terça-feira, 20 de outubro de 2026

NHIRIBUI ABANDONA MADEM-G15 A CAMINHO DE PPG... ES BIAS I SILERA I KA TRAVA

Por  Gervasio Silva Lopes

Guiné-Bissau: ‎GOVERNO SUSPENDE TEMPORARIAMENTE CONSTRUÇÃO DE FÁBRICA DE FARINHA EM BRÁ

Por Rádio Sol Mansi  ‎20-10-2026 

‎‎O Governo de Transição anunciou a suspensão temporária dos trabalhos de construção de uma fábrica de farinha na zona industrial de Brá, em Bissau, promovida pela empresa West África e executada pela Áscon.

‎‎A decisão foi anunciada esta terça-feira pelo ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sano, durante uma comunicação à imprensa, realizada no salão do Ministério.

‎Segundo o governante, a empresa já foi notificada da decisão do Executivo e deverá reunir-se com a Câmara Municipal de Bissau para avaliar e prevenir possíveis consequências sociais da instalação da unidade industrial para os moradores da zona.

‎‎Carlos Nelson Sano esclareceu que a medida não visa desencorajar os investidores, mas sim acautelar os riscos que a atividade industrial poderá representar para as comunidades residentes nas proximidades.

‎‎O ministro sublinhou que a industrialização é importante para promover o crescimento económico e o desenvolvimento da Guiné-Bissau, defendendo, contudo, a necessidade de conciliar os investimentos com a proteção das populações.

‎A suspensão dos trabalhos surge num contexto de crescimento populacional na zona de Brá, situação que, segundo as informações apresentadas, levanta preocupações quanto às condições para a instalação e o funcionamento da fábrica.

Trump acredita que Paris "será, muito em breve, uma cidade muçulmana"... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os graves distúrbios ocorridos durante o fim de semana em França e realçou que a capital francesa, Paris, "será, muito em breve, uma cidade muçulmana".

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA  20/10/2026 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os graves distúrbios ocorridos durante o fim de semana em França e realçou que a capital francesa, Paris, "será, muito em breve, uma cidade muçulmana".

"Paris será, muito em breve, uma cidade muçulmana. Arruinaram a França. Vai ser difícil recuperá-la. Espero que recupere", frisou o republicano aos jornalistas nos jardins da Casa Branca.

Para Trump, França encontra-se atualmente "numa situação muito má".

"É por causa da imigração, não por causa das escolas nem nada disso. É a imigração. Eu disse [ao presidente francês, Emmanuel] Macron para fechar as fronteiras", sublinhou.

Uma das jornalistas recordou a Trump que Macron relacionou os distúrbios com a guerra no Irão e com o próprio Trump.

"Notícias falsas. Notícias falsas (…) De que media é?", perguntou Trump à jornalista, do portal The Daily Wire.

"Ah. O The Daily Wire é bom. Desculpe", comentou, sem responder à pergunta.

Donald Trump voltou a apontar a imigração como a causa das manifestações e da violência que abalam a França desde sábado, repetindo insistentemente que o país, e toda a Europa, deviam "fechar as suas fronteiras".

"O que está a acontecer em França está ligado à imigração, não às escolas ou a qualquer outra coisa. É a imigração", frisou o presidente norte-americano.

"Se a Europa não fechar as suas fronteiras e expulsar os criminosos, como aqueles que estão a protestar, a Europa estará acabada", insistiu Donald Trump, acrescentando: "Não terão qualquer hipótese de sobrevivência."

Na sua campanha de 2024, o presidente norte-americano, que chegou a difundir informações falsas de cariz racista, baseou-se na promessa de combater a imigração ilegal.

As autoridades francesas condenaram a desordem e a violência ocorridas durante os protestos multitudinários realizados no sábado nas principais cidades do país, que visavam denunciar a situação precária da educação pública, o elevado custo de vida e a violência policial das últimas semanas.

Paralelamente às manifestações, ocorreram graves distúrbios e ataques a sedes de câmaras municipais, como a de Limoges, que foi incendiada e destruída, bem como pilhagens a estabelecimentos comerciais.

Pelo menos 2.397 pessoas foram detidas e 997 polícias ficaram feridos, segundo dados do Governo francês.

O Governo francês anunciou hoje o recolher obrigatório noturno em alguns bairros de Paris e em zonas de quatro cidades do norte de França, Lille, Douai, Wattignies e Denain, após pilhagens e violência durante protestos no fim de semana.

A medida concretiza o anúncio feito hoje pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, sobre a imposição de recolheres obrigatórios parciais em determinadas zonas do país, para travar a onda de violência desencadeada durante o fim de semana em protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do Presidente, Emmanuel Macron.

Hoje, o Governo convocou também representantes de várias plataformas 'online' para exigir a remoção dos anúncios de revenda de produtos provenientes de lojas saqueadas.

Estarão presentes plataformas como Vinted, Amazon, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok, bem como a Aliança Francesa de Marketplaces e a Federação de E-commerce e Venda à Distância (Fevad).

Estão previstas novas manifestações: o movimento dos "coletes amarelos" anunciou um "Ato II" para o próximo sábado, 24 de outubro, seguido de novas mobilizações a 31 de outubro e 05 de novembro.


Leia Também: "Porquê?". Lojistas tentam impedir destruição dos seus negócios em França

Em França, os lojistas têm tentado fazer frente aos manifestantes que tentam destruir os seus espaços comerciais. Vídeos mostram o seu desespero.

Aquela que pretendia ser uma manifestação contra o aumento do custo de vida, em França, transformou-se nos últimos dias, num palco de violência, em várias cidades do país.

Durante o fim de semana, os protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do presidente, Emmanuel Macron, escalaram para uma onda de violência que obrigou o governo, esta segunda-feira, a decretar recolher obrigatório em várias cidades...

Portugal: GNR registou 1.657 crimes nas escolas (80 de bulliyng e ciberbullying)... A GNR registou este ano mais de 1.650 crimes em ambiente escolar, dos quais cerca de 80 de bullying e ciberbullying, anunciou a corporação, que hoje se associa ao Dia Mundial de Combate ao Bullying.

© Shutterstock    Por  LUSA  20/10/2026 

A GNR registou este ano mais de 1.650 crimes em ambiente escolar, dos quais cerca de 80 de bullying e ciberbullying, anunciou a corporação, que hoje se associa ao Dia Mundial de Combate ao Bullying.

Na área da sua responsabilidade, a GNR contabilizou este ano 72 ocorrências associadas à prática de bullying, sendo que Setúbal (10), Porto (nove), Castelo Branco e Lisboa (ambos com oito) e Santarém (sete) foram os distritos com maior número de casos.

Foram igualmente detetadas seis casos associados a ciberbullying, dividindo pelos distritos de Braga (dois), Setúbal (dois), Porto (um) e Santarém (um).

Nesta área de atuação, a GNR desenvolveu no ano letivo 2025/2026 cerca de 1.850 ações de sensibilização, abrangendo mais de 67.100 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, mais 23% face ao ano letivo anterior.

A GNR alerta que os sinais de alerta para estas situações são silenciosos e, por isso, aconselha pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos, por exemplo, a alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.

"Tal como acontece com a saúde física, também a saúde mental exige cuidado e atenção", aconselha a GNR, que alerta para a importância de promover a regulação das emoções, fomentar a capacidade de resiliência face a dificuldades e desenvolver a empatia, através da compreensão do outro e da criação de redes de apoio.

Sublinha que o papel da família, dos pares e das escolas é determinante e apela a um "acompanhamento atento" por parte da comunidade escolar, nomeadamente professores e psicólogos.

Defende ainda a normalização da procura de apoio psicológico e médico como "um gesto de coragem e autocuidado" e pede uma "escuta ativa", onde os jovens se sintam seguros para partilhar as suas experiências e onde os seus sentimentos sejam validados, mesmo na ausência de soluções imediatas.

Pese embora o bullying não se encontre tipificado na legislação penal como crime, a GNR lembra que está associado a vários crimes, tais como as ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a GNR aconselha os jovens a não serem cúmplices, denunciando as situações, promoverem o respeito e a inclusão entre os colegas e a adotar estratégias de segurança como andar sempre acompanhados frequentar locais que não sejam isolados, ignorando quem pratica estes atos e agindo com firmeza.

Quanto aos ciberbullying, a GNR aconselha a que se guarde sempre provas, mantendo os registos das mensagens ou conteúdos ofensivos, que nunca se responda às ofensas e não se partilhe casos de bullying. Apela ainda à denúncia destas situações.

Nestes casos, alerta os encarregados de educação para se manterem envolvidos na rotina escolar e digital das crianças, denunciando todas as suspeitas e guardando provas.

"A educação e segurança começa em casa", avisa.


Província de Alberta rejeita organizar referendo de independência do Canadá... Os eleitores da província de Alberta, no oeste do Canadá, rejeitaram uma proposta para iniciar um processo rumo à independência, segundo os resultados divulgados esta madrugada.

Por  swissinfo.ch  20 outubro 2026 

A província canadense de Alberta rejeitou por ampla maioria um plano para organizar um referendo de independência, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (20), uma derrota para os separatistas, que tinham entre seus apoiadores alguns aliados do presidente americano Donald Trump.

A emissora pública CBC e o canal privado CTV projetaram uma ampla vitória para o campo federalista. Segundo resultados oficiais baseados na apuração de mais de um terço das cédulas, mais de 76% dos eleitores votaram a favor da unidade nacional.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou na rede social X que os cidadãos de Alberta “fizeram uma escolha clara”.

“Eles escolheram a unidade para construir juntos e cuidar uns dos outros”, destacou o chefe de Governo, que defendeu a necessidade de estabilidade nacional, enquanto o presidente americano Donald Trump trava uma guerra comercial e não para de anunciar ameaças de anexação.

As pesquisas indicavam que menos de 25% da população da província do oeste do país deseja a independência.

A Autoridade Eleitoral de Alberta informou que 1,4 milhão dos 3,1 milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada. 

“Foi incrível ver o entusiasmo e a determinação dos canadenses”, disse Thomas Lukaszuk, que dirige o ‘Forever Canadian’, grupo que fez campanha pela unidade nacional em toda a província.

A primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, conservadora, disse que votou contra a independência, mas que convocou o referendo para encerrar uma questão que dividia a província.

Se a maioria votasse a favor da separação, ela prometeu que avançaria com o processo para um referendo vinculante. Em contrapartida, se os federalistas vencessem, Danielle afirmou que a questão da secessão deveria ser considerada concluída.

– “Perigoso” –

Carney, que cresceu em Alberta, qualificou o referendo como um sinal “perigoso”, enquanto Trump prossegue com uma guerra comercial contra seu país e faz ameaças de anexação destinadas – segundo o primeiro-ministro – a abalar a determinação canadense.

Alberta possui a quarta maior reserva comprovada de petróleo do mundo. O impulso independentista da província despertou interesse entre os aliados de Trump.

Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo e apoiador de primeira linha de Trump, publicou no X este mês que Alberta “deveria se separar”. Líderes separatistas também compareceram a reuniões no Departamento de Estado americano e se encontraram com políticos republicanos.

Grande parte do impulso separatista de Alberta é consequência do descontentamento com a gestão do setor energético por parte de Ottawa. Muitos habitantes de Alberta detestavam o antecessor de Carney, Justin Trudeau, a quem acusavam de tentar frear a produção de petróleo para promover sua agenda climática.

“Se você quer que eu aponte quem é responsável pelo sentimento separatista, acho que é Justin Trudeau”, declarou a primeira-ministra Danielle Smith ao podcast Canadaland neste mês.

Em um comício separatista em Edmonton no sábado, Sandy Martel, de 61 anos, disse que as pessoas ligadas à indústria do petróleo se sentem “roubadas, enganadas e maltratadas”.

– Tática –

Analistas compararam as táticas de Danielle Smith — de encerrar a questão da separação com um referendo — com as do ex-primeiro-ministro britânico David Cameron, que esperava resolver o debate sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia por meio de uma votação.

O Reino Unido acabou saindo da UE no processo conhecido como Brexit. O referendo de segunda-feira incluiu 10 perguntas, entre elas várias relacionadas à imigração.

No entanto, a principal era a número 10, que pediu aos eleitores para escolher entre: “Alberta deve continuar sendo uma província do Canadá?” ou se a província deve iniciar o processo para um referendo vinculante sobre “se Alberta deve ou não se separar”.

Ex-responsável do Pentágono alerta: Patrulhas chinesas perto de Taiwan... As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

© Lusa    20/10/2026 

As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

Durante um seminário em Taipé, Randall Schriver, antigo secretário adjunto da Defesa dos Estados Unidos para os Assuntos de Segurança do Indo-Pacífico (2017-2019), afirmou que estas operações "parecem ações na zona cinzenta", segundo declarações citadas pela agência de notícias taiwanesa CNA.

A expressão refere-se a atividades que procuram desestabilizar um adversário sem ultrapassar o limiar de um conflito militar aberto.

"Embora possa parecer algo moderado, trata-se de uma extensão das reivindicações de soberania [da China]", afirmou Schriver, atual presidente da Comissão de Revisão Económica e de Segurança Estados Unidos-China, um órgão consultivo do parlamento norte-americano.

"Se essa 'aplicação da lei' continuar a ser posta em prática operacionalmente, terá um efeito desestabilizador", acrescentou.

Desde o verão que a China intensificou a presença marítima em torno de Taiwan, com o envio de um número crescente de embarcações da Guarda Costeira, navios de investigação científica e outros meios oficiais para águas próximas da ilha e dos arquipélagos periféricos.

Uma das zonas mais frequentadas situa-se a leste de Taiwan, uma área particularmente estratégica por acolher importantes rotas marítimas do comércio mundial.

Segundo analistas de defesa, estas águas constituiriam também uma das principais vias de acesso utilizadas pelos Estados Unidos e pelo Japão para prestar auxílio a Taipé em caso de invasão ou bloqueio marítimo chinês.

Os analistas consideram que o atual destacamento de embarcações poderá anteceder a imposição de uma quarentena marítima, que permitiria a Pequim intercetar, inspecionar ou mesmo abordar navios comerciais com destino a Taiwan.

Uma operação desta natureza poderia interromper o fornecimento de bens essenciais, nomeadamente gás natural liquefeito, a principal fonte de produção de eletricidade no território.

Neste contexto, o Governo taiwanês tem reiterado que possui "direitos soberanos e jurisdição" sobre a zona económica exclusiva a leste da ilha.

As autoridades de Taipé têm igualmente denunciado que Pequim "não tem qualquer jurisdição sobre nenhuma das águas circundantes" de Taiwan.

A China considera Taiwan parte do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a reunificação, enquanto o Governo de Taipé rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.


Leia Também: Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis

O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península.

Oexército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.

Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou na segunda-feira a situação na fronteira com a Coreia do Sul como grave, alertando que Pyongyang planeia mobilizar mais meios de "ataque tático" na região...

Deputada australiana perde uma perna após atropelamento... Helen Haines continua em estado crítico após o atropelamento, na segunda-feira, em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste da Austrália. A polícia, que disse acreditar que o atropelamento foi supostamente deliberado, deteve o condutor do automóvel de 43 anos de idade.

Por  SIC Notícias/Lusa  20/10/2026 

Uma deputada federal independente da Austrália perdeu uma perna depois de ter sido atropelada por um homem, já detido, com ligações a campanhas ambientalistas contra o abate de árvores.

Helen Haines continua em estado crítico no hospital Alfred, em Melbourne, para onde foi levada de helicóptero após o atropelamento, na segunda-feira, em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste da Austrália.

Durante a cirurgia a que foi submetida, a deputada de 65 anos perdeu uma perna, segundo fontes não identificadas, citadas pela emissora pública australiana ABC.

Polícia crê que atropelamento foi deliberado

A polícia de Victoria, que disse acreditar que o atropelamento foi supostamente deliberado, deteve o condutor do automóvel de 43 anos de idade.

O homem é residente na localidade rural de Tarrawingee, perto de Wangaratta, foi membro ativo do grupo ambientalista 'Save Our Strathbogie Forest ("Salvemos a Floresta de Strathbogie"), que se opõe ao corte de árvores, embora não mantivesse contacto com o grupo desde a pandemia, referiu a ABC.

Desde 2019, Helen Haines tem concentrado a sua ação parlamentar na melhoria dos serviços de saúde regionais, no acesso à habitação, na ação climática e na transparência institucional. Em 2022, ela defendeu ainda, perante o Parlamento, o fim gradual do abate de florestas nativas e a transição para uma indústria florestal baseada nas plantações.

O ministro do Interior, Tony Burke, afirmou esta terça-feira que, de acordo com os depoimentos recolhidos, o condutor fez uma manobra, prensou Haines contra o próprio veículo, engrenou a marcha-atrás e voltou a atropelá-la.

Uma testemunha no local, identificada pelos meios de comunicação locais como Ricky Jefferies, interveio para retirar o condutor do veículo e contê-lo até à chegada da polícia. Segundo o relato, o homem trazia consigo uma faca, que foi encontrada e apreendida pelos agentes.

Até ao momento, as autoridades não confirmaram o motivo do ataque nem se o mesmo esteve relacionado com a atividade política da deputada.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese afirmou que a equipa nacional de contraterrorismo, que integra forças policiais e agências de informações, está a conduzir a investigação.

"Não foi um acidente. Ao que tudo indica, tratou-se de um ato deliberado. Ainda não sabemos qual foi a motivação", disse Albanese à ABC.

Preocupação com parlamentares cresce

O episódio reacendeu as preocupações sobre a segurança dos parlamentares australianos, num país onde os políticos mantêm historicamente uma grande proximidade com o público e circulam habitualmente sem a presença de equipas de segurança.

No entanto, tem aumentado as ameaças públicas contra as autoridades e governantes.

A comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, afirmou em 2025 que as ameaças contra os parlamentares duplicaram nos últimos três anos. Os dados policiais indicaram mais de mil ameaças deste tipo contra políticos no ano fiscal de 2025-2026, declarou na segunda-feira o ministro Tony Burke.

Air China organiza voo extraordinário para retirar passageiros retidos em Cuba... A companhia aérea Air China organizou um voo extraordinário para retirar dezenas de passageiros retidos em Cuba devido a sucessivos cancelamentos, com a ilha a enfrentar uma crise energética agravada pelo embargo petrolífero norte-americano.

Por  RTP/Lusa   20 Outubro 2026 

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, o voo adicional estava previsto para segunda-feira à noite, depois de várias semanas de perturbações na ligação entre Pequim e Havana, com escala em Madrid, operada duas vezes por semana pela transportadora chinesa.

A embaixada da China em Cuba anunciou no domingo que o voo CA590 se destinava aos passageiros cujos voos regulares CA866 tinham sido cancelados antes de 10 de outubro.

A partida estava prevista para as 22:30 de segunda-feira (03:30 de hoje em Lisboa), com um número limitado de lugares disponíveis.

A representação diplomática chinesa alertou, em 10 de outubro, para alterações frequentes de horários e cancelamentos temporários na rota por "razões técnicas", sem fornecer mais pormenores.

A operação da ligação tornou-se particularmente difícil desde fevereiro, quando os aeroportos cubanos ficaram sem combustível para aviões.

Segundo avisos oficiais, a escassez afeta dez aeroportos do país, incluindo o de Havana, e deverá prolongar-se até novembro.

Impossibilitada de reabastecer na capital cubana, a Air China passou a efetuar, desde março, uma escala em Nassau, nas Bahamas, no trajeto de regresso a Madrid, segundo o órgão de comunicação social independente cubano 14ymedio.

Um passageiro cujo voo foi cancelado em 10 de outubro afirmou ao 14ymedio que funcionários da companhia, no aeroporto de Madrid-Barajas, atribuíram a situação a obras numa das pistas de Nassau.

O aeroporto das Bahamas iniciou em agosto a reabilitação de uma das suas duas pistas, com conclusão prevista para 31 de outubro.

As perturbações têm afetado sobretudo os cubanos residentes em Espanha, que recorrem frequentemente à Air China devido às tarifas mais baixas do que as praticadas pela Air Europa, a única outra companhia que assegura voos diretos entre Madrid e Havana.

A transportadora chinesa retomou a ligação em maio de 2024 e dispõe de direitos de tráfego que lhe permitem comercializar bilhetes apenas para o percurso entre Madrid e Havana.

Passageiros retidos em Madrid relataram esperas superiores a 15 horas no aeroporto, com pouca informação, e dificuldades em obter reembolsos ou indemnizações de 600 euros prometidas pela companhia.

A Air China é uma das poucas transportadoras estrangeiras que continuam a operar em Cuba, depois de pelo menos 11 companhias, incluindo a Air Canada, a Air France e a Turkish Airlines, terem suspendido voos este ano devido ao agravamento da crise energética.

A crise intensificou-se em janeiro, quando os Estados Unidos interromperam os fornecimentos de petróleo da Venezuela a Cuba, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.

No mesmo mês, o Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que classificou Cuba como uma "ameaça invulgar e extraordinária" para os Estados Unidos.

As restrições agravaram as dificuldades económicas da ilha, cujo sistema elétrico sofreu um colapso total em setembro, deixando milhões de pessoas sem eletricidade.

Havana estima que o embargo norte-americano tenha causado prejuízos de 8,1 mil milhões de dólares (mais de 7 mil milhões de euros) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, sem incluir os efeitos das restrições energéticas.

Em agosto, peritos das Nações Unidas alertaram para o risco crescente de surtos de doenças no país.

Em setembro, perante a Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, estava envolvido em negociações aprofundadas com Cuba, embora Havana não tenha comunicado quaisquer progressos.

O Presidente norte-americano classificou ainda Cuba como um Estado falhado que "vai cair".

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Trump diz que Zelensky deveria pedir a "outra pessoa" para negociar... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está na altura do seu homólogo ucraniano "pedir a outra pessoa" para negociar o fim da guerra na Ucrânia e apontou que a Rússia se tem portado "bem".

© Andrew Harnik/Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  19/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, esta segunda-feira, que está na altura de ser outra pessoa a negociar o fim da guerra na Ucrânia que não seja o atual presidente, Volodymyr Zelensky.

"Talvez tenha chegado a hora de Zelenksy pedir a outra pessoa que negocie", disse Trump, citado pela Reuters.

Recorde-se que, há cerca de uma semana, o presidente norte-americano defendeu que a Ucrânia deveria ir a eleições para eleger um novo presidente. 

Em declarações aos jornalistas, Trump salientou ainda que a Rússia tem-se portado "bem" em relação à Ucrânia.

"Eles [Rússia] não têm feito muita coisa", afirmou, acrescentando, no entanto, que os Estados Unidos continuam a partilhar informações dos serviços de inteligência com a Ucrânia e que estaria a considerar permitir aos ucranianos permanecer nos EUA sob uma proteção temporária até ao fim da guerra.

De recordar que hoje foi levantada a suspeita sobre uma possível reunião trilateral entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

A discussão surgiu após uma reportagem do Wall Street Journal ter avançado que Putin tinha sugerido esse encontro a Trump e Xi Jinping, sem incluir o presidente ucraniano, até porque o presidente russo procura negociar um fim da guerra favorável a Moscovo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, já criticou o conceito de uma cimeira entre aqueles três líderes, argumentando que só uma reunião entre a Ucrânia, EUA e Rússia poderia ajudar a acelerar o fim da guerra.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reconheceu os esforços de mediação em curso dos EUA para resolver a situação e admite que o envolvimento da Ucrânia seria necessário para qualquer acordo de paz definitivo.

Trump diz que Ucrânia deveria ter novo presidente

Donald Trump afirmou, no passado dia 10 de outubro, que "está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente". A declaração surgiu um dia após ter sido criticado pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter alcançado um acordo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em relação à venda de gasóleo.

"Sugiro que arranjem um novo líder que consiga chegar a um acordo", declarou Trump após ter sido questionado por jornalistas na Casa Branca sobre o acordo que alcançou com Vladimir Putin relativo ao fornecimento de gasóleo russo.

"Acho que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo presidente", atirou.

Trump acusou ainda Zelensky de "querer criar problemas no mundo" ao atacar refinarias russas, defendendo que tais ataques tiveram impacto no abastecimento mundial de gasóleo.


Leia Também: Zelensky acusa EUA de atrasarem entrega de mísseis intercetores

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje os Estados Unidos de atrasarem deliberadamente a entrega de mísseis intercetores, numa altura em que as tensões com o homólogo norte-americano Donald Trump atingiram o seu nível mais elevado.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje os Estados Unidos de atrasarem deliberadamente a entrega de mísseis intercetores, numa altura em que as tensões com o homólogo norte-americano Donald Trump atingiram o seu nível mais elevado.

Zelensky já tinha acusado Washington de deixar de fornecer a Kyiv informações de inteligência que permitiriam detetar mísseis russos em aproximação antes do impacto, bem como de limitar o funcionamento do sistema Starshield, a versão militar da rede Starlink, da SpaceX, utilizada pelo exército ucraniano para as suas comunicações e operações...


Leia Também: Governo Trump suspende deportação de 100 mil ucranianos e sudaneses

Mais de 100 mil pessoas da Ucrânia e do Sudão podem permanecer nos Estados Unidos sem risco imediato de deportação, adiantou hoje Departamento de Segurança Interna (DHS), no mesmo dia em que o direito de permanência expiraria.

Mais de 100 mil pessoas da Ucrânia e do Sudão podem permanecer nos Estados Unidos sem risco imediato de deportação, adiantou hoje Departamento de Segurança Interna (DHS), no mesmo dia em que o direito de permanência expiraria.
 
O estatuto de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês), terminava hoje para cerca de 101 mil ucranianos e 1.800 sudaneses...

Guiné-Bissau: POLÍCIA JUDICIÁRIA REALIZA BUSCAS NO PROJETO SAÚDE DE BANDIM E APREENDE LOTE DE VACINAS CONTRA A HEPATITE B

Por Polícia Judiciária da Guiné-Bissau  19/10/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau realizou, no início da tarde desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, uma operação de buscas nas instalações do Projeto Saúde de Bandim, em Bissau, que culminou na apreensão de um lote de vacinas contra a hepatite B, destinadas à vacinação de crianças no país.

A intervenção, conduzida por investigadores da Polícia Judiciária, enquadra-se no âmbito de diligências de investigação destinadas ao esclarecimento das circunstâncias relacionadas com o referido lote de vacinas.

Durante as buscas, os investigadores procederam à identificação e apreensão do material, que ficará sujeito aos procedimentos legais aplicáveis, tendo em vista o apuramento dos factos e de eventuais responsabilidades.

Tratando-se de produtos destinados à imunização infantil, a Polícia Judiciária reconhece a particular sensibilidade da matéria e a importância de assegurar que quaisquer diligências de investigação sejam conduzidas com o necessário rigor, salvaguardando o interesse público e a proteção da saúde das crianças.

A PJ esclarece que a apreensão constitui uma diligência de investigação e não permite, por si só, concluir pela existência de irregularidades na qualidade, segurança ou eficácia das vacinas.

As investigações prosseguem, com vista ao completo esclarecimento dos factos, sem prejuízo do respeito pelo segredo de justiça e demais garantias legalmente estabelecidas.

A Polícia Judiciária reafirma o seu compromisso com a legalidade, a proteção da saúde pública e a defesa dos interesses dos cidadãos.

Polícia Judiciária da Guiné-Bissau

Direção Nacional — Gabinete de Comunicação e Imagem

Bissau, 19 de outubro de 2026


Leia Também:  O Governo reafirma a não aceitação da realização, na Guiné-Bissau, do estudo clínico HBV-NSE, sobre a vacina contra a hepatite B em recém-nascidos, proposto pelo Projeto de Saúde de Bandim. 

O Conselho de Ministros orientou o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a promover uma investigação, através da Polícia Judiciária, para apurar a origem, aquisição, transporte e conservação das vacinas, bem como responsabilizar judicialmente os eventuais envolvidos...



Leia Também: Guiné-Bissau aprova ensaio sobre hepatite B contestado pela OMS.

As autoridades da Guiné-Bissau aprovaram um ensaio clínico sobre a administração da vacina contra a hepatite B à nascença, financiado pelos Estados Unidos, cujo desenho foi considerado antiético pela Organização Mundial da Saúde (OMS)...

Guiné-Bissau: A EXONERAÇÃO TAMBÉM CHEGOU A ALFÂNDEGA... FOI NOMEADO UM NOVO COMANDANTE DE BAF

Por  Gervasio Silva Lopes  19/10/2026

GUINÉ-BISSAU: NAPH EVENTS EXIGE À FFGB PAGAMENTO DE 4,9 MILHÕES DE FRANCOS CFA E AMEAÇA RECORRER À CAF E À FIFA

Por Rádio Sol Mansi   19 10 2026 

Agência do Benin reclama o pagamento dos restantes 50% da fatura relativa à organização dos jogos amigáveis entre a Guiné-Bissau e o Burkina Faso, realizados em março de 2026.

Empresa alerta para possíveis consequências desportivas e financeiras caso a dívida não seja regularizada.

A empresa beninense NAPH EVENTS exige à Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) o pagamento de 4.919.678 francos CFA, correspondentes aos restantes 50% da fatura emitida a 23 de março de 2026, relativa à organização dos jogos amigáveis entre as seleções da Guiné-Bissau e do Burkina Faso.

Num documento a que a Rádio Sol Mansi teve acesso, a agência considera que o valor continua por liquidar, apesar de a Federação guineense ter efetuado o pagamento da primeira parcela, e exige a regularização integral da dívida.

O diretor-geral da NAPH EVENTS, Pierre Hervé Atangana Nouma, afirma que o atraso está a causar prejuízos à empresa e anuncia que os advogados da agência darão continuidade aos procedimentos iniciados junto da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), com o objetivo de obter o pagamento integral do montante reclamado.

Segundo o responsável, a situação poderá ter consequências desportivas e financeiras para a FFGB, caso os organismos competentes concluam pela existência de violações dos regulamentos aplicáveis.

Entre as possíveis consequências apontadas pela agência estão a eventual suspensão da seleção da Guiné-Bissau das competições internacionais, bem como o pagamento do montante em dívida, acrescido de eventuais indemnizações, juros, honorários de advogados e custas processuais.

Pierre Hervé Atangana Nouma considera ainda que o agravamento do diferendo poderá afetar a imagem da Federação de Futebol da Guiné-Bissau e do próprio país.

O montante inicialmente acordado para a organização dos jogos amigáveis entre a Guiné-Bissau e o Burkina Faso foi de 9.839.355 francos CFA.

Segundo a documentação consultada pela Rádio Sol Mansi, o acordo terá sido assinado pelo presidente da Federação Burquinabê de Futebol, Oumarou Sawadogo, pelo presidente da FFGB, Carlos Alberto Mendes Teixeira, conhecido por Caíto, e pelo diretor-geral da NAPH EVENTS, Pierre Hervé Atangana Nouma.

A 28 de agosto, a agência confirmou ter recebido a primeira parcela do pagamento, transferida pela Federação guineense. No entanto, manteve a reclamação relativa aos restantes 4.919.678 francos CFA.

Na mesma ocasião, a NAPH EVENTS concedeu à FFGB um prazo de oito dias, até 6 de setembro, para proceder à liquidação integral do valor reclamado.

O diferendo ganhou novo desenvolvimento com a entrada de um documento na secretaria do Ministério responsável pela área do Desporto, a 15 de outubro de 2026, o documento, registado sob o número 10.43, foi consultado pela Rádio Sol Mansi.

No âmbito das diligências para obter esclarecimentos, a Rádio Sol Mansi contactou vários membros do Comité Executivo da FFGB, 

Rivaldo Cá, vice-presidente da Federação, afirmou não ter conhecimento, até ao momento do contacto, do documento nem da pretensão apresentada pela NAPH EVENTS. O dirigente garantiu que iria verificar a situação junto dos serviços competentes da Federação, com vista a um posterior esclarecimento.

Na mesma ocasião, Rivaldo Cá sublinhou que a matéria em causa tem natureza contratual e comercial, por envolver a Federação e um prestador de serviços,

segundo o vice-presidente, situações desta natureza podem ocorrer nas relações comerciais e devem ser resolvidas entre as partes, nos termos do contrato celebrado e dos mecanismos de resolução de litígios nele previstos, não configurando, por si só, qualquer irregularidade.

O responsável reafirmou ainda o compromisso da FFGB em honrar as obrigações validamente assumidas e manifestou disponibilidade para prestar os esclarecimentos considerados necessários.

Por sua vez, Celestino Gonçalves, conhecido por Tinex, também contactado pela Rádio Sol Mansi, recomendou que o assunto fosse abordado diretamente com o presidente da Federação.

A Rádio Sol Mansi tentou igualmente contactar o presidente da FFGB, Carlos Alberto Mendes Teixeira, conhecido por Caíto, através de chamadas pelo WhatsApp, sem sucesso, 

doi também enviada uma mensagem ao dirigente, que, segundo a confirmação de leitura da aplicação, foi visualizada. Contudo, até ao momento da publicação desta notícia, não tinha sido recebida qualquer resposta.

A estação contactou ainda a secretária-geral da FFGB, Virgínia Mendes da Cruz, mas não conseguiu obter esclarecimentos, foi enviada uma mensagem através do WhatsApp, sem que tenha sido possível confirmar se a mesma foi visualizada.

No âmbito do apuramento dos factos, a Rádio Sol Mansi procurou igualmente ouvir o interlocutor que, em agosto passado, afirmou ter atuado como intermediário entre a Federação e a NAPH EVENTS, embora a mensagem enviada tenha sido visualizada, não foi obtida qualquer resposta até ao momento da publicação.

A Rádio Sol Mansi contactou igualmente o diretor-geral dos Desportos, Mário Mbana, que, no primeiro contacto, afirmou desconhecer a entrada do documento da NAPH EVENTS na secretaria do Ministério responsável pela área do Desporto.

Na ocasião, o responsável garantiu que iria contactar a Federação de Futebol da Guiné-Bissau para apurar os factos relacionados com o assunto.

Posteriormente, após ter tido acesso ao documento registado na secretaria do Ministério sob o número 10.43, datado de 15 de outubro de 2026, a Rádio Sol Mansi voltou a contactar Mário Mbana para obter esclarecimentos adicionais.

No entanto, até ao momento da publicação, o diretor-geral dos Desportos não tinha atendido à chamada nem respondido às mensagens enviadas através do WhatsApp.

A Rádio Sol Mansi tem desenvolvido várias diligências para obter esclarecimentos diretos da direção da Federação de Futebol da Guiné-Bissau sobre o pagamento dos restantes 50% reclamados pela NAPH EVENTS e os motivos do atraso, até ao fecho desta notícia, não foi possível obter uma posição oficial do presidente da FFGB sobre o diferendo.

A Rádio Sol Mansi continuará a acompanhar a evolução do caso e a procurar ouvir todas as partes envolvidas, com o objetivo de esclarecer os factos e assegurar uma informação rigorosa e equilibrada.

Recorde-se que a seleção nacional da Guiné-Bissau, os Djurtus, vai jogar no próximo mês de novembro a dupla jornada de apuramento ao CAN 2027, diante da seleção de Madagáscar, referente à terceira e quarta jornadas.

É bom salientar que a seleção da Guiné-Bissau lidera o grupo L com seis pontos, fruto de duas vitórias nos dois primeiros jogos do apuramento.

GUINÉ-BISSAU: HORTA INTA-A EXONERA PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS E PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E NOMEIA SUBSTITUTOS

Por Rádio Sol Mansi  19 10 2026 

O Presidente de Transição, General do Exército Horta Inta-a, exonerou o presidente do Tribunal de Contas, Gamal Abel Cassamá, e o procurador-geral da República, Amadu Tijane Baldé.

As decisões constam de decretos assinados hoje pelo Presidente de Transição. Noutros decretos, Horta Inta-a nomeou Armando Sumba para presidir ao Tribunal de Contas e Mário Lalá para o cargo de procurador-geral da República.

Segundo os mesmos documentos, as decisões entram imediatamente em vigor.

Desde o início de outubro, Horta Inta-a já procedeu a várias exonerações e nomeações em cargos governamentais e institucionais. Entre as alterações publicamente noticiadas estão as mudanças nos ministérios do Interior e das Pescas, na chefia da Casa Civil da Presidência e outras nomeações na estrutura do Estado.

Senegal: Conferência de Imprensa do ex-primeiro-ministro Ousmane Sonko

Ousmane SONKO  19/10/2026

Bissau: Jovem vendedor ambulante ficou ferido durante uma agressão da Polícia Municipal na Subida de Cabana em Bissau.🇬🇼🚨

Por Digital Mídia Global TV Bissau, 19 de outubro de 2026

Um jovem vendedor ambulante ficou ferido ontem (18) na sequência de uma intervenção da Polícia Municipal, na zona da Subida de Cabana, em Bissau. 

Segundo testemunhou a equipa da Digital Mídia Global TV (DMG TV), o jovem terá sido agredido durante uma tentativa de detenção por estar a vender no passeio na zona proibida.

De acordo com os relatos recolhidos no local, "enquanto os agentes tentavam colocar o jovem num moto-carro, um dos polícias terá desferido um soco na região do rosto, próximo de um dos olhos, provocando um ferimento que causou sangramento".

O incidente criou uma revolta e indignação entre as vendedoras que se encontravam no local. Perante a reação das pessoas, os agentes abandonaram o local.

A equipa da Digital Mídia Global TV prestou assistência ao jovem e transportou-o para hospital Simão Mendes, onde recebeu os primeiros socorros.

O episódio levanta preocupações sobre os métodos utilizados nas operações de fiscalização do comércio informal. 

Embora as autoridades tenham a responsabilidade de garantir a organização dos espaços públicos, essas intervenções devem respeitar a dignidade humana, a integridade física dos cidadãos e os princípios da proporcionalidade.

O uso excessivo da força pode agravar as tensões entre a população e as autoridades, criando situações de revolta.

A DMG TV apela a uma atuação policial pautada pelo diálogo e pelo respeito pelos direitos dos cidadãos, bem como ao esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

A fiscalização deve ser feita com responsabilidade e respeito pela vida humana. A violência não pode ser a resposta para resolver os problemas do comércio informal na Guiné-Bissau.


GUINÉ-BISSAU: MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ASSOCIA-SE À CAMINHADA OUTUBRO ROSA JUNTOS CONTRA O CANCRO

Por Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social 19/10/2026 

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social associa-se este sábado, 24 de Outubro de 2026, a iniciativa da Liga Guineense de Luta Contra o Cancro.

Esta iniciativa enquadra-se no âmbito de Outubro Rosa e nesta perspectiva, a Liga Guineense Contra o Canvro promove uma caminhada e Zumba Rosa contra o cancro de mama.

O evento terá como horário e etenerário, os marchantes vão concentrar-se a partir das 6 horas e 30 minutos do dia 24 de Outubro, na Praça dos Heróis Nacionais (Império) e terminará na Praça dos Mártires de Pindjiguiti (Mon di Timba).

A caminha deccorre sob o lema, "Outubro Rosa Juntos Contra o Cancro".

Nesta campanha é preciso trabalhamos juntos pela consciencialização, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento do cancro na Guiné-Bissau.

Entretanto, o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social enquanto responsável pela gestão dos recursos humanos de Estado da Guiné-Bissau, o nosso papel diário é cuidar da sociedade e garantir o bem-estar dos cidadãos. 

Neste mês, através da campanha de Outubro Rosa, o nosso convite é para olharmos para dentro e é o tempo de cuidar de quem cuida.

O cancro de mama é uma realidade que afeta milhares de famílias todos os anos. Contudo, a medicina e a história provam-nos que a informação e o diagnóstico precoce salvam vidas. 

Descobrir a doença logo no início eleva drasticamente as hipóteses de cura e transformando o medo em esperança.

Por isso, este mês não é apenas sobre usar um laço cor-de-rosa na farda ou na lapela. É um apelo à ação. É um lembrete urgente para os funcionárias e também para as esposas, mães, filhas e amigas para que tirem um momento na agenda, façam o autoexame e agendem a vossa mamografia.

O autocuidado também é um ato de responsabilidade e de amor-próprio.

O Ministério da Administração Pública pela a todos para que sejamos multiplicadores desta mensagem na nossa comunidade e nas nossas repartições. 

Cuidar da saúde é o nosso maior ato de valorização da vida e tenham todos um excelente mês de prevenção e cuidem-se!

Rússia ataca Kyiv com mísseis e drones, causando um morto e oito feridos... A Rússia atacou Kyiv com mísseis balísticos e drones durante a madrugada, causando um morto e oito feridos, além de danos em edifícios e infraestruturas em três distritos da capital ucraniana, segundo as autoridades locais.

© REUTERS/Valentyn Ogirenko   Por  LUSA  19/10/2026 

A Rússia atacou Kyiv com mísseis balísticos e drones durante a última madrugada provocando um morto e oito feridos, além de danos em edifícios e infraestruturas em três distritos da capital ucraniana, disseram as autoridades locais.

A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou um ataque aéreo de grande escala utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e 269 drones.

Segundo a Força Aérea, as defesas ucranianas destruíram ou neutralizaram 243 drones e quatro mísseis.

Foram registados ataques em 25 locais, e os destroços de alvos abatidos caíram em oito pontos.

O Ministério da Defesa russo declarou hoje que realizou um "ataque maciço" contra alvos na Ucrânia durante a noite, empregando armas de alta precisão e drones de ataque.

A lista de alvos atingidos em Kyiv inclui um centro de processamento de dados, um centro logístico — identificado como Fire Point, onde eram armazenados componentes para drones e mísseis de cruzeiro Flamingo - uma instalação industrial de fabrico de componentes para drones e um depósito de locomotivas onde estavam guardados mísseis.

Uma fábrica que, segundo o ministério russo, produzia materiais para o complexo industrial militar foi também atingida na região de Kyiv.

As forças russas atacaram um navio cargueiro em alto-mar, a 130 quilómetros a sudoeste do porto de Odessa, que alegadamente transportava material bélico ucraniano.

No distrito de Desnianskyi, na capital da Ucrânia, o ataque danificou uma clínica privada e uma das estações de metropolitano da cidade, informou a Administração Militar da Cidade de Kyiv numa publicação através das redes sociais.

Na mesma zona de Kyiv, instituições de ensino e um complexo desportivo sofreram danos após a queda de destroços.

No distrito de Solomianskyi, um incêndio deflagrou no terceiro andar de uma unidade de saúde situada no interior de um edifício residencial de 25 andares.

As equipas de emergência conseguiram extinguir o fogo, segundo a administração militar.

O ataque provocou ainda danos em janelas em edifícios vizinhos e num centro comercial.


Leia Também: Sondagem: Trump com nível mais baixo de sempre de apoio do eleitorado

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um novo mínimo, segundo uma nova sondagem divulgada pela Ipsos, The Washington Post e ABC News, a duas semanas das eleições intercalares.

Aaprovação do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para um novo mínimo, a duas semanas das eleições intercalares, segundo uma nova sondagem da Ipsos, do jornal The Washington Post e da estação ABC News.

A amostra reflete o pior nível de apoio entre os adultos norte-americanos: apenas 33% dos inquiridos aprovam a gestão de Trump, contra 66% que a desaprovam e 52% manifestam uma forte desaprovação...

Ministro do Interior francês admite perda de controlo da polícia... O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, admitiu hoje a perda de controlo da polícia em algumas cidades durante os protestos contra o elevado custo de vida, que se tornaram violentos e marcados por pilhagens. O ministro, cujo pedido de demissão foi recusado pelo Presidente Macron, reconheceu falhas na mobilização das forças de segurança.

© LUDOVIC MARIN/POOL/AFP via Getty Images    Por  LUSA  19/10/2026 

O ministro do Interior francês reconheceu hoje a "perda de controlo" por parte das forças de segurança em algumas das principais cidades do país, no sábado, durante os protestos contra o elevado custo de vida, marcados pela violência e pilhagens.

Laurent Nuñez, cujo pedido de demissão foi recusado no domingo pelo Presidente Emmanuel Macron, admitiu à rádio France Inter "falta de planeamento" na mobilização das forças de segurança no sábado.

"Sim, no sábado perdemos o controlo em algumas das principais cidades", disse Nuñez à rádio France Inter, onde reconheceu que a situação foi extremamente difícil de gerir e que não se deve repetir.

O ministro do Interior admitiu que o efetivo policial mobilizado foi insuficiente dada a dimensão dos assaltos e da violência que ocorreram durante as manifestações.

Nuñez defendeu as ações das forças de segurança e destacou as quase 2.400 detenções efetuadas no país e apelou ainda a uma resposta judicial firme.

O ministro de interior e o presidente da Câmara da capital, Emmanuel Grégoire, anunciaram hoje que se registaram 350 detenções no domingo e durante a noite em Paris, onde foram saqueadas cerca de 30 lojas.

Também o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, reconheceu a má gestão dos protestos desse dia.

"Falhámos, sem dúvida", declarou Darmanin pouco depois à France 2, depois de manifestar o seu apoio a Nuñez.

O ministro da Justiça atribuiu alguns dos problemas às deficiências dos serviços de informação e alertou que o extremismo de extrema-esquerda representa uma ameaça para a França, a par do crime organizado e do terrorismo.

"O que o Presidente da República e o Ministro do Interior disseram (durante uma reunião ontem no Palácio do Eliseu) foi que houve uma falha na inteligência. Não se pode ter um bom policiamento sem uma boa inteligência", enfatizou Darmanin.

Segundo o ministro, os serviços de informação não sabem como combater a extrema-esquerda.

"Nos próximos anos, uma das ameaças que afetará o nosso país, juntamente com o crime organizado e o terrorismo, é o extremismo de extrema-esquerda", disse.

Darmanin indicou que hoje de manhã, 2.331 pessoas estavam sob custódia policial em França devido aos tumultos e pilhagens ocorridos no fim de semana.

Segundo o ministro, 70% são adultos dos detidos, "já são conhecidos da polícia", e em mais de 80% dos casos o Ministério Público solicita a prisão preventiva, o que, na sua opinião, reflete a firmeza da resposta judicial.

Por sua vez, a procuradora de Paris, Laure Beccuau, assegurou à TF1 que o Ministério Público "não vai desistir" dos seus esforços para encontrar os responsáveis pelos atos de violência e pilhagens na capital desde sábado e pediu aos comerciantes afetados que preservem quaisquer potenciais provas, como objetos abandonados ou vestígios de sangue.

A Câmara Municipal de Polícia de Paris criou uma equipa especial de investigação para examinar as denúncias e analisar as imagens disponíveis, incluindo gravações de câmaras de segurança em lojas, sistemas de videovigilância e redes sociais.

Os distúrbios de sábado incluíram saques em lojas, ataques a edifícios públicos e confrontos com as forças de segurança em Paris e noutras cidades francesas.


Leia Também: Bolsas europeias em baixa devido a protestos em França

As principais bolsas europeias abriram em baixa, atentas aos protestos e distúrbios em França e focadas nos resultados empresariais.

As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, atentas aos protestos e distúrbios em França e focadas também nos resultados empresariais.

Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 descia 0,52% para 641,38 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,55%, 1,22% e 0,68%, bem como as de Madrid e Milão, que baixavam 1,14% e 1%...