domingo, 12 de julho de 2026

MACKY SALL REGRESSA A DAKAR PARA ENCONTRO COM BASSIROU DIOMAYE FAYE.🇸🇳🚨

Por  Digital Mídia Global TV   Bissau, 12 de julho de 2026

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, deverá regressar a Dakar no próximo dia 17 de julho para um encontro com o atual Chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, segundo informações transmitidas aos seus colaboradores mais próximos.

Os detalhes sobre a recepção e o programa da visita ainda não foram divulgados, mas deverão serão informados nos próximos dias. 

A deslocação do ex-Presidente está a despertar atenção nos meios políticos senegaleses, dada a importância do encontro entre duas figuras que, outrora, foram adversários ferrenhos quando Macky Sall estava no poder e que hoje são aliados, após o afastamento de Diomaye do projeto político de Ousmane Sonko.

De acordo com informações avançadas por fontes da Digital Mídia Global TV (DMG TV), Macky Sall procura reforçar o apoio à sua candidatura para um cargo nas Nações Unidas e espera contar com o respaldo do Presidente Bassirou Diomaye Faye. Nesse contexto, a reunião ganha particular relevância, tanto no plano diplomático como político, estando a ser facilitada pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

A visita acontece num momento em que o antigo Chefe de Estado intensifica contatos com vários líderes e parceiros internacionais, numa estratégia destinada a consolidar apoios para a sua candidatura em organismos multilaterais.

Irão diz que lista de alvos militares se atualizou após ameaças de Trump... O exército iraniano disse hoje que a lista de alvos militares do país "foi atualizada", depois das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar mil mísseis ao Irão caso seja alvo de uma tentativa de assassinato.

© Atta KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   12/07/2026 

"A lista de alvos do exército foi atualizada e está preparada para qualquer cenário. Os americanos fariam melhor em terminar as suas intervenções na região", afirmou o porta-voz Mohammad Akraminia, em declarações à televisão estatal iraniana, segundo a agência iraniana Mehr, citada pela espanhola Efe.

O general iraniano salientou ainda que o exército da República Islâmica "nunca confiou nos americanos" e que aproveitou o cessar-fogo para reforçar as suas capacidades de combate, dado que, segundo ele, os Estados Unidos "têm um longo historial de incumprimentos", como "as recentes violações do acordo de cessar-fogo".

Além disso, afirmou que Washington está a tentar impor uma rota marítima "não autorizada" através do Estreito de Ormuz, violando o Memorando de Entendimento assinado em junho em Islamabad.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão têm a obrigação de garantir a segurança necessária para a passagem pelo Estreito de Ormuz e de implementar as disposições estipuladas pelo Irão no âmbito do acordo", declarou Akraminia, acrescentando que Washington deveria considerar os seus aliados regionais e não expô-los a uma maior insegurança.

Para o porta-voz, "de cada vez que os Estados Unidos agiram contra o Irão, receberam uma resposta, e o mesmo aconteceu ontem [sábado] à noite", enfatizou, referindo-se à troca de ataques desta madrugada, quando o Irão anunciou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado "até novas ordens".

Os Estados Unidos lançaram esta noite uma nova ronda de ataques contra o Irão, que, segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), atingiram cerca de 140 alvos militares, depois de o Irão ter bombardeado - ainda de acordo com a Centcom - um navio com bandeira cipriota que transitava pelo estreito de Ormuz.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se situa uma instalação nuclear, e em vários locais junto ao estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passava aproximadamente um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Teerão, por sua vez, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases americanas, incluindo a Jordânia, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

No Qatar - país mediador entre Teerão e Washington - pelo menos três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços após a interceção de projéteis lançados do Irão.

GTAPE: As brigadas do GTAPE já estão a ser posicionadas no terreno para o arranque, esta segunda-feira, da Campanha de Emissão da Segunda Via do Cartão de Eleitor... A operação vai decorrer durante 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm o cartão em mau estado de conservação.

O Diretor-Geral do GTAPE, Queba Djaita, apela aos eleitores abrangidos para procurarem as brigadas e garantirem o exercício do direito de voto nas próximas eleições.

@Radio Voz Do Povo

GTAPE inicia amanhã emissão da segunda via do cartão de eleitor

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, GTAPE, anunciou que estão reunidas todas as condições para o início, esta segunda-feira, amanhâ, 13 julho, da campanha nacional de emissão da segunda via do cartão de eleitor.

A campanha terá a duração de 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm os seus cartões de eleitor em mau estado de conservação.

Para garantir o sucesso da operação, brigadas do GTAPE vão percorrer todo o território nacional e a diáspora. Depois da formação, os brigadistas são colocados hoje nos respetivos locais de trabalho para iniciarem a missão na segunda-feira.

A cerimónia oficial de lançamento da campanha realiza-se em frente à sede da UDIB e será presidida pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local. O evento contará também com a presença do Diretor-Geral do GTAPE e da Presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE.

A emissão da segunda via do cartão de eleitor foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros para permitir que os cidadãos já inscritos nos cadernos eleitorais, mas que perderam ou danificaram os seus cartões, possam obter um novo documento e exercer o seu direito de voto.

O GTAPE apela aos eleitores abrangidos para que se dirijam às brigadas instaladas nos respetivos círculos eleitorais e solicitem a segunda via do cartão, contribuindo, desta forma, para uma maior participação eleitoral e para o reforço da democracia no país.

Ucrânia atinge mais dez petroleiros russos no mar de Azov... Os militares ucranianos atingiram sábado à noite, no Mar de Azov, mais dez petroleiros da chamada "frota fantasma" que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais, bem como quatro ferries, anunciou hoje o Estado-Maior ucraniano.

© Lusa   12/07/2026 

A Ucrânia recordou que a Rússia utiliza os petroleiros para transportar petróleo e produtos petrolíferos russos, contornando as sanções internacionais, enquanto os transportes de passageiros garantem a logística militar russa. 

O chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi salientou que o número de navios da "frota fantasma" russa danificados no Mar de Azov esta semana, de segunda-feira a domingo, ascende a 90, incluindo petroleiros, rebocadores, ferries e navios de carga seca.

Os meios de comunicação noticiaram no sábado que, face aos ataques da Ucrânia a petroleiros, a Rússia suspendeu temporariamente a navegação pelo canal Don-Azov, que liga o rio Don ao mar de Azov.

"Parece que o tráfego pelo estreito de Kerch foi interrompido", tinha comentado Brovdi, referindo-se a esta suposta suspensão temporária do canal marítimo que separa a Crimeia da Rússia e dá acesso ao mar de Azov.

Os ataques sistemáticos a navios e a refinarias já levaram Moscovo a limitar o consumo de combustível por civis e a comprar produtos refinados no exterior.


Trump, Meloni ou Macron: jornal iraniano publica lista de treze alvos para vingar a morte de Khamenei

Por  cnnportugal.iol.pt  12/07/2026

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025. 

No topo da imagem publicada pelo jornal iraniano Hamshahri surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa"

Donald Trump, presidente dos EUA, Emmanuel Macron, presidente de França, ou Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália, são algumas das personalidades que estão entre uma vasta lista de figuras que, segundo o jornal iraniano Hamshahri, um diário ultraconservador ligado ao município de Teerão, deverão responder pela morte do aiatola Ali Khamenei.

A publicação surge depois de Mojtaba Khamenei, sucessor do pai como guia supremo do Irão, ter afirmado, no sábado, que a vingança pela morte de Ali Khamenei é "inevitável".

A declaração foi divulgada após o funeral do líder iraniano, morto num ataque israelo-americano a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", refere a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei.

Poucas horas depois, o Hamshahri publicou uma fotografia inspirada nessa declaração. Apesar de não identificar qualquer pessoa pelo nome, a imagem reúne fotografias de 13 personalidades que aparentam corresponder à lista referida pelo novo guia supremo.

No topo da imagem surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa".

Na parte inferior da composição aparecem outras figuras políticas e militares retratadas com uniformes de prisioneiros, entre as quais o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o Presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico demissionário Keir Starmer, Pete Hegseth, Brad Cooper, Mike Huckabee, Israel Katz, Eyal Zamir e Gideon Sa'ar.

Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de cumplicidade por não terem condenado os ataques ao país e por terem permitido que aeronaves militares norte-americanas utilizassem o respetivo espaço aéreo.

Rússia ataca portos ucranianos pelo segundo dia consecutivo... As Forças Armadas da Rússia atacaram hoje com mísseis e drones, pelo segundo dia consecutivo, os portos ucranianos de Odessa e Chornomorsk, nas margens do mar Negro, anunciou o Ministério da Defesa russo.

© DELIL SOULEIMAN/AFP via Getty Images   Por  LUSA   12/07/2026 

"Durante a noite, as Forças Armadas russas lançaram ataques combinados com armas de alta precisão e longo alcance de localização aérea e drones", indicou o comando russo, em comunicado publicado nos canais MAX e Telegram.

O comunicado refere que os ataques provocaram danos na infraestrutura portuária de Odessa e Chornomorsk, na região de Odessa, "utilizada para descarga e armazenamento de material militar, combustíveis e lubrificantes, assim como barcos que transportam estas cargas para os portos ucranianos".

A mesma fonte precisou que também foi alcançado o centro logístico da empresa de transporte Odtrans, do porto de Odessa.

No porto de Chornomorsk, as forças russas destruíram instalações do centro de transbordo usado para descarga e armazenamento de carga militar, assim como depósitos de combustível e lubrificantes.

No mesmo porto, segundo o ministério russo, foram destruídos navios de carga e embarcações ao serviço do exército ucraniano, além de uma lancha patrulha da Marinha de Guerra ucraniana.


Guiné-Bissau é parte "do ADN" da CPLP... O ministro dos Negócios Estrangeiros português frisou à Lusa que a Guiné-Bissau, atualmente suspensa da CPLP, é parte "do ADN" da organização, e que os Estados-membros desejam que se ultrapasse rapidamente a atual conjuntura do país.

© Getty Images    Por LUSA   12/07/2026

"A Guiné-Bissau é um dos elementos do ADN da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], sobre isso não há dúvida nenhuma e não há nenhum dos nove Estados[-membros] - neste caso dos oito restantes - que não pense isso e que não queira rapidamente superar este momento, digamos, mais difícil, sem nunca esquecer o contributo da Guiné-Bissau ao comemorar os 30 anos [da organização lusófona]", declarou, por telefone, Paulo Rangel, numa entrevista feita no âmbito do aniversário da organização lusófona.

Nesse sentido, o governante frisou que, quando se comemoram os 30 anos da organização, comemoram-se também os 30 anos da presença, que classificou de indispensável e genética, "fazendo parte do código genético", da Guiné-Bissau na comunidade.

O chefe da diplomacia portuguesa realçou que, apesar da suspensão do país da CPLP, devido ao golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025, os países querem "rapidamente poder ultrapassar esse estado de suspensão", mas, para isso, todos têm de cooperar.

"Não são apenas os Estados da CPLP que tomaram essa decisão [de suspensão], é também a Guiné-Bissau que tem de cooperar para tal e tem de trabalhar nesse sentido [de retoma da normalidade democrática], e é isso que nós temos vindo a fazer, mas agindo em pleno respeito", alertou o governante, que também pediu a contribuição do povo guineense. 

Sobre a missão de bons ofícios, que estava prevista para fevereiro, mas foi cancelada na véspera, o chefe da diplomacia portuguesa explicou que esta "depende do entendimento de todos e também de uma aceitação da própria Guiné-Bissau".

"Tem de haver aí também essa ponte. A missão de bons ofícios pode ter sentido num certo quadro ou pode não ter sentido nesse quadro", acrescentou.

Ainda sobre a importância da Guiné-Bissau, o ministro indicou que este país foi, "do ponto de vista do movimento das independências, o primeiro a ser independente". Nesse sentido, acrescentou, "teve um papel muito importante na criação desta comunidade [lusófona], uma comunidade de Estados iguais e fraternos e com grandes relações".

Nesse seguimento, reiterou que, sobre Portugal, as relações com a Guiné-Bissau são de "grande fraternidade entre os dois povos" e que há um total respeito pela "soberania dos guineenses".

Os guineenses foram a eleições em 23 de novembro de 2025, mas acabaram interrompidas, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um "golpe palaciano" e de "uma encenação" do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, reclamou vitória na primeira volta, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, pela primeira vez, foi impedido de ir a eleições por decisão judicial.

Estão previstas eleições para 06 de dezembro e o Conselho Nacional de Transição - órgão criado pelos militares que tomaram o poder, substituindo o parlamento e assumindo competências de fiscalização e alteração constitucional -, afirmou, em junho, que as próximas eleições vão decidir se a Guiné-Bissau continua a ser membro da CPLP.

A CPLP, que assinala 30 anos dia 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


Irão adverte EUA de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim"... O presidente do Parlamento e negociador-chefe do Irão, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu hoje os Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim", na sequência do recrudescimento de ataques recíprocos durante a noite.

© Getty Images/Mohamad ESLAMI RAD/Gamma-Rapho    Por  LUSA  12/07/2026 

"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada de uma imagem com o texto de um ponto do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão no passado dia 17 de junho, que alude à reabertura do Estreito de Ormuz, com uma frase sublinhada: "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".

Os dois países assinaram nesse dia um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou recentemente rescindido o acordo, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os Estados Unidos lançaram no sábado (hora de Washington, domingo no Irão) uma nova ronda de ataques contra o país persa, que entretanto consideraram concluída, depois de, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), o Irão ter bombardeado um navio porta-contentores com bandeira cipriota que transitava pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos críticos do conflito.

O comando militar afirmou num comunicado que as forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos --- entre os quais instalações de mísseis e drones, meios navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira --- com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate, drones e navios de guerra.

Durante a madrugada no Irão, os meios de comunicação do país persa noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que tenham sido divulgadas, até ao momento, informações sobre danos ou vítimas.

Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases norte-americanas, como a Jordânia, Koweit, Qatar e Bahrein.

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana afirmou num comunicado que lançou ofensivas em resposta a um "ataque aéreo" dos EUA "contra várias bases costeiras e antenas de telecomunicações na costa sul" do Irão.

A Guarda da Revolução anunciou logo ao início da madrugada o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores cipriota porque o navio navegava por uma "rota não autorizada".

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.

Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa ter sido dada por concluída.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.


CANADÁ: Sindicato da construção defende imigração devido à falta de mão de obra... O dirigente do sindicato da construção LiUNA Local 183, Jack Oliveira, defendeu o reforço da imigração para responder à escassez de trabalhadores no Canadá, alertando para o crescimento das reformas, que agrava a falta de mão de obra.

© Getty Images       Por  LUSA   12/07/2026 

As declarações foram feitas aos jornalistas durante o Family Day Picnic da LiUNA Local 183, realizado no Downsview Park, em Toronto, encontro anual que decorre este fim de semana e junta milhares de membros do sindicato e respetivas famílias

"Não é demasiado tarde para o Governo fazer alguma coisa. Tem de olhar para a imigração. Precisamos de pessoas que venham trabalhar e pagar impostos", afirmou Jack Oliveira.

O diretor executivo ("business manager") do LiUNA Local 183, considerou que o envelhecimento da população ativa constitui um dos principais desafios para o mercado de trabalho canadiano.

"Quando assumi a direção do Local 183, há 15 anos, tínhamos cerca de 3.500 membros reformados. Hoje temos aproximadamente 12.500. Não é apenas a falta de trabalhadores; é também o número de pessoas que está a reformar-se", disse.

Segundo Jack Oliveira, cada trabalhador que abandona o mercado de trabalho exige mais do que uma substituição, devido à perda da experiência acumulada.

"Cada pessoa que se reforma precisa de duas para ocupar o seu lugar: uma pela experiência que leva consigo e outra para executar o trabalho", afirmou.

O responsável acrescentou que os investimentos previstos em infraestruturas irão aumentar ainda mais a procura de mão de obra.

"Existem milhares de milhões de dólares em projetos de construção e vamos precisar de trabalhadores. O Governo tem de levar este assunto muito a sério", declarou.

Questionado sobre o crescimento da organização, Oliveira afirmou que o LiUNA Local 183 conta atualmente com cerca de 75 mil membros e está a preparar-se para continuar a crescer nos próximos anos.

"Não penso no tamanho que o sindicato tem hoje, mas no tamanho que poderá ter no futuro", frisou.

Segundo explicou, a organização tem vindo a investir na expansão da rede de instalações, com edifícios em Vaughan, Kingston, Cobourg, Cambridge e Barrie, preparando-se para representar um número crescente de trabalhadores.

"Estamos a criar uma infraestrutura preparada não apenas para 75 mil membros, mas para 150 mil, se for necessário", disse.

Oliveira descreveu ainda o encontro anual como um momento dedicado às famílias dos trabalhadores.

"Os nossos membros trabalham muitas horas, muitas vezes aos fins de semana. Este é um dia dedicado às famílias e à união entre todos", afirmou.

Também presente no evento, o "premier" de Ontário, Doug Ford, afirmou que o Governo provincial está a investir 236 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 148 mil milhões de euros) em infraestruturas e sublinhou que esses projetos dependem da mão de obra representada pelo LiUNA.

"Estamos a investir 236 mil milhões de dólares em infraestruturas e precisamos dos membros do LiUNA para construir hospitais, estradas e outros projetos em todo o Ontário", afirmou Ford.

O LiUNA Local 183 é o maior sindicato local do Labourers' International Union of North America (LiUNA), representando mais de 70 mil trabalhadores no Ontário, sobretudo nos setores da construção, gestão de resíduos, manutenção de edifícios e saúde, numa área que se estende de Kitchener a Kingston e até à região de Muskoka.

Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

© Lusa    12/07/2026 

Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi "atingido por tiros de advertência e obrigado a parar."

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo, sublinhando que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente.

A força militar de elite iraniana adiantou que a decisão foi tomada após várias embarcações terem ignorado o aviso para navegarem exclusivamente por uma zona autorizada.

A agência de notícias espanhola EFE sublinha que o anúncio do Irão foi conhecido poucas horas após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, ter acusado os Estados Unidos de terem "violado o parágrafo 9 do memorando de entendimento" entre ambas as partes, ao decidirem impor novas sanções ao círculo próximo do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Segundo Araqchi, o "incumprimento" do acordo por parte dos Estados Unidos "junta-se a outras violações e erros" cometidos pelo país.

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, a 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, nos últimos dias registaram-se novos ataques entre as partes no Médio Oriente.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.


sábado, 11 de julho de 2026

Rússia anuncia abate de 178 drones. Kyiv denuncia novos ataques... As defesas aéreas russas abateram 178 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre oito regiões da Rússia, Crimeia e os mares Negro e de Azov, não havendo relatos de danos em infraestruturas críticas, anunciaram hoje as autoridades.

© REUTERS    Por  LUSA    11/07/2026 

"Durante a noite as defesas aéreas intercetaram e abateram 178 drones ucranianos de asa fixa", afirmou o Ministério da Defesa russo numa nota publicada no MAX, a rede de mensagens russa.

De acordo com o comando militar, os engenhos foram neutralizados sobre as regiões russas de Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e península ucraniana anexada da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov.

Durante a noite, nenhum órgão de comunicação russo ou ucraniano noticiou qualquer dano nas infraestruturas críticas russas, o principal alvo dos ataques de Kiev, que visam abrandar a máquina de guerra russa com os seus ataques de retaguarda em profundidade.

Já hoje de manhã, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou "ataques" que terão atingido infraestruturas civis "mesmo antes do soar da sirene de alerta aéreo" e que, além da capital, as regiões de Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv também foram afetadas.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em consequência na onda de ataques que terá atingido edifícios residenciais e comerciais.

A este número junta-se a pelo menos um morto e 29 feridos, incluindo um menor, resultantes de bombardeamentos anteriores lançados pela Rússia na noite de sexta-feira contra a região de Zaporizhzhia.

Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 12 mísseis, seis deles mísseis balísticos que conseguiram penetrar as defesas ucranianas, razão pela qual o Presidente ucraniano insistiu para que o seu país assinasse o mais rapidamente possível os acordos de licenciamento para fabricar os seus próprios sistemas de defesa aérea Patriot, acordos que tem vindo a solicitar há meses.

Os ataques noturnos da Rússia sobre a Ucrânia foram confirmados pelas autoridades russas.

"Durante a noite, as Forças Armadas da Rússia lançaram múltiplos ataques com armas de precisão e de longo alcance, disparadas por terra e ar, bem como com drones", afirmou o Ministério da Defesa numa nota publicada no MAX.

Os ataques terão tido como alvo instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, que se dedicam à produção e ao armazenamento de drones de longo e médio alcance.

Moscovo acrescentou que "instalações de infraestruturas portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, na região de Odessa, utilizadas para o transporte e armazenamento de carga militar, combustível e lubrificantes", também foram atacadas.

Em particular, o Ministério da Defesa russo informou que, em Kiev, a empresa Aerodron, especializada no fabrico dos veículos aéreos não tripulados (VANT) pesados de longo alcance E-300 Enterprise e D-80 Discovery, foi atacada, assim como a empresa Fanplit, dedicada à montagem e armazenamento dos drones Fair Point 2, com um alcance de 200 quilómetros, e dos seus componentes.

Segundo o comando russo, esta última apresentava-se como uma empresa civil produtora de madeira prensada e de mobiliário, o que lhe permitia ocultar as suas verdadeiras atividades e transportar cargas clandestinamente.

Na região de Odessa, foi atacado o porto de Chornomorsk que movimenta 90% das exportações agrícolas da Ucrânia, sendo considerado um centro logístico fundamental para o fornecimento de carga militar e combustível ao exército Ucraniano.


Leia Também: Zelensky cria força militar de reação rápida na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou hoje um decreto que viabiliza a criação de uma força militar de reação rápida, visando dotar o exército de uma formação moderna de tropas de assalto.

CPLP. Brasil justifica candidatura à presidência com alternância regional... O Brasil justificou a candidatura à presidência da CPLP para o biénio 2027-2029 com o princípio da alternância regional, após sete anos consecutivos de presidências exercidas por países africanos.

© Shutterstock        Por  LUSA   11/07/2026 

Em entrevista à Lusa, o secretário de África e Médio Oriente do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte Duarte, alega que o Brasil é o único Estado-membro que ainda não exerceu essa função na presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Atualmente, Guiné Equatorial reivindica a presidência rotativa da CPLP para o biénio 2027-2029.

O diplomata afirmou que o Brasil apresentou a candidatura durante a conferência de chefes de Estado e de Governo realizada em julho de 2025.

Segundo o secretário, a proposta brasileira pretende reforçar o pilar da cooperação para o desenvolvimento.

Entre as prioridades apontadas estão saúde, direitos humanos, segurança alimentar, defesa e promoção da língua portuguesa.

"A prioridade atribuída pelo Brasil à CPLP, as suas contribuições históricas para a comunidade, e o seu engajamento com os seus princípios e objetivos asseguram o exercício de uma presidência inclusiva em benefício de todos os Estados-membros", afirmou.

O embaixador destacou que entre 2018 e 2025 a presidência rotativa foi ocupada de forma ininterrupta por quatro países africanos.

"Sem prejuízo de que todos possam aspirar à presidência, é tempo de dar a oportunidade a outra região", declarou.

Ao avaliar o papel do país dentro da CPLP, Carlos Duarte disse que desde a criação da comunidade, "o Brasil tem sido um membro ativo, propositor de projetos de cooperação e de atividades de promoção da língua portuguesa".

O embaixador disse ainda que o Brasil é o maior contribuinte financeiro da CPLP, com uma cota anual equivalente a cerca de 28% do orçamento total da comunidade.

Além disso, "o Brasil realiza contribuições anuais regulares para o Fundo Especial da CPLP, que financia as atividades de cooperação da comunidade".

"Temos plena consciência do nosso peso e, consequentemente, das nossas responsabilidades. Por isso, atuamos de modo a facilitar a consecução dos objetivos da comunidade, em benefício de todos os Estados-membros", avaliou.

Carlos Duarte destacou ainda que o Brasil tem "atenção especial" para o facto de que a maioria dos nove membros da CPLP são países em desenvolvimento, enquanto alguns são de menor desenvolvimento relativo.

"Por isso, priorizamos as áreas da educação, da saúde, da segurança alimentar e nutricional e dos direitos humanos, com foco em mulheres e pessoas com deficiência, além de buscar promover atividades de capacitação para pequenos empreendimentos", indicou.

Entre os feitos concretos de integração entre o país e as nações africanas, o embaixador cita que "a política externa educacional brasileira tem no continente africano uma das suas áreas prioritárias"

"Por meio da cooperação educacional, o Brasil procura intensificar a formação de recursos humanos em países africanos", afirmou, ao citar parceria com 29 países do continente.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados": Trump ameaça destruir o Irão se for alvo de uma tentativa de assassínio

Donald Trump (Alex Brandon/AP)   Por  CNN 

O presidente dos EUA assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas" para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão"

Donald Trump afirmou que deu instruções às forças armadas norte-americanas para responderem com um ataque devastador caso o Irão tente assassiná-lo. Numa publicação feita na sexta-feira na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos garantiu que "1.000 mísseis estão apontados e prontos a disparar contra a República Islâmica do Irão", acrescentando que "milhares mais" seriam lançados de imediato se Teerão concretizar essa ameaça.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados para a República Islâmica do Irão, com mais milhares a seguir-se imediatamente, caso o Governo iraniano concretize a sua ameaça — proclamada em muitos cantos do mundo — de assassinar, ou tentar assassinar, o atual Presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", começou por alertar o presidente norte-americano.

O chefe de Estado assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas", durante um período de um ano, renovável, para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão" caso seja alvo de um atentado.

Horas antes, e em declarações ao The New York Post, Trump tinha revelado que deixou "instruções" para que os Estados Unidos "bombardeiem o Irão a níveis nunca antes vistos" se for assassinado. "Ando na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos a lidar", afirmou.

Questionado sobre ter recebido informações das secretas alegadamente fornecidas por Israel relativas a um novo plano iraniano para o matar, Trump afastou a ideia. "Não, não. Israel não apresentou nada", disse. Ainda assim, reiterou que acredita que Teerão o quer morto há vários anos.

"Tenho estado em primeiro lugar [na lista de pessoas que o Irão quer matar] há muito tempo, e é assim que a vida é", contou durante a mesma entrevista.

As declarações surgem horas depois de o Wall Street Journal e a CNN noticiarem, com base em fontes anónimas, que Israel transmitiu às autoridades norte-americanas informações dos seus serviços secretos que apontam para um alegado novo plano iraniano para assassinar Donald Trump. Segundo a CNN, uma das fontes indicou que Israel confirmou um plano que já tinha sido parcialmente identificado pelos serviços de informações dos Estados Unidos.

Confrontada com essas notícias, a Casa Branca não desmentiu a existência do alegado plano, remetendo apenas para declarações feitas por Trump na quarta-feira, quando afirmou: "Querem eliminar o líder americano – eu. Estou numa espécie de lista. Vi esta manhã que estou em todas as listas."

De acordo com o New York Times, Trump abandonou a cimeira da NATO, realizada na Turquia, a bordo do antigo avião presidencial e não da nova aeronave oferecida pelo Catar, por razões de segurança. As informações sobre o alegado complô surgem numa altura de tensão nas relações entre Israel e os Estados Unidos, bem como entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump, devido à guerra com o Irão.

Irão diz ter "cumprido a palavra" perante EUA no protocolo de cessar-fogo... O Irão afirmou hoje ter "cumprido a palavra" perante os Estados Unidos desde a assinatura do protocolo de acordo de cessar-fogo, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar rescindido após o reinício das hostilidades.

© Lusa     11/07/2026 

"Até agora, o Irão cumpriu a sua palavra", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, acrescentando que "só pode haver respeito quando este é mútuo".

Os confrontos recomeçaram na passada terça-feira entre iranianos e norte-americanos. Os ataques trocados desde então pelas duas partes foram os mais intensos desde a assinatura, a 17 de junho, de um protocolo de acordo destinado a pôr um fim definitivo à guerra desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano contra o Irão.

Donald Trump voltou a afirmar na sexta-feira que este cessar-fogo estava "terminado", embora tenha aceitado continuar a dialogar com Teerão.

"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuar com as 'discussões'. Aceitámos fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro, em termos inequívocos, que o cessar-fogo estava TERMINADO!", declarou o presidente norte-americano.

Teerão "não fez qualquer pedido", afirmou, porém, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, ao mesmo tempo que anunciou que Araghchi se deslocará hoje a Omã para discutir o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica no centro do diferendo com os Estados Unidos.

Teerão autoriza apenas um corredor de navegação ao longo da sua costa e exclui qualquer regresso à situação anterior à guerra, quando a passagem era livre neste estreito por onde, em condições normais, transitava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.

Os Estados Unidos atacaram o Irão durante duas noites consecutivas, após terem atribuído a Teerão a responsabilidade por ataques contra três navios comerciais no estreito.

Em retaliação, o Irão atacou os vizinhos do Golfo: o Kuwait, onde pelo menos uma pessoa ficou ferida, o Bahrein e ainda o Qatar, um dos mediadores nos esforços para resolver o conflito.

De acordo com os meios de comunicação norte-americanos Axios e Politico, Washington comunicou a Teerão que lhe concedia ao final do dia de hoje para se comprometer publicamente a não voltar a atacar navios no estreito.

Washington restabeleceu, além disso, as sanções económicas contra o petróleo iraniano, suspensas pelo protocolo de acordo de 17 de junho, o que Araghchi denunciou hoje como uma "violação" do cessar-fogo.

O recrudescimento das tensões ocorreu em plena cerimónia fúnebre do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra e que foi sepultado na sexta-feira no mausoléu do imã Reza, o santuário xiita mais sagrado do país, em Mashhad (nordeste do Irão).

Embora os Estados Unidos tenham afirmado ter atacado alvos militares, a República Islâmica acusou Washington de ter também atingido infraestruturas civis, com o objetivo de impedir que os fiéis se deslocassem ao funeral de Ali Khamenei.

A calma regressou entretanto desde a noite de quinta para sexta-feira e uma delegação do Qatar, país mediador entre Teerão e Washington, chegou na sexta-feira ao Irão para encetar conversações, segundo um meio de comunicação local.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país também desempenha um papel de mediador, afirmou no X ter exortado o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, a salvar uma paz "conquistada com muito esforço".

No Irão, o principal negociador nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que a guerra "nunca terminaria com a rendição do Irão".


O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohammad Bagher Zolghadr, advertiu que o seu país responderá a "qualquer ataque" contra as suas infraestruturas, incluindo ataques contra Israel.


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A guerra entre o Irão e os Estados Unidos "nunca terminará com a rendição" de Teerão, advertiu hoje o principal negociador iraniano nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo a agência iraniana Isna.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

PAIGC exige libertação imediata de Domingos Simões Pereira

© Radio TV Bantaba  10/07/2026 

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou, esta sexta-feira, a prisão preventiva do seu presidente, Domingos Simões Pereira, classificando a medida como “abusiva e arbitrária”.

Num comunicado divulgado em Bissau, o partido afirma que a detenção do também líder da coligação PAI–Terra Ranka resulta de um processo com motivações políticas destinado a afastá-lo da vida política guineense.

Segundo o PAIGC, o processo terá violado vários procedimentos previstos na Constituição e nas leis da República, nomeadamente o estatuto de deputado, que exige o levantamento prévio da imunidade parlamentar.

O partido contesta igualmente o julgamento de um cidadão civil no Tribunal Militar, a criação de um tribunal ad hoc para analisar o caso e a aplicação da prisão preventiva, considerada a medida de coação mais gravosa do ordenamento jurídico guineense.

No comunicado, o PAIGC acusa ainda o Supremo Tribunal de Justiça de se recusar a analisar os requerimentos apresentados pela equipa de advogados de Domingos Simões Pereira e denuncia alegadas irregularidades nos autos do processo.

Perante a situação, o partido exige a libertação imediata e incondicional do seu presidente e responsabiliza o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e o Alto Comando Militar pela detenção.

O PAIGC afirma também que responsabiliza as autoridades pela segurança e pela vida de Domingos Simões Pereira.

A formação política apelou à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e à União Africana para traduzirem em ações concretas as decisões tomadas nas respetivas cimeiras sobre a situação política na Guiné-Bissau.

O partido pediu ainda aos seus militantes e à população guineense que se mobilizem para exigir a libertação de Domingos Simões Pereira.

O comunicado foi assinado pelo Secretariado Nacional do PAIGC, em Bissau, no dia 10 de julho de 2026.

Ataque à Casa Branca: Plano revelado agora, mãe denunciou e os 8 detidos... Foi agora revelado o plano para atacar a Casa Branca no dia em que decorria um evento de UFC e se assinalavam os 80 anos de Donald Trump. O ataque esteve planeado para junho e sabe-se agora que há oito detidos e que a mãe de um deles ajudou as autoridades.

© Chip Somodevilla/Getty Images)    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 
Oito homens foram indiciados criminalmente pelo seu papel num ataque que estava a ser preparado contra a Casa Branca no dia em que se realizou um evento de Ultimate Fighting Championship (UFC) no local, em Washington, nos Estados Unidos.
 
De acordo com o Departamento de Justiça, citado pela ABC News esta sexta-feira, os homens queriam usar drones para distrair os presentes, e, seguidamente, usar espingardas de precisão.

Note-se que o evento aconteceu a 14 de junho, e foram desde logo detidas cinco pessoas.

Na semana seguinte, foram detidos outros dois homens. Sabe-se agora que a acusação, divulgada na quinta-feira, conta com um oitavo detido, identificado como Chandler D. Scaggs, um jovem de 21 anos residente em Chapmanville, no estado norte-americano da Virginia Ocidental.

Este 8.º elemento seria, alegadamente, um dos atiradores - e deveria encontrar-se com outro dois detidos, sendo um deles Tycen Proper. O contacto terá sido quebrado, no entanto, depois de Proper, de 19 anos, ter sido detido. Scaggs foi detido pouco depois.

Se forem condenados, estes homens podem enfrentar pena de prisão perpétua. As autoridades indicaram, ainda, que foi a mãe de Proper que os levou a investigar a situação. De acordo com o que é referido, a mulher denunciou que o filho estava a acumular muitas armas de fogo e também a ter conversas "preocupantes" online.

Segundo a ABC News, a acusação formal imputa aos oito homens os crimes de conspiração para fornecer apoio material a terroristas e de conspiração para cometer homicídio em território do governo federal, assim como para assassinar um funcionário do governo federal.

É ainda referido que o grupo queria atacar "alvos de grande valor", como o presidente dos EUA, Donald Trump - mas também o 'vice', JD Vance, Elon Musk e também o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Os homens "criaram, organizaram e participaram num sistema de ação estruturado, incluindo um sistema de níveis para classificar quem participava na conspiração", explicam os registos do tribunal citados pela imprensa. Ainda de acordo com a mesma fonte, havia participantes de 'primeiro nível' que se comprometiam a expor-se a "riscos, violar a lei e, potencialmente, passar à clandestinidade".

Para além de Scaggs e Proper, foram identificados os restantes envolvidos: Abraham Alvarez (31 anos, Nebraska), Daniel K. Eskridge (32 anos, Missouri), William L.S. Falkner (21 anos, de Washington), Jordan W. Rincker (28 anos, Missouri), Bryan O. Roa (25 anos, Califórnia) e Michael Thomas (32 anos, Califórnia).

Trump comemorou os seus 80 anos no mesmo evento de UFC, procurando associar os combates às comemorações do 250.º aniversário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776).

Já do ponto de vista desportivo, houve algumas surpresas, com a principal de todas a ter tido lugar no combate principal, onde Justin Gaethje contrariou todas as expetativas ao acabar com a invencibilidade de Ilia Topuria para se tornar no novo campeão unificado da categoria de peso leve, ao cabo de quatro rondas na qual foi amplamente superior, conquistando uma vitória que não mereceu discussão.

Rússia reconhece escassez de combustível que atribui a ataques ucranianos... O vice-primeiro-ministro russo reconheceu hoje uma escassez de combustível e filas nos postos de abastecimento, que atribuiu a ataques ucranianos a infraestruturas energéticas, quando antes tinha justificado com um aumento da procura provocado pelo pânico dos consumidores.

© Lusa   10/07/2026 

"Temos de reconhecer que há problemas e que existe uma escassez, razão pela qual se observam filas. Por vezes, os postos de abastecimento não funcionam de forma estável. A escassez deve-se a razões compreensíveis, uma vez que as refinarias deixam de funcionar parcialmente devido aos ataques de drones ucranianos", declarou à imprensa, Alexandr Nóvak, citado pela agência russa TASS.

No entanto, afirmou que a Rússia "tem capacidade de produção suficiente" para garantir a procura.

"Em geral, estamos totalmente abastecidos. E até exportamos", continuou.

Segundo Nóvak, os principais produtores russos de hidrocarbonetos "mantêm os preços ao nível da inflação" como parte da campanha para conter o preço do combustível.

Anteriormente, o vice-primeiro-ministro declarou à TASS que a Rússia dispõe de capacidade para garantir as necessidades do mercado interno, mas o pânico dos consumidores aumentou a procura "aproximadamente entre 20% e 30%".

Além disso, salientou que estes produtores (Rosneft, Gazprom Neft e Lukoil, entre outros) gerem aproximadamente 9.000 dos quase 30.000 postos de abastecimento do país, sendo que os restantes pertencem a operadores independentes.

As autoridades russas têm-se recusado a admitir a crise de escassez de combustível provocada pelos constantes ataques ucranianos contra a indústria petrolífera e as infraestruturas logísticas do país.

No entanto, o Governo russo teve de proibir esta semana a exportação de gasolina e gasóleo, enquanto o Kremlin admitiu a possibilidade de importar hidrocarbonetos para atenuar a crise.

Várias plataformas digitais russas lançaram nos últimos dias mapas interativos que mostram em tempo real os postos de abastecimento russos onde os veículos podem reabastecer, no meio dos problemas de escassez.

De acordo com a imprensa internacional, a crise de combustível provocada pelos ataques ucranianos às refinarias russas afetou um terço dos cerca de 145 milhões de habitantes do país.


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ESTUDO: Contacto pele com pele nas primeiras horas ajuda a proteger prematuros... Uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluiu, após analise a mais de 1.600 bebés prematuros, que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

© Getty Images/DIRK WAEM/BELGA MAG/AFP     Por LUSA  10/07/2026 

Um estudo realizado por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) revelou que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

"Os resultados indicam que os cuidados canguru [pele com pele] aplicados nas primeiras 24 horas de vida se associam a uma diminuição de 19% na mortalidade aos 28 dias e a uma redução da taxa de infeção", afirma a professora da FMUP Sandra Costa que assina um artigo publicado em maio no Journal of Perinatal Medicine.

A análise debruçou-se sobre os efeitos do cuidado canguru na saúde de 1.679 bebés dados à luz antes das 32 semanas de gestação e/ou peso inferior a 1500 gramas ao nascimento.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FMUP refere que a equipa de investigadores que incluiu profissionais da Unidade Local de Saúde São João, no Porto, focou-se num grupo de maior vulnerabilidade e maior risco neurobiológico para perceber o impacto dos cuidados canguru precoces nos bebés mais vulneráveis, em particular nos recém-nascidos entre as 28 e as 32 semanas.

"O cuidado canguru deve iniciar-se precocemente no hospital e pode ser continuado em casa, pelo maior número de horas possível. Na prática, em vez de estar dentro de uma incubadora, o bebé está colocado sobre o peito da mãe ou do pai, mantendo todos os cuidados e tratamentos necessários como monitorização, ventilação ou nutrição", acrescenta a autora do artigo, citada no comunicado.

Para a professora e neonatologista, revela-se "muito importante fornecer condições para a presença dos pais na UCIN [Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais] desde o nascimento do bebé e capacitar as equipas com formação teórica e treino de simulação".

Considerando que "até aqui, a escassez de evidência específica sobre os benefícios para estes recém-nascidos podia constituir uma barreira à aplicação dos cuidados canguru por parte dos profissionais de saúde, nomeadamente neonatologistas e enfermeiros", a equipa faz recomendações sobre "a efetividade dos cuidados canguru nos grandes prematuros".

"Estas recomendações são importantes para os profissionais, por fornecerem evidência para a implementação dos cuidados canguru numa população de risco", lê-se nas conclusões.

E, sem esquecer os pais, a equipa recomenda que estes deem importância à sua participação nos cuidados dos recém-nascidos muito prematuros desde o primeiro dia, mesmo quando estes necessitam de estar internados em cuidados intensivos.

"Ao promover o contacto direto com a pele da mãe ou do pai, poderemos estar a alterar a flora do recém-nascido, com impacto no risco de infeção. Adicionalmente, os cuidados canguru têm sido associados a uma maior produção de leite pela mãe, o que pode facilitar a alimentação destes bebés com leite materno, cujos benefícios são bem conhecidos", acrescenta a investigadora.

Adotados inicialmente nos países em desenvolvimento como uma técnica de baixo custo, atualmente estes cuidados são defendidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em todos os recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso.

Coordenado por Sandra Costa, este estudo contou com a participação de vários profissionais da FMUP e médicos da ULS São João, nomeadamente Joana Arêde Martins, Renato Ferreira da Silva, André Assunção, Fátima Clemente e Inês Azevedo.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA COLOCADO EM PRISÃO PREVENTIVA E CONDUZIDO À SEGUNDA ESQUADRA DA POP

Por Rádio Sol Mansi  ‎ 10-07-2026 

‎O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi conduzido na manhã desta sexta-feira para as celas da Segunda Esquadra da Polícia da Ordem Pública (POP), em Bissau, para cumprir a medida de prisão preventiva decretada pelo juiz Mamadu Embaló.

‎A decisão surge no âmbito do processo em que Domingos Simões Pereira é investigado por alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado de outubro de 2025.

‎Antes da comparência marcada para esta manhã no Tribunal Militar Superior, o coletivo de advogados do dirigente político decidiu, por unanimidade, não apresentar perante aquela instância judicial. A equipa de defesa sustenta que o caso tem motivações políticas e não judiciais.

‎Na quarta-feira, Domingos Simões Pereira foi ouvido durante cerca de quatro horas no Tribunal Militar Superior, no âmbito das investigações relacionadas com a alegada tentativa de golpe de Estado.

‎Esta é a segunda vez que o líder do PAIGC é conduzido às celas da Segunda Esquadra da POP desde os acontecimentos de 26 de novembro do ano passado, que interromperam o processo eleitoral. A primeira detenção ocorreu no próprio dia do golpe, tendo permanecido sob custódia durante mais de 60 dias.

‎Entretanto, a Rádio Sol Mansi contactou, no momento da divulgação da informação sobre a sua prisão, o coletivo de advogados. Contudo, estes não confirmaram nem desmentiram a detenção.

UE suspende concessão de vistos a nacionais da Guiné-Conacri... O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje restringir temporariamente a concessão de vistos a cidadãos da Guiné-Conacri, por falta de cooperação no retorno de cidadãos ilegais.

© Pixabay      Por LUSA   10/07/2026 

De acordo com uma nota de imprensa do Conselho, esta decisão segue-se a uma avaliação da Comissão Europeia, baseada nos contributos dos Estados-membros, que conclui que a cooperação da Guiné-Conacri na readmissão dos seus cidadãos que se encontram em situação irregular na UE é insuficiente.

Em resultado da decisão hoje adotada, os Estados-membros deixarão de poder emitir vistos de entradas múltiplas a cidadãos guineenses, dispensar a apresentação de documentos comprovativos que os requerentes de visto da Guiné-Conacri devem submeter, bem como de isentar do pagamento dos emolumentos do visto para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço.

Além disso, o prazo normal de processamento dos pedidos de visto será fixado em 45 dias de calendário, em vez de 15.

A decisão de suspensão é temporária, mas não foi fixada uma data de término específica.

O objetivo desta decisão é incentivar a Guiné-Conacri a melhorar a cooperação em matéria de readmissão e Bruxelas continuará a avaliar os progressos alcançados.

O executivo comunitário propôs ao Conselho, em julho de 2025, a restrição temporária da concessão de vistos a cidadãos guineenses.


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O número de entradas irregulares na UE diminuiu 37% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).

SINGAPURA: Ter carro nesta cidade custa uma fortuna (e sem contar com o carro)... Singapura é uma cidade-estado, com espaço relativamente limitado, e por isso mesmo há um sistema de quotas para ter carro. E os modelos pequenos exigem um certificado que custa quase 100 mil dólares.

© 2p2play / Shutterstock    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 

Desde 1990 que a cidade-estado de Singapura tem um sistema de quotas de automóveis, de modo a manter sob controlo a quantidade de viaturas nas estradas - que deve rondar um milhão.

São emitidos regularmente certificados que permitem possuir um carro durante dez anos. Agora, quem comprar um automóvel de pequenas dimensões naquela nação asiática, terá de desembolsar 129 mil dólares de Singapura (mais de 87.400 euros à taxa de câmbio atual).

Este é o novo máximo recorde dos certificados, atingido no leilão de julho. Em causa, estão modelos que não são 100 por cento elétricos com motores cuja cilindrada é inferior a 1,6 litros - que têm vindo a ganhar forte popularidade desde a pandemia. Também são abrangidos elétricos com potências de até 150 cv.

Já em maio, o ministro dos Transportes já tinha feito saber que a disponibilidade de certificados estava a baixar.

A Reuters dá o exemplo de um Toyota Corolla: em Singapura, custa o equivalente a cerca de 122 mil euros com certificado, impostos e despesas. Em Portugal, os preços do pequeno hatchback japonês começam nos 32.810 euros.

Embora alto, o preço do certificado para carros mais pequenos está 16 por cento abaixo do ordenado médio anual de uma família que vive em Singapura.

Os certificados para modelos maiores são ainda mais caros, estando acima da fasquia dos 100 mil dólares desde 2023: em julho, atingiram 130.889 dólares de Singapura (quase 88.700 euros).

O leilão deste mês teve 1.244 certificados para atribuir para carros mais pequenos e 867 para modelos maiores, acabando por ter 1.207 e 863 candidaturas bem-sucedidas, respetivamente.

MOÇAMBIQUE: Mais de 12 mil deslocados na província de Cabo Delgado em junho... Mais de 12 mil pessoas foram deslocadas pela violência em Cabo Delgado, norte de Moçambique, em junho, quase 80% mulheres e crianças, elevando para 26 mil afetados desde o início do ano, segundo dados das Nações Unidas.

© Lusa     10/07/2026 

De acordo com o relatório divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a província de Cabo Delgado registou 12.174 deslocados em junho em resultado do conflito armado, elevando para 26.184 o número total de pessoas forçadas a abandonar as suas casas desde o início de 2026.

Segundo o documento, mulheres e crianças representaram 79% das pessoas deslocadas no último mês, enquanto parceiros humanitários reportaram preocupações relacionadas com separação familiar, violência baseada no género, perda de documentação e sofrimento psicossocial.

O OCHA refere que, embora os números mensais de deslocados tenham permanecido abaixo dos registados em grande parte de 2025, o aumento observado nos últimos dois meses demonstra a fragilidade da situação de segurança no norte de Moçambique.

Os movimentos populacionais continuam a ocorrer sobretudo dentro dos próprios distritos afetados ou para distritos vizinhos, sendo frequentemente reincidentes, segundo a agência das Nações Unidas.

No relatório acrescenta-se que as necessidades humanitárias nas zonas afetadas pelo conflito continuam a exceder os recursos disponíveis, num contexto em que o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária para 2026 recebeu apenas 29% do financiamento necessário até junho. Dos 534 milhões de dólares (455 milhões de euros) necessários para responder às consequências do conflito e das cheias em Moçambique, tinham sido mobilizados 152 milhões de dólares (129 milhões de euros).

Segundo o OCHA, a insuficiência de financiamento está a afetar vários setores da resposta humanitária, com especial incidência na educação, logística e nutrição, ameaçando deixar famílias vulneráveis sem apoio adequado para responder às necessidades mais urgentes.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

O OCHA refere que uma parte significativa dos movimentos de deslocados este ano já corresponde a deslocações repetidas, refletindo a instabilidade persistente em várias zonas da província.

A agência das Nações Unidas contabilizou 2.562 pessoas deslocadas pela primeira vez em 2026, 7.922 pela segunda vez, 657 pela terceira, 2.769 pela quarta e 12.274 em cinco ou mais ocasiões, evidenciando a vulnerabilidade prolongada das populações afetadas pelo conflito.

No relatório refere-se igualmente que Moçambique contabilizava 662 mil deslocados internos em fevereiro deste ano, maioritariamente concentrados nas províncias afetadas pela insurgência armada no norte do país.

Assinala-se ainda que as necessidades humanitárias permanecem elevadas noutras regiões afetadas por crises recentes, nomeadamente as cheias, estimando-se que mais de 620 mil pessoas necessitam de assistência, das quais cerca de 417 mil já receberam algum tipo de apoio.

A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho em Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram oito mortos, elevando para 6.632 o número total de óbitos desde 2017.

De acordo com o mais recente relatório da ACLED, com dados de 01 a 14 de junho, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).


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O Banco de Moçambique identificou a tensão pós-eleitoral, a instabilidade militar em Cabo Delgado e os choques climáticos como principais vulnerabilidades que afetaram a estabilidade financeira do país em 2025.