segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Reservas minerais de África valem quase 30 biliões mas são subaproveitadas... África tem 29,5 biliões de dólares em reservas minerais, cerca de 20% do total mundial, mas 8,6 biliões equivalem a recursos por explorar, segundo um relatório da Corporação Financeira Africana (AFC) divulgado hoje.

© LUSA   09/02/2026 

"África possui uma das reservas minerais mais diversificadas e estrategicamente significativas do mundo, com um valor estimado de 29,5 biliões de dólares [24,7 biliões de euros] em minas, aproximadamente 20% do total global", lê-se no Compêndio de Recursos Minerais Estratégicos de África, hoje divulgado pela AFC, vocacionada para potenciar investimentos estratégicos em infraestruturas e indústria e um dos principais intervenientes no Corredor do Lobito, em Angola.

Do total de 29,5 biliões de dólares, "8,6 biliões de dólares [7,2 biliões de euros] permanecem por explorar, o equivalente a cerca de 2,5 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) anual do continente", revela a AFC, que lamenta que os países ganhem apenas uma pequena parte do valor destes recursos que lhe pertencem.

O problema, explica no documento, é a transformação de matérias-primas em produtos de valor acrescentado, ou seja, "a capacidade de transformar a riqueza mineral em ativos produtivos, infraestruturas, capacidade industrial, cadeias de valor regionais e plataformas de fabrico competitivas".

A título de exemplo, o relatório aponta o valor da transformação de minério de ferro em aço, afirmando: "Os 2,8 biliões de dólares [2,3 biliões de euros] em minério de ferro de África à saída da mina traduzem-se num valor estimado de 25,4 biliões de dólares [21,3 biliões de euros] em aço".

O processamento é definido como fundamental para o continente poder reclamar o valor dos recursos que tem.

"Até agora, estes ganhos permaneceram em grande parte não realizados porque África está presa num sistema de desalinhamento estrutural; os três pilares da viabilidade dos projetos minerais --- recursos naturais, infraestrutura facilitadora (especialmente energia e transporte) e procura --- raramente coexistem", lê-se no documento.

O Compêndio visa demonstrar a necessidade de uma mudança estrutural na maneira como os países olham para os seus recursos, defendendo que é preciso "um melhor planeamento regional e uma abordagem mais integrada para o desenvolvimento mineral de África".

Assim, em vez da lista de minerais críticos para a transição energética, o documento centra-se "no desenvolvimento de infraestruturas, industrialização, sistemas energéticos, segurança alimentar e resiliência da indústria transformadora", defendendo que os minerais só são importantes enquanto 'alimento' para sistemas económicos nacionais e regionais, o que faz com que o minério de ferro ou os fertilizantes minerais "sejam tão, se não mais, estrategicamente importantes para a transformação de África como os minerais de transição energética".

COREIA DO SUL: Político sul-coreano sugere "importar mulheres" para aumentar natalidade... Kim Hee-soo sugeriu do "importar mulheres jovens" do Vietname ou do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade do país. A sugestão, feita durante uma reunião pública, foi amplamente condenada e resultou na expulsão de Kim do Partido Democrático.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO   09/02/2026 

Um dirigente político sul-coreano sugeriu "importar mulheres jovens" do Vietname e do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade da Coreia do Sul.

"Se for preciso, temos de importar mulheres jovens não casadas de sítios como o Sri Lanka ou o Vietname, arranjar casamentos com solteiros nas zonas rurais e preparar outras medidas especiais", afirmou, citado pelo The Korea Times,. 

As declarações de Kim Hee-soo, o chefe do condado de Jindo, no Sul, aconteceram durante uma reunião pública sobre uma possível fusão entre a província de Jeolla e uma cidade próxima, devido à diminuição da densidade demográfica na zona - um problema que se tem tornado cada vez mais regular na Coreia do Sul. A reunião foi transmitida em direto pelos órgãos de comunicação locais.

Note-se que, segundo as projeções nacionais, a população de 50 milhões da Coreia do Sul deverá diminuir para metade em apenas 60 anos.

A alegada solução de Kim não foi vista com bons olhos e depressa gerou polémica, não só dentro da própria Coreia do Sul, como também por um dos países mencionados.

A própria província já emitiu um pedido formal de desculpa pela "declaração inapropriada" de Kim, a qual "causou profunda dor aos vietnamitas e às mulheres".

Já a embaixada do Vietname em Seoul, condenou as palavras do dirigente polícia, afirmando que "não foram uma simples forma de se expressar, mas uma questão de valores e atitudes para com mulheres imigrantes e grupos minoritários".

O Sri Lanka não se pronunciou publicamente sobre o assunto, para já.

Kim já veio a público esclarecer que queria apenas discutir soluções para o problema da diminuição da população, nomeadamente em zonas rurais. Contudo, admitiu que a forma como se expressou, e a linguagem utilizada, foram inadequados, emitindo, de seguida, um pedido de desculpas - que não foi aceite na generalidade.

A polémica levou a que o Conselho Supremo do Partido Democrático (ao qual Kim pertencia) levasse a cabo uma votação sobre a permanência do político no partido. O voto foi unânime: Kim foi expulso.

Eurodeputados alertam que "não há tempo a perder" para dar armas a Kyiv... Eurodeputados advertiram hoje que "não há tempo a perder" no fornecimento de apoio militar à Ucrânia, após observarem na capital ucraniana "ataques contínuos" da Rússia e em vésperas de o Parlamento Europeu votar um novo empréstimo a Kyiv.

© FREDERICK FLORIN / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/02/2026 

Cinco membros da Comissão de Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento Europeu visitaram a capital ucraniana no final da semana passada, onde "testemunharam em primeira mão que a Ucrânia se mantém corajosa e desafiadora diante da economia de guerra da Rússia e de atos ilegais que incluem matar civis, sequestrar crianças e aterrorizar a população com ataques à energia e infraestruturas", segundo um comunicado divulgado hoje. 

Na nota de imprensa, o Parlamento Europeu relatou que os eurodeputados "viram poucas evidências de cessar-fogo, com ataques aéreos, sirenes durante toda a visita e ataques contínuos a infraestruturas civis" e "puderam perceber a realidade do impacto desses ataques em condições de inverno rigoroso que deixaram milhares de pessoas sem aquecimento e eletricidade, criando sofrimento humanitário severo".

A delegação do Parlamento Europeu reconheceu "o progresso nas negociações de paz", após mais uma ronda de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na semana passada, mas, alertou que "não há tempo a perder para fornecer apoio militar à Ucrânia", sob ataque russo há quase quatro anos.

"Não podemos apenas 'esperar' pela paz, precisamos agir agora e garantir que a Ucrânia esteja em posição de alcançar a paz através da força", disse a presidente da SEDE, Marie-Agnes Strack-Zimmermann (Renew Europe, Alemanha), que chefiou a comitiva.

Citada no comunicado, a eurodeputada alemã sublinhou que "não pode haver segurança na Europa sem segurança na Ucrânia".

Os ucranianos, acrescentou, "estão a mostrar coragem a toda a Europa e o mundo perante tais atrocidades".

Os cidadãos europeus "reconhecem" que os ucranianos estão também a defender toda a Europa e "pedem que a Europa faça mais" para apoiar a Ucrânia e para fortalecer a defesa europeia, prosseguiu.

"Chega, devemos erguer-nos contra os agressores e defender os nossos valores e democracias juntos", frisou a responsável.

Na próxima quarta-feira, o Parlamento Europeu vota, em sessão plenária, o pacote de Empréstimos de Apoio à Ucrânia, no valor de 90 mil milhões de euros, dos quais 60 mil milhões de euros "dedicados às necessidades urgentes de defesa da Ucrânia".

Durante a visita, os eurodeputados encontraram-se com representantes da presidência e do parlamento, bem como da sociedade civil e da indústria de defesa.

"Expressaram uma forte mensagem de solidariedade e apoio inabalável à Ucrânia e aos seus cidadãos diante da guerra de agressão injusta e ilegal da Rússia" e transmitiram às autoridades ucranianas que o Parlamento Europeu está a usar "todos os seus poderes legislativos e orçamentais para fortalecer a defesa europeia, fornecer apoio militar à Ucrânia e integrar a indústria ucraniana na base industrial europeia de defesa", acrescentou a nota informativa.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


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A União Europeia convidou hoje a sociedade civil de Cabo Verde a apresentar projetos sobre turismo de natureza, que serão selecionados para beneficiar de um montante global de 1,3 milhões de euros.

Lesmes Monteiro é o novo Diretor-Geral da INACEP – Imprensa Nacional, a maior empresa pública de produção gráfica do Estado.

O antigo Secretário de Estado da Juventude, que exercia até ao momento as funções de Conselheiro do Primeiro-Ministro para a área da Juventude e Empreendedorismo, foi empossado na manhã desta segunda-feira pelo Ministro da Comunicação Social. 

Na ocasião, Abduramane Turé manifestou confiança no novo Diretor-Geral e apelou a uma maior dinâmica e visão inovadora, com vista à modernização e ao reforço da capacidade institucional da INACEP.

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O T1 Phone, o telemóvel de Donald Trump, será lançado até ao final do ano... Anunciado em junho do ano passado, o T1 Phone da Trump Mobile sofreu algumas alterações, mas a intenção de o fazer chegar ao mercado continua. O telemóvel ficou, entretanto, mais caro do que se esperava.

© The Verge    Notícias ao Minuto    09/02/2026 

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em junho de 2025 que planeava lançar o T1 Phone - um telemóvel desenvolvido pela empresa Trump Mobile que, entretanto, acabou por ter o lançamento adiado.

Agora, o site The Verge está de volta com novos pormenores sobre o projeto e, ao que parece, foram feitas algumas alterações a este telemóvel nos últimos meses.

A publicação chegou à fala com dois executivos da Trump Mobile, Don Hendrickson e Eric Thomas, e teve até acesso à atual versão do T1 Phone. No que diz respeito ao design, será mantida a cor dourada, o ‘branding’ da Trump Mobile e até a bandeira dos EUA, mas o módulo da câmara será um pouco diferente.

Ao invés do design semelhante ao dos últimos modelos Pro do iPhone da Apple, o T1 Phone terá uma câmara com os três sensores orientados verticalmente no canto superior direito. Mais ainda, parece que a produção não será totalmente levada a cabo nos EUA como estava inicialmente previsto. Neste momento, só a “montagem final” acontecerá em Miami.

O preço também passou por algumas alterações. Os interessados que já pagaram 100 dólares (84,26 euros) pelo T1 Phone ainda terão de pagar mais 499 dólares (420,44 euros) pelo telemóvel, sendo que quem decidir comprar agora este modelo terá de estar disposto a dar até 999 dólares (841,73 euros).

Ainda não se sabe ao certo quando é que a Trump Mobile lançará no mercado o T1 Phone, mas o site oficial indica que o lançamento acontecerá até ao final do ano. 


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Bad Bunny foi o protagonista do intervalo mais famoso do mundo e aproveitou o momento para enaltecer a cultura latina. Donald Trump não gostou da ousadia e considerou mesmo que "foi uma bofetada" no rosto do país.


António José Seguro eleito Presidente com "o seu estilo", Ventura segue "sem drama"... A noite eleitoral não se arrastou pela madrugada dentro e antes da meia-noite deste domingo já António José Seguro terminava o seu discurso enquanto vencedor, tal como as primeiras projeções indicavam. Dos resultados às promessas de "cooperação" no futuro, eis o que foi dito.

© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images     Por  noticiasaominuto.com   09/02/2026 

António José Seguro foi eleito Presidente da República no domingo, depois de uma segunda volta disputada com André Ventura, tornando-se assim o sexto Presidente eleito em democracia. A escolha de um chefe de Estado à segunda volta aconteceu pela última vez em 1986, quando Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares disputaram o cargo. Há 40 anos, Soares venceu o duelo histórico e também agora Seguro faz história, ao superar o número de votos dados a Soares e conquistando o maior número de votos de sempre alcançado por um candidato presidencial.

De acordo com os resultados provisórios mais atuais à data da publicação deste artigo, Seguro tem 66,82% dos votos e André Ventura arrecada 33,18%. Os resultados - que pode consultar aqui mais detalhadamente em cada distrito, concelho ou freguesia - foram, desde o início da noite eleitoral, distanciados. Sondagens à boca das urnas davam uma distância 'confortável' entre Seguro e Ventura.

Seguro não esperava "força desta grandeza", mas recebe-a "com honra"

Na saída da sua casa até à sede de campanha, Seguro começou por dizer que o "povo português era o melhor do mundo". À medida que os resultados eram apurados, percebeu-se que a noite eleitoral não se ia transformar numa madrugada eleitoral - pelo menos, no que diz respeito ao discurso do vencedor, que antes da meia-noite já dizia a todos os que concorreram a Belém e ficaram pelo caminho: "A partir desta noite, deixámos de ser adversários."

Marcelo Rebelo de Sousa foi lembrado no discurso de Seguro, que disse que seria Presidente de "todos, todos, todos os portugueses", sublinhando ainda acerca de Marcelo e de outros antigos Presidentes da República: "Cada um no seu tempo e estilo serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional com a democracia. Servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas com o meu próprio estilo."

Já quando respondia às questões dos jornalistas, Seguro confessou que não estava à espera dos resultados tão favoráveis à sua vitória. "Pedi confiança reforçada e a certa altura pensei que a poderia ter. Não desta grandeza, mas sou humildade para dizer aos portugueses que a recebo com muita honra."

Garantindo que iria utilizar a força que lhe foi dada para, junto do Governo e partidos políticos, reforçar uma "cultura de compromisso" que faça nascer políticas públicas duradouras - e que estas ultrapassem ciclos eleitorais -, acrescentou: "Esta força que o povo português me dá é uma força que está em sintonia com essa cultura. Como sempre disse: ou a política serve para resolver os problemas das pessoas ou não serve para rigorosamente nada."

Da corrida a Belém para "governar o país". A reação de Ventura

No discurso de André Ventura, que aconteceu antes de Seguro subir ao palco, o líder do Chega começou por dizer que já tinha transmitido as felicitações ao socialista, reconhecendo: "Independentemente de termos sido adversários nesta segunda volta, o sucesso de António José Seguro em Portugal será o sucesso de todos."

Disse, no entanto, que "pela primeira vez em 50 anos havia uma alternativa que não era do espaço do Partido Socialista ou do Partido Social Democrata" e prometeu: "Liderámos a Direita e vamos liderar a Direita"

André Ventura admitiu a derrota, reforçando: "É justo dizer que, não tendo vencido, os portugueses colocaram-nos no caminho para governar o país".

À saída da noite eleitoral, Ventura negou ter feito campanha a pensar em ser primeiro-ministro, depois de ter dito no seu discurso final da noite que o país o colocou nesse trajeto.

Com Belém pelo caminho, o líder do Chega afirmou: "O meu adversário sabe também que temos hoje caminho para continuar naquilo que o país precisar, em cooperação, como sempre foi. Não há aqui nenhum drama em relação a isso."

Com 99,20% dos resultados apurados, de acordo com a Secretaria-Geral da Administração Interna, André Ventura obteve, na segunda volta das presidenciais, cerca de um milhão e setecentos mil votos, superando o número de votos que somou nas últimas eleições legislativas.

O caminho até Belém

Nas sondagens de há cerca de um ano, em que não chegava aos dois dígitos, Seguro terminou a corrida presidencial com o dobro do resultado do seu adversário, e com uma força política reforçada pelo segundo melhor resultado percentual de sempre de um candidato a Belém.

Com esta vitória, Portugal volta a ter um Presidente da República militante do Partido Socialista, após os mandatos de Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa nos últimos 20 anos e numa altura em que o Partido Social Democrata está no poder e os partidos à direita dos socialistas dominam dois terços do Parlamento.

A vitória de António José Seguro é tanto mais assinalável quanto a sua entrada na corrida presidencial se fez de forma pouco entusiástica, inclusive no seu campo político, gerando apreensão entre muitos socialistas, como o ex-presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que chegou a afirmar que a candidatura "não parecia cumprir os requisitos mínimos" para poder ser apoiada pelo PS, designadamente porque se ficava "pelas banalidades".

Após uma travessia do deserto de 11 anos, iniciada após ser derrotado por António Costa nas primárias no PS de 2014, o nome de Seguro foi lançado pelo anterior líder socialista, Pedro Nuno Santos, numa entrevista televisiva há pouco mais de um ano, mas então pouco levada a sério nas hostes do partido. O próprio PS, liderado por José Luís Carneiro, um homem de quem Seguro é muito próximo, demorou a declarar o seu apoio ao candidato.

Seguro anunciou oficialmente a candidatura em meados de junho de 2025 e o PS só em outubro, passadas as eleições autárquicas, aprovou formalmente o apoio ao candidato, por sinal um antigo secretário-geral do partido que continuava a gerar resistências entre alguns destacados dirigentes, alguns dos quais esperavam uma candidatura do ex-ministro António Vitorino.

Da primeira para a segunda volta das presidenciais, muitos prognosticaram uma abstenção mais elevada e que os votos brancos e nulos poderiam chegar percentualmente à casa dos dois dígitos, o que acabou por não acontecer. Não só a abstenção ficou abaixo dos 50% e da primeira volta, como os brancos e nulos somados andaram por volta de 5%, ou seja, cerca de 270 mil votos.


Leia Também: Marcelo felicitou Seguro e vai recebê-lo na segunda à tarde

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje o seu sucessor, António José Seguro, que venceu a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Casa dos Direitos Denuncia Invasão pelos Homens Armados... 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 𝐃𝐄 𝐈𝐌𝐏𝐑𝐄𝐍𝐒𝐀

Por Radio TV Bantaba

No âmbito da 12.ª Quinzena dos Direitos, iniciada no passado dia 2 de fevereiro de 2026, o Embaixador da União Europeia, Senhor Federico Bianchi, realizou hoje, 7 de fevereiro, uma visita guiada à Casa dos Direitos, com o propósito de conhecer em profundidade a sua história, missão e modo de funcionamento.

De forma grave, inesperada e absolutamente inaceitável, um contingente de cerca de dez homens da Polícia de Intervenção Rápida, fortemente armados e encapuzados, invadiu as instalações da Casa dos Direitos, dando ordens de expulsão imediata aos seus membros e ao Embaixador da União Europeia, sem apresentar qualquer explicação ou fundamento legal para tal atuação.

Este episódio ocorre na sequência dos tristes acontecimentos de 22 de dezembro de 2025, que culminaram na invasão da Casa dos Direitos, bem como na detenção arbitrária e no espancamento brutal de dois funcionários da Liga Guineense dos Direitos Humanos. 

Trata-se, assim, da quarta incursão armada injustificada contra esta instituição em menos de dois meses, evidenciando um padrão reiterado de intimidação, repressão e violação das liberdades fundamentais.Apesar deste contexto de permanente hostilidade, a Casa dos Direitos tem privilegiado, de forma responsável e consistente, o diálogo institucional.

Nesse sentido, uma delegação da Liga Guineense dos Direitos Humanos manteve um encontro de alto nível com as autoridades de transição, no qual foram abordados os constrangimentos existentes, bem como a realização da Quinzena dos Direitos.

Desse diálogo resultou a reafirmação da importância da Casa dos Direitos e a realização da Quinzena dos Direitos, entendida como um contributo essencial não apenas para a promoção e defesa dos direitos humanos, mas também para a normalização do espaço cívico e o fortalecimento da confiança democrática. Neste contexto, não se compreendem, nem se justificam, as razões de uma atitude tão arbitrária quanto inaceitável.

A Casa dos Direitos condena com a maior firmeza este novo ato de intimidação armada, que constitui igualmente um desrespeito grave e inaceitável para com o maior parceiro multilateral do país, a União Europeia, cuja presença institucional foi também alvo direto desta atuação.

A Casa dos Direitos responsabiliza diretamente as autoridades de transição por qualquer atentado contra a vida e a integridade física dos seus membros, cidadãos que nada fazem senão contribuir, de forma pacífica, legítima e responsável, para o aprofundamento da democracia e do Estado de Direito na Guiné-Bissau.

Neste sentido, a Casa dos Direitos exorta as autoridades de transição a abandonarem, de forma definitiva, todas as ações hostis contra esta instituição, práticas que apenas contribuem para a degradação da imagem internacional do país e para a obstrução do processo de normalização democrática da Guiné-Bissau.

Por fim, a Casa dos Direitos reitera o seu compromisso inabalável com os valores da paz, da dignidade da pessoa humana, da democracia e do Estado de Direito, princípios que continuarão a orientar a sua ação, independentemente de pressões, ameaças ou tentativas de silenciamento.

Feito em Bissau, aos 07 dias do mês de fevereiro de 2026.

O Consórcio da Casa dos Direitos

Trump dá fundos em troca de atribuição do seu nome a estação e aeroporto... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu libertar fundos federais congelados se o líder democrata no Senado aceitar dar o seu nome a uma estação ferroviária de Nova Iorque e ao aeroporto internacional de Washington, noticiaram os media locais.

Por LUSA 

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quer que o seu nome seja dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relatam que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes. 

A CNN especificou que a oferta foi feita no mês passado. 

O congressista Jerry Nadler, de Nova Iorque, classificou a tentativa de renomear o Aeroporto Dulles e a Penn Station como "extorsão e corrupção".

Os responsáveis pelas obras do túnel entre Nova Iorque e Nova Jérsia afirmaram num comunicado que os trabalhos serão "suspensos" hoje "caso a transferência de fundos federais destinados ao projeto não seja retomada".

A comissão responsável pelo projeto, juntamente com os dois estados envolvidos, interpôs recentemente uma ação judicial para contestar a suspensão do financiamento.

Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte, mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

Por fim, o Departamento do Tesouro confirmou a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.

Portugal: Há mais de 13.200 presos. Diretor fala em "tendência preocupante"... As cadeias têm cada vez mais reclusos, já ultrapassam os 13.200, e o diretor-geral das prisões, em entrevista à Lusa, considerou a tendência preocupante, mas garantiu que a criminalidade não teve um aumento expressivo em 2025.

Por  LUSA 

No dia 05 de fevereiro, as prisões portuguesas tinham 13.202 reclusos, segundo os dados adiantados por Orlando Carvalho, que indicou também que só desde o primeiro dia de fevereiro entraram para as prisões cerca de 100 pessoas.

"A tendência é preocupante, porque se se mantiver este nível de crescimento da população [prisional], vai criar-nos muito mais dificuldades e constrangimentos", sublinhou Orlando Carvalho, que foi nomeado para liderar a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) em novembro de 2024, dois meses depois da fuga de Vale de Judeus.

As dificuldades e constrangimentos apontados pelo responsável das 49 cadeias existentes no país estão sobretudo relacionados com a falta de vagas.

É que o aumento de 630 lugares já anunciado pelo Ministério da Justiça - e que estão quase prontas a ser utilizados, segundo Orlando Carvalho -, pode revelar-se insuficiente, uma vez que só entre janeiro do ano passado e fevereiro deste ano entraram cerca de 850 presos.

"Neste momento, temos de ir gerindo o sistema de forma a não deixar acontecer situações, obviamente, de rutura em nenhum dos estabelecimentos", disse o diretor-geral das prisões.

Para este aumento, Orlando Carvalho destacou dois aspetos que considerou fundamentais, sendo o primeiro o aumento dos presos preventivos - que são aqueles que estão a aguardar julgamento ou à espera de que a condenação transite em julgado.

O outro aspeto é a diminuição da liberdade condicional e de adaptação à liberdade condicional: "Para nós é um grande desafio (...) termos uma taxa de encarceramento muito elevada relativamente à dimensão das penas".

"Portanto, isto faz com que um indivíduo condenado permaneça durante muito tempo da prisão", acrescentou.

Questionado sobre se o aumento de presos pode estar diretamente relacionado com um possível aumento da criminalidade no último ano, Orlando Carvalho apontou para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), cujos dados serão conhecidos nos próximos meses: "Posso adiantar que, de grosso modo, não se nota um aumento expressivo da criminalidade".

Associada à sobrelotação, surge ainda a questão da falta de condições nas prisões, que tem sido motivo de condenações por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, e que Orlando Carvalho admitiu não ser admissível.

"A situação não é generalizada, há casos obviamente pontuais de maior ou menor dificuldade", disse o diretor-geral das prisões, acrescentando que o investimento tem sido feito para garantir "que todas as pessoas que cumprem pena de prisão têm as condições mínimas básicas exigidas para poderem cumprir com dignidade a sua pena".

Sobre as condições nas prisões, Orlando Carvalho explicou que, além de as cadeias serem equipamentos de elevada intensidade de utilização, este aspeto agrava-se quando "têm mais pessoas do que aquelas que poderiam comportar".

"Esta antiguidade dos equipamentos e esta alta intensidade de utilização ao longo dos anos se calhar nunca permitiu que fossem feitas as devidas recuperações e obras de manutenção que permitissem levar essas condições para um outro nível, porque há estruturas cuja solução não se compadece com obras de manutenção", explicou.

Acrescentou que a DGRSP vai "tentando minimizar, mas é difícil eliminar de um momento para o outro questões desta natureza, neste tipo de edifícios".

Além destas questões, o diretor-geral das prisões adiantou ainda que, neste momento, os serviços prisionais precisam, com urgência, de mais viaturas, que "são muito antigas e estão em muito mau estado", e de recursos humanos, que incluem guardas prisionais e técnicos.


Leia Também: Assembleia Nacional da Venezuela aprova amnistia que vai libertar todos os detidos políticos na próxima semana

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, prometeu aos familiares de presos políticos que todos os detidos serão libertados no mesmo dia da aprovação da lei de amnistia, prevista para a próxima semana. A lei, já aprovada em primeira leitura, exclui crimes contra a humanidade, corrupção e tráfico de droga.

Governo do Brasil lamenta mortes causadas por tempestades em Portugal... O governo do Brasil disse que "lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais" causados pelas tempestades Kristin e Leonardo, tanto em Portugal como em Espanha.

Por  LUSA 

Num comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, o executivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade aos governos e às populações" dos dois países.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que não há notícias sobre vítimas brasileiras até ao momento.

Os consulados-gerais em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid "permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência", acrescentou a diplomacia brasileira.

"A frequência e o impacto de eventos extremos, em diferentes regiões do mundo, reforçam a urgência de ações concertadas da comunidade internacional para o enfrentamento da crise climática", sublinhou o ministério.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Em Espanha, uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.

As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.

Treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.


Leia Também: Cheias nunca vistas ocuparam 88% do celeiro de Moçambique

As cheias em Moçambique atingiram particularmente Chókwè, no sul, o celeiro do país, com o vale do Limpopo a ocupar em poucos dias 88% do território, engolindo meses de produção agrícola, nomeadamente arroz, ameaçando com fome.

Governo de Cuba vai racionar venda de combustível devido à escassez... O governo de Cuba vai racionar a venda de combustível devido à escassez provocada pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha, anunciou o vice-primeiro-ministro cubano Oscar Pérez-Oliva Fraga.

Por  LUSA 

Num discurso transmitido pela televisão, Pérez-Oliva afirmou que a medida - sobre a qual não deu detalhes nem especificou quando entraria em vigor - foi adoptada numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros em resposta à grave escassez de combustível.

"Com combustível insuficiente, não podemos manter os níveis de vendas que tínhamos nas semanas anteriores e, por isso, haverá algumas limitações nas compras. À medida que a situação melhorar, as entregas regressarão aos níveis normais", disse o vice-primeiro-ministro.

Pérez-Oliva indicou ainda que as "atividades administrativas essenciais" só funcionarão de segunda a quinta-feira, de forma a conservar energia.

Cuba irá reservar os recursos limitados de combustível para "serviços essenciais", geração de eletricidade, "serviços de saúde", abastecimento de água, atividades de defesa e para "garantir a sustentabilidade dos setores que geram divisas", como o turismo, explicou o ministro

Pérez-Oliva acrescentou que o Governo cubano facilitará os procedimentos para as empresas privadas "que tenham os meios" para importar o seu próprio combustível.

Também na sexta-feira, o ministro do Trabalho cubano, Jesús Otamendiz, solicitou às empresas estatais que facilitem o teletrabalho e a realocação de trabalhadores.

Num outro discurso transmitido pela televisão, o dirigente afirmou que os organismos públicos devem ajustar os seus horários de acordo com a situação energética nas respetivas regiões.

Otamendiz acrescentou que a reafectação de trabalhadores dará prioridade aos serviços essenciais.

O ministro alertou que, caso um trabalhador não possa trabalhar remotamente ou ser recolocado, será colocado em "suspensão do contrato de trabalho" até que a situação seja resolvida. Salientou que, nestes casos, os trabalhadores receberão o salário integral apenas durante um mês.

Na quinta-feira, o Presidente cubano Miguel Díaz-Canel salientou que Cuba não recebe remessas de petróleo desde que os EUA iniciaram o seu "bloqueio naval" à Venezuela, em dezembro.

"Portanto, temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também as atividades básicas", concluiu.

 Díaz-Canel prometeu que, dentro de uma semana, daria detalhes sobre a situação atual da ilha e como o governo irá enfrentá-la.

O chefe de Estado ressuscitou o conceito da "opção zero", um plano de sobrevivência proposto na década de 1990 face a um cenário de "zero petróleo".

O plano previa racionamento extremo, autossuficiência alimentar, utilização de tração animal, carvão para cozinhar e transporte não motorizado, entre outras medidas.


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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou hoje que a ilha está disposta a dialogar com os Estados Unidos sobre "qualquer assunto" para construir uma relação civilizada e mutuamente benéfica entre os dois países.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

EUA anunciam novas sanções contra rede que vende petróleo iraniano ... Os Estados Unidos (EUA) anunciaram hoje novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao "comércio ilícito" de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

Por LUSA 

A decisão surge no mesmo dia em que Washington e Teerão mantiveram conversações indiretas em Omã, no âmbito da campanha de pressão da administração norte-americana liderada por Donald Trump sobre o país persa.

"O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) está a sancionar múltiplas entidades, indivíduos e navios para travar o fluxo de receitas que o regime de Teerão utiliza para apoiar o terrorismo no estrangeiro e reprimir os seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.

As novas medidas sancionatórias, segundo pormenorizaram os Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, afetam 14 navios da chamada "frota fantasma" iraniana, 15 entidades -- com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia -- e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

"As exportações iranianas destes produtos energéticos são possíveis graças a uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições que, através da ocultação e do engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em países terceiros", acrescentou o comunicado da diplomacia norte-americana.

O anúncio das novas sanções ocorre no contexto do início, hoje, de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Mascate, que Teerão classificou como "um bom começo" para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

As atuais negociações ocorrem num dos períodos mais conturbados para a República Islâmica, depois de, em janeiro, ter registado os protestos mais violentos desde a sua fundação, em 1979, num contexto de grave crise económica, forte descontentamento popular, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e de gás.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.

Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.

As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln".

As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.


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O Presidente ucraniano anunciou hoje alterações no pessoal da Força Aérea, depois de se queixar de que, em algumas regiões e unidades, a defesa aérea não está a funcionar como deveria.


Funeral de Saif al-Islam Khadafi junta milhares de pessoas na Líbia... Milhares de pessoas congregaram-se hoje no noroeste da Líbia para o funeral de Saif al-Islam Khadafi, filho e outrora previsível sucessor do falecido ditador Muammar Khadafi, executado no início desta semana em casa por quatro homens.

Por  LUSA  06/02/2026

O caixão de Saif al-Islam percorreu a cidade de Bani Walid, cerca de 145 quilómetros a sudeste da capital, Tripoli, com muitos participantes a transportarem imagens do falecido e do seu pai, que governou o país durante mais de 40 anos antes de ser deposto num levantamento popular apoiado pela NATO em 2011.

A multidão agitava também bandeiras verdes lisas - a bandeira oficial da Líbia de 1977 a 2011, sob o regime de Khadafi, morto nesse ano na sua cidade natal, Sirte, enquanto os combates na Líbia se intensificavam, transformando-se numa guerra civil aberta.

Um pequeno grupo de apoiantes transportou o caixão de Saif al-Islam e, posteriormente, realizou as orações fúnebres e sepultou-o.

Saif al-Islam, de 53 anos, foi morto na terça-feira dentro da sua casa na cidade de Zintan, a cerca de 135 quilómetros a sudoeste da capital, Tripoli, segundo os procuradores.

As autoridades disseram que uma investigação inicial concluiu que foi morto a tiro, mas não forneceram mais detalhes. 

A equipa política de Saif al-Islam divulgou posteriormente um comunicado afirmando que "quatro homens encapuçados" invadiram a sua casa e mataram-no num "assassínio cobarde e traiçoeiro", após desativarem as câmaras de segurança.

Saif al-Islam foi capturado por combatentes em Zintan, no final de 2011, quando tentava fugir para o vizinho Níger. 

Os combatentes libertaram-no em junho de 2017, após um dos governos rivais da Líbia lhe ter concedido amnistia.

"A dor da perda pesa muito no meu coração e intensifica-se porque não posso despedir-me dele na minha pátria --- uma dor que as palavras não conseguem aliviar", escreveu na redes sociais Mohamed Khadafi, irmão de Saif al-Islam, que vive exilado em paradeiro desconhecido.

"Mas o meu consolo reside no facto de os filhos leais da nação estão a cumprir o seu dever e dar-lhe-ão uma despedida à altura da sua estatura", escreveu o irmão.

Desde a revolta que derrubou Khadafi, a Líbia mergulhou no caos, com o país norte-africano rico em petróleo a dividir-se entre administrações rivais agora no leste e no oeste, apoiadas por vários grupos armados e governos estrangeiros. 

Saif al-Islam era o segundo filho de Khadafi e visto como a face reformista do regime, com capacidades diplomáticas e que tinha trabalhado para melhorar as relações da Líbia com os países ocidentais até à revolta de 2011.

Em julho de 2021, Saif al-Islam declarou ao New York Times que estava a considerar regressar à cena política líbia após uma década de ausência, durante, segundo consta, reorganizou os apoiantes políticos do seu pai. 

Em novembro de 2021, anunciou a sua candidatura à eleição presidencial do país, uma decisão controversa que gerou protestos das forças políticas anti-Kadhafi no oeste e leste da Líbia.

O Alto Comité Nacional de Eleições desqualificou-o, mas a eleição não foi realizada devido a disputas entre administrações rivais e grupos armados.

As Nações Unidas chegaram a impor sanções a Saif al-Islam, incluindo a proibição de viagens e o congelamento de bens, pelas suas declarações públicas inflamadas que incitavam à violência contra manifestantes anti-Kadhafi durante a revolta de 2011. 

O Tribunal Penal Internacional acusou-o posteriormente de crimes contra a humanidade relacionados com a revolta de 2011.

Na quinta-feira, a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL, na sigla em inglês) manifestou "profunda preocupação" com o assassínio de Saif al-Islam, sublinhando que este tipo de ações "mina o Estado de direito" e apelou "urgentemente às autoridades líbias competentes para investigarem de forma rápida e transparente este crime, a fim de identificar os responsáveis e levá-los à justiça, bem como para aprovarem medidas decisivas para pôr termo a este padrão de violência".

Na quarta-feira, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, manifestou também "profunda preocupação" com o sucedido e condenou "firmemente" este "ato violento, que ameaça minar ainda mais os esforços para uma transição política credível e inclusiva na Líbia". 

Os apelos juntam-se ao lançado também na quarta-feira pelo Conselho Presidencial da Líbia, principal órgão das autoridades internacionalmente reconhecidas no país, que instou todas as fações a aguardar pelos resultados das investigações.  

Vídeo que mostrava casal Obama como macacos retirado da conta de Trump... Um vídeo que mostrava o antigo presidente norte-americano Barack Obama e a mulher como macacos foi hoje removido, após uma dúzia de horas, da conta do líder norte-americano, Donald Trump, onde tinha sido publicado "por engano" por "um funcionário".

© Getty Images     Por  LUSA   06/02/2026 

"Um funcionário da Casa Branca publicou este conteúdo por engano. Foi apagado", disse um alto executivo à agência noticiosa France-Presse (AFP), depois de a publicação ter desencadeado uma onda de condenação, incluindo no Partido Republicano, do Presidente Trump.

Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, denunciou uma "falsa indignação", sem mencionar que se tratava de uma publicação errada na conta de Donald Trump na rede social Truth Social.

A publicação gerou indignação e acusações de racismo contra o Presidente norte-americano.

O líder da minoria democrata no Congresso norte-americano, Hakeem Jeffries, apelou aos republicanos para que "denunciem a repugnante intolerância de Donald Trump".

Barack e Michelle Obama, sublinhou o líder democrata, ele próprio afro-americano, são "americanos brilhantes, compassivos e patriotas e representam o melhor deste país".

Já o Presidente Trump, acrescentou, é "desprezível, desequilibrado e pernicioso" e "um indivíduo doente".

Por seu lado, o republicano Tim Scott, o único senador negro do seu partido no Congresso dos Estados Unidos, tinha pedido a Donald Trump que removesse o vídeo.

"Rezo para que esteja errado, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca. O Presidente deveria retirá-lo", disse o senador conservador na rede social X.

O vídeo publicado no perfil de Donald Trump na noite de quinta-feira na Truth Social, é, na maior parte, atribuído ao portal ultraconservador Patriot News Outlet e fala sobre a alegada manipulação das eleições de 2020 - em que o democrata Joe Biden derrotou Trump, que concorria a um segundo mandato -- e que o Presidente republicano tem vindo a denunciar desde então, sem qualquer prova.

No entanto, aos 59 segundos, o vídeo é interrompido por uma curta animação que mostra os rostos dos Obama, o primeiro casal afro-americano da presidência norte-americana, estampados em dois macacos durante alguns segundos, antes de retomar o conteúdo original.

A animação é atribuída ao utilizador da rede social X "xerias_x", que criou um vídeo, através da Inteligência Artificial, intitulado "Trump: Rei da Selva", datado de 24 de outubro de 2025, um filme rudimentar em que os rostos de líderes políticos são inseridos em corpos de animais.

Todos se prostram perante Trump, cujo rosto aparece no corpo de um leão.

A porta-voz da Casa Branca tinha afirmado antes que se tratava do "excerto de um vídeo publicado na Internet que mostra o Presidente Trump como o Rei da Selva, e os democratas como personagens de O Rei Leão".

"Parem com esta falsa indignação e reportem algo que, hoje, tenha algum significado para o público americano", disse a porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, num comunicado enviado à agência AFP.

A agência norte-americana Associated Press procurou obter um comentário da família Obama, mas não obteve resposta até ao momento.

BBC denuncia venda de vídeos sexuais por câmaras escondidas em hotéis da China... A estação de televisão britânica BBC denunciou hoje que "milhares" de vídeos sexuais, gravados com câmaras escondidas colocadas ilegalmente em hotéis da China, são vendidos no país, apesar de a distribuição de pornografia ser ilegal.

© Peter PARKS / AFP via Getty Images  Por  LUSA  06/02/2026 

Numa reportagem de investigação, a BBC classifica o problema como "uma epidemia", referindo a existência de numerosos 'sites' onde podem ser encontrados estes vídeos, com imagens reais de casais no momento em que mantêm relações sexuais nos quartos de hotel, sem saberem que estão a ser gravados.

Alguns dos sítios oferecem mesmo conteúdos para consumo em direto.

A unidade de investigação da BBC encontrou muitos dos vídeos alojados na plataforma de mensagens Telegram. Numa das mensagens é anunciada uma "oferta" de gravações provenientes de 180 hotéis diferentes, localizados em várias províncias.

O jornalista que assina a reportagem verificou pessoalmente a existência de conteúdos disponíveis de 54 câmaras distintas, metade das quais operacionais em direto, caso o utilizador assim o deseje.

Na reportagem é citado o exemplo de um portal que, mediante o pagamento mensal de 450 yuans (cerca de 55 euros), dava acesso a conteúdos de cinco câmaras, que começavam a gravar no momento em que o cliente ligava a eletricidade do quarto. O sistema permitia recuar algumas cenas e até descarregá-las e guardá-las.

Outro portal oferecia até 6.000 vídeos, alguns datados desde 2017.

Num dos quartos identificados pelos repórteres, a minicâmara, apontada diretamente para a cama, estava escondida no sistema de ventilação.

Com frequência, os vídeos são acompanhados de comentários dos participantes no 'chat', em que classificam regularmente as mulheres como "prostitutas" e utilizam outros termos semelhantes.

A cadeia de televisão britânica centra-se no caso de um alegado proprietário de algumas das câmaras, a quem os jornalistas chegaram através de um 'chat', estimando que, com base nas tarifas praticadas e no número de seguidores, terá obtido ganhos de cerca de 163.000 yuans (quase 20.000 euros) desde abril com este negócio.

Estas atividades violam várias leis chinesas, que proíbem a venda de pornografia, a instalação de câmaras em hotéis sem o conhecimento dos clientes e até a utilização do Telegram, que os utilizadores descarregam alegadamente através de redes privadas virtuais (VPN).

Os jornalistas que investigaram o caso falaram com um utilizador de Hong Kong, consumidor destes vídeos "desde a adolescência", hoje com mais de 30 anos, que afirma sentir-se atraído pela aparente autenticidade das imagens face à pornografia profissional.

No entanto, numa ocasião, foi gravado com a namorada sem o saber e acabou por encontrar as imagens disponíveis no Telegram. Desde então, ambos usam gorros e chapéus quando saem à rua, por receio de serem reconhecidos.

Por seu lado, a plataforma Telegram respondeu à BBC que proíbe explicitamente a partilha deste tipo de conteúdos, recebe regularmente denúncias e elimina "milhões de conteúdos nocivos todos os dias", sem, porém, avançar mais pormenores.

UE anuncia 20.º pacote de sanções contra a Rússia (abrange energia)... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje um novo pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia, que abrange os setores da energia, finanças e comércio, e pediu rápido aval dos Estados-membros.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images   Por  LUSA  06/02/2026 

"Num momento em que decorrem importantes conversações de paz em Abu Dhabi, devemos ser realistas: a Rússia só se sentará à mesa com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo, esta é a única linguagem que a Rússia compreende. É por isso que hoje estamos a intensificar a nossa ação [já que a] Comissão apresenta um novo pacote de sanções - o 20.º desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", anunciou Von der Leyen, numa declaração divulgada em Bruxelas.

Revelando que "o novo pacote de sanções abrange a energia, os serviços financeiros e o comércio", a líder do executivo comunitário apelou a que os Estados-membros da UE "aprovem rapidamente estas novas sanções" pois "tal enviaria um sinal poderoso antes do sombrio 4.º aniversário" do conflito, assinalado no próximo dia 24 de fevereiro.

"O nosso compromisso com uma Ucrânia livre e soberana é inabalável e (...) torna-se mais forte dia após dia, mês após mês, ano após ano", referiu a responsável.

Precisamente a 24 de fevereiro, Ursula von der Leyen e também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, vão deslocar-se a Kyiv para assinalar na capital ucraniana o quarto aniversário do conflito iniciado pela Rússia.

A invasão russa está prestes a atingir os 1.500 dias e, ao longo deste tempo, as forças de Moscovo avançaram, em média, entre 15 e 70 metros por dia, ocupando agora cerca de 0,8% do território ucraniano.

No que toca ao pacote de sanções hoje proposto, Ursula von der Leyen falou em medidas para diferentes setores, sendo que no setor da energia estas se traduzem na proibição total de serviços marítimos para o petróleo bruto russo e na inclusão de mais navios na lista da chamada "frota fantasma".

A "frota fantasma" russa é composta por navios que normalmente navegam sem bandeira e sem seguro que permitem à Rússia exportar petróleo e gás apesar das sanções internacionais impostas desde a invasão da Ucrânia.

Quanto ao setor financeiro, estão previstas medidas para restringir ainda mais o sistema bancário russo e a sua capacidade de criar canais de pagamento alternativos para financiar a atividade económica, bem como incluir mais 20 bancos regionais russos na lista de sanções europeias.

No campo das exportações para a Rússia, surgem agora novas proibições sobre bens e serviços, desde borracha a tratores e serviços de cibersegurança, no valor de mais de 360 milhões de euros, e ainda outras proibições de importação de metais, produtos químicos e minerais críticos ainda não sujeitos a sanções, no valor de mais de 570 milhões de euros.

"Para demonstrar a nossa determinação em combater a evasão às sanções, ativaremos pela primeira vez o instrumento anti-coerção, proibindo a exportação de quaisquer máquinas-ferramentas de comando numérico e rádios para jurisdições onde exista um elevado risco de estes produtos serem reexportados para a Rússia", adiantou Ursula von der Leyen.

Estão ainda em causa "salvaguardas jurídicas mais fortes para as empresas da UE", concluiu.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Um general das Forças Armadas da Rússia foi alvo de uma "tentativa de homicídio", em Moscovo. O Kremlin reagiu, garantindo que os serviços de segurança estão a cumprir os seus deveres e que o presidente Vladimir Putin foi informado.


Após encontro com o Presidente da República de Transição, o porta-voz do mandatário nacional do candidato Umaro Sissoco Embaló, ex-Presidente da República, esclareceu o objetivo da audiência.