domingo, 29 de março de 2026

Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones... A Rússia atacou esta noite a Ucrânia com um míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones, tendo as forças de defesa de Kiev conseguido abater ou neutralizar 380, informou hoje a Força Aérea ucraniana.

© Lusa  29/03/2026 

Em comunicado, a Força Aérea refere ainda terem-se registado impactos de 16 drones em sete locais e a queda de fragmentos em 14.

Segundo detalha, as forças russas lançaram o míssil Kinzhal a partir do espaço aéreo da região russa de Riazán e 442 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e de outros tipos a partir das origens russas de Briansk, Kursk, Oriol, Mílerovo e Primorsko-Ajtarsk, e ainda de Gvardíiske e Chauda, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Cerca de 300 dos drones lançados a partir das 18h00 de sábado (17h00 em Lisboa) e durante a noite eram Shahed, acrescenta o relatório, publicado no Telegram.

Até às 09h00 (08h00 em Lisboa) de hoje, a defesa antiaérea abateu ou neutralizou 380 desses aparelhos não tripulados inimigos, indicou a Força Aérea, que alertou que o ataque continua e que ainda existem vários drones no espaço aéreo.

Na comunidade de Voskresenska, na região de Mikoláyiv, 10 pessoas ficaram feridas no ataque noturno com drones, entre elas oito menores com idades entre os 10 e os 16 anos e duas mulheres de 40 e 18 anos, informou, por sua vez, o chefe da administração regional, Vitali Kim, no Telegram.

Todos os feridos foram hospitalizados e, na madrugada de hoje, a mulher de 40 anos e duas meninas de 13 e 15 anos encontravam-se em estado grave, enquanto o prognóstico para os outros seis menores é de gravidade moderada, acrescentou.

Na noite de sexta-feira para sábado, as forças russas atacaram uma maternidade na cidade de Odessa, onde se encontravam 22 recém-nascidos.

Por seu lado, as Forças de Sistemas Não Tripulados informaram da destruição, no sábado, de 1.305 alvos inimigos, 55 pontos de descolagem de drones, um sistema de defesa antiaérea, quatro tanques, 21 sistemas de artilharia, 42 veículos, 26 motociclos e 279 aeronaves não tripuladas inimigas.

"No total, ao longo do mês de março (de 01 a 28 de março), foram destruídos ou neutralizados 34.022 alvos, dos quais 9.590 eram combatentes inimigos", acrescenta o comunicado, divulgado hoje no Telegram.

Pentágono estará a preparar-se para operações terrestres no Irão... O Pentágono estará a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão e, ao que tudo indica, estarão a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. Donald Trump ainda não revelou se aprova este plano.

© Wikimedia Commons   Por  Notícias ao Minuto  29/03/2026 

O Pentágono estará a preparar-se para iniciar operações terrestres no Irão, o que poderá ditar uma nova fase no conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizar esta intensificação da guerra.

De acordo com o Washington Post, que cita fontes norte-americanas anónimas, os Estados Unidos estarão a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão, estando a deslocar-se para o Médio Oriente milhares de soldados e fuzileiros. 

O mesmo meio refere que a operação terrestre não deverá chegar a ser uma invasão em grande escala, mas envolveria várias incursões combinadas entre forças de Operações Especiais e tropas de infantaria.

O Pentágono estará a discutir o assunto há semanas, mas, até ao momento, Donald Trump ainda não revelou se aprova ou não o plano.

De notar que, nos últimos dias, a administração de Trump ora diz que a guerra está a chegar ao fim, ora ameaça intensificá-la. O presidente norte-americano, no entanto, tem dado sinais de que quer negociar o fim do conflito, apontando que o regime iraniano terá de abandonar as suas ambições nucleares, assim como parar com as ameaças contra os Estados Unidos e os seus aliados. 

Aliás, na passada sexta-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou, durante uma reunião com os aliados, que "não será um conflito prolongado" e salientou que os Estados Unidos poderiam "atingir todos os objetivos sem tropas terrestres".

"É a função do Pentágono fazer os preparativos necessários para dar ao comandante-chefe a máxima flexibilidade. Isso não significa que o presidente tenha tomado uma decisão", disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, quando questionada sobre o assunto numa conferência de imprensa. 

Recorde-se de que a guerra no Irão estende-se há já um mês e que várias figuras importantes do regime iraniano, incluindo o ex-líder supremo, Ali Khamenei, foram mortas durante os ataques.

De salientar ainda que a guerra já fez mais de duas mil vítimas mortais, incluindo 13 soldados norte-americanos


O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed-Bagher Ghalibaf, afirmou hoje que os Estados Unidos estão a planear uma ofensiva terrestre enquanto, publicamente, conduzem esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

Tribunal Constitucional do Congo valida vitória de Nguesso nas eleições... O Tribunal Constitucional da República do Congo (Congo-Brazzaville) validou a vitória do Presidente Denis Sassou Nguesso, que está há quase 30 anos consecutivos no poder, nas eleições realizadas em 15 deste mês.

© Reuters    Por LUSA  29/03/2026 

Num acórdão emitido no final da noite de sábado, o alto tribunal rejeitou o recurso de anulação do escrutínio apresentado pelo candidato presidencial da oposição, Uphrem Dave Mafoula, que denunciou irregularidades no processo eleitoral. 

O tribunal argumentou a "ausência de provas diretas e decisivas" para concluir que "as irregularidades alegadas não estavam comprovadas por falta de provas".

No resultado final, Nguesso, de 82 anos, obteve 94,90% dos votos, face aos 94,82% anunciados em 17 deste mês pelo ministro do Interior e da Descentralização congolês, Raymond Zéphirin Mboulou.

O chefe de Estado garantiu assim um quinto mandato de cinco anos desde que chegou ao poder em 1997, após impor-se a seis candidatos da oposição.

Depois de ter governado durante mais de quatro décadas (em dois períodos não consecutivos), Nguesso mantém-se como o terceiro chefe de Estado em exercício há mais tempo no poder em África, depois do equato-guineense Teodoro Obiang e do camaronês Paul Biya, que governam desde 1979 e 1982, respetivamente.

Na segunda posição ficou Mabio Mavoungou, de 70 anos e presidente do partido Aliança, que obteve 1,40% dos votos (face aos 1,48% anteriormente anunciados), seguido de Mafoula, de 43 anos e presidente de Os Soberanistas, com 1,03% (sem alterações).

Os restantes candidatos obtiveram menos de 1% dos votos.

Dos 3,15 milhões de eleitores registados (numa população total de cerca de seis milhões de habitantes), pouco mais de 2,6 milhões votaram, o que representa uma taxa de participação de 84,99% (face aos 84,65% indicados pelo ministro), segundo o tribunal.

Tal como aconteceu nas eleições de 2021, o dia de votação foi marcado por um corte de internet a nível nacional, segundo confirmou o observatório global de internet NetBlocks.

O Presidente pôde candidatar-se às eleições graças à polémica reforma constitucional de 2015, que eliminou o limite de 70 anos de idade para um candidato presidencial e o máximo de dois mandatos presidenciais de cinco anos.

Apesar de várias tentativas de criar alianças, a oposição, afetada pela repressão e pelo controlo do partido no poder sobre todo o aparelho do Estado, não conseguiu unir-se em torno de um candidato capaz de desafiar o veterano chefe de Estado, considerado o grande favorito das eleições.

Além disso, os principais partidos da oposição com representação parlamentar optaram pelo boicote, por considerarem que não estavam reunidas as condições para eleições livres e justas neste país produtor de petróleo da África Central.

Apesar dessa riqueza, mais de 46% da população vive com menos de 2,15 dólares por dia, segundo dados das Nações Unidas.

Teerão reivindica ataques contra grandes instalações industriais no Golfo... O Irão reivindicou hoje ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, reacendendo receios de perturbações significativas para a economia mundial após um mês de guerra no Médio Oriente.

© Kaveh Kazemi/Getty Images    Por  LUSA  29/03/2026 

Num conflito que não dá sinais de diminuir de intensidade, o Irão e Israel continuam a bombardear-se mutuamente e vários países do Golfo voltaram a relatar ataques iranianos. No sábado, os rebeldes huthis do Iémen, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente na guerra ao lançarem dois ataques contra Israel. 

Os Guardas da Revolução, o exército ideológico do Irão, reivindicaram ataques com mísseis e drones que danificaram no sábado as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA).

A fundição da Alba, uma das maiores do mundo, já tinha anunciado em 15 deste mês o encerramento de 19% da sua capacidade de produção para fazer face às perturbações no abastecimento provocadas pelo bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz.

A empresa confirmou no domingo que dois dos seus trabalhadores ficaram ligeiramente feridos no ataque iraniano e afirmou estar a avaliar a extensão dos danos nas suas instalações.

No sábado, a EGA tinha anunciado que a sua fábrica de Al Taweelah, em Abu Dhabi, um dos seus dois locais nos Emirados, tinha sofrido "danos significativos" num ataque que provocou seis feridos.

As duas empresas, "graças aos investimentos e participações de sociedades norte-americanas, desempenham um papel importante no fornecimento às indústrias militares do exército dos Estados Unidos", afirmaram os Guardas da Revolução.

Segundo a mesma fonte, os ataques foram realizados em represália por ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão.

Hoje de manhã, segundo a agência iraniana Irna, novos bombardeamentos atingiram um cais no porto iraniano de Bandar Khamir, perto do estreito de Ormuz, provocando cinco mortos e quatro feridos.

Os Guardas da Revolução ameaçaram também atacar universidades norte-americanas no Médio Oriente, em retaliação a idênticas operações por ataques que, segundo afirmam, danificaram dois estabelecimentos de ensino superior no Irão.

Várias universidades norte-americanas têm campus em países do Golfo, como a Universidade Texas A&M, instalada no Qatar, ou a Universidade de Nova Iorque, nos Emirados Árabes Unidos.

Disparos de mísseis e drones continuaram hoje em toda a região. Em Teerão, um jornalista da AFP ouviu por duas vezes explosões provenientes do norte da cidade, enquanto fumo se elevava de zonas atingidas a leste.

A cadeia televisiva qatari al-Araby anunciou que o seu escritório na capital iraniana foi atingido por um bombardeamento.

Em Israel, o exército voltou a relatar, como nas noites anteriores, mísseis iranianos a dirigirem-se para o seu território e pediu às populações das zonas visadas que procurassem abrigo.

O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também relataram ataques com drones e mísseis ao amanhecer de domingo.

No âmbito dos esforços diplomáticos para tentar pôr fim à guerra, responsáveis da Turquia, do Paquistão, do Egito e da Arábia Saudita deverão reunir-se ainda hoje e na segunda-feira em Islamabade para "discussões aprofundadas".

Numa altura em que o tráfego marítimo mundial está fortemente perturbado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, a entrada dos huthis na guerra poderá agravar a situação: os rebeldes iemenitas realizaram numerosos ataques contra navios comerciais no mar Vermelho entre 2023 e 2025, durante a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.


Leia Também: Arábia Saudita, Kuwait, EAU e Bahrein intercetam ataques de Teerão

Os governos do Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita informaram hoje ter intercetado uma série de ataques aéreos com mísseis e drones provenientes do Irão que já causaram, no sábado, dois feridos no Bahrein.

Israel atacou centros de comando móveis e fábricas de armas em Teerão... Israel concluiu uma nova onda de ataques contra "centros de comando móveis" do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão durante a noite passada, segundo informou hoje o exército israelita.

© Lusa    29/03/2026 

Por seu lado, o Irão designou como alvos militares as universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente, em resposta aos ataques de Washington e Telavive contra as suas instituições de ensino, e os rebeldes Huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelita.

Em comunicado, o exército israelita afirma que, nos últimos dias, "o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês".

Segundo refere, os caças israelitas terão destruído vários destes centros de comando temporários, "incluindo os comandantes que neles operavam", durante esta última onda de bombardeamentos.

O exército israelita acrescenta que os seus ataques também tiveram como alvo infraestruturas pertencentes à indústria de produção de armas iraniana, tendo atingido, segundo afirma, "dezenas de depósitos e fábricas de armamento".

Por seu lado, a agência iraniana Fars indicou que "foram ouvidas várias explosões" na capital persa, sem fornecer mais detalhes.

Num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao corpo de elite da República Islâmica, a Guarda Revolucionária assegurou que "todas as universidades do regime de ocupação [em referência a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos até que duas universidades sejam atacadas em resposta às iranianas que foram destruídas".

A Guarda Revolucionária advertiu "todos os trabalhadores, professores e estudantes das universidades americanas na região e residentes nas suas imediações" para se manterem a uma distância de um quilómetro das instituições.

Na madrugada de sábado, os EUA e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerão e, na quinta-feira passada, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país, sem que se registassem vítimas mortais em nenhum dos dois casos.

Entretanto, os rebeldes xiitas Huthis do Iémen, aliados do Irão, levaram a cabo "a segunda operação militar" com um bombardeamento de mísseis de cruzeiro e drones dirigidos contra vários alvos militares no sul de Israel, indicou num comunicado o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea.

As Forças de Defesa de Israel garantiram que um dos drones, que fez disparar os alarmes às 20:00, hora local, em Eilat, foi abatido e um míssil foi intercetado antes de atingir a fronteira israelita, segundo informa o Times of Israel.

O porta-voz huti afirmou que o grupo continuaria os seus ataques "nos próximos dias" até que Israel suspendesse as suas operações militares, que classificou de "crimes contra o povo e os países da região".


Leia Também: Teerão autoriza passagem de 20 navios paquistaneses no estreito de Ormuz

O governo do Irão autorizou a passagem de 20 navios comerciais sob bandeira paquistanesa pelo estreito de Ormuz, uma concessão anunciada hoje por Islamabade como "um passo significativo para a paz".

sábado, 28 de março de 2026

Multidões voltam às ruas de Nova Iorque contra governo de Donald Trump... A terceira edição do protesto "No Kings" voltou a arrastar multidões para as ruas de Nova Iorque, onde se manifestaram contra o Governo "tirano" de Donald Trump, a quem acusam de tentar derrubar a democracia nos Estados Unidos.

Por LUSA 

Em Nova Iorque, o protesto começou junto ao Central Park e estendeu-se até à turística Times Square, com milhares de pessoas a marcharem pela destituição do Presidente.

Este Presidente está a quebrar tudo aquilo que a América defende. As guerras, a economia, as leis que Trump tem quebrado... Estamos a perder o Estado de Direito", disse à Lusa Ellen, uma nova-iorquina de 84 anos.

"Nunca pensei que, com esta idade, tivesse de sair à rua para protestar contra o fascismo", lamentou, acrescentando: "Esta já não é a nossa América".

Ellen estava acompanha pelo marido, Mark, de 82 anos, que, por sua vez, expressou grande preocupação com a guerra em curso no Irão.

Na visão do octogenário, Donald Trump está a ser manipulado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a quem acusou de matar inocentes do Líbano e em outros países da região.

Mais de 3.000 manifestações estão agendadas para hoje em todo o país, para condenar uma série de políticas do chefe de Estado e expressar descontentamento face à sua forma de Governar, que os manifestantes veem como uma tentativa de monarquia.

"Trump quer governar sobre nós como um tirano", diz o 'site' do protesto "No Kings". "Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo - não a aspirantes a reis ou aos seus comparsas bilionários", argumentam.

No meio da multidão, em Nova Iorque, foram erguidos cartazes em que se podia ler "Graças a este Presidente, somos uma vergonha global", "'Impeachment' já!", "Salvem o Congresso, defendam a Constituição, votem nos Democratas", "Abolir a polícia anti-imigração já!" ou "Trump não tem capacidade para ser Presidente".

Tal como nas anteriores edições, os protestos de hoje não estão focados em nenhuma questão específica. Em vez disso, o objetivo é unir pessoas que têm várias queixas contra o Governo federal.

"Tive de sair à rua porque acho que temos de defender a democracia. Estou especialmente preocupado com a intimidação feita aos eleitores. Estou realmente frustrado com a direção que o nosso país está a levar", afirmou à Lusa Tom, de 56 anos.

Sobre a guerra do Médio Oriente, este nova-iorquino defendeu que "alguém tinha realmente de fazer algo contra o regime do Irão", que está a "prejudicar o povo iraniano". Contudo, argumentou que essas ações deveriam ser feitas "por alguém que sabe o que está a fazer", alegando que Donald Trump e o seu Governo não estão preparados para a complexidade da operação.

Já sobre a política anti-imigração da atual administração, Tom enalteceu a importância dos imigrantes para a prosperidade do país.

"Os imigrantes são muito importantes e deviam ser tratados com todo o respeito. A América está a passar por uma má fase, mas quero que saibam que queremos ser amigos do mundo", concluiu.

A primeira edição do "No Kings" aconteceu em junho passado, no mesmo dia em que o Trump agendou um desfile militar em Washington para celebrar os 250 anos do Exército norte-americano - que também coincidiu com o seu 79.º aniversário.

Quatro meses depois, em outubro, mais de sete milhões de pessoas participaram nas manifestações do "No Kings" em todos os 50 estados norte-americanos, de acordo com a organização, uma coligação de grupos ativistas e associações progressistas.

Já na cidade de Nova Iorque, as autoridades disseram que mais de 100 mil pessoas compareceram na ocasião, com milhares de crianças e idosos na multidão.

Em relação aos protestos de hoje, a organização espera uma adesão ainda superior, prevendo que será o "maior dia de ação não violento" da história norte-americana.

A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson disse, num comunicado divulgado pelo jornal New York Times, que "as únicas pessoas que se importam" com estes protestos "são os repórteres que são pagos para cobri-los".

Israel anuncia ataque à sede do complexo de armas navais iraniano... O exército israelita anunciou hoje que tinha atacado a sede do complexo de armas navais iraniano, bem como outras instalações de fabrico de sistemas de defesa aérea.

Por LUSA 

"Na noite passada, cerca de 50 aviões de guerra israelitas realizaram ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão".

A sede do complexo de armas navais e "instalações utilizadas para a produção de diversas armas e sistemas de defesa aérea" estão entre aqueles locais do ataque, informou o exército israelita.


Leia Também: Irão: Huthis rompem acordo com EUA ao entrar na guerra e atacar Israel

Os rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, romperam o acordo com os Estados Unidos quando atacaram hoje Israel, entrando na guerra que, há um mês, está a consumir o Médio Oriente e a abalar a economia mundial.

Combustível ⛽️ tem na terra paka ninguim cria alarme ⏰..

 

O Primeiro-Ministro inaugura neste momento o reservatório de água de Bor, numa cerimónia que conta com a presença de membros do Governo, autoridades locais e representantes da comunidade... A infraestrutura visa reforçar o abastecimento de água à população, melhorando as condições de acesso a um recurso essencial na localidade.

A escassez de combustível em Bissau está a dificultar seriamente a circulação de viaturas particulares, toca-tocas e táxis, causando transtornos à mobilidade urbana e afetando o dia a dia da população... Muitos condutores enfrentam longas filas nos postos de abastecimento, enquanto outros veem-se obrigados a suspender temporariamente as suas atividades devido à falta de combustível.

SINDEPROF DENUNCIA CRISE PROFUNDA NO SISTEMA DE ENSINO NA GUINÉ-BISSAU

Por  RSM 28.03.2026

O Sindicato Democrático dos Professores, SINDEPROF, afirma que o sistema de ensino guineense enfrenta problemas estruturais que comprometem o desenvolvimento do setor e do país.

A declaração foi feita este sábado pelo recém-empossado presidente da organização, Eduardo Djata, durante a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais, sob o lema “A Política Sindical para a Dignidade de Classe”.

Djata considera crítica a qualidade do ensino na Guiné-Bissau e defende maior responsabilidade e ações coordenadas para travar o colapso do setor. O sindicalista alerta ainda que a politização continua a fragilizar o sistema educativo.

Por sua vez, o presidente da UNTG, Júlio Mendonça, afirma que atualmente as instituições que operam no país estão todas desestruturadas.

Mendonça lamenta também a morte diária de professores, uma situação que considera evitável, mas agravada pela desorganização do país. O líder sindical recorda que governar é servir o povo, e não explorá-lo.

Júlio Mendonça desafia ainda os sindicalistas guineenses a não desistirem da luta por melhores condições nos diversos setores, apesar das dificuldades. E assegura que a comunidade internacional continua atenta e reconhece os esforços dos trabalhadores na Guiné-Bissau.

O que aconteceu no Médio Oriente nas últimas horas? Recorde... Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP), são os seguintes:

© AFP via Getty Images     Por  LUSA  28/03/2026 

Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP), são os seguintes: 

Forte explosão perto do aeroporto de Erbil

Uma forte explosão foi ouvida hoje nas imediações do aeroporto internacional de Erbil, capital do Curdistão autónomo, no norte do Iraque, onde estão destacados conselheiros norte-americanos da coligação internacional anti-jihadista.

As tropas da coligação são regularmente alvo de ataques de grupos armados pró-Irão, realizados com drones explosivos geralmente intercetados e abatidos pela defesa antiaérea.

Reunião dos MNE do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia vão reunir-se no domingo e na segunda-feira em Islamabade para discutir a guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo paquistanês.

Kuwait: ataque com drones ao aeroporto provoca danos importantes 

O aeroporto internacional do Kuwait foi alvo de um ataque com drones que provocou danos significativos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Segundo o porta-voz da aviação civil, citado pela agência de notícias oficial do país, o ataque não fez vítimas, mas o sistema de radar ficou gravemente danificado.

Omã: trabalhador ferido após ataque de drone

Um trabalhador ficou ferido num ataque com drone contra um dos principais portos de Omã, indicaram hoje as autoridades do país do Golfo, em comunicado.

Dois drones visaram o porto de Salalah (sudoeste), segundo as autoridades citadas pela agência de notícias nacional, ferindo um trabalhador estrangeiro e causando danos materiais "limitados" a uma grua portuária.

Huthis reivindicam primeiro ataque contra Israel

Os rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, reivindicaram hoje o primeiro ataque contra Israel desde o início dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, em 28 de fevereiro, poucas horas depois de o exército israelita ter anunciado a deteção de um disparo de míssil a partir do Iémen.

Os huthis tinham ameaçado na véspera juntar-se ao conflito. Mais cedo, o exército israelita afirmou ter ativado a defesa antiaérea após "identificar o lançamento de um míssil a partir do Iémen em direção ao território israelita".

Acordo Tailândia-Irão sobre o estreito de Ormuz

A Tailândia afirmou hoje ter alcançado um acordo com o Irão para permitir a passagem "em segurança" dos seus navios petroleiros no estreito estratégico de Ormuz, declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul.

Emirados Árabes Unidos novamente atacados

Vários incêndios deflagraram hoje na zona industrial de Khalifa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos, segundo as autoridades.

Terceiro ataque contra central nuclear iraniana

O Irão denunciou um novo ataque contra a central nuclear de Bushehr (sul), o terceiro em dez dias, sem provocar danos, anunciou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Pelo menos 12 soldados norte-americanos feridos na Arábia Saudita

Um ataque iraniano contra a base aérea Prince Sultan, a sudeste de Riade, na Arábia Saudita, feriu hoje pelo menos 12 soldados norte-americanos, dois dos quais com gravidade, segundo meios de comunicação social norte-americanos.

Mísseis iranianos contra Israel

Um homem morreu e duas pessoas ficaram feridas na noite de sexta-feira em Telavive, em Israel, segundo os serviços de socorro locais, após o anúncio do exército israelita de disparos de mísseis a partir do Irão. Outras duas pessoas ficaram feridas no sul do país.

O chefe do Comando da Frente Interna do exército israelita, Miki David, afirmou num vídeo divulgado nas redes sociais que um míssil com submunições provocou "destruições consideráveis" num edifício residencial.

Explosões em Teerão

Cerca de dez explosões abalaram Teerão durante a noite de sexta-feira para hoje, constatou um jornalista da AFP, que relatou detonações muito intensas.

O exército israelita afirmou estar a atacar "alvos do regime" na capital iraniana.

Trump ameaça deixar de ajudar a NATO

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) por esta não ter prestado apoio para garantir a segurança do estreito de Ormuz e ameaçou não ajudar a aliança caso esta venha a precisar no futuro.

"Eles simplesmente não estavam lá", lamentou o Presidente norte-americano durante um fórum empresarial em Miami.

Irão promete fazer pagar "um preço elevado" após ataques a locais estratégicos

O Irão fará pagar "um preço elevado" em retaliação pelos "crimes israelitas", prometeu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, após ataques israelitas contra complexos siderúrgicos e instalações do programa nuclear civil iraniano, incluindo o reator nuclear de água pesada de Arak.

Estados Unidos preveem fim próximo das operações no Irão

Quando os Estados Unidos "terminarem" as operações contra o Irão nas próximas semanas, o país "estará mais enfraquecido do que em qualquer momento da história recente", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Segundo Rubio, os Estados Unidos poderão ainda atingir os seus objetivos sem enviar tropas terrestres. Não está excluída a possibilidade de armas destinadas à Ucrânia, que combate a invasão russa desde 2022, serem redirecionadas para a guerra no Irão.


Leia Também: A fortuna de Donald Trump não para de crescer

Na rubrica 'Não é bem assim', o escritor Henrique Raposo analisa o aumento da fortuna do Presidente dos Estados Unidos e as movimentações suspeitas no mercado do petróleo.

Huthis do Iémen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel... Os rebeldes Huthis do Iémen anunciaram hoje ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.

© Lusa   28/03/2026 

Numa declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra "alvos militares sensíveis" no sul de Israel e foram realizados em coordenação com o que designou como operações em curso do Irão e do Hezbollah no Líbano.

A declaração por parte dos Huthis, que até agora tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças, surge horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, esta madrugada, que detetaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iémen.

"Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para intercetar a ameaça", indicaram as FDI no seu canal do Telegram, antes de darem a ameaça por concluída.

O grupo rebelde justificou os ataques como uma resposta à ofensiva contínua dos EUA e de Israel contra o Irão e ao que descreveu como uma escalada de violência contra as fações aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinianos.

Sarea declarou que a operação "atingiu com sucesso os seus objetivos" e advertiu que haverá novos ataques.

"As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (...) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência", afirmou.

O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que estas condições incluem "o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irão" e a "utilização do Mar Vermelho para realizar operações hostis" contra Teerão ou contra qualquer país muçulmano.

O ataque dos Huthis surge um mês depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irão, bastião do "Eixo da Resistência" que inclui os Huthis, entre outros grupos armados do Médio Oriente.

A renovada campanha militar Huthi acarreta o risco de agravar o já volátil conflito regional.

A localização geográfica do grupo ao longo do Mar Vermelho, especialmente perto do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, confere-lhe a capacidade de perturbar um dos corredores marítimos mais importantes do mundo.

Ataques anteriores contra navios que transitavam pela zona obrigaram as companhias marítimas a desviar as suas rotas para evitar o sul de África, o que sublinha as implicações económicas globais da escalada Huthi.

Durante a guerra em Gaza, os Huthis lançaram mais de 1.800 ataques contra Israel em apoio à Palestina, incluindo mísseis balísticos, de cruzeiro, hipersónicos, drones e barcos, de acordo com os números fornecidos pelos insurgentes iemenitas.

A maioria destes ataques é intercetada por Israel sem causar vítimas nem danos.


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Um ataque de mísseis iranianos a uma base aérea na Arábia Saudita feriu vários soldados norte-americanos e danificou aviões ali estacionados, noticiou a agência AP.

Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"... O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o governo de Havana, afirmando que "Cuba é a próxima", sendo o seu próximo alvo a seguir ao Irão. O secretário de Estado, Marco Rubio, já tinha dito, recentemente, que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

© Nathan Howard/Getty Images  Por  noticiasaominuto.com  28/03/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o "próximo" na sua lista, a seguir ao Irão. 

A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimento em Miami, onde aproveitou para deixar largos elogios aos militares norte-americanos, nomeadamente na sua ofensiva na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, e, depois, no Irão.

"Eu construí este grande exército. Eu disse: 'Nunca vão ter de o usar'. Mas às vezes temos de o usar. E Cuba é a próxima, já agora. Mas finjam que eu não disse isto, por favor. Finjam que eu não disse", afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.

"Por favor, por favor, por favor, media, ignorem esta afirmação", disse num tom aparentemente irónico. "Muito obrigado. Cuba é a próxima", rematou.

Pode ver este momento abaixo:

A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade, com Trump a já ter reiterado, por diversas vezes, que acredita que a administração no poder está à beira do colapso. O plano do presidente norte-americano para a ilha não é conhecido, sendo que Trump, até ao momento, adiantou apenas que pode haver uma tomada de controlo do país - e que pode, ou não, ser "amigável".

"O governo cubano está a conversar connosco e está numa situação muito difícil", referiu Trump na Casa Branca, no passado dia 27 de fevereiro. "Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba", apontou.

A tensão entre os dois países aumentou depois de, a 25 de fevereiro, a Guarda Costeira cubana ter matado quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, que não terá obedecido a uma ordem de paragem das autoridades, em águas nacionais. A Guarda Costeira chegou mesmo a afirmar que a "lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos".

Desde então, Trump já garantiu que Cuba "vai cair muito em breve", afirmando que Havana tem "imensa vontade de chegar a um acordo" com os Estados Unidos, chegando mesmo a dizer que "estava desesperada" por esse acordo.

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", atirou num outro momento.

Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, foi a vez do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se pronunciar sobre o assunto, notando que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

"Precisamos de mudar o sistema que governa o país, e é necessário mudar o seu modelo económico. É o único caminho a seguir se as pessoas quiserem um futuro melhor. Há muitos anos que o expressamos clara e repetidamente", declarou Marco Rubio aos jornalistas no final de uma reunião com os homólogos do G7 nos arredores de Paris.

As repetidas ameaças norte-americanas ao governo de Havana já levou a que Cuba começasse a tomar medidas preventivas, com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernández Cossío, a afirmar que as forças militares cubanas se estavam a preparar para um possível ataque.

"As nossas forças armadas estão sempre preparadas e, de facto, nestes dias, estão a preparar-se para a possibilidade de uma agressão militar", disse, numa entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC News.

O anúncio não é surpreendente, tendo em conta que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já tinha denunciado que os Estados Unidos "ameaçam publicamente Cuba quase diariamente com a derrubada pela força da ordem constitucional".

PAIGC DENUNCIA QUE FORÇAS DE SEGURANÇA INVADIRAM LOCAL ONDE DEVERIA SER REALIZADA A REUNIÃO DE HOJE, E O ENCONTRO FOI CANCELADO

Por Rádio Sol Mansi  28 03 2026 

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou que o hotel onde estava prevista a realização da reunião do Comité Central, prevista para este sábado, foi alvo de uma visita de elementos das forças de segurança, que informaram a gerência de que a reunião não seria permitida.

Segundo um comunicado divulgado pelo partido, a reunião, considerada de grande importância no quadro da preparação do XI Congresso Ordinário e das celebrações dos 70 anos da sua fundação, não pode ter lugar "devido à atuação das autoridades".

De acordo com o PAIGC, na noite de 27 de março, o hotel inicialmente escolhido para acolher o encontro foi alvo de uma visita de elementos das forças de segurança, que informaram a gerência de que a reunião não seria permitida. As autoridades terão ainda advertido que qualquer tentativa de realização do evento seria da inteira responsabilidade da unidade hoteleira.

O partido refere ainda que informações adicionais indicam que a mesma pressão foi exercida sobre outros hotéis de Bissau, inviabilizando, na prática, qualquer alternativa para a realização do encontro.

Perante este cenário, "o PAIGC viu-se obrigado a cancelar a reunião do Comité Central", decisão tomada pela sua Direção Superior "até que sejam definidas novas orientações" pelos órgãos competentes do partido.

"Nas últimas semanas, foram levadas a cabo várias diligências junto do Alto Comando Militar, a fim de obter a reabertura da Sede Nacional para a retoma das atividades políticas do Partido e a realização da reunião do Comité Central. Infelizmente, todas essas diligências não tiveram sucesso. Por isso, na impossibilidade de aceder à sua Sede Nacional, o Partido optou pela realização do seu Comité Central num dos hotéis de Bissau. Uma carta foi dirigida ao Alto Comando Militar e outra ao Ministério do Interior, informando da realização da reunião.  Contudo, o Ministério do Interior recusou-se a receber a carta, alegando que precisava de instruções superiores", lê-se no mesmo documento.  

No comunicado, o PAIGC lamenta a situação, sublinhando que a interdição contrasta com a liberdade de atuação de outros atores políticos no país, que continuam a realizar reuniões e atividades públicas sem impedimentos.

A formação política recorda que tem enfrentado dificuldades para aceder à sua Sede Nacional, encerrada desde os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, o que a levou a procurar alternativas, incluindo a realização da reunião num hotel.

Apesar dos constrangimentos, o PAIGC apela aos seus militantes e simpatizantes para se manterem firmes na defesa dos valores democráticos e na luta pela reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Estados Unidos e Israel atacaram novamente a central nuclear de Bushehr... Os Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr, no Irão, noticiou na sexta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

© Satellite image (c) 2026 Vantor    Por LUSA   28/03/2026 

As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.

"A AIEA foi informada pelo Irão sobre um novo ataque na área da Usina Nuclear de Bushehr, o terceiro incidente desse tipo em 10 dias", referiu a agência.

A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.

 A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos.

"O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse a agência na rede social X.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado", citado na publicação da agência no X.

Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.

Após este segundo ataque, a Rússia manifestou a sua "profunda indignação" e denunciou que "os agressores procuram deliberadamente provocar uma grande catástrofe nuclear na região para ocultar e justificar as suas ações criminosas", segundo a agência EFE.  

Além de Bushehr, Israel e os Estados Unidos atacaram na sexta-feira outras instalações nucleares no centro do Irão, sem provocar mortes ou fugas radioativas.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.  

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.


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As consequências do ataque israelo-norte-americano ao Irão estão a pesar sobre os agricultores do mundo, tanto pela subida dos combustíveis como pela redução da oferta de fertilizantes que passam pelo Estreito de Ormuz.

Irão: Trump diz que EUA podem não ajudar a NATO em caso de necessidade... O presidente dos Estados Unidos da América disse hoje que o seu país poderá não ajudar a NATO em caso de necessidade, durante um fórum de negócios em Miami.

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images      Por LUSA  28/03/2026 

"Eles simplesmente não estavam lá", afirmou Donald Trump, referindo-se ao pedido americano de apoio militar aos seus aliados para garantir o Estreito de Ormuz, que permaneceu sem resposta.

"Gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano na NATO, centenas de milhares de milhões, para os proteger, e sempre teríamos estado lá para eles, mas agora, face às suas ações, suponho que já não precisamos estar, certo?", sublinhou.

Donald Trump afirmou que a Arábia Saudita e outros dos seus "aliados" no Médio Oriente, como o Kuwait, o Catar, o Barém e os Emirados Árabes Unidos (EAU), "fizeram mais" na guerra contra o Irão do que a NATO, organização com qual está "muito desapontado".

"Quero agradecer ao Reino da Arábia Saudita, tem ajudado muito. Ao contrário da NATO, a Arábia Saudita lutou, o Catar lutou, o Barém lutou e o Kuwait lutou, embora tenham abatido três dos nossos aviões", declarou o chefe de Estado norte-americano no fórum FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.

Trump reiterou as suas críticas à NATO, à França, ao Reino Unido e à Alemanha por recusarem envolver-se ou demorarem a apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irão, que já dura há quatro semanas, pelo que avisou que ele não teria ajudado a Ucrânia na guerra contra a Rússia se tivesse sido presidente quando esta começou, em 2022.

O líder republicano indicou que este tipo de conflitos mostra "quem são os teus amigos".

No mesmo evento, o presidente dos EUA chamou "estreito de Trump" ao estreito de Ormuz, a área controlada pelo Irão por onde passa um quinto do petróleo global, e comparou isso com a mudança de nome do golfo do México para "golfo da América".

"Estamos a negociar agora [com o Irão] e seria ótimo se pudéssemos fazer algo, mas eles têm de o abrir. Têm de abrir o estreito de Trump, quero dizer, de Ormuz. Desculpem-me, lamento muito, que erro terrível", declarou o mandatário no FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.

Trump brincou com a mudança de nome do estreito ao recordar que a sua abertura é uma das suas principais exigências após quase um mês de guerra com o Irão, que impediu o trânsito pela área, o que fez subir esta semana o petróleo Brent até 112,57 dólares por barril para entregas em maio, o valor mais alto desde junho de 2022.

"As 'fake news' [notícias falsas] dirão que ele [Trump] o disse acidentalmente. Não há acidentes comigo, não muitos", sublinhou o presidente.

O republicano comparou a mudança de nome do estreito ao que ordenou no início do seu segundo mandato para chamar ao Golfo do México 'Golfo da América', algo que aparece nos mapas dos Estados Unidos, apesar das críticas da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

"Demorou cerca de uma hora [a mudança] e ficou pronto. A presidente ligou-me. Ela também é mesmo uma boa pessoa. Gosto muito dela. Ele ligou-me. Ela tem a voz mais bonita. Ela é uma mulher muito elegante. Ela tem uma voz lindíssima", afirmou.

 O presidente fez estas declarações ao insistir que Washington está a negociar com o Irão, apesar de o país persa negar que esteja oficialmente em conversações.

Trump anunciou na quinta-feira que, para dar espaço às negociações, adiou até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o Estreito de Ormuz, caso contrário destruirá as suas centrais elétricas iranianas.

 Momentos antes das suas declarações, o enviado especial de Trump no Médio Oriente, Steve Witkoff, assegurou que "há navios" a passar pelo estreito de Ormuz.

Mas a organização Marine Traffic indicou hoje que dois cargueiros chineses que se dirigiam para lá tiveram de dar meia-volta por não terem garantias de passagem por parte do Irão, apesar da sua aliança estratégica com a China.


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Donald Trump solicitou ao Congresso que aprove que as gasolineiras de todo o país vendam combustível com mais etanol, uma medida de emergência imposta temporariamente para enfrentar o impacto da guerra contra o Irão.

PAIGC reúne Comité Central para discutir futuro do histórico partido... Os mais de 500 membros do Comité Central do histórico PAIGC da Guiné-Bissau foram convocados para discutir, hoje, o futuro do partido, numa reunião que poderá ser presencial ou online.

© Lusa   28/03/2026 

A convocatória indica como local da reunião, por volta das 11:00, um hotel de Bissau, mas a possibilidade do recurso aos meios digitais também está em cima da mesa, segundo avançou à Lusa Munire Conté, porta-voz do PAIGC.

Segundo disse, o "histórico de impedimentos e perturbações por parte das autoridades do regime" guineense às iniciativas do partido, levam os dirigentes a admitir a possibilidade de a reunião do Comité Central decorrer online.

De acordo com o porta-voz, esta possibilidade consta nos estatutos do partido desde 2022, concretizando que está fixada no "nº 5, estatuto 29".

A marcação da data do XI Congresso para a escolha da liderança será um dos temas da reunião do principal órgão do PAIGC entre congressos, que ocorre num momento em que a sede do partido foi encerrada pelos militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau no golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.

O XI Congresso do PAIGC estava previsto para novembro e a antecipação do mesmo resulta da convocação de novas eleições gerais no país para 06 de dezembro, por decisão dos militares no poder.

O golpe de novembro de 2025 interrompeu o processo eleitoral para a escolha de novo Presidente da República e dos deputados, sem a divulgação dos resultados oficiais.

O antigo Presidente Sissoco Embaló, e candidato a um segundo mandato, foi deposto e o candidato presidencial da oposição, Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta, remeteu-se ao silêncio.

Considerado o principal opositor de Embaló, Domingos Simões Pereira, eleito por três vezes presidente do PAIGC, desde 2014, foi impedido, por decisão judicial, de concorrer às ultimas eleições, assim como o PAIGC e a coligação PAI-Terra Ranka, que apoiaram Fernando Dias.

Simões Pereira encontra-se em prisão domiciliária e um autodenominado "grupo de reflexão" de dirigentes do partido que integram o atual Governo de transição nomeado pelos militares alegam que não tem condições para continuar na liderança.

O grupo avançou, a 18 de março, que irá realizar o XI Congresso do Partido a 09 e 10 de maio, no mesmo dia em que a Comissão Permanente do PAIGC anunciou a convocação do Comité Central para hoje, 28 de março, com vista à marcação do congresso e com a recomendação de fixar uma data entre os finais de junho e princípios de julho.

A Comissão Permanente do PAIGC reclama que apenas os órgãos estatutários do partido tem legitimidade para marcar a data do congresso.

O PAIGC lidera a coligação PAI-Terra Ranka que foi afastada do poder, em dezembro de 2023, com a dissolução da Assembleia Nacional Popular, pelo então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e Simões Pereira foi deposto da presidência do órgão, entretanto substituído por um Conselho Nacional de Transição.

TRÊS JOVENS DETIDOS POR SUSPEITA DE ROUBO DE CERCA DE 40 CABRAS E CARNEIROS NO SETOR DE GÃ-MAMUDU

Por  Rádio Sol Mansi   28 03 2026

Três jovens, com idades compreendidas entre os 26 e os 28 anos, foram detidos sob suspeita de envolvimento no roubo de cerca de 40 cabras e carneiros, no setor de Gã-Mamudu, região de Bafatá.

O Comando Territorial (03) da Guarda Nacional, em colaboração com o Ministério Público da região de Bafatá, procedeu à entrega de 20 dos 35 animais recuperados, que se encontravam na posse dos suspeitos, na aldeia de Sado.

A recuperação dos animais resulta de uma operação desencadeada no passado dia 24 deste mês, após uma denúncia apresentada por uma das vítimas do furto.

A cerimónia de entrega decorreu esta sexta-feira, nas instalações do Ministério Público, na cidade de Bafatá, e contou com a presença do presidente da Liga dos Direitos Humanos na região, bem como de representantes da Associação dos Criadores de Gado.

Após a restituição, os proprietários, provenientes da aldeia de Mansaine, situada a cerca de três quilómetros de Sado, local onde os animais foram encontrados, manifestaram preocupação com o aumento de furtos na zona. Segundo indicaram, os animais agora recuperados estavam desaparecidos desde agosto do ano passado.

A Rádio Sol Mansi tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto do delegado de investigação do Comando Territorial 3 da Guarda Nacional na província Leste. Fonte da instituição indicou que o processo continua em investigação e sob alçada da justiça.

Entretanto, a RSM apurou que os três suspeitos foram apresentados, esta sexta-feira, ao Ministério Público.


sexta-feira, 27 de março de 2026

Teerão promete fazer pagar "preço elevado" por ataques na energia... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano prometeu que Teerão vai cobrar "um preço elevado" pelos "crimes israelitas", referindo-se aos ataques aéreos de hoje a siderurgias e instalações nucleares civis iranianas.

Por LUSA 

"Israel atacou duas das mais importantes siderurgias do Irão, uma central elétrica e instalações nucleares civis, entre outras infraestruturas, em coordenação com os Estados Unidos", declarou Abbas Araghchi.

A Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica, também reagiu aos bombardeamentos, instando os responsáveis de instalações industriais da região do Médio Oriente ligadas aos Estados Unidos e a Israel a evacuarem esses locais, porque o Irão vai retaliar.

Por seu lado, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, reiterou o "apelo para a contenção militar, para evitar qualquer risco de acidente" no Irão, após os ataques israelitas e norte-americanos a instalações nucleares.

"A AIEA foi informada pelo Irão" de um ataque contra a central de Arkadan, na província de Yadz, no centro do país, declarou a agência especializada da ONU nas redes sociais.

"Não foi registado qualquer aumento nos níveis de radiação fora da central", acrescentou.

O ataque aéreo à unidade de processamento de urânio de Ardakan foi inicialmente anunciado pela Organização Iraniana de Energia Atómica e logo confirmado pelo Exército israelita.

As forças israelitas "atacaram a única instalação deste tipo no Irão utilizada para produzir materiais necessários ao processo de enriquecimento de urânio", indicou o Exército num comunicado, acrescentando que Israel "não permitirá" que o Irão "avance com o programa de armas nucleares".

O complexo de processamento de água pesada de Khondab (novo nome do reator de Arak), situado a duas horas da capital, foi também "alvo de um ataque, em duas fases, orquestrado pelo inimigo norte-americano e sionista", informou a agência de notícias Fars, citando uma fonte local.

Foram igualmente bombardeados dois importantes complexos siderúrgicos iranianos, na região de Isfahan, no centro do Irão, e na província de Cuzistão, no sudoeste.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situa o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.329, entre as quais 1.492 civis.


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O chefe da diplomacia norte-americana disse esperar que o conflito com o Irão termine dentro de duas semanas, enquanto o G7 apelou para o "fim imediato dos ataques contra população e infraestruturas civis" no Médio Oriente.