terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Crise em Cuba: sem combustíveis, há companhias aéreas a suspender voos e hotéis a encerrar... Cuba está sem combustível para os aviões devido às sanções dos Estados Unidos. A administração Trump está a bloquear o fornecimento de petróleo para o país e já existem companhias aéreas a suspender voos.

SIC Notícias 

A situação de Cuba está cada vez mais complexa e os aviões estão proibidos de aterrar no país para reabastecer. Existem voos de longo curso que foram interrompidos e há companhias aéreas internacionais a suspender as ligações ao país.

O boicote petrolífero dos Estados Unidos está a deixar a ilha sem combustível e a afetar o turismo, um dos principais motores da economia cubana.

Há hotéis a encerrar temporariamente e os transportes públicos estão com muitos constrangimentos.

"É preciso tomar medidas urgentes porque as pessoas que vão viajar para longe, se não houver combustível, não sei se os seus voos serão cancelados", disse Yosvany Villa, um habitante cubano.

Cuba depende do petróleo venezuelano, mas há mais de um mês que não recebe combustível do país. Os Estados Unidos, que capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, começaram a bloquear as exportações para Cuba.

As ruas de Havana estão longe do movimento habitual e já foram impostos limites à população para a compra de combustível.

"A situação do combustível é caótica. Não há combustível", contou um outro habitante.

O abastecimento está garantido apenas para os setores essenciais, como a saúde, agricultura e abastecimento de água.

O governo ainda não apresentou soluções, mas admite que, pelo menos até ao início de março, os constrangimentos vão manter-se.

Além da falta de combustível há zonas que sofrem com a escassez de alimentos e medicamentos.

Donald Trump vai revogar lei climática de Barack Obama... O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai revogar na quinta-feira uma lei da presidência de Barack Obama que fundamentou o combate às emissões de gases com efeito de estufa nos Estados Unidos, anunciou hoje a sua porta-voz.

©LUSA    10/02/2026 

Trump "formalizará a revogação" dessa lei, adotada em 2009 e conhecida como Lei de Constatação de Riscos (Endangerment Findings Act), declarou Karoline Leavitt numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

Fortemente condenada por cientistas e ambientalistas, tal revogação representará um rude golpe para a ação climática nos Estados Unidos, o maior emissor de gases com efeito de estufa da história.

Mas esta revogação será certamente contestada na justiça e poderá mesmo chegar ao Supremo Tribunal.

"Ver-nos-emos nos tribunais", prometeu recentemente o presidente da organização ambiental NRDC, Manish Bapna.

Adotado durante a presidência do democrata Barack Obama, o diploma em causa estipula que seis gases com efeito de estufa são perigosos para a saúde pública e, por isso, são incluídos no âmbito dos poluentes regulados pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

A sua aprovação abriu caminho a numerosas regulamentações federais destinadas a reduzir as emissões desses gases nocivos que aquecem a atmosfera (dióxido de carbono, metano, etc.), a começar pelos camiões e automóveis, que emitem dióxido de carbono ao queimar gasolina.

A revogação desta lei implicará o fim imediato da vigência destas normas de imposição de limites às emissões poluentes de veículos e porá em risco uma série de outros regulamentos, em especial os relativos a centrais elétricas.

Será "o maior ato de desregulamentação da história dos Estados Unidos", disse na segunda-feira o diretor da EPA, Lee Zeldin, que esteve na origem da iniciativa, em declarações ao The Wall Street Journal.

O Governo Trump, um acérrimo defensor do petróleo e do carvão, tentava há vários meses reverter esta decisão e as regulamentações dela decorrentes.

Desvalorizando o papel da atividade humana nas alterações climáticas e argumentando que os gases com efeito de estufa não devem ser tratados como poluentes no sentido tradicional, porque os seus efeitos na saúde humana são indiretos e globais, e não locais, o Governo dos Estados Unidos insiste que a revogação deste diploma levará a uma redução do preço dos automóveis.

Cabo Verde lidera ranking da CPLP no Índice de Percepçao da Corrupção... Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Perceção da Corrupção (IPC) de 2025 hoje divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional.

©  LUSA  10/02/2026 

O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percecionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.

Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35) Angola (32) - estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana -, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).

Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que "a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo", sublinhando que "122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice".

Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, "uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção", enfatiza a ONG em comunicado.

Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: "muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção".

Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, "devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão".

No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, "com muito espaço para melhorias", refere.

Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que "registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio", considera.

O escrutínio da ação governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são "particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção", ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.

François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção "mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta".

"Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo", salienta a organização.


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Cabo Verde repudiou e classificou hoje como falsas as alegações que circulam, há dez dias, com início em órgãos de comunicação do Reino Unido, sobre um surto de infeções gastrointestinais a afetar turistas britânicos que estiveram no arquipélago.

GOVERNO APROVA ADESÃO À CONVENÇÃO DA APOSTILHA DE HAIA EM REUNIÃO DO CONSELHO DE MINISTROS

 Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau aprovou, esta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a adesão do país à Convenção da Apostilha de Haia, instrumento internacional que elimina a exigência de legalização de documentos públicos estrangeiros. 

A decisão foi tomada durante a sessão ordinária do Conselho, realizada no Salão Nobre “General Umaro Sissoco Embaló”, no Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau.

A reunião foi presidida pelo Presidente da República de Transição, general Horta Inta-a.

No capítulo das informações gerais, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional apresentou os fundamentos para a participação do Estado da Guiné-Bissau, na qualidade de acionista, na Assembleia Geral Constituinte da Sociedade Mista de Transformação da Castanha de Caju. Após a exposição, o Conselho de Ministros deu anuência para que o ministro represente o Estado nessa assembleia.

Na parte deliberativa, o Governo aprovou a adesão à Convenção da Apostilha de Haia, considerada um passo importante para facilitar a circulação e o reconhecimento internacional de documentos públicos emitidos no país.

Por outro lado, o Conselho decidiu adiar a adoção de dois instrumentos internacionais: a Convenção para o Estabelecimento da Organização Internacional para a Mediação e a Convenção de Nova Iorque de 1958, relativa ao reconhecimento e execução de sentenças arbitrais estrangeiras.

A reunião terminou sem outras deliberações públicas, ficando as decisões formalizadas no comunicado oficial divulgado no mesmo dia.

GOVERNO DE TRANSIÇÃO INDICA MINISTRO DA ECONOMIA PARA REPRESENTAR GUINÉ-BISSAU EM SOCIEDADE MISTA DA CASTANHA DE CAJU

Por  RSM  10.02.2026

O Governo de Transição anunciou a indicação do ministro da Economia, Plano e Integração Regional para representar a Guiné-Bissau na Assembleia-Geral Constituinte da Sociedade Mista de Transformação e Comercialização da Castanha de Caju.

A decisão foi tornada pública esta terça-feira, após a reunião do Conselho de Ministros. Segundo o comunicado final do encontro, lido pelo porta-voz do Governo, Abduramane Turé, a reunião presidida pelo Presidente de Transição abordou vários pontos considerados estratégicos para o país.

Além da indicação do representante guineense na sociedade mista ligada ao setor da castanha de caju, um dos principais produtos de exportação nacional, o executivo aprovou a adesão à Convenção relativa à eliminação da exigência de legalização de documentos públicos estrangeiros. A medida visa facilitar o reconhecimento internacional de documentos oficiais emitidos no país.

No entanto, o Conselho de Ministros decidiu adiar para outro momento a adoção da convenção para o estabelecimento de organização internacional de mediação.

MORADORES DE ANTULA ACUSAM RESPONSÁVEL DA EAGB DE COBRANÇAS ILÍCITAS POR ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Por RSM 10.02.2026

Moradores do bairro de Antula, entrada da Farmácia, acusam o responsável pelo abastecimento de água da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) naquela zona de cobranças ilícitas para fornecimento de água às residências.

As denúncias foram feitas esta segunda-feira, 09 de fevereiro, à Rádio Sol Mansi, por residentes que afirmam que o responsável, identificado por Momo, estaria a exigir o pagamento de 5 mil francos CFA para permitir o abastecimento de água domiciliar. Segundo os denunciantes, a prática não é isolada, sendo recorrente no bairro.

O bairro de Antula, atendido pela agência da EAGB situada em Santa Luzia, enfrenta há vários anos sérios problemas de abastecimento de água, sobretudo em algumas zonas. A situação tem obrigado muitos moradores a procurar água em locais não apropriados, aumentando os riscos sanitários.

Contactado para reagir às denúncias, Momo negou todas as acusações. O responsável pelo abastecimento de água afirmou não ter autorização para prestar declarações oficiais, mas garantiu que as acusações carecem de provas.

A Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau tem sido alvo de críticas constantes pela má gestão do abastecimento de água em Antula. Segundo Momo, a empresa não dispõe de capacidade técnica e logística para fornecer água a todos os moradores do bairro, o que agrava ainda mais a insatisfação da população.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS... 10 de fevereiro de 2026

ONU defende estratégia de desenvolvimento para os países menos desenvolvidos... A Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu hoje que os países menos desenvolvidos, que incluem Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste, devem criar uma estratégia de desenvolvimento para acomodar 13 milhões de novos trabalhadores anualmente.

© LUSA    10/02/2026 

"Os países menos desenvolvidos enfrentam um desafio sem precedentes em matéria de emprego: entre agora e 2050, terão de criar empregos para cerca de 13,2 milhões de novas pessoas no mercado de trabalho todos os anos, tornando a criação de emprego uma restrição determinante para as estratégias de desenvolvimento", lê-se no relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) sobre os países menos desenvolvidos. 

Embora o setor dos serviços tenha absorvido grande parte desta força de trabalho cada vez maior, "o crescimento do emprego não foi acompanhado por ganhos de rendimento", por isso "a pobreza no trabalho continua a ser generalizada, sublinhando a diferença entre ter um emprego e ter uma vida digna", de acordo com a UNCTAD.

No relatório deste ano salienta-se que o setor dos serviços está a expandir-se rapidamente nos países menos desenvolvidos, mas alerta que "o crescimento concentra-se em atividades de baixa produtividade que sustentam os meios de subsistência, mas não geram prosperidade em grande escala".

O emprego nestes países ainda é dominado pelo comércio informal, serviços pessoais e atividades de subsistência, enquanto os serviços de maior produtividade, que poderiam apoiar a industrialização e a competitividade, permanecem subdesenvolvidos.

"A produtividade do trabalho nos países menos desenvolvidos é, em média, 11 vezes inferior à das economias de desenvolvimento médio", o que determina "o tipo de serviços que os países podem realisticamente desenvolver e exportar".

São precisas, conclui a UNCTAD, "estratégias de desenvolvimento nacional coerentes e apoiadas por um ambiente global favorável, já que, sem isso, a expansão dos serviços corre o risco de aprofundar a marginalização, em vez de a reduzir".

No relatório, a UNCTAD aborda também a questão do turismo e dos serviços digitais, muitas vezes apontados como áreas em que os países menos desenvolvidos poderiam apostar para garantir um desenvolvimento rápido e inclusivo das suas economias.

"As elevadas receitas do turismo muitas vezes não se traduzem na criação substancial de empregos, na adição de valor local ou na transformação económica, o que reflete as limitações de infraestrutura, as ligações fracas e a elevada dependência das importações", alerta a UNCTAD, apontando também que os serviços digitais, que são dos segmentos mais dinâmicos do comércio global, representam apenas 0,16% das exportações dos países menos desenvolvidos.

Reduzir as disparidades digitais, reforçar as capacidades e apoiar ativamente os exportadores de serviços, em particular as pequenas e médias empresas, é essencial para que os países menos desenvolvidos possam competir nos serviços modernos e transformar o crescimento económico num desenvolvimento abrangente e inclusivo, afirmam os peritos, concluindo que "a cooperação regional e global pode ajudar os países menos desenvolvidos a expandir o comércio de serviços, mas apenas se refletir as suas necessidades de desenvolvimento".

Os países menos desenvolvidos são um grupo estatístico de 44 países, a maior parte dos quais em África, onde cada cidadão recebe menos de 1.088 dólares por ano, ou 913 euros, correspondendo a 2,5 euros diários.


Leia Também: ONU reitera preocupação com escassez de combustível em Cuba

A ONU reiterou hoje preocupação com a crescente escassez de combustível em Cuba, e o impacto na população, estando a trabalhar com o Governo para prestar mais apoio, com alimentos, água e cuidados de saúde.

SENEGAL: Estudante morreu em confrontos com a polícia numa universidade no Senegal... Um estudante de medicina morreu na segunda-feira em Dacar, após confrontos numa universidade da capital entre as forças de segurança e alunos, que protestavam contra atrasos no pagamento de bolsas de estudo, anunciou o governo senegalês.

© sol.iol.pt   Por  LUSA   10/02/2026 

"Graves acontecimentos ocorridos na segunda-feira, na Universidade Cheikh Anta Diop de Dacar, levaram à morte do estudante Abdoulaye Ba, matriculado no segundo ano do curso de medicina", indica um comunicado da porta-voz do governo, Marie-Rose Khady Fatou Faye. 

Nos últimos meses, em várias universidades os estudantes promoveram diversos movimentos de protesto para exigir pagamento de bolsas de estudo em atraso.

Num comunicado enviado à Agência France Presse (AFP), o Governo expressa as "mais sinceras condolências à família, aos entes queridos e a toda a comunidade universitária".

Apela à "moderação e sentido de responsabilidade" dos intervenientes envolvidos nos protestos e diz-se empenhado em esclarecer as circunstâncias do incidente e apurar todas as responsabilidades.

Planeta. Alterações climáticas podem tornar inviáveis até metade das pastagens até 2100

Por  cnnportugal.iol.pt

Um estudo do Instituto de Potsdam conclui que entre um terço e 50% das terras atualmente favoráveis à pastagem podem perder essa capacidade até 2100 devido às alterações climáticas. A investigação alerta para impactos graves na criação de gado e na subsistência de milhões de pessoas, sobretudo em África

Entre um terço e 50% das terras que têm hoje condições favoráveis para pastagens vão perder essa capacidade até 2100, devido ao aumento da temperatura, concluiu um estudo do Instituto de investigação de Potsdam sobre as alterações climáticas (PIK).

Esta atividade consiste em criar animais, como vacas, cabras e ovelhas, em espaços naturais, pradarias, na sua maioria, que cobrem cerca de um terço da superfície terrestre.

Até agora, estes sistemas agrícolas têm prosperado dentro de intervalos de temperatura (entre 3ºC negativos e 29°C), de precipitação (entre 50 e 2627 milímetros por ano), de humidade (de 39% a 67%) e velocidade do vento (entre um metro e seis metros por segundo).

É o que o estudo, publicado hoje na revista PNAS, chama "um espaço climático seguro".

Mas, com a rutura climática global, estes parâmetros podem mudar e inutilizar um espaço de pastagem.

"As alterações climáticas vão reduzir os espaços onde a pastagem pode prosperar, comprometendo práticas agrícolas que existem desde há séculos", disse Maximilian Kotz, co-autor do estudo e investigador do PIK e do Barcelona Supercomputing Center.

Segundo o cenário analisado, o estudo estima que entre 100 milhões a 400 milhões de pastores e criadores de gado podem ser afetados, bem como até 1,6 milhões de animais. O estudo estima que entre 51% e 81% das populações residem em países com fraco rendimento.

"É importante sublinhar que numerosas mudanças vão ser sentidas em países que já sofrem fome, instabilidade económica e política e níveis muito elevados de desigualdade de género", realçou o autor principal, Chaohui Li, investigador do PIK na altura da realização do estudo e hoje no Barcelona Supercomputing Center.

A África é particularmente vulnerável e pode perder de 16% a 65% das suas pradarias, segundo a gravidade do cenário considerado.

As temperaturas no continente africano já se situam no limite do "espaço climático seguro".

Estas conclusões, que em certos casos preveem o desaparecimento puro e simples de algumas pastagens, colocam em questão "a eficácia das estratégias de adaptação (…), como as mudanças de espécies ou a migração de rebanhos", disse Prajal Pradhan, investigador do PIK e professor na Universidade de Groningue.

"Reduzir as emissões, através do afastamento rápido os combustíveis fósseis é a melhor estratégia de que dispomos para minimizar estes estragos potencialmente existenciais para a criação de gado", concluiu Chaohui Li.

Segundo a agência da ONU para a alimentação e a agricultura, 26% da superfície terrestre e 70% da superfície agrícola estão cobertos de pradarias, que contribuem para a subsistência de mais de 800 milhões de pessoas.

STOP: GOVERNO DÁ MAIS QUINZE DIAS E MOTORISTAS PEDEM PONDERAÇÃO E RESPONSABILIZAM QUIPUX PELA MOROSIDADE

Por: Filomeno Sambú,   odemocratagb.com 

[GRANDE REPORTAGEM_edição impressa] O Governo de Transição, através do Ministério do Interior, suspendeu a operação STOP, iniciada na segunda-feira, 02 de fevereiro, em Bissau, e decidiu prorrogar a operação por mais quinze dias para permitir aos proprietários das viaturas regularizarem as situações dos documentos exigidos pelas autoridades guineenses.

A decisão foi anunciada pelo inspetor-geral do Ministério do Interior, Major General Celso de Carvalho, em declarações aos jornalistas. Disse que a suspensão da operação foi decidida para “evitar os transtornos registados na segunda-feira em Bissau” e porque também os proprietários manifestaram a vontade em cumprir as exigências.

“Constamos transtornos na manhã desta segunda-feira de falta de viaturas na nossa praça pública. Foi um dos motivos que levou o governo a prorrogar por mais quinze dias”, precisou.

O prazo anunciado pelas autoridades terminaria em 31 de janeiro e a operação de verificação de todas as documentações que uma viatura deveria ter, teria o início a 01 de fevereiro, e acabou por ser suspensa.

“Em nenhum momento o governo quis penalizar a população que não tem culpa nenhuma. O Governo enquanto, uma pessoa de bem, decidiu prolongar por quinze dias o prazo, porque constatou-se que realmente há uma vontade dos proprietários em regularizarem a sua situação”, disse.        

Celso de Carvalho avisou que os proprietários das viaturas são obrigados a adquirirem todos os documentos que a lei de trânsito exige para circular nas vias públicas, lembrando que tanto as autoridades quanto os proprietários das viaturas têm a missão de ajudar na mobilidade da população.

SINDICALISTA AFIRMA QUE UM DOS MAIORES CONSTRANGIMENTOS É A EMPRESA QUIPUX

Confrontado com às exigências do governo sobre o pagamento de 15 documentos num prazo de 28 dias, Braima Camará, presidente da estrutura dos motoristas e transportadores do Setor de Bissorã, disse que a Federação Nacional dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau e as estruturas regionais estão a trabalhar em consonância com as autoridades para que o governo possa compreender “a gravidade da situação”, visto que tem havido conversações internas com os associados sobre a urgência no cumprimento das exigências e o pagamento dos documentos anunciados.

Segundo o sindicalista, um dos maiores constrangimentos dos paritários e dos motoristas neste processo é a QUIPUX- Centro de Serviços Integrados de Transportes e do novo Sistema de Matrícula Nacional de Veículos a Motor, uma empresa costa-marfinense responsável pela emissão de títulos e livretes, que inicialmente tinha sido apontada com “um histórico consolidado” em soluções tecnológicas aplicadas à mobilidade e segurança rodoviária.

“O maior problema está na emissão, a tempo, de títulos e livretes. Os proprietários pagam tudo organizadamente, incluindo os processos e os recibos comprovativos, mas na QUIPUX a emissão leva uma eternidade. São necessários vinte ou mais dias para ter acesso a esses documentos. Diariamente, filas longas perfilam na empresa para quebrar a morosidade”, denunciou.     

Nestas condições, Braima Camará, que desempenha as funções de presidente do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Motoristas e Transportadores, pediu ao governo que pondere. Garantiu que os esforços estão em curso para o cumprimento das medidas anunciadas.

Braima Camará informou que no universo de 100%, quase 60% das viaturas registadas pela organização já regularizaram a sua situação junto das entidades competentes.

“Muitos têm recibos comprovativos dos documentos que pagaram, mas não conseguiram levantar títulos e livretes, por morosidade na emissão de documentos na QUIPUX”, afirmou.

Relativamente ao cumprimento das exigências do governo, disse que nem todos os proprietários estarão em condições de cumpri-las, sobretudo “as viaturas acabadas” que circulam apenas nas regiões, com vinte e trinta anos de vida.

Lembrou que essas viaturas fazem ligação entre Bissorã /Mansoa e Bissorã/Olossato e as taxas que foram aplicadas aos proprietários desses carros são altíssimas, “se olharmos para as receitas que fazem ao fim do dia ou durante o mês”.

“As receitas que fazem diariamente ou por mês não podem cumprir nenhuma das medidas. O governo deve usar o bom senso. Vamos encetar diligências para negociar com o governo para reduzir as taxas, pelo menos, para as viaturas acabadas. Definir novo plafom de pagamento, será uma das saídas para os proprietários”, disse.

Admitiu que essa medida terá impactos nas suas atividades, ainda assim disse acreditar que as partes encontrem uma solução nas negociações iniciadas e que o documento que está a ser finalizado esclareça as dúvidas e apresente soluções definitivas que vão resolver de vez os equívocos.

O governo tem insistido no pagamento de todos os documentos para que uma viatura possa circular livremente, mas o sindicalista disse não compreender que tipo de operação Stop foi anunciada, com as condições que as estradas têm e o custo de vida que os cidadãos enfrentam neste momento.

“Pedimos que o governo pondere e analise de novo as medidas. Aos associados, que evitem confrontos com a polícia ou qualquer entidade de fiscalização nas vias públicas. A melhor solução e saída para essa situação é pagarem os documentos anunciados e exigidos. Que as autoridades deixem em paz os proprietários que têm viaturas com situação regular circularem livremente. Pois, será uma das medidas de prevenção, evitar frições nas estradas entre as autoridades e os motoristas”, afirmou.

 Assegurou que em nenhum momento a Federação Nacional ou qualquer outra estrutura regional usou violência como recurso, por ser uma organização “muito exemplar” e que apenas vão exigir o cumprimento de eventuais compromissos que serão assumidos depois de as negociações encerrarem e o documento final, que será assumido por todas as partes, assim que for concluído. 

Questionado se há alguma iniciativa de negociação com o governo, disse que não se trata de nenhuma iniciativa, mas sim de um acordo que resultou de vários encontros e disse esperar que nenhuma das partes ignore os esforços desenvolvidos até aqui, nesta última fase que se aguarda que o documento seja divulgado pelo chefe de governo.

Revelou que as várias reuniões realizadas antes dessas medidas, que resultarão agora num acordo, são de conhecimento de todas as entidades que integram o setor dos transportes.

“Criou-se uma equipa negocial que integra todas entidades que fazem parte do setor dos transportes, nomeadamente Confederação Nacional dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Ministérios dos Transportes, Direção-Geral da Viação Terrestre e Ministério do Interior…”, indicou.        

“DOCUMENTOS QUE AS AUTORIDADES ESTÃO A EXIGIR SÃO MUITOS E CARÍSSIMOS” – MOTORISTAS BAFATA

Francisco Malam Conté, presidente da Associação dos Motoristas e Transportadores da região de Bafatá, assegurou que estão em curso diligências para cumprir- no máximo- as exigências. Reconheceu que haverá transtornos para os proprietários e os associados da organização, que conseguem o sustento de cada dia através das suas atividades. Disse que a aplicação de medidas duras, que prevejam tolerância zero para carros sem documentos, não é e nunca será uma solução.

“Trabalhamos em colaboração com a Federação Nacional. Recebemos instruções para cada estrutura regional sensibilizar os associados e os proprietários sobre o pagamento dos documentos. Neste momento, as pessoas estão a pagar aos poucos. De facto, os documentos que as autoridades estão a exigir são muitos e caríssimos. Temos uma situação das viaturas que circulam na região com vinte e trinta anos de vida. Os prioritários dessas viaturas não terão condições de pagar as taxas estipuladas. Nem receitas para cobrir as suas despesas têm. Não creio que cobrando apenas 500 francos CFA para uma distância de 15 quilómetros seja suficiente conseguir dinheiro para cumprir a medida do governo. Será o fim de circulação das viaturas ao nível das regiões, se as autoridades não ponderarem, relativamente a essa situação”, disse.

Afirmou que um dos constrangimentos que a organização enfrentou neste processo até ao momento é como encontrar um mecanismo que deve utilizar para aliviar fardo aos proprietários das viaturas que circulam nas regiões, sobretudo em Bafatá e a morosidade na emissão dos documentos, pela empresa responsável, depois do cumprimento de todos os procedimentos exigidos pela Direção Geral da Viação e Transportes Terrestre, sobretudo título e livrete.

Revelou que no encontro entre a Confederação e o governo, o primeiro-ministro assumiu o compromisso de criar uma equipa completa que será instalada nas alfândegas de Bissau para atribuição de chapas de matrícula, emissão de título e livrete e de todos outros documentos essenciais, antes de a viatura sair dos portos.

Apesar desse compromisso assumido pelo chefe de governo, o sindicalista disse que a medida não está a ser observada rigorosamente.

Segundo Francisco Malam Conté, na Guiné-Bissau há registos de viaturas que circulam há 15 anos sem título nem livrete e responsabilizou as autoridades por todas as falhas que ocorreram neste processo.

Para Francisco Malam Conté, aplicar essas medidas aos proprietários dessas viaturas será um problema e terá de ser mediante um processo, não pela aplicação de medidas duras, que prevejam tolerância zero para carros sem documentos.

“O prazo de 28 dias que havia sido dado não era suficiente. Mesmo se todos os proprietários tivessem pago, a rigor, os documentos neste prazo, seria, ainda assim, um problema. Os documentos na QUIPUX duram para sair dela. Você paga tudo com recibos comprovativos, mas leva dois meses para ter os documentos. Estou a falar de título, livrete e chapa de matrícula. O prazo de 28 ou 30 dias não era suficiente. É preciso acabar com as burocracias na empresa”, defendeu.

Assegurou que todas as estruturas regionais dos motoristas e transportadores estão empenhadas na sensibilização para que as medidas sejam cumpridas, enquanto cidadãos e contribuidores que querem o desenvolvimento deste país.

“Muitos enfrentam dificuldades, mas é fundamental pagar os documentos essenciais, seguro, finanças, licença, inspeção, fundo. Título e livrete está a ser uma dor de cabeça por cá. Vamos continuar a trabalhar na sensibilização dos proprietários de carros acabados para que paguem os documentos. Pelo menos, 60% ou 80% dos documentos exigidos”, afirmou e disse que quase todas as viaturas sob a supervisão da organização e que circulam para Bissau estão regulares com documentos em dia.            

“A NOSSA POLÍTICAS ASSENTA-SE NO DIÁLOGO PERMANENTE COM O GOVERNO NÃO NA GREVE” – MOTORISTAS DE GABÚ

 Na cidade de Gabú, Mamadu Sidibé, secretário da Associação dos Motoristas e Transportadores da Região de Gabú, disse que uma das políticas da organização assenta-se no diálogo permanente com o governo enquanto parceiro, não na greve. Por isso, a Confederação Nacional dos Motoristas e Transportadores do país solicitou um encontro com o chefe de governo para analisar, de forma clara, as exigências apresentadas pelas autoridades.

Reconheceu que é uma obrigação os proprietários regularizarem a situação de pagamento de documentos, mas no contexto em que as exigências ou as apreensões são feitas será, do ponto de vista do sindicalista, difícil.

“As nossas autoridades fazem apreensões recorrentes, mas não dão orientações para o cumprimento dos procedimentos. Ao invés de obrigarem ao motorista ou ao proprietário pagar os documentos, preocupam-se mais com multas que vão aplicar. Não podemos, neste contexto, ter documentos em dia. O justo seria prender e obrigar ao infrator pagar os documentos, não ao contrário”, criticou.

Revelou que depois da reunião que mantiverem com o atual primeiro-ministro, o governo deu 28 dias para que todas as irregularidades fossem resolvidas e que todas as estruturas regionais dos motoristas e transportadores reunissem todos os associados para transmitir informações sobre as diligências que estavam a ser feitas entre a Confederação e o governo para encontrar consensos.

“Na Guiné-Bissau, os documentos exigidos para circulação de uma viatura são muitos e custam muito dinheiro. Por exemplo, pagamos seguro como quem diz. Não compensa em nada, mas pagamos por ser uma obrigação e está na lei. Na última reunião, criticaram-nos que não levamos as viaturas para resolver os problemas de seguro. Do que adianta levar um caso de seguro na Guiné-Bissau para uma agência seguradora, se nunca esses problemas serão resolvidos. Às vezes leva meses para ter apenas um caso resolvido”, lamentou.

Suleimane Sidibé disse que, ao nível das bases, as estruturas regionais têm trabalhado na sensibilização dos associados, porque havia um compromisso, depois de vários encontros com as estruturas tuteladas pelo Ministério dos Transportes, de que os preços de alguns documentos seriam reduzidos.

“Por isso, enquanto decorrem as negociações, os proprietários devem pagar os documentos para facilitar o processo”, aconselhou e elogiou a decisão do governo de prorrogar por mais quinze dias o prazo.

“Aliás, anualmente, depois do fim do ano, os proprietários tinham sempre até quinze de fevereiro para regularizar toda a documentação das viaturas. Neste ano, por carga da água, as coisas seriam diferentes dos anos anteriores. Foi bom o governo ter decidido dar mais uns quinze dias. Neste momento, os sindicatos estão em contacto com os associados para transmitir as diligências em curso e esperemos que desta vez as partes encontrem um entendimento que beneficie todos, sem prejuízos”, frisou.

Assegurou que todos os motoristas e transportadores da região que fazem ligação Gabú/Bafatá, Gabú/Bissau, Gabú/ Buba e Gabú/Catióestão regularmente documentados, apenas os constrangimentos estão nos motoristas e transportadores que circulam ao nível da região de Gabú, porque não conseguem receitas suficientes.

Embora estejam a enfrentar dificuldades, disse que a associação nunca permitirá que nenhuma viatura circule por muito tempo sem documentos completos.

“Aliás, estamos credenciados para isso. É a nossa obrigação exigir os associados estarem documentados”, enfatizou.      

CEM POR CENTO DAS VIATURAS QUE CIRCULAM NO PAÍS NÃO TÊM LIVRETES NEM TÍTULOS

Interpelado pelo jornal O Democrata, Mário Ngô Fedaiba (Mesca), responsável dos motoristas e transportadores da estrutura regional de Quínara, negou que tenha havido resistência por parte dos associados em pagar os documentos exigidos pelas autoridades, por terem consciência que é uma obrigação pagar todas constituições previstas na lei ao Estado.

“Nenhum elemento ou membro da Confederação contestou as exigências e acredito que todos estão dispostos a fazê-lo, mas a situação do nosso país é extremamente complicada. O Estado não tem feito quase nada para os cidadãos, em particular os motoristas e transportadores, sentirem que contribuem. Os documentos na Guiné-Bissau são caríssimos”, criticou.

Mário Ngô Fedaiba (Mesca) denunciou que quase cem por cento das viaturas a circularem na Guiné-Bissau não têm títulos nem livretes, por negligência ou por burocracia do próprio Estado que “ não se zela pelo interesse dos cidadãos“.

O sindicalista disse que um proprietário de uma viatura paga inspeção, fundo, seguro, licença (…) e de imediato recebe todos os documentos. Mas, neste momento, denunciou que quase cem por cento das viaturas a circularem no país não têm título nem livretes. O problema, segundo avançou, reside nas estruturas estatais que o país tem.

Segundo sublinhou, um proprietário paga o despacho do seu carro, mas para conseguir livrete e título é uma eternidade, ainda que tenha recibos comprovativos para tal e, como uma das soluções, muitos recorrem a documentos provisórios para não perderem a viatura.

Instou, neste particular, o Estado a permitir que os proprietários das viaturas paguem, neste momento, apenas documentos de fácil acesso para criar facilidade ao processo, até que a situação da burocracia ao nível da empresa QUIPUX seja ultrapassada.

“Estão disponíveis títulos e livretes provisórios na Direção-geral da Viação e Transportes. Que sejam colocados à disposição dos motoristas e transportadores, enquanto se resolve o problema ao nível das estruturas competentes. Se essas diligências não forem tomadas para flexibilizar as coisas, continuaremos a bater na mesma tecla. Saímos de um período em que muitas famílias fazem muitos gastos nas festas de Natal e de ano novo, associado ao contexto político e socioeconómico que o país atravessa”, desafiou.

Mário Ngô Fedaiba criticou as condições em que se encontram as estradas do país, incluindo as portagens. Apelou às autoridades a ponderarem para que os proprietários possam ter campo para manobras.

“Na portagem de Jugudul, pagamos fundo como um prémio para estragar as nossas viaturas. A estrada que liga Jugudul ao setor de Safim é uma autêntica perda de tempo.  Que fique claro, que nunca os sindicatos instruíram os proprietários ou motoristas a não pargaemos documentos. É uma insinuação, um falso alarme. O Estado, o governo em especial, devem criar condições, construir estradas para que os carros circulem sem problemas. Ao nível da Guiné-Bissau, só temos Buba/Catió e Jugudul/Farim do resto é buracadas que nunca mais acabam”, disse.  

Brigada de Ação Fiscal tem novo comandante... A Brigada de Ação Fiscal (BAF), afeta à Direção-Geral das Alfândegas (DGA), passa a contar com nova liderança. O Major Tommy Nhama Cassama foi nomeado novo comandante da BAF, através do Despacho nº 05, de 5 de fevereiro, do Gabinete do Primeiro-Ministro, que acumula a pasta das Finanças.

Por  Radio TV Bantaba

A cerimónia de passagem de comando teve lugar na tarde desta segunda-feira, na sala de reuniões da DGA, e foi presidida por Malam Homi Injai, Diretor dos Recursos Humanos, em representação do Secretário-Geral do Ministério das Finanças. O ato contou com a presença do Diretor-Geral das Alfândegas, Domenico Sanca, diretores de serviços, representantes sindicais e oficiais da Brigada.

Na ocasião, Domenico Sanca sublinhou que as movimentações de comando constituem atos administrativos normais, tendo enaltecido o trabalho desenvolvido pelo ex-comandante Fernando Cá, cuja dedicação e coragem contribuíram de forma significativa para os resultados alcançados pela DGA no último ano. Reafirmou ainda o papel central da BAF no combate à fraude e à evasão fiscal, garantindo total apoio institucional ao novo comandante.

Por sua vez, o ex-comandante Fernando Cá agradeceu ao antigo Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, ao Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Dr. Ilídio Vieira Té, pela confiança depositada na sua nomeação, bem como à direção da DGA e aos agentes da Brigada pelo empenho demonstrado durante o seu mandato.

Já o novo comandante, Major Tommy Nhama Cassama, elogiou o trabalho do seu antecessor e comprometeu-se a manter a disciplina, a dedicação e o rigor na fiscalização aduaneira, assegurando uma atuação baseada na cooperação com todos os agentes e em estreita articulação com a Direção-Geral das Alfândegas, visando “o sucesso da casa”.

Encerrando o ato, Malam Homi Injai destacou o desempenho do ex-comandante Fernando Cá e exortou o novo responsável a pautar a sua liderança pela cooperação, respeito hierárquico e espírito de equipa, em prol da eficiência e transparência das Alfândegas.

Os mosquitos são os animais mais mortais do mundo, causando entre 700 mil a mais de 1 milhão de mortes anualmente ao agirem como vetores de doenças como malária, dengue, zika e febre amarela. Com mais de 3.700 espécies, espalham parasitas e vírus via picada, superando predadores temidos e até humanos em letalidade.

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Por que os mosquitos são o maior predador da humanidade? 

Agentes, não assassinos diretos: Eles não matam pela força física, mas ao transmitir microrganismos patogênicos durante a picada.

Principais Doenças: Transmitem malária (responsável por quase metade das mortes), dengue, zika, chikungunya, febre amarela e vírus do Nilo Ocidental.

Impacto Global: Existem mais de 3.700 espécies espalhadas por quase todo o globo.

Comparação de Letalidade: Matam muito mais que cobras, tubarões ou leões.

Dados da OMS: Doenças transmitidas por mosquitos representam uma grande porcentagem de todas as doenças infecciosas. 

Alto volume de mortes: Responsável por mais de 725 mil a mais de 1 milhão de mortes por ano.

 Medidas de Prevenção (Como se proteger)

A prevenção concentra-se no controle de focos de água parada (onde se reproduzem) e uso de repelentes. 

Eliminar água parada: Vasos de plantas, pneus velhos, garrafas, caixas d'água destampadas e calhas sujas são criadouros.

Uso de Repelentes: Essencial para evitar o contato direto com o inseto.

Barreiras Físicas: Telas em janelas e portas, uso de mosquiteiros.

Vestuário: Roupas que cubram braços e pernas.

Limpeza: Manter lixeiras fechadas e quintais limpos. 

A conscientização e a ação comunitária para destruir focos são as formas mais eficazes de reduzir o impacto desses insetos. 

Ucranianos em condições brutais após ataques russos a sistema energético... A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional denunciou hoje uma "campanha de extrema crueldade" da Rússia contra civis ucranianos, confrontados com condições de vida "brutais" devido aos ataques ao sistema energético.

Por LUSA  10/02/2026

"A Rússia não está apenas a travar uma guerra de agressão contra a Ucrânia, está a submeter toda a população civil a uma campanha de extrema crueldade", afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, citada num comunicado da organização, que documentou o "impacto devastador dos ataques sistemáticos" da Rússia ao sistema energético ucraniano.

A responsável referiu que "a escala e a intensidade dos ataques a infraestruturas energéticas vitais indicam claramente uma estratégia para espalhar o desespero entre a população civil ucraniana e quebrar o seu moral".

Agnès Callamard disse ainda que desde o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, "a Rússia tem descaradamente ignorado o Direito internacional, incluindo as regras que protegem os civis em tempo de guerra".

"Os responsáveis por crimes atrozes devem saber que esses crimes não têm prazo de prescrição. As pessoas na Ucrânia e fora dela procurarão incansavelmente a verdade, a justiça e a reparação, e nós apoiá-las-emos", garantiu.

Segundo a Amnistia Internacional, a Ucrânia perdeu mais de metade da capacidade de produção e 80% do país foi afetado por cortes de energia de emergência, num inverno em que as temperaturas caíram abaixo dos 15 graus negativos.

A investigação da organização baseia-se em testemunhos de sobreviventes que enfrentam um inverno rigoroso, sem aquecimento, eletricidade ou água corrente.

Civis e funcionários da Amnistia Internacional na Ucrânia descreveram blocos de apartamentos gelados, tubagens congeladas e rebentadas, elevadores parados, telemóveis descarregados e redes telefónicas interrompidas.

"Neste momento, estamos em modo de sobrevivência extrema", disse uma mulher, citada no comunicado.

Muitos ucranianos dormem vestidos com o máximo de roupa possível, recorrem a fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água ou a outras soluções perigosas, como montar tendas de acampamento dentro dos quartos e acender velas para combater o frio, descreveu ainda a organização.


A Rússia atacou hoje a Ucrânia com 125 drones e provocou "danos substanciais" numa infraestrutura energética, disseram hoje as autoridades de Kyiv.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

EUA abdicam de comandos da NATO para sul da Europa e norte... Os Estados Unidos vão abdicar da liderança dos comandos da NATO para o do sul da Europa e para o norte e assumir o Comando Marítimo Aliado, no Reino Unido, noticiou a agência AFP.

Por  LUSA 09/02/2026

Citando fontes diplomáticas, a agência noticiosa adianta que Washington irá abdicar da liderança do Comando Conjunto Aliado (JFC, na sigla em inglês), sediado em Nápoles (sul de Itália) e focado nas operações na região sul da Europa e do Atlântico, que será assumido por Roma.

Também o JFC em Norfolk (leste dos Estados Unidos), focado no norte, deixará a liderança norte-americana e passará para o Reino Unido, segundo as mesmas fontes, que confirmaram informações reveladas pelo jornal francês La Lettre.

Os JFC são os comandos operacionais responsáveis pelo planeamento e condução de potenciais operações da NATO.

O terceiro JFC, focado na região leste da Aliança, está sediado em Brunssum (Países Baixos) e é atualmente comandado por um oficial alemão. 

Segundo a AFP, as forças norte-americanas vão assumir o Comando Marítimo Aliado (MARCOM), sediado em Northwood, na Grã-Bretanha.

Estas mudanças deverão ser implementadas dentro de alguns meses, disseram dois diplomatas da NATO à AFP sob anonimato.

"É um bom sinal de uma transferência de facto de responsabilidades", afirmou uma fonte.

Os Estados Unidos têm o papel militar central na NATO desde a sua criação, em 1949.

Vão agora exercer o comando central dos três ramos da NATO: forças terrestres (LANDCOM), forças marítimas (MARCOM) e forças aéreas (AIRCOM). 

O cargo de comandante supremo aliado na Europa (SACEUR), um posto estratégico, continuará a ser ocupado por um oficial norte-americano, tal como acontece desde a criação da Aliança.

O cargo mais "político" de secretário-geral é tradicionalmente ocupado por um europeu, atualmente o neerlandês Mark Rutte.

O The Washington Post noticiou recentemente que o Departamento de Defesa (Pentágono) dos Estados Unidos planeia reduzir a participação do país em elementos da estrutura de forças da NATO e em vários grupos consultivos da aliança.

O jornal, que citou várias autoridades norte-americanas ligadas ao processo, referiu que este é o mais recente sinal da iniciativa da administração liderada por Donald Trump de reduzir a presença militar na Europa.

A mudança está a ser equacionada há meses, de acordo com duas autoridades norte-americanas, uma das quais disse não estar relacionada com as crescentes ameaças do Presidente Donald Trump de tomar o território dinamarquês da Gronelândia.

As provocações de Trump atraíram uma ampla condenação de líderes europeus e de muitos legisladores no Congresso, que temem que o chefe de Estado republicano corra o risco de causar danos irreparáveis e desnecessários à aliança.

Sob pressão da administração Trump, a aliança concordou no verão passado em aumentar as despesas com a defesa para 5% do PIB nos próximos 10 anos, incluindo 1,5% destinados a infraestruturas e outros projetos civis.

A NATO tem em curso o exercício Steadfast Dart 26, com participação de forças portuguesas e de outros aliados, mas sem forças norte-americanas. 

Com cerca de 10.000 militares de onze países aliados, o Steadfast Dart 26 faz parte do treino da Força de Reação Aliada (ARF, na sigla em inglês), uma força de reação rápida da Aliança capaz de ser mobilizada onde for necessário, dentro e fora dos Estados-membros, em poucos dias. 

O principal objetivo do Steadfast Dart 26 é demonstrar a capacidade de desdobramento rápido e a convergência no tempo e no espaço com o resto das forças da AFR.

Em conferência de imprensa na semana passada, o general alemão Ingo Gerharzt, chefe do Comando da NATO na Europa Central negou que a ausência de forças norte-americanas no exercício deste ano estivesse relacionada com as tensões em torno da atual política internacional dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.

"Não fazem parte do exercício deste ano, mas poderão fazê-lo nos próximos anos", garantiu o general alemão, acrescentando que a NATO conta com "um forte contributo dos EUA". 

Domingos Simões Pereira e PAIGC felicitam António José Seguro... O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, felicitou hoje António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República Portuguesa, comunicou o partido guineense.

Por  LUSA 09/02/2026

"Foi com particular satisfação que tomamos conhecimento da sua eleição ao cargo da mais alta magistratura da República Portuguesa", lê-se na nota de imprensa divulgada nas redes sociais.

"O povo português e guineense, estão unidos por intemporais e indeléveis laços afetivos que se tem traduzido em insubstituíveis relações de amizade e cooperação", acrescentou o comunicado.

O documento reiterou ainda que Domingos Simões Pereira felicita, em seu nome pessoal e do PAIGC, António José Seguro "pela confiança merecida do povo amigo e irmão de Portugal" e que se mostra disponível para "expandir e aprofundar a singular amizade e cooperação que" une os povos lusófonos citados, quer de forma bilateral, quer de forma multilateral, particularmente no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), instituição da qual Simões Pereira já foi secretário executivo.

Também hoje a secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, saudou António José Seguro e o povo português por mais um escrutínio livre e democrático. 

Por outro lado, a embaixadora angolana reafirmou a sua disponibilidade para aprofundar a cooperação, tendo em vista o progresso e o desenvolvimento dos Estados-membros da CPLP e dos "povos irmãos".

António José Seguro foi eleito domingo Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias.

O chefe de Estado eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67% e tomará posse no dia 09 de março.

A CPLP, que este ano assinala 30 anos, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Reservas minerais de África valem quase 30 biliões mas são subaproveitadas... África tem 29,5 biliões de dólares em reservas minerais, cerca de 20% do total mundial, mas 8,6 biliões equivalem a recursos por explorar, segundo um relatório da Corporação Financeira Africana (AFC) divulgado hoje.

© LUSA   09/02/2026 

"África possui uma das reservas minerais mais diversificadas e estrategicamente significativas do mundo, com um valor estimado de 29,5 biliões de dólares [24,7 biliões de euros] em minas, aproximadamente 20% do total global", lê-se no Compêndio de Recursos Minerais Estratégicos de África, hoje divulgado pela AFC, vocacionada para potenciar investimentos estratégicos em infraestruturas e indústria e um dos principais intervenientes no Corredor do Lobito, em Angola.

Do total de 29,5 biliões de dólares, "8,6 biliões de dólares [7,2 biliões de euros] permanecem por explorar, o equivalente a cerca de 2,5 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) anual do continente", revela a AFC, que lamenta que os países ganhem apenas uma pequena parte do valor destes recursos que lhe pertencem.

O problema, explica no documento, é a transformação de matérias-primas em produtos de valor acrescentado, ou seja, "a capacidade de transformar a riqueza mineral em ativos produtivos, infraestruturas, capacidade industrial, cadeias de valor regionais e plataformas de fabrico competitivas".

A título de exemplo, o relatório aponta o valor da transformação de minério de ferro em aço, afirmando: "Os 2,8 biliões de dólares [2,3 biliões de euros] em minério de ferro de África à saída da mina traduzem-se num valor estimado de 25,4 biliões de dólares [21,3 biliões de euros] em aço".

O processamento é definido como fundamental para o continente poder reclamar o valor dos recursos que tem.

"Até agora, estes ganhos permaneceram em grande parte não realizados porque África está presa num sistema de desalinhamento estrutural; os três pilares da viabilidade dos projetos minerais --- recursos naturais, infraestrutura facilitadora (especialmente energia e transporte) e procura --- raramente coexistem", lê-se no documento.

O Compêndio visa demonstrar a necessidade de uma mudança estrutural na maneira como os países olham para os seus recursos, defendendo que é preciso "um melhor planeamento regional e uma abordagem mais integrada para o desenvolvimento mineral de África".

Assim, em vez da lista de minerais críticos para a transição energética, o documento centra-se "no desenvolvimento de infraestruturas, industrialização, sistemas energéticos, segurança alimentar e resiliência da indústria transformadora", defendendo que os minerais só são importantes enquanto 'alimento' para sistemas económicos nacionais e regionais, o que faz com que o minério de ferro ou os fertilizantes minerais "sejam tão, se não mais, estrategicamente importantes para a transformação de África como os minerais de transição energética".

COREIA DO SUL: Político sul-coreano sugere "importar mulheres" para aumentar natalidade... Kim Hee-soo sugeriu do "importar mulheres jovens" do Vietname ou do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade do país. A sugestão, feita durante uma reunião pública, foi amplamente condenada e resultou na expulsão de Kim do Partido Democrático.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO   09/02/2026 

Um dirigente político sul-coreano sugeriu "importar mulheres jovens" do Vietname e do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade da Coreia do Sul.

"Se for preciso, temos de importar mulheres jovens não casadas de sítios como o Sri Lanka ou o Vietname, arranjar casamentos com solteiros nas zonas rurais e preparar outras medidas especiais", afirmou, citado pelo The Korea Times,. 

As declarações de Kim Hee-soo, o chefe do condado de Jindo, no Sul, aconteceram durante uma reunião pública sobre uma possível fusão entre a província de Jeolla e uma cidade próxima, devido à diminuição da densidade demográfica na zona - um problema que se tem tornado cada vez mais regular na Coreia do Sul. A reunião foi transmitida em direto pelos órgãos de comunicação locais.

Note-se que, segundo as projeções nacionais, a população de 50 milhões da Coreia do Sul deverá diminuir para metade em apenas 60 anos.

A alegada solução de Kim não foi vista com bons olhos e depressa gerou polémica, não só dentro da própria Coreia do Sul, como também por um dos países mencionados.

A própria província já emitiu um pedido formal de desculpa pela "declaração inapropriada" de Kim, a qual "causou profunda dor aos vietnamitas e às mulheres".

Já a embaixada do Vietname em Seoul, condenou as palavras do dirigente polícia, afirmando que "não foram uma simples forma de se expressar, mas uma questão de valores e atitudes para com mulheres imigrantes e grupos minoritários".

O Sri Lanka não se pronunciou publicamente sobre o assunto, para já.

Kim já veio a público esclarecer que queria apenas discutir soluções para o problema da diminuição da população, nomeadamente em zonas rurais. Contudo, admitiu que a forma como se expressou, e a linguagem utilizada, foram inadequados, emitindo, de seguida, um pedido de desculpas - que não foi aceite na generalidade.

A polémica levou a que o Conselho Supremo do Partido Democrático (ao qual Kim pertencia) levasse a cabo uma votação sobre a permanência do político no partido. O voto foi unânime: Kim foi expulso.

Eurodeputados alertam que "não há tempo a perder" para dar armas a Kyiv... Eurodeputados advertiram hoje que "não há tempo a perder" no fornecimento de apoio militar à Ucrânia, após observarem na capital ucraniana "ataques contínuos" da Rússia e em vésperas de o Parlamento Europeu votar um novo empréstimo a Kyiv.

© FREDERICK FLORIN / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/02/2026 

Cinco membros da Comissão de Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento Europeu visitaram a capital ucraniana no final da semana passada, onde "testemunharam em primeira mão que a Ucrânia se mantém corajosa e desafiadora diante da economia de guerra da Rússia e de atos ilegais que incluem matar civis, sequestrar crianças e aterrorizar a população com ataques à energia e infraestruturas", segundo um comunicado divulgado hoje. 

Na nota de imprensa, o Parlamento Europeu relatou que os eurodeputados "viram poucas evidências de cessar-fogo, com ataques aéreos, sirenes durante toda a visita e ataques contínuos a infraestruturas civis" e "puderam perceber a realidade do impacto desses ataques em condições de inverno rigoroso que deixaram milhares de pessoas sem aquecimento e eletricidade, criando sofrimento humanitário severo".

A delegação do Parlamento Europeu reconheceu "o progresso nas negociações de paz", após mais uma ronda de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na semana passada, mas, alertou que "não há tempo a perder para fornecer apoio militar à Ucrânia", sob ataque russo há quase quatro anos.

"Não podemos apenas 'esperar' pela paz, precisamos agir agora e garantir que a Ucrânia esteja em posição de alcançar a paz através da força", disse a presidente da SEDE, Marie-Agnes Strack-Zimmermann (Renew Europe, Alemanha), que chefiou a comitiva.

Citada no comunicado, a eurodeputada alemã sublinhou que "não pode haver segurança na Europa sem segurança na Ucrânia".

Os ucranianos, acrescentou, "estão a mostrar coragem a toda a Europa e o mundo perante tais atrocidades".

Os cidadãos europeus "reconhecem" que os ucranianos estão também a defender toda a Europa e "pedem que a Europa faça mais" para apoiar a Ucrânia e para fortalecer a defesa europeia, prosseguiu.

"Chega, devemos erguer-nos contra os agressores e defender os nossos valores e democracias juntos", frisou a responsável.

Na próxima quarta-feira, o Parlamento Europeu vota, em sessão plenária, o pacote de Empréstimos de Apoio à Ucrânia, no valor de 90 mil milhões de euros, dos quais 60 mil milhões de euros "dedicados às necessidades urgentes de defesa da Ucrânia".

Durante a visita, os eurodeputados encontraram-se com representantes da presidência e do parlamento, bem como da sociedade civil e da indústria de defesa.

"Expressaram uma forte mensagem de solidariedade e apoio inabalável à Ucrânia e aos seus cidadãos diante da guerra de agressão injusta e ilegal da Rússia" e transmitiram às autoridades ucranianas que o Parlamento Europeu está a usar "todos os seus poderes legislativos e orçamentais para fortalecer a defesa europeia, fornecer apoio militar à Ucrânia e integrar a indústria ucraniana na base industrial europeia de defesa", acrescentou a nota informativa.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


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A União Europeia convidou hoje a sociedade civil de Cabo Verde a apresentar projetos sobre turismo de natureza, que serão selecionados para beneficiar de um montante global de 1,3 milhões de euros.