domingo, 19 de abril de 2026

EUA capturam navio iraniano no Golfo de Omã... Forças militares dos EUA capturaram um navio iraniano no Golfo de Omã por alegada violação do bloqueio imposto por Washington, anunciou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump

Por LUSA 

Segundo Trump, o navio, identificado como Touska, foi intercetado pelo contratorpedeiro USS Spruance após não responder a comunicações.

O chefe de Estado indicou que a tripulação foi detida depois de uma ação militar que incluiu danos na casa das máquinas da embarcação, acrescentando que o navio se encontra sob custódia de fuzileiros navais norte-americanos.

Trump afirmou que o Touska integra a lista de alvos de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um alegado histórico de atividades ilegais, informação confirmada pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros.

O navio é descrito como um porta-contentores de bandeira iraniana com cerca de 275 metros de comprimento.

Entretanto, a companhia francesa CMA CGM revelou que um dos seus cargueiros foi alvo de disparos de advertência no Estreito de Ormuz, no sábado, sem registo de vítimas.

Segundo a empresa, a embarcação sofreu danos ligeiros e foi forçada a regressar, sem que tenha sido identificada a origem dos tiros.

A Organização Marítima Internacional confirmou que o navio foi atingido, mas não avançou detalhes adicionais.

Trump tinha anteriormente acusado o Irão de disparar contra um navio francês e outro britânico na região, agravando as tensões numa das principais rotas marítimas do comércio mundial.


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O Irão não planeia, neste momento, participar em novas negociações com os Estados Unidos, que tinham anunciado o envio de uma equipa de negociação para o Paquistão, noticiou hoje a televisão estatal iraniana.

PR cabo-verdiano alerta em Portugal para discriminações contra comunidade na diáspora.... O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, alertou hoje na Maia (distrito do Porto) para discriminações e restrições à mobilidade da comunidade cabo-verdiana emigrada noutros países, no arranque da V Presidência na Diáspora, em Portugal.

© Lusa     19/04/2026 

"Há, neste momento, mais restrições à mobilidade. E há mais discriminações às comunidades emigradas. Em todo o mundo, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Temos de ter consciência disso", disse hoje num encontro com a comunidade cabo-verdiana da região do Porto, que decorreu no Auditório Principal da Universidade da Maia.

Para José Maria Neves, é importante os cabo-verdianos estarem "conscientes desse facto", sendo igualmente necessário que se faça "tudo para conhecer os desafios e defender os interesses dos cabo-verdianos espalhados pelo mundo".

Dando como exemplo os Estados Unidos, em que "os vistos para turismo e negócios estão sujeitos a uma caução que pode ir até aos 15 mil dólares", o chefe do Estado apontou que "na Europa também há muitas restrições à mobilidade".

"É claro que nós temos conversado com vários governos, mesmo com o governo dos Estados Unidos é preciso manter o diálogo, as pontes, para mostrar que a comunidade cabo-verdiana é uma comunidade que não causa problemas, é uma comunidade trabalhadora, é uma comunidade que se integra bem e que tem dado um grande contributo para o desenvolvimento dos países de acolhimento", apontou.

José Maria Neves considerou ainda "importante a participação cívica e a participação política nos países de acolhimento".

Numa sessão em que também apelou à participação nas eleições legislativas de 17 de maio e assinalou o aumento do custo de vida para as comunidades emigrantes, vários elementos do público colocaram questões ao Presidente da República, sobretudo jovens estudantes preocupados não só com as questões de discriminação, mas também com o valor das bolsas de estudo.

Vasco Costa, estudante de Engenharia, mostrou-se preocupado com "o aumento da xenofobia, do racismo e de inúmeras situações em que os estudantes têm-se sujeitado a inúmeras humilhações" em Portugal, nomeadamente no processo de regularização dos seus processos, além das questões do custo de vida.

"Sabemos que em vários países está a crescer a xenofobia, o racismo, etc. Temos é de continuar a colocar as nossas questões a todos os partidos políticos, a todos os partidos políticos nos países de acolhimento, aos governos, às autoridades municipais, para irmos protegendo e ir propondo acordos aos diferentes países para irmos protegendo os cabo-verdianos que estão em muitos países", respondeu José Maria Neves.

O Presidente de Cabo Verde comprometeu-se ainda a "levar essa questão das bolsas, do valor das bolsas, para colocar ao Governo, após as eleições, qualquer que seja o Governo" formado após as legislativas de 17 de maio.

José Maria Neves iniciou hoje na Maia a V Presidência na Diáspora, sobretudo no Norte de Portugal, e segunda-feira será recebido pelo Presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, nos Paços do Concelho, indo também a Lisboa ser recebido pelo Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, na sexta-feira.

"Entre os dias 19 [hoje] e 26 de abril [domingo], José Maria Neves cumprirá uma intensa agenda nos municípios do Porto, Guimarães, Braga e Barcelos, além de deslocações a Tondela, no distrito de Viseu, e a Lisboa, em áreas estratégicas como a Saúde, o Ensino Superior e a Inovação, bem como a cooperação descentralizada", pode ler-se numa nota de imprensa no 'site' da Presidência de Cabo Verde.

Candidatos à ONU começam a ser ouvidos terça-feira em Nova Iorque... O diálogo interativo com os quatros candidatos a secretário-geral da ONU arranca na terça-feira, num processo que moldará o futuro do multilateralismo e que poderá levar, pela primeira vez na história da organização, à eleição de uma mulher.

© Getty Images     Por  LUSA   19/04/2026 

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet será a primeira candidata a ser ouvida, na manhã de terça-feira, em Nova Iorque, seguindo-se o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, na tarde do mesmo dia.

Na quarta-feira será a vez da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, que terá a sua audição de manhã, e do ex-presidente senegalês Macky Sall, que será ouvido no período da tarde.

A diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, chegou a entrar na corrida para suceder a António Guterres como líder da ONU através da nomeação das Maldivas. Contudo, a nação insular acabou por retirar o apoio à sua candidatura, eliminando-a assim do processo eleitoral.

Cada potencial candidato teve de ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Todas as sessões de diálogo interativo serão transmitidas 'online' e decorrerão na sala do Conselho de Tutela das Nações Unidas, um dos seis principais órgãos da organização, em Nova Iorque.

Cada candidato terá a oportunidade de apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

A sessão de cada candidato terá três horas de duração, período que será dividido, numa primeira fase, em torno das declarações de visão pessoal e das competências de gestão do candidato.

Na segunda parte, serão abordados três pilares: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e o clima, e os direitos humanos.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Já se passaram 35 anos desde que um latino-americano liderou a ONU. A região argumenta que ignorar essa tradição agora quebraria o pacto informal e não escrito que mantém o equilíbrio geográfico da ONU.

Contudo, muitas nações africanas argumentam que, como Guterres (Europa Ocidental) representou uma "interrupção" na rotação em 2016 (informalmente, era a vez da Europa Oriental), o ciclo está efetivamente quebrado e alegam que o fardo da manutenção da paz de África confere ao continente o direito de liderar.

Muitos países também defendem que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, são os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho, que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

O Conselho de Segurança realizará votações secretas - chamadas de votações informais -- até que chegue a um consenso. 

Por fim, os cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - devem concordar com um candidato. 

O Conselho adotará então uma resolução, tradicionalmente a portas fechadas, recomendando uma nomeação para a Assembleia-Geral. A resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

Embora se presuma que a resolução conterá o nome de um único candidato (uma convenção que remonta a 1946; não uma regra restrita), crescem os apelos para que o Conselho apresente à Assembleia-Geral dois ou mais candidatos, entre os quais uma seleção possa ser feita. 

A Assembleia-Geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.

A carta de competências exige que o próximo secretário-geral demonstre fortes capacidades de liderança, dedicação e eficácia, com experiência em estruturas de governação, assim como em relação às Nações Unidas e à gestão da instituição à luz das reformas.

Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise multidimensional da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.

Apesar dos esforços do atual secretário-geral para tentar convencer o mundo de que a ONU é hoje mais vital do que nunca, a organização fundada após a Segunda Guerra Mundial tem hoje a sua influência desacreditada e o seu pleno funcionamento em risco devido aos cortes de financiamento de nações como os Estados Unidos, país que acolhe a sede da instituição, em Nova Iorque, e o seu maior doador.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de 2026.


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Duas mulheres e dois homens mantêm-se na disputa pelo cargo de secretário-geral da ONU e serão ouvidos a partir de terça-feira pelos Estados-membros, dando início a um processo que poderá ser histórico caso a liderança eleita seja feminina.


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A presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou à Lusa que a seleção do próximo secretário-geral será "uma questão de credibilidade" para a organização, uma vez que em 80 anos de história nunca teve uma mulher na liderança.

Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"... O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final "ainda está longe".

© Lusa  19/04/2026 

"Ainda estamos longe de ter concluído o debate", declarou Ghalibaf numa entrevista à televisão iraniana.

O presidente do parlamento iraniano participou nas negociações de 11 e 12 de abril, em Islamabade, juntamente com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance.

"Fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto", acrescentou.

Durante o encontro em Islamabade - o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Iraniana de 1979 - Teerão salientou que "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos, declarou Ghalibaf.

"Os Estados Unidos têm de tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano", prosseguiu. E acrescentou: "devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição na sua abordagem ao diálogo".

De acordo com o responsável, o Irão só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, que entrou em vigor a 08 de abril, porque os Estados Unidos pediram que o fizesse.

"Estávamos a sair vitoriosos no terreno, o inimigo não tinha alcançado nenhum dos seus (...) objetivos e o Irão também controlava o estreito" de Ormuz, afirmou.

"Se aceitámos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram os nossos pedidos", referiu.

sábado, 18 de abril de 2026

Ormuz? Irão "tentou ser espertinho", mas não pode "chantagear" os EUA... O presidente norte-americano, Donald Trump, deu conta de que a sua administração terá "mais informações" sobre o encerramento do estreio de Ormuz "até ao final do dia", mas frisou que o Irão "não pode chantagear" os Estados Unidos.

© Getty Images  noticiasaominuto.com 18/04/2026 
O presidente norte-americano, Donald Trump, remeteu esclarecimentos sobre o encerramento do estreio de Ormuz para mais tarde, mas assinalou que o Irão "não pode chantagear" os Estados Unidos, este sábado.

"Não nos podem chantagear", disse, após ter reiterado que as conversações continuam e estão "a correr muito bem".

Aliás, o magnata apontou que os oficiais iranianos "tentaram ser espertinhos, como têm feito há 47 anos", mas deu força às alegações de que os Estados Unidos praticamente eliminaram a marinha, a força aérea e a liderança daquele país.

"Teremos mais informações até ao final do dia. Estamos a dialogar e a adotar uma postura firme", frisou.

Estas declarações foram proferidas à margem da assinatura de uma ordem executiva que flexibiliza as restrições aos tratamentos com drogas psicadélicas, junto do streamer Joe Rogan, um dos principais defensores da medida.

Recorde-se de que o estreito de Ormuz voltou "ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, este sábado, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos.

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, significa isto que a rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO".

A decisão foi tomada depois de, na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Aragchi, ter anunciado que "a passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Ormuz" permaneceria "totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo".

Trump reagiu pouco depois, com uma mensagem escrita totalmente em letra maiúscula, na qual indicou que "O ESTREITO DO IRÃO ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL".

Numa outra publicação, também em letra maiúscula, o magnata alertou que "O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO".

Mais tarde, o chefe de Estado assegurou que Teerão "concordou em nunca mais fechar" aquela rota.

"O Irão concordou em nunca mais fechar o estreito de Ormuz. Já não será utilizado como arma contra o mundo!", escreveu, assinalando, novamente em letra maiúscula, o que classificou como "UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!"

Recorde-se de  que as negociações visam pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. O Irão respondeu com ataques contra Israel e os países da região, bem como com o bloqueio do estrito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

A guerra e o bloqueio do estreito fizeram subir os preços do petróleo e causaram o receio de uma crise económica a nível global. Além disso, o conflito provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para os confrontos pela ação do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei.

Israel recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. No entanto, e após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

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O vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros ironizou hoje sobre o comportamento do Presidente norte-americano, dizendo que faz muitas publicações nas redes sociais e fala muito, após Trump dizer que podia não prolongar o cessar-fogo com o Irão.

Estreito de Ormuz novamente fechado. Passagem "requer aprovação do Irão"... O estreito de Ormuz voltou "ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos. A rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO", de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB.

Por LUSA 

Um porta-voz do Quartel-General Central de Hazrat Khatam al-Anbiya disse, este sábado, que o estreito de Ormuz "voltaria ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos.

"A República Islâmica do Irão, em conformidade com acordos anteriores alcançados nas negociações, concordou de boa-fé com a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios comerciais pelo estreito de Ormuz. Infelizmente, os americanos continuam o chamado bloqueio. Por esta razão, o controlo do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e este estreito estratégico está sob a gestão e controlo rigorosos das forças armadas", lê-se, num comunicado citado pela Sky News.

A mesma nota deu conta de que, "enquanto os Estados Unidos não garantirem a total liberdade de passagem de embarcações do Irão de e para o Irão, a situação no estreito de Ormuz permanecerá sob controlo rigoroso e no seu estado anterior".

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, significa isto que a rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO".

Recorde-se que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Aragchi, anunciou, na sexta-feira, que "a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz" permaneceria "totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo".

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica do Irão", escreveu, na rede social X (Twitter).
Por seu turno, o presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à abertura do estreio de Ormuz com uma mensagem escrita totalmente em letra maiúscula, na qual indicou que "O ESTREITO DO IRÃO ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL".

Numa outra publicação, também em letra maiúscula, o magnata alertou que "O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO".

"O ESTREITO DE ORMUZ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA O COMÉRCIO E TRÂNSITO LIVRE, MAS O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO, ATÉ QUE A NOSSA TRANSAÇÃO COM O IRÃO ESTEJA 100% CONCLUÍDA. ESTE PROCESSO DEVE DECORRER MUITO RAPIDAMENTE, UMA VEZ QUE A MAIORIA DOS PONTOS JÁ FOI NEGOCIADA", advertiu.

Poucos minutos mais tarde, o chefe de Estado assegurou que Teerão "concordou em nunca mais fechar" aquela rota.

"O Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Já não será utilizado como arma contra o mundo!", escreveu, assinalando, novamente em letra maiúscula, o que classificou como "UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!"

Note-se que Trump indicou que deveria ser rápido alcançar um acordo com o Irão, "uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada".

As negociações visam pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. O Irão respondeu com ataques contra Israel e os países da região, bem como com o bloqueio do estrito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

A guerra e o bloqueio do estreito fizeram subir os preços do petróleo e causaram o receio de uma crise económica a nível global. Além disso, o conflito provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para os confrontos pela ação do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei.

Aliás, Israel recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. No entanto, e após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

O presidente norte-americano declarou que o bloqueio aos portos iranianos é para manter se não for alcançado um acordo de paz com Teerão, acrescentando que pode não prorrogar o cessar-fogo, que termina na quarta-feira.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Teerão nega acordo sugerido por Trump sobre entrega de urânio enriquecido... O Irão negou hoje ter concordado com a transferência dos seus 'stocks' de urânio enriquecido, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter sugerido o contrário, ao abordar este tema central nas divergências entre os dois países.

© Getty Images     Por  LUSA    17/04/2026 

"Ourânio enriquecido do Irão não será transferido para lado nenhum. Tal como o solo iraniano é sagrado para nós, esta questão é de grande importância", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, citado pela televisão estatal.

Anteriormente, Donald Trump tinha afirmado na sua rede social Truth Social que "os Estados Unidos ficarão com toda a 'poeira' nuclear criada pelos magníficos bombardeiros B2", referindo-se ao urânio iraniano que foi visado pela aviação norte-americana em junho do ano passado.

O líder norte-americano publicou hoje uma série de mensagens na sua rede social sobre o atual conflito com a República Islâmica, desencadeado em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, além de ter prestado declarações à agência France-Presse (AFP) a indicar que já "não há pontos de atrito" para um entendimento com Teerão, que acredita estar muito próximo.

"Os iranianos querem reunir-se. Querem chegar a um acordo. Penso que provavelmente haverá uma reunião este fim de semana. Penso que chegaremos a um acordo dentro de um ou dois dias", acrescentou noutra conversa com o jornal digital norte-americano Axios.

Na sua sequência de 'posts', o líder da Casa Branca disse também que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após o chefe da diplomacia de Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada por Trump como "um dia grandioso para o mundo".

O político republicano disse porém que os Estados Unidos vão manter o seu bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".

Em reação, as agências de notícias Fars e Tasnim, próximas da Guarda Revolucionária iraniana, indicaram posteriormente que Ormuz voltará a ser encerrado se o bloqueio naval dos Estados Unidos prosseguir.

O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, ocorreu no seguimento do cessar-fogo de dez dias no conflito no Líbano, que entrou em vigor na última madrugada.

Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.

Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.


Leia Também: Trump espera chegar a acordo com Teerão "dentro de um ou dois dias"

O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou hoje, numa entrevista, que espera chegar a um acordo com o Irão "dentro de um ou dois dias" para pôr fim à guerra.

Médio Oriente: Líbano procura "acordo permanente" com Israel... O Líbano está a trabalhar para um "acordo permanente" com Israel após o cessar-fogo que entrou em vigor na última madrugada, afirmou hoje o Presidente libanês, afastando qualquer "sinal de fraqueza" nas negociações com Telavive.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  17/04/2026 

"Encontramo-nos numa nova fase", declarou Joseph Aoun no seu primeiro discurso à nação desde o começo da trégua com Israel, que assinalou como uma etapa de transição "para trabalhar no sentido de um acordo permanente que salvaguarde os direitos do povo libanês" e a unidade e soberania nacional.

Para Aoun, as primeiras negociações diretas entre os dois países, que não têm relações diplomáticas, não devem ser vistas como "um sinal de fraqueza ou uma concessão", nem de cedência de território nacional, apesar da atual ocupação israelita no sul do país.

"Estamos confiantes de que vamos salvar o Líbano, (...) recuperámos o Líbano e o poder de decisão do Líbano pela primeira vez em quase meio século", prosseguiu o chefe de Estado, acrescentando que o seu país não é nem voltará a ser "o teatro de guerra de ninguém".

Nesse sentido, avisou que não permitirá que "um único libanês morra", nem a continuação do derramamento de sangue do seu povo "devido à influência de terceiros ou aos cálculos de potências próximas ou distantes".

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo xiita, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.

No mais recente balanço, as autoridades de Beirute registaram 2.294 mortos nos últimos 45 dias, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de descolados.

Após um mês e meio de confrontos, Israel e o Líbano acordaram um cessar-fogo de dez dias, que o Hezbollah também aceitou apesar de não ter participado no entendimento mediado pelos Estados Unidos, e anunciaram o início de negociações diretas.

No seu discurso à nação, o Presidente libanês agradeceu "a todos os que contribuíram para alcançar o cessar-fogo", apontando em concreto o Presidente norte-americano, Donald Trump, que identificou como seu amigo, bem como a Arábia Saudita.

Após anunciar na quinta-feira o início da trégua, Trump indicou que Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deverão encontrar-se na Casa Branca, em Washington, "nos próximos quatro ou cinco dias".

O Presidente libanês declarou hoje que o objetivo de Beirute é "travar a agressão israelita" e conseguir a retirada das suas tropas, bem como garantir o regresso dos prisioneiros de guerra e dos deslocados às suas casas "em segurança, liberdade e dignidade".

A declaração do chefe de Estado surge horas depois de o primeiro-ministro israelita ter afirmado que o seu país "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah, apesar de Donald Trump ter avisado que os Estados Unidos proibiram Israel de retomar os seus ataques no país vizinho.

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

 Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.


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O Exército israelita informou hoje sobre uma operação realizada no sudeste do Líbano "minutos antes" de entrar em vigor do acordo de cessar-fogo de dez dias anunciado na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"They not Pious". E se o "beef" entre Papa e Trump fosse uma música?... Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", emitido pela CBS, lançou uma música na qual adapta o hit "They Not Like Us", de Kendrick Lamar, para abordar as farpas lançadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Papa (que não o deixou sem resposta).

© Alberto PIZZOLI / POOL / AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  17/04/2026 

Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", decidiu lançar, esta sexta-feira, uma música na qual aborda um dos temas que tem dominado a atualidade: o 'beef' (uma espécie de rixa de troca de palavras) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espoletou quando decidiu criticar o Papa Leão XIV.

O comediante, cujo programa é transmitido pela CBS, decidiu lançar este excerto com a 'ajuda' de uma música de Kendrick Lamar. Usando "They Not Like Us" - um hit que surgiu no contexto de uma rixa verbal entre Lamar e Drake -, Colbert e a sua equipa adaptaram ao tema à atualidade política.

Pode ouvir a adaptação ("They not Pious", "Eles não são devotos") abaixo, mas explicamos, desde já, que foi usado um telejornal (falso) para dar a notícia. "Trump and Pope beefing" ["Trump e Papa em conflito", na tradução livre] lê-se no falso noticiário. 

A música adaptada seria uma resposta do Papa para Trump, e contém versos como "Tu tens o JD, mas eu tenho o JC [Jesus Cristo]" ou "Eu sou a Santa Sé, tu és o velho senil / Quantas menções tiveste nos ficheiros Epstein? És um amigo certificado daquele pedófilo certificado".

Também as publicações recentes de Trump, em que usou Inteligência Artificial para se mostrar como Jesus Cristo, justificado, após críticas, que se mostrava como médico, serviram de inspiração: "Parece que está na altura de te reformares / Chamaste Jesus de médico e é provavelmente Alzheimer".

Ouça a música abaixo:

Recorde-se que, nos últimos dias, Donald Trump e o Papa Leão XIV trocaram críticas públicas, depois de o pontífice ter assumido uma posição firme contra a guerra e a favor da paz, tendo sido acusado pelo líder norte-americano de ser "fraco contra o crime" e "terrível em política externa".

No seguimento dessas críticas, o chefe da Igreja Católica respondeu a Donald Trump que "o evangelho é claro" e que "a Igreja tem a obrigação moral de ser contra a guerra".

Nessa primeira resposta a Trump, o Papa disse: "Não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", acrescentou, referindo ainda que não tencionava entrar em debates com o presidente dos EUA: "Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz".

Desde domingo até agora que Trump tem falado sobre o assunto, tendo ainda na quinta-feira dito que "o Papa fez uma declaração" e "diz que o Irão pode ter uma arma nuclear". "Eu digo que o Irão não pode ter uma arma nuclear", afirmou o chefe de Estado norte-americano, referindo que "tem direito" a discordar do Papa.

Também ontem o Papa voltou a abordar o tema da guerra, dando conta de que o mundo está a ser "devastado por tiranos".

Note-se ainda que durante estes dias de tensão, a casa de um dos irmãos do Papa, John Prevost, foi alvo de uma ameaça de bomba, nos Estados Unidos. A ameaça provou-se "infundada", mas as autoridades investigam a situação.

Teerão ameaça voltar a fechar Ormuz se EUA prosseguirem bloqueio naval... O Irão voltará a fechar o Estreito de Ormuz se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval aos seus portos, informaram hoje as agências de notícias Fars e Tasnim, ambas ligadas à Guarda Revolucionária iraniana.

© Getty Images   Por  LUSA   17/04/2026 

"Se o bloqueio marítimo for mantido, será considerado uma violação do cessar-fogo e o trânsito pelo Estreito de Ormuz será encerrado", segundo as agências noticiosas iranianas, citando fontes próximas do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Esta declaração surge após Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada pelo Presidente norte-americano como "um dia grandioso para o mundo".

Numa série de mensagens na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump comentou que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", mas indicou que vai manter o bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".

O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos (EUA) e Israel em 28 de fevereiro, foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"A passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo", escreveu Abbas Araghchi na rede social X, como resultado da trégua de dez dias entre Israel e o Líbano, que entrou em vigor na última madrugada e foi também aceite pelo Hezbollah, aliado de Teerão.

Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.

Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Segundo os meios de comunicação social do Irão, a reabertura de Ormuz está condicionada a três fatores: os navios devem coordenar a sua passagem com as forças iranianas, transitar pela rota designada e não ter ligações com países inimigos, ou seja, os Estados Unidos e Israel.

As embarcações militares "continuam proibidas", segundo a televisão estatal iraniana.

Na sua série de mensagens na Truth Social, Donald Trump defendeu hoje que o processo negocial com o Irão "deverá ser muito rápido, uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada", incluindo Ormuz e o programa iraniano de enriquecimento de urânio.

"Estamos muito perto de chegar a um acordo", disse depois o Presidente norte-americano em declarações por telefone à agência France-Presse (AFP).

Questionado se ainda existia alguma divergência entre os dois países, respondeu negativamente.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após saudar a anúncio da reabertura da rota marítima como "um dia grandioso para o mundo".

MANIFESTAÇÃO: "Salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, é hora de agir"... Milhares de pessoas manifestaram-se hoje, em Lisboa, contra o pacote laboral, numa altura em que o Governo já admitiu querer encerrar a atual fase negocial.

© Lusa   17/04/2026 

O protesto, organizado pela CGTP, teve início pelas 14:30, no Saldanha, em Lisboa, e seguiu em direção à Assembleia da República.

Os manifestantes, de todas as idades, levavam bandeiras da central sindical e das estruturas associadas e gritavam palavras de ordem como "Contratação sim, caducidade não" e "Salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, está na hora de agir".

A manifestação nacional, organizada pela CGTP-IN, sob o mote "Abaixo o pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor" decorreu numa altura em que a ministra do Trabalho garantiu que há apenas "dois ou três temas" a impedir um acordo com os parceiros sociais e que vai encerrar "esta fase negocial nos próximos dias".

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, voltou hoje a reunir-se com a UGT e as quatro confederações para "pequenas afinações" na legislação laboral.

Para o secretário-geral da CGTP, a adesão dos trabalhadores ao protesto reflete a indignação que tem vindo a ser demonstrada ao longo dos últimos oito meses.

"Está aqui a voz de quem trabalha. É na rua que conhecemos a realidade de quem trabalha e era bom que o Governo percebesse isto. Este pacote laboral tem no seu conteúdo a normalização da precariedade", assinalou Tiago Oliveira, que falava aos jornalistas, durante a manifestação.

O líder da intersindical garantiu que vão ser os trabalhadores a definir o futuro e o desfecho do pacote laboral e deixou críticas ao executivo.

"Estamos perante um Governo antidemocrático, que não quer ouvir a voz de quem trabalha. Iremos responsabilizar também todos aqueles que na Assembleia da República, através do sue voto, permitam que algo tão negativo veja a luz do dia", avisou.

Ao longo de todo o percurso, que levou cerca de duas horas a percorrer, o protesto foi crescendo e vários manifestantes juntaram-se com cravos na mão ou ao peito e algumas faixas com a palavra liberdade.

"É importante [estar aqui] porque nós estamos a ser atacados nos poucos direitos que temos", referiu a manifestante Luzineide Silva, em declarações à Lusa, lamentando que o pacote laboral esteja a ser feito "à medida dos patrões".

Por sua vez, Vasco Josué, que também se juntou ao protesto, disse ser "vergonhoso" o facto de a maior central sindical não estar a fazer parte das negociações com o Governo.

"Não é que a CGTP não tente, mas são completamente ignorados. É antidemocrático", sublinhou.

"Estamos aqui a construir o nosso futuro, para um futuro melhor para a juventude, para o povo e para os trabalhadores", vincou.

Do lado dos partidos, o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, apontou que o número de pessoas na manifestação é a "prova provada da imensa arrogância por parte do Governo e da imensa prepotência deste pacote laboral", notando que o executivo de Luís Montenegro está cada vez mais isolado.

Pureza lamentou ainda o que disse serem as "manobras de desespero por parte do Governo" e falta de vontade em negociar, mantendo-se assim a "tentativa de impor" o pacote laboral.

O líder do PCP, Paulo Raimundo, defendeu, por seu turno, serem necessárias medidas de combate à precariedade e não medidas que a alarguem, fazendo referência às alterações à legislação laboral.

"O Governo está a tentar impor pela janela o que não conseguiu pela porta e aqui [na manifestação] está uma grande resposta. O Governo não pode ficar indiferente a isto ou vai assumir responsabilidades", denunciou.

Já Isabel Mendes Lopes, do Livre, alertou que o Governo e, em particular a ministra do Trabalho, parece estar "altamente insensível" à rejeição dada pelos trabalhadores que saíram à rua, à semelhança do que já tinha acontecido na greve geral.

"Quer à força impor esta alteração à legislação laboral [...]. O Governo deveria procurar um consenso na sociedade, um consenso com os partidos democráticos na Assembleia da República para garantir uma revisão que fosse boa para os trabalhadores e estável para o país", indicou.

À chegada da manifestação ao parlamento, que preencheu, por completo, a Praça da Constituição e se prolongou pela Rua de São Bento, o líder da CGTP saudou a "enorme mancha de trabalhadores" que não se rende, nem baixa os braços.

Apesar de ainda não existirem números oficiais, Tiago Oliveira indicou que esta foi uma das maiores manifestações de trabalhadores dos últimos tempos.

No final da reunião de hoje com a ministra do Trabalho, em Lisboa, o secretário-geral da UGT disse que vai convocar um secretariado nacional extraordinário para decidir se dá ou não 'luz verde' às alterações à lei laboral, enquanto as confederações empresariais afirmaram concordar com a última versão proposta.

Trump proíbe Israel de atacar o Líbano: "Estão proibidos. Já chega!"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os Estados Unidos proibiram Israel de bombardear o Líbano, no primeiro dia da implementação de um cessar-fogo acordado com os dois países e aceite pelo grupo xiita Hezbollah.

© Tasos Katopodis/Getty Images     Por  LUSA   17/04/2026 

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

Donald Trump anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de dez dias no Líbano, em vigor desde a última madrugada, no seguimento da primeira reunião entre representantes libaneses e israelitas em Washington, da qual saiu um acordo das duas partes para iniciarem negociações diretas de paz.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou hoje que o seu exército "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e que o seu objetivo de desmantelar o grupo xiita libanês, apoiado pelo Irão, "não será alcançado amanhã", após um mês e meio de uma campanha de bombardeamentos intensivos e operações terrestres no sul do Líbano.

No seguimento do cessar-fogo, o exército de Israel anunciou o levantamento de todas as restrições relacionadas com a guerra em todo o território israelita.

Quase todas as restrições às atividades económicas e educativas tinham sido levantadas na maior parte do país após o cessar-fogo no conflito com o Irão, que entrou em vigor em 08 de abril, com exceção da região norte devido aos ataques aéreos do Hezbollah.

De acordo com as orientações da Defesa Civil, todo o país regressou à plena atividade "sem quaisquer restrições, exceto na área da linha da frente, onde estará em vigor um limite máximo de 1.000 pessoas para reuniões" até sábado, dia em que também esta determinação "também será levantada", indicaram os militares israelitas em comunicado.

Donald Trump disse na quinta-feira à noite que espera que o Hezbollah "se comporte bem" durante o cessar-fogo com Israel, apesar de o grupo xiita não ter sido parte do acordo que conduziu à trégua.

"Espero que o Hezbollah se comporte bem durante este período importante. Será um momento crucial para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz", comentou o Presidente norte-americano também na Truth Social.

Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

As milícias do grupo libanês retomaram os ataques contra o território israelita em 02 de março, logo após o início da ofensiva aérea lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra Israel.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.


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O Irão avisou hoje que os movimentos de navios militares continuam proibidos no estreito de Ormuz, depois de ter anunciado a reabertura da via estratégica a navios comerciais.


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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu hoje que Israel "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e referiu que o objetivo de desmantelar o movimento islamista libanês pró-iraniano "não será alcançado amanhã".

AFRICAN WEST AIRLINES LANÇA NOVA LIGAÇÃO AÉREA DIRETA ENTRE A ÁFRICA OCIDENTAL E GRAN CANARIA

Por  JORNAL ODEMOCRATA  17/04/2026  

A companhia aérea iniciará operações a 1 de julho com voos regulares NON-STOP que ligarão as Ilhas Canárias à Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Gâmbia e Serra Leoa.

DE LAS PALMAS DE GRAN CANARIA,  o panorama das ligações entre a África Ocidental e a Europa dará um passo decisivo com o início das operações da African West Airlines, uma nova companhia aérea que começará a operar no próximo 1 de julho, e estabelecerá uma ligação direta entre Gran Canaria e as cidades de Conacri, Banjul, Bissau e Freetown, reduzindo o tempo de viagem para cerca de três horas, o que representa uma mudança significativa na conectividade entre ambas as regiões.

Uma ligação estratégica entre a África Ocidental e a União Europeia

A nova rota permitirá encurtar distâncias físicas e operacionais, facilitando o acesso direto ao território da União Europeia a partir de vários países membros da CEDEAO.

Esta melhoria na conectividade terá impacto em diferentes áreas:

●Assistência médica: As Ilhas Canárias consolidam-se como um destino próximo para pacientes que necessitam de cuidados especializados e acesso a hospitais europeus de referência.

●Formação académica e profissional: A redução dos tempos de viagem favorecerá a mobilidade de estudantes e profissionais para universidades e centros de formação do arquipélago.

●Relações comerciais: A ligação direta facilitará operações de importação e exportação, eliminando escalas em países terceiros e reduzindo custos logísticos para empresas africanas e europeias.

Plano de crescimento progressivo

A African West Airlines iniciará as suas operações com um voo semanal, com o objetivo de consolidar a rota na fase inicial,e acordo com os planos da companhia, num prazo aproximado de seis meses, a frequência deverá aumentar para dois voos semanais, em função da evolução da procura.

Sistema de reservas transparente e seguro

A companhia desenvolveu um modelo de comercialização centrado na confiança do cliente. As reservas poderão ser efetuadas por via digital, onde os passageiros terão acesso à programação de voos e às condições de viagem.

Como medida adicional, a companhia implementa uma política de pagamento diferido: embora as reservas possam ser feitas desde o início, os pagamentos só serão processados a partir de 1 de junho, um mês antes do voo inaugural, através de uma plataforma de pagamento segura. A informação operacional e de reservas encontra-se disponível nos canais oficiais da companhia.

Impulso ao desenvolvimento regional

O lançamento desta ligação aérea representa uma oportunidade estratégica para reforçar os laços económicos, sociais e comerciais entre a África Ocidental e as Ilhas Canárias, sendo que com o início das operações da African West Airlines, as distâncias entre ambas as regiões reduzem-se significativamente, abrindo uma nova fase de mobilidade e cooperação entre os dois territórios.

Israel afirma que operação militar no Líbano "ainda não terminou"... O ministro da Defesa israelita afirmou hoje, menos de 24 horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, que a operação militar de Israel no Líbano "ainda não terminou" e insistiu no objetivo final de desarmar o Hezbollah.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images    Por  LUSA   17/04/2026 

"As manobras no terreno no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram atingir muitos objetivos", mas a operação não está "concluída", declarou Israel Katz no primeiro dia de uma trégua de 10 dias na guerra entre Israel e o Hezbollah pró-iraniano. 

Katz frisou que o exército israelita manterá as suas posições em "todas as zonas que desocupou e conquistou" no Líbano.

"O Exército israelita mantém e continuará a manter todas as zonas que desocupou e conquistou. A manobra terrestre dentro do Líbano e os ataques contra o Hezbollah em todo o país alcançaram numerosos progressos, mas ainda não foram concluídos", indicou Katz num comunicado divulgado pelo seu gabinete. Neste sentido, sublinhou que o objetivo final se mantém. 

"O objetivo que definimos, desarmar o Hezbollah por meios militares ou políticos, continua a ser o objetivo da campanha ao qual estamos comprometidos", afirmou o ministro da Defesa israelita, que destacou ter sido criada uma "importante alavanca política" com o envolvimento do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na questão do Líbano, após o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias.

Segundo Katz, o Presidente norte-americano partilha o "compromisso com o objetivo" de desarmar o Hezbollah e mantém "pressão" sobre as autoridades libanesas nesse sentido.

O responsável pela Defesa israelita insistiu que não foi "desmilitarizada" a zona entre a área ocupada pelo Exército israelita e o rio Litani "de combatentes nem de armamento", pelo que reiterou esse objetivo. 

"Isto deverá ser alcançado pela via política ou mediante a continuação das operações militares após o cessar-fogo", afirmou.

Neste contexto, e em plena trégua iniciada às 22:00 de quinta-feira em Lisboa, Katz afirmou que, caso os combates sejam retomados no Líbano, haverá novas operações de retirada das populações.

"Os residentes que regressem à zona de segurança terão de se retirar novamente para permitir concluir a missão", advertiu. Ainda assim, insistiu que estas operações militares se estenderão para além do rio Litani e serão retomadas após a trégua. 

"Os ataques contra zonas de lançamento e centros de poder do Hezbollah para além do Litani e em todo o Líbano, que tínhamos iniciado e cuja intensificação significativa estava prevista, foram interrompidos antes de atingirem os seus objetivos e deverão ser retomados", explicou.

O balanço das Forças de Defesa de Israel indica que, nestas semanas de ofensiva contra o Líbano, no contexto da guerra no Irão, foram eliminados mais de 1.700 combatentes do Hezbollah e criada uma "zona de segurança sob controlo do Exército", que se estende até 10 quilómetros dentro do território libanês, numa operação que justifica como forma de evitar ataques da milícia xiita contra o norte de Israel.

Trump anunciou quinta-feira um cessar-fogo entre o Líbano e Israel que abrange o Hezbollah, afirmando-se confiante de que o grupo pró-Irão respeitará a trégua.

Pouco antes da declaração de Trump à comunicação social, o Hezbollah tinha garantido que irá respeitar o cessar-fogo, em vigor desde a meia-noite, se Israel suspender totalmente as hostilidades.

Segundo os termos acordados pelos dois países em guerra desde 02 de março, a trégua tem uma duração prevista de 10 dias, durante os quais o Líbano e Israel deverão negociar um plano mais pormenorizado para alcançar uma paz duradoura.

O grupo xiita libanês Hezbollah afirmou já que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite.

Em comunicado, o Hezbollah afirmou ter realizado "2.184 operações militares" contra Israel e o exército israelita em território libanês durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque temem a traição do inimigo", acrescentou.


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O grupo xiita libanês Hezbollah afirmou, nesta sexta-feira, que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite.