sexta-feira, 31 de julho de 2026

Seguranças da Presidência recuperam cidadão alegadamente raptado em Bandim

O cidadão Amadu Baldé, alegadamente raptado na tarde desta sexta-feira no Mercado de Bandim, em Bissau, foi recuperado pelas forças de segurança da Presidência da República.

Segundo informações, os indivíduos desconhecidos que transportavam a vítima colocaram-se em fuga, enquanto Amadu Baldé foi encontrado sã e salvo e encontra-se neste momento nas instalações do Palácio da República.

Por Radio TV Bantaba

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 ... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

Por  PAIGC 2023 

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online nos dias 24 de julho e 31 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, com especial destaque para os seguintes pontos:

a) Situação judicial do Presidente do Partido;

b) Decisões da última Cimeira da CEDEAO;

c) Preparativos para o XI Congresso do PAIGC.

Relativamente à situação judicial do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, o Coordenador do seu Coletivo de Advogados, camarada Mário Lino da Veiga, explicou os desenvolvimentos recentes do processo, designadamente a suspensão da prisão preventiva, que permitiu a sua deslocação a Lisboa, no passado dia 23 de julho, bem como as diligências em curso para o pleno restabelecimento da sua liberdade.

A Comissão Permanente tomou conhecimento do Acórdão da Câmara Crime do Supremo Tribunal de Justiça, que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade insanável de todos os atos por este praticados no processo do camarada Domingos Simões Pereira. Esta decisão confirma o que já era do conhecimento geral: a farsa judicial montada para tentar encobrir a perseguição política movida contra o Presidente do PAIGC.

No que concerne à última Cimeira da CEDEAO, realizada em Lungi, a 19 de julho de 2026, a Comissão Permanente tomou nota do Comunicado Final relativo à Guiné-Bissau e foi informada da posição do PAIGC expressa, designadamente, no Comunicado Conjunto PAI-TR e API-CG, de 22 de julho de 2026, no qual se condena a posição da CEDEAO que, ao normalizar o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025  e a transição militar em curso, se afastou das decisões da Cimeira de Abuja, de dezembro de 2025. A Comissão Permanente tomou nota, igualmente, da designação do Senegal como mediador da crise política na Guiné-Bissau.

Por fim, no âmbito dos preparativos do XI Congresso do Partido, a Comissão Permanente apreciou os avanços registados e incentivou a Comissão Nacional Preparatória a prosseguir os trabalhos, com vista a criar as condições necessárias para o êxito deste importante evento.

Após ampla discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Saudar a suspensão, por motivos médicos, da prisão preventiva do Presidente do PAIGC, camarada Domingos Simões Pereira, e manifestar o seu reconhecimento a todas as entidades nacionais e internacionais que contribuíram para a sua liberdade condicional;

2. Agradecer ao Governo Português pela decisão de acolher o camarada Domingos Simões Pereira e de lhe garantir as condições necessárias para um acompanhamento médico adequado;

3. Congratular-se com o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade de todos os atos por este praticados, reafirmando a natureza política e persecutória deste processo forjado contra o Presidente do Partido; 

4. Apelar às autoridades de facto para que ponham termo à perseguição política contra o camarada Domingos Simões Pereira, a qual constitui uma flagrante violação dos seus direitos fundamentais, e reiterar a sua total solidariedade para com o Presidente do Partido;

5. Condenar o posicionamento incoerente da CEDEAO na Cimeira de Lungi, que, ao não reconhecer a gravidade da ruptura da ordem constitucional na Guiné-Bissau, optou pela normalização do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, afastando-se das decisões da Cimeira de Abuja de Dezembro de 2025;

6. Apelar ao Senegal, enquanto mediador designado pela CEDEAO, para que leve a cabo uma mediação verdadeiramente imparcial, com garantias concretas de neutralidade e de transparência;

7. Reiterar o convite ao Comando Militar para um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, com vista à procura de soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

8. Encorajar a Comissão Nacional Preparatória do Congresso a prosseguir os trabalhos de preparação deste importante evento, criando as melhores condições para a sua realização;

9. Exortar todas as estruturas do PAIGC a manterem-se mobilizadas para os próximos desafios políticos e eleitorais e a prepararem-se para o cumprimento das orientações dos órgãos superiores do Partido;

10. Felicitar as mulheres guineenses pela celebração, hoje, 31 de julho, do Dia da Mulher Africana.

Bissau, 31 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

Ministro ultranacionalista de Israel rejeita acordo com Hamas

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir  Foto: Abir Sultan / AFP  Por  JN/Agências 31 de julho, 2026 

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou esta sexta-feira que o acordo anunciado com o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território.

Na primeira reação de um membro do Governo israelita ao acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o ministro de extrema-direita no Governo de coligação rebateu na rede Telegram os princípios essenciais do entendimento, sobre a retirada gradual das tropas de Israel e o desarmamento do Hamas.

Para Ben-Gvir, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

"Após o massacre de 7 de outubro, o sangue de cada membro do Hamas está sobre a sua cabeça", afirmou o ministro israelita, acrescentando que "os assassínios em Gaza devem continuar, o incentivo à emigração [dos habitantes palestinianos] deve acontecer, Israel deve vencer".

O chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, ainda não se pronunciou.

Desarmamento do Hamas em Gaza

O presidente norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas.

As negociações para a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra, decorriam há semanas no Egito.

Esta fase inclui o desarmamento do Hamas, uma retirada gradual de Israel do território palestiniano e o envio de uma força internacional de estabilização, sob orientação do Conselho da Paz, criado por Trump e aceite pelas Nações Unidas, bem como o estabelecimento de um governo tecnocrático palestiniano.

"Hoje, o Conselho de Paz chegou a um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza. Este é um passo monumental para uma paz e segurança duradouras", escreveu o líder da Casa Branca na rede Truth Social.

Trump afirmou ainda que as forças israelitas se retirarão do território "assim que o desarmamento estiver concluído", apesar de as primeiras reações das partes sugerirem divergências sobre esta questão.

Na sua primeira declaração oficial, o Hamas avisou que não entregará o seu armamento pesado até que as tropas israelitas abandonem a Faixa de Gaza.

O grupo palestiniano sublinha que o acordo referente à recolha de armas pesadas está "vinculado e condicionado" ao cumprimento, por parte de Israel, de dez exigências, incluindo a cessação de todos os ataques israelitas e a retirada de todas as suas tropas.

A declaração refere ainda outras exigências que encontram oposição no Governo israelita, como "a reconstrução, a garantia do direito à autodeterminação, o estabelecimento de um Estado palestiniano independente e a proteção dos direitos dos cidadãos".

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa do seu país, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual "linha amarela" sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

Cessar-fogo inclui trocas de reféns

A primeira fase do cessar-fogo incluiu a libertação dos últimos reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das tropas de Israel e a entrada de ajuda humanitária.

Desde o anúncio da trégua, pelo menos 1214 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, cujos números são considerados fiáveis ​​pela ONU.

O exército israelita relatou ter perdido cinco soldados durante o mesmo período, além de um funcionário civil contratado.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, dirigiu hoje uma mensagem irónica ao primeiro-ministro espanhol sobre a crise migratória em Ceuta, desafiando-o a "conceder refúgio" aos habitantes de Gaza que desejem emigrar.

Porto com menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos 5 anos

Por dnoticias.pt    31 jul 2026 

O Porto registou menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos cinco anos, tendo terminado 2025 com 526 pessoas a viver na rua, avançou hoje fonte municipal.

Dados da Câmara do Porto revelados hoje à Lusa indicam que nos últimos cinco anos (2021-2025) houve uma redução média de 51 pessoas por ano de pessoas em situação de sem-abrigo no município do Porto, totalizando menos 204 pessoas a viver nas ruas.

Em 2025 foram registadas 526 pessoas em situação de sem-abrigo, uma diminuição de 4,9% face a 2024, a quebra mais baixa dos últimos cinco anos.

Os números da autarquia revelam que, neste período, o maior pico de pessoas sem-abrigo no município foi em 2021, com 730 pessoas a viver na rua.

Em 2022, o Porto registou 647 casos, uma descida de 11,4% face a 2021.

Em 2023, a descida foi na ordem dos 7,7%, com 597 casos.

Em 2024, a tendência da descida do número de pessoas em situação de sem-abrigo mantinha-se, situando-se nos 7,4%, com 553 casos.

Um destaque nos dados é que revelam que o ano de 2025 regista a menor descida (-4,9%).

Os dados avançados à Lusa pela Câmara do Porto são os dados que o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Porto (NPISA Porto) enviou à Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas sem Abrigo (ENIPSSA), uma política pública de âmbito nacional.

Na análise da naturalidade, a maior parte não é do Porto, dividindo-se em 39,9% vindos de outros municípios, 8,2% dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), 1,6% de países da União Europeia e 3,4% de outros locais.

A nacionalidade portuguesa é maioritária (88,4%), mas os dados mostram um ligeiro aumento (+1,8%) de pessoas em situação de sem-abrigo vindas dos PALOP.

Em fevereiro deste ano, a Lusa noticiou que os Albergues Noturnos, um centro de alojamento temporário, retirou nove pessoas em situação de sem-abrigo das ruas do Porto em cerca de seis meses, com uma equipa que estuda o perfil das pessoas para fazerem o 'match' (combinação perfeita) com as casas.

"Fazemos o matching da pessoa com a casa", explicava em entrevista à Lusa a diretora-geral da instituição no centro do Porto Albergues Noturnos, Carmo Fernandes, referindo que havia pelo menos "100 pessoas sinalizadas na cidade" que viviam cronicamente nas ruas da cidade do Porto.

No final de maio, a Câmara do Porto anunciou que a antiga Escola Básica EB1 de Lordelo seria transformada no Centro de Pernoita em Lordelo em 2026, e que teria capacidade para acolher 120 pessoas em situação de sem-abrigo.

O futuro espaço de alojamento noturno oferecerá banhos, roupa lavada e pequeno-almoço com o objetivo de garantir uma resposta imediata e mitigar a exclusão social na cidade.

O Centro Joaquim Urbano também oferece apoio e há uma rede de restaurantes solidários.

Faten Al-Azizi, jogadora marroquina, morre na travessia até Ceuta... Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado desde Marrocos até à cidade espanhola de Ceuta, que já causou mais de 50 mortes.

© Getty Images    Por  Davide Rodrigues Araújo  31/07/2026 

Atravessia de Marrocos até Ceuta já causou dezenas de mortes por afogamento desde esta quinta-feira e já se sabe a identidade de uma das pessoas que perdeu a vida na tentativa de chegar a território espanhol. Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo Tanja24 e dá conta de que a comunidade local de Tanger está chocada com o desfecho desta travessia, com várias homenagens dessa cidade a surgirem nas redes sociais.

Balanço de mortos continua a subir em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, na tentativa de alcançar a nado a costa de Ceuta.

As autoridades não excluem que o número de vítimas mortais continue a aumentar nas próximas horas.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o Governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15:30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: Sobe para 57 o número de mortos durante entrada em massa em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Itália suspende acordo Schengen com Espanha e reforça fronteiras... O Ministério do Interior italiano ordenou a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   31/07/2026

O Ministério do Interior de Itália ordenou, esta sexta-feira, a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país, devido à crise migratória em Ceuta.

A decisão foi tomada após a avaliação das informações mais recentes por parte do Comité de Análise sobre Imigração e Segurança das Fronteiras, presidido esta manhã pelo ministro do Interior, Matteo Piantedosi, de acordo com a agência Ansa.

O governante manteve ainda uma conversa telefónica com o seu homólogo francês, Laurent Nuñez, durante a qual ficou assente reforço dos controlos ao longo da fronteira terrestre entre os dois países.

Recorde-se que, após a divulgação de imagens de milhares de marroquinos a entrarem ilegalmente ao enclave de Ceuta, na quinta-feira à noite, o governo de direita e extrema-direita de Giorgia Meloni, que tem como uma das grandes bandeiras o combate à imigração ilegal, defendeu "o encerramento do espaço Schengen [de livre circulação de pessoas] com Espanha".

O ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro, Antonio Tajani, acusou Madrid de ter encorajado "o tráfico de seres humanos" ao "conceder a cidadania espanhola a 500 mil imigrantes irregulares". Mais tarde, Meloni defendeu também a adoção de "instrumentos extraordinários para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, como a suspensão do espaço Schengen com Espanha", face às "imagens chocantes" da fronteira em Ceuta.

A posição de Roma foi severamente criticada pelo chefe da diplomacia espanhola, José Luis Albares, que deplorou "a demagogia" de Itália e convocou mesmo o embaixador italiano em Madrid, tendo recebido o apoio do Partido Democrático (PD), principal força política da oposição em Itália, de centro-esquerda, da família socialista europeia, tal como o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez.

Em comunicado, o responsável pelos Assuntos Externos do PD, Peppe Provenzano, acusou Meloni de "propaganda mesquinha" e considerou que a chefe de governo abriu uma crise diplomática com Espanha para não perder eleitores para a nova figura que está a despontar na direita radical italiana, Roberto Vannacci, que recentemente fundou um novo partido, o Futuro Nacional.

"Uma presidente do Conselho que desencadeia uma crise diplomática com a Espanha devido à louca perseguição a Vannacci. Um ministro dos Negócios Estrangeiros que, evidentemente, ignora que Ceuta é um enclave em África e apela ao encerramento do espaço Schengen com Espanha. É um governo de irresponsáveis e manipuladores, que há quatro anos não resolve um único problema e recorre diariamente à propaganda mais mesquinha", acusou o dirigente.

A completar o comunicado, Provenzano apontou que, "entretanto, a realidade é que Espanha cresce a um ritmo de 2,7% e Itália permanece estagnada, e quem paga a conta são os cidadãos, com salários cada vez mais baixos e um custo de vida cada vez mais insustentável".

Na sequência das declarações de Tajani, o homólogo espanhol lamentou a intervenção, que classificou como inapropriada, por parte de "um país parceiro e amigo de quem se espera solidariedade europeia e não demagogia partidária".

Além dos Irmãos de Itália, partido pós-fascista liderado por Meloni, e do Força Itália, partido de centro-direita encabeçado por Tajani, também o outro partido que integra a coligação governamental, a Liga, força de extrema-direita liderada por Matteo Salvini, defendeu a suspensão do acordo de Schengen com Espanha, comentando que "a chegada de quase 50 mil imigrantes clandestinos a Ceuta em menos de 24 horas comprova o desastroso fracasso do governo socialista de Pedro Sánchez, referência da esquerda italiana".

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar Ceuta a nado, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local. Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta, depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15h30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: UE nega deslocações de pessoas de Ceuta para a Europa continental

O comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, negou hoje que estejam a ocorrer deslocações de pessoas de Ceuta para o continente europeu, classificando, contudo, a situação na cidade autónoma espanhola como "inaceitável".

Donald Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o Conselho de Paz chegou a um acordo para o "desarmamento total" do Hamas e de outros grupos armados em Gaza.

© Fox News  Por  LUSA  31/07/2026 

O republicano descreveu este passo como histórico rumo à criação de um novo governo palestiniano no enclave.

Trump adiantou através da sua rede social, Truth Social, que "o acordo será implementado em fases cuidadosamente estruturadas" e que, uma vez concluído o desarmamento, "as forças israelitas retirarão".

Com a saída das forças israelitas do enclave, uma Força Internacional de Estabilização atuará ao lado de uma nova força policial palestiniana para garantir a segurança de Gaza, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano realçou que o acordo permitirá que Gaza fique sob o controlo de "um novo governo palestiniano" e agradeceu ainda ao Egito, ao Qatar e à Turquia pelos seus esforços de mediação, bem como à sua equipa de negociação por ter alcançado o pacto.

Segundo o portal de notícias Axios, a pressão externa e a crescente crise económica na Faixa de Gaza, pela qual o Hamas é responsabilizado, levaram o grupo a aceitar o acordo de desarmamento.

O Presidente dos EUA descreveu o acordo como um "marco importante" na implementação do seu plano de 20 pontos para Gaza, apresentado a 29 de setembro de 2025, juntamente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

O plano traça um roteiro para pôr fim à guerra, libertar reféns, estabelecer uma estrutura de segurança para Israel e avançar para uma administração palestiniana tecnocrática no enclave.

Uma fonte diplomática e outra ligada ao grupo islamita palestiniano Hamas já tinha adiantado na quinta-feira que as negociações de paz na Faixa de Gaza, a decorrer no Cairo, registaram progressos sobre o desarmamento do Hamas.

Há semanas que decorrem negociações no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra no enclave palestiniano.

Fonte do Hamas tinha destacado à agência de notícias France-Presse (AFP) uma "ampla convergência" em vários pontos relacionados com o armamento e disse que o grupo palestiniano apresentou alterações ao roteiro proposto por Washington aos mediadores e aguarda a resposta de Israel.

"Continuamos a avançar com o roteiro", comentou uma fonte diplomática familiarizada com as negociações, que pediu à AFP para não ser identificada.

A mesma fonte reiterou que o plano estipula o "desmantelamento de todas as armas", especificando que não haverá exceções, de forma a "transferir toda a autoridade para o governo tecnocrático".

De acordo com o plano de paz, a gestão corrente da Faixa de Gaza no período pós-conflito será assegurada por um organismo de tecnocratas palestinianos, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).

A transferência de armas para o CNAG será realizada, segundo a fonte diplomática, em coordenação com a Força Internacional de Estabilização (FIE), uma estrutura destinada a reunir tropas multinacionais sob os auspícios do Conselho de Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Do lado israelita, uma fonte política disse à AFP que "não haverá retirada israelita da 'linha amarela' até que o Hamas esteja completamente desarmado e a Faixa de Gaza totalmente desmilitarizada".

A "linha amarela" é o nome dado por Israel à demarcação entre as áreas controladas pelo Hamas e pelo exército israelita no enclave palestiniano.

Israel reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Navio da Marinha parte de Lisboa para missão em 15 países africanos... O navio da Marinha NRP Álvares Cabral partiu hoje de Lisboa para uma missão de diplomacia e segurança pela costa ocidental africana, que prevê a visita a 15 países, incluindo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Marinha Portuguesa  NRP ÁLVARES CABRAL     Por  LUSA   30/07/2026 

"O NRP Álvares Cabral estará em missão nos próximos meses, contribuindo para que Portugal use o mar, através da defesa coletiva e expedicionária, da proteção dos interesses nacionais e da diplomacia naval, da patrulha, vigilância e fiscalização, da segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar", destacou a Marinha numa nota enviada à Lusa sobre a 'Iniciativa Mar Aberto 2026'.

A missão prevê a visita a 15 países: Cabo Verde (Mindelo), Gana (Tema), São Tomé e Príncipe (Príncipe e Baía Ana Chaves), Angola (Luanda), Nigéria (Lagos), Benim (Cotonou), Togo (Lomé), Costa do Marfim (Abidjan), Libéria (Monróvia), Serra Leoa (Freetown), Guiné (Conacri), Guiné-Bissau (Bissau), Gâmbia (Banjul), Senegal (Dakar) e Espanha (Las Palmas).

A 'Iniciativa Mar Aberto 26' tem como objetivo "contribuir para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal junto dos países da CPLP e de outros países do Golfo da Guiné".

Procura também "reforçar o esforço coletivo de segurança cooperativa promovido pela comunidade internacional, em particular pela União Europeia (UE), no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) ao longo da costa ocidental africana", pode ler-se na nota da Marinha.

Durante a missão irá decorrer também a 'viagem de instrução' dos cadetes do 3.º e 4.º anos da Escola Naval, entre hoje e 22 de agosto, estando igualmente prevista a participação do navio em diversas atividades enquadradas no projeto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela UE.

O navio largou hoje à tarde desde a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com 188 pessoas, comandado pelo capitão-de-fragata Nelson Santos Martins.

A cerimónia de despedida do navio foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o almirante Jorge Nobre de Sousa, que sublinhou que esta missão é "uma das mais importantes expressões da ação externa da Marinha".

"Ao longo dos anos, esta missão tem permitido reforçar a segurança marítima, estreitar laços de cooperação, desenvolver capacidades e aprofundar relações de confiança com os países amigos da costa ocidental africana, em especial com os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", realçou.

Irão: Resolução contra ataques dos EUA chumba no Senado... Uma resolução do Senado norte-americano que pressionava o Presidente Donald Trump a suspender os ataques ao Irão foi hoje rejeitada por margem mínima.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA   30/07/2026

A chamada Resolução sobre os Poderes de Guerra visava suspender as hostilidades no Irão, alegando que não foram autorizadas pelo Congresso, mas a iniciativa era sobretudo simbólica, dado o poder de veto de Trump sobre legislação do Congresso. 

Três senadores da maioria republicana - Susan Collins, Lisa Murkowski e Rand Paul - votaram com os democratas, num total de 49 votos a favor da resolução, enquanto o democrata John Fetterman se juntou aos republicanos, somando 50 votos contra.

Na passada sexta-feira, Trump decidiu suspender os ataques aéreos contra o Irão numa tentativa de negociar um acordo para pôr fim à guerra, mas a ofensiva contra a República Islâmica foi retomada na quarta-feira, em resposta aos ataques iranianos contra interesses norte-americanos no Médio Oriente.

A guerra começou a 28 de fevereiro, e a lei norte-americana estipula que a Casa Branca tem 60 dias para solicitar autorização ao Congresso para prosseguir as hostilidades.

Trump declarou o fim dos combates com o cessar-fogo anunciado em abril e defende agora que o prazo de 60 dias deveria começar a contar em julho, quando o memorando assinado entre Washington e Teerão em junho foi violado.


Leia Também: EUA apontam "extrema-esquerda" de Espanha por crise migratória

A Casa Branca atribuiu hoje às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta, onde milhares de pessoas vindas de Marrocos atravessaram irregularmente a fronteira para território espanhol.

Invasão Ceuta. Itália quer suspender acordo de Espaço Schengen em Espanha... A suspensão espanhola do Espaço Schengen foi proposta pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após centenas de imigrantes ilegais terem chegado a Ceuta, esta quinta-feira. Madrid denunciou a "demagogia" de Itália e convocou o embaixador italiano, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha.

Foto: Jaime Lopez - Reuters   Por  RTP   30 Julho 2026

A crise surgiu com a chegada ilegal ao enclave espanhol de centenas de migrantes vindos a nado de Marrocos.

Ceuta apelou ao governo central espanhol para declarar uma situação de "emergência nacional", pedido rejeitado por Madrid. O enclave não tem condições para alojar todos os imigrantes chegados nos ultimos dias e em particular esta quinta-feira, com os centros de asilo esgotados.

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O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, vai deslocar-se na sexta-feira a Ceuta, cidade autónoma que pediu ao Governo espanhol o encerramento da fronteira com Marrocos de forma "urgente e inadiável". 

O governo espanhol anunciou o envio de soldados para garantir a segurança neste território ao largo da costa norte de África.

Embora o número exato não tenha sido especificado, a Guarda Civil será reforçada com 70 agentes adicionais, que se juntarão aos 80 já presentes, e serão também enviadas equipas de mergulho e embarcações da guarda costeira.

Em Marrocos, a polícia tem tido dificuldades em conter e dispersar a multidão reunida na localidade de Castillejos, perto da fronteira com Ceuta, segundo constatou a agência de notícias espanhola EFE no local. 

As autoridades ativaram o dispositivo para travar as tentativas de aproximação ao perímetro fronteiriço e começaram a usar contra a multidão material contra distúrbios, como gás lacrimogéneo e canhões de água. 

Milhares de pessoas, maioritariamente jovens oriundos de todo o país, continuam a chegar ao local, com a intenção de fazer a travessia até à cidade espanhola, uma maré humana de mais de cinco quilómetros que acabou por sobrecarregar a polícia marroquina.

Marrocos não divulgou até agora dados oficiais sobre o número de detidos, pessoas resgatadas ou mortos por afogamento no mar durante esta crise.

Itália pede suspensão de Schengen

Denunciando as "imagens chocantes" vindas de Ceuta, a primeira-ministra italiana reagiu, escrevendo, "a Itália não ficará de braços cruzados".

"Estamos a reunir as autoridades competentes e, após estas reuniões, estamos preparados para agir, inclusive através de medidas excecionais", anunciou, "como a suspensão do acordo de Schengen com Espanha". 

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, já tinha declarado horas antes ser "favorável ao encerramento do Espaço Schengen com Espanha".

Antonio Tajani, membro do partido Forza Italia (direita conservadora), aliado de Giorgia Meloni, invocou “as imagens vindas de Ceuta" para criticar "a decisão do governo de Madrid, de conceder a cidadania espanhola, e portanto europeia, a mais de 500 mil imigrantes indocumentados", a qual, acusou, "incentiva o tráfico de pessoas”.

Matteo Salvini, também vice-primeiro-ministro de Itália e líder da Liga (extrema-direita), pediu na rede X que se “suspenda o Acordo de Schengen” e se “defenda as fronteiras da Europa”.

Bruxelas propõe ajuda

Espanha e Marrocos atribuíram esta crise em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.

Os dois governos anunciaram também um acordo para o repatriamento, "o antes possível", das pessoas que entraram em Ceuta de forma irregular nos últimos dias.

O comissário Europeu para o Interior e Migração, o austríaco Magnus Brunner, falou hoje com o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a quem transmitiu "a disponibilidade da UE" para aumentar esta colaboração.

O responsável também afirmou que estão em contacto com as autoridades marroquinas "para garantir que todos os esforços necessários são feitos para evitar estas viagens perigosas".

As imagens chocantes correram mundo. Nos Estados Unidos,

a Casa Branca atribuiu às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta.

"O Presidente [Donald] Trump há muito que alerta a Europa para as consequências de continuar a implementar políticas globalistas de extrema-esquerda, como a facilitação da migração em massa. Espanha e outros países que adotaram esta filosofia destrutiva devem corrigir imediatamente o rumo ou correm o risco da sua própria ruína", disse à EFE a secretária de imprensa da Casa Branca, Ana Kelly.

A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) afirmou, quinta-feira à noite, que o afluxo em massa de imigrantes ao enclave espanhol de Ceuta se deve a "múltiplos" fatores, admitindo o efeito de chamada de uma recente decisão judicial.

c/agências

Governo dos Estados Unidos erra localização de todos os países de África em mapa levado a conferência sobre SIDA... País esteve na conferência Aids 2026, realizada no Rio de Janeiro, e errou onde ficam Nigéria, Moçambique, Uganda, Costa do Marfim, Malawi e Camarões

©Channel Africa   Por  CNN   30/07/2026

Os Estados Unidos fizeram uma apresentação na conferência Aids 2026, realizada no Rio de Janeiro, para explicar as novas políticas de saúde pública do país. Como material de apoio, foi levado um mapa do continente africano. No entanto, esta solução pouco ajudou a compreensão de quem assistia à palestra, uma vez que o Departamento de Estado errou a localização de todos os países destacados, noticiou a Reuters.

Entre os territórios localizados em África, os EUA optaram por enfatizar ações relacionadas com Nigéria, Moçambique, Uganda, Costa do Marfim, Malawi e Camarões. Em cada um, o mapa destaca uma quantia monetária relacionada com o investimento realizado pelo país norte-americano.  

O problema é que nenhum foi colocado no local correto dentro do continente - sendo que alguns aparecem em fronteiras que não existem. Por exemplo, a Nigéria, país que conta com um extenso litoral, está identificada no meio do deserto do Saara, numa região que parece pertencer a países como Níger e Argélia; Moçambique é mostrado onde são partes da Etiópia e do Quénia, e Costa do Marfim, que fica no lado ocidental do continente, aparece próxima à costa oriental, mas sem acesso ao litoral.

O orador que representou os EUA na conferência foi Jeff Graham, principal enviado do governo Trump para a saúde e responsável pela iniciativa conhecida como Plano de Emergência do Presidência para o Alívio da SIDA. O responsável, porém, não comentou o assunto publicamente. 

Na imagem, é possível identificar que a infografia foi realizada com o auxílio de uma Inteligência Artificial da OpenAI, que não se pronunciou. O Departamento de Estado, por sua vez, diz ter “responsabilidade total” sobre os erros. Mesmo assim, o governo norte-americano garante que a conferência foi “construtiva” e que está empenhado em combater a SIDA.  

MIGRAÇÕES: Londres regista entrada recorde este ano de 752 migrantes num dia... As autoridades britânicas registaram a chegada de 752 migrantes irregulares através do Canal da Mancha em pequenas embarcações na quarta-feira, um número recorde num único dia desde o início do ano, divulgou hoje o Ministério do Interior britânico.

© Sameer AL-DOUMY / AFP via Getty Images     Por LUSA  30/07/2026 

O recorde diário anterior deste ano era de 710 chegadas, registado a 15 de junho, e o recorde histórico é de 1.305 entradas no Reino Unido num único dia, verificado no início de setembro de 2022.

O aumento de entradas através do Canal da Mancha -- que liga o norte de França ao Reino Unido - coincidiu com vários incidentes trágicos, incluindo a morte de quatro migrantes em operações de socorro ao largo da costa francesa.

As autoridades francesas reportaram hoje o naufrágio de várias embarcações e a recuperação de corpos perto de Dunquerque e Hardelot.

O número acumulado de migrantes que cruzaram, este ano, o Canal da Mancha em pequenas e precárias embarcações superou as 13.300 pessoas, embora este indicador represente uma queda de cerca de 45% em comparação com o mesmo período de 2025.

O recente aumento nas travessias e a tática dos traficantes de lançar um grande número de embarcações ao longo da costa francesa --- descrita como "assalto total", para sobrecarregar a fiscalização --- acontecem em paralelo com uma forte cooperação bilateral.

As redes de tráfico têm colocado barcos cada vez mais cheios de pessoas no mar, chegando, na semana passada, a serem contabilizadas 152 pessoas numa única embarcação insuflável.

O Reino Unido e França têm um acordo de devolução mútua de migrantes ("one in, one out"), que está em vigor até outubro, e que implica que os migrantes sem documentos que cruzem o Canal da Mancha a partir da costa francesa sejam devolvidos a França desde que, em troca, o Reino Unido acolha, através de rotas legais, outro refugiado ou requerente de asilo que se encontre em solo francês.

O objetivo deste acordo, adotado no ano passado pelo então primeiro-ministro britânico Keir Starmer e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, visa combater as redes de tráfico humano, demonstrando aos migrantes que a travessia irregular resultará no seu regresso imediato a França, e que existem vias legais e seguras para entrar em território britânico.

A maior parte dos migrantes que cruzam o Canal da Mancha em pequenas embarcações provém de países marcados por conflitos armados ou regimes autoritários, como a Eritreia, o Afeganistão, o Sudão, o Irão ou a Somália.

O controlo da imigração irregular é um dos temas mais sensíveis e debatidos na política do Reino Unido.

O Governo britânico, liderado pelos trabalhistas, tem destacado a queda do total de chegadas em 2026, mas os partidos da oposição e críticos à direita afirmam que a redução não é suficiente, apontando que os traficantes apenas mudaram de tática, usando agora barcos maiores.

ARGENTINA: Insultos ao povo argentino passam a ser fundamento para expulsão... O Presidente argentino aprovou hoje um decreto que permite impedir a entrada no país de estrangeiros que insultem os argentinos ou a identidade nacional, prevendo a expulsão de quem se encontre em território argentino.

© Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images      Por  LUSA    30/07/2026 

O decreto, publicado em Diário da República, altera a Lei da Imigração e introduz novos fundamentos para recusar a entrada de cidadãos estrangeiros e cancelar autorizações de residência já concedidas.

O Governo disse ter registado, nos últimos tempos, um aumento significativo de "discursos de ódio e atos de hostilidade e desprezo dirigidos especificamente contra o povo argentino, a cultura e a identidade nacional".

Este tipo de comportamento representa "um risco para todos os argentinos" e compromete "as condições para a convivência harmoniosa e a paz social", acrescentou.

O texto esclarece, contudo, que as novas disposições não podem ser aplicadas a manifestações de dissidência ideológica ou a críticas políticas, académicas ou cívicas que constituam o exercício legítimo de direitos constitucionalmente protegidos.

Pouco antes da publicação do decreto, a Presidência argentina divulgou um comunicado no qual afirmou que "a defesa da nação, dos cidadãos e dos símbolos é inegociável".

"Quem ataca a República Argentina não é bem-vindo no nosso país", sublinhou o Governo de Javier Milei.

A decisão surgiu num contexto de crescente tensão após a final do Mundial de futebol de 2026, em que a Argentina foi derrotada pela Espanha.

O Governo argentino acusou diversos atores internacionais de promoverem uma alegada "campanha anti-Argentina" nas redes sociais.

No domingo, Milei afirmou que o Governo brasileiro financiou parte dessa alegada campanha, com o apoio do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.

A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou a acusação, negando qualquer envolvimento do Governo.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno, afirmou que publicações nas redes sociais de figuras públicas, como a cantora espanhola Rosalía e os atores norte-americano Samuel L. Jackson e espanhol Javier Bardem, integravam essa alegada campanha.

As críticas difundidas nas plataformas digitais centraram-se sobretudo em alegações de favorecimento da arbitragem à seleção argentina durante o Mundial e em acusações de racismo.