domingo, 12 de abril de 2026

Trump diz que Reino Unido ajudará na desminagem do Estreito de Ormuz... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o Reino Unido, como outros países, vão ajudar nas tarefas de desminagem do Estreito de Ormuz, que ameaçou bloquear com recurso à marinha norte-americana.

© REUTERS/Kevin Lamarque. Por LUSA  12/04/2026

"Contamos com draga-minas de última geração, os mais modernos e avançados, mas também estamos a usar caça-minas mais tradicionais. Pelo que entendo, o Reino Unido e um par de outros países vão enviar" esses navios, declarou Trump, em entrevista à Fox News.

O Governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticado por Trump por não se envolver na reabertura do estreito, na sequência da ofensiva israelo-norte-americana ao Irão, não confirmou a participação nestas ações.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a marinha pode bloquear "imediatamente" o estreito e a sua desminagem, após as negociações de paz no Paquistão, entre Teerão e Washington, terem acabado hoje sem acordo firmado.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã sugeriu a Irão e Estados Unidos que consigam fazer "concessões dolorosas" para avançar as negociações, apelando a "uma prorrogação do cessar-fogo".

Antes da comunicação de Trump, o sultão de Omã, Haitham bin Tarik al Said, conversou com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, com este último a instar os Estados Unidos e o Irão a "encontrarem uma solução" e a evitarem qualquer escalada significativa do conflito.

Ambos abordaram as conversações de paz entre Washington e Teerão e concordaram que é vital que o cessar-fogo se mantenha e que todas as partes evitem qualquer escalada, referiu o gabinete de Starmer, em comunicado.

O sultão de Omã atualizou Starmer sobre a situação no estreito de Ormuz, tendo o líder britânico agradecido os esforços de Omã para resgatar os marinheiros dos navios em perigo na região.

Um dos principais pontos de discórdia entre Teerão e Washington é em torno do estreito de Ormuz.

Uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamabad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como são os casos da China e da índia.

Trump justificou a decisão em torno do estreito com a intransigência de Teerão em abandonar as suas ambições nucleares, ainda que as discussões no Paquistão tenham corrido bem e que "a maioria dos pontos" tenham sido "objeto de um acordo".

"A partir de agora, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, dará início ao processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz", escreveu na sua rede social, a respeito da via marítima estratégica por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial e que se situa entre o Irão e o sultanato de Omã.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.


Leia Também: Guarda Revolucionária ameaça inimigos com "turbilhão mortal" em Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje ter o controlo total do tráfego no Estreito de Ormuz e ameaçou prender os seus inimigos num "turbilhão mortal", após declarações dos Estados Unidos (EUA).

Emirados dizem que Estreito de Ormuz não é propriedade de Teerão... O Estreito de Ormuz "nunca foi propriedade do Irão para que eles possam fechá-lo ou restringir a navegação", declarou hoje o ministro da Indústria e Tecnologia dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber.

Por  LUSA 

"O Estreito de Ormuz nunca foi propriedade do Irão para que eles possam fechá-lo ou restringir a navegação", pode ler-se numa mensagem publicada hoje por Al Jaber na rede social 'X' (antigo Twitter).

O ministro dos emirados notou que qualquer intenção de o bloquear "não é meramente uma questão regional, mas também a interrupção de uma artéria económica mundial vital e uma ameaça direta à segurança energética, alimentária e sanitária de todas as nações", num comportamento "ilegal, perigoso e inaceitável", que o mundo "não pode tolerar nem permitir".

Segundo o governante, desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, pelo menos 22 navios foram atacados, 10 tripulantes morreram e 20 mil marinheiros estão sem poder navegar em segurança, com 800 outros navios parados, incluindo 400 petroleiros.

As críticas de Al Jaber surgem no dia em que foi o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a dizer que a marinha do seu país pode iniciar "imediatamente" um bloqueio de entradas e saídas de navios no Estreito, após o fim, sem acordo, das conversações com o Irão.

"Instruí a nossa marinha para procurar intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar", declarou hoje Donald Trump, citado pela Associated Press (AP).

Trump disse ainda que os Estados Unidos estavam prontos para acabar com o Irão no "momento apropriado", sublinhando que as ambições nucleares de Teerão estavam no cerne do fracasso em terminar a guerra.

As negociações presenciais terminaram hoje de madrugada (em Lisboa), após 21 horas, deixando em dúvida um frágil cessar-fogo de duas semanas.

As autoridades norte-americanas disseram que as negociações falharam devido ao que descreveram como a recusa do Irão em comprometer-se a abandonar o caminho para uma arma nuclear, enquanto as autoridades iranianas culparam os Estados Unidos pelo fracasso das negociações, sem especificar os pontos de discórdia.

Nenhum dos lados indicou o que acontecerá após o fim do cessar-fogo de 14 dias, a 22 de abril, e os mediadores paquistaneses instaram todas as partes a mantê-lo.

Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro, pelo menos 3.000 pessoas morreram no Irão, 2.020 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dúzia em estados árabes do Golfo, além de terem causado danos duradouros nas infraestruturas em vários países do Médio Oriente.

O controlo do Irão sobre o Estreito de Ormuz isolou em grande parte o Golfo Pérsico e as suas exportações de petróleo e gás da economia global, fazendo disparar os preços da energia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que o seu país vai tentar facilitar um novo diálogo entre o Irão e os EUA nos próximos dias.


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O Presidente norte-americano ameaçou hoje impor tarifas de 50% sobre os produtos provenientes da China, caso Pequim preste ajuda militar ao Irão na guerra no Médio Oriente.


Trump anuncia que EUA vão bloquear Estreito de Ormuz: "Todos os navios"... O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, "com efeito imediato", o bloqueio de todos os navios no Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações de paz com o Irão.

Por LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este domingo que o país vai bloquear "todos os navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", após o fracasso das negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerão, em Islamabad, no Paquistão.

"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social Truth Social.

"A dada altura, chegaremos a um ponto em que todos poderão entrar e sair livremente, mas o Irão não permitiu que isso acontecesse simplesmente dizendo: 'Pode haver uma mina por aí algures', da qual ninguém sabe, excepto eles", atirou.

Para o presidente norte-americano, a ameaça iraniana é "extorsão mundial" e "os líderes dos países, especialmente os Estados Unidos da América, nunca serão extorquidos". 

Além disso, Trump disse ter instruído a Marinha norte-americana a "procurar e intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagem ao Irão", defendendo que "ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar". 

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamabad.

Segundo a Irib, a televisão estatal iraniana, foram as "exigências irracionais" dos Estados Unidos que levaram ao fracasso das negociações.

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.

Já o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou as delegações do seu país nas negociações com os Estados Unidos, no Paquistão, afirmou este domingo que Washington "não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana".

Numa publicação, na rede social X, o responsável garantiu que a delegação iraniana tinha "boa-fé e a vontade necessárias" para resolver o conflito, "mas, devido às experiências das duas guerras anteriores", não confia no lado oposto.

"Os meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas o lado oposto, em última análise, não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta ronda de negociações", frisou.

"Os Estados Unidos compreenderam a nossa lógica e os nossos princípios, e agora é tempo de decidirem se podem ou não merecer a nossa confiança", acrescentou.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia diz que "divergências" com Ucrânia "são apenas uns quilómetros"... O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as divergências territoriais entre a Rússia e a Ucrânia resumem-se a poucos quilómetros, numa altura em que os dois países trocam acusações de violações de cessar-fogo.

© Alexander Zemlianichenko / POOL / AFP via Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa  12/04/2026 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou este domingo que as "divergências territoriais" que ainda existem entre a Ucrânia e a Rússia resumem-se a "apenas alguns quilómetros de distância". 

"São apenas alguns quilómetros", enfatizou aos jornalistas, citado pela agência de notícias russa TASS.

"De grosso modo, representa de 17 a 18% da República Popular de Donetsk, que ainda precisamos de libertar", acrescentou, frisando que a Rússia precisa de "alcançar as fronteiras administrativas". 

As declarações de Peskov surgem numa altura em que os dois países trocam acusações de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.

Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.

No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.

Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.

As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.   

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  

Irão diz que EUA "não conseguiram conquistar a confiança da delegação"... O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os EUA "não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana", em Islamabad, o que levou ao fracasso.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images)     noticiasaominuto.com com Lusa  12/04/2026 

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou as delegações do seu país nas negociações com os Estados Unidos, no Paquistão, afirmou este domingo que Washington "não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana". 

Numa publicação, na rede social X, o responsável garantiu que a delegação iraniana tinha "boa-fé e a vontade necessárias" para resolver o conflito, "mas, devido às experiências das duas guerras anteriores", não confia no lado oposto.

"Os meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas o lado oposto, em última análise, não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta ronda de negociações", frisou.

"Os Estados Unidos compreenderam a nossa lógica e os nossos princípios, e agora é tempo de decidirem se podem ou não merecer a nossa confiança", acrescentou.

Ghalibaf defendeu que o Irão considera "cada confronto uma nova ferramenta de diplomacia, ao lado da luta militar, para defender os direitos da nação iraniana" e garantiu: "Não cessaremos, em momento algum, os nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irão".

Na nota, deixou uma palavra de agradecimento ao Paquistão "por facilitar o processo destas negociações" e à delegação iraniana pelas "intensas negociações de 21 horas".

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, recorde-se, deu por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamabad.

Segundo a Irib, a televisão estatal iraniana, foram as "exigências irracionais" dos Estados Unidos que levaram ao fracasso das negociações.

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, por sua vez, considerou que "ninguém estava à espera" que os Estados Unidos e o Irão chegassem a um acordo logo na primeira ronda de negociações.

"Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso", declarou Esmaeil Baqaei em declarações à televisão estatal iraniana, após o anúncio do fracasso das discussões em Islamabad para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou estar "certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir".


Leia Também: Turquia acusa Netanyahu de sabotar negociações para evitar julgamento

O governo turco acusou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de sabotar as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão para evitar ser julgado por corrupção no seu país.

Kyiv e Moscovo trocam acusações de violação da trégua de Páscoa... A Ucrânia e a Rússia acusaram-se hoje mutuamente de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.

© Nina Liashonok/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA   12/04/2026 

O exército ucraniano acusou hoje as forças russas de, até às 07h00 (05h00 em Lisboa), terem violado 2.299 vezes o cessar-fogo da Páscoa, que entrou em vigor na véspera na linha da frente na Ucrânia, com mais de 1.200 quilómetros de extensão. 

O Estado-Maior ucraniano, num relatório publicado no Facebook, especificou que foram registados "28 ataques inimigos, 479 bombardeamentos de artilharia, 747 ataques com drones de ataque ('Lancet', 'Molniya') e 1.045 ataques de drones FPV".

"Não houve nenhum ataque com mísseis, bombas aéreas guiadas ou drones do tipo Shahed", acrescentou.

Segundo o Ministério da Defesa russo, "no total", entre as 16h00 (14h00 em Lisboa) de sábado, quando a trégua teve início, e as 08h00 (06h00 em Lisboa) de hoje, "foram registadas 1.971 violações do cessar-fogo por parte do exército ucraniano".

Mais concretamente, Kyiv terá lançado 1.329 drones de vigilância e atacado as posições russas em 258 ocasiões com lançadores de mísseis, artilharia e tanques, indicou, num comunicado citado pela agência noticiosa TASS.

O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.

Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.

No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.

Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.

As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.

No sábado, a Rússia e a Ucrânia anunciaram também a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, com a mediação dos Emirados Árabes Unidos.


Leia Também: Kyiv acusa Rússia de 469 violações do cessar-fogo da Páscoa Ortodoxa

O Exército ucraniano informou, este sábado, que as forças russas realizaram até 469 violações do cessar-fogo declarado na quinta-feira pelo Presidente Vladimir Putin para o feriado da Páscoa Ortodoxa, que Volodymyr Zelensky tinha proposto há cerca de uma semana.

REALEZA BRITÂNICA: Donald Trump vai ser "encantador" com Carlos III durante visita de Estado... O biógrafo real britânico Robert Hardman considerou que o presidente norte-americano vai evitar críticas ou comentários controversos durante a próxima visita do rei Carlos III aos Estados Unidos, de 27 a 30 de abril, por ser um admirador da monarquia britânica.

© Anna Moneymaker/Getty Images    Por  LUSA  12/04/2026 

O biógrafo real britânico Robert Hardman considerou que o presidente norte-americano vai evitar críticas ou comentários controversos durante a próxima visita do rei Carlos III aos Estados Unidos por ser um admirador da monarquia britânica.

Hardman, autor de várias obras sobre a família real britânica, disse acreditar que "Trump vai ser absolutamente encantador" durante a visita do monarca britânico, entre 27 e 30 de abril, por ocasião da celebração dos 250 anos de independência dos Estados Unidos.

O escritor está convencido que o magnata republicano vai manter a cordialidade com Carlos III, independentemente das tensões políticas com Londres. 

"Ele adora a monarquia. É um grande fã do rei. Já esteve hospedado em Windsor e tem uma enorme admiração pela rainha Isabel II", afirmou.

Nas últimas semanas, Trump criticou repetidamente o primeiro-ministro britânico depois de Keir Starmer ter recusado autorizar os EUA a utilizar as bases britânicas em ataques ofensivos contra o Irão.

O chefe de Estado norte-americano afirmou publicamente que "não está contente com o Reino Unido", que Starmer "não é nenhum Winston Churchill" [primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial] e ridicularizou as capacidades militares britânicas.

Este comportamento levou políticos a sugerirem que Starmer cancelasse a visita de Estado de Carlos III para demonstrar a insatisfação do Reino Unido e para evitar potenciais constrangimentos ao rei.

Mas, para Hardman, o que Trump "diz sobre o governo britânico antes e depois da visita é diferente".

"Durante o período em que o rei estiver em solo norte-americano, Trump será absolutamente encantador e caloroso", afirmou, durante uma apresentação na sexta-feira do livro "Isabel II - Em privado. Em público. A história vista por dentro".

O autor lembrou que existem diferenças de opinião evidentes entre Carlos III e Donald Trump, nomeadamente em questões como as alterações climáticas, mas ambos deverão "colocar esses assuntos de lado". 

"O rei tem um longo historial de ativismo ambiental, o que contrasta com a política energética de Trump, mas estas questões vão ficar provavelmente em segundo plano", previu Hardman.

Autor de três livros sobre Isabel II e um sobre Carlos III, o biógrafo afirmou ter entrevistado Donald Trump para a sua obra mais recente na residência em Mar-a-Lago, na Florida, e que o presidente mantém em destaque um retrato da rainha Isabel II na sala de jantar, sinal de respeito e admiração pela família real. 

O quadro é uma cópia do último retrato oficial pintado antes da morte da monarca pela artista britânico-polaca Basia Hamilton.

"Acho que se pode afirmar com segurança que ele a adorava, admirava e respeitava", resumiu, desmentindo rumores de que Trump terá sido indelicado durante a revista das tropas ao passar à frente dela, em 2018. 

"Ele fez exatamente o que devia fazer. O convidado vai sempre primeiro", salientou.

Hardman sublinhou que a rainha e Trump "deram-se bem" nas duas visitas oficiais que realizou ao Reino Unido, em 2018 e 2019, e que ele foi sempre "educado e respeitador".

CHINA/TAIWAN: China quer promover "desenvolvimento pacífico das relações" com Taiwan... A China vai implementar medidas para reforçar os intercâmbios com Taiwan nas áreas do turismo e da cultura, anunciou hoje Pequim, no último dia de uma rara visita de uma delegação da oposição taiwanesa.

© Lusa    12/04/2026 

Cheng Li-wun é a primeira presidente do maior partido da oposição taiwanesa, o Kuomintang (KMT), em 10 anos a ter atravessado o Estreito de Taiwan, que separa a ilha do continente.

Cheng reuniu-se com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, reiterou a oposição à independência da ilha e defendeu relações pacíficas entre Pequim e Taipé para "evitar uma guerra".

Neste contexto, Pequim divulgou uma lista de dez medidas para "promover o desenvolvimento pacífico das relações através do estreito e aumentar o bem-estar dos compatriotas", descreveu a agência estatal Xinhua, algumas horas antes do regresso previsto de Cheng a Taipé.

Entre as disposições figura um objetivo: relançar o "programa-piloto para viagens individuais" à ilha de Taiwan destinado aos habitantes de Xangai e da província de Fujian (leste), segundo a Xinhua.

Na mesma linha, as autoridades de Pequim afirmam querer a "retoma total" dos voos diretos entre Taiwan e várias cidades do continente, como Xi'an (centro).

A China vai também autorizar a importação de séries ou documentários taiwaneses, desde que sejam "corretamente orientados, saudáveis e de alta qualidade", ainda segundo a agência.

As medidas foram recebidas como "bem-vindas" e adequadas ao estímulo do "desenvolvimento pacífico" das relações entre Pequim e Taipé, pelo vice-presidente do KMT, Chang Jung-kung, num comunicado.

A China, que persegue a unificação de Taiwan com o resto do seu território desde o fim da guerra civil chinesa em 1949, não exclui o recurso à força para assumir esse controlo.

Pequim interrompeu os contactos de alto nível com Taipé após a vitória nas eleições presidenciais de Taiwan de 2016 do Partido Democrático Progressista (DPP), no poder, que rejeita as reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha.

Teerão diz que "exigências irracionais" levaram a fracasso das negociações... As "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, afirmou hoje a Irib, a televisão estatal iraniana.

© Farooq NAEEM / AFP via Getty Images      Por LUSA    12/04/2026 

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por hoje terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.

"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.

"E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", anunciou.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que não se importa que seja ou não alcançado um acordo com o Irão, porque "aconteça o que acontecer", os Estados Unidos já "venceram".


Leia Também: Situação de Ormuz só mudará se EUA "aceitarem acordo razoável"

O Irão afirmou hoje que a situação no Estreito de Ormuz não irá mudar a menos que os Estados Unidos aceitem um "acordo razoável", depois das partes terem terminado esta madrugada 21 horas de conversações sem um acordo.

sábado, 11 de abril de 2026

Coletivo de Advogados denuncia impedimento de acesso a Domingos Simões Pereira

 Radio TV Bantaba 

O Coletivo de Advogados do cidadão Eng.º Domingos Simões Pereira denunciou publicamente o que considera ser mais uma medida abusiva e ilegal por parte das autoridades, alegando que o político foi impedido de ter acesso aos seus advogados.

Segundo o comunicado de imprensa, o impedimento ocorreu no passado dia 08 de abril, contrariando um despacho da Promotoria do Tribunal Superior Militar que autorizava o acesso dos advogados ao seu constituinte a qualquer momento. O coletivo classifica a decisão como desprovida de razoabilidade e à margem do Estado de Direito.

O documento refere ainda que a mesma restrição foi aplicada ao Dr. Camilo Simões Pereira, irmão do político e seu médico pessoal, impedindo-o de prestar assistência médica. De acordo com os advogados, esta situação coloca Domingos Simões Pereira em risco, ao privá-lo de cuidados médicos e medicação.

Face ao sucedido, o coletivo apela à população em geral para se manter vigilante perante o que descreve como medidas abusivas, e solicita à comunidade internacional um posicionamento firme e inequívoco contra aquilo que considera serem desmandos do atual regime.

ARTEMIS II: Após 10 dias, Artemis II conclui missão na Lua. As imagens do regresso... A missão Artemis II da NASA foi concluída com sucesso após o regresso da tripulação à Terra, um marco histórico na exploração lunar. Veja as imagens na galeria abaixo.

© Bill Ingalls/NASA via Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   11/04/2026 

A missão Artemis II da NASA foi concluída com sucesso na noite de sexta-feira, após o regresso da sua tripulação à Terra. Os quatro astronautas amararam no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, nos Estados Unidos, concluindo, assim, uma jornada histórica à volta da Lua. 

A cápsula Orion aterrou nas águas do Pacífico, ao largo de San Diego, travada por enormes paraquedas, às 17h07 locais (01h07 de hoje em Lisboa), tal como previsto ao minuto pela agência espacial norte-americana.

Minutos após a amaragem, os astronautas saíram da nave espacial pela primeira vez em 10 dias e foram transferidos em segurança para um bote insuflável do exército norte-americano.

Depois, a tripulação do Artemis II foi içada por helicópteros e levada para o porta-aviões USS John P. Murtha, onde foram submetidos a exames médicos - como pode ver nas imagens da galeria acima.

Partidos a 1 de abril da Florida, Reid Wiseman e os seus compatriotas Christina Koch e Victor Glover, bem como o canadiano Jeremy Hansen, aventuraram-se mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles. Trazem consigo centenas de gigabytes de dados da primeira viagem lunar desde a última missão Apollo, em 1972.

Transmitido ao vivo em várias plataformas, passaram por detrás da Lua na passada segunda-feira, imortalizando em alta definição a Terra a pôr-se por detrás de uma Lua majestosa, oscilando entre tons de cinzento e castanho.

A NASA prevê uma nova missão em 2027 que não chegará até à Lua, antes de enviar astronautas à superfície lunar em 2028, na 4.ª missão da Artemis, no último ano do mandato de Donald Trump e, teoricamente, antes da China, que prevê enviar os seus astronautas à Lua em 2030.

Os especialistas duvidam, porém, que os módulos lunares, em desenvolvimento por empresas dos bilionários norte-americanos Elon Musk e Jeff Bezos, estejam prontos em 2028.

Um japonês e depois um alemão deveriam viajar a bordo de futuras missões Artemis, mas essas vagas já não parecem garantidas desde que a NASA alterou todo o programa Artemis, e a Agência Espacial Europeia reconheceu que terá de negociar para as manter.

O chefe da NASA, por sua vez, reiterou na sexta-feira à noite que os parceiros estrangeiros continuam a ser indispensáveis para o futuro do programa.

CHANG'E-7: China inicia preparativos para missão Chang'e-7 que irá explorar o polo sul lunar... A China deu início aos preparativos para o lançamento da missão lunar Chang'e-7, após a chegada desta sonda ao centro espacial de Wenchang, operação fundamental para analisar a presença de recursos como o gelo de água.

© Getty Images    Por LUSA    11/04/2026 

De acordo com a Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (AEMT) esta sexta-feira, todos os componentes da missão foram transferidos para o complexo de lançamento, onde terão início os testes e verificações prévias antes da partida, prevista para a segunda metade deste ano.

A Chang'e-7 faz parte da estratégia chinesa para intensificar a exploração do polo sul lunar, uma região de especial interesse científico devido à possível presença de gelo em crateras permanentemente na sombra, o que, a confirmar-se, permite o acesso a água, um recurso fundamental para futuras missões de longa duração.

A missão combinará diferentes operações, desde a órbita até à descida e deslocamento na superfície, com o objetivo de estudar o ambiente e os recursos dessa zona, bem como testar novas tecnologias para a exploração lunar.

O programa Chang'e prevê continuar este roteiro com a missão Chang'e-8, prevista para 2029, que procurará avaliar a utilização dos recursos detetados e lançar as bases para uma futura presença humana na Lua.

A China tem reforçado o seu programa espacial nos últimos anos, com missões como a alunagem da sonda Chang'e 4 na face oculta da Lua e a chegada a Marte com a Tianwen-1, além da construção da Tiangong, que poderá tornar-se a única plataforma habitada em órbita baixa quando a Estação Espacial Internacional concluir a sua retirada, prevista para 2032.


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Ao fim de 10 dias no Espaço e de uma volta inédita à Lua, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana foram retirados da cápsula Orion onde se encontravam.

Trump diz que estreito de Ormuz reabre em breve (e sem portagens)... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o estreito de Ormuz reabrirá "em breve", com ou sem colaboração do Irão, e que não aceitará a cobrança de portagens a navios pelo atravessamento.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images   Por LUSA   11/04/2026 

"Vamos abrir o golfo - ou o estreito, como lhe chamam - com ou sem eles (Irão). (...) Vai acontecer bastante rápido", declarou Trump aos jornalistas, antes de embarcar num voo para a Virgínia. 

No dia em que as delegações norte-americana e iraniana chegaram ao Paquistão para conversações de paz, Trump mostrou-se seguro de que o estreito abrirá "em breve", sem que surjam portagens "em águas internacionais".

"Se estão a fazer isso (cobrança de portagens), ninguém sabe se já o fazem, não iremos permitir", acrescentou.

Trump afirmou que as negociações de paz têm como prioridade norte-americana, a "99%", impedir que o Irão consiga obter armas nucleares, tendo desejado sorte ao seu vice-presidente, JD Vance, que lidera a comitiva.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% da produção global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, estará no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito seria desbloqueado após terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão. 

As negociações têm como temas centrais também o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente - Hezbollah no Líbano, Huthis no Iémen e Hamas na Palestina - e as sanções económicas à República Islâmica.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump.

O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.


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Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano, afirmou o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.


Artemis II: Após dez dias no Espaço, Artemis II chega à Terra. Eis a transmissão... A transmissão do regresso da missão Artemis II começa às 23:30 e será feita através do YouTube, da Netflix e também da HBO Max. A cápsula Orion tem previsão de pousar no oceano Pacífico à 1:07 deste sábado, dia 11 de abril.

© X / NASA.    noticiasaominuto.com  10/04/2026

Depois de dez dias no Espaço, chega esta noite ao fim a missão Artemis II que levou quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana - a sobrevoar a face oculta da Lua e estabelecer um recorde para maior distância da Terra.

Dada a importância desta missão, poderá querer assistir ao momento em que a cápsula Orion volta a entrar na atmosfera da Terra e, se for esse o caso, terá de estar disposto a ficar acordado. Acontece que a Orion despenhar-se-á no oceano Pacífico, ao largo da cidade de San Diego na costa oeste dos EUA.

Prevê-se que o momento aconteça às 17:07 (hora local) de sexta-feira, o que significa que os interessados em assistir ao momento em direito a partir de Portugal terão de estar dispostos a ficar acordados até para lá da 01:00 (hora de Lisboa) de sábado, dia 11 de abril.

Felizmente, não faltam plataformas onde poderá ver este regresso da missão Artemis II, uma vez que a NASA transmitirá o momento através do YouTube (abaixo) e também por via do Facebook, do X, da Twiitch, da Netflix e da HBO Max. A transmissão começará às 23:30 (hora de Lisboa).

Regresso é uma das fases mais críticas da missão espacial

O processo de entrar na atmosfera levará a tripulação da cápsula Orion a fazer uma revisão dos procedimentos como a trajetória e até as condições meteorológicas que devem esperar no momento da entrada. O objetivo passa por ter tantos dados e elementos quanto possível para ser possível garantir uma entrada segura na atmosfera do nosso planeta.

A entrada na atmosfera da Terra será feita a uma velocidade de aproximadamente 40 mil km/h, com as temperaturas extremas a também serem um fato visto que se podem aproximar dos 3.000 graus Celsius.

Acontece que estas temperaturas extremas foram um dos fatores mais preocupantes para os engenheiros da NASA no período entre a Artemis I (2022) e esta nova missão lunar. Conta a CNN que, no regresso da Artemis I, foram identificadas no escudo térmico da cápsula Orion algumas marcas e fissuras com as quais não estavam a contar.

Dado que que o escudo térmico é uma peça crucial para a proteção dos integrantes da tripulação, os engenheiros da NASA focaram-se em desenvolver este elemento para que não apresentasse qualquer risco para os astronautas.

Numa conferência de imprensa esta quinta-feira, o administrador adjunto da NASA, Amit Kshatriya, afirmou que os responsáveis pela missão Artemis II está confiantes de que fizeram o trabalho necessário para trazer os astronautas de volta a casa em segurança.

“A tripulação vai colocar as suas vidas nas mãos dessa confiança”, afirmou Kshatriya, sublinhando contudo a importância desta fase final para o sucesso da missão Artemis II. “Todos os sistemas que demonstrámos nos últimos nove dias - suporte de vida, navegação, propulsão, comunicações, etc - tudo depende dos minutos finais do voo”.

Após esta entrada na atmosfera, será por volta dos 6,7 km de altitude que serão abertos os primeiros paraquedas destinados a estabilizar a queda da cápsula, com os paraquedas seguintes a garantirem a redução da velocidade para que a Orion conseguida pousar de forma suave no oceano Pacífico.

O plano da NASA prevê que a cápsula Orion pouse no oceano ao largo da cidade de San Diego, na costa oeste dos EUA. Uma vez resgatados os astronautas do interior da cápsula Orion, o destino é o Centro Espacial Johnson da NASA, localizado no Texas, onde será feita a avaliação e monitorização do estado físico dos astronautas.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Delegação iraniana chega ao Paquistão para conversações de paz... Uma delegação do Irão liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou hoje em Islamabad, capital do Paquistão, para as conversações de paz com os Estados Unidos, noticiaram os media iranianos.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por  LUSA    10/04/2026 

Segundo a televisão estatal, as negociações só começarão se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente, JD Vance, aceitarem as condições prévias do Irão.

A delegação liderada por Qalibaf aterrou em Islamabad durante a tarde de hoje e inclui equipas ligadas a segurança, política, defesa, economia e assuntos jurídicos, adiantou a mesma fonte.

Trump afirma que iranianos "não têm cartas" para negociações exceto Ormuz... O presidente norte-americano afirmou hoje que as autoridades iranianas "não têm cartas" para as negociações entre as partes, previstas para sábado em Islamabad, exceto o bloqueio ao transporte marítimo de hidrocarbonetos no estreito de Ormuz.

© Lusa    10/04/2026 

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, exceto a extorsão de curta duração do resto do mundo utilizando as rotas marítimas internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar", escreveu Donald Trump na sua rede social.

Numa mensagem separada, o político republicano acrescentou: "Os iranianos são melhores a manipular os 'media' mentirosos e nas 'relações públicas' do que a lutar!"

A analogia de um jogo já tinha sido usada pelo Presidente norte-americano em fevereiro de 2025 quando destratou publicamente o homólogo ucraniano, num tenso encontro na Sala Oval da Casa Branca, avisando Volodymyr Zelensky que já não tinha cartas para usar no conflito com a Rússia.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

Na quinta-feira, Trump acusou o Irão de que "não estava a cumprir a sua parte" em Ormuz, no âmbito do cessar-fogo, anunciado pouco antes de expirar o prazo de um ultimato dado à República Islâmica de levantar o bloqueio sob ameaça de apagar "uma civilização inteira".

Em declarações ao jornal New York Post, o Presidente dos Estados Unidos indicou também que as forças armadas norte-americanas estavam a preparar-se para novos ataques caso as negociações no Paquistão não produzam resultados.

"Estamos a começar tudo de novo. Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez construídas, até melhores do que as que tínhamos antes, quando já tínhamos destruído tudo", afirmou, ameaçando: "Se não houver acordo, vamos usá-las, e vamos usá-las com muita eficácia".

O presidente do parlamento iraniano exigiu, pelo seu lado, que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes do início das negociações", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa rede social.

O levantamento do congelamento dos ativos iranianos sujeitos a sanções não tinha sido mencionado publicamente por Teerão como condição prévia para as negociações, embora esteja incluído na lista de dez exigências para um acordo de paz.

Israel e Estados Unidos consideram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito inicialmente o contrário e Teerão inclua os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

Antes da mensagem de Ghalibaf, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esperado em Islamabad para liderar a delegação de Washington nas conversações, aconselhou o Irão a "não brincar" com os Estados Unidos.

"Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva", advertiu.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.

Embora não confirmada oficialmente, a parte iraniana deverá ser liderada pelo presidente do parlamento e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

Israel reclama que desmantelou mais de 4.300 instalações do Hezbollah... O exército israelita anunciou hoje ter desmantelado mais de 4.300 instalações do grupo xiita Hezbollah e eliminado 1.400 elementos no Líbano desde o recomeço dos confrontos entre as partes em 02 de março.

© Reuters    Por  LUSA   10/04/2026 

Os soldados israelitas "desmantelaram mais de 4.300 instalações" e localizaram acima de 1.250 armas, incluindo 'rockets' de longo alcance, mísseis antitanque, lança-foguetes RPG, engenhos explosivos improvisados e outros equipamentos militares, disse o exército em comunicado.

As forças de Israel assinalaram ainda que eliminaram cerca de 1.400 combatentes do Hezbollah em ataques aéreos e operações terrestres no sul do Líbano.

Segundo as autoridades libanesas, mais de 1.800 pessoas, incluindo 163 crianças, foram mortas no país desde o início de março.

Na quarta-feira, as forças israelitas realizaram dezenas de bombardeamentos em Beirute, no sul e no leste do Líbano, causando mais de 300 mortos e várias centenas de feridos.

Foi o dia mais sangrento desde o recomeço das hostilidades entre Israel e o Hezbollah e ocorreu em pleno arranque de um frágil cessar-fogo n acordado pelos Estados Unidos e pelo Irão, aliado do grupo armado libanês, para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro.

Israel e Estados Unidos consideraram que a trégua não abrange o Líbano, apesar de a mediação paquistanesa ter indicado inicialmente o contrário.

Após pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que aceitou iniciar negociações com Governo libanês, com vista a desarmar o Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

Pelo menos 13 membros das forças de segurança libanesas foram mortos em ataques aéreos israelitas contra a sede da Direção Regional de Segurança do Estado de Nabatieh, no sul do país, de acordo com esta força policial, apesar de Israel insistir que as suas operações visam apenas o Hezbollah.

Em sentido contrário, nas últimas horas o Hezbollah lançou cerca de 30 ataques com foguetes a partir do Líbano contra Israel, causando danos materiais, indicou o exército israelita.

Os ataques visaram sobretudo o norte de Israel, na fronteira com o Líbano, onde prosseguem os combates entre o exército israelita e as milícias do grupo xiita.

Outros bombardeamentos na Galileia incluíram Banaa e Deir el-Assad, onde um edifício foi atingido e várias pessoas receberam assistência médica por ataques de pânico, disseram as autoridades.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, logo depois da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra o território israelita. 

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, levando a que acima de um milhão de pessoas estejam deslocadas.

A situação no Líbano constitui um dos pontos expectáveis nas negociações, previstas para sábado em Islamabad, entre os enviados norte-americanos e iranianos sobre a guerra no golfo Pérsico, a par do apoio financeiro e militar de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah.

"A realização de negociações para pôr fim à guerra depende do cumprimento, por parte dos Estados Unidos, dos seus compromissos de cessar-fogo em todas as frentes, especialmente no Líbano", avisou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou depois esta posição e apontou violações ao cessar-fogo em vigor, incluindo as operações militares israelitas no Líbano, exigindo a suspensão antes de se sentar à mesa das negociações com a delegação norte-americana na capital do Paquistão.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes que as negociações possam começar", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf na rede social X.

Ao mesmo tempo que resiste ao processo de desarmamento ordenado pelas autoridades libanesas, reforçado com a proibição anunciada na quarta-feira do porte de arma por grupos não estatais em Beirute, o Hezbollah distanciou-se de negociações com Israel.

"Não aceitaremos o regresso à situação anterior e apelamos aos responsáveis ??[libaneses] para que ponham fim a estas concessões gratuitas", declarou o secretário-geral do movimento xiita, Naim Qassem, numa mensagem escrita à nação.


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