terça-feira, 15 de setembro de 2026

Relatório: Democracia nos EUA atinge níveis mais baixos dos últimos 50 anos: "Parte significativa da instabilidade pode ser atribuída a Trump"... A liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, o acesso à justiça e a independência judicial estão entre os indicadores em queda. A nível global, o Estado de direito continua a deteriorar-se, indica o relatório "A Democracia numa Era de Conflito".

Por  SIC Notícias/Lusa  15/09/2026 

A democracia nos Estados Unidos atingiu os níveis mais baixos dos últimos 50 anos em vários indicadores, enquanto o Estado de direito continua a deteriorar-se a nível mundial, indica um relatório publicado esta terça-feira.

O relatório "Estado Global da Democracia 2026", do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA), mostra que a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, o acesso à justiça e a independência judicial estão entre os indicadores em queda.

"Uma parte significativa da instabilidade atual pode ser atribuída ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo governo remodelou a cultura política nos EUA, onde o poder é agora personalizado e utilizado para promover objetivos individuais restritos e levar a cabo vinganças contra quem critica o presidente ou as suas políticas", lê-se no documento, intitulado "A Democracia numa Era de Conflito".

Comparando 2025 com 2020, "a evolução da qualidade da democracia norte-americana foi inteiramente negativa: o país registou sete recuos estatisticamente significativos em vários indicadores relativos à governação representativa, às liberdades civis e ao Estado de direito" sem verificar avanços correspondentes, refere.

Os autores do relatório entendem que as mudanças políticas nos EUA "tiveram consequências para a democracia para além das fronteiras do país".

"A erosão da democracia nos EUA parece coincidir com uma crescente disposição para contornar o direito internacional e promover os interesses nacionais através de ações unilaterais", referem.

Europa continua com melhor desempenho democrático, mas retrocessos estão a aumentar

Segundo o estudo, 98 dos 173 países (57%) avaliados registaram uma deterioração em pelo menos um indicador essencial do desempenho democrático entre 2020 e 2025 e só 55 (32%) registaram progressos no mesmo período.

O ano passado marcou o 11.º ano consecutivo em que o número de países com retrocessos democráticos superou o daqueles que registaram melhorias.

O relatório de 199 páginas avalia os países em quatro grandes categorias (Representação, Direitos, Estado de Direito e Participação).

Os autores alertam que a deterioração global da democracia está a aumentar o risco de conflitos violentos, e que o enfraquecimento das instituições democráticas ameaça décadas de progresso da "paz democrática".

O International IDEA defende que o apoio internacional à democracia deve ser considerado uma prioridade de segurança nacional, e que mesmo investimentos moderados nesta área podem contribuir para reduzir as condições que favorecem o desencadear de conflitos.

A Europa continua a ser a região com melhor desempenho democrático no mundo, embora os retrocessos estejam a aumentar, sobretudo nos domínios das liberdades cívicas, do acesso à justiça e da realização de eleições credíveis.

Em África e na Ásia Ocidental registaram-se mais retrocessos democráticos do que progressos, e na Ásia e no Pacífico registaram-se mais progressos do que retrocessos quando o Afeganistão e Myanmar são excluídos da análise.

O relatório destaca ainda melhorias democráticas e sinais encorajadores de renovação democrática em países como Bangladesh, Nepal, Polónia, Sri Lanka e Síria, embora sublinhe que esses avanços permanecem frágeis.

Arábia Saudita promete ripostar com "firmeza" a ataques dos Huthis... A Arábia Saudita prometeu hoje responder com "firmeza" após uma nova série de ataques dos rebeldes Huthis do Iémen contra o seu território, enquanto o Irão nega qualquer envolvimento neste conflito, nova frente da guerra no Médio Oriente.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images   Por  LUSA  15/09/2026 

Os Huthis infligiram nos últimos dias importantes reveses às forças governamentais iemenitas e ao seu aliado saudita, reforçando ao fim de uma ofensiva relâmpago o controlo sobre o estreito de Bab el‑Mandeb, passagem estratégica que liga a Europa à Ásia.

Os rebeldes atacaram também infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita, maior exportador mundial de crude, fazendo subir o preço do petróleo acima da barreira simbólica dos 100 dólares (86,67 euros).

Na segunda‑feira, uma ofensiva dos Huthis no oeste do Iémen matou oito soldados das forças governamentais, segundo duas fontes militares.

Os Huthis reivindicaram ainda um ataque "de grande envergadura" com "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra a base aérea King Khalid, em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita.

A coligação militar liderada por Riade confirmou na terça‑feira ataques com mísseis e drones na véspera em Khamis Mushait, Abha e Taif, e reportou 13 civis feridos, tendo retaliado com cerca de 50 bombardeamentos, e afirmando que "enfrentará estes ataques com responsabilidade e firmeza".

Neste contexto tenso, a Arábia Saudita pediu o adiamento de uma reunião com o Irão, prevista para segunda‑feira em Omã com países do Golfo, segundo a diplomacia iraniana.

"Invocar a questão iemenita como razão [para o adiamento] é um falso pretexto", considerou o porta‑voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai, em conferência de imprensa em Teerão.

"O Irão não intervém nos assuntos iemenitas", garantiu, afirmando que os Huthis são "atores totalmente independentes que tomam decisões em função dos seus próprios interesses".

O encontro deveria abordar o futuro do estreito de Ormuz, outro ponto de passagem crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, que o Irão mantém bloqueado há meses.

A Arábia Saudita encontra‑se sob pressão devido aos ataques dos Huthis e aos riscos para os petroleiros sauditas nos dois estreitos principais da região.

O oleoduto Este‑Oeste, via crucial de exportação de crude para contornar o bloqueio de Ormuz, está igualmente parado após ataques de drones vindos do Iraque, segundo Riade.

A guerra com o Irão reduziu a produção saudita para cerca de seis milhões de barris por dia em agosto, contra quase 10 milhões no ano anterior, segundo a Agência Internacional de Energia. O encerramento prolongado do oleoduto ameaça agravar os custos e atrasos nas entregas, exigindo uma "reorganização global dos fluxos de crude", alerta a consultora Rystad Energy.

Desde 2014, os Huthis controlam o norte do país, incluindo a capital, Sanaa, enquanto o governo reconhecido internacionalmente mantém o sul e o porto de Aden.

Após anos de acalmia, o Iémen foi arrastado em julho para o conflito regional desencadeado pela ofensiva americano‑israelita contra o Irão no final de fevereiro.

Os combates das últimas semanas no oeste do Iémen provocaram centenas de mortos e deslocaram cerca de 86 mil pessoas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Enquanto as negociações entre Washington e Teerão permanecem bloqueadas, o Presidente norte‑americano afirmou novamente na segunda‑feira estar disponível para dialogar.

"O Irão quer concluir um acordo rapidamente e desesperadamente. Eu decidirei se os Estados Unidos respondem ou não — estamos abertos à ideia", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social.

"Não haverá qualquer negociação enquanto as condições do Irão não forem cumpridas. É tudo", respondeu na rede social X o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai.


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Com os constrangimentos verificados em Ormuz, o país está dependente do oleoduto Leste-Oeste, que atravessa 1.200 quilómetros do território nacional, para transportar a sua produção de crude dos portos do golfo até ao porto de Yanbu, no mar Vermelho.

Um importante oleoduto saudita atingido num ataque de drones vai estar, em grande parte, fora de funcionamento durante semanas, enquanto os danos são reparados, adiantaram hoje duas autoridades regionais.

Os preços do petróleo subiram mais de 2% devido às preocupações crescentes sobre o abastecimento global e o impacto destes novos acontecimentos na capacidade do maior exportador mundial de levar o seu petróleo bruto ao mercado...

China aprova legislação que endurece controlo sobre viagens ao estrangeiro... A China introduziu novos e abrangentes controlos sobre as viagens ao estrangeiro dos seus cidadãos, numa altura em que intensifica os esforços para proteger segredos de Estado, tecnologia e trabalhadores altamente qualificados.

Por  RTP / Lusa  15 Setembro 2026 

As regras, que entram hoje em vigor, formalizam restrições que têm vindo a ser gradualmente impostas às viagens ao estrangeiro de funcionários públicos de nível médio e superior, quadros do Partido Comunista Chinês (PCC) e trabalhadores de empresas estatais, segundo analistas.

As medidas vão abranger também cidadãos que trabalham no setor privado em áreas consideradas sensíveis. Quem violar as novas regras poderá enfrentar multas elevadas e proibições de saída do país entre três meses e um período indeterminado.

Segundo analistas, a legislação representa uma aproximação às restrições às viagens ao estrangeiro que vigoraram durante décadas na era de Mao Zedong e que só foram totalmente flexibilizadas com a abertura da China ao comércio internacional.

"O resultado poderá ser um regresso gradual a um modelo anterior à década de 1990, no qual as viagens internacionais são tratadas menos como um direito individual e mais como um privilégio sujeito a aprovação administrativa", afirmou Henry Gao, professor de Direito na Universidade de Gestão de Singapura, citado pelo jornal britânico Financial Times.

"Além de restringir a circulação, esta abordagem ajuda a manter tanto as pessoas como o capital mais firmemente dentro da esfera de controlo do Partido-Estado", acrescentou.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assinou o decreto em julho. O Executivo afirmou na altura que as regras uniformizavam os procedimentos de entrada e saída do país e visavam "salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento".

As novas regras surgem numa altura em que Pequim está a criar uma rede de legislação destinada a contrariar sanções estrangeiras e a competir com os Estados Unidos pela liderança tecnológica.

As autoridades têm reforçado as restrições às viagens, sobretudo de funcionários públicos, mas também de trabalhadores de outros setores.

Num dos casos recentes de maior destaque, Xiao Hong, presidente executivo da plataforma de agentes de inteligência artificial Manus, e outros membros da direção foram proibidos de sair do país devido à venda da `start-up` ao grupo tecnológico norte-americano Meta.

As novas regras "representam um dos regulamentos administrativos mais significativos no domínio da gestão das entradas e saídas" do país em mais de uma década, segundo a sociedade de advogados DLA Piper.

"As violações dos controlos às exportações estão agora expressamente associadas a proibições de saída", acrescentou.

O artigo 4.º do Regulamento do Conselho de Estado sobre a Administração de Entradas e Saídas estabelece que, caso um cidadão chinês "viole os controlos às exportações ou as regras relativas à importação e exportação de tecnologia de uma forma que possa colocar em perigo a segurança industrial ou tecnológica nacional", os organismos governamentais podem "proibi-lo de sair do país".

As regras não mencionam especificamente o setor privado, mas dão às autoridades "uma via mais clara para impor proibições de saída a pessoas que trabalham em empresas privadas, incluindo executivos tecnológicos e investigadores", afirmou Dai Menghao, especialista em conformidade comercial da sociedade de advogados King & Wood, citado pelo FT.

"A expressão `possa colocar em perigo` também confere às autoridades uma margem de discricionariedade considerável", acrescentou.

O artigo 10.º incentiva ainda as agências privadas de imigração, um setor anteriormente próspero em que intermediários ajudam famílias a solicitar residência no estrangeiro, a denunciar "funcionários públicos, militares ou outros indivíduos" que procurem viajar para fora do país "em violação das regras".

Gao considerou que, mesmo quando as autoridades não proíbem formalmente uma viagem, a possibilidade de um pedido ser rejeitado pode incentivar a autocensura e levar as pessoas a desistirem de solicitar autorização.

Os responsáveis pela autorização das deslocações dos trabalhadores poderão também tornar-se mais relutantes em aprovar pedidos. Na China, os funcionários públicos são frequentemente obrigados a entregar os passaportes às entidades empregadoras e a solicitar a sua devolução quando pretendem viajar.

EUA: Trump constrói heliporto de granito no jardim da Casa Branca... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou segunda-feira a conclusão da construção de um heliporto permanente de granito no jardim sul da Casa Branca, para descolar e aterrar a bordo do helicóptero presidencial Marine One.

© REUTERS/Eric Lee   Por  LUSA  15/09/2026 

A zona de aterragem, que tem gravado o brasão dos Estados Unidos em tons de branco e preto, foi construída com um granito que, segundo Trump, é "praticamente indestrutível".

"É uma verdadeira obra de arte, e até os críticos de Trump estão a dizer: 'Uau, que visual incrível!'", escreveu o Presidente na rede social Truth Social, acompanhando uma fotografia do heliporto.

Tradicionalmente, os presidentes norte-americanos embarcam no Marine One no jardim sul da Casa Branca, mas a nova frota destes helicópteros é mais potente e as suas saídas de exaustão são direcionadas para o solo, o que danificava o relvado.

Trump, um antigo magnata da construção civil, promoveu várias obras polémicas para deixar a sua marca na Casa Branca, como a construção de um grande salão de baile, que exigiu a demolição da histórica ala leste da residência presidencial.

Logo após regressar ao cargo em janeiro de 2025, Trump reformulou a Sala Oval, acrescentando detalhes dourados, estatuetas, retratos de personalidades históricas norte-americanas e uma cópia da Declaração de Independência, além de bustos de Abraham Lincoln e Benjamin Franklin.

O tradicional relvado do Rose Garden foi substituído por um pátio de pedra clara com mesas e guarda-sóis, num estilo semelhante ao da mansão de Trump em Mar-a-Lago, no estado da Florida.

Em Washington, Trump ordenou ainda a reparação e a pintura de azul do espelho de água em frente ao Monumento a Abraham Lincoln, obra que acabou por custar mais do que o previsto e que, poucos dias após a sua inauguração, voltou a ficar verde devido a uma proliferação de algas.

Também na capital norte-americana, foi apresentada uma proposta de erguer um grande arco monumental, projeto que também gerou controvérsia.



Leia Também: Ex-diretor da CIA intimado a depor em processo por conspiração contra Trump

O antigo diretor da CIA John Brennan foi intimado a depor perante um grande júri no Estado da Florida, no contexto de uma investigação do Departamento de Justiça a uma alegada conspiração contra Donald Trump.

Um dos seus advogados, Ken Wainstein, divulgou esta informação, acrescentando que Brennan é objeto de uma investigação separada por declarações consideradas falsas ao Congresso...

Coreia do Norte promete apoio "inabalável" à Rússia em "guerra sagrada"... O líder norte‑coreano, Kim Jong Un, reafirmou o seu apoio "inabalável" à Rússia na "guerra sagrada" contra a Ucrânia, segundo uma carta enviada ao Presidente russo Vladimir Putin e divulgada por meios oficiais de Pyongyang.

© Lusa   15/09/2026 

"Convencido da vitória da Federação da Rússia na presente guerra sagrada para defender os interesses de segurança do país e a justiça internacional, prometo o meu apoio inabalável a ti, meu caro amigo, e ao povo russo irmão", escreveu Kim Jong Un na missiva, segundo a agência estatal KCNA.

"A minha vontade e a do Governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e sem sombra de dúvida desejamos alargar e aprofundar de forma abrangente o trabalho conjunto com a Federação da Rússia", acrescentou.

Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte‑coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em agosto que a Coreia do Norte planeava voltar a enviar entre 30.000 e 50.000 soldados para território russo, sem especificar a origem dos números, e que forneceu mísseis balísticos ao exército russo.

A inteligência militar sul‑coreana disse posteriormente ter detetado preparativos para um novo envio, embora não considere que seja iminente, enquanto a influente irmã do líder norte‑coreano, Kim Yo‑jong, classificou como falsas as alegações de Kiev.

Seul estima que Pyongyang tenha enviado desde outubro de 2024 cerca de 15.000 soldados de combate e mais de 6.000 engenheiros e efetivos de construção para a Rússia.

Por seu lado, Kiev calculou no mês passado que cerca de 8.500 militares norte‑coreanos permaneciam destacados em território russo, sobretudo na região de Kursk.

Segundo as autoridades sul‑coreanas, a Coreia do Norte tem fornecido armas e equipamento militar à Rússia em troca de apoio económico e transferência de tecnologia de defesa.

O banco central sul‑coreano estimou em julho que a economia norte‑coreana cresceu mais de 3% em 2025, apontando como "motor importante" a cooperação com Moscovo, que fornece ao país divisas estrangeiras, tecnologias militares e significativas ajudas financeiras, energéticas e alimentares.

No início de setembro do ano passado os dois países inauguraram também a sua primeira ligação rodoviária, através de uma ponte sobre o rio Tumen, que marca a curta fronteira comum.


Estados Unidos têm armas no espaço afirma Força Espacial do país... Os Estados Unidos têm armas colocadas em órbita, informou na segunda-feira a US Space Force, o ramo das forças armadas americanas dedicado ao espaço, confirmando pela primeira vez a presença de tais capacidades militares dos Estado Unidos.

© Getty Images   Por  LUSA  15/09/2026 

"Os Estados Unidos têm sistemas de controlo espacial armados em órbita capazes de defender a força interarmas contra ações hostis de adversários", declarou um porta-voz da US Space Force em comunicado, sem especificar a natureza desses armamentos.

De acordo com este texto, "o controlo espacial" abrange todas as missões relacionadas com a luta pelo domínio do ambiente espacial, através de meios "cinéticos e não cinéticos" que podem afetar as capacidades adversárias. Capacidades que "podem ser usadas tanto para fins ofensivos como defensivos".

A US Space Force justifica este desdobramento pela presença dos seus dois principais rivais geopolíticos.

A China, sublinha, "desenvolve e implementa capacidades espaciais e contra espaciais no âmbito de uma estratégia de modernização militar", enquanto a Rússia "considera o espaço como um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em futuros conflitos".

A militarização do espaço é quase tão antiga quanto a própria conquista espacial: desde o lançamento do Sputnik em 1957, Washington e Moscovo exploraram diferentes formas de armar satélites e neutralizar os do adversário.

A principal preocupação dizia respeito antigamente às armas nucleares no espaço, mas as superpotências, juntando-se a outros Estados, assinaram em 1967 o Tratado sobre o Espaço Extra-atmosférico, que proíbe o desdobramento de armas de destruição em massa em órbita.


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Lista de danos à frota de aeronaves cita quatro F-15 destruídos, um F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados ou destruídos e drones de ataque MQ-9 Reaper destruídos.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos reconheceu uma escassez de munição relacionada à guerra com o Irã, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira. O governo do presidente Donald Trump havia se recusado, em grande parte, a confirmar reportagens da imprensa nesse sentido nos últimos meses...

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Embaixada da República da Guiné-Bissau em Cabo Verde: Esclarecimento sobre informações relativas a cidadãos guineenses residentes em Cabo Verde

Por Embaixada da Guiné- Bissau em Cabo Verde   14/09/2026 

A Embaixada da República da Guiné-Bissau em Cabo Verde tomou conhecimento das informações que têm circulado, nos últimos dias, nas redes sociais, relativas a alegados atos de violência envolvendo cidadãos guineenses residentes na Cidade da Praia.

Perante a preocupação suscitada por estas informações, o  Senhor Embaixador Ibraima Sanó recebeu, na manhã desta segunda-feira, dia 14 de Setembro, no seu Gabinete, representantes da comunidade guineense residente na Cidade da Praia (Presidente da Associação dos Guineenses residentes em Cabo Verde, Representante da Associação dos Estudantes e Investigadores guineenses em Cabo Verde e representante dos manifestantes), com o objetivo de se inteirar da situação e ouvir as suas preocupações.

Durante o encontro, os representantes da comunidade apresentaram as suas preocupações relativamente aos acontecimentos registados e manifestaram pedido de desculpas pela invasão à residência do Senhor Embaixador, ocorrida no sábado à noite, no âmbito das manifestações realizadas nos últimos dias.

Na sequência deste encontro, e tendo em vista contribuir para um esclarecimento responsável da opinião pública, a Embaixada informa que, contrariamente à algumas informações que têm vindo a ser veiculadas nas redes sociais, não há registo de mortes entre cidadãos guineenses na sequência dos acontecimentos relatados. Foram, contudo, registados alguns casos de ferimentos.

A Embaixada acompanha com atenção e preocupação a situação e está a procurar obter informações junto das entidades competentes, de modo a assegurar um conhecimento rigoroso dos factos e a salvaguarda dos direitos e da segurança dos cidadãos guineenses residentes em Cabo Verde.

Neste contexto, a Embaixada apela à serenidade, à responsabilidade e informa que continuará a acompanhar a situação.

Igualmente, apela à não disseminação de informações não confirmadas, evitando-se assim a criação de situações de alarme ou tensão na sociedade

Após anúncio de Trump, Zelensky diz que ainda aguarda detalhes do acordo... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Ucrânia está disponível para suspender os ataques contra infraestruturas petrolíferas russas se receber garantias de que Moscovo deixará de bombardear o sistema energético da Ucrânia.

© Yuliia Ovsiannikova/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images  Por   LUSA   14/09/2026 

Zelensky reagia ao anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um acordo com Kyiv e Moscovo para uma cessação dos ataques contra os respetivos alvos energéticos.

"Se os nossos parceiros estiverem dispostos a garantir que a Rússia se abstém realmente de atacar o nosso sistema elétrico, outras instalações energéticas, infraestruturas críticas e rotas de abastecimento alimentar, então, é claro, estamos dispostos a garantir uma cessação correspondente dos nossos ataques", assegurou Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que os ataques russos não atingem apenas o sistema energético do país, mas também infraestruturas portuárias e logísticas, assim como armazéns de alimentos e produtos farmacêuticos.

Segundo Zelensky, estes bombardeamentos ameaçam provocar escassez de bens essenciais na Ucrânia com a aproximação do inverno.

O Presidente ucraniano manifestou, contudo, dúvidas sobre a disponibilidade de Moscovo para respeitar o entendimento anunciado por Trump.

"A Ucrânia não está convencida" de que a Rússia pretenda cumprir um acordo desta natureza, afirmou Zelensky, admitindo que o Presidente russo, Vladimir Putin, possa estar interessado numa trégua parcial apenas até às eleições legislativas russas, previstas para decorrer entre 18 e 20 de setembro.

"Aguardamos detalhes dos nossos parceiros", acrescentou Zelensky sobre o entendimento anunciado pelo Presidente norte-americano.

Trump apresentou a possível trégua como uma forma de contribuir para a redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pressionados pelos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas russas de armazenamento e exportação.

Zelensky recordou que Kiev propôs repetidamente uma cessação dos ataques contra infraestruturas e defendeu que um entendimento neste domínio deve constituir "um primeiro passo para a paz".


Leia Também: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.

Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz...

Trump diz que guerra com o Irão "não demorará muito" a terminar... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje, mais uma vez, estar "aberto" a negociações com o Irão, visando encerrar o conflito iniciado em fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos.

© Finn Gomez/Getty Images    LUSA   14/09/2026 

"A nação iraniana, em dificuldades, quer fechar um acordo, rápida e desesperadamente. Decidirei se os Estados Unidos optarão ou não por se envolver, uma ideia para a qual permanecemos abertos", declarou o Presidente norte-americano numa publicação na rede Truth Social.

Numa outra mensagem no Truth Social, Trump insistiu que a sua ofensiva impediu o Irão de obter uma arma nuclear e previu que "o petróleo vai cair a pique assim que terminar o conflito militar com o Irão", algo que, afirmou, "não demorará muito" a acontecer.

Os Estados Unidos estão há mais de meio ano numa guerra contra o Irão que não alcançou o objetivo declarado de derrubar o regime dos aiatolas e que ameaça penalizar os republicanos nas eleições legislativas de 03 de novembro devido ao aumento do preço do petróleo resultante do bloqueio do estreito de Ormuz.

Washington e Teerão mantiveram numerosas rondas de conversações para pôr fim ao conflito e chegaram mesmo a assinar um memorando de entendimento em junho, mas os cessar-fogos foram quebrados após ataques cruzados no golfo Pérsico.

O Presidente norte-americano também afirmou na sua rede social que o petróleo está a fluir através do estreito de Ormuz graças aos Estados Unidos e considerou que os restantes países do mundo deveriam "reembolsar os Estados Unidos" por isso, dado que "não prestaram qualquer ajuda" durante a guerra.

Perante as informações publicadas pela imprensa sobre a preocupação entre os comandos militares norte-americanos com a escassez de munições para o conflito, Trump escreveu no Truth Social que "os Estados Unidos estão a produzir mais armas sofisticadas" do que nunca na sua história.

"As nossas fábricas de defesa funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana", escreveu o Presidente, que destacou a produção de mísseis Patriot, sistemas de defesa THAAD e Tomahawk.


GUINÉ-BISSAU: GREVE DE FOME NA PRISÃO DE BAFATÁ LEVA DIREÇÃO DOS SERVIÇOS PRISIONAIS A REAGIR

O diretor-geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social, Cherno Sano Jalo, promete resolver a situação da greve de fome iniciada, esta segunda-feira, pelos reclusos da Prisão de Alta Segurança de Bafatá.

A promessa foi feita durante uma conferência de imprensa, em reação à situação noticiada pela Rádio Sol Mansi, após o início da greve de fome dos reclusos, motivada pela proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Rádio Sol Mansi  14 09 2026

Guarda Nacional da Guiné-Bissau capacita investigadores criminais em parceria com o Ministério Público e a Polícia Judiciária

Por  GN - Guarda Nacional   14/09/2026

Bissau, 14 de setembro de 2026 – A Guarda Nacional (GN) da Guiné-Bissau está a realizar, entre os dias 2 e 18 de setembro, um ciclo intensivo de sessões de capacitação destinado aos seus operacionais da área de investigação criminal. 

A iniciativa decorre em Bissau e abrange cerca de 50 investigadores criminals de diferentes valências da corporação. 

Na manhã de hoje, 14 de setembro, o programa contou com uma palestra subordinada ao tema "Ministério Público, enquanto titular de ação penal, Órgão de Polícia Criminal e sua relação institucional com o Ministério Público". 

A sessão foi proferida pelo Mestre Henrique Augusto Pinhel, Magistrado do Ministério Público, Presidente da Associação Sindical Livre dos Magistrados do Ministério Público e Docente Universitário.

O programa formativo reflete a forte partilha de sinergias entre as diferentes forças de segurança e a magistratura nacional para a consolidação do Estado de Direito. 

A formação principal é ministrada pelo Mestre Domingos Etiene Gomes, Subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau. 

Ao longo de duas semanas, os formandos têm acesso a uma componente programática diversificada e focada nos desafios operacionais modernos:

Técnicas de Investigação Criminal: Métodos avançados de recolha de indício;

Gestão do Local de Crime: Preservação e análise da cena do crime; 

Técnicas de Entrevista e Interrogatório: 

Procedimentos na audição de suspeitos e testemunhas; 

Procedimentos Táticos e Legais: Regras para a realização de buscas e revistas, além de ações de seguimento e vigilância; 

Combate a Crimes Específicos: Foco no combate a crimes de furto e roubo; 

Provas e Meios de Obtenção de Provas: Sessões dedicadas à recolha e validação de provas em contexto judicial. 

Com esta formação, a GN reforça o cumprimento estrito das garantias legais e a eficácia na resposta à criminalidade na Guiné-Bissau.

DONALD TRUMP: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.

© Lusa    14/09/2026 

"A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo!", indicou Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.

"O aumento do preço do gasóleo a nível mundial deve-se principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não ao Irão", acrescentou o presidente norte-americano na mesma mensagem, publicada na rede Truth Social.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.

Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz.

Os constantes ataques ucranianos contra as refinarias russas causaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia que obrigou o Governo a restringir a venda de combustível nos postos de abastecimento russos e a proibir a exportação de derivados.

No domingo, Trump afirmou ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe pedir o fim dos ataques a refinarias da Rússia porque está a causar "uma escassez de gasóleo".

O Presidente norte-americano manteve na passada terça-feira uma conversa com o homólogo russo, Vladimir Putin, a quem pediu que pusesse fim à guerra iniciada há mais de quatro anos com a invasão em larga escala da Ucrânia.

A conversa telefónica ocorreu depois de os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, terem visitado Moscovo e Kyiv para reativar as conversações de paz após seis meses de pausa.

Ataque terrorista mata pelo menos 50 militares no Mali... Pelo menos 50 militares malianos e cinco paramilitares russos do Africa Corps foram mortos quinta-feira durante um ataque terrorista contra o acampamento militar de Dioura, centro do Mali, confirmaram hoje fontes de segurança e locais.

© Shutterstock   LUSA  14/09/2026 

O ataque, reivindicado logo na quinta-feira pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, é um dos mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que devasta o país da África Ocidental há cerca de 15 anos. 

Várias fontes contactadas pela agência France-Presse (AFP) relataram um balanço ainda mais elevado, entre 60 e 80 militares mortos. Várias dezenas de soldados malianos foram também feitos prisioneiros, segundo essas fontes.

"O balanço é elevado. Sem falar dos feridos, posso dizer que lamentamos a morte de mais de 50 dos nossos elementos, incluindo cinco elementos do Africa Corps" - força paramilitar que substituiu as operações mercenárias do Grupo Wagner - declarou à AFP um oficial presente nas operações.

Outra fonte de segurança em Mopti (centro do país) deu conta de "mais de 60 soldados mortos no ataque, além de cerca de 60 outros prisioneiros".

Por sua vez, um cidadão local contactado pela AFP mencionou "pelo menos 80 militares mortos e numerosos prisioneiros".

"Os terroristas atacaram o acampamento de Dioura e regressaram no dia seguinte (...) o exército não enviou reforços para o local", acrescentou a mesma fonte.

Desde 2012, o Mali enfrenta uma profunda crise de segurança, alimentada sobretudo pela violência de grupos terroristas, dos seus aliados separatistas tuaregues da Frente de Libertação do Azawad (FLA) e de grupos criminosos comunitários.

Este país do Sahel, dirigido por uma junta militar, aproximou-se da Rússia, cujos paramilitares do grupo Africa Corps o ajudam na sua luta antiterrorista.

O país está mergulhado numa situação de segurança ainda mais crítica desde o final de abril de 2026.

Os terroristas do JNIM, aliados à rebelião da FLA, lançaram então uma série de ataques coordenados contra posições estratégicas da junta e do exército em várias cidades, incluindo nos arredores de Bamaco, a capital. Esses ataques custaram, nomeadamente, a vida ao ministro da Defesa.

Num comunicado publicado no domingo relativo à situação de Dioura, o exército maliano anunciou "operações aeroterrestres em curso contra os atacantes de Dioura", dando conta da "neutralização", a sudoeste da cidade, de "vários elementos terroristas em motociclo que tentavam esconder-se sob a vegetação".

Cabo Verde: José Maria Neves anuncia candidatura a segundo mandato... O Presidente da República, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua candidatura a um segundo mandato à Presidência da República, defendendo que o próximo ciclo presidencial deve estar orientado para os desafios futuros do país e não para a repetição dos últimos cinco anos.

Por  expressodasilhas.cv   14 set 2026 

“Por isso, hoje, perante todos os Cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, anuncio a minha candidatura a um segundo mandato como Presidente da República de Cabo Verde”, declarou José Maria Neves, no anúncio formal da candidatura.

O chefe de Estado afirmou que a decisão resulta da sua vontade de continuar a servir o país, mas também dos apelos que recebeu de cidadãos, organizações, partidos políticos e personalidades independentes para permanecer no mais alto cargo da República.

“Não vos peço apenas confiança em mim, peço-vos confiança em nós”, afirmou, apelando à mobilização dos cabo-verdianos em torno de um projecto nacional.

José Maria Neves apresentou o primeiro mandato como um período de trabalho, proximidade institucional e reforço da unidade nacional. Recordou a promessa feita em 2021 de “unir, cuidar e proteger Cabo Verde” e considerou ter cumprido esse compromisso.

Entre os aspectos que destacou estão a chamada “Presidência na Ilha e na Diáspora”, o diálogo com diferentes sectores da sociedade, a agenda ligada aos oceanos, a preservação do património natural e cultural africano e a realização do encontro internacional da Criolidade Atlântica.

O Presidente salientou também a estabilidade política e institucional durante o mandato, incluindo a realização de eleições autárquicas e legislativas e a alternância governativa.

Mas José Maria Neves reconheceu que o segundo mandato, caso seja eleito, não deverá limitar-se a dar continuidade ao trabalho realizado.

“Esta candidatura não é uma candidatura para repetir os últimos cinco anos. É uma candidatura para os próximos cinco anos”, afirmou.

Segundo o Presidente, o país enfrenta um contexto marcado pela inteligência artificial, pelas alterações climáticas, pela transição energética, pelo envelhecimento da população, pela saída de jovens e pelas desigualdades de oportunidades entre as ilhas.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de antecipar transformações, aproximar gerações, promover a renovação e reforçar os consensos políticos necessários para acelerar reformas.

Suspensão imediata do mandato

Questionado sobre os passos seguintes ao anúncio da candidatura, José Maria Neves anunciou que vai suspender imediatamente o mandato presidencial, ao abrigo da legislação eleitoral.

“Suspendo imediatamente o mandato nos termos da lei eleitoral e a Presidente da Assembleia [Janira Hopffer Almada] assumirá imediatamente a presidência interina da República”, declarou.

O Presidente revelou ainda que já manteve contactos com vários partidos políticos, incluindo o PAICV, e com personalidades independentes.

A candidatura pretende, segundo afirmou, constituir “um grande movimento nacional”, capaz de mobilizar cabo-verdianos nas ilhas e na diáspora, independentemente das suas sensibilidades políticas ou opções partidárias.

“Temos de remar juntos, com todas as nossas forças”, afirmou José Maria Neves, apontando o dia 15 de Novembro como a data em que os cabo-verdianos poderão, nas suas palavras, “vencer em todos os campos da vida nacional”.

Durante a conferência de imprensa, o Presidente confirmou ainda Mário Lúcio Sousa como seu mandatário nacional. Indicou igualmente Lúcia Fortes como mandatária nacional para as mulheres e Viviane Brito como mandatária nacional para a juventude. Os mandatários para as diferentes ilhas e para a diáspora serão anunciados posteriormente.

Sobre os potenciais adversários, José Maria Neves afirmou que ainda não conhece oficialmente o conjunto de candidatos, uma vez que o prazo de apresentação das candidaturas ainda está a decorrer, mas garantiu respeito por todos os concorrentes e disponibilidade para dialogar e debater com todos “com muita elevação” e “muito respeito”.

O Presidente concluiu reafirmando que o objectivo da candidatura é colocar a experiência adquirida ao serviço do futuro de Cabo Verde, defendendo que “o melhor de Cabo Verde não ficou para trás”, mas “está diante de nós”.

Reino Unido: Mulher fez quimioterapia durante 11 anos para cancro que nunca teve... Becky Jones foi diagnosticada com um cancro cerebral aos 21 anos. Volvida mais de uma década descobriu que afinal se submeteu desnecessariamente a tratamentos de quimioterapia. E não é caso único.

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bbc  Por  Notícias ao Minuto   14/09/2026 

Becky Jones tinha apenas 21 anos quando descobriu que tinha um cancro cerebral e, alegadamente, apenas alguns meses de vida.

O diagnóstico, feito por um médico especialista em cancro, levou a mulher a submeter-se a 11 anos de quimioterapia, que mudaram a sua vida e o seu estado de saúde. 

Segundo conta Becky, foi-lhe dito que sem tratamentos não sobreviveria e que, provavelmente, teria que se submeter aos mesmos até ao resto da sua vida.

"Foi-me dito, vezes sem conta, que se não fizesse quimioterapia que iria morrer", recorda.

Agora, com 34 anos, a britânica descobriu que afinal nunca teve um cancro. Sofria antes de uma inflamação cerebral que podia ter sido tratada com esteroides, noticia a BBC.

Becky é apenas um de 40 pacientes que estão a tomar ações legais contra o Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire (UHCW), por terem sido sujeitos a tratamentos para o cancro que eram desnecessários.

A verdade foi descoberta precisamente depois de Becky saber que o hospital estava a reavaliar vários diagnósticos de cancro, no ano passado.

Mais tarde, recebeu uma chamada telefónica dando-lhe conta que os tratamentos iam ser interrompidos e que o médico que a diagnosticara estava agora reformado.

"Nunca tive um cancro no cérebro. Fui mal diagnosticada e sujeitei-me a toda esta dor durante toda a minha vida adulta", contesta a mulher, a quem disseram que não conseguiria ter filhos, pese embora seja hoje mãe de duas crianças.

A BBC conversou com vários outros afetados que revelaram ter contraído outros problemas de saúde na sequência dos tratamentos de quimioterapia a que se submeteram. 

Entretanto, o centro hospitalar informou que está a ser conduzida uma investigação e assegurou que toda a comunidade de pacientes está segura e que os eu bem-estar está no topo das prioridades da UHCW.

EX-PR SISSOCO EMBALÓ FALA AOS FAMILIARES APÓS DE PRESTAR A ÚLTIMA HOMENAGEM A ORLANDO MENDES VIEGAS EM PARIS... O Ex-Presidente da República prestou hoje a sua última e emocionada homenagem em Paris ao falecido Orlando Mendes Viegas, numa cerimónia marcada por dor e silêncio.

Ex-PR EMBALÓ CHEGA A PARIS PARA DESPEDIDA FINAL DE ORLANDO MENDES VIEGAS... Ex-presidente da República General Umaro Sissoco Embaló “Leão do Punjab” acabou de aterrar em Paris e já está a caminho para render a última homenagem ao falecido Ministro Orlando Mendes Viegas a quem considera do irmão.👇🏻

 Radio Voz Do Povo

GUINÉ-BISSAU: MAIS DE 30 RECLUSOS INICIAM GREVE DE FOME NA PRISÃO DE ALTA SEGURANÇA, EM BAFATÁ

Por Rádio Sol Mansi  14 09 2026

Mais de 30 reclusos que cumprem penas na Prisão de Alta Segurança no país, na cidade de Bafatá, iniciaram, esta segunda-feira (14), uma greve de fome, em protesto contra a alegada proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

Segundo informações apuradas pela Rádio Sol Mansi (RSM), junto de uma fonte ligada aos reclusos, a situação estará relacionada com uma suposta orientação da Direção-Geral dos Serviços Prisionais, que terá determinado que nenhum guarda prisional deve substituir ou apoiar outro colega durante o seu período de serviço.

De acordo com a mesma fonte, a medida estará a contribuir para a falta de efetivos na prisão. A fonte afirma que cerca de seis guardas prisionais afetos ao estabelecimento encontram-se atualmente em Bissau, por motivos de estudos, reduzindo o número de agentes disponíveis para assegurar o normal funcionamento da prisão.

A mesma fonte disse à RSM que, devido à situação, os reclusos terão permanecido dentro das celas durante mais de 24 horas no último domingo, sem acesso ao pátio de repouso.

Segundo a denúncia, a situação começou na sexta-feira passada e, caso não seja encontrada uma solução, os reclusos poderão permanecer vários dias sem sair das celas.

Perante a situação, mais de 30 reclusos decidiram iniciar uma greve de fome, exigindo condições que permitam a saída regular das celas para o pátio de repouso.

A Rádio Sol Mansi tentou, por várias vezes, contactar telefonicamente responsáveis pelos serviços prisionais em Bafatá, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre a situação, mas não conseguiu obter qualquer reação.

A RSM contactou igualmente o Gabinete de Comunicação do Ministério da Justiça, mas, até ao momento, não foi possível obter uma reação oficial sobre o caso.

A Rádio Sol Mansi continuará a acompanhar a situação e a procurar ouvir todas as partes envolvidas.

Acidente entre três veículos deixa 21 mortos em rodovia na África do Sul... Colisão ocorreu entre duas vans e um SUV; polícia investiga as causas e outros ocupantes foram hospitalizados

A rodovia N1 está fechada em ambos os sentidos. — Foto: Departamento de Mobilidade do Cabo Ocidental    Por O Globo com AFP   14/09/2026 

Pelo menos 21 pessoas morreram após uma colisão envolvendo duas vans de transporte coletivo e um SUV, no domingo à noite, em uma rodovia entre Leeu-Gamka e Prince Albert, na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. O acidente ocorreu a cerca de 380 quilômetros a nordeste da Cidade do Cabo, segundo a Corporação de Gestão de Tráfego Rodoviário (RTMC).

O órgão informou nesta segunda-feira que as vítimas sofreram ferimentos fatais. A colisão aconteceu por volta das 21h30 (horário local), segundo a AFP, e provocou o fechamento da estrada. Outros ocupantes dos veículos ficaram feridos e foram levados a hospitais.

Polícia investiga acidente

A polícia abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias da batida. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as possíveis causas do acidente.

Apesar de ter uma das redes rodoviárias mais desenvolvidas da África, a África do Sul registra um número elevado de mortes no trânsito. Entre os fatores apontados pelas autoridades estão excesso de velocidade, direção imprudente, veículos mal conservados e falta do uso de cintos de segurança.

Em 2025, 11.485 pessoas morreram em acidentes de trânsito no país, uma redução de pouco mais de 5% em relação ao ano anterior, de acordo com a RTMC. Pedestres representaram a maior parcela das vítimas.


Leia Também:  Portugal/Colisão entre camião e autocarro na A8, na zona da Malveira, faz 10 feridos... Os feridos já foram transportados para o hospital

Uma colisão entre um camião e um autocarro provocou, na manhã desta segunda-feira, 10 feridos na A8, na zona da Malveira. Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, o alerta foi dado às 08:15, depois de o camião ter embatido na traseira do autocarro. 

Várias ambulâncias de corporações de bombeiros da Malveira estiveram no local para prestar os primeiros socorros e transportar os feridos para os respetivos hospitais. Uma viatura de emergência médica do INEM também esteve no local...

Rússia afirma ter intercetado 399 drones ucranianos no seu território... Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Por  cmjornal.pt/Lusa   14 de setembro de 2026 

As autoridades russas reclamaram esta segunda-feira o abate de 399 drones lançados contra os seus territórios durante a madrugada pelas forças da Ucrânia, não se registando vítimas nos ataques.

O Ministério da Defesa russo informou, num breve comunicado publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 399 aparelhos aéreos não tripulados em várias regiões do país, bem como sobre as águas do mar Negro e na Península da Crimeia.

Entretanto, a Força Aérea ucraniana indicou que as tropas russas lançaram 108 drones durante a noite e afirmou que 85 foram intercetados na Ucrânia.

Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Os últimos dias foram marcados pelo agravamento dos ataques mútuos entre a Rússia e a Ucrânia, após a visita de enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ambos os países, com o objetivo de tentar desbloquear o processo de negociações diplomáticas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


Leia Também:  Ataque russo a comboio ucraniano "visou assustar"

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse hoje que o ataque russo contra um comboio ucraniano no domingo "visou assustar" os países aliados da Ucrânia para que cessem o apoio a Kyiv.

A Ucrânia e a Polónia denunciaram no domingo os ataques russos que danificaram um comboio com destino a Varsóvia, muito perto da fronteira polaca, num local por onde tinha passado um outro comboio que transportava autoridades europeias...

Irão impedido pelos EUA de participar em reunião da agência nuclear da ONU... O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, viu negada a sua entrada na Áustria devido às pressões norte-americanas.

Mohammad Eslami, chefe da agência nuclear iranianaVAHID SALEMI / AP   Por  SIC Notícias / Lusa   14/09/2026 

O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, que deveria participar numa reunião internacional em Viena, foi impedido de o fazer devido à pressão dos Estados Unidos da América (EUA), declarou esta segunda-feira a televisão estatal iraniana.

"Mohammad Eslami e a sua delegação embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no percurso devido às obstruções dos Estados Unidos", indicou a televisão, acrescentando que o responsável iraniano regressou a Teerão.

Eslami era esperado na sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) - o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) que fiscaliza as atividades nucleares -, em Viena, para a conferência geral anual da entidade, que decorre até sexta-feira.

O responsável iraniano tinha participado na conferência do ano anterior, em setembro de 2025, ocasião em que proferiu um discurso em nome do Irão, que é um Estado-membro da AIEA.

Uma fonte diplomática em Viena confirmou, sob anonimato, que a entrada de Eslami na Áustria foi negada devido às pressões norte-americanas.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma guerra contra o Irão, alegando que o seu programa nuclear representava um perigo.

Estes dois países, assim como as nações europeias, suspeitam há décadas que o Irão pretende obter armas nucleares, algo que Teerão nega categoricamente.


Leia Também: Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas ao Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou hoje informações de que entidades chinesas terão fornecido a Teerão imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados norte-americanos.

"Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos", afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas...

ESTUDO: Anemia na gravidez pode afetar cérebro do bebé, alerta estudo... De acordo com um estudo publicado na revista Brain Communications, a anemia na gravidez pode estar associada ao risco de desenvolvimento do cérebro do bebé. A investigação acompanhou quase 400 mães.

© Shutterstock  Por  noticiasaominuto.com   14/09/2026 

Um estudo publicado na revista Brain Communications alertou para os riscos de mulheres grávidas terem anemia. A investigação alerta para o facto de tal situação afetar o desenvolvimento do cérebro do bebé. Foram acompanhadas quase 400 mães ao longo deste estudo.

A investigação usou um aparelho de ressonância magnético e descobriu diferenças no volume do cérebro que começaram a surgir aos 12 meses. Assim, apontam que um dos riscos está no facto de as mães terem tido anemia durante a gravidez.

Anemia na gravidez

O estudo mostrou que em média os bebés cujas mães tiveram anemia apresentaram um cérebro 4% menor do que as mães sem este problema de saúde. As diferenças foram identificadas em partes do cérebro ligada a regiões associadas ao movimento, aprendizagem e regulação emocional.

Em alguns casos, aos 24 meses a diferença do tamanho do cérebro já tinha aumentado para os 6%. Concluíram que as diferenças podem ser detectadas a partir de um ano de idade.

"O que impressiona nestes resultados é a forma com que conseguimos detectá-los. Observar diferenças volumétricas tão significativas em bebés expostos à anemia no útero reforça a importância de otimizar as intervenções para mulheres antes e durante a gravidez”, revela Jessica Ringshaw, uma das autoras do estudo, aqui citado pelo Medical Express.

“Em contextos com múltiplos fatores de risco sobrepostos, como desnutrição e doenças infeciosas, é importante considerar como podem estar a atuar em conjunto para causar anemia e, consequentemente, afetar o desenvolvimento cerebral. Ao adaptar as intervenções ao contexto local, podemos dar uma contribuição significativa à sociedade, oferecendo às crianças a melhor hipótese de atingir o seu pleno potencial de desenvolvimento, não apenas sobreviver, mas prosperar”, continua a especialista.

A gravidez muda a estrutura cerebral das mulheres, por cerca de dois anos

Um estudo de 2016 mostrou através de ressonância magnética que estar grávida provoca efeitos de longa duração no cérebro da mulher.

O grupo de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, liderado pela professora Elseline Hoekzema, concluiu que o ‘estado de graça’ provoca alterações na matéria cinzenta que fazem com que a mãe cuide melhor do novo bebé.

O estudo publicado na revista Nature Neuroscience sugere que as mulheres quando são mães pela primeira vez demonstram uma redução consistente no volume da massa cinzenta, o que pode indicar que os seus cérebros são optimizados e reconectados para as ajudar a atender às necessidades dos seus bebés - efeitos que duram pelo menos dois anos.