segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Voos suspensos em vários aeroportos dos EUA após problema de comunicação... A Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) dos Estados Unidos decretou a suspensão total de voos em vários aeroportos da Costa Leste do país após problemas de comunicações que afetaram o controlo de tráfego aéreo. Na origem do incidente estará o corte acidental de um cabo de fibra ótica.

© Bruce Bennett/Getty Images Por Notícias ao Minuto  21/09/2026 

A Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) dos Estados Unidos decretou a suspensão total de voos em vários aeroportos da Costa Leste do país.

Dos vários aeroportos, destacam-se os aeroportos JFK e LaGuardia, em Nova Iorque, e os aeroportos de Boston e Filadélfia.

A FAA, citada pela Agência Reuters, explicou que a suspensão dos voos deveu-se a problemas de comunicações que afetaram o controlo de tráfego aéreo, notando que na origem do incidente estará um corte acidental de um cabo de fibra ótica num estaleiro em Nova Jérsia.

Já um porta-voz da FAA adiantou à CBS que o problema afetou o sistema de Controlo de Aproximação por Radar Terminal (TRACON, na sigla em inglês), que é usado para guiar os aviões durante a descolagem e a aterragem.

A suspensão dos voos em Newark foi decretada pelas 10h00 locais desta segunda-feira, tendo já sido prorrogada por diversas vezes. Por sua vez, no Aeroporto JKF, a suspensão aconteceu pelas 12h43 locais enquanto no Aeroporto LaGuardia pelas 12h43.

De salientar que o problema ocorre numa altura em que 130 líderes mundiais estão a chegar a Nova Iorque para participarem na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas. 


EUA preparam sanções "potencialmente devastadoras" contra TPI... Os Países Baixos preparam-se para a imposição pelos Estados Unidos de sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no mais recente episódio de escalada dos ataques do Governo Trump àquela instância judicial, indicaram hoje fontes neerlandesas.

© Helene Wiesenhaan/BSR Agency/Getty Images Por LUSA   21/09/2026 

As autoridades neerlandesas foram informadas pelos Estados Unidos de que estão iminentes sanções "potencialmente devastadoras" contra a instituição, segundo responsáveis diplomáticos e governamentais a par da questão, citados pela agência de notícias norte-americana, The Associated Press (AP), a coberto do anonimato.

Os Países Baixos estão a procurar formas de ajudar o tribunal a manter os pagamentos a funcionários e testemunhas protegidas, bem como a garantir que a segurança nas instalações de detenção não é comprometida.

Washington já impôs sanções a mais de uma dúzia de atuais e antigos funcionários, incluindo metade dos juízes em exercício no tribunal, naquilo que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu como "uma campanha abrangente para desmantelar a ameaça representada pelo Tribunal Penal Internacional".

As sanções são uma retaliação pelas investigações do TPI às autoridades dos Estados Unidos e de Israel, países que não figuram entre os 125 Estados-membros do tribunal com sede em Haia.

O tribunal emitiu mandados de detenção contra altos responsáveis israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, devido à guerra de Israel na Faixa de Gaza. Netanyahu e Israel negam veementemente as acusações.

Normalmente reservadas a autocratas, terroristas e cartéis, as sanções podem ser devastadoras: poderão impedir o TPI de aceder a serviços financeiros e informáticos, e até de pagar aos seus funcionários norte-americanos.

Quando o então procurador-chefe do tribunal, Karim Khan, foi alvo de sanções, em 2025, perdeu o acesso ao seu 'e-mail' da Microsoft, as suas contas bancárias foram congeladas e foi proibido de entrar nos Estados Unidos.

Segundo duas fontes próximas do caso, as autoridades norte-americanas alertaram os homólogos neerlandeses de que as sanções seriam aplicadas já hoje e incentivaram o país anfitrião do tribunal a retirar-se da instituição.

Os Estados Unidos, bem como outras grandes potências globais, incluindo Rússia, China e Índia, não são membros do tribunal.

O TPI anda há meses a preparar-se para a possibilidade de sanções: no início deste ano, o tribunal migrou dos produtos da Microsoft para um fornecedor de 'software' alemão, segundo três funcionários daquela instância judicial não autorizados a falar oficialmente.

A instituição substituiu também as seguradoras e outros prestadores de serviços financeiros por empresas que não têm operações nos Estados Unidos.

As autoridades neerlandesas e do tribunal esperam que haja um período de carência de seis meses antes da entrada em vigor das sanções, argumentando que a instituição precisa de tempo para cortar os laços com as empresas norte-americanas, que poderão enfrentar pesadas penalizações financeiras caso sejam consideradas infratoras.

Além da migração para alternativas sediadas na Europa, os Países Baixos e a União Europeia (UE) têm poucas opções para proteger a instituição.

O "estatuto de bloqueio" da UE pode ser utilizado para proteger os funcionários europeus do tribunal, impedindo as empresas europeias de cumprir as medidas dos Estados Unidos; no entanto, não é claro se tal estatuto protegeria o próprio TPI, dado tratar-se de um organismo internacional, e não europeu.

Os cidadãos da UE têm direito a uma conta bancária básica, mas esta não garante o acesso a cartões de crédito ou a sistemas de pagamento dos Estados Unidos.

Um número reduzido, mas crescente, de Estados-membros do tribunal internacional anunciou planos para deixar a instituição nos últimos meses, incluindo a Venezuela e o Chade.

O Chade referiu especificamente os Estados Unidos na sua decisão de se retirar: o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdoulaye Sabre Fadoul, declarou num comunicado que, durante uma conversa telefónica com um responsável norte-americano em julho, "o lado norte-americano manifestou as suas preocupações quanto ao funcionamento desta instituição e solicitou que o Chade reconsiderasse" a sua permanência como membro.


Leia Também:  Ataque dos EUA a escola no Irão "constituiu um crime de guerra", diz ONU

A missão independente da ONU para o Irão, que acusou Washington de crimes de guerra e Teerão de crimes contra a humanidade, pediu hoje perante o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para que sejam investigadas possíveis violações.

"Todas as partes envolvidas no conflito, incluindo os Estados Unidos, devem realizar investigações rápidas, independentes e imparciais sobre as denúncias de violações do Direito internacional humanitário", sublinhou a presidente da Missão Internacional Independente de Investigação da ONU para o Irão, Sara Hossain.

No caso do regime iraniano, acusado de crimes contra a humanidade devido à sua repressão violenta dos protestos de 2022, 2025 e 2026, a missão solicitou também que as execuções de pessoas condenadas por participarem nos protestos fossem imediatamente suspensas e que todos os detidos de forma arbitrária fossem libertados...

EUA: Trump critica guerra "ridícula e interminável" da Rússia... O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou hoje a Rússia por ter perdido o controlo da indústria petrolífera do país devido à guerra contra a Ucrânia, que descreveu como "ridícula e interminável".

© Lusa   21/09/2026 

"A Rússia, infelizmente, perdeu o controlo da sua indústria do gasóleo devido à guerra na Ucrânia. Um grande número de refinarias de gasóleo foram destruídas e estão, pelo menos temporariamente, fora de serviço", afirmou.

Trump disse que a "o mundo inteiro sofre" com a guerra em curso desde 2022, e que "25.000 pessoas, na maioria soldados, estão a ser mortas todos os meses".

"Esta guerra ridícula e interminável [da Rússia] com a Ucrânia tem de acabar", escreveu na rede social de que é proprietário, citado pela agência espanhola Europa Press.

Trump anunciou há uma semana passada que a Rússia e a Ucrânia tinham concordado em não atacar alvos ligados à energia, mas as duas partes mantiveram os ataques.

Na mesma altura, afirmou que o aumento do preço mundial do gasóleo se devia principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e não ao conflito no Irão provocado pelos Estados Unidos e Israel.

Os preços do gasóleo aumentaram consideravelmente nos Estados Unidos nas últimas semanas, e do lado dos republicanos receia-se que isso possa vir a ter influência nas eleições de novembro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, mas a resistência ucraniana, com apoio de aliados ocidentais em armamento, tem impedido Moscovo de alcançar os objetivos.

A infraestrutura energética tem sido um dos alvos mais visados pelas forças russas, com a Ucrânia a tentar responder com ataques a refinarias e depósitos de combustíveis.

A empresa pública ucraniana Naftogaz anunciou hoje a construção de depósitos de petróleo na Hungria para manter as reservas de combustível da Ucrânia a salvo de ataques russos.

Do lado russo, o Governo anunciou hoje que vai aumentar a produção e ajustar a importação de combustível para estabilizar o mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.

Trump deverá reunir-se com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na terça-feira, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.


Leia Também: Veto a media? Vance alega que 92% de notícias sobre Trump são "negativas"

O vice-presidente norte-americano justificou hoje a proibição de acesso de três meios de comunicação à Casa Branca, alegando que "cerca de 92%" das notícias que divulgam sobre Donald Trump e a sua administração são "negativas".

"Não está a proibir os meios de comunicação. O que está a dizer é que não lhes dará acesso especial à Casa Branca se se dedicarem ao que é, na realidade, propaganda", afirmou JD Vance antes de viajar para Greensboro, na Carolina do Norte, para intervir num comício de campanha das eleições intercalares...

Acordos secretos: EUA pagaram milhões a países para receber deportados... O Governo norte-americano deportou mais de 25 mil pessoas para países terceiros ao abrigo de acordos secretos com 35 nações para acolher indivíduos sem qualquer ligação a esses locais, revela uma investigação jornalística global hoje publicada.

© Lusa   21/09/2026 

Desde que o Presidente dos EUA, Donald Trump, regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Washington assinou acordos com países da América Latina, África e Pacífico para enviar estrangeiros que não podem regressar legalmente aos seus países de origem.

Esta investigação, conduzida por 72 jornalistas de 23 órgãos de comunicação social de 15 países e publicada pelo consórcio Forbidden Stories, mostra que o Governo dos EUA atribuiu pelo menos 410 milhões de dólares (cerca de 360 milhões de euros) a países anfitriões ou a agências da ONU que facilitam os retornos.

Até 31 de agosto deste ano, pelo menos 25.447 pessoas já tinham sido transferidas para 28 países — das quais cerca de 20 mil só para o México — ao abrigo destes acordos, de acordo com dados compilados pelo Forbidden Stories.

Os termos dos acordos variam, principalmente em relação às nacionalidades que podem ser aceites e aos indivíduos com antecedentes criminais.

Segundo a Forbidden Stories, 49 países africanos foram abordados para aceitar deportados que fossem cidadãos de países terceiros.

Uma investigação da agência de notícias francesa AFP realizada no início deste ano alertou para a pressão exercida por Washington sobre os países africanos, como ameaças de imposição de taxas aduaneiras (tarifas), suspensões de vistos ou cortes nas ajudas, para os obrigar a aceitar os deportados.

Especialistas jurídicos disseram à AFP que, uma vez ali, estes deportados caíam "num limbo jurídico", ficando detidos sem acusação num país desconhecido e, muitas vezes, privados dos seus direitos.

Um departamento pouco conhecido do Departamento de Estado, chamado Gabinete de Remigração, criado em maio de 2025, conduziu a maior parte das negociações e pagamentos, de acordo com a Forbidden Stories.

Esse departamento é dirigido por um diplomata de 41 anos chamado Christian Jové Ehrhardt, que trabalhou como adido de segurança em várias embaixadas.

A Forbidden Stories revela, em particular, as suas visitas aos Camarões, país com o qual os Estados Unidos assinaram, em dezembro, um memorando de entendimento para a reinstalação de deportados.

Uma semana depois, Washington concluiu com esse país um programa para ajuda médica a cinco anos no valor aproximado de 350 milhões de euros.

Em janeiro, o Departamento de Estado norte-americano libertou mais 25 milhões de euros para a agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) nos Camarões sob pretexto de querer "facilitar o regresso voluntário de refugiados e combater a imigração ilegal".

A 14 de janeiro, o primeiro avião que transportava deportados aterrou nos Camarões.

Outros acordos resultaram em pagamentos diretos a governos.

Foi o caso de Palau, um arquipélago do Pacífico com menos de 18 mil habitantes, que assinou, em dezembro, um acordo para aceitar 75 cidadãos de países terceiros por 6,5 milhões de euros.

No entanto, até à data, apenas três pessoas foram enviadas para lá.

Um outro acordo no valor de 4,3 milhões de euros previa a deportação para Essuatíni (antiga Suazilândia), de 160 pessoas a partir de julho de 2025, sendo que, até agora, foram enviadas 32.

Este país da África Austral aceitou receber deportados com antecedentes criminais, de acordo com esta investigação.

Dos quase 360 milhões de euros atribuídos a estes acordos, os documentos internos do Departamento de Estado mostram que 70 milhões foram atribuídos aos governos signatários, e o restante a organizações internacionais, incluindo 155 milhões de euros para a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 107 milhões de euros para o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Estas duas agências da ONU, encarregadas de defender os direitos humanos, têm sido alvo de críticas sobre esta questão, embora o ACNUR tenha declarado ao Forbidden Stories que não fazia parte dos acordos e que estava a utilizar os fundos dos EUA de acordo com o seu mandato de "reforçar os sistemas de asilo".

Um porta-voz da OIM afirmou que a organização tinha conhecimento de que Washington estava a utilizar a sua ajuda financeira para promover as "suas próprias prioridades", mas aceitou o dinheiro dos EUA para poder "melhorar a vida dos migrantes afetados", garantindo que isso não constituía "uma aprovação" das deportações.


ÁFRICA DO SUL: Dez mulheres mortas em Joanesburgo. Polícia detém três suspeitos... A polícia sul-africana anunciou hoje a detenção de três pessoas no caso dos homicídios de mulheres na mesma zona do leste de Joanesburgo, crimes que já contabilizam 10 mortes e que provocaram uma onda de comoção no país.

© Reuters   Por   LUSA  21/09/2026 

A descoberta de nove corpos em Kempton Park no espaço de dois meses alimentou o medo e a raiva, enquanto as autoridades investigam para determinar se um ou vários assassinos em série são os responsáveis.

Entretanto, a polícia anunciou que outra mulher foi encontrada morta no domingo no Soweto, a sul de Joanesburgo, perto de uma barragem, com o corpo enrolado num saco-cama.

Segundo a polícia, um homem e duas mulheres foram detidos durante o fim de semana por estarem relacionados ao homicídio de Jabulile Ntimba, cujo corpo foi encontrado a 17 de setembro, o nono da série de homicídios de mulheres.

Tal como na maioria destes casos, o corpo da vítima foi encontrado à beira da estrada, parcialmente despido.

O subchefe da polícia, Tebello Mosikili, referiu "indícios de que o seu homicídio poderá estar relacionado com um caso de natureza sentimental, nomeadamente o que foi descrito como um possível triângulo amoroso".

A violência de género é endémica na África do Sul, apesar de anos de promessas do Governo de combater o problema.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reiterou hoje a promessa da polícia de que os responsáveis pelos homicídios seriam levados à justiça.

"Não pouparemos esforços para localizar estes autores", declarou aos jornalistas, prometendo medidas adicionais para combater a violência contra as mulheres.

O Presidente prometeu ainda atribuir "mais dinheiro, mais recursos, mais tecnologia" para reforçar a segurança das mulheres.

As detenções hoje anunciadas elevam para quatro o número de pessoas detidas pela polícia no caso desta onda de homicídios de mulheres.

"Não vamos apressar estas investigações apenas para proceder a detenções. Devemos isso às vítimas, devemos isso às suas famílias e devemos isso à justiça: é preciso que isto seja bem feito", declarou Mosikili.

A polícia indicou, ainda, que dois alegados violadores em série vão comparecer perante o tribunal na província de KwaZulu-Natal.

Um homem de 46 anos foi associado, através de análises de ADN, a 16 casos de violação em Durban, enquanto um homem de 36 anos foi associado a, pelo menos, 14 casos em duas províncias.

A África do Sul regista uma taxa média de homicídios superior a 60 por dia, uma das mais elevadas do mundo.


RÚSSIA/UCRÂNIA: Ataques ucranianos deixam Rússia com falta de combustível... O vice-primeiro-ministro russo encarregou hoje o Governo de aumentar a produção e ajustar a importação de combustível, a fim de estabilizar o mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias russas.

© Kostiantyn Liberov/Libkos/Getty Images)  Por LUSA   21/09/2026 

"Alexandr Novak instruiu os organismos competentes e as empresas do setor a tomarem medidas para abastecer plenamente o mercado interno com produtos petrolíferos e garantir um abastecimento estável às regiões", indicou o governo russo num comunicado, ao informar sobre uma reunião dedicada à situação dos combustíveis na Rússia.

Segundo o Conselho de Ministros russo, Novak "salientou a necessidade de ter em conta os possíveis fatores de risco no planeamento a longo prazo, que deve prever respostas oportunas, tais como o aumento da produção de derivados de petróleo e o ajustamento dos volumes de importação de combustível".

Durante a reunião, na qual participaram também o ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, e representantes da Duma (câmara baixa do parlamento russo), dos ministérios da Agricultura e dos Transportes e de outras instituições, foi apresentado um relatório sobre o mercado de combustíveis, as suas reservas e os níveis de produção.

Os ataques ucranianos contínuos contra refinarias russas prejudicaram a produção de gasolina e gasóleo e provocaram um défice de combustível na Rússia, traduzindo-se num aumento dos preços destes produtos e em longas filas nos postos de abastecimento.

No domingo, a Ucrânia atingiu a refinaria de petróleo de Moscovo.

Este bombardeamento foi descrito pelo autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, como o "maior ataque de sempre" contra Moscovo.

O anúncio de hoje surge após o anúncio da vitória nas eleições legislativas do partido que apoia o regime do Presidente russo, Vladimir Putin, que revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, segundo as autoridades eleitorais russas.

Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

As autoridades eleitorais afirmaram que nestas legislativas registaram um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.

"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.


Leia Também: Ucrânia constrói depósitos na Hungria para proteger petróleo da Rússia

A empresa pública ucraniana Naftogaz assinou um memorando com a húngara Mol para construir depósitos de petróleo na Hungria e manter as reservas de combustível da Ucrânia a salvo de ataques russos.

Opresidente em funções da Naftogaz, Serguei Fedorenko, justificou a medida no "contexto dos ataques constantes russos" contra a infraestrutura petrolífera da Ucrânia.

A situação exige "a diversificação das rotas de abastecimento e a criação de capacidades adicionais de armazenamento fora da zona de ataques", afirmou Fedorenko nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.

Os depósitos serão construídos perto da fronteira com a Hungria para facilitar o posterior transporte do petróleo para a Ucrânia...

ONU acusa Rússia de exportar "reinado do medo" para outros países... A relatora especial da ONU para a Rússia acusou hoje o regime de se tornar um dos principais intervenientes na repressão transnacional, exportando o seu "reinado de medo" desde a invasão da Ucrânia, Moscovo tem-se destacado como

© Fabrice COFFRINI / AFP via Getty Images    Por   LUSA  21/09/2026 

"Nos últimos três anos, descrevi perante este Conselho o reinado do medo na Rússia. Hoje, dou conta da forma como a Rússia exporta esse reinado do medo", declarou a especialista, Mariana Katzarova, perante o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

"A repressão transnacional não é uma série de incidentes isolados, mas sim a continuação, para além das fronteiras russas, do mesmo sistema estrutural de repressão, apoiado pelo Estado, que documentei na Rússia", acrescentou.

O seu relatório, apresentado diante do Conselho, baseia-se em cerca de 400 casos documentados. A relatora concluiu que esta repressão transnacional constitui "uma estratégia de Estado sistemática e institucionalizada, indissociável da consolidação do regime autoritário no seu território e da guerra de agressão contra a Ucrânia".

A Rússia não reagiu imediatamente ao relatório e não assistiu à sessão do Conselho dos Direitos Humanos.

A perseguição aos exilados políticos "faz parte das práticas do Estado soviético e russo há mais de um século", mas a Rússia tornou-se desde a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022 "um dos principais autores de repressão transnacional", segundo Katzarova.

"Esta prática ganhou força, diversificou os seus métodos e expandiu-se geograficamente, voltando-se para os meios clandestinos, administrativos e digitais, assim como para o uso de intermediários, o que torna mais difícil determinar a autoria", observou.

Segundo a especialista - que trabalha sob mandato do Conselho de Direitos Humanos, mas não fala em nome da organização -, a repressão transnacional conduzida pela Rússia envolve, entre outras coisas, vigilância digital, ameaças e intimidações, pressões administrativas ou judiciais e o recurso a intermediários para visar opositores no estrangeiro.

Desde fevereiro de 2022, entre 650 mil e 900 mil pessoas abandonaram a Rússia, sendo a maior onda de emigração política do país desde o século XX, afirmou Katzarova.

"As autoridades russas negam qualquer envolvimento e, por vezes, promovem ou homenageiam os alegados autores" dos crimes, lamentou a especialista.

A relatora da ONU defendeu a adoção de uma convenção internacional vinculativa sobre a repressão transnacional, visando prevenir esta prática, estabelecer responsabilidades e proteger melhor as pessoas visadas.


EUA negam vistos à equipa de comunicação do Presidente iraniano... Os Estados Unidos negaram vistos a parte da delegação do Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, que vai participar na Assembleia Geral da ONU, divulgaram hoje os meios de comunicação do Irão.

© Iranian Presidency/Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  21/09/2026  

Pezeshkian vai sair do Irão na terça-feira com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos, sede das Nações Unidas.

"Numa medida hostil sem precedentes por parte do Governo [do Presidente norte-americano, Donald] Trump recusou conceder vistos a alguns membros da delegação de alto nível do Presidente, incluindo membros da sua equipa de comunicação", indicou a agência de notícias estatal Irna.

A agência Mehr repercutiu a informação e citou um porta-voz da Presidência, Habibollah Abbassi, detalhando que Pezeshkian discursará na quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, antes de regressar a Teerão no sábado.

Os Estados Unidos autorizaram a delegação iraniana a ir à ONU, apesar do conflito em curso, mas estará sujeita — tal como no ano passado — a restrições de deslocação.

A delegação não poderá comprar produtos de luxo nem outros artigos, sublinhou na quinta-feira o Departamento de Estado norte-americano, acrescentando que o grupo era "mais pequeno do que no ano passado".

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, que integra a comitiva, partiu ainda no domingo à noite e fez uma escala no Qatar, mediador do conflito entres os EUA e o Irão.

Não foram divulgados detalhes sobre esta paragem, que acontece numa altura em que o Irão afirma ter transmitido novamente aos Estados Unidos, através do mediador qatari, as suas condições para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, ponto central do conflito entre Teerão e Washington.

O tráfego nesta via marítima, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, tem sido fortemente perturbado por Teerão desde o início do conflito.

Em resposta, os Estados Unidos impõem um bloqueio aos portos iranianos. Embora as negociações continuem num impasse, tem-se observado uma trégua nos últimos dias entre os dois lados em conflito.

Os Estados Unidos não realizam ataques em solo iraniano desde 01 de setembro — quando uma série de bombardeamentos fez cinco mortos e dezenas de feridos, incluindo durante um casamento no sudeste do país —, muito embora os ataques frequentes a navios continuem a ocorrer no estreito de Ormuz.

Um navio foi alvo, mais uma vez, de "um projétil de origem desconhecida" na região, deixando dois tripulantes com ferimentos ligeiros, informou na segunda-feira a agência de segurança marítima britânica UKMTO, na rede social rede social X.

Além disso, a retórica tornou-se mais belicosa: a Guarda Revolucionária, a poderosa força militar da República Islâmica, ameaçou retaliar contra "novos alvos com novas armas".


Derrotas da CDU não travam Governo alemão: "Sim, absolutamente"... O Governo alemão assegurou hoje que pretende continuar no poder apesar das derrotas sofridas no domingo pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim.

© Sean Gallup/Getty Images     LUSA  21/09/2026 

"Sim, absolutamente", respondeu o porta-voz adjunto do Governo de coligação formado pela CDU, pela sua aliada bávara União Social-Cristã (CSU) e pelo Partido Social-Democrata (SPD), Sebastian Hille, quando questionado sobre a capacidade do executivo para continuar a governar e tomar decisões.

A CDU sofreu uma derrota em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde, pela primeira vez na sua história, não conseguiu representação no parlamento regional e viu a Alternativa para a Alemanha (AfD, extrema-direita) ultrapassar o SPD.

Em Berlim, os democratas-cristãos perderam o governo regional, que lideravam desde 2023 em coligação com os sociais-democratas, após uma vitória inédita do partido A Esquerda (Die Linke).

Apesar dos resultados eleitorais e da baixa popularidade do chanceler Friedrich Merz, o dirigente recusou no domingo abandonar a chefia do Governo ou a presidência da CDU e prometeu manter o programa de reformas, mesmo que os resultados não sejam imediatos.

Numa intervenção após a divulgação das primeiras sondagens à boca das urnas, quando ainda não era conhecida a exclusão da CDU do parlamento de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Merz classificou o resultado como "um desastre".

Antes de se dirigir aos apoiantes na sede do partido, em Berlim, o chanceler reuniu-se com a direção da CDU e com os oito chefes de governos regionais democratas-cristãos, que não lhe retiraram a confiança.

Segundo a revista Stern, os dirigentes regionais voltaram, contudo, a reunir-se separadamente durante mais de duas horas, na representação da Renânia-Palatinado em Berlim, sem a presença de Merz.

Questionado sobre o significado desse encontro, Hille desvalorizou a possibilidade de uma contestação interna ao chanceler.

"Não é proibido em lado nenhum, nem há nada de suspeito no facto de os políticos se reunirem e falarem entre si", afirmou Hille, que afastou igualmente a possibilidade de os resultados eleitorais comprometerem o calendário das reformas económicas e sociais previstas pelo executivo.

Entre as medidas em discussão está o fim da possibilidade de reforma antecipada aos 63 anos, sem penalização, para trabalhadores com 45 anos de contribuições, proposta contestada por três chefes de governos regionais do leste alemão.

O porta-voz recordou que Merz transmitiu no domingo "um sinal muito claro sobre a direção a seguir", ao afirmar que o Governo manterá o programa de reformas.

Reconheceu, ainda assim, que existem vozes no SPD favoráveis a ajustamentos e que "a política consiste constantemente em reconsiderar e refletir sobre as coisas".

"Mas isso não significa que vamos agora questionar todo o rumo das reformas", insistiu Merz.


Leia Também: Dirigente da extrema-direita alemã prevê que Merz deixe cargo este ano

Um dirigente do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) previu hoje que o chanceler alemão, Friedrich Merz, já não estará no poder "no final do ano".

"O crepúsculo do chanceler começou", disse em conferência de imprensa Leif-Erik Holm, que venceu no domingo as eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha...

UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia reclamou ter abatido 244 drones ucranianos na última noite... As defesas antiaéreas russas abateram 244 drones na última noite — um ataque menor do que foi registado domingo, último dia das eleições legislativas na Rússia, quando foram destruídos mais de 1.600 aparelhos, disse hoje o Ministério da Defesa.

© Lusa   21/09/2026  

De acordo com uma nota difundida pelo Ministério da Defesa da Rússia, os drones ucranianos foram lançados sobre 19 regiões e o Mar Negro, não tendo atingido a Península anexada da Crimeia, alvo constante dos drones ucranianos.

Na região de Orel, foram abatidos 32 drones, segundo o governador local, Andrei Klichkov, destruindo três casas.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, cerca de 50 drones foram abatidos sobre seis distritos, informou o governador Yuri Slusar.

Além dos 244 drones abatidos sobre território russo, o agrupamento militar Norte, que combate na Ucrânia, afirmou à agência de notícias TASS ter abatido, durante a última noite, outros 125 drones ucranianos sobre as regiões de Kharkiv e Sumi, onde as forças russas tentam criar uma zona de segurança.

Por outro lado, as Forças Armadas da Rússia atacaram, durante a noite passada, centros logísticos, armazéns, instalações ligadas ao setor da energia e portos ucranianos nas regiões de Kiev e Odessa pertencentes ao Exército ucraniano.

O comando militar russo afirmou que as forças de Moscovo atacaram, na região de Kiev, o centro BDU Logistic — localizado na localidade de Shchastlive, além de uma distribuidora de gás na localidade de Boyarka que abastecia o Exército ucraniano.

No sul da Ucrânia, os militares russos atacaram um navio de carga que transportava mantimentos militares no porto de Odessa, bem como a infraestrutura portuária do porto de Izmail.

O Ministério da Defesa russo tinha avisado domingo, após os ataques ucranianos durante as eleições legislativas russas, que as Forças Armadas da Rússia iriam continuar e intensificar os ataques com armamento de alta precisão contra alvos militares em Kiev.

Paralelamente, na Rússia, o partido do Presidente Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), tem praticamente garantida a maioria na câmara baixa do parlamento (Duma), após a contagem de mais de 90% dos votos, disse hoje a comissão eleitoral.

A formação governamental obteve 57,86% dos votos registados nas eleições legislativas realizadas nos últimos três dias — o que lhes garantiria cerca de 130 lugares na Duma — e lideram em 208 dos 225 círculos eleitorais.

A Rússia utiliza um sistema misto em que metade dos lugares da Duma é distribuída por listas partidárias e a outra metade por círculos eleitorais, totalizando 450 lugares.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


Leia Também: Israel lança grande operação na Cisjordânia e detém cerca de 50 pessoas

O exército israelita deteve hoje várias pessoas no âmbito de uma grande operação que decorre numa cidade da Cisjordânia ocupada, onde vivia um palestiniano suspeito de matar um colono judeu no domingo, avançaram as autoridades palestinianas.

Cisjordânia, Palestina, 21 set 2026 - O exército israelita deteve hoje várias pessoas no âmbito de uma grande operação que decorre numa cidade da Cisjordânia ocupada, onde vivia um palestiniano suspeito de matar um colono judeu no domingo, avançaram as autoridades palestinianas...

SINDICATO: Greve de professores angolanos arrancou a rondar os 100% de adesão... A greve nacional de professores angolanos arrancou hoje conforme previsto, com um nível de adesão que ronda os 100%, avançou à lusa fonte sindical.

© Lusa   21/09/2026 

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) angolano, Admar Jinguma, referiu que "a greve é um facto", salientando que "na maioria das províncias o nível [de adesão] está a rondar os 100%".

O Sinprof convocou quatro períodos de greve, o primeiro para 21 de setembro, em protesto contra o alegado incumprimento do acordo celebrado com o executivo, em janeiro.

"Aqui em Luanda não há literalmente aulas em nenhuma instituição pública e público-privada de ensino, as outras províncias também já temos a fotografia através das imagens que estão a chegar, a greve é efetiva", referiu Admar Jinguma.

Segundo o sindicalista, na quarta-feira foi realizado o último encontro entre as partes, mas não foi alcançado nenhum entendimento, nos pontos que ainda dividem professores e o Ministério a Educação, os dois primeiros do caderno reivindicativo.

"Estão relacionados com a progressão na carreira dos agentes e o nivelamento das carreiras e gestão do perfil académico, são esses os pontos que ainda nos dividem, não temos qualquer aproximação", disse.

Admar Jinguma avançou que estava previsto um encontro para sábado, mas os professores entenderam não reunir nesse dia, estando disponíveis para reunir a partir de hoje.

A greve, subdividida em quatro fases, tem a primeira programada para o período entre 21 de setembro e 15 de outubro, a segunda para o período entre 02 e 18 de dezembro, a terceira para o período entre 10 e 26 de fevereiro de 2027, e a quarta para o período entre 17 de maio e 18 de junho de 2027.

No anúncio da greve, o sindicato avançou que "face aos incumprimentos e à violação dos termos do acordo celebrado a 8 de janeiro", o Conselho Nacional do Sinprof decidiu decretar greve no ensino geral, técnico-profissional, formação de professores e educação de adultos.

Na reunião de onde saiu a decisão da greve, a presidente do Sinprof, Hermínia Maria da Conceição Ferreira do Nascimento, citada no comunicado, afirmou que "o professor angolano está cansado de promessas não cumpridas".

"Há três décadas que reivindicamos as mesmas questões, e é chegada a hora de respostas concretas", apontou.

Antes da greve as partes realizaram alguns encontros, mas sem resultados positivos.

Na reunião de sábado, para a qual o Sinprof se manifestou indisponível a participar, em declarações à imprensa o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, enumerou um conjunto de ações já realizadas pelo Governo, considerando que foram já cumpridas integralmente as reivindicações apresentadas pelos professores.

Pedro Filipe referiu que o caderno reivindicativo apresentado em janeiro tinha nove pontos, entre os quais se destacava o processo de promoção de categoria de 53.755 agentes, que ficaram fora do processo em 2024.

O governante angolano realçou que, no próximo mês, inicia a primeira fase deste processo, que prevê abranger 27.000 agentes da educação, dos quais professores e funcionários administrativos, admitidos entre 2017 e 2018, enquanto os que foram admitidos, entre 2019 e 2020, começam a ver as suas categorias atualizadas no primeiro trimestre de 2027.

De acordo com Pedro Filipe, foi também atendida a exigência sobre o processamento do subsídio de férias em folhas separadas, para redução da carga tributária, a distribuição dos manuais escolares, o reforço orçamental para as escolas e o pagamento integral do 13.º mês, bem como do prémio de exame aos detentores de cargos de direção e chefia.

Para o governante angolano, não há fundamento para se avançar com a greve, que arrancou hoje e decorre até 15 de outubro, nesta primeira fase.

"Não saia de casa. A greve não se faz no local de trabalho. Deixe o local de trabalho às moscas. O único professor que lá estará será o piquete de greve, que estará à entrada da escola", apela a direção do Sinprof numa mensagem aos professores.


Hamas condena decisão dos EUA de negar visto a Abbas para Assembleia da ONU... Assim como ocorreu no ano passado, presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e outros altos funcionários palestinos, não foram autorizados para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York

Por  Infomoney.com.br  21/09/2026 

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou nesta segunda-feira (21) a decisão do governo dos Estados Unidos de não conceder visto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e a outros altos funcionários palestinos para que se deslocassem a Nova York a fim de participar, nesta semana, da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Condenamos e denunciamos a decisão do governo dos Estados Unidos de negar, pelo segundo ano consecutivo, os vistos de entrada à delegação palestina que iria a Nova York para participar dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas”, afirmou o porta-voz do grupo islâmico palestino, Hazem Qasem.

Assim, ele ressaltou que a decisão “representa uma violação flagrante das normas e acordos internacionais que regulam o funcionamento da sede da ONU”, antes de destacar que “constitui mais um passo na política de parcialidade total em favor da ocupação sionista”.

Qasem afirmou ainda que a decisão, criticada igualmente pelo governo palestino e pela Al Fatah, o partido de Abbas, representa também “uma tentativa de impedir que a justa narrativa palestina seja transmitida (em um fórum internacional)”, conforme relatado pelo jornal palestino ‘Filastin’.

A condenação do Hamas ocorre dias depois de o Ministério das Relações Exteriores palestino ter criticado a decisão de Washington como “injustificada” e argumentado que ela “minam os esforços para reconstruir a confiança, fortalecer as relações palestino-americanas e avançar rumo a uma solução de dois Estados”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na semana passada que continuará negando vistos aos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina devido à “falta de reformas” acordadas com Washington e às “atividades contínuas que minam as perspectivas de paz”.


Leia também: China confirma: Xi Jinping vai mesmo aos EUA. Chega já na quarta-feira

A China confirmou hoje que o Presidente, Xi Jinping, vai realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro, a convite do homólogo norte-americano, Donald Trump, deslocação já anunciada por Washington...

RÚSSIA/ELEIÇÕES: Putin renova maioria parlamentar com recorde de deputados... O partido que apoia o regime do Presidente Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram hoje as autoridades eleitorais russas.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images  Por  LUSA  21/09/2026 

O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.

Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, disse que os resultados preliminares indicavam que o RU deverá obter pelo menos 355 lugares dos 450 que compõem a Duma Federal, a câmara baixa da Assembleia Federal.

Pamfilova congratulou-se com um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.

"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.

O ex-presidente e atual líder do partido RU, Dmitri Medvedev, saudou os resultados como uma manifestação de confiança no poder.

O aliado de Putin prometeu "apoiar a linha definida pelo Presidente" e "aproximar [o país] da vitória".

A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022.

A votação também se realizou na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.

A Ucrânia denunciou como ilegal a votação nas cinco regiões, cuja soberania reclama a Moscovo com o apoio dos aliados ocidentais de Kiev.

Já a China felicitou hoje a Rússia pelas "bem-sucedidas eleições" e considerou que "os resultados refletem a vontade popular".

"A China apoia firmemente a escolha independente [dos eleitores] e está preparada para trabalhar com a Rússia para avançar nas relações bilaterais", disse o porta-voz da diplomacia de Pequim Guo Jiakun, citado pela agência espanhola EP.

O Kremlin procurou que as eleições servissem para demonstrar o apoio popular à guerra e esforçou-se por evitar riscos políticos, esmagando qualquer dissidência, de acordo com a AP.

O partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.

O Yabloko apresentou apenas algumas dezenas de candidatos em círculos uninominais.

Alguns políticos antiguerra foram presos ou forçados a fugir para o estrangeiro antes da campanha eleitoral.

O Yabloko e o Partido Comunista, que criticou alguns aspetos da política governamental mas evitou cuidadosamente qualquer crítica a Putin, disseram que muitos dos seus observadores foram impedidos de entrar nas assembleias de voto.

A Rússia não convidou observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo a acusar o organismo de "duplos critérios" pelas críticas a Moscovo.

As eleições decorreram num contexto de incessantes ataques de drones ucranianos.

No domingo, o Ministério da Defesa russo disse que as defesas antiaéreas derrubaram 1.110 aeronaves não tripuladas ucranianas durante a noite em toda a Rússia, bem como sobre a Crimeia e o mar Negro.

Os ataques causaram três mortos e 38 feridos na região de Moscovo, disseram as autoridades.


Leia Também: UE ameaça sancionar responsáveis por votação na Ucrânia ocupada

A União Europeia (UE) ameaçou hoje com sanções os responsáveis pela organização de eleições legislativas russas nos territórios ocupados da Ucrânia e condenou o que considerou erosão da democracia na Rússia.

Segundo um comunicado da Alta Representante para a Política Externa da UE, em nome dos 27, "aqueles que estiverem envolvidos na organização destas eleições simuladas ou que se apresentarem como candidatos nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, bem como os responsáveis por minar a possibilidade de eleições livres e justas no interior da Rússia, serão sancionados"...

domingo, 20 de setembro de 2026

ALEMANHA/ELEIÇÕES: AfD vence em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9%... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu hoje as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9% dos votos, mas aquém de uma maioria que lhe permita governar, segundo resultados provisórios quase finais.

© Lusa   20/09/2026 

Duas semanas após uma vitória contundente na Saxónia-Anhalt, a AfD volta a vencer umas eleições regionais num estado do Leste da Alemanha (e antiga RDA) ao mais do que duplicar o resultado obtido em 2021 (16,7%) e bater por cerca de dois pontos os sociais-democratas do SPD (socialistas, centro-esquerda, atualmente no poder), que obtiveram 35,7%, de acordo com resultados atualizados depois das 22:00 locais (21:00 de Lisboa), quando faltam poucos círculos eleitorais por apurar.

Para os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), o resultado foi um "desastre", como reconheceu o chanceler alemão, Friedrich Merz, já que se quedam pelos 5%, o pior resultado do partido em qualquer eleição estadual desde a Segunda Guerra Mundial.

A comissão eleitoral anunciou hoje à noite que apenas na segunda-feira ao início da tarde serão publicados os resultados, pelo que deverá ser necessário esperar até lá para se confirmar se efetivamente a CDU alcança sequer representação parlamentar, pois 5% é precisamente o limiar para entrar no parlamento estadual, e o mesmo suspense abala a Aliança Sarah Wagenknecht (BSW, populista de esquerda), atualmente nos 4,9%.

Numa eleição em que se verificou uma forte subida da afluência às urnas (de 70,8% em 2021 para 79% este ano), a terceira força mais votada foi o partido de esquerda radical Die Linke (A Esquerda), com 6,5%, tendo ainda garantido assento parlamentar os Verdes, com 5,6%.

Apesar do triunfo e de reclamar um "mandato para governar" Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD não tem condições para o fazer já que deverá eleger 27 ou 28 deputados, aquém dos 36 assentos necessários para uma maioria absoluta, e todos os outros partidos rejeitam liminarmente coligações com a extrema-direita.

A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda.

A cabeça de lista do SPD e atual ministra-presidente do estado, Manuela Schwesig – considerada a figura do partido mais popular em toda a Alemanha –, já afirmou hoje que "a AfD não vai conseguir formar governo" e disse estar disposta a conversar com as forças democráticas em busca de uma solução governativa, avançando analistas que o cenário mais provável é a ampliação da atual coligação SPD-Esquerda aos Verdes.

As eleições de hoje em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental eram aguardadas com grande expectativa face ao crescente sucesso da extrema-direita na Alemanha e à retumbante vitória alcançada pela AfD há apenas duas semanas nas eleições na Saxónia-Anhalt (também no Leste da Alemanha), com 43,8% dos votos, o maior triunfo eleitoral da história do partido, que deixou em estado de choque a cena política alemã, abalada hoje com novo triunfo da direita radical.


Leia Também: Washington restringe deslocações de funcionários norte-americanos na Arábia Saudita.

Os Estados Unidos vão restringir as deslocações dos funcionários públicos norte-americanos a duas cidades sauditas, após ataques repetidos dos houthis do Iémen contra o país do Golfo, anunciou hoje o Departamento de Estado.

"Devido à atual situação de segurança na Arábia Saudita, os funcionários do governo norte-americano que trabalham no reino têm agora de obter uma autorização especial para qualquer deslocação, profissional ou pessoal, às cidades de Taif e Yanbu", anunciou o Departamento de Estado norte-americano num comunicado divulgado no X...

Meloni anuncia proibição de burca e niqab na escola... Giorgia Meloni anunciou domingo medidas para proibir o véu integral nas escolas italianas e limitar alunos estrangeiros sem domínio do italiano, seguindo exemplos de outros países europeus.

Direitos de autor LaPresse.  Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni  Por  pt.euronews.com  20/09/2026 

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni anunciou no Conselho de Ministros uma medida legislativa centrada na escola, com o objetivo de proibir o uso de burca ou niqab na sala de aula e de impor um limite ao número de alunos estrangeiros por turma.

A proibição de cobrir o rosto em espaços públicos foi introduzida no passado em vários países europeus, entre os quais França e Bélgica, e mais recentemente foi também proibida nas escolas austríacas. Noutros, como Espanha e Polónia, a liberdade de consciência e de religião está protegida pela Constituição. Em Portugal, o parlamento aprovou este ano a chamada "lei da burca".

“Está a chegar ao Conselho de Ministros uma medida que, por lei, fixa o número máximo de alunos estrangeiros por turma e uma medida que impõe aos pais de alunos estrangeiros com graves problemas de inserção escolar aprender italiano e que introduz a proibição do burca e do niqab na escola”, disse Meloni durante a sua intervenção na Fenix, a festa da Gioventù Nazionale, movimento juvenil do seu partido Fratelli d’Italia.

Ao justificar a iniciativa, Meloni criticou a gestão passada do tema, afirmando: “Não é admissível que, numa turma italiana, quem se sinta encostado a um canto sejam as crianças italianas porque se tornaram minoria. Não se pode fazer. Chamar a tudo isto integração é outra mentira, uma mentira cómoda para quem vive de ideologia, para quem nos faz a moral nos salões e depois envia os próprios filhos para escolas onde este problema não existe”.

Itália: iniciativas e propostas legislativas anteriores

O anúncio de Meloni insere-se num percurso institucional já iniciado nos meses anteriores. No início de agosto, o ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara, tinha antecipado uma intervenção sobre o véu integral através de uma proposta de alteração ao projeto de lei sobre segurança.

No final de julho, na Câmara dos Deputados, o Futuro Nazionale, partido fundado pelo eurodeputado de extrema-direita Roberto Vannacci, que já se declarou favorável à medida anunciada por Meloni, apresentou uma resolução contra o véu integral na comissão Cultura da Câmara, aprovada com os votos do centro-direita após uma reformulação pedida pelo governo.

Em março foi apresentado um projeto de lei no Senado pela Liga para alterar o artigo 5.º da lei ‘Reale’ de 1975, introduzida pelo então ministro da Justiça Oronzo Reale nos anos de chumbo para proibir o disfarce em espaços públicos, com o objetivo de criar um novo crime de constrangimento ao ocultamento do rosto, punido com pena de prisão de 1 a 2 anos, multas de 10 mil a 30 mil euros e como causa impeditiva para a concessão da cidadania.

Europa: definições e normas sobre o véu integral

Meloni, durante o seu discurso, falou de proibição do burqa e do niqab: o primeiro é tradicionalmente uma veste integral de cor azul que cobre todo o corpo e inclui uma rede semitransparente à altura dos olhos; o segundo é um véu preto que cobre totalmente o rosto, deixando apenas uma fenda para os olhos. O hijab, para completar, é o lenço tradicional que cobre cabelo e pescoço, deixando o rosto descoberto.

A nível europeu, a regulamentação da ocultação do rosto em espaços públicos foi adotada por vários Estados ao longo dos anos. França introduziu uma proibição absoluta de ocultar o rosto em todos os locais públicos em abril de 2011, posteriormente confirmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

A Bélgica aprovou uma proibição total em espaços públicos em julho de 2011, com sanções pecuniárias e penas de prisão em caso de violação. A Bulgária proibiu o uso do véu integral nas instituições estatais, administrativas e educativas a partir de setembro de 2016.

A Áustria aprovou em outubro de 2017 a lei anti-ocultação do rosto, que impõe que os traços do rosto sejam plenamente visíveis em espaços públicos e, a partir de setembro de 2026, proíbe às alunas, até completarem 14 anos, usar na escola um véu que “cubra a cabeça segundo as tradições islâmicas”.

A Dinamarca introduziu uma proibição nacional em agosto de 2018, com sanções económicas crescentes em caso de reincidência. Os Países Baixos optaram por uma proibição parcial a partir de agosto de 2019, aplicada especificamente a escolas, hospitais, serviços públicos e transportes públicos.

A Suíça ratificou uma proibição federal em espaços públicos na sequência de um referendo nacional e da legislação de aplicação que entrou em vigor em 2023. Por fim, Portugal concluiu o processo legislativo com a promulgação, em agosto de 2026, de uma lei que proíbe ocultar o rosto em espaços públicos, prevendo sanções pecuniárias.

Na Alemanha não vigora uma proibição nacional geral, mas a legislação federal impede que funcionários públicos, juízes, forças armadas e automobilistas cubram o rosto enquanto conduzem. Além disso, vários Estados federados (Länder) aplicam restrições específicas que proíbem o véu integral em escolas e universidades para alunos e docentes. Esta abordagem fragmentada assenta no princípio da neutralidade do Estado e na segurança rodoviária, diferenciando-se das proibições totais existentes noutros países europeus.

Alunos estrangeiros por turma e comparação com outros países europeus

Se for aprovada a norma que introduz um teto máximo de alunos estrangeiros por turma, a Itália tornar-se-á o primeiro país a ter regras deste tipo na Europa.

Até agora, em Itália, o limite de 30% de alunos não italianos foi definido em 2010 por uma circular ministerial da então ministra da Educação, Mariastella Gelmini, que muitas vezes não foi aplicada devido às dinâmicas demográficas locais e à escassez de capacidade logística nas periferias urbanas.

Nos restantes países da União preferem‑se instrumentos diferentes.

A Dinamarca é o país europeu com políticas mais rígidas: o governo permitiu às escolas secundárias introduzir tetos máximos até 50% para alunos de “origem não ocidental” ou provenientes de bairros desfavorecidos; além disso, as turmas são distribuídas com base no rendimento dos pais para forçar a mistura social e étnica, um modelo que o governo italiano observa com interesse.

Em França, fixar quotas com base na origem seria inconstitucional, uma vez que a República proíbe por lei a recolha de estatísticas em função da origem étnica ou religiosa. Para evitar guetos escolares, no país atua-se através da “zonagem”: os municípios redesenham os limites das áreas de influência das escolas de modo a juntar um bairro popular a outro mais abastado. Além disso, nas zonas com forte concentração migratória, o Estado reduz de forma drástica o número total de alunos por turma.

Críticas à proposta de Meloni

O anúncio de Giorgia Meloni suscitou reações favoráveis da parte dos membros da maioria, mas também críticas da oposição e de alguns especialistas. Entrevistado pela agência ANSA, Salvatore Curreri, docente de Direito Constitucional na Universidade de Enna, explicou que, segundo o artigo 34 da Constituição, “a escola está aberta a todos”, incluindo os filhos de estrangeiros, para quem constitui um importante espaço e instrumento de integração.

“Se a medida for tão restritiva ao ponto de implicar o desenraizamento de menores e das suas famílias para outros territórios, muito afastados daqueles onde vivem, essa solução pode revelar‑se excessiva precisamente por entrar em conflito com o objetivo funcional predominante da integração, com o risco de lesar um direito reconhecido pela Constituição”, afirmou Curreri.

“Mais uma vez, em vez de se ocupar da escola, segue a direita neofascista da AfD e de Vannacci, que propôs turmas diferenciadas para alunos com deficiência. A verdade é que à presidente do Conselho o funcionamento da escola não interessa nada. Os salários dos nossos professores estão entre os mais baixos da Europa”, disse, por seu lado, Angelo Bonelli, deputado da Avs e co-porta-voz da Europa Verde.

Moscovo promete intensificar ataques após larga ofensiva de Kiev em dia de eleições

Por correiodamanhacanada.com   Setembro 20, 2026 

Moscovo, 20 set 2026 (Lusa) — A Rússia vai intensificar os seus ataques contra a Ucrânia, indicou hoje o Ministério da Defesa russo, dizendo que é a resposta aos ataques de drones ucranianos em dia de eleições legislativas no país.

“Em resposta aos ataques do regime de Kiev contra alvos civis no território russo, as forças armadas russas continuarão e intensificarão os seus ataques com armas de alta precisão contra alvos militares em Kiev”, disse, acusando a Ucrânia de ter querido “frustrar a expressão democrática da vontade dos cidadãos russos”.

A Rússia foi alvo de um ataque de mais de mil drones ucranianos e ataques informáticos, atingindo uma refinaria e áreas residenciais e provocando incêndios, destinado a perturbar o último dia das eleições legislativas que, sem surpresa, deverão dar a vitória do partido de Vladimir Putin, o atual Presidente.

Pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas, de acordo com as autoridades russas.

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, referiu que mais de 450 drones foram abatidos no maior ataque contra a capital russa desde o início da guerra.

Por sua parte, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que Kiev havia atacado instalações chave da indústria petrolífera russa e um centro logístico, o que, disse, representa milhares de milhões de dólares a menos para a máquina de guerra do Kremlin.

As eleições legislativas russas, as primeiras desde o início, em 2022, da ofensiva militar em grande escala contra a Ucrânia, têm como objetivo renovar os 450 lugares da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e decorrem também nos territórios da Ucrânia ocupados e anexados pela Rússia.


Leia Também: Rússia: Primeiros resultados oficiais dão vitória ao partido de Putin

O partido de Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), venceu as eleições legislativas realizadas nos últimos três dias no país com 57,54 % dos votos, de acordo com os primeiros resultados oficiais divulgados hoje.

Segundo a Comissão Eleitoral Central (CEC), que apurou 13,88% dos votos, o Partido Comunista da Rússia é o segundo mais votado, com 13,67% dos votos.

Seguem-se os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático da Rússia, com 9,27%, e os liberais do "Povo Novo2", com 7,96%. Por fim, o "Rússia Justa" entrou no parlamento como quinta formação, com 5,16%...

FRANÇA: "Rei dos ladrões". Português roubou 42 camiões em França para vender cá... Um cidadão português de 37 anos está em prisão preventiva em França desde junho de 2025. O homem é acusado de liderar um grupo que furtou 42 veículos pesados na região de Paris, causando prejuízos superiores a um milhão de euros.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com 20/09/2026 

Um cidadão português de 37 anos encontra-se em prisão preventiva em França, desde junho de 2025, por furtar mais de 40 camiões para os vender em Portugal. Segundo o jornal Le Parisien, o homem, identificado como Raphael C., foi presente esta semana a tribunal.

Raphael C. foi formalmente acusado de associação criminosa, furto cometido por grupo organizado e branqueamento de capitais, em Nanterre, na região de Île-de-France.

O "rei dos ladrões de camiões e máquinas de construção", como é descrito pela imprensa francesa, é suspeito, juntamente com o irmão e outro cúmplice, de ter furtado 42 veículos pesados na região de Paris. Depois, enviava-os para Portugal e revendia-os. No total, causou prejuízos de cerca de 1,3 milhões de euros.

A investigação começou em fevereiro de 2025, quando um camião foi roubado na zona de Puteaux, nos subúrbios de Paris. Foi nessa altura que a polícia de Hauts-de-Seine começou a investigar e apurou que estava perante um grupo criminoso organizado que cometia pelo menos um roubo por semana, utilizando sempre o mesmo método. 

Para cometer os crimes, os suspeitos faziam viagens noturnas à procura dos camiões a furtar. Depois, abriam a cabine e desligavam o sistema de geolocalização, utilizando também um dispositivo eletrónico para ligar o veículo. 

Após os furtados, os camiões eram levados para parques de estacionamento, onde ficavam "alguns dias" para garantir que não tinham outro dispositivo de localização. Por fim, os veículos eram trazidos pelo cúmplice dos irmãos, que fazia a viagem até Portugal pela autoestrada e já com matrículas falsas. 

Os suspeitos acabaram por ser detidos no final de junho e, durante uma busca domiciliária, a polícia francesa encontrou 27.000 euros em numerário e 80.000 em ferramentas e equipamentos na casa de Raphael. 

O português, que vive em França há 13 anos, tem dois filhos e trabalhava no restaurante da mulher e na construção civil. Antes de emigrar, chegou a gerir uma sucata em Portugal.

Tanto Raphael quanto o irmão negaram os crimes, apesar de o primeiro ter admitido que poderá ter estado no local de um dos roubos, sem saber, contudo, que estava a ser cometido algo ilícito. Já o cúmplice, um homem identificado como Paolo, confessou a prática criminosa e assumiu toda a responsabilidade, mas acabou por ser libertado em junho.

Agora, o advogado de Raphael, Me Alexandre Simonin, pediu ao Tribunal de Instrução de Versalhes que ponha fim a "este desastre judicial" e liberte o seu cliente. No entanto, não teve sucesso.