terça-feira, 5 de maio de 2026

Novo chefe da Força Aérea israelita declara prontidão para retomar ataques... O novo chefe da Força Aérea de Israel avisou hoje que o seu país está pronto para retomar os ataques contra o Irão "se necessário", numa fase em que o conflito no Golfo atravessa um cessar-fogo precário.

© Reuters    Por  LUSA    05/05/2026 

"Estamos a acompanhar de perto o que está a acontecer no Irão e preparados para deslocar toda a Força Aérea para leste, se necessário", disse Omer Tischler, durante a sua tomada de posse, em substituição de Tomer Bar.

O novo chefe militar advertiu que a Força Aérea continuará a agir de forma "decisiva, poderosa e responsável em todo o lado, contra qualquer ameaça e qualquer inimigo", quando, além do Irão, também o conflito no Líbano está sujeito a um cessar-fogo, desde meados de abril, embora os confrontos com o grupo xiita Hezbollah prossigam.

"Neste momento, estamos a sobrevoar o Líbano, atacando o Hezbollah", acrescentou Tischler a propósito do grupo libanês apoiado pelo Irão e que não reconhece as negociações entre o Governo de Beirute e Israel.

No mesmo sentido, o comandante das forças armadas, Eyal Zamir, afirmou durante a cerimónia que os militares israelitas "mantêm um elevado nível de prontidão" caso o Irão retome os seus ataques contra Israel durante a atual escalada de tensão em pleno cessar-fogo.

"As nossas forças estão mobilizadas em todos os setores, combatendo e preparadas para entrar em ação imediatamente em qualquer cenário, de perto ou de longe", declarou Zamir.

Nascido em 1975 no norte de Israel, Omer Tischler, um antigo piloto de caças, já estava no topo da hierarquia da Força Aérea desde setembro de 2023, um mês antes dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas, que, em 07 de outubro daquele ano, desencadearam a guerra na Faixa de Gaza e também o reacendimento do conflito no Líbano.

O conflito no enclave palestiniano encontra-se sob um cessar-fogo desde outubro do ano passado, mas as partes ainda não avançaram para a etapa seguinte de um acordo de paz.

Na cerimónia de hoje na Base Aérea de Tel Nof, o chefe da Força Aérea cessante pediu uma investigação externa aos ataques de 07 de outubro em solo israelita como condição essencial "para a confiança" entre os cidadãos, as Forças de Defesa de Israel e o país que os deve proteger.

"É evidente para todos que o quadro completo só ficará claro após o trabalho de uma comissão de investigação externa e objetiva", disse Bar no seu discurso de despedida, citado na imprensa israelita, sobre a criação de uma estrutura de inquérito independente, que tem vindo a ser recusada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O conflito no Golfo encontra-se interrompido por um frágil cessar-fogo desde 08 de abril.

Apesar dos esforços da mediação do Paquistão, Washington e Teerão não voltaram à mesa de negociações desde a primeira e única ronda negocial em 21 de abril.

Após o fracasso das conversações, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos numa tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica, que mantém por seu lado a navegação comercial sob ameaça militar no estratégico estreito de Ormuz.

RELATÓRIO ALERTA PARA RISCO DE EXPANSÃO DO EXTREMISMO VIOLENTO NO SENEGAL E POSSÍVEIS IMPACTOS NA SUB-REGIÃO

Por  Rádio Sol Mansi   05 05 2026

Um relatório do Centro Africano de Estudos Estratégicos alerta para o risco crescente de expansão do extremismo violento na fronteira leste do Senegal, numa altura em que a instabilidade no Sahel continua a alastrar. 

O documento, divulgado pela RDP África, aproveitada pela Rádio Sol Mansi, sublinha que a confiança entre as comunidades e as forças de segurança será determinante para conter a ameaça antes que esta se enraíze.

A preocupação surge na sequência dos recentes ataques no Mali, que têm aumentado os receios de um efeito de contágio para países vizinhos, incluindo o Senegal.

A eventual expansão do extremismo violento para o território senegalês poderá ter consequências profundas para toda a sub-região da África Ocidental, onde a Guiné-Bissau é parte.

Existem receios de o alastramento da insegurança pode fragilizar ainda mais as fronteiras, facilitar o tráfico ilícito e comprometer a livre circulação de pessoas e bens.

Para a Guiné-Bissau, país vizinho, o cenário é igualmente preocupante. O agravamento da instabilidade no Senegal pode aumentar a pressão sobre os sistemas de segurança nacionais, elevar o risco de infiltração de grupos armados e gerar deslocações populacionais em massa.

O relatório destaca que o reforço da cooperação entre comunidades e autoridades será crucial para prevenir a radicalização e identificar ameaças precocemente. 

O extremismo violento continua a desafiar os esforços de paz e segurança na África Ocidental.

Pelo menos 22 mortos em ataques russos em vésperas de tréguas na Ucrânia... Pelo menos 22 pessoas morreram hoje em ataques russos diurnos na Ucrânia, após os anúncios separados de tréguas entre os dois países, que, do lado de Kiev, entra em vigor já na quarta-feira.

© IRYNA RYBAKOVA/93RD SEPARATE MECHANIZED BRIGADE "KHOLODNYI YAR"/AFP via Getty Images    Por LUSA   05/05/2026 

Segundo um balanço preliminar, pelo menos 12 pessoas foram mortas em Zaporijia e uma em Nikopol, no sudeste da Ucrânia, e outras cinco em Kramatorsk, no leste do país.

Posteriormente, o Presidente ucraniano adicionou quatro mortos em Dnipro.

"É essencial que a Rússia seja forçada a pôr fim a esta guerra", comentou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, após o ataque contra aquela cidade no centro da Ucrânia e de ter indicado que o número de vítimas em Kramatorsk, cujo centro foi atingido ao final da tarde, pode ainda subir.

Em Zaporijia, foram lançadas quatro bombas aéreas perto do centro da cidade, matando pelo menos 12 pessoas e ferindo 20, informou à agência France-Presse (AFP) a porta-voz da polícia regional, Anna Tkachenko.

Ataques russos com drones e mísseis de longo alcance já tinham matado pelo menos cinco pessoas durante a última noite na Ucrânia, incluindo socorristas, e ferido outras dezenas, segundo informações de Kiev.

Em reação a estes bombardeamentos noturnos, Zelensky condenou o "puro cinismo" de Moscovo, depois de as autoridades russas terem anunciado unilateralmente um cessar-fogo nos dias 08 e 09 de maio para as comemorações do 81.º aniversário da derrota nazi na Segunda Guerra Mundial, celebrado anualmente com um grande desfile na Praça Vermelha, em Moscovo.

"É puro cinismo pedir um cessar-fogo para realizar celebrações de propaganda, enquanto se realizam estes ataques diariamente", criticou.

A Rússia ameaçou lançar um "ataque em grande escala com mísseis" contra o centro de Kiev caso a Ucrânia viole esta trégua.

O líder ucraniano respondeu com outra declaração de cessar-fogo, que entra em vigor às 0:00 locais de quarta-feira (menos duas horas em Lisboa), sem especificar a duração.

Kiev alertou que responderá "simetricamente" a qualquer violação desta interrupção do conflito.

Em resposta aos bombardeamentos, a Ucrânia intensificou os seus ataques com drones contra a Rússia nos últimos dias e um destes dispositivos chegou a atravessar a fachada de um edifício residencial na zona oeste de Moscovo.

Os anúncios unilaterais de tréguas ocorrem três semanas depois de um cessar-fogo durante as celebrações da Páscoa Ortodoxa, que foi acompanhado de violações nas linhas da frente, embora tenha havido uma suspensão dos ataques aéreos de longo alcance.

Com a guerra na Ucrânia em segundo plano devido ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados unidos e Israel contra o Irão, as negociações entre Kiev e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

A guerra no Médio Oriente tem beneficiado a Rússia, através do levantamento parcial e temporário das sanções norte-americanas contra o comércio de petróleo russo, como parte dos esforços para conter a alta instabilidade nos mercados mundiais desde o início deste novo conflito.


Leia Também: Proposta de resolução da ONU ameaça Teerão com sanções

Uma proposta de resolução da ONU ameaça impor sanções ou outras medidas ao Irão caso este prossiga os ataques a navios no estreito de Ormuz, noticiou hoje a agência norte-americana The Associated Press (AP).

PAIGC ADMITE A POSSIBILIDADE DE REALIZAR CONGRESSO EM FORMATO ONLINE E REJEITA CRISE INTERNA NO PARTIDO

Por  Rádio Sol Mansi   05 05 2026

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) garante estar determinado a realizar o seu próximo congresso já no próximo mês, admitindo, no entanto, a possibilidade do evento decorrer em formato online, devido ao encerramento da sua sede.

As garantias foram dadas esta terça-feira pelo secretário de Comunicação do partido, Muniro Conté, em entrevista à Rádio Sol Mansi.

Segundo o responsável, apesar das restrições atuais, os estatutos do PAIGC permitem a realização do congresso em formato online, assegurando assim a continuidade da agenda política.

Muniro Conté afastou ainda a existência de qualquer crise interna no seio do partido, contrariando informações que têm circulado nos últimos tempos. Ele sustenta que, apesar de todas as restrições, o PAIGC sempre teve bons resultados nas últimas eleições.

Ontem, um grupo de reflexão do partido anunciou a intenção de realizar um congresso unilateral, previsto para os dias 9 e 10 do próximo mês. Em reação, Conté considerou que, a concretizar-se, tal iniciativa ocorrerá à margem dos estatutos do PAIGC. Um apelo foi lançado ao Supremo Tribunal de Justiça.

"Sabemos o que aconteceu ao Supremo Tribunal de Justiça. Temos o nosso estatuto e sabemos o que aconteceu no Supremo nestes últimos anos. Esperamos ver o que vem pela frente. Na Guiné-Bissau, já vimos de tudo", disse.

A Rádio Sol Mansi continua a tentar ouvir a reação do grupo de reflexão sobre os preparativos para o evento. Entretanto, ontem, o grupo anunciou a nomeação de Carlos Nelson Sanó como presidente da Comissão Organizadora do XI Congresso do partido.

Num comunicado que circula nas redes sociais, o grupo de reflexão sustenta que reuniu todas as condições estatutárias necessárias para avançar com o congresso, incluindo a recolha de assinaturas a nível nacional, após o fracasso das negociações com a atual direção do PAIGC.

Trump minimiza conflito com o Irão e fala em "pequena escaramuça"... O Presidente dos Estados Unidos descreveu hoje o conflito com o Irão como uma "pequena escaramuça", procurando relativizar a dimensão da operação militar em curso.

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   05/05/2026 

"Estamos numa pequena escaramuça militar. Chamo-lhe 'escaramuça' porque o Irão não tem a mínima hipótese", afirmou Donald Trump na Casa Branca, durante um evento dedicado à promoção de exercícios físicos nas escolas. 

O chefe de Estado norte-americano tem alternado entre a valorização e a minimização do conflito, referindo-se anteriormente à ofensiva --- designada Fúria Épica --- como um "sucesso espetacular" e afirmando que a marinha iraniana "foi aniquilada".

Apesar disso, Trump tem também recorrido a expressões como "mini-guerra" ou "pequena excursão" para caracterizar a intervenção militar, numa tentativa de reduzir a perceção de escalada do conflito.

A estratégia discursiva surge num contexto de sensibilidade da opinião pública norte-americana face ao envolvimento em operações militares no exterior.

Horas antes, o Presidente norte-americano tinha admitido que a guerra com o Irão podia prolongar-se ainda por duas ou três semanas e descartar que o tempo fosse um "fator crucial" para os interesses de Washington.

"De uma forma ou de outra, ganhamos", afirmou Donald Trump durante uma entrevista à ABC News divulgada hoje, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

Trump disse ainda que ou os Estados Unidos fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra "com muita facilidade".


Leia Também: Emirados intercetam mísseis e drones iranianos pelo 2.º dia consecutivo

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje que as suas defesas aéreas intercetaram pelo segundo dia consecutivo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados a partir do Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.

Conselho de Ministros fixou a data do Recenseamento Geral da População e Habitação para o período de 1 a 21 de Junho de 2026, em todo o território nacional.

Por  Radio TV Bantaba 

Conselho de Ministros aprova propostas de lei sobre protecção de dados e cibercrime

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, 5 de Maio de 2026, em Bissau, as propostas de lei sobre Protecção de Dados e Cibercrime, dois diplomas considerados centrais para o reforço do quadro jurídico nacional no domínio das liberdades públicas, da segurança digital e da cooperação penal internacional.

A reunião decorreu em sessão ordinária, na Sala Nobre General Umaro Sissoco Embaló, no Gabinete do Primeiro-Ministro, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a.

Na parte deliberativa, o Governo aprovou, com alterações, a Proposta de Lei de Protecção de Dados, cujo objectivo é garantir o respeito pelas liberdades públicas, pelos direitos e garantias fundamentais das pessoas singulares nos processos de recolha e tratamento de dados pessoais.

O Conselho de Ministros aprovou igualmente a Proposta de Lei sobre o Cibercrime, que estabelece disposições penais materiais e processuais relativas à criminalidade informática, à cooperação internacional em matéria penal, à propaganda racista e xenófoba praticada através de sistemas informáticos, bem como à recolha de prova em suporte electrónico.

Para harmonizar os dois diplomas, o Executivo decidiu instituir uma comissão interministerial com mandato para introduzir as alterações sugeridas durante a reunião. A comissão integra os Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, dos Transportes e Economia Digital, das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo.

O Governo aprovou ainda o Projecto de Decreto relativo às melhorias da informação orçamental e à digitalização da gestão das finanças públicas. A medida visa reforçar o âmbito da publicação da informação orçamental e promover a digitalização da gestão das finanças públicas.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros fixou a data do Recenseamento Geral da População e Habitação para o período de 1 a 21 de Junho de 2026, em todo o território nacional.

Ainda na parte deliberativa, foram aprovados pedidos de concessão da nacionalidade guineense, por naturalização, a Muruganandan Sankaranarayanan, Yawovi Missiagbeto Nouletame, Hussein Kamal Elhaj Slaiman e Yang Zhang.

O comunicado é assinado, em Bissau, pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Ussufo António Quadé.

Trump volta a criticar Papa Leão XIV: "Coloca muitos católicos em perigo"... O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar o Papa Leão XIV, acusando-o de "colocar muitos católicos em perigo", numa altura em que o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, tem encontro marcado com o líder da Igreja Católica no Vaticano.

© Daniel Heuer/Bloomberg via Getty Images   noticiasaominuto.com   05/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV, acusando-o de "colocar muitos católicos em perigo". As declarações surgem numa altura em que foi confirmado que o chefe da diplomacia norte-americano, Marco Rubio, vai ser recebido pelo santo pontífice. 

Durante uma entrevista ao programa "The Hugh Hewitt Show", foi abordada a questão da prisão ex-magnata pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, que o presidente norte-americano pretende contestar perante o presidente chinês, Xi Jinping, ainda este mês- 

Quando o apresentador do programa "The Hugh Hewitt Show" sugeriu que o Papa também deveria abordar a questão da detenção de Lai, Trump discordou e criticou o líder da Igreja Católica.

"Bem, o Papa prefere falar sobre o facto de ser aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear", referiu. "Não acho isso muito bom"

"Penso que está a colocar muitos católicos e muitas pessoas em perigo, mas, se depende do Papa… Ele acha perfeitamente normal o Irão ter uma arma nuclear", atirou.

Na segunda-feira, a Santa Sé confirmou que Marco Rubio será recebido já esta quinta-feira por Leão XIV, após as duras críticas de Trump ao Papa norte-americano. 

O encontro entre o Papa e Rubio terá lugar na quinta-feira, às 11h30 (hora local, menos uma hora em Lisboa), no Palácio Apostólico do Vaticano, a residência oficial do líder católico.

Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano na história e que já tinha criticado as políticas de imigração de Trump antes da sua eleição há um ano, tem mantido um desacordo com o presidente dos EUA, desta vez devido à guerra no Irão.

Há um mês, a 7 de abril, o Papa classificou a ameaça do presidente dos EUA de eliminar "uma civilização inteira" na guerra contra Teerão de "inaceitável", ao que Trump respondeu chamando-o de "fraco" e "péssimo em política externa".

Uma semana depois, Leão XIV resolveu a questão assegurando que não tinha medo da administração Trump nem tinha interesse em debater com o presidente e reiterou a sua intenção de continuar a pregar a paz.

Marco Rubio, que é católico, deverá também ter um encontro com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse uma fonte do Governo italiano à agência France-Presse (AFP).

Leão XIV já tinha recebido Marco Rubio e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, a 19 de maio do ano passado, um dia após o início do seu pontificado.

MAULANA IDRIS: Assassinado clérigo que mediava conflito entre Paquistão e Afeganistão... Um grupo de homens armados assassinou um influente clérigo ligado a uma escola religiosa muçulmana (madraça) e que integrava a equipa de mediação entre o Paquistão e os talibãs afegãos, anunciou hoje a polícia.

© REUTERS/Fayaz Aziz   Por  LUSA   05/05/2026 

"Homens armados não identificados dispararam contra o veículo de Maulana Sheikh Muhammad Idris quando este se deslocava da sua casa para a madraça. Foi levado de urgência para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos", disse o porta-voz da polícia da cidade paquistanesa de Charsadda, Safi Ullah, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O ataque, no qual outros dois polícias ficaram feridos, aconteceu na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão.

Idris era um professor proeminente da madraça Darul Uloom Haqqania, conhecida como a Universidade da Jihad por ter formado grande parte da liderança talibã que agora governa o Afeganistão.

O porta-voz da polícia disse que o clérigo também "participou ativamente nos esforços de mediação entre o Paquistão e o Afeganistão em relação à questão do Tehreek-e-Taliban Pakistan" (TTP), tendo mesmo chegado a viajar para Cabul para negociar um acordo.

Frequentemente referido como talibãs paquistaneses, o TTP é uma aliança de grupos militantes islâmicos que opera principalmente na região fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão.

Embora partilhem ideologias e laços históricos, o TTP distinguem-se dos talibãs afegãos, mas Islamabad acusa Cabul de permitir que o grupo utilize território afegão para planear ataques, uma tensão que aumentou em fevereiro passado, quando o Governo paquistanês declarou "guerra aberta" ao vizinho.

O porta-voz dos talibãs no Afeganistão, Zabihullah Mujahid, condenou veementemente o assassínio, classificando-o como um ato "dos inimigos do Islão e dos estudiosos".

"O martírio deste eminente estudioso e professor de milhares de líderes religiosos é uma perda imensa e irreparável para a academia, os estudiosos e o mundo islâmico", escreveu Mujahid nas redes sociais.

O clérigo era membro do Jamiat Ulema-e-Islam (JUI-F), um dos partidos político-religiosos mais influentes do Paquistão e um dos principais defensores da escola de pensamento Deobandi, a mesma professada pelos talibãs afegãos.

Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria do ataque, os talibãs sugeriram que podia ser obra do Estado Islâmico do Khorasan (ISIS-K), o braço regional deste grupo extremista que opera sobretudo no Afeganistão e no Paquistão.

O jornal Arab News noticiou que publicações ligadas ao ISIS-K tinham emitido ameaças diretas contra Idris nos últimos meses pelo apoio explícito ao sistema político do Paquistão e ao chefe do exército, Asim Munir, um dos principais mediadores no conflito com o Irão.

"Que Alá destrua Trump! (...) Afirmo claramente que o atual governo, especialmente o nosso marechal de campo, tem feito esforços visíveis e, pela graça de Deus, estas guerras estão a chegar ao fim", disse Idris alguns dias antes, referindo-se a Munir.

O homicídio aconteceu num momento de maiores tensões na província de Khyber Pakhtunkhwa, palco de 70% dos mais de 5.300 incidentes terroristas registados no Paquistão em 2025, com atividades do TTP, ISIS-K e outros grupos não identificados.

Rússia impõe restrições à internet: "Bloqueado por motivos de segurança"... As autoridades da Federação Russa impuseram hoje restrições ao uso da Internet móvel, por motivos de segurança, a dias da celebração do triunfo soviético sobre o regime nazi alemão na II Guerra Mundial.

© Lusa   05/05/2026 

Segundo jornalistas da agência noticiosa AFP e operadoras de telecomunicações, os serviços ficaram indisponíveis hoje, durante várias horas, verificando-se também problemas com pagamentos através de cartões bancários.

O acesso à Internet móvel, "temporariamente bloqueado por motivos de segurança", acabou por ser restabelecido em Moscovo, confirmou depois o ministério da Tecnologia Digital da Rússia em comunicado.

Estas interrupções temporárias são executadas "em caso de ameaça à segurança, incluindo drones inimigos", disse aquela fonte do executivo russo.

Segunda-feira, operadoras russas, incluindo MTS, Megafon e Beeline, enviaram mensagens aos seus clientes a avisar que seriam previsíveis restrições temporárias da Internet móvel em Moscovo e em toda aquela região metropolitana "entre 05 e 09 de maio", acrescentando a possibilidade de "dificuldades com pagamentos com cartão, uso de caixas eletrónicas e serviços de geolocalização".

Obama confessa que vida política continua a afetar relação com Michelle... Antigo presidente dos EUA confessa que a mulher gostaria que este estivesse mais presente para aproveitarem a vida a dois. Porém, as exigências da vida política nem sempre o permitem.

© Getty Images/(Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc    Notícias ao Minuto  05/05/2026 

Barack Obama assumiu durante uma entrevista que a pressão de se manter ativo na vida política ainda afeta a sua relação com Michelle Obama.

O antigo presidente norte-americano confessou, numa conversa com Peter Slevin, para a The New Yorker, que as exigências de ser uma figura de proa do partido democrata continuam a pesar sobre o seu casamento, mesmo dez anos depois de ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama terem deixado a Casa Branca.

O 44.º presidente dos Estados Unidos da América continua a ter força na política americana, tanto na esquerda, onde é uma das vozes mais valorizadas do partido, como na direita, onde continua a ser um dos principais alvos de raiva e desprezo, nomeadamente do atual presidente Donald Trump, escreve o The Independent. 

Isso faz com que seja frequentemente requisitado para dar a sua opinião ou para participar ativamente em ações de campanha. Algo que deixa Michelle Obama incomodada.

"Isso cria uma tensão no nosso lar e deixa-a frustrada", disse Barack sobre o que Michelle Obama pensa das constantes exigências para que este participe na vida política do país.

"Ela quer ver o marido a relaxar e a passar mais tempo com ela, aproveitando o que resta das nossas vidas", partilhou.

Recorde-se que o ex-presidente há muito que se mostra aberto a falar sobre a forma como a vida política afetou a sua família e, em especial, como o escrutínio de ser a primeira família negra a viver na Casa Branca exerceu pressões únicas tanto sobre Michelle como sobre as suas filhas, Sasha e Malia.

No ano passado, o casal viu-se envolvido em vários rumores que davam como certo que estavam separados. A antiga primeira-dama dos Estados Unidos reagiu lamentando que o seu afastamento da exposição pública tenha sido mal percebido.

Na altura chegou a confessar também estar a fazer terapia para lidar com esta nova fase da sua vida.

Costa saúda cessar-fogo: "Massacre sem sentido da Rússia tem de acabar"... O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o cessar-fogo a partir de 06 de maio anunciado pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, e defendeu que "o massacre sem sentido da Rússia tem de acabar agora".

© Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  05/05/2026 

"Saudamos mais uma iniciativa do Presidente Zelensky em prol de um cessar-fogo. A guerra continuada da Rússia contra a Ucrânia tem causado sofrimento e perdas incomensuráveis", escreve António Costa numa publicação nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu refere que a União Europeia (UE) "apoia firmemente todos os esforços para assegurar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia".

"O massacre sem sentido da Rússia tem de acabar agora", defende.

A Ucrânia decretou um cessar-fogo a partir desta quarta-feira, dois dias antes da trégua anunciada por Moscovo para as comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial, alertando que retaliaria então contra qualquer ataque russo.

Moscovo começou por declarar um cessar-fogo para os dias 08 e 09 de maio, mas o exército russo ameaçou lançar "um ataque maciço com mísseis" sobre Kyiv, em caso de violação da cessação das hostilidades declarada.

O Presidente ucraniano respondeu na noite de segunda-feira, anunciando "um regime de cessar-fogo a partir das 00h00 (21h00 TMG) na noite de 05 para 06 de maio".

"Agiremos de forma recíproca a partir desse momento", afirmou Volodymyr Zelensky.

"É hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à sua guerra, tanto mais que o Ministério da Defesa russo considera que 'não pode organizar' um desfile em Moscovo sem a boa vontade da Ucrânia", acrescentou o Presidente ucraniano, que se encontra em deslocação oficial ao Bahrein.

A Rússia comemora todos os anos o Dia da Vitória soviética contra a Alemanha nazi em 1945, organizando um grande desfile militar na Praça Vermelha, em Moscovo.

A Ucrânia multiplicou nos últimos dias os envios de drones para o território russo, tendo um desses aparelhos destruído a fachada de um edifício residencial de luxo na zona oeste de Moscovo.

"Se o regime de Kyiv tentar pôr em prática os seus planos criminosos destinados a perturbar as comemorações do 81.º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica, as forças armadas russas lançarão um ataque maciço de mísseis de retaliação contra o centro de Kyiv", advertiu o ministério russo da Defesa.

A Ucrânia pede há muito tempo uma trégua prolongada na frente de batalha para facilitar as negociações com vista a chegar a um acordo para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa em grande escala em fevereiro de 2022, o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscovo recusa, argumentando que um cessar-fogo mais alargado permitiria a Kyiv reforçar as suas defesas.

Presidente de Transição da Guiné-Bissau, Horta Inta-A, preside neste momento a reunião ordinária do Conselho de Ministros.

‎NOVA DIREÇÃO DA AGAS PROMETE REFORÇAR INTERVENÇÃO SOCIAL NA GUINÉ-BISSAU

Por Rádio Sol Mansi  ‎ 05-05-2026

A nova presidente da Associação Guineense de Assistentes Sociais (AGAS), Indjai Mané, afirmou esta terça-feira que a organização enfrenta grandes desafios na sociedade guineense, apelando por isso aos parceiros estratégicos para trabalharem em conjunto na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

‎‎As declarações foram feitas após a cerimónia de tomada de posse da nova direção da associação, realizada numa unidade hoteleira da capital, Bissau.

‎‎Segundo Indjai Mané, apesar das dificuldades existentes, a AGAS continua na linha da frente da intervenção social no país, atuando em hospitais, comunidades, escolas e noutras instituições públicas e privadas.

‎‎Por sua vez, o diretor-geral da Inclusão e Solidariedade Social, Carlos Tipote, que representou a ministra da Mulher e Solidariedade Social na cerimónia, lembrou aos novos dirigentes que as funções agora assumidas exigem elevado sentido de responsabilidade.

‎‎Carlos Tipote destacou ainda o papel dos assistentes sociais como pilares fundamentais na promoção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

‎‎A atual direção resulta da terceira assembleia constituinte da associação, criada em maio de 2019. Em 2022, a AGAS tornou-se membro efetivo da Federação Internacional de Assistentes Sociais, reforçando a sua representatividade e ampliando as oportunidades de intercâmbio de experiências com organizações internacionais do setor.

EUA: Disparos perto da Casa Branca enquanto Trump discursava. Homem baleado... Os jornalistas tiveram de ser retirados da residência oficial do presidente dos Estados Unidos após terem sido ouvidos disparos nas imediações.

© Pixabay   Notícias ao Minuto  

O acesso à Casa Branca esteve bloqueado por alguns minutos, na tarde desta segunda-feira, na sequência de um tiroteio perto do local que envolveu agentes da polícia de Washington, no qual uma pessoa foi baleada.

O vice-diretor dos Serviços Secretos, Matt Quinn, afirmou que o indivíduo foi baleado após abrir fogo quando abordado pelos agentes.

Um peão foi atingido pelo suspeito, adiantou o mesmo responsável.

A comitiva do vice-presidente JD Vance passou pela zona pouco antes do tiroteio, mas não havia indícios de que fosse o alvo, referiu Quinn.

No momento do incidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava num evento com representantes de pequenos negócios, que prosseguiu normalmente.

Os jornalistas tiveram de ser retirados da residência oficial do presidente dos Estados Unidos após terem sido ouvidos disparos nas imediações.

"Os Serviços Secretos dos EUA acabaram de nos retirar da nossa posição de câmara no relvado norte da Casa Branca", escreveu a jornalista Megan Cassella, da CNBC, numa publicação feita nas redes sociais. "Estamos reunidos na sala de imprensa. Não temos informações sobre o que está a acontecer."

Em novembro do ano passado, a Casa Branca entrou em "lockdown" após dois integrantes da Guarda Nacional serem baleados perto do complexo presidencial. Uma das vítimas morreu, e a outra ficou gravemente ferida. O atirador foi detido.

Várias ruas próximas foram interditadas pela polícia e os Serviços Secretos recomendaram que as pessoas evitassem a zona, enquanto as equipas de emergência atendiam a ocorrência.

Quando isto acontece, ninguém pode entrar nem sair da Casa Branca sem autorização dos Serviços Secretos, força policial encarregue da proteção do presidente dos EUA.

Vito Maggiolo, porta-voz do Departamento de Bombeiros e Serviços Médicos de Emergência de Washington, disse que as equipas de emergência transportaram um homem adulto para o hospital e estavam a assistir um adolescente com ferimentos ligeiros.  

A 26 de abril, um atirador tentou assassinar Trump durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, num hotel de Washington, o que levou à retirada do Presidente. 


Leia Também: Trump desvaloriza últimos ataques iranianos contra Emirados Árabes Unidos

O presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou hoje os 19 projéteis lançados pelo Irão contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), realçando que não causaram danos significativos.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

EUA dizem ter destruído seis embarcações iranianas, mas Irão nega... As forças norte-americanas anunciaram hoje a destruição de seis embarcações iranianas e a interceção de mísseis e drones do Irão contra navios militares dos EUA e embarcações comerciais.

© Sahar AL ATTAR / AFP via Getty Images  Por  LUSA  04/05/2026 

O Irão contestou a versão norte-americana, negando que qualquer embarcação tenha sido destruída pelas forças dos Estados Unidos.

"A declaração dos EUA que afirma ter afundado vários navios de guerra iranianos é falsa", afirmou um responsável militar iraniano, citado pela televisão estatal.

De acordo com o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), Brad Cooper, helicópteros de ataque Apache e Seahawk visaram "seis barcos iranianos que representavam uma ameaça para a navegação comercial".

O responsável acrescentou que as forças norte-americanas "neutralizaram eficazmente" todos os mísseis e drones disparados contra as suas unidades e contra navios civis na região.

As versões contraditórias surgem num contexto de escalada de tensão no golfo Pérsico, com ataques e operações militares a afetarem a segurança da navegação numa das principais rotas energéticas mundiais.

Fox News


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Pelo menos dois trabalhadores estrangeiros ficaram hoje feridos quando um edifício residencial foi atingido na província de Bukha, um enclave de Omã separado do resto do país pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), disse uma fonte oficial.

Nigéria vai repatriar 130 cidadãos após ataques xenófobos na África do Sul... A Nigéria anunciou o repatriamento voluntario de 130 cidadãos na África do Sul, na sequência de recentes protestos contra imigrantes no país, indicou a ministra dos Negócios Estrangeiros.

© rna.ao/rna.ao     Por  LUSA  04/05/2026 

A governante indicou ter convocado o alto-comissário interino da África do Sul em Abuja para expressar a "profunda preocupação" do Governo nigeriano face à situação.

Pelo menos 130 nigerianos manifestaram vontade de regressar ao país, número que poderá aumentar, segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros, Bianca Odumegwu-Ojukwu.

Nos últimos meses, a África do Sul tem registado um aumento de episódios de violência xenófoba, num contexto de elevado desemprego, superior a 30%, e de agravamento do discurso anti-imigrante.

Apesar disso, as autoridades nigerianas indicaram que não há registo de mortes de cidadãos nigerianos nos protestos mais recentes.

A ministra reiterou, no entanto, que "a vida e os negócios dos nigerianos na África do Sul não devem continuar a ser ameaçados".

Odumegwu-Ojukwu considerou que estes "comportamentos xenófobos" tendem a intensificar-se em períodos eleitorais e acusou os "partidos da oposição anti-estrangeiro" de explorarem a questão para ganharem votos.

As eleições autárquicas sul-africanas estão previstas para novembro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Ronald Lamola, reuniu-se com a sua homóloga nigeriana, tendo ambos reafirmado o compromisso de abordar as causas da migração irregular e encontrar soluções conjuntas.

As autoridades sul-africanas condenaram os ataques, classificando-os como ilegais e contrários aos princípios constitucionais do país.

De acordo com dados oficiais, mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, representando cerca de 5% da população.


Leia Também: O Governo moçambicano anunciou hoje que o Presidente Daniel Chapo vai amanhã à África do Sul devido à violência xenófoba no país vizinho...      A intenção seria avaliar "a presente situação e buscar soluções que conduzam a uma convivência pacífica entre os povos moçambicano e sul-africano".

Em Nampula, a sociedade civil criticou o silêncio do Governo até agora, sobretudo do Presidente da República, face aos ataques xenófobos na África do Sul. Em entrevista à DW, Sismo Muchaiabande, ativista e presidente da Associação de Paralegais para a Assistência no Apoio do Desenvolvimento Sustentável da Comunidade (APAADEC) lembra que não é a primeira vez que estes ataques acontecem.

EUA escoltam navios no estreito de Ormuz para restabelecer segurança... O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje que dois navios mercantes com bandeira norte-americana transitaram "com sucesso" pelo estreito de Ormuz, com apoio de contratorpedeiros.

© Shady Alassar/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  04/05/2026 

Segundo um comunicado divulgado nas redes sociais, o CENTCOM indicou que os navios militares participaram na missão "Projeto Liberdade", anunciada no domingo pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com o objetivo de restabelecer o tráfego marítimo comercial numa das principais rotas energéticas mundiais e possibilitar a passagem dos navios retidos no estreito devido ao bloqueio iraniano.

As autoridades norte-americanas informaram que as embarcações mercantes seguem "em segurança", sem especificar a data da travessia nem o momento de chegada dos navios de guerra à região.

O anúncio surge num contexto de elevada tensão, após os Estados Unidos (EUA) terem negado alegações iranianas de que um navio da Marinha norte-americana teria sido atingido perto de um porto iraniano.

Agências noticiosas iranianas, incluindo a Fars e a ILNA, tinham afirmado que uma embarcação dos EUA tinha violado as normas de navegação e tinha sido forçada a recuar, versão rejeitada por Washington.

A iniciativa norte-americana, que arrancou hoje, poderá envolver contratorpedeiros de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.

Ao anunciar a missão, Trump não forneceu detalhes concretos sobre o tipo de assistência prestada aos navios comerciais.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, recomendou que os navios atravessem o estreito por águas de Omã, numa "área de segurança reforçada", alertando para riscos elevados devido à presença de minas não neutralizadas.

Teerão reagiu considerando a operação uma violação do cessar-fogo em vigor há mais de três semanas e avisou que qualquer força militar estrangeira que entre no estreito de Ormuz poderá ser alvo.

O controlo iraniano sobre esta via, essencial para o transporte global de petróleo e gás, tem sido apontado como uma vantagem estratégica no conflito com os Estados Unidos e Israel, com impacto direto nos preços da energia a nível internacional.

O Presidente norte-americano alertou que qualquer tentativa de bloqueio por parte do Irão será respondida "com força", descrevendo a operação "Projeto Liberdade" como uma missão de caráter humanitário para apoiar tripulações retidas na região.

Entretanto, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão de atacar um petroleiro ligado à sua principal companhia petrolífera com drones, sem registo de vítimas.

Depois de Washington ter prorrogado o cessar-fogo acordado em 08 de abril, o impasse diplomático entre os Estados Unidos e o Irão tem vindo a arrastar-se.

As partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás pela qual, em tempo de paz, circulava cerca de 20% dos combustíveis fósseis mundiais.


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As autoridades iranianas disseram hoje que não planeavam atacar os Emirados Árabes Unidos, que denunciaram uma "escalada perigosa" de Teerão e anunciaram ter o "legítimo direito a responder".

Disparos contra navios dos Estados Unidos foram "de advertência"... Os disparos efetuados hoje pela marinha iraniana, incluindo de mísseis de cruzeiro, contra navios militares norte-americanos no estreito de Ormuz foram de advertência, informou a televisão estatal, citando um comunicado militar.

© Lusa  04/05/2026 

"Uma vez que os navios americano-sionistas [norte-americanos e israelitas] ignoraram a nossa advertência inicial, a marinha (...) lançou mísseis de cruzeiro, foguetes e drones de combate na sua direção", disse a mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP).

O Irão tinha alertado que atacaria as forças dos Estados Unidos caso se aproximassem do estreito estratégico.

O aviso de Teerão seguiu-se ao anúncio no domingo do Presidente norte-americano, Donald Trump, da iniciativa "Project Freedom" (Projeto Liberdade) para ajudar centenas de navios retidos há dois meses no golfo Pérsico.

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou a informação inicial das forças iranianas sobre disparos contra navios norte-americanos quando se tentavam aproximar do estreito de Ormuz.

"Nenhum navio norte-americano foi atingido. As forças norte-americanas continuam a apoiar a operação 'Project Freedom' e o bloqueio naval dos portos iranianos", anunciou o Comando Central, responsável pelas operações militares no Médio Oriente, citado pela agência espanhola EFE.

Ao anunciar a iniciativa no domingo, Trump esclareceu que visa conduzir navios mercantes através do estreito, mas sem incluir uma escolta militar formal das embarcações.

Trump assegurou que qualquer interferência com a operação para permitir o trânsito de navios retidos no golfo Pérsico devido à guerra seria "tratada pela força"

Na sequência do desmentido do comando norte-americano, as forças armadas do Irão asseguraram que a marinha fez disparos de advertência por os contratorpedeiros terem ignorado avisos por rádio do "risco de violação do cessar-fogo".

O exército iraniano disse que a operação de hoje visou impedir qualquer tentativa de navegação no estreito que não seja coordenada com Teerão, num momento em que Washington tenta reabrir a via marítima para a passagem de navios comerciais.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra países da região.

A guerra causou já milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, e uma crise nos preços do petróleo por Teerão ter bloqueado o estreito por onde passa um quinto dos abastecimentos dos mercados internacionais.

O Irão e os Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor em 08 de abril para tentar negociar o fim da guerra, mas sem êxito até hoje.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à reabertura do estreito de Ormuz, coordenada entre o Irão e os Estados Unidos e demonstrou ceticismo quanto à última proposta dos Estados Unidos.

GUERRA NA UCRÂNIA: Drone atinge prédio residencial em Moscovo perto do Kremlin... Um drone ucraniano embateu hoje num prédio residencial na capital da Federação Russa, Moscovo, a escassos 10 quilómetros da Presidência (Kremlin), segundo o autarca local, Sergei Sobyanin.

© Lusa   04/05/2026 

"Em Moscovo, um drone atingiu uma das torres do edifício residencial 'Don na Mosfilmovskoi'", escreveu Sobyanin no canal MAX, o equivalente russo do Telegram.

Segundo a mesma fonte, não houve vítimas do ataque e as defesas antiaéreas de Moscovo abateram o ataque de outros dois drones que iam em direção à metrópole.

De acordo com o canal Baza no Telegram, o impacto do drone danificou a fachada do prédio e algumas das suas janelas.

O canal ucraniano Exilenova+ no Telegram descreve que o ataque foi realizado por um drone 'kamikaze' FP-1, com alcance de até 1.600 quilómetros e carga útil máxima de 120 quilos de explosivos.

Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, várias explosões de drones abatidos foram ouvidas no sul de Moscovo de madrugada.

Os aeroportos de Vnukovo e Domodedovo (sul), junto à capital russa, suspenderam as operações por várias horas devido à ameaça de drones.

O ministério da Defesa russo informou na conta MAX o abate de 117 drones ucranianos de asa fixa sobre 14 regiões russas, incluindo Moscovo.


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Pelo menos três pessoas morreram entre a noite de sábado e hoje na Ucrânia devido a ataques de Moscovo, enquanto as forças ucranianas atingiram dois petroleiros russos no mar Negro, segundo o Presidente ucraniano.

MULHERES: É por estes 5 motivos que as mulheres engordam (facilmente) depois dos 50... Sente que a partir dos 50 anos começou a engordar mais? Especialistas desvendam este mistério. As causas prendem-se com mudanças hormonais e não só. Saiba o que pode estar por detrás deste fenómeno.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   04/05/2026 

Não é falta de disciplina, nem sedentarismo - se sentiu que começou a engordar depois dos 50 anos há uma explicação.

Saiba o que dizem os médicos do Very Well Health acerca do aumento de peso nas mulheres a partir dos 50 anos. 

Mudanças hormonais durante a menopausa

"Durante esse período, os níveis de estrogénio descem, o que aumenta o apetite e pode levar ao armazenamento de gordura em torno da barriga". Além disso, pode apresentar outros sintomas como: Excesso de calor; problemas de sono e secura vaginal.

Metabolismo mais lento com a idade

Investigações citadas pela mesma fonte mostram que os homens também ganham peso com a idade, sugerindo que "o envelhecimento contribui para o ganho de peso. À medida que envelhece, a taxa metabólica basal, as calorias queimadas pelo seu corpo em repouso, diminui. Cerca de 60-80% das calorias que queima vêm do seu metabolismo em repouso. O resto vem da atividade e da digestão dos alimentos".

Perda de massa muscular ao longo do tempo

"Depois dos 30 anos, a massa muscular diminui cerca de 3-8% a cada 10 anos. Como o músculo queima mais calorias do que gordura, ter menos significa queimar menos calorias em repouso. Menos estrogénio também pode fazer com que armazene mais gordura e tenha menos músculo, mesmo que o seu peso não mude".

Mudanças no estilo de vida

A atividade física deixa de ser uma prioridade na vida destas mulheres e os resultados são nítidos, tendo em conta que as suas necessidades calóricas também diminuem e muitas vezes nem sempre acompanham esta descida.

Ainda assim, precisa de nutrientes, "tornando a qualidade dos alimentos mais importante". O aumento de peso pode estar relacionado, por isso, com a falta de proteína suficiente, consumo excessivo de hidratos e muitos outros excessos e hábitos de sono prejudiciais.

Problemas de saúde aliados à toma de alguns medicamentos

"Alguns problemas de saúde e respetivos tratamentos podem afetar o aumento do peso. Por exemplo, a depressão pode levar à alimentação emocional e à menor atividade física. Alguns antidepressivos ou medicamentos para pressão arterial também afetam o apetite e o metabolismo".

Mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz... A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

© Getty Images    Por  LUSA   04/05/2026 

A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo o Presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.


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O Irão ameaçou hoje atacar qualquer navio, incluindo dos Estados Unidos, que tente atravessar o estreito de Ormuz, depois do Presidente norte-americano Donald Trump anunciar a escolta dos navios pelas forças de Washington.