sábado, 7 de março de 2026

Intercetado cargueiro da "frota fantasma" russa com cereais roubados... A polícia sueca revelou hoje ter abordado ao largo da sua costa um cargueiro suspeito de pertencer à frota fantasma russa, que alegadamente transportava cereais ucranianos roubados.

Por LUSA

O Caffa, um navio de 96 metros (315 pés), tinha partido de Casablanca, em Marrocos, a 24 de fevereiro e seguia para São Petersburgo, na Rússia, quando a polícia sueca subiu a bordo ao largo de Trelleborg, na zona sul da Suécia.

"Segundo as nossas informações, o navio foi essencialmente utilizado, pelo que entendemos, para transportar cereais roubados na Ucrânia", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, Daniel Stenling, citado pela agência de notícias Agence France Presse (AFP).

"Conseguimos determinar que navega sob um pavilhão falso, falsamente registado na Guiné", acrescentou Daniel Stenling, acrescentando que dez dos onze tripulantes são russos.

Segundo a polícia costeira, um dos elementos da tripulação está a ser investigado por violação do código marítimo em matéria de navegabilidade e segurança do navio: "As nossas investigações reforçam as nossas suspeitas e convicções relativamente a importantes deficiências em matéria de segurança marítima neste navio", disse Daniel Stenling.

A AFP acrescenta que a "frota fantasma" de Moscovo é composta por navios cuja propriedade é opaca, sendo utilizada para contornar as sanções ocidentais.

"É um problema para nós constatar que há cada vez mais navios que não respeitam o direito do mar", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, salientando que "o risco de acidentes aumenta" quando os navios não cumprem a legislação.

Segundo o responsável, "muitas vezes, estes navios não têm seguro em caso de incidente".

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, já agradeceu hoje à Suécia por reforçar as ações contra esses navios: "As sanções funcionam quando são rigorosamente aplicadas. Juntos, temos de parar as atividades da frota fantasma da Rússia", disse.

"Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que Cuba está nos "seus últimos momentos de vida", acrescentando que está a negociar com Havana e que o país terá "uma grande vida nova".

Por LUSA 

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", afirmou o presidente norte-americano durante uma cimeira em Miami com presidentes da direita latino-americana.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, Trump afirmou que espera "com entusiasmo a grande mudança que em breve chegará a Cuba", mas também salientou que a sua "atenção neste momento" está na guerra com o Irão.

Trump também afirmou que ele próprio e o seu secretário de Estado, Marco Rubio, com um cargo equivalente ao de ministro dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, estão a "negociar" com o governo de Havana.

"Eu pensaria que um acordo com Cuba seria feito muito facilmente, mas durante 50 anos tenho ouvido falar de Cuba; desde que era criança ouvia falar de Cuba", declarou.

Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo venezuelano e Trump anunciou tarifas para qualquer país que forneça petróleo a Cuba, um bloqueio energético que agravou a crise social e económica da ilha.

Na cimeira organizada por Trump em Mai estiveram os presidentes da Argentina, Javier Milei, da Bolívia, Rodrigo Paz, da Costa Rica, Rodrigo Chavez, da República Dominicana, Luis Abinader, do Equador, Daniel Noboa, de El Salvador, Nayib Bukele, da Guiana, Irfaan Ali, das Honduras, Nasry Asfura, do Panamá, José Raúl Mulino, do Paraguai, Santiago Peña, e a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar.

Também participa o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que tomará posse na próxima quarta-feira, aponta ainda a Efe.


Leia Também: Israel alerta que irá atacar arredores do sul de Beirute no Líbano

O exército israelita exigiu hoje a retirada imediata dos moradores que ainda se mantêm nos arredores do sul de Beirute, numa antecipação de novos ataques de Telavive na capital do Líbano.


Cartéis? "Única forma de derrotar é libertando o poder dos exércitos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou hoje líderes da América Latina a recorrer às forças armadas para combater cartéis de droga e gangues transnacionais, que considera uma "ameaça inaceitável" à segurança no hemisfério ocidental.

Por LUSA 

Durante uma cimeira realizada na Florida, Trump defendeu que a cooperação militar entre os países da região é essencial para enfrentar o crime organizado, comparando o esforço ao da coligação internacional que combateu o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente.

A única forma de derrotar estes inimigos é libertando o poder dos nossos exércitos", afirmou Trump. "Temos de usar os nossos militares. Vocês têm de usar os vossos militares"; referiu. E citando a coligação liderada pelos EUA que enfrentou o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente, o presidente republicano disse: "Temos agora de fazer o mesmo para erradicar os cartéis em casa".

O encontro, que a Casa Branca designou como a cimeira "Escudo das Américas", ocorreu apenas dois meses depois de Trump ter ordenado uma operação militar norte-americana para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e levá-lo, juntamente com a sua mulher, para os Estados Unidos para responder a acusações de conspiração ligada ao tráfico de droga.

Os líderes da Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago juntaram-se ao presidente republicano no Trump National Doral Miami, um resort de golfe que também deverá acolher a cimeira do G20 ainda este ano.

A ideia de uma cimeira de conservadores com posições semelhantes em todo o hemisfério surgiu após o cancelamento da que seria a 10.ª edição da Cimeira das Américas, que acabou por ser suspensa durante o reforço militar dos Estados Unidos ao largo da costa da Venezuela no ano passado.

Trump afirmou também que "o epicentro da violência dos cartéis" está no México, acusando os grupos criminosos mexicanos de impulsionarem grande parte do derramamento de sangue e do caos no hemisfério. Ainda assim, descreveu a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, como "uma muito boa pessoa".

"Como parte do nosso compromisso para combater a presença dos cartéis na região, devemos reconhecer que o epicentro da violência dos cartéis é o México", declarou Trump, acrescentando que "os cartéis mexicanos estão a impulsionar muito derramamento de sangue e caos no hemisfério".

Segundo a Associated Press (AP), o tempo de Trump com os líderes latino-americanos foi limitado. Depois do encontro, partiu para a Base Aérea de Dover, no Delaware, para assistir à transferência solene dos restos mortais de seis militares norte-americanos mortos num ataque com drone contra um centro de comando no Kuwait, um dia depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado a sua operação militar contra o Irão.

Ainda assim, com esta cimeira, Trump procurou virar as atenções para o hemisfério ocidental, pelo menos por um momento. O presidente prometeu reafirmar a predominância dos Estados Unidos na região e contrariar o que considera serem anos de crescente presença económica chinesa no "quintal" americano.

Trump afirmou também que os Estados Unidos irão voltar a concentrar-se em Cuba após a guerra com o Irão e sugeriu que a sua administração poderá chegar a um acordo com Havana, sublinhando a postura cada vez mais agressiva de Washington face à liderança comunista da ilha.

"Grandes mudanças chegarão em breve a Cuba", disse, acrescentando que "eles estão muito perto do fim da linha".


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As Forças Armadas americanas começaram a usar bases militares britânicas para conduzir "operações defensivas" contra Teerão, afirmou hoje o Ministério da Defesa britânico.


Sri Lanka aplicará lei para decidir futuro de marinheiros iranianos... O Sri Lanka garantiu hoje que tratará os marinheiros iranianos resgatados após o naufrágio da sua fragata por um submarino dos Estados Unidos, seguindo o direito internacional.

Por LUSA 

O anúncio ocorre num momento em que surgem relatos sobre pressões de Washington para evitar a repatriação.

Creio que temos de seguir a UNCLOS, ou seja, as leis internacionais (...). Se conseguirmos restabelecer as leis internacionais, então poderemos enfrentar qualquer desafio como país", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, durante a sua intervenção no fórum Raisina Dialogue, em Nova Deli.

A ilha acolhe 32 sobreviventes e 48 corpos da fragata iraniana IRIS Dena, que naufragou na quarta-feira ao largo da costa sul do Sri Lanka após ser atingida por um torpedo norte-americano.

O ataque, classificado pelo Irão como agressão em águas neutras, resultou no naufrágio do navio e numa operação de resgate em grande escala por parte da marinha do Sri Lanka.

Segundo o ministro, a resposta do seu país foi estritamente "humanitária", embora tenha evitado dar uma resposta categórica "sim" ou "não" à repatriação dos marinheiros.

Além dos náufragos do Dena, o Sri Lanka está a gerir a presença de um segundo navio de guerra, o IRIS Bushehr, que solicitou refúgio após relatar falhas nos seus motores um dia após o ataque contra a sua fragata irmã.

Para proteger a neutralidade do seu porto principal e evitar tensões na capital, o governo cingalês transferiu o Bushehr e os seus 219 tripulantes para a base naval de Trincomalee, no nordeste.

"Tomámos todas as medidas de acordo com as leis internacionais e creio que não precisamos de apoiar nenhuma das partes", afirmou Herath, sublinhando o delicado equilíbrio que Colombo procura manter.


Leia Também: Navio de guerra iraniano atraca no porto indiano de Kochi

Um navio de guerra iraniano atracou no porto indiano de Kochi, no sudoeste do país, disse hoje uma fonte governamental em Nova Deli, depois de um submarino norte-americano ter afundado uma fragata iraniana no Sri Lanka.

Israel atacou em Teerão 16 aviões usados para enviar armas ao Hezbollah... A Força Aérea israelita adiantou hoje ter bombardeado, durante a noite, o aeroporto Mehrabad, em Teerão, e destruído 16 aviões utilizados pela Força Quds da Guarda Revolucionária para fornecer armas ao grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah

Por LUSA 

"No ataque, 16 aeronaves da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irão foram destruídas com precisão. Estas aeronaves estavam a transportar armas para o Hezbollah como parte do esforço do regime (iraniano) para armar a organização terrorista que funciona como seu principal satélite", indicou a Força Aérea israelita, em comunicado.

Mehrabad tem sido alvo de ataques por parte de Israel e, esta noite, a televisão local transmitiu imagens do aeródromo a arder em vários locais e com densas colunas de fumo.

O aeroporto, assim como o da cidade de Bushehr e o de Payam em Karaj, foram atacados nos últimos dias pela Força Aérea israelita para desmantelar os sistemas de defesa e deteção.

"Também foram atacados vários caças iranianos que representavam uma ameaça para a Força Aérea israelita que opera no espaço aéreo iraniano", assinalou.

Há uma semana, Israel embarcou numa guerra, juntamente com os Estados Unidos, contra a República Islâmica do Irão, justificando-a com diferentes objetivos: derrubar o regime dos aiatolas, no plano político, e desarmar a força balística e nuclear do país, no plano militar.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para a guerra regional com o Irão, quando o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou um ataque contra Israel, que respondeu com uma campanha de ataques massivos.

No Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques da República Islâmica a Israel causaram a morte de 10 pessoas.

João Bernardo Vieira afirmou este sábado que o seu compromisso é com o PAIGC e não com pessoas individuais. “Não posso deixar que o partido morra. Vamos lutar pela renovação dos órgãos do partido”, declarou durante uma conferência de imprensa realizada em Bissau.

Quatro dezenas de partidos da oposição dissolvidos na Guiné-Conacri... Até 40 partidos políticos da oposição foram dissolvidos na Guiné-Conacri após um decreto publicado pelo governo guineense, foi anunciado na sexta-feira à noite.

Por LUSA 

O ministro da Administração Territorial e Descentralização, Ibrahima Kalil Condé, anunciou a medida num discurso televisivo e alegou que a decisão se devia ao facto de estas formações terem "incumprido as suas obrigações legais", segundo os meios de comunicação locais.

A medida que ocorre no quadro de uma crescente repressão contra os opositores da junta militar que se consolidou no poder após vencer as eleições de 28 de dezembro passado e a dissolução afetou formações históricas como a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) e a Agrupamento do Povo da Guiné (RPG), que concentraram cerca de 93% dos votos em 2020.

Ambos os partidos tinham sido suspensos em agosto e os seus líderes foram inabilitados ao abrigo dos novos critérios da Constituição aprovada em setembro, razão pela qual nem sequer apareceram nas cédulas eleitorais de dezembro, que visavam culminar a transição democrática após o golpe de Estado de 2021.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar que tomou o poder na Guiné-Conacri no referido golpe, assumiu o cargo em 17 de janeiro como novo presidente do país, após obter 86,72% dos votos.

Desde o golpe de Estado, foram relatados numerosos casos de sequestros e detenções sem julgamento de líderes da oposição, ativistas e jornalistas críticos do poder, com mais de 15 desaparecimentos documentados pela oposição do país africano.

A Guiné-Conacri possui uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo e é o principal exportador de bauxite (minério essencial para a produção de alumínio), embora grande parte da sua população viva na pobreza.


Leia Também: 272 ganeses "atraídos" para a guerra na Ucrânia (55 estarão mortos)

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana anunciou na madrugada de hoje, na rede X, que estima que 272 ganenses tenham sido "atraídos" para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, dos quais 55 devem estar mortos.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, efetuou uma visita de inspeção às obras de reabilitação da Avenida Brasil, em Bissau. A visita incidiu sobre o troço da estrada que liga o Mini Mercado Titininha ao Matadouro de Bissau, onde decorrem trabalhos de melhoria da via. Durante a deslocação, o chefe do Governo inteirou-se do andamento das obras e destacou a importância da reabilitação da estrada para melhorar a mobilidade e as condições de circulação na capital.

O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, efetuou este sábado uma visita às obras de construção da estrada que liga a Rotunda de Mãe d’Água ao Matadouro, em Bissau.

Durante a visita, o chefe do Governo percorreu o troço em construção para avaliar o andamento dos trabalhos e inteirar-se das condições de execução da obra. A iniciativa enquadra-se no acompanhamento das infraestruturas rodoviárias consideradas importantes para melhorar a mobilidade urbana e facilitar a circulação de pessoas e bens.

No final da visita, Ilídio Vieira Té prestou declarações à imprensa, sublinhando que a reabilitação e construção de estradas constitui uma das prioridades do Executivo de transição, visando reforçar as infraestruturas e promover melhores condições de transporte na capital.

O governante destacou ainda que o acompanhamento direto das obras permite ao Governo garantir maior eficiência na execução dos projetos e assegurar que os trabalhos decorrem dentro dos prazos previstos.

RTB

Dirigentes e militantes do PAIGC, juntos num Grupo de Reflexão prestam declarações à imprensa.

O autodenominado Grupo de Reflexão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) apelou, este sábado, aos veteranos do partido libertador para criarem condições que permitam um diálogo sério e franco entre dirigentes e militantes, com o objetivo de retirar a formação política da atual situação em que se encontra.

O apelo foi feito em Bissau, durante uma conferência de imprensa organizada pelo grupo, que reuniu dezenas de jovens para se pronunciarem sobre o momento político vivido no seio do partido.

Segundo o porta-voz do grupo, Carlos Pinto Pereira, a criação de um espaço de diálogo interno permitirá promover a união entre os militantes e facilitar a reintegração de antigos dirigentes, tornando o partido mais forte, coeso e capaz de conduzir os destinos do país.

O responsável defendeu ainda a realização do congresso do partido no mais curto espaço de tempo possível, como forma de prevenir eventuais anomalias no processo interno.

Por outro lado, o grupo advertiu que qualquer tentativa de criar irregularidades no seio do partido antes das eleições encontrará uma oposição firme por parte dos seus membros, numa clara advertência à atual liderança do PAIGC, presidida por Domingos Simões Pereira.

A posição surge num contexto político marcado pela decisão do alto comando militar, que assumiu o poder na sequência dos acontecimentos de 26 de novembro passado, de interditar todas as atividades político-partidárias, incluindo o encerramento das sedes dos partidos políticos.

RSM: 07 03 2026


Israel ataca academia militar e bunkers que abrigam oficiais iranianos... O Exército israelita anunciou ter atacado hoje Teerão e o centro do país, bombardeando a Universidade Imã Hussein, assim como bunkers militares com mísseis e lançadores nos quais operavam "centenas de agentes do regime", incluindo "altos funcionários".

Por LUSA 

"Mais de 80 caças da Força Aérea Israelita, guiados pela inteligência, completaram uma nova onda de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão e outras zonas do centro do Irão", detalha o exército num comunicado.

As forças armadas israelitas afirmaram que a Universidade Imã Hussein, em Teerão, era utilizada para a formação de oficiais da Guarda da Revolução e continha "múltiplos recursos militares" utilizados pelo Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (CGRI).

Ainda segundo Israel, a instituição estava a ser usada como local de reunião do CGRI, em particular, durante a ofensiva desta madrugada.

Em relação à instalação subterrânea, Israel afirma que "o local incluía bunkers militares e centros de comando a partir dos quais operavam altos funcionários do regime iraniano".

Também o Irão lançou uma nova onda de ataques contra Israel, de acordo com a Agência de Notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução, ativando alarmes em cidades como Telavive e Jerusalém, mas sem que os projéteis tivessem tido impacto, segundo Israel.

Por outro lado, os Estados Unidos afirmaram ter atacado mais de 3.000 alvos no Irão e destruído ou danificado mais de 43 embarcações apenas na primeira semana de bombardeamentos norte-americanos contra o país.


Leia Também: Bahrein pede "calma" à população e para se abrigar em "local seguro"

O reino do Bahrein pediu hoje aos seus cidadãos que "mantenham a calma e se dirijam para um local seguro" quando ecoavam sirenes em antecipação a um possível ataque aéreo.

Dezenas de milhares de peregrinos muçulmanos encurralados na Arábia... O caos nas viagens causado pela guerra no Médio Oriente afetou dezenas de milhares de muçulmanos indonésios, que se deslocaram à Arábia Saudita para a peregrinação da Umrah, deixando-os retidos e sem formas de regressar a casa.

Por LUSA 

Até esta quinta-feira, mais de 58.860 peregrinos indonésios estavam retidos na Arábia Saudita, de acordo com o vice-ministro indonésio para o Hajj e a Umrah da Indonésia, Dahnil Anzar Simanjuntak, citado pela Associated Press.

Jacarta está a negociar com as autoridades sauditas e com as companhias aéreas uma forma de aliviar os custos com hotéis e voos dos peregrinos retidos, anunciou Simanjuntak logo no início dos ataques, no passado dia 2.

Alguns peregrinos indonésios da Umrah já regressaram a casa, segundo as autoridades indonésioas, que informaram que 7.782 peregrinos regressaram à Indonésia entre 28 de fevereiro e 02 de março, avançou a agência pública indonésia Antara, citada pelo Jakarta Global.

O Governo indonésio também está a apelar outros cerca de 60.000 peregrinos a adiarem a viagem da Umrah até abril, por razões de segurança, a que o porta-voz do ministério, Ichsan Marsha, designou como uma "questão humanitária e logística urgente".

De acordo com o ministério indonésio para os Assuntos do Hajj e da Umrah, a quota do Hajj da Indonésia para 2026 - que acontece em abril - permanecerá em 221.000 peregrinos, avançou a Antara, a agência pública de notícias do país.

Mais de 43.000 peregrinos indonésios têm viagens programadas para a Umrah entre março e abril, antes do encerramento da temporada, segundo o Jakarta Post na sexta-feira.

Zanirah Faris, uma peregrina retida na Arábia Saudita, disse à emissora de televisão indonésia iNews TV que o seu voo de regresso foi cancelado e que foi transferida para outro voo marcado para 12 de março, pelo que instou o Governo indonésio a ajudar os peregrinos retidos.

Centenas de milhares de pessoas da Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo, viajam anualmente para a Arábia Saudita para os rituais da Umrah, especialmente durante o mês sagrado do Ramadão. Ao contrário do Hajj, a peregrinação pode ser realizada durante todo o ano.

Além dos indonésios, cerca de 1.600 peregrinos malaios da Umrah ficaram também retidos na Arábia Saudita, segundo Mohamad Dzaraif Raja Abdul Kadir, cônsul-geral da Malásia em Jeddah, no litoral saudita no mar Vermelho, na passada terça-feira.

A Malaysia Airlines anunciou entretanto a retomada temporária dos serviços de regresso de Jeddah e Medina, na Arábia Saudita, até domingo, e o ministério dos Negócios Estrangeiros malaio anunciou que está a trabalhar com missões diplomáticas, governos regionais e companhias aéreas para retirar os cidadãos retidos, incluindo os peregrinos.

A Umrah é frequentemente referida como uma peregrinação menor ou secundária e pode ser realizada durante todo o ano, ao contrário da peregrinação anual do Hajj.

O Hajj, um dos pilares do Islão, é obrigatório uma vez na vida para todos os muçulmanos que tenham condições financeiras e físicas para realizá-lo.


Leia Também: Arábia Saudita afirma ter destruído míssil que tinha como alvo base aérea

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou hoje ter destruído um míssil balístico que se dirigia para a base aérea do príncipe Sultan, que abriga militares norte-americanos.

Teeão ataca contra Telavive e outros territórios com resposta de Israel... O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra Telavive atingindo três alvos, de acordo com Teerão, enquanto as forças israelitas afirmaram estar a responder a disparos de mísseis, no oitavo dia da guerra desencadeada na região.

Por LUSA 

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre a vigésima quarta onda de bombardeamentos contra "o coração dos territórios ocupados e Telavive".

"Os três mísseis disparados atingiram com sucesso os alvos designados", acrescentou a agência.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram, por sua vez, para a deteção de mísseis lançados do Irão em direção a território israelita.

"Os sistemas defensivos estão operacionais para intercetar a ameaça", de acordo com um comunicado.

Num outro comunicado, emitido alguns minutos depois, informaram que é "permitido sair dos espaços protegidos em todas as regiões do país".

Esta nova onda de ataques iranianos no oitavo dia da guerra desencadeada nesta região do mundo, desde sábado passado, na sequência da operação de Washington e Israel contra Teerão, surge horas depois de o exército israelita ter anunciado uma nova ronda de hostilidades contra as infraestruturas de Teerão.

O Aeroporto Internacional de Mehrabad, localizado em Teerão e alvo de ataques anteriores, sofreu um grande incêndio, de acordo com imagens divulgadas pela televisão local Press TV.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques iranianos, segundo Israel, fizeram até agora dez mortos.

Os números são provisórios devido às restrições de acesso, à interrupção quase total da Internet e às dificuldades de verificação independente no terreno.


Leia Também: Incêndio no aeroporto de Mehrabad em Teerão após ataques israelitas

O Aeroporto Internacional Mehrabad, localizado em Teerão, sofreu um incêndio de grandes proporções, informaram hoje meios de comunicação locais, após a mais recente ronda de ataques do exército de Israel contra a capital do Irão.

EUA estimam que operação militar no Irão dure entre quatro e seis semanas... A 'Operação Fúria Épica' já resultou na destruição da Marinha e dos mísseis balísticos iranianos, mas, de acordo com a Casa Branca, os objetivos ainda não foram alcançados na sua plenitude.

SIC Notícias  07/03/2026

Os Estados Unidos da América esperam atingir todos os objetivos delineados no Médio Oriente nas próximas quatro a seis semanas, revelou na sexta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Em conferência de imprensa, Karoline Leavitt explicou que o principal objetivo da ‘Operação Fúria Épica’ é controlar o espaço aéreo iraniano, depois de as forças norte-americanas terem já “aniquilado” a Marinha do país.

“Aniquilando a Marinha do Irão, sabemos que afundámos mais de 30 embarcações e navios iranianos, e a sua Marinha foi agora considerada ineficaz em combate. Eliminando a ameaça dos mísseis balísticos que o Irão representava para os Estados Unidos e as nossas tropas nas bases da região, fizemos um trabalho extraordinário”, elogiou.

Apesar de ter admitido que não pretende antecipar-se a Trump, notou que o chefe de Estado aponta para as próximas “quatro a seis semanas” como o período necessário para atingir os objetivos delineados.

A porta-voz avançou também que os Estados Unidos estão a analisar potenciais candidatos para suceder a Ali Khamenei, Líder Supremo do Irão que morreu no passado sábado, após um bombardeamento dos EUA.

sexta-feira, 6 de março de 2026

EUA dizem ter atacado mais de 3.000 alvos na primeira semana do conflito... Mais de 3.000 alvos foram atacados no Irão e mais de 43 embarcações foram destruídas ou danificadas na primeira semana de ataques aéreos norte-americanos contra o país persa, segundo um relatório divulgado hoje pelo Comando Central dos EUA (Centcom).

Por  LUSA  06/03/2026

A mais recente atualização dos dados revela um aumento significativo do número de alvos atingidos em solo iraniano em comparação com os cerca de 2.000 que as Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atacado com sucesso até quinta-feira, noticiou a agência Efe.

Entre os alvos estão importantes infraestruturas militares, como os quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e das Forças Aeroespaciais da IRGC, bem como vários centros de comando e controlo.

O Centcom também reportou ataques contra sistemas integrados de defesa aérea, locais de mísseis balísticos, locais de mísseis antinavio e navios e submarinos da Marinha iraniana.

Esta destruição fez com que o volume de ataques iranianos caísse drasticamente desde o início das hostilidades do passado sábado, garantem as forças norte-americanas.

O comandante do Centcom, Brad Cooper, referiu na quinta-feira, em conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que os ataques com mísseis iranianos diminuíram 90%, enquanto os ataques com drones caíram 83%.

No relatório, o Centcom aponta ainda que 43 embarcações iranianas foram destruídas ou danificadas.

Entre elas, está um porta-drones "aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial", que foi atacado na quinta-feira.

Os EUA mobilizaram bombardeiros B-2 e B-52, caças furtivos F-35 e drones kamikaze LUCAS no conflito, um sistema que os Estados Unidos construíram com recurso à engenharia de drones iraniana.

O número de mortos na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão desde sábado subiu para 1.230, segundo a Fundação de Mártires e Assuntos de Veteranos, uma empresa estatal iraniana.

Entre os mortos está o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto na primeira vaga de bombardeamentos no sábado.

No Líbano, 217 pessoas foram mortas e outras 798 ficaram feridas em consequência de ataques aéreos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quinta-feira que o Irão será devastado por um período de dez anos antes de se poder reconstruir.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, alegadamente motivado pela inflexibilidade do regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, no âmbito do programa nuclear, que afirmavam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


Leia Também: Israel diz ter lançado ataques "de grande escala" sobre Teerão

Israel disse hoje ter lançado ataques "em grande escala" sobre a capital do Irão, Teerão, enquanto a televisão estatal iraniana relatava uma explosão na parte ocidental da cidade.

Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os principais fabricantes de armamento do país concordaram quadruplicar a produção de armas avançadas.

Por  LUSA  06/03/2026

Trump fez o anúncio na rede social Truth, em plena campanha militar contra o Irão, após uma "reunião muito produtiva com as mais importantes empresas de defesa" do país, que concordaram em quadruplicar a sua produção de armas de alta tecnologia. 

"A expansão começou três meses antes da reunião, e as fábricas e a produção de muitas destas armas já estão em curso. Temos um fornecimento praticamente ilimitado de munições de grau médio e médio-superior, que estamos a utilizar, por exemplo, no Irão e, recentemente, na Venezuela. Independentemente disso, também aumentamos os pedidos a estes níveis", disse Trump.  

Na reunião estiveram executivos da BAE Systems, Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris Missile Solutions, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Raytheon.  

Segundo Trump, outra reunião foi agendada para daqui a dois meses.  

"Os estados de todo o país estão a concorrer para sediar estas novas fábricas", conclui o Presidente norte-americano. 

O Irão tem colocado em causa a capacidade de os Estados Unidos terem munições para prosseguir ataques ao nível efetuado desde o início da ofensiva, no sábado passado, enquanto as forças norte-americanas asseguram ter capacidade para mantê-los durante o tempo que for necessário.  

As forças norte-americanas e israelitas têm dado conta da eliminação da capacidade ofensiva do Irão, nomeadamente de mísseis balísticos e 'drones', nos ataques em curso.  

Também hoje, Trump exigiu a "rendição incondicional" do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na sua reconstrução.

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo a maiúsculas como habitualmente.

"MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃO GRANDE NOVAMENTE!)", acrescentou Donald Trump, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha "Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)".


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A autoridade de aviação civil do Qatar anunciou hoje a reabertura parcial do espaço aéreo do pequeno Estado do Golfo, após o seu encerramento em resposta aos ataques iranianos lançados em retaliação pela ofensiva israelo-americana.


Azerbaijão diz ter frustrado vários ataques "terroristas" iranianos... O Azerbaijão disse hoje ter frustrado uma série de ataques "terroristas" iranianos no seu território, um dia depois de ter acusado o Irão de ter disparado drones num aeroporto e numa escola numa região fronteiriça.

Por LUSA 

O serviço de segurança do Estado do Azerbaijão afirmou ter "impedido atos terroristas e operações de espionagem no Azerbaijão, organizadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) iraniana", acrescentando que sete cidadãos azerbaijanos foram detidos.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


Leia Também: Exército de Israel diz estar a "esmagar o regime terrorista iraniano"

Israel está "a esmagar o regime terrorista iraniano", declarou hoje o comandante do exército israelita, Elya Zamir, que insistiu também na eliminação do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.


Extremistas raptam mais de 300 pessoas na Nigéria... Extremistas atacaram hoje uma cidade no nordeste da Nigéria, raptando mais de 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças, informaram as autoridades locais.

Por LUSA 

 O ataque ocorreu na cidade de Ngoshe, no estado de Borno, de acordo com Bulama Sawa, um funcionário da região de Gwoza.

À Associated Press avançou que o ataque foi provavelmente uma retaliação a uma operação militar que matou três comandantes do grupo 'jihadista' Boko Haram, mas este não foi ainda reivindicado.

Ataques separados ocorreram também esta semana nas comunidades de Konduga, Marte, Jakana e Mainok, entre quarta-feira e hoje, de acordo com um porta-voz militar.

O porta-voz, Uba Sani, disse que as tropas conseguiram repelir os ataques às comunidades de Konduga, Marte, Jakana e Mainok, mas "vários soldados pagaram o preço supremo no cumprimento do dever", juntamente com um oficial superior, sem avançar detalhes sobre as baixas militares do exército nigeriano.

Sani descreveu os ataques como "ataques falhados" e disse que demonstraram "o crescente desespero dos elementos terroristas sob pressão operacional constante" dos militares.

Ulf Laessing, da Fundação Konrad Adenauer, disse que o ataque a Ngoshe aproveitou as dificuldades do exército nigeriano em controlar grandes áreas do país onde operam grupos 'jihadistas'. Os grupos estão também a beneficiar do aumento da cooperação transfronteiriça e da utilização de drones para explorar os seus alvos antes de atacar.

Entre os grupos terroristas mais proeminentes estão o Boko Haram e a sua fação dissidente, afiliada no grupo extremista Estado Islâmico (EI) e conhecida como Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP, na sigla em inglês). Existe ainda o Lakurawa, ligado ao EI, bem como outros grupos chamados "bandidos", especializados em raptos para resgate e mineração ilegal.

A Nigéria enfrenta uma complexa crise de segurança provocada por diferentes grupos armados. Os Estados Unidos enviaram tropas para o país da África Ocidental para ajudar a aconselhar as suas forças armadas no combate à insegurança.

Vários milhares de pessoas foram mortas na Nigéria, segundo dados das Nações Unidas. Os analistas afirmam que o governo não está a fazer o suficiente para proteger os seus cidadãos.

ÚLTIMA HORA: Uffé Vieira exonerado do cargo de Diretor-Geral das Contribuições e Impostos

Por TV VOZ DO POVO

O Governo através do Ministério das Finanças exonerou Uffé Vieira das funções de Diretor-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI), numa decisão tornada pública esta sexta-feira em Bissau.

A medida consta do despacho n.º 15/GMF/2026, assinado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, que enquadra a decisão no processo de reorganização dos serviços da Direção-Geral das Contribuições e Impostos.

Segundo o documento oficial, a decisão produz efeitos imediatos a partir da data da assinatura, ocorrida a 6 de março de 2026.

Contudo, informações obtidas pela Rádio Voz do Povo indicam que a exoneração poderá estar ligada a uma operação de cobranças coercivas realizada contra várias empresas consideradas entre os “barões” económicos da capital. As referidas empresas são suspeitas de não cumprirem as suas obrigações fiscais para com o Estado.

De acordo com a mesma fonte, a operação tinha como objetivo pressionar empresas alegadamente envolvidas na fuga ao fisco, numa tentativa de reforçar a arrecadação de receitas públicas num momento em que o Estado procura aumentar a disciplina fiscal.

Até ao momento, Uffé Vieira ainda não reagiu publicamente às razões da sua exoneração. 

Entretanto, o Governo já avançou com a nomeação de um novo responsável para liderar a DGCI, numa fase que poderá marcar mudanças na gestão e fiscalização do sistema fiscal do país.


Posição de missão de paz da ONU atacada no sul no Líbano... Uma posição da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) foi hoje alvo de um ataque no sul do país, registando-se feridos entre os "capacete azuis" do Gana, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA).

Por LUSA 

"Vários membros das forças do Gana (da FINUL) ficaram feridos após a sua posição na localidade de al-Qaouzah ter sido atacada", informou a agência estatal libanesa, sem especificar a origem do ataque.

A FINUL ainda não se pronunciou sobre este ataque.

Na quinta-feira, a missão de paz no Líbano disse estar "seriamente preocupada com a exigência israelita de que os civis se retirem das suas casas para norte do rio Litani", que marca a zona de demarcação no sul do país até à fronteira israelo-libanesa sob supervisão dos "capacetes azuis" e do exército das autoridades de Beirute.

Israel e as milícias do grupo xiita libanês Hezbollah retomaram os confrontos militares no Líbano, após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel desde sábado no Irão.

Ao longo da semana, o Hezbollah, aliado de Teerão, lançou dezenas de projéteis contra o norte de Israel, que pelo seu lado intensificou os bombardeamentos no Líbano e expandiu as posições que já ocupava no sul do país desde o anterior conflito entre as duas partes, que nunca foi verdadeiramente terminado com o cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.

Segundo o exército israelita, o Hezbollah disparou 70 'rockets' e drones contra o seu território, e, no sentido contrário, 26 vagas de ataques aéreos foram lançados por Israel no Líbano contra cerca de 500 alegados alvos do grupo xiita, que resultaram em 70 mortos dos seus elementos.

Na quinta-feira, o comandante do exército israelita informou que as suas tropas em operações terrestres no Líbano receberam ordens para avançar ainda mais no país, de forma a expandir a sua zona de controlo ao longo da fronteira com Israel, apesar da presença da FINUL.

"Estamos a atacar com força, na linha da frente e a penetrar mais profundamente no Líbano. Ordenei às forças [israelitas] que avancem e expandam a zona de controlo ao longo da fronteira, estabelecendo posições em pontos-chave no sul do Líbano", disse Eyal Zamir numa declaração televisiva.

No seu último comunicado, a FINUL reiterou o seu apelo para que "todos os combatentes exerçam a máxima contenção" e redobrem os esforços para "evitar que a situação atual se descontrole".

A missão da ONU observou ataques aéreos do Hezbollah contra Israel, em violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança, bem como "tropas e atividades israelitas em vários locais do sul do Líbano, enquanto os ataques aéreos e outras atividades aéreas israelitas continuam".

O alto-comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje o impacto das "ordens de deslocação em massa" emitidas pelo exército israelita em vários bairros de Beirute e em zonas do sul e leste do país, avisando que estas medidas "causam ainda mais miséria e sofrimento" a uma população já mergulhada numa crise há anos.

O alto-comissariado da ONU apelou às partes para que "se afastem da iminência de uma escalada grave neste conflito no Líbano", ao mesmo tempo que exigiu o alívio urgente da tensão, a par do cumprimento das suas obrigações ao abrigo da resolução 1701 do Conselho de Segurança e a implementação dos acordos de cessar-fogo de 2024.

"A soberania do Líbano e os direitos humanos do seu povo devem ser respeitados", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do organismo da ONU.

O acordo de cessar-fogo estipulava que tanto Israel como o Hezbollah deveriam retirar as suas forças do sul do Líbano, numa área supervisionada pelas forças da ONU e pelo exército libanês.

No entanto, o exército israelita mantém cinco postos avançados em território do país vizinho, que agora expandiu, e nunca deixou de lançar ataques aéreos contra alegados alvos do Hezbollah, que acusa de violação do acordo e de procurar a recuperação das suas capacidades militares.

Na quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um plano para impedir que o Líbano "seja arrastado para a guerra", através do apoio às autoridades de Beirute nos seus esforços para desarmar o Hezbollah, depois de terem proibido as suas atividades militares.

O movimento aliado de Teerão tem recusado as ordens do Governo libanês, que acusa de cederem aos interesses de Israel e Estados Unidos.

Segundo dados oficiais de Beirute, pelo menos 217 pessoas morreram e 788 foram feridas no Líbano desde o começo desta nova crise, além de dezenas de milhares que ficaram deslocadas.


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Teerão anuncia novos ataques com drones e mísseis contra Israel e bases dos EUA... O Irão anunciou hoje à noite que lançaria uma nova salva de drones e mísseis contra Israel e bases norte-americanas na região do Golfo, alvos recorrentes da República Islâmica desde o início do conflito.

Por LUSA 

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, disparou drones e mísseis "contra alvos nos territórios ocupados [Israel] e bases americanas na região", anunciou uma apresentadora da televisão estatal iraniana.

Por sua vez, o exército israelita anunciou ter atingido "mais de 400 alvos" hoje no Irão.

Esses alvos "foram atingidos em várias regiões do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de armazenamento de drones iranianos", afirmou o exército num comunicado.

Desde o início da guerra, Israel afirma ter realizado diariamente aproximadamente o mesmo número de ataques.

Israel também acusou hoje o Irão de utilizar mísseis armados com munições de fragmentação algo que as Forças Armadas de Telavive dizem ser "um crime de guerra quando dirigidas a civis".

"Estão a utilizar munições de fragmentação. Utilizaram-nas simultaneamente em múltiplas ocasiões, o que é um crime de guerra quando dirigidas a civis, e estamos a monitorizar a situação de perto", afirmou o porta-voz internacional das forças israelitas, Nadav Shoshani, aos jornalistas.

O exército não forneceu detalhes sobre o local ou a data dos ataques. 

Os ataques aéreos do Irão em território israelita foram desencadeados em resposta aos bombardeamentos de Israel e Estados Unidos, desde sábado, contra a República Islâmica, que mataram o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras figuras da cúpula militar do regime.

Além dos ataques a Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou bombardeamentos contra países da região que acolhem bases norte-americanas. 

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados no Chipre e na Turquia.

A par do conflito direto entre Israel e Irão, as forças israelitas intensificaram os seus ataques aéreos no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, e expandiram as áreas que ocupavam no país vizinho desde 2024.


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Editorial: GUINÉ-BISSAU FORA DA LIVRE CIRCULAÇÃO DA CEDEAO

Por JORNAL ODEMOCRATA 06/03/2026 

circulação de bens e pessoas no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) não respeita, na prática, o conjunto de regras que regem a livre circulação de pessoas e mercadorias no seio da nossa comunidade regional.

A CEDEAO, a União Africana e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tornaram‑se, hoje, essencialmente instrumentos de consolidação de uma elite política africana que esbanja o dinheiro de Zé‑Povinho de Bandim.

No espaço da CEDEAO, não existe, de facto, livre circulação para os cidadãos da Guiné‑Bissau. O que se verifica é uma espécie de “cadáver esquisito” de surrealismo institucional. Os guineenses são tratados abaixo de qualquer padrão mínimo de dignidade. Pagam em cada posto de controlo por onde passam. Paradoxalmente, turistas estrangeiros recebem mais respeito e consideração do que cidadãos guineenses ou qualquer portador de Bilhete de Identidade da Guiné‑Bissau.

O discurso das elites políticas dos países membros da CEDEAO dá a entender que todos os cidadãos são tratados de forma igualitária. Contudo, na prática, ainda não houve um verdadeiro salto qualitativo que conduza à homogeneização da cultura de circulação no espaço comunitário da CEDEAO.

Nos postos de controlo dos países membros, impera a prática sistemática de desvio e retenção seletiva do Bilhete de Identidade da Guiné‑Bissau. Trata‑se de um método de identificação dos cidadãos guineenses para que sejam humilhados e espezinhados nas fronteiras da CEDEAO.

Na realidade, as instituições da CEDEAO e da União Africana têm servido sobretudo para a criação e manutenção de elites políticas africanas, que gastam o dinheiro de Zé‑Povinho de Bandim em viagens frequentes e jantares luxuosos em hotéis de alto padrão.

Ainda não existe uma aceitação efetiva da livre circulação dos cidadãos guineenses no espaço da CEDEAO. As elites políticas que dirigem a organização não têm demonstrado qualquer valorização ou respeito pela cultura e pela dignidade dos cidadãos da Guiné‑Bissau.

Os cidadãos guineenses continuam, na prática, fora da lista da livre circulação da CEDEAO. É, por vezes, mais fácil a um senegalês, a um gambiano ou até a um marroquino circular nos países membros da CEDEAO do que a um cidadão da Guiné‑Bissau.

Todos os países membros devem colocar à disposição a sua diversidade cultural, de modo a evitar conflitos na circulação de pessoas e bens no espaço da CEDEAO. Ou seja, nenhuma cultura nacional deve constituir obstáculo à mobilidade dos cidadãos no seio da comunidade.

A cultura material e imaterial da Guiné‑Bissau deve ser reconhecida como parte integrante da identidade coletiva do espaço da CEDEAO. Afinal, é na forma como os cidadãos convivem, circulam e interagem que se constrói a verdadeira vida em comunidade.

Dr. António Nhaga

Diretor‑Geral

angloria.nhaga@gmail.com

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social vem, por este meio, esclarecer a opinião pública e todos os trabalhadores da Administração Pública e do sector privado que segunda-feira, dia 9 de março, é um dia normal de trabalho, não tendo sido decretada qualquer tolerância de ponto.


Cabo Verde e ONU assinam plano em três áreas para maior desenvolvimento... As Nações Unidas em Cabo Verde vão reforçar o trabalho com as autoridades cabo-verdianas através de um plano para 2026, de cerca de 17 milhões de euros, focado na transformação digital, economia azul e reforço do desenvolvimento local.

Por  LUSA 

"O ano de 2026 é o penúltimo deste ciclo de cooperação entre as Nações Unidas e Cabo Verde. É um ano para integrar, acelerar e transformar. Temos três áreas que são aceleradores-chave: a transformação digital, a economia azul e o desenvolvimento local", afirmou a coordenadora residente das Nações Unidas, Patrícia Portela de Souza, na cidade da Praia, durante a reunião anual que incluiu a assinatura do plano de trabalho conjunto.

Segundo a responsável, a transformação digital visa modernizar os sistemas públicos, digitalizar serviços essenciais e reforçar as capacidades tecnológicas de pessoas e instituições, alinhando-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na economia azul, considerada um "motor de crescimento" para o país, o plano prevê investimentos em áreas como pesca sustentável, valorização das cadeias produtivas e apoio a empreendedores do setor marítimo, apesar dos desafios decorrentes da "pressão sobre os recursos e da vulnerabilidade do país às alterações climáticas".

No domínio do desenvolvimento local, serão fortalecidas iniciativas que promovam a inclusão social e o acesso a serviços em todas as ilhas, com atenção especial a mulheres, jovens, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

O plano prevê ainda apoio a cadeias de valor agrícola, mapeamento de risco climático em 17 dos 22 municípios e plataformas que conectem a diáspora a projetos locais de saúde, educação e empreendedorismo.

Segundo Patrícia Portela de Souza, o objetivo é atingir 100% de execução financeira do plano, após uma taxa de 83% registada em 2025, explorando modelos inovadores de gestão e apoio técnico institucional para acelerar as ações e alcançar as comunidades mais remotas do arquipélago.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Luís Livramento, destacou que a parceria com o sistema das Nações Unidas tem contribuído para ganhos significativos em áreas como redução da pobreza, acesso à educação, cuidados de saúde, água, energia, habitação e segurança alimentar.

O plano de trabalho assinado tem um montante de 20,3 milhões de dólares (17,55 milhões de euros), dos quais 14,6 milhões (12,61 milhões de euros) já estão mobilizados, e "resulta de um processo de planificação participativo que envolveu instituições públicas, municípios, sociedade civil e setor privado, orientado para resultados concretos".