quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cuba pode receber petróleo venezuelano sob condições... O Governo norte-americano afirmou hoje que o petróleo de origem venezuelana pode ser revendido e transportado para Cuba, desde que as transações não beneficiem o regime de Havana, mas sim "o povo" da ilha.

© Reuters    Por  Lusa  25/02/2026 

O departamento responsável pelas sanções económicas da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou estar disposto a "implementar uma política de concessão de licenças" aos intervenientes que desejem vender a Cuba petróleo extraído na Venezuela, de acordo com um comunicado publicado no 'site' oficial. 

As autoridades de Washington salientaram que se trata de uma medida de "apoio e solidariedade ao povo cubano", numa altura em que a ilha caribenha sofre com o bloqueio energético imposto em janeiro pelos Estados Unidos.

Uma escultura de três metros de altura de Vladimir Putin foi criada antes de um comício em comemoração ao quarto aniversário da invasão russa em grande escala da Ucrânia 😯

O artista lituano Martynas Gaubas criou a escultura gráfica e tem como objetivo visualizar a realidade do imperialismo russo.

Ela desfilou em locais simbólicos, incluindo a Embaixada da Rússia, para exigir apoio internacional e o retorno dos prisioneiros de guerra.

Por DAILY EXPRESS  


Ministro dos Transportes reforça medidas para eliminar atrasos na emissão de documentos

Bissau, 25 de fevereiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, realizou hoje uma visita técnica de trabalho à Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT) e à empresa QUIPUX, com o objetivo de avaliar os procedimentos administrativos relacionados à emissão de documentos e identificar as causas da demora reportada por cidadãos.

A visita surge na sequência de reclamações públicas relativas ao atraso na entrega de documentos, apesar de os processos constarem como registados no sistema informático. Durante os encontros técnicos realizados com as equipas da DGVTT e da QUIPUX, foram analisados detalhadamente os fluxos processuais, desde a receção até à emissão final dos documentos.

Na DGVTT, o Ministro determinou o início do processo de digitalização documental, com vista à criação de um banco de dados moderno e estruturado, capaz de garantir maior celeridade, controlo e transparência nos serviços prestados. Para o efeito, orientou a Direção a mobilizar os mecanismos técnicos e administrativos necessários para a implementação urgente do sistema de digitalização.

Na QUIPUX, os responsáveis reconheceram a existência de falhas operacionais que contribuíram para os atrasos verificados, tendo informado que o constrangimento já foi solucionado e assegurado que, neste momento, o processo encontra-se normalizado, não se registando novos atrasos na emissão de documentos.

O Ministro sublinhou ainda a necessidade estratégica de se criar um serviço notarial nas instalações da QUIPUX, de forma a evitar que os utentes tenham de interromper o processo para proceder à autenticação de documentos fora da instituição, regressando posteriormente para dar continuidade ao mesmo. Segundo o governante, esta medida permitirá reduzir etapas desnecessárias, melhorar a eficiência do atendimento e oferecer maior comodidade aos cidadãos.

O Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital reafirma o seu compromisso com a modernização administrativa, a melhoria contínua dos serviços públicos e a satisfação dos cidadãos, garantindo maior eficiência, transparência e responsabilidade institucional.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações

Países lusófonos importaram valor recorde de produtos chineses em 2025... Os países lusófonos importaram em 2025 produtos da China no valor de 88,1 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 3,1% e o montante mais alto de sempre, segundo dados oficiais hoje divulgados.

© Lusa    25/02/2026

O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013.

O Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar das importações vindas da China terem caído 0,7% em comparação com 2024, para 71,6 mil milhões de dólares (60,7 mil milhões de euros), de acordo com a informação dos Serviços de Alfândega da China.

Pelo contrário, o segundo na lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 7,19 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), um aumento de 17,7%.

Na direção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 1,4% em 2025, para 137,7 mil milhões de dólares (116,9 mil milhões de euros), o valor mais baixo desde 2021, no pico da pandemia de covid-19.

A descida deveu-se, sobretudo, a Angola, o segundo maior fornecedor lusófono do mercado chinês, que viu as exportações decrescerem 9,1%, para 16 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros).

Além disso, também as vendas de mercadorias de Portugal - o terceiro mais importante parceiro comercial chinês no bloco lusófono - diminuíram 10,2% para 2,85 mil milhões de dólares (2,42 mil milhões de euros).

Cinco dos nove países de língua portuguesa viram cair as respetivas exportações para o mercado chinês.

As vendas de Moçambique para a China desceram 11,9%, para 1,59 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros), enquanto as exportações da Guiné Equatorial desceram 20,6%, para 779,8 milhões de dólares (662,1 milhões de euros).

As remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 40,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de oito mil dólares (cerca de 6.800 euros) em mercadorias.

Pelo contrário, as exportações do Brasil - de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês - subiram 0,3% para 116,4 mil milhões de dólares (98,8 mil milhões de euros).

A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares (748 mil euros) em 2024 para 27,2 milhões de dólares (23,1 milhões de euros) no ano passado.

As exportações de São Tomé e Príncipe mais que triplicaram, atingindo 54 mil dólares (46 mil euros), enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares (850 euros) para oito mil dólares.

Apesar de vender mais e comprar menos, a China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 49,6 mil milhões de dólares (42,1 mil milhões de euros) em 2025.

Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 225,8 mil milhões de dólares (191,6 mil milhões de euros), mais 0,3% do que no ano anterior.


Leia Também: Testes nucleares? China acusa EUA de "incriminar e difamar outros países"

A China qualificou hoje como infundadas as acusações dos Estados Unidos sobre alegados ensaios nucleares explosivos no seu território e acusou Washington de procurar pretextos para retomar os próprios testes atómicos.


Coreia do Sul e EUA vão treinar defesa militar face a ameaça do Norte... A Coreia do Sul e os Estados Unidos vão realizar exercícios militares de "natureza defensiva" em março, perante a crescente tensão com a Coreia do Norte, anunciaram os exércitos dos dois países.

Por  LUSA 

O exercício "Escudo de Liberdade" está agendado para decorrer entre 09 e 19 de março, informaram o Estado-Maior Conjunto (JCS) do Sul e as Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK).

Trata-se do habitual exercício conjunto realizado na primavera, que a Coreia do Norte frequentemente critica por considerar como um "simulacro de invasão", segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O exercício servirá também "para apoiar os preparativos em curso para uma transição operacional em tempo de guerra", afirmaram os dois comandos num comunicado conjunto citado pelo jornal sul-coreano The Korean Times.

A transição do controlo operacional está prevista no acordo entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e insere-se nas competências que o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pretende recuperar antes do final do mandato em 2030.

Como parte dos esforços para alcançar a mudança, os dois países concordaram em completar um processo de verificação, que terá um total de três etapas e permitirá verificar as capacidades das forças combinadas até ao final de 2026.

Um responsável do JCS disse ao Korean Times que o exercício deste ano será realizado numa escala semelhante à de 2025, com cerca de 18 mil efetivos.

Também hoje, as USFK, pertencentes ao Comando do Indo-Pacífico e que servem de apoio ao Comando das Nações Unidas, notificaram Seul de que uma das manobras realizadas recentemente pela força aérea norte-americana provocou um incidente com caças chineses.

O incidente ocorreu depois de caças F-16 terem sobrevoado as zonas de identificação aérea da China e da Coreia do Sul, o que levou o exército chinês a destacar vários aviões.

O comandante norte-americano Xavier Brunson lamentou que as forças sul-coreanas não tivessem sido notificadas atempadamente e deu explicações durante uma chamada telefónica com o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, após Seul ter protestado.

No entanto, o lado norte-americano esclareceu que Brunson não pediu desculpas a Ahn, como foi noticiado, segundo o Korean Times.

"As Forças dos Estados Unidos na Coreia realizam atividades de treino de forma regular ao mais alto nível e garantem que podem cumprir totalmente a sua missão. Não pedimos desculpa por manter a prontidão", esclareceu o comando norte-americano.

Um porta-voz do Ministério da Defesa confirmou a conversa telefónica do comandante norte-americano com o ministro sul-coreano, mas sem divulgar pormenores.

"Seria inapropriado revelar detalhes da conversa ou qualquer conteúdo que não tenha sido acordado pela outra parte", justificou, citado pelo jornal sul-coreano.

A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e pela China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos.

O conflito causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra.

As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de julho de 1953.

Na chamada Área de Segurança Conjunta, militares dos dois lados vigiam-se cara a cara.


Leia Também: Quinze aviões reabastecedores dos EUA continuam estacionados nas Lajes

Quinze aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana continuam estacionados na Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.

MAIS DE 80% DOS CASOS DE FÍSTULA NA GUINÉ-BISSAU LIGADOS À MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

Por  RSM 25.02.2026

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) afirma que mais de 80% das mulheres com fístula obstétrica na Guiné-Bissau foram submetidas à prática da Mutilação Genital Feminina.

Os dados foram revelados pela presidente do Comité esta quarta-feira, em Bissau, durante uma entrevista à margem da apresentação da primeira revista das estratégias e do Plano Nacional de Ação para a Erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau.

Marliatu Djaló alerta que a fístula é uma das mais de mil consequências provocadas pela prática da Mutilação Genital Feminina.

Ainda segundo Marliatu Djaló, os dados do MICS6 indicam que a problemática da Mutilação Genital Feminina continua a afetar 52% das mulheres guineenses, o que demonstra a urgência de adotar práticas culturais mais flexíveis e saudáveis, que não deixem marcas negativas, tanto no corpo como na alma dos seres humanos.

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) anuncia que continua a criar estratégias para a erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau, através de parcerias com organizações, nacionais e internacionais, que zelam pelo bem-estar das meninas e mulheres no país.

Por isso, apela a mais união e apoio para que esta prática, que considera negativa, seja definitivamente eliminada

O Presidente de Transição, General de Exército Horta-Inta-a, recebe nesta quarta-feira os cumprimentos de Ano Novo do Poder Tradicional, reforçando a união, o respeito e o compromisso com a estabilidade.

Comité americano contabiliza 129 jornalistas mortos em 2025 em todo mundo... Cento e vinte e nove jornalistas e profissionais dos média foram mortos em 2025, de acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que atribui dois terços das mortes ao Estado de Israel, foi hoje divulgado.

Por LUSA 

"O exército israelita já cometeu mais assassínios seletivos de membros da imprensa do que qualquer outro exército governamental até o momento, sendo a grande maioria jornalistas e profissionais palestinianos em Gaza", escreve a organização não-governamental (OMG) norte-americana.

Após 124 mortes em 2024, 2025, com 129, marca o segundo recorde anual consecutivo nos 30 anos em que o CPJ mantém essa contagem.

Além da guerra em Gaza (86 jornalistas mortos), os outros dois conflitos mais letais para a imprensa foram a Ucrânia (quatro mortes) e o Sudão (nove mortes), observa o CPJ.

"Uma das observações mais marcantes dos últimos anos é o aumento do uso de drones", com 39 casos documentados, em comparação com apenas dois em 2023, disse à agência de notícias AFP Carlos Martinez de la Serna, gerente de projetos da organização.

Além dos conflitos armados, o crime organizado também tem sido particularmente letal para membros da imprensa.

No México, seis jornalistas foram mortos em 2025, somando-se vários casos registados na Índia e no Peru.

Na Arábia Saudita, o renomado colunista Turki al-Jasser foi executado pelo Estado em junho, após ser condenado por diversas acusações que o CPJ descreveu como "alegações fabricadas" usadas para punir jornalistas.

Este é o primeiro assassínio documentado de um jornalista no país do Golfo desde a morte de Jamal Khashoggi em 2018.

"Jornalistas estão a ser mortos em números recorde num momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca. Os ataques à imprensa são um importante indicador de ataques a outras liberdades, e muito mais precisa ser feito para prevenir esses assassínios e punir os responsáveis. Todos corremos perigo quando jornalistas são mortos por reportarem as notícias", disse a diretora-executiva do Comité para a Proteção dos Jornalistas, Jodie Ginsberg.

Fundado em 1981 em Nova Iorque para defender a liberdade de imprensa e os jornalistas de todo o mundo, o CPJ, financiado por doações privadas e fundações, é administrado por um conselho de jornalistas e líderes da sociedade civil.

Londres diz que a Rússia está a recorrer a tropas com pouco treino... A maioria das forças regulares da Rússia envolvidas na invasão da Ucrânia há quatro anos já não se encontra disponível obrigando Moscovo a recorrer a efetivos mal treinados, disseram hoje os serviços de informações britânicos.

Por LUSA 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala no dia 24 de fevereiro de 2024 contra todo o território ucraniano. 

De acordo com os serviços de informações do Executivo de Londres, aliado de Kyiv, a Rússia está neste momento a "reestruturar as forças" devido ao número de baixas elevado o que limita a capacidade de formar novas unidades ou reconstituir as existentes.

"As mais de 1.250.000 baixas russas, incluindo mortos e feridos, prejudicaram a qualidade da força russa", indicaram os serviços britânicos de informações ligados ao Ministério da Defesa. 

Segundo os mesmos dados, a maioria dos efetivos do Exército russo, atualmente, receberam treino mínimo, obrigando os comandantes a utilizar táticas básicas para obter avanços.

Neste sentido, Londres referiu que as forças russas adaptaram as táticas, aumentando a utilização de veículos ligeiros, aparelhos aéreos não tripulados e equipas de infiltração, permitindo ultrapassar as posições defensivas ucranianas e perturbar a logística da Ucrânia. 

O relatório do Governo britânico, divulgado hoje através das redes sociais, menciona que Moscovo "acelerou" os "avanços territoriais" na Ucrânia em 2025, atingindo o auge no final do ano.

Apesar dos avanços, o documento acrescenta que as operações ofensivas contínuas foram apoiadas pela "tolerância" da liderança russa face às elevadas baixas e pela vantagem quantitativa das forças da Rússia em relação ao contingente militar ucraniano.


Leia Também: Forças ucranianas dizem que abateram quase uma centena de drones da Rússia

As autoridades ucranianas declararam hoje que abateram quase uma centena de drones lançados pelas forças armadas russas nas últimas horas.

Trump garante que não hesitará em "confrontar ameaças à América"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira que procurará a paz onde puder, mas garantiu que "nunca hesitará em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário".

Por LUSA 

A garantia foi dada durante o discurso sobre o Estado da União, num momento em que os Estados Unidos equacionam um ataque ao Irão.

Como Presidente, procurarei a paz onde puder, mas nunca hesitarei em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário", disse.

Após mais de hora e meia de discurso, Donald Trump finalmente abordou o tema do Irão, celebrando a "Operação Martelo da Meia-Noite", que em junho atingiu as três maiores centrais de enriquecimento de urânio iranianas: Natanz, Fordow e Isfahan.

"Nós aniquilámos tudo e eles querem começar tudo de novo", acusou.

Virando-se para os acontecimentos atuais, o Presidente declarou que os líderes iranianos mataram 32 mil manifestantes no mês passado.

"Essas pessoas são terríveis", criticou.

Trump admitiu "querer chegar a um acordo" com o Irão e que a sua preferência "é resolver esse problema através da diplomacia", num momento em que os negociadores norte-americanos se encontrarão com os iranianos para novas conversas em Genebra, na quinta-feira.

Num momento em que os Estados Unidos mantêm o seu maior destacamento militar em torno do Irão desde a Guerra do Iraque, de 2003, o chefe de Estado garantiu esta terça-feira que não permitirá que o Irão obtenha uma arma nuclear.

"Não ouvimos aquelas palavras secretas: 'Nunca teremos uma arma nuclear'", disse Trump sobre os líderes iranianos.

Contudo, algumas horas antes do discurso de Trump, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, repetiu a promessa de que o Irão "nunca irá desenvolver uma arma nuclear, sob nenhuma circunstância", numa publicação na plataforma X.

Para as autoridades norte-americanas, o problema nunca foi a retórica do Irão, mas sim as evidências, reunidas ao longo de anos, de que o país aparentava estar a testar componentes que seriam usados na fabricação de armas nucleares, salientou hoje o jornal New York Times.

"Eles foram avisados para não tentarem reconstruir o seu programa de armas, particularmente armas nucleares. No entanto, eles continuam a começar do zero", reforçou o líder norte-americano.

Numa outra frente de política externa, Trump continuou a repetir a afirmação de que a guerra da Rússia contra a Ucrânia não teria acontecido se fosse Presidente em 2022.

Trump foi eleito com a promessa de acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" após tomar posse, mas, mais de um ano após ter regressado à Casa Branca, o conflito ainda decorre e completou esta terça-feira o seu quarto ano.

O Presidente norte-americano garantiu estar a "trabalhar arduamente" para acabar com o conflito na Ucrânia.

"Tudo o que enviamos para a Ucrânia é enviado para a NATO e eles pagam-nos integralmente", afirmou ainda, sob aplausos, sobre as armas norte-americanas fornecidas a Kiev.

O líder referiu igualmente o seu trabalho para alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e destacou a libertação dos reféns detidos pelas forças do grupo islamita palestiniano.

No discurso, Donald Trump voltou a alegar que colocou fim a "oito guerras", afirmação que foi prontamente contestada no Capitólio pela congressista Rashida Tlaib, uma democrata de Michigan, que gritou: "É mentira!"

Quando Trump mencionou Israel, Tlaib gritou: "É genocídio!"

O Presidente Trump atribuiu a si mesmo o mérito de derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, de interromper o fluxo de drogas da América Latina para os EUA e de ajudar a garantir a libertação de presos políticos das cadeias venezuelanas.

De fora ficaram referências aos ataques militares contra barcos de alegados narcotraficantes, que resultaram em mais de 150 mortes, consideradas largamente como execuções, desde setembro. 

Donald Trump anunciou também o recebimento de "mais de 80 milhões de barris" de petróleo venezuelano, descrevendo o país latino-americano como um "amigo e parceiro".

O republicano assegurou que o seu Governo está a trabalhar "em estreita colaboração com a nova Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez" para "impulsionar um progresso económico extraordinário para ambos os países e trazer nova esperança àqueles que sofreram tanto".

Donald Trump fez esta terça-feira o primeiro discurso sobre o Estado da União do segundo mandato, perante uma sessão conjunta do Congresso.

Ao discursar por mais de uma hora e 40 minutos, Trump quebrou o seu próprio recorde de discurso presidencial mais longo ao Congresso. O republicano havia estabelecido o recorde anterior no ano passado.

Trump discursou aproximadamente durante uma hora e 47 minutos na terça-feira.

Caças F-22 aterram em Israel para se juntarem ao destacamento dos EUA... Aterragem dos caças ocorre dois dias antes das conversações entre o Irão e os EUA, previstas para quinta-feira em Genebra, para tentar alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano que impeça uma intervenção militar norte-americana no país.

Por SIC Notícias e lusa

Vários caças F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos aterraram em Israel, procedentes do Reino Unido, como parte do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente antes de um possível ataque ao Irão.

A comunicação social israelita noticiou este destacamento que, segundo o diário The Times of Israel, é composto por 12 aviões de combate que aterraram numa base israelita no sul do país.

As aeronaves, indicou o jornal, descolaram da base de Lakenheath, no Reino Unido, onde se encontravam desde a semana passada, alegadamente devido a problemas com o reabastecimento de combustível em voo.

A aterragem destes caças ocorre dois dias antes das conversações entre o Irão e os Estados Unidos (EUA), previstas para quinta-feira em Genebra, para tentar alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano que impeça uma intervenção militar norte-americana no país, e na véspera da chegada a Telavive do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para uma visita de dois dias a Israel.

As negociações em Genebra vão realizar-se sob ameaça militar dos Estados Unidos, cujo destacamento no Golfo Pérsico é o maior desde a invasão do Iraque em 2003, contando com dois porta-aviões, vários contratorpedeiros e dezenas de caças estacionados perto da República Islâmica.

A reunião de quinta-feira será a terceira ronda de negociações nucleares indiretas entre o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, após dois encontros anteriores em Omã e Genebra, nos quais o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, desempenhou o papel de mediador.

A Ucrânia não estava preparada em 2022?... A nova “narrativa” impingida ao gentil público é a de que, em fevereiro de 2022, a Ucrânia não estava preparada, foi apanhada de surpresa e só tomou nota do que se passava depois de avisada pelo MI6 e pela CIA. Nada mais afastado da realidade.

Os comentadores da SIC José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam, no habitual espaço de comentário Guerra Fria, os quatro anos da guerra na Ucrânia.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Economia russa sob pressão: Putin promete ajudar empresários, mas novos impostos obrigam negócios a fechar... O governo russo implementou um novo sistema fiscal com aumento do IVA para compensar a diminuição das receitas petrolíferas e o aumento das despesas militares.

Por Sicnoticias.pt  24 fev. 2026

Para além das baixas humanas, tem-se especulado sobre as consequências da guerra na economia da Rússia, particularmente, da eficácia das sanções como forma de castigar o infrator. Sinais recentes apontam para crescentes dificuldades no setor do comércio, que o Presidente Putin tenta mitigar com um novo sistema fiscal e algumas manobras para gerir a narrativa interna.

Foi o caso do episódio com a pastelaria Mashenka, nos arredores de Moscovo, que ficou famosa do dia para a noite depois de ter sido emitida uma conversa entre o proprietário, Denis Maksimov, e o Presidente russo, na televisão nacional. Os dois falam sobre impostos, que o dono reconhece como "necessários", mas que fragilizam o otimismo dos comerciantes em relação ao futuro.

"Muitas empresas vão encerrar ou passar para a economia paralela. Pedimos que nos aconselhem sobre como devemos proceder perante alterações drásticas na legislação fiscal", disse Denis.

Do outro lado, ouve-se a resposta de Vladimir Putin. "As empresas não devem, de forma alguma, sofrer com a transição para o novo sistema fiscal", refere, sem detalhar soluções para os empresários, desejando as "maiores felicidades e muito sucesso" a Denis Maksimov.

"Talvez possam oferecer-me algo, enviar-me alguma coisa?", pediu Putin, recebendo de imediato uma resposta positiva. "Com todo o gosto", apontou o dono da Mashenka.

Em causa está um aumento dos impostos sobre o consumo, ou seja, o IVA russo. O caso da pastelaria Mashenka contrasta com os dados divulgados numa reportagem da Associated Press, que dá conta de um aumento de negócios fechados e lojas para arrendar. Nem todos têm a publicidade trazida por Putin.

Darya Demchenko, dona de uma cadeia de salões de beleza, foi obrigada a fechar portas.

"Antes pagávamos cerca de 120.000 rublos (1.566 dólares) por ano em impostos. Agora que passámos para 5% de IVA, a nossa fatura fiscal média é de cerca de 250.000 a 300.000 rublos (entre 3.262 e 3.915 dólares) por mês", explica.

A subida no IVA visa atenuar o défice orçamental, agora que se regista uma crescente diminuição das receitas do petróleo, em paralelo com o aumento das despesas militares após quatro anos de guerra.


Israel anuncia nova ajuda energética a Kyiv nos quatro anos da guerra... Israel anunciou hoje uma nova ajuda energética a Kyiv, no dia em que se assinala o quarto ano desde a invasão russa em larga escala da Ucrânia.

Por  LUSA  24/02/2026

"Enquanto o mundo comemora quatro anos desde o início da guerra na Ucrânia, Israel solidariza-se com o povo ucraniano", frisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, confirmando a entrega de 117 centrais elétricas portáteis à região de Kyiv.

O acordo foi finalizado durante uma chamada telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, e o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sibiga, que se focou nas "necessidades energéticas urgentes".

"Enquanto as comunidades continuam a enfrentar ataques a infraestruturas críticas, Israel continua empenhado em prestar assistência humanitária prática e vital no terreno", acrescentaram as autoridades israelitas.

A Ucrânia está a viver hoje um dia de reconhecimento pela sua resistência à invasão em larga escala da Rússia, contexto em que o Presidente, Volodymyr Zelensky, sublinhou que a ofensiva de Putin para ocupar a Ucrânia "não quebrou o povo ucraniano".

"Hoje, completam-se exatamente quatro anos desde que Putin planeou tomar Kyiv em três dias. E isto diz muito da nossa resistência, de como a Ucrânia tem lutado durante todo este tempo", escreveu Zelensky na sua conta na plataforma digital Telegram, destacando "a grande coragem, o trabalho duro, a perseverança e o longo caminho" enfrentado por milhões de compatriotas desde 24 de fevereiro de 2022.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Líderes de tecnológicas avisados que China pode invadir Taiwan até 2027... A CIA terá organizado em 2023 uma reunião classificada onde marcaram presença os CEOs de algumas das principais empresas tecnológicas norte-americanas, como é o caso da Apple, da Nvidia, da AMD e da Qualcomm.

Por  noticiasaominuto.com  24/02/2026

A CIA organizou em 2023 uma reunião classificada onde marcaram presença os executivos de algumas das maiores empresas tecnológicas dos EUA, que foram avisados que a China poderia invadir a ilha de Taiwan até 2027, conta o The New York Times.

Nesta reunião terão marcado presença o CEO da Apple, Tim Cook, o cofundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, a presidente e CEO da AMD, Lisa Su, e também o presidente e CEO da Qualcomm, Cristiano Amon.

O objetivo desta reunião terá sido convencer os executivos presentes a transferirem a produção de chips de Taiwan para os EUA.

Lembrar que a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) continua a ser até hoje uma das principais fabricantes de chips usados em processadores e outros componentes eletrónicos, com a administração Biden a tentar que as tecnológicas dos EUA reduzem a dependência de fornecimento deste mercado.

Conta a publicação que, após esta reunião, Cook terá dito aos oficiais do governo dos EUA que dormiu “com um olho aberto” em relação a esta questão. De facto, a Apple procurou nos últimos anos começar a produzir mais chips nos EUA e, no ano passado, Cook foi até à Casa Branca onde se comprometeu a investir 100 mil milhões de dólares na indústria norte-americana.

PROMOTORIA PEDE 6 ANOS DE PRISÃO PARA CONTRA-ALMIRANTE BUBO NA TCHUTO E DEFESA INSISTE NA ABSOLVIÇÃO

Por Rádio Sol Mansi  24 02 2026 

A promotoria do Tribunal Militar Superior pede seis (6) anos de prisão para o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, acusado no processo de 1 de fevereiro de 2022, no palácio do governo e defesa pede absolvição do arguido.

A posição foi tornada pública esta terça-feira, durante a última sessão do julgamento, que decorre há cerca de seis meses, após ter iniciado a 6 de outubro de 2025.

À saída da audiência, o advogado de defesa, Marcelino Intupe, manifestou confiança de que o tribunal não dará provimento ao pedido da promotoria, alegando falta de fundamentos suficientes para condenar o seu constituinte.

“A promotoria está a pedir pena sem bases sólidas, apoiando-se apenas em testemunhos. Entendemos que o tribunal irá desvalorizar esse pedido por falta de fundamentos”, afirmou o advogado.

Questionado sobre a possibilidade de o tribunal acolher o pedido da promotoria, Marcelino Intupe afirmou que a defesa irá recorrer da decisão para tentar ilibar o contra-almirante.

“Como é possível falar de uma condenação de 6 anos mas se surgir entraremos em condições de analisar a decisão que é recorrível para outra instância como podem imaginar”, assegurou Marcelino Intupe. 

Sobre o estado do arguido, o advogado garantiu que José Américo Bubo Na Tchuto encontra-se bem e reiterou que o seu cliente não cometeu qualquer crime.

“Como podem ver, ele está normal porque não fez nada, não cometeu nenhum crime, o fato demonstra como o ministério público não apresentou nenhum artigo que sustenta as acusações”, sublinhou Advogado Intupe. 

O Tribunal Militar Superior deverá agora anunciar a sentença final, que poderá resultar na condenação ou na absolvição do contra-almirante, conforme pedem as partes envolvidas no processo.

O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanha a evacuação de cinco feridos do incêndio ocorrido em Bafatá, que seguem para tratamento médico em Dacar... A deslocação visa garantir assistência especializada às vítimas, reforçando o compromisso das autoridades na prestação de apoio e acompanhamento às famílias afetadas pela tragédia.

AUMENTO ALARMANTE DE JOVENS SOB EFEITO DE DROGAS PREOCUPA HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES

Por  Rádio Sol Mansi  24/02/2026

O Diretor do Serviço de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes anuncia que, nos finais de semana, são registrados dezenas de casos de jovens de até 30 anos com níveis excessivos de drogas no organismo. O maior número de atendimentos ocorre na faixa feminina.

Estas informações foram divulgadas hoje em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), na sequência de uma reportagem sobre o consumo excessivo e descontrolado de vários tipos de drogas, principalmente entre os jovens.

Bubacar Sissé afirmou que a maioria desses jovens consome drogas sem o seu consentimento, sendo, por vezes, adicionadas em chichas ou bebidas.

O Diretor do Serviço de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes acrescenta que a camada feminina representa a maioria dos atendimentos no hospital, chegando em alguns casos com distúrbios mentais e psicológicos.

O médico alerta que o consumo de drogas pode trazer consequências severas para a vida das pessoas, podendo levar à dependência ou até à morte. Ele explica que, nos primeiros momentos, a droga provoca uma sensação de alívio, mas que, com o tempo, afeta órgãos vitais do corpo humano.

Nos últimos tempos, têm sido denunciados casos envolvendo o consumo de vários tipos de drogas, entre elas drogas sintéticas como Liamba, Kús e MD. O consumo de drogas entre jovens é influenciado tanto pela circulação de substâncias ilícitas quanto pela ausência de políticas públicas eficazes de prevenção e tratamento.

Comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira. 24 de fevereiro 2026.

 

Mónica Buaró da Costa é a nova Diretora Geral da TGB

 


Senegal prepara lei para punir homossexualidade com penas até 10 anos... O primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, anunciou hoje aos deputados um projeto de lei para endurecer as penas para atos homossexuais no país, que contempla penas de cinco a 10 anos de prisão.

© Lusa   24/02/2026 

"Qualquer pessoa que cometa um ato contra a natureza será punida com cinco a 10 anos de prisão", em comparação com a pena atual de um a cinco anos, declarou hoje Sonko durante uma sessão de perguntas na Assembleia Nacional, referindo-se ao projeto de lei, que será posteriormente submetido a votação pelos parlamentares, em data ainda não especificada.

"Se o ato (homossexual) for cometido com um menor, será imposta a pena máxima. O juiz não poderá conceder uma suspensão condicional da pena nem reduzir a pena de prisão abaixo do prazo mínimo previsto", explicou o chefe do Governo.

Sonko disse ainda qual a definição de homossexualidade no código penal, e de acordo com o projeto de lei: "Qualquer ato sexual ou sexualmente sugestivo entre duas pessoas do mesmo sexo constitui um ato contra a natureza".

O projeto de lei prevê ainda a punição de "qualquer pessoa que tenha defendido" a homossexualidade, crime passível de uma pena de prisão de três a sete anos, de acordo com o primeiro-ministro.

O Senegal, um país da África ocidental predominantemente muçulmano e vizinho da Guiné-Bissau, tem sido abalado há várias semanas por uma série de detenções, incluindo de várias celebridades, por alegada homossexualidade.

O Governo anunciou em 17 de fevereiro que tinha "examinado e adotado" no Conselho de Ministros um projeto de lei que altera o artigo 319.º do código penal, relativo às relações homossexuais.

Anteriormente, em 07 de fevereiro, a polícia anunciou a detenção de 12 homens, entre os quais duas celebridades locais, acusados, nomeadamente, de "atos contra a natureza".

Também vários reclusos que testaram positivo para o VIH são acusados ??pelas autoridades senegalesas de "transmitir intencionalmente o VIH/Sida através de relações sexuais desprotegidas e de colocar em perigo a vida de outras pessoas".

Nos últimos anos, a questão da homossexualidade tem agitado regularmente a sociedade senegalesa e é também frequentemente denunciada como uma ferramenta utilizada pelos ocidentais para impor valores supostamente estranhos à cultura do país.

Várias manifestações convocadas por associações religiosas têm ocorrido no Senegal nos últimos anos, exigindo penas mais severas.


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Duas ugandesas foram detidas por se beijarem em público, anunciaram hoje as autoridades locais, com base numa lei anti-homossexualidade, considerada uma das mais rigorosas do mundo.

COMBATENTES E VIÚVAS DOS COMBATENTES DA LIBERDADE DA PÁTRIA RECUSAM PENSÕES, DEVIDO AS EXIGÊNCIAS DOCUMENTAIS

Por  Rádio Sol Mansi  24. 02. 2026 

Os filhos, viúvas e combatentes da Liberdade da Pátria recusaram o recebimento das pensões, enquanto a Secretaria de Estado dos Combatentes continua a exigir o cartão biométrico e outros documentos comprobatórios para execução dos pagamentos.

De acordo com informações da própria Secretaria, uma Ordem do Serviço emitida em janeiro, determina que a partir de fevereiro, o pagamento das pensões só será realizado mediante apresentação do cartão biométrico, bilhete de identidade, certidão de cabeça de casal (no caso das viúvas) e outros documentos.

A situação motivou hoje, uma reivindicação que juntou dezenas de pessoas.

Após a reunião com o Diretor-Geral da Secretaria de Estado dos Combatentes, Domingos Tamba, porta-voz da Federação das Associações dos Combatentes da Liberdade da Pátria, afirmou que, concorda com a necessidade de um controle, desde que não haja penalização de outros beneficiários, incluindo combatentes, viúvas e filhos.

Domingos Tamba enfatizou que, caso não haja uma resolução rápida, os beneficiários continuarão a recusar o dinheiro das pensões.

A situação gerou protestos em frente ao edifício da Secretaria de Estado, com participantes segurando cartazes com as seguintes mensagens: “Combatentes i ka lixo” e “Bô paga combatentes”, expressando a insatisfação com a administração atual. Os manifestantes ameaçam também retornar à instituição e pedir a demissão do Diretor-Geral, caso suas reivindicações não sejam atendidas.

Rússia "já não é superpotência", mas explora medo nuclear... O investigador alemão Carlo Masala deixou de ver a Rússia como uma superpotência "há bastante tempo", embora explore o medo nuclear nos seus adversários e mantenha "ambições imperialistas", que a levam a aceitar um papel subalterno da China.

© Getty Images  Por  LUSA  24/02/2026 

Embora conserve ogivas suficientes para desempenhar um papel de destaque na diplomacia nuclear, "tudo o que está abaixo disso não tem nada a ver com uma grande potência", limitando-se a "explorar o sentimento de medo nos seus inimigos", defende, em entrevista à Lusa, o professor de política internacional na universidade pública militar de Bundeswehr, em Munique, no dia em que se assinalam quatro anos da invasão russa da Ucrânia.

Num momento em que as autoridades de Moscovo se debatem com o impasse militar no país vizinho e baixas acima de um milhão de soldados, além de danos severos na sua economia de guerra, em qualquer circunstância o Kremlin "controla a mensagem" no su país, segundo o autor do livro "Se a Rússia Vencer -- Um Cenário", que hoje é lançado pela Pinguin em Lisboa.

Apesar do impasse no campo de batalha e da incerteza nas negociações de paz trilaterais promovidas pelos Estados Unidos, o politólogo observa que os líderes europeus não podem perder a noção de que a Rússia persegue "ambições imperialistas" e "a destruição da NATO", num objetivo que não se encerra com a guerra na Ucrânia, o que alimenta o enredo do seu livro.

Na obra, o autor cria um cenário com base na sua experiência académica, e em linha com análises de serviços de informação ocidentais, para sustentar o perigo de uma nova agressão russa, três anos após uma suposta capitulação da Ucrânia e cedência dos territórios reivindicados por Moscovo, devido à fadiga de guerra e falta de apoio militar.

O cenário proposto implica a invasão de uma pequena cidade, Narva na Estónia, sob pretexto de proteção da minoria russa no país báltico, como forma de testar uma reação da NATO, que não consegue reunir consenso para aplicar o seu artigo 5.º sobre proteção mútua e deixa o Governo de Tallinn por sua conta.

Para este desfecho, contribui a falta de empenho da Casa Branca e o argumento de arriscar a Terceira Guerra Mundial por uma pequena cidade báltica, mas também manobras de diversão da China nas Filipinas e de vagas de migrantes de africanos no Mediterrâneo, ambas promovidas por Moscovo, que levam ao desvio de atenções e meios militares das forças da NATO.

Apesar de a cronologia dos acontecimentos parar em Narva, o investigador, que lidera o Centro de Estudos de Informações e Segurança da Universidade de Bundeswehr e foi vice-diretor de pesquisa do Colégio de Defesa da NATO, em Roma, avisa que a incapacidade da Aliança Atlântica em responder a uma agressão contra um seu membro, mesmo que pequena, seria já uma vitória para a Rússia.

Quando começou a escrever o livro, na primavera do ano passado, já havia "relatórios dos serviços de informação militares a dizer que os russos teriam até 2029 um exército suficientemente forte para travar uma guerra contra um país da NATO, se fosse politicamente desejado".

Em reação, recorda que houve muitas críticas a esta avaliação e argumentos de que "a Rússia não é assim tão estúpida para atacar a NATO", devido justamente ao artigo 5.º e incapacidade de progredir nas frentes ucranianas.

"Mas talvez estivéssemos todos a olhar para tudo isto de uma forma errada, talvez não se tratasse de atacar um país da NATO, mas apenas colocar a NATO em teste", lembra Carlo Masala, assinalando que, no caso do cenário apresentado, o teste russo acabaria por resultar no "colapso da Aliança".

Como condição para este panorama, o autor observa o apoio atual e real dos Estados Unidos à cedência do Donbass, no leste da Ucrânia, no âmbito de um acordo de paz proposto pela Casa Branca, em benefício do líder do Kremlin, Vladimir Putin, ainda que longe das metas maximalistas proclamadas em 2022 de tomar o país e depor o regime de Zelensky.

"Os objetivos mudam durante uma guerra e, quando se tem um sistema totalitário, é possível controlar as mensagens enviadas ao povo", adverte o investigador, insistindo que o controlo total do Donbass "seria vendido na Rússia como uma vitória", na medida em que "não precisaram ceder um centímetro nas negociações e ainda exigem eleições na Ucrânia e nada de tropas europeias no terreno" para vigiar um cessar-fogo. Em suma, "a guerra é um desastre, mas podem apresentá-la como querem".

Ainda que resista e, num cenário limite oposto ao que propõe na sua obra, isto é, se a Ucrânia conseguir um acordo aceitável e vencer, Carlo Masala duvida que Moscovo "se mantenha quieta por muito tempo", após ter perdido o seu espaço de influência em países como a Venezuela, a Síria e possivelmente o Irão.

"A Europa é o último campo de ação de que dispõem. E como a Rússia quer recuperar a sua grandeza, é de esperar que se tornem ainda mais duros", prevê o académico, ao mesmo tempo que duvida da possibilidade do colapso da economia russa, embora estagnada e sob efeito de inflação elevada, devido ao esforço de guerra, associado ao peso das sanções internacionais e redução drástica das receitas petrolíferas.

Os Estados totalitários "têm mais possibilidades de oprimir o povo, mesmo que a economia seja má, do que as democracias", adverte, dando como exemplo uma subida inesperada do IVA em 2%, deliberado pelo Governo de Moscovo "da noite para o dia", e que "num país como a Alemanha e presumivelmente Portugal levaria de imediato as pessoas para a rua em protesto, mas não na Rússia, porque toda a gente sabe que haverá repressão".

"Por isso, não vejo que nem a pressão económica nem a situação no campo de batalha possam mudar alguma coisa com Putin", afirma, a não ser que os indicadores se degradem a tal ponto que o próprio círculo do Presidente russo entendam que é melhor substitui-lo: "Mas isso não posso especular porque não sou criminólogo", ironiza.

Por outro lado, a Rússia continua a ter uma aliança com a China, "que visa basicamente alterar a ordem internacional", se bem que reduzida à condição de parceiro subalterno ou "bomba de gasolina de baixo custo" dos chineses, como se ironiza no livro, em alusão à venda de crude barato a Pequim como forma de contornar as sanções ocidentais.

"Os russos não têm outra escolha, é essa a questão", refere o politólogo, a propósito da sua dependência da China, cuja diplomacia nunca condenou a invasão da Ucrânia.

Mas as diferenças entre os seus países são enormes, avalia, tomando emprestada uma definição que ouviu nos meios das relações internacionais em que os chineses "são alterações climáticas e adaptam-se" e os russos "um tsunami destruidor", que uma vez passado pode dar lugar à reconstrução.

Em relação à Ucrânia, os líderes russos favorecem o diálogo com os Estados Unidos, insistindo num estatuto de "grande poder com grande poder", desprezando os países europeus como "potências de segundo escalão".

"Acho muito engraçado que as pessoas pensem que, se os europeus forem a Moscovo, a guerra na Ucrânia terá terminado", comenta o investigador, mas o mais certo seria "o Kremlin recebê-los todos, e até com grande espetáculo, mas nada vai mudar".


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A garantia foi deixada esta terça-feira, dia em que se assinalam quatro anos de guerra, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Paulo Rangel espera que seja possível alcançar um acordo de paz este ano.

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS É ALVO DE ASSALTO EM BULA

 Rádio Sol Mansi   24 02 2026 

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus foi invadida por um grupo de pessoas ainda não identificadas, que levaram cerca de 30 cadeiras, baterias de viaturas e outros materiais pertencentes à instituição religiosa. 

O caso ocorreu na cidade de Bula, norte do país, e já é do conhecimento das autoridades policiais.

De acordo com informações avançadas por Justina Tchuda, uma das responsáveis da igreja, em entrevista à Rádio Sol Mansi, os suspeitos terão arrombado uma das paredes do templo para conseguir acesso ao interior do edifício.

Segundo a responsável, a existência de uma janela improvisada também terá facilitado a ação dos invasores, permitindo a entrada no espaço de adoração.

A igreja lamenta profundamente o sucedido, destacando que o roubo foi praticado num local dedicado à fé e à convivência religiosa.

As autoridades policiais de Bula já foram informadas sobre o caso e deverão dar seguimento às investigações para identificar os autores do crime.

Entretanto, informações indicam que o número de roubos tem aumentado na cidade, gerando preocupação entre os moradores. A igreja aproveitou a ocasião para apelar aos jovens para que se afastem de atos de violência e criminalidade, reforçando a importância de preservar a paz e o respeito na comunidade.