sexta-feira, 6 de março de 2026

Israel anuncia "nova fase" na guerra contra Teerão... A guerra no Médio Oriente entra hoje no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.

Por LUSA 

"Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou na quinta-feira à noite, numa declaração televisiva, o chefe do Estado-Maior israelita.

O tenente-general Eyal Zamir afirmou que Israel vai continuar a "desmantelar o regime" iraniano e as capacidades militares durante esta nova fase.

"Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.

No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.

Estas últimas receberam ordens para avançar mais profundamente no sul do Líbano, a fim de alargar a zona de controlo na fronteira, disse Eyal Zamir.

O pânico já se tinha alastrado a Beirute, após um apelo sem precedentes de Israel para evacuar os subúrbios a sul da capital, tendo-se formado de imediato engarrafamentos gigantescos neste bastião do Hezbollah, onde residem centenas de milhares de pessoas.

À noite, a zona foi atingida por ataques, um dos quais "muito violento", de acordo a agência de notícias oficial libanesa Ani, tendo o exército israelita anunciado que começou a atacar "infraestruturas do Hezbollah".

O Ministério da Saúde libanês disse na quinta-feira à noite que pelo menos 123 pessoas foram mortas e 683 ficaram feridas desde segunda-feira.

"Tudo deve ser feito" para impedir que o Líbano "seja novamente arrastado para a guerra", exortou o Presidente francês, Emmanuel Macron, respondendo a um apelo nesse sentido do homólogo libanês, Joseph Aoun.

Em Washington, Donald Trump exigiu "ser envolvido" na escolha do sucessor do ayatollah Ali Khamenei e afirmou que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, não é aceitável para governar o país.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, expressou a determinação de Teerão nesta guerra e afirmou à rede norte-americana NBC que não busca nem um cessar-fogo nem negociações.


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O movimento é impulsionado pelo conflito na região, mas tabém pelo medo, já que o ministro das Finanças israelita ameaçou transformar partes da capital do Líbano numa Khan Younis, cidade da Faixa de Gaza que foi completamente arrasada pelas forças israelitas.


Hezbollah libanês e Guardas da Revolução atacam separadamente Israel... O Hezbollah libanês, movimento xiita pró-Irão, reivindicou hoje uma ofensiva com artilharia e foguetes contra posições do exército israelita perto da fronteira, e Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra a cidade israelita de Telavive.

Por LUSA 

"Em resposta à agressão criminosa israelita que atingiu dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios a sul de Beirute, os combatentes da Resistência Islâmica lançaram um ataque (...) com salvas de foguetes e tiros de artilharia", escreveu o Hezbollah num comunicado.

No momento do ataque, por volta das 02h10 (00h10 em Lisboa), sirenes soaram nas localidades israelitas visadas, sem que fossem registadas vítimas ou danos.

Também hoje os Guardas da Revolução iranianos anunciaram terem lançado mísseis e drones contra Telavive, em Israel.

"A operação inclui um ataque combinado de mísseis e drones, bem como o lançamento de uma barragem de mísseis Kheibar, visando alvos localizados no centro de Telavive", de acordo com um comunicado dos Guardas citado pela agência de notícias oficial iraniana Irna.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, que era o líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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O exército israelita afirmou hoje ter realizado ataques em grande escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão, e a televisão pública iraniana relatou uma série de explosões.


quinta-feira, 5 de março de 2026

NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque a Turquia... A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou hoje um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).

Por LUSA 05/03/2026

O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida "neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua", indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O'Donnell, na rede social X.

"Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça", acrescentou.

Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.

Sobre o incidente ocorrido na quarta-feira na Turquia, o coronel O'Donnell afirmou que as forças da NATO identificaram a ameaça em menos de dez minutos, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar.

Hoje, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO tinham intercetado e neutralizado "um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia", mas não forneceu mais pormenores sobre o incidente.

A Turquia "não era o alvo do míssil", afirmou, por sua vez, na quarta-feira um responsável turco à agência de notícias francesa AFP.

"Pensamos que visava uma base militar" em Chipre "mas que se desviou da sua rota", acrescentou, após ter solicitado o anonimato.

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do "país vizinho e amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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Após a captura pelos Estados Unidos do líder venezuelano, aliado de Havana, Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano e o Presidente norte-americano ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha caribenha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.


Combustíveis? Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje tomar rapidamente medidas para travar a subida do preço do petróleo e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 05/03/2026

"Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo e os preços do petróleo parecem ter praticamente estabilizado", declarou o presidente num evento na Casa Branca.

Os preços do crude dispararam desde o início do conflito, no sábado, para máximos de quase dois anos, mas Trump classificou hoje o aumento dos preços dos combustíveis como um "pequeno desvio".

"Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso", acrescentou o Presidente norte-americano.

A cotação do petróleo Brent para entrega em maio terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,93% e superou os 85 dólares por barril.

A forte subida do crude do Mar do Norte, foi atribuída ao renovar das preocupações com o fornecimento de petróleo do Médio Oriente, devido aos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, a que este país respondeu com ataques contra países vizinhos, incluindo contra refinarias.

Reforçando a mensagem transmitida nos últimos dias pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump afirmou que a capacidade militar iraniana foi fortemente reduzida e referiu que Teerão está a procurar negociar um fim dos ataques.

"A marinha deles desapareceu. Vinte e quatro navios em três dias. É muita coisa. A artilharia antiaérea desapareceu; todos os aviões desapareceram; as comunicações desapareceram; os mísseis desapareceram; os lançadores desapareceram: 60% e 64%, respetivamente. Tirando isso, estão muito bem", ironizou o Presidente norte-americano.

Trump afirmou ainda que as autoridades iranianas lhe estão a telefonar para tentar travar os ataques contra o território iraniano: "Perguntam: 'Como podemos chegar a um acordo?' E digo que estão um pouco atrasados e que queremos lutar com mais afinco do que eles", declarou.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, foi atacado. 

"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos (EUA)", acrescentou Araghchi à NBC News.

Em Washington, Trump reiterou o seu apelo para que os membros da Guarda Revolucionária Iraniana, do Exército e da Polícia "deponham as armas". 

"Instamos também os diplomatas iranianos de todo o mundo a procurarem asilo e a ajudarem-nos a construir um Irão novo e melhor, com grande potencial", observou.

Também hoje e numa entrevista telefónica com a ABC News, Trump, elogiou o desempenho das forças armadas norte-americanas no Irão e defendeu que as pessoas não devem preocupar-se com o que pode seguir-se ao conflito.

"Estão devastados por um período de 10 anos antes de poderem reconstituir-se", disse o Presidente, referindo-se à reduzida capacidade militar do Irão após os ataques iniciados a 28 de fevereiro com a eliminação do Líder Supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei. 

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) dos Estados Unidos rejeitou hoje, por uma pequena margem, uma resolução sobre os poderes de guerra que visava travar os ataques do Presidente Donald Trump contra o Irão.


“NÃO HÁ REFORMA DO ESTADO SEM EMPODERAMENTO DA MULHER”, diz a ministra da função pública

Por: Natcha Mário M’bundé  Jornal Odemocrata  05/03/2026 

A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucênia Donate de Barros, afirmou que não haverá uma verdadeira reforma do Estado sem a plena valorização da mulher.

Segundo a governante, a história demonstra que as nações que avançam são aquelas que libertam, reconhecem e investem no potencial feminino.

Assucênia Donate de Barros falava esta quinta‑feira, 5 de março de 2026, durante as jornadas alusivas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, no próximo domingo. Na ocasião, sublinhou que assinalar a data “não é apenas um gesto simbólico, mas um ato político, um momento de reflexão e de compromisso”.

A ministra destacou que a mulher guineense sempre foi um pilar fundamental da família, da economia informal, da agricultura, do comércio, da educação dos filhos e da coesão social. Contudo, continua a enfrentar desigualdades estruturais, nomeadamente no acesso ao emprego digno, à formação profissional, à proteção social e às posições de decisão.

“A reforma da administração pública que estamos a implementar tem também um rosto feminino. Queremos uma função pública baseada no mérito, na competência e na igualdade de oportunidades, onde o género não seja um obstáculo, mas uma mais‑valia”, defendeu.

Revelou ainda que o ministério que lidera está a trabalhar no domínio do emprego e da formação profissional, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres à qualificação técnica, ao empreendedorismo e aos setores estratégicos da economia, incluindo áreas tradicionalmente dominadas por homens.

No domínio da segurança social, afirmou que o Governo defende sistemas mais inclusivos, capazes de proteger mães, trabalhadoras do setor informal, mulheres chefes de família e mulheres em situação de vulnerabilidade.

“O empoderamento da mulher não é apenas uma questão social, é uma estratégia de desenvolvimento nacional”, declarou.

No seu discurso, Assucênia Donate de Barros alertou ainda que um Estado que silencia as suas mulheres enfraquece a própria democracia. “Uma economia que exclui as mulheres cresce pela metade; um Estado que silencia as mulheres enfraquece a sua democracia”, advertiu.

A ministra sublinhou, por fim, que as jornadas devem servir para debater políticas concretas, como a igualdade salarial, o combate à discriminação no local de trabalho, a promoção da liderança feminina, a proteção da maternidade, o combate à violência baseada no género e a inclusão das jovens no mercado de trabalho formal.

GOVERNO AVANÇA COM REVISÃO DO ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PARA REFORÇAR A ÉTICA PROFISSIONAL

Por: Carolina Djemé Jornal Odemocrata  05/03/2026 

A Missão de Revisão do Estatuto Geral dos Funcionários Públicos defendeu a necessidade de reforçar a dimensão da ética, do profissionalismo e do sentido de responsabilidade na prestação de serviços públicos, com base numa aplicação rigorosa da legislação em vigor.

A posição foi tornada pública esta quinta-feira, 5 de março de 2026, pelo coordenador do Projeto de Apoio à Gestão da Administração Pública (PAGAP), Carlos Alberto Kennedy de Barros, à saída de uma audiência com a Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Segundo o responsável, a missão, que terá a duração de seis meses, pretende identificar os diferentes atores que intervêm na vida profissional e social da Administração Pública, com particular incidência nos funcionários públicos.

Entre as ações previstas, consta igualmente a análise da situação dos servidores públicos com vínculos precários, bem como a identificação de práticas que possam estar a violar os direitos dos trabalhadores, dos cidadãos e do próprio Estado.

Em declarações à imprensa, Carlos Alberto Kennedy de Barros afirmou que a missão abordou com a ministra a questão da avaliação de desempenho dos servidores públicos, enquanto instrumento essencial para a progressão na carreira e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados.

“O funcionário público deve receber o seu salário após prestar o serviço durante um determinado período. Tem direito à aposentação depois de ter contribuído e à progressão na carreira, que deve ser feita com base numa avaliação”, defendeu.

O coordenador do PAGAP anunciou ainda que a comissão realizará uma radiografia exaustiva da situação da Função Pública, com vista à formulação de recomendações concretas, que serão posteriormente analisadas e, sempre que possível, adotadas pelas entidades competentes.

De acordo com Carlos Alberto Kennedy de Barros, o objetivo central da revisão é contribuir para a transformação da Administração Pública guineense, promover a dignificação dos trabalhadores e criar um ambiente mais equilibrado e funcional entre o Estado, os servidores públicos e o patronato.

Finlândia pondera permitir armas nucleares no seu território... O governo da Finlândia anunciou hoje que está a estudar alterações legislativas para permitir armas nucleares no seu território, alinhando-se com a política de dissuasão da NATO, aliança a que aderiu em 2023.

Por LUSA 

O ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, explicou que a proposta governamental permitirá, no futuro, a introdução, transporte ou posse de armas nucleares no país, desde que relacionadas com a defesa militar da Finlândia.

"Com a proposta do Governo, seria possível, no futuro, trazer uma arma nuclear para a Finlândia, ou transportá-la, entregá-la ou possuí-la no país, caso esteja relacionada com a defesa militar finlandesa", afirmou o governante.

Hakkanen sublinhou que, fora dessa exceção, a importação, o transporte, a entrega e a posse de explosivos nucleares continuariam proibidos.

Segundo o ministro, o ambiente de segurança na Finlândia e na Europa "mudou e deteriorou-se fundamental e significativamente" desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

A Finlândia abandonou a sua política de neutralidade militar, mantida durante décadas, ao aderir à NATO em abril de 2023, decisão que implicou alterações à legislação sobre energia nuclear e ao código penal.

O ministro acrescentou que a maioria dos Estados-membros da Aliança Atlântica não impõe restrições legais à aplicação plena da política de defesa e dissuasão da NATO.

A coligação de direita que governa o país, e que detém maioria parlamentar, indicou que o projeto de lei será colocado em consulta pública até 02 de abril e manifestou expectativa de que possa ser aprovado rapidamente.

Teerão nega ter fechado estreito de Ormuz... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que Teerão "não tem intenção", nesta fase, de fechar o estreito de Ormuz, mas não descartou essa opção se Israel e os Estados Unidos continuarem a guerra.

Por LUSA 

"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", afirmou Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News, referindo-se à passagem entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico por onde transita 20% do petróleo bruto mundial.

"Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não tentam atravessá-lo, pois temem ser atingidos por um dos lados", continuou.

Também a missão do Irão na ONU tinha afirmado hoje que as afirmações de que Teerão tinha fechado o estreito de Ormuz eram "infundadas e absurdas", apesar de a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, ter avisado que os navios que passarem por lá "poderão ser atacados ou afundados".

O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados também hoje como "zona de operações de guerra" pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.

A declaração confere aos tripulantes de navios direitos reforçados, incluindo o de solicitar o repatriamento a expensas do armador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

A designação responde à "dimensão das perturbações e dos riscos enfrentados pelas tripulações civis na região", explicaram as duas partes num comunicado conjunto, referindo-se a centenas de navios bloqueados devido à guerra no Médio Oriente.

A Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) anunciou hoje que cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros estavam bloqueados no Golfo Pérsico desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

Reino Unido vai deportar estrangeiros com penas suspensas de 12 meses... Imigrantes que tenham sido condenados a uma pena suspensa de pelo menos 12 meses no Reino Unido ou noutro país vão ser expulsos, reforçando regras anteriores para deportar criminosos estrangeiros, anunciou hoje o governo britânico.

Por LUSA 

O Ministério do Interior indicou que, segundo as regras introduzidas hoje, "qualquer criminoso estrangeiro que tenha recebido uma pena suspensa de pelo menos 12 meses -- seja no seu país ou no estrangeiro -- terá a sua autorização de entrada recusada ou revogada, independentemente da data em que o crime foi cometido".

A medida reforça os poderes existentes que permitem ao Reino Unido deportar qualquer pessoa condenada a 12 meses ou mais de prisão.

O Ministério do Interior tinha anunciado em maio passado que iria reduzir os critérios para que criminosos estrangeiros fossem considerados para deportação. 

Estatísticas publicadas na semana passada revelaram que o número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido subiu 68% em 2025 (141) relativamente a 2024 (84).

O Governo britânico determinou ainda que "qualquer imigrante que queira estabelecer-se no Reino Unido deve cumprir determinados requisitos de caráter, incluindo um registo criminal limpo".

"Todas as semanas, aviões partem deste país para repatriar aqueles que não têm direito de estar aqui", afirmou hoje a ministra do Interior, Shabana Mahmood, num discurso em Londres sobre reformas no sistema de imigração. 

Segundo a ministra, o executivo tem "parcerias" com países para deportar não só requerentes de asilo, mas também pessoas em situação ilegal e "criminosos estrangeiros", que "estão a ser removidos deste país a uma taxa muito superior" à dos governos anteriores.

Em novembro, Mahmood ameaçou suspender todos os vistos para Angola, Namíbia e República Democrática do Congo, a menos que os governos desses países concordassem em receber de volta imigrantes ilegais.  

Durante o discurso de hoje, a ministra comprometeu-se a retirar o apoio financeiro e o alojamento a requerentes de asilo que infrinjam a lei ou sejam apanhados a trabalhar ilegalmente. 

Atualmente, o Reino Unido é legalmente obrigado a apoiar os requerentes de asilo e a fornecer-lhes alojamento.

A ministra anunciou também que vai deixar de conceder vistos de estudo a afegãos, camaroneses, birmaneses e sudaneses, alguns vistos de trabalho a afegãos e entrada sem visto a visitantes da Nicarágua e Santa Lucia devido ao alegado aumento de abusos.

Em novembro, o Governo trabalhista britânico anunciou uma ampla reforma da política de asilo, para desencorajar a chegada de migrantes que atravessam o Canal da Mancha, que liga o sul de Inglaterra ao norte de França, em pequenas embarcações.

A reforma, cujas disposições ainda têm de ser votadas no parlamento, estipula, principalmente, que os refugiados terão de esperar 20 anos antes de poderem solicitar residência permanente.

Desde segunda-feira, o estatuto de refugiado no Reino Unido passou a ser concedido por um período renovável de 30 meses, em vez dos cinco anos anteriores, a todos os novos requerentes.


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Nenhum país do mundo conseguiu garantir a total igualdade de direitos entre homens e mulheres. A denúncia é das Nações Unidas, que indica que a situação é especialmente grave nas zonas de conflito.


Comunicado à Imprensa do Movimento


Ataques de Israel ao Hezbollah: milhares de famílias fogem do sul do Líbano, sem saber quando poderão voltar... O exército israelita continua a atacar o sul do líbano, território governado pelo Hezbollah, o movimento libanês aliado do Irão. Milhares de pessoas foram obrigadas a fugir e o número de deslocados continua a aumentar.

Por  sicnoticias.pt

O exército israelita renovou as ordens de evacuação de várias localidades no sul do Líbano. Os ataques contínuos contra o Hezbollah têm forçado dezenas de milhares de pessoas a fugir e o número de deslocados não para de aumentar.

Famílias inteiras, sem saberem se algum dia poderão regressar a casa, refugiam-se em salas de aula, numa escola que se transformou em abrigo para centenas de pessoas do sul do Líbano que fugiram para Beirute.

Na bagagem, pouco foi o que conseguiram levar. As crianças passam as noites em camas improvisadas no chão, enquanto os adultos ficam em cadeiras, onde passam noite sem dormir.

Dezenas de milhares de pessoas foram obrigadas a fugir devido à ofensiva israelita e o número não para de aumentar. A maioria fugiu dos subúrbios a sul da capital, onde se concentra a minoria xiita e onde o Hezbollah exerce um forte controlo. Esses locais são considerados alvos legítimos por Israel, na guerra contra o movimento pró iraniano, que já recusou render-se.

A ONU informou entretanto que a UNIFIL, missão de manutenção da paz no sul do Líbano, reportou contínuas trocas de tiros através da chamada linha azul, que estabelece as zonas interditas ao Hezbollah. Além de reforçar o apelo para que seja respeitada a ordem dada pelo governo libanês que proibiu as atividades militares do movimento pró-iraniano, as Nações Unidas também pedem a Israel que respeite a soberania e a integridade territorial do Líbano.


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Um membro do governo israelita ligado à extrema-direita ameaçou hoje os habitantes do sul de Beirute, bastião do movimento pró-iraniano Hezbollah, de sofrer a mesma devastação que Israel infligiu a Gaza nas represálias militares contra o Hamas.


Londres: Drone que atingiu base britânica em Chipre não partiu do Irão... Um drone do tipo Shahed que na madrugada de segunda-feira atingiu a base aérea britânica de Akrotiri, em Chipre, não foi lançado do Irão, confirmou hoje o Governo britânico

Por LUSA 

Um porta-voz disse que a investigação inicial das peças recuperadas do aparelho indica "que se tratava de um drone do tipo Shahed, que não foi lançado do Irão", e que caiu antes de o primeiro-ministro, Keir Starmer, autorizar os Estados Unidos a usar as bases britânicas para fins defensivos. 

A mesma fonte indicou que o drone atingiu um hangar do aeródromo - e não uma pista, como afirmado anteriormente -, e causou "danos mínimos", sem provocar vítimas.

A informação coincide com aquela dada anteriormente pelo ministro da Defesa britânico, John Healey, e por uma fonte governamental cipriota citada pela agência France-Presse (AFP), que disse que o drone que tinha sido lançado do Líbano, "provavelmente" pela milícia pró-iraniana Hezbollah.

Healey chegou hoje a Chipre para tentar acalmar o descontentamento do governo da ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), salientando que "a longa amizade entre o Reino Unido e a República de Chipre permanece sólida face às ameaças iranianas", escreveu na rede social X.

O ministro encontrou-se com o homólogo cipriota, Vasilis Palmas, com quem disse ter discutido "o reforço das defesas aéreas" pelo Reino Unido, de forma a garantir "a segurança comum".

Em causa está a defesa das duas bases aéreas britânicas localizadas na antiga colónia de ataques de retaliação do Irão após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel iniciada no sábado contra o Irão.

O Governo trabalhista britânico foi criticado pelas autoridades cipriotas e pela oposição britânica por ter demorado a enviar reforços para proteger as duas bases do Reino Unido na ilha.

Além do ataque com drones que atingiu a base de Akrotiri na noite de domingo para segunda-feira, outros dois drones que também tinham como alvo a mesma base aérea foram intercetados na segunda-feira.

Numa entrevista na quarta-feira à noite à estação pública BBC, o embaixador de Chipre no Reino Unido, Kyriacos Kouros, disse estar "desapontado" com a pouca informação partilhada com a população cipriota após os disparos de drones, e apelou às autoridades britânicas para que "cooperassem mais" com as autoridades locais, a fim de garantir que "tais incidentes não se repita".

De acordo com Healey, que fez um balanço dos meios mobilizados, caças britânicos Typhon e F-35 da Royal Air Force estão a participar na proteção da região e helicópteros Wildcat, armados com mísseis Martlet antidrone, são esperados em Chipre "nos próximos dias".

Por outro lado, o contratorpedeiro britânico "HMS Dragon", cujo envio foi anunciado na terça-feira pelo primeiro-ministro Keir Starmer, só poderá zarpar de Portsmouth (sul de Inglaterra) "na próxima semana" e deverá demorar vários dias a chegar ao Mediterrâneo Oriental, revelou a imprensa britânica.

"O único navio que estamos a enviar, o 'HMS Dragon', ainda está em Portsmouth. Não é suficiente", criticou na quarta-feira a líder da oposição conservadora Kemi Badenoch, interpelando Keir Starmer no parlamento.

A Turquia também se viu involuntariamente envolvida no conflito em curso, após as defesas aéreas da NATO no território turco terem intercetado na quarta-feira um míssil balístico iraniano sobre o Mediterrâneo Oriental, tendo destroços da munição antiaérea caído no sul do país sem causar vítimas.

Segundo um responsável turco, o alvo era provavelmente uma base militar em Chipre.

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia.

Espanha anunciou hoje o envio de uma fragata para Chipre para missões de "proteção", que acompanhará o porta-aviões francês "Charles de Gaulle" e outros navios da marinha grega.

A Itália também anunciou hoje o envio de meios navais para defender Chipre, tal como os Países Baixos.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.


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A Turquia condenou hoje o ataque com drones contra um aeroporto e uma zona próxima de uma escola no Azerbaijão, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco em um comunicado.


35.000 tripulantes e passageiros de navios bloqueados no estreito de Ormuz... Cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros ficaram bloqueados no Golfo Pérsico devido à guerra no Médio Oriente e à paralisia do estreito de Ormuz, anunciou hoje a Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês).

Por LUSA 

A agência da ONU com sede em Londres manifestou-se "profundamente preocupada" com o bem-estar e a segurança de passageiros de cruzeiros e de tripulantes de diferentes navios, segundo um comunicado divulgado no seu 'site'.

Embora a perturbação no comércio global seja significativa, a principal preocupação da IMO continua a ser as implicações humanitárias e de segurança para os tripulantes a bordo de navios que operam naquela área", afirmou.

A IMO, responsável pela segurança marítima, acrescentou estar pronta para "colaborar com todas as partes interessadas para contribuir para garantir a segurança e o bem-estar" das pessoas afetadas.

Israel e os Estados Unidos têm em curso uma ofensiva militar contra o Irão desde sábado, 28 de fevereiro, que afetou a circulação marítima e aérea de pessoas e mercadorias na região.

O estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde transita 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, continuava hoje paralisado devido à guerra.

Os Guardas da Revolução iranianos reivindicaram o controlo do estreito e ameaçaram "queimar qualquer navio" que tente usar a via que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

Desde os primeiros ataques norte-americanos e israelitas ao Irão, a IMO contabilizou sete incidentes com navios no estreito, num total de dois mortos e seis feridos.

"Nenhum ataque contra marítimos inocentes é alguma vez justificado", disse o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, à agência de notícias France-Presse (AFP).

"Reitero o meu apelo a todas as companhias marítimas para que exerçam a máxima cautela ao operarem na região afetada", afirmou Dominguez.

Num contexto de tensão extrema, os grandes armadores mundiais desviaram os navios do Golfo.

O tráfego no estreito de Ormuz caiu 90% hoje, de acordo com dados da Kpler, uma plataforma que acompanha os movimentos de navios em tempo real.

Dominguez apelou a todas as partes para que intensifiquem os esforços para "desanuviar a situação o mais rapidamente possível", de modo a que a navegação marítima possa retomar o funcionamento normal.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na terça-feira que a marinha dos Estados Unidos poderia escoltar petroleiros, se necessário, através do estreito.

Já o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou no mesmo dia que estava a tentar construir uma coligação para reunir meios, "incluindo militares", para garantir a segurança das "vias marítimas essenciais para a economia mundial".

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques aos países do Golfo Pérsico, o que causou também a suspensão de grande parte das ligações áreas na região.

A guerra causou até ao momento cerca de 1.400 mortos, a grande maioria no Irão, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei, logo no primeiro dia da ofensiva.

As baixas afetam também Estados Unidos, Israel, Líbano e outros países da região.

A ofensiva contra o Irão foi lançada quando Teerão e Washington tinham em curso um processo de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, e Israel, inimigo declarado de Teerão, suspeitavam que o Irão pretendia desenvolver armas nucleares.

Teerão negou sempre que o programa tivesse objetivos militares, reclamando o direito de a usar a tecnologia nuclear para fins civis.


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O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados hoje como "zona de operações de guerra" pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.


Teerão ameaçou atacar instalações nucleares israelitas... As Forças Armadas do Irão ameaçaram hoje lançar um ataque contra as instalações nucleares israelitas em Dimona caso os Estados Unidos e Israel tomem medidas para alcançar uma "mudança de regime" em Teerão.

Por LUSA 

Um alto responsável militar iraniano afirmou que se os Estados Unidos e Israel procurarem uma mudança de regime no Irão, Teerão admite atacar o reator nuclear de Dimona, nos territórios ocupados por Israel.

A ameaça foi divulgada hoje pela a agência de notícias iraniana ISNA.

As instalações israelitas, localizadas no deserto do Negev, são cruciais para Israel e, por isso, estão entre os locais mais fortemente protegidos do país.

O Governo israelita enfatizou que alcançar uma mudança de regime no Irão é um dos objetivos da campanha.

O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou na quarta-feira que qualquer sucessor de Khamenei seria também "um alvo inequívoco para eliminação".

A ofensiva conjunta entre os Estados Unidos e Israel já fez mais de mil mortos no Irão, segundo as autoridades.

Além de Ali Khamenei, morreram no fim de semana ministros e altos responsáveis militares iranianos.

O Irão respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas em países do Médio Oriente.


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A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que um míssil iraniano atingiu um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no sexto dia da guerra.


Várias explosões foram ouvidas hoje em Doha, capital do Qatar, e Manama, capital do Bahrein, testemunharam jornalistas da Agência France Presse. 

China reafirma princípio "uma só China" (contra independência de Taiwan)... A China reafirmou hoje o compromisso com o princípio de "uma só China" e garantiu que irá combater as forças separatistas que promovem a "independência de Taiwan", afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Por  LUSA 

As declarações foram feitas durante a apresentação do relatório anual de trabalho do Governo na sessão da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo chinês, inaugurada hoje no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

Li sublinhou que Pequim continuará a avançar na "reunificação nacional" e a aplicar "de forma aprofundada a estratégia geral do Partido [Comunista] para resolver a questão de Taiwan na nova era".

Segundo o relatório apresentado à ANP, o Governo chinês atuará de acordo com o princípio de "uma só China" e com o chamado Consenso de 1992, ao mesmo tempo que se oporá ao que classificou como "interferência de forças externas".

O chefe do Executivo acrescentou que Pequim pretende promover o "desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito" e incentivar intercâmbios, cooperação e integração entre Taiwan e o continente.

A questão de Taiwan continua a ser uma das principais fontes de tensão na região. No mês passado, Pequim acusou o líder taiwanês de ser um "instigador de guerra", após William Lai Ching-te ter alertado para o impacto regional que poderia resultar de um eventual controlo chinês da ilha.

Analistas taiwaneses citados por órgãos de comunicação locais consideram, contudo, pouco provável uma ação militar chinesa a curto prazo, tendo em conta o atual contexto internacional, marcado também pelas tensões relacionadas com o conflito no Irão.

Segundo esses especialistas, Pequim continua a manter como objetivo oficial a chamada "reunificação pacífica".

As autoridades chinesas consideram Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não excluem o uso da força para concretizar a reunificação com a ilha, que é governada de forma autónoma desde 1949.

O Governo taiwanês sustenta, por sua vez, que Taiwan já funciona como um país de facto e defende que o futuro da ilha deve ser decidido apenas pelos seus cerca de 23 milhões de habitantes.

Cardiologista alerta para medicamentos que aumentam a pressão arterial... Existem medicamentos comuns que podem estar a aumentar a sua pressão arterial muitas vezes sem se dar conta. Desta forma, é preciso estar atento de forma a evitar alguns problemas. Se tem questões de saúde associadas, poderá estar a correr riscos.

Por Noticiasaominuto.com 

Existem medicamentos que por si só aumentam a pressão arterial e que acabam por ter esse objetivo. Noutros casos, há fármacos que acabam por ter esse mesmo efeito, mas que podem revelar-se perigosos em certos casos. Um cardiologista deixou o alerta.

Ao website HealthShots o cardilogista Sameer V. Pagad deu a conhecer alguns dos medicamentos com os quais deve ter algum cuidado. Mais preocupação devem ter as pessoas que precisam de ter estes valores controlados devido a certas condições de saúde.

Medicamentos que aumentam a pressão arterial sem saber

Muitas pessoas sofrem com leituras descontroladas da pressão arterial sem perceber que os medicamentos que tomam para problemas de saúde menores podem estar a contribuir para o aumento dos níveis. Compreender como esses medicamentos afetam o organismo é o primeiro passo para proteger a saúde do seu coração”, começa por dizer o médico.

É o caso de alguns analgésicos, como é o caso do ibuprofeno. “Estes medicamentos podem levar o corpo a reter excesso de líquidos e sódio, o que sobrecarrega os rins. Quando a função renal é afetada, a pressão arterial pode aumentar significativamente.”

Por outro lado, os esteróides podem também ser responsáveis por este aumento. “São fármacos que imitam hormonas, mas podem aumentar a reabsorção de sódio nos rins, o que leva ao acumular de líquidos."

Também os medicamentos para a constipação e tosse acabam por ter alguma influência. Podem reduzir o inchaço nas vias nasais, mas também afetar os vasos sanguíneos no corpo. “Se sofre de hipertensão, é aconselhável verificar os rótulos com atenção e consultar o seu médico antes de tomar este tipo de produtos.”

E será que os antidepressivos podem ter um resultado semelhante? Em alguns casos isto pode mesmo acontecer. “Embora nem todas as pessoas apresentem este efeito, o ideal é controlar os níveis se os estiver a tomar e se for hipertenso.

“No caso de notar picos inexplicáveis ​​de pressão arterial, veja a lista de medicamentos que toma com o seu médico. Nunca interrompa os fármacos prescritos, mas não ignore o que os medicamentos podem estar a causar ao seu coração.”

Evite estes nove hábitos e proteja a saúde do seu coração

Proteger a saúde do seu coração pode ser mais simples do que pensa. Existem alguns hábitos a evitar que fazem toda a diferença. Um cardiologista revela do que se afasta a todo o custo de forma a impedir problemas de saúde mais tarde.

Ao 'website' SheFinds, Nick  West revelou os hábitos com que tem mais precaução e que acabam por dar mais força à sua saúde cardiovascular. 

Veja o que deve evitar.

1- Ser sedentário;

2- Stress;

3- Consumir demasiado açúcar;

4- Fumar;

5- Negligenciar exames médicos;

6- Consumir alimentos fritos;

7- Ignorar a apneia do sono;

8- Consumir muita carne vermelha e alimentos processados;

9- Ingerir álcool em excesso.


Teerão pede "sangue sionista" e de Trump... O 'ayatollah' Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um "derramamento de sangue sionista" e "do sangue de [Donald] Trump", através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 

"Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança", disse, apelando ao "derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: 'Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros'", afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, ato classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", escreveu o responsável nas redes sociais.

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o 'líder supremo' iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA.

Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está a analisar quase 900 mortes adicionais relatadas.

Os contra-ataques do Irão causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois outros militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas, além de outra vítima mortal no Bahrein.


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O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.


Portugal: Imigrantes lamentam aumento das taxas da agência para as migrações... As principais associações de imigrantes em Portugal criticaram hoje a subida das taxas da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e pediram que esse aumento seja reinvestido nos serviços e em programas de integração.

Por LUSA 

No início do mês, a AIMA atualizou a tabela de taxas e demais encargos aplicáveis aos procedimentos administrativos do regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do território nacional, com aumentos que em alguns casos superam os 25%, em atos relacionados com autorizações de residência, vistos, renovações ou outros serviços de gestão migratória.

"Esta atualização da tabela já estava prevista e há a indicação de que é uma revisão que fazem periodicamente, mas o importante é que estes aumentos revertam para políticas de integração, o que não temos garantia que suceda", afirmou à Lusa a diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Eugénia Quaresma.

"Ninguém se importa de pagar se o serviço for bem feito e se for bem aplicado o dinheiro", acrescentou a dirigente, que apontou os custos muito elevados para as famílias.

A renovação de residência passa a ter um custo entre 70 e 160 euros e o pedido de nacionalidade portuguesa tem um custo aproximado de 170 euros, enquanto a concessão de autorização de residência para investimento pode custar até 8.418 euros.

"Para os investidores há um grande aumento, mas nas famílias que ganham pouco e são um agregado alargado o custo também é muito grande", considerou Eugénia Quaresma, adiantando que "as taxas devem estar em linha com os vencimentos em Portugal".

Cyntia de Paula, vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, concorda com a crítica e lamenta o grande aumento.

"Esta atualização foi muito elevada, mas o mais grave é que a situação das pessoas migrantes não estão resolvidas. Aumentam-se os valores, mas não se criam de facto estratégias que garantam dignidade, tempo célere e de facto a resolução em tempo útil das autorizações de residência", disse Cyntia de Paula, considerando que isso faz com que muitos imigrantes que iniciaram os processos há muitos anos acabem por pagar verbas atualizadas, por culpa dos atrasos do próprio Estado.

"Isto não significa que os migrantes não querem pagas as taxas, o que querem é a vida resolvida e que lhes garantam dignidade", afirmou a vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, recordando que a AIMA tem tido lucro, entre os custos e as receitas das taxas, tendo atingido 62 milhões de euros.

Timóteo Macedo, presidente da associação Solidariedade Imigrante, recordou que "os preços dos processos de regularização são bastante pesados, quando os imigrantes já contribuem de uma forma imensa para a economia do país e para a sustentação do sistema de segurança social".

"Portugal deveria ter igualdade de tratamento de cidadãos nacionais e de estrangeiros", defendeu Timóteo Macedo, afirmando que os preços praticados "violam o espírito de igualdade do estado de direito democrático".

"Para tratar documentos, não faz sentido que os preços sejam assim tão diferentes. O problema não é da AIMA, é das políticas do Estado português, que explora os imigrantes e a vontade que eles têm de cá viver e trabalhar", acrescentou Timóteo Macedo.


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Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou hoje à Lusa descontentamento com a falta de "soluções viáveis" para sair da região pelo Governo português.


O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-A, reuniu nesta quarta-feira (04.03) representantes das comunidades muçulmana, católica e evangélica para um momento de partilha e convivência no corte do jejum, reforçando o espírito de unidade e diálogo inter-religioso.

GRAVE ACIDENTE DE VIAÇÃO EM BISSAU ENVOLVENDO VIATURA POLICIAL DEIXA FERIDOS

Por RSM 04.03.2026

Um acidente de viação registado na noite desta quarta-feira, em Bissau, envolvendo uma viatura da quarta esquadra da Polícia e um veículo privado, provocou feridos graves.

Segundo informações recolhidas no local, a viatura policial tentava fazer uma manobra de retorno nas proximidades do Hospital 3 de Agosto quando acabou por colidir com um veículo privado da marca Toyota Prado, que seguia em direção à Praça.

O impacto foi violento e deixou agentes policiais gravemente feridos no local. Todos os ocupantes feridos pertencem à mesma esquadra policial.

Testemunhas relataram à Rádio Sol Mansi que os agentes foram prontamente socorridos e evacuados para o Hospital Nacional Simão Mendes, onde recebem cuidados médicos.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram o número exato de ocupantes que seguiam nas viaturas envolvidas.

O motorista do veículo privada encontra-se sob alçada das autoridades policiais para averiguações.

Recorde-se que, na segunda-feira, foi registado outro grave acidente na mesma localidade, que resultou na morte de estudantes, aumentando o clima de preocupação entre os residentes quanto à segurança rodoviária naquela zona da cidade.

As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as causas do acidente desta noite.

Mais desenvolvimentos a qualquer momento.