sábado, 14 de março de 2026

Beber água durante as refeições ajuda ou atrapalha na digestão?... Afinal, faz bem ou faz mal beber água às refeições? Foi a esta questão que médicos responderam no âmbito de um artigo publicado pelo Real Simple. A resposta é simples: pode se beber, mas com algumas exceções.

Por Noticiasaominuto.com 

O tema divide opiniões. Se há quem garanta que beber água às refeições permite que a sensação de saciedade chegue muito mais rápido, por outro há quem argumente que beber água interfere na digestão. 

O Real Simple publicou um artigo no qual explora o assunto.

Como a água afeta a digestão quando ingerida com alimentos

A hidratação diária é importante para a saúde do organismo, sendo que os especialistas recomendam a que se beba até dois litros de água por dia. 

Mas será que beber água às refeições influencia a digestão dos alimentos?

Beber pequenos goles de água pode ter um impacto positivo na digestão, segundo a médica de família Arshpreet Saraan. 

"Se costuma beber água aos poucos durante as refeições, não deve haver, necessariamente, um aumento ou diminuição na digestão", sublinhou. "Ao engolir alimentos, o seu corpo processa-os, estes descem pelo esófago, chegam ao estômago e as enzimas digestivas atuam ali... a água apenas auxilia neste processo". 

A água ajuda a manter tudo em movimento!

A nutricionista Mackenzie Blair defende que é positivo ir bebendo água (em pequenas porções) às refeições para ajudar a manter o fluxo digestivo. 

"Gosto de pensar no sistema digestivo como um rio, se não houver comida ou água suficiente, nada flui", afirma. 

Na sua experiência clínica, Saraan notou que já teve pacientes que a questionaram se beber água às refeições iria diluir as enzimas digestivas ou mesmo atrasar a digestão. 

"Na verdade, não deveria causar nada disso. A água apenas amolece os alimentos que se está a comer e ajuda a impulsioná-los pelo trato digestivo", afirma.

Como a água pode sinalizar sinais de saciedade

Há quem acredite que beber um copo de água antes das refeições ajuda a evitar que come demais. Mas será que esta afirmação é confirmada pela ciência?

Blair realça que beber água durante as refeições "pode afetar os sinais de saciedade" e "ajudar a perceber que se está a sentir satisfeito a um ritmo razoável".

Quem não deve beber água durante as refeições?

Se tem problemas gastrointestinais

Não se recomenda que pessoas com problemas gastrointestinais bebam água durante as refeições, uma vez que a combinação de água com alimentos pode aumentar a pressão o intra-abdominal, piorando os sintomas.

Se acabou de fazer uma cirurgia bariátrica

Se fez uma cirurgia bariátrica, então deverá ter um cuidado extra. Beber água às refeições poderá fazer com que se sinta cheio mais rapidamente, o que irá interferir na quantidade de comida que precisa de ingerir. 

"Pode causar saciedade precoce e afetar de forma negativa a quantidade de comida que conseguirá comer", alerta Saraan. 

Quando não bebeu água o dia todo

É melhor distribuir a ingestão de água ao longo do dia em vez de a concentrar apenas às refeições, defende Blair. Isto ajuda a manter a hidratação durante todo o dia, evitando a necessidade de compensar em excesso às refeições.  

Recorde os desenvolvimentos no 15.º dia da guerra no Médio Oriente... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na terceira semana com uma escalada de tensão no Golfo, marcada por ataques de drones, interceções de mísseis e movimentações diplomáticas e militares de larga escala.

Por LUSA 

Principais desenvolvimentos nas primeiras horas do 15.º dia de guerra, com base numa síntese da agência de notícias France-Presse (AFP):

Hamas apela à contenção do Irão

O movimento islamista palestiniano Hamas exortou hoje o seu aliado Irão a cessar os ataques contra os países do Golfo em retaliação às ofensivas norte-americanas e israelitas.

Embora reafirmando o direito de Teerão a ripostar "por todos os meios disponíveis", o movimento apelou para que os "irmãos no Irão" não visem as nações vizinhas.

Alerta de evacuação em Tabriz

O exército israelita ordenou hoje a evacuação imediata de uma zona industrial no oeste de Tabriz, no norte do Irão, prevendo operações militares "nas próximas horas".

O aviso foi publicado nas redes sociais, acompanhado de um mapa, apesar de o acesso à internet estar cortado no Irão há duas semanas.

Trump afirma que o Irão está derrotado

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o Irão está "completamente derrotado e quer um acordo", embora tenha ressalvado que não aceitará qualquer proposta que não satisfaça os seus critérios.

Infraestruturas petrolíferas em risco

A agência iraniana Fars informou que as infraestruturas petrolíferas na ilha estratégica de Kharg, o principal centro de exportação do Irão, não sofreram danos após os ataques norte-americanos de sexta-feira.

Trump ameaçou aniquilar o terminal, enquanto o exército iraniano prometeu "reduzir a cinzas" as infraestruturas ligadas aos Estados Unidos em caso de agressão à ilha.

Ataques no Iraque e interceções no Qatar

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdad foi alvo de um ataque de drone hoje ao amanhecer, horas após ataques contra grupos pró-Irão que fizeram dois mortos.

O Qatar anunciou a interceção de dois mísseis sobre o centro de Doha. As autoridades tinham ordenado anteriormente a evacuação de zonas consideradas chave como medida de precaução.

Impacto regional e segurança marítima

Os Estados Unidos ordenaram a retirada do pessoal não essencial da embaixada em Mascate, a capital de Omã, após a morte de dois trabalhadores estrangeiros num ataque de drone.

Washington anunciou que a marinha norte-americana começará "muito em breve" a escoltar petroleiros no estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos e que se encontra bloqueado pelo Irão.

O preço do barril de Brent fixou-se nos 103,14 dólares na sexta-feira, uma subida de 42% desde o início do conflito.

Frente Líbano e forças da ONU

Um ataque israelita contra um centro de saúde no sul do Líbano matou hoje pelo menos 12 profissionais médicos.

Paralelamente, a agência oficial Ani relatou que projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês da Finul (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) em Mays al-Jabal, sem causar vítimas.

Reforços militares

Os Estados Unidos vão destacar cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios adicionais para a região, incluindo o navio de assalto "Tripoli", para reforçar a presença militar norte-americana no Médio Oriente.


Leia Também:  Coreia do Norte disparou uma dezenas de mísseis em direção a mar do Japão

A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.

Pessoas difíceis (e irritantes) envelhecem-nos mais rápido, diz estudo... Um novo estudo, publicado na revista PNAS, apurou que conviver com pessoas difíceis, irritantes ou impertinentes acelera o processo de envelhecimento, dado o aumento do nível de stress e outros fatores causadores.

Por Noticiasaominuto.com 

As pessoas problemáticas ou mais difíceis com quem se dá, seja no trabalho, seja no seu círculo pessoal, estão a envelhecê-lo mais rápido, apurou um novo estudo publicado na revista PNAS. 

Notando que este tipo de relações não são raras - pelo contrário, os pesquisadores acrescentaram que são "vivenciadas de forma desproporcional por indivíduos que enfrentam maiores vulnerabilidades sociais e de saúde, tendo por consequência o envelhecimento". 

Ou seja, quanto mais relacionamentos assim, manter pior para a saúde.

Como as pessoas difícil afetam a saúde?

Esta pesquisa mostrou que para cada "incómodo" na vida de uma pessoa, o seu envelhecimento biológico acelerava em 1,5% ou nove meses.

Os pesquisadores do estudo acreditam que isto acontece porque as interações negativas sobrecarregam cronicamente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo, que ajuda a regular a hormonas do stress, como o cortisol e a adrenalina. 

Assim, o stress provocado por se conversar com pessoa "provocadora" leva a uma inflamação duradoura, que está ligada ao envelhecimento. Tal poderia ser um exemplo de carga alostática: uma forma de "desgaste" que acontece quando tentamos repetidamente adaptamo-nos ao stress contínuo. 

Isto também pode explicar porque é que aqueles que conviviam com pessoas consideradas mais problemáticas registaram resultados piores, em média, no que diz respeito à saúde, sintomas psiquiátricos, eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo e relação cintura-quadril.

O artigo nota que quase 30% da população lida com stress provocado por "pessoas irritantes". 

Que tipos de pessoas inconvenientes existem?

O estudo analisou os diversos grupos sociais, desde familiares e conhecidos, até maridos ou mulheres. 

"Laços caracterizados por obrigação, espaço partilhado ou interdependência estrutural, como pais, filhos, colegas de trabalho ou colegas de quarto, têm uma maior probabilidade de serem problemáticos do que laços voluntários e autoselecionados, como amigos, membros da igreja e vizinhos", lê-se no estudo. 

Indivíduos que chateiam parentes são os mais associados ao envelhecimento acelerado, enquanto aqueles que importunam pessoas com a qual não partilham parentesco parecem afetar mais os indicadores sensíveis à mortalidade.

Infraestrutura petrolífera de Kharg sem danos após ataque dos EUA... A agência de notícias oficial do Irão Fars disse hoje que o ataque lançados pelos Estados Unidos (EUA) não causou quaisquer danos às infraestruturas petrolíferas na ilha iraniana de Kharg.

Por LUSA 

Durante o ataque, foram ouvidas 15 explosões, mas "nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada", garantiu a Fars, citando "fontes no local" não identificadas.

Segundo a agência, os Estados Unidos tentaram "danificar as defesas militares, a base naval de Joshan, a torre de controlo do aeroporto e o hangar de helicópteros da Continental Shelf Oil Company".

Kharg, uma ilha árida a cerca de 30 quilómetros da costa, alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por aproximadamente 90% das exportações de crude do país, de acordo com um relatório recente do banco norte-americano JP Morgan.

Na sexta-feira o Presidente dos EUA Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Trump na rede social que detém, a Truth Social.

"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.

As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos EUA no Médio Oriente, após Washington atacar Kharg.

"Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas", anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão, citado pela imprensa local.

Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma "resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos".

As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.

O Irão continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.


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As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.


Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque atingida por míssil... Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdade foi hoje atingido por um míssil, disseram dois dirigentes das forças de segurança do Iraque.

Por LUSA 

Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumo a subir sobre o complexo da embaixada, que até ao momento não fez qualquer comentário público.

O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas com o Irão.

Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança de Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irão e grupos de milícias alinhados com Teerão já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e "podem continuar a atacá-los".

Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias France-Presse (AFP) que um ataque com um drone tinha atingido a embaixada norte-americana.

"Um drone atingiu a embaixada", disse o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.

O ataque ocorre após uma série de ataques contra as Brigadas do Hezbollah, que fizeram dois mortos na capital iraquiana, incluindo um "dirigente importante" do influente grupo armado pró-Irão, também segundo fontes das forças de segurança.

As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas mortais, e as Brigadas do Hezbollah - designadas como um grupo terrorista pelos EUA - não fizeram até ao momento qualquer declaração pública.

Pouco depois das 2h (23h de sexta-feira em Lisboa), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas fações armadas pró-Irão, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.

"Uma figura proeminente foi morta" e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumo branco a subir do bairro.

Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdad, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.

O falecido era também membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.

Esta coligação de ex-paramilitares, integrada nas forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irão, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.

As Brigadas do Hezbollah fazem também parte da "Resistência Islâmica no Iraque", uma rede pró-Irão que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que albergam soldados norte-americanos no Iraque e no Médio Oriente.

O Iraque está a ser apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irão, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.

Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

EUA começam a libertar 172 milhões de barris da reserva de petróleo... O Departamento de Energia dos Estados Unidos (EUA) lançou o primeiro leilão como parte da libertação gradual das reservas estratégicas de petróleo para mitigar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 

O leilão, dirigido às empresas petrolíferas, "abrangerá 86 milhões de barris" de um total de 172 milhões a serem libertados progressivamente, informou o departamento.

De acordo com os termos do acordo, as empresas petrolíferas terão de devolver ao departamento "o petróleo emprestado, mais barris adicionais", refere o comunicado divulgado na sexta-feira.

O objetivo do Departamento de Energia é "reforçar as reservas estratégicas de petróleo, estabilizando os mercados".

Na quinta-feira, o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, disse que a entrega do total de 172 milhões de barris "levará cerca de 120 dias".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou frequentemente a administração do antecessor, o democrata Joe Biden, por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.

Na quarta-feira, o republicano garantiu que as consequências económicas do conflito no Irão, com a forte flutuação dos preços do petróleo, não vão durar muito tempo e assegurou que os mercados foram menos afetados do que tinha previsto.

"Pensei que nos iria afetar um pouco, mas provavelmente afetou-nos menos do que pensava. E voltaremos ao normal muito em breve. Os preços estão a cair consideravelmente", frisou Trump.

Em declarações divulgadas pela Fox News, o Presidente norte-americano acrescentou que "o preço do petróleo vai cair, é apenas uma questão de guerra".

Trump enfatizou que o preço do crude "vai cair mais do que qualquer um imagina", afirmando ainda que os mercados estão a "manter-se bem".

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia decidiram na quarta-feira por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz.

Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.

Apesar deste anúncio, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu 2,67% na sexta-feira, encerrando acima dos 103 dólares por barril numa das suas semanas mais voláteis dos últimos anos

A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial. 


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O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.


EUA emitem licença para permitir comercialização do petróleo venezuelano... O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu hoje uma licença para autorizar empresas americanas a realizarem certas atividades de exploração e comercialização de petróleo venezuelano, um setor sancionado por Washington.

Por LUSA 

Esta medida representa mais um passo na aproximação entre a Administração de Donald Trump e o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que na semana passada restabeleceram as relações diplomáticas entre ambos os países, quebradas desde 2019.

O departamento dirigido por Scott Bessent levantou as sanções para a exploração, venda, transporte e armazenamento de petróleo venezuelano e seus refinados, desde que sejam importados para os Estados Unidos por empresas desse país.

A autorização inclui transações em que estejam envolvidos o Governo da Venezuela e a empresa petrolífera estatal Pdvsa.

A licença estipula que qualquer contrato deve ser regido pela legislação americana e que as disputas sejam resolvidas em território americano.

Numa outra licença, o Departamento do Tesouro especificou que não são permitidas transações ligadas à Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba e certos atores da China, nem tão pouco com pessoas sancionadas por Washington.

Na semana passada, o Governo de Trump emitiu uma licença que autoriza determinadas atividades relacionadas com a exploração e comercialização de ouro venezuelano por empresas americanas.

O alívio das sanções ao crude venezuelano ocorre ainda num contexto de turbulências no mercado energético mundial devido ao bloqueio provocado pela guerra do Irão no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A escalada dos preços da gasolina levou os Estados Unidos a libertar parte das suas reservas estratégicas de crude para aumentar a oferta e a levantar temporariamente as restrições a outros países para que possam adquirir petróleo russo sancionado por Washington.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu hoje a Donald Trump o levantamento das sanções americanas "que afetam os povos", durante a receção, em Caracas, de uma delegação de ministros colombianos.


Trump realizou um dos ataques aéreos "mais poderosos da história" na ilha iraniana Kharg... O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

Por sicnoticias.pt 

O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, a Truth Social.

"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.

A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).

Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.

O republicano respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanhavam antes de embarcar no Air Force One, mas não mencionou a mais recente operação militar norte-americana contra o Irão.

As Forças Armadas dos EUA divulgaram esta sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.

O Irão continuou esta sexta-feira a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.

Em entrevista à Fox News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos".

Mostrou-se também mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.

"Portanto, acho realmente que este é um grande obstáculo a ser ultrapassado pelas pessoas que não têm armas", indicou Trump.

Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.

Hegseth procurou ainda tranquilizar a população sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, declarando aos jornalistas: "Estamos a lidar com isso e não temos de nos preocupar".


sexta-feira, 13 de março de 2026

Número de deslocados no Líbano cresceu para um milhão devido à guerra... O número de deslocados no Líbano desde que aumentaram os confrontos entre Israel e o Hezbollah, a 2 de março, cresceu para quase um milhão, indicou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Por LUSA 

Por isso, aquela organização pede uma ajuda de 19 milhões de dólares (16,6 milhões de euros) para aumentar a sua resposta de emergência naquele país.

"À medida que os números [de deslocados] aumentam rapidamente, as famílias precisam urgentemente de abrigo seguro, água potável, cuidados de saúde e proteção. A OIM solicita apoio imediato para prestar assistência vital e alcançar aqueles que foram mais afetados por esta crise", destaca em comunicado a diretora-geral da organização, Amy Pope.

Segundo aquela agência das Nações Unidas, mais de 128.000 pessoas estão atualmente alojadas em abrigos coletivos, embora a maioria dos deslocados tenha procurado refúgio junto de familiares e comunidades de acolhimento, enquanto outros dormem em carros ou ao ar livre nas ruas.

"A repentina chegada de famílias deslocadas está a exercer uma pressão considerável sobre as infraestruturas locais, a habitação e os serviços públicos, o que agrava ainda mais a escassez de recursos em zonas que já enfrentam dificuldades económicas", lamentou a OIM.

Israel anunciou precisamente hoje que realizou 7.600 ataques no Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e 1.100 ataques no Líbano, onde conduz desde 02 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerão.


Leia Também: Israel afirma ter realizado 7.600 ataques no Irão e 1.100 no Líbano

Israel anunciou hoje ter realizado 7.600 ataques no Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e 1.100 ataques no Líbano, onde conduz desde 02 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerão.


Brasil: Bolsonaro diagnosticado com broncopneumonia (e internado nos intensivos)... O antigo chefe de Estado do Brasil Jair Bolsonaro deverá permanecer, pelo menos, uma semana internado, depois de ser diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana, que está a ser tratada com a administração de dois antibióticos.

© SERGIO LIMA/AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  13/03/2026 

O antigo presidente do Brasil Jair Bolsonaro foi diagnosticado, esta sexta-feira, com uma broncopneumonia bacteriana, encontrando-se agora internado nos cuidados intensivos. O diagnóstico surge depois de Bolsonaro ter-se sentido mal durante a manhã a ter sido hospitalizado, em Brasília.

De acordo com as publicações brasileiras, Bolsonaro apresentou febre alta, suores intensos e calafrios. Já durante a noite o antigo chefe de Estado brasileira tinha vomitado e tipo episódios de falta de ar.

"Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo", refere o boletim clínico, citado pela imprensa.

Note-se que Bolsonaro está detido desde janeiro numa prisão em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Segundo o cardiologista que assistiu Bolsonaro, o episódio de mal-estar começou entre as 2h e as 3h", tendo " a progressão do desconforto sido "muito rápida."

De acordo com o médico não há ainda previsão de alta, tendo já sido iniciado o tratamento, que conta com dois antibióticos. Com esta toma, Bolsonaro já "obteve uma pequena melhora, mas ainda reclama de enjoo, dor de cabeça, dores musculares" a há que "aguardar o efeito do medicamento."

Ainda que previsão de alta não esteja já estipulada, as publicações brasileiras referem que o antigo presidente deverá permanecer hospitalizado durante, pelo menos, uma semana. "Normalmente, neste tipo de tratamento não podemos falar em data, porque não sabemos, precisamos entender a resposta", reforçou o médico, que adiantou também que Bolsonaro toma sete comprimidos diariamente devido ao tratamento para os problemas no sistema digestivo.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro tem episódios que o levam à hospitalização, tendo em setembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliária, sentido tonturas e a queda da pressão arterial, assim como vómitos. O quadro resultou na sua hospitalização.

Já este ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o presidente foi internado depois de se sentir mal e bater com a cabeça num móvel da cela. Depois, foi transferido para o estabelecimento prisional onde está atualmente, conhecido como Papudinha. Lá, Bolsonaro tem fisioterapia e médico 24h, uma barra de apoio na cama e também uma cozinha, conta o g1.

Já depois desta transferência, a defesa voltou a pedir que Bolsonaro cumprisse a pena em prisão domiciliária, justificando que a saúde de Bolsonaro estava fragilizado. Os pedidos para que a pena fosse cumprida em prisão domiciliária foram, no entanto, negados pelo Supremo tribunal Federal.

Note-se ainda que o presidente brasileiro, Lula da Silva, disse hoje que revogou o visto de um assessor do chefe de Estado norte-americano que tencionava visitar Jair Bolsonaro na prisão.

De acordo com Lula da Silva, o assessor sénior para a política dos EUA em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, só entrará no país quando o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, cujo visto foi revogado no ano passado pelo Ggoverno norte-americano, puder entrar nos Estados Unidos. 

Putin está a ajudar o Irão? "Acho possível, sim", admite Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, espera uma revolta popular no Irão, mas "talvez não imediatamente", disse hoje numa entrevista à estação Fox News, na qual admitiu que a Rússia possa estar "a ajudar um pouco" a República Islâmica.

© Anna Moneymaker/Getty Images   Por LUSA   13/03/2026 

"Quando andam por aí com metralhadoras, a disparar sobre as pessoas e a dizer: 'Todos que estão a protestar, vamos apanhar-vos nas ruas', acho que isso é um grande obstáculo para quem não tem armas", considerou o líder norte-americano, que em janeiro prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda de Washington estava "a caminho".

Durante a entrevista, Donald Trump admitiu que o presidente russo, Vladimir Putin, estivesse a "ajudar um pouco o Irão", que é um aliado próximo de Moscovo, mas sugeriu não ter objeções quanto a isso.

"Acho possível que ele os esteja a ajudar um pouco, sim, imagino", disse o pesidente norte-americano, antes de acrescentar: "E ele provavelmente pensa que estamos a ajudar a Ucrânia, certo? Eles pensam, e nós também".

O dirigente republicano destacou ainda que os Estados Unidos não precisam da ajuda de ninguém para se defenderem dos drones iranianos, em alusão ao envio proposto pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de especialistas do seu país para o Médio Oriente.

"Não, não precisamos de ajuda com a defesa contra drones. Sabemos mais sobre drones do que qualquer outra pessoa. Na verdade, temos os melhores drones do mundo", comentou, quando questionado sobre a assistência ucraniana.

Nos últimos dias, Zelensky tem sublinhado repetidamente que Kyiv recebeu pedidos de vários países do Golfo, além dos próprios Estados Unidos, para colaborar na defesa contra os drones iranianos, amplamente utilizados pelas forças russas durante os quatro anos de guerra na Ucrânia.

Nas mesmas declarações à Fox News, o líder da Casa Branca avisou que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força na próxima semana", no seguimento da ofensiva aérea conjunta com Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

Na sua resposta, as forças iranianas têm lançado desde então bombardeamentos contra Israel e infraestruturas, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países vizinhos do Médio Oriente, além de terem colocado sob ameaça o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

O Presidente norte-americano afirmou que a Marinha norte-americana poderá escoltar os petroleiros ao longo do estreito , mas mais uma vez deu a entender que não será já.

"Faremos isso se fosse necessário. Mas, sabe, estamos a torcer para que tudo corra bem", acrescentou.

O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, descreveu hoje o Estreito de Ormuz como "um ambiente taticamente complexo", reconhecendo implicitamente que não será possível impedir, a curto prazo, os ataques iranianos contra navios.

O bloqueio do Estreito de Ormuz fez disparar os preços do petróleo para valores acima dos 100 dólares por barril, o que não acontecia desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Os Estados Unidos têm sido erráticos em relação aos objetivos e duração do conflito desencadeado contra o Irão, mas, tal como Israel, têm indicado nos últimos dias que procuram deter o programa nuclear iraniano.

Ao mesmo tempo os dois países convidam a população iraniana a levantar-se e derrubar o regime teocrático, cujo líder supremo, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia de bombardeamentos em Teerão, ferindo também o seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que foi eleito há quase uma semana.

Manifestações antigovernamentais em todo o país durante o mês de janeiro foram brutamente reprimidas, tendo resultado em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Já numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, o líder norte-americano sugeriu que o conflito não terminará num futuro próximo.

"Temos um poder de fogo incomparável, munições ilimitadas e todo o tempo do mundo", escreveu Donald Trump, depois de ter indicado repetidamente nos últimos dias que a ofensiva militar terminaria "em breve".

O líder da Casa Branca também afastou, para já, o envio de tropas para território iraniano para atingir dois objetivos que considera secundários: a captura de urânio enriquecido iraniano e da ilha estratégica de Jark, um dos centros da indústria petrolífera do país.

"Neste momento não estamos focados nisso, mas talvez em algum momento estejamos", afirmou de modo evasivo sobre o urânio durante a entrevista à Fox News, em que passou grande parte a defender a sua estratégia no Irão, ao insistir que os Estados Unidos estão a exercer um esforço de contenção porque podem destruir todo o país.

"A verdade é que acho que estou a fazer um bom trabalho. Podia ter destruído as instalações nucleares deles. Podia ter destruído o país inteiro. Por enquanto, decidimos não o fazer", declarou.

A ilha de Jark, no sudoeste do Irão, também não é um alvo prioritário.

"Não está no topo da minha lista de prioridades", explicou à Fox News, antes de criticar este tipo de questões por afetar as suas decisões estratégicas.


Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque... Os seis tripulantes de um avião-tanque norte-americano morreram quinta-feira na queda do aparelho no oeste do Iraque, cujas circunstâncias estão agora a ser investigadas, anunciou hoje o Exército dos Estados Unidos.

© Lusa  13/03/2026 

"Por volta das 18h00 GMT [mesma hora em Lisboa] de 12 de março , um avião-tanque norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque", escreveu numa rede social o Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom), que inicialmente tinha falado em quatro mortos. 

Num novo balanço, as autoridades norte-americanas referiram que mais dois tripulantes do aparelho tinham morrido, ou seja, a totalidade da tripulação a bordo.

"A perda do aparelho não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo", reiterou o Exército norte-americano, acrescentando que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".

Antes, num comunicado divulgado pela televisão estatal, o exército iraniano afirmou que o avião tinha sido atingido por um míssil disparado por movimentos armados pró-iranianos no oeste do Iraque e a tripulação não tinha sobrevivido à queda.

A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança informal de fações iraquianas apoiadas pelo Irão, reivindicou ter abatido um KC-135. Mais tarde, declarou também ter tomado como alvo outro aparelho, precisando que a tripulação conseguiu escapar.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, esta aliança reivindica diariamente ataques contra interesses norte-americanos no Iraque e em toda a região, mas raramente identifica os alvos.

Trata-se do quarto avião militar perdido pelos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão, no final do mês passado, depois de três aviões de combate F-15 terem sido abatidos acidentalmente por fogo amigo proveniente do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e uma envergadura de cerca de 40 metros, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores a jato e uma capacidade de carga que pode ultrapassar as 38 toneladas, dependendo da configuração.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados da televisão Al-Jazeera do Qatar.


Guiné-Bissau inaugura novo aeroporto explorado por empresa turca

Por LUSA

A Guiné-Bissau tem desde hoje um novo aeroporto, resultado de um investimento de 120 milhões de euros de uma empresa turca, que passa a explorar, por 40 anos, a principal porta de entrada do país.

O governo de transição da Guiné-Bissau oficializou hoje a transferência da gestão comercial depois da execução de 90% da obra a cargo da empresa turca SUMMA, responsável por empreitadas aeroportuárias em vários países, nomeadamente da África Ocidental.

O contrato entre o Governo da Guiné-Bissau e a empresa turca foi assinado há três anos no modelo construir, operar e transferir e hoje foi entregue a concessão da gestão comercial à nova empresa turca criada para o efeito, a OVIA SARL (Osvaldo Vieira International Airport).

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, e vários membros do Governo de transição, participaram na cerimónia, que incluiu uma visita guiada ao resultado da ampliação e modernização e o batismo do primeiro voo com as novas condições aeroportuárias.

A modernização do aeroporto "é o símbolo de uma Guiné-Bissau que se levanta, caminha e olha para o futuro com ambição", disse o chefe do executivo, que lembrou, em declarações transmitidas pela imprensa local, as críticas, com razão, que o país enfrentou durante anos pelas condições da sua principal porta de entrada.

O primeiro-ministro disse acreditar que o novo aeroporto será "o motor que vai impulsionar o turismo" no país e afirmou que vai possibilitar a aterragem de aviões de grande porte na capital guineense.

"O novo aeroporto Internacional Osvaldo Vieira coloca a Guiné-Bissau no mapa dos grandes aeroportos do mundo", destacou.

A nova aerogare conta com um terminal de passageiros moderno, equipado com máquinas de check-in, um tapete rolante de recolha de bagagens, uma escada rolante - a primeira no país - e câmaras de raio x.

O chefe do executivo disse que as obras de modernização vão continuar e adiantou que brevemente entrará em funcionamento uma nova torre de controlo de voos no aeroporto para substituir a existente desde 1955.

"Queremos que cada passageiro que aqui aterre sinta a hospitalidade guineense num ambiente seguro e moderno", enfatizou Té, que agradeceu ao ex-Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, "como a alma-matter" do projeto de modernização do aeroporto.

A empresa turca OVIA vai explorar o aeroporto durante 40 anos, de acordo com o modelo de contrato BOT (Build, Operate, Transfer - Construir, Operar e Transferir) em que assentou a empreitada de modernização e ampliação da infraestrutura aeroportuária.

O contrato prevê a construção da nova aerogare, hoje inaugurada, a modernização da antiga aerogare, que será transformada em escritórios de apoio, a modernização da pista de aterragem, criação de terminal de carga e instalação de sistemas modernos de segurança e controlo.

Com a modernização, e de acordo com o contrato, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Guerra na Ucrânia: "Levantamento das sanções leva a um reforço da Rússia", diz Zelensky... O presidente ucraniano afirmou hoje que a decisão dos Estados Unidos (EUA) de flexibilizar as sanções sobre as vendas de petróleo russo vai fortalecer Moscovo e não contribui para a paz na Ucrânia.

© Andrew Kravchenko/Global Images Ukraine via Getty Images    Po Lusa   13/03/2026 

"O levantamento das sanções irá, em todo o caso, levar a um reforço da posição da Rússia", disse Volodymyr Zelensky durante uma conferência de imprensa com o homólogo francês, Emmanuel Macron, em Paris.

 "Esta flexibilização por parte dos Estados Unidos poderá render à Rússia cerca de 10 mil milhões de dólares [cerca de 8,7 mil milhões de euros, ao câmbio atual] para a guerra. Isto certamente não contribui para a paz", acrescentou o líder ucraniano.

Ao lado de Zelensky, Macron afirmou que "o contexto de subida dos preços do petróleo não deve, em caso algum, levar a uma revisão da política de sanções contra a Rússia".

"Essa é a posição que o G7 defendeu e é, evidentemente, a posição da França e da Europa", disse o Presidente francês.

O G7 é formado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, integrando também a União Europeia (UE).

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira terem autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, iniciada por Washington e Telavive em 28 de fevereiro.

O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira.

A decisão "não proporcionará um benefício financeiro significativo ao governo russo", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

O Conselho Europeu e a Comissão Europeia manifestaram-se hoje contra a decisão norte-americana, qualificando-a como preocupante.

"A decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, tendo em conta que afeta a segurança europeia", escreveu o presidente do Conselho Europeu, António Costa, nas redes sociais.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, lembrou hoje que na quarta-feira a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, e António Costa defenderam que "este não é o momento de aliviar sanções à Rússia".

"A Rússia tem ganho, segundo as informações que temos, entre 150 milhões de dólares [cerca de 131 milhões de euros] por dia em receitas adicionais provenientes das vendas de petróleo desde o início do conflito no Médio Oriente, o que faz da Rússia provavelmente o maior beneficiário deste conflito. Por isso, este não é o momento para aliviar as sanções", advertiu.

Os aliados de Kyiv têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗘𝗫𝗧𝗨𝗔𝗟𝗜𝗭𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗘 𝗢𝗥𝗜𝗘𝗡𝗧𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗔 ... O PAIGC, através do seu Secretariado Nacional, emite uma nota de contextualização e orientação política, relatando os fatos e a realidade política do país e do Partido, dando orientações às estruturas partidária e projetando as atividades do PAIGC para este ano.

Ver a nota na íntegra 👇🏽


Governo da Guiné-Bissau transfere a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira para a empresa turca OVIA.

Visita do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, ao Aeroporto para a realização da transferência da gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira para a empresa Turca, Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA).


Por Tuti Vitoria Iyere