sábado, 15 de agosto de 2026

Sismo de magnitude 5,2 sentido em Granada e Málaga... Espanha sofreu hoje um sismo de magnitude superior a 5, na escala de Ritcher. O tremor de terra foi sentido em Granada e Málaga. Há danos "significativos" em edifícios e estruturas mas não há relato de feridos.

© X / El Buni   Por  noticiasaominuto.com  15/08/2026 

Um sismo de magnitude 5,2 na escala de Ritcher foi sentido em Granada e em Málaga pelas 1h04 da madrugada - 00h04, em Portugal Continental - deste sábado, 15 de agosto.

De acordo com a imprensa espanhola, o tremor de terra causou danos significativos em edifícios e estruturas  de diversas cidades destas zonas, mas, até o momento, não há relatos de feridos.

Segundo a ABC, este foi "o pior terremoto do país em cinco anos" e foi "sentido em quase toda a Andaluzia".

O epicentro localizou-se em Alhendín, a 12 quilómetros da capital, e "excedeu a intensidade dos abalos de terra registados na crise sísmica de 2021".

Nas redes sociais há já várias imagens a circular da destruição.

China apresenta queixa ao Japão após visita de ministros a santuário... O Governo da China apresentou hoje uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país.

© Lusa    15/08/2026 

Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de agosto, e noutras ocasiões.

O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.

O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a "criminosos de guerra".

As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni provocam frequentemente indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX.

"Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os factos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização", enfatizou o porta-voz chinês.

"Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade internacional", acrescentou.

Na visão de Pequim, refletir sobre a história e abordá-la "de forma correta" era um "requisito importante" para o regresso do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma "medida fundamental" para o compromisso do arquipélago com o "desenvolvimento pacífico".

"Instamos o lado japonês a refletir seriamente sobre o seu historial de agressão, a romper decisivamente com o militarismo e a conquistar a confiança dos seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo através de ações concretas", concluiu o porta-voz chinês.

Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma deslocação de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos.

As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.


Leia Também: Ministro da Defesa do Japão visita santuário símbolo do militarismo

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, visitou e rezou hoje no santuário Yasukuni, em Tóquio, considerado um símbolo do passado militarista do país.

INDONÉSIA: Sismo de magnitude 7,7 faz pelo menos 20 mortos na Indonésia... Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter atingiu a costa da Indonésia durante a madrugada e provocou o desabamento de edifícios, matando pelo menos 20 pessoas, disseram hoje os serviços de emergência.

© Lusa    15/08/2026 

"De acordo com as informações que recebemos, 20 pessoas morreram, seis ficaram feridas e duas ainda estão soterradas", disse Fathur Rahman, oficial da Agência de Busca e Salvamento de Maumere, à agência de notícias France-Presse, por telefone.

Um anterior balanço, feito pela mesma agência de Maumere, a segunda maior cidade da ilha de Flores, indicava que pelo menos dois residentes tinham morrido e outros dois ficado feridos.

O sismo causou danos graves e o colapso de edifícios, confirmou a agência de gestão de catástrofes da Indonésia.

Imagens da televisão local mostraram doentes a serem retirados de vários hospitais como medida de precaução após o abalo.

Os funcionários dos hospitais levaram equipamento para o exterior, incluindo camas, suportes de soro e botijas de oxigénio, e montaram áreas de tratamento temporárias para se adaptarem às condições de emergência.

A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG, na sigla em bahasa) chegou a emitir um alerta de tsunami, mas que foi cancelado pouco depois.

A BMKG tinha recomendado que os residentes de parte das províncias de Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental, Celebes do Sul e Celebes do Sudeste se mantivessem afastados das praias e margens dos rios.

Os residentes ao longo da costa afetada foram aconselhados a deslocar-se para zonas mais elevadas, enquanto as autoridades procuravam quaisquer alterações na orla costeira.

O abalo inicial foi sentido em grande parte da ilha das Flores e foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um de magnitude 6,1 na escala de Richter.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo atingiu a região indonésia das Flores, a uma profundidade de 10 quilómetros, às 05:58 da manhã de hoje (sábado), hora da Indonésia.

O seu epicentro foi localizado a 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende.

Estima-se que cerca de dois milhões de pessoas vivam na ilha das Flores, cuja capital, Ende, com 90 mil habitantes, se situa na costa sul, oposta ao epicentro.

A Indonésia, um vasto arquipélago com mais de 17 mil ilhas, é propensa a sismos e atividades vulcânicas devido à sua localização no "Anel de Fogo", um arco de vulcões e falhas geológicas na Bacia do Pacífico.

Em dezembro de 1992, um sismo de magnitude 7 provocou um tsunami que matou cerca de 2.500 pessoas na ilha das Flores, no sudeste do país, parte de um grupo de ilhas na metade oriental da Indonésia.

Em 2004, a Indonésia sofreu um dos piores desastres da sua história com o sismo de magnitude 9,1 que atingiu a costa da ilha de Sumatra, desencadeando um tsunami que matou 170 mil pessoas no país e cerca de 50 mil nos países vizinhos.


Leia Também: Sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter registado na ilha do Faial

Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi registado hoje na ilha do Faial, no grupo Central açoriano, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estreito de Ormuz "é e continuará a ser iraniano"... O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz "permanecerá iraniano", em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica "território dos EUA".

© Lusa   15/08/2026 

"O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Este estreito só será aberto e fechado por ordem do Irão", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Enquanto se recusarem a aceitar a realidade da vossa derrota e continuarem a iludir-se, o Irão continuará a impor um bloqueio", declarou Gharibabadi, na rede social X.

"O estreito de Ormuz não pode ser invadido por um 'tweet' ou um porta-aviões, nem por um decreto presidencial, nem por um discurso de campanha eleitoral", enfatizou ainda o responsável iraniano.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump reiterou que os EUA têm o controlo do estreito de Ormuz e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos". 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Um navio da ADNOC foi atacado na sexta-feira à noite quando transitava pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial emirati WAM.

"O incidente não resultou em feridos e a situação está controlada", acrescentou a ADNOC.

Dois navios da petrolífera dos Emirados Árabes Unidos tinham sido atacados na quinta-feira à noite no estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o Governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Também na sexta-feira, o chefe da diplomacia do Irão acusou os EUA de violar o acordo assinado em junho, que, disse Abbas Araqchi, representava "o fim da guerra, não um cessar-fogo".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que, segundo o memorando de entendimento assinado em Islamabad, "não há cessar-fogo de 60 dias que necessite de ser prolongado".

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, Araqchi sustentou que "ainda não foi tomada qualquer decisão para retomar as negociações" com os EUA, numa altura em que as conversações continuam estagnadas.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

O termo do prazo de 60 dias estabelecido no memorando assinado a 17 de junho termina na segunda-feira, 17 de agosto.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Donald Trump reitera que EUA têm controlo de estreito de Ormuz... O Presidente Donald Trump reiterou hoje que os Estados Unidos têm o controlo do estreito de Ormuz, o que o Irão rejeita, e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos".

© Samuel Corum/Getty Images     Por  LUSA   14/08/2026 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Trump reiterou que os Estados Unidos têm "controlo" do estreito de Ormuz, uma alegação que Teerão rejeita. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. 

Dois navios da companhia petrolífera dos Emirados Árabes Unidos ADNOC foram atacados na última noite quando transitavam pelo estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Em Garden City, o Presidente norte-americano defendeu ainda a sua decisão de entrar em guerra para impedir o Irão de adquirir armas nucleares, dizendo que "nunca pedirá desculpas" por isso, apesar do aumento dos preços dos combustíveis enfrentado pelos norte-americanos. 

O Irão "nunca terá armas nucleares", afirmou Donald Trump. 

"Se tiver de pagar um pouco mais" pela gasolina, "está bem", declarou. "Tomei a decisão certa", frisou Trump. 

Em comparação com os níveis pré-guerra, os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram mais de 35% na sexta-feira. 

O conflito é impopular e a insatisfação das famílias com o custo de vida fez com que a popularidade de Trump caísse a pique. 

Esta defesa do conflito no Irão surge pouco depois de o vice-presidente JD Vance ter feito um discurso algo diferente sobre os objetivos que estão a ser prosseguidos. 

"Os preços do petróleo caíram e estão muito mais baixos do que os picos atingidos no início do conflito. Esse é o objetivo número um: manter o petróleo e a gasolina baratos para os americanos", disse à Fox News. 

"E o segundo objetivo é, obviamente, garantir que o Irão nunca adquira armas nucleares", acrescentou JD Vance, afirmando acreditar que ambos os objetivos estão a ser alcançados. 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) ameaçou na quinta-feira o Irão com isolamento económico "como o mundo nunca viu", apesar de Washington ter prometido, no início de agosto, um acordo para reabrir o estreito de Ormuz. 

"Será uma combinação de isolamento económico como o mundo nunca viu e a continuação do bloqueio do estreito de Ormuz, que impedirá a entrada ou saída de qualquer coisa dos portos iranianos", disse Scott Bessent. 

Numa entrevista à emissora conservadora norte-americana Newsmax, o dirigente prometeu novas medidas sem especificar de que natureza: "Fiquem atentos, mais anúncios virão na próxima semana". 

Em 04 de agosto, Bessent mencionou um possível acordo com Teerão "hoje ou amanhã" para reabrir Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.   

A nova escalada da retórica ocorre à medida que a guerra, desencadeada no final de fevereiro por uma ofensiva lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão, se aproxima do sexto mês. 

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo. 

Qualquer acordo teria de incluir a abertura "completa e total" do estreito de Ormuz e "o fim da ameaça nuclear iraniana", declarou o Presidente dos EUA a 01 de agosto. 

Desde então, o líder norte-americano parece favorecer uma abordagem mais cautelosa, baseada na pressão económica. 

O estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, continua a ser o ponto de maior tensão. 

CONSERVATÓRIA DE BAIRRO MILITAR RETOMA SERVIÇOS PARCIALMENTE APÓS ASSALTO

Por Rádio Sol Mansi   14/08/2026 

A Conservatória de Bairro Militar retomou parcialmente os serviços esta sexta-feira, um dia após suspender as atividades devido a um assalto ocorrido na madrugada de quinta-feira, durante o qual foram roubados computadores, dinheiro em espécie e outros materiais essenciais ao funcionamento da instituição.

A Rádio Sol Mansi constatou a retoma parcial dos serviços durante uma deslocação às instalações da Conservatória, para verificar as condições de funcionamento após o assalto ocorrido ontem.

Segundo o conservador da instituição, Agostinho Intante Dju, a Conservatória ainda não está a funcionar em pleno, mas estão a ser feitos esforços para garantir o atendimento, sobretudo aos alunos que precisam de renovar documentos para efetuar as suas matrículas.

Relativamente aos prejuízos provocados pelo assalto, Agostinho Intante Dju revelou que os assaltantes levaram um total de 397 mil francos CFA em dinheiro, além de outros materiais de trabalho.

Apesar das limitações, o conservador tranquiliza a população e garante que, nestas circunstâncias, a instituição está preparada para prestar assistência aos cidadãos que necessitem dos seus serviços.

Durante a sua permanência no local, a RSM constatou ainda a presença de um segurança à porta da instituição. Segundo a direção da Conservatória, a partir desta sexta-feira, as instalações passarão a contar com segurança permanente, 24 horas por dia, como medida para reforçar a proteção dos funcionários, documentos e equipamentos.

Recorde-se que a segurança foi reforçada um dia após o assalto.

Fortalecer pontes e defender os valores democráticos. 🤝... O Partido Socialista esteve reunido com uma delegação da Guiné-Bissau liderada pelo Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, para debater a situação crítica no país no que respeita ao estado de direito, à democracia e aos direitos humanos.

Com um percurso assinalável como antigo Primeiro-Ministro e ex-Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira continua a ser uma figura central para o futuro da democracia guineense. O PS reafirma a sua posição firme e coerente na defesa da legalidade, dos direitos fundamentais e do regresso pleno à ordem constitucional na Guiné-Bissau.

© Partido Socialista

CIDADÃOS DE BAFATÁ PROMETEM VOTAR EM MASSA NO REFERENDO DE 30 DE AGOSTO

Por  Rádio Sol Mansi  14 - 08 - 2026 

Cidadãos da cidade de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, prometem deslocar-se em massa às urnas para participar no referendo constitucional marcado para o dia 30 de agosto, apesar de alguns admitirem não conhecerem suficientemente o documento em causa.

Ás promessas foram registadas nesta sexta-feira, 14 de agosto, pela equipa de reportagem da Rádio Sol Mansi (RSM), que saiu às ruas da cidade de Bafatá para auscultar a população sobre o seu nível de compreensão em relação ao referendo.

Segundo os entrevistados, existe uma forte intenção de participar no processo de votação e exercer o direito de voto, embora parte da população reconheça ainda ter pouco conhecimento sobre o conteúdo do documento que será submetido à consulta popular.

Os cidadãos defendem, por isso, que ás autoridades competentes devem intensificar ás ações de sensibilização e esclarecimento, de modo a permitir que a população compreenda melhor o conteúdo da proposta constitucional antes da votação.

O referendo tem gerado um intenso debate no seio da sociedade guineense, com diferentes posições sobre o processo e sobre o documento que será submetido à apreciação dos eleitores. 

CUBA: EUA repudiam celebração de centenário e acusam Fidel de "fracasso total"... Os Estados Unidos repudiaram hoje as comemorações do centenário do nascimento de Fidel Castro em Cuba, uma figura que Washington diz representar um "fracasso total" para o país.

©Lusa   14/08/2026 

"Fidel Castro foi um fracasso total em tudo, exceto quando se tratou de destruir Cuba e de empobrecer, encarcerar e assassinar o próprio povo", denunciou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, numa mensagem publicada após o final das comemorações, na quinta-feira, do nascimento de Castro, a 13 de agosto de 1926.

Rubio, filho de migrantes cubanos, há anos que faz de Havana uma das suas bandeiras em termos de política externa, primeiro como deputado e senador pela Flórida e agora como chefe da diplomacia norte-americana, cargo a partir do qual tem supervisionado um bloqueio ainda mais severo contra Cuba.

Rubio aproveitou para enviar um novo aviso às atuais autoridades cubanas, em especial ao Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

"Quem quer que tente seguir os seus passos deve reconsiderar a sua posição com muito cuidado, porque também se está a condenar ao fracasso", avisou Rubio numa mensagem publicada nas redes sociais.

Ainda na quinta-feira, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que Washington não descartava a possibilidade de uma intervenção militar em Cuba, ao mesmo tempo que sustentou que Havana "faria bem em prestar atenção" à vontade do chefe da Casa Branca de "fazer valer as prerrogativas estratégicas" do país norte-americano.

"Como já disse anteriormente, e creio que viram o que aconteceu noutros casos, todas as opções estão em cima da mesa, incluindo as militares", afirmou Hegseth, durante uma visita ao Panamá, país onde participou num evento da coligação militar impulsionada por Washington contra os cartéis.

Cuba assinalou o centenário do nascimento de Fidel Castro, que governou Cuba de 1959 a 2008, com exposições, concertos e conferências inseridos no "I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro".

Vários dirigentes comunistas de todo o mundo viajaram até à ilha para participar no evento, incluindo o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.

Contudo, este ano, o aniversário de 13 de agosto ocorre num momento em que Cuba atravessa uma das piores crises da sua história, marcada pela escassez de alimentos e água, e cortes de eletricidade crónicos.

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, aplica uma política de "pressão máxima" contra Cuba, em particular desde a captura, no início de janeiro, numa operação militar norte-americana, do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.

COMBOIO: Menos de 24 horas depois, novo comboio descarrila no Reino Unido... Novo descarrilamento aconteceu na zona de Essex. Para já, não há feridos a registar.

© X/Andy Wart   Por  Notícias ao Minuto   14/08/2026 

Um comboio descarrilou na zona de Wickford, em Essex, avança o The Independent. O acidente acontece menos de 24 horas depois de um outro descarrilamento, no Reino Unido, ter feito, na quinta-feira, dois feridos.

Imagens partilhadas nas redes sociais parecem mostrar o comboio fora dos carris, mas sem que tenha tombado.

Entretanto a empresa de caminhos de ferro Network Rail confirmou que está "a lidar com um descarrilamento na região de Anglia e estamos a tentar perceber rapidamente o que se passou para providenciar a ajuda necessária".

Também a Polícia de Transportes britânica confirmou que está a caminho do local com ambulância e paramédicos. A mesma entidade refere que até ao momento não "há registo de feridos".

Há contudo a registar vários condicionamentos e atrasos na circulação de comboios na região.

O acidente aconteceu junto à estação ferroviária de Wickford, em Essex, e relatos indicam que o descarrilamento se deu nas carruagens traseiras. O alerta foi dado às 14h12 desta sexta-feira.

“Estamos a intervir em conjunto com os paramédicos e os bombeiros. Até ao momento, não há relatos de feridos.”

2.ª incidente em menos de 24 horas

Recorde-se que um comboio descarrilou perto da estação ferroviária de Lewes, em East Sussex, no Reino Unido, na tarde desta quinta-feira, informou a Polícia dos Transportes britânica. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas com gravidade, de acordo com o Serviço de Ambulâncias da Costa Sudeste.

Seguiam cerca de 150 pessoas no comboio que partiu de Londres e descarrilou pouco antes das 16h00 (mesma hora em Lisboa) em Lewes. "Podemos confirmar que dois pacientes sofreram ferimentos graves e outros nove pacientes sofreram ferimentos menos graves", informou um porta-voz do mesmo serviço.

CORPO: O que acontece se deixar de comer produtos de origem animal?... Deixar de comer produtos de origem animal não afeta somente o estado psicológico. Especialistas explicam que essa restrição na alimentação, também pode resultar numa "alteração química" no corpo humano. Saiba de que forma.

© Shutterstock     Por noticiasaominuto.com  14/08/2026 

A alteração da tipologia de um regime alimentar não passa somente por uma mudança de mentalidade, quando decide parar de comer carne e passa a restringir todos os produtos de origem animal na sua dieta, o corpo regista uma "alteração química".

Uns fazem-no por uma questão de saúde, outros por prioridades ambientais e outros por questões religiosas. As motivações até podem ser diferentes, mas os efeitos produzidos no organismo não diferem em muito, com exceção para condições metabólicas e genéticas.

Embora o impacto não seja imediato, especialistas revelam ao Science Alert que a decisão de deixar de comer carne pode implicar, não só repercussões no estado emocional, como também no metabolismo.

O que diz a ciência acerca dessa restrição alimentar?

Depois de testarem os efeitos da restrição de produtos de origem alimentar em mais de 200 pessoas, o artigo científico "Efeitos proteogenómicos responsivos à dieta após restrição de curto prazo de produtos animais em humanos", publicado este mês, na revista Nature Communications, dá conta de "evidentes sinais fisiológicos" que se prendem com o "browning", um fenómeno também conhecido por "beiging do tecido adiposo branco".

O que é o beiging do tecido adiposo branco?

Este processo biológico é comumente explicado como um "escurecimento das células". De uma forma prática, isto explica-se através do momento em que estas células adquirem características semelhantes às células de gordura mais acastanhadas e passam a queimar mais ácidos gordos e glicose "para conseguirem gerar calor."

Os investigadores relacionam por isso esta restrição alimentar com uma "alteração química no corpo".

O que saber sobre esta investigação?

Já se imaginou a deixar de comer carne de um dia para o outro? Para esta investigação, um grupo de 200 pessoas na Tessalónica, na Grécia, fê-lo em simultâneo. Contudo, não pense que se submeteram ao sacrifício somente para este estudo.

A origem desta abstinência de produtos de origem animal como carne, peixe, laticínios e ovos, durante um total de 180 a 200 dias no ano, explicou-se como parte de uma prática religiosa ligada ao cristianismo ortodoxo.

"Esses cristãos ortodoxos praticantes realizam essa forma de jejum às quartas e sextas-feiras de cada semana, assim como ao longo de quatro períodos mais longos ao longo do ano, o que inclui os 40 dias que antecedem o Natal; 48 dias antes da Páscoa (Quaresma); de 8 a 42 dias durante o que é conhecido como Jejum dos Apóstolos ou Jejum de Pedro e Paulo; e durante 15 dias em Agosto, para a Assunção da Virgem Maria", descrevem.

Segundo apontam os investigadores, a "extensa reprogramação metabólica, com efeitos maioritariamente benéficos para a saúde, incluindo a abundância alterada de proteínas imunometabólicas chave, incluindo o potente hormônio metabólico FGF21" permitiu que este estudo se tornasse ainda num tipo de "intervenção dietética".

Festival de Magia de Rua de Lisboa reúne 15 artistas em 175 espetáculos na próxima semana... O Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa terá lugar entre 18 e 23 de agosto e conta com 175 espetáculos de acesso livre em mais de 13 espaços. A primeira apresentação será dia 18 às 11h00.

Por  observador.pt/LUSA  14 ago 2026

Quinze artistas de dez países fazem a 14.ª edição do Lisboa Mágica — Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa, que decorre de 18 a 23 deste mês, com direção artística de Luís de Matos, anunciou esta sexta-feira a organização.

No total, o certame oferece 175 espetáculos de acesso livre em 13 espaços de Lisboa: Campo das Cebolas, Jardim Campo de Amoreiras, Jardim da Estrela, Jardim Fernando Pessa, Jardim Museu de Lisboa, Jardim Vasco da Gama, Largo do Carmo, Largo do Chiado, Palácio Baldaya, Parque Bensaúde, Praça de Campolide, Praça do Município e Praça Luís de Camões.

Integrado na programação da Lisboa Cultura, o festival é “uma celebração da universalidade da arte mágica e da sua capacidade de surpreender em plena interação com o espaço público”, que este ano apresenta uma seleção de artistas convidados com “diferentes linguagens, estilos e abordagens da magia contemporânea”, acrescenta uma nota da organização.

“Durante vários dias, jardins, praças, largos e outros espaços da cidade transformam-se em palcos para espetáculos pensados para uma relação próxima e direta com o público”, num festival que “mantém o compromisso de apresentar em Lisboa o que de melhor se faz na magia de rua a nível mundial”, num convite “a parar, olhar e deixar-se surpreender”, lê-se no comunicado divulgado esta sexta-feira.

Mago Daba (Argentina), Humphrey Cornthwaite (Austrália), Gabriel Gascón (Chile), The Charming Jay (Coreia do Sul), Raul Camaguey (Cuba), David Navares, Kayto e Juan Colás (Espanha), Ben Woodward, Chris Cross, Peter Wardell e Steve Faulkner (Inglaterra), Flip Mattia (Itália), Amino-San (Japão) e o português José Marques Antunes são os artistas convidados por Luís de Matos para a 14.ª edição do certame.

O Festival abre, no dia 18, às 11h00, na Praça do Município, com as atuações de Amino-San, Ben Woodward, Chris Cross, David Navares, José Marques Antunes, Raul Camaguey e The Charming Jay.

No primeiro dia, haverá ainda espetáculos às 14h00, no Largo do Carmo, às 17h30, no Palácio Baldaya, em Benfica, às 18h30, no Jardim Fernando Pessa, no Areeiro/Avenida de Roma, às 19h30, no Jardim da Estrela, e, às 21h00, na Praça Luís de Camões, ao Chiado.

Ao longo de seis dias, o público pode ainda assistir a espetáculos nos vários locais onde decorre o festival, com sessões às 11h00, 12h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30 e 21h00, com cada espetáculo a contar com atuações de quatro artistas.

No dia 22, às 22h00, na Praça Luís de Camões, atuam Ben Woodward, Gabriel Gascón, Raul Camaguey e The Charming Jay.

O espetáculo de encerramento está marcado para as 21h00 de dia 23, também na Praça Luís de Camões, com atuações de Flip Mattia, Juan Colás, Mago Daba e Peter Wardell.

O Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa, que surgiu em 2006, tem por objetivo mostrar na capital portuguesa “o que de melhor se faz no âmbito da magia de rua a nível mundial, numa celebração da universalidade e intemporalidade da linguagem artística, em absoluta e surpreendente interação com o espaço público”.

PRESIDENTE DE TRANSIÇÃO DEFENDE REFORÇO DA CONFIANÇA NA JUSTIÇA GUINEENSE


O Presidente da Transição, general do Exército Horta Inta-A, defendeu hoje que o reforço da confiança da sociedade guineense na Justiça é fundamental para a consolidação do Estado de direito democrático.

Horta Inta-A falava durante a cerimônia de posse de quatro novos juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, ocasião em que destacou o papel da Justiça como um dos pilares fundamentais na construção e consolidação de um Estado de direito.

Na mesma cerimónia, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Arafam Mané, chamou a atenção para os desafios enfrentados pela Justiça na atual era das redes sociais.

Segundo Arafam Mané, os magistrados têm sido alvo de ameaças e acusações nas redes sociais, uma situação que, no seu entender, levanta questões relacionadas com a responsabilidade intra e extra sistémica da Justiça.

A cerimônia de posse contou ainda com a presença do primeiro-ministro do Governo de Transição, além de personalidades ligadas ao setor judicial e ao corpo diplomático. 
O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, presidiu à cerimónia solene de tomada de posse dos Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça.

Portugal/ ALGÉS: PJ confirma: Jovem de 15 anos terá matado mãe por "eventuais maus-tratos"... Jovem alertou autoridades na quinta-feira, para crime que cometeu na noite de quarta-feira. Polícia Judiciária confirma que o suspeita alega que agiu devido aos maus-tratos de que era vítima.

© Luis Boza/NurPhoto via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  14/08/2026 

A Polícia Judiciária confirmou, esta sexta-feira, que o jovem que matou a mãe, em Algés, terá sido motivado pelo facto de este ser vítima de alegados maus-tratos.

Em comunicado, esta autoridade afirma que na origem do homicídio estão "eventuais maus tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos".

Recorde-se que o adolescente de 15 anos, e  de nacionalidade estrangeira, ligou para as autoridades por volta das 17h30 de quinta-feira para confessar que tinha matado a mãe, na casa onde viviam à cerca de um mês, em Algés.

O crime, realizado com recurso a um mata-leão, aconteceu 21 horas antes de a Polícia de Segurança Pública ter sido alertada.

A vítima é uma mulher de 33 anos e na casa vivia ainda uma menina de 4 anos, filha da vítima e irmã do suspeito.

O agressor, inimputável criminalmente em função da idade, foi identificado e por impossibilidade manifesta da sua confiança a um familiar direto, pernoitou num centro educativo na área de Lisboa. 

O jovem será presente no dia de hoje às autoridades judiciárias junto do Tribunal de Família e Menores de Cascais, para eventual aplicação de medida tutelar educativa.

Mãe morta em casa

Uma mulher de 33 anos foi encontrada morta, esta tarde, em casa, em Algés, Oeiras. O suspeito é o filho de 15 anos, que terá efetuado um mata-leão à mãe na noite de quarta-feira. O alerta foi dado pelas 17h35 desta quinta-feira.

Mãe, de 33 anos, e filhos, de 15 e quatro, tinham chegado àquele 4.º andar do prédio em frente à Avenida Marginal há pouco mais de "um mês". Vizinhos relatam que as discussões eram frequentes e que na noite do crime se ouviram muitos gritos.

Segundo o que o jovem alegou às autoridades, tudo começou quando ouviu a mãe a maltratar a irmã e a decidiu confrontar. A discussão escalou e tornou-se violenta, tendo depois o jovem asfixiado a mãe com recurso a um mata-leão, que é um golpe de estrangulamento usado nas artes marciais.

Após a mãe ter caído inanimada, o jovem cuidou da irmã, deitou-a e passou a noite em casa. Já na manhã seguinte, continuou a prestar cuidados à irmã e depois deu-lhe o almoço. Duas horas antes de ter chamado as autoridades, foi ainda visto a passear com a menina de mão dada.

O pai do suspeito e da menina de quatro anos está preso há cerca de um ano por violência doméstica. O filho não terá perdoado à mãe a queixa que levou o pai a ser condenado e isso poderá também, segundo o Correio da Manhã, ter tido também alguma influência no seu comportamento.


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Arjun Aravind matou a mãe e o irmão na terça-feira e colocou-se em fuga. Antes de cometer o crime consultou o ChatGPT sobre as suas fantasias. Jovem de 17 anos já foi detido.

FÍGADO: Este medicamento comum pode fazer pior ao fígado do que o álcool... É sabido que o consumo excessivo de álcool prejudica a saúde do fígado, contudo, existe um outro medicamento muito comum, o paracetamol, que tomado em doses muito elevadas pode ser igualmente negativo. Especialistas do EatingWell explicam porquê.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com  14/08/2026 

O fígado desempenha muitas funções importante no organismo, desde o processamento de nutrientes e a remoção de toxinas do sangue, até ao metabolismo de medicamentos. 

É sabido que o consumo excessivo de álcool pode ser prejudicial para a saúde deste órgão. Contudo, existe um outro hábito comum igualmente negativo e que muitos desconhecem: o uso excessivo de paracetamol. 

Porque é que os analgésicos podem prejudicar o seu fígado

Normalmente, as pessoas tomam paracetamol por diversos motivos, sendo os mais comuns o alívio da dor e a redução da febre. 

Embora o paracetamol seja seguro em certas doses, em excesso, poderá causar problemas. No caso do fígado, este poderá ser afetado perante a toma de doses altas durante vários dias ou uma quantidade excessiva de cada vez. 

"Quando o paracetamol é usado em doses maiores do que as recomendadas, pode sobrecarregar os processos do nosso corpo responsáveis ​​por metabolizar o medicamento”, alertou a farmacêutica Laura Heath em declarações ao EatingWell. "Se isto acontecer, podem ocorrer danos graves".

Vale notar que a maior parte do paracetamol é metabolizada com segurança pelas vias hepáticas normais, explica a farmacêutica  Farrah Tavakoli.

"Uma pequena quantidade de paracetamol é convertida numa substância chamada NAPQI, um metabólito tóxico que pode ser prejudicial quando se acumula", realça.

Qual a dose máxima de paracetamol que se pode tomar por dia?

Segundo o American College of Gastroenterology, adultos saudáveis não deverão ingerir mais de 1.000 miligramas de paracetamol de uma só vez ou mais de 4.000 mg por dia. Para além disso, deverá evitar tomar 3.000 mg por dia durante mais de 3 a 5 dias consecutivos. 

“A dose máxima de paracetamol para a maioria dos adultos é de 4.000 miligramas por dia considerando todas as fontes”, afirma Tavakoli.

Note-se que o paracetamol é encontrado em muitos medicamentos que não precisam de receita, desde os usados para tratar alergias, constipações, gripes e enxaquecas, bem como analgésicos. 

É importante ler o rótulo e, em caso de dúvida, falar com o seu médico de família. 

Estados Unidos ameaçam Irão com isolamento económico "sem precedentes"... O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) ameaçou o Irão com isolamento económico "como o mundo nunca viu", apesar de Washington ter prometido, no início de agosto, um acordo para reabrir o estreito de Ormuz.

© Lusa    14/08/2026 

"Será uma combinação de isolamento económico como o mundo nunca viu e a continuação do bloqueio do estreito de Ormuz, que impedirá a entrada ou saída de qualquer coisa dos portos iranianos", disse Scott Bessent.

Numa entrevista na quinta-feira à emissora conservadora norte-americana Newsmax, o dirigente prometeu novas medidas sem especificar de que natureza: "Fiquem atentos, mais anúncios virão na próxima semana".

Em 04 de agosto, Bessent mencionou um possível acordo com Teerão "hoje ou amanhã" para reabrir Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.

"Estamos a ter grandes conversas", declarou o presidente norte-americano, Donald Trump, no mesmo dia, afirmando que o Irão queria chegar a um acordo.

Declarações tranquilizadoras que impulsionaram a bolsa de valores de Nova Iorque e fizeram os preços do petróleo cair a pique.

A nova escalada da retórica ocorre à medida que a guerra, desencadeada no final de fevereiro por uma ofensiva lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão, se aproxima do sexto mês.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

Qualquer acordo teria de incluir a abertura "completa e total" do estreito de Ormuz e "o fim da ameaça nuclear iraniana", declarou o presidente dos EUA a 01 de agosto.

Desde então, o líder norte-americano parece favorecer uma abordagem mais cautelosa, baseada na pressão económica.

O estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, continua a ser o ponto de maior tensão.

Na quinta-feira, os Emirados Árabes Unidos denunciaram e condenaram um ataque do Irão, sem relatos de feridos, contra dois navios pertencentes à petrolífera estatal ADNOC enquanto transitavam pelo estreito.

Os Emirados apelaram ao Irão para que "reabra total e incondicionalmente" a passagem.

Teerão, por sua vez, denunciou na quinta-feira o que descreveu como mentiras de Donald Trump, que tinha afirmado no dia anterior, na plataforma que detém, a Truth Social, que os EUA tinham o controlo total do estreito.

Ormuz mantém-se "sob a completa gestão e controlo da República Islâmica", insistiu Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Comando Central Khatam al-Anbiya.

Também na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos de "erros de cálculo" ligados a falhas de inteligência.

"Um exemplo: a guerra contra o Irão. Agora, um erro de cálculo ainda maior em relação ao estreito de Ormuz", escreveu na rede social X.

China doa mais 15 mil toneladas de arroz a Cuba... Cuba recebeu a terceira parcela de 15 mil toneladas de arroz do Governo da China, que enviou até agora 60 mil toneladas, como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha.

© Lusa    14/08/2026 

O quarto e último carregamento que completará a doação - a maior que a China enviou nos últimos anos para Cuba- chegará em setembro, segundo informou o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro (Mincex) cubano, nas redes sociais.

No ato de entrega da doação, no porto de Havana, na quinta-feira, o embaixador de Pequim, Hua Xin, disse que com este novo carregamento de arroz chega a mensagem de que "a China está ao lado de Cuba".

"Vamos continuar a apoiar Cuba e o seu povo, que se opõem firmemente à ingerência estrangeira dos Estados Unidos", assinalou o diplomata, segundo reportaram meios de comunicação estatais chineses.

O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, expressou "profunda gratidão" na cerimónia de entrega da nova doação de arroz da nação asiática e afirmou que as relações entre Cuba e a China são indestrutíveis.

Pérez-Oliva, também responsável pela pasta do Mincex, destacou que a China "estende a sua mão" a Cuba enquanto se intensifica o bloqueio e se agudiza o cerco energético dos Estados Unidos contra o seu país.

Na semana passada, a embaixada chinesa na capital cubana entregou uma segunda doação de cinco mil sistemas fotovoltaicos para apoiar a eletrificação rural, numa altura em que a ilha enfrenta uma grave crise energética, agravada desde o janeiro por um bloqueio petrolífero imposto pelo Governo de Washington.

O Presidente chinês, Xi Jinping, aprovou em janeiro uma ajuda a Cuba que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares (72,8 milhões de euros) e 60 mil toneladas de arroz.

Em 2024, a China já tinha doado 100 milhões de dólares (aproximadamente 91 milhões de euros) ao país caribenho.

A economia de Cuba atravessa uma crise severa e prolongada, com uma contração económica de 15% nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. A ilha sofre de uma escassez crónica de alimentos, medicamentos e combustível, a par de crónicos cortes de energia e uma elevada inflação.

Havana e Pequim mantêm relações políticas e económicas estreitas, nas quais o país asiático figura como um dos principais aliados da ilha.


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O ex-presidente cubano Raúl Castro, que não era visto em público há vários meses, reapareceu hoje em Havana por ocasião do centenário do nascimento do falecido irmão Fidel Castro.

Porta-aviões ruma ao Médio Oriente após relatos de problemas no USS Lincoln... O porta-aviões norte-americano USS George Washington, a operar no Pacífico, zarpou hoje para o Médio Oriente, enquanto surgem relatos de problemas de saúde mental e de mantimentos a bordo do USS Abraham Lincoln, em missão há nove meses.

© Getty Images    Por LUSA   13/08/2026 

O USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietname, na semana passada, segundo um comunicado da Marinha. O porta-aviões, juntamente com um cruzador e um contratorpedeiro, foram avistados a atravessar o estreito de Singapura.

Um oficial da Marinha, que falou sob anonimato à agência Associated Press (AP) para detalhar informações sensíveis sobre o navio, confirmou que o Washington estava no estreito de Malaca, que liga os oceanos Pacífico e Índico e coloca o porta-aviões em rota para o oceano Índico.

O Lincoln tem apoiado os ataques dos Estados Unidos ao Irão, e a sua missão incluiu um período recorde de mais de 240 dias ininterruptos no mar.

Vários congressistas democratas estão a pressionar o Departamento de Defesa (Pentágono) para prestar contas sobre as condições a bordo do porta-aviões.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, garantiu hoje que estas informações foram "completamente deturpadas".

Embora as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão tenham diminuído nas últimas semanas, a Marinha norte-americana reimplantou o bloqueio aos portos iranianos no crucial estreito de Ormuz, e o Governo liderado por Donald Trump não esclareceu como pretende pôr fim à guerra.

Hegseth frisou aos jornalistas que Washington pode manter o bloqueio "por tempo indeterminado".

O Wall Street Journal noticiou anteriormente que o Washington iria substituir o Lincoln como um dos dois porta-aviões atualmente estacionados no Médio Oriente.

A medida deixaria as águas do Pacífico sem a presença de um porta-aviões norte-americano por um período indeterminado.

A administração Trump vê a China, potência dominante na região, como "uma força consolidada" que apenas precisa de ser dissuadida de dominar os Estados Unidos ou aliados, e não como o principal adversário global, como era classificada pelo governo de Joe Biden.

O porta-aviões Lincoln foi originalmente enviado de San Diego em 21 de novembro e chegou ao Médio Oriente em janeiro, antes do início da guerra com o Irão em 28 de fevereiro.

As missões prolongadas de porta-aviões durante o conflito com o Irão aumentaram as preocupações sobre o impacto nos militares em destacamentos longos, bem como sobre a crescente sobrecarga no navio e no seu equipamento.

A Marinha admitiu que o conflito criou um "ambiente altamente disputado, onde os centros de abastecimento tradicionais no Médio Oriente foram afetados pelas ações de combate".

A situação, por sua vez, levou à escassez e à perda de correspondência a bordo do porta-aviões, admitiu a Marinha em comunicado.

Surgiram ainda relatos de que os marinheiros a bordo do Lincoln estão a enfrentar problemas de saúde mental.

A Marinha garantiu em comunicado que "não observou um aumento de idealizações ou tentativas de suicídio a bordo do navio", mas as autoridades recusaram-se a fornecer dados, alegando questões de segurança operacional e privacidade dos doentes.

Emirados Árabes Unidos denunciam ataque iraniano a dois navios em Ormuz... Os Emirados Árabes Unidos denunciaram e condenaram hoje um ataque do Irão contra dois navios pertencentes à empresa estatal ADNOC enquanto transitavam pelo estreito de Ormuz.

© AFP via Getty Images  Por   RTP  13 Agosto 2026 

"Os Emirados Árabes Unidos condenam e repudiam veementemente o ataque hostil iraniano que teve como alvo dois navios afiliados à ADNOC (Abu Dhabi National Oil Company) enquanto transitavam pelo estreito de Ormuz, sem relatos de feridos", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos em comunicado.

A diplomacia dos emirados classificou o ataque como um ato de pirataria perpetrado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão que "representa uma ameaça direta à estabilidade da região, à sua população e à segurança energética global".

O ataque ocorreu na noite de hoje, segundo a agência de notícias WAM, que citou a empresa.

Abu Dhabi exigiu também que o Irão "reabra o Estreito de Ormuz de forma plena e incondicional, a fim de preservar a segurança regional e manter a estabilidade da economia e do comércio globais".

Antes do início da guerra no Médio Oriente, um quinto do petróleo mundial transitava pelo estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico, do qual fazem parte os Emirados Árabes Unidos, ao oceano Índico.

Esta via navegável estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Teerão exige que os navios obtenham autorização e pretende, eventualmente, impor taxas de serviço, uma medida fortemente contestada por Washington.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, realçou na quarta-feira que os Estados Unidos tinham o controlo total do estreito de Ormuz, uma alegação que os militares iranianos rejeitaram hoje como "mentiras" e "invenções".

Os Estados Unidos e o Irão retomaram as hostilidades no início de julho, quando colapsou o protocolo de acordo concluído em junho para pôr fim de forma duradoura à guerra no Médio Oriente.

Os ataques diminuíram de intensidade, com Trump a assegurar que estavam em curso negociações com o Irão, o que Teerão desmentiu.

O regime iraniano afirmou que estava apenas a conversar com Omã sobre um futuro itinerário para atravessar o estreito de Ormuz.

A guerra foi desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel, quando lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, apesar de na altura decorrerem negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Perdeu aposta em jogo de tabuleiro e matou rival a tiro no Barreiro... Um homem de 32 anos morreu baleado, na noite de terça-feira, na sequência de um tiroteio junto ao Terminal Fluvial do Barreiro. Na origem do crime estará uma discussão por causa de um jogo de tabuleiro.

Por  jn.pt

A vítima, que foi baleada na cara, era guineense, reside na Alemanha e estava de férias em Portugal. Segundo testemunhas no local, houve uma discussão, que escalou para agressões físicas, acabando com um suspeito a disparar contra a vítima. O alerta foi dado pelas 22.50 horas para a Rua da Recosta, no Barreiro.

Na origem do crime estará um ajuste de contas relacionado com jogos de tabuleiro a dinheiro, com a participação de dezenas de pessoas. De acordo com uma testemunha do crime, que não quis identificar-se e que relatou à PSP o que viu, estes jogos eram frequentemente realizados na via pública após o fecho do café "A Tia", na rua onde o crime aconteceu, junto a um parque de estacionamento.

Na noite anterior à do crime, de acordo com a mesma testemunha, o suspeito, de 27 anos, tinha perdido dinheiro nesse jogo para a vítima, que emigrou há vários anos para a Alemanha e que estava de férias no Barreiro. Na terça-feira, o suspeito voltou ao espaço e envolveu-se em confrontos físicos com o guineense.

Cinco tiros

Na sequência das agressões, o homem disparou mais de cinco tiros contra a vítima, a curta distância, tendo todos atingido a cara e o pescoço do homem. A testemunha indica que tentou socorrer a vítima, prostrada no chão, mas sem sucesso. Ao local acorreram os Bombeiros Voluntários do Barreiro, a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital do Barreiro e a PSP. Apesar das manobras de reanimação, a vítima não resistiu aos ferimentos e o óbito foi declarado no local. Estiveram empenhados nas operações de socorro 18 elementos apoiados por cinco viaturas.

Depois do crime, o suspeito fugiu e largou a arma, acabando perseguido por outros que estavam no local, mas acabou por conseguir fugir. A PSP dirigiu-se ao terreno e recolheu testemunhos, preservando o local do crime para as diligências da Polícia Judiciária de Setúbal. Ao que foi possível apurar, o suspeito está identificado, mas ainda não terá sido detido.

Há cerca de dois meses, houve uma troca de tiros no mesmo espaço entre várias pessoas. Ninguém ficou ferido.

CUBA: Raúl Castro, de 95 anos, reaparece no centenário de Fidel... O ex-presidente cubano Raúl Castro, que não era visto em público há vários meses, reapareceu hoje em Havana por ocasião do centenário do nascimento do falecido irmão Fidel Castro.

©Raúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana | AFP 

Por LUSA  13/08/2026 

Raúl Castro, de 95 anos e vestido com o tradicional uniforme, foi ovacionado ao entrar no Teatro Karl Marx, na capital cubana, onde decorria a cerimónia, relatou a agência de notícias France-Presse.

Raúl sentou-se numa poltrona ao lado da viúva de Fidel, Dalia Soto del Valle, que raramente marca presença em eventos públicos.

Embora Raúl Castro não ocupe qualquer cargo oficial no governo ou no Partido Comunista Cubano, continua a desempenhar um papel importante nas decisões políticas e conta com a lealdade das Forças Armadas.

Em junho, a Presidência de Cuba anunciou ter dado "luz verde" a reformas económicas para fazer face à crise, sob pressão dos Estados Unidos.

Estas medidas representam a maior mudança de modelo desde que Cuba adotou o comunismo há cerca de 70 anos.

A última aparição pública de Raúl Castro remonta a 01 de maio, Dia do Trabalhador, em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana.

Posteriormente, foi visto na televisão estatal durante dois eventos em junho.

O irmão mais novo de Fidel Castro (1926-2016), o inimigo jurado dos Estados Unidos, foi acusado em maio, em Miami, pela morte de quatro norte-americanos, depois de dois pequenos aviões de um grupo anticastrista terem sido abatidos em 1996.

Raúl Castro era, na altura, ministro da Defesa.

O Partido Comunista Cubano celebra há vários dias o 'el comandante', que governou Cuba de 1959 a 2008, através de exposições, concertos e conferências inseridos no "I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro".

Vários dirigentes comunistas de todo o mundo viajaram até à ilha para participar no evento, incluindo o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.

Contudo, este ano, o aniversário de 13 de agosto ocorre num momento em que Cuba atravessa uma das piores crises da sua história, marcada pela escassez de alimentos e água, e cortes de eletricidade crónicos.

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, aplica uma política de "pressão máxima" contra Cuba, em particular desde a captura, no início de janeiro, numa operação militar norte-americana, do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.

Ainda hoje, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que Washington não descarta a possibilidade de uma intervenção militar em Cuba, ao mesmo tempo que sustentou que Havana "faria bem em prestar atenção" à vontade do chefe da Casa Branca de "fazer valer as prerrogativas estratégicas" do país norte-americano.

"Como já disse anteriormente, e creio que viram o que aconteceu noutros casos, todas as opções estão em cima da mesa, incluindo as militares", afirmou Hegseth, em declarações à imprensa durante uma visita ao Panamá, país onde participou num evento da coligação militar impulsionada por Washington contra os cartéis.

Posteriormente, afirmou que "ninguém se pode comparar aos Estados Unidos" e "o que a influência estrangeira conseguiu alcançar no seu hemisfério tem sido bastante insignificante".


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Financiamento será utilizado na aquisição de equipamentos de construção, maquinaria, veículos, peças de reposição e outros consumíveis necessários à execução dos projetos do grupo angolano.