terça-feira, 3 de novembro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: Estamos a criar filhos que não sabem ouvir não e pais que não sabem dizer... Vera de Melo reflete sobre a dificuldade dos pais em dizer não e dos filhos em ouvi-lo, alertando para os riscos de uma parentalidade sem limites.

© Shutterstock   Por  Notícias ao Minuto  03/11/2026 

"Há uma geração de pais aterrorizada com a possibilidade de os filhos não gostarem deles.

Querem ser compreendidos, disponíveis, emocionalmente inteligentes, presentes, amigos. Querem que os filhos falem sobre tudo, que não tenham medo, que nunca se sintam sozinhos. Querem fazer diferente dos próprios pais. E, nessa tentativa legítima de não repetir erros, estão a cometer outros.

Começámos a confundir parentalidade respeitosa com parentalidade sem frustração. Acreditamos que validar uma emoção significa satisfazer um desejo. Que respeitar uma criança é evitar que chore. Que estabelecer um limite pode comprometer a sua autoestima.

Não pode.

Uma criança pode estar zangada com os pais e continuar a sentir-se profundamente amada. Pode chorar porque não teve o que queria e não estar a sofrer um trauma. Pode ouvir um não sem que isso represente uma ferida emocional.

Aliás, é precisamente na relação com os adultos que a criança aprende a tolerar a frustração, a adiar a gratificação e a perceber que o mundo não se organiza permanentemente à medida dos seus desejos.

Na psicologia do desenvolvimento, sabemos que a segurança emocional não nasce da ausência de desconforto. Nasce da previsibilidade, da consistência e da existência de adultos capazes de acolher emoções sem abdicar da sua função de orientar.

E aqui está o problema: há pais que estão tão ocupados a tentar ser emocionalmente disponíveis que deixaram de estar disponíveis para assumir a responsabilidade de educar.

Negociam tudo. Justificam tudo. Pedem desculpa por estabelecer limites. Sentem-se culpados quando os filhos ficam frustrados.

Mas uma criança não precisa de ganhar todas as discussões. Precisa de saber que não tem de ganhar todas as discussões para continuar a ser amada.

O mais curioso é que muitos destes pais cresceram em casas onde não havia espaço para sentir. Agora querem construir casas onde não há espaço para frustrar.

E são coisas muito diferentes.

Não precisamos de voltar à autoridade cega, ao medo ou ao “enquanto viveres debaixo do meu teto”. Precisamos de recuperar uma ideia que parece ter ficado fora de moda: os adultos são responsáveis pela relação, mas também pela direção.

Porque há uma verdade que talvez custe ouvir: não estamos a preparar os nossos filhos para a vida quando tentamos tornar a infância livre de todas as frustrações. Estamos apenas a adiar o momento em que a vida lhes vai dizer não.

E a vida, ao contrário dos pais, não costuma explicar duas vezes."

Moscovo reclamou ataque contra instalações de energia ucranianas... As forças russas reclamaram hoje um ataque com mísseis e drones contra instalações de produção e distribuição de energia nas regiões ucranianas de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv.

Foto: Ukrainian Presidential Press Service via REUTERS   Por  RTP/Lusa 3 Novembro 2026 

De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques foram também dirigidos contra as infraestruturas portuárias e embarcações em Odessa, no Mar Negro, sul da Ucrânia. 

Em concreto, o Governo russo disse que os ataques ocorreram durante a última noite contra o complexo energético da Ucrânia nas regiões de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv, que forneciam eletricidade a empresas da indústria militar e a instalações das Forças Armadas ucranianas.

O Ministério da Defesa detalhou que na região de Vinnitsia foi atacada a central termoelétrica de Ladyzhyn, com uma potência de 1.800 megawatts; em Dnipropetrovsk, foram danificadas as centrais termoelétricas de Kryvyi Rih (2.800 megawatts) e Prydniprovska (1.765 megawatts).

Na região de Kharkiv, foram visadas a central termoelétrica de Kharkiv (86 megawatts) e as subestações de Zmiiv e Losevo, ambas de 330 quilovolts.

Na região de Odessa, foram atacadas as infraestruturas do porto de Kiliya e duas embarcações de carga seca no porto de Yuzhny, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

A Ucrânia foi invadida pelas forças russas em 2014 que anexaram a Península da Crimeia.

Em 2022, a Rússia lançou um ataque de grande escala contra todo o território da Ucrânia.

ESTUDO: Bebidas energéticas podem causar paragens cardíacas, diz estudo... As bebidas energéticas e produtos estimulantes com cafeína estão associados a paragens cardíacas e enfartes em jovens adultos, segundo análise de 28 mil relatos nos Estados Unidos da América.

© Shutterstock   Por  LUSA   03/11/2026 

As bebidas energéticas e os produtos estimulantes que contêm cafeína estão associados a paragens cardíacas e enfartes em jovens adultos, de acordo com uma análise de mais de 28 mil relatos de eventos adversos apresentados nos Estados Unidos.

Os casos submetidos à FDA (agência para os medicamentos e alimentação dos Estados Unidos) apontam, em particular, para adultos dos 18 aos 34 anos, um grupo que, normalmente, não é considerado de alto risco para eventos cardiovasculares, de acordo com este estudo de associação (não de causalidade).

Os investigadores salientaram, no entanto, que são necessários mais estudos para compreender a relação entre os produtos que contêm cafeína e os problemas cardiovasculares.

As conclusões da investigação serão apresentadas numa sessão da Associação Americana do Coração, que terá lugar em Chicago a partir de 06 de novembro.

Os resultados são considerados preliminares até serem publicados na íntegra num artigo científico revisto por pares.

Embora a investigação sobre bebidas energéticas e outros suplementos estimulantes com cafeína seja limitada, as evidências disponíveis indicam que doses elevadas de cafeína estão associadas a danos cardiovasculares, aponta um comunicado da referida organização.

"Estes produtos são comercializados para consumo diário e vendidos ao lado de refrigerantes e água engarrafada. Por isso, a maioria das pessoas assume que não oferecem qualquer risco real", alertou Sai Samayamanthula, da Universidade da Virgínia.

Para muitas pessoas saudáveis, se o consumo for ocasional, é provável que o risco seja baixo.

No entanto, aqueles que os consomem habitualmente podem ultrapassar rapidamente o limite diário recomendado de cafeína.

"Por isso, é importante que saibam que estes produtos podem representar um risco de danos cardiovasculares", acrescentou.

Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram 28.345 relatos enviados para uma base de dados de segurança da FDA sobre possíveis eventos adversos entre 2017 e 2025.

Destes, 854 relatos mencionavam bebidas energéticas ou suplementos alimentares que continham cafeína ou estimulantes.

Os investigadores compararam estes dados com 27.491 relatos sobre produtos que não continham cafeína nem outros estimulantes.

Foram notificados casos de paragem cardíaca com uma frequência aproximadamente 11 vezes superior em relação a produtos que contêm cafeína e estimulantes, em comparação com outros que não possuem estes ingredientes.

Os relatos relacionados com bebidas energéticas e suplementos apresentavam uma probabilidade cerca de 4,5 vezes maior de envolver ataques cardíacos e 4 vezes maior de incluir arritmias ventriculares (ritmo anormal nas cavidades inferiores do coração) ou palpitações.

Cerca de 45% dos relatos que associavam produtos contendo cafeína e estimulantes a eventos cardiovasculares referiam-se a adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos.

Padrões semelhantes foram observados em relatos envolvendo tanto homens como mulheres.

"As nossas descobertas reforçam a necessidade de uma supervisão mais sistemática da segurança dos produtos que contêm cafeína e estimulantes. Além disso, os profissionais de saúde devem lembrar-se de perguntar aos seus pacientes mais jovens que apresentam palpitações, dor no peito ou desmaios se consumiram estes produtos recentemente ou se o fazem habitualmente", concluiu Samayamanthula.


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UCRÂNIA: Zelensky acusa Rússia de destruir perspetiva de paz após ataque com 29 mortos... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  03/11/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou esta segunda-feira a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

Os ataques prosseguiram durante esta madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo nomeadamente um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados. Infraestruturas energéticas foram igualmente atingidas em várias regiões.

Na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, o enviado norte-americano Steve Witkoff garantiu ao final da tarde de segunda-feira que decorrerão "negociações de trabalho" entre a Rússia e a Ucrânia nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, sob mediação dos Estados Unidos.

"As discussões incidirão sobre as disposições de segurança do pós-guerra, a desescalada, os esforços humanitários e os próximos passos rumo à paz", detalhou na rede social X.

Contudo, a última reunião deste tipo, realizada em meados de fevereiro em Genebra, na Suíça, terminou sem resultados concretos, com a Rússia a manter posições extremas, segundo Kyiv.

As perspetivas deterioraram-se ainda mais com o ataque, na segunda-feira, contra o centro de distribuição de ajuda humanitária de Komyshuvakha, na região de Zaporijia.

"Todas as segundas-feiras era aí distribuída ajuda humanitária. Os russos lançaram o primeiro ataque precisamente no momento em que as pessoas chegavam, recorrendo a várias bombas aéreas. Depois houve um segundo ataque, com mais bombas aéreas, desta vez dirigido ao abrigo (...), onde as pessoas se tinham refugiado", descreveu Zelensky.

Estes ataques destruíram "toda a esperança de progresso rumo à paz", sublinhou o líder ucraniano, considerando tratar-se de "mais uma prova de que a Rússia não pretende nem a desescalada nem uma verdadeira justiça".

O chefe da administração militar local, Mykhailo Semikine, indicou que foram utilizadas "pelo menos nove bombas guiadas FAB-3000", engenhos com três toneladas de peso. O balanço foi revisto esta terça-feira para 29 mortos, face aos 26 inicialmente anunciados.

A Rússia retomou igualmente os bombardeamentos na região vizinha de Kherson, após uma rara trégua local negociada para permitir a evacuação da cidade de Olechky, ocupada pelas forças russas.

Depois desta operação humanitária, escreveu Zelensky nas redes sociais, "houve um momento em que se podia acreditar que novas etapas de progresso em direção à paz eram possíveis".

"Com este massacre, a Rússia envia um sinal completamente oposto, aposta em novos assassínios", acrescentou.

Neste contexto, os aliados de Kyiv reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia anunciaram que realizarão, entre 09 e 22 de novembro, na Polónia, um exercício militar de grande escala destinado a testar a sua capacidade de destacamento e atuação conjunta no terreno.

Cerca de 2.800 militares de dez países participarão no exercício, sob liderança da França e do Reino Unido.

Do lado russo, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que 493 drones ucranianos foram neutralizados durante a noite enquanto se dirigiam para a capital. Um ataque atingiu ainda uma refinaria em Iaroslavl, a nordeste de Moscovo, segundo o governador local, Mikhail Ievraiev.

A trégua na região de Kherson começou na manhã de terça-feira passada e terminou no domingo à noite sem incidentes.

A Rússia recusou uma proposta ucraniana para prolongar este cessar-fogo localizado, revelou à agência France-Presse um alto responsável ucraniano que não quis ser identificado.

"Vai ser o inferno, ainda pior do que antes", previu uma fonte militar local que também pediu para não ser identificado.

Segundo este oficial, as forças russas aproveitaram o período de calma para concentrar novas tropas e munições na outra margem do rio Dnipro, que atravessa a cidade, bem como para recolher informações de inteligência.

Questionado na segunda-feira sobre estas acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que "se trata de uma prática absolutamente comum em situações deste tipo" e que "as forças armadas ucranianas também aproveitaram este período para efetuar um reagrupamento semelhante".


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Aliados da Ucrânia, liderados por França e Reino Unido, realizam na Polónia um exercício em grande escala para testar a capacidade de operarem juntos no terreno.

Reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia (MNF-U), aliados de Kyiv, liderados por França e Reino Unido, vão realizar na Polónia um exercício em grande escala para testarem a capacidade de se mobilizarem e operarem juntos no terreno.

Assim, cerca de 2.800 militares de dez países, Alemanha, Bélgica, Espanha, Estónia, França, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido e Suécia, participarão de 9 a 22 de novembro na Polónia neste exercício chamado "Koalicja", que significa coligação em polaco, anunciaram hoje Londres e Paris...

EUA lançam ataque contra ilha iraniana a poucas horas das eleições... Os Estados Unidos atacaram esta segunda-feira a ilha iraniana de Qeshm, no Golfo Pérsico, numa nova operação militar contra o Irão na véspera das eleições legislativas intercalares, mas Donald Trump minimizou o risco de recomeço da guerra.

Foto: U.S. Central Command via REUTERS   Por  RTP/Lusa  03/11/2026 

Segundo o jornal The Wall Street Journal (WSJ), responsáveis norte-americanos descreveram os ataques como operações de caráter defensivo, destinadas a limitar a capacidade do Irão de ameaçar o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou publicamente as operações. No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação do país indicaram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.

Qeshm, situada à entrada do estreito de Ormuz, alberga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.

O Pentágono reforçou nas últimas semanas a presença militar na região e preparou várias opções para uma eventual ampliação dos ataques, segundo o WSJ.

O Presidente norte-americano afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos "já tinham vencido a guerra contra o Irão" e minimizou a importância de um possível reinício dos combates.

"Não sei se se pode sequer chamar a isto uma guerra, porque já há meses que não combatemos", disse aos jornalistas em Washington.

Questionado sobre se está a considerar novos ataques após as eleições legislativas de hoje, respondeu que não, embora responsáveis da Administração tenham indicado que o Presidente continua a avaliar diferentes opções.

"Os preços do petróleo estão a cair como pedras (...), porque as pessoas sentem que não haverá guerra com o Irão. O Irão quer um acordo, o mais rápido possível. Isso poderá acontecer!", escreveu esta segunda-feira Donald Trump na rede que lhe pertence, Truth Social, depois de ter dito no domingo que estava pronto para dar um "golpe de marreta" no Irão.

Também o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou na segunda-feira que Trump e ele estavam a sentir-se "bem otimistas" quanto a um acordo negociado para pôr fim à guerra com o Irão.

As declarações dos números 1 e 2 da Casa Branca foram divulgadas no mesmo dia em que dois responsáveis da região e uma terceira pessoa familiarizada com o assunto disseram à agência de notícias Associated Press que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está a pressionar os Estados Unidos para uma nova onda de ataques ao Irão após as eleições intercalares nos Estados Unidos.

Na segunda-feira, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, deu nota de estarem em curso discussões "muito intensas" com os Estados Unidos através de mediadores, numa tentativa de evitar a retoma das hostilidades.

"Tendo em conta a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e as deliberações são muito intensas", declarou Araghchi à agência iraniana IRNA, destacando o "papel de mediador muito ativo" do Qatar e do Paquistão nas negociações.

O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez finalmente saber na segunda-feira através do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que concedeu poderes ao Governo iraniano no âmbito dos esforços para pôr fim à guerra com os Estados Unidos.

"Estamos a esforçar-nos para resolver o problema através do diálogo. A este respeito, o líder supremo conferiu certos poderes ao Governo", anunciou Pezeshkian, citado pela agência estatal iraniana IRNA.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos têm "controlo total" sobre a Venezuela, o que lhes daria acesso a 50% do petróleo mundial, segundo declarações feitas na segunda-feira...

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira o controlo do Congresso e o rumo da administração Trump

Eleições intercalares norte-americanas (Associated Press)  Por  cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa,   03/11/2026 

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira quem - republicanos ou democratas - irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump.

Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta). Esta terça-feira também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.

As eleições intercalares norte-americanas (‘midterms’) deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas.

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si.

“Imaginem que também estou no boletim de voto”, apelou de forma reiterada nos comícios dos candidatos republicanos, juntamente com a promessa de oferecer 5 mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições.

Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (mais de 890 mil euros) para quem denunciar fraudes nas eleições.

Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.

A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato e permitiria aos democratas lançar investigações parlamentares à administração.

Na câmara baixa, os republicanos têm atualmente uma maioria pouco confortável, com 218 congressistas no limiar da maioria, mas estados como o Texas, Ohio ou Iowa estão recorrentemente nas sondagens como volúveis a uma mudança que poderá alterar o equilíbrio de forças.

No Senado, os republicanos têm 53 senadores contra 45 democratas e dois independentes.

A tendência nas sondagens parece favorecer os democratas, que nos últimos meses têm aparecido com vantagem sobre os republicanos. No fim de semana, os democratas continuavam a liderar nas intenções de voto face aos republicanos por 51,5% contra 43,1%, segundo o site realclearpolling.com, que reúne várias sondagens e faz uma média.

Se acontecer uma derrota republicana, Trump ver-se-á até ao fim do mandato, em 2028, no papel de Presidente "lame duck" (literalmente "pato coxo"), incapaz de combater uma maioria hostil no Congresso.

Mas perante tal cenário, Donald Trump, cuja taxa de desaprovação atingiu uns históricos 60%, já deu a conhecer a sua estratégia.

“Acho que vou tornar-me o ‘Sr. Veto’", comentou ao canal televisivo Fox News.

As sondagens recentes indicam que os norte-americanos votarão sobretudo “com o bolso”, com o aumento dos preços da gasolina, dos custos da habitação e dos custos com os cuidados de saúde a pesarem cada vez mais nos orçamentos familiares.

Os direitos reprodutivos continuam a ser uma questão importante, enquanto a imigração e o estado da democracia nos EUA também estão em jogo.

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irão e o rápido crescimento da Inteligência Artificial (IA) e dos centros de dados suscitaram novas questões sobre segurança, emprego e custos energéticos.

Outro dado em destaque é o aumento do número de norte-americanos que já votaram antecipadamente: mais de 50 milhões, mais cerca de 10 milhões do que nas ‘midterms’ de 2022, segundo os dados do Election Lab da Universidade da Florida, .

Entre estes eleitores está o próprio Trump, que votou no dia 24 de outubro na Florida, e o Papa Leão XIV, natural de Chicago, que votou por correspondência, anunciou o Vaticano na passada sexta-feira.

Até à data não existiam registos da participação de um chefe da Igreja Católica em eleições, fazendo deste anúncio um ato histórico.

O número de norte-americanos que votam nas eleições intercalares é inferior ao das eleições presidenciais. Desde 1944, a afluência média às urnas tem sido de cerca de 42% nas intercalares, em comparação com 58% nas eleições presidenciais.

A nova composição do Congresso dos EUA assumirá funções a 03 de janeiro de 2027.

domingo, 1 de novembro de 2026

Irão: Trump afirma que EUA ainda têm de "tratar" de um ou dois alvos... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de tratar de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear. Trump destacou que as capacidades nucleares do Irão já foram neutralizadas, mas ainda restam alguns locais a serem abordados.

© Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   01/11/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de "tratar" de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear.

"Neutralizámos as suas capacidades nucleares. Ainda nos resta tratar, diria eu, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em dez minutos", declarou Trump aos jornalistas na sua residência na Flórida.

"Provavelmente poderiam dar uma olhadela ao Monte Pickaxe, e é preciso tratar disso. Podemos fazer tudo isto muito rapidamente", acrescentou.

A Montanha Kolang, chamada "Pickaxe Mountain" em inglês ("Kolang" significa "picareta" em persa), situa-se na província de Isfahan, a cerca de 200 km a sul de Teerão, perto do complexo nuclear de Natanz.

Esta não é a primeira vez nos últimos dias que Donald Trump ameaça atacar a Montanha Kolang, que está localizada perto da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada um dos redutos nucleares mais protegidos do país e já bombardeada pelos Estados Unidos e por Israel no início do conflito.


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As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

Segundo a agência, a ogiva em questão "é capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a potência de densidade máxima"...

sábado, 31 de outubro de 2026

Guerra na Ucrânia: Rússia compromete-se a não recrutar mais ganeses... O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  31/10/2026 

O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

Nos últimos meses, vários países africanos relataram que alguns dos seus cidadãos foram enganados para combater nas fileiras do exército russo e que muitos deles acabaram mortos no campo de batalha.

Segundo as autoridades ganesas, cerca de 272 ganeses foram recrutados para combater na Ucrânia desde 2022; destes, mais de meia centena foram mortos.

As autoridades ganesas intensificaram os encontros com os líderes ucranianos e russos com o objetivo de pôr fim a estes recrutamentos e repatriar os prisioneiros de guerra ganeses capturados na frente ucraniana.

"[Vladimir] Putin declarou que os ganeses já não estão autorizados a participar na guerra na Ucrânia (...) seja através de recrutamentos irregulares ou de manifestações voluntárias de interesse", afirmou hoje na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Ablakwa.

A Rússia recebeu, esta semana, delegações de 48 países africanos — incluindo 22 chefes de Estado — para uma cimeira destinada a reforçar os seus laços com o continente, descrito pelo Kremlin como um "aliado natural".

A Rússia, um ator fundamental em África durante a era soviética, continuou a exercer uma influência significativa na região desde a queda da URSS.

Aproximou-se ainda mais dos países africanos — alargando os seus laços políticos, económicos e militares — após o início da sua ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022, seguida de pesadas sanções ocidentais que visavam isolar Moscovo.

Putin sublinhou que mais de 40 Estados africanos recebiam fertilizantes e cereais provenientes da Rússia, indicando que Moscovo exportou 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas para África desde o início do ano.


ESPANHA: "Não é aceitável que Espanha sofra 2 acidentes ferroviários no mesmo ano"... O acidente ferroviário em Espanha, que deixou 69 mortos, foi qualificado como "não aceitável" pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e afeta a campanha eleitoral que se aproxima.

© Carlos Lujan/Europa Press via Getty Images   Por  LUSA  31/10/2026 

O acidente ferroviário desta semana em Espanha foi qualificado como inaceitável pelo próprio primeiro-ministro e deixou em choque um país que já estava em plena campanha para as eleições de 29 de novembro.

"Não é aceitável que um país como Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano", disse Pedro Sánchez por duas vezes esta semana, após o choque de comboios de quarta-feira em Urda, Toledo, em que morreram pelo menos 69 pessoas. Em janeiro, outras 46 pessoas morreram num acidente de comboios em Adamuz, Córdova.

Espanha decretou três dias de luto nacional e a generalidade dos partidos (à exceção do Vox, de extrema-direita) cancelaram a agenda pública até pelo menos este fim de semana, sobretudo, as ações de pré-campanha para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

As cúpulas dos maiores partidos nacionais, citadas pela imprensa espanhola, reconheciam que a par de respeitar o luto e o choque do país, é também agora necessário "recalcular estratégias e agendas" de campanha.

Até agora, a campanha tinha estado marcada por temas como a habitação, a imigração e a entrada ilegal de milhares de pessoas em Ceuta, a sustentabilidade das pensões, os pactos do Partido Popular (PP, direita) com o Vox ou os acordos e ruturas entre forças à esquerda dos socialistas.

As eleições foram convocadas em 05 de outubro pelo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, no meio de protestos nas ruas pela crise da habitação e depois de forças de direita terem 'chumbado' no parlamento decretos do Governo com medidas para esta área.

Após dois meses em que a imigração e Ceuta centraram todas as atenções do debate público e mediático, no início do mês, os focos mudaram subitamente para a habitação e Pedro Sánchez antecipou as eleições.

A habitação "tem um quadro mais favorável para a esquerda", nas palavras do politólogo e professor universitário Pablo Simón, autor do estudo "A habitação como fratura política", da Universidade Carlos III, de Madrid, publicado no início de outubro.

Já a imigração, "mais favorável" à direita, além de ser atualmente um dos temas centrais dos partidos conservadores e de extrema-direita, em Espanha e no resto da Europa, tinha ganhado especial protagonismo desde finais de julho, por causa da entrada de mais de 70.000 pessoas de forma ilegal em 24 horas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.

Pedro Sánchez é primeiro-ministro desde 2018 e, desgastado internamente por vários casos confirmados e suspeitos de corrupção de pessoas que lhe são próximas, por uma paralisia legislativa por depender de uma geringonça de oito partidos no parlamento que lhe impediu de apresentar uma única proposta de Orçamento do Estado desde 2022 ou pela atuação em Ceuta, viu no tema da habitação "uma janela de oportunidade", coincidiram as análises de politólogos, analistas e meios de comunicação.

"A campanha eleitoral seguia por caminhos frívolos, até que outra tragédia nos lembrou para que serve votar. Enquanto alguns se dedicavam à virtualização política, falando-nos de partidos úteis, de jogadas de mestre ou de como conseguir mais lugares fundindo-se numa mesma candidatura eleitoral, a realidade bateu à porta", escreveu na sexta-feira a politóloga Estefania de Molina no jornal El Pais.

Apesar de (quase) não ter havido comícios ou entrevistas nos últimos dias, é já certo que o acidente de quarta-feira em Urda voltou a colocar Sánchez e o PSOE sob críticas e acusações generalizadas, após dois acidentes com comboios com mais de cem mortos num ano e notícias regulares de ocorrências e avarias nas infraestruturas ferroviárias e outras, como as da rede elétrica, com o apagão de 2025.

Entre as várias forças que já pediram esta semana que sejam assumidas "responsabilidades políticas", como a demissão do ministro dos Transportes, incluem-se até os parceiros do PSOE na coligação que está no Governo e outros da geringonça que reinvestiu Sánchez primeiro-ministro em 2023.

As sondagens mais recentes dão o PP como partido mais votado em 29 de novembro, mas sem maioria absoluta, que será possível com uma aliança com o Vox. O PSOE será o segundo mais votado, com uma diferença de seis pontos percentuais em relação ao PP, segundo a média das sondagens mais recentes.


Leia Também: Irão afirma que dois petroleiros foram imobilizados no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que dois petroleiros foram imobilizados após incidentes no Estreito de Ormuz, numa área onde se têm multiplicado ataques enquanto se mantém o impasse diplomático entre Washington e Teerão...

GUINÉ-BISSAU: PRESIDENTE DE TRANSIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU, GENERAL DE EXÉRCITO HORTA INTA-A, DESLOCA-SE A DAKAR PARA ASSISTIR À CERIMÓNIA DE ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS DA JUVENTUDE 2026.

 

Radio TV Bantaba

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia acusa Ucrânia de espalhar explosivos perto de escolas... As autoridades russas acusaram as forças ucranianas de terem espalhado engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira. A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

© Shutterstock  Por  LUSA  30/10/2026 

As autoridades russas acusaram hoje as forças ucranianas de, através de drones, terem espalhado uma grande quantidade de engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira.

Segundo o governador local, Yegor Kovalchuk, várias ruas da localidade foram interditadas por motivos de segurança porque os aparelhos espalharam engenhos explosivos.

A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

Kovalchuk relatou ainda que as equipas de socorro necessitaram de retirar uma mulher que conduzia um automóvel, em redor do qual foram espalhados vários engenhos explosivos.

As regiões fronteiriças russas — Kursk, Bryansk e, especialmente, Belgorod — são atacadas praticamente todos os dias por drones de curto alcance, mísseis e artilharia ucraniana.

Perante esta situação, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Exército a criação de uma "faixa de segurança" nas regiões ucranianas de Sumi e Kharkiv.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

China puniu quase oito milhões de pessoas desde início da campanha anticorrupção de Xi... A China puniu quase oito milhões de pessoas desde o início da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente Xi Jinping, em 2012, incluindo 963 altos dirigentes, segundo dados oficiais divulgados hoje pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Por  RTP/ Lusa  30 Outubro 2026 

O vice-secretário da Comissão Central de Inspeção e Disciplina, principal organismo anticorrupção do PCC, Zhang Fuhai, precisou em conferência de imprensa que as autoridades abriram 8,1 milhões de processos e aplicaram sanções a 7,92 milhões de pessoas desde o XVIII Congresso do partido, realizado em novembro de 2012, quando Xi assumiu a liderança da formação.

Os números abrangem diferentes infrações disciplinares, que não correspondem necessariamente a condenações judiciais por crimes de corrupção.

Zhang reconheceu que o combate à corrupção continua a enfrentar uma situação "grave e complexa" e que persistem dificuldades em eliminar as condições que favorecem estas práticas.

O responsável explicou que as novas orientações do partido preveem intensificar as investigações sobre a conivência entre funcionários públicos e empresários, a corrupção em setores que concentram poder, fundos e recursos, bem como formas de corrupção dissimulada.

Anunciou ainda o reforço dos mecanismos de supervisão do exercício do poder e da coordenação entre os organismos responsáveis pela aplicação das normas internas.

Desde que chegou ao poder, Xi Jinping fez do combate à corrupção uma das principais prioridades do seu mandato, numa campanha que atingiu tanto funcionários de escalões inferiores como dirigentes da cúpula política e militar.

Segundo analistas, a campanha também permitiu ao líder chinês afastar potenciais rivais e consolidar o controlo sobre o partido.

Num discurso proferido em janeiro e publicado este mês pela revista Qiushi, órgão teórico do PCC, Xi alertou que algumas orientações do partido "não são aplicadas ou são aplicadas incorretamente" e criticou dirigentes que aparentam cumprir ordens, mas continuam a agir por iniciativa própria.

A dimensão da campanha reflete-se também nos dados divulgados na terça-feira, segundo os quais os organismos disciplinares puniram 680 mil pessoas entre janeiro e setembro deste ano, incluindo 105 altos responsáveis de nível provincial ou ministerial e superior.

Os novos números foram apresentados um dia depois do encerramento do quinto plenário do XX Comité Central do PCC, que ratificou a expulsão de dezenas de dirigentes civis e militares, promoveu o general Zhang Shengmin ao Politburo e aprovou uma resolução para reforçar a disciplina interna.


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O Governo chinês defendeu hoje a participação da África do Sul na cimeira do G20, prevista para dezembro em Miami, após Washington ter excluído o país africano do encontro. A exclusão foi motivada por acusações norte-americanas de que a África do Sul está a cometer um "genocídio" contra a população branca, algo rejeitado por Pretória.

OGoverno chinês defendeu hoje a participação da África do Sul na cimeira do G20, prevista para dezembro em Miami, nos Estados Unidos, depois de Washington ter excluído o país africano do encontro.

A exclusão surge após acusações norte-americanas de que a África do Sul está a cometer um "genocídio" contra a população branca, alegação categoricamente rejeitada por Pretória...

Kamala Harris apela ao voto democrata contra a "tirania" de Trump... A ex-vice-presidente dos EUA, Kamala Harris apelou à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 3 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, que perdeu as eleições presidenciais de 2024.

© Genaro Molina/Los Angeles Times via Getty Images    Por  LUSA   30/10/2026 

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris apelou quinta-feira à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 03 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, para quem perdeu as eleições presidenciais de 2024.

"Sei que, para muitos de nós, o último ano e meio tem sido difícil. Passámos por uma panóplia de emoções: da raiva à tristeza, passando pela depressão, frustração e pela sensação de impotência e desesperança. Mas a questão é a seguinte: esse momento acabou", declarou Harris num ato eleitoral em Macon, no estado da Geórgia.

Harris, que não descarta recandidatar-se à presidência em 2028, afirmou que os 'pais fundadores' do país previram que chegaria "um momento como este", em que um governante como Trump tentaria submeter os restantes poderes do Estado.

"Mas o aspeto maravilhoso deste momento — tal como foi concebido pelos fundadores — é que, quando nos deparamos com uma tirania deste tipo, chega um momento em que precisamos de acionar o poder do povo. E esse momento é agora", afirmou.

Apelando à renovação do Congresso, cujas duas câmaras são atualmente controladas pelos republicanos, nas eleições de 03 de novembro, a ex-vice-presidente visitou hoje a Geórgia, estado onde Trump ganhou há dois anos.

Neste estado do sul que se desenha agora como decisivo para a "onda democrata" prevista em algumas sondagens, os democratas procuram a reeleição do senador Jon Ossoff, cujo lugar é considerado fundamental para disputar com os republicanos o controlo da câmara alta.

Ambicionam também eleger Keisha Lance Bottoms para o governo do estado, o que a tornaria a primeira mulher — e a primeira afro-americana — a governar a Geórgia.

A nível nacional, as sondagens apontam para uma provável vitória da oposição democrata na Câmara dos Representantes e para a possibilidade de esta tomar aos republicanos a maioria também no Senado, sobretudo devido ao descontentamento com a inflação e a guerra no Irão.

Trump visitou a Geórgia na semana passada para tentar mobilizar o eleitorado republicano, enquanto o ex-presidente Barack Obama participou, na quarta-feira, na campanha democrata no mesmo estado.


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O governo de Donald Trump deteve 4.170 migrantes numa operação de 10 dias no Texas, informou sexta-feira o Departamento de Segurança Interna (DHS), que destacou as prisões de pessoas ligadas a crimes, sem especificar quantos tinham antecedentes criminais...

Bloco de Netanyahu vence mas sem maioria para governar... O Likud, do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, conquistou as eleições de terça-feira, com a sua coligação a obter 53 lugares, número insuficiente para governar, segundo os resultados finais divulgados na madrugada de hoje pela Comissão Eleitoral Central.

Por  RTP/Lusa   30 Outubro 2026 

Os resultados finais da votação, após a contagem dos chamados votos em "envelope duplo", provenientes de eleitores que votaram fora do seu local de voto designado, indicam que o Likud alcançou 27 lugares e partido de oposição Yashar!, partido opositor liderado pelo general Gadi Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21 lugares.

A coligação pró-Netanyahu obteve um total de 53 lugares, contra 48 do bloco da oposição e 19 das duas listas árabes, estas últimas podendo funcionar como um fiel da balança, necessário para atingir a maioria de 61 lugares no Parlamento (Knesset).

Segundo o comunicado da comissão eleitoral, foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos.

Onze partidos ultrapassaram a barreira de 3,25% necessária para conquistar lugares, o que, nesta eleição, exigiu 184.947 votos.

Dentro do bloco de Netanyahu, o partido Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo asquenaze) conquistou sete lugares, e o ultraortodoxo Shas, seis.

Entre os ultranacionalistas, o partido Poder Judeu, de Itamar Ben Gvir, obteve sete lugares, enquanto o Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, conquistou seis.

No bloco da oposição, aos 21 lugares do Yashar! juntam-se os 12 do partido Juntos, formado pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, os oito do partido Os Democratas, de Yair Golan, e os sete do Israel Beitenu, de Avigdor Líberman.

Entre os partidos árabes, que não integram nenhum dos dois blocos, a Lista Conjunta, de orientação de esquerda, obteve onze lugares, e o partido islamista Raam, de Mansur Abás, oito.

Faltam a Netanyahu oito lugares para a maioria absoluta, e ao bloco de Eisenkot, treze, o que significa que nenhum dos dois conseguiria governar sem o apoio dos partidos árabes ou dos deputados do bloco oposto.

GUINÉ-BISSAU: A Câmara Municipal de Bissau deu aos comerciantes um prazo de sete dias para colocarem caixotes do lixo nos seus estabelecimentos comerciais e manterem os respetivos espaços limpos. O incumprimento destas medidas será punido com multas.

Radio TV Bantaba

Retire este item da sua casa e aumente sua expectativa de vida: o conselho de um cardiologista que viveu até os 92 anos... Um hábito comum dentro de casa pode estar silenciosamente prejudicando seu coração.

Imagem: Reprodução  Por Rafael Ólika  Cura pela Natureza  30/10/2026

Evguêni Cházov foi um dos mais respeitados cardiologistas do século XX. Médico soviético, referência mundial na área do coração, ele chegou aos 92 anos de idade com lucidez, energia e sem doenças graves.

Ao contrário do que muitos imaginam, sua longevidade não esteve ligada a modismos, dietas extremas ou rotinas complexas, mas a escolhas simples e profundas sobre como viver.

Ao longo da carreira, Cházov examinou milhares de corações. Com o tempo, percebeu que cuidar do órgão não dependia apenas de remédios ou exames, mas também da forma como lidamos com emoções, pensamentos e o ambiente ao nosso redor.

Para ele, saúde estava diretamente ligada à serenidade, ao perdão, à honestidade interior e ao sentido da vida.

O que você deveria tirar da sua casa?

A resposta surpreende muita gente: a televisão. Segundo Cházov, os maiores inimigos do coração não são apenas a gordura, o açúcar ou a falta de exercício, mas o estresse constante.

E uma das principais fontes desse desgaste diário é o excesso de exposição a notícias negativas, conflitos e conteúdos que alimentam medo, ansiedade e tensão emocional.

Ele costumava dizer que a televisão, quando consumida sem critério, funciona como um veneno silencioso.

Aos poucos, ela contamina o humor, gera inquietação e favorece estados de tristeza prolongada — sentimentos que, segundo ele, comprometem o coração mais rapidamente do que muitas doenças físicas.

Cházov observava que grande parte de seus pacientes sofria menos por problemas médicos reais e mais pela sobrecarga emocional e pela falta de propósito.

O consumo exagerado de conteúdos tóxicos acabava levando a uma espécie de abatimento silencioso, capaz de enfraquecer a saúde cardiovascular.

Ensinamentos para proteger o coração

Pratique o perdão. Ao longo da vida, Cházov enfrentou traições de colegas e antigos alunos. Mesmo assim, escolheu não guardar rancor. Para ele, liberar mágoas foi essencial para preservar a saúde e a paz interior.

Tenha um propósito. Não é preciso conquistar grandes feitos. O que sustenta o corpo e a mente, segundo ele, é ter um motivo para acordar todos os dias, mesmo que seja simples.

Evite acumular emoções negativas. O estresse que não é reconhecido nem expressado é o mais perigoso. Identificá-lo e encontrar formas de aliviar a tensão é fundamental.

Alimente-se com equilíbrio, sem culpa. Cházov não seguia dietas rígidas. Consumía chá com açúcar, pão e alguns embutidos, mas evitava exageros, gorduras excessivas, manteiga e alimentos defumados. Para ele, moderação era mais importante do que restrição extrema.

Afaste-se do que drena sua energia. Isso inclui não apenas a televisão, mas também pessoas, hábitos e ambientes que geram desgaste emocional. A tranquilidade, segundo ele, é um remédio poderoso — e gratuito.

Proteja o sistema nervoso. Cházov acreditava que muitas pessoas vivem em um estado constante de desânimo ou depressão leve. Cultivar pensamentos positivos e fortalecer a mente seria uma das chaves para prevenir doenças cardíacas.

Recomendações para uma vida mais longa e saudável

  • Diminua ao máximo o tempo diante da televisão, especialmente programas sensacionalistas e carregados de más notícias.
  • Reserve momentos para atividades que tragam prazer, como caminhar, conversar, ler ou simplesmente ficar em silêncio.
  • Transforme sua casa em um ambiente mais calmo, com menos telas e mais espaço para descanso e diálogo.
  • Aprenda a dizer não ao que lhe faz mal, sem culpa ou justificativas excessivas.
  • Escolha perdoar, mesmo quando parece difícil. O perdão não muda o outro, mas alivia quem o pratica.
  • Não persiga a perfeição. Busque significado. Uma vida com sentido vale mais do que uma vida baseada apenas em aparência.

Lembre-se: o coração não serve apenas para bombear sangue. Ele também carrega emoções, experiências e memórias. Vale a pena escutá-lo.

As reflexões de Cházov não são fórmulas médicas, mas carregam uma verdade humana profunda.

Às vezes, melhorar a vida começa com um gesto simples: desligar a televisão… e voltar a se conectar consigo mesmo.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social informa os funcionários públicos da Administração Pública central e local, dos Institutos públicos e das empresas públicas, de que nos termos do disposto no Artigo 2.º do Decreto n.º 1/2023, de 18 de Janeiro, que estabelece a dispensa de serviço, segunda-feira, dia 2 de novembro será observando tolerância de ponto.



Rússia abateu número mais elevado de drones numa noite... As autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

Foto: Vyacheslav Madiyevskyy - Reuters  Por  RTP /Lusa  

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

O presidente da Câmara da capital, Sergei Sobianin, detalhou que foram lançados 613 drones contra esta região, confirmando o abate de 231 nos arredores da cidade.

O Ministério russo reportou também novos ataques com drones contra infraestruturas portuárias e embarcações na Ucrânia, incluindo um ataque contra um navio "de dupla utilização que transportava uma carga militar para as Forças Armadas".

A Força Aérea ucraniana informou que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de ter anexado a península da Crimeia em 2014.


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O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kyiv para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica...

ESPANHA: Acidente "inverosímil" e ordem "inexplicável". O que se passou em Espanha... Dois comboios de alta velocidade colidiram em Toledo, Espanha, na quarta-feira, causando pelo menos 68 mortos, num acidente que o governo descreveu como "verdadeiramente inverosímil". Um dos comboios recebeu uma ordem "inexplicável" para avançar. O que já se sabe?

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto com Lusa   29/10/2026 

Dois comboios de passageiros - um da Renfe e outro da Iryo -  colidiram, na quarta-feira, dia 28 de outubro, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, pouco antes das 9h00 locais (8h00 em Lisboa). O acidente envolveu duas composições de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul. O governo espanhol descreveu o acidente como "verdadeiramente inverosímil", ocorrido após uma ter sido dada uma ordem "inexplicável".

O número de mortos, que ultrapassa já as seis dezenas (68), poderá ainda subir à medida que continuam os trabalhos de resgate e salvamento. A bordo dos dois comboios seguiam 544 pessoas.

A ex-ministra do Trabalho, Fátima Báñez, é uma das vítimas mortais, noticiou o ABC. A ex-governante, de 59 anos, atual presidente da Fundação CEOE, seguia numa viagem para Sevilha onde iria participar na cerimónia do Dia da Empresa da CEA. Um agente da Guardia Civil está também entre os mortos já confirmados.

A colisão entre os dois comboios de alta velocidade aconteceu um dia antes da greve de maquinistas da Renfe, que estava marcada para esta quinta-feira. Tratava-se, aliás, de um protesto contra a falta de segurança.

Comboio recebeu ordem "inexplicável"

O acidente ferroviário de ontem em Espanha é "verdadeiramente inverosímil" e deu-se após um dos comboios ter recebido uma ordem "inexplicável" para avançar quando havia um sinal vermelho e outras composições paradas na mesma linha, segundo o governo.

De acordo com o ministro dos Transportes de Espanha, Oscar Puente, houve, por volta das 08h30 locais (07h30 em Lisboa), uma falha no sistema automático de segurança, por causa de falhas nas redes de comunicação, o que obrigou a parar de forma automática todos os comboios que circulavam num troço de 63 quilómetros.

Devido à falha informática, o controlo da circulação passou a ser assumida por um centro de controlo que funciona em Madrid.

Foi então que, às 08h36, um dos comboios (um AVE, da empresa pública Renfe) recebeu uma ordem ou foi autorizado a "retomar a marcha com normalidade" e chocou com um outro comboio, da empresa privada Iryo, que continuava parado à entrada da estação de Urda, segundo Puente revelou ontem numa conferência de imprensa em Madrid.

Nesse momento, segundo todos os protocolos, o comboio AVE, como os restantes que estavam nesse troço de 63 quilómetros, "tinha obrigatoriamente de estar parado e não podia retomar a marcha", havendo, além disso, outro comboio na mesma via e um sinal vermelho que o deveria impedir de avançar, afirmou.

O comboio da Renfe percorreu ainda 25 quilómetros, em 15 a 17 minutos, antes de chocar com o Iryo, num tramo de via em que estas composições podem alcançar os 200 quilómetros por hora, acrescentou.

"Um acidente por alcance na rede ferroviária espanhola é verdadeiramente inverosímil" e a indicação dada pelo centro de controlo é "inexplicável", considerou o ministro.

Revelados três áudios sobre tragédia: "Viagem normal"?

Três gravações de áudio foram também reveladas na quarta-feira após a colisão - e mostram as falhas que terão sido cometidas e que culminaram no fatídico acidente.

Duas das gravações mostram conversas entre o maquinista do comboio da Iryo e a central de controlo. A outra é a ordem dada para a composição da Renfe seguir viagem.

Segundo o El País, o controlador ordenou ao comboio da Renfe, o AVE, que estava 25 quilómetros atrás do comboio da Iryo, para que retomasse a "viagem normal" e não estipulou o que dita o protocolo, que é um limite de velocidade de 40 km/h.

A par disto, o controlador deu a ordem sem verificar se havia algum comboio a obstruir a via.

Ora, o maquinista do comboio da Iryo também recebeu a mesma ordem. No entanto, sete minutos depois liga ao centro de controlo e afirma ainda estar parado porque não consegue reiniciar o comboio através do sistema LZB. 

O comboio AVE, que vinha atrás, não foi informado de que um comboio estava parado e que deveria travar.

Três dias de luto. "Se houve negligência, será conhecida"

Na sequência do acidente, o governo espanhol decretou três dias de luto. De acordo com a RTVE, esta medida foi sugestão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, "em sinal de luto pelas vítimas". Começam esta quinta-feira às 00h00 locais e terminam no dia 31 de outubro às 24h00 locais.

Pedro Sánchez garantiu ainda que as autoridades irão "até ao fim" para descobrir as causas do acidente ferroviário: "Se houve negligência, será conhecida".

Já a juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário em Urda proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para "preservar as evidências, provas e indícios".

O acidente ferroviário de quarta-feira é ainda mais grave do que o ocorrido em Adamuz, no início deste ano. A 18 de janeiro, recorde-se, outro incidente envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.

O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Renfe que tinham descarrilado poucos segundos antes. No acidente morreram 46 pessoas e cerca de 120 ficaram feridas.


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A Guarda Civil espanhola registou 64 casos de familiares desaparecidos após o acidente ferroviário em Urda, Toledo, que resultou em pelo menos 68 mortos. O acidente ocorreu na quarta-feira, quando um comboio de alta velocidade embateu em outro na linha entre Madrid e Sevilha...

Afinal, os cometas podem não ter sido responsáveis pelo aparecimento da vida na Terra... Investigadores da Universidade de Cambridge consideram altamente improvável que os cometas tenham transportado moléculas essenciais para o aparecimento da vida no planeta.

Por  SIC Notícias /Lusa  29/10/2026 

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Cambridge, desafia a teoria de que os cometas foram responsáveis pela vida na Terra, sustentando que a chegada dos elementos essenciais pode ter sido um acaso isolado, quase impossível.

Através de modelos computacionais avançados, os investigadores indicaram que estes corpos celestes viajavam (há cerca de 4 mil milhões de anos) a uma velocidade excessiva e com um ângulo muito inclinado em relação à atmosfera e que, por isso, as frágeis moléculas orgânicas se teriam vaporizado no momento do impacto.

Os resultados deste trabalho foram publicados na quarta-feira na revista Scientific Reports, noticiou a agência Efe.

Os cientistas salientaram que a hipotética chegada de componentes essenciais, como o cianeto de hidrogénio, terá sido, na melhor das hipóteses, um acaso extremamente isolado e quase impossível.

E sugerem uma alternativa: os precursores químicos da vida poderão ter surgido através de processos internos da Terra ou através do impacto constante de asteroides.

Historicamente, os cientistas defendiam que os cometas foram importantes para a origem da vida na Terra, pois transportavam moléculas contendo carbono e azoto, elementos essenciais para a vida. No entanto, os autores deste estudo levantam agora várias dúvidas.

“É uma ideia algo romântica, mas os nossos resultados sugerem que é muito improvável”, realçou o investigador principal, Richard Anslow, do Instituto de Astronomia de Cambridge, num resumo divulgado pela universidade.

Cianeto de hidrogénio no centro da investigação

Para realizar o estudo, os investigadores utilizaram avanços recentes em simulações de impactos de cometas, interações entre cometas e a atmosfera, bem como modelos dinâmicos sobre a origem e evolução destes corpos celestes.

A conclusão é que, embora não se possa descartar totalmente a chegada bem-sucedida de moléculas prebióticas, tal seria extremamente improvável.

Os investigadores concentraram o seu trabalho no cianeto de hidrogénio (HCN), uma importante molécula prebiótica comummente encontrada nos cometas do Sistema Solar.

As suas simulações demonstraram que, mesmo na rara hipótese de as moléculas sobreviverem ao impacto com a Terra, a ocorrência de impactos que resultassem numa concentração útil seria extremamente improvável.

Asteroides e processos terrestres como alternativas

De onde terão, então, surgido as sementes moleculares da vida na Terra? Os investigadores apontam várias possibilidades, entre as quais a síntese destas moléculas após o impacto de asteroides, que colidem com a Terra com muito mais frequência do que os cometas, ou a formação de precursores químicos a partir de processos ocorridos na própria Terra, sem qualquer interferência externa.

Os investigadores acreditam que os seus resultados podem ser úteis na procura de vida noutros sistemas, especialmente quando entrarem em funcionamento os sucessores do Telescópio Espacial James Webb (JWST), como o proposto “Observatório de Mundos Habitáveis”.

CPLP planeia missão à Guiné-Bissau em dezembro... O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

© SAI AUNG MAIN/AFP via Getty Images  Por  LUSA  29/10/2026 

O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que assume a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que uma missão de bons ofícios da organização deve deslocar-se à Guiné-Bissau em dezembro.

"Em princípio, estamos a considerar a possibilidade da missão de bons ofícios se realizar na segunda semana de dezembro", disse à Lusa o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Bendito Freitas, à margem da sessão inaugural do terceiro fórum empresarial entre Timor-Leste e a Austrália.

"Os Estados-membros, através das suas missões permanentes em Lisboa, estabeleceram contactos por intermédio do embaixador da Guiné-Bissau. A comunicação transmitida pelo nosso embaixador na missão permanente às autoridades de alto nível da Guiné-Bissau indicava que estas concordavam com a realização da missão entre 03 e 05 de novembro. Esta posição foi também confirmada pelo próprio primeiro-ministro da Guiné-Bissau", revelou Bendito Freitas.

A missão estava inicialmente prevista para a próxima semana, mas, explicou o chefe da diplomacia timorense, foi proposto o seu adiamento para dezembro devido a questões de agenda de Timor-Leste.

Timor-Leste tem, em novembro, a cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o debate do Orçamento Geral do Estado.

"Não podemos agir de forma precipitada perante uma questão política tão complexa e sensível. Precisamos de tempo", justificou ainda Bendito Freitas, sublinhando que a data adequada está a ser discutida.

Bendito Freitas, que preside ao Conselho de Ministros da CPLP, agradeceu também ao primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau por autorizar a realização da missão.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Quando a Guiné-Bissau foi suspensa, Bissau detinha a presidência do bloco lusófono e foi substituída, temporariamente, por Díli.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.


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A CPLP reforçou a sua presença na Guiné-Bissau com uma missão de diálogo, que visa reativar o processo político no país.

Olíder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje que a ida de uma missão da CPLP à Guiné-Bissau representa que a comunidade internacional voltou a colocar a situação do país na sua agenda.

"Penso que todos nós estamos a dar conta de um novo folego da comunidade internacional em relação à situação da Guiné. Colocando de outra forma, houve um período em que pareceu que a comunidade internacional tinha abandonado o assunto da Guiné e agora volta à sua agenda. É sempre bom, porque nunca é tarde para se tentar alguma influência positiva", disse o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)...