sábado, 12 de setembro de 2026

Pelo menos 1.400 fogem do Iémen para o Djibuti... Cerca de 1.400 pessoas fugiram do Iémen, onde se têm intensificado os combates entre as forças governamentais e os rebeldes Huthis, para o Djibuti, disse hoje o ministro da Economia do Djibuti, Ilyas Moussa Dawaleh.

© Vanguard News    
LUSA    12/09/2026 

Os Huthis, que controlavam grande parte do norte do país, incluindo a capital Sanaa e Hodeida (a oeste), avançaram ao longo da costa em poucos dias e tomaram a cidade portuária de Mokha na quinta-feira. Assumiram depois o controlo da costa e das ilhas do Mar Vermelho, consolidando no dia seguinte a sua posição no estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa o tráfego marítimo de e para o Canal do Suez.

Na sua conta na rede social X, Ilyas Moussa Dawaleh indicou: "1.400 refugiados chegaram ao Djibuti vindos do Iémen nas últimas 24 horas".

Pequeno país do Corno de África, o Djibuti faz fronteira com o Iémen e com o Estreito de Bab-el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho a partir do Golfo de Aden e por onde passa grande parte do comércio entre a Ásia e a Europa.

Esta passagem ganhou importância, sobretudo para as exportações de petróleo da Arábia Saudita, desde que o Irão fechou o Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Safiya Ibrahim, coordenadora de resposta humanitária da Organização Internacional para as Migrações (OIM), disse à agência France-Presse que, entre os que chegaram a Obock, no norte do Djibuti, estão "mulheres e crianças", acrescentando que "são esperadas mais chegadas nos próximos dias".

Segundo a ONU, pelo menos 76 mil pessoas fugiram das suas casas no Iémen desde julho devido aos confrontos, que terão causado centenas de mortos de ambos os lados.

As forças governamentais iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, disseram hoje ter atacado os Huthis, pró-Irão, na região do Mar Vermelho.

"As forças armadas destruíram hoje veículos e armas e eliminaram membros da milícia terrorista Huthi, apoiada pelo regime iraniano, perto do porto de Mokha", informou a agência noticiosa oficial Saba.

Também visaram os arredores da cidade e a estrada que conduz a Dhubab, mais a sul, acrescentou, citando o porta-voz das forças armadas, Majid al-Nazili.

A Arábia Saudita também realizou ataques aéreos no aeroporto de Mokha, segundo o canal de televisão Almasirah, controlado pelos Huthis.

"Nas últimas 48 horas, a aviação saudita realizou 129 ataques aéreos nas províncias de Taiz, Hodeida, Marib, al-Jawf, Saada, Amran e Hajjah", disse o porta-voz dos Huthis, Yahya Sarea.

Os Huthis, que anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita em julho e visaram os seus petroleiros, lançaram esta semana um grande ataque contra o reino.

Após anos de relativa calma graças a uma trégua entre o Governo e os Huthis, os confrontos no Iémen voltaram a intensificar-se em julho, tendo como pano de fundo o conflito entre o Irão e os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Huthis, alvos de ataques aéreos norte-americanos em 2025 por atacarem navios mercantes no estreito de Bab el-Mandeb em apoio do movimento radical palestiniano Hamas na sua guerra contra Israel, lhe pediram que não interviesse na guerra no Iémen.

Segundo o portal de notícias norte-americano Axios, o príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, telefonou duas vezes a Donald Trump na quinta-feira para instar o presidente a atacar os combatentes iemenitas, mas viu os seus pedidos recusados.

GUINÉ-BISSAU: PRESIDENTE DA ANAMT-GB DEFENDE MAIOR VALORIZAÇÃO DA CULTURA E INSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIA DE MANDJUANDADI

Por  Rádio Sol Mansi   12.09.2026 

O Presidente da Associação Nacional de Mandjuandadi de Tina da Guiné-Bissau, ANAMT-GB, Leonildo Mendes de Carvalho, defende que o Dia Nacional da Cultura deve merecer uma atenção especial por parte dos responsáveis governamentais do país.

Numa declaração proferida durante as celebrações do Dia Nacional da Cultura, assinalado este sábado, Leonildo Mendes de Carvalho considera que a data deve servir para valorizar e promover a cultura guineense, enquanto elemento fundamental da identidade e da unidade nacional.

Na mesma declaração, o Presidente da ANAMT-GB defende ainda o respeito pelos músicos e grupos de Mandjuandadi do país. Leonildo Mendes de Carvalho alerta que ninguém deve utilizar músicas ou criações artísticas que não lhe pertencem sem a devida autorização dos seus autores.

O responsável apela igualmente ao respeito por todas as organizações culturais e defende a institucionalização do Dia Nacional de Mandjuandadi, como forma de reconhecer e valorizar esta importante expressão da cultura guineense.

Portugal: "Operação Falcão". PJ detém dois trabalhadores aeroportuários por suspeitas de tráfico de droga... As detenções ocorreram no âmbito de uma operação policial que decorreu sexta-feira em Lisboa.

Por  RTP   12 Setembro 2026 

A Polícia Judiciária anunciou este sábado a detenção de dois trabalhadores de empresas prestadoras de serviços no aeroporto de Lisboa por suspeitas de tráfico de estupefacientes por via aérea.

“Foram identificados e detidos dois homens, cidadãos nacionais, por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico ilícito de estupefacientes”, refere a PJ em comunicado.

Trata-se de dois trabalhadores de empresas prestadoras de serviços no aeroporto de Lisboa “suspeitos de integrarem uma organização criminosa dedicada à introdução de grandes quantidades de cocaína no continente europeu por via aérea através de voos comerciais procedentes da América Latina”.

Foram ainda apreendidos cerca de 110 quilos de cocaína na posse dos suspeitos, assim como cerca de 200 mil euros em numerário, várias viaturas e outros objetos e documentos com interesse probatório.

Os detidos, de 48 e 46 anos de idade, foram presentes este sábado a primeiro interrogatório judicial de arguido detido perante a autoridade judiciária competente para aplicação de medida de coação.

Iraque encontra lançadores de drones usados contra oleoduto saudita... O exército do Iraque encontrou lançadores de 'drones' perto da fronteira com o Irão após um ataque a um oleoduto na Arábia Saudita que Bagdade e Riade afirmam ter sido lançado a partir de território iraquiano, noticiou a AFP.

© Lusa   12/09/2026 

"O exército encontrou lançadores de 'drones' perto da fronteira entre o Iraque e o Irão, na região remota de al-Tib", na província de Missan, disseram hoje duas fontes da segurança iraquiana à agência de notícias francesa.

Riade anunciou na sexta-feira à noite o encerramento "preventivo" do oleoduto Leste-Oeste, localizado nas regiões de Riade e Medina e que transporta aproximadamente sete milhões de barris de crude por dia, depois de, na véspera, ter sofrido vários ataques com 'drones' lançados a partir do Iraque.

As milícias pró-Irão no Iraque já tinham atacado a Arábia Saudita, principalmente com 'drones', mísseis e projéteis, visando a capital, Riade, a região leste e várias instalações energéticas, o que levou o reino a responder com uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos, no final de julho.

O Governo iraquiano ordenou entretanto uma "investigação urgente" sobre a descoberta das plataformas de lançamento de 'drones', a pedido e em conjunto com o Irão, demitiu um comandante militar e um chefe da polícia de Maysan, província do sudeste do Iraque de onde foram lançados os ataques, além de ter decretado o encerramento das passagens fronteiriças com o Irão.

O Irão confirmou hoje de manhã, através de comunicados divulgados pela agência de notícias IRNA, que, "de acordo com relatos das autoridades iraquianas, as passagens fronteiriças de Shalamcheh e Chazabeh [no sudoeste do país persa] permanecem encerradas até novo aviso".

Citando uma fonte da segurança iraquiana e um funcionário do Governo, a AFP refere o encerramento de três passagens fronteiriças com o Irão, em Shalamcheh e al-Shib, no sul do Iraque, assim como em al-Mandali, na província central de Diyala.

Segundo a fonte da segurança, a decisão enquadra-se nos "esforços de inteligência que visam encontrar os autores e evitar que fujam", destinando-se também a "dificultar o contrabando de 'drones' através destes pontos de passagem".

Outros pontos de passagem fronteiriços com o Irão permanecem abertos.

A Liga Árabe, formada por 22 países, condenou, entretanto, os ataques e manifestou solidariedade para com Riade face a "uma grave ameaça à sua segurança e estabilidade".

Em comunicado, o secretário-geral da organização, Nabil Fahmy, considerou o incidente como "uma violação flagrante da soberania do Reino", e uma "clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas".

Reafirmou ainda "a rejeição categórica da Liga Árabe da utilização do território de qualquer Estado árabe como plataforma de lançamento para ataques contra terceiros, ou para minar a sua segurança e estabilidade".


UCRÂNIA/RÚSSIA: Encontro entre Putin e Zelensky no G20 em Miami "é impossível"... Um encontro entre os Presidentes russo e ucraniano, na cimeira do G20 em Miami, nos Estados Unidos, em dezembro, "é impossível", disse hoje o porta-voz do Kremlin, em Nova Deli.

© MAXIM SHEMETOV/POOL/AFP via Getty Images   LUSA  12/09/2026 

"É impossível", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à agência de notícias France-Presse (AFP), rejeitando assim uma proposta do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. 

O porta-voz da presidência russa reiterou a exigência de Moscovo de que tal encontro se realize na capital russa, depois de ter declarado antes à agência de notícias estatal russa Tass que a decisão sobre a deslocação de Vladimir Putin a Miami ainda não tinha sido tomada.

"Ainda não sabemos se iremos ou não a Miami", referiu Peskov.

Numa entrevista à rádio alemã Deutsche Welle, o Presidente ucraniano disse estar disponível para se encontrar com o homólogo russo durante a cimeira do G20, em dezembro.

Questionado sobre se se encontraria com Putin nessa reunião, caso os dois dirigentes fossem convidados, Zelensky respondeu: "Sim, claro. Temos de ir. Temos de nos encontrar, falar e tomar decisões".

"Não são as palavras que contam. O que eu lhe vou dizer ou o que ele me quer dizer não tem importância. (...) Só o resultado conta", acrescentou.

Washington tentou recentemente relançar os esforços diplomáticos, há muito estagnados, para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e Kyiv no fim de semana passado.

Putin e o Presidente norte-americano, Donald Trump, também discutiram a guerra na semana passada, numa conversa telefónica "de extrema franqueza", disse o Kremlin.

Zelensky declarou na entrevista que a visita dos enviados norte-americanos era um "bom sinal" e que era importante a dupla ter-se deslocado tanto a Kyiv como a Moscovo. "É uma marca de respeito pelo nosso povo", salientou.

Os Estados Unidos assumem este ano a presidência do G20.

No início de setembro, o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, foi recebido numa reunião do G20 na Carolina do Norte, provocando "mal-estar" entre os aliados europeus da Ucrânia.

A diplomacia russa declarou já que Moscovo vai enviar alguns responsáveis a uma reunião do G20 dedicada à energia, em Houston, na próxima semana.

Criado em 1999, o G20 é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo, mais a União Africana e União Europeia.


BULGÁRIA: Incêndio deflagra em armazém na Bulgária (que tem munições para Kyiv)... Uma explosão, seguida de um incêndio, ocorreu num armazém no centro da Bulgária, operado pelo fabricante de armas EMCO, onde estão munições utilizadas pela Ucrânia, anunciou a polícia local.

© nexta_tv/ X (antigo Twitter)    LUSA   12/09/2026 

O incidente, que ocorreu na sexta-feira à noite e hoje foi comunicado pelas autoridades, não provocou vítimas.

O ministro do Interior da Bulgária, Ivan Demerdzhiev, disse, em conferência de imprensa, que o fogo não se propagou para outros armazéns.

"Todas as possibilidades estão a ser consideradas e estamos a examiná-las cuidadosamente", afirmou.

A empresa já veio garantir que o armazém estava sujeito a inspeções regulares por parte das autoridades.

A EMCO precisou, num comunicado citado pela Agência France Presse (AFP), que a segurança fora dos depósitos das munições é da responsabilidade do Estado.

Por outro lado, lembrou que têm ocorrido incidentes semelhantes causados por "forças externas" e acusou as autoridades de não fazerem o suficiente para lidar com o aumento dos atos de sabotagem contra as instalações de defesa no país.

No mês passado, um incêndio já tinha deflagrado numa outra fábrica da EMCO, localizada nas proximidades.

Deslocação de Putin ao G20 em Miami ainda sem decisão... A Rússia disse hoje não ter tomado, até ao momento, qualquer decisão sobre uma eventual participação do Presidente russo, na cimeira do G20, em Miami (EUA).

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images   LUSA   12/09/2026 

"Ainda não sabemos se iremos ou não a Miami", declarou à agência de notícias estatal Tass o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitry Peskov.

Antes disso, o conselheiro diplomático do Kremlin, Iuri Uchakov, tinha dito ao jornal russo Izvestia que a questão "não foi discutida".

Numa entrevista à rádio alemã Deutsche Welle, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar disponível para se encontrar com o homólogo russo, Vladimir Putin, durante a cimeira do G20, em Miami (sudeste dos Estados Unidos), em dezembro.

Questionado sobre sobre se se encontraria com Putin nessa reunião, caso os dois dirigentes fossem convidados, Zelensky respondeu: "Sim, claro. Temos de ir. Temos de nos encontrar, falar e tomar decisões".

"Não são as palavras que contam. O que eu lhe vou dizer ou o que ele me quer dizer não tem importância. (...) Só o resultado conta", acrescentou.

Washington tentou recentemente relançar os esforços diplomáticos, há muito estagnados, para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e Kiev no fim de semana passado.

Putin e o Presidente norte-americano, Donald Trump, também discutiram a guerra na semana passada, numa conversa telefónica "de extrema franqueza", disse o Kremlin.

Zelensky declarou na entrevista que a visita dos enviados norte-americanos era um "bom sinal" e que era importante a dupla ter-se deslocado tanto a Kiev como a Moscovo. "É uma marca de respeito pelo nosso povo", salientou.

Os Estados Unidos assumem este ano a presidência do G20.

No início de setembro, o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, foi recebido numa reunião do G20 na Carolina do Norte, provocando "mal-estar" entre os aliados europeus da Ucrânia.

A diplomacia russa declarou já que Moscovo vai enviar alguns responsáveis a uma reunião do G20 dedicada à energia, em Houston, na próxima semana.


Leia Também: Líderes dos BRICS pedem máxima contenção face a escalada no Médio Oriente

Os líderes dos BRICS pediram hoje máxima contenção perante a escalada na guerra no Médio Oriente, a manutenção do movimento do comércio e energia e rejeitaram sanções unilaterais contrárias ao direito internacional.

"Manifestamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Médio Oriente e, recordando as nossas respetivas posições nacionais, apelamos para a máxima contenção e que se evitem ações que possam agravar ainda mais a situação", de acordo com a Declaração de Nova Deli, assinada pelos 11 líderes dos BRICS e citada pela agência de notícias espanhola EFE...

GUERRA NA UCRÂNIA: Três mortos e dezenas de feridos em ataques russos na Ucrânia... Três civis morreram e dezenas ficaram feridos em ataques russos durante a noite na Ucrânia, informaram hoje as autoridades locais do país.

© Lusa    12/09/2026 

A Ucrânia está sob uma pressão crescente devido à intensificação da campanha aérea russa, que recorre a mísseis balísticos e drones a jato para penetrar nas defesas. Os ataques de Moscovo têm como alvo a rede elétrica ucraniana antes do inverno, numa estratégia que, segundo as autoridades, visa desmoralizar a população civil.

Duas pessoas morreram e uma ficou ferida quando drones russos atingiram durante a noite uma zona residencial da cidade ucraniana de Zaporíjia, informou hoje o governador regional, Ivan Fedorov, citado pela Associated Press.

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas em ataques contra Kryvyi Rih, segundo as autoridades locais.

No porto de Odessa, no mar Negro, e na área envolvente, 28 pessoas ficaram feridas num ataque que o governador regional, Oleh Kiper, classificou como "maciço". Entre os edifícios atingidos encontrava-se um prédio residencial de vários andares, cujos pisos superiores foram completamente destruídos.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, alertou que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia equivaleria a "uma guerra contra a Rússia", ao mesmo tempo que garantiu que Moscovo não ameaça os países europeus.

"Atualmente, eles [os líderes europeus] dizem estar a analisar como enviar tropas para o território ucraniano. Isto significa uma guerra contra a Rússia", vincou Putin, citado pelas agências de notícias russas a partir de Nova Deli, onde participa numa cimeira dos BRICS.

"Não ameaçamos nem temos a intenção de ameaçar os países europeus. Porque o faríamos? Ninguém se apercebe sequer de que não temos qualquer motivo para entrar em conflito com a Europa", acrescentou.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou, por sua vez, na quinta-feira que dois incidentes ocorridos esta semana junto às fronteiras da Ucrânia com a Polónia e a Moldávia foram uma antevisão de possíveis provocações russas mais intensas nos postos fronteiriços da Ucrânia com a Europa.

Duas pessoas morreram quando drones russos atingiram na noite de terça-feira o posto fronteiriço de Starokozache, entre a Ucrânia e a Moldova, enquanto uma "ameaça direta" a um posto fronteiriço entre a Polónia e a Ucrânia na noite de quarta-feira só foi evitada graças à cooperação entre Varsóvia e Kiev, afirmou.


Leia Também: Defesas antiaéreas russas derrubam 230 drones ucranianos

As defesas antiaéreas russas derrubaram na sexta-feira à noite 230 drones ucranianos, segundo fontes oficiais, que também informaram sobre ataques inimigos em pelo menos três regiões que causaram um morto e vários feridos.

Ogovernador da região fronteiriça de Bélgorod, Alexandr Shuváev, escreveu nas redes sociais que pelo menos uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas, incluindo quatro menores, devido aos ataques de Kiev.

Trump garante que vai concretizar a promessa de dar 5000 dólares a cada eleitor norte-americano... "O dividendo de 5.000 dólares vai tornar-se realidade porque o povo do nosso país merece-o", disse o Presidente norte-americano

Por  expresso.pt/Agência Lusa  12/09/2026 

Donald Trump afirmou esta sexta-feira que "concretizará" a promessa de conceder um dividendo de 5000 dólares (4300 euros) a cada cidadão adulto do país caso os republicanos vençam as eleições intercalares de 3 de novembro.

O Presidente dos Estados Unidos criticou ainda o Partido Democrata por tentar desmenti-lo.

"O 'dividendo Trump' de 5.000 dólares (...) está a ser criticado pelos democratas (...). Quando digo algo, é a sério! O dividendo de 5.000 dólares vai tornar-se realidade porque o povo do nosso país merece-o", garantiu o Presidente norte-americano numa publicação na rede social que lhe pertence, Truth Social.

RECORDA CHEQUE AOS MEMBROS DAS FORÇAS ARMADAS

O Partido Democrata "espera que isso nunca venha a acontecer", começou por ironizar, mas a proposta "tornar-se-á realidade", reiterou o inquilino da Casa Branca, recordando o exemplo do que aconteceu em dezembro, em que a Administração norte-americana entregou cheques de 1.776 dólares (1.530 euros) aos membros das Forças Armadas norte-americanas.

"O presente de 1.776 dólares que entreguei no ano passado às nossas Forças Armadas, que parecia um projeto condenado ao fracasso: toda a gente dizia que não era possível, mas foi feito; os nossos patriotas militares receberam o dinheiro e ficaram encantados", afirmou Trump.

O Presidente justificou ainda a capacidade da Administração para assumir este pagamento com base no "enorme sucesso económico" que, segundo afirmou, o seu governo alcançou, bem como na "enorme solidez e prosperidade económica" dos Estados Unidos.

DIVIDA PÚBLICA DE 40 MIL MILHÕES

A dívida pública norte-americana ultrapassou em agosto os 40 mil milhões de dólares (34,4 mil milhões de euros), um recorde que fez subir os custos do endividamento.

Cerca de 230 milhões de norte-americanos são chamados às urnas no próximo dia 03 de novembro para as chamadas "midterm", as eleições intercalares, nas irão eleger os 435 membros da Câmara dos Representantes e um terço dos membros do Senado.

Nestas eleições, serão ainda preenchidos três lugares vagos na Câmara Alta e serão também eleitos 36 governadores e dezenas de cargos executivos a nível estadual e local.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Cuba acusa Estados Unidos de "terrorismo" pelas ações que visam a sua "rendição pela fome"... As autoridades cubanas têm afirmado que constitui genocídio o embargo económico norte-americano existente há mais de seis décadas, o bloqueio petrolífero iniciado por Washington em janeiro e as sanções contra empresas estrangeiras que mantenham vínculos com Cuba.

Por  SIC Notícias/LUSA   11 set.2026 

O governo cubano classificou sexta-feira como "terrorismo" as ações da administração de Donald Trump que o visam levar à "rendição pela fome" e recordou os milhares de cubanos mortos e feridos em atos terroristas.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ao recordar os atentados de 11 de Setembro, em Nova Iorque, afirmou, nas redes sociais: "Cuba, que tem sofrido desde há mais de 60 anos ataques terroristas de diverso tipo com um saldo de mais de 3.400 mortos e 2.099 feridos, enfrenta hoje um plano genocida para fazer o povo render-se por fome. Isso também é terrorismo, terrorismo de Estado".

Acrescentou que, um quarto de século depois dos atentados de 11 de Setembro, "este facto tão insólito deveria servir para criar a luta internacional contra o terrorismo".

Citando o líder da revolução cubana, Fidel Castro (1926-2016), Díaz-Canel acrescentou que a luta contra o terrorismo no mundo "resolve-se acabando, entre outras coisas, com o terrorismo de Estado e outras formas repulsivas de matar".

"Acabando com os genocídios, seguindo lealmente uma política de paz e respeito por normas morais e legais que são ineludíveis", concluiu.

As autoridades cubanas têm afirmado que constitui genocídio o embargo económico norte-americano existente há mais de seis décadas, o bloqueio petrolífero iniciado por Washington em janeiro e as sanções contra empresas estrangeiras que mantenham vínculos com Cuba.


Leia Também: Cuba alega impacto financeiro "recorde" do embargo norte-americano

O embargo norte-americano a Cuba gerou um impacto financeiro recorde de oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, alegou hoje o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez.

Riade encerra preventivamente oleoduto após vários ataques... O oleoduto leste-oeste, situado nas regiões de Riade e Medina, que transporta aproximadamente sete milhões de barris de crude por dia, foi encerrado preventivamente após vários ataques com drones provenientes do Iraque, divulgou hoje o Ministério da Energia saudita.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images   Por  LUSA   11/09/2026 

O ministério informou em comunicado que o oleoduto, a principal rota de abastecimento para os mercados globais no atual contexto de tensões no estreito de Ormuz, foi "alvo de múltiplos ataques na manhã de quinta-feira", pelo que "foi encerrado como medida de precaução".

"Os ataques fizeram vários feridos, que receberam assistência médica", acrescentou a mesma fonte.

Pouco depois, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita afirmou que o ataque foi realizado com vários drones lançados do Iraque, causando danos que "estão atualmente a ser reparados".

A diplomacia saudita condenou o ataque e esclareceu que, após o pedido do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, "de dar uma oportunidade ao governo do Iraque para adotar as medidas necessárias visando impedir ataques lançados a partir de território iraquiano contra o reino e os países vizinhos, a Arábia Saudita optou por não responder nesta fase".

Riade reafirmou, no entanto, que "reserva-se o direito de adotar todas as medidas necessárias para proteger a sua soberania, segurança, instalações, cidadãos e residentes".

Por seu lado, o Governo iraquiano condenou os ataques e elogiou "a postura do reino e a sua resposta positiva aos esforços do Iraque para conter a situação", segundo informou a agência noticiosa oficial iraquiana INA.

Bagdade acrescentou que Al-Zaidi "determinou uma investigação urgente sobre as circunstâncias dos ataques e os responsáveis pelos mesmos, instruindo que sejam tomadas medidas legais contra qualquer pessoa cuja participação fique comprovada".

A Arábia Saudita já tinha denunciado, em ocasiões anteriores, ataques lançados a partir de território iraquiano por milícias pró-Irão contra instalações petrolíferas em Riade e na Região Oriental, chegando mesmo a lançar, no final de Julho, uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos em resposta.

O oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, também chamado Petroline, é uma infraestrutura estratégica que atravessa o país desde os campos petrolíferos do leste, no golfo Pérsico, até ao porto de Yanbu, no mar Vermelho.

Possui uma extensão de cerca de 1.200 quilómetros e uma capacidade máxima de 7 milhões de barris diários.

A sua importância reside no facto de permitir a exportação de crude evitando o estreito de Ormuz, o que levou a Arábia Saudita a aumentar a sua utilização para desviar as exportações para Yanbu e mitigar o impacto do bloqueio e das restrições nesta via marítima.


Leia Também: Irano-norte-americano libertado no Irão mas proibido de sair do país

Um joalheiro irano-norte-americano, de Nova Iorque, foi libertado hoje de uma prisão no Irão, mas proibido de sair do país...     Kamran Hekmati saiu da prisão de Evin, em Teerão, em 05 de setembro, depois de completar cerca de metade de uma sentença de dois anos de cadeia, informou a sua família, preocupada com a sua saúde.

Putin diz que envio de tropas europeias equivale a "guerra contra Rússia"... O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou hoje que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia equivaleria a "uma guerra contra a Rússia", ao mesmo tempo que garantiu que Moscovo não ameaça os países europeus.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images   LUSA  11/09/2026 

"Atualmente, eles (os líderes europeus) dizem estar a analisar como enviar tropas para o território ucraniano. Isto significa uma guerra contra a Rússia", vincou Putin, citado pelas agências de notícias russas a partir de Nova Deli, onde participava numa cimeira dos BRICS.

"Não ameaçamos nem temos a intenção de ameaçar os países europeus. Porque o faríamos? Ninguém se apercebe sequer de que não temos qualquer motivo para entrar em conflito com a Europa", acrescentou.

Putin destacou ainda que os líderes europeus "assustam as suas populações com uma ameaça imaginária (proveniente) da Rússia", acrescentando que "essa ameaça não existe nem nunca existiu".

A Rússia, que lançou uma ofensiva contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, sempre apontou o envio de tropas ocidentais para território ucraniano como uma "linha vermelha" que não deve ser ultrapassada.

Esta ideia tinha sido discutida pelos líderes europeus durante vários anos, mas nunca se chegou a concretizar.

A Rússia justifica a sua ofensiva contra a Ucrânia, entre outras razões, pela ameaça que representa para si a expansão da NATO — aliança militar ocidental a que Kiev aspira aderir — até às suas fronteiras.

Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, discutiram hoje os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como o seu impacto no comércio marítimo e na segurança dos marinheiros indianos.

Os dois responsáveis encontraram-se numa reunião bilateral, realizada em Nova Deli antes da cimeira dos líderes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia).

O encontro aconteceu 11 dias após a reunião presencial na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek, no Quirguistão, onde Modi apelou a uma mudança de "guerra sem fim para fim da guerra" na Ucrânia.

"Os dois líderes analisaram os progressos na cooperação bilateral nos setores político, económico, de defesa, energia, espaço, mobilidade de competências e intercâmbio entre pessoas", segundo um comunicado.

A presidência russa (Kremlin) anunciou esta semana que a reunião iria abordar a cooperação em matéria de defesa e tecnologia, incluindo a modernização dos mísseis BrahMos, as entregas pendentes dos sistemas S-400, a possível venda de caças Su-57 e projetos de energia nuclear civil.

A cimeira dos BRICS prossegue até domingo com uma agenda dominada pela guerra no Médio Oriente, tensões comerciais e as dificuldades em chegar a um consenso dentro do bloco alargado dos 11 países em desenvolvimento.


FRANÇA: Comboio com 180 passageiros descarrila em França. Há 44 feridos... Um comboio regional descarrilou, esta sexta-feira, em Cléon, no departamento francês de Seine-Maritime. Há 44 feridos, estando um deles em estado grave. Veículo transportava 180 passageiros.

© X/BastionMedia  noticiasaominuto.com 11/09/2026 

Um comboio regional de transporte de passageiros, com 180 pessoas a bordo, descarrilou esta sexta-feira ao final da tarde no departamento francês de Seine-Maritime, na região da Normandia, no norte de França.

Citadas pela imprensa francesa, as autoridades locais revelaram que há registo de 44 feridos - havendo uma mulher de 18 anos que está em estado crítico, de acordo com a BFMTV. Esta jovem foi transportada para o Hospital Universitário de Rouen.

O ministro dos Transportes francês, Philippe Tabarot, disse, desde logo, estar a acompanhar a situação "de perto", em conjunto com o autarca de Seine-Maritime, Jean-Benoît Albertini.

O veículo, que fazia a ligação entre Rouen e Caen, descarrilou no troço entre Tourville e Elbeuf-Saint-Aubin, junto à localidade de Cléon. Para o local foram acionados também helicópteros.

Já foram feitos testes ao maquinista e que os resultados para álcool e drogas deram negativo, assim como aberta uma investigação.

Foram mobilizados para o local mais de 130 bombeiros apoiados por 80 veículos.

O autarca de Seine-Maritime fez um ponto de situação pelas 22h desta sexta-feira (21h em Lisboa), indicando que o "acidente ocorreu pelas 19h30 (18h30 em Lisboa) na linha Caen-Rouen, junto a Cléon".

Os meios franceses mostram o grande aparato no local:

Trump rejeitou apelo saudita para atacar os Huthis no Iémen... Perante os avanços dos rebeldes Huthis no oeste do Iémen, o príncipe herdeiro saudita terá pedido ajuda militar aos Estados Unidos. Donald Trump recusou ordenar ataques aéreos, preferindo concentrar-se na guerra contra o Irão, revelou o portal Axios

Por expresso.pt/Agência Lusa   11/09/2026 

O Presidente dos Estados Unidos recusou pedidos da Arábia Saudita para atacar os rebeldes Huthis do Iémen, durante os avanços militares no oeste do país, revelou o portal Axios, citando dois responsáveis de Washington.

De acordo com o portal de notícias norte-americano, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, ligou a Donald Trump na quinta-feira para o informar sobre a rápida deterioração da situação militar no Iémen, face à incapacidade das forças governamentais, apoiadas por Riade, conterem os avanços dos Huthis em direção à cidade costeira de Moka e da aproximação ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Poucas horas depois, voltou a ligar ao líder norte-americano, instando-o a lançar ataques aéreos contra o grupo rebelde apoiado pelo Irão.

De acordo com uma das fontes citadas pelo Axios, Trump recusou os pedidos de apoio, embora tenha reafirmado a colaboração de Washington através dos serviços de informações, bem como a partilha de dados sobre alvos, sem considerar uma intervenção militar direta neste momento.

O portal referiu que o Presidente norte-americano alegou que pretende manter o foco na guerra lançada em conjunto com Israel, em 28 de fevereiro, contra o Irão, abstendo-se de abrir uma nova frente de combate.

Os pedidos do príncipe herdeiro marcam uma mudança na posição da Arábia Saudita, que em julho afirmou poder enfrentar os Huthis sozinha, apesar da escalada do conflito, limitando-se a pedidos de apoio político.

Cerca de 200 efetivos das forças norte-americanas já estão destacados na Arábia Saudita para prestar apoio não militar, referiu uma das fontes citada pelo Axios.

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Brad Cooper, viajou para a Arábia Saudita na quinta-feira para "reuniões de coordenação urgentes", noticiou também o portal, informação não confirmada pela embaixada saudita em Washington nem pela Casa Branca.

As chamadas de Salman para Trump ocorreram em simultâneo com avisos do Governo do Iémen reconhecido internacionalmente e apoiado por Riade sobre ameaças colocadas à navegação comercial no estreito de Bab el-Mandeb e no mar Vermelho.

Esta passagem ganhou importância acrescida desde o bloqueio imposto no há mais de seis meses pelo Irão no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes do início da guerra no Golfo.

Os Huthis afirmaram na quinta-feira que as operações militares no Iémen não procuram atingir a navegação comercial no mar Vermelho, exceto para os navios sauditas, que estão sujeitos a um bloqueio dos rebeldes desde julho.

Após anos de relativa calma, a guerra voltou há dois meses ao Iémen, arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Para repelir a nova ofensiva dos rebeldes iemenitas, a Arábia Saudita realizou dezenas de ataques aéreos desde quarta-feira.

Os confrontos no Iémen desde a semana passada fizeram centenas de mortos de ambos os lados, sobretudo combatentes, e já deslocaram dezenas de milhares de pessoas, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Atualmente, os Huthis reivindicaram ter expulsado as forças apoiadas pela Arábia Saudita de seis distritos ocidentais e uma fonte governamental admitiu que os rebeldes já controlam a costa iemenita no mar Vermelho.

"Tudo o que estava sob o nosso controlo na costa ocidental caiu", declarou uma fonte oficial iemenita à agência de notícias France-Presse (AFP), sob a condição de não ser identificada.

Os Huthis também lançaram ataques contra a Arábia Saudita, disparando mísseis balísticos e drones contra cidades no sul do país vizinho na quarta-feira.

CABO VERDE: Famílias das pessoas que morreram em acidente com autocarro em Cabo Verde recebem 907 euros por vítima... Pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.

Por  cmjornal.pt/Lusa  11/09/2026 

As famílias das 25 pessoas que morreram no acidente na ilha cabo-verdiana do Fogo vão receber 907 euros por cada vítima, além de cestas básicas, através de um apoio da autarquia local em parceria com o Governo.

"Já foram identificados e estão a ser processados nas contas os apoios monetários a cada família, no valor de 100 mil escudos (907 euros)", afirmou o presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o apoio é atribuído em função do número de vítimas de cada família.

"Esses apoios não são por famílias, são por vítimas", esclareceu o autarca, explicando que uma família com duas ou três vítimas receberá o apoio correspondente a cada uma.

Além do apoio financeiro, já foram distribuídas cestas básicas às famílias e está a ser prestado acompanhamento psicológico através do gabinete de crise, em articulação com a Câmara Municipal e o Governo.

As pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.

A Câmara Municipal e o Governo estão também a preparar medidas para a recuperação das famílias afetadas, incluindo intervenções nas suas habitações e a criação de atividades geradoras de rendimento.

Segundo o autarca, os projetos deverão estar concluídos para serem implementados junto das famílias depois da missa do primeiro mês das vítimas, respeitando o período de luto.

Relativamente aos funerais, Nuías Silva disse que todas as urnas já tinham sido adquiridas e que a Câmara isentou as famílias do pagamento das covas, que serão atribuídas a título perpétuo.

A autarquia pretende ainda avançar com um projeto para a construção de túmulos em granito ou mármore, para preservar a memória das vítimas.

"Por mais que possamos intervir, não conseguimos resgatar a vida dessas pessoas, mas podemos ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que sobreviveram e lembrar a memória daqueles que partiram", afirmou.

"Essa é a nossa missão: ajudar a mitigar o sofrimento daqueles que sobreviveram e das famílias que perderam os seus entes queridos e recordar a memória daqueles que faleceram", concluiu.

O autarca considerou a sobrevivência de alguns passageiros um "verdadeiro milagre" e defendeu homenagens às vítimas e aos envolvidos no resgate.

Nuías Silva propôs ainda que 05 de setembro passe a ser uma data de reflexão sobre segurança e prevenção rodoviária e revelou que está a ser ponderado um monumento no local do acidente, com os nomes das vítimas, além de homenagens no cemitério onde foram sepultadas.

O acidente ocorreu no sábado, em Campanas de Cima, no concelho de Santa Catarina do Fogo, quando o autocarro saiu da estrada e caiu cerca de 50 metros por uma ravina.

Morreram 25 pessoas e 13 ficaram feridas.

A maioria das vítimas eram estudantes e jovens.

O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.

Equipas médicas, de emergência e de apoio psicológico foram deslocadas para a ilha do Fogo, enquanto prosseguem os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.

A Estradas de Cabo Verde, empresa pública responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, está no local para avaliar as condições da via.

Reino Unido estima mais de 500 mil soldados russos mortos na Ucrânia... Mais de 500 mil soldados russos foram mortos na Ucrânia desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, afirmou hoje um alto responsável britânico da Defesa.

© Lusa   11/09/2026 

Os mortos fazem parte do total de 1,5 milhões de baixas russas na Ucrânia, afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Reino Unido, Richard Knighton.

Os números do Reino Unido coincidem, em linhas gerais, com os publicados pelas forças armadas ucranianas.

Não houve qualquer comentário imediato por parte das autoridades russas.

O exército de Moscovo, apesar de ser maior, está a ter dificuldades em avançar no campo de batalha.

Autoridades e analistas ocidentais afirmam que o ritmo de avanço russo abrandou significativamente este ano.

As forças armadas russas também perderam uma quantidade "enorme" de material militar, disse Knighton aos jornalistas.

As perdas incluem mais de 10 mil veículos blindados, cerca de três mil sistemas de defesa aérea e de artilharia e mais de 370 aeronaves e helicópteros, afirmou.

O responsável não revelou quais foram as perdas da Ucrânia.

Nem Moscovo nem Kiev fornecem atualizações regulares sobre as suas perdas no campo de batalha.

Kiev expandiu a sua campanha com drones de longo alcance até ao interior da Rússia, colocando à prova as defesas aéreas em todo o vasto território do seu vizinho.

Na quinta-feira, as suas forças armadas informaram ter atingido uma refinaria a mais de três mil quilómetros de distância, na Sibéria, numa tentativa de Kiev de danificar o setor petrolífero da Rússia.

Os ataques causaram escassez de combustível na Rússia, um dos maiores produtores de energia do mundo.

As exportações de produtos petrolíferos da Rússia atingiram mínimos históricos em agosto, e Moscovo está a importar combustível da Coreia do Sul e da Índia, segundo um relatório do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo.

A Ucrânia lançou uma grande ofensiva durante a noite de quinta para sexta-feira, tendo o Ministério da Defesa russo afirmado que as defesas aéreas intercetaram 777 drones ucranianos em 16 regiões russas, bem como na Crimeia ocupada e nas águas dos mares de Azov e Cáspio.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas durante a noite num ataque com drones ucranianos na região de Tula, a sul de Moscovo, informaram as autoridades locais na sexta-feira.

Um ataque com drones ucranianos durante a noite provocou um incêndio na refinaria de petróleo de Saratov, no sudoeste da Rússia, adiantou hoje o meio de comunicação online independente russo Astra.

Kiev tem atacado repetidamente aquela refinaria, atingida pela última vez no início de agosto.

O grupo retalhista online Ozon afirmou que as suas instalações logísticas na mesma cidade foram atingidas e incendiadas por um drone ucraniano, embora não tenham sido registadas vítimas.

A Ozon é concorrente da Wildberries, cujas instalações também têm sido alvo de ataques por parte da Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ataques de longo alcance durante a noite atingiram oito regiões russas, incluindo uma empresa e uma instalação da indústria petrolífera na região de Saratov.

Os ataques "tinham como objetivo reduzir a capacidade da Rússia para travar uma guerra", afirmou na rede social X.


Leia Também: Putin e Modi discutem impacto dos conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, discutiram hoje os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como o seu impacto no comércio marítimo e na segurança dos marinheiros indianos.

Trump sobre 11 de Setembro: "Nunca vamos esquecer. E por isso lutamos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump garantiu que a nação "nunca vai esquecer" os atentados do 11 de Setembro e que é por isso que, passados 25 anos, continua a lutar. "Não temos escolha", garantiu.

© Finn Gomez/Getty Images    Por  Notícias ao Minuto   11/09/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa, esta sexta-feira, no âmbito dos 25 anos do 11 de Setembro. Sublinhando que o país "nunca vai esquecer" os atentados, Trump apontou: "É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. Apenas pode haver vitórias. Lutamos com força. Lutamos para vencer."

"2.977 almas maravilhosas foram arrancadas do nosso mundo, e muitas mais morreram nas semanas e anos seguintes em consequência de ferimentos horríveis e grotescos", começou por dizer num discurso à nação - e ao mundo -, feito a partir do Pentágono.

Trump considerou ainda que este dia é lembrar também "como é que os Estados Unidos responderam àquela maldade".

Trump recordou ainda o Voo 93, no qual os passageiros conseguiram tomar o controlo do avião e retirá-lo das mãos de terroristas - apesar de o avião da American Airlines se ter despenhado na Pensilvânia. Trump sublinhou a união que o país teve nos tempos que se seguiram: "Naqueles dias angustiantes após os ataques, vimos o espírito autêntico da nossa nação. Todos nós éramos nova-iorquinos naquele dia. Cada um de nós. Todos nós éramos nova-iorquinos, mas também éramos todos americanos. Éramos todos uma família".

O presidente dos EUA falou de todos os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos que foram acionados no dia - e no âmbito - dos atentados e lembrou os socorristas. "E saudamos os militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irão, jamais, em hipótese alguma, possua uma arma nuclear", acrescentou.

No final do discurso, Trump deu conta de que os últimos 25 anos mostraram "o grande espírito dos EUA" e repetiu uma frase que já é sua conhecida - e usada nos seus discursos e convenções por onde passa. "Hoje, o nosso país está mais forte do que alguma vez esteve. Nunca esteve tão forte quanto agora".

'Trazendo' as futuras gerações para o seu discurso, o presidente norte-americano diz que estas vão "estar numa nação livre e inabalável diante do mal, e ainda honrarão os heróis do 11 de Setembro".

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaeda atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.

A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.

Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que mostram, segundo o autarca democrata, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar na sequência dos ataques.

Em agosto, um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas do 11 de Setembro, começará a ser julgado a 5 de junho de 2028.


Leia Também: EUA garantem que compromisso com NATO "permanece e perdura"

O representante permanente dos Estados Unidos junto da NATO garantiu hoje que o compromisso de segurança mútua entre Aliados "permanece e perdura", assegurando que Washington continuará a "defender as liberdades" que unem a Aliança.

Netanyahu compara 11 de Setembro ao 7 de Outubro: "Mal puro"... O primeiro-ministro israelita evocou hoje as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, estabelecendo um paralelismo entre o atentado da Al-Qaida e o sofrido por Israel a 07 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images    LUSA   11/09/2026 

"A 11 de setembro, os Estados Unidos foram atingidos pelo mal puro. A 07 de outubro, Israel voltou a ser atingido por ele", sublinhou Benjamin Netanyahu num vídeo divulgado nas redes sociais, no qual teve palavras para as "pessoas inocentes" que morreram nas Torres Gémeas e insistiu que Israel e os Estados Unidos são vítimas do mesmo flagelo.

"Não é nenhuma coincidência. Odeiam-nos a ambos pela mesma razão. Porque os Estados Unidos e Israel representam a liberdade, a democracia, a civilização e a vida", reivindicou.

"Há quem diga que se deve compreender os terroristas, compreender as suas queixas, compreender o seu contexto. Não existe contexto algum que justifique queimar famílias vivas. Não existe nenhuma queixa que justifique assassinar deliberadamente pessoas inocentes. Quando se trata de terrorismo, não existe um 'sim, mas'", denunciou.

Desta forma, Netanyahu sublinhou que os "terroristas" gritam em uníssono "morte aos Estados Unidos, morte a Israel", salientando que os dois países devem enfrentar a ameaça, ponto em que defendeu a liderança do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Os Estados Unidos voltam a demonstrar que enfrentam o terror. Por isso, hoje recordamos aqueles que nos foram arrebatados e honramos aqueles que correram para as chamas", afirmou, para assinalar que os Estados Unidos e Israel estão "juntos".

"Nunca nos curvaremos perante o terror. Nunca nos renderemos perante o mal. E juntos iremos derrotá-lo", resumiu.

Por seu lado, o Presidente israelita, Isaac Herzog, recordou que os céus de Nova Iorque "ficaram dilacerados pela horrível imagem das Torres Gémeas a desmoronarem-se", numa mensagem em que recorda as milhares de vítimas mortais e destaca a coragem dos que ajudaram a resgatar pessoas no complexo do World Trade Center.

"Nunca esqueceremos a coragem e o heroísmo dos primeiros intervenientes e dos serviços de emergência, juntamente com os nova-iorquinos comuns que entraram no fogo e no pó para salvar a vida dos seus concidadãos", sublinhou.

Herzog, neste ponto, salientou que a luta mundial contra o terrorismo "continua todos os dias", algo que em Israel se "conhece demasiado bem".

"Simplesmente, não existe qualquer justificação para atacar pessoas inocentes, sejam elas norte-americanas, israelitas ou de qualquer outra nacionalidade", insistiu.

Assim, afirmou que Israel "estará sempre ao lado dos Estados Unidos", a quem se referiu como "o maior aliado e amigo" de Telavive e "a nação mais poderosa do mundo".

Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados de 2001, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.

Os atentados do '11 de setembro' desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.


Leia Também: Ataques de Trump contra Tribunal Penal Internacional são "mal-entendido"

Os ataques da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) resultam de um mal-entendido sobre as atividades do tribunal, afirmou hoje o procurador-geral interino do TPI em entrevista à AFP.

Cerca de 13.000 migrantes continuam em Ceuta... Do total de pessoas que o Governo espanhol estima que ainda estejam em Ceuta, cerca de 2.000 são menores sem acompanhante. O presidente do Governo autónomo critica a situação.

Por  observador.pt/Agência Lusa   11 set. 2026 

Cerca de 13.000 pessoas, entre adultos e menores, continuam em Ceuta, depois de mais de 70 mil pessoas terem entrado ilegalmente a 30 e 31 de julho, disse esta sexta-feira o Governo da cidade autónoma espanhola.

O número foi divulgado pelo Presidente do Governo autónomo, Juan Jesús Vivas, e resulta de uma contagem feita pelas autoridades da ocupação de diferentes espaços de alojamento e de estimativas realizadas em locais de acampamento, como praias e montanhas.

Segundo Vivas, há entre essas 13.000 pessoas cerca de 2.000 menores de idade não acompanhados por adultos, que estão referenciados e alojados.

“Em que cidade de Espanha o número de migrantes representa 15 por cento da população total?”, questionou Juan Jesús Vivas, considerando “uma barbaridade” pedir “esforços de acolhimento a Ceuta”, cidade onde vivem cerca de 83.000 pessoas e que tem um território de menos de 30 quilómetros quadrados.

O Presidente da cidade pediu de novo a “imediata devolução” de todas as pessoas que entraram em Ceuta de forma ilegal no final de julho.

Até agora, o executivo local estimava em 8.000 a 9.000 os migrantes que permaneciam em Ceuta.

Segundo o Governo de Espanha, entraram em Ceuta no final de julho, em poucas horas, pelo menos 72.000 pessoas, enquanto as autoridades locais têm estimado que foram 80.000.

A maioria saiu de Ceuta nas horas e dias seguintes, com o Governo espanhol a estimar que pelo menos 5.000 continuam na cidade.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, o ministro da Política Territorial, Ángel Victor Torres, que coordena a resposta do Governo espanhol à crise em Ceuta, disse ser impossível, neste momento, saber exatamente quantas pessoas permanecem na cidade depois da entrada em massa em 30 de julho.

O ministro disse que continuam a ser contadas as pessoas que regressam voluntariamente a Marrocos e a ser registadas as que estão nas ruas, à medida que se conseguem locais para o acolhimento temporário.

Segundo o Governo, só com espaços para esse alojamento é possível registar todas as pessoas e iniciar os processos individuais, com vista ao repatriamento ou à concessão de asilo, no caso de ser aplicável.

Foram criados até agora 3.400 lugares de acolhimento temporário e o Governo espera chegar aos 6.000 nos próximos dias.

Entre as pessoas já referenciadas há cerca de 2.000 menores de idade que estão em Ceuta sem um adulto, disse Ángel Victor Torres.

Depois de mais de 90% das pelo menos 72.000 que entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho terem regressado a Marrocos nas horas e nos dias imediatos, outras 4.500 deixaram a cidade espanhola voluntariamente desde 10 de agosto, acrescentou.

Por outro lado, mais de 200 foram expulsas por causa de delitos.