Por RSM 05-06-2026
A Guiné-Bissau vai beneficiar de um financiamento de 10 milhões de dólares norte-americanos para reforçar a resiliência das zonas costeiras e urbanas face aos impactos das alterações climáticas.
O apoio foi aprovado pelo Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF), gerido pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF).
De acordo com uma nota consultada pela Rádio Sol Mansi e datada de 4 de junho, o investimento será aplicado através do projeto “Futuros Resilientes: Proteger as Zonas Costeiras e Urbanas da Guiné-Bissau contra os Riscos Climáticos”, uma iniciativa com duração de sete (7) anos destinada a fortalecer a capacidade de adaptação das comunidades vulneráveis em diferentes regiões do país.
As autoridades nacionais e os parceiros internacionais alertam que as zonas costeiras da Guiné-Bissau estão entre as mais vulneráveis da África Ocidental. A subida do nível do mar, as inundações, a erosão costeira e a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos constituem ameaças crescentes para habitações, infraestruturas, ecossistemas e meios de subsistência das populações.
A situação é agravada pela degradação dos mangais e das florestas costeiras, ecossistemas que desempenham um papel fundamental na proteção natural contra tempestades, inundações e erosão.
O projeto segundo a mesma nota, terá incidência nas áreas urbanas e periurbanas de Bissau, bem como na ilha de Bubaque e em Varela, regiões particularmente expostas às inundações costeiras, à erosão, à intrusão salina e a outros riscos associados às alterações climáticas.
A iniciativa prevê o reforço de infraestruturas resilientes, a restauração dos ecossistemas costeiros, a melhoria dos mecanismos de preparação e resposta a catástrofes e o apoio direto às comunidades para o desenvolvimento de meios de subsistência adaptados às novas condições climáticas.
Um dos aspetos centrais do programa é a promoção da participação das mulheres nos processos de tomada de decisão e o fortalecimento do seu acesso a oportunidades económicas resilientes ao clima. Segundo os promotores, as mulheres são frequentemente afetadas de forma desproporcional pelos impactos das alterações climáticas devido ao acesso desigual a recursos, terras e oportunidades de rendimento.
O projeto será implementado pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática, com apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e pretende estabelecer um modelo de desenvolvimento costeiro resiliente, inclusivo e centrado nas pessoas, capaz de responder aos crescentes desafios climáticos enfrentados pelo país.




















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