisição de material bélico proveniente dos Estados Unidos.

O orçamento permanece bloqueado até agora pelos dois principais partidos da oposição, o Kuomintang e o Partido Popular de Taiwan, que detêm uma estreita maioria de assentos no parlamento.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Banco Mundial felicitou hoje o Governo da Guiné-Bissau e manifesta abertura em continuar com os projectos nacionais. Mais um sinal forte vindo de Washington, D.C.,USA.

 

MNE

PR da República do Congo no poder há 40 anos é candidato às eleições de março... O Presidente da República do Congo anunciou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 15 de março neste pequeno país da África Central rico em petróleo.

Por LUSA 

"A presentarei a minha candidatura às eleições presidenciais", declarou Denis Sassou Nguesso, que aos 82 anos acumula mais de 40 anos no poder, perante uma multidão de vários milhares de pessoas em Ignié, no sul do país.

O movimento de que faz parte, o Partido Congolês do Trabalho (PCT), tinha designado, no final de dezembro, em congresso, Denis Sassou Nguesso como "candidato natural".

As eleições, inicialmente previstas para 22 de março, realizar-se-ão afinal a 15 de março.

A votação das forças de segurança terá lugar alguns dias antes da data oficial do sufrágio, para que estas possam garantir a ordem pública no dia da votação.

Denis Sassou Nguesso governou a República do Congo sob um regime de partido único entre 1979 e 1992, antes de ser derrotado nas primeiras eleições pluralistas por Pascal Lissouba.

Regressou ao poder em 1997, na sequência de uma guerra civil, tendo sido eleito em 2002 e reeleito em 2009.

Em 2015 alterou a Constituição para eliminar o limite de dois mandatos presidenciais e foi reeleito em 2016.

Guterres condena ataque terrorista na Nigéria e pede justiça... O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje, "nos termos mais fortes", "o ataque terrorista" de terça-feira no estado de Kwara, na Nigéria, que fez mais de 170 mortos.

Por LUSA 

Guterres reiterou a solidariedade das Nações Unidas para com o Governo e o povo da Nigéria "nos seus esforços para combater o terrorismo e o extremismo violento" e destacou "a importância de levar os perpetradores à justiça", segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do secretário-geral.

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado de terça-feira contra as comunidades de Woro e Nuku, no centro-oeste da Nigéria, ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, que causou pelo menos 175 mortes, segundo indicaram líderes locais à agência espanhola EFE.

Num comunicado divulgado na noite de quarta-feira, a Presidência da Nigéria informou que o Presidente, Bola Ahmed Tinubu, ordenou o envio de um batalhão do Exército para Kwara, onde "terroristas do Boko Haram assassinaram moradores indefesos na noite [de terça-feira]".

"Até o momento, recuperamos 175 corpos. Muitos deles foram encontrados na floresta durante uma busca realizada por jovens e agentes de segurança", disse o líder comunitário de Woro, Khaleed Abba, à EFE, por telefone, na noite de quarta-feira.

Considerado um dos piores massacres no país nos últimos meses, o ataque ocorre num momento em que o país, com o apoio dos Estados Unidos, intensifica esforços para combater a insegurança endémica relacionada com grupos criminosos e extremistas.

Face à insegurança no estado de Kwara, as autoridades locais impuseram um recolher obrigatório em certas zonas do estado e encerraram as escolas durante várias semanas, antes de ordenarem a sua reabertura na segunda-feira.

O aumento dos ataques e sequestros levou o Presidente nigeriano a declarar, no final de novembro, o estado de emergência no país e a aumentar o efetivo das forças armadas e da polícia, a fim de intensificar a luta contra os criminosos, que geralmente encontram refúgio em áreas florestais remotas e de difícil acesso.

A insegurança na Nigéria tornou-se um tema de interesse para os Estados Unidos, cujo Presidente, Donald Trump, afirma que os cristãos da Nigéria são "perseguidos" e vítimas de um "genocídio" perpetrado por "terroristas".

A maioria dos especialistas nega veementemente, afirmando que a violência geralmente atinge indistintamente cristãos e muçulmanos.

O exército norte-americano realizou ataques no estado de Sokoto no dia de Natal, visando, segundo declarou, membros do Estado Islâmico.

Desde então, a cooperação militar entre os dois países fortaleceu-se com o fornecimento de armas dos Estados Unidos à Nigéria, a partilha de informações e o envio de uma equipa de militares norte-americanos encarregada de ajudar o exército nigeriano.


Leia Também: Governo nigeriano culpa grupo Boko Haram por ataque que matou 175 pessoas

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado da passada terça-feira às comunidades de Woro e Nuku, no estado de Kwara (centro-oeste), ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, divulgou hoje a imprensa internacional.


Cabo Verde passa a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países... Cabo Verde passou a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países, de acordo com uma avaliação de riscos, segundo uma resolução publicada no Boletim Oficial e informações prestadas por fonte oficial à Lusa.

Por LUSA 

Entre eles está um único país europeu, a Bielorrússia.

O despacho de 23 de janeiro corrige uma versão de novembro, na qual se indicavam 96 países, e complementa a lei de entrada e permanência de estrangeiros, atualizada em maio de 2025 (decreto-lei 13 de 2025).

A lei estipula que "é vedada a atribuição de visto 'online' e à chegada aos nacionais dos países constantes da lista aprovada".

Segundo fonte oficial, é agora exigido que o visto seja solicitado presencialmente, numa embaixada ou consulado, antes da viagem, para "reforçar a segurança através de entrevistas diretas, impedindo a emissão automática 'online'". 

Nos casos em que não houver embaixada no país de origem, o requerente terá de recorrer a representações noutros países e aguardar a validação da Direção de Estrangeiros e Fronteiras (DEF) de Cabo Verde.

Ou seja, os cidadãos dos 91 países na lista terão de fazer o mesmo que os cabo-verdianos fazem quando precisam de um visto para um país sem representação local em Cabo Verde -- deslocando-se, por exemplo, a Dakar (Senegal), a capital mais próxima e que concentra várias representações diplomáticas.

Entre as economias asiáticas mais influentes, a lista de 91 países inclui a Indonésia.

Entre os países africanos, constam da lista o Egito, Argélia e Etiópia.

O México é o único país da América do Norte na lista, ao lado de pequenos territórios da América Central e Caraíbas, enquanto a América do Sul inclui países como Colômbia, Chile ou Venezuela.

Além da Bielorrússia, único país europeu, na lista estão 31 países asiáticos, 28 países africanos, 11 da América Central, 10 da América do Sul, nove países da Oceânia e um da América do Norte, totalizando os 91.

O decreto-lei 13 de 2025 prevê que a DEF, em articulação com outras entidades, proponha ao Governo os países isentos ou não de visto prévio à chegada, "mediante uma avaliação ponderada dos riscos, tendo em consideração os superiores interesses do país, a prevenção da imigração irregular, o tráfico de seres humanos, a manutenção da ordem pública e a salvaguarda da segurança nacional, designadamente a prevenção e combate a fenómenos ilícitos internacionais, a saber o terrorismo".

Além dos casos típicos (tripulantes, pessoal em missão, entre outros), os nacionais dos 91 países listados só beneficiam de exceção se forem residentes em Cabo Verde, na União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Reino Unido, São Marino, Suíça, Vaticano, Brasil, Canadá ou Estados Unidos.


Leia Também: Cabo Verde acompanha Brasil e apoia chilena para secretária-geral da ONU

O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que vai acompanhar o Brasil e apoiar a candidatura da chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas.


Guiné-Bissau : Após sair das celas, DSP vai ser ouvido no Tribunal Militar

Por CFM

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), deverá ser ouvido no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no dia 13 de fevereiro deste ano, a partir das 09h30, disse à Rádio Capital FM, uma fonte próxima do processo que pediu para não ser identificada.

A audição de Simões Pereira, disse a fonte, vai ocorrer no âmbito do alegado envolvimento do líder político num caso de "tentativa de golpe de Estado", em outubro de 2025, que resultou na detenção de vários militares, entre eles o Brigadeiro-General Daba Naualna.

Após 65 dias detido, Domingos Simões Pereira foi libertado na semana passada e colocada sob residência vigiada, uma condição que os seus advogados contestam, alegando que a "prisão domiciliar" é estranha ao ordenamento jurídico guineense.

Esta não é a primeira vez que o líder do PAIGC é ouvido no Tribunal Militar Superior. Em 2013, antes de assumir a liderança do partido, também foi ouvido na mesma instância, mencionado num caso de alegada tentativa de golpe de Estado, de 21 de outubro de 2012, do assalto ao quartel dos para-comandos.

O processo, no entanto, acabou por não provar a participação de Domingos Simões Pereira na suposta manobra de subversão da ordem constitucional e nunca mais o político foi ouvido.

DSP foi detido no dia 26 de novembro de 2025, sem culpa formada, momentos após os militares assumirem o poder na Guiné-Bissau, num golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral que estava em curso.

GRUPO DE REFLEXÃO NEGA ACUSAÇÕES DA DIREÇÃO E APELA AOS VETERANOS PARA SALVAR O PAIGC

Por: Filomeno Sambú odemocratagb.com

Grupo de Reflexão, que integra dirigentes e militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reagiu ao comunicado do Secretariado Nacional do partido, negando que seja movido por ambições pessoais. O grupo apela aos veteranos do PAIGC para que assumam o processo de transição, com o objetivo de “salvar o partido de nós”.

Segundo o grupo, a sua ação é motivada exclusivamente pela convicção de que o PAIGC deve voltar a ser “o farol da democracia e da justiça social”.

Na terça-feira, 4 de fevereiro, o Secretariado Nacional do PAIGC acusou o grupo, liderado por Aladje Seco Sanó, de protagonizar ações sistemáticas de hostilidade contra o partido, alegadamente ao serviço de interesses alheios ao PAIGC e em conluio com o regime instalado desde 2019, com o objetivo de fragilizar e assaltar a liderança partidária.

Em reação a essas acusações, o Grupo de Reflexão afirma que o seu objetivo é congregar todas as sensibilidades internas, restaurar a unidade e erguer novamente o PAIGC como referência incontornável da vida política guineense.

“Amílcar Cabral já dizia que nem todos são do partido. Hoje, assistimos claramente que as opções políticas assumidas resultam da incompetência e da falta de visão estratégica. Porque, de facto, nem todos são do partido”, sustenta o grupo.

Num comunicado datado de 5 de fevereiro, a que O Democrata teve acesso, o Grupo de Reflexão garante que continuará firme e defende que a única opção é os veteranos do partido assumirem o processo de transição para “salvar o partido de todos nós”.

“Este Grupo de Reflexão sente o PAIGC, vive o PAIGC, e entende que não se pode continuar parado à espera que a atual direção, movida por mera obsessão, ambição e nepotismo, acabe por aniquilar um partido que sempre foi símbolo de esperança e referência para o povo guineense”, lê-se no comunicado.

O grupo denuncia ainda que o PAIGC, um partido forjado numa gloriosa luta que custou sangue, suor e lágrimas aos combatentes da liberdade da pátria, encontra-se hoje “desamparado, impotente e abandonado” pelos seus dirigentes máximos do Presidium e da Comissão Permanente. Estes estariam, segundo o comunicado, num “silêncio ensurdecedor”, “escondidos ou exilados”, com receio de aceitar e enfrentar a realidade atual e “incapazes de defender os superiores interesses do nosso grande partido”.

Face a esta paralisia, o Grupo de Reflexão — constituído por militantes e dirigentes “com elevado sentido militante e patriótico” — decide assumir, “com determinação inabalável”, o compromisso de resgatar “o nosso grande partido” e colocá-lo novamente ao serviço “deste martirizado povo”.

“A política faz-se com dignidade, coragem e determinação, mas sobretudo com a convicção de defender um bem maior, longe de interesses mesquinhos ou de grupo”, conclui o comunicado.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS

Conselho de Ministros autoriza contrato para exploração de bauxite em Boé

Por  RTB

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em sessão extraordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta.

No capítulo deliberativo, o Governo deu anuência à assinatura do contrato com a Empresa de Mineração de Boé (EMB), uma sucursal da companhia russa RUSSAL, com vista à construção de infraestruturas necessárias ao início da exploração de bauxite na localidade de Boé.

Durante a reunião, foram igualmente aprovados, com alterações, o projeto de decreto sobre o Regime Jurídico de Empreendimentos Turísticos de Alojamento e o projeto de decreto relativo ao Regulamento de Inspeção do Turismo.

No âmbito das informações gerais, o Ministro do Turismo e Artesanato apresentou uma exposição sobre os constrangimentos enfrentados por turistas à entrada e durante a circulação no território nacional, situações que foram denunciadas por agências de viagens da Gâmbia.

O Conselho de Ministros deliberou ainda sobre nomeações na Administração Pública. No Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, foram nomeados Manuel José da Silva Júnior como Diretor-Geral e Lucas Na Sanhá como primeiro vogal do Conselho de Administração do Conselho Nacional de Carregadores. No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, foram nomeados Luzia Fernandes para o cargo de Diretora-Geral de Infraestruturas de Transporte, Armando Bame Ié como Diretor-Geral de Geografia e Cadastro e Aguinaldo Garcia Varela como Diretor-Geral de Habitação e Urbanismo.

Em consequência destas nomeações, foi dada por finda a comissão de serviço, nas mesmas funções, dos anteriores titulares.

A reunião teve lugar em Bissau e o comunicado foi assinado pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé.

Cuba sofre colapso parcial do sistema elétrico afetando 3,4 milhões de pessoas

Por cnnportugal.iol.pt

Empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente

O sistema elétrico nacional de Cuba sofreu um novo apagão parcial, afetando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste da ilha (Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo), confirmou a empresa estatal Unión Eléctrica.

Segundo a empresa, a interrupção deveu-se a um linha de alta tensão de 220 quilovolts (kV) na província de Holguín, que se desligou de forma repentina.

O incidente, explicou a empresa, levou ao encerramento da central termoelétrica de Felton, a maior geradora de energia do leste de Cuba, bem como de outra central e de uma subestação na mesma província.

Este é o segundo apagão parcial do sistema elétrico nacional de Cuba em pouco mais de quatro meses e ocorre numa altura de grave crise energética, agravada pelo embargo petrolífero imposto pelo governo norte-americano, que ameaça agravar a situação já crítica.

No entanto, o apagão de quarta-feira parece estar relacionado com os problemas crónicos da infraestrutura elétrica do país, tal como outra interrupção parcial, em outubro, também causada por uma sobrecarga de energia.

A empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente.

Desde meados de 2024 que a ilha enfrenta uma grave crise energética, refletida em apagões diários que ultrapassam as 20 horas em todas as localidades.

Em 31 de janeiro, Cuba registou o maior apagão desde que começou a publicar regularmente estatísticas energéticas em 2022, que deixou 63% do país sem energia em simultâneo.

Sete das 16 centrais termoelétricas de Cuba - que representam aproximadamente 40% da geração energética do país - estão fora de serviço devido a avarias ou manutenção, incluindo duas das três maiores.

Desde meados de janeiro que os relatórios diários da Unión Eléctrica deixaram de especificar o número de centrais que estão inoperacionais devido à falta de combustível.

Especialistas independentes salientam que a crise energética cubana decorre do subfinanciamento crónico do setor, que é totalmente estatal desde a revolução de 1959.

Várias estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre oito e dez mil milhões de dólares (entre 6,8 e 6,5 mil milhões de euros) para estabilizar o sistema elétrico.

Os prolongados apagões diários estão a prejudicar a economia, que contraiu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais, e têm sido o catalisador dos principais protestos dos últimos anos.

Na quarta-feira, o porta-voz do secretário-geral da ONU disse que António Guterres está "extremamente preocupado" com a situação humanitária em Cuba, "que vai piorar, ou mesmo entrar em colapso" se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas.

Depois de suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura de Nicolás Maduro no início de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu na semana passada uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas aos países que vendam petróleo para Havana.

No domingo, o Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos iniciaram um diálogo com o Governo cubano e disse prever "um acordo" com Havana.