sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Putin diz que envio de tropas europeias equivale a "guerra contra Rússia"... O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou hoje que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia equivaleria a "uma guerra contra a Rússia", ao mesmo tempo que garantiu que Moscovo não ameaça os países europeus.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images   LUSA  11/09/2026 

"Atualmente, eles (os líderes europeus) dizem estar a analisar como enviar tropas para o território ucraniano. Isto significa uma guerra contra a Rússia", vincou Putin, citado pelas agências de notícias russas a partir de Nova Deli, onde participava numa cimeira dos BRICS.

"Não ameaçamos nem temos a intenção de ameaçar os países europeus. Porque o faríamos? Ninguém se apercebe sequer de que não temos qualquer motivo para entrar em conflito com a Europa", acrescentou.

Putin destacou ainda que os líderes europeus "assustam as suas populações com uma ameaça imaginária (proveniente) da Rússia", acrescentando que "essa ameaça não existe nem nunca existiu".

A Rússia, que lançou uma ofensiva contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, sempre apontou o envio de tropas ocidentais para território ucraniano como uma "linha vermelha" que não deve ser ultrapassada.

Esta ideia tinha sido discutida pelos líderes europeus durante vários anos, mas nunca se chegou a concretizar.

A Rússia justifica a sua ofensiva contra a Ucrânia, entre outras razões, pela ameaça que representa para si a expansão da NATO — aliança militar ocidental a que Kiev aspira aderir — até às suas fronteiras.

Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, discutiram hoje os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como o seu impacto no comércio marítimo e na segurança dos marinheiros indianos.

Os dois responsáveis encontraram-se numa reunião bilateral, realizada em Nova Deli antes da cimeira dos líderes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia).

O encontro aconteceu 11 dias após a reunião presencial na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek, no Quirguistão, onde Modi apelou a uma mudança de "guerra sem fim para fim da guerra" na Ucrânia.

"Os dois líderes analisaram os progressos na cooperação bilateral nos setores político, económico, de defesa, energia, espaço, mobilidade de competências e intercâmbio entre pessoas", segundo um comunicado.

A presidência russa (Kremlin) anunciou esta semana que a reunião iria abordar a cooperação em matéria de defesa e tecnologia, incluindo a modernização dos mísseis BrahMos, as entregas pendentes dos sistemas S-400, a possível venda de caças Su-57 e projetos de energia nuclear civil.

A cimeira dos BRICS prossegue até domingo com uma agenda dominada pela guerra no Médio Oriente, tensões comerciais e as dificuldades em chegar a um consenso dentro do bloco alargado dos 11 países em desenvolvimento.


FRANÇA: Comboio com 180 passageiros descarrila em França. Há 44 feridos... Um comboio regional descarrilou, esta sexta-feira, em Cléon, no departamento francês de Seine-Maritime. Há 44 feridos, estando um deles em estado grave. Veículo transportava 180 passageiros.

© X/BastionMedia  noticiasaominuto.com 11/09/2026 

Um comboio regional de transporte de passageiros, com 180 pessoas a bordo, descarrilou esta sexta-feira ao final da tarde no departamento francês de Seine-Maritime, na região da Normandia, no norte de França.

Citadas pela imprensa francesa, as autoridades locais revelaram que há registo de 44 feridos - havendo uma mulher de 18 anos que está em estado crítico, de acordo com a BFMTV. Esta jovem foi transportada para o Hospital Universitário de Rouen.

O ministro dos Transportes francês, Philippe Tabarot, disse, desde logo, estar a acompanhar a situação "de perto", em conjunto com o autarca de Seine-Maritime, Jean-Benoît Albertini.

O veículo, que fazia a ligação entre Rouen e Caen, descarrilou no troço entre Tourville e Elbeuf-Saint-Aubin, junto à localidade de Cléon. Para o local foram acionados também helicópteros.

Já foram feitos testes ao maquinista e que os resultados para álcool e drogas deram negativo, assim como aberta uma investigação.

Foram mobilizados para o local mais de 130 bombeiros apoiados por 80 veículos.

O autarca de Seine-Maritime fez um ponto de situação pelas 22h desta sexta-feira (21h em Lisboa), indicando que o "acidente ocorreu pelas 19h30 (18h30 em Lisboa) na linha Caen-Rouen, junto a Cléon".

Os meios franceses mostram o grande aparato no local:

Trump rejeitou apelo saudita para atacar os Huthis no Iémen... Perante os avanços dos rebeldes Huthis no oeste do Iémen, o príncipe herdeiro saudita terá pedido ajuda militar aos Estados Unidos. Donald Trump recusou ordenar ataques aéreos, preferindo concentrar-se na guerra contra o Irão, revelou o portal Axios

Por expresso.pt/Agência Lusa   11/09/2026 

O Presidente dos Estados Unidos recusou pedidos da Arábia Saudita para atacar os rebeldes Huthis do Iémen, durante os avanços militares no oeste do país, revelou o portal Axios, citando dois responsáveis de Washington.

De acordo com o portal de notícias norte-americano, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, ligou a Donald Trump na quinta-feira para o informar sobre a rápida deterioração da situação militar no Iémen, face à incapacidade das forças governamentais, apoiadas por Riade, conterem os avanços dos Huthis em direção à cidade costeira de Moka e da aproximação ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Poucas horas depois, voltou a ligar ao líder norte-americano, instando-o a lançar ataques aéreos contra o grupo rebelde apoiado pelo Irão.

De acordo com uma das fontes citadas pelo Axios, Trump recusou os pedidos de apoio, embora tenha reafirmado a colaboração de Washington através dos serviços de informações, bem como a partilha de dados sobre alvos, sem considerar uma intervenção militar direta neste momento.

O portal referiu que o Presidente norte-americano alegou que pretende manter o foco na guerra lançada em conjunto com Israel, em 28 de fevereiro, contra o Irão, abstendo-se de abrir uma nova frente de combate.

Os pedidos do príncipe herdeiro marcam uma mudança na posição da Arábia Saudita, que em julho afirmou poder enfrentar os Huthis sozinha, apesar da escalada do conflito, limitando-se a pedidos de apoio político.

Cerca de 200 efetivos das forças norte-americanas já estão destacados na Arábia Saudita para prestar apoio não militar, referiu uma das fontes citada pelo Axios.

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Brad Cooper, viajou para a Arábia Saudita na quinta-feira para "reuniões de coordenação urgentes", noticiou também o portal, informação não confirmada pela embaixada saudita em Washington nem pela Casa Branca.

As chamadas de Salman para Trump ocorreram em simultâneo com avisos do Governo do Iémen reconhecido internacionalmente e apoiado por Riade sobre ameaças colocadas à navegação comercial no estreito de Bab el-Mandeb e no mar Vermelho.

Esta passagem ganhou importância acrescida desde o bloqueio imposto no há mais de seis meses pelo Irão no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes do início da guerra no Golfo.

Os Huthis afirmaram na quinta-feira que as operações militares no Iémen não procuram atingir a navegação comercial no mar Vermelho, exceto para os navios sauditas, que estão sujeitos a um bloqueio dos rebeldes desde julho.

Após anos de relativa calma, a guerra voltou há dois meses ao Iémen, arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Para repelir a nova ofensiva dos rebeldes iemenitas, a Arábia Saudita realizou dezenas de ataques aéreos desde quarta-feira.

Os confrontos no Iémen desde a semana passada fizeram centenas de mortos de ambos os lados, sobretudo combatentes, e já deslocaram dezenas de milhares de pessoas, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Atualmente, os Huthis reivindicaram ter expulsado as forças apoiadas pela Arábia Saudita de seis distritos ocidentais e uma fonte governamental admitiu que os rebeldes já controlam a costa iemenita no mar Vermelho.

"Tudo o que estava sob o nosso controlo na costa ocidental caiu", declarou uma fonte oficial iemenita à agência de notícias France-Presse (AFP), sob a condição de não ser identificada.

Os Huthis também lançaram ataques contra a Arábia Saudita, disparando mísseis balísticos e drones contra cidades no sul do país vizinho na quarta-feira.

CABO VERDE: Famílias das pessoas que morreram em acidente com autocarro em Cabo Verde recebem 907 euros por vítima... Pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.

Por  cmjornal.pt/Lusa  11/09/2026 

As famílias das 25 pessoas que morreram no acidente na ilha cabo-verdiana do Fogo vão receber 907 euros por cada vítima, além de cestas básicas, através de um apoio da autarquia local em parceria com o Governo.

"Já foram identificados e estão a ser processados nas contas os apoios monetários a cada família, no valor de 100 mil escudos (907 euros)", afirmou o presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o apoio é atribuído em função do número de vítimas de cada família.

"Esses apoios não são por famílias, são por vítimas", esclareceu o autarca, explicando que uma família com duas ou três vítimas receberá o apoio correspondente a cada uma.

Além do apoio financeiro, já foram distribuídas cestas básicas às famílias e está a ser prestado acompanhamento psicológico através do gabinete de crise, em articulação com a Câmara Municipal e o Governo.

As pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.

A Câmara Municipal e o Governo estão também a preparar medidas para a recuperação das famílias afetadas, incluindo intervenções nas suas habitações e a criação de atividades geradoras de rendimento.

Segundo o autarca, os projetos deverão estar concluídos para serem implementados junto das famílias depois da missa do primeiro mês das vítimas, respeitando o período de luto.

Relativamente aos funerais, Nuías Silva disse que todas as urnas já tinham sido adquiridas e que a Câmara isentou as famílias do pagamento das covas, que serão atribuídas a título perpétuo.

A autarquia pretende ainda avançar com um projeto para a construção de túmulos em granito ou mármore, para preservar a memória das vítimas.

"Por mais que possamos intervir, não conseguimos resgatar a vida dessas pessoas, mas podemos ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que sobreviveram e lembrar a memória daqueles que partiram", afirmou.

"Essa é a nossa missão: ajudar a mitigar o sofrimento daqueles que sobreviveram e das famílias que perderam os seus entes queridos e recordar a memória daqueles que faleceram", concluiu.

O autarca considerou a sobrevivência de alguns passageiros um "verdadeiro milagre" e defendeu homenagens às vítimas e aos envolvidos no resgate.

Nuías Silva propôs ainda que 05 de setembro passe a ser uma data de reflexão sobre segurança e prevenção rodoviária e revelou que está a ser ponderado um monumento no local do acidente, com os nomes das vítimas, além de homenagens no cemitério onde foram sepultadas.

O acidente ocorreu no sábado, em Campanas de Cima, no concelho de Santa Catarina do Fogo, quando o autocarro saiu da estrada e caiu cerca de 50 metros por uma ravina.

Morreram 25 pessoas e 13 ficaram feridas.

A maioria das vítimas eram estudantes e jovens.

O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.

Equipas médicas, de emergência e de apoio psicológico foram deslocadas para a ilha do Fogo, enquanto prosseguem os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.

A Estradas de Cabo Verde, empresa pública responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, está no local para avaliar as condições da via.

Reino Unido estima mais de 500 mil soldados russos mortos na Ucrânia... Mais de 500 mil soldados russos foram mortos na Ucrânia desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, afirmou hoje um alto responsável britânico da Defesa.

© Lusa   11/09/2026 

Os mortos fazem parte do total de 1,5 milhões de baixas russas na Ucrânia, afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Reino Unido, Richard Knighton.

Os números do Reino Unido coincidem, em linhas gerais, com os publicados pelas forças armadas ucranianas.

Não houve qualquer comentário imediato por parte das autoridades russas.

O exército de Moscovo, apesar de ser maior, está a ter dificuldades em avançar no campo de batalha.

Autoridades e analistas ocidentais afirmam que o ritmo de avanço russo abrandou significativamente este ano.

As forças armadas russas também perderam uma quantidade "enorme" de material militar, disse Knighton aos jornalistas.

As perdas incluem mais de 10 mil veículos blindados, cerca de três mil sistemas de defesa aérea e de artilharia e mais de 370 aeronaves e helicópteros, afirmou.

O responsável não revelou quais foram as perdas da Ucrânia.

Nem Moscovo nem Kiev fornecem atualizações regulares sobre as suas perdas no campo de batalha.

Kiev expandiu a sua campanha com drones de longo alcance até ao interior da Rússia, colocando à prova as defesas aéreas em todo o vasto território do seu vizinho.

Na quinta-feira, as suas forças armadas informaram ter atingido uma refinaria a mais de três mil quilómetros de distância, na Sibéria, numa tentativa de Kiev de danificar o setor petrolífero da Rússia.

Os ataques causaram escassez de combustível na Rússia, um dos maiores produtores de energia do mundo.

As exportações de produtos petrolíferos da Rússia atingiram mínimos históricos em agosto, e Moscovo está a importar combustível da Coreia do Sul e da Índia, segundo um relatório do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo.

A Ucrânia lançou uma grande ofensiva durante a noite de quinta para sexta-feira, tendo o Ministério da Defesa russo afirmado que as defesas aéreas intercetaram 777 drones ucranianos em 16 regiões russas, bem como na Crimeia ocupada e nas águas dos mares de Azov e Cáspio.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas durante a noite num ataque com drones ucranianos na região de Tula, a sul de Moscovo, informaram as autoridades locais na sexta-feira.

Um ataque com drones ucranianos durante a noite provocou um incêndio na refinaria de petróleo de Saratov, no sudoeste da Rússia, adiantou hoje o meio de comunicação online independente russo Astra.

Kiev tem atacado repetidamente aquela refinaria, atingida pela última vez no início de agosto.

O grupo retalhista online Ozon afirmou que as suas instalações logísticas na mesma cidade foram atingidas e incendiadas por um drone ucraniano, embora não tenham sido registadas vítimas.

A Ozon é concorrente da Wildberries, cujas instalações também têm sido alvo de ataques por parte da Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ataques de longo alcance durante a noite atingiram oito regiões russas, incluindo uma empresa e uma instalação da indústria petrolífera na região de Saratov.

Os ataques "tinham como objetivo reduzir a capacidade da Rússia para travar uma guerra", afirmou na rede social X.


Leia Também: Putin e Modi discutem impacto dos conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, discutiram hoje os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como o seu impacto no comércio marítimo e na segurança dos marinheiros indianos.

Trump sobre 11 de Setembro: "Nunca vamos esquecer. E por isso lutamos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump garantiu que a nação "nunca vai esquecer" os atentados do 11 de Setembro e que é por isso que, passados 25 anos, continua a lutar. "Não temos escolha", garantiu.

© Finn Gomez/Getty Images    Por  Notícias ao Minuto   11/09/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa, esta sexta-feira, no âmbito dos 25 anos do 11 de Setembro. Sublinhando que o país "nunca vai esquecer" os atentados, Trump apontou: "É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. Apenas pode haver vitórias. Lutamos com força. Lutamos para vencer."

"2.977 almas maravilhosas foram arrancadas do nosso mundo, e muitas mais morreram nas semanas e anos seguintes em consequência de ferimentos horríveis e grotescos", começou por dizer num discurso à nação - e ao mundo -, feito a partir do Pentágono.

Trump considerou ainda que este dia é lembrar também "como é que os Estados Unidos responderam àquela maldade".

Trump recordou ainda o Voo 93, no qual os passageiros conseguiram tomar o controlo do avião e retirá-lo das mãos de terroristas - apesar de o avião da American Airlines se ter despenhado na Pensilvânia. Trump sublinhou a união que o país teve nos tempos que se seguiram: "Naqueles dias angustiantes após os ataques, vimos o espírito autêntico da nossa nação. Todos nós éramos nova-iorquinos naquele dia. Cada um de nós. Todos nós éramos nova-iorquinos, mas também éramos todos americanos. Éramos todos uma família".

O presidente dos EUA falou de todos os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos que foram acionados no dia - e no âmbito - dos atentados e lembrou os socorristas. "E saudamos os militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irão, jamais, em hipótese alguma, possua uma arma nuclear", acrescentou.

No final do discurso, Trump deu conta de que os últimos 25 anos mostraram "o grande espírito dos EUA" e repetiu uma frase que já é sua conhecida - e usada nos seus discursos e convenções por onde passa. "Hoje, o nosso país está mais forte do que alguma vez esteve. Nunca esteve tão forte quanto agora".

'Trazendo' as futuras gerações para o seu discurso, o presidente norte-americano diz que estas vão "estar numa nação livre e inabalável diante do mal, e ainda honrarão os heróis do 11 de Setembro".

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaeda atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.

A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.

Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que mostram, segundo o autarca democrata, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar na sequência dos ataques.

Em agosto, um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas do 11 de Setembro, começará a ser julgado a 5 de junho de 2028.


Leia Também: EUA garantem que compromisso com NATO "permanece e perdura"

O representante permanente dos Estados Unidos junto da NATO garantiu hoje que o compromisso de segurança mútua entre Aliados "permanece e perdura", assegurando que Washington continuará a "defender as liberdades" que unem a Aliança.

Netanyahu compara 11 de Setembro ao 7 de Outubro: "Mal puro"... O primeiro-ministro israelita evocou hoje as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, estabelecendo um paralelismo entre o atentado da Al-Qaida e o sofrido por Israel a 07 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images    LUSA   11/09/2026 

"A 11 de setembro, os Estados Unidos foram atingidos pelo mal puro. A 07 de outubro, Israel voltou a ser atingido por ele", sublinhou Benjamin Netanyahu num vídeo divulgado nas redes sociais, no qual teve palavras para as "pessoas inocentes" que morreram nas Torres Gémeas e insistiu que Israel e os Estados Unidos são vítimas do mesmo flagelo.

"Não é nenhuma coincidência. Odeiam-nos a ambos pela mesma razão. Porque os Estados Unidos e Israel representam a liberdade, a democracia, a civilização e a vida", reivindicou.

"Há quem diga que se deve compreender os terroristas, compreender as suas queixas, compreender o seu contexto. Não existe contexto algum que justifique queimar famílias vivas. Não existe nenhuma queixa que justifique assassinar deliberadamente pessoas inocentes. Quando se trata de terrorismo, não existe um 'sim, mas'", denunciou.

Desta forma, Netanyahu sublinhou que os "terroristas" gritam em uníssono "morte aos Estados Unidos, morte a Israel", salientando que os dois países devem enfrentar a ameaça, ponto em que defendeu a liderança do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Os Estados Unidos voltam a demonstrar que enfrentam o terror. Por isso, hoje recordamos aqueles que nos foram arrebatados e honramos aqueles que correram para as chamas", afirmou, para assinalar que os Estados Unidos e Israel estão "juntos".

"Nunca nos curvaremos perante o terror. Nunca nos renderemos perante o mal. E juntos iremos derrotá-lo", resumiu.

Por seu lado, o Presidente israelita, Isaac Herzog, recordou que os céus de Nova Iorque "ficaram dilacerados pela horrível imagem das Torres Gémeas a desmoronarem-se", numa mensagem em que recorda as milhares de vítimas mortais e destaca a coragem dos que ajudaram a resgatar pessoas no complexo do World Trade Center.

"Nunca esqueceremos a coragem e o heroísmo dos primeiros intervenientes e dos serviços de emergência, juntamente com os nova-iorquinos comuns que entraram no fogo e no pó para salvar a vida dos seus concidadãos", sublinhou.

Herzog, neste ponto, salientou que a luta mundial contra o terrorismo "continua todos os dias", algo que em Israel se "conhece demasiado bem".

"Simplesmente, não existe qualquer justificação para atacar pessoas inocentes, sejam elas norte-americanas, israelitas ou de qualquer outra nacionalidade", insistiu.

Assim, afirmou que Israel "estará sempre ao lado dos Estados Unidos", a quem se referiu como "o maior aliado e amigo" de Telavive e "a nação mais poderosa do mundo".

Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados de 2001, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.

Os atentados do '11 de setembro' desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.


Leia Também: Ataques de Trump contra Tribunal Penal Internacional são "mal-entendido"

Os ataques da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) resultam de um mal-entendido sobre as atividades do tribunal, afirmou hoje o procurador-geral interino do TPI em entrevista à AFP.

Cerca de 13.000 migrantes continuam em Ceuta... Do total de pessoas que o Governo espanhol estima que ainda estejam em Ceuta, cerca de 2.000 são menores sem acompanhante. O presidente do Governo autónomo critica a situação.

Por  observador.pt/Agência Lusa   11 set. 2026 

Cerca de 13.000 pessoas, entre adultos e menores, continuam em Ceuta, depois de mais de 70 mil pessoas terem entrado ilegalmente a 30 e 31 de julho, disse esta sexta-feira o Governo da cidade autónoma espanhola.

O número foi divulgado pelo Presidente do Governo autónomo, Juan Jesús Vivas, e resulta de uma contagem feita pelas autoridades da ocupação de diferentes espaços de alojamento e de estimativas realizadas em locais de acampamento, como praias e montanhas.

Segundo Vivas, há entre essas 13.000 pessoas cerca de 2.000 menores de idade não acompanhados por adultos, que estão referenciados e alojados.

“Em que cidade de Espanha o número de migrantes representa 15 por cento da população total?”, questionou Juan Jesús Vivas, considerando “uma barbaridade” pedir “esforços de acolhimento a Ceuta”, cidade onde vivem cerca de 83.000 pessoas e que tem um território de menos de 30 quilómetros quadrados.

O Presidente da cidade pediu de novo a “imediata devolução” de todas as pessoas que entraram em Ceuta de forma ilegal no final de julho.

Até agora, o executivo local estimava em 8.000 a 9.000 os migrantes que permaneciam em Ceuta.

Segundo o Governo de Espanha, entraram em Ceuta no final de julho, em poucas horas, pelo menos 72.000 pessoas, enquanto as autoridades locais têm estimado que foram 80.000.

A maioria saiu de Ceuta nas horas e dias seguintes, com o Governo espanhol a estimar que pelo menos 5.000 continuam na cidade.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, o ministro da Política Territorial, Ángel Victor Torres, que coordena a resposta do Governo espanhol à crise em Ceuta, disse ser impossível, neste momento, saber exatamente quantas pessoas permanecem na cidade depois da entrada em massa em 30 de julho.

O ministro disse que continuam a ser contadas as pessoas que regressam voluntariamente a Marrocos e a ser registadas as que estão nas ruas, à medida que se conseguem locais para o acolhimento temporário.

Segundo o Governo, só com espaços para esse alojamento é possível registar todas as pessoas e iniciar os processos individuais, com vista ao repatriamento ou à concessão de asilo, no caso de ser aplicável.

Foram criados até agora 3.400 lugares de acolhimento temporário e o Governo espera chegar aos 6.000 nos próximos dias.

Entre as pessoas já referenciadas há cerca de 2.000 menores de idade que estão em Ceuta sem um adulto, disse Ángel Victor Torres.

Depois de mais de 90% das pelo menos 72.000 que entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho terem regressado a Marrocos nas horas e nos dias imediatos, outras 4.500 deixaram a cidade espanhola voluntariamente desde 10 de agosto, acrescentou.

Por outro lado, mais de 200 foram expulsas por causa de delitos.


GUERRA NA UCRÂNIA: Moscovo diz ter abatido 777 drones da Ucrânia durante a noite... Pelo menos duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas durante a noite na sequência de um ataque com drones lançados pela Ucrânia contra a região russa de Tula, disse hoje o governador local.

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images   LUSA  11/09/2026 

De acordo com as forças de Moscovo, 777 aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia foram intercetados na última noite em várias zonas da Rússia.

O Ministério da Defesa disse que as interceções ocorreram nas regiões de Briansk, Kursk, Belgorod, Oriol, Kaluga, Voronezh, Tula, Riazan, Lipetsk, Nizhny Novgorod, Saratov, Rostov, Samara, Perm, Mari El e Udmúrtia, bem como nas águas do Mar Negro e do Mar Cáspio e na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.

Em Tula, o governador Dimitri Miliaev, disse através das redes sociais que a defesa antiaérea abateu 26 drones na região, lamentando a morte de duas pessoas e ferimentos em outras três durante os ataques ucranianos.

"O risco de ataques com drones mantém-se. Por favor, mantenham-se vigilantes", declarou o responsável local russo.

Entretanto, segundo Moscovo, as forças da Rússia reclamaram a conquista de oito localidades nas regiões ucranianas de Donetsk, Zaporijia e Kharkiv.

O comando militar russo indicou no relatório semanal que foram tomadas as localidades de Kurtivka e Novohryshyne, em Donetsk; Zorivka, em Zaporijia; e Berezinky, Ozerne, Dolhenke, Zarubinka e Hoptivka, em Kharkiv.

As localidades de Zorivka e Novohryshyne foram tomadas pelas forças russas na quinta-feira, segundo o Ministério da Defesa.

Por outro lado, na região de Kharkiv, onde o Exército russo procura criar uma faixa de segurança, os militares disseram que bloquearam dois batalhões ucranianos nas proximidades da localidade de Olkhivatka.

"Todas as tentativas de romper o cerco foram frustradas", afirmaram fontes do Ministério da Defesa da Rússia.

O comando russo acrescentou que, durante a última semana, foram lançados contra a Ucrânia um ataque em massa e seis ataques combinados com mísseis e drones, atingindo empresas do complexo industrial e militar ucraniano, centros logísticos, depósitos de combustível e lubrificantes, infraestruturas energéticas e de transportes, bem como centros de dados.

Adicionalmente, as instalações portuárias na região de Odessa, nas margens do Mar Negro, foram destruídas, segundo Moscovo.

As autoridades de Kyiv kinda não se pronunciaram sobre as localidades conquistadas pelas forças russas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Ucrânia: UE aprova 6,1 mil milhões para defesa aérea e guerra eletrónica

A União Europeia (UE) vai entregar à Ucrânia mais 6,1 mil milhões de euros para aquisição de meios de defesa, incluindo a vertente aérea e antimísseis, munições, drones e guerra eletrónica, foi hoje anunciado.

GUINÉ-BISSAU: PJ DETÉM DOIS SUSPEITOS DE ROUBO COM ARMA BRANCA EM BISSAU

Por Polícia Judiciária da Guiné-Bissau  11/09/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, no passado dia 7 de setembro de 2026, dois indivíduos suspeitos da prática de crimes de roubo com recurso a arma branca, na zona do Alto Bandim, em Bissau.

A operação foi conduzida pela Brigada de Repressão ao Furto, Roubo e Tráfico de Pessoas, em articulação com uma equipa dos Serviços de Piquete da Polícia Judiciária, na sequência de diligências de investigação relacionadas com a ocorrência de assaltos naquela zona da capital.

De acordo com os elementos recolhidos durante a investigação, os suspeitos, agindo encapuzados, terão abordado e assaltado um cidadão de nacionalidade guineense, da República da Guiné (Conacri), no Alto Bandim, apoderando-se de uma motorizada da marca TVS STAR, mediante ameaça com arma branca.

No decurso das diligências policiais, a PJ conseguiu localizar e recuperar cinco motorizadas, incluindo a que havia sido subtraída à vítima, encontrando-se em curso averiguações destinadas a determinar a proveniência das restantes e a eventual ligação dos suspeitos a outros crimes da mesma natureza.

Após a conclusão das diligências processuais consideradas urgentes, os dois detidos foram apresentados ao Ministério Público, para audição e subsequente submissão à autoridade judiciária competente, tendo em vista a aplicação das medidas de coação legalmente adequadas.

A Polícia Judiciária reafirma o seu compromisso no combate à criminalidade violenta e patrimonial, particularmente aos crimes de roubo e furto de veículos, e apela aos cidadãos para que continuem a colaborar com as autoridades através da denúncia de factos suscetíveis de constituir crime.

Magistrada do STJ venezuelano apela à desobediência contra o regime e Donald Trump... Uma magistrada do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) venezuelano, Blanca Rosa Mármol de León, anunciou esta quinta-feira a intenção de se candidatar à presidência do país, instando a população do país a "tomar as ruas sem medo".

Por  RTP/Lusa   11 Setembro 2026 

A magistrada, conhecida pelas críticas ao chavismo e à oposição, divulgou um vídeo nas redes sociais em que condena o apoio de Donald Trump à presidente interina Delcy Rodríguez e insta os venezuelanos a "tomarem as ruas sem medo" e a restituírem ao país a Constituição da Venezuela.

"Embora seja verdade que, no passado dia 03 de janeiro [de 2026], após a intervenção militar norte-americana que extraiu o ditador Nicolás Maduro do nosso território, renasceu no coração dos venezuelanos a esperança do fim a anos de terror, opressão e violações sistemáticas dos direitos humanos, a realidade que se seguiu tem sido uma profunda e inaceitável desilusão", defende a magistrada no vídeo.

Segundo Mármol de León, "desde então, a Administração de Donald Trump tem sido uma afronta contínua à dignidade" dos venezuelanos.

"É indignante que o senhor Trump afirme publicamente que nós, venezuelanos, estamos a dançar de felicidade e que a nossa economia melhorou, na tentativa de disfarçar uma catástrofe social que se agrava a cada dia", sublinha.

Mármol de León sublinha que "Trump declarou publicamente que os recursos [petrolíferos] extraídos do solo [venezuelano] compensaram amplamente os custos das operações militares noutras regiões, atribuindo a si próprio a propriedade das reservas petrolíferas da nação".

"Isto representa uma violação flagrante da nossa Constituição, que consagra que as jazidas mineiras e de hidrocarbonetos são bens do domínio público, inalienáveis e imprescritíveis da República", sustenta.

A magistrada acusa ainda Trump de humilhar os venezuelanos ao elogiar publicamente Delcy Rodríguez e lembra que "nas prisões venezuelanas continuam as torturas, os tratamentos cruéis e os abusos contra mais de 400 presos políticos".

"Na Venezuela, não haverá segurança jurídica nem estabilidade económica enquanto se mantiver este esquema de cumplicidade, proteção e autoritarismo", prevê.

Daí que, conclui a juíza: "Invocando o artigo 350.º da Constituição da República Bolivariana da Venezuela, que convoca o povo a não reconhecer qualquer regime, legislação ou autoridade que contrarie os princípios e garantias democráticos ou viole os direitos humanos, convoco a cidadania a preparar-se para a desobediência civil, organizada e pacífica, à greve nacional em massa e à paralisação pacífica da nossa indústria petrolífera".

A eventual futura candidata à presidência sustenta ainda que "apoiar incondicionalmente a mesma cúpula ditatorial que, durante 27 anos, destruiu o país [Venezuela], assassinou milhares de compatriotas e impôs o terror e a perseguição, constitui uma violação flagrante dos direitos humanos fundamentais [dos venezuelanos] e do direito inalienável das nações à liberdade".

Numa referência à líder da oposição e Prémio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, a juíza adverte que a realidade geopolítica nacional exige que fale com "absoluta franqueza" e insta-a a regressar à Venezuela.

"O regime avança e consolida-se perante o olhar complacente e inerte de um contexto internacional em que a proteção de Trump aos ditadores e os acordos entre as cúpulas demonstram que nós estamos sozinhos", afirma Mármol de León.

"Assume a tua responsabilidade e dá a cara aos venezuelanos", acrescenta num repto lançado a Corina Machado.

Já em relação a outra das principais figuras da oposição, Edmundo González Urrutia, Mármol de León sustenta que a sua última candidatura à presidência venezuelana "é um facto do passado" e que "aferrar-se a narrativas ultrapassadas enquanto o país se desmorona não é uma estratégia, é um engano à fé de todo um povo".

"O futuro da Venezuela não está numa mesa de negociações. O único caminho digno e viável para salvar a República é a formação e a instalação de uma Junta de Governo de Transição (...). Não é possível liderar uma causa desta magnitude à distância, enquanto o povo enfrenta a repressão e o desespero (...). Ou regressas imediatamente à Venezuela para liderar a luta no terreno ou renuncias definitivamente à liderança que te foi confiada", desafia igualmente.

ÍNDIA: Vladimir Putin chegou a Nova Deli para a cimeira dos BRICS... O presidente russo, Vladimir Putin, chegou a Nova Deli esta sexta-feira (hora local), para participar na cimeira dos BRICS num momento de turbulências geopolíticas globais, que vão desde o conflito no Médio Oriente à guerra na Ucrânia.

© Getty Images     LUSA   11/09/2026 

Segundo as agências de notícias russas Tass e Ria Novosti, o chefe de Estado russo, que realiza uma visita de três dias à Índia, foi recebido à chegada pelo ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros indiano, Kirti Vardhan Singh.

A Índia vai acolher no fim de semana a 18.ª cimeira dos BRICS, com a participação confirmada dos Presidentes chinês, russo, iraniano, egípcio e sul-africano, e do secretário-geral da ONU, António Guterres.

A China confirmou hoje (quinta-feira) a presença de Xi Jinping, que vai regressar à Índia após a visita realizada em 2019, num contexto de degelo nas relações entre os dois gigantes asiáticos.

A Índia e a China partilham uma longa fronteira e envolveram-se num grave confronto militar num ponto de ligação nos Himalaias em 2020, com 20 mortos do lado indiano e quatro do lado chinês.

Em 2024, os dois países mais populosos do mundo começaram a dar passos para normalizar a relação, incluindo a concessão de vistos, o comércio fronteiriço e os voos diretos.

A cimeira de Nova Deli abre a possibilidade a uma reunião bilateral de Xi com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no sábado, ainda não confirmada.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o significado de BRICS, o bloco de economias emergentes incorporou nos últimos dois anos Egito, Etiópia, Irão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia.

Dedicada ao tema "Construindo para a resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade", a cimeira vai realizar-se num contexto de tensões geopolíticas pelas guerras no Médio Oriente e na Ucrânia.

O anfitrião da cimeira, o primeiro-ministro Narendra Modi, vai realizar vários encontros bilaterais, um delas com o Presidente russo, Vladimir Putin.

O porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, disse esta semana que a reunião à porta fechada na capital indiana vai realizar-se sexta-feira.

Putin e Modi poderão abordar a possível venda à Índia de caças russos Sukhoi Su-57 e a construção de novas centrais nucleares, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

A agenda de Modi inclui um encontro com o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse à EFE uma fonte iraniana na Índia, naquele que será o segundo encontro entre ambos desde o início da guerra no Médio Oriente.

A lista de líderes confirmados inclui os Presidentes sul-africano, Cyril Ramaphosa, egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, indonésio, Prabowo Subianto, e dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

Foi também confirmada a presença de líderes de países parceiros como o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

A grande ausência será a do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que não comparecerá à cimeira devido a compromissos de agenda interna a menos de um mês das eleições presidenciais na potência sul-americana.

A representação do Brasil será chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Às deliberações do bloco juntar-se-á ainda António Guterres, que intervirá nas sessões plenárias para insistir na urgência de reformar o Conselho de Segurança e as instituições financeiras internacionais.

As principais avenidas de Nova Deli vão estar cortadas durante o fim de semana para a passagem das delegações até ao complexo de Bharat Mandapam, sede da última cimeira do G20.


Donald Trump diz que quem não votar nas intercalares "vai para o inferno"... A encerrar a convenção republicana, Donald Trump, numa derradeira tentativa de convencer os eleitores, incentivou a multidão a juntar-se a ele num compromisso de voto. Na quinta-feira, prometeu um dividendo de 5 mil dólares a cada cidadão caso os republicanos vençam as intercalares de novembro.

Por  SIC Notícias Com Lusa

O Presidente norte-americano, Donald Trump, encerrou na quinta-feira a inédita convenção intercalar em Dallas com uma advertência bem-humorada aos eleitores na plateia, de que se não votarem nas eleições de novembro irão "para o inferno".

"Vocês sabem o que acontece se não votarem? Vocês vão para o inferno. Vão para o inferno e eu não quero que isso aconteça convosco, então, por favor, vão votar", afirmou, em tom de brincadeira, tentando mobilizar a sua base eleitoral e incentivá-la ao voto nos candidatos republicanos.

Numa derradeira tentativa de convencer os eleitores, Trump incentivou a multidão a juntar-se a ele num compromisso de voto em novembro.

"Por favor, levantem as vossas mãos direitas", disse o Presidente enquanto levantava a sua.

"Eu juro lealdade ao maior Presidente da história dos Estados Unidos, que nos ama tanto que mal consegue respirar", declarou, em mais um momento descontraído no palco do 'American Airlines Center', arena no estado norte-americano do Texas.

E acrescentou ainda: "Juramos que no dia 3 de novembro vamos sair e votar. E sabem uma coisa? Se quiserem, podem votar nos democratas, mas não acho que haja uma pessoa sequer nesta sala que vá votar neles".

Na noite anterior, Donald Trump subiu pela primeira vez ao palco da convenção, causando polémica ao prometer enviar 5.000 dólares (cerca de 4.300 euros) a cada cidadão, caso os republicanos mantenham a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, sem dar mais detalhes sobre a medida.

Foi rapidamente acusado pela oposição democrata de “suborno eleitoral desesperado”, mas voltou a reiterar a promessa no discurso de encerramento da convenção.

Intercalares na 'mira'

As eleições intercalares agendadas para 3 de novembro irão renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano) e um terço do Senado.

Se os democratas recuperarem o controlo de uma das câmaras legislativas, terão o poder de bloquear a agenda de Trump e iniciar investigações à sua administração durante os dois anos que faltam do seu mandato.

Consciente de que a história e as sondagens não estão a seu favor nesta temporada eleitoral, o Comité Nacional Republicano decidiu apostar fortemente no Presidente e no vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, para impulsionar os eleitores através de uma inédita convenção antes das eleições de meio mandato.

No evento de dois dias, cerca de uma centena de oradores atacou fortemente a oposição democrata e enalteceu as políticas de Donald Trump.

"Só quero dizer que faremos a América grande novamente. Faremos com que ela seja maior do que nunca", prometeu na quinta-feira o chefe de Estado. "Estava mau. Agora está bom e em breve será melhor do que nunca", afirmou ainda, referindo-se ao estado do país.

O evento encerrou com uma chuva de balões com as cores da bandeira norte-americana, um momento que fez o Presidente sorrir.

Trump discursou na quinta-feira durante 25 minutos, cerca de uma hora e 20 minutos a menos do que na noite anterior.


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O vice-presidente norte-americano, JD Vance, retratou na quinta-feira a oposição democrata como "extremista" durante um discurso na convenção republicana e instou os eleitores conservadores a não abandonarem o apoio ao atual Governo por divergências políticas.

Portugal: Aulas começam hoje com falta de professores e proibição de smartphones... As escolas começam hoje a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos 'smartphones' até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.

© Lusa   11/09/2026 

Na véspera do arranque do ano letivo, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, reconheceu que muitos alunos vão começar as aulas sem todos os professores, em especial na Grande Lisboa e em Setúbal.

Apesar de haver ainda cerca de 2.700 horários por preencher, Fernando Alexandre garantiu que este ano letivo haverá "muito menos alunos sem aulas".

Uma das medidas para minimizar o problema e que arranca este ano letivo é a possibilidade de as escolas chamarem diariamente professores para substituir docentes em falta.

Este novo mecanismo de colocação contínua e diária de professores arranca a 18 de setembro, alguns dias antes de os alunos do ensino secundário regressaram às suas escolas.

Este ano, por causa dos problemas registados na classificação digital dos exames nacionais, o ministério decidiu dar mais uns dias aos professores para descansar, adiando por alguns dias o inicio das aulas dos alunos mais velhos.

Assim, entre hoje e a próxima terça-feira, mais de um milhão de alunos do pré-escolar e do ensino básico regressam às escolas, enquanto os estudantes dos cursos científico-humanísticos do secundário apenas começam a 21 de setembro.

Este mês de setembro começou também com a realização de uma época extraordinária dos exames nacionais para garantir que nenhum aluno era prejudicado pelo conturbado processo de classificação e divulgação das notas.

Outra das novidades deste novo ano letivo é o alargamento até ao 9.º ano da proibição do uso de 'smartphones' nos recreios, uma decisão que teve por base um estudo que mostrou que nas escolas sem telemóveis havia mais socialização e menos indisciplina.

Algumas escolas do 9.º ano já tinham aderido à proibição, mas aquelas que precisam de criar condições têm até ao final de dezembro para se prepararem para esta nova regra, que terá de ser aplicada em todas as escolas do básico a partir de janeiro de 2027.


11 SET/25 ANOS: EUA assinalam hoje os 25 anos do mais mortífero ataque terrorista no país... Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.

© Ezra Shaw/Getty Images   LUSA   11/09/2026 

Cerimónias vão decorrer nos locais atingidos pelos quatro aviões comerciais de passageiros que foram sequestrados por terroristas da rede terrorista Al-Qaida em 2001: no 'Ground Zero', em Nova Iorque, onde se encontravam as Torres Gémeas do World Trade Center, no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), nos arredores de Washington, e em Shanksville, na Pensilvânia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, marca presença nas cerimónias no Pentágono, enquanto o vice-presidente, JD Vance, estará em Nova Iorque, na zona do 'Ground Zero', como ficou conhecido o local dos ataques e onde hoje fica o museu e o memorial do 11 de Setembro. Autoridades governamentais também estarão em Shanksville, onde se despenhou um dos aviões sequestrados.

Nas Nações Unidas, em Nova Iorque, está agendado um debate no Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo e na sede da NATO, em Bruxelas, está prevista uma cerimónia com a presença dos representantes permanentes dos países da Aliança Atlântica, bem como de membros da comunidade diplomática, militar e internacional da organização.

Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.

A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.

Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que mostram, segundo o autarca democrata, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar na sequência dos ataques.

Em agosto, um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas do 11 de Setembro, começará a ser julgado a 05 de junho de 2028.


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Em nota, secretário-geral diz que atentado foi “agressão à própria humanidade” e prestou tributo às vítimas de mais de 90 países; segundo António Guterres, mundo deve renovar compromisso de construir futuro sem terrorismo.


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Vinte e cinco anos após o 11 de Setembro, George W. Bush, que na altura tinha acabado de assumir a presidência dos Estados Unidos, expõe em Dallas (Texas) cerca de quinze das suas telas inspiradas nas memórias dos ataques.



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A arena do 'American Airlines Center', sede da primeira convenção republicana intercalar da história, ficou às escuras e em silêncio na quinta-feira numa emotiva homenagem às vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Apoiantes do ex-PR Umaro Sissoco Embaló lançam campanha digital a pedir o regresso do antigo Presidente... A figura do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, voltou ao centro do debate público, dez meses após a sua saída do país na sequência dos acontecimentos de Novembro de 2025.

Por Radio Voz Do Povo  10/09/2026

Nesta quinta-feira, 10 de Setembro, um grupo de apoiantes e antigos colaboradores lançou nas redes sociais uma campanha sob o lema "Queremos USE de volta", apelando ao regresso do antigo Chefe de Estado.

A iniciativa foi desencadeada na rede social Facebook por Califa Soares Cassamá, antigo Chefe de Gabinete da Presidência da República, que convidou os seus seguidores e simpatizantes de Umaro Sissoco Embaló a alterarem a fotografia de perfil para uma imagem do ex-Presidente.

A adesão foi rápida e expressiva.

Desde Novembro de 2025, ex-presidente Umaro Sissoco Embaló mantém-se fora do país e em silêncio, sem qualquer intervenção pública sobre a evolução política nacional. Apesar disso, o seu círculo de apoio tem manifestado de forma consistente a expectativa de um eventual regresso à vida política activa.

O movimento surge num contexto político de grande relevância. Depois da realização do referendo constitucional de 30 de Agosto, que viabilizou a nova Constituição da República, a Guiné-Bissau entra agora na fase de preparação das eleições legislativas e presidenciais de 6 de Dezembro de 2026, que deverão marcar o fim do período de transição e o regresso à ordem constitucional.

Israel provoca pequeno sismo ao destruir túneis no Líbano... O exército israelita fez explodir hoje túneis situados sob uma antiga posição estratégica do Hezbollah no sul do Líbano, provocando um tremor tão potente que foi detetado pelas agências de monitorização sismológica.

© Kawnat HAJU / AFP via Getty Images   LUSA   10/09/2026 

Os jornalistas da agência France-Presse (AFP) presentes na região ouviram várias detonações. Num vídeo partilhado pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, é possível ver uma enorme bola de fogo a subir em direção ao céu durante a noite.

"O exército israelita destruiu hoje a infraestrutura subterrânea da organização terrorista Hezbollah na crista de Ali Taher, concluindo assim o estabelecimento da zona de segurança no sul do Líbano", referiram o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e Katz em comunicado.

"Trata-se de uma infraestrutura terrorista estratégica construída ao longo de duas décadas, com financiamento e planeamento iranianos", acrescentaram.

A explosão foi de tal forma potente que a agência norte-americana de sismologia (USGS, na sigla em inglês), referência mundial na deteção de sismos, registou um tremor de magnitude 4,1 ocorrido às 19:00 (hora de Lisboa) na região de Nabatiyeh, onde se situa a crista de Ali Taher.

Este tremor, equivalente a um pequeno sismo, foi sentido por muitos habitantes do sul do Líbano.

No Líbano, a Agência Nacional de Informação (ANI, oficial) reportou uma operação de detonação executada pelas forças israelitas no setor de Ali al-Taher.

O exército israelita tinha anunciado, na semana passada, a tomada desta zona, situada a norte do rio Litani e situada na orla da zona ocupada por Israel no sul do Líbano.

Israel afirma que o Hezbollah tinha escavado túneis neste setor, permitindo-lhe lançar drones e mísseis contra posições militares israelitas no sul do Líbano, bem como contra o norte de Israel, do outro lado da fronteira.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional em março, em solidariedade com o Irão, mas a violência diminuiu de intensidade após o entendimento entre o Irão e os Estados Unidos em junho, em paralelo com um acordo entre o Líbano e Israel.

Durante as negociações entre o Líbano e Israel, os Estados Unidos, mediadores das conversações, propuseram que o exército libanês assumisse o controlo da cordilheira de Ali Taher, mas o Hezbollah recusou, segundo adiantou à AFP uma fonte próxima dos negociadores.


Ataques russos fazem pelo menos sete mortos e mais de 70 feridos no leste da Ucrânia... O Exército russo lançou uma vaga de ataques contra diferentes pontos do leste da Ucrânia. Duas crianças estão entre as vítimas mortais, revela o governador militar da região

Por expresso.pt/Agência Lusa  10/09/2026 

Pelo menos sete pessoas morreram e 76 ficaram feridas em ataques realizados esta quinta-feira pelo Exército russo contra diferentes pontos do leste da Ucrânia, segundo o mais recente balanço das autoridades.

O governador militar da região, Oleksandre Ganja, confirmou nas suas redes sociais o balanço que inclui cinco vítimas mortais e 67 feridos, entre estes duas crianças com menos de quatro anos e outra de onze, após um ataque russo à cidade de Pavlograd.

Antes, o ministro do Interior ucraniano, Ivan Vygivsky, tinha referido numa mensagem publicada na plataforma Telegram que os russos atacaram um centro comercial situado no centro da cidade de Pavlograd "em plena luz do dia, numa altura em que as ruas estavam cheias de gente".

No primeiro balanço provisório do ataque, foram reportados três mortos e 34 feridos pelo Ministério Público ucraniano e o governador da região.

Em Dnipro, capital da região, duas pessoas morreram na sequência de um bombardeamento a uma fábrica de óleo de girassol pertencente à multinacional norte-americana Bunge.

O ataque já tinha sido noticiado horas antes pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.

Como resultado deste ataque, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de seis anos e uma mulher de 24, que está hospitalizada em estado "moderado", segundo indicou Oleksandre Ganja.

Foram também registados ataques contra várias instalações em Nikopol, município próximo de Zaporijia, deixando pelo menos um ferido, bem como em Synelnykove e em Kamianske.

A Rússia e a Ucrânia estão envolvidas numa escalada de ataques de longo alcance, que visam cada vez mais frequentemente alvos civis, tais como fábricas, refinarias, armazéns, infraestruturas portuárias e navios.

Estes ataques estão a causar um número crescente de vítimas civis.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana, citado pelo meio de comunicação norte-americano Axios, que o homólogo russo, Vladimir Putin, tinha sinalizado a Washington estar disposto a iniciar negociações com vista a uma "desescalada" no inverno, o que poderia traduzir-se numa suspensão, por ambas as partes, dos bombardeamentos em setores estratégicos.

Zelensky afirmou contar com o reinício, já em setembro, das negociações entre Moscovo, Kiev e Washington para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.

Por seu lado, o Kremlin (presidência russa) anunciou que "não exclui" o reinício das negociações tripartidas, mas considerou ser ainda "demasiado cedo para falar de locais e datas" para eventuais reuniões.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).