sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ataques ucranianos com drones fazem três feridos perto de São Petersburgo... Pelo menos três pessoas ficaram feridas perto de São Petersburgo, Rússia, na sequência de um ataque ucraniano contra as instalações de uma empresa de comércio de componentes eletrónicos, disseram hoje as autoridades russas.

© AFP via Getty Images   Por LUSA  24/07/2026 

O governador da região de Leningrado (oeste da Rússia), Alexander Drozdenko, disse que o ataque com um drone provocou um incêndio num armazém da empresa Wildberries na localidade de Novosaratovka, situada nas margens do rio Neva.

O rio separa a região de Leninegrado da cidade de São Petersburgo.

O governador disse ainda que três pessoas sofreram ferimentos e estão a receber cuidados médicos no hospital na zona.

A empresa de componentes eletrónicos tem sido alvo de ataques recorrentes por parte da Ucrânia, sobretudo na última semana.

No passado fim de semana, Kiev atingiu as instalações da Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, nas regiões de Tambov e Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodimir Zelenskyy, afirmou que as ações militares atingiram centros que são utilizados para o fornecimento de componentes sujeitos a sanções para a produção de drones e equipamentos de navegação.

Devido ao ataque ucraniano com drones o aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, suspendeu voos durante as últimas horas. 

A Rússia anunciou hoje que abateu 571 drones ucranianos durante a última noite em quinze regiões e na península anexada da Crimeia.

O Ministério da Defesa russo, sublinhou que os ataques tiveram como alvo principal a região de Leninegrado, perto de São Petersburgo.



Anunciados novos ataques a bases norte-americanas na Jordânia e no Bahrein... As Forças Armadas iranianas anunciaram hoje que atacaram com drones bases militares norte-americanas na Jordânia e no Bahrein, na décima terceira noite consecutiva de bombardeamentos norte-americanos em solo iraniano.

© Satellite image (c) 2026 Vantor   Por LUSA  24/07/2026 

"Esta manhã, drones 'kamikaze' Arash atacaram tanques de combustível, grandes armazéns, silos e quartéis localizados em bases pertencentes às forças norte-americanas na base aérea de Isa, no Bahrein", declarou o gabinete de relações públicas do Exército num comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.

Além disso, no âmbito da operação militar, um hangar na base aérea de Al-lAzraq, na Jordânia, foi também alvo de ataques de drones iranianos.

"Os mercenários militares norte-americanos estavam ali escondidos", referiu o comunicado, acrescentando que "qualquer ação que ameace os interesses legítimos e legais da nação e o sistema sagrado da República Islâmica do Irão prejudicará a segurança e os interesses económicos de outros países da região".

As autoridades do Bahrein confirmaram a ativação dos sistemas de alerta em todo o país, em antecipação de possíveis ataques.

"Os cidadãos e residentes devem manter a calma e dirigir-se para o local seguro mais próximo", afirmou o Ministério do Interior num comunicado divulgado nas redes sociais.

Já as forças norte-americanas realizaram hoje ataques aéreos contra o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária no norte do Irão, sem causar vítimas, segundo as autoridades locais citadas pela agência de notícias IRNA.

"Esta manhã, o quartel-general das forças navais do Corpo da Guarda Revolucionária em Zibakenar foi atingido por projéteis do inimigo norte-americano, danificando algum equipamento", disse o responsável provincial Ali Bagheri.

Zibakenar, uma cidade turística no Mar Cáspio, situa-se a cerca de 350 quilómetros de Teerão.


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Uma série de explosões ocorreram perto de uma base militar que alberga forças norte-americanas no norte do Iraque, horas depois de os militares dos EUA terem anunciado o fim da décima terceira noite de ataques contra o Irão.

O Governo delinea as estratégias para o combate a pesca ilegal não declarada e não regulamentada.

A propósito reuniu ontem os Titulares e tecnicos dos Ministérios das Pescas e Economia Marítima,  do Ambiente e Biodiversidade, da Defesa, do interior, da Administração Territorial, dos transportes para analisarem em conjunto questões ligadas a fiscalização e controlo das atividades das Pescas, segurança e navegação marítima, medidas de protecção e conservação dos recursos halieuticos e combate a pirataria no mar.

Por Ministério das Pescas e Economia Marítima

Conselho Nacional de Transição aprova 4 Diplomas (Projeto-lei) das Forças Armadas.

Por  FARP Guiné-Bissau

Após intensos debates e discussões que marcaram plenárias de 21 e 23 do mês em curso, os conselheiros do Conselho Nacional de Transição (CNT) aprovam nesta quinta-feira, dia 23, por unanimidade  quatro Diplomas que passam a servir do guião e mecanismos legais que abrangem as regalias e obrigações da classe castrense guineense.

Diplomas ora aprovados, incluem: Projeto-lei da Defesa e das Forças Armadas, Projeto-lei Orgânica da Organização de Bases das Forças Armada "LOBOFA", Projeto de Estatuto dos Militares das Forças Armadas e Projeto-lei da Condição Militar.

Presidente do CNT, Major-General Tomás Djassi assgura que as obrigações das Forças Armadas para com a defesa territorial são enormes, principalmente no que refere a zona costeira e aerea. Nisto exorta a obrigação do Estado em equiparar as Forças Armadas para que elas possam integralmente cumprir as suas obrigações face aos actuais demandas da defesa nacional.

Promete que as leis aprovadas serão de imediato implementadas pois, “só assim seremos capazes de entender se são ou não adequadas a nossa realidade”, explica o Major-General, prometendo que estes Diplomas jamais serão deixadas nas gavetas uma vaz que segundo o proposito destes documentos, este é o principal pressuposto para a garantia duma total equidistancia dos jugos politicos, dando assim aos militares os direitos, as regalias e equiparações necesárias para exercicio das suas missões.

Texto: 2º Sargento Demba Djau

Foto: Alferes Joaquim F.da Costa 

FA/IM 23.07.2026

EUA iniciam 13ª vaga de ataques aéreos ao Irão desde o fim do cessar-fogo... O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 13.ª desde o fim do cessar-fogo provisório.

© Majid Saeedi/Getty Images  Por LUSA  24/07/2026 

O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 23h45 de Portugal continental, visando alvos militares iranianos para "responsabilizar o Irão e diminuir as ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica à navegação comercial".

Os militares norte-americanos realizaram na última noite a 12ª vaga de ataques contra o Irão desde o fim do cessar-fogo, com o objetivo declarado de minar a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego comercial no estreito de Ormuz, e às quais o Irão respondeu com ataques às bases militares de Ali al-Salem e al-Adiri, no Kuwait.

Após 12 dias consecutivos de ataques norte-americanos contra o território iraniano e de represálias do Irão no Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje os Estados Unidos de adotarem uma atitude "irracional e dominadora".

"O problema reside na abordagem dos Estados Unidos, uma abordagem irracional, excessiva e dominadora, que provocou uma resposta firme da nossa parte", declarou Abbas Araghchi à televisão estatal, à margem da visita a Teerão do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi.

Também esta noite, o CENTCOM indicou que, desde o retomar do bloqueio naval contra o Irão, há nove dias, redirecionou 12 embarcações comerciais e inutilizou uma para impedir a entrada ou saída de navios de portos ou zonas costeiras iranianas.


GUINÉ-BISSAU: Domingos Simões Pereira chega a Lisboa mas promete voltar à Guiné-Bissau... O opositor guineense Domingos Simões Pereira chegou hoje de madrugada ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva na Guiné-Bissau, e prometeu regressar ao país para continuar "este combate".

© Lusa   24/07/2026 

Questionado pelos jornalistas, à saída do lounge VIP do aeroporto de Lisboa, se tencionava regressar, Domingos Simões Pereira foi taxativo: "absolutamente".

"Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate", garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses a residir em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras e gritos e cânticos de apoio.

"Eu não posso virar costas ao meu povo", sublinhou.

O responsável admitiu estar a sentir uma "sensação de liberdade" e "agradecido pela população que vem acolher". 

Quantos aos pormenores da sua estadia em Portugal, admitiu que ainda não conhece as condições, "porque quem trata de tudo, são as autoridades portuguesas". 

Questionado sobre os assuntos internos no país, Domingos Simões Pereira escusou-se a responder diretamente às perguntas, dizendo apenas que "alguém trabalhou, as autoridades trabalharam" e permitiram que estivesse em Portugal.

"Eu quero respeitar esse esforço que foi feito. Assim que conhecer todos os contornos", falará, assegurou.

Quanto ao seu estado de saúde, disse ainda não saber, respondendo apenas que se "sente bem".

Domingos Simões Pereira  chegou por volta da 01:00 a Lisboa, tendo saído no dia anterior da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva, por ordens do juiz de Instrução Criminal, Mamadú Embaló, que autorizou que viajasse para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.

A informação foi avançada à Lusa por fonte da defesa do político, num contacto telefónico feito a partir de Lisboa.

Simões Pereira estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10 de julho, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

Citando o despacho do juiz, a fonte referiu que Simões Pereira foi autorizado a ausentar-se da Guiné-Bissau durante noventa dias, período durante o qual não poderá desenvolver atividade política.

A mesma fonte adiantou que a decisão do juiz se baseou num relatório médico do Hospital Militar de Bissau, segundo o qual seria necessário que o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fosse observado num centro médico especializado em Portugal.

Segundo a fonte, Simões Pereira viajou para Portugal na companhia da esposa e do irmão, o médico Camilo Simões Pereira.

A decisão do juiz de instrução criminal (JIC) respondeu a um requerimento da defesa e contou com o parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar, tendo em conta "razões humanitárias e legais, fundamentada num atestado emitido pelo Dr. Domiciano Bernardo Nacocam Mango, médico do Hospital Principal Militar de Bissau", disse a mesma fonte.

A defesa disponibilizou à Lusa a cópia do despacho do JIC, no qual é referido que a "prisão preventiva fica suspensa pelo período de três meses, ao abrigo do artigo 164º do Código de Processo Penal (CPP)" da Guiné-Bissau.

"O suspeito está sujeito à obrigação de abster-se de desenvolver qualquer atividade político-partidária durante a vigência da suspensão. Findo o prazo de três meses, a situação processual do suspeito será novamente reapreciada pelo tribunal", sublinha-se no despacho.

Presidente eleito do Parlamento guineense, Simões Pereira estava em prisão preventiva desde o passado dia 10, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, que tinham decorrido sem incidentes em novembro de 2025.

Em comunicado, o Governo português confirmou que Portugal vai acolher "por razões médicas e humanitárias" o opositor guineense Domingos Simões Pereira.

"Portugal acolhe Domingos Simões Pereira, conforme solicitado pelos seus familiares, depois da libertação hoje ocorrida por razões médicas e humanitárias", lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Reconhecendo o gesto humanitário, continuaremos a trabalhar com empenho e recato, pelas vias diplomáticas, no quadro da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e em cooperação com a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e União Africana, em prol do regresso das instituições da Guiné-Bissau à normalidade constitucional e democrática", sublinhou a diplomacia portuguesa.


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Dezenas de guineenses da diáspora receberam na madrugada de hoje num ambiente de euforia, no Aeroporto Humberto Delgado, o líder da oposição da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, que dizem representar a "esperança de toda uma nação".

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Israel ameaça Irão com "golpe devastador" em caso de ataque... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, garantiu hoje que o seu país está a preparar-se para "qualquer eventualidade" e avisou que o Irão sofrerá "um golpe devastador" caso lance um ataque contra o território israelita.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images   Por LUSA  23/07/2026 

"Estamos a preparar-nos para qualquer eventualidade. Se o Irão atacar Israel, sofrerá um golpe devastador", frisou Katz durante uma reunião de segurança, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa de Israel.

A reunião contou ainda com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, Eyal Zamir, do diretor-geral do Ministério da Defesa, Amir Baram, do comandante da Força Aérea e de autoridades dos Serviços de Informações e do Comando da Defesa Civil, a unidade militar responsável pela proteção da população civil.

As declarações do ministro surgem num momento de crescente tensão na região.

Já o Presidente norte-americano, Donald Trump, destacou hoje que está a considerar lançar um "ataque em massa" contra o Irão, de maior escala do que a operação de 40 dias iniciada a 28 de fevereiro em conjunto com Israel, embora tenha esclarecido que ainda não tomou uma decisão final.

Trump referiu que Washington está preparado para agir e manifestou a sua confiança de que Israel "juntaria em dois minutos" se lhe fosse pedido, embora tenha mantido que os Estados Unidos têm capacidade para agir de forma independente.

No mês passado, Washington e Teerão assinaram um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e permitir tempo para negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas a trégua falhou e os dois países têm trocado ofensivas nas últimas duas semanas.

Em retaliação aos mais recentes ataques norte-americanos, Teerão tem atacado países aliados dos Estados Unidos na região, como é o caso do Kuwait, Bahrein e Jordânia.


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O Kuwait anunciou hoje estar a enfrentar um novo ataques de mísseis e drones iranianos, após o toque de sirenes de alerta aéreo em todo o país do Golfo.

Trump condiciona acordo nuclear com Arábia Saudita a relações com Israel... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou hoje o acordo com a Arábia Saudita para o desenvolvimento de um programa nuclear civil à normalização das relações diplomáticas com Israel.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  23/07/2026 

Numa publicação na rede Truth Social, Trump garantiu que o entendimento não permitirá o enriquecimento de urânio por parte da Arábia Saudita.

"O acordo será aprovado, mas está totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão", escreveu o Presidente norte-americano, acrescentando que "os Estados Unidos não se opõem às instalações nucleares civis (não enriquecidas)".

As declarações surgem numa altura em que especialistas em não proliferação nuclear têm manifestado preocupação com o acordo, alertando para a ausência de mecanismos de salvaguarda que impeçam qualquer enriquecimento de urânio suscetível de ser utilizado para fins militares.

Trump tem procurado alargar os Acordos de Abraão, lançados em 2020 durante o seu primeiro mandato, que estabeleceram relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes, considerando a eventual adesão da Arábia Saudita como um dos principais objetivos da sua política para o Médio Oriente.


BRASIL: Quatro mulheres mortas por dia no Brasil em 2025, diz relatório... O Brasil registou 1.571 vítimas de feminicídio - quatro mulheres mortas por dia - em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior, apontam os novos dados divulgados pelo "20.º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026".

© Lusa   23/07/2026 

Os números agora divulgados representam quatro mulheres mortas por dia, o valor mais elevado desde a criação deste tipo penal, em 2015, conforme a série histórica contabilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Este resultado marca ainda o quarto ano seguido de recordes nos assassinatos motivados por género, consolidando uma tendência de crescimento iniciada na última década em todo o território nacional.

Enquanto os homicídios gerais caíram 10%, a violência letal específica contra a mulher seguiu a tendência oposta, revelando que a redução da criminalidade não beneficia igualmente todos os grupos sociais, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No perfil das vítimas detalhado pelo relatório, as mulheres negras permanecem como o alvo principal, representando 65,1% das ocorrências de feminicídio confirmadas pelas autoridades policiais no último ano.

Quase dois terços dos assassinatos ocorreram no ambiente doméstico, sendo que 79,8% dos autores identificados eram parceiros ou ex-companheiros das vítimas, o que reforça o caráter relacional e privado dessa modalidade extrema de violência.

Além dos casos consumados, o Brasil registou 4.189 tentativas de feminicídio em 2025, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior.

"Em outras palavras, para cada feminicídio consumado registado no país houve quase três tentativas. (...) As mulheres que hoje figuram nessa estatística podem representar, amanhã, parte das vítimas de feminicídio consumado", destaca, no relatório, a organização não-governamental.

O incumprimento de medidas protetoras também cresceu 16,7%, somando 132.025 registos que funcionam como sinais claros de alarme antes da morte, mas que muitas vezes não recebem o tratamento adequado das instituições do Estado brasileiro, acrescenta.

Segundo o estudo, o Amapá teve o maior crescimento, com um aumento de 347,7%, enquanto o Acre registou o índice mais elevado do país, com 3,2 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres brasileiras.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública sustenta que apenas medidas repressivas são insuficientes, sendo urgente uma agenda baseada em prevenção, educação e transformação de normas sociais para interromper o ciclo de abusos contra as mulheres.


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As polícias brasileiras mataram 6.602 pessoas em 2025, registando 18 óbitos diários e o maior número absoluto da série histórica, segundo o novo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


CEDEAO VAI ENTREGAR NOVO COMPLEXO DE MATERNIDADE E PEDIATRIA PARA REFORÇAR OS CUIDADOS DE SAÚDE NA GUINÉ-BISSAU

Por  Ecowas - Cedeao 

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através do seu Fundo Regional para a Estabilização e o Desenvolvimento (FRSD), procederá oficialmente à entrega de um novo Complexo de Maternidade e Pediatria ao Hospital Regional de Bafatá, na Guiné-Bissau, no dia 6 de agosto de 2026.

 Este investimento reflete o compromisso contínuo da CEDEAO com a melhoria do acesso a serviços de saúde materna e infantil de qualidade, bem como com o reforço de sistemas de saúde resilientes, inclusivos e sustentáveis em toda a região.

Financiado pelo Fundo Regional da CEDEAO para a Estabilização e o Desenvolvimento (FRSD), com um investimento de 638 538,05 dólares americanos, o projeto integra um programa mais amplo de Investimento Direto da CEDEAO na Guiné-Bissau, avaliado em 1,8 milhões de dólares americanos. Implementada com o apoio do Governo da Alemanha e de parceiros nacionais, esta iniciativa contribui para o desenvolvimento sustentável através da expansão do acesso aos serviços sociais essenciais e da melhoria das condições de vida e do bem-estar das comunidades. 

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA A CAMINHO DE LISBOA PARA TRATAMENTO MÉDICO APÓS LIBERDADE CONCEDIDA PELO TRIBUNAL MILITAR

Por  Rádio Sol Mansi  23.07.2026 

O Tribunal Regional Militar, através do Juíz de Instrução Criminal, decidiu suspender por três meses a medida de coação de prisão preventiva aplicada ao suspeito Domingos Simões Pereira, no âmbito do Processo n.º 1/2025.

Segundo uma fonte bem próxima dos advogados, o lider do parlamento guineense deslocou-se esta tarde com a esposa para tratamento médico em Portugal.

A decisão surge após um pedido apresentado pela defesa e recebeu parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar. Segundo o despacho judicial, um relatório médico emitido pelo Hospital Principal Militar de Bissau concluiu que o estado de saúde do suspeito não pode ser tratado na Guiné-Bissau, sendo considerado "absolutamente indispensável" o tratamento médico em Portugal.

O documento  consultado pela Rádio Sol Mansi destaca que a decisão baseia-se no artigo 164.º do Código de Processo Penal (CPP).

No final dos três meses, o Tribunal voltará a analisar a sua situação processual.

O despacho determina ainda a comunicação da decisão ao Ministério do Interior e da Ordem Pública e o envio do processo à Promotoria de Justiça Militar.

A decisão impõe ainda uma condição considerada central: durante o tratamento e enquanto durar a suspensão, Domingos Simões Pereira não poderá exercer qualquer atividade de natureza político-partidária, sob pena de eventual reapreciação da medida aplicada.



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O governo português confirmou hoje que Portugal vai acolher "por razões médicas e humanitárias" o opositor guineense Domingos Simões Pereira, que saiu hoje da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva.

Da FIFA à ONU: Trump quer Infantino a suceder a Guterres. Mas é possível?... O presidente dos EUA, Donald Trump, quererá apoiar o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa eventual corrida à liderança na ONU, tendo dito que este tem uma "habilidade especial para unir as pessoas". Mas o que é preciso até lá?

© Catherine Ivill - AMA/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  23/07/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, caminharam, ainda esta semana, lado a lado no estádio onde Espanha se sagrou campeã do Mundial2026. Mas, de acordo com o que a publicação The New York Post revelou, esta pode ser uma amizade que ainda tem outra direção para onde pode ir - já que Trump quererá apoiar Infantino para suceder a António Guterres no cargo lugar de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas é possível?

Segundo a publicação norte-americana, que cita fontes não identificadas, Trump considera que Infantino, de 56 anos, é uma figura "respeitada internacionalmente" e com capacidade para unir diferentes setores, avaliação que resulta em parte da relação estreita desenvolvida entre ambos durante a organização do Mundial de 2026.

Mas, apesar da sua "habilidade especial para unir as pessoas", tal como explicaram as fontes ouvidas, o caminho para Infantino estar à frente da organização - se é que quer - não é assim tão fácil.

Infantino na ONU: Possível? Como?

Note-se que para ser eleito, um secretário-geral da organização precisa do apoio do Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros. Entre estes, há ainda cinco membros permanentes, que detêm o poder de veto - EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Depois, segue-se a confirmação por parte da Assembleia Geral.

Significa isto que as reuniões à porta fechada acontecem até chegar-se a uma escolha, com qualquer um dos cinco países permanentes citados acima a poder excluir candidaturas.

Escolhido um nome, o próximo passo é levá-lo a votação na Assembleia-Geral da ONU, que poderá votar contra o candidato recomendando. A Euronews aponta, no entanto, que isso nunca aconteceu.

Para concorrer ao cargo um candidato tem de ser indicado por um país-membro da organização.

Já há nomes (e reuniões)

Após dez anos no lugar, com uma reeleição pelo meio, Guterres vai deixar de estar à frente da ONU no final de dezembro, com o novo ou nova líder a assumir o lugar a 1 de janeiro de 2027. Para isso, já há nomes em cima da mesa, num processo que começa esta quinta-feira, com o primeiro debate com os já seis candidatos a acontecer.

O debate dura 1h30 e começa às 17 horas de Nova Iorque (22 horas de Portugal continental), com os seis nomes a serem: Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan Mayufis, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall.

Já amanhã, sexta-feira, assim como a 30 de julho, o Conselho de Segurança vai realizar consultas com os "15 países-membros numa eleição simulada entre os seis candidatos", escreve a ONU News.

Os nomes serão submetidos a todos os 15 representes dos países e estes respondem com uma das três opções: "encorajo", "não encorajo" e "nenhuma opinião".

Após essa consulta, a campanha segue até outubro, quando um nome deverá ser recomendado pelo Conselho de Segurança.

A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.

Em dezembro, o presidente norte-americano recebeu o primeiro Prémio da Paz da FIFA, atribuído pelo organismo dirigido pelo dirigente suíço.

A polémica que coloca a FIFA e Trump no mesmo relvado adensou-se este mês, quando a organização de futebol decidiu reverter o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, permitindo que o jogador dos Estados Unidos disputasse os oitavos de final do Campeonato do Mundo. A decisão da FIFA surgiu após Donald Trump ter telefonado diretamente para Infantino para que a expulsão fosse reavaliada. 

Esta quinta-feira, a Federação Norueguesa de Futebol confirmou que ia apresentar uma queixa no Comité de Ética da FIFA, exigindo que o presidente da organização seja investigado no caso.

Trump elogia PR da Nigéria por combater violência contra cristãos... O Presidente norte-americano elogiou o homólogo nigeriano pela sua liderança na luta contra o terrorismo e face à violência contra cristãos, num gesto de aproximação após as críticas de Washington ao país africano em 2025.

© Andrew Harnik/Getty Images    Por LUSA   23/07/2026 

Numa carta datada de 06 de julho e divulgada agora pela Presidência da Nigéria, Donald Trump agradeceu a Bola Ahmed Tinubu pela sua "determinação em enfrentar os problemas que afetam a nação, especialmente a violência contra as comunidades cristãs.

"É uma verdadeira honra estar ao seu lado na luta contra os terroristas e tornar a (...) Nigéria mais forte e próspera", acrescentou.

Segundo Trump, a relação entre os EUA e a Nigéria "é crucial num momento em que o conflito se espalhou pela África Ocidental e por outras partes do mundo".

"Ambos partilhamos o objetivo comum de combater o terrorismo em todas as suas formas", sublinhou, mostrando-se "orgulhoso" por ter destacado efetivos militares no país africano.

Por seu lado, a Presidência nigeriana salientou que as relações bilaterais melhoraram nos últimos meses, com ambos os países a trabalharem em estreita colaboração em áreas-chave, especialmente no que diz respeito aos desafios de segurança que afetam várias regiões da Nigéria.

Além disso, recordou que Trump e Tinubu acordaram, em novembro, criar um grupo de trabalho conjunto liderado pelos respetivos conselheiros de segurança nacional, com o objetivo de promover a formação, o intercâmbio de informações e as operações antiterroristas conjuntas.

A carta marca uma mudança de tom em relação às tensões registadas em novembro de 2025, quando Trump acusou o Governo nigeriano de permitir um alegado massacre de cristãos e ameaçou com uma possível intervenção militar, enquanto o país africano negou que essa fosse a realidade no terreno.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma onda de violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento da sua fação dissidente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).

Além disso, no noroeste do país, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado ao Estado Islâmico -- Província do Sahel (ISSP), também tem vindo a cometer atentados nos estados de Kebbi e Sokoto há já alguns anos.

Os combates contra esses grupos intensificaram-se desde que os EUA realizaram, em conjunto com as forças nigerianas, uma série de ataques aéreos no final de dezembro contra grupos extremistas no noroeste do país.


Doze figuras do futebol palestiniano mortas em Gaza eram de grupo armado... O exército israelita afirmou hoje que 12 figuras do futebol palestiniano que matou durante a guerra em Gaza faziam parte de grupos armados, alegações rejeitadas por um responsável da Associação Palestina de Futebol.

© Mohammad Farid Mahmoud Abdullah/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  23/07/2026 

Num comunicado, o exército israelita explicou que decidiu divulgar os nomes dessas pessoas em causa para refutar o que qualificou de "acusação falsa" segundo a qual Israel teria deliberadamente como alvo personalidades do futebol da faixa de Gaza.

"O exército israelita revela agora a identidade de jogadores de futebol, árbitros e treinadores palestinianos que eram apresentados como desportistas e civis inocentes, mas que, na realidade, atuavam como terroristas nos ramos militares do Hamas e do Jihad Islâmico", afirma o exército.

Segundo a mesma fonte, várias pessoas mencionadas ocupavam cargos de comando nos grupos armados, enquanto outras eram combatentes.

Entre as pessoas nomeadas, estavam Mohammed Sami Mohammed Khattab, um árbitro assistente da FIFA que o exército apresenta como membro do Jihad Islâmico.

Além disso, o exército israelita acusa pelo menos dois destes 12 homens de terem participado nos ataques conduzidos pelo Hamas contra Israel a 07 de outubro de 2023, que desencadearam uma guerra devastadora na Faixa de Gaza.

A Associação Palestina de Futebol rejeitou firmemente estas acusações. "Israel tenta encobrir os seus crimes de matar jogadores, treinadores, árbitros e responsáveis de clubes de futebol com falsas acusações", afirmou um responsável sob anonimato por razões de segurança.

"A maioria das pessoas cujos nomes são mencionados no comunicado foram mortas durante bombardeamentos e ataques israelitas às suas casas ou tendas, algumas com as suas famílias", acrescentou.

A agência de notícias francesa AFP não conseguiu verificar de forma independente as acusações do exército, e nem o Hamas, nem o Jihad Islâmico reagiram de imediato.

Ao longo da guerra, as autoridades palestinianas de futebol têm acusado Israel de matar jogadores e de danificar as infraestruturas desportivas em Gaza.

Israel, por sua vez, afirma visar exclusivamente combatentes e infraestruturas militares, ao mesmo tempo que acusa o Hamas e outros grupos armados de operarem em áreas civis.


Leia Também: Novo líder do Hamas exige fim das operações de Israel em Gaza

O novo líder do Hamas afirmou hoje que a prioridade do movimento palestiniano é alcançar o fim total das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a retirada das tropas israelitas do enclave.

EUA: Câmara dos Representantes aprova 83,3 mil miljhões para guerra com Irão... A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou na quarta-feira uma proposta orçamental republicana de 95 mil milhões de dólares (83,3 mil milhões de euros), para financiar a guerra com o Irão e outras prioridades da Casa Branca, com oposição nos dois partidos.

© R. Krubner/ClassicStock/Getty Images    Por LUSA   23/07/2026 

Com o aproximar das eleições intercalares de novembro, os congressistas republicanos mostraram-se divididos em relação ao plano, por não prever cortes orçamentais compensatórios. A proposta foi aprovada com 216 votos a favor (214 contra, incluindo de todos os democratas).

"Só balas e bombas para terminar o trabalho" no Médio Oriente, disse o deputado Jodey Arrington, republicano do Texas e presidente da Comissão de Orçamento.

Os democratas argumentaram que o dinheiro deveria ser gasto internamente, particularmente na redução do custo de vida dos norte-americanos.

O pacote destina 60 mil milhões de dólares ao Pentágono e 13 mil milhões de dólares a outras necessidades de segurança nacional, e ainda 12 mil milhões de dólares aos agricultores que enfrentam dificuldades devido às tarifas de Trump e 10 mil milhões de dólares a alterações na legislação eleitoral, outra prioridade da Casa Branca.

O Congresso tem sido incapaz de impedir os ataques militares ordenados por Trump, sem ter autorizado o uso da força militar, e mostra-se dividido sobre ter de aprovar despesas de milhares de milhões de dólares para os pagar.

A maioria dos norte-americanos desaprova a estratégia de Trump para o Irão, de acordo com uma sondagem recente da AP-NORC.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, disse aos senadores numa audiência acesa esta semana que o Pentágono está com falta de fundos, apesar de a grande lei orçamental do ano passado lhe ter destinado uma enorme verba única de 150 mil milhões de dólares.

A estratégia do presidente da Câmara, Mike Johnson, enfrenta incertezas no Senado. O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, não se comprometeu com o pacote da Câmara, que também divide a sua própria maioria republicana.

Alguns senadores republicanos preferem mais verbas para as Forças Armadas, enquanto outros exigem que os custos sejam compensados ​​com cortes noutras áreas.

Os republicanos estão a contar com o processo de reconciliação orçamental, que permite a aprovação por maioria simples no Congresso, contornando a possibilidade de o Senado obstruir a medida para a atrasar ou impedir.

O processo de reconciliação, outrora raro, é agora a estratégia preferida de Johnson para aprovar propostas no Congresso.

Foi assim que os republicanos aprovaram no verão passado o projeto de lei de Trump sobre grandes cortes de impostos e despesas e este ano financiaram o Departamento de Segurança Interna, apesar da oposição dos democratas à agenda de Trump de deportações em massa.


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O secretário da Defesa dos EUA estimou hoje que a guerra no Irão custará aos Estados Unidos 37,5 mil milhões de dólares até ao final de setembro, um aumento de quase 30% em comparação com a estimativa anterior.


Sede da ONU acolhe primeiro debate com candidatos a líder da organização BR... Como ocorreu na última campanha para secretário-geral, aspirantes se encontram no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque; quatro mulheres e um homem da América Latina e Caribe disputam vaga ao lado de um candidato da África.

Naçoes Unidas Seis candidatos nomeados como próximo Secretário-Geral da ONU ; Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Carolyn Rodrigues Birkett (Guiana) e Macky Sall (Senegal).   Por  ONU  23 Julho 2026 

O primeiro debate com os seis candidatos a secretário-geral das Nações Unidas ocorre nesta quinta-feira, no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

A presidente da Casa, Annalena Baerbock, anunciou o evento aos países-membros da organização em uma carta, divulgada em 13 de julho. 

Debate é transmitido ao vivo pela TV ONU

O debate com duração de 90 minutos começa às 17h, horário de Nova Iorque, será transmitido ao vivo pela TV Bloomberg e pelo serviço de webcast da TV ONU.

A Assembleia Geral informou que os seis candidatos: Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall estarão presentes.

A candidata Bachelet, do Chile, é apoiada por Brasil e México. Espinosa, do Equador, foi indicada por Antigua e Barbuda. Já Grossi é o candidato da Argentina e Grynspan, a da Costa Rica. Rodrigues-Birkett é da Guiana e Macky Sall, que é do Senegal, foi indicado pelo Burundi. 

ONU/Manuel Elias António Guterres é o atual secretário-geral das Nações Unidas.

Sociedade civil e seis línguas oficiais

Para se apresentar ao posto, cada candidato precisa ser indicado por um país-membro da ONU.

O evento é aberto ainda à participação de representantes da sociedade civil e de funcionários da ONU.

A Assembleia Geral também oferece interpretação simultânea nas seis línguas oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.

Para assistir ao debate acesse o webcast da ONU.

Conselho de Segurança realizará consultas 

Em 24 de julho e 30 de julho, será a vez do Conselho de Segurança realizar consultas com os 15 países-membros numa eleição simulada entre os seis candidatos.

Ali, numa eleição secreta, os nomes são submetidos a todos os 15 integrantes do Conselho que respondem com uma das três opções: “encorajo”, “não encorajo” e “nenhuma opinião”.

Após essas consultas, a campanha segue até outubro, pelo calendário usual, quando um nome deve ser recomendado pelo Conselho de Segurança à Assembleia Geral para escolha do novo secretário-geral.

O substituto de António Guterres deve assumir o cargo com um mandato de cinco anos em 1º de janeiro de 2027.

Para saber mais sobre cada candidato, suas visões para o posto e informações sobre financiamento da campanha, acesse a página da ONU em inglês.

Chefes da diplomacia norte-americana e russa discutem guerra na Ucrânia... Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Sergei Lavrov, respetivamente, reuniram-se hoje em Manila para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis formas de pôr fim ao conflito.

© Brendan SMIALOWSKI / POOL / AFP via Getty Images     Por LUSA  23/07/2026 

"O encontro entre Lavrov e Rubio começou em Manila", anunciou o ministério russo dos Negócios Estrangeiros numa mensagens no canal Telegram, acompanhada de um vídeo da chegada do representante de Moscovo à sala onde decorreu a reunião, realizada à margem do encontro de chefes da diplomacia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte‑americano afirmou que a guerra na Ucrânia "dificultou em muitos aspetos a capacidade da Rússia e dos Estados Unidos para encontrar pontos em comum", embora não tenha excluído procurar "outras áreas de possível cooperação".

"Somos os dois países com maior arsenal nuclear do planeta. Não falar seria imprudente e irresponsável. Temos de manter uma relação com o Governo russo, mesmo havendo áreas de desacordo, e no caso da Ucrânia talvez haja uma oportunidade, se pudermos desempenhar um papel construtivo, para pôr fim ao conflito", sublinhou Rubio perante os jornalistas.

Lavrov assegurou também na quarta‑feira que Moscovo considera que, "por enquanto", os EUA não abandonaram as propostas apresentadas na cimeira de agosto de 2025, no Alasca, onde se reuniram os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.

Embora essas propostas não sejam públicas, a imprensa ocidental informou na altura que Trump se mostrou disposto a aceitar que a Rússia ficasse com toda a província ucraniana do Donbass, desde que cessasse os combates na Ucrânia.

Nos últimos meses, Rubio tem sido mais crítico da campanha militar russa, classificando‑a como um "fracasso estratégico" e afirmando que Moscovo não tem hipóteses de vencer a guerra, declarações que desagradaram a Lavrov.

As negociações de paz entre Moscovo e Kiev, com mediação de Washington, estão bloqueadas desde fevereiro, quando os EUA lançaram a sua ofensiva contra o Irão. Desde então, os ucranianos intensificaram ataques contra a retaguarda russa, levando Moscovo a aumentar os bombardeamentos sobre Kiev e o porto de Odessa, no Mar Negro.

Rubio reiterou esta quarta‑feira o desejo de que a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, termine e voltou a apresentar‑se como mediador entre as partes.

"Os Estados Unidos continuam abertos e dispostos a desempenhar um papel construtivo para pôr fim a esta guerra (...), acreditamos que neste momento, e penso que os russos concordariam, provavelmente somos o único país do mundo capaz de desempenhar esse papel", afirmou o chefe da diplomacia norte‑americana.


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A delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu que visitou esta semana a China acusou hoje Pequim de recusar assumir responsabilidades pela guerra na Ucrânia e defendeu que pressione Moscovo para normalizar relações com a União Europeia.

EUA iniciam 12ª vaga de ataques aéreos desde o fim do cessar-fogo... O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 12ª. desde o fim do cessar-fogo provisório.

© Getty Images/Jalaa MAREY / AFP     Por LUSA   23/07/2026 

O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 22h30 de Portugal continental, por ordem do Presidente, visando alvos militares iranianos para "degradar a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais".

Não houve qualquer reação imediata do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques.

Na 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão foram visados, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), hangares de aeronaves e depósitos de drones.

Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.

A Guarda Revolucionária iraniana garantiu que continuará os ataques de retaliação, enquanto o Governo de Teerão mantém a disputa em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados a nível mundial.

Entretanto, o porta-voz do Ministério do Interior iraniano, Ali Zeinivand, afirmou que "a diplomacia não foi suspensa" e que continuam a ser trocadas mensagens entre as partes, apesar da escalada militar.

Também hoje, o Presidente Donald Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.

"A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um 'rocket', um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica", escreveu Trump na rede social Truth Social.

As Forças Armadas do Kuwait anunciaram esta noite que estavam a intercetar "drones hostis".

"Quaisquer explosões que possam ser ouvidas são o resultado da interceção de projéteis hostis pelos sistemas de defesa aérea", adiantaram no X.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu quarta-feira numa cerimónia solene os corpos de quatro soldados norte-americanos mortos em ataques iranianos na Jordânia e no Iraque na semana passada, as primeiras baixas desde o fim do cessar-fogo, há duas semanas.



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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) garantiu hoje que mais de 900 navios comerciais atravessaram o estreito de Ormuz desde o início de maio, graças ao apoio das Forças Armadas americanas destacadas na região, apesar das ameaças iranianas.