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quinta-feira, 16 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
EUA. Senado rejeita resolução que impedia Trump de ordenar novos ataques.... O Senado norte-americano rejeitou hoje uma resolução que impediria o Presidente Donald Trump de ordenar novos ataques contra o Irão sem autorização prévia do Congresso.
Por LUSA
Na câmara alta do Congresso, onde os republicanos detêm a maioria, a resolução foi derrotada por 47 votos contra 52.
O senador republicano Rand Paul juntou-se aos democratas no apoio à resolução; o democrata John Fetterman votou contra.
A iniciativa, promovida pela oposição democrata, procurava invocar a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização do Congresso para iniciar hostilidades noutro país.
O Senado já havia rejeitado resoluções sobre o conflito com o Irão a 04 de março, enquanto a Câmara dos Representantes, também de maioria republicana, agiu analogamente no dia seguinte.
Embora os legisladores republicanos comecem a distanciar-se e a expressar as suas divergências com a decisão de Trump de iniciar uma guerra contra o Irão, ainda estão longe de apoiar as resoluções dos democratas.
Os representantes democratas, por sua vez, mantêm a sua estratégia ofensiva contra a guerra no Irão, obrigando os republicanos a tomar uma posição.
Semanalmente, pretendem apresentar uma resolução sobre os poderes de guerra no Senado para travar a ofensiva de Trump enquanto a operação no Médio Oriente continuar.
O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, lidera a proposta referente a uma guerra que considera "ilegal, impopular e desastrosa para os americanos e as suas famílias", como explicou à EFE.
A Resolução sobre os Poderes de Guerra de 1973 mantém a exigência de que qualquer intervenção militar no estrangeiro necessite de autorização do Congresso.
Exige ainda que os presidentes retirem as forças norte-americanas de qualquer conflito não autorizado pelo Congresso no prazo de 60 dias, prorrogável por 30 dias se o Presidente certificar a Câmara de que se trata de uma "imperativa necessidade militar".
Pouco depois do início da guerra, Trump previu que esta terminaria dentro de quatro a cinco semanas, mas agora os legisladores enfrentam o prazo legal de 60 dias, que expira a 01 de maio.
O Presidente afirmou hoje, numa entrevista à Fox Business, que a guerra está "muito perto do fim", enquanto mantém em vigor o bloqueio naval que impôs ao Irão no Estreito de Ormuz e continua a enviar milhares de soldados para o Médio Oriente.
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Profissionais de saúde de Cabo Verde marcam três dias de greve... Os profissionais de saúde de Cabo Verde anunciaram uma greve de três dias para exigir do Governo o cumprimento de acordos laborais, incluindo aumentos salariais e regularização de pagamentos em atraso, anunciou hoje um sindicato.
© Lusa 15/04/2026
"Os sindicatos, auscultando os profissionais de saúde, tomaram a devida nota da maioria que se mostra revoltada e descontente face ao arrastar das pendências laborais há dois anos e meio e lamentam que, apesar da assinatura de dois acordos, no sentido de se resolver as reivindicações constantes do caderno reivindicativo em 2024 e 2025, não vejam a resolução efetiva dessas reivindicações", explicou o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) em comunicado.
A greve foi convocada pelos sete sindicatos que representam a classe e arranca às 08:00 (10:00 em Lisboa) de 28 de abril, prolongando-se até às 08:00 de 01 de maio, afetando todos os departamentos e serviços de saúde nas nove ilhas habitadas de Cabo Verde e abrangendo todas as classes profissionais que exercem funções nas respetivas estruturas de saúde.
Segundo os sindicatos, o acordo estabelecia prazos concretos para a concretização das medidas acordadas, mas, mais de oito meses depois, verificaram-se incumprimentos, o que levou a uma primeira greve de dois dias, posteriormente suspensa na expectativa de novos entendimentos com o Governo.
As estruturas sindicais referem ainda que, em janeiro e abril de 2025, voltaram a reunir-se com o executivo, tendo sido reafirmados compromissos e definidas novas datas para a execução das medidas.
No entanto, afirmam que a situação "permanece praticamente inalterada".
No comunicado acrescenta-se que, em dezembro de 2025, os sete sindicatos voltaram a avançar com um pré-aviso de greve devido a novos incumprimentos, apesar de terem sido publicadas listas de transição de médicos, enfermeiros e outros profissionais do setor.
Ainda assim, denunciam atrasos persistentes em vários processos, como o pagamento de retroativos, a regulamentação das carreiras já aprovadas, o pagamento do subsídio de risco aos profissionais do regime geral em locais de risco, a atualização das horas extraordinárias e situações de salários desatualizados em contratos de médicos e enfermeiros.
Em Cabo Verde, existem cerca de 4.000 profissionais de saúde filiados nos sete sindicatos.
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Irão ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano... O Irão ameaçou hoje bloquear o tráfego no mar Vermelho, com o qual não faz fronteira, e todo o comércio no Golfo Pérsico se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio aos portos iranianos.
© Lusa 15/04/2026
"As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho", afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, num comunicado divulgado pela televisão estatal.
Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e "criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros", tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O Irão não faz fronteira com o mar Vermelho, mas pode contar com os aliados no Iémen, os rebeldes huthis, que ameaçaram atacar navios naquele setor a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio a "navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos", que entrou em vigor na segunda-feira.
O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.
Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.
As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim de semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.
O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Apesar do bloqueio, alguns navios provenientes de portos iranianos atravessaram o estreito na terça-feira, indicam dados de monitorização marítima.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, que cita fontes que não identificou, a navegação a partir dos portos iranianos prosseguiu apesar do bloqueio.
"Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo" nas últimas 24 horas, segundo a mesma fonte, citada pela AFP.
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O Irão adquiriu secretamente no final de 2024 um satélite espião chinês que lhe possibilitou identificar e atacar bases militares dos Estados Unidos na atual guerra, noticiou hoje o Financial Times.
Trump volta à carga contra o Papa e atira farpas à NATO: "Não nos apoiou"... O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou atacar o Papa Leão XIV, esta quarta-feira. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) também não ficou imune às acusações do republicano.
© Getty Images noticiasaominuto.com 15/04/2026
O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou à carga contra o Papa Leão XIV, esta quarta-feira, apesar das críticas de que tem vindo a ser alvo por parte da comunidade internacional. Desta feita, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) também não ficou imune às acusações do republicano.
"Alguém pode, por favor, dizer ao Papa Leão que o Irão matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que é absolutamente inaceitável que o Irão possua uma bomba nuclear? Agradeço a vossa atenção a este assunto. A AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA!!!", escreveu, na Truth Social.
Meros minutos depois, o magnata atirou farpas à NATO, numa outra publicação. "A NATO não nos apoiou, e não nos apoiará no futuro!", alertou.
Já na terça-feira, o magnata considerou que o Sumo Pontífice "não faz ideia do que se está a passar no Irão", numa entrevista ao diário italiano Corriere della Sera.
"Não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado", argumentou.
Antes, o republicano teceu duras acusações contra Leão XIV, tendo atirado que, "se não estivesse na Casa Branca, [o Sumo Pontífice] não estaria no Vaticano".
"O Papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Fala do ‘medo’ da Administração Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica, e todas as outras organizações cristãs, sentiram durante a Covid-19, quando estavam a deter padres, pastores e toda a gente por celebrarem missas, mesmo quando saíam ao ar livre e mantinham uma distância de três ou até seis metros", começou por acusar, numa longa mensagem publicada na Truth Social, na segunda-feira.
Trump admitiu inclusive, gostar "muito mais do seu irmão Louis do que dele, porque Louis é totalmente MAGA [apoiante da campanha de Trump, 'Make America Great Again']".
"Ele percebe e Leão não! Não quero um Papa que ache que não há problema em o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que ache terrível que a América tenha atacado a Venezuela, um país que estava a enviar quantidades massivas de droga para os Estados Unidos e, pior ainda, a esvaziar as suas prisões, incluindo assassinos, traficantes de droga e homicidas, para o nosso país. E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito, POR MAIORIA ESMAGADORA, estabelecendo níveis de criminalidade historicamente baixos e criando o melhor mercado bolsista da história", continuou.
O chefe de Estado considerou ainda que "Leão devia estar grato porque, como todos sabem, foi uma surpresa chocante", já que "não constava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era norte-americano". "Acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou.
Trump admitiu também que não lhe agrada "o facto de Leão ser brando com o crime e com as armas nucleares", nem que se reúna "com simpatizantes de [Barack] Obama, como David Axelrod, um FRACASSADO da esquerda, que é um dos que queriam que os fiéis e os clérigos fossem detidos".
"Leão devia recompor-se como Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político. Isto está a prejudicá-lo gravemente e, mais importante ainda, está a prejudicar a Igreja Católica!", rematou.
O Papa, por seu turno, assegurou que não recuará "em anunciar a mensagem do Evangelho e convidar todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação, e a procurarem formas de evitar a guerra sempre que for possível".
"Não vou entrar em debate. O que digo não pretende, de forma alguma, ser um ataque. A mensagem do Evangelho é muito clara: ‘Bem-aventurados os pacificadores’", disse. E rematou: "Não tenho medo da Administração Trump."
NATO não ficou imune a críticas (nem a "amiga" Meloni)
Também na terça-feira, o chefe de Estado criticou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, devido à sua relutância em ajudar o aliado norte-americano no conflito com o Irão. "Estou chocado. Pensava que tinha coragem, mas estava enganado", admitiu, em entrevista ao Corriere della Sera.
O magnata apontou ainda que a chefe do Governo italiano apenas lhe disse "que Itália não quer ser envolvida". "Mesmo que Itália obtenha o seu petróleo de lá [do Irão], mesmo que os Estados Unidos sejam muito importantes para Itália. Ela não acha que Itália deva envolver-se. Acha que os Estados Unidos devem fazer o trabalho por ela", atirou.
Trump, que admitiu não conversar com Meloni "há já muito tempo", denunciou a primeira-ministra não só pela sua posição sobre o Irão, mas também sobre o Papa Leão XIV.
"Não quer ajudar-nos com a NATO, não quer ajudar-nos a livrar-nos da arma nuclear. É muito diferente do que pensava. [...] É ela que é inaceitável, porque não se importa se o Irão tem uma arma nuclear que faria Itália explodir em dois minutos, se tivesse oportunidade", disse, numa referência às acusações da primeira-ministra sobre os comentários que tecidos pelo norte-americano conta o Sumo Pontífice.
Questionado quanto à possibilidade de pedir a Itália a mobilização de navios caça-minas no Estreito de Ormuz, o presidente deu conta de que solicitou "que enviassem tudo o que quisessem, mas não querem porque a NATO é um tigre de papel".
Ainda que, há um mês, Trump tenha caracterizado Meloni como uma amiga e uma grande líder que "procura sempre ajudar", numa outra entrevista ao mesmo meio, a história mudou de figura: "Já não é a mesma pessoa, e Itália não será o mesmo país; a imigração está a destruir Itália e toda a Europa."
O magnata foi mais longe, tendo lançado que a Europa está a "destruir-se a si própria por dentro" com as suas políticas de imigração e de energia, tendo em conta que paga "os custos de energia mais elevados do mundo e nem sequer está disposta a lutar pelo Estreito de Ormuz, de onde a recebe". "Depende de Donald Trump para que ele o mantenha aberto", disse.
Álcool na condução é problema "estrutural" e "grave em Portugal"... A condução sob o efeito de álcool é um problema "estrutural" e "grave em Portugal", com dois terços dos condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 apresentarem taxas de alcoolemia consideradas crime.
© Lusa 15/04/2026
Conduzir sob o efeito de álcool é um grave risco para a segurança rodoviária e, em Portugal, trata-se de um problema "particularmente grave". É o que diz a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), sendo que em 2024 dois terços dos condutores envolvidos em acidentes com vítimas tinha uma taxa de alcoolemia considerada crime.
"No domínio do álcool, a conclusão central é inequívoca: Trata-se de um problema estrutural, persistente e particularmente grave em Portugal", refere a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) no estudo sobre a "evolução da sinistralidade e análises comparativas", a que Lusa teve acesso.
O documento é divulgado no dia em que Pedro Clemente toma posse como presidente da ANSR, numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que deverá anunciar medidas estratégicas relacionadas com a segurança rodoviária tendo em conta o aumento das vítimas mortais.
Segundo o estudo, que analisa dados entre 2019 e 2024, cerca de dois terços dos condutores com álcool envolvidos em acidentes com vítimas apresentavam uma Taxa de Álcool no Sangue (TAS) igual ou superior a 1,20 gramas por litro, que é considerada crime, sendo essa proporção de 65,4 por cento em 2024.
Quase 60% de condutores detetados em crime
Entre 2019 e 2024, a fiscalização aumentou, mas a evolução mais marcante ocorreu no escalão de alcoolemia mais grave (1,20 g/l), que cresceu 72,3 por cento, indica a ANSR, precisando que 58,1 por cento dos infratores detetados em fiscalização no ano de 2024 "já se encontravam no escalão crime, o que significa que a componente mais severa do fenómeno passou a ser maioritária".
O estudo dá conta que são sobretudo os homens que conduzem sob o efeito do álcool e os veículos intervenientes são essencialmente ligeiros, embora também aconteça com motociclos/ciclomotores e velocípedes, sublinhando que "os horários da madrugada e da noite apresentam risco operacional acrescido, tanto pela percentagem de infratores/testes como pelo peso dos casos em escalão crime".
"Os dados por grupo etário mostram presença expressiva em várias idades adultas, não se limitando a um único segmento geracional. Isto aconselha prudência face a leituras demasiado simplistas: o problema não é exclusivo dos condutores mais jovens, antes se distribuindo por diversos grupos etários com peso estatístico relevante", refere a ANSR, dando conta que os resultados das autopsias feitas em 2024 também são "particularmente expressivas".
Um terço dos condutores mortos com taxa de álcool ilícita
De acordo com o estudo, um em cada três condutores mortos em acidentes de viação e autopsiados apresentava uma taxa de álcool no sangue superior ao limite legalmente permitido (0,5 g/l), e 72 por cento dessas vítimas excediam a taxa considerada crime (=1,20 g/l).
"Esta informação é decisiva porque desloca a análise do plano da deteção policial para o plano do dano efetivamente verificado. Se a fiscalização já mostrava um crescimento da componente criminal, a evidência [prova] toxicológica confirma que o álcool continua a ter um peso muito expressivo nas situações mais graves e letais", destaca o documento.
O relatório concluiu igualmente que "Portugal não se encontra, tal como Espanha e a própria União Europeia, na trajetória necessária para cumprir a meta de reduzir em 50 por cento o número de mortos e feridos graves até 2030 face a 2019", frisando que, no caso português, "o desvio é particularmente preocupante, tanto pela posição relativa desfavorável face aos parceiros europeus como pela magnitude do esforço anual de redução que seria agora necessário para recuperar a trajetória".
Esta meta está traçada na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária que está por concretizar desde 2021, apesar de ter chegado a ser apresentado um documento pelo anterior Governo socialista.
Em fevereiro, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária indicou que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária entraria brevemente em consulta pública e contempla 40 medidas em áreas como álcool e fiscalização.
O relatório da ANSR assinala ainda que "a inexistência de aprovação formal da estratégia nacional desde 2022 fragiliza a coordenação interinstitucional e pode constituir um fator limitador da eficácia sistémica da resposta pública".
Já há 145 mortos nas estradas este ano
Dados provisórios da ANSR indicam que este ano registaram-se 43.635 acidentes que provocaram 145 mortos, 633 feridos graves e 10.753 feridos ligeiros.
Em comparação com o mesmo período de 2025, registaram-se este ano mais 5.000 acidentes, mais 42 mortos, mais oito feridos graves e menos 421 feridos ligeiros.
Leia Também: Portugal regista "perfil de mortalidade urbana mais elevado na UE"
Tem aumentado o número de mortes em acidentes dentro das localidades em Portugal, que "tem o perfil de mortalidade urbana mais elevado da União Europeia", diz a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Trump diz que Coca-Cola "mata células cancerígenas" porque "mata a relva"... O diretor dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, Dr. Mehmet Oz, deu conta de que o presidente norte-americano, Donald Trump, acredita que a Coca-Cola "mata células cancerígenas", uma vez que "mata a relva".
© Getty Images Por noticiasaominuto.com 15/04/2026
É certo e sabido que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é fã assumido da Coca-Cola Light. Como se não bastasse beber uma dúzia por dia, o magnata instalou um botão vermelho na secretária da Sala Oval, para que os funcionários da Casa Branca lhe trouxessem o refrigerante em poucos minutos. Agora, o Dr. Mehmet Oz, diretor dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, que ganhou fama no programa "The Dr. Oz Show", revelou que o chefe de Estado norte-americano acredita que a bebida "mata células cancerígenas", uma vez que "mata a relva".
"O Bobby [Robert F. Kennedy Jr.] e eu costumamos ir juntos às reuniões. […] Depois vêm os refrigerantes dietéticos, e o seu pai argumenta que são bons para ele porque matam a relva [se] forem derramados sobre ela; portanto, devem matar as células cancerígenas dentro do corpo", disse Oz, num episódio do podcast "Triggered with Don Jr.", apresentado pelo filho mais velho do presidente, na segunda-feira.
O antigo cirurgião cardiovascular contou ainda que, na ótica de Trump, também a Fanta lhe faz bem, uma vez que é feita com sumo de laranja concentrado "espremido na hora".
"Estávamos no Air Force One no outro dia e, quando entrei, ele tinha uma Fanta na secretária. Eu disse: ‘Está a brincar comigo?’ Ele esboçou um sorriso envergonhado e respondeu: ‘Sabe que isto faz-me bem, mata as células cancerígenas’", recordou.
Por sua vez, Donald Trump Jr. apontou que a teoria do pai até pode fazer sentido, já que conhece "muitos homens perto dos 80 anos" e "poucos deles têm o seu nível de energia, memória [e] resistência".
Oz anuiu, apontando que Trump é detentor de um historial de saúde que parece "ter sido ditado por ele", e que a sua testosterona está "ao rubro".
"Não quer ficar doente, por isso come fast food. Mas trata-se de comida preparada em cadeias de renome, porque têm controlo de qualidade", acrescentou.
De notar que, no início do ano, o secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr, caracterizou os hábitos alimentares do republicano como "estranhos", argumentando que se "alimenta muito mal".
"McDonald's, doces e Coca-Cola Light. Está sempre a beber Coca-Cola Light", disse, no podcast da mulher do chefe de gabinete da Casa Branca, "Katie Miller Pod".
Ainda assim, o responsável considerou que Trump tem uma "constituição de Deus".
"Não sei como é que ainda está vivo, mas está", lançou.
No mesmo mês, o chefe de Estado anunciou ter concluído com sucesso o terceiro exame médico desde que regressou à Casa Branca, tendo alegado estar "de perfeita saúde".
"Pela terceira vez consecutiva, passei no meu exame cognitivo (ou seja, respondi corretamente a 100% das perguntas), algo que nenhum presidente ou vice-presidente anterior se dispôs a fazer", escreveu, na Truth Social.
O conservador insistiu ainda que goza de uma "saúde excelente" graças à sua genética e que se limita ao golfe no que diz respeito à prática de exercício físico, por considerar que outras atividades desportivas são aborrecidas.
Agência de energia atómica alerta para atividades nucleares na Coreia do Norte... O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, alertou hoje para o aumento significativo da atividade com energia nuclear na Coreia do Norte, tal como anunciara Pyongyang.
© Christian Bruna/Getty Images Por LUSA 15/04/2026
"Confirmámos que as atividades nucleares estão em curso e em expansão significativa, não só no reator de classe de 5 MegaWatts (MW), nas instalações de reprocessamento de combustível nuclear usado e no reator de água em Yongbyon, mas também noutras instalações por perto", disse Grossi, em conferência de imprensa em Seul, citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo.
O responsável da AIEA declarou que as equipas de inspeção avaliaram minuciosamente as capacidades nucleares da Coreia do Norte, mesmo após a retirada daquele país, em 2009.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou, em fevereiro, que o país vai fortalecer e expandir ainda mais as suas forças nucleares, exercendo plenamente seu estatuto de estado detentor de armas nucleares, no congresso que define a estratégia nacional quinquenal.
Jong-un também declarou que qualquer evolução positiva nas relações bilaterais com os Estados Unidos da América depende de os responsáveis de Washington abandonarem as suas exigências de desnuclearização de Pyongyang.
As declarações de Rossi ocorrem três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro descritos como "estratégicos", uma indicação de sua potencial capacidade de transportar ogivas nucleares.
EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irão... O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na terça-feira ter implementado um bloqueio total dos portos do Irão e "paralisado por completo" o comércio marítimo da República Islâmica.
© Lusa 15/04/2026
Num comunicado divulgado na rede social X, o almirante Brad Cooper, responsável pelo CENTCOM, afirmou que as forças armadas norte-americanas conseguiram bloquear totalmente os portos iranianos.
Cooper acrescentou que cerca de 90% do comércio do Irão depende da via marítima, pelo que considera ter "paralisado por completo" a atividade económica iraniana, numa medida de pressão anunciada anteriormente pela Administração de Donald Trump.
O bloqueio ocorreu dois dias após negociações em Islamabade, onde as delegações dos dois países não conseguiram chegar a acordo para pôr fim à guerra que se prolonga há sete semanas no Médio Oriente.
A nova medida norte-americana tinha sido antecipada por Trump, que criticou Teerão por alegadamente não ter reaberto o estreito de Ormuz nos termos acordados durante o cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias.
Apesar da decisão, Trump assegurou na terça-feira à Fox News que "a guerra está prestes a terminar", afirmando que Teerão procura "desesperadamente um acordo".
O líder norte-americano já tinha indicado que as negociações presenciais poderiam ser retomadas dentro de dois dias.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Iémen acusa Teerão de envolver país no conflito via milícias Huthis... O representante do governo do Iémen na ONU acusou hoje o Irão de envolver o país no conflito do Médio Oriente através das milícias iemenitas Huthis, consideradas terroristas.
© Mohammed HUWAIS / AFP via Getty Por LUSA 14/04/2026
"A lertamos contra a contínua interferência iraniana nos assuntos internos do Iémen através do financiamento, armamento e apoio a milícias terroristas que desejam envolver-se em conflitos regionais que servem a agenda e os interesses do Irão", declarou Abdullah Ali Fadhel Al Saadi, representante do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Numa sessão do Conselho de Segurança sobre a situação na região e focada no seu país, Al Saadi criticou veementemente o Irão e "a sua contínua insistência em exportar crises, semear o caos e minar a segurança e a estabilidade na região".
Teerão lançou ataques contra os países vizinhos em retaliação pelo ataque conjunto norte-americano e israelita que desencadeou o conflito a 28 de fevereiro.
Os Huthis no Iémen, tal como o Hezbollah no Líbano, são um grupo xiita historicamente apoiado pelo Irão, tendo ambos entrado no conflito em retaliação pelos ataques contra Teerão.
As milícias iemenitas têm disparado mísseis e 'drones' sobretudo contra Israel.
"O Governo do Iémen reitera a sua firme rejeição e forte condenação destes ataques, incluindo os realizados diretamente ou através de intermediários e milícias afiliadas ao regime iraniano", afirmou o diplomata iemenita.
"Qualquer processo político futuro deve basear-se na restauração das instituições estatais, no monopólio estatal sobre o armamento e no fim de todas as formas de rebelião generalizada", afirmou.
Palco de uma grave crise humanitária, o Iémen mantém-se dividido há vários anos, com os Huthis a controlarem o norte e noroeste (incluindo a capital Sanaa e a costa do Mar Vermelho em torno de Hodeidah), enquanto o governo controla o sul e o leste.
O conflito interno tem-se mantido num impasse nos últimos meses, mas com fortes tensões entre as partes.
O Conselho Legislativo Provincial (PLC), que lidera o governo reconhecido internacionalmente, anunciou recentemente a criação de um Comité Militar Supremo encarregado de integrar todas as forças anti-Huthis e de preparar uma possível ofensiva caso estes rejeitem soluções pacíficas, segundo a cadeia de televisão árabe Al-Jazeera.
EUA anuncia fim da suspensão às sanções sobre petróleo iraniano... O Tesouro americano anunciou hoje que não vai prolongar a suspensão temporária de algumas sanções sobre o petróleo iraniano, decidida no mês passado para atenuar os efeitos da guerra no Médio Oriente sobre o mercado dos hidrocarbonetos.
Getty Images. Por LUSA 14/04/2026
"A autorização temporária que permite a venda do petróleo iraniano atualmente bloqueado no mar expira dentro de alguns dias e não será renovada", escreveu o Ministério das Finanças na sua conta na rede social X.
O Tesouro assegura participar no esforço de guerra americano "mantendo uma pressão máxima sobre o Irão".
Neste contexto, diz estar "pronto a impor sanções secundárias às instituições financeiras estrangeiras que continuem a apoiar as atividades" de Teerão.
O ministério tem em mente instituições financeiras baseadas na China, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo um responsável governamental que pediu para não ser identificado.
Washington tinha autorizado por um mês a venda do petróleo iraniano armazenado no mar antes de 20 de março. O que permitiria "colocar cerca de 140 milhões de barris de petróleo no mercado mundial", tinha declarado o ministro das Finanças norte-americano Scott Bessent.
Esta derrogação é válida até domingo.
Antes, o governo americano anunciou, no entanto, a extensão por vários meses da flexibilização de uma parte das sanções que visavam o gigante russo dos hidrocarbonetos Lukoil.
Hospital Nacional Simão Mendes anuncia novas medidas para reforçar transparência nos serviços
Por RTB
Bissau — A Direção do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) anunciou a implementação de novas medidas com vista à melhoria da qualidade e da transparência nos serviços de saúde prestados pela maior unidade hospitalar do país.
De acordo com o comunicado oficial, a partir do dia 20 de abril entrarão em vigor novos preços para todos os serviços oferecidos pelo hospital. A atualização faz parte de um conjunto de ações destinadas a melhorar a gestão interna e garantir maior clareza nos custos suportados pelos utentes.
Outra novidade é a criação do Guichê Único, um sistema que passará a centralizar todos os pagamentos relacionados aos atendimentos realizados no HNSM. A iniciativa pretende reforçar o controle das receitas, facilitar o processo de pagamento para pacientes e acompanhantes, além de reduzir práticas irregulares, como cobranças ilícitas.
A Direção apela ainda à colaboração dos utentes, recomendando que todos exijam o recibo de qualquer pagamento efetuado no guichê, como forma de garantir maior segurança e transparência nas transações.
O hospital solicita igualmente o apoio da população na divulgação da informação, de modo a assegurar que as novas medidas sejam amplamente conhecidas e cumpridas.
China classifica bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA como "perigoso e irresponsável"... A ameaça norte-americana de bloquear os portos iranianos avançou mesmo e a China já veio criticar a medida. Isto numa altura em que o Paquistão propõe nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, depois do fracasso da primeira. Um encontro ainda sem data conhecida. Já Israel e Líbano tiveram esta terça-feira, nos Estados Unidos, uma "reunião preliminar" e a Itália suspendeu o acordo de defesa com Israel.
Por sicnoticias.pt
O bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos navios que fazem escala em portos iranianos começou às 15:00 de segunda-feira, hora de Portugal continental. Porém, durante as 24 horas seguintes, pelo menos três navios da lista de sanções, incluindo um chinês, conseguiram atravessar o estreito de Ormuz, de acordo com a Reuters.
A agência de notícias diz que eram embarcações que não se dirigiam ou saíam de portos iranianos.
Os Estados Unidos garantem que nenhum navio atravessou o estreito de Ormuz desde o início do bloqueio e que seis embarcações "inverteram a marcha".
O Comando Central norte-americano informa que estão envolvidos no bloqueio mais de dez mil militares, mais de uma dúzia de navios de guerra e dezenas de aeronaves.
Seja como for, o presidente chinês já apelou à "coexistência pacífica" e afirmou que o mundo não deve "regressar à lei da selva".
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que a escalada militar dos Estados Unidos e a ação de bloqueio "apenas irão agravar as contradições, aumentar as tensões, prejudicar o frágil cessar-fogo e colocar ainda mais em risco a segurança da passagem pelo estreito", considerando tratar-se de um comportamento "perigoso e irresponsável".
De visita oficial à China, o chefe do governo espanhol apelou a Xi Jinping para que reforce a ação na defesa do direito internacional e do fim de conflitos como o do Médio Oriente.
Pedro Sánchez afirmou que "é muito difícil encontrar outros interlocutores capazes de resolver esta situação criada no Irão e no estreito de Ormuz sem ser a China".
Giorgia Meloni voltou também a pedir que sejam feitos "todos os esforços possíveis" para reabrir a circulação no estreito de Ormuz. A primeira-ministra italiana anunciou ainda a suspensão do acordo de defesa com Israel.
A governante afirmou que, tendo em conta a situação atual, o governo decidiu "suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel".
Ao jornal italiano Corriere della Sera, Donald Trump afirmou que está "chocado" com Meloni, acrescentando: "Pensei que ela tivesse coragem, mas enganei-me".
De Trump, alguns líderes europeus, como Emmanuel Macron, continuam a esperar que cheguem notícias da retoma de negociações com o Irão.
O Paquistão já propôs uma nova ronda de negociações. Donald Trump admite que possa acontecer nos próximos dois dias.
O que teve lugar esta terça-feira, em Washington, foi a primeira reunião entre o Líbano e Israel.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, afirmou que o objetivo é "pôr fim permanente a 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah nesta parte do mundo" e acrescentou que, embora as questões não sejam resolvidas nas próximas horas, é possível começar a criar um enquadramento para avançar.
É a primeira vez, em décadas, que há conversações diretas entre Israel e o Líbano, dois países que não têm relações diplomáticas.
Embaixador de Israel elogia "excelente diálogo" após reunião com o Líbano... O embaixador israelita em Washington elogiou o "excelente diálogo" com a homóloga libanesa, após uma primeira reunião com vista a negociações de paz, comentando que Israel e o Líbano "descobriram hoje que estão do mesmo lado".
© Andrew Harnik/Getty Images Por LUSA 14/04/2026
Yechiel Leiter falava aos jornalistas no final de um encontro de cerca de duas horas no Departamento de Estado, na capital federal norte-americana, com a diplomata libanesa Nada Hamadeh Moawad, para discutir o conflito entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, que não participa nestas conversações.
"Esta é a conclusão mais positiva que podemos tirar deste encontro: estamos ambos unidos no desejo de libertar o Líbano da ocupação, de uma potência dominada pelo Irão e chamada Hezbollah", afirmou o embaixador israelita, remetendo esclarecimentos para uma declaração conjunta a divulgar mais tarde.
Antes da reunião, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertou para uma "oportunidade histórica", referindo que em causa está não só uma trégua, mas também "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual sustentou que tanto israelitas como libaneses foram vítimas.
"Este é um processo, não um evento isolado. Vai além de um único dia e levará tempo", advertiu o chefe da diplomacia de Washington, ao indicar que a reunião de hoje iria servir para "definir uma estrutura sobre a qual se possa construir uma paz duradoura".
Antecedendo as primeiras negociações em mais de 30 anos entre os dois países, que não têm relações diplomáticas, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, exigiu na segunda-feira o cancelamento do encontro.
"Recusamos negociações com a entidade israelita. Esta negociação é submissão e capitulação", declarou o secretário-geral do Hezbollah, enquanto avisava que o seu movimento vai resistir "até ao último suspiro".
O grupo xiita retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, logo após o início da ofensiva aérea lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, nunca verdadeiramente respeitado.
No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah, que, apesar disso, não parou os seus lançamentos de projéteis e drones contra o território israelita.
Em resposta, Israel desencadeou uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no conflito anterior.
Segundo as autoridades de Beirute, pelo menos 2.089 pessoas morreram, entre as quais 166 crianças, e 6.762 ficaram feridas no Líbano desde o início da campanha militar de Israel, registando ainda acima de um milhão de deslocados.
O Presidente libanês, Josef Aoun, afirmou hoje que espera que as negociações marquem "o início do fim do sofrimento do povo libanês", após o seu país ter sido arrastado para o conflito.
"A estabilidade não será restaurada no sul do Líbano se Israel continuar a ocupar território", advertiu.
Em alternativa, propõe que, "o exército libanês se reposicione nas fronteiras reconhecidas pela comunidade internacional" e seja "o único responsável pela segurança da área e dos seus habitantes, sem qualquer parceria com ninguém."
No entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu na segunda-feira que Israel vai dar continuidade ao plano de criar uma "zona de segurança sólida e mais profunda" no sul do Líbano, onde assinalou que "os combates continuam", apesar da reunião em Washington.
"Estamos a falar de uma zona de segurança sólida e mais profunda que previna o perigo de invasão e neutralize a ameaça dos mísseis antitanque", acrescentou.
Irão: EUA garantem que bloqueio em Ormuz travou navios iranianos... O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) disse hoje que nenhuma embarcação iraniana conseguiu romper o bloqueio imposto pelo seu país no Estreito de Ormuz durante as primeiras 24 horas da operação.
© Donald Trump For President Por LUSA 14/04/2026
Segundo o CENTCOM, seis navios cumpriram as ordens das forças norte-americanas e regressaram a portos iranianos no Golfo de Omã, após serem impedidos de prosseguir.
O comando militar indicou que o bloqueio está a ser aplicado a embarcações de todas as bandeiras que entrem ou saiam de portos iranianos, tanto no Golfo Pérsico como no Golfo de Omã, garantindo simultaneamente a "livre navegação" para navios com origem ou destino em portos não iranianos.
Para a operação, os Estados Unidos mobilizaram mais de 10.000 militares da Marinha e da Força Aérea, apoiados por mais de uma dezena de navios de guerra e dezenas de aeronaves.
Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou "eliminar" quaisquer embarcações iranianas que tentem contornar o bloqueio, recorrendo a métodos semelhantes aos utilizados no combate ao narcotráfico marítimo.
Apesar do bloqueio, dados da empresa de análise marítima Kpler revelam que vários navios conseguiram atravessar o estreito na segunda-feira, incluindo o petroleiro Elpis e o navio Christianna, bem como o cargueiro chinês Rich Starry, alguns dos quais sujeitos a sanções norte-americanas.
Outro navio, o petroleiro Murlikishan, também terá atravessado a passagem na manhã de hoje, com destino ao Iraque, segundo sinais de 'transponder' analisados pela mesma fonte.
A China apelou à manutenção da navegação "sem entraves" no Estreito de Ormuz e instou Washington e Teerão a respeitarem o cessar-fogo temporário, defendendo uma solução diplomática para o conflito.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, defendeu que a segurança e a estabilidade desta rota são do interesse da comunidade internacional, rejeitando como "calúnias infundadas" as alegações de apoio militar chinês ao Irão.
Pequim reiterou ainda disponibilidade para desempenhar um papel "positivo e construtivo" na desescalada da crise, sublinhando a importância de um cessar-fogo imediato e da continuação das negociações diplomáticas.
Hezbollah reivindica 13 ataques contra norte de Israel... O movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah reivindicou hoje 13 ataques contra posições do exército israelita no norte de Israel, num momento em que representantes israelitas e libaneses estão em Washington para negociações de paz.
© Reuters Por LUSA 14/04/2026
O Hezbollah especificou num comunicado que atacou "Kiryat Shmona, Metula, Misgav Am, Kfar Giladi, Manara, Margaliot, Kfar Blum, Malkiya, Tel Hai, Dishon, Liman, Saar e Nahariya com salvas simultâneas de foguetes".
O exército israelita tinha indicado momentos antes que esperava uma intensificação dos disparos do Hezbollah em direção a Israel.
"Na sequência de uma avaliação da situação e tendo em conta os últimos desenvolvimentos, é possível uma intensificação dos disparos provenientes do Líbano, provavelmente visando o norte de Israel", afirmou o exército num comunicado.
Israel também prosseguiu hoje com os bombardeamentos contra o Líbano, atingindo um grande número de localidades nas horas que antecederam o início das conversações em Washington, sob mediação dos Estados Unidos (EUA), entre os embaixadores dos dois países.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN), caças e drones israelitas atacaram as zonas meridionais de Zawtar al Sharqiya, Baraachit, Chebaa, Srifa, Al Shahabie, Blida, Tiro e Ain Baal, entre outras, bem como uma casa em Rihan ou um veículo numa estrada de Abassiya.
Dezenas de habitações foram destruídas, entre elas mais de dez apenas na aldeia de Sohmor, no Vale de Bekaa, a leste do país, com a agência noticiosa estatal também registar danos nas imediações do Hospital de Tebnine, no sul do país.
Vários dos ataques causaram vítimas mortais, incluindo quatro membros de uma mesma família em Sohmor, que os meios de comunicação social locais identificaram como um casal e os seus dois filhos.
Entretanto, o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, afirmou, após uma reunião com o Presidente, Joseph Aoun, que a solução para a situação atual passa por negociações sob auspícios internacionais e que se está a avançar no sentido da saída proposta pelo chefe de Estado.
"Os esforços do Presidente Aoun visam claramente apelar, sublinhar e pressionar para um cessar-fogo e para o fim da guerra. Estamos a avançar no âmbito desta iniciativa presidencial", afirmou Morcos.
O embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, estão reunidos em Washington para tentar encontrar uma solução para uma guerra que já provocou mais de 2.000 mortos e cerca de um milhão de deslocados no Líbano desde o seu início, há seis semanas.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, tinha exigido na segunda-feira o cancelamento das reuniões de hoje em Washington, argumentando que este diálogo significaria uma capitulação.
"Recusamos negociações com a entidade israelita. Esta negociação é submissão e capitulação", afirmou o secretário-geral do grupo aliado do Irão, numa declaração televisiva, exigindo "o cancelamento da reunião" dos embaixadores de Israel e do Líbano, a decorrer hoje à tarde no Departamento de Estado, em Washington.
Naim Qassem realçou que, antes das negociações, nas quais deverá ser discutido um cessar-fogo a pedido de Beirute, é necessário "um acordo e consenso libanês" e que "ninguém pode conduzir o Líbano por este caminho" sem o alcançar primeiro, dirigindo-se diretamente ao Presidente libanês, Joseph Aoun.
Trump "chocado" com Meloni: "Pensava que tinha coragem, mas enganei-me"... Donald Trump deixou duras críticas à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, alegando que a chefe do governo italiano não tem coragem e que espera que os Estados Unidos façam o trabalho por ela. Na mesma entrevista, teve ainda espaço para criticar a Europa e (de novo) o Papa Leão XIV.
© Italian Government/Handout via REUTERS Por Notícias ao Minuto 14/04/2026
O presidente norte-americano Donald Trump, criticou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, acusando-a de não ter coragem e de querer que os Estados Unidos façam "o trabalho por ela".
Numa entrevista telefónica ao jornal italiano Corriere della Sera, que terá durado apenas seis minutos, o presidente dos Estados Unidos iniciou logo a conversa com uma questão, antes mesmo de os jornalistas fazerem a primeira pergunta.
"As pessoas gostam do facto de a sua primeira-ministra não estar a fazer nada para conseguir petróleo?", questionou. "Gostam? Não consigo imaginar".
"Estou chocado com ela. Achei que fosse corajosa, mas estava enganado", atirou logo de seguida.
Questionado se tinha conversado como Giorgia Meloni sobre o assunto, Trump admitiu que não e que a chefe do Governo italiano apenas lhe disse "que a Itália não se quer envolver".
"Mesmo que a Itália obtenha o seu petróleo de lá [do Irão], mesmo que os Estados Unidos sejam muito importantes para a Itália. Ela não acha que Itália deva envolver-se. Ela acha que os Estados Unidos devem fazer o trabalho por ela", considerou.
Trump, que admitiu não conversar com Meloni "há já muito tempo", denunciou a primeira-ministra não só pela sua posição sobre o Irão, mas também sobre o Papa Leão XIV.
"Não quer ajudar-nos com a NATO, não quer ajudar-nos a livrar-nos das armas nucleares. É muito diferente do que pensava. [...] É ela que é inaceitável, porque não se importa se o Irão tem uma arma nuclear, que faria Itália explodir em dois minutos, se tivesse oportunidade", disse, numa referência às acusações da primeira-ministra sobre os comentários que tecidos pelo norte-americano contra o Papa Leão XIV, na segunda-feira.
Questionado quanto à possibilidade de pedir a Itália a mobilização de navios caça-minas no Estreito de Ormuz, o presidente deu conta de que solicitou "que enviassem tudo o que quisessem, mas não querem porque a NATO é um tigre de papel".
Há apenas um mês, Trump considerou Meloni uma amiga e uma grande líder que "procura sempre ajudar", numa outra entrevista ao mesmo meio. Agora, a história mudou de figura: "Já não é a mesma pessoa, e Itália não será o mesmo país; a imigração está a destruir a Itália e toda a Europa."
As críticas a Giorgia Melonia acontecem depois de a primeira-ministra italiana ter considerado "inaceitáveis" as palavras de Donald Trump contra o Papa Leão XIV, a quem chamou "fraco".
O presidente norte-americano foi ainda mais longe, deixando Meloni e indo até à Europa como um todo, afirmando que "se está a destruir a si própria por dentro" com as suas políticas de imigração e de energia, tendo em conta que paga "os custos de energia mais elevados do mundo e nem sequer está disposta a lutar pelo Estreito de Ormuz, de onde a recebe". "[A Europa] depende de Donald Trump para que ele o mantenha aberto", disse.
Durante a mesma entrevista, o presidente norte-americano teve ainda espaço para deixar uma nova crítica ao Papa Leão XIV, afirmando que o Bispo de Roma "não faz ideia do que se está a passar no Irão".
"Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42 mil manifestantes foram mortos no Irão no mês passado", argumentou o chefe de Estado norte-americano.
Passando depois para a Hungria, onde Viktor Orbán perdeu as últimas eleições, pondo assim um fim ao seu governo de 16 anos, Trump afirmou que o primeiro-ministro era seu "amigo" e "um bom homem".
E acrescentou: "Ele fez um bom trabalho em relação à imigração. Ele não deixou que pessoas viessem arruinar o seu país como a Itália fez."
Irão: Trump diz que Papa não compreende o que está a acontecer... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o Papa Leão XIV não compreende o que se passa no Irão, em declarações por telefone ao diário italiano Corriere della Sera.
© Grzegorz Galazka/Archivio Grzegorz Galazka/Mondadori Portfolio via Getty Images Por LUSA 14/04/2026
Em resposta às críticas reiteradas do líder da Igreja Católica à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Trump afirmou que o Papa "não faz ideia do que se está a passar no Irão".
Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear.
"Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado", argumentou o chefe de Estado norte-americano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.
Washington e Teerão acordaram na noite de 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações assentes num plano de dez pontos apresentado por Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.
O plano iraniano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.
Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas pararam a 05 de março de atualizar o balanço oficial.
A 12 de abril, forneceram um novo balanço, após 39 dias de guerra: 3.375 mortos, entre os quais 383 crianças.
Segundo o diretor da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masyedi, entre as vítimas mortais, há cidadãos de outros países, como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.
Já a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, que todos os dias atualizou o número total de vítimas mortais no Irão, situou-as no seu último relatório antes da entrada em vigor do cessar-fogo em pelo menos 3.636, entre as quais 1.701 civis.
Leia Também: Itália suspende acordo de defesa com Israel
AUMENTO ALARMANTE DE CASOS DE SAÚDE MENTAL E CONSUMO DE DROGAS PREOCUPA AUTORIDADES NA GUINÉ-BISSAU
Por RSM 14/04/2026
A Diretora do Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira revelou que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registados 1.051 pacientes com problemas de saúde mental, dos quais 197 casos estão ligados ao consumo de drogas um número considerado altamente preocupante.
Os dados foram avançados esta segunda-feira à Rádio Sol Mansi, durante uma reportagem sobre denúncias de organizações da sociedade civil que alertam para o aumento significativo do consumo de drogas no país, um fenómeno que já se reflete de forma visível em várias regiões.
Finhamba Quissangue manifestou grande preocupação com a tendência crescente dos casos, alertando que, se a situação continuar neste ritmo, os números de 2026 poderão ultrapassar os registados no ano passado.
“Só neste primeiro trimestre temos um total de 1.051 pacientes, de janeiro a março. Ainda falta muito tempo para o fecho do ano, o que poderá levar a ultrapassar o índice do ano passado. Em relação ao consumo de drogas, registámos 197 casos. Por isso, é necessário que as autoridades tomem medidas para diminuir a situação”, alertou a diretora.
De acordo com dados oficiais, em 2025 o centro registou um total de 2.909 pacientes com problemas de saúde mental, o que reforça o cenário de agravamento progressivo.
A responsável destacou ainda que o maior centro de saúde mental do país tem capacidade para internar apenas 36 pacientes, mas atualmente não está a realizar internamentos devido à falta de condições de trabalho, atribuída à ausência de apoio por parte das sucessivas entidades responsáveis. Como consequência, muitos pacientes são obrigados a regressar às suas casas sem qualquer acompanhamento adequado.
“Não se trata apenas dos atendimentos que realizamos. Muitos casos deveriam ser de internamento, mas, infelizmente, a nossa missão reduziu-se apenas à consulta médica com tratamento ambulatório”, acrescentou Finhamba Quissangue.
O Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira conta com um total de 32 funcionários, sendo que 12 são contratados há vários anos, e neste momento a instituição funciona sem nenhum assistente social.
Questionada sobre os tipos de drogas mais consumidas entre os pacientes, Finhamba Quissangue apontou substâncias como MD, crack e “cus”, destacando o impacto devastador destas no aumento dos casos.
“Posso falar de MD, crack e ‘cus’. Há também casos de policonsumo, ou seja, pessoas que consomem mais de uma droga. Posso dizer que o ‘cus’ é uma das substâncias mais fatais para os consumidores”, salientou a responsável.
A diretora alertou ainda que a maioria dos casos registados envolve jovens, apelando às autoridades para assumirem as suas responsabilidades. Caso contrário, advertiu, o consumo de drogas poderá atingir níveis fora de controlo no país.
Espanha inicia processo para regularizar meio milhão de imigrantes... O Governo espanhol aprovou hoje um decreto que permite iniciar de imediato o processo de regularização extraordinária de meio milhão de imigrantes, anunciado pelo executivo no final de janeiro.
© Lusa 14/04/2026
"Um ato de normalização, de reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte da nossa vida quotidiana. E também um ato de justiça e uma necessidade" de um país "que envelhece" e que "sem novas pessoas a trabalhar e a descontar para a segurança social" verá a "prosperidade travada", defendeu o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, numa publicação nas redes sociais.
O decreto vai ser publicado na quarta-feira e entrar de imediato em vigor, podendo os imigrantes solicitar a regularização da situação a partir de quinta-feira e até 30 de junho, disse a ministra com da Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, numa conferência de imprensa em Madrid.
Espanha reforçou em 550 pessoas as equipas ligadas a este processo, acrescentou a ministra.
O processo legislativo para concretizar a medida tem por base um "real decreto" do Governo que não terá de passar pelo parlamento espanhol, onde uma iniciativa semelhante, resultante de uma petição popular com 700 mil assinaturas e o apoio de 900 instituições, incluindo a Igreja Católica, foi admitida a debate, mas está bloqueada desde abril de 2024 pelos partidos de direita e extrema-direita.
Elma Saiz considerou que o decreto agora aprovado tem um "tripla legitimidade, social, política e económica", referindo que, apesar do bloqueio parlamentar, a petição popular foi admitida a debate com o voto favorável de todos os partidos menos o Vox (extrema-direita) e sindicatos, associações empresariais e entidades de apoio social, como a Igreja Católica, apoiam a medida e a reivindicam "há meses ou até anos".
Saiz sublinhou que vai ser regularizada a situação de pessoas que já vivem em Espanha, a quem serão reconhecidos "plenos direitos" e que vão também poder passar "a cumprir as suas obrigações" e invocou os diversos estudos nacionais e internacionais que atribuem à imigração um papel determinante no crescimento da economia espanhola, mas também o peso no "rejuvenescimento da população".
Este processo destina-se a estrangeiros que viviam em Espanha há pelo menos cinco meses em 31 de dezembro de 2025 ou que tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até à mesma data e que não tenham, nos dois casos, antecedentes penais.
A estimativa do governo é que 500 mil pessoas vejam a situação regularizada com este processo extraordinário.
Cerca de 840 mil pessoas viviam de forma irregular em Espanha em 2025, de acordo com uma estimativa do 'think tank' (grupo de reflexão) Funcas, feita com base em dados oficiais.
O mesmo estudo estima que a população estrangeira oriunda de países de fora da União Europeia em situação irregular em Espanha multiplicou-se oito vezes entre 2017 e 2025 (de 107 mil para 840 mil pessoas).
Espanha já fez nove processos de regularização extraordinária de imigrantes desde 1986, tanto por governos de esquerda como de direita.
O último foi em 2005, quando foi regularizada a situação de mais de 575 mil pessoas.
Itália suspende acordo de defesa com Israel... O Governo italiano "decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel, tendo em conta a situação atual", anunciou hoje a primeira-ministra, Giorgia Meloni.
© Remo Casilli/Reuters Por LUSA 14/04/2026
A decisão, anunciada por Meloni em declarações aos jornalistas à margem de um evento em Verona, ocorre em vésperas de o memorando de cooperação, originalmente assinado em 2006, ser renovado automaticamente por mais cinco anos, e na sequência de vários atritos diplomáticos entre Roma e Telavive, devido às ações de Israel na Faixa de Gaza e, mais recentemente, no Líbano.
Na semana passada, o Governo italiano protestou junto de Israel, depois de um veículo italiano da missão da ONU no Líbano (Finul) ter sido atingido por tiros de advertência do exército israelita, convocou o embaixador israelita e advertiu que "os soldados italianos são intocáveis".
Já esta semana, na segunda-feira, Israel convocou o embaixador da Itália depois do ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, ter condenado os "ataques inaceitáveis" de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.
Há vários meses que os partidos da oposição pediam ao governo de Meloni para suspender o acordo bilateral, que enquadra a cooperação entre os dois países nos setores da indústria de defesa, da formação militar, da investigação e das tecnologias da informação, entre outros.
Nas mesmas declarações à imprensa, Meloni reiterou ainda o repúdio às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV, por este condenar a guerra em curso no Médio Oriente.
Meloni, que divulgou um comunicado na segunda-feira ao final do dia para condenar as palavras de Trump -- que considerou que Leão XIV é "fraco em relação ao crime e péssimo em política externa" -, reiterou que "as declarações sobre o papa foram inaceitáveis".
"Manifestei, e continuo a manifestar, a minha solidariedade com o Papa Leão. Vou mais longe: francamente, não me sentiria à vontade numa sociedade em que os líderes religiosos fazem o que os líderes políticos dizem", declarou a chefe de governo.
Considerada próxima de Trump, Meloni comentou ainda que, "quando se é amigo e se tem aliados, especialmente se forem estratégicos, também é preciso ter a coragem de dizer quando se discorda", e garantiu que Roma e Washington continuam a ter uma boa relação.












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