Por observador.pt/Agência Lusa 17 out. 2026
Cerca de 800 mil pessoas participaram este sábado nas marchas e protestos por toda a França contra o elevado custo de vida, segundo um balanço final divulgado por várias organizações que convocaram os protestos.
A central sindical CGT tinha divulgado uma primeira estimativa de 500 mil participantes pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa), mas ao final da tarde afirmou subscrever o balanço de 800 mil avançado por organizações da juventude, como a União Estudantil, e pelo ‘site’ dos “coletes amarelos” após o aumento dos participantes em grandes cidades como Montpellier, Estrasburgo, Lille, Bordéus, Nantes e Marselha.
Em Bordéus (sudoeste), a residência da representante do Estado foi saqueada à margem dos protestos, desencadeando uma intervenção da unidade de elite da polícia nacional, RAID, segundo fonte das autoridades citada pela agência France-Presse.
“Indivíduos entraram e saquearam o local”, disse um porta-voz da prefeitura à AFP, enquanto a presidente da Câmara Municipal, Sophie Brocas, condenou “com a maior firmeza” os estragos feitos no local e as pilhagens em lojas do centro da cidade.
Os protestos realizados hoje um pouco por todo o país ficaram marcados por violentos confrontos com a polícia em Paris.
A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes encapuzados e mascarados que arremessavam petardos e outros objetos contra as forças de segurança na Praça da República, ao mesmo tempo que gritavam “Macron, demissão”. Para o local foi destacado um forte contingente do corpo de intervenção.
Por toda a França, milhares de pessoas responderam a apelos nas redes sociais para reativar o movimento dos “coletes amarelos”, que surgiu em 2018 contra a injustiça social.
Segundo o gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, as autoridades registaram 140 ações de protesto fora da região de Paris até ao meio-dia, envolvendo mais de 30 mil pessoas.
As autoridades deram conta de pelo menos 166 detidos em todo o país.
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O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França vai unir-se contra aqueles que semeiam o caos, prometendo processar e punir os que destruíram e saquearam durante as manifestações.
OPresidente francês afirmou hoje que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos" e que França vai unir-se "contra os semeadores do caos que apenas procuram derrubar" as instituições.
"Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos", escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X...




























