sábado, 19 de setembro de 2026

Defesas russas abatem 344 drones no segundo dia da votação das eleições... As defesas antiaéreas russas anunciaram ter abatido durante a madrugada de hoje 344 drones ucranianos na parte europeia da Rússia e na Sibéria, onde decorre o segundo dia da votação das eleições legislativas.

© Lusa   19/09/2026 

Os aparelhos não tripulados foram abatidos em 16 regiões, 15 delas no continente europeu, segundo o boletim de guerra do Ministério da Defesa russo.

Entre estas estão Moscovo, Leninegrado, Krasnodar ou o Daguestão (Cáucaso), as regiões fronteiriças de Belgorod, Briansk e Kursk, e a siberiana de Iamalo-Nenets, que alberga grandes jazidas de petróleo e gás.

Russos e ucranianos não acordaram uma trégua de 72 horas por ocasião das primeiras eleições parlamentares de toda a guerra, pelo que, em regiões ucranianas anexadas como Donetsk, a maioria dos eleitores votou antecipadamente.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo adiantou que Moscovo atacou um centro logístico a 41 quilómetros de Kyiv, utilizado para armazenar os fornecimentos militares provenientes de países europeus, além de bombardeamentos contra alvos em outras regiões do país vizinho.

A Rússia realiza hoje o segundo de três dias das eleições para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da "oposição sistémica", que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados. A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal. No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do partido ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de 'russificação forçada' na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kyiv, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou a lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções à Rússia e ao Irão e permite impor tarifas até 100% a países que comprem energia russa.

Aratificação foi anunciada na sexta-feira, dois dias depois de a Câmara dos Representantes norte-americana aprovar o amplo pacote de sanções contra as autoridades e a economia russas, visando privar o Presidente Vladimir Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia...

Guiné-Bissau: PAIGC celebra 70 anos com eventos em Lisboa e outros locais fora do país

Por  correiodamanhacanada.com/ Lusa  Setembro 19, 2026

Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) – O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) assinala hoje 70 anos da sua fundação com as celebrações centradas em Lisboa e noutras latitudes fora do país, disseram à Lusa fontes do partido.

A Casa do Alentejo, entre o Rossio e a praça dos Restauradores, em Lisboa será palco central das comemorações que devem decorrer durante toda a manhã de hoje, 19 de setembro, nas quais são aguardadas as presenças de dirigentes históricos do PAIGC, académicos, investigadores, jovens e representantes de “forças políticas amigas”.

São aguardadas as presenças de representantes em Portugal do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e do PCP (Partido Comunista Português).

O presidente do PAIGC, atualmente em Portugal, desde que saiu da prisão, onde foi colocado em duas ocasiões desde novembro, na sequência de um golpe de Estado militar na Guiné-Bissau, deverá proferir o discurso de encerramento do evento.

“Com esta mobilização, o PAIGC reafirma o seu compromisso de honra em manter viva a memória histórica, servindo de elo entre os veteranos da luta de libertação, as novas gerações e a diáspora na construção de uma sociedade de justiça, paz e progresso”, lê-se num documento enviado à Lusa pela coordenação das festividades.

O documento assinala ainda que as comemorações ocorrem num cenário político “particularmente complexo” e adverso na Guiné-Bissau marcado por um clima de “forte perturbação institucional pontuado por “perseguições, detenções arbitrárias sem acusação formal contra dirigentes, incluindo o presidente do partido, Domingos Simões Pereira”.

As comemorações, que deverão também acontecer noutros países, inclusive na Guiné-Bissau, embora em menor escala, realizam-se sob o lema:”PAIGC 70 Anos de Unidade e Luta, a nação reconhece, a história confirma e o futuro exige!”, assinala o documento enviado à Lusa.

Estão previstas atividades culturais durante as celebrações na Casa do Alentejo.

A comissão organizadora dos 70 anos lamenta que o efeméride aconteça sob a ameaça do encerramento da sede nacional e das delegações regionais do PAIGC por ordens do Alto Comando Militar protagonista do golpe de Estado de novembro passado.

O Alto Comando Militar deu sete dias ao PAIGC e a outras forças políticas para retirarem as respetivas sedes para uma distância de 500 metros das instalações dos órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis e esquadras da polícia.

A sede nacional do PAIGC situa-se a escassos metros do palácio da República em Bissau.

Além da ameaça de encerramento da sede nacional, que o partido contestou com a alegação de que o imóvel constitui propriedade privada que lhe pertence, a comissão organizadora dos 70 anos em Portugal denuncia a proibição de atividades políticas e cívicas impostas pelos militares e enaltece a “resiliência” de Domingos Simões Pereira, “perante as adversidades”.

“Apesar destas restrições, o líder do partido, o engenheiro Domingos Simões Pereira, continua a afirmar-se como uma referência política incontornável na defesa da legalidade democrática e na continuidade do projeto fundacional da nacionalidade guineense e cabo-verdiana”, destaca o documento do partido.

Fundado em 19 de setembro de 1956 por “figuras pioneiras e visionárias” como Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Elisée Turpin, Fernando Fortes e Júlio Almeida, o PAIGC “consolidou-se como um dos movimentos de libertação mais importantes do século XX” e o condutor de uma das lutas anticoloniais mais bem-sucedidas do continente africano, sublinha o documento das celebrações dos 70 anos do partido.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e avançaram com uma nova Constituição, que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

* A delegação da Agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância *

VM/APL

Lusa/Fim


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A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se, em formato virtual, no dia 17 de setembro de 2026, sob a presidência do camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, marcada, nomeadamente, pela recusa do Comando Militar e do Governo de Transição em autorizar a retoma plena da atividade política e a reabertura das sedes dos partidos, bem como pela tentativa de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional...


Trump anuncia acordo sobre "segurança" da Gronelândia, Dinamarca confirma... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com a Dinamarca e a Gronelândia que dá aos EUA o "controlo permanente" sobre a segurança da Gronelândia, banindo a presença militar ou investimentos sensíveis de países "adversários". Copenhaga confirmou que o acordo deverá ser assinado na próxima semana.

© Leon Neal/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  19/09/2026 

Donald Trump anunciou na sexta-feira um acordo com a Dinamarca e a Gronelândia que dá aos Estados Unidos "controlo permanente sobre a segurança" da Gronelândia, banindo também neste território dinamarquês qualquer presença militar ou investimentos sensíveis de países "adversários". Copenhaga já confirmou que o acordo deve ser assinado na próxima semana.

Numa publicação na sua própria rede social, a Truth Social, o presidente norte-americano apontou que "os Estados Unidos da América assinaram um acordo com o Reino da Dinamarca e a Gronelândia que confere aos Estados Unidos um controlo permanente sobre a segurança - e todas as outras necessidades - na Gronelândia, atendendo plenamente a TODAS as nossas inúmeras preocupações", acrescentando que o acordo não terá "nenhum custo" para os EUA.

"Além disso, a partir de agora, nenhum adversário dos EUA poderá, em caso algum, ter uma base ou presença militar na Gronelândia, nem realizar investimentos sensíveis no território, sem a nossa aprovação expressa por escrito", adiantou ainda na mesma nota. 

"Durante mais de 100 anos, os presidentes reconheceram a importância estratégica da Gronelândia, mas NENHUM deles conseguiu fazer alguma coisa a esse respeito. Orgulho-me de ser o presidente que resolveu de forma permanente e definitiva esta situação tão importante. Trata-se de um acordo de 'vigência perpétua'; não há prazo para terminar!", enalteceu.

Na sua publicação, Trump afirmou ainda que Washington "iniciará imediatamente o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na parte apropriada da Gronelândia", onde "existem muitas áreas adequadas", trabalhando com o povo da Gronelândia "no seu desenvolvimento e construção". 

"Esta é uma excelente solução para os Estados Unidos da América, a Dinamarca, a Gronelândia e todos os nossos aliados. Esperamos trabalhar com os maravilhosos povos da Dinamarca e da Gronelândia em prol de um futuro magnífico para esta vasta e altamente estratégica extensão de terra. Zelaremos por ela com o máximo cuidado! É o concretizar de um sonho para os Estados Unidos da América - um sonho muito importante, histórico e especial", vincou ainda Trump.

Por sua vez, um responsável do Departamento de Estado afirmou sob anonimato que o acordo garante que a China e a Rússia "não poderão instalar bases militares" ou enviar tropas para a Gronelândia, estabelecendo "mecanismos para impedir qualquer investimento em setores sensíveis".

O acordo, adiantou o mesmo responsável, confere "explicitamente aos Estados Unidos plena capacidade de agir na Gronelândia conforme considerem necessário para garantir a segurança e a defesa do continente americano" e permite aumentar o número de bases norte-americanas no território "conforme a necessidade".

Dinamarca e Gronelândia reagiram: "Perspetiva de um bom acordo"

"Saúdo a perspetiva de um bom acordo para a Gronelândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos", declarou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em comunicado, após um anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump.

O acordo "reforça a nossa segurança comum no Ártico e no Atlântico Norte e é, por isso, benéfico para a NATO e para a Europa", declarou Frederiksen.

Copenhaga informou que a assinatura está prevista para a próxima semana, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Por sua vez, o chefe do Governo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, saudou o acordo "que garante e reforça a segurança da Gronelândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança Ocidental".

"O acordo reconhece os interesses da Gronelândia e o nosso papel na cooperação internacional. Isto beneficia-nos a todos", garantiu.

Trump ameaçou no ano passado tomar o controlo da Gronelândia

De recordar que Trump ameaçou por diversas vezes no ano passado tomar o controlo da Gronelândia, não excluindo mesmo o recurso à força, gerando alarme na Dinamarca e entre aliados da NATO.

Após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos, Trump anunciou em janeiro ter "formado a estrutura" de um futuro acordo sobre a Gronelândia e retirou a ameaça de tarifas anteriormente feita a países que apoiassem a Dinamarca no diferendo.

Um acordo de defesa de 1951 ao abrigo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e que está formalmente em vigor, rege a presença militar norte-americana na Gronelândia, prevendo inclusivamente vias para a expandir.

A Dinamarca mantém jurisdição soberana da Gronelândia, mas os Estados Unidos têm jurisdição exclusiva sobre as suas próprias instalações militares no território, onde operam a Base Espacial de Pituffik, que apoia alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial.

O pacto de defesa, atualizado pela última vez em 2004, já permite a Washington aumentar o destacamento de tropas na ilha, desde que as autoridades da Dinamarca e da Gronelândia sejam informadas antecipadamente.


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Os Estados Unidos admitiram na sexta-feira que perderam a confiança de que as missões de paz da ONU, da forma como são atualmente concebidas e financiadas, produzam resultados proporcionais aos seus custos e à sua abrangência.

Num debate do Conselho de Segurança sobre as Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas, o diplomata norte-americano Jeffrey Bartos defendeu avaliações rigorosas das missões, responsabilização pelos resultados definidos e metas realistas e alcançáveis, focadas em funções de segurança que apoiem um plano político.

"As Nações Unidas estão atoladas em burocracia e processos — incluindo longas revisões e declarações — quando a resolução de conflitos exige, na realidade, adaptações concretas e oportunas. As operações de manutenção da paz não são exceção", defendeu Bartos, argumentando que a "diplomacia decisiva, apoiada por poder de influência real, é o que de facto põe fim às guerras"...

DONALD TRUMP afirma que filho reembolsará oligarca russo por gastos no casamento... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou sexta-feira que o filho garantiu que reembolsará o oligarca russo ligado ao Kremlin que custeou as festividades do seu casamento.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   19/09/2026 

"Quando ouvi esta história, perguntei sobre o assunto. E ele disse: 'Não, papá, vou reembolsar'", declarou o Presidente.

Trump afirmou também que a contribuição em causa era "autorizada".

A mulher de Donald Trump Jr. confirmou na segunda-feira que a festa de casamento de ambos foi parcialmente financiada por Umar Kremlev, oligarca russo que apresentou como um "querido amigo".

"Muito generosamente [Kremlev], ofereceu-nos duas noites incríveis de celebração APÓS o nosso casamento", refere uma publicação no Instagram de Bettina Trump, assinada pelo casal.

Segundo o ProPublica, site de jornalismo de investigação sem fins lucrativos, Kremlev, que preside à Associação Internacional de Boxe, financiada pela gigante energética russa Gazprom, "arcou com centenas de milhares de dólares em despesas do casamento", incluindo o aluguer de uma das duas ilhas privadas onde se realizou a festa de três dias e um espetáculo de fogo de artifício.

Os pagamentos vieram de uma entidade do Dubai afiliada à agência de boxe, informou o site, citando registos analisados e entrevistas com três pessoas.

"É lamentável que algo tão pessoal e feliz possa ser reinterpretado como algo político ou sinistro simplesmente por causa de quem alguém é ou de onde vem. A amizade não exige um motivo político. A generosidade não é automaticamente acompanhada por uma agenda oculta. E, por vezes, um presente de casamento é simplesmente um presente de casamento", refere a publicação.

O procurador-geral norte-americano, Todd Blanche, nomeado por Trump, recusou na terça-feira investigar os gastos do oligarca russo, considerando que o pagamento foi "um presente" e que a questão já foi resolvida pelos envolvidos, embora a oposição democrata tenha começado a investigar o assunto no Congresso.

"O Presidente não sabe quem é esta pessoa. Acredito que outros membros da família não saibam quem é esta pessoa. O filho do Presidente disse que é um amigo muito próximo e que aceitou o presente no fim de semana do seu casamento", afirmou.

"Quando me pergunta se estou a investigar isto, a minha pergunta é: investigar o quê? Diz que esta pessoa é amiga de [Vladimir] Putin (Presidente russo), e nem sei se isto é verdade. É divertido falar sobre este assunto, mas acredito que as pessoas envolvidas na questão já se pronunciaram", acrescentou o procurador.

Kremlev tem antecedentes criminais sob um nome anterior, segundo o The Washington Post.

Como presidente da Federação Russa de Boxe, Kremlev presenteou Putin com uma luva de boxe de diamantes, e Putin concedeu-lhe uma prestigiada distinção estatal conhecida como Ordem do Mérito à Pátria.

Numa carta enviada na segunda-feira à chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o líder democrata da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, Robert García, exige uma série de documentos para esclarecer as informações reveladas pelo ProPublica.

"A estreita e opaca relação entre o filho de um Presidente dos Estados Unidos em exercício e um membro do círculo íntimo do ditador russo, Vladimir Putin, suscita graves preocupações em matéria de segurança nacional e corrupção pública", escreveu Robert García.

"É ainda mais inquietante que um oligarca russo tenha financiado, segundo foi noticiado, parte da luxuosa boda do proprietário de várias empresas que têm contratos com o Departamento de Defesa", acrescentou o congressista democrata, recordando que Donald Trump Jr. é coproprietário e um grande investidor em múltiplas empresas com contratos avultados com o Pentágono.

Trump Jr. já tinha sido alvo de escrutínio anteriormente devido aos seus laços com a Rússia. Durante a campanha de 2016, o seu encontro com a advogada russa Natalia Veselnitskaya foi visado por investigadores federais e do Congresso, para apurar se a campanha de Donald Trump tinha coordenado ações com a Rússia para interferir na eleição.

Em discussão terão estado informações potencialmente comprometedoras sobre a então adversária democrata de Trump, Hillary Clinton, parte dos esforços do governo russo para ajudar o pai de Trump Jr. a conquistar a Casa Branca.

A oferta do oligarca à família Trump surge numa altura em que a Rússia continua em guerra após a invasão da Ucrânia e em que Trump não conseguiu intermediar um acordo de paz prometido.


Leia Também: Procurador-geral dos EUA faz campanha republicana e gera polémica

A participação do procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, em ações da campanha republicana para as eleições intercalares reacendeu esta semana o debate sobre os limites entre política e Departamento de Justiça e a independência do órgão.

Blanche, antigo advogado do Presidente norte-americano, Donald Trump, e procurador-geral desde 10 de agosto, participou, desde que assumiu o cargo, em três ações de campanha do Partido Republicano para as intercalares de 03 de novembro próximo...

Cuba sofre o sétimo 'apagão' do ano em todo o país... Nas últimas semanas, os cortes duraram mais de 30 horas na capital, enquanto noutras províncias ultrapassaram 60 horas consecutivas.

Por  cmjornal.pt /Lusa   19 de setembro de 2026 

Cuba sofreu esta sexta-feira uma nova falha elétrica generalizada, a sétima desde o início do ano, num contexto de grave escassez de combustível na ilha, sob pressão de Washington.

"Houve uma falha total no sistema elétrico", informou o Ministério da Energia e Minas na rede social X, sem especificar a causa.

Trata-se da sétima falha nacional desde o início do ano e da décima segunda desde o final de 2024.

A ilha, com 9,4 milhões de habitantes, sofre cortes de eletricidade constantes devido ao estado obsoleto das suas centrais térmicas, cortes que se agravaram desde janeiro, quando os Estados Unidos da América impuseram à ilha um bloqueio petrolífero que complica o abastecimento de combustível às suas centrais e geradores de reserva.

Nas últimas semanas, os cortes duraram mais de 30 horas na capital, enquanto noutras províncias ultrapassaram 60 horas consecutivas.

Estas falhas afetam também o abastecimento de água e a rede telefónica em todo o país.

Havana atribui o estado da sua rede elétrica às medidas punitivas de Washington, enquanto os Estados Unidos sustentam que a responsabilidade recai sobre o governo cubano e a sua má gestão económica.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba tornaram-se bastante tensas desde o início do ano, principalmente após a captura por Washington do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado do governo cubano. Tanto mais que este país era o principal fornecedor de petróleo de Cuba.


Leia Também: Washington Post contraria dados sobre soldados mortos na guerra com Irão

O número de soldados norte-americanos mortos na guerra contra o Irão é superior ao divulgado publicamente pelo Pentágono, noticiou o jornal The Washington Post.

O influente diário norte-americano, baseado em cinco responsáveis anónimos, aponta que houve pelo menos 22 baixas militares — mais quatro do que as que constam na base de dados pública do Pentágono, conhecida como Sistema de Análise de Baixas de Defesa (DCAS, na sigla em inglês).

Um sexto responsável terá acrescentado uma baixa a este número, elevando o total de mortos para 23, desde que as forças norte-americanas e israelitas iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro...

Coreia do Norte rejeita exigência da AIEA para abandonar programa nuclear... A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

© Korea Summit Press Pool/Getty Images      Por Executive Digest com Lusa   Setembro 19, 2026

A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

“Fechar os olhos à ameaça e à proliferação nuclear dos Estados Unidos e de outras forças hostis, ao mesmo tempo que se exige à Coreia do Norte que renuncie às suas armas nucleares, equivale a pedir-nos que renunciemos à nossa própria existência e ao nosso direito de viver”, afirmou Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, num comunicado.

A resolução foi aprovada na quinta-feira durante a 70.ª Conferência Geral da AIEA, em Viena.

O texto insta a Coreia do Norte a abandonar de forma completa, verificável e irreversível as suas armas e programas nucleares e a cessar todas as atividades nucleares, bem como a expansão das instalações destinadas à produção de material físsil, incluindo através do enriquecimento e reprocessamento.

As exigências da AIEA estão em linha com o relatório divulgado em agosto pelo organismo, que documenta uma nova expansão do programa nuclear norte-coreano, incluindo a construção de uma segunda instalação de enriquecimento de urânio em Yongbyon.

Kim Yo-jong recordou que o seu país abandonou a AIEA em 1994 e acusou a agência de ignorar a dissuasão alargada dos Estados Unidos em relação à Coreia do Sul e ao Japão, bem como os planos sul-coreanos para adquirir submarinos de propulsão nuclear.

“Garantir que a credibilidade da força nuclear não seja posta em causa em nenhuma circunstância é a questão mais importante para a segurança nacional da Coreia do Norte, que está constantemente exposta à ameaça nuclear das forças hostis”, acrescentou.

A responsável norte-coreana já tinha reafirmado na quinta-feira, num outro comunicado, que o estatuto nuclear da Coreia do Norte é “absoluto e irreversível”.


Leia Também: Exército libanês acusa Israel de atacar posto militar pré-acordado

O exército libanês acusou hoje as forças israelitas que ocupam o sul do país de atacarem um posto militar recentemente estabelecido no decurso das negociações de paz entre os dois países.

As forças libanesas relataram, segundo a agência France Presse (AFP), que os militares israelitas se aproximaram de um posto de observação, instalado em 10 de setembro em coordenação com os observadores que monitorizam o cessar-fogo entre as partes, e lançaram granadas atordoantes nas proximidades...

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

ONU: Sucessão de Guterres: Rebeca Grynspan volta a ser a mais votada... A costa-riquenha Rebeca Grynspan foi novamente a candidata mais votada para o cargo de secretária-geral da ONU na terceira votação informal do Conselho de Segurança, realizada hoje, sendo seguida pela diplomata da Guiana, segundo fontes diplomáticas.

© Spencer Platt/Getty Images  Por  LUSA  18/09/2026 

De acordo com a agência espanhola EFE, Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu nove votos a favor, cinco contra e um "sem opinião".

Por sua vez, Carolyn Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU, recebeu oito votos a favor, seis contra e um "sem opinião".

Seguiram-se o ugandês Olara Otunnu, o atual chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi e o ex-presidente senegalês Macky Sall.

Ainda por ordem de votos, surgiram a equatoriana María Fernanda Espinosa e a chilena Michelle Bachelet.

A ex-presidente chilena reconheceu há alguns dias que já sabe que não será eleita secretária-geral, pelo que a sua desistência da candidatura pode estar iminente.

A lista de candidatos é encerrada pela equatoriana Ivonne Baki, que, mais uma vez, não obteve nenhum voto a favor, recebeu 10 votos contra e cinco de "sem opinião".

Há dez anos, a eleição formal de António Guterres como secretário-geral da ONU ocorreu em meados de outubro, após várias rodadas de votação.

Cinco mulheres e três homens estão atualmente na disputa para suceder ao antigo primeiro-ministro português, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.

Outros candidatos ainda podem apresentar-se.

Durante a votação de hoje, que ocorreu à porta fechada e que representa apenas uma etapa no processo de seleção, os 15 membros do Conselho puderam atribuir anonimamente a cada candidato um voto a favor, contra ou "sem opinião".

Na primeira votação, que ocorreu em julho, a costa-riquenha tinha ficado em primeiro e, na segunda, que aconteceu em agosto, foi superada por Carolyn Rodrigues-Birkett.

Muitos países estão a pressionar para que uma mulher assuma a presidência da ONU pela primeira vez em 80 anos de história.

Para vencer o processo seletivo, que pode levar semanas, um candidato terá que obter o consentimento de pelo menos nove países, evitando o veto dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

O nome será então submetido à Assembleia-Geral, que, na prática, segue a nomeação do candidato recomendado pelo Conselho de Segurança.

Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.

A votação de hoje ocorre a poucos dias do Debate Anual da ONU, que começa na terça-feira em Nova Iorque, onde são esperados cerca de 150 chefes de Estado e líderes de todo o mundo.


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O secretário-geral da ONU e o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) anunciaram hoje a nomeação do norte-americano Luke Lindbergh, indicado pelo Presidente Donald Trump, para chefiar o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Lindberg, atual subsecretário de Comércio e Assuntos Agrícolas Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, substituirá a também norte-americana Cindy McCain, informou o gabinete de António Guterres em comunicado...

Putin anuncia mais de 70 mil milhões de dólares em vendas de armas... A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), anunciou hoje o líder do Kremlin, Vladimir Putin, no dia em que começaram as eleições parlamentares russas.

Por  correiodamanhacanada.com  Setembro 18, 2026 

Moscovo, 18 set 2026 (Lusa) – A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), anunciou hoje o líder do Kremlin, Vladimir Putin, no dia em que começaram as eleições parlamentares russas.

“Isto significa que a Rússia está a assumir, com segurança, uma posição de liderança no mercado global de armas”, declarou Putin durante uma cerimónia de entrega de prémios oficiais.

O Presidente russo ressalvou que este volume de exportações não impede Moscovo de satisfazer todas as necessidades das forças armadas, envolvidas há mais de quatro anos na invasão da Ucrânia, e das agências de segurança do país.

“Gostaria de realçar que as empresas da indústria de defesa aumentaram significativamente os seus volumes de produção desde o início da operação especial”, observou, referindo-se à designação assumida pelo Kremlin para a guerra no país vizinho.

Vladimir Putin afirmou que “a produção e o fornecimento de armas e munições, incluindo mísseis e projéteis de alta precisão, aumentaram mais de 22 vezes”.

Salientou ainda que a indústria militar está a fornecer drones ao exército de Moscovo sem interrupções e que a produção de dispositivos não tripulados “também aumentou várias vezes e, em alguns casos, dezenas de vezes”.

O anúncio do Presidente russo ocorreu no primeiro de três dias das eleições parlamentares para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

“A sua escolha e a sua determinação demonstrarão mais uma vez que milhões de pessoas apoiam os nossos combatentes, que somos um povo unido, ligado por valores partilhados, memória histórica e amor pela pátria”, declarou Putin à nação antes do se iniciar o processo eleitoral.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da “oposição sistémica”, que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins de voto separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados.

A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal.

No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do Yabloko ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou hoje a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de russificação forçada na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus “resultados sem sentido”, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia, em fevereiro de 2022.

O porta-voz da Comissão Europeia, Christian Wigand, classificou hoje a votação nas regiões controladas pela Rússia como “ilegal” e frisou a condenação do bloco comunitário à realização de “eleições fraudulentas”.

A União Europeia já aplicou mais de 20 pacotes de sanções a Moscovo devido à guerra na Ucrânia.

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Centenas de milhares no Irão dizem estar prontos para pegar em armas... Centenas de milhares de iranianos reuniram-se hoje em Teerão a declarar que estão prontos para pegar em armas, numa campanha militar organizada pelo Governo, a maior deste tipo na República Islâmica desde o início da ofensiva aérea israelo-americana.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por   LUSA   18/09/2026  

Segundo o relato da agência Associated Press (AP), largos milhares de manifestantes marcharam pelo centro de Teerão com uniformes militares e carregando bandeiras, jurando pegar em armas para defender o país dos ataques dos Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro, enquanto a assistência aplaudia, na presença de altos dirigentes da República Islâmica.

Durante vários dias, os meios de comunicação social estatais incentivaram os iranianos a juntarem-se a uma campanha de voluntariado militar, indicando que a formação com armas de assalto começaria em breve.

Os voluntários seriam uma camada adicional de segurança para a Guarda Revolucionária Islâmica, a força ideológica do regime, e para as milícias Basij, que desempenharam um papel central na repressão dos protestos antigovernamentais no início do ano, que resultou em milhares de mortos e detidos.

As estimativas variam sobre o número de pessoas que se voluntariaram para receber treino militar e defender o país, ou "aqueles que sacrificam as suas vidas pelo Irão".

O chefe da Guarda de Teerão, Hassan Hassanzadeh, disse à emissora estatal que mais de 600.000 pessoas se inscreveram para participar, sendo esperados mais de um milhão na formação.

Na manhã de hoje, segundo a agência de notícias Tasnim, mais de 300 mil pessoas estavam nas ruas de Teerão.

O novo responsável das milícias Basij, Hossein Taeb, declarou num discurso no início da manifestação que os voluntários estarão prontos para uma "defesa completa" e que concentrações semelhantes terão lugar noutras cidades em breve.

Os novos recrutas serão "um pesadelo" para os inimigos do Irão, prosseguiu Taeb, enquanto o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, os comandantes militares e vários outros altos dirigentes assistiam à marcha.

Alguns participantes pisaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e outros gritaram "Morte à América" e "Morte a Israel".

"Estou aqui para dizer ao [Presidente dos norte-americano, Donald], Trump que nós, iranianos, não temos medo das suas ameaças contra a nossa pátria", declarou Marzieh Afaghi, 24 anos, que assistiu ao protesto com o filho pequeno e o marido, acrescentando que "ninguém na história conseguiu invadir o Irão e lá permanecer."

O protesto foi também uma oportunidade para o Irão exibir o seu poderio militar.

Baterias antiaéreas estavam em exposição, enquanto membros femininas da Guarda Revolucionária, com lenços pretos na cabeça, se sentavam ao lado de metralhadoras montadas em camiões.

O Governo de Teerão tem procurado mobilizar a população e apelado para a unidade nacional, em pleno agravamento da economia nacional devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e novas sanções de Washington, após o colapso das negociações indiretas de paz.

A Guarda Revolucionária exibiu drones que têm sido utilizados contra navios comerciais no estreito de Ormuz, onde os ataques e ameaças militares iranianas afetaram gravemente o tráfego marítimo na passagem marítima que assegurava o transporte de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra.

O Irão alegou hoje ter atacado um petroleiro com bandeira do Togo, o "Trend", após uma "tentativa ilegal" de passar pelo estreito de Ormuz, informaram os órgãos estatais.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que um petroleiro foi atingido por um projétil, provocando um incêndio a bordo, entretanto extinto.

Numa atualização separada, o UKMTO indicou que as travessias de navios facilitadas pelos militares dos Estados Unidos na costa de Omã tiveram uma média de 24 por dia na última semana, mas o tráfego geral continua a ser cerca 90% menor em comparação com o período anterior à guerra.

A par da manifestação na capital, Governo iraniano criticou hoje a "propaganda grosseira" dos Estados Unidos, afirmando que Washington "parece pensar que as nações não têm memória nem capacidade de pensamento crítico".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, observou que os Estados Unidos tratam o mundo como se fosse "uma colmeia onde se espera que as mentes se desliguem, os olhos estejam fixos nos lábios de Washington e a sua narrativa seja engolida sem questionamento".

Numa publicação nas redes sociais, Baghaei acusou os Estados Unidos de travarem "uma guerra económica brutal, deliberadamente planeada para infligir o máximo de dor e sofrimento aos cidadãos iranianos".

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

No entanto, as partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.

A par do recomeço das hostilidades, os Estados Unidos anunciaram uma "guerra económica" que visa asfixiar o Irão, através de sanções a indivíduos e entidades que estabeleçam relações comerciais com a República Islâmica.

O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que a ameaça militar no estreito de Ormuz só será levantada em troca do fim da guerra em todas as frentes e do fim do bloqueio norte-americano.

Depois do estrangulamento do estreito de Ormuz, os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, colocaram também sob ameaça a navegação comercial de navios sauditas no mar Vermelho.


GUINÉ-BISSAU: Hoje foi realizada uma visita às obras e às novas salas do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, a qual contou com a participação do Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, do Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, do Ministro dos Transportes e do Ministro do Interior.


Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, presta, esta sexta-feira, declarações à imprensa após a visita ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

Por Tuti Vitoria Iyere



Veja Também: GUINÉ-BISSAU:  O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, afirmou que qualquer cidadão guineense que queira regressar ao país é livre de fazê-lo    

A declaração foi feita esta sexta-feira, 18 de setembro, em resposta às perguntas dos jornalistas sobre um eventual regresso do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló.“Todos os cidadãos guineenses podem voltar, mesmo que sejam aqueles que nos insultam”, afirmou Horta Inta-a...

Explosões ouvidas em Kiev, central nuclear atingida na Rússia... Autoridades ucranianas falam de um ataque russo com mísseis de cruzeiro após ter sido lança alerta aéreo para várias regiões do país.

Por  RTP com Lusa  18/09/2026 

O presidente da Câmara de Kiev afirma que a capital ucraniana está sob um intenso ataque russo de mísseis de cruzeiro e drones. Testemunhas relatam ter ouvido várias explosões nos céus da cidade.

A informação surge numa altura em que a Rússia confirma que uma torre de arrefecimento de uma unidade de uma central nuclear, em Kursk, foi “atingida por um drone” durante a madrugada de quinta-feira.


A Agência Internacional de Energia Atómica foi informada deste ataque, indicando que a unidade do reator “estava em funcionamento” no momento em que foi atingida. Na nota partilhada nas redes sociais, o diretor da agência da ONU, Rafael Grossi, afirma que os ataques a instalações nucleares "são inaceitáveis". 

Nem a Rússia nem a Ucrânia comentaram ainda as informações fornecidas pela agência da ONU.

Em julho, o governador da região de Kursk acusou a Ucrânia de atingir uma torre de refrigeração na central nuclear de Kursk II, que está em construção junto à unidade original, erguida na década de 1970.

Em 2024, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou Kiev de planear um ataque à central e, no ano seguinte, um drone ucraniano iniciou um incêndio nas imediações das instalações, mas não foi detetado qualquer nível anormal de radioatividade.

As centrais nucleares têm sido um dos motivos de preocupação associada à invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

A AIEA alerta regularmente para o risco de uma catástrofe, sobretudo nas centrais de Zaporijia, a maior da Europa e que se encontra sob ocupação russa no sul da Ucrânia, e de Chernobyl, a norte de Kiev, onde a estrutura erguida para confinar os depósitos radioativos libertados pelo desastre nuclear, ocorrido em 1986, foi atingida por um drone russo.


Leia Também: Kyiv pede que não se reconheça votação em territórios ocupados

A Ucrânia instou hoje a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das eleições parlamentares realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de russificação forçada na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

As eleições, realizadas na Rússia entre hoje e 20 de setembro, são "uma farsa da potência ocupante, que nada tem a ver com eleições democráticas", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia em comunicado.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", acrescentou o ministério, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson...

Conselho de Segurança da ONU vai novamente a votos para eleger secretário-geral... O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje para a terceira ronda de votações informais para designar o próximo secretário-geral da organização, que assumirá o comando de uma instituição profundamente dividida e assolada por crises.

Por  dnoticias.pt / Agência Lusa   18 set 2026 

Cinco mulheres e três homens estão atualmente na disputa para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.

Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.

Reunidos à porta fechada pela manhã, os 15 membros do Conselho devem atribuir anonimamente a cada candidato um voto a favor, contra ou "sem opinião".

Numa votação inicial em julho, Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), de 70 anos, foi quem recebeu mais indicações favoráveis, de acordo com fontes diplomáticas.

Numa segunda votação em agosto, Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, de 52 anos, assumiu a liderança.

Muitos países estão a pressionar para que uma mulher assuma a presidência da ONU pela primeira vez em 80 anos de história.

Para vencer o processo seletivo, que pode levar semanas, um candidato terá que obter o consentimento de pelo menos nove países, evitando o veto dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

O nome será então submetido à Assembleia-Geral, que, na prática, segue a nomeação do candidato recomendado pelo Conselho de Segurança.

Outros candidatos incluem o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi (65 anos), a ex-presidente chilena Michelle Bachelet (74 anos) e o ex-presidente senegalês Macky Sall (64 anos).

A antiga chefe da diplomacia do Equador María Espinosa Garcés (62 anos), o diplomata ugandês Olara Otunnu (76 anos) e a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki (75 anos) também estão na disputa.

A votação de hoje ocorre a poucos dias do Debate Anual da ONU, que começa na terça-feira em Nova Iorque, onde são esperados cerca de 150 chefes de Estado e líderes de todo o mundo.

MOÇAMBIQUE: Julgamento do político moçambicano Mondlane reagendado para novembro... O Tribunal Supremo (TS) moçambicano reagendou para 17 de novembro o julgamento de Venâncio Mondlane, após apreciar um pedido da defesa para adiar a sessão inicialmente marcada para 6 de outubro, disse hoje à Lusa o assessor do político.

© Lusa    18/09/2026 

"O julgamento fica adiado para 17 de novembro", disse Abdul Nariz, assessor de Venâncio Mondlane, ex-candidato às eleições presidenciais de outubro de 2024.

Em causa está um processo-crime movido pelo Ministério Público (MP) contra Mondlane, no âmbito das manifestações pós-eleitorais.

O político responde pelos crimes de apologia pública ao crime, incitamento à desobediência coletiva, instigação pública à prática de crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo, numa moldura penal que pode ultrapassar 20 anos de prisão efetiva.

O adiamento foi solicitado recentemente pela defesa de Mondlane, que alegou "incompatibilidade de agendas" com a data anteriormente marcada pelo Tribunal Supremo para o início do julgamento.

Venâncio Mondlane nunca reconheceu os resultados eleitorais dessa votação, que deram a vitória a Daniel Chapo, candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), liderando uma onda de protestos pós-eleitorais que se prolongou por cerca de cinco meses e provocou centena de mortos, além de saques e destruição.

Contudo, conforme prevê a Constituição, em setembro de 2025, enquanto segundo candidato mais votado, tomou posse como membro do Conselho de Estado, órgão de aconselhamento do Presidente da República, cujos membros beneficiam de imunidades.

O Conselho de Estado moçambicano suspendeu a imunidade de Mondlane para permitir a continuidade do processo-crime.

Mondlane classificou a deliberação como "nula", defendendo que o Conselho de Estado "não tem competência legal para suspender a imunidade dos seus membros", podendo apenas "deliberar sobre a suspensão do membro para efeitos de seguimento de um processo criminal e não sobre a retirada da imunidade".

Na semana passada, o juiz conselheiro do TS, Pedro Nhatitima, explicou que o pedido já tinha sido submetido ao parecer do Ministério Público (MP), cabendo à secção criminal do tribunal decidir sobre uma nova data para o início da audiência.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, a que a Lusa teve acesso, a prova contra Mondlane assenta largamente nos apelos à contestação, greves, paralisações e mobilização para protestos feitos através de transmissões em direto nas redes sociais.

Ao comentar o processo, Pedro Nhatitima rejeitou as alegações de que se trata de um julgamento político, defendendo a independência dos tribunais.

"Queria tranquilizar o povo moçambicano de que os tribunais, incluindo o Tribunal Supremo, não são órgãos políticos. O tribunal é um árbitro. Temos uma acusação do Ministério Público, que tem o valor que tem, temos a defesa do arguido, neste caso Venâncio Mondlane, e temos o tribunal, que vai decidir se a acusação formulada pelo Ministério Público procede ou não", afirmou.

Moçambique viveu entre outubro de 2024 e março de 2025 um período de forte contestação social, marcado por manifestações convocadas por Venâncio Mondlane contra os resultados eleitorais.

Segundo organizações não-governamentais, os protestos provocaram mais de 400 mortos, a maioria em confrontos com a polícia, além de episódios de violência, saques e destruição de património público e privado.


Embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde diz temer pela vida após incidentes na Praia

Por  inforpress.cv  18/09/26 

Cidade da Praia, 18 Set (Inforpress) – O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Ibraima Sanó, disse hoje temer pela sua vida, na sequência dos incidentes registados nos últimos dias, revelando que foi alvo de uma agressão verbal, quinta-feira, 17, num ginásio.

O diplomata falava à imprensa após a reunião entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e os embaixadores da Guiné-Bissau e do Senegal, bem como com o representante da CEDEAO, na sequência dos acontecimentos recentes envolvendo cidadãos guineenses em Cabo Verde.

“Temo sim pela vida. Temo porque há de vir mais, as pessoas ainda não desistiram e eu penso que eu é que sou o alvo”, disse o diplomata, acrescentando que a agressão foi protagonizada por cidadãos guineenses.

Segundo o embaixador, a agressão foi verbal e “quase seria física” caso não tivesse conseguido evitá-la.

O diplomata, que recordou ter 34 anos de carreira e estar há 34 meses em Cabo Verde, disse nunca ter enfrentado uma situação semelhante no país e esclareceu que não exerce actividade política.

“Eu não faço política, sou diplomata de carreira há 34 anos. Cabo Verde é o meu quarto posto, não faço política activa”, enfatizou, escusando-se a associar os acontecimentos a questões políticas.

O embaixador revelou ainda que as autoridades cabo-verdianas já lhe tinham oferecido segurança, mas que inicialmente recusou por entender que não necessitava desse tipo de protecção.

Perante a situação actual, apelou aos seus conterrâneos para que evitem discursos de ódio e discriminação e sigam as informações divulgadas pelas autoridades cabo-verdianas e pela própria embaixada.

“A Guiné e Cabo Verde, quer queiramos quer não, somos irmãos”, realçou, apelando à serenidade e ao acompanhamento das informações oficiais.

Sobre as informações que circularam nas redes sociais dando conta da morte de cidadãos guineenses, o embaixador negou a existência de vítimas mortais.

“Não morreu ninguém, não morreu ninguém, só foi ferida uma pessoa que está hospitalizada”, esclareceu, acrescentando que já visitaram a vítima e que deverá ser submetida a uma intervenção para a extração de uma bala numa das pernas.

LT/AA

POBREZA ENERGÉTICA: Uma em cada cinco pessoas em Portugal não consegue pagar energia... Uma em cada cinco pessoas em Portugal não consegue pagar a energia necessária em casa, revela um estudo europeu que identifica maior vulnerabilidade entre mulheres, pessoas com problemas de saúde mental e residentes fora dos grandes centros urbanos portugueses.

© Shutterstock  Por  LUSA   18/09/2026 

O estudo "Pobreza energética na Europa - Quem são os perdedores no nosso sistema energético?", da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES Portugal), compara a situação em Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia e Suécia, a partir de um inquérito realizado no âmbito do projeto europeu gEneSys.

Em Portugal, 19% dos inquiridos responderam que não conseguem, ou dificilmente conseguem, pagar a quantidade de energia e os recursos energéticos necessários para satisfazer todas as necessidades do agregado familiar.

O valor coloca Portugal entre os países com maior incidência de pobreza energética dos seis analisados, apenas atrás de França, onde a percentagem chega aos 25%, e ligeiramente acima de Itália e Polónia, ambas com 18%.

Na Alemanha, 13% dos inquiridos revelaram dificuldades para pagar a energia necessária, enquanto a Suécia apresenta o valor mais baixo, 10%.

A análise identifica, contudo, diferenças significativas dentro de cada país e conclui que determinados fatores sociais, económicos, de saúde e territoriais aumentam a vulnerabilidade à pobreza energética.

Em Portugal, o grupo identificado com maior incidência é o das mulheres com problemas de saúde mental que vivem em zonas rurais ou cidades de média dimensão: 33% afirmam não conseguir pagar a energia necessária.

No extremo oposto estão as pessoas sem problemas de saúde mental, com elevado nível de escolaridade e residentes em grandes cidades, entre as quais a percentagem desce para 7%.

A saúde surge, aliás, como um dos fatores recorrentes na análise. Em Portugal, Itália e França, o estudo aponta para uma relação entre limitações de saúde física ou psicológica e maior exposição à pobreza energética.

Segundo os investigadores, algumas destas pessoas podem ter necessidades energéticas superiores, nomeadamente para equipamentos médicos ou aquecimento, enquanto outras são mais afetadas pelas consequências de condições habitacionais deficientes.

Portugal destaca-se igualmente pelas diferenças entre homens e mulheres. Cerca de 22% das mulheres portuguesas afirmam não conseguir pagar a energia necessária, contra 15% dos homens.

A desigualdade de género é particularmente evidente em Portugal e França, onde a diferença é ainda maior: 31% das mulheres enfrentam dificuldades, comparativamente com 18% dos homens.

Em Portugal e França, as análises indicam ainda um risco acrescido, sobretudo entre mulheres com níveis de escolaridade baixo ou médio e que têm, ou tiveram, responsabilidades de prestação de cuidados.

O local de residência é outro dos fatores relevantes. Considerando conjuntamente os seis países, 22% dos residentes em zonas rurais afirmam ser afetados pela pobreza energética, contra 14% nas zonas urbanas.

Nas zonas rurais são mais frequentes casas unifamiliares menos eficientes energeticamente e existe maior dependência do automóvel, enquanto as cidades beneficiam de infraestruturas mais compactas.

A investigação foi realizada no âmbito do projeto europeu gEneSys e, para a comparação apresentada nesta publicação, foram consideradas respostas de 17.889 pessoas nos seis países e os dados foram ponderados de forma representativa.

Os autores ressalvam que as análises são exploratórias e não constituem conclusões definitivas, mas defendem que os padrões identificados devem ser considerados na definição de políticas públicas.

Entre as respostas propostas estão apoios aos custos energéticos ajustados ao rendimento e à situação habitacional, reabilitação energética de casas arrendadas, expansão das tarifas sociais e medidas específicas para pessoas com doenças crónicas ou deficiência.

O estudo conclui que a pobreza energética não é apenas um problema económico, mas também social, de saúde e de infraestrutura, e defende respostas dirigidas aos grupos onde a vulnerabilidade é maior.

Os dados para Portugal foram apresentados hoje, em Lisboa, num seminário organizado pela FES Portugal, em parceria com Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o Observatório Nacional da Pobreza Energética, com o tema "Pobreza energética em Portugal: Do reconhecimento das vulnerabilidades à ação eficaz".