domingo, 27 de setembro de 2026
MINISTÉRIO DO INTERIOR CONFIRMA MORTE APÓS SUPOSTO RAPTO DE MENOR DE 13 ANOS EM BISSAU... O Ministério do Interior confirmou este domingo a morte de um cidadão em Bissau, na sequência de um alegado rapto de uma criança de 13 anos.
Irão denuncia sanções dos EUA e promete castigar Trump e Netanyahu... O Irão denunciou junto das Nações Unidas o impacto humanitário das sanções económicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos, enquanto as Forças Armadas iranianas garantiram que vão castigar Donald Trump e Benjamin Netanyahu, mesmo depois do fim da guerra.
© Lusa 27/09/2026
A representação permanente do Irão junto das Nações Unidas em Genebra enviou a vários mecanismos de direitos humanos da organização um documento jurídico sobre as consequências das restrições bancárias e financeiras, sanções secundárias e extraterritoriais e limitações aos transportes aéreo e marítimo impostas por Washington, segundo a agência oficial IRNA.
Teerão sustenta que estas medidas não afetam apenas as relações económicas entre Estados, mas têm consequências para a população devido às restrições aplicadas por bancos, empresas de transportes, instituições de ensino e outros agentes económicos de países terceiros.
Segundo o documento, as sanções dificultam o acesso dos iranianos a alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, educação, serviços financeiros e transporte aéreo, entre outras necessidades básicas.
A denúncia surge mais de um mês depois de os Estados Unidos terem lançado a denominada "Operação Pária Económico", em paralelo com um bloqueio naval aos portos e navios iranianos, intensificando as sanções para aumentar o isolamento financeiro de Teerão e pressionar a República Islâmica no contexto da guerra.
Entre as novas medidas estão sanções contra 27 companhias aéreas iranianas, que levaram à suspensão de ligações com Turquemenistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Geórgia, Iraque e Omã.
A representação iraniana considera que as medidas devem ser analisadas à luz do direito internacional, dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, nomeadamente quanto à soberania dos Estados, proibição de ingerência e efeitos extraterritoriais de medidas coercivas unilaterais.
O documento foi enviado a relatores especiais e outros mecanismos da ONU ligados aos direitos à alimentação, educação e saúde, para que avaliem as consequências jurídicas e humanitárias sobre a população civil.
A nova pressão económica norte-americana ocorre sete meses depois do início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
Em paralelo, as Forças Armadas iranianas garantiram que não deixarão sem resposta as mortes do líder supremo, Ali Khamenei, de outros altos responsáveis iranianos e de civis durante o conflito.
"Mesmo no caso de esta guerra terminar, sem qualquer dúvida ou exceção, não perdoaremos os assassinos do nosso líder supremo nem dos civis inocentes e indefesos, especialmente das crianças mortas deste povo", afirmou o porta-voz das Forças Armadas, general de brigada Abolfazl Shekarchi, à televisão estatal.
Segundo o militar, o dia do "castigo" do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegará "mais cedo ou mais tarde", mesmo quando já não ocuparem cargos oficiais, classificando-os como "assassinos e criminosos de guerra".
Estados Unidos e Israel mataram Ali Khamenei e outros altos responsáveis iranianos no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
Nesse dia, pelo menos 168 estudantes e professores morreram num ataque contra uma escola primária em Minab, no sul do país, e outras 21 pessoas num bombardeamento contra um pavilhão desportivo em Lamerd.
Em meados de setembro, a Missão Internacional Independente de Investigação das Nações Unidas sobre o Irão considerou existirem "motivos razoáveis" para acreditar que os Estados Unidos cometeram "crimes de guerra" nestes dois ataques.
Setores conservadores iranianos têm reclamado vingança pela morte do líder supremo e de outros altos responsáveis durante a guerra.
Também em setembro, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a guerra, o bloqueio e as sanções norte-americanas estavam a impedir o acesso da população a "alimentos e medicamentos".
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) afirmou ter enviado emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão e celebrou as restrições contra os bancos e a aviação do Irão.
"Por minha determinação, foram enviadas equipas para todo o mundo para discutir com países e exigir medidas contra o regime iraniano", escreveu Scott Bessent na rede social X, no sábado. "Estes esforços estão a dar frutos", acrescentou.
Bessent citou a suspensão dos voos da companhia privada iraniana Mahan Air pela Turquia e por Omã, bem como a interrupção de todos os voos das companhias iranianas através dos Emirados Árabes Unidos...
Dois tiroteios em massa deixam ao menos 27 mortos na África do Sul... Os ataques aconteceram em um intervalo de poucas horas, nos arredores de Joanesburgo e da Cidade do Cabo; outros 11 morreram em um terceiro tiroteio no país nesta semana.
Um policial é visto no local de um tiroteio em massa ocorrido durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul da cidade de Durban, na África do Sul, no dia 23 de setembro — Foto: AP Por Associated Press 27/09/2026
Oito homens armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo contra frequentadores de um bar no primeiro de dois tiroteios em massa registrados em comunidades da África do Sul em um intervalo de poucas horas. Ao menos 27 pessoas morreram nos ataques, informou a polícia neste domingo (27).
O primeiro ataque ocorreu na noite de sábado (26), nos arredores de Joanesburgo. O segundo aconteceu nas primeiras horas de domingo, perto da Cidade do Cabo.
Até o momento, não houve prisões relacionadas aos dois ataques. Os episódios ocorreram cinco dias após outro tiroteio em massa em uma comunidade próxima à cidade de Durban, que deixou ao menos 11 mortos.
O Serviço de Polícia da África do Sul informou que 17 pessoas foram mortas na noite de sábado, quando oito suspeitos armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo em um bar no município de Wedela, no sudoeste de Joanesburgo, a maior cidade do país, por volta das 21h30 (horário local) .
Os suspeitos atiraram contra os frequentadores que estavam do lado de fora do bar e, em seguida, entraram no estabelecimento para continuar o ataque.
Entre as vítimas estavam 13 homens e quatro mulheres. Outras 15 pessoas ficaram feridas por disparos, segundo a polícia.
Os criminosos revistaram alguns frequentadores e levaram seus celulares antes de fugir em dois veículos.
Cerca de quatro horas depois, 10 pessoas foram mortas e outras 11 ficaram feridas em um tiroteio em massa ocorrido após a 1h da manhã (horário local) em uma loja no município de Lwandle, perto da Cidade do Cabo, a segunda maior cidade da África do Sul. A polícia informou que procurava vários suspeitos, mas não divulgou quantos.
Na noite de terça-feira (22), 11 pessoas, incluindo uma mulher grávida, foram mortas em um ataque cometido por vários homens armados durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul de Durban. A polícia não informou nenhuma prisão relacionada ao caso.
A África do Sul enfrenta há anos altos índices de crimes violentos, mas a sequência de tiroteios em massa registrada nesta semana chocou até mesmo um país que costuma figurar entre os de maiores taxas de homicídio do mundo.
A alta taxa de assassinatos é um problema antigo da economia mais desenvolvida da África, mas os tiroteios em massa vêm se tornando mais frequentes, segundo especialistas. Ataques recentes têm sido realizados, muitas vezes, por vários homens armados.
Os homicídios atingem principalmente as comunidades mais pobres da África do Sul, e a polícia relaciona alguns dos casos à atuação de gangues criminosas.
Outros tiroteios em massa recentes incluem um ataque ocorrido em junho, em um bairro pobre de Joanesburgo, que deixou 12 mortos, e dois registrados em um intervalo de duas semanas, em dezembro, que provocaram um total de 21 mortes.
O problema da criminalidade violenta levou o presidente Cyril Ramaphosa a enviar soldados às ruas em março, em uma operação com duração prevista de um ano para combater o crime nas áreas mais afetadas do país.
A operação incluiu regiões com altos índices de criminalidade nos arredores de Joanesburgo e da Cidade do Cabo, além de outras áreas.
Ao anunciar o envio dos militares, Ramaphosa afirmou que a atuação de gangues organizadas era a maior ameaça à democracia e ao desenvolvimento econômico da África do Sul. Alguns críticos consideraram o uso de soldados nas ruas uma admissão de fracasso da polícia no combate ao crime.
Segundo estatísticas oficiais da polícia, 5.427 homicídios foram registrados na África do Sul no período mais recente de três meses, entre abril e junho — o equivalente a quase 60 assassinatos por dia.
Os disparos de arma de fogo são a forma mais comum de homicídio na África do Sul. Há anos, autoridades policiais e especialistas em segurança afirmam que um dos principais problemas é a grande quantidade de armas ilegais em circulação.
Número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza ultrapassa 74.000... Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro do ano passado, os ataques israelitas prosseguem.
Por SIC Notícias Com Lusa 27/09/2026
O número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza, em consequência da ofensiva militar de Israel, que dura há quase três anos, ultrapassou os 74.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro do ano passado, os ataques israelitas prosseguem, tendo as forças armadas afirmado que constituem respostas a ameaças ou ataques.
De acordo com o último balanço, o cessar-fogo em Gaza continua praticamente num impasse e o número de palestinianos mortos aumentou para 74.016, enquanto os feridos ascendem a 175.068.
O ataque em grande escala do exército israelita à Faixa de Gaza começou em 07 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas entraram em Israel, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis, e fazendo 251 reféns.
Desde o cessar-fogo, 1.145 palestinianos foram mortos
Entretanto, foi acordado um cessar-fogo, mas desde então mais 1.145 palestinianos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde, que integra o governo liderado pelo Hamas.
O ministério mantém registos detalhados, que são considerados geralmente fiáveis pelas agências das Nações Unidas e por organizações internacionais.
Os dados não fazem distinção entre civis e combatentes, mas o ministério afirma que mulheres e crianças representam cerca de metade das vítimas mortais.
Entretanto, sete soldados israelitas foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo.
Outros aspetos do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos continuam em grande parte bloqueados: as forças israelitas controlam atualmente mais de metade do território palestiniano, o Hamas não se desarmou, um novo governo palestiniano ainda não tomou posse e a reconstrução ainda não começou.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirma que as forças israelitas não se retirarão enquanto o Hamas não se desarmar.
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Uma plataforma da oposição centro-africana pediu a abertura de uma investigação após revelações da norte-americana Anthropic sobre a utilização da sua IA Claude por um agente russo para produzir conteúdos destinados a desacreditar os opositores.
"Éuma ação criminosa, pois a intenção é causar danos", declarou à AFP Martin Ziguélé, porta-voz do Bloco Republicano de Defesa da Constituição (BRDC), a plataforma de oposição que acusa o grupo paramilitar russo Wagner de tentar "criminalizar" os líderes da oposição para os "silenciar".
Num relatório publicado este mês, a empresa norte-americana de inteligência artificial (IA) Anthropic disse ter identificado e interrompido uma "operação secreta orquestrada pelo Estado russo, destinada a manipular e perturbar o espaço informacional da República Centro-Africana" através de uma estação de rádio local...
MADRID: Centenas de pessoas acampam no centro de Madrid contra crise na habitação... Centenas de pessoas acamparam durante a madrugada na Porta do Sol, no centro da capital Madrid, como protesto contra a crise da habitação em Espanha, declarando que "ou cai o rentismo, ou cai o Governo".
© Lusa 27/09/2026
O acampamento junto à sede da Comunidade de Madrid começou ao início da noite de sábado, logo após uma manifestação que juntou milhares de pessoas, desencadeada pelo despejo de uma mulher de 87 anos do apartamento de Madrid onde vivia há décadas.
Maricarmen Abascal foi despejada, na quarta-feira, da casa onde viveu 70 anos no centro de Madrid pela polícia, em cumprimento de uma ordem judicial que deu razão ao fundo de investimento que comprou o apartamento.
A organização estimou que participaram cerca de 300 mil pessoas na manifestação de sábado, número significativamente superior às estimativas da Delegação do Governo, que ronda os 25 mil.
"Decidimos acampar na [Porta do] Sol para exigir medidas reais em relação à habitação. Não aguentamos mais este sistema rentista que nos espreme e nos expulsa dos nossos bairros. Toda a ajuda é bem-vinda. Se não puder vir acampar, pode trazer sacos-cama, colchões, comida ou água", publicou na rede social X o Sindicato de Inquilinos de Madrid, organizador da iniciativa.
"Precisamos de políticas corajosas, porque não aguentamos mais e já estamos há muito tempo invadidas pelos verdadeiros invasores: os investidores", declarou à emissora La Sexta a representante do Sindicato dos Inquilinos, Valeria Racu.
Os organizadores do protesto exigem ao Governo que inclua no decreto-lei sobre habitação, que poderá ser aprovado na terça-feira, a obrigação de os senhorios apresentarem uma justificação válida para não renovarem o contrato e, caso não o façam, serem obrigados a indemnizar o inquilino.
Racu sublinhou que "é o mínimo que [o Governo] pode fazer".
"Se não se pode fazer nada, então a pergunta que fica é: quem governa? Quem governa este país, afinal? Quem governa são os rentistas, os abutres, os empresários. É isso que nos estão a dizer na cara. Portanto, se na terça-feira não houver decreto-lei, estão a dizer-nos que é preciso escolher entre dois lados: ou cai o rentismo ou cai o governo", acrescentou.
A própria Maricarmen Abascal pediu no sábado, a partir do hospital onde está internada, que a manifestação sirva para que "mudem as leis que permitiram" o seu despejo e, por isso, "na terça-feira tem de ser aprovado o decreto-lei para dar um primeiro passo para acabar com este absurdo", acrescentou.
Num vídeo divulgado na conta na rede social X do Sindicato de Inquilinos, Maricarmen quis enviar uma mensagem "a Pedro Sánchez [presidente do Governo], e também às pessoas que a apoiam", para que aquilo que lhe aconteceu "não aconteça a outras pessoas".
O Sumar anunciou no sábado que está disposto a que os seus cinco ministros não participem na reunião do Conselho de Ministros de terça-feira se não for incluído um pacote de medidas eficazes para fazer face à crise da habitação
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Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Madrid contra a crise habitacional em Espanha e para exigir medidas de proteção para os inquilinos, regras contra a fraude e a proibição de despejos sem que seja disponibilizada uma habitação alternativa...
MNE da China vê na visita de Xi aos EUA um "sinal positivo" de aproximação... O chefe da diplomacia da China afirmou que a visita de Xi Jinping a Washington, onde se reuniu com Donald Trump, enviou um "sinal positivo" de aproximação e coexistência pacífica entre os dois países.
© Lusa 27/09/2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi classificou no sábado as relações sino-americanas como estando num "momento histórico" e destacou a comunicação estreita mantida pelos dois chefes de Estado.
A cimeira entre os presidentes da China e dos Estados Unidos (EUA) estabeleceu um modelo de respeito mútuo que se tornou o "ativo estratégico mais valioso das relações bilaterais", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do gigante asiático.
Num comunicado, o ministro mencionou o conceito de "estabilidade estratégica construtiva", uma fórmula que Xi reiterou durante a visita e que Pequim utiliza para definir a relação bilateral desde a viagem de Trump à China, em maio.
"Este novo posicionamento reflete tanto a realidade do progresso constante nas relações bilaterais como as expectativas de ambas as partes de uma melhoria contínua da relação", opinou Wang.
O diplomata destacou ainda os avanços comerciais, como uma redução tarifária recíproca de 30 mil milhões de dólares (cerca de 26 mil milhões de euros).
No entanto, o ministro acusou certas forças norte-americanas de usarem o conceito de segurança nacional para politizar questões económicas e reprimir empresas de capital chinês, as quais instou a serem tratadas de "maneira justa".
Wang indicou ainda que Xi e Trump trocaram pontos de vista sobre questões internacionais e concordaram em reforçar a coordenação para contribuir para a paz e o desenvolvimento mundiais.
Neste aspeto, o diplomata afirmou que Xi incentivou todas as partes do conflito no Médio Oriente a optar pela paz e a retomar o diálogo para alcançar um "acordo abrangente", incluindo a questão nuclear.
"O desenvolvimento saudável, seguro e ordenado da inteligência artificial [IA] é crucial para o futuro da humanidade e não pode ser alcançado sem a cooperação sino-norte-americana", afirmou Wang, destacando a responsabilidade de ambas as potências em desenvolver uma IA que permaneça sob controlo humano e beneficie as pessoas.
Quanto à terminologia a utilizar para se referir à tecnologia emergente, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu, no sábado, que Pequim respeita a escolha norte-americana pelo termo "superinteligência" — como Trump a rebatizou — e apontou para a necessidade de "maior comunicação e intercâmbio aprofundado de opiniões para procurar consensos".
Em relação à droga sintética fentanil, Wang considerou que, "embora o problema não tenha sido causado na China", o Governo tem prestado assistência aos EUA para fazer face à crise, incluindo precursores químicos na lista de substâncias controladas ou reforçando os controlos de exportação.
Sobre Taiwan, um assunto sensível que não constava de nenhum dos dois comunicados sobre os resultados do encontro, afirmou que Xi salientou que a China salvaguarda firmemente a "unidade nacional" e a "integridade territorial", instando os EUA a tratarem a questão com prudência.
Segundo os dois líderes, a visita serviu para reforçar a relação bilateral entre as duas potências e resultou também no prolongamento, até janeiro, da trégua tarifária anunciada pouco antes da chegada do Presidente chinês a Washington.
Xi e Trump deverão voltar a encontrar-se pelo menos mais duas vezes antes do final do ano: primeiro em novembro, em Shenzhen, no sul da China, por ocasião da cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), e depois em Miami, no sudeste dos EUA, durante a cimeira de líderes do G20.
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Presidente chinês apresentou os animais como “embaixadores da amizade” entre os dois países. Animais usados pela China como trunfo diplomático para cultivar relações com outros países...
GUINÉ-BISSAU/QUAL. CAN'2027: SELEÇÃO NACIONAL CHEGA AO PAÍS PARA PREPARAR JOGO COM A NIGÉRIA
Por Federação de Futebol da Guiné-Bissau 27/09/2026
A Seleção Nacional da Guiné-Bissau, os Djurtus, chegou na noite deste sábado, 26 de setembro, a Bissau, para iniciar a preparação para o jogo diante da Nigéria, marcado para a próxima terça-feira, no Estádio Nacional 24 de Setembro.
A partida conta para a segunda jornada do Grupo L das eliminatórias para a Copa Africana das Nações (CAN) 2027.
Os Djurtus aterraram no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, depois de uma vitória por 2-0 frente à Tanzânia, em Zanzibar, na primeira jornada da competição.
A equipa nacional inicia agora a preparação para o confronto com a Nigéria, com o objetivo de dar continuidade ao bom arranque na corrida pela qualificação para o CAN 2027
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sábado, 26 de setembro de 2026
UCRÂNIA/RÚSSIA: Russos terão de pagar do seu bolso o que restar da guerra. Porquê?... Logo após o partido do Kremlin ter vencido por maioria as recentes eleições legislativas, o Governo russo propôs um aumento impopular dos impostos, do qual só ficarão isentos aqueles que combatem na Ucrânia.
© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images Por LUSA 26/09/2026
Os russos aperceberam-se do que significa o mandato eleitoral: terão de pagar do próprio bolso o que restar da guerra. E a campanha militar avança para o quinto aniversário, mas o dinheiro nos cofres russos está a esgotar-se.
Segundo fontes independentes, a máquina de guerra russa gasta cerca de 30 milhões de dólares por dia (2 mil milhões de rublos) e alguém tem de arcar com a conta.
Se os empresários já pagam para proteger as suas próprias fábricas, os contribuintes também terão de preparar os bolsos.
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que não cometeria o mesmo erro da URSS relativamente a uma nova corrida ao armamento com o Ocidente, mas na sexta-feira declarou que os ataques ucranianos durante as últimas eleições afastam a possibilidade de retomar as negociações, que se encontram num impasse desde fevereiro, com a mediação dos EUA.
Não é a primeira vez, mas o Kremlin não cumpriu a sua promessa. O porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, negou, antes das eleições, que se estivesse a considerar um aumento de impostos. Assim que o ministro das Finanças propôs o aumento (o próprio ministro, Antón Siluánov, também o tinha negado em maio), Peskov remeteu a pergunta para o executivo.
A desculpa é a apresentação do projeto de orçamento para o próximo triénio, precisamente quando o défice público disparou (a previsão é de 2,2 % do PIB) e as regiões não dispõem de dinheiro para financiar os programas sociais.
"A prioridade estratégica do orçamento é garantir financeiramente as necessidades de defesa e segurança do país, bem como o apoio social aos participantes na operação militar especial e às suas famílias", referiu-se no comunicado.
Ou seja, acrescenta-se, os recursos arrecadados servirão para "o fornecimento às Forças Armadas do armamento e do equipamento necessários, bem como para a modernização das empresas da indústria de armamento".
O Estado russo já gasta cerca de 40% do orçamento em defesa e segurança, embora, na altura, o Presidente tenha afirmado que, com o passar dos anos, as despesas militares iriam diminuir.
O Ministério das Finanças propõe incluir "os rendimentos passivos na base geral do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares", que passaria assim de 13-15 % para 22% e afetaria cerca de 6% dos russos, ou seja, cerca de 4 milhões de pessoas.
Trata-se de "rendimentos provenientes de dividendos e outras participações no capital, juros de depósitos, operações com títulos e direitos digitais, venda de imóveis e participações sociais, bem como rendimentos decorrentes de seguros e contratos de doação", explica.
No caso dos dividendos pagos a cidadãos estrangeiros não residentes, nas chamadas contas "C" criadas após o início da guerra, o imposto ascenderia a 35%.
O economista Dmitri Polevói estima que as receitas para os cofres do Estado russo, decorrentes da introdução deste novo imposto, se situem entre 500.000 e 700.000 milhões de rublos por ano (entre 6.000 e 8.000 milhões de dólares).
As grandes empresas também não escapam à crise. Anteriormente, foram os pequenos e médios empresários que tiveram de fechar as portas por esse motivo.
Agora, o Ministério das Finanças propõe aumentar os encargos sobre os lucros dos grandes produtores de ouro (20%), fertilizantes e metais não ferrosos (30 %). Quando o Governo aumentou em 10% os impostos sobre as empresas de hidrocarbonetos e carvão, arrecadou cerca de 320.000 milhões de rublos (quase 4.000 milhões de dólares).
O Governo propõe também aumentar em 22% os impostos sobre as compras 'online' no estrangeiro e sobre as remessas provenientes de países terceiros. Além disso, os russos terão de pagar adicionalmente 100 rublos (pouco mais de um dólar) por cada artigo adquirido no estrangeiro com um valor superior a 200 euros.
Prevê-se ainda a cobrança de uma taxa aos passageiros do transporte aéreo, que terão de pagar até 2.000 rublos (cerca de 24 dólares) por bilhete, e o aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores independentes, especialmente os estafetas e motoristas que trabalham por conta própria, de 4-6% para 13%.
Além disso, os impostos sobre a importação de automóveis poderão aumentar entre 10% e 20%, uma medida que já anteriormente tinha feito disparar os preços dos veículos. E também aumentarão as taxas sobre a venda de bebidas alcoólicas, desde a cerveja à vodka, um negócio muito lucrativo na Rússia.
A isto acrescem as despesas municipais, que aumentarão 42,5% entre 2025 e 2029, de acordo com as previsões oficiais. Para tal, a partir de 01 de outubro, os russos pagarão quase mais 10% e, a partir de 1 de julho do próximo ano, mais 11%.
Trump rejeita proposta do Irão para reabrir Ormuz em sete dias... O Presidente dos EUA rejeitou uma proposta do Irão para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias e Donald Trump poderá retomar os ataques após as eleições intercalares, avançou o Wall Street Journal.
© Lusa 26/09/2026
Citando responsáveis norte-americanos não identificados, o jornal noticiou que Donald Trump rejeitou a proposta na sexta-feira, por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às suas exigências.
Na sexta-feira à noite, o bilionário republicano voltou a publicar na plataforma que detém, a Truth Social, um mapa do estreito de Ormuz com a inscrição "Estreito Trump".
Horas antes, o chefe da diplomacia do Irão disse que apresentou uma proposta aos EUA para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias, acrescentando que a decisão cabe agora a Washington.
"O prazo de sete dias começará assim que os Estados Unidos aceitarem este plano", detalhou Abbas Araghchi, em declarações a partir da sede da ONU, em Nova Iorque.
A reabertura deste estreito estratégico está no centro do conflito entre Teerão e Washington.
Araghchi já tinha divulgado que o Irão comunicou na terça-feira ao emissário norte-americano Steve Witkoff sete condições para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou, também na sexta-feira, que Teerão deseja regressar ao memorando de entendimento assinado em junho com os Estados Unidos e saudou a "convergência de pontos de vista" entre Teerão e Pequim sobre a guerra no Médio Oriente.
Numa mensagem publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian elogiou "o apoio ponderado e responsável do Presidente [chinês] Xi Jinping a um regresso ao Memorando de Islamabade [o memorando de entendimento] e à resolução de litígios através do diálogo e da diplomacia".
"O Irão partilha esta abordagem e sublinha a importância de regressar a este acordo, honrar os compromissos já assumidos e criar as condições necessárias para a abertura de negociações sérias, concretas e orientadas para os resultados", acrescentou.
As mensagens foram publicadas enquanto Xi Jinping realizava uma visita de Estado aos EUA. Trump revelou aos jornalistas ter conversado sobre o Irão, aliado de Pequim, com o homólogo chinês.
Trump e Pezeshkian assinaram em junho um memorando de entendimento que visava pôr fim à guerra, reabrir o estreito de Ormuz e, posteriormente, realizar negociações sobre a questão sensível do programa nuclear iraniano.
No entanto, o texto foi alvo de interpretações divergentes por parte de ambas as partes, alimentando o retomar das hostilidades em Ormuz.
O Irão exige que os navios que pretendam atravessar o estreito obtenham autorização do país, alegando razões de segurança e soberania.
Os navios que não cumprem este requisito são frequentemente alvo de ataques, enquanto os Estados Unidos bombardeiam esporadicamente a costa iraniana.
Leia Também: Catorze senadores apelam a Trump para retirar convite a Putin para G20
Um grupo bipartidário de 14 senadores norte-americanos instou o Presidente Donald Trump a retirar o convite a Vladimir Putin para a cimeira do G20 em Miami em dezembro, noticiou o The Washington Post.
Numa carta, os senadores afirmaram que Putin é o único responsável pela guerra em grande escala da Rússia contra a Ucrânia e que terá poucos incentivos para concordar com um cessar-fogo, se não estiver isolado da comunidade internacional.
"Permitir que ele participe numa cimeira do G20 nos Estados Unidos levanta sérias preocupações sobre a legitimação e a normalização de um governo que continua a atacar diariamente alvos civis ucranianos", afirmaram os senadores na carta...
Um político não visita uma comunidade pobre para resolver os seus problemas. Ele visita-a para explorar o seu desespero. Chega durante a época eleitoral com sorrisos calorosos, promessas vazias e sacos de arroz comprados com dinheiro roubado do futuro daquela população.
Entrega algumas notas de banco nas mãos de uma mãe em dificuldades e promete uma vida melhor. Assim que ele conquista o poder, os pobres festejam, acreditando que finalmente foram lembrados.
Mas, no momento em que a eleição termina e a sua posição está assegurada, os sorrisos desaparecem. O político passa a deslocar-se com capangas e escoltas, deixando de cumprir as promessas que fez.
Em vez disso, usa o poder do Estado para recuperar o que gastou para comprar apoios durante as eleições. Niccolò Machiavelli escreveu há séculos sobre as frias realidades do poder.
Um governante que compra lealdade com trocos pode passar a ver o seu povo como ferramentas, e não como cidadãos. Usa a pobreza deles para obter apoio hoje, enquanto mantém as condições que os obrigam a depender de tais promessas amanhã.
Por Faladepapagaio / InspireMinds 26/09/2026
GUINÉ-BISSAU: RESPONSÁVEIS DO MUSEU MILITAR DA LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL, INCITAM À PRESERVAÇÃO DA MEMORIA DA LUTA ARMADA.
Por FARP Guiné-Bissau 25.09.2026
Sob tema: A Luta de Libertação da Guiné-Bissau 1956 a 1973, os responsáveis do Museu Militar expuseram aos participantes assuntos ligados às datas marcantes do mês de setembro. A palestra foi organizada pela Direção do Hospital Militar Principal no dia 23 do mês em curso, e teve lugar no Salão multiuso “General Biaguê Clusse Na N´Tan” desta instituição de saúde militar.
Coronel Napoleão dos Reis, Conselheiro do CEMGFA e Tenente-Coronel Benício Tchosso Na Quidama, Director do Museu e orador principal, destacaram datas deste mês que segundo eles consubstanciam o génese da Luta Armada e a Liberdade do povo guineense. Segundo os oradores, 12 de setembro, data natalício do pai da nacionalidade guineense e o 24, data da independência, são traços no tempo que serviram para a determinação dum futuro livre para os povos da Guiné e Cabo-verde.
No intuito de apetrechar os participantes de conhecimentos históricos das façanhas dos Combatentes da Liberdade da Pátria durante os 11 anos de sacrifício, do suor e sangue pela causa da Independência Nacional, trouxeram temáticos ligados a importância da preservação da história e riquezas culturais que dela advém.
Para os Coronéis a atual geração deve conhecer os caminhos traçados pelos Combatentes com base numa união solida e perseverante, lembrar que a liberdade atual que se vive foi conquistada com sangue, que jovens na época decidiram abdicar de privilégios da juventude para que no futuro os filhos, esposas e idosos pudessem viver sem opressão fascista colonialista.
Exortam a mantiver e proteger a emancipação e a soberania do povo liberto dos colonialistas desde 24 de setembro de 1973, data da declaração unilateral da Independência da Guiné e cabo-Verde em Boé e que viria a ser reconhecida pelo regime colonial só em 10 de mesmo mês em 1974.
Rússia? "Estas eleições, a meu ver, não refletiram vontade dos cidadãos"... O popular político comunista russo Nikolai Bondarenko defendeu hoje, num vídeo, que as eleições legislativas da semana passada, conquistadas pelo partido no poder, o Rússia Unida (RU), "não refletiram a vontade dos cidadãos".
© Emil Leegunov/Anadolu via Getty Images Por LUSA 25/09/2026
"Estas eleições, a meu ver, não refletiram a vontade dos cidadãos nem vão ao encontro dos seus anseios", destacou o político da oposição num vídeo divulgado pelo Partido Comunista da Rússia.
Segundo Bondarenko, cujo canal de YouTube conta com cerca de dois milhões de seguidores, todas as irregularidades detetadas pelos observadores do partido serão levadas ao conhecimento das autoridades.
"Vamos continuar a luta", prometeu Bondarenko, acrescentando que a exigência de uma mudança de rumo não desaparecerá após as eleições.
Os meios de comunicação social russos noticiaram hoje a realização do primeiro protesto contra os resultados das eleições.
A manifestação decorreu na cidade de Syktyvkar e contou com a presença de cerca de uma centena de cidadãos convocados pelo Partido Comunista.
Os comunistas russos denunciaram na quinta-feira que nas eleições legislativas da região de Krasnodar (no sul do país), onde o partido do Kremlin obteve a maioria, bem como no restante território nacional, foram-lhes "roubados quase meio milhão de votos".
O Presidente russo, Vladimir Putin, elogiou na quarta-feira a participação da população nas eleições legislativas da semana passada, ganhas sem surpresa pelo seu partido e voltou a denunciar alegadas tentativas de ingerência externa.
O RU, que apoia o regime de Putin, revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram na segunda-feira as autoridades eleitorais russas.
O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.
Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já considerara que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.
Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central, com larga diferença para as restantes forças políticas autorizadas a participar nas eleições.
A seguir ao partido de Putin, o mais votado foi o Partido Comunista da Federação Russa, com 13,84% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático Liberal (8,9%) e o «Povo Novo» (7,94%), enquanto o partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.
A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022, decorrendo também votação na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
ILÍDIO VIEIRA TÉ LEVA À ONU A MENSAGEM DE UMA GUINÉ-BISSAU COMPROMETIDA COM O REGRESSO À ORDEM CONSTITUCIONAL E COM UM MULTILATERALISMO MAIS JUSTO
Por Radio TV Bantaba / Radio Voz Do Povo 25/09/2026
Nova Iorque, 25 de setembro de 2026 — O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, discursou hoje perante a 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentando à comunidade internacional as prioridades diplomáticas do país, a situação da transição política guineense e a visão de Bissau sobre os grandes desafios internacionais.
A intervenção ocorreu durante o Debate Geral da 81.ª sessão, que decorre em Nova Iorque entre 22 e 28 de setembro. A sessão é presidida pelo diplomata e Ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, sob o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: umas Nações Unidas que produzem resultados para todos”.
No início da sua intervenção, Ilídio Vieira Té evocou o 53.º aniversário da Independência Nacional da Guiné-Bissau, celebrado ontem, 24 de Setembro, levando às Nações Unidas uma mensagem de paz, liberdade, soberania e fraternidade entre os povos.
O Chefe do Governo destacou a necessidade de respostas coletivas aos conflitos, às alterações climáticas, ao terrorismo, ao crime organizado transnacional, às desigualdades, ao endividamento dos países em desenvolvimento e às dificuldades de financiamento do desenvolvimento.
Uma das mensagens centrais foi a defesa da reforma da governação mundial, particularmente do Conselho de Segurança, considerando que África continua insuficientemente representada nas estruturas internacionais onde são tomadas decisões fundamentais sobre a paz, a segurança e o desenvolvimento.
TRANSIÇÃO POLÍTICA E ELEIÇÕES DE 6 DE DEZEMBRO
No plano nacional, Ilídio Vieira Té abordou diretamente a situação política resultante dos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, que qualificou como uma interrupção da ordem constitucional.
O Primeiro-Ministro apresentou o referendo constitucional de 30 de agosto de 2026 como uma etapa do processo de transição e afirmou perante a comunidade internacional que o Governo está empenhado em criar condições para que as eleições presidenciais e legislativas previstas para 6 de dezembro decorram de forma “inclusiva, livre, transparente e credível”.
Agradeceu igualmente o acompanhamento da CEDEAO, União Africana e demais parceiros internacionais no processo destinado ao retorno à normalidade constitucional.
ECONOMIA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO
O Primeiro-Ministro apresentou também a leitura do Governo sobre a evolução económica e social do país, citando um crescimento real de 5,8% em 2025, redução da inflação e progressos em indicadores sociais.
Destacou ainda a importância da interligação energética da OMVG, bem como os investimentos em infraestruturas, emprego e empreendedorismo, particularmente dirigidos aos jovens e às mulheres.
GUINÉ-BISSAU CANDIDATA AO CONSELHO DE SEGURANÇA
Um dos pontos de maior projeção diplomática do discurso foi a reafirmação da candidatura da Guiné-Bissau a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2028–2029.
Ilídio Vieira Té sintetizou a orientação dessa candidatura em três palavras:
“PREVENÇÃO. COOPERAÇÃO. PAZ.”
Segundo o discurso, a Guiné-Bissau pretende privilegiar a diplomacia preventiva, as soluções políticas dos conflitos, a participação das mulheres e dos jovens nos processos de paz, o combate ao terrorismo e ao crime organizado, a cooperação ONU–organizações regionais e a relação entre alterações climáticas, paz e segurança.
O Primeiro-Ministro recordou igualmente que a Guiné-Bissau exerce uma das Vice-Presidências da Assembleia Geral nesta 81.ª sessão, responsabilidade que o país pretende desempenhar com imparcialidade, diálogo e espírito construtivo.
No plano internacional, o discurso abordou ainda a questão do Saara Ocidental, manifestando apoio ao processo político conduzido pelas Nações Unidas, e reiterou o apelo guineense ao levantamento do embargo económico, comercial e financeiro contra Cuba.
A intervenção terminou com uma defesa firme do multilateralismo, da solidariedade internacional e da ação coletiva, particularmente importantes para os pequenos Estados em desenvolvimento.
A mensagem final condensou a visão apresentada pela Guiné-Bissau em Nova Iorque: trabalhar por “um mundo mais pacífico, mais justo, mais solidário e mais sustentável”, no qual a paz deixe de ser apenas uma promessa, o desenvolvimento seja um direito e ninguém seja deixado para trás.
Com esta intervenção, o Governo colocou perante os 193 Estados representados na Assembleia Geral — órgão central deliberativo e representativo das Nações Unidas — tanto a agenda interna da transição guineense como as prioridades que pretende defender na diplomacia multilateral.
Irão propõe plano para reabrir Ormuz em sete dias (e chegar a "acordo")... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse, esta sexta-feira, que Teerão apresentou um plano para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o seu programa nuclear no espaço de sete dias, se os Estados Unidos cumprirem uma série de condições.
© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images Por Notícias ao Minuto 25/09/2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, adiantou, esta sexta-feira, que Teerão propôs reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o seu programa nuclear no espaço de sete dias, caso os Estados Unidos levantem o bloqueio naval aos portos iranianos, suspendam as sanções sobre as vendas de petróleo iraniano e respeitem um cessar-fogo que inclua o Líbano.
“O prazo de sete dias terá início assim que os Estados Unidos aceitarem este plano”, disse, à saída do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com a Associated Press.
Araghchi detalhou que seriam necessários entre quatro a cinco dias para concluir as primeiras etapas, sendo que, ao sexto dia, a passagem seria reaberta.
“E no sétimo dia, serão iniciadas as negociações com os Estados Unidos para o acordo final sobre assuntos mutuamente acordados”, indicou, referindo-se ao programa nuclear.
A agência de notícias apontou ainda que Casa Branca limitou-se a afirmar que as autoridades norte-americanas estão a manter conversações positivas e construtivas com os mediadores e que os Estados Unidos estão a facilitar a exportação de petróleo através do Estreito de Ormuz.
Recorde-se que, com as negociações entre Irão e Estados Unidos paralisadas desde o colapso do memorando de entendimento, em julho, as autoridades de ambos os países realizaram esta semana conversações em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.
O Irão apresentou sete condições para interromper os ataques no Estreito de Ormuz, via marítima internacional cujo controlo reivindica, incluindo o levantamento das sanções contra a sua economia e a libertação dos seus bens congelados no estrangeiro.
🇬🇼🇺🇳 A Guiné-Bissau intervém hoje no Debate Geral da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas... Acompanhe o discurso do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, em nome da República da Guiné-Bissau, através do link abaixo. 📺
VLADIMIR PUTIN nega planos de ataques contra a Europa: "Não temos motivos"... O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu esta sexta-feira que Moscovo "não está a preparar nenhuma ação militar contra a Europa", classificando os alertas como um "exagero deliberado". As declarações surgem após notícias sobre eventuais ataques com drones.
© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images Por noticiasaominuto.com 25/09/2026
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu esta sexta-feira que "não está a preparar nenhuma ação militar contra a Europa", depois de ter sido avançado que a CIA, agência de inteligência norte-americana, tinha avisado vários países europeus sobre eventuais ataques russos.
"Quero enfatizar mais uma vez: não nos estamos a preparar para nenhuma ação militar contra a Europa. Não temos tais planos e, o mais importante, não temos motivos para isso, nem incentivos reais para agravar a situação com a Europa", garantiu o presidente russo em declarações aos jornalistas, citado pela agência de notícias Interfax.
Segundo o presidente russo, as notícias sobre um eventual ataque “são certamente um exagero deliberado da situação e uma provocação".
“Todos estão a dizer, muitos na Europa, que esperam um ataque da Federação Russa e que, por isso, devem preparar-se para uma ação militar, para uma guerra com a Rússia", acrescentou.
Na quinta-feira, o jornal espanhol El Mundo noticiou que os Estados Unidos terão partilhado informações com vários governos europeus sobre eventuais ataques com drones que a Rússia estaria a preparar contra Espanha, França ou Itália.
As aeronaves não tripuladas seriam lançadas do mar a partir de navios mercantes, disse ao jornal uma fonte próxima do Ministério da Defesa da Lituânia, sob a condição de não ser identificada.
Os três eventuais alvos realizam eleições em 2027 e a Rússia poderá querer explorar a seu favor a participação de forças políticas radicais, justificaram analistas.
A Rússia considera que o fornecimento de armamento, dados de inteligência e assessores militares à Ucrânia transforma os países ocidentais em participantes do conflito e alvos legítimos.
O El Mundo noticiou também que informações sobre os planos russos circulam nas capitais europeias desde a viagem do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, em 25 de agosto, na qual advertiu a Rússia contra provocações à NATO.
No entanto, horas depois, o presidente francês, Emmanuel Macron, negou que a CIA tenha transmitido informações sobre um possível ataque de drones russos contra a Europa, embora tenha considerado possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque.
"Podemos desmentir esta informação, a CIA não enviou este aviso", frisou Macron numa entrevista conjunta às televisões TF1 e France 2.
Mas Macron considerou possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque com um drone carregado de explosivos, semelhante ao que ocorreu recentemente no aeroporto de Leipzig, que a Alemanha atribuiu à Rússia.
A França ainda não sofreu ataques deste tipo, "mas quando me perguntam 'isso pode acontecer? ', a minha resposta é sim", referiu o chefe de Estado francês na entrevista, acrescentando que a Rússia considera que "a Europa é a profundidade estratégica da Ucrânia".
Trump considera visita de Xi "muito positiva" para EUA e China... O presidente norte-americano, Donald Trump, considerou hoje "muito positiva para ambos os países" a visita de Estado do homólogo chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, que termina hoje.
© SAUL LOEB / AFP via Getty Images Por LUSA 25/09/2026
Xi admitiu, a partir da Casa Branca, a possibilidade de voltar a encontrar-se com Trump por duas vezes até ao final do ano, nas cimeiras da Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico (APEC) e do G20.
O presidente chinês convidou Trump e a primeira-dama, Melania Trump, para participarem na cimeira da APEC, prevista para meados de novembro em Shenzhen, na China.
"Será um prazer receber o senhor Presidente e a primeira-dama para uma visita à China", afirmou Xi.
Trump respondeu: "Iremos, e conversaremos bastante".
Os dois líderes poderão voltar a encontrar-se um mês depois, na cimeira do G20, que decorrerá no Trump National Doral Miami, na Florida.
Enquanto Trump recebia Xi em Washington, manifestações contra o líder chinês decorreram quase ininterruptamente na quinta-feira junto à Casa Branca.
Os manifestantes defendiam diferentes causas, incluindo maior autonomia religiosa e mais liberdades no Tibete, em Hong Kong e em Xinjiang, região de maioria muçulmana, além de exigirem que Pequim se mantenha afastado de Taiwan, território com governo próprio que a China reivindica como seu.
Trump deverá acompanhar hoje Xi numa visita aos Arquivos Nacionais, onde estão conservados alguns dos documentos fundamentais da história política dos Estados Unidos, encerrando assim a visita de Estado de três dias.
A visita decorre numa altura em que os Estados Unidos assinalam o 250.º aniversário da sua fundação.
Trump afirmou na quinta-feira que pretendia mostrar ao líder chinês "alguns dos maiores tesouros desta história de orgulho".
Na quinta-feira, Trump mostrou a Xi um exemplar da Declaração de Independência que mantém exposto no Salão Oval.
O Presidente norte-americano afirmou também que pretende mostrar ao homólogo chinês objetos relacionados com a história das relações entre Washington e Pequim.
"Assim como os nossos antepassados atravessaram o oceano há séculos para comercializar, aprender e construir um mundo melhor, os nossos dois países fazem, na verdade, a mesma coisa, e temos muito orgulho nisso", afirmou Trump.
A visita de Estado foi marcada por um forte programa cerimonial e por manifestações de empenho dos dois líderes em preservar a estabilidade das relações entre as duas maiores economias mundiais.
Não foram, contudo, anunciados avanços significativos em algumas das principais questões que dividem Washington e Pequim, nomeadamente o comércio e a segurança relacionada com a inteligência artificial.
Xi deverá deixar Washington após a visita aos Arquivos Nacionais.



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