quinta-feira, 20 de agosto de 2026

CNE ESCLARECE QUE PARTIDOS NÃO PODEM INTEGRAR CAMPANHA DO REFERENDO DE 30 DE AGOSTO

Por: Assana Sambú   JORNAL ODEMOCRATA  20/08/2026   

A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, revelou que a Lei do Referendo exclui categoricamente os partidos políticos do processo, nomeadamente da participação na campanha de sensibilização dos cidadãos para o voto “SIM” ou “NÃO” sobre a adoção da nova Constituição da República.

Na entrevista ao O Democrata, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo esclareceu que a lei define os intervenientes habilitados a participar no referendo, nomeadamente os conselheiros e os grupos de cidadãos legalmente constituídos e reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.

“A campanha para o referendo consiste na justificação e no esclarecimento das questões submetidas à consulta popular através do referendo, bem como na promoção das correspondentes opções, com respeito pelas regras do Estado de Direito Democrático. A campanha é levada a efeito pelos conselheiros, pela sociedade civil e por grupos de cidadãos eleitores, nos termos da lei”, afirmou a responsável da CNE, informando, de seguida, que podem constituir-se em grupo, para efeitos de participação na campanha para o referendo, cidadãos eleitores em número não inferior a 2.000, incluindo, nesse universo, pelo menos 100 residentes em cada região.

A juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, que dirige a Comissão Nacional de Eleições, fez estes esclarecimentos numa entrevista conjunta aos jornais O Democrata e Última Hora, a propósito da organização do referendo nacional marcado para o dia 30 de agosto do corrente ano.

CUSTOS DO REFERENDO ESTIMADOS EM CERCA DE DOIS MIL MILHÕES DE FRANCOS CFA

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, decretou, no dia 6 de julho do corrente ano, a realização de uma consulta popular sobre a nova Constituição da República da Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O referendo realizar-se-á no dia 30 de agosto de 2026, através de sufrágio universal, direto, secreto e pessoal, de acordo com o decreto presidencial.

Entre as principais alterações previstas destaca-se o reforço dos poderes do chefe de Estado e a redução do número de deputados da Assembleia Nacional Popular, de 102 para 65 representantes do povo (nova Lei eleitoral).

De acordo com as autoridades de transição, a medida visa aumentar a produtividade parlamentar, melhorar a qualidade dos debates e permitir uma análise mais qualificada dos assuntos de interesse nacional.

A presidente da CNE explicou que, desde a data da marcação do referendo nacional, a instituição que dirige deu início à organização do processo, com a definição de um cronograma e de um orçamento para o efeito, submetido ao Executivo. Acrescentou que se procedeu ao levantamento de todos os materiais menos sensíveis existentes, de modo a permitir que a instituição se preparasse adequadamente para o processo, incluindo a aquisição dos materiais necessários.

Relativamente às atividades complementares, informou que a CNE já iniciou ações de formação de formadores e de animação cívica, bem como a campanha de educação cívica. No sábado passado, teve início a formação de formadores dos agentes das mesas das assembleias de voto em todo o território nacional.

Sobre a logística pesada, designadamente a produção de boletins e atas, a juíza conselheira afirmou que os boletins de voto e as atas serão produzidos pela Gráfica Nacional (Incacep EN), juntamente com os restantes materiais sensíveis.

“A imprensa nacional já iniciou os trabalhos de impressão dos boletins e, dentro de alguns dias, teremos os boletins e as atas prontos à nossa disposição. Segundo o nosso cronograma, entre 24 e 27 de agosto vamos distribuir os kits pelas diferentes mesas das assembleias de voto em todo o território nacional”, assegurou, acrescentando que os restantes materiais logísticos menos sensíveis já foram adquiridos.

Em relação ao orçamento destinado a assegurar a logística e os custos das operações do referendo nacional, explicou que a logística do referendo é idêntica à de um processo eleitoral, porque “a logística necessária para uma eleição deve ser garantida, permitindo o funcionamento de todas as mesas das assembleias de voto, com exceção da diáspora”.

“O referendo prevê que apenas os cidadãos residentes possam votar”, esclareceu, justificando assim a ausência da diáspora guineense nesta consulta popular sobre a nova Constituição da República da Guiné-Bissau.

Relativamente ao montante global do orçamento para as operações logísticas do processo, explicou que este foi estimado em mais de 1,8 mil milhões de francos CFA.

CNE CONTA COM MAIS DE TRÊS MIL MESAS DE VOTO PARA MAIS DE NOVECENTOS MIL ELEITORES

Carmem Isaura Tavares Batista Lobo afirmou, na entrevista, que, para a votação do referendo, a Comissão Nacional de Eleições conta com 3.562 mesas de assembleias de voto, distribuídas por 2.036 distritos em todo o território nacional. Acrescentou que o número de eleitores é estimado em 914.428, os quais participarão na votação do referendo em todo o país.

Explicou ainda que a CNE trabalhou com os dados dos cadernos eleitorais atualizados das últimas eleições, sublinhando que, nesses dados, não foram incluídos os eleitores da diáspora em África e na Europa, uma vez que estes foram excluídos do processo por força da Lei do Referendo.

A juíza conselheira afirmou que, tendo em conta os custos, a CNE irá reduzir o número de membros das mesas de voto sob a sua responsabilidade. Por essa razão, as mesas passarão a ser constituídas por um presidente, um secretário e um escrutinador, bem como por representantes (delegados) indicados pelos grupos de cidadãos legalmente reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.

No que diz respeito à fiscalização das mesas de voto, recordou que a Lei do Referendo prevê que cada grupo de cidadãos legalmente constituído tem competência para designar um delegado e o respetivo suplente para cada mesa de assembleia de voto.

“No que diz respeito à fiscalização do referendo, a lei prevê essa modalidade através de grupos de cidadãos”, esclareceu, adiantando que tais grupos devem ser constituídos nos termos estabelecidos na Lei do Referendo e podem integrar elementos da sociedade civil, conselheiros e também dirigentes partidários. Estes, porém, não podem apresentar-se em nome dos partidos, mas apenas no âmbito dos grupos de cidadãos, sublinhando que cabe ao Supremo Tribunal de Justiça validar a constituição desses grupos, de acordo com o disposto na lei.

Relativamente à constituição da plenária da Comissão Nacional de Eleições, referiu que esta é composta pelo presidente da CNE, pelos membros do Secretariado Executivo, por três representantes do Conselho Nacional de Transição e por um representante do Governo. Sublinhou ainda que, a nível regional, as plenárias das Comissões Regionais de Eleições são constituídas pelos membros das comissões regionais, bem como por um representante do Conselho Nacional de Transição e um representante do Governo.

Explicou ainda que a contagem dos votos e o apuramento local serão feitos da mesma forma que nas eleições habituais, acrescentando que, após a votação, as urnas serão abertas, proceder-se-á à contagem dos votos e, posteriormente, as atas serão afixadas no local.

Questionada sobre a presença de observadores nacionais e internacionais para fiscalizar a votação do referendo, disse que a Lei do Referendo não prevê a presença de observadores nacionais nem internacionais. Contudo, referiu que “a mesma Lei do Referendo remete, em caso de omissão, para a lei eleitoral”, que, segundo explicou, prevê a participação de observadores nacionais e internacionais.

A presidente da CNE deixou claro que não está prevista a presença de observadores nacionais e internacionais para a fiscalização e monitorização do processo de votação no dia do referendo.

Trump anuncia "guerra económica" inédita contra Teerão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a "operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país".

Por  rtp.pt  20/08/2026

Na sua rede Truth Social, TRump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.

O líder norte-americano precisou que a medida contempla cortar as vias utilizadas para evitar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irão, entre as quais o contrabando de petróleo, as linhas de câmbio de divisas, as transferências de dinheiro vivo, as casas de câmbio, os registos de navios e as empresas-fantasma.

Trump exigiu que todas estas operações "parem AGORA" e avisou que Washington vigiará os países e entidades que permitam a sua manutenção, apresentando a iniciativa como uma nova fase da pressão norte-americana sobre Teerão, após assegurar que as Forças Armadas iranianas ficaram gravemente debilitadas depois dos recentes confrontos e que a sua economia se encontra à beira do colapso.

"Isto será um DIA D económico", afirmou, ao pedir aos aliados dos Estados Unidos que se juntem ao isolamento do Irão e ao reiterar que o seu Governo impedirá que o país obtenha uma arma nuclear.

Anteriormente, Trump tinha indicado que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão possam retomar negociações para pôr fim à guerra, embora tenha assinalado que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas.

"Talvez em algum momento, embora neste preciso momento ache que a situação [no estreito de Ormuz] é muito boa. Mas sim, talvez em algum momento", respondeu Trump na Casa Branca ao ser questionado sobre o estado das conversações depois de o cessar-fogo bilateral assinado em junho ter expirado esta última segunda-feira.

Após o ataque israelo-americano contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão retaliou com ataques aos países vizinhos aliados de Washington e bloqueou o estreito de Ormuz, uma via de trânsito estratégica para os hidrocarbonetos. Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Apesar de uma diminuição recente das hostilidades, as tensões na região permanecem elevadas no sexto mês de conflito, com as negociações diplomáticas num impasse.

"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou Donald Trump na terça-feira.

Segundo uma fonte americana contactada pela agência France-Presse, as conversações foram suspensas e Donald Trump pediu à sua equipa para não retomar o diálogo enquanto Teerão não se aproximar das posições americanas.

Contudo Teerão deu poucos sinais nesse sentido, com o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a declarar que o estreito não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo de acordo assinado em junho.

Esse texto, que estabelecia uma trégua de sessenta dias com vista a uma resolução duradoura, ficou sem efeito com a retoma das hostilidades em julho.

Mohammad Bagher Ghalibaf, em visita a Bagdad esta quarta-feira, denunciou também a "ingerência estrangeira", num momento em que Washington pressiona o Iraque a desarmar potentes fações armadas apoiadas por Teerão, e apelou ao "reforço regional".

Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países limítrofes do estreito de Ormuz, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem.

O Irão, que ataca navios que tentam atravessar o estreito sem pedir autorização, pretende impor taxas de navegação pelos serviços prestados aos navios em trânsito, algo que os Estados Unidos e alguns países da região recusam terminantemente.

Reino Unido e Alemanha querem que Israel suspenda colonatos a leste de Jerusalém... Os Governos do Reino Unido e da Alemanha pediram a Israel que suspenda um concurso público para a construção de colonatos a leste de Jerusalém

© Lusa   20/08/2026 

"A publicação por parte do Governo israelita do concurso público para o projeto do colonato E1 é um ato inaceitável e destrutivo", declarou na quarta-feira o chefe da diplomacia britânica.

Num comunicado, Ed Miliband denuncia que a construção dos mesmos "atravessaria o coração da Palestina e corre o risco de separar a Cisjordânia de Jerusalém Oriental, o que poria em perigo a viabilidade de uma solução de dois Estados".

O Governo israelita iniciou um concurso público para a construção de sete complexos residenciais com 1.234 habitações na zona E1, na Cisjordânia, parte de um plano de expansão aprovado, em agosto de 2025, que prevê a construção de 3.400 habitações.

Na altura, o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, defendeu que a expansão "praticamente elimina a ilusão dos dois Estados" ao dividir o território destinado a um Estado palestiniano.

Miliband manifestou a oposição de Londres aos colonatos "e o seu apoio a uma solução de dois Estados como a única via para garantir a segurança e a paz a longo prazo, tanto para palestinianos como para israelitas".

O chefe da diplomacia do Reino Unido asseverou que "todos os colonatos prejudicam esta perspetiva e constituem uma flagrante violação do Direito Internacional".

O diplomata indicou ter "deixado claro" ao homólogo israelita, Gideon Saar, que o Governo liderado por Benjamin Netanyahu "deve travar imediatamente os planos para o E1, retirar o concurso público e travar qualquer expansão de colonatos".

Além disso, Miliband disse que convocou o encarregado de negócios israelita no Reino Unido, a quem expressou a "profunda objeção" do Reino Unido ao projeto, assinalando ainda o impacto catastrófico da "violência e do terrorismo dos colonos" para as comunidades palestinianas.

"Nas próximas semanas, apresentaremos um conjunto abrangente de medidas para responder às políticas do Governo israelita, proteger a viabilidade do Estado palestiniano [e] impor sanções a quem participe na expansão ilegal dos colonatos", anunciou.

O Governo comandado por Andy Burnham deu deste modo continuidade à posição crítica do anterior gabinete trabalhista, liderado por Keir Starmer, em relação ao plano israelita de colonatos na Cisjordânia.

O projeto gerou críticas e protestos, com uma dezena de países - entre os quais Espanha, Reino Unido, França e Alemanha - a pedir em maio que empresas dos seus territórios não participem no concurso público dos colonatos.

Berlim também se manifestou na quarta-feira sobre o concurso, em linhas semelhantes às de Londres.

"Não deve haver mais medidas de anexação na Cisjordânia, sejam formais ou políticas, estruturais ou de outro tipo que, na prática, equivalham cada vez mais a uma anexação", defendeu o porta-voz adjunto do Governo alemão.

"São contrárias à solução de dois Estados", declarou Sebastian Hille, em afirmações recolhidas por meios de comunicação alemães, como os jornais Der Spiegel e Die Welt.

O projeto gerou também oposição do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que afirmou que a expansão "teria graves consequências para a integridade territorial do Território Palestiniano Ocupado e representaria uma ameaça existencial para a solução de dois Estados".

O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric sublinhou que o secretário-geral instou Israel a "abster-se de adotar novas medidas a este respeito e a agir em conformidade com as resoluções relevantes das Nações Unidas e com o Parecer Consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024".

O parecer defende que a política de construção de colonatos nos territórios palestinianos ocupados viola a proibição da deslocação forçada de pessoas e constitui um processo de anexação.


Leia Também: Ataque israelita a esquadra de polícia mata sete pessoas em Gaza

Um ataque israelita contra uma esquadra de polícia na Cidade de Gaza provocou hoje pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, segundo as autoridades locais citadas pela agência France-Presse (AFP).

SAÚDE: 5 mudanças que aceleram o metabolismo e reduzem risco de diabetes... Existem hábitos diários que podem ajudar a acelerar o metabolismo e até a reduzir o risco de diabetes. Veja o que um médico sugere e como pode receber estas vantagens em pouco tempo.

© Shutterstock  Por   noticiasaominuto.com   20/08/2026 

Acelerar o metabolismo e reduzir o risco de diabetes pode ser mais simples do que pensa. Existem algumas mudanças que pode fazer no seu dia a dia de forma a conseguir chegar a este objetivo. Um especialista revela o que tem de adotar de modo a trazer este tipo de benefícios para a sua saúde.

V. Mohan é endocrinologista e ao website HealthShots revelou cinco hábitos que podem fazer toda a diferença e contribuir para acelerar o metabolismo ao mesmo tempo que acaba por reduzir o risco de diabetes. Saiba tudo.

Como acelerar metabolismo e reduzir risco de diabetes

1- Mantenha o corpo em movimento ao longo do dia

“O exercício físico é um dos remédios mais poderosos que temos e é gratuito. Não precisa de passar horas no ginásio. Uma caminhada rápida de 30 minutos na maioria dos dias da semana é suficiente para melhorar a sensibilidade à insulina e ajudar os seus músculos a usar a glicose com mais eficiência. Mas aqui está algo que muitas pessoas esquecem: evite ficar sentado continuamente por longos períodos.”

2- Aposte numa alimentação saudável

“O maior desafio hoje não é a falta de comida, mas sim o excesso de alimentos ultraprocessados. Bebidas açucaradas, produtos de pastelaria, salgados industrializados, alimentos com farinha refinada e ultraprocessados ​​estão a substituir as refeições caseiras tradicionais. Em vez disso, escolha alimentos mais próximos de sua forma natural. Comer de forma saudável não significa comer menos, mas sim comer de forma mais inteligente.”

3- Durma bem

“Muitas pessoas dizem com orgulho que conseguem manter-se bem com apenas cinco horas de sono. Infelizmente, o corpo discorda. Dormir mal aumenta as hormonas do stress, afeta o apetite, reduz a sensibilidade à insulina e torna o aumento de peso mais provável. De fato, dormir pouco tornou-se um importante para o aparecimento de doenças metabólicas. Procure dormir entre sete a oito horas por noite, sempre com boa qualidade.”

4- Controle o stress

“O stress deixou de ser apenas um problema de saúde mental e tornou-se um problema metabólico. Quando estamos constantemente em stress, o corpo produz hormonas como o cortisol, que aumentam os níveis de açúcar no sangue e estimulam o acumular de gordura na região abdominal.”

5- Não espere pelos sintomas

“Um dos maiores equívocos sobre a diabetes é que as pessoas acham que sabem quando se desenvolve. A verdade é que a diabetes muitas vezes permanece silenciosa durante anos. Quando os sintomas aparecem, as complicações já podem ter começado a afetar os olhos, os rins, os nervos ou o coração. A deteção precoce da pré-diabetes nos permite reverter o processo antes que a diabetes se desenvolva.”

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

MINISTRO DO COMÉRCIO DIZ QUE AINDA FALTAM EXPORTAR 40 MIL TONELADAS DE CASTANHA DE CAJU

 Rádio Sol Mansi  19. 08. 2026

O ministro do Comércio afirma que ainda existem cerca de 40 mil toneladas de castanha de caju armazenadas em diferentes armazéns, que deverão ser exportadas antes do mês de outubro.

A afirmação foi feita hoje, após uma visita a alguns armazéns que ainda possuem grandes quantidades de castanha de caju por exportar. A visita enquadra-se no calendário definido pelo Ministério dos Transportes para o encerramento das operações portuárias no mês de outubro, devido às obras de dragagem.

Jaimantico Có disse que, segundo os registos, a quantidade de castanha de caju recolhida em Bissau durante o processo de escoamento já ultrapassa 200 mil toneladas.

Entretanto, o ministro do Comércio explicou que a demora no escoamento da castanha de caju está relacionada com a crise que afeta o mercado internacional, acrescentando que, a partir de meados de junho, o processo de escoamento entrou em declínio.

O governante disse ainda que o processo de escoamento demora algum tempo, mas, graças às medidas de incentivo adotadas pelo Governo, foi possível alcançar os resultados registados até ao momento.

Segundo Jaimantico Có, a exportação da castanha de caju deverá terminar até ao final de setembro.

A visita enquadra-se no acompanhamento do processo de exportação, tendo em conta a necessidade de garantir o cumprimento das encomendas dos navios antes da data prevista para o encerramento das operações portuárias.

Portugal/BOLSAS DE ESTUDO: Bolsas de estudo são agora atribuídas por instituições de ensino superior... As bolsas de estudo por mérito que eram atribuídas pelo Governo passam agora a ser atribuídas pelas instituições de ensino superior, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

© iStock    Por LUSA    19/08/2026 

A mudança já constava da lei aprovada em julho que veio alterar a Lei de Bases do Sistema Educativo sobre o financiamento do ensino superior, mas só hoje foi publicado o despacho que revoga o artigo que previa a atribuição de bolsas de estudo por mérito a estudantes com aproveitamento escolar excecional.

Antes a lei previa a atribuição de "bolsas de estudo por mérito a estudantes com aproveitamento escolar excecional", enquanto agora o novo diploma define que "as instituições de ensino superior podem atribuir" esses apoios aos alunos com um desempenho académico de excelência.

O despacho hoje publicado foi assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que explica que em resultado desta alteração legislativa, as bolsas de estudo de mérito passam "a integrar a esfera de autonomia das instituições de ensino superior" (IES), deixando de ser uma atribuição do Governo.

No ano letivo de 2021/2022 foram atribuídas 844 bolsas de estudo por mérito, segundo um relatório publicado em 2023 pela Direção-Geral do Ensino Superior, que explicava que a atribuição destes apoios era proporcional à dimensão das IES: por cada 500 alunos inscritos era entregue uma bolsa.

O processo de seleção dos estudantes competia já a cada IES, que selecionavam os alunos aprovados a todas as disciplinas e com uma média de, pelo menos, 16 valores.


Xanana Gusmão reafirma solidariedade com povo da Guiné-Bissau e apoio a diálogo... O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, reafirmou hoje solidariedade com o povo guineense e o compromisso de apoiar os esforços de diálogo para que a Guiné-Bissau possa alcançar a paz e o desenvolvimento.

Por  rtp.pt  19 Agosto 2026 

"Num momento particularmente sensível para a Guiné-Bissau começo por reafirmar a profunda solidariedade com o povo guineense e o firme compromisso de Timor-Leste e da CPLP, no seu conjunto, em apoiar os esforços de diálogo, estabilidade institucional e reposição do Estado de Direito democrático para que o país possa alcançar com serenidade e confiança o caminho da paz, do desenvolvimento e da consolidação das suas instituições", afirmou o primeiro-ministro.

Xanana Gusmão falava na sessão de abertura da 31.ª reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorre hoje em Díli.

A Guiné-Bissau foi suspensa da organização lusófona em dezembro, após um golpe de Estado que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro de 2025.

A presidência da CPLP, que era detida por aquele país africano, passou para Timor-Leste.

"Foi justamente para preservar os valores da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável que em 17 de julho de 1996, em Lisboa, foi assinada a declaração constitutiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", disse.

Xanana Gusmão afirmou que se deve celebrar o que une a CPLP e as conquistas alcançadas, mas refletir sobre as fragilidades que persistem.

"As palavras não podem substituir a ação, nem as intenções podem tomar o lugar das realizações concretas", salientou.

O primeiro-ministro desafiou a CPLP a ser mais ousada e a assumir com maior "firmeza os compromissos de ir mais longe na concretização dos objetivos" definidos em conjunto.

Sintra: Dois trabalhadores mortos em queda de grua em Belas... Os dois trabalhadores são de nacionalidade brasileira e tinham idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos.


Os trabalhos de pintura do prédio arrancaram no início deste mês | António Pedro Santos - Lusa   Por  RTP  19 Agosto 2026

O alerta foi dado por populares na manhã desta quarta-feira, pelas 8h04. 

Alguns residentes dos prédios localizados na Rua D. Inês de Castro, em Belas, ouviram um estrondo e quando foram espreitar aperceberam-se da queda de uma grua de grandes dimensões e existência de dois corpos na via pública.

De imediato as autoridades foram contactadas e 45 minutos depois do alerta chegaram ao local.

As informações recolhidas dão conta de que se trata de dois trabalhadores, de nacionalidade brasileira, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos. Um terceiro trabalhador estava no local, a proceder à pintura nas traseiras do prédio, mas não ficou ferido.

A queda da grua provocou danos em duas viaturas que estavam no local. Uma delas ficou danificada e a outra com salpicos de tinta.

Aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, disse que solicitou a presença dos técnicos da Autoridade para as Condições do Trabalho para avaliar as questões de segurança em que decorria a obra.

O autarca também explicou que estão a recolher informações sobre o licenciamento dos trabalhos. 

O dono da empresa está no local mas apesar de não ter prestado declarações aos jornalistas, falou com o presidente da Câmara de Sintra. Marco Almeida disse que foi "parco em palavras" mas não adiantou mais pormenores sobre a conversa.

O presidente da Câmara de Sintra pediu a intervenção da ACT.

No local, alguns moradores disseram à RTP que por vezes a grua apresentava oscilações. O autarca remeteu explicações para os técnicos e autoridades policiais que estão no local a investigar o caso.

Madalena Almeida foi uma das primeira moradoras a dar o alerta às autoridades.

Além dos agentes da PSP, no local estão 15 bombeiros da corporação de Belas, com o apoio de seis veículos.

MINISTRO DA SAÚDE DIZ QUE SITUAÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS ESTÁ A SER TRATADA PELO GOVERNO

Por Rádio Sol Mansi   19. 08. 2026 

O ministro da Saúde Pública, Quinhin Na Ntote, afirma que o Governo está a tratar da documentação dos estagiários do setor da saúde e que foi realizado um recenseamento para determinar o número de efetivos que o Hospital Nacional Simão Mendes tinha anteriormente e que atualmente já não se encontram ao serviço.

Segundo o ministro, os estagiários poderão vir a colmatar parte dessas necessidades.

A afirmação foi feita hoje, numa entrevista após um encontro com o diretor-geral da Organização Oeste-Africana da Saúde, durante o qual foram abordadas questões relacionadas com a implementação da política de saúde comunitária.

Quinhin disse que a documentação está a ser tratada e que os estagiários aguardam por uma solução, acrescentando que a resolução da situação deverá ser gradual e baseada na procura de formas adequadas para responder ao problema.

O titular da pasta da Saúde afirmou ainda que o processo está a decorrer normalmente junto da Função Pública e espera que o documento chegue ao Ministério das Finanças, o que poderá contribuir para a resolução de alguns dos problemas existentes.

Na mesma ocasião, o ministro da Saúde Pública, Quinhin Na Tchote, considerou que os técnicos e os sindicatos de base do setor da saúde, incluindo os que trabalham no Hospital Nacional Simão Mendes, são parceiros do Governo e não inimigos ou adversários.

O ministro defendeu que, perante qualquer situação de descontentamento relacionada com o serviço, as partes devem sentar-se à mesa, dialogar e procurar soluções para os problemas.

Segundo Quinhin Na Tchote, a greve encontra-se, neste momento, desconvocada.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Emirados suspendem relações comerciais com Teerão por ataque com mísseis... Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje a suspensão, até novo aviso, de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irão, após detetarem o lançamento de dois mísseis iranianos contra o seu território.

© Lusa    18/08/2026 

"À luz das tensões regionais que minam a paz e a segurança regionais e internacionais, foram suspensas, até novo aviso, todas as trocas comerciais e transações financeiras com o Irão", afirmou a diretora do Departamento de Comunicações Estratégicas do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados, Afra Al Hameli, em comunicado.

A responsável reiterou, no entanto, "o compromisso dos Emirados com o diálogo, a cooperação e a integração regional como meios essenciais para promover a paz, a estabilidade e a prosperidade na região".

Al Hameli sublinhou também que os EAU mantêm o seu compromisso com a proteção da integridade do sistema financeiro internacional e com o cumprimento do direito internacional e das normas internacionais.

O anúncio foi feito após o Ministério da Defesa dos Emirados informar que os seus sistemas de defesa aérea tinham detetado "dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão" contra o país.

Segundo o comunicado, o primeiro dos projéteis caiu fora das águas territoriais dos Emirados, enquanto o segundo atingiu essas águas.

As autoridades dos EAU acrescentaram numa breve nota posterior que, após as avaliações realizadas, determinaram que os mísseis "tinham como alvo o tráfego marítimo", sem dar mais detalhes sobre o assunto.

O Ministério da Defesa dos Emirados reafirmou a sua "total disponibilidade" para enfrentar qualquer ameaça e garantiu que responderá com firmeza a qualquer tentativa de desestabilizar a segurança do país.

Em Teerão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baqaei, "rejeitou categoricamente a alegação" dos Emirados de que a República Islâmica lançou mísseis "contra o país", classificando a acusação como prejudicial à confiança regional e aos esforços de segurança.

Nas últimas semanas, os Emirados têm denunciado ataques iranianos contra navios da sua petrolífera estatal que transitavam através do estreito de Ormuz, embora não tenham informado de qualquer ação contra o seu território, que também tem sido ameaçado pelas milícias pró-iranianas do Iraque.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou hoje que não há conversações "em curso nem programadas" com o Irão, um dia após ter terminado o prazo de 60 dias acordado no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington a 17 de junho para negociar um acordo de paz.

A guerra com o Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro após a ofensiva norte-americana e israelita e que está prestes a completar seis meses, transformou-se num conflito enraizado sem que, por enquanto, as negociações abertas em várias ocasiões tenham conseguido avanços significativos ou uma aproximação das posições das partes.


Leia Também: Médio Oriente: Emirados detetam dois mísseis lançados a partir do Irão

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou hoje que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção ao país, num contexto de forte tensão entre Washington e Teerão.

Guiné-Bissau e Gabão reforçam cooperação em vários sectores durante visita de Horta Inta-a a Libreville

Por Radio TV Bantaba   18/08/2026

O Presidente da República Gabonesa, Brice Clotaire Oligui Nguema, e o Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-a, reuniram-se esta terça-feira, 18 de agosto de 2026, em Libreville, por ocasião da visita de trabalho e de amizade do chefe de Estado guineense à República Gabonesa.

De acordo com um comunicado conjunto divulgado no âmbito da visita, os dois chefes de Estado reafirmaram a solidez dos laços de fraternidade, amizade e cooperação que unem a Guiné-Bissau e o Gabão, tendo sublinhado a importância de reforçar e diversificar ainda mais essas relações em vários domínios de interesse mútuo.

Neste quadro, os dois Presidentes acordaram reforçar a cooperação bilateral nos seguintes sectores:

* consultas políticas e diplomáticas;

* cooperação económica e comercial;

* agricultura e pesca;

* infraestruturas e transportes;

* educação, saúde e formação profissional;

* promoção dos investimentos e intercâmbios entre os sectores privados;

* transformação local dos recursos naturais;

* cooperação cultural e científica;

* proteção do ambiente e desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, Brice Clotaire Oligui Nguema e Horta Inta-a trocaram igualmente impressões sobre as principais questões regionais, continentais e internacionais de interesse comum.

Os dois chefes de Estado reafirmaram o seu compromisso com a paz, a estabilidade, o diálogo, a solidariedade entre os Estados africanos e a resolução pacífica dos diferendos.

Sublinharam, igualmente, a necessidade de reforçar a cooperação entre os Estados africanos e as organizações regionais e continentais face aos desafios de segurança, económicos e ambientais com que o continente africano se confronta.

Os Presidentes reafirmaram ainda o seu compromisso em favor da integração africana, nomeadamente através da implementação da Agenda 2063 da União Africana e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

No domínio ambiental, os dois dirigentes destacaram a importância de reforçar a cooperação na proteção da biodiversidade, no combate às alterações climáticas, na gestão sustentável dos recursos naturais, na economia azul e na pesca sustentável.

A visita de Horta Inta-a ao Gabão realizou-se também no contexto das celebrações da Festa da Independência dos 66 anos do Gabão. Neste âmbito, os dois Presidentes saudaram a qualidade das relações fraternas que unem os povos gabonês e bissau-guineense.

No final dos intercâmbios, os dois chefes de Estado manifestaram a sua satisfação pela qualidade do diálogo e pela convergência de pontos de vista que caracterizam as relações entre os dois países.

Por fim, os Governos da República Gabonesa e da República da Guiné-Bissau reiteraram o compromisso de prosseguir e intensificar os seus esforços com vista à consolidação dos laços de fraternidade, amizade e cooperação entre os dois Estados, num espírito de confiança mútua, solidariedade africana e prosperidade partilhada.

EUA sancionam presidente do TPI e procurador-adjunto... Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções contra a presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, bem como contra outro alto magistrado, no âmbito de outras medidas decretadas contra a instituição que Washington acusa de ser politizada.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  18/08/2026 

"Estas pessoas participaram diretamente nos esforços envidados pelo TPI para investigar, deter, colocar em prisão preventiva ou processar responsáveis cujos governos não aceitaram a competência do TPI", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, citado num comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

O outro alto responsável sancionado é o atual procurador-adjunto do TPI, o magistrado senegalês Abdoulaye Seye.

Os Estados Unidos, que não são signatários do tratado internacional que instituiu o TPI, com sede em Haia, nos Países Baixos, já tinham imposto sanções a outros magistrados do tribunal internacional.

Estas sanções proíbem, nomeadamente, que os juízes entrem no país e bloqueiam qualquer transação imobiliária ou financeira entre eles e os Estados Unidos.

Estas sanções constituem, na sua maioria, uma resposta às investigações conduzidas pelo TPI contra Israel, aliado dos Estados Unidos.

O TPI emitiu, nomeadamente em 2024, mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Na mesma ocasião, o TPI também indiciou três representantes do grupo extremista palestiniano Hamas.

Washington lançou no mês passado uma grande ofensiva diplomática contra o TPI, acusando-o de ameaçar os norte-americanos e apelando aos seus parceiros para que se retirassem do mesmo, o que já foi anunciado, nomeadamente, pelo Chade e pela Venezuela.

"O TPI é uma jurisdição supranacional corrupta e gravemente politizada que abusou da sua autoridade de forma maliciosa e ultrapassou o seu mandato", acusou Marco Rubio.

"Não toleraremos que ela viole a soberania dos Estados", acrescentou o secretário de Estado norte-americano.

Três juízes do TPI sancionados pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, apresentaram uma ação judicial em junho contra o chefe de Estado e vários outros altos funcionários norte-americanos, argumentando que as medidas contra eles eram ilegais.

Paralelamente, no final de julho, a assembleia dos Estados representantes do TPI demitiu o procurador-geral Karim Khan por alegada "má conduta grave e violação grave dos seus deveres", quase dois anos após as primeiras acusações de agressão sexual.

O britânico Karim Khan foi acusado de agressão sexual por uma colaboradora do tribunal, acusações que tem negado veementemente.

Os Estados-membros do TPI votaram a favor da destituição de Khan por ampla maioria, sendo esta a primeira vez que um procurador-geral deste tribunal foi destituído do cargo. 

Karim Khan, de 56 anos, estava à frente do TPI desde 2021 e a sua saída foi saudada pelo Departamento de Estado norte-americano, que através do porta-voz Tommy Pigott considerou a situação como um exemplo de uma "instituição irremediavelmente corrupta".


Leia Também: TPI: Sanções dos EUA contra seus responsáveis "minam o Estado de Direito"

O Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou hoje que as sanções norte-americanas contra altos responsáveis da instância judicial "minam o estado de direito".

UCRÂNIA/RÚSSIA: Ataques ucranianos provocam escassez de combustível na Rússia... Cerca de apenas um terço dos postos de abastecimento da Rússia dispõe de reservas de combustível devido à escassez provocada pelos ataques ucranianos a refinarias russas, avançou hoje o jornal russo Izvestia.

© Reuters    Por LUSA   18/08/2026 

Segundo o jornal russo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, há uma semana o combustível estava disponível em 41% dos postos de abastecimento do país, o que demonstra que a situação continua a agravar-se.

Na semana passada, as autoridades de pelo menos oito regiões russas reconheceram que existem problemas com o combustível nesses territórios.

O ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, reconheceu hoje que se formam filas nos postos de abastecimento, mas garantiu que as autoridades "estão a trabalhar ativamente" para resolver a situação.

O Governo russo tinha autorizado previamente a venda de combustível Euro-2, abaixo dos padrões de qualidade habituais do Euro-5, para abastecer o mercado interno, e proibiu a exportação de gasóleo.

Os especialistas alertaram que os requisitos de qualidade mais baixos para a produção de combustível podem representar um risco para os proprietários de automóveis com sistemas de controlo de emissões modernos e eletrónica sofisticada, uma vez que a queima deste combustível produz compostos corrosivos que podem acelerar o desgaste dos equipamentos.

A primeira vaga da crise de combustível começou em maio na Rússia e, embora tenha melhorado durante um breve período no início do verão, voltou novamente a piorar com o regresso dos ataques ucranianos.

Kiev tem visado cada vez mais tanto refinarias como retalhistas em território russo, ataques esses que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como "sanções de longo alcance", precisamente por afetarem a economia de Moscovo.

No início de agosto, o Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo (CREA) divulgou que as exportações russas de derivados de petróleo registaram em julho um mínimo histórico, situando-se nos 4,7 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 51%.

Em julho, as exportações de derivados do petróleo da Rússia caíram 23% face ao registado no mês anterior.

O CREA, um organismo independente com sede na Finlândia, atribuiu esta queda precisamente aos contínuos ataques com drones da Ucrânia contra as refinarias russas, que limitaram a capacidade de produção e obrigaram Moscovo a dar prioridade à procura interna para garantir o abastecimento de gasolina e gasóleo.

De acordo com o relatório, as receitas totais provenientes da exportação de combustíveis fósseis russos diminuíram em julho 12% relativamente ao mês anterior, para 683 milhões de euros por dia.

Na quinta-feira passada, as autoridades russas admitiram que a refinaria de Orsk, na região de Oremburgo, perto dos montes Urais, atacada pela Ucrânia, estava inoperacional e que as reparações devem demorar seis meses.

No final de julho, os meios de comunicação social internacionais noticiaram que a refinaria na região de Ryazan, a sul de Moscovo, tinha ficado inoperacional após ataques ucranianos e que, neste caso, as reparações levariam semanas.

Em relação à refinaria de Tyumen, que fica a quase 2.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana, na Sibéria Ocidental, não se sabe quando as operações serão retomadas.

As autoridades russas foram obrigadas a importar gasolina do estrangeiro, nomeadamente de países como a Índia.


Médio Oriente: Emirados detetam dois mísseis lançados a partir do Irão... O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmou hoje que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção ao país, num contexto de forte tensão entre Washington e Teerão.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images    Por  LUSA  18/08/2026 

"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos detetaram dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão em direção ao país", anunciou o Ministério da Defesa num comunicado, no qual especificou que o primeiro míssil caiu fora das águas territoriais dos EAU.

Já o segundo míssil precipitou-se dentro das águas territoriais dos EAU, sem que, até ao momento, tenham sido comunicados danos ou vítimas, de acordo com a mesma fonte.

O Ministério da Defesa reafirmou a sua "total disponibilidade" para fazer face a qualquer ameaça e garantiu que responderá com firmeza a qualquer tentativa de desestabilizar a segurança do país.

A confirmação surge pouco depois de o Ministério da Defesa ter anunciado que os seus sistemas de defesa aérea tinham detetado uma "ameaça de míssil" dirigida contra o território dos Emirados, sem identificar, na altura, a origem do lançamento.

As autoridades explicaram inicialmente que os sons que se podiam ouvir no país se deviam às operações de interceção da defesa aérea, embora, neste novo comunicado, o ministério não tenha feito referência a qualquer operação de interceção, mas sim de deteção.

Nas últimas semanas, os EAU denunciaram, de facto, ataques iranianos contra navios da sua petrolífera estatal que transitavam pelo estreito de Ormuz, embora não tenham relatado qualquer ação contra o seu território, que também tem sido ameaçado pelas milícias pró-iranianas do Iraque.

Isto acontece após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado hoje que não há conversações "em curso nem agendadas" com o Irão, um dia após o termo do prazo de 60 dias acordado no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington a 17 de junho para alcançar a paz.

O importante e estratégico estreito de Ormuz continua fechado à circulação de navios e Teerão afirmou hoje que assim continuará até que Washington respeite o memorando de entendimento assinado entre os países em junho.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Quase seis meses depois, o conflito ameaçou outros países da região do Golfo, que reforçaram medidas de segurança, e as negociações iniciadas em várias ocasiões foram marcadas por avanços e recuos e revelaram-se, até à data, infrutíferas.

Presidente da República promulga "lei das burcas"... O Presidente da República, António José Seguro, promulgou, esta terça-feira, a chamada "lei das burcas", que se destina a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos.

© Zed Jameson/Anadolu via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa   18/08/2026 

O Presidente da República promulgou, esta terça-feira, o Decreto da Assembleia da República que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos. Em causa, está a chamada "lei das burcas", que se destina a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos.

"Estamos no domínio de uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres", escreve António José Seguro numa nota partilhada na página da Presidência da República, acrescentando que "tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação".

O chefe de Estado esclarece que "a integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão".

"O Presidente da República partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos. E admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias", pode ler-se ainda.

Ressalva, no entanto, que "por outro lado, numa sociedade livre, como a nossa, cada pessoa deve poder viver a sua identidade e as suas convicções enquadradas num conjunto de regras comuns que proporcionam uma "vivência conjunta", conceito este aceite pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos".

"Para o Presidente da República, o rosto destapado constitui uma dimensão estruturante da confiança social, característica da sociedade portuguesa. A convivência quotidiana assenta no reconhecimento mútuo e na possibilidade de estabelecer uma relação direta entre as pessoas. Esta regra comum é indispensável à vida numa sociedade democrática, livre e plural. É uma regra de convivência entre seres humanos com igual dignidade", remata.

Recorde-se que o decreto foi aprovado em votação final global em 17 de julho com os votos favoráveis do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS contra de toda a esquerda parlamentar. A deputada única do PAN absteve-se.

Este projeto do Chega, destinado a proibir a ocultação do rosto em espaços públicos, já tinha sido aprovado na especialidade com idêntica votação, em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais. 

Em sede de especialidade, o diploma foi objeto de uma longa negociação entre Chega e PSD, já que os sociais-democratas exigiram a introdução de alterações que desfocassem a questão da religião e que acentuassem a vertente da ocultação do rosto em espaços públicos como uma questão de segurança.

O texto final apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias determina que "é proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto" e que "é proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de género, religião, idade ou origem". Estes dois últimos fatores não constavam do projeto original.

A violação desta proibição "constitui contraordenação punível com coima de 150 euros a 750 euros, em caso de negligência, e de 400 euros a 3.000 euros, em caso de dolo". As multas previstas no projeto do Chega eram mais altas e chegavam aos "2.000 euros em caso de negligência" e aos "4.000 euros em caso de dolo".

Como exceções, ressalva-se que a proibição de ocultar o rosto "não se aplica sempre que a ocultação se encontre devidamente justificada por razões de saúde ou motivos profissionais, artísticos e de entretenimento ou publicidade", e "não é aplicável em aeronaves, instalações diplomáticas e consulares, bem como em locais de culto ou noutros locais sagrados", nem perante "motivos relacionados com a segurança ou devido às condições climáticas ou sempre que tal decorra de disposição legal que o permita".


Presidente de Transição, Horta Inta-A, regressou esta terça-feira à Guiné-Bissau, depois de uma deslocação oficial ao Gabão, onde participou nas celebrações do 66.º aniversário da Independência daquele país.

Radio TV Bantaba

Cidadão português critica partidos em Portugal e defende ruptura com modelo político guineense... Um cidadão português e militante do Partido Socialista (PS), João Almeida, dirigiu uma carta aberta aos partidos políticos portugueses, ao povo da Guiné-Bissau e à opinião pública, na qual critica a posição de setores políticos portugueses perante a realidade política guineense.

Por   Radio Voz Do Povo

Na carta, Almeida manifesta indignação com o que considera ser uma postura de “seguidismo” e de desconhecimento da história política da Guiné-Bissau, criticando, em particular, o Partido Socialista e o antigo Presidente português Mário Soares pela reação ao assassinato do então Presidente guineense Nino Vieira.

O autor defende que a instabilidade política guineense tem também causas estruturais, apontando a Constituição de 1996 e o modelo semipresidencialista como fatores que, na sua perspetiva, contribuíram para o chamado “duplo poder” e para sucessivas crises institucionais. Segundo a carta, a Guiné-Bissau registou 36 primeiros-ministros e 16 Presidentes da República, sem conseguir concluir um mandato constitucional de quatro anos.

Entre as propostas apresentadas, João Almeida defende a revisão profunda do atual modelo constitucional, a criação de um Executivo forte e com maior estabilidade, a investigação dos crimes políticos através de uma Comissão de Verdade, Memória e Justiça, e o reforço da soberania nacional face ao que considera ser ingerência externa.

Na parte final, o autor apela aos guineenses para que construam uma nova ordem política baseada na soberania nacional e no fortalecimento das instituições, defendendo que o país deve “fechar o capítulo” da herança política do PAIGC e construir uma nova República.

Portugal: Neto agride e esfaqueia avó porque ela recusou dar-lhe dinheiro... Como vingança o suspeito entrou no quarto onde a avó, de 88 anos, dormia. Agrediu a idosa e depois esfaqueou-a, com uma faca de serrilha. Foi a própria que conseguiu pedir ajuda

Tribunal de Nisa. DR       Por  cnnportugal.iol.pt  18/08/2026

Não era a primeira vez que o neto pedia dinheiro à avó, mas, desta vez, a vítima recusou e acabou atacada com uma faca durante a noite de domingo.

Foi dentro da casa onde vivia, no Monte Claro, concelho de Nisa, que o homem, de 32 anos, cometeu o crime contra a avó. “Pediu dinheiro à avó, mas ela não lhe deu e ele fez isso. A senhora tinha uma reforma pequenina e ele tentava apanhar-lhe o dinheiro todo”, explica uma amiga da família que prefere manter o anonimato.

Como vingança o suspeito entrou no quarto onde a avó, de 88 anos, dormia. Agrediu a idosa e depois esfaqueou-a, com uma faca de serrilha. Foi a própria que conseguiu pedir ajuda. “A senhora é impecável e sofre muito com o neto. Até o dinheiro para comprar o pão tem de esconder”, conta uma vizinha.

Na pequena localidade há quem afirme que o suspeito terá tentado forçar a avó a atos sexuais. “Não confirmamos a referência à violação porque ainda está por apurar. Neste momento o detido ainda está em tribunal”, garante fonte da Guarda Nacional Republicana à CNN Portugal. 

“Ele foi expulso da faculdade, tem andado de vida perdida desde que a mãe morreu”, revela uma moradora.

A GNR foi chamada ao local e encontrou o suspeito bastante alterado. O homem acabou detido e, depois de presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe decretada prisão preventiva, indiciado pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada. Além disso, ficou proibido de contactar a vítima por qualquer meio.

A idosa ficou ferida com gravidade. Foi estabilizada e transportada ao Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, onde continua em observação.

Trump nega novas negociações com Teerão. “Bloqueio naval mantém-se”... Donald Trump voltou a afirmar que não estão a decorrer nem estão previstas novas negociações com o Irão e insistiu que o estreito de Ormuz "está aberto" e desminado.

Por  Eco.sapo.pt  18/08/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou esta terça-feira a afirmar que não estão a decorrer nem estão previstas novas negociações com o Irão e insistiu que o estreito de Ormuz “está aberto” e desminado.

“Não há negociações nem conversações em curso, nem agendadas, com a República Islâmica do Irão. O bloqueio naval mantém-se em pleno vigor e efeito”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

“O estreito de Ormuz está aberto e em funcionamento”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano, embora apenas seis navios de carga tenham transitado pela passagem marítima na segunda-feira, segundo a empresa de análise de dados e rastreio de navios mercantes Kpler.

O Irão continua igualmente a reclamar o domínio do estreito de Ormuz e o principal negociador e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou esta terça-feira que o estreito permanecerá fechado até Washington cumprir os compromissos do memorando de entendimento assinado em junho.

Ainda na Truth Social, o Presidente norte-americano reiterou igualmente que as minas colocadas por Teerão no estreito foram “removidas ou detonadas”.

Numa mensagem publicada momentos antes, Trump voltou a referir-se ao estreito de Ormuz como “novo território dos Estados Unidos (EUA)”, divulgando uma imagem de um mapa da passagem marítima.

A imagem mostrava o estreito que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã assinalado por um círculo e acompanhado pela expressão “novo território dos EUA” e por uma faixa com as cores azul, vermelha e branca e estrelas, numa clara referência à bandeira norte-americana.

Na sexta-feira, Donald Trump já tinha afirmado que pretendia declarar o estreito de Ormuz “território dos EUA” depois de “derrotar o Irão”.


UCRÂNIA/RÚSSIA: Reino Unido mantém apoio "a 100%" à Ucrânia apesar das ameaças russas... O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reiterou hoje o apoio à Ucrânia "a 100%", após ameaças da Rússia de "consequências inevitáveis" para o Reino Unido por fornecer a Kiev drones que pode usar na guerra contra os russos.

© Stefan Rousseau/PA Images via Getty Images     Por LUSA  18/08/2026 

Questionado sobre o assunto pela comunicação social durante um evento em Wolverhampton, no centro de Inglaterra, o chefe do Governo britânico afirmou: "O Reino Unido está a fazer aquilo que sempre disse que faria, que é apoiar a Ucrânia a 100% contra esta guerra ilegal liderada por Vladimir Putin [o Presidente russo]".

Burnham sublinhou que a posição britânica desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, tem sido prestar apoio à Ucrânia para que possa defender-se e que, tal como os seus antecessores no cargo, manterá o apoio do Reino Unido a Kiev.

"Não somos amigos de conveniência. Estaremos aqui quando a Ucrânia precisar de nós e isso não vai mudar", acrescentou.

Estas declarações surgem depois de o Governo russo, através da sua embaixada em Londres, ter avisado o Reino Unido de que haverá "consequências inevitáveis" por ter fornecido drones à Ucrânia.

"Londres está a optar deliberadamente por uma escalada da crise na Ucrânia e, ao fazê-lo, age como cúmplice e perpetradora de crimes sangrentos e ataques terroristas", afirmou a missão diplomática russa num comunicado.

"Quanto mais se envolver no conflito (...), maior será o preço a pagar", acrescentou.

O Reino Unido é um dos principais doadores de ajuda militar à Ucrânia --- a seguir aos Estados Unidos e à Alemanha ---, segundo a estação de radiotelevisão pública britânica BBC, que precisou que duas empresas britânicas têm estado a fornecer drones ao Exército ucraniano, aparelhos não tripulados que causaram à parte russa prejuízos avaliados em dezenas de milhares de milhões de euros.

O Governo britânico respondeu, através de um porta-voz do Ministério da Defesa: "O Reino Unido está ao lado da Ucrânia e estamos empenhados em fornecer o equipamento necessário para que possa defender-se da invasão ilegal de Putin".


Leia Também: Desemprego no Reino Unido mantém-se nos 4,9% entre abril e junho

O desemprego no Reino Unido manteve-se em 4,9% no trimestre entre abril e junho, face ao mesmo período de 2025, informou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas britânico (ONS, na sigla em inglês).