terça-feira, 22 de setembro de 2026

"Trump TV". Depois do boicote, administração Trump lança a sua própria TV... Canal foi para o ar esta segunda-feira e promete ser uma emissão centrada nas declarações do presidente dos Estados Unidos da América.

© Reprodução White House   Por  Notícias ao Minuto   22/09/2026 

No meio de uma polémica com vários meios de comunicação social, o governo de Donald Trump decidiu lançar a sua própria televisão.

Chama-se "Trump TV" e foi para ar, pela primeira vez, na noite desta segunda-feira, 21 de setembro.

A proposta de canal é oferecer uma programação centrada nas declarações mais importantes do presidente dos Estados Unidos, ou de elementos do seu governo. Esta promete ter emissão de 24 horas.

O canal passou a emitir depois de o republicano ter decidido banir da sede do executivo emissoras críticas a sua gestão. 

Recorde-se que Donald Trump proibiu os canais CNN, MS NOw e o Político de entrar na Casa Branca.

O confronto é um dos ataques de maior visibilidade da administração à imprensa até à data, com implicações que vão muito além dos três órgãos de comunicação social proibidos. Trump afirmou na passada sexta-feira, quando anunciou a proibição, que poderia acrescentar outros à lista.

Na sequência disso, estes três meios anunciaram esta segunda-feira que vão avançar com uma ação judicial ao abrigo da Primeira Emenda.

Entretanto as cadeias CBS, NBC, ABC e Fox solidarizaram-se com a congénere CNN, vetada na sexta-feira de cobrir assuntos na Casa Branca, e anunciaram que vão deixar de cobrir as atividades do Presidente Donald Trump.

"A partir de hoje, a 'pool' televisiva não irá cobrir os eventos em que o Presidente participe e que sejam da competência do 'pool'", indicou Bryan Boughton, representante da Fox e organizador deste grupo de canais, a quem cabe a responsabilidade de filmar o líder norte-americano ao longo do dia e de distribuir as imagens assim produzidas.

Trata-se de uma iniciativa inédita desde o regresso ao poder do dirigente republicano, e surge na sequência da sua decisão de bloquear o acesso dos jornalistas da CNN, do canal MS NOW e do meio de comunicação 'online' Politico.

"É vital para o grande público receber informações corretas e independentes sobre o Governo. Nenhuma administração deveria restringir o acesso de um órgão de comunicação social por este não estar de acordo com a sua cobertura", indicaram, por seu lado, os cinco canais da "pool" presidencial num comunicado.

A missão da "pool" da Casa Branca é filmar o Presidente norte-americano ao longo do dia e distribuir as imagens assim produzidas, segundo um princípio de rotação entre estes cinco canais, que são também concorrentes.

RELATÓRIO: Portugal com quase 1,6 milhões de estrangeiros residentes no fim de 2025... Portugal tinha no final de 2025 um total de 1.585.854 cidadãos estrangeiros a residir no país, mais 38 mil que no ano anterior, anunciou hoje a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

© Lusa   22/09/2026 

No "Relatório de Migrações e Asilo 2025", hoje divulgado, a AIMA refere que o aumento ligeiro, em comparação com os anos anteriores, reflete a "estabilização das novas entradas em território nacional e a consolidação de uma comunidade estrangeira estruturalmente integrada na vida económica e social do país".

"Durante o ano de 2025, a AIMA emitiu mais de 500.000 títulos de residência - com destaque para as concessões, com 337.880 títulos emitidos, e as renovações, com 189.331 títulos" e ao longo do ano, a agência "prosseguiu o trabalho de correção, validação e atualização estatística iniciado no ano anterior, assegurando maior precisão na caracterização da população estrangeira residente", refere o relatório anual da AIMA.

"Tal como em anos anteriores, a data de emissão pode não coincidir com a data de entrada do cidadão no país, dada a complexidade e o volume dos processos em análise", justifica a AIMA, que destacou ainda a "operação de atendimento e decisão administrativa sem precedentes na administração pública portuguesa".

"No total, foram registados 671.273 agendamentos e realizados 605.890 atendimentos", refere o relatório.


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O Sindicato dos Técnicos de Migração alertou hoje para a gravidade da saída de Pedro Portugal Gaspar da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, que volta a ficar sem liderança quando precisa de estabilidade.

Asaída de Pedro Portugal Gaspar da presidência da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) foi conhecida hoje, quando se soube que aquele responsável será ouvido no parlamento no âmbito de um processo de designação para vogal do Conselho de Administração da Autoridade da Concorrência (AdC).

Numa nota divulgada ao fim da tarde, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) manifestou preocupação com a saída do presidente da AIMA numa altura em que a agência "precisa de estabilidade" e "sem que exista uma estratégia sólida para recuperar a sua capacidade de resposta"...

Teerão compara acusações dos EUA sobre aumento de preços a Hitler... O Irão devolveu hoje as acusações norte-americanas de responsabilidade pelo aumento dos preços dos combustíveis e comparou-as ao líder nazi alemão, Adolf Hitler, quando justificou a invasão da Polónia como uma ação defensiva.

© ATTA KENARE/AFP via Getty Images   Por   LUSA  22/09/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, disse em Teerão que os elementos da administração do Presidente Donald Trump "acusam o Irão do aumento dos preços do combustível".

Fazem-no "como se a sua memória fosse tão curta a ponto de esquecer quem iniciou a guerra de agressão e de quem foram as ações que criaram a crise que levou ao encerramento do estreito de Ormuz e ao impacto na navegação comercial", afirmou.

Baghaei aludia à ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram conjuntamente contra o Irão em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações sobre o programa nuclear iraniano entre Teerão e Washington.

O Irão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos no golfo Pérsico e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde circulava um quinto dos produtos petrolíferos dos mercados internacionais, com reflexos nos preços a nível global.

A situação afeta os consumidores norte-americanos, que em novembro vão às urnas nas eleições intercalares de meio do mandato presidencial de Trump (2025-2029).

"Este truque [das acusações] não é novo, no entanto. Em 1939, Hitler apresentou de forma semelhante a invasão da Polónia como uma ação defensiva", escreveu o porta-voz da diplomacia iraniana nas redes sociais.

A invasão da Polónia pela Alemanha nazi, em 01 se setembro de 1939, com parte da política de expansionismo de Hitler, é considerada como uma das causas diretas da Segunda Guerra Mundial, que durou até 1945.

"Quando o instigador de uma 'guerra de escolha' ilegal acusa a vítima das consequências, isto deve ser visto como 'brilhantismo estratégico' ou simplesmente como um exemplo claro de 'A Marcha da Insensatez'"?, acrescentou Baghaei, citado pela agência espanhola EP.

"A Marcha da Insensatez: de Troia ao Vietname" é um livro da norte-americana Barbara W. Tuchman, de 1984, no qual aborda "paradoxos da História" em que governos e autoridades levaram a cabo ações ou políticas contrárias aos seus interesses.

Israel ameaça esvaziar Gaza se Hamas voltar a fazer reféns... O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje evacuar a Cidade de Gaza caso o grupo islamita palestiniano Hamas volte a raptar cidadãos israelitas, como fez durante os ataques de outubro de 2023.

© Ahmad Hasaballah/Getty Images  Por  LUSA  22/09/2026 

"Se nem que seja um soldado ou civil israelita for raptado, a Cidade de Gaza será evacuada e esvaziada do seu milhão de habitantes", afirmou Israel Katz numa cerimónia em memória da Guerra do Yom Kippur (quarta guerra árabe-israelita) de 1973.

A deslocação forçada de uma população civil pode constituir um crime de guerra, segundo o direito internacional.

A Cidade de Gaza tinha cerca de 700 mil habitantes antes do início da guerra provocada pelo ataque terrorista do Hamas a Israel em 07 de outubro de 2023, em que foram mortas cerca de 1.200 pessoas e mais de duas centenas foram feitas reféns.

Na sua intervenção, Israel Katz ligou a sua ameaça a "diversos relatórios de inteligência", mas não especificou as informações em causa.

"À luz de vários relatórios de inteligência, faço este alerta à organização terrorista e aos seus apoiantes, do Irão a Erdogan: se um único soldado ou civil israelita for raptado, toda a Faixa de Gaza (...) será evacuada, com os seus mais de um milhão de habitantes", reiterou.

Além disso, Katz afirmou que as tropas israelitas não retirarão da chamada Linha Amarela, o perímetro atrás do qual estão posicionadas em Gaza, até que o Hamas "seja derrubado" e o território seja "desmilitarizado, limpo de armas e túneis".

Desde o início da guerra, estima-se que os ataques israelitas tenham devastado aproximadamente 80% da Faixa de Gaza, deixando milhares de pessoas deslocadas e forçadas a viver em tendas ou em casas com uma estrutura precária.

De acordo com a última contagem do Ministério da Saúde de Gaza, as tropas israelitas mataram 73.719 pessoas desde o início da ofensiva, 1.399 delas desde que o cessar-fogo entrou em vigor, há quase um ano.

Apesar da trégua, Israel lança diariamente ataques em Gaza que causam mortes, por vezes utilizando drones para atingir locais específicos, que geralmente atribui a alegados membros do Hamas, mas que frequentemente também matam mulheres e crianças.


Leia Também: Israel acusa Hamas de "violação flagrante" do acordo de cessar-fogo em Gaza

As Forças de Defesa de Israel (FDI) acusaram hoje o Hamas de «violação flagrante» do cessar-fogo em Gaza, e responderam com ataques a instalações do movimento islamita palestiniano, que terão feito 3 feridos, segundo a imprensa no enclave.

Em comunicado, as IDF afirmaram que atacaram "infraestruturas" do Hamas "em resposta à detonação de um engenho explosivo" por um veículo militar de engenharia que circulava na "linha amarela" que separa o território controlado pelos dois beligerantes...

Incêndios na Indonésia causam problemas respiratórios a mais de 170 mil pessoas... Mais de 12,5 milhões de pessoas foram expostas a uma atmosfera poluída, as crianças representam 20% dos afetados. Situação foi provocada por vários incêndios florestais que afetam o país há semanas.

Por  observador.pt/Agência Lusa  22 set. 2026 

Mais de 170 mil pessoas sofreram problemas respiratórios no último mês na Indonésia, em zonas afetadas pelos incêndios que têm devastado várias regiões do arquipélago, avançou hoje uma responsável do Ministério da Saúde.

“Foram registados 174.694 casos de infeções respiratórias agudas entre agosto e 21 de setembro em áreas afetadas por incêndios florestais e em turfeiras”, afirmou a diretora de Saúde Ambiental no Ministério da Saúde da Indonésia, Then Suyanti, numa conferência de imprensa para balanço dos fogos nas províncias mais atingidas: Kalimantan, Sumatra e Papua.

A Indonésia enfrenta, há várias semanas, incêndios florestais difíceis de controlar, apesar do significativo contingente de recursos mobilizados.

A queima de florestas e turfas nas ilhas de Sumatra e Bornéu (Kalimantan) cobriu várias regiões com uma nuvem espessa de poluição (neblina transfronteiriça), afetando também países vizinhos como a Malásia e Singapura.

Mais de 12,5 milhões de pessoas foram diretamente expostas a esta atmosfera poluída, sendo que as crianças representam cerca de 20% dos pacientes afetados.

Paralelamente, a erupção do vulcão Anak Krakatau libertou grandes nuvens de cinzas, o que obrigou ao encerramento temporário de vários aeroportos do país e afetou diretamente o tráfego aéreo de entre 170 mil e 270 mil passageiros.

Perante a fraca qualidade do ar, o Governo decidiu, no final do mês passado, encerrar escolas de várias zonas, obrigando mais de meio milhão de alunos a estudar em casa.

Para tentar mitigar os efeitos da poluição e tratar os doentes, as autoridades locais mobilizaram quase 1.900 profissionais de saúde, distribuíram cerca de um milhão de máscaras de proteção e enviaram centenas de concentradores de oxigénio para as comunidades mais isoladas pelo fumo.

O Governo indonésio garantiu que “tudo está a ser feito” para extinguir os incêndios florestais e em zonas rurais através de lançamentos de água, medidas de proteção da população e redução do impacto do fumo.

“A vastidão do território e os desafios impostos pelas turfeiras representam graves problemas no combate aos incêndios florestais e em áreas de vegetação rasteira em várias regiões da Indonésia”, afirmou o secretário do Conselho de Ministros, Teddy Indra Wijaya, em comunicado de imprensa.

A Malásia também iniciou na segunda-feira operações de semeadura de nuvens (libertação de químicos para provocar chuva) em três estados do sul para “garantir a continuidade do abastecimento de água e a sustentabilidade” e “lidar com episódios de nevoeiro tóxico”, anunciou o Serviço Meteorológico malaio.

Várias cidades registam níveis de poluição atmosférica prejudiciais à saúde, incluindo a capital, Kuala Lumpur, onde os residentes se queixaram de problemas respiratórios, dores de cabeça e irritação nos olhos.

A Indonésia costuma sofrer com incêndios deste tipo durante a estação seca, geralmente entre julho e outubro, mas este ano são mais intensos devido sobretudo a um forte fenómeno climático chamado “Super El Niño”, que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no centro e leste do oceano Pacífico.

Segundo as Nações Unidas, o El Niño deste ano deverá ser o mais forte registado em quatro décadas.

Coreia do Norte diz que testou arma de um "novo tipo"... O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un acompanhou o teste de uma arma de "novo tipo", disse hoje a imprensa oficial de Pyongyang, sem adiantar mais pormenores.

© Lusa   22/09/2026 

No domingo, a Coreia do Sul e o Japão tinham dado conta do lançamento, pelo Norte, de dois mísseis balísticos de curto alcance, com um intervalo de poucas horas, em direção ao mar do Japão.

Seul denunciou um "ato grave" e Tóquio enviou um "protesto veemente" a Pyongyang.

Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, a autoridade responsável pelo programa de mísseis "testou com sucesso um novo tipo de arma" no domingo, na presença de Kim Jong Un.

Pyongyang não forneceu informações mais precisas sobre as características do armamento.

Kim saudou o disparo, descrevendo-o como "sem dúvida uma demonstração impressionante de uma tecnologia de defesa ultramoderna e representou um progresso claro na modernização das suas forças armadas", segundo a KCNA.

Nas fotos divulgadas pela agência, o líder norte-coreano surge acompanhado pela filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada pela inteligência sul-coreana uma potencial sucessora na liderança do regime.

Uma das imagens mostra ambos a observar um ecrã com a inscrição do míssil "Hwasong-11", o que sugeriria que este tipo de míssil balístico hipersónico poderia ter sido testado.

O ecrã indicava também um alcance de 908,2 quilómetros. No entanto, especialistas citados pela agência de notícias sul-coreana Yonhap levantaram a possibilidade de Pyongyang ter alterado o número para apresentar o teste como bem-sucedido.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que o primeiro míssil percorreu aproximadamente 450 quilómetros e o segundo, mais de 600 quilómetros.

O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação.

Na semana anterior, a Coreia do Norte já tinha disparado mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, no âmbito de um "exercício de ataque com poder de fogo", informou a agência de notícias.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

O estatuto de potência nuclear da Coreia do Norte — que realizou o seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma vasta gama de mísseis balísticos — está consagrado na sua Constituição desde 2023.

No sábado, Pyongyang rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atómica que condenava o desenvolvimento do seu programa nuclear.


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O Presidente da Coreia do Sul disse que os Estados Unidos devem trabalhar para congelar o programa nuclear do Norte, em vez de procurar a sua eliminação imediata, em troca do alívio das sanções.

"Acredito que há um interesse considerável em encontrar um meio-termo entre as sanções — que, de qualquer forma, não são particularmente eficazes — e a interrupção do desenvolvimento de novas armas nucleares e de tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Lee Jae-myung.

"Procurar a desnuclearização nas circunstâncias atuais garante que nada será alcançado", afirmou o líder da Coreia do Sul, numa entrevista ao jornal norte-americano New York Times, publicada hoje...

Empresas alertam para desequilíbrio entre produção e consumo na China... A China está a perder atratividade como mercado para as multinacionais europeias e a ganhar importância como plataforma industrial e exportadora, uma transformação que ameaça agravar os desequilíbrios comerciais, alertou hoje a Câmara de Comércio da União Europeia.

© Lusa    22/09/2026 

No Documento de Posição 2026/2027, a organização, que representa mais de 1.600 empresas europeias na China, considerou que o papel do país está a passar do modelo "na China para a China" para outro de "na China para o mundo", impulsionado pelas cadeias de abastecimento, polos industriais e capacidade de produção.

"Historicamente, grande parte da atratividade da China residiu no seu mercado, vasto e em rápida expansão (...). Embora isto continue a ser verdade em muitos casos, é cada vez mais a sua posição sólida nas cadeias de valor mundiais que a torna atualmente indispensável", afirmou o presidente da Câmara, Jens Eskelund.

A organização associou a transformação aos desequilíbrios entre oferta e procura na segunda maior economia mundial.

Na primeira metade de 2026, a produção industrial chinesa cresceu 5,4% em termos homólogos, o dobro das vendas a retalho, que aumentaram 2,7%, ampliando a diferença entre aquilo que a China produz e o que o mercado interno consegue absorver.

Segundo a Câmara, o desequilíbrio está a obrigar mais empresas a procurar crescimento através das exportações e a alimentar aquilo que Pequim designa por "involução": setores marcados por excesso de investimento, concorrência através de cortes de preços e margens de lucro cada vez menores.

Em 2025, quase 25% das empresas industriais chinesas registaram prejuízos, enquanto a proporção média de empresas cotadas cujas receitas não chegam para cobrir o pagamento de juros atingiu mais do dobro da média mundial, segundo dados citados no relatório.

A Câmara reconheceu que as exportações chinesas oferecem produtos mais baratos aos consumidores estrangeiros e ajudam a "conter a inflação", mas alertou para preocupações nos parceiros comerciais quanto à perda de empregos, aumento da dependência e redução da segurança económica.

As empresas europeias apontaram também obstáculos persistentes no acesso ao mercado chinês. Cerca de 29% dos participantes no inquérito anual da Câmara denunciaram tratamento diferenciado nos concursos públicos e 21% nas compras realizadas por empresas estatais.

No setor das telecomunicações, a organização estimou que as empresas europeias detinham apenas cerca de 3% do mercado chinês de 5G em 2025, contra 96% dos fornecedores nacionais. Na Europa, os fabricantes chineses controlavam mais de 30% do mercado, segundo o documento.

A Câmara apontou ainda problemas relacionados com os direitos de propriedade intelectual, a previsibilidade regulamentar e as dificuldades para descarbonizar as operações na China, apesar da posição dominante do país em várias tecnologias verdes.

Apesar de alguns indicadores terem melhorado, 68% das empresas consultadas no inquérito de confiança empresarial de 2026 consideraram que fazer negócios na China tornou-se mais difícil, enquanto apenas 53% colocaram o país entre os três principais destinos atuais de investimento, o nível mais baixo registado.

O documento reconheceu, contudo, sinais positivos nas políticas mais recentes de Pequim, incluindo o compromisso, inscrito no 15.º Plano Quinquenal, de estimular o consumo, combater a concorrência "involutiva" e aprofundar a abertura do setor dos serviços.

A publicação surge num período de fortes tensões entre Pequim e Bruxelas devido ao défice comercial europeu, às acusações de excesso de capacidade industrial chinesa, aos controlos às exportações de terras raras e às restrições mútuas em setores estratégicos.

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, vai reunir-se em outubro com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, na segunda sessão do Conselho de Comércio e Investimento, na qual Bruxelas espera obter "resultados concretos" para reequilibrar a relação.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou ao homólogo alemão, Johann Wadephul, que a China e a União Europeia (UE) "não devem travar uma guerra comercial", informou a diplomacia chinesa...

Líbia. Grupo armado bloqueia oleoduto, há queda na produção de petróleo... Um grupo armado fechou uma válvula do oleoduto que liga o campo petrolífero de Al-Sharara, na Líbia, ao porto de Zawiya, provocando uma quebra na produção, anunciou a petrolífera estatal.

© Lusa   22/09/2026  

Caso o bloqueio se mantenha, a Companhia Nacional de Petróleo líbia (NOC, na sigla em inglês) afirma que poderá ser "forçada a declarar o estado de força maior".

O encerramento "provocou uma acumulação de pressão no oleoduto de transporte de crude, levando a uma queda significativa na produção do campo de Al-Sharara", explicou a empresa.

A manutenção do fecho da válvula levaria à "paralisação das operações de produção, transporte e exportação do campo de Al-Sharara", o que "prejudicaria diretamente a economia nacional ao reduzir as receitas do Estado, especialmente num contexto de subida dos preços globais do petróleo", alertou a NOC.

A empresa afirmou que a refinaria de petróleo de Zawiya, situada a 45 quilómetros a oeste de Tripoli, também corre o risco de ter de interromper as atividades, "o que acarretaria um aumento dos custos de importação de combustíveis do exterior".

As interrupções na produção de petróleo são recorrentes na Líbia, onde grupos armados ou movimentos de protesto recorrem frequentemente ao bloqueio de campos, oleodutos e terminais petrolíferos para pressionar o cumprimento das suas reivindicações.

Detentora das maiores reservas de petróleo de África, a Líbia mergulhou na instabilidade e no caos após a queda e a morte de Muammar Kadhafi, em 2011.


Líder da república russa da Chechénia eleito com quase 100% dos votos... O líder da república russa da Chechénia venceu com quase 100% as eleições concluídas domingo, consideradas viciadas pela oposição, e em que o partido do Presidente Vladimir Putin revalidou a maioria parlamentar com um recorde de deputados.

© MAXIM SHIPENKOV / POOL / AFP via Getty Images  Por LUSA  21/09/2026 
Segundo anunciou hoje a Comissão Eleitoral Central (CEC), Ramzan Kadyrov, aliado checheno de Putin, obteve 99,85% dos votos, um recorde histórico.
 
Kadyrov, que chegou ao poder em 2007, e é acusado de inúmeras violações dos direitos humanos por organizações internacionais, tinha obtido 99,7% dos votos há cinco anos.

Os 0,05% dos votos que não foram atribuídos a Kadyrov foram repartidos por Ismail Denilkhanov, do partido Rússia Justa, e Khalid Nakayev, dos comunistas.

Desde que assumiu a presidência da república norte-caucasiana, o líder checheno conta com o apoio de Putin, que lhe atribuiu as mais altas honras estatais.

A república — onde Kadyrov impôs um Estado policial que persegue qualquer sinal de dissidência e minorias sexuais, segundo os defensores dos direitos humanos — é amplamente subsidiada pelos cofres do Estado federal.

Segundo a imprensa independente, trata-se do pagamento do Kremlin pelo facto de as autoridades chechenas terem liquidado a guerrilha islâmica separatista e jurado lealdade ao Kremlin.

O Kremlin procurou que as eleições servissem para demonstrar o apoio popular à guerra e esforçou-se por evitar riscos políticos, esmagando qualquer dissidência, de acordo com a AP.

O partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.

O Yabloko apresentou apenas algumas dezenas de candidatos em círculos uninominais.

Alguns políticos anti guerra foram presos ou forçados a fugir para o estrangeiro antes da campanha eleitoral.

O Yabloko e o Partido Comunista, que criticou alguns aspetos da política governamental, mas evitou cuidadosamente qualquer crítica a Putin, disseram que muitos dos seus observadores foram impedidos de entrar nas assembleias de voto.

A Rússia não convidou observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo a acusar o organismo de "duplos critérios" pelas críticas a Moscovo.

O partido que apoia o regime de Putin, Rússia Unida (RU), revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram hoje as autoridades eleitorais russas.

O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, disse que os resultados preliminares indicavam que o RU deverá obter pelo menos 355 lugares dos 450 que compõem a Duma Federal, a câmara baixa da Assembleia Federal.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.

A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022.

A votação também se realizou na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.

A Ucrânia denunciou como ilegal a votação nas cinco regiões, cuja soberania reclama a Moscovo com o apoio dos aliados ocidentais de Kyiv.


Leia Também: "Desastre", derrotas e pressão sobre Merz. O que se passa na Alemanha?

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais em dois estados alemães: Saxónia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. O chanceler alemão, Friedrich Merz, reconheceu o resultado como um "desastre". Afinal, o que se passa na Alemanha?

Em duas eleições regionais consecutivas, o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu em dois estados alemães: Saxónia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, consolidando-se como principal força política em partes do leste alemão. O chanceler, Friedrich Merz, reconheceu o resultado como um "desastre". Afinal, o que se passa na Alemanha?...

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Voos suspensos em vários aeroportos dos EUA após problema de comunicação... A Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) dos Estados Unidos decretou a suspensão total de voos em vários aeroportos da Costa Leste do país após problemas de comunicações que afetaram o controlo de tráfego aéreo. Na origem do incidente estará o corte acidental de um cabo de fibra ótica.

© Bruce Bennett/Getty Images Por Notícias ao Minuto  21/09/2026 

A Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) dos Estados Unidos decretou a suspensão total de voos em vários aeroportos da Costa Leste do país.

Dos vários aeroportos, destacam-se os aeroportos JFK e LaGuardia, em Nova Iorque, e os aeroportos de Boston e Filadélfia.

A FAA, citada pela Agência Reuters, explicou que a suspensão dos voos deveu-se a problemas de comunicações que afetaram o controlo de tráfego aéreo, notando que na origem do incidente estará um corte acidental de um cabo de fibra ótica num estaleiro em Nova Jérsia.

Já um porta-voz da FAA adiantou à CBS que o problema afetou o sistema de Controlo de Aproximação por Radar Terminal (TRACON, na sigla em inglês), que é usado para guiar os aviões durante a descolagem e a aterragem.

A suspensão dos voos em Newark foi decretada pelas 10h00 locais desta segunda-feira, tendo já sido prorrogada por diversas vezes. Por sua vez, no Aeroporto JKF, a suspensão aconteceu pelas 12h43 locais enquanto no Aeroporto LaGuardia pelas 12h43.

De salientar que o problema ocorre numa altura em que 130 líderes mundiais estão a chegar a Nova Iorque para participarem na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas. 


EUA preparam sanções "potencialmente devastadoras" contra TPI... Os Países Baixos preparam-se para a imposição pelos Estados Unidos de sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no mais recente episódio de escalada dos ataques do Governo Trump àquela instância judicial, indicaram hoje fontes neerlandesas.

© Helene Wiesenhaan/BSR Agency/Getty Images Por LUSA   21/09/2026 

As autoridades neerlandesas foram informadas pelos Estados Unidos de que estão iminentes sanções "potencialmente devastadoras" contra a instituição, segundo responsáveis diplomáticos e governamentais a par da questão, citados pela agência de notícias norte-americana, The Associated Press (AP), a coberto do anonimato.

Os Países Baixos estão a procurar formas de ajudar o tribunal a manter os pagamentos a funcionários e testemunhas protegidas, bem como a garantir que a segurança nas instalações de detenção não é comprometida.

Washington já impôs sanções a mais de uma dúzia de atuais e antigos funcionários, incluindo metade dos juízes em exercício no tribunal, naquilo que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu como "uma campanha abrangente para desmantelar a ameaça representada pelo Tribunal Penal Internacional".

As sanções são uma retaliação pelas investigações do TPI às autoridades dos Estados Unidos e de Israel, países que não figuram entre os 125 Estados-membros do tribunal com sede em Haia.

O tribunal emitiu mandados de detenção contra altos responsáveis israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, devido à guerra de Israel na Faixa de Gaza. Netanyahu e Israel negam veementemente as acusações.

Normalmente reservadas a autocratas, terroristas e cartéis, as sanções podem ser devastadoras: poderão impedir o TPI de aceder a serviços financeiros e informáticos, e até de pagar aos seus funcionários norte-americanos.

Quando o então procurador-chefe do tribunal, Karim Khan, foi alvo de sanções, em 2025, perdeu o acesso ao seu 'e-mail' da Microsoft, as suas contas bancárias foram congeladas e foi proibido de entrar nos Estados Unidos.

Segundo duas fontes próximas do caso, as autoridades norte-americanas alertaram os homólogos neerlandeses de que as sanções seriam aplicadas já hoje e incentivaram o país anfitrião do tribunal a retirar-se da instituição.

Os Estados Unidos, bem como outras grandes potências globais, incluindo Rússia, China e Índia, não são membros do tribunal.

O TPI anda há meses a preparar-se para a possibilidade de sanções: no início deste ano, o tribunal migrou dos produtos da Microsoft para um fornecedor de 'software' alemão, segundo três funcionários daquela instância judicial não autorizados a falar oficialmente.

A instituição substituiu também as seguradoras e outros prestadores de serviços financeiros por empresas que não têm operações nos Estados Unidos.

As autoridades neerlandesas e do tribunal esperam que haja um período de carência de seis meses antes da entrada em vigor das sanções, argumentando que a instituição precisa de tempo para cortar os laços com as empresas norte-americanas, que poderão enfrentar pesadas penalizações financeiras caso sejam consideradas infratoras.

Além da migração para alternativas sediadas na Europa, os Países Baixos e a União Europeia (UE) têm poucas opções para proteger a instituição.

O "estatuto de bloqueio" da UE pode ser utilizado para proteger os funcionários europeus do tribunal, impedindo as empresas europeias de cumprir as medidas dos Estados Unidos; no entanto, não é claro se tal estatuto protegeria o próprio TPI, dado tratar-se de um organismo internacional, e não europeu.

Os cidadãos da UE têm direito a uma conta bancária básica, mas esta não garante o acesso a cartões de crédito ou a sistemas de pagamento dos Estados Unidos.

Um número reduzido, mas crescente, de Estados-membros do tribunal internacional anunciou planos para deixar a instituição nos últimos meses, incluindo a Venezuela e o Chade.

O Chade referiu especificamente os Estados Unidos na sua decisão de se retirar: o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdoulaye Sabre Fadoul, declarou num comunicado que, durante uma conversa telefónica com um responsável norte-americano em julho, "o lado norte-americano manifestou as suas preocupações quanto ao funcionamento desta instituição e solicitou que o Chade reconsiderasse" a sua permanência como membro.


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A missão independente da ONU para o Irão, que acusou Washington de crimes de guerra e Teerão de crimes contra a humanidade, pediu hoje perante o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para que sejam investigadas possíveis violações.

"Todas as partes envolvidas no conflito, incluindo os Estados Unidos, devem realizar investigações rápidas, independentes e imparciais sobre as denúncias de violações do Direito internacional humanitário", sublinhou a presidente da Missão Internacional Independente de Investigação da ONU para o Irão, Sara Hossain.

No caso do regime iraniano, acusado de crimes contra a humanidade devido à sua repressão violenta dos protestos de 2022, 2025 e 2026, a missão solicitou também que as execuções de pessoas condenadas por participarem nos protestos fossem imediatamente suspensas e que todos os detidos de forma arbitrária fossem libertados...

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO ANUNCIA FÓRUM NACIONAL DO EMPREENDEDORISMO PARA O INÍCIO DE OUTUBRO... O Governo de Transição prevê realizar, no início de outubro, um Fórum Nacional do Empreendedorismo, com o objetivo de promover iniciativas capazes de gerar impacto na vida da população em todo o país.

Por  Rádio Sol Mansi  21 09 2026 

O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, durante o ato de assinatura de uma convenção de parceria entre a Fundação para o Desenvolvimento do Empreendedorismo Industrial (FUNDEI) e o Banco da União, S.A. (BDU-SA).

A parceria destina-se a operacionalizar uma facilidade de financiamento para Pequenas e Médias Empresas (PME), associações, cooperativas, jovens e mulheres empreendedores.

Após a assinatura do acordo, Mamadú Mudjetaba Djaló destacou a importância da formação e capacitação dos jovens e das mulheres, considerados potenciais beneficiários do projeto. Segundo o ministro, o fórum deverá abranger empreendedores de todas as regiões do país.

FUNDEI destaca impacto social do projeto

Por sua vez, o coordenador da FUNDEI, Ucaim Gomes, afirmou que o projeto pretende contribuir para a melhoria dos indicadores estratégicos do país, não apenas no domínio financeiro, mas também no âmbito social.

Segundo Ucaim Gomes, a iniciativa visa contribuir para a redução da pobreza e para o aumento do rendimento das populações mais vulneráveis, particularmente mulheres e jovens.

Governo aposta na autonomia económica de jovens e mulheres

Por seu turno, o diretor-geral do Plano e Integração Regional, Issa Jandi, afirmou que o Governo pretende, através deste apoio, criar condições para que jovens e mulheres possam sair da situação de pobreza e alcançar maior autonomia económica.

A parceria permitirá operacionalizar uma facilidade de financiamento no valor máximo de 11.127.800.000 FCFA, destinada a apoiar Pequenas e Médias Empresas, associações, cooperativas e empresas de jovens e mulheres empreendedores abrangidos pelo projeto.

O objetivo é facilitar o acesso ao crédito, apoiar a criação e a expansão de atividades económicas viáveis e contribuir para a geração de emprego e rendimento no país.

De acordo com a FUNDEI, a operacionalização desta facilidade representa uma etapa importante para transformar as competências adquiridas pelos beneficiários em iniciativas empresariais financeiramente viáveis e sustentáveis.

GUINÉ-BISSAU: PPM DEFENDE QUE NÃO HÁ PAZ PLENA SEM RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS... A Plataforma Política das Mulheres Guineenses (PPM) considera que a Guiné-Bissau não pode falar de paz enquanto existirem cidadãos cujos direitos não são respeitados e que não conseguem ter acesso efetivo aos serviços essenciais.

Por Rádio Sol Mansi   21 09 2026 

A posição foi defendida hoje, em Bissau, pela presidente da PPM, Silvina Tavares, durante uma conferência de imprensa alusiva ao Dia Internacional da Paz.

Silvina Tavares afirmou que “paz sem direitos não é paz plena e paz sem justiça não é paz sustentável”.

As Nações Unidas definiram como lema para este ano, 2026, “Investir na Paz – para todos, em todo o lado, e todos os dias”, apelando à mobilização de esforços em favor da paz e da segurança para todas as pessoas.

Para a presidente da PPM, a Guiné-Bissau precisa de uma paz baseada no respeito pelos direitos humanos, na liberdade e nas garantias fundamentais de todas as pessoas.

Silvina Tavares defendeu igualmente a necessidade de uma nova cultura de paz no país, na qual o diálogo substitua os confrontos e a negociação substitua a imposição.

A Plataforma Política das Mulheres acredita que a paz é uma construção permanente e que a sua promoção não é responsabilidade de uma única organização, de um único partido político ou de um grupo específico da sociedade.

GUINÉ-BISSAU: Governo proíbe festas de entrega de diplomas nas escolas e prevê multas até 2,5 milhões de FCFA

Por  Radio TV Bantaba  21/09/2026

O Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica proibiu a realização de festas, galas, bailes e outras cerimónias festivas de entrega de diplomas, desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário.

A medida consta do Despacho n.º 50/GM/MENESIC/2026, assinado esta segunda-feira, 21 de setembro, pelo ministro da Educação Nacional, Barros Bacar Banjai, na sequência de uma deliberação do Conselho de Ministros de 15 de setembro.

A proibição aplica-se a todos os estabelecimentos de ensino do território nacional, sejam públicos, privados, cooperativos ou comunitários. Abrange igualmente os eventos realizados fora dos recintos escolares sempre que utilizem o nome, a representação ou a autorização formal da instituição de ensino.

De acordo com o despacho, as direções das escolas devem limitar-se à emissão e entrega administrativa dos diplomas e certificados correspondentes à conclusão do Ensino Básico Unificado e do ensino secundário. A entrega desses documentos não pode ser condicionada à participação em festas, eventos ou ao pagamento de qualquer contribuição financeira, obrigatória ou voluntária.

O Ministério proíbe ainda a cobrança ou sugestão de taxas, quotas, propinas extraordinárias e contribuições destinadas ao financiamento de fardamentos festivos, becas, decorações, álbuns de recordações ou banquetes associados a cerimónias não autorizadas.

A fiscalização do cumprimento da medida ficará a cargo da Inspeção-Geral da Educação, cujos inspetores poderão aceder às instalações escolares durante o horário de funcionamento e consultar registos contabilísticos, atas das direções, reuniões de professores e associações de pais.

A Inspeção-Geral da Educação poderá também suspender imediatamente qualquer evento realizado em violação do despacho e, caso seja necessário, solicitar a intervenção das forças policiais.

Nos estabelecimentos públicos, o incumprimento poderá resultar na abertura de processos disciplinares contra diretores, subdiretores e outros funcionários, incluindo a destituição do cargo e a suspensão de funções, sem prejuízo de eventual responsabilidade civil e criminal.

Para as escolas privadas, estão previstas multas entre 500 mil e 2,5 milhões de francos CFA. O valor será determinado pela Inspeção-Geral da Educação, tendo em conta a gravidade da infração e o número de alunos afetados.

Em caso de recusa persistente no cumprimento das determinações, o despacho prevê ainda a cassação definitiva da licença de ensino e o encerramento da instituição, bem como a responsabilização civil e criminal dos proprietários e diretores pedagógicos por cobranças ilícitas e extorsão de fundos às famílias.

O despacho entrou em vigor imediatamente após a sua publicação e revoga todas as disposições ou práticas que o contrariem.

EUA: Trump critica guerra "ridícula e interminável" da Rússia... O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou hoje a Rússia por ter perdido o controlo da indústria petrolífera do país devido à guerra contra a Ucrânia, que descreveu como "ridícula e interminável".

© Lusa   21/09/2026 

"A Rússia, infelizmente, perdeu o controlo da sua indústria do gasóleo devido à guerra na Ucrânia. Um grande número de refinarias de gasóleo foram destruídas e estão, pelo menos temporariamente, fora de serviço", afirmou.

Trump disse que a "o mundo inteiro sofre" com a guerra em curso desde 2022, e que "25.000 pessoas, na maioria soldados, estão a ser mortas todos os meses".

"Esta guerra ridícula e interminável [da Rússia] com a Ucrânia tem de acabar", escreveu na rede social de que é proprietário, citado pela agência espanhola Europa Press.

Trump anunciou há uma semana passada que a Rússia e a Ucrânia tinham concordado em não atacar alvos ligados à energia, mas as duas partes mantiveram os ataques.

Na mesma altura, afirmou que o aumento do preço mundial do gasóleo se devia principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e não ao conflito no Irão provocado pelos Estados Unidos e Israel.

Os preços do gasóleo aumentaram consideravelmente nos Estados Unidos nas últimas semanas, e do lado dos republicanos receia-se que isso possa vir a ter influência nas eleições de novembro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, mas a resistência ucraniana, com apoio de aliados ocidentais em armamento, tem impedido Moscovo de alcançar os objetivos.

A infraestrutura energética tem sido um dos alvos mais visados pelas forças russas, com a Ucrânia a tentar responder com ataques a refinarias e depósitos de combustíveis.

A empresa pública ucraniana Naftogaz anunciou hoje a construção de depósitos de petróleo na Hungria para manter as reservas de combustível da Ucrânia a salvo de ataques russos.

Do lado russo, o Governo anunciou hoje que vai aumentar a produção e ajustar a importação de combustível para estabilizar o mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.

Trump deverá reunir-se com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na terça-feira, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.


Leia Também: Veto a media? Vance alega que 92% de notícias sobre Trump são "negativas"

O vice-presidente norte-americano justificou hoje a proibição de acesso de três meios de comunicação à Casa Branca, alegando que "cerca de 92%" das notícias que divulgam sobre Donald Trump e a sua administração são "negativas".

"Não está a proibir os meios de comunicação. O que está a dizer é que não lhes dará acesso especial à Casa Branca se se dedicarem ao que é, na realidade, propaganda", afirmou JD Vance antes de viajar para Greensboro, na Carolina do Norte, para intervir num comício de campanha das eleições intercalares...

Acordos secretos: EUA pagaram milhões a países para receber deportados... O Governo norte-americano deportou mais de 25 mil pessoas para países terceiros ao abrigo de acordos secretos com 35 nações para acolher indivíduos sem qualquer ligação a esses locais, revela uma investigação jornalística global hoje publicada.

© Lusa   21/09/2026 

Desde que o Presidente dos EUA, Donald Trump, regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Washington assinou acordos com países da América Latina, África e Pacífico para enviar estrangeiros que não podem regressar legalmente aos seus países de origem.

Esta investigação, conduzida por 72 jornalistas de 23 órgãos de comunicação social de 15 países e publicada pelo consórcio Forbidden Stories, mostra que o Governo dos EUA atribuiu pelo menos 410 milhões de dólares (cerca de 360 milhões de euros) a países anfitriões ou a agências da ONU que facilitam os retornos.

Até 31 de agosto deste ano, pelo menos 25.447 pessoas já tinham sido transferidas para 28 países — das quais cerca de 20 mil só para o México — ao abrigo destes acordos, de acordo com dados compilados pelo Forbidden Stories.

Os termos dos acordos variam, principalmente em relação às nacionalidades que podem ser aceites e aos indivíduos com antecedentes criminais.

Segundo a Forbidden Stories, 49 países africanos foram abordados para aceitar deportados que fossem cidadãos de países terceiros.

Uma investigação da agência de notícias francesa AFP realizada no início deste ano alertou para a pressão exercida por Washington sobre os países africanos, como ameaças de imposição de taxas aduaneiras (tarifas), suspensões de vistos ou cortes nas ajudas, para os obrigar a aceitar os deportados.

Especialistas jurídicos disseram à AFP que, uma vez ali, estes deportados caíam "num limbo jurídico", ficando detidos sem acusação num país desconhecido e, muitas vezes, privados dos seus direitos.

Um departamento pouco conhecido do Departamento de Estado, chamado Gabinete de Remigração, criado em maio de 2025, conduziu a maior parte das negociações e pagamentos, de acordo com a Forbidden Stories.

Esse departamento é dirigido por um diplomata de 41 anos chamado Christian Jové Ehrhardt, que trabalhou como adido de segurança em várias embaixadas.

A Forbidden Stories revela, em particular, as suas visitas aos Camarões, país com o qual os Estados Unidos assinaram, em dezembro, um memorando de entendimento para a reinstalação de deportados.

Uma semana depois, Washington concluiu com esse país um programa para ajuda médica a cinco anos no valor aproximado de 350 milhões de euros.

Em janeiro, o Departamento de Estado norte-americano libertou mais 25 milhões de euros para a agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) nos Camarões sob pretexto de querer "facilitar o regresso voluntário de refugiados e combater a imigração ilegal".

A 14 de janeiro, o primeiro avião que transportava deportados aterrou nos Camarões.

Outros acordos resultaram em pagamentos diretos a governos.

Foi o caso de Palau, um arquipélago do Pacífico com menos de 18 mil habitantes, que assinou, em dezembro, um acordo para aceitar 75 cidadãos de países terceiros por 6,5 milhões de euros.

No entanto, até à data, apenas três pessoas foram enviadas para lá.

Um outro acordo no valor de 4,3 milhões de euros previa a deportação para Essuatíni (antiga Suazilândia), de 160 pessoas a partir de julho de 2025, sendo que, até agora, foram enviadas 32.

Este país da África Austral aceitou receber deportados com antecedentes criminais, de acordo com esta investigação.

Dos quase 360 milhões de euros atribuídos a estes acordos, os documentos internos do Departamento de Estado mostram que 70 milhões foram atribuídos aos governos signatários, e o restante a organizações internacionais, incluindo 155 milhões de euros para a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 107 milhões de euros para o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Estas duas agências da ONU, encarregadas de defender os direitos humanos, têm sido alvo de críticas sobre esta questão, embora o ACNUR tenha declarado ao Forbidden Stories que não fazia parte dos acordos e que estava a utilizar os fundos dos EUA de acordo com o seu mandato de "reforçar os sistemas de asilo".

Um porta-voz da OIM afirmou que a organização tinha conhecimento de que Washington estava a utilizar a sua ajuda financeira para promover as "suas próprias prioridades", mas aceitou o dinheiro dos EUA para poder "melhorar a vida dos migrantes afetados", garantindo que isso não constituía "uma aprovação" das deportações.


ÁFRICA DO SUL: Dez mulheres mortas em Joanesburgo. Polícia detém três suspeitos... A polícia sul-africana anunciou hoje a detenção de três pessoas no caso dos homicídios de mulheres na mesma zona do leste de Joanesburgo, crimes que já contabilizam 10 mortes e que provocaram uma onda de comoção no país.

© Reuters   Por   LUSA  21/09/2026 

A descoberta de nove corpos em Kempton Park no espaço de dois meses alimentou o medo e a raiva, enquanto as autoridades investigam para determinar se um ou vários assassinos em série são os responsáveis.

Entretanto, a polícia anunciou que outra mulher foi encontrada morta no domingo no Soweto, a sul de Joanesburgo, perto de uma barragem, com o corpo enrolado num saco-cama.

Segundo a polícia, um homem e duas mulheres foram detidos durante o fim de semana por estarem relacionados ao homicídio de Jabulile Ntimba, cujo corpo foi encontrado a 17 de setembro, o nono da série de homicídios de mulheres.

Tal como na maioria destes casos, o corpo da vítima foi encontrado à beira da estrada, parcialmente despido.

O subchefe da polícia, Tebello Mosikili, referiu "indícios de que o seu homicídio poderá estar relacionado com um caso de natureza sentimental, nomeadamente o que foi descrito como um possível triângulo amoroso".

A violência de género é endémica na África do Sul, apesar de anos de promessas do Governo de combater o problema.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reiterou hoje a promessa da polícia de que os responsáveis pelos homicídios seriam levados à justiça.

"Não pouparemos esforços para localizar estes autores", declarou aos jornalistas, prometendo medidas adicionais para combater a violência contra as mulheres.

O Presidente prometeu ainda atribuir "mais dinheiro, mais recursos, mais tecnologia" para reforçar a segurança das mulheres.

As detenções hoje anunciadas elevam para quatro o número de pessoas detidas pela polícia no caso desta onda de homicídios de mulheres.

"Não vamos apressar estas investigações apenas para proceder a detenções. Devemos isso às vítimas, devemos isso às suas famílias e devemos isso à justiça: é preciso que isto seja bem feito", declarou Mosikili.

A polícia indicou, ainda, que dois alegados violadores em série vão comparecer perante o tribunal na província de KwaZulu-Natal.

Um homem de 46 anos foi associado, através de análises de ADN, a 16 casos de violação em Durban, enquanto um homem de 36 anos foi associado a, pelo menos, 14 casos em duas províncias.

A África do Sul regista uma taxa média de homicídios superior a 60 por dia, uma das mais elevadas do mundo.


RÚSSIA/UCRÂNIA: Ataques ucranianos deixam Rússia com falta de combustível... O vice-primeiro-ministro russo encarregou hoje o Governo de aumentar a produção e ajustar a importação de combustível, a fim de estabilizar o mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias russas.

© Kostiantyn Liberov/Libkos/Getty Images)  Por LUSA   21/09/2026 

"Alexandr Novak instruiu os organismos competentes e as empresas do setor a tomarem medidas para abastecer plenamente o mercado interno com produtos petrolíferos e garantir um abastecimento estável às regiões", indicou o governo russo num comunicado, ao informar sobre uma reunião dedicada à situação dos combustíveis na Rússia.

Segundo o Conselho de Ministros russo, Novak "salientou a necessidade de ter em conta os possíveis fatores de risco no planeamento a longo prazo, que deve prever respostas oportunas, tais como o aumento da produção de derivados de petróleo e o ajustamento dos volumes de importação de combustível".

Durante a reunião, na qual participaram também o ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, e representantes da Duma (câmara baixa do parlamento russo), dos ministérios da Agricultura e dos Transportes e de outras instituições, foi apresentado um relatório sobre o mercado de combustíveis, as suas reservas e os níveis de produção.

Os ataques ucranianos contínuos contra refinarias russas prejudicaram a produção de gasolina e gasóleo e provocaram um défice de combustível na Rússia, traduzindo-se num aumento dos preços destes produtos e em longas filas nos postos de abastecimento.

No domingo, a Ucrânia atingiu a refinaria de petróleo de Moscovo.

Este bombardeamento foi descrito pelo autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, como o "maior ataque de sempre" contra Moscovo.

O anúncio de hoje surge após o anúncio da vitória nas eleições legislativas do partido que apoia o regime do Presidente russo, Vladimir Putin, que revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, segundo as autoridades eleitorais russas.

Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

As autoridades eleitorais afirmaram que nestas legislativas registaram um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.

"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.


Leia Também: Ucrânia constrói depósitos na Hungria para proteger petróleo da Rússia

A empresa pública ucraniana Naftogaz assinou um memorando com a húngara Mol para construir depósitos de petróleo na Hungria e manter as reservas de combustível da Ucrânia a salvo de ataques russos.

Opresidente em funções da Naftogaz, Serguei Fedorenko, justificou a medida no "contexto dos ataques constantes russos" contra a infraestrutura petrolífera da Ucrânia.

A situação exige "a diversificação das rotas de abastecimento e a criação de capacidades adicionais de armazenamento fora da zona de ataques", afirmou Fedorenko nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.

Os depósitos serão construídos perto da fronteira com a Hungria para facilitar o posterior transporte do petróleo para a Ucrânia...