quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rússia abateu número mais elevado de drones numa noite... As autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

Foto: Vyacheslav Madiyevskyy - Reuters  Por  RTP /Lusa  

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

O presidente da Câmara da capital, Sergei Sobianin, detalhou que foram lançados 613 drones contra esta região, confirmando o abate de 231 nos arredores da cidade.

O Ministério russo reportou também novos ataques com drones contra infraestruturas portuárias e embarcações na Ucrânia, incluindo um ataque contra um navio "de dupla utilização que transportava uma carga militar para as Forças Armadas".

A Força Aérea ucraniana informou que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de ter anexado a península da Crimeia em 2014.


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O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kyiv para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica...

ESPANHA: Acidente "inverosímil" e ordem "inexplicável". O que se passou em Espanha... Dois comboios de alta velocidade colidiram em Toledo, Espanha, na quarta-feira, causando pelo menos 68 mortos, num acidente que o governo descreveu como "verdadeiramente inverosímil". Um dos comboios recebeu uma ordem "inexplicável" para avançar. O que já se sabe?

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto com Lusa   29/10/2026 

Dois comboios de passageiros - um da Renfe e outro da Iryo -  colidiram, na quarta-feira, dia 28 de outubro, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, pouco antes das 9h00 locais (8h00 em Lisboa). O acidente envolveu duas composições de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul. O governo espanhol descreveu o acidente como "verdadeiramente inverosímil", ocorrido após uma ter sido dada uma ordem "inexplicável".

O número de mortos, que ultrapassa já as seis dezenas (68), poderá ainda subir à medida que continuam os trabalhos de resgate e salvamento. A bordo dos dois comboios seguiam 544 pessoas.

A ex-ministra do Trabalho, Fátima Báñez, é uma das vítimas mortais, noticiou o ABC. A ex-governante, de 59 anos, atual presidente da Fundação CEOE, seguia numa viagem para Sevilha onde iria participar na cerimónia do Dia da Empresa da CEA. Um agente da Guardia Civil está também entre os mortos já confirmados.

A colisão entre os dois comboios de alta velocidade aconteceu um dia antes da greve de maquinistas da Renfe, que estava marcada para esta quinta-feira. Tratava-se, aliás, de um protesto contra a falta de segurança.

Comboio recebeu ordem "inexplicável"

O acidente ferroviário de ontem em Espanha é "verdadeiramente inverosímil" e deu-se após um dos comboios ter recebido uma ordem "inexplicável" para avançar quando havia um sinal vermelho e outras composições paradas na mesma linha, segundo o governo.

De acordo com o ministro dos Transportes de Espanha, Oscar Puente, houve, por volta das 08h30 locais (07h30 em Lisboa), uma falha no sistema automático de segurança, por causa de falhas nas redes de comunicação, o que obrigou a parar de forma automática todos os comboios que circulavam num troço de 63 quilómetros.

Devido à falha informática, o controlo da circulação passou a ser assumida por um centro de controlo que funciona em Madrid.

Foi então que, às 08h36, um dos comboios (um AVE, da empresa pública Renfe) recebeu uma ordem ou foi autorizado a "retomar a marcha com normalidade" e chocou com um outro comboio, da empresa privada Iryo, que continuava parado à entrada da estação de Urda, segundo Puente revelou ontem numa conferência de imprensa em Madrid.

Nesse momento, segundo todos os protocolos, o comboio AVE, como os restantes que estavam nesse troço de 63 quilómetros, "tinha obrigatoriamente de estar parado e não podia retomar a marcha", havendo, além disso, outro comboio na mesma via e um sinal vermelho que o deveria impedir de avançar, afirmou.

O comboio da Renfe percorreu ainda 25 quilómetros, em 15 a 17 minutos, antes de chocar com o Iryo, num tramo de via em que estas composições podem alcançar os 200 quilómetros por hora, acrescentou.

"Um acidente por alcance na rede ferroviária espanhola é verdadeiramente inverosímil" e a indicação dada pelo centro de controlo é "inexplicável", considerou o ministro.

Revelados três áudios sobre tragédia: "Viagem normal"?

Três gravações de áudio foram também reveladas na quarta-feira após a colisão - e mostram as falhas que terão sido cometidas e que culminaram no fatídico acidente.

Duas das gravações mostram conversas entre o maquinista do comboio da Iryo e a central de controlo. A outra é a ordem dada para a composição da Renfe seguir viagem.

Segundo o El País, o controlador ordenou ao comboio da Renfe, o AVE, que estava 25 quilómetros atrás do comboio da Iryo, para que retomasse a "viagem normal" e não estipulou o que dita o protocolo, que é um limite de velocidade de 40 km/h.

A par disto, o controlador deu a ordem sem verificar se havia algum comboio a obstruir a via.

Ora, o maquinista do comboio da Iryo também recebeu a mesma ordem. No entanto, sete minutos depois liga ao centro de controlo e afirma ainda estar parado porque não consegue reiniciar o comboio através do sistema LZB. 

O comboio AVE, que vinha atrás, não foi informado de que um comboio estava parado e que deveria travar.

Três dias de luto. "Se houve negligência, será conhecida"

Na sequência do acidente, o governo espanhol decretou três dias de luto. De acordo com a RTVE, esta medida foi sugestão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, "em sinal de luto pelas vítimas". Começam esta quinta-feira às 00h00 locais e terminam no dia 31 de outubro às 24h00 locais.

Pedro Sánchez garantiu ainda que as autoridades irão "até ao fim" para descobrir as causas do acidente ferroviário: "Se houve negligência, será conhecida".

Já a juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário em Urda proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para "preservar as evidências, provas e indícios".

O acidente ferroviário de quarta-feira é ainda mais grave do que o ocorrido em Adamuz, no início deste ano. A 18 de janeiro, recorde-se, outro incidente envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.

O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Renfe que tinham descarrilado poucos segundos antes. No acidente morreram 46 pessoas e cerca de 120 ficaram feridas.


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A Guarda Civil espanhola registou 64 casos de familiares desaparecidos após o acidente ferroviário em Urda, Toledo, que resultou em pelo menos 68 mortos. O acidente ocorreu na quarta-feira, quando um comboio de alta velocidade embateu em outro na linha entre Madrid e Sevilha...

Afinal, os cometas podem não ter sido responsáveis pelo aparecimento da vida na Terra... Investigadores da Universidade de Cambridge consideram altamente improvável que os cometas tenham transportado moléculas essenciais para o aparecimento da vida no planeta.

Por  SIC Notícias /Lusa  29/10/2026 

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Através de modelos computacionais avançados, os investigadores indicaram que estes corpos celestes viajavam (há cerca de 4 mil milhões de anos) a uma velocidade excessiva e com um ângulo muito inclinado em relação à atmosfera e que, por isso, as frágeis moléculas orgânicas se teriam vaporizado no momento do impacto.

Os resultados deste trabalho foram publicados na quarta-feira na revista Scientific Reports, noticiou a agência Efe.

Os cientistas salientaram que a hipotética chegada de componentes essenciais, como o cianeto de hidrogénio, terá sido, na melhor das hipóteses, um acaso extremamente isolado e quase impossível.

E sugerem uma alternativa: os precursores químicos da vida poderão ter surgido através de processos internos da Terra ou através do impacto constante de asteroides.

Historicamente, os cientistas defendiam que os cometas foram importantes para a origem da vida na Terra, pois transportavam moléculas contendo carbono e azoto, elementos essenciais para a vida. No entanto, os autores deste estudo levantam agora várias dúvidas.

“É uma ideia algo romântica, mas os nossos resultados sugerem que é muito improvável”, realçou o investigador principal, Richard Anslow, do Instituto de Astronomia de Cambridge, num resumo divulgado pela universidade.

Cianeto de hidrogénio no centro da investigação

Para realizar o estudo, os investigadores utilizaram avanços recentes em simulações de impactos de cometas, interações entre cometas e a atmosfera, bem como modelos dinâmicos sobre a origem e evolução destes corpos celestes.

A conclusão é que, embora não se possa descartar totalmente a chegada bem-sucedida de moléculas prebióticas, tal seria extremamente improvável.

Os investigadores concentraram o seu trabalho no cianeto de hidrogénio (HCN), uma importante molécula prebiótica comummente encontrada nos cometas do Sistema Solar.

As suas simulações demonstraram que, mesmo na rara hipótese de as moléculas sobreviverem ao impacto com a Terra, a ocorrência de impactos que resultassem numa concentração útil seria extremamente improvável.

Asteroides e processos terrestres como alternativas

De onde terão, então, surgido as sementes moleculares da vida na Terra? Os investigadores apontam várias possibilidades, entre as quais a síntese destas moléculas após o impacto de asteroides, que colidem com a Terra com muito mais frequência do que os cometas, ou a formação de precursores químicos a partir de processos ocorridos na própria Terra, sem qualquer interferência externa.

Os investigadores acreditam que os seus resultados podem ser úteis na procura de vida noutros sistemas, especialmente quando entrarem em funcionamento os sucessores do Telescópio Espacial James Webb (JWST), como o proposto “Observatório de Mundos Habitáveis”.

CPLP planeia missão à Guiné-Bissau em dezembro... O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

© SAI AUNG MAIN/AFP via Getty Images  Por  LUSA  29/10/2026 

O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

"Em princípio, estamos a considerar a possibilidade da missão de bons ofícios se realizar na segunda semana de dezembro", disse à Lusa o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Bendito Freitas, à margem da sessão inaugural do terceiro fórum empresarial entre Timor-Leste e a Austrália.

"Os Estados-membros, através das suas missões permanentes em Lisboa, estabeleceram contactos por intermédio do embaixador da Guiné-Bissau. A comunicação transmitida pelo nosso embaixador na missão permanente às autoridades de alto nível da Guiné-Bissau indicava que estas concordavam com a realização da missão entre 03 e 05 de novembro. Esta posição foi também confirmada pelo próprio primeiro-ministro da Guiné-Bissau", revelou Bendito Freitas.

A missão estava inicialmente prevista para a próxima semana, mas, explicou o chefe da diplomacia timorense, foi proposto o seu adiamento para dezembro devido a questões de agenda de Timor-Leste.

Timor-Leste tem, em novembro, a cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o debate do Orçamento Geral do Estado.

"Não podemos agir de forma precipitada perante uma questão política tão complexa e sensível. Precisamos de tempo", justificou ainda Bendito Freitas, sublinhando que a data adequada está a ser discutida.

Bendito Freitas, que preside ao Conselho de Ministros da CPLP, agradeceu também ao primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau por autorizar a realização da missão.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Quando a Guiné-Bissau foi suspensa, Bissau detinha a presidência do bloco lusófono e foi substituída, temporariamente, por Díli.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.


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A CPLP reforçou a sua presença na Guiné-Bissau com uma missão de diálogo, que visa reativar o processo político no país.

Olíder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje que a ida de uma missão da CPLP à Guiné-Bissau representa que a comunidade internacional voltou a colocar a situação do país na sua agenda.

"Penso que todos nós estamos a dar conta de um novo folego da comunidade internacional em relação à situação da Guiné. Colocando de outra forma, houve um período em que pareceu que a comunidade internacional tinha abandonado o assunto da Guiné e agora volta à sua agenda. É sempre bom, porque nunca é tarde para se tentar alguma influência positiva", disse o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)...

A partir dos EUA, Flávio Bolsonaro declarou-se no X o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil... O senador brasileiro declarou-se esta quarta-feira o presidente eleito legítimo do Brasil. Flávio Bolsonaro alega que a sua vitória foi anulada por um golpe eleitoral orquestrado pelo presidente Lula da Silva e pelo Supremo Tribunal Federal.

Foto: Eva Marie Uzcategui - Reuters   Por RTP   29 Outubro 2026 

Bolsonaro perdeu a segunda volta das eleições presidenciais e abandonou o Brasil, viajando para Miami com a família. 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", escrevia o candidato na primeira versão da missiva publicada esta quarta-feira. Na segunda versão da carta, Flávio Bolsonaro diz apenas ser "líder do Brasil". 

Flávio Bolsonaro agradece ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade" e ao presidente norte-americano Donald Trump "e ao maravilho povo americano por me acolher". 

"Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país", acrescenta, afirmando ainda que Trump "é um grande defensor da liberdade de expressão". 

Flávio Bolsonaro prossegue depois com a descrição da eleição no último domingo: "Vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno". 

O candidato refere-se a uma extensão da votação "no apagar das luzes". "Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes", expõe Flávio Bolsonaro, argumentando também que "ao longo de toda a campanha houve abuso de poder político, económico e uso da máquina pública em favor da reeleição". 

Flávio Bolsonaro refere ainda que um juiz tentou "sequestrar" os seus passaportes. "Muito provavelmente estaria preso", estima. 

"A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns”, acrescenta o candidato. 

Bolsonaro sublinha ainda que não era sua "intenção" deixar o país. "Sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", vincou. 

"Não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada", aponta. Segundo Flávio Bolsonaro, o "roteiro da perseguição" começaria com a apreensão do passaporte, pulseira eletrónica, "censura, prisão domiciliária, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política". 

"Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança", afirma Flávio Bolsonaro. 

O candidato conclui a carta afirmando que não fugiu do Brasil, mas apenas optou por sair do país "para poder ser o líder que o povo merece". "Calado, preso e censurado, como o meu pai está, eu não poderia ser essa liderança", vincou. 

A fuga de Flávio Bolsonaro para Miami ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil. 

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantia que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades.


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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que as eleições brasileiras decorreram dentro da normalidade e "com respeito aos ditames legais e constitucionais", apesar das alegações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro.

Pentágono rejeita investigar limitações ao Starlink na Ucrânia... O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

© Niall Carson/PA Images via Getty Images  Por  LUSA   29/10/2026 

O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

Numa resposta obtida pela agência noticiosa AP, datada de terça-feira, o inspetor-geral do Pentágono informou os nove legisladores — quatro republicanos e cinco democratas — que as preocupações apresentadas seriam mais bem respondidas pela Força Aérea.

Os senadores pretendem que sejam investigadas as circunstâncias das limitações, relatadas pelas autoridades ucranianas, das velocidades de ligação no serviço Starlink e na sua versão de uso militar, o Starshield, que prejudicaram a capacidade de intercetar drones de ataque russos, que se deslocam a alta velocidade.

A resposta, segundo a AP, suscitou preocupações entre os legisladores de que os militares — e até o inspetor-geral independente — estariam relutantes em confrontar a influência que o bilionário Elon Musk, dono da SpaceX e aliado do Presidente, exerce sobre as comunicações de defesa.

Jeanne Shaheen, principal democrata no Comité de Relações Exteriores do Senado e uma das signatárias do pedido, afirmou à AP ser «preocupante que o inspetor-geral tenha, aparentemente, decidido não investigar as interrupções nas comunicações via satélite das quais a Ucrânia depende para proteger os seus civis».

«A administração Trump e a SpaceX apresentaram relatos contraditórios sobre o que causou estas interrupções» e «é necessária uma investigação e verificação independentes para determinar as responsabilidades e evitar que isto volte a acontecer no futuro», frisou.

Questionados sobre a restrição, os representantes do governo ofereceram explicações confusas e, por vezes, contraditórias sobre quem teria tomado a decisão.

No passado fim de semana, Musk reconheceu que a SpaceX limitou o serviço da Starlink na Ucrânia, acusando o país de violar os seus termos de serviço — uma alegação que as autoridades ucranianas negaram. Contudo, Musk sustentou que o governo norte-americano controlava quaisquer alterações realizadas no Starshield.

Em 2022, logo no início do conflito, Musk ordenou a interrupção do serviço Starlink em regiões como Kherson e Donetsk, justificando que estava preocupado com uma possível escalada por parte da Rússia.

O Presidente Donald Trump afirmou que não ordenou restrições, enquanto o vice-presidente JD Vance sugeriu que houve uma coordenação entre a Casa Branca e Musk.

Mollie Halpern, porta-voz do gabinete do inspetor-geral, declarou que o órgão de supervisão «analisou cuidadosamente o pedido do Congresso e determinou que as questões levantadas seriam mais adequadamente tratadas pelo Departamento» de Defesa.

«Caso surjam novas informações, poderemos reavaliar a situação», acrescentou Halpern à AP.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou restrições à partilha de informações dos serviços de informações norte-americanos, além das limitações ao funcionamento do Starlink, que já foi restabelecido aos níveis normais.

Zelensky atribuiu os alegados atrasos e restrições a uma tentativa do Presidente norte-americano, Donald Trump, de pressionar Kiev a aceitar as condições exigidas pelo Kremlin para pôr fim à guerra.

Esta semana, Zelensky afirmou que Kiev espera há quase um mês pela autorização norte-americana para receber mísseis de defesa antiaérea para enfrentar os ataques russos.

"Concretamente, estamos há quase um mês à espera de que o senhor Hegseth dê a sua aprovação aos mísseis para os Patriot e NASAMS", acrescentou Zelensky, referindo-se ao secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth.

Zelensky afirmou ter dado instruções à sua equipa para voltar a abordar a questão com representantes da Casa Branca nos próximos contactos bilaterais.

A Ucrânia enfrenta atualmente uma escassez acentuada de munições para estes sistemas de defesa antiaérea, que são fundamentais para intercetar os mísseis balísticos utilizados pelas forças russas.

A falta de intercetores aumenta a vulnerabilidade das cidades e infraestruturas ucranianas aos ataques aéreos russos.

Os Estados Unidos negaram, contudo, estar a atrasar deliberadamente o fornecimento de armamento à Ucrânia.


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O Pentágono anunciou hoje um acordo-quadro de 10 anos com a fabricante norte-americana Lockheed Martin para o fornecimento de pelo menos 850 caças F-35, sujeito à aprovação do Congresso...

Já passou dos 50? Alimentos que deve consumir para combater a inflamação... A menopausa traz mudanças ao corpo que podem afetar a saúde dos ossos, dos músculos, do coração e do cérebro. A alimentação pode ser uma aliada importante nesta fase da vida e há cinco alimentos que, graças às suas propriedades anti-inflamatórias e riqueza nutricional, merecem um lugar à mesa.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.com  29/10/2026 

Para as mulheres, a chegada aos 50 anos significa a menopausa ou, pelo menos, a sua aproximação. 

Esta fase da vida pode trazer uma série de mudanças para o corpo e cérebro, incluindo problemas digestivos, enfraquecimento dos ossos e músculos, inflamação crónica, dores articulares, palpitações cardíacas, depressão, entre outros sintomas. 

Por isso, cuidar do corpo e do cérebro revela-se ainda mais importante. 

Segundo especialistas do EatingWell, mudanças simples na alimentação podem ajudar a reduzir a inflamação e a controlar outros problemas de saúde. 

Tome nota dos cinco principais alimentos que deve consumir se for mulher e já tiver chegado à casa dos 50.

1. Frutos vermelhos

Mirtilos, amoras, morangos, framboesas: todos eles são ricos em antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação e a promover um envelhecimento saudável. 

"São fáceis de adicionar a alimentos que já costuma comer, como o iogurte matinal ou o lanche da tarde", notou o nutricionista Zariel Grullón. 

2. Feijão

O feijão contém compostos chamados peptídeos, polifenóis e saponinas que possuem propriedades anti-inflamatórias.

"Consumir uma variedade de feijão garante uma sensação de saciedade por mais tempo e também ajuda a combater o excesso de inflamação no corpo", afirma Grullón.

Além disso, o feijão é rico em fibras, que contribui para um microbioma intestinal saudável, o que pode ajuda a controlar problemas intestinais relacionados com a menopausa. 

Obterá cerca de metade da sua necessidade diária de fibras com apenas uma chávena. Por outro lado, esta leguminosa ajuda a prevenir a perda muscular relacionado à idade. 

"Os feijões são ótimos porque, assim como os frutos vermelhos, podemos adicioná-los como acompanhamento a qualquer refeição", notou Grullón. 

3. Vegetais de folhas escuras

"Vegetais de folhas escuras, como espinafres, couve e agrião são ricos em nutrientes benéficos e fitoquímicos que combatem a inflamação e ajudam a reduzir o stress oxidativo", afirma a dietista Seema Shah.

"Diversos vegetais de folhas escuras também contêm substâncias químicas vegetais como sulforafano e indol-3-carbinol, que inibem várias vias pró-inflamatórias no organismo". 

Estes nutrientes anti-inflamatórios incluem as vitaminas A, C, E e K, bem como poderosos polifenóis. 

Assim como a maioria dos outros alimentos desta lista, estes vegetais são uma fonte de fibra. "Ajudam na modulação do sistema imunológico, no controlo do açúcar no sangue e na redução de processos inflamatórios", afirma Shah. 

Durante a menopausa, a queda nos níveis de estrogénio pode prejudicar a saúde óssea, por isso, é ainda mais importante consumir cálcio suficiente nesta fase da vida.

4. Salmão

O salmão é rico é ómega-3, conhecido pelas suas propriedades anti-inflamatórias. "Incluir uma ou duas porções de peixe gordo por semana pode contribuir para a saúde do coração, reduzir a rigidez associada à artrite e ajudar a preservar a função cerebral. Para mulheres nesta faixa etária, também é uma ótima fonte de proteína de alta qualidade e vitamina D — dois nutrientes que auxiliam na manutenção da massa muscular e na saúde óssea", notou a nutricionista Lizzie O'Connor. 

5. Nozes

Um punhado de nozes oferece diversos antioxidantes e nutrientes benéficos para o coração, como fitoesteróis, selénio, magnésio, tocoferóis, polifenóis, gorduras insaturadas e fibras. 

Graças ao seu rico perfil nutricional, as nozes podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estas também contribuem para diminuir a inflamação.

GUINÉ-BISSAU: POLÍCIA JUDICIÁRIA DESMANTELA UMA REDE CRIMINOSA QUE DEDICAVA A ATIVIDADES DE TRÁFICO E EXPLORAÇÃO DE MULHERES PARA FINS

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: Presidente da República acompanha trabalhos de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 28 de outubro de 2026 — O Presidente da República de Transição acompanhou, esta quarta-feira, o andamento dos trabalhos de dragagem do Porto de Bissau, numa visita que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, do PCA da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Na N’dungue, de membros do Governo e de responsáveis do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, incluindo o Secretário-Geral, Diretores-Gerais, Diretores de Serviços e o Chefe de Gabinete do Ministro.

Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se ao navio draga Diogo Cão, onde conheceu as suas capacidades técnicas e os procedimentos de execução dos trabalhos.

Adjudicada à empresa Panlog-GB, a obra teve início com a remoção de carcaças de navios afundados, seguindo-se a operação de dragagem, iniciada na segunda-feira.

O projeto, com investimento estimado em 16 mil milhões de francos CFA e apoio financeiro do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), visa melhorar as condições de navegabilidade do porto, permitir a receção de navios de maior porte e reforçar a capacidade comercial e económica da Guiné-Bissau.
No final da visita, o Presidente da República manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos e destacou a importância da obra para o desenvolvimento do país.



ISRAEL: Netanyahu aposta em formação de "governo de direita forte" em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje a formação de um governo de direita forte sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso em Jerusalém. As projeções eleitorais apontam para um cenário de empate entre os blocos pró-governamental e o de Gadi Eisenkot, com o Likud como partido mais votado.

© Lusa  28/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje ser necessário formar "um governo de direita forte" sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso na sede de campanha do seu partido em Jerusalém.

"O Likud é o maior partido de Israel", disse, sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário em que não existe um claro vencedor entre o bloco pró-governamental que lidera e o do líder do partido Yashar!, o ex-general Gadi Eisenkot, nas eleições legislativas de terça-feira.

Na intervenção, Netanyahu pediu, no entanto, que se aguardasse pelos resultados finais, segundo o jornal Times of Israel.

"A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se", afirmou, opondo-se a qualquer "governo com o apoio dos árabes israelitas", numa altura em que as projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset (parlamento), o que representaria um recorde, batendo o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.

No entanto, a chave para a formação de um novo Governo em Israel poderá muito bem residir nos partidos árabes, o Ra'am e a Lista Conjunta.

Netanyahu considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas".

E reforçou: "Partidos que se opõem à nossa própria existência, que consideram o Hamas uma organização de caridade e que chamam aos nossos soldados criminosos de guerra".

"O bloco de direita tem uma maioria decisiva entre o público sionista", continuou Netanyahu durante o seu discurso, no tal enumerou as conquistas de Israel nas guerras contra o Hamas e o Irão.

O líder do Likud reiterou que Israel tem uma "oportunidade histórica" com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para "eliminar a ameaça iraniana".

"Conseguimos vencer os nossos inimigos e continuaremos a conseguir fazê-lo no futuro", afirmou o líder israelita, que falou cinco horas após o encerramento das urnas, com apenas 5% dos votos apurados.

Netanyahu, o último dos candidatos a reagir às projeções, com uma intervenção de cerca de 10 minutos, agradeceu aos parceiros de coligação de direita.

As novas projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem a Eisenkot, passou a dar 52 lugares ao bloco de Netanyahu contra 50 do ex-general do exército israelita.

Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.

Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).

A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.


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As projeções das eleições israelitas apontam para uma vitória de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria parlamentar para formar um governo, deixando o futuro político do país em incerteza.

Os habitantes de Telavive vão dormir ignorando quem governará Israel nos próximos quatro anos, após as projeções das legislativas hoje realizadas apontarem para uma vitória do partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, mas sem maioria para controlar o parlamento.

As sondagens à boca das urnas indicam que os partidos do bloco de oposição, que inclui o Yashar!, do ex-general Gadi Eisenkot e segundo nas projeções, também não alcançam os 61 lugares necessários para uma maioria parlamentar que viabilize um governo...

Especialistas pedem que alterações climáticas sejam declaradas emergência... Especialistas defendem que as alterações climáticas sejam declaradas uma emergência global de saúde, segundo um relatório divulgado hoje. O estudo aponta que os impactos na saúde estão a avançar mais rapidamente do que as ações para combater as mudanças climáticas.

© Lusa   28/10/2026 

As alterações climáticas devem ser declaradas uma emergência global de saúde, já que os seus impactos sobre esta avançam mais rapidamente do que as ações para as combater, defendem especialistas num relatório divulgado hoje.

O relatório do "Lancet Countdown sobre Saúde e Alterações Climáticas" indica que alguns dos danos para a saúde causados pelas alterações climáticas se intensificaram mais rapidamente na década seguinte à entrada em vigor do Acordo de Paris (2016–2025) do que na década anterior (2006–2015).

E isto deve-se, segundo os especialistas, ao facto de as medidas de combate às mudanças climáticas não avançarem "ao ritmo necessário", refere um comunicado da revista científica Lancet.

Os autores do relatório, liderado pelo University College London (UCL) em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), defendem assim que "as alterações climáticas sejam oficialmente reconhecidas e tratadas como uma emergência de saúde global e que a saúde oriente tanto as políticas quanto as prioridades de financiamento para combater" aquelas mudanças.

Os investimentos em energia limpa, sistemas de saúde mais resilientes, uma legislação mais abrangente em matéria de proteção da saúde e um número crescente de evidências científicas desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, " trouxeram benefícios concretos" para a saúde da população, mas estes avanços são "demasiado lentos, insuficientes e inconsistentes" para compensar "os danos crescentes causados pelas alterações climáticas provocadas pelo uso dos combustíveis fósseis", explica o comunicado.

Segundo o relatório, "o calor esteve associado a uma média estimada de 540.800 mortes por ano entre 2016 e 2023, 68% delas (369.900) causadas pelas alterações climáticas, um aumento em relação aos 55% (219.100) por ano no período de 2006 a 2015".

Na 21.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações sobre Alterações Climáticas (COP21), realizada em Paris, os países do mundo acordaram impedir que as temperaturas a nível global subissem além dos 2ºC (graus Celsius) em relação à época pré-industrial, e que de preferência esse aumento não ultrapassasse os 1,5ºC.

"Uma década após o Acordo de Paris, as nossas conclusões são inequívocas: os danos para a saúde causados pelas alterações climáticas estão a crescer mais rapidamente do que a resposta global às mesmas e, em muitos casos, até a acelerar", afirma Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown, citada no comunicado.

O relatório representa o trabalho de 146 investigadores multidisciplinares de mais de 100 instituições de uma trintena de países e os seus números "apontam para uma clara emergência", adianta.

"Não se trata de um agravamento gradual, é uma mudança drástica que precisa de ser reconhecida como a emergência de saúde global que é", reforça Marina Romanello.

Publicado a pouco mais de uma semana do início da COP31, que decorre de 9 a 20 de novembro, na Turquia, o relatório monitoriza 54 indicadores sobre os impactos das alterações climáticas e das medidas para as combater na saúde.

O 10.º relatório do Lancet Countdown constata que "continua aquém do esperado" o progresso na transição climática, que prevê o abandono gradual dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) e a sua substituição por fontes de energia renováveis (solar, eólica e hídrica), para limitar o aquecimento global.

Aponta também que os governos nacionais, as organizações internacionais e o setor privado estão agora menos empenhados nas questões de saúde e nas alterações climáticas, revertendo progressos anteriores, bem como que o financiamento para a adaptação às mudanças no clima está muito abaixo do necessário.

"Este relatório é um alerta contundente de que as alterações climáticas representam uma emergência de saúde. O que falta não são evidências, mas vontade política para agir", afirma Helen Clark, antiga primeira-ministra da Nova Zelândia e presidente do Conselho do Lancet Countdown, citada no comunicado.

"Os governos devem reforçar os seus compromissos de ação climática e retomar a cooperação internacional. Isto deve ser acompanhado por reduções rápidas das emissões e um apoio significativamente maior à adaptação, particularmente para as comunidades menos responsáveis pelas alterações climáticas e mais vulneráveis aos seus impactos".


terça-feira, 27 de outubro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Donald Trump só aceitará resultados eleitorais se votação for "limpa"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", apesar de as sondagens apontarem vantagem democrata.

© Chip Somodevilla/Getty Images    Por  LUSA   27/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", quando as sondagens favorecem os democratas.

Questionado sobre se respeitaria os resultados eleitorais independentemente do partido vencedor, Trump respondeu: "Aceitarei, se forem eleições limpas".

O Presidente fez estas declarações antes de partir para dois comícios de campanha no Texas, destinados a mobilizar o eleitorado republicano na reta final das eleições legislativas.

Trump acrescentou que encontrará uma forma de trabalhar com os democratas caso estes conquistem o controlo da Câmara de Representantes, atualmente nas mãos dos republicanos.

O chefe de Estado tem manifestado repetidamente dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral norte-americano, apesar de especialistas e autoridades eleitorais defenderem a sua fiabilidade.

Segundo uma sondagem divulgada na semana passada pelo meios de comunicação The Washington Post, ABC News e Ipsos, 70% dos norte-americanos não confiam que Trump aceite os resultados caso os republicanos sejam derrotados.

O Presidente continua a recusar reconhecer a derrota nas eleições presidenciais de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden, insistindo, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral.

Na segunda-feira, Trump anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (cerca de 850 mil euros) para quem denuncie casos de fraude nas próximas eleições legislativas ou em eleições anteriores, desde que as informações permitam acusar formalmente ou condenar os alegados responsáveis.

Em 16 de julho, o Presidente voltou a contestar os resultados de 2020, num discurso à nação transmitido em horário nobre, reiterando acusações de manipulação eleitoral sem apresentar provas conclusivas.

As declarações surgem a uma semana das eleições intercalares, que determinarão o controlo do Congresso durante a segunda metade do mandato presidencial.

As sondagens apontam para uma vantagem democrata na disputa pela Câmara de Representantes e para uma corrida mais equilibrada pelo Senado.

Os republicanos controlam atualmente as duas câmaras do Congresso, mas enfrentam um contexto político marcado pelo descontentamento com a inflação elevada e a guerra contra o Irão.

Uma sondagem Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira situou a taxa de aprovação de Trump em 32%, próxima dos níveis mais baixos do seu atual mandato.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou provas ou indícios de irregularidade.

OPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou qualquer prova ou indícios de irregularidade.

"Pareceu terrível para mim. Pareceu mais uma eleição fraudulenta, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma aparência terrível", declarou em referência ao facto de o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ter prorrogado o horário de votação por mais duas horas...

PM guineense anuncia missão da CPLP ao país entre 03 e 05 de novembro... O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau anunciou a chegada ao país de uma missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 03 a 05 de novembro, informaram hoje `media` guineenses.

©Digital Mídia Global TV   Por RTP/Lusa  27/10/2026 

De acordo com os meios de comunicação social guineenses, a que a Lusa teve acesso nas redes sociais, Ilídio Vieira Té esteve reunido, segunda-feira, com uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelo ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Estrangeiro, Cheikh Niang.

Durante a visita do ministro senegalês, que, segundo os `media` locais, se enquadra nos esforços de mediação da organização regional para encontrar uma solução negociada para a crise política guineense e criar condições para o regresso à normalidade democrática, Vieira Té anunciou a visita da missão diplomática da CPLP ao país.

"De acordo com o comunicado, a deslocação [da CPLP] poderá contribuir para ultrapassar o atual contencioso entre a Guiné-Bissau e a organização lusófona e permitir a normalização das relações institucionais", noticiaram.

A Lusa tentou confirmar esta informação junto da CPLP, do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e da missão permanente timorense junto da CPLP em Lisboa, cujo país preside à organização desde dezembro do ano passado, mas, até ao momento, não obteve respostas.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Bissau detinha a presidência do bloco lusófono, mas foi substituída, temporariamente, por Timor-Leste.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas, nas vésperas, acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à agência Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.