terça-feira, 28 de abril de 2026

UNIÃO EUROPEIA condena descarga de cereais ucranianos em Israel e avisa para sanções... A União Europeia condenou hoje a descarga de cereais ucranianos por um navio da "frota fantasma" russa em Israel e avisou que, "se necessário", sancionará "indivíduos e entidades em países terceiros" para atingir o esforço de guerra de Moscovo.

© Kristian Tuxen Ladegaard Berg/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  28/04/2026 

Numa declaração enviada à agência espanhola Europa Press, o porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa, Anouar El Anouni, indicou que já foram feitos contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel para expressar condenação pela descarga de cereais ucranianos roubados no porto de Haifa.

"Condenamos todas as ações que contribuem para o financiamento do esforço de guerra ilegal da Rússia, para iludir as sanções da União Europeia (UE), e continuamos preparados para responder a estas ações, acrescentando à lista indivíduos e entidades em países terceiros, se necessário", disse o porta-voz comunitário.

El Anouni acrescentou que a UE "tomou conhecimento" de relatos de que um navio da chamada "frota fantasma" russa, transportando cereais ucranianos roubados, foi autorizado a descarregar no porto de Haifa, "apesar de contactos prévios entre as autoridades ucranianas e israelitas sobre o assunto".

O porta-voz comunitário disse que a UE "mantém-se firme" no seu apoio a Kiev e na "pressão sobre a Rússia" até que ponha fim à "sua guerra de agressão", iniciada com a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Como exemplo, apontou a aprovação final do empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e do vigésimo pacote de sanções contra Moscovo.

Apesar da ameaça a Israel, qualquer medida de política externa, como a imposição de sanções, exige a unanimidade dos 27 Estados-membros do bloco europeu, uma tarefa complexa quando diz respeito a Israel, como sucedeu na semana passada, quando não se chegou a acordo para suspender o Acordo de Associação bilateral, proposto por Espanha.

Também não se chegou a acordo sobre a aplicação de medidas comerciais, que apenas exigem uma maioria qualificada, depois de países como a Alemanha e a Itália considerarem que era inapropriado sancionar Israel, alegando que também prejudicaria os seus cidadãos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia convocou hoje o embaixador israelita em Kiev para entregar uma nota de protesto.

O Governo ucraniano condenou a "contínua chegada a Israel de produtos agrícolas exportados ilegalmente pela Rússia a partir dos territórios temporariamente ocupados" durante a guerra.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou pelo seu lado a inação de Israel, sublinhando que as autoridades "não podem desconhecer os navios que chegam aos portos do país ou que carga transportam" e que, "em qualquer país normal", a compra de mercadorias roubadas acarreta responsabilidade legal.

Pouco antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, também criticou que "é difícil compreender a falta de uma resposta adequada de Israel ao legítimo pedido da Ucrânia".

O seu homólogo israelita, Gideon Saar, argumentou que Kiev "não apresentou qualquer prova para sustentar" as acusações contra os navios russos e "nem sequer solicitou assistência jurídica", criticando o facto de a Ucrânia ter recorrido aos meios de comunicação social e às redes sociais antes de abordar a questão bilateralmente.

"Sacrifício"? Reino Unido convoca embaixador do Irão em Londres... O Reino Unido convocou hoje o embaixador do Irão em Londres após a difusão de um apelo aos cidadãos iranianos residentes no território britânico para que "se sacrifiquem pela pátria".

© Lusa  28/04/2026 

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros responsável pelo Médio Oriente, Hamish Falconer, "deixou claro que tais atos e declarações eram totalmente inaceitáveis e que a embaixada deveria cessar qualquer comunicação suscetível de ser interpretada como um incitamento à violência no Reino Unido ou no estrangeiro", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico num comunicado.

Numa mensagem publicada a 15 de abril na sua conta da rede social Telegram, o consulado iraniano em Londres tinha apelado aos seus "compatriotas residentes no Reino Unido" para que se juntassem a uma campanha lançada pelas autoridades iranianas, batizada de "sacrificar-se pela pátria".

No Irão, por exemplo, a campanha levou dezenas de pessoas a formarem correntes humanas para proteger as centrais elétricas do país face aos ataques de Israel e dos Estados Unidos, de acordo com imagens divulgadas por meios de comunicação social estatais no início de abril.

A mensagem publicada apelava aos cidadãos iranianos em Londres para que se unissem "para expressar a sua solidariedade, lealdade e orgulho nacional", inscrevendo-se para participar nesta campanha, com um 'link' que remetia para o site do consulado.

O Reino Unido acolhe uma importante diáspora iraniana e Londres tem sido palco de manifestações de opositores às autoridades em Teerão desde o início do conflito, desencadeado por uma ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro.

Os serviços secretos britânicos alertam regularmente para as ações e ameaças das autoridades iranianas contra os opositores residentes no Reino Unido.

Além disso, a polícia está a investigar um grupo denominado Harakat al-Yamin al-Islamiyya (Hayi), suspeito de ser pró-Irão, que reivindicou incêndios e tentativas de incêndio recentes contra locais ligados à comunidade judaica em Londres e contra as instalações da televisão em língua persa Iran International, classificada como organização terrorista por Teerão.

Desde o ataque a ambulâncias de voluntários judeus em Londres a 23 de março, já foram detidas 26 pessoas no âmbito da investigação pela unidade de combate ao terrorismo a uma série de ataques contra instalações ligadas à comunidade judaica.

Oito suspeitos foram acusados de crimes relacionados com fogo posto e uma pessoa já foi condenada.

Entretanto, a polícia está a investigar um vídeo divulgado nas redes sociais na sexta-feira, no qual se alegava que a embaixada de Israel seria alvo de um ataque com drones transportando "substâncias perigosas".


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou hoje que o sul do Líbano "está a receber o mesmo tratamento de Gaza", após o exército reivindicar a destruição de túneis do grupo xiita Hezbollah na localidade de Qantara.

IMP CANCELA SUSPENSÃO PARCIAL DO TRANSPORTE MARÍTIMO ENTRE BISSAU E BOLAMA

Rádio Sol Mansi  28.04.2026
O Instituto Marítimo-Portuário da Guiné-Bissau anunciou o cancelamento da suspensão do transporte fluvial de passageiros na rota Bissau–Bolama–Bissau, mas apenas para embarcações autorizadas e que apresentem condições de segurança.

A decisão foi tomada esta terça-feira, após as preocupações levantadas pela população de Bolama na sequência da suspensão temporária aplicada devido ao recente incidente marítimo envolvendo uma piroga que ficou encalhada numa banca de areia perto do Ilhéu das Areias, conhecido como “Djiu di Arca”.

Segundo a nota do Instituto Marítimo-Portuário, à qual a Rádio Sol Mansi teve acesso, a suspensão tinha como objetivo impedir a circulação de pirogas e canoas sem autorização e sem condições adequadas de segurança para o transporte de passageiros.

No entanto, após encontros com a Administração Local, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e representantes da sociedade civil local, a autoridade marítima decidiu aliviar a medida apenas para aquela travessia.

O Instituto refora que apenas poderão continuar a operar as embarcações devidamente autorizadas e que cumpram as normas de segurança marítima exigidas.

RÚSSIA: Quase 3.000 mulheres assassinadas na Rússia por violência de género... Cerca de 3.000 mulheres foram assassinadas na Rússia entre 2022 e 2024 devido a violência de género, noticiou hoje o portal digital opositor russo The Insider.

© Getty Images   Por  LUSA   28/04/2026 

A publicação 'online' especializada em investigações jornalísticas, verificação de factos e análise política, com uma equipa editorial espalhada pelo mundo, obteve este número com base em relatórios de ativistas dos direitos humanos e dados apresentados pelo país na ONU.

Outro relatório, apresentado pela organização não-governamental independente Algoritmo da Luz, situou em 2.284 o número de mulheres assassinadas por violência de género entre 2022 e 2023, sendo que 2.123 delas foram mortas pelos companheiros.

Segundo a ONG, os números mantiveram-se estacionários desde 2011, com um pico durante os anos da pandemia da covid-19 e consequentes confinamentos, quando sofreram um aumento de mais de 70%.

"As mulheres têm maior probabilidade de desistir das denúncias e menor probabilidade de as apresentar. Já não confiam no sistema. Temem que a divulgação do abuso leve ao assédio [da vítima]", disse a The Insider uma ativista que solicitou o anonimato.

O Governo russo censura e persegue organizações sem fins lucrativos e abrigos para vítimas que tentam sensibilizar a sociedade e a classe política para os maus-tratos às mulheres por parte dos maridos e familiares.

Os ativistas alertaram que o problema se agravou com a guerra russa na Ucrânia, iniciada com a invasão do país em fevereiro de 2022, uma vez que muitos combatentes voltam da frente ucraniana com transtornos pós-traumáticos que exteriorizam através da violência.

Além disso, muitos deles são agressores condenados que se livraram de cumprir penas de prisão, alistando-se no Exército russo e reincidiram depois nos mesmos crimes.

O jornal digital The Insider relatou numerosos casos de reincidência devido à ausência de legislação punitiva para casos de violência doméstica e de género.

Muitas vezes, apesar de dezenas de queixas de diferentes pessoas, a polícia apenas conversa com o agressor para tentar dissuadi-lo de voltar a agredir.

Os especialistas citados pelo portal concordaram que os dados oficiais não refletem a verdadeira dimensão do problema na Rússia e sublinharam que na legislação do país nem sequer existe uma definição oficial do que constitui este tipo de agressão.

Por exemplo, o Ministério do Interior não inclui nos relatórios de violência doméstica casos de agressões contra mulheres cometidas por companheiros com quem não estejam legalmente casadas e exclui também as situações resolvidas sem decisão judicial.

As regiões com os mais elevados índices de violência de género são as do Norte do Cáucaso: Chechénia, Daguestão e Inguchétia.

As mulheres enfrentam ali uma cultura completamente patriarcal, na qual são generalizados os crimes de honra, em que, em colaboração com as forças de segurança regionais, as mulheres são perseguidas, inclusive fora do país, para serem assassinadas.

No final de março, o senador russo e presidente da comissão de legislação do Senado russo, Andrei Klishas, justificou a ausência de legislação na Rússia para penalizar a violência doméstica argumentando que tal atenta contra a família tradicional.

Em 2017, o Presidente russo, Vladimir Putin, despenalizou parcialmente a violência doméstica, reduzindo-a a uma infração administrativa se não tiver consequências graves e se tratar de um primeiro delito.


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A Ucrânia abateu mais de 33 mil drones russos de vários tipos em março, um valor mensal recorde desde o início da invasão há mais de quatro anos, anunciou hoje o ministro da Defesa ucraniano.

ONG alerta para ameaças à tolerância étnica e religiosa na Guiné-Bissau... O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, defendeu hoje que apesar da tolerância étnica e religiosa ser um facto no país, o discurso de ódio e a instabilidade político-governativa "podem abrir espaços para radicalização".

Por LUSARadio TV Bantaba     28/04/2026 

O responsável falava hoje durante a conferência: "Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau" organizada, num hotel de Bissau, pela Liga dos Direitos Humanos e o instituto português Marquês de Valle Flor.

O encontro, transmitido pelos órgãos de comunicação social guineenses, juntou diplomatas, entre os quais o embaixador de Portugal em Bissau, Miguel Silvestre, representantes de organismos internacionais, líderes religiosos e organizações locais que atuam na defesa dos Direitos Humanos.

No seu discurso, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos destacou que apesar de não existirem, neste momento, casos concretos de radicalismo e extremismo violento, o país enfrenta desafios que devem ser levados em conta.

"Apesar da nossa rica tradição de tolerância étnica e religiosa, enfrentámos desafios internos que não podem ser ignorados", disse Bubacar Turé apontando para a instabilidade político-governativa e o aumento do discurso de ódio.

O dirigente da Liga dos Direitos Humanos notou que esses fenómenos "podem fragilizar a coesão social e abrir espaços a dinâmicas de radicalização" que, disse, podem ainda ser aceleradas pela "crise de confiança" dos cidadãos nas instituições.

Bubacar Turé considerou que a Guiné-Bissau precisa de um "dialogo sério, franco e inclusivo" para promover a reconquista da confiança e de prevenção em vez de respostas securitárias.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos apontou para as estatísticas para afirmar que o radicalismo e extremismo violento causaram a morte, em 2025, a cerca de 23.900 pessoas em várias regiões da África.

Bubacar Turé citou o caso concreto do Mali para condenar os recentes ataques de grupos jihadistas que, disse, causaram a morte de várias pessoas entre as quais o ministro da Defesa daquele país, Sadio Camará.

Turé aproveitou para expressar a sua condenação aos ataques de jihadistas no Mali e ainda para apresentar condolências às autoridades pela morte nos ataques do ministro da Defesa maliano, Sadio Camará.

No mesmo evento, o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Silvestre salientou que apesar de a Guiné-Bissau ser "um país marcado notavelmente pela resiliência sociocultural e pelo secretismo religioso", a tolerância deve ser protegida "e não ser dado como dado garantido".


Leia Também: Governo aprova Lei do Ordenamento Territorial, reforça cooperação com a Guiné e autoriza sistema de controlo do caju

Bissau, 28 de abril de 2026 – O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau aprovou hoje, em sessão ordinária realizada no Salão Nobre do Gabinete do Primeiro-Ministro, importantes medidas legislativas, institucionais e económicas, com destaque para a aprovação da proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, a autorização do sistema de monitorização do escoamento do caju e o relançamento da cooperação bilateral com a República da Guiné.

Governo aprova Lei do Ordenamento Territorial, reforça cooperação com a Guiné e autoriza sistema de controlo do caju

 Radio TV Bantaba

Bissau, 28 de abril de 2026 – O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau aprovou hoje, em sessão ordinária realizada no Salão Nobre do Gabinete do Primeiro-Ministro, importantes medidas legislativas, institucionais e económicas, com destaque para a aprovação da proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, a autorização do sistema de monitorização do escoamento do caju e o relançamento da cooperação bilateral com a República da Guiné.

A reunião foi presidida pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, e contou com a participação do Governo liderado pelo Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té.

Cooperação estratégica com a Guiné ganha novo impulso.

No capítulo das informações gerais, o Chefe do Governo apresentou os resultados da sua recente visita oficial à República da Guiné, classificando-os como globalmente positivos. Segundo o Executivo, a deslocação permitiu relançar as relações históricas de amizade e cooperação entre os dois países.

Entre os principais resultados alcançados, destaca-se o consenso para a reativação, a curto prazo, da Comissão Mista Guiné/Guiné-Bissau, que deverá estruturar a cooperação bilateral em cinco eixos prioritários:

• Energia, infraestruturas e integração económica.

• Segurança e cooperação fronteiriça

• Recursos naturais e mineração

• Juventude, cultura e desporto

• Ordenamento do território e reforma institucional

Na vertente deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, considerada um instrumento estruturante para o desenvolvimento equilibrado do país.

Para assegurar a qualidade técnica e a harmonização intersectorial do diploma, foi criada uma Comissão Interministerial composta por seis ministérios-chave, com mandato para introduzir melhorias adicionais ao texto antes da sua submissão final.

Governo aposta no controlo do setor do caju

Ainda no domínio económico, o Executivo autorizou a implementação do Sistema Integrado para Monitorar o Escoamento e Exportação da Castanha de Caju (SICOM), incorporando ajustes resultantes do debate governamental.

Esta medida insere-se na estratégia de reforço da transparência, combate ao contrabando e melhor organização da principal fileira de exportação do país.

Nomeações reforçam setores estratégicos:

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência ao movimento de dirigentes da Administração Pública, a formalizar por despacho do Primeiro-Ministro.

Para o Conselho de Administração da PETROGUIN, empresa nacional do setor petrolífero, foram designados:

• Presidente: Florentino Fernando Dias

• Vogais: Augusto Gomes, Pedro da Costa, Ildefonso José Semedo e Fatumata Binta Djaló

No Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, foi nomeado:

• Diretor-Geral dos Desportos: Mário Imbana

Com estas decisões, cessam funções os anteriores titulares dos referidos cargos.

A sessão do Conselho de Ministros reafirma a orientação do Governo para a consolidação institucional, o reforço da cooperação regional e a modernização dos principais setores económicos da Guiné-Bissau.

"Irão acaba de nos informar que está em estado de colapso", diz Trump... O presidente norte-americano afirmou hoje que o Irão transmitiu ter entrado em "estado de colapso" e pediu a Washington para levantar urgentemente o bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto resolve supostos problemas de liderança.

© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images   Por LUSA   28/04/2026 

"O Irão acaba de nos informar que está em estado de colapso. Querem que abramos o estreito de Ormuz o mais rapidamente possível, enquanto tentam resolver a situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)", escreveu Donald Trump na sua rede social.

O líder norte-americano, que já tinha apontado em várias ocasiões uma alegada divisão entre a ala moderada e a linha dura na liderança iraniana, não especificou quem foi o autor da mensagem de Teerão a Washington.

Esta comunicação de Trump surgiu no mesmo dia em que foram divulgadas notícias sobre a insatisfação do líder norte-americano com o novo plano de Teerão para retomar as conversações de paz e reabrir o estreito de Ormuz, que mantém sob bloqueio parcial há quase dois meses, embora adiando o diálogo sobre o programa nuclear da República Islâmica.

A cadeia televisiva norte-americana CNN indicou, citando fontes próximas do processo, que Trump transmitiu, durante uma reunião realizada no dia anterior com os conselheiros de segurança nacional, não estar inclinado a aceitar o plano de Teerão, que também insta Washington a suspender o bloqueio naval imposto aos portos iranianos.

O conflito, iniciado com uma ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro contra o Irão, está interrompido por um cessar-fogo precário e as tentativas da mediação do Paquistão em aproximar Washington e Teerão em negociações de paz não produziram ainda resultados.

No sábado, Trump cancelou à última hora uma viagem dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner para Islamabad para uma nova sessão de diálogo com o Irão, que, no entanto, nunca confirmou o encontro, apesar da presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, na capital paquistanesa.

As partes já tinham estado reunidas no Paquistão em 11 de abril e, em resposta ao fracasso dessa ronda negocial, Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos, procurando asfixiar a economia da República Islâmica.

No centro das discussões, está o futuro do estreito de Ormuz e bloqueio naval norte-americano, o programa nuclear e de enriquecimento de urânio do Irão, bem como a produção de mísseis de longo alcance e apoio a milícias no Médio Oriente e ainda o descongelamento de ativos iranianos.


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Um professor do Wisconsin, nos Estados Unidos, foi afastado do cargo depois de ter feito comentários controversos onde referiu não estar "impressionado com os recentes assassinos de presidentes", fazendo ainda referência aos quatro homens que assassinaram os presidentes Abraham Lincoln, James A. Garfield, William McKinley e John F. Kennedy.

PR angolano exonera chefe da Casa Militar e nomeia ministro da Defesa... O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou hoje Francisco Pereira Furtado do seu cargo como chefe da Casa Militar da Presidência da República, nomeando para o substituir o atual ministro da Defesa, João Ernesto dos Santos.

© Lusa   28/04/2026 

João Ernesto dos Santos "Liberdade", general na reforma e membro do Bureau Político do MPLA (partido no poder em Angola desde 1975), ocupava o cargo de ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria desde setembro de 2022.

A sua carreira inclui funções como adido de defesa em Adis Abeba (Etiópia) junto da União Africana, em Harare (Zimbabué) e em Maputo (Moçambique), tendo sido igualmente diretor nacional de Relações Internacionais do Ministério da Defesa.

Francisco Pereira Furtado, general na reforma e antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas entre 2006 e 2010, chefiava a Casa Militar desde setembro de 2022.

Antes disso, havia sido nomeado ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República em maio de 2021, em substituição de Pedro Sebastião, que exerceu essas funções durante três anos e sete meses. 

O decreto presidencial não indica o substituto de João Ernesto dos Santos na pasta da Defesa Nacional.

Desemprego em Cabo Verde desceu para 4,9% no segundo semestre de 2025... A taxa de desemprego em Cabo Verde desceu para 4,9% no segundo semestre de 2025, menos 2,4 pontos percentuais do que no período homólogo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Lusa   28/04/2026 

"A população desempregada foi estimada em 11.043 indivíduos, registando uma diminuição de 29,7% em comparação com o mesmo período de 2024", indicou o INE, em comunicado.

Segundo os dados do Inquérito Multiobjetivo Contínuo (IMC), a população ativa foi estimada em 226.360 pessoas, um aumento de 4,4% face ao segundo semestre de 2024.

A taxa de atividade atingiu 60,4%, mais dois pontos percentuais em termos homólogos.

Por género, a taxa de desemprego situou-se em 4,8% entre os homens e em 4,9% entre as mulheres.

No meio urbano, o desemprego foi de 4,8%, contra 7% no período homólogo, enquanto no meio rural desceu para 5,4%, face a 8,4% no segundo semestre de 2024.

Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa de desemprego foi de 15,9%, e no grupo dos 25 aos 34 anos situou-se em 4,4%.

Por concelho, São Filipe registou a taxa de desemprego mais elevada, com 11,6%, seguido de São Vicente, com 8,3%, e Tarrafal de São Nicolau, com 7%.

As taxas mais baixas foram observadas na Ribeira Grande, com 0,9%, Santa Catarina do Fogo, com 1,4%, e Boa Vista, com 2,2%.

No emprego, os homens representaram 55,8% do total, com 120.070 pessoas, enquanto as mulheres correspondiam a 44,2%, com 95.247.

O setor terciário continuou a ser o principal empregador, com 152.093 postos de trabalho, o equivalente a 70,6% do total.

O setor secundário registou 46.778 empregos, ou 21,7%, e o setor primário concentrou 16.446, correspondentes a 7,6%.

Entre os ramos de atividade, o comércio e reparação de automóveis e motociclos ocupou 16,3% da população empregada, seguindo-se a construção, com 11,8%, a administração pública, com 10,8%, e o alojamento e restauração, com 10,6%.

O INE estimou ainda que 96.508 pessoas tinham empregos informais, correspondendo a 44,8% do total.

O comunicado refere ainda que 34.077 jovens entre os 15 e os 35 anos estavam sem emprego e fora do sistema de ensino ou formação, correspondendo a 19,9% desse grupo etário.

O IMC 2025 relativo ao segundo semestre foi realizado junto de uma amostra de 9.918 agregados familiares, distribuídos por todos os concelhos, entre novembro e dezembro de 2025.

"Duro golpe" para cartel de petróleo: Emirados Árabes Unidos saem da OPEP... Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, esta terça-feira, que vão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), numa altura em que o mundo atravessa uma crise energética.

© Shuttertsock  noticiasaominuto.com 28/04/2026 
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, esta terça-feira, que vão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+ (que inclui também aliados, como a Rússia), avança o Financial Times, que classifica a decisão como um "duro golpe" para o cartel de petróleo. 
 
De sublinhar que os Emirados Árabes Unidos têm expressado, há vários anos, divergências com a OPEP, discordando muitas vezes das quotas de produção acordadas entre o cartel, que os impedem de exportar quantidades de petróleo mais elevadas.  

O mesmo jornal recorda que a decisão dos Emirados acontece numa altura em que o mundo enfrenta a maior crise energética em várias décadas, desencadeada pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão e pelo encerramento do Estreito de Ormuz, local por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo.  

De acordo com a CNBC, a saída torna-se efetiva a partir de 1 de maio. 

Produção de petróleo da OPEP caiu 27,5% por causa da guerra

A produção da OPEP em março caiu quase 8 milhões de barris diários e 27,5% em relação à verificada em fevereiro devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, anunciou a organização.

A OPEP precisou no relatório de março, o primeiro mês em que se reflete o impacto da guerra, que os quase oito milhões de barris diários foram calculados por vários institutos independentes.

Os países mais afetados pela Guerra no Irão, iniciada em 28 de fevereiro pelos EUA e por Israel, e pelo bloqueio do estreito de Ormuz foram o Iraque e os países do Golfo Pérsico.

O relatório sublinha que "os acontecimentos a leste do Suez", numa alusão ao bloqueio de Ormuz e os ataques iranianos às instalações da indústria petrolífera de vários países da região, causaram quedas drásticas na produção da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e, em menor medida, Irão, enquanto a Venezuela aumentou ligeiramente a produção.

Segundo os cálculos, o Iraque foi o mais afetado, com as extrações a caírem para 1,62 milhões de barris diários, menos 2,5 milhões de barris diários do que em fevereiro, enquanto o Kuwait caiu para menos de metade, tendo passado de 2,58 milhões de barris diários para 1,21 milhões de barris diários.

A Arábia Saudita deixou de fornecer 2,3 milhões de barris diários (10,1 milhões de barris diários em fevereiro e 7,8 milhões de barris diários em março) e os Emirados Árabes Unidos reduziram 1,5 milhões de barris diários (3,4 milhões de barris diários em março e 1,9 milhões de barris diários em fevereiro).

Zelensky critica Israel por permitir cereais "roubados pela Rússia"... O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou hoje Israel de minar as relações com Kyiv ao permitir a entrada num dos seus portos de cereais "roubados pela Rússia" nos territórios ucranianos ocupados.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA   28/04/2026 

"As autoridades israelitas não podem ignorar que navios chegam aos portos do país nem que carga transportam. Em qualquer país normal, a compra de bens roubados implica responsabilidade penal", afirmou Zelensky nas redes sociais.

Segundo a Ucrânia, que combate há quatro anos a invasão russa, vários navios carregados com cereais roubados por Moscovo chegaram nas últimas semanas ao porto israelita de Haifa.

Na véspera, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, tinha já anunciado a convocação para hoje do embaixador de Israel sobre este assunto.

"Os elementos que sustentam estas acusações ainda não foram apresentados", respondeu na rede social Twitter o homólogo israelita, Gideon Saar, prometendo, no entanto, que o caso seria "analisado".

"A Rússia apropria-se sistematicamente de cereais em terras ucranianas temporariamente ocupadas e organiza a exportação através de pessoas ligadas às forças ocupantes", acusou também Zelensky.

O Presidente ucraniano anunciou a preparação de sanções contra pessoas e empresas "que tentam lucrar com este esquema criminoso".

"Esperamos que as autoridades israelitas respeitem a Ucrânia e se abstenham de ações que prejudiquem as nossas relações bilaterais", acrescentou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou hoje comentar o caso.

Em maio de 2024, o Conselho Europeu indicou que "existem provas de que a Rússia se apropria atualmente, de forma ilegal, de grandes quantidades [de cereais e oleaginosas] nos territórios ucranianos que ocupa, exportando-os como produtos alegadamente russos".

As tropas russas ocupam atualmente pouco mais de 19% do território ucraniano.


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O Comandante Supremo Aliado para a Transformação da NATO instou os países da Aliança Atlântica a acelerarem medidas no quadro das novas tecnologias, especialmente da inteligência artificial.

Irão desafia capacidade dos EUA de continuar a impor os seus interesses... O Irão desafiou hoje a capacidade de os Estados Unidos continuarem a impor os seus interesses a outros países, numa altura em que Washington analisa uma nova proposta iraniana para desbloquear o estreito de Ormuz.

© Getty Images  Por LUSA 28/04/2026 

"Os Estados Unidos já não estão em posição de ditar a sua política a nações independentes", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, citado pela televisão estatal.

O porta-voz acrescentou que os Estados Unidos devem renunciar ao que descreveu como "exigências ilegais e irracionais", de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão tem bloqueado o estreito de Ormuz desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, desencadeada por ataques conjuntos contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

O bloqueio fragilizou os mercados mundiais de energia e colocou a passagem estratégica do golfo Pérsico no centro das negociações para pôr fim à guerra, que já terá causado mais de seis mil mortos na região.

Um cessar-fogo está em vigor há três semanas, mas falharam até ao momento as tentativas de relançar as conversações iniciadas no Paquistão sobre uma interrupção duradoura das hostilidades e a reabertura do estreito de Ormuz.

A porta-voz da Casa Branca (presidência norte-americana), Karoline Leavitt, confirmou na segunda-feira que uma nova proposta iraniana estava "em curso de análise", após informações de que Teerão tinha feito uma nova oferta para reabrir o estreito.

O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano disse também que o Irão estava "preparado para partilhar" capacidades de defesa militar "com países independentes, particularmente os Estados-membros da Organização de Cooperação de Xangai" (SCO, na sigla em inglês).

"Estamos prontos para partilhar com os outros membros da organização a nossa experiência na derrota dos norte-americanos", afirmou Reza Talaei-Nik.

As declarações do porta-voz foram divulgadas pouco antes de uma reunião dos ministros da Defesa da SCO no Quirguistão.

Além destes dois países, a SCO reúne a China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão.

A organização, fundada em 2011 em Xangai como uma aliança política, económica e militar da Eurásia, pretende ser um contrapeso à hegemonia dos Estados Unidos.


Cinco pessoas foram condenadas hoje a prisão perpétua no Bahrein por colaborarem com o Irão "na prática" de atos considerados terroristas no país.

Ataque ucraniano provocou três mortos e um incêndio na Rússia... Três pessoas morreram hoje na Rússia na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, disseram os responsáveis locais.

© Getty Images     Por  LUSA   28/04/2026 

O governador regional de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, três civis foram mortos e outros três ficaram feridos na sequência de ataques com drones das Forças Armadas ucranianas.

Os aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia atingiram um automóvel na cidade de Voznesenovka, matando um homem, e um outro veículo na cidade de Bobrava foi atingido matando duas pessoas, especificou Gladkov. 

Durante a última noite, os destroços de um drone ucraniano provocaram um incêndio numa refinaria na cidade portuária russa de Tuapse, na costa do Mar Negro.

Fontes da administração regional de Krasnodar, Rússia, disseram que o incêndio na refinaria foi causado pela queda de fragmentos de um drone ucraniano derrubado pelo sistema de defesa acrescentando que não se registaram vítimas. 

As autoridades russas afirmaram que 122 bombeiros apoiados por 39 autotanques estão ainda a combater o incêndio na refinaria.

O chefe do distrito administrativo de Tuapse, Sergei Boyko, informou através das redes sociais que foi instalado um abrigo temporário na cidade.

As explosões começaram por volta das 02h00 (23h00 de segunda-feira em Lisboa), sendo que o ataque ucraniano "prolongou-se durante várias horas", disseram ainda as autoridades russas.

De acordo com o governo local, o ataque, além de danificar as instalações da refinaria, provocou também um grande derrame de crude no Mar Negro.

Durante a última noite, as defesas aéreas russas abateram 186 drones ucranianos sobre seis regiões próximas do Mar Negro e do Mar de Azov, indicou o Ministério da Defesa da Rússia. 

Por outro lado, uma pessoa morreu num ataque da Rússia contra Kryvyi Rih, cidade natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

A Força Aérea ucraniana indicou que as tropas russas lançaram 123 drones nas últimas horas sendo que 95 foram destruídos e 16 atingiram vários locais da Ucrânia que não foram especificados. 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o país em fevereiro de 2022. 


Leia Também: Ucrânia desmantela rede ligada à Rússia que planeava mortes na UE

Uma operação internacional desmantelou uma rede ligada aos serviços de segurança russos que preparava assassinatos por encomenda, sabotagens e ataques em vários países da União Europeia (UE), divulgaram na segunda-feira os procuradores ucranianos.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Cereais ucranianos roubados pela Rússia em Israel? Kyiv chama embaixador... O embaixador de Israel na Ucrânia foi convocado após a chegada ao porto de Haifa de navios carregados, segundo Kyiv, com cereais ucranianos roubados pela Rússia, revelou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.

© Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   27/04/2026 

O ministro Andriy Sybiga referiu numa mensagem na rede social X que a Ucrânia e Israel mantêm relações amigáveis, que, no entanto, podem ser prejudicadas pelo "comércio ilegal russo de grãos ucranianos roubados".

Kyiv já tinha informado Israel em meados de abril sobre a chegada ao porto de Haifa de um navio anterior que transportava, segundo Kyiv, cereais de territórios ucranianos ocupados por Moscovo.

Criticando a "falta de resposta adequada de Israel ao legítimo pedido da Ucrânia em relação ao navio anterior que entregou mercadorias roubadas", Sybiga afirmou hoje que "outro navio deste tipo chegou a Haifa".

"Mais uma vez, alertamos Israel contra a aceitação destes grãos roubados e contra qualquer dano nas nossas relações", acrescentou.

O embaixador israelita na Ucrânia deverá receber uma nota de protesto na manhã desta terça-feira, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O Conselho Europeu declarou em maio de 2024 que "existem provas de que a Rússia está atualmente a apropriar-se ilegalmente de grandes quantidades (de cereais e oleaginosas) nos territórios ucranianos que ocupa e a exportá-las como se fossem produtos russos".

As tropas russas ocupam atualmente pouco mais de 19% do território ucraniano.


Endividamento dos brasileiros atinge nível recorde... O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro subiu 49,9% em fevereiro, maior valor já registrado na série histórica, informou hoje o Banco Central (BC) do Brasil.

© Reuters   Por LUSA   27/04/2026 

O patamar representa uma alta de 0,1 pontos percentuais no mês, e de 1,3 pontos percentuais em 12 meses.

O relatório da autoridade monetária informa ainda que o comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas alcançou 29,7%.

Esse valor também é recorde da série histórica iniciada em março de 2011.

Já o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu de 435,9% ao ano em fevereiro para 428,3% em março. 

Essa modalidade é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, e representa um dos principais vilões da inadimplência da população no país. 

O endividamento da família brasileira é um tema que preocupa o Palácio do Planalto, ainda mais em ano de eleições gerais, quando o Presidente brasileiro Lula da Silva concorre à reeleição.

A perceção dos integrantes do Governo é que os bons resultados da economia brasileira não estão surtindo efeito no bolso da população. 

Atualmente, a equipa económica de Lula da Silva planeia lançar um novo programa de renegociação de dívidas das pessoas de baixa renda, como em 2023, com foco nas dívidas do cartão de crédito. 

Chamado de Desenrola 2.0, o programa deve ser anunciado ainda neste semana, segundo informou hoje o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com banqueiros. 

O objetivo, adiantou, é conseguir descontos de até 90% sobre débitos e redução expressiva na taxa de juros.  

O Diretor-Geral da EAGB reagiu, esta segunda-feira, durante a visita ao bairro de Pluba, à problemática da falta de pressão de água potável em algumas zonas daquela comunidade. segundo o responsável, a situação deve-se à limitação do diâmetro da tubagem atualmente existente, considerada insuficiente para responder à demanda da população. o problema, já identificado pela empresa, deverá conhecer em breve uma solução, com a adoção de medidas urgentes para melhorar o abastecimento de água no bairro.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha?", questiona Guterres... O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) criticou, esta segunda-feira, o "estado de amnésia coletiva" que se instalou no mundo e que permitiu que as ameaças nucleares voltassem a soar.

Por  SIC Notícias Com Lusa 

Na abertura de uma reunião de países signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) na sede ONU, em Nova Iorque, Guterres alertou que normas arduamente conquistadas estão a erodir-se e o controlo de armas "está a morrer".

"Pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares está a aumentar. Os testes nucleares estão de volta à mesa. Alguns Governos estão a considerar abertamente a aquisição destas armas terríveis", afirmou.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha e não deve ser iniciada? Esquecemo-nos que as armas nucleares não tornam ninguém mais seguro? Esquecemo-nos que a única razão pela qual o mundo não mergulhou no abismo foi porque os líderes se uniram e disseram: basta?", questionou o chefe da ONU.

O antigo primeiro-ministro português recordou que, ao longo das décadas, foi desenvolvida uma rede de instrumentos para prevenir o uso, a proliferação e os testes de armas nucleares, e alcançar a sua eliminação total.

"Tratado tem vindo a deteriorar-se"

Guterres considerou o Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares a base destes esforços, um "ponto de encontro para que os países reforcem a segurança comum" e um exemplo de multilateralismo em ação.

"Durante muito tempo, o Tratado tem vindo a deteriorar-se. Os compromissos permanecem por cumprir. A confiança e a credibilidade estão a desgastar-se. Os fatores que impulsionam a proliferação estão a acelerar. Precisamos de revitalizar o Tratado", apelou.

Ao dar a partida do evento em Nova Iorque, Guterres pediu aos Estados-membros que cumpram as promessas no âmbito do Tratado, "sem condições, atrasos ou desculpas", e que reafirmem o compromisso com o desarmamento e a não proliferação como o único caminho verdadeiro para a paz.

Instou ainda a que concordem com as medidas necessárias para prevenir uma guerra nuclear.

No entanto, pediu também que sejam levantadas as bases para a "evolução do Tratado".

"Hoje, a ameaça nuclear é agravada por novos perigos provenientes de tecnologias em rápida evolução, como a inteligência artificial e a computação quântica. O Tratado não é uma relíquia de uma era passada, congelada no âmbar. Deve lidar com a relação entre as armas nucleares e as novas tecnologias", defendeu.

A 11.ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares vai decorrer em Nova Iorque até ao dia 22 de maio e será liderada pelo embaixador Do Hung Viet, do Vietname.

"O sucesso ou o fracasso desta conferência terá implicações que vão muito além desta sala e muito além dos próximos cinco anos. A perspetiva de uma nova corrida armamentista nuclear paira sobre as nossas cabeças", alertou Viet.

Temas que serão discutidos na conferência

A Conferência de Revisão do TNP de 2026 deverá abordar uma série de questões, incluindo a universalidade do Tratado; o desarmamento nuclear, incluindo medidas práticas específicas; a não proliferação nuclear, incluindo a promoção e o fortalecimento das salvaguardas; medidas para promover os usos pacíficos da energia nuclear, incluindo segurança; o desarmamento e a não proliferação regionais, incluindo a implementação da resolução de 1995 sobre o Médio Oriente.

Abordará igualmente maneiras de fortalecer o processo de revisão para melhorar a eficácia, eficiência, transparência, responsabilidade, coordenação e continuidade.

Ao fazê-lo, a Conferência levará em consideração o ambiente de segurança internacional em constante evolução e os recentes desenvolvimentos que afetam o Tratado e o regime mais amplo de não proliferação nuclear.

O TNP entrou em vigor em 1970 e foi prolongado indefinidamente em 1995.

O Tratado é considerado a pedra angular do regime global de desarmamento e não proliferação nuclear. Foi concebido para prevenir a proliferação de armas nucleares, promover o desarmamento e fomentar a cooperação nos usos pacíficos da energia nuclear.

Conferências para avaliar o funcionamento do Tratado têm sido realizadas a cada cinco anos desde 1970.

Embora os Estados-membros tenham consistentemente procurado alcançar consenso sobre um documento final, fazê-lo tem-se tornado cada vez mais desafiador nos últimos ciclos.


Leia Também: Irão tem de fazer "grandes concessões" para pôr fim à guerra, diz França

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, defendeu hoje que o Irão tem de fazer "grandes concessões" nas negociações de paz para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

ESTADOS UNIDOS: Suspeito de tiroteio acusado de tentativa de homicídio contra Trump... Cole Tomas Allen, de 31 anos, que é suspeito de ter aberto fogo no interior do Washington Hilton onde decorria o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, foi acusado do crime de tentativa de homicídio contra Donald Trump. O homem poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua caso seja condenado.

© Reprodução X    noticiasaominuto.com   27/04/2026 

Cole Tomas Allen, de 31 anos, que é suspeito de ter aberto fogo no interior do Washington Hilton, onde decorria o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, foi acusado, esta segunda-feira, do crime de tentativa de homicídio contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante a sessão, o juiz afirmou que caso Allen seja considerado culpado poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua, segundo a Sky News.

O juiz determinou ainda que o suspeito deverá continuar detido, ou seja, ficará em prisão preventiva, tendo ainda designado dois advogados oficiosos para representar Allen.

Cole Tomas Allen, recorde-se, não possuía antecedentes criminais.

"Ele tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump", disse a procuradora Jocelyn Ballantin no tribunal, citada pela Reuters.

Quem é Cole Tomas Allen?

Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor e desenvolve videojogos. De acordo com o perfil no LinkedIn, formou-se no California Institute of Technology em 2017 - em Engenharia Mecânica - tendo, no ano passado, terminado um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

Allen escreveu manifesto: "Pedófilo, violador e traidor"

O suspeito escreveu um manifesto onde afirmava querer atacar especificamente funcionários do governo de Donald Trump. 

Ao que tudo indica, Cole Tomas Allen enviou o documento a familiares cerca de 10 minutos antes do ataque. Um dos familiares terá alertado as autoridades.

No manifesto, o atirador intitulava-se de "Assassino Federal Amigável". "Dar a outra face é para quando tu próprio és oprimido. Não sou uma pessoa violada num campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento", escreveu no documento, que já foi entregue às autoridades, segundo o New York Post. 

"Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração. Oferecer a outra face quando 'alguém' é oprimido não é um comportamento cristão. É cumplicidade nos crimes do opressor", apontou. 

No documento, Allen descreveu os seus alvos como "funcionários da administração (exceto Patel - diretor do FBI): são alvos, priorizados do nível mais alto ao mais baixo".

"Não estou disposto a permitir que um pedófilo, violador e traidor manche as minhas mãos com os seus crimes", disse, referindo-se, alegadamente, a Donald Trump.

Israel ameaçar incendiar o Líbano se continuar "a amparar o Hezbollah"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse hoje à enviada da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, que se o Governo libanês "continuar a amparar o Hezbollah, um incêndio vai propagar-se e consumir" o país.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images   Por LUSA  27/04/2026 

"Naim Qassem está a brincar com o fogo, e esse fogo vai consumir o Hezbollah e todo o Líbano", afirmou Katz a Hennis-Plasschaert, referindo-se ao secretário-geral do grupo xiita libanês apoiado pelo Irão, segundo um comunicado do Ministério da Defesa de Israel.

O ministro da Defesa considerou que o Presidente libanês, Josef Aoun, está também a "jogar com o futuro do Líbano" e que "não haverá cessar-fogo real" enquanto continuarem os ataques contra o exército israelita e contra as comunidades residentes do norte de Israel.

Hennis-Plasschaert e Katz reuniram-se na presença de outros altos elementos do Ministério da Defesa e das Forças de Defesa de Israel (IDF), de acordo com o comunicado.

"Durante a reunião, o ministro da Defesa salientou que o Governo libanês deve garantir o desarmamento do Hezbollah, primeiro a sul do rio Litani até à Linha Amarela, e depois em todo o Líbano", acrescentou o comunicado, referindo-se a zonas que deviam estar desmilitarizadas e sob vigilância da missão de paz da ONU e das forças libanesas e, que desde o reatamento do conflito, no início de março, estão ocupadas por forças israelitas.

No sábado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou um "ataque estrondoso" contra o Hezbollah no Líbano, após o prolongamento por três semanas do cessar-fogo anunciado horas antes pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no seguimento de negociações na Casa Branca entre representantes libaneses e de Israel.

Já hoje, Netanyahu afirmou que a dupla ameaça representada pelos 'rockets' e drones do Hezbollah exige a continuidade da ação militar no Líbano, segundo um comunicado do seu gabinete.

"Duas ameaças principais permanecem por parte do Hezbollah: 'rockets' Tipo 122 e drones. Isto requer uma combinação de ações operacionais e tecnológicas", afirmou o líder israelita.

O Hezbollah não reconhece as conversações de paz, das quais é parte ausente, e a troca de tiros entre Israel e as milícias xiitas prosseguem, apesar da trégua.

 O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo xiita, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.

Segundo as autoridades libanesas, o reacendimento do conflito já provocou 2.520 mortos e 7.800 feridos, além de mais de um milhão de deslocados.

O líder do Hezbollah reafirmou hoje que não reconhecerá as negociações diretas entre o Líbano e Israel nem os seus resultados, bem como a recusa em depor as armas.

"Que fique claro: para nós, estas negociações diretas e os seus resultados são como se nunca tivessem existido, e não nos preocupamos com elas. Continuaremos a nossa resistência protetora em defesa do Líbano e do seu povo", declarou o clérigo xiita em comunicado.

Naom Qassem considerou o diálogo com Israel como uma "concessão gratuita, humilhante e desnecessária" e avisou que o Líbano não ganhará nada em troca.

Em resposta, o Presidente libanês declarou que o cessar-fogo é um "primeiro passo necessário" para quaisquer negociações com Israel, insistindo que os críticos das conversações devem esperar que elas aconteçam e "julgar o resultado".

Joseph Aoun sublinhou que a declaração do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que está a mediar as negociações, estipula que "Israel não realizará operações ofensivas contra alvos libaneses", tanto civis como militares.

"Alguns criticam-nos por decidirmos entrar em negociações, alegando falta de consenso nacional. Eu pergunto: quando optaram pela guerra, tinham primeiro consenso nacional?", questionou.

Do mesmo modo, afastou a ideia de que o seu compromisso com o diálogo com Israel constituía uma traição ou humilhação.

"Traição é a que ocorre com aqueles que levam o seu país para a guerra para alcançar interesses externos", argumentou, noutra referência ao Hezbollah e à sua aliança com o Irão.


Leia Também: Líbano rejeita acusações de traição por tentar paz com Israel

O presidente libanês, Joseph Aoun, disse hoje que as negociações diretas com Israel visam terminar o estado de guerra, rejeitando acusações de "traição" e apontando críticas implícitas ao Hezbollah.

Irão. Mais de 30 milhões de voluntários para integrar ofensiva contra EUA... O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que mais de 30 milhões de voluntários responderam ao repto das autoridades e estão dispostos a sacrificarem-se pelo Irão no contexto da ofensiva militar israelo-norte-americana, incluindo ele próprio.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por  LUSA   27/04/2026 

"Orgulho-me de ser uma destas 30 milhões de pessoas que se oferecem para se sacrificar. O sacrifício abnegado da orgulhosa nação iraniana confundiu os inimigos", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf, que chegou a liderar a equipa de negociadores de Teerão nos contactos com Washington para o cessar das hostilidades, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Segundo indicou, os voluntários "corajosos e patriotas" inscritos na campanha lançada pelas autoridades "têm o apoio firme do Irão para sempre".

As autoridades iranianas garantem que o número de cidadãos inscritos na campanha para combater contra os Estados Unidos e Israel, em defesa do país, ultrapassa os 30 milhões. 

Em concreto, segundo os dados partilhado por Ghalibaf, um total de 30.885.140 pessoas no Irão registaram-se como voluntárias.

No início do mês, foi o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, que afirmou ter-se inscrito como voluntário, mostrando-se disposto a "sacrificar a sua vida", quando "mais de 14 milhões" de cidadãos iranianos se tinham registado na campanha, num país com mais de 90 milhões de habitantes.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou no sábado que representantes iranianos apresentaram uma nova proposta de negociação, apenas 10 minutos depois de ele ter ordenado o cancelamento da viagem dos enviados especiais norte-americanos a Islamabad, Paquistão, para encetar o diálogo com Teerão.

Segundo o portal de notícias norte-americano Axios, o Irão apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta de negociação para reabrir o estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, adiando simultaneamente as negociações sobre o programa nuclear de Teerão para uma data posterior.

O jornal digital cita um funcionário norte-americano e outras duas fontes não identificadas com conhecimento do assunto.

De acordo com o funcionário, Trump tenciona analisar hoje o atual impasse nas negociações e os possíveis passos a seguir.

A proposta prevê que o cessar-fogo se prolongue por um longo período ou que ambas as partes acordem o fim definitivo da guerra e que as negociações nucleares tenham início posteriormente, uma vez aberto o estreito e levantado o bloqueio que Washington impôs a todos os navios que tentam chegar ou sair de portos iranianos, de acordo com o Axios.

Numa entrevista concedida no domingo à estação Fox News, Donald Trump deu a entender que pretende continuar com o bloqueio naval que está a asfixiar as exportações de petróleo do Irão, na esperança de que isso obrigue Teerão a ceder nas próximas semanas.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Um cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.


Leia Também: Agência nuclear da ONU alerta para perigo de ataques próximos de Zaporijia

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou hoje para o perigo de ações militares próximas de instalações nucleares, após um ataque ter matado um funcionário perto da central ucraniana de Zaporijia, sob controlo russo desde 2022.