terça-feira, 26 de maio de 2026

Guiné-Bissau: Remodelação governamental leva à exoneração e nomeação de ministros

Por  CAP-GB 

Bissau, 26 de maio de 2026 - O Presidente de Transição  Horta Inta-a, procedeu esta terça-feira a uma remodelação governamental, através dos Decretos Presidenciais n.º 13/2026 e 14/2026, que determinam exonerações e novas nomeações no Executivo de Transição.

De acordo com a Nota Informativa n.º 10, o Chefe de Estado exonerou das suas funções o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira; o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira; o ministro do Ambiente e Ação Climática, Idrissa Embaló; e a secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau.

Segundo o documento oficial, a decisão surge “em resposta à necessidade de ajustar a composição do atual Governo para reforçar a ação do Executivo”, face à atual conjuntura interna e internacional.

Na sequência desta decisão, a Presidência da República divulgou igualmente a Nota Informativa n.º 11, através da qual foram anunciadas novas nomeações governamentais.

Entre as mudanças, Fatumata Jau foi nomeada ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, enquanto João Bernardo Vieira passa a assumir a pasta da Justiça e dos Direitos Humanos. Carlos Pinto Pereira foi indicado para o cargo de ministro do Ambiente e Ação Climática.

O decreto presidencial nomeia ainda Justino Vieira como novo secretário de Estado do Tesouro.

Os dois decretos entram imediatamente em vigor, conforme determinado pela Presidência da República.

DESPACHO N*25/MTTED/2026 DESPACHO N*26/MTTED/2026 Guiné Renovado 26/05/2026


@Guiné Renovado

China quer saber se reprodução humana é possível no Espaço: E tem plano... Foram enviados embriões artificiais para o Espaço de forma a perceber se a falta de gravidade pode ser um obstáculo para o desenvolvimento humano. A experiência terá uma duração de cinco dias.

© iStock   noticiasaominuto.com  26/05/2026 

A China aproveitou a mais recente missão enviada para a estação espacial Tiangong para perceber se a reprodução humana no Espaço é algo viável, conta o South China Morning Post.

A bordo da missão Tianzhou-10 seguiram também embriões artificiais, com os cientistas responsáveis pela experiência a quererem perceber até que ponto é que a falta de gravidade poderá impactar o desenvolvimento de embriões.

Naturalmente, o objetivo é antecipar potenciais obstáculos ao estabelecimento de colónias de seres humanos no Espaço. Caso se verifique que a ausência de gravidade poderá impactar o nascimento de crianças, é provável que sejam tomadas medidas acrescidas e construídas instalações que possibilitem a reprodução humana fora da Terra.

“Poderemos usar certas tecnologias para mitigar o impacto”, admitiu o líder do projeto, Yu Leqian. “Esta é a nossa primeira tentativa de dar resposta [às questões]: Podem os seres humanos sobreviver e reproduzirem-se no Espaço? Espero que a resposta seja sim”.

Sobre os embriões artificiais propriamente ditos, Yu afirma que são compostos por “células estaminais humanas” e que não é um embrião real.

“Este não é um embrião humano real e não tem a capacidade de se desenvolver para um indivíduo”, explica Yu. “No entanto, pode servir de modelo para estudar o desenvolvimento humano inicial”.

Sabe-se que os embriões passarão por um processo de desenvolvimento que irá decorrer ao longo de cinco dias e, assim que for completado este passo, serão congelados e enviados para a Terra de forma a serem analisados.


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A China lançou hoje a nave Shenzhou-23 em direção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030.

BÉLGICA: Vários mortos em acidente entre comboio e minibus escolar na Bélgica... O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível.

Por RTP

A colisão aconteceu na cidade belga de Buggenhout, na manhã desta terça-feira. 

Várias pessoas morreram, confirmou entretanto o ministro do Interior, Bernard Quintin.

"É com profunda tristeza que tomei conhecimento do trágico acidente em Buggenhout. Os meus pensamentos estão com as vítimas e as suas famílias. Desejo muita força aos feridos", escreveu na rede social X.

O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível, precisou à AFP Frédéric Sacré, porta-voz da Infrabel, empresa responsável pela gestão da rede ferroviária belga.

"Aconteceu por volta das 8h08. Um minibus foi colhido por um comboio que deveria parar na estação seguinte, a cerca de um quilómetro de distância", afirmou ainda.

"O impacto foi extremamente violento", acrescentou, descrevendo a situação como "dramática".

As autoridades ainda não fizeram um balanço oficial do número de vítimas. Sabe-se, no entanto, que várias pessoas morreram. 

Segundo a RTL, entre as vítimas mortais estão dois adolescentes, o condutor do autocarro e um acompanhante. 

EUA: Donald Trump regressa ao hospital pela 3.ª vez. Casa Branca esconde algo?... Donald Trump regressa esta semana ao hospital. Médicos levantam dúvidas sobre o seu estado de saúde e acreditam que a Casa Branca está a omitir o verdadeiro estado de saúde do presidente dos EUA.

© Getty Images/MANDEL NGAN / AFP     Por  Notícias ao Minuto  26/05/2026 

Donald Trump tem de se deslocar ao hospital pela terceira vez em 13 meses, uma frequência que está a suscitar alarme entre médicos - que já questionam se o presidente, de 79 anos, estará bem para ocupar o cargo que exerce.

Segundo o Washington Post, Trump tem consulta marcada para esta terça-feira no Walter Reed Medical Center. Antes disto, já tinha ido ao hospital em abril de 2025 e, depois, em outubro desse mesmo ano.

A Casa Branca tem repetidamente afirmado que o presidente está bem de saúde e que se tratam de consultas de rotina. Num relatório assinado por um médico da Casa Branca, escreve-se inclusive que Trump “continua com saúde excepcional”.

Embora este continue a alegar que está em ótima forma física, facto é que é, atualmente, alvo das mesmas perguntas que atormentavam o mandado de Joe Biden, nomeadamente se está mental e fisicamente apto para desempenhar as funções de chefe de Estado.

Recorde-se que nos últimos meses já se levantaram questões sobre nódoas negras persistentes nas mãos de Trump, as suas pernas inchadas ou período de sonolências. Para muitos, existe um problema de sinceridade por parte da Casa Branca que se mostra sucessivamente incapaz de admitir que os chefes de Estados, acima dos 70 anos, não apresentam quaisquer problemas de saúde.

“Esta Casa Branca parece simplesmente não querer reconhecer nenhum problema de saúde, mas pessoas idosas desenvolvem problemas médicos, e o presidente tem quase 80 anos”, afirma Jonathan Reiner, cardiologista de longa data do ex-vice-presidente Dick Cheney. "Parece haver uma falta de sinceridade por parte da Casa Branca", diz ao Washington Post.

Note-se que a Casa Branca tem médicos disponíveis 24 horas, sete dias por semana, pelo que a deslocação de Trump ao hospital leva a crer que estará a realizar exames mais específicos, que podem indicar uma situação de saúde mais complexa.

Nódoas negras e feridas

Em janeiro, por exemplo, notava.se que há cerca de um ano que o presidente dos Estados Unidos tem vindo a ser fotografado com hematomas, nomeadamente nas mãos. A situação, que já tentou disfarçar com maquilhagem, levantou questões sobre a sua saúde, que o próprio diz estar "perfeita."

"O presidente Trump tem hematomas na sua mão porque está constantemente a trabalhar e a apertar mãos todos os dias", chegou a alegar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, aquando da visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

Já em março, Trump voltou a aparecer com uma condição física que levantou questões sobre a sua saúde. Desta vez, surgiu com uma erupção cutânea no lado direito do pescoço. O seu médico pessoal alegou que a irritação era uma consequência de um novo creme que Trump começou a usar.

Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, que tomou posse em janeiro de 2025, tornou-se no presidente mais velho a assumir o cargo dos EUA.

Fadiga muscular? "Alimentação adequada pode acelerar este processo"... A nutricionista Patrícia Gabriel assina este artigo sobre os alimentos que ajudam a recuperar da fadiga muscular. "Alimentação influencia diretamente a reparação muscular, a reposição de energia e a redução da fadiga", revela a especialista.

© Holon Patrícia Gabriel é nutricionista e assina este artigo de opinião   Por Notícias ao Minuto  26/05/2026 

A recuperação após o exercício é uma etapa fundamental para a adaptação ao treino. Para além do descanso, a alimentação influencia diretamente a reparação muscular, a reposição de energia e a redução da fadiga. 

A fadiga muscular manifesta-se pela diminuição da força e pela dificuldade em manter o esforço. Durante o exercício intenso, ocorrem microlesões nas fibras musculares, redução das reservas de glicogénio (a principal fonte de energia do músculo) e aumento do stress oxidativo. A resposta inflamatória que se segue pode traduzir-se em dor e rigidez muscular nos dias seguintes. 

Uma alimentação adequada pode ajudar a acelerar este processo e a otimizar a recuperação, através da aplicação dos 3 R’s da recuperação: Reparar, Repor e Reidratar. 

Reparar: implica garantir proteína de qualidade para apoiar a reparação e reconstrução das fibras musculares. Ovos, leite, iogurte grego, skyr, queijo fresco magro, peito de frango, peixe e outras carnes magras. Em algumas situações, os suplementos de proteína whey podem ser utilizados como estratégia prática no pós-treino, especialmente quando não é possível realizar uma refeição completa; 

Repor: significa restaurar as reservas de glicogénio utilizadas durante o exercício. Para isso, os hidratos de carbono são fundamentais. Arroz, massa, batata, pão, aveia e fruta são opções práticas e eficazes. Quando combinados com proteína, favorecem uma recuperação mais rápida e eficiente; 

Reidratar: é igualmente essencial. A perda de líquidos e eletrólitos pelo suor pode comprometer a função muscular e atrasar a recuperação. Água, bebidas isotónicas em treinos mais prolongados, fruta rica em potássio e lacticínios podem ajudar a repor líquidos e minerais importantes. 

Para além dos 3 R’s da recuperação, alguns compostos bioativos podem também desempenhar um papel interessante no apoio nutricional à recuperação muscular: 

Os nitratos presentes na beterraba, rúcula e espinafres, podem favorecer o fluxo sanguíneo e a oxigenação muscular; 

Os antioxidantes, encontrados em alimentos como frutos vermelhos, kiwi, citrinos, tomate e vegetais de folha verde, ajudam a modular o stress oxidativo associado ao exercício; 

Ácidos gordos ómega-3, disponíveis em peixes gordos como sardinha, cavala e salmão, podem contribuir para a modulação da inflamação e apoiar a recuperação muscular. 

Na prática, boas opções após o treino incluem banana com iogurte proteico, smoothie de frutos vermelhos com whey, iogurte baixo em gordura com fruta e frutos secos ou granola, ou pão com frango, queijo magro ou ovo. 

Mais do que um alimento isolado, a recuperação muscular depende de uma alimentação equilibrada ao longo do dia, ajustada ao tipo de treino, intensidade, objetivo e tolerância individual. Comer bem também é recuperar melhor.

Guerra leva a multiplicação de incidentes de violência em escolas russas... Especialistas consideraram à agência AFP que a multiplicação de episódios de violência em escolas na Rússia pode ser explicada pelo ambiente militarizado ligado à guerra na Ucrânia.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA   26/05/2026 

Num incidente descrito pela France Presse, quando uma professora tentou acordar em sala de aula um aluno adormecido, este murmurou "vais arrepender-te", antes de a agredir.

No final da aula, o adolescente de 16 anos encostou um bisturi médico ao pescoço da docente, provocando-lhe ferimentos e dizendo: "da próxima vez esfaqueio-te", relatou à AFP a professora de uma escola no noroeste da Rússia, sob anonimato.

Desde o início do ano já foram registados 14 ataques, contra 15 em todo o ano de 2025.

Quase metade dos incidentes ocorridos nos últimos 25 anos sucedeu após o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo o jornal independente Novaïa Gazeta.

Alguns dos casos relatados envolvem um adolescente que disparou uma pistola de ar comprimido contra uma escola primária na região de Krasnodar; um professor foi morto à facada; uma jovem incendiou uma sala de aula antes de atacar colegas com um martelo na Sibéria.

De acordo com o ministério russo do Interior, "na maioria dos casos, os adolescentes agiram sob influência negativa de terceiros e do espaço informacional".

Já especialistas independentes apontam o clima de assédio e o desejo de vingança como principais motivos, agravados pelas consequências da ofensiva russa contra a Ucrânia.

Alguns jovens vestiram fardas militares antes de cometer ataques. "É um sinal de que a guerra penetra cada vez mais nas mentes das crianças", afirmou Iuri Lapchin, antigo responsável por um serviço psicológico escolar em Moscovo, atualmente exilado em França.

As autoridades russas introduzem a ofensiva militar na vida escolar através de grupos juvenis patrióticos, palestras de veteranos e atividades militaristas.

"Nenhum vírus no mundo se espalha tão rápido como o da violência", alerta Olga Jouravskaïa, que angaria fundos para o projeto antiassédio Travli NET.

A professora agredida com o bisturi tinha pedido formação após ataques em três escolas numa semana, sem sucesso.

O aluno aceitou abandonar o estabelecimento e a direção pediu-lhe para não denunciar o caso à polícia. Foram instaladas câmaras e detetores de metais, mas colegas aconselharam-na a não criar problemas para manter o posto.

A resposta das escolas é também desigual. Em algumas escolas foram realizados exercícios antiterroristas, incluindo cenários de ataques com drones, explosivos e agressores armados, enquanto alunos e professores foram instruídos para se barricar nas salas, debaixo das mesas, ou se escondem-se em cantos.

Lapchin considera esta abordagem questionável, defendendo, em contrapartida, a necessidade de identificação de estudantes isolados ou em sofrimento.

Vários docentes admitiram à AFP sentir medo. Uma professora de História na Sibéria, por exemplo, apontou a crescente agressividade nos alunos, numa região de onde muitos homens partiram para combater na Ucrânia.

Um professor de Física na região de Moscovo, entretanto, disse que alguns colegas evitam dar más notas por receio de represálias. "E se ele voltar com uma arma?", questionaram.

A professora agredida, por exemplo, teme que o ex-aluno a espere fora da escola. A polícia não considera os factos suficientes para abrir investigação criminal.


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Os Estados Unidos continuam disponíveis para se assumir como mediadores no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, declarou hoje o secretário de Estado Marco Rubio, após uma ofensiva russa massiva contra Kyiv.

Forças norte-americanas lançam "ataques em legítima defesa" no Irão... As forças norte-americanas realizaram esta segunda-feira "ataques em legítima defesa" no sul do Irão, dirigidos contra bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas, informaram meios de comunicação norte-americanos, citando fontes militares.

© Getty Images/ AFP   POR LUSA   26/05/2026 

Timothy Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), disse à Fox News que o ataque ocorreu em "legítima defesa" para proteger as tropas norte-americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas. 

"Entre os alvos estavam locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam colocar minas", acrescentou o porta-voz.

Além disso, as forças responderam ao que parecia ser uma posição de mísseis que tinha como alvo aviões de combate norte-americanos, de acordo com uma fonte da Administração do Presidente Donald Trump citada pela mesma estação de televisão.

Donald Trump autorizou previamente as forças norte-americanas a responder às provocações iranianas em torno do Estreito de Ormuz.

Hawkins sublinhou que o Centcom "continua a defender" as forças norte-americanas aí presentes, "ao mesmo tempo que exerce contenção" durante o cessar-fogo em vigor.

Os ataques nas imediações do Estreito de Ormuz ocorrem precisamente quando os Estados Unidos e o Irão intensificaram, nos últimos dias, os contactos e estão a ultimar os detalhes de um acordo que pode permitir pôr fim à guerra.

A Casa Branca está confiante de que o acordo possa ser concluído nos próximos dias, embora Teerão tenha afirmado esta segunda-feira que a assinatura não é iminente.

Segundo informações divulgadas à imprensa, o acordo incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções ao Irão, mas deixará a questão nuclear para uma fase posterior, o que suscitou críticas de vários senadores republicanos aliados de Trump

O Presidente norte-americano tentou na segunda-feira acalmar as preocupações e afirmou que o Irão "nunca obterá" uma arma nuclear. Mais tarde, insistiu através de um mensagem publicada na rede social Truth Social, que lhe pertence, que as reservas de urânio enriquecido do Irão serão entregues aos Estados Unidos para serem destruídas.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu esta segunda-feira que o urânio enriquecido na posse do Irão deve ser destruído dentro na República Islâmica ou, caso tal não seja possível, entregue aos Estados Unidos para ter o mesmo fim.

Mais de 35.000 habitantes de Belgorod ficam sem luz e água após ataques... Mais de 35.000 habitantes da cidade russa de Bélgorod ficaram hoje sem eletricidade e água devido aos ataques da artilharia ucraniana, informaram as autoridades locais.

Por LUSA 

"Como resultado dos ataques com mísseis ocorridos hoje em Bélgorod (...) mais de 35.000 residentes ficaram sem eletricidade nem água", escreveu nas redes sociais o governador interino da região, Alexandr Shuváev.

O mesmo responsável assegurou que as autoridades estão a tentar mitigar as consequências dos ataques, mas avisou que os cortes de abastecimento de eletricidade podem durar 24 horas.

Antes, a Administração da região de Bélgorod, fronteiriça com a Ucrânia, já tinha informado da morte de duas pessoas na noite passada devido aos ataques inimigos com drones e mísseis.

O Governo russo instou hoje os cidadãos estrangeiros residentes em Kiev, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonarem a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos para responder ao ataque ucraniano de sexta-feira contra uma residência estudantil.

"Os ataques terão como alvo centros de decisão" e "empresas do complexo militar e industrial" em Kiev, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, sem especificar qualquer data ou hora.

Segundo o ministério russo, a campanha visa responder ao "ataque sangrento" a uma residência de estudantes da região ocupada de Lugansk, realizado na madrugada de sexta-feira, e do qual resultaram 21 mortos e pelo menos 42 feridos.

Este alerta surge um dia depois de um grande ataque russo contra a Ucrânia, para o qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.

O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kiev como alvo principal.

Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.

O ataque, que foi criticado por várias organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal, atingiu uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, instou hoje os Estados Unidos a evacuarem a sua embaixada em Kyiv durante uma conversa telefónica com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, anunciou o Governo russo.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Putin promulga lei para defender cidadãos russos no estrangeiro... O presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou hoje uma lei que autoriza a utilização das forças armadas no estrangeiro para proteger cidadãos russos que enfrentam processos judiciais.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images     Por LUSA   25/05/2026 

Alei, que já tinha sido aprovada pelas duas câmaras do parlamento, foi publicada no portal oficial.

O novo quadro legal contempla "a eventual utilização extraterritorial, por decisão do Presidente da Federação Russa, de unidades das Forças Armadas para a defesa de cidadãos russos".

O documento permite a Moscovo intervir militarmente em países terceiros que ameacem a liberdade dos cidadãos russos através de processos judiciais, prisões ou detenções sem a participação da Rússia e cuja decisão não se baseie num tratado internacional ou numa resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A lei entrará em vigor 10 dias após a sua publicação oficial.

Anteriormente, Andrei Klishas, ????presidente da Comissão de Legislação Constitucional do Senado, defendeu que a medida é preventiva e irá melhorar a posição internacional da Rússia, além de proteger os seus cidadãos.

Andrei Kartapolov, líder da comissão de defesa da Duma (câmara baixa), referiu pelo seu lado que a alteração legislativa evitará situações como a do arqueólogo russo Alexander Butyagin, detido na Polónia a pedido de Kiev por realizar escavações na Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, que considera ilegais.

Em abril de 2023, as autoridades de Moscovo introduziram uma alteração à Lei Federal de Segurança, que permite ao chefe de Estado "tomar medidas para a defesa da Rússia e dos seus cidadãos no caso de organizações estrangeiras e internacionais tomarem medidas ou adotarem ações que contrariem os interesses da Federação Russa".

A alteração anterior não especificava os meios que o líder do Kremlin poderia utilizar para cumprir a lei, uma situação que está claramente definida nesta nova lei.

Segundo alguns especialistas, a nova legislação poder servir para proteger, através da Marinha, os navios da chamada "frota fantasma" que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Vários meios de comunicação social compararam a nova lei às medidas usadas nos Estados Unidos, que protegem os militares e as autoridades norte-americanas das ações do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Vários dirigentes russos, incluindo Vladimir Putin, e altas patentes militares são procurados pelo TPI por crimes relacionados com a guerra na Ucrânia.


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O Ministério do Interior russo adicionou quase 74.000 pessoas à sua lista de fugitivos nos primeiros três meses do ano, o número mais elevado desde 2012, indicaram hoje meios de comunicação da oposição, com base em dados oficiais.

DIA DE ÁFRICA: Líderes africanos celebram Dia de África com pedidos de reforma na ONU... Líderes africanos reunidos em Brazzaville celebraram hoje o 63.º Dia de África, reforçando a soberania do continente e com pedidos para ter maior peso no mundo e para reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

© Lusa   25/05/2026 

Na capital da República do Congo, Brazzaville, que recebe esta semana mais de 3.000 pessoas dos 81 países membros, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais para o encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), celebrou-se o Dia de África com vários apelos à soberania e à emancipação política e económica do continente.

Num discurso do presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, lido pela vice-presidente Malika Haddadi, frisou-se que "a África continua a defender a criação de um sistema multilateral justo, com a reforma do Conselho de Segurança da ONU para mitigar a injustiça do continente."

"O desenvolvimento de África implica muito mais do que apoio financeiro, mas também confiança na capacidade do continente", frisou.

Na mesma linha, o Presidente do Burundi sublinhou que este dia reflete "a legitimidade das aspirações de África a uma governação internacional mais inclusiva, nomeadamente através de uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

O objetivo é que se "corrija a injustiça histórica feita ao nosso continente e garanta a África uma representação justa e permanente, que reflita o seu peso demográfico, político e estratégico", defendeu.

Por outro lado, o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sidi Ould Tah, pediu "mais integração e reforçou das instituições" africanas, numa altura de "fragmentação".

O Dia de África assinala a fundação da Organização para a Unidade Africana (OUA) em 25 de maio de 1963, na capital etíope, criada sob a inspiração do pan-africanismo, uma corrente empenhada na união política dos povos africanos e da sua diáspora para romper com o legado económico da era colonial.

A OUA foi substituída em 2002 pela atual União Africana, composta por 54 Estados soberanos e pela República Árabe Saarauí Democrática.

Lideres africanos reúnem-se esta semana para no encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD.

Representantes dos 81 países membros, incluindo chefes de Estado, ministros das Finanças, ministros do Planeamento e governadores de bancos centrais, entre os quais vários líderes de países africanos lusófonos, vão analisar os progressos alcançados ao longo do último ano e os grandes desafios que se avizinham.

O lema das reuniões deste ano é "Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento de África em Grande Escala num Mundo Fragmentado" e no qual, até sexta-feira, a capital da República do Congo, Brazzaville, torna-se o centro politico e financeiro de África acolhendo mais de 3.000 mil pessoas de 81 delegações.


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Um casal foi encontrado morto com várias facadas no rio Limpopo, conhecido pelos crocodilos, no interior do Parque Nacional Kruger, na África do Sul. As autoridades suspeitam que Ernst e Dina tenham sido assassinados por caçadores furtivos.


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Ahmadou Al Aminou Lo nomeado primeiro-ministro do Senegal após afastamento de Sonko

Por angola24horas.com  25 Mai 2026 

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, nomeou Ahmadou Al Aminou Mohamed Lo como novo primeiro-ministro do país, três dias depois da destituição de Ousmane Sonko, figura central da atual maioria governamental e antigo aliado político do chefe de Estado.

A nomeação foi anunciada na noite de segunda-feira, 25 de maio de 2026, através de um decreto presidencial lido na televisão pública senegalesa. Economista de 60 anos, Ahmadou Al Aminou Lo era membro do executivo desde abril de 2024 e desempenhava funções governativas desde a chegada de Bassirou Diomaye Faye ao poder.

Especialista em macroeconomia, regulação bancária, mercados financeiros e finanças islâmicas, o novo chefe do Governo construiu grande parte da sua carreira no Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), instituição monetária que reúne vários países da região.

Antes da sua nomeação como primeiro-ministro, Ahmadou Al Aminou Lo exerceu o cargo de secretário-geral no primeiro Governo formado por Bassirou Diomaye Faye, sendo posteriormente promovido a ministro.

A escolha de Lo representa o mais recente episódio da turbulência política que marcou os últimos dias no Senegal. A 22 de maio, o Presidente Faye exonerou Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro, numa decisão que expôs o agravamento das tensões entre os dois dirigentes, outrora aliados próximos no projecto político que levou a atual liderança ao poder.

Ousmane Sonko foi considerado durante anos mentor político de Bassirou Diomaye Faye, tendo desempenhado um papel decisivo na ascensão eleitoral do atual Presidente. Contudo, as relações entre ambos deterioraram-se progressivamente nos últimos meses, alimentando especulações sobre divergências estratégicas no seio do poder senegalês.

A nomeação de Ahmadou Al Aminou Lo é vista como uma tentativa de estabilização institucional e de reforço da componente tecnocrática do executivo, num momento em que o Senegal enfrenta desafios económicos e pressões políticas internas após a mudança de liderança no Governo.

SINJOTECS CELEBRA 21 ANOS E APELA À ÉTICA NO EXERCÍCIO DO JORNALISMO

Rádio Sol Mansi    25 05 2026 

A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social da Guiné-Bissau (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, apelou aos profissionais da comunicação social para exercerem as suas funções com ética e responsabilidade, colocando a sociedade no centro do trabalho jornalístico.

A responsável falava esta segunda-feira durante a cerimónia de celebração dos 21 anos da criação do SINJOTECS, um evento que reuniu jornalistas, técnicos da comunicação social e representantes de organizações de defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Na ocasião, Indira Correia Baldé destacou a necessidade dos profissionais da comunicação social observarem os princípios basilares da profissão, defendendo um jornalismo responsável, ético e comprometido com a verdade.

Segundo a presidente do sindicato, os técnicos da comunicação social devem continuar a trabalhar para a valorização e afirmação da profissão no país, sobretudo num contexto marcado por vários desafios no setor.

Também presente no ato, o Coordenador Nacional da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Vitorino Indeque, reconheceu que não é fácil exercer o jornalismo num momento em que a integridade física de jornalistas é colocada em causa devido à divulgação de factos reais. Ainda assim, considerou o jornalismo uma das profissões mais importantes da sociedade guineense.

As comemorações dos 21 anos do SINJOTECS ficaram marcadas por uma conferência subordinada ao tema “Promoção do Desenvolvimento Profissional do Jornalismo, Democracia, Direitos Humanos e Estado de Direito na Guiné-Bissau”. 

Durante o encontro, Indira Correia Baldé informou ainda que estão em curso diligências para a realização do próximo congresso da organização sindical.

O Governo da Guiné-Bissau anunciou um conjunto de medidas urgentes de prevenção, fiscalização e protecção civil na sequência do grave incêndio ocorrido no Mercado de Caracol, em Bissau, tendo igualmente decidido a demissão do Presidente da Câmaran Municipal de Bissau por alegadas falhas graves de fiscalização e gestão urbana.

© Radio TV Bantaba   25/05/2026 

GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS URGENTES APÓS INCÊNDIO NO MERCADO DE CARACOL E DEMITE PRESIDENTE DA CÂMARA de Bissau

O Governo da Guiné-Bissau anunciou um conjunto de medidas urgentes de prevenção, fiscalização e protecção civil na sequência do grave incêndio ocorrido no Mercado de Caracol, em Bissau, tendo igualmente decidido a demissão do Presidente da Câmaran Municipal de Bissau por alegadas falhas graves de fiscalização e gestão urbana.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de emergência convocada por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, com membros do Governo, conselheiros e responsáveis sectoriais, destinada a analisar as causas do sinistro, avaliar a resposta institucional e definir medidas imediatas para evitar novas tragédias.

Segundo o Chefe do Governo, o incêndio revelou “fragilidades estruturais extremamente preocupantes” ao nível da prevenção, fiscalização, gestão urbana, instalações eléctricas e capacidade operacional do Estado perante situações de emergência.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro recordou que, após o incêndio anteriormente registado em Bafatá, o Executivo já havia determinado a realização de inspecções técnicas aos mercados, fiscalização das instalações eléctricas, combate às ligações clandestinas e adopção de medidas preventivas contra incêndios. Contudo, sublinhou que os acontecimentos no Mercado de Caracol demonstram que muitas dessas orientações não foram executadas ou revelaram-se insuficientes.

Ligações clandestinas e falhas graves de fiscalização

Entre as principais constatações feitas durante o encontro, destacou-se a persistência de ligações clandestinas à rede eléctrica pública, comércio ilegal de energia e instalações improvisadas consideradas altamente perigosas.

O Primeiro-Ministro determinou às autoridades competentes a detenção dos indivíduos identificados na comercialização ilegal de energia eléctrica à margem da EAGB.

Por sua vez, o Ministro do Interior reconheceu limitações sérias na capacidade operacional dos Bombeiros de Bissau, nomeadamente insuficiência de equipamentos e meios de intervenção. Apesar disso, foi elogiada a rápida intervenção da ASECNA, considerada decisiva para limitar a propagação do incêndio.

O Ministro da Energia informou igualmente que o Ministério se encontra em processo de reorganização institucional, admitindo que não existia anteriormente um verdadeiro departamento funcional de fiscalização e inspecção.

Já o Ministro da Administração Territorial reconheceu dificuldades graves na gestão dos mercados, ausência de controlo efectivo nos espaços comerciais e elevada responsabilidade da Câmara Municipal de Bissau na situação verificada.

Primeiro-Ministro responsabiliza Câmara Municipal de Bissau.Durante a reunião, o Chefe do Governo foi particularmente crítico em relação à actuação da Câmara Municipal de Bissau, afirmando que:

“90% do que aconteceu no incêndio de Caracol é culpa da Câmara Municipal de Bissau.”

O Primeiro-Ministro considerou ainda que o incumprimento das orientações anteriormente emitidas pelo Governo configura desobediência institucional, negligência grave e ausência de responsabilidade administrativa.

Na sequência da avaliação efectuada, foi anunciada a demissão imediata do Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

Governo lança Plano Nacional de Prevenção de Incêndios

Entre as medidas decididas, destaca-se a elaboração, no prazo máximo de 30 dias, de um Plano Nacional de Prevenção e Resposta a Incêndios nos Mercados Urbanos.

O plano deverá incluir:

  • auditorias eléctricas;
  • identificação de zonas de risco;
  • criação de corredores de emergência;
  • instalação de equipamentos básicos de combate a incêndios;
  • formação de comerciantes;
  • reforço da fiscalização preventiva;
  • e planos de evacuação.

O Governo decidiu igualmente lançar uma operação nacional conjunta envolvendo a EAGB, Bombeiros, Protecção Civil, Ministério do Interior, autoridades municipais e serviços técnicos competentes para detectar ligações clandestinas, remover instalações perigosas e fiscalizar mercados considerados de risco.

Apoio aos comerciantes afectados e preparação da época das chuvas

O Executivo determinou ainda que o Ministério do Comércio e Indústria trabalhe com os comerciantes para promover mecanismos progressivos de seguro das mercadorias e incentivar uma cultura de protecção patrimonial.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, em articulação com a CCIAS e o sector bancário, deverá estudar linhas de financiamento concessionais para apoiar os comerciantes afectados e facilitar a recuperação das actividades económicas.

O Primeiro-Ministro anunciou igualmente apoio social às populações afectadas por incêndios em diferentes tabancas do país, através de verbas desbloqueadas para o Ministério da Mulher.

Face à aproximação da época das chuvas, o Governo ordenou também aceleração imediata das operações de limpeza de drenagens, recolha de lixo, desobstrução de canais, identificação de zonas de risco e reforço operacional da Protecção Civil.

“Chegou o momento de introduzir ordem”

Na conclusão da reunião, o Chefe do Governo afirmou que os acontecimentos recentes demonstram a fragilidade estrutural do Estado, os défices graves de fiscalização e a ausência de cultura preventiva.

O Primeiro-Ministro alertou ainda que um eventual incêndio de grandes proporções no Mercado de Bandim poderia ter consequências humanas, sociais e económicas extremamente graves para o país.

“Chegou o momento de introduzir ordem, fiscalização séria e responsabilidade efectiva na gestão dos nossos espaços urbanos e comerciais”, declarou.

O Governo defende agora uma profunda reforma dos mecanismos de prevenção, fiscalização e protecção civil, considerando o incêndio do Mercado de Caracol um ponto de viragem para a construção de uma nova cultura de responsabilidade, segurança pública e autoridade do Estado na Guiné-Bissau.

Rússia avisa estrangeiros para saírem de Kyiv devido a novos ataques... O Governo russo instou hoje os cidadãos estrangeiros residentes em Kyiv, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonar a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos para responder ao ataque de sexta-feira contra uma residência estudantil.

© Lusa   25/05/2026 

"Os ataques terão como alvo centros de decisão" e "empresas do complexo militar-industrial" em Kyiv, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, sem especificar qualquer data ou hora.

Segundo o ministério russo, a campanha visa responder ao "ataque sangrento" a uma residência de estudantes da região ocupada de Lugansk, realizado na madrugada de sexta-feira, e do qual resultaram 21 mortos e pelo menos 42 feridos.

O ministério aconselhou ainda os residentes de Kiev a "não se aproximarem das infraestruturas militares e administrativas da cidade".

O alerta surge um dia depois de um grande ataque russo contra a Ucrânia, para o qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.

O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kiev como alvo principal.

Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.

O ataque, que foi criticado por várias organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal, atingiu uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos, que disse terem tido como alvos apenas instalações militares, como uma primeira retaliação pelo ataque à residência estudantil.


Leia Também: Irão: Trump quer Arábia Saudita e Qatar nos Acordos de Abraão

O Presidente norte-americano insistiu hoje que os aliados no Golfo, em particular Arábia Saudita e Qatar, devem normalizar relações com Israel logo que seja alcançado um acordo para terminar o conflito com o Irão.

Kyiv diz que Moscovo recrutou pelo menos 2.965 africanos de 36 países... Pelo menos 2.965 cidadãos de 36 países africanos foram recrutados pelo exército russo para combater contra a Ucrânia, anunciou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano na véspera do dia de África, que se assinala hoje.

© Pablo Miranzo/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA  25/05/2026 

A diretora do Departamento para a África e Organizações Regionais Africanas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Liubov Abravitova, afirmou, numa entrevista à agência noticiosa Ukrinform, que esses dados, avançados pelo Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, se referem à informação obtida até ao início deste mês. 

No entanto, o número real é, muito possivelmente, bastante superior, salvaguardou. 

"Entre os principais 'países doadores' em África estão o Quénia, Egito, Camarões, Gana, Nigéria e Uganda", referiu Abravitova.

"A dinâmica é extremamente alarmante: até [ao final do ano de] 2026, o comando russo planeia atrair 18.500 estrangeiros. A Rússia utiliza diversos mecanismos de recrutamento, desde promessas enganosas de 'bolsas de estudo gratuitas', até o recrutamento por meio de estruturas religiosas", prosseguiu.

A governante explicou que a Ucrânia tem dialogado com as nações africanas, avaliando caso a caso e procurando o diálogo para combater este fenómeno de recrutamento.

"Um exemplo é a visita do ministro das Relações Exteriores do Gana, que resultou em acordos adequados sobre ações futuras. Ao mesmo tempo, em países como a Nigéria, apesar do número significativo de recrutamentos russos, há uma falta de envolvimento político sistemático para solucionar o problema", disse.

A diplomata ucraniana frisou que o seu país está a trabalhar "sistematicamente para informar o público internacional, por meio de canais diplomáticos, bem como por meio de visitas de jornalistas estrangeiros" sobre este tema para que o impacto do acesso a essa informação permita a interrupção do recrutamento forçado.

"Em particular, recentemente, jornalistas francófonos tiveram a oportunidade de comunicar diretamente com representantes do Quartel-General de Coordenação, bem como com prisioneiros de guerra africanos", frisou.

A governante explicou ainda que o continente africano poderá vir a contribuir para a reconstrução da Ucrânia numa fase pós-guerra. 

"Os recursos de África - não apenas os naturais - podem ajudar a construir cadeias de recursos comuns, contribuir para a reconstrução económica da Ucrânia e para o seu desenvolvimento sustentável futuro", declarou.

Questionada pela agência ucraniana sobre que países estão atual a competir pelo continente, respondeu: China, Índia, Estados Unidos da América e União Europeia como os tradicionais; a Turquia e o Irão (este último particularmente no Sahel) como emergentes e explicou que a presença russa "é significativamente limitada e concentrada principalmente nas esferas política e militar" e que o país "não está entre os dez ou 20 principais parceiros económicos de África".

"A Ucrânia também terá de priorizar os principais centros de influência e interesses e desenvolver relações com eles [países africanos] em primeiro lugar", indicou.

Sobre a possibilidade de a União Africana possuir um lugar permanente entre os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), recordou que a Ucrânia defende uma reforma deste organismo. 

"Se a União Africana considerasse a possibilidade de apresentar uma candidatura para uma vaga permanente, tal ideia teria fundamento", rematou.

O Diretor-Geral da EAGB, Carlos Alberto Handem, visitou nesta segunda-feira (25.05) o mercado de Bandim, em Bissau, para avaliar de perto as instalações da rede elétrica no interior do maior centro comercial do país.

Formadores de Setor Autónomo de Bissau ligado ao processo de recenseamento em conferência de imprensa a manifestar descontentamento devido ao não cumprimento dos pagamentos prometidos.

*MENSAGEM DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DR. ILÍDIO VIEIRA TÉ POR OCASIÃO DO DIA DE ÁFRICA 25 DE MAIO DE 2026*

@Oscar Barbosa 

Compatriotas, Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Hoje, 25 de Maio, celebramos o Dia de África.

Celebramos a memória histórica de um continente que soube resistir à colonização, ao apartheid, à exploração e à tentativa secular de negação da sua dignidade.

Celebramos os homens e mulheres que transformaram a luta pela libertação africana numa das maiores epopeias políticas do século XX.

Celebramos Amílcar Cabral. Celebramos Kwame Nkrumah. Celebramos Patrice Lumumba. Celebramos Julius Nyerere. Celebramos Nelson Mandela. Celebramos todos aqueles que acreditaram que África tinha direito à liberdade, à soberania, à justiça e ao desenvolvimento.

Mas o Dia de África não deve ser apenas um exercício de memória.

Deve ser também um momento de consciência histórica.

Porque as batalhas de África mudaram de forma. Hoje, os desafios do continente já não se resumem apenas à libertação territorial. Os novos combates chamam-se: estabilidade institucional; boa governação; emprego para a juventude; integração regional; segurança alimentar; energia; educação; infraestruturas; soberania económica; e dignidade social dos povos africanos.

É precisamente neste contexto que a Guiné-Bissau continua a travar a sua própria luta nacional.

Uma luta pela estabilização do Estado. Uma luta pela recuperação da credibilidade das instituições. Uma luta pela reorganização das finanças públicas. Uma luta pela confiança internacional. Uma luta pelo funcionamento normal da administração. Uma luta pela paz social. Uma luta pela reconstrução gradual da esperança nacional.

O Governo de Transição tem plena consciência das dificuldades que o nosso povo enfrenta.

Sabemos que ainda existem enormes desafios. Sabemos que há impaciência legítima. Sabemos que há sofrimento social acumulado ao longo de muitos anos.

Mas sabemos igualmente que nenhum país consegue reconstruir-se no caos permanente. Nenhum Estado consegue desenvolver-se sem estabilidade. Nenhuma economia cresce sem confiança. Nenhuma democracia se consolida sem instituições.

É por isso que continuamos firmemente empenhados: na estabilidade; na reforma; na credibilidade; na autoridade do Estado; e na defesa do interesse nacional.

A África pela qual os nossos heróis lutaram não pode ser uma África eternamente dependente, dividida ou fragilizada.

A nova geração africana exige: Estados funcionais; instituições fortes; lideranças responsáveis; economias produtivas; e oportunidades concretas para os jovens.

A Guiné-Bissau deve fazer parte dessa nova caminhada africana.

Temos recursos. Temos juventude. Temos localização estratégica. Temos capacidade humana. Temos história. Temos dignidade.

Precisamos agora consolidar a estabilidade e transformar potencial em desenvolvimento real.

Neste Dia de África, dirijo uma palavra muito especial à juventude guineense.

O futuro da Guiné-Bissau dependerá da vossa capacidade de transformar energia em conhecimento, patriotismo em responsabilidade e liberdade em construção nacional.

África precisa menos de discursos vazios e mais de competência, trabalho, disciplina, unidade e visão estratégica.

A luta da nossa geração já não é contra o colonialismo. A luta da nossa geração é contra: a pobreza; a fragilidade institucional; a corrupção; a instabilidade; a dependência económica; e o atraso estrutural.

E essa luta exige coragem política, lucidez nacional e espírito de sacrifício colectivo.

Neste dia histórico, rendemos homenagem aos heróis africanos do passado. Mas assumimos igualmente a responsabilidade de construir a África do futuro.

Uma África mais forte. Mais respeitada. Mais desenvolvida. Mais unida. E mais dona do seu próprio destino.

Viva África. Viva a Guiné-Bissau.

Feliz Dia de África.

🇬🇼🌍✊🏾

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital realiza visita de trabalho às obras da futura sede do ITMA e do Data Center

 Ministério dos Transportes e Comunicações 

No dia 25 de maio, Sua Excelência o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital realizou uma visita de trabalho às obras de construção da futura sede do ITMA e do Data Center, um projeto estratégico para o fortalecimento da infraestrutura digital do país.

A infraestrutura está a ser construída com financiamento do Governo do Japão e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no quadro do reforço das capacidades tecnológicas e da modernização dos serviços digitais da Administração Pública.

Durante a visita, o Ministro inteirou-se do nível de execução das obras e do cumprimento dos prazos estabelecidos, tendo igualmente recebido explicações técnicas das equipas envolvidas no projeto.

O projeto tem como entidade dona da obra o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, sendo a fiscalização assegurada pela empresa PROJECTA, Lda e a execução das obras a cargo da empresa Ercano Construção, Sarl.

Esta iniciativa representa um passo importante na consolidação da transformação digital em curso, com vista ao reforço da eficiência dos serviços públicos, da conectividade e da governação digital na Guiné-Bissau. 

Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca... Mais de um milhão de peregrinos de todo o mundo já começaram a convergir para Meca para a importante peregrinação anual dos muçulmanos. Um vídeo em timelapse mostra a movimentação dos peregrinos a circundar a Kaaba, na Grande Mesquita, à chegada.

Por noticiasaominuto.com 

Cerca de 1,6 milhões de peregrinos de todo o mundo, incluindo o Irão e as monarquias do Golfo Pérsico, reuniram-se em Meca, antes do início da Hajj, a maior e mais importante peregrinação anual dos muçulmanos. Os fiéis seguem depois para uma jornada de vários dias sob altas temperaturas e mediante tensões regionais.

Num vídeo em formato de timelapse, partilhado pela Associated Press, é possível a movimentação dos peregrinos à chegada, na Grande Mesquita, um dos locais mais sagrados do Islão, a circundar a Kaaba (a construção em forma de cubo que tem incrustada a "pedra negra", que os muçulmanos consideram um pedaço retirado do paraíso).

Trata-se do 'tawaf' - um ritual em que os fiéis, vestidos de branco, caminham sete vezes ao redor da Kaaba.

Pode ver as imagens abaixo:

Os rituais

A peregrinação a Meca, um dos cinco pilares do Islão, deve ser realizada pelo menos uma vez por todos os muçulmanos que tenham condições financeiras para isso.

Durante o Hajj, os homens vestem uma túnica branca sem costuras, semelhante a um sudário, que simboliza a unidade entre os fiéis, independentemente da sua condição social ou nacionalidade. Já as mulheres devem usar vestidos largos, que deixem apenas o rosto e as mãos à mostra.

O primeiro ritual do Hajj exige dar sete voltas ao redor da Kaaba. Em seguida, os peregrinos percorrem sete vezes o caminho entre as duas colinas de Safa e Marwa.

Em seguida, dirigem-se para Mina, a cerca de cinco quilómetros de distância, antes do ritual principal da peregrinação no Monte Arafat.

Na terça-feira, o ponto culminante da hajj é a reunião no Monte Arafat, a cerca de 10 quilómetros de Mina, onde o Profeta Maomé terá proferido o seu último sermão.

A árdua peregrinação ao ar livre será realizada sob um calor intenso, com previsão de temperaturas acima de 40°C durante grande parte da semana.

Os receios

Há anos que as autoridades sauditas tentam mitigar os efeitos do calor extremo, principalmente com a instalação de ar condicionado nos edifícios e a expansão das zonas sombreadas. Em 2024, mais de 1.300 peregrinos, incluindo 22 iranianos, morreram durante o Hajj, quando as temperaturas atingiram quase 52°C, segundo as autoridades.

Este ano, o Ministério da Saúde da Arábia Saudita anunciou que mais de 50.000 profissionais de saúde e 3.000 ambulâncias foram mobilizados.

Há também o receio da escalada do conflito regional, depois de o Irão lançar ataques contra os seus vizinhos do Golfo, aliados de Washington, após o início da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Mas as autoridades estão a esforçar-se para manter o conflito longe da mente dos visitantes, muitos dos quais viajaram longas distâncias. O número de peregrinos vindos do estrangeiro é superior ao de 2025.