quinta-feira, 16 de julho de 2026

Guiné-Bissau: Hospital Nacional Simão Mendes: SINDICATO DENUNCIA QUE O GOVERNO PAGA MENSALMENTE CERCA DE 70 MILHÕES DE FRANCOS CFA PARA EMPRESAS PRIVADAS, ENQUANTO MANTÉM TRABALHADORES COM SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Rádio Sol Mansi   16.07.2026 

O Sindicato de Base dos Funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes anunciou o início de uma greve de cinco dias, a partir de quarta-feira, 22 de julho, no maior centro hospitalar do país. A organização sindical acusa o Governo de manter silêncio perante as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Bissau, durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar as más condições de trabalho e a situação dos funcionários afetos à unidade hospitalar. O presidente do sindicato de base, Iburaime Sambú, afirmou que o estado em que se encontra o Hospital Nacional Simão Mendes não merece a devida atenção do Executivo de transição.

Após a conferência de imprensa, que durou cerca de uma hora, a Rádio Sol Mansi contactou o Ministério da Saúde Pública para obter uma reação do Governo. Fonte do ministério reconheceu que estão em curso diligências para responder às preocupações dos trabalhadores e assegurou que a situação será ultrapassada.

Segundo a mesma fonte, está agendada uma reunião entre o ministro da Saúde Pública e a sua equipa técnica para debater, entre outros assuntos, o diferendo entre o Governo e os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato constam a melhoria das condições de trabalho e o pagamento de mais de 30 meses de salários em atraso aos funcionários contratados para o serviço de infecciologia.

Apesar de reiterar a abertura do sindicato para o diálogo e a negociação, Iburaime Sambú denunciou que o Governo disponibiliza mensalmente cerca de 70 milhões de francos CFA para empresas privadas responsáveis pelos serviços de cozinha, limpeza e jardinagem no hospital, enquanto mantém trabalhadores com salários em atraso.

Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes reafirmaram que a paralisação dos serviços terá início na próxima semana, caso as suas reivindicações não sejam atendidas. 

Além da regularização dos salários em atraso dos contratados para a higienização do serviço de infecciologia, exigem melhores condições laborais e o apetrechamento dos serviços com equipamentos e materiais adequados para o exercício das suas funções.

Boris Nadejdine: "Putin conduz a Rússia para uma catástrofe"... O opositor russo Boris Nadejdine, alvo de um processo judicial que compromete a sua candidatura às eleições legislativas e poderá conduzi-lo à prisão, afirmou hoje que o Presidente Vladimir Putin está a conduzir a Rússia para uma possível "catástrofe".

© Alexander NEMENOV / AFP via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

"Temos de dizer a verdade às pessoas. Temos de dizer que a política com que Putin governa o país conduz ao caos e talvez, Deus nos livre, a uma catástrofe", afirmou Nadejdine, numa entrevista hoje divulgada e dada na quarta-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) em Dolgoprudny, nos arredores de Moscovo, onde reside.

O político, de 63 anos, pretende candidatar-se à Duma, a câmara baixa do parlamento russo, nas eleições legislativas de setembro, mas terá de comparecer na sexta-feira num tribunal de Dolgoprudny, acusado de "exibição de símbolos extremistas".

Por esta alegada infração administrativa arrisca uma pena máxima de 15 dias de detenção, embora não esteja excluída a possibilidade de as autoridades russas avançarem posteriormente com acusações de maior gravidade.

Nadejdine afirmou à AFP que ponderou nos últimos dias abandonar a Rússia caso se confirme a ameaça de prisão, embora tenha garantido que não pretende deixar o país e que se sente "ligado à pátria".

Contudo, essa possibilidade poderá já não existir. O opositor anunciou hoje, através da aplicação Telegram, que durante a noite foi notificado pelas autoridades de uma "proibição de sair do país", medida que está a analisar com os seus advogados.

Nadejdine é uma das poucas figuras na Rússia que continuam a criticar publicamente Putin e a ofensiva militar na Ucrânia sem estarem presas ou no exílio.

No final de 2023, o antigo deputado da Duma (2000-2003) foi o único opositor à guerra a apresentar uma candidatura contra Putin nas eleições presidenciais de março de 2024, mas as autoridades eleitorais recusaram validá-la, alegando irregularidades na recolha de assinaturas.

"É preciso fazer tudo o que estiver ao vosso alcance. Se forem políticos, devem dizer a verdade e tentar ser eleitos para que as pessoas vos apoiem. Se forem cidadãos comuns, podem ir votar e não votar na Rússia Unida", o partido pró-Kremlin, declarou.

Nadejdine afirmou agir "sempre exclusivamente dentro da legalidade" e defendeu que os esforços da oposição visam "uma mudança de poder na Rússia por meios pacíficos".

Na semana passada, foi incluído na lista de "agentes estrangeiros", estatuto imposto pelas autoridades russas que implica fortes restrições e cujo incumprimento pode ser punido com multas ou penas de prisão.

Devido a essa classificação e ao processo judicial em curso, a candidatura às legislativas, para a qual estava a recolher assinaturas, ficou seriamente comprometida.

Nadejdine disse que a abertura do processo tem a ver com o aumento da sua popularidade após o lançamento da campanha eleitoral, por representar, para o Kremlin (presidência russa), "a perspetiva indesejável" do aparecimento de um deputado da oposição na Duma.

"Hoje, absolutamente todos os deputados apoiam Putin e a guerra", afirmou.

Após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo intensificou a repressão interna, prendendo centenas de críticos da guerra. A quase totalidade das principais figuras da oposição encontra-se atualmente presa, morreu ou vive no exílio.

Nadejdine classificou como "ridículas" e "absurdas" as acusações de "exibição de símbolos extremistas" que lhe são imputadas.

Segundo explicou, as acusações baseiam-se apenas no facto de, em 2023, ter divulgado no seu canal na rede social Telegram o anúncio de um programa de outra opositora no qual, "ao minuto 48, surge fugazmente uma fotografia de Navalny".

O opositor Alexei Navalny, declarado "extremista" pelas autoridades russas, morreu na prisão em 2024. Os seus colaboradores sustentam que foi envenenado por ordem de Putin. Desde então, as autoridades têm acusado regularmente cidadãos de promover o "extremismo" por partilharem declarações ou até fotografias de Navalny.

"É como se eu fosse convidado para casa de uma jovem que tivesse um retrato de Navalny na parede e depois me dissessem: como visitou uma casa onde havia um retrato de Navalny, é extremista. Os nossos tribunais consideram que as fotografias de Navalny são símbolos de uma organização extremista. É um delírio", ironizou.


JAPÃO: Adeus gravata! Onda de calor leva japoneses a repensar visual de trabalho... Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e as opiniões dividem-se.

© Philip FONG / AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  16/07/2026 

Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país e que inclui dizer adeus às gravatas e olá aos calções. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e o novo estilo de vestir tem dividido as opiniões.

O Japão está a preparar-se para mais um verão escaldante e o governo de Tóquio está a incentivar os funcionários a deixarem de lado os fatos e gravatas a favor dos calções, t-shirts e ténis. A ideia surge numa iniciativa chamada "Tokyo Cool Biz" lançada pela governadora da cidade, uma versão atualizada da antiga "Cool Biz", implementada pelo ministério do Meio Ambiente em 2005.

O objetivo é reduzir o consumo de eletricidade e as emissões de dióxido de carbono, mantendo os ares-condicionados a temperaturas mais altas, enquanto os funcionários se vestem de forma mais confortável.

Ainda hoje em dia, o ambiente corporativo japonês é marcado por fatos escuros e camisas brancas, mesmo durante os meses mais quentes.

"No início, foi um pouco estranho", explicou Suda, um funcionário público de 34 anos, à Reuters. Envergava uma camisa polo azul-clara e calções azul-marinho pelos joelhos, no escritório, no centro de Tóquio, enquanto descrevia que a sensação de constrangimento foi desaparecendo gradualmente à medida que mais dos seus colegas começaram a adotar o estilo casual.

Outro funcionário governamental, Noboru Watanabe, de 50 anos, admitiu: "Sinceramente, já me habituei e é difícil voltar para trás". O homem, que lidera uma equipa de Tóquio para as medidas de combate às mudanças climáticas, considera ainda que apesar disso "as ocasiões formais ainda exigem trajes formais" e que tendo isso em conta ajusta a roupa tendo em conta "a tarefa e a situação".

Embora algumas empresas que atendem diretamente o público ainda esperem um visual formal, há um número crescente de empregadores a permitir aos funcionários uma maior liberdade na forma de vestir, principalmente quando não estão em reunião com clientes.

A campanha tem, no entanto, dividido opiniões, conta a AFP. Sachie Koike, uma agente imobiliária de 52 anos, confessou à agência que não se importava que os homens dispensassem a gravata ou o fato, mas que usar calções já era demais. "Associo calções a um dia de folga", explicou, acrescentando: "Acho que pernas peludas não ficam muito bem num ambiente de trabalho".

Na quarta-feira, a Agência Meteorológica do Japão e o Ministério do Meio Ambiente emitiram em conjunto alertas de insolação para a capital, os primeiros deste verão, recomendando a que as pessoas limitem as atividades ao ar livre e usem ar condicionado.

Pode ver algumas imagens do novo visual.⤵

Washington aprovou venda de armas à Arábia Saudita... O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.

© Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

A guerra foi desencadeada pela ofensiva lançada em fevereiro pelas forças norte-americanas e de Israel contra o Irão.

Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a aprovação da venda de material militar à Arábia Saudita envolvendo "sistemas de armas avançadas guiadas com precisão".

Washington especificou que vai comprar compra de até 10 mil secções ar-ar e outras 10 mil secções ar-solo para os sistemas de armas avançadas guiadas com precisão (APKWS-II).

O pacote inclui lançadores, ogivas, motores de foguete, equipamento de suporte, dispositivos de lançamento, peças sobressalentes, documentação técnica e formação especializada.

No documento, salienta-se que o negócio vai melhorar a segurança de "um importante aliado não pertencente à Aliança Atlântica".

O Departamento de Estado disse ainda que a venda vai melhorar a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a defesa e melhorando a operacionalidade conjunta com as forças dos Estados Unidos, da região e da NATO.

O contrato principal vai ficar a cargo da empresa BAE Systems, com sede em New Hampshire, Estados Unidos.

O anúncio da diplomacia norte-americana ocorreu depois de um porta-voz do Departamento de Estado ter manifestado o "apoio firme" de Washington a Riade face à "agressão iraniana".


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Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje o ataque a um aeroporto no sul da Arábia Saudita em retaliação por uma ofensiva que atribuem a Riade contra o aeroporto de Sana, que controlam.

Agência de Energia Atómica condena ataque a central de Zaporijia... O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) condenou um ataque à central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, que resultou na morte do engenheiro-chefe das instalações, e pelo qual as forças russas e ucranianas se culpam mutuamente.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images   Por LUSA   16/07/2026 

Rafael Grossi "condena o incidente relatado, que descreve como um ataque inaceitável contra a central e a sua administração, ameaçando seriamente a segurança nuclear", escreveu a agência de vigilância nuclear na noite de quarta-feira, poucas horas depois do ataque.

"A AIEA apela à cessação imediata de todos os ataques que visem ou ocorram perto de instalações nucleares e dos seus funcionários", acrescentou Grossi.

A central nuclear de Zaporijia encontra-se sob o controlo das forças russas e, nos últimos dias, a região circundante foi palco de uma escalada de ataques mútuos, um dos quais -- ocorrido na quarta-feira - resultou na morte do engenheiro-chefe da instalação e do seu motorista.

Capturada pelo exército russo em março de 2022, no início da ofensiva de grande escala contra a Ucrânia, a maior central nuclear da Europa tem sido desde então uma fonte recorrente de preocupação em relação à sua segurança.

Ambos os lados acusam-se regularmente de realizar ataques ao complexo, localizado em Energodar, nas margens do rio Dnieper, que marca a linha da frente nesta região.

As equipas da AIEA mantêm uma presença permanente em Zaporijia desde setembro de 2022 e todos os seis reatores estão desativados desde então.

A agência da ONU insta continuamente Moscovo e Kiev a exercerem moderação, temendo que uma ação militar possa desencadear um grande acidente nuclear.

Irão ameaça destruir infraestruturas regionais se os EUA atacarem a sua... O Estado-Maior iraniano avisou hoje que destruirá infraestruturas nos países do Médio Oriente se as suas forem atacadas, após ameaças de Donald Trump de atingir pontes e centrais elétricas na próxima semana, caso Teerão não concorde com negociações.

© AFP via Getty Images      Por LUSA   16/07/2026 

"Toda a infraestrutura da região será esmagada pelo aço das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irão, a tal ponto que não restará qualquer vestígio, como se nunca tivesse existido", afirmou o Comando Conjunto iraniano num comunicado em resposta às ameaças feitas pelo Presidente dos EUA.

O coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, advertiu que a resposta iraniana será "mais intensa, mais abrangente e mais devastadora do que nunca".

"O que as Forças Armadas iranianas vão fazer não será um golpe equivalente, mas sim um golpe superior", declarou o oficial militar.

As novas ameaças iranianas surgem depois de Trump ter voltado a ameaçar, na quarta-feira, atacar centrais elétricas e pontes iranianas caso a República Islâmica não retome as negociações com os Estados Unidos.

"Na próxima semana, todas as centrais elétricas e pontes serão destruídas", disse Trump em entrevista à cadeia norte-americana Fox News.

O Irão acusou os Estados Unidos, na terça-feira, de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra, após novas vagas de ataques norte-americanos em território iraniano desde o passado fim de semana, depois de Trump ter declarado o fim do cessar-fogo com Teerão.

Os Estados Unidos também reimplantaram um bloqueio naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz na terça-feira, depois de a Guarda Revolucionária ter declarado o encerramento da via navegável no domingo em resposta aos ataques americanos contra o Irão.

Teerão também lançou ataques com mísseis e drones contra alvos norte-americanos em países da região, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.


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Três pessoas morreram na Rússia na sequência de ataques ucranianos durante a última noite e os mísseis russos que atingiram a capital ucraniana fizeram dois mortos.

Kuwait diz ter intercetado mais de 20 drones iranianos no seu espaço aéreo... O Governo do Kuwait informou hoje que as suas forças armadas intercetaram mais de 20 drones iranianos e ainda vários mísseis de cruzeiro, em plena escalada militar entre o Irão e os Estados Unidos.

© Stringer/Anadolu via Getty Images      Por  LUSA   

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o porta-voz do Ministério da Defesa, o coronel Saud Abdulaziz al-Atuan, anunciou a entrada de "quatro mísseis de cruzeiro e 21 drones inimigos" no espaço aéreo do Kuwait, esclarecendo que todos foram "intercetados e neutralizados"

Apesar de não se registarem vítimas até agora, o responsável confirmou "danos materiais" em instalações "vitais" do país na sequência do ataque, que descreveu como uma "flagrante agressão iraniana".

Abdulaziz Al-Atuan referiu ainda que as forças armadas vão permanecer em "alerta constante para reforçar a segurança nacional e proteger o bem-estar dos cidadãos e residentes".

O conflito entre Irão e Estados Unidos foi retomado no passado fim de semana, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão, que vigorava desde 17 de junho.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecerem o bloqueio naval em Ormuz, na terça-feira, e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.


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Uma aeronave militar norte-americana disparou hoje contra um petroleiro sem carga que tentava furar o bloqueio aos portos iranianos, anunciaram as forças norte-americanas.

FRANÇA: Musk manifesta apoio a Le Pen: "Última esperança de França"... Elon Musk manifestou apoio a Marine Le Pen após a líder da extrema-direita francesa formalizar a candidatura às presidenciais de 2027. O multimilionário norte-americano afirmou, na rede social X, que Le Pen é "a última esperança de França".

© Getty Images   Por  noticiasaominuto.com   com Lusa 

Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X e antigo responsável Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos (DOGE, na sigla em inglês), manifestou o seu apoio a Marine Le Pen, após a líder da extrema-direita francesa ter formalizado a sua candidatura às eleições presidenciais de abril de 2027.

"Ela é a última esperança de França", sublinhou o multimilionário na rede social X, reagindo aos resultados de uma sondagem que apontava Le Pen como a grande favorita à vitória.

A sondagem em causa, divulgada na semana passada, davam a líder da União Nacional como a favorita para vencer as eleições presidenciais, se estas se realizassem no domingo passado.

No passado dia 7 de julho, Le Pen anunciou que será candidata às eleições presidenciais de 2027, horas depois de ter sido condenada a uma pena de um ano de prisão efetiva, sob vigilância eletrónica.

Marine Le Pen foi condenada a um ano de prisão, com a possibilidade de uso de pulseira eletrónica, por desvio de fundos públicos europeus, mas a instância também decidiu reduzir o seu período de inelegibilidade.

Numa entrevista ao canal TF1, na qual compareceu com o presidente da União Nacional, Jordan Bardella, Marine Le Pen declarou-se inocente e anunciou que irá interpor um recurso junto do Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa, o que "suspende os efeitos do acórdão" do Tribunal de Recurso de Paris.

"Farei, portanto, campanha sem pulseira eletrónica", acrescentou.

As sondagens indicam que, mesmo apesar da condenação que pesa sobre Le Pen por desvio de fundos, a líder de extrema-direita obteria entre 34% e 36% dos votos, de acordo com informações recolhidas pelo jornal Les Échos.

"A sua condenação não teve qualquer impacto negativo. Pelo contrário, o anúncio da sua candidatura teve um efeito positivo e isso foi o mais relevante", explicou Bruno Jeanbard, vice-presidente da OpinionWay, em declarações ao jornal Les Échos.

"Marine Le Pen encontra-se num nível comparável ao de Jordan Bardella nos seus melhores momentos", acrescentou, referindo-se ao presidente da União Nacional.

Os dados desta sondagem indicam que apenas alguns candidatos têm possibilidades reais de alcançar o segundo lugar na primeira volta das eleições: os antigos primeiros-ministros do governo do presidente Emmanuel Macron, Édouard Philippe e Gabriel Attal, e o líder do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon.

Philippe, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Câmara de Le Havre, obteria 22% dos votos se fosse o único candidato centrista na primeira volta, eliminando assim o outro ex-chefe de Governo, Gabriel Attal.

Se ambos se candidatassem, Édouard Philippe (18%) superaria largamente Gabriel Attal (7%).

No entanto, Attal obteria 16% dos votos se fosse o único candidato centrista e, de acordo com esta sondagem, poderia qualificar-se para a segunda volta, à frente de Jean-Luc Mélenchon.

Exclusivo: funcionários foram convidados a entregar os telemóveis na Casa Branca

Por  CNN 

Donald Trump quer identificar a pessoa responsável por divulgar informações sobre falhas de segurança de um avião que foi oferecido ao presidente dos EUA pelo Catar

A chefe de gabinete Susie Wiles, a assessora mais próxima do presidente Donald Trump, e o diretor do FBI, Kash Patel, ajudaram pessoalmente a orquestrar, na semana passada, uma investigação de grande envergadura na Casa Branca, com o objetivo de determinar quem do governo divulgou informações sobre as falhas de segurança de um avião oferecido pelo Catar, destinado a ser utilizado como Air Force One - tendo sido pedido a alguns funcionários que entregassem os seus telemóveis aos investigadores nas instalações da Casa Branca, segundo fontes familiarizadas com o assunto contaram à CNN.

Trump ficou furioso com as revelações sobre o novo avião, disseram as fontes, e o seu governo lançou rapidamente uma intensa investigação sobre o vazamento de informação que agitou o governo. À medida que a investigação avançava, pelo menos uma agência federal enviou um e-mail aos funcionários a alertá-los de que, caso fossem contactados por agências externas a solicitar informação e dispositivos, deveriam contactar imediatamente os advogados da sua própria agência, revelou uma fonte à CNN.

As fontes afirmaram que Patel - que se preparava para viajar para Chicago - foi desviado para a Casa Branca na sexta-feira para assumir um papel ativo na condução da investigação, que se tornou pública na madrugada do dia seguinte, quando o New York Times noticiou que o Departamento de Justiça tinha emitido intimações a quatro dos seus jornalistas que tinham noticiado as preocupações de segurança em torno do novo avião.

Patel permaneceu num gabinete ao lado do de Wiles durante cerca de sete horas, enquanto os dois criavam o que uma fonte designou como uma "sala de guerra" na Ala Oeste.

Para além de solicitarem telemóveis, os investigadores procuraram obter informações junto daqueles que viajavam com Trump ou que desempenhavam algum papel na viagem, incluindo funcionários de várias agências. Nem todos os funcionários a quem foi pedido que entregassem os seus dispositivos o fizeram, revelou uma das fontes à CNN.

Esta iniciativa reflete até que ponto a Casa Branca estava disposta a exercer controlo sobre uma investigação das autoridades policiais - uma violação significativa da independência histórica do Departamento de Justiça, embora se tenha tornado algo comum na administração de Trump. A CNN já tinha noticiado anteriormente que Trump também falou com Patel ao telefone sobre a investigação ao furo jornalístico.

A CNN contactou a Casa Branca e o FBI para obter comentários.

Jornalistas e defensores da liberdade de imprensa criticaram a decisão do Departamento de Justiça de intimar os jornalistas do New York Times, considerando-a uma afronta à Primeira Emenda, e o Times afirmou que tenciona contestar a intimação em tribunal.

As preocupações em torno do novo jato, no valor de 400 milhões de dólares, oferecido pelo Catar, passaram a dominar as conversas em Washington na semana passada, quando Trump anunciou abruptamente que iria enviar o novo avião antecipadamente para a Base Aérea de Mildenhall, em Inglaterra, pouco antes de partir de uma cimeira da NATO na Turquia. Trump afirmou numa publicação nas redes sociais que a mudança de avião se destinava simplesmente a dar aos militares norte-americanos estacionados na base "a oportunidade de visitar a aeronave". Anteriormente, ele já tinha elogiado o avião, que foi remodelado e repintado de acordo com os seus gostos.

"Estão todos tão entusiasmados, e achámos que deviam ser os primeiros", escreveu ele.

Trump partiu num avião mais antigo, tendo depois voltado a trocar de avião numa base aérea norte-americana segura no Reino Unido. Ele minimizou a ideia de que a segurança tivesse sido a razão para a troca, embora fontes tenham dito à CNN e a outros meios de comunicação que foi essa a razão.

"Não houve qualquer preocupação de segurança, exceto que o enviámos um pouco mais cedo, e o mesmo se aplica ao regresso. Enviámo-lo um pouco mais cedo, para que pudéssemos deixá-los ver", afirmou Trump.

Fontes revelaram à CNN que, depois de Trump ter viajado para a Turquia para a cimeira, a avaliação de segurança mudou, e Wiles informou Trump de que este teria de deixar o país num avião mais antigo. O avião do Catar, segundo as fontes, tinha sido rapidamente adaptado com capacidades de defesa, mas ainda assim não era tão seguro como a versão mais antiga, que tinha sido construída para proteger presidentes em viagens ao estrangeiro.

Um oficial afirmou anteriormente à CNN que o 747 oferecido pelo Catar foi, em grande parte, considerado pelas forças armadas e pelo Serviço Secreto como tendo sido colocado em serviço "à pressa". Em contrapartida, o responsável referiu que dois novos jatos adquiridos no âmbito de um acordo renegociado por Trump durante o seu primeiro mandato têm enfrentado atrasos graves e não se prevê que estejam prontos antes de, pelo menos, 2028. Tal deve-se, em parte, ao conjunto de medidas de comunicação e defesa classificadas que têm de ser instaladas, aos requisitos de conceção abrangentes impostos pelas forças armadas e ao tempo necessário para formar os pilotos nesta aeronave única.

A natureza exata das diferenças de segurança entre os aviões antigos e os novos não é totalmente clara. Observadores da aviação que analisaram imagens das aeronaves disseram à CNN que o novo avião parece não apresentar modificações externas no cone da cauda associadas a um tipo de sistema direcional de defesa contra mísseis por infravermelhos. No entanto, a ausência de características visíveis não determina de forma definitiva quais os sistemas que estão ou não instalados.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

CABO VERDE: PAICV diz que PM de Cabo Verde é alvo de "assédio judicial"... O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) considerou hoje que o primeiro-ministro tem sido alvo de "assédio judicial permanente", reagindo à acusação do Ministério Público por 26 alegados crimes cometidos enquanto presidente da Câmara da Praia.

© Lusa   15/07/2026 

"O presidente do PAICV e primeiro-ministro tem sido alvo recorrente daquilo que podemos considerar assédio judicial permanente. Estamos perante uma situação de judicialização da política", referiu Vladmir Ferreira, secretário-geral do partido, em conferência de imprensa.

Segundo referiu, "na história de Cabo Verde democrático, nunca nenhum titular de cargo político foi alvo de um processo tão agressivo e intenso de assédio jurídico como aquele por que Francisco Carvalho passou de 2020 até agora".

"Esse assédio jurídico é consentâneo com algumas afirmações" do anterior primeiro-ministro e presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, e do atual secretário-geral, Agostinho Lopes, que o PAICV classifica como apelos a derrotar ou travar Francisco Carvalho.

"Temos aqui uma agenda coerente", sustentou Vladmir Ferreira.

O PAICV venceu as eleições de 17 de maio com maioria absoluta no parlamento, ao cabo de dois mandatos do MpD, entre 2016 e 2026.

Os 72 lugares do parlamento empossado em junho têm uma nova distribuição: o PAICV volta a ter maioria absoluta (37 deputados) e o MpD regressa à oposição (33 deputados) ao lado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, dois deputados).

"A oposição não pode significar a promoção permanente da instabilidade, da desconfiança institucional ou da degradação do ambiente político. O interesse nacional deve prevalecer sobre qualquer estratégia partidária", disse Vladmir Ferreira.

O secretário-geral do PAICV considerou ainda que "a escolha desta semana para tornar pública uma notícia desta natureza não é obra do acaso", numa referência à votação da moção de confiança, acompanhada pelo programa de Governo, agendada para sexta-feira, no parlamento, e que marcam o arranque do trabalho do executivo.

"Esta estratégia de permanente assédio jurídico à volta de Francisco Carvalho não deu resultados até agora, portanto não vai dar no futuro", concluiu.

Vladmir Ferreira falava horas depois de o primeiro-ministro ter classificado como "tentativa de golpe de Estado" a acusação do Ministério Público, divulgada na terça-feira.

"O que estamos a ver é uma tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição. Mas, enquanto alguns procuram criar crises, este Governo continuará a fazer aquilo para que foi eleito, que é governar", referiu Francisco Carvalho.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) cabo-verdiana anunciou que o Ministério Público deduziu acusação contra o primeiro-ministro por 26 crimes alegadamente praticados quando presidia à Câmara da Praia.

Em causa está "a responsabilidade criminal de quatro arguidos", Francisco Carvalho e três vereadores, por atos ocorridos entre 2021 e 2025, implicando falsificação de documentos públicos, abuso de poder, peculato, recebimento indevido de vantagem, violação de norma de execução orçamental, atentado contra o Estado de Direito, corrupção passiva, burla qualificada, violação de regras urbanísticas e defraudação de interesses patrimoniais públicos.

"O Ministério Público determinou o encerramento da instrução, no dia 07 de julho, deduziu acusação e requereu julgamento em processo comum ordinário, perante o Tribunal da Relação do Sotavento, em coletivo", informou a PGR.


Leia Também: PM de Cabo Verde fala em "tentativa de golpe de Estado"

Primeiro-ministro cabo-verdiano diz que acusação do Ministério Público é "tentativa de golpe de Estado"... O primeiro-ministro cabo-verdiano considera que as acusações de 26 crimes enquanto autarca proferidas pelo MP são uma "tentativa de golpe de Estado", afirmando que vai continuar a "governar".

Com  observador.pt  15 Julho 2026

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Francisco Carvalho, classificou esta quarta-feira como “tentativa de golpe de Estado” a acusação do Ministério Público, divulgada na terça-feira, por 26 crimes alegadamente praticados quando presidia à Câmara da Praia.

Numa comunicação ao país, o chefe do Governo afirmou que a utilização de processos judiciais para criar suspeições sobre responsáveis políticos pode afetar a imagem internacional de Cabo Verde. Francisco Carvalho assegurou ainda que o Executivo manterá o foco na implementação do programa de governação, com prioridade para a redução do custo de vida, melhoria dos serviços públicos, educação, saúde e transportes.

O Ministério Público acusou Francisco Carvalho e quatro antigos vereadores da Câmara Municipal da Praia por alegados crimes relacionados com a gestão do município. O processo segue agora para apreciação judicial, cabendo ao tribunal decidir sobre a eventual pronúncia dos arguidos.

Ucrânia: Pelo menos 13 mortos em ataques aéreos russos... Os ataques aéreos russos na Ucrânia provocaram ao longo do dia a morte a pelo menos 13 pessoas e feriram cerca de 50 em várias regiões, divulgaram hoje autoridades locais.

© Karina Galunova/Suspilne Ukraine/JSC "UA:PBC"/Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA   15/07/2026 

A Ucrânia enfrentou um total de 122 drones de ataque, dos quais 101 foram abatidos, e dois mísseis disparados pela Rússia durante a noite, informou a Força Aérea Ucraniana no seu relatório diário.

Em Sumi, três pessoas foram mortas e 17 ficaram feridas, incluindo um rapaz de 16 anos, por bombas planadoras russas, informou Oleg Grygorov, governador desta região fronteiriça com a Rússia, através da rede social Telegram.

A região de Odessa foi alvo de mísseis e drones russos pelo quinto dia consecutivo, resultando em três mortos e oito feridos, anunciou o governador regional, Oleg Kiper, no Telegram.

Segundo o responsável, um armazém, um gasoduto e outro edifício foram danificados.

Durante o dia, as autoridades ucranianas e os serviços de resgate reportaram mais uma morte na região de Mykolaiv (sul), uma morte em Kryvyi Rig, no leste do país, e duas mortes na região de Donetsk (leste), que está quase totalmente ocupada pelas forças russas.

Na região de Zaporijia (sul), ataques aéreos russos mataram três pessoas e feriram 15, informaram os serviços de resgate no Telegram, publicando imagens que mostram bombeiros a retirar corpos e feridos, bem como edifícios com fachadas destruídas.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa, os ataques aéreos em ambos os lados da fronteira são diários e têm vindo a intensificar-se há vários meses, resultando num número crescente de vítimas civis.

Segundo a ONU, junho de 2026 foi o mês mais letal para os civis na Ucrânia desde abril de 2022.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou ter realizado ataques aos portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro-Bug, "utilizados para abastecer as forças armadas ucranianas".

O texto menciona ainda ataques a depósitos de combustível, fábricas de drones e navios de abastecimento militar.

As forças ucranianas também intensificaram os seus ataques a navios de carga no mar de Azov nos últimos dias.

Esta zona marítima é uma rota crucial para o transporte de produtos agrícolas russos vendidos no estrangeiro, bem como para o abastecimento da Crimeia anexada.

Estes ataques levaram a Rússia a examinar "rotas de transporte alternativas", anunciou o Ministério da Agricultura na terça-feira.


EUA lançam segunda vaga de ataques contra alvos militares iranianos... Os Estados Unidos lançaram hoje uma segunda vaga de ataques contra o Irão, visando capacidades militares que, segundo Washington, estão a ser utilizadas para ameaçar os navios que transitam pelo estreito de Ormuz.

© Lusa    15/07/2026 

O Comando Central dos EUA (Centcom) adiantou, numa nota na rede social X, que a ofensiva começou às 20:00 (hora de Lisboa) e afirmou que os bombardeamentos visam degradar a capacidade de Teerão de comprometer a navegação nesta via navegável estratégica do Golfo Pérsico, crucial para o comércio global.

O ataque segue-se a outro executado pelas Forças Armadas norte-americanas horas antes contra alvos militares iranianos, que "diminuiu ainda mais as capacidades do Irão".

Durante a ofensiva, as forças norte-americanas utilizaram munições de precisão contra sistemas de defesa costeira e depósitos e locais de lançamento de mísseis de cruzeiro localizados na ilha de Tunb, no Golfo Pérsico.

Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques contra os seus vizinhos árabes, membros desta aliança política e económica, bem como contra a Jordânia.

Os ataques norte-americanos fazem parte de uma ofensiva, retomada no passado fim de semana, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecer o bloqueio naval e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.

BISSAU: PARTIDOS EXIGEM ADIAMENTO DE REFERENDO E REPOSIÇÃO DE LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Por Radio Voz Do Povo 

O Coletivo dos Partidos Políticos da Guiné-Bissau dirigiu esta terça-feira, 15 de julho, uma comunicação oficial ao Presidente de Transição, General Horta Inta-a, na qual condiciona a realização do referendo constitucional a duas exigências: o levantamento de restrições às liberdades políticas e o adiamento da consulta popular.

O referendo, convocado pelo Decreto Presidencial n.º 19/2026 de 6 de julho, está agendado para 30 de agosto de 2026 e visa submeter ao sufrágio universal o novo projeto de Constituição aprovado pelo Conselho Nacional de Transição.

No documento, o Coletivo manifesta “viva preocupação quanto às condições materiais, jurídicas e políticas” do escrutínio. O principal argumento incide sobre a calendarização: a data de 30 de agosto “coincide com o pico da época das chuvas”, o que, segundo os signatários, viola a legislação eleitoral nacional. Essa legislação impede a realização de atos eleitorais naquele período para evitar a exclusão de eleitores das zonas rurais face à degradação das vias de acesso.

O Coletivo sustenta ainda que a adoção de uma nova Lei Fundamental requer tempo para análise pública do texto, alegando que o projeto foi “redigido à margem de qualquer participação cidadã e de consenso inclusivo”.

A carta refere que o quadro é “dramaticamente agravado pelas medidas restritivas impostas pelas autoridades desde o início do ano”, destacando a “proibição sistemática das reuniões políticas, dos comícios e das conferências de imprensa”. Para os partidos, estas limitações “esvaziam o debate democrático de toda a sua substância” e inviabilizam “um referendo sereno, justo e pacífico”.

Lituânia denuncia plano russo para ataques em países bálticos e Polónia... O Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, acusou hoje a Rússia de estar a preparar ataques contra infraestruturas na Polónia e países bálticos, com base em relatórios dos serviços de informações.

© Omer Messinger/Getty Images       Por  LUSA     15/07/2026 

"Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações", afirmou Nauseda numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP).

O líder lituano disse que os ataques deverão ser seletivos e que as informações disponíveis "não apontam um local nem um momento concretos".

"Isso, simplesmente, é impossível de determinar", afirmou.

"É possível que a outra parte [Rússia] nem sequer tenha completado o processo de planeamento, e que nós apenas conheçamos a existência desse planeamento ou o objetivo que persegue", admitiu.

Nauseda disse que as informações dos serviços secretos se referem a "operações cinéticas, não de grande escala, mas seletivas", provavelmente "dirigidas contra infraestruturas críticas".

O dirigente báltico referiu que a Lituânia se está a preparar para uma ampla gama de possíveis ataques que poderiam perturbar o funcionamento de infraestruturas-chave, como a de energia.

"Qualquer coisa que possa impedir o funcionamento destas instalações é importante, já que não só são importantes em si mesmas, mas também porque garantem o funcionamento de todo o sistema, em particular a nossa sincronização com a rede elétrica da Europa continental", acrescentou.

Este tipo de mensagens de aviso tem sido feito por diferentes países europeus desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Em junho, a Letónia também alertou para a possibilidade de a Rússia realizar ações de guerra híbrida contra os países bálticos e a Polónia.

Varsóvia atribuiu à Rússia vários incidentes e sabotagens, como o que afetou a linha ferroviária polaca usada para transportar ajuda para a Ucrânia no final de 2025.

Na altura, o primeiro-ministro, Donald Tusk, considerou que Moscovo tinha "atravessado uma certa linha" com estas ações e referiu-se aos incidentes como "terrorismo de Estado".

Os três países bálticos, Lituânia, Letónia e Estónia, são simultaneamente membros da União Europeia e da NATO, tal como a Polónia.

A Estónia e a Letónia partilham fronteiras com a Rússia, enquanto a Lituânia tem como vizinho, no sul, o enclave russo de Kaliningrado.


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O Presidente da Lituânia afirmou hoje que o país deve participar plenamente na estratégia de dissuasão nuclear ocidental face à Rússia, admitindo a possibilidade de receber armas nucleares no território.

Polícia da África do Sul investiga morte a tiros de líder anti-imigração... A polícia sul-africana está a investigar a morte do líder do movimento anti-imigração 'March and March', um dos impulsionadores dos protestos contra a imigração irregular que tiveram lugar nos últimos meses no país, onde se registaram ataques xenófobos.

Por LUSA   15/07/2026 

A comissária nacional em funções do Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS, na sigla em inglês), Puleng Dimpane, nomeou uma equipa multidisciplinar para investigar a morte de Andile Somgaxa, que foi alvejado em 04 de julho à entrada da sua residência em Joanesburgo (norte) e faleceu em 09 de julho, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelos meios de comunicação locais.

"Dimpane condenou veementemente o ataque e garantiu aos cidadãos que a SAPS não poupará esforços para assegurar que os responsáveis sejam identificados, localizados e levados à justiça", afirmou a porta-voz da polícia, Athlenda Mathe.

"A nomeação de uma equipa multidisciplinar demonstra a seriedade com que a SAPS está a encarar este assunto. Comprometemo-nos a realizar uma investigação exaustiva para esclarecer as circunstâncias que rodeiam este homicídio e garantir que os responsáveis prestem contas", acrescentou.

A polícia anunciou a investigação depois de o porta-voz do 'March and March', Sandile Dube, ter afirmado esta semana que o movimento recebeu "ameaças de morte" em diferentes pontos do país.

O 'March and March' é um dos grupos que organizou as marchas anti-imigração que levaram milhares de pessoas às ruas de várias cidades no passado dia 30 de junho, na sequência do aumento da tensão na África do Sul nos últimos meses, devido a uma onda de ataques xenófobos e protestos.

Os organizadores, que estabeleceram esse dia como prazo limite para os imigrantes indocumentados abandonarem a África do Sul, culpam estes migrantes pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos e pelas elevadas taxas de criminalidade, tendo chegado ao ponto de lhes impedir o acesso a cuidados de saúde e à educação em instituições públicas.

A crise levou países como a Nigéria, o Zimbábue, o Maláui, o Gana, Moçambique, o Uganda e o Quénia a repatriar dezenas de milhares dos seus cidadãos residentes na África do Sul.

Em Moçambique, país que tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, a Presidência indicou, em comunicado, que "milhares" já regressaram face à violência.

Este país africano de língua oficial portuguesa, vizinho da África do Sul, lamenta a morte de 11 de moçambicanos vítimas destes recentes ataques xenófobos.

Moçambique recebeu 1.363 cidadãos repatriados da África do Sul vítimas de xenofobia, além de 6.156 malauianos que entraram no país em trânsito, afetados pela mesma violência, anunciou dia 07 de julho, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

O Governo sul-africano tem condenado a violência, mas defende o seu direito de controlar a imigração irregular.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis.

A pior onda de violência xenófoba de que há memória ocorreu em 2008, quando mais de 60 pessoas perderam a vida, enquanto os protestos deste tipo mais graves dos últimos tempos tiveram lugar no final de 2019, com pelo menos 18 estrangeiros mortos.

GUINÉ-BISSAU: Eurodeputados do PS questionam sobre detenção de Domingos Simões Pereira... A delegação do PS no Parlamento Europeu questionou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, sobre a detenção preventiva do líder guineense Domingos Simões Pereira, exigindo medidas europeias para responder à crise política na Guiné-Bissau.

© Lusa    15/07/2026 

Numa pergunta subscrita por toda a delegação socialista portuguesa no Parlamento Europeu e apresentada pelo eurodeputado Francisco Assis, os socialistas afirmam que Domingos Simões Pereira, vencedor das eleições de 2023 na Guiné-Bissau, foi novamente detido "com base em acusações forjadas" relacionadas com uma alegada tentativa de golpe de Estado.

Na missiva enviada à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, os eurodeputados consideram que a situação resulta de uma "rutura democrática" no país e acusam o antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló de ter recorrido à junta militar atualmente no poder para "atalhar o voto popular" e evitar que os resultados eleitorais fossem divulgados.

Na pergunta dirigida a Kaja Kallas, a delegação do PS recorda que uma resolução do Parlamento Europeu aprovada em dezembro de 2025 apelou à "revisão imediata de acordos bilaterais", à "libertação de opositores" e à aplicação de "sanções direcionadas aos responsáveis pela rutura democrática".

Os eurodeputados questionam que medidas a União Europeia adotou para concretizar essas recomendações e que novas ações pretende tomar "com caráter de urgência" para promover o regresso à ordem constitucional e garantir a libertação de Domingos Simões Pereira e dos restantes presos políticos.

A pergunta surge numa altura em que as autoridades guineenses preparam a realização, em 30 de agosto, de um referendo sobre uma nova Constituição e uma nova lei eleitoral, documentos que os socialistas europeus dizem ter sido elaborados pelas autoridades que assumiram o poder após a crise política.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Assis indicou que a bancada socialista na assembleia europeia está "muito preocupada com esta situação na Guiné-Bissau, associada a fenómenos de narcotráfico e até terrorismo, que têm implicações locais e regionais significativas".

Para o parlamentar do PS, é necessário "levar a UE a tomar decisões", numa altura em que são pedidas sanções individuais contra responsáveis pela crise, incluindo restrições de viagem e congelamento de bens, além de uma eventual revisão dos mecanismos de cooperação com as autoridades guineenses.

"Julgo que, se acentuarmos a pressão parlamentar e política, a UE perceberá a necessidade de tomar medidas mais drásticas", indicou.

Francisco Assis lançou "um apelo forte à UE, assim como à Organização das Nações Unidas, que também tem estado calada neste processo".

O eurodeputado defendeu, ainda, a possibilidade de "interromper o processo de cooperação" e afirmou que é necessário "não abandonar mais este tema", acompanhar de perto a situação e "falar com os guineenses em defesa da redemocratização da Guiné-Bissau e da libertação de Domingos Pereira".

Francisco Assis recebe hoje em Bruxelas a antiga ministra da Justiça da Guiné-Bissau Ruth Monteiro, bem como um membro da sociedade civil guineense, Braima Mané.

Domingos Simões Pereira está detido desde sexta-feira nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, após um período em prisão domiciliária.

O dirigente foi detido inicialmente na sequência do golpe militar de 26 de novembro e, após dois meses na cadeia, regressou a casa com termo de identidade e residência, mas impedido de se movimentar.

Em junho, foi tornado público um despacho judicial em que foi considerado suspeito de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado cerca de um mês antes das eleições gerais de 23 de novembro.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo, classificando-o como perseguição política.

O partido e Simões Pereira apoiaram o candidato Fernando Dias da Costa, que reclamou vitória na primeira volta sobre o Presidente e recandidato Sissoco Embaló.

Antes da divulgação dos resultados oficiais, os militares tomaram o poder, depuseram Embaló e prenderam Simões Pereira.

A oposição classifica o golpe militar como uma alegada encenação do antigo Presidente da República, a quem acusa de continuar a comandar os destinos da Guiné-Bissau.

Organização árabe acusa Teerão de arrastar o Médio Oriente para o caos... O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou hoje o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques, apelando à comunidade internacional que tome medidas dissuasoras para conter as ações iranianas.

© Getty Images/KAWNAT HAJU / AFP     Por  LUSA   15/07/2026 

"Os ataques traiçoeiros do Irão contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia revelam a sua determinação em arrastar a região para um caos e instabilidade ainda maiores e os seus ataques às infraestruturas constituem uma escalada perigosa que a comunidade internacional não pode ignorar", disse o secretário-geral do CCG, Jassem al-Budawi, num comunicado.

Os ataques com mísseis realizados pelo Irão contra o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia intensificaram-se nos últimos dias, como retaliação pelos bombardeamentos dos Estados Unidos ao território iraniano.

Al-Budawi alertou que estas "agressões", particularmente as que visam "infraestruturas civis e instalações vitais, não só ameaçam os países afetados, como também têm impacto direto na segurança de toda a região".

O secretário-geral do CCG "exortou a comunidade internacional a adotar medidas práticas e dissuasoras para garantir o fim dos repetidos ataques iranianos e responsabilizar os agressores, a fim de preservar a segurança e a paz regionais e evitar uma maior escalada do conflito".

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Omã ---, assim como a Jordânia, são todos aliados dos Estados Unidos e possuem bases militares ou presença militar norte-americana nos seus territórios ou nas suas águas. Algumas destas nações assinaram acordos de defesa com Washington.

A maioria destes países, quase todos ricos em petróleo e gás, denunciou nos últimos dias o aumento dos ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra os seus territórios ou interesses, especialmente o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, que divulgaram a interceção de mísseis ou "objetos aéreos" iranianos quase diariamente.

Os últimos ataques ocorrem após a reimposição, na terça-feira, do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz --- por onde passa 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural liquefeito em tempo de paz --- quando ocorre uma nova escalada do conflito.

A guerra voltou a intensificar-se desde a semana passada, quando Trump terminou o acordo de cessar-fogo com o Irão, assinado em 17 de junho, alegando os persistentes ataques de Teerão a navios que passam pelo estreito de Ormuz.

O conflito teve início em fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizam uma ofensiva conjunta contra o Irão.


Leia Também: Teerão negou ligações às forças huthis do Iémen

O Irão negou hoje ligações às forças huthis do Iémen e rejeitou as acusações de que teria transferido armas para os insurgentes em violação das resoluções do Conselho de Segurança.

Analista político Rui Landim e o seu advogado prestaram declarações à imprensa, após terem sido ouvidos no Tribunal Regional de Bissau, no âmbito da queixa-crime apresentada contra o Estado da Guiné-Bissau no mês passado.


Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz em Conferência de Imprensa sobre recente declaração do Primeiro-Ministro do Cabo Verde.


O Conselho Nacional de Transição (CNT) acusa o atual Governo de Cabo Verde de interferir nos assuntos internos da Guiné-Bissau e anuncia o "congelamento prático" das relações com o executivo cabo-verdiano.

Na terça-feira, 14 de julho, o governo cabo-verdiano apela à libertação rápida de Domingos Simões Pereira e manifestou a disponibilidade para o diálogo em busca de soluções pacíficas para o país. 

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, 15 de julho, pelo porta-voz Fernando Vaz, o CNT afirma que o Governo cabo-verdiano não possui legitimidade para fazer comentários sobre processos políticos e judiciais na Guiné-Bissau. O documento sustenta que qualquer tentativa de exigir a libertação de atores políticos constitui uma ingerência na soberania nacional.

O Conselho Nacional de Transição refere alegações relacionadas com processos judiciais em Cabo Verde envolvendo figuras políticas, argumentando que o executivo cabo-verdiano deveria concentrar-se nos seus próprios desafios internos antes de comentar assuntos da justiça guineense.

As autoridades de transição acusam ainda o Governo cabo-verdiano de seguir uma política externa alinhada com interesses portugueses e europeus, alegando que o executivo atua sob influência externa e não em defesa dos interesses africanos.

Além disso, o CNT critica aquilo que descreve como uma orientação ideológica do Governo de Cabo Verde, afirmando que o país estaria a confundir posições partidárias com a ação diplomática do Estado.

Segundo Fernando Vaz,  o CNT recorda acontecimentos ocorridos entre 1973 e 1980, referindo alegações sobre violações de direitos humanos e defendendo que muitas famílias guineenses continuam à procura dos restos mortais de familiares desaparecidos nesse período.

O documento destaca o papel desempenhado por combatentes da Guiné-Bissau na luta pela independência de Cabo Verde, sustentando que essa história comum deve ser respeitada.

Outro ponto abordado é a participação de Cabo Verde na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O CNT afirma que o país não teria autoridade política para influenciar decisões regionais, utilizando esse argumento para contestar as posições assumidas pelo Governo cabo-verdiano.

Apesar da critica dirigida ao executivo da Praia, o  o CNT faz questão de distinguir o Governo do povo cabo-verdiano.

Segundo o CNT, "o povo guineense e o povo cabo-verdiano são e serão sempre irmãos", acrescentando que a ligação histórica entre ambos os povos não deverá ser afetada pelas divergências políticas entre os atuais governos.

O documento termina exigindo respeito pela soberania da Guiné-Bissau e reafirmando que o país rejeita qualquer tentativa de interferência externa nos seus assuntos internos.