quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sismos gémeos são fenómeno raro - sim, foi o que aconteceu na Venezuela... O fenómeno raro denominado por sismos gémeos atingiu a Venezuela na quarta-feira, e, apenas com 39 segundos de distância, dois abalos deixaram o caos no país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que possa haver entre 10 mil a 100 mil mortos.

© Manaure Quintero / AFP via Getty Images     Por   Notícias ao Minuto   25/06/2026 

Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que abalaram a Venezuela com 39 segundos de diferença estão a deixar um rasto de destruição em várias zonas do país. Edifícios colapsaram em Caracas, as operações de resgate continuam e há pessoas que, horas após o primeiro abalo, continuam a ser ouvidas debaixo dos escombros. Mas para além de forte, este fenómeno é raro - e tem um nome: sismos gémeos.

O que são os sismos gémeos?

O nome dado ao fenómeno é intuitivo, já que, é assim classificado quando dois sismos poderosos atingem a mesma região com segundos um do outro. A classificação surgiu no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, USGS), aquando se referem ao abalo mais forte. "Este sismo foi o segundo num [sismo] gémeo", lê-se na nota.

Antigamente, os cientistas identificam estes eventos sísmicos próximos (tanto no tempo como no espaço) como eventos separados, mas agora a classificação é usada para quando dois (ou mais) terremotos acontecem nestas condições.

Já este ano, e numa outra situação, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa escreveu sobre o assunto, dando conta de que é também necessário que os epicentros estejam próximos, mostrando também este fenómeno um "reflexo de uma origem comum e um processo semelhante".

O primeiro abalo desta quarta-feira na Venezuela aconteceu às 18h04 locais de quarta-feira (23h04 de Lisboa). Inicialmente, foi aí registada a magnitude de 7,1 na escala de Richter, tendo este valor sido revisto em alta para 7,2. Após 39 segundos, chegou o 'irmão gémeo': um abalo de 7,5 na mesma escala - e o mais forte sismo registado em mais de um século.

As primeiras imagens do impacto destes terremotos já foram divulgadas, sendo os momentos em que estas foram captadas descritas como "um filme de terror". Há ainda imagens do exato momento em que um dos sismos atinge o Aeroporto Internacional Simón Bolivar, o maior do país, que fica localizado em Maiquetía.


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Irão acusa NATO de "cumplicidade" na guerra travada contra o país... O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, acusou hoje a NATO de cumplicidade na "guerra de agressão ilegal" lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e Israel.

© Lusa       25/06/2026 

Baghai estava a responder a comentários feitos pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que revelou que "500 aeronaves norte-americanas descolaram de bases americanas em Itália" durante a guerra.

Em entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, Rutte rejeitou a narrativa de que os aliados europeus dos Estados Unidos não prestaram ajuda durante a guerra com o Irão - uma queixa recorrente do Presidente norte-americano, Donald Trump -, argumentando que este número relativo a voos realizados a partir de bases em Itália durante a chamada "Operação Fúria Épica" é "um número enorme".

"Se considerarmos toda a Europa, estamos a falar de entre quatro mil e cinco mil missões de voo", sublinhou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

"Esta é uma admissão clara e condenatória da cumplicidade activa da NATO numa guerra de agressão ilegal travada contra um Estado-membro soberano da ONU", escreveu Esmail Baghai na rede social X.

"O secretário-geral da NATO identificou explicitamente a Itália e a Roménia como participantes na agressão contra o Irão", enfatizou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"Estes países, juntamente com todos os outros países europeus que apoiaram a agressão israelo-americana contra o Irão, devem explicar aos seus próprios povos e ao mundo porque é que escolheram tornar-se cúmplices deste ato flagrante de agressão e da perpetração de atrocidades em massa contra o povo iraniano", acrescentou.

A primeira reação por parte do governo surgiu através do Ministério da Defesa italiano, segundo o qual as afirmações de Mark Rutte são enganosas, uma vez que Roma apenas autorizou a utilização das bases norte-americanas em Itália para operações de rotina durante a guerra com o Irão, e não para missões de combate ofensivas.

"É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a 'Operação Fúria Épica', apresente um relato que transmite uma mensagem completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados. Apenas foram autorizadas atividades técnicas e logísticas, não cinéticas, no âmbito dos procedimentos estabelecidos pelos acordos existentes. Sempre que foi apresentado um pedido fora deste âmbito, como é do conhecimento geral, a Itália não concedeu autorização", garantiu o Ministério da Defesa, num comunicado.

Durante a campanha militar contra o Irão, o governo italiano indicou que permitiria aos Estados Unidos utilizar as suas bases para operações normais e voos logísticos, em conformidade com um tratado bilateral, mas recusou, em março, a autorização para que bombardeiros utilizassem a base aérea de Sigonella, na Sicília.

A revelação de Mark Rutte suscitou reações entre os partidos da oposição em Itália, que exigem "esclarecimentos imediatos" do governo de extrema-direita liderado pela primeira-ministra, Giorgia Meloni.


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Trump transforma celebrações do 250.º aniversário dos EUA em comício... O Presidente norte-americano Donald Trump deu oficialmente início, na quarta-feira à noite, às celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos com um comício, sobrevoos de bombardeiros, e música de bandas militares.

© Lusa   25/06/2026 

"Nunca houve nada como os Estados Unidos da América, e juntos estamos a torná-los maiores, melhores, mais fortes e muito mais excecionais do que nunca", afirmou Trump, acrescentando que "ninguém se ri de nós agora".

O chefe de Estado voltou a destacar o endurecimento na fronteira com o México e a oposição aos direitos das pessoas transgénero, mas foi menos crítico dos democratas do que habitualmente.

"O sonho norte-americano voltou a estar vivo", disse, numa referência ao que classificou como "quatro anos de incompetência" anteriores ao seu regresso à Casa Branca.

O discurso, com menos de meia hora, foi um dos mais curtos da sua carreira política, contrastando com intervenções recentes que ultrapassaram uma hora.

Trump prometeu regressar ao palco no dia 04 de julho, apelando: "O vosso presidente favorito vai falar, por favor apareçam".

O comício insere-se nas comemorações da fundação de 1776, organizadas como "A Grande Feira Popular Norte-Americana".

A presença de Trump foi anunciada depois de vários músicos cancelarem atuações por receio de politização do evento. Entre os que discursaram esteve o secretário dos Transportes, Sean Duffy, que classificou Trump como "o maior presidente desde George Washington" (1789-1797).

Trump aproveitou para proclamar "o início da idade dourada da América" e congratulou-se pela captura, em janeiro, do Presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, sem mencionar os sismos que atingiram o país na quarta-feira à noite.

O público, limitado a uma secção do Passeio Nacional de Washington, foi animado com bandeiras de cartão distribuídas pelos organizadores e comida típica de feira, entre hambúrgueres e pernas de peru, com muitos dos presentes a usar chapéus "Make America Great Again".

As celebrações decorrem num contexto político delicado, com as eleições intercalares de novembro no horizonte. Trump procura convencer os norte-americanos de que deixou para trás a guerra com o Irão, com a reabertura do estreito de Ormuz e a descida dos preços do petróleo.

Apesar disso, enfrenta uma taxa de aprovação baixa, de 37%, segundo sondagem da AP-NORC.

Os democratas criticam os gastos em projetos como a remodelação da piscina refletora junto ao Memorial de Lincoln, apontando para a vaidade de Trump em vez da criação de um legado nacional.

A inflação continua elevada e acima do crescimento salarial, mantendo os juros altos. Investimentos em inteligência artificial impulsionam a economia, mas levantam receios de perda de empregos na classe média.

Ainda assim, para muitos, Trump foi a principal atração, com famílias a viajar centenas de quilómetros para assistir ao comício e celebrar o 250.º aniversário do país.

"É uma oportunidade única na vida", disse Jacob Wankasky, de Buffalo, Nova Iorque, que interrompeu as férias para ver o Presidente.


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Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Mulheres e famílias nos EUA continuam a sofrer com fim do direito ao aborto... As repercussões da decisão do Supremo Tribunal norte-americano de terminar a proteção federal ao aborto, há quatro anos, continuam a sentir-se no país com "consequências devastadoras", denunciaram hoje várias organizações.

© Michael Nigro/Pacific Press/LightRocket via Getty Images     Por  LUSA   24/06/2026 

Numa decisão sem precedentes, a 24 de junho de 2022, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos (EUA), de maioria conservadora, revogou o veredicto do próprio tribunal no chamado caso "Roe vs Wade", que desde 1973 garantia o direito à interrupção legal da gravidez em todo o país, e deixou aos estados a competência para aplicar leis próprias.

Como resultado, cerca de 20 dos 50 estados mantêm uma proibição total ou parcial do aborto, o que, para a maior rede de saúde reprodutiva do país Planned Parenthood, dificulta o acesso aos cuidados médicos e restringe as liberdades e os direitos das mulheres e das famílias.

Outros estados mantêm restrições baseadas na duração da gravidez.

A decisão do Supremo "continua a ter consequências devastadoras em todo o país", afirmou, num comunicado enviado à agência de notícias espanhola EFE, a presidente e diretora-geral do Planned Parenthood Action Fund, Alexis McGill Johnson.

Para a diretora jurídica do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, Molly Meegan, estes quatro anos demonstraram que "os cuidados relacionados com o aborto são indissociáveis dos cuidados de saúde reprodutiva".

"As proibições e restrições aos cuidados relacionados com o aborto têm levado à recusa de assistência a pacientes em todo o país, mesmo em casos de perda de gravidez e aborto espontâneo", afirmou Meegan num comunicado citado pela imprensa local.

No verão passado, o Congresso, de maioria republicana, aprovou uma lei que impede os beneficiários do programa Medicaid de utilizarem esta cobertura nos centros da Planned Parenthood, que já encerrou mais de 50 clínicas desde o regresso ao poder do Presidente norte-americano, Donald Trump, 20 das quais na sequência desta medida.

De acordo com dados da Sociedade de Planeamento Familiar, em 2025 foram realizados cerca de 1,13 milhões de abortos no sistema de saúde formal dos EUA, um número superior ao registado antes do fim da proteção federal à interrupção da gravidez e com uma média mensal ligeiramente superior à de 2024.

O número de abortos realizados em videoconsultas aumentou, com mais de 300 mil procedimentos por esta via, o que implica a prescrição de comprimidos abortivos e o envio por correio, sem necessidade de uma consulta presencial.

A batalha pelo acesso à pílula mifepristone chegou ao Supremo Tribunal, que, em maio passado, decidiu a favor da manutenção dos envios por correio, utilizados sobretudo em territórios com fortes restrições ao aborto.

A organização não-governamental (ONG) de defesa da liberdade reprodutiva mais antiga do país Liberdade Reprodutiva Para Todos (Reproductive Freedom for All) anunciou hoje que vai destinar 23,5 milhões de dólares (cerca de 20,7 milhões de euros) a uma campanha para às eleições intercalares de novembro próximo.

A iniciativa "O meu corpo, o meu voto", lançada pela ONG, visa mobilizar os eleitores, exigir responsabilidades aos políticos contrários ao aborto e eleger defensores da liberdade reprodutiva em disputas eleitorais decisivas em todo o país, de acordo com um comunicado enviado à agência espanhola EFE.

"No centro desta campanha está uma verdade simples: o aborto conta com apoio popular para além das linhas partidárias; goza de maior aceitação do que qualquer político ou partido político em particular", insistiu.


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O Supremo Tribunal dos Estados Unidos manteve segunda-feira, de forma provisória, o acesso por correio a uma pílula abortiva usada na maioria dos abortos no país.

Netanyahu recusa retirada do Líbano "enquanto for primeiro-ministro"... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou hoje a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo, contrariando o acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irão.

© Ilia YEFIMOVICH / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   24/06/2026 

"Enquanto eu for primeiro-ministro, manteremos a 'zona de segurança' no sul do Líbano", declarou Netanyahu, durante uma conferência em Telavive, referindo-se à faixa do território libanês ocupada pelas tropas israelitas junto à fronteira entre os dois países.

Esta declaração segue-se a outros pronunciamentos do líder israelita nas últimas semanas, incluindo o compromisso de que o Irão não vai desenvolver uma arma nuclear durante o seu mandato, que vai tentar renovar nas eleições nacionais previstas para outubro.

Netanyahu argumentou que "as Forças de Defesa de Israel devem estar em território inimigo" para proteger as comunidades israelitas, sublinhando que "esta é a doutrina de segurança" do seu país.

Do mesmo modo disse que "não haverá civis nem terroristas", fechando deste modo a possibilidade de mais de 200 mil pessoas deslocadas do perímetro ocupado regressarem às suas casas

"Soldados dentro, moradores fora. As infraestruturas estão destruídas, as casas estão perigosas e degradadas. Não vamos retirar", reforçou.

Israel justifica a ocupação do sul do Líbano como medida de segurança para proteger as comunidades do norte do país da ameaça representada pelo grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

O memorando de entendimento, acordado na semana passada entre Estados Unidos e Irão para acabar com a guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, estipula "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano.

O texto prevê também que a integridade territorial libanesa deve ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.

O ministro da Defesa israelita rejeitou hoje igualmente que as tropas do seu país se retirem do sul do Líbano, "mesmo que haja uma exigência" dos Estados Unidos.

"Anunciamos que, em qualquer caso, não nos retiraremos e, neste momento - e isto é uma vitória diplomática -, não há qualquer exigência americana para que Israel se retire do Líbano", declarou Israel Katz, no dia em que o exército israelita reclamou mais ataques contra alegados membros do Hezbollah.

A continuação de confrontos ocorre em plena quinta ronda de negociações diretas de Líbano e Israel em Washington, às quais o Hezbollah se tem oposto.

O grupo xiita aliado do Irão exigiu na terça-feira a retirada total de Israel do sul do Líbano, insistindo num calendário que permita que o exército libanês controle as posições atualmente ocupadas pelas forças israelitas.

No mesmo dia, o Presidente libanês, Joseph Aoun, reafirmou pelo seu lado que não aceita "nada menos" do que a retirada total de Israel do país e o fim da ingerência estrangeira, numa referência ao apoio do Irão ao Hezbollah.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 4.192 pessoas morreram e 12.171 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.    


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que os Estados Unidos não exigiram a retirada militar do sul do Líbano, uma condição exigida por Teerão nas negociações de paz com Washington.

Eleições vão decidir permanência da Guiné-Bissau na CPLP... O Conselho Nacional de Transição afirmou hoje que as próximas eleições vão decidir se a Guiné-Bissau continua a ser membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Lusa      24/06/2026 

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP desde o golpe militar de 26 de novembro de 2025, quando tinha a presidência da organização, que foi entregue a Timor-Leste.

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou, na segunda-feira, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.

Os militares no poder na Guiné-Bissau reagiram hoje ao anúncio questionando "o duplo critério e jogos de bastidores" e a razão de a CPLP negar a presidência à Guiné Equatorial para a entregar a Timor-Leste.

"A resposta reside na subserviência a interesses que não os dos africanos", consideram.

A discórdia em relação à próxima presidência da CPLP começou há um ano, na cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada em Bissau, em que a Guiné-Bissau assumiu os comandos da organização e, pela primeira vez, Portugal não se fez representar ao mais alto nível.

Um bloco de países africanos apoia, enquanto países como Portugal e Timor-Leste se opõem à entrega da presidência da CPLP à Guiné Equatorial.

Depois do golpe militar, a CPLP foi a única organização de que a Guiné-Bissau é membro que ainda não enviou uma missão de bons ofícios ao país.

O Conselho Nacional de Transição fez saber hoje que quem vier a ganhar as próximas eleições gerais, marcadas para 06 de dezembro, "decidirá em nome do povo sobre a integração ou não definitiva nesta organização".

Em comunicado divulgado pela imprensa guineense, o Conselho afirma que, "ao contrário de organizações maduras e inteligentes, como a francofonia, da qual a Guiné-Bissau é membro de pleno direito (...), a CPLP prefere agir com o complexo de chicote na mão, através de vias anti estatutárias ilegais".

Os militares no poder manifestam o "mais violento e categórico repúdio face às declarações" recentes de Xanana Gusmão que consideram "insultuosas, paternalistas e eivadas de uma inadmissível soberba".

"É vergonhoso e demonstra uma patética senilidade política que quem lidera uma organização meramente cultural a tente instrumentalizar com uma inquisição ou tribunal da tutela colonial", referem no comunicado.

À semelhança do que já tinha feito anteriormente o Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló, o Conselho de Transição refere-se a Xanana Gusmão como "o rural" que se comporta como "um verdadeiro fazendeiro rústico e ignorante".

"Que espécies deste calibre pretendam conduzir uma organização internacional é uma aberração que só tem cabimento no lixo político em que se tornou a CPLP", acrescenta.

A atual Guiné-Bissau, continua, "recusa submeter-se a este clube de atrasados, não deseja o seu regresso a esta organização fantoche e avisa que irá realizar as suas eleições soberanas financiadas integralmente pelo seu próprio cofre de Estado".

"Não precisamos de esmolas, tutela ou lições de moral da CPLP, muito menos de ´Xananas` ou de ´Ramos-Hortas`", sublinha.

O Conselho Nacional de Transição lembra a Timor-Leste que beneficiou "diretamente da diplomacia guineense para lhes abrir portas na Ásia, na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ANSA), uma organização sub-regional", e afirma que países como "a Indonésia, a Malásia, Singapura, o Japão" nem sequer queriam ouvir falar de Timor-Leste.

"A Guiné-Bissau teve de intervir para lhes dar credibilidade internacional, quando não passavam de agricultores sem qualquer preparação para o poder do Estado", aponta.

Os militares acrescentam, no comunicado, que a Guiné-Bissau ainda não explora o seu petróleo e tantos outros recursos e garantem que "brevemente isso acontecerá" e que "com a imensa riqueza natural prestes a ser plenamente dinamizada acabarão de vez estas faltas de respeito".


A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

Frota de autocarros doada pelo Porto à Guiné-Bissau danificada e parada... A frota de 21 autocarros doada pela Câmara do Porto à Guiné-Bissau encontra-se danificada e parada, revelou o Governo guineense, que afastou as empresas privadas responsáveis pela gestão e exploração.

© Lusa      24/06/2026 

O anúncio foi feito na página oficial do Ministério dos Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, na terça-feira, numa publicação em que se lê que "grande parte dos autocarros se encontra atualmente danificada" e que "existem dívidas pendentes para com os funcionários, fornecedores, entre outros".

A situação ocorre pouco mais de meio ano após terem começado a circular cinco dos 21 autocarros, no âmbito de um projeto-piloto para melhorar a mobilidade das populações. Dos cinco veículos apenas três estão operacionais e os restantes nunca chegaram a circular.

A publicação online guineense TV o País divulgou hoje um vídeo que mostra os autocarros estacionados num descampado esventrados, sem rodas e com vidros partidos.

As 21 viaturas foram doadas pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) à Guiné-Bissau, no âmbito de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal do Porto, em Portugal, em 2024.

Em fevereiro de 2025, os autocarros foram embarcados no Porto de Leixões e em novembro de 2025 foi iniciado, em Bissau, o projeto-piloto com cinco autocarros a circularem na capital guineense.

O Governo da Guiné-Bissau entregou a gestão e exploração da frota às empresas privadas GULF TRANSPORT e PRIME INVESTMENT.

O Ministério dos Transporte e Comunicações assumiu, na terça-feira, "interinamente" a gestão dos autocarros e explicou que "foram identificadas diversas anomalias e falhas de gestão" por parte das empresas privadas.

De acordo com o Ministério, "não chegou a ser celebrado qualquer acordo com as empresas, uma vez que a atuação [das mesmas] decorria apenas num período experimental".

Na publicação, que cita o representante do Governo que assume interinamente a gestão da frota, Vladmir da Silva, é revelado o atual estado de degradação das viaturas e alegadas dívidas por parte das empresas que tinham a concessão.

"Face a esse cenário, o Governo decidiu recuperar a gestão direta do seu património, com o objetivo de garantir uma utilização mais eficiente dos bens públicos e assegurar melhores serviços à população", acrescenta.

A situação do serviço é descrita como "difícil", mas o representante do Ministério dos Transportes garante que "o Governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas identificados".

O novo responsável reforça "o compromisso de recuperar o funcionamento adequado dos autocarros e melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos".

"O Governo reafirma, assim, a sua determinação em proteger o património público e promover uma gestão responsável e transparente dos recursos do Estado", conclui.

NATO diz que 500 aeronaves dos EUA descolaram de Itália durante guerra... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, revelou que "500 aeronaves norte-americanas descolaram de bases americanas em Itália" durante a guerra contra o Irão iniciada em 28 de fevereiro, levando a oposição a exigir esclarecimentos da primeira-ministra.

© Lusa     24/06/2026 

Em entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, Rutte rejeitou a narrativa de que os aliados europeus dos Estados Unidos não prestaram ajuda durante a guerra com o Irão - uma queixa recorrente do Presidente norte-americano, Donald Trump -, argumentando que este número relativo a voos realizados a partir de bases em Itália durante a chamada "Operação Fúria Épica" é "um número enorme".

"Se considerarmos toda a Europa, estamos a falar de entre 4.000 e 5.000 missões de voo", sublinhou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Durante a campanha militar contra o Irão, o governo italiano indicou que permitiria aos Estados Unidos utilizar as suas bases para operações normais e voos logísticos, em conformidade com um tratado bilateral, mas recusou, em março, a autorização para que bombardeiros utilizassem a base aérea de Sigonella, na Sicília, o que provocou a ira de Trump e o azedar de relações com a primeira-ministra, Giorgia Meloni.

A revelação de Mark Rutte já está a suscitar reações entre os partidos da oposição em Itália, que exigem "esclarecimentos imediatos" do governo de direita e extrema-direita liderado por Meloni.

"Segundo Rutte, as bases em Itália desempenharam um papel enorme no apoio à guerra ilegal de Trump e [do primeiro-ministro israelita Benjamin] Netanyahu contra o Irão, o que é contrário aos nossos princípios e interesses", apontou Giuseppe Provenzano, do Partido Democrático, principal força política da oposição de centro-esquerda.

Lembrando que "Meloni tinha garantido que a Itália não se envolveria", Provenzano disse que se ficou agora "a saber que pelo menos 500 aviões norte-americanos descolaram de solo italiano", o que confirma as preocupações manifestadas anteriormente no parlamento e às quais o governo deu "respostas vagas".

"O governo italiano, e a primeira-ministra em particular, tem o dever de esclarecer urgentemente estas graves alegações", disse, lamentando que Itália tenha auxiliado à "projeção do poder americano, na lógica de Trump, da lei do mais forte, em violação do direito internacional".

Também o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S, partido populista de centro-esquerda), o antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte, comentou que as declarações de Mark Rutte contradizem o que o governo de Meloni foi dizendo ao longo da campanha de bombardeamentos, concluindo que "os contos de fadas do governo e dos seus defensores estão a desmoronar-se".

"As palavras de Rutte confirmam o que sempre dissemos... 500 aviões partiram da Itália para uma guerra ilegítima no Irão, uma guerra para a qual Netanyahu arrastou Trump e que prejudicou gravemente a economia italiana [...] É imperativo que a primeira-ministra Meloni compareça perante o parlamento e a nação para prestar os esclarecimentos necessários", sustentou.

Enquanto os partidos da oposição aguardam por esclarecimentos de Meloni, a primeira reação por parte do governo surgiu através do Ministério da Defesa italiano, segundo o qual as afirmações de Mark Rutte são "enganosas", uma vez que Roma apenas autorizou a utilização das bases norte-americanas em Itália para operações de rotina durante a guerra com o Irão, e não para missões de combate ofensivas.

"É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a 'Operação Fúria Épica', apresente um relato que transmite uma mensagem completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados. Apenas foram autorizadas atividades técnicas e logísticas, não cinéticas, no âmbito dos procedimentos estabelecidos pelos acordos existentes. Sempre que foi apresentado um pedido fora deste âmbito, como é do conhecimento geral, a Itália não concedeu autorização", garantiu hoje o Ministério da Defesa, num comunicado publicado à tarde para "evitar polémicas desnecessárias e infundadas".


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Os países do Golfo e o Irão vão organizar na Arábia Saudita uma cimeira regional para reconciliação depois da guerra no Médio Oriente, avançou hoje um diplomata citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump ameaça travar negociações se Irão cobrar portagens... Presidente norte-americano ameaçou hoje suspender as negociações com o Irão caso a República Islâmica aplique portagens pela navegação no estreito de Ormuz, embora tenha referido que Teerão garantiu que não o fará.

© Lusa     24/06/2026 

"O Irão informou os Estados Unidos de que, apesar das notícias falsas e problemáticas que afirmam o contrário, não são solicitadas nem cobradas portagens, custos de seguro nem quaisquer outros encargos por parte do Irão aos navios que navegam pelo estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

No entanto, adiantou que "se esta informação for falsa, as negociações serão suspensas de imediato".

O Irão e Omã anunciaram na terça-feira que iriam analisar os custos que poderiam ser cobrados pelos serviços relacionados com a gestão do estreito.

Os dois países vão criar um grupo de trabalho conjunto para chegar a um acordo sobre a "futura gestão da navegação" através do estreito de Ormuz, incluindo discussões com os Estados do Golfo Pérsico e "outras partes relevantes", antes de insistirem nos seus "direitos soberanos" sobre esta passagem estratégica.

Neste sentido, o primeiro-ministro do Qatar deslocou-se hoje a Omã precisamente para preparar as conversações entre os países do Golfo, o Iraque e o Irão sobre o estreito de Ormuz, segundo um diplomata em condição de anonimato em declarações à agência de notícias France-Presse.

Estas conversações são distintas das negociações entre Washington e Teerão, precisou o diplomata.

Referiu ainda que estão previstas discussões separadas na Arábia Saudita com vista a uma reconciliação entre o Irão e os países do Golfo.

Nos últimos meses, as autoridades iranianas têm insistido que o estreito deve ser gerido por Teerão e Mascate e têm apostado na implementação de um novo mecanismo, no meio de apelos internacionais por parte de Washington e de outros países a favor de que a situação volte a ser a que existia antes do conflito, incluindo a ausência de possíveis portagens.

O memorando de entendimento celebrado entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra prevê que a passagem de navios comerciais pelo estreito de Ormuz se faça sem custos "apenas durante 60 dias".

No entanto, o presidente do parlamento e principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, salientou que Teerão tencionava, posteriormente, cobrar "taxas de utilização" pelos serviços prestados nessa passagem, que "não voltará à situação anterior à guerra".

Na mesma publicação, Donald Trump voltou uma vez mais a afirmar que "não foi entregue dinheiro ao Irão nem foram libertados fundos para eles por parte dos Estados Unidos".

"Iremos libertar parte do seu dinheiro, que se encontra sob o nosso controlo total, para os nossos agricultores e criadores de gado, para a compra de milho, trigo, soja e outros produtos", insistiu.

Na terça-feira, Trump referiu numa publicação na mesma rede social que os "fundos/sanções" iranianos que porventura serão desbloqueados pelo Tesouro norte-americano irão para uma "conta garantia" controlada por Washington e serão unicamente utilizados para a compra de medicamentos e produtos alimentares aos Estados Unidos.

O texto do memorando assinado na semana passada por Washington e Teerão menciona o fim de "todos os tipos de sanções" contra o Irão, caso as negociações sejam bem-sucedidas.   

O acordo preliminar prevê ainda que os Estados Unidos "se comprometam, juntamente com os seus parceiros regionais, a elaborar um plano definitivo, acordado de comum acordo, no valor de pelo menos 300 mil milhões de dólares [cerca de 262 mil milhões de euros], destinado à reconstrução e ao desenvolvimento económico da República Islâmica do Irão".


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Cerca de 20 mil marinheiros e 110 mil milhões de euros em carga esperam para poder transitar pelo estreito de Ormuz, encerrado durante a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, afirmou hoje a seguradora alemã Allianz.

EUA reclamam sucesso em primeiro teste de sistema antimíssil... O secretário da Defesa dos EUA afirmou hoje que o primeiro teste do sistema de defesa antimíssil, conhecido como "Golden Dome" [Cúpula Dourada], foi um sucesso, sublinhando que a iniciativa é real, poderosa e progride como planeado.

© Lusa    24/06/2026 

Pete Hegseth declarou nas redes sociais que o teste foi realizado nas últimas horas e que o pôde testemunhar pessoalmente, destacando o desempenho do sistema concebido para intercetar ameaças aéreas de forma autónoma utilizando tecnologia de energia direcionada.

"Aproveitando a tecnologia de ponta de energia dirigida, o sistema DDAD alvejou e eliminou, de forma irrepreensível e autónoma, uma grande variedade de ameaças", elogiou.

"Este teste foi executado como planeado e neutralizou dinamicamente todas as ameaças", acrescentou.

"Testemunhei como os nossos combatentes de elite utilizavam a tecnologia de ponta para intercetar drones e mísseis de cruzeiro", relatou Hegseth, acrescentando que as empresas contratadas "competem, colaboram e obtêm sucesso" e "concretizam as prioridades" do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O secretário de Estado dos EUA sublinhou ainda que "este marco histórico foi possível graças à 'Big Beautiful Bill' --- uma lei aprovada em junho de 2025 que incluiu um grande corte de impostos e um aumento das despesas militares e da fiscalização da imigração --- que fornece o financiamento necessário para desenvolver o escudo definitivo para proteger os Estados Unidos".

"Trump está a tornar realidade a visão da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI) do [ex-]Presidente [Ronald] Reagan", disse.

Em maio de 2025, o Presidente dos Estados Unidos anunciou um programa de 175 mil milhões de dólares [aproximadamente 155 mil milhões de euros] para criar um escudo antimíssil chamado "Golden Dome", semelhante ao Domo de Ferro de Israel, afirmando que "deveria estar totalmente operacional antes" do fim do seu mandato em 2029.

"Estará pronto daqui a cerca de três anos. Uma vez construído, será capaz de intercetar mísseis, mesmo que sejam lançados do outro lado do mundo ou do espaço. E teremos o melhor sistema alguma vez construído", prometeu Trump, ao nomear o general da Força Espacial Michael Guetlein para chefiar o programa, que tinha um orçamento inicial de 25 mil milhões de dólares [aproximadamente 22,1 mil milhões de euros].

Sem mísseis, Irão acabaria "arrasado como Gaza"... O presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou hoje que sem mísseis o Irão teria acabado "arrasado como Gaza" durante a guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos, reiterando que o programa balístico não era negociável.

© Iranian Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   

"Se os mísseis de que dispomos para a nossa defesa não existissem, Israel e os Estados Unidos teriam arrasado o Irão como Gaza", declarou Massoud Pezeshkian durante uma visita ao Paquistão, mediador nas negociações entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"Nunca iremos negociar com ninguém, em nenhuma circunstância, nunca, as nossas capacidades de defesa", insistiu o presidente iraniano.

O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, cujo país contribuiu para a assinatura do protocolo de acordo entre o Irão e os Estados Unidos, destacou que o texto "não faz absolutamente nenhuma referência a mísseis balísticos".

"Não pode haver dois pesos e duas medidas, ou seja, que alguns países possam possuir mísseis balísticos, enquanto o Irão não deverá ter. Não se pode aceitar esta duplicidade", acrescentou Sharif.

Durante a guerra, o Irão lançou centenas de mísseis e milhares de drones sobre Israel, os países do Golfo e as bases americanas no Médio Oriente como represália pelos ataques ao seu território.

Estes mísseis, inicialmente concebidos pelo Irão para compensar a fraqueza da sua frota aérea durante a guerra contra o Iraque (1980-1988), desde então que não pararam de ganhar em alcance e precisão.

Israel, a cerca de 1.500 quilómetros do Irão, vê há muito neste arsenal uma ameaça existencial por parte do seu inimigo.

Antes da guerra, os Estados Unidos tinham tentado impor o programa balístico como outro tema das negociações, juntamente com o nuclear e o apoio do Irão a grupos armados hostis a Israel.

O presidente americano Donald Trump pareceu recentemente mais aberto sobre a questão dos mísseis. "Eles [os iranianos] devem ter alguns porque outras pessoas têm. Devem ter alguns", admitiu Trump na semana passada na cimeira do G7 em França.


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O governador do Banco Central iraniano desmentiu hoje as afirmações de Donald Trump que sugeriam que os ativos iranianos desbloqueados teriam de ser utilizados para adquirir bens exclusivamente provenientes dos Estados Unidos.

Missão dos CEMGFA da CEDEAO encerra missão militar em Bissau... Concluiu-se esta terça-feira (23.06) a missão da delegação de Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da CEDEAO a Bissau.

Os altos responsáveis militares estiveram no país para contactos de trabalho com entidades militares e autoridades políticas, no âmbito do acompanhamento regional ao processo de transição.

No fecho da agenda, a delegação foi recebida separadamente pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, Fatumata Jau, e pelo Presidente de Transição, general do Exército Horta Inta Nancassa

O Representante do Governo esclarece o assunto sobre o fim da gestão e exploração do parque e dos autocarros do Estado, pelas empresas GULF TRANSPORT e PRIME INVESTMENT.

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações 

Bissau, 23 de junho – O Representante do Governo Sr. Vladmir da Silva, assumiu Interinamente a gestão dos Autocarros do Estado, e prestou esclarecimentos esta terça-feira, nas instalações da parque dos autocarros em Safim, sobre as razões que levaram o Governo a pôr fim à gestão da empresa GULF INVESTMENT SA.

Na sua intervenção, o responsável, em representação do Governo e, em particular, do Ministério dos Transportes, explicou que não chegou a ser celebrado qualquer acordo com as empresas, uma vez que a sua atuação decorria apenas num período experimental.

Segundo o Representante do Governo, durante esse período foram identificadas diversas anomalias e falhas de gestão.

Face a esse cenário, o Governo decidiu recuperar a gestão direta do seu património, com o objetivo de garantir uma utilização mais eficiente dos bens públicos e assegurar melhores serviços à população.

O Sr. Vladmir revelou ainda que grande parte dos autocarros se encontram atualmente danificadas e que existem dívidas pendentes para com os funcionários, fornecedores, entre outros, situação herdada da anterior gestão.

Apesar dos situaçao dificil encontrada, o Representante do Ministério dos Transportes garantiu que o Governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas identificados, reforçando o compromisso de recuperar o funcionamento adequado dos autocarros e melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.

O Governo reafirma, assim, a sua determinação em proteger o património público e promover uma gestão responsável e transparente dos recursos do Estado.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Putin acusa NATO de se preparar para guerra contra a Rússia e ameaça prosseguir ofensiva... Num discurso dirigido a graduados militares, citado pela agência russa TASS, Putin afirmou que os países da Aliança Atlântica passaram de apoiar a Ucrânia para assumirem publicamente a preparação para uma eventual guerra contra a Rússia.

Por  sicnoticias.pt  

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou esta terça-feira, os países da NATO de se prepararem para um eventual conflito com a Rússia, alegando que os aliados ocidentais utilizam a ameaça russa para justificar o aumento das despesas militares.

Num discurso dirigido a graduados militares, citado pela agência russa TASS, Putin afirmou que os países da Aliança Atlântica passaram de apoiar a Ucrânia para assumirem publicamente a preparação para uma eventual guerra contra a Rússia.

"Enquanto os países da NATO antes se limitavam a apoiar o regime de Kiev, que chegou ao poder através de um golpe armado ilegal, agora falam abertamente em preparar-se para uma guerra contra nós e aumentar os seus orçamentos militares ofensivos", acusou Putin.

O chefe de Estado russo acusou ainda os países ocidentais de criarem ameaças à Rússia para justificarem as suas próprias políticas de defesa.

"O padrão de ação do chamado Ocidente pseudodemocrático é muito simples: primeiro, criam ameaças ao nosso país, obrigando-nos a tomar as medidas necessárias para a nossa autodefesa e proteção, e depois acusam-nos de todos os pecados capitais para justificar as suas políticas e ações agressivas contra a Rússia", afirmou Putin.

Sobre a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022, o Presidente destacou aquilo que classificou como a "coragem e eficácia" das forças russas, afirmando que estas estão a "libertar territórios históricos" e a proteger a população de língua russa no leste ucraniano.

O líder do Kremlin afirmou ainda que as tropas russas assumiram praticamente o controlo de Konstantinovka, na região de Donetsk, um dos principais focos de combate no leste da Ucrânia.

Putin acusou igualmente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de não demonstrar interesse em alcançar uma solução pacífica para o conflito e reiterou a determinação de Moscovo em prosseguir a ofensiva militar.

"A Rússia irá onde for preciso ir", assegurou Putin.

Também hoje, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, alertou para o aumento do risco de um confronto direto entre a Rússia e a NATO.

"O risco de um confronto militar está a aumentar; dizem que estarão prontos até 2030, pelo que não querem permitir a paz na Ucrânia em nenhuma circunstância", afirmou Grushko aos jornalistas.

As declarações surgem depois de vários responsáveis russos terem acusado os países europeus de estarem a acelerar os preparativos militares com vista a um eventual confronto com Moscovo até ao final da década.

Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, defendeu que os países europeus procuram atingir plena prontidão operacional para um eventual conflito com a Rússia até 2030.

Dinheiro de sanções será controlado pelos EUA e usado para ajuda humanitária... O Presidente norte-americano afirmou hoje que o dinheiro libertado pelo Tesouro do país ao Irão será depositado numa conta controlada por Washington e utilizado exclusivamente para comprar alimentos e material médico aos Estados Unidos (EUA).

© Lusa      23/06/2026 

"O dinheiro e/ou as sanções que o Tesouro dos EUA está a libertar são depositados numa conta de garantia, controlada pelos EUA, e serão utilizados para a compra de alimentos e material médico, exclusivamente provenientes dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo e soja dos nossos excelentes agricultores americanos", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

O memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão inclui o levantamento de sanções e o desbloqueio de ativos iranianos congelados.

O republicano disse ainda que se trata de bens de que Teerão "necessita desesperadamente".

"Estamos perante uma crise humanitária e considero que é necessário ajudar, agora, antes que seja tarde demais", continuou, acrescentando que as negociações estão a "correr bem".

No entanto, o embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, assegurou que será o Irão o único a decidir sobre a utilização dos seus ativos descongelados no estrangeiro, de acordo com a decisão tomada na véspera pelos Estados Unidos.

"Nenhuma entidade ou outra parte [nas negociações] terá qualquer palavra a dizer sobre a forma como serão utilizados", afirmou, referindo-se às declarações de Trump.

O texto do memorando menciona o fim de "todos os tipos de sanções" contra o Irão, caso as negociações sejam bem-sucedidas.

Quanto à questão dos ativos iranianos congelados, outro ponto do protocolo de acordo, Washington já referiu um eventual mecanismo de controlo para garantir que estes não financiem "o terrorismo", dando a entender que desbloquear aqueles ativos pode estar sujeito a condições.

O acordo preliminar assinado na semana passada por Washington e Teerão prevê ainda que os Estados Unidos "se comprometam, juntamente com os seus parceiros regionais, a elaborar um plano definitivo, acordado de comum acordo, no valor de pelo menos 300 mil milhões de dólares [cerca de 262 mil milhões de euros], destinado à reconstrução e ao desenvolvimento económico da República Islâmica do Irão".

Na mesma publicação, o líder norte-americano afirmou que o Irão tinha concordado submeter-se a inspeções nucleares por um período infinito, contrariando as declarações de Teerão, que classificou como parte da "campanha incessante de notícias falsas" para "minimizar e desvalorizar ao máximo a vitória dos EUA".

"O Irão concordou plena e completamente com inspeções nucleares ao mais alto nível por um período prolongado no futuro (infinito). Isto garantirá a honestidade nuclear. Se não tivessem concordado com isto, não haveria mais negociações!", continuou Trump na sua rede social.

Horas antes, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghei, afirmou que Teerão tinha negado uma visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O líder republicano de 80 anos referiu que graças a estas e outras "concessões importantes" feitas pelo Irão, concordou em "permitir que o estreito de Ormuz permaneça aberto" e "sem mais bloqueios navais".

"No entanto, todos os navios permanecem posicionados, caso seja necessário restabelecer o bloqueio, o que, neste momento, parece altamente improvável", acrescentou, fazendo referência ao bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos que foi levantado no âmbito do memorando de entendimento.

Numa segunda publicação, o republicano afirmou que só na segunda-feira atravessaram 19 milhões barris de petróleo pelo estreito.

Os Estados Unidos e o Irão assinaram na semana passada um memorando de entendimento que pôs fim às hostilidades, desbloqueou o estreito de Ormuz e abriu um período de 60 dias para negociar um acordo nuclear e o alívio das sanções contra a República Islâmica.

ONU: Quase 260 milhões de crianças interromperam escola por conflitos ou clima... O número de crianças e adolescentes cuja educação foi interrompida por conflitos ou choques climáticos atingiu os 258 milhões e continua a aumentar, disse a ONU num relatório hoje publicado.

© Reuters    Por  LUSA    23/06/2026 

"O número de crianças afetadas por crises aumentou 21 milhões em apenas 18 meses, atingindo um número estimado de 258 milhões em todo o mundo", afirmou o fundo das Nações Unidas Educação Não Pode Esperar.

O relatório centra-se nas crianças e adolescentes em idade escolar cuja educação é afetada por conflitos, deslocações forçadas, choques climáticos ou crises socioeconómicas prolongadas.

Entre estes 258 milhões de crianças, 93 milhões estão completamente fora da escola, sublinhou o documento, adiantando que os restantes 165 milhões de crianças continuam matriculadas, mas estudam sob condições precárias que ameaçam diretamente a aprendizagem.

O fundo da ONU destacou ainda a extrema concentração geográfica da exclusão escolar.

Quase 60% destas crianças cuja educação foi interrompida vivem em apenas nove países: Afeganistão, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Myanmar, Nigéria, Paquistão, Sudão e Iémen.

A principal causa destes abandonos escolares está ligada a conflitos e violência, observou o relatório.

"As evidências são claras: os conflitos e as alterações climáticas estão a destruir conquistas arduamente alcançadas na educação", lamentou a diretora do Educação Não Pode Esperar, Maysa Jalbout, citada no relatório, defendendo que "já está na hora de investir no futuro das crianças afetadas por crises".

As crianças que enfrentam maiores barreiras de exclusão continuam a ser, de acordo com o documento, as refugiadas, as deslocadas internas, as meninas e as que têm deficiências.

Angola: 40% das crianças até aos cinco anos têm desnutrição... Quatro em cada dez crianças angolanas com menos de cinco anos sofrem de desnutrição crónica, segundo o relatório Perfil da Criança em Angola, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e hoje divulgado em Luanda.

© Lusa    23/06/2026 

A prevalência de desnutrição crónica nas crianças menores de cinco anos é de 41,2%, segundo o documento, que se baseia nos dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2023-2024 (IIMS 2023-2024), realizado entre setembro de 2023 e janeiro de 2024. 

Registou-se ainda uma prevalência de desnutrição aguda de 8,3% e de sobrepeso de 2,5% nas crianças da mesma faixa etária.

A desnutrição crónica, medida pela relação altura/idade indica um défice nutricional prolongado que compromete o crescimento físico e o desenvolvimento cognitivo da criança. A desnutrição aguda, medida pela relação peso/altura, indica défice nutricional recente e grave, associado a perda de peso súbita. Já o sobrepeso resulta de peso superior ao considerado saudável para a altura.

As províncias com piores indicadores nutricionais tendem também a apresentar níveis mais elevados de mortalidade infantil e infantojuvenil, sublinha-se no documento, acrescentando-se que a desnutrição crónica "constitui o principal problema nutricional infantil no país".

Angola tem 36,6 milhões de habitantes, segundo os últimos censos, dos quais 17,5 milhões são crianças e adolescentes com menos de 18 anos. As maiores proporções desta faixa etária observam-se nas províncias do Bié, Uíge e Moxico, onde correspondem a entre 57% e 58% da população total.

No estudo são assinalados progressos em vários indicadores face ao IIMS 2015-2016: a mortalidade infantil baixou de 44 para 32 óbitos por mil nascidos vivos, a mortalidade infantojuvenil desceu de 68 para 52 por mil, o trabalho infantil recuou de 23,4% para 13%, e aumentou a cobertura do registo de nascimento e o acesso aos serviços de prevenção do VIH.

A mortalidade infantojuvenil apresenta, contudo, assimetrias provinciais marcadas, variando de nove óbitos por mil nascidos vivos em Malanje para 87 por mil no Cuando Cubango, a província com o índice mais elevado do país, seguida de Benguela e do Huambo.

Apenas 37,8% das crianças menores de cinco anos têm registo de nascimento, com Huambo, Cunene e Bié a registarem as proporções mais baixas, entre 16% e 25%.

No capítulo da educação, a taxa líquida de frequência escolar no ensino primário atingiu 66% a nível nacional, com o Bié (44%) e o Cunene (48%) a apresentarem os valores mais baixos, e o Zaire (87%) o mais elevado.

Em matéria de prevenção da malária, apenas 22% das crianças entre os zero e os quatro anos dormiram debaixo de uma rede mosquiteira na noite anterior ao inquérito, com o Moxico (5%), a Huíla (8%) e o Namibe (10%) a registarem os índices de proteção mais baixos.

No relatório são analisados 58 indicadores relativos a 18 províncias --- anterior à criação, em janeiro de 2025, das províncias de Icolo e Bengo, Cuando e Moxico Leste --- e conclui que, apesar da melhoria geral face a 2015-2016, "persistem assimetrias no acesso a serviços públicos essenciais", nomeadamente no ensino secundário, na assistência ao parto em unidades de saúde e no acesso a redes mosquiteiras tratadas.


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Dois terços das crianças angolanas entre um e 14 anos foram sujeitas a algum método de disciplina violenta, indica o relatório Perfil da Criança em Angola divulgado hoje em Luanda.