segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ataques da Ucrânia à energia russa afetam abastecimento no Cazaquistão... Os constantes ataques da Ucrânia às infraestruturas energéticas da Rússia, que já provocaram uma crise de escassez de combustível, estão também a afetar o Cazaquistão, país vizinho, de onde os russos estão a contrabandear gasolina.

© Getty Images     Por  LUSA    06/07/2026 

Segundo o ministro do Interior do Cazaquistão, Yerzhan Sadenov, foram impedidas este ano 593 tentativas de exportação ilegal de produtos petrolíferos, num total de mais de 40.000 litros. 

As autoridades estão também a monitorizar os postos de abastecimento de combustível onde o volume de atendimento aumentou para níveis classificados como anormais.

Como resultado da crise de escassez de combustível na Rússia, provocada pelos ataques ucranianos, os cidadãos russos estão a atravessar a fronteira com o Cazaquistão para abastecer e, ocasionalmente, encher contentores para contrabando.

As autoridades cazaques foram forçadas a aumentar a vigilância e a investir mais recursos em controlos alfandegários, referiu o vice-ministro das Finanças do Cazaquistão, Yerzhan Birzhanov.

Nos últimos dias, adiantou, foram registadas 61 tentativas de contrabando envolvendo mais de três toneladas de mercadorias.

Os ataques às refinarias russas, que nas últimas semanas atingiram as regiões de Yaroslavl, Nozhny Novgorod e Saratov, estão também a afetar o fluxo de produtos cazaques para a Rússia.

A questão levou à realização de uma reunião governamental de emergência em Astana para abordar a ameaça de escassez de produtos petrolíferos antes da época da colheita do trigo, uma das principais exportações daquela república da Ásia Central.

A Ucrânia tem levado a cabo constantes ataques contra a retaguarda da Rússia, que visam sobretudo refinarias e depósitos de petróleo, o que já provocou uma grave escassez de combustível, com as autoridades russas a impor restrições à venda de gasolina e gasóleo.

Pelo menos 20 regiões russas restringiram oficialmente a venda de combustível, de acordo com o portal de notícias independente russo Meduza, embora existam restrições não oficiais em mais do dobro de localidades.


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Pelo menos 20 pessoas morreram nos ataques russos com mísseis e drones contra a Ucrânia na madrugada de hoje, segundo um novo balanço das autoridades ucranianas.

Netanyahu pede aos EUA que não vendam caças F-35 à Turquia... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu pediu hoje aos Estados Unidos que não autorizem a venda de caças F-35 à Turquia, considerando que tal alteraria o equilíbrio estratégico no Médio Oriente.

© Getty Images/Ilia YEFIMOVICH/AFP     Por LUSA   06/07/2026 

Numa entrevista à cadeia televisiva Fox News, Netanyahu afirmou que não considera que Washington deva fornecer à Turquia os caças F-35 nem os motores destinados a estas aeronaves, porque isso "desequilibraria a balança de poder no Médio Oriente".

As declarações surgem numa altura em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá participar na próxima cimeira da NATO em Ancara.

Os Estados Unidos retiraram a Turquia do programa de desenvolvimento e aquisição dos caças F-35 em 2019, na sequência da compra, por Ancara, do sistema russo de defesa antiaérea S-400, cuja aquisição tinha sido anunciada em 2017.


Presidente do Líbano acusa Israel de travar destacamento do exército... O presidente libanês afirmou hoje que a permanência de tropas israelitas no sul do Líbano impede o exército libanês de se posicionar nessa região, quando o acordo-quadro entre os dois países prevê a retirada progressiva de Israel.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   06/07/2026 

Joseph Aoun sublinhou "a importância de exercer pressão sobre Israel para que se retire das zonas que ocupa no sul", uma vez que "a manutenção desta ocupação mina a legitimidade do Estado, impede a mobilização do exército e (...) uma paz justa e duradoura", segundo um comunicado da presidência.

Momentos antes, a Agência Nacional de Informação libanesa (ANI) avançou que um novo ataque israelita com um drone matou quatro pessoas no sul do país, entre as quais três mulheres, apesar do cessar-fogo em vigor.

O protocolo de acordo assinado a 17 de junho entre Teerão e Washington permitiu a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no Líbano a partir de 21 de junho, antes da assinatura, a 26 de junho em Washington, de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com vista a uma paz duradoura.

No entanto, Telavive tem reiterado que pretende manter as suas tropas na zona, que podem estender-se até dez quilómetros para além da fronteira, em território libanês, e continua a realizar ataques pontuais.

Este acordo-quadro prevê que o exército libanês restabeleça a sua autoridade no sul do país, sob a condição do desarmamento do Hezbollah, apoiado pelo Irão, começando por "zonas-piloto" das quais o exército israelita se retiraria.

Contestado pelo movimento xiita Hezbollah, o acordo não estabelece um calendário para a retirada israelita, sem o qual o regresso dos deslocados às localidades fronteiriças permanece em suspenso.

O desarmamento do Hezbollah, que o acordo estabelece como condição prévia para a retirada israelita, é uma exigência de longa data, que o Governo libanês tem dificuldade em implementar, apesar da pressão dos Estados Unidos.

Ambas as partes acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo.

De acordo com o Ministério da Saúde Pública libanês, pelo menos 4.301 pessoas morreram e 12.199 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelita no Líbano, em 02 de março.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano, que começou a 28 de fevereiro.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior.


Comité palestiniano diz-se pronto para governar a Faixa de Gaza... O comité tecnocrático palestiniano criado pelo Conselho de Paz estabelecido pelo Presidente norte-americano declarou-se hoje preparado para administrar a Faixa de Gaza, após o anúncio da dissolução do governo do Hamas.

© Lusa   06/07/2026 

"Afirmamos que o Comité Nacional para a Administração de Gaza está plenamente preparado para assumir as suas responsabilidades nacionais assim que estejam reunidos os recursos e as capacidades necessários", escreveu na rede social X o presidente do organismo, Ali Shaath.

A dissolução do órgão de 15 membros que administrava a Faixa de Gaza sob a autoridade do Hamas há cerca de duas décadas abre caminho à transferência das responsabilidades administrativas no território para o Comité Nacional para a Administração de Gaza, mas que permaneceu parado e fora de Gaza durante vários meses.

Hoje de manhã o grupo islamita confirmou a decisão, que abre caminho para que o território seja gerido por um comité tecnocrático já formado, cuja missão é garantir a representação palestiniana nas instituições de Gaza.

A iniciativa do Hamas marca uma importante viragem política do movimento islamita, que assumiu o poder na Faixa de Gaza em 2007, após confrontos com o Fatah, o partido do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, com sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

"Os movimentos [palestinianos reunidos no Cairo] saudaram a decisão do Hamas, considerando-a um passo importante que permite ao Comité Nacional assumir o seu papel na governação", disse outro representante do Hamas.

Poucos meses após o início da guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada pelo ataque em solo israelita de 07 de outubro de 2023, o movimento islamita anunciou a sua disponibilidade para ceder o poder na Faixa de Gaza a outra liderança palestiniana.

Desde então, têm sido discutidos vários cenários, mas, na prática, o progresso estagnou.

Um dos principais pontos de discórdia continua a ser o desarmamento do Hamas, que afirma que só o fará no âmbito de uma iniciativa política palestiniana, posição rejeitada por Israel.


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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje a comunidade internacional de que não permitirá a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada após meses de bombardeamentos israelitas, sem garantias de que as milícias do Hamas tenham sido completamente desarmadas.

RÚSSIA: Kremlin defende teste de míssil da China que "não ameaça ninguém"... O Kremlin defendeu hoje o teste de um míssil, sem carga nuclear, realizado pela China, principal aliado de Moscovo, no oceano Pacífico, e criticado por vários países da região.

© Lusa    06/07/2026 

"É um direito soberano da China testar os seus mísseis (...). A China não ameaça ninguém no mundo", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta da AFP, durante a conferência de imprensa diária.

A Austrália classificou o lançamento como "desestabilizador para a região", por ter ocorrido poucas horas depois da assinatura de um importante tratado de defesa entre a Austrália e as ilhas Fiji.

Peskov garantiu ainda que os exercícios navais anuais iniciados hoje pelas marinhas chinesa e russa, ao largo de Qingdao, importante porto militar e estância balnear no leste da China, não representam uma ameaça para "qualquer Estado da região".

A China realizou hoje um teste com um míssil balístico estratégico lançado de um submarino nuclear para águas do Pacífico, numa operação que Pequim classificou como rotineira, mas que motivou críticas do Japão, Austrália e Nova Zelândia.

O míssil, equipado com uma ogiva simulada de treino, foi lançado às 12:01 locais (05:01 em Lisboa) e atingiu com precisão a zona marítima prevista, informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

Segundo a agência estatal, o ensaio integrou o plano anual de treino das Forças Armadas chinesas, foi previamente comunicado aos países relevantes e "não está dirigido contra nenhum país nem alvo específico", acrescentando que decorreu em conformidade com o direito e as práticas internacionais.

A Xinhua indicou apenas que o lançamento foi efetuado por um submarino nuclear estratégico da Marinha do Exército de Libertação Popular para "águas internacionais relevantes" do Pacífico, sem revelar o tipo de míssil, a classe do submarino ou o local exato do impacto.

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, trata-se do primeiro teste conhecido de um míssil lançado de um submarino chinês desde 1982 e do primeiro realizado a partir de um submarino de propulsão nuclear.

O ensaio ocorre ainda após o agravamento das relações entre Pequim e Tóquio, marcado por novas restrições chinesas à exportação de produtos de dupla utilização para entidades japonesas e por protestos do Japão devido à presença de navios chineses junto da ilha de Yonaguni, a cerca de 150 quilómetros de Taiwan.

O teste coincide ainda com os preparativos para novos exercícios navais conjuntos entre a China e a Rússia, previstos para decorrer este mês em águas e espaço aéreo chineses, seguidos de patrulhas marítimas conjuntas em zonas do Pacífico.


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Pequim rejeitou hoje "conclusões exageradas" pelo lançamento de um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear para o oceano Pacífico, após o ensaio ter suscitado críticas do Japão, Austrália e Nova Zelândia.

Xi Jinping felicitou Trump pelo 250.º aniversário da independência... O Presidente chinês, Xi Jinping, felicitou o homólogo norte-americano, Donald Trump, pelo 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, assinalado em 04 de julho, num gesto protocolar entre duas potências em plena rivalidade estratégica.

© Getty Images      Por LUSA   06/07/2026 

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou hoje em conferência de imprensa que Xi enviou a mensagem de felicitações "em nome do Governo e do povo chineses", sem adiantar mais pormenores.

O aniversário ocorreu após a visita de Estado que Trump realizou à China em maio, a primeira de um Presidente norte-americano ao país asiático em quase uma década.

Desde então, os dois rivais anunciaram mecanismos de diálogo nas áreas do comércio e do investimento, compromissos nos setores da agricultura e da aviação e contactos militares, numa tentativa de manter abertos os canais de comunicação após anos de tensões.

A relação continua, porém, marcada por divergências em torno das taxas alfandegárias, dos controlos tecnológicos, das terras raras, de Taiwan, da segurança regional e das restrições impostas pelos Estados Unidos a empresas chinesas.

Hamas prepara-se para dissolver administração que gere Gaza... O Hamas prepara-se para dissolver a sua administração, que governou a Faixa de Gaza durante quase 20 anos, avançaram responsáveis do grupo islamita palestiniano.

Foto: Eyad Baba/AFP      Por  JN/Agências   6 de julho, 2026 

A decisão pode abrir caminho para que o território seja gerido por um comité tecnocrático já formado, cuja missão é garantir a representação palestiniana nas instituições de Gaza.

"O movimento decidiu dissolver a comissão do Governo de Gaza e nomear uma figura de consenso nacional para supervisionar os trabalhos até que o Comité Nacional para a Administração de Gaza assuma oficialmente as suas responsabilidades", disse um responsável do Hamas, citando pela agência francesa de notícias AFP sob anonimato, já que não estava autorizado a falar publicamente sobre o assunto.

A assessoria de imprensa do Governo do Hamas em Gaza anunciou que irá realizar hoje uma "importante conferência de imprensa".

A iniciativa do Hamas marca uma importante viragem política do movimento islamita, que assumiu o poder na Faixa de Gaza em 2007, após confrontos com o Fatah, o partido do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

"Os movimentos [palestinianos reunidos no Cairo] saudaram a decisão do Hamas, considerando-a um passo importante que permite ao Comité Nacional assumir o seu papel na governação", disse outro representante do Hamas.

Poucos meses após o início da guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada pelo ataque em solo israelita de 07 de outubro de 2023, o movimento islamita anunciou a sua disponibilidade para ceder o poder na Faixa de Gaza a outra liderança palestiniana.

Desde então, têm sido discutidos vários cenários, mas, na prática, o progresso estagnou.

Um dos principais pontos de discórdia continua a ser o desarmamento do Hamas, que afirma que só o fará no âmbito de uma iniciativa política palestiniana, posição rejeitada por Israel.

A dissolução do comité do Hamas que administra a Faixa de Gaza permite a instalação do Comité Nacional para a Administração de Gaza, liderado por Ali Shaath, que deverá assumir a gestão diária do território.

Este comité foi criado pelo Conselho de Paz, organização instituída pelo presidente dos EUA, Donald Trump, mas permaneceu parado e fora de Gaza durante vários meses.

Angolanos vão poder entrar em Macau sem visto prévio... Macau anunciou hoje que os angolanos vão poder entrar na região sem obter visto com antecedência, algo que, segundo a Câmara de Comércio de Angola em Macau (CCAMO), irá facilitar as viagens de negócios.

© Lusa   06/07/2026 

As duas jurisdições irão firmar um acordo sobre a dispensa mútua de visto, segundo uma ordem executiva, assinada pelo líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai. 

A ordem, datada de 02 de julho, mas publicada hoje no Boletim Oficial de Macau, confere ao secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, "todos os poderes necessários" para celebrar o acordo com o Governo de Luanda.

O presidente da assembleia-geral da CCAMO, Pedro Lobo, disse à Lusa que a medida "pode ajudar, e muito, as relações comerciais (...), ainda para mais com o consulado a encerrar".

Em maio, o Ministério das Relações Exteriores angolano anunciou o fecho de quatro consulados, incluindo o de Macau, algo que justificou com um excesso de pessoal nas representações externas e a insuficiência de orçamento.

O cônsul de Angola na região chinesa, Eduardo Velasco Galiano, era também o delegado angolano junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau).

"Há bastante tempo que as relações entre Macau e Angola que se estavam estreitar", disse Pedro Lobo, mas a medida vem "tirar alguma instabilidade e incerteza" nas viagens de negócios.

O dirigente da CCAMO confirmou que "sempre houve problemas" nas viagens de Angola para Macau e recordou o caso de empresários angolanos que "tiveram de voltar para trás, porque não tinham visto para fazer trânsito em Hong Kong".

Apesar das "grandes expectativas", Lobo defendeu que a isenção de visto só terá um impacto significativo, caso sejam estabelecido voos diretos de passageiros entre Angola e Macau ou as regiões vizinhas de Hong Kong e Cantão.

Angola irá tornar-se o quarto país de língua portuguesa, a seguir a Portugal, Brasil e Cabo Verde, cujos cidadãos beneficiam de isenção de visto, a beneficiar deste regime com Macau.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O organismo integra os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial.

O Fórum de Macau organiza anualmente a Semana Cultural China-Países de Língua Portuguesa, cuja edição deste ano, a decorrer até 10 de julho, não conta com artistas angolanos devido a preocupações com a epidemia de Ébola.

Em 22 de junho, o secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, Danilo Henriques, indicou que a decisão se deve a instruções das autoridades sanitárias do território.

O Governo de Macau decidiu impor um período de vigilância de 21 dias a todas as pessoas provenientes dos 10 países africanos em risco por causa da epidemia de Ébola.

Entre esses países está Angola, que faz fronteira com a República Democrática do Congo, onde começou o surto, que depois evoluiu para epidemia.

Em maio de 2025, Macau e Angola assinaram um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça.


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O Presidente cabo-verdiano vai condecorar a seleção nacional de futebol com a mais alta distinção do Estado pelo resultado no Mundial 2026, considerando o desempenho como um recomeço e um redimensionamento do país.

Taiwan alerta para aumento dos destacamentos navais chineses no Pacífico... A Marinha chinesa mantém destacadas quatro forças-tarefa navais no Pacífico Ocidental, afirmou hoje o diretor do Gabinete de Segurança Nacional (NSB) de Taiwan, Tsai Ming-yen, que alertou para uma "tendência crescente" deste tipo de destacamentos.

© Lusa    06/07/2026 

Em declarações citadas pela agência noticiosa CNA, Tsai afirmou que uma das forças navais chinesas se encontra atualmente no Pacífico Sul, duas operam a sul da ilha japonesa de Amami Oshima e uma quarta está posicionada em águas a nordeste das Filipinas. 

O responsável salientou que o período entre julho e setembro corresponde à "época alta" dos exercícios e treinos militares de rotina do Exército chinês, em particular ao nível dos teatros de operações, acrescentando que o NSB acompanha "de perto" a evolução destes movimentos.

"O Gabinete observará se os exercícios de rotina da China este ano apresentam alguma particularidade e compará-los-á com manobras anteriores para detetar possíveis novos padrões", explicou.

As declarações surgem dois dias depois de o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, ter afirmado que Pequim mobilizou um número "recorde" de mais de 110 navios da Marinha e da Guarda Costeira ao longo da primeira cadeia de ilhas.

A primeira cadeia de ilhas corresponde à linha de arquipélagos que se estende do Japão às Filipinas, passando por Taiwan, e separa os mares costeiros chineses do oceano Pacífico.

"A mobilização marítima em grande escala da China ao longo da primeira cadeia de ilhas é um sinal claro do seu expansionismo (...). Este valentão tem dinheiro para gastar indiscriminadamente, mas nada para o seu próprio povo", escreveu Wu na rede social X.

Estes movimentos coincidem com o aumento das patrulhas da Guarda Costeira chinesa em águas a leste de Taiwan -- a mais recente iniciada no sábado --, que suscitaram protestos de Taipé e de vários países europeus, que consideram estas operações uma ameaça à estabilidade regional.

Na semana passada, o Governo chinês defendeu que estas operações são "razoáveis, legais, legítimas e necessárias" e acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional e de atentarem contra os direitos marítimos da China na região.

O ministério da Defesa Nacional de Taiwan detetou no mês passado mais de uma centena de embarcações oficiais chinesas nas imediações da ilha e contabilizou já cerca de 30 este mês.

Entretanto, o Ministério da Defesa chinês anunciou no domingo que as Marinhas da China e da Rússia vão realizar exercícios militares durante este mês nas águas e no espaço aéreo chineses, aos quais se seguirá uma operação de "patrulhamento marítimo conjunto" em "áreas relevantes" do oceano Pacífico.


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RÚSSIA: Abatidos mais de 500 drones ucranianos, refinaria atingida na Rússia... A Rússia abateu 519 drones ucranianos durante a madrugada de hoje sobre cerca de 20 regiões russas e a Crimeia anexada, informou o Ministério da Defesa russo, adiantando que foi atingida uma refinaria a 250 quilómetros de Moscovo.

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images       Por  LUSA   06/07/2026 

Esses ataques com drones ocorreram ao mesmo tempo que diversos ataques aéreos russos mataram pelo menos 10 pessoas na região de Kyiv, onde jornalistas da Agência France Presse (AFP) testemunharam dezenas de explosões.

No ataque da madrugada de hoje, a Ucrânia atingiu uma refinaria na região russa de Yaroslavl, a 250 quilómetros a nordeste de Moscovo, interrompendo o fornecimento de energia para a cidade portuária de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro da Rússia.

Esta não é a primeira vez que a Ucrânia ataca esta instalação, uma das maiores do seu género na Rússia.

Em maio, a refinaria já tinha sido ser atingida por fragmentos de drones.

Na região de Yaroslavl, duas pessoas ficaram feridas num "ataque massivo" de drones ucranianos, mais de 70 dos quais foram abatidos, segundo anunciou o governador regional, Mikhail Yevrayev, no Telegram.

Os ataques ucranianos que tiveram como alvo a região de Moscovo, sendo que 11 drones que se dirigiam para a capital russa foram destruídos, e 56 foram abatidos na região de Leningrado (noroeste), segundo autoridades locais.

Drones ucranianos também foram abatidos sobre a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Nessa região, Sebastopol, na costa do Mar Negro, está sem eletricidade devido a um ataque da Ucrânia à infraestrutura energética próxima da cidade, segundo Mikhail Razvozhayev, governador nomeado por Moscovo.

A Rússia tem atacado a Ucrânia diariamente desde que lançou sua ofensiva em larga escala, em fevereiro de 2022.

Por sua vez, o exército ucraniano lança drones regularmente contra a Rússia, visando principalmente a infraestrutura energética que permite a Moscovo financiar o seu esforço de guerra.

As negociações mediadas pelos Estados Unidos para pôr fim a esse conflito estão atualmente paralisadas.


Bombardeio contra Kiev mata 14 pessoas antes da reunião de cúpula da Otan

Por   swissinfo.ch  06 julho 2026 
A Rússia lançou mísseis e drones nesta segunda-feira (6) contra prédios residenciais em Kiev pela segunda vez em uma semana, uma ofensiva que deixou pelo menos 14 mortos um dia antes do início de uma reunião de cúpula crucial da Otan.

O presidente ucraniano Volodimir Zelensky fez um apelo aos países aliados a adotarem “decisões firmes” para aumentar o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia após o ataque, que aconteceu poucos dias após outro bombardeio russo matar mais de 30 pessoas em Kiev.

O ataque desta segunda-feira abriu uma cratera em um bloco de apartamentos de vários andares na capital ucraniana, destruindo os andares superiores. Durante a noite, jornalistas da AFP em Kiev ouviram mais de 10 explosões durante um alerta de mísseis balísticos.

Este foi o segundo ataque em que a Rússia utilizou mísseis balísticos difíceis de interceptar, o que provocou um novo e desesperado apelo de Zelensky para que os aliados enviem mísseis avançados para os sistemas de defesa aérea Patriot, de fabricação americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Zelensky devem conversar sobre a guerra iniciada em 2022, à margem da cúpula da Otan que começa na terça-feira em Ancara (Turquia).

“É de importância crucial que o mundo — e, sobretudo, os Estados Unidos e nossos parceiros europeus — saia da cúpula da Otan em Ancara com decisões firmes em apoio à nossa defesa aérea e, portanto, à proteção da vida”, declarou Zelensky nas redes sociais.

Pelo menos 14 pessoas morreram em Kiev e sua região após o lançamento de 68 mísseis e 351 drones, acrescentou o presidente. Os ataques também deixaram mais de 60 feridos.

As autoridades de Vyshneve, um subúrbio de Kiev, ordenaram a saída dos moradores devido à possível presença de munições não detonadas entre os escombros.

– Um ataque contundente –

Os habitantes do distrito de Podilski, zona norte da capital, viveram momentos de angústia.

“Às 1h30, aconteceu um impacto muito forte. Uma onda expansiva, todas as janelas voaram. E depois atacaram mais três vezes”, contou à AFP Oleksandr Bakhlukov, que mora em um prédio próximo. “Pedaços de vidro caíram por todos os lados. Não sobrou uma janela de vidro no apartamento”, acrescentou o homem de 68 anos.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou um “ataque em larga escala” com mísseis e drones contra o que descreveu como “empresas do complexo militar-industrial” e contra instalações de energia em várias regiões ucranianas.

Quase 30 edifícios residenciais em Kiev foram atingidos e as equipes de resgate continuavam removendo os escombros várias horas depois do ataque, informaram as autoridades.

Zelensky disse que o Exército ucraniano derrubou os drones e mísseis de cruzeiro russos, mas que dispõe de “um fornecimento insuficiente de mísseis interceptadores” para deter os mísseis balísticos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o ataque demonstra que a Ucrânia precisa “com urgência” de mais defesa aérea e que a questão será abordada na reunião da Otan.

O Exército russo afirmou que suas forças também derrubaram mais de 500 drones ucranianos durante a noite.

– Apagão na Crimeia –

Na Crimeia, o governador da península designado por Moscou, Mikhail Razvozhayev, anunciou no Telegram que, “após um ataque inimigo contra a infraestrutura de energia perto de Sebastopol”, a cidade ficou sem eletricidade.

O presidente Trump deve se encontrar com Zelensky na terça-feira em Ancara. “Obviamente vai se reunir com ele para conversar sobre como acabar com a guerra”, declarou um funcionário de alto escalão do governo americano que pediu anonimato.

Trump também tem em sua agenda uma conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, para tentar reativar os esforços de paz na Ucrânia.

A Rússia lança com frequência ondas de mísseis e drones contra as cidades ucranianas desde o início da invasão do país vizinho, em fevereiro de 2022.

O conflito entre Ucrânia e Rússia é o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Ataques e xenofobia na África do Sul: Fuga da África do Sul expõe transportadores moçambicanos a medo... Por entre o fluxo constante de moçambicanos que escapam a ataques xenófobos na África do Sul, transportadores relatam, em Maputo, fugas marcadas pelo medo e a urgência de resgatar compatriotas, enfrentando a incerteza de perder o sustento.

© Lusa    06/07/2026 

João Zandamela, transportador moçambicano com mais de 20 anos de experiência nas rotas entre Maputo, Joanesburgo e Durban, descreve à Lusa um cenário que se alterou rapidamente nos últimos dias, com o fluxo de passageiros a inverter-se quase por completo, apenas de regresso a Moçambique, entre tensões e incertezas em cada viagem desde o país vizinho.

"Fui ontem a tarde [à África do Sul], cheguei ontem à noite. Carreguei e saí lá para as 22:00, agora estou a chegar, mas na nossa ida para Durban as coisas não estavam bem", explica, no meio do movimento intenso na terminal rodoviário da Junta, arredores de Maputo, onde se acumulam passageiros, moçambicanos e malauianos.

Todos estão em fuga dos ataques e xenofobia na África do Sul, carregados de bagagens e incerteza, enquanto aguardam por um transporte que os leve para casa.

O transportador relata que, durante a última viagem, foram alvo de ameaças de grupos xenófobos, mas a urgência de retirar o maior número possível de moçambicanos e malauianos falou mais alto, levando-os a prosseguir. Descreve que terá sido a sua última viagem de resgate, concluída antes de 30 de junho, data limite imposta por estes grupos anti-imigração sul-africanos para a saída dos estrangeiros, africanos, do país.

"Tínhamos de ir até lá porque os nossos compatriotas são muitos e esses nossos vizinhos malauianos estavam super cheios do outro lado", diz, admitindo que o receio o acompanhava ao longo do percurso, pela possibilidade de ser interpelado por esses grupos violentos, num contexto em que pelo menos nove moçambicanos perderam a vida.

Para João Zandamela, os próximos dias são de incerteza, à medida que a África do Sul - a única rota em que trabalha - se esvazia rapidamente, deixando a certeza da aproximação de uma crise sem precedentes.

"Saímos daqui vazios para Durban, Durban para Maputo, com passageiros. Daqui em diante, há-de haver crise", lamenta, admitindo, ainda assim, que não vai abandonar a rota, enquanto der.

Também Armindo Machavane, que opera desde 2016 na rota entre a província de Gaza, sul de Moçambique, e Pretória, prevê que o negócio se torne cada vez mais difícil nos próximos dias.

"Não tem clientes que vão para a África do Sul agora, só tem aqueles que estão a abandonar", conta, apontando como principal causa o ultimato lançado por manifestantes anti-imigração na África do Sul para a saída de estrangeiros.

Acabado de regressar da África do Sul, e enquanto os passageiros rapidamente tentam descer da viatura, o transportador relata que, apesar do atual pico de saídas "muito bom", a rota deverá enfrentar uma quebra na procura nos próximos dias.

"Daqui a nada não teremos trabalho, porque já não tem ninguém lá na África do Sul", lamenta Machavane.

Na terminal da Junta, passageiros e bagagens amontoam-se, disputando espaço com o movimento constante de viaturas, entre as quais algumas, as últimas, vindas da África do Sul, incluindo carros particulares mobilizados para trazer compatriotas, aumentando a pressão sobre quem procura lugar nas viagens seguintes rumo às províncias, mais a norte de Maputo.

Entre essas viaturas particulares está a de Pedro Massango, que desde 2008 assegura o transporte de passageiros entre Maputo e a cidade de Stanger, na África do Sul, num trajeto regular de ida e volta.

"Em Stanger não tem grande problema, o grande problema está na cidade de Durban", relata Massango, já de saída do terminal rodoviário para mais uma viagem, acrescentando que, apesar da insegurança, terá de voltar porque "as pessoas estão mal lá".

Segundo o transportador, algumas pessoas vivem agora escondidas no mato, em condições precárias, tentando escapar à violência e à insegurança: "Mesmo agora, estou a receber muitas chamadas de pessoas que estão no mato (...), precisam de ajuda".

Se para os transportadores que fazem a rota entre África do Sul e Moçambique o movimento representa uma corrida para retirar compatriotas, para quem assegura o transporte interno o impacto faz-se sentir na redistribuição desse fluxo pelo país.

É o caso de Sérgio Kivi, que opera na rota Maputo-Gaza, e que tem registado um aumento do número de passageiros provenientes da África do Sul, refletindo a chegada de migrantes em regresso do país vizinho.

Ainda assim, o motorista evita encarar o fenómeno como positivo, sublinhando que o aumento resulta de dificuldades enfrentadas pelos passageiros. "Não é para tanto dizer que fico feliz por isso".

Acrescenta que esse aumento do fluxo intensificou-se há pouco mais de uma semana, não escondendo agora a preocupação com a sustentabilidade da atividade daqui para a frente.

Kivi diz que o momento exige cautela, já que o fluxo poderá diminuir rapidamente assim que cessarem os regressos, deixando o setor novamente com pouca procura e sem alternativas claras.

Oficialmente, deixaram a África do Sul, retirados pelas autoridades nas últimas semanas, menos de mil moçambicanos.

Pelo menos 283 moçambicanos foram agredidos, viram as suas casas incendiadas e bens vandalizados na última vaga de ataques xenófobos na vizinha África do Sul, avançou na quarta-feira o Governo de Moçambique, que tenta assegurar assistência e o repatriamento.

O Governo moçambicano admitiu recentemente desafios relativos ao repatriamento e reintegração de cidadãos nacionais vítimas de xenofobia na vizinha África do Sul, quando nove moçambicanos já foram mortos e 738 repatriados devido aos ataques.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.

*** Lina Cebola (texto e fotos), Fernando Cumaio (vídeo), da agência Lusa ***


domingo, 5 de julho de 2026

SÃO TOMÉ: Carlos Vila Nova quer ser reeleito para garantir estabilidade em São Tomé... O candidato à reeleição à Presidência da República são-tomense, Carlos Vila Nova, pediu hoje a confiança do povo para um novo mandato em que promete garantir estabilidade, equilíbrio e união entre os são-tomenses.

© Lusa    05/07/2026 

"Carlos Vila Nova é Presidente para unir, não é Presidente para dividir. É um Presidente que vai unir gerações. Eu não olho para os velhos, não olho para os mais maduros, não olho para os jovens, para as mulheres, para as crianças. Eu olho para toda a gente, todos os filhos do São Tomé e Príncipe. Quem vem com a linguagem de dividir gerações, velho sai, entra novo, está a arrumar grupo [...] Nós queremos um país unido, onde haja alegria e harmonia", declarou.

O candidato falava num comício que encerrou o seu segundo dia de campanha, após ter percorrido várias comunidades do distrito de Mé-zóchi em contacto com as populações.

Carlos Vila Nova destacou a experiência adquirida nos últimos cinco anos na Presidência da República para afirmar-se  como Presidente da estabilidade e representante de todos os são-tomenses.

"O Presidente da República é o equilíbrio da Nação. Mantém todas as instituições a funcionar como deve ser. Ele não vai dividir, nem vai governar, nem vai para a Assembleia [...] a Assembleia tem o seu trabalho, o Governo tem o seu trabalho. O Presidente ajuda toda a gente a trabalhar para o país ter estabilidade", destacou.

Com a promessa de união e na presença de vários líderes e representantes de partidos políticos que apoiam a sua candidatura, Carlos Vila Nova defendeu um novo ciclo para São Tomé e Príncipe.

"Vou continuar a lutar para que toda a gente tenha as mesmas oportunidades, quer sejam jovens, as mulheres sejam respeitadas. Vamos combater a violência. Vamos construir um São Tomé e Príncipe melhor", disse.

O candidato prometeu "continuar a lutar com coragem, com serenidade" para construir um país melhor.

"Eu garanto-vos que eu continuarei a ser um Presidente do equilíbrio, um Presidente de todos os são-tomenses. Mesmo aqueles que hoje estão contra mim ou não vão votar em mim, eu serei o presidente deles também. E isso é que faz a diferença. Isto é muito importante, porque eu olho para toda a gente como povo no São Tomé e Príncipe", prometeu.

Carlos Manuel Vila Nova apresenta-se como independente e conta com apoio da maioria dos partidos são-tomenses: o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o recém-criado Partido Nossa Terra, e ainda uma ala da Ação Democrática Independente (ADI) liderada pelo primeiro-ministro, Américo Ramos.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

Netanyahu diz que aldeias cristãs do Líbano pediram para ser anexadas... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que algumas aldeias cristãs do sul do Líbano pediram para serem anexadas por Israel, procurando, segundo avançou, proteção contra o grupo xiita pró-Irão Hezbollah.

© Lusa   05/07/2026 

"Entre as aldeias cristãs no Líbano, algumas pediram para serem anexadas por Israel, porque as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que as querem aniquilar. E faremos o mesmo com os cristãos de todo o lado", afirmou Netanyahu, cujo país ocupa parte do sul do Líbano, perto da fronteira, numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram o controlo de uma zona tampão de segurança no sul do território libanês, na sequência da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão, que acabou por se alargar à região.

Esta ação militar gerou mais de um milhão de deslocados e causou milhares de vítimas desde que o conflito escalou em março.

A atual escalada aconteceu na sequência da morte do líder iraniano Ali Khamenei durante o primeiro ataque israelo-norte-americano, a 28 de fevereiro.

O Hezbollah, próximo do Irão, retaliou iniciando uma vaga de disparos de mísseis contra Israel, o que levou o exército israelita a lançar uma vasta ofensiva aérea e terrestre contra posições e infraestruturas do grupo no sul do país e nos arredores de Beirute.

Apesar de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado no início de junho, os ataques israelitas não pararam no Líbano, com Telavive a alegar que o Hezbollah não cumpre a trégua e continua a operar em zonas proibidas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou recentemente que as tropas permanecerão nas zonas de segurança por tempo indeterminado e continuarão a responder a qualquer ameaça que ponha em causa a segurança do norte de Israel.

GUERRA NA UCRÂNIA: Kyiv diz ter quase duplicado os ataques contra alvos na Rússia... O ministro da defesa ucraniano, Mijailo Fedórov, afirmou hoje que o país praticamente duplicou, em junho, o número de ataques contra alvos russos a mais de 50 quilómetros da linha de contacto da frente.

© Maja Hitij/Getty Images     Por LUSA   05/07/2026

A Ucrânia atingiu, em junho, mais de 200.000 alvos inimigos, afirmou o ministro numa mensagem publicada na rede social Telegram.

Fedórov sustentou que, em junho, também se registou um aumento significativo na intensidade dos ataques contra alvos na península ocupada da Crimeia.

O foco principal dos ataques ucranianos continua a ser a logística russa.

"A destruição de depósitos, meios de transporte e rotas de abastecimento reduz a capacidade do adversário de abastecer as suas unidades", declarou o ministro.


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Moscovo disse hoje que os ataques ucranianos visam instalações civis, negando que atinjam infraestruturas ligadas à indústria militar russa, numa altura em que o país enfrenta uma crise de abastecimento de combustível atribuída aos sucessivos ataques da Ucrânia.

ISRAEL: "Não haverá reconstrução em Gaza sem a desmilitarização da Faixa"... O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje a comunidade internacional de que não permitirá a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada após meses de bombardeamentos israelitas, sem garantias de que as milícias do Hamas tenham sido completamente desarmadas.

© Lusa    05/07/2026 

Netanyahu rejeitou uma notícia publicada esta semana pelo jornal "Israel Hayom", que apontava para o lançamento de um programa-piloto para gerir "abrigos humanitários" - um prelúdio para habitações permanentes - em zonas da Faixa de Gaza que não estão sob o controlo do Hamas, como Tel Sultan, perto de Rafá, no sul do enclave, sob controlo do exército israelita.

"Não haverá reconstrução em Gaza sem a desmilitarização da Faixa", afirmou o primeiro-ministro no início da reunião semanal do Conselho de Ministros.

O Conselho de Paz de Gaza, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se no início da semana em Chipre, num contexto de abrandamento das iniciativas destinadas a tentar, de alguma forma, atenuar a enorme crise humanitária no enclave e consolidar um cessar-fogo acordado em outubro, que tem sido interrompido em numerosas ocasiões pelo exército israelita.

Os esforços de reconstrução e os planos para substituir o Hamas por um comité de tecnocratas palestinianos encontram-se praticamente paralisados.

O Hamas deixou a porta aberta à possibilidade de entregar as armas, mas em caso algum o fará perante este comité, que considera um fantoche de Washington e de Telavive, ou sem o consenso das fações palestinianas.


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O chefe do exército israelita prometeu, hoje, uma ação "decisiva" contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah, durante uma visita às suas tropas nas proximidades do castelo de Beaufort, no sul do Líbano.

Violência na África do Sul: 2 nigerianos mortos e 400 africanos retirados... A violência xenófoba em que mergulhou a África do Sul levou ao repatriamento de mais de 400 africanos e provocou a morte a dois nigerianos, anunciaram hoje os governos do Quénia, Nigéria e Uganda, que apontam para números provisórios.

© Lusa    05/07/2026 

A violência xenófoba tem sido acompanhada por manifestações de grande dimensão contra a imigração ilegal, levando vários países vizinhos a ativar mecanismos de repatriamento dos seus nacionais. 

Pelo menos 255 cidadãos ugandeses chegaram hoje ao Uganda provenientes da África do Sul, informou o Governo ugandês, aumentando para 560 o total de naturais desse país, escreveu a Embaixada do Uganda em Pretória na rede social X.

"Para muitos, foi mais do que um simples voo de regresso a casa. Foi uma viagem da incerteza para a segurança. Quando as portas do avião se abriram no Aeroporto Internacional de Entebbe, lágrimas de alívio, abraços calorosos e profunda gratidão marcaram a zona de chegadas, enquanto familiares e representantes do Governo davam as boas-vindas aos repatriados de regresso à Pérola de África", acrescentou o Governo ugandês.

O primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e da Diáspora do Quénia, Musalia Mudavadi, confirmou que, até ao momento, 151 cidadãos regressaram ao país até 03 de julho, no âmbito de uma operação coordenada pela Alta Comissão do Quénia em Pretória, que termina na próxima terça-feira.

No início desta semana, Nairobi revelou que mais de 200 quenianos procuraram refúgio na Alta Comissão do Quénia em Pretória enquanto aguardavam evacuação.

O ministério sublinhou que os pedidos de repatriamento representam apenas uma pequena parte dos cerca de 27.000 quenianos que vivem e trabalham no país.

Na terça-feira, as principais cidades sul-africanas foram palco de manifestações que reuniram milhares de pessoas, muitas delas trajando vestuário tradicional zulu e empunhando chicotes e bastões, para exigir a saída do país de migrantes ugandeses, zimbabueanos, nigerianos e moçambicanos, a quem responsabilizam pela dificuldade em encontrar emprego num país com uma taxa de desemprego de 32%.

"A escalada de atos hostis é motivo de profunda preocupação. O Quénia manifesta a sua confiança na continuação da proteção dos seus cidadãos, bem como de todas as pessoas sob a jurisdição da África do Sul", afirmou o ministério queniano num comunicado divulgado esta semana.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ordenou o destacamento de mais de 3.000 militares durante um mês em todo o país para garantir a ordem pública, perante protestos que os organizadores prometem realizar semanalmente.

Por seu lado, o Governo da Nigéria denunciou hoje o recente "assassínio" de dois cidadãos nigerianos na África do Sul, "que ocorrem numa altura em que estrangeiros estão a ser alvo de ataques injustificados na África do Sul", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X, onde condenou os incidentes.

As duas vítimas morreram em 28 de junho, num contexto em que grupos sul-africanos anti-imigração "generalizam erradamente e classificam como criminosos nigerianos respeitáveis, trabalhadores e bem-intencionados".

A Nigéria instou a África do Sul a realizar investigações "urgentes" sobre os dois homicídios e outros processos pendentes relacionados com alegadas execuções extrajudiciais de cidadãos nigerianos no país.

"Se esta situação persistir, todas as opções permanecem em cima da mesa, algumas das quais serão acionadas caso não seja travada esta tendência intolerante e provocatória e este comportamento de inspiração no apartheid em relação aos estrangeiros", concluiu o ministério, sem especificar quais as medidas.

Milhares de pessoas manifestaram-se na passada terça-feira em várias cidades sul-africanas, em marchas convocadas por grupos anti-imigração, que estabeleceram esse dia como prazo para que os imigrantes em situação irregular oriundos de outros países africanos abandonem a África do Sul.

Os organizadores responsabilizam estes migrantes pelos problemas económicos do país, pela degradação dos serviços públicos e pelos elevados níveis de criminalidade, tendo chegado a impedir o acesso de estrangeiros a cuidados de saúde e à educação em estabelecimentos públicos.

Face à situação, Zimbabué, Gana, Nigéria, Uganda, Quénia, Moçambique e Maláui repatriaram centenas de cidadãos que solicitaram o regresso aos respetivos países por receio de ataques xenófobos.

O Governo sul-africano condenou estes ataques, mas reiterou o direito do país a combater a imigração irregular.

As tensões xenófobas constituem um problema recorrente na África do Sul e têm frequentemente desencadeado vagas de violência, sobretudo nos bairros mais desfavorecidos.


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A África do Sul enfrenta uma nova vaga de violência xenófoba, marcada por manifestações anti-imigração, ataques a estrangeiros e milhares de repatriamentos. Os protestos, motivados por tensões em torno da imigração ilegal, já levaram vários países africanos a retirar os seus cidadãos do território.

IRÃO: Teerão realiza oração fúnebre por Khamenei no segundo dia do funeral... Teerão realizou hoje a oração fúnebre pelo antigo líder supremo Ali Khamenei, com a participação de dezenas de milhares de pessoas no segundo dia do funeral público em que se ouviram apelos à vingança contra EUA e Israel.

© AFP via Getty Images    Por LUSA    05/07/2026 

Desde as primeiras horas da manhã, uma grande multidão com bandeiras do Irão e retratos de Ali Khamenei reuniu-se na Grande Mesquita de Mosalla, em Teerão, para dar o último adeus àquele que liderou o país durante mais de 36 anos e que foi assassinado no primeiro dia da guerra com Israel e Estados Unidos, em 28 de fevereiro.

O 'ayatollah' Yafar Sobhani, uma das principais autoridades religiosas xiitas do país, conduziu a oração fúnebre por Khamenei e pelos quatro familiares mortos nos ataques, incitando os presentes a gritar "morte aos Estados Unidos" e "morte a Israel".

Também estiveram presentes na oração o Presidente iraniano, Masud Pezeshkian, o presidente do Parlamento, Mohamad Baqer Qalibaf, e o chefe do Poder Judicial, Gholam Hossein Mohseni Ejei, entre outras autoridades.

No local, encontravam-se também os três filhos do falecido líder supremo iraniano, Mostafa, Masud e Meisam, o que tornou ainda mais notória a ausência do segundo filho e sucessor como líder supremo, Mojtaba.

Durante a cerimónia, os gritos de vingança ressoaram mais forte do que nunca no recinto. "O nosso único lema: vingança, vingança!", gritaram os participantes em uníssono.

Entre a multidão, destacava-se um retrato do Presidente norte-americano, Donald Trump, na mira de uma metralhadora com a frase "Vai derramar-se sangue".

Perante a presença maciça de fiéis, os meios de comunicação iranianos informaram que a sala principal da mesquita foi encerrada ao público.

As cerimónias fúnebres pela morte de Khamenei tiveram início na sexta-feira com uma cerimónia oficial de homenagem, na qual participaram altos responsáveis do país, bem como autoridades e delegações estrangeiras.

No sábado, realizou-se o primeiro dia das cerimónias fúnebres públicas, que se prolongam em Mosalla até às 20:00 (17:30 em Lisboa) de hoje. Na segunda-feira, o cortejo fúnebre percorre as ruas da capital iraniana, para depois ser transferido na terça-feira para a cidade de Qom.

Para quarta-feira estão previstas cerimónias fúnebres no Iraque, e Khamenei é sepultado na quinta-feira na cidade sagrada de Mashad, no nordeste do país.


Pequim e Moscovo anunciam exercícios navais no mar Amarelo e Pacífico... Pequim e Moscovo vão realizar exercícios militares este mês nas águas e no espaço aéreo chinês, seguindo-se uma operação de "patrulha marítima conjunta" em "áreas relevantes" do Pacífico, anunciou hoje o Ministério da Defesa da China.

© CFOTO/Future Publishing via Getty Images     Por LUSA   05/07/2026 

As manobras navais "Joint Sea-2026" vão decorrer nas proximidades do porto de Qingdao (província de Shandong, leste), na costa do mar Amarelo, de acordo com um comunicado divulgado hoje ministério chinês. 

A nota, de acordo com a agência de notícias EFE, não especifica as coordenadas das patrulhas marítimas seguintes, as quais, na edição de 2025, se estenderam até Guam, ao estreito de Bering e às águas próximas do Havai.

De acordo com a informação oficial, os exercícios fazem parte do plano anual de cooperação entre as forças armadas dos dois países e têm como objetivos "responder em conjunto aos desafios de segurança" e "salvaguardar a paz e a estabilidade regionais".

O anúncio surge depois de, no final de junho, os exércitos chinês e russo terem realizado uma patrulha aérea conjunta que sobrevoou o mar do Japão, o mar da China Oriental e a zona ocidental do oceano Pacífico, uma ação à qual a Coreia do Sul e o Japão responderam ao mobilizar caças para fazer face a qualquer contingência e sobre a qual Tóquio manifestou, por vias diplomáticas, "profunda preocupação" a Pequim e a Moscovo.

A isto junta-se também o reinício das patrulhas marítimas da guarda costeira da China em águas a leste de Taiwan, uma operação de controlo e inspeção de navios que teve início em junho e que suscitou queixas tanto por parte de Taipé como de vários países europeus, que a consideram uma ameaça à estabilidade regional e à liberdade de navegação.

A China mantém um litígio territorial com o Japão no mar da China Oriental relativamente às ilhas Diaoyu (nome atribuído pela China) ou Senkaku (atribuído pelo Japão), além de reivindicar quase a totalidade do mar da China Meridional, por onde transita cerca de um terço do comércio marítimo mundial e onde mantém disputas com vários países do Sudeste Asiático.

As águas do porto de Qingdao, no entanto, encontram-se longe - entre mil e quase dois mil quilómetros - das zonas em disputa com Tóquio e Manila.

Pequim e Moscovo realizam exercícios militares periodicamente desde que, no início de 2022 - pouco antes da invasão russa da Ucrânia -, assinaram uma estreita aliança estratégica que se tem intensificado desde então e que incluiu visitas do Presidente Xi Jinping à Rússia e de Vladimir Putin à China.


Trump exalta "grandeza" dos EUA no 250.º aniversário da Independência... O Presidente norte-americano exaltou "a grandeza" dos Estados Unidos no discurso das comemorações dos 250 anos da Independência, numa intervenção adiada devido ao mau tempo e na qual afirmou que ninguém poderá igualar o poderio do país.

© Lusa   05/07/2026

"Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós", afirmou no sábado Donald Trump, no início do discurso, que começou mais de uma hora depois do previsto. 

O republicano agradeceu à multidão, composta na grande maioria por apoiantes, que tiveram de esperar várias horas no meio de uma onda de calor, para depois terem de abandonar o recinto e passar novamente pelo rigoroso controlo de segurança ao regressarem.

Ao estilo de um comício político, Trump reiterou advertências sobre a ameaça do comunismo. "Não queremos comunistas no nosso país. Nunca funcionou", afirmou, referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas socialistas nas primárias para as eleições intercalares de novembro próximo.

Aproveitou também para promover a controversa reforma eleitoral, que tornaria mais rigorosos os requisitos para se registar e votar nas eleições federais, ainda paralisada no Congresso.

"Os Estados Unidos estão de volta e queremos manter a sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei 'SAVE America', o que implica que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, terão de apresentar um documento de identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania, e não haverá voto por correspondência, salvo em alguns casos", insistiu.

Trump encadeou relatos de heroísmo e acontecimentos para refletir os valores de patriotismo e liberdade que, segundo afirmou, constituem o espírito norte-americano, ao mesmo tempo que convidou veteranos a subir ao palco para saudar várias bandeiras históricas.

"Juntos, reafirmamos também a verdade de que a força e o poder dos Estados Unidos não são motivo de vergonha. É algo de que nos sentimos muito, muito orgulhosos", acrescentou.

Entre as bandeiras homenageadas no evento encontrava-se a que hasteou no navio almirante quando a Marinha norte-americana afundou a frota espanhola na baía de Manila, "uma das maiores vitórias navais da história", que comparou à "recente vitória ao afundar toda a Marinha iraniana" no recente conflito com Teerão.

Além disso, afirmou que iria entregar uma bandeira que hasteou no Capitólio e que "em breve será hasteada por astronautas norte-americanos no próximo regresso à Lua", assegurou.

O discurso de Trump no 'National Mall' marcou o ponto alto de uma série de celebrações que se prolongaram por semanas na capital norte-americana e que suscitaram polémica entre os críticos, que acusam o Presidente de politizar uma comemoração que, pela sua natureza, deve incluir todos os norte-americanos.

A Administração republicana criou o "Freedom 250" para organizar eventos alternativos aos planeados pela organização apartidária "America250", entre os quais a Grande Feira Estadual Americana na capital, um evento que ficou aquém das expectativas devido a um número de participantes inferior ao previsto, a uma onda de calor e ao cancelamento de dezenas de artistas.

As palavras de Trump foram precedidas por um espetáculo de fogo de artifício, o maior do género em Washington, com o qual o Governo pretende estabelecer um recorde, mas que provocaria condições insalubres em partes da cidade, de acordo com documentos do Serviço Nacional de Parques analisados pelo jornal The Washington Post.

Outras cidades, como Nova Iorque ou Los Angeles, celebraram os 250 anos da Independência dos Estados Unidos com concertos, desfiles, feiras e festivais, embora vários destes eventos ao ar livre tenham sido adiados ou cancelados devido à onda de calor extremo que assola o país.