quarta-feira, 10 de junho de 2026

Sindicato de Base da INACEP-ECP ameaça paralisar atividades por cinco dias

Por  CAP-GB  

Bissau, 10 de Junho de 2026 — O Comité Sindical de Base da Imprensa Nacional (INACEP-ECP), reunido com os funcionários da instituição, decidiu avançar com a paralisação das suas atividades durante cinco dias, de 12 a 16 do corrente mês, em protesto contra o não pagamento de três meses de salários em atraso.

Entre as principais reivindicações, o sindicato exige o pagamento imediato dos salários dos higienistas e de outros funcionários que ainda não receberam as suas remunerações. Os trabalhadores denunciam ainda a existência de deduções consideradas ilegais nos vencimentos de alguns funcionários, solicitando a devolução dos valores retirados, conforme consta no pré-aviso entregue ao Diretor-Geral da instituição.

O Comité Sindical levanta também preocupações relacionadas com o cumprimento do estatuto da empresa, nomeadamente com base no n.º 1 do artigo 25.º, exigindo esclarecimentos sobre a permanência de um indivíduo no setor financeiro e a colocação de algumas pessoas em determinados serviços sem respeitar as normas e o regulamento interno da INACEP-ECP.

Segundo o documento assinado pelo presidente do Comité Sindical, Infali Cassamá, caso as reivindicações não sejam atendidas, os trabalhadores poderão avançar com uma greve conforme o período anunciado. Apesar da firme posição, o sindicato manifesta disponibilidade para um diálogo sério e responsável com o patronato, visando encontrar uma solução para o impasse.

Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz, realiza uma conferência de imprensa para responder às recentes declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Diretor-Geral da INACEP-ECP, Lesmes Monteiro promove Conferência de Imprensa para prestar esclarecimentos públicos e apresentar a posição oficial da instituição relativamente às recentes acusações e declarações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da INACEP.

BAFATÁ PODE COMEÇAR A RECEBER ENERGIA ELÉTRICA DA BARRAGEM DA BACIA DO RIO GÂMBIA AINDA ESTE MÊS

Por Rádio Sol Mansi  10 06 2026 

A cidade de Bafatá, leste do país, poderá começar a beneficiar da energia elétrica proveniente da Barragem da Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG) ainda durante o mês de junho, caso tudo decorra conforme o previsto pelo Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério da Energia.

A informação foi avançada pelo responsável da Extensão de Rede e Manutenção da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau, durante uma entrevista concedida à Rádio Sol Mansi (RSM), no âmbito de uma visita de trabalho efetuada à cidade de Bafatá na terça-feira, 9 de junho.

Segundo o responsável, o Executivo está a envidar esforços para que a população de Bafatá comece a beneficiar, de forma provisória, da energia elétrica fornecida pela barragem, enquanto prosseguem os trabalhos de eletrificação previstos no projeto que contempla 14 localidades do país.

Durante a mesma visita, o delegado regional da Energia em Bafatá, Adulai Candé, esclareceu que os contratos para o fornecimento da corrente elétrica proveniente da barragem ainda não se encontram disponíveis para os consumidores. No entanto, explicou que as equipas técnicas estão atualmente a realizar vistorias às instalações elétricas das residências para avaliar as condições necessárias à futura ligação à rede.

A eventual chegada da energia da OMVG é vista com expectativa pelos habitantes de Bafatá, uma vez que a questão do fornecimento de eletricidade continua a ser um dos principais problemas enfrentados pela população local.

Apesar da presença de uma empresa privada responsável pelo abastecimento de energia elétrica na cidade há cerca de três anos, muitos moradores têm manifestado insatisfação devido aos elevados custos das tarifas praticadas e à frequente instabilidade no fornecimento da corrente elétrica.

Com a integração da cidade na rede alimentada pela barragem da OMVG, espera-se uma melhoria significativa na qualidade e na regularidade do serviço, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da região.

Rússia ameaça Canadá com "resposta" ao fabrico de drones para Kyiv... O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia ameaçou hoje o Canadá com medidas adequadas e proporcionais de resposta ao acordo para o fabrico de drones destinados ao exército da Ucrânia.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA   10/06/2026 

"Reservamo-nos o direito a uma resposta adequada e teremos em conta esta nova circunstância no nosso planeamento político-militar", alertou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa em que abordou este acordo.

Segundo a agência de notícias TASS, no final de maio, o Ministério da Defesa do Canadá, país que faz parte da NATO, anunciou a assinatura de um acordo para o fabrico de drones de combate em território canadiano, os quais se destinariam às Forças Armadas da Ucrânia.

Os governos do Canadá e da Ucrânia assinaram um acordo estratégico para a produção conjunta de sistemas de armas não tripulados, como estes drones, uma questão que tem sido criticada pelo governo russo.

Este acordo inclui a fabricação de veículos aéreos não tripulados para que Kyiv reforce a sua defesa aérea.


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Irão: 20.000 pessoas sem água após ataques dos Estados Unidos... Cerca de 20.000 pessoas ficaram sem acesso a água potável em Sirik, cidade portuária no sul do Irão, após bombardeamentos norte-americanos contra dois reservatórios, informou hoje a televisão estatal iraniana.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por  LUSA   10/06/2026 

Os Estados Unidos realizaram ataques durante a noite contra Jask, Sirik e a ilha de Qeshm, na costa sul do Irão, no Estreito de Ormuz, que continua bloqueado, depois de um helicóptero norte-americano ter sido abatido no Golfo Pérsico.

"Infelizmente, após este ataque, 20.000 habitantes da região ficaram sem água potável e, com as temperaturas a oscilarem entre os 45 e os 50 graus, as condições são extremamente difíceis", indicou um responsável da empresa local de abastecimento de água, segundo a televisão estatal.

"Os recursos de água subterrânea são insuficientes" para substituir os reservatórios danificados, sublinhou.

O Irão denunciou os ataques norte-americanos conduzidos "sob um falso pretexto" e respondeu com ataques com mísseis contra a Jordânia e o Bahrein, países aliados dos Estados Unidos.

Estes novos confrontos ocorrem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter garantido na terça-feira estar perto de um "acordo muito, muito bom" para pôr fim à guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro por uma ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.


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A China apelou hoje à "calma e moderação" após os ataques dos Estados Unidos contra o Irão e a retaliação iraniana contra bases norte-americanas no Médio Oriente, defendendo um cessar-fogo rápido e o regresso à via diplomática.

Kyiv atingiu vários alvos na Rússia, russos atacaram Odessa e Kharkiv... A Ucrânia atacou esta madrugada uma empresa militar, 600 quilómetros a leste de Moscovo, enquanto os russos atingiram com drones as cidades ucranianas de Odessa e Kharkiv, anunciaram hoje autoridades dos dois países.

© Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   10/06/2026 

Segundo o governador da região da Chuvásia, Oleg Nikoláyev, uma empresa em Cheboksari, foi atacada por drones e mísseis de cruzeiro.

"Esta madrugada, Cheboksari foi atacada com mísseis. Está a ser apurado o número de vítimas e os danos na infraestrutura", referiu o responsável, enquanto outras autoridades russas alegavam ter intercetado mais de 300 drones em todo o país.

Segundo canais do Telegram, o alvo principal de Kyiv foi a empresa militar VNIIR-Progress, que já tinha sido alvo de outros ataques com drones e mísseis anteriormente.

Entretanto, na região de Vladimir, a 170 quilómetros a leste de Moscovo, registaram-se dois incêndios causados por ataques com drones.

Em Samara, a 855 quilómetros a sudeste da capital russa, drones ucranianos atingiram com uma refinaria de petróleo da empresa estatal Rosneft, uma das maiores da região, embora as autoridades não tenham confirmado o facto.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, afirmou que foram abatidos quatro drones que se dirigiam contra a cidade.

Na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, drones ucranianos atingiram o edifício do museu e o monumento à Defesa de Sebastopol de 1854-1855, provocando um incêndio.

"Bárbaros e monstros atacaram deliberadamente aquilo que mais apreciamos, tentando destruir a nossa essência. Só uns degenerados absolutos poderiam fazer tal coisa: atacar deliberadamente um museu", disse o governador da cidade, Mikhail Ravzovzháyev.

No total, o Ministério da Defesa russo comunicou ter abatido 326 drones ucranianos sobre as regiões de Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronezh, Kursk, Kaluga, Lipetsk, Nizhni Novgorod, Rostov, Ryazan, Samara, Saratov, Smolensk, Oryol, Tver, Tula, Ulyanovsk, Krasnodar e na região de Moscovo.

Por seu turno, a Rússia atacou hoje com dezenas de drones as cidades ucranianas de Odessa e Kharkiv.

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, explicou que o ataque russo contra a zona causou danos em pelo menos dois edifícios residenciais e feriu uma mulher.

Por sua vez, o governador de Kharkiv, Oleg Siniégubov, disse que a capital regional foi atacada ao amanhecer com 26 drones.

A Força Aérea ucraniana informou no seu comunicado de hoje que a Rússia lançou um total de 207 drones de longo alcance, dos quais 181 foram neutralizados pelas defesas aéreas.

Outros 21 drones não puderam ser intercetados e atingiram 14 locais do país não especificados.


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Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram as autoridades locais.

Amnistia acusa Israel de acelerar "limpeza étnica" na Cisjordânia... A Amnistia Internacional (AI) acusou hoje Israel de desenvolver uma campanha de "limpeza étnica" na Cisjordânia ocupada, através da deslocação forçada de comunidades palestinianas, denunciando a passividade da comunidade internacional.

© JOHN WESSELS / AFP via Getty Images      Por  LUSA    10/06/2026 

Num relatório divulgado hoje em Berlim - intitulado "Eliminar tudo o que é palestiniano: a limpeza étnica de Israel contra as comunidades beduínas e pastoris da Cisjordânia" - a organização de defesa dos direitos humanos sustenta que as autoridades israelitas intensificaram nos últimos anos uma estratégia coordenada para consolidar o controlo sobre a Área C da Cisjordânia, que representa mais de 60% do território ocupado. 

A secretária-geral da Amnistia, Agnès Callamard, defende que o Governo israelita lidera uma "anexação deliberada" do território, em violação do direito internacional, recorrendo à deslocação forçada de comunidades palestinianas, à expansão dos colonatos e ao apoio a colonos envolvidos em atos de violência.

Segundo o relatório, pelo menos 117 comunidades palestinianas, maioritariamente beduínas e pastoris, enfrentaram deslocações totais ou parciais entre janeiro de 2023 e abril de 2026, enquanto cerca de 5.910 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas durante o mesmo período, de acordo com dados das Nações Unidas.

A organização refere ainda que os colonos israelitas estabeleceram 363 postos avançados na Cisjordânia ocupada até abril deste ano, dos quais 212 foram criados desde 2023, alegadamente com o incentivo ou a tolerância das autoridades israelitas.

A AI acusa igualmente o executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de incorporar as prioridades do movimento dos colonos na política estatal, apontando para o aumento da construção de habitações em colonatos, a expansão de infraestruturas e o reforço do financiamento público destinado aos assentamentos.

O documento destaca o caso da aldeia palestiniana de Zanuta, no sul da Cisjordânia, cujos habitantes abandonaram a localidade após sucessivos ataques e intimidações atribuídos a colonos israelitas.

A Amnistia Internacional denuncia ainda um aumento acentuado da violência dos colonos contra palestinianos, incluindo agressões físicas, destruição de propriedades, incêndios e ataques a meios de subsistência, alegando que as autoridades israelitas não apenas falham em prevenir esses atos, mas também contribuem para um clima de impunidade.

A organização apela aos Estados com influência sobre Israel, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e países da União Europeia (UE), para suspenderem qualquer forma de cooperação que contribua para a ocupação dos territórios palestinianos e para imporem sanções contra responsáveis israelitas envolvidos nas políticas denunciadas.

A AI defende igualmente o apoio às investigações do Tribunal Penal Internacional sobre alegados crimes cometidos nos Territórios Palestinianos Ocupados.

As conclusões do relatório foram enviadas às autoridades israelitas em maio.

Numa resposta citada pela organização, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que as forças israelitas investigam incidentes de violência atribuídos a colonos e atuam quando necessário para impedir ataques.


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O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje Israel de aumentar a destruição de infraestruturas na Cisjordânia, referindo avisos de demolição de "dezenas de instalações comerciais e residenciais" na cidade de Hebron.

Irão anuncia ataques contra bases norte-americanas no Bahrein e Jordânia... O Irão anunciou hoje ataques contra bases norte-americanas no Bahrein e Jordânia, em resposta a ataques dos Estados Unidos, por sua vez justificados como retaliação contra o abate de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz.

© Lusa   10/06/2026 

Os alvos dos ataques aéreos iranianos foram a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein, e uma base aérea norte-americana na Jordânia, indicaram em comunicados separados a Guarda da Revolução Islâmica e o Exército iranianos, citados pela agência Fars.

O Irão utilizou mísseis e drones para atacar cerca de vinte alvos, entre os quais hangares de caças F-35 em território jordano e sistemas de radar no Bahrein, avançou a Fars.

Teerão advertiu para uma "resposta mais severa", caso continue o que descreveu como "agressão" norte-americana, acrescenta a agência iraniana próxima da Guarda da Revolução.

O Exército do Kuwait indicou na rede social X que os seus sistemas de defesa aérea "estão a intercetar alvos hostis", sem fornecer detalhes.

Os Estados Unidos lançaram novos ataques sobre solo iraniano às 17h00 de terça-feira em Washington, (21h00 TMG), em retaliação pelo abate de um helicóptero norte-americano Apache no estreito de Ormuz.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado esta terça-feira que haveria represálias pelo ataque iraniano.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou hoje que concluiu uma série de ataques contra alvos iranianos por ordem de Trump, incluindo sistemas de defesa aérea, estações de controlo terrestres e radares de vigilância iranianos localizados perto do estreito de Ormuz.

O CENTCOM assegurou que a operação constituiu uma resposta "proporcional" aos recentes ataques contra forças norte-americanas e embarcações comerciais que transitam pelas águas da região, e afirmou que as suas tropas permanecem preparadas para responder a novas ações que considere agressões por parte do Irão.

Por seu lado, a Guarda da Revolução Islâmica referiu no comunicado que os ataques norte-americanos danificaram uma torre de telecomunicações e dois reservatórios de água na cidade portuária de Sirik, no sudeste do Irão, próxima do estreito.

O helicóptero que desencadeou esta nova escalada de tensões, supostamente atacado pelo Irão, caiu perto da costa de Omã e os dois tripulantes a bordo foram resgatados com vida pelas forças norte-americanas, como anunciou o próprio Trump ao início da madrugada de terça-feira em Nova Iorque, após um jogo da final da NBA.

Antes desta troca de ataques entre EUA e Irão, Israel e a República Islâmica visaram-se mutuamente com o lançamento de mísseis no domingo e na segunda-feira, o que levou Trump a exigir o fim "imediato" das agressões, incluindo pela parte do aliado israelita.

O Presidente norte-americano afirmou na madrugada desta terça-feira que um acordo com o Irão estava em fase de "últimos esforços" e poderia ser assinado em "dois ou três dias", mais um prazo que apresenta após várias semanas de negociações com a República Islâmica.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou hoje que a República Islâmica "não deixará sem resposta qualquer ataque ou ameaça", após forças norte-americanas terem voltado a bombardear o país em retaliação pelo abate de um helicóptero.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Trump promete retaliar após abate de helicóptero em Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que os Estados Unidos irão retaliar contra o Irão após o abate de um helicóptero militar norte-americano no estreito de Ormuz.

© Lusa   09/06/2026 

"Dois pilotos estiveram envolvidos, ambos ilesos. Ainda assim, os Estados Unidos devem, obviamente, responder a este ataque", escreveu Trump na sua plataforma, Truth Social.

A ameaça de Trump surge um dia após as forças iranianas terem abatido um helicóptero norte-americano que operava na região estratégica do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.


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CONSELHO DE MINISTROS APROVA REVISÃO DO ESTATUTO DOS MAGISTRADOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA

Por Rádio Sol Mansi   09 06 2026 

O Governo de Transição aprovou, nesta terça-feira, uma proposta de lei de revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais e do Conselho Superior da Magistratura Judicial.

A decisão foi tomada durante a reunião do Conselho de Ministros presidida pelo Presidente da Transição, General do Exército Horta Inta-A. Durante o encontro, o executivo aprovou igualmente o projeto de decreto-lei sobre o Sistema Integral de Proteção das Crianças, instrumento que estabelece as regras relativas à proteção integral dos direitos das crianças no país.

Ainda no âmbito das deliberações, foi aprovado o projeto de decreto que define as atribuições, a composição, as condições de acionamento e o funcionamento da Comissão do Contencioso de Infrações à Regulamentação das Relações Financeiras Externas.

O Conselho de Ministros aprovou também o projeto de decreto que estabelece as condições de aceitação de uma transação antes da instauração de uma ação judicial.

No setor das infraestruturas e energia, o Governo aprovou a ficha de projeto para a construção de uma central elétrica de 40 megawatts em Nhacra. O Conselho deu igualmente anuência para o lançamento do respetivo concurso público, numa iniciativa que visa reforçar a capacidade de produção e fornecimento de energia elétrica no país.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros designou Cadi Patricia Fati para o cargo de Diretora-Geral da Cooperação Internacional do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades.

Espera-se que as decisões tomadas reflitam a continuidade das reformas institucionais em curso, bem como o compromisso do Governo com o fortalecimento do sistema judicial, a proteção dos direitos das crianças e o desenvolvimento das infraestruturas estratégicas para o país.

Países nórdicos e bálticos apoiam Ucrânia na adesão à UE e à NATO... Os líderes dos países nórdicos e bálticos manifestaram hoje em duas declarações conjuntas o desejo de ver a Ucrânia integrar a UE "o mais rapidamente possível" e o seu apoio ao trajeto de Kyiv rumo à NATO.

© Lusa    09/06/2026 

"A Ucrânia é um parceiro estratégico de segurança para a NATO, contribuindo diretamente para a segurança euro-atlântica (...) Apoiamos a Ucrânia na sua marcha irreversível rumo a uma integração euro-atlântica completa, incluindo a sua adesão à NATO", afirmaram os chefes de governo dos países nórdicos e bálticos, reunidos na oitava cimeira, em Tallinn, Estónia, na presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Presidida pelo primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, a reunião tem por foco a cooperação em matéria de segurança e defesa, o desenvolvimento da indústria de defesa, o apoio à Ucrânia, a competitividade e o avanço da inteligência artificial.

Quanto ao alargamento da União Europeia até Kyiv, os oito países, formato conhecido como NB8 (Nordic-Baltic Eight), saudaram os "progressos alcançados" pela Ucrânia neste sentido e defenderam a abertura "sem demora" de todos os dossiês de negociação com a Ucrânia entre junho e julho deste ano, considerando que "a adesão da Ucrânia à UE deverá ser concluída o mais rapidamente possível".

O líder ucraniano prometeu, por sua vez, partilhar a experiência adquirida por Kyiv no abate de drones russos a países como a anfitriã Estónia, cujo espaço aéreo é por vezes violado por drones shahed ou ucranianos desviados pelas forças russas.

"Fizemos isso no Médio Oriente e funcionou", afirmou Zelensky, referindo-se à ajuda enviada por Kyiv aos países afetados pelo conflito contra o Irão, para onde viajaram especialistas ucranianos para treinar as forças locais.

O líder ucraniano disse que a Ucrânia poderia oferecer drones intercetores de baixo custo que tem em serviço no país, de modo a construir um escudo contra os ataques de drones russos.

Adiantou que Kyiv poderia enviar especialistas aos seus parceiros europeus "a qualquer momento".

Alguns incidentes têm-se verificado nos últimos meses, com drones ucranianos a despenharem-se em países vizinhos.

No caso da Estónia, drones colidiram contra a chaminé de uma central elétrica, atingiram tanques de combustível vazios na Letónia e foram abatidos por caças romenos estacionados na Lituânia.

"Sabemos o que a Rússia está a fazer. Querem que as relações dentro da UE se deteriorem", afirmou Zelensky, referindo-se aos incidentes das últimas semanas em que drones ucranianos que se dirigiam para zonas do noroeste da Rússia foram desviados por esta --- segundo Kyiv --- através de interferências eletrónicas e entraram no espaço aéreo da Estónia e de outros países fronteiriços.

O líder ucraniano, que fez estas declarações numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente estónio, Alar Karis, reafirmou que a Ucrânia enviará equipas de especialistas em defesa antiaérea contra drones para a Estónia e para outros países vizinhos que foram afetados por estes incidentes.

Disse ainda que a forma mais rápida de os parceiros europeus terem acesso a todas as capacidades da Ucrânia no domínio dos drones é assinarem acordos de cooperação abrangentes neste domínio, semelhantes aos que foram recentemente assinados por países como a Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.

Por seu lado, o Presidente Alar Karis alertou para a probabilidade de que as incursões no espaço aéreo do seu país por drones utilizados na guerra na Ucrânia continuem.

Karis afirmou que o seu país tem capacidade para abater esses drones a partir de caças, mas defendeu o acesso a tecnologias ucranianas capazes de neutralizar aparelhos não tripulados de forma muito mais económica.

"Os caças são muito caros. Isso significa que temos de encontrar uma forma de utilizar o conhecimento especializado da Ucrânia", afirmou, recomendando à população "que mantenha a calma quando souber que um dos drones se perdeu e acabou por cair no território" estónio.

O N8 é constituído pelos nórdicos Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, e pelos países bálticos Estónia, Letónia e Lituânia. 

IRLANDA DO NORTE: Suspeito de ataque em Belfast é sudanês. Vítima com "ferimentos graves"... O homem detido por tentar "decapitar" um desconhecido numa rua de Belfast é um cidadão sudanês com cerca de 30 anos e autorização de residência de cinco anos. A polícia afastou, para já, ligações a terrorismo e confirmou que a vítima sofreu ferimentos graves na face e nas costas.

© Paul Faith / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com    09/06/2026 

O homem detido na noite de segunda-feira após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública em Belfast, na Irlanda do Norte, tem nacionalidade sudanesa e "cerca de 30 anos".

Em conferência de imprensa, durante a tarde desta terça-feira, o chefe adjunto da Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Ryan Henderson, acrescentou que, inicialmente, as autoridades pensavam que o homem era somali, mas têm agora razões para acreditar que é sudanês.

O agressor "entrou na Irlanda do Norte vindo de Dublin" e depois "obteve permissão para permanecer no país". A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra da Irlanda do Norte, Emma Little-Pengelly, que indicou que o homem estava no país "com um visto de cinco anos".

O suspeito foi detido por tentativa de homicídio e, segundo a polícia, "uma faca de cozinha foi encontrada no local".

Henderson sublinhou afirmou que a polícia não está à procura de mais ninguém em relação ao ataque neste momento e sublinhou que não há informações de que se trate de um "incidente relacionado com terrorismo".

Já sobre a vítima, um homem com cerca de 40 anos, o responsável revelou que sofreu "ferimentos graves nas costas e na cara", incluindo nos olhos.

Recorde-se que um homem foi detido por suspeita de tentativa de homicídio após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública, em Belfast. O incidente ocorreu na zona da Avenida Kinnaird, pouco depois das 22h30, e foi classificado como "crime grave".

Um vídeo publicado nas redes sociais, que o Notícias ao Minuto decidiu não divulgar devido à violência das imagens, mostra um homem a esfaquear outro várias vezes na cabeça com uma faca. No vídeo, é possível ouvir um dos homens a dizer: "Ele está a tentar cortar-lhe a cabeça". 

O primeiro-ministro do  Reino Unido, Keir Starmer classificou o ataque como "repugnante" e "abominável".

"O horrível ataque ocorrido ontem à noite em Belfast é repugnante. Não tolero de forma alguma cenas de violência abomináveis ​​como esta nas nossas ruas", escreveu na rede social X. "Os meus pensamentos estão, antes de mais, com a vítima, e agradeço aos socorristas e aos cidadãos que intervieram".

Já cinco dos principais partidos do parlamento da Irlanda do Norte emitiram um comunicado, afirmando estarem "unidos na condenação deste horrível incidente".

O crime, sublinhe-se, acontece numa altura de tensão no Reino Unido devido à morte de Henry Nowak, que foi esfaqueado por um imigrante e morreu enquanto estava a ser detido pela polícia.

O caso ocorreu no início de dezembro de 2025, quando Nowak foi erradamente detido e algemado pela polícia, após ser esfaqueado por Vickrum Digwa, pertencente à minoria religiosa sikh. Na altura, o homicida disse aos agentes que tinha agido uma "faca religiosa" em legítima defesa após ser alvo de insultos e agressões.  

Imagens divulgadas pela polícia de Hampshire mostram que o jovem de 18 anos alertou várias vezes os agentes que não conseguia respirar e que tinha sido esfaqueado. 

"Não consigo respirar. Fui esfaqueado", disse o jovem.

"Acho que não, amigo", respondeu um dos polícias. Os oficiais obrigam-no, depois, a sentar-se, para ser algemado.

O agressor, Vickrum Digwa, foi condenado na semana passada a prisão perpétua com uma pena mínima de 21 anos pelo homicídio.


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Uma pessoa foi alvo de um ataque grotesco, na noite de segunda-feira, em Belfast, na Irlanda do Norte. O atacante foi detido e a vítima internada em estado grave. Autoridades e políticos pedem calma e que se deixe a justiça atuar.

Rascunho de acordo de paz entre EUA e Irão enviado para administração Trump... A informação está a ser avançada pela Sky News Arabia, citando uma fonte exclusiva. A versão do acordo foi enviada à parte norte-americana para apreciação.

Por  SIC Notícias  

A Casa Branca estará prestes a receber um rascunho do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

A informação foi avançada por um correspondente da Sky News Arabia. No X, adianta que a minuta do acordo foi enviada para revisão.

Não há ainda pormenores sobre as condições, mas o documento será aceitável para a administração norte-americana.

Mesmo com a quebra do cessar-fogo entre Israel e Irão, Donald Trump continua a acreditar num acordo nos próximos dias.

"Estamos a dar os últimos passos para o que será um acordo muito, muito bom", afirma Trump esta madrugada, depois de assistir ao terceiro jogo final da NBA em Nova Iorque, estimando um prazo de "dois a três dias" para que o acordo seja concluído.

Sem fornecer quaisquer detalhes sobre o motivo do novo otimismo, diz estar "muito perto de um acordo muito, muito bom, forte e poderoso".

Artigo em atualização...

MPLA? Pré-candidatos admitem impugnar candidatura de João Lourenço... Pré-candidatos à presidência do MPLA (poder em Angola) admitiram hoje impugnar a candidatura de João Lourenço (Presidente da República e do MPLA) alegando a sua validação "intempestiva", na sexta-feira, pela subcomissão de candidaturas ao congresso de novembro.

© Lusa   09/06/2026 

O engenheiro António Venâncio e o jurista José Carlos de Almeida, ambos pré-candidatos à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975), contestaram hoje a última decisão da subcomissão de candidaturas.

António Venâncio, que já manifestou intenção de concorrer à presidência do MPLA, no IX Congresso Ordinário agendado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo, disse que a validação da candidatura de João Lourenço foi "intempestiva" por conta de uma "derrapagem" da subcomissão de candidaturas.

"Reconhecemos que houve uma derrapagem na semana passada que consistiu na validação de uma candidatura numa altura em que os calendários legais não previam, ou seja, houve um anúncio intempestivo sobre a validação de uma candidatura e nós claro reagimos ainda hoje a solicitar à subcomissão de candidaturas para repor o comboio nos carris", afirmou António Venâncio.

À Lusa, o pré-candidato recordou que os prazos de legalização das candidaturas foram previamente calendarizados (pela subcomissão de candidaturas), referindo que a sua alteração constitui uma violação.

A verificação da conformidade das candidaturas ao conclave de dezembro acontece entre 26 de outubro a 01 de novembro, a notificação aos candidatos sobre a validade ou nulidade das candidaturas de 02 a 05 de novembro e a campanha eleitoral vai decorrer entre 06 de novembro e 07 de dezembro próximo, conforme calendário apresentado em abril passado pela referida subcomissão.

No entanto, o coordenador da subcomissão de candidaturas, Job Capapinha, anunciou na sexta-feira passada a validação da candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do MPLA, após a aprovação de 98,10% das subscrições apresentadas, numa intervenção sem direito a perguntas de jornalistas.

Hoje, António Venâncio disse que o referido anúncio constitui uma "violação" dos estatutos do partido e ao calendário já anunciado, salientando que os estatutos do MPLA, a Constituição e a lei dos partidos políticos preveem soluções para "conflitualidade partidária".

"O organismo competente para resolver esse conflito é o TC [Tribunal Constitucional], mas é preciso antes esgotar os organismos internos e estamos a fazê-lo. Mas, se as coisas não acontecerem internamente, devemos remeter ao TC, mas creio que isso não vai acontecer, porque a subcomissão tem competências para corrigir esse erro", indicou.

Alegadas "irregularidades" na candidatura de João Lourenço foram igualmente hoje descritas pelo pré-candidato José Carlos de Almeida que, em declarações à Lusa, deu conta que vai formalizar a sua reclamação na quarta-feira junto da subcomissão de candidaturas.

Segundo o jurista, João Lourenço remeteu a sua candidatura num período de menos de uma semana "sem reunir os requisitos necessários", por isso, argumentou, o seu processo "deve ser rejeitado".

 Criticou igualmente a alegada recolha de assinaturas feitas pela candidatura de João Lourenço junto das sedes e comités provinciais e municipais do MPLA, considerando tratar-se de "injustiças" que podem levar à impugnação do congresso.

"A situação é preocupante e o TC não terá muitas formas de manobra, porque os factos são claros e isso pode acontecer, tendo em conta as irregularidades da candidatura de João Lourenço e o facto de nos impedirem de recolher assinaturas", concluiu José Carlos de Almeida.

O general na reforma e ex-governante Higino Carneiro remeteu igualmente junto da subcomissão de candidaturas um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço por alegadas "irregularidades" por parte da equipa de campanha do atual presidente do MPLA, noticiou na sexta-feira o Novo Jornal.

João Lourenço, que se recandidata à presidência do MPLA, está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027.

Estudo: 'Smartphones' ligados à queda das taxas de fertilidade... Dois estudos norte-americanos ligam os 'smartphones' à queda das taxas de fertilidade, sugerindo que os que possuem têm menos interações sociais e, portanto, menos relações sexuais na vida real, noticiou a agência France-Presse na segunda-feira.

© Shutterstock      Por  LUSA   09/06/2026 

Dois estudos norte-americanos ligam os 'smartphones' à queda das taxas de fertilidade, sugerindo que os que possuem têm menos interações sociais e, portanto, menos relações sexuais na vida real, noticiou a agência France-Presse na segunda-feira.

O número de filhos por mulher está a diminuir em muitos países e são vários os investigadores que analisam as causas da redução.


Nos Estados Unidos, a taxa de fertilidade diminuiu 22% desde 2007, "um declínio sustentado que não é facilmente explicado pelas condições económicas, pelo uso de contracetivos, pelos custos de habitação ou de creche, ou por outros fatores comummente referidos", consideram os autores de um estudo divulgado na segunda-feira pela organização de investigação National Bureau of Economic Research (NBER).

Os dois cientistas da Universidade de Middlebury, nos Estados Unidos, colocaram a hipótese de a queda acentuada observada desde então estar ligada à chegada do iPhone da Apple nesse mesmo ano.

Tendo em conta que, entre 2007 e 2011, o iPhone esteve disponível nos Estados Unidos através de apenas uma operadora, a AT&T, os investigadores compararam as taxas de fertilidade em áreas cobertas pela AT&T com as de áreas não cobertas.

Observaram que os condados com acesso ao iPhone apresentavam uma maior queda no número de filhos por mulher do que aqueles sem acesso, sendo a redução particularmente acentuada entre as mulheres mais jovens (entre os 15 e os 24 anos).

"A queda da fertilidade concentra-se principalmente entre os jovens e reflete-se em grande parte na diminuição dos nascimentos não planeados", escrevem Caitlin Myers e Ezekiel Hooper, citados pela AFP, sugerindo que a diminuição se deve mais à "falta de interação social e de atividade sexual", do que ao custo de criar um filho.

"À medida que os 'smartphones' se tornaram mais comuns, o tempo passado com amigos pessoalmente e a atividade sexual diminuíram drasticamente e aumentou o consumo de pornografia, um possível substituto para o sexo com parceiro", acrescentam.

Myers e Hooper assinalam que esta não é a única causa do declínio do número de filhos por mulher, mas sim um fator significativo sobre o qual têm pouca influência as políticas natalistas baseadas em incentivos económicos de muitos países, como a França e a Coreia do Sul.

Outro estudo, dos economistas Nathan Hudson e Hernan Moscoso Boedo, da Universidade de Cincinnati (EUA), analisa dados do Banco Mundial sobre as taxas de penetração de 'smartphones' e as taxas de fertilidade na adolescência em 128 países.

Os investigadores descobriram que o declínio das taxas de fertilidade acelerou com a adoção generalizada de 'smartphones' e que tal aconteceu em países "com contextos de saúde, sociais, económicos e culturais muito diferentes", cita a AFP.

Trata-se de um "choque tecnológico mundial comum", concluem os autores do estudo publicado em maio.

Novo Governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia... O novo Governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumen Radev, anunciou hoje que suspenderá a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.

© Lusa   09/06/2026 

"A guerra na Ucrânia não se resolverá no campo de batalha. Estamos a assistir a uma guerra de desgaste e, por mais armamento que se acumule, o único resultado é a perda de vidas humanas. É tempo de nos sentarmos à mesa das negociações", declarou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, à comunicação social.

Segundo o ministro, chegou a altura de procurar o que classificou como "paz justa" para as "duas partes envolvidas no conflito".

O primeiro-ministro, Rumen Radev, um ex-militar que foi Presidente da Bulgária antes de vencer, com maioria absoluta, as eleições legislativas de abril, defendeu as negociações com a Rússia desde o início da agressão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Radev opõe-se também às sanções económicas impostas pela União Europeia (UE) à Rússia.

Stoyanov manifestou dúvidas de que a UE, da qual a Bulgária é membro, possa desempenhar um papel de mediação no conflito, uma vez que já prestou ajuda à Ucrânia.

Os anteriores Governos búlgaros contribuíram inicialmente para o esforço de guerra da Ucrânia com o envio de munições e combustível através de intermediários e, desde o final de 2022 até 2024, com pacotes de ajuda militar oficialmente aprovados pelo parlamento.

A indústria de Defesa búlgara aumentou significativamente a produção de munições de calibre soviético, utilizadas pela Ucrânia, e participa como fornecedor em iniciativas europeias para o abastecimento de projéteis.

Em 2023, o parlamento búlgaro autorizou a entrega de cerca de uma centena de veículos blindados de fabrico soviético (BTR-60PB), apesar das objeções de Radev, então chefe de Estado.

CPLP apoia novas eleições em Bissau e pede libertação de Simões Pereira... O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou hoje à Antena 1 que a CPLP empenha-se no regresso à normalidade da Guiné-Bissau, apoiando a realização de novas eleições, e reiterou o pedido de libertação do político Domingos Simões Pereira.

© Lusa  09/06/2026 

Numa entrevista feita para o 'podcast' da Antena 1 "Política com Assinatura", o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está "a ser tratada em três instâncias".

"Em primeiro lugar, é um problema interno da Guiné-Bissau. E, portanto, temos que respeitar a soberania do Estado guineense. Mas, quer a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], quer a União Africana, quer a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], têm envidado esforços, essencialmente para (...) que se possam organizar eleições - uma vez que as anteriores ficaram prejudicadas", contextualizou o chefe da diplomacia portuguesa.

"Pena, porque o processo tinha decorrido francamente bem, mas enfim, os resultados ficaram inviabilizados porque foram destruídos os cadernos eleitorais e, portanto, nós não podemos (...) regressar ao estado anterior", acrescentou o governante.

Rangel reforçou que se tem pedido às atuais autoridades guineenses que libertem o líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira - que está em prisão domiciliária por alegada tentativa de golpe de Estado -, e que permitam aos partidos políticos que voltem às suas sedes.

Para o ministro, em Bissau já foram dados sinais positivos, concretamente no que diz respeito ao candidato presidencial da oposição que alegadamente venceu as eleições de 23 de novembro, Fernando Dias, e ao facto de se terem marcado eleições para dezembro deste ano.

"Houve uma marcação de eleições para 06 de dezembro, mas estamos à espera de ver quais são as condições para que elas se possam desenrolar", referiu.

Por outro lado, o diplomata disse esperar que a próxima reunião da CPLP, a ocorrer em julho, em Díli, para se assinalarem os 30 anos da organização, traga "algum progresso" relativamente ao tema da Guiné-Bissau. 

Sobre as delegações da RTP e da agência Lusa expulsas da Guiné-Bissau em agosto do ano passado, o ministro respondeu que não têm existido, agora, conversações no sentido de restabelecimento dessas relações, mas salientou que essas já ocorreram no passado e que poderiam ter "dado frutos".

Para o ministro, é importante que haja abertura, em Bissau, à comunicação social que lá queira estar e que a CPLP ajude nesse sentido.

Rangel frisou ainda que o Governo português tem um respeito enorme pelo país, e pelo seu povo, e que esta nação, apesar de, pela primeira vez, estar suspensa, é um "membro imprescindível da CPLP".

"Eu acho que, (...) se forem dados sinais por parte das autoridades, nós poderemos progressivamente restaurar um diálogo frutuoso que leve a que ela [Guiné-Bissau] possa retomar a sua participação a 100% na vida da CPLP", indicou.

Sobre a CPLP, referiu que a organização é muito importante - prova disso, sublinhou, é a quantidade de países que querem ser seus observadores - e que os Estados-membros estão concertados nos seus objetivos.

A 26 de novembro de 2025, um autodenominado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

O golpe interrompeu o processo eleitoral, o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e os militares nomearam para chefe de Estado de Transição, o general Horta Inta-a, substituíram o parlamento, encerrado desde dezembro de 2023, por um Conselho Nacional de Transição e prenderam o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer às eleições, assim como o PAIGC, que lidera.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde a suspensão da Guiné-Bissau.


VOLODYMYR ZELENSKY: "Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas..." O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a Rússia está isolada na Europa e que a guerra parece estar a mudar lentamente a favor de Kyiv, devido à perda de iniciativa por parte de Moscovo.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images      Por LUSA    09/06/2026 

"Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas podemos sim dizer que está a perder a iniciativa dia após dia", afirmou Zelensky numa entrevista ao jornal britânico The Guardian publicada hoje, citada pela agência espanhola EFE.

Na última semana, drones ucranianos de longo alcance atacaram São Petersburgo, onde se incendiaram terminais de crude, enquanto houve ataques semelhantes na Crimeia, a península ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014.

Segundo Zelensky, o objetivo dos ataques ucranianos de longo alcance é que os residentes das cidades russas sintam o que significa a guerra.

"A vitória nesta guerra será alcançada quando a sociedade russa reconhecer que a guerra é terrível, que é uma tragédia não para alguém em algum lugar, mas para si próprios. E acredito que este é o impulso de que necessitamos", afirmou.

Zelensky disse que a Rússia tem registado baixas de 30 mil soldados por mês, incluindo cerca de 23 mil mortos e muitos feridos com gravidade, mas admitiu que o número possa ser maior.

"Em suma, é um número muito elevado. Significa que não estão a ganhar a guerra", assinalou.

Zelensky também se referiu à reação do Presidente da Rússia a uma carta aberta que lhe enviou a sugerir uma reunião para acabar com a guerra, mas que foi rejeitada e considerada indelicada por Vladimir Putin.

O Guardian referiu que a postura inflexível de Putin levou alguns observadores a questionar se o líder russo estava a delirar ou se os seus comandantes militares lhe estavam a fornecer informação errada.

Sobre tais teorias, Zelensky admitiu serem possíveis, mas desvalorizou os motivos e disse que Putin mentiu sobre a guerra desde o início, ao justificá-la com a necessidade de proteger os falantes de russo na Ucrânia.

Além da proteção das minorias russas, Putin justificou a invasão de fevereiro de 2022 com o objetivo de "desnazificar" a Ucrânia e impedir a adesão do país vizinho à NATO, entre outros motivos.

No âmbito internacional, a Rússia sofreu vários reveses políticos, como a derrota de Viktor Orbán nas recentes eleições na Hungria, enquanto as tentativas russas de apoiar candidatos pró-russos na Moldova fracassaram.

"Estão a perder influência em diferentes países", comentou Zelensky.

"Estão isolados dentro da Europa e também dos Estados Unidos. Portanto, estão sozinhos", acrescentou.

Zelensky referiu que sempre disse ao homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que Putin mentia e jogava com a administração norte-americana, e agradeceu o "firme apoio" de Washington à Ucrânia.

Zelensky reuniu-se no domingo em Londres com os chefes dos governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz, e com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Numa declaração conjunta após a reunião, mostraram-se favoráveis a um cessar-fogo na Ucrânia que tenha em conta os interesses europeus.


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O Governo sul-coreano insistiu hoje na desnuclearização da Coreia do Norte após a cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente da China, Xi Jinping.

Autoridades pró-russas denunciam ataques contra a Península da Crimeia... A Ucrânia atacou a ponte Chongar, que liga a região anexada de Kherson à Península da Crimeia, controlada pela Rússia desde 2014, causando danos que obrigaram as autoridades pró-russas a condicionar o trânsito, disse o governador local, Vladimir Saldo.

© REUTERS TV via REUTERS   Por  LUSA  09/06/2026 

Através das redes sociais, o governador regional de Kherson, pró-russo, disse que a ponte Chongar foi "novamente danificada" após um ataque com aparelhos aéreos não tripulados (drones) ucranianos, tendo sido interrompida a circulação rodoviária.

A ponte já tinha sido danificada no domingo, após um ataque com um drone que atingiu a estrutura.

De acordo com o governador pró-Rússia, as defesas aéreas abateram "mais de 20 drones" ucranianos que sobrevoavam o local.

Saldo disse ainda que as forças ucranianas estão a concentrar os ataques contra a infraestrutura com o objetivo de "interromper a circulação e criar problemas à população".

Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 140 drones ucranianos durante a noite passada sobre sete regiões russas, a Península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou em 2022 uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano.


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Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Japão cria plano de ação para reduzir suicídio infantil... Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

Por  sicnoticias.pt  

O Governo japonês aprovou esta terça-feira um plano de ação para tentar reduzir os números recorde de suicídio infantil registados no país, incluindo medidas de conciliação familiar e uso de inteligência artificial (IA) para identificar riscos.

"O suicídio infantil e juvenil é um problema grave que deve ser levado muito a sério", declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, citada pela agência local Kyodo.

A dirigente presidiu a reunião do Conselho para a Promoção de Políticas para a Infância, que este ano centrou atenções na prevenção do suicídio entre menores.

Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

O plano inclui ainda incentivos às empresas que apoiem ativamente o cuidado infantil e promovam serviços de apoio às famílias.

Segundo o ministro da Infância, Hitoshi Kikawada, as medidas deverão entrar em vigor "antes do final do ano", com a cooperação entre ministérios e organismos relevantes.

De acordo com estatísticas da Agência Nacional de Polícia e do ministério da Saúde, no ano passado, registaram-se 538 suicídios entre estudantes do ensino primário, secundário e universitário, o número mais elevado desde que os dados começaram a ser recolhidos em 1980.