domingo, 22 de fevereiro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Homem morto a tiro após tentar entrar na casa de Trump em Mar-a-Lago... Um homem foi morto pelo Serviços Secretos norte-americano depois de ter entrado no perímetro de segurança da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago. O incidente ocorreu durante a madrugada (início da manhã em Portugal). O presidente norte-americano está em Washington DC.

© Kevin Dietsch/Getty Images   noticiasaominuto.com 22/02/2026

Os Serviços Secretos dos Estados Unidos informaram, este domingo, que mataram um homem que tentou entrar na residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Florida.  

"No dia 22 de fevereiro, pelas 01h30 locais (06h30, em Lisboa), um homem na casa dos 20 anos foi morto a tiro pelos agentes dos Serviços Secretos e um delegado do gabinete do Xerife do condado de Palm Beach depois de ter entrado sem autorização no perímetro de segurança de Mar-a-Lago", pode ler-se num comunicado dos Serviços Secretos.

A mesma nota refere que a identidade do homem não será divulgada enquanto a sua família não for notificada, adiantando também que houve uma troca de tiros entre os agentes e o suspeito.

"O indivíduo foi visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago e parecia estar armado com uma caçadeira e um bidão de combustível", indica.

O presidente norte-americano não estava em Mar-a-Lago no momento do incidente, uma vez que se encontra na Casa Branca, em Washington DC.

"O incidente, incluindo o histórico do suspeito, as suas ações, possível motivação e uso de força, está a ser investigado pelo FBI, pelos Serviços Secretos e pelo gabinete do Xerife do condado de Palm Beach", salienta o comunicado.

Os agentes dos Serviços Secretos que estiveram envolvidos no tiroteio irão ficar de licença "enquanto aguardam o resultado da investigação", um procedimento habitual neste tipo de casos.

De recordar que Donald Trump sofreu já duas tentativas de assassinato. Em 2024, o republicano foi alvo de um atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia. Na altura, a bala atingiu Trump de raspão e o atirador foi morto.

No mesmo ano, um homem armado entrou no clube de golfe de Donald Trump, tendo sido encontrado escondido entre os arbustos. O suspeito, Ryan Routh, foi condenado a prisão perpétua após ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato.


O homem foi considerado culpado de cinco crimes, incluindo a tentativa de matar um candidato presidencial, e condenado a prisão perpétua. Ryan Routh montou um posto de atirador junto do campo de golfe do atual presidente norte-americano, tendo sido impedido por um agente dos Serviços Secretos.


Exército do Mali anuncia "neutralização" de cerca de 50 "terroristas"... O Exército do Mali anunciou a "neutralização" de aproximadamente 50 "terroristas" na região de Bougouni, no sudoeste do país, perto das fronteiras com a Guiné e a Costa do Marfim.

© AMAURY FALT-BROWN/AFP via Getty Images   Por LUSA  22/02/2026

As Forças Armadas do Mali "realizaram com sucesso ataques direcionados contra um grupo terrorista armado", resultando na "neutralização" de aproximadamente 50 indivíduos e na destruição das suas armas, informou o Estado-Maior do Exército em comunicado.

O confronto ocorreu no sábado numa zona da região de Bougouni, a cerca de 180 quilómetros a sul da capital, Bamaco. As autoridades não forneceram mais detalhes sobre o incidente.

Este anúncio surge pouco depois de o Exército ter noticiado a "neutralização" de aproximadamente 20 "terroristas" em explosões levadas a cabo em Ségou, a nordeste de Bamaco, numa operação de proteção de um comboio das Forças Armadas.

Governado por uma junta militar desde 2020, o Mali continua mergulhado numa profunda crise de segurança devido à atividade de grupos de extremistas ligados tanto ao autoproclamado Estado Islâmico (ISIS) como à Al-Qaida, responsáveis por frequentes ataques contra as Forças Armadas e a população civil.


Leia Também: UE declara Guarda Revolucionária do Irão organização terrorista

A União Europeia (UE) formalizou hoje a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na sua lista de terroristas, após a repressão de manifestações recentes no país que causou milhares de mortos e um acordo político dos Estados-membros.

Ucrânia, um país que sangra e descobre os seus podres mas não se rende... Condenada em muitas previsões à derrota desde os momentos iniciais da invasão russa, a Ucrânia resiste há quatro anos a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, mas também a sucessivos escândalos de corrupção.

Por LUSA 

Apesar da fadiga de uma guerra que custou centenas de milhares de baixas aos dois lados do conflito e das pressões do Kremlin e da Casa Branca para Kyiv abdicar da região leste do Donbass, as sondagens indicam que a maioria dos ucranianos apoia a continuação da luta.

Eis alguns pontos essenciais sobre o impacto da guerra na Ucrânia:

Baixas militares

No início do mês, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky ,indicou que 55 mil militares do país morreram ao longo do conflito, mais 12 mil do que apontara um ano antes, adicionando "um grande número" de desaparecidos.

O registo oficial está bastante abaixo do estimado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que apontou entre 100 mil e 140 mil soldados mortos até ao fim de 2025.

Na estimativa do CSIS, as baixas totais da Ucrânia, entre mortos, feridos e desaparecidos, situa-se entre 500 mil e 600 mil, cerca de metade das perdas russas, incluindo 325 mil fatais.

Enquanto Zelensky evita a mobilização militar abaixo dos 25 anos, o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, reconheceu em janeiro que dois milhões de ucranianos estão a furtar-se ao recrutamento e 200 mil soldados são dados como potenciais desertores.

Vítimas civis

Nos últimos quatro anos, morreram pelo menos 15.172 civis ucranianos, dos quais 766 eram crianças, e 41.378 foram feridos, segundo dados da ONU.

As vítimas civis em 2025 aumentaram 31% face ao ano anterior e 70% em relação a 2023, refletindo os ataques diários de centenas de drones e mísseis de longo alcance.

Para a organização Action on Armed Violence, que analisou as vagas constantes de bombardeamentos, a subida de mortes civis resulta de "escolhas específicas de alvos em áreas povoadas ou ataques repetidos a infraestruturas urbanas".

Refugiados, deslocados e deportados 

O Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) regista mais de 3,6 milhões de deslocados na Ucrânia, a que se somam cerca de 5,3 milhões de refugiados na Europa e 550 mil no resto do mundo.

Para 2026, o ACNUR estima que 10,8 milhões de ucranianos, mais de um quarto da população estimada, precisarão de proteção e ajuda humanitária, dos quais 3,6 milhões são prioritários.

Noutro tema sensível para Kyiv, quase 20 mil crianças e menores foram separados das famílias nos territórios ocupados e deportados para a Rússia, segundo a organização ucraniana Bring Kids Back, tendo as autoridades de Kyiv registado a devolução de cerca de dois mil.

O rapto de menores levou à emissão em 2023 de mandados de captura do Tribunal Penal Internacional para o Presidente russo, Vladimir Putin, e para a comissária dos Direitos das Crianças russa, Maria Lvova-Belova.

"Terrorismo energético"

No mês de janeiro mais frio numa década, a Ucrânia foi alvejada por 4.442 drones e 135 mísseis, segundo o jornal The Kyiv Independent, que apresenta um gráfico do 'think tank' energético ucraniano Green Deal Ukraina (GDU), dando conta da perda de cerca de dois terços dos mais de 40 gigawatts de capacidade anterior à guerra, o que explica os atuais apagões em série.

Num quadro descrito como "terrorismo energético", o sistema "está à beira do colapso", de acordo com Vladyslav Mikhnych, diretor do Laboratório de Energia e Clima de Kyiv e consultor do GDU, citado pelo jornal, levando a níveis recorde de importações de eletricidade no mês passado.

Apoio ao esforço de guerra

A mais recente sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kyiv, realizada entre 23 e 29 de janeiro, mostrou que 65% dos inquiridos apoiam o esforço de guerra "o tempo que for necessário" e 52% opõem-se à cedência do Donbass em troca de garantias de segurança, contra 40% que a aceitariam.

No início da guerra, 82% recusavam entregar territórios à Rússia, mas as respostas atuais trazem o elemento novo das garantias de segurança, presumivelmente supervisionadas pelos Estados Unidos, que não existia em 2022.

Os dados indicam ainda que apenas 20% acreditam no fim do conflito nas próximas semanas e 90% apoiam ataques em solo russo, dos quais 80% defendem que devem visar outros alvos além dos militares.

Apoio externo 

O Presidente ucraniano confirmou na quarta-feira que o país recebeu cerca de 500 milhões de euros em apoio militar através de compras de armas aos Estados Unidos, no âmbito da Lista Prioritária da Ucrânia (PURL), lançada no verão pela NATO para suprir a interrupção quase total da ajuda direta de Washington.

Mas Zelensky alerta que as forças armadas precisarão de muito mais, acima de 12 mil milhões de euros, para serem eficientes na linha da frente em 2026 e "privar a Rússia do instrumento de pressão que o terror aéreo representa".

Segundo o Instituto Kiel, que monitoriza a ajuda pública a Kyiv, o apoio total em 2025 "manteve-se próximo dos anos anteriores", apesar do afastamento dos Estados Unidos, que eram o maior doador bilateral.

Em compensação, os países europeus aumentaram o auxílio financeiro e humanitário em 59% e o militar em 67%, donde se destaca uma grande subida de compras na indústria ucraniana, cuja quota já atinge os 22% do total.

O instituto alemão observa que a ajuda financeira e humanitária é agora dominada (89%) por entidades da UE, que em dezembro aprovou um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia nos próximos dois anos, em alternativa à utilização de ativos congelados russos, antes da preparação do 20.º pacote de sanções a Moscovo.

Escândalos e corrupção 

A recente detenção do ex-ministro German Galushchenko, quando tentava fugir do país, é o episódio mais recente de uma série de escândalos desde a invasão russa.

O caso centra-se num sistema de subornos e branqueamento de capitais avaliado em cerca de 86 milhões de euros em contratos da energética estatal Energoatom, atingindo figuras próximas de Zelensky, incluindo o empresário Timur Mindich, suspeito de liderar esta rede, e o ex-chefe de gabinete Andriy Yermak, além de dois ministros, Galushchenko, ex-titular da Justiça e da Energia, e Svitlana Grynchuk, que lhe sucedeu nesta pasta.

A corrupção é considerada endémica na Ucrânia como parte da herança soviética e um fator essencial na integração na UE, tendo os recentes casos abalado a confiança nos altos servidores públicos, apesar das investigações judiciais e rápidos afastamentos dos visados

Nos últimos anos, foram divulgados outros escândalos, sobretudo na Defesa, por suspeitas acumuladas em aquisições militares e subornos nos centros de recrutamento, que levaram à saída do ex-ministro Oleksiy Reznikov, quatro vice-ministros, cinco governadores regionais e dois chefes de agências governamentais.

Eleições

Sob pressão da Casa Branca e Moscovo, o Presidente ucraniano tem repetido que aceita realizar eleições, mas condiciona a marcação a um cessar-fogo e às garantias de segurança.

Apesar da lei marcial em vigor, que lhe garante o prolongamento automático do mandato terminado em 2024, Zelensky pediu ao parlamento que avalie reformas para viabilizar uma votação, ainda que acredite que "ninguém na Ucrânia quer eleições durante uma guerra" e que os russos apenas o querem substituir.

Kyiv alega também que uma votação universal é prejudicada pela presença russa nas regiões ocupadas, a que se somam centenas de milhares de militares mobilizados para a frente de combate e ausência de milhões de deslocados e refugiados.

Dinamarca garante que Gronelândia não precisa de navio-hospital dos EUA... A Dinamarca afirmou hoje que a Gronelândia não precisa de uma iniciativa de saúde específica e que o acesso à saúde é universal, numa reação ao anúncio de envio de um navio-hospital norte-americano para território autónomo dinamarquês.

Por LUSA 

"A população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Groenlândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia", disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR

Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana afirmou estar "feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos".

"Onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno. A abordagem é a mesma na Groenlândia", escreveu a governante no Facebook.

Assim como na Dinamarca, o acesso à saúde é gratuito na Groenlândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses.

Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha ártica, sendo que o de Nuuk recebe pacientes de todo o território.

O governo da Groenlândia assinou um acordo com Copenhaga no início de fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.

No sábado, Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que enviaria "um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento", sem mencionar números ou especificar pormenores.

O Presidente norte-americano indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha ártica.

Ao ser contactado pela DR, Lund Poulsen afirmou que não tinha conhecimento da possível chegada de um navio-hospital à Groenlândia.

"Trump está constantemente a escrever sobre a Groenlândia (...). Portanto, esta é, sem dúvida, uma expressão do novo normal que se instalou na política internacional", declarou.

No sábado, o Comando do Ártico anunciou o resgate de um tripulante de um submarino norte-americano próximo à costa de Nuuk, capital da Groenlândia.

Japão introduz autorizações eletrónicas de viagem para 74 países... O Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil, informou hoje o Nikkei.

Por LUSA 

De acordo com um projeto de lei de reforma da imigração, consultado pelo jornal financeiro, o Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

O novo sistema deverá ser implementado no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O objetivo das autoridades japonesas é impedir a entrada de "estrangeiros indesejáveis" no país, declarou a primeira-ministra Sanae Takaichi, na sexta-feira, no primeiro discurso no parlamento após a recente vitória eleitoral.

Takaichi justificou a medida, denominada "JESTA", como uma forma de filtrar os estrangeiros que entram no país, que está a sentir um aumento do turismo, e "facilitar a entrada de visitantes que não representam um problema".

No discurso, a primeira mulher a liderar a nação asiática delineou também outras prioridades para as futuras políticas em relação aos estrangeiros, como a revisão das normas que regem a compra de terras.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

"Devemos ter em conta o facto de que as atividades ilegais e as violações das regras por parte de alguns estrangeiros criaram uma situação em que a população se sente desconfortável e injustiçada", disse Takaichi, na sexta-feira.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.

As eleições de 08 de fevereiro viram o movimento anti-imigração de direita Sanseito aumentar o número de assentos na câmara baixa do parlamento do Japão, passando de dois para 15.

Trump anunciou que vai enviar "grande navio-hospital" para a Gronelândia... O Presidente dos Estados Unidos (EUA) anunciou que vai enviar um navio-hospital para a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês que Donald Trump cobiça.

Por LUSA 

"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump.

"Está a caminho!!!", acrescentou o republicano, no sábado, na plataforma que detém, a Truth Social, sem especificar o número de doentes ou quem poderá beneficiar do navio-hospital.

A mensagem é acompanhada por uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostra o USNS Mercy, um navio de 272 metros de comprimentos, geralmente estacionado no sul da Califórnia, a navegar em direção a um horizonte de montanhas nevadas.

O presidente dos Estados Unidos não especificou se este é o navio que será de facto enviado para a Gronelândia.

Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.

O republicano tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico e ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.

No entanto, Donald Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O rei da Dinamarca, Frederic X, visitou esta semana a Gronelândia, onde, apesar do difícil passado colonial da Dinamarca, a monarquia goza há muito tempo de grande popularidade.

Poucas horas antes da mensagem de Trump, o exército dinamarquês anunciou a evacuação de um tripulante de um submarino norte-americano próximo de Nuuk, que "precisava de tratamento médico urgente", para o hospital da capital da Gronelândia.

Na sexta-feira, a Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica,

Os novos exercícios militares da NATO na Gronelândia vão estar sob a coordenação do Comando Conjunto Norfolk (JFC Norfolk) e fazem parte dos planos da Aliança Atlântica para o fortalecimento militar da região do Ártico. 

Paralelamente, as manobras incluem exercícios nacionais como o Arctic Endurance da Dinamarca e o Cold Response da Noruega, nos quais dezenas de milhares de militares operam com o objetivo de melhorar a coordenação das forças da NATO.

No âmbito do destacamento, um pelotão de Rangers da Força Aérea Sueca foi enviado para a Gronelândia para treinar durante duas semanas ao lado das Forças Armadas Dinamarquesas, com o fim de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado.

A Suécia contribui também com aviões de combate destacados para a missão de vigilância aérea da NATO na Islândia.


Leia Também: Gronelândia: Suécia e Dinamarca iniciaram manobras sob comando da NATO

A Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica.


Várias explosões ouvidas em Kyiv após alerta de mísseis balísticos... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Por LUSA 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kyiv devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 04h00 (02h00 em Lisboa).

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desde então, dezenas, senão centenas, de milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados, e milhões de refugiados fugiram da Ucrânia, onde vastas áreas do território foram devastadas pelos combates.

Também durante a madrugada, explosões mataram uma agente da polícia e feriram pelo menos outras 15 pessoas em Lviv, no noroeste da Ucrânia, disse o autarca local, que denunciou um "ato terrorista".

De acordo com as autoridades regionais, a polícia foi chamada por volta das 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa) para atender a uma ocorrência de invasão de uma loja no centro da cidade, perto da fronteira com a Polónia e longe da linha da frente.

Ouviu-se uma explosão quando uma patrulha chegou ao local, seguida de outra quando chegou uma segunda equipa, segundo a mesma fonte, que também confirmou a morte de uma agente da polícia de 23 anos.

"Este é claramente um ato terrorista", disse o autarca Andriy Sadovy num vídeo publicado nas redes sociais.

"Quinze pessoas estão a receber assistência médica, algumas em estado muito grave. Uma polícia morreu", lamentou.

As autoridades divulgaram imagens da fachada de um edifício com montras destruídas numa rua onde os passeios estão cobertos de neve.

A Rússia, que ocupa quase 20% do território ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, tendo recentemente desencadeado a pior crise energética do país desde o início da invasão.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos ganhar", disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à agência de notícias France-Presse, na sexta-feira.

Marchas de solidariedade com as crianças ucranianas realizam-se hoje em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa, a dois dias do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022.

Organizadas pela comunidade ucraniana em Portugal, as marchas pretendem assinalar os quatro anos da invasão russa da Ucrânia e chamar a atenção para o impacto da guerra nas crianças ucranianas, um dos grupos mais vulneráveis do conflito.

De acordo com a UNICEF, à entrada do quinto ano de guerra, um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, quase 2,6 milhões. Cerca de 1,8 milhões dessas crianças vivem como refugiadas fora do país e mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia.

Pelo menos 3.200 crianças morreram ou ficaram feridas durante os quatro anos de guerra.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

SOBE PARA 7 O NÚMERO DE MORTOS APÓS INCÊNDIO DEVASTADOR EM BAFATÁ

Por RSM 21.02.2026

Subiu para sete (7) o número de mortos resultantes do incêndio devastador que atingiu 171 pessoas na cidade de Bafatá leste da Guiné-Bissau.

A confirmação foi feita este sábado, 21 de fevereiro,  por uma fonte ligada ao Hospital Nacional Simão Mendes, que informou o registo de mais duas vítimas mortais nas últimas horas.

De acordo com as autoridades de saúde, várias vítimas continuam internadas em estado crítico, o que mantém a população em alerta e apreensão quanto à possível evolução do número de óbitos.

A Polícia Judiciária anunciou a detenção do proprietário da bomba improvisada que terá provocado o incêndio. 

Segundo as primeiras informações, o artefacto terá estado na origem da explosão que desencadeou o fogo de grandes proporções.

As autoridades garantem que as investigações prosseguem para apurar responsabilidades criminais e eventuais cúmplices.

O caso continua a gerar forte comoção em toda a sociedade guineense. Autoridades governamentais, organizações civis e cidadãos manifestam solidariedade às famílias das vítimas, ao mesmo tempo que exigem medidas rigorosas para evitar tragédias semelhantes no futuro.

A cidade de Bafatá permanece sob forte impacto emocional, enquanto decorrem investigações e esforços médicos para salvar os feridos.

Mais atualizações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

PJ ABRE INQUÉRITO E DETÉM RESPONSÁVEL POR BOMBA DE COMBUSTÍVEL NA SEQUÊNCIA DO INCÊNDIO EM BAFATÁ.

A Polícia Judiciária (PJ) informa a opinião pública que, na sequência do incêndio ocorrido numa bomba de combustível na cidade de Bafatá — incidente que resultou na morte de uma pessoa e em ferimentos graves de mais de uma centena de cidadãos — foi imediatamente instaurado o competente inquérito criminal, com vista ao apuramento rigoroso dos factos, das suas causas e das eventuais responsabilidades.

No âmbito das diligências investigativas já realizadas, uma equipa integrada por agentes de investigação criminal e peritos da PJ deslocou-se a Bafatá, onde procedeu a recolha de vestígios, levantamento técnico no local, obtenção de elementos probatórios e audição de intervenientes relevantes para a investigação.

Como resultado das diligências em curso, a PJ procedeu à detenção do proprietário da empresa, o qual foi transferido para o Centro de Detenção da Polícia Judiciária, em Bissau, ficando à disposição das autoridades competentes, nos termos da lei.

A Polícia Judiciária esclarece que as investigações prosseguem, mantendo-se em curso o trabalho técnico-pericial destinado a identificar a origem e a causa do incêndio, bem como a determinar a eventual responsabilidade de outros autores, a título de participação, coautoria ou omissão relevante.

Informa-se, ainda, que na próxima semana serão ouvidos em Bissau altos responsáveis da administração do setor, representantes da Delegacia Regional da Energia e demais entidades competentes, no quadro da recolha de informações e do aprofundamento da prova, visando o completo esclarecimento do sucedido.

A Polícia Judiciária reitera o seu compromisso com a legalidade, a verdade material e a responsabilização efetiva, assegurando que manterá a população informada dentro dos limites do segredo de justiça e da salvaguarda da investigação.

Polícia Judiciária da Guiné-Bissau

Direção Nacional – Bissau

Sobe para 230 total de mortos na época das chuvas em Moçambique... O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 230, com registo de quase de 863,5 mil pessoas afetadas, desde outubro, indicou hoje o instituto de gestão de desastres.

Por LUSA 

De acordo com informação atualizada da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), foram afetadas 863.433 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.702 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 321 feridos.

Este balanço contabiliza mais dois mortos face à atualização de quinta-feira.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Acrescenta-se que um total de 15.254 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.121 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 82 locais de culto e 679 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 41 ainda estão ativos, com pelo menos 33.905 pessoas.

Zelensky garante que a Ucrânia não está a perder a guerra... Em entrevista à AFP, o chefe de Estado ucraniano afirmou que está em curso uma nova contra-ofensiva e que já foram libertados 300 quilómetros de território sob ocupação russa.

Por Sicnoticias 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garante que a Ucrânia não está a perder a guerra. A declaração surge numa altura em que se aproxima uma nova ronda de negociações e em que a Europa se prepara militarmente para um eventual escalar do conflito.

A guerra moderna no velho continente, que se previa durar apenas alguns dias, completa este domingo quatro anos. O número expressivo poderá ter levado Zelensky a reforçar a ideia de que a Ucrânia mantém a sua posição no terreno.

Em entrevista à AFP, o chefe de Estado ucraniano afirmou que está em curso uma nova contra-ofensiva e que já foram libertados 300 quilómetros de território sob ocupação russa.

Apesar de as tropas ucranianas continuarem a responder à altura do conflito armado, a Ucrânia é hoje um país irreconhecível, onde a alegria das ruas foi arrancada à força.

As imagens mostram Pokrovsk, onde parte da cidade já foi tomada pelas forças russas, enquanto os confrontos prosseguem entre os escombros.

Em Odessa, as autoridades tentam agora minimizar os danos provocados pelos ataques da última noite. Casas e infraestruturas energéticas ficaram destruídas, deixando 99 mil pessoas sem eletricidade.

Kiev e Moscovo preparam-se para uma nova ronda de negociações para a paz, que deverá decorrer nos próximos dias em Genebra.

"Putin não vai terminar esta guerra até que os custos sejam superiores aos benefícios. E é esse o ponto a que temos de chegar", garante Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia.

A Europa tem vindo a reforçar a sua preparação, com exercícios militares em curso em vários países e envolvendo milhares de militares. A chefe da diplomacia europeia acredita ainda que o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia deverá ser aprovado na segunda-feira.

Ucrânia ataca fábrica de mísseis balísticos russa... As Forças Armadas ucranianas anunciaram hoje que atacaram uma fábrica russa de produção de mísseis balísticos hipersónicos Oréshnik na região de Udmurtia.

Por LUSA 

"Algumas unidades das Forças de Mísseis e da artilharia das Forças Armadas da Ucrânia atacaram utilizando mísseis de cruzeiro FP-5 'Flamingo'. A empresa do complexo militar-industrial 'Planta Votkinsk', na cidade de Votkinsk [República da Udmúrtia] foi atingida" esta madrugada, detalhou o Exército ucraniano nas redes sociais.

A região de Udmurtia fica a cerca de mil quilómetros a leste de Moscovo e a cerca de 1.500 da fronteira com a Ucrânia.

"Foi detetado um incêndio no território da fábrica. Os resultados estão a ser esclarecidos", acrescentou o exército.

Além deste ataque, na noite passada também foi atacada a fábrica de processamento de gás de Neftegorsk, na região russa de Samara, que, entre outras funções, abastece o exército russo, indicou na mesma mensagem.

De acordo com as autoridades russas, 11 pessoas ficaram feridas no ataque à fábrica de Votkinsk, das quais três foram hospitalizadas.

O canal de Telegram Astra, que tinha reportado inicialmente os ataques ucranianos, citando testemunhas oculares e residentes da zona, afirmou que o ataque causou danos em duas das oficinas da fábrica.

Na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que a Ucrânia não está a perder a guerra contra a Rússia, embora reconheça que o desfecho do conflito permanece incerto e com um custo elevado.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, sinceramente, não estamos certamente. A questão é se vamos ganhar, essa é a questão, mas uma questão que tem um preço muito elevado", declarou Zelensky numa entrevista à agência de notícias France-Presse, a poucos dias do quarto aniversário do início da invasão russa.

O chefe de Estado indicou ainda que as forças ucranianas recuperaram recentemente cerca de 300 quilómetros quadrados no sul do país, no âmbito de uma contraofensiva em curso, informação que a AFP não conseguiu confirmar de forma independente.

A guerra, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, constitui o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As negociações diretas entre Kyiv e Moscovo, mediadas pelos Estados Unidos, continuam bloqueadas pela exigência russa de que a Ucrânia se retire do Donbass, região industrial no leste do país atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.

Pelo menos 50 mortos em ataque a aldeia no noroeste da Nigéria... Pelo menos 50 pessoas morreram e um número ainda indeterminado foi sequestrado, na quinta-feira, num ataque de homens armados a uma aldeia no estado de Zamfara, noroeste da Nigéria, avançou hoje uma organização não-governamental local.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images   Por  LUSA  21/02/2026 

"Recebemos informações de que dezenas de bandidos atacaram a aldeia de Dutsin Dan Aniya na noite de quinta-feira e mataram pelo menos 50 residentes", disse à agência de notícias EFE o secretário da Coligação da Sociedade Civil de Zamfara (ZASCON), Attahiru Mohammed.

"Segundo os residentes, cerca de 100 bandidos que se deslocavam em motocicletas dispararam (...) contra as vítimas. Bloquearam todas as vias de entrada e saída enquanto realizavam os ataques, tornando quase impossível a fuga. Transformaram a aldeia num campo de extermínio", relatou.

De acordo com Attahiru Mohammed, o ataque, cujo motivo ainda não foi determinado, ocorreu durante a noite de quinta-feira, quando a maioria das vítimas --- mulheres e crianças --- foram assassinadas, enquanto um número indeterminado de pessoas foi sequestrado pelos "bandidos", que as mantiveram em cativeiro até às 02:00 hora local (01:00 em Lisboa), sem que as forças de segurança interviessem.

"Exortamos o Governo e as agências de segurança a agirem com determinação e a porem fim ao massacre imediatamente. Não podemos continuar à mercê de bandidos que atacam as nossas aldeias e comunidades à vontade", afirmou o secretário da ZASCON.

A EFE tentou contactar as autoridades policiais do estado de Zamfara, mas não obteve resposta.


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Pelo menos 33 pessoas foram mortas após militantes islâmicos lançarem ataques simultâneos num distrito no noroeste da Nigéria, de acordo com a polícia local, noticia hoje a agência norte-americana The Associated Press (AP).

Aeroporto da Florida vai ser renomeado em homenagem a Trump... A maioria parlamentar do Partido Republicano no estado norte-americano da Florida decidiu atribuir ao Aeroporto Internacional de Palm Beach o nome de Donald Trump, em homenagem ao Presidente, que ali tem uma residência privada.

© Samuel Corum/Getty Images  Por LUSA  21/02/2026 

O projeto de lei para renomear a infraestrutura "Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump" foi aprovado hoje pela Câmara dos Representantes e o Senado do estado da Florida (sudeste). 

O aeroporto, na cidade conhecida pelas suas praias de areia branca e luxuosas mansões, está localizado a poucos quilómetros da residência de Trump em Mar-a-Lago.

Espera-se que o governador republicano Ron DeSantis, antigo adversário de Trump, promulgue a lei, embora esta ainda necessite da aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA).

O aeroporto passará então a integrar a lista de edifícios e infraestruturas que têm o nome de Trump.

 Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte.

Mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

O Departamento do Tesouro confirmou ainda a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quis que o seu nome fosse dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relataram este mês que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes.  

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.


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A força aérea dos Estados Unidos (EUA) enviou caças militares para intercetar cinco aeronaves russas que sobrevoavam o espaço aéreo internacional na costa oeste do Alasca, mas garantiu que não foram vistas como uma provocação.

Sistema de saúde de Cuba perto do colapso devido ao bloqueio dos EUA... O ministro da Saúde de Cuba disse que o sistema de saúde do país está à beira do colapso devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) ao fornecimento de petróleo à ilha.

© Lusa   21/02/2026 

Numa entrevista à agência de notícias Associated Press, José Ángel Portal Miranda alertou as sanções dos EUA já não estão apenas a prejudicar a economia de Cuba, mas também a ameaçar a "segurança humana básica". 

"Não se pode prejudicar a economia de um Estado sem afetar os seus habitantes", disse o ministro. "Esta situação pode colocar vidas em risco", acrescentou, na sexta-feira.

Portal disse que cinco milhões de pessoas em Cuba que vivem com doenças crónicas poderão enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil doentes oncológicos e quimioterapia para outros 12.400.

Os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de doentes em estado crítico que necessitam de energia elétrica de reserva estão entre as áreas mais impactadas, afirmou o ministro.

Os tratamentos para doenças renais e os serviços de ambulância de emergência também foram adicionados à lista de serviços afetados, acrescentou Portal.

O sistema de saúde de Cuba segue um modelo universal e gratuito, oferecendo clínicas locais em quase todos os quarteirões e medicamentos subsidiados pelo Estado.

Mas também entrou em estado de crise nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia de covid-19. Milhares de médicos emigraram do país e a escassez de medicamentos obrigou muitos pacientes a comprá-los no mercado negro.

Portal admitiu que os problemas se agravem nas próximas semanas, embora tenha sublinhado que o Governo cubano tem tentado adaptar-se à nova realidade, instalando painéis solares nas clínicas e dando prioridade no atendimento a crianças e idosos.

As autoridades impuseram restrições a tecnologias que dependem mais de energia, como as tomografias computorizadas e os exames laboratoriais, obrigando os médicos a recorrer a métodos mais básicos para tratar os doentes, privando efetivamente muitos do acesso a cuidados de alta qualidade, lamentou o ministro.

"Estamos perante um cerco energético com implicações diretas para a vida dos cubanos, para a vida das famílias cubanas", disse Portal.

Desde janeiro que os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba, invocando a ameaça que a ilha, situada a apenas 150 quilómetros da costa do estado da Florida (sudeste), representa para a segurança nacional norte-americana.

A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais.

O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura do líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.

Coincidência astronómica: Quaresma, Ramadão e Ano Novo Lunar começam quase em simultâneo... Em 2026, três tradições com base no ciclo da Lua cruzam-se quase no mesmo momento: a Quaresma cristã, o Ramadão islâmico e o Ano Novo Lunar celebrado em vários países asiáticos.

Por  Catarina Solano de Almeida  sicnoticias.pt  21.02.2026

Numa rara coincidência, esta semana começaram quase ao mesmo tempo a Quaresma cristã, o Ramadão islâmico e o Ano Novo Lunar, celebrado em vários países asiáticos.

A coincidência das datas destas celebrações este ano não resulta de um entendimento inter-religioso nem de uma decisão comum. É simplesmente o efeito da convergência de três formas diferentes de medir o tempo, todas elas baseadas, de algum modo, na observação da Lua.

A explicação está nos diferentes calendários utilizados por cada tradição e na forma como estes se relacionam com os ciclos da Lua.

Quaresma: depende da data da Páscoa

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas, 40 dias antes da Páscoa (não contabilizando os domingos), que este ano calha a 18 de fevereiro.

Uma mulher recebe uma cruz de cinzas na testa após a missa da Quarta-feira de Cinzas, na Igreja de Baclaran, em Paranaque, região metropolitana de Manila, FilipinasLISA MARIE DAVID / REUTERS

A data da Páscoa é determinada segundo uma regra fixada nos primeiros concílios da Igreja: celebra-se no domingo seguinte à primeira lua cheia após o equinócio da primavera (fixado convencionalmente a 21 de março). Este cálculo é feito com base no calendário gregoriano e numa “lua eclesiástica”, que não coincide sempre exatamente com a lua astronómica.

Como a Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril, também a Quaresma oscila entre o início de fevereiro e o início de março.

Ramadão: um mês que recua todos os anos

O Ramadão é o nono mês do calendário islâmico, que é estritamente lunar. Cada ano tem cerca de 354 dias, menos 10 ou 11 do que o ano solar.

Por isso, o Ramadão “anda para trás” cerca de 10 dias por ano no calendário gregoriano. Ao fim de aproximadamente 33 anos, completa um ciclo e volta a coincidir com a mesma época do ano solar.

Fiéis palestinianos muçulmanos participam nas orações noturnas de ‘Tarawih’ do mês sagrado muçulmano do Ramadão, junto ao Domo da Rocha, no complexo de Al-Aqsa, conhecido pelos judeus como Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, a 17 de fevereiro de 2026.JAMAL AWAD / REUTERS

O início do mês depende tradicionalmente do avistamento da lua crescente após a lua nova. Em alguns países, a decisão é tomada por autoridades religiosas nacionais; noutros, recorre-se a cálculos astronómicos. Por isso, o início pode variar um dia de país para país.

Em 2026, o Ramadão começou ao pôr do sol de 17 ou 18 de fevereiro, dependendo da observação lunar.

É esta diferença estrutural entre um calendário solar (gregoriano) e um calendário lunar (islâmico) que explica a coincidência aproximada entre Quarta-feira de Cinzas e início do Ramadão cerca de cada 33 anos.

Ano Novo Lunar: lua nova entre janeiro e fevereiro

O chamado Ano Novo Lunar, celebrado na China, na Coreia, no Vietname e noutras comunidades asiáticas, segue um calendário lunissolar. O novo ano começou na segunda lua nova após o solstício de inverno, o que o situa entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

Em 2026, a lua nova ocorreu a 17 de fevereiro, marcando o início do novo ano.

Coincidência não é excecional, mas é rara

A coincidência exata no mesmo dia entre Quarta-feira de Cinzas e início do Ramadão não é frequente, mas também não é excecional, resulta do ciclo de cerca de 33 anos do calendário islâmico.

Já a proximidade simultânea com o Ano Novo Lunar é menos comum, porque depende da combinação entre três calendários distintos: solar, lunar e lunissolar.

Três celebrações com raízes semelhantes

Apesar das diferenças religiosas e culturais, as três celebrações partilham uma dimensão de renovação, transição e reflexão.

Quaresma

Na tradição cristã, a Quaresma é um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, evocando os 40 dias que, segundo os Evangelhos, Jesus passou no deserto.

É marcada por práticas de jejum, penitência, oração e caridade. Muitos fiéis optam por abdicar de determinados hábitos ou alimentos. O período culmina na Semana Santa e na celebração da ressurreição de Cristo.

Ramadão

O Ramadão é um dos Cinco Pilares do Islão. Durante este mês, os muçulmanos adultos e saudáveis jejuam desde o amanhecer até ao pôr do sol, abstendo-se de comida, bebida e relações sexuais.

O dia começa com o suhoor, a refeição antes do nascer do sol, e termina com o iftar, a refeição de quebra do jejum, frequentemente partilhada em comunidade.

Para além do jejum, é um período de oração intensificada, leitura do Alcorão, caridade e autocontrolo espiritual. O mês termina com o Eid al-Fitr, uma das principais festas islâmicas.

Ano Novo Lunar

O Ano Novo Lunar marca o início de um novo ciclo no calendário tradicional chinês e noutras culturas do Leste Asiático.

As celebrações incluem reuniões familiares, ofertas de envelopes vermelhos com dinheiro, decoração com símbolos de prosperidade e rituais destinados a atrair boa sorte para o novo ano.

Cada ano está associado a um dos 12 animais do zodíaco chinês e a um dos cinco elementos, formando ciclos de 60 anos.


A chamada Semana Santa está constantemente a mudar. Este ano, excecionalmente, a data é assinalada ao mesmo tempo por Cristãos Católicos e Cristãos Ortodoxos. O que representa este dia, central no Cristianismo, e o que tem a ver com a Páscoa Judaica?


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Trump admite estar "a considerar" um ataque militar contra o Irão... O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu estar "a considerar" encetar um ataque militar contra o Irão, para pressionar o país a chegar a um acordo no que diz respeito ao seu programa nuclear.

© Reprodução Truth Social/ Donald Trump    Por  Notícias ao Minuto com Lusa  20/02/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu, esta sexta-feira, estar "a considerar" levar a cabo um ataque militar contra o Irão, por forma a pressionar o país a chegar a um acordo no que diz respeito ao seu programa nuclear.

"Creio que posso dizer que estou a considerar isso", disse Trump, no início de uma reunião com governadores na Casa Branca, citado pelo The New York Times.

Sublinhe-se que, na quinta-feira, o chefe de Estado deu um prazo de 10 dias para a situação no Irão "se esclarecer", advertindo que, caso contrário, poderiam ocorrer "coisas más".

"Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias", declarou, em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.

E alertou: "Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente."

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal, caso Teerão ataque Israel.

"Se os 'ayatollahs' cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar. […] Estamos preparados para qualquer cenário", disse Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.

Entretanto, o Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque e que considerará as bases dos Estados Unidos na região como alvos legítimos.

"Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU", escreveu o embaixador iraniano, numa carta enviada ao português.

O responsável acrescentou que, "nestas circunstâncias, todas as bases, infraestruturas e ativos norte-americanos na região constituem alvos legítimos".

Estas declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Recorde-se que os Estados Unidos e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira, na Suíça, sem uma aproximação entre os dois países.

Note-se ainda que a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.

UE pede estabilidade após tarifas de Trump consideradas ilegais... A Comissão Europeia disse hoje tomar nota da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, de que as tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, são ilegais, apelando à "estabilidade e da previsibilidade" das relações comerciais transatlânticas.

© Aaron Schwartz/Getty Images   Por  LUSA   20/02/2026 

"Tomamos nota da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos e estamos a analisá-la cuidadosamente. Continuamos em contacto próximo com a administração dos Estados Unidos, enquanto procuramos esclarecimentos sobre as medidas que pretendem tomar em resposta a esta decisão", reagiu o porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill.

Numa declaração enviada à imprensa europeia em Bruxelas, o responsável adiantou: "As empresas de ambos os lados do Atlântico dependem da estabilidade e da previsibilidade nas relações comerciais e, por isso, continuamos a defender tarifas baixas e a trabalhar no sentido de as reduzir".

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou hoje, por seis votos contra três, as tarifas globais impostas pelo Presidente Donald Trump ao abrigo de uma lei de poderes de emergência.

A decisão incide sobre as chamadas "tarifas recíprocas" aplicadas em abril de 2025 à maioria dos países, bem como sobre outras taxas decretadas com base numa lei de 1977 que permite ao Presidente regular importações em situação de emergência nacional.

A maioria dos juízes considerou que a lei não confere ao chefe do executivo autoridade para impor impostos sobre importações, competência que a Constituição atribui ao Congresso.

Os juízes conservadores Samuel Alito, Clarence Thomas e Brett Kavanaugh votaram vencidos.

O caso representa o primeiro grande dossiê da agenda de Trump a chegar diretamente ao Supremo Tribunal, que o Presidente ajudou a moldar com a nomeação de três magistrados conservadores durante o seu primeiro mandato.

Trump classificara o processo como um dos mais importantes da história dos Estados Unidos, advertindo que uma decisão contra si representaria um golpe económico para o país.

A oposição às tarifas ultrapassou divisões partidárias, incluindo críticas de grupos empresariais e libertários tradicionalmente alinhados com o Partido Republicano, enquanto sondagens indicam fraca popularidade das medidas entre o eleitorado.

A decisão surge após várias vitórias judiciais de curto prazo do governo de Donald Trump em matérias relacionadas com o alargamento do poder executivo, mas não impede o Presidente de recorrer a outras leis para impor tarifas, ainda que sujeitas a maiores restrições processuais.


Leia Também: Supremo Tribunal dos EUA anula tarifas impostas por Trump a nível global

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira, a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global. Os magistrados consideraram que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade, ao ter recorrido a uma lei reservada para situações de emergência nacional.

ENVIADO ESPECIAL DA UA AFIRMA HAVER ESPAÇO PARA MELHORAR A SITUAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

O Enviado Especial do Presidente da #União #Africana, #Patrice #Trovoada, fala à imprensa no âmbito da missão que realiza no país.

Com  JORNAL ODEMOCRATA  20/02/2026  
O Enviado Especial da União Africana (UA) para a Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, afirmou esta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, que existe espaço para melhorar a situação política e institucional do país.

Trovoada sublinhou que a União Africana, em coordenação com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), está a trabalhar no sentido de estabelecer um diálogo permanente com as autoridades militares e com todos os atores da vida política e social da Guiné-Bissau.

O ex-primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe destacou que esse diálogo deve assentar na criação de um clima de confiança e de contenção dos ânimos, envolvendo todas as partes, para que, no final do período de transição, sejam realizadas eleições livres, democráticas e participativas. Segundo ele, esse processo permitirá ao país retomar o curso normal da sua vida política e social, em benefício da população.

Patrice Trovoada falava durante uma conferência de imprensa realizada num dos hotéis da capital, Bissau, onde fez o balanço dos encontros mantidos com as autoridades nacionais e com a oposição guineense.

Assumiu publicamente que as duas organizações — União Africana e CEDEAO — não pretendem substituir os guineenses nesse processo, sublinhando que a Guiné-Bissau pertence aos guineenses.

Neste contexto, lembrou que a Guiné-Bissau, enquanto membro e signatária da Carta da União Africana, atualmente suspensa, deve continuar a ser acompanhada pela organização continental.

“Levo como primeira impressão a disponibilidade de todos os atores políticos, militares e da sociedade civil para contribuirmos para que a Guiné-Bissau regresse, o mais rapidamente possível, à normalidade constitucional e democrática, credível e aceitável para todos”, enfatizou.

Trovoada revelou aos jornalistas que foi recebido pelo Presidente da República de Transição, pelo Primeiro-Ministro, pelo Presidente do Conselho Nacional de Transição, pelo Procurador-Geral da República, pela Comissão Nacional de Eleições, pelo candidato às eleições presidenciais Fernando Dias da Costa e pelo vice-presidente do PAIGC, Geraldo Martins.

Informou ainda que, no âmbito da sua missão em Bissau, solicitou às autoridades um encontro com o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o que “ainda não aconteceu”.

“Espero que, antes da minha partida, consiga encontrá-lo para saber como se encontra na situação de prisão domiciliária”, acrescentou.

O Enviado Especial da UA informou igualmente que, durante esta visita, reuniu-se com os parceiros da Guiné-Bissau, nomeadamente a CEDEAO, o grupo dos embaixadores africanos, o Embaixador de Portugal, o representante do Sistema das Nações Unidas e o Embaixador da União Europeia. Segundo disse, sentiu que todos estão interessados em ver um futuro melhor para o país.

Patrice Trovoada sublinhou que é necessário continuar a trabalhar de forma séria, com base em princípios, e demonstrar disponibilidade para ajustar posições, de modo a alcançar resultados satisfatórios.

Revelou ainda que, na última cimeira da União Africana, foi reafirmado que todos os conflitos têm causas profundas, mas que, quando chegam ao fim, as soluções devem ser credíveis e duradouras. Nesse sentido, garantiu que a UA continuará a trabalhar nesta perspetiva, contando com a colaboração de todos, sobretudo das autoridades atualmente no poder.
Por: Aguinaldo Ampa