quarta-feira, 7 de outubro de 2026

ISRAEL: Cerimónias do 7 de Outubro em Telavive reúnem 50 mil pessoas... Cerca de 50 mil pessoas reuniram-se em Telavive esta noite para acompanhar as cerimónias do terceiro aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, perpetrados em Israel por milícias palestinianas de Gaza lideradas pelo movimento islamita Hamas.

© Alexi Rosenfeld/Getty Images   Por   LUSA   07/10/2026 

O evento foi apresentado por Eli Sharabi, um ex-refém em Gaza cuja mulher e duas filhas foram assassinadas no dia do ataque do Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos, Israel e vários outros países. A atriz israelita Shani Cohen conduziu a cerimónia ao seu lado.

"Nessa manhã de sábado, perdemos tanto... perdemos amigos, familiares, lares e comunidades inteiras que ficaram devastadas. Perdemos as pessoas que mais amávamos; perdemos a nossa sensação de segurança; perdemos parte da nossa inocência, e os nossos corações ardiam", afirmaram no discurso de abertura.

"E naquele dia, que mergulhou todo o Estado de Israel num profundo abismo de dor, parecia que também tínhamos perdido o país que um dia conhecemos", adiantaram.

O evento foi organizado pelo Kumu ("Levantem-se", em hebraico), um grupo formado por pessoas próximas das vítimas do massacre.

Esta foi a cerimónia popular alusiva ao aniversário, uma vez que a cerimónia oficial do Estado foi realizada na segunda-feira, seguindo a data estabelecida pelo calendário judaico.

Segundo o jornal The Times of Israel, a realização de cerimónias separadas "evidencia a profunda divisão existente entre muitos sobreviventes e familiares das vítimas, por um lado, e o governo, por outro — que se recusou a criar uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas do dia 07 de outubro".

Perante cerca de 50 mil pessoas em Telavive, segundo estimativas de fontes da organização, pelo palco passaram cantores nacionais, bem como familiares e pessoas próximas das vítimas — tanto civis como membros das forças de segurança israelitas.

"Nessa manhã, os sistemas entraram em colapso e o Estado falhou. Nas longas horas num abrigo seguro, a confiança que tínhamos como âncora desfez-se em pedaços", disse um dos fundadores do Kumu, Omri Shifroni, que perdeu sobrinhos e tios nesse dia.

A 07 de outubro de 2023, cerca de 6.000 palestinianos invadiram as comunidades israelitas na fronteira com a Faixa às 06h29 da manhã, num ataque liderado pelo Hamas e coordenado com outras milícias do enclave, que envolveu também o lançamento de mísseis contra o sul de Israel.

Cerca de 1.200 pessoas morreram no ataque e outras 251 foram feitas reféns pelo Hamas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, na qual morreram mais de 74.200 palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, que não distingue o número de vítimas civis do de combatentes.



Leia Também: Hamas "a pagar um preço enorme" pelos ataques contra Israel

O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje condolências ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no terceiro aniversário dos ataques das milícias palestinianas lideradas pelo Hamas, assegurando que estas estão "a pagar um preço enorme pelo que fizeram".

Num encontro com a imprensa na Casa Branca, Trump revelou ter falado com Netanyahu a propósito do aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, que fizeram mais de 1.200 mortos em território israelita e desencadearam a ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Trump recordou o "dia horrível, a tragédia horrível" de há três anos e afirmou que "o outro lado" — o Hamas e outras milícias palestinianas — "está a pagar um preço enorme pelo que fez"...

GUINÉ-BISSAU: TRB/ MANDADO DE NOTIFICAÇÃO...

 

Má perceção de ‘ratings’ custa 75 mil milhões de dólares por ano a África – UNECA

Por  correiodamanhacanada.com/LUSA  07/10/2026 

Port Louis, 07 out 2026 (Lusa) — Os países africanos pagam mais 75 mil milhões de dólares anualmente pela perceção do risco de investir em África, segundo estimativas avançadas hoje pela secretária executiva adjunta da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).

“Os governos pagam mais para se endividar, o investimento torna-se mais difícil de atrair, a escala do fardo é cada vez maior, e as estimativas sugerem que o prémio de risco custa mais de 75 mil milhões de dólares [67 mil milhões de euros] em juros excessivos, o que diverge os recursos, já de si escassos, das prioridades de desenvolvimento, como a saúde, a educação e as infraestruturas”, disse Hanan Morsy.

Na cerimónia de lançamento da nova agência africana de rating (AfCRA, na sigla em inglês), a vice-líder da UNECA destacou a importância dos ‘ratings’ atribuídos pelas agências de notação financeira quando analisam a capacidade de um país ou empresa pagar aos seus credores privados.

“Os ‘ratings’ também enformam as escolhas políticas; durante a pandemia, as preocupações sobre uma descida impediram os países de pedir uma suspensão do serviço da dívida, por isso quando os governos hesitam em usar um mecanismo internacional por causa das possíveis consequências no ‘rating’, isto mostra-nos a necessidade de reavaliar a maneira como são calculados os riscos”, disse Hanan Morsy.

Para esta economista, o lançamento da AfCRA, esta tarde em Port Louis, nas Ilhas Maurícias, onde será a sede da nova entidade, é uma “oportunidade para alargar a informação e as perspetivas disponíveis para os investidores”.

A nova agência, defendeu, traz proximidade, conhecimento das instituições locais e familiaridade com os programas de reformas à medidas que eles são implementados.

E estas são “vantagens comparativas importantes” face às agências tradicionais, que operam a partir dos Estados Unidos, Europa ou Ásia, com pouca implantação em África, afirmou.

Na cerimónia, que contou também com representantes do Mecanismo de Revisão pelos Pares (da ONU), do Banco Africano de Exportações e Importações e do próprio líder da União Africana, foi transversal a ideia de que a nova agência não deverá favorecer os países africanos, sob pena de falhar no teste da credibilidade.

“O objetivo não é ter um tratamento preferencial, mas sim mais precisão, transparência, melhor contexto na avaliação do risco de crédito e dar mais conhecimento e perspetivas para o contexto geral dos ratings, promovendo mais justeza nas análises”, sintetizou Morsy.

A atribuição de ‘ratings’ tem estado em debate nos encontros internacionais sobre as finanças africanas, sobretudo devido à ligação que tem com a capacidade de financiamento dos países da região nos mercados internacionais, já que muitos investidores, principalmente institucionais, ancoram as suas decisões de investimento nestas avaliações aos países.

A nova agência, hoje lançada, é “impulsionada pelo setor privado, autofinanciada e independente”, e não pode ser detida por governos, diz a UA, vincando que “as estruturas de governança privilegiam a transparência, a credibilidade e as salvaguardas contra conflitos de interesses”.

Entre as vantagens, a UA aponta que, para os governos, a agência poderá trazer “condições de financiamento mais justas e melhor acesso aos mercados de capitais”, enquanto para os investidores será possível ter “análises equilibradas e específicas no contexto sobre o risco africano”.

O custo do financiamento dos países africanos nos mercados internacionais é um dos principais temas em debate, não só pelo elevado valor, mas pelo impacto que tem nas economias dos países, já que os governos, com recursos limitados, têm muitas vezes de escolher entre pagar os juros da dívida ou investir no desenvolvimento económico.

“O que está em jogo é significativo: o serviço da dívida externa de África aumentou de 61 mil milhões de dólares [54,5 mil milhões de euros] em 2010 para 163 mil milhões de dólares [145 mil milhões de euros] em 2024, com os pagamentos de juros a excederem a despesa pública com a saúde ou a educação na maioria dos países”, insistiu a UA.

MBA // ANP

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ESTUDO: Mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos que ganhos... Um estudo divulgado hoje alerta que a mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos do que ganhos para os países investidores, com perdas de milhões de dólares em vez de lucros.

© Lusa   07/10/2026 

A mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos do que ganhos para os países investidores, conclui um estudo hoje divulgado que alerta para perdas de milhões de dólares em vez de lucros.

As conclusões resultam de uma análise que submete as projeções económicas da própria indústria mineira a uma espécie de "teste de stress".

Pegando em projeções económicas de projetos de mineração, o estudo concluiu que em mais de oito em cada dez cenários realistas (83%), a mineração em mar profundo destrói valor, mesmo antes de considerar custos ambientais e outros impactos sociais.

Aponta igualmente para uma probabilidade de 61% de os investidores não recuperarem o capital investido.

A análise, que aponta para uma "elevada probabilidade de destruir mais valor económico do que aquele que gera", tem o título "Case Not Proven: The Economics of Deep-Sea Mining" e foi promovida pelas organizações "Deep Sea Conservation Coalition" (DSCC), "Oceans North", "União Internacional para a Conservação da Natureza" (IUCN), "Dona Bertarelli Philanthropy" e "Fundação Oceano Azul", todas com focos na preservação da biodiversidade e oceanos.

Ao contrário das projeções da empresa "The Metals Company" (TMC), "que sugerem que a mineração em mar profundo poderia gerar ganhos na ordem dos milhares de milhões de dólares, o teste realizado por esta análise produz um resultado mediano de perdas de 5 mil milhões de dólares", indica um comunicado sobre a análise da Fundação Oceano Azul e da DSCC.

Johnny West, autor do estudo e diretor da Koinon Consulting, empresa alemã especializada em análise financeira, afirmou, citado no comunicado: "A mineração em mar profundo não se apresenta como um investimento atrativo. Os retornos são demasiado baixos para os riscos técnicos, operacionais, ambientais, de preço, de procura e de aceitação social envolvidos".

O comunicado alerta ainda que os riscos económicos não se limitam às empresas que pretendem explorar o fundo do mar, apontando que a mineração em mar profundo pode reduzir receitas públicas provenientes da mineração terrestre, "devido ao efeito de depressão dos preços globais dos metais com a entrada de nova oferta no mercado".

No pico de produção, os governos poderiam perder entre 1,1 e 1,19 mil milhões de dólares/ano, precisa o comunicado, acrescentando que os Estados patrocinadores enfrentariam riscos "legais e ambientais significativos".

Pradeep Singh, especialista em governação do oceano da Fundação Oceano Azul, também citado no comunicado, afirmou: "Este relatório independente confirma o que muitos especialistas e académicos suspeitavam: a narrativa sobre os benefícios económicos prometidos pela mineração em mar profundo é um mito".

A análise, notam os autores, não contabiliza os custos potencialmente significativos provocados pelos danos ambientais, nem os impactos mais amplos nas pescas, meios de subsistência e ecossistemas marinhos, fatores que tenderiam a agravar ainda mais o balanço económico.

Netantyahu avisa que vai continuar a "acertar contas" com "monstros do Hamas"... Um ano após o cessar-fogo com o Hamas, Israel assinala data dos ataques de 7 de outubro. A par das cerimónias de homenagem às vítimas, o dia foi marcado por protestos em Telavive contra o Governo, a um mês das legislativas

Benjamin Netanyahu discursa durante cerimónia oficial em memória das vítimas do ataque de 7 de outubro em Monte Herzl, Jerusalém, a 5 de outubro de 2026DEBBIE HILL / POOL    Por  expresso.pt/Agência Lusa  07/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou esta quarta-feira que vai continuar "a acertar contas" com os "monstros do Hamas", numa mensagem por ocasião dos três anos dos ataques liderados pelos islamitas palestinianos no sul de Israel, que mataram cerca de 1.200 pessoas.

"A nação une-se neste dia na saudade dos nossos entes queridos. Cumprimos a nossa missão: acertámos contas e continuaremos a acertar contas com todos os assassinos", afirmou o líder israelita, referindo-se à operação militar em grande escala na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023.

Na sua curta mensagem, Netanyahu disse que esta quarta-feira acendeu uma "vela memorial" no seu gabinete, em Jerusalém, "em memória de cada vítima assassinada no dia 7 de outubro pelos monstros do Hamas".

Este ano marca a primeira vez que Israel assinala os ataques de 7 de outubro desde o cessar-fogo alcançado há um ano com o Hamas, e a libertação dos últimos reféns em posse das milícias palestinianas.

Apesar da trégua, a confrontação prossegue. Três palestinianos foram mortos esta quarta-feira em ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza segundo várias fontes locais citadas pela agência France-Presse (AFP).

Em comunicado de imprensa, o exército israelita declarou ter "neutralizado" dois "terroristas", acusando um deles de plantar explosivos no Hospital Kamal Adwan, no norte de Faixa de Gaza, e outro de pertencer ao braço armado do Hamas apesar de ter sido apresentado como funcionário da Defesa Civil do Território.

Israel prestou homenagem às vítimas do 7 de outubro em várias cerimónias e eventos públicos, entre eles um minuto de silêncio em Rems às 6h29 locais (4h29 Lisboa), a hora exata em que começou o massacre no festival de Música Nova, que fez mais de 300 mortos.

Estas homenagens distinguem-se dos eventos oficiais marcados pelo Governo para o dia 5 de outubro, a fim de coincidirem com a efeméride no calendário hebraico.

Esta data serviu igualmente para a realização de protestos. Em Telavive, ativistas desenharam silhuetas na praia simbolizando as vítimas, e exigiram responsabilização pela falha na prevenção dos ataques, num momento em que Netanyahu tem divulgado sucessivos desmentidos sobre avisos prévios que recebeu alegadamente dos Emirados Árabes Unidos e Egito aquando da iminência dos ataques.

Três anos depois, continuam os apelos em Israel para a criação de uma comissão independente de inquérito ao 7 de Outubro, que o primeiro-ministro tem recusado até ao momento.

A imprensa israelita relata também que ativistas tingiram de vermelho a icónica fonte na praça Dizengoff, em Telavive, a par de manifestações em várias localidades do país, incluindo protestos junto das casas de membros do Governo.

Memorial das vítimas de 7 de outubro na fonte da Praça Dizengoff, em Tel Aviv, tingida de vermelho por manifestantes críticos ao Governo de Benjamin Netanyahu EPA/ABIR SULTAN

Ao meio-dia, O Conselho de Outubro, um grupo que reúne sobreviventes dos ataques e famílias atingidas, também observou um minuto de silêncio em todo o país, apesar da principal cerimónia de sobreviventes e familiares estar prevista para a noite desta quarta-feira no centro de Telavive, promovida pela organização Kumu (Ergue-te).

A menos de um mês das legislativas de 27 de outubro, as primeiras desde o início da guerra na Faixa de Gaza, os adversários de Netanyahu - como o ex-primeiro-ministro e líder da coligação Juntos, Naftali Bennett, presente nas cerimónias em Rems - aproveitaram também a data para criticar "um fracasso colossal do Estado".

O principal rival de Netanyahu, o ex-chefe das forças armadas Gadi Eisenkot, que lidera o Yashar e a maioria das sondagens, também se deslocou à mesma área no sul de Israel para visitar um abrigo antibomba atacado durante o 7 de Outubro, junto de uma colega do mesmo partido que perdeu um filho neste local durante os ataques do Hamas.

Eisenkot, que subscreveu um acordo com outros líderes de oposição, também perdeu um filho em combate contra o Hamas nos primeiros meses de guerra na Faixa de Gaza.

Apesar de concorrerem em listas separadas, os principais políticos de oposição pretendem "reparação e reconstrução" do 7 de outubro, incluindo uma comissão oficial de inquérito e o fim das isenções do serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos.

Esta política de longa data tem indignado a maioria secular em tempo de guerra, e está a ser usada pelos opositores para acusar Netanyahu de ameaçar as instituições democráticas do país.

Outdoor de campanha eleitoral exibe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, em Tel Aviv, Israel que vai a eleições legislativas a 27 de outubroEPA/ABIR SULTAN

"As eleições mais decisivas da história do Estado de Israel são "entre assumir a responsabilidade e fugir à responsabilidade", escreveu Eisenkot no X, enquanto o Likud, de Netanyahu, adota o lema "a direita ou a Palestina", sugerindo que os seus adversários têm planos de retirada militar da Faixa de Gaza, Líbano, Síria e Cisjordânia, bem como de aceitar o Estado palestiniano.

O chefe do executivo israelita tem alertado nos últimos dias para a possibilidade de ataques contra o seu país até às eleições legislativas, nas quais enfrenta sondagens desfavoráveis. Segundo estudos de opinião, nenhum dos blocos de apoio ao Governo ou da oposição consegue uma maioria para controlar o parlamento.

Guiné-Bissau. General alerta para armas escondidas em casas de militares... O Presidente de transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, alertou para o perigo de armas de fogo escondidas em residências de militares, durante a cerimónia de graduação de oficiais-generais em Bissau.

Por  Lusa   07/10/2026 

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, alertou hoje para o "grave perigo" associado à posse de armas de fogo "escondidas em residências" por militares, noticiou a imprensa local consultada pela Lusa nas redes sociais.

Intervindo no palácio da república, em Bissau, durante a cerimónia de graduação de oficiais-generais, Horta Inta-a exigiu uma "ação firme" dos comandantes para recuperar o armamento e assegurar o cumprimento rigoroso da lei.

A declaração surgiu durante a explicação do Presidente de transição guineense sobre as circunstâncias em que ocorreram algumas movimentações de efetivos militares nos últimos dias, que, disse, têm sido "erradamente" consideradas como "desmantelamento de milícias".

A oposição guineense tem-se referido a "milícias" de jovens soldados recrutados pelo ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embaló, colocados como "força anti golpe" no palácio da presidência, em Bissau.

Horta Inta-a explicou que esses militares não foram "mandados para casa", mas sim transferidos para outras unidades militares, nomeadamente para a Polícia de Ordem Pública, Guarda Nacional, Brigada de Ação Fiscal ou SIS (Serviços de Informação de Estado, a "secreta" guineense).

"Tenho recebido informações de que alguns deles têm armas nas suas posses, nas suas casas. Cada comandante que peça a esses jovens para que entreguem as armas e as pistolas. A lei não dá direito a nenhum cidadão para que tenha na sua posse uma arma de fogo de uso militar. Quem for apanhado com arma em casa pode ser expulso da estrutura militar", advertiu.

O Presidente de transição recordou a sua própria experiência profissional, que, disse, é marcada por transferências e despromoções no passado, que sempre aceitou por necessidade de serviço.

O general apelou ao "fim da cultura de força e da intimidação", sublinhando que a estabilidade nacional repousa sobre a coesão e a "estrita obediência" à cadeia de comando.

"Nas Forças Armadas as ordens partem de cima para baixo, do chefe do Estado-Maior para todos os militares. Ordens isoladas, que não tenham partido da hierarquia, não são para serem cumpridas. Militar que cumpre ordem do seu superior hierárquico não está a infringir nenhuma lei", vincou.

Invocando o legado da luta armada pela independência, Horta Inta-a lembrou que a união entre os "combatentes de ontem" foi decisiva para derrotar o colonialismo e o fascismo, assinalando também que o próprio povo português sofreu com aquele regime, marcado pela imposição da guerra colonial aos jovens da época.

Por fim, o general criticou "duramente" o uso das redes sociais para a instrumentalização política, a propagação de divisões e a exibição de força, apelando à moderação e rejeitando discursos extremados que alimentam a tensão institucional no país.

Os militares guineenses protagonizaram no dia 26 de novembro passado um golpe de Estado liderado pelo general Horta Inta-a, antigo chefe de segurança na Presidência da República.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais, que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.

O general Horta Inta-a marcou para o dia 06 de dezembro próximo novas eleições legislativas e presidenciais.

Médicos alertam para aumento do cancro do fígado em Portugal... A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.

© Lusa   07/10/2026 

A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença. 

Sob o mote "A Prevenção faz o Fígado", a iniciativa surge no âmbito do Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado, que se assinala em outubro, e decorrerá nos media e nas redes sociais da associação, durante este mês, com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e deteção precoce desta doença, adianta a APEF num comunicado divulgado hoje.

A presidente da APEF, Paula Peixe, citada em comunicado, afirma que esta iniciativa pretende alertar a população para "a importância de prevenir, detetar e tratar esta doença silenciosa, que muitas vezes não provoca sintomas até aos estádios avançados e que é fatal se não for diagnosticada a tempo".

"A maior parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do fígado são modificáveis, e é exatamente por isso que estamos a promover esta campanha", sublinha Paula Peixe.

Como medidas importantes para proteger a saúde do fígado, aponta não consumir bebidas alcoólicas, manter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável, praticar atividade física regularmente, vacinar-se contra a hepatite B e evitar comportamentos de risco, sexuais ou outros, como a partilha de instrumentos potencialmente contaminados com sangue.

O Carcinoma Hepatocelular representa mais de 90% dos casos de cancro do fígado e surge, maioritariamente, em pessoas que previamente já têm doença hepática, como fígado gordo, hepatite B, hepatite C, entre outras, habitualmente já em fase de cirrose.

Por esta razão, todos os doentes devem ser orientados pelo seu médico e se estiverem nos grupos de risco de desenvolvimento de cancro do fígado, devem realizar rastreio de acordo com o estabelecido (ecografia abdominal alta, semestral), refere a associação.

A APEF reforça que "a prevenção e o diagnóstico atempado das doenças hepáticas desempenham um papel importante na redução do risco de desenvolvimento de cancro do fígado e na melhoria dos resultados do tratamento" e que reconhecer os fatores de risco e adotar hábitos de vida saudáveis são medidas importantes na prevenção de doença hepática.

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado é uma associação científica, sem fins lucrativos, que congrega profissionais do setor da saúde que se interessem pelas doenças do fígado e das vias biliares.


Leia Também: Maioria das dores aumentam até à meia-idade e depois diminuem, diz estudo

Um estudo que envolve investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

De acordo com um estudo com investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP),  a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

Em comunicado divulgado hoje, o ISPUP explica que "um dos maiores estudos do mundo sobre dor, com dados de 6,1 milhões de pessoas, recolhidos em 118 países", mostrou que, "em todas as regiões do corpo, o aumento mais rápido da prevalência da dor ocorre antes dos 55 anos", contrariando "a ideia de que a dor se acumula de forma contínua com o envelhecimento"...

Guiné-Bissau: Os novos membros do Governo de Transição, recentemente nomeados, tomaram posse esta quarta-feira, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A. Durante o ato de posse, o Chefe de Estado deixou uma mensagem aos recém-nomeados.

Radio TV Bantaba

O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, presidiu esta quarta-feira à cerimónia de graduação dos oficiais generais recentemente promovidos. Durante a cerimónia, o Chefe de Estado recomendou aos recém-graduados que coloquem os interesses da Guiné-Bissau em primeiro lugar e exerçam as suas funções com sentido de responsabilidade, dedicação e compromisso com o país.

Na ocasião, Horta Inta-A esclareceu ainda que nenhum dos elementos da tropa da Presidência foi suspenso, mas que alguns foram transferidos para diferentes unidades

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 Radio TV Bantaba

Israel cumpre minuto de silêncio em homenagem às vítimas do 7 de outubro... Pessoas enlutadas cumpriram hoje um minuto de silêncio em locais no sul de Israel invadidos pelo Hamas há três anos, num ataque que desencadeou uma ampla ofensiva israelita na Faixa de Gaza.

© Jack GUEZ / AFP via Getty Images    Por  LUSA  07/10/2026 

No local do festival de música Nova, atacado por combatentes do Hamas a 07 de outubro de 2023, os familiares das pessoas assassinadas prestaram homenagem às 06h29 (03h29 em Lisboa), rodeados de retratos das vítimas, diante dos quais tinham sido depositadas flores.

Um outro momento de homenagem às vítimas foi também realizado no kibutz Kfar Aza, perto da fronteira com Gaza, onde 64 residentes foram mortos e 18 raptados.

Um evento organizado por familiares das vítimas vai ser também realizado em Telavive nas próximas horas.

Estão previstas cerimónias ao longo do dia para homenagear as vítimas do ataque sem precedentes, lançado a partir de Gaza por membros do Hamas, que resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo os dados recolhidos pela Agência France Presse.

No dia 07 de outubro de 2023, 251 pessoas foram raptadas e levadas à força para Gaza.

As cerimónias decorrem em contexto de pré-campanha eleitoral em Israel e sob fortes medidas de segurança.

Coreia do Sul coloca 15 satélites em órbita com recurso ao foguetão Nuri... A Coreia do Sul conseguiu colocar hoje em órbita 15 novos satélites que viajaram a bordo do foguetão espacial de fabrico nacional Nuri, no seu quinto voo, o quarto bem-sucedido, desde que entrou em funcionamento em 2021.

© Korea Aerospace Research Institute   Por   LUSA  07/10/2026

Cinco dos satélites farão parte da primeira constelação nacional do país asiático, batizada de NEONSAT, e que, uma vez operacional, poderá captar imagens da península coreana mais de três vezes por dia, segundo a agência de notícias local Yonhap.

O quinto foguetão Nuri descolou, com 15 satélites a bordo, por volta das 12:25, hora local (03:25 TMG), a partir do Centro Espacial de Naro, na localidade de Goheung, a sudoeste de Seul.

Além dos NEONSAT, o veículo lançou dez microsatélites CubeSat.

Prevê-se que o Nuri, que não é reutilizável, permaneça em órbita antes de regressar à atmosfera terrestre e se desintegrar.

A Coreia do Sul planeia completar a sua constelação NEONSAT, que contará com dez microsatélites, no próximo ano, com o sexto lançamento do foguetão.

Desde 2010, o país investiu milhares de milhões de dólares no desenvolvimento do Nuri, cujo projeto, produção, equipamento e testes foram realizados inteiramente em solo sul-coreano.

O sucesso deste quinto voo consolida a capacidade de Seul para operar um veículo espacial totalmente desenvolvido localmente, capaz de transportar e lançar carga útil na órbita pretendida.


Leia Também: Coreia do Norte ameaça Sul se esta entrar um milímetro no seu espaço

A Coreia do Norte ameaçou terça-feira a Coreia do Sul que fará "um contra-ataque tão potente quanto imediato" se esta penetrar no seu território um milímetro que seja.

Estas declarações, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) norte-coreano, segue-se a vários dias de ameaças depois da explosão de uma mina, que Seul atribui a Pyongyang, na Zona Desmilitarizada, eu feriu três militares sul-coreanos há duas semanas.

O MNE da Coreia do Norte respondeu assim às conclusões do Exército sul-coreano, divulgadas na segunda-feira, que responsabilizam a Coreia do Norte pela colocação das minas que rebentaram em 21 de setembro...

Flávio Bolsonaro quer usar maioria no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar" o Brasil... Flávio Bolsonaro declarou na terça-feira que pretende "mudar a Constituição" para "redemocratizar" o Brasil, o que poderá vir a fazer caso vença as presidenciais, uma vez que o seu partido (PL) obteve a maioria no Congresso Nacional.

Por  RTP/Lusa   7 Outubro 2026  

O Partido Liberal conquistou a maioria das cadeiras no Senado (28 de 81 vagas), e na Câmara dos Deputados (121 de 513 vagas).

"O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para [eleger] o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara", afirmou.

"Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", realçou durante discurso no Estado de Goiás.

Nesse sentido, prometeu, caso seja eleito, reduzir a maioridade penal e defender a castração química de pedófilos, violadores de mulheres, garantindo que sua gestão irá "arregaçar com vagabundo".

A declaração ocorreu durante ato em que recebeu apoio de campanha do político conservador e candidato presidencial derrotado - Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em quinto lugar no último domingo durante a primeira volta, com 2,18%, resultante de pouco mais de 2,6 milhões de votos válidos.

Este foi o segundo apoio formal que Flávio recebeu de um presidenciável, tendo o primeiro sido de Romeu Zema, do NOVO, que registou 0,27% nas urnas, ou seja, obteve pouco mais de 326 mil votos válidos.

Também o ex-presidente brasileiro, Michel Temer (2016-2018), que sucedeu ao Governo do PT após a destituição de Dilma Rousseff em 2016, usou as redes sociais para declarar apoio a Flávio.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o mais votado no plebescito no último domingo, tendo obtido pouco mais de 2 milhões do que Lula da Silva na primeira volta das presidenciais. Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

Eventuais propostas de alteração à Constituição do Brasil, como as que Flávio Bolsonaro propôs num discurso em Goiás, precisam de ser discutidas e votadas em duas voltas pelas duas câmaras do Congresso Nacional.

Para além disso, são necessários três quintos dos parlamentares, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado, para aprovação de uma mudança constitucional.

A base de apoio no Congresso Nacional de um eventual governo Flávio Bolsonaro poderá, no entanto, vir a ser maior do que estes três quintos dos legisladores, considerando que dois partidos que dirigem ministérios no Governo Lula, o Partido Progressistas (PP) e União Brasil, já declararam o apoio ao candidato do PL.

O coordenador da campanha presidencial do candidato do PL, o senador Rogério Marinho, afirmou esta terça-feira que o Senado não "terá clima de vingança", mas também não será omisso em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, após a eventual vitória de Flávio.

"Vingança não significa omissão. Nós não temos `vendetta` nem vingança. Agora, não haverá omissão. A Constituição é clara", declarou após uma reunião em Brasília com o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, a quem fez questão de transmitir pessoalmente este recado.

Tanto Flávio como os seus aliados fizeram campanha pela defesa do `impeachment` (destituição) de juízes do SFT brasileiro, que atravessa uma crise institucional sem precedentes.  

Apontado pelo PL para ser candidato a presidente do Senado nas eleições internas previstas para fevereiro, Marinho sinalizou que este órgão não irá omitir-se sobre os excessos do STF e dos seus juízes, sinalizando que é sua intenção mudar o regimento interno do Senado para definir que um requerimento assinado por 49 senadores leve à abertura automática de um pedido de destituição de um juiz do STF.

Para a abertura ou admissão de um processo de `impeachment` (destituição) contra um ministro do STF, por decisão do ministro Gilmar Mendes, relator da norma em dezembro de 2025, foi fixado o quórum de dois terços do Senado Federal, o que corresponde a 54 votos favoráveis dos 81 senadores. Marinho quer colocar o quorum em tres quintos do senado, 49 senadores.


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O União Brasil e o Partido Progressistas (PP), dois movimentos de centro que comandam ministérios no Governo do Presidente, Lula da Silva, anunciaram apoio na terça-feira ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro, do PL.

"Nosso posicionamento é de contrapor a repetição de velhas práticas políticas e fórmulas económicas comprovadamente ultrapassadas. Respeitamos a história, mas o compromisso da federação União Progressista é com o futuro dos brasileiros e brasileiras", informa o comunicado.

A mensagem, assinada pelos presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União), afirmam que a decisão atende ao programa da coligação...

Putin faz 74 anos. Kremlin agradado com felicitações de Xi (e não só)... O Kremlin manifestou contentamento pelas felicitações enviadas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e «inúmeros» dignitários a Vladimir Putin, que celebra hoje 74 anos, enquanto se arrasta a invasão da Ucrânia pela Rússia.

© Contributor/Getty Images  Por   LUSA  07/10/2026

"Recebemos inúmeras felicitações por escrito, incluindo a do líder da República Popular da China, Xi Jinping", afirmou à imprensa local Yuri Ushakov, conselheiro de Política Internacional do Kremlin.

Putin, que nasceu em São Petersburgo em 1952, tem agendadas para  esta quarta-feira várias conversações telefónicas internacionais, detalhou o seu porta-voz, Dmitri Peskov.

"O Presidente raramente tem um dia de aniversário totalmente festivo (...) Haverá também outras atividades sobre as quais informaremos amanhã" (quarta-feira), disse em conferência de imprensa.

Ex-agente dos serviços de informações russos, Putin governa a Rússia desde 31 de dezembro de 1999, incluindo quatro anos como primeiro-ministro (2008-2012).

Após a controversa reforma constitucional de 2020, Putin poderá candidatar-se pela sexta vez a uma eleição presidencial em 2030 e também em 2036.

A popularidade do líder russo ultrapassou os 80% no início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, mas caiu drasticamente nos últimos meses devido às consequências dos ataques ucranianos em território russo, à escassez de combustível e ao bloqueio da internet, entre outras razões.

Embora o exército russo não consiga tomar a região ucraniana do Donbass — o objetivo mínimo da invasão — Putin insiste em continuar a campanha militar, muito impopular entre a maioria dos habitantes do país.

Recentemente, afirmou que as tropas russas tomariam o Donbass mais cedo do que Kyiv e o Ocidente imaginam, algo que já disse em diversas ocasiões nos últimos cinco anos, sem que as suas previsões se concretizassem.

As suas afirmações de que a Ucrânia controla apenas 11% da região de Donetsk foram categoricamente refutadas pelos especialistas.


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Pelo menos nove pessoas morreram hoje devido a uma nova vaga de ataques lançada pela Rússia contra a Ucrânia, disseram as autoridades ucranianas, sublinhando que duas destas mortes foram registadas na capital, Kyiv.

Opresidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, disse que as equipas de emergência encontraram dois corpos num edifício atingido por um ataque russo no distrito de Darnitski, onde também foram resgatadas duas pessoas com vida.

No entanto, o ataque mais mortífero das últimas horas atingiu a cidade de Pryluky, em Chernihiv (norte), onde pelo menos quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas, incluindo três crianças, declarou o serviço estatal de emergências nas redes sociais...

Trump anuncia 5,9 mil milhões para expandir fabrico de submarinos... O Presidente Donald Trump anunciou hoje um plano de investimento público-privado de 6,6 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros) para expandir a capacidade norte-americana de fabrico de submarinos.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  07/10/2026 

Em plena campanha para as eleições legislativas de 03 de novembro, nas quais os republicanos disputam a manutenção da maioria no Congresso, Trump deslocou-se ao porto de Baltimore para apresentar o projeto, sem a presença do governador do estado de Maryland, o democrata Wes Moore, cujo gabinete afirmou que foi impedido de discursar.

"Hoje damos oficialmente início à construção do maior estaleiro naval dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Nunca houve nada como o que estamos a fazer hoje", declarou Trump perante centenas de elementos da Marinha e tendo como pano de fundo um navio de guerra.

O plano prevê que a empresa de defesa Anduril Industries invista 3,7 mil milhões de dólares na construção do Arsenal-2, um estaleiro equipado com tecnologia avançada no centro logístico Tradepoint Atlantic.

A Marinha norte-americana irá complementar este investimento com um contrato atribuído à Anduril no valor de 2,9 mil milhões de dólares, elevando o montante total para 6,6 mil milhões de dólares.

As instalações irão fabricar componentes essenciais para os submarinos de propulsão nuclear da classe Virginia, cuja montagem é realizada noutros estaleiros.

Desde o seu regresso à Casa Branca, Trump propôs revitalizar a indústria dos estaleiros navais, tanto para projetos civis como para os destinados à Marinha.

A China, o maior construtor naval do mundo, já possui mais embarcações militares do que os Estados Unidos, embora as forças navais norte-americanas ainda mantenham uma tonelagem maior em operação do que o rival asiático.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, usou hoje um evento com militares, a um mês das eleições intercalares, para voltar a reivindicar o sucesso da guerra contra o Irão, prometendo que "muito em breve" irá terminar, "a bem ou a mal".

"Estamos extremamente bem em relação à República Islâmica do Irão, muito bem. Não têm exército, está destruído", declarou Trump no início de um evento com militares no porto de Baltimore (Maryland), tendo como pano de fundo um navio de guerra.

"Eles eram os vilões, eram os assediadores do Médio Oriente e já não são assim tanto. Mas temos de terminar. É apenas uma questão de como: queremos fazer isto a bem ou a mal? E muito em breve saberão", acrescentou...

terça-feira, 6 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO DETERMINA MEDIDAS URGENTES PARA REGULARIZAR ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ENERGIA

Por  Radio TV Bantaba   06/10/2026 

Conselho de Ministros aprova Compacto Nacional de Energia, fixa prazo para proposta de criação de uma entidade gestora dos serviços de água e determina maior fiscalização rodoviária.

O Conselho de Ministros, reunido esta terça-feira sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, determinou a adoção urgente de medidas destinadas a assegurar, de forma gradual e sustentada, a regularidade do abastecimento de água e de energia elétrica em todo o território nacional.

Segundo o comunicado oficial, a sessão especializada, dedicada aos sectores da energia e dos transportes, analisou os problemas de abastecimento de água, as interrupções no fornecimento de eletricidade e a situação dos transportes e das telecomunicações. O Executivo avaliou igualmente os efeitos dessas dificuldades na vida das populações, nos serviços públicos essenciais e na atividade económica.

Durante a reunião, foi aprovado o Compacto Nacional de Energia, instrumento do Governo alinhado com a Política Nacional de Energia para o período 2025–2035.

No domínio da água, o Conselho de Ministros instruiu os responsáveis governamentais pelos sectores envolvidos a apresentarem, até 20 de outubro, uma proposta para a criação de uma entidade gestora dos serviços de água. A tarefa envolve as áreas da Energia, dos Recursos Naturais, do Ambiente e Ação Climática, da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares e da Administração Territorial e Poder Local.

Na área das telecomunicações e da modernização administrativa, o Executivo encarregou o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital de adotar, em articulação com o Ministério das Finanças e a Autoridade de Regulação das Telecomunicações (ARN), as medidas necessárias à integração do Instituto Tecnológico para a Modernização Administrativa (ITMA) no orçamento da ARN. A decisão visa assegurar a sustentabilidade financeira e a regularidade do funcionamento do instituto.

Fiscalização rodoviária reforçada

O Conselho de Ministros incumbiu também o Ministro do Interior e da Ordem Pública de reforçar a fiscalização do cumprimento das regras de trânsito.

Entre as prioridades figuram o uso obrigatório de capacete pelos condutores de motociclos e ciclomotores, a posse de carta de condução e de seguro válido, a documentação dos veículos e o controlo da circulação com um número de passageiros superior ao permitido.

Novos responsáveis na Administração Pública

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência à designação, por despacho do Primeiro-Ministro, de Edalberto Gomes Cuino para Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, de Lassana Nancó para Diretor-Geral do Centro de Formalização de Empresas e de Juviano Leopoldo Correia Landim para Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

O comunicado esclarece que, em consequência destas nomeações, termina a comissão de serviço dos anteriores titulares das mesmas funções.

O documento é assinado pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé.

Guiné-Bissau: "Não há condições" para eleições a 6 de dezembro... O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau considerou hoje que "não há condições" para a realização de eleições a 06 de dezembro, salientando que o prazo para apresentação de candidaturas terminou hoje sem serem apresentados candidatos.

© Lusa    06/10/2026 

"Hoje é a data limite para submissão de candidaturas às próximas eleições, mas não tenho conhecimento de qualquer candidatura que tenha dado entrada, por isso acredito que é objetivo dizer que a data de 06 de dezembro é impraticável, não só por causa dos prazos, mas porque não estão reunidas as condições para uma ida às urnas", disse Domingos Simões Pereira aos deputados da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros.

Recebido hoje em audição pelos deputados, em Lisboa, para "falar no âmbito da cooperação interparlamentar e da defesa dos direitos humanos e do Estado de Direito na Guiné-Bissau", segundo a agenda da audição, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) salientou que não é possível fazer campanha eleitoral neste país lusófono africano quando a atividade política está suspensa.

"Quando nós falamos de democracia, falamos de liberdade de expressão, falamos de liberdade de manifestação, falamos de liberdade de reunião e de organização, e, se essas condições não estão repostas, uma vez que toda a manifestação política está suspensa na Guiné-Bissau, os partidos políticos estão proibidos de realizar qualquer atividade, então como é que se pode falar de normalidade e de preparação para eleições?", questionou.

Para Domingos Simões Pereira, a gravidade da crise obriga à intervenção de parceiros internacionais, como Portugal, a União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para "ajudar a encontrar pontos de intersecção a partir dos quais se possa construir os consensos necessários" para fazer regressar a ordem constitucional ao país.

"Não vim aqui pedir sanções, vim pedir que nos continuem a ver como interlocutores válidos para restituir a esperança de que podemos voltar a ter uma sociedade normal e um Estado de Direito, uma Constituição respeitada, e que quem não a respeita sujeita-se a ser sancionado", disse o líder do PAIGC aos deputados portugueses.

Questionado pelos jornalistas no final do encontro, Simões Pereira disse que as autoridades precisam de dar sinais concretos de que querem normalizar o regular funcionamento das instituições, para se poder sair do estado de transição.

"Quando digo que as atuais autoridades devem merecer um voto de confiança, uma forma de merecer esse voto é sinalizarem que estão interessadas em criar condições para a normalização política no país", disse, acrescentando que um bom sinal seria o regresso do funcionamento da comissão permanente da Assembleia Nacional.

Domingos Simões Pereira está em Lisboa desde 24 de julho, após sair da cadeia na Guiné-Bissau, onde se encontrava em prisão preventiva.

O ex-primeiro-ministro guineense e presidente eleito do parlamento estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10 de julho, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025 e foi autorizado pelo juiz de Instrução Criminal Mamadú Embaló a viajar para Portugal.

A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado a 26 de novembro de 2025, em vésperas da publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido sem incidentes, em 23 de novembro.

Na sequência da ação militar, Domingos Simões Pereira, presidente do parlamento e líder da oposição, foi detido e, após dois meses na cadeia, regressou a casa, mas impedido de se movimentar.


GUERRA NA UCRÂNIA: Kyiv alerta para impacto global de ataques russos no mar Negro... O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, alertou hoje para as consequências globais dos ataques russos contra navios no mar Negro, após dois incidentes com embarcações em águas da Bulgária.

© Eduard Kryzhanivskyi/Ministry of Foreign Affairs of Ukraine/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  06/10/2026  

"A Rússia está a criar uma perigosa cadeia de consequências. Ao atacar navios civis, transforma a navegação num desafio", afirmou Sybiha numa mensagem sobre a recente vaga de ataques no mar Negro.

Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, o aumento dos riscos para a navegação faz subir os custos dos seguros e dos transportes e ameaça o abastecimento alimentar dos mercados mundiais.

Sybiha acusou Moscovo de transferir "o custo da sua guerra contra a Ucrânia" para países muito além das fronteiras ucranianas.

"Os ataques russos no Mar Negro transformam-se em maiores riscos para os marinheiros, custos mais elevados para o comércio e maior incerteza sobre o abastecimento alimentar para pessoas muito além da região", explicou o ministro, argumentando que a liberdade de navegação perde significado se a Rússia puder colocar em risco tripulações civis e navios comerciais.

"A segurança alimentar global não pode depender de um cargueiro de cereais conseguir atravessar o Mar Negro sem ser atingido por um drone russo", acrescentou o ministro.

Sybiha defendeu que a comunidade internacional não deve permitir que Moscovo imponha um "imposto oculto ao comércio internacional através da violência e da insegurança".

"Conter as consequências não é suficiente. É preciso abordar a fonte do perigo. Quanto maior for a capacidade que a Rússia conservar para travar esta guerra, mais longe chegarão as suas consequências", afirmou Sybiha.

O chefe da diplomacia ucraniana defendeu, por isso, o reforço do apoio à Ucrânia e a redução da capacidade russa para realizar ataques.

As declarações surgem depois do afundamento e do incêndio de duas embarcações em águas da Bulgária, no contexto dos ataques registados no mar Negro.


Leia Também: Polónia vai instalar sistemas de defesa Patriot na fronteira ucraniana

A Polónia anunciou hoje que vai instalar sistemas de defesa Patriot na província de Lublin, na fronteira com a Ucrânia, em resposta ao aumento dos incidentes de segurança com drones russos, que já provocou o destacamento da Força Aérea.

Segundo reportou a rádio oficial polaca, o ministro da Defesa da Polónia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, explicou que o objetivo é "proteger a província de Lublin" e garantir a segurança tanto da população como dos serviços de transporte aéreo, frequentemente interrompidos pelos sistemas de alerta.

O ministro anunciou também o destacamento de mais efetivos militares na região, incluindo unidades não tripuladas, em particular nas localidades de Bilgorae, Lukuva e Poniatova...

ANTÓNIO SUCA NTCHAMA NOMEADO COMO MINISTRO DO INTERIOR E DA ORDEM PÚBLICA

Por Radio Voz Do Povo  06/10/2026 

O Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau, General de Exército Horta Inta-a, nomeou António Suca Ntchama para o cargo de Ministro do Interior e da Ordem Pública.

A nomeação foi oficializada através do Decreto Presidencial N.º 23/2026, de 6 de Outubro, divulgado na Nota Informativa N.º 21 de 06 de Outubro de 2026, emitida pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República.

António Suca Ntchama assume a pasta do Interior e da Ordem Pública em substituição do anterior titular, Brigadeiro-General Mamasaliu Embaló, exonerado no mesmo dia pelo Decreto Presidencial N.º 22/2026.

Na mesma deliberação, o Presidente de Transição nomeou ainda Fidelis Forbs para Ministro das Pescas e Economia Marítima, cargo que ficou vago após a exoneração de Virgínia Maria da Cruz Godinho Pires Correia.


Guiné-Bissau: 📌Juviano Leopoldo Correia Landim é o novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), substituindo Umaro Baldé no cargo.

Por Radio Voz Do Povo  06/10/2026

A nomeação foi aprovada pelo Conselho de Ministros na reunião de 6 de Outubro de 2026, em Bissau, para que, por Despacho do Primeiro-Ministro, se proceda ao movimento do Pessoal Dirigente da Administração Pública.

Com a decisão, é dada por finda a comissão de serviço do anterior Presidente da Câmara Municipal de Bissau, abrindo caminho para Juviano Landim assumir a gestão da autarquia da capital.

Na mesma deliberação, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Edalberto Gomes Cuino para Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, no Ministério das Finanças, e de Lassana Nancó para Diretor-Geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE), no Ministério da Economia, Plano e Integração Regional.

Copiloto da Flydubai teria planeado colidir com aeroporto de Israel... As autoridades acreditam que o copiloto que tentou sequestrar um avião da Flydubai planeava colidir com o Aeroporto Ben Gurion de Telavive ou com um edifício residencial no centro de Israel.

© Getty Images/Giuseppe CACACE / AFP    Por  Notícias ao Minuto  06/10/2026 

As autoridades acreditam que o copiloto que tentou sequestrar um avião da Flydubai planeava colidir com  o Aeroporto Ben Gurion de Telavive ou com um edifício residencial no centro de Israel.

Segundo vários meios de comunicação israelitas e norte-americanos, que citam fontes próximas da investigação, Hamam Al-Hammami, um cidadão omanita, terá planeado o ataque sozinho. 

O suspeito, note-se, esteve a ser interrogado pelas autoridades durante o fim de semana.

Depois de ter atacado o piloto, Al-Hammami planeava colidir contra o aeroporto israelita ou contra um edifício residencial em Telavive. Um atentado semelhante ao ocorrido no dia 11 de Setembro, nos Estados Unidos. 

Durante o interrogatório, o homem revelou ainda que pretendia sequestrar um avião de um voo anterior. No entanto, terá mudado de ideia porque tinha a bordo alguém conhecido. 

De salientar que decorre uma investigação para apurar as falhas de segurança, assim como o recrutamento do copiloto pela companhia aérea Flydubai. 

De acordo com a BBC, as autoridades de Omã disseram que Hamam Al-Hammami havia sido proibido de voar pela companhia Oman Air, tendo sido transferido para um cargo administrativo alegadamente devido a preocupações com a sua visão extremista. 

Posteriormente, foi contratado pela Flydubai, empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter passado pela verificação de segurança habitual. No entanto, não terão examinado o histórico do suspeito onde constava possíveis sinais de radicalização. 

A imprensa relata ainda que o ataque foi planeado há vários meses e que o suspeito viajou diversas vezes para Israel para obter informações. 

De recordar ainda que as autoridades da Austrália confirmaram na segunda-feira que estão a investigar alegadas ligações ao país do copiloto de um voo da Flydubai que terá atacado o piloto durante uma viagem para Israel.

A Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês) disse que a Equipa Conjunta de Contraterrorismo de Victoria, integrada pela AFP, pela Polícia de Victoria e pela Organização Australiana de Inteligência de Segurança, está a investigar as alegadas ligações do homem à Austrália.

Isto após a imprensa local ter revelado que o copiloto do voo da Flydubai, Hamam al Hammami, natural de Omã, obteve um visto de estudante em 2014 e estudou na Austrália entre 2015 e 2017.

O incidente aconteceu na quarta-feira, quando os dois pilotos de um voo que fazia a rota entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerando pânico a bordo e levando a alertas de emergência.

Uma investigação posterior feita pelo Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos concluiu que o copiloto tentou atacar o piloto e desviar o avião, iniciando "a execução de um atentado terrorista".

O copiloto já havia sido impedido de voar em Omã por suspeitas de comportamentos extremistas.

O caso está também a ser investigado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou uma revisão das medidas de segurança nos voos internacionais para Israel, na sequência do ataque.

"Netanyahu instruiu o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, para nomear um responsável para conduzir uma revisão abrangente de todos os aspetos relacionados com a segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", afirmou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.

Segundo avançou a Rádio do Exército ("Galei Tzahal", em hebraico), o Ministério dos Transportes de Israel recebeu alertas de várias agências israelitas indicando deficiências na supervisão dos pilotos estrangeiros que voam para o país.

Citando documentos confidenciais, a rádio adiantou que, em 2025 e 2024 o Ministério foi alertado para a falta de cumprimento das responsabilidades em relação à segurança da aviação.

As diretrizes de segurança israelitas proíbem os pilotos de países com os quais Israel não mantém relações diplomáticas, como Omã, de voar para Israel.