sábado, 3 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: PAZ NO SEIO DA SOCIEDADE GUINEENSE!... Em nenhuma circunstância criámos as Forças Especiais de Defesa e Segurança para se voltarem contra o nosso povo ou contra a sociedade guineense.

 ©Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional   03/10/2026

"Como guineenses, estamos condenados a viver juntos, a partilhar a mesma Pátria e a construir, lado a lado, o futuro da nossa Nação".

Acima das diferenças políticas, das divergências e das adversidades, deve prevalecer o que nos une: a Guiné-Bissau. Que saibamos escolher sempre o caminho da Paz, da Estabilidade, da Tranquilidade, da Tolerância e da Unidade Nacional.

Caros irmãos e irmãs guineenses,

Senhoras e Senhores,

Povo da Guiné-Bissau,

Não obstante, "face a algumas especulações feitas pelos adversários", queremos, por esta via, informar que estamos a acompanhar, com serenidade e atenção, a situação política no nosso país, bem como o desenrolar dos acontecimentos políticos e sociais.

Tomámos nota e estamos a acompanhar paulatinamente.

Em nenhuma circunstância criámos as Forças Especiais de Defesa e Segurança para se voltarem contra o nosso povo ou contra a sociedade guineense. A sua existência era orientada para a proteção do Estado, da população e da ordem constitucional, numa perspetiva de prevenção, segurança e defesa do bem-estar coletivo, não para atacar ninguém, como têm vindo a ser veiculadas, por antigos opositores políticos, algumas mensagens e narrativas que podem contribuir para aumentar as tensões na nossa sociedade.  Apelamos a todos ao sentido de responsabilidade, à moderação e ao respeito mútuo.

Fomos transformados em parte do problema e, por essa razão, afastados das nossas funções de responsabilidade estatal. Ainda assim, por amor à Guiné-Bissau e pelo bem-estar do nosso povo, optámos pela serenidade, evitando qualquer palavra ou atitude que pudesse contribuir para a instabilidade, a divisão ou a turbulência social.

Saímos do país com a esperança de que as autoridades competentes pudessem esclarecer integralmente as verdadeiras causas e responsabilidades relacionadas com a instabilidade política. Contudo, perante aquilo que estamos a acompanhar, não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação com situações que possam atingir pessoas que nos são próximas ou procurar apagar os legados e as realizações alcançadas durante o nosso mandato, por parte dos antigos opositores.

Se servir o povo, trabalhar pelo desenvolvimento nacional e procurar retirar a Guiné-Bissau das dificuldades forem considerados erros, então aceitaremos ser julgados pela História por essas escolhas. Mas, se as nossas ações tiverem contribuído para o bem-estar da sociedade e para o progresso da Pátria, esperamos que sejam igualmente reconhecidas com justiça, honra e respeito.

Irmãos e irmãs guineenses,

Contra ventos e marés, apelamos à máxima tolerância, serenidade, responsabilidade e respeito pela ordem social. Somos todos guineenses e estamos condenados a viver juntos. Por isso, devemos colocar a paz, a estabilidade, a reconciliação nacional e o interesse da Guiné-Bissau acima das nossas diferenças políticas.

Caros simpatizantes e militantes dos nossos parceiros políticos e aliados. Não façam, repetimos: não façam nada que possa colocar em causa a paz, a tranquilidade e a segurança da nossa sociedade. Neste momento, a responsabilidade de todos deve ser preservar a calma, evitar provocações e contribuir para a reconciliação nacional.  A nossa Pátria precisa de paz, união, estabilidade e segurança.

Deixemos as novas autoridades exercerem as suas responsabilidades com serenidade e permitamos que o povo, através dos mecanismos democráticos, possa avaliar e tirar as suas próprias conclusões.

Da nossa parte, estamos tranquilos.

A nossa estratégia continuará a ser unir as nossas bases políticas, fortalecer a mobilização cívica e preparar democraticamente o próximo embate eleitoral, sempre dentro da lei e com respeito pelas instituições e pelos nossos adversários políticos.

Estamos perante uma nova etapa da nossa democracia. Não podemos desperdiçar tempo nem energia com provocações, conflitos ou situações alheias ao verdadeiro interesse nacional.

O nosso foco é a Guiné-Bissau.

O nosso caminho é a paz.

A nossa força é a unidade.

E o nosso compromisso é com o futuro da Pátria.

Unamo-nos, fortaleçamos as nossas energias e preparemo-nos para o futuro com responsabilidade, esperança e determinação.

Que Deus nos proteja, nos ilumine e abençoe a nossa Pátria amada, a Guiné-Bissau.

Ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP querem missão em Bissau... Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) recomendam o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau, disse hoje o chefe da diplomacia de Cabo Verde.

© Reuters   Por  LUSA   03/10/2026 

"Reunimos em sede informal com os ministros dos negócios estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Consertámos posições e recomendámos o envio de uma missão de bons ofícios de alto nível à Guiné-Bissau para apoiar a estabilização política e o retorno à normalidade democrática", referiu.

A reunião decorreu a 25 de setembro, em Nova Iorque, e deu origem a um comunicado, publicado no portal da CPLP, onde se reiterou o apoio para o regresso à "normalidade constitucional de um estado democrático", mas sem fazer referência à missão.

A Guiné-Bissau foi suspensa da organização lusófona em dezembro de 2025, após um golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral e depôs o Presidente Umaro Sissoco Embaló, que a oposição acusa de ter encenado um golpe contra si próprio.

A presidência da CPLP, que era detida por aquele país africano, passou para Timor-Leste.

A propósito da situação na Guiné-Bissau, Manuel Amante da Rosa classificou hoje como "morno" o estado da relação entre aquele país e Cabo Verde.

"A nossa relação, por causa de certas declarações que foram feitas há uns meses, está, eu não diria congelada, mas está num ritmo morno", disse.

"Nós não temos contatos oficiais com a Guiné, apesar de mantermos um diplomata em Bissau", referiu, recordando que o embaixador foi retirado, mas mantém-se um encarregado de negócios na capital guineense.

Questionado sobre um vídeo com alegadas ameaças à representação cabo-verdiana, Manuel Amante da Rosa referiu que o encarregado de negócios optou por ficar em Bissau perto da comunidade, contactou as autoridades e a situação é "tranquila".

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau anunciou a 15 de julho o "congelamento prático" das relações políticas com o Governo de Cabo Verde, acusando o executivo da Praia de interferência nos assuntos internos do país.

A decisão surgiu em resposta a um apelo feito pelo Governo cabo-verdiano, que solicitou a libertação de Domingos Simões Pereira e manifestou disponibilidade para mediar uma solução pacífica para a crise guineense.

UCRÂNIA: Zelensky diz que foram atingidos alvos na região de Samara... A Ucrânia atingiu nas últimas 24 horas alvos na região de Samara, localizada a cerca de 1.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana anterior ao início da invasão russa, anunciou hoje o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images   LUSA  03/10/2026 

"As nossas sanções chegaram à região de Samara, assim como às posições dos ocupantes que operam sistemas de mísseis Iskander na região de Bryansk", avançou Zelensky na sua conta na rede social X, onde também mencionou "resultados" no Mar Negro.

O Presidente ucraniano utiliza frequentemente o termo "sanções" para se referir a ataques de longo alcance levados a cabo pelas Forças Armadas da Ucrânia.

Na sua mensagem, Zelensky denunciou os recentes ataques russos que atingiram, entre outros alvos, a Ponte do Norte em Kiev, bem como edifícios residenciais, caminhos-de-ferro e infraestruturas energéticas em várias regiões da Ucrânia.

"Os russos continuam a ter como alvo a nossa infraestrutura e tudo o que sustenta a vida quotidiana", enfatizou o chefe de Estado ucraniano.

As defesas aéreas ucranianas abateram 131 drones russos entre a noite de sexta-feira e a manhã de hoje.

Os militares ucranianos registaram 12 impactos diretos no bombardeamento, além de danos causados por fragmentos de drones que caíram em cinco locais diferentes do país.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Leia Também: Mísseis e drones russos atingem território da Moldávia

A Presidente da Moldávia, Maia Sandu, denunciou hoje que um ataque russo contra a Ucrânia atingiu o território moldavo, onde caíram pelo menos cinco projéteis russos, incluindo mísseis e drones.

"Estes projéteis violaram o nosso espaço aéreo e explodiram no nosso território", queixou-se Maia Sandu nas redes sociais, antes de acusar Moscovo de "colocar vidas em perigo em toda a Europa", segundo escreve a Europa Press.

O Exército moldavo registou explosões em localidades do sudeste do país, muito próximas da região ucraniana de Odessa, onde hoje as autoridades ucranianas denunciaram um ataque russo contra um cargueiro, que matou pelo menos um marinheiro e feriu outros três...

FLYDUBAI: Copiloto suspeito de terrorismo e proibido de voar na "Oman Air"... O copiloto que terá agredido um piloto durante um voo e que tentou fazer despenhar a aeronave na quarta-feira perto de Telavive tinha sido proibido de voar pela companhia aérea do seu país, foi hoje revelado.

© REUTERS/Ammar Awad   Por  LUSA  03/10/2026 

Cairo, 03 out 2026 (Lusa) – O copiloto que terá agredido um piloto durante um voo e que tentou fazer despenhar a aeronave na quarta-feira perto de Telavive tinha sido proibido de voar pela companhia aérea do seu país, foi hoje revelado.

Em causa estariam preocupações com as suas visões extremistas, escreve hoje a agência internacional Associated Press, citando três pessoas com conhecimento da situação que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a falar com a imprensa.

Os Emirados Árabes Unidos, que lideram a investigação, disseram que o copiloto, natural de Omã, atacou o piloto com o machado de emergência da cabine de comando e tentou assumir o controlo do avião em queda livre num "ataque terrorista".

As suas ações quase provocaram a queda da aeronave com 182 pessoas a bordo, antes de passageiros e outras pessoas intervieram e imobilizarem o copiloto.

Os novos pormenores levantaram questões sobre o rigor da seleção de potenciais colaboradores pela FlyDubai e sobre a forma como a presença do copiloto num voo lotado de passageiros israelitas passou pelos rígidos protocolos de segurança de Israel.

Israel afirmou ter acordos com companhias aéreas estrangeiras para impedir que pilotos de países sem relações diplomáticas voem para lá.

Israel e Omã não mantêm relações diplomáticas formais.

O governo dos Emirados Árabes Unidos, que tem reputação pelas suas medidas eficazes contra atividades extremistas, já se mostrou desconfortável com as críticas às falhas de segurança.

O incidente ocorreu num momento delicado para Israel, uma semana antes do aniversário do ataque liderado pelo Hamas, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Também ocorreu semanas antes de uma eleição controversa, na qual a segurança, e as falhas de segurança de 7 de outubro, são questões centrais.

A FlyDubai contratou o copiloto depois de a Oman Air o ter proibido de voar. Noutra declaração, um funcionário regional e uma pessoa familiarizada com o assunto disseram que o copiloto foi proibido de voar por Omã devido a preocupações de que tivesse adotado visões extremistas.

O funcionário disse que foi transferido para um cargo administrativo na Oman Air.

O copiloto terá sido posteriormente contratado pela companhia aérea FlyDubai, sediada nos Emirados Árabes Unidos, segundo a fonte.

Não ficou imediatamente claro até que ponto o copiloto foi investigado.

Um diplomata do Golfo afirmou que foi submetido a verificações de segurança antes de ser contratado, mas as verificações ter-se-ão concentraram em saber se tinha sido condenado por crimes e não foi aprofundado o seu historial sobre possíveis sinais de radicalização.

O diplomata do Golfo acrescentou que as investigações estavam a tentar estabelecer se o copiloto agiu sozinho ou se "tem alguma ligação com grupos extremistas".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na sexta-feira que o copiloto tinha sofrido "radicalização islâmica", mas não apresentou provas.

Num comunicado enviado à Associated Press, a Royal Air Maroc, companhia aérea nacional de Marrocos, disse que o copiloto "concluiu um período de formação teórica de três meses com a companhia aérea em 2025, como parte do processo de pré-contratação".

"No final desse período de formação, a sua candidatura não foi selecionada para emprego", acrescentou.

Já o porta-voz da Buckinghamshire New University, em Inglaterra, Keith Coles, disse à Associated Press que al-Hammami tinha concluído um curso de gestão de aviação à distância na instituição, mas "não realizou qualquer formação de piloto".

O comandante e os passageiros descreveram momentos dramáticos a bordo.

As companhias aéreas são geralmente obrigadas a manter machados de emergência na cabine de comando, que podem ser utilizados em caso de emergência.

O comandante, que ficou gravemente ferido, disse que usou as suas últimas energias enquanto era atacado para destrancar a porta da cabine de comando, permitindo que as pessoas que tinham notado sons alarmantes entrassem, imobilizassem o copiloto e estabilizassem o voo enquanto os passageiros gritavam.

O voo em causa transportava 182 pessoas do Dubai para Telavive, foi desviado para Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, para uma aterragem de emergência.


Leia Também: Copiloto que tentou fazer avião despenhar-se tinha sido proibido de voar por alegadas visões extremistas

Novos pormenores levantaram questões sobre o rigor da seleção de potenciais colaboradores e sobre a forma como a presença do copiloto num voo lotado de passageiros israelitas passou pelos protocolos...

GUINÉ-BISSAU: PAI-TR E API-CG PEDEM FIM DAS RESTRIÇÕES, SAÚDAM DESARMAMENTO DE “MILÍCIAS” E MOSTRAM DISPONIBILIDADE PARA PACTO NACIONAL

Por Rádio Sol Mansi  03 10 2026

As coligações PAI-Terra Ranka (PAI-TR) e Aliança Patriótica Inclusiva – Cabaz Garandi (API-CG) pediram o levantamento das restrições à atividade política na Guiné-Bissau, congratularam-se com o desarmamento das estruturas que designam por “milícias” armadas e manifestaram disponibilidade para participar num “Pacto Político Nacional” destinado a encontrar uma saída para a atual crise política.

As posições constam de um comunicado conjunto divulgado este sábado pelas duas coligações, no qual analisam a situação política e de segurança no país e apresentam propostas para a resolução da crise.


No documento, PAI-TR e API-CG congratulam-se com o desmantelamento das “milícias” armadas que, segundo afirmam, estavam associadas ao antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló, bem como com a afetação dos militares e paramilitares envolvidos às respetivas unidades das Forças Armadas.

As duas formações defendem, neste contexto, uma reforma das Forças de Defesa e Segurança que, na sua perspetiva, deverá garantir forças “republicanas, apartidárias e subordinadas ao poder civil”.

Sobre as medidas restritivas aplicadas ao antigo chefe de Estado e aos seus apoiantes, as duas coligações defendem que devem ser acompanhadas pelo levantamento das limitações impostas ao conjunto dos atores políticos.

“É imperativo que as sedes dos partidos políticos sejam reabertas”, defendem PAI-TR e API-CG, considerando que a proibição generalizada da atividade política limita, segundo as duas formações, o debate público e a apresentação de propostas para a resolução da crise.

As duas coligações defendem igualmente uma solução política interna e a reconstrução da relação entre civis e militares, propondo um “Pacto Político Nacional” que envolva as diferentes partes em torno dos interesses nacionais.

PAI-Terra Ranka e API-Cabaz Garandi manifestam disponibilidade para participar num diálogo com as forças políticas, a sociedade civil e as instituições de soberania, com o objetivo de encontrar uma saída para a atual crise.

Segundo as duas formações, esse diálogo deverá conduzir a uma solução “constitucional, pacífica e duradoura”.

A PAI-Terra Ranka e a API-Cabaz Garandi abordam igualmente o referendo constitucional realizado em 30 de agosto.

As duas formações contestam o resultado apresentado pelas autoridades e classificam o referendo de “fraudulento”, numa posição expressa no comunicado conjunto.

PAI-TR e API-CG defendem que qualquer solução para a crise deve ter em consideração aquilo que classificam como a “verdadeira vontade popular” expressa nas urnas.

“Não se pode construir uma solução para a crise sobre a negação dos factos”, afirmam as duas coligações no comunicado.

As formações defendem ainda que o processo de saída da crise deve respeitar, segundo a sua posição, os princípios da soberania popular, da legitimidade democrática e da ordem constitucional.

No final do comunicado, PAI-Terra Ranka e API-Cabaz Garandi reafirmam o seu compromisso, segundo afirmam, com a democracia, o Estado de Direito, a ordem constitucional, a soberania popular e a reconciliação nacional.

O documento é assinado pelos presidentes da PAI-Terra Ranka, António Samba Baldé, e da Aliança Patriótica Inclusiva – Cabaz Garandi, Jorge Fernandes, e está datado de 3 de outubro de 2026.

Trump insiste nos 'cheques' de 5 mil dólares a cada cidadão se republicanos vencerem as eleições de novembro... O presidente norte-americano reconheceu que o custo dos pagamentos rondará um bilião de dólares, como estimam os especialistas, o que aumentaria o défice dos Estados Unidos, mas considerou que esse valor seria compensado pelas promessas de investimento no país, que calcula em "21 biliões de dólares".

Por  SIC Notícias/LUSA   03/10/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu este sábado na promessa de entregar "cheques" de cinco mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições intercalares de novembro.

Em vários vídeos centrados nas eleições, publicados na sua rede social, Truth, Trump anunciou este pagamento e ainda um subsídio de 100 dólares para 20 milhões de reformados, proveniente de um fundo destinado ao seguro de saúde Medicare.

Nos vídeos, Donald Trump apela aos eleitores para irem às urnas a 3 de novembro, como se o seu nome constasse no boletim de voto, apesar de estas eleições se destinarem a decidir o controlo das maiorias no Congresso.

"Se os republicanos conquistarem a Câmara dos Representantes e o Senado, vou dar 5.000 dólares a cada cidadão adulto. Os republicanos podem fazê-lo e os democratas não, porque estamos a arrecadar um volume colossal de dinheiro através das tarifas aduaneiras e a alcançar um sucesso económico sem precedentes", afirmou.

Por outro lado, disse que "se os democratas vencerem", os Estados Unidos vão ter "uma depressão económica como a de 1929", reiterando ainda que, com os republicanos, colocará "5.000 dólares no bolso" dos norte-americanos, uma medida a que chamou "Dividendo Trump".

O presidente norte-americano reconheceu que o custo dos pagamentos rondará um bilião de dólares, como estimam os especialistas, o que aumentaria o défice dos Estados Unidos, mas considerou que esse valor seria compensado pelas promessas de investimento no país, que calcula em "21 biliões de dólares".

No entanto, nem os próprios números da Casa Branca, nem os anúncios do setor privado ou de governos estrangeiros comprovam esse montante de investimento, que representaria dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) anual dos Estados Unidos.

Outra medida anunciada hoje foi a atribuição de um subsídio de 100 dólares a 20 milhões de reformados norte-americanos para o pagamento da cobertura do programa público "Medicare Part B", que inclui consultas médicas e análises e custa 202 dólares por mês.

Os fundos serão provenientes de dois mil milhões de dólares do chamado Medicare Improvement Fund, criado em 2008 para proteger as coberturas do plano de saúde destinado a reformados e pessoas com deficiência.

Estes anúncios surgem a um mês das eleições intercalares de novembro, nos Estados Unidos, para as quais as sondagens apontam para uma grande derrota dos republicanos e a possibilidade de perderem o controlo das duas câmaras do Congresso.

Trump afirmou que, se perderem as eleições, os democratas tentarão avançar com um processo de destituição contra si para o afastar do poder, enquanto assessores do presidente norte-americano consideram que ele e o seu círculo próximo serão alvo de investigações por suspeitas de corrupção.

O chefe de Estado apelou também hoje ao voto a 3de novembro para "derrotar o programa da esquerda radical" e pediu aos eleitores que depositem os seus boletins de voto como se o seu nome fosse um dos que constam das listas de candidatos.

GUINÉ-BISSAU: Domingos Simões Pereira: "Até onde estará disposto a ir o Comando Militar?"... O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, saudou a alegada desmobilização de estruturas militares associadas ao antigo presidente Umaro Sissoco Embaló. Questionado pela RFI, em Lisboa, o antigo Primeiro-ministro e presidente da Assembleia Nacional questiona: "Até onde estará disposto a ir o Comando Militar?"

Por: RFI   03/10/2026  

Domingos Simões Pereira quis assinalar o "sentimento de alívio dos cidadãos guineenses, tanto no país como na diáspora, perante o desmantelamento do esquadrão de terror que esse senhor [Umaro Sissoco Embaló] havia implantado no país". 

Em Lisboa, na Faculdade de Direito onde vai apresentar o seu livro recentemente publicado, o líder do PAIGC sublinhou que há uma "enorme expectativa quanto aos próximos passos". 

Esta semana, os acontecimentos precipitaram-se na Guiné-Bissau desde o anúncio por Umaro Sissoco Embaló do seu regresso ao país para se candidatar à Presidência. Desde então, o Alto Comando Militar comunicou que as condições de segurança não estão reunidas para o regresso de Embaló e procederam a movimentações nas Forças Armadas. 

Informações segundo as quais foram desarmadas as estruturas militares próximas de Umaro Sissoco Embaló contribuíram para a construcção da narrativa segundo a qual está em curso uma "ruptura política". 

Em comunicado, a Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil saúdam o "fim da instrumentalização das actuais autoridades de facto por Umaro Sissoco Embaló" e exigem o regresso do antigo presidente para que responda perante a justiça "pelos graves crimes que lhe são imputados".

As autoridades de transição fixaram as eleições presidenciais para 6 de Dezembro. No entanto, continuam em vigor medidas de restrições políticas, nomeadamente o encerramento de várias sedes políticas. 

Domingos Simões Pereira, detido em Julho pelos militares no poder, foi autorizado no mesmo mês a viajar para Portugal por alegadas questões de saúde, de acordo com o Conselho Nacional de Transição - o que nunca foi confirmado pelo próprio. 

Desde Lisboa, o líder na oposição questiona:

Até onde estará disposto a ir o Comando Militar? Aproveitará esta oportunidade para se distanciar claramente de todos os desmandos cometidos à sombra dessa milícia, incluindo aqueles protagonizados por responsáveis políticos? Estou a referir-me aos assaltos às instituições do Estado, e à alteração da ordem constitucional pela via da força. Estará o Alto Comando disposto a assumir a responsabilidade de criar condições objectivas para um diálogo que seja verdadeiramente inclusivo, capaz de conduzir o país ao restabelecimento da normalidade constitucional?

COMUNICADO DE ESCLARECIMENTO: Gabinete de Comunicação da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) tomou conhecimento dos comentários recentemente divulgados relativamente ao pagamento de vistos por parte de jogadores da Seleção Nacional, bem como os prémios correspondentes às vitórias dos Djurtus.

© Federação de Futebol da Guiné-Bissau  03/10/2026 

Perante a natureza das informações divulgadas, a FFGB considera necessário esclarecer a opinião pública e a família do futebol guineense de que tais comentários não correspondem à verdade dos factos.

1. SOBRE OS VISTOS

Importa esclarecer que uma parte significativa dos jogadores da Seleção Nacional chegou à Tanzânia antes dos dirigentes do Governo e da FFGB.

Na ocasião, alguns atletas procederam ao pagamento dos respetivos vistos de entrada. No entanto, todos os jogadores que efetuaram esse pagamento e apresentaram o respetivo recibo foram devidamente reembolsados.

Consequentemente, não existe qualquer situação pendente relativamente a este assunto.

2. SOBRE OS PRÉMIOS DOS JOGADORES

Relativamente aos prémios pelas vitórias, é importante esclarecer que os prémios são pagos após a realização dos jogos, estando o seu processamento sujeito aos procedimentos administrativos e financeiros estabelecidos.

Os prémios relativos aos jogos da Tanzânia e Nigéria estão a ser tratados ao mais alto nível.

Não se deve, portanto, confundir prémios de jogo com os per diems (ajudas de custo) destinados aos jogadores durante as deslocações e estágios.

Os per diems relativos às recentes deslocações foram pagos atempadamente, permitindo que os jogadores pudessem cumprir a sua missão sem constrangimentos dessa natureza.

A FFGB considera, por isso, importante que estas questões sejam apresentadas com rigor e devidamente contextualizadas, evitando informações que possam criar junto da opinião pública uma perceção incorreta sobre o tratamento dado aos nossos atletas.

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau aproveita esta oportunidade para reconhecer publicamente o empenho do Governo da República da Guiné-Bissau, particularmente do Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Dr. Ilídio Vieira Té, e da Ministra da Juventude, Cultura e Desportos,  Juelma Cubala, por todo o trabalho desenvolvido para garantir as condições necessárias à Seleção Nacional.

O Governo e a FFGB têm trabalhado em estreita colaboração para assegurar as condições financeiras, logísticas e administrativas indispensáveis à participação dos Djurtus nas competições internacionais.

Esse esforço tem como principal objetivo permitir que os jogadores e a equipa técnica estejam concentrados naquilo que realmente importa: representar dignamente a Guiné-Bissau nos grandes palcos internacionais.

Os recentes resultados diante da Tanzânia e da Nigéria são motivo de orgulho para todos os guineenses e resultam do trabalho conjunto dos jogadores, equipa técnica, FFGB, Governo e demais parceiros da Seleção Nacional.

Gabinete de Comunicação da FFGB

Federação de Futebol da Guiné-Bissau 


Veja Também: UFOA-A SUB-20: GUINÉ-BISSAU NO GRUPO B AO LADO DO SENEGAL, MAURITÂNIA E SERRA LEOA

O sorteio do Torneio UFOA-A Sub-20, qualificativo para a CAN Sub-20 2027, foi realizado nesta quinta-feira, 1 de outubro, em Bamako, Mali, país anfitrião da competição.

As oito seleções participantes foram distribuídas por dois grupos de quatro equipas. A Guiné-Bissau ficou inserida no Grupo B, juntamente com o Senegal, Mauritânia e Serra Leoa.

O torneio está previsto para decorrer de 15 a 30/31 de outubro, em Bamako. Os dois finalistas garantirão a qualificação da zona UFOA-A para a CAN Sub-20 2027, no Gana...

Rússia avisa diplomatas e estrangeiros para abandonarem Kyiv... A Rússia pediu hoje novamente que diplomatas e estrangeiros presentes em Kyiv abandonem a cidade, alertando que as suas forças continuarão a executar "ataques de retaliação em massa" contra a capital ucraniana.

© REUTERS/Gleb Garanich  Por  LUSA   03/10/2026 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou, em comunicado, ter "reiterado ao corpo diplomático" o alerta para que "cidadãos estrangeiros e diplomatas presentes em Kyiv deixem a cidade".

"A responsabilidade por eventuais consequências negativas recai inteiramente sobre aqueles que ignorarem este aviso", acrescenta o ministério, anunciando que "as forças armadas russas continuarão a efetuar ataques de retaliação em massa" contra "alvos militares em Kyiv e em outras cidades ucranianas".

A capital ucraniana tem sido um alvo frequente nas últimas semanas e os ataques russos atingiram, inclusive, pontes, provocando grandes congestionamentos de circulação.

O presidente da Câmara de Kyiv, Vitaly Klitschko, descreveu na sexta-feira a situação na capital como "extremamente dramática" e disse que Moscovo está "a devastar" a cidade ao atacar sistematicamente as suas infraestruturas e logística.

As autoridades ucranianas temem, sobretudo, a chegada do Inverno, um período crítico no qual a Rússia poderá desferir um duro golpe contra a infraestrutura energética do país, tal como ocorreu em 2025.

Por sua vez, a Ucrânia ataca regularmente refinarias e depósitos de petróleo na Rússia — o que terá ajudado a provocar uma crise de combustível neste verão —, bem como armazéns comerciais, navios de carga e outras infraestruturas.


Leia Também: Oposição bielorrussa denuncia ocupação velada da Rússia e ameaças à segurança europeia

Pontevedra, Espanha, 03 out 2026 (Lusa) — A líder da Oposição Democrática na Bielorrússia denunciou hoje que o país está “sob a ocupação velada da Rússia”, alertando que a ditadura “é como um cancro que se espalha”, afetando também a segurança europeia.

“Atualmente, a Bielorrússia encontra-se sob a ocupação velada da Rússia e Lukashenko [presidente da Bielorrússia] transformou o nosso país numa plataforma de lançamento para a guerra da Rússia. Enquanto isso se mantiver, a Bielorrússia continuará a ser um perigo para os seus vizinhos”, alertou Sviatlana Tsikhanouskaya, numa conferência de imprensa no Fórum La Toja — Vínculo Atlântico, que hoje termina em La Toja, na província de Pontevedra, na Galiza, Espanha...

"De Cristiano Ronaldo a Cristiano Chorão". CR7 arrasado em Espanha... Hugo Scoccia, colunista de opinião do diário espanhol SPORT, apontou o dedo a Cristiano Ronaldo através de um texto particularmente duro, cujo título é: "De Cristiano Ronaldo a Cristiano Chorão".

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com  03/10/2026 

O afastamento de Cristiano Ronaldo da seleção nacional continua a dar que falar além-fronteiras e há quem considere que o avançado português está a fazer mais uma "birra" e que arrisca a comprometer o seu legado mesmo no próprio país. Hugo Scoccia, colunista de opinião do diário espanhol SPORT, apontou o dedo a CR7 através de um texto particularmente duro, cujo título é: "De Cristiano Ronaldo a Cristiano Chorão". 

"Um desprezo pelo próprio país, uma birra contra os seus, e um final trágico para uma lenda. E não há forma mais triste de terminar uma carreira de sucesso do que demonstrar que a idade e a experiência não conduziram o jogador ao caminho da humildade. Afinal, essa deveria ser a peça que faltava para completar o círculo do sucesso", começa por criticar Scoccia. 

"Aquilo que parecia exemplar acaba por se transformar no antiexemplo. A tristeza é dupla: a arrogância nunca é bem-vinda, em circunstância alguma é aceitável, mas quando vem de um desportista de enorme dimensão como Cristiano Ronaldo, a penalização é ainda maior. Eis o espelho para o qual as jovens estrelas não devem olhar", alertou, deixando ainda um conselho a Lamine Yamal, a maior estrela do futebol espanhol. "

"Tem diante dos olhos a forma de estar que não deve seguir. Uma pessoa pode, por vezes, sentir que é o melhor jogador do mundo, o mais bonito e o mais rico, mas nunca, em circunstância alguma, deve apregoá-lo aos quatro ventos", vincou, antes de sublinhar que Ronaldo "não lida bem com a realidade". 

"Jorge Jesus, o selecionador, tem pela frente a difícil e árdua tarefa de fazer perceber à estrela da sua equipa que já não é uma estrela. O que é normal tendo em conta a sua idade. Vimo-lo todos no Mundial: Ronaldo atrapalha e torna mais lento o jogo dos seus companheiros, fazendo com que, devido ao seu ego e à obsessão pelos títulos individuais e pelos tão desejados mil golos, a equipa não consiga ser tão competitiva quanto poderia", acrescentou. 

"O resultado é um gesto que envergonha muita gente do seu país, que interpreta o abandono como um desrespeito para com eles e para com a seleção. A birra e o choramingar fazem parte do modus operandi de Ronaldo que, sempre que se viu remetido para segundo plano (ou para qualquer plano que não seja o primeiro), recorreu à arrogância ou ao choro para se fazer de vítima e, dessa forma, roubar a atenção a quem realmente a merece", rematou Hugo Scoccia, que também fez uma referência indireta a Messi, e que conclui, dizendo que "entre ego e ego, entre birra e birra, as lendas desaparecem, até na sua própria terra".

Proença não desiste de CR7 

Cristiano Ronaldo prometeu, na quarta-feira, dia em que abandonou o estágio da seleção nacional em conflito com Jorge Jesus, dar explicações aos portugueses, mas não voltou a expressar-se publicamente. 

Ao mesmo tempo, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, está convicto de que poderá evitar o pior desfecho para o capitão da equipa das quinas e quer promover um novo diálogo entre as partes. 


Leia Também: "Cristiano Ronaldo? Não se vai tirar um grão de areia e o castelo cairá"

O público vai manifestar-se a favor da seleção portuguesa de futebol na receção à Noruega, no domingo, na Liga das Nações, antecipa o antigo guarda-redes internacional Beto Pimparel, apesar da ausência do capitão Cristiano Ronaldo, que deixou o estágio.

O objetivo do líder máximo da FPF passa por garantir que Cristiano Ronaldo deixe a seleção nacional com uma despedida à altura da sua carreira. 

"Aseleção vai ter o apoio de todos os portugueses como sempre teve. Por mais opiniões que se dividam, a seleção tem de agregar e unir. Não espero outra coisa no Dragão. Prevejo muito apoio", disse à agência Lusa o antigo guarda-redes, de 44 anos e com 16 internacionalizações, de 2009 a 2018...

GUINÉ-CONACRI: Presidente da Guiné-Conacri liberta líder da oposição... O Presidente da Guiné-Conacri, que controla o país após um golpe de Estado em 2021, concedeu um perdão presidencial ao líder da oposição, detido há 21 meses, foi hoje anunciado.

© Lusa   03/10/2026 

Mamadi Doumbouya concedeu o perdão a Mamadou Aliou Bah, que estava acusado de insultar o chefe de Estado.

O indulto faz parte de uma onda de amnistias decretada na sexta-feira por Doumbouya por ocasião do 68.º aniversário da independência do país e que beneficiou outras 217 pessoas, de acordo com o decreto lido na televisão pública.

Bah, presidente do partido da oposição Movimento Democrático Liberal (MoDeL), foi detido a 26 de dezembro de 2024 em Pamelap, perto da fronteira com a Serra Leoa, e posteriormente condenado, a 07 de janeiro de 2025, a dois anos de prisão por "ofensa e difamação" contra o chefe de Estado.

Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) determinou que a sua detenção tinha sido arbitrária e ordenou a sua "libertação imediata e incondicional".


GUERRA NA UCRÂNIA: Várias pessoas feridas na Rússia após ataque de drones ucranianos... Várias pessoas ficaram feridas durante a noite na região russa de Kaluga, a 180 quilómetros de Moscovo, devido a um ataque ucraniano com drones, informaram hoje as autoridades locais, sem precisar o número de vítimas.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images  Por   LUSA  03/10/2026 

"Durante a noite, as forças de defesa antiaérea destruíram 14 veículos aéreos não tripulados sobre os territórios dos distritos municipais de Zhukovski, Iznoskovski, Maloyaroslavetski e Medinski, assim como sobre a cidade de Kaluga", escreveu no Telegram o governador local, Vladislav Shapsha.

O mesmo responsável acrescentou que, em consequência do ataque, vários edifícios de apartamentos e vivendas particulares em Kaluga "sofreram danos".

Segundo Shapsha, os dados preliminares apontam para um número ainda indeterminado de feridos, sem que nenhum tenha precisado de ser hospitalizado.

O Ministério da Defesa da Rússia informou, por seu lado, que foram derrubados 218 drones inimigos durante a noite.

Os aparelhos foram destruídos sobre 13 regiões russas, a anexada península da Crimeia, bem como nos mares Negro e de Azov.

A Rússia lançou nas últimas horas um bombardeamento contra a Ponte Norte de Kiev, que paralisou temporariamente o trânsito, sem causar vítimas, no terceiro dia consecutivo de ataques contra os viadutos que cruzam o rio Dniepre, na passagem pela capital ucraniana.

As defesas antiaéreas ucranianas derrubaram 131 drones russos esta noite.

O país invasor usou 157 aparelhos destes, que as forças da Rússia dirigiram contra vários alvos.

A Força Aérea da Ucrânia anunciou na conta de Telegram que 131 drones russos foram "derrubados ou suprimidos", apesar de se terem registado impactos em 12 pontos do território ucraniano, com danos em cinco lugares onde caíram fragmentos dos aparelhos de ataque russos.


Leia Também:  Ataque russo atinge importante ponte em Kiev. Esfaqueamento no voo da Flydubai foi "ato terrorista", concluem os Emirados Árabes Unidos

Rússia atinge pontes da capital ucraniana pela terceira vez em poucos dias. No Médio Oriente, o procurador-geral dos EUA afirmou que o ataque no voo da Flydubai foi um "ato terrorista"...

CUBA: Problemas com o serviço de água afetam 2,7 milhões de pessoas em Cuba... Em Cuba, 2,7 milhões de pessoas estão a ser afetadas hoje por um corte total ou parcial no abastecimento de água potável, uma situação ligada às prolongadas falhas de eletricidade, provocadas pela crise energética no país, segundo informaram autoridades do setor.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images   LUSA  03/10/2026 

O número de pessoas afetadas hoje representa cerca de 35% do total da população cubana que recebe água pela rede, e as províncias mais atingidas por este problema são as ocidentais Havana, Artemisa e Matanzas, e as orientais Santiago de Cuba e Holguín.

Em Havana, o abastecimento de água em setembro passado foi "muito complexo", um problema que causou dificuldades no fornecimento para mais de 577.000 pessoas, de acordo com declarações do diretor-geral da empresa estatal Aguas de La Habana, Yosvany Rubí, à televisão estatal.

Aquele responsável explicou que em Havana os problemas de abastecimento de água de hoje abrangem todos os municípios, mas destacou que a situação "mais complexa" regista-se nas localidades periféricas de Boyeros e Cotorro, por avarias nos equipamentos de bombagem e pela instabilidade elétrica.

"Somos o maior consumidor de energia elétrica no país e isso incide diretamente nos serviços que prestamos", referiu aquele dirigente.

Além disso, Yosvany Rubí adiantou que, em termos gerais, há uma tendência de recuperação do serviço a partir de um programa de melhorias com o suporte energético, o que tem permitido "contar com maior estabilidade" na bombagem da água, referindo que, ao mesmo tempo, se "estão a recuperar os equipamentos" que impulsionam a água e se está a realizar "a manutenção das grandes condutas, como é o caso da supressão de fugas" do líquido.

Esta semana, outro relatório televisivo indicou que em Santiago de Cuba quase 180.000 pessoas estão afetadas pela falta de água, devido à indisponibilidade desse recurso nas barragens por causa da seca, assim como por défice de eletricidade e avarias nos equipamentos.

As avarias e os longos cortes de energia agravaram a situação crítica que o serviço tem estado a atravessar nos últimos meses, devido ao facto de as operações dos equipamentos de bombagem dependerem da eletricidade para funcionarem, somando-se a isso a degradação de uma infraestrutura hidráulica que sofre avarias por falta de investimento e manutenção.

As autoridades do Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INRH) têm indicado que mais de 85% das estações de bombagem de água do país funcionam com energia elétrica, pelo que os longos cortes de energia impactam diretamente o serviço, além de aumentar a quebra de equipamentos e condutas de água.

Cuba enfrenta uma severa crise energética desde meados de 2024, em parte devido a um sistema elétrico profundamente obsoleto e sem os investimentos necessários durante décadas, ao que se junta uma aguda crise económica.

Esta situação agravou-se desde janeiro, com o bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, mais uma série de sanções adicionais de "pressão máxima" aplicadas desde maio contra setores vitais da economia da ilha.


Leia Também: EUA apreendem cargueiro "Grace" por transportar combustível para Cuba

A Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou hoje a apreensão do cargueiro 'Grace', após denunciar que este transportava combustível para Cuba de forma "ilegal"...

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

G7 vai libertar até 100 milhões de barris de petróleo para baixar preços... Os países do G7 vão libertar "até 100 milhões de barris" de gasóleo e petróleo bruto nos próximos quatro meses para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, anunciou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron.

© Lusa   02/10/2026 

O líder francês afirmou ainda que não haverá "qualquer proibição" das exportações de gasóleo entre os países que integram o Grupo dos Sete (G7), que reúne os sete países mais ricos do mundo.

Segundo o chefe de Estado francês, cujo país assume atualmente a presidência rotativa do G7, as medidas acordadas pelas sete principais economias industrializadas "deverão fazer baixar os preços" dos combustíveis.

O G7 é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, com a União Europeia (UE) a participar também nas reuniões do grupo.

Antes deste anúncio de Macron, a presidência irlandesa do Conselho da UE divulgou que os embaixadores dos Estados-membros do bloco europeu iam debater hoje à tarde em Bruxelas a situação energética atual, com destaque para o gasóleo.

"O mercado do gasóleo encontra-se atualmente em situação de grande escassez, o que está a provocar preços elevados para os consumidores em todo o mundo", reconheceu um porta-voz da presidência semestral do Conselho da UE.

A Comissão Europeia avisou hoje que uma proibição da exportação de gasóleo, ponderada pelos Estados Unidos, "não beneficiaria ninguém" e colocaria em causa o estatuto de Washington como "parceiro fiável".

"Rejeitamos totalmente qualquer proibição da exportação de gasóleo. Uma proibição desse tipo não beneficiaria ninguém e comprometeria a nossa confiança nos Estados Unidos enquanto parceiro fiável", advertiu a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen na conferência de imprensa diária.

Este aviso foi deixado numa altura em que os Estados Unidos estão a ponderar proibir as suas exportações de petróleo e depois de, na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter defendido que os países europeus deveriam libertar as suas reservas desse combustível "para mitigar as perturbações do mercado".


8 a 10 de outubro de 2026 - Praia acolhe a 14.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Praia acolhe a 14.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa 

A cidade da Praia, em Cabo Verde, acolhe, de 8 a 10 de outubro, a 14.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), dedicada ao tema “A Língua Portuguesa como elemento de adaptação num mundo em mudança”. Organizado pela UCCLA em conjunto com a Câmara Municipal da Praia, o evento reunirá escritores, investigadores, editores, professores, críticos literários e leitores de vários países e regiões do espaço lusófono.

A sessão de abertura contará com as intervenções do Primeiro-Ministro da República de Cabo Verde, Francisco Carvalho, e do Ministro da Administração Estatal de Timor-Leste, Tomás do Rosário Cabral, estando prevista, no encerramento, a intervenção da Presidente da República Interina de Cabo Verde, Janira Hopffer Almada.

Ao longo de três dias, o encontro constituirá um espaço de reflexão e partilha sobre o papel da língua portuguesa perante as transformações culturais, sociais, científicas e tecnológicas do mundo contemporâneo. O diálogo entre participantes de diferentes geografias permitirá cruzar perspetivas e experiências, valorizando a diversidade das literaturas e das culturas que se expressam em português.

O programa contempla os seguintes subtemas: 

- “A Morna Cabo-verdiana enquanto motor de criatividade literária”; 

- “A Língua Portuguesa como segunda língua de aprendizagem fora do mundo lusófono”; - “O Português enquanto língua de ciência, tecnologia e inovação”; 

- “A poesia brasileira do século XX e a sua influência para uma identidade lírica específica da Língua Portuguesa contribuindo ao mesmo tempo para a consistência e unidade do idioma”;

- “Reflexão sobre a importância do Prémio Literário UCCLA/CML para a divulgação internacional da literatura em Língua Portuguesa”.

O encontro será acompanhado por um conjunto de iniciativas abertas à comunidade, entre as quais a Feira Gastronómica Urbana, a Grande Feira do Livro, a ação “Plantar uma árvore” e a apresentação do trabalho desenvolvido no âmbito do projeto “Nosso Património, Nossa Riqueza”, realizado em parceria com o Município de Ribeira Grande de Santiago. 

Estas atividades aproximam a programação da comunidade local, associando a literatura à gastronomia, à valorização do património e à sensibilização ambiental.

Escritores com participação confirmada:

Angola: Alberto Oliveira Pinto;

Brasil: Aline Cardoso, José Inácio Vieira de Melo e José Manuel Diogo;

Cabo Verde: Adelcides Rodrigues, Augusta Évora, Carla Indira Semedo, César Monteiro, Dai Varela, Daniel Medina, Eutrópio Lima da Cruz, Fátima Fernandes, Gil Moreira, Mariana Faria, Marilene Pereira e Rui Pereira; 

Croácia: Meri Grubic;

Galiza: Maria Rosário Fernandez Bello;

Guiné-Bissau: Amadu Dafé;

Macau/China: Hugo Pinto;

Moçambique: António Costa Neto;

Portugal: Joana Matos Frias;

São Tomé e Príncipe: Olinda Beja;

Timor-Leste: Benjamim Côrte-Real.

Programa do 14.º Encontro de Escritores de Língua Portuguesa - https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-10/Programa-14-Encontro-de-Escritores-de-Lingua-Portuguesa.pdf

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt | Facebook | Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

🇬🇼‼️🚨Está a ser lido como golpe na aliança. Os homens que juravam lealdade ao ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló são os mesmos que agora lhe fecham as portas da Guiné-Bissau. Como se passou da confiança absoluta ao confronto político?

© DW Português para África

UCRÂNIA: Kyiv enfrenta uma "situação dramática" devido a ataques russos... O presidente da Câmara de Kyiv, Vitaly Klitschko, admitiu hoje que a capital ucraniana se encontra numa "situação dramática" devido aos ataques russos, acusando Moscovo de querer arrasar a cidade.

© Getty Images   Por  LUSA  02/10/2026 

"A capital encontra-se numa situação extremamente dramática e já não é possível fingir que podemos viver hoje como em tempos de paz! O inimigo está a devastar Kyiv", escreveu Klitschko na rede social Telegram.

Pelo menos uma pessoa morreu em Kyiv na sequência de bombardeamentos pelas forças russas.

Os ataques visaram igualmente uma das pontes sobre o rio Dniepre, que atravessa a capital ucraniana.

Tanto a ponte Pivdeni como outras duas pontes que ligam as duas margens da cidade estão total ou parcialmente encerradas ao trânsito devido aos ataques russos, segundo as autoridades locais, que para já não divulgaram pormenores sobre os eventuais danos nas outras duas estruturas.

"Infelizmente, na sequência de um ataque inimigo contra um edifício residencial no distrito de Darnítsia, morreu uma pessoa", informou a administração militar da capital na plataforma Telegram.

A mesma entidade explicou que um edifício de 25 andares sofreu danos devido ao ataque russo contra esta área situada na margem oriental de Kyiv, a leste do rio Dniepre.

Durante a noite, a Rússia atacou com drones uma subestação elétrica também na região de Kyiv, segundo o Ministério da Defesa russo.

A subestação de Kyiv fornece eletricidade às instalações industriais militares na capital da Ucrânia e arredores, segundo o comunicado militar russo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou na quinta-feira uma suspensão mútua dos ataques de longo alcance com a Ucrânia, que se intensificam há meses, em resposta às propostas apresentadas por Kyiv e Washington nesse sentido.

Moscovo tem tido como alvo armazéns, postos de abastecimento, centros comerciais, navios que partem dos portos ucranianos no mar Negro e, mais recentemente, centros de dados informáticos e operadores de telecomunicações.

Por seu lado, Kyiv tem visado, nomeadamente, refinarias e depósitos de petróleo, armazéns de gigantes do comércio eletrónico e navios de carga no mar Negro.


Leia Também:  Israel fala em 170 casos de "terroristas" a usar cobertura de jornalistas

O Exército de Israel (IDF) lançou hoje um site com dados sobre a alegada filiação aos grupos armados palestinianos Hamas e Jihad Islâmica (JIP) de 170 "terroristas" mortos em Gaza e que se apresentavam como jornalistas.

Oportal inclui os nomes dos indivíduos, os órgãos de comunicação que representavam, os seus números de identificação e o alegado cargo que ocupavam numa destas duas organizações que classifica como terroristas, tal como a União Europeia, Estados Unidos e diversos países.

Em alguns casos, são incluídas alegadas fotografias dos indivíduos vestidos como milicianos ou a transportar armas, bem como dossiês digitalizados que, segundo as IDF, "foram encontrados pelos soldados na Faixa de Gaza"...

Parlamento espanhol 'chumba' medidas extraordinárias para habitação... O parlamento espanhol rejeitou hoje as medidas extraordinárias e temporárias para a habitação com que o Governo do socialista Pedro Sánchez avançou de forma urgente face a protestos de milhares de pessoas na última semana.

© Lusa   02/10/2026 

Votaram contra 178 deputados, todos os do Partido Popular (PP, direita), Vox (extrema-direita), Juntos pela Catalunha (JxCat, independentistas conservadores) e União pelo Povo Navarro (UPN, direita).

O decreto teve apoio de 172 deputados - todos os partidos de esquerda e do Partido Nacionalista Basco (PNV, conservador).

Este decreto incluía medidas extraordinárias para limitar os despejos que estariam em vigor até 2030, assim como o prolongamento automático, por um período de até dois anos, dos contratos de arrendamento atuais que vencessem antes de 2028.

O decreto estabelecia, por outro lado, limites à compra de casa por fundos de investimento até ao final de 2028.

O pacote incluía também mais benefícios fiscais para proprietários e alguns inquilinos, ajudas à compra de primeira casa, limitação das atualizações anuais das rendas a 2% (mesmo que a inflação fosse superior) ou uma regulamentação do arrendamento de quartos e do arrendamento sazonal.

No fecho do debate que decorrer hoje no parlamento, o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, disse aos partidos que votaram contra que "a história os julgará antes daquilo que pensam e com mais contundência do que imaginam".

Ao longo da manhã, dirigentes do Partido Socialista Espanhol (PSOE) e ministros citados por meios de comunicação social (sem serem identificados com nomes) defenderam ou admitiram a possibilidade de Sánchez convocar eleições legislativas antecipadas se hoje não fossem aprovadas estas medidas para a habitação.

O primeiro-ministro pediu aos deputados para serem "valentes e coerentes" e sublinhou que as medidas que estavam neste decreto tinham saído de negociações e diálogo de meses com outros grupos parlamentares.

O PP e o Vox sempre disseram que votariam contra estas medidas, por considerarem que estavam mal elaborados, criavam insegurança jurídica e teriam o efeito oposto ao pretendido, levando à retirada de casas para arrendar do mercado e a dificultar ainda mais o acesso à habitação a pessoas vulneráveis.

Segundo dados que apresentaram no debate de hoje, mais de 4.000 casas para arrendar foram retiradas de portais imobiliários nos últimos dias em Espanha, na perspetiva de serem ratificadas as medidas do Governo.

Já o JxCat assumiu as negociações com o governo destas medidas e o decreto chegou a ser dado como praticamente ratificado pelos meios de comunicação e pelo Governo. Até que na quinta-feira à noite, o partido liderado pelo ex-presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, divulgou num comunicado que só daria o seu aval se houvesse mudanças na redação.

No debate de hoje, o partido justificou que o decreto, tal como estava redatado, não travaria os despejos nem evitaria a compra de casas por fundos de investimento e prejudicaria os pequenos proprietários.

Os partidos que votaram a favor consideraram que estas medidas respondiam a situações de emergência e, embora fossem insuficientes, eram "um primeiro passo" para novas políticas na habitação.

O Parlamento rejeitou também, como já estava anunciado desde quinta-feira, um segundo decreto aprovado pelo Governo esta semana que estabelecia que os contratos de arrendamento em Espanha passavam a ser por tempo indefinido, com renovações automáticas se o inquilino estivesse a cumprir com os pagamentos e se o proprietário não precisasse da casa para viver ou para os filhos.

ONU: Rússia está a usar cada vez mais violência sexual como arma, avisa ONU... A Federação Russa está a utilizar cada vez mais a violência sexual como arma na sua agressão militar contra a Ucrânia, com o objetivo de "torturar, intimidar e coagir", acusou hoje o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos.

© Lusa  02/10/2026 

"A guerra na Ucrânia é uma catástrofe em termos de direitos humanos que se agrava e intensifica semana após semana, causando um sofrimento inimaginável aos civis e ameaçando um desastre ainda maior em toda a região", declarou Volker Türk ao fazer uma atualização da situação na Ucrânia perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, Suíça.

O responsável da ONU apontou que, "num contexto de brutalidade incessante", o mais recente relatório do alto-comissariado "revelou níveis chocantes de violência sexual contra civis e prisioneiros de guerra".

"A Federação Russa está a utilizar estes atos abomináveis para torturar, intimidar e coagir indivíduos e comunidades. Dos mais de 1.000 casos documentados pelo meu gabinete, 89 por cento foram atribuídos às autoridades russas e 11 por cento à Ucrânia", apontou.

Türk especificou que "a maioria das vítimas de violência sexual eram homens, particularmente em locais de detenção, mas mulheres e crianças também foram afetadas, sobretudo no território ocupado da Ucrânia".

"Esta é apenas uma das terríveis manifestações da crueldade que passou a caracterizar esta guerra. A par da paz, deve haver responsabilização", sustentou.

Assinalando que "a invasão em grande escala desencadeada pela Federação Russa está a matar e a ferir centenas de pessoas todas as semanas, enquanto as linhas da frente mal se movem", o responsável da ONU revelou que, nos primeiros oito meses do ano, foram registados "15.280 civis mortos e feridos – em média, mais de 400 por semana, durante 34 semanas", o que representa "um aumento de 55 por cento em relação ao mesmo período de 2025".

O alto-comissário advertiu que a Ucrânia tornou-se "um laboratório para a guerra com drones" e defendeu serem necessárias "medidas urgentes a nível internacional para fazer face à carnificina provocada por estes sistemas de armas em todo o mundo".

"Os drones de curto alcance matam e ferem civis, impedem a entrega de ajuda humanitária e restringem a liberdade de circulação. Os drones de longo alcance estão constantemente a alargar o seu alcance e a ameaça que representam para os civis", disse.

A concluir, Volker Türk deixou mensagens à Rússia, à Ucrânia e à comunidade internacional.

"Aos russos, digo: esta guerra não serve a ninguém, a não ser a uma elite poderosa, especialmente àqueles que têm laços financeiros com as forças armadas. A sua continuação só levará a mais famílias destruídas e a maior miséria para as pessoas comuns", começou por dizer.

"Aos ucranianos, digo: estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para apoiar a paz com justiça e responsabilização", prosseguiu.

"À comunidade internacional, e em particular aos Estados com influência, digo: por favor, tomem medidas urgentes para promover uma paz negociada agora, antes que esta tragédia se agrave ainda mais", concluiu.


Leia Também:  Ucrânia utiliza pela primeira vez na guerra míssil balístico FP-7 de fabrico próprio

Míssil foi apresentado em agosto. Tem capacidade para transportar uma ogiva de 200 quilos atingir alvos até 250 quilómetros

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou esta quinta-feira que o míssil balístico tático FP-7, da empresa de defesa ucraniana Fire Point, foi utilizado pela primeira vez no campo de batalha.

“Balística tática ucraniana. FP-7. Primeira utilização em combate. Obrigado pelo resultado. A seguir, a produção”, disse o chefe de Estado ucraniano...