Por LUSA
Um míssil balístico disparado do Irão e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", disse o ministério.
"Fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]. O incidente não causou vítimas nem feridos", precisou o ministério no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
"Reafirmamos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitação perante qualquer ameaça dirigida ao nosso território e ao nosso espaço aéreo", afirmou o ministério da Defesa turco.
"Relembramos a todos que é do interesse de cada um ter em conta as advertências da Turquia a este respeito", acrescentou.
A Turquia é membro da NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte, atualmente com 32 membros, incluindo Portugal.
O tratado de 1949 fundador da NATO inclui um artigo, o 5.º, que prevê uma resposta coletiva em caso de ataque contra um dos Estados-membros.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, apelou no sábado para a prudência do Irão.
"Falámos com os nossos amigos no Irão e dissemos-lhes que, se se tratar de um míssil perdido, a história é outra", afirmou.
"Poderia tratar-se de um incidente isolado, mas se isso se repetir, aconselhamos a maior prudência, ninguém no Irão se deve lançar numa tal aventura", disse Fidan no sábado.
Uma fonte da NATO confirmou na quinta-feira à AFP que o primeiro míssil visava efetivamente a Turquia.
A fonte da organização não especificou os meios militares utilizados para a interceção do míssil.
O Irão reagiu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro com ataques contra países do Golfo Pérsico, sobretudo contra interesses norte-americanos, incluindo bases militares.
Também foi atingida uma base britânica em Chipre, o país que exerce atualmente a presidência rotativa da União Europeia (UE).
A República de Chipre não é membro da NATO, mas anunciou em 2024 a intenção de aderir à organização de defesa ocidental.
O Presidente cipriota, Nikos Christodoulides, afirmou na sexta-feira que Chipre apresentaria um pedido de adesão à NATO "amanhã mesmo, se fosse possível", embora reconhecendo que as atuais condições políticas impedem tal iniciativa.
Em declarações à estação grega Skai TV, citadas pelo jornal grego I Kathiremini, Christodoulides disse que Chipre se está a preparar para uma eventual adesão, apesar dos obstáculos.
"Não pode acontecer neste momento porque as condições políticas não existem, tendo em conta a conhecida posição da Turquia", afirmou, aludindo ao conflito com Ancara desde 1974, de que resultou a divisão da ilha.
Acrescentou que Chipre está a realizar trabalhos preparatórios a nível militar, operacional e administrativo para estar pronto para aderir "quando as condições políticas o permitirem".
"Sim, para apresentar um pedido relevante para a adesão da República de Chipre à NATO", afirmou.











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