sexta-feira, 26 de junho de 2026

Xiitas assinalam Ashura na cidade santa de Kerbala sob forte segurança... Os muçulmanos xiitas assinalam hoje a Ashura, o dia mais sagrado desta corrente do Islão, na cidade santa de Kerbala e noutras zonas do Iraque, sob fortes medidas de segurança e com elevadas temperaturas.

© Getty Images   Por  LUSA   26/06/2026 

As celebrações ocorrem após o acordo provisório para o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, país de maioria xiita.

Durante a manhã realizou-se o ritual de 'Tuwairij', uma cerimónia que reuniu centenas de milhares de pessoas e na qual os peregrinos correram em lágrimas em direção ao santuário do imã Hussein, em Kerbala, seguindo depois para o santuário de Al Abbas bin Ali, após a oração do meio-dia do décimo dia do mês islâmico de Muharram, que assinala a Ashura.

Com temperaturas a rondar os 42 graus Celsius, os fiéis concluíram o ritual na cidade santa, no âmbito de um plano governamental reforçado com medidas de segurança, bem como com "procedimentos especiais para gerir os transportes e as multidões, incluindo a organização das operações de embarque e desembarque após o termo das cerimónias", informou a agência noticiosa oficial iraquiana INA.

As ruas e bairros de Kerbala exibiam bandeiras negras de luto em casas e edifícios, enquanto as procissões percorriam a cidade distribuindo comida e bebidas aos peregrinos vindos de várias regiões do Iraque e do estrangeiro.

Muitos habitantes de Kerbala abriram igualmente as portas das suas casas para acolher os visitantes e oferecer-lhes hospitalidade como sinal de respeito e apreço.

Um dos aspetos mais destacados deste ano foi o dispositivo de segurança e de apoio logístico, descrito pelo Governo como "amplo e sem precedentes", que envolveu todos os ministérios, organismos e instituições do Estado iraquiano para garantir a circulação dos peregrinos e a prestação de serviços.

Paralelamente, foi igualmente ativado um plano especial para facilitar o regresso dos visitantes de Kerbala a Bagdade e às restantes províncias do país.

O diretor-geral da Companhia Geral de Transporte de Passageiros e Delegações, Karim Kadhim Hassan, afirmou à INA que foram colocados em circulação 100 autocarros na rota de Bagdade e 150 na rota de Kerbala, representando um aumento de 25% face aos anos anteriores, devido à previsão de um maior número de peregrinos.

O ministro da Saúde do Iraque, Abdulhusein al-Mussawi, deslocou-se a Kerbala para acompanhar diretamente, a partir do Hospital Cirúrgico Especializado al-Safeer, as cerimónias de 'Tuwairij', com o objetivo de garantir a prestação de cuidados médicos e serviços de ambulância aos peregrinos, segundo a INA.

Neste contexto, um coronel do Comando Conjunto de Operações iraquiano explicou que mais de 60 mil elementos das forças de segurança participaram no dispositivo destinado a proteger as cerimónias do décimo dia de Muharram.

O oficial, que solicitou anonimato, afirmou à agência noticiosa espanhola EFE que não foi registado qualquer incidente que comprometesse a segurança durante as celebrações, apesar da participação de milhões de pessoas de diferentes idades e nacionalidades.

Em 2019, Kerbala foi palco da mais mortífera debandada de peregrinos registada na cidade santa, da qual resultaram 31 mortos e cerca de uma centena de feridos.

A Ashura assinala a morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé, na batalha de Kerbala, no ano 680.

Este acontecimento constitui o mais importante dia de luto para os muçulmanos xiitas, que evocam a sua morte através de procissões religiosas, sermões e rituais de luto marcados pelo choro, durante os quais alguns fiéis se autoflagelam ou provocam ferimentos na cabeça com espadas ou facas.

Israel reclama sete mortes de membros do Hezbollah no sul do Líbano... O exército israelita reivindicou hoje a morte de sete alegados elementos do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano, acusando-os de transportar armas perto de posições militares de Israel, apesar do cessar-fogo em vigor.

© MAHMOUD ZAYYAT/AFP via Getty Images    Por LUSA   26/06/2026 

"Os terroristas levaram as armas para uma estrutura na zona de Manzala, usada como posto de combate e observação", relatou o exército em comunicado, alegando que os visados se preparavam para atacar os soldados israelitas.

O memorando de entendimento, acordado na semana passada entre Estados Unidos e Irão para suspender a guerra, lançada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, estipula "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano.

O texto prevê também que a integridade territorial libanesa deve ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.

Apesar da trégua, Israel realiza ataques quase diariamente contra alegados alvos do Hezbollah e justifica a sua ocupação no país vizinho como medida de segurança para proteger o seu território da ameaça representada pelo grupo xiita libanês, aliado do Irão.

O chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, recusou na quarta-feira a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo e o seu ministro da Defesa insistiu que esta presença militar vai prosseguir, "mesmo que haja uma exigência" dos Estados Unidos.

O Irão tem por sua vez alertado reiteradamente que as negociações com vista a um acordo de paz definitivo com Washington estão ameaçadas pela continuação dos ataques israelitas no Líbano.

Delegações do Líbano e de Israel prosseguiram esta semana negociações diretas de paz em Washington, que no entanto têm merecido oposição do Hezbollah, tal como as iniciativas das autoridades de Beirute com vista ao seu desarmamento, enquanto o país estiver sob ataque de Israel.

Estas negociações produziram um cessar-fogo a partir de 17 de abril, que no entanto nunca foi respeitado.

Após uma reunião na quinta-feira no Bahrein, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e os países do Conselho de Cooperação do Golfo defenderam que a soberania do Líbano não pode ser garantida "enquanto os grupos armados não estatais mantiverem capacidades militares" e exigiram o seu desarmamento completo, referindo-se ao Hezbollah.

Em reação, o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou hoje gratidão pelo apelo dos países do Golfo Pérsico e do chefe da diplomacia norte-americana "para alargar a soberania do Estado libanês a todo o seu território e para que as armas permaneçam exclusivamente nas mãos de instituições legítimas".

Contudo, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, apelou hoje ao Irão para que continue a apoiar o grupo libanês

"Obrigado, Irão. Continuaremos ao vosso lado. Queremos que permaneçam connosco e que continuemos unidos, porque ficou demonstrado que a vossa força, aliada à força dos combatentes em terra, contribui para criar o equilíbrio necessário para avançarmos rumo a uma nova etapa", declarou Qassem num discurso por ocasião de uma data religiosa.

O clérigo xiita referiu-se à "derrota do projeto israelita, como passo preliminar para a expulsão da entidade israelita".

O apoio de Teerão a milícias no Médio Oriente bem como o seu arsenal de mísseis balísticos e drones são temas omissos no memorando de entendimento assinado com Washington e os países do Golfo pediram na quinta-feira que seja incluído nas negociações que vão prosseguir nas próximas semanas.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 4.230 pessoas morreram e 12.179 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.  


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O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse hoje que o acordo entre o Irão e os Estados Unidos foi uma "declaração de derrota" para Washington e Israel, e exigiu a retirada "incondicional" das forças israelitas do Líbano.

Rússia nega escassez de combustíveis apesar do aumento da procura... O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, reconheceu hoje que a procura de gasolina e gasóleo no país aumentou entre 20% e 30% nas últimas semanas, mas negou escassez de combustíveis.

© RAMIL SITDIKOV/POOL/AFP via Getty Images   Por  LUSA   26/06/2026 

"Há um aumento expressivo das compras, o que elevou artificialmente a procura em 20% a 30%", afirmou Novak, citado pela agência de notícias russa TASS.

Embora as autoridades russas aleguem que a situação está controlada e que as restrições ao abastecimento de veículos afectaram 20 regiões, os órgãos de imprensa independentes referem que foram impostas limitações de fornecimento em 53 regiões da Rússia.

"As cadeias logísticas do sistema estão a ser reestruturadas para satisfazer a procura. A estabilização do mercado vai levar algum tempo", disse Novak.

Devido aos constantes ataques de drones e mísseis ucranianos contra as infraestruturas energéticas e as redes logísticas da Rússia, têm sido reportadas falhas no abastecimento de hidrocarbonetos em todo o país desde o final de maio.

A primeira região afetada foi a Península da Crimeia - território anexado pela Rússia -, onde na quinta-feira se registaram cortes de energia.

No entanto, as autoridades russas declararam que a situação é de normalidade e que, em muitos casos, o pico da procura é artificial e motivado pelo pânico.


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As autoridades russas nomeadas por Moscovo na Crimeia declararam hoje o estado de emergência na península anexada, após recentes ataques aéreos ucranianos que provocaram uma grave escassez de combustível e de eletricidade.

CHINA: Pequena aeronave colide com maior arranha-céus de Pequim... Não é para já conhecido o número de eventuais vítimas da colisão da pequena aeronave com o maior arranha céus de Pequim, na China. Os destroços caíram ao longo de vários metros e as pessoas nas proximidades foram retiradas do local. Veja abaixo as imagens.

© visegrad24/ X (antigo Twitter)    Notícias ao Minuto com Lusa   26/06/2026 

Um pequena aeronave colidiu, esta sexta-feira, com o maior arranha-céus de Pequim, na China, o que causou pânico nas ruas devido à queda de destroços.

Segundo a publicação chinesa South China Morning Post (SCMP), não é para já conhecido o número de vítimas ou quantas pessoas seguiam na aeronave. São também desconhecidas as causas da colisão.

Várias imagens nas redes sociais mostram o prédio de 109 andares atingido. Há um dos vídeos divulgados que mostra, segundo escreve a publicação The New York Times (NYT), o que parece ser a parte de trás da pequena aeronave a cair por dezenas de andares.

O prédio Citic Tower (também conhecido como China Zun) fica na zona financeira da capital chinesa, no distrito de Chaoyang, que estava também repleta de carros. Esta zona, sublinhe-se, tem vários dos edifícios mais emblemáticos da capital chinesa, entre os quais a sede da televisão estatal CCTV.

O NYT aponta ainda que havia uma forte presença policial nas ruas e que as autoridades estão ainda a cortar a circulação de trânsito.

Até ao momento, as autoridades chinesas não divulgaram informações sobre eventuais vítimas nem apresentaram uma versão oficial sobre as circunstâncias do incidente, ocorrido numa das zonas de maior atividade empresarial de Pequim.

Desconhece-se também se a aeronave efetuava um voo privado, comercial ou de outro tipo, bem como se o embate no edifício resultou de uma avaria, de perda de controlo ou de outras causas.

Veja na galeria e nas imagens abaixo o prédio após a colisão:

Uma pessoa que foi retirada do local contou ao SCMP que as autoridades foram céleres na evacuação do local. "Saí sem o meu cartão de identificação e sem a minha mala", contou esta mulher identificada por Lin.

Segundo o que uma outra pessoa contou à mesma publicação, ouviu um grande estrondo por volta das por volta das 17h40 locais (10h40 em Portugal continental), mas sem ver a colisão.

O China Zun domina a linha do horizonte do distrito financeiro de Pequim e é um dos edifícios mais emblemáticos da capital chinesa. O arranha-céus foi inaugurado em 2018 e pode ser visto através de toda a cidade. Tem 528 metros de altura.

Três anos após a inauguração, em 2021, a China proibiu a construção de novos arranha-céus com mais de 500 metros de altura e passou a limitar de forma "rigorosa" os edifícios com mais de 250 metros, devido a preocupações relacionadas com a segurança estrutural destas construções e com as dificuldades de alguns promotores em atrair arrendatários.

Desde 1 de maio que a capital chinesa está 'livre' de drones, estando os residentes proibidos de comprar, alugar ou pilotar drones sem autorização do governo em toda a vasta jurisdição da cidade.

FILIPINAS: Sismo de magnitude 6,4 atinge ilha no sul das Filipinas... Abalo de 6,4 na escala de Richter foi sentido em Mindanao, nos sul das Filipinas. Terremoto aconteceu a uma profundidade de 29 quilómetros. Tremor acontece duas semanas depois de um sismo mais forte atingir a mesma ilha, causando cerca de 40 mortes.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com  26/06/2026 

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter atingiu Mindanau, a segunda maior ilha das Filipinas. Para já ainda não é conhecido o número de vítimas.

A informação é avançada pelo Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ), que, citado pela Reuters, dá ainda conta de que o epicentro aconteceu a 29 quilómetros de profundidade.

Note-se que há duas semanas um sismo atingiu a mesma ilha, causando cerca de 40 mortos. Na altura o sismo foi de 7,8 na escala de Richter, tendo milhares de pessoas sido afetadas.

O forte tremor de então ativou o alerta de tsunami noutros países como Japão, Indonésia, Malásia e até mesmo em ilhas remotas do Pacífico como Vanuatu e Nauru.

O arquipélago filipino situa-se sobre o chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde se registam anualmente cerca de sete mil terramotos, a maioria de intensidade moderada.

Formação suspensa por falta de vistos de participantes guineenses e angolanos... A formação anual da Academia Lusófona de Ciências Farmacêuticas, que deveria reunir em julho, em Coimbra, 43 cidadãos da Guiné-Bissau e de Angola, foi cancelada porque estes profissionais de farmácia não conseguiram o necessário visto consular, segundo a organização.

© Lusa     26/06/2026 

Paulo Pedro Matos, fundador da Academia Lusófona de Ciências Farmacêuticas (ALCF), disse à agência Lusa que as dificuldades dos participantes obterem vistos para viajarem para Portugal têm vindo a aumentar nos últimos anos.

Trata-se de profissionais lusófonos, sobretudo da Guiné-Bissau e Angola, que se inscreveram nesta formação na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, com o objetivo de melhorar a qualidade das operações e serviços que estes profissionais prestam.

A iniciativa pretende ainda melhorar a qualidade do ensino local na sua prática laboral diária, em prol da melhoria da saúde e da qualidade de vida das populações nos seus países.

As dificuldades agudizaram-se a partir do momento que os consulados externalizaram os seus serviços, disse, referindo que as plataformas online de agendamento estão constantemente indisponíveis.

Ao mesmo tempo, empresas intermediárias interpõem-se no processo de agendamento, mediante cobrança de valores, aumentando ainda mais as dificuldades dos cidadãos em obter um agendamento para a obtenção de visto.

Isto apesar de a ALCF ter enviado aos serviços consulares as respetivas cartas de chamada e serem dadas provas de que a formação existia e que os formandos tinham condições para nela participar.

Para a edição deste ano eram esperados 31 cidadãos guineenses - da Ordem dos Farmacêuticos e Técnicos de Farmácias da Guiné-Bissau e da Plataforma do Setor Privado da Saúde - que na anterior edição não conseguiram visto atempadamente e por isso a sua inscrição migrou para a de este ano.

E também 12 inscritos provenientes de Angola, na maioria tendo obtido anteriormente vistos Schengen e que participaram em edições anteriores da ALCF.

Na quinta-feira, e perante a ausência de respostas do Ministério dos Negócios Estrangeiros português às missivas enviadas pela ALCF, esta academia decidiu cancelar o evento marcado para 20 a 24 de julho deste ano, disse à Lusa Paulo Pedro Matos.

A Lusa solicitou um esclarecimento ao MNE português sobre este assunto, o qual ainda não obteve.

A ALCF é uma organização que se dedica ao desenvolvimento de atividades científicas dirigidas ao setor farmacêutico e seus profissionais dos nove países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Foi fundada em 2017 e realiza atividades científicas de caráter anual e várias atividades integradas na sua oferta formativa.

SMM // VM

Lusa/Fim

Coreia do Sul vai formar 500 mil soldados como "guerreiros de drones"... O governo sul-coreano vai formar 500 mil soldados para o uso de drones e adquirir 20 mil destes aparelhos, apostando em "mudar a natureza" das suas forças armadas, confrontadas com a ameaça da Coreia do Norte.

© Lusa   26/06/2026 

"No futuro, todos os soldados estarão equipados com a capacidade de operar drones como uma segunda arma pessoal", afirmou o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-baek.

O ministério da Defesa sul-coreano declarou que o treino de meio milhão de "guerreiros de drones" alinha-se aos planos de "mudar a própria natureza das suas forças armadas, indo além de um simples aumento no poderio militar".

A Coreia do Norte --- tecnicamente ainda em guerra com o Sul --- "continua a desenvolver suas diversas capacidades aéreas não tripuladas, representando uma ameaça crescente" às forças armadas, infraestruturas críticas e instalações civis", acrescentou Ahn.

Seul manifestou ainda que pretende adquirir mais de 20 mil drones de baixo custo, incluindo unidades de reconhecimento de curto alcance e pequenos drones "kamikaze" e avançar com o programa K-LUCAS --- um drone de longo alcance projetado para atacar alvos mais importantes.

As forças armadas sul-coreanas também querem adquirir gradualmente capacidade antidrone --- como armas de energia direcionada (lasers) e drones intercetores, promovendo a produção nacional neste setor da indústria de Defesa.

VENEZUELA: Novo balanço sobe para 235 mortos e 4.300 feridos após sismo na Venezuela... O Governo da Venezuela elevou o número de mortos para 235 e o de feridos para 4.300, após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.

© Lusa    26/06/2026 

O novo balanço foi divulgado na noite de quinta-feira, na emissora estatal Venezolana de Televisión, pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, que indicou que o "maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira".

O anterior balanço, divulgado durante a tarde, apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos, sobretudo em La Guaira, no norte do país.

La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.

O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha.

Horas antes, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam "resgatar o maior número possível de pessoas com vida" dos edifícios que ruíram.

"Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve", acrescentou a chefe de Estado.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado na quinta-feira à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação.

A ajuda será entregue por dois voos hoje e no sábado, especificou Lula, na rede social X.

Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.

"As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos", referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.

O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.

Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com "esforços de ajuda" após os sismos.

A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.

O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.

Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros 10 juntar-se-ão a eles nos próximos dias.

Kim Jong-un pede postura militar "mortal e destrutiva" após testes de armamento

Kim Jong Un (AP)  Por  cnnportugal.iol.pt

Kim afirmou que a política de autodefesa da Coreia do Norte inclui o objetivo de fortalecer "a postura ofensiva mortal e destrutiva para que nenhum inimigo se atreva a confrontá-la"

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, apelou ao reforço da "postura ofensiva mortal e destrutiva" das forças armadas, após assistir a testes de armamento, avançou esta sexta-feira a imprensa estatal norte-coreana.

Os testes observados por Kim na quinta-feira tinham como objetivo avaliar o poder de uma ogiva de "missão especial" para um míssil balístico tático, um sistema de lançamento múltiplo de foguetes melhorado e a precisão de impacto de projéteis com alcance alargado de um obus autopropulsado, informou a KCNA.

De acordo com a agência de notícias oficial, o líder disse que os resultados dos testes comprovaram o progresso tecnológico alcançado num esforço para mudar a postura de fogo nas áreas da fronteira sul, numa referência à vizinha Coreia do Sul, país que conta com bases militares dos Estados Unidos.

Kim afirmou que a política de autodefesa da Coreia do Norte inclui o objetivo de fortalecer "a postura ofensiva mortal e destrutiva para que nenhum inimigo se atreva a confrontá-la", afirmou a KCNA.

"Fazer com que os inimigos sintam uma inquietação e um medo constantes é apenas um aspeto importante do exercício da dissuasão de guerra", disse o líder.

A KCNA disse que a ogiva de "missão especial" testada visa "infligir danos fatais a alvos importantes, incluindo aeródromos, portos e instalações energéticas do inimigo".

Na terça-feira, Kim anunciou que planeia construir, pelo menos, dois navios de guerra de cinco mil toneladas ou mais por ano e equipá-los com armas nucleares, avançou hoje a imprensa estatal.

De acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o contratorpedeiro Choe Hyon entrou ao serviço da Marinha norte-coreana, após uma cerimónia na cidade portuária de Nampo.

Na cerimónia, Kim enfatizou os planos de Pyongyang de construir anualmente dois navios de tonelagem igual ou superior, "incluindo cruzadores de 10 mil toneladas".

"O plano de equipar a Marinha com armas nucleares está a progredir como planeado", enfatizou Kim durante o evento, sublinhando que as capacidades marítimas de Pyongyang permitirão ao país assumir um papel "forte e fiável" na dissuasão nuclear.

O Choe Hyon é o primeiro contratorpedeiro de cinco mil toneladas a entrar ao serviço na Marinha da Coreia do Norte, enquanto o Kang Geon, um navio da mesma classe, iniciou os testes de avaliação no início do mês.

Um futuro navio de 10 mil toneladas seria semelhante à classe Arleigh Burke, a mais numerosa da Marinha dos EUA.

Esta semana, o líder reafirmou o compromisso da Coreia do Norte com o desenvolvimento do arsenal nuclear face ao que descreveu como o "uso indiscriminado da força" por parte dos Estados Unidos, bem como o conflito em curso no Médio Oriente.

A Coreia do Norte reiterou que não dialogará com Washington ou Seul se insistirem na desnuclearização, uma questão que Pyongyang omi

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Alunos da Escola Amizade Chino-Guineense protagonizaram atos de vandalismo nas instalações da escola em contestação à realização das provas globais, causando danos em materiais e equipamentos. Após os incidentes, o presidente da Associação dos Alunos e o representante dos Pais e Encarregados de Educação apresentaram desculpas à direção da instituição pelos prejuízos provocados.

Sismos gémeos são fenómeno raro - sim, foi o que aconteceu na Venezuela... O fenómeno raro denominado por sismos gémeos atingiu a Venezuela na quarta-feira, e, apenas com 39 segundos de distância, dois abalos deixaram o caos no país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que possa haver entre 10 mil a 100 mil mortos.

© Manaure Quintero / AFP via Getty Images     Por   Notícias ao Minuto   25/06/2026 

Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que abalaram a Venezuela com 39 segundos de diferença estão a deixar um rasto de destruição em várias zonas do país. Edifícios colapsaram em Caracas, as operações de resgate continuam e há pessoas que, horas após o primeiro abalo, continuam a ser ouvidas debaixo dos escombros. Mas para além de forte, este fenómeno é raro - e tem um nome: sismos gémeos.

O que são os sismos gémeos?

O nome dado ao fenómeno é intuitivo, já que, é assim classificado quando dois sismos poderosos atingem a mesma região com segundos um do outro. A classificação surgiu no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, USGS), aquando se referem ao abalo mais forte. "Este sismo foi o segundo num [sismo] gémeo", lê-se na nota.

Antigamente, os cientistas identificam estes eventos sísmicos próximos (tanto no tempo como no espaço) como eventos separados, mas agora a classificação é usada para quando dois (ou mais) terremotos acontecem nestas condições.

Já este ano, e numa outra situação, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa escreveu sobre o assunto, dando conta de que é também necessário que os epicentros estejam próximos, mostrando também este fenómeno um "reflexo de uma origem comum e um processo semelhante".

O primeiro abalo desta quarta-feira na Venezuela aconteceu às 18h04 locais de quarta-feira (23h04 de Lisboa). Inicialmente, foi aí registada a magnitude de 7,1 na escala de Richter, tendo este valor sido revisto em alta para 7,2. Após 39 segundos, chegou o 'irmão gémeo': um abalo de 7,5 na mesma escala - e o mais forte sismo registado em mais de um século.

As primeiras imagens do impacto destes terremotos já foram divulgadas, sendo os momentos em que estas foram captadas descritas como "um filme de terror". Há ainda imagens do exato momento em que um dos sismos atinge o Aeroporto Internacional Simón Bolivar, o maior do país, que fica localizado em Maiquetía.


Leia Também: Vários países expressam solidariedade e oferecem ajuda a Venezuela

Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano.

Irão acusa NATO de "cumplicidade" na guerra travada contra o país... O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, acusou hoje a NATO de cumplicidade na "guerra de agressão ilegal" lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e Israel.

© Lusa       25/06/2026 

Baghai estava a responder a comentários feitos pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que revelou que "500 aeronaves norte-americanas descolaram de bases americanas em Itália" durante a guerra.

Em entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, Rutte rejeitou a narrativa de que os aliados europeus dos Estados Unidos não prestaram ajuda durante a guerra com o Irão - uma queixa recorrente do Presidente norte-americano, Donald Trump -, argumentando que este número relativo a voos realizados a partir de bases em Itália durante a chamada "Operação Fúria Épica" é "um número enorme".

"Se considerarmos toda a Europa, estamos a falar de entre quatro mil e cinco mil missões de voo", sublinhou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

"Esta é uma admissão clara e condenatória da cumplicidade activa da NATO numa guerra de agressão ilegal travada contra um Estado-membro soberano da ONU", escreveu Esmail Baghai na rede social X.

"O secretário-geral da NATO identificou explicitamente a Itália e a Roménia como participantes na agressão contra o Irão", enfatizou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"Estes países, juntamente com todos os outros países europeus que apoiaram a agressão israelo-americana contra o Irão, devem explicar aos seus próprios povos e ao mundo porque é que escolheram tornar-se cúmplices deste ato flagrante de agressão e da perpetração de atrocidades em massa contra o povo iraniano", acrescentou.

A primeira reação por parte do governo surgiu através do Ministério da Defesa italiano, segundo o qual as afirmações de Mark Rutte são enganosas, uma vez que Roma apenas autorizou a utilização das bases norte-americanas em Itália para operações de rotina durante a guerra com o Irão, e não para missões de combate ofensivas.

"É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a 'Operação Fúria Épica', apresente um relato que transmite uma mensagem completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados. Apenas foram autorizadas atividades técnicas e logísticas, não cinéticas, no âmbito dos procedimentos estabelecidos pelos acordos existentes. Sempre que foi apresentado um pedido fora deste âmbito, como é do conhecimento geral, a Itália não concedeu autorização", garantiu o Ministério da Defesa, num comunicado.

Durante a campanha militar contra o Irão, o governo italiano indicou que permitiria aos Estados Unidos utilizar as suas bases para operações normais e voos logísticos, em conformidade com um tratado bilateral, mas recusou, em março, a autorização para que bombardeiros utilizassem a base aérea de Sigonella, na Sicília.

A revelação de Mark Rutte suscitou reações entre os partidos da oposição em Itália, que exigem "esclarecimentos imediatos" do governo de extrema-direita liderado pela primeira-ministra, Giorgia Meloni.


Leia Também: Taiwan agradece críticas ocidentais à operação marítima chinesa

Taiwan agradeceu hoje as críticas dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha à recente operação marítima chinesa a leste da ilha, considerando que violou o direito internacional e comprometeu interesses da comunidade internacional.

Trump transforma celebrações do 250.º aniversário dos EUA em comício... O Presidente norte-americano Donald Trump deu oficialmente início, na quarta-feira à noite, às celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos com um comício, sobrevoos de bombardeiros, e música de bandas militares.

© Lusa   25/06/2026 

"Nunca houve nada como os Estados Unidos da América, e juntos estamos a torná-los maiores, melhores, mais fortes e muito mais excecionais do que nunca", afirmou Trump, acrescentando que "ninguém se ri de nós agora".

O chefe de Estado voltou a destacar o endurecimento na fronteira com o México e a oposição aos direitos das pessoas transgénero, mas foi menos crítico dos democratas do que habitualmente.

"O sonho norte-americano voltou a estar vivo", disse, numa referência ao que classificou como "quatro anos de incompetência" anteriores ao seu regresso à Casa Branca.

O discurso, com menos de meia hora, foi um dos mais curtos da sua carreira política, contrastando com intervenções recentes que ultrapassaram uma hora.

Trump prometeu regressar ao palco no dia 04 de julho, apelando: "O vosso presidente favorito vai falar, por favor apareçam".

O comício insere-se nas comemorações da fundação de 1776, organizadas como "A Grande Feira Popular Norte-Americana".

A presença de Trump foi anunciada depois de vários músicos cancelarem atuações por receio de politização do evento. Entre os que discursaram esteve o secretário dos Transportes, Sean Duffy, que classificou Trump como "o maior presidente desde George Washington" (1789-1797).

Trump aproveitou para proclamar "o início da idade dourada da América" e congratulou-se pela captura, em janeiro, do Presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, sem mencionar os sismos que atingiram o país na quarta-feira à noite.

O público, limitado a uma secção do Passeio Nacional de Washington, foi animado com bandeiras de cartão distribuídas pelos organizadores e comida típica de feira, entre hambúrgueres e pernas de peru, com muitos dos presentes a usar chapéus "Make America Great Again".

As celebrações decorrem num contexto político delicado, com as eleições intercalares de novembro no horizonte. Trump procura convencer os norte-americanos de que deixou para trás a guerra com o Irão, com a reabertura do estreito de Ormuz e a descida dos preços do petróleo.

Apesar disso, enfrenta uma taxa de aprovação baixa, de 37%, segundo sondagem da AP-NORC.

Os democratas criticam os gastos em projetos como a remodelação da piscina refletora junto ao Memorial de Lincoln, apontando para a vaidade de Trump em vez da criação de um legado nacional.

A inflação continua elevada e acima do crescimento salarial, mantendo os juros altos. Investimentos em inteligência artificial impulsionam a economia, mas levantam receios de perda de empregos na classe média.

Ainda assim, para muitos, Trump foi a principal atração, com famílias a viajar centenas de quilómetros para assistir ao comício e celebrar o 250.º aniversário do país.

"É uma oportunidade única na vida", disse Jacob Wankasky, de Buffalo, Nova Iorque, que interrompeu as férias para ver o Presidente.


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Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Mulheres e famílias nos EUA continuam a sofrer com fim do direito ao aborto... As repercussões da decisão do Supremo Tribunal norte-americano de terminar a proteção federal ao aborto, há quatro anos, continuam a sentir-se no país com "consequências devastadoras", denunciaram hoje várias organizações.

© Michael Nigro/Pacific Press/LightRocket via Getty Images     Por  LUSA   24/06/2026 

Numa decisão sem precedentes, a 24 de junho de 2022, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos (EUA), de maioria conservadora, revogou o veredicto do próprio tribunal no chamado caso "Roe vs Wade", que desde 1973 garantia o direito à interrupção legal da gravidez em todo o país, e deixou aos estados a competência para aplicar leis próprias.

Como resultado, cerca de 20 dos 50 estados mantêm uma proibição total ou parcial do aborto, o que, para a maior rede de saúde reprodutiva do país Planned Parenthood, dificulta o acesso aos cuidados médicos e restringe as liberdades e os direitos das mulheres e das famílias.

Outros estados mantêm restrições baseadas na duração da gravidez.

A decisão do Supremo "continua a ter consequências devastadoras em todo o país", afirmou, num comunicado enviado à agência de notícias espanhola EFE, a presidente e diretora-geral do Planned Parenthood Action Fund, Alexis McGill Johnson.

Para a diretora jurídica do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, Molly Meegan, estes quatro anos demonstraram que "os cuidados relacionados com o aborto são indissociáveis dos cuidados de saúde reprodutiva".

"As proibições e restrições aos cuidados relacionados com o aborto têm levado à recusa de assistência a pacientes em todo o país, mesmo em casos de perda de gravidez e aborto espontâneo", afirmou Meegan num comunicado citado pela imprensa local.

No verão passado, o Congresso, de maioria republicana, aprovou uma lei que impede os beneficiários do programa Medicaid de utilizarem esta cobertura nos centros da Planned Parenthood, que já encerrou mais de 50 clínicas desde o regresso ao poder do Presidente norte-americano, Donald Trump, 20 das quais na sequência desta medida.

De acordo com dados da Sociedade de Planeamento Familiar, em 2025 foram realizados cerca de 1,13 milhões de abortos no sistema de saúde formal dos EUA, um número superior ao registado antes do fim da proteção federal à interrupção da gravidez e com uma média mensal ligeiramente superior à de 2024.

O número de abortos realizados em videoconsultas aumentou, com mais de 300 mil procedimentos por esta via, o que implica a prescrição de comprimidos abortivos e o envio por correio, sem necessidade de uma consulta presencial.

A batalha pelo acesso à pílula mifepristone chegou ao Supremo Tribunal, que, em maio passado, decidiu a favor da manutenção dos envios por correio, utilizados sobretudo em territórios com fortes restrições ao aborto.

A organização não-governamental (ONG) de defesa da liberdade reprodutiva mais antiga do país Liberdade Reprodutiva Para Todos (Reproductive Freedom for All) anunciou hoje que vai destinar 23,5 milhões de dólares (cerca de 20,7 milhões de euros) a uma campanha para às eleições intercalares de novembro próximo.

A iniciativa "O meu corpo, o meu voto", lançada pela ONG, visa mobilizar os eleitores, exigir responsabilidades aos políticos contrários ao aborto e eleger defensores da liberdade reprodutiva em disputas eleitorais decisivas em todo o país, de acordo com um comunicado enviado à agência espanhola EFE.

"No centro desta campanha está uma verdade simples: o aborto conta com apoio popular para além das linhas partidárias; goza de maior aceitação do que qualquer político ou partido político em particular", insistiu.


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O Supremo Tribunal dos Estados Unidos manteve segunda-feira, de forma provisória, o acesso por correio a uma pílula abortiva usada na maioria dos abortos no país.

Netanyahu recusa retirada do Líbano "enquanto for primeiro-ministro"... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou hoje a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo, contrariando o acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irão.

© Ilia YEFIMOVICH / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   24/06/2026 

"Enquanto eu for primeiro-ministro, manteremos a 'zona de segurança' no sul do Líbano", declarou Netanyahu, durante uma conferência em Telavive, referindo-se à faixa do território libanês ocupada pelas tropas israelitas junto à fronteira entre os dois países.

Esta declaração segue-se a outros pronunciamentos do líder israelita nas últimas semanas, incluindo o compromisso de que o Irão não vai desenvolver uma arma nuclear durante o seu mandato, que vai tentar renovar nas eleições nacionais previstas para outubro.

Netanyahu argumentou que "as Forças de Defesa de Israel devem estar em território inimigo" para proteger as comunidades israelitas, sublinhando que "esta é a doutrina de segurança" do seu país.

Do mesmo modo disse que "não haverá civis nem terroristas", fechando deste modo a possibilidade de mais de 200 mil pessoas deslocadas do perímetro ocupado regressarem às suas casas

"Soldados dentro, moradores fora. As infraestruturas estão destruídas, as casas estão perigosas e degradadas. Não vamos retirar", reforçou.

Israel justifica a ocupação do sul do Líbano como medida de segurança para proteger as comunidades do norte do país da ameaça representada pelo grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

O memorando de entendimento, acordado na semana passada entre Estados Unidos e Irão para acabar com a guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, estipula "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano.

O texto prevê também que a integridade territorial libanesa deve ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.

O ministro da Defesa israelita rejeitou hoje igualmente que as tropas do seu país se retirem do sul do Líbano, "mesmo que haja uma exigência" dos Estados Unidos.

"Anunciamos que, em qualquer caso, não nos retiraremos e, neste momento - e isto é uma vitória diplomática -, não há qualquer exigência americana para que Israel se retire do Líbano", declarou Israel Katz, no dia em que o exército israelita reclamou mais ataques contra alegados membros do Hezbollah.

A continuação de confrontos ocorre em plena quinta ronda de negociações diretas de Líbano e Israel em Washington, às quais o Hezbollah se tem oposto.

O grupo xiita aliado do Irão exigiu na terça-feira a retirada total de Israel do sul do Líbano, insistindo num calendário que permita que o exército libanês controle as posições atualmente ocupadas pelas forças israelitas.

No mesmo dia, o Presidente libanês, Joseph Aoun, reafirmou pelo seu lado que não aceita "nada menos" do que a retirada total de Israel do país e o fim da ingerência estrangeira, numa referência ao apoio do Irão ao Hezbollah.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 4.192 pessoas morreram e 12.171 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.    


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que os Estados Unidos não exigiram a retirada militar do sul do Líbano, uma condição exigida por Teerão nas negociações de paz com Washington.

Eleições vão decidir permanência da Guiné-Bissau na CPLP... O Conselho Nacional de Transição afirmou hoje que as próximas eleições vão decidir se a Guiné-Bissau continua a ser membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Lusa      24/06/2026 

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP desde o golpe militar de 26 de novembro de 2025, quando tinha a presidência da organização, que foi entregue a Timor-Leste.

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou, na segunda-feira, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.

Os militares no poder na Guiné-Bissau reagiram hoje ao anúncio questionando "o duplo critério e jogos de bastidores" e a razão de a CPLP negar a presidência à Guiné Equatorial para a entregar a Timor-Leste.

"A resposta reside na subserviência a interesses que não os dos africanos", consideram.

A discórdia em relação à próxima presidência da CPLP começou há um ano, na cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada em Bissau, em que a Guiné-Bissau assumiu os comandos da organização e, pela primeira vez, Portugal não se fez representar ao mais alto nível.

Um bloco de países africanos apoia, enquanto países como Portugal e Timor-Leste se opõem à entrega da presidência da CPLP à Guiné Equatorial.

Depois do golpe militar, a CPLP foi a única organização de que a Guiné-Bissau é membro que ainda não enviou uma missão de bons ofícios ao país.

O Conselho Nacional de Transição fez saber hoje que quem vier a ganhar as próximas eleições gerais, marcadas para 06 de dezembro, "decidirá em nome do povo sobre a integração ou não definitiva nesta organização".

Em comunicado divulgado pela imprensa guineense, o Conselho afirma que, "ao contrário de organizações maduras e inteligentes, como a francofonia, da qual a Guiné-Bissau é membro de pleno direito (...), a CPLP prefere agir com o complexo de chicote na mão, através de vias anti estatutárias ilegais".

Os militares no poder manifestam o "mais violento e categórico repúdio face às declarações" recentes de Xanana Gusmão que consideram "insultuosas, paternalistas e eivadas de uma inadmissível soberba".

"É vergonhoso e demonstra uma patética senilidade política que quem lidera uma organização meramente cultural a tente instrumentalizar com uma inquisição ou tribunal da tutela colonial", referem no comunicado.

À semelhança do que já tinha feito anteriormente o Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló, o Conselho de Transição refere-se a Xanana Gusmão como "o rural" que se comporta como "um verdadeiro fazendeiro rústico e ignorante".

"Que espécies deste calibre pretendam conduzir uma organização internacional é uma aberração que só tem cabimento no lixo político em que se tornou a CPLP", acrescenta.

A atual Guiné-Bissau, continua, "recusa submeter-se a este clube de atrasados, não deseja o seu regresso a esta organização fantoche e avisa que irá realizar as suas eleições soberanas financiadas integralmente pelo seu próprio cofre de Estado".

"Não precisamos de esmolas, tutela ou lições de moral da CPLP, muito menos de ´Xananas` ou de ´Ramos-Hortas`", sublinha.

O Conselho Nacional de Transição lembra a Timor-Leste que beneficiou "diretamente da diplomacia guineense para lhes abrir portas na Ásia, na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ANSA), uma organização sub-regional", e afirma que países como "a Indonésia, a Malásia, Singapura, o Japão" nem sequer queriam ouvir falar de Timor-Leste.

"A Guiné-Bissau teve de intervir para lhes dar credibilidade internacional, quando não passavam de agricultores sem qualquer preparação para o poder do Estado", aponta.

Os militares acrescentam, no comunicado, que a Guiné-Bissau ainda não explora o seu petróleo e tantos outros recursos e garantem que "brevemente isso acontecerá" e que "com a imensa riqueza natural prestes a ser plenamente dinamizada acabarão de vez estas faltas de respeito".


A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

Frota de autocarros doada pelo Porto à Guiné-Bissau danificada e parada... A frota de 21 autocarros doada pela Câmara do Porto à Guiné-Bissau encontra-se danificada e parada, revelou o Governo guineense, que afastou as empresas privadas responsáveis pela gestão e exploração.

© Lusa      24/06/2026 

O anúncio foi feito na página oficial do Ministério dos Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, na terça-feira, numa publicação em que se lê que "grande parte dos autocarros se encontra atualmente danificada" e que "existem dívidas pendentes para com os funcionários, fornecedores, entre outros".

A situação ocorre pouco mais de meio ano após terem começado a circular cinco dos 21 autocarros, no âmbito de um projeto-piloto para melhorar a mobilidade das populações. Dos cinco veículos apenas três estão operacionais e os restantes nunca chegaram a circular.

A publicação online guineense TV o País divulgou hoje um vídeo que mostra os autocarros estacionados num descampado esventrados, sem rodas e com vidros partidos.

As 21 viaturas foram doadas pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) à Guiné-Bissau, no âmbito de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal do Porto, em Portugal, em 2024.

Em fevereiro de 2025, os autocarros foram embarcados no Porto de Leixões e em novembro de 2025 foi iniciado, em Bissau, o projeto-piloto com cinco autocarros a circularem na capital guineense.

O Governo da Guiné-Bissau entregou a gestão e exploração da frota às empresas privadas GULF TRANSPORT e PRIME INVESTMENT.

O Ministério dos Transporte e Comunicações assumiu, na terça-feira, "interinamente" a gestão dos autocarros e explicou que "foram identificadas diversas anomalias e falhas de gestão" por parte das empresas privadas.

De acordo com o Ministério, "não chegou a ser celebrado qualquer acordo com as empresas, uma vez que a atuação [das mesmas] decorria apenas num período experimental".

Na publicação, que cita o representante do Governo que assume interinamente a gestão da frota, Vladmir da Silva, é revelado o atual estado de degradação das viaturas e alegadas dívidas por parte das empresas que tinham a concessão.

"Face a esse cenário, o Governo decidiu recuperar a gestão direta do seu património, com o objetivo de garantir uma utilização mais eficiente dos bens públicos e assegurar melhores serviços à população", acrescenta.

A situação do serviço é descrita como "difícil", mas o representante do Ministério dos Transportes garante que "o Governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas identificados".

O novo responsável reforça "o compromisso de recuperar o funcionamento adequado dos autocarros e melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos".

"O Governo reafirma, assim, a sua determinação em proteger o património público e promover uma gestão responsável e transparente dos recursos do Estado", conclui.