terça-feira, 16 de junho de 2026

G7 reafirma apoio à Ucrânia e admite novas sanções ao petróleo russo... Os líderes do G7, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmaram hoje o apoio à soberania da Ucrânia e concordaram que a Rússia deve ser pressionada para negociar o fim da guerra, incluindo através de novas sanções.

© Evelyn Hockstein - Pool/Getty Images       Por  LUSA     16/06/2026 

Segundo fontes diplomáticas francesas, no final da sessão da cimeira do G7 dedicada à Ucrânia, os dirigentes das sete maiores economias industrializadas concordaram na necessidade de aumentar a pressão sobre Moscovo para a levar à mesa das negociações.

As mesmas fontes indicaram que essa pressão poderá passar por novas medidas contra as exportações petrolíferas russas, uma vez reaberto o estreito de Ormuz, cuja interrupção condicionou recentemente os mercados energéticos internacionais.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou na reunião como convidado e ouviu dos líderes do G7 uma reafirmação do apoio político e militar à Ucrânia.

De acordo com fontes francesas, Trump felicitou Zelensky pela evolução recente do conflito, considerando que as forças ucranianas já não se encontram numa posição de recuo e que a atual dinâmica militar é mais favorável a Kyiv.

Os líderes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá partilharam a avaliação de que esta mudança de contexto reforça a posição negocial da Ucrânia.

Um novo encontro bilateral entre Trump e Zelensky deverá decorrer ainda durante a cimeira, que termina na quarta-feira em Évian.

A reunião sobre a Ucrânia foi antecedida por um encontro entre Zelensky e o Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o líder ucraniano no local da cimeira.

Fontes francesas sublinharam que a inclusão da guerra na Ucrânia na agenda do encontro teve como objetivo reafirmar os Estados Unidos como um "parceiro de confiança" de Kyiv, após episódios anteriores de tensão entre Trump e Zelensky.

Apesar desse compromisso, permanece por esclarecer de que forma Washington pretende aumentar a pressão económica sobre Moscovo, depois de ter suspendido algumas restrições às exportações russas de petróleo após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, a 28 de fevereiro.

Na altura, o Governo norte-americano justificou a decisão com a necessidade de aliviar as perturbações nos mercados energéticos provocadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.

À chegada a Évian, Trump mostrou-se disponível para desempenhar um papel mais ativo na procura de uma solução para o conflito.

Os líderes do G7 concordaram ainda que a manutenção da pressão sobre a Rússia exige que a Ucrânia preserve as suas capacidades militares, incluindo sistemas de defesa aérea e outros meios de combate.

Atualmente, os países europeus suportam a maior parte do financiamento destinado ao armamento ucraniano, enquanto os Estados Unidos mantêm um papel relevante sobretudo no fornecimento de informações estratégicas e de vigilância obtidas através dos seus sistemas de satélites.


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Trump pede a Netanyahu que seja "mais responsável" no Líbano... O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que seja "mais responsável" nas ações de Israel no Líbano, por não estar satisfeito como este tem conduzido o conflito com o Hezbollah.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images     Por  LUSA   16/06/2026 

Durante uma reunião bilateral com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cimeira do G7 em Evian, no leste de França, Trump considerou que o conflito entre Israel e o movimento xiita libanês se prolonga há demasiado tempo e criticou a destruição de edifícios residenciais durante operações militares.

"Não estou satisfeito com a forma como Israel tem agido no Líbano e com o Hezbollah. Deveriam ter conseguido concluir o trabalho, mas isso arrasta-se indefinidamente", declarou o chefe de Estado norte-americano.

Trump avisou ainda que a continuação dos combates pode prejudicar a perceção do acordo de paz alcançado com o Irão, cuja formalização está prevista para sexta-feira, em Genebra.

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que a guerra contra o Hezbollah tem provocado um elevado número de vítimas civis e criticou os bombardeamentos contra edifícios de habitação.

"Não é necessário demolir um prédio de apartamentos de cada vez que procuram alguém. Há muitas pessoas nesses apartamentos, e nem todas são do Hezbollah", argumentou Trump.

O líder norte-americano revelou também ter transmitido diretamente a Netanyahu o seu desagrado por um ataque israelita realizado em Beirute enquanto decorriam negociações para o acordo com Teerão.

"Duas horas antes de assinarmos, houve um ataque em Beirute. Não gostei nada e deixei isso bem claro", admitiu Trump.

Apesar das críticas, Trump garantiu que não está "zangado" com o primeiro-ministro israelita e defendeu que o entendimento alcançado com o Irão permanecerá em vigor, independentemente de futuras ações militares israelitas.

O Presidente norte-americano sugeriu ainda que a Síria poderia assumir um papel no combate ao Hezbollah, elogiando a capacidade das novas autoridades sírias para estabilizar o país.

"Acho que a Síria conseguiu unificar o país de forma surpreendentemente rápida. Se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todos os outros, fará. A Síria fará o trabalho", declarou Trump, que aproveitou também para sublinhar o apoio histórico dos Estados Unidos a Israel, afirmando que o país "teria sido destruído há muito tempo" sem a assistência norte-americana.

Funcionários da Câmara Municipal de Bissau manifestaram solidariedade ao presidente Umaro Baldé

 Radio TV Bantaba/Radio Voz Do Povo 

Os funcionários da Câmara Municipal de Bissau manifestaram, esta terça-feira, um gesto de solidariedade e apoio ao presidente da instituição, Umaro Baldé, reconhecendo o seu trabalho, dedicação e compromisso com o desenvolvimento da autarquia e do município.

A manifestação de apoio surge na sequência do episódio ocorrido na véspera, envolvendo o Primeiro-Ministro e o presidente da Câmara Municipal de Bissau, situação que motivou os colaboradores a demonstrarem publicamente a sua confiança na liderança de Umaro Baldé.

Durante o ato, os funcionários destacaram os esforços desenvolvidos pelo presidente na gestão da instituição e na implementação de ações voltadas para a melhoria dos serviços municipais e das condições de vida da população da capital.

Os colaboradores consideram que este gesto simboliza a união, o respeito e a confiança existentes entre os trabalhadores e a liderança da Câmara Municipal, reafirmando o compromisso coletivo com a estabilidade institucional e o desenvolvimento do município de Bissau.

A iniciativa foi igualmente vista como uma demonstração de coesão interna, num momento considerado importante para a defesa dos interesses da instituição e da continuidade do trabalho em prol dos munícipes.

Mil euros e cidadania. Diplomata russo terá orquestrado ataques a Starmer... Um diplomata russo, filho de um alto responsável no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, terá orquestrado ataques à casa do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, como parte de um plano que visava a semear divisão na sociedade britânica e o ódio contra a comunidade islâmica.

© CARL COURT/POOL/AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com    16/06/2026 

O ataque à casa do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, terá sido orquestrado por um diplomata russo, muito próximo dos líderes de Moscovo. O cabecilha será filho de um alto responsável e tem apenas 23 anos. Chama-se Evgeny Lyukshin.

A informação foi desvendada por uma investigação da BBC publicada na segunda-feira, no dia em que foi conhecida a sentença de Roman Lavrynovych, o homem que incendiou a casa de Keir Starmer em maio de 2025, alegadamente, sob ordens.

"Olha, atacaste a casa de uma pessoa de muito alto nível na Grã-Bretanha. Vou enviar-te dinheiro, precisas de sair da cidade", terá dito o cabecilha, ainda anónimo, que se identificava apenas pelas iniciais "EL". Apesar do aviso, EL já foi tarde e Lavrynovych foi detido horas depois de cometer o crime.

De acordo com a estação britânica, os contatos entre EL e Lavrynovych começaram na aplicação Telegram, onde o jovem foi recrutado através de um grupo de ucranianos que procuravam emprego em Londres. A partir de uma conversa inicial, EL foi pedindo trabalhos que, pouco a pouco, extravasaram para a criminalidade: começaram com a afixação de cartazes nas ruas, depois para pichagens e, por fim, para fogo posto.

Suspeito será diplomata e filho de alto funcionário russo

Segundo a investigação da BBC, o cabecilha da operação será um jovem de 23 anos, com formação em guerra de informação por espiões e propagandistas e filho de um funcionário de topo no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. Chama-se Evgeny Lyukshin - o que coincide com as iniciais EL.

Através do Telegram, a estação britânica encontrou mensagens de EL a glorificar Putin e a Rússia e a usar linguagem ofensiva para com o povo ucraniano.

"Trabalha pela glória da nação para irritar os teus inimigos", disse numa das mensagens, antes de oferecer mil dólares (860 euros) e cidadania russa como compensação para quem cometesse o crime de fogo posto.

O objetivo de EL, e demais operacionais russos, seria semear a divisão na sociedade britânica, incitando ao ódio contra muçulmanos e até mesmo revoltas contra as comunidades islâmicas. Aliás, a certa altura, o diplomata ordenado Lavrynovych a afixar um cartaz com a mensagem "Cada mesquita fechada = menos 100 crimes" numa rua onde está situada uma grande mesquita.

Para ajudar neste objetivo, foram criados grupos falsos de extrema-direita, mas também islâmicos, o "Direct Action UK" e a "Takbir Foundation" onde eram partilhadas mentiras e conteúdos de desinformação, com o intuito de polarizar ainda mais o discurso. O tal cartaz que tinha sido pedido a Lavrynovych para afixar apareceu mais tarde no grupo "Takbir Foundation" - uma garantia de que a mensagem de ódio e xenofobia era transmitida à própria comunidade muçulmana.

Recorde-se de que Lavrynovych e Stanislav Carpiuc, de 27 anos, foram ambos condenados na segunda-feira por fogo posto, tendo iniciado incêndios na casa de Keir Starmer, mas também num carro ligado ao primeiro-ministro.

Os factos aconteceram em maio de 2025. No dia 8, um carro que outrora tinha pertencido a Starmer foi encontrado em chamadas, numa rua onde o primeiro-ministro tinha vivido anteriormente. Três dias depois, houve um novo incêndio num bloco de apartamentos onde Starmer tinha vivido anos antes. A 12 de maio, a casa da cunhada do governante, e que ainda lhe pertencia, foi também incendiada, enquanto a mulher e a família estavam no interior.


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O presidente russo, Vladimir Putin, convocou hoje eleições legislativas na Rússia para o dia 20 de setembro, quando as sondagens têm revelado uma tendência de queda da sua popularidade e do partido do governo.

PORTUGAL/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Homem detido pela GNR em Paredes por agredir pais... A GNR deteve no concelho de Paredes, distrito do Porto, um homem de 36 anos por suspeita de violência doméstica contra os seus pais, foi hoje anunciado.

© ShutterStock     Por  LUSA   16/06/2026 

O Comando Territorial do Porto da GNR esclarece, em comunicado, que o homem foi detido no sábado na sequência de uma denúncia.

Os militares deslocaram-se ao local onde presenciaram o suspeito a agredir as vítimas, seus pais, um homem e uma mulher, com 64 e 55 anos, respetivamente.

No seguimento da ação, o alegado agressor foi detido e ouvido na segunda-feira no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Penafiel, que lhe aplicou as medidas de coação de afastamento das vítimas e proibição de contactos por qualquer meio.

A GNR lembra, na nota de imprensa, que a violência doméstica constitui um crime público e que denunciar situações desta natureza poderá contribuir para a salvaguarda da integridade física e psicológica das vítimas.


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Um homem de 26 anos ficou em prisão preventiva depois de ter sido detido em flagrante delito a agredir e a exercer pressão psicológica sobre mãe, padrasto e avós, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).



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Esta segunda-feira, 15 de junho, assinala-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, e o Serviço Nacional de Saúde deixou um alerta. Falando sobre o que se deve fazer face a uma situação destas, sublinha-se também que Portugal é um dos países onde há mais registos.

Irão anuncia que a guerra com os EUA e Israel "terminou oficialmente"... O Irão anunciou hoje que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou na segunda-feira, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto.

© Lusa      16/06/2026 

"A guerra terminou oficialmente ontem de manhã [referindo-se a segunda-feira] em todas as frentes", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.

Abbas Araghchi adiantou que "qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos" alcançados.

"Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão e o Hezbollah, por outro", sublinhou.

"O fim da guerra no Líbano é parte inseparável [do acordo]", afirmou, reiterando que "a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou", segundo a agência de notícias Mehr.

O ministro iraniano confirmou ainda que na sexta-feira "haverá uma nova ronda de negociações" com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de "chegar a um acordo final".

"Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversações]", afirmou Araghchi.

O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril e estabelece um quadro negocial para futuras negociações sobre o acordo nuclear.

Os compromissos garantem a reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre Teerão.

Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e continua a bombardear o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo Paquistão.

Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.


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Pelo menos cinco embarcações iranianas atravessaram o Estreito de Ormuz depois de os Estados Unidos anunciarem o levantamento do bloqueio naval, no âmbito do acordo alcançado com o Irão para pôr fim à guerra e reabrir a passagem marítima.

ESTUDO: Uma proteína pode explicar diferenças de saúde entre sexos, diz estudo... Um estudo realizado por entidades científicas espanholas identificou uma proteína com impacto na resposta celular ao stress e ao envelhecimento como uma peça-chave para aprofundar o conhecimento das diferenças na saúde e no envelhecimento entre homens e mulheres.

© Lusa    16/06/2026 

A investigação, liderada pelo Instituto Josep Carreras de Barcelona e pelo Mass General Brigham de Boston, nos Estados Unidos, e publicada na revista Nature, identificou a proteína SIRT7 como um protetor essencial da estabilidade do genoma e do cromossoma X, sobretudo nas mulheres, que possuem dois cromossomas X, enquanto os homens possuem apenas um.

Segundo um comunicado conjunto do Ministério da Ciência espanhol, da Agência Estatal de Investigação, do Centro de Excelência Severo Ochoa e do Instituto de Investigação contra a Leucemia Josep Carreras, o estudo dos cromossomas sexuais constitui uma das áreas de investigação mais promissoras neste campo.

O chefe de grupo do Instituto Josep Carreras, Alejandro Vaquero, explicou que, ao contrário de estudos anteriores, este trabalho ampliou o conhecimento sobre como as alterações desta proteína "podem afetar a regulação do sistema imunitário e contribuir para o desenvolvimento de cancros hematológicos".

Vaquero argumentou que a ausência de SIRT7 altera a regulação genómica, danifica o ADN e tem consequências mais graves nas mulheres do que nos homens, o que pode ajudar a compreender as diferenças biológicas entre sexos e a avançar na investigação dos cancros hematológicos.

Nas células femininas, um dos dois cromossomas X permanece inativo, para manter o equilíbrio adequado na expressão genética.

Contudo, os investigadores observaram que, na ausência de SIRT7, este mecanismo altera-se, com o cromossoma X inativo a manter-se sem atividade em demasia, enquanto o cromossoma X ativo aumenta anormalmente a atividade. Isso torna o cromossoma mais vulnerável a danos no ADN e a fenómenos de instabilidade genética.

O mesmo estudo descobriu que em cobaias animais, as fêmeas foram as mais afetadas pela ausência de SIRT7, apresentando níveis mais elevados de danos no ADN, pior estado de saúde e menor esperança de vida em comparação com os machos.

Os resultados do estudo são particularmente relevantes para a função imunitária, já que uma regulação adequada do cromossoma X é essencial para manter o equilíbrio do sistema imunitário.

Alterações na atividade deste cromossoma podem também influenciar o desenvolvimento e funcionamento das células sanguíneas e imunitárias, favorecendo potencialmente a desregulação imunitária e explicando porque algumas doenças afetam de forma diferente mulheres e homens.

Os investigadores concluiram que a SIRT7 desempenha um papel fundamental no controlo das funções das células sanguíneas e imunitárias, na sua transformação maligna e na proteção destas células contra alterações genéticas que podem favorecer o desenvolvimento de cancros hematológicos.

Ataque com drones incendeia refinaria de combustíveis em Moscovo... As autoridades ucranianas anunciaram hoje ter atacado uma importante refinaria de combustíveis de Moscovo, que de manhã estava em chamas, segundo entidades locais, embora sem provocar vítimas.

© REUTERS/Tatyana Makeyeva      Por  LUSA   16/06/2026 

O autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, afirmou nas redes sociais que "um dos drones danificou uma instalação na refinaria de Moscovo". 

"Não há vítimas. Equipas de emergência estão a trabalhar no local", continuou, sem fornecer mais informações.

Segundo a agência de notícias russa Interfax citando autoridades moscovitas, as chamas foram controladas e "não há risco de o fogo se alastrar".

Sobyanin também declarou que foram abatidos nas últimas horas 58 drones lançados pela Ucrânia contra aquela cidade russa, enquanto o ministério da Defesa da Rússia anunciou que foram intercetados 172 drones em várias regiões do país, no mar de Azov, no mar Negro e na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

"Moscovo sob ataque. Uma refinaria de Moscovo está em chamas", escrevera antes, também numa plataforma digital, o oficial militar ucraniano Andriy Kovalenko.

Kovalenko publicou um vídeo de um canal russo no Telegram mostrando a infraestrutura atacada em chamas, acrescentando que os danos provocados vão forçar a refinaria a fechar ou, pelo menos, reduzir suas operações.

Ainda segundo a mesma fonte, a refinaria atingida processa aproximadamente 11 milhões de toneladas de petróleo anualmente e fornece quase 40% da procura de gasolina em Moscovo e metade da procura de gasóleo.


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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de atacar deliberadamente uma zona histórica de Kyiv onde se situa uma catedral que ficou danificada durante uma vaga de ataques aéreos noturnos, acusação rejeitada por Moscovo.

Ministério do Interior lança campanha de combate à sinistralidade rodoviária e anuncia novas medidas para motociclistas

Por  Radio TV Bantaba 

O Ministério do Interior e da Ordem Pública (MIOP) lançou uma campanha de combate à sinistralidade rodoviária e anunciou um conjunto de novas medidas destinadas aos condutores de motorizadas, com o objetivo de reforçar a segurança nas estradas e reduzir o número de acidentes de viação no país.

A decisão foi tornada pública no dia 15 de junho de 2026 pelo porta-voz do ministério, Superintendente Agostinho Tuneca Djata. Segundo o MIOP, a iniciativa surge num contexto em que muitos cidadãos recorrem diariamente às motorizadas, conhecidas popularmente como moto-táxis, devido à insuficiência da rede de transportes públicos, sobretudo na cidade de Bissau e em diversas comunidades do país.

De acordo com o ministério, a falta de condições adequadas de segurança na utilização destes meios de transporte, aliada a outros fatores, tem contribuído para o aumento dos acidentes rodoviários registados em diferentes estradas e vias nacionais.

Entre as principais medidas anunciadas destacam-se:

- A obrigatoriedade do uso de capacete de proteção;

- Uso de colete refletor;

- O respeito pelos limites de velocidade, evitando o excesso de velocidade;

- A proibição de manobras perigosas;

- Proibição da condução sob o efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas;

- Proibição do transporte de duas ou mais pessoas em simultâneo;

- Circulação apenas nas vias devidamente autorizadas 

O Ministério do Interior e da Ordem Pública apelou ao cumprimento rigoroso das novas disposições por parte dos condutores e de todos os intervenientes no trânsito, advertindo que o incumprimento das medidas poderá resultar na aplicação das sanções previstas na legislação em vigor.

O MIOP exortou igualmente todos os utentes da via pública a colaborarem na promoção da segurança rodoviária e na prevenção dos acidentes, sublinhando que a preservação de vidas humanas depende do compromisso coletivo com uma circulação mais segura.

“A segurança rodoviária é uma responsabilidade de todos”, destaca o ministério na sua mensagem de sensibilização à população.

MIOP

🚨 ÚLTIMA HORA!: 🎉 A Guiné-Bissau acaba de ultrapassar a marca dos 2 milhões de pessoas recenseadas no âmbito do RGPH4!

Por Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau 

Este é um marco histórico que reflete o compromisso dos cidadãos com a construção de um país mais bem preparado para planear o seu futuro.

Mas o trabalho ainda não terminou.

📅 O Recenseamento Geral da População e Habitação termina já no próximo 21 de junho e é fundamental garantir que todas as pessoas sejam contadas.

🏠 Se o agente recenseador ainda não visitou a tua habitação, ou se ainda não foste recenseado, mantém-te atento e colabora com a equipa de recenseamento.

📊 Os dados recolhidos serão essenciais para melhorar o planeamento de escolas, hospitais, habitação, estradas e outros serviços públicos em todo o país.

🙏 Obrigado a todos os cidadãos, agentes recenseadores, supervisores, controladores e parceiros que estão a tornar este momento possível.

Já somos mais de 2 milhões! Vamos garantir que ninguém fica por contar.

ONU: Conselho de Segurança insta talibãs a terminar repressão a mulheres... O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta noite por unanimidade uma resolução que apela aos talibãs no poder no Afeganistão para que terminem rapidamente a repressão contra as mulheres e combatam os grupos militantes no interior do pais.

© AHMAD SAHEL ARMAN/AFP via Getty Images    Por LUSA  16/06/2026 

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, cujo país promoveu a resolução, realçou que a esperança é que o Governo afegão "tome medidas mais proativas para proteger os direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres, e projete uma imagem de abertura, inclusão e responsabilidade".

A resolução prorroga a missão política da ONU no Afeganistão até 17 de junho de 2027 e autoriza-a a apoiar a entrega de ajuda humanitária "sem discriminação" e a promover a governação nacional e local "sem qualquer discriminação com base no sexo, religião ou etnia, com a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres, (...) das minorias, dos jovens e das pessoas com deficiência".

A adoção da resolução surge na sequência da detenção de pelo menos 30 mulheres na cidade ocidental de Herat este mês por alegadamente violarem o rigoroso código de vestuário dos talibãs.

Um raro protesto desencadeado após as detenções foi violentamente dispersado pela polícia talibã, que matou a tiro uma pessoa e feriu várias outras, de acordo com a missão da ONU conhecida como UNAMA.

Os talibãs governam o Afeganistão desde 2021, na sequência da retirada caótica das forças lideradas pelos EUA, e impuseram uma interpretação rigorosa da lei islâmica, ou Sharia, incluindo restrições severas às mulheres e raparigas, tais como a proibição de educação para além do ensino básico e de muitos empregos. As minorias também foram afetadas.

A resolução autoriza a missão da ONU a facilitar as negociações entre o Talibã e os países da região, bem como a comunidade internacional em geral.

"Para que esse processo político seja bem-sucedido, os talibãs devem agir", frisou a vice-embaixadora dos EUA, Jennifer Locetta.

"Os talibãs devem cumprir os seus compromissos em matéria de combate ao terrorismo, respeitar as obrigações internacionais do Afeganistão, pôr fim à diplomacia de reféns e cessar os seus abusos inaceitáveis dos direitos humanos das mulheres e das raparigas", acrescentou.

O Paquistão acusa o Afeganistão de dar abrigo a militantes que realizam ataques mortíferos no território paquistanês, o que o Talibã nega.

Centenas de pessoas foram mortas em combates entre os dois países desde fevereiro, quando o Afeganistão atacou o Paquistão em retaliação aos ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão.

O embaixador do Paquistão na ONU, Asim Ahmad, apontou que "a resolução expressa a séria preocupação do Conselho [de Segurança] com a presença de grupos terroristas no Afeganistão, que continuam a constituir uma ameaça à paz e à segurança internacionais".

A nova resolução autoriza também a UNAMA a promover o desenvolvimento económico do Afeganistão, nomeadamente facilitando a atividade comercial e financeira e apoiando os esforços para devolver os ativos pertencentes ao Banco Central "em benefício do povo afegão".


DNRPT26: Audiências estão insatisfeitas com cobertura das grandes notícias globais... As audiências estão muito insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais, como inflação ou alterações climáticas, destaca hoje o 15.º relatório do Digital News Report 2026 (DNR2026) do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ).

© shutterstock      Por LUSA   16/06/2026 

O estudo sublinha que as audiências estão "amplamente insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais", já que "a maioria das pessoas" da amostra global de 48 mercados "acha que os media não estão a fazer um bom trabalho na cobertura de grandes notícias internacionais, como a inflação, a migração, o segundo mandato de Donald Trump, alterações climáticas e conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente".

Segundo o relatório, os consumidores de notícias estão especialmente insatisfeitos "com a cobertura da imigração, com um número significativamente maior de pessoas (diferença de 11 pontos percentuais) a considerar que os meios de comunicação social estão a fazer um mau trabalho em vez de um bom trabalho ao cobrir o assunto".

Em países com ambientes mediáticos mais polarizados, "como o Reino Unido e os EUA, a orientação política revela grandes diferenças de satisfação".

De acordo com o estudo, "as pessoas que se deparam com notícias importantes através das plataformas de redes sociais e vídeo tendem a ser mais negativas sobre a forma como os meios de comunicação as estão a cobrir".

Outro dos destaques do DNR é que "a maioria das pessoas ainda prefere notícias imparciais".

As audiências, acrescenta, ainda apoiam a ideia "de obter notícias de fontes que não têm um ponto de vista específico".

Segundo o DNR, "a preferência por este tipo de notícias imparciais desceu três pontos percentuais desde 2020, mas os que dizem preferi-la ainda superam em mais de dois para um os que preferem notícias que partilhem o seu ponto de vista".

Também "não se verificou uma grande mudança no sentido da preferência por notícias que partilham o ponto de vista das pessoas: o apoio a estas desceu, de facto, quatro pontos desde 2020, atingindo os 20%".

Quase metade (45%) dos inquiridos prefere notícias "que não tomam partido, e uma parcela semelhante (46%) também acredita que consumir notícias que não tomam partido é melhor para os outros na sociedade".

Relativamente, aos criadores ou 'influencers' [influenciadores], estes estão a remodelar a descoberta de notícias, mas não a substituir o jornalismo tradicional.

Mais de metade (51%) dos inquiridos a nível global "afirmam consumir notícias 'online' de fontes diferentes das redes sociais e redes de vídeo todas as semanas.

Entre as pessoas que utilizam criadores focados em notícias, este alcance fora das redes sociais sobe para 60%, em nítido contraste com a ideia de que os criadores estão a retirar tráfego das fontes tradicionais.

O inquérito foi realizado nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Áustria, Hungria, Sérvia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Croácia, Roménia, Bulgária, Grécia, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Taiwan, Tailândia, Singapura, Austrália, Canadá, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, México, Marrocos, Nigéria, Quénia e África do Sul.

A amostra total é 97.520 adultos, com cerca de 2.000 por mercado e o trabalho de campo foi realizado no final de janeiro/início de fevereiro de 2026.


Leia Também: Confiança nas notícias a nível global atinge nível mais baixo em 10 anos

A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segundo a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgado, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.

Portugal/Exames Nacionais: Mais de 81 mil alunos fazem hoje prova de Português... Os exames nacionais do ensino secundário arrancam hoje com quase metade dos 166 mil alunos inscritos a realizar a prova de Português, que continua a ser feita em papel, mas será corrigida, pela primeira vez, em formato digital.

© Lusa     16/06/2026 

Às 09h30, mais de 81 mil estudantes deverão começar a fazer o exame nacional do 12.º ano de Português, o mais concorrido por ser o único obrigatório para concluir o ensino secundário. 

Começa assim a 1.ª fase dos exames nacionais, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior, sendo esperados mais de 73 mil rapazes e quase 93 mil raparigas ao longo dos próximos dez dias de provas.

Dos 166.339 inscritos, 93.596 (56%) disseram que o seu objetivo era candidatar-se ao ensino superior, segundo os dados do Ministério da Educação.

Mas hoje também é dia de exame nacional para os alunos do 11.º ano, já que às 14h00 começa a prova de Economia A, para a qual estão inscritos pouco mais de 17 mil estudantes.

Este ano, uma das grandes novidades será a forma de avaliar as provas. Ao contrário do que se chegou a prever com a transição digital total, os exames continuam a realizar-se em papel, mas as provas serão corrigidas em formato digital.

Os alunos vão continuar a escrever as respostas à mão, mas em vez das tradicionais folhas de exame as respostas serão dadas em folhas específicas que serão digitalizadas para que os professores corretores possam corrigir e avaliar na plataforma digital.

Fora deste novo modelo ficam apenas os exames de Geometria Descritiva A e de Desenho A, que não sofrem quaisquer alterações. 

A 1.ª fase dos exames nacionais decorre entre 16 e 26 de junho, começando depois a 2.ª fase, entre 16 e 22 de julho.

As notas da 1.ª fase serão conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos.

Os resultados das candidaturas serão divulgados a 23 de agosto.

As instituições de ensino superior públicas disponibilizaram, para o próximo ano letivo, 78.283 vagas, mais 1.465 do que no corrente.

Para o Regime Geral de Acesso estão reservadas 56.790 vagas, a que se somam 21.493 através disponibilizados para os Regimes e Concursos Especiais.


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Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.

Londres fornecerá urânio enriquecido a Kyiv e endurecer sanções à Rússia... O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kyiv para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou hoje o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.

Por LUSA 

Keir Starmer, que condenou os "ataques bárbaros" da Rússia na Ucrânia, destacou que Londres pretende "dar um passo em frente" ao "sufocar os recursos que alimentam a guerra de Putin e fornecer energia à Ucrânia para os invernos que se avizinham".

Cerca de 210 milhões de libras (cerca de 243 milhões de euros) de financiamento à exportação permitirão à empresa britânica Urenco fornecer urânio enriquecido à produtora de eletricidade nuclear ucraniana Energoatom, precisou Downing Street (gabinete do primeiro-ministro) em comunicado.

"Estaremos ao lado da Ucrânia enquanto for necessário e este anúncio reforça isso", sublinhou o primeiro-ministro britânico.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é esperado na terça-feira de manhã na cimeira do G7, na cidade francesa de Evian, para participar numa reunião de trabalho dedicada à paz e à segurança para a Ucrânia e a Europa.

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, espera convencer o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a exercer mais pressão sobre a Rússia durante a cimeira do G7.

"O que eu quero, no fundo, é que os americanos digam 'estamos convosco, vamos continuar a ajudar a Ucrânia, vamos exercer mais pressão sobre a Rússia'", sublinhou, numa entrevista à emissora TF1.

Já a União Europeia incluiu 34 indivíduos e 47 entidades na sua lista de medidas restritivas, no mais recente pacote de sanções dirigido contra empresas vinculadas ao complexo militar russo, a frota fantasma utilizada para contornar as sanções ocidentais e responsáveis pela perseguição, pelo envenenamento e pela morte do opositor Alexei Navalny.

Vídeos mostram destruição deixada após queda de bombardeiro nos EUA... Um bombardeiro B-52 norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. Nas redes sociais circulam vídeos do incidente.

Por noticiasaominuto.com 

Um bombardeiro de longo alcance norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. 

O aparelho aéreo militar, designado como B-52 Stratofortress, normalmente comandado por uma equipa de cinco pessoas, caiu por volta das 11h20 locais (19h24, em Portugal).

Nas redes sociais circulam imagens onde é possível ver uma coluna de fumo negro após a aeronave ter caído. A Reuters noticia inclusive, que as imagens aéreas que puderam consultar não mostram destroços visíveis.

Veja o vídeo.

Até ao momento não há indicações de feridos ou mortos. 

De recordar que a Base Aérea de Edwards, no deserto de Mojave, indicou através das redes sociais que as equipas de emergência já estão no local, mas ainda não adiantou informações sobre a tripulação.

"O espaço aéreo foi fechado e todos os voos a chegar estão a ser desviados", adiantou a base aérea, explicando que todos os esforços estão a ser dedicados às operações de emergência.

O bombardeiro B-52 Stratofortress, note-se, é descrito como um aparelho aéreo militar estratégico. É normalmente tripulado por uma equipa de cinco pessoas: piloto, copiloto, oficial de sistemas de armamento, navegador e oficial de guerra eletrónica.


A Força Aérea dos Estados Unidos adiantou que seguiam oito pessoas a bordo do bombardeiro B-52 que se despenhou na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, acrescentando que não há sobreviventes. A investigação para apurar as causas do acidente prosseguem.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Umaro Baldé terá apresentado carta de demissão da Câmara Municipal de Bissau

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, terá apresentado a sua carta de demissão junto do Ministro da Administração Territorial e Poder Local, segundo informação avançada pela TV Mais.

A carta já terá sido entregue às autoridades competentes, aguardando-se agora a posição do Governo sobre a aceitação ou não do pedido de demissão.

Até ao momento, não há confirmação oficial por parte do Governo.

Por Radio TV Bantaba

PRIMEIRO-MINISTRO RECEBE FEIRANTES DO MERCADO DE BANDIM E APELA AO DIÁLOGO

Por  Radio TV Bantaba 

Largas dezenas de feirantes do Mercado de Bandim dirigiram-se hoje à Primatura em protesto contra novas orientações da Câmara Municipal de Bissau, que os impediram de montar os seus postos de venda nos passeios contíguos ao mercado.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, acedeu receber os representantes dos feirantes, escutando serenamente as razões da sua discordância. Durante o encontro, os porta-vozes dos vendedores expuseram as suas preocupações, sobretudo quanto ao impacto económico imediato da medida sobre as suas famílias.

Após ouvir os feirantes, o Chefe do Governo apelou à calma e defendeu que a solução deve passar por um diálogo são, construtivo e responsável entre a Câmara Municipal de Bissau e os vendedores, de modo a permitir uma melhor reorganização dos espaços comerciais e uma acomodação mais adequada dos postos de venda.

Na sequência do encontro, o Primeiro-Ministro deslocou-se ao Mercado de Bandim, onde inspeccionou pessoalmente a situação que esteve na origem dos protestos.

Ilídio Vieira Té garantiu aos feirantes que deverão aguardar pelas novas disposições a serem tomadas pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, sublinhando, no entanto, a necessidade urgente de manter os passeios livres, por razões de mobilidade, segurança pública, higiene urbana e melhor organização da cidade.

O Primeiro-Ministro reiterou que a reorganização dos mercados deve ser feita com sensibilidade social, mas também com sentido de responsabilidade, tendo em vista conciliar o direito ao trabalho dos feirantes com o interesse público e a necessidade de ordenar os espaços urbanos da capital.


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Os vendedores instalados nos passeios junto ao Mercado de Bandim recorreram esta segunda-feira ao Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, para solicitar a sua intervenção face à decisão da Câmara Municipal de Bissau de os retirar do local. 

Os retalhistas consideram a medida uma ameaça à sua sobrevivência económica e, defendem que a remoção vai comprometer o sustento das famílias que dependem diariamente da atividade comercial naquela zona do mercado.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, visitou o Mercado de Bandim, em Bissau, para dialogar com retalhistas e feirantes após a Câmara Municipal de Bissau ter impedido a venda de produtos nos passeios

domingo, 14 de junho de 2026

Trump confirma acordo e anuncia reabertura do Estreito de Ormuz... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente foi "finalizado" com o Irão e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   14/06/2026  

Donald Trump anunciou também o levantamento "imediato" do bloqueio naval norte-americano.

"O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social Truth, poucos minutos após o anúncio do mediador paquistanês esta noite, madrugada de segunda-feira hora do Paquistão.

"Autorizo totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump.

O anúncio de hoje, no dia em que Donald Trump faz 80 anos, acontece após mais de três meses de conflito.

O acordo procura pôr fim à guerra que começou a 28 de fevereiro, após a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que resultou na morte do Líder Supremo da República Islâmica, o ayatollah Ali Khamenei, que estava no poder desde 1989.

Teerão, que nomeou o filho do ayatollah, Mukhta Khamenei, como o seu novo líder, respondeu com ataques contra Israel e países da região que albergam bases americanas, além de bloquear o estreito de Ormuz.

O bloqueio causou graves transtornos económicos, dado que aproximadamente 20% do petróleo mundial passa pelo local.

Os Estados Unidos e o Irão, que acordaram um cessar-fogo em abril último, estavam a negociar um acordo nos últimos meses para pôr fim às hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz.


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O primeiro-ministro paquistanês anunciou hoje que foi concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão.


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O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, declarou esta noite que o acordo com os Estados Unidos trouxe "um fim imediato à guerra".

Cuba com cortes prolongados de eletricidade que afetam hoje 62% do país... Cuba volta a enfrentar hoje cortes prolongados de eletricidade, com cerca de 62% do país afetado durante o período de maior consumo, devido à crise energética que atravessa o sistema elétrico nacional.

© Magdalena Chodownik/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA    14/06/2026 

Segundo a União Eléctrica de Cuba (UNE), citada pela agência EFE, a capacidade de geração prevista para o horário de ponta será de 1.215 megawatts (MW), face a uma procura estimada de 3.100 MW, o que resulta num défice de 1.885 MW.

A mesma fonte estima que a afetação real poderá atingir os 1.915 MW, refletindo o nível de cortes necessários para evitar falhas descontroladas no sistema elétrico.

O país enfrenta uma crise energética agravada desde meados de 2024, com o Governo a classificar a situação como "crítica" e a reconhecer apagões que, em algumas zonas, ultrapassam as 22 horas diárias.

De acordo com a UNE, oito das 16 unidades termoelétricas do país encontram-se fora de serviço devido a avarias ou manutenção, numa rede marcada pela obsolescência das infraestruturas.

Além disso, dezenas de centrais de geração distribuída permanecem paradas por falta de combustível, uma situação que afeta de forma significativa a produção elétrica nacional.

As autoridades cubanas apontam também a escassez de combustíveis e as dificuldades de importação como fatores que agravam a crise, numa conjuntura de forte pressão económica sobre a ilha.

Estudos independentes estimam que seriam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares para recuperar o sistema elétrico cubano.

A crise energética tem impacto direto na economia cubana, com previsões de contração do Produto Interno Bruto (PIB), e efeitos crescentes no descontentamento social, traduzido em protestos localizados nas últimas semanas.

Israel prepara-se para possível ataque iraniano "nas próximas horas"... O Exército de Israel está a preparar-se para um possível ataque ao seu território "nas próximas horas", num contexto de crescente tensão com o Irão, foi hoje anunciado.

© Lusa     14/06/2026 

As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram, em comunicado, que permanecem em "alerta máximo" e preparadas para diversos cenários defensivos e ofensivos, acrescentando que o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, está a realizar uma "avaliação contínua" da situação.

"Neste momento, não há alterações nas diretrizes defensivas do Comando da Frente Interna. Caso se verifique alguma mudança, a população será informada em conformidade. As FDI não tolerarão qualquer ataque dirigido contra o território do Estado de Israel", acrescentaram.

Hoje à tarde, o Exército israelita bombardeou a zona de Dahye, subúrbios a sul de Beirute, após três drones lançados a partir do Líbano pelo movimento xiita Hezbollah terem atingido comunidades no norte de Israel, junto à fronteira.

O ataque a Beirute ocorreu num contexto de negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um acordo de paz cuja assinatura tinha sido apontada como iminente, sem confirmação de que a eventual suspensão dos ataques israelitas no Líbano esteja incluída no entendimento.

A mais recente ofensiva israelita contra Dahye ocorreu há cerca de uma semana e desencadeou uma resposta iraniana com o lançamento de três vagas de mísseis contra território israelita, às quais Israel respondeu com ataques ao território iraniano.

Teerão tinha advertido que, caso continuassem os ataques israelitas contra o Líbano, avançaria com represálias, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril incluía também o país árabe.

Esse ciclo de ataques cessou na segunda-feira, 08 de junho, após mediação do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Guerra entre Israel e o Hamas já matou 73 mil palestinianos... O número de mortos palestinianos na guerra entre Israel e o Hamas ultrapassou os 73 mil, informou hoje o Ministério da Saúde de Gaza, apesar de um frágil cessar-fogo que tem sido descrito como estagnado.

© Ahmed Al Arini / Middle East Images / AFP via Getty Images    Por LUSA   14/06/2026 

Israel continuou a atacar dentro do território, depois do acordo assinado em outubro, alegando que realiza ataques contra o Hamas e outros militantes que representam uma ameaça e em resposta a violações do cessar-fogo, incluindo ataques ocasionais. Cinco soldados israelitas foram mortos desde a trégua.

A confirmação do mais recente número de mortos palestinianos veio de Zaher al-Waheidi, chefe do departamento de registos do ministério, e de Hamza Salem, do departamento de relações públicas da tutela.

O número de mortos desde o início da guerra é agora de 73.001. Hoje, o ministério informou que houve cinco mortes: duas na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, e uma no centro, além de duas pessoas terem morrido na sequência de ferimentos anteriores.

Mais de 173.200 pessoas ficaram feridas desde o início da guerra, que foi desencadeada pelo ataque liderado pelo grupo armado Hamas, a 07 de outubro de 2023, contra Israel. Este ataque matou cerca de 1.200 pessoas e fez 251 reféns.

O Ministério da Saúde, parte do Governo liderado pelo Hamas, é composto por profissionais médicos e mantém registos detalhados considerados geralmente fiáveis ??pelas agências das Nações Unidas e por especialistas independentes. Não faz distinção entre civis e militantes, mas afirma que as mulheres e as crianças representam cerca de metade de todas as mortes.

Israel afirma que tenta evitar ferir civis e culpa o Hamas pelas suas mortes, porque os militantes operam em zonas densamente povoadas.

O acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, alcançado em outubro, encerrou as operações militares em grande escala e levou ao regresso de todos os restantes reféns.

Mas outros elementos do acordo estão paralisados, uma vez que o Hamas se recusa a desarmar e as tropas israelitas avançaram em Gaza, em vez de se retirarem. Ambos os lados acusam o outro de violar o acordo, mas afirmam que este ainda está em vigor.

O progresso em todas as outras questões --- incluindo a reconstrução, a retirada das tropas israelitas e o estabelecimento de um novo Governo palestiniano --- está a ser prejudicado pelo impasse sobre o desarmamento do Hamas, afirmou Nickolay Mladenov, o principal diplomata responsável pelo cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em Gaza.

A guerra desalojou a maior parte da população palestiniana, de mais de dois milhões de pessoas, deixou grande parte do território em ruínas e criou uma escassez generalizada de alimentos, medicamentos e outros mantimentos básicos, uma vez que as passagens fronteiriças com Gaza - todas, exceto uma, controladas por Israel - foram encerradas.