quarta-feira, 8 de julho de 2026

Alemanha diz que ataques dos EUA foram apropriados... A investida dos Estados Unidos ao Irão hoje de madrugada em retaliação pelos ataques a navios mercantes no estreito de Ormuz foi considerada uma "resposta apropriada" pela Alemanha, enquanto os países árabes criticaram Teerão por agredir Estados vizinhos.

© OZAN KOSE/AFP via Getty Images       Por  LUSA   08/07/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, manifestou compreensão pelos ataques dos EUA no sul do Irão, afirmando, em entrevista à televisão NDR, de Ancara - onde está a acompanhar o chanceler alemão, Friedrich Merz, na cimeira da NATO - que o Irão deve "perceber agora que é necessário negociar seriamente e que novos ataques militares são apropriados".

Na sua opinião, Teerão ainda não compreendeu "que deve renunciar às suas armas nucleares e que tem agora a oportunidade de terminar esta guerra, negociando de forma razoável e cessando os seus ataques".

O Irão está a atacar o Kuwait e o Bahrein, países que "na realidade não têm qualquer conflito com o Irão", criticou.

Wadephul reiterou ainda que o estreito de Ormuz "deve permanecer livre e acessível ao tráfego marítimo internacional", apontando ser o Irão que, "em grande medida, está a impedir isto".

Os EUA lançaram ataques contra o Irão esta madrugada de quarta-feira, horas depois de terem revogado uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano em retaliação pelo que consideraram ataques de Teerão a navios no estreito de Ormuz.

O Irão retaliou com ataques ao Bahrein e ao Kuwait, o que levou a uma condenação dos países árabes e do Golfo Pérsico.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio condenou veementemente o "ataque pecaminoso" contra o Kuwait e o Bahrein e reafirmou rejeitar por completo ações que contrariem "a segurança e a soberania dos países irmãos e ameacem a segurança e a estabilidade da região".

Também a Jordânia condenou a "agressão brutal" do Irão ao Estado do Kuwait, afirmando que se trata de "uma violação flagrante da sua soberania e de uma grave escalada para a sua estabilidade e segurança territorial, além de uma violação expressa do direito internacional e da Carta da ONU".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia sublinhou a sua total solidariedade para com o Kuwait e ofereceu o seu apoio a "todas as medidas que o país tomar para proteger a sua soberania e a segurança dos seus cidadãos".

Nos Emirados Arábes Unidos, o conselheiro diplomático do Presidente e porta-voz não oficial do Governo para os assuntos externos, Anwar Gargash, afirmou que os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) não podem ser "alvo da oscilação do Irão entre a escalada e o caminho da prudência, da estabilidade e da paz".

"Os ataques iranianos contra navios comerciais do Qatar e da Arábia Saudita no estreito de Ormuz e as repetidas agressões contra as nações irmãs do Bahrein e do Kuwait são um claro indício de que Teerão continua incapaz de cumprir as exigências da desescalada e virar a página da guerra", declarou.

Pouco antes, o Kuwait tinha condenado os ataques contra o seu território e manifestado "a sua mais veemente condenação, nos termos mais severos", aos "repetidos atos criminosos de agressão do Irão", contra os quais "se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias".

O fogo cruzado aconteceu durante o funeral, que dura há vários dias, do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro, nos primeiros momentos da guerra.

O funeral, que termina na quinta-feira, deveria ser um período de menor tensão -- embora os participantes tenham pedido repetidamente o assassinato de Trump e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

As negociações para chegar a um acordo final deveriam recomeçar após o enterro e concentrar-se nas questões mais difíceis, incluindo a reabertura total do estreito e a suspensão do programa nuclear de Teerão.

Embora os novos ataques coloquem este cenário em dúvida, nenhum dos países formalizou ainda o abandono das negociações.


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Tomar paracetamol e ibuprofeno ao mesmo tempo? Farmacêutico responde... Será que deve tomar paracetamol ou ibuprofeno? É uma dúvida comum e tudo está relacionado com o pretende tratar. Contudo, será que os pode tomar ao mesmo tempo? Um farmacêutico esclarece. Olhe que a resposta pode surpreender.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com   08/07/2026 

Muitas vezes a dúvida está em tomar paracetamol ou ibuprofeno. A verdade é que têm diferentes formas de atuar e a escolha deve prender-se com os sintomas e o problema que quer tratar. Contudo, já pensou se pode tomar os dois ao mesmo tempo? É seguro? Será que vale a pena?

Paracetamol e ibuprofeno juntos?

Abbas Kanani é farmacêutico e ao The Mirror revelou se pode ou não tomar estes dois medicamentos em simultâneo, se é algo que pode trazer benefícios. A verdade é que sim. Ao terem efeitos diferentes, pode acabar por ser vantajoso, dependendo dos casos e do que está a sentir.

“O que a maioria das pessoas não percebe é que pode tomar os dois medicamentos juntos quando estiver a sentir-se particularmente indisposto”, começa por dizer o especialista.

“Se sentir que um não é suficiente, pode tomar ibuprofeno em conjunto com paracetamol, pode tomá-los juntos. Muitas pessoas não sabem que não é um ou o outro, mas sim que é possível combiná-los porque funcionam de maneiras diferente”, continua.

A diferença entre paracetamol e ibuprofeno

O farmacêutico revelou ainda quais são as principais diferenças e as situações que o devem fazer tomar ou em detrimento do outro. “O paracetamol provavelmente é mais eficaz para baixar a febre, então tem quase como um efeito duplo: livra-se da dor de cabeça e baixa a temperatura."

Por outro lado, o ibuprofeno tem as suas vantagens “Se sente que tem mais dores no corpo, e esse é o seu principal sintoma, então o ibuprofeno provavelmente é um pouco melhor, já que é um anti-inflamatório.” Alertou ainda para o facto de algumas pessoas serem alérgicas ao tipo de medicamento que o ibuprofeno pertence.

Farmacêutica deixa alerta: Erro ao tomar medicamentos pode ser perigoso

A farmacêutica Anum, aqui citada pelo Mirror, revelou que muitas pessoas acabam por partir medicamentos, reduzi-los a pó ou até por retirar o conteúdo de cápsulas quando não existe qualquer indicação para fazê-lo.

Desta forma, poderá estar a comprometer a eficácia dos fármacos e até corre o risco de trazer alguns problemas de saúde mais tarde. Assim, os medicamentos devem ser tomados segundo as indicações que são dadas tanto pelos médicos como pelos que aparecem nas bulas informativas.

“Sabia que triturar comprimidos ou abrir cápsulas e ingerir apenas o pó pode ser perigoso? Nem todos os comprimidos podem ser triturados e nem todas as cápsulas podem ser abertas”, começou por dizer Anum num vídeo partilhado nas suas redes sociais.

"Alguns medicamentos são de liberação modificada, portanto, se esmagar ou abrir as cápsulas, poderá afetar o perfil de libertação do fármaco, o que significa que pode não durar tanto tempo e pode aumentar o risco de efeitos colaterais”, continua.

Alguns medicamentos em cápsula acabam por proteger o estômago e também proteger o próprio medicamento do ácido que se encontra no estômago. "Não deve mexer no revestimento. Mais preocupante ainda é que alguns comprimidos e cápsulas podem ser irritantes e prejudiciais se foram tocados depois de triturados.”

Assim, qualquer modificação que faça aos comprimidos convém falar primeiro com o seu médico para perceber se tal é possível e de não está a comprometer o efeito ou a trazer alguns riscos desnecessários.


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Trump ameaça cortar "todas as relações comerciais" com Espanha... O Presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que vai cortar "todas as relações comerciais" com a Espanha, considerando que é um "parceiro terrível" da NATO e um país governado por "pessoas más".

© Lusa   08/07/2026 

Em declarações aos jornalistas num evento com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem da cimeira da Aliança Atlântica, em Ancara, Donald Trump renovou as críticas à Espanha, que acusou de ser um "parceiro terrível". 

"Não participam [na NATO], não pagam. Eu não quero ter nada a ver com a Espanha. Corta todas as relações com a Espanha, se faz favor, incluindo visitas, ok?", disse Trump, dirigindo-se ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

O Presidente dos Estados Unidos considerou que, quando essas restrições forem impostas, a Espanha vai "voltar a correr" para os braços dos norte-americanos e reiterou que quer cortar "qualquer relação comercial" com aquele país.

"São um caso perdido, são más pessoas. Todos estão a pagar e a trabalhar, mas Espanha é abertamente hostil. Vamos ver se continuam a ser hostis quando ligarem a dizer 'por favor, por favor, queremos fazer comércio convosco, senhor'. Ganham tanto dinheiro connosco e vamos garantir que passam a ganhar muito menos", afirmou.

No ano passado, durante a cimeira de Haia, o Presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado cortar as relações comerciais com Espanha, após o presidente do executivo espanhol, Pedro Sánchez, ter recusado cumprir a meta de dedicar 5% do PIB à Defesa.

Depois destas declarações sobre Espanha, Trump voltou a abordar a questão da Gronelândia, assumindo que é um "grande problema", que é "muito importante para os Estados Unidos e não é importante para a Dinamarca".

O Presidente dos Estados Unidos alegou que, quando a Dinamarca foi "atropelada pelos nazis em menos de um dia" durante a Segunda Guerra Mundial, pediu aos Estados Unidos para "tomarem conta da Gronelândia".

"E nós ficámos com a Gronelândia e depois, estupidamente, devolvemo-la, porque nós é que precisamos da Gronelândia. Nós precisamos da Gronelândia para proteger o mundo, não apenas os Estados Unidos", afirmou, acrescentando que nunca teria devolvido a Gronelândia à Dinamarca.

"E também não teria devolvido o canal do Panamá", acrescentou.

Donald Trump voltou ainda a afirmar que está "muito descontente" com a NATO devido à postura que países como a França, Alemanha, Itália ou Reino Unido adotaram perante a guerra no Irão, ao recusarem ceder bases militares às Forças Armadas norte-americanas.

"Ninguém quis ajudar, a não ser alguns países mais pequenos, porque são mais vulneráveis. Foi a única razão pela qual quiseram ajudar", considerou.

Trump assegurou que irá transmitir aos restantes líderes os seus "problemas", apesar de reiterar que gosta dos chefes de Estado e de Governo europeus.

"Acho que não trataram bem os Estados Unidos durante muitos anos, mas pronto, são pessoas sãs, racionais e boas pessoas, pelo menos a maior parte", disse.


Teerão ameaça atacar países que apoiem guerra dos EUA

Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP   Por  Jn.pt/   8 de julho, 2026 

As Forças Armadas iranianas alertaram, esta quarta-feira, que qualquer local que permita aos Estados Unidos atacar o Irão é um "alvo legítimo", após o retomar das hostilidades entre os dois países, apesar do acordo de cessar-fogo.

"Qualquer apoio prestado às forças militares agressoras norte-americanas no sentido da violação da soberania e o território do Irão Islâmico tornará o local um alvo legítimo para as Forças Armadas", afirmou o Estado-Maior iraniano em comunicado.

As autoridades do Bahrein e do Kuwait denunciaram hoje ataques iranianos na mesma altura em que a Guarda Revolucionária do Irão confirmava o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.

No Bahrein está baseada a 5.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e no Kuwait as forças norte-americanas mantêm bases e instalações militares.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão confirmou ter visado hoje instalações militares norte-americanas em ambos os países em retaliação contra um ataque aéreo dos Estados Unidos.

Segundo a nota, o exército norte-americano violou abertamente o cessar-fogo e o acordo de Islamabad ao lançar um ataque aéreo contra várias bases costeiras e instalações civis iranianas na costa das províncias de Hormozgan e Mahshahr.

O Bahrein acionou as sirenes de alerta três vezes hoje de manhã.

As Forças Armadas norte-americanas atacaram o Irão na última madrugada, depois de afirmarem que Teerão tinha atingido três navios no estreito de Ormuz.

O Irão retaliou com ataques contra o Bahrein e o Kuwait.

Entretanto, os preços do petróleo dispararam hoje após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se referiu o fim da trégua com o Irão, em plena retoma das hostilidades desencadeada por ataques a embarcações no Estreito de Ormuz - ataques que Washington atribui a Teerão.

Por volta das 8.30 horas, o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro saltou 5,26% para 78,06 dólares. A congénere norte-americana, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto, subiu 5,32% para 74,19 dólares.

Chanceler alemão nega qualquer possiblidade da Rússia vencer a guerra... O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que a Rússia "não tem qualquer possibilidade" de vencer a guerra contra a Ucrânia, durante a cimeira da NATO, que se realiza em Ancara.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images      Por LUSA   08/07/2026 

"A Rússia não tem qualquer hipótese de vencer esta guerra. Não alcançarão os seus objetivos nesta guerra e quanto mais cedo esta terminar, melhor para a Europa, melhor para a Rússia e melhor para a paz mundial", afirmou Merz, à chegada ao Complexo Presidencial de Bestepe para o segundo dia da cimeira da NATO.

"O fim da guerra depende da Rússia", enfatizou o chanceler alemão, sublinhando que o encontro em Ancara enviará uma mensagem clara a Moscovo.

O chanceler alemão reafirmou o apoio da Aliança Atlântica à Ucrânia, numa altura em que Berlim promove uma iniciativa europeia para auxiliar Kiev com 70 mil milhões de euros este ano e no próximo.

Merz disse ainda esperar que a cimeira de Ancara fomente um "espírito que fortaleça" a NATO.

O líder alemão sublinhou que os parceiros da Aliança cumpriram os acordos alcançados no ano passado em Haia.

"Na sua maioria, entre os Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, melhorámos significativamente os nossos esforços. Vamos discutir isso hoje. Vamos tornar a NATO mais europeia para que possa manter-se transatlântica", enfatizou.

O chanceler alemão citou como exemplo destes esforços a decisão do Canadá de adquirir 12 submarinos avançados Tipo 212 CD à empresa alemã TKMS, desenvolvidos em cooperação com a Noruega, no âmbito de um programa de modernização da força naval avaliado em até 30,75 mil milhões de euros.

Os chefes de Estado e de Governo da NATO reúnem-se hoje em Ancara, no segundo e último dia da cimeira da Aliança Atlântica que terá como principal foco o reforço do investimento em Defesa, nomeadamente dos aliados europeus face a um recuo dos Estados Unidos (EUA), e o apoio à Ucrânia.

A reunião decorre numa altura de tensão entre a Europa e os EUA, com a administração norte-americana liderada pelo republicano Donald Trump a recuar no seu investimento no âmbito da Aliança Atlântica, inclusive com a retirada de tropas do território europeu, argumentando que cabe aos aliados europeus um maior papel na defesa do chamado "velho continente".


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O primeiro-ministro húngaro reiterou hoje, durante a cimeira da NATO em Ancara, que a Hungria não fornecerá armas nem tropas à Ucrânia, embora tenha assegurado que Budapeste manterá a ajuda humanitária.

"São escumalha". Donald Trump afirma que cessar-fogo no Irão "acabou"... "São pessoas doentes", diz, presidente dos Estados Unidos.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images     Por  noticiasaominuto.com   08/07/2026 

Donald Trump afirmou esta quarta-feira que acredita que o cessar-fogo com o Irão "acabou", depois de Washington e Teerão terem trocado novos ataques na sequência de supostos ataques no Estreito de Ormuz.

Questionado sobre o Memorando de Entendimento para pôr fim à guerra, o presidente dos Estados Unidos disse:  "No que a mim me diz respeito, acabou", respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, que termina hoje em Ancara, capital da Turquia.

"Não quero ter mais nada a ver com eles. São escumalha… são pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam", atirou, em seguida.

As afirmações surgem horas depois de as forças armadas norte-americanas terem lançado uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido três navios mercantes em águas próximas de Omã.

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) confirmou ter levado a cabo "poderosos ataques" noturnos contra mais de 80 alvos em território iraniano, "para impor penalizações elevadas [ao Irão], por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes numa via navegável internacional".

"A agressão demonstrada pelo Irão foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo", indicou o comunicado, divulgado nas redes sociais.

Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica do iranianas foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional".

Mais tarde, a Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e Bahrein, como resposta ao que disse ter sido uma "violação clara" do acordo de cessar-fogo.

Entretanto, esta quarta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, considerou que os últimos ataques norte-americanos no Irão foram "absolutamente necessários", manifestando o desejo de que os aliados reafirmem "que o Irão não deve, em caso algum, adquirir capacidade nuclear".


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O Qatar, um dos países mediadores nas negociações entre o Irão e os Estados Unidos, condenou hoje os ataques levados a cabo pelo Irão contra o Kuwait e o Bahrein, em retaliação pelos ataques dos Estados Unidos. 

Rússia ataca fábrica da Samsung em Kiev e destrói oficina de montagem drones... De acordo com o relatório divulgado pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia utilizou dois mísseis Kh-31P e cinco mísseis balísticos Iskander-M e S-400 neste ataque.

Por  SIC Notícias Com Lusa  

As Forças Armadas russas lançaram um ataque contra Kiev na noite de terça-feira, atingindo a fábrica da Samsung-Ucrânia, que produz peças para mísseis ucranianos Flamingo, e uma oficina de montagem de drones, informou o Ministério da Defesa russo.

"Em resposta aos ataques terroristas ucranianos contra a infraestrutura civil na Rússia, as Forças Armadas lançaram um ataque com armas de precisão terrestres contra instalações militares e industriais ucranianas em Kiev", declarou um comandante militar russo na MAX, a rede de mensagens russa.

Segundo o Ministério da Defesa, o ataque atingiu uma fábrica da Samsung-Ucrânia que produz e armazena componentes para mísseis de cruzeiro terrestres FP-5 Flamingo, bem como uma oficina de montagem de drones de longo e médio alcance.

Na quarta-feira, a Força Aérea Ucraniana reconheceu que as suas defesas aéreas foram incapazes de intercetar qualquer um dos mísseis lançados pela Rússia naquela manhã.

De acordo com o relatório divulgado pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia utilizou dois mísseis Kh-31P e cinco mísseis balísticos Iskander-M e S-400 neste ataque.

Nenhum dos cinco mísseis balísticos foi abatido e todos atingiram seus alvos, segundo a Força Aérea Ucraniana, que especificou que os dois mísseis Kh-31P não foram destruídos no ar, mas não atingiram os alvos.

Outros ataques recentes

A Ucrânia já tinha sido atacada na segunda-feira com 29 mísseis balísticos, nenhum dos quais foi intercetado pelas defesas aéreas ucranianas.

Na passada quinta-feira, a Rússia lançou um ataque ainda mais massivo, que demonstrou ainda mais a vulnerabilidade da Ucrânia a mísseis balísticos.

A Ucrânia depende dos sistemas Patriot e dos mísseis que esses sistemas americanos utilizam - os intercetores PAC-3 - para abater mísseis russos.

Este novo ataque coincide com a cimeira da NATO em Ancara, onde o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, priorizou a obtenção de mais ajuda da Europa e dos EUA para combater este tipo de ofensiva.

EUA restabelecem sanções ao petróleo iraniano... Os Estados Unidos (EUA) restabeleceram hoje as sanções económicas sobre o petróleo iraniano, afirmando que respondem assim às ações "totalmente inaceitáveis" do Irão no Estreito de Ormuz, onde vários navios foram atacados.

© Getty Images       Por  LUSA   07/07/2026 

Três navios foram atingidos em 24 horas nesta passagem marítima, informou a agência de segurança marítima britânica UKMTO, com o Qatar e a Arábia Saudita a imputarem dois desses ataques ao Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington. 

O Irão e os EUA assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo para acabar com a guerra iniciada em 28 de fevereiro com um ataque israelo-norte-americano a Teerão.

O texto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções dos EUA ao petróleo iraniano.

O Departamento do Tesouro dos EUA interditou "novas transações" de hidrocarbonetos iranianos a partir de terça-feira.

A Arábia Saudita condenou "o ataque pela República Islâmica do Irão do petroleiro saudita Wedyan" e do "metaneiro qatari Al-Rakayyat", denunciando "um atentado à segurança da navegação internacional e à segurança dos abastecimentos energéticos mundiais".

Sem os mencionar, a UKMTO assinalou na terça-feira dois outros incidentes: um petroleiro atingido por um projétil não identificado e um navio-cisterna atingido por um drone de origem desconhecida.

Nestes casos, não houve registo de pessoas feridas, nem de estragos ambientais.

Depois do protocolo assinado, a navegação retomou no Estreito de Ormuz, apesar de alguns incidentes.

No final de junho, os EUA acusaram o Irão de atacar dois navios e, na sequência, bombardearam o país, após o que os dois se puseram de acordo para parar com as hostilidades.

O Irão tem repetido, apesar da oposição dos EUA, que não vai haver regresso à situação anterior à guerra, quando a passagem pelo Estreito era gratuita, e ameaça os navios que procurem contornar o único itinerário que autorizou, ao longo das suas costas.

Esta subida das tensões ocorre quando o Irão organiza desde sábado honras fúnebres, de seis dias, para o seu líder, Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques israelo-norte-americanos, cujo corpo acaba de chegar ao Iraque, para procissões em Najaf e Kerbala, onde estão os santuários mais venerados pelos muçulmanos xiitas.


terça-feira, 7 de julho de 2026

PROMOTORIA MILITAR PEDE PRISÃO PREVENTIVA DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA POR ALEGADA CUMPLICIDADE EM TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

Por  Rádio Sol Mansi   07.06.2026 

A Promotoria do Tribunal Militar Superior requereu ao Juiz de Instrução Criminal a aplicação da medida de prisão preventiva ao presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, por alegada participação, na qualidade de cúmplice, na preparação da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 25 de outubro de 2025.

Segundo o requerimento consultado pela Rádio Sol Mansi, os investigadores consideram existirem "fortes indícios" de que o suspeito participou de forma consciente na preparação e no apoio logístico da operação, alegações que ainda serão apreciadas pelo tribunal.

A Promotoria sustenta que um testemunho e um co-suspeito afirmaram que Domingos Simões Pereira terá disponibilizado cerca de 300 milhões de francos CFA para financiar a logística da alegada operação.

O documento refere ainda que várias reuniões relacionadas com o alegado plano terão ocorrido na residência do suspeito, com o seu conhecimento e consentimento.

De acordo com os autos, o testemunho Júlio Mam Bali terá sido colocado em contacto com Domingos Simões Pereira através de uma videochamada realizada por Alexandre Patrão Indin, igualmente investigado no processo.

A Promotoria enquadra os factos como alegada cumplicidade na tentativa de golpe de Estado, indicando os crimes de Alteração do Estado de Direito e Atentado Contra o Chefe de Estado, previstos no Código Penal e no Código de Justiça Militar.

No requerimento, o Ministério Público defende que a prisão preventiva é necessária devido aos

Alegado perigo de fuga, face à gravidade dos crimes investigados, possível influência sobre testemunhas, co-suspeitos e outros intervenientes no processo, risco de destruição, ocultação ou manipulação de provas, alegado perigo de continuação da atividade criminosa ou de atos que possam comprometer a ordem constitucional e a segurança pública.

Segundo a Promotoria, medidas de coação menos gravosas seriam insuficientes para assegurar o normal decurso do inquérito.

O pedido baseia-se em elementos constantes do processo, incluindo denúncia inicial, declarações de testemunhas, declarações de co-suspeitos, declarações prestadas por Domingos Simões Pereira e autos de acareação.

Compete agora ao Juiz de Instrução Criminal analisar o requerimento e decidir se estão reunidos os pressupostos legais para decretar ou não a prisão preventiva. Até eventual decisão judicial definitiva, as alegações constantes do requerimento representam a posição da Promotoria e não constituem prova de culpa.

Estados Unidos lançam vaga de "ataques poderosos" contra o Irão... Os Estados Unidos lançaram vários ataques contra o Irão. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) trata-se de retaliação a uma série de ataques contra navios comerciais perto do Estreito de Ormuz.

© AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto   07/07/2026 

Os Estados Unidos lançaram, esta terça-feira, "uma série de ataques poderosos" contra o Irão. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM) avança trata-se de retaliação a ataques contra navios comerciais perto do Estreito de Ormuz.

"As forças do Comando Central dos EUA iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irão para impor consequências pesadas a quem visa navios mercantes tripulados por civis inocentes numa via navegável internacional", começa por escrever o Centcom numa publicação na rede social X.

E continua: "Os ataques norte-americanos são uma resposta aos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irão foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo".

A imprensa estrangeira já dá conta de que foram ouvidas várias explosões em Sirik, uma cidade portuária perto do Estreito de Ormuz, e estrondos na ilha de Qeshm e em Bandar Abbas. Foram ainda reportados projéteis que caíram em Taheroui. 

Irão acusa EUA de violar memorando de entendimento

Os Estados Unidos restabeleceram as sanções ao petróleo iraniano e o Irão avisou que as negociações para um acordo final com os Estados Unidos não começarão enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar a República Islâmica.

Segundo o MNE iraniano a suspensão da isenção das sanções é uma "clara violação" do memorando assinado em junho. Essa declaração, referem em comunicado, citado pela Al Jazeera, demonstra "má-fé" e comprova que não se pode confiar na administração norte-americana.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, ao mesmo tempo que alerta para as consequências da violação do acordo, tomará todas as medidas que considere necessárias para proteger os seus interesses nacionais", lê-se no documento.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi retomado na sequência da assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, a 17 de junho, para pôr fim ao conflito. Desde então o Irão e os Estados Unidos realizaram duas rondas de negociações de alto nível.

Em 2024, circulavam diariamente pelo estreito cerca de 20 milhões de barris de crude, o equivalente a quase 20% do consumo mundial de petróleo líquido, segundo a Agência de Energia norte-americana. 


Leia Também: Irão ameaça retaliar "de forma decisiva" por ataques dos EUA

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão ameaçou hoje retaliar "de forma decisiva", após os Estados Unidos atacarem o país em resposta a ataques da República Islâmica a navios no estreito de Ormuz.

RGPH4 conclui recolha de dados e marca o primeiro recenseamento digital da Guiné-Bissau

Por Radio Voz Do Povo 

O Instituto Nacional de Estatística, INE, concluiu a etapa de recolha de dados do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, RGPH4. É a maior operação estatística realizada no país desde 2009 e o primeiro censo integralmente digital da Guiné-Bissau.

A operação mobilizou milhares de agentes em todo o território nacional. Entre eles, Recenseadores, Controladores, Supervisores, Assistentes TIC, Coordenadores Regionais e equipas técnicas do Departamento Central de Recenseamento. O trabalho foi precedido de atualização cartográfica, recrutamento, formação e distribuição de equipamentos.

Pela primeira vez, a recolha foi feita com recurso a tablets, georreferenciação de edifícios e sistemas de monitorização em tempo real. Segundo o INE, esta mudança representa “um legado importante para o fortalecimento do Sistema Estatístico Nacional”.

Durante a recolha, o INE enfrentou dificuldades de acesso a algumas localidades, mobilidade da população, ausência de moradores e necessidade de revisitas. Para garantir a qualidade, foi criado um sistema de controlo diário na Sala de Situação, com produção de listagens de revisão e retorno das equipas ao terreno.

O processo de revisão permitiu corrigir inconsistências e reforçar a cobertura, assegurando que o maior número possível de pessoas e alojamentos fosse incluído.

O INE informa que os resultados preliminares do RGPH4 serão divulgados no dia 23 de julho. Serão apresentados os primeiros totais da população recenseada e indicadores básicos por região e setor.

O trabalho não termina aqui. Segue-se agora a fase de processamento detalhado: crítica, validação, análise de consistência, tratamento de duplicidades e codificação de respostas.

O programa de divulgação prevê ainda a publicação de tabelas oficiais, relatórios temáticos, monografias regionais, atlas geodemográfico, portal de dados e base nacional de alojamentos georreferenciados. A disseminação será feita de forma progressiva até ao final de 2027.

O INE agradeceu à população guineense pela colaboração, bem como a autoridades locais, líderes comunitários, parceiros técnicos e financeiros, órgãos de comunicação social e todas as instituições envolvidas.

“RGPH4 – Djuntus, pa disenvulvimentu di Guiné-Bissau”, refere o comunicado do Instituto.

Polónia confirma envio de mísseis Patriot para a Ucrânia: disputa política continua

Direitos de autor Bernd Wuestneck/dpa za pośrednictwem AP, Władysław Kosniniak-Kamysz/Facebook, Paweł Głogowski      Por  pt.euronews.com 07/07/2026

O Ministério da Defesa confirmou que a Polónia entregou à Ucrânia mísseis Patriot, decisão que encerrou as especulações sobre a ajuda, mas gerou tensão entre o governo e a Presidência.

Segundo o Ministério da Defesa Nacional (MON), a decisão de enviar os mísseis foi tomada após consultas com os aliados e na sequência de um pedido das estruturas da NATO responsáveis pelo planeamento das operações de defesa.

O ministério sublinha que o número de projéteis enviados representou apenas uma pequena parte das reservas polacas e não afetou a capacidade das Forças Armadas polacas de proteger o espaço aéreo nacional. O MON assinala também que a Polónia continua a ser um dos países com acesso prioritário a novas entregas de mísseis PAC-3 no âmbito da cooperação com os aliados.

Polónia: Ministério da Defesa garante que segurança não foi enfraquecida

De acordo com os dados divulgados, o valor da ajuda militar polaca à Ucrânia ultrapassou os 16 mil milhões de zlotys. A maior parte do apoio foi enviada para Kiev em 2022–2023 e incluiu, entre outros, carros de combate, veículos de combate de infantaria, sistemas de artilharia, aviões, helicópteros e diversos tipos de munições. A lista inclui também mísseis para o sistema Patriot, cujo envio não tinha sido previamente confirmado oficialmente.

Sobre a dimensão deste apoio falou na TVN24 o vice-ministro da Defesa Nacional, Cezary Tomczyk. Salientou que a Polónia não entregou à Ucrânia todo o sistema Patriot, mas apenas um número reduzido de mísseis destinados a esse sistema. Segundo explicou, a decisão foi precedida por uma análise militar e por consultas com os aliados.

«Falamos de um número residual. Não posso falar em valores, posso dizer que a Polónia está protegida», afirmou Tomczyk. Acrescentou que a Polónia entregou à Ucrânia «alguns mísseis» e que toda a operação foi acordada com o secretário-geral da NATO e com a parte norte-americana.

O vice-chefe do MON garantiu, ainda, que a ajuda enviada não enfraqueceu as capacidades de defesa do país. Sublinhou que a Polónia dispõe das salvaguardas necessárias e pode contar com o apoio dos aliados em caso de ameaça.

Militares norte-americanos do 5.º Batalhão do 7.º Regimento de Defesa Aérea são vistos no campo de treino de Sochaczew, na Polónia, sábado, 21 de março de 2015, durante exercícios conjuntos Fot. AP/Czarek Sokołowski

Os peritos têm, porém, uma opinião diferente, lembrando que cada envio de mísseis implica a redução das reservas e, por isso, não é totalmente neutro para as capacidades de defesa do Estado.

«O que é decisivo é a dimensão da doação e a situação das reservas, e esses dados não são conhecidos. Se forem mantidos os níveis de reserva operacional exigidos, o envio dos mísseis não enfraquecerá necessariamente de forma significativa as capacidades polacas. É preciso recordar também que um míssil russo destruído sobre a Ucrânia não será usado contra a Polónia nem contra outro país da NATO», afirmou em declarações à Euronews Jędrzej Graf, do Defence24.

Polónia: presidente responde ao governo e disputa vai além dos próprios mísseis

A confirmação do envio dos mísseis levou rapidamente o debate para o plano político. Representantes da Chancelaria do Presidente já tinham alegado que não foram devidamente informados da decisão nem dos respetivos pormenores. O governo rejeita firmemente essas acusações, sustentando que a questão foi discutida em reuniões dedicadas à segurança do Estado, às quais também participaram representantes do presidente.

O presidente Karol Nawrocki também comentou o caso. Em resposta às declarações do ministro da Defesa, sublinhou que a responsabilidade pela decisão de enviar os mísseis recai sobre o governo. Ao mesmo tempo, manifestou disponibilidade para colaborar na preparação de soluções legais que regulem futuras doações de material militar.

Como resultado, a disputa já não se limita ao envio dos mísseis para a Ucrânia. Abrange igualmente a forma como são tomadas as decisões e as regras de cooperação entre as principais instituições responsáveis pela segurança do Estado.

«As decisões sobre o envio de armamento são sobretudo competência do governo e do MON e devem basear-se em análises militares. Não é necessária a concordância formal do presidente para cada doação. No caso de sistemas com importância estratégica, o fluxo de informação entre o governo, o MON, o presidente e o BBN deveria, no entanto, ser prática corrente. O conflito atual revela, acima de tudo, um problema de comunicação entre os principais centros de poder do Estado», sublinha Jędrzej Graf.

O especialista chama a atenção para o facto do sistema Patriot continuar a ser um dos elementos centrais da defesa antiaérea e antimísseis contemporânea. Os mísseis PAC-3 estão entre os meios mais avançados destinados a combater mísseis balísticos e outros alvos aéreos.

«São atualmente alguns dos mísseis mais valiosos que a Ucrânia pode receber. Os PAC-3 MSE destinam-se a enfrentar as ameaças balísticas mais avançadas, incluindo os Iskander russos. Protegem cidades, infraestruturas críticas e instalações militares-chave. Com reservas limitadas de efetores, cada lote adicional tem um impacto operacional real e imediato», destaca.

Polónia reforça arsenal de Patriot: assinado contrato para novos mísseis

Em paralelo com o debate sobre o envio de parte dos mísseis para a Ucrânia, a Polónia está a desenvolver as suas próprias capacidades de defesa aérea. Na terça-feira, o ministro da Defesa anunciou a assinatura de um acordo relativo ao sistema Patriot, que inclui a compra de novos mísseis. Estes deverão aumentar as reservas de munições destinadas às baterias polacas de defesa antiaérea.

A expansão do sistema Patriot é um dos pilares do programa «Wisła», que visa criar um sistema de defesa aérea em múltiplas camadas na Polónia. O Ministério da Defesa Nacional sublinha que o aumento do número de mísseis disponíveis é essencial para manter a prontidão operacional e garantir a segurança do país.

As novas aquisições inserem-se também no contexto mais amplo do apoio prestado à Ucrânia. Ao enviar parte das suas próprias reservas, a Polónia, em simultâneo, repõe os stocks e investe num reforço adicional do sistema nacional de defesa aérea, para manter as capacidades de defesa exigidas.


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O primeiro-ministro canadiano anunciou hoje uma nova ajuda militar à Ucrânia no valor de 570 milhões de euros durante uma reunião com o Presidente ucraniano, à margem da cimeira da NATO em Ancara.

Cientistas descobrem nova forma de combater bactérias resistentes a antibióticos

Direitos de autor Janice Haney Carr, Jeff Hageman, M.H.S, USCDCP vía Pixnio   Por  pt.euronews.com  07/07/2026 

Estudo com participação da Universidade Pompeu Fabra identifica mecanismo que remove proteção das bactérias em laboratório e pode abrir novas vias contra a resistência aos antibióticos

Uma equipa internacional de investigadores identificou um mecanismo até agora desconhecido que permite às bactérias libertarem-se dos biofilmes, ou seja, das estruturas que lhes servem de refúgio contra os antibióticos e o sistema imunitário. A descoberta, feita numa bactéria modelo, permitiu ainda provocar a desintegração destas comunidades em laboratório sem utilizar fármacos, um avanço que poderá inspirar futuras estratégias para combater infeções persistentes.

O estudo, publicado na revista 'Nature Microbiology (fonte em espanhol)', é liderado por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego e conta com a participação de investigadores da Universitat Pompeu Fabra (UPF). O trabalho descreve como determinadas bactérias produzem um hidrogel que, ao absorver água, acumula pressão suficiente para expulsar células a partir do interior do biofilme.

Os biofilmes são agrupamentos de bactérias que vivem agregadas e protegidas por uma espécie de camada pegajosa que elas próprias produzem. Essa barreira dificulta a ação dos antibióticos e do sistema imunitário e está na origem de muitas infeções persistentes associadas a próteses, cateteres ou feridas que não chegam a cicatrizar.

Os investigadores descobriram que, quando chega o momento de dispersarem, as bactérias produzem uma substância gelatinosa que absorve água e gera força suficiente para empurrar algumas células para fora do biofilme. Desta forma, esses microrganismos conseguem deslocar-se e colonizar outros locais.

Além disso, a equipa conseguiu manipular esse mecanismo. Ao potenciá-lo, fez com que os biofilmes se quebrassem sem necessidade de recorrer a antibióticos, embora os autores alertem que, para já, o trabalho foi realizado apenas em laboratório e ainda está longe de se traduzir num tratamento para doentes.

Alemanha defende que Líbano deve eliminar ameaça do Hezbollah... O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, apelou hoje, em Jerusalém, às autoridades libanesas para que ponham termo ao "controlo" exercido pelo movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, no sul do Líbano.

© Osmancan Gurdogan/Anadolu via Getty Images      Por LUSA   07/07/2026 

"É fundamental que o Líbano demonstre agora determinação, afirme a sua autoridade e garanta que o Hezbollah deixe de exercer um controlo efetivo sobre o sul do país", declarou Wadephul numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo israelita, Gideon Saar, no âmbito de uma visita a Jerusalém.

"Nenhuma ameaça, seja qual for, deve partir do território libanês contra Israel", acrescentou.

O Hezbollah envolveu o Líbano no mais recente conflito no Médio Oriente a 02 de março, ao disparar foguetes contra Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, em ataques norte-americanos e israelitas, que tiveram início a 28 de fevereiro.

Desde então, Israel tem conduzido uma vasta campanha de bombardeamentos e operações militares no sul do Líbano, que provocaram mais de 4.300 mortos, segundo as autoridades libanesas, mantendo igualmente a ocupação de uma parte significativa daquela região. Do lado israelita, morreram 38 militares e um contratado civil.

A situação estabilizou parcialmente após a entrada em vigor, a 21 de junho, de um frágil cessar-fogo, antes da assinatura, cinco dias depois, de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com vista a uma "paz duradoura".

O acordo condiciona a retirada israelita ao desarmamento do Hezbollah, exigência que o movimento xiita rejeita.

Wadephul, que apoia a ofensiva terrestre israelita no Líbano, classificou como um "passo histórico" as negociações em curso entre Israel e o Líbano, sob mediação dos Estados Unidos, que deverão ser retomadas em Roma na próxima semana.

O chefe da diplomacia alemã abordou também a situação na Cisjordânia ocupada, criticando a expansão dos colonatos israelitas, que, na sua opinião, compromete "as perspetivas de paz".

 Wadephul apelou ainda a Israel para desbloquear as receitas fiscais e aduaneiras destinadas à Autoridade Palestiniana, com sede em Ramallah, de forma a evitar o seu colapso.

"A Autoridade Palestiniana necessita urgentemente de reformas, mas enfraquecê-la não contribui para a segurança de Israel", afirmou, alertando para o risco de se criar "um vazio que poderá ser ocupado por forças mais radicais".

"Os palestinianos precisam de uma perspetiva de futuro político e económico", sublinhou.

Durante o encontro de hoje entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros, o nono realizado no último ano, a Alemanha comprometeu-se a apoiar o memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, com cinco milhões de euros por ano até 2030.

Devido à sua responsabilidade histórica pelo Holocausto, a Alemanha tornou-se, nas últimas décadas, um dos principais aliados de Israel.

Terceiro navio atingido no estreito de Ormuz em 24 horas... Um terceiro navio foi atingido no estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, disse hoje a agência de segurança marítima britânica UKMTO, depois de um ataque contra um petroleiro ter sido atribuído pelo Qatar ao Irão.

© Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP via Getty Images     Por  LUSA   07/07/2026 

"A UKMTO recebeu um relato de um novo incidente envolvendo um navio-cisterna em trânsito no estreito de Ormuz. O navio foi atingido por um drone de origem desconhecida e sofreu danos estruturais ligeiros. Não há registo de feridos nem de qualquer derrame de poluentes", indicou a agência nas redes sociais.

Momentos antes, a UKMTO tinha indicado que um segundo navio foi atingido por um projétil não identificado igualmente no estreito de Ormuz.

"O navio-petroleiro foi atingido por um projétil não identificado e terá sofrido danos estruturais. Não foram registados feridos nem qualquer impacto ambiental", indicou a UKMTO em comunicado.

Pouco antes, o Qatar acusou o Irão de ter visado um dos seus petroleiros quando este navegava ao largo da costa de Omã.

Na segunda-feira à noite, a UKMTO avançou que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado ao largo de Omã, na região do estreito de Ormuz.

O ataque, que não causou feridos nem danos ambientais, ocorreu a oito milhas náuticas (15 quilómetros) a leste de Limah, no Sultanato de Omã.

Os navios mercantes têm sido fortemente afetados pelo conflito no Médio Oriente desde 01 de março, quando o Irão fechou esta passagem vital em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas, tendo os EUA, por seu lado, imposto um bloqueio aos portos iranianos.

O tráfego marítimo foi retomado na sequência da assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, a 17 de junho, para pôr fim ao conflito.

Mas o Irão reiterou, apesar da oposição dos EUA, que não haverá regresso à situação pré-guerra, quando a passagem pelo estreito era gratuita, e ameaçou os navios que tentarem contornar a única rota que autorizou, ao longo das suas costas.

No final de junho, ao acusar Teerão de ter atacado dois navios, os Estados Unidos bombardearam o país em retaliação, e o Irão, por sua vez, atacou o Kuwait e o Bahrein.

Teerão e Washington chegaram depois a novo acordo sobre uma trégua nas hostilidades.

O estreito de Ormuz constitui a principal rota marítima que liga os países petrolíferos do Médio Oriente ao resto do mundo, em particular aos mercados asiáticos.

Em 2024, circulavam diariamente pelo estreito cerca de 20 milhões de barris de crude, o equivalente a quase 20% do consumo mundial de petróleo líquido, segundo a Agência de Energia norte-americana.


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O Qatar condenou hoje um ataque a um dos seus navios de transporte de gás natural liquefeito (GNL), quando navegava ao largo da costa de Omã, responsabilizando o Irão pelo incidente.

Trump considera venda de F-35 à Turquia (mesmo após pedido de Israel)... O Presidente norte-americano disse hoje que está a ponderar vender caças F-35 à Turquia, um dia depois do primeiro-ministro israelita ter pedido aos Estados Unidos para não venderem estas aeronaves a Ancara.

© Emrah Gurel - Pool/Getty Images      Por LUSA   07/07/2026 

"Temos uma relação muito boa. Porque não havíamos de fazer isso? Temos uma relação melhor com a Turquia, e a Turquia tem sido, em muitos aspetos, muito mais leal do que outros países de quem esperávamos lealdade", afirmou Donald Trump aos jornalistas depois de chegar à capital turca para a cimeira da NATO. 

"Por isso, é algo que estamos, sem dúvida, a considerar. É um excelente avião, é o melhor, atualmente o melhor avião e é certamente algo que voltaremos a considerar", acrescentou Trump depois de ser questionado sobre a possível venda desses caças à Turquia, algo que Washington tinha descartado após Ancara ter recebido sistemas antiaéreos da Rússia em 2019.

Já o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a Turquia recebeu "um compromisso" relativamente aos F-35 e Trump deu a sua palavra.

"Durante as nossas conversas nesta cimeira, iremos valorizar positivamente o compromisso que recebemos da sua parte relativamente aos F-35 no que diz respeito ao futuro. Trump sempre cumpriu a sua palavra nesta matéria. Creio que também será tomada uma decisão favorável sobre a questão dos F-35", afirmou Erdogan.

Trump, por outro lado, destacou a boa relação que mantém com o líder turco, no poder há quase 25 anos e acusado pela oposição do país de governar de forma cada vez mais autoritária.

"Nunca se sabe por que razão uma relação é especial, por vezes, damo-nos bem com as pessoas mais fortes, como ele [Erdogan], e outras vezes não se dá bem com as pessoas mais fracas e patéticas. Mas desde o momento em que nos conhecemos que nos damos bem", afirmou o líder republicano.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu aos EUA para não venderem caças F-35 e os motores destas aeronaves à Turquia, por considerar que tal podia desencadear uma "alteração no equilíbrio de poder" na região.

Netanyahu referiu-se então à Turquia como um "grande país", mas lamentou que seja liderada por Erdogan, que "ameaça abertamente Israel" e "ocupa metade de Chipre".

A diplomacia turca criticou já o pedido do primeiro-ministro israelita, feito algumas horas antes do início da cimeira da NATO. São "acusações sem qualquer fundamento" que circularam "de forma coordenada", promovidas por Telavive no âmbito de "uma campanha que visa desinformar", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco, em comunicado.

"Netanyahu e os seus cúmplices procuram distorcer deliberadamente qualquer crítica contra si e desviar a atenção através de propaganda sistemática", salientou o ministério turco, antes de sublinhar que estes esforços "já não convencem a comunidade internacional nem conseguem ocultar o genocídio perpetrado pelo Governo de Netanyahu em Gaza, as políticas de ocupação e anexação e as ações de desestabilização na região".

"O objetivo da Turquia é que todos os países e povos da região vivam em paz, estabilidade e prosperidade. Com este entendimento, voltamos a exortar Israel a adotar uma política construtiva e pacífica. A Turquia continuará a dizer a verdade", referiu ainda na mesma nota.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, reiterou que Israel se opõe à venda dos caças.

"É fundamental que Israel, na região em que vivemos, mantenha a sua vantagem militar qualitativa. Sempre foi política dos Estados Unidos apoiar essa vantagem. E estou certo de que esta é também a política do Presidente Trump e da sua administração, que é uma administração muito amiga. Por isso, espero que isso não venha a acontecer", afirmou Saar numa conferência de imprensa em Jerusalém com o homólogo alemão, Johann Wadephul, citado pelo jornal Times of Israel.

Os EUA retiraram a Turquia do programa de desenvolvimento e aquisição dos caças F-35 em 2019, na sequência da compra, por Ancara, do sistema russo de defesa antiaérea S-400, cuja aquisição tinha sido anunciada em 2017.

No entanto, Erdogan poderá tentar capitalizar as boas relações que mantém com o homólogo norte-americano para garantir a entrega de seis caças F-35 já pagos por Ancara, de acordo com a agência de notícias France-Presse.


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O presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que provavelmente não estaria a participar na cimeira da NATO se o encontro fosse realizado na Europa, reiterando as críticas aos aliados europeus no âmbito da guerra no Irão.