quinta-feira, 23 de abril de 2026

Retomado fluxo de petróleo russo para a Eslováquia através da Ucrânia... O fluxo de petróleo russo para a Eslováquia com recurso ao oleoduto Druzhba, que atravessa a vizinha Ucrânia, já foi retomado, anunciou hoje a ministra da Economia eslovaca, Denisa Saková.

© Lusa    23/04/2026 

Tanto a Eslováquia como a Hungria estão envolvidas numa crescente tensão com a Ucrânia desde que as entregas de petróleo russo foram interrompidas, em janeiro.

Ao contrário da maior parte do resto dos países da União Europeia (UE), Eslováquia e Hungria ainda dependem da Rússia para suas necessidades energéticas.

Os dois países acusaram a Ucrânia de não reparar um gasoduto danificado.

A Hungria, ainda com Viktor Orbán como primeiro-ministro, bloqueou um empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE à Ucrânia, enquanto a Eslováquia não apoiou novas sanções à Rússia até à retoma do fornecimento de petróleo.

Na quarta-feira, Hungria e a Eslováquia deixaram cair o veto ao empréstimo, bem como ao 20.º pacote de sanções à Rússia, permitindo UE concretizar tais medidas.

Fontes europeias indicaram à Lusa que, na reunião dos embaixadores dos estados-membros, os representantes húngaro e eslovaco indicaram que deixariam de bloquear os passos finais para adoção de um crédito de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e de um novo pacote de medidas restritivas, já que o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba iria ser restabelecido nas próximas horas.


Leia Também: Troca de ataques aéreos entre Ucrânia e Rússia causa três mortes

Os ataques aéreos russos mataram pelo menos duas pessoas e feriram oito na Ucrânia, de acordo com as autoridades locais, enquanto a Rússia anunciou que uma pessoa morreu devido a um ataque ucraniano.

MUNDIAL2026: Enviado de Trump pede à FIFA que substitua Irão por Itália no Mundial... Paolo Zampolli confirma que sugeriu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que trocasse o Irão por Itália, no Campeonato do Mundo. Financial Times diz tratar-se de uma tentativa de remendar as relações com Giorgia Meloni, depois das críticas ao Papa Leão XIV.

© Getty Images     noticiasaominuto.com   23/04/2026 

Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América, sugeriu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que trocasse o Irão por Itália, no Campeonato do Mundo, por conta da guerra que o executivo liderado por Donald Trump vive com o país asiático desde o passado dia 28 de fevereiro, quando o atacou, em conjunto com Israel.

"Eu confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irão, no Mundial. Eu sou nativo de Itália, e seria um sonho ver os azzurri num torneio organizado pelos EUA. Com quatro títulos, eles têm o 'pedigree' para justificar a inclusão", confirmou o 'braço direito' do presidente norte-americano, em declarações prestadas ao jornal Financial Times.

A mesma publicação cita fontes próximas do processo, que garantem que esta proposta não passou de uma tentativa de Donald Trump de remendar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na sequência do 'bate-boca' público entre ambos, por conta da posição do Papa Leão XIV sobre a guerra no Médio Oriente.

"Acho que ele não está a fazer um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares", afirmou o líder máximo norte-americano, em abril, a propósito das intervenções públicas levadas a cabo pelo compatriota sobre este tema.

"Continuarei a manifestar-me abertamente contra a guerra, procurando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados, para encontrar soluções justas para os problemas. Há demasiadas pessoas a sofrer no mundo de hoje. Há demasiadas pessoas inocentes a ser mortas", respondeu este.

"Considero inaceitáveis as declarações do Presidente Trump a propósito do Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja Católica, e é correto e natural que peça a paz e condene todas as formas de guerra, interveio a transalpina, deixando Donald Trump "chocado": "Pensei que ela tinha coragem, enganei-me".

Irão está "totalmente preparado" para disputar o Mundial2026

À margem desta manobra levada a cabo pelos Estados Unidos da América (que irão organizar o Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México, entre 11 de junho e 19 de julho), Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irão, garante que o país está "totalmente preparado" para disputar o torneio.

A (curta) intervenção foi feita aos microfones da agência noticiosa estatal IRIB, a menos de dois meses do arranque da prova. O Irão, recorde-se, está inserido no Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Egito e Bélgica, o que significa que irá disputar todos os jogos desta fase inicial em solo norte-americano.

Itália, por seu lado, acabou por ser (surpreendentemente) eliminada na final do playoff europeu, disputado com a Bósnia e Herzegovina, no desempate por grandes penalidades, pelo que irá ficar de fora daquela que é a maior competição de seleções do futebol planetário pela terceira vez consecutiva.

O próprio presidente da FIFA, Gianni Infantino, já tinha assegurado que a participação do país não estava em causa: "É um país de futebol. Queremos que jogue, e vai jogar o Mundial. Não há planos B, C ou D. É o plano A. Vamos unir, juntos, em harmonia e felicidade. É isso que temos de fazer, e vamos fazer".

SENEGAL: Ex-presidente senegalês relativiza rotação para liderança da ONU... O ex-presidente senegalês e candidato a secretário-geral da ONU, Macky Sall, relativizou a tradição de rotação geográfica como fator para a escolha do próximo líder das Nações Unidas, defendendo o perfil dos candidatos como critério predominante.

© Lusa   23/04/2026 

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Já se passaram 35 anos desde que um latino-americano liderou a ONU. A região argumenta que ignorar agora a tradição quebraria o pacto informal e não escrito que mantém o equilíbrio geográfico da ONU.

Contudo, Macky Sall, o único candidato que não integra a região da América Latina, desvalorizou na quarta-feira esse fator.

"Em primeiro lugar, em lado algum da Carta da ONU verá a rotação regional mencionada. Não está na carta. Era uma ambição, e eu saúdo esse objetivo de inclusão, mas se considerarmos as Nações Unidas desde o início, a ONU teve 16 mandatos de secretário-geral: desses 16, sete foram para a Europa Ocidental, quatro para a Ásia-Pacífico, três para África, dois para a América Latina e zero para a Europa de Leste. Estes são os factos", respondeu Sall.

"Isso significa que é uma ambição. (...) Portanto, não estou aqui apenas como alguém que está a interferir [no princípio de rotação] vindo do Sul Global depois de um secretário-geral vindo do Norte", acrescentou.

O ex-presidente defendeu o seu direito de concorrer ao cargo mais alto da ONU e considerou que "o importante para os Estados-membros é encontrar o melhor perfil para conduzir a organização neste momento específico".

Muitas nações africanas argumentam que, como o atual secretário-geral, o português António Guterres, (Europa Ocidental) representou uma "interrupção" na rotação em 2016 (informalmente, era a vez da Europa de Leste), o ciclo está efetivamente quebrado e alegam que o fardo da manutenção da paz de África confere ao continente o direito de liderar.

Macky Sall foi o último candidato à liderança da ONU a participar numa série de diálogos interativos com Estados-membros e organizações da sociedade civil.

No final de uma audição de três horas, em que respondeu a várias perguntas sobre a candidatura à liderança da ONU, Sall concedeu ainda uma conferência de imprensa, em Nova Iorque, na qual foi questionado sobre o que faria para parar a guerra entre os Estados Unidos e o Irão caso fosse secretário-geral.

O antigo chefe de Estado afirmou que, em primeiro lugar, apoiaria fortemente a mediação do conflito pelo Paquistão e encorajaria os Estados Unidos, particularmente o Presidente norte-americano, Donald Trump, a manter o atual cessar-fogo.

Instaria ainda ambas as partes a darem uma oportunidade ao diálogo em prol "de um acordo definitivo para a estabilidade desta região".

"Não precisamos de mais bombas, não precisamos de mísseis, precisamos de paz. E penso que temos de apoiar esta iniciativa do Paquistão e pedir a todas as partes que continuem a trabalhar em estreita colaboração por um acordo de paz", afirmou.

No início de março, Macky Sall entrou na corrida para secretário-geral após uma nomeação do Burundi, sendo potencialmente a candidatura mais polémica em competição.

A candidatura não foi apresentada pelo Senegal, uma vez que Macky Sall é acusado pelos novos dirigentes do seu país de ter ocultado dados económicos importantes, como a dívida pública.

 A União Africana recusou apoiar a candidatura de Sall, depois de ter sido rejeitada por 20 dos 55 Estados-membros da organização.

Sall, 64 anos, que governou o Senegal de 2012 a 2024, é visto pelos apoiantes como um candidato capaz de conduzir negociações multilaterais em nome do continente, mas os detratores criticam o seu regime pela dura repressão aos protestos da oposição.

A falta de apoio consensual em África poderá enfraquecer a influência do continente no processo de seleção da ONU, onde o apoio regional é importante.

Confrontado com o facto de nunca um candidato ter sido eleito secretário-geral da ONU sem o apoio do seu próprio país, Sall menorizou a ausência de suporte do Senegal.

"Idealmente, esta nomeação deveria vir do meu próprio país, mas isso não significa que não possa ser candidato. E não sou supersticioso", declarou.

 Sall disputa o cargo com a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, o argentino Rafael Grossi, e a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.


Leia Também: Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo

O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Ex-candidato presidencial Fernando Dias Da Costa reage sobre as declarações do Primeiro-Ministro, Ilidío Vieira Té 👇🏻

Aprovado empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia (e mais sanções à Rússia)... A Hungria e a Eslováquia deixaram hoje cair o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como ao 20.º pacote de sanções à Rússia, permitindo à União Europeia (UE) concretizar tais medidas.

© Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   22/04/2026 

Fontes europeias indicaram à Lusa que, na reunião dos embaixadores dos Estados-membros junto da UE desta manhã, os representantes húngaro e eslovaco indicaram que deixariam de bloquear os passos finais para adoção de um crédito de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e de um novo pacote de medidas restritivas, já que o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba está ou será restabelecido nas próximas horas.

Chipre, que ocupa este semestre a presidência rotativa do Conselho da UE, vai agora iniciar um procedimento escrito para oficializar esta 'luz verde', numa consulta às capitais europeias em que, se ninguém votar contra, está aprovado.

Fonte oficial da presidência cipriota do Conselho da UE anunciou entretanto que "tanto o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia como o 20.º pacote de sanções foram incluídos na agenda dos embaixadores da União e aprovados".

A mesma fonte afirmou esperar que o procedimento escrito, para adoção final pelo Conselho, esteja concluído na quinta-feira à tarde, e garantiu que a presidência cipriota "tem trabalhado incansavelmente para garantir que a UE continue a apoiar de forma decisiva a Ucrânia e a exercer pressão sobre a Rússia".

Na prática, no que toca ao empréstimo, será permitida uma alteração necessária ao Quadro Financeiro Plurianual para que a Comissão Europeia possa usar o orçamento comunitário como garantia da dívida comum a favor da Ucrânia, sendo este o último elemento necessário para permitir o desembolso.

Este aval será agora possível depois de uma reviravolta histórica na política da Hungria que marca o fim de 16 anos consecutivos de governo ultranacionalista conservador de Viktor Orbán (do partido Fidesz) e a ascensão do partido de centro-direita Tisza, liderado por Péter Magyar, que será o novo primeiro-ministro húngaro após vencer as eleições legislativas do passado dia 12 de abril.

O crédito de 90 mil milhões de euros foi condicionado pelo ultranacionalista Viktor Orbán devido a uma disputa paralela sobre o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzhba, exigindo a reposição dos fluxos energéticos antes de levantar a objeção.

O candidato vencedor das eleições legislativas da Hungria, Péter Magyar, já veio garantir que daria aval ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia caso o oleoduto voltasse a funcionar entretanto. Viktor Orbán assegurou também que levantaria o veto perante tal cenário.

Fortemente dependente do petróleo russo, a Hungria acusou a Ucrânia de atrasar as reparações do oleoduto.

O oleoduto Druzhba, a artéria mais importante para o transporte de petróleo russo para a Europa Central, estava fora de operação desde final de janeiro devido a um ataque russo num troço na Ucrânia.


Leia Também: Ucrânia confirma regresso de 2.100 de crianças da Rússia (150 este ano)

As autoridades ucranianas confirmaram hoje o regresso de cerca de 2.100 menores de idade que tinham sido levados à força para a Rússia durante a guerra iniciada em fevereiro de 2022, 150 dos quais já este ano.

Irão partilha vídeo de 'negociações' com Estados Unidos: "Cala-te, Trump"... A agência de notícias iraniana Fars partilhou um vídeo gerado por inteligência artificial, onde o Irão manda "calar" o presidente norte-americano, Donald Trump, na sequência do prolongamento do acordo de cessar-fogo entre Teerão e Washington DC.

© Fars/X   Notícias ao Minuto  22/04/2026 

A agência de notícias iraniana Fars partilhou um vídeo gerado por inteligência artificial, onde o Irão manda "calar" o presidente norte-americano, Donald Trump, na sequência do prolongamento do acordo de cessar-fogo entre Teerão e Washington DC.

O vídeo, que pode ser encarado como propaganda de guerra, mostra Donald Trump e a delegação norte-americana à espera da delegação iraniana para serem retomadas as negociações, uma vez que o prazo do cessar-fogo estava perto do fim. 

"Estamos a ter negociações muito boas com o Irão", escreve Donald Trump no telemóvel, sendo possivelmente uma referência às suas publicações no Truth Social.

Passado uns segundos, diz: "Se o Irão não aparecer, vamos bombardeá-lo".

De seguida, chega um envelope enviado pelo Irão, que contém a seguinte frase: "Cala-te, Trump". Apavorado, o presidente norte-americano decide estender o cessar-fogo "como o Paquistão pediu". 

Veja o vídeo .

De recordar que, apesar de ter reiterado por diversas vezes que não iria prolongar o cessar-fogo com o Irão, Donald Trump acabou por recuar na decisão e estendeu o prazo limite até que "uma proposta seja apresentada e as negociações concluídas". No entanto, os Estados Unidos vão manter o bloqueio naval aos portos iranianos. 

As delegações norte-americanas e iranianas deveriam ter-se reunido para uma segunda ronda de negociações para um acordo de paz, o que acabou por não acontecer. Desde cedo, Teerão afirmou que não iria marcar presença em Islamabade, no Paquistão. 

As conversações de paz entre os dois lados estão paradas, e a delegação norte-americana, chefiada pelo vice-presidente JD Vance, também a viagem a Islamabade ainda antes do anúncio da extensão do cessar-fogo por Trump.

5 hábitos que podem reduzir o colesterol de forma eficaz... Existem hábitos diários que podem ajudar a reduzir o colesterol. São mudanças simples que acabam por ter um grande impacto na sua vida e podem vir a trazer grandes benefícios à sua saúde.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com  22/04/2026 

Há quanto tempo não mede os valores de colesterol? Convém saber como estão os seus níveis para perceber se está em risco de diversos riscos de saúde. Desta forma, podem existir mudanças nos hábitos diários que ajudam a reduzir os valores de forma eficaz.

O website da Mayo Clinic partilhou alguns hábitos que revelam mudanças saudáveis que podem trazer uma redução eficiente nos valores de colesterol. Veja o que tem de fazer de forma a conseguir chegar a este objetivo.

1- Consuma alimentos saudáveis para o coração

“Reduza o consumo de gorduras saturadas. As gorduras saturadas são encontradas principalmente em carnes vermelhas. Elimine as gorduras trans que são gorduras prejudiciais. Consuma alimentos ricos em ómega-3. Consuma mais fibras solúveis. As fibras solúveis ajudam a bloquear a absorção de parte do colesterol pela corrente sanguínea. Adicione proteína de soro de leite.”

2- Faça exercícios e aumente a sua atividade física

“Com a aprovação do seu profissional de saúde, tente aumentar gradualmente a frequência cardíaca até atingir pelo menos 30 minutos de exercícios, como caminhadas rápidas, cinco dias por semana. Ou então, pratique atividades aeróbicas vigorosas, como corrida ou ciclismo em alta velocidade, por pelo menos 25 minutos, três dias por semana.”

3- Deixe de fumar

“Até 20 minutos depois de parar de fumar, a sua pressão arterial e frequência cardíaca recuperam do pico induzido pela nicotina. Em até três meses após parar de fumar, o seu fluxo sanguíneo e função pulmonar começam a melhorar.”

4- Perder peso

“Mesmo um pequeno excesso de peso pode aumentar os seus níveis de colesterol. Fazer mudanças simples pode fazer uma grande diferença. Troque bebidas açucaradas por água. Escolha lanches mais saudáveis, como pipocas saudáveis, mas fique atento às calorias.”

5- Se consumir álcool, faça-o com moderação

“Os benefícios não são suficientes para recomendar que as pessoas comecem a beber apenas para melhorar a saúde do coração. Se consome bebidas alcoólicas, faça-o com moderação. Para adultos, isso significa até uma bebida por dia para mulheres e até duas bebidas por dia para os homens. O consumo excessivo de álcool pode levar a problemas de saúde graves, incluindo pressão alta, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.”

Colesterol perigosamente alto? Eis três 'remédios' naturais

Para equilibrar os níveis de colesterol, a nutricionista Juliana Andrade sugere três dicas ao jornal Metrópoles.

1- Aumente o consumo de fibras

Alimentos como farelo de aveia, chia, linhaça, por exemplo, são aliados.

2- Diminua o consumo de carboidratos refinados

Priorize carboidratos integrais, proteínas e gorduras saudáveis.

3- Pratique atividade física regularmente

O combinar exercícios aeróbicos, como caminhadas e corridas, com musculação.

China elogia países africanos por recusarem sobrevoo a líder de Taiwan... A reação surge após Taipé ter anunciado na terça-feira a suspensão da deslocação de Lai a Essuatíni, o único aliado diplomático da ilha em África

William Lai Ching-te (AP)  Por  cnnportugal.iol.pt 

A China elogiou  a decisão de vários países africanos de recusarem autorizar o sobrevoo do avião do líder de Taiwan, William Lai Ching-te, após Taipé ter suspendido uma visita oficial a Essuatíni.

A viagem, prevista para esta semana, foi cancelada depois de Seicheles, Maurícia e Madagáscar revogarem, “sem aviso prévio”, as autorizações de sobrevoo do avião presidencial, segundo o Governo taiwanês, que atribuiu a decisão a pressão e “coerção económica” de Pequim.

Numa conferência de imprensa, Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, o executivo chinês, afirmou que Pequim “valoriza a posição e a prática” dos países envolvidos por respeitarem o princípio de 'uma só China'.

“Os que seguem o caminho correto contam com amplo apoio, enquanto os que se afastam dele ficam isolados”, disse Zhang, acrescentando que o episódio demonstra que o princípio constitui uma “norma básica das relações internacionais” e um “consenso universal”.

O princípio de 'uma só China' é um dos pilares da política externa chinesa e sustenta que Taiwan é parte do território chinês e que o Governo da República Popular da China é o único representante legítimo.

A reação surge após Taipé ter anunciado na terça-feira a suspensão da deslocação de Lai a Essuatíni, o único aliado diplomático da ilha em África, onde o líder deveria participar em eventos oficiais com o rei Mswati III.

O secretário-geral da Presidência taiwanesa, Pan Men-an, classificou a revogação das autorizações de sobrevoo como um caso “sem precedentes”, afirmando ser a primeira vez que um Presidente taiwanês cancela uma visita ao estrangeiro por esse motivo.

O Governo taiwanês apresentou entretanto um “forte protesto” contra as decisões de Seicheles e Madagáscar, acusando-os de seguirem “narrativas distorcidas” de Pequim.

Num comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan afirmou que a ilha é “um país soberano e independente” e rejeitou qualquer subordinação à China.

O próprio Lai afirmou que as alegadas pressões chinesas “ferem os sentimentos do povo taiwanês” e garantiu que “nenhuma ameaça” impedirá Taiwan de participar na comunidade internacional.

O Governo de Essuatíni lamentou o cancelamento da visita, mas sublinhou que tal “não altera” as relações bilaterais com Taiwan.

Nos últimos anos, Pequim tem intensificado esforços para reduzir o número de aliados diplomáticos de Taiwan, frequentemente através de incentivos económicos e projetos de infraestruturas.

Atualmente, Taiwan mantém relações diplomáticas com apenas 12 países, maioritariamente na América Latina, Caraíbas e Pacífico.

Lai, que tomou posse em maio de 2024, tinha já sido forçado a cancelar uma visita a países da América Latina no ano passado, após não obter autorização para uma escala nos Estados Unidos.

Papa critica na Guiné Equatorial colonização dos recursos minerais de África... O Papa Leão XIV chegou à Guiné Equatorial, última etapa da viagem por África, e denunciou a colonização dos recursos minerais africanos e a "sede de poder" num país liderado por Teodoro Obiang Nguema desde 1979.

© Lusa   22/04/2026 

Após visitar a Argélia, os Camarões e Angola, o primeiro ato do papa na Guiné Equatorial foi uma reunião com o chefe de Estado.

Obiang, no poder desde 1979, foi precisamente o mesmo Presidente que, em 1982, deu as boas-vindas a João Paulo II, que tinha sido, até então, o último chefe da Igreja Católica a visitar esta nação africana.

Salientando que o encontro ocorreu no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, Leão XIV citou o falecido pontífice ao denunciar as desigualdades de rendimento que, segundo ele, foram exacerbadas por uma economia global focada na busca do lucro a qualquer custo.

"Tal economia mata", disse o Papa.

"Na verdade, é ainda mais evidente hoje do que em anos anteriores que a proliferação de conflitos armados é frequentemente impulsionada pela colonização de depósitos de petróleo e minerais, ocorrendo sem qualquer consideração pelo direito internacional ou pela autodeterminação dos povos", acrescentou.

Os Estados Unidos têm-se empenhado em obter acesso às regiões de África ricas em minerais críticos e em vencer a concorrência da China numa região onde Pequim domina há muito tempo.

Os EUA estão também a investir fundos no Corredor do Lobito, um importante projeto ferroviário que facilitaria a exportação de minerais de regiões da Zâmbia e do Congo através do Lobito, em Angola.

Os encontros do Papa tiveram lugar no antigo palácio presidencial. O Governo construiu uma nova capital no continente, chamada Cidade da Paz, mas a transferência dos edifícios governamentais ainda não está concluída.

Os críticos disseram que a mudança iria agravar as desigualdades e dar mais oportunidades para o círculo presidencial se enriquecer.

Leão XIV não mencionou a corrupção associada à família Obiang nem as críticas à nova capital. Mas sugeriu que a Guiné Equatorial deveria olhar para a obra de Santo Agostinho, "A Cidade de Deus" como um modelo.

"A cidade terrena centra-se no orgulho e no amor próprio, na sede de poder e glória mundana que conduz à destruição", disse o Papa.

"É essencial discernir a diferença entre o que dura e o que passa, mantendo-se livre da procura de riquezas injustas e da ilusão de domínio", acrescentou.

A ex-colónia espanhola na costa ocidental de África é governada pelo Presidente há mais tempo no cargo no mundo e que tem sido acusado de corrupção generalizada e autoritarismo.

A descoberta de petróleo em águas profundas em meados da década de 1990 transformou a economia da Guiné Equatorial. O petróleo representa agora quase metade do produto interno bruto (PIB) do país e mais de 90% das exportações, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento.

No entanto, mais de metade dos quase dois milhões de habitantes do país, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vive na pobreza.


Leia Também: PR guineense deposto é livre de se candidatar nas eleições em dezembro

O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que Umaro Sissoco Embaló, Presidente deposto num golpe de Estado, "é livre de se candidatar" nas eleições presidenciais de 06 de dezembro, "se assim o entender".

Trump participa em maratona de leitura da Bíblia nos 250 anos dos EUA... O Presidente Donald Trump vai participar numa maratona de leitura da Bíblia a propósito do 250º. aniversário dos Estados Unidos, promovida por organizações cristãs e por republicanos para incentivar um "regresso ao fundamento espiritual" do país.

© Getty Images    Por  LUSA   22/04/2026 

O evento "A América Lê a Bíblia" - no qual cada participante lê uma passagem em voz alta - está a ser transmitido em direto esta semana a partir do Museu da Bíblia, em Washington, e de outros locais.  

Para esta noite (madrugada em Lisboa), está previsto um vídeo de Trump, que num comunicado sobre o evento afirmou que a Bíblia está "indelevelmente entrelaçada na identidade nacional e modo de vida" dos norte-americanos.  

O comunicado cita figuras históricas como o líder puritano John Winthrop, que "implorou aos seus companheiros colonos cristãos que se erguessem como um farol de fé para todo o mundo ver". 

A participação de Trump terá como cenário a Sala Oval, onde lerá uma passagem sobre a dedicação pelo Rei Salomão do templo na antiga Jerusalém, em que Deus promete perdão se uma geração futura se arrepender depois de se rebelar: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e se converter, eu perdoá-lo-ei". 

O versículo é citado frequentemente em comícios cristãos conservadores e eventos políticos, como a Convenção Nacional Republicana de 2024. 

Os críticos afirmam que o evento tem uma lista de participantes essencialmente partidária e faz parte de um projeto maior para ligar o próximo 250º aniversário dos Estados Unidos a uma visão nacionalista cristã da fundação do país, algo que muitos historiadores contestam.  

Os cristãos brancos, particularmente os evangélicos, têm sido cruciais para a base eleitoral de Trump.  

O evento bíblico acontece apenas uma semana depois de Trump ter recebido críticas raras dos seus apoiantes evangélicos por partilhar um 'meme' nas redes sociais em que aparecia, vestido com uma túnica branca, como um curandeiro semelhante a Jesus Cristo, rodeado de símbolos patrióticos.  

Trump removeu a imagem das suas redes sociais, insistindo que estava retratado como um médico, e não como Jesus. 

O evento ocorre também pouco depois das críticas de Trump ao Papa Leão XIV, primeiro pontífice natural dos Estados Unidos, após este questionar a guerra com o Irão. 

Entre os participantes na maratona bíblica estão membros do governo, como o secretário da Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio, bem como o presidente da Câmara dos Representantes Mike Johnson e vários outros membros republicanos do Congresso.  

Entre os apoiantes evangélicos destacados de Trump que participam estão o evangelista Franklin Graham, o pastor Jack Graham e a pastora Paula White-Cain, que dirige o Gabinete de Fé da Casa Branca. 

Cada orador está a participar na leitura contínua dos 66 livros da Bíblia, tal como reconhecidos pelos protestantes.  

Os judeus reconhecem a parte hebraica da Bíblia a que os cristãos chamam Antigo Testamento, mas não os livros do Novo Testamento centrados em Jesus. 

Os católicos e os ortodoxos reconhecem livros adicionais da Bíblia que não estão incluídos nesta leitura.  

O evento contará com a presença de representantes católicos, incluindo o presidente da CatholicVote, organização que apoiou Trump em 2024. 

 O evento consiste numa leitura abrangente de toda a Bíblia, desde os famosos versículos ("Deixa partir o meu povo", "O Senhor é o meu pastor") até aos mais obscuros.  

As passagens vão desde a criação do mundo até às batalhas sangrentas e à destruição apocalíptica, desde exortações ao amor a Deus, ao próximo e aos necessitados, até passagens que narram a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. 

O evento é organizado pela Christians Engaged, uma organização sem fins lucrativos cuja missão declarada inclui "discipular os americanos sobre a cosmovisão bíblica e as suas responsabilidades de orar, votar e envolver-se". 

A maratona de leitura da Bíblia acontece poucas semanas antes de um evento, a 17 de maio, chamado "Jubileu Nacional de Oração, Louvor e Ação de Graças", que será realizado no National Mall, em Washington, DC.   

Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz... Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

© Lusa   22/04/2026 

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro também expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

De acordo com o comunicado, a reunião em Londres irá focar-se na avaliação das capacidades militares disponíveis, da estrutura de comando e controlo e do potencial destacamento de forças na região, com vista à ativação da operação assim que as condições o permitam.

O ministro da Defesa britânico, John Healey, realçou que o objetivo é avançar com "um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo duradouro".

"O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação", afirmou, acrescentando que "uma ação coletiva eficaz" pode contribuir para a reabertura do estreito.

O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.


Leia Também: EUA garantem ter travado 28 navios durante bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA (Centcom) garantiu hoje que 28 navios regressaram aos portos iranianos desde que impôs o encerramento do Estreito de Ormuz, há uma semana, bloqueando completamente a área à navegação.

Washington planeia transferir para a RD Congo afegãos que ajudaram exército... Os Estados Unidos estão a considerar realojar na República Democrática do Congo (RD Congo) mais de mil afegãos, presos no Qatar que, na sua maioria, colaboraram com o exército americano durante a guerra no Afeganistão, segundo disse terça-feira uma ONG.

© Reuters   Por LUSA   22/04/2026 

A administração do presidente Donald Trump, que fez da luta contra a imigração uma das suas principais políticas, tinha fixado como data limite 31 de março para fechar um campo onde estavam alojados mais de 1.100 afegãos, numa antiga base americana no Qatar.

Esses afegãos passaram pela base para serem registados no âmbito do seu pedido de asilo nos Estados Unidos, receando ser perseguidos pelos talibãs por terem colaborado com as forças americanas durante o governo apoiado pelo Ocidente, que colapsou em 2021, pouco depois da retirada das tropas americanas.

"A administração Trump não procura encontrar um país seguro para os 1.100 afegãos que foram seus aliados durante a guerra e que estão atualmente detidos pelos Estados Unidos no campo As-Sayliyah. E tenta antes criar do zero um motivo de recusa", denunciou Shawn VanDiver, um ex-militar americano que lidera a ONG #AfghanEvac.

Este responsável indicou ter sido informado pelo governo americano que estes afegãos tinham duas escolhas: a RD Congo ou regressar ao Afeganistão.

"Não se transferem aliados de guerra, cuja fiabilidade foi verificada, incluindo mais de 400 crianças, que estavam sob a custódia dos Estados Unidos, para um país em plena decomposição", declarou num comunicado. "A administração sabe disso. É precisamente esse o objetivo", acrescentou.

O senador democrata Tim Kaine referiu-se, num comunicado, a uma decisão "insensata".

Contactado pela agência de notícias francesa AFP, o departamento de Estado não respondeu de imediato a questões colocadas sobre este assunto.

Mais de 190.000 afegãos estabeleceram-se nos Estados Unidos após o regresso dos talibãs, no âmbito de um programa lançado pelo ex-presidente Joe Biden.

Mas, o presidente Trump desmantelou este programa e ordenou a suspensão do tratamento dos pedidos provenientes de cidadãos deste país depois de um afegão, que sofria de síndrome de stress pós-traumático, ter disparado sobre dois militares da Guarda Nacional, em Washington no ano passado, matando um deles.

CLIQUE AQUI PO Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, viajou esta quarta-feira para a República da Guinée Conakry, para uma visita oficial de 48 horas a convite do seu homólogo. Acompanham o Chefe do Executivo os ministros do Interior, da Energia e dos Recursos Naturais

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Trump prolonga cessar-fogo até que Teerão apresente proposta... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que, a pedido do Paquistão, determinou o prolongamento do cessar-fogo que expiraria esta quarta-feira até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   21/04/2026 

Trump acrescentou numa nota divulgada nas redes sociais que ordenou às Forças Armadas que "continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, permaneçam prontas e aptas, e, portanto, prolongará o cessar-fogo até que a proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra".

[Notícia em atualização]...


Leia Também: Casa Branca reúne responsáveis de segurança antes do fim do cessar-fogo

Os principais responsáveis de segurança da administração norte-americana iniciaram hoje uma reunião na Casa Branca, a poucas horas do fim do cessar-fogo com o Irão e num momento de incerteza sobre o reinício de negociações de paz.

GUINÉ-BISSAU: PR guineense deposto é livre de se candidatar nas eleições em dezembro... O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que Umaro Sissoco Embaló, Presidente deposto num golpe de Estado, "é livre de se candidatar" nas eleições presidenciais de 06 de dezembro, "se assim o entender".

© Lusa   21/04/2026 

"Umaro Sissoco Embaló é livre de se candidatar", destacou Vieira Té que falava numa conferência de imprensa de balanço da sua recente missão aos Estados Unidos de América onde participou numa reunião com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No encontro com jornalistas guineenses, transmitido nas redes sociais, o primeiro-ministro do Governo de transição aproveitou para abordar assuntos da política nacional, nomeadamente as alegadas restrições de direitos de algumas figuras públicas do país.

Além de assinalar que nada impede o ex-presidente, Umaro Sissoco Embalo, exilado em Marrocos, de se apresentar às próximas presidenciais, se assim o entender, Ilídio Vieira Té destacou que não existe nenhuma ordem de restrição de circulação a Fernando Dias.

Este político, líder de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), autoproclama-se vencedor das últimas eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025 interrompidas pelo golpe de Estado de 26 de novembro, em que os militares tomaram o poder.

Imediatamente a seguir ao golpe, Fernando Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria na Guiné-Bissau de onde saiu no final de janeiro e, desde então, encontra-se em casa, alegadamente vigiado por homens armados.

"Fernando Dias não tem nenhum impedimento por parte do Governo da Guiné-Bissau de circular no país ou para viajar para qualquer parte do mundo. Como cidadão ele é livre para sair como qualquer um de nós", afirmou Ilídio Vieira Té.

O primeiro-ministro acrescentou que Fernando Dias pode viajar "ainda hoje para Portugal, se quiser".

Ilídio Vieira Té explicou que Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria, na sequência do golpe de Estado, durante cerca de dois meses, "por opção própria".

O primeiro-ministro referiu-se também à situação do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, em prisão domiciliária desde janeiro passado, para esclarecer que aquele enfrenta um processo judicial no Tribunal Militar.

"Garantimos que a justiça é um órgão independente. Fará o seu trabalho de forma imparcial, objetiva, para que haja um culminar desse processo, para que possamos saber o que há e o que não há", disse Vieira Té.

Domingos Simões Pereira, que é também presidente eleito do parlamento guineense, dissolvido em 2023 pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, foi convocado para uma audiência judicial na Promotoria da Justiça Militar.

No final da audiência, em fevereiro, os advogados de Simões Pereira garantiram que este foi ouvido na qualidade de declarante de um caso ligado com uma alegada tentativa de golpe de Estado, antes das eleições gerais de 23 de novembro de 2025.

Os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau, com o golpe de Estado de 26 de novembro, ocorrido em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições, que não foram divulgados.

O Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto e saiu do país depois do golpe militar considerado pela oposição uma encenação.

Desde essa altura, o país é dirigido por um Governo de Transição, um Conselho Nacional de Transição (que substituiu o parlamento) e um Presidente da República de transição, o general Horta Inta-A.

O general anunciou que o período de transição terá a duração máxima de um ano e nomeou como primeiro-ministro e ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, antigo ministro de Embaló.

O líder do PAIGC, Simões Pereira, que foi excluído, assim como o histórico partido da libertação, das eleições de 2025 e apoiou o candidato Fernando Dias, foi detido no golpe militar, tendo passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, fez um balanço da sua deslocação a Washington, onde participou em encontros com o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais.

Ilídio Vieira Té destaca recuperação de credibilidade da Guiné-Bissau após reuniões com FMI e Banco Mundial

O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou que o país saiu reforçado das Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas entre 13 e 17 de Abril de 2026, em Washington, sublinhando ganhos em credibilidade, estabilidade e alinhamento com parceiros internacionais.

Durante uma conferência de imprensa, após o regresso da delegação guineense, o chefe do Governo declarou que o país cumpriu integralmente as metas acordadas com o FMI até Março de 2026, reforçando a sua posição como parceiro “sério e previsível”.

Segundo o governante, a Guiné-Bissau mantém-se no caminho da estabilidade macroeconómica, num contexto internacional marcado por conflitos, inflação global, aumento dos preços do petróleo e instabilidade financeira.

Cumprimento do programa com o FMI

As reuniões com o FMI confirmaram o cumprimento integral do programa em curso, incluindo metas quantitativas e estruturais. Foram igualmente executadas 23 acções prévias, com reforço da disciplina orçamental e compromisso político de continuidade das reformas.

Entre os principais resultados destacam-se:
* Redução das taxas de juro no mercado interno
* Melhor gestão da dívida pública
* Reforço da credibilidade internacional

O Governo destacou ainda reformas em curso, nomeadamente o aumento da arrecadação de receitas, o controlo da despesa pública e a consolidação orçamental.

Retoma de financiamentos do Banco Mundial

No plano da cooperação com o Banco Mundial, foi anunciada a retoma dos desembolsos financeiros, após um período de suspensão em 2025. Esta decisão permitirá reactivar projectos estruturantes.

Entre os compromissos assumidos estão:
* Atingir uma taxa mínima de desembolso de 20%
* Melhorar a gestão de projectos
* Reforçar a transparência e boas práticas

O Plano Nacional de Desenvolvimento (2026–2035) foi igualmente alinhado com o Banco Mundial, com prioridade para sectores como agricultura, energia, saúde, água e saneamento, protecção social e emprego para jovens e mulheres.

Desafios e medidas em curso

O Governo reconheceu desafios persistentes, incluindo a baixa taxa de execução dos projectos, estimada em cerca de 8%, e o impacto da suspensão de financiamentos em 2025. Foi também apontada a pressão sobre as receitas internas e a necessidade de acelerar a implementação de projectos.

Ainda assim, o Executivo garantiu que medidas estão a ser adoptadas para ultrapassar estas limitações.

Indicadores económicos positivos

O Primeiro-Ministro destacou sinais positivos na economia real, com:
* Crescimento económico estimado em cerca de 5%
* Produção de caju prevista em 280 mil toneladas
* Implementação de medidas para garantir preços justos aos produtores

Foi também reforçado o controlo para evitar distorções no mercado.

Governação e combate à corrupção

O Governo reiterou uma política de tolerância zero à corrupção e à má gestão, anunciando investigações em curso nas Alfândegas e reforço da disciplina fiscal, bem como a modernização da administração financeira.

Resposta à crise internacional

Face ao aumento dos preços do petróleo e às tensões globais, o Executivo indicou que está a preparar medidas para mitigar impactos, incluindo diálogo com operadores económicos, mecanismos de resposta de emergência e apoio à produção agrícola.

Compromisso com reformas

Ilídio Vieira Té afirmou que a Guiné-Bissau continua dependente do FMI, mas agora como um parceiro activo que define prioridades e executa reformas. Sublinhou ainda que o país recuperou credibilidade junto dos parceiros internacionais e que está num percurso de estabilidade e crescimento.

O governante concluiu que o país “cumpriu e continuará a cumprir”, destacando que as reformas são uma obrigação e condição essencial para o desenvolvimento.

O Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té afirmou a Fernando Dias que não existe qualquer tipo de impedimento à sua circulação por parte do Governo da Guiné-Bissau. Dias pode circular em qualquer lugar que desejar, como qualquer cidadão. Cada pessoa tem o direito de ter a sua própria opinião, e todos podem fazer críticas construtivas sem receio.,, Acrescentou ainda que Umaro Sissoco Embaló pode regressar à Guiné-Bissau quando quiser e que lhe será garantida segurança, como a qualquer cidadão.

NUCLEAR: NATO acusa Rússia e China de "irresponsabilidade" com retórica ameaçadora... A NATO defendeu hoje a importância do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que "serve os interesses de segurança dos Estados-membros", e acusou países como a Rússia e a China de agirem de forma "irresponsável".

© Getty Images    Por LUSA  21/04/2026 

"A atual deterioração do ambiente de segurança constitui um desafio relevante para o tratado, à medida que a crise de proliferação se aprofunda e se intensifica", indicou a Aliança Atlântica em comunicado, em que sublinhou que o acordo tem conseguido travar a disseminação do uso deste tipo de armamento e é "essencial para a arquitetura global de desarmamento".

Nesse sentido, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) acusou a Rússia de "violar os compromissos vitais em matéria de controlo de armamentos" e de recorrer a uma "retórica nuclear ameaçadora" e apontou que a China "continua a expandir rapidamente e a diversificar o seu arsenal nuclear sem transparência".

"Os dois países reforçaram os laços com Estados que procuram a proliferação de armamento nuclear e que minam o controlo internacional de armamentos. Os aliados instam os Estados Unidos a procurarem uma estabilidade estratégica multilateral", refere o texto, que sublinha que "enquanto existirem este tipo de armas, a NATO continuará a ser uma aliança nuclear".

"O objetivo fundamental das capacidades nucleares da NATO é preservar a paz, evitar a coerção e dissuadir a agressão. Os aliados sempre cumpriram as suas obrigações ao abrigo do tratado e continuam a fazê-lo. Os compromissos da Aliança para evitar a proliferação tornaram-se cruciais e um dos principais objetivos do tratado", acrescentou.

Nesse sentido, os aliados reiteraram a rejeição de "qualquer tentativa de deslegitimar a dissuasão nuclear" e insistiram que o acordo não altera "as obrigações legais dos países relativamente a estes armamentos". 

"Estamos determinados a contribuir, a preservar e a implementar plenamente as disposições do tratado", indicou.

"Os aliados continuam a apoiar todos os objetivos do tratado, incluindo o artigo VI, com vista a um processo verificável de eliminação de armas nucleares baseado no princípio de uma segurança inalterada para todos", conclui o comunicado da NATO.


Leia Também: Rússia e Coreia do Norte lançam 1.ª ligação rodoviária entre os países

A Rússia anunciou hoje o lançamento de uma ponte com a Coreia do Norte, marcando a primeira ligação rodoviária entre os países, cuja ligação tem sido reforçada desde a ofensiva russa na Ucrânia.

ONU pede ajuda para 20 mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz... O secretário-geral da agência marítima das Nações Unidas pediu hoje ajuda para vinte mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz, incluindo um melhor acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para as tripulações isoladas.

© Sahar AL ATTAR / AFP via Getty Images    Por LUSA  21/04/2026 

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla original), quase vinte mil marinheiros e cerca de dois mil navios estão imobilizados desde que o movimento foi interrompido no estreito de Ormuz pela guerra entre o Irão, Estados Unidos e Israel.

O estreito é uma via navegável estratégica para o fornecimento global de hidrocarbonetos.

Num discurso durante uma conferência em Singapura, o secretário-geral do organismo da ONU, Arsenio Dominguez, sublinhou que os marinheiros retidos estavam a sofrer de "exaustão e fadiga extremas".

Dominguez indicou que alguns países instalaram linhas telefónicas de atendimento permanente para os marinheiros, enquanto outros estão a fornecer alimentos.

Por outro lado, o responsável pediu para que seja proporcionado aos marinheiros acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para que possam contactar as famílias e avisar onde estão e como se encontram.

A navegação está novamente paralisada desde segunda-feira no estreito de Ormuz, com Teerão e Washington a imporem bloqueios distintos, e os navios iranianos a continuarem a testar o bloqueio norte-americano.

O Irão reverteu no sábado a decisão de reabrir a via navegável agravando as tensões com os Estados Unidos antes do fim do cessar-fogo, que teoricamente pode terminar entre a noite de hoje e a manhã de quarta-feira, hora de Teerão.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram o ataque aéreo ao Irão no passado dia 28 de fevereiro sendo que a situação no Golfo Pérsico agravou-se devido aos bloqueios impostos aos cargueiros, sobretudo petroleiros.

Alemanha rejeita sanções contra Israel e defende diálogo em questões críticas... O chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, manifestou-se hoje contra a imposição de sanções a Israel e a suspensão total do acordo de associação com o Estado israelita, defendendo antes um diálogo construtivo com Telavive.

© Osmancan Gurdogan/Anadolu via Getty Images    Por LUSA    21/04/2026 

"Consideramos que algo assim é inapropriado. No entanto, é evidente que devemos dialogar com Israel sobre as questões críticas", declarou Wadephul à chegada ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, ao referir-se a possíveis sanções.

A eventual suspensão do acordo de associação entre a União Europeia e Israel é um dos pontos da reunião no Luxemburgo, em que Portugal está representado pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, vai intervir na reunião, cuja agenda inclui também a navegação no estreito de Ormuz, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

Wadephul assinalou que a Alemanha criticou a recente introdução em Israel da pena de morte para condenados por assassínio terrorista, que será na prática aplicada apenas a palestinianos.

Recordou que o Governo chefiado por Friedrich Merz já tinha alertado anteriormente contra a iniciativa de Israel.

Disse também que Berlim tem uma posição muito clara sobre a violência dos colonos israelitas.

A Alemanha espera que o Governo de Israel se oponha à violência dos colonos "de forma mais clara e firme, e com todos os meios oferecidos pelo Estado de direito", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

A posição do Governo alemão quanto ao cumprimento do direito internacional é igualmente clara, no sentido de que "não deve haver qualquer anexação na Cisjordânia", afirmou Wadephul.

"Continuamos a insistir que deve ser viabilizada uma solução de dois Estados[ Israel e Palestina]", referiu.

Tal solução deve ser alcançada através de um "diálogo crítico e construtivo com Israel", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.

Wadephul referiu-se ainda ao cessar-fogo e às conversações entre o Líbano e Israel, que "dão motivos para uma esperança cautelosa", e incentivou ambas as partes a prosseguir o caminho do diálogo.

Assinalou que são agora necessários acordos sólidos para a proteção da população civil do Líbano, segurança para os capacetes azuis da missão das Nações Unidas e uma pacificação duradoura no âmbito da Resolução 1701 da ONU.

"Ou seja, existe uma oportunidade para melhorar a situação no Médio Oriente e é este foco construtivo que quero implementar aqui", declarou.

MIGRAÇÕES: Cerca de 7.900 migrantes morreram ou desapareceram no ano passado... Cerca de 7.900 migrantes morreram ou desapareceram nas rotas migratórias de todo o mundo no ano passado, um número inferior ao recorde de 9.200 estimado em 2024, anunciou hoje a ONU.

© Marcin Nowak/Anadolu via Getty Images    Por LUSA   21/04/2026 

"As quase 8.000 mortes registadas em 2025 marcam a continuidade e o agravamento de uma falha global em acabar com estas mortes evitáveis", avançou a Organização Internacional para as Migrações (OIM), no seu relatório anual sobre o assunto.

No total, mais de 80.000 migrantes morreram ou desapareceram desde que a OIM começou a recolher estes dados em 2014.

Este ano, a agência da ONU para as migrações já registou 1.723 pessoas que morreram ou desapareceram nas rotas migratórias.

Segundo a OIM, a diminuição registada no ano passado relativamente a 2024 "deve-se, em parte, a uma redução real do número de pessoas que tentam rotas migratórias irregulares e perigosas", particularmente nas Américas.

"Mas também se explica pelas restrições financeiras impostas aos agentes humanitários que documentam as mortes de migrantes nas principais rotas migratórias", acrescentou a organização no relatório.

Estudantes guineenses em Lisboa elogiam ação da embaixada após retenção dos estudantes no Aeroporto

A associação dos estudantes guineense em Lisboa expressou reconhecimento pela intervenção da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, após a retenção de vários estudantes no Aeroporto Humberto Delgado.

Em declarações à TV Voz do Povo, o presidente da associação de estudantes guineenses na capital portuguesa, Jucimile C. Seabra destacou o papel decisivo da embaixada.

Cerca de 54 mil pessoas sem energia após ataque com drone russo... Cerca de 54 mil pessoas ficaram hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um ataque com um drone russo, segundo a empresa estatal de eletricidade da região.

© REUTERS   Por  LUSA  21/04/2026 

"A infraestrutura energética no distrito de Nizhin foi danificada", afirmou a empresa em comunicado.

Nizhin é um importante entroncamento ferroviário e já foi alvo de vários ataques nos últimos meses.

Na noite passada, a Rússia lançou um total de 143 drones de longo alcance contra a Ucrânia.

Dos 143 drones, 116 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas e 22 atingiram 17 locais diferentes em todo o país, que não foram especificados pela Força Aérea Ucraniana no seu relatório de bombardeamento.

De acordo com a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, citando os canais russos do Telegram, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária na segunda-feira à noite na região de Rostov, no sul da Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que as suas defesas aéreas "intercetaram e destruíram 97 drones ucranianos de asa fixa" na noite passada sobre oito regiões russas e o Mar Negro.


Leia Também: EUA instam China, Coreia do Norte e Irão a cessar imediatamente apoio à Rússia

Os Estados Unidos instaram hoje a China, a Coreia do Norte e o Irão a "cessar imediatamente o apoio" prestado à Rússia, que permite Moscovo continuar a travar a guerra na Ucrânia.



Leia Também: Amnistia aponta Israel e Rússia como principais criminosos contra a humanidade

Israel e Rússia são dois dos Estados mais criticados no relatório da Amnistia Internacional sobre a situação dos direitos humanos no mundo, esta segunda-feira publicado, ambos acusados de cometerem crimes contra a humanidade em 2025.