terça-feira, 28 de julho de 2026

Ucrânia e Irão discutem ataque a navio para evitar escalada... O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano conversou hoje com o homólogo iraniano sobre o ataque da Ucrânia contra um navio do Irão no mar Cáspio que provocou a morte de um marinheiro, de modo a evitar uma "escalada desnecessária".

© OZAN KOSE/AFP via Getty Images  Por LUSA   28/07/2026 

"A diplomacia consiste no diálogo direto, mesmo quando este é difícil. Salientei que o nosso objetivo é evitar uma escalada desnecessária", escreveu Andriy Sybiga na rede social X após uma conversa telefónica com o homólogo iraniano Abbas Araghchi, dias depois do ataque com um drone, ocorrido no fim de semana passado.

Sybiga defendeu que as ações da Ucrânia visam "exclusivamente defender o país da agressão russa" e "nunca tiveram como objetivo atingir embarcações civis ou pessoas".

Ao falar sobre as manobras de Kiev, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques no mar Cáspio tinham atingido um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu no sábado que a declaração de Zelensky representava uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".

 "Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou na mesma ocasião o ministério.

Araghchi também confirmou a chamada telefónica de hoje com Sybiga, mas sem adiantar detalhes.

O chefe da diplomacia ucraniana sublinhou que o objetivo de Kiev "é combater a agressão russa, que é a causa principal de todos os incidentes, e é a Rússia que assume toda a responsabilidade por todas as provocações e vítimas".

"Salientei a necessidade de se abster de quaisquer medidas que possam agravar a situação, bem como de pôr fim a qualquer apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Esta guerra é ilegal e tem de acabar", continuou Sybiga, acrescentando que "a Europa e o Médio Oriente merecem estabilidade, segurança e paz".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguii Tykhy, confirmou que se tratava do primeiro contacto oficial entre Sybiga, que ocupa o cargo desde setembro de 2024, e Araghchi.

A conversa surge também para acalmar os ânimos entre os chefes de diplomacia, uma vez que um dia antes, Sybiga ter escrito nas redes sociais que as ameaças de Araghchi contra a Ucrânia eram injustificadas e que "o Irão não tem legitimidade para se fazer passar por vítima".

"Com as suas declarações, o Irão também tenta desviar a atenção do terror russo contra o transporte civil no mar Negro, que está a ameaçar a segurança alimentar global", acrescentou Sybiga na segunda-feira.

O Governo do Irão afirmou no sábado que um marinheiro foi morto e outro ficou ferido na sequência do ataque ucraniano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".

CONSELHO DE MINISTROS APROVA POLÍTICA NACIONAL DE ENERGIA E REFORÇA COMBATE AOS PLÁSTICOS DE USO ÚNICO... COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS 28/07/2026

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros, reunido esta terça-feira em sessão ordinária sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, aprovou vários diplomas considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.

Entre os documentos aprovados destacam-se a Política Nacional de Energia, a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, a Política Urbana, o regulamento da Reserva da Biosfera do Arquipélago Bolama-Bijagós, o Plano Nacional de Combate à Poluição Plástica e a transferência de interesses da Bissau Exploration Company (BEC) para a Chevron Guinea-Bissau Exploration 2 Lda, relativamente à licença de exploração denominada “BAGRE” (Bloco 4B).

Durante a reunião, o Executivo determinou ainda que os ministérios competentes adotem, no prazo de 60 dias, medidas para reforçar a aplicação da legislação que proíbe a utilização de sacos plásticos de uso único. Foi igualmente mandatada uma comissão interministerial para acelerar o encerramento das fábricas de empacotamento de água em sacos plásticos, invocando razões de saúde pública e de proteção ambiental.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Fernando Dju para o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau, em substituição do anterior titular.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

OLARA OTUNNU: Otunnu na corrida para suceder a Guterres como secretário-geral da ONU... O diplomata ugandês Olara Otunnu apresentou a sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidos, confirmou hoje o Representante Permanente da República Democrática do Congo junto das Nações Unidas.

© Getty Images    Por LUSA   28/07/2026 

O embaixador da República Democrática do Congo, país que exerce a presidência rotativa mensal do Conselho de Segurança, Zenón Mukongo Ngay, detalhou que recebeu a candidatura do diplomata ugandês ao cargo atualmente ocupado pelo português António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano.

A candidatura, apresentada pelo Uganda na fase final do processo, foi comunicada oficialmente na segunda-feira pela Presidência da Assembleia Geral ao Conselho de Segurança da ONU, precisamente quando o órgão se preparava para iniciar esta semana as consultas sobre os candidatos à sucessão de Guterres.

Mukongo Ngay explicou que os membros do Conselho de Segurança da ONU decidiram incluir Otunnu numa primeira votação informal à porta fechada, para garantir um processo "transparente e inclusivo".

Embora não seja vinculativa, esta votação costuma ser decisiva, pois permite identificar os candidatos com maior apoio e as possíveis objeções dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que têm direito de veto.

Otunnu ainda terá de completar uma fase de audições com os Estados-membros.

Mukongo Ngay acrescentou que o Conselho de Segurança da ONU trabalhará para apresentar uma recomendação à Assembleia Geral "em tempo útil", com o objetivo de que o secretário-geral eleito tenha tempo para se preparar antes de assumir o cargo no próximo ano.

Otunnu, de 75 anos, foi subsecretário-geral das Nações Unidas e representante especial do secretário-geral para o dossier das crianças e os conflitos armados entre 1998 e 2005.

Com a sua entrada na corrida, o Uganda coloca um novo candidato numa disputa que já conta com a chilena Michelle Bachelet, a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi e o senegalês Macky Sall.

O processo culminará com a recomendação de um candidato por parte do Conselho de Segurança, que posteriormente terá de ser aprovado pela Assembleia Geral.

Guiné-Bissau : Queixa-crime contra Mamadú Embaló: advogados de Daba Naualna confrontam o "poderoso" JIC

Por Rádio Capital Fm 

O Coletivo de Advogados do Brigadeiro-General Daba Naualna e de mais quatro cidadãos militares e civis apresentaram, esta terça-feira (28.07), uma queixa-crime contra o Juiz de Instrução Criminal (JIC) Mamadú Embaló, afeto ao Tribunal Militar.

A queixa-crime foi apresentada na Câmara Criminal do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau.

Em causa está a decisão do JIC, que através de um Despacho Judicial, diz ter anulado o acórdão da Câmara Criminal do STJ, que tinha declarado a "incompetência" do Tribunal Militar Superior para aplicar prisão preventiva contra Daba Na Walna, Domingos Nhanque, Mário Midana Sigá, Alexandre Patrão Indi e Aribe Nfodi.

"(...) Ademais, a conduta do venerando juiz Desembargador Mamadú Embaló enquadra-se no crime de obstrução à atividade jurisdicional previsto no n° 1 do artigo 229 do Código Penal, que determina o seguinte: Quem, por qualquer meio, se opuser, dificultar, ou impedir o cumprimento ou execução de alguma decisão judicial transitada em julgado, é punido com a pena de prisão de um a cinco anos", lê-se numa das passagens da queixa-crime consultada pela CFM.

Os advogados dos detidos acusam Mamadú Embaló de "usurpação" de competência e dizem que a conduta do juiz "mina" a paz social. "Nunca um despacho põe em causa o acórdão do STJ enquanto órgão máximo da justiça guineense", afirmam.

O Coletivo de Advogados de Daba Naualna e mais quatro militares e civis requerem a instauração de um "competente" processo-crime contra Mamadú Embaló, que ainda deve ser investigado, acusado e condenado "pelos crimes cometidos".

ONU descobre várias toneladas de explosivos numa aldeia do sul do Líbano... A força de manutenção da paz das Nações Unidas no Líbano anunciou hoje ter descoberto cerca de quatro toneladas de explosivos no início de julho numa aldeia do sul do território libanês, situada numa zona sob ocupação israelita.

© KAWNAT HAJU / AFP via Getty Images      Por  LUSA     28/07/2026 

Num comunicado, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) indicou que durante uma "inspeção de rotina" junto da aldeia fronteiriça de Houla, a 02 de julho, os "capacetes azuis" (como são conhecidos os operacionais das missões de paz da ONU) "descobriram 385 contentores abandonados num edifício, contendo cerca de 4.000 quilogramas de explosivos, maioritariamente compostos à base de nitrato de amónio".

Especialistas da FINUL "realizaram operações no local para neutralizar este material, tornando-o inofensivo e eliminando o risco que representava", acrescentou a missão, sem indicar a quem pertenciam os explosivos.

Houla integra uma faixa com cerca de 10 quilómetros em território libanês, ao longo da fronteira com Israel, que foi ocupada, controlada e esvaziada da sua população pelas forças israelitas desde a última guerra, iniciada no princípio de março, com o movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O nitrato de amónio evoca recordações particularmente dolorosas no Líbano.

A 04 de agosto de 2020, um depósito com cerca de 2.750 toneladas de fertilizante à base de nitrato de amónio, armazenado durante anos sem condições de segurança no porto de Beirute, explodiu, provocando mais de 220 mortos, mais de 6.500 feridos e a destruição de vastas zonas da capital libanesa.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior.

Embora a intensidade da violência tenha diminuído desde o final de junho, na sequência de um memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos e da conclusão de um acordo-quadro entre Israel e o Líbano, Beirute continua a denunciar operações israelitas de destruição em localidades fronteiriças.

A Agência Nacional de Informação (ANI), agência oficial libanesa, noticiou em julho, por quatro vezes, explosões de origem israelita em Houla.

A 08 de julho, o município de Houla condenou "os crimes cometidos pelo inimigo israelita ao incendiar, fazer explodir e destruir habitações, edifícios públicos e propriedades privadas".

As incursões militares israelitas em solo libanês, sobretudo na zona sul, provocaram mais de quatro mil mortos, elevados níveis de destruição e novos deslocamentos de população.


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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou hoje ter tido "um bom encontro" com o homólogo norte-americano, Donald Trump, durante o qual discutiram "licenças para a produção" pela Ucrânia de intercetores Patriot e um novo impulso à diplomacia.

Trump acusa Netanyahu de procurar manter os EUA em guerra com Irão... O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje desagrado com a divulgação pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, da fortificação de um 'bunker' nuclear iraniano, acusando-o de tentar manter os Estados Unidos (EUA) em guerra com a República Islâmica.

© Jim WATSON / AFP via Getty Images     Por LUSA  28/07/2026 

No dia em que tem agendada uma reunião com o chefe do Governo israelita na Casa Branca, em Washington, Donald Trump desvalorizou, em entrevista à estação Fox News, a importância da montanha Pickaxe (picareta, em português), uma instalação subterrânea perto da cidade de Natanz, afirmando que pode destrui-la "muito facilmente" se não houver acordo para encerrar as hostilidades com Teerão.

"Sabemos exatamente o que está a acontecer. Mas sim, ouvi Bibi [Netanyahu] anunciar isso. Eu disse-lhe: 'Porque é que não me dizes diretamente? Porque é que precisas de anunciar isto ao mundo inteiro?' Eu sei exatamente o que está a acontecer na montanha Pickaxe. Não é nada de mais", declarou.

Questionado sobre as notícias de que Netanyahu iria abordar as atividades iranianas naquela local, o Presidente norte-americano respondeu: "Não preciso que Bibi me diga isso. Bibi diz-me isso porque quer que eu continue envolvido [na guerra]".

O líder da Casa Branca reforçou que poderia destruir "a maioria" das pontes do Irão "em menos de uma hora" e todas as centrais elétricas num só dia.

A reunião de hoje em Washington será o primeiro encontro dos dois dirigentes desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva aérea contra o Irão.

As últimas semanas têm sido marcadas porém por divergências com o líder israelita, que Trump não tem escondido à medida que procura um acordo com o Irão, embora se esforce por atenuá-las.

Na segunda-feira, avisou o primeiro-ministro israelita que ninguém lhe dita as armas que os Estados Unidos vendem a outros países, sobre a oposição de Israel a uma transferência de caças F-35 para a Turquia.

"Ele é meu amigo, e ninguém me diz o que lhe devemos vender", disse Donald Trump a propósito do homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, em declarações aos jornalistas bordo do avião presidencial, durante as quais reconheceu a existência de "pequenas divergências" com Netanyahu, embora tenha ressalvado que os dois continuam "muito próximos".

Há meses que Trump procura um acordo com Teerão para pôr fim a uma guerra impopular entre o eleitorado norte-americano e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos, enquanto Netanyahu teme que um pacto entre Washington e a República Islâmica fortaleça o principal país rival na região.

Embora Trump tenha elogiado publicamente o líder israelita, que descreveu como "um primeiro-ministro em tempo de guerra", também admitiu tê-lo chamado de "doido" durante uma tensa conversa telefónica em junho passado sobre os ataques de Israel no Líbano, que ameaçavam um entendimento com Teerão.

O líder da Casa Branca disse na segunda-feira que ordenou a suspensão de vagas consecutivas de bombardeamentos contra o Irão, a pedido dos países mediadores do Médio Oriente, com vista a dar mais uma oportunidade à diplomacia.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje pelo seu lado que Israel está "muito ansioso" com o regresso da ofensiva contra a República Islâmica, mas que os Estados Unidos estão adiá-la por receio de represálias contra países da região e de uma crise global no abastecimento de petróleo.

Espera-se que as discussões na Casa Branca se concentrem no Irão, mas também no acordo patrocinado por Washington entre Israel e o Líbano e outros temas regionais como a situação na Faixa de Gaza.

"Alguém estava à procura de alguma coisa". André Ventura diz que o seu gabinete na AR foi vandalizado... André Ventura, líder do Chega, diz que o seu gabinete na Assembleia da República, em Lisboa, foi vandalizado.

Por  CNN Portugal 

Polícia Judiciária foi chamada ao local

Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da República. Alguém procurava alguma coisa e não hesitou em agir dentro do próprio Parlamento. Ainda não sei se algum documento foi roubado ou não, mas chegámos ao ponto zero da nossa democracia", denunciou Ventura numa publicação nas redes sociais, partilhando também um vídeo.

Nas imagens a que a CNN Portugal teve acesso é possível ver a desarrumação do gabinete, com documentos espalhados pelo chão e armários abertos.

Fonte oficial do partido indicou à Lusa que o alerta foi dado por um dos deputados do partido, “cerca das 6:30 ou 7:00 da manhã”.

A mesma fonte disse que nem a sala do grupo parlamentar adjacente nem outro gabinete do partido aparentam ter sido remexidos, apenas o gabinete de André Ventura.

Os serviços de segurança do Parlamento chamaram a Polícia Judiciária, que está no local. Contactada pela Lusa, fonte oficial adiantou que a Polícia Judiciária “tomou conta” da ocorrência e a Unidade Nacional Contraterrorismo “está a fazer diligências” na Assembleia da República.


Veja Também:  Ventura "demonstrou grande surpresa com a ausência de câmaras" mas os deputados "têm a segurança que decidiram ter"

Gustavo Silva, comentador da CNN Portugal, lembra que existem rondas feitas por militares da GNR durante a noite e que as portas dos gabinetes dos partidos podem ser fechadas, a propósito da alegada vandalização do gabinete do Chega na Assembleia da República.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

EUA abandonam reunião na ONU em protesto contra críticas de França... Os Estados Unidos abandonaram hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU porque o embaixador francês terá comparado os EUA à Coreia do Norte e à Rússia durante uma votação relacionada com os direitos humanos.

© Getty Images   Por LUSA    27/07/2026 

"Um membro deste Conselho finge indignação moral e pretende dar lições a toda a gente sobre todos os assuntos, quer se trate do conflito que ainda hoje estamos a debater [invasão da Rússia à Ucrânia], quer de questões relacionadas com a paz e a segurança, como os direitos humanos. Foi por isso que nos retiramos durante a intervenção da França", disse o embaixador adjunto norte-americano, Dan Negrea.

Uma saída deste tipo do Conselho é extremamente rara.

Negrea denunciou uma "postura hipócrita e entediante" de Paris que Washington tinha até então tolerado devido ao respeito entre os membros permanentes do Conselho.

Na sexta-feira, os Estados Unidos tinham sido um dos dez países a votar na Assembleia Geral contra a renovação, por quatro anos, do mandato do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, juntamente com a Coreia do Norte, a Rússia, a Nicarágua e o Mali.

"Os Estados Unidos eram outrora um modelo em matéria de direitos humanos. Já não é esse o caso. Hoje, encontram-se ao lado da Coreia do Norte, da Nicarágua, do Mali e da Rússia. Isolados. E o mundo já não lhes dá ouvidos", publicou então na rede social X, em inglês, a missão da França junto das Nações Unidas em Genebra.

"Apoiámos este Estado-membro em todos os conflitos que ameaçavam as suas liberdades. E hoje, quero lembrar-lhes que os Estados Unidos continuam a ser o modelo de liberdade no mundo", insistiu Dan Negrea.

"Por conseguinte, não lhes concederemos o privilégio de ouvir as suas divagações politizadas enquanto não renunciarem à sua retórica condescendente e desrespeitosa e não se comportarem de forma digna", acrescentou.

"Este ano celebramos o 250.º aniversário dos Estados Unidos e todos sabem o papel que a França desempenhou nesse país", respondeu o embaixador francês Jérôme Bonnafont.

Bonnafont garantiu ainda que a França trabalha na ONU, seja no Conselho de Segurança ou na Assembleia Geral, "para preservar esta instituição, a sua independência e a sua capacidade de ação ao serviço da Carta, dos direitos humanos e da paz".


Oficial: Botche Candé deixa Estrela da Amadora e assina pelo Javor Matis... O Estrela da Amadora, da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a saída do médio Botche Candé para os sérvios do Javor Matis, com os quais assinou um contrato válido por três temporadas.

© CF Estrela da Amadora     Por  LUSA  27/07/2026 

Na época passada, o centrocampista de 22 anos atuou, por empréstimo, no Lusitano de Évora, na Liga 3, competição na qual ajudou o clube alentejano a garantir a manutenção para 2025/2026, antes de regressar ao emblema da Reboleira para ser posteriormente transferido rumo ao futebol sérvio.

"O CF Estrela da Amadora vem, por este meio, informar que chegou a acordo com o FK Javor Matis para a transferência, a título definitivo, do atleta Botche Candé", publicaram os 'tricolores', em comunicado.

No texto publicado, o Estrela da Amadora, que não especifica os valores pelos quais chegou a acordo com o Javor Matis, deseja ao atleta "a melhor continuidade para a sua carreira desportiva e agradece o trabalho desenvolvido ao serviço do clube".

Despacho judicial... Proceso número 1/2025


Milei chama "ladrão" e "prisioneiro" a Lula. Brasil convoca embaixador na Argentina após as "declarações ofensivas"

Presidente argentino Javier Milei na convenção do Partido Liberal brasileiro, mostrando o seu apoio  a Flavio Bolsonaro (AP)    Por  Cnnportugal.iol.pt

O chefe de Estado ultraliberal argentino, que apoia candiratura de Flávio Bolsonaro, referiu-se — sem o mencionar diretamente — ao presidente brasileiro de esquerda como "ladrão" e "prisioneiro"

O Brasil chamou este domingo o seu embaixador na Argentina para consultas, após declarações consideradas "ofensivas" do presidente argentino, Javier Milei, contra o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Brasília.

Presente no lançamento da candidatura, no sábado, em São Paulo, de Flávio Bolsonaro às presidenciais de outubro no Brasil, o chefe de Estado ultraliberal argentino referiu-se — sem o mencionar diretamente — ao presidente brasileiro de esquerda como "ladrão" e "prisioneiro".

Figura destacada da direita latino-americana, Milei alertou ainda para "o risco Lula" nas eleições e apelou ao Brasil para que se libertasse da "escravidão à esquerda".

Por outro lado, mais uma vez sem nomear o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o Presidente argentino afirmou ainda que "aquele careca nojento" o tinha impedido de visitar o seu "amigo injustamente preso", Jair Bolsonaro, pai de Flavio e ex-presidente (2019-2022), detido por tentativa de golpe de Estado em 2022 e posteriormente colocado em prisão domiciliária em Brasília.

"O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado para consultas", o Presidente Milei "ofendeu dois poderes, o povo e a democracia brasileira", disse à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte diplomática brasileira, não identificada.

O Governo brasileiro convocou ainda, este domingo, o embaixador argentino no país.

"No Brasil, não aceitamos que ninguém se intrometa onde não foi convidado a fazê-lo", afirmou no domingo o Presidente Lula, sem especificar a quem se referia, durante um evento com sindicalistas, no qual prometeu continuar a governar o país "sem interferência de ninguém".

Javier Milei voltou a pronunciar-se este domingo e acusou o Governo brasileiro, bem como o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos, de terem financiado uma "campanha anti-argentina", no que pareceu referir-se, pelo menos em parte, às críticas dirigidas ao país e à sua equipa, à margem do Mundial de Futebol.

Vários jogadores e membros da comissão técnica da Argentina, derrotada por 1-0 pela Espanha na final, atacaram fisicamente alguns jogadores espanhóis após o apito final, o que suscitou críticas contra a seleção argentina.

"Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-argentina? O Governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos vieram do Governo do Brasil", acusou Milei numa entrevista à Rádio Mitre.

"São os líderes progressistas que não querem que as ideias de liberdade funcionem", acrescentou, sem apresentar elementos que sustentassem as acusações.

O presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Edson Fachin, reagiu através de um comunicado às declarações de Milei relacionadas com Alexandre Moraes, criticando a "referência desrespeitosa" e lamentando "declarações incompatíveis com o espírito cívico que deve caracterizar as relações entre Estados".

Também o presidente do Partido dos Trabalhadores (no poder), Edinho Silva, considerou que o chefe de Estado argentino se tinha mostrado "indigno do cargo que ocupa".

Lula da Silva mantém relações frias com Javier Milei desde que este assumiu, em 2023, a Presidência da Argentina, país vizinho e parceiro estratégico do Brasil. Embora se tenham cruzado em encontros multilaterais, nunca realizaram uma reunião bilateral.

Na última viagem à Argentina, em 2025, Lula visitou, pelo contrário, a ex-presidente e atual figura da oposição Cristina Fernández de Kirchner, que se encontra em prisão domiciliária por corrupção.

Este sábado, Milei acusou Lula de ter tentado prejudicá-lo durante a campanha presidencial argentina de 2023. "Tinha um vizinho que se intrometia na política argentina para tentar distorcer o curso da história a favor desses canalhas de esquerda", afirmou, sem, mais uma vez, nomear o Presidente brasileiro.

domingo, 26 de julho de 2026

Suspeito do ataque em marcha Pride de Berlim abatido pelas autoridades... A imprensa alemã diz o homem de 21 anos foi cercado pelas autoridades numa horta comunitária no bairro de Spandau, nos subúrbios de Berlim. Uma pessoa morreu e 29 ficaram feridas no ataque de sábado.

Por Observador.pt 

O suspeito de ter atropelado dezenas de pessoas durante a marcha Pride em Berlim este sábado foi abatido pela polícia. De acordo com a Deutsche Welle, o homem de 21 anos foi cercado pelas autoridades numa horta comunitária no bairro de Spandau, nos subúrbios de Berlim.

O gabinete de Administração Interna do Senado da capital confirmou, entretanto, a operação que levou à morte do principal suspeito do incidente entretanto classificado pelo Governo como “atentado terrorista islâmico”. Recorde-se que o atropelamento pelas 22h locais, no centro da capital da Alemanha, deixou pelo menos 29 feridos e matou uma mulher que participava nas celebrações do Christopher Street Day, em Berlim.

A polícia tinha confirmado que o suspeito era Abdul Ballout, um “cidadão alemão de origem libanesa” de 21 anos, que poderia estar armado. Na manhã de domingo, enquanto decorria uma “caça ao homem”, as autoridades advertiram os cidadãos a evitarem o “contacto direto” com o suspeito, mas abriram um portal próprio para denúncias e informações que o permitissem localizar. Segundo a imprensa alemã, Abdul Ballout tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano.

Cidadão alemão, tinha sido repatriado para o seu país, onde foi condenado em 2026, num outro processo, segundo estes meios de comunicação, por “preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado”. No decorrer das investigações, foi detido também um cúmplice, que estaria na parte de trás da carrinha branca que embateu contra dezenas de participantes da marcha em Berlim. “Tratava-se de um cidadão iraniano que, no momento dos factos, se encontrava no banco do passageiro do veículo”, confirmaram as autoridades.

Abdul, após ter abandonado a sua carrinha, terá atacado outras pessoas com uma arma branca, como relatou a polícia na noite de sábado. “O suspeito é conhecido da polícia. É-nos conhecido como membro de círculos islâmicos aqui em Berlim”, afirmou o porta-voz da polícia, Florian Nath, citado pela AP, acrescentando que os investigadores não tinham informações sobre as suas motivações específicas.

Este sábado, uma testemunha do ataque relatou à imprensa alemã ter visto uma carrinha branca a circular a uma grande velocidade contra uma multidão no parque de Tiergarten, no centro de Berlim. As celebrações da maior marcha de orgulho LGBTQIA+ na Alemanha acabaram por ser canceladas.

📢 ESCLARECIMENTO O Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades informa que são falsas as alegações que circulam nas redes sociais segundo as quais a Guiné-Bissau estaria a preparar-se para reconhecer a denominada «República da Somaliland».

O Governo da República da Guiné-Bissau não tomou nem está a considerar qualquer decisão nesse sentido.  

A política externa da Guiné-Bissau continua a pautar-se pelo respeito da soberania, da integridade territorial dos Estados e dos princípios da Carta das Nações Unidas e da União Africana.  

O Ministério apela à consulta exclusiva dos canais oficiais para qualquer informação relativa à política externa nacional.  📍Bissau, 26 de julho de 2026 

INM alerta para chuvas fortes, ventos intensos e trovoadas em várias regiões da Guiné-Bissau.🇬🇼🌧️🌩️🚨

Por INMGB / Digital Mídia Global TV   Bissau, 26 de julho de 2026 

O Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau (INM-GB) emitiu um aviso meteorológico alertando para a ocorrência de precipitações moderadas a fortes, acompanhadas de ventos intensos e trovoadas ocasionais, em várias localidades do país.

De acordo com o instituto, o período mais crítico decorre entre a noite de 25 de julho e a madrugada de 26 de julho de 2026, altura em que são esperadas as chuvas mais intensas, podendo provocar inundações localizadas, queda de árvores e dificuldades na circulação em zonas vulneráveis.

Face às previsões, o INM-GB recomenda à população que proteja os objetos expostos ao ar livre, mantenha portas e janelas fechadas durante a tempestade e permaneça em locais seguros. A instituição aconselha ainda a evitar permanecer próximo de árvores, postes elétricos e estruturas frágeis, não atravessar áreas inundadas ou rios com corrente forte e não utilizar aparelhos elétricos durante a ocorrência de trovoadas.

O Instituto apela igualmente para que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e tenha disponível o número de emergência do Serviço Nacional de Proteção Civil (SNPC), através da linha 1313, para eventuais situações de risco.

As autoridades reforçam que a prevenção e o cumprimento das recomendações são fundamentais para proteger vidas e bens durante este período de instabilidade atmosférica.

Associação dos Comerciantes do Mercado de Bandim realiza, este domingo, uma conferência de imprensa para reagir às recentes declarações do Coordenador do Mercado de Bandim, Iancuba Sano, e do Adjunto do Coordenador Júlio M' da Associação dos Retalhistas da Guiné-Bissau.

Ministro alemão diz que ataque em marcha LGBTI+ foi "atentado terrorista islâmico"... O suspeito Abdul Ballout, de 21 anos, tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano.

Fox News   Por  SIC Notícias  

O ministro do Interior alemão afirmou este domingo que "tudo indica" que o ataque que ocorreu no sábado na Marcha do Orgulho LGBTI+, em Berlim, foi "um atentado terrorista islâmico", anunciando que o número de feridos subiu para 29.

"Tudo indica que estamos perante um atentado terrorista islâmico", disse Alexander Dobrindt.

O ataque ocorreu na noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso do desfile do orgulho LGBTQ+, provocando a morte de uma pessoa e pelo menos 29 feridos, segundo o novo balanço do ministro do Interior alemão. Alguns dos feridos estão em estado crítico.

O suspeito, Abdul Ballout (21 anos), "cidadão alemão de origem libanesa", poderá estar armado e ser perigoso, segundo a polícia, que advertiu os cidadãos a evitarem o "contacto direto" com o suspeito.

Segundo os meios de comunicação social alemães Der Spiegel e o jornal Bild, o suspeito tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano.

Cidadão alemão, tinha sido repatriado para o seu país, onde foi condenado em 2026, num outro processo, segundo estes meios de comunicação, por "preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado".

O ministro do Interior detalhou ainda que o suspeito está a ser procurado, não só em Berlim, mas também nas fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias do país.

As autoridades afirmaram que se acredita que tenha ferido várias pessoas depois de ter atropelado uma multidão com uma carrinha num parque próximo da marcha do Orgulho LGBTI+.

Em seguida, terá atacado outras pessoas com uma arma, que se suspeita ser um manchete.

"O suspeito é conhecido da polícia. É-nos conhecido como membro de círculos islâmicos aqui em Berlim, e as buscas por esta pessoa estão a decorrer a todo o vapor", afirmou o porta-voz da polícia, Florian Nath, citado pela AP, acrescentando que os investigadores não tinham informações sobre as suas motivações específicas.

O atropelamento em massa já motivou reações por parte de vários países europeus, desde Espanha a Itália e até à presidente da Comissão Europeia.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ataque como "abominável". "O ataque será esclarecido e punido com toda a severidade", acrescentou.

A polícia alemã lançou um mandado de captura contra o suspeito e no aviso, publicado na internet pede ajuda para localizar um jovem de 21 anos identificado como Abdul B., suspeito de ter atropelado várias pessoas com um veículo em movimento.

Segundo as autoridades, uma ou mais pessoas terão abandonado a viatura após o embate, com transeuntes a relatarem ter sido esfaqueados após o incidente com o veículo.

Irão deixou de atacar países vizinhos por EUA terem cessado ataques... O Irão deixou de atacar os seus vizinhos do Golfo há dois dias porque os Estados Unidos deixaram de bombardear o seu território, afirmou hoje o Exército iraniano, garantindo que a estratégia de Teerão se baseava na "retaliação".

© Reuters    Por LUSA   26/07/2026 

"Nas últimas duas noites, os americanos suspenderam os seus ataques. Como a nossa estratégia se baseia essencialmente na retaliação, também interrompemos as nossas operações", declarou o porta-voz Mohammad Akraminia numa entrevista à televisão estatal, citada pela AFP.

Pela segunda noite consecutiva que não foram registados bombardeamentos norte-americanos no Irão, com os meios comunicação a especular sobre uma possível escassez de munições após quase cinco meses de guerra.

Apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na sexta-feira que estava a considerar bombardeamentos ainda mais intensos contra o Irão, o exército norte-americano não anunciou qualquer ataque ao amanhecer de hoje.

Por seu lado, o Irão não reivindicou qualquer ataque contra os seus vizinhos do Golfo, e estes últimos não relataram qualquer alerta noturno.

Embora tenha ameaçado o Irão, Donald Trump afirmou, no entanto, que o diálogo com Teerão não estava interrompido.

"Na verdade, estamos a falar com eles neste momento", disse, referindo-se aos líderes iranianos.

"Penso que estão a tornar-se cada vez mais sérios com o passar dos dias, talvez por uma razão óbvia" acrescentou, aludindo aos bombardeamentos norte-americanos.

Segundo o jornal New York Times, que cita duas fontes próximas da gestão do conflito, o Governo norte-americano está preocupado com a escassez do 'stock' de sistemas de interceção de mísseis "Patriot" e de outros equipamentos defensivos que protegem os países do Golfo, alvo do Irão em retaliação aos ataques norte-americanos.

O jornal refere também receios de uma escalada do conflito.


Leia Também: Ucrânia reporta ataque aéreo russo com oito mísseis e 136 drones

A Rússia voltou a atacar na noite passada a Ucrânia com oito mísseis e 136 drones, de acordo com a Força Aérea Ucraniana, adiantando que dois mísseis e 27 drones atingiram os seus alvos.

GUERRA NA UCRÂNIA: Zelensky afirma que Rússia pediu mais 30.000 soldados à Coreia do Norte... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no sábado que a Rússia pediu à Coreia do Norte 30.000 soldados e lançadores adicionais de mísseis balísticos para a ajudar a combater a Ucrânia.

© Niall Carson/PA Images via Getty Images   Por LUSA   26/07/2026 

"A Rússia deseja receber 30.000 soldados suplementares da Coreia do Norte. Desde junho decorrem preparativos na região de Voronej, na Rússia, para os acolher", escreveu Zelensky na rede social X, mencionando uma região russa que faz fronteira com a Ucrânia.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que o país asiático prepara-se para transferir à Rússia "lançadores adicionais de mísseis balísticos", sublinhando as implicações de tal envio para a comunidade internacional.

"Não se trata apenas de uma ameaça para a Ucrânia. A Rússia está a ajudar a Coreia do Norte a aprender a fazer a guerra, a melhorar as suas armas e a adquirir verdadeira experiência de combate na sua utilização. Tudo isto constitui uma ameaça para todas as pessoas na Ásia que se encontram ao alcance dos mísseis norte-coreanos", advertiu Zelensky.

As declarações surgem poucos dias após a visita a Moscovo da ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son Hui.

Na ocasião, a agência oficial norte-coreana KCNA escreveu que "a parte norte-coreana expressou o seu apoio inabalável ao conjunto das políticas internas e externas da Federação da Rússia, visando eliminar a causa profunda do conflito ucraniano e defender a sua soberania nacional, integridade territorial e justiça internacional".

A Coreia do Norte e a Rússia reforçaram rapidamente a cooperação desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Pyongyang enviou milhares de soldados para a região russa de Kursk, a fim de ajudar a repelir uma contra-ofensiva ucraniana em 2024 e 2025, além de fornecer armas e munições a Moscovo.

As autoridades sul-coreanas estimam que cerca de 2.000 soldados norte-coreanos foram mortos nos campos de batalha, tendo apenas sido capturados dois soldados vivos pelas forças ucranianas.

Em contrapartida, segundo especialistas, a Coreia do Norte recebe da Rússia apoio financeiro, tecnologias militares, bem como alimentos e recursos energéticos, permitindo a Pyongyang contornar pesadas sanções internacionais.

Em 2024, os dois países assinaram um tratado militar que obriga cada Estado a fornecer assistência militar "sem demora" em caso de ataque contra o outro.

Zelensky disse no sábado que a Rússia sofreu neste ano mais de 225 mil baixas militares, um número superior aos 221 mil mobilizados para combater na guerra na Ucrânia.

"Em menos de sete meses deste ano, 221 mil pessoas alistaram-se nas forças armadas russas, enquanto as baixas no mesmo período atingiram quase 225.500, das quais 131 mil foram mortas e quase 93 mil feridas", escreveu Zelensky nas redes sociais.

CUBA: Presidente cubano considera sanções dos EUA "castigo coletivo"... O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou este sábado que a política de "pressão máxima" aplicada pelos Estados Unidos nos últimos sete meses constitui um "castigo coletivo" de caráter "sádico", destinado a provocar uma "explosão social" na ilha.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  26/07/2026 

Num evento com simpatizantes estrangeiros, na véspera da celebração nacional de 26 de julho -- aniversário do ataque frustrado ao Quartel Moncada em 1953 --, Díaz-Canel acrescentou que o bloqueio petrolífero e as sucessivas sanções das últimas semanas têm um objetivo "perverso". 

"Digam-me se isto não é um castigo coletivo, um crime, se não estão a condenar um povo com o propósito sádico, perverso, de procurar que essa asfixia económica provoque um explosão social", interrogou, segundo a página oficial da Presidência cubana.

O chefe de Estado defendeu que a comunidade internacional deve ser solidária com Cuba, alertando que Washington pode replicar este tipo de pressão noutros países: "Amanhã pode acontecer a qualquer outra nação, se continuarmos a permitir".

Apoiar Cuba, argumentou, é "defender o direito à autodeterminação dos povos, à soberania e à independência".

Na sua perspetiva, estar ao lado de Cuba significa "lutar contra o hegemonismo, a supremacia e as pretensões de uma potência de ditar os seus desígnios a todo o mundo", de acordo com o relato oficial do ato, ao qual não tiveram acesso meios de informação internacionais.

Díaz-Canel reconheceu que "a Cuba de hoje é um país diferente" devido à pressão dos Estados Unidos, apontando consequências como o agravamento dos apagões, já crónicos, provocados pelo bloqueio petrolífero e a "deterioração do sistema nacional de saúde", tradicional pilar do regime.

Cuba vive uma grave crise energética desde meados de 2024, o que se agravou desde janeiro devido ao cerco petrolífero dos Estados Unidos imposto por Washington em janeiro deste ano, medida que a ONU qualificou como contrária ao direito internacional.

A Admnistração norte-americana, empenhada em forçar mudanças políticas e económicas no país, aplicou ainda sanções adicionais a pessoas ou empresas que mantenham relações com o Governo cubano.

Niger: Três anos após o golpe de Estado... Três anos depois do golpe de Estado de 26 de julho de 2023, que derrubou o Presidente Mohamed Bazoum, o Níger continua a enfrentar uma situação de forte instabilidade política e de insegurança.

Por Radio Voz Do Povo / RFI 

O general Abdourahamane Tiani e o Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP) permanecem no poder, enquanto Mohamed Bazoum e a sua esposa continuam detidos na residência presidencial em Niamey, sem julgamento.

A segurança, um dos principais argumentos apresentados pelos militares para justificar a tomada do poder, deteriorou-se, segundo vários observadores.

A região de Tillabéry, no oeste do país, continua entre as mais afetadas pelos ataques de grupos jihadistas. Desde o início do ano, a zona do aeroporto da capital, Niamey, foi alvo de dois ataques, reivindicados por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico no Sahel.

Organizações de defesa dos direitos humanos acusam o regime de adotar práticas repressivas. Entre as medidas criticadas estão a dissolução de sindicatos, a suspensão de dezenas de organizações da sociedade civil, a detenção de jornalistas e a criminalização da homossexualidade no novo Código Penal.

Apesar de uma retoma gradual das relações diplomáticas com os Estados Unidos e o Benim, a fronteira entre os dois países continua encerrada. 

A economia nigerina regista crescimento impulsionado pelo setor petrolífero, embora analistas apontem a falta de uma estratégia clara para o futuro do país.

Os advogados de Mohamed Bazoum exigem a sua libertação imediata e incondicional, denunciando que o antigo Presidente vive em isolamento, sem contacto regular com os seus advogados e com acesso limitado a cuidados médicos. 

Consideram que a sua detenção é arbitrária e apelam à intervenção da CEDEAO, da União Africana, das Nações Unidas e de outras organizações internacionais para garantir a sua libertação.

Ucrânia acusa Rússia de dar imagens de satélite a Irão para atacar EUA... O Presidente ucraniano acusou hoje a Rússia de fornecer ao Irão imagens de satélite de bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente para apoiar ataques iranianos, anunciando que Kiev irá partilhar essas informações com os seus aliados.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   25/07/2026 

Numa mensagem divulgada na rede social X, Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia registou, desde o início de julho, "vigilância ativa por satélite da Rússia sobre os Estados do Golfo e as instalações militares americanas" aí localizadas.

Segundo o chefe de Estado ucraniano, essas imagens "aparecem posteriormente no Irão", existindo "uma correlação clara" entre a recolha de imagens por satélites russos e ataques iranianos, quer na fase de preparação das ofensivas, quer posteriormente, para avaliação dos danos.

Zelensky adiantou que instruiu os serviços de informações ucranianos a partilharem com os parceiros internacionais os dados recolhidos sobre aquilo que classificou como "nova assistência prestada pela Rússia ao regime iraniano".

De acordo com o Presidente ucraniano, entre 19 e 20 de julho quatro bases aéreas utilizadas pelos Estados Unidos e seus aliados estiveram na área de interesse de satélites russos: duas no Bahrein, uma na Jordânia e outra no Kuwait.

"O objetivo é claro. Nenhum de nós, em todo o mundo, deve fechar os olhos a um facto muito simples: o mal procura sempre formas de piorar a situação e de se alastrar ainda mais. A Rússia tem de ser travada. Esta guerra tem de ser travada. A pressão sobre o agressor tem de surtir efeito", afirmou Zelensky no discurso divulgado pela presidência ucraniana.

As acusações surgem poucos dias depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o homólogo russo, Vladimir Putin, lhe garantiu que a Rússia não está envolvida no fornecimento de armas ao Irão.

Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump escreveu igualmente que o Presidente chinês, Xi Jinping, lhe assegurou que a China "não estava, de forma alguma, a comprar ou vender armas à República Islâmica do Irão", acrescentando acreditar nas garantias transmitidas pelos dois líderes.

Trump afirmou ainda que mantém contactos com Putin e sustentou que o Presidente russo compreende que os Estados Unidos "não estão a vender armas à Ucrânia, mas sim aos países da NATO", que posteriormente decidem o destino desse equipamento militar.

As autoridades russas não reagiram, até ao momento, às acusações hoje formuladas por Zelensky sobre a alegada partilha de imagens de satélite com o Irão.

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.


Irão denuncia ataque ucraniano no Mar Cáspio que matou um marinheiro... O Governo do Irão afirmou que um marinheiro foi hoje morto e outro ficou ferido na sequência de um ataque ucraniano a um dos seus navios mercantes no Mar Cáspio.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por LUSA  25/07/2026 

Teerão condenou o ataque como "um exemplo de um ato de agressão que pode exacerbar" a guerra que a República Islâmica trava contra os Estados Unidos e Israel. 

Em declarações feitas hoje, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou brevemente os ataques no Mar Cáspio, que, segundo o governante, atingiram um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irão.

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, a declaração de Zelensky representa uma admissão tácita de um ataque que "demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irão".

"Ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não só violou o direito internacional, como também procura, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança", afirmou o ministério.

"Todas as partes preocupadas com a paz e a segurança na Europa de Leste e nas regiões adjacentes devem assumir uma postura responsável contra esta perigosa ação do regime ucraniano e responsabilizá-lo por este ato criminoso e provocador", acrescentou a diplomacia iraniana.

Teerão advertiu ainda que não hesitará "em defender os seus interesses e a segurança nacionais de acordo com os princípios e normas fundamentais do direito internacional, especialmente o princípio da legítima defesa", antes de apontar diretamente Zelensky como o principal responsável pelo sucedido.

"Obviamente, a responsabilidade pelas consequências do aventureirismo do chefe do regime ucraniano recairá sobre esse regime, os seus apoiantes e instigadores", concluiu a diplomacia de Teerão.

Pouco depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica, Abbas Araghchi, telefonou à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, instando-a a dar uma "resposta firme" ao incidente e recomendando a adoção de "iniciativas diplomáticas para gerir as tensões" decorrentes da guerra do Irão e evitar que se transformem noutros conflitos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou ainda o encarregado de negócios da Ucrânia na capital iraniana, "a quem o Teerão transmitiu o seu forte protesto contra este ato hostil e criminoso".


sábado, 25 de julho de 2026

Polícia Judiciária detém passageiro no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira com mais de um quilograma de cocaína oculto em centrifugadora de sumos

Por Polícia Judiciária da Guiné-Bissau.

A Polícia Judiciária (PJ), através da Célula Aeroportuária Anti-Tráfico (CAAT), deteve um cidadão guineense, de 34 anos de idade, por suspeitas da prática do crime de tráfico internacional de estupefacientes, na sequência de uma operação de controlo realizada no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

O suspeito havia desembarcado de um voo da TAP Air Portugal, proveniente de Lisboa, quando foi submetido a procedimentos de fiscalização levados a cabo pelos investigadores da CAAT.

Durante a inspeção da bagagem, os agentes da Polícia Judiciária descobriram 1.021,72 gramas de cocaína, cuidadosamente dissimuladas em dez unidades ocultadas no interior de uma máquina centrifugadora de sumos, numa tentativa de iludir os mecanismos de controlo aeroportuário.

O suspeito foi imediatamente detido e será presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação legalmente previstas.

A Polícia Judiciária alerta que, nos últimos tempos, tem-se registado uma preocupante frequência de apreensões de droga na rota aérea Portugal–Guiné-Bissau, evidenciando a persistência das organizações criminosas em recorrerem a passageiros e a encomendas aparentemente inofensivas para introduzir estupefacientes no território nacional.

Perante esta realidade, a PJ dirige um apelo à população, em particular aos viajantes internacionais, para que redobrem a prudência relativamente a encomendas, bagagens ou objetos que lhes sejam confiados por terceiros, ainda que provenientes de familiares, amigos ou conhecidos. A experiência investigativa demonstra que, em muitos casos, os destinatários ou transportadores afirmam desconhecer o verdadeiro conteúdo dos volumes, acabando surpreendidos ao descobrir que estes ocultavam substâncias estupefacientes.

A Polícia Judiciária reafirma o seu compromisso no combate firme e permanente ao tráfico internacional de droga, apelando igualmente à colaboração dos cidadãos na prevenção deste fenómeno criminal, cuja dimensão representa uma séria ameaça à segurança pública e à estabilidade do país