sexta-feira, 8 de maio de 2026

ADIAMENTO DO CONGRESSO: GRUPO DE REFLEXÃO DO PAIGC PEDE FIM DAS RESTRIÇÕES PARA ANUNCIAR NOVA DATA

Por Tiago Seide  JORNAL ODEMOCRATA  08/05/2026  

O Grupo de Reflexão para a Salvação e Renovação do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) apelou às autoridades competentes para que suspendam as “limitações em vigor”, de modo a permitir o anúncio imediato da nova data do XI Congresso Extraordinário do partido.

O grupo tinha agendado, à revelia da direção do PAIGC liderada por Domingos Simões Pereira, os dias 9 e 10 de maio de 2026para a realização do congresso extraordinário, designado “dos libertadores”. No entanto, num comunicado datado de 8 de maio e consultado pelo jornal O Democrata, os promotores informam que continuam em curso diligências de caráter organizativo com vista à obtenção de consensos alargados em torno da realização do encontro.

Segundo o grupo, o XI Congresso Extraordinário do PAIGC deve decorrer “o mais rapidamente possível”, por ser considerado essencial para o futuro do partido.

No comunicado, o Grupo de Reflexão reafirma a sua “firme determinação” em organizar a reunião magna do PAIGC logo que sejam levantadas as restrições impostas pelo Governo às atividades que envolvem grandes aglomerações de pessoas.

O documento, assinado pelo presidente da Comissão Organizadora do XI Congresso do grupo, Carlos Nelson Sanó, recorda ainda que estavam reunidas todas as condições estatutárias necessárias para a realização do encontro, nomeadamente a recolha das 250 assinaturas exigidas em cada região do país.

Ataque parou tráfego aéreo no sul da Rússia: Putin fala em "terrorismo"... O Presidente russo, Vladimir Putin, classificou hoje como terrorismo o ataque de um drone ucraniano ao centro de controlo de tráfego aéreo na região de Rostov-on-Don, que interrompeu as operações durante horas em treze aeroportos do sul da Rússia.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images     Por LUSA    08/05/2026 

"O regime de Kyiv cometeu mais um ato, claramente de natureza terrorista, ao atacar o centro regional de controlo de tráfego aéreo em Rostov", frisou Putin no início de uma teleconferência com membros do Conselho de Segurança do país.

Segundo o líder do Kremlin, o ataque não afetou a segurança do tráfego aéreo civil.

"Felizmente, nenhum incidente trágico ocorreu graças ao trabalho altamente profissional dos nossos controladores de tráfego aéreo", indicou.

O Ministério dos Transportes russo adiantou que após o ataque as operações nos aeroportos de Astracã, Vladikavkaz, Volgogrado, Gelendzhik, Grozny, Krasnodar, Makhachkala, Magas, Mineralnye Vody, Nalchik, Sochi, Stavropol e Elista foram "temporariamente suspensas".

O vice-primeiro-ministro russo, Vitaly Savelyev, indicou a Putin que o tráfego aéreo no sul do país, que começou a ser retomado hoje à tarde, seria "totalmente restabelecido nos próximos dois ou três dias".

Russos e ucranianos acusaram-se hoje mutuamente de violar o cessar-fogo unilateral de 48 horas declarado pelo Kremlin para comemorar o 81.º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Moscovo de não respeitar o seu próprio cessar-fogo.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo justificou os seus ataques alegando que eram uma resposta a violações inimigas.

Por enquanto, o cenário de 2025 está a repetir-se. Nessa altura, os combates também se intensificaram no início do cessar-fogo, mas Kyiv acabou por respeitar as celebrações do 09 de maio, e Moscovo pôde celebrar o 80.º aniversário da vitória soviética sobre o nazismo em grande estilo.

O Exército russo tinha alertado anteriormente para um ataque em massa ao centro de Kyiv caso a Ucrânia tentasse interromper as comemorações do 09 de Maio e chegou mesmo a recomendar às embaixadas estrangeiras que evacuassem os seus diplomatas da capital ucraniana.

Ministro dos Transportes Telecomunicações e Economia Digital Florentino Pereira Mendes, preside hoje, 08 de maio, 2026, à cerimónia de encerramento do atelier de formação sobre a transformação digital dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais (SMHN).

A formação reuniu técnicos e especialistas do setor, com o objetivo de reforçar as capacidades nacionais na modernização dos serviços meteorológicos e hidrológicos, através da utilização de ferramentas digitais e tecnologias inovadoras.

RELATOS DA MÍDIA DOS EUA CONFIRMAM QUE LULA FOI ESMAGADO NO SALÃO OVAL TEVE GRITOS E BERROS

by nguyenhuy8386  08/05/2026 

O que o mundo testemunhou nas últimas horas na capital dos Estados Unidos não foi um encontro diplomático, mas sim um massacre político que deixou a esquerda brasileira em estado de choque e silêncio absoluto. Enquanto a narrativa oficial tenta pintar a imagem de um “Lula estadista”, os bastidores vindos diretamente de Washington contam uma história de covardia, berros e uma rejeição pública sem precedentes. Donald Trump, o 47º presidente dos Estados Unidos, não apenas recebeu o líder brasileiro de forma fria, como, segundo relatos de jornalistas credenciados na Casa Branca, teria “esmagado” o petista a portas fechadas.

A tensão começou antes mesmo do encontro. Lula, que saiu do Brasil com um discurso inflado de “sangue de Lampião”, parece ter murchado assim que pisou em solo americano. A bravata de que “Trump teria cuidado se soubesse da minha descendência” virou pó. O que se viu foi um homem descrito pela imprensa internacional como “senil, atrasado e com semblante de derrotado”. O contraste não poderia ser maior: de um lado, a postura altiva de Trump; do outro, um Lula que parecia implorar por misericórdia política e financeira.

O Incidente do Abraço e a Frase que Parou a Sala

Um dos momentos mais dramáticos e comentados pelos influenciadores americanos e brasileiros que residem nos EUA foi a tentativa frustrada de aproximação física por parte de Lula. Segundo fontes que acompanharam a movimentação, o petista tentou quebrar o gelo com um abraço efusivo, buscando a foto que validaria sua suposta relevância global. A reação de Trump foi imediata e cortante. Ao desviar do contato, o americano teria disparado: “Não, não, não… eu não gosto de pinga!”.

Essa frase, que já circula como um rastilho de pólvora nas redes sociais, sintetiza o desprezo com que o governo americano tratou a delegação brasileira. Trump, conhecido por seu faro aguçado para identificar adversários ideológicos, não deu espaço para a “diplomacia do churrasquinho”. Pelo contrário, mandou fechar as portas do Salão Oval, expulsou diretores e exigiu que a reunião fosse privada, longe dos flashes que Lula tanto desejava para alimentar suas redes sociais no Brasil.

Fuga pelas Portas dos Fundos e o Silêncio dos Culpados

A humilhação não parou por aí. É praxe em visitas de alto nível que os líderes concedam uma entrevista coletiva conjunta, o famoso “pool” de imprensa no Salão Oval. No entanto, em um movimento raríssimo e vergonhoso, Lula cancelou a coletiva. Por que um político que adora palanques fugiria dos microfones na Casa Branca? A resposta é simples: medo. A imprensa americana estava preparada para questionar Lula sobre a perseguição judicial contra Jair Bolsonaro e sobre as conexões nebulosas com regimes ditatoriais.

Sem coragem para encarar as câmeras, Lula protagonizou uma cena deplorável: fugiu da Casa Branca pelos fundos. “Entrou pelos fundos, saiu pelos fundos, como um covarde”, relataram jornalistas americanos. Influenciadores como John Fonseca e Nick Sortor, que possuem milhões de seguidores, foram unânimes em classificar o espetáculo como “patético”. Sortor chegou a afirmar que “Trump deve ter destruído o esquerdista atrás de portas fechadas”.

“Dê-me 30 Dias”: O Pedido de Socorro de um Homem Acuado

Relatos indicam que, durante o embate privado, Trump confrontou Lula sobre a segurança na América Latina e o avanço do crime organizado. Acuado, sem ter o que oferecer e sem argumentos para defender sua gestão, Lula teria feito um pedido desesperado: “Me dá 30 dias para trazer explicações”. O prazo soou como uma piada nos corredores do poder em Washington. O brasileiro foi a Washington buscar dólares e tecnologia, mas voltou apenas com o rótulo de “anão moral”.

Analistas internacionais apontam que Trump não reconheceu em Lula um par, mas sim um “mendigante do capitalismo”. Enquanto o discurso para a militância no Brasil é de críticas ao “imperialismo e neoliberalismo”, na prática, o governo petista ajoelha-se no Salão Oval pedindo favores ao sistema que tanto demoniza. Essa hipocrisia de manual foi escancarada pela mídia independente dos EUA, que não possui os rabos presos que a grande mídia brasileira ostenta.

Repercussão Internacional: “Rato de Esgoto”

Os termos utilizados pelos jornalistas americanos para descrever o atual ocupante do Planalto foram pesados. Arthur Mcfields e Javier Negre destacaram que Lula entrou em “modo pânico”. A ausência de uma única foto oficial postada pelas redes de Trump é o sinal máximo de que o Brasil, sob o comando atual, perdeu qualquer relevância ou respeito perante a maior potência do mundo. “O grande líder socialista ajoelha-se pedindo favores ao mesmo capitalismo que tanto demoniza”, escreveu um dos articulistas.

A comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se inevitável nos debates. Enquanto Bolsonaro era recebido com honras e alinhamento ideológico real, Lula foi tratado como um incômodo que precisava ser despachado rapidamente. Até mesmo aliados de longa data em Brasília, como Rodrigo Pacheco, já sinalizam um distanciamento, percebendo que o barco petista está fazendo água após o desastre diplomático em Washington.

O Fim da Narrativa do “Estadista”

A estratégia de Lula era criar recortes para as redes sociais, posando ao lado de Trump para tentar subir nas pesquisas de aprovação que despencam a cada dia no Brasil. Ele queria usar a imagem do “homem da paz” e do “articulador global”. No entanto, a realidade foi um balde de água gelada. Trump não apenas bloqueou essa narrativa, como também reforçou que está de olho em movimentações suspeitas de grupos como o PCC e o Comando Vermelho, sinalizando que a era da conivência acabou.

O que resta agora ao governo é tentar controlar os danos. Mas as imagens e os relatos da imprensa livre dos Estados Unidos são impossíveis de apagar. Lula saiu de Washington menor do que entrou. O “sangue de Lampião” revelou-se uma lamparina apagada diante do furacão Trump. O Brasil assiste, estarrecido, ao momento em que seu representante máximo é escorraçado do centro do poder mundial, provando que, no cenário internacional, não há espaço para quem não tem moral para sustentar o que diz.

Este encontro ficará marcado na história como o dia em que a farsa da “soberania petista” caiu por terra em menos de uma hora de conversa a portas fechadas. O povo brasileiro, agora mais do que nunca, precisa estar atento: o mundo já sabe quem é quem. E o veredito americano foi claro: o tempo dos hipócritas está chegando ao fim.


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O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, durante a visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos, gerou uma série de reações intensas e repercussões políticas. A visita, que tinha como um dos objetivos estreitar os laços diplomáticos e fortalecer a relação entre os dois países, acabou se tornando palco de uma série de momentos constrangedores, incluindo a exclusão de Lula da foto oficial da Casa Branca e a expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) da reunião. A situação gerou um desconforto notável, e Lula, visivelmente irritado, fechou as portas para a imprensa durante a coletiva, revelando uma frustração evidente com os desdobramentos do encontro.

EUA dizem ter desativado dois petroleiros iranianos a tentar contornar bloqueio... O Comando Militar Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou hoje que as suas forças desativaram mais dois petroleiros iranianos que tentavam furar um bloqueio norte-americano.

© Reprodução Twitter    Por  LUSA  08/05/2026 

O comando indicou que um caça da Marinha norte-americana disparou contra as chaminés dos navios no Golfo de Omã, depois de estes tentarem dirigir-se para um porto iraniano, de acordo com uma publicação nas redes sociais, sem mais pormenores.

Em Teerão, noticiou a agência espanhola Europa Press, as autoridades iranianas disseram ter recuperado o corpo de um tripulante de um navio de carga atingido na passada noite num ataque dos Estados Unidos, que provocou ainda dez feridos e cinco desaparecidos.

Desconhece-se se o incidente tem a ver com o ataque do caça norte-americano, com Teerão a adiantar tratar-se de um navio civil.

O governador da província iraniana de Minab, Mohamad Radmehr, confirmou o balanço provisório em declarações à agência de notícias semioficial iraniana Mehr, nas quais denunciou que os Estados Unidos atacaram o navio civil quando este navegava perto das águas da província.

"Segundo a informação preliminar, a bordo do navio seguiam 15 tripulantes, dos quais 10 ficaram feridos e foram transportados para centros médicos para receber tratamento. Além disso, cinco passageiros encontram-se desaparecidos, tendo sido imediatamente lançada uma operação de busca para os localizar", indicou.

Por outro lado, um meio de comunicação iraniano afirmou que estão a ocorrer "confrontos esporádicos" entre as forças armadas da República Islâmica e a Marinha dos Estados Unidos no estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo oficialmente em vigor.

"Há uma hora que decorrem confrontos esporádicos entre as forças armadas iranianas e navios norte-americanos no estreito de Ormuz", indicou a agência Fars, sem adiantar pormenores.

Pouco antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou os Estados Unidos de "violação flagrante" do cessar-fogo, na sequência de anteriores trocas de ataques entre os beligerantes.


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O secretário de Estado dos Estados Unidos considerou que a recusa de alguns países da NATO em permitir o uso de bases militares no país "é um problema" para operações militares norte-americanas na Europa e que "tem de ser analisado".

GOVERNO CONFIRMA MORTE DO SECRETÁRIO DE ESTADO DO TESOURO MAMADÚ BALDÉ

Por  Rádio Sol Mansi   08 05 2026 

O Governo da transição confirmou esta sexta-feira a morte do Secretário de Estado do Tesouro, Mamadú Baldé, vítima de doença, em Portugal.

A informação foi tornada pública através de um comunicado da Presidência do Conselho de Ministros, no qual o Executivo afirma ter recebido a notícia com “profunda dor e tristeza”.

No documento, o Governo lamenta o desaparecimento físico de Mamadú Baldé, destacando o seu percurso enquanto membro do Executivo e o contributo prestado ao país, particularmente no setor das Finanças Públicas.

“O Governo lamenta profundamente o falecimento desta figura que, em vida e enquanto membro do Governo, sempre procurou dar o melhor de si”, lê-se no comunicado.

O Executivo apresenta ainda condolências à família do malogrado, numa altura descrita como de “dor e consternação”.

Na sequência do falecimento e em reconhecimento ao percurso político e profissional de Mamadú Baldé, o Governo deliberou que o funeral do antigo Secretário de Estado do Tesouro será realizado com honras fúnebres, conforme previsto na lei.

Resposta de Teerão sobre negociações? "Deveremos saber algo hoje"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, admitiu que espera ainda hoje uma resposta iraniana sobre negociações para um acordo de paz, após uma reunião em Roma com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

© Getty Images   Por  LUSA  08/05/2026 

"Deveremos saber algo hoje. Quer dizer, estamos à espera de uma resposta deles. Veremos o que implica a resposta. A esperança é que seja algo que nos possa colocar num processo sério de negociação", afirmou em conferência de imprensa.

As declarações de Rubio surgem quando se cumpre um mês do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos e após as tensões entre ambas as partes na quinta-feira, no estreito de Ormuz, com ataques recíprocos.

Rubio disse que as escaramuças dos últimos dias nada tiveram a ver com a operação militar original, "Fúria Épica", e que os Estados Unidos apenas responderam a um ataque inicial do Irão.

"O que viram ontem [quinta-feira] foi contratorpedeiros norte-americanos a navegar em águas internacionais a serem atacados pelos iranianos, e os Estados Unidos responderam defensivamente para se protegerem", relatou.

"Se dispararem um drone ou um míssil contra o nosso contratorpedeiro, o que é suposto fazermos? Deixar que o atinja? Temos de responder",insistiu.

Rubio disse que deixar que o Irão afundasse um navio norte-americano "seria inadmissível", pelo que "é necessário responder quando se é atacado".

"Não somos ingénuos", afirmou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O chefe da diplomacia norte-americana foi questionado sobre a guerra com a República Islâmica e assegurou que "toda a gente está de acordo que é inaceitável que o Irão tenha uma arma nuclear".

Neste sentido, defendeu que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o primeiro dirigente mundial a fazer algo concreto para evitar tal cenário.

Sobre a proposta de acordo de Washington a Teerão, Rubio expressou a confiança de que chegue ainda hoje, mas admitiu também dificuldades por o sistema de governo iraniano "continuar a estar muito fragmentado e algo disfuncional".

Rubio qualificou como "muito problemática" a possibilidade de o Irão estabelecer algum organismo para controlar o tráfego no estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás.

"Isso seria muito problemático. Isso seria, de facto, inaceitável. Quer dizer, a normalização do controlo [pelo Irão] de vias navegáveis internacionais é tanto ilegal como simplesmente inaceitável", avisou.

O Irão anunciou na quarta-feira a criação de um novo organismo para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, designada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês).

O Irão bloqueou o estreito de Ormuz em resposta aos ataques lançados contra o país pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

O bloqueio da via por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra causou uma crise nos preços de combustíveis e de vários bens a nível global.

Rubio considerou que o Irão está a desafiar a comunidade internacional e que, se o mundo aceitar, outros países farão o mesmo.

"O que vai o mundo fazer quanto a isso? Irá o mundo aceitar que o Irão controle agora uma via marítima internacional? Porque, se o mundo está disposto a aceitá-lo, que se prepare", avisou.

Rubio, sem citar nomes, garantiu que há "outros dez países que vão começar a fazer o mesmo nas suas vias marítimas internacionais, ou em vias marítimas próximas dos seus territórios".

"É inaceitável que esta prática seja normalizada", acrescentou, também citado pela agência espanhola EFE.


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O Chad declarou o estado de emergência durante 20 dias na Província do Lago, após o ataque que o grupo Boko Haram realizou esta semana contra uma base militar em Barka Tolorom, que matou 23 soldados, segundo informações oficiais.

Rússia impediu jornalistas estrangeiros de cobrir desfile de 9 de maio... A Presidência da Rússia retirou as autorizações aos jornalistas estrangeiros que se preparavam para reportar o desfile do Dia da Vitória, sábado, em Moscovo, disseram à EFE repórteres afetados pela medida.

© ANGELOS TZORTZINIS/AFP via Getty Images    Por LUSA  08/05/2026 

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, as autoridades russas retiraram hoje as acreditações aos órgãos de imprensa, incluindo de Espanha, França, Alemanha, Itália e Japão, devido a alegadas alterações de protocolo de última hora. 

Trata-se da primeira vez desde o início das comemorações que a imprensa estrangeira não vai assistir ao desfile que se realiza todos os anos, a 09 de maio.

Este ano assinalam-se os 81 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi, em 1945.

o tradicional desfile militar é o feriado mais importante russo e decorre sempre sob fortes medidas de segurança.

O ensaio geral do desfile na Praça Vermelha, Moscovo, foi cancelado na quinta-feira.

Anteriormente, as autoridades tinham anunciado a ausência, este ano, de armamento pesado na Praça Vermelha e nas ruas de Moscovo.

Da mesma forma foi também cancelado o desfile do "Regimento Imortal", no qual familiares de veteranos marcham transportando retratos dos soldados tombados em combate ou que morreram depois da II Guerra Mundial (1939-1945).

Até ao momento, 24 cidades russas cancelaram os desfiles locais, e outras 27 vão realizar as celebrações em formato reduzido.

Entretanto, as autoridades anunciaram que, no dia 09 de maio, o acesso à internet móvel e aos serviços de mensagens por telefone móvel vão ser completamente restringidos em Moscovo por motivos de segurança.

A Rússia declarou hoje que a Ucrânia não aceitou o cessar-fogo de 48 horas declarado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, por ocasião do feriado nacional, atacando posições militares nas linhas da frente e em território russo.

O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou um cessar-fogo a partir de 06 de maio mas acusou a Rússia de não respeitar a trégua proposta.

As autoridades russas ameaçaram atacar o centro de Kyiv caso a Ucrânia viole o cessar-fogo a 09 de maio e recomendaram que os civis e o pessoal diplomático estrangeiro abandonem a capital ucraniana.


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"Vários sequestradores" fazem reféns num banco do oeste da Alemanha... Pelo menos uma pessoa foi feita refém hoje de manhã num banco da cidade de Sinzig, no oeste da Alemanha, em torno do qual foi instalado um grande contingente policial.

© Getty Images    Por  LUSA   08/05/2026 

"Acredita-se que vários sequestradores estão dentro do banco. Entre os reféns está o motorista de um carro-forte que transportava fundos", avançou a polícia, em comunicado, acrescentando que "a situação é estável" e que toda a zona foi isolada.

O sequestro decorre desde as 09h00 locais (08h00 em Lisboa) numa agência do banco Volksbank, em Sinzig, entre as cidades de Bona e Koblenz.

O centro de Sinzig está completamente isolado e um helicóptero sobrevoa a zona, além de vários veículos policiais descaracterizados circularem a alta velocidade pela cidade com as luzes de emergência acionadas, avançou a imprensa alemã.


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MAIS DE 4 MIL PROFESSORES CONTRATOS ANUNCIAM GREEVE NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Por: Tiago Seide  JORNAL ODEMOCRATA  08/05/2026  

O Coletivo dos Professores Contratados anunciou a paralisação imediata e total das aulas nas escolas públicas da Guiné-Bissau a partir da próxima segunda‑feira, 11 de maio de 2026.

A decisão deve-se, segundo o coletivo, ao alegado incumprimento, por parte do Governo, do memorando de entendimento firmado em fevereiro, que previa um calendário para a liquidação das dívidas acumuladas e o pagamento regular dos salários a partir do mês em curso. Soma-se a isso a ausência de garantias concretas que assegurem a estabilidade financeira e profissional dos docentes no sistema educativo, considerada essencial para a continuidade do processo de ensino‑aprendizagem, após mais de cinco anos de serviço em regime contratual.

O coletivo, que congrega mais de quatro mil professores contratados, exige o fim da precariedade laboral que se prolonga há anos. Nesse sentido, defende como imperativa a integração direta no sistema — a efetivação — de todos os professores que exercem funções em regime contratual há, pelo menos, cinco anos.

“Não é aceitável que profissionais com vasta experiência continuem privados da segurança jurídica e estatutária que a carreira docente exige”, lê‑se numa nota informativa consultada por O Democrata, que alerta que esta “medida de força” se manterá até que existam garantias reais e efetivas da regularização dos pagamentos em atraso.

Para o coletivo, a educação é um direito fundamental, mas a justa remuneração de quem ensina constitui um dever inalienável do Estado.

Por fim, os professores reiteram a sua abertura ao diálogo, mantendo‑se, contudo, firmes na defesa dos direitos legítimos da classe e aguardando uma solução célere que evite maiores prejuízos ao ano letivo em curso.

QUINTA ESQUADRA DETÉM 118 PESSOAS SEM DOCUMENTOS DURANTE PATRULHA CONJUNTA EM BISSAU

Por  Rádio Sol Mansi   08.05.2026 

O Comando da 5.ª Esquadra, Zona 7 de Bissau, registou quatro ocorrências de diferentes naturezas durante o serviço operacional de 24 horas realizado no dia 07 de maio de 2026.

Entre os casos reportados pelas autoridades policiais, destaca-se uma disputa de custódia de crianças, cujo processo continua em andamento. A Polícia também interveio num caso de difamação entre duas vizinhas, situação que acabou resolvida através da mediação policial.

Outra ocorrência esteve relacionada com uma agressão física ligeira. Segundo o relatório, o alegado agressor encontra-se em fuga. Já o quarto caso refere-se ao furto de mangas, processo que continua sob investigação.

Entretanto, o maior destaque da operação policial foi a detenção de 118 pessoas sem Bilhete de Identidade durante uma patrulha conjunta realizada entre a 5.ª e a 1.ª Esquadra.

De acordo com o relatório policial na posse da Rádio Sol Mansi, 94 detidos são cidadãos da Guiné-Bissau; 21 são de nacionalidade guineense-Conacri; 3 são de nacionalidade serra-leonesa.

A operação enquadra-se nas ações de controlo e reforço da segurança pública levadas a cabo pelas forças da ordem na capital guineense.

Fontes policiais indicam que as ações de fiscalização e patrulhamento poderão continuar nos próximos dias em diferentes zonas de Bissau.

Kyiv e Moscovo trocam acusações de violação da trégua: "Longo da noite"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de atacar a Ucrânia depois do início da trégua unilateral que tinha declarado a partir das zero horas de hoje, uma acusação que Moscovo fez em sentido contrário.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images       Por  LUSA   08/05/2026 

"Ao longo da noite passada, o Exército russo continuou a atacar posições ucranianas. Às 7 da manhã, tinham sido registados mais de 140 ataques a posições na linha da frente", afirmou Zelensky, que denunciou também dez ataques russos localizados sobretudo na frente de Sloviansk e o lançamento de cerca de mil drones de vários tipos.

No mesmo sentido, Moscovo anunciou hoje ter destruído mais de 250 drones ucranianos desde a entrada em vigor, à meia-noite, da sua trégua unilateral de dois dias, anunciada pelo próprio Presidente Vladimir Putin, no âmbito das comemorações do 09 de maio, que a Rússia assinala como o dia vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi em 1945.

Perante a continuação das agressões, Zelensky desaconselha os aliados de Moscovo a comparecerem às cerimónias previstas para a Praça Vermelha, assim como a Rússia apelou esta semana à população e aos diplomatas para que abandonassem Kyiv, a fim de evitarem eventuais ataques russos de "retaliação" caso a Ucrânia viesse a perturbar as festividades.

Com efeito, Zelensky sublinhou esta manhã que responderá ao longo do dia com a mesma moeda aos ataques russos realizados durante a madrugada, confirmando o que vem a ameaçar há dias, que a Ucrânia responderá de forma "simétrica" às agressões, assim como abster-se-á de lançar ataques, se o inimigo cumprir a trégua.

Zelensky começou por oferecer à Rússia, em reação à proposta de Putin, logo a partir de 06 de maio, uma trégua por tempo indeterminado, que o Kremlin ignorou.

As agressões prosseguem, portanto, de parte a parte.

O ministério russo da Defesa anunciou esta manhá através da plataforma de mensagens russa Max que "entre as 00h00 e as 07h00 [hora de Moscovo, 21h00 e 04h00 TMG], os meios de defesa aérea em serviço interceptaram e destruíram 264 [drones] ucranianos" em cerca de dez regiões, incluindo a da capital russa.

Na noite de quinta-feira, Volodymyr Zelensky declarou que a Ucrânia tinha "recebido mensagens de alguns Estados próximos da Rússia, indicando que os seus representantes planeavam deslocar-se a Moscovo", onde se realizará no sábado um desfile militar.

"Um desejo estranho (...) nos tempos que correm. Não o recomendamos", afirmou o chefe de Estado num discurso.

Os russos "querem que a Ucrânia lhes conceda uma autorização para organizar o seu desfile, para poderem sair em segurança para a Praça [Vermelha] durante uma hora, uma vez por ano, e depois retomarem os seus massacres", acrescentou.

Neste quadro, a Rússia anunciou já que não haveria equipamento militar no desfile de 09 de maio em Moscovo, pela primeira vez em quase 20 anos, assim como o número de convidados estrangeiros será este ano menor.

Apenas os líderes da Bielorrússia, da Malásia e do Laos assistirão ao evento, além dos das duas repúblicas separatistas georgianas apoiadas por Moscovo e não reconhecidas pela ONU, segundo o Kremlin.

Além disso, as autoridades russas ordenaram cortes intermitentes de internet até sábado em toda a capital russa.

IRÃO: Trump reivindica sucesso na resposta a ataque e insta Irão a assinar paz... O Presidente Donald Trump, reivindicou sucesso na resposta a um ataque iraniano a contratorpedeiros norte-americanos no Estreito de Ormuz na quinta-feira e instou Teerão a assinar rapidamente um acordo de paz, ou sofrer novas derrotas com "mais força e violência".

© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images     Por  LUSA    08/05/2026 

Depois de Teerão ter acusado Washington de violar o cessar-fogo em vigor, afirmando que atacou os navios norte-americanos em resposta a ataques contra embarcações civis, Trump recorreu às redes sociais para assegurar que os três contratorpedeiros "transitaram, com grande sucesso, pelo Estreito de Ormuz, sob fogo inimigo", sem sofrer danos. 

Os atacantes iranianos, afirmou, "foram completamente destruídos, juntamente com inúmeras embarcações mais pequenas, que estão a ser utilizadas para substituir a frota iraniana, que foi totalmente dizimada".

Além das embarcações, que se "afundaram no fundo do mar, rápida e eficientemente", os mísseis disparados contra os contratorpedeiros foram "facilmente abatidos", tal como os 'drones', "incinerados em pleno ar".

"Um país normal teria permitido a passagem destes contratorpedeiros, mas o Irão não é um país normal. São liderados por LUNÁTICOS, e se tivessem a hipótese de usar uma arma nuclear, fá-lo-iam sem hesitação --- mas nunca terão essa oportunidade e, tal como os derrotámos hoje, derrotá-los-emos com muito mais força e violência no futuro, se não assinarem o acordo RAPIDAMENTE!", instou.

Os três contratorpedeiros, adiantou, vão agora juntar-se ao bloqueio naval aos portos iranianos, "que é verdadeiramente uma 'Muralha de Aço'".

Teerão mantém bloqueado o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de combustíveis fósseis, desde 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra a República Islâmica que já fez milhares de mortos, sobretudo no seu território e no do Líbano, e abalou a economia mundial.

Washington, por sua vez, mantém o bloqueio aos portos iranianos, imposto a 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo.

Teerão afirmou nos últimos dias estar a analisar as mais recentes propostas de Washington para o fim da guerra.

Após os incidentes de quinta-feira, Trump disse à ABC que o cessar-fogo no Irão "continua em vigor", e que se tratou apenas "uma pequena provocação".

"Não, não, o cessar-fogo continua. Está em vigor", frisou Trump à ABC, em declarações por telefone.

O Comando Central norte-americano (Centcom) afirmou quinta-feira que as suas forças alvejaram instalações militares iranianas, após três dos seus navios terem intercetado ataques quando transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico.

"As forças norte-americanas intercetaram ataques iranianos não provocados e responderam com ataques defensivos enquanto os contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico", escreveu o Centcom, responsável pela região do Médio Oriente, nas redes sociais.

Os ataques contra os contratorpedeiros USS Truxtun, USS Rafael Peralta e USS Mason envolveram "mísseis, drones e pequenas embarcações", adiantou o Centcom, enquanto em Teerão o comando militar acusava Washington de violar o cessar-fogo.

As Forças Armadas norte-americanas, adiantou o Centcom, "neutralizaram as ameaças e visaram instalações militares iranianas responsáveis pelos ataques contra as forças norte-americanas, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, centros de comando e controlo e bases de inteligência, vigilância e reconhecimento".

Em Teerão, o Comando das Forças Armadas confirmou antes ter atacado navios militares norte-americanos no Estreito de Ormuz, mas afirmou ter-se tratado de uma resposta a um ataque a navios iranianos.

As forças armadas dos Estados Unidos, "violando o cessar-fogo, alvejaram um petroleiro iraniano que deixava a costa iraniana (...), para o Estreito de Ormuz, bem como outra embarcação que entrava no estreito, perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos", afirmou o Comando das Forças Armadas Khatam Al-Anbiya, citado pelo canal de televisão IRIB.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz acusou Washington de atacar também "zonas civis na costa do porto de Khaur Mir, Sirik e da Ilha de Qeshm", sublinhando que estes ataques foram realizados "em colaboração com alguns países da região".

As Forças Armadas iranianas, por sua vez, responderam "imediatamente, atacando navios militares norte-americanos no Estreito de Ormuz, a leste, e a sul do porto de Chabahar, infligindo danos significativos", acrescentou a mesma fonte, em comunicado divulgado pela televisão estatal.


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A defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos entrou hoje em ação contra drones e mísseis disparados a partir do Irão, anunciou o Ministério da Defesa do país.

Oceanos alcançam segunda temperatura mais alta da história em abril... Os oceanos fora dos círculos polares registaram em abril a segunda maior temperatura desde que há registos, a que se acrescenta previsões favoráveis ao surgimento do fenómeno El Niño, informou o Serviço de Mudança Climática de Copernicus (C3S).

© Shutterstock      Por  LUSA  08/05/2026 

Segundo um relatório publicado na quinta-feira pelo C3S, a temperatura média da superfície do mar (TSM) em abril de 2026 em águas oceânicas fora dos císculos polares, entre os 60° de latitude sul e os 60° de latitude norte, atingiu os 21 graus, o segundo valor mais alto historicamente registado para esse mês.

A TSM mais elevada em abril foi registada em 2024, durante o último fenómeno de El Niño, indicou o relatório da entidade gerida pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF na sua sigla inglesa).

Abril também foi marcado por fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones tropicais no Pacífico, inundações no Médio Oriente e no centro-sul da Ásia, e secas que afetaram o sul de África.

Cheias repentinas atingiram grande parte da península Arábica, enquanto zonas do Irão, Afeganistão, Arábia Saudita e Síria sofreram inundações generalizadas e deslizamentos de terra, que provocaram vítimas mortais.

"Abril de 2026 reforça o sinal claro de um aquecimento global sustentado. As temperaturas da superfície do mar atingiram níveis quase recorde", afirmou Samantha Burgess, responsável estratégica de clima no ECMWF.

Segundo Burgess, este aumento gerou "ondas de calor marinhas generalizadas", com o gelo marinho do Ártico a níveis muito abaixo da média, e a Europa a registar "fortes contrastes de temperatura e precipitação", tudo indicadores de um clima "cada vez mais marcado pelos extremos".

O mês passado foi o terceiro abril mais quente a nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 14,89 graus, 0,52 graus acima da média de abril do período 1991-2020, segundo o conjunto de dados ERA5.

O abril mais quente registado foi em 2024 e o segundo mais quente em 2025.


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Os ministros do Ambiente do G7 saudaram os progressos alcançados hoje em Paris relativamente aos oceanos e à biodiversidade, embora tenham tido que abdicar da discussão sobre mudanças climáticas, sob pressão dos Estados Unidos.

ESTADOS UNIDOS: Serviço Postal dos EUA pondera permitir envio de armas de fogo pelo correio... As armas de fogo poderão ser enviadas pelo Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) pela primeira vez em quase 100 anos, caso uma norma proposta pelo Governo liderado por Donald Trump entre em vigor.

© Getty Images    Por LUSA   08/05/2026 

Em 1927, o Congresso aprovou uma lei que proibia o USPS de enviar armas de fogo de porte oculto, a menos que fossem provenientes de revendedores licenciados, num esforço para conter a criminalidade.

Em janeiro, o Departamento de Justiça reavaliou a lei de 1927, considerando-a inconstitucional e argumentando que violava a Segunda Emenda, e instou o serviço postal a alterar os seus regulamentos.

O Departamento de Justiça defendeu que, enquanto o Congresso optar por gerir um serviço de encomendas, "a Segunda Emenda impede-o de se recusar a enviar armas de fogo constitucionalmente protegidas para e de cidadãos cumpridores da lei, mesmo que não sejam fabricantes ou revendedores licenciados".

No mês passado, o USPS propôs uma nova regra que permitiria a qualquer pessoa enviar armas de fogo ocultáveis, como pistolas e revólveres, pelo correio.

Atualmente, o USPS permite o envio de algumas armas de fogo, como espingardas de cano longo e espingardas, desde que estejam descarregadas e embaladas em segurança.

Disposições semelhantes seriam aplicadas às armas curtas, que evoluíram desde 1927.

O USPS explicou, em comunicado, que está a analisar os comentários da população antes de fazer as alterações finais.

O procurador-geral do Nevada, Aaron Ford, um democrata que se candidata ao cargo de governador, disse que a alteração da regra iria desfazer o trabalho que estados como o Nevada têm feito para conter a violência armada.

O Nevada sofreu o massacre mais mortífero da história moderna dos EUA, quando um atirador abriu fogo a partir do hotel casino Mandalay Bay, em Las Vegas, em 01 de outubro de 2017, matando 60 pessoas.

De acordo com as regras propostas, alguém poderia vender e enviar uma arma a uma pessoa dentro das fronteiras estaduais.

As regras são mais rígidas para o envio de armas pelo correio entre estados, as pessoas só poderiam enviar a arma para si próprias, sob os cuidados de outra pessoa, e seriam obrigadas a abri-la pessoalmente.

O Departamento de Justiça defendeu que a diversidade de leis estaduais sobre armas dificulta o transporte interestadual para fins legais, como tiro ao alvo, caça e autodefesa.

Sublinhou ainda que, em muitos casos, as pessoas não têm condições para viajar com uma arma de fogo, fazendo do envio pelo correio o "único método viável de transporte".

Ford e outros procuradores-gerais de cerca de duas dezenas de estados enviaram na segunda-feira uma carta instando o USPS a retirar a proposta de norma, alegando que facilitará o acesso a armas de fogo por pessoas que não as podem possuir legalmente, como indivíduos condenados por crimes graves ou violência doméstica.

Alertaram ainda que a regra dificultará a resolução de crimes com armas de fogo.

Segundo os procuradores-gerais, as leis estaduais incluem requisitos como cursos de segurança com armas de fogo, verificação de antecedentes e avaliação do historial de saúde mental.

Estes requisitos são regulados por entidades estatais, que seriam contornadas caso a alteração da regra fosse implementada, argumentaram.

Não haverá forma de garantir que alguém está a seguir as regras e não a enviar uma arma de fogo através das fronteiras estaduais para outra pessoa, alegaram.

Os grupos de defesa do porte de armas aplaudiram a mudança proposta, enquanto as organizações de segurança de armas expressaram a sua preocupação.

COREIA DO NORTE: Pyongyang desloca artilharia de longo alcance para fronteira com Coreia do Sul... A Coreia do Norte planeia mobilizar este ano três novos batalhões de artilharia de longo alcance para junto à fronteira com a Coreia do Sul, informou hoje a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

© Lusa   08/05/2026 

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, "informou-se sobre a produção de novos tipos de obuses autopropulsados para três batalhões, que serão destacados para a unidade de artilharia de longo alcance na fronteira sul ainda este ano", durante uma visita na quinta-feira a uma fábrica de munições, noticiou a agência. 

Segundo a KCNA, os novos obuses têm um alcance superior a 60 quilómetros.

Kim, que também inspecionou a construção de um novo tanque de combate e de vários lançadores, afirmou que 2026 "registará uma melhoria sem precedentes no curso da luta para reforçar a capacidade de defesa nacional", em declarações recolhidas pela agência estatal.

Na quinta-feira, o líder norte-coreano participou ainda num teste de operacionalidade do novo contratorpedeiro, Choe Hyon, e determinou que fosse entregue à marinha até meados de junho.

No teste esteve presente a filha adolescente do líder, cuja idade e nome não foram revelados, embora se acredite que possa tratar-se de Kim Ju-ae, conforme imagens publicadas pela KCNA.

A jovem aparece frequentemente em eventos importantes e em testes de armamento ao lado do pai, o que tem suscitado especulações sobre o seu possível papel como herdeira do regime norte-coreano.

Acredita-se que o novo contratorpedeiro, apresentado em abril de 2025, possua capacidades nucleares, e a Coreia do Norte realizou recentemente testes de lançamento de mísseis balísticos a partir do navio.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Troca de tiros entre forças iranianas e "inimigo" no estreito de Ormuz... As forças armadas iranianas trocaram tiros com "o inimigo" norte-americano na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, noticiaram hoje os media estatais em Teerão.

© Getty Images   Por  LUSA  07/05/2026 

Segundo a televisão estatal, as forças da República Islâmica abriram fogo em retaliação pelo "ataque militar dos Estados Unidos a um petroleiro iraniano". 

A mesma fonte relatou anteriormente explosões na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz.  

Após o ataque ao petroleiro, "as unidades inimigas no estreito foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos", informou o canal de notícias IRIB, citando um oficial militar não identificado.  

As forças norte-americanas não se pronunciaram sobre as alegações dos media estatais com base em fontes anónimas.

A ilha de Qeshm é a maior ilha iraniana do Golfo Pérsico, com cerca de 150 mil habitantes, e alberga uma central de dessalinização de água.

Teerão mantém bloqueado o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de combustíveis fósseis, desde 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra a República Islâmica que já fez milhares de mortos, sobretudo no seu território e no do Líbano, e abalou a economia mundial.

Washington, por sua vez, mantém o bloqueio aos portos iranianos, imposto a 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo.

Teerão afirmou nos últimos dias estar a analisar as mais recentes propostas de Washington para o fim da guerra.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quarta-feira que Washington tem tido negociações "muito boas" com Teerão e considerou "muito possível" um acordo para pôr fim à guerra .

As suas declarações surgiram horas depois de ter decidido suspender a operação de escolta de navios presos desde fevereiro no Golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano em Ormuz, de forma a permitir que ambos os lados chegassem a um entendimento que pusesse fim ao conflito.

Os Estados Unidos e vários países do golfo Pérsico instaram hoje o Conselho de Segurança da ONU a exigir ao Irão que "deixe de impedir" a navegação no Estreito de Ormuz.

Esta pressão surge numa altura em que um projeto de resolução nesse sentido corre o risco de ser vetado.

"Acreditamos em princípios fundamentais, como a liberdade de navegação para todos os países do mundo. É isso que está em causa aqui", declarou à imprensa o embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, rodeado dos homólogos do Bahrein, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e do Kuwait.

Há alguns dias, EUA e Bahrein apresentaram aos membros do Conselho de Segurança uma proposta de resolução estipulando que o Irão deve "cessar imediatamente todos os ataques e ameaças" a navios e "qualquer tentativa de impedir" a liberdade de navegação naquele estreito estratégico, incluindo "a colocação de minas" e a criação de "portagens ilegais".

O texto exige igualmente que Teerão divulgue o número e a localização das minas e as remova e permita, além disso, a definição pela ONU de um "corredor humanitário", em especial para a passagem de fertilizantes, para impedir uma fome global.

Em meados de março, o Conselho aprovou uma resolução muito firme contra Teerão, exigindo o "fim imediato" dos ataques aos vizinhos do golfo Pérsico e condenando o bloqueio do estreito de Ormuz.

A Rússia e a China abstiveram-se nessa ocasião, mas ambas vetaram depois, no início de abril, um texto que incentivava os Estados envolvidos a coordenarem esforços, "de natureza defensiva", para garantir a liberdade de navegação.

E, segundo fontes diplomáticas, a Rússia, aliada da República Islâmica, indicou na quarta-feira estar preparada para bloquear o novo texto.

O Irão criou hoje uma agência governamental para fiscalizar e tributar as embarcações que procuram passagem pelo Estreito de Ormuz, informou uma empresa de dados marítimos.

Busto de Luís de Camões a caminho dos Estados Unidos da América

Busto de Luís de Camões a caminho dos Estados Unidos da América

A UCCLA vem desenvolvendo o projeto de levar o busto de Luís de Camões a várias cidades onde se fala português, no intuito de reforçar a matriz da nossa organização, assente num idioma comum a um tempo uno e diverso.

Desta feita, o busto do poeta maior foi levado para Washington D.C., nos Estados Unidos da América, e transportado pelo navio-escola Sagres a partir do Porto de Lisboa, no dia 30 de abril. 

A presente iniciativa congrega não só a simbologia do nosso idioma junto das diásporas das várias cidades membros da UCCLA, mas também o facto de o Campeonato Mundial de Futebol decorrer nos Estados Unidos da América (além do México e Canadá) pretendendo, outrossim, prestar homenagem às seleções portuguesa e cabo-verdiana de futebol.

A UCCLA agradece à Marinha Portuguesa, nomeadamente ao senhor Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Manuel Nobre de Sousa, e ao senhor Comandante do NRP SAGRES, CFR José Eduardo de Sousa Luís, a pronta disponibilidade manifestada para o transporte do busto de Luís de Camões, a cuja simbologia e significado um navio com o prestígio da Sagres muito acresceu.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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