domingo, 5 de abril de 2026

Teerão diz que "toda região queimará" e acusa Trump de ações imprudentes... O presidente do parlamento do Irão alertou hoje o líder dos Estados Unidos que "toda a região queimará" por causa das "ações imprudentes" norte-americanas.

Por LUSA 

"As suas ações imprudentes estão a arrastar os Estados Unidos para um inferno na Terra, um inferno para todas as famílias", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada em inglês numa rede social.

O líder iraniano acrescentou ainda: "E toda a nossa região queimará porque [Donald] Trump insiste em seguir as ordens de [Benjamin] Netanyahu", escreveu, referindo-se ao primeiro-ministro israelita, aliado dos Estados Unidos na guerra.

Para o presidente do parlamento do Irão "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano. E pôr fim a esse jogo perigoso".

O Presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram o raio do estreito, seus loucos, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do Estreito de Ormuz e ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Trump ameaça centrais elétricas e pontes iranianas: "Abram o estreito!"... O presidente dos Estados Unidos voltou hoje a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA   05/04/2026 

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram a m**** do estreito, seus sacanas, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

Numa outra publicação na mesma rede, minutos antes, Trump disse que o piloto de um caça, que caiu na sexta-feira, foi resgatado "gravemente ferido" nas montanhas iranianas.

Teerão desmentiu já que os EUA tenham conseguido resgatar o piloto do caça abatido.

"As aeronaves invasoras do inimigo no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (...) e a tentativa de resgatar o piloto falhou", assegurou o porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.

A operação de resgate norte-americana foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança iranianas, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país, acrescentou.

A Guarda Revolucionária do Irão acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação, ao escrever nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto.

Na sua rede social, Trump indicou também que "as Forças Armadas iranianas procuraram muito, com muita gente, e estiveram perto. É um coronel muito respeitado".

Trump disse que este tipo de operação "é raramente tentado devido ao perigo para pessoas e equipamento" e que foi "uma demonstração incrível de coragem e talento por parte de todos".

O chefe de Estado norte-americano anunciou ainda uma conferência de imprensa com os militares na Sala Oval na segunda-feira, às 13h00 (18h00 em Lisboa).


Irão alega ter destruído três aeronaves dos EUA... e partilhou o vídeo

O Irão alega ter destruído três aeronaves dos Estados Unidos durante a operação de resgate ao piloto desaparecido desde sexta-feira. A situação é contestada por altos funcionários, que permaneceram em anonimato, que dizem que as aeronaves foram destruídas devido a problemas técnicos.

ARTEMIS II: A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua... A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

© NASA   noticiasaominuto.com  05/04/2026 

A missão Artemis II já está a dois terços do caminho com destino à Lua. Durante a viagem e, pela primeira vez em toda a história da humanidade, a tripulação conseguiu captar uma imagem onde é possível ver todo a Bacia Oriental do satélite.

A primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação chegou a dois terços do caminho durante o quarto dia de voo.

Na mesma publicação, a NASA adiantou ainda que ao longo deste dia os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão atualmente a praticar o controlo manual da nave espacial.

Mais tarde, a NASA voltou a fazer uma nova publicação, onde deixam a sua imagem mais recente da Lua. "Nesta nova fotografia, captada pela nossa tripulação da Artemis II, conseguem ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista com olhos humanos", notou.

"Nós tirámos umas fotografias hoje mais cedo e depois de as colocarmos num computador para olhar mais de perto, nós encontrámos uma característica: o 'Grand Canyon' da Lua, que é chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo", afirmou ainda um dos astronautas, Victor Glover, numa outra atualização citado pela Reuters.

Astronautas descolaram a 2 de março

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait... Um ataque iraniano causou "danos significativos" a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou hoje o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado.

© Lusa   05/04/2026 

"Duas centrais de energia e dessalinização foram alvejadas por drones hostis no âmbito da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paragem de duas unidades de geração de energia, sem vítimas", afirmou o ministério.

As equipas de emergência estão a trabalhar para "garantir a continuidade dos serviços", uma vez que "a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e de água são uma prioridade absoluta", acrescentaram as autoridades, em comunicado.

A petrolífera estatal do Kuwait anunciou que um complexo na zona costeira de Shuwaikh foi alvo de drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até ao momento, não há registo de vítimas.

"O edifício foi completamente evacuado por precaução e está em curso uma avaliação dos danos", acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.

A empresa garantiu que "estão a ser tomadas as medidas necessárias para garantir a segurança do local e dos funcionários".

Horas antes, o exército do Kuwait tinha dito que o emirado tinha sofrido um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população para seguir as orientações de segurança.

"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.

O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil", que causou "danos materiais significativos".

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.

O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Também hoje, os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram um ataque com mísseis e drones, depois do Irão ter apontado com alvo a indústria do alumínio no país do Golfo.

"Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", declarou o Ministério da Defesa, afirmando que "os sons ouvidos em todo o país são o resultado de operações em curso contra estes mísseis e drones".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA, os militares do Irão indicaram que tinham atacado instalações da indústria do alumínio nos EAU, bem como alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.

Resgatado pelos EUA piloto norte-americano que estava desaparecido no Irão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.

Por  Sicnoticias.pt

Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".

Ferido, mas bem 

Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão".

O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.

Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto.

"Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que "caiu nas águas do Golfo", de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.

O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiam o abate de um caça.

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque contra aeroporto em Israel

Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.

sábado, 4 de abril de 2026

Pelo menos seis explosões ouvidas em Jerusalém... Pelo menos seis explosões foram ouvidas hoje em Jerusalém, depois de Israel ter detetado mísseis lançados pelo Irão, de acordo com jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Esta madrugada tinham sido já registados ataques com mísseis iranianos em Israel, causando cinco feridos em Telavive e no centro do país.

Esses ataques também causaram danos materiais, de acordo com a proteção civil israelita.

O Exército israelita indicou que, desde a meia-noite, Teerão lançou sete séries de ataques de mísseis dirigidos a Israel.

A 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas e infraestruturas civis e militares em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além de atacar o Irão, Israel avançou com uma invasão no sul do Líbano e ataques nos subúrbios de Beirute, numa ofensiva contra o movimento xiita Hezbollah, apoiada por Teerão.

Irão: Quase 200 funcionários russos deixam central de Bushehr... Quase 200 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, foram obrigados a abandonar o estabelecimento, depois de um ataque norte-americano e israelita esta manhã, anunciaram hoje as autoridades russas.

 

Por LUSA 

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias TASS.

O ataque causou a morte de um segurança da central, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central (construída em cooperação com a Rússia), mas as instalações principais estão operacionais.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque registado pela Organização de Energia Atómica do Irão.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central enfrenta, uma vez que sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã", acrescentou Likhachev.

Esta semana, as autoridades russas anunciaram que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar apesar da retirada de trabalhadores, indicando que funcionários voluntários e trabalhadores locais iam continiuar a gerir o estabelecimento.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, justificando o ataque militar com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


A Rússia condenou hoje o "ataque fatal" à central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, onde trabalham funcionários russos, muitos dos quais tiveram de ser retirados.



Trump avisa Irão: Ormuz? "48 horas até que o Inferno caia sobre eles"... O presidente norte-americano deu hoje "48 horas" ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que ia fazer cair o inferno sobre o país no golfo Pérsico.

Por LUSA 

"Lembram-se quando dei ao Irão 10 dias para CHEGAR A UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ. O tempo está a terminar -- 48 horas até que o Inferno caia sobre eles. Glória a DEUS", escreveu Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

A mensagem, no fim de semana da Páscoa, surgiu depois de Trump ter lançado um ultimato de 10 dias em 26 de março, na mesma plataforma.

Na ocasião, o Presidente norte-americano tinha dito a Teerão que tinha até às 20:00 de Washington, na segunda-feira, 06 de abril, para reabrir o estreito de Ormuz.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra Teerão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Os últimos desenvolvimentos da guerra no Irão (que entra na 6.ª semana)... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images. Por LUSA 04/04/2026 

A guerra no Médio Oriente entrou na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Eis os principais desenvolvimentos das últimas horas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP):

Irão diz ter atacado um navio ligado a Israel

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter atacado um cargueiro ligado a Israel, com drone, no estreito de Ormuz.

O cargueiro é identificado pelo 'site' Vessel Finder como um navio mercante com bandeira liberiana e o Centro de Comunicações do Bahrein não mencionou este ataque na última atualização, limitando-se a referir que "os sistemas de defesa aérea das Forças de Defesa do Bahrein intercetaram e destruíram oito drones nas últimas 24 horas".

Trinta universidades no Irão atingidas por ataques de Israel e EUA

Mais de 30 universidades no Irão foram alvo de ataques desde o início da guerra lançada por Israel e Estados Unidos, afirmou o ministro da Ciência iraniano.

Depois destes ataques, Teerão ameaçou retaliar contra as universidades norte-americanas no Médio Oriente.

Uma pessoa morta em ataques aéreos a central nuclear iraniana

Um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e Israel atingiu a central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, provocando a morte de um segurança daquela unidade, afirmou a imprensa estatal, que disse que o ataque não causou danos às instalações.

A imprensa iraniana noticiou também um ataque a um terminal comercial numa ligação fronteiriça entre o Irão e o Iraque, que matou um motorista iraquiano e feriu dois trabalhadores iranianos.

Incêndio atinge complexo petrolífero no Iraque após ataque de drones

Um incêndio deflagrou num complexo petrolífero de Burjesia, no sul do Iraque, onde operam empresas estrangeiras, disse à AFP fonte de segurança, referindo que o incêndio começou depois de dois drones terem atingido aquele complexo.

Subúrbios do sul de Beirute bombardeados

Os subúrbios do sul de Beirute foram bombardeados ao amanhecer, disse um jornalista da AFP que ouviu fortes explosões e fumo.

Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel anunciaram nas redes sociais que tinham "iniciado ataques às infraestruturas do Hezbollah em Beirute".

Mísseis iranianos disparados contra Israel

Uma salva de mísseis iranianos foi disparada em direção a Israel, anunciou o exército israelita, afirmando que os sistemas de defesa foram mobilizados para qualquer interceção.

Uma pessoa ficou ferida num ataque com um míssil balístico iraniano que lançou munições de fragmentação no centro de Israel, noticiaram os meios de comunicação israelitas.

Trump diz que queda de avião militar no Irão "não muda nada"

O Presidente norte-americano afirmou que a queda de um caça dos EUA no Irão "não muda absolutamente nada" em relação a possíveis negociações com Teerão.

Meloni discute crise energética com emir do Qatar

A primeira-ministra italiana em visita a Doha, reuniu-se com o emir do Qatar, com quem discutiu a crise energética causada pela guerra no Médio Oriente.

Giorgia Meloni chegou ao Qatar, depois de uma escala em Riad, onde se encontrou com o príncipe herdeiro e governante do reino saudita, Mohammed bin Salman, com ambos a concordarem na urgência de reabrir a liberdade de circulação no estreito de Ormuz.

Zelensky em Istambul para discutir segurança no Médio Oriente e na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou a Istambul para conversas com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, onde devem abordar a segurança no Médio Oriente e na Ucrânia.

Um responsável ucraniano disse à AFP que as discussões "não serão apenas sobre intercetores de drones", mas "sobre cooperação em segurança no geral".

Dois membros da oposição executados no Irão

As autoridades iranianas executaram dois homens condenados por pertencerem a um grupo de oposição proibido e por ações de desestabilização destinadas a derrubar o poder, anunciou o poder judicial.

Estas execuções são as mais recentes visando os Mujahidines do Povo (MEK), tendo outros quatro membros do grupo sido enforcados esta semana.

Estudo indica que envelhecimento pode incluir melhorias físicas e cognitivas... Cerca de 45% das pessoas analisadas com mais de 65 anos registaram melhorias físicas e cognitivas ao longo do tempo, segundo investigadores que avaliaram milhares de adultos com mais de 65 anos durante vários anos.

Por  SIC Notícias 

A investigação foi liderada por Becca Levy e Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale com base em dados do Health and Retirement Study, um projeto que acompanha indivíduos ao longo do tempo.

Os investigadores analisaram indicadores como a função cognitiva e a velocidade da marcha, considerada um sinal relevante da condição física. Os resultados mostram que melhorar com a idade não constitui uma exceção, mas uma realidade para uma parte significativa da população idosa.

Pra o estudo, que foi publicado na revista científica Geriatrics, os investigadores acompanharam os participantes durante 12 anos, o que permitiu observar mudanças ao longo do tempo.

Becca Levy explicou que a investigação surgiu após refletir sobre exemplos de envelhecimento bem-sucedido.

“Comecei a pensar nestes exemplos de pessoas que prosperam mais tarde na vida”, afirmou.

Os dados indicam que há ainda uma ligação entre a forma como as pessoas encaram o envelhecimento e o resultados que alcançam. Participantes com crenças positivas apresentaram maior probabilidade de melhoria física e cognitiva.

No âmbito desta investigação, Becca Levy desenvolveu também uma abordagem para contrariar estereótipos negativos associados à idade, conhecida como método ABC. Esta estratégia passa por:

  • reconhecer as mensagens negativas sobre o envelhecimento;
  • perceber que nem tudo o que corre mal se deve à idade, mas sim das ideias erradas sobre envelhecer;
  • questionar e criticar crenças negativas, tanto a nível individual como social.

Louise Aronson, médica geriatra e professora na Universidade da Califórnia, em São Francisco, destacou que o envelhecimento não corresponde necessariamente a um processo de perda contínua.

“Vai continuar a envelhecer. Vai morrer. Mas pode tornar esse processo muito melhor”, afirmou.

Os autores defendem que fatores como atitude, comportamento e envolvimento social podem influenciar diretamente a evolução das capacidades físicas e mentais em idades mais avançadas.


Um estudo com dezenas de milhares de participantes concluiu que pequenos ajustes no sono, na atividade física e na alimentação podem prolongar a vida e aumentar os anos de saúde. A investigação foi liderada por cientistas da Universidade de Sidney com base em dados do UK Biobank.

Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo... O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

© Reuters    Por  LUSA  04/04/2026 

"A captação de fundos está a tornar-se cada vez mais difícil... O Senegal já se encontrava numa situação extremamente difícil, como evidenciado pela dívida exponencial que herdámos", afirmou o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na noite de sexta-feira, num discurso na cidade de Mbour, noticiado pela imprensa local. 

O primeiro-ministro daquele país da África ocidental alertou que o preço do petróleo no país atingiu 115 dólares (cerca de 100 euros) por barril, em comparação com os 62 dólares (54 euros) projetados no orçamento nacional para este ano, antevendo tempos difíceis para a população.

Face à situação financeira difícil, agravada agora pelo aumento do preço do petróleo, o primeiro-ministro anunciou medidas públicas de austeridade, incluindo a suspensão de viagens oficiais.

O Senegal junta-se a outros países africanos que decidiram tomar medidas para fazer face ao aumento dos custos, como a fixação de preços dos combustíveis ou a redução de impostos sobre esses produtos, por forma a tentarem proteger-se dos aumentos constantes dos preços causados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao fecho do estreito de Ormuz.

As economias africanas são especialmente vulneráveis a crises globais, face à sua dependência de mercados externos, volatilidade dos câmbios, falta de infraestruturas e altos níveis de endividamento.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT

A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"... O Irão anunciou, na sexta-feira, que abateu dois aviões de combate norte-americanos, sendo que o piloto de um deles continua desaparecido. Cerca de um dia antes, o presidente dos EUA tinha garantido que a força aérea iraniana estava "em ruínas".

© Getty Images/ Shawn Thew/EPA/Bloomberg  noticiasaominuto.com 04/04/2026 

Pouco mais de um dia antes de o Irão ter abatido dois caças norte-americanos, Donald Trump tinha-se gabado do poderio militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerão estava "em ruínas".

Foi no seu discurso de quarta-feira (já quinta-feira em Portugal) numa declaração à nação sobre a guerra no Médio Oriente e, em particular, no Irão, que o presidente norte-americano se mostrou extremamente confiante na ofensiva levada a cabo pelo país que lidera.

"Nós podíamos atingi-lo [ao Irão] e desapareceria, e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Eles não tem qualquer equipamento aéreo. O seu radar está 100% aniquilado", garantiu a partir da Casa Branca, citado pela ABC News. "Nós somos imparáveis enquanto força militar".

Nesse mesmo discurso, Donald Trump assegurou que a força aérea do Irão estava "em ruínas" e que "a sua habilidade de lançar mísseis e drones estava dramaticamente reduzida".

"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em grande escala, numa questão de semanas", comentou ainda Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irão iria ser intensificada nas próximas duas a três semanas.

Recorde-se de que ao longo do conflito, que já se estende há mais de um mês, Donald Trump tem assegurado, reiteradamente, que os Estados Unidos estão a sair vitoriosos da guerra e que a mesma não se deverá prolongar muito no tempo. A data limite de duas semanas, aliás, já tinha sido antes mencionada por Trump - mas, até ao momento, não foi cumprida. O fim do conflito continua incerto.

A confiança no poderio militar dos Estados Unidos foi ecoado pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que precisamente há um mês, a 4 de março, afirmou que "em menos de uma semana", os Estados Unidos e Israel iam ter "controlo completo dos céus iranianos".

"Significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e destruindo os seus líderes e os seus comandantes militares, sobrevoando Teerão, sobrevoando o Irão, sobrevoando a sua capital, sobrevoando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou.

O controlo norte-americano não era, pelos vistos, assim tão completa quanto os líderes dos Estados Unidos queriam fazer parecer. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas abateram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam os céus iranianos.

O ataque desencadeou uma operação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, de modo a resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda durante sexta-feira foi possível localizar e resgatar um dos militares, mas o outro permanece, para já, desaparecido.

Enquanto isso, também as forças iranianas estão à procura do piloto abatido dos céus, chegando mesmo a oferecer uma recompensa pelo mesmo.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia iraniana, numa mensagem lida durante uma transmissão da televisão estatal.

A mesma emissora partilhou imagens de aeronaves norte-americanas a sobrevoarem o Irão à procura do piloto desaparecido, que pode ver na publicação abaixo.


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A operação militar 'Fúria Épica', contra o Irão, causou até ao momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia... Um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou esta manhã cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.

© Dmytro Smolienko / Ukrinform/Future Publishing via Getty Images     Por  LUSA  04/04/2026 

O responsável militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, e a Procuradoria-Geral da Ucrânia informaram que o bombardeamento ocorreu hoje por volta das 09h50 desta manhã (07h50 em Lisboa).

"Cinco pessoas foram mortas --- três mulheres e dois homens" e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.

Os pavilhões comerciais e uma loja ficaram danificados, segundo informou o Ministério Público também na conta do Telegram, onde anunciou o início de uma investigação por possíveis crimes de guerra.

O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, "bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros" em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.


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Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.

EUA alertam para possíveis ataques contra universidades no Líbano... A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já causou 1.300 mortos.

© Lusa   04/04/2026 

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a missão diplomática indicou que "o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano" e salientou que Teerão "ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente".

O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano "enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", de acordo com o comunicado, que destaca a natureza "volátil e imprevisível" da situação de segurança no país.

"Instamos os cidadãos norte-americanos a não viajarem para o Líbano. Recomendamos que os cidadãos norte-americanos que se encontrem no Líbano e optarem por não sair do país elaborem planos de contingência de emergência e estejam preparados para procurar abrigo caso a situação se agrave", prosseguiu o comunicado.

O governo dos EUA alertou os cidadãos de que a Embaixada no Líbano "está a prestar serviços limitados de passaporte a cidadãos norte-americanos a título de emergência" e que "todos os serviços consulares regulares estão suspensos até novo aviso".

O alerta surge após uma recente onda de controvérsias nos círculos políticos e mediáticos libaneses, na sequência da disseminação de ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.

O Líbano foi arrastado para o conflito em curso no Médio Oriente quando o Hezbollah lançou morteiros sobre Israel, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão.

Israel ripostou com ataques aéreos maciços em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre.

Segundo as autoridades libanesas, o conflito fez, em 30 dias, mais de 1.300 mortos e mais de um milhão de deslocados, o que representa mais de um sexto da população do país. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

EUA e Israel resgatam um dos tripulantes do caça abatido pelo Irão... Fontes norte-americanas e israelitas disseram hoje que um tripulante de um caça norte-americano, que Teerão disse hoje ter abatido, foi resgatado.

© Getty Images   Por  LUSA   03/04/2026 

A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press (AP), que citou fontes militares que falaram sob anonimato para descrever as operações, ainda em curso. 

O resgate aconteceu enquanto as forças norte-americanas conduziam uma operação de busca e salvamento, de acordo com três pessoas que falaram sob anonimato.

A operação está a ser acompanhada por forças israelitas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse, em comunicado, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi informado do incidente, sem acrescentar pormenores.

Antes, a televisão estatal iraniana avançou que as Forças Armadas do país tinham abatido um caça norte-americano no sul, o que provocou uma operação dos EUA e Israel.

A emissora estatal IRIB mostrou imagens de dois supostos helicópteros dos EUA que estavam à procura dos pilotos do caça abatido, com capacidade para uma tripulação de dois elementos, indicou a agência de notícias EFE.

A agência iraniana Fars noticiou que as forças iranianas iniciaram buscas para localizar a tripulação.

Um comunicado da polícia, divulgado pelas forças de segurança iranianas, registou que o avião foi alvejado enquanto sobrevoava o centro do Irão, tendo sido abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia, na mensagem lida na transmissão da televisão estatal.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiaram o abate de um caça.


A televisão estatal iraniana disse hoje que as Forças Armadas do país abateram um caça norte-americano F-15E no sul do país e que decorre uma operação para resgatar a tripulação.

Israel destruiu 70% da produção de aço iraniano, diz Netanyahu... Israel destruiu 70% da produção de aço iraniana, anunciou hoje o Governo israelita, garantindo que vai continuar as operações contra o movimento xiita Hezbollah e o Irão, em coordenação com os Estados Unidos.

Por LUSA 

"Nos últimos dias, a Força Aérea destruiu 70 % da capacidade de produção de aço do Irão. Trata-se de uma conquista tremenda que priva a Guarda Revolucionária de recursos financeiros e da capacidade de produzir armamento", afirmou o primeiro-ministro israelita, numa mensagem de vídeo publicada nos seus canais.

No vídeo, gravado depois de uma avaliação militar na base principal da unidade dos serviços secretos do Exército israelita em Telavive, Benjamin Netanyahu acrescentou ter atacado, nos últimos dias, "pontes e infraestruturas" iranianas estratégicas em operações conjuntas com os EUA.

"Em plena coordenação entre o Presidente [norte-americano, Donald] Trump e eu, entre as Forças de Defesa de Israel e as forças armadas dos Estados Unidos, continuaremos a esmagar o Irão. Este regime está mais fraco do que nunca; Israel está mais forte do que nunca", afirmou.

No Líbano, o primeiro-ministro israelita indicou que o Exército vai continuar a "alargar a cintura de segurança" para "proteger as comunidades do norte" de Israel", que já controla a zona situada a sul do rio libanês Litani, o que representa aproximadamente 8% do território do país vizinho.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que o Exército ia iniciar a demolição de habitações em aldeias do sul do Líbano, consideradas "postos avançados" do Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O movimento xiita libanês enfrenta Israel desde 02 de março, em apoio a Teerão, no segundo conflito armado em apenas ano e meio.

Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como nos arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma invasão terrestre na região mais meridional do seu território.

O Ministério da Saúde libanês elevou para mais de 1.200 o número de mortos no país devido aos bombardeamentos israelitas, desde 02 de março.

O Irão não apresentou um balanço oficial de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, altura em que situaram o número em 1.230 vítimas mortais.

No entanto, a organização não-governamental (ONG) da oposição HRANA, com sede nos EUA, registou mais de 3.400 mortos, entre os quais mais de 1.500 civis.


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VENDEDORES DE CARNE BOVINA EM BISSAU PEDEM INTERVENÇÃO URGENTE DO GOVERNO NA REGULAÇÃO DE PREÇOS

Por  RSM 03/04/2026

Os vendedores de carne de vaca nos mercados de Bissau apelam ao Governo para uma intervenção urgente na regulação dos preços praticados no matadouro, alertando que a situação atual está a afetar gravemente tanto os comerciantes como os consumidores.

A preocupação foi manifestada esta sexta-feira, durante uma reportagem da Rádio Sol Mansi (RSM), que procurou avaliar o poder de compra da população nos principais mercados da capital.

Segundo os vendedores, a subida constante dos preços tem afastado clientes, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades económicas. “Os consumidores já não conseguem comprar como antes”, lamentam, sublinhando que a queda nas vendas está a comprometer a sua sobrevivência.

Por sua vez, as mulheres vendedoras de legumes também se mostram preocupadas com a fraca capacidade de compra registada nos últimos meses. De forma unânime, alertam ainda para o risco de agravamento da situação devido à escassez de combustível no mercado, cenário que poderá provocar um novo aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade.

Perante este contexto, os comerciantes defendem que uma intervenção do Governo é essencial para estabilizar os preços, aliviar a pressão sobre as famílias e garantir o acesso da população a bens alimentares básicos.

O Presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, denunciou alegadas perseguições contra o coletivo de professores contratados das escolas públicas da Guiné-Bissau, durante uma conferência de imprensa realizada hoje.


‎SINAPROF DENUNCIA PERSEGUIÇÃO A PROFESSORES CONTRATADOS E ADMITE LEVAR CASO A INSTÂNCIAS INTERNACIONAIS 
O presidente do Sindicato Nacional de Professores (SINAPROF), Domingos de Carvalho, denunciou esta sexta-feira alegados atos de perseguição contra responsáveis do coletivo de professores contratados das escolas públicas.
Segundo o líder sindical, a situação surge na sequência das reivindicações apresentadas esta semana pelo coletivo, que exige o pagamento de salários em atraso há quase dois anos.
‎Falando em conferência de imprensa, em Bissau, Domingos de Carvalho afirmou que o sindicato poderá recorrer a organizações internacionais da classe docente para denunciar o que considera ser uma tentativa de silenciamento dos professores guineenses.
‎Na ocasião, o responsável apelou ainda à união e coesão entre os docentes, sublinhando a importância de uma resposta conjunta face às dificuldades enfrentadas pela classe. Dirigiu igualmente um apelo aos proprietários de escolas privadas, no sentido de demonstrarem solidariedade com o sindicato, caso venha a ser declarada uma greve no setor educativo.
‎Recorde-se que, na última terça-feira, após a entrega do caderno reivindicativo ao Ministério da Função Pública, o SINAPROF ameaçou avançar para a paralisação do ensino público, em protesto contra a situação laboral dos professores, manifestando indignação e descontentamento com as condições atuais.
RSM: 03-04-2026