© Global Imagens Por LUSA 30/05/2026
Um funcionário do Departamento de Estado confirmou à agência AP que estava planeado revogar o visto da funcionária da Xinhua, após o Times noticiar em primeira mão a medida recíproca do governo de Donald Trump, que visitou Pequim este mês.
A medida de retaliação norte-americana ocorreu após a expulsão por Pequim de Vivian Wang, correspondente do The New York Times na China.
A causa aparentemente da expulsão foi a presença do Presidente taiwanês, Lai Ching-te, num evento do grupo de media norte-americano, no qual Wang não teve qualquer participação.
O governo chinês reivindica a soberania sobre a ilha de Taiwan, que se autonomizou em 1949 sob liderança dos nacionalistas, após a guerra civil terminar na China continental com a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung.
O jornal divulgou hoje um comunicado a pedir a reintegração de Wang como jornalista credenciada na China e a exortar ambos os governos a "reverterem esta deterioração no acesso dos jornalistas".
"A decisão do Governo chinês de expulsar Vivian Wang é errada", disse Joseph Kahn, editor executivo do jornal, num comunicado.
"A sua expulsão tornará ainda mais difícil para o nosso público global obter reportagens precisas, independentes e aprofundadas sobre a segunda maior economia do mundo num momento crítico", adiantou.
A presença dos media norte-americanos na China já é escassa, após rondas anteriores de disputas sobre credenciais jornalísticas.
"O número de correspondentes de meios de comunicação social americanos autorizados a trabalhar na China caiu para um nível alarmantemente baixo, precisamente quando a necessidade de as pessoas de todo o mundo compreenderem a China é maior do que nunca", adiantou Kahn.
Todos os jornalistas estrangeiros precisam de ser acreditados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China para fazerem reportagens no país, e Pequim tem utilizado a política de acreditação e de vistos para expulsar ou impedir a entrada de profissionais cujo trabalho tenha desagradado à liderança chinesa ou para demonstrar descontentamento com o que Pequim considera ser uma cobertura desfavorável ou maliciosa da China.
Pequim restringiu drasticamente os vistos para jornalistas que trabalham para os meios de comunicação norte-americanos.
No total, pelo menos 18 jornalistas estrangeiros que trabalhavam para o The Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal foram expulsos no primeiro semestre de 2020, segundo o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.
Muitos outros receberam vistos de curta duração, que variam entre um e três meses, de acordo com o inquérito anual do grupo.
Em 2020, o governo chinês expulsou três correspondentes do Wall Street Journal depois de o jornal ter publicado um artigo de opinião intitulado "A China é o verdadeiro homem doente da Ásia", após o surto da pandemia de COVID-19.
Com o agravamento das relações entre os Estados Unidos e a China, o Departamento de Estado norte-americano designou, em 2020, alguns dos principais grupos de notícias chineses como "missões estrangeiras".
A Xinhua, por exemplo, tem a função, atribuída pelo Partido Comunista Chinês, de servir de porta-voz do partido e do governo, o que inclui a distribuição de notícias oficiais.
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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há "razões legítimas para alarme" face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um "equilíbrio estável" e rejeitam qualquer "hegemonia"








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