Por LUSA
A decisão surge no mesmo dia em que Washington e Teerão mantiveram conversações indiretas em Omã, no âmbito da campanha de pressão da administração norte-americana liderada por Donald Trump sobre o país persa.
"O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) está a sancionar múltiplas entidades, indivíduos e navios para travar o fluxo de receitas que o regime de Teerão utiliza para apoiar o terrorismo no estrangeiro e reprimir os seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.
As novas medidas sancionatórias, segundo pormenorizaram os Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, afetam 14 navios da chamada "frota fantasma" iraniana, 15 entidades -- com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia -- e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.
"As exportações iranianas destes produtos energéticos são possíveis graças a uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições que, através da ocultação e do engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em países terceiros", acrescentou o comunicado da diplomacia norte-americana.
O anúncio das novas sanções ocorre no contexto do início, hoje, de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Mascate, que Teerão classificou como "um bom começo" para reduzir a tensão entre as duas partes.
Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.
Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.
As atuais negociações ocorrem num dos períodos mais conturbados para a República Islâmica, depois de, em janeiro, ter registado os protestos mais violentos desde a sua fundação, em 1979, num contexto de grave crise económica, forte descontentamento popular, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e de gás.
Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.
Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.
As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln".
As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.
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