segunda-feira, 30 de março de 2026

Petroleiro russo com 100.000 toneladas de crude chegou a Cuba... O petroleiro Anatoly Kolodkin, que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou hoje a Cuba, anunciou o Ministério dos Transportes da Rússia.

© Maryorin Mendez / AFP via Getty Images   Por  LUSA  30/03/2026 

"O navio está a aguardar descarregamento", informaram as autoridades russas, num comunicado divulgado pela agência de notícias Interfax, após o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter autorizado a chegada do carregamento de petróleo russo. 

Este é o primeiro carregamento de petróleo a chegar à ilha nos últimos três meses.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

Teerão confirma morte de comandante da Marinha... As autoridades do regime xiita de Teerão confirmaram hoje a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, que Israel anunciou ter matado na passada semana.

© Lusa   30/03/2026 

Tangsiri era um dos rostos mais conhecidos das forças armadas da República Islâmica do Irão e "sucumbiu a ferimentos graves", comunicou a Guarda Revolucionária, exército ideológico iraniano, no portal de notícias Sepah.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Espanha fecha espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão... Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

Por  sicnoticias.pt

"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou, nesta segunda-feira, o jornal El Pais, que cita fontes militares.

A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".

"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".

"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.

O 'não' à guerra de Pedro Sánchez

Segundo escreve, nesta segunda-feira, o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.

O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.

Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.

O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".

Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.

Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial.


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As autoridades russas reconheceram hoje o ataque lançado pela Ucrânia contra uma fábrica de fertilizantes na região de Samara, que tinha sido noticiado por órgãos de comunicação ucranianos.


Líder da oposição de Taiwan confia que visita à China reduza tensões... A presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, manifestou hoje a esperança de que a sua visita à China, prevista para entre 07 e 12 de abril, contribua para reduzir tensões militares.

© I-Hwa Cheng / AFP via Getty Images     Por LUSA   30/03/2026 

A deslocação à China "mostrará ao povo de Taiwan e ao mundo uma coisa: que os dois lados do estreito não estão destinados à guerra, nem precisam de permanecer à beira de um conflito militar", afirmou Cheng numa conferência de imprensa na sede do partido, em Taipé, citada pela agência noticiosa CNA. 

O Comité Central do Partido Comunista da China (PCC) e o seu secretário-geral, Xi Jinping, convidaram Cheng a liderar uma delegação do KMT numa visita a Jiangsu, Xangai e Pequim entre 07 e 12 de abril, anunciou hoje o diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Song Tao.

A viagem será a primeira de um líder do partido da oposição à China desde que a então presidente do KMT, Hung Hsiu-chu, realizou uma visita semelhante em novembro de 2016.

Durante a sua intervenção, Cheng Li-wun afirmou que qualquer esforço para melhorar as relações entre Taipé e Pequim deverá basear-se nos termos do "Consenso de 1992" e na oposição à independência de Taiwan.

Esse consenso corresponde a um alegado entendimento entre o PCC e o então Governo taiwanês, liderado pelo Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), segundo o qual ambas as partes reconhecem a existência de "uma só China", embora com interpretações distintas.

No entanto, o Partido Democrático Progressista (PDP), de orientação soberanista e no poder em Taiwan desde 2016, nunca reconheceu essa interpretação, por considerar que implicaria legitimar a reivindicação chinesa sobre a ilha.

A visita de Cheng ocorre num contexto de agravamento das relações entre Taiwan e a China, que considera a ilha -- governada de forma autónoma desde 1949 -- como uma "parte inalienável" do seu território e não excluiu o recurso à força para assumir o seu controlo.

O anúncio surge também pouco após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter confirmado que viajará à China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com Xi Jinping, numa visita inicialmente prevista para entre o final de março e o início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.

Entre os temas que poderão ser discutidos nesse encontro está a venda de armamento a Taipé: numa chamada telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.


Leia Também: Líder da oposição de Taiwan visita China continental entre 7 e 12 de abril

A presidente do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, aceitou hoje um convite do Presidente chinês, Xi Jinping, para visitar a China entre 07 e 12 de abril.

Ataque aéreo atinge sul de Beirute após alerta do exército israelita... Um ataque aéreo atingiu hoje os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, depois do alerta emitido pelo exército israelita aos moradores de sete bairros, de acordo com imagens da AFPTV.

© REUTERS/Adnan Abidi    Por LUSA  30/03/2026 

As imagens ao vivo mostraram uma densa coluna de fumo a aparecer no local do ataque, uma zona identificada como reduto do Hezbollah pró-iraniano, que tem sido bombardeada por Israel e está praticamente esvaziada de habitantes desde o dia 02 de março. 

Este ataque surgiu depois de, no domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter dito que ordenou "a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Israel recua e concede ao Patriarca Latino de Jerusalém acesso ao Santo Sepulcro... O primeiro-ministro de Israel revogou esta segunda-feira a proibição de entrada no Santo Sepulcro à mais alta autoridade católica da Terra Santa, o Patriarca Latino, afirmando que pode "realizar serviços religiosos como desejar".

Por  sicnoticias.pt

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", disse Benjamin Netanyahu, num comunicado.

A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

A decisão foi tomada apesar de Pizzaballa ter respeitado as restrições de segurança que limitam os aglomerados a 50 pessoas devido à guerra com o Irão.

"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou o clérigo, em declarações transmitidas pela emissora italiana TV2000.

O cardeal também deixou claro que o incidente ocorreu "sem confrontos" e que foi tratado de forma educada.

"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.

Além disso, Pizzaballa indicou que compreende que se deva garantir a segurança em plena guerra, mas também a oração face à celebração da Semana Santa.

O Patriarca Latino de Jerusalém afirmou que pretende aproveitar o impedimento de que foi alvo para que se preserve o direito à oração, "respeitando a segurança de todos".

Benjamin Netanyahu assegurou que as forças de segurança israelitas estavam a "elaborar um plano para que os líderes eclesiásticos possam celebrar os seus cultos no local sagrado durante os próximos dias".

Segundo o governante israelita, o Irão tem atacado "repetidamente" os locais sagrados das três religiões monoteístas, numa referência à queda de destroços da interceção de um míssil no bairro judeu, a apenas 400 metros da Esplanada das Mesquitas ou do Muro das Lamentações.

Não há indícios, até ao momento, de que estes locais (entre os quais a Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão) fossem o alvo específico dos mísseis disparados pelo Irão.

Autoridades de países como Itália, França, Espanha, Brasil e até mesmo Estados Unidos manifestaram rejeição à decisão israelita.

O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, reprovou no domingo o impedimento da celebração da missa de Domingo de Ramos, assim como o Governo, que através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, condenou a ação da polícia israelita.

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

Petroleiro russo alvo de sanções aproxima-se de Cuba apesar do bloqueio... Um petroleiro russo, alvo de sanções, navega em direção a Cuba, que enfrenta uma grave crise energética devido a um bloqueio dos Estados Unidos (EUA), encontrando-se a poucos quilómetros da costa leste do país, no Atlântico.

© Lusa    30/03/2026 

De acordo com o portal de acompanhamento de tráfego marítimo MarineTraffic, o petroleiro Anatoly Kolodkin foi localizado às 21h30 de domingo (02h30 de hoje em Lisboa), a cerca de 30 quilómetros da costa leste de Cuba, perto do município de Banes. 

O MarineTraffic indica que a embarcação de bandeira russa, que está sob sanções dos EUA e da União Europeia, deverá chegar ao porto de Matanzas (a cerca de 100 quilómetros a leste de Havana) às 06h00 de terça-feira (11h00 em Lisboa).

A chegada deste navio, que transporta mais de 700 mil barris de crude, ao principal porto petrolífero do país trará algum alívio à crise energética e económica da ilha caribenha.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

"Eles precisam de sobreviver! (...) Não tenho qualquer problema com isso", afirmou.

O Presidente norte-americano afastou ainda a ideia de que a chegada de crude a Cuba tenha qualquer impacto na situação atual da ilha.

"Cuba está acabada, o regime é péssimo, os seus líderes são muito maus e corruptos, e receber ou não um carregamento de petróleo não fará qualquer diferença", disse Trump.

Em 20 de Março, dois veleiros, o "Friend Ship" e o "Tiger Moth", partiram de Isla Mujeres, no sudeste do México, com nove pessoas e ajuda humanitária a bordo, com destino a Cuba.

Os veleiros fazem parte de uma caravana internacional que transporta 50 toneladas de material médico, alimentos, painéis solares e outros bens de primeira necessidade para abastecer Cuba.

A Marinha mexicana anunciou na quinta-feira que lançou uma missão de busca e salvamento depois de ter perdido todas as comunicações com os dois veleiros.

No sábado, porém, um porta-voz da flotilha disse que a marinha mexicana tinha localizado os dois veleiros e que as tripulações se encontram sãs e salvas.

Central nuclear no Irão inoperacional por danos em ataque de Israel e EUA... A central nuclear de Khondab, no Irão, deixou de funcionar devido aos danos sofridos num ataque por Israel e Estados Unidos, mas não continha material nuclear, revelou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (EIEA).

Por LUSA 

Em comunicado na rede social X, esta organização revelou que, "com base numa análise independente de imagens de satélite e com conhecimento das instalações" de Khondab, concluiu que a central que produz "água pesada" sofreu graves danos e está inoperacional.

Na sexta-feira, os Estados Unidos e Israel atacaram as centrais de Khondab e Ardakan, consideradas instalações-chave na transformação de urânio com vista a enriquecimento nuclear, e igualmente a de Bushehr, no sul do Irão, sem causar vítimas, neste caso embora tenha sido o terceiro ataque em dez dias.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

domingo, 29 de março de 2026

Cientistas da Universidade de Tóquio estudam baleias que podem viver mais de 200 anos e identificaram proteínas ligadas ao reparo do DNA e à resistência ao envelhecimento, ajudando a explicar como esses animais atingem uma longevidade tão extrema.

@Fatos Desconhecidos 

Ao analisar esses mecanismos, os pesquisadores observaram efeitos positivos até em células humanas em laboratório, levantando a possibilidade de que essas descobertas possam, no futuro, contribuir para prolongar a vida humana.

Pesquisadores identificaram que a baleia-da-groenlândia, que vive mais de 200 anos, possui altos níveis da proteína CIRBP. Esta proteína é crucial para reparar danos no DNA e manter a estabilidade do genoma, essencial para o envelhecimento lento e a resistência a doenças como o câncer. Testes em laboratório mostraram que essa proteína pode melhorar o reparo do DNA e aumentar a longevidade, oferecendo pistas sobre o envelhecimento humano. 

Principais Descobertas:

Proteína Chave (CIRBP): A baleia-da-groenlândia produz níveis extremamente alt Impacto na Longevidade: os de CIRBP, uma proteína ativada pelo frio, que repara quebras de dupla fita no DNA.

Mecanismo de Defesa: O estudo indica que, embora suscetíveis a danos, o DNA dessas baleias é reparado com eficácia antes de causar doenças.

Impacto na Longevidade: A pesquisa, que envolveu equipes da Universidade de Rochester e colaborações, sugere que o aprimoramento da manutenção genética é uma chave para a vida longa.

Testes em Células Humanas: A introdução dessa proteína em células humanas e moscas-das-frutas melhorou o reparo do DNA, aumentando a expectativa de vida nas moscas.

Estudos Futuros: Embora promissora, a aplicação dessas descobertas para prolongar a vida humana ainda exige muitas pesquisas adicionais. 

Irão ameaça bombardear universidades israelitas e americanas no Médio Oriente... O Irão garante que está preparado para resistir a uma invasão terrestre e que os militares norte-americanos serão aniquilados assim que pisarem solo iraniano. As ameaças estendem-se a outros interesses dos Estados Unidos e de Israel na região.

Por sicnoticias.pt

O regime iraniano ameaça bombardear universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente se até ao meio de segunda-feira Telavive e Washington não se retratarem por terem atacado duas universidades no Irão.

A retórica intimidatória de Teerão acompanha a perceção de uma invasão iminente. A imprensa norte-americana diz que o Pentágono estima que a operação terrestre, com milhares de fuzileiros e soldados, dure várias semanas.

O Irão ameaça atacar o porta-aviões USS Abraham Lincoln assim que este estiver ao seu alcance e adverte os Estados Unidos de que os militares capturados serão lançados aos tubarões.

Entretanto, a República Islâmica continua a atacar os Estados do golfo. Os Emirados Árabes Unidos reportam diariamente a interceção de dezenas de mísseis e drones iranianos. O mesmo acontece com Israel, com destaque para os mísseis que provocam baixas ou danos consideráveis, como o deste domingo numa fábrica de produtos químicos em Beersheba, no sul do país.

Em Teerão, a emissora Al Araby, com sede no Qatar, confirmou que um míssil israelita atingiu, no sábado, as instalações, obrigando à interrupção da transmissão em direto.

Israel afirma estar prestes a completar a destruição do sistema de produção de armas, mas admite que o arsenal de mísseis balísticos iranianos e os centros de comando continuam a ser uma ameaça.


Os Estados Unidos não confirmam a iminência de uma invasão terrestre no Irão. Dizem apenas que a operação militar está perto do fim. O vice-Presidente, JD Vance, garante que Washington não tem qualquer interesse em prolongar o conflito por dois ou três anos.

Prevista para quarta-feira 1.ª viagem de astronautas à Lua em meio século... A primeira viagem de astronautas à Lua em mais de 50 anos deve iniciar-se na quarta-feira com o lançamento da missão Artemis II, no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Florida.

Por LUSA 

A NASA prevê 80% de hipóteses de tempo favorável na quarta-feira, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e o potencial para ventos fortes, indicou hoje a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

O foguetão Artemis SLS tem 98 metros de altura, quatro motores principais e dois propulsores laterais.

A tripulação do Artemis II orbitará a Lua e o voo de 10 dias terminará com uma aterragem no Oceano Pacífico.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

O comandante da missão, Reid Wiseman, declarou hoje que tudo está preparado para o lançamento, que estava agendado há quase dois meses, mas foi adiado devido a problemas técnicos e meteorológicos.

"Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo", disse Wiseman na última conferência de imprensa virtual dos astronautas antes do lançamento. "Podemos ir até à plataforma de lançamento e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso", acrescentou.

Christina Koch referiu que a tripulação tem "a forte esperança de que esta missão seja o início de uma era em que todos, cada pessoa na Terra, possam olhar para a Lua e pensar nela como um destino".

A missão representa "um passo importante em direção a Marte", onde "poderá haver uma maior probabilidade de encontrar provas de vida", adiantou.

No dia do lançamento, os astronautas acordarão oito horas antes da descolagem, contou Glover, que disse que as suas últimas ações na Terra serão rezar e dizer à sua família que os ama.

Hansen, por seu turno, partilhou que, entre os momentos mais emocionantes, estará um eclipse solar total, no qual verão o Sol passar atrás da Lua.

O novo administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou na passada terça-feira a suspensão do projeto Gateway, uma estação orbital lunar, para concentrar esforços no desenvolvimento de uma base na superfície da Lua.

"Suspendemos o projeto Gateway como estava pensado e vamos concentrar-nos em estabelecer a infraestrutura necessária para garantir uma presença sustentável na superfície lunar", disse num discurso na sede da NASA, em Washington, nos Estados Unidos, citado pela agência France-Presse.

O ambicioso plano para acelerar o regresso à Lua até 2028, realizar alunagens tripuladas a cada seis meses e construir uma base lunar permanente nos próximos sete anos foi avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

A agência norte-americana estabeleceu parcerias com várias organizações internacionais para o projeto, incluindo a Agência Espacial Europeia (ESA), que está a desenvolver módulos para o Gateway, e contará com contribuições de empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin.


Leia Também: Astronautas já estão no local de lançamento de missão à lua da NASA

Os austronautas que irão sobrevoar a lua chegaram sexta-feira ao local de lançamento, o Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida, noticiou a Associated Press (AP).

Netanyahu ordena ocupação de mais território no sul do Líbano... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse este domingo que "ordenou a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

Por  SIC Notícias Com LUSA

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Segundo o chefe do governo de Israel, o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, ainda conserva "uma capacidade residual de lançar 'rockets'".

Netanyahu indicou outras áreas ocupadas pelo exército israelita como exemplos de como "a face do Médio Oriente" e a segurança de Israel mudaram.

"Estamos a tomar a iniciativa, estamos a atacar e criámos três cinturões de segurança em território inimigo. Na Síria, desde o topo do Monte Hermon até Yarmouk. Em Gaza, em mais de metade da Faixa", referindo-se ao destacamento de tropas ao longo da Linha Amarela, medida que devia ser temporária no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor.

"O Irão já não é o mesmo Irão, o Hezbollah já não é o mesmo e o Hamas já não é o mesmo Hamas. Já não são exércitos terroristas que ameaçam a nossa existência; são inimigos derrotados que lutam pela sua sobrevivência", salientou Netanyahu, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 2 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Entre os mortos estão 52 profissionais de saúde, de acordo com a agência noticiosa norte-americana Associated Press, que dá conta igualmente de mais de um milhão de libaneses deslocados devido ao conflito.

Estudantes dos PALOP queixam-se de atrasos nos vistos e dificuldades em Portugal

Por expressodasilhas.cv

Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em Portugal queixam-se de atrasos na emissão de vistos, rendas incomportáveis e barreiras curriculares que dizem transformar o sonho académico numa luta pela sobrevivência e saúde mental.

Bilkiça Câmara, estudante guineense na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, descreveu à agência Lusa uma realidade onde o sucesso académico é, muitas vezes, ensombrado por uma luta pela sobrevivência e regularização documental que afecta a maioria dos alunos internacionais, nomeadamente dos PALOP.

“Não é uma ou duas ou três pessoas que passam por isso, é a grande maioria dos estudantes que ingressam através do regime especial”, disse, explicando que a demora no processo de emissão de vistos faz com que muitos cheguem a Portugal em Dezembro ou Março, quando os semestres já estão praticamente concluídos.

Este obstáculo é transversal a estudantes de outras nacionalidades da lusofonia.

Beatriz Pires, antiga aluna da Faculdade de Letras que veio de São Paulo, Brasil, disse que a documentação foi o maior entrave, ficando cerca de seis meses sem conseguir estudar.

Segundo Bilkiça Câmara, os alunos chegam tão atrasados que não conseguem fazer o primeiro ano por terem muitas unidades curriculares pendentes, e muitos dos que chegam em março, a meio do segundo semestre, desistem.

Esta chegada tardia gera um “desânimo total” e ainda estados de saúde mental “completamente destrutivos”, diz a estudante guineense que contou que acompanha colegas a consultas de psicologia.

Céline Machaieie, estudante moçambicana no Instituto Superior Técnico, relatou que o seu visto demorou quase dois meses, resultando num primeiro semestre “praticamente perdido”.

“Em vários momentos até já pensei em desistir e voltar para o meu país”, contou.

Além da burocracia, a barreira económica é outro obstáculo apontado, pois no mercado de arrendamento privado os quartos rondam os “400 ou 500 euros”, valores incomportáveis para os alunos que chegam sozinhos.

Esta pressão financeira empurra muitos dos estudantes para empregos precários e exploração laboral, onde acabam por abandonar os estudos para garantirem o sustento, de acordo com Bilkiça Câmara.

"Eles têm que decidir ou continuam com os estudos ou continuam a trabalhar para os sustentar. E muitos acabam por escolher a segunda opção, que é trabalhar para se sustentar", lamentou.

As estudantes apontam ainda a diferença entre os currículos dos seus países de origem e o sistema português.

Bilkiça Câmara criticou o ensino “muito voltado à Europa e aos Estados Unidos”, sublinhando que as visões africanas ou asiáticas, quando ensinadas, mantêm uma perspectiva eurocêntrica.

Também Céline notou que os conteúdos que em Moçambique apenas seriam abordados no ensino superior, em Portugal já fazem parte do currículo secundário, exigindo um “esforço extra”.

As estudantes relataram também episódios de preconceito como a exclusão em trabalhos de grupo ou a diferenciação por serem mulheres negras.

"O trabalho de acolhimento e integração efectivo não está a ser feito. Em muitas universidades, os estudantes chegam cá e estão completamente sozinhos, sem saber se virar. Eu não vejo universidades a dedicarem o seu tempo para mostrar a faculdade aos estudantes, para disponibilizar mentorias ou tutorias", declarou Bilkiça Câmara.

Beatriz Pires confirma esta visão e disse que o apoio acaba por vir apenas dos próprios estudantes que criaram núcleos para ajudar quem passa pelo mesmo.

"A gente sabe exactamente o que é exclusão, o que é ter um professor que fala que nós não sabemos escrever", disse a estudante brasileira.

Como resposta, pedem medidas concretas às instituições de ensino superior. Céline e Bilkiça sugerem a criação de dias abertos e mentorias, além de aulas de apoio para colmatar as diferenças curriculares.

"Tem que haver maior sensibilização e reconhecer que estes estudantes têm dificuldades, acabaram de chegar, estão aqui sozinhos, precisam de ser integrados academicamente, social e cultural", disse a jovem guineense, concluindo que "não adianta quererem estudantes estrangeiros (...) se não trabalham a sério para integrar e alcançar esses estudantes”.

Embaixador iraniano no Líbano não vai acatar ordem de expulsão... O embaixador iraniano no Líbano não vai acatar a ordem de expulsão das autoridades libanesas, que lhe deram até hoje para deixar o país, adiantou fonte diplomática à agência de notícias AFP.

© Anwar AMRO / AFP via Getty Images   Por  LUSA   29/03/2026 

Mohammad Reza Raeuf Sheibani "não deixará o Líbano, de acordo com os desejos do presidente [do parlamento] Nabih Berri e do Hezbollah", precisou a fonte, que pediu para permanecer anónima.

O movimento xiita pró-iraniano Hezbollah apelou a Beirute a rever a sua decisão de expulsar o embaixador, acusado de ingerência no território libanês.

O Líbano revogou a acreditação do embaixador iraniano recentemente nomeado em Beirute e deu-lhe até domingo para sair do país, anunciou no dia 24 o Ministério dos Negócios Estrangeiros libanês.

Esta medida surge depois de Beirute ter acusado a Guarda Revolucionária do Irão de dirigir operações do grupo xiita Hezbollah contra Israel a partir do Líbano e de ter anunciado a proibição das suas atividades em território libanês.

O ministério afirmou que convocou o encarregado de negócios iraniano e informou-o da decisão das autoridades de "considerar o embaixador Mohammad Reza Raeuf Sheibani, nomeado para o cargo em fevereiro, como 'persona non grata'".

A declaração, que indica que uma pessoa não é bem-vinda num país, obriga à sua retirada da missão diplomática, resultando na perda de imunidades e privilégio.


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A Universidade de Tecnologia de Isfahan foi hoje atingida, pela segunda vez, por um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel, com o registo de quatro feridos.

Médio Oriente: Os principais desenvolvimentos das últimas horas... Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP). Saiba o essencial deste domingo durante a manhã.

© AFP via Getty Images  LUSA   29/03/2026 

Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP), são os seguintes:

Irão ameaça atingir o USS Abraham Lincoln

O chefe da marinha iraniana, Shahram Irani, afirmou hoje que o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln será alvo caso fique ao alcance do fogo.

"Assim que o grupo aeronaval do USS Abraham Lincoln estiver ao alcance, vingar-nos-emos pelo sangue dos mártires do navio Dena, lançando diferentes tipos de mísseis mar-mar", ameaçou, citado pela televisão estatal, referindo-se à fragata iraniana afundada pelos Estados Unidos no dia 04.

Dois navios atravessam o estreito de Ormuz em direção à Índia

Dois navios de bandeira indiana, transportando gás de petróleo liquefeito (GPL), atravessaram o estreito de Ormuz, anunciou hoje o Ministério indiano dos Transportes Marítimos.

Os transportadores BW TYR e BW ELM, com uma carga combinada de cerca de 94.000 toneladas, estão a caminho das costas indianas, indicou o ministério, enquanto o Irão praticamente interrompeu o tráfego marítimo no estreito.

Navios paquistaneses também autorizados a atravessar o estreito

O ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Ishaq Dar, anunciou na tarde de sábado que o Irão autorizou mais 20 navios de bandeira paquistanesa - dois navios por dia - a transitar pelo estreito de Ormuz.

Reunião quadripartida em Islamabade sobre a guerra

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia reúnem-se hoje à tarde em Islamabade para discutir a guerra no Médio Oriente, na qual o Paquistão atua como intermediário entre os Estados Unidos e o Irão.

A reunião diplomática destas nações muçulmanas deve abordar "nomeadamente esforços para desanuviar as tensões na região", indicou o ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros.

Ataque à Bank of America em Paris: duas novas detenções

Duas novas pessoas foram detidas durante a noite de sábado para hoje no âmbito da investigação ao ataque frustrado contra a sede parisiense da Bank of America, anunciou o Ministério Público Nacional Antiterrorista (PNAT), contactado pela AFP.

A detenção do menor detido no sábado "foi igualmente prolongada", precisou o PNAT. No total, três pessoas estão sob custódia neste caso, ao qual o ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, associou um "vínculo" com a guerra no Médio Oriente.

Teerão acusa Washington de preparar ataque terrestre

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou hoje os Estados Unidos de planearem uma ofensiva terrestre enquanto conduzem publicamente esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

"O inimigo envia publicamente mensagens de negociação e diálogo, mas planeia secretamente uma ofensiva terrestre", afirmou Ghalibaf, em comunicado divulgado pela agência oficial Irna.

Operações terrtres no Irão em preparação, segundo o Washington Post

O Pentágono prepara operações de várias semanas no terreno no Irão, noticiou no sábado o Washington Post, citando responsáveis norte-americanos.

Estas operações não se destinariam a uma invasão em grande escala, sublinharam as fontes, consistindo antes em incursões em território iraniano por forças especiais e outros soldados. Não se sabe se Donald Trump aprovará o plano, segundo o Washington Post.

Escritório de canal de TV do Qatar em Teerão danificado por ataque

A cadeia de notícias qatari Al Araby anunciou hoje que um míssil israelita atingiu o edifício que alberga o seu escritório em Teerão, causando danos.

Imagens do interior mostravam janelas partidas, estilhaços de vidro e destroços. No exterior, edifícios vizinhos ficaram danificados e as ruas estavam cobertas de escombros.

Irão condena Israel pela morte de três jornalistas libaneses

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, condenou o ataque israelita que matou na véspera três jornalistas libaneses, incluindo um correspondente de destaque da al-Manar do Hezbollah, enterrados hoje.

Estas mortes constituem um "assassínio dirigido" e uma "violação flagrante do direito internacional", afirmou Araghchi na sua conta oficial do Telegram.

Os jornalistas nunca devem ser alvo, "mesmo quando têm ligações com partes do conflito", afirmou também o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot.

Síria: ataque com drones vindo do Iraque contra base americana

O vice-ministro da Defesa sírio anunciou que as forças do seu país repeliram hoje um ataque com drones vindos do Iraque, que visava uma base norte-americana no nordeste da Síria.

A base americana de Qasrak, na província de Hassaké, "foi atacada por quatro drones lançados a partir do território iraquiano", declarou o responsável sírio, Sipan Hamo, no X, acrescentando que "os drones foram abatidos sem causar vítimas".


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O impacto de destroços de um míssil iraniano numa zona de indústrias químicas no sul de Israel provocou hoje fuga de materiais perigosos, anunciaram os Bombeiros de Israel num comunicado citado pela agência de notícias EFE.

Marinha iraniana estendeu controlo até à porta de entrada de Ormuz... A Marinha iraniana anunciou hoje que estendeu o controlo sobre o Estreito de Ormuz até ao Golfo de Omã e avisou os Estados Unidos de que disparará contra o porta-aviões Abraham Lincoln assim que este estiver ao seu alcance.

© AFP via Getty Images    Por LUSA  29/03/2026 

O navio, parte da operação americana contra o Irão, está atualmente posicionado no Mar Arábico, a centenas de quilómetros do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz localiza-se entre o Irão e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

O comandante da Marinha iraniana, contra-almirante Shahram Irani, avisou que possui baterias de mísseis costeiros prontas a serem ativadas assim que o porta-aviões norte-americano estiver ao seu alcance.

"A leste do Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã, considerado a porta de entrada para o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico, está sob o controlo total da Marinha da República Islâmica do Irão", declarou o contra-almirante.

Por isso, quando a Marinha avistar o navio, o contra-almirante afirmou que os militares iranianos "vingarão o sangue dos mártires disparando vários tipos de mísseis da costa para o mar", acrescentando que os militares iranianos estão a "monitorizar com precisão, em tempo real", todos os movimentos do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões.


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O Governo de Omã anunciou hoje uma investigação para determinar a origem dos drones que atingiram o porto de Salalá e recordou a sua neutralidade no conflito que opõe os Estados Unidos e o Irão.

Liga Árabe apela a "ação conjunta" face a ataques de Teerão no Golfo... A Liga Árabe apelou hoje para uma "ação árabe conjunta" dos seus 22 Estados-membros face aos "atrozes" ataques do Irão contra infraestruturas dos países do Golfo e à guerra conduzida pelos EUA e Israel contra a nação persa.

© Lusa  29/03/2026 

"Estamos a viver um momento excecional na história da região e na história da ação árabe conjunta, um momento que exige uma voz unificada e coletiva, e mensagens claras que não admitam interpretações erradas nem ambiguidades", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdelatif bin Rashid, vincando a divisão política historicamente existente entre os diferentes Estados Membros. 

O chefe da diplomacia do Bahrein, que preside à 165.ª sessão ordinária do Conselho da Liga Árabe a nível ministerial, fez estas declarações no início da cimeira, reiterando a necessidade de unidade face aos "ataques iranianos" contra a "soberania" dos países do Golfo Pérsico.

Bin Rashid criticou também o facto de que os pretextos do Irão para realizar estes ataques foram "deliberadamente fabricados para turvar a situação" e simular que "parecem uma forma de confrontação com Israel".

"Outros já seguiram este caminho, e vimos como acabaram por destruir os seus próprios países, sem oferecer qualquer apoio tangível ou genuíno à causa palestiniana", acrescentou bin Rashid, referindo-se ao grupo xiita libanês Hezbollah e aos rebeldes huthis do Iémen, cujos ataques contra Israel foram respondidos com severidade.

Por este motivo, Bin Rashid exigiu "o cessar imediato dos ataques iranianos", bem como o fim do bloqueio do estreito de Ormuz, que está a colocar em dificuldades as economias árabes do Golfo, fortemente dependentes dos rendimentos da exportação de petróleo e gás natural.

"Respeitamos o direito dos Estados atacados de se defenderem, individual ou coletivamente", afirmou, apesar de, após um mês de ataques iranianos, nenhum país do Golfo ter feito qualquer intervenção militar contra o Irão, numa tentativa de não agravar ainda mais as tensões no Médio Oriente.

O Irão lançou centenas de ataques contra bases militares norte-americanas e infraestruturas vitais dos países árabes em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, ações destinadas a pressionar as ricas nações do Golfo a exercerem influência sobre Washington para travar a agressão.

Israel atinge objetivos contra produção iraniana "dentro de alguns dias"... As forças armadas israelitas afirmaram hoje estar a dias de concluir os seus objetivos no que diz respeito à destruição das capacidades de produção de armas do Irão, embora tenham reiterado que ainda restam alvos noutras áreas da sua ofensiva no país.

Por LUSA 

"Dentro de alguns dias, poderemos concluir o trabalho contra os alvos prioritários na área da produção", afirmou o porta-voz do Exército israelita, Nadav Shoshani, citado pela agência EFE.

O militar salientou que isso não significa que Israel esteja a concluir a sua missão no Irão, uma vez que outras categorias de alvos (como as capacidades nucleares iranianas, o seu arsenal de mísseis balísticos ou os seus centros de comando) continuam a existir.

"Israel está prestes a ter destruído 90% das infraestruturas para o desenvolvimento de armas que ameaçam Israel", noticiou no sábado o jornal The Times of Israel.

Oficiais israelitas afirmaram que o Exército lançou mais de 8.500 ataques no Irão desde o início da guerra, dirigidos contra mais de 3.000 alvos, entre centros de comando, a indústria de armamento e, com maior frequência nos últimos dias, as capacidades nucleares.

No entanto, desde que os Estados Unidos e o Irão encetaram conversações para abordar um possível cessar-fogo, Israel tem focado os seus ataques em alvos militares em detrimento dos políticos.

Quanto ao Líbano, o militar assegurou que as tropas israelitas continuam mobilizadas principalmente em torno da fronteira, enquanto parte das forças avança para o interior do país vizinho através de rusgas e operações "seletivas".

Evitou pronunciar-se sobre se os soldados terão avançado mais de oito quilómetros nas suas manobras no sul do Líbano.

O porta-voz militar recusou-se também a comentar o assassinato dos jornalistas Fatima e Mohamed Fatuni num ataque israelita no sul do Líbano, no qual as forças armadas afirmaram ter matado o também jornalista Ali Shaib, acusando-o de pertencer ao grupo xiita libanês Hezbollah, sem o provar.

Negou ainda que o Exército israelita esteja disposto a apresentar provas da sua ligação ao Hezbollah.

No sábado, oficiais militares apresentaram como provas da sua filiação a publicação de uma mensagem na rede social X em 2024 e os seus contactos com membros da organização, embora se tenham recusado a partilhar detalhes sobre essas conversas.

AEGBL disponibiliza serviços gratuitos de documentação para estudantes guineenses em Lisboa

A Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGBL) informou que passa a disponibilizar serviços gratuitos de documentação com o objetivo de apoiar a integração dos estudantes guineenses em Portugal.

Segundo a associação, a iniciativa contempla a emissão do Número de Identificação Fiscal (NIF), a obtenção do Número de Segurança Social (NISS) e o agendamento junto da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

A medida enquadra-se nas políticas de apoio à integração promovidas pela AEGBL e visa facilitar o processo de regularização, além de contribuir para melhores condições de integração académica e social dos estudantes.

Para mais informações, os interessados devem recorrer aos canais oficiais da associação.

Por RTB

Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones... A Rússia atacou esta noite a Ucrânia com um míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones, tendo as forças de defesa de Kiev conseguido abater ou neutralizar 380, informou hoje a Força Aérea ucraniana.

© Lusa  29/03/2026 

Em comunicado, a Força Aérea refere ainda terem-se registado impactos de 16 drones em sete locais e a queda de fragmentos em 14.

Segundo detalha, as forças russas lançaram o míssil Kinzhal a partir do espaço aéreo da região russa de Riazán e 442 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e de outros tipos a partir das origens russas de Briansk, Kursk, Oriol, Mílerovo e Primorsko-Ajtarsk, e ainda de Gvardíiske e Chauda, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Cerca de 300 dos drones lançados a partir das 18h00 de sábado (17h00 em Lisboa) e durante a noite eram Shahed, acrescenta o relatório, publicado no Telegram.

Até às 09h00 (08h00 em Lisboa) de hoje, a defesa antiaérea abateu ou neutralizou 380 desses aparelhos não tripulados inimigos, indicou a Força Aérea, que alertou que o ataque continua e que ainda existem vários drones no espaço aéreo.

Na comunidade de Voskresenska, na região de Mikoláyiv, 10 pessoas ficaram feridas no ataque noturno com drones, entre elas oito menores com idades entre os 10 e os 16 anos e duas mulheres de 40 e 18 anos, informou, por sua vez, o chefe da administração regional, Vitali Kim, no Telegram.

Todos os feridos foram hospitalizados e, na madrugada de hoje, a mulher de 40 anos e duas meninas de 13 e 15 anos encontravam-se em estado grave, enquanto o prognóstico para os outros seis menores é de gravidade moderada, acrescentou.

Na noite de sexta-feira para sábado, as forças russas atacaram uma maternidade na cidade de Odessa, onde se encontravam 22 recém-nascidos.

Por seu lado, as Forças de Sistemas Não Tripulados informaram da destruição, no sábado, de 1.305 alvos inimigos, 55 pontos de descolagem de drones, um sistema de defesa antiaérea, quatro tanques, 21 sistemas de artilharia, 42 veículos, 26 motociclos e 279 aeronaves não tripuladas inimigas.

"No total, ao longo do mês de março (de 01 a 28 de março), foram destruídos ou neutralizados 34.022 alvos, dos quais 9.590 eram combatentes inimigos", acrescenta o comunicado, divulgado hoje no Telegram.

Pentágono estará a preparar-se para operações terrestres no Irão... O Pentágono estará a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão e, ao que tudo indica, estarão a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. Donald Trump ainda não revelou se aprova este plano.

© Wikimedia Commons   Por  Notícias ao Minuto  29/03/2026 

O Pentágono estará a preparar-se para iniciar operações terrestres no Irão, o que poderá ditar uma nova fase no conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizar esta intensificação da guerra.

De acordo com o Washington Post, que cita fontes norte-americanas anónimas, os Estados Unidos estarão a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão, estando a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. 

O mesmo meio refere que a operação terrestre não deverá chegar a ser uma invasão em grande escala, mas envolveria várias incursões combinadas entre forças de Operações Especiais e tropas de infantaria.

O Pentágono estará a discutir o assunto há semanas, mas, até ao momento, Donald Trump ainda não revelou se aprova ou não o plano.

De notar que, nos últimos dias, a administração de Trump ora diz que a guerra está a chegar ao fim, ora ameaça intensificá-la. O presidente norte-americano, no entanto, tem dado sinais de que quer negociar o fim do conflito, apontando que o regime iraniano terá de abandonar as suas ambições nucleares, assim como parar com as ameaças contra os Estados Unidos e os seus aliados. 

Aliás, na passada sexta-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou, durante uma reunião com os aliados, que "não será um conflito prolongado" e salientou que os Estados Unidos poderiam "atingir todos os objetivos sem tropas terrestres".

"É a função do Pentágono fazer os preparativos necessários para dar ao comandante-chefe a máxima flexibilidade. Isso não significa que o presidente tenha tomado uma decisão", disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, quando questionada sobre o assunto numa conferência de imprensa. 

Recorde-se de que a guerra no Irão estende-se há já um mês e que várias figuras importantes do regime iraniano, incluindo o ex-líder supremo, Ali Khamenei, foram mortas durante os ataques.

De salientar ainda que a guerra já fez mais de duas mil vítimas mortais, incluindo 13 soldados norte-americanos


O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed-Bagher Ghalibaf, afirmou hoje que os Estados Unidos estão a planear uma ofensiva terrestre enquanto, publicamente, conduzem esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

Tribunal Constitucional do Congo valida vitória de Nguesso nas eleições... O Tribunal Constitucional da República do Congo (Congo-Brazzaville) validou a vitória do Presidente Denis Sassou Nguesso, que está há quase 30 anos consecutivos no poder, nas eleições realizadas em 15 deste mês.

© Reuters    Por LUSA  29/03/2026 

Num acórdão emitido no final da noite de sábado, o alto tribunal rejeitou o recurso de anulação do escrutínio apresentado pelo candidato presidencial da oposição, Uphrem Dave Mafoula, que denunciou irregularidades no processo eleitoral. 

O tribunal argumentou a "ausência de provas diretas e decisivas" para concluir que "as irregularidades alegadas não estavam comprovadas por falta de provas".

No resultado final, Nguesso, de 82 anos, obteve 94,90% dos votos, face aos 94,82% anunciados em 17 deste mês pelo ministro do Interior e da Descentralização congolês, Raymond Zéphirin Mboulou.

O chefe de Estado garantiu assim um quinto mandato de cinco anos desde que chegou ao poder em 1997, após impor-se a seis candidatos da oposição.

Depois de ter governado durante mais de quatro décadas (em dois períodos não consecutivos), Nguesso mantém-se como o terceiro chefe de Estado em exercício há mais tempo no poder em África, depois do equato-guineense Teodoro Obiang e do camaronês Paul Biya, que governam desde 1979 e 1982, respetivamente.

Na segunda posição ficou Mabio Mavoungou, de 70 anos e presidente do partido Aliança, que obteve 1,40% dos votos (face aos 1,48% anteriormente anunciados), seguido de Mafoula, de 43 anos e presidente de Os Soberanistas, com 1,03% (sem alterações).

Os restantes candidatos obtiveram menos de 1% dos votos.

Dos 3,15 milhões de eleitores registados (numa população total de cerca de seis milhões de habitantes), pouco mais de 2,6 milhões votaram, o que representa uma taxa de participação de 84,99% (face aos 84,65% indicados pelo ministro), segundo o tribunal.

Tal como aconteceu nas eleições de 2021, o dia de votação foi marcado por um corte de internet a nível nacional, segundo confirmou o observatório global de internet NetBlocks.

O Presidente pôde candidatar-se às eleições graças à polémica reforma constitucional de 2015, que eliminou o limite de 70 anos de idade para um candidato presidencial e o máximo de dois mandatos presidenciais de cinco anos.

Apesar de várias tentativas de criar alianças, a oposição, afetada pela repressão e pelo controlo do partido no poder sobre todo o aparelho do Estado, não conseguiu unir-se em torno de um candidato capaz de desafiar o veterano chefe de Estado, considerado o grande favorito das eleições.

Além disso, os principais partidos da oposição com representação parlamentar optaram pelo boicote, por considerarem que não estavam reunidas as condições para eleições livres e justas neste país produtor de petróleo da África Central.

Apesar dessa riqueza, mais de 46% da população vive com menos de 2,15 dólares por dia, segundo dados das Nações Unidas.