terça-feira, 14 de julho de 2026

Kiev prorroga lei marcial e mobilização geral até 31 de outubro... O parlamento ucraniano prolongou hoje até 31 de outubro a lei marcial e mobilização geral decretadas em resposta à invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"O período de mobilização geral na Ucrânia foi prolongado por 90 dias, a partir de 02 de agosto de 2026, devido à manutenção da agressão armada da Federação Russa", por proposta do Presidente, Volodymyr Zelensky, declarou o parlamento ucraniano em comunicado.

A lei marcial será prorrogada a partir dessa mesma data, adiantou a mesma fonte, explicando que isso "contribuirá para a adoção das medidas necessárias para repelir a agressão armada, garantir a segurança nacional e eliminar as ameaças à independência do Estado ucraniano e à sua integridade territorial".

Nos últimos meses, a Rússia conquistou territórios no leste da Ucrânia, particularmente em Donetsk, província que --- juntamente com Lugansk, ambas na região do Donbass --- tem sido palco de conflitos desde 2014 entre separatistas pró-Rússia e forças governamentais ucranianas.

Moscovo anexou as províncias parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia em setembro de 2022 e avançou também em Kharkiv, Sumi e Dnipropetrovsk, para além de ter anexado a península da Crimeia em 2014.

Estas ações não foram reconhecidas pela comunidade internacional.

A mobilização geral na Ucrânia implica a convocação obrigatória de todos os homens entre os 25 e 60 anos de idade para as forças armadas, tendo de estar todos registados militarmente a partir dos 18 anos.

A lei marcial, uma restrição de direitos e liberdades só possível em tempo de guerra ou de crise interna, proíbe os homens aptos para o serviço militar de sair do país, salvo raras exceções de saúde ou familiares e obriga os cidadãos elegíveis a terem sempre consigo os documentos de registo militar.

Governo manifesta preocupação com detenção de Domingos Simões Pereira e apela à sua libertação... O principal líder da oposição na Guiné-Bissau foi detido e está em prisão preventiva desde o dia 10 de julho.

Por  Balai N otícias    14/07/2026 

O Governo de Cabo Verde manifestou esta terça-feira, 14 de julho, a sua “profunda preocupação” com a decisão do Tribunal Militar Superior na Guiné-Bissau de decretar a medida de coação que levou à prisão preventiva do líder da oposição e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em Dezembro de 2023.

Num comunicado divulgado pelo chefia do governo, o executivo apela ao respeito pelos valores democráticos, pelo Estado de Direito e pela dignidade da pessoa humana, além de defender a rápida libertação de Domingos Simões Pereira.

“O Governo de Cabo Verde apela, com veemência, ao respeito pelos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade da pessoa humana e pelo Estado de Direito”, refere a nota, onde o executivo liderado por Francisco Carvalho mostra-se disponível “para contribuir, em concertação com os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense”.

A posição do Executivo surge depois de no domingo, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), partido que sustenta o governo, ter condenado a detenção de Domingos Simões Pereira, classificando-a como arbitrária e exigindo a sua libertação imediata, e apelando à CPLP, à CEDEAO, às Nações Unidas e à comunidade internacional para que intervenham com urgência.

Segundo a agência Lusa, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado, situação que tem motivado fortes reações de diversas organizações defensoras dos direitos humanos.

Uma notícia da mesma fonte explica que Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de Novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.Material de referência geográfica

Em Junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de Novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de Novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

UE considera inaceitáveis ameaças dos EUA a Tribunal Penal Internacional... A União Europeia considerou hoje inaceitáveis as ameaças da administração dos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional e prometeu adotar medidas diplomáticas, jurídicas e financeiras para que a instituição continue a funcionar.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"Os ataques ou ameaças dirigidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), aos seus responsáveis eleitos ou àqueles que cooperam com o tribunal são simplesmente inaceitáveis", declarou o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

O porta-voz da Comissão reagia ao facto de, esta segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que o TPI e os seus aliados recorrem ao direito internacional para atacar os interesses dos Estados Unidos e ter deixado claro que a administração de Donald Trump pretende intensificar a pressão sobre o tribunal.

O porta-voz da Comissão Europeia frisou que a UE mantém uma "posição firme" de apoio ao TPI e aos princípios consagrados no Estatuto de Roma.

"Enquanto União Europeia (UE), respeitamos a independência e a imparcialidade do tribunal. Estamos profundamente empenhados na promoção da justiça penal internacional e no combate à impunidade", disse.

Anouar El Anouni considerou ainda importante "recordar que o TPI não tem como alvo Estados soberanos, nem constitui uma ameaça à sua soberania", numa alusão às declarações de Marco Rubio.

"O TPI exerce jurisdição sobre indivíduos que sejam autores dos crimes mais graves, que suscitam preocupação à comunidade internacional", referiu.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta do mercado interno, Siobhan McGarry, afirmou que o executivo comunitário "continua a apoiar o trabalho do TPI, incluindo as suas investigações sobre crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

A Comissão Europeia está também a adotar "todas as medidas adequadas, incluindo diplomáticas, jurídicas e financeiras, que possam contribuir para assegurar a continuidade das operações do tribunal".

"A Comissão, em estreito contacto com o próprio TPI, os seus Estados-membros e com as partes interessadas relevantes, está a avaliar cuidadosamente a necessidade, proporcionalidade e eficácia dessas medidas, bem como as respetivas implicações jurídicas e práticas", indicou.

Na segunda-feira, o departamento liderado por Marco Rubio anunciou que vai agir para inviabilizar a capacidade do TPI de "operar, processar militares ou funcionários norte-americanos".

Entre as medidas que está a ponderar encontram-se os contactos diplomáticos por parte de Rubio e de outros altos funcionários para advertir sobre os riscos que o TPI "representa para os norte-americanos e outros países".

Rubio propôs um "maior escrutínio" dos países que se "recusem a rejeitar a falsa autoridade do TPI" no caso de "dependerem de assistência norte-americana".

O Departamento de Estado também apelou para que outros Estados que não façam parte do Estatuto de Roma aproveitem as redes diplomáticas "para tomar medidas semelhantes" e impor novas restrições de vistos e sanções contra os membros do TPI.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou hoje os Estados Unidos (EUA) de violarem o memorando de entendimento assinado com o Irão em junho, ao retomarem os bombardeamentos contra a República Islâmica.

Irão condena decisão britânica de declarar Guardas da Revolução como terroristas

Por  sapo.pt  14 Julho 2026 

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

"Trata-se de uma medida injustificada, irresponsável e contrária aos princípios e normas fundamentais do direito internacional", denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A diplomacia iraniana qualificou de "mesquinha, provocadora e contrária ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas" a decisão de classificar a Guarda Revolucionária como uma ameaça ao abrigo da Lei de Segurança Nacional britânica.

Para Teerão, a intenção de Londres põe em causa "o princípio da igualdade soberana dos Estados e o princípio da não-ingerência nos assuntos internos de outros países".

O Irão acrescentou que se reserva o direito de adotar medidas recíprocas em resposta e responsabilizou o Governo britânico pelas "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" que, no seu entender, a medida possa acarretar.

A reação do Irão surge depois de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ter anunciado na segunda-feira que o Governo vai declarar a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista por considerá-la uma ameaça à segurança nacional.

Nesse sentido, o executivo vai apresentar nos próximos dias uma proposta de regulamentação ao Parlamento para formalizar a medida.

Se for aprovada, quem atuar em nome do corpo militar de elite iraniano em território britânico poderá enfrentar penas de prisão perpétua por atos de sabotagem.

O Reino Unido registou nos últimos meses vários ataques, incluindo atos de fogo posto, contra alvos da comunidade judaica e até contra propriedades do próprio Starmer, alguns dos quais as autoridades associaram ao Estado iraniano.

A medida britânica segue o exemplo da União Europeia (UE), que em janeiro incluiu a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.

A decisão da UE seguiu-se à repressão de protestos antigovernamentais no Irão, que resultou na morte de mais de 7.000 pessoas, segundo a organização não-governamental HRANA, com sede nos Estados Unidos.

A Austrália, o Canadá, a Argentina e os Estados Unidos também já declararam o exército ideológico da República Islâmica como uma organização terrorista.

GUINÉ-BISSAU: PS manifesta "preocupação" com detenção de Domingos Simões Pereira... O Partido Socialista (PS) manifestou hoje "profunda preocupação" com a notícia da detenção do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, colocado em prisão preventiva na sexta-feira.

© MARTIN BUREAU/AFP via Getty Images    Por LUSA  14/07/2026 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado.

Domingos Simões Pereira foi conduzido na manhã de sexta-feira às celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, para aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, de acordo com a Rádio Capital FM da Guiné-Bissau.

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o PS recordou os "profundos laços históricos de amizade e cooperação que unem Portugal e a Guiné-Bissau" e explicou que esses factos "justificam que o Partido Socialista acompanhe com particular atenção a evolução da situação naquele país".

"Fá-lo no mais escrupuloso respeito pela soberania da Guiné-Bissau e pela autonomia das suas instituições, mas também tendo presente os princípios do Estado de direito democrático, da legalidade e da proteção dos direitos fundamentais, valores que orientam as relações entre ambos os países. Neste contexto, o Partido Socialista apela a que sejam plenamente respeitados todos direitos, a dignidade e a integridade física de Domingos Simões Pereira, em conformidade com a Constituição da Guiné-Bissau e com as obrigações internacionais assumidas pelo Estado guineense", refere.

O PS acrescentou ainda que se impõe que "sejam desenvolvidos todos os esforços para preservar a paz, a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas".

"Apelamos ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que aja com a máxima urgência, monitorize de perto esta crise e exerça a pressão diplomática necessária para assegurar a normalidade democrática na Guiné-Bissau", refere-se no comunicado.

Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.

Em junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

As suspeitas apontam indícios de que o líder do PAIGC terá disponibilizado 300 milhões de francos (457 mil euros) e a própria residência para a preparação do alegado golpe.

Vários militares já tinham sido detidos em outubro de 2025 por alegado envolvimento no processo.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

Alegam ainda que Simões Pereira só poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal por continuar a ser deputado, já que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em dezembro de 2023, pelo então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Desde então ainda não foi eleito novo parlamento e nas eleições gerais, presidenciais e legislativas, que decorreram em novembro de 2025, o PAIGC e o líder foram impedidos de concorrer.

O partido e Simões Pereira apoiaram o candidato Fernando Dias da Costa, que reclamou vitória na primeira volta sobre o Presidente e recandidato Embaló.

Antes da divulgação dos resultados oficiais, os militares tomaram o poder, depuseram Embaló e prenderam Simões Pereira.

A oposição classifica o golpe militar como uma alegada encenação do antigo Presidente da República, a quem acusa de continuar a comandar os destinos da Guiné-Bissau.

O Alto Comando Militar que governa o país marcou novas eleições para 06 de dezembro, aprovou uma nova Constituição que dá mais poderes ao chefe de Estado e que vai ser referendada em 30 de agosto.

EUA atacam alvos iranianos e Teerão retalia em todo o Médio Oriente... Os EUA lançaram esta madrugada ataques contra o Irão, horas após o Presidente Donald Trump afirmar que Washington vai "restabelecer" o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz e depois anunciar que irá cobrar taxas à navegação.

© Getty Images     Por LUSA    14/07/2026 

O anúncio de Trump de imposição de taxas próprias a outros navios pela passagem segura, subverte centenas de anos de política norte-americana de apoio à liberdade de navegação em todo o mundo.

O Irão respondeu com ataques dirigidos ao Bahrein, à Jordânia e a dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito, matando um marinheiro e ferindo outros oito.

Os Emirados ameaçaram retaliar contra o Irão, o que poderá levar a nação que abriga Abu Dhabi e Dubai a voltar a entrar em conflito com Teerão.

Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os Estados Unidos disputam o controlo do estreito, por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados no mundo.

O preço do petróleo bruto de referência Brent subiu para um máximo de um mês, ultrapassando os 84 dólares (73,6 euros) nas negociações na madrugada desta terça-feira, ainda bem abaixo dos quase 120 dólares (105,2 euros) atingidos no auge da guerra, mas ameaçando aumentar os custos em todo o mundo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado áreas em torno de Abu Musa, Bandar Abbas, Bushehr, Chahbahar, Jask e Konarak, visando "sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas" iranianas.

O Irão reconheceu os ataques nessas áreas, mas não forneceu avaliações sobre vítimas ou danos.

"Estes ataques continuarão a impor um custo elevado às forças iranianas e a enfraquecer a sua capacidade de atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmaram as forças armadas norte-americanas. Em seguida, Trump referiu-se a estes bombardeamentos como "mais um ataque de grande envergadura".

"Estamos a atingi-los com toda a força. E isto vai continuar, e vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval. "Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar o estreito. Estamos a restabelecer o bloqueio", acrescentou.

Donald Trump também forneceu novos detalhes sobre a sugestão de que os Estados Unidos irão cobrar portagens aos navios que atravessarem o estreito, numa reviravolta após ter afirmado antes que isso não iria acontecer.

"Estamos a proteger uma região muito rica do mundo", afirmou. "Estamos a gastar dinheiro. Por isso, o que fizemos foi garantir que seremos reembolsados pela proteção", justificou.

Os Estados Unidos defendiam até agora que o estreito deveria permanecer aberto a todos, sem portagens --- tal como acontecia antes dos ataques israel-norte-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro.

Qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos ou do Irão de cobrarem taxas violará as normas globais sobre a liberdade de navegação e aumentará as tensões, com eventuais perturbações económicas correspondentes, muito para além da região.

O Irão afirma ter o direito de gerir o tráfego através do estreito e, potencialmente, cobrar taxas, em conformidade com o acordo de paz provisório, o que EUA contestam.

As forças armadas norte-americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas tentaram estabelecer uma rota através do estreito, ao longo da costa de Omã, que ficasse fora do controlo iraniano, mas o Irão atacou navios que utilizavam essa rota, alegando que os Estados Unidos estavam a violar o acordo de paz provisório.

Os EUA atacaram o Irão em resposta, o que provocou ataques iranianos contra Estados árabes aliados dos EUA.

A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.


Leia Também: Parlamento iraniano iniciou tramitação de projeto-lei sobre Ormuz

O Parlamento iraniano iniciou a tramitação de um projeto de lei referente ao estreito de Ormuz, anunciou hoje o chefe da Comissão de Segurança Nacional numa altura de impasse com os Estados Unidos pelo controlo da rota marítima.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

SENEGAL: Escândalo no Senegal. Médico era ginecologista e chef fora por assédio... Senegal tem vivido um verdadeiro caos desde que foi afastado do Campeonato do Mundo de 2026. Selecionador nacional foi demitido, vários jogadores renunciaram à seleção e existiram mudanças na estrutura.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  13/07/2026 

A seleção do Senegal vive, por estes dias, momentos de enorme polvorosa. Depois de uma participação no Campeonato do Mundo de 2026 que ficou aquém das expectativas, Pape Thiaw, selecionador do conjunto africano, foi afastado do cargo.

"Após reunião do Comité Executivo da FSF, no sábado, decidiu-se iniciar o procedimento para a destituição do selecionador nacional, Pape Thiaw, e de todo o seu corpo técnico", podia ler-se na nota que foi emitida pela Federação Senegalesa de Futebol (FSF), uma decisão que, de acordo com o organismo federativo, surgiu "na sequência da eliminação da seleção senegalesa" e "após uma exaustiva avaliação aos resultados desportivos e às perpetivas da equipa".

Mas se pensa que isto tudo terminou por aqui, está bem enganado. Ainda antes da demissão do selecionador nacional, Pape Gueye anunciou a sua retirada da seleção, até que a equipa técnica de Pape Thiaw, que estava no cargo desde 2022 fosse afastada. E as polémicas nos senegaleses não terminam por aqui.

O presidente da federação do país, Abdoulaye Fall, veio a público revelar que o médico que liderou a equipa médica senegalesa durante uma década era, na verdade, ginecologista. A descoberta foi feita pelo dirigente, que lidera o organismo desde 2025, após uma auditoria interna para avaliar os problemas da seleção. O dirigente reconhece que tomou conhecimento desta situação "demasiado tarde".

"Descobri há pouco tempo que o Dr. Fedior é, na verdade, ginecologista e obstetra de profissão. Na verdade, o nosso médico principal não possuía as qualificações académicas adequadas para supervisionar os nossos jogadores. A este nível, e de acordo com os comentários que recebi, os jogadores não tinham plena confiança", disse Abdoulaye Fall, numa conferência de imprensa.

Mas as situações inusitadas não terminam por aqui. A Federação Senegalesa de Futebol confirmou o afastamento do chef da equipa durante o torneio, isto depois de ter sido descoberto que o cozinheiro estava acusado de assédio sexual. O caso aconteceu durante a presença dos senegaleses nos Estados Unidos da América, mas as autoridades do país não foram informadas no momento.

""Preferimos tomar medidas de precaução para evitar o risco de intervenção da polícia americana. O objetivo foi apenas tentar manter a serenidade do grupo e a boa imagem do nosso país", atirou o dirigente africano, que lamentou o impacto do caso no ambiente do grupo de trabalho, que já enfrentava queixas de indisciplina noutros setores.

Ainda durante a participação do Senegal no Campeonato do Mundo, a imprensa internacional já tinha dado conta, também, da existência de uma suposta discussão entre Sadio Mané e Koulibaly.

"A Rússia faz recrutamento em mais de 100 países. Alguns jovens são recrutados como cozinheiros ou jardineiros e acabam na guerra"

 A opinião de Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal.

Trump diz que EUA vão atacar Irão "com muita força esta noite e amanhã"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar o Irão "com muita força" esta noite e na terça-feira. O líder republicano afirmou ainda que o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão "não significa grande coisa".

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  13/07/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou esta segunda-feira que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força esta noite e amanhã". 

"Vamos atacá-los com muita força esta noite e vamos atacá-los com muita força amanhã", disse Trump, em entrevista ao apresentador de rádio e comentador político Hugh Hewitt, citado pela CNN Internacional.

O presidente norte-americano sugeriu ainda que os EUA estão a monitorizar de perto alvos iranianos, mas recusou adiantar pormenores.  

Já questionado sobre se os militares norte-americanos ou israelitas sabiam do paradeiro dos restantes líderes militares iranianos e se os podiam atacar, Trump respondeu: "Sim, eu sei, mas não queremos falar sobre isso. Mas estamos certamente a monitorizar".

Para Trump, o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, assinado há cerca de um mês, funcionou como um "teste" que preferia ter evitado.

"É uma tática padrão nos EUA: primeiro chega-se a um memorando de entendimento e depois parte-se para o acordo. Eu disse: 'Vamos diretamente ao acordo'", disse Trump.

"Mas sabem que mais? Foi uma espécie de teste, e eles não corresponderam. Não honraram o teste", acrescentou.

O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão permitiria um aliviar das tensões no Médio Oriente e Trump chegou a referir-se ao documento como "um acordo com o Irão que alcança tudo o que nos propusemos realizar... pôr fim ao actual conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e impedir o Irão de obter uma arma nuclear".

No entanto, agora considera que "os memorandos de entendimento não significam grande coisa quando se lida com canalhas, e também não significam grande coisa quando se lida com pessoas honradas, porque é apenas um memorando de entendimento — não significa grande coisa".

CENTCOM anuncia "terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão"

Após as declarações de Trump, o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) anunciou que "iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão".

"Às 16h45 (hora do leste dos EUA) de hoje, o Comando Central dos EUA iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão, sob as ordens do Comandante-Chefe", lê-se numa nota publicada na rede social X.

"Estes ataques continuarão a impor um elevado custo às forças iranianas e a degradar a sua capacidade de atacar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz".

O anúncio de Trump surge no mesmo dia em que revelou  a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o estreito de Ormuz, alegando os custos associados à segurança da rota marítima.

"Os Estados Unidos serão agora conhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump na sua plataforma Truth Social.

Segundo o presidente norte-americano, a taxa destina-se a "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".

Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", sem divulgar mais pormenores sobre a sua aplicação ou sobre os mecanismos de cobrança.


Leia Também:  EUA retomam bloqueio dos portos iranianos na terça-feira

Os Estados Unidos vão retomar o bloqueio dos portos iranianos na terça-feira, às 21:00 de Lisboa, anunciou hoje o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM), após o anúncio da decisão pelo Presidente Donald Trump.

STJ declara inconstitucionais medidas de coação aplicadas ao presidente da FFGB pelo Ministério Público

Por   Radio Voz Do Povo  13/07/2026

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) declarou inconstitucionais as medidas de coação aplicadas ao presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Alberto Mendes Teixeira, (Caíto), pelo Ministério Público, com fundamento nos artigos 48.º e 170.º do Código de Processo Penal, por considerar que a imposição dessas medidas é da competência exclusiva do Juiz de Instrução Criminal.

A decisão consta do Acórdão n.º 02/2026, proferido no âmbito do Processo n.º 01/2026, e reafirma a jurisprudência estabelecida pelo Acórdão n.º 01/2017, determinando a imediata cessação dos efeitos das medidas de coação aplicadas ao dirigente desportivo.

No acórdão, o plenário do STJ sublinha que uma norma declarada inconstitucional com força obrigatória geral deixa de produzir efeitos jurídicos, tornando inválidos os atos praticados ao seu abrigo. Os juízes consideram que, no ordenamento jurídico guineense, o Ministério Público pode promover a aplicação de medidas de coação, mas a decisão compete exclusivamente ao Juiz de Instrução Criminal.

Na sequência da decisão, o Supremo Tribunal de Justiça iniciou, esta segunda-feira, a notificação oficial das partes envolvidas no processo. O mandado de notificação determina a entrega de cópias do acórdão ao requerente, Carlos Alberto Mendes Teixeira, e ao Ministério Público, representado pelo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé.

A decisão do STJ tem força vinculativa e reforça o princípio de que as restrições aos direitos fundamentais só podem ser impostas por autoridade judicial competente, em conformidade com a Constituição da República da Guiné-Bissau.

Trump diz que EUA estão a assumir controlo do estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que as suas forças estão a assumir o controlo do estreito de Ormuz, após as autoridades iranianas confirmarem o encerramento dessa via marítima.

© Getty Images    Por  LUSA   13/07/2026 

"Estamos a assumir o controlo do estreito. Eles já não têm nada a perder", declarou Trump em entrevista à cadeia televisiva Fox News, referindo-se ao Irão e às negociações mantidas nos últimos dias entre Washington e Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, as conversações prolongaram-se durante cerca de 11 horas e permitiram alcançar um entendimento inicial, mas as autoridades iranianas terão posteriormente apresentado novas exigências, levando ao fracasso das negociações.

Trump justificou ainda a resposta militar norte-americana, alegando que a República Islâmica está "a ser derrotada" no conflito e acusando Teerão de romper o cessar-fogo estabelecido ao abrigo de um acordo preliminar alcançado em junho.

Entretanto, a Autoridade do estreito de Ormuz do golfo Pérsico confirmou o encerramento da passagem marítima, alegando que a decisão foi tomada "devido a recentes ações hostis das forças norte-americanas".

Num comunicado, a entidade iraniana afirmou que a travessia do estreito é atualmente inviável e que a emissão de autorizações para navegação só será retomada quando forem restabelecidas a estabilidade e a segurança.

No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o encerramento do estreito de Ormuz "até nova ordem", alegando que uma embarcação mercante cipriota desrespeitou instruções das forças iranianas na zona.

A organização avisou que nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito enquanto persistir o que classificou como "intervenção" dos Estados Unidos na região.

O anúncio foi seguido por uma nova escalada militar entre Washington e Teerão, com ataques aéreos norte-americanos que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, constituíram uma resposta à ação da Guarda Revolucionária contra o navio mercante.



Leia Também: Irão desvaloriza alegados planos para matar Trump: "Guerra psicológica"

O Governo do Irão classificou como "guerra psicológica" por parte dos Estados Unidos a denúncia de alegados planos iranianos para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Rangel responsabiliza Irão por retomar das hostilidades... O ministro dos Negócios Estrangeiros responsabilizou hoje o Irão pelo retomar das hostilidades no Médio Oriente, acusando o regime de quebrar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos ao atacar navios em Ormuz.

© Zed Jameson/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   13/07/2026

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, Paulo Rangel afirmou que "não há dúvida que estas últimas hostilidades foram muito provocadas pela forma como o Irão esteve em Ormuz".

"Estou a falar mesmo do início desta última fase -- enfim, agora já temos quatro ou cinco dias disso -- mas, de facto, o Irão não está a cumprir aquele que era o memorando de entendimento e isso levou obviamente a um escalar de reações recíprocas", sustentou.

Paulo Rangel defendeu que o mais importante agora é "voltar à diplomacia", considerando que países como o Paquistão e o Qatar têm tido um "papel importante" nessa vertente.

"Agora, o facto de o Irão ter atacado outra vez os Estados do Golfo evidentemente também não ajuda, porque esses Estados, especialmente aqueles que tinham alguma capacidade de mediação, ficam numa situação difícil para o fazer", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que Portugal olha para a situação "com muita preocupação".

"Aquilo que a UE pode fazer é exortar as partes a voltarem ao quadro do memorando de entendimento para se poder fechar um acordo", disse, reiterando que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é um assunto "inegociável".

"E se o Irão não é capaz de a respeitar, evidentemente que isso não vai ajudar a que tenhamos paz o mais depressa possível", disse.

Esta noite, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irão, e Teerão retaliou hoje atacando os aliados regionais de Washington --- ações de escala sem precedentes de ambos os lados desde o cessar-fogo de 08 de abril.

A causa das novas hostilidades concentrou-se na questão do Estreito de Ormuz.

Teerão procura manter o controlo da via marítima estabelecido nos primeiros dias da guerra.

O anúncio feito pela República Islâmica no fim de semana, informando que iria voltar a fechar a rota estratégica global para o transporte de petróleo e gás, provocou uma forte subida dos preços do petróleo.

O petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro --- a referência internacional --- aumentou mais de 4%, atingindo os 79,13 dólares.

Após quase 40 dias de bombardeamentos num conflito desencadeado por ataques de Israel e dos Estados Unidos a 28 de Fevereiro, um cessar-fogo tinha entrado em vigor em Abril, foi posteriormente formalizado a 17 de junho através de um memorando de entendimento assinado por Washington e Teerão, apesar dos confrontos esporádicos nas imediações do estreito.

No entanto, após ataques na terça-feira passada contra embarcações que tentavam passar por Ormuz, os confrontos foram retomados com intensidade.


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O Irão ameaçou hoje abandonar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho caso Washington não cumpra os compromissos assumidos para pôr fim à guerra.

Timor-Leste: 90 estrangeiros detidos por atividades ilegais 'online'... A Polícia de Investigação Criminal de Timor-Leste deteve hoje mais 90 cidadãos estrangeiros, entre indonésios e chineses, suspeitos de envolvimento em atividades ilegais 'online'.

© Lusa   13/07/2026 

"Hoje realizámos duas operações. Uma em Díli onde detivemos 14 cidadãos chineses em flagrante delito. A outra ocorreu em Liquiçá, onde capturámos 75 cidadãos indonésios e um cidadão chinês. No total, as duas operações resultaram na detenção de 90 pessoas", declarou à Lusa, por telefone, o porta-voz da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), superintendente-chefe João Belo.

As operações decorreram na zona de Comoro, em Díli, e em Ulmera, no município de Liquiçá, situado a cerca de 17 quilómetros de Díli. O objetivo foi localizar e desmantelar atividades ilícitas relacionadas com esquemas de fraude através de centros de atendimento.

"Neste momento, os detidos encontram-se nas instalações do quartel-geral da Investigação Criminal para serem submetidos ao respetivo processo de investigação", explicou o porta-voz da PNTL.

João Belo acrescentou que a polícia está também a proceder à verificação de dinheiro apreendido, equipamentos e de outros documentos.

"Estamos a fazer as verificações", disse o comandante, remetendo para terça-feira mais esclarecimentos.

Na semana passada, as autoridades policiais de Timor-Leste já tinham detido cerca de 200 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais 'online', sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.

Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.

Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas 'online', bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.

Segundo a UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, "essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos".


ONU acusa Hamas de obstruir entrega de ajuda humanitária... Um alto funcionário da ONU acusou hoje o grupo islamita palestiniano Hamas de obstruir a entrega de ajuda em Gaza, alertando que torna as operações humanitárias cada vez mais perigosas.

© Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images      Por LUSA   13/07/2026 

Num comunicado, o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov, condenou os obstáculos às operações humanitárias atribuídos às autoridades de facto em Gaza, em referência ao Hamas.

Estas ações "colocaram em perigo o pessoal humanitário, intimidaram os trabalhadores responsáveis pela distribuição de ajuda alimentar vital e interromperam operações essenciais", descreveu.

Os incidentes ocorreram no sábado num ponto de distribuição em Jabalia (norte), que homens armados ligados ao Hamas terão invadido.

De acordo com o comunicado da ONU, os combatentes "também entraram num armazém do Programa Alimentar Mundial (PAM) e alegadamente atacaram dois camionistas que entregavam ajuda humanitária".

Alakbarov disse que "estes incidentes não foram isolados" e que "testemunham uma tendência cada vez mais preocupante de intimidação, violência e obstrução, incluindo tentativas de rapto, contra as operações humanitárias".

O responsável da ONU alertou que tais ações estavam a comprometer a entrega da ajuda tão necessária, uma vez que os civis no território devastado pela guerra enfrentam uma grave crise humanitária.

O Hamas rejeitou as acusações, considerando-as infundadas.

"A polícia e as forças de segurança continuam a proteger os camiões e os centros de distribuição de ajuda humanitária e a facilitar o trabalho das organizações internacionais", não tolerando qualquer ataque, declarou à agência de notícias AFP um responsável do chamado Ministério do Interior do Hamas.

Um cessar-fogo entrou em vigor em Gaza em outubro, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas a Israel, em 07 de outubro de 2023.

A segunda fase da trégua, que prevê o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual das forças israelitas de Gaza, está parada há vários meses.

As forças israelitas expandiram a sua presença nos últimos meses e controlam agora mais de 60% do território.

O Hamas continua a exercer autoridade sobre o resto da Faixa de Gaza, mas anunciou na semana passada a dissolução do organismo de 15 membros que geriu o território durante quase duas décadas.


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O Ministério da Saúde de Gaza alertou hoje para a ameaça de "paralisia total" do serviço de ambulâncias do território palestiniano, com 70 % dos veículos de emergência parados.

domingo, 12 de julho de 2026

MACKY SALL REGRESSA A DAKAR PARA ENCONTRO COM BASSIROU DIOMAYE FAYE.🇸🇳🚨

Por  Digital Mídia Global TV   Bissau, 12 de julho de 2026

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, deverá regressar a Dakar no próximo dia 17 de julho para um encontro com o atual Chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, segundo informações transmitidas aos seus colaboradores mais próximos.

Os detalhes sobre a recepção e o programa da visita ainda não foram divulgados, mas deverão serão informados nos próximos dias. 

A deslocação do ex-Presidente está a despertar atenção nos meios políticos senegaleses, dada a importância do encontro entre duas figuras que, outrora, foram adversários ferrenhos quando Macky Sall estava no poder e que hoje são aliados, após o afastamento de Diomaye do projeto político de Ousmane Sonko.

De acordo com informações avançadas por fontes da Digital Mídia Global TV (DMG TV), Macky Sall procura reforçar o apoio à sua candidatura para um cargo nas Nações Unidas e espera contar com o respaldo do Presidente Bassirou Diomaye Faye. Nesse contexto, a reunião ganha particular relevância, tanto no plano diplomático como político, estando a ser facilitada pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

A visita acontece num momento em que o antigo Chefe de Estado intensifica contatos com vários líderes e parceiros internacionais, numa estratégia destinada a consolidar apoios para a sua candidatura em organismos multilaterais.

Irão diz que lista de alvos militares se atualizou após ameaças de Trump... O exército iraniano disse hoje que a lista de alvos militares do país "foi atualizada", depois das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar mil mísseis ao Irão caso seja alvo de uma tentativa de assassinato.

© Atta KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   12/07/2026 

"A lista de alvos do exército foi atualizada e está preparada para qualquer cenário. Os americanos fariam melhor em terminar as suas intervenções na região", afirmou o porta-voz Mohammad Akraminia, em declarações à televisão estatal iraniana, segundo a agência iraniana Mehr, citada pela espanhola Efe.

O general iraniano salientou ainda que o exército da República Islâmica "nunca confiou nos americanos" e que aproveitou o cessar-fogo para reforçar as suas capacidades de combate, dado que, segundo ele, os Estados Unidos "têm um longo historial de incumprimentos", como "as recentes violações do acordo de cessar-fogo".

Além disso, afirmou que Washington está a tentar impor uma rota marítima "não autorizada" através do Estreito de Ormuz, violando o Memorando de Entendimento assinado em junho em Islamabad.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão têm a obrigação de garantir a segurança necessária para a passagem pelo Estreito de Ormuz e de implementar as disposições estipuladas pelo Irão no âmbito do acordo", declarou Akraminia, acrescentando que Washington deveria considerar os seus aliados regionais e não expô-los a uma maior insegurança.

Para o porta-voz, "de cada vez que os Estados Unidos agiram contra o Irão, receberam uma resposta, e o mesmo aconteceu ontem [sábado] à noite", enfatizou, referindo-se à troca de ataques desta madrugada, quando o Irão anunciou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado "até novas ordens".

Os Estados Unidos lançaram esta noite uma nova ronda de ataques contra o Irão, que, segundo o Comando Central norte-americano (Centcom), atingiram cerca de 140 alvos militares, depois de o Irão ter bombardeado - ainda de acordo com a Centcom - um navio com bandeira cipriota que transitava pelo estreito de Ormuz.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se situa uma instalação nuclear, e em vários locais junto ao estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passava aproximadamente um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Teerão, por sua vez, respondeu lançando mísseis e drones contra vários países do Médio Oriente que albergam bases americanas, incluindo a Jordânia, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

No Qatar - país mediador entre Teerão e Washington - pelo menos três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços após a interceção de projéteis lançados do Irão.

GTAPE: As brigadas do GTAPE já estão a ser posicionadas no terreno para o arranque, esta segunda-feira, da Campanha de Emissão da Segunda Via do Cartão de Eleitor... A operação vai decorrer durante 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm o cartão em mau estado de conservação.

O Diretor-Geral do GTAPE, Queba Djaita, apela aos eleitores abrangidos para procurarem as brigadas e garantirem o exercício do direito de voto nas próximas eleições.

@Radio Voz Do Povo

GTAPE inicia amanhã emissão da segunda via do cartão de eleitor

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, GTAPE, anunciou que estão reunidas todas as condições para o início, esta segunda-feira, amanhâ, 13 julho, da campanha nacional de emissão da segunda via do cartão de eleitor.

A campanha terá a duração de 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm os seus cartões de eleitor em mau estado de conservação.

Para garantir o sucesso da operação, brigadas do GTAPE vão percorrer todo o território nacional e a diáspora. Depois da formação, os brigadistas são colocados hoje nos respetivos locais de trabalho para iniciarem a missão na segunda-feira.

A cerimónia oficial de lançamento da campanha realiza-se em frente à sede da UDIB e será presidida pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local. O evento contará também com a presença do Diretor-Geral do GTAPE e da Presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE.

A emissão da segunda via do cartão de eleitor foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros para permitir que os cidadãos já inscritos nos cadernos eleitorais, mas que perderam ou danificaram os seus cartões, possam obter um novo documento e exercer o seu direito de voto.

O GTAPE apela aos eleitores abrangidos para que se dirijam às brigadas instaladas nos respetivos círculos eleitorais e solicitem a segunda via do cartão, contribuindo, desta forma, para uma maior participação eleitoral e para o reforço da democracia no país.

Ucrânia atinge mais dez petroleiros russos no mar de Azov... Os militares ucranianos atingiram sábado à noite, no Mar de Azov, mais dez petroleiros da chamada "frota fantasma" que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais, bem como quatro ferries, anunciou hoje o Estado-Maior ucraniano.

© Lusa   12/07/2026 

A Ucrânia recordou que a Rússia utiliza os petroleiros para transportar petróleo e produtos petrolíferos russos, contornando as sanções internacionais, enquanto os transportes de passageiros garantem a logística militar russa. 

O chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi salientou que o número de navios da "frota fantasma" russa danificados no Mar de Azov esta semana, de segunda-feira a domingo, ascende a 90, incluindo petroleiros, rebocadores, ferries e navios de carga seca.

Os meios de comunicação noticiaram no sábado que, face aos ataques da Ucrânia a petroleiros, a Rússia suspendeu temporariamente a navegação pelo canal Don-Azov, que liga o rio Don ao mar de Azov.

"Parece que o tráfego pelo estreito de Kerch foi interrompido", tinha comentado Brovdi, referindo-se a esta suposta suspensão temporária do canal marítimo que separa a Crimeia da Rússia e dá acesso ao mar de Azov.

Os ataques sistemáticos a navios e a refinarias já levaram Moscovo a limitar o consumo de combustível por civis e a comprar produtos refinados no exterior.


Trump, Meloni ou Macron: jornal iraniano publica lista de treze alvos para vingar a morte de Khamenei

Por  cnnportugal.iol.pt  12/07/2026

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (à esquerda) e o presidente dos EUA Donald Trump (à direita) apertam as mãos durante a cerimónia de boas-vindas antes da foto de família na Cimeira de Paz de Gaza, em Sharm El-Sheikh, Egito, em 13 de outubro de 2025. 

No topo da imagem publicada pelo jornal iraniano Hamshahri surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa"

Donald Trump, presidente dos EUA, Emmanuel Macron, presidente de França, ou Giorgia Meloni, primeira-ministra de Itália, são algumas das personalidades que estão entre uma vasta lista de figuras que, segundo o jornal iraniano Hamshahri, um diário ultraconservador ligado ao município de Teerão, deverão responder pela morte do aiatola Ali Khamenei.

A publicação surge depois de Mojtaba Khamenei, sucessor do pai como guia supremo do Irão, ter afirmado, no sábado, que a vingança pela morte de Ali Khamenei é "inevitável".

A declaração foi divulgada após o funeral do líder iraniano, morto num ataque israelo-americano a 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", refere a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei.

Poucas horas depois, o Hamshahri publicou uma fotografia inspirada nessa declaração. Apesar de não identificar qualquer pessoa pelo nome, a imagem reúne fotografias de 13 personalidades que aparentam corresponder à lista referida pelo novo guia supremo.

No topo da imagem surgem Donald Trump e Benjamin Netanyahu com um alvo sobre o rosto, onde se lê "a vingança é certa".

Na parte inferior da composição aparecem outras figuras políticas e militares retratadas com uniformes de prisioneiros, entre as quais o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o Presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico demissionário Keir Starmer, Pete Hegseth, Brad Cooper, Mike Huckabee, Israel Katz, Eyal Zamir e Gideon Sa'ar.

Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de cumplicidade por não terem condenado os ataques ao país e por terem permitido que aeronaves militares norte-americanas utilizassem o respetivo espaço aéreo.

Rússia ataca portos ucranianos pelo segundo dia consecutivo... As Forças Armadas da Rússia atacaram hoje com mísseis e drones, pelo segundo dia consecutivo, os portos ucranianos de Odessa e Chornomorsk, nas margens do mar Negro, anunciou o Ministério da Defesa russo.

© DELIL SOULEIMAN/AFP via Getty Images   Por  LUSA   12/07/2026 

"Durante a noite, as Forças Armadas russas lançaram ataques combinados com armas de alta precisão e longo alcance de localização aérea e drones", indicou o comando russo, em comunicado publicado nos canais MAX e Telegram.

O comunicado refere que os ataques provocaram danos na infraestrutura portuária de Odessa e Chornomorsk, na região de Odessa, "utilizada para descarga e armazenamento de material militar, combustíveis e lubrificantes, assim como barcos que transportam estas cargas para os portos ucranianos".

A mesma fonte precisou que também foi alcançado o centro logístico da empresa de transporte Odtrans, do porto de Odessa.

No porto de Chornomorsk, as forças russas destruíram instalações do centro de transbordo usado para descarga e armazenamento de carga militar, assim como depósitos de combustível e lubrificantes.

No mesmo porto, segundo o ministério russo, foram destruídos navios de carga e embarcações ao serviço do exército ucraniano, além de uma lancha patrulha da Marinha de Guerra ucraniana.