sexta-feira, 30 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia acusa Ucrânia de espalhar explosivos perto de escolas... As autoridades russas acusaram as forças ucranianas de terem espalhado engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira. A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

© Shutterstock  Por  LUSA  30/10/2026 

As autoridades russas acusaram hoje as forças ucranianas de, através de drones, terem espalhado uma grande quantidade de engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira.

Segundo o governador local, Yegor Kovalchuk, várias ruas da localidade foram interditadas por motivos de segurança porque os aparelhos espalharam engenhos explosivos.

A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

Kovalchuk relatou ainda que as equipas de socorro necessitaram de retirar uma mulher que conduzia um automóvel, em redor do qual foram espalhados vários engenhos explosivos.

As regiões fronteiriças russas — Kursk, Bryansk e, especialmente, Belgorod — são atacadas praticamente todos os dias por drones de curto alcance, mísseis e artilharia ucraniana.

Perante esta situação, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Exército a criação de uma "faixa de segurança" nas regiões ucranianas de Sumi e Kharkiv.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

China puniu quase oito milhões de pessoas desde início da campanha anticorrupção de Xi... A China puniu quase oito milhões de pessoas desde o início da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente Xi Jinping, em 2012, incluindo 963 altos dirigentes, segundo dados oficiais divulgados hoje pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Por  RTP/ Lusa  30 Outubro 2026 

O vice-secretário da Comissão Central de Inspeção e Disciplina, principal organismo anticorrupção do PCC, Zhang Fuhai, precisou em conferência de imprensa que as autoridades abriram 8,1 milhões de processos e aplicaram sanções a 7,92 milhões de pessoas desde o XVIII Congresso do partido, realizado em novembro de 2012, quando Xi assumiu a liderança da formação.

Os números abrangem diferentes infrações disciplinares, que não correspondem necessariamente a condenações judiciais por crimes de corrupção.

Zhang reconheceu que o combate à corrupção continua a enfrentar uma situação "grave e complexa" e que persistem dificuldades em eliminar as condições que favorecem estas práticas.

O responsável explicou que as novas orientações do partido preveem intensificar as investigações sobre a conivência entre funcionários públicos e empresários, a corrupção em setores que concentram poder, fundos e recursos, bem como formas de corrupção dissimulada.

Anunciou ainda o reforço dos mecanismos de supervisão do exercício do poder e da coordenação entre os organismos responsáveis pela aplicação das normas internas.

Desde que chegou ao poder, Xi Jinping fez do combate à corrupção uma das principais prioridades do seu mandato, numa campanha que atingiu tanto funcionários de escalões inferiores como dirigentes da cúpula política e militar.

Segundo analistas, a campanha também permitiu ao líder chinês afastar potenciais rivais e consolidar o controlo sobre o partido.

Num discurso proferido em janeiro e publicado este mês pela revista Qiushi, órgão teórico do PCC, Xi alertou que algumas orientações do partido "não são aplicadas ou são aplicadas incorretamente" e criticou dirigentes que aparentam cumprir ordens, mas continuam a agir por iniciativa própria.

A dimensão da campanha reflete-se também nos dados divulgados na terça-feira, segundo os quais os organismos disciplinares puniram 680 mil pessoas entre janeiro e setembro deste ano, incluindo 105 altos responsáveis de nível provincial ou ministerial e superior.

Os novos números foram apresentados um dia depois do encerramento do quinto plenário do XX Comité Central do PCC, que ratificou a expulsão de dezenas de dirigentes civis e militares, promoveu o general Zhang Shengmin ao Politburo e aprovou uma resolução para reforçar a disciplina interna.


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O Governo chinês defendeu hoje a participação da África do Sul na cimeira do G20, prevista para dezembro em Miami, após Washington ter excluído o país africano do encontro. A exclusão foi motivada por acusações norte-americanas de que a África do Sul está a cometer um "genocídio" contra a população branca, algo rejeitado por Pretória.

OGoverno chinês defendeu hoje a participação da África do Sul na cimeira do G20, prevista para dezembro em Miami, nos Estados Unidos, depois de Washington ter excluído o país africano do encontro.

A exclusão surge após acusações norte-americanas de que a África do Sul está a cometer um "genocídio" contra a população branca, alegação categoricamente rejeitada por Pretória...

Kamala Harris apela ao voto democrata contra a "tirania" de Trump... A ex-vice-presidente dos EUA, Kamala Harris apelou à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 3 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, que perdeu as eleições presidenciais de 2024.

© Genaro Molina/Los Angeles Times via Getty Images    Por  LUSA   30/10/2026 

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris apelou quinta-feira à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 03 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, para quem perdeu as eleições presidenciais de 2024.

"Sei que, para muitos de nós, o último ano e meio tem sido difícil. Passámos por uma panóplia de emoções: da raiva à tristeza, passando pela depressão, frustração e pela sensação de impotência e desesperança. Mas a questão é a seguinte: esse momento acabou", declarou Harris num ato eleitoral em Macon, no estado da Geórgia.

Harris, que não descarta recandidatar-se à presidência em 2028, afirmou que os 'pais fundadores' do país previram que chegaria "um momento como este", em que um governante como Trump tentaria submeter os restantes poderes do Estado.

"Mas o aspeto maravilhoso deste momento — tal como foi concebido pelos fundadores — é que, quando nos deparamos com uma tirania deste tipo, chega um momento em que precisamos de acionar o poder do povo. E esse momento é agora", afirmou.

Apelando à renovação do Congresso, cujas duas câmaras são atualmente controladas pelos republicanos, nas eleições de 03 de novembro, a ex-vice-presidente visitou hoje a Geórgia, estado onde Trump ganhou há dois anos.

Neste estado do sul que se desenha agora como decisivo para a "onda democrata" prevista em algumas sondagens, os democratas procuram a reeleição do senador Jon Ossoff, cujo lugar é considerado fundamental para disputar com os republicanos o controlo da câmara alta.

Ambicionam também eleger Keisha Lance Bottoms para o governo do estado, o que a tornaria a primeira mulher — e a primeira afro-americana — a governar a Geórgia.

A nível nacional, as sondagens apontam para uma provável vitória da oposição democrata na Câmara dos Representantes e para a possibilidade de esta tomar aos republicanos a maioria também no Senado, sobretudo devido ao descontentamento com a inflação e a guerra no Irão.

Trump visitou a Geórgia na semana passada para tentar mobilizar o eleitorado republicano, enquanto o ex-presidente Barack Obama participou, na quarta-feira, na campanha democrata no mesmo estado.


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O governo de Donald Trump deteve 4.170 migrantes numa operação de 10 dias no Texas, informou sexta-feira o Departamento de Segurança Interna (DHS), que destacou as prisões de pessoas ligadas a crimes, sem especificar quantos tinham antecedentes criminais...

Bloco de Netanyahu vence mas sem maioria para governar... O Likud, do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, conquistou as eleições de terça-feira, com a sua coligação a obter 53 lugares, número insuficiente para governar, segundo os resultados finais divulgados na madrugada de hoje pela Comissão Eleitoral Central.

Por  RTP/Lusa   30 Outubro 2026 

Os resultados finais da votação, após a contagem dos chamados votos em "envelope duplo", provenientes de eleitores que votaram fora do seu local de voto designado, indicam que o Likud alcançou 27 lugares e partido de oposição Yashar!, partido opositor liderado pelo general Gadi Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21 lugares.

A coligação pró-Netanyahu obteve um total de 53 lugares, contra 48 do bloco da oposição e 19 das duas listas árabes, estas últimas podendo funcionar como um fiel da balança, necessário para atingir a maioria de 61 lugares no Parlamento (Knesset).

Segundo o comunicado da comissão eleitoral, foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos.

Onze partidos ultrapassaram a barreira de 3,25% necessária para conquistar lugares, o que, nesta eleição, exigiu 184.947 votos.

Dentro do bloco de Netanyahu, o partido Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo asquenaze) conquistou sete lugares, e o ultraortodoxo Shas, seis.

Entre os ultranacionalistas, o partido Poder Judeu, de Itamar Ben Gvir, obteve sete lugares, enquanto o Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, conquistou seis.

No bloco da oposição, aos 21 lugares do Yashar! juntam-se os 12 do partido Juntos, formado pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, os oito do partido Os Democratas, de Yair Golan, e os sete do Israel Beitenu, de Avigdor Líberman.

Entre os partidos árabes, que não integram nenhum dos dois blocos, a Lista Conjunta, de orientação de esquerda, obteve onze lugares, e o partido islamista Raam, de Mansur Abás, oito.

Faltam a Netanyahu oito lugares para a maioria absoluta, e ao bloco de Eisenkot, treze, o que significa que nenhum dos dois conseguiria governar sem o apoio dos partidos árabes ou dos deputados do bloco oposto.

GUINÉ-BISSAU: A Câmara Municipal de Bissau deu aos comerciantes um prazo de sete dias para colocarem caixotes do lixo nos seus estabelecimentos comerciais e manterem os respetivos espaços limpos. O incumprimento destas medidas será punido com multas.

Radio TV Bantaba

Retire este item da sua casa e aumente sua expectativa de vida: o conselho de um cardiologista que viveu até os 92 anos... Um hábito comum dentro de casa pode estar silenciosamente prejudicando seu coração.

Imagem: Reprodução  Por Rafael Ólika  Cura pela Natureza  30/10/2026

Evguêni Cházov foi um dos mais respeitados cardiologistas do século XX. Médico soviético, referência mundial na área do coração, ele chegou aos 92 anos de idade com lucidez, energia e sem doenças graves.

Ao contrário do que muitos imaginam, sua longevidade não esteve ligada a modismos, dietas extremas ou rotinas complexas, mas a escolhas simples e profundas sobre como viver.

Ao longo da carreira, Cházov examinou milhares de corações. Com o tempo, percebeu que cuidar do órgão não dependia apenas de remédios ou exames, mas também da forma como lidamos com emoções, pensamentos e o ambiente ao nosso redor.

Para ele, saúde estava diretamente ligada à serenidade, ao perdão, à honestidade interior e ao sentido da vida.

O que você deveria tirar da sua casa?

A resposta surpreende muita gente: a televisão. Segundo Cházov, os maiores inimigos do coração não são apenas a gordura, o açúcar ou a falta de exercício, mas o estresse constante.

E uma das principais fontes desse desgaste diário é o excesso de exposição a notícias negativas, conflitos e conteúdos que alimentam medo, ansiedade e tensão emocional.

Ele costumava dizer que a televisão, quando consumida sem critério, funciona como um veneno silencioso.

Aos poucos, ela contamina o humor, gera inquietação e favorece estados de tristeza prolongada — sentimentos que, segundo ele, comprometem o coração mais rapidamente do que muitas doenças físicas.

Cházov observava que grande parte de seus pacientes sofria menos por problemas médicos reais e mais pela sobrecarga emocional e pela falta de propósito.

O consumo exagerado de conteúdos tóxicos acabava levando a uma espécie de abatimento silencioso, capaz de enfraquecer a saúde cardiovascular.

Ensinamentos para proteger o coração

Pratique o perdão. Ao longo da vida, Cházov enfrentou traições de colegas e antigos alunos. Mesmo assim, escolheu não guardar rancor. Para ele, liberar mágoas foi essencial para preservar a saúde e a paz interior.

Tenha um propósito. Não é preciso conquistar grandes feitos. O que sustenta o corpo e a mente, segundo ele, é ter um motivo para acordar todos os dias, mesmo que seja simples.

Evite acumular emoções negativas. O estresse que não é reconhecido nem expressado é o mais perigoso. Identificá-lo e encontrar formas de aliviar a tensão é fundamental.

Alimente-se com equilíbrio, sem culpa. Cházov não seguia dietas rígidas. Consumía chá com açúcar, pão e alguns embutidos, mas evitava exageros, gorduras excessivas, manteiga e alimentos defumados. Para ele, moderação era mais importante do que restrição extrema.

Afaste-se do que drena sua energia. Isso inclui não apenas a televisão, mas também pessoas, hábitos e ambientes que geram desgaste emocional. A tranquilidade, segundo ele, é um remédio poderoso — e gratuito.

Proteja o sistema nervoso. Cházov acreditava que muitas pessoas vivem em um estado constante de desânimo ou depressão leve. Cultivar pensamentos positivos e fortalecer a mente seria uma das chaves para prevenir doenças cardíacas.

Recomendações para uma vida mais longa e saudável

  • Diminua ao máximo o tempo diante da televisão, especialmente programas sensacionalistas e carregados de más notícias.
  • Reserve momentos para atividades que tragam prazer, como caminhar, conversar, ler ou simplesmente ficar em silêncio.
  • Transforme sua casa em um ambiente mais calmo, com menos telas e mais espaço para descanso e diálogo.
  • Aprenda a dizer não ao que lhe faz mal, sem culpa ou justificativas excessivas.
  • Escolha perdoar, mesmo quando parece difícil. O perdão não muda o outro, mas alivia quem o pratica.
  • Não persiga a perfeição. Busque significado. Uma vida com sentido vale mais do que uma vida baseada apenas em aparência.

Lembre-se: o coração não serve apenas para bombear sangue. Ele também carrega emoções, experiências e memórias. Vale a pena escutá-lo.

As reflexões de Cházov não são fórmulas médicas, mas carregam uma verdade humana profunda.

Às vezes, melhorar a vida começa com um gesto simples: desligar a televisão… e voltar a se conectar consigo mesmo.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social informa os funcionários públicos da Administração Pública central e local, dos Institutos públicos e das empresas públicas, de que nos termos do disposto no Artigo 2.º do Decreto n.º 1/2023, de 18 de Janeiro, que estabelece a dispensa de serviço, segunda-feira, dia 2 de novembro será observando tolerância de ponto.



Rússia abateu número mais elevado de drones numa noite... As autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

Foto: Vyacheslav Madiyevskyy - Reuters  Por  RTP /Lusa  

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

O presidente da Câmara da capital, Sergei Sobianin, detalhou que foram lançados 613 drones contra esta região, confirmando o abate de 231 nos arredores da cidade.

O Ministério russo reportou também novos ataques com drones contra infraestruturas portuárias e embarcações na Ucrânia, incluindo um ataque contra um navio "de dupla utilização que transportava uma carga militar para as Forças Armadas".

A Força Aérea ucraniana informou que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de ter anexado a península da Crimeia em 2014.


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O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kyiv para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica...

ESPANHA: Acidente "inverosímil" e ordem "inexplicável". O que se passou em Espanha... Dois comboios de alta velocidade colidiram em Toledo, Espanha, na quarta-feira, causando pelo menos 68 mortos, num acidente que o governo descreveu como "verdadeiramente inverosímil". Um dos comboios recebeu uma ordem "inexplicável" para avançar. O que já se sabe?

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto com Lusa   29/10/2026 

Dois comboios de passageiros - um da Renfe e outro da Iryo -  colidiram, na quarta-feira, dia 28 de outubro, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, pouco antes das 9h00 locais (8h00 em Lisboa). O acidente envolveu duas composições de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul. O governo espanhol descreveu o acidente como "verdadeiramente inverosímil", ocorrido após uma ter sido dada uma ordem "inexplicável".

O número de mortos, que ultrapassa já as seis dezenas (68), poderá ainda subir à medida que continuam os trabalhos de resgate e salvamento. A bordo dos dois comboios seguiam 544 pessoas.

A ex-ministra do Trabalho, Fátima Báñez, é uma das vítimas mortais, noticiou o ABC. A ex-governante, de 59 anos, atual presidente da Fundação CEOE, seguia numa viagem para Sevilha onde iria participar na cerimónia do Dia da Empresa da CEA. Um agente da Guardia Civil está também entre os mortos já confirmados.

A colisão entre os dois comboios de alta velocidade aconteceu um dia antes da greve de maquinistas da Renfe, que estava marcada para esta quinta-feira. Tratava-se, aliás, de um protesto contra a falta de segurança.

Comboio recebeu ordem "inexplicável"

O acidente ferroviário de ontem em Espanha é "verdadeiramente inverosímil" e deu-se após um dos comboios ter recebido uma ordem "inexplicável" para avançar quando havia um sinal vermelho e outras composições paradas na mesma linha, segundo o governo.

De acordo com o ministro dos Transportes de Espanha, Oscar Puente, houve, por volta das 08h30 locais (07h30 em Lisboa), uma falha no sistema automático de segurança, por causa de falhas nas redes de comunicação, o que obrigou a parar de forma automática todos os comboios que circulavam num troço de 63 quilómetros.

Devido à falha informática, o controlo da circulação passou a ser assumida por um centro de controlo que funciona em Madrid.

Foi então que, às 08h36, um dos comboios (um AVE, da empresa pública Renfe) recebeu uma ordem ou foi autorizado a "retomar a marcha com normalidade" e chocou com um outro comboio, da empresa privada Iryo, que continuava parado à entrada da estação de Urda, segundo Puente revelou ontem numa conferência de imprensa em Madrid.

Nesse momento, segundo todos os protocolos, o comboio AVE, como os restantes que estavam nesse troço de 63 quilómetros, "tinha obrigatoriamente de estar parado e não podia retomar a marcha", havendo, além disso, outro comboio na mesma via e um sinal vermelho que o deveria impedir de avançar, afirmou.

O comboio da Renfe percorreu ainda 25 quilómetros, em 15 a 17 minutos, antes de chocar com o Iryo, num tramo de via em que estas composições podem alcançar os 200 quilómetros por hora, acrescentou.

"Um acidente por alcance na rede ferroviária espanhola é verdadeiramente inverosímil" e a indicação dada pelo centro de controlo é "inexplicável", considerou o ministro.

Revelados três áudios sobre tragédia: "Viagem normal"?

Três gravações de áudio foram também reveladas na quarta-feira após a colisão - e mostram as falhas que terão sido cometidas e que culminaram no fatídico acidente.

Duas das gravações mostram conversas entre o maquinista do comboio da Iryo e a central de controlo. A outra é a ordem dada para a composição da Renfe seguir viagem.

Segundo o El País, o controlador ordenou ao comboio da Renfe, o AVE, que estava 25 quilómetros atrás do comboio da Iryo, para que retomasse a "viagem normal" e não estipulou o que dita o protocolo, que é um limite de velocidade de 40 km/h.

A par disto, o controlador deu a ordem sem verificar se havia algum comboio a obstruir a via.

Ora, o maquinista do comboio da Iryo também recebeu a mesma ordem. No entanto, sete minutos depois liga ao centro de controlo e afirma ainda estar parado porque não consegue reiniciar o comboio através do sistema LZB. 

O comboio AVE, que vinha atrás, não foi informado de que um comboio estava parado e que deveria travar.

Três dias de luto. "Se houve negligência, será conhecida"

Na sequência do acidente, o governo espanhol decretou três dias de luto. De acordo com a RTVE, esta medida foi sugestão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, "em sinal de luto pelas vítimas". Começam esta quinta-feira às 00h00 locais e terminam no dia 31 de outubro às 24h00 locais.

Pedro Sánchez garantiu ainda que as autoridades irão "até ao fim" para descobrir as causas do acidente ferroviário: "Se houve negligência, será conhecida".

Já a juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário em Urda proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para "preservar as evidências, provas e indícios".

O acidente ferroviário de quarta-feira é ainda mais grave do que o ocorrido em Adamuz, no início deste ano. A 18 de janeiro, recorde-se, outro incidente envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.

O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Renfe que tinham descarrilado poucos segundos antes. No acidente morreram 46 pessoas e cerca de 120 ficaram feridas.


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A Guarda Civil espanhola registou 64 casos de familiares desaparecidos após o acidente ferroviário em Urda, Toledo, que resultou em pelo menos 68 mortos. O acidente ocorreu na quarta-feira, quando um comboio de alta velocidade embateu em outro na linha entre Madrid e Sevilha...

Afinal, os cometas podem não ter sido responsáveis pelo aparecimento da vida na Terra... Investigadores da Universidade de Cambridge consideram altamente improvável que os cometas tenham transportado moléculas essenciais para o aparecimento da vida no planeta.

Por  SIC Notícias /Lusa  29/10/2026 

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Através de modelos computacionais avançados, os investigadores indicaram que estes corpos celestes viajavam (há cerca de 4 mil milhões de anos) a uma velocidade excessiva e com um ângulo muito inclinado em relação à atmosfera e que, por isso, as frágeis moléculas orgânicas se teriam vaporizado no momento do impacto.

Os resultados deste trabalho foram publicados na quarta-feira na revista Scientific Reports, noticiou a agência Efe.

Os cientistas salientaram que a hipotética chegada de componentes essenciais, como o cianeto de hidrogénio, terá sido, na melhor das hipóteses, um acaso extremamente isolado e quase impossível.

E sugerem uma alternativa: os precursores químicos da vida poderão ter surgido através de processos internos da Terra ou através do impacto constante de asteroides.

Historicamente, os cientistas defendiam que os cometas foram importantes para a origem da vida na Terra, pois transportavam moléculas contendo carbono e azoto, elementos essenciais para a vida. No entanto, os autores deste estudo levantam agora várias dúvidas.

“É uma ideia algo romântica, mas os nossos resultados sugerem que é muito improvável”, realçou o investigador principal, Richard Anslow, do Instituto de Astronomia de Cambridge, num resumo divulgado pela universidade.

Cianeto de hidrogénio no centro da investigação

Para realizar o estudo, os investigadores utilizaram avanços recentes em simulações de impactos de cometas, interações entre cometas e a atmosfera, bem como modelos dinâmicos sobre a origem e evolução destes corpos celestes.

A conclusão é que, embora não se possa descartar totalmente a chegada bem-sucedida de moléculas prebióticas, tal seria extremamente improvável.

Os investigadores concentraram o seu trabalho no cianeto de hidrogénio (HCN), uma importante molécula prebiótica comummente encontrada nos cometas do Sistema Solar.

As suas simulações demonstraram que, mesmo na rara hipótese de as moléculas sobreviverem ao impacto com a Terra, a ocorrência de impactos que resultassem numa concentração útil seria extremamente improvável.

Asteroides e processos terrestres como alternativas

De onde terão, então, surgido as sementes moleculares da vida na Terra? Os investigadores apontam várias possibilidades, entre as quais a síntese destas moléculas após o impacto de asteroides, que colidem com a Terra com muito mais frequência do que os cometas, ou a formação de precursores químicos a partir de processos ocorridos na própria Terra, sem qualquer interferência externa.

Os investigadores acreditam que os seus resultados podem ser úteis na procura de vida noutros sistemas, especialmente quando entrarem em funcionamento os sucessores do Telescópio Espacial James Webb (JWST), como o proposto “Observatório de Mundos Habitáveis”.

CPLP planeia missão à Guiné-Bissau em dezembro... O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

© SAI AUNG MAIN/AFP via Getty Images  Por  LUSA  29/10/2026 

O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

"Em princípio, estamos a considerar a possibilidade da missão de bons ofícios se realizar na segunda semana de dezembro", disse à Lusa o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Bendito Freitas, à margem da sessão inaugural do terceiro fórum empresarial entre Timor-Leste e a Austrália.

"Os Estados-membros, através das suas missões permanentes em Lisboa, estabeleceram contactos por intermédio do embaixador da Guiné-Bissau. A comunicação transmitida pelo nosso embaixador na missão permanente às autoridades de alto nível da Guiné-Bissau indicava que estas concordavam com a realização da missão entre 03 e 05 de novembro. Esta posição foi também confirmada pelo próprio primeiro-ministro da Guiné-Bissau", revelou Bendito Freitas.

A missão estava inicialmente prevista para a próxima semana, mas, explicou o chefe da diplomacia timorense, foi proposto o seu adiamento para dezembro devido a questões de agenda de Timor-Leste.

Timor-Leste tem, em novembro, a cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o debate do Orçamento Geral do Estado.

"Não podemos agir de forma precipitada perante uma questão política tão complexa e sensível. Precisamos de tempo", justificou ainda Bendito Freitas, sublinhando que a data adequada está a ser discutida.

Bendito Freitas, que preside ao Conselho de Ministros da CPLP, agradeceu também ao primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau por autorizar a realização da missão.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Quando a Guiné-Bissau foi suspensa, Bissau detinha a presidência do bloco lusófono e foi substituída, temporariamente, por Díli.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.


Leia Também: CPLP volta a focar-se na Guiné-Bissau com missão de diálogo

A CPLP reforçou a sua presença na Guiné-Bissau com uma missão de diálogo, que visa reativar o processo político no país.

Olíder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje que a ida de uma missão da CPLP à Guiné-Bissau representa que a comunidade internacional voltou a colocar a situação do país na sua agenda.

"Penso que todos nós estamos a dar conta de um novo folego da comunidade internacional em relação à situação da Guiné. Colocando de outra forma, houve um período em que pareceu que a comunidade internacional tinha abandonado o assunto da Guiné e agora volta à sua agenda. É sempre bom, porque nunca é tarde para se tentar alguma influência positiva", disse o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)...

A partir dos EUA, Flávio Bolsonaro declarou-se no X o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil... O senador brasileiro declarou-se esta quarta-feira o presidente eleito legítimo do Brasil. Flávio Bolsonaro alega que a sua vitória foi anulada por um golpe eleitoral orquestrado pelo presidente Lula da Silva e pelo Supremo Tribunal Federal.

Foto: Eva Marie Uzcategui - Reuters   Por RTP   29 Outubro 2026 

Bolsonaro perdeu a segunda volta das eleições presidenciais e abandonou o Brasil, viajando para Miami com a família. 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", escrevia o candidato na primeira versão da missiva publicada esta quarta-feira. Na segunda versão da carta, Flávio Bolsonaro diz apenas ser "líder do Brasil". 

Flávio Bolsonaro agradece ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade" e ao presidente norte-americano Donald Trump "e ao maravilho povo americano por me acolher". 

"Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país", acrescenta, afirmando ainda que Trump "é um grande defensor da liberdade de expressão". 

Flávio Bolsonaro prossegue depois com a descrição da eleição no último domingo: "Vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno". 

O candidato refere-se a uma extensão da votação "no apagar das luzes". "Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes", expõe Flávio Bolsonaro, argumentando também que "ao longo de toda a campanha houve abuso de poder político, económico e uso da máquina pública em favor da reeleição". 

Flávio Bolsonaro refere ainda que um juiz tentou "sequestrar" os seus passaportes. "Muito provavelmente estaria preso", estima. 

"A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns”, acrescenta o candidato. 

Bolsonaro sublinha ainda que não era sua "intenção" deixar o país. "Sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", vincou. 

"Não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada", aponta. Segundo Flávio Bolsonaro, o "roteiro da perseguição" começaria com a apreensão do passaporte, pulseira eletrónica, "censura, prisão domiciliária, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política". 

"Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança", afirma Flávio Bolsonaro. 

O candidato conclui a carta afirmando que não fugiu do Brasil, mas apenas optou por sair do país "para poder ser o líder que o povo merece". "Calado, preso e censurado, como o meu pai está, eu não poderia ser essa liderança", vincou. 

A fuga de Flávio Bolsonaro para Miami ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil. 

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantia que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades.


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Pentágono rejeita investigar limitações ao Starlink na Ucrânia... O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

© Niall Carson/PA Images via Getty Images  Por  LUSA   29/10/2026 

O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

Numa resposta obtida pela agência noticiosa AP, datada de terça-feira, o inspetor-geral do Pentágono informou os nove legisladores — quatro republicanos e cinco democratas — que as preocupações apresentadas seriam mais bem respondidas pela Força Aérea.

Os senadores pretendem que sejam investigadas as circunstâncias das limitações, relatadas pelas autoridades ucranianas, das velocidades de ligação no serviço Starlink e na sua versão de uso militar, o Starshield, que prejudicaram a capacidade de intercetar drones de ataque russos, que se deslocam a alta velocidade.

A resposta, segundo a AP, suscitou preocupações entre os legisladores de que os militares — e até o inspetor-geral independente — estariam relutantes em confrontar a influência que o bilionário Elon Musk, dono da SpaceX e aliado do Presidente, exerce sobre as comunicações de defesa.

Jeanne Shaheen, principal democrata no Comité de Relações Exteriores do Senado e uma das signatárias do pedido, afirmou à AP ser «preocupante que o inspetor-geral tenha, aparentemente, decidido não investigar as interrupções nas comunicações via satélite das quais a Ucrânia depende para proteger os seus civis».

«A administração Trump e a SpaceX apresentaram relatos contraditórios sobre o que causou estas interrupções» e «é necessária uma investigação e verificação independentes para determinar as responsabilidades e evitar que isto volte a acontecer no futuro», frisou.

Questionados sobre a restrição, os representantes do governo ofereceram explicações confusas e, por vezes, contraditórias sobre quem teria tomado a decisão.

No passado fim de semana, Musk reconheceu que a SpaceX limitou o serviço da Starlink na Ucrânia, acusando o país de violar os seus termos de serviço — uma alegação que as autoridades ucranianas negaram. Contudo, Musk sustentou que o governo norte-americano controlava quaisquer alterações realizadas no Starshield.

Em 2022, logo no início do conflito, Musk ordenou a interrupção do serviço Starlink em regiões como Kherson e Donetsk, justificando que estava preocupado com uma possível escalada por parte da Rússia.

O Presidente Donald Trump afirmou que não ordenou restrições, enquanto o vice-presidente JD Vance sugeriu que houve uma coordenação entre a Casa Branca e Musk.

Mollie Halpern, porta-voz do gabinete do inspetor-geral, declarou que o órgão de supervisão «analisou cuidadosamente o pedido do Congresso e determinou que as questões levantadas seriam mais adequadamente tratadas pelo Departamento» de Defesa.

«Caso surjam novas informações, poderemos reavaliar a situação», acrescentou Halpern à AP.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou restrições à partilha de informações dos serviços de informações norte-americanos, além das limitações ao funcionamento do Starlink, que já foi restabelecido aos níveis normais.

Zelensky atribuiu os alegados atrasos e restrições a uma tentativa do Presidente norte-americano, Donald Trump, de pressionar Kiev a aceitar as condições exigidas pelo Kremlin para pôr fim à guerra.

Esta semana, Zelensky afirmou que Kiev espera há quase um mês pela autorização norte-americana para receber mísseis de defesa antiaérea para enfrentar os ataques russos.

"Concretamente, estamos há quase um mês à espera de que o senhor Hegseth dê a sua aprovação aos mísseis para os Patriot e NASAMS", acrescentou Zelensky, referindo-se ao secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth.

Zelensky afirmou ter dado instruções à sua equipa para voltar a abordar a questão com representantes da Casa Branca nos próximos contactos bilaterais.

A Ucrânia enfrenta atualmente uma escassez acentuada de munições para estes sistemas de defesa antiaérea, que são fundamentais para intercetar os mísseis balísticos utilizados pelas forças russas.

A falta de intercetores aumenta a vulnerabilidade das cidades e infraestruturas ucranianas aos ataques aéreos russos.

Os Estados Unidos negaram, contudo, estar a atrasar deliberadamente o fornecimento de armamento à Ucrânia.


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Já passou dos 50? Alimentos que deve consumir para combater a inflamação... A menopausa traz mudanças ao corpo que podem afetar a saúde dos ossos, dos músculos, do coração e do cérebro. A alimentação pode ser uma aliada importante nesta fase da vida e há cinco alimentos que, graças às suas propriedades anti-inflamatórias e riqueza nutricional, merecem um lugar à mesa.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.com  29/10/2026 

Para as mulheres, a chegada aos 50 anos significa a menopausa ou, pelo menos, a sua aproximação. 

Esta fase da vida pode trazer uma série de mudanças para o corpo e cérebro, incluindo problemas digestivos, enfraquecimento dos ossos e músculos, inflamação crónica, dores articulares, palpitações cardíacas, depressão, entre outros sintomas. 

Por isso, cuidar do corpo e do cérebro revela-se ainda mais importante. 

Segundo especialistas do EatingWell, mudanças simples na alimentação podem ajudar a reduzir a inflamação e a controlar outros problemas de saúde. 

Tome nota dos cinco principais alimentos que deve consumir se for mulher e já tiver chegado à casa dos 50.

1. Frutos vermelhos

Mirtilos, amoras, morangos, framboesas: todos eles são ricos em antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação e a promover um envelhecimento saudável. 

"São fáceis de adicionar a alimentos que já costuma comer, como o iogurte matinal ou o lanche da tarde", notou o nutricionista Zariel Grullón. 

2. Feijão

O feijão contém compostos chamados peptídeos, polifenóis e saponinas que possuem propriedades anti-inflamatórias.

"Consumir uma variedade de feijão garante uma sensação de saciedade por mais tempo e também ajuda a combater o excesso de inflamação no corpo", afirma Grullón.

Além disso, o feijão é rico em fibras, que contribui para um microbioma intestinal saudável, o que pode ajuda a controlar problemas intestinais relacionados com a menopausa. 

Obterá cerca de metade da sua necessidade diária de fibras com apenas uma chávena. Por outro lado, esta leguminosa ajuda a prevenir a perda muscular relacionado à idade. 

"Os feijões são ótimos porque, assim como os frutos vermelhos, podemos adicioná-los como acompanhamento a qualquer refeição", notou Grullón. 

3. Vegetais de folhas escuras

"Vegetais de folhas escuras, como espinafres, couve e agrião são ricos em nutrientes benéficos e fitoquímicos que combatem a inflamação e ajudam a reduzir o stress oxidativo", afirma a dietista Seema Shah.

"Diversos vegetais de folhas escuras também contêm substâncias químicas vegetais como sulforafano e indol-3-carbinol, que inibem várias vias pró-inflamatórias no organismo". 

Estes nutrientes anti-inflamatórios incluem as vitaminas A, C, E e K, bem como poderosos polifenóis. 

Assim como a maioria dos outros alimentos desta lista, estes vegetais são uma fonte de fibra. "Ajudam na modulação do sistema imunológico, no controlo do açúcar no sangue e na redução de processos inflamatórios", afirma Shah. 

Durante a menopausa, a queda nos níveis de estrogénio pode prejudicar a saúde óssea, por isso, é ainda mais importante consumir cálcio suficiente nesta fase da vida.

4. Salmão

O salmão é rico é ómega-3, conhecido pelas suas propriedades anti-inflamatórias. "Incluir uma ou duas porções de peixe gordo por semana pode contribuir para a saúde do coração, reduzir a rigidez associada à artrite e ajudar a preservar a função cerebral. Para mulheres nesta faixa etária, também é uma ótima fonte de proteína de alta qualidade e vitamina D — dois nutrientes que auxiliam na manutenção da massa muscular e na saúde óssea", notou a nutricionista Lizzie O'Connor. 

5. Nozes

Um punhado de nozes oferece diversos antioxidantes e nutrientes benéficos para o coração, como fitoesteróis, selénio, magnésio, tocoferóis, polifenóis, gorduras insaturadas e fibras. 

Graças ao seu rico perfil nutricional, as nozes podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estas também contribuem para diminuir a inflamação.

GUINÉ-BISSAU: POLÍCIA JUDICIÁRIA DESMANTELA UMA REDE CRIMINOSA QUE DEDICAVA A ATIVIDADES DE TRÁFICO E EXPLORAÇÃO DE MULHERES PARA FINS

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: Presidente da República acompanha trabalhos de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 28 de outubro de 2026 — O Presidente da República de Transição acompanhou, esta quarta-feira, o andamento dos trabalhos de dragagem do Porto de Bissau, numa visita que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, do PCA da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Na N’dungue, de membros do Governo e de responsáveis do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, incluindo o Secretário-Geral, Diretores-Gerais, Diretores de Serviços e o Chefe de Gabinete do Ministro.

Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se ao navio draga Diogo Cão, onde conheceu as suas capacidades técnicas e os procedimentos de execução dos trabalhos.

Adjudicada à empresa Panlog-GB, a obra teve início com a remoção de carcaças de navios afundados, seguindo-se a operação de dragagem, iniciada na segunda-feira.

O projeto, com investimento estimado em 16 mil milhões de francos CFA e apoio financeiro do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), visa melhorar as condições de navegabilidade do porto, permitir a receção de navios de maior porte e reforçar a capacidade comercial e económica da Guiné-Bissau.
No final da visita, o Presidente da República manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos e destacou a importância da obra para o desenvolvimento do país.