domingo, 24 de maio de 2026
Aliu Seide, presidente dos retalistas, e Mama Bailo Baldé, dono de uma das tabernas afetadas, falaram à imprensa após a visita do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanhado por vários membros do Governo, ao bairro Caracol, em Bissau, na sequência do violento incêndio ocorrido ontem. A visita teve como objetivo avaliar os danos causados e manifestar solidariedade às famílias afetadas pela tragédia
Incêndio na Chapa de Bissau: PRIMEIRO-MINISTRO RESPONSABILIZA MINISTÉRIO DA ENERGIA E BOMBEIROS HUMANITÁRIOS
Por Rádio Sol Mansi / Radio Voz Do Povo
O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, responsabilizou este domingo, 24 de maio, o ministério da Energia e os serviços de bombeiros humanitária de Bissau pelo incêndio registado na Chapa de Bissau, que provocou momentos de pânico e elevados prejuízos materiais.
Horas depois da tragédia, Ilídio Vieira Té reagiu publicamente, afirmando que as instalações elétricas existentes “não respeitam os padrões legais”, apontando falhas graves na fiscalização e manutenção das infraestruturas elétricas da capital.
Segundo o chefe do Governo de transição, o incêndio poderá estar ligado a ligações clandestinas e sistemas elétricos montados sem condições técnicas adequadas, situação que considera recorrente em vários bairros de Bissau.
Testemunhas no local relataram fortes chamas e dificuldades no controlo do fogo, enquanto moradores tentavam salvar bens.
Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram o balanço oficial dos danos nem eventuais vítimas relacionadas com o incidente.
EUA: O que se sabe sobre Nasire Best, o atirador morto junto à Casa Branca?... Tinha apenas 21 anos e abriu fogo várias vezes contra agentes dos Serviços Secretos em frente à Casa Branca, no sábado. Acabou por ser baleado e morreu já no hospital. Mas Nasire Best era já conhecido das autoridades.
© REUTERS/Kylie Cooper Notícias ao Minuto 24/05/2026
Chamava-se Nasire Best e tinha 21 anos. O jovem que abriu fogo várias vezes no sábado à noite perto da Casa Branca, em Washington, antes de ser morto, já era conhecido das autoridades e foi detido pelo menos duas vezes no ano passado.
O homem de Maryland, perto de Washington DC, tinha um historial de problemas de saúde mental e já era conhecido dos Serviços Secretos por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões, refere a imprensa.
Segundo as informações reveladas, ele era conhecido dos Serviços Secretos por "andar pelo complexo da Casa Branca a perguntar como obter acesso a vários pontos de entrada".
Além disso, foi detido em junho do ano passado por abordar agentes e fazer ameaças, acabando por ser internado involuntariamente a 26 de junho de 2025 por "obstruir a entrada de veículos" numa parte do complexo da Casa Branca, segundo documentos judiciais.
Duas semanas depois, a 10 de julho, ignorou os avisos e foi detido por entrar numa área restrita. Nessa ocasião, o jovem "afirmou ser Jesus Cristo e disse que queria ser preso", de acordo com documentos judiciais citados pelo New York Post.
A CNN relata que também escreveu nas redes sociais que era "na verdade o filho de Deus" e, numa das suas publicações, parecia ameaçar Donald Trump.
Por outro lado, o que ainda não se sabe é se o atirador tinha motivações políticas e se o presidente Donald Trump, que estava na Casa Branca no momento dos disparos, era o seu alvo pretendido. A polícia está também a investigar se o suspeito agiu sozinho ou se teve cúmplices.
Recorde-se que pouco depois das 18h00 (23h00 em Lisboa), um homem junto ao perímetro de segurança da Casa Branca "retirou uma arma da sua mala e abriu fogo", segundo revelou Anthony Guglielmi, porta-voz dos Serviços Secretos, a agência policial responsável pela proteção do presidente e do vice-presidente.
"Os agentes dos Serviços Secretos responderam e atingiram o suspeito, que foi levado para um hospital local, onde foi declarado morto. Durante o tiroteio, um pedestre foi também atingido por disparos", acrescentou o responsável, sem adiantar pormenores sobre o estado de saúde desta pessoa.
Trump encontrava-se na Casa Branca no momento dos disparos, tendo cancelado todas as viagens de fim de semana devido à crise com o Irão, e não foi afetado pelo sucedido.
Donald Trump, de 79 anos, já foi alvo de três alegadas tentativas de assassinato, a mais recente das quais a 25 de abril, quando um homem armado invadiu um portão de segurança próximo do salão de baile onde o presidente norte-americano participava de um jantar com a imprensa.
Em julho de 2024, durante a campanha presidencial, foi alvo de um ataque num comício na Pensilvânia, quando um jovem disparou vários tiros, matando uma pessoa e ferindo levemente o candidato na orelha, antes de ser morto a tiro pelas forças de segurança. Alguns meses depois, outro atirador foi detido num campo de golfe em West Palm Beach, onde Trump estava a jogar.
Forças Armadas da Ucrânia anunciam ataque a terminal petrolífero russo... O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje um ataque contra um terminal petrolífero russo na região administrativa de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à península da Crimeia, anexada por Moscovo.
© Reuters Por LUSA 24/05/2026
"Na noite de 23 para 24 de maio de 2026, unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atacaram um número significativo de instalações dos ocupantes russos; mais concretamente, foi afetado o cais de carga de petróleo do terminal petrolífero 'Tamanneftegaz'", informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia num comunicado publicado na rede social Telegram.
O terminal atacado situa-se na região de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à Crimeia.
"É uma das principais instalações russas de exportação de petróleo na região do Mar Negro. A sua capacidade permite o transbordo de até 20 milhões de toneladas de petróleo e produtos petrolíferos por ano. A instalação participa no abastecimento do exército do Estado agressor", acrescentou o comunicado militar.
A mensagem acrescentou também informações sobre ataques ucranianos contra armazéns de armas russos, postos de controlo militar da Rússia e a fragata da Marinha de Moscovo 'Pytlivyy', quando esta se encontrava na base naval de Novorossiysk, também na região de Krasnodar.
Anteriormente, Kyiv reivindicara, entre outros, um ataque contra o terminal petrolífero de Sheshjaris, em Novorossiysk, "um dos maiores terminais petrolíferos da Federação Russa no Mar Negro", segundo a descrição das forças armadas ucranianas.
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Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.
UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia confirma: Usou míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia... A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.
© Lusa noticiasaominuto.com 24/05/2026
O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter usado mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, bem como outros tipos de mísseis em ataques à Ucrânia.
Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.
Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.
Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defes, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.
A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento.
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Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 20 feridos, informaram as autoridades locais.
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Guiné-Bissau. Ativistas falam em acalmia, mas reclamam diálogo... O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou hoje que a Guiné-Bissau vive "uma acalmia" depois do golpe de Estado há seis meses, mas considera que falta diálogo por parte dos militares no poder.
© Lusa 24/05/2026
Em entrevista à Lusa, o ativista descreve que, no início, depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, "havia muita tensão, alguns atos repressivos", mas, "nos últimos tempos, tem-se assistido a uma acalmia".
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a sede da Liga, a Casa dos Direitos, foi invadida por forças policiais e alguns eventos suspensos, mas, nos últimos meses, Bubacar Turé diz que a Liga continua a desenvolver as suas ações, não tem havido restrições e tem tido a colaboração das autoridades.
O presidente da organização aponta "também alguma abertura de alguns setores do poder", nomeadamente o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, ou o Ministério do Interior, com quem tem falado.
A aparente acalmia, como disse, aplica-se também ao quotidiano dos guineenses, em que o cidadão comum, assim como as organizações da sociedade civil fazem as suas atividades regularmente.
O mais preocupante para a vida da população, segundo Bubacar Turé, é o Estado não estar a conseguir "cumprir cabalmente as suas obrigações, o fornecimento de serviços sociais básicos".
"Tem havido dificuldades no setor da saúde, o que constitui uma enorme preocupação, por exemplo, crises de oxigénio no principal hospital, o nacional Simão Mendes, outros materiais básicos para o hospital têm faltado".
Tem havido também algumas paralisações nos setores da saúde e educação e falta de energia elétrica no interior, mas também na capital Bissau, além de uma crise de água potável, segundo a descrição feita.
Problemas que, diz Bubacar Turé, agravaram-se com a suspensão dos apoios de parceiros internacionais, depois do golpe de Estado.
O cenário do país reclama, na opinião do ativista, um regresso urgente à ordem constitucional, "mas esse regresso não pode ser a todo o custo, tem que haver os pressupostos prévios".
"Nós não estamos a ver diálogo nem atos preparatórios para esse efeito", afirmou, vincando que há um silêncio preocupante em relação ao diálogo por parte das autoridades no poder.
Para a Liga, "é necessário diálogo que reúna todos os atores para encontrar soluções duradoiras que permitam não só o retorno à ordem constitucional, mas também em torno de grandes desígnios nacionais e sobretudo o exercício de liberdades fundamentais, a governação, as deliberações da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] em relação à situação do país que nunca foram implementadas".
"Nós pensamos que as autoridades no poder devem promover diálogo com todos os atores nacionais, políticos, religiosos, as organizações da sociedade civil [na procura] de soluções (...) para o país", defendeu.
Sobre as novas eleições gerais anunciadas pelos militares para 06 de dezembro, Bubacar Turé entende que não estão reunidos "os pressupostos para eleições livres e transparentes" e lembra que as sedes dos partidos estão encerradas e suspensas liberdades fundamentais, como o direito de reunião e manifestação.
O presidente da Liga defende que o diálogo nacional para este processo "devia ser também patrocinado pela comunidade internacional, mas quer a CEDEAO, que se remeteu ao silêncio ensurdecedor, [quer] o resto da comunidade internacional também mantém um silêncio em certo ponto incompreensível".
Bubacar Turé tem ainda "muitas reservas em relação às eleições de dezembro" por a Comissão Nacional de Eleições, a entidade responsável pelos processos eleitorais, ter sido "desmantelada no dia 26 de novembro", com a invasão das instalações e destruição de material e equipamento durante o golpe militar.
"Nós não temos conhecimento de ações da parte das autoridades para reequipar a CNE, sem isso não se pode falar da realização de eleições", declarou, acrescentando que não foi feito também o recenseamento de raiz, nem a atualização dos cadernos eleitorais.
"Tudo isso revela alguma impossibilidade objetiva, mas cabe às autoridades no poder de vir a público anunciar como resolver o calendário para as eleições", considerou.
A Liga lembra ainda situações que continuam por esclareceu depois do golpe de Estado, a principal, apontou Bubacar Turé, do presidente do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.
Considerado a principal figura da oposição ao regime do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Simões Pereira foi detido no golpe e permanece em prisão domiciliária, "uma figura inexistente" no ordenamento jurídico guineense, destacou Turé.
"Até hoje, formalmente, nós desconhecemos um processo judicial contra ele, por isso a Liga continua preocupada com a sua situação", disse, considerando esta prisão domiciliária "um ato ilegal" por não ter sido "decretada por nenhum juiz, nenhuma entidade judiciária".
Bubacar Turé lembra também o caso do homicídio do ativista Vigário Luís Balanta, líder do movimento revolucionário "Pó di Terra", no final de março, por até agora não haver desenvolvimentos na investigação e por temer que fique no esquecimento, como outros anteriores ao golpe de Estado, nomeadamente o assassinato do elemento da segurança presidencial Tano Bari, em julho de 2025.
"Vários casos semelhantes no passado ficaram no esquecimento e isso leva-nos a acreditar que na Guiné-Bissau a impunidade é a maior instituição porque as denúncias de torturas nunca são investigadas", declarou.
As alterações legislativas realizadas nos últimos seis meses na Guiné-Bissau são motivo de preocupação para a Liga, referidas no mais recente relatório sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau.
Desde a chegada ao poder, os militares fizeram a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República, alteraram leis eleitorais e mais recentemente criaram legislação sobre conteúdos digitais com uma comissão de verificação das publicações nas redes sociais.
Para a Liga, embora o golpe de Estado crie Direito, "não se pode aprovar legislação sem consultar os cidadãos, quer os organizados em movimentos e organizações da sociedade civil, quer cidadãos individuais" e "há medidas legislativas que em nenhuma circunstância podem ser aprovadas por um órgão sem legitimidade" democrática.
"Nunca vi um órgão como um Conselho Constitucional de Transição a rever uma Constituição, é ilegítimo, não tem competência", afirmou Bubacar Turé.
O ativista defende que, para ser feito, à semelhança do que tem acontecido noutros países da África Ocidental governados por golpistas, devia ser organizado um referendo para o povo decidir ou aguardar pelo parlamento saído de novas eleições.
sábado, 23 de maio de 2026
GUERRA NA UCRÂNIA: Pelo menos 18 mortos em ataque a escola em território anexado por Moscovo... Pelo menos 18 pessoas morreram e três estavam desaparecidas após um ataque de um drone ucraniano contra um dormitório e uma escola profissional numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, segundo um novo balanço das autoridades russas.
© Getty Por LUSA 23/05/2026
"Um total de 60 pessoas foram afetadas, incluindo 18 que morreram no desabamento do dormitório da escola profissional da Universidade Pedagógica de Lugansk", informaram hoje os serviços russos de resgate a propósito do ataque mortal ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira.
Três pessoas estavam ainda presas sob os escombros, mantendo-se as buscas nos destroços de um edifício educativo em Starobilsk, uma cidade de 16 mil habitantes situada na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada por Moscovo.
Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista", afirmando que "não foi acidental" e prometendo uma resposta militar.
Kiev negou ter visado alvos civis e alegou ter atingido uma unidade de drones russos estacionada na região, que fica a 65 quilómetros da linha da frente.
Imagens divulgadas pelos serviços russos de resgate mostram os socorristas a remover escombros e a escavar manualmente e com pás os destroços de um edifício de vários andares completamente devastado.
Vídeos publicados na conta de Telegram da universidade mostram estruturas de camas e colchões no meio dos escombros, bem como um segundo edifício vizinho também destruído, cuja fachada ostenta a inscrição "Escola Técnica Profissional de Starobelsk" (o nome da cidade em russo).
De acordo com uma lista publicada hoje pelas autoridades, os mortos e desaparecidos nasceram entre 2003 e 2008 e são, na sua maioria, mulheres jovens. Entre os feridos, os mais jovens nasceram em 2010.
"A região e todo o país partilham o destino destas pessoas e a dor das suas famílias", lia-se na lista.
No dia anterior, as autoridades russas tinham confirmado que 86 jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, estavam num dormitório de vários andares que ruiu após o ataque.
As Nações Unidas condenaram na sexta-feira "qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorra", especificando que não conseguiam aceder à área sob controlo de Moscovo para verificar os detalhes.
Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram significativamente desde o ano passado, com Kiev e Moscovo a lançarem centenas destas aeronaves todas as noites.
O Ministério da Defesa da Rússia informou entretanto ter intercetado 407 drones ucranianos entre sexta-feira e o dia de hoje.
As forças ucranianas, por sua vez, anunciaram a interceção de 102 de 124 drones lançados durante a noite por Moscovo contra o seu território.
Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos, para pôr fim ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia estão paralisados desde o início da guerra no Médio Oriente.
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As Forças Armadas da Ucrânia informaram hoje que realizaram ataques bem-sucedidos contra infraestruturas energéticas russas, visando um terminal petrolífero, a cerca de 200 quilómetros da península da Crimeia, um navio fantasma de Moscovo e um armazém de petróleo.
Zelensky agradece às Forças Armadas ucranianas ataque em território russo... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu hoje às Forças Armadas ucranianas por terem atacado instalações que apresentou como parte do complexo militar-industrial da Rússia na região russa de Perm, a quase 2.200 quilómetros de Kyiv.
Por LUSA
"Gostaria de agradecer aos Serviços de Segurança da Ucrânia por terem atingido instalações militares estratégicas", afirmou o Presidente ucraniano num vídeo publicado na sua conta da rede social Facebook.
Zelensky expressou assim o seu agradecimento no vídeo que mostra os efeitos do aparente impacto de um drone ucraniano sobre instalações industriais.
Entretanto, o órgão de comunicação ucraniano Ukrainska Pravda, indicou que o ataque teve como alvo a empresa Metrafrax Chemicals, que fabrica produtos para sistemas militares, como drones, explosivos e mísseis.
"Agora, o processo de produção da empresa está paralisado. As nossas sanções de longo alcance são importantes", afirmou Zelensky, segundo o Ukrainska Pravda.
Sobre para 10 n.º de mortos em ataque com drones ucranianos em Starobilsk... Pelo menos 10 pessoas morreram, 38 ficaram feridas e 11 estão desaparecidas após um ataque com drones ucranianos contra uma escola secundária numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, informou hoje o governador regional nomeado por Moscovo.
© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images Por LUSA 23/05/2026
"As equipas de socorro passaram a noite a remover os escombros em Starobilsk", cidade onde ocorreu o ataque na noite de quinta para sexta-feira, adiantou Leonid Passetchnik nas redes sociais.
Segundo o governador regional, "infelizmente, as esperanças não se concretizaram e o número de vítimas subiu para dez".
Na sexta-feira, Kiev negou que o seu ataque tenha visado civis.
Segundo as autoridades russas, 86 jovens com idades entre os 14 e os 18 anos encontravam-se num dormitório de vários andares, que ruiu na sequência de um ataque durante a noite em Starobilsk, uma cidade com cerca de 16.000 habitantes situada na região ucraniana de Lugansk (este), cuja anexação é reivindicada por Moscovo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, após um minuto de silêncio transmitido pela televisão na sexta-feira, considerou que este ataque "não foi acidental" e decorreu "em três ondas, com 16 drones a visar o mesmo local".
Também na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, "onde quer que ocorram", na sequência da ofensiva ucraniana em Lugansk.
"Acompanhamos com preocupação as notícias do ataque ocorrido durante a noite contra um prédio universitário e um dormitório na cidade de Starobilsk, na região de Lugansk, na Ucrânia, sob ocupação temporária da Federação Russa, que resultou em múltiplas mortes e feridos, incluindo crianças", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.
"Condenamos veementemente quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, onde quer que ocorram. Como o secretário-geral já destacou repetidamente, tais ataques são proibidos pelo direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", acrescentou, em declarações à imprensa.
Entretanto, um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.
"Detritos de drones caíram e causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários prédios técnicos e administrativos pegaram fogo. Fragmentos de drones também caíram no local do terminal de petróleo", escreveu o presidente da Câmara de Novorossiysk, Andrei Kravchenko, na plataforma de mensagens Telegram.
O ataque deixou duas pessoas feridas, acrescentou, especificando que equipas de resgate e serviços especializados encontram-se no local.
Localizado na extremidade de vários oleodutos que transportam petróleo do sul da Rússia e do mar Cáspio, o terminal de petróleo de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos daquele país.
Em resposta aos bombardeamentos militares russos que já duram mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar tanto instalações militares quanto de energia, a fim de reduzir a capacidade de Moscovo de financiar a ofensiva.
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Um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.
Irão acusa Estados Unidos de sabotarem negociações para fim da guerra... O Irão acusou hoje os Estados Unidos de sabotarem as negociações para o fim da guerra com "exigências excessivas", perante uma mudança de agenda por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um eventual reatamento dos ataques.
© TATYANA MAKEYEVA/POOL/AFP via Getty Images Por LUSA 23/05/2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, queixou-se ao secretário-geral da ONU, António Guterres, das "posições contraditórias e das repetidas exigências excessivas" dos Estados Unidos, noticiaram as agências iranianas Tasnim e Fars.
Segundo Araghchi, estes fatores "estão a prejudicar o processo negocial liderado pelo Paquistão".
"Apesar da profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irão tem-se empenhado neste processo diplomático com sentido de responsabilidade e a máxima seriedade, e está a esforçar-se para alcançar um resultado razoável e equitativo", acrescentou o ministro iraniano, citado pelas agências.
O líder do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, chegou a Teerão na sexta-feira, no âmbito dos esforços de mediação do seu país.
Segundo a agência de notícias Irna, manteve um encontro demorado com Araghchi sobre "os mais recentes esforços e iniciativas diplomáticas destinadas a evitar uma maior escalada".
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, já tinha declarado que as divergências entre Teerão e Washington continuam "profundas".
De acordo com Baghai, questões como o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a situação no estreito de Ormuz e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos continuam "por resolver", assim como a questão nuclear.
O Qatar, diretamente afetado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, e outros países da região procuram simultaneamente esforços alternativos de mediação.
Teerão confirmou a visita de uma delegação do Qatar na sexta-feira.
A imprensa norte-americana noticiou que Washington estaria a considerar novos ataques contra Teerão.
Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão a preparar-se para possíveis bombardeamentos durante o fim de semana.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os conselheiros mais próximos para discutir a guerra, noticiou o portal de notícias Axios, e anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, este fim de semana, para permanecer em Washington, por "razões relacionadas com assuntos de Estado".
CHINA: Sobe para 82 número de pessas mortas em mina de carvão no norte da China... Pelo menos 82 pessoas morreram na sequência de uma explosão de gás na mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi, norte da China, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pela agência de notícias estatal Xinhua.
© cnsphoto via REUTERS Por LUSA 23/05/2026
A explosão ocorreu às 19h29 locais (12h29 em Lisboa) de sexta-feira, nesta mina situada na área de Qinyuan, quando estavam a trabalhar 247 pessoas no local, informou a Xinhua.
O número de mortos tem vindo a aumentar ao longo do dia: num primeiro balanço divulgado esta manhã, as autoridades avançaram com oito mortos, 201 pessoas retiradas com vida e 38 presas no interior.
A televisão estatal chinesa CCTV indicou que, além dos 82 mortos, nove pessoas continuam desaparecidas.
As autoridades ainda não detalharam as circunstâncias concretas em que ocorreu a explosão, indicando apenas que os trabalhos de resgate continuam em curso.
A Xinhua indicou que um responsável da empresa proprietária da mina ficou sob custódia das autoridades, numa medida que aponta para o início da averiguação de possíveis responsabilidades pela explosão.
O Presidente chinês, Xi Jinping, já veio pedir que as operações de busca sejam reforçadas e que se preste assistência aos feridos, que se investiguem as causas da explosão e apurem responsabilidades.
O vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing deslocou-se ao local para acompanhar os trabalhos de resgate e a gestão pós-acidente.
As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60% da energia, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente.
O setor mineiro chinês registou mais de 3.000 mortes entre 2018 e 2023, um número que, no entanto, representa uma diminuição de 53,6% em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Presidente do Senegal demite primeiro-ministro Ousmane Sonko após meses de tensões
Por angola24horas.com
O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, destituiu na noite de sexta-feira, 22 de maio de 2026, o primeiro-ministro Ousmane Sonko, numa decisão que marca uma rutura política no seio da liderança senegalesa, apenas dois anos após a chegada ao poder da dupla que simbolizou a alternância política no país.
O anúncio foi feito pouco antes das 22h00 GMT pela Rádio e Televisão Senegalesa (RTS), através de um comunicado lido a partir do Palácio Presidencial, em Dakar, por Oumar Samba Ba, secretário-geral da Presidência.
“Por decreto n.º 2026-1128, de 22 de maio de 2026, o Presidente da República, Sua Excelência Bassirou Diomaye Diakhar Faye, exonerou o senhor Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro e, consequentemente, os ministros e secretários de Estado que integravam o Governo”, declarou o responsável presidencial. Segundo o comunicado, o executivo cessante permanecerá apenas na gestão dos assuntos correntes até à formação de um novo Governo.
A decisão surge poucas horas depois de Ousmane Sonko ter comparecido perante a Assembleia Nacional para responder às questões dos deputados. Durante a sessão parlamentar, o então chefe do Governo deixou transparecer publicamente o mal-estar existente no topo do poder executivo.
“Não sou um primeiro-ministro que obedece cegamente e concorda com tudo”, afirmou Sonko, reconhecendo divergências com o Presidente Bassirou Diomaye Faye, embora tenha garantido que essas diferenças não comprometiam o funcionamento das instituições do Estado.
Nos últimos meses, as tensões entre os dois dirigentes tinham-se tornado cada vez mais evidentes. Apesar de aliados históricos e protagonistas da vitória eleitoral de 2024, Bassirou Diomaye Faye e Ousmane Sonko passaram a divergir em várias questões de governação e estratégia política.
Há cerca de três semanas, durante uma conferência de imprensa, o Presidente senegalês admitira pela primeira vez a possibilidade de afastar o primeiro-ministro caso deixasse de existir confiança política entre ambos. A demissão anunciada esta sexta-feira confirma o agravamento da crise no interior do executivo.
Pouco depois da sua exoneração, Ousmane Sonko reagiu nas redes sociais com uma mensagem breve, mas carregada de simbolismo político: “Esta noite dormirei tranquilo”, escreveu na sua página de Facebook.
Figura central da oposição ao antigo Presidente Macky Sall, Ousmane Sonko foi impedido de concorrer às eleições presidenciais de março de 2024 devido a decisões judiciais contestadas pelos seus apoiantes. Na altura, escolheu Bassirou Diomaye Faye, então aliado próximo e considerado seu protegido político, para representar o projeto político da oposição.
A vitória de Faye nas presidenciais de 2024 foi interpretada como um triunfo do movimento liderado por Sonko e uma rejeição da governação anterior. A separação política entre ambos abre agora um novo capítulo de incerteza na vida política senegalesa.
O Diretor-Geral da EAGB, Carlos Alberto Handem, procedeu nesta sexta-feira (22) ao lançamento da rede elétrica da Zona Industrial de Bulola. A infraestrutura visa garantir fornecimento de energia às fábricas e indústrias instaladas naquela zona, reforçando as condições para o desenvolvimento industrial e económico do país.
O Governo da República da Guiné-Bissau, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social informa que o dia 27 de maio de 2026, quarta-feira, será observado como feriado nacional, por ocasida celebração da reza de Tabaski.
VOLODYMYR ZELENSKY: Rússia com 86.000 soldados mortos desde o início do ano... O número de soldados russos mortos na guerra da Ucrânia desde o início do ano terá ascendido a 86.000, de acordo com estimativas de Kyiv divulgadas hoje pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images Por LUSA 22/05/2026
Desde janeiro, a Rússia terá registado também pelo menos 59.000 feridos graves e mais de 800 militares russos foram feitos prisioneiros pelas forças ucranianas, anunciou Zelensky, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O chefe de Estado ucraniano divulgou as estimativas sobre as baixas russas nas redes sociais após uma reunião com o comandante das forças armadas, Oleksandr Syrsky.
Zelensky disse na mensagem que as tropas ucranianas estavam "a alcançar os objetivos definidos" nas zonas fronteiriças com a Rússia da região de Sumy, no nordeste da Ucrânia.
As tropas russas têm tentado criar uma zona tampão na zona de Sumy para afastar o exército ucraniano do território da Rússia.
"Continuamos a destruir efetivos russos e equipamento dos ocupantes também noutros setores" da frente de combate, disse Zelensky, que elogiou o trabalho dos operadores de drones, das forças aerotransportadas e de outras tropas de assalto.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Desconhece-se o número de baixas da guerra, tanto civis como militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que será muito elevado.
As informações sobre baixas divulgadas pelas duas partes do conflito não podem ser verificadas de forma independente.
Leia Também: Rússia acusa Kyiv de crime ao atacar escola em Lugansk e fazer 4 mortos
A Presidência da Federação Russa (Kremlin) acusou hoje a vizinha Ucrânia de cometer um crime ao atacar uma escola numa cidade controlada por Moscovo, em Lugansk, matando pelo menos quatro pessoas.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ANGOLA: Lei contra “fake news” aprovada em votação final com chumbo da UNITA... Divulgação de informações falsas na internet passa a ser crime em Angola com penas que vão até 10 anos de prisão...
Por Lusa/Ver Angola 21 de Maio, 2026
O parlamento aprovou, esta Quinta-feira, a proposta de Lei Contra Informações Falsas na Internet, com a UNITA a votar contra e o MPLA a aplaudir um “importante passo” na protecção da ordem democrática.
O diploma legal, de iniciativa do Presidente da República, João Loureço, foi aprovado com 105 votos a favor, MPLA, PRS e PHA, ambos oposição, 72 votos contra da UNITA e nenhuma abstenção, durante a reunião plenária, que decorre em Luanda.
A deputada da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), Miheala Weba, justificou o voto contra por parte dos representantes deste partido por considerar que o diploma contém "normas contraditórias".
A deputada realçou o facto de "existirem instituições partidarizadas e não credíveis que possam extinguir definitivamente os perfis ou páginas falsas [na 'Internet'] que colocam em causa a credibilidade de partidos adversários, quer a honra e reputação de pessoas politicamente expostas, mas o autor das ofensas não descoberto".
"Temos instituições, sobretudo da comunicação social digital, que não respeitam a Constituição e a lei quando há interesses políticos de quem governa", afirmou.
O voto favorável do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) foi justificado pelo deputado Jorge Uefu, para quem a lei contras as "fake news" representa um passo importante na protecção da ordem democrática, da estabilidade social e da integridade da informação no espaço digital angolano.
O grupo parlamentar do MPLA votou a favor também "por entender que a liberdade não pode ser confundida com impunidade ou tribunal ilegal digital. A 'Internet' deve continuar a ser um espaço de participação, de diálogo, debate e pluralidade, mas não pode transformar-se num território sem regras (...)", afirmou na sua declaração de voto.
Para o Partido Humanista de Angola (PHA), surge "em boa hora" porque, argumentou o deputado Fernando Dinis, Angola "precisa de velar pela coesão social, pela democracia e, sobretudo, pela dignidade da pessoa".
Na sua declaração, o político do PHA disse ainda acreditar que o diploma vai promover o combate à desinformação e à manipulação dos factos, das opiniões e de discursos (...) e vai prevenir prejuízos financeiros causados por fraudes virtuais.
Pelo Partido de Renovação Social (PRS) interveio o seu deputado e presidente, Benedito Daniel, justificando o voto a favor "por entender que informações falsas na 'Internet' já causaram prejuízos incalculáveis a muitos cidadãos e à sociedade em geral".
A Lei Contra Informações Falsas na Internet tem sido amplamente contestada por partidos na oposição, activistas e organizações da sociedade civil angolana por entenderem que esta vem "coartar" as suas liberdades no uso das plataformas digitais.
O Governo, por outro lado, diz que a lei visa fortalecer o processo democrático por meio do combate à desinformação e do fomento a diversidade de informações na 'Internet' em Angola, responsabilizar as plataformas digitais por suas políticas de desinformação e procurar elevar os índices de transparência sobre conteúdos pagos disponibilizados para o utilizador.
A lei estabelece multas para pessoas singulares no montante mínimo de um salário mínimo nacional e o máximo de 1.000 salários mínimos nacionais – o salário mínimo nacional em Angola está fixado em 100 mil kwanzas – para utilizadores de contas inautênticas, disseminadores artificiais ou redes de produção, ou divulgação artificial.
Para pessoas colectivas as sanções variam entre os 15 e os 10.000 salários mínimos nacionais dado o impacto social, económico, político ou institucional causado pela disseminação de notícias faltas.
O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, disse em Janeiro, durante a discussão da lei na generalidade, que o diploma era "politicamente necessário" para "responsabilizar os amplificadores da desinformação".
Infeções sexualmente transmissíveis bateram recordes em toda a Europa em 2024... A clamídia continua a ser a Infeção Sexualmente Transmissível mais frequentemente relatada, mas os casos de gonorreia e sífilis aumentaram muito.
Por sicnoticias.pt/Lusa 21 maio 2026
As infeções sexualmente transmissíveis atingiram níveis recorde na Europa em 2024, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que aponta para aumentos acentuados na gonorreia e sífilis e lacunas crescentes nos testes e prevenção.
Os dados de 2024 mostram que os casos de gonorreia chegaram aos 106.331, um aumento de 303% desde 2015, os de sífilis mais do que duplicaram no mesmo período, chegando a 45.577.
A clamídia continua a ser a Infeção Sexualmente Transmissível (IST) mais frequentemente relatada, com 213.443 casos, e o linfogranuloma venéreo também continuou a apresentar "transmissão contínua", com 3.490 casos relatados.
Nos mais recentes relatórios, o ECDC indica que os dados mostram uma “transmissão sustentada em vários países” e pede ações urgentes para evitar a disseminação, inclusive entre mulheres em idade reprodutiva.
Segundo o centro europeu, as IST bacterianas subiram em toda a Europa e as notificações de gonorreia e sífilis, juntamente com a sífilis congénita, atingirem os níveis mais altos em mais de uma década.
"Sem tratamento, essas infeções podem causar complicações graves, como dor crónica e infertilidade e, no caso da sífilis, problemas cardíacos ou no sistema nervoso", alerta o ECDC.
Sífilis pode ser transmitida a recém-nascidos
Aponta como "mais preocupante" o facto de, entre 2023 e 2024, se ter registado um aumento de quase 100% nos casos de sífilis congénita, em que a infeção é transmitida diretamente aos recém-nascidos, "levando a complicações potencialmente permanentes", segundo Bruno Ciancio, chefe da Unidade de Doenças de Transmissão Direta e Preveníveis por Vacinação.
"Proteger a sua saúde sexual continua a ser simples. Use preservativo com parceiros novos ou múltiplos e faça o teste se apresentar sintomas como dor, corrimento ou úlcera", apelou.
Os dados mostram ainda que as tendências de transmissão variam entre os diferentes grupos populacionais: os homens que fazem sexo com homens continuam a ser o grupo mais afetado de forma desproporcional, com os aumentos mais acentuados a longo prazo nos casos de gonorreia e sífilis.
Entre as populações heterossexuais, a sífilis está a aumentar, particularmente entre mulheres em idade reprodutiva, resultando numa quase duplicação dos casos de sífilis congénita, de 78 (em 2023) para 140 (2024), em 14 países que reportaram dados.
Esses números estão em consonância com as conclusões do relatório de monitorização do ECDC sobre sífilis congénita, que destaca as oportunidades de prevenção perdidas, como as falhas na triagem pré-natal, no acompanhamento, na repetição de testes e no tratamento.
O relatório também identificou obstáculos mais amplos à testagem e à prevenção que exigem ação: 13 dos 29 países que reportaram dados ainda cobram ao paciente pelos testes básicos destas infeções.
Segundo o centro europeu, a implementação de forma desigual de serviços específicos e as estratégias nacionais desatualizadas limitam o impacto de intervenções "comprovadamente eficazes", pois muitas estratégias de prevenção não têm em consideração as mudanças de comportamento pós-pandemia.
O ECDC recomenda que os países europeus melhorem os protocolos de triagem pré-natal para garantir que a sífilis seja diagnosticada e tratada de forma rápida e correta, de acordo com o estágio da infeção, para prevenir a transmissão para o feto durante a gravidez.
Em janeiro de 2026, o ECDC tinha divulgado orientações específicas sobre o uso da doxiciclina para profilaxia pós-exposição (doxi-PEP) para apoiar os esforços de prevenção das IST.
Reverter as tendências crescentes de casos de IST exige serviços de prevenção acessíveis, acesso facilitado a testes, tratamento mais rápido e notificação mais eficaz de parceiros para interromper a transmissão, avisam os responsáveis do ECDC, que instam as autoridades de saúde pública a atualizarem urgentemente as estratégias nacionais e a fortalecerem os sistemas de vigilância para melhor monitorizar o impacto dos esforços de prevenção.
ODZH DENUNCIA MORTE EM MASSA DE ABUTRES EM MANSOA E APONTA SUSPEITA DE ENVENENAMENTO
Por Rádio Sol Mansi 21-05-2026
A Organização para Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas (ODZH) denunciou esta quinta-feira um caso de morte em massa de abutres no setor de Mansoa, concretamente na bolanha de Cussana, na região de Oio, apontando fortes indícios de envenenamento deliberado das aves.
A denúncia foi feita pelo vice-presidente da organização, Joãozinho Sá, que liderou uma equipa da ODZH deslocada ao local para uma missão de constatação. Segundo o responsável, foram encontrados cerca de 50 cadáveres de abutres, além de outros animais mortos nas plantações.
De acordo com Joãozinho Sá, os elementos recolhidos no terreno levantam suspeitas de crime ambiental associado à utilização de partes do corpo dos abutres em práticas ou rituais tradicionais.
A organização anunciou ainda que vai proceder à retirada das carcaças dos abutres das bolanhas para uma zona de planalto, com o objetivo de evitar a contaminação das áreas agrícolas durante a época chuvosa.
A ODZH alerta que a eliminação destas aves representa uma séria ameaça à biodiversidade e à saúde ambiental, tendo em conta o papel fundamental que os abutres desempenham no equilíbrio ecológico, especialmente na limpeza do ambiente e na prevenção de doenças através da eliminação de carcaças de animais.
Casos semelhantes já tinham sido registados anteriormente no país. Em 2020, foi denunciada a morte de mais de dois mil abutres na Guiné-Bissau.
Em dezembro de 2022, o Tribunal Provincial do Norte, em Bissorã, condenou um cidadão de nacionalidade guineense-conacri a quatro anos e dois meses de prisão efetiva pelo abate ilegal e envenenamento de 50 abutres. O caso ficou marcado como o primeiro julgamento e condenação por crime ambiental registado no país.
📷: ODZH
GAZA: Israel condiciona reconstrução de Gaza ao desarmamento do Hamas... O vice-representante israelita na ONU, Jonathan Miller, condicionou hoje o processo de reconstrução de Gaza ao desarmamento do grupo islamita Hamas, após o embaixador palestiniano, Riyad Mansour, defender o acordo alcançado entre as partes e pedir esforços iguais.
© Lusa 21/05/2026
"A reconstrução de Gaza não poderá ter sucesso enquanto as milícias continuarem a controlar as ruas. E qualquer esforço sério para estabelecer a estabilidade e um Governo civil, assim como um futuro melhor para os palestinianos, fracassará a menos que o Hamas seja desarmado e o seu reinado de terror chegue ao fim", declarou o representante de Telavive.
O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje uma sessão sobre a situação em Gaza, na qual Nickolay Mladenov, o alto representante do Conselho de Paz para Gaza, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, apresentou o relatório semestral sobre a implementação do plano para pôr fim ao conflito no enclave palestiniano.
Na sua intervenção, Jonathan Miller afirmou que o Hamas permanece "fortemente armado, possuindo ainda 'rockets', mísseis antitanque, espingardas automáticas e lançadores de granadas em toda a Faixa de Gaza": "Esta não é uma organização política que evoluiu para a diplomacia. É um exército terrorista que se prepara para a próxima guerra".
Por sua vez, Mansour defendeu o plano abrangente para pôr fim à guerra em Gaza e disse esperar que seja bem-sucedido.
"Não poupamos esforços para cumprir as nossas obrigações e compromissos, mas é essencial que todas as partes sigam os mesmos critérios", afirmou.
O representante palestiniano alertou Israel de que a implementação do plano não depende apenas das obrigações palestinianas e frisou que Telavive continua a cometer "assassínios na Faixa de Gaza".
No mesmo sentido, Nickolay Mladenov exigiu que Israel cumpra as suas obrigações no âmbito do acordo para a reconstrução de Gaza e afirmou que o cumprimento por parte dos palestinianos, por si só, não é suficiente.
"Embora continue a apelar ao Hamas e a outras fações palestinianas para que regressem à mesa das negociações e se envolvam construtivamente no roteiro e nos próximos passos para implementar os seus compromissos, permitam-me também afirmar claramente que a implementação não pode avançar apenas através das obrigações palestinianas", salientou o alto representante do Conselho de Paz.
"Os contínuos assassínios e as restrições israelitas que afetam os fluxos humanitários não são questões abstratas. Moldam a perceção diária dos palestinianos sobre se a guerra terminou e se este processo pode realmente proporcionar segurança, paz e recuperação. Estas realidades prolongam o sofrimento humanitário, mas também enfraquecem a confiança na própria estrutura do cessar-fogo", alertou.
Também o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov, afirmou alguns minutos antes que "os ataques israelitas continuam quase diariamente", causando dezenas de mortes, descrevendo também "ações armadas do Hamas e de outros grupos palestinianos".
Pelo menos 883 palestinianos foram mortos em Gaza por ataques israelitas durante o cessar-fogo, segundo um relatório divulgado hoje pelo Ministério da Saúde de Gaza. Outros 2.648 ficaram feridos.
No total, 72.775 pessoas morreram em Gaza como resultado da ofensiva israelita desde outubro de 2023, quando Israel iniciou os bombardeamentos em retaliação a um ataque de milícias de Gaza ao seu território, no qual 1.200 israelitas foram mortos e 251 foram feitos reféns.
Gronelândia: EUA inauguram novo consulado sem presença de autoridades locais... Os Estados Unidos inauguraram hoje o seu novo consulado na Gronelândia, numa cerimónia sem a presença de representantes do Governo deste território autónomo dinamarquês, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou querer anexar.
© Rizwan TABASSUM / AFP via Getty Images Por LUSA 21/05/2026
O embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Ken Howery, e a cônsul, Susan Wilson, foram os encarregados de abrir o novo consulado no centro de Nuuk, a capital gronelandesa, depois de o enviado especial à Gronelândia, Jeff Landry, ter abandonado abruptamente a ilha ártica na quarta-feira, após três dias de visita.
O Presidente regional, Jens-Frederik Nielsen, já tinha anunciado há dois dias que não assistiria à cerimónia, assim como nenhum membro do seu Governo, embora o seu chefe de gabinete e alguns políticos e empresários gronelandeses tenham estado presentes, noticiou a televisão pública KNR.
"O Presidente [Trump] tirou de cima da mesa o uso da força. O futuro da Gronelândia é algo que os próprios gronelandeses devem decidir", declarou o embaixador norte-americano, segundo a KNR.
Um grupo de músicos havaianos tocou os hinos nacionais norte-americano e gronelandês enquanto eram servidos hambúrgueres, cachorros-quentes e frango frito, informou a comunicação social gronelandesa.
Com 3.000 metros quadrados, o novo consulado situa-se no centro de Nuuk e substitui o anterior, uma pequena casa perto do porto, inaugurado em 2020 numa cerimónia que contou com a presença de representantes dos Governos da Gronelândia e da Dinamarca.
Um grupo de gronelandeses tinha convocado uma manifestação em frente ao novo consulado após a inauguração, para demonstrar a sua oposição à política dos Estados Unidos em relação ao território.
Durante a sua primeira visita conhecida à ilha, Jeff Landry participou como observador numa conferência empresarial para a qual não tinha sido convidado e reuniu-se com Nielsen, além de manter encontros com empresários locais.
"Foram reiterados os mesmos pontos abordados desde o princípio: que pretendemos uma boa cooperação, assente no respeito mútuo, e que devemos respeitar a missão do grupo de trabalho entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia", afirmou Nielsen na terça-feira, após a reunião com o enviado especial norte-americano.
A insistência de Trump ao longo do último ano de que o seu país precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional colocou o reino dinamarquês sob uma pressão sem precedentes.
O anúncio, no final de fevereiro, de um acordo preliminar com a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) para reforçar a segurança no Ártico e o início das reuniões do grupo de trabalho de alto nível acordado entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia ajudaram a reduzir a tensão.
Esse grupo realizou várias reuniões, cujo conteúdo não foi divulgado, embora os meios de comunicação de língua inglesa tenham sugerido que os Estados Unidos poderiam instalar mais bases militares na ilha, nos termos de um acordo de defesa assinado há várias décadas com a Dinamarca.
Leia Também: Estados Unidos defenderam reforço militar norte-americano na Gronelândia
O enviado do Presidente dos Estados Unidos para a Gronelândia disse hoje à Agência France Presse que Washington deve reforçar a presença no território autónomo dinamarquês.
GUINÉ-BISSAU: UNICEF e Japão apoiam comunidades guineenses vítimas de intempéries... Mais de 422 mil guineenses vulneráveis a intempéries, como cheias e inundações, vão beneficiar de um apoio de 720 mil dólares (cerca de 621 mil euros) para melhorar as condições de vida, sobretudo das crianças, foi hoje anunciado.
© Lusa 21/05/2026
O apoio será disponibilizado pelo Governo do Japão e UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, e será aplicado ao longo de doze meses nas regiões de Bafatá e Oio, segundo informação disponibilizada pelas Nações Unidas em Bissau, em comunicado.
O programa propõe-se alcançar "quase 184.000 crianças e mais de 238.000 membros da comunidade" e destina-se "a restaurar ambientes de aprendizagem seguros e a reforçar os serviços de água, saneamento e higiene (WASH), bem como a nutrição para crianças vulneráveis na Guiné-Bissau".
Segundo a fonte, "a Guiné-Bissau ocupa a quarta posição a nível mundial no Índice de Risco Climático para Crianças do UNICEF", figurando entre os países onde as crianças enfrentam riscos "extremamente elevados" decorrentes das alterações climáticas.
Chuvas intensas recentes, inundações e ventos fortes danificaram escolas e destruíram infraestruturas de água e saneamento, contaminando a água potável e aumentando o risco de má nutrição entre crianças que já vivem em condições frágeis, de acordo com a descrição.
Com o apoio do Governo do Japão, "as crianças terão escolas mais seguras, acesso à água potável e à nutrição de que necessitam para crescer com saúde e alcançar o seu potencial", segundo Inoussa Kabore, representante do UNICEF na Guiné-Bissau, citado no comunicado.
O apoio financeiro servirá para reabilitar seis escolas afetadas pelas inundações, criando condições para 2.500 crianças e garantindo formação aos conselhos escolares.
As Nações Unidas realçam que "a Guiné-Bissau possui um dos sistemas educativos mais frágeis do mundo", onde "a taxa de conclusão do ensino primário é de apenas 27%, a mais baixa a nível global".
"Quase uma em cada cinco crianças entre os 6 e os 11 anos nunca frequentou a escola. Inundações e tempestades recentes danificaram pelo menos 33 escolas, afetando cerca de 9.000 alunos", apontam.
As inundações e tempestades destruíram, também, latrinas, contaminaram água potável e interromperam serviços de saneamento em todo o país, onde "quase 470.000 crianças (cerca de metade da população infantil) vivem em zonas de elevado risco de inundações costeiras, ficando "vulneráveis a doenças associadas ao consumo de água não segura".
As atividades da vertente do programa denominada ´WASH` incluirão a distribuição de 'kits' de higiene de emergência em escolas e comunidades, reforçando a preparação para situações de crise.
O programa irá fornecer ainda serviços essenciais de nutrição a mais de 15.000 crianças.
Na Guiné-Bissau, 28% das crianças com menos de cinco anos sofrem de atraso no crescimento e 53% vivem em situação de pobreza alimentar infantil severa, o que corresponde a mais do dobro da média global, lê-se no comunicado.
No âmbito deste programa, "as crianças terão acesso a rastreio nutricional, prevenção e tratamento vital da má nutrição, incluindo desparasitação, suplementação, aconselhamento e medicamentos essenciais".
Está ainda previsto apoio às comunidades na elaboração de planos locais de ação climática, com o objetivo de proteger as fontes de água e promover comportamentos ecológicos que reduzam a vulnerabilidade a futuros choques.
"Esperamos sinceramente que esta assistência alcance o maior número possível de crianças nas regiões de Bafatá e Oio e contribua para um futuro mais resiliente", afirmou Takeshi Akamatsu, embaixador do Japão no Senegal e na Guiné-Bissau, também citado no comunicado.
Zelensky avisa Bielorrússia que responderá a qualquer ação agressiva... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou hoje a Bielorrússia, durante uma visita à região próxima da fronteira entre os dois países, que o seu país responderá com firmeza a qualquer ação agressiva proveniente de Minsk.
© Lusa 21/05/2026
A visita coincide com exercícios conjuntos da Rússia e Bielorrússia envolvendo armamento adaptado para transportar ogivas nucleares em território bielorrusso.
"As forças de defesa da Ucrânia, as forças de segurança e os nossos serviços de informação sabem quais são as ameaças e como responder-lhes adequadamente, sem qualquer dúvida", advertiu Zelensky numa declaração gravada na cidade de Slavutikh, a norte de Kyiv e localizada a curta distância da separação com a Bielorrússia.
O líder ucraniano referiu-se ao reforço militar da região próxima da fronteira através da construção de mais fortificações e reiterou o seu aviso sobre alegados planos de ataques das forças de Moscovo a partir do território bielorrusso e da região russa de Bryansk.
A Ucrânia tem capacidade para lidar com qualquer ameaça vinda do norte do país, insistiu.
Antes das declarações em Slavutikh, o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, declarou que não tem qualquer intenção de envolver diretamente o seu país na guerra que decorre há mais de quatro anos, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Na altura, as tropas de Moscovo usaram a Bielorrússia para invadir o norte da Ucrânia e tentar atingir Kyiv, mas abandonaram as suas posições na região algumas semanas mais tarde.
"Sobre a possível entrada da Bielorrússia na guerra, digo simplesmente que só nos envolveremos num cenário: se houver agressão contra o nosso território", declarou hoje Lukashenko, citado pela agência de notícias estatal Belta.
O líder bielorrusso e aliado do Presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou que Minsk "não tem qualquer intenção de entrar em guerra na Ucrânia" e que "não há necessidade disso".
Lukashenko, que hoje copresidiu com Putin aos primeiros exercícios conjuntos envolvendo armas nucleares táticas e estratégicas, expressou também disponibilidade para se encontrar com Zelensky.
"Estou pronto para me encontrar com ele em qualquer lugar --- na Ucrânia, na Bielorrússia --- e discutir os problemas nas relações bilaterais", afirmou.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) revelou hoje a realização de operações conjuntas "sem precedentes" como exército na fronteira com a Bielorrússia, incluindo o aumento da vigilância na zona para intercetar potenciais grupos de espionagem e sabotagem do país vizinho.
Estas operações estão a decorrer nas regiões do norte da Ucrânia de Chernihiv, Kyiv, Jitomir, Volhynia e Rivne, todas na fronteira com a Bielorrússia, e consistem na identificação de indivíduos em zonas sensíveis e na busca de objetos suspeitos, explosivos ou outros materiais perigosos.
A Rússia prossegue os seus ataques aéreos diários na Ucrânia, que tem respondido com bombardeamentos contra instalações estratégicas na Rússia, a que se juntam os combates entre as respetivas forças terrestres, numa fase em que as negociações entre Kyiv e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.
A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão de Moscovo.




























