segunda-feira, 25 de maio de 2026

SINJOTECS CELEBRA 21 ANOS E APELA À ÉTICA NO EXERCÍCIO DO JORNALISMO

Rádio Sol Mansi    25 05 2026 

A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social da Guiné-Bissau (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, apelou aos profissionais da comunicação social para exercerem as suas funções com ética e responsabilidade, colocando a sociedade no centro do trabalho jornalístico.

A responsável falava esta segunda-feira durante a cerimónia de celebração dos 21 anos da criação do SINJOTECS, um evento que reuniu jornalistas, técnicos da comunicação social e representantes de organizações de defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Na ocasião, Indira Correia Baldé destacou a necessidade dos profissionais da comunicação social observarem os princípios basilares da profissão, defendendo um jornalismo responsável, ético e comprometido com a verdade.

Segundo a presidente do sindicato, os técnicos da comunicação social devem continuar a trabalhar para a valorização e afirmação da profissão no país, sobretudo num contexto marcado por vários desafios no setor.

Também presente no ato, o Coordenador Nacional da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Vitorino Indeque, reconheceu que não é fácil exercer o jornalismo num momento em que a integridade física de jornalistas é colocada em causa devido à divulgação de factos reais. Ainda assim, considerou o jornalismo uma das profissões mais importantes da sociedade guineense.

As comemorações dos 21 anos do SINJOTECS ficaram marcadas por uma conferência subordinada ao tema “Promoção do Desenvolvimento Profissional do Jornalismo, Democracia, Direitos Humanos e Estado de Direito na Guiné-Bissau”. 

Durante o encontro, Indira Correia Baldé informou ainda que estão em curso diligências para a realização do próximo congresso da organização sindical.

O Governo da Guiné-Bissau anunciou um conjunto de medidas urgentes de prevenção, fiscalização e protecção civil na sequência do grave incêndio ocorrido no Mercado de Caracol, em Bissau, tendo igualmente decidido a demissão do Presidente da Câmaran Municipal de Bissau por alegadas falhas graves de fiscalização e gestão urbana.

© Radio TV Bantaba   25/05/2026 

GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS URGENTES APÓS INCÊNDIO NO MERCADO DE CARACOL E DEMITE PRESIDENTE DA CÂMARA de Bissau

O Governo da Guiné-Bissau anunciou um conjunto de medidas urgentes de prevenção, fiscalização e protecção civil na sequência do grave incêndio ocorrido no Mercado de Caracol, em Bissau, tendo igualmente decidido a demissão do Presidente da Câmaran Municipal de Bissau por alegadas falhas graves de fiscalização e gestão urbana.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de emergência convocada por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, com membros do Governo, conselheiros e responsáveis sectoriais, destinada a analisar as causas do sinistro, avaliar a resposta institucional e definir medidas imediatas para evitar novas tragédias.

Segundo o Chefe do Governo, o incêndio revelou “fragilidades estruturais extremamente preocupantes” ao nível da prevenção, fiscalização, gestão urbana, instalações eléctricas e capacidade operacional do Estado perante situações de emergência.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro recordou que, após o incêndio anteriormente registado em Bafatá, o Executivo já havia determinado a realização de inspecções técnicas aos mercados, fiscalização das instalações eléctricas, combate às ligações clandestinas e adopção de medidas preventivas contra incêndios. Contudo, sublinhou que os acontecimentos no Mercado de Caracol demonstram que muitas dessas orientações não foram executadas ou revelaram-se insuficientes.

Ligações clandestinas e falhas graves de fiscalização

Entre as principais constatações feitas durante o encontro, destacou-se a persistência de ligações clandestinas à rede eléctrica pública, comércio ilegal de energia e instalações improvisadas consideradas altamente perigosas.

O Primeiro-Ministro determinou às autoridades competentes a detenção dos indivíduos identificados na comercialização ilegal de energia eléctrica à margem da EAGB.

Por sua vez, o Ministro do Interior reconheceu limitações sérias na capacidade operacional dos Bombeiros de Bissau, nomeadamente insuficiência de equipamentos e meios de intervenção. Apesar disso, foi elogiada a rápida intervenção da ASECNA, considerada decisiva para limitar a propagação do incêndio.

O Ministro da Energia informou igualmente que o Ministério se encontra em processo de reorganização institucional, admitindo que não existia anteriormente um verdadeiro departamento funcional de fiscalização e inspecção.

Já o Ministro da Administração Territorial reconheceu dificuldades graves na gestão dos mercados, ausência de controlo efectivo nos espaços comerciais e elevada responsabilidade da Câmara Municipal de Bissau na situação verificada.

Primeiro-Ministro responsabiliza Câmara Municipal de Bissau.Durante a reunião, o Chefe do Governo foi particularmente crítico em relação à actuação da Câmara Municipal de Bissau, afirmando que:

“90% do que aconteceu no incêndio de Caracol é culpa da Câmara Municipal de Bissau.”

O Primeiro-Ministro considerou ainda que o incumprimento das orientações anteriormente emitidas pelo Governo configura desobediência institucional, negligência grave e ausência de responsabilidade administrativa.

Na sequência da avaliação efectuada, foi anunciada a demissão imediata do Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

Governo lança Plano Nacional de Prevenção de Incêndios

Entre as medidas decididas, destaca-se a elaboração, no prazo máximo de 30 dias, de um Plano Nacional de Prevenção e Resposta a Incêndios nos Mercados Urbanos.

O plano deverá incluir:

  • auditorias eléctricas;
  • identificação de zonas de risco;
  • criação de corredores de emergência;
  • instalação de equipamentos básicos de combate a incêndios;
  • formação de comerciantes;
  • reforço da fiscalização preventiva;
  • e planos de evacuação.

O Governo decidiu igualmente lançar uma operação nacional conjunta envolvendo a EAGB, Bombeiros, Protecção Civil, Ministério do Interior, autoridades municipais e serviços técnicos competentes para detectar ligações clandestinas, remover instalações perigosas e fiscalizar mercados considerados de risco.

Apoio aos comerciantes afectados e preparação da época das chuvas

O Executivo determinou ainda que o Ministério do Comércio e Indústria trabalhe com os comerciantes para promover mecanismos progressivos de seguro das mercadorias e incentivar uma cultura de protecção patrimonial.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, em articulação com a CCIAS e o sector bancário, deverá estudar linhas de financiamento concessionais para apoiar os comerciantes afectados e facilitar a recuperação das actividades económicas.

O Primeiro-Ministro anunciou igualmente apoio social às populações afectadas por incêndios em diferentes tabancas do país, através de verbas desbloqueadas para o Ministério da Mulher.

Face à aproximação da época das chuvas, o Governo ordenou também aceleração imediata das operações de limpeza de drenagens, recolha de lixo, desobstrução de canais, identificação de zonas de risco e reforço operacional da Protecção Civil.

“Chegou o momento de introduzir ordem”

Na conclusão da reunião, o Chefe do Governo afirmou que os acontecimentos recentes demonstram a fragilidade estrutural do Estado, os défices graves de fiscalização e a ausência de cultura preventiva.

O Primeiro-Ministro alertou ainda que um eventual incêndio de grandes proporções no Mercado de Bandim poderia ter consequências humanas, sociais e económicas extremamente graves para o país.

“Chegou o momento de introduzir ordem, fiscalização séria e responsabilidade efectiva na gestão dos nossos espaços urbanos e comerciais”, declarou.

O Governo defende agora uma profunda reforma dos mecanismos de prevenção, fiscalização e protecção civil, considerando o incêndio do Mercado de Caracol um ponto de viragem para a construção de uma nova cultura de responsabilidade, segurança pública e autoridade do Estado na Guiné-Bissau.

Rússia avisa estrangeiros para saírem de Kyiv devido a novos ataques... O Governo russo instou hoje os cidadãos estrangeiros residentes em Kyiv, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonar a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos para responder ao ataque de sexta-feira contra uma residência estudantil.

© Lusa   25/05/2026 

"Os ataques terão como alvo centros de decisão" e "empresas do complexo militar-industrial" em Kyiv, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, sem especificar qualquer data ou hora.

Segundo o ministério russo, a campanha visa responder ao "ataque sangrento" a uma residência de estudantes da região ocupada de Lugansk, realizado na madrugada de sexta-feira, e do qual resultaram 21 mortos e pelo menos 42 feridos.

O ministério aconselhou ainda os residentes de Kiev a "não se aproximarem das infraestruturas militares e administrativas da cidade".

O alerta surge um dia depois de um grande ataque russo contra a Ucrânia, para o qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.

O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kiev como alvo principal.

Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.

O ataque, que foi criticado por várias organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal, atingiu uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos, que disse terem tido como alvos apenas instalações militares, como uma primeira retaliação pelo ataque à residência estudantil.


Leia Também: Irão: Trump quer Arábia Saudita e Qatar nos Acordos de Abraão

O Presidente norte-americano insistiu hoje que os aliados no Golfo, em particular Arábia Saudita e Qatar, devem normalizar relações com Israel logo que seja alcançado um acordo para terminar o conflito com o Irão.

Kyiv diz que Moscovo recrutou pelo menos 2.965 africanos de 36 países... Pelo menos 2.965 cidadãos de 36 países africanos foram recrutados pelo exército russo para combater contra a Ucrânia, anunciou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano na véspera do dia de África, que se assinala hoje.

© Pablo Miranzo/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA  25/05/2026 

A diretora do Departamento para a África e Organizações Regionais Africanas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Liubov Abravitova, afirmou, numa entrevista à agência noticiosa Ukrinform, que esses dados, avançados pelo Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, se referem à informação obtida até ao início deste mês. 

No entanto, o número real é, muito possivelmente, bastante superior, salvaguardou. 

"Entre os principais 'países doadores' em África estão o Quénia, Egito, Camarões, Gana, Nigéria e Uganda", referiu Abravitova.

"A dinâmica é extremamente alarmante: até [ao final do ano de] 2026, o comando russo planeia atrair 18.500 estrangeiros. A Rússia utiliza diversos mecanismos de recrutamento, desde promessas enganosas de 'bolsas de estudo gratuitas', até o recrutamento por meio de estruturas religiosas", prosseguiu.

A governante explicou que a Ucrânia tem dialogado com as nações africanas, avaliando caso a caso e procurando o diálogo para combater este fenómeno de recrutamento.

"Um exemplo é a visita do ministro das Relações Exteriores do Gana, que resultou em acordos adequados sobre ações futuras. Ao mesmo tempo, em países como a Nigéria, apesar do número significativo de recrutamentos russos, há uma falta de envolvimento político sistemático para solucionar o problema", disse.

A diplomata ucraniana frisou que o seu país está a trabalhar "sistematicamente para informar o público internacional, por meio de canais diplomáticos, bem como por meio de visitas de jornalistas estrangeiros" sobre este tema para que o impacto do acesso a essa informação permita a interrupção do recrutamento forçado.

"Em particular, recentemente, jornalistas francófonos tiveram a oportunidade de comunicar diretamente com representantes do Quartel-General de Coordenação, bem como com prisioneiros de guerra africanos", frisou.

A governante explicou ainda que o continente africano poderá vir a contribuir para a reconstrução da Ucrânia numa fase pós-guerra. 

"Os recursos de África - não apenas os naturais - podem ajudar a construir cadeias de recursos comuns, contribuir para a reconstrução económica da Ucrânia e para o seu desenvolvimento sustentável futuro", declarou.

Questionada pela agência ucraniana sobre que países estão atual a competir pelo continente, respondeu: China, Índia, Estados Unidos da América e União Europeia como os tradicionais; a Turquia e o Irão (este último particularmente no Sahel) como emergentes e explicou que a presença russa "é significativamente limitada e concentrada principalmente nas esferas política e militar" e que o país "não está entre os dez ou 20 principais parceiros económicos de África".

"A Ucrânia também terá de priorizar os principais centros de influência e interesses e desenvolver relações com eles [países africanos] em primeiro lugar", indicou.

Sobre a possibilidade de a União Africana possuir um lugar permanente entre os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), recordou que a Ucrânia defende uma reforma deste organismo. 

"Se a União Africana considerasse a possibilidade de apresentar uma candidatura para uma vaga permanente, tal ideia teria fundamento", rematou.

O Diretor-Geral da EAGB, Carlos Alberto Handem, visitou nesta segunda-feira (25.05) o mercado de Bandim, em Bissau, para avaliar de perto as instalações da rede elétrica no interior do maior centro comercial do país.

Formadores de Setor Autónomo de Bissau ligado ao processo de recenseamento em conferência de imprensa a manifestar descontentamento devido ao não cumprimento dos pagamentos prometidos.

*MENSAGEM DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DR. ILÍDIO VIEIRA TÉ POR OCASIÃO DO DIA DE ÁFRICA 25 DE MAIO DE 2026*

@Oscar Barbosa 

Compatriotas, Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Hoje, 25 de Maio, celebramos o Dia de África.

Celebramos a memória histórica de um continente que soube resistir à colonização, ao apartheid, à exploração e à tentativa secular de negação da sua dignidade.

Celebramos os homens e mulheres que transformaram a luta pela libertação africana numa das maiores epopeias políticas do século XX.

Celebramos Amílcar Cabral. Celebramos Kwame Nkrumah. Celebramos Patrice Lumumba. Celebramos Julius Nyerere. Celebramos Nelson Mandela. Celebramos todos aqueles que acreditaram que África tinha direito à liberdade, à soberania, à justiça e ao desenvolvimento.

Mas o Dia de África não deve ser apenas um exercício de memória.

Deve ser também um momento de consciência histórica.

Porque as batalhas de África mudaram de forma. Hoje, os desafios do continente já não se resumem apenas à libertação territorial. Os novos combates chamam-se: estabilidade institucional; boa governação; emprego para a juventude; integração regional; segurança alimentar; energia; educação; infraestruturas; soberania económica; e dignidade social dos povos africanos.

É precisamente neste contexto que a Guiné-Bissau continua a travar a sua própria luta nacional.

Uma luta pela estabilização do Estado. Uma luta pela recuperação da credibilidade das instituições. Uma luta pela reorganização das finanças públicas. Uma luta pela confiança internacional. Uma luta pelo funcionamento normal da administração. Uma luta pela paz social. Uma luta pela reconstrução gradual da esperança nacional.

O Governo de Transição tem plena consciência das dificuldades que o nosso povo enfrenta.

Sabemos que ainda existem enormes desafios. Sabemos que há impaciência legítima. Sabemos que há sofrimento social acumulado ao longo de muitos anos.

Mas sabemos igualmente que nenhum país consegue reconstruir-se no caos permanente. Nenhum Estado consegue desenvolver-se sem estabilidade. Nenhuma economia cresce sem confiança. Nenhuma democracia se consolida sem instituições.

É por isso que continuamos firmemente empenhados: na estabilidade; na reforma; na credibilidade; na autoridade do Estado; e na defesa do interesse nacional.

A África pela qual os nossos heróis lutaram não pode ser uma África eternamente dependente, dividida ou fragilizada.

A nova geração africana exige: Estados funcionais; instituições fortes; lideranças responsáveis; economias produtivas; e oportunidades concretas para os jovens.

A Guiné-Bissau deve fazer parte dessa nova caminhada africana.

Temos recursos. Temos juventude. Temos localização estratégica. Temos capacidade humana. Temos história. Temos dignidade.

Precisamos agora consolidar a estabilidade e transformar potencial em desenvolvimento real.

Neste Dia de África, dirijo uma palavra muito especial à juventude guineense.

O futuro da Guiné-Bissau dependerá da vossa capacidade de transformar energia em conhecimento, patriotismo em responsabilidade e liberdade em construção nacional.

África precisa menos de discursos vazios e mais de competência, trabalho, disciplina, unidade e visão estratégica.

A luta da nossa geração já não é contra o colonialismo. A luta da nossa geração é contra: a pobreza; a fragilidade institucional; a corrupção; a instabilidade; a dependência económica; e o atraso estrutural.

E essa luta exige coragem política, lucidez nacional e espírito de sacrifício colectivo.

Neste dia histórico, rendemos homenagem aos heróis africanos do passado. Mas assumimos igualmente a responsabilidade de construir a África do futuro.

Uma África mais forte. Mais respeitada. Mais desenvolvida. Mais unida. E mais dona do seu próprio destino.

Viva África. Viva a Guiné-Bissau.

Feliz Dia de África.

🇬🇼🌍✊🏾

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital realiza visita de trabalho às obras da futura sede do ITMA e do Data Center

 Ministério dos Transportes e Comunicações 

No dia 25 de maio, Sua Excelência o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital realizou uma visita de trabalho às obras de construção da futura sede do ITMA e do Data Center, um projeto estratégico para o fortalecimento da infraestrutura digital do país.

A infraestrutura está a ser construída com financiamento do Governo do Japão e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no quadro do reforço das capacidades tecnológicas e da modernização dos serviços digitais da Administração Pública.

Durante a visita, o Ministro inteirou-se do nível de execução das obras e do cumprimento dos prazos estabelecidos, tendo igualmente recebido explicações técnicas das equipas envolvidas no projeto.

O projeto tem como entidade dona da obra o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, sendo a fiscalização assegurada pela empresa PROJECTA, Lda e a execução das obras a cargo da empresa Ercano Construção, Sarl.

Esta iniciativa representa um passo importante na consolidação da transformação digital em curso, com vista ao reforço da eficiência dos serviços públicos, da conectividade e da governação digital na Guiné-Bissau. 

Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca... Mais de um milhão de peregrinos de todo o mundo já começaram a convergir para Meca para a importante peregrinação anual dos muçulmanos. Um vídeo em timelapse mostra a movimentação dos peregrinos a circundar a Kaaba, na Grande Mesquita, à chegada.

Por noticiasaominuto.com 

Cerca de 1,6 milhões de peregrinos de todo o mundo, incluindo o Irão e as monarquias do Golfo Pérsico, reuniram-se em Meca, antes do início da Hajj, a maior e mais importante peregrinação anual dos muçulmanos. Os fiéis seguem depois para uma jornada de vários dias sob altas temperaturas e mediante tensões regionais.

Num vídeo em formato de timelapse, partilhado pela Associated Press, é possível a movimentação dos peregrinos à chegada, na Grande Mesquita, um dos locais mais sagrados do Islão, a circundar a Kaaba (a construção em forma de cubo que tem incrustada a "pedra negra", que os muçulmanos consideram um pedaço retirado do paraíso).

Trata-se do 'tawaf' - um ritual em que os fiéis, vestidos de branco, caminham sete vezes ao redor da Kaaba.

Pode ver as imagens abaixo:

Os rituais

A peregrinação a Meca, um dos cinco pilares do Islão, deve ser realizada pelo menos uma vez por todos os muçulmanos que tenham condições financeiras para isso.

Durante o Hajj, os homens vestem uma túnica branca sem costuras, semelhante a um sudário, que simboliza a unidade entre os fiéis, independentemente da sua condição social ou nacionalidade. Já as mulheres devem usar vestidos largos, que deixem apenas o rosto e as mãos à mostra.

O primeiro ritual do Hajj exige dar sete voltas ao redor da Kaaba. Em seguida, os peregrinos percorrem sete vezes o caminho entre as duas colinas de Safa e Marwa.

Em seguida, dirigem-se para Mina, a cerca de cinco quilómetros de distância, antes do ritual principal da peregrinação no Monte Arafat.

Na terça-feira, o ponto culminante da hajj é a reunião no Monte Arafat, a cerca de 10 quilómetros de Mina, onde o Profeta Maomé terá proferido o seu último sermão.

A árdua peregrinação ao ar livre será realizada sob um calor intenso, com previsão de temperaturas acima de 40°C durante grande parte da semana.

Os receios

Há anos que as autoridades sauditas tentam mitigar os efeitos do calor extremo, principalmente com a instalação de ar condicionado nos edifícios e a expansão das zonas sombreadas. Em 2024, mais de 1.300 peregrinos, incluindo 22 iranianos, morreram durante o Hajj, quando as temperaturas atingiram quase 52°C, segundo as autoridades.

Este ano, o Ministério da Saúde da Arábia Saudita anunciou que mais de 50.000 profissionais de saúde e 3.000 ambulâncias foram mobilizados.

Há também o receio da escalada do conflito regional, depois de o Irão lançar ataques contra os seus vizinhos do Golfo, aliados de Washington, após o início da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Mas as autoridades estão a esforçar-se para manter o conflito longe da mente dos visitantes, muitos dos quais viajaram longas distâncias. O número de peregrinos vindos do estrangeiro é superior ao de 2025.

Presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Viera, Promove esta segunda-feira (25.05), Conferência de Imprensa, sobre preparativos para início do 4º Recenseamento Geral da População e Habitação previsto para decorrer de 01 à 21 de Junho de 2026.

Agentes de recenseamento em Bigene recusaram realizar provas devido a atrasos nos pagamentos

Por  Radio TV Bantaba

Os agentes de recenseamento do setor de Bigene manifestaram descontentamento face aos atrasos no pagamento dos valores relacionados com a formação, ameaçando não participar nas provas de avaliação enquanto a situação não for regularizada.

Segundo relatos dos próprios agentes, o pagamento do subsídio de formação continua pendente, facto que tem gerado preocupação, indignação e incerteza entre os participantes envolvidos no processo.

Os recenseadores afirmam que a falta de cumprimento dos compromissos financeiros compromete a motivação e o normal andamento das atividades programadas. Em protesto, os mesmos decidiram suspender a participação nas avaliações até que os pagamentos sejam efetuados.

“Não vamos realizar as provas enquanto o processo de pagamento não estiver concluído”, afirmou um dos participantes, reforçando o sentimento de insatisfação partilhado por vários colegas.

Estados Unidos afirmam estar próximos de um acordo "sólido" com Teerão... Os Estados Unidos afirmaram hoje que continuam prestes a concluir um acordo "sólido" com o Irão, depois de Donald Trump ter atenuado, na véspera, as esperanças de um acordo iminente para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

© Lusa   25/05/2026 

"Temos o que considero ser algo bastante sólido em cima da mesa no que diz respeito à capacidade deles de abrir o Estreito" de Ormuz, mas também "de entrar em negociações" sobre o programa nuclear iraniano, declarou o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio em Nova Deli.

"Pensávamos ter notícias ontem à noite, talvez hoje (segunda-feira), mas não me atrevo a avançar muito sobre isso", acrescentou.

Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Oriente e causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah se juntou às hostilidades no início de março, atacando território israelita.

Um cessar-fogo está em vigor desde 08 de abril entre o Irão e os Estados Unidos, mas a economia mundial continua a ser abalada pelo quase bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por iniciativa do Irão, há quase três meses.

Enquanto os Estados Unidos trabalham para chegar a um acordo, o Presidente Donald Trump moderou as esperanças no domingo, apesar dos sinais de progresso de ambos os lados.

"Pedi aos meus representantes que não se apressassem a chegar a um acordo, pois o tempo joga a nosso favor", escreveu Trump na rede social Truth Social, alertando também que o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos permaneceria em vigor "até que um acordo seja concluído, certificado e assinado".

A Casa Branca considera "que a aprovação do acordo pelas autoridades iranianas poderá demorar vários dias", segundo o meio de comunicação Axios.

"Como o Presidente disse, ele não tem pressa, não vai celebrar um mau acordo e o Presidente não assinará um mau acordo", sublinhou hoje Marco Rubio.

Segundo a imprensa norte-americana, o acordo em preparação entre Teerão e Washington permitiria que os navios voltassem a atravessar o Estreito de Ormuz, passagem pela qual transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo antes do conflito.

Impulsionados pelas expectativas de acordo, os preços do petróleo recuaram esta manhã na Ásia. Os preços do barril de Brent do Mar do Norte e do WTI americano caíram mais de 5% pouco depois das 04:00 TMG.

Segundo a CBS News, que cita fontes próximas das discussões, a última proposta incluiria também o desbloqueio de certos ativos iranianos em bancos no estrangeiro.

"Apesar das discussões iniciadas hoje [domingo], os Estados Unidos continuam a travar certas cláusulas do acordo, nomeadamente a questão do desbloqueio dos ativos iranianos congelados, e estes pontos permanecem, neste momento, por resolver", indicou a agência noticiosa iraniana Tasnim.

A Fars, outra agência de notícias iraniana, divulgou que as sanções relativas ao petróleo, gás e outros produtos petroquímicos seriam igualmente levantadas enquanto as negociações prosseguissem, a fim de permitir ao Irão exportar estes produtos, essenciais para a sua economia.

O acordo em discussão não parece, entretanto, resolver a questão nuclear.

"As negociações sobre o nuclear são questões altamente técnicas. Não se pode resolver uma questão nuclear em 72 horas numa mesa de café", declarou Marco Rubio ao New York Times.

Uma vez garantida a reabertura do Estreito de Ormuz, "iniciaremos, de acordo com as modalidades acordadas, negociações muito sérias sobre o enriquecimento, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre o compromisso deles de nunca se dotarem de armas nucleares", disse o chefe da diplomacia norte-americana, referindo, a este respeito, um prazo de "60 dias".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo ter acordado com Trump que qualquer acordo final com o Irão deveria "eliminar totalmente a ameaça nuclear", segundo um comunicado após uma conversa telefónica no sábado à noite entre os dois aliados.

O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, mediador nas negociações, alimentou no domingo a hipótese de uma resolução do conflito em várias fases, declarando que esperava "acolher muito em breve a próxima ronda de negociações", depois de uma primeira em Islamabad a 11 de abril, sem resultados.


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A China publicou novas diretrizes para alargar o acesso dos migrantes internos aos serviços públicos básicos no local de residência, flexibilizando um sistema de registo, que condiciona o acesso a prestações sociais fora do local de origem.

domingo, 24 de maio de 2026

Presidente da Assembleia Nacional do Senegal demite-se... O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, El Malick Ndiaye, anunciou hoje a sua demissão do cargo, dois dias depois da destituição do primeiro-ministro Ousmane Sonko, pelo Presidente senegalês, ter mergulhado o país numa situação de incerteza política.

Por  LUSA 

"Esta decisão resulta de uma escolha pessoal, guiada sobretudo pela minha visão das instituições, da responsabilidade pública e do interesse superior da Nação", indicou na sua conta na rede social Facebook El Malick Ndiaye, próximo de Ousmane Sonko, sem dar mais pormenores sobre os motivos da sua saída.

Ndiaye tinha sido eleito presidente da 15.ª legislatura do Senegal na sequência da ampla vitória do seu partido, o Pastef, com 130 lugares em 165, em novembro de 2024.

Esta demissão abre caminho para a eleição para a presidência da Assembleia Nacional de Sonko, líder incontestável do Pastef, que detém uma ampla maioria na Assembleia Nacional.

Na sexta-feira à noite, o Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye demitiu o seu primeiro-ministro e antigo companheiro de luta, Ousmane Sonko, após meses de tensões entre os dois homens, que chegaram ao poder em abril de 2024 graças a uma enorme esperança popular.

De acordo com um comunicado lido na televisão nacional, na sexta-feira, pelo secretário-geral da Presidência, Oumar Samba Ba, o Presidente destituiu Sonko "e, consequentemente, os ministros e secretários de Estado que fazem parte do Governo".

"Os membros do Governo cessante são encarregados de tratar de assuntos correntes", referiu o decreto presidencial.

O Presidente Faye deve o seu cargo ao seu antigo mentor, o carismático Ousmane Sonko, que tinha sido impedido de se candidatar às eleições presidenciais devido a uma condenação por difamação que lhe custou a perda dos seus direitos civis.

Com uma retórica pan-africanista, Sonko despertou um entusiasmo fervoroso entre a juventude desiludida do Senegal, após meses de um impasse com o Governo de Macky Sall (2012-2024), que reprimiu violentamente as manifestações contra si e contra a possibilidade de se candidatar a um terceiro mandato.

Há vários meses que as tensões entre o chefe de Estado e o chefe de Governo eram evidentes e os sinais de afastamento entre os dois multiplicaram-se na esfera pública até à rutura consumada na noite de sexta-feira.


Leia Também: Promulgada lei que permite a PM do Senegal candidatar-se às presidenciais

Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou a lei que permite ao primeiro-ministro Ousmane Sonko uma candidatura às eleições presidenciais de 2029, revelou hoje a Agência France-Presse (AFP).

EUA acusam Hezbollah de querer "mergulhar Líbano de volta no caos"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusou hoje o Hezbollah de querer "mergulhar o Líbano de volta no caos", depois do líder do movimento islamita ter afirmado que o desarmamento é inaceitável.

Por LUSA 

Denunciando aquilo a que chama "uma campanha deliberada para desestabilizar o país e manter o poder", Rubio afirmou em comunicado que o movimento pró-Irão "está ativamente a tentar mergulhar o Líbano de volta no caos e na destruição".

O líder do Hezbollah afirmou hoje que o desarmamento do movimento pró-Irão é inaceitável e equivale a "aniquilação", enquanto o Governo libanês se prepara para mais uma ronda de negociações diretas com Israel em Washington em junho.

"O desarmamento é aniquilação, e não podemos aceitá-lo", afirmou Naim Qassem num discurso na televisão.

27 de Maio de 2026 - Exposição “Shapeshifters/Metamorfoses” na UCCLA

Exposição “Shapeshifters/Metamorfoses” na UCCLA

O projeto Shapeshifters apresenta uma exposição coletiva internacional em torno da transformação, identidade e mundo natural. A exposição desdobra-se em duas mostras complementares, mas em espaços distintos: UCCLA e Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos. Na UCCLA a inauguração terá lugar no dia 27 de maio, às 18h30. No Pavilhão 31 a inauguração teve lugar no dia 19 de maio.

Organizada pela Associação P28 - Associação Carpe Diem Arte e Pesquisa e pela UCCLA, a exposição explora a fluidez das fronteiras entre os reinos mineral, animal, humano e vegetal, mas também entre o animado e o inanimado. 

A mostra, com curadoria de Katherine Sirois (nos dois espaços) e de Ricardo Barbosa Vicente (na UCCLA), transmite a metamorfose como linguagem artística contemporânea. Reúne artistas de diferentes geografias que, através da pintura, escultura, fotografia, instalação e performance, interrogam a metamorfose como condição essencial do ser e da matéria.

A entrada é gratuita em ambos os espaços. 

Conceito:

Shapeshifters, que em português significa “metamorfos”, parte da ideia de que a mudança de forma é uma constante nas culturas e espiritualidades humanas. Dos mitos da Grécia Antiga às cerimónias aborígenes, do xamanismo ao candomblé, passando pelas lendas e pela ficção contemporânea, ser mutável, híbrido e múltiplo atravessa todas as civilizações.

Zeus transforma-se em touro, cisne ou chuva dourada. Daphne torna-se loureiro. Actaeon é convertido em veado por Ártemis. Estas narrativas mitológicas dialogam na exposição com obras contemporâneas que dissolvem as fronteiras entre o animado e o inanimado, o humano e o não humano, o natural e o construído.

Artistas:

A exposição reúne 24 artistas de diferentes países, cujos percursos e linguagens diversas convergem na exploração da mudança como força criadora. 

Artistas participantes: Adriana Proganó, Arnold Fokam, Aurélien David, Carla Cabanas, Christian Holstad, Diogo Nogueira, Emerson Quinda, Fernanda Feher, Filipe Branquinho, Francisco Trêpa, Isabel Relvas, Joaquim Pires, Lu Wei, Mamady Seydi, Mané Pacheco, Marie-Pierre Brunel, Nadia Barkate, ORLAN, Pedro Barassi, Pedro Martins, Rebecca Munce, Sara & André, Svenja Tiger e Vicente Blanco.

Apoios:

O projeto Shapeshifters recebeu o apoio do Ministério da Cultura de Portugal através da DGArtes e está aberto a apoios complementares de outras entidades públicas ou privadas. A exposição conta com a parceria do Carpe Diem Arte e Pesquisa.

Locais:

- UCCLA

Morada: Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa

Datas: 27 de maio a 10 de julho de 2026

Horário: segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas

- Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos

Morada: Avenida do Brasil, n.º 53 - Lisboa

Datas: 19 de maio a 4 de julho de 2026

Horário: quarta a sábado, entre as 14 e as 19 horas

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

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@Faladepapagaio

Aliu Seide, presidente dos retalistas, e Mama Bailo Baldé, dono de uma das tabernas afetadas, falaram à imprensa após a visita do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanhado por vários membros do Governo, ao bairro Caracol, em Bissau, na sequência do violento incêndio ocorrido ontem. A visita teve como objetivo avaliar os danos causados e manifestar solidariedade às famílias afetadas pela tragédia

Incêndio na Chapa de Bissau: PRIMEIRO-MINISTRO RESPONSABILIZA MINISTÉRIO DA ENERGIA E BOMBEIROS HUMANITÁRIOS

Por Rádio Sol Mansi / Radio Voz Do Povo

O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, responsabilizou este domingo, 24 de maio, o ministério da Energia e os serviços de bombeiros humanitária de Bissau pelo incêndio registado na Chapa de Bissau, que provocou momentos de pânico e elevados prejuízos materiais.

Horas depois da tragédia, Ilídio Vieira Té reagiu publicamente, afirmando que as instalações elétricas existentes “não respeitam os padrões legais”, apontando falhas graves na fiscalização e manutenção das infraestruturas elétricas da capital.

Segundo o chefe do Governo de transição, o incêndio poderá estar ligado a ligações clandestinas e sistemas elétricos montados sem condições técnicas adequadas, situação que considera recorrente em vários bairros de Bissau.

Testemunhas no local relataram fortes chamas e dificuldades no controlo do fogo, enquanto moradores tentavam salvar bens.

Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram o balanço oficial dos danos nem eventuais vítimas relacionadas com o incidente.

EUA: O que se sabe sobre Nasire Best, o atirador morto junto à Casa Branca?... Tinha apenas 21 anos e abriu fogo várias vezes contra agentes dos Serviços Secretos em frente à Casa Branca, no sábado. Acabou por ser baleado e morreu já no hospital. Mas Nasire Best era já conhecido das autoridades.

© REUTERS/Kylie Cooper    Notícias ao Minuto   24/05/2026 

Chamava-se Nasire Best e tinha 21 anos. O jovem que abriu fogo várias vezes no sábado à noite perto da Casa Branca, em Washington, antes de ser morto, já era conhecido das autoridades e foi detido pelo menos duas vezes no ano passado.

O homem de Maryland, perto de Washington DC, tinha um historial de problemas de saúde mental e já era conhecido dos Serviços Secretos por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões, refere a imprensa.

Segundo as informações reveladas, ele era conhecido dos Serviços Secretos por "andar pelo complexo da Casa Branca a perguntar como obter acesso a vários pontos de entrada".

Além disso, foi detido em junho do ano passado por abordar agentes e fazer ameaças, acabando por ser internado involuntariamente a 26 de junho de 2025 por "obstruir a entrada de veículos" numa parte do complexo da Casa Branca, segundo documentos judiciais.

Duas semanas depois, a 10 de julho, ignorou os avisos e foi detido por entrar numa área restrita. Nessa ocasião, o jovem "afirmou ser Jesus Cristo e disse que queria ser preso", de acordo com documentos judiciais citados pelo New York Post.

A CNN relata que também escreveu nas redes sociais que era "na verdade o filho de Deus" e, numa das suas publicações, parecia ameaçar Donald Trump.

Por outro lado, o que ainda não se sabe é se o atirador tinha motivações políticas e se o presidente Donald Trump, que estava na Casa Branca no momento dos disparos, era o seu alvo pretendido. A polícia está também a investigar se o suspeito agiu sozinho ou se teve cúmplices.

Recorde-se que pouco depois das 18h00 (23h00 em Lisboa), um homem junto ao perímetro de segurança da Casa Branca "retirou uma arma da sua mala e abriu fogo", segundo revelou Anthony Guglielmi, porta-voz dos Serviços Secretos, a agência policial responsável pela proteção do presidente e do vice-presidente.

"Os agentes dos Serviços Secretos responderam e atingiram o suspeito, que foi levado para um hospital local, onde foi declarado morto. Durante o tiroteio, um pedestre foi também atingido por disparos", acrescentou o responsável, sem adiantar pormenores sobre o estado de saúde desta pessoa.

Trump encontrava-se na Casa Branca no momento dos disparos, tendo cancelado todas as viagens de fim de semana devido à crise com o Irão, e não foi afetado pelo sucedido.

Donald Trump, de 79 anos, já foi alvo de três alegadas tentativas de assassinato, a mais recente das quais a 25 de abril, quando um homem armado invadiu um portão de segurança próximo do salão de baile onde o presidente norte-americano participava de um jantar com a imprensa.

Em julho de 2024, durante a campanha presidencial, foi alvo de um ataque num comício na Pensilvânia, quando um jovem disparou vários tiros, matando uma pessoa e ferindo levemente o candidato na orelha, antes de ser morto a tiro pelas forças de segurança. Alguns meses depois, outro atirador foi detido num campo de golfe em West Palm Beach, onde Trump estava a jogar.

Forças Armadas da Ucrânia anunciam ataque a terminal petrolífero russo... O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje um ataque contra um terminal petrolífero russo na região administrativa de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à península da Crimeia, anexada por Moscovo.

© Reuters     Por  LUSA   24/05/2026 

"Na noite de 23 para 24 de maio de 2026, unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atacaram um número significativo de instalações dos ocupantes russos; mais concretamente, foi afetado o cais de carga de petróleo do terminal petrolífero 'Tamanneftegaz'", informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia num comunicado publicado na rede social Telegram.

O terminal atacado situa-se na região de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à Crimeia.

"É uma das principais instalações russas de exportação de petróleo na região do Mar Negro. A sua capacidade permite o transbordo de até 20 milhões de toneladas de petróleo e produtos petrolíferos por ano. A instalação participa no abastecimento do exército do Estado agressor", acrescentou o comunicado militar.

A mensagem acrescentou também informações sobre ataques ucranianos contra armazéns de armas russos, postos de controlo militar da Rússia e a fragata da Marinha de Moscovo 'Pytlivyy', quando esta se encontrava na base naval de Novorossiysk, também na região de Krasnodar.

Anteriormente, Kyiv reivindicara, entre outros, um ataque contra o terminal petrolífero de Sheshjaris, em Novorossiysk, "um dos maiores terminais petrolíferos da Federação Russa no Mar Negro", segundo a descrição das forças armadas ucranianas.


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Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia confirma: Usou míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia... A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.

© Lusa    noticiasaominuto.com  24/05/2026 

O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter usado mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, bem como outros tipos de mísseis em ataques à Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, tinha denunciado já hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.

Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.

Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defes, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.

A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento.


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Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 20 feridos, informaram as autoridades locais.


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O vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia e antigo presidente do país, Dmitri Medvedev, disse hoje que os bombardeamentos noturnos na Ucrânia foram realizados em retaliação ao "ataque mortal" de Kiev contra uma residência de estudantes em Lugansk.

Guiné-Bissau. Ativistas falam em acalmia, mas reclamam diálogo... O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou hoje que a Guiné-Bissau vive "uma acalmia" depois do golpe de Estado há seis meses, mas considera que falta diálogo por parte dos militares no poder.

© Lusa   24/05/2026 

Em entrevista à Lusa, o ativista descreve que, no início, depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, "havia muita tensão, alguns atos repressivos", mas, "nos últimos tempos, tem-se assistido a uma acalmia". 

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a sede da Liga, a Casa dos Direitos, foi invadida por forças policiais e alguns eventos suspensos, mas, nos últimos meses, Bubacar Turé diz que a Liga continua a desenvolver as suas ações, não tem havido restrições e tem tido a colaboração das autoridades.

O presidente da organização aponta "também alguma abertura de alguns setores do poder", nomeadamente o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, ou o Ministério do Interior, com quem tem falado.

A aparente acalmia, como disse, aplica-se também ao quotidiano dos guineenses, em que o cidadão comum, assim como as organizações da sociedade civil fazem as suas atividades regularmente.

O mais preocupante para a vida da população, segundo Bubacar Turé, é o Estado não estar a conseguir "cumprir cabalmente as suas obrigações, o fornecimento de serviços sociais básicos".

"Tem havido dificuldades no setor da saúde, o que constitui uma enorme preocupação, por exemplo, crises de oxigénio no principal hospital, o nacional Simão Mendes, outros materiais básicos para o hospital têm faltado".

Tem havido também algumas paralisações nos setores da saúde e educação e falta de energia elétrica no interior, mas também na capital Bissau, além de uma crise de água potável, segundo a descrição feita.

Problemas que, diz Bubacar Turé, agravaram-se com a suspensão dos apoios de parceiros internacionais, depois do golpe de Estado.

O cenário do país reclama, na opinião do ativista, um regresso urgente à ordem constitucional, "mas esse regresso não pode ser a todo o custo, tem que haver os pressupostos prévios".

"Nós não estamos a ver diálogo nem atos preparatórios para esse efeito", afirmou, vincando que há um silêncio preocupante em relação ao diálogo por parte das autoridades no poder.

Para a Liga, "é necessário diálogo que reúna todos os atores para encontrar soluções duradoiras que permitam não só o retorno à ordem constitucional, mas também em torno de grandes desígnios nacionais e sobretudo o exercício de liberdades fundamentais, a governação, as deliberações da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] em relação à situação do país que nunca foram implementadas".

"Nós pensamos que as autoridades no poder devem promover diálogo com todos os atores nacionais, políticos, religiosos, as organizações da sociedade civil [na procura] de soluções (...) para o país", defendeu.

Sobre as novas eleições gerais anunciadas pelos militares para 06 de dezembro, Bubacar Turé entende que não estão reunidos "os pressupostos para eleições livres e transparentes" e lembra que as sedes dos partidos estão encerradas e suspensas liberdades fundamentais, como o direito de reunião e manifestação.

O presidente da Liga defende que o diálogo nacional para este processo "devia ser também patrocinado pela comunidade internacional, mas quer a CEDEAO, que se remeteu ao silêncio ensurdecedor, [quer] o resto da comunidade internacional também mantém um silêncio em certo ponto incompreensível".

Bubacar Turé tem ainda "muitas reservas em relação às eleições de dezembro" por a Comissão Nacional de Eleições, a entidade responsável pelos processos eleitorais, ter sido "desmantelada no dia 26 de novembro", com a invasão das instalações e destruição de material e equipamento durante o golpe militar.

"Nós não temos conhecimento de ações da parte das autoridades para reequipar a CNE, sem isso não se pode falar da realização de eleições", declarou, acrescentando que não foi feito também o recenseamento de raiz, nem a atualização dos cadernos eleitorais.

"Tudo isso revela alguma impossibilidade objetiva, mas cabe às autoridades no poder de vir a público anunciar como resolver o calendário para as eleições", considerou.

A Liga lembra ainda situações que continuam por esclareceu depois do golpe de Estado, a principal, apontou Bubacar Turé, do presidente do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Considerado a principal figura da oposição ao regime do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Simões Pereira foi detido no golpe e permanece em prisão domiciliária, "uma figura inexistente" no ordenamento jurídico guineense, destacou Turé.

"Até hoje, formalmente, nós desconhecemos um processo judicial contra ele, por isso a Liga continua preocupada com a sua situação", disse, considerando esta prisão domiciliária "um ato ilegal" por não ter sido "decretada por nenhum juiz, nenhuma entidade judiciária".

Bubacar Turé lembra também o caso do homicídio do ativista Vigário Luís Balanta, líder do movimento revolucionário "Pó di Terra", no final de março, por até agora não haver desenvolvimentos na investigação e por temer que fique no esquecimento, como outros anteriores ao golpe de Estado, nomeadamente o assassinato do elemento da segurança presidencial Tano Bari, em julho de 2025.

"Vários casos semelhantes no passado ficaram no esquecimento e isso leva-nos a acreditar que na Guiné-Bissau a impunidade é a maior instituição porque as denúncias de torturas nunca são investigadas", declarou.

As alterações legislativas realizadas nos últimos seis meses na Guiné-Bissau são motivo de preocupação para a Liga, referidas no mais recente relatório sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Desde a chegada ao poder, os militares fizeram a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República, alteraram leis eleitorais e mais recentemente criaram legislação sobre conteúdos digitais com uma comissão de verificação das publicações nas redes sociais.

Para a Liga, embora o golpe de Estado crie Direito, "não se pode aprovar legislação sem consultar os cidadãos, quer os organizados em movimentos e organizações da sociedade civil, quer cidadãos individuais" e "há medidas legislativas que em nenhuma circunstância podem ser aprovadas por um órgão sem legitimidade" democrática.

"Nunca vi um órgão como um Conselho Constitucional de Transição a rever uma Constituição, é ilegítimo, não tem competência", afirmou Bubacar Turé.

O ativista defende que, para ser feito, à semelhança do que tem acontecido noutros países da África Ocidental governados por golpistas, devia ser organizado um referendo para o povo decidir ou aguardar pelo parlamento saído de novas eleições.