quarta-feira, 18 de março de 2026

GUINÉ-BISSAU VALIDA ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE MINI-REDES LIMPAS

Por   Rádio Sol Mansi  18 03 2026 

O seminário nacional de validação dos estudos de viabilidade de mini-redes limpas arrancou esta quarta-feira no país, reunindo especialistas, representantes institucionais e parceiros internacionais para três dias de trabalhos.

A iniciativa insere-se no Programa Regional de Energia da África Ocidental “Desert-to-Power” – Fase 1, e conta com o apoio do Centro da CEDEAO para as Energias Renováveis e Eficiência Energética (ECREEE). O principal objetivo é analisar e validar estudos técnicos que visam a implementação de mini-redes limpas, contribuindo para a expansão do acesso à energia sustentável no país.

Na abertura dos trabalhos, o diretor-geral da Energia, Mohamade Saido Baldé, afirmou que as mini-redes representam uma solução concreta para acelerar o acesso à energia, sobretudo nas zonas rurais.

“As mini-redes representam soluções concretas para acelerar o acesso à energia, sobretudo nas zonas rurais”, destacou o diretor-geral da Energia.

Durante o encontro, os participantes irão avaliar a viabilidade de diferentes projetos energéticos baseados em fontes renováveis, com destaque para soluções solares adaptadas às comunidades rurais e periurbanas. A validação destes estudos representa um passo essencial para a mobilização de investimentos e para a futura implementação das infraestruturas.

Perante este cenário, o diretor-geral da Energia sublinhou ainda que este é um momento importante para o setor energético da Guiné-Bissau.

“Estamos num momento particularmente importante para o setor energético da Guiné-Bissau. Está em curso a elaboração da Política Nacional de Energia 2026 – 2035”, acrescentou Mohamade Saido Baldé.

O assessor do Ministro da Energia, Raimundo Lopes, apontou as mini-redes solares como uma solução eficaz para a Guiné-Bissau em termos de acesso à energia para a população.

“As mini-redes de energia solar são uma solução eficaz para os problemas que enfrentamos no acesso à energia das nossas populações e, ao mesmo tempo, contribuem para a luta contra os fenómenos que degradam o ambiente”, ressaltou Lopes.

Após o seminário, será realizada uma formação dedicada ao uso de uma plataforma digital concebida para facilitar processos de licitação eletrónica e assegurar a monitorização eficiente das mini-redes. A ferramenta pretende reforçar a transparência, melhorar a gestão dos projetos e garantir maior eficácia na sua execução.

Com esta iniciativa, as autoridades e parceiros reforçam o compromisso de promover soluções energéticas sustentáveis, alinhadas com os objetivos de desenvolvimento da região, contribuindo para a redução do défice de eletrificação e para o desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau.

Funeral de Larijani entre apelos para lutar "até à última gota de sangue"... Milhares de pessoas despediram-se hoje de Ali Larijani, um dos políticos mais importantes do Irão, morto terça-feira por Israel, entre apelos à vingança e à continuação da luta "até à última gota de sangue".

© Majid Saeedi/Getty Images  Por  LUSA  18/03/2026 

Um camião com os restos mortais de Larijani e dos 74 marinheiros mortos no ataque norte-americano à fragata iraniana IRIS Dena, no oceano Índico, percorreu a cidade de Ahwaz, capital e a maior cidade da província do Cuzistão, no sudoeste do Irão, entre os habituais gritos de "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel". 

"A morte de Larijani é a que mais dói depois da do líder supremo ['ayatollah' Ali Khamenei]", afirmou o orador do funeral, acrescentando que o Irão vai continuar a lutar contra os Estados Unidos "até à última gota de sangue".

Outras pessoas presentes no funeral do político iraniano, morto num ataque aéreo israelita em Teerão, lamentaram o falecimento e juntaram-se ao apelo à luta. 

"Dói-nos muito e é necessário vingar-nos. Temos de continuar a lutar até à derrota de Israel", disse Azat Jadidi, uma mulher de 64 anos.

Um funcionário público de 31 anos, Hamid Reza, classificou a morte de Larijani como lamentável e apelou ao fim da guerra, insistindo na não rendição do Irão, mas em negociar para que os Estados Unidos "paguem uma compensação pela agressão e pelo assassínio de crianças".

A morte de Larijani deixa um vazio na República Islâmica, ainda sem sucessor conhecido.

Além dele, outros altos responsáveis políticos e militares morreram no conflito, iniciado a 28 de fevereiro, com ataques norte-americanos e israelitas a instalações militares e complexos governamentais em Teerão e noutras cidades.

Entre os mortos encontram-se o ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, o ex-comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária general Mohammad Pakpur e o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas general Abdorrahim Musavi.

Desde então, a República Islâmica respondeu com ataques com mísseis e drones contra Israel e vários países árabes vizinhos, ampliando o conflito no Médio Oriente.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos indicaram terem intercetado 13 mísseis balísticos e 27 drones numa nova ofensiva iraniana, no contexto de uma escalada que, segundo os EAU, incluiu centenas de projéteis desde o início das hostilidades.

Paralelamente, Israel intensificou as operações militares em território iraniano, tendo o Exército israelita anunciado novas ondas de ataques em grande escala a infraestruturas do regime de Teerão, incluindo centros de comando, instalações de mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea.

O balanço oficial de mortos no país não é atualizado pelo governo iraniano desde 05 de março, situando-se então em 1.230 óbitos.

Em Israel, os ataques iranianos causaram pelo menos 14 mortos.

Centenas de pessoas morreram no Irão na sequência dos bombardeamentos realizados desde 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.

O Irão respondeu com o encerramento do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Veja as imagens do funeral na galeria.👈


Leia Também: Teerão confirma morte de ministro dos serviços de informações

O presidente do Irão confirmou hoje a morte do ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib, reivindicada por Israel num ataque de precisão em Teerão....    "O assassínio cobarde dos meus caros colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, bem como de alguns membros das suas famílias e das suas equipas, mergulha-nos no luto", escreveu Masoud Pezeshkian nas redes sociais, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo... Israel e Estados Unidos atacaram hoje uma importante instalação de gás iraniana no Golfo, a maior do mundo, provocando um incêndio, anunciou a televisão estatal, numa altura em que a guerra entra na terceira semana.

© Lusa   18/03/2026 

"Há instantes, algumas partes das instalações de gás" da refinaria estratégica South Pars, situada na cidade portuária de Kangan, "foram atingidas por projéteis do inimigo americano-sionista", declarou a televisão, citando o vice-governador da província meridional de Bushehr. 

A estação acrescentou que equipas de bombeiros foram enviadas para o local para controlar o incêndio.

O imenso campo de gás de South Pars/North Dome é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

A instalação fornece cerca de 70% do gás natural consumido no Irão, que o explora desde o final da década de 1990.

Israel já tinha atacado instalações iranianas neste local durante a guerra dos 12 dias, em junho de 2025.

O país lançou novos ataques contra o Irão a 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, matando no primeiro dia o seu líder supremo, o 'ayattollah' Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se alastrou a todo o Médio Oriente.


Leia Também: Irão ameaça infraestruturas energéticas de Arábia Saudita, Qatar e Emirados 

A televisão estatal iraniana anunciou hoje que Teerão ameaçou atacar infraestruturas petrolíferas e de gás no Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU), após Israel e Estados Unidos terem atingido a maior refinaria do Irão.

19.º dia de guerra: Israel mata ministro iraniano em dia de funerais... Israel anunciou hoje ter matado mais um dos principais responsáveis políticos do Irão, o ministro dos Serviços de Informações, no mesmo dia em que Teerão enterra dois outros líderes eliminados na terça-feira.

© Ahmed Younis / Middle East Images / AFP via Getty Images   Por  LUSA    18/03/2026 

A guerra entre Israel e Estados Unidos e o Irão cumpre hoje o seu 19.º dia, com registo de mais ataques na região e de novos posicionamentos dos países do Médio Oriente.

Telavive diz ter eliminado ministro dos Serviços de informações iraniano

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou "a eliminação" de outro responsável iraniano, o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.

"Ele chefiava o aparelho interno do regime e era responsável pelos assassinatos e repressão no Irão, bem como pela promoção de ameaças externas", explicou o ministro israelita

Irão promete vingança por Larijani

O chefe do Exército iraniano prometeu que a morte do chefe de segurança da República Islâmica, Ali Larijani, será "vingada", no dia em que se realizou o funeral daquele responsável e o do líder da força paramilitar Basij, Gholam Reza Soleimani, também morto na terça-feira.

Seleção feminina do Irão na Turquia

A seleção feminina de futebol do Irão, cujas jogadoras tinham pedido asilo na Austrália - incluindo quatro jogadoras e um membro da equipa técnica que tinham decidido regressar a casa -- já atravessou a fronteira turco-iraniana de Gürbulak (leste).

Israel planeia atacar pontes sobre o rio Litani

O exército israelita anunciou que se prepara para atacar pontes sobre o rio Litani, que atravessa o sul do Líbano, a cerca de 30 quilómetros da fronteira com Israel.

O objetivo é impedir a transferência de reforços e armamento, explicou o porta-voz do exército, aconselhando as pessoas no local a deslocarem-se em direção à zona mais a norte.

Doze mortos em ataques israelitas em Beirute

Os ataques israelitas contra bairros densamente povoados no centro de Beirute fizeram 12 mortos e 41 feridos, segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde libanês.

O exército israelita realizou também ataques no sul do Líbano, onde uma ordem de retirada de pessoas provocou o pânico na região de Tiro, cidade portuária considerada Património Mundial da UNESCO.

Novos ataques israelo-americanos no Irão

O Irão foi novamente atingido por ataques israelo-americanos em diversas regiões, incluindo a capital Teerão, tendo a agência de notícias local, a Tasnim, anunciado sete mortos e 56 feridos em Doroud (Lorestan).

Nova bateria Patriot da NATO na Turquia

A Turquia anunciou o destacamento, pela NATO, de uma nova bateria antiaérea Patriot, complementando o sistema Patriot espanhol já em serviço, na base militar de Incirlik (sul), que alberga forças norte-americanas, após a interceção, no início do mês, de três mísseis balísticos disparados do Irão em direção ao território turco.

Várias explosões em Erbil

Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas em Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, enquanto grupos armados pró-Irão realizavam uma série de ataques com drones contra militares e interesses dos EUA nos últimos dias.

Exportações de petróleo iraquianas

O Iraque anunciou a retoma de parte das suas exportações de petróleo - 250 mil barris por dia -, transportados por oleoduto para um porto turco, após um acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano.


Leia Também: Irão diz ter desmantelado mais de 100 células monárquicas

As autoridades iranianas anunciaram hoje terem desmantelado mais de uma centena de alegadas células de redes monárquicas que conspiravam contra a República Islâmica, no 19.º dia da ofensiva israelo-americana.


CRISE NO MAIOR HOSPITAL DO PAÍS: FALTA DE MEIOS E INFRAESTRUTURAS DEGRADADAS PREOCUPAM DIREÇÃO

Por Rádio Sol Mansi   18/03/2026

O Diretor-geral do Hospital Nacional “Simão Mendes”, Malam Sabali, revelou que a maior unidade hospitalar do país enfrenta sérios problemas estruturais e técnicos, que comprometem a qualidade dos serviços prestados aos doentes.

Segundo Sabali, o hospital debate-se com a degradação avançada de várias enfermarias, falta de meios de diagnóstico laboratorial, utilização de materiais obsoletos e escassez de equipamentos hospitalares essenciais.

As declarações foram feitas após a receção de um lote de medicamentos e materiais médicos, doados pela Antena “Noma” na Guiné-Bissau, destinados ao tratamento de vítimas de queimaduras.

Apesar das dificuldades, o responsável assegurou que as autoridades sanitárias estão a envidar esforços para encontrar soluções urgentes. Ainda assim, sublinhou que os meios de diagnóstico e os medicamentos de primeiros socorros continuam a ser as necessidades mais prioritárias da instituição.

Relativamente aos pacientes vítimas do incêndio causado por uma bomba de combustível improvisada na cidade de Bafatá, ocorrido no mês de fevereiro, Malam Sabali garantiu que os doentes continuam internados, mas apresentam evolução clínica positiva. O diretor acredita que todos poderão receber alta médica até a próxima semana.

Quanto ao apoio recebido, Sabali destacou que os medicamentos e materiais doados serão fundamentais para reforçar o tratamento de vítimas de queimaduras, garantindo que serão utilizados de forma adequada nas respetivas áreas.

Por sua vez, o coordenador da Antena “Noma”, Adramane Nhabali, afirmou que a iniciativa visa reforçar a capacidade de resposta do hospital face à situação crítica dos sinistrados.

Entretanto, informações indicam que alguns dos feridos do incêndio de Bafatá continuam em tratamento, sendo que quatro pacientes permanecem em Dacar a receber cuidados médicos especializados.

Israel diz ter matado ministro dos Serviços de Informação iraniano... O ministro da Defesa de Israel diz que "são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes", sem avançar pormenores. O óbito de Esmail Khatib acontece depois de Israel ter matado o responsável de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar voluntária Basij.

Por  sicnoticias.pt

O ministro da Defesa de Israel anunciou esta quarta-feira que as forças armadas israelitas mataram o ministro dos Serviços de Informações iraniano, Esmail Khatib.

Israel Katz adiantou que "são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes", sem avançar pormenores.

A morte de Khatib acontece depois de Israel ter matado o responsável de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, Gholamreza Soleimani.

No início da guerra, que começou a 28 de fevereiro, as forças aliadas dos Estados Unidos e de Israel também mataram o ex-líder supremo do Irão 'ayatollah' Ali Khamenei.


O conflito no Médio Oriente já entrou na terceira semana e Israel continua a intensificar a sua ofensiva militar no Líbano. "Para já, a incursão terrestre não tem sido bem-sucedida mas os israelitas continuam a tentar consolidar a sua presença na fronteira", relata João Sousa, jornalista em serviço especial para a CNN Portugal em Beirute


Seul diz ser "prioridade" dos EAU, que vão fornecer 24 milhões de barris.... A Coreia do Sul afirmou hoje que os Emirados Árabes Unidos (EAU) darão prioridade a Seul no fornecimento petrolífero, após Abu Dhabi garantir fornecer 24 milhões de barris de crude, no contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Por LUSA 

Os Emirados prometeram que "nenhum país receberá petróleo bruto antes da Coreia do Sul", afirmou o chefe de gabinete do Presidente da República sul-coreano, Kang Hoon-sik, numa conferência de imprensa realizada em Seul para informar sobre os resultados da sua visita ao país da Ásia Ocidental.

Abu Dhabi afirmou que Seul é "a sua prioridade número um" dos EAU no fornecimento de petróleo, acrescentou.

O acordo prevê a importação de 18 milhões de barris adicionais, que se somam aos seis milhões anunciados anteriormente.

O responsável salientou que, face ao bloqueio efetivo do estreito de Ormuz, é necessário garantir as importações através de rotas de abastecimento alternativas para superar a atual crise energética.

A Coreia do Sul depende em grande medida do abastecimento energético desta região em guerra, de onde importa cerca de 70% do petróleo bruto e cerca de 20% do gás natural liquefeito.

Perante o risco de interrupções no abastecimento, Seul adotou diversas medidas, como a introdução de um limite temporário ao preço dos combustíveis, a extensão dos subsídios ao gasóleo e a preparação de medidas de poupança energética e de um orçamento suplementar para mitigar o impacto económico.

A Coreia do Sul também libertar gradualmente, durante os próximos três meses, 22,46 milhões de barris de petróleo bruto das suas reservas estratégicas, no âmbito do plano coordenado pela Agência Internacional da Energia (AIE) para estabilizar o mercado energético mundial.

Teerão e Moscovo afirmam que central nuclear de Bushehr foi atingida por projétil... Teerão e Moscovo afirmam que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr, no Irão, levantando o espetro de um incidente radioativo, quando se intensifica a guerra de Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.

Por LUSA 

Nem o Irão nem a Rússia afirmam que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente, ocorrido na terça-feira, mas este sublinha mais uma vez uma preocupação de longa data dos vizinhos do Irão --- que a central, situada nas margens do Golfo Pérsico, possa ser atingida por um ataque ou por um terramoto. 

A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo.

"Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.

A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) emitiu hoje uma declaração segundo a qual revela ter sido "informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira à noite".

"Não foram comunicados danos na central nem feridos entre o pessoal", acrescenta o texto.

Nenhum especialista independente observou os danos, nem o Irão ou a Rússia publicaram imagens dos estragos.

Não é ainda claro qual foi o "projétil" que atingiu o complexo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas forças que têm estado a atacar o sul do Irão, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.

Estilhaços de mísseis intercetados e outros disparos de defesa aérea também causaram danos na região desde o início da guerra. Bushehr, a cerca de 750 quilómetros (465 milhas) a sul da capital do Irão, Teerão, alberga uma base da marinha iraniana e um aeroporto de dupla utilização, civil e militar, com sistemas de defesa aérea.

O reator atualmente em funcionamento em Bushehr utiliza urânio proveniente da Rússia enriquecido a 4,5%, um nível baixo necessário para a produção de energia em tais centrais.

Bushehr, enquanto central nuclear civil em funcionamento, não foi afetada durante a guerra de 12 dias em junho entre Israel e o Irão. Durante essa guerra, os EUA bombardearam três instalações iranianas de enriquecimento nuclear. Desde então, o Irão tem impedido os inspetores da AIEA de visitar esse tipo de instalações.

Um eventual ataque a uma central nuclear que provoque fugas de radiação constituiria uma crise existencial para os Estados árabes do Golfo Pérsico, que dependem das estações de dessalinização no golfo para o seu abastecimento de água.


Maioria dos russos continua a lamentar dissolução da União Soviética... A maioria dos russos (57%) lamenta a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), dado inalterado há vários anos, segundo um inquérito do Centro de Pesquisa de Opinião Pública de Moscovo, divulgado terça-feira.

Por  LUSA 

Segundo a pesquisa, a maioria dos cidadãos russos que sentem nostalgia da União Soviética são pessoas nascidas entre a década de 1940, que coincidiu com a Segunda Guerra Mundial, e o início da década de 1960, na sequência do período conhecido como Degelo de Khruschev, iniciado em meados da década de 1950, no qual houve um abrandamento da repressão e da censura.

Nesse segmento da população, a proporção dos que lamentam a dissolução da URSS, consumada em 26 de dezembro de 1991, é de cerca de 80%, a mesma percentagem que aceita o processo de reabilitação da imagem de Estaline, chefe de Estado entre 1924 e 1953.

Já entre as pessoas nascidas após a queda da União Soviética, apenas 14% dizem lamentar o episódio que o presidente russo, Vladimir Putin, já descreveu como a maior tragédia geopolítica do século XX.

Por outro lado, um terço dos russos crê que a dissolução da URSS era inevitável, enquanto 57% pensa o contrário.

Putin e muitos saudosos do regime soviético atribuem a responsabilidade da sua dissolução ao seu último líder, Mikhail Gorbachev, que se demitiu do cargo de presidente da URSS em 25 de dezembro de 1991.

O estudo detalha ainda que 61% dos inquiridos votariam a favor da manutenção da União Soviética, caso se realizasse hoje um referendo nesse sentido.  

Em 2005, 75% dos russos considerou negativa a dissolução da União Soviética, país fundado em 1922.

Denis Sassou Nguesso reeleito presidente do Congo com 94,82% dos votos

Por Platina Line

O Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, foi reeleito com expressivos 94,82% dos votos, de acordo com os resultados oficiais divulgados pela televisão estatal. A vitória reforça a continuidade do seu longo domínio na política congolesa.

Aos 82 anos, Sassou Nguesso figura entre os chefes de Estado mais antigos em exercício no continente africano, consolidando-se como uma das lideranças mais duradouras da região. A sua permanência no poder tem sido marcada por diferentes fases políticas e desafios internos.

Ao todo, concorreram seis candidatos, entre os quais Mabio Mavoungou Zinga — o mais votado entre os adversários, com 1,40% —, Joseph Kignoumbi Kia Mboungou, Uphrem Dave Mafoula, Melaine Destin Gavet Elengo, Vivien Romain Manangou e Anguios Nganguia Engambe.

No comando do país desde 1977, o líder congolês teve apenas uma interrupção de cinco anos fora do poder, período em que esteve afastado antes de regressar à presidência. Desde então, retomou o controlo político e mantém-se como figura central na governação do país. 

CAN'2025: Senegal reage a retirada do título da CAN2025 com vídeo dos festejos... A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) e a seleção do país reagiram hoje à retirada do título africano com um vídeo nos seus canais oficiais do X em que celebravam a conquista da prova.

© Getty Images    Por  LUSA  18/03/2026 

O Comité de Apelação da Confederação Africana de Futebol anunciou hoje ter punido com derrota por 3-0 a seleção senegalesa, por esta ter abandonado o relvado perto do final do tempo regulamentar da final frente a Marrocos, em protesto com uma grande penalidade marcada a favor da seleção anfitriã da CAN2025.

Os senegaleses regressaram mais tarde e, depois de Brahim Díaz ter falhado o penálti, acabaram por vencer no prolongamento, com um golo de Pape Gueye.

Os marroquinos protestaram o encontro e veem agora o Comité de Apelação dar-lhes razão, já depois de a própria CAF ter decidido anteriormente validar o triunfo dos senegaleses.

Enquanto ainda é aguardada uma reação oficial por parte da FSF, este organismo reagiu entretanto com o vídeo das celebrações, em que, durante 33 segundos, se podem ver os festejos dos jogadores e dos adeptos nas ruas do país após conquistarem o título no passado dia 18 de janeiro.

A FSF pode ainda apelar desta decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto no prazo de 10 dias.


Leia Também: Polémica sem fim. Senegal perde CAN para Marrocos... dois meses depois

O recurso da seleção de Marrocos pela saída de campo do Senegal na final da Taça das Nações Africanas deste ano foi válido e os vencedores no relvado acabam por ser desclassificado e o troféu passa a ser dos marroquinos.

Uma polémica sem fim no continente africano. O Comité de Recursos da Confderação Africana de Futebol (CAF) anunciou esta terça-feira que o recurso apresentado por Marrocos após a final da CAN2025, conquistada em campo pela seleção do Senegal, foi válido, passando os marroquinos a ser o atual detentor do troféu, com uma reviravolta nos acontecimentos do passado dia 18 de janeiro.....

terça-feira, 17 de março de 2026

Israel diz que Hezbollah planeia ataque de grande escala... As Forças de Defesa de Israel afirmam que o Hezbollah está a planear um grande ataque de grande escala com rockets contra o centro e o norte de Israel nas próximas horas. Depois de anunciar operações terrestres limitadas, Telavive poderá estar a preparar terreno para uma invasão alargada do sul do Líbano.

Por  sicnoticias.pt   17 mar. 2026

“Em muitos casos, os ataques aéreos israelitas destruíram edifícios residenciais inteiros em zonas urbanas densamente povoadas, tendo muitas vezes provocado a morte de vários membros da mesma família, incluindo mulheres e crianças”, afirmou Thameen Al-Kreetan.

A ameaça de julgamento por crimes de guerra não parece demover Benjamin Netanyahu, sobre quem já recai um mandado do Tribunal Penal Internacional.

Entretanto, há sinais de que a estratégia aplicada em Gaza poderá vir a ser replicada no Líbano.

“Nas últimas horas, identificámos um aumento nos preparativos da organização terrorista Hezbollah para lançar rajadas de rockets contra o território israelita. As Forças Armadas não permitirão que civis israelitas sejam atacados”, declarou Effie Defrin.

Nas últimas horas, as operações intensificaram-se no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel dizem ter atingido infraestruturas militares ligadas ao Hezbollah, uma versão contrariada por habitantes locais.

Telavive admitiu que, à semelhança do que fez com túneis e estruturas do Hamas, pretende destruir posições do Hezbollah para impedir o regresso do grupo xiita pró-iraniano.

Apesar de serem apresentadas como operações terrestres limitadas, o site Axios avança que Israel planeia invadir toda a área a sul do rio Litani. A concretizar-se, será a maior operação terrestre desde a guerra de 2006.

Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido já alertaram para as potenciais consequências humanitárias devastadoras e para o risco de agravamento do conflito.


Leia Também: ONU no Líbano confirma reforços israelitas acima da linha de demarcação

A missão de paz das Nações Unidas no Líbano (FINUL) alertou hoje para a presença de reforços israelitas na sua área de operações no sul do país, em plena ofensiva contra as milícias do grupo xiita Hezbollah.

Leia Também: Israel ordena evacuação de cidade de Tiro por ataques contra Hezbollah

O exército israelita emitiu hoje uma ordem urgente de evacuação da cidade libanesa de Tiro e de vários campos de refugiados nos arreadores, devido aos ataques contra a milícia xiita libanesa Hezbollah no sul do país.

Anemia: O sintoma pouco conhecido a que deve estar atento... A anemia por falta de ferro é uma das mais comuns. Existe um sintoma menos conhecido que muitas pessoas ignoram e que pode ser uma forma de conseguir detetar este problema. Saiba tudo.

© Shutterstock   Adriano Guerreiro  noticiasaominuto.com  17/03/2026 

A falta de ferro pode levar à anemia que o deixa sem energia uma vez que os glóbulos vermelhos acabam por não transportar todo o oxigénio necessário para o corpo. Existe um sintoma de anemia pouco conhecido a que deve estar muito atento.

O serviço nacional de saúde britânico partilhou um dos sintomas que pode revelar anemia por falta de ferro. Alguns acabam por ignorar, mas é importante perceber o que se está a passar com o seu corpo. 

Os sintomas de anemia (e um menos conhecido)

Alguns dos sintomas típicos de anemia passam por fadiga, energia em baixo, falta de ar, palpitações e dores de cabeça. Por outro lado, podem aparecer sinais menos comuns a que importa dar alguma atenção.

São eles: zumbido nos ouvidos, comichão, dores na língua, queda de cabelo, alterações no paladar, nas unhas, aftas e até dificuldade em engolir. Há ainda um sintoma nas pernas que nem todos associam à anemia.

Falamos da síndrome das pernas inquietas. “Esta condição causa uma forte compulsão para mover as pernas, frequentemente durante o repouso à noite. Caso suspeite de anemia por deficiência de ferro, consulte o seu médico”, explica o serviço de saúde britânico.

“Existem outras variantes, como anemia por deficiência de vitamina B12 ou de folato, que o exame de sangue também detecta. Assim, se a causa da sua anemia por deficiência de ferro for identificada, o seu médico irá sugerir um tratamento adequado."

Falta de ferro vê-se na pele. Eis um sintoma que provavelmente desconhece

Um nutriente como o ferro ajuda a manter o bom funcionamento do organismo. A escassez deste nutriente provoca baixa imunidade, deixando-nos suscetíveis a potenciais infeções e até a sofrer de anemia, uma doença que resulta da diminuição abrupta do número de glóbulos vermelhos no sangue ou do conteúdo de hemoglobina no sangue para valores inferiores aos considerados normais. 

Segundo a rede de saúde CUF, a falta de ferro pode dever-se a "perdas por hemorragia, como acontece nas gastrites associadas ao uso de anti-inflamatórios, nas úlceras do estômago e duodeno ou em lesões cancerosas do tubo digestivo". 

"A anemia também pode ser consequência de um aumento das necessidades de ferro, decorrente, por exemplo, da gravidez ou de fases de crescimento rápido, como a idade pré-escolar e a adolescência", explica. Outra causa frequente de défice de ferro é "uma dieta desequilibrada e pobre em ferro", como acontece, por exemplo, nas dietas vegetarianas. 

Mas, afinal, como saber se tem uma baixa concentração de ferro no organismo? Um dos sintomas "mais comuns" é a palidez, alerta o Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS na sigla inglesa). No entanto, este não é o único sinal de alerta. O NHS afirma que os sintomas podem incluir cansaço, fadiga e, entre outros, ritmo cardíaco acelerado.

Para prevenir esta insuficiência, garanta que a sua dieta inclui alimentos como carne vermelha, peixe, feijão, gema de ovo e frutos secos.

Centenas de estudantes formam filas para receber antibióticos após surto de meningite no Reino Unido... Um surto de meningite na região de Kent, no Reino Unido, provocou a morte de dois estudantes e mais de uma dezena de casos confirmados, possivelmente ligado a um evento social. A reportagem é da Sky News, televisão parceira da SIC.

Por SIC Notícias

A preocupação entre os jovens e as suas famílias em Kent está a aumentar, após a morte de dois estudantes devido a um surto de meningite.

Um dos alunos frequentava a Universidade de Kent, enquanto o outro era estudante numa escola secundária próxima. Pelo menos 11 pessoas encontram-se hospitalizadas em estado grave, algumas tendo sido colocadas em coma induzido.

Centenas de estudantes formaram filas para serem avaliados e receberem antibióticos preventivos. As autoridades de saúde apelaram a todos os que tenham visitado a discoteca Chemistry, em Canterbury, nos dias 5, 6 ou 7 de março, para que se apresentem para tratamento.


Duas pessoas morreram na sequência de um surto de meningite registado no Reino Unido, que está a afetar sobretudo jovens ligados à Universidade de Kent, em Canterbury. Entre as vítimas está um estudante da instituição.

Teerão seleciona navios aliados que podem atravessar Estreito de Ormuz... O Irão está a selecionar navios de "países aliados" autorizados a atravessar o Estreito de Ormuz, sob bloqueio imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana iniciada em fevereiro, mostraram hoje dados de rastreio.

Por LUSA 

Pelo menos cinco navios saíram da via navegável estratégica, por onde normalmente passam quase 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, transitando por águas iranianas nos dias 15 e 16 de março, informou a empresa de informações marítimas Windward, num relatório de análise hoje divulgado.

"Esta nova rota ilustra como o bloqueio seletivo do Irão se alterou para permitir o trânsito dos seus aliados e apoiantes", afirmou a empresa.

Nos últimos dois dias, pelo menos quatro navios saíram do Estreito de Ormuz através do canal Larak-Qeshm, junto à costa iraniana, segundo um comunicado publicado por Natasha Kaneva, analista de matérias-primas do banco JPMorgan Chase.

"Esta não é uma rota padrão para navios. Pode refletir um procedimento para confirmar a propriedade do navio e a natureza da carga, permitindo a passagem de embarcações não ligadas aos Estados Unidos ou aos seus aliados", declarou.

Entre os navios, estava um petroleiro com pavilhão paquistanês que transitou pelo estreito com o seu sistema de identificação automática (AID) ativado, segundo uma publicação do 'site' especializado MarineTraffic, ao passo que a maioria dos navios o mantém desligado para evitar serem alvos de fiscalização.

A maior parte do crude que atravessou o estreito tinha como destino a Ásia, principalmente a China, acrescentou Kaneva.

Um navio pertencente a interesses turcos também conseguiu passar o estreito com a permissão do Irão, afirmou hoje o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu.

Embora os responsáveis de Teerão tenham emitido declarações contraditórias umas atrás das outras, em meados de março o chefe da diplomacia iraniana garantiu que o seu país estava disposto a autorizar a passagem de navios de determinados países pelo Estreito de Ormuz.

Teerão tem como objetivo tornar o estreito intransponível e perturbar a economia mundial, para pressionar Washington.

"A situação no Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra", advertiu hoje o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X, sem fornecer mais pormenores.

O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou hoje como um "erro realmente estúpido" a recusa de muitos Estados-membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) em ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos - entre os quais o aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei - e mais de 10.000 civis feridos.

A organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) indicou, a 11 de março, que morreram mais de 1.825 pessoas, quase 1.300 das quais civis, incluindo pelo menos 200 crianças.


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A Guarda Revolucionária do Irão confirmou a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada hoje pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu 'site' oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente "foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista".

Ucrânia enviou "201 especialistas" para intercetar drones iranianos... A Ucrânia enviou 201 especialistas em defesa aérea para o Médio Oriente para ajudar os seus aliados na região a intercetar os drones iranianos, revelou hoje em Londres o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Por LUSA 

"Há 201 ucranianos no Médio Oriente e no Golfo, e outros 34 estão prontos para serem destacados, especialistas militares, capazes de prestar assistência e permitir a defesa contra os drones Shahed" iranianos, declarou o chefe de Estado ucraniano, durante um discurso no parlamento britânico.

Zelensky afirmou que os peritos ucranianos estão nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait. 

"Estamos a trabalhar com vários outros países. Já existem acordos em vigor", acrescentou, explicando que o envio foi feito "a pedido dos nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos". 

Zelensky disse estar aberto à cooperação no domínio dos drones e a parcerias no setor da defesa com outros países porque os drones intercetores desenvolvidos pela Ucrânia são mais baratos do que os mísseis usados pelos Estados Unidos, Reino Unido e países árabes, que podem custar até vários milhões de dólares. 

"A nossa abordagem é muito mais económica", vincou. 

Desde o início do conflito no Irão, desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e Israel, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

Kiev tem experiência no abate de drones com tecnologia iraniana, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Durante o mesmo discurso, ao qual assistiu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o Presidente ucraniano agradeceu ao Reino Unido por não ter levantado as sanções ao petróleo russo, como fizeram os Estados Unidos.

"Um forte apoio à Ucrânia, sanções severas contra a Rússia e projetos conjuntos de defesa robustos são a única base para uma diplomacia eficaz que permita pôr fim a esta guerra", defendeu.

O discurso de Zelensky numa sala do parlamento britânico ocorreu após uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e antes de um encontro com o Rei Carlos III. 

Quem era Ali Larijani?... Filho de um ayatollah, Ali Larijani, o líder iraniano que terá sido morto por Israel, era um foi conselheiro do líder supremo Ali Khamenei

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



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As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

Guerra na Ucrânia: Moscovo reconhece que toda a Rússia pode ser alvo de drones ucranianos... O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, reconheceu hoje que nenhuma parte da Rússia está livre de ser alvo dos drones ucranianos, dado o desenvolvimento dos equipamentos e os métodos de Kiev.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  17/03/2026 

Shoigu deu como exemplo a região dos Urais, que "até há pouco tempo" era um dos locais fora do alcance dos ataques aéreos da Ucrânia.

 A região encontra-se agora "na zona de ameaça imediata", afirmou Shoigu numa reunião do Conselho de Segurança em Ecaterimburgo, a principal cidade dos Urais e uma das maiores da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Com cerca de 1,4 milhões de habitantes, Ecaterimburgo situa-se a quase 1.700 quilómetros a leste da capital russa, Moscovo, e é o principal centro industrial do distrito federal dos Urais.

A Ucrânia tem efetuado ataques a grande distância da fronteira com a Rússia em operações que implicam o transporte de armamento desmontado para ser ativado em zonas mais próximas dos alvos.

Shoigu advertiu que os ataques nos Urais, uma região que aglutina seis entidades subnacionais, podem causar "importantes danos económicos".

Podem também perturbar o funcionamento de grandes áreas metropolitanas e interromper cadeias de abastecimento, incluindo as que considerou fundamentais para a continuação da guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em fevereiro de 2022.

"Este é o potencial industrial e de defesa da região, que é um dos principais centros industriais do nosso país", disse o ex-ministro da Defesa.

Shoigu referiu que se concentram na região empresas estratégicas da indústria de defesa, instalações energéticas e químicas, e as principais jazidas de petróleo e gás.

"Tudo o que constitui a base da segurança económica e a capacidade de defesa do Estado", afirmou.

O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que foram intercetados cerca de 200 drones ucranianos nas últimas 24 horas, grande parte dos quais sobre a região de Moscovo.

Após mais de quatro anos de guerra a defender-se da Rússia, a Ucrânia desenvolveu capacidades de produção e de defesa de aeronaves não tripuladas, um tipo de armamento que tem ganhado relevância em conflitos recentes.

A experiência particular com drones iranianos levou ao envio recente de técnicos ucranianos para países do Golfo Pérsico para ajudar a fazer frente aos ataques do Irão de retaliação pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que a navegação no estreito de Ormuz "não voltará a ser como antes" e defendeu que o encerramento da passagem se deve às necessidades defensivas do Irão.


Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo... A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

© Lusa  17/03/2026 

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril. 

"A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente", advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

"Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite", alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.

Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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A ONU denunciou hoje que mais de 36.000 palestinianos foram obrigados a deslocar-se em apenas um ano devido ao aumento da violência exercida pelas forças de segurança e pelos colonos israelitas na Cisjordânia.


Malam Sissé é o novo Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, em substituição de Uffé Vieira. A decisão consta do comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira, 17 de março de 2026.

Médio Oriente: Eis o essencial até agora do 18.º dia de guerra... Israel anunciou hoje ter matado um dos principais dirigentes iranianos, marcando o 18.º dia da guerra no Médio Oriente, que também já registou novos bombardeamentos em Teerão e Beirute e nos ataques a petroleiros.

Por LUSA 

Estes são os acontecimentos essenciais que marcam o início do dia na guerra iniciada a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

Israel diz ter eliminado Larijani e líder da Basij

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou a  "eliminação" do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e uma das figuras políticas mais influentes do país, Ali Larijani, um e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, após ataques aéreos realizados durante a noite pelas forças armadas israelitas.

"Foram alcançados resultados preventivos significativos durante a madrugada, que podem influenciar o resultado das operações e os objetivos do exército israelita", disse o exército israelita, em comunicado.

China envia ajuda humanitária

A China anunciou que vai enviar ajuda humanitária a quatro países do Médio Oriente: Irão, Líbano, Jordânia e Iraque.

"A guerra causou uma grave catástrofe humanitária para o povo do Irão e de outros países da região. A China expressa a sua solidariedade e compaixão aos povos dos países afetados", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Fortes explosões em Teerão

Fortes explosões atingiram a capital iraniana, segundo avançou um jornalista da agência de notícias francesa AFP, após uma noite marcada por fortes explosões.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais afetados ainda não foram identificados.

Dez "espiões estrangeiros" iranianos detidos

"Dez mercenários, traidores, foram identificados e presos", informou o departamento de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na província de Khorasan Razavi (noroeste), segundo a agência de notícias ISNA, que não especificou as suas nacionalidades.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro estavam a recolher informações "sobre locais sensíveis e infraestruturas económicas", enquanto os outros estavam ligados a um "grupo terrorista monárquico".

Novo ataque a instalações petrolíferas

A zona industrial petrolífera de Fujaira, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, foi alvo de mais um ataque com um drone, que provocou um incêndio, mas não fez feridos, segundo as autoridades locais.

As instalações, localizadas no Golfo de Omã, perto do Estreito de Ormuz, já tinham sido atingidas na segunda-feira por um drone, o que levou a companhia petrolífera nacional Adnoc a suspender os seus envios de crude.

Preço do petróleo volta a subir

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte estava a subir 4,58% às 06:30, atingindo os 104,80 dólares por barril. Na segunda-feira, tinha caído 2,84%.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 5,14% para 98,31 dólares, depois de ter caído 5,28% na segunda-feira.

Já os mercados bolsistas europeus abriram sem grandes variações: Paris -0,20%, Frankfurt -0,27%, Londres +0,05%, seguindo resultados mistos de fecho em Tóquio, Seul, Sydney e Hong Kong.

Emirados Árabes Unidos e Qatar atacados

Um cidadão paquistanês foi morto por destroços de um míssil balístico intercetado em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

No emirado vizinho do Dubai, um jornalista da AFP ouviu três explosões depois de um alerta enviado por telemóvel ter avisado os residentes sobre um possível ataque com míssil.

No Qatar, as autoridades disseram ter intercetado um ataque com míssil.

Petroleiro atingido no Golfo de Omã

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando estava ancorado no Golfo de Omã, perto da entrada do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO.

A embarcação sofreu apenas "danos ligeiros" e não houve vítimas, acrescentou a agência.

Israel bombardeia Teerão e Beirute

O exército israelita anunciou ter lançado "uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão", acrescentando que também "lançou uma nova vaga de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute".

De acordo com a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), aviões israelitas bombardearam os bairros de Kafaat e Haret Hreik, nos subúrbios do sul da capital, e um ataque aéreo atingiu um apartamento nos andares superiores de um prédio residencial em Doha Aramoun, na mesma região.

Ataques no Iraque

Pelo menos quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma fação pró-Irão.

A embaixada dos EUA na capital iraquiana foi atacada por duas vezes num intervalo de poucas horas, hoje e na segunda-feira, enquanto um ataque com drones teve como alvo um dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque.