segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Venezuela mantém "controlo e propriedade" do petróleo após acordo com EUA... A Venezuela esclareceu que mantém o "controlo e a propriedade" do petróleo após o acordo com os Estados Unidos para explorar um quinto das reservas de crude do país sul-americano, as maiores do mundo.

Foto: Chico Sanchez - Reuters  rtp.pt  07/09/2026 

"O controlo e a propriedade dos recursos do subsolo permanecem indiscutivelmente com a Venezuela", assegurou a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, em entrevista ao canal privado Venevisión, no domingo.

Em 28 de agosto, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o acordo, que descreveu como o maior da "história mundial", garante o "controlo maioritário dos EUA sobre mais de 65 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela".

Dois dias depois, Trump expressou que se trata de "um presente da Venezuela para o povo norte-americano".

Henao afirmou no domingo que se trata de um "acordo comercial" para trazer investimento e tecnologia para a Venezuela e que "o presente que o povo venezuelano oferece ao povo norte-americano é a garantia de um fornecimento fiável desta energia".

A ministra, que negou que o país perdesse soberania, anunciou ainda que o acordo bilateral será apresentado ao parlamento, embora não tenha especificado quando.

Segundo o Governo venezuelano, o acordo tem uma validade de 25 anos e envolve o desenvolvimento de 17 campos com reservas totais de 65 mil milhões de barris, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia (bpd).

Henao indicou que o país produz atualmente uma média de 1,24 milhões de bpd e que a projeção é de que este número atinja 1,4 milhões de bpd até ao final de 2026.

Em 1998, um ano antes da ascensão ao poder de Hugo Chávez, a produção de crude atingiu os 3,1 milhões de bpd.

Os 17 campos incluídos no acordo foram atribuídos à North American Blue Energy Partners (NABEP), que concedeu ao Departamento da Defesa dos EUA uma participação acionista de 35%.

Por detrás da NABEP está o empresário Alejandro Betancourt, investigado em Espanha e na Suíça por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Na mesma entrevista, Paula Henao garantiu que a Venezuela respeita os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia.

"Temos acordos com a China e a Rússia e trata-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos", esclareceu a ministra.

Na terça-feira, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.


Leia Também: Venezuela vai respeitar acordos petrolíferos assinados com China e Rússia

A Venezuela garantiu respeitar os acordos petrolíferos assinados com a China e a Rússia, num contexto marcado pela agitação gerada pelo acordo com Washington para explorar um quinto das reservas de petróleo bruto do país.

Extrema-direita arrasa na Saxónia-Anhalt mas falha maioria absoluta no estado alemão... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu no domingo as eleições do estado da Saxónia-Anhalt, num resultado recorde que, ainda que sem maioria absoluta, abala o panorama político do país.

Foto: Annegret Hilse - Reuters    Por  RTP  07/09/2026 

Com a totalidade dos votos apurados, a AfD obteve 43,8% dos escrutínios, ficando a três assentos da maioria absoluta no parlamento regional.

Um eufórico Ulrich Siegmund, candidato a primeiro-ministro da AfD, afirmou na festa eleitoral do partido que a noite era "histórica".

"Fizemos história. É um sinal para toda a Alemanha. É um impulso que atravessa todo o país. É claro que temos um mandato para governar. Estenderemos a mão a quem quiser resolver connosco os problemas que surgiram neste país", afirmou.

O copresidente do partido, Tino Chrupalla, garantiu que a AfD vai "assumir a responsabilidade de governar na Saxónia-Anhalt e também a nível federal", o mais tardar após as eleições gerais de 2029, acrescentou.

Em 2024, a AfD venceu as eleições no estado federado oriental da Turíngia, embora não tenha chegado a governar devido a um "cordão sanitário" formado pelos outros partidos.

A alegria da estrutura dirigente da AfD estende raízes até às eleições federais de 2025, em que a formação se tornou a segunda força a nível nacional, sendo que atualmente ocupa a primeira posição nas sondagens nacionais.

O candidato da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) na Saxónia-Anhalt, o primeiro-ministro Sven Schulze, manifestou-se desapontado com o resultado do partido, 17,2%, decorrente de metade dos votos obtidos em 2021, reconhecendo o "duro golpe".

"O vencedor das eleições, a AfD, é agora a força política mais forte no parlamento regional da Saxónia-Anhalt", admitiu, acrescentando que as lideranças dos partidos no estado federado, "mas também para além dele, devem enfrentar" o resultado.

O líder do grupo parlamentar da CDU na câmara baixa do parlamento federal em Berlim, Thorsten Frei, considerou a vitória da AfD como "um ponto de viragem para o país".

"Nunca antes vivemos uma situação em que um partido classificado como `extremista de direita` confirmado pelo Gabinete Regional para a Proteção da Constituição obtivesse uma maioria", sublinhou.

O co-líder do Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão), que obteve 9,3% nestas eleições regionais, Lars Klingbeil, salientou que o resultado "é um motivo para refletir também sobre a política" feita em Berlim e "sobre o rumo reformista do Governo federal", de coligação entre conservadores e social-democratas.

O resultado sugere que pode haver uma maioria para além da AfD, mas a vitória esmagadora do partido de extrema direita torna pouco viável uma aliança estável entre vários partidos, na qual teriam de participar um partido conservador como a CDU do chanceler Friedrich Merz e uma formação de origem marxista como "A Esquerda", a quinta força política, com 8,6%.

A secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, reiterou que não é possível manter "conversas sérias com um partido que tem um grave problema de antissemitismo, que defende um modelo de sociedade completamente diferente do [modelo da CDU], que acusa de fazer política fascista".

A líder do grupo parlamentar de "A Esquerda" na câmara baixa, Heidi Reichinnek, salientou que a CDU tem agora de decidir "de que lado da história está".

Os Verdes obtiveram 8,9% e os liberais do FDP, que faziam parte do governo de coligação de Schulze juntamente com o SPD, não entraram no parlamento, enquanto a aliança de esquerda de Sahra Wagenknecht (BSW, na sigla em alemão) conseguiu finalmente entrar por uma margem mínima, com 5,3%.

Com a entrada da BSW no parlamento regional, a AfD afastou-se da maioria absoluta de 42 lugares. Mas a CDU, A Esquerda, os Verdes e o SPD também não dispõem de maioria absoluta, pelo que os populistas de esquerda se tornam numa espécie de força decisiva no Parlamento regional.

A linha defendida pelo partido, que não apoia o cerco político imposto à AfD pelos restantes movimentos, foi reiterada no domingo pela copresidente do BSW, Amira-Mohamed Ali, e consiste na eleição de um executivo de peritos, suprapartidário, que governe com maiorias variáveis e em diálogo com todos os partidos.

Para o BSW, também é uma opção deixar que Siegmund governe em minoria e apoiar a AfD pontualmente.

Pode ainda verificar-se outra constelação: que Siegmund seja eleito primeiro-ministro numa terceira votação no parlamento, na qual apenas precisaria de uma maioria simples, o que seria possível, caso não houvesse um acordo entre os outros partidos.

É perigoso ou não? O que acontece ao corpo quando bebe café a mais... O café é um estimulante a que milhões de pessoas recorrem para ganhar energia logo pela manhã ou ao longo do dia. Contudo, o seu consumo em excesso pode provocar diversos sintomas no corpo. Especialistas revelam quais e o que fazer nestas ocasiões.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   07/09/2026 

Para muitas pessoas, o dia só começa depois de um café. Entretanto, à medida que as horas vão passando, pode surgir mais um, dois ou mesmo três, dependendo dos hábitos de consumo de cada um.  

O excesso de cafeína é um erro muito comum. Tendo isto em conta, o Real Simple falou com especialistas que revelaram o que acontece ao corpo quando se consome demasiado café. Afinal, isto é bom ou mau?

O que acontece ao corpo quando bebe muito café?

A cafeína influencia influencia diversos sistemas do organismo. "Quando bebe muito café (acima das 400 miligramas de cafeína), o corpo pode apresentar diversos sintomas, desde inquietação e nervosismo, até problemas gastrointestinais e espasmos musculares", afirma a nutricionista Devon Golem. "O consumo de mais de 1200 miligramas de cafeína pode levar a efeitos tóxicos, como convulsões".

Existem ainda outros efeitos secundários a registar. "Estes podem incluir o aumento da frequência cardíaca, ansiedade, irritabilidade e distúrbios de sono, como insónia, especialmente quando consumida no final do dia", nota a nutricionista Rhyan Geiger.  

"A intensidade dos efeitos secundários varia de pessoa para pessoa, mas o limite para adultos saudáveis é de, no máximo, 400 miligramas [de cafeína] por dia, ou duas chávenas de café de 350 ml". 

Bebeu demasiado café? Eis o que deve fazer

Beber muito café, sobretudo pela manhã, pode causar desconforto, mas os efeitos normalmente são temporários. Eis alguns conselhos do que poderá fazer nestes momentos. 

Pose a chávena

Ao perceber nervosismo, inquietação ou palpitações, a medida mais útil é a mais simples. "Assim que notar qualquer sintoma, pare imediatamente de consumir cafeína", nota Golem.

"Mantenha-se bem hidratado com água, uma vez que a cafeína é diurética". Assim, o melhor será deixar o café a meio e esperar que o seu corpo se acalme. 

Coma alguma coisa

Os efeitos da cafeína tendem a ser mais intensos com o estômago vazio, sobretudo logo ao acordar. Golem aconselha a comer alguma coisa se perceber nervosismo derivado do café. "Consumir algum alimento garante que os níveis de glicose e eletrólitos no sangue estejam adequados". Mesmo uma pequena combinação de proteínas e hidratos pode ajudar a estabilizar a resposta do seu corpo. 

Espere um pouco

Assim que a cafeína entra no organismo, não há uma solução imediata, contudo, o desconforto irá diminuir com o tempo. "Para a maioria das pessoas, os sintomas desaparecem à medida que o corpo processa e elimina a cafeína ao longo de 3 a 10 horas", afirma Golem. 

Faça uma atividade relaxante

Sem tem tendência para a ansiedade, estímulos sensoriais suaves podem ajudar. "Experimente atividades relaxantes, como respiração profunda, aplicação de compressas frias, ouvir música suave ou fazer uma caminhada", aconselha Golem. 

Procure ajuda se necessário

A maioria dos sintomas de excesso de cafeína são desconfortáveis, mas não perigosos. Contudo, há momentos em que um apoio extra pode ajudar, ainda que para tranquilizar. Em caso de dúvida, fale com o seu médico. 

França considera vitória da extrema-direita na Alemanha "momento grave"... O Governo da França considerou no domingo que o triunfo eleitoral do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na região da Saxónia-Anhalt é um "momento grave na Europa" e apelou a que não se esqueça a história.

© Magali Cohen / Hans Lucas / AFP via Getty Images    LUSA   07/09/2026 

"Devemos ouvir com humildade as indignações, as preocupações e os receios, e dar-lhes resposta. Mas o nacionalismo e a xenofobia nunca serão uma solução. Não devemos nunca deixar de defender os nossos valores democráticos e o projeto europeu", expressou o ministro delegado da Europa, Benjamin Haddad, a primeira personalidade do Governo francês a manifestar-se.

Numa mensagem na rede social X, Benjamin Haddad acrescenta: "Não podemos esquecer a nossa história. Esse é o sentido das decisões de França e da Alemanha".

Em França, o avanço da extrema-direita também é uma realidade, dado que as sondagens põem Marine Le Pen como favorita para as eleições presidenciais de 2027, que se realizarão a 18 de abril e 2 de maio.

O partido de extrema-direita AfD venceu este domingo as eleições na região oriental da Saxónia-Anhalt, ao obter entre 44,3% e 44,4% dos votos, segundo as primeiras projeções, que o colocam às portas da maioria absoluta e, por conseguinte, do primeiro Governo regional de uma força de extrema-direita no país centro-europeu.

Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, a AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF.

A extrema-direita deverá conquistar 39 lugares, menos três do que a maioria absoluta, no parlamento regional, abrindo caminho a um período de negociações.

Para alcançar esse objetivo, terá de atrair elementos de outros partidos, como a CDU, ou formar uma aliança temporária com o movimento de esquerda pró-Rússia BSW, por exemplo, que, segundo a ZDF e a ARD, tem quatro assentos parlamentares e está aberto a negociar caso a caso.

Os sociais-democratas (SPD), o partido de esquerda radical Die Linke e os Verdes têm até agora todos cerca de 9% - uma percentagem demasiado baixa para impedir que o AfD governe.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945.


Leia Também: Extrema-direita alemã pressiona chanceler para deixar o cargo "antes do Natal"

Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt nas eleições regionais, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, o partido de extrema-direita AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF...



Leia Também:  "Só idiotas ou traidores" podem alegrar-se com vitória da AfD na Alemanha

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, criticou aqueles que na Polónia estão a celebrar a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais de hoje na Saxónia-Anhalt...

PRIMEIRO-MINISTRO ILÍDIO VIEIRA TÉ "REMA CONTRA VENTOS E MARÉS"

Por Lai Baldé  06.09.2026 

O Primeiro-Ministro guineense, Ilídio Vieira Té violou ou não, a Carta Política de Transição por enveredar-se na política ativa para a criação de uma nova formação política denominada, Partido Popular Guineense (PPG)?

Para concretizar o projeto político, Vieira Té entregou a direção do PRS a sua carta de renúncia à militância naquela formação política, disse uma fonte.

Conforme a mesma fonte, Ilidio Vieira Té (IVT) está  a remar contra ventos e marés e aproveitou-se do período de transição para se mobilizar a juventude e alguns quadros do pais para se ingressarem ao PPG com recompensa de promoções nos seus locais de serviços, prejudicando o PRS. 

Recordamos que, a Carta Política de Transição tem 29 artigos que determinam que, os titulares dos órgãos de transição estão vedados pela lei. Não  podem candidatar-se às próximas eleições gerais da Guiné-Bissau.

A fonte de Notabanca adianta que, o Alto Comando Militar proíbe o exercício público de atividade política. Mas os políticos do atual regime não respeitam a orientação.

Denunciando estar em curso mobilização do antigo grupo militar chamado, "Aguenta' de 7 de Junho, para se reintegrar as estruturas das Forças de Defesa e Segurança do Ministério do Interior por forma a proteger algumas figuras públicas e garantir o sossego e a estabilidade da governação.

Equipe de Notabanca tentou três dias contactar o Primeiro-Ministro, IVT mas sem sucesso. 

Confere atentamente, o logótipo do partido, a carta de renúncia e a ficha de inscrição assinada por alguém.:

Bom, a verdade é, o povo tem que ver na pratica que o país está sendo governado por leis e não pelos jogos de interesses pessoais. 

Notabanca, 06.09.2026

domingo, 6 de setembro de 2026

Alemanha prepara planos para reforçar defesa contra ataques da Rússia... O Governo da Alemanha elaborou planos de segurança para reforçar as defesas do país contra "ataques híbridos" da Rússia, na sequência do recente incidente com drones no aeroporto de Leipzig, que Berlim atribuiu a Moscovo.

© Sebastian Gollnow/picture alliance via Getty Images    LUSA   06/09/2026 

"Os ataques híbridos da Rússia, que incluem drones carregados de explosivos dirigidos a aeroportos, agentes que operam nas nossas cidades, ciberataques às nossas redes e sabotagem contra as nossas infraestruturas, são uma realidade quotidiana", afirmou o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, citado pelo jornal "Bild am Sonntag". 

Dobrindt salientou que, embora se considere que estes ataques irão aumentar, o país será capaz de se defender. Para tal, o seu ministério preparou planos específicos para melhorar a proteção contra drones e ciberataques, tal como relatado pelo referido meio de comunicação.

Desta forma, o espaço aéreo sobre os principais centros de transporte, aeroportos, estações ferroviárias e o bairro governamental de Berlim estaria totalmente protegido contra drones através de "novas unidades de intervenção rápida", segundo noticiou a agência de notícias alemã DPA.

Segundo o Ministério do Interior, as empresas que gerem infraestruturas críticas, como as de abastecimento de água, eletricidade e os contratantes do setor da defesa, também terão autorização legal para se defenderem ativamente contra os drones.

Nesse sentido, será criado um escudo de proteção nacional, denominado "Cyberdome", que consistirá numa densa rede de sensores digitais concebidos para detetar e intercetar tentativas de ciberataques, face às centenas de ataques informáticos contra empresas alemãs verificado nos últimos meses.


Leia Também: Moscovo acusa Alemanha de iniciar uma "verdadeira guerra" contra a Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusou a Alemanha de iniciar uma "verdadeira guerra" contra a Rússia, devido à reação de Berlim perante o alegado envolvimento de Moscovo no recente incidente com um drone no aeroporto de Leipzig. Alemanha cria sistema de segurança mais eficaz

Guiné-Bissau: Executivo uniformiza ajudas de custo e estabelece per diem único para técnicos nacionais... O Governo de Transição fixou em 45 mil francos CFA (FCFA) o valor da pensão diária (per diem) atribuída aos técnicos nacionais em missões de serviço no interior da Guiné-Bissau.

Por Tiago Seide  JORNAL ODEMOCRATA  06/09/2026 

A medida consta do Despacho n.º 065, datado de 27 de agosto de 2026, assinado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té. No documento, o chefe do Executivo justifica a decisão com a necessidade de harmonizar e uniformizar o regime de pagamento das ajudas de custo.

Segundo o despacho consultado por O Democrata, o novo montante passa a constituir o referencial único para as deslocações efetuadas no âmbito de projetos e programas financiados ou cofinanciados por parceiros técnicos e financeiros internacionais.

O documento estabelece que o per diem destina-se a cobrir despesas de alojamento, alimentação e outros encargos inerentes às deslocações em serviço.

A medida aplica-se aos técnicos nacionais dos ministérios, secretarias de Estado, direções-gerais, institutos, agências, fundos e demais organismos públicos, bem como às estruturas nacionais responsáveis pela coordenação e gestão de projetos.

O Governo sustenta que a coexistência de diferentes tabelas de ajudas de custo gerava desigualdades de tratamento entre técnicos, criava dificuldades de gestão e comprometia os princípios da equidade e da transparência.

O despacho proíbe ainda a acumulação do per diem com outras ajudas de custo de natureza semelhante financiadas pelo Orçamento Geral do Estado ou pelo respetivo projeto durante o mesmo período.

De acordo com o documento, o pagamento da pensão diária dependerá de missão previamente autorizada, acompanhada de ordem de missão, termos de referência, identificação dos técnicos envolvidos, indicação do local da deslocação, duração da missão e respetiva fonte de financiamento.

Por outro lado, o Governo orienta as entidades responsáveis pela negociação de projetos a incorporarem o novo valor nos respetivos orçamentos e planos anuais. Nos projetos já em execução, as unidades de coordenação deverão proceder à harmonização dos montantes atualmente praticados.

Recorde-se que o valor anterior do per diem para técnicos nacionais em missões no interior da Guiné-Bissau era de 25 mil FCFA. Com a nova decisão, o montante regista um aumento de 20 mil FCFA, equivalente a 80%.

Irão deixa ameaça aos EUA: "Qualquer navio que entre nesta nova zona será colocado numa lista de sanções"... Na sexta-feira, o Irão tinha começado por visar um porta-aviões e um contratorpedeiro americanos, que "escaparam a múltiplos ataques iranianos não provocados", de acordo com Washington.

SIC Notícias/ Lusa   06 set.2026 

O Irão ameaçou, este domingo, os Estados Unidos de dar uma resposta "mais intensa" criando uma nova "zona interdita" no Estreito de Ormuz "nos próximos dias", anunciou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaï.

Desde sexta-feira, os dois blocos têm-se atacado sobretudo na região do Golfo, onde o tráfego marítimo continua muito reduzido entre o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte de Teerão, e o bloqueio marítimo americano imposto, em contrapartida, aos portos iranianos.

Num sinal de endurecimento das posições, Mohsen Rezaï indicou que esta zona "começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo", precisou.

"Qualquer navio que entre nesta nova zona será colocado numa lista de sanções", ameaçou o dirigente iraniano.

Na sexta-feira, o Irão tinha começado por visar um porta-aviões e um contratorpedeiro americanos, que "escaparam a múltiplos ataques iranianos não provocados", de acordo com Washington.

O exército americano respondeu no sábado, atacando três petroleiros que, segundo Washington, estavam ligados aos Guardas da Revolução, enquanto a força armada iraniana afirmou depois ter visado, em retaliação, três petroleiros no estreito de Ormuz.

"Os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionadas acabou", disse Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador-chefe e presidente do Parlamento iraniano, numa mensagem difundida por um órgão de comunicação estatal, acrescentando que "qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irão receberá uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa".

Tanto o Irão como os Estados Unidos foram trocando ameaças ao longo destes meses de conflito, muitas vezes através das redes sociais, enquanto, no plano diplomático, as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente continuam num impasse.

“Eles sabem que o seu programa nuclear está perto do fim”

"O Irão está a fazer tudo para se agarrar a qualquer coisa", disseeste domingo o secretário da Energia norte-americano, Chris Wright.

"Eles sabem que o seu programa nuclear está perto do fim, tal como a sua marinha e a sua força aérea. Estão a agarrar-se ao poder", disse no canal ABC.

No início da semana, o vice-presidente americano, JD Vance, tinha afirmado que a passagem de petróleo e gás na região tinha "quase" recuperado os seus níveis anteriores à guerra, afirmação muito distante da realidade, segundo a AFP.

De facto, o tráfego de navios de matérias-primas - hidrocarbonetos, fertilizantes e minerais - desabou para uma média de dez passagens por dia após o bloqueio do estreito por Teerão, a 01 de março, face a uma média de 95 passagens diárias em fevereiro, segundo uma análise da AFP baseada nos dados da plataforma de rastreio de fluxos marítimos Kpler.

Desde 08 de julho, dois terços das passagens tornaram-se "fantasma" ou desconhecidas, comparadas com menos de 1% antes da guerra, de acordo com a Kpler.

No entanto, com a aproximação das eleições norte-americanas de meio de mandato, em novembro, Donald Trump está a fazer de tudo para desvalorizar o conflito.

A guerra no Irão "são amendoins para nós", declarou o presidente norte-americano na sexta-feira, assegurando que os Estados Unidos realizavam apenas "ataques cirúrgicos" e não estavam "atualmente a combater".

Trump diz querer agora privilegiar a "guerra económica" contra Teerão, que já sofre com sanções há décadas.


Leia Também: EUA autorizam alimentação forçada a imigrantes detidos em greve de fome

A Justiça dos Estados Unidos autorizou 19 casos de alimentação forçada de imigrantes que iniciaram greves de fome em protesto contra a detenção pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

GUINÉ-BISSAU: PTG: PRESIDENTE ALADJE BOTCHE CANDÉ EXONERA SECRETÁRIO NACIONAL E NOMEIA SUBSTITUTO

Radio Voz Do Povo  6/09/2026 

Reviravolta de última hora no Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG). O Presidente do partido, Aladje Botche Candé, acaba de exonerar o Secretário Nacional, Dr. Mama Saliu Só.

A decisão consta do Despacho nº 032/2026, do Gabinete do Presidente, a que a nossa redação teve acesso.

No documento, o líder do PTG justifica a exoneração com as reformas em curso para o redimensionamento do Secretariado Nacional e de todas as estruturas do partido.

De forma contundente, o despacho acusa o agora ex-Secretário Nacional de estar há vários meses com ocupação constante em assuntos particulares, nomeadamente actividade comercial, o que não lhe permitiu impulsionar as actividades do Partido, limitando assim a dinâmica do partido no que concerne aos preparativos do notável 2.º Congresso Nacional e consequente embate eleitoral previsto para 6 de Dezembro.

No mesmo despacho, no seu Artigo 2.º, o Presidente Aladje Botche Candé nomeia, interinamente, Bacar Demba Embaló para exercer as funções de Secretário Nacional do PTG.

O despacho entra imediatamente em vigor e revoga todas as disposições anteriores.

GUERRA NA UCRÂNIA: Pelo menos um morto em ataques russos com 108 drones na Ucrânia... Pelo menos uma pessoa morreu em Zaporijia durante o ataque russo com 108 drones, na noite passada, contra 11 localidades ucranianas, disseram hoje a Força Aérea e o Serviço Estatal de Emergência (DSNS) ucranianos.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images     LUSA   06/09/2026 

As defesas aéreas ucranianas conseguiram abater ou neutralizar 82 drones Shahed e Gerbera, seis drones russos S8000 "Banderol", além de outros tipos de drones.

No entanto, foram registados impactos em 11 localidades, assim como sete zonas foram atingidas por destroços de drones abatidos pelas forças ucranianas.

Em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, as forças russas atacaram a capital regional com veículos aéreos não tripulados.

Como resultado do impacto, um homem de 74 anos morreu, informou o DSNS na rede social Telegram. Duas mulheres e um homem ficaram também feridos no ataque russo.

Incêndios deflagraram num apartamento e numa varanda em dois prédios de vários andares. As equipas de emergência retiraram 16 moradores de um dos edifícios.

Em outros dois locais, o fogo danificou o telhado de uma residência particular, uma garagem e um carro.

Hoje, o Ministério da Defesa russo afirmou, numa mensagem nas redes sociais, que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram 258 drones ucranianos nas últimas 12 horas sobre várias regiões do país, assim como sobre as águas do mar de Azov, do mar Negro e da península da Crimeia, anexada pelos russos em 2014. As autoridades russas não forneceram informações sobre eventuais vítimas ou danos.

No entanto, não foram relatados ataques contra as capitais da Rússia e da Ucrânia nas últimas horas, no momento em que os enviados dos Estados Unidos estão na região para tentar avançar com um processo de paz para pôr fim ao conflito.

Na sexta-feira, Zelensky tinha assegurado que a Ucrânia não bombardearia território russo durante as negociações com os enviados dos EUA e pediu a Moscovo que "garantisse um cessar-fogo mútuo" durante "o tempo necessário para a sua realização".

Já o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou no sábado a suspensão, por três dias, dos ataques contra a capital ucraniana, por ocasião da viagem a Moscovo e a Kyiv dos emissários da Casa Branca.

Entretanto, este cessar-fogo não foi cumprido.

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner reuniram-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, no sábado.

Hoje, os enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vão esperados hoje em Kyiv, na primeira viagem dos dois representantes norte-americanos à Ucrânia.


Leia Também:  Volodymyr Zelensky inicia reunião com enviados da Casa Branca

A reunião entre o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e os enviados da Casa Branca para tentar reativar o diálogo para pôr fim à guerra russa, começou hoje ao início da tarde em Kyiv, anunciou o líder ucraniano.

Israel volta a atacar sul do Líbano e acusa Hezbollah de atacar soldados... Israel afirmou hoje que atacou o sul do Líbano, após ter abatido um dos dois drones que acusa terem sido lançados pelo grupo xiita libanês Hezbollah contra o exército israelita "na zona de segurança daquele país".

© Kawnat HAJU / AFP via Getty Images   LUSA   06/09/2026 

Num comunicado divulgado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que "hoje, terroristas da organização Hezbollah lançaram dois drones contra soldados das FDI que operavam na zona de segurança no sul do Líbano".

Os soldados "abriram fogo e abateram um dos drones", sem que se tenham registado feridos entre os militares.

As FDI acrescentaram que o incidente "constitui uma violação flagrante por parte da organização terrorista Hezbollah"

"Em resposta, as FDI estão a realizar ataques no sul do Líbano", acrescentaram.

As forças armadas israelitas reiteraram no comunicado que vão continuar a operar na zona libanesa "para eliminar qualquer ameaça contra civis israelitas e soldados das FDI".

De acordo com dados do Ministério da Saúde libanês, publicados na sexta-feira, os ataques israelitas causaram a morte de 4.353 pessoas e feriram outras 12.323 desde 02 de março, pouco depois do início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.

Desde o final de junho, quando tiveram início as conversações diretas entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, a violência diminuiu, ainda de acordo com os dados.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou na sexta-feira a conquista do cume de Ali Taher, uma elevação estratégica onde, segundo Israel, o grupo Hezbollah tinha um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas.

CABO VERDE: Acidente com autocarro em Cabo Verde faz 25 mortos (alguns crianças)... O número de mortos no acidente de viação que envolveu, no sábado, um autocarro na ilha do Fogo, Cabo Verde, subiu para 25, havendo ainda 18 feridos, quatro dos quais em estado grave, indicou hoje à Lusa fonte oficial.

© Facebook / Cabo Verde e a sua Gente      Notícias ao Minuto com Lusa   06/09/2026 

"Estão internadas 18 pessoas, com idades entre seis e 11 anos, quatro das quais em estado grave", afirmou.

Um balanço anterior apontava para 18 vítimas mortais.

Segundo a Câmara Municipal de São Filipe, o "autocarro transportava alunos num passeio" quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.

A Câmara Municipal de São Filipe adiantou ainda que mantém uma equipa no local, em articulação com a Delegacia de Saúde, a Polícia Nacional, os Bombeiros Municipais Voluntários e outras autoridades, para prestar assistência às vítimas e aos familiares.

O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o Presidente da República, José Maria Neves, apresentou as condolências às famílias das vítimas e desejou uma "rápida recuperação aos feridos".

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou nas redes sociais o pesar do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.

O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.


Leia Também: Governo cabo-verdiano decreta 2 dias de luto nacional após acidente

Cabo Verde vai decretar dois dias de luto nacional na sequência do acidente com um autocarro na ilha do Fogo, que provocou 25 mortos, anunciou hoje o primeiro-ministro Francisco Carvalho.

"Estamos a decretar dois dias de luto nacional devido à dimensão desta tragédia. A viatura tinha 39 pessoas e, lamentavelmente, houve 25 mortos e há ainda 14 jovens no hospital, sendo que dois continuam numa situação que exige mais cuidados", afirmou Francisco Carvalho, em entrevista à Televisão de Cabo Verde (TCV).

sábado, 5 de setembro de 2026

Alerta em Ceuta: dez marroquinos ligados à radicalização jihadista entram na Espanha durante crise migratória... Entre as pessoas que conseguiram entrar no território espanhol estavam dez cidadãos marroquinos que já haviam sido expulsos anteriormente da Espanha por sua ligação com processos de radicalização jihadista.

noticiasemportugues.co.uk    Setembro 5, 2026     

A entrada em massa de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta, nos dias 30 e 31 de julho, abriu uma nova frente de preocupação para as forças de segurança espanholas. Entre as pessoas que conseguiram entrar no território espanhol estavam dez cidadãos marroquinos que já haviam sido expulsos anteriormente da Espanha por sua ligação com processos de radicalização jihadista.

Segundo fontes policiais citadas pela imprensa espanhola, todos os dez tinham proibições de entrada em território espanhol ainda vigentes. Depois de serem identificados pelas autoridades, foram expulsos novamente e devolvidos ao Marrocos.

As informações disponíveis não indicam que os dez tenham sido encontrados enquanto planejavam atentados ou praticavam um crime terrorista. O que permitiu sua identificação foi o cruzamento dos dados disponíveis nos sistemas de segurança espanhóis, que mantinham alertas relacionados aos seus antecedentes e aos processos de radicalização.

O caso evidencia uma das principais dificuldades enfrentadas pelas autoridades durante a crise: como identificar rapidamente milhares de pessoas que chegaram em um intervalo extremamente curto, muitas delas sem documentos ou com informações insuficientes para uma identificação imediata.

Uma entrada sem precedentes

A dimensão do episódio ajuda a explicar a dificuldade do trabalho policial. Um relatório elaborado pelo Centro Nacional de Imigração e Fronteiras e entregue à Audiência Nacional espanhola descreve a entrada dos dias 30 e 31 de julho como um processo de grandes proporções, com a chegada de aproximadamente 70 mil a 80 mil pessoas a Ceuta.

Segundo o documento, o movimento ocorreu em diferentes etapas e provocou uma forte pressão sobre os acessos à cidade, os serviços de segurança e os mecanismos de identificação.

O relatório também sustenta, como hipótese investigativa, que a entrada não teria sido simplesmente um movimento migratório espontâneo. Os investigadores apontam indícios de organização prévia e analisam o possível papel de pessoas ligadas às forças de segurança marroquinas. Essas conclusões, porém, fazem parte de uma investigação em andamento e não constituem fatos definitivamente estabelecidos pela Justiça.

O desafio de verificar milhares de identidades

Em uma situação normal, a identificação de uma pessoa que entra irregularmente no território espanhol pode ser realizada por meio de documentos, registros policiais, bases de dados e outros mecanismos de verificação.

A situação em Ceuta foi muito mais complexa.

A entrada simultânea de milhares de pessoas, muitas delas sem documentação, obrigou os agentes a combinar diferentes métodos para determinar identidades, reconstruir históricos e verificar possíveis alertas de segurança.

Nesse processo, o cruzamento de informações policiais pode revelar, entre outros dados, ordens judiciais de prisão, proibições de entrada, antecedentes criminais e alertas relacionados ao extremismo violento.

Foi justamente esse mecanismo que permitiu localizar os dez cidadãos marroquinos ligados anteriormente a processos de radicalização jihadista.

O episódio também demonstra a importância da cooperação entre os diferentes órgãos espanhóis responsáveis pelo controle de fronteiras, segurança pública e inteligência. A Polícia Nacional desempenha papel central nos processos de identificação e investigação, enquanto a Guarda Civil atua na vigilância e no controle de boa parte da área fronteiriça.

Pressão sobre as forças de segurança

A crise também provocou fortes críticas de sindicatos e associações policiais, que alertaram para o desgaste das equipes e para a dificuldade de realizar simultaneamente o controle migratório, a identificação das pessoas que chegaram à cidade, a proteção de menores e grupos vulneráveis e as tarefas de segurança pública.

Durante a fase mais crítica da crise, entidades representativas das forças de segurança denunciaram uma situação de sobrecarga operacional, com equipes submetidas a jornadas prolongadas e necessidade de reforços para conseguir atender ao volume excepcional de trabalho.

A identificação dos dez marroquinos mostra que os mecanismos de controle continuaram funcionando mesmo em meio à pressão provocada pela entrada em massa. Ao mesmo tempo, o caso expõe uma vulnerabilidade importante: quanto maior o fluxo de pessoas em um período reduzido, maior é o desafio para garantir que todas sejam corretamente identificadas antes de permanecerem ou se deslocarem para outras regiões da Espanha.

Uma preocupação que permanece

A descoberta dos dez cidadãos com vínculos anteriores com processos de radicalização jihadista não significa, por si só, que exista uma ameaça terrorista iminente em Ceuta. As informações divulgadas até agora indicam que eles foram identificados justamente pelos sistemas de controle e posteriormente devolvidos ao Marrocos.

O episódio, entretanto, reforça a preocupação das autoridades espanholas com a necessidade de manter mecanismos eficientes de identificação e análise de antecedentes em situações de pressão migratória excepcional.

Ceuta permanece no centro de uma crise que envolve simultaneamente migração, segurança de fronteiras, capacidade operacional das forças de segurança e prevenção do extremismo violento. A investigação sobre o que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho continua, enquanto as autoridades tentam reconstruir como foi possível que um número tão elevado de pessoas atravessasse a fronteira em tão pouco tempo.

Terminou reunião de Putin com enviados de Trump para discutir fim da guerra... As conversações entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e enviados do homólogo norte-americano para pôr fim a mais de quatro anos de guerra na Ucrânia, terminaram hoje no Kremlin após três horas, noticiou a imprensa estatal russa.

© Getty Images   LUSA   05/09/2026 

Putin esteve reunido até altas horas da noite com Steve Witkoff e Jared Kushner, portadores, segundo o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma proposta para acabar com o conflito na Ucrânia.

No domingo, está previsto que ambos se desloquem pela primeira vez a Kyiv como mediadores, para apresentar o plano à parte ucraniana.

"Os representantes norte-americanos prepararam-se meticulosamente para esta viagem. Não só reiteraram o seu habitual interesse num rápido fim das hostilidades, como também apresentaram uma série de ideias sobre possíveis caminhos para uma solução", disse o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov à comunicação social.

"A conversa foi construtiva, extremamente franca e assente na confiança", acrescentou, especificando que o lado russo "se declarou confiante na conquista dos objetivos definidos".

"É claro que a situação não é simples", declarou Putin aos dois enviados norte-americanos numa grande sala no Kremlin, segundo imagens divulgadas pela televisão russa.

Na sexta-feira à noite, os aeroportos de Kyiv foram alvo de ataques aéreos russos, denunciou, por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que considerou tratar-se de uma tentativa da Rússia para impedir a visita de Witkoff e Kushner ao seu país.

E hoje, bombardeamentos russos na Ucrânia fizeram pelo menos sete mortos, dois no distrito de Bucha, perto da capital, e cinco na região de Dnipro, no centro do país, segundo as autoridades ucranianas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou hoje que Putin tinha ordenado uma suspensão durante três dias dos ataques aéreos a Kyiv, para dar tempo para as conversações agendadas com os representantes do Governo norte-americano.

Na sexta-feira, Zelensky tinha assegurado que a Ucrânia não bombardearia território russo durante estas negociações e pediu a Moscovo que "garantisse um cessar-fogo mútuo" durante "o tempo necessário para a sua realização".

Desde o seu regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025, para um segundo mandato presidencial, Donald Trump iniciou várias rondas negociais para tentar encontrar uma solução para o conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas tais tentativas não produziram, até agora, quaisquer resultados concretos.

Trump não precisou se a proposta transmitida pelos seus enviados envolve uma cedência de territórios pela Ucrânia à Rússia, como anteriormente sugerira, tendo apenas declarado: "Temos uma ideia para a paz".

Atribuiu ainda a guerra, que começou com a invasão russa em grande escala do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022, a um "problema de personalidade" entre Zelensky e Putin.

Na semana passada, a visita do diretor da CIA (Agência Central de Serviços Secretos dos Estados Unidos), John Ratcliffe, à capital russa – uma ocorrência rara - gerou muita especulação.

Segundo Zelensky, foi equacionada a possibilidade de Kushner e Witkoff viajarem para Kyiv de avião, o que seria excecional, dado que o espaço aéreo e os aeroportos ucranianos estão encerrados desde o início do conflito.

Os dignitários que se deslocam à Ucrânia chegam geralmente de comboio de países terceiros, o que implica viagens muito mais longas.

Mas ocorreram durante a noite bombardeamentos russos bastante "elucidativos" em ambos os aeroportos da capital ucraniana, segundo Zelensky, que não especificou a extensão dos danos sofridos.

"É evidente que estes ataques russos aos aeroportos constituem uma reação às conversações e aos preparativos sobre a possibilidade de a delegação norte-americana viajar para a Ucrânia por via aérea e aterrar nos aeroportos de Kyiv ou Boryspil", lamentou.

Na região centro-leste da Ucrânia, em Kamianske, outro ataque noturno russo fez pelo menos cinco mortos e cinco feridos, segundo as autoridades regionais.

Na sexta-feira, em pleno centro histórico de Kyiv, a sede dos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU) foi atingida em cheio por um 'drone' russo. O balanço oficial: 15 feridos.

A aeronave não-tripulada "visou diretamente o gabinete do chefe dos serviços de segurança", Oleksandr Poklad, acusou o Presidente ucraniano.

O Exército russo intensificou nas últimas semanas os seus ataques com 'drones' e mísseis, tanto de dia como de noite, a Kyiv e outras cidades.

Este verão, as forças ucranianas também intensificaram os seus bombardeamentos da Rússia, por vezes longe das linhas da frente, afirmando ter como alvo as infraestruturas logísticas, militares e energéticas do inimigo.


Leia Também: Ex-vice-presidente da Libéria libertada e colocada em prisão domiciliária

A ex-vice-presidente liberiana, detida em agosto por envolvimento numa alegada "rede internacional de tráfico de droga", foi libertada por "razões humanitárias" e colocada em prisão domiciliária.

A ex-vice-presidente liberiana Jewel Howard-Taylor, acusada e detida em agosto por envolvimento numa alegada “rede internacional de tráfico de droga”, foi libertada por “razões humanitárias” e colocada em prisão domiciliária, indicou um advogado de direitos humanos...

Exército iraniano promete retaliação "mais forte" se ataques de EUA prosseguirem... O Exército iraniano prometeu, este sábado, uma retaliação "mais forte" contra navios de guerra norte-americanos, se Washington prosseguir os seus ataques a embarcações iranianas, após os Estados Unidos anunciarem ter danificado três petroleiros iranianos.

Foto: Atta Kenare/AFP   JN/Agências  5 de setembro, 2026 

"O Exército terrorista norte-americano é advertido de que se os atos malévolos, a insegurança e o assédio a navios iranianos, bem como o bloqueio naval ao Irão prosseguirem, os ataques das Forças Armadas da República Islâmica do Irão a embarcações militares norte-americanas na região serão mais fortes que anteriormente e poderão alastrar", declarou o tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Comando de Operações Conjuntas Khatam al-Anbiya, num comunicado.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão "condenou energicamente" os ataques de hoje dos Estados Unidos a "navios mercantes iranianos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã", classificando-os como uma violação à Carta das Nações Unidas e "um crime de guerra".

"A responsabilidade pelas consequências das contínuas ações agressivas e intervencionistas dos Estados Unidos na região recairá sobre o regime norte-americano e os seus cúmplices e parceiros", afirmou o ministério num comunicado.

O Exército dos Estados Unidos atacou hoje três petroleiros iranianos, depois de a Guarda Revolucionária Islâmica ter lançado mísseis balísticos contra dois navios de guerra da Marinha norte-americana que patrulhavam a região, indicou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Numa nota de imprensa, o Centcom precisou que um porta-aviões e um contratorpedeiro lança-mísseis norte-americanos "esquivaram-se com êxito a múltiplos ataques iranianos" e nenhum militar norte-americano ficou ferido.

Os ataques norte-americanos de hoje ocorreram depois de esta semana Washington ter lançado a ofensiva aérea mais pesada em mais de um mês contra a República Islâmica, fazendo 19 mortos, quatro dos quais num casamento.

Teerão respondeu com ataques aéreos ao Kuwait, à Jordânia, à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos.

O Irão bloqueou o Estreito de Ormuz após o início da guerra, a 28 de fevereiro, e transformou-o no seu principal trunfo no conflito, tendo conseguido interromper eficazmente quase todas as exportações de petróleo, exigindo que os navios obtenham a sua permissão para o atravessar e atacando os navios que tentam contornar o bloqueio.

Os Estados Unidos impuseram um cerco aos portos e navios iranianos e, nas últimas semanas, conseguiram restabelecer parte do tráfego marítimo através do estreito, ao longo de uma rota a sul, próxima de Omã, segundo especialistas em petróleo e em Médio Oriente.

Ceuta considera um grave erro utilizar o porto para acolher migrantes... O governo de Ceuta classificou hoje de "grave erro" a decisão que veio de Madrid de utilizar os terrenos do porto da cidade para criar um novo acampamento destinado a acolher os migrantes que permanecem nas ruas.

© Getty Images   LUSA   05/09/2026 

Em comunicado, o governo regional referiu-se assim à decisão do executivo presidido por Pedro Sánchez de montar várias tendas nas imediações do Cais de Poniente, a fim de disponibilizar mais 1.000 lugares para acolher migrantes que entraram no dia 30 de julho e continuam sem abrigo.

O governo de Ceuta afirmou que se trata de um "grave erro, pois trata-se de uma infraestrutura crítica, tal como indicam os relatórios existentes".

Na opinião do executivo presidido por Juan Jesús Vivas, "a celeridade com que se está a procurar alojamento para os migrantes deveria ser aplicada no repatriamento destas pessoas que entraram vindas de Marrocos, pois essa deve ser a prioridade".

O executivo local insistiu que o regresso "será a única forma de Ceuta recuperar a normalidade".


Leia Também: Governo espanhol controla porto de Ceuta para alojar migrantes

O Governo espanhol aprovou hoje um decreto para tomar o controlo do porto de Ceuta e autorizar a instalação de tendas para alojar temporariamente mais de mil migrantes na zona do molhe de Poniente.

"Situação não é fácil", diz Putin perante enviados da Casa Branca a Moscovo para discutir paz na Ucrânia... Rússia e Ucrânia anunciaram a suspensão dos ataques entre este sábado, 5 de setembro, e segunda-feira, durante a visita de Steve Witkoff e Jared Kushner, que no domingo estarão em Kiev.

DN/Lusa  05 Set 2026

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou este sábado, 5 de setembro, que “a situação não é fácil”, no início do encontro com os enviados da Casa Branca em Moscovo para procurar reavivar o processo de paz com a Ucrânia. "A situação com que vamos lidar hoje não é, claro, fácil", disse Putin. O líder russo começou o encontro a transmitir, "em primeiro lugar, os melhores votos" ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na sexta-feira, Trump confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Os dois países em guerra anunciaram a suspensão dos ataques entre este sábado e segunda-feira, durante a visita dos representantes norte-americanos.

Depois do encontro com Trump, os enviados deverão ser recebidos em Kiev pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano. Witkoff e Kushner já se reuniram várias vezes com as autoridades russas.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das Finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

UCRÂNIA/RÚSSIA: Volodymyr Zelensky ordena suspensão dos ataques contra a Rússia... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ordenou hoje a suspensão dos ataques contra a Rússia, devido à visita dos enviados dos Estados Unidos, neste fim de semana, às capitais russa e ucraniana.

© Lusa    05/09/2026 

"Acabei de falar com os enviados do Presidente dos Estados Unidos. Começaram hoje a trabalhar com a parte russa. A partir deste momento, estamos dispostos a respeitar um cessar-fogo nos ataques aéreos contra as cidades implicadas no processo de negociação", garantiu Zelensky, nas suas redes sociais.

Pouco antes, o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha ordenado o mesmo: a suspensão, por três dias, dos ataques contra a capital ucraniana, por ocasião da visita dos emissários da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

"A partir de agora e até ao final do dia de sábado, assim como durante domingo e segunda-feira, a Ucrânia está disposta a abster-se de realizar ataques contra Moscovo e esperamos que os russos façam o mesmo em respeito a Kiev", disse.

Zelensky assegurou ainda que garantirá "o funcionamento normal do espaço aéreo russo para que os negociadores possam aterrar de forma segura", desejando que Moscovo faça o mesmo "durante o tempo necessário para manter essas conversações e resolver as questões logísticas relacionadas com a visita" dos enviados dos Estados Unidos.

No entanto, denunciou o Presidente ucraniano, antes de Putin anunciar o cessar-fogo registaram-se bombardeamentos contra os aeroportos de Kiev e Borispil.

"Está claro que esses ataques russos contra os aeroportos são uma reação às conversações e aos preparativos perante a possibilidade de que a parte norte-americana utilize um avião para viajar para a Ucrânia e aterrar no aeroporto de Kiev ou no de Borispil", apontou.

A Ucrânia fechou o espaço aéreo à aviação civil em 24 de fevereiro de 2022, data em que foi invadida pela Rússia, e, por isso, cidadãos ucranianos, visitantes estrangeiros e delegações oficiais geralmente entram e deslocam-se pelo país de comboio ou por estrada, atravessando países vizinhos.

No entanto, se os ataques russos cessarem, o avião que transporta Witkoff e Kushner poderia aterrar num dos aeroportos ucranianos.

Zelensky disse ainda que a Ucrânia está preparada "para manter uma conversa substancial" com os enviados de Trump, mas prometeu firmeza nas negociações.

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Witkoff, o enviado especial da Casa Branca, e Kushner, genro de Trump, vão reunir-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, e depois tarde viajarão para Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


EUA anunciam destruição de 3 petroleiros da Guarda Revolucionária do Irão... Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

correiodamanhacanada.com  05/09/2026 

Washington, 05 set 2026 (Lusa) – Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

As forças dos EUA “desativaram permanentemente” os petroleiros da Guarda Revolucionária “M/T Downy” ao largo da costa da Ilha Kharg e “M/T Stark 1” perto de Jask e “destruíram completamente” o petroleiro vazio “M/T Kylo”, também conhecido como “Noxen”, no golfo de Omã, com vários impactos em “locais de importância crítica” para o tornar inoperacional após ordenar à tripulação que abandonasse o navio.

O ataque é uma retaliação ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra dois navios da Marinha dos EUA que patrulhavam águas regionais.

“Um porta-aviões dos EUA e um contratorpedeiro guiado por mísseis impediram vários ataques não provocados por parte do Irão. Nenhum militar americano ficou ferido”, explicou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Os três petroleiros destruídos em retaliação pertenciam à “frota fantasma” do Irão que serve para financiar a Guarda Revolucionária, segundo o comunicado militar dos EUA, que sublinha que os três navios “não tinham meios para se defender”.

“Que a mensagem para a Guarda Revolucionária seja clara: se dispararem contra dois dos nossos navios, aplicaremos um custo económico maior e eliminaremos três dos vossos”, disse o comandante do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper.

“Não hesitaremos em defender as forças dos EUA e, se necessário, destruir a limitada e vulnerável frota petrolífera do Irão”, acrescentou.

Os meios de comunicação iranianos tinham noticiado antes “várias explosões” ouvidas perto da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal petrolífero do país.

A agência de notícias Fars noticiou que não havia fumo visível após as explosões, enquanto a agência de notícias local SNN noticiou que “um petroleiro iraniano foi alvo dos Estados Unidos” perto da ilha.

Os confrontos entre os dois lados recomeçaram no domingo com ataques dos EUA contra o Irão, quando o conflito entra no seu sétimo mês. Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

O Irão anunciou na quinta-feira que as suas forças armadas atacaram bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingança por um ataque com míssil que atingiu uma festa de casamento, que foi atribuído aos Estados Unidos.

JH (CSR) // CFF

Lusa/Fim