© ATTA KENARE / AFP via Getty Images Por LUSA 14/05/2026
O balanço da campanha militar contra o Irão foi apresentado pelo almirante Brad Cooper, líder do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), durante uma audição no Senado norte-americano.
Cooper afirmou que os bombardeamentos, iniciados a 28 de fevereiro, destruíram "90% da base industrial de defesa" iraniana e reduziram significativamente a capacidade militar da República Islâmica.
"As capacidades bélicas do Irão foram significativamente reduzidas e já não representam uma ameaça para os parceiros regionais ou para os Estados Unidos da mesma forma que antes", garantiu o almirante.
O comandante norte-americano acrescentou que Teerão vai necessitar de vários anos para reconstruir o arsenal militar destruído durante a campanha aérea, mas, ainda assim, Cooper alertou os senadores que o Irão continua a possuir meios militares capazes de desestabilizar a região.
"É um país muito grande. Ainda possuem algumas capacidades militares", explicou Cooper, acrescentando que os ataques norte-americanos e israelitas afetaram seriamente a capacidade iraniana de apoiar grupos aliados no Médio Oriente, incluindo o palestiniano Hamas, o libanês Hezbollah e os iemenitas huthis.
Segundo Cooper, estes grupos têm sido responsáveis por parte significativa da instabilidade regional enfrentada pelos Estados Unidos e pelos seus aliados.
O almirante evitou, contudo, responder em detalhe a várias perguntas dos senadores sobre os objetivos estratégicos da campanha, os efeitos concretos na cadeia de abastecimento aos grupos aliados do Irão e a existência de fontes alternativas de financiamento e armamento, alegando tratar-se de informação classificada.
Durante a audição, Cooper justificou o início da operação militar com os ataques atribuídos a grupos apoiados por Teerão contra interesses norte-americanos na região.
Segundo o comandante do CENTCOM, tropas e diplomatas dos Estados Unidos foram alvo de mais de 350 ataques nos 30 meses anteriores ao início da ofensiva.
A audição decorreu numa altura em que se completa um mês desde o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, alcançado depois de semanas de confrontos e bombardeamentos intensos.
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