sábado, 17 de outubro de 2026

800 mil pessoas participaram nos protestos em França contra elevado custo de vida... Pelo menos 166 pessoas foram detidas em todo o país. Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes.

Por  observador.pt/Agência Lusa  17 out. 2026

Cerca de 800 mil pessoas participaram este sábado nas marchas e protestos por toda a França contra o elevado custo de vida, segundo um balanço final divulgado por várias organizações que convocaram os protestos.

A central sindical CGT tinha divulgado uma primeira estimativa de 500 mil participantes pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa), mas ao final da tarde afirmou subscrever o balanço de 800 mil avançado por organizações da juventude, como a União Estudantil, e pelo ‘site’ dos “coletes amarelos” após o aumento dos participantes em grandes cidades como Montpellier, Estrasburgo, Lille, Bordéus, Nantes e Marselha.

Em Bordéus (sudoeste), a residência da representante do Estado foi saqueada à margem dos protestos, desencadeando uma intervenção da unidade de elite da polícia nacional, RAID, segundo fonte das autoridades citada pela agência France-Presse.

“Indivíduos entraram e saquearam o local”, disse um porta-voz da prefeitura à AFP, enquanto a presidente da Câmara Municipal, Sophie Brocas, condenou “com a maior firmeza” os estragos feitos no local e as pilhagens em lojas do centro da cidade.

Os protestos realizados hoje um pouco por todo o país ficaram marcados por violentos confrontos com a polícia em Paris.

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes encapuzados e mascarados que arremessavam petardos e outros objetos contra as forças de segurança na Praça da República, ao mesmo tempo que gritavam “Macron, demissão”. Para o local foi destacado um forte contingente do corpo de intervenção.

Por toda a França, milhares de pessoas responderam a apelos nas redes sociais para reativar o movimento dos “coletes amarelos”, que surgiu em 2018 contra a injustiça social.

Segundo o gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, as autoridades registaram 140 ações de protesto fora da região de Paris até ao meio-dia, envolvendo mais de 30 mil pessoas.

As autoridades deram conta de pelo menos 166 detidos em todo o país.


Leia Também: Macron garante que França vai unir-se "contra quem semeia o caos"

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França vai unir-se contra aqueles que semeiam o caos, prometendo processar e punir os que destruíram e saquearam durante as manifestações.

OPresidente francês afirmou hoje que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos" e que França vai unir-se "contra os semeadores do caos que apenas procuram derrubar" as instituições.

"Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos", escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X...

ONU: Ex-Presidente do Senegal retira-se da corrida a secretário-geral da ONU... O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou hoje a retirada da sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, após uma votação indicativa do Conselho de Segurança que não conseguiu obter consenso. A decisão foi tomada com o objetivo de facilitar a escolha de uma candidatura unânime.

© Lusa    17/10/2026 

O antigo Presidente do Senegal Macky Sall anunciou hoje que retirava a sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, na sequência de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, onde nenhum candidato obteve consenso.

Numa declaração publicada nas redes sociais, Macky Sall afirmou ter tomado esta decisão "na esperança de contribuir assim para o surgimento de uma candidatura consensual no seio do Conselho de Segurança".

Na sexta-feira à noite, os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal, segundo fontes diplomáticas.

Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.

Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.

Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.

Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com oito votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.

Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira: "REGRESSAREI QUANDO AS CONDIÇÕES ESTIVEREM CRIADAS"... Domingos Simões Pereira afirmou em declarações à DW que só regressará à Guiné-Bissau quando as condições estiverem criadas para esse efeito.

 
© DW    Por Rádio Sol Mansi   17/10/2026 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fundamenta a sua posição, garantindo que a seu tempo anunciará o seu regresso ao país. 

O político guineense não acredita na realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro desde que foi interrompida a ordem constitucional. 

"É preciso um diálogo sério e inclusivo para aproximar as partes e permitir que sejam os cidadãos guineenses a decidir qual o rumo que o país deve levar", afirmou na capital portuguesa. 

Em julho deste ano, o Tribunal Regional Militar de Bissau decidiu, através de um despacho judicial, suspender a prisão preventiva de Simões Pereira pelo prazo de três meses para tratamento médico em Portugal, por considerar que não havia possibilidade de o fazer na Guiné-Bissau. 

Desde então, o líder do PAIGC está em Lisboa sob proteção do Estado português. 

O líder do PAIGC, afastado do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, falou à DW à margem do lançamento de uma obra coordenada pela professora Inocência Mata, sobre a figura da nacionalista são-tomense Alda Espírito Santo, cujo centenário natalício está a ser assinalado de diversas formas.

FMI alerta para riscos crescentes apesar da resiliência da economia mundial... O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje para o agravamento dos riscos que pesam sobre a economia mundial, apesar da resiliência demonstrada nos últimos anos, defendendo a manutenção de políticas macroeconómicas prudentes e o reforço da cooperação internacional.

Por  RTP/Lusa  17/10/2026

Na última conferência de imprensa das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque, o presidente do Comité Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), Mohammed Aljadaan, e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, coincidiram no diagnóstico de uma economia global resistente, mas sujeita a pressões provocadas por conflitos, níveis elevados de dívida, tensões comerciais e uma crescente divergência entre países.

"O mundo continua a enfrentar desafios profundos, demonstrando ao mesmo tempo uma notável resiliência", afirmou Aljadaan, salientando que os conflitos armados continuam a ter "um pesado custo humanitário" e importantes consequências económicas, agravadas por perturbações em rotas comerciais e marítimas estratégicas.

Georgieva considerou que as reuniões foram marcadas simultaneamente por "otimismo e preocupação", apontando como fatores positivos a resiliência da economia mundial, o dinamismo das economias asiáticas e o potencial da inteligência artificial (IA), mas alertando para os riscos associados à inflação persistente, aos elevados níveis de dívida e às alterações climáticas.

A IA foi um dos temas mais debatidos durante os encontros, com Aljadaan a considerar que a tecnologia oferece "oportunidades significativas para aumentar a produtividade", mas advertiu que também pode "ampliar as disparidades económicas".

Por seu lado, Georgieva destacou que os participantes reconheceram a necessidade de aproveitar os benefícios da IA, criando simultaneamente "barreiras" para proteger pessoas, empresas e países dos riscos associados ao rápido desenvolvimento tecnológico.

Segundo Georgieva, os países integrados nas cadeias de valor da IA, exportadores de energia e menos afetados por conflitos estão a obter vantagens adicionais, enquanto economias mais vulneráveis, importadoras de energia e afetadas por guerras enfrentam maiores dificuldades para acompanhar o crescimento.

Aljadaan sublinhou que os "impactos são particularmente severos para os países de baixo rendimento e Estados frágeis", defendendo medidas para reforçar a sustentabilidade da dívida e a capacidade do FMI para apoiar estas economias.

Quanto às respostas políticas, ambos defenderam a necessidade de preservar a estabilidade dos preços e reforçar as finanças públicas.

O presidente do IMFC afirmou que "não há espaço para complacência" e apelou à adoção de planos orçamentais credíveis de médio prazo para reconstruir margens de segurança e reduzir vulnerabilidades.

Aljadaan afirmou que "a estabilidade e prosperidade duradouras só podem ser alcançadas através de uma maior integração económica, e não da fragmentação".

Georgieva defendeu, por seu lado, que os bancos centrais se mantenham "totalmente focados" na estabilidade dos preços e que os governos atuem para reduzir os elevados níveis de endividamento.

"As reuniões demonstraram que, apesar da fragmentação geopolítica e dos sucessivos choques globais, continua a existir vontade de diálogo e cooperação entre os países", apontou.

Apesar das incertezas, ambos os responsáveis defenderam que políticas sólidas, reformas estruturais e uma cooperação internacional mais estreita continuam a ser essenciais para sustentar o crescimento e reforçar a resiliência da economia mundial.

O FMI prevê que a economia mundial cresça 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, num desempenho apoiado por adaptações nas cadeias de produção e transporte e por um ciclo de investimento associado à inteligência artificial.

Quanto aos preços, as expectativas são de que a inflação global interrompa a trajetória de queda, principalmente devido ao choque negativo provocado pela guerra, pelo que a taxa deve acelerar para 4,7% em 2026, abrandando depois para 4,1% em 2027, sendo a subida prevista para 2026 "impulsionada sobretudo pelos preços mais elevados de energia e alimentos".


Leia Também:  ICE alcança "recorde" com mais de 100 deportações diárias

O chefe interino do ICE, Tom Homan, anunciou que os EUA registaram números recorde de deportações diárias, com mais de 100 imigrantes a serem deportados por dia, em operações realizadas esta semana.

Ochefe interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), Tom Homan, anunciou hoje que o país registou números recorde de deportações diárias realizadas por agentes federais, no âmbito de operações conduzidas esta semana.

O ICE "alcançou um recorde esta semana, ao registar o maior número de deportações num só dia desde que o Presidente [norte-americano, Donald] Trump tomou posse", declarou Homan num comunicado...

Trump adia novas sanções contra Rússia aprovadas pelo Congresso... O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um decreto que suspende um pacote de sanções à economia russa, aprovado pelo Congresso, afirmando que a medida é do interesse nacional.

© Lusa   17/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou na sexta-feira um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando ao Congresso que a suspensão é do interesse nacional.

A legislação, promulgada no mês passado e batizada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, visava restringir mais rapidamente o fluxo de recursos financeiros que alimentam a guerra contra a Ucrânia.

A medida surge uma semana depois de Trump afirmar, de forma surpreendente, que os Estados Unidos concordaram em comprar gasóleo à Rússia para tentar baixar os preços globais da energia, apesar de isso poder prejudicar a Ucrânia na guerra com Moscovo.

A Administração Trump tem-se mantido praticamente em silêncio desde a recente aprovação do projeto de lei por ampla maioria bipartidária na Câmara dos Representantes e no Senado, após a morte repentina do senador Lindsey Graham — com os legisladores a serem instados a agir pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

A mais recente ação de Trump seguiu-se ao anúncio que fez nas redes sociais, na semana passada, de que chegou a um acordo com o Presidente russo, Vladimir Putin, numa chamada telefónica em que se esperava que discutisse um caso suspeito de peste na Rússia.

Em vez disso, Trump anunciou que a Rússia vai fornecer imediatamente mais de 300 mil toneladas de gasóleo, seguidas de 500 mil toneladas adicionais em novembro e um milhão de toneladas "imediatamente a seguir".

A Rússia vai entregar mais três milhões de toneladas "num curto espaço de tempo" depois disso, escreveu Donald Trump.

A medida também se tornou num dos principais temas da campanha da senadora Darline Graham, nomeada para cumprir os meses restantes do mandato do irmão, Lindsey Graham, e que também se candidata a suceder-lhe no Senado.

Num debate no início desta semana com a candidata democrata Annie Andrews, Darline Graham, que conta com o apoio de Trump e deverá fazer campanha com o Presidente na Carolina do Sul, na próxima semana, afirmou que se sentiu "muito orgulhosa" por ter ajudado a aprovar a medida, mas reconheceu que cabia ao Presidente decidir como a implementaria.

"Dá ao Presidente ferramentas que ele pode utilizar, se assim o decidir, para pôr fim à guerra através de sanções económicas", afirmou Graham no domingo, durante um debate em Columbia.

"Portanto, cabe-lhe decidir se quer ou não utilizá-las, ou se prefere recorrer a outra medida, mas penso que o objetivo é fazer baixar os preços da gasolina e, em última análise, pôr fim à guerra. E quando a guerra terminar, os preços da gasolina irão baixar", acrescentou.


Leia Também: Ataques russos atingem espaços comerciais da Ucrânia durante o dia

Os ataques de drones russos contra a Ucrânia atingiram mercados, centros comerciais e supermercados em diferentes cidades, segundo informaram as autoridades regionais e o Presidente Volodymyr Zelensky. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas em Odessa, enquanto em Kharkiv duas pessoas morreram.

Os ataques de drones russos contra a Ucrânia visaram durante o dia de hoje um mercado, um centro comercial e pelo menos dois supermercados, em diferentes localidades e cidades, informaram as autoridades regionais e o Presidente Volodymyr Zelensky.

"Em plena luz do dia, a Rússia atacou deliberadamente um alvo civil na região de Odessa. Um supermercado comum de produtos alimentares foi atingido. O edifício foi destruído e deflagrou um incêndio", disse na plataforma Telegram o chefe da administração regional de Odessa, Oleg Kiper...

ONU: Candidatos a secretário-geral da ONU vetados no Conselho de Segurança.... Os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal realizada na sexta-feira, segundo fontes diplomáticas.

© Shutterstock   Por  LUSA   17/10/2026 

Os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal realizada na sexta-feira, segundo fontes diplomáticas.

Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.

Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.

Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.

Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com 8 votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.

Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

Até ao momento, quatro mulheres e três homens procuram suceder a Guterres.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.


Leia Também: Papa Leão XIV falou ao telefone com Putin: "Manifestou a sua preocupação"

O Papa Leão XIV falou esta sexta-feira ao telefone com Vladimir Putin, revelou a Santa Sé. "Durante a conversa, o Santo Padre manifestou a sua profunda preocupação com a grave situação humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson", é adiantado.

O Papa Leão XIV falou, esta sexta-feira, com o presidente russo Vladimir Putin, numa chamada telefónica na qual "manifestou a sua profunda preocupação com a grave situação humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson".

"Durante a conversa, o Santo Padre manifestou a sua profunda preocupação com a grave situação humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson, e apelou a uma trégua que permita a entrega de alimentos e de assistência médica, bem como a retirada voluntária e segura da população civil", refere o comunicado do Serviço de Imprensa da Santa Sé...

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: O Governo reafirma a não aceitação da realização, na Guiné-Bissau, do estudo clínico HBV-NSE, sobre a vacina contra a hepatite B em recém-nascidos, proposto pelo Projeto de Saúde de Bandim... O Conselho de Ministros orientou o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a promover uma investigação, através da Polícia Judiciária, para apurar a origem, aquisição, transporte e conservação das vacinas, bem como responsabilizar judicialmente os eventuais envolvidos.

Por Radio Voz Do Povo  16/10/2026 

PRT General Horta Inta-A exonera Presidente do Instituto da Defesa Nacional... O Presidente da República, Horta Inta-A, exonerou o Presidente do Instituto da Defesa Nacional (IDN), através do Decreto Presidencial n.º 25/2026.

DECRETO PRESIDENCIAL | Presidência da República tem novo Chefe da Casa Civil... Por Decreto Presidencial n.º 26/2026, o Major-General Ibraima Papa Camará foi nomeado para o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

Radio Voz Do Povo /Rádio Pindjiguiti 95.0

Ibraima Papa Camará sucede a Sandji Fati, que deixa assim a chefia da estrutura central de apoio direto ao Presidente da República.

O Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-a, nomeou o Major-General Ibraima Papa Camará para o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

A nomeação consta do Decreto Presidencial n.º 26/2026, publicado através da Nota Informativa n.º 25, de 16 de outubro de 2026, pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República.

De acordo com o decreto, assinado pelo Presidente de Transição, a decisão entra imediatamente em vigor.

A nomeação foi formalizada em Bissau, a 16 de outubro de 2026.

Guiné-Bissau: Primeiro Ministro Ilídio Vieira Te lança primeira pedra da para a reabilitação da estrada centura sul e parte da estrada Bissau Nhacra

Radio Voz Do Povo

ONU reafirma que conflito no Saara Ocidental é questão de descolonização... Uma comissão da ONU aprovou uma resolução que reafirma a natureza jurídica do conflito entre Marrocos e a Frente Polisário no Saara Ocidental como questão de descolonização da antiga colónia espanhola.

© ShutterStock     Por  LUSA   16/10/2026 

Uma comissão da ONU aprovou uma resolução em que reafirma a natureza jurídica do conflito entre Marrocos e a Frente Polisário no Saara Ocidental como uma questão de descolonização da antiga colónia espanhola, indicou hoje fonte oficial.

Segundo o texto a que a agência Lusa teve acesso, a resolução foi aprovada na quinta-feira na Comissão Política Especial e de Descolonização (IV Comissão) da Assembleia Geral da ONU, realizada no quadro da agenda relativa à aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais.

A resolução adensa as dúvidas quanto a um desfecho de um conflito iniciado em 1975, quando Marrocos tomou o controlo do território, que a ONU considera como "não autónomo em processo de descolonização", contestado pela Frente Polisário, movimento de libertação que exige a realização de um referendo de autodeterminação, tal como as duas partes assinaram em 1991 nas Nações Unidas.

Em 2007, porém, Marrocos apresentou um plano que garante uma maior autonomia para o Saara Ocidental, recusado pela Polisário, mas que tem vindo a contar com cada vez mais apoios, como os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e França.

Na resolução, que contou com o apoio de 152 países, a IV Comissão tomou nota do relatório do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, datado de 31 de julho de 2026 e apresentado à Assembleia Geral na atual sessão.

"A Comissão Política Especial e de Descolonização (Quarta Comissão) da Assembleia Geral e o Comité Especial sobre a Situação Relativa à Aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais abordam a questão do Saara Ocidental como uma questão de descolonização", indicou Guterres.

A questão do prolongamento da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), que termina a 31 deste mês, não foi ainda decidida.

A resolução reafirmou "a responsabilidade das Nações Unidas para com o povo do Saara Ocidental" e solicitou ao Comité Especial sobre a Situação Relativa à Aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais (Comité dos 24) que continue a analisar a situação no quadro de um território sujeito a descolonização, para apresentar um relatório na próxima Assembleia Geral.

Em declarações aos jornalistas, em Nova Iorque, o representante da Polisário junto das Nações Unidas e coordenador do movimento com a MINURSO, Sidi Mohamed Omar, afirmou que "a resolução reafirma, como acontece todos os anos, o enquadramento jurídico do Saara Ocidental enquanto questão de descolonização, bem como o direito inalienável do povo sarauí à autodeterminação e à independência".

O diplomata sarauí acrescentou que a reafirmação do enquadramento jurídico do Saara Ocidental enquanto questão de descolonização "constitui uma resposta firme e clara às tentativas da potência ocupante marroquina de distorcer a natureza jurídica da questão sarauí".

"A decisão constitui também uma resposta clara às posições de alguns países que apoiam o Estado ocupante marroquino e a política expansionista no Saara Ocidental, promovendo propostas que contrariam o espírito e a letra da Carta das Nações Unidas e visam comprometer o direito inalienável do povo sarauí à autodeterminação e à independência", sublinhou Omar.

Marrocos ainda não se pronunciou sobre a resolução.

EUA prolongam suspensão de sanções contra petrolífera russa Lukoil... O Governo norte-americano prorrogou quinta-feira pela segunda vez a suspensão parcial das sanções contra a petrolífera russa Lukoil, enquanto procura criar condições para uma descida do preço dos combustíveis. A medida, que se estende até 24 de abril de 2027, não abrange transferências de fundos para contas localizadas na Rússia.

© Contributor/Getty Images    Por  LUSA   16/10/2026 

O Governo norte-americano prorrogou quinta-feira pela segunda vez a suspensão parcial das sanções contra a petrolífera russa Lukoil, enquanto procura criar condições para uma descida do preço dos combustíveis.

Segundo um documento do organismo governamental responsável pelas sanções (OFAC), publicado no site do Departamento do Tesouro, as sanções sobre o grupo russo são levantadas até 24 de abril de 2027.

A suspensão não se aplica a "transferências de fundos para qualquer pessoa ou conta localizada na Rússia", esclareceu o documento da OFAC.

Entre os ativos estrangeiros da Lukoil, no final de janeiro, contavam-se uma rede de mais de 200 postos de abastecimento de combustível nos Estados Unidos, duas refinarias (na Roménia e na Bulgária) e o campo petrolífero de West Qurna 2 (no sul do Iraque), um dos maiores do mundo.

Esta é a segunda prorrogação destas sanções, após o anúncio da isenção em dezembro passado e uma primeira prorrogação em meados de abril.

A medida surge uma semana após Donald Trump ter anunciado um acordo com Moscovo referente ao fornecimento de gasóleo russo para o mercado norte-americano e outras partes do mundo.

Principal combustível utilizado pelos transportadores e agricultores nos Estados Unidos, o gasóleo encareceu fortemente desde o início da guerra no Irão, no final de fevereiro.

O custo de vida tornou-se um dos principais temas das eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 03 de novembro, que podem resultar na perda do controlo de ambas as câmaras do Congresso pelos republicanos, a dois anos do final do mandato de Donald Trump.

Mais do que a redução da oferta resultante do encerramento do Estreito de Ormuz — por onde transitam 20% dos hidrocarbonetos mundiais — tiveram um impacto significativo nos preços dos combustíveis os estrangulamentos na cadeia dos produtos refinados.

Trump tem também salientado o efeito dos ataques ucranianos a refinarias russas, realizados em resposta às ofensivas de Moscovo contra as infraestruturas civis na Ucrânia.


Leia Também:  Irão. EUA sancionam Banco Internacional de Comércio de Cuba

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou hoje sanções contra o estatal Banco Internacional de Comércio de Cuba (BICSA), que acusa de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin.

Osecretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou hoje sanções contra o estatal Banco Internacional de Comércio de Cuba (BICSA), que acusa de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin.

Marco Rubio acusou Cuba, em comunicado, de "operar como uma plataforma para atores maliciosos e grupos terroristas, incluindo a República Islâmica do Irão, o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo, com o objetivo de atacar os Estados Unidos"...


Leia Também: Israel confirma que entrada de mercadorias em Gaza está suspensa

A coordenadora israelita para os territórios palestinianos ocupados confirmou hoje que a entrada de mercadorias de caráter privado na Faixa de Gaza está suspensa e denunciou que o Hamas está a impor uma taxa de "extorsão" ao comércio.

Acoordenadora israelita para os territórios palestinianos ocupados confirmou hoje que a entrada de mercadorias de caráter privado na Faixa de Gaza está suspensa e denunciou que o Hamas está a impor uma taxa de "extorsão" ao comércio.

A acusação foi rejeitada categoricamente pelo movimento islamista palestiniano que assegurou que se trata de uma contribuição voluntária para aumentar a liquidez da economia do enclave devastado...

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Guiné- Bissau: Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau visita Gâmbia

Por Rádio Capital Fm    14/10/2026 

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general de exército Tomás Djassi, iniciou uma visita de quatro dias à Gâmbia.

A visita visa reforçar a cooperação militar e a segurança entre os dois países.

Djassi lidera também o Conselho Nacional de Transição. A agenda inclui encontros com oficiais militares gambianos, com o ministro da Defesa, com o inspetor-geral da Polícia e com o conselheiro de Segurança Nacional.

A visita termina com a assinatura de um comunicado conjunto, definindo as prioridades para a cooperação militar.

A deslocação ocorre uma semana depois de o primeiro-ministro e os órgãos eleitorais declararem que não existem condições para realizar eleições em 6 de dezembro.

As eleições visam repor a ordem civil após o golpe de novembro de 2025.

RGB DEFENDE PACTO NACIONAL DURADOURO PARA GARANTIR A PAZ E A ESTABILIDADE NA GUINÉ-BISSAU

Por Radio Voz Do Povo   15/10/2026 

A Resistência da Guiné-Bissau (RGB) defende a construção de um Pacto Nacional duradouro, com a justiça, o respeito pelos direitos humanos e o bem-estar da população no centro das prioridades, como forma de ultrapassar a instabilidade e promover a paz e a reconciliação nacional.

A posição consta de um comunicado à nação, divulgado esta quinta-feira, 15 de outubro, sob o lema “Pela Paz, Diálogo e Reconciliação Nacional no Nosso País”.

No documento, a RGB manifesta preocupação com as crescentes crispações protagonizadas por alguns políticos e ditos ativistas sociais, apelando ao diálogo transparente, à paz e à reconciliação nacional em toda a Guiné-Bissau.

A formação política considera que a preservação da estabilidade, da coesão social e do respeito pela legalidade constitucional constitui um imperativo nacional, sublinhando que nenhum progresso real pode ser construído com base na divisão, na intolerância ou no conflito.

No mesmo comunicado, a RGB dirige um apelo aos líderes políticos e institucionais para que orientem as suas ações pelo interesse superior da nação e privilegiem a concertação e a negociação, em detrimento do confronto, criando um ambiente favorável ao estabelecimento de um novo calendário eleitoral.

Às Forças de Defesa e Segurança, a organização pede que se mantenham fiéis ao seu papel republicano, garantindo a ordem, a integridade territorial e a proteção dos cidadãos, afastando-se das disputas políticas. Defende igualmente que os detentores do poder de facto criem condições para um diálogo inclusivo, baseado na auscultação de todas as forças vivas da nação, com vista à construção de um amplo consenso nacional e à definição das áreas fundamentais de um Pacto Nacional.

A RGB apela ainda à sociedade civil e às organizações juvenis e femininas para que continuem a promover a consciencialização social e uma cultura de paz, baseada na inclusão, na justiça social e na tolerância mútua.

Aos cidadãos guineenses, a formação política pede que rejeitem todas as formas de extremismo e de violência étnica e religiosa, considerando que a diversidade e a unidade nacional são fundamentais para salvaguardar a soberania e a dignidade humana.

No plano internacional, a RGB apela à continuidade da colaboração e da mediação da CEDEAO, da CPLP e das Nações Unidas, cujo apoio considera fundamental para o regresso à plena normalidade democrática.

A organização reafirma ainda a importância da união entre os guineenses para transformar o presente e garantir o progresso das futuras gerações, reiterando o seu compromisso com a paz, a liberdade e os direitos constitucionais.

O comunicado termina com um apelo à prevalência da paz nos corações dos guineenses e no país, sendo assinado, em Bissau, a 15 de outubro de 2026, por Fernando Mendes, presidente da Comissão Permanente da RGB.

Senado brasileiro aprova redução de semana de trabalho sem cortes salariais... O Senado brasileiro aprovou na quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o tempo de trabalho semanal sem corte salarial, uma das bandeiras do Presidente brasileiro, Lula da Silva, candidato à reeleição.

© Lusa   Por  RTP/Lusa   15 Outubro 2026 

A proposta, popularmente chamada "fim da escala 6x1", ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso, foi aprovada em dois turnos no Senado numa mesma sessão plenária e agora vai a promulgação.

A votação foi híbrida, tanto presencial, quanto remota, o que permitiu, por exemplo, Flávio Bolsonaro, que estava em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, participar e votar favoravelmente a proposta.  

O fim da escala 6x1 foi duramente criticada por grandes entidades e sindicatos patronais das áreas de indústria, comércio e serviços ao classificar a medida como ruim para a economia e que resultará em demissões, além de precarização dos serviços essenciais.

Aprovada em maio na Câmara dos Deputados e após acordo da base governista e de Lula com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, a PEC foi colocada em votação na quarta-feira.

Alcolumbre decidiu acelerar a tramitação da proposta após o resultado das eleições gerais em 04 de outubro, após o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, ganhar maioria das 81 cadeiras do Senado e, assim, ameaçar a sua reeleição ao comando da Câmara Alta, em fevereiro.

A estratégia de sobrevivência foi uma forma de pressionar o PL sobre o tema, uma vez que, nas últimas semanas, Flávio fez declarações vagas sobre o assunto à imprensa, passando depois a defender flexibilização das leis trabalhistas para que empregado e patrão negociassem horas de trabalho.

Na terça-feira, no entanto, após reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio recuou e disse que votaria a favor da PEC, porque "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1".

Ainda assim, criticou Lula para dizer que o "Governo pagaria a conta" por supostas perdas económicas, uma vez que os empresários e empresas estão endividados e quebrados.

O cálculo da sua campanha e do pai foi que "Lula cavou um penálti aos 45 do segundo tempo" e que seria melhor o candidato do PL e o próprio partido votarem a proposta para evitar "desgastes desnecessários" com os eleitores.

Atrás de Flávio nas sondagens de intenção de voto e com 2,2 milhões de votos a menos na primeira volta, Lula passou as últimas semanas a provocar o adversário sobre como ele votaria.

A campanha do petista também recuperou as declarações contrárias de Flávio, que já chamou a PEC apresentada pelo Governo de "oportunista", com "grande carga de hipocrisia".

Na terça-feira, Lula ironizou o recuo de Flávio e do PL ao dizer que "depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da escala 6x1. De vez em quando, eu fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, vou continuar a fazer isso".

Os líderes do Partido Liberal no Congresso brasileiro afirmaram que, caso eleito, Flávio Bolsonaro trabalhará pela aprovação da PEC que autoriza o pagamento de horas trabalhadas, uma vez que o partido é a maior força partidária na Câmara dos Deputados e no Senado.

A imprensa brasileira noticiou ainda que Flávio deu a entender isso mesmo durante um encontro com empresários, antes de sinalizar publicamente que votaria a favor da PEC do fim da escala 6x1.

A votação desta proposta teve o mesmo resultado nos dois turnos de votação: 75 votos sim e um voto contrário.

O Plenário do Senado, que estava tomado por petistas e governistas, gritaram "olé, olé, olá, Lu-la" e a fazer a letra "L" com as mãos em referência ao líder de esquerda.


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O ativista maliano Bad le Malien, apoiante da junta no poder, foi acusado de difamação e atentado contra a credibilidade do Estado, tendo ficado hoje em prisão preventiva.

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Badra Aliou Dicko, conhecido por Bad le Malien, tem defendido com fervor, nas redes sociais, os militares que tomaram o poder através de dois golpes de Estado, em 2020 e 2021, neste país do Sahel que é palco de um conflito desde 2012...

Musk acusa Trump de limitar acesso à Starlink na Ucrânia... Elon Musk acusou o governo de Donald Trump de limitar o acesso à Starlink na Ucrânia, enquanto o Ministério da Defesa ucraniano informou que a ligação melhorou, embora com velocidade limitada.

© Getty Images   Por  LUSA  15/10/2026 

O Ministério da Defesa da Ucrânia indicou quarta-feira que a ligação à rede de satélites Starlink "melhorou", embora com velocidade limitada, enquanto Elon Musk, da SpaceX, remeteu para o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, responsabilidade por qualquer abrandamento.

O Ministério afirmou à comunicação social que "durante o dia eram muito mais baixos os limites reais" de velocidade de acesso à rede, mas que "a qualidade da ligação melhorou", acrescentando que prosseguem contactos com a SpaceX.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje ao restabelecimento do acesso à rede de satélites Starlink, de que o país depende para enfrentar os constantes ataques de mísseis russos.

"As pessoas vão morrer, claro, se os ataques continuarem e se a Starlink não funcionar (...) Espero realmente que se trate de um erro, talvez de um problema técnico grave — não sei —, mas pedimos que o serviço seja restabelecido", disse Zelensky ao jornalista Piers Morgan, numa entrevista cujos excertos foram divulgados online.

Afirmou ainda que foi "um grande erro" a interrupção da Starlink, utilizada para comunicações no campo de batalha na Ucrânia e para a interceção de drones.

Durante a visita de hoje a Londres, Zelensky confirmou preocupações relacionadas também com a partilha de informação por parte dos Estados Unidos.

"Hoje sofremos ataques em grande escala e é realmente lamentável que tenhamos tido algumas dificuldades que gostaria de discutir com o [primeiro-ministro britânico] Andy [Burnham] sobre o Starlink e sobre informações", disse, em declarações à chegada a Downing Street.

Na rede social X, Elon Musk declarou que qualquer abrandamento da rede militar Starshield na Ucrânia se deve ao governo norte-americano e não à sua empresa, a SpaceX.

"Os sistemas Starshield são propriedade e controlados pelo governo dos Estados Unidos. Qualquer limitação de velocidade ou de utilização é decidida pelos militares americanos e, em última análise, pelo Presidente", afirmou.

O bilionário fez ainda uma distinção entre o Starshield, utilizado pela Ucrânia para comunicações na frente de combate, e o Starlink, limitado a usos civis. Ambos os sistemas de satélite foram desenvolvidos pela SpaceX, a empresa de Elon Musk.

Os ataques com mísseis balísticos e drones na terça-feira mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 36, segundo a polícia ucraniana.

Kiev queixou-se de falta de informação sobre os ataques russos e de limitações no uso da plataforma Starlink para lançar os próprios drones.

No início do seu encontro com o primeiro-ministro britânico em Downing Street, Zelensky afirmou que "conta com a parceria com os Estados Unidos", embora tenha dito sentir-se traído pelos recentes anúncios de Donald Trump.

"É doloroso ver o Presidente Trump escolher um lado, e não o nosso", afirmou ainda na entrevista a Piers Morgan.

Questionado se se sentia traído, respondeu "sim", acrescentando: "é um pouco mais complicado do que apenas as minhas emoções ou sentimentos. Não se trata de mim, mas da sobrevivência do meu país".

Um conselheiro do presidente ucraniano, Serhiy Beskrestnov, tinha afirmado hoje que o funcionamento de alguns terminais Starlink tinha sido restringido na noite anterior, sem aviso prévio.

Kiev afirma também não ter recebido qualquer aviso sobre ataques russos, pela segunda noite consecutiva, quando a Ucrânia depende de informações de inteligência militar ocidental — e, em particular, norte-americana — para antecipar e contra-atacar as ofensivas russas.

A Ucrânia e os seus aliados europeus ficaram perplexos com a decisão do Presidente norte-americano, no passado fim de semana, de levantar as sanções sobre o gasóleo russo.

Trump também criticou duramente Zelensky, chegando mesmo a "sugerir" aos ucranianos que escolhessem "um novo líder capaz de chegar a um acordo" de paz com Moscovo.

Os líderes europeus evitaram criticar diretamente o Presidente norte-americano, apoiando o seu apelo para uma trégua nos ataques russos e ucranianos às instalações energéticas do lado adversário.

No encontro em Londres, o primeiro-ministro britânico referiu o apelo lançado no fim de semana por Trump para um cessar-fogo energético, lamentando que a Rússia tenha respondido com novos ataques contra infraestruturas críticas ucranianas.

"Fica, mais uma vez, claro para o mundo quem é o agressor neste conflito", denunciou Burnham.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

GABINETE DE ADVOGADOS DE ADJA SATÚ CAMARÁ DESMENTE ALEGADA NULIDADE DO CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO MADEM G-15

Por  Radio TV Bantaba  14/10/2026 

O Gabinete de Advogados de Adja Satú Camará desmentiu, esta quarta-feira, 14 de outubro, informações que circulam nas redes sociais e em órgãos de comunicação digital, segundo as quais o Tribunal Regional de Bissau teria declarado a nulidade do Congresso Extraordinário do MADEM G-15 e determinado o regresso da coordenação do partido à responsabilidade de Braima Camará.

Em comunicado, a representação jurídica considera as informações falsas e enganosas, afirmando que não existe, até à data, qualquer decisão judicial que tenha anulado o congresso, afastado a atual direção do partido ou reconhecido as pretensões de Braima Camará nesse sentido.

Segundo o documento, Adja Satú Camará foi notificada, no dia 7 de outubro de 2026, do recurso interposto por Braima Camará contra a decisão do Tribunal Regional de Bissau, que julgou improcedente a ação principal apresentada contra a atual coordenadora nacional do MADEM G-15.

O gabinete jurídico sustenta ainda que a atual direção do partido, liderada por Adja Satú Camará, foi legitimada pelo Congresso Extraordinário realizado a 17 de agosto de 2024, cuja legitimidade, segundo o comunicado, foi reconhecida pelo Supremo Tribunal de Justiça através de um despacho transitado em julgado.

A representação jurídica acrescenta que, nos termos do artigo 178.º do Código Civil, o direito de ação destinado à anulação das deliberações do congresso terá caducado, alegando que a ação foi apresentada em 8 de setembro de 2025, cerca de treze meses após a realização do evento.

O comunicado recorda igualmente que Braima Camará participou nas eleições legislativas de 2025 como candidato a deputado, integrado na Plataforma Republicana, numa lista associada ao MADEM G-15 liderado por Adja Satú Camará.

Perante esta situação, o Gabinete de Advogados alerta que a divulgação de informações que apresentam como definitiva uma decisão judicial que, segundo a sua posição, ainda não foi proferida nesses termos, pode induzir a opinião pública em erro.

A representação jurídica reafirma, por fim, a sua confiança nas instituições da República e na Justiça, apelando à divulgação de informações baseadas em factos verificáveis e ao respeito pelos princípios do Estado de Direito.

O Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau (IMP-GB) e o Instituto Nacional da Segurança Social (INSS) assinaram, esta quarta-feira (14.10), um Memorando de Entendimento, numa cerimónia testemunhada pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e pelo Ministro das Obras Públicas e Urbanismo, em representação do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.

Por Radio Voz Do Povo

Guiné-Bissau: ‎HORTA INTA-A EXONERA SANDJI FATI DO CARGO DE CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Por Rádio Sol Mansi   14-10-2026

‎O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-A, exonerou o Tenente-General Sandji Fati do cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República.

‎A decisão consta do Decreto Presidencial n.º 24/2026, divulgado através de uma nota informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, datada de 14 de outubro de 2026.

‎De acordo com o documento, Sandji Fati tinha sido nomeado para o cargo a 18 de dezembro de 2025, através do Decreto Presidencial n.º 10/2025. O novo decreto determina que a exoneração entra imediatamente em vigor.

‎A nota informativa não esclarece os motivos que estiveram na origem da decisão, nem indica quem irá substituir Sandji Fati na chefia da Casa Civil da Presidência da República.

Tenente-‎General na reserva e político ligado ao MADEM-G15, partido associado a Satu Camará Pinto, Sandji Fati é considerado próximo do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afastado do poder pelos militares na sequência da crise político-militar desencadeada na véspera da divulgação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, realizadas simultaneamente.

‎A exoneração ocorre numa fase de transição política na Guiné-Bissau, marcada por mudanças na composição do Governo e na estrutura militar de apoio à Presidência da República.

‎No início de outubro, Horta Inta-A exonerou também os titulares das pastas do Interior e das Pescas, procedendo à nomeação de novos responsáveis para esses ministérios.

Ucrânia: Washington afirma continuar partilha de informações com Kyiv... Os Estados Unidos afirmaram que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, apesar de Kyiv ter frisado não ter recebido aviso prévio dos ataques russos de terça-feira.

© Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Os Estados Unidos afirmaram hoje que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, embora Kyiv tenha frisado não ter recebido qualquer aviso de Washington antes dos ataques russos de terça-feira.

"Os Estados Unidos não alteraram a sua política em matéria de partilha de informações com os seus aliados e parceiros, como a Ucrânia", afirmou à agência noticiosa France-Presse (AFP) um responsável norte-americano, sob anonimato.

Hoje, numa visita à Estónia, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, remeteu para as declarações feitas por Donald Trump na terça-feira, segundo as quais Washington continua a partilhar esta informação de inteligência com Kyiv.

Terça-feira à noite, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a capital Kyiv foi novamente atacada por um míssil balístico russo mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.

O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.

"Esses mísseis foram detetados pelo nosso sistema praticamente já a caminho de Kyiv. Segundo os dados do nosso serviço de inteligência, os russos estão a preparar novos lançamentos de mísseis balísticos. Os factos demonstram que não consideram necessário cumprir o que o Presidente dos Estados Unidos disse. A Ucrânia apoiou o cessar-fogo nas infraestruturas energéticas. A Rússia está a visar mais uma central elétrica e a vida da nossa população", adiantou.

Para Zelensky, "é importante que o mundo não fique em silêncio" sobre os ataques, exigindo que Washington "veja de verdade o que está a acontecer e quem é o culpado pela continuação da guerra".

No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes, mas Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.

Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.

Zelensky não especificou a que parceiros se referia, caracterizou o ataque como "particularmente vil" e sublinhou que receber informações secretas de parceiros sobre tais ataques "ajuda a salvar vidas" e é "uma das coisas mais importantes".

"É precisamente isso que ajuda a evitar que as pessoas sejam mortas, quando há um alerta prévio sobre mísseis balísticos", escreveu o líder ucraniano na rede social X.

Kyiv continua a depender fortemente de Washington para obter ajuda militar, incluindo sistemas de defesa antimíssil Patriot de fabrico norte-americano e informações secretas sobre ataques russos iminentes.

Os Estados Unidos têm capacidade para detetar imediatamente lançamentos de mísseis balísticos russos, e as autoridades norte-americanas já antes notificaram a Ucrânia, permitindo-lhe emitir alertas de mísseis à população e utilizar defesas aéreas contra mísseis em aproximação.

A troca de declarações surge depois de Trump ter, nos últimos dias, acusado Zelensky de não querer pôr fim ao conflito – iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa do país vizinho –, por causa dos ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas. Sábado chegou a afirmar que a Ucrânia deveria mudar de presidente.


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O presidente dos EUA, Donald Trump, partilhou um vídeo na Truth Social em que usa inteligência artificial para simular o seu encontro com um tigre. A publicação gerou críticas por fazer referência à morte de uma pessoa.

Donald Trump está a ser amplamente criticado nas redes sociais por uma das suas mais recentes partilhas na rede social Truth Social. Em causa está uma referência ao homem que morreu, no sábado, depois de entrado na jaula de um tigre.

William Chapman morreu no passado sábado, depois de ter sido atacado por um tigre no recinto de um jardim zoológico, em Inglaterra...

Israel ameaça atacar Beirute se Hezbollah apoiar ataque iraniano... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

© AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/10/2026 

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

"Se o Hezbollah se juntar ao Irão num ataque contra Israel, receberá um duro golpe e perderá territórios adicionais no sul do Líbano, nas zonas de Nabatieh e Litani", afirmou Katz.

O ministro falava durante uma visita às tropas israelitas no sul do Líbano, onde Israel mantém ocupada uma faixa que atinge cerca de 10 quilómetros.

Katz afirmou que, em caso de escalada, os subúrbios de Dahye, em Beirute, considerados um bastião do movimento xiita Hezbollah, teriam de ser evacuados.

"Mais de um milhão de xiitas serão deslocados", assegurou Katz.

O ministro da Defesa israelita ameaçou igualmente provocar o deslocamento da população das localidades do sul do Líbano até às linhas dos rios Awali e Zahrani, situados, respetivamente, a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Israel.

A visita de Katz ocorre a menos de duas semanas das eleições legislativas israelitas, marcadas para 27 de outubro.

Nos últimos meses, o ministro da Defesa tem feito referências a várias ameaças externas, incluindo a Turquia e um eventual confronto militar com a Autoridade Palestiniana, que gere partes da Cisjordânia.

Katz e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, têm avisado que adversários regionais poderão tentar atacar Israel antes das eleições.

"Os nossos inimigos estão a pensar pôr-nos à prova nestes dias, tendo em conta as eleições. Aviso-os de que estamos preparados para qualquer cenário", afirmou Netanyahu na terça-feira durante uma visita à fronteira com a Cisjordânia.


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A Indonésia está a combater incêndios que devastaram vastas áreas em Bornéu, Sumatra e Papua, espalhando fumo tóxico para os países vizinhos Malásia, Singapura e Timor-Leste. A poluição atmosférica no oeste de Singapura atingiu um nível “muito elevado”...

Fome aumenta no mundo e guerras ameaçam segurança alimentar global... Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando o objetivo de erradicar a fome até 2030, indica uma ONG. A presidente da Welthungerhilfe alerta que guerras são um dos fatores que contribuem para a crise alimentar global.

© Bashar Taleb / AFP via Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando cada vez mais o objetivo internacional de a erradicar até 2030, indica hoje uma organização não-governamental internacional.

Para a presidente da Welthungerhilfe (Ajuda Mundial contra a Fome), Marlehn Thieme, a situação é alarmante, uma vez que as guerras são um dos fatores que contribuem para esta situação, salientando que os conflitos, apesar de terem um alcance regional, ameaçam a segurança alimentar à escala global.

Thieme falava na apresentação do relatório anual desta organização não-governamental alemã, elaborado em conjunto com o Instituto de Direito para a Manutenção da Paz e Direito Internacional Humanitário (IFHV) da Universidade de Bochum e a organização suíça Helvetas, em que é analisada a relação entre a fome e a segurança.

"As 645 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo são um sinal de alarme. Com demasiada frequência, a segurança é entendida apenas em termos militares. No entanto, a segurança alimentar é uma condição prévia para a paz e a estabilidade", salientou.

"As guerras provocam frequentemente fome, e a fome pode agravar ainda mais os conflitos. Ao mesmo tempo, os conflitos atuais ameaçam empurrar ainda mais pessoas para a fome, incluindo em regiões distantes das frentes de batalha", referiu.

A interrupção das rotas comerciais, a subida dos preços da energia e dos fertilizantes e a paralisação das cadeias de abastecimento põem em risco a alimentação de milhões de pessoas, mesmo longe das regiões diretamente afetadas pelos conflitos, acrescentou.

Thieme apontou como exemplo a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, uma vez que os dois países representam um quarto do comércio mundial de trigo.

Devido aos bloqueios às exportações no mar Negro e à redução das sementeiras nos dois países, o trigo escasseia cada vez mais em todo o mundo. Consequentemente, especialistas das Nações Unidas preveem aumentos de preços com consequências de grande alcance para muitos países do Sul Global.

Esta tendência é agravada pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e pelas perturbações no tráfego marítimo no estreito de Ormuz e no estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho.

Segundo Thieme, estas situações estão a provocar a subida dos preços dos fertilizantes e do gasóleo e, consequentemente, dos custos energéticos para a economia e a agricultura, não só na Alemanha, mas sobretudo na Ásia e em África.

Por esse motivo, Thieme defendeu um alargamento do conceito de segurança, sublinhando que tal "significa mais do que força militar, proteção das fronteiras e capacidade de defesa" e que "começa onde as pessoas conseguem satisfazer as suas necessidades básicas".

"Quem combate a fome reforça também os alicerces da coesão social, da estabilidade e de uma paz duradoura. Sem segurança alimentar, não pode haver, em qualquer caso, segurança duradoura", afirmou.

Thieme assinalou que o Índice Global da Fome (GHI), que em 2018 se situava nos 17,6 pontos, subiu para os atuais 18,1 pontos. Acrescentou que é particularmente alarmante o facto de a situação da fome se ter agravado em 32 países desde então, enquanto noutros 20 os progressos estagnaram.

"Todos estes números mostram que nos estamos a afastar cada vez mais do objetivo internacional de acabar com a fome até 2030. É particularmente preocupante que, em 57 países, seja muito provável que, se a tendência se mantiver, nem sequer seja possível alcançar um nível baixo de fome até 2030", alertou Thieme.


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Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, mas o número real é muito superior, alertou a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, embora o número real deva ser muito superior, alertou hoje a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

De facto, não há informação sobre a idade de mais de metade dos 81 mil migrantes que morreram ou desapareceram durante este período, segundo dados compilados desde 2014 pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, através do seu Projeto Migrantes Desaparecidos...