quarta-feira, 19 de agosto de 2026

MINISTRO DA SAÚDE DIZ QUE SITUAÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS ESTÁ A SER TRATADA PELO GOVERNO

Por Rádio Sol Mansi   19. 08. 2026 

O ministro da Saúde Pública, Quinhin Na Ntote, afirma que o Governo está a tratar da documentação dos estagiários do setor da saúde e que foi realizado um recenseamento para determinar o número de efetivos que o Hospital Nacional Simão Mendes tinha anteriormente e que atualmente já não se encontram ao serviço.

Segundo o ministro, os estagiários poderão vir a colmatar parte dessas necessidades.

A afirmação foi feita hoje, numa entrevista após um encontro com o diretor-geral da Organização Oeste-Africana da Saúde, durante o qual foram abordadas questões relacionadas com a implementação da política de saúde comunitária.

Quinhin disse que a documentação está a ser tratada e que os estagiários aguardam por uma solução, acrescentando que a resolução da situação deverá ser gradual e baseada na procura de formas adequadas para responder ao problema.

O titular da pasta da Saúde afirmou ainda que o processo está a decorrer normalmente junto da Função Pública e espera que o documento chegue ao Ministério das Finanças, o que poderá contribuir para a resolução de alguns dos problemas existentes.

Na mesma ocasião, o ministro da Saúde Pública, Quinhin Na Tchote, considerou que os técnicos e os sindicatos de base do setor da saúde, incluindo os que trabalham no Hospital Nacional Simão Mendes, são parceiros do Governo e não inimigos ou adversários.

O ministro defendeu que, perante qualquer situação de descontentamento relacionada com o serviço, as partes devem sentar-se à mesa, dialogar e procurar soluções para os problemas.

Segundo Quinhin Na Tchote, a greve encontra-se, neste momento, desconvocada.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Emirados suspendem relações comerciais com Teerão por ataque com mísseis... Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje a suspensão, até novo aviso, de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irão, após detetarem o lançamento de dois mísseis iranianos contra o seu território.

© Lusa    18/08/2026 

"À luz das tensões regionais que minam a paz e a segurança regionais e internacionais, foram suspensas, até novo aviso, todas as trocas comerciais e transações financeiras com o Irão", afirmou a diretora do Departamento de Comunicações Estratégicas do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados, Afra Al Hameli, em comunicado.

A responsável reiterou, no entanto, "o compromisso dos Emirados com o diálogo, a cooperação e a integração regional como meios essenciais para promover a paz, a estabilidade e a prosperidade na região".

Al Hameli sublinhou também que os EAU mantêm o seu compromisso com a proteção da integridade do sistema financeiro internacional e com o cumprimento do direito internacional e das normas internacionais.

O anúncio foi feito após o Ministério da Defesa dos Emirados informar que os seus sistemas de defesa aérea tinham detetado "dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão" contra o país.

Segundo o comunicado, o primeiro dos projéteis caiu fora das águas territoriais dos Emirados, enquanto o segundo atingiu essas águas.

As autoridades dos EAU acrescentaram numa breve nota posterior que, após as avaliações realizadas, determinaram que os mísseis "tinham como alvo o tráfego marítimo", sem dar mais detalhes sobre o assunto.

O Ministério da Defesa dos Emirados reafirmou a sua "total disponibilidade" para enfrentar qualquer ameaça e garantiu que responderá com firmeza a qualquer tentativa de desestabilizar a segurança do país.

Em Teerão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baqaei, "rejeitou categoricamente a alegação" dos Emirados de que a República Islâmica lançou mísseis "contra o país", classificando a acusação como prejudicial à confiança regional e aos esforços de segurança.

Nas últimas semanas, os Emirados têm denunciado ataques iranianos contra navios da sua petrolífera estatal que transitavam através do estreito de Ormuz, embora não tenham informado de qualquer ação contra o seu território, que também tem sido ameaçado pelas milícias pró-iranianas do Iraque.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou hoje que não há conversações "em curso nem programadas" com o Irão, um dia após ter terminado o prazo de 60 dias acordado no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington a 17 de junho para negociar um acordo de paz.

A guerra com o Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro após a ofensiva norte-americana e israelita e que está prestes a completar seis meses, transformou-se num conflito enraizado sem que, por enquanto, as negociações abertas em várias ocasiões tenham conseguido avanços significativos ou uma aproximação das posições das partes.


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O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou hoje que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção ao país, num contexto de forte tensão entre Washington e Teerão.

Guiné-Bissau e Gabão reforçam cooperação em vários sectores durante visita de Horta Inta-a a Libreville

Por Radio TV Bantaba   18/08/2026

O Presidente da República Gabonesa, Brice Clotaire Oligui Nguema, e o Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-a, reuniram-se esta terça-feira, 18 de agosto de 2026, em Libreville, por ocasião da visita de trabalho e de amizade do chefe de Estado guineense à República Gabonesa.

De acordo com um comunicado conjunto divulgado no âmbito da visita, os dois chefes de Estado reafirmaram a solidez dos laços de fraternidade, amizade e cooperação que unem a Guiné-Bissau e o Gabão, tendo sublinhado a importância de reforçar e diversificar ainda mais essas relações em vários domínios de interesse mútuo.

Neste quadro, os dois Presidentes acordaram reforçar a cooperação bilateral nos seguintes sectores:

* consultas políticas e diplomáticas;

* cooperação económica e comercial;

* agricultura e pesca;

* infraestruturas e transportes;

* educação, saúde e formação profissional;

* promoção dos investimentos e intercâmbios entre os sectores privados;

* transformação local dos recursos naturais;

* cooperação cultural e científica;

* proteção do ambiente e desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, Brice Clotaire Oligui Nguema e Horta Inta-a trocaram igualmente impressões sobre as principais questões regionais, continentais e internacionais de interesse comum.

Os dois chefes de Estado reafirmaram o seu compromisso com a paz, a estabilidade, o diálogo, a solidariedade entre os Estados africanos e a resolução pacífica dos diferendos.

Sublinharam, igualmente, a necessidade de reforçar a cooperação entre os Estados africanos e as organizações regionais e continentais face aos desafios de segurança, económicos e ambientais com que o continente africano se confronta.

Os Presidentes reafirmaram ainda o seu compromisso em favor da integração africana, nomeadamente através da implementação da Agenda 2063 da União Africana e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

No domínio ambiental, os dois dirigentes destacaram a importância de reforçar a cooperação na proteção da biodiversidade, no combate às alterações climáticas, na gestão sustentável dos recursos naturais, na economia azul e na pesca sustentável.

A visita de Horta Inta-a ao Gabão realizou-se também no contexto das celebrações da Festa da Independência dos 66 anos do Gabão. Neste âmbito, os dois Presidentes saudaram a qualidade das relações fraternas que unem os povos gabonês e bissau-guineense.

No final dos intercâmbios, os dois chefes de Estado manifestaram a sua satisfação pela qualidade do diálogo e pela convergência de pontos de vista que caracterizam as relações entre os dois países.

Por fim, os Governos da República Gabonesa e da República da Guiné-Bissau reiteraram o compromisso de prosseguir e intensificar os seus esforços com vista à consolidação dos laços de fraternidade, amizade e cooperação entre os dois Estados, num espírito de confiança mútua, solidariedade africana e prosperidade partilhada.

EUA sancionam presidente do TPI e procurador-adjunto... Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções contra a presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, bem como contra outro alto magistrado, no âmbito de outras medidas decretadas contra a instituição que Washington acusa de ser politizada.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  18/08/2026 

"Estas pessoas participaram diretamente nos esforços envidados pelo TPI para investigar, deter, colocar em prisão preventiva ou processar responsáveis cujos governos não aceitaram a competência do TPI", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, citado num comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

O outro alto responsável sancionado é o atual procurador-adjunto do TPI, o magistrado senegalês Abdoulaye Seye.

Os Estados Unidos, que não são signatários do tratado internacional que instituiu o TPI, com sede em Haia, nos Países Baixos, já tinham imposto sanções a outros magistrados do tribunal internacional.

Estas sanções proíbem, nomeadamente, que os juízes entrem no país e bloqueiam qualquer transação imobiliária ou financeira entre eles e os Estados Unidos.

Estas sanções constituem, na sua maioria, uma resposta às investigações conduzidas pelo TPI contra Israel, aliado dos Estados Unidos.

O TPI emitiu, nomeadamente em 2024, mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Na mesma ocasião, o TPI também indiciou três representantes do grupo extremista palestiniano Hamas.

Washington lançou no mês passado uma grande ofensiva diplomática contra o TPI, acusando-o de ameaçar os norte-americanos e apelando aos seus parceiros para que se retirassem do mesmo, o que já foi anunciado, nomeadamente, pelo Chade e pela Venezuela.

"O TPI é uma jurisdição supranacional corrupta e gravemente politizada que abusou da sua autoridade de forma maliciosa e ultrapassou o seu mandato", acusou Marco Rubio.

"Não toleraremos que ela viole a soberania dos Estados", acrescentou o secretário de Estado norte-americano.

Três juízes do TPI sancionados pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, apresentaram uma ação judicial em junho contra o chefe de Estado e vários outros altos funcionários norte-americanos, argumentando que as medidas contra eles eram ilegais.

Paralelamente, no final de julho, a assembleia dos Estados representantes do TPI demitiu o procurador-geral Karim Khan por alegada "má conduta grave e violação grave dos seus deveres", quase dois anos após as primeiras acusações de agressão sexual.

O britânico Karim Khan foi acusado de agressão sexual por uma colaboradora do tribunal, acusações que tem negado veementemente.

Os Estados-membros do TPI votaram a favor da destituição de Khan por ampla maioria, sendo esta a primeira vez que um procurador-geral deste tribunal foi destituído do cargo. 

Karim Khan, de 56 anos, estava à frente do TPI desde 2021 e a sua saída foi saudada pelo Departamento de Estado norte-americano, que através do porta-voz Tommy Pigott considerou a situação como um exemplo de uma "instituição irremediavelmente corrupta".


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O Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou hoje que as sanções norte-americanas contra altos responsáveis da instância judicial "minam o estado de direito".

UCRÂNIA/RÚSSIA: Ataques ucranianos provocam escassez de combustível na Rússia... Cerca de apenas um terço dos postos de abastecimento da Rússia dispõe de reservas de combustível devido à escassez provocada pelos ataques ucranianos a refinarias russas, avançou hoje o jornal russo Izvestia.

© Reuters    Por LUSA   18/08/2026 

Segundo o jornal russo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, há uma semana o combustível estava disponível em 41% dos postos de abastecimento do país, o que demonstra que a situação continua a agravar-se.

Na semana passada, as autoridades de pelo menos oito regiões russas reconheceram que existem problemas com o combustível nesses territórios.

O ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, reconheceu hoje que se formam filas nos postos de abastecimento, mas garantiu que as autoridades "estão a trabalhar ativamente" para resolver a situação.

O Governo russo tinha autorizado previamente a venda de combustível Euro-2, abaixo dos padrões de qualidade habituais do Euro-5, para abastecer o mercado interno, e proibiu a exportação de gasóleo.

Os especialistas alertaram que os requisitos de qualidade mais baixos para a produção de combustível podem representar um risco para os proprietários de automóveis com sistemas de controlo de emissões modernos e eletrónica sofisticada, uma vez que a queima deste combustível produz compostos corrosivos que podem acelerar o desgaste dos equipamentos.

A primeira vaga da crise de combustível começou em maio na Rússia e, embora tenha melhorado durante um breve período no início do verão, voltou novamente a piorar com o regresso dos ataques ucranianos.

Kiev tem visado cada vez mais tanto refinarias como retalhistas em território russo, ataques esses que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como "sanções de longo alcance", precisamente por afetarem a economia de Moscovo.

No início de agosto, o Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo (CREA) divulgou que as exportações russas de derivados de petróleo registaram em julho um mínimo histórico, situando-se nos 4,7 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 51%.

Em julho, as exportações de derivados do petróleo da Rússia caíram 23% face ao registado no mês anterior.

O CREA, um organismo independente com sede na Finlândia, atribuiu esta queda precisamente aos contínuos ataques com drones da Ucrânia contra as refinarias russas, que limitaram a capacidade de produção e obrigaram Moscovo a dar prioridade à procura interna para garantir o abastecimento de gasolina e gasóleo.

De acordo com o relatório, as receitas totais provenientes da exportação de combustíveis fósseis russos diminuíram em julho 12% relativamente ao mês anterior, para 683 milhões de euros por dia.

Na quinta-feira passada, as autoridades russas admitiram que a refinaria de Orsk, na região de Oremburgo, perto dos montes Urais, atacada pela Ucrânia, estava inoperacional e que as reparações devem demorar seis meses.

No final de julho, os meios de comunicação social internacionais noticiaram que a refinaria na região de Ryazan, a sul de Moscovo, tinha ficado inoperacional após ataques ucranianos e que, neste caso, as reparações levariam semanas.

Em relação à refinaria de Tyumen, que fica a quase 2.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana, na Sibéria Ocidental, não se sabe quando as operações serão retomadas.

As autoridades russas foram obrigadas a importar gasolina do estrangeiro, nomeadamente de países como a Índia.


Médio Oriente: Emirados detetam dois mísseis lançados a partir do Irão... O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou hoje que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção ao país, num contexto de forte tensão entre Washington e Teerão.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images    Por  LUSA  18/08/2026 

"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos detetaram dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão em direção ao país", anunciou o Ministério da Defesa num comunicado, no qual especificou que o primeiro míssil caiu fora das águas territoriais dos EAU.

Já o segundo míssil precipitou-se dentro das águas territoriais dos EAU, sem que, até ao momento, tenham sido comunicados danos ou vítimas, de acordo com a mesma fonte.

O Ministério da Defesa reafirmou a sua "total disponibilidade" para fazer face a qualquer ameaça e garantiu que responderá com firmeza a qualquer tentativa de desestabilizar a segurança do país.

A confirmação surge pouco depois de o Ministério da Defesa ter anunciado que os seus sistemas de defesa aérea tinham detetado uma "ameaça de míssil" dirigida contra o território dos Emirados, sem identificar, na altura, a origem do lançamento.

As autoridades explicaram inicialmente que os sons que se podiam ouvir no país se deviam às operações de interceção da defesa aérea, embora, neste novo comunicado, o ministério não tenha feito referência a qualquer operação de interceção, mas sim de deteção.

Nas últimas semanas, os EAU denunciaram, de facto, ataques iranianos contra navios da sua petrolífera estatal que transitavam pelo estreito de Ormuz, embora não tenham relatado qualquer ação contra o seu território, que também tem sido ameaçado pelas milícias pró-iranianas do Iraque.

Isto acontece após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado hoje que não há conversações "em curso nem agendadas" com o Irão, um dia após o termo do prazo de 60 dias acordado no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington a 17 de junho para alcançar a paz.

O importante e estratégico estreito de Ormuz continua fechado à circulação de navios e Teerão afirmou hoje que assim continuará até que Washington respeite o memorando de entendimento assinado entre os países em junho.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Quase seis meses depois, o conflito ameaçou outros países da região do Golfo, que reforçaram medidas de segurança, e as negociações iniciadas em várias ocasiões foram marcadas por avanços e recuos e revelaram-se, até à data, infrutíferas.

Presidente da República promulga "lei das burcas"... O Presidente da República, António José Seguro, promulgou, esta terça-feira, a chamada "lei das burcas", que se destina a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos.

© Zed Jameson/Anadolu via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa   18/08/2026 

O Presidente da República promulgou, esta terça-feira, o Decreto da Assembleia da República que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos. Em causa, está a chamada "lei das burcas", que se destina a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos.

"Estamos no domínio de uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres", escreve António José Seguro numa nota partilhada na página da Presidência da República, acrescentando que "tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação".

O chefe de Estado esclarece que "a integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão".

"O Presidente da República partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos. E admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias", pode ler-se ainda.

Ressalva, no entanto, que "por outro lado, numa sociedade livre, como a nossa, cada pessoa deve poder viver a sua identidade e as suas convicções enquadradas num conjunto de regras comuns que proporcionam uma "vivência conjunta", conceito este aceite pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos".

"Para o Presidente da República, o rosto destapado constitui uma dimensão estruturante da confiança social, característica da sociedade portuguesa. A convivência quotidiana assenta no reconhecimento mútuo e na possibilidade de estabelecer uma relação direta entre as pessoas. Esta regra comum é indispensável à vida numa sociedade democrática, livre e plural. É uma regra de convivência entre seres humanos com igual dignidade", remata.

Recorde-se que o decreto foi aprovado em votação final global em 17 de julho com os votos favoráveis do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS contra de toda a esquerda parlamentar. A deputada única do PAN absteve-se.

Este projeto do Chega, destinado a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos, já tinha sido aprovado na especialidade com idêntica votação, em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais. 

Em sede de especialidade, o diploma foi objeto de uma longa negociação entre Chega e PSD, já que os sociais-democratas exigiram a introdução de alterações que desfocassem a questão da religião e que acentuassem a vertente da ocultação do rosto em espaços públicos como uma questão de segurança.

O texto final apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias determina que "é proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto" e que "é proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de género, religião, idade ou origem". Estes dois últimos fatores não constavam do projeto original.

A violação desta proibição "constitui contraordenação punível com coima de 150 euros a 750 euros, em caso de negligência, e de 400 euros a 3.000 euros, em caso de dolo". As multas previstas no projeto do Chega eram mais altas e chegavam aos "2.000 euros em caso de negligência" e aos "4.000 euros em caso de dolo".

Como exceções, ressalva-se que a proibição de ocultar o rosto "não se aplica sempre que a ocultação se encontre devidamente justificada por razões de saúde ou motivos profissionais, artísticos e de entretenimento ou publicidade", e "não é aplicável em aeronaves, instalações diplomáticas e consulares, bem como em locais de culto ou noutros locais sagrados", nem perante "motivos relacionados com a segurança ou devido às condições climáticas ou sempre que tal decorra de disposição legal que o permita".


Presidente de Transição, Horta Inta-A, regressou esta terça-feira à Guiné-Bissau, depois de uma deslocação oficial ao Gabão, onde participou nas celebrações do 66.º aniversário da Independência daquele país.

Radio TV Bantaba

Cidadão português critica partidos em Portugal e defende ruptura com modelo político guineense... Um cidadão português e militante do Partido Socialista (PS), João Almeida, dirigiu uma carta aberta aos partidos políticos portugueses, ao povo da Guiné-Bissau e à opinião pública, na qual critica a posição de setores políticos portugueses perante a realidade política guineense.

Por   Radio Voz Do Povo

Na carta, Almeida manifesta indignação com o que considera ser uma postura de “seguidismo” e de desconhecimento da história política da Guiné-Bissau, criticando, em particular, o Partido Socialista e o antigo Presidente português Mário Soares pela reação ao assassinato do então Presidente guineense Nino Vieira.

O autor defende que a instabilidade política guineense tem também causas estruturais, apontando a Constituição de 1996 e o modelo semipresidencialista como fatores que, na sua perspetiva, contribuíram para o chamado “duplo poder” e para sucessivas crises institucionais. Segundo a carta, a Guiné-Bissau registou 36 primeiros-ministros e 16 Presidentes da República, sem conseguir concluir um mandato constitucional de quatro anos.

Entre as propostas apresentadas, João Almeida defende a revisão profunda do atual modelo constitucional, a criação de um Executivo forte e com maior estabilidade, a investigação dos crimes políticos através de uma Comissão de Verdade, Memória e Justiça, e o reforço da soberania nacional face ao que considera ser ingerência externa.

Na parte final, o autor apela aos guineenses para que construam uma nova ordem política baseada na soberania nacional e no fortalecimento das instituições, defendendo que o país deve “fechar o capítulo” da herança política do PAIGC e construir uma nova República.

Portugal: Neto agride e esfaqueia avó porque ela recusou dar-lhe dinheiro... Como vingança o suspeito entrou no quarto onde a avó, de 88 anos, dormia. Agrediu a idosa e depois esfaqueou-a, com uma faca de serrilha. Foi a própria que conseguiu pedir ajuda

Tribunal de Nisa. DR       Por  cnnportugal.iol.pt  18/08/2026

Não era a primeira vez que o neto pedia dinheiro à avó, mas, desta vez, a vítima recusou e acabou atacada com uma faca durante a noite de domingo.

Foi dentro da casa onde vivia, no Monte Claro, concelho de Nisa, que o homem, de 32 anos, cometeu o crime contra a avó. “Pediu dinheiro à avó, mas ela não lhe deu e ele fez isso. A senhora tinha uma reforma pequenina e ele tentava apanhar-lhe o dinheiro todo”, explica uma amiga da família que prefere manter o anonimato.

Como vingança o suspeito entrou no quarto onde a avó, de 88 anos, dormia. Agrediu a idosa e depois esfaqueou-a, com uma faca de serrilha. Foi a própria que conseguiu pedir ajuda. “A senhora é impecável e sofre muito com o neto. Até o dinheiro para comprar o pão tem de esconder”, conta uma vizinha.

Na pequena localidade há quem afirme que o suspeito terá tentado forçar a avó a atos sexuais. “Não confirmamos a referência à violação porque ainda está por apurar. Neste momento o detido ainda está em tribunal”, garante fonte da Guarda Nacional Republicana à CNN Portugal. 

“Ele foi expulso da faculdade, tem andado de vida perdida desde que a mãe morreu”, revela uma moradora.

A GNR foi chamada ao local e encontrou o suspeito bastante alterado. O homem acabou detido e, depois de presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe decretada prisão preventiva, indiciado pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada. Além disso, ficou proibido de contactar a vítima por qualquer meio.

A idosa ficou ferida com gravidade. Foi estabilizada e transportada ao Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, onde continua em observação.

Trump nega novas negociações com Teerão. “Bloqueio naval mantém-se”... Donald Trump voltou a afirmar que não estão a decorrer nem estão previstas novas negociações com o Irão e insistiu que o estreito de Ormuz "está aberto" e desminado.

Por  Eco.sapo.pt  18/08/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou esta terça-feira a afirmar que não estão a decorrer nem estão previstas novas negociações com o Irão e insistiu que o estreito de Ormuz “está aberto” e desminado.

“Não há negociações nem conversações em curso, nem agendadas, com a República Islâmica do Irão. O bloqueio naval mantém-se em pleno vigor e efeito”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

“O estreito de Ormuz está aberto e em funcionamento”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano, embora apenas seis navios de carga tenham transitado pela passagem marítima na segunda-feira, segundo a empresa de análise de dados e rastreio de navios mercantes Kpler.

O Irão continua igualmente a reclamar o domínio do estreito de Ormuz e o principal negociador e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou esta terça-feira que o estreito permanecerá fechado até Washington cumprir os compromissos do memorando de entendimento assinado em junho.

Ainda na Truth Social, o Presidente norte-americano reiterou igualmente que as minas colocadas por Teerão no estreito foram “removidas ou detonadas”.

Numa mensagem publicada momentos antes, Trump voltou a referir-se ao estreito de Ormuz como “novo território dos Estados Unidos (EUA)”, divulgando uma imagem de um mapa da passagem marítima.

A imagem mostrava o estreito que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã assinalado por um círculo e acompanhado pela expressão “novo território dos EUA” e por uma faixa com as cores azul, vermelha e branca e estrelas, numa clara referência à bandeira norte-americana.

Na sexta-feira, Donald Trump já tinha afirmado que pretendia declarar o estreito de Ormuz “território dos EUA” depois de “derrotar o Irão”.


UCRÂNIA/RÚSSIA: Reino Unido mantém apoio "a 100%" à Ucrânia apesar das ameaças russas... O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reiterou hoje o apoio à Ucrânia "a 100%", após ameaças da Rússia de "consequências inevitáveis" para o Reino Unido por fornecer a Kiev drones que pode usar na guerra contra os russos.

© Stefan Rousseau/PA Images via Getty Images     Por LUSA  18/08/2026 

Questionado sobre o assunto pela comunicação social durante um evento em Wolverhampton, no centro de Inglaterra, o chefe do Governo britânico afirmou: "O Reino Unido está a fazer aquilo que sempre disse que faria, que é apoiar a Ucrânia a 100% contra esta guerra ilegal liderada por Vladimir Putin [o Presidente russo]".

Burnham sublinhou que a posição britânica desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, tem sido prestar apoio à Ucrânia para que possa defender-se e que, tal como os seus antecessores no cargo, manterá o apoio do Reino Unido a Kiev.

"Não somos amigos de conveniência. Estaremos aqui quando a Ucrânia precisar de nós e isso não vai mudar", acrescentou.

Estas declarações surgem depois de o Governo russo, através da sua embaixada em Londres, ter avisado o Reino Unido de que haverá "consequências inevitáveis" por ter fornecido drones à Ucrânia.

"Londres está a optar deliberadamente por uma escalada da crise na Ucrânia e, ao fazê-lo, age como cúmplice e perpetradora de crimes sangrentos e ataques terroristas", afirmou a missão diplomática russa num comunicado.

"Quanto mais se envolver no conflito (...), maior será o preço a pagar", acrescentou.

O Reino Unido é um dos principais doadores de ajuda militar à Ucrânia --- a seguir aos Estados Unidos e à Alemanha ---, segundo a estação de radiotelevisão pública britânica BBC, que precisou que duas empresas britânicas têm estado a fornecer drones ao Exército ucraniano, aparelhos não tripulados que causaram à parte russa prejuízos avaliados em dezenas de milhares de milhões de euros.

O Governo britânico respondeu, através de um porta-voz do Ministério da Defesa: "O Reino Unido está ao lado da Ucrânia e estamos empenhados em fornecer o equipamento necessário para que possa defender-se da invasão ilegal de Putin".


Leia Também: Desemprego no Reino Unido mantém-se nos 4,9% entre abril e junho

O desemprego no Reino Unido manteve-se em 4,9% no trimestre entre abril e junho, face ao mesmo período de 2025, informou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas britânico (ONS, na sigla em inglês).

ÁFRICA: Moody's mantem 'rating' da Corporação Financeira Africana em A3... A agência de notação financeira Moody's decidiu manter o 'rating' da Corporação Financeira Africana (AFC) em A3, mantendo também a perspetiva de evolução estável desta entidade que financia infraestruturas em África, como o Corredor do Lobito.

© Lusa   18/08/2026 

"Os 'ratings' evidenciam a posição de solvência resiliente da AFC, que está a ser reforçada através de injeções de capital por parte de acionistas existentes e novos, embora o rácio de adequação de capital da empresa continue a ser mais fraco do que o dos seus pares", lê-se na nota que acompanha a divulgação da decisão sobre a qualidade de crédito, que assim se mantém acima da recomendação de crédito.

A AFC é uma dos principais financiadores de grandes projetos de infraestruturas em África, beneficiando de financiamento mais barato devido ao seu 'rating' acima da grande maioria dos países africanos.

Isto significa que os governos podem recorrer a esta entidade para beneficiar de crédito mais barato do que se utilizassem os mercados financeiros internacionais, permitindo fazer avultados investimentos, como no Corredor do Lobito, uma infraestrutura estratégica que liga o Porto do Lobito, em Angola, às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da extensão e modernização do Caminho de Ferro de Benguela.

O desempenho dos ativos "tem-se mantido robusto nos últimos dois anos, apesar dos investimentos de capital relativamente avultados e das exposições ao setor privado em países de maior risco", lê-se ainda na nota da Moody's.

Os analistas sustentam ainda que "a perspetiva de evolução estável equilibra o balanço reforçado da AFC com o crescimento contínuo do capital próprio utilizável e o desempenho robusto dos ativos, com o crescimento significativo dos ativos relacionados com o desenvolvimento e o perfil irregular de vencimentos da dívida da AFC".

As fontes de financiamento da AFC são diversificadas, com uma exposição crescente aos bancos, representando 60% do financiamento desta entidade no ano passado, diz a Moody's, acrescentando que "a AFC demonstrou um forte acesso ao mercado de empréstimos sindicados, uma vez que a empresa emitiu um empréstimo sindicado global de 1,5 mil milhões de dólares [1,3 mil milhões de euros] em 2025, seguido de um empréstimo sindicado global subsequente de dois mil milhões de dólares [1,7 mil milhões de euros] em 2026, proveniente de um vasto leque de grandes bancos comerciais internacionais".

Por outro lado, salientam, a manutenção do 'rating' A3 também incorpora uma avaliação sobre a "fraca solidez dos membros da AFC, devido à baixa classificação média dos acionistas e ao fraco apoio contratual".

Em junho de 2026, a AFC contava com 45 Estados-membros num total de 64 acionistas, um aumento em relação aos 55 registados em dezembro de 2024, entre os quais se contavam os lusófonos Angola, Guiné Equatorial e Cabo Verde, e investiu mais de 15 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) em 36 países africanos desde a sua criação.

"A expansão do número de membros da AFC reflete o apoio dos acionistas ao mandato da AFC e ao seu papel crescente no desenvolvimento de infraestruturas estratégicas em todo o continente, permitindo à empresa expandir as suas operações, mantendo simultaneamente métricas de crédito robustas", conclui a Moody's.

A AFC foi criada em 2007 para fomentar investimentos em infraestruturas e indústria no continente africano, juntando conhecimentos especializados do setor com um foco em consultoria financeira e técnica, estruturação de projetos, desenvolvimento de projetos e capital de risco para responder às necessidades de desenvolvimento de infraestruturas e impulsionar o crescimento económico sustentável em África.

Hutis atacaram uma refinaria da Aramco na Arábia Saudita... Os rebeldes iemenitas huthis anunciaram que atacaram hoje a refinaria da Aramco, na região de Jizán, no extremo sudoeste da Arábia Saudita e na fronteira com o Iémen, numa nova ação contra as instalações petrolíferas sauditas.

© Lusa    18/08/2026 

"Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas Iemenitas (rebeldes) foram atacadas por diversos drones na refinaria da Aramco, em Jizán", informou a agência de notícias oficial Saba, controlada pelos insurgentes.

O informador, não identificado, explicou que o ataque à refinaria foi "em resposta à violação do espaço aéreo iemenita nas províncias de Saada e Hayah, e que o ataque foi preciso".

Até o momento, nem o Governo nem a Aramco se pronunciaram.

Há quatro dias que os rebeldes iemenitas estão a atacar uma instalação petrolífera saudita em Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.

Esta ação ocorreu no meio de uma escalada de confrontos entre os guerrilheiros e a Arábia Saudita, país que interveio militarmente no Iémen em 2015, em apoio ao governo reconhecido internacionalmente e contra os rebeldes, que assumiram o controlo da capital Saná e, posteriormente, se expandiram por grande parte do norte do país.

A escalada começou no final do mês passado, quando os guerrilheiros anunciaram um bloqueio marítimo contra a navegação no Mar Vermelho, embora a medida tenha sido uma resposta às restrições impostas nas áreas controladas pelos insurgentes iemenitas.

A partir de então, os rebeldes lançaram ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no Mar Vermelho e na Arábia Saudita, incluindo instalações petrolíferas.

Riad respondeu através da coligação que lidera, com ataques a algumas zonas controladas pelos huthis, e anunciou uma coligação marítima multinacional para proteger a navegação no Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb.

O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico e constitui uma passagem fundamental na rota marítima entre a Europa e a Ásia através do canal do Suez.


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O Irão vai manter o estreito de Ormuz fechado enquanto os Estados Unidos não cumprirem os compromissos previstos no protocolo assinado em junho, anunciou hoje o chefe dos negociadores iranianos, Mohammad Bagher Ghalibaf.

PRIMEIRO-MINISTRO GARANTE MEDIDAS PARA ULTRAPASSAR ESCASSEZ DE GASÓLEO NO PAÍS

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Por Rádio Sol Mansi   18 08 2026

O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, garante que o Governo está a realizar reuniões com a maior empresa fornecedora de combustível no país, com o objetivo de ultrapassar as dificuldades de abastecimento de gasóleo que, há mais de cinco dias, têm provocado constrangimentos à população.

Ilídio Vieira Té falava esta manhã, após uma visita à INACEP, onde estão a ser ultimados os boletins destinados ao referendo constitucional, marcado para o próximo dia 30 de agosto.

Segundo o chefe do Governo, a escassez de combustível é um problema que se verifica a nível mundial. Contudo, assegura que, no plano nacional, estão a ser tomadas medidas para evitar o aumento do preço dos combustíveis junto dos consumidores.

O primeiro-ministro explica que o Governo decidiu atualizar algumas taxas como forma de contribuir para a redução do preço praticado pelos importadores. 

O chefe do Governo garante ainda que algumas bombas de combustível já retomaram as vendas e afirma que a situação deverá ser normalizada brevemente.

Sobre a visita à INACEP, Ilídio Vieira Té afirmou que os trabalhos de preparação do referendo estão a decorrer dentro da normalidade e que estão a ser cumpridas as normas exigidas.

O referendo constitucional está marcado para o próximo dia 30 de agosto. Enquanto prosseguem os trabalhos de preparação dos materiais eleitorais, decorrem igualmente ações de sensibilização comunitária em diferentes localidades do país.

ANÚNCIO DE VAGA – BOLSA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL... Oportunidade de Formação Profissional para a Costa do Marfim.

Por Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através da sua Agência de Emprego e Formação Profissional (AGEFP), informa que estão abertas as candidaturas para Bolsa de Formação Profissional na Costa do Marfim, na área de Refrigeração e Climatização.

Requisitos:

● Ter idade compreendida entre 16 e 40 anos;

● Ter mínimo de conhecimento em língua francesa;

● Ser da nacionalidade guineneese;

● Ter interesse em adquirir competências técnicas na área de refrigeração e climatização;

● Estar disponível para frequentar a formação na Costa do Marfim durante todo o período do curso.

Benefícios:

● Formação técnica especializada;

● Desenvolvimento de competências profissionais;

● Certificado de conclusão da formação;

● Oportunidade de aumentar a empregabilidade e a inserção no mercado de trabalho.

Como candidatar-se:

● Os interessados deverão apresentar a sua candidatura junto da AGEFP, anexando os documentos exigidos, dentro do prazo estabelecido no edital.

Data limite para candidatura:

● 20 de agosto de 2026 às 13h00

Para mais informações, dirija-se à sede da AGEFP junto do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social ou contacte os serviços competentes.

Invista no seu futuro. Candidate-se e adquira uma profissão com elevada procura no mercado de trabalho!

Mulher confirma relação com Cristiano Ronaldo. "É passado"... Numa altura em que as notícias do casamento de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estão em destaque, a imprensa espanhola destaca as palavras de Gabriela Guillén, que confirma a relação amorosa passada que viveu com o futebolista.

© Instagram - Cristiano Ronaldo   Por  Notícias ao Minuto  18/08/2026 

Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estão no centro das atenções com as notícias sobre o casamento, que aconteceu no dia 11 de agosto, na casa da família em Cascais. E perante o falatório, a imprensa espanhola deu igualmente destaque a Gabriela Guillén, que confirmou a relação amorosa passada que viveu com o futebolista. 

Gabriela Guillén ficou conhecida há alguns anos por causa da relação com Bertín Osborne, com quem tem um filho de dois anos, o pequeno David, relata a Hola!, mas agora é o suposto caso com Cristiano Ronaldo que se destaca. 

A história tinha sido anteriormente divulgada em público no programa "El verano se mueve", depois de Marisa Jara, que conheceu Gabriela durante a sua participação no reality show "Supervivientes", ter dito que a empresária lhe tinha contado toda a história. Posteriormente, tais informações foram confirmadas pela jornalista Leticia Requejo. 

Sobre a altura em que a relação aconteceu não é certo, uma vez que muito se tem comentado sobre o tema, mas a Hola! aponta para que tenha sido por volta de 2015, antes de o futebolista conhecer Georgina Rodríguez. 

A Hola! diz que a própria Gabriela Guillén confirmou os rumores. "Foi algo que aconteceu na minha vida e é passado, por isso vou guardar para mim", disse, afirmando que na altura ambos estavam solteiros. 

"Estou muito feliz por ele porque o conheço e sei que ele merece toda a felicidade. E ele fez uma cerimónia tão íntima, que é o que o preenche. A fama é demasiado pesada", terá comentado também, referindo-se ao casamento de Cristiano e Georgina. 

A revista Hola! adianta ainda que Gabriela Guillén surpreendeu tudo e todos esta semana ao publicar uma fotografia antiga em que aparece a usar um boné com as letra "CR7". Gabriela explicou, porém, que fez isto "para que saibam [que existe]". "Quer dizer, não tenho motivos para mentir, nenhum motivo para contar uma história tão fantasiosa como esta, não tenho absolutamente nenhuma necessidade de fazer isto."

© Instagram_gabymagy

Tudo sobre o casamento de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez

Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez deram uma entrevista à Vogue onde revelaram os detalhes do casamento, que aconteceu no dia 11 de agosto. O casal trocou os votos na casa da família, em Cascais, e seguiu depois para o Santuário de Fátima onde um padre deu a sua bênção. Presentes na cerimónia estiveram apenas os filhos. 

Ronaldo e Georgina falaram ainda sobre o futuro. "Faremos um casamento grande, para podermos celebrar com a família e os amigos", revelaram. Além disso, o internacional português confessou que "este é provavelmente o seu último ano no futebol, querendo deixar um legado espetacular". E está ansioso para passar mais tempo com a família. 

Sobre aumentar a família, o casal não deixou de lado esse desejo, mas também não será para já. "Quando os mais novos tiverem 15 ou 16 anos, ainda seremos jovens, por que não?"

GUERRA NA UCRÂNIA: Cerca de 620 drones ucranianos lançados contra Moscovo numa noite... O presidente da câmara de Moscovo anunciou hoje que pelo menos 620 drones foram lançados pela Ucrânia contra a região da capital russa durante a noite, com o governador local a contabilizar três feridos após os ataques.

© Lusa   18/08/2026 

De acordo com Serguei Sobianine, 180 destes aparelhos foram destruídos na região de Moscovo entre segunda-feira à noite e as 05h00 locais (03h00 em Lisboa), escreveu na rede Telegram.

O governador Andrei Vorobiov indicou que o ataque provocou três feridos, incluindo uma criança de 10 anos.

Um dos drones atingiu ainda um armazém do gigante russo do comércio eletrónico Wildberries. O serviço de imprensa da empresa confirmou que um "complexo logístico" sofreu "danos menores" devido a uma das explosões.

A Ucrânia afirmou este domingo que os seus ataques contra a gigante do comércio eletrónico Wildberries, o equivalente russo da Amazon, desativaram sete dos 10 maiores centros de distribuição da empresa.

Kyiv estima que as necessidades totais de financiamento da Wildberries atinjam 1,3 biliões de rublos (13,3 milhões de euros).

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justifica os ataques ucranianos à Wildberries, que começaram em meados de julho, alegando que a empresa russa armazena mantimentos militares e componentes de drones.

Nos últimos meses, a Ucrânia multiplicou os ataques em profundidade no território russo, enquanto Moscovo também intensificou consideravelmente os ataques à capital ucraniana, geralmente com mísseis balísticos difíceis de intercetar.

No domingo, uma vaga de centenas de drones fez 12 mortos na Rússia, enquanto ataques russos fizeram sete mortos na Ucrânia.


Leia Também: Mais de uma dezena de mortos em ataques cruzados durante a noite

Mais de uma dezena de pessoas morreram em diversos ataques cruzados russos e ucranianos, numa noite em que a Rússia intercetou mais de 790 drones lançados pela Ucrânia, no segundo ataque massivo em três dias.



Leia Também: Moscovo ameaça Londres após informações sobre uso de drones britânicos...         A embaixada da Rússia em Londres avisou que o Reino Unido terá de "responder" pela colaboração militar com a Ucrânia, após informações de que drones britânicos foram utilizados por Kyiv para ataques em território russo.

Morreu a atriz Laura Cardoso. Tinha 98 anos... A atriz brasileira Laura Cardoso morreu na noite de segunda-feira, dia 17 de agosto, de causas naturais, na sua casa, em São Paulo, no Brasil. Tinha 98 anos. Velório vai realizar-se hoje, dia 18 de agosto.

© Instagram_atrizlauracardoso    noticiasaominuto.com   18/08/2026 

Morreu a atriz brasileira Laura Cardoso, aos 98 anos. A notícia foi confirmada através de uma publicação que foi feita na página de Instagram da atriz, que é gerida pelo seu bisneto, Fernando Faria. 

"A nossa grande estrela despediu-se de nós. Laura Cardoso estará para sempre nos nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", pode ler-se na publicação onde é comunicada a partida da atriz. 

A partilha, como seria de esperar, rapidamente se encheu de homenagens através da caixa de comentários.  

Em conversa com a revista Quem, o bisneto da atriz, Fernando Faria, disse ainda que Laura Cardoso morreu na noite de segunda-feira, dia 17 de agosto, de causas naturais, na sua casa, em São Paulo.

Foram, entretanto, reveladas informações sobre as cerimónia fúnebres: "Velório Laura Cardoso. Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista; Dia: Hoje (18/08); Horário: 08:00 - 14:00; Para coroas de flores: (11) 95072-8397."

Apesar do seu afastamento das novelas nos últimos tempos, Laura Cardoso tinha contrato vitalício com a TV Globo e participou numa gravação de fim de ano da emissora em 2025, segundo a revista Quem. 

Laura Cardoso decidiu que queria ser atriz aos 15 anos e iniciou a sua carreira no radioteatro, onde conheceu o marido, Fernando Balleroni, que morreu em 1980. A sua estreia nas novelas aconteceu em 1952, em "Tribunal do Coração". E a última novela em que trabalhou foi "A Dona do Pedaço", em 2019, onde deu vida a Matilde Azevedo. 

Ao longo da carreira, a atriz integrou o elenco de mais de 60 novelas, destaca ainda a Quem, com personagens marcantes como Isaura Araújo, a mãe de Ruth e Raquel (papel de Gloria Pires) em "Mulheres de Areia", de 1993, e Guiomar Muniz em "A Viagem", de 1975. 

Laura Cardoso deixa duas filhas, Fernanda e Fátima, e três netos. 

Moscovo ameaça Londres após informações sobre uso de drones britânicos... A embaixada da Rússia em Londres avisou que o Reino Unido terá de "responder" pela colaboração militar com a Ucrânia, após informações de que drones britânicos foram utilizados por Kyiv para ataques em território russo.

© Getty Images   Por  LUSA  18/08/2026 

O jornal Sunday Times afirmou no domingo que drones produzidos por duas empresas britânicas e fornecidos à Ucrânia foram utilizados na vaga de ataques ucranianos contra alvos militares e industriais dentro do território russo.

Numa declaração publicada na segunda-feira, a embaixada da Rússia em Londres considerou que o Reino Unido tornou-se assim "cúmplice e coautor" desses ataques e "optou deliberadamente por uma escalada" do conflito.

"As ações de Londres irão inevitavelmente gerar consequências pelas quais terá de responder. Quanto mais profunda for a sua participação no conflito e maior for o seu apoio à máquina terrorista de Kyiv, maior será o preço a pagar", ameaça no comunicado.

Segundo o Sunday Times, uma das duas empresas é uma filial da BAE Systems, mas o jornal não revelou o nome da segunda empresa "por razões de segurança".

Contactado, o Ministério da Defesa britânico não respondeu.

O Reino Unido é um dos principais apoiantes financeiros de Kyiv desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, com cerca de 25 mil milhões de libras (29 mil milhões de euros) mobilizados, dos quais 16 mil milhões em ajuda militar.

Nos últimos meses, a Ucrânia multiplicou os ataques em profundidade no território russo, enquanto Moscovo também intensificou consideravelmente os ataques à capital ucraniana, geralmente com mísseis balísticos difíceis de intercetar.

No domingo, uma vaga de centenas de drones fez 12 mortos na Rússia, enquanto ataques russos fizeram sete mortos na Ucrânia.


Exercícios militares com EUA não pretendem "atacar Coreia do Norte"... A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram "qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana".

© Getty Images  Por  LUSA  18/08/2026 

O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é "tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas", declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram "como planeado" e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um "diálogo construtivo" propício a negociações.

Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a "muito boa relação" que disse manter com Kim.

"Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou.

Os exercícios militares anuais "Escudo da Liberdade de Ulchi" normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.

O Presidente dos EUA disse que era "demasiado tarde para cancelar" os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para "reduzir substancialmente" as manobras.

Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte.

Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.