sexta-feira, 17 de abril de 2026

Teerão nega acordo sugerido por Trump sobre entrega de urânio enriquecido... O Irão negou hoje ter concordado com a transferência dos seus 'stocks' de urânio enriquecido, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter sugerido o contrário, ao abordar este tema central nas divergências entre os dois países.

© Getty Images     Por  LUSA    17/04/2026 

"Ourânio enriquecido do Irão não será transferido para lado nenhum. Tal como o solo iraniano é sagrado para nós, esta questão é de grande importância", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, citado pela televisão estatal.

Anteriormente, Donald Trump tinha afirmado na sua rede social Truth Social que "os Estados Unidos ficarão com toda a 'poeira' nuclear criada pelos magníficos bombardeiros B2", referindo-se ao urânio iraniano que foi visado pela aviação norte-americana em junho do ano passado.

O líder norte-americano publicou hoje uma série de mensagens na sua rede social sobre o atual conflito com a República Islâmica, desencadeado em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, além de ter prestado declarações à agência France-Presse (AFP) a indicar que já "não há pontos de atrito" para um entendimento com Teerão, que acredita estar muito próximo.

"Os iranianos querem reunir-se. Querem chegar a um acordo. Penso que provavelmente haverá uma reunião este fim de semana. Penso que chegaremos a um acordo dentro de um ou dois dias", acrescentou noutra conversa com o jornal digital norte-americano Axios.

Na sua sequência de 'posts', o líder da Casa Branca disse também que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após o chefe da diplomacia de Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada por Trump como "um dia grandioso para o mundo".

O político republicano disse porém que os Estados Unidos vão manter o seu bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".

Em reação, as agências de notícias Fars e Tasnim, próximas da Guarda Revolucionária iraniana, indicaram posteriormente que Ormuz voltará a ser encerrado se o bloqueio naval dos Estados Unidos prosseguir.

O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, ocorreu no seguimento do cessar-fogo de dez dias no conflito no Líbano, que entrou em vigor na última madrugada.

Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.

Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou hoje, numa entrevista, que espera chegar a um acordo com o Irão "dentro de um ou dois dias" para pôr fim à guerra.

Médio Oriente: Líbano procura "acordo permanente" com Israel... O Líbano está a trabalhar para um "acordo permanente" com Israel após o cessar-fogo que entrou em vigor na última madrugada, afirmou hoje o Presidente libanês, afastando qualquer "sinal de fraqueza" nas negociações com Telavive.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  17/04/2026 

"Encontramo-nos numa nova fase", declarou Joseph Aoun no seu primeiro discurso à nação desde o começo da trégua com Israel, que assinalou como uma etapa de transição "para trabalhar no sentido de um acordo permanente que salvaguarde os direitos do povo libanês" e a unidade e soberania nacional.

Para Aoun, as primeiras negociações diretas entre os dois países, que não têm relações diplomáticas, não devem ser vistas como "um sinal de fraqueza ou uma concessão", nem de cedência de território nacional, apesar da atual ocupação israelita no sul do país.

"Estamos confiantes de que vamos salvar o Líbano, (...) recuperámos o Líbano e o poder de decisão do Líbano pela primeira vez em quase meio século", prosseguiu o chefe de Estado, acrescentando que o seu país não é nem voltará a ser "o teatro de guerra de ninguém".

Nesse sentido, avisou que não permitirá que "um único libanês morra", nem a continuação do derramamento de sangue do seu povo "devido à influência de terceiros ou aos cálculos de potências próximas ou distantes".

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo xiita, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.

No mais recente balanço, as autoridades de Beirute registaram 2.294 mortos nos últimos 45 dias, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de descolados.

Após um mês e meio de confrontos, Israel e o Líbano acordaram um cessar-fogo de dez dias, que o Hezbollah também aceitou apesar de não ter participado no entendimento mediado pelos Estados Unidos, e anunciaram o início de negociações diretas.

No seu discurso à nação, o Presidente libanês agradeceu "a todos os que contribuíram para alcançar o cessar-fogo", apontando em concreto o Presidente norte-americano, Donald Trump, que identificou como seu amigo, bem como a Arábia Saudita.

Após anunciar na quinta-feira o início da trégua, Trump indicou que Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deverão encontrar-se na Casa Branca, em Washington, "nos próximos quatro ou cinco dias".

O Presidente libanês declarou hoje que o objetivo de Beirute é "travar a agressão israelita" e conseguir a retirada das suas tropas, bem como garantir o regresso dos prisioneiros de guerra e dos deslocados às suas casas "em segurança, liberdade e dignidade".

A declaração do chefe de Estado surge horas depois de o primeiro-ministro israelita ter afirmado que o seu país "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah, apesar de Donald Trump ter avisado que os Estados Unidos proibiram Israel de retomar os seus ataques no país vizinho.

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

 Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.


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O Exército israelita informou hoje sobre uma operação realizada no sudeste do Líbano "minutos antes" de entrar em vigor do acordo de cessar-fogo de dez dias anunciado na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"They not Pious". E se o "beef" entre Papa e Trump fosse uma música?... Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", emitido pela CBS, lançou uma música na qual adapta o hit "They Not Like Us", de Kendrick Lamar, para abordar as farpas lançadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Papa (que não o deixou sem resposta).

© Alberto PIZZOLI / POOL / AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  17/04/2026 

Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", decidiu lançar, esta sexta-feira, uma música na qual aborda um dos temas que tem dominado a atualidade: o 'beef' (uma espécie de rixa de troca de palavras) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espoletou quando decidiu criticar o Papa Leão XIV.

O comediante, cujo programa é transmitido pela CBS, decidiu lançar este excerto com a 'ajuda' de uma música de Kendrick Lamar. Usando "They Not Like Us" - um hit que surgiu no contexto de uma rixa verbal entre Lamar e Drake -, Colbert e a sua equipa adaptaram ao tema à atualidade política.

Pode ouvir a adaptação ("They not Pious", "Eles não são devotos") abaixo, mas explicamos, desde já, que foi usado um telejornal (falso) para dar a notícia. "Trump and Pope beefing" ["Trump e Papa em conflito", na tradução livre] lê-se no falso noticiário. 

A música adaptada seria uma resposta do Papa para Trump, e contém versos como "Tu tens o JD, mas eu tenho o JC [Jesus Cristo]" ou "Eu sou a Santa Sé, tu és o velho senil / Quantas menções tiveste nos ficheiros Epstein? És um amigo certificado daquele pedófilo certificado".

Também as publicações recentes de Trump, em que usou Inteligência Artificial para se mostrar como Jesus Cristo, justificado, após críticas, que se mostrava como médico, serviram de inspiração: "Parece que está na altura de te reformares / Chamaste Jesus de médico e é provavelmente Alzheimer".

Ouça a música abaixo:

Recorde-se que, nos últimos dias, Donald Trump e o Papa Leão XIV trocaram críticas públicas, depois de o pontífice ter assumido uma posição firme contra a guerra e a favor da paz, tendo sido acusado pelo líder norte-americano de ser "fraco contra o crime" e "terrível em política externa".

No seguimento dessas críticas, o chefe da Igreja Católica respondeu a Donald Trump que "o evangelho é claro" e que "a Igreja tem a obrigação moral de ser contra a guerra".

Nessa primeira resposta a Trump, o Papa disse: "Não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", acrescentou, referindo ainda que não tencionava entrar em debates com o presidente dos EUA: "Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz".

Desde domingo até agora que Trump tem falado sobre o assunto, tendo ainda na quinta-feira dito que "o Papa fez uma declaração" e "diz que o Irão pode ter uma arma nuclear". "Eu digo que o Irão não pode ter uma arma nuclear", afirmou o chefe de Estado norte-americano, referindo que "tem direito" a discordar do Papa.

Também ontem o Papa voltou a abordar o tema da guerra, dando conta de que o mundo está a ser "devastado por tiranos".

Note-se ainda que durante estes dias de tensão, a casa de um dos irmãos do Papa, John Prevost, foi alvo de uma ameaça de bomba, nos Estados Unidos. A ameaça provou-se "infundada", mas as autoridades investigam a situação.

Teerão ameaça voltar a fechar Ormuz se EUA prosseguirem bloqueio naval... O Irão voltará a fechar o Estreito de Ormuz se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval aos seus portos, informaram hoje as agências de notícias Fars e Tasnim, ambas ligadas à Guarda Revolucionária iraniana.

© Getty Images   Por  LUSA   17/04/2026 

"Se o bloqueio marítimo for mantido, será considerado uma violação do cessar-fogo e o trânsito pelo Estreito de Ormuz será encerrado", segundo as agências noticiosas iranianas, citando fontes próximas do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Esta declaração surge após Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada pelo Presidente norte-americano como "um dia grandioso para o mundo".

Numa série de mensagens na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump comentou que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", mas indicou que vai manter o bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".

O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos (EUA) e Israel em 28 de fevereiro, foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"A passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo", escreveu Abbas Araghchi na rede social X, como resultado da trégua de dez dias entre Israel e o Líbano, que entrou em vigor na última madrugada e foi também aceite pelo Hezbollah, aliado de Teerão.

Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.

Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Segundo os meios de comunicação social do Irão, a reabertura de Ormuz está condicionada a três fatores: os navios devem coordenar a sua passagem com as forças iranianas, transitar pela rota designada e não ter ligações com países inimigos, ou seja, os Estados Unidos e Israel.

As embarcações militares "continuam proibidas", segundo a televisão estatal iraniana.

Na sua série de mensagens na Truth Social, Donald Trump defendeu hoje que o processo negocial com o Irão "deverá ser muito rápido, uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada", incluindo Ormuz e o programa iraniano de enriquecimento de urânio.

"Estamos muito perto de chegar a um acordo", disse depois o Presidente norte-americano em declarações por telefone à agência France-Presse (AFP).

Questionado se ainda existia alguma divergência entre os dois países, respondeu negativamente.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.


Leia Também: Trump afirma que Teerão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz"

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após saudar a anúncio da reabertura da rota marítima como "um dia grandioso para o mundo".

MANIFESTAÇÃO: "Salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, é hora de agir"... Milhares de pessoas manifestaram-se hoje, em Lisboa, contra o pacote laboral, numa altura em que o Governo já admitiu querer encerrar a atual fase negocial.

© Lusa   17/04/2026 

O protesto, organizado pela CGTP, teve início pelas 14:30, no Saldanha, em Lisboa, e seguiu em direção à Assembleia da República.

Os manifestantes, de todas as idades, levavam bandeiras da central sindical e das estruturas associadas e gritavam palavras de ordem como "Contratação sim, caducidade não" e "Salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, está na hora de agir".

A manifestação nacional, organizada pela CGTP-IN, sob o mote "Abaixo o pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor" decorreu numa altura em que a ministra do Trabalho garantiu que há apenas "dois ou três temas" a impedir um acordo com os parceiros sociais e que vai encerrar "esta fase negocial nos próximos dias".

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, voltou hoje a reunir-se com a UGT e as quatro confederações para "pequenas afinações" na legislação laboral.

Para o secretário-geral da CGTP, a adesão dos trabalhadores ao protesto reflete a indignação que tem vindo a ser demonstrada ao longo dos últimos oito meses.

"Está aqui a voz de quem trabalha. É na rua que conhecemos a realidade de quem trabalha e era bom que o Governo percebesse isto. Este pacote laboral tem no seu conteúdo a normalização da precariedade", assinalou Tiago Oliveira, que falava aos jornalistas, durante a manifestação.

O líder da intersindical garantiu que vão ser os trabalhadores a definir o futuro e o desfecho do pacote laboral e deixou críticas ao executivo.

"Estamos perante um Governo antidemocrático, que não quer ouvir a voz de quem trabalha. Iremos responsabilizar também todos aqueles que na Assembleia da República, através do sue voto, permitam que algo tão negativo veja a luz do dia", avisou.

Ao longo de todo o percurso, que levou cerca de duas horas a percorrer, o protesto foi crescendo e vários manifestantes juntaram-se com cravos na mão ou ao peito e algumas faixas com a palavra liberdade.

"É importante [estar aqui] porque nós estamos a ser atacados nos poucos direitos que temos", referiu a manifestante Luzineide Silva, em declarações à Lusa, lamentando que o pacote laboral esteja a ser feito "à medida dos patrões".

Por sua vez, Vasco Josué, que também se juntou ao protesto, disse ser "vergonhoso" o facto de a maior central sindical não estar a fazer parte das negociações com o Governo.

"Não é que a CGTP não tente, mas são completamente ignorados. É antidemocrático", sublinhou.

"Estamos aqui a construir o nosso futuro, para um futuro melhor para a juventude, para o povo e para os trabalhadores", vincou.

Do lado dos partidos, o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, apontou que o número de pessoas na manifestação é a "prova provada da imensa arrogância por parte do Governo e da imensa prepotência deste pacote laboral", notando que o executivo de Luís Montenegro está cada vez mais isolado.

Pureza lamentou ainda o que disse serem as "manobras de desespero por parte do Governo" e falta de vontade em negociar, mantendo-se assim a "tentativa de impor" o pacote laboral.

O líder do PCP, Paulo Raimundo, defendeu, por seu turno, serem necessárias medidas de combate à precariedade e não medidas que a alarguem, fazendo referência às alterações à legislação laboral.

"O Governo está a tentar impor pela janela o que não conseguiu pela porta e aqui [na manifestação] está uma grande resposta. O Governo não pode ficar indiferente a isto ou vai assumir responsabilidades", denunciou.

Já Isabel Mendes Lopes, do Livre, alertou que o Governo e, em particular a ministra do Trabalho, parece estar "altamente insensível" à rejeição dada pelos trabalhadores que saíram à rua, à semelhança do que já tinha acontecido na greve geral.

"Quer à força impor esta alteração à legislação laboral [...]. O Governo deveria procurar um consenso na sociedade, um consenso com os partidos democráticos na Assembleia da República para garantir uma revisão que fosse boa para os trabalhadores e estável para o país", indicou.

À chegada da manifestação ao parlamento, que preencheu, por completo, a Praça da Constituição e se prolongou pela Rua de São Bento, o líder da CGTP saudou a "enorme mancha de trabalhadores" que não se rende, nem baixa os braços.

Apesar de ainda não existirem números oficiais, Tiago Oliveira indicou que esta foi uma das maiores manifestações de trabalhadores dos últimos tempos.

No final da reunião de hoje com a ministra do Trabalho, em Lisboa, o secretário-geral da UGT disse que vai convocar um secretariado nacional extraordinário para decidir se dá ou não 'luz verde' às alterações à lei laboral, enquanto as confederações empresariais afirmaram concordar com a última versão proposta.

Trump proíbe Israel de atacar o Líbano: "Estão proibidos. Já chega!"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os Estados Unidos proibiram Israel de bombardear o Líbano, no primeiro dia da implementação de um cessar-fogo acordado com os dois países e aceite pelo grupo xiita Hezbollah.

© Tasos Katopodis/Getty Images     Por  LUSA   17/04/2026 

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

Donald Trump anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de dez dias no Líbano, em vigor desde a última madrugada, no seguimento da primeira reunião entre representantes libaneses e israelitas em Washington, da qual saiu um acordo das duas partes para iniciarem negociações diretas de paz.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou hoje que o seu exército "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e que o seu objetivo de desmantelar o grupo xiita libanês, apoiado pelo Irão, "não será alcançado amanhã", após um mês e meio de uma campanha de bombardeamentos intensivos e operações terrestres no sul do Líbano.

No seguimento do cessar-fogo, o exército de Israel anunciou o levantamento de todas as restrições relacionadas com a guerra em todo o território israelita.

Quase todas as restrições às atividades económicas e educativas tinham sido levantadas na maior parte do país após o cessar-fogo no conflito com o Irão, que entrou em vigor em 08 de abril, com exceção da região norte devido aos ataques aéreos do Hezbollah.

De acordo com as orientações da Defesa Civil, todo o país regressou à plena atividade "sem quaisquer restrições, exceto na área da linha da frente, onde estará em vigor um limite máximo de 1.000 pessoas para reuniões" até sábado, dia em que também esta determinação "também será levantada", indicaram os militares israelitas em comunicado.

Donald Trump disse na quinta-feira à noite que espera que o Hezbollah "se comporte bem" durante o cessar-fogo com Israel, apesar de o grupo xiita não ter sido parte do acordo que conduziu à trégua.

"Espero que o Hezbollah se comporte bem durante este período importante. Será um momento crucial para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz", comentou o Presidente norte-americano também na Truth Social.

Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

As milícias do grupo libanês retomaram os ataques contra o território israelita em 02 de março, logo após o início da ofensiva aérea lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra Israel.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.


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O Irão avisou hoje que os movimentos de navios militares continuam proibidos no estreito de Ormuz, depois de ter anunciado a reabertura da via estratégica a navios comerciais.


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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu hoje que Israel "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e referiu que o objetivo de desmantelar o movimento islamista libanês pró-iraniano "não será alcançado amanhã".

AFRICAN WEST AIRLINES LANÇA NOVA LIGAÇÃO AÉREA DIRETA ENTRE A ÁFRICA OCIDENTAL E GRAN CANARIA

Por  JORNAL ODEMOCRATA  17/04/2026  

A companhia aérea iniciará operações a 1 de julho com voos regulares NON-STOP que ligarão as Ilhas Canárias à Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Gâmbia e Serra Leoa.

DE LAS PALMAS DE GRAN CANARIA,  o panorama das ligações entre a África Ocidental e a Europa dará um passo decisivo com o início das operações da African West Airlines, uma nova companhia aérea que começará a operar no próximo 1 de julho, e estabelecerá uma ligação direta entre Gran Canaria e as cidades de Conacri, Banjul, Bissau e Freetown, reduzindo o tempo de viagem para cerca de três horas, o que representa uma mudança significativa na conectividade entre ambas as regiões.

Uma ligação estratégica entre a África Ocidental e a União Europeia

A nova rota permitirá encurtar distâncias físicas e operacionais, facilitando o acesso direto ao território da União Europeia a partir de vários países membros da CEDEAO.

Esta melhoria na conectividade terá impacto em diferentes áreas:

●Assistência médica: As Ilhas Canárias consolidam-se como um destino próximo para pacientes que necessitam de cuidados especializados e acesso a hospitais europeus de referência.

●Formação académica e profissional: A redução dos tempos de viagem favorecerá a mobilidade de estudantes e profissionais para universidades e centros de formação do arquipélago.

●Relações comerciais: A ligação direta facilitará operações de importação e exportação, eliminando escalas em países terceiros e reduzindo custos logísticos para empresas africanas e europeias.

Plano de crescimento progressivo

A African West Airlines iniciará as suas operações com um voo semanal, com o objetivo de consolidar a rota na fase inicial,e acordo com os planos da companhia, num prazo aproximado de seis meses, a frequência deverá aumentar para dois voos semanais, em função da evolução da procura.

Sistema de reservas transparente e seguro

A companhia desenvolveu um modelo de comercialização centrado na confiança do cliente. As reservas poderão ser efetuadas por via digital, onde os passageiros terão acesso à programação de voos e às condições de viagem.

Como medida adicional, a companhia implementa uma política de pagamento diferido: embora as reservas possam ser feitas desde o início, os pagamentos só serão processados a partir de 1 de junho, um mês antes do voo inaugural, através de uma plataforma de pagamento segura. A informação operacional e de reservas encontra-se disponível nos canais oficiais da companhia.

Impulso ao desenvolvimento regional

O lançamento desta ligação aérea representa uma oportunidade estratégica para reforçar os laços económicos, sociais e comerciais entre a África Ocidental e as Ilhas Canárias, sendo que com o início das operações da African West Airlines, as distâncias entre ambas as regiões reduzem-se significativamente, abrindo uma nova fase de mobilidade e cooperação entre os dois territórios.

Israel afirma que operação militar no Líbano "ainda não terminou"... O ministro da Defesa israelita afirmou hoje, menos de 24 horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, que a operação militar de Israel no Líbano "ainda não terminou" e insistiu no objetivo final de desarmar o Hezbollah.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images    Por  LUSA   17/04/2026 

"As manobras no terreno no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram atingir muitos objetivos", mas a operação não está "concluída", declarou Israel Katz no primeiro dia de uma trégua de 10 dias na guerra entre Israel e o Hezbollah pró-iraniano. 

Katz frisou que o exército israelita manterá as suas posições em "todas as zonas que desocupou e conquistou" no Líbano.

"O Exército israelita mantém e continuará a manter todas as zonas que desocupou e conquistou. A manobra terrestre dentro do Líbano e os ataques contra o Hezbollah em todo o país alcançaram numerosos progressos, mas ainda não foram concluídos", indicou Katz num comunicado divulgado pelo seu gabinete. Neste sentido, sublinhou que o objetivo final se mantém. 

"O objetivo que definimos, desarmar o Hezbollah por meios militares ou políticos, continua a ser o objetivo da campanha ao qual estamos comprometidos", afirmou o ministro da Defesa israelita, que destacou ter sido criada uma "importante alavanca política" com o envolvimento do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na questão do Líbano, após o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias.

Segundo Katz, o Presidente norte-americano partilha o "compromisso com o objetivo" de desarmar o Hezbollah e mantém "pressão" sobre as autoridades libanesas nesse sentido.

O responsável pela Defesa israelita insistiu que não foi "desmilitarizada" a zona entre a área ocupada pelo Exército israelita e o rio Litani "de combatentes nem de armamento", pelo que reiterou esse objetivo. 

"Isto deverá ser alcançado pela via política ou mediante a continuação das operações militares após o cessar-fogo", afirmou.

Neste contexto, e em plena trégua iniciada às 22:00 de quinta-feira em Lisboa, Katz afirmou que, caso os combates sejam retomados no Líbano, haverá novas operações de retirada das populações.

"Os residentes que regressem à zona de segurança terão de se retirar novamente para permitir concluir a missão", advertiu. Ainda assim, insistiu que estas operações militares se estenderão para além do rio Litani e serão retomadas após a trégua. 

"Os ataques contra zonas de lançamento e centros de poder do Hezbollah para além do Litani e em todo o Líbano, que tínhamos iniciado e cuja intensificação significativa estava prevista, foram interrompidos antes de atingirem os seus objetivos e deverão ser retomados", explicou.

O balanço das Forças de Defesa de Israel indica que, nestas semanas de ofensiva contra o Líbano, no contexto da guerra no Irão, foram eliminados mais de 1.700 combatentes do Hezbollah e criada uma "zona de segurança sob controlo do Exército", que se estende até 10 quilómetros dentro do território libanês, numa operação que justifica como forma de evitar ataques da milícia xiita contra o norte de Israel.

Trump anunciou quinta-feira um cessar-fogo entre o Líbano e Israel que abrange o Hezbollah, afirmando-se confiante de que o grupo pró-Irão respeitará a trégua.

Pouco antes da declaração de Trump à comunicação social, o Hezbollah tinha garantido que irá respeitar o cessar-fogo, em vigor desde a meia-noite, se Israel suspender totalmente as hostilidades.

Segundo os termos acordados pelos dois países em guerra desde 02 de março, a trégua tem uma duração prevista de 10 dias, durante os quais o Líbano e Israel deverão negociar um plano mais pormenorizado para alcançar uma paz duradoura.

O grupo xiita libanês Hezbollah afirmou já que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite.

Em comunicado, o Hezbollah afirmou ter realizado "2.184 operações militares" contra Israel e o exército israelita em território libanês durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque temem a traição do inimigo", acrescentou.


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O grupo xiita libanês Hezbollah afirmou, nesta sexta-feira, que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite.

Morreu "princesa" que comoveu futebol com a sua luta contra um cancro... María Caamaño Múñez foi diagnosticada com cancro raro em 2019. Morreu agora, aos 13 anos. Na sua curta passagem pela terra, marcou a vida de várias personalidades que não quiseram deixar agora de a homenagear.

© Instagram/María Caamaño Múñez  Por  Notícias ao Minuto  17/04/2026 

Morreu, na quinta-feira, María Caamaño Múñez, a menina de 13 anos que ficou conhecida como a "princesa guerreira do futebol".

A menina, que em 2019 foi diagnosticada com um sarcoma de Ewing, um tumor maligno que pode afetar todos os ossos do corpo humano, estava internada no Hospital de Salamanca, depois de o seu estado de saúde se ter deteriorado nos últimos dias.

Maria, que partilhou a sua batalha nas redes sociais, celebrizou-se em Espanha pelo amor ao futebol e recebeu homenagens dentro e fora de campo de jogadores que conheceram sua história. Entre eles, atletas da seleção, que a levaram inclusive para a comemoração do título do Euro 2024.

Adepta do Atlético de Madrid, a menina conquistou adeptos e jogadores de vários clubes. Chegou mesmo a ser recebido pelo Papa Francisco, no Vaticano.

Ontem, a mãe da menina usou a sua conta de Instagram para anunciar que a batalha de Maria tinha chegado ao fim. "Depois do muito que se divertiu com o seu pai a ver os jogos das suas equipas e dos seus amigos, a situação da Maria piorou bastante apesar de ter lutado muito, até ao último segundo, para seguir em frente. Mas estas coisas não se podem controlar. Desde esta manhã, a Maria já está a descansar", pode ler-se numa publicação com mais de 94 mil reações.

Para além destas reações, muitos foram os famosos que se cruzaram no caminho de Maria que quiseram deixar uma mensagem pela sua morte e pelo exemplo que deu na sua curta vida.

"Obrigado à vida por te ter colocado no meu caminho. Não pare de sorrir que aqui continuaremos a lutar por", escreveu o jogador madrileno  Alex Baena, na sua conta no Instagram.

Também a seleção de futebol masculina partilhou um vídeo da menina anunciando que a partir de agora "o céu ganha mais uma estrela, uma muito brilhante e bonita".

Também no panorama nacional a morte de Maria não foi deixada em vão. Após a vitória frente ao Betis, esta noite, em jogo da Liga Europa, o avançado do Braga, o espanhol Pau Victor, decidiu dedicar a vitória à menina.

"Conhecia-a há três anos, era uma menina incrível que mostrou a luta que todos temos de fazer. Esta vitória vai para ela. Onde quer que esteja, também está connosco", disse


“Deus dá as piores batalhas aos seus melhores guerreiros”. Conheça a história de Maria Caamaño Múñez.

ESCLARECIMENTO OFICIAL: NÃO HOUVE VENDA DE CAMPO EM BRÁ

Com Ministério dos Transportes e Comunicações

A Guiné-Telecom desmente categoricamente as informações falsas que circulam nas redes sociais sobre a alegada venda de um campo de futebol em Brá.  

Esclarece-se que o terreno sempre pertenceu à empresa e que, até ao momento, não houve qualquer venda efetiva. 

Existe apenas um processo administrativo de gestão patrimonial, no âmbito da regularização de dívidas, devidamente autorizado em instâncias competentes.  

Foi ainda assegurada a reserva de uma área para a prática desportiva, em respeito às necessidades da comunidade.  

A Guiné-Telecom apela ao fim da desinformação e reafirma o seu compromisso com a transparência, a legalidade e o respeito pelas comunidades.  Factos, não boatos.

Irão celebra trégua no Líbano e pede retirada das forças israelitas... O Irão saudou hoje o cessar-fogo entre o Líbano e Israel, assegurando que faz parte da trégua celebrada com os Estados Unidos na semana passada, e pediu que as tropas israelitas abandonem território libanês.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   17/04/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, acolheu "com satisfação" o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite. 

"Desde o início das conversações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as negociações de Islamabade, a República Islâmica do Irão tem sublinhado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano", afirmou Baghaei.

"Após as conversações de Islamabade, o Irão perseguiu este objetivo com a máxima seriedade", continuou, de acordo com um comunicado divulgado pela televisão iraniana Press TV.

Os Estados Unidos e o Irão mantiveram no sábado negociações em Islamabade, mediadas pelo Paquistão, que não culminaram num consenso entre os dois rivais, após um acordo de cessar-fogo da guerra que, segundo Teerão, incluía o fim das hostilidades no Líbano.

O cessar-fogo no Líbano foi anunciado em plena visita do chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, a Teerão, onde se reuniu com altos responsáveis iranianos.

Baghaei pediu ainda que Israel abandone "todos os territórios ocupados no sul do Líbano" e "liberte todos os prisioneiros".

O acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local (22h00 de quinta-feira em Lisboa), após negociações mediadas por Washington.

Pouco depois da entrada em vigor, o Exército libanês denunciou "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", descritos como "violações do acordo".

A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que termina em 22 de abril, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.

O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelitas das últimas seis semanas ascende já a 2.196, entre os quais 172 crianças, e o de feridos a 7.185, dos quais 661 são também menores, de acordo com os números divulgados hoje pelo Centro de Operações de Emergência, pertencente ao Ministério da Saúde Pública.


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O Exército do Líbano denunciou hoje ataques israelitas, poucas horas após o início do cessar-fogo acordado entre Beirute e Telavive, que entrou em vigor à meia-noite (22h00 de quinta-feira em Lisboa).

Banco Mundial retoma as relações com a Venezuela após sete anos... O Grupo do Banco Mundial anunciou a retoma das relações com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina, Delcy Rodríguez, pondo fim a uma pausa que se prolongava desde 2019.

© Lusa     17/04/2026 

O anúncio foi feito no âmbito das Reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que tiveram início em 13 de abril e terminam no sábado em Washington. 

Pouco antes da declaração do Banco Mundial, também o FMI anunciou em Washington a retoma das relações com a Venezuela, uma decisão tomada em consonância com "as opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI", de acordo com o comunicado oficial divulgado pela instituição.

O Banco Mundial recordou, numa declaração, que a Venezuela é membro da instituição desde 1946 e recebeu o primeiro empréstimo em 1961.

Nos anos 1970, o boom petrolífero permitiu a Caracas saldar as dívidas com o Banco Mundial e até emprestar parte dos lucros para apoiar outros países membros.

No entanto, o colapso dos preços do petróleo nos anos 1980 e a deterioração das políticas económicas levaram o país a retomar os empréstimos em 1989. O último data de 2005.

As relações foram suspensas em março de 2019, em plena crise política, quando Nicolás Maduro assumiu um novo mandato, que a oposição considerou ilegítimo, o que levou à autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, reconhecido por dezenas de países.

A retoma surge num momento de recomposição diplomática e económica no país. Após a captura de Maduro e da mulher, Cilia Flores, em 03 de janeiro, por forças norte-americanas em Caracas, Rodríguez assumiu a presidência interina e aceitou as condições económicas e petrolíferas impostas pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Essa aproximação concretizou-se na aprovação de várias leis na Venezuela destinadas a facilitar o investimento estrangeiro nos setores petrolífero e mineiro.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, celebrou o restabelecimento das relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirmou tratar-se de um "passo muito importante" para a economia do país.

O Governo da Guiné-Bissau, através do ministro das Finanças, em parceria com o Banco Mundial, entregou esta quinta-feira uma ambulância à secção de Sare Bacar, no setor de Contuboel, região de Bafatá. A iniciativa visa melhorar o acesso à saúde e facilitar o transporte de doentes, reforçando os serviços locais.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Guiné-Bissau reforça posição internacional nas reuniões de primavera do FMI e Banco Mundial,

 Radio Voz Do Povo

A Guiné-Bissau participou nas reuniões de primavera de 2026 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial, num contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e volatilidade económica, conseguindo reforçar a sua credibilidade junto das instituições financeiras internacionais.

A delegação guineense foi chefiada pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, na qualidade de Ministro das Finanças e Governador do FMI, e pelo Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Mudjetaba Djalo, Governador do Banco Mundial para o país.

Durante os encontros, o Governo destacou o compromisso com a estabilidade macroeconómica, mesmo face a choques externos, tendo obtido garantias do Banco Mundial quanto à disponibilidade de financiamento e assistência técnica para enfrentar eventuais crises. 

Entre os principais resultados da missão, destacam-se a consolidação das relações com as instituições de Bretton Woods, com a retoma plena das operações do Banco Mundial após o levantamento da suspensão, e a conclusão positiva da nona e décima avaliações do programa do FMI ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF). 

A agenda incluiu ainda reuniões bilaterais centradas na avaliação de projetos em curso e na preparação de novas iniciativas, bem como discussões sobre o futuro Acordo de Parceria País, alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2026-2035.

No domínio da diplomacia económica, o país anunciou a realização de um Fórum Económico ainda este ano, com o objetivo de atrair investimento privado e promover as oportunidades de negócio. Entre os setores estratégicos apresentados estão as infraestruturas, com destaque para o novo aeroporto, a modernização do Porto de Bissau e o reforço da capacidade energética nacional. 

A visão estratégica do Governo assenta no desenvolvimento do capital humano e da agricultura, considerados pilares fundamentais, bem como na aposta em infraestruturas resilientes e no fortalecimento do setor privado. 

A delegação guineense deixa Washington esta quinta-feira, com chegada prevista a Bissau no sábado, após concluir uma missão considerada altamente positiva pelas autoridades.

No final da missão, o Executivo sublinhou que o país reúne condições para se afirmar como destino atrativo para investimento estrangeiro e impulsionar o crescimento económico sustentável.

Fonte: MEPIR 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

EUA. Senado rejeita resolução que impedia Trump de ordenar novos ataques.... O Senado norte-americano rejeitou hoje uma resolução que impediria o Presidente Donald Trump de ordenar novos ataques contra o Irão sem autorização prévia do Congresso.

Por  LUSA 

Na câmara alta do Congresso, onde os republicanos detêm a maioria, a resolução foi derrotada por 47 votos contra 52.

O senador republicano Rand Paul juntou-se aos democratas no apoio à resolução; o democrata John Fetterman votou contra.

A iniciativa, promovida pela oposição democrata, procurava invocar a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização do Congresso para iniciar hostilidades noutro país.

O Senado já havia rejeitado resoluções sobre o conflito com o Irão a 04 de março, enquanto a Câmara dos Representantes, também de maioria republicana, agiu analogamente no dia seguinte.

Embora os legisladores republicanos comecem a distanciar-se e a expressar as suas divergências com a decisão de Trump de iniciar uma guerra contra o Irão, ainda estão longe de apoiar as resoluções dos democratas.

Os representantes democratas, por sua vez, mantêm a sua estratégia ofensiva contra a guerra no Irão, obrigando os republicanos a tomar uma posição. 

Semanalmente, pretendem apresentar uma resolução sobre os poderes de guerra no Senado para travar a ofensiva de Trump enquanto a operação no Médio Oriente continuar.

O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, lidera a proposta referente a uma guerra que considera "ilegal, impopular e desastrosa para os americanos e as suas famílias", como explicou à EFE.

A Resolução sobre os Poderes de Guerra de 1973 mantém a exigência de que qualquer intervenção militar no estrangeiro necessite de autorização do Congresso.

Exige ainda que os presidentes retirem as forças norte-americanas de qualquer conflito não autorizado pelo Congresso no prazo de 60 dias, prorrogável por 30 dias se o Presidente certificar a Câmara de que se trata de uma "imperativa necessidade militar".

Pouco depois do início da guerra, Trump previu que esta terminaria dentro de quatro a cinco semanas, mas agora os legisladores enfrentam o prazo legal de 60 dias, que expira a 01 de maio.

O Presidente afirmou hoje, numa entrevista à Fox Business, que a guerra está "muito perto do fim", enquanto mantém em vigor o bloqueio naval que impôs ao Irão no Estreito de Ormuz e continua a enviar milhares de soldados para o Médio Oriente.


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Donald Trump partilhou uma imagem inicialmente publicada pela página "Irish for Trump" onde surge abraçado por Jesus e legendou: "Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar, mas eu acho-a muito boa!!!"