sábado, 18 de julho de 2026

O cidadão Samba Só lamenta as condições em que se encontra o Comité de Estado de Gabú.

Por: Redação Rádio Sintchan Occo 18.07.2026

Acidente em Xitole deixa população em risco

Por  Radio TV Bantaba

Um acidente de viação ocorrido na tarde de ontem, na localidade de Mansambo, setor de Xitole, provocou a queda de um poste de média tensão da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), deixando várias localidades sem energia elétrica.

Segundo informações apuradas, uma viatura da marca Toyota, cabine dupla, embateu contra o poste, causando a interrupção do fornecimento de energia em Bambadinca e noutras zonas da região.

De acordo com moradores locais, o excesso de velocidade poderá ter estado na origem do acidente, embora as circunstâncias do ocorrido ainda devam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

O condutor sofreu ferimentos graves e foi imediatamente transportado para o Centro de Saúde de Bambadinca. Posteriormente, devido à gravidade do seu estado clínico, foi transferido para o Hospital Regional de Bafatá, onde recebe assistência médica.

Entretanto, os moradores manifestam preocupação com o perigo representado pelo poste derrubado e apelam a uma intervenção urgente das autoridades competentes, em particular dos serviços técnicos da EAGB na zona leste, para remover o risco e restabelecer o fornecimento de energia elétrica o mais rapidamente possível.

Zeca Braima Sama

O Conselho Nacional de Transição (CNT) manifestou o seu mais profundo e categórico repúdio às declarações do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerando que as suas posições representam uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau, em particular no funcionamento da justiça nacional.

Por Radio Voz Do Povo 

O CNT questiona Daniel Chapo sobre a sua posição relativamente aos processos judiciais envolvendo os antigos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Segundo o Conselho, se as autoridades moçambicanas defendem o respeito pelas decisões da justiça brasileira nesses casos, o mesmo princípio deve ser aplicado às decisões da justiça guineense, sem interferências externas.

O órgão considera que a Guiné-Bissau é um Estado soberano e independente, cujas instituições devem ser respeitadas, rejeitando qualquer tentativa de influenciar ou comentar decisões que são da competência exclusiva das autoridades nacionais.

O comunicado critica igualmente a situação de segurança em Moçambique, afirmando que o país continua confrontado com uma rebelião armada e ataques terroristas, sobretudo na região norte. Na ótica do CNT, o Governo moçambicano deveria concentrar os seus esforços na resolução desses desafios internos, em vez de emitir posições sobre questões políticas e judiciais da Guiné-Bissau.

O Conselho recorda ainda que o então Presidente da Guiné-Bissau esteve presente na cerimónia de investidura de Daniel Chapo, em Maputo, como gesto de solidariedade e amizade entre os dois países, defendendo que esse espírito de respeito mútuo deve continuar a orientar as relações bilaterais.

No final da nota, o CNT reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com a defesa da sua soberania, da independência das suas instituições e do princípio da não ingerência nos assuntos internos dos Estados, apelando ao respeito recíproco nas relações entre os países.

O comunicado foi divulgado pelo Gabinete do Porta-Voz do Conselho Nacional de Transição e está datado de 17 de julho de 2026.

CABO VERDE: Parlamento cabo-verdiano aprova moção de confiança no Governo... O parlamento cabo-verdiano aprovou hoje a moção de confiança ao programa do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que venceu as eleições de 17 de maio.

© Lusa     18/07/2026 

""Este programa representa um contrato de confiança renovada com o povo cabo-verdiano", resumiu o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no final do debate parlamentar.

A moção, exigida pela Constituição para o arranque da atividade do Executivo, foi aprovada com os 37 votos da maioria do PAICV, enquanto os dois partidos da oposição, Movimento para a Democracia (MpD) e União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), votaram contra, somando 32 votos.

Participaram na votação 30 dos 33 deputados do MpD e os dois da UCID.

"É uma visão realista, ambiciosa e mobilizadora para os próximos cinco anos, que conjuga responsabilidade fiscal com justiça social, modernização institucional com proximidade aos cidadãos e crescimento económico com coesão nacional", acrescentou Francisco Carvalho.

O líder do Governo reafirmou como prioridades o acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes interilhas acessível.

O líder da bancada parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, criticou o documento, considerando que "parece querer fazer tudo ao mesmo tempo" e que apresenta contradições entre reduzir a dimensão do Estado e criar estruturas.

O presidente da UCID, João Santos Luís, considerou que o programa identifica problemas do país e apresenta uma visão de transformação, mas alertou que "não pode ser apenas um catálogo de boas intenções".

Carla Lima, líder parlamentar do PAICV, apontou-o como um "documento orientador" para o "mandato de cinco anos" e referiu que os detalhes seguir-se-ão noutros instrumentos como o Orçamento de Estado.

O debate parlamentar decorreu três dias depois de o Ministério Público ter acusado Francisco Carvalho, também presidente do PAICV, de 26 alegados crimes relacionados com o período em que liderou a Câmara Municipal da Praia, cargo que ocupava desde 2020.

A acusação visa ainda três vereadores e envolve falsificação de documentos, abuso de poder, peculato, corrupção passiva e burla qualificada, entre outros ilícitos.

Francisco Carvalho rejeitou as acusações e afirmou que se tratava de uma "tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição", reiterando que considera estar a ser alvo de perseguição.

O MpD já tinha invocado o processo como argumento para rejeitar o programa de governação.


Ataque ucraniano contra centro logístico na Rússia faz sete mortos... Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia.

 A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo.Foto: X (antigo Twitter)  Por  DN/Lusa  18 Jul 2026

Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov. Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.

A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.

Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite. “A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo”, escreveu o autarca na rede Telegram.

Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.

As forças ucranianas atingiram 12 navios da chamada “frota sombra” russa no mar Negro, anunciou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, na plataforma de mensagens Telegram. De acordo com o responsável, foram atingidos nove cargueiros, um petroleiro, um navio de transporte de gás e um rebocador, durante uma ofensiva lançada na sexta‑feira.

Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde se registaram explosões em várias cidades, seguidas de incêndios em múltiplos locais.

Irão reivindica morte de militares norte-americanos em ataques no Kuwait e Barém

 A Guarda Revolucionária iraniana informou igualmente ter realizado "operações contundentes.Foto: ABEDIN TAHERKENAREH / EPA  Por  DN/Lusa   18 Jul 2026

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque na Síria.

O Irão anunciou este sábado, 18 de julho, que vários soldados norte-americanos morreram em novos ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova vaga de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém. Os ataques atingiram bases militares, radares, centros de comunicações, depósitos de combustível, aeronaves e várias pontes.

"Os poderosos combatentes das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária atacaram o local de concentração das forças agressoras em Arifjan (Kuwait) e provocaram a morte de vários militares", afirmou a força militar de elite iraniana num comunicado divulgado pela agência Fars e citado pela EFE.

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque à zona militar de Al Tanf, na Síria. A Guarda Revolucionária indicou ainda que, noutro ataque com drones, destruiu o radar da base norte-americana de Ali al Salem, no Kuwait, bem como um hangar de reparação e manutenção de armamento e um abrigo para ‘drones’.

Num outro comunicado, a Guarda Revolucionária informou igualmente ter realizado "operações contundentes" com drones e mísseis contra o cais de apoio e abastecimento de combustível da frota norte-americana no porto de Al Ahmadi, no Kuwait, e contra a área de concentração de aeronaves de combate inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.

O Kuwait disse hoje que uma segunda central de energia e dessalinização de água foi atacada pelo Irão, o que provocou um incêndio e forçou a paralisação de várias unidades de produção. Além disso, o Irão afirmou ter destruído o centro de dados de inteligência do inimigo conhecido como "Batelco", no Barém, bem como um centro norte-americano de sinais e comunicações no Kuwait.

Um jornalista da agência AFP, na capital do país, Manama ouviu várias explosões durante a manhã, após terem sido acionadas as sirenes de alerta. "Os sistemas de defesa antiaérea da Força de Defesa do Barém intercetaram e destruíram vários ataques aéreos iranianos traiçoeiros este sábado", declarou o exército em comunicado, depois de o Ministério do Interior ter anunciado que as sirenes de alerta foram acionadas por quatro vezes desde o amanhecer.

Por sua vez, o Exército iraniano anunciou que atacou os hangares de aeronaves e os depósitos de combustível das forças norte-americanas na base de Sheikh Isa, no Barém, bem como várias pontes.

Segundo as Forças Armadas do Irão, estes ataques foram realizados em resposta aos bombardeamentos norte-americanos contra território iraniano, que prosseguiram durante a madrugada deste sábado pelo sétimo dia consecutivo. "Os países que acolhem militares norte-americanos e que colocaram os seus territórios à disposição destes agressores criminosos para atacar o Irão devem preparar-se para receber uma resposta equivalente", advertiu a Guarda Revolucionária no seu comunicado.

A força militar iraniana afirmou que, para já, optou por atacar objetivos militares nos países que acolhem forças dos Estados Unidos, mas alertou que a resposta poderá ser alargada caso os ataques contra o Irão continuem.

Conselheiro especial do presidente senegalês demite-se após visita de Macky Sal ao Palácio

Por correiokianda.info  18/07/2026 

O conselheiro especial do Presidente da República do Senegal anunciou a sua demissão, por alegadas divergências com a nova orientação política adotada pelo poder, tecendo críticas a recepção do ex-presidente Macky Sall no Palácio da República.

O agora ex-conselheiro afirmou num comunicado divulgado em véspera da chegada de Maccky Sal ao país, ter apresentado a sua carta de demissão ao Presidente Bassirou Diomaye Faye, encerrando mais de dois anos de serviço na Presidência da República, onde exerceu funções ligadas à comunicação e ao protocolo presidencial.

O responsável agradeceu a confiança depositada pelo chefe de Estado, destacando ter sido nomeado como o mais jovem conselheiro presidencial e reconhecendo o apoio recebido durante a sua missão ao serviço do Estado.

Segundo o ex-conselheiro, o seu compromisso político sempre esteve ligado aos ideais militantes, anti-imperialistas e pan-africanistas que defende desde 2016. No entanto, considera que a actual linha política se afastou desses princípios.

“A chegada de Macky Sall ao Palácio foi a decisão de mais. Este homem deve explicações ao povo senegalês”, declarou, responsabilizando o antigo presidente por vários problemas que o país enfrenta actualmente.

O ex-conselheiro citado pela imprensa senegalesa afirmou ainda que a reaproximação com Macky Sall contribui para restaurar a imagem do antigo chefe de Estado, algo com o qual diz não concordar nem pretende associar-se.

A demissão surge poucas horas depois do encontro entre o Presidente Bassirou Diomaye Faye e Macky Sall, que regressou a Dakar para solicitar o apoio do Senegal à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas (ONU).


BANJUL: PRESIDENTE DA GÂMBIA RECEBE MACKY SALL E UMARO SISSOCO EMBALÓ PARA APOIAR CANDIDATURA À ONU

Por Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, recebeu esta sexta-feira no Palácio Presidencial de Banjul o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, acompanhado pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

O encontro teve como tema central a candidatura de Macky Sall ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. Segundo declarações após a reunião, a candidatura “é a de toda a África” e “carrega a nossa visão comum: uma África unida, erguida, um ator em paz, segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável no mundo”.

Umaro Sissoco Embaló agradeceu ao Presidente Barrow pela “recepção fraternal e ouvimento”, sublinhando o apelo à unidade continental: “Juntos, carregemos orgulhosamente esta ambição continental”.

A deslocação a Banjul surge nesta sexta-feira depois de Macky Sall e Umaro Sissoco Embaló terem sido recebidos em Dakar pelo Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, numa série de contactos diplomáticos para promover a candidatura africana à liderança da ONU.

O atual Secretário-Geral, António Guterres, termina o segundo mandato a 31 de dezembro de 2026. A eleição do próximo líder das Nações Unidas está prevista para o segundo semestre do próximo ano.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Milhares protestam em Kyiv contra saída do ministro da Defesa... Milhares de pessoas protestaram hoje à noite em Kiev contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, decisão tomada pelo presidente Volodymyr Zelensky no âmbito de uma remodelação governamental controversa.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

Concentrados pelo segundo dia consecutivo na capital ucraniana, os manifestantes agitaram bandeiras da Ucrânia e exibiram cartazes, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

"Devolvam Fedorov!", podia ler-se num cartaz, enquanto outro pedia "respeito e consideração pelo povo". Um terceiro denunciava a medida como "autossabotagem".

Jovem reformista e defensor da alta tecnologia no campo de batalha, Mykhailo Fedorov anunciou a sua demissão na quarta-feira, menos de seis meses depois de ter assumido a liderança do Ministério da Defesa.

Popular entre os ucranianos e bem visto pelos aliados ocidentais da Ucrânia, Fedorov explicou que tinha entrado em conflito com o comandante-chefe do Exército, Oleksandr Syrsky, que prefere uma abordagem mais tradicional às operações militares.

Volodymyr Zelensky apresentou poucas explicações para a sua decisão de substituir Fedorov, mas disse que queria preservar a união do comando militar em plena guerra com a Rússia.

Mykhailo Fedorov foi substituído interinamente por Yevhen Khmara, um funcionário pouco conhecido do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) sem experiência política.

O Parlamento ainda não votou estas alterações, e não foi agendada nenhuma sessão.

Mais de mil pessoas já se tinham manifestado na quinta-feira em Kiev e noutras cidades ucranianas para exigir a reintegração de Fedorov.

A remodelação governamental revelou também sinais de divisão dentro da hierarquia militar ucraniana em relação à condução das operações, mais de quatro anos após o início da invasão russa.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente. 

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  

Veja as imagens da manifestação 


Leia Também:  Guerra na Ucrânia. 10 mortos e 20 feridos em ataques russos e ucranianos

Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados hoje na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

Sindicato suspende greve no Hospital Nacional Simão Mendes após acordo com a direção

Por Radio TV Bantaba 

O Sindicato de Base dos Trabalhadores do Hospital Nacional Simão Mendes suspendeu, esta sexta-feira (17), o pré-aviso de greve que estava marcado para decorrer entre os dias 22 e 28 de julho, na sequência de um entendimento alcançado com a direção da maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau.

De acordo com um comunicado assinado pelas duas partes, a decisão de suspender a paralisação resulta do consenso obtido durante as negociações realizadas entre a direção do hospital e os representantes sindicais.

A greve havia sido convocada para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de um conjunto de exigências apresentadas pelo sindicato. Com o acordo alcançado, a estrutura sindical optou por suspender a ação de protesto, abrindo espaço para a implementação dos compromissos assumidos.

O documento que formaliza a suspensão do pré-aviso de greve foi assinado por representantes da direção do Hospital Nacional Simão Mendes e do Sindicato de Base dos Trabalhadores, pondo termo, para já, ao diferendo que esteve na origem da convocação da paralisação.

EUA lançam nova vaga de ataques pelo sétimo dia consecutivo... As forças armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, pela sétima noite consecutiva, visando "enfraquecer as capacidades militares iranianas", adiantou o Comando Central norte-americano (Centcom).

© Lusa    17/07/2026 

Os novos ataques começaram pelas 20:00 (hora de Lisboa), referiu o Centcom na rede social X.

"[Os ataques] Visam continuar a enfraquecer as capacidades militares iranianas", conforme ordens do Presidente norte-americano, Donald Trump, acrescentou a mesma fonte.

Esta nova escalada começou no passado sábado, depois de Trump ter rescindido o memorando de entendimento assinado com o Irão em meados de junho, devido aos ataques iranianos contra navios comerciais no estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos também restabeleceram o cerco naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz, dois dias depois de o Irão ter voltado a declarar o encerramento desta passagem marítima estratégica.

Washington divulgou hoje que, desde que restabeleceram o bloqueio, as suas forças na zona desviaram quatro navios mercantes, incapacitaram um e abordaram outro.

"As forças norte-americanas mantêm-se vigilantes, ao mesmo tempo que aplicam rigorosamente o bloqueio naval contra o Irão", frisou numa outra nota o Centcom, sobre os resultados após os primeiros três dias da retoma do bloqueio aos portos e navios iranianos.

Desde a implementação inicial do bloqueio, que começou em 13 de abril, as forças norte-americanas desviaram mais de 140 embarcações, desativaram nove navios que desobedeceram às ordens e permitiram a passagem de mais de 50 embarcações comerciais que transportavam ajuda humanitária, segundo o Centcom.

Antes, o Centcom tinha anunciado a destruição de uma torre de vigilância que as forças iranianas utilizavam para atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz, para proteger a navegação livre na via.

A torre era utilizada pela Guarda Revolucionária Islâmica para rastrear navios, segundo a mesma fonte, sublinhando também que a sua destruição "reduz diretamente a capacidade" das forças iranianas de atacar tripulações civis inocentes.

Já a Guarda Revolucionária garantiu hoje que mantém o "controlo total" do estreito de Ormuz e advertiu que, enquanto as ações norte-americanas continuarem, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada desta região".

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


Leia Também: Teerão avisa que se aproxima a "hora zero" para ataques a navios dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje que se aproxima a "hora zero" para uma operação contra os navios do Comando Central dos Estados Unidos destacados nas águas da região, num contexto de crescente escalada entre as partes.

EX-PR SENEGALÊS MACKY SALL REÚNE-SE COM PRESIDENTE DO SENEGAL NA COMPANHIA DO EX-PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU UMARO SISSOCO EMBALÓ

Por  Radio Voz Do Povo 

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, foi recebido esta sexta-feira pelo atual chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, num encontro em Dakar que contou também com a presença do ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo nota oficial, a reunião decorreu “sob o signo do diálogo e da irmandade africana” e enquadra-se numa “dinâmica internacional que traz esperança”. 

O encontro foi associado à “grande ambição” do Senegal “no serviço ao multilateralismo e às Nações Unidas”.

Não foram divulgados detalhes sobre a agenda ou os temas específicos abordados entre os três líderes. Macky Sall deixou a presidência do Senegal em 2024, sendo sucedido por Bassirou Diomaye Faye após eleições. Umaro Sissoco Embaló que foi deposto no puder através do golpe de estado como Presidente da Guiné-Bissau.

A reunião reforça os laços diplomáticos entre os dois países da África Ocidental e sinaliza o papel ativo do Senegal no contexto multilateral.

O presidente do Gâmbia, Adama Barrow, receberá o ex-presidente do Senegal, Macky Sall, que é candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU. A reunião faz parte da turnê de campanha regional do candidato, que está visitando líderes africanos para angariar apoio...

©  State House of The Gambia

President Barrow to Receive Aspiring UN Secretary-General 

His Excellency President Adama Barrow will receive in audience the aspiring UN Secretary-General, His Excellency Macky Sall, former President of the Republic of Senegal, accompanied by H.E. Umaru Sissoco Embalo, former Head of State of the Republic of Guinea-Bissau.  

The Vice President, His Excellency Muhammed B.S. Jallow, will receive their Excellencies at the Banjul International Airport at 7:00 PM on Friday, 17th July 2026 before proceeding to the State House. 

H.E. Macky Sall is on a campaign tour as he vies for the position of UN Secretary-General

Filipinas protesta contra vídeo chinês que retrata filipinos como macacos... O governo das Filipinas apresentou hoje um protesto formal à China por considerar que um vídeo divulgado pelo jornal estatal China Daily retrata os filipinos como macacos, exigindo a remoção imediata do conteúdo.

© China Daily    Por LUSA    17/07/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros filipino disse que a série de vídeos e caricaturas de opinião, em particular uma animação publicada na página do jornal na rede social Facebook, em 10 de julho, centra-se na rejeição por Pequim da decisão arbitral de 2016, que invalidou as reivindicações territoriais chinesas sobre grande parte do mar do Sul da China.

As Filipinas recorreram ao tribunal internacional, sediado em Haia, em 2013, depois de a China ter assumido o controlo de um baixio a oeste do arquipélago, na sequência de um impasse entre os dois países.

Pequim contestou a jurisdição do tribunal, recusou participar no processo e rejeitou o acórdão, que classificou como uma fraude.

O vídeo publicado pelo China Daily - e que pode ver na galeria acima - mostra um macaco a segurar uma folha onde se lê "Sentença Arbitral sobre o mar do Sul da China", vestido com roupas que lembram um traje tradicional filipino. Em seguida, duas mãos identificadas como "EUA" e "Japão" lançam o macaco ao mar, onde este é atingido por um canhão de água disparado por um navio semelhante a um da guarda costeira chinesa.

A legenda do vídeo afirma que a decisão arbitral "não é um remédio para a paz, mas uma fonte de confronto disfarçada de lei", acrescentando que, ao "agarrar-se a forças externas e provocar problemas no mar do Sul da China", os políticos filipinos estão a transformar o país "num peão do jogo geopolítico de outros".

Na quinta-feira, Manila transmitiu a "firme objeção ao conteúdo ofensivo" ao embaixador chinês nas Filipinas, Jing Quan.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros filipino, Leo Herrera-Lim, exigiu a retirada dos conteúdos, sublinhando que "esse tipo de material é incompatível com o respeito mútuo esperado entre Estados", indicou o Ministério.

No protesto, Manila afirmou que o China Daily "ultrapassou os limites do debate político legítimo ao recorrer a representações degradantes, desumanizantes e racistas dos filipinos", acrescentando que "as divergências sobre questões jurídicas e políticas não justificam o recurso a imagens que não têm lugar no discurso público de Estados responsáveis".

A embaixada filipina em Pequim enviou também uma carta ao diretor do China Daily, reiterando o pedido para a remoção imediata do material considerado ofensivo.

Questionado sobre o caso, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou hoje que o vídeo "não representa a posição oficial" da China e recusou fazer mais comentários.

No entanto, reiterou que Pequim considera a arbitragem sobre o mar do Sul da China "uma farsa política disfarçada de processo jurídico", sustentando que a decisão arbitral é "ilegal, nula e sem qualquer força vinculativa".

O Governo filipino assinalou o aniversário da decisão de 12 de julho de 2016 como uma vitória histórica do Estado de direito face à agressão.

Os Estados Unidos, o Reino Unido, mais de uma dezena de países ocidentais e asiáticos e a União Europeia voltaram também a reafirmar o apoio à decisão arbitral.

Os confrontos territoriais no disputado mar do Sul da China intensificaram-se nos últimos anos, sobretudo entre forças e frotas pesqueiras da China, das Filipinas e do Vietname. As disputas envolvem igualmente a Malásia, o Brunei e Taiwan.

Kyiv reivindica ataque bombardeiro russo e alvos energéticos... As forças ucranianas destruíram um bombardeiro russo Tu-95 e atingiram também, entre outros alvos, uma refinaria na Rússia e um terminal de produtos petrolíferos na península ocupada da Crimeia, numa série de ataques de longo alcance, anunciou hoje Kyiv.

© ukrinform.net     Por  LUSA    17/07/2026 

A destruição do bombardeiro russo foi anunciada pelo próprio Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que, numa publicação nas redes sociais, salientou que o aeródromo militar de Engels, onde se encontrava estacionado o aparelho, fica a cerca de 800 quilómetros da fronteira ucraniana.

Regozijando-se por a Ucrânia estar a conseguir "aumentar o preço que a Rússia paga pela sua agressão", Zelensky adiantou ainda que o exército ucraniano também atacou durante a noite "instalações da indústria petrolífera russa" e alvos inimigos situados nos territórios ocupados da Ucrânia, sem fornecer mais detalhes.

Entretanto, o Estado-Maior de Ucrânia informou, em comunicado, que as forças ucranianas conseguiram atingir, numa série ataques de longo alcance realizados na última madrugada, uma refinaria situada na região de Yaroslavl, na Federação Russa, e o terminal de produtos petrolíferos de Kerch, no leste da península ocupada da Crimeia.

De acordo com Kyiv, a refinaria de Yaroslavl processa cerca de 15 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz vários tipos de combustível e outros derivados do petróleo utilizados, entre outros, pelo Exército russo.

Além do terminal portuário de Kerch, a Ucrânia atingiu também, de acordo com o Estado-Maior, um depósito de combustível e lubrificantes nesse porto da Crimeia, fundamental para as ligações da península com o território da Federação Russa, assim como um navio patrulha militar russo

Por fim, e ainda segundo as autoridades militares, a Ucrânia conseguiu danificar dois navios de transporte de petróleo e gás e um rebocador nas águas do Mar Negro e do Mar de Azov, além de ter atingido durante a passada madrugada um depósito de combustível na localidade de Shajtarsk, na parte da região de Donetsk ocupada.


Leia Também:  "Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"...             

O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.

EX: Presidente da República da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embaló, e o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU 🇺🇳, encontraram-se em Dakar, onde serão recebidos pelo Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, para um encontro de alto nível marcado pelo reforço da cooperação e do diálogo entre os líderes africanos

 

"Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"... O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com   17/07/2026 

O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, revelou que a esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia "está estimada entre os 20 e os 30 minutos".

Segundo o responsável, que discursou numa Cimeira de Defesa e Inovação na Pensilvânia, as forças ucranianas têm conseguido limitar o avanço das tropas russas, em grande parte graças às inovações em vários tipos de drones, incluindo alguns equipados com Inteligência Artificial.

"O que eu diria é que a nossa inteligência está de acordo com alguns dos relatórios de fontes abertas que podem ter visto na Ucrânia", disse Ratcliffe. "Assim sendo, a esperança média de vida de um recruta russo, neste momento, ao chegar ao campo de batalha na Ucrânia, está estimada entre os 20 e os 30 minutos."

"E isto deve-se ao facto de os drones com Inteligência Artificial se terem tornado máquinas de matar especializadas e de baixo custo. E é por isso que já estamos há quatro anos e meio neste conflito", acrescentou.

Sublinhe-se que quase 500 mil soldados russos morreram desde o início da guerra na Ucrânia, segundo estimou, em maio, a agência de espionagem e segurança britânica (GCHQ, na sigla em inglês). 

Já, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o número de soldados russos mortos na guerra desde o início deste ano terá ascendido a 86 mil.

Desde janeiro até ao final de maio, a Rússia terá registado também pelo menos 59 mil feridos graves e mais de 800 militares russos foram feitos prisioneiros pelas forças ucranianas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No entanto, desconhece-se o número de oficial de baixas da guerra, tanto civis como militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que será muito elevado.

O antigo presidente do Senegal, Macky Sall, regressou a Dacar no dia 17 de julho de 2026, aterrando no Aeroporto Militar Léopold-Sédar-Senghor.

 Esta foi a sua primeira visita ao país africano desde que deixou o cargo em abril de 2024, tendo sido recebido por uma multidão de apoiantes.

Irão: Teerão ameaça com mais ataques enquanto sofrer bombardeamentos... Os Guardas da Revolução, exército ideológico da República Islâmica, advertiram hoje que vão continuar os seus ataques enquanto os Estados Unidos mantiverem os bombardeamentos no sul do Irão e no estreito de Ormuz.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

"Os nossos ataques eficazes e direcionados, lançados a partir de todo o território iraniano contra o inimigo, vão continuar até ao regresso da calma à costa sul e ao estreito de Ormuz", declarou o comandante Força Aeroespacial dos guardas, Majid Mousavi.

A declaração, divulgada nas redes sociais e citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), surge após o Irão ter bombardeado alvos norte-americanos no Kuwait, Qatar e Jordânia.

Os ataques seguiram-se a bombardeamentos dos Estados Unidos no sul do Irão durante a noite, que causaram oito mortos e 20 feridos.

O exército do Kuwait informou que soldados do emirado ficaram feridos na sequência "da agressão criminosa iraniana".

O Governo do Kuwait também anunciou que "uma das centrais elétricas e de destilação de água" foi visada pelas forças iranianas.

O bombardeamento "provocou um incêndio, danos e avarias em várias unidades de produção", disse o Ministério da Eletricidade do Kuwait.

O ministério apelou aos utilizadores "para que racionalizem o consumo de eletricidade durante a fase excecional" que o país árabe está a viver.

O Irão também reivindicou ataques a bases militares norte-americanas no Qatar e na Jordânia.

Na Síria, uma fonte militar desmentiu à AFP que o Irão tenha bombardeado a base militar de Al-Tanf (sudeste), situada no triângulo fronteiriço com a Jordânia e o Iraque.

O primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, denunciou hoje "ataques injustificados" do Irão contra a região autónoma do norte do Iraque e exortou Teerão a pôr-lhes fim.

As forças de defesa aérea tinham anunciado anteriormente que abateram drones sobre Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, no segundo incidente do género esta semana.

Nove rebeldes curdos iranianos foram mortos no norte do Iraque em ataques aéreos, anunciou o respetivo grupo, atribuindo a responsabilidade ao Irão.

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


Leia Também: Guarda do Irão ataca base dos EUA no Qatar para "castigar agressor"

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares norte-americanas no Qatar para "castigar o agressor", em retaliação pelos ataques realizados durante a noite contra o Irão.

Nigéria repatriou 1.490 cidadãos ameaçados por xenofobia na África do Sul... A Nigéria anunciou esta semana que concluiu o repatriamento de 1.490 cidadãos nigerianos da África do Sul, onde os protestos anti-imigração levaram dezenas de milhares de estrangeiros a abandonar o país nos últimos meses.

© Lusa    17/07/2026 

Durante várias semanas, cidadãos estrangeiros de diversos países africanos, incluindo Gana, Nigéria, Maláui, Moçambique, Uganda e Zimbabué, abandonaram a África do Sul no âmbito de programas de repatriamento apoiados pelos respetivos governos.

O país, que é há muito um destino preferencial para os trabalhadores africanos, tem sido abalado há várias semanas por protestos e agitação contra os imigrantes, acusados de tirar empregos aos sul-africanos.

"Acabou", disse hoje Kimiebi Ebienfa, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, à agencia France-Presse, depois de os 1490 nigerianos terem regressado da África do Sul.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, Kimiebi Ebienfa indicou que um quinto voo operado pela Air Peace tinha partido de Joanesburgo nessa manhã com 305 nigerianos a bordo, juntamente com três funcionários do Governo encarregados de supervisionar a operação.

"O Governo federal já repatriou um total de 1.490 nigerianos da África do Sul através de uma série de voos humanitários coordenados" entre junho e julho, afirmou o porta-voz do ministério.

Uma operação decidida "em resposta às preocupações de segurança decorrentes dos ataques xenófobos em curso contra estrangeiros, incluindo nigerianos", acrescentou, no comunicado.

A violência xenófoba já matou 11 moçambicanos, segundo dados do Governo, que tem agora outros dois cidadãos gravemente feridos num ataque armado na terça-feira na província sul-africana de Gauteng, associado à violência contra imigrantes, segundo informação divulgada pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo).

Moçambique recebeu até agora 1.363 cidadãos repatriados vítima da violência, além de 6.156 malauianos que entraram no país em trânsito afetados pela mesma situação.

O Maláui informou, no início de julho, que tinha repatriado 38.000 cidadãos em apenas um mês, e o Zimbabué, 21.300.

"Não há sinais de que a situação esteja a melhorar", declarou a primeira ministra da Nigéria, anunciando novos voos de repatriamento e pedindo a Pretória que investigasse as mortes de dois nigerianos, que atribuiu à campanha anti-imigração, apesar da polícia sul-africana ter afirmado que estas mortes não tinham qualquer relação com os protestos.

A violência que tem marcado esta recente campanha anti-imigração fica ainda marcada por pilhagens e incêndios criminosos em estabelecimentos comerciais.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital recebe delegação do Fundo de Solidariedade Africano

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações 

Bissau, 16 de julho de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, recebeu, esta quinta-feira, no seu gabinete, uma delegação do Fundo de Solidariedade Africano (FSA), no âmbito de uma visita de trabalho destinada ao reforço das relações de cooperação entre a instituição e a Guiné-Bissau.

Durante o encontro, as duas partes abordaram questões de interesse comum, com enfoque nas oportunidades de cooperação em áreas estratégicas para o desenvolvimento económico do país, nomeadamente nos setores dos transportes, das telecomunicações e da economia digital.

Como demonstração de reconhecimento e consideração institucional, o representante do Fundo de Solidariedade Africano distinguiu o Ministro Florentino Mendes Pereira com a Medalha do Fundo de Solidariedade Africano, um gesto que simboliza o fortalecimento das relações de parceria e amizade entre a organização e a República da Guiné-Bissau.

Importa recordar que o Fundo de Solidariedade Africano (FSA) é uma instituição financeira multilateral composta por 24 Estados-membros, cuja missão é apoiar o financiamento de projetos de desenvolvimento em África, promovendo o crescimento económico e a integração regional.

A visita reafirma o compromisso das duas partes em aprofundar a cooperação e criar novas oportunidades de parceria que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau e para a concretização de projetos estruturantes em benefício da população. 

Pontes e aeroporto perto do estreito de Ormuz atacados pelos EUA... Ataques aéreos norte-americanos atingiram hoje à noite um aeroporto e duas pontes no sul do Irão, perto do estreito de Ormuz, segundo media estatais iranianos.

© Lusa   16/07/2026 

A emissora estatal IRIB referiu que o Aeroporto de Iranshahr (sudeste) foi atingido por "pelo menos um projétil do inimigo americano".

Também esta noite, a imprensa estatal iraniana noticiou uma série de explosões que abalou várias áreas no sul do Irão, após o anúncio dos Estados Unidos de uma nova ronda de ataques aéreos.

A cidade portuária de Bushehr, que alberga a única central nuclear do país, foi alvo dos ataques, segundo o governador, citado pela televisão estatal, que afirmou que "a agressão do inimigo americano continua".

Explosões também foram ouvidas na cidade costeira de Bandar Abbas.

A agência de notícias estatal IRNA noticiou ataques nas proximidades de Ahvaz, onde residentes assustados disseram à agência France-Presse (AFP) que ouviram intensos ataques aéreos pela segunda noite consecutiva.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos lançaram novas salvas de bombardeamentos contra o Irão, que atacou países da região aliados de Washington, num cenário que se repete há vários dias.


Agentes? Justiça da UE considera regras da FIFA potencialmente ilegais... O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que várias regras da FIFA relativas ao exercício da atividade de agente de futebolistas e treinadores podem ser incompatíveis com o direito comunitário da concorrência da União Europeia.

© Julien Warnand / Belga / Europa Press via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

De igual modo, o TJUE entende que outras normas da entidade que rege o futebol mundial podem dificultar a livre prestação de serviços destes agentes desportivos, embora tenha deixado nas mãos dos tribunais nacionais a decisão em cada caso.

Em causa, um pedido de decisão prejudicial -- esclarecimento na forma de interpretar - apresentado por um tribunal alemão, num processo que teve origem numa ação inibitória movida por dois agentes de futebolistas.

Entre outras, estão em causa regras que proíbem a representação simultânea de várias partes numa transferência, o limite máximo de remuneração dos agentes, as condições de obtenção e manutenção da licença profissional da FIFA, bem como as normas sobre a angariação de novos clientes e a comunicação de informações à federação.

Os dois agentes alegam que este conjunto de regras viola o direito da União, nomeadamente as proibições de cartéis e de abuso de posição dominante, a liberdade de prestação de serviços e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

No acórdão hoje divulgado, o TJUE esclarece que cabe, em última instância, ao tribunal alemão determinar se as regras da FIFA violam a proibição de cartéis, fornecendo várias orientações para essa apreciação.

No que toca ao abuso de posição dominante, o TJUE entende que a FIFA se enquadra nesse perfil nos mercados dos serviços de agentes e do emprego de jogadores e treinadores, atendendo aos poderes de regulamentação, controlo e sanção que exerce sobre os mesmos.

Caberá, também aqui, ao tribunal nacional avaliar se as regras em causa constituem um abuso dessa posição e se podem ser justificadas.

Já no que respeita à livre prestação de serviços, o TJUE identifica como entraves a esta liberdade as regras sobre representação múltipla, as condições de acesso à licença de agente e as normas relativas às abordagens a clientes de outros agentes.

Neste caso, o tribunal alemão terá de apurar se estas restrições podem justificar-se por objetivos legítimos, como evitar conflitos de interesses, fixar padrões éticos mínimos, proteger jogadores e treinadores no início de carreira ou garantir a integridade do sistema de transferências.

Sobre o RGPD, o TJUE recorda que este regulamento apenas se aplica ao tratamento de dados de pessoas singulares, cabendo ao tribunal nacional avaliar se a comunicação de dados pessoais à FIFA é necessária para a prossecução de interesses legítimos.

À luz das orientações emanadas pelo TJUE, a decisão final sobre a compatibilidade das regras da FIFA com o direito da União cabe agora ao tribunal alemão que suscitou a decisão prejudicial.


Leia Também: Reino Unido pede à FIFA investigação à Argentina por faixa das Malvinas

O Reino Unido pediu hoje à FIFA uma investigação à Argentina por jogadores sul-americanos terem exibido uma faixa a reivindicar as ilhas Malvinas nos festejos da vitória de quarta-feira sobre Inglaterra, no Mundial de futebol

Comité condena novas restrições dos EUA a jornalistas internacionais... O Comité para a Proteção dos Jornalistas condenou hoje a decisão do Governo norte-americano de impor novas restrições de visto a correspondentes internacionais, com as quais procura limitar a permanência de profissionais estrangeiros nos EUA a 240 dias.

© BASTIEN OHIER/Hans Lucas/AFP via Getty Images   Por  LUSA 16/07/2026 

A organização norte-americana sem fins lucrativos considerou, em comunicado, que as novas normas abandonam uma política de décadas que permitia a jornalistas estrangeiros reportar nos Estados Unidos "sem o receio de que o seu estatuto de visto pudesse ser usado contra eles".

"Com estas restrições, a administração de Trump moveu-se para negar --- mais uma vez --- o acesso com base na sua fiscalização individual do trabalho jornalístico", denunciou hoje José Zamora, diretor regional do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) para as Américas.

"Esta é a mais recente escalada documentada pelo CPJ, seguindo um padrão de violações profundamente preocupantes da liberdade de imprensa por parte deste Governo. É o comportamento de uma democracia em retrocesso, não da vanguarda internacional da liberdade de expressão", acrescentou.

O Governo dos Estados Unidos divulgou hoje uma proposta para endurecer os requisitos de visto para estudantes, participantes de programas de intercâmbio cultural e para jornalistas estrangeiros, no âmbito da política de controlo da imigração defendida por Donald Trump.

As novas regulamentações do Departamento de Segurança Interna propõem como principal mudança que os vistos F (estudante), J (intercâmbio) e I (jornalista) passem do sistema atual --- que concede uma "duração de estatuto" que pode ser de vários anos --- para um sistema em que serão concedidos períodos de permanência fixos e mais curtos no país, exigindo que as prorrogações sejam solicitadas com muito mais frequência para quem deseja permanecer em território norte-americano.

A regulamentação deverá ser publicada no Registo Federal (equivalente ao Diário da República) na sexta-feira e entrará em vigor 60 dias após a publicação, embora a aplicação das novas regras esteja sujeita à revisão do Congresso.

Atualmente, a maioria dos portadores de vistos F, J e I são admitidos nos Estados Unidos através de um sistema de "duração de estatuto", que lhes permite permanecer no país enquanto mantiverem as suas atividades como estudantes, participantes de programas de intercâmbio ou funcionários de órgãos de comunicação social nesse período, que pode ser de vários anos.

As normas agora propostas estipulam que os novos solicitantes desses vistos receberão --- caso sejam aprovados pelo Departamento de Segurança Interna --- uma autorização de permanência com data de validade fixa no Formulário I-94, documento que verifica formalmente a situação migratória de pessoas com vistos temporários ou de não imigrante, como os vistos F, J e I.

No caso da Categoria I, para profissionais de comunicação social, a proposta estabelece um prazo máximo de 240 dias, período que se reduz para 90 dias no caso de jornalistas de nacionalidade chinesa.

Para prorrogar a validade dessas datas no formulário I-94, será necessário enviar um pedido de prorrogação antes da data de vencimento ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em território norte-americano ou numa secção consular norte-americana no exterior.

"Essas mudanças terão impacto em milhares de jornalistas estrangeiros e nas suas famílias que estão nos Estados Unidos com o visto de não imigrante 'I' para representantes da imprensa estrangeira", lamentou a CPJ, frisando que, no ano fiscal de 2024, o Departamento de Segurança Interna registou 37.330 admissões na categoria de visto I.

O Departamento de Segurança Interna propôs estas mudanças em 2025, tendo o CPJ, juntamente com organizações parceiras, enviado um parecer público instando o Governo de Trump a abandonar as mudanças propostas.

O CPJ instou agora o Congresso a garantir que as decisões sobre a emissão de vistos não levem em consideração o conteúdo das reportagens jornalísticas e pediu ao Governo de Trump "que revogue imediatamente essa política anti-imprensa".