quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau (IMP-GB) e o Instituto Nacional da Segurança Social (INSS) assinaram, esta quarta-feira (14.10), um Memorando de Entendimento, numa cerimónia testemunhada pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e pelo Ministro das Obras Públicas e Urbanismo, em representação do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.

Por Radio Voz Do Povo

Guiné-Bissau: ‎HORTA INTA-A EXONERA SANDJI FATI DO CARGO DE CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Por Rádio Sol Mansi   14-10-2026

‎O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-A, exonerou o Tenente-General Sandji Fati do cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República.

‎A decisão consta do Decreto Presidencial n.º 24/2026, divulgado através de uma nota informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, datada de 14 de outubro de 2026.

‎De acordo com o documento, Sandji Fati tinha sido nomeado para o cargo a 18 de dezembro de 2025, através do Decreto Presidencial n.º 10/2025. O novo decreto determina que a exoneração entra imediatamente em vigor.

‎A nota informativa não esclarece os motivos que estiveram na origem da decisão, nem indica quem irá substituir Sandji Fati na chefia da Casa Civil da Presidência da República.

Tenente-‎General na reserva e político ligado ao MADEM-G15, partido associado a Satu Camará Pinto, Sandji Fati é considerado próximo do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afastado do poder pelos militares na sequência da crise político-militar desencadeada na véspera da divulgação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, realizadas simultaneamente.

‎A exoneração ocorre numa fase de transição política na Guiné-Bissau, marcada por mudanças na composição do Governo e na estrutura militar de apoio à Presidência da República.

‎No início de outubro, Horta Inta-A exonerou também os titulares das pastas do Interior e das Pescas, procedendo à nomeação de novos responsáveis para esses ministérios.

Ucrânia: Washington afirma continuar partilha de informações com Kyiv... Os Estados Unidos afirmaram que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, apesar de Kyiv ter frisado não ter recebido aviso prévio dos ataques russos de terça-feira.

© Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Os Estados Unidos afirmaram hoje que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, embora Kyiv tenha frisado não ter recebido qualquer aviso de Washington antes dos ataques russos de terça-feira.

"Os Estados Unidos não alteraram a sua política em matéria de partilha de informações com os seus aliados e parceiros, como a Ucrânia", afirmou à agência noticiosa France-Presse (AFP) um responsável norte-americano, sob anonimato.

Hoje, numa visita à Estónia, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, remeteu para as declarações feitas por Donald Trump na terça-feira, segundo as quais Washington continua a partilhar esta informação de inteligência com Kyiv.

Terça-feira à noite, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a capital Kyiv foi novamente atacada por um míssil balístico russo mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.

O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.

"Esses mísseis foram detetados pelo nosso sistema praticamente já a caminho de Kyiv. Segundo os dados do nosso serviço de inteligência, os russos estão a preparar novos lançamentos de mísseis balísticos. Os factos demonstram que não consideram necessário cumprir o que o Presidente dos Estados Unidos disse. A Ucrânia apoiou o cessar-fogo nas infraestruturas energéticas. A Rússia está a visar mais uma central elétrica e a vida da nossa população", adiantou.

Para Zelensky, "é importante que o mundo não fique em silêncio" sobre os ataques, exigindo que Washington "veja de verdade o que está a acontecer e quem é o culpado pela continuação da guerra".

No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes, mas Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.

Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.

Zelensky não especificou a que parceiros se referia, caracterizou o ataque como "particularmente vil" e sublinhou que receber informações secretas de parceiros sobre tais ataques "ajuda a salvar vidas" e é "uma das coisas mais importantes".

"É precisamente isso que ajuda a evitar que as pessoas sejam mortas, quando há um alerta prévio sobre mísseis balísticos", escreveu o líder ucraniano na rede social X.

Kyiv continua a depender fortemente de Washington para obter ajuda militar, incluindo sistemas de defesa antimíssil Patriot de fabrico norte-americano e informações secretas sobre ataques russos iminentes.

Os Estados Unidos têm capacidade para detetar imediatamente lançamentos de mísseis balísticos russos, e as autoridades norte-americanas já antes notificaram a Ucrânia, permitindo-lhe emitir alertas de mísseis à população e utilizar defesas aéreas contra mísseis em aproximação.

A troca de declarações surge depois de Trump ter, nos últimos dias, acusado Zelensky de não querer pôr fim ao conflito – iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa do país vizinho –, por causa dos ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas. Sábado chegou a afirmar que a Ucrânia deveria mudar de presidente.


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O presidente dos EUA, Donald Trump, partilhou um vídeo na Truth Social em que usa inteligência artificial para simular o seu encontro com um tigre. A publicação gerou críticas por fazer referência à morte de uma pessoa.

Donald Trump está a ser amplamente criticado nas redes sociais por uma das suas mais recentes partilhas na rede social Truth Social. Em causa está uma referência ao homem que morreu, no sábado, depois de entrado na jaula de um tigre.

William Chapman morreu no passado sábado, depois de ter sido atacado por um tigre no recinto de um jardim zoológico, em Inglaterra...

Israel ameaça atacar Beirute se Hezbollah apoiar ataque iraniano... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

© AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/10/2026 

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

"Se o Hezbollah se juntar ao Irão num ataque contra Israel, receberá um duro golpe e perderá territórios adicionais no sul do Líbano, nas zonas de Nabatieh e Litani", afirmou Katz.

O ministro falava durante uma visita às tropas israelitas no sul do Líbano, onde Israel mantém ocupada uma faixa que atinge cerca de 10 quilómetros.

Katz afirmou que, em caso de escalada, os subúrbios de Dahye, em Beirute, considerados um bastião do movimento xiita Hezbollah, teriam de ser evacuados.

"Mais de um milhão de xiitas serão deslocados", assegurou Katz.

O ministro da Defesa israelita ameaçou igualmente provocar o deslocamento da população das localidades do sul do Líbano até às linhas dos rios Awali e Zahrani, situados, respetivamente, a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Israel.

A visita de Katz ocorre a menos de duas semanas das eleições legislativas israelitas, marcadas para 27 de outubro.

Nos últimos meses, o ministro da Defesa tem feito referências a várias ameaças externas, incluindo a Turquia e um eventual confronto militar com a Autoridade Palestiniana, que gere partes da Cisjordânia.

Katz e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, têm avisado que adversários regionais poderão tentar atacar Israel antes das eleições.

"Os nossos inimigos estão a pensar pôr-nos à prova nestes dias, tendo em conta as eleições. Aviso-os de que estamos preparados para qualquer cenário", afirmou Netanyahu na terça-feira durante uma visita à fronteira com a Cisjordânia.


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Fome aumenta no mundo e guerras ameaçam segurança alimentar global... Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando o objetivo de erradicar a fome até 2030, indica uma ONG. A presidente da Welthungerhilfe alerta que guerras são um dos fatores que contribuem para a crise alimentar global.

© Bashar Taleb / AFP via Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando cada vez mais o objetivo internacional de a erradicar até 2030, indica hoje uma organização não-governamental internacional.

Para a presidente da Welthungerhilfe (Ajuda Mundial contra a Fome), Marlehn Thieme, a situação é alarmante, uma vez que as guerras são um dos fatores que contribuem para esta situação, salientando que os conflitos, apesar de terem um alcance regional, ameaçam a segurança alimentar à escala global.

Thieme falava na apresentação do relatório anual desta organização não-governamental alemã, elaborado em conjunto com o Instituto de Direito para a Manutenção da Paz e Direito Internacional Humanitário (IFHV) da Universidade de Bochum e a organização suíça Helvetas, em que é analisada a relação entre a fome e a segurança.

"As 645 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo são um sinal de alarme. Com demasiada frequência, a segurança é entendida apenas em termos militares. No entanto, a segurança alimentar é uma condição prévia para a paz e a estabilidade", salientou.

"As guerras provocam frequentemente fome, e a fome pode agravar ainda mais os conflitos. Ao mesmo tempo, os conflitos atuais ameaçam empurrar ainda mais pessoas para a fome, incluindo em regiões distantes das frentes de batalha", referiu.

A interrupção das rotas comerciais, a subida dos preços da energia e dos fertilizantes e a paralisação das cadeias de abastecimento põem em risco a alimentação de milhões de pessoas, mesmo longe das regiões diretamente afetadas pelos conflitos, acrescentou.

Thieme apontou como exemplo a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, uma vez que os dois países representam um quarto do comércio mundial de trigo.

Devido aos bloqueios às exportações no mar Negro e à redução das sementeiras nos dois países, o trigo escasseia cada vez mais em todo o mundo. Consequentemente, especialistas das Nações Unidas preveem aumentos de preços com consequências de grande alcance para muitos países do Sul Global.

Esta tendência é agravada pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e pelas perturbações no tráfego marítimo no estreito de Ormuz e no estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho.

Segundo Thieme, estas situações estão a provocar a subida dos preços dos fertilizantes e do gasóleo e, consequentemente, dos custos energéticos para a economia e a agricultura, não só na Alemanha, mas sobretudo na Ásia e em África.

Por esse motivo, Thieme defendeu um alargamento do conceito de segurança, sublinhando que tal "significa mais do que força militar, proteção das fronteiras e capacidade de defesa" e que "começa onde as pessoas conseguem satisfazer as suas necessidades básicas".

"Quem combate a fome reforça também os alicerces da coesão social, da estabilidade e de uma paz duradoura. Sem segurança alimentar, não pode haver, em qualquer caso, segurança duradoura", afirmou.

Thieme assinalou que o Índice Global da Fome (GHI), que em 2018 se situava nos 17,6 pontos, subiu para os atuais 18,1 pontos. Acrescentou que é particularmente alarmante o facto de a situação da fome se ter agravado em 32 países desde então, enquanto noutros 20 os progressos estagnaram.

"Todos estes números mostram que nos estamos a afastar cada vez mais do objetivo internacional de acabar com a fome até 2030. É particularmente preocupante que, em 57 países, seja muito provável que, se a tendência se mantiver, nem sequer seja possível alcançar um nível baixo de fome até 2030", alertou Thieme.


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Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, mas o número real é muito superior, alertou a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, embora o número real deva ser muito superior, alertou hoje a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

De facto, não há informação sobre a idade de mais de metade dos 81 mil migrantes que morreram ou desapareceram durante este período, segundo dados compilados desde 2014 pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, através do seu Projeto Migrantes Desaparecidos...

Situação dos direitos humanos no Irão é "pior do que nunca"... A advogada iraniana prémio Nobel da Paz em 2003 considerou hoje que a situação dos direitos humanos e a repressão no Irão são "piores do que nunca" e que a guerra com os Estados Unidos só as veio agravar.

© Angel Manzano/Getty Images    Por  LUSA  14/10/2026 

A advogada iraniana prémio Nobel da Paz em 2003 considerou hoje que a situação dos direitos humanos e a repressão no Irão são "piores do que nunca" e que a guerra com os Estados Unidos só as veio agravar.

Numa entrevista por escrito à agência Lusa, Shirin Ebadi, uma das convidadas para participar, como oradora na 10.ª edição das Conferências do Estoril, que decorrem a 29 e 30 deste mês no Campus de Carcavelos da Nova SBE, lamentou que a morte do aiatola Ali Khamenei, a 28 de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, não tenha provocado qualquer mudança fundamental na estrutura do regime.

"A situação dos direitos humanos no Irão é pior do que nunca. Além das leis discriminatórias e da aplicação continuada de castigos medievais, como a amputação por roubo e a lapidação, a repressão e o recurso à violência por parte do Governo atingiram níveis sem precedentes", indicou a aquela que foi a primeira mulher juíza no Irão, afastada do cargo na sequência da Revolução Islâmica de 1979.

Aos 79 anos, a Nobel da Paz em 2003, também escritora e ativista dos direitos humanos, destacou que, só este ano, "as autoridades [de Teerão] mataram mais de 30.000 pessoas nas ruas em apenas dois dias".

"Os manifestantes exigiam mudanças. Estavam desarmados e saíram à rua sem nada além dos punhos cerrados. Hoje, a divisão entre o povo iraniano e o Governo é maior do que nunca. Neste aspeto, o Governo está extremamente fragilizado, tendo perdido a confiança e a legitimidade junto do povo que afirma representar", afirmou numa entrevista realizada com a ajuda de uma intérprete em Inglês, uma vez que só fala Farsi.

Para Ebedi, com o novo aiatola iraniano, Mojtaba Khamenei, terceiro líder supremo do Irão desde 1979 e filho de Ali Khamenei, nada mudou no país.

"Pelo contrário, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) ganhou ainda mais poder, em parte devido à situação de guerra. A repressão continua a intensificar-se, tornando-se mais severa a cada dia que passa.

Segundo Ebedi, a repressão política e a perseguição sistemática das mulheres "prosseguem sem abrandamento", havendo o caso de cinco ativistas políticas que enfrentam penas de morte confirmadas simplesmente por terem participado em protestos de rua.

"O povo iraniano está a fazer tudo ao seu alcance para impedir a execução destas sentenças. Apesar da aplicação das leis que impõem o uso obrigatório do 'hijab', as mulheres que não o usam continuam a ser detidas. Mas continuam a sair à rua sem o 'hijab', plenamente conscientes dos riscos que correm. Consequentemente, é cada vez mais comum ver hoje no Irão mulheres sem véu ao lado de mulheres que usam o 'hijab'. Já não é algo que surpreenda as pessoas", observou.

Congratulando-se por Narges Mohammadi, igualmente Nobel da Paz de 2023 e também ativista pelos direitos humanos, estar fora da prisão há sete meses, tendo retomado a vida normal, após anos de detenção, Shirin Ebadi criticou as condições prisionais no Irão, que estão a "deteriorar-se significativamente", em grande medida devido ao aumento do número de presos políticos.

"As prisões estão sobrelotadas e alguns reclusos são obrigados a dormir nos corredores durante a noite, por não haver camas suficientes para todos. A qualidade da alimentação também diminuiu consideravelmente. As razões são fáceis de compreender: para além dos maus-tratos deliberados infligidos aos presos, o Irão enfrenta uma subida vertiginosa dos preços e um aumento dos custos dos alimentos, o que agrava ainda mais a situação", sustentou.

Sobre o conflito com os Estados Unidos, a cofundadora de várias organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo o Defenders of Human Rights Centre, em Teerão, Shirin Ebedi insistiu que a guerra permitiu ao Governo iraniano utilizar a segurança nacional como pretexto para reprimir ainda mais duramente a dissidência.

"Até a concessão de entrevistas a órgãos de comunicação social em língua persa sediados fora do Irão, em particular à BBC Farsi, pode ser considerada uma infração penal e resultar em vários anos de prisão. A censura é mais severa do que nunca. O Governo justifica estas restrições em nome da segurança nacional, para limitar ainda mais a liberdade de expressão e silenciar vozes independentes", explicou.

Shirin Ebedi é autora de vários livros, entre os quais dois publicados em Portugal – 'Despertar do Irão: Memórias da Revolução e da Esperança' (em 2007 pela Editora Guerra e Paz) e 'A Gaiola de Ouro: Três Irmãos no Pesadelo da Revolução Iraniana' (em 2009 pela editora A Esfera dos Livros).


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A guerra entre Irão e os Estados Unidos e Israel só chegará verdadeiramente ao fim quando houver mudanças no sistema político em Teerão, cujo programa nuclear nunca teve fins exclusivamente pacíficos, defendeu hoje uma Nobel da Paz iraniana.

Aguerra entre Irão e os Estados Unidos e Israel só chegará verdadeiramente ao fim quando houver mudanças no sistema político em Teerão, cujo programa nuclear nunca teve fins exclusivamente pacíficos, defendeu hoje uma Nobel da Paz iraniana.

Numa entrevista por escrito à agência Lusa, Shirin Ebadi, uma das convidadas para participar, como oradora na 10.ª edição das Conferências do Estoril, que decorrem a 29 e 30 deste mês no Campus de Carcavelos da Nova SBE, lamenta que, até agora, mesmo depois da morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, a 28 de fevereiro, não tenha havido sinais dessa mudança...

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataques afetaram distribuição de energia a 600 mil pessoas na Ucrânia... Mais de 600 mil pessoas na Ucrânia ficaram sem energia elétrica após ataques russos na noite de ontem, segundo Zelensky. As autoridades ucranianas também informaram que o funcionamento de terminais Starlink foi restringido.

© Diego Herrera Carcedo/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  14/10/2026 

Mais de 600 mil pessoas foram afetadas por quebras de energia elétrica na Ucrânia na sequência dos ataques russos ocorridos na última noite, confirmou o chefe de Estado ucraniano Volodymyr Zelensky.

Segundo o chefe de Estado, os ataques russos com mísseis balísticos visaram especificamente as instalações de distribuição de energia na Ucrânia contrariando a proposta de cessar-fogo anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Esta operação foi totalmente deliberada (...). Nunca, antes, a Rússia demonstrou um desprezo tão ostensivo pelos Estados Unidos", concluiu Zelensky através de uma mensagem difundida nas redes sociais.

Paralelamente, as autoridades de Kyiv disseram que o funcionamento de alguns terminais do sistema de telecomunicações Starlink "parece ter sido restringido durante a noite".

"A [empresa norte-americana] SpaceX impôs uma limitação de velocidade para os terminais Starlink em movimento", disse Sergiy Beskrestnov, consultor da Presidência ucraniana para o setor das tecnologias.

Segundo o mesmo responsável, as Forças Armadas ucranianas não foram avisadas da restrição, o que resultou, disse, na interrupção de várias missões militares.

"Esta medida não pode ser uma coincidência e está ligada à situação política atual", acrescentou Beskrestnov.

Entretanto, o número de mortos dos ataques russos contra Ucrânia durante a última noite aumentou para seis, segundo as autoridades ucranianas.

Três pessoas morreram em Kyiv, onde foram registados os cortes de energia elétrica.

Outras duas pessoas morreram na região central de Dnipropetrovsk e um residente foi morto na região de Zaporijia, no sudeste do país, de acordo as autoridades regionais ucranianas.

Por outro lado, a Rússia anunciou hoje ter abatido 902 drones ucranianos durante a última noite, sendo que 180 foram neutralizados perto de Moscovo.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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O ataque russo à Ucrânia durante a noite causou seis mortos e deixou milhares de pessoas sem eletricidade em vários bairros de Kyiv, segundo um novo balanço das autoridades ucranianas. O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque maciço contra infraestruturas energéticas e de comunicações...

China envia porta-aviões Liaoning para exercícios no Pacífico ocidental... A Marinha chinesa anunciou o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares para reforçar a preparação das unidades em condições reais de combate.

© VCG/VCG via Getty Images    Por  LUSA   14/10/2026 

A Marinha chinesa anunciou hoje o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares destinados a reforçar a preparação das suas unidades em condições reais de combate.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP, Forças Armadas chinesas) indicou que as manobras integram o plano anual de treino militar e visam melhorar a capacidade operacional das unidades em "condições reais de combate".

O organismo militar assegurou que os exercícios respeitam o direito internacional e "não são dirigidos contra qualquer país ou alvo específico".

O anúncio não especifica a composição do grupo de combate, as águas do Pacífico ocidental onde decorrerão as manobras, a sua duração ou as atividades previstas.

O Liaoning, o mais antigo dos três porta-aviões operacionais da China, já foi destacado para a mesma região em maio, quando a Marinha anunciou exercícios que incluíram voos táticos em alto-mar, exercícios de fogo real e operações de busca e salvamento.

Um ano antes, em junho de 2025, o Liaoning e o porta-aviões Shandong realizaram um destacamento simultâneo de mais de um mês no Pacífico ocidental, durante o qual conduziram exercícios de combate e operações conjuntas com outras unidades militares.

Essas manobras suscitaram preocupação no Japão e em Taiwan, cujo ministro da Defesa, Wellington Koo, denunciou então o caráter "expansionista" das operações navais chinesas para além da primeira cadeia de ilhas.

Esta linha estratégica de arquipélagos estende-se pelo Pacífico ocidental e inclui o Japão, Taiwan e as Filipinas.

O ministério da Defesa Nacional de Taiwan anunciou hoje ter detetado 13 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, incluindo caças J-16, J-11 e Su-30, desde as 09:30 locais (02:30 em Lisboa).

Segundo as autoridades taiwanesas, 11 dos aparelhos atravessaram a linha mediana do estreito de Taiwan e entraram nos setores norte, central e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) declarada por Taipé.

As aeronaves realizaram uma "patrulha conjunta de preparação para combate" com navios da Marinha chinesa, a terceira operação deste tipo em pouco mais de uma semana.

A linha mediana do estreito, que separa Taiwan da China continental, funcionou durante décadas como uma fronteira informal entre as forças militares dos dois lados, embora Pequim nunca tenha reconhecido oficialmente a sua existência.

A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a "reunificação", posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir o seu futuro político.


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As manobras pretendem simular combates diurnos e noturnos para treinar a defesa do território contra uma eventual invasão chinesa. Os exercícios "Lu Sheng" prolongam-se até 23 de outubro, operando de forma ininterrupta para reproduzir condições reais de guerra.

O Exército de Taiwan iniciou esta quarta-feira exercícios militares de dez dias no norte da ilha, onde se situa a capital, Taipé, para simular combates diurnos e noturnos e treinar a defesa prolongada do território perante uma eventual invasão chinesa.

Numa conferência de imprensa realizada no final de setembro, o general de brigada Lin Shih-wei explicou que o primeiro dia seria dedicado ao destacamento operacional das tropas, visando testar a capacidade de resposta a eventuais incidentes e a preparação de operações ofensivas e defensivas...

Houthis atacam sede da Saudi Aramco e ameaçam aeroporto de Riad... Ataque com míssil balístico provocou incêndio limitado em complexo da petrolífera; Arábia Saudita intensifica ofensiva contra grupo rebelde no Iêmen

Chamas consomem uma instalação pertencente à gigante petrolífera saudita Aramco, ao sul de Riade, em 3 de outubro. Nas últimas semanas, a Aramco, controlada majoritariamente pelo Estado saudita, tem sido alvo de ataques das autoridades Houthi, que visam o reino como parte da guerra no Iêmen.   • AFP/Getty Images via CNN Newsource
  Por  cnnbrasil.com.br  14/10/26 

A sede da Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, foi atingida por um ataque na noite de terça-feira (13), na cidade de Dhahran, no leste do país. Segundo o Ministério da Energia saudita, o incidente provocou um incêndio de pequenas proporções, sem registro de mortos ou feridos.

Uma fonte da empresa disse à Reuters que um míssil balístico atingiu o complexo da companhia. Segundo a fonte e outras duas pessoas familiarizadas com o caso, uma torre de escritórios foi atingida e os três andares superiores sofreram danos.

O complexo abriga um importante centro de operações da Aramco, responsável por uma extensa rede de plataformas de petróleo terrestres e marítimas, oleodutos, refinarias e terminais de exportação.

Os houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado ao Irã, afirmaram nesta quarta-feira (14) que também tinham como alvos instalações da Aramco em Dhahran, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma refinaria da companhia na capital saudita. O grupo declarou que continuará atacando aeroportos e instalações petrolíferas nos próximos dias.

Há uma semana, os houthis intensificam os ataques com mísseis balísticos e drones contra alvos estratégicos sauditas, em retaliação ao apoio de Riad às forças governamentais iemenitas na retomada da guerra civil no país.

O aeroporto internacional de Riad foi alvo de quatro ataques, incluindo um no sábado (10) que matou 13 pessoas. Segundo a Reuters, foi o ataque com mísseis mais letal em território saudita em uma década. Os bombardeios também provocaram a suspensão de voos em diferentes regiões do país.

Interceptações e danos em áreas residenciais

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que fragmentos de um míssil interceptado e destruído em Dhahran caíram em uma área residencial. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o episódio.

Na capital, Riad, e na região sul do país, autoridades também relataram a interceptação e destruição de drones e mísseis.

Quatro pessoas ficaram feridas em Riad depois que destroços de dois mísseis houthis caíram após a interceptação, segundo a Defesa Civil saudita. Os fragmentos provocaram danos limitados em 15 residências. Entre os feridos estão duas mulheres, um homem e uma criança.

Os houthis haviam ameaçado uma resposta “dura e dolorosa” aos ataques sauditas contra Sanaa, capital do Iêmen. O porta-voz do grupo, Yahya Saree, afirmou que possíveis alvos incluiriam a sede da Aramco em Dhahran e uma refinaria de petróleo em Riad.

O grupo também alertou trabalhadores do setor petrolífero saudita para que se afastassem de instalações que poderiam ser atacadas.

Na terça-feira, os houthis acusaram a Arábia Saudita de bombardear Sanaa. A coalizão liderada por Riad, por sua vez, pediu que civis se afastassem de um depósito de combustíveis nos arredores da capital iemenita.

A emissora Al-Masirah, controlada pelos houthis, informou que a coalizão atacou a estação central Sabah, da Companhia Petrolífera do Iêmen, usada como depósito de combustíveis. A coalizão confirmou o ataque e afirmou que a operação tinha como objetivo neutralizar a capacidade dos houthis de ameaçar a Arábia Saudita, o Iêmen e as rotas marítimas internacionais.

Na terça-feira, antes do ataque à Aramco, o gabinete saudita, presidido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, havia advertido que os houthis enfrentariam consequências por suas repetidas ofensivas contra o reino.

Guerra no Iêmen se intensifica

A Arábia Saudita retomou sua campanha militar no Iêmen em apoio ao governo reconhecido internacionalmente, com o objetivo de reverter os avanços dos houthis no mês passado. Na ocasião, os rebeldes avançaram pela costa do Mar Vermelho até o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

A passagem marítima, que conecta o sul do Mar Vermelho ao golfo de Áden, tornou-se ainda mais importante para o transporte de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra envolvendo o Irã, em fevereiro. Na ocasião, Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao oceano Índico.

Uma ofensiva governamental iniciada há uma semana afastou os houthis da área mais próxima de Bab el-Mandeb. O grupo, no entanto, mantém posições nas proximidades e avançou em regiões ao redor da cidade de Taiz neste mês.

A Arábia Saudita busca ampliar o apoio de aliados à campanha contra os houthis e obter ajuda para se defender dos ataques com mísseis e drones. Os Estados Unidos, principal aliado de Riad e garantidor histórico de sua segurança, até agora rejeitaram os esforços sauditas para envolvê-los diretamente na guerra contra os rebeldes.

O conflito no Iêmen voltou a se intensificar como desdobramento da guerra mais ampla entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro com ataques americanos e israelenses contra a República Islâmica.

O Irã, rival regional histórico da Arábia Saudita, ofereceu-se para mediar as negociações entre Riad e os houthis, segundo declarações feitas no domingo pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, reiteradas pela pasta na segunda-feira.

Trump defende acordo com Putin sobre gasóleo apesar de críticas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu terça-feira o acordo com o homólogo Vladimir Putin para fornecimento de gasóleo russo aos mercados globais, implicando o alívio de sanções a Moscovo, perante descontentamento no Partido Republicano.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu terça-feira o acordo com o homólogo Vladimir Putin para fornecimento de gasóleo russo aos mercados globais, implicando o alívio de sanções a Moscovo, perante descontentamento no Partido Republicano.

Na Casa Branca, Trump argumentou que o acordo beneficia não apenas os Estados Unidos pois o gasóleo "está a ser libertado para o mundo", e criticou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas, afirmando que não são "uma coisa muito boa".

Vários legisladores do Partido Republicano, incluindo quatro senadores, manifestaram-se no domingo contra o acordo e a subsequente autorização para a venda, entrega e importação de gasóleo russo — incluindo a sua entrada no mercado norte-americano — até 07 de abril de 2027, apesar das sanções em vigor.

Num comunicado bipartidário, assinado também por três democratas da câmara alta, os legisladores lembram que o Congresso proibiu "explicitamente" importações de energia da Rússia em 2022 para evitar que "os dólares norte-americanos financiassem a guerra brutal de Putin contra a Ucrânia".

Trump justificou à imprensa a licença concedida pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC), que permite agora estas operações, mantendo ao mesmo tempo as restrições aos pagamentos via contas de três instituições financeiras do Estado russo.

Para estes legisladores, a decisão do Presidente é "diretamente contrária" à lei das sanções, além de não ter havido consulta ao Congresso ou sequer "explicação que justifique esta decisão, como exige a lei".

A Câmara dos Representantes aprovou, em setembro, um pacote de sanções contra a Rússia e o Irão que concede a Trump novos poderes para impor tarifas até 100% aos países que comprassem energia russa.

Face à escalada dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão - desencadeada em fevereiro por Donald Trump e Israel -, este acordo é visto como uma forma de aliviar parcialmente a situação dos consumidores norte-americanos, precisamente antes de eleições intercalares cruciais para o Presidente norte-americano.

Para surpresa geral, Trump anunciou, no domingo, um "cessar-fogo energético" entre a Rússia e a Ucrânia.

Zelensky reagiu com surpresa ao anúncio do cessar-fogo, embora tenha dito estar aberto a um cessar-fogo energético.

O líder ucraniano sublinhou ainda que, na noite de domingo para segunda-feira, a Ucrânia não atingiu nenhuma instalação energética na Rússia, ao contrário de Moscovo, que atacou uma instalação de gás e "um posto de abastecimento de combustível comum".

O Kremlin recusou na segunda-feira dizer se adere a uma trégua com a Ucrânia nos ataques a infraestruturas energéticas, mas defendeu como preferível uma "paz duradoura", afirmando manter contactos sobre o cessar-fogo anunciado unilateralmente por Trump.

Questionado sobre o apelo de Kiev a um cessar-fogo total de 60 dias para permitir a realização de eleições, Peskov respondeu: "Não queremos um cessar-fogo, queremos uma paz duradoura".

Na segunda-feira, Trump afirmou que a trégua energética que anunciou está plenamente em vigor, apesar das afirmações em sentido de contrário de Kiev e Moscovo.

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que tinham chegado a um acordo", respondeu Trump aos jornalistas na segunda-feira Casa Branca.

Questionado sobre a possibilidade de o Kremlin ter violado tal trégua, Trump disse não ter conhecimento e frisou que os líderes russo e ucraniano "precisam de se reunir e acabar com esta guerra ridícula".

Trump voltou a criticar a alegada falta de vontade de negociar do homólogo ucraniano e indicou que Vladimir Putin parece mais inclinado a assinar a paz.

"Penso que o que acontece é que ele (Putin) quer chegar a um acordo, e temos de fazer com que Zelensky também queira chegar a um acordo", afirmou.

Desde o verão, a Rússia intensificou significativamente os seus ataques contra a Ucrânia, visando especialmente a capital com o lançamento de drones a jato, que são mais difíceis de intercetar do que os drones convencionais.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.


terça-feira, 13 de outubro de 2026

Jovem cabo-verdiana de 13 anos nomeada para Prémio da Paz... A jovem cabo-verdiana residente no Reino Unido Lauryn Rose Teixeira, de 13 anos, é uma das finalistas do Prémio Internacional da Paz para Crianças da Fundação KidsRights. A nomeação reconhece o seu percurso no ativismo antirracista, na promoção da diversidade na literatura infantil e no trabalho humanitário desenvolvido em Cabo Verde.

© Instagram/Lauryn Rose Teixeira    Por LUSA 13/10/2026 

A jovem de origem cabo-verdiana residente no Reino Unido Lauryn Rose Teixeira, de 13 anos, é uma das finalistas do Prémio Internacional da Paz para as Crianças da Fundação KidsRights

A nomeação reconhece o percurso de Lauryn no ativismo antirracista, na promoção da diversidade na literatura infantil e no trabalho humanitário desenvolvido em Cabo Verde, nomeadamente via iniciativas de doação de livros e de apoio a crianças em situação de vulnerabilidade.

Lauryn "tornou-se consciente da frequência com que as vozes das crianças, sobretudo das crianças negras, não são ouvidas" e "decidiu usar a sua própria história para ajudar outras crianças a sentirem-se vistas e seguras", lê-se no 'site' da Fundação.

Nascida no Reino Unido, de mãe cabo-verdiana e pai são-tomense, Lauryn Teixeira escreveu o livro "Lauryn - Esta sou eu" aos 9 anos, em 2022.

No livro fala sobre as suas origens, cultura e história pessoal, nomeadamente do pai, que abandonou a família durante a pandemia de covid-19.

O livro recebeu várias distinções nacionais e internacionais, entre estas um prémio de Inclusão e Diversidade da Assembleia Municipal de Londres, em maio, por "promover a narrativa inclusiva e desafiar os estereótipos sobre o cabelo afro e a identidade negra".

A mãe, Cristina Cabral, disse à agência Lusa que a candidatura decorreu de um processo "exigente e rigoroso", que incluiu uma entrevista por videochamada e a apresentação de evidências do impacto do trabalho da jovem.

A candidatura foi depois avaliada por um painel de peritos, que selecionou Lauryn Teixeira, que aparece entre 30 crianças destacadas dos 250 nomeados para a 22.ª edição do prémio na página da Fundação.

O International Children's Peace Prize, designado informalmente como o "Nobel da Paz das Crianças', distingue jovens ativistas com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, cujo trabalho tenha produzido um impacto concreto na defesa dos direitos das crianças a nível local, nacional ou global.

Entre os antigos vencedores do galardão constam a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, distinguida em 2013, e a ativista climática sueca Greta Thunberg, premiada em 2019.

A nomeação de Lauryn Teixeira foi recomendada pela associação ACRIDES, em Cabo Verde, com quem a jovem tem feito trabalho, visitando escolas, organizações comunitárias e participou em oficinas com grupos de crianças.

"Através da sua história inspiradora como jovem autora multilingue, ela encorajou as crianças a acreditarem no seu próprio potencial e a usarem as suas vozes para promover mudanças positivas nas suas comunidades", lê-se na carta de recomendação.

No ano passado, a vencedora foi a síria Bana Alabed, de 15 anos, reconhecida por dar voz às crianças em zonas de guerra, partilhando as suas experiências de guerra por meio de diários, blogues e redes sociais.

A adolescente, que sobreviveu ao cerco da cidade de Alepo, em 2016, recebeu o prémio das mãos da ativista dos direitos humanos iemenita e Prémio Nobel da Paz 2011, Tawakkol Karman.

A cerimónia de entrega do Prémio de 2026 está agendada para 19 de novembro às 14:30.

COMUNICADO : Missão técnica da CAF ao relvado do Estádio Nacional 24 de Setembro

Por  Federação de Futebol da Guiné-Bissau  13/10/2026

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau informa a opinião pública de que recebeu da Confederação Africana de Futebol uma comunicação oficial relativa à realização de uma inspeção técnica ao relvado natural do Estádio Nacional 24 de Setembro, a decorrer a partir de 22 de outubro de 2026.

Na sequência do jogo entre a Guiné-Bissau e a Nigéria, disputado a 29 de setembro, a CAF designou um consultor especializado em terrenos de jogo para proceder a uma avaliação técnica do relvado natural e recomendar as melhorias a implementar antes dos próximos compromissos internacionais. Esta missão vem ao encontro dos trabalhos de recondicionamento do relvado que a FFGB e o Governo iniciaram por iniciativa própria e que se encontram em curso.

Como a FFGB esclareceu no seu comunicado de 5 de outubro, este é o procedimento próprio da CAF: inspeção no terreno, elaboração de relatório e decisão pelos órgãos competentes. A própria CAF sublinha que qualquer decisão sobre a homologação do estádio é da competência exclusiva da sua Administração e que o mandato do consultor se limita a uma avaliação técnica. Caberá à CAF, com base no relatório do consultor, pronunciar-se sobre as condições do recinto para os próximos jogos. Não existe, até ao momento, qualquer decisão de interdição. O Estádio Nacional 24 de Setembro continua a integrar os recintos autorizados a acolher competições da CAF.

A missão tem por objeto exclusivamente o relvado do Estádio Nacional.

A FFGB acolhe esta missão com espírito de plena cooperação e assegurará todas as condições logísticas e técnicas necessárias ao seu bom desenrolar. A Federação colocará à disposição do consultor a equipa de manutenção do recinto e toda a documentação técnica disponível.

A FFGB conta com o empenho do Governo na conclusão, com a maior brevidade possível, dos trabalhos de recondicionamento do relvado do Estádio Nacional. Federação e Governo partilham o objetivo de garantir que a seleção nacional continue a jogar em casa, perante o seu público, nas melhores condições.

Em respeito pelo procedimento da CAF, a FFGB não antecipará conclusões antes de o relatório ser apreciado pelos órgãos competentes daquela Confederação. A Federação informará a opinião pública logo que receba qualquer decisão oficial.

A FFGB apela à serenidade de todos e reafirma o seu compromisso com a melhoria contínua das condições do Estádio Nacional. Os Djurtus prosseguem a sua preparação, focados no apuramento para o CAN 2027.

Bissau, 13 de outubro de 2026

Rivaldo Cá

O Comité Executivo da FFGB 

África com 74 mil mortos e 7.155 ME em prejuízos por eventos climáticos... Eventos climáticos mataram mais de 74 mil pessoas em África em 2023 e 2024, afetando 64 milhões e provocando 7.155 milhões de euros em prejuízos, avançou hoje o Presidente moçambicano, pedindo celeridade no desembolso de fundos.

© Lusa    13/10/2026 

Eventos climáticos mataram mais de 74 mil pessoas em África em 2023 e 2024, afetando 64 milhões e provocando 7.155 milhões de euros em prejuízos, avançou hoje o Presidente moçambicano, pedindo celeridade no desembolso de fundos.

"O número de ocorrências aumentou de 612 para 738 eventos, que causaram mais de 74 mil mortes ao nível do nosso continente, cerca de 64 milhões de pessoas afetadas e perdas económicas superiores a 8.000 milhões de dólares norte-americanos [7.155 milhões de euros]", disse Daniel Chapo, na abertura, em Maputo, da Conferência Africana sobre Redução do Risco de Desastres, com 500 participantes.

O chefe do Estado moçambicano citou dados do 4.º Relatório Bienal de África sobre a Implementação do Programa de Ação no quadro de Sendai para redução do risco de desastres 2023-2024, lançado hoje, em Maputo, afirmando que no documento recorda-se que, durante o biénio, as cheias, ciclones tropicais e secas representaram cerca de 90% do total dos danos causados por desastres em África.

Segundo o Presidente moçambicano, os países mais afetados foram Madagáscar, Maláui, Zimbábue, Zâmbia e África do Sul, além de Moçambique, que no período em referência foi atingido por "vários ciclones de grandes proporções e dimensões", tais como Idai, Kenneth, Fred e Chido, cujos efeitos destruidores fizeram-se sentir em outros países da região.

"Registamos igualmente cheias de grandes proporções, como aqueles que aconteceram de janeiro a março deste ano, que causaram perdas humanas e materiais, sobretudo na região sul do nosso país e centro", disse Daniel Chapo, recordando que Moçambique é um dos países mais vulnerável a eventos climáticos extremos.

Para Chapo, as mortes e o sofrimento causados pelos eventos climáticos extremos em África recordam que a vulnerabilidade, pobreza extrema e eventos climáticos continuam a expor milhões de africanos a riscos inaceitáveis.

Neste sentido, pediu esforços coletivos da União Africana para se avançar com investimentos na prevenção, resiliência e criação de oportunidades para as comunidades, sublinhando que é o caminho para que nenhum africano continue a arriscar a sua vida em busca de dignidade.

"O impacto destes desastres tem sido bastante severo e retarda sobremaneira os planos de desenvolvimento dos nossos países, sobretudo devido à exiguidade de recursos financeiros com que se confronta a maioria dos países africanos", anotou o chefe do Estado.

Os apoios prometidos pelos parceiros internacionais não têm sido disponibilizados a tempo e na mesma dimensão dos desastres, o que compromete os esforços de reconstrução, acrescentou.

Moçambique prepara-se para enfrentar os impactos do fenómeno El Niño, com o chefe do Estado a elogiar os esforços dos comités locais que ajudam a travar as mortes.

Dirigindo-se aos presentes, Chapo afirmou que uma gestão eficaz dos riscos, incluindo a proteção dos progressos económicos, sociais e ambientais vão impedir a necessidade de uma reconstrução constante após estes acontecimentos.

"Devemos assentar na modernização dos sistemas de aviso prévio, no reforço de infraestruturas resilientes e na promoção de uma cultura de prevenção e prontidão. Tal implica investir em tecnologias, integração da resiliência na planificação e desenvolvimento e a capacitação das comunidades locais, através dos comités locais de gestão do risco, para responder às situações de risco e, sobretudo, do aviso prévio", disse.

No evento, a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, lembrou que o país foi afetado por oito ciclones tropicais entre 2019 e 2025.

Segundo dados do INGD, a última época chuvosa, entre outubro e abril passados, provocou 311 mortes e afetou cerca de 1,07 milhões de pessoas.


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As chegadas por via marítima de migrantes da África Ocidental à Europa diminuíram 59% no primeiro semestre, segundo a OIM, mas o risco de naufrágios e desaparecimentos aumentou.

As chegadas por via marítima de migrantes provenientes da África Ocidental à Europa dimínuiram 59% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período no ano anterior, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Segundo os novos dados sobre as rotas migratórias da África para a Europa, o número de migrantes provenientes dos principais países da África Ocidental - Gâmbia, Guiné, Mali e Senegal - diminuiu devido à utilização de rotas mais longas e perigosas, tendo sido registada a entrada de 4.566 pessoas no continente europeu neste primeiro semestre...

Irmão de Leão XIV diz que Papa irá "recuperar-se completamente"... Louis Prevost reagiu às últimas notícias sobre a saúde do Papa, salientando que o Papa se irá "recuperar completamente". O irmão mais velho de Leão XIV também se encontra internado num hospital na Florida, nos Estados Unidos.

© CHANDAN KHANNA/AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  13/10/2026 

Louis Prevost, irmão mais velho de Leão XIV, reagiu às últimas notícias sobre a saúde do Papa, salientando que o irmão se irá "recuperar completamente".

"Não há muito mais que possa dizer além de incluí-lo nas orações para que esta operação corra bem e não haja mais complicações", afirmou, em declarações ao Corriere della Sera.

E acrescentou: "Tenho a certeza de que irá recuperar-se completamente e irá continuar na sua missão de liderar a Igreja Católica". 

Louis Prevost, de 74 anos, vive na Florida, nos Estados Unidos. De acordo com o meio italiano, está também internado e está a fazer tratamentos contra um cancro. Ainda assim, referiu que não deixa de pensar no irmão mais novo. 

De recordar que Leão XIV, de 71 anos, anunciou no domingo que seria submetido a uma cirurgia "nos próximos dias" para um nódulo "circunscrito ao pulmão" e detetado "numa fase muito inicial". Esta terça-feira, será hospitalizado, mas ainda não se sabe em que dia será operado.

Num comunicado anterior, o Vaticano tinha dado conta de que o Papa seria hospitalizado ao final da manhã de terça-feira, mas sem indicar se a cirurgia decorrerá ainda nesse dia ou depois.

Leão XIV anunciou no domingo que iria ser operado "nos próximos dias" a um nódulo "circunscrito ao pulmão", que foi detetado "numa fase muito inicial", um primeiro alerta de saúde após 17 meses de um pontificado de ritmo intenso.

Um nódulo pulmonar é uma pequena massa ou lesão no tecido pulmonar, geralmente identificada através de exames de imagem ao tórax.

"Os médicos consideram oportuno intervir e, por isso, seguindo as suas recomendações, decidi submeter-me à cirurgia para o retirar", acrescentou o Papa, após a oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

O Papa Leão XIV indicou que o nódulo pulmonar foi identificado em exames de saúde recentes e que está "bem localizado" para ser removido.

Tradicionalmente, o hospital romano Gemelli, onde será realizado o procedimento, recebe os papas para tratamentos médicos desde o tempo de João Paulo II (1978-2005).

Nascido em Chicago, Robert Prevost tornou-se o líder de 1,4 mil milhões de católicos em todo o mundo - e o primeiro Papa norte-americano da história - a 08 de maio de 2025, após o falecimento, aos 88 anos, do argentino Papa Francisco.


130 mil peregrinos na Cova da Iria. Fiéis rezaram pela saúde de Leão XIV... Foram cerca de 130 mil os peregrinos reunidos na Cova da Iria na primeira noite da última grande Peregrinação de 2026 a Fátima. Rezou-se pela saúde do Papa Leão XIV, que será operado a um nódulo no pulmão.

© Reprodução Facebook / Santuário de Fátima   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  13/10/2026 

Foram cerca de 130 mil os peregrinos reunidos na segunda-feira na Cova da Iria, naquela que foi a primeira noite da última grande Peregrinação de 2026 a Fátima. Na homilia, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, que presidiu às celebrações, exortou os fiéis "a viver uma peregrinação interior, a partir de um coração atento às necessidades do próximo, frutificando na fé, na esperança e na caridade". Rezou-se também pela saúde do Papa Leão XIV, que será operado a um nódulo no pulmão.

"A verdadeira peregrinação não se mede apenas pelo caminho que percorremos, mas pelo caminho que Deus percorre em nós. Chegar a um santuário é importante, mas deixar que Deus encontre morada no nosso coração é o vital", sintetizou o presidente da Peregrinação Internacional Aniversária de outubro, citado no comunicado publicado hoje no site do Santuário de Fátima. 

A notícia da cirurgia a que o Papa Leão XIV será submetido "motivou uma oração particular dos peregrinos reunidos na Cova da Iria pelo Sucessor de Pedro".

"Para que o Imaculado Coração de Maria seja o modelo da santa Igreja e interceda pelo Papa Leão XIV, para que, pelo amor e pelo poder de Cristo, encontre alívio e saúde", pediu-se na Oração Universal.

O Santuário destacou ainda que anunciaram a sua presença nas celebrações de segunda-feira grupos de peregrinos oriundos de diversos países (e dos cinco continentes): Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Bélgica, Itália, Croácia, Alemanha, Eslováquia, Dinamarca, Hungria, Polónia, Senegal, Ucrânia, Costa do Marfim, Togo, Canadá, Estados Unidos da América, Angola, Porto Rico, Haiti, Brasil, Índia, El Salvador, Guatemala, México, Ilhas Maurícias, Coreia do Sul, Vietname, Filipinas e Nova Zelândia.

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Reitor mantém otimismo de que Papa visita Fátima em 2027

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, disse ontem manter o otimismo face a uma possível visita do Papa em 2027, apesar do anúncio de que o chefe da Igreja Católica será internado hoje para remoção de um nódulo pulmonar.

"Eu começo por dizer que eu não tenho qualquer informação privilegiada (…), trata-se apenas de uma convicção profunda de que o Papa pode vir ou que é muito provável que o Papa venha no próximo ano", afirmou aos jornalistas Carlos Cabecinhas, na conferência de imprensa que antecedeu a peregrinação internacional aniversária de outubro.

O sacerdote adiantou que a notícia do problema de saúde do Papa não o faz esmorecer no seu otimismo. "Eu mantenho o otimismo", assegurou, referindo que, recentemente, o núncio apostólico, Andrés Carrascosa Coso, "dizia 'o Papa, certamente, virá à Fátima quando a sua agenda lho permitir e virá assim que puder'".

Para o reitor do santuário, aquelas "são declarações prudentes de quem de facto não sabe ainda a data".

"Mas é este conforto que nos fica, do desejo que o Papa tem, efetivamente, de vir a Portugal e, concretamente, de vir a Fátima. Por isso eu mantenho esse otimismo em relação ao próximo ano, mas se não for possível no próximo ano, então que seja na primeira ocasião em que tal seja possível", acrescentou Carlos Cabecinhas.


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O secretário de Estado do Vaticano destacou hoje a serenidade do Papa Leão XIV ao anunciar que vai ser operado a um nódulo no pulmão, mostrando-se "confiante que tudo se resolverá o mais rapidamente possível".

Osecretário de Estado do Vaticano destacou hoje a serenidade do Papa Leão XIV ao anunciar que vai ser operado a um nódulo no pulmão, mostrando-se "confiante que tudo se resolverá o mais rapidamente possível".

"Ficámos todos impressionados com a serenidade com que o Papa anunciou esta intervenção. Esperamos que este problema possa ser resolvido o mais rapidamente possível. Estamos confiantes, mas, naturalmente, acompanhamo-lo com as nossas orações", disse o cardeal italiano Pietro Parolin aos meios de comunicação...

Rússia abateu "604 drones ucranianos de asa fixa" no seu território... As forças russas abateram 604 drones ucranianos durante a noite passada, com a maioria dos ataques visando a região de Moscovo, segundo informaram o Ministério da Defesa e o presidente da Câmara da capital russa.

© Lusa   13/10/2026 

"Durante a noite passada, as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 604 drones ucranianos de asa fixa" sobre 15 regiões russas e o mar de Azov, declarou o comando militar russo na rede social Telegram.

O presidente da Câmara da capital russa, Dmitri Sobianin, declarou no Telegram que, entre às 20h30 de segunda-feira (18h30 em Lisboa) e às 07h00 de hoje (05h00 em Lisboa), "foram lançados 217 drones em direção à região de Moscovo".

"A maior parte destes foi neutralizada pelas defesas antiaéreas em zonas distantes da cidade. Foram destruídos 65 drones nas proximidades de Moscovo", apontou. Posteriormente, Sobianin acrescentou que outros cinco drones foram abatidos nos arredores da cidade.

Devido ao perigo representado pelos drones, os aeroportos moscovitas de Domodedovo, Vnukovo, Zhukovsky e Sheremetyevo interromperam temporariamente as operações, informou a agência de aviação civil russa, Rosaviatsia, no Telegram.

Na região de Kaluga - situada a 180 quilómetros a sudoeste de Moscovo e uma das possíveis rotas de voo dos drones ucranianos em direção à capital russa -, 73 drones foram abatidos durante a noite, segundo informou o governador local, Vladislav Shapsha, na rede social russa MAX.

Shapsha disse que, em consequência do ataque no distrito de Mosalskoi, ficaram danificadas uma escola, duas casas particulares e um automóvel.

Nem os meios de comunicação oficiais nem os canais independentes russos ou ucranianos reportaram danos nas infraestruturas críticas russas, incluindo as refinarias.


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Donald Trump afirmou ter falado com o príncipe herdeiro saudita sobre os ataques dos Houthis, a quem acusou de se estarem a "portar muito mal"...

"Estamos descontentes": Trump admite demitir embaixadora na Grécia após polémicas sobre mensagens e luxos pagos por empresários

Por cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa, 13/10/2026 

Nos últimos dias, o Wall Street Journal publicou vários artigos embaraçosos para a antiga animadora da Fox News, que ganhou relevo no movimento de apoio a Trump, o dito 'Make America Great Again'

Donald Trump confirmou na segunda-feira informações de meios segundo as quais tencionaria demitir a embaixatriz dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, fragilizada por revelações comprometedoras.

"Estamos a pensar. Estamos descontentes", disse Trump, quando questionado sobre o assunto, na Casa Branca.

O destino desta ex-namorada do filho mais velho de Trump deve ser decidido rapidamente, apontou a CNN, no domingo.

Nos últimos dias, o Wall Street Journal publicou vários artigos embaraçosos para a antiga animadora da Fox News, que ganhou relevo no movimento de apoio a Trump, o dito 'Make America Great Again'.

Segundo o diário, com imagens de écrã em apoio, Kimberly Guilfoyle falou durante meses com Eric Deters, um jurista e antigo candidato ao Congresso pelo Estado do Kentucky, que procurava uma ajuda do governo para resolver os seus problemas com o fisco.

Desde 2020, este rico financiador dos republicanos deu centenas de milhares de dólares à família Trump e apoiou o campo do candidato vencedor das presidenciais em 2024.

Mas o pedido feito em julho de 2025 por Kimberly Guilfoyle parece ser mais pessoal, com esta a pretender regularizar o saldo da sua carta de crédito: "Querido, preciso de que me faças isso hoje", escreveu.

Mas Eric Deters não deu seguimento ao pedido, argumentando que colocaria o seu casamento em risco, segundo o Wall Street Journal, que avançou que um advogado da embaixadora contestou a autenticidade das mensagens, sem mais detalhes.

Mais recentemente, o Wall Street Journal informou, no sábado, com base em registos, sobre conversas nas quais a embaixadora se gaba de viagens e estadias luxuosas pagas por ricos empresários gregos.

Numa outra troca de mensagens, também citada por este jornal, ela exprime a sua fúria, com recurso a palavrões, por não ter sido convidada para um jantar do Forum Económico Mundial, em Davos, em janeiro.

A imprensa dos EUA também reproduziu nos últimos dias outros possíveis conflitos de interesse de Kimberly Guilfoyle, que também foi casada com o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom.


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Questionado sobre a possibilidade de o Kremlin ter violado tal trégua, Trump disse não ter conhecimento e frisou que os líderes russo e ucraniano "precisam de se reunir e acabar com esta guerra ridícula".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua energética que anunciou entre Rússia e Ucrânia está plenamente em vigor, apesar de Moscovo não ter confirmado a adesão e continuar a atacar infraestruturas na Ucrânia.

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que tinham chegado a um acordo", respondeu Trump aos jornalistas na segunda-feira Casa Branca....