domingo, 2 de agosto de 2026

RÚSSIA: Autarca de Moscovo diz que explosão foi "hediondo ato terrorista"... O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, classificou hoje como um "hediondo ato terrorista" a explosão ocorrida no sábado num café da capital russa, que fez pelo menos três mortos e 21 feridos.

© Natalia Kolesnikova/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   02/08/2026 

"Ontem [sábado] foi cometido em Moscovo um hediondo ato terrorista que custou vidas humanas. Os feridos encontram-se atualmente nos hospitais da cidade, onde estão a receber toda a assistência necessária", escreveu Sobianin nas redes sociais, citado pela agência de notícias Europa Press.

Segundo o autarca, as autoridades já estão a investigar o sucedido e, garantiu Sobianin, "os responsáveis serão inevitavelmente encontrados e receberão o castigo que merecem".

A explosão ocorreu nas imediações da Praça Kudrinskaya, em Moscovo, cerca das 20h10 locais (18h10 em Portugal continental), onde se situa um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, o imponente arranha-céus projetado por Mikhail Posokhin durante o período estalinista.

Segundo as autoridades, entre as vítimas mortais está a alegada autora do ataque, que terá acionado o engenho explosivo quando um segurança tentou impedir a sua entrada no estabelecimento.

O segurança e um dos clientes também morreram na explosão.        

A Rússia tem sido palco de atos terroristas ao longo dos anos, inclusive em Moscovo.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os serviços secretos ucranianos reivindicaram ou foram acusados de vários assassinatos ou tentativas de assassinato de oficiais militares russos e de figuras públicas que apoiam o conflito.

Vários generais russos e responsáveis nomeados por Moscovo nos territórios ucranianos ocupados foram mortos ou feridos nos últimos anos em atentados bombistas.

A Agência France Presse recorda, a título de exemplo, que, em agosto de 2022, Darya Duguina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexandre Douguine, morreu na explosão de um carro em Moscovo.

No ano seguinte, em abril, o bloguer militar russo Maxime Fomine morreu na explosão de uma estatueta armadilhada que lhe tinha sido oferecida em palco num café de São Petersburgo.

Ucrânia reivindica ataques contra aeródromo e refinaria na Rússia... As Forças Armadas da Ucrânia reivindicaram hoje os ataques, com recurso a drones, contra um aeródromo, uma refinaria e um depósito de combustível na Ucrânia.

© Getty Images   Por  LUSA  02/08/2026 

Para "reduzir o potencial económico e militar da Rússia", a refinaria de Saratov foi atingida, no sábado à noite, o que provocou um incêndio nas instalações, lê-se numa publicação do Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

De acordo com um comunicado das Forças Armadas, a capacidade de refinação em Saratov é de, aproximadamente, sete milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Na mesma região, foi atingido o aeródromo de Engels, classificado por Kiev como "uma das principais bases de aviação estratégica" da Rússia.

Outro ataque teve como alvo o depósito de Liudinovsk, na região de Kaluga, que, segundo o Estado-Maior ucraniano, é utilizado para armazenar combustíveis e lubrificantes.

Foi ainda atingido um local de armazenamento e lançamento de drones de ataque em Navli, bem como centros de controlo de drones em Kursk em territórios ucranianos sob ocupação russa em Donetsk, Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia.

O Ministério da Defesa da Rússia indicou que, esta noite, foram abatidos 635 drones ucranianos.

Força Aérea ucraniana afirma que neutralizou 109 de 113 drones russos... A Força Aérea da Ucrânia afirmou hoje que na ultima noite conseguiu neutralizar 109 dos 133 drones russos lançados desde as 18h00 de sábado.

© Vitalii Nosach/Global Images Ukraine via Getty Images    Por LUSA  02/08/2026 

Segundo o boletim diário da instituição, foram detetados 133 drones, entre eles aparelhos não tripulados de ataque do tipo Shahed (incluindo modelos a jato), Gerbera e Italmas, bem como drones Banderol - que esperam ocultos até que um alvo se aproxime - e de outros tipos.

"Segundo dados preliminares, às 8h00 (de hoje) as defesas aéreas tinham derrubado ou suprimido 109 drones inimigos dos tipos Shahed, Gerbera, Italmas, drones Banderol e drones de outros tipos sobre o norte, sul e leste do país", indicou a Força Aérea.

No entanto, 24 drones de ataque conseguiram atingir 19 locais diferentes, enquanto fragmentos de aparelhos abatidos caíram noutros três lugares não especificados.

Num resumo semanal, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ao longo dos últimos sete dias os russos lançaram aproximadamente 1.900 drones, quase 1.600 bombas e 144 mísseis de vários tipos contra 16 regiões da Ucrânia.

Além disso, denunciou que em Brovari, na região de Kyiv, uma pessoa morreu devido ao impacto de um drone e seis ficaram feridas.

"Um número significativo de empresas russas que estão a trabalhar para manter os ataques, produzindo componentes para drones, mísseis e bombas aéreas guiadas, ainda não foram sancionadas", escreveu no X, reclamando sanções mais amplas.

"É necessário pressionar cada segmento do complexo industrial e defensivo russo, e é exatamente essa pressão que, em última instância, ajudará a reduzir o número de ataques contra o nosso povo", argumentou numa mensagem enviada aos aliados da Ucrânia.


CEUTA: Centenas de migrantes continuam em Ceuta e não querem voltar... Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.

© JORGE GUERRERO / AFP via Getty Images...      Por  LUSA  02/08/2026 

Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha, entraram ilegalmente em Ceuta, sobretudo numa avalanche na quinta-feira, mais de 50.000 pessoas e pelo menos 48.300 regressaram logo na sexta-feira a Marrocos, por sua própria iniciativa.

Mas muitos - centenas ou até milhares - permanecem em Ceuta, concentrados em zonas mais afastadas dos controlos militares e policiais que foram reforçados na cidade, em praias ou nas imediações do centro de acolhimento temporário a migrantes (conhecido como CETI), como constatou a agência Lusa.

Há também relatos de outros meios de comunicação de centenas de pessoas escondidas ou refugiadas em serras da cidade.

São, quase na totalidade, migrantes de países subsaarianos que permanecem em Ceuta e os que saíram por iniciativa própria desde sexta-feira eram marroquinos.

Entre as centenas que permanecem junto ao CETI, sem acesso ao centro de acolhimento que as autoridades de Ceuta dizem estar sobrelotado, há pessoas de países como o Senegal, Gâmbia, Iémen ou Sudão que já viviam em Marrocos, em cidades como Casablanca ou Tânger, e se dirigiram à fronteira de Ceuta depois de "ouvir dizer" ou "ver na Internet" que se podia cruzar para o lado espanhol, como contaram vários destes migrantes à Lusa.

Todos os que falaram com a Lusa contaram ter cruzado a nado na quinta-feira, aproveitando a entrada massiva de pessoas e a maré baixa que permitiu contornar o pontão de El Tarajal, na fronteira entre Ceuta e Marrocos.

Estão agora na rua, amontoados em passeios e na estrada de acesso ao CETI, "sem comer, sem beber e sem banho", mas querem permaneceu em Ceuta, Espanha, Europa, disse Florence, 32 anos, do Senegal.

"Quero viver bem, como todos. E a liberdade", disse à Lusa o também senegalês Ali, de 32 anos, que já vivia há quatro anos em Marrocos e se dedicava ao "pequeno comércio".

"Há guerra no nosso país", acrescentou Fátima, de 28 anos, do Sudão.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.

Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetros já instalada sobre o mar no sábado.

Deste local foram retirados 71 corpos desde quinta-feira, segundo o balanço mais recente da polícia espanhola. Em todo o ano de 2025 morreram 46 pessoas afogadas neste ponto, também na tentativa de entrar ilegalmente em Ceuta.

Fontes na cidade citadas hoje pelo jornal El Pais garantem que estão a ser preparadas instalações, com câmaras frigoríficas, para a receção de até 200 cadáveres, admitindo a possibilidade de haver mais mortos nas águas.

Para já, desconhece-se o número de corpos retirados do mar no lado de Marrocos.

Por outro lado, perto de 1.150 das pessoas que entraram em Ceuta desde quinta-feira receberam assistência médica, disseram hoje as autoridades locais.

A cidade de Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com as lojas e restaurantes de novo abertos desde sábado, os turistas a encherem as esplanadas do centro da cidade e os carros de novo a circular.

Tudo, porém, com forte presença policial e de militares nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que culminam com a celebração do Dia da Virgem de África, em 05 de agosto, e deveriam ter arrancado no sábado.


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O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América subiu o nível de alerta para as viagens a Ceuta, "devido a instabilidade" no enclave espanhol no Norte de África, ao qual chegaram milhares de migrantes nos últimos dias.

Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta (e confirma 71 mortos)... As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images   Por LUSA   02/08/2026 

Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas.

As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.

Já foram retirados do mar, nas águas junto à fronteira, 71 corpos de pessoas que se afogaram na tentativa de entrar em Ceuta nos últimos dias, disseram à EFE as fontes da polícia espanhola.

Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.

Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.


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O Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) do Parlamento Europeu pediu numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para "intervir imediatamente" para esclarecer as normas do espaço Schengen.

GUERRA NA UCRÂNIA: Dois mortos após ataque de drones ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram devido aos ataques de drones ucranianos na região de Sarátov, a 700 quilómetros a sudeste de Moscovo, foi hoje anunciado.

© Roman Busargin/ Instagram   Por LUSA  02/08/2026 

"Duas pessoas morreram num ataque com drone inimigo", comunicou o governador de Sarátov, Román Busarguin, nas redes sociais.

Os ataques também provocaram incêndios numa refinaria e num aeródromo, juntamente com um armazém da Wildberries, a Amazon russa, na região vizinha.

As autoridades regionais comunicaram apenas danos num apartamento residencial, mas canais do Telegram acrescentam que foram detetados incêndios num aeródromo e numa refinaria da Rosneft.

Paralelamente, na região vizinha de Samara, outro armazém da Wildberries foi atacado.

"O ataque à instalação logística da empresa na região de Samara provocou um incêndio. Os bombeiros estão no local. Não há vítimas", diz um comunicado da própria empresa.

O canal de Telegram Astra chamou a atenção para o fato de que a apenas a 450 metros do armazém havia uma enorme bandeira russa pintada no campo acompanhada pelas letras 'Z' e 'V', que se tornaram símbolos de apoio à guerra da Ucrânia, iniciada pela Rússia em 2022.

O ministério da Defesa russo informou que as defesas antiaéreas derrubaram esta noite um total de 635 drones ucranianos nas regiões de Bélgorod, Briansk, Volgogrado, Vorónezh, Kaluga, Kursk, Lípetsk, Oriol, Rostov, Riazán, Sarátov, Tambov, Tula, a região de Moscou, Krasnodar e a península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Drones também foram intercetados quando sobrevoavam o mar de Azov e o mar Negro.


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Investidas recentes têm buscado atingir estruturas consideradas relevantes para a economia e a logística do país, ampliando o alcance das operações longe do front.

Bagdad compromete-se a impedir ataques de milícias xiitas pró-iranianas... O primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi, comprometeu-se a impedir eventuais ataques de milícias xiitas pró-iranianas no Iraque contra os países vizinhos, que insistiram em advertir que responderão contra o território iraquiano a possíveis ações desses grupos.

© Reuters    Por  LUSA   02/08/2026 

Segundo um comunicado, Al Zaidi manteve uma reunião na noite de sábado em Bagdad com os seus principais assessores de segurança, na qual "exigiu prevenir qualquer transgressão ou ameaça proveniente do território iraquiano contra os países vizinhos".

Al Zaidi também "pediu a criação de um comité de segurança conjunto para enfrentar esses desafios e ordenou o desenvolvimento de mecanismos dissuasivos para evitar a repetição de tais casos ou qualquer possível violação", refere o comunicado.

O encontro ocorreu depois de a Jordânia e a Síria terem advertido Bagdad de que responderiam a qualquer agressão a partir do Iraque por parte de milícias iraquianas alinhadas com o Irão no contexto da guerra entre os Estados Unidos e a República Islâmica, informaram meios árabes, citando fontes não identificadas.

As advertências ocorrem poucos dias depois dos bombardeamentos conjuntos da semana passada dos EUA e da Arábia Saudita contra posições das forças iraquianas pró-Irão, as Forças de Mobilização Popular (FMP), no leste do Iraque, dos quais resultou a morte de 20 membros das milícias.

As FMP, uma amálgama maioritariamente formada por grupos xiitas - embora também sunitas e de outros grupos minoritários - iraquianos integrados nas forças de segurança do Iraque, foram acusadas por Washington e Riade, bem como por vários outros vizinhos do Iraque, de lançar ataques com drones e foguetes contra os seus interesses em apoio ao Irão.

Al Zaidi ordenou na reunião com os seus assessores de segurança que estes "façam cumprir a lei, reforcem a segurança e a estabilidade e assumam as suas responsabilidades na proteção da soberania e das boas relações de vizinhança", segundo o comunicado.

"Foi reafirmado também que as Forças Armadas estão dispostas a frustrar qualquer tentativa de atacar os países vizinhos, e o seu firme compromisso de não permitir que o território iraquiano seja utilizado como plataforma de lançamento ou via de passagem para a agressão contra países irmãos e amigos", conclui o comunicado.

Ceuta. Governo português apoia reunião de ministros da União Europeia... O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo português apoia a realização da reunião de emergência dos ministros da Administração Interna da União Europeia, marcada para terça-feira, para discutir a situação em Ceuta.

Por  RTP 

"Apoiamos a realização de um conselho da UE de ministros do interior para tratar da grave crise migratória em Ceuta", lê-se numa mensagem publicada hoje na conta oficial de Luís Montenegro nas redes sociais e replicada nas contas do Governo.

Na mensagem, o primeiro-ministro defende que a "política rigorosa de regulação e humanismo" do Governo português, "no acolhimento e no retorno e a cooperação e acompanhamento permanente nos países de origem são o caminho certo na gestão da imigração".

A cidade autónoma espanhola de Ceuta, no Norte de África, registou desde quinta-feira a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, que as autoridades locais estimaram em cerca de 60 mil, acima das cerca de 50.000 entradas contabilizadas pelo Governo de Madrid.

Pelo menos 53.000 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até hoje, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol, e pelo menos 67 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.

O agendamento da reunião dos ministros da UE, que irá decorrer por videoconferência, responde aos pedidos de 22 Estados-membros para analisar a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta e também do Governo espanhol.

Numa carta dirigida aos responsáveis máximos da UE, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou "profunda preocupação" com a reação de alguns governos europeus "na sequência do incidente ocorrido na fronteira externa da União Europeia, em Ceuta".

"A maioria demonstrou-nos apoio e solidariedade e ofereceu-nos ajuda. Outros, no entanto, optaram por atacar Espanha e pedir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen", referiu o primeiro-ministro espanhol na carta, citada pela agência EFE, numa alusão à decisão do governo italiano, que decidiu implementar, a partir de hoje, controlos aleatórios nos aeroportos e portos marítimos a cidadãos não pertencentes à UE provenientes de Espanha.

Pedro Sánchez considera que, "no atual contexto internacional, a União Europeia não pode dar-se ao luxo de ter este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal".

Ceuta é um pequeno território, com cerca de 83.000 habitantes, situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, e é igualmente uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Irão? Trump anuncia suspensão de ataques após perspetiva de novo acordo... O presidente Donald Trump afirmou este sábado que os aliados do Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.

© Lusa  02/08/2026 

O Presidente norte-americano acrescentou numa publicação na Truth Social, a rede social que lhe pertence, que o acordo em vias de ser concluído "incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão", em maiúsculas, como sempre faz.

"Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irão bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", acrescentou.

Segundo Trump, Israel concordou em juntar-se aos Estados Unidos no compromisso de tentar concluir o acordo com o Irão para pôr fim à guerra.

Pouco antes de anúncio do chefe de Estado norte-americano, o meio de comunicação Axios - órgão ao qual são passadas com frequência pela Casa Branca informações de fontes sob anonimato - revelou que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, líder de facto do reino, manifestou a Trump este sábado preocupações quanto a uma potencial escalada do conflito com o Irão por parte dos EUA, num telefonema, revelado por fonte a par da discussão entre os líderes.

A conversa surgiu num momento em que Trump ponderava se devia ou não levar a cabo novos ataques contra o Irão, segundo a imprensa norte-americana.

Os sauditas, de acordo com a fonte anónima da Casa Branca, manifestaram preocupação com a possibilidade de, caso os Estados Unidos atacassem as infraestruturas energéticas do Irão ou realizassem ataques em grande escala contra outras infraestruturas-chave, Teerão poderia responder com ataques às infraestruturas energéticas do reino e de outros países do Golfo.

O príncipe herdeiro terá procurado obter esclarecimentos de Trump sobre quais as novas medidas que este estava a ponderar tomar contra o Irão, revelou a fonte.

Outro responsável da Casa Branca, não autorizado a comentar, confirmou que os líderes falaram no sábado, mas não forneceu quaisquer detalhes sobre o conteúdo da conversa, avançou a agência Associated Press (AP).

No início da semana passada, a Arábia Saudita juntou-se aos Estados Unidos no ataque a vários alvos utilizados por milícias apoiadas pelo Irão no Iraque, ao mesmo tempo que tem vindo a instar Washington e Teerão a regressarem à mesa de negociações para encontrar uma solução para o conflito que já dura há mais de cinco meses.

O príncipe herdeiro também enviou o seu irmão, o ministro da Defesa saudita Khalid bin Salman, a Washington no início da semana passada para reuniões separadas com Trump e com o vice-presidente, JD Vance, para discutirem a estratégia em relação ao Irão.

Os riscos da continuação da ação militar dos Estados Unidos são elevados para Trump e para o Partido Republicano, que enfrentam eleições intercalares decisivas em novembro próximo.

Trump prometeu tomar medidas de retaliação depois de as forças armadas norte-americanas terem frustrado, no início da semana passada, um ataque surpresa do Irão a uma base dos Estados Unidas na Jordânia.

O Presidente disse aos jornalistas na passada sexta-feira que os Estados Unidos "só querem vencer" no Irão e iriam atacar "com toda a força" até que a República Islâmica não consiga aguentar mais.

No sábado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu novos alertas de segurança para os cidadãos norte-americanos em 10 países da região, instando-os a redobrar a cautela devido à escalada das tensões com o Irão.

Os alertas --- que abrangem o Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- exortaram os cidadãos norte-americanos a prepararem-se para a possibilidade de cancelamentos de voos, encerramentos temporários do espaço aéreo e outras perturbações nas viagens.


COMUNICADO!

 

Por Braima Camará

sábado, 1 de agosto de 2026

Curso Gratuito de Biologia Molecular Portátil para Monitorização da Biodiversidade.

Por   IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas

A biologia molecular está cada vez mais acessível. Os avanços na biologia molecular portátil permitem hoje realizar extração de DNA, PCR e sequenciação em áreas protegidas, postos de investigação, universidades e outros contextos onde o acesso a infraestruturas laboratoriais é mais desafiante.

Entre 21 e 28 de setembro de 2026, em Bissau, será realizada um curso intensivo e gratuito dedicado à aplicação destas tecnologias na monitorização da biodiversidade e na genética da conservação.

Durante uma semana, os participantes terão formação teórica e prática em:

🔬 Extração de DNA

🧬 PCR

🧪 DNA barcoding

📖 Sequenciação com equipamentos portáteis

O curso destina-se a estudantes, docentes, investigadores, técnicos de instituições públicas, profissionais de organizações da sociedade civil e outros interessados que pretendam desenvolver competências em biologia molecular aplicadas à conservação da biodiversidade. Será uma oportunidade para promover a troca de experiências e fortalecer redes de colaboração entre profissionais e instituições.

Em Bissau (local a indicar)

De 21–28 de setembro de 2026

14 participantes

Curso gratuito

Bolsas de participação disponíveis para estudantes universitários

Candidaturas até 20 de agosto de 2026

Como candidatar-se?

Envie para primaction.info@gmail.com : 

- Uma carta de motivação (máximo de 1 página), explicando como o curso poderá contribuir para o seu percurso académico ou profissional;

- O seu currículo académico e profissional (máximo de 2 páginas).

Os candidatos selecionados serão contactados até 10 de Setembro. O curso é desenvolvido em parceria com o IBAP e o INIPO, sendo lecionado por investigadores associados às Universidades de Cardiff (Reino Unido) e Oulu (Finlândia) com experiência em genética da conservação e tecnologias portáteis de biologia molecular. 

📢 Partilhe esta oportunidade com quem possa ter interesse! A formação e a colaboração científica são essenciais para fortalecer a investigação e a conservação da biodiversidade

Itália inicia controlo de viajantes de Espanha após suspensão de Schengen... Itália iniciou hoje nos aeroportos e portos verificações aleatórias em viajantes provenientes de Espanha, na sequência da decisão de suspender temporariamente o Acordo de Schengen devido à crise migratória em Ceuta.

© Shutterstock    Por  LUSA  01/08/2026 

No Aeroporto de Fiumicino, em Roma, que recebe uma média de 55 voos diários provenientes de Espanha durante o verão, jornalistas da agência de notícias espanhola Efe constataram a implementação das verificações à medida que os voos comerciais chegavam de cidades como Madrid, Barcelona ou Málaga.

Agentes da polícia italiana solicitavam documentos de identidade ou passaportes aos passageiros provenientes de Espanha, tanto cidadãos da União Europeia, como de fora dos 27, no momento do desembarque, para verificar a nacionalidade, acrescentou a EFE.

Um viajante espanhol confirmou à EFE que os seus documentos foram verificados duas vezes na manga de embarque que liga a aeronave ao terminal do aeroporto.

Os agentes italianos também realizaram verificações de documentos mais direcionadas antes de os passageiros deixarem o aeroporto, designadamente na área pública onde costumam ser recebidos depois de retiradas as bagagens.

Alguns viajantes relataram que a conferência de documentos causou pequenos transtornos na chegada, embora alguns tenham manifestado apoio à medida.

A decisão do Governo italiano, motivada pela crise migratória em Ceuta e justificada pela necessidade de "proteger a segurança nacional", envolve verificações seletivas em cidadãos de países terceiros que chegam de Espanha, para garantir que possuem a documentação adequada para viajar dentro do Espaço Schengen.

A imprensa italiana noticiou que os passageiros só vão passar por verificações adicionais caso surjam irregularidades ou suspeitas.

A suspensão, por Itália, do Acordo de Schengen em relação a Espanha é temporária e deve permanecer em vigor durante todo o mês de agosto, auge da temporada de turismo de verão.

Na sexta-feira, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou que seria dada uma "atenção especial" para garantir que essas verificações não prejudicassem o fluxo de turistas.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a líder da extrema-direita italiana abordou novamente a crise migratória em Ceuta, defendendo "uma resposta europeia urgente à imigração irregular".

Meloni, juntamente com a homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen, liderou uma carta assinada por mais 22 países europeus, instando a liderança da UE a convocar uma reunião de ministros do Interior para coordenar o reforço das fronteiras externas.

"Este é um sinal importante: a posição que a Itália defende há muito tempo é agora partilhada por um número crescente de nações europeias. Defender as fronteiras externas da União não é do interesse de uma única nação, é uma responsabilidade europeia partilhada", observou Meloni na mensagem.

A fronteira entre Marrocos e Ceuta, um enclave autónomo espanhol no norte de África, voltou hoje a uma aparente normalidade, após uma crise sem precedentes que começou na quinta-feira, quando cerca de 50.000 migrantes entraram irregularmente no território, muitos a nado, num incidente que causou pelo menos 67 mortos.

Pelo menos 48.300 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até às 18:00 (17:00 em Lisboa) de sexta-feira, de acordo com o Ministério da Administração Interna espanhol.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


Leia Também: Mais de 600 migrantes atendidos em hospitais e centros de saúde em Ceuta

Um total de 613 pessoas foram atendidas no Hospital Universitário de Ceuta e em centros de saúde, com 12 hospitalizados, durante quinta e sexta-feira, após a entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos naquela cidade espanhola em África.

Divulgação de vídeos íntimos na plataforma TikTok: CNT exige ação do Estado contra partilha de vídeos íntimos e alerta para “grave ameaça social.

Por  Radio Voz Do Povo / Radio África FM 

O Conselho Nacional de Transição, CNT, condenou esta sexta-feira a crescente divulgação de conteúdos íntimos de jovens nas redes sociais e apelou ao Estado para a adoção de medidas urgentes de combate ao fenómeno.

Numa nota de repúdio, o órgão de transição classifica a partilha de vídeos, com especial incidência na plataforma TikTok, como “uma grave ameaça à privacidade, à dignidade humana e à estabilidade social”.

Para o CNT, a exposição não consentida da intimidade não pode ser confundida com liberdade de expressão. “Representa uma violação dos direitos fundamentais, com impactos devastadores para as vítimas, as suas famílias e toda a sociedade”, lê-se no documento.

O Conselho considera o comportamento “inaceitável” e defende uma resposta articulada das autoridades. Entre as medidas propostas estão o reforço da educação digital nas escolas, o lançamento de campanhas nacionais de sensibilização e prevenção e a eventual revisão da legislação em vigor, para assegurar “uma proteção mais eficaz da privacidade e da dignidade dos cidadãos”.

Na nota, o CNT sublinha que “a liberdade implica responsabilidade” e não pode servir de justificação para práticas que atentem contra “os direitos, a honra e a integridade das pessoas”.

O órgão conclui apelando à sociedade, às instituições e às próprias plataformas digitais para que assumam um papel ativo no combate à disseminação destes conteúdos, com vista a um “ambiente digital mais seguro, responsável e respeitador dos direitos humanos”.


Eis a nota👇🏻

CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO – CNT

NOTA DE REPÚDIO E CONDENAÇÃO

O Conselho Nacional de Transição, profundamente preocupado com a crescente divulgação, nas redes sociais em particular no TikTok de conteúdos íntimos envolvendo jovens, vem por este meio expressar o seu mais firme repúdio e condenação a este fenómeno.

Tal prática não pode, em circunstância alguma, ser confundida com liberdade de expressão. Trata-se, antes, de uma grave violação da privacidade, de uma exposição indevida da intimidade e de um atentado direto à dignidade das pessoas, com consequências particularmente nocivas para os jovens, as suas famílias e a coesão social.

Assim, o Conselho Nacional de Transição exorta as autoridades competentes a adotarem medidas urgentes e eficazes, nomeadamente o reforço da educação digital, o desenvolvimento de campanhas de prevenção e, se necessário, a revisão e o fortalecimento do quadro legal aplicável, de forma a garantir uma proteção efetiva da privacidade e da dignidade dos cidadãos.

Por fim, reafirma que a liberdade, sendo um valor essencial, não pode ser dissociada da responsabilidade, nem servir de escudo para práticas que atentem contra os direitos fundamentais.

Muito obrigado.

Bissau, 31 de julho de 2026.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição 

Major - General Tomás Djassi

GUERRA NA UCRÂNIA: Força Aérea ucraniana interceta dois mísseis e 154 drones russos... A Força Aérea ucraniana disse hoje ter intercetado dois mísseis e 154 drones de 35 mísseis e 185 lançados durante a noite pela Rússia.

© REUTERS   Por LUSA   01/08/2026 

Entre os mísseis russos, lançados durante a noite, contam-se quatro antinavios Zircon/Onyx, 27 balísticos Iskander-M/S-400, dois mísseis antirradar Kh-31 e dois mísseis teleguiados Kh-59/69, de acordo com um relatório ucraniano.

"O principal alvo do ataque foi a região de Kiev. As regiões de Dnipropetrovsk, Sumy, Kharkiv e Poltava também foram visadas", lê-se no documento.

Em Kiev, o ataque russo causou pelo menos nove mortos e 30 feridos em sete zonas diferentes, além de danos em edifícios residenciais e comerciais, num centro educativo e na Embaixada da Lituânia.

Por sua vez, em Poltava, no centro da Ucrânia, os russos atingiram infraestruturas essenciais e um terminal logístico, disseram as autoridades regionais.


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Um navio pertencente à agência nuclear russa Rosatom, que transportava "mercadorias civis", foi afundado por um ataque de drones ucranianos no mar Negro, sem causar vítimas, anunciou hoje a agência, qualificando o ataque como pirataria.

Irão avisa que vai reforçar bloqueio do estreito de Ormuz... O Irão avisou hoje que vai reforçar o bloqueio do estreito de Ormuz e acusou os Estados Unidos de escalarem o conflito no Médio Oriente, alertando que os países que colaborem com Washington "arderão no fogo da guerra".

© Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP via Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

"A continuação do bloqueio naval e da escalada bélica por parte do regime norte-americano reforçará o encerramento do estreito de Ormuz e provocará também o encerramento de outros estreitos e pontos de estrangulamento", alertou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohamad Bagher Zolgadr, segundo informa a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, citada pela agência de notícias Efe.

Zolgadr alertou que "o preço será pago pela economia mundial e pelo mercado energético", aludindo ao aumento dos preços do petróleo bruto devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava um quinto do petróleo mundial.

Também o comandante do Quartel-General Central Jatam al Anbiya, o general-de-divisão Ali Abdolahi, em comunicado, citado também pela Efe, deixou um aviso aos países do Médio Oriente, alertando que "devem reconsiderar a sua cooperação e colaboração com os Estados Unidos".

"Caso contrário, qualquer país que se torne o escudo defensivo dos Estados Unidos, um país criminoso e agressor, arderá no fogo da guerra", disse.

Segundo aquele alto comando militar, Washington "continua, a um ritmo cada vez mais acelerado, a trilhar o caminho de uma escalada generalizada da guerra regional" , numa estratégia que, disse, pretende "expandir e consolidar um domínio ilegítimo sobre toda a região".

Estas declarações surgem num contexto de tensão crescente entre Teerão e Washington, marcado por ataques recíprocos, pelo bloqueio naval norte-americano sobre portos e navios iranianos e pelo encerramento do estreito de Ormuz por parte do Irão.

Nas últimas semanas, o Irão lançou ataques contra bases e alvos dos EUA em países da região, como o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, em resposta às ofensivas norte-americanas contra o seu território.

Hoje, o Exército do Kuwait afirmou ter intercetado ataques iranianos com drones, embora Teerão ainda não tenha anunciado qualquer ofensiva.

A guerra no Médio Oriente começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e já causou milhares de mortos na região, sobretudo no Irão e no Líbano.

Esta semana, o Irão e os Estados Unidos retomaram as trocas de ataques noturnos após vários dias de acalmia, embora não tenha sido registado qualquer ataque na noite de sexta-feira para sábado.


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A defesa aérea do Kuwait intercetou hoje drones iranianos, na sequência de um conjunto de ataques consecutivos, que o exército alegou ter sido contra "locais estratégicos" dos EUA naquele país.

Cerca de 69.500 migrantes saíram de Ceuta em direção a Marrocos... As Forças de Segurança espanholas calculam que cerca de 69.500 migrantes saíram nas últimas 30 horas de Ceuta em direção a Marrocos depois da entrada em massa que ocorreu na quinta-feira, foi hoje anunciado.

© Adri Salido/Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

Esta manhã começam a ser instaladas barreiras de contenção no espigão da fronteira de Tarajal.

Fontes policiais indicaram à Efe que neste número poderiam estar incluídos migrantes que tinham chegado à cidade autónoma em dias anteriores à entrada massiva e até mesmo outros que na sexta-feira teriam entrado e saído mais de uma vez.

Além disso, segundo informou o ministério do Interior espanhol à Efe, às 7:50 locais, começou a instalação de barreiras de contenção no espigão da fronteira do Tarajal, conforme anunciou na sexta-feira a partir de Ceuta o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

O elemento principal é uma barreira pneumática de 500 metros de comprimento, com uma altura na superfície de 30 a 70 centímetros e uma parte submersa de até um metro de profundidade.

Esta estrutura é combinada com uma primeira linha de boias ancoradas fornecidas pela Armada.

Além disso, um canal intermediário permitirá que as embarcações da Guarda Civil garantam em todos os momentos a proteção da barreira pneumática.

Quanto aos dados da entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos, o ministério do Interior cifrou em 50.000 as entradas do dia 30, enquanto o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, afirmou que poderiam ter alcançado 60.000.

Fontes do Interior informaram esta manhã que a noite em Ceuta foi normal, que as entradas "pararam totalmente" e que continuaram as saídas para Marrocos.

Depois da entrada massiva de quinta-feira, na sexta-feira milhares de pessoas regressaram para a fronteira para voltar a Marrocos por vários motivos, incluindo o anunciado acordo entre Espanha e Marrocos para a sua repatriação, bem como a ausência de lojas, superfícies comerciais ou bares abertos em Ceuta para poder atender as suas necessidades mais básicas.

Entretanto, a tranquilidade voltou à cerca fronteiriça de Melilla após uma noite, a segunda consecutiva, de pressão migratória em diferentes pontos do perímetro e entradas irregulares que não foram quantificadas oficialmente, e que provocaram um grande movimento de patrulhas e uso de material antidistúrbios para repelir os migrantes.

Segundo a Efe, um dos pontos de maior pressão durante a noite foi nas imediações do posto fronteiriço de Beni-Enzar, o único operacional entre Melilla e Marrocos, que permanece fechado enquanto mais de mil viajantes da Operação Passagem do Estreito (OPE) continuam bloqueados à espera da sua reabertura.

Desde antes do anoitecer, e até praticamente a primeira hora da manhã, as tentativas de entrada por essa zona foram contínuas por parte de grupos de jovens migrantes magrebinos que foram se movendo ao longo da cerca, alguns dos quais provocaram danos nas guaritas de vigilância marroquinas e até mesmo um incêndio junto ao perímetro.

Na noite de quinta-feira, ocorreram um total de 130 entradas irregulares em Melilla, incluindo 84 de menores de idade, que elevaram para 260 o número de acolhidos nos centros de proteção da cidade, mais do que o triplo do limite máximo estabelecido na declaração de contingência migratória.

Algarve com vigilância reforçada em mar e terra

A Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa anunciaram, este sábado, que estão a "reforçar o controlo da fronteira marítima, através de patrulhas regulares e diárias, realizadas por mar e por terra, ao longo da orla costeira do Algarve".

Segundo a Polícia Marítima, "estas ações são realizadas de forma coordenada e integrada, garantindo um dispositivo no mar e em terra, reforçando a vigilância, deteção e interceção de embarcações que possam estar ligadas a fenómenos de migração irregular ou outras atividades ilícitas".

A Polícia Marítima e a Marinha sublinharam, ainda, que a "segurança marítima é uma missão partilhada e apelam à colaboração da população, solicitando que todas as movimentações suspeitas sejam comunicadas ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) ou ao Comando Local da Polícia Marítima da respetiva área".


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ESTADOS UNIDOS: Caça F-35B caiu perto de uma base militar na Califórnia. Piloto ferido... Um caça F-35B despenhou-se sexta-feira perto da base aérea de Miramar, em San Diego, adiantou o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, acrescentando que o piloto ejetou-se e sofreu ferimentos que não representam risco de vida.

© Getty Images     Por LUSA   01/08/2026 

"O piloto ejetou e foi transportado para um centro médico local em condição estável para avaliação e tratamento de ferimentos que não representam risco de vida", referiu o Corpo de Fuzileiros Navais em comunicado.

Imagens aéreas de um helicóptero de notícias mostraram uma coluna de fumo negro a subir dos destroços num campo de terra, com vários veículos militares e de bombeiros, bem como pessoas, nas proximidades.

O que parecia ser retardador de chamas branco cobria o solo, e pelo menos uma pessoa estava a deitar água para os destroços com uma mangueira de incêndio, noticiou a agência Associated Press (AP).

Candace Hadley, porta-voz do Corpo de Bombeiros de San Diego, adiantou apenas que os bombeiros estavam no local para combater um incêndio de vegetação que começou perto do local da queda da aeronave.

O F-35B é uma das várias versões do avançado caça furtivo utilizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, pela Marinha e pela Força Aérea.

A versão "B" possui um motor concebido para descolagens curtas e é capaz de realizar aterragens verticais.

Um único caça F-35B custa cerca de 109 milhões de dólares (95 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

A Base Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miramar albergava a escola de treino de pilotos de caça da Marinha, retratada no filme original "Top Gun", e era conhecida como "Fightertown USA" no seu auge.

A escola foi transferida para a Base Aérea Naval de Fallon, no Nevada, em 1996, após a base ter sido transferida para o Corpo de Fuzileiros Navais.

Veja as imagens na galeria.

Novo ataque russo com mísseis balísticos provoca mortes em Kiev... Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky".

Kiev, UcrâniaANATOLII STEPANOV   Por  SIC Notícias Com Lusa 

Um ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev durante esta noite causou pelo menos nove mortos, anunciaram os serviços de emergência ucranianos esta madrugada.

"Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas na sequência de um ataque russo com mísseis balísticos", escreveram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Num balanço anterior, o presidente de câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, tinha avançado com "informações preliminares", segundo as quais três pessoas tinham sido mortas, e logo em seguida a administração militar de Kiev reviu o balanço para quatro mortos.

Tammém o número de feridos no balanço anterior era de 15, subindo agora mais 8, entre os quais, pelo menos dois menores, segundo Klitschko no primeiro balanço, que citou os serviços médicos, e apelou aos habitantes para que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev".

"A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado", precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. Outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis intercetores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que "gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk" para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", disse Trump, garantindo: "Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto".

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que "não tinha a certeza" de dar 'luz verde' a Kiev para a produção dos intercetores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.


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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Israel duvida que Hamas se desarme, mas compromete-se com acordo... O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, manifestou hoje ceticismo sobre o desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, mas assegurou o "compromisso" do seu país com o acordo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

© Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images     Por  LUSA    31/07/2026 

"Ninguém confia numa organização terrorista. É preciso verificar o que fazem, não o que dizem. Mas estamos comprometidos com o plano", declarou Danon em entrevista à CNN. 

O embaixador israelita afirmou ter informações de que o Hamas está "a considerar a ideia de transferir armas de um depósito para outro".

"Isto não é desarmamento (...). O desarmar significa retirar completamente as armas da Faixa de Gaza, para que o Hamas nunca mais tenha a capacidade de tocar nessas armas", acrescentou.

Questionado sobre a condição imposta pelo movimento palestiniano, de que Israel retirasse as suas tropas para a fronteira demarcada pela ONU antes do desarmamento, Danon sugeriu que estas são questões que "podem ser discutidas e resolvidas".

No entanto, reiterou a falta de confiança de Israel no Hamas: "Se estão a jogar sujo e a oferecer soluções superficiais, isso não vai funcionar para nós".

Danon afastou a ideia de que Trump devesse preparar-se para uma resposta israelita que frustrasse os seus planos.

"Se realmente [o Hamas] concordar e estiver disposto a entregar as armas, veremos progressos. Mas se for apenas um jogo, teremos de voltar à mesa das negociações", concluiu.

Enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silêncio, Trump afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

Questionado pelos jornalistas durante uma reunião com membros da sua administração se tinha garantias de que o executivo israelita concordava com o acordo, Trump respondeu: "Sim, temos um entendimento com Israel. Israel está muito satisfeito com isso".

Anteriormente, um alto membro da administração de Washington disse à imprensa norte-americana que Donald Trump ficará "muito, muito desapontado" se Israel não cumprir a sua parte do acordo de paz na Faixa de Gaza.

"Não estamos a pedir mais nada a Israel para além de que aceite o plano de 20 pontos que inicialmente endossaram. Por isso estamos totalmente confiantes de que o respeitarão. Se não o fizerem, obviamente o Presidente Trump ficaria muito, muito desapontado", afirmou o responsável.

O líder norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas, mas Netanyahu, que se encontrou com Trump esta semana na Casa Branca, ainda não se pronunciou, entre divergências já conhecidas sobre a interpretação do entendimento.

Nas suas declarações hoje à imprensa em Camp David, nos arredores de Washington, o político republicano não deu detalhes quando questionado se os israelitas precisam concluir a sua retirada do enclave palestiniano antes do desarmamento do Hamas, ou o inverso, insistindo que o acordo é um "grande avanço" para a paz na Faixa de Gaza.

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa israelita, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual 'linha amarela' sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo, firmado em 10 de outubro de 2025, e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

No primeiro pronunciamento de um membro do Governo israelita, o ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou, pelo seu lado, que o acordo é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território palestiniano.

Para o político de extrema-direita, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

O roteiro para a cessação das hostilidades inclui a eliminação progressiva das capacidades militares do Hamas, o desmantelamento de túneis no território e arsenais de armas e um sistema de monitorização internacional durante o processo.

O documento estabelece ainda que a primeira condição para o progresso será a cessação completa das operações militares e o cumprimento das obrigações estipuladas no acordo de cessar-fogo, além de contemplar uma retirada gradual das forças israelitas.

O Conselho da Paz, órgão criado por Trump no seu plano para a Faixa de Gaza aceite pelas Nações Unidas, publicou hoje os pontos deste roteiro na rede social X, advertindo que Israel deve "cumprir sem demora os compromissos pendentes do Protocolo de Sharm el-Sheikh, particularmente a cessação das operações militares", tal como o Hamas.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silencio.