quinta-feira, 18 de junho de 2026

Guiné-Bissau: Morreu Armando da Costa Marna, diretor-geral do SIS

Por  Rádio Capital Fm 

O diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Major-general Armando da Costa Marna, morreu esta madrugada, em Bissau, confirmou à Rádio Capital FM fontes das autoridades nacionais.

O também antigo Comandante-Geral da Guarda Nacional (GN) terá estado, recentemente, em Marrocos para tratar de problemas de saúde, tendo o processo corrido aparentemente bem e regressado a Bissau. Mas o seu estado de saúde "voltou a complicar-se" na manhã desta quinta-feira e morreu no Hospital Militar,  na capital.

Em maio de 2015, quando tinha a patente de coronel, Armando da Costa Marna foi nomeado Comandante-Geral da Guarda Nacional, uma das principais forças de segurança da Guiné-Bissau.

Em 2016, Marna foi promovido a Brigadeiro-General. Na ocasião, declarou que a promoção estava ligada à exigência legal de que o Comandante-Geral da Guarda Nacional tivesse essa patente. Em março de 2023, foi nomeado diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança, o principal serviço de inteligência do país.

Paz entre EUA e Irão? O que está em causa no acordo e o que se segue... Os Estados Unidos e o Irão assinaram o memorando de entendimento que formaliza o fim da guerra iniciada há mais de três meses. Dos termos do cessar-fogo à reabertura do Estreito de Ormuz, eis o que se segue.

© Dan Scavino/X   Por noticiasaominuto.com  18/06/2026 

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, na noite de quarta-feira, o memorando de entendimento para colocar fim à guerra no Médio Oriente. Os dois países chegaram a acordo no domingo passado, mais de três meses após o início do conflito, que já provocou milhares de mortos. 

O documento foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Palácio de Versalhes, em França, após um jantar oferecido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, segundo adiantou um responsável norte-americano.

Numa nota, partilhada na rede social X, Macron divulgou um vídeo do momento em que Trump assinou o acordo, que descreveu como "um caminho a uma paz duradoura".

"O presidente Trump assinou esta noite, em Versalhes, o acordo entre o Irão e os Estados Unidos. Este acordo abre caminho a uma paz duradoura e permite a reabertura do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social X.

"É um passo importante na direção certa para os nossos compatriotas, que em breve possibilitará uma redução dos preços da energia", acrescentou Macron.

Posteriormente, o Irão confirmou a assinatura do acordo, acrescentando que "o texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com as assinaturas dos presidentes" dos dois países, sendo agora "tempo de testar a implementação deste acordo".

Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, a assinatura foi feita eletronicamente.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tinha anunciado, na noite de domingo, que fora concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão e que "as duas partes declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano".

Na altura, o governante do país mediador anunciou que a cerimónia oficial de assinatura do acordo seria na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

No entanto, na quarta-feira, Baghai já veio dizer que a cerimónia formal de assinatura pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, parece agora desnecessária.

Afinal, o que estipula o acordo?

Eis os 14 pontos

  1. O primeiro ponto refere-se ao "cessar imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano";
  2. EUA e o Irão concordam em "respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro e em abster-se de interferir nos assuntos internos um do outro";
  3. Os dois países comprometem-se a "negociar e alcançar o acordo final no prazo máximo de 60 dias, prorrogável mediante consentimento mútuo".
  4. Após a assinatura do memorando de entendimento, os EUA vão começar a retirar o bloqueio naval imposto e "quaisquer perturbações ou impedimentos" que tenham sido colocados nos portos iranianos.  O bloqueio terminará num prazo de 30 dias e o número de embarcações que irão passar pelos portos iranianos será proporcional ao tráfego restabelecido no Estreito de Ormuz. 
  5. O Irão compromete-se a permitir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que necessita de ser desminado, "sem custos". 
  6. Os EUA comprometem-se a "desenvolver um plano definitivo e mutuamente acordado com pelo menos 300 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros) para a reconstrução e o desenvolvimento económico" do Irão.
  7. Os EUA comprometem-se a suspender todas as sanções contra o Irão, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando for assinado um acordo final.
  8. Irão "reafirma que não adquirirá nem desenvolverá armas nucleares" e aceita também diluir o seu stock de urânio enriquecido através de um mecanismo "mutuamente acordado" sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica.
  9. Os dois países "manterão o status quo" até que seja assinado um acordo final em relação ao programa nuclear iraniano e à postura dos EUA.
  10. Os EUA concederão isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados, bem como todos os serviços associados, incluindo transações bancárias, seguros e transporte.
  11. Os EUA desbloquearão alguns fundos e bens da República Islâmica após a implementação bem-sucedida do Memorando de Entendimento.
  12. Os dois países concordam em estabelecer um mecanismo para monitorizar a implementação bem-sucedida e o cumprimento futuro do Memorando de Entendimento.
  13. Os EUA e o Irão comprometem-se a iniciar negociações sobre o acordo final exclusivamente com base nos restantes parágrafos após a assinatura do Memorando de Entendimento.
  14. O acordo final será objeto de ratificação por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente"

Para já, o primeiro-ministro paquistanês garantiu que o Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente" e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos terminará "imediatamente".

O protocolo "entrará em vigor com efeito imediato e, numa primeira fase, a República Islâmica do Irão reabrirá sem demora o Estreito de Ormuz e os Estados Unidos da América levantarão imediatamente o bloqueio naval", escreveu Shehbaz Sharif, na rede social X.

O governante paquistanês, principal mediador das negociações, confirmou ainda que se realizará na sexta-feira, na Suíça, uma cerimónia "para comemorar este acontecimento marcante e dar início às discussões técnicas", ainda que fontes iranianas e norte-americanas tenham sugerido que o encontro se tornou irrelevante.

AEROPORTO DE LISBOA: Bebé hospitalizado após mãe amamentá-lo com cocaína no organismo... Um casal foi detido na passada terça-feira, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de droga. Com eles estava um bebé com cerca de oito meses que, sabe-se agora, terá sido amamentado pela mulher durante o voo, apesar de esta ter 110 cápsulas de cocaína no organismo.

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto  18/06/2026 

Um bebé com cerca de oito meses foi hospitalizado, em Lisboa, esta semana, depois de a mãe, de 23 anos, o ter amamentado, apesar de ter 110 cápsulas de cocaína no organismo

Não obstante o susto, revela o Correio da Manhã, o internamento do menino terá sido realizado apenas por precaução, uma vez que este encontra-se bem de saúde.

O caso remonta à passada terça-feira, 16 de junho, dia em que um casal foi detido pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da Polícia de Segurança Pública (PSP), no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por suspeitas de tráfico de cocaína. 

A detenção ocorreu na zona de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado durante uma das "ações de controlo fronteiriço" da PSP, na qual os passageiros, que tinham partido do Brasil, apresentaram "declarações incoerentes quanto aos motivos e condições da viagem". 

A PSP decidiu então fazer uma revista ao casal, que confirmou que o mesmo transportava cocaína no organismo. A mulher, de 23 anos, ingeriu 110 cápsulas de cocaína e tinha vestígios da mesma droga na roupa interior, enquanto o namorado e pai do bebé, de 25 anos, ingeriu 60, antes de terem embarcado para Portugal.

Por envolver um menor, o caso levou ao acionamento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ), de quem partiu a decisão de internamento do menino.

Também o casal detido foi transportado ao hospital, para expelir as cápsulas de droga do organismo.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP) e para a Polícia Judiciária (PJ), que prosseguirão agora com as "diligências processuais legalmente previstas".

Drones ucranianos atingem refinaria de Moscovo... Drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Moscovo pela segunda vez esta semana, lançando chamas e colunas de fumo sobre o distrito de Kapotnya, no sudeste da capital russa, na manhã desta quinta-feira.

Foto: Social Media via Reuters  Por  RTP/c/agências    18/06/2026 

O autarca da capital russa afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a cidade foram abatidos, enquanto chamas e fumo se espalham pelos arredores.

“As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque em grande escala. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ", uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, afirmou Sergei Sobyanin, presidente da câmara da cidade, acrescentando que um centro comercial também foi danificado. Afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a capital foram abatidos.

A MNPZ, situada no bairro de Kapotnia (sudeste de Moscovo), é uma refinaria pertencente à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, nomeadamente para os seus aeroportos, de acordo com informações disponíveis no seu portal oficial.

O tráfego foi interrompido na circular de Moscovo, junto à refinaria, segundo informações do Ministério do Interior citadas pela emissora RIA.

O primeiro ataque, na terça-feira, já tinha paralisado as operações na refinaria, agravando os danos generalizados nas instalações energéticas russas e estendendo a crise dos combustíveis ao interior do país.

A Rússia, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um importante exportador de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima este mês, procurando fazer face à escassez de gasolina após extensos ataques de drones ucranianos contra as suas refinarias.

Na área metropolitana de Moscovo, um edifício residencial de vários andares, uma instalação industrial e várias casas particulares também foram danificados no ataque com drones, informou o governador regional.

O aeroporto de Sheremetyevo, o mais movimentado de Moscovo, suspendeu voos e retirou passageiros e pessoal dos terminais, segundo informações do aeroporto.

Pouco antes das 05h00 TMG (06h00 em Lisboa), estas medidas foram levantadas e o funcionamento do aeroporto começou a regressar ao normal, de acordo com um comunicado publicado pela infraestrutura.

Este é o maior ataque contra Moscovo em pelo menos dois anos, informou a agência de notícias oficial russa TASS.

O ataque surge quando o presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Moscovo afirmou que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 555 drones ucranianos sobre várias regiões durante a noite. O número exato de drones abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.

Na região fronteiriça russa de Belgorod, as autoridades disseram que um ataque com um drone ucraniano matou um homem dentro do seu carro.

Na quarta-feira, Moscovo acusou a Ucrânia de atacar um autocarro que transportava crianças bielorrussas, acusação que Kiev negou.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, um ataque com um drone ucraniano matou uma pessoa e provocou um incêndio em dois estabelecimentos comerciais, informaram as autoridades. A Rússia e a Ucrânia negam ter atacado deliberadamente civis.

Volodymyr Zelensky considera que o ataque à refinaria de Moscovo é uma resposta “justa” aos ataques russos contra cidades ucranianas.

"Uma resposta totalmente justa aos ataques russos contra as nossas cidades e comunidades e mais um resultado importante do trabalho dos nossos soldados em instalações que prestam apoio à máquina de guerra russa", disse Zelenskiy na aplicação Telegram.

Rússia prossegue com ataques à Ucrânia

A Rússia continua a atacar a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início do conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que, até ao momento, parece não ter saída diplomática.

Kiev sofreu o segundo ataque aéreo desta semana, com a Rússia a lançar mísseis balísticos contra a capital ucraniana, disseram as autoridades municipais, e os residentes foram aconselhados a procurar abrigo.

As autoridades da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, informaram que uma pessoa morreu num ataque com um drone. Foram emitidos alertas de ataque aéreo para a maior parte do território ucraniano.

Uma pessoa morreu na cidade ucraniana de Enerhodar, onde vive a maioria dos funcionários da central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, disse o presidente da câmara nomeado pela Rússia, Maksim Pukhov. 

Cimeira da ASEAN em Kazan

O presidente russo, Vladimir Putin, recebe os líderes asiáticos desde a noite de quarta-feira para uma cimeira Rússia-ASEAN de dois dias em Kazan, a cerca de 700 quilómetros (400 milhas) a leste da capital.

A Tailândia, o Vietname, o Camboja, o Laos, a Malásia e Singapura enviaram os seus primeiros-ministros, enquanto as Filipinas enviaram o seu presidente, Ferdinand Marcos.

Em plena guerra, a economia russa enfrenta uma inflação elevada, escassez de mão-de-obra e custos elevados de empréstimos.

O avanço das forças russas na frente ucraniana diminuiu este ano, enquanto Kiev intensificou os seus ataques em território russo.

Numa cimeira do G7 em França, no início desta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Moscovo deveria "fazer um acordo" para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Vladimir Putin rejeitou repetidamente as ofertas de negociações diretas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.


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Donald Trump admite retomar as sanções à Rússia assim que o preço do petróleo estabilizar.

Irão indicou que 11 petroleiros cruzaram a zona de bloqueio... Onze embarcações iranianas atravessaram a zona do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, noticiou hoje a televisão estatal iraniana, horas depois de ter sido confirmada a assinatura do memorando entre os EUA e o Irão.

© Getty Images      Por LUSA    18/06/2026 

Segundo a estação de televisão de Teerão, oito navios navegaram das águas territoriais iranianas para águas internacionais, enquanto outros três entraram em águas iranianas.

As informações foram difundidas em Teerão, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na quarta-feira que assinou o acordo com o Irão no Palácio de Versalhes, em França, sem adiantar mais detalhes.

O Irão confirmou depois a assinatura do acordo com os Estados Unidos para o fim da guerra no Médio Oriente.

O portal especializado TankerTrackers, com sede nos Estados Unidos, indicou que, pelo menos, dois navios da Companhia Nacional de Petroleiros do Irão (NITC), o "DIONA" e o "HERO2", deixaram as águas iranianas transportando um volume de 3,8 milhões de barris de crude.

Segundo o mesmo portal, que verificou os movimentos através de dados AIS --- uma tecnologia utilizada pelos navios para transmitir continuamente informação sobre posição e movimento --- e imagens de satélite, tratou-se da primeira exportação de petróleo iraniano em dois meses.

Da mesma forma, um outro petroleiro iraniano, o "STREAM", está a aproximar-se da linha de bloqueio vindo da Zona Económica Exclusiva do Paquistão, onde terá permanecido durante sete semanas à espera de condições de segurança para aceder aos portos iranianos.

O memorando de 14 pontos alcançado por Washington e Teerão estabelece um prazo de 60 dias para negociar um acordo final sobre o programa nuclear iraniano e o levantamento das sanções.

Durante o período estabelecido, o Irão tem de garantir a livre navegação através do estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos se comprometem a suspender o bloqueio naval contra os portos iranianos no prazo de 30 dias.


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O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou hoje que "já se vislumbra uma esperança de paz", mas apelou ao cumprimento dos compromissos assumidos por todas as partes, após o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irão.

ONU: Mais de 3.000 mortos e 13 milhões afetados por fenómenos em África... Mais de 3.000 pessoas morreram e 13 milhões foram afetadas devido aos fenómenos meteorológicos e climáticos extremos em 2025 no continente africano, disse hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

© Lusa    18/06/2026 

Estes fenómenos causaram "impactos em cascata em todos os setores da economia e da sociedade" africana, com os sinais das alterações climáticas "visíveis em toda a África, desde o aumento das temperaturas e da subida do nível do mar até às cheias e secas devastadoras", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, a propósito do relatório divulgado hoje por esta agência especializada das Nações Unidas.

"Este relatório evidencia não apenas a dimensão dos riscos, mas também a crescente importância dos alertas precoces, dos serviços climáticos e da ação coordenada para proteger vidas e meios de subsistência", sublinhou a responsável.

Segundo o relatório, que reúne contributos de dezenas de especialistas, serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, centros climáticos e parceiros do sistema das Nações Unidas, "o continente continua a ter dificuldades em lidar com estes impactos e apenas 40% dos países dispõem de sistemas de alerta precoce multirriscos, essenciais para salvar vidas e meios de subsistência".

Ainda assim, enalteceram as melhorias no reforço da cooperação entre os serviços meteorológicos, os organismos de gestão de catástrofes e as autoridades locais, bem como os progressos nos serviços climáticos, como as previsões sazonais.

No mesmo relatório, a OMM detalhou que, em 2025, a temperatura média anual do ar à superfície em África ficou 0,51 graus centígrados acima da média do período 1991-2020.

Por outro lado, os glaciares africanos perderam mais de 90% da sua área desde o final do século XIX. No Monte Kilimanjaro, a área glaciar diminuiu de 11,4 quilómetros quadrados (km²) em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos.

Já o aquecimento dos oceanos prossegue em todo o continente, embora em 2025 o conteúdo térmico dos oceanos e a temperatura da superfície do mar tenham sido inferiores aos níveis recorde observados em 2023 e 2024, com a subida do nível do mar ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025 a ultrapassar a média mundial de 3,6 milímetros por ano em várias regiões.

Quantos aos países lusófonos, foram registados totais anuais de precipitação acima da média na maior parte da África Austral em particular, Moçambique.

A agência recordou ainda que ciclones tropicais e as cheias afetaram várias zonas da África Austral no início de 2025.

"Moçambique foi atingido pelos ciclones Dikeledi, em janeiro, e Jude, em março, agravando os impactos já provocados pelo ciclone Chido, em dezembro de 2024", recordou, detalhando que "mais de um milhão de pessoas foram afetadas pela passagem do Jude em Moçambique, tendo sido registadas 16 mortes e mais de 492 mil deslocados".

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Trump ameaça retomar bombardeamentos se Teerão "não se portar bem"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje retomar os bombardeamentos contra o Irão caso Teerão não cumpra os compromissos do memorando de entendimento que será assinado na sexta-feira para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

© Lusa    17/06/2026 

"Este não é um acordo final. É um memorando de entendimento", afirmou Trump à margem de uma reunião com o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, durante a cimeira do G7, em Évian. 

"Se eu não gostar, se eles não se portarem bem, começaremos a bombardeá-los novamente", prometeu o chefe de Estado norte-americano, referindo-se à República Islâmica do Irão.

Trump justificou a advertência com o histórico das relações entre Washington e Teerão, afirmando que o regime iraniano "se portou mal durante 47 anos", numa referência ao período iniciado com a Revolução Islâmica de 1979, que levou à queda do Xá, então aliado dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e o Irão chegaram esta semana a um entendimento destinado a colocar um fim à guerra iniciada no final de fevereiro e que provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

O acordo, negociado com mediação internacional, será formalmente assinado na sexta-feira, na estância alpina de Burgenstock, na Suíça, e prevê a manutenção do cessar-fogo e a abertura de uma nova fase de negociações sobre segurança regional e questões nucleares.

Segundo Trump, o documento a assinar representa apenas uma etapa preliminar, estando previsto um período adicional de negociações com duração de dois meses.

Entre as primeiras medidas previstas encontra-se a reabertura do estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O Presidente norte-americano negou ainda informações segundo as quais Washington poderá investir no Irão.


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Os países membros do G7 elogiaram hoje o acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, sublinhando que existe uma nova oportunidade para a região.

Entrevista com o coletivo de advogados de Domingos Simões Pereira, sobre o requerimento do impedimento contra presidente e vice-presidente do STJ e PGR.

terça-feira, 16 de junho de 2026

G7 reafirma apoio à Ucrânia e admite novas sanções ao petróleo russo... Os líderes do G7, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmaram hoje o apoio à soberania da Ucrânia e concordaram que a Rússia deve ser pressionada para negociar o fim da guerra, incluindo através de novas sanções.

© Evelyn Hockstein - Pool/Getty Images       Por  LUSA     16/06/2026 

Segundo fontes diplomáticas francesas, no final da sessão da cimeira do G7 dedicada à Ucrânia, os dirigentes das sete maiores economias industrializadas concordaram na necessidade de aumentar a pressão sobre Moscovo para a levar à mesa das negociações.

As mesmas fontes indicaram que essa pressão poderá passar por novas medidas contra as exportações petrolíferas russas, uma vez reaberto o estreito de Ormuz, cuja interrupção condicionou recentemente os mercados energéticos internacionais.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou na reunião como convidado e ouviu dos líderes do G7 uma reafirmação do apoio político e militar à Ucrânia.

De acordo com fontes francesas, Trump felicitou Zelensky pela evolução recente do conflito, considerando que as forças ucranianas já não se encontram numa posição de recuo e que a atual dinâmica militar é mais favorável a Kyiv.

Os líderes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá partilharam a avaliação de que esta mudança de contexto reforça a posição negocial da Ucrânia.

Um novo encontro bilateral entre Trump e Zelensky deverá decorrer ainda durante a cimeira, que termina na quarta-feira em Évian.

A reunião sobre a Ucrânia foi antecedida por um encontro entre Zelensky e o Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o líder ucraniano no local da cimeira.

Fontes francesas sublinharam que a inclusão da guerra na Ucrânia na agenda do encontro teve como objetivo reafirmar os Estados Unidos como um "parceiro de confiança" de Kyiv, após episódios anteriores de tensão entre Trump e Zelensky.

Apesar desse compromisso, permanece por esclarecer de que forma Washington pretende aumentar a pressão económica sobre Moscovo, depois de ter suspendido algumas restrições às exportações russas de petróleo após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, a 28 de fevereiro.

Na altura, o Governo norte-americano justificou a decisão com a necessidade de aliviar as perturbações nos mercados energéticos provocadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.

À chegada a Évian, Trump mostrou-se disponível para desempenhar um papel mais ativo na procura de uma solução para o conflito.

Os líderes do G7 concordaram ainda que a manutenção da pressão sobre a Rússia exige que a Ucrânia preserve as suas capacidades militares, incluindo sistemas de defesa aérea e outros meios de combate.

Atualmente, os países europeus suportam a maior parte do financiamento destinado ao armamento ucraniano, enquanto os Estados Unidos mantêm um papel relevante sobretudo no fornecimento de informações estratégicas e de vigilância obtidas através dos seus sistemas de satélites.


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 O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kyiv para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou hoje o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.

Trump pede a Netanyahu que seja "mais responsável" no Líbano... O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que seja "mais responsável" nas ações de Israel no Líbano, por não estar satisfeito como este tem conduzido o conflito com o Hezbollah.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images     Por  LUSA   16/06/2026 

Durante uma reunião bilateral com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cimeira do G7 em Evian, no leste de França, Trump considerou que o conflito entre Israel e o movimento xiita libanês se prolonga há demasiado tempo e criticou a destruição de edifícios residenciais durante operações militares.

"Não estou satisfeito com a forma como Israel tem agido no Líbano e com o Hezbollah. Deveriam ter conseguido concluir o trabalho, mas isso arrasta-se indefinidamente", declarou o chefe de Estado norte-americano.

Trump avisou ainda que a continuação dos combates pode prejudicar a perceção do acordo de paz alcançado com o Irão, cuja formalização está prevista para sexta-feira, em Genebra.

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que a guerra contra o Hezbollah tem provocado um elevado número de vítimas civis e criticou os bombardeamentos contra edifícios de habitação.

"Não é necessário demolir um prédio de apartamentos de cada vez que procuram alguém. Há muitas pessoas nesses apartamentos, e nem todas são do Hezbollah", argumentou Trump.

O líder norte-americano revelou também ter transmitido diretamente a Netanyahu o seu desagrado por um ataque israelita realizado em Beirute enquanto decorriam negociações para o acordo com Teerão.

"Duas horas antes de assinarmos, houve um ataque em Beirute. Não gostei nada e deixei isso bem claro", admitiu Trump.

Apesar das críticas, Trump garantiu que não está "zangado" com o primeiro-ministro israelita e defendeu que o entendimento alcançado com o Irão permanecerá em vigor, independentemente de futuras ações militares israelitas.

O Presidente norte-americano sugeriu ainda que a Síria poderia assumir um papel no combate ao Hezbollah, elogiando a capacidade das novas autoridades sírias para estabilizar o país.

"Acho que a Síria conseguiu unificar o país de forma surpreendentemente rápida. Se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todos os outros, fará. A Síria fará o trabalho", declarou Trump, que aproveitou também para sublinhar o apoio histórico dos Estados Unidos a Israel, afirmando que o país "teria sido destruído há muito tempo" sem a assistência norte-americana.

Funcionários da Câmara Municipal de Bissau manifestaram solidariedade ao presidente Umaro Baldé

 Radio TV Bantaba/Radio Voz Do Povo 

Os funcionários da Câmara Municipal de Bissau manifestaram, esta terça-feira, um gesto de solidariedade e apoio ao presidente da instituição, Umaro Baldé, reconhecendo o seu trabalho, dedicação e compromisso com o desenvolvimento da autarquia e do município.

A manifestação de apoio surge na sequência do episódio ocorrido na véspera, envolvendo o Primeiro-Ministro e o presidente da Câmara Municipal de Bissau, situação que motivou os colaboradores a demonstrarem publicamente a sua confiança na liderança de Umaro Baldé.

Durante o ato, os funcionários destacaram os esforços desenvolvidos pelo presidente na gestão da instituição e na implementação de ações voltadas para a melhoria dos serviços municipais e das condições de vida da população da capital.

Os colaboradores consideram que este gesto simboliza a união, o respeito e a confiança existentes entre os trabalhadores e a liderança da Câmara Municipal, reafirmando o compromisso coletivo com a estabilidade institucional e o desenvolvimento do município de Bissau.

A iniciativa foi igualmente vista como uma demonstração de coesão interna, num momento considerado importante para a defesa dos interesses da instituição e da continuidade do trabalho em prol dos munícipes.

Mil euros e cidadania. Diplomata russo terá orquestrado ataques a Starmer... Um diplomata russo, filho de um alto responsável no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, terá orquestrado ataques à casa do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, como parte de um plano que visava a semear divisão na sociedade britânica e o ódio contra a comunidade islâmica.

© CARL COURT/POOL/AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com    16/06/2026 

O ataque à casa do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, terá sido orquestrado por um diplomata russo, muito próximo dos líderes de Moscovo. O cabecilha será filho de um alto responsável e tem apenas 23 anos. Chama-se Evgeny Lyukshin.

A informação foi desvendada por uma investigação da BBC publicada na segunda-feira, no dia em que foi conhecida a sentença de Roman Lavrynovych, o homem que incendiou a casa de Keir Starmer em maio de 2025, alegadamente, sob ordens.

"Olha, atacaste a casa de uma pessoa de muito alto nível na Grã-Bretanha. Vou enviar-te dinheiro, precisas de sair da cidade", terá dito o cabecilha, ainda anónimo, que se identificava apenas pelas iniciais "EL". Apesar do aviso, EL já foi tarde e Lavrynovych foi detido horas depois de cometer o crime.

De acordo com a estação britânica, os contatos entre EL e Lavrynovych começaram na aplicação Telegram, onde o jovem foi recrutado através de um grupo de ucranianos que procuravam emprego em Londres. A partir de uma conversa inicial, EL foi pedindo trabalhos que, pouco a pouco, extravasaram para a criminalidade: começaram com a afixação de cartazes nas ruas, depois para pichagens e, por fim, para fogo posto.

Suspeito será diplomata e filho de alto funcionário russo

Segundo a investigação da BBC, o cabecilha da operação será um jovem de 23 anos, com formação em guerra de informação por espiões e propagandistas e filho de um funcionário de topo no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. Chama-se Evgeny Lyukshin - o que coincide com as iniciais EL.

Através do Telegram, a estação britânica encontrou mensagens de EL a glorificar Putin e a Rússia e a usar linguagem ofensiva para com o povo ucraniano.

"Trabalha pela glória da nação para irritar os teus inimigos", disse numa das mensagens, antes de oferecer mil dólares (860 euros) e cidadania russa como compensação para quem cometesse o crime de fogo posto.

O objetivo de EL, e demais operacionais russos, seria semear a divisão na sociedade britânica, incitando ao ódio contra muçulmanos e até mesmo revoltas contra as comunidades islâmicas. Aliás, a certa altura, o diplomata ordenado Lavrynovych a afixar um cartaz com a mensagem "Cada mesquita fechada = menos 100 crimes" numa rua onde está situada uma grande mesquita.

Para ajudar neste objetivo, foram criados grupos falsos de extrema-direita, mas também islâmicos, o "Direct Action UK" e a "Takbir Foundation" onde eram partilhadas mentiras e conteúdos de desinformação, com o intuito de polarizar ainda mais o discurso. O tal cartaz que tinha sido pedido a Lavrynovych para afixar apareceu mais tarde no grupo "Takbir Foundation" - uma garantia de que a mensagem de ódio e xenofobia era transmitida à própria comunidade muçulmana.

Recorde-se de que Lavrynovych e Stanislav Carpiuc, de 27 anos, foram ambos condenados na segunda-feira por fogo posto, tendo iniciado incêndios na casa de Keir Starmer, mas também num carro ligado ao primeiro-ministro.

Os factos aconteceram em maio de 2025. No dia 8, um carro que outrora tinha pertencido a Starmer foi encontrado em chamadas, numa rua onde o primeiro-ministro tinha vivido anteriormente. Três dias depois, houve um novo incêndio num bloco de apartamentos onde Starmer tinha vivido anos antes. A 12 de maio, a casa da cunhada do governante, e que ainda lhe pertencia, foi também incendiada, enquanto a mulher e a família estavam no interior.


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O presidente russo, Vladimir Putin, convocou hoje eleições legislativas na Rússia para o dia 20 de setembro, quando as sondagens têm revelado uma tendência de queda da sua popularidade e do partido do governo.

PORTUGAL/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Homem detido pela GNR em Paredes por agredir pais... A GNR deteve no concelho de Paredes, distrito do Porto, um homem de 36 anos por suspeita de violência doméstica contra os seus pais, foi hoje anunciado.

© ShutterStock     Por  LUSA   16/06/2026 

O Comando Territorial do Porto da GNR esclarece, em comunicado, que o homem foi detido no sábado na sequência de uma denúncia.

Os militares deslocaram-se ao local onde presenciaram o suspeito a agredir as vítimas, seus pais, um homem e uma mulher, com 64 e 55 anos, respetivamente.

No seguimento da ação, o alegado agressor foi detido e ouvido na segunda-feira no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Penafiel, que lhe aplicou as medidas de coação de afastamento das vítimas e proibição de contactos por qualquer meio.

A GNR lembra, na nota de imprensa, que a violência doméstica constitui um crime público e que denunciar situações desta natureza poderá contribuir para a salvaguarda da integridade física e psicológica das vítimas.


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Um homem de 26 anos ficou em prisão preventiva depois de ter sido detido em flagrante delito a agredir e a exercer pressão psicológica sobre mãe, padrasto e avós, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).



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Esta segunda-feira, 15 de junho, assinala-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, e o Serviço Nacional de Saúde deixou um alerta. Falando sobre o que se deve fazer face a uma situação destas, sublinha-se também que Portugal é um dos países onde há mais registos.

Irão anuncia que a guerra com os EUA e Israel "terminou oficialmente"... O Irão anunciou hoje que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou na segunda-feira, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto.

© Lusa      16/06/2026 

"A guerra terminou oficialmente ontem de manhã [referindo-se a segunda-feira] em todas as frentes", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.

Abbas Araghchi adiantou que "qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos" alcançados.

"Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão e o Hezbollah, por outro", sublinhou.

"O fim da guerra no Líbano é parte inseparável [do acordo]", afirmou, reiterando que "a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou", segundo a agência de notícias Mehr.

O ministro iraniano confirmou ainda que na sexta-feira "haverá uma nova ronda de negociações" com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de "chegar a um acordo final".

"Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversações]", afirmou Araghchi.

O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril e estabelece um quadro negocial para futuras negociações sobre o acordo nuclear.

Os compromissos garantem a reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre Teerão.

Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e continua a bombardear o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo Paquistão.

Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.


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Pelo menos cinco embarcações iranianas atravessaram o Estreito de Ormuz depois de os Estados Unidos anunciarem o levantamento do bloqueio naval, no âmbito do acordo alcançado com o Irão para pôr fim à guerra e reabrir a passagem marítima.

ESTUDO: Uma proteína pode explicar diferenças de saúde entre sexos, diz estudo... Um estudo realizado por entidades científicas espanholas identificou uma proteína com impacto na resposta celular ao stress e ao envelhecimento como uma peça-chave para aprofundar o conhecimento das diferenças na saúde e no envelhecimento entre homens e mulheres.

© Lusa    16/06/2026 

A investigação, liderada pelo Instituto Josep Carreras de Barcelona e pelo Mass General Brigham de Boston, nos Estados Unidos, e publicada na revista Nature, identificou a proteína SIRT7 como um protetor essencial da estabilidade do genoma e do cromossoma X, sobretudo nas mulheres, que possuem dois cromossomas X, enquanto os homens possuem apenas um.

Segundo um comunicado conjunto do Ministério da Ciência espanhol, da Agência Estatal de Investigação, do Centro de Excelência Severo Ochoa e do Instituto de Investigação contra a Leucemia Josep Carreras, o estudo dos cromossomas sexuais constitui uma das áreas de investigação mais promissoras neste campo.

O chefe de grupo do Instituto Josep Carreras, Alejandro Vaquero, explicou que, ao contrário de estudos anteriores, este trabalho ampliou o conhecimento sobre como as alterações desta proteína "podem afetar a regulação do sistema imunitário e contribuir para o desenvolvimento de cancros hematológicos".

Vaquero argumentou que a ausência de SIRT7 altera a regulação genómica, danifica o ADN e tem consequências mais graves nas mulheres do que nos homens, o que pode ajudar a compreender as diferenças biológicas entre sexos e a avançar na investigação dos cancros hematológicos.

Nas células femininas, um dos dois cromossomas X permanece inativo, para manter o equilíbrio adequado na expressão genética.

Contudo, os investigadores observaram que, na ausência de SIRT7, este mecanismo altera-se, com o cromossoma X inativo a manter-se sem atividade em demasia, enquanto o cromossoma X ativo aumenta anormalmente a atividade. Isso torna o cromossoma mais vulnerável a danos no ADN e a fenómenos de instabilidade genética.

O mesmo estudo descobriu que em cobaias animais, as fêmeas foram as mais afetadas pela ausência de SIRT7, apresentando níveis mais elevados de danos no ADN, pior estado de saúde e menor esperança de vida em comparação com os machos.

Os resultados do estudo são particularmente relevantes para a função imunitária, já que uma regulação adequada do cromossoma X é essencial para manter o equilíbrio do sistema imunitário.

Alterações na atividade deste cromossoma podem também influenciar o desenvolvimento e funcionamento das células sanguíneas e imunitárias, favorecendo potencialmente a desregulação imunitária e explicando porque algumas doenças afetam de forma diferente mulheres e homens.

Os investigadores concluiram que a SIRT7 desempenha um papel fundamental no controlo das funções das células sanguíneas e imunitárias, na sua transformação maligna e na proteção destas células contra alterações genéticas que podem favorecer o desenvolvimento de cancros hematológicos.

Ataque com drones incendeia refinaria de combustíveis em Moscovo... As autoridades ucranianas anunciaram hoje ter atacado uma importante refinaria de combustíveis de Moscovo, que de manhã estava em chamas, segundo entidades locais, embora sem provocar vítimas.

© REUTERS/Tatyana Makeyeva      Por  LUSA   16/06/2026 

O autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, afirmou nas redes sociais que "um dos drones danificou uma instalação na refinaria de Moscovo". 

"Não há vítimas. Equipas de emergência estão a trabalhar no local", continuou, sem fornecer mais informações.

Segundo a agência de notícias russa Interfax citando autoridades moscovitas, as chamas foram controladas e "não há risco de o fogo se alastrar".

Sobyanin também declarou que foram abatidos nas últimas horas 58 drones lançados pela Ucrânia contra aquela cidade russa, enquanto o ministério da Defesa da Rússia anunciou que foram intercetados 172 drones em várias regiões do país, no mar de Azov, no mar Negro e na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

"Moscovo sob ataque. Uma refinaria de Moscovo está em chamas", escrevera antes, também numa plataforma digital, o oficial militar ucraniano Andriy Kovalenko.

Kovalenko publicou um vídeo de um canal russo no Telegram mostrando a infraestrutura atacada em chamas, acrescentando que os danos provocados vão forçar a refinaria a fechar ou, pelo menos, reduzir suas operações.

Ainda segundo a mesma fonte, a refinaria atingida processa aproximadamente 11 milhões de toneladas de petróleo anualmente e fornece quase 40% da procura de gasolina em Moscovo e metade da procura de gasóleo.


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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de atacar deliberadamente uma zona histórica de Kyiv onde se situa uma catedral que ficou danificada durante uma vaga de ataques aéreos noturnos, acusação rejeitada por Moscovo.

Ministério do Interior lança campanha de combate à sinistralidade rodoviária e anuncia novas medidas para motociclistas

Por  Radio TV Bantaba 

O Ministério do Interior e da Ordem Pública (MIOP) lançou uma campanha de combate à sinistralidade rodoviária e anunciou um conjunto de novas medidas destinadas aos condutores de motorizadas, com o objetivo de reforçar a segurança nas estradas e reduzir o número de acidentes de viação no país.

A decisão foi tornada pública no dia 15 de junho de 2026 pelo porta-voz do ministério, Superintendente Agostinho Tuneca Djata. Segundo o MIOP, a iniciativa surge num contexto em que muitos cidadãos recorrem diariamente às motorizadas, conhecidas popularmente como moto-táxis, devido à insuficiência da rede de transportes públicos, sobretudo na cidade de Bissau e em diversas comunidades do país.

De acordo com o ministério, a falta de condições adequadas de segurança na utilização destes meios de transporte, aliada a outros fatores, tem contribuído para o aumento dos acidentes rodoviários registados em diferentes estradas e vias nacionais.

Entre as principais medidas anunciadas destacam-se:

- A obrigatoriedade do uso de capacete de proteção;

- Uso de colete refletor;

- O respeito pelos limites de velocidade, evitando o excesso de velocidade;

- A proibição de manobras perigosas;

- Proibição da condução sob o efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas;

- Proibição do transporte de duas ou mais pessoas em simultâneo;

- Circulação apenas nas vias devidamente autorizadas 

O Ministério do Interior e da Ordem Pública apelou ao cumprimento rigoroso das novas disposições por parte dos condutores e de todos os intervenientes no trânsito, advertindo que o incumprimento das medidas poderá resultar na aplicação das sanções previstas na legislação em vigor.

O MIOP exortou igualmente todos os utentes da via pública a colaborarem na promoção da segurança rodoviária e na prevenção dos acidentes, sublinhando que a preservação de vidas humanas depende do compromisso coletivo com uma circulação mais segura.

“A segurança rodoviária é uma responsabilidade de todos”, destaca o ministério na sua mensagem de sensibilização à população.

MIOP

🚨 ÚLTIMA HORA!: 🎉 A Guiné-Bissau acaba de ultrapassar a marca dos 2 milhões de pessoas recenseadas no âmbito do RGPH4!

Por Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau 

Este é um marco histórico que reflete o compromisso dos cidadãos com a construção de um país mais bem preparado para planear o seu futuro.

Mas o trabalho ainda não terminou.

📅 O Recenseamento Geral da População e Habitação termina já no próximo 21 de junho e é fundamental garantir que todas as pessoas sejam contadas.

🏠 Se o agente recenseador ainda não visitou a tua habitação, ou se ainda não foste recenseado, mantém-te atento e colabora com a equipa de recenseamento.

📊 Os dados recolhidos serão essenciais para melhorar o planeamento de escolas, hospitais, habitação, estradas e outros serviços públicos em todo o país.

🙏 Obrigado a todos os cidadãos, agentes recenseadores, supervisores, controladores e parceiros que estão a tornar este momento possível.

Já somos mais de 2 milhões! Vamos garantir que ninguém fica por contar.

ONU: Conselho de Segurança insta talibãs a terminar repressão a mulheres... O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta noite por unanimidade uma resolução que apela aos talibãs no poder no Afeganistão para que terminem rapidamente a repressão contra as mulheres e combatam os grupos militantes no interior do pais.

© AHMAD SAHEL ARMAN/AFP via Getty Images    Por LUSA  16/06/2026 

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, cujo país promoveu a resolução, realçou que a esperança é que o Governo afegão "tome medidas mais proativas para proteger os direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres, e projete uma imagem de abertura, inclusão e responsabilidade".

A resolução prorroga a missão política da ONU no Afeganistão até 17 de junho de 2027 e autoriza-a a apoiar a entrega de ajuda humanitária "sem discriminação" e a promover a governação nacional e local "sem qualquer discriminação com base no sexo, religião ou etnia, com a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres, (...) das minorias, dos jovens e das pessoas com deficiência".

A adoção da resolução surge na sequência da detenção de pelo menos 30 mulheres na cidade ocidental de Herat este mês por alegadamente violarem o rigoroso código de vestuário dos talibãs.

Um raro protesto desencadeado após as detenções foi violentamente dispersado pela polícia talibã, que matou a tiro uma pessoa e feriu várias outras, de acordo com a missão da ONU conhecida como UNAMA.

Os talibãs governam o Afeganistão desde 2021, na sequência da retirada caótica das forças lideradas pelos EUA, e impuseram uma interpretação rigorosa da lei islâmica, ou Sharia, incluindo restrições severas às mulheres e raparigas, tais como a proibição de educação para além do ensino básico e de muitos empregos. As minorias também foram afetadas.

A resolução autoriza a missão da ONU a facilitar as negociações entre o Talibã e os países da região, bem como a comunidade internacional em geral.

"Para que esse processo político seja bem-sucedido, os talibãs devem agir", frisou a vice-embaixadora dos EUA, Jennifer Locetta.

"Os talibãs devem cumprir os seus compromissos em matéria de combate ao terrorismo, respeitar as obrigações internacionais do Afeganistão, pôr fim à diplomacia de reféns e cessar os seus abusos inaceitáveis dos direitos humanos das mulheres e das raparigas", acrescentou.

O Paquistão acusa o Afeganistão de dar abrigo a militantes que realizam ataques mortíferos no território paquistanês, o que o Talibã nega.

Centenas de pessoas foram mortas em combates entre os dois países desde fevereiro, quando o Afeganistão atacou o Paquistão em retaliação aos ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão.

O embaixador do Paquistão na ONU, Asim Ahmad, apontou que "a resolução expressa a séria preocupação do Conselho [de Segurança] com a presença de grupos terroristas no Afeganistão, que continuam a constituir uma ameaça à paz e à segurança internacionais".

A nova resolução autoriza também a UNAMA a promover o desenvolvimento económico do Afeganistão, nomeadamente facilitando a atividade comercial e financeira e apoiando os esforços para devolver os ativos pertencentes ao Banco Central "em benefício do povo afegão".