quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Arábia Saudita realizou 40 ataques aéreos contra os huthis do Iémen... A Arábia Saudita realizou cerca de 40 ataques aéreos no Iémen nas últimas horas, afirmaram as forças huthis — apoiados pelo Irão — após novos ataques contra o território saudita.

© Lusa   10/09/2026 

"A aviação do inimigo saudita realizou cerca de 40 ataques nas últimas horas nas províncias de Taiz, Hodeida, Al-Jawf e Marib", informou a agência de notícias Saba, das forças huthis que controlam parte do território do Iémen, incluindo a capital, Sana.

Os ataques aéreos sauditas atingiram quatro províncias iemenitas, depois de ataques huthis contra a Arábia Saudita terem provocado incêndios em várias instalações petrolíferas provocando dezenas de feridos.

Entretanto, as forças xiitas huthis do Iémen assumiram o controlo de toda a província de Al-Hodeida (oeste) depois de expulsarem as tropas do Governo reconhecido internacionalmente da cidade de Hays, e encontram-se a cerca de 15 quilómetros do porto de Mocha, no Mar Vermelho.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a ofensiva intensificou-se durante a última noite, quando os huthis completaram a tomada do distrito de Hays, a sul da província costeira de Al-Hodeida, sendo que as tropas leais ao Governo reconhecido foram obrigadas a recuar em direção a Mocha, a cerca de 80 quilómetros de distância.

Anteriormente, os meios de comunicação estatais iranianos informaram que as forças do Irão atingiram vários navios-tanque e duas embarcações norte-americanas em retaliação a ataques norte-americanos contra navios iranianos na terça-feira.

As forças armadas dos Estados Unidos negaram que os navios de guerra norte-americanos tenham sido atingidos.


Leia Também: Drones e mísseis disparados pelos houthis voltam a atingir Arábia Saudita.

Drones e mísseis disparados pelos houthis atingiram hoje infraestruturas no sul da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque de grande envergadura dos rebeldes iemenitas que fez 73 feridos no reino, anunciou a coligação militar liderada por Riade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Impasse no transporte Bissau–Ziguinchor mantém-se, sindicatos recorrem à mediação dos Estados

Por: Aguinaldo Ampa,  JORNAL ODEMOCRATA  09/09/2026 

A Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau e a Associação dos Motoristas e Transportadores de Ziguinchor (Senegal) reuniram-se esta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, com o objetivo de ultrapassar o diferendo que opõe as duas partes e que impede a entrada de transportes públicos dos dois países no Senegal e na Guiné-Bissau.

Segundo soube o jornal O Democrata, desde 12 de agosto deste ano, os transportes públicos da Guiné-Bissau deixaram de entrar no Senegal, deixando de seguir diretamente para a paragem central de Ziguinchor, como era habitual. Da mesma forma, os transportes públicos senegaleses deixaram de entrar em território guineense.

A situação tem provocado constrangimentos aos cidadãos de ambos os países, particularmente aos guineenses, que, por vezes, são obrigados a pagar cerca de cinco mil francos CFA por uma viagem de mototáxi entre Djegue, na linha de fronteira, e Mpack, no Senegal. Posteriormente, têm ainda de apanhar um transporte público, pagando mais mil francos CFA para chegarem à paragem central de Ziguinchor.

O diferendo surgiu entre os condutores guineenses e os agentes das alfândegas do Porto de Ziguinchor, devido à cobrança de uma taxa sobre as bagagens. A parte guineense alega já ter efetuado o pagamento dessa taxa aos agentes do posto de Ponte, razão pela qual se recusou a pagar novamente aos agentes do Porto de Ziguinchor.

A cobrança da taxa de bagagem pelas alfândegas do Porto de Ziguinchor, associada às taxas exigidas pelo sindicato da paragem central daquela cidade e às cobranças efetuadas nos postos de controlo de ambos os lados da fronteira, acabou por agravar a crise. Em consequência, os transportadores guineenses suspenderam a circulação para o Senegal, limitando as suas operações à zona do posto de controlo de Mpack.

Os motoristas senegaleses decidiram igualmente suspender a circulação para a Guiné-Bissau. Quase um mês após o início da crise, as partes reuniram-se hoje em Bissau, num restaurante situado no centro da cidade, com o propósito de encontrar uma solução para o impasse. Contudo, após cinco horas de negociações, os trabalhos foram suspensos e as duas organizações decidiram solicitar a mediação das autoridades dos respetivos países.

Os dois sindicatos decidiram remeter o problema às autoridades competentes, sobretudo no que se refere às cobranças denunciadas pelos cidadãos nos postos de controlo. Relativamente às taxas cobradas aos transportes públicos da Guiné-Bissau na paragem de Ziguinchor, os representantes senegaleses assumiram o compromisso de procurar uma solução, mas solicitaram que, antes, seja realizada uma concertação com a direção do sindicato.

“Não existe conflito entre os sindicatos do Senegal e da Guiné-Bissau”, diz dirigente senegalês

O vice-presidente da Associação dos Motoristas e Transportadores de Ziguinchor, Ousmane Thiam, afirmou ao O Democrata que a reunião realizada em Bissau teve como principal objetivo encontrar soluções para os problemas que afetam os motoristas de transportes públicos que operam nas rotas transfronteiriças entre a Guiné-Bissau e o Senegal, particularmente na região de Ziguinchor.

O responsável reconheceu que não existe qualquer conflito entre os dois sindicatos e sublinhou que ambas as organizações enfrentam os mesmos constrangimentos. Admitiu, contudo, que poderão ter ocorrido falhas de comunicação ou desentendimentos que acabaram por originar algumas anomalias.

“Esta situação já se arrasta há algum tempo, mas estamos aqui para encontrar soluções possíveis e capazes de pôr fim a este problema”, afirmou.

O sindicalista aproveitou ainda a ocasião para apelar à intervenção das autoridades guineenses e senegalesas, defendendo que devem ajudar a encontrar soluções adequadas para ultrapassar os problemas registados nas fronteiras.

Thiam explicou que os dois sindicatos continuam a trabalhar em conjunto sobre a situação na fronteira e garantiu:

“Se, num curto espaço de tempo, as autoridades guineenses e senegalesas não reagirem, então nós, em conjunto com o sindicato da Guiné-Bissau, procuraremos uma solução adequada para resolver este problema.”

Motoristas do Senegal e da Guiné-Bissau exigem o fim das cobranças nos postos de controlo

Por sua vez, o presidente da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Izequel Domingos Agebane, anunciou que a sua organização e os transportadores de Ziguinchor conseguiram ultrapassar o mal-entendido que existia entre ambas as associações.

Segundo o dirigente, cabe agora aos governos dos dois países resolver, com a maior brevidade possível, a questão das cobranças efetuadas nas fronteiras. Caso contrário, poderá verificar-se uma paralisação total dos transportes que asseguram a ligação entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Agebane informou igualmente ao repórter O Democrata que, durante o encontro, as duas organizações concordaram em unir esforços numa luta comum para resolver os problemas que afetam os motoristas e os passageiros. Segundo explicou, os principais prejudicados pela situação continuam a ser os profissionais do setor e os cidadãos que utilizam esta rota.

Questionado sobre a eventual data de início de uma paralisação, o responsável esclareceu que ainda não foi definido qualquer prazo. Acrescentou, no entanto, que cada organização irá comunicar a situação às autoridades do respetivo país e aguardar por compromissos concretos. Caso não haja resposta, poderá ser desencadeada uma greve conjunta dos motoristas senegaleses e guineenses.

“As duas organizações sindicais não têm qualquer problema entre si. Houve apenas algumas anomalias entre motoristas, mas, com este encontro, ultrapassámos a situação e agora vamos travar uma luta conjunta para resolver todos os problemas que dificultam o trabalho dos motoristas de ambos os lados. Somos todos transportadores com objetivos comuns, pelo que não pode haver desentendimento entre nós. Vamos aguardar que as autoridades dos dois países resolvam a questão dos pagamentos o mais rapidamente possível, porque quem paga a fatura mais elevada são os cidadãos da Guiné-Bissau e do Senegal”, sublinhou.

Cidades europeias no centro dos perigos das alterações climáticas... O alerta surge num relatório sobre saúde e alterações climáticas. O documento sublinha que as temperaturas extremas e os incêndios florestais registados este verão deixaram clara a vulnerabilidade das cidades perante as alterações climáticas.

Por  SIC Notícias/Lusa   09 set.2026 

As cidades europeias estão na "linha da frente" da crise climática e do impacto que tem na saúde pública, com os riscos a aumentarem especialmente no sul do continente, indica um estudo divulgado esta quarta-feira.

O alerta faz parte das conclusões de um relatório sobre saúde e alterações climáticas, "Lancet Countdown Europe Cities Report on Health and Climate Change", no qual se destaca que o calor extremo e os incêndios florestais deste verão tornaram evidente a exposição das cidades às mudanças do clima.

"Novos dados a nível municipal mostram que o aumento do calor, o risco de doenças infecciosas, o perigo de incêndios florestais e a exposição ao pólen estão a aumentar os riscos para a saúde de milhões de residentes urbanos em toda a Europa", afirma-se num comunicado de divulgação do relatório, no qual se apontam os riscos acrescidos para o sul da Europa.

Nas cidades do sul da Europa a mortalidade relacionada com o calor aumentou 160% entre 1991-2000 e 2015-2024, e o perigo de incêndios florestais também aumentou mais nas cidades do sul no período estudado 2003-2023.

Os autores do documento admitem que as cidades estão a tomar medidas, criando mais espaços verdes, mas advertem que o progresso não acompanha o aumento dos riscos para a saúde e que as ameaças para a saúde continuam a aumentar.

A adequação climática para a disseminação de dengue aumentou 369,3% nas cidades do leste europeu no período 2015-2024, em comparação com o período 1982-2010.

As cidades, defende-se no relatório, necessitam de mais investimento e de um planeamento mais focado na saúde.

Os autores sugerem bairros mais verdes, ar mais limpo, transportes públicos e alimentação mais saudável, que podem reduzir emissões e melhorar a saúde física e mental das pessoas.

O relatório abrange mais de 850 cidades, incluindo algumas das maiores cidades portuguesas, através de 28 indicadores desenvolvidos por 58 investigadores de 31 instituições académicas, que analisam as tendências urbanas relacionadas com as alterações climáticas e a saúde.

Recordando que a Europa está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outra região do mundo, os autores indicam que as ilhas de calor urbanas, as elevadas densidades populacionais e os ambientes construídos estão a amplificar a exposição das pessoas a riscos climáticos e a afetar desproporcionalmente a saúde de crianças, idosos, trabalhadores ao ar livre e comunidades de baixos rendimentos.

Além de tornar as condições climáticas mais favoráveis a doenças infecciosas, o aquecimento global também aumentou as concentrações de pólen, que mais do que duplicaram nas cidades do sul e do leste.

O projeto "Lancet Countdown Europe" junta 65 investigadores de topo da Europa, Estados Unidos e Austrália para monitorizar e compreender as relações entre as alterações climáticas e a saúde humana na Europa.


Drones e mísseis disparados pelos houthis voltam a atingir Arábia Saudita... Drones e mísseis disparados pelos houthis atingiram hoje infraestruturas no sul da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque de grande envergadura dos rebeldes iemenitas que fez 73 feridos no reino, anunciou a coligação militar liderada por Riade.

© Fadhel MADHAN / AFP via Getty Images   LUSA  09/09/2026 

"A milícia lançou vários mísseis balísticos e drones em direção às cidades de Khamis Mushait, Abha e Jazan", referiu o porta-voz da coligação, Turki al-Maliki, numa mensagem publicada no X, sem mencionar vítimas.

Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, reportaram hoje, por sua vez, mais de 50 ataques sauditas em várias regiões do país, um dia depois de uma ofensiva de grande envergadura contra a Arábia Saudita que fez dezenas de feridos.

Esta nova escalada acontece numa altura em que o conflito no Iémen, que começou em 2014, mas contido por uma trégua desde 2022, foi retomado nas últimas semanas, tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente.

"Nas últimas 12 horas, a aviação saudita realizou 54 ataques aéreos e teve como alvo as províncias de Al-Jawf, Marib, Taiz, Hodeida e Saada", declarou o porta-voz dos rebeldes, Yahya Saree.

Riade não comentou de imediato esta informação, mas tinha reafirmado na terça-feira o seu "direito legítimo de tomar todas as medidas necessárias para defender a sua soberania", após os ataques sofridos pelo reino.

Segundo o Instituto Institute for the Study of War, a cidade portuária de Hodeida, controlada pelos houthis, poderá ser o "objetivo final" das forças governamentais iemenitas, apoiadas por uma coligação liderada pela Arábia Saudita.

A cidade é "crucial para o envio de bens civis e militares aos houthis, e a sua perda representaria um revés significativo", acrescentou o instituto.

No dia anterior, segundo as autoridades do reino, 73 pessoas ficaram feridas na Arábia Saudita após uma onda de ataques houthis, e várias instalações petrolíferas tiveram de ser temporariamente paralisadas.

Uma guerra opôs os houthis às forças pró-governamentais, apoiadas por Riade, entre 2014 e 2022, deixando centenas de milhares de mortos e mergulhando o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.

As hostilidades foram retomadas em julho, quando os rebeldes desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao autorizarem a aterragem de um avião iraniano no Iémen.

O governo reconhecido pela comunidade internacional reagiu atacando o aeroporto, uma ação que os rebeldes atribuem ao seu aliado saudita.

Desde então, os houthis têm intensificado os ataques contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governamentais.

Na semana passada, lançaram uma grande ofensiva visando avançar em direção às zonas próximas do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do mar Vermelho e do canal do Suez, ganhou importância desde o início da guerra no Médio Oriente, com o bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz, do outro lado da península.

Desde o início da ofensiva dos houthis , na quinta-feira, os combates fizeram mais de 500 mortos no Iémen, na sua maioria combatentes de ambos os lados, segundo um levantamento da agência France-Presse (AFP).

Os rebeldes anunciaram também um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e atacaram os seus navios-tanque, bem como infraestruturas no seu território, incluindo uma refinaria.


COMUNICADO À IMPRENSA


 Gervasio Silva Lopes

ONU deplora "silêncio ensurdecedor" face a restrições dos talibãs... O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou hoje para as inúmeras restrições impostas pelas autoridades talibãs aos afegãos, particularmente às mulheres e raparigas, deplorando o "silêncio ensurdecedor" perante o seu sofrimento.

© Lusa    09/09/2026 

"A situação de muitas pessoas no Afeganistão continua a piorar. Milhões estão mergulhados na pobreza", disse Volker Turk, citado em comunicado.

"Mês após mês, as autoridades [talibãs] apertam o cerco e implementam medidas opressivas. No entanto, parece que o mundo se esqueceu e abandonou o povo afegão, deixando-o a enfrentar uma situação que se agrava de dia para dia. Este silêncio é ensurdecedor", sublinhou.

Turk deplorou "as restrições que dificultam o acesso à educação, ao emprego, à liberdade de circulação e à vida pública, a imposição de códigos de vestuário rígidos e a completa ausência de mulheres em todos os órgãos públicos de decisão".

O alto comissário apelou à comunidade internacional para que intensifique esforços que garantam que as autoridades talibãs respeitam o Direito Internacional.

Para o líder da agência da ONU para os direitos humanos, a "exclusão sistemática das mulheres e raparigas da vida pública, normalizada e institucionalizada pelas autoridades, equivale a um 'apartheid' de género".

Aproximadamente 2,4 milhões de jovens afegãs foram privadas do ensino secundário desde que os talibãs regressaram ao poder, há cinco anos, segundo a UNESCO.

O alto comissário alertou ainda que decretos recentes aumentaram as dificuldades de as mulheres se divorciarem e legitimaram implicitamente o casamento infantil e a violência contra as mulheres e crianças.

Há um ano, as autoridades talibãs proibiram as mulheres afegãs, incluindo as funcionárias da ONU, de aceder às instalações da organização no país.

Pelo menos 449 homens e mulheres foram sujeitos a castigos corporais pelas autoridades talibãs durante o primeiro semestre do ano, de acordo com a UNESCO, que acrescenta que as minorias religiosas, particularmente as comunidades xiitas e ismaelitas, continuam a enfrentar restrições.

O alto comissário denunciou ainda "a censura" dos meios de comunicação afegãos e as detenções de jornalistas.

Apesar da situação dramática dos direitos humanos, os regressos forçados ao Afeganistão continuam, com mais de 400 mil afegãos a serem devolvidos à força este ano, segundo a ONU, principalmente do Irão e do Paquistão, afirmou o gabinete do Alto Comissariado.

A agência salientou também que "vários Estados-membros da UE reforçaram a sua coordenação com as autoridades 'de facto' relativamente ao regresso de afegãos" ao seu país, onde 21,9 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 45% da população, necessitam de ajuda humanitária.


UCRÂNIA/RÚSSIA: Drone ucraniano atinge região nos Urais a 3.000 km da fronteira... A Rússia relatou hoje que um drone ucraniano atingiu uma região nos Urais, a 3.000 quilómetros (km) da fronteira, um ataque extremamente raro de longo alcance que causou um incêndio numa instalação industrial.

© Lusa   09/09/2026 

"Hoje, um ataque de drone a um dos locais industriais em Novy Urengoy foi repelido. A queda dos destroços causou um incêndio", disse o governador do território autónomo da Iamália-Nenétsia, Dmitri Artyukov.

O ataque não causou mortes nem feridos, indicou o responsável, que pediu aos habitantes da região que "mantenham a calma" e assegurou que "a situação está sob controlo".

A cidade de Novy Urengoy foi construída na década de 1970 após a descoberta de um depósito de gás natural, o Campo de Urengoy.

Durante os últimos meses, a Ucrânia e a Rússia têm intensificado ataques com fogo de longo alcance, visando locais industriais, militares e logísticos.

Este ataque nos Urais foi reivindicado pelo grupo Fire Point, um dos principais arquitetos de ataques em profundidade contra a Rússia.

O bloguista e antigo conselheiro do Ministério da Defesa ucraniano, Serguei Sternenlo, estimou que, ao voar uma trajetória de 3.000 km desde a fronteira com a Ucrânia, este drone estabeleceu um "novo recorde".

Esta não é a primeira vez que a Ucrânia bombardeia regiões russas afastadas. No final de julho, lançou drones contra regiões distantes como Bascortostão e Chuváxia.


Leia Também: Vice-procuradora da Ucrânia demite-se dias depois do Procurador-Geral

A vice-Procuradora-Geral da Ucrânia, Maria Vdovichenko, apresentou hoje a demissão, poucos dias após a saída do Procurador-Geral Ruslan Kravchenko, em plena investigação das autoridades anticorrupção de um esquema na Procuradoria-Geral.

GUINÉ-BISSAU: Antigo ministro da Guiné-Bissau Orlando Mendes Viegas morre aos 66 anos... O antigo ministro guineense e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) Orlando Mendes Viegas morreu hoje em França, aos 66 anos, vítima de doença, avançaram órgãos de comunicação social guineenses.

© Lusa   09/09/2026 

Nascido a 26 de junho de 1960 em Catió, na região de Tombali, no sul do país, Orlando Mendes Viegas era licenciado em Ciências Agro-Económicas pela Universidade Agrária Estatal de Tasquente, na antiga URSS, tendo construído um percurso de relevo na vida política, governamental e administrativa da Guiné-Bissau.

Viegas foi vice-presidente e membro da Comissão Executiva do PRS e deputado ao parlamento eleito em várias legislaturas.

Ao nível do Governo, foi ministro do Comércio; das Pescas; dos Recursos Naturais e Energia; dos Transportes e das Telecomunicações e ainda secretário de Estado do Tesouro.

Orlando Mendes Viegas exerceu igualmente o cargo de presidente da Câmara Municipal de Bissau entre 2002 e 2003, além de ter sido diretor-geral das Alfândegas e diretor nacional do Fundo Rodoviário.

Figura inicialmente próxima ao ex-Presidente guineense Kumba Ialá, já falecido, Orlando Mendes Viegas destacou-se ultimamente como um dos principais apoiantes do deposto chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.


11 SET/25 ANOS: Nova Iorque ocultou informação sobre toxicidade do ar após 11 de Setembro... O presidente da Câmara de Nova Iorque anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que revelam, segundo o autarca, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar após os ataques.

© noticias.uol.com.br  Por LUSA   09/09/2026 

"Estes documentos mostram o que a cidade sabia sobre a presença de ar tóxico em redor do Ground Zero, quando tomou conhecimento disso e como agiu para limitar a sua responsabilidade legal", destacou hoje Zohran Mamdani durante uma conferência de imprensa.

Esta divulgação online surge após um acordo judicial com a 9/11 Health Watch, um grupo de defesa das vítimas que tinha recorrido aos tribunais para obrigar a cidade a tornar pública a informação que detinha.

Além das 2.977 pessoas que morreram nos Estados Unidos no dia dos ataques de 11 de Setembro, sobretudo em Nova Iorque, mais de 9.400 outras morreram devido a doenças ligadas à exposição às consequências dos ataques, segundo o programa federal criado para prestar acompanhamento médico a estas pessoas.

Após a nuvem de poeira inicial causada pelo colapso das torres do World Trade Center, seguiram-se meses de poluição e poeira residual, levando a condições como o cancro, doenças de que milhares de nova-iorquinos ainda hoje sofrem.

"As pessoas adoeceram porque os líderes em quem confiavam lhes mentiram, dizendo que era seguro respirar o ar tóxico", salientou Zohran Mamdani.

Estes documentos, que serão divulgados online em lotes ao longo dos próximos 12 meses, poderão comprometer dois dos seus antecessores, Rudy Giuliani, que estava em funções na altura dos ataques, e Michael Bloomberg, que assumiu o cargo no Inverno de 2002.

Alguns dos 173 mil documentos divulgados hoje dizem respeito a "discussões que a administração Giuliani mantinha na altura sobre responsabilidade jurídica e riscos para a saúde", explicou Steven Banks, procurador-chefe da cidade de Nova Iorque, durante a conferência de imprensa.

Um outro documento destaca "informações fornecidas pelo deputado Jerry Nadler" durante a gestão de Michael Bloomberg "sobre as preocupações dos residentes de Lower Manhattan" em relação à qualidade do ar que respiravam.

Quando lhe foi pedido que mencionasse os nomes dos políticos que tinham omitido informações do público, Zohran Mamdani evitou a pergunta, referindo apenas que "isto envolve um grande número de pessoas em quem os nova-iorquinos confiavam".

"O que todos sabíamos — aqueles de nós que viviam em Lower Manhattan — era que havia substâncias tóxicas no ar e no solo, nos parapeitos das janelas e nos aparelhos de ar condicionado (...) e que tinham permanecido lá durante meses", frisou o comediante Jon Stewart, um importante defensor das vítimas do 11 de Setembro.

Ben Chevat, diretor da associação 9/11 Health Watch, agradeceu a Zohran Mamdani por ter sido "a primeira autoridade em 25 anos a começar finalmente a abordar a questão".

Em 11 de Setembro de 2001, dois aviões desviados por terroristas atingiram as torres gémeas do World Trade Center, um terceiro embateu contra o Pentágono e um quarto, aparentemente tendo como alvo o Capitólio ou a Casa Branca, despenhou-se numa zona arborizada perto de Shanksville, na Pensilvânia, após uma reação dos passageiros.


AUSTRÁLIA: Justiça arquiva caso de empresa australiana contra Timor-Leste... O Supremo Tribunal de Victoria, Austrália, arquivou o processo instaurado pela empresa australiana Lighthouse Corporation contra Timor-Leste relacionado com um alegado contrato de fornecimento de combustível e geradores, anunciou hoje o Governo timorense.

© Shutterstock    Por  LUSA  09/09/2026 

"Na passada sexta-feira, o Supremo Tribunal de Victoria proferiu uma decisão favorável ao pedido apresentado pelo Governo de Timor-Leste com vista ao arquivamento do processo instaurado, em 2018", anunciou, em comunicado à imprensa, o porta-voz do Governo e ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Agio Pereira.

Segundo o Governo timorense, o litígio remontava a 2010 e 2011 e estava relacionado com um alegado contrato para o fornecimento de combustível e geradores à empresa estatal EDTL - Eletricidade de Timor-Leste, com a Lighthouse a pedir uma indemnização de cerca de 600 milhões de dólares australianos (cerca de 372 milhões de euros).

"A posição do Governo foi sempre a de que as pretensões da Lighthouse não tinham qualquer valor, sendo avaliadas em zero. O Governo afirma que a Lighthouse tentou perpetrar uma fraude de grande dimensão contra Timor-Leste, que acabou por fracassar", pode ler-se no comunicado à imprensa.

As autoridades timorenses sempre defenderam que nunca foi celebrado qualquer contrato juridicamente vinculativo.

O Governo timorense explica também que o tribunal deliberou pelo arquivamento do processo devido ao incumprimento pela empresa australiana da obrigação de prestar uma caução para custas no valor de 1,3 milhões de dólares australianos (cerca de 807 mil euros).

"O Governo de Timor-Leste nunca vacilará quando estiver em causa a proteção do interesse nacional de Timor-Leste", afirmou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, citado no mesmo comunicado, que acrescenta que as autoridades timorenses estão atentas a pessoas e empresas que "procuram tirar partido do país e dos seus sistemas".

Trump saúda vitória de AfD alemã na Saxónia-Anhalt no domingo... O Presidente norte-americano felicitou o partido de extrema-direita através da rede Truth Social: "Uau! O Partido Populista na Alemanha acaba de ter uma noite muito boa."

Por observador.pt/Agência Lusa  09 set. 2026

Donald Trump saudou na terça-feira a vitória da extrema-direita na Alemanha no domingo, sublinhando a “noite muito boa” do “Partido Populista”, numa referência à Alternativa para a Alemanha (AfD), que obteve ampla vantagem nas eleições regionais.

“Uau! O Partido Populista na Alemanha acaba de ter uma noite muito boa. Estão finalmente fartos das regras e regulamentações absolutamente horríveis em matéria de imigração que tanto prejudicaram a Alemanha. Estão em plena ascensão e não vão mais deixar que lhes façam o que querem!”, escreveu o Presidente dos Estados Unidos na rede social que lhe pertence, Truth Social.

No final da mensagem, Trump escreveu a sigla “MGGA”, numa aparente adaptação do slogan MAGA para “Make Germany Great Again”.

A principal força de oposição na Alemanha, a AfD, um partido antimigração e pró-Rússia, infligiu no domingo uma derrota esmagadora aos conservadores (CDU) do chanceler Friedrich Merz, conquistando cerca de 44% dos votos contra 17% na Saxónia-Anhalt, uma região carenciada da antiga RDA.

Estes resultados constituíram um terramoto político na Alemanha, que vê a extrema-direita em posição favorável para governar uma região, uma situação inédita desde 1945.

O triunfo eleitoral da AfD já foi saudado por várias figuras do círculo político de Donald Trump, desde um antigo embaixador norte-americano na Alemanha, Richard Grenell, até Elon Musk.

O Presidente dos Estados Unidos, apoiante de longa data da AfD, foi um dos primeiros a felicitar a vitória do partido com um retumbante “Muito bem!” em resposta a uma publicação na rede social X de Alice Weidel, co-líder do partido de extrema-direita alemão.


Leia Também: EUA vão proibir importação de produtos lácteos e álcool canadianos

Os Estados Unidos vão proibir a importação de determinados produtos lácteos e da maioria das bebidas alcoólicas provenientes do Canadá, a partir do próximo dia 29, numa nova escalada da guerra comercial entre ambos os países.

Teerão responde a ataques dos EUA e visa bases norte-americanas na Jordânia... O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (CGRI) iraniana afirmou hoje ter atacado dois navios de guerra norte-americanos e bases de Washington na Jordânia, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos.

Foto: AFP  Por  RTP/Lusa  09/09/2026 

De acordo com um comunicado do CGRI, divulgado pela agência iraniana Tasnim, Teerão atacou a base de Al Azraq, na Jordânia, e dois contratorpedeiros norte-americanos que transportavam mísseis de cruzeiro.

Este ataque, destinado a "punir o agressor", causou danos, nomeadamente, "nas instalações onde estão estacionados os caças F-35, F-16 e F-15, bem como nos abrigos para aviões de combate" da base norte-americana de Al-Azraq, a 100 quilómetros a leste de Amã, afirmou o CGRI, citado pela agência oficial Irna.

O Exército jordaniano afirmou ter destruído 18 de 20 mísseis iranianos que se dirigiam contra o seu país, enquanto outros dois caíram em "zonas despovoadas".

Os ataques iranianos constituem uma retaliação aos bombardeamentos norte-americanos contra petroleiros iranianos ocorridos esta noite.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CentCom) afirmou ter destruído cinco embarcações associadas, segundo o comando, ao CGRI, em resposta aos ataques anteriores de Teerão contra um navio de guerra norte-americano.

"O Irão continua a tentar atacar navios de guerra norte-americanos e, sempre que o fizerem ou tentarem fazê-lo, perderão petroleiros, e penso que irão ver isso novamente hoje", advertiu, por seu lado, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio durante uma visita à Colômbia.

Segundo a agência iraniana Tasnim, um "pequeno petroleiro" iraniano foi alvo de um ataque com mísseis norte-americanos perto da ilha de Kharg (sul), sem causar vítimas.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Rubio diz ver "mão" de Teerão por trás de ataque dos houthis à Arábia Saudita... O secretário de Estado americano Marco Rubio disse hoje que o Irão esteve por trás dos ataques lançados pelos Houthis na Arábia Saudita.

Por dnoticias.pt/Agência Lusa   09 set 2026 

"Por muitos aspetos, os Houthis são agentes e aliados dos iranianos. Acho que a mão do Irão está claramente por trás de parte destes acontecimentos", afirmou o chefe da diplomacia americana em resposta a uma pergunta sobre os ataques levados a cabo pelos rebeldes pró-iranianos em território saudita, que causaram dezenas de feridos.

Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam".

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA) chegou hoje à cidade de Barranquilla (norte da Colômbia) para se reunir com o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, com quem irá falar sobre segurança, comércio e cooperação regional.

Rubio aterrou no aeroporto Ernesto Cortissoz, no município de Soledad, que serve Barranquilla, às 13:02, hora local (18:02 GMT), para iniciar a viagem que também o levará esta semana ao Equador e ao Peru, países com os quais Washington também quer estreitar laços políticos.

O chefe da diplomacia americana foi recebido no aeroporto pelo ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Omar Bula, e pela embaixadora do país sul-americano em Washington, María Consuelo Araújo.

Depois, foi recebido com honras militares sob o calor da capital do departamento colombiano do Atlântico, onde a temperatura ultrapassa os 32 graus centígrados e a humidade passa os 70%.

Petroleiro iraniano atingido por mísseis norte-americanos ao largo da ilha de Kharg... Um petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis norte-americano junto à ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, num momento de forte tensão entre Washington e Teerão. O ataque surge depois de o Irão ter ameaçado retaliar contra bases dos EUA na região.

A ilha de Kharg situa-se no norte do Golfo Pérsico, ao largo da costa do Irão, na província de Bushehr, a cerca de 25 a 30 km da costa iraniana e a noroeste do Estreito de Ormuz.GALLO IMAGES / GETTY IMAGES      Por  SIC Notícias/Lusa   08 set.2026 

Um petroleiro iraniano foi alvo de um ataque norte-americano esta terça-feira à noite, segundo uma agência de notícias iraniana, depois de terem sido ouvidas explosões no Golfo Pérsico e nas imediações do estreito de Ormuz.

"O som de várias explosões foi ouvido há poucos minutos em diversas áreas da Ilha de Kharg", relatou a agência Mehr, enquanto a Fars descreveu explosões a ocorrer "em duas fases, com um curto intervalo entre elas", na cidade de Jask, perto do estreito de Ormuz.

Já a agência de notícias Tasnim divulgou que as forças armadas norte-americanas realizaram um ataque com mísseis contra um petroleiro iraniano perto da ilha iraniana de Kharg, no norte do Golfo Pérsico.

"Um pequeno petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis levado a cabo pelas forças militares terroristas norte-americanas, a quatro milhas (aproximadamente 6,4 quilómetros) da ilha de Kharg", afirmou a agência, referindo que a tripulação do navio estava a ser retirada.

Pouco antes, o Irão tinha ameaçado voltar a atacar bases norte-americanas na região caso os seus navios-tanque continuassem a ser alvo de ataques.

Companhias aéreas iranianas sujeitas a sanções económicas

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, revelou ter “capturado um dos mais modernos drones submarinos das forças armadas dos EUA (...) de madrugada”, segundo um comunicado transmitido pela televisão estatal.

Os Estados Unidos responderam mais tarde, afirmando que um dos seus drones de vigilância submarina --- utilizado para apoiar as operações --- tinha apresentado uma "falha técnica" mais de um dia antes. Nos céus, a Guarda Revolucionária afirmou ainda ter “intercetado e destruído” um drone sobre o estreito estratégico.

O Departamento do Tesouro referiu esta terça-feira que "todas as companhias aéreas iranianas" estão agora sujeitas a sanções económicas. As principais companhias aéreas iranianas, Mahan Air e Iran Air, já estavam sob sanções. Agora, juntam-se a elas 27 empresas que operam a nível local ou regional.

O Departamento do Tesouro dos EUA acusa as autoridades iranianas de "utilizar o setor da aviação (...) para transportar armas, pessoal e cargas ilícitas".

A administração norte-americana liderada por Donald Trump decidiu também suspender as isenções para o transporte aéreo, como aquela que permitia às companhias aéreas não americanas voar com aviões de fabrico norte-americano para o Irão.

"Progressos significativos" sobre a gestão do estreito de Ormuz

No campo diplomático, as autoridades iranianas relataram "progressos significativos" nas negociações com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz, uma afirmação regularmente nas últimas semanas.

As discussões visam estabelecer um corredor "permanente" e definir a “futura gestão do estreito”, bem como um mecanismo para "prestar os serviços de navegação e segurança necessários", reiterou o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

O estratégico estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, foi bloqueado por Teerão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, na sequência dos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão. Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

O Irão insiste que não haverá regresso ao regime de livre navegação existente antes da guerra e pretende cobrar taxas de serviço às embarcações que utilizam o estreito, uma medida firmemente rejeitada por Washington e por vários países da região.

90 jovens agroempreendedores estão a ser capacitados em empresariado agrícola 🌱... A FAO, através do projeto IRA/MIJA, iniciou uma nova etapa de capacitação destinada a 90 jovens, raparigas e rapazes, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, com vista ao desenvolvimento de competências no domínio do empresariado agrícola.

Por  FAO Guiné-Bissau  8/09/2026

A formação abrange jovens das regiões de Cacheu, Oio e Gabú, com 30 participantes por região, e decorre durante três dias em cada uma delas.

Esta iniciativa dá continuidade ao trabalho de capacitação dos jovens no setor agrícola. Recentemente, foi concluída a formação teórica e prática de 120 jovens das plataformas MIJA de Oio, Cacheu e Pirada, centrada em práticas de agricultura sustentável e responsável.

🎯 Através destas ações, a FAO pretende reforçar as capacidades dos jovens, estimular o espírito empreendedor e contribuir para a criação de oportunidades no agronegócio, promovendo simultaneamente uma agricultura mais sustentável na Guiné-Bissau.

Trump promete usar "todo o poder" dos EUA para impedir novo 9/11... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos usarão "todo o seu poder" para impedir que volte a acontecer outro atentado como o de 11 de Setembro de 2001.

© REUTERS/Nathan Howard      LUSA   08/09/2026 

Washington, 08 set 2026 - O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos usarão "todo o seu poder" para impedir que volte a acontecer outro atentado como o de 11 de Setembro de 2001.

"Ninguém consegue sequer imaginar que uma coisa assim possa voltar a acontecer, e usaremos todo o nosso poder para nos assegurarmos de que não acontecerá", declarou Trump numa cerimónia para assinalar o 25.º aniversário do 11 de Setembro, em frente à Casa Branca.

Descrevendo aquele dia como "um dia como nenhum outro", Trump recordou que os Estados Unidos (EUA) estão atualmente em guerra com o Irão e prometeu que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.

"Nunca esqueceremos aqueles que perdemos e nunca esqueceremos os heróis imortais do 11 de Setembro de 2001. E digo-vos que, neste momento, estamos a lutar porque há um país que queria uma arma nuclear. O Irão não terá uma arma nuclear", sublinhou.

O chefe de Estado norte-americano participou num evento organizado pela fundação Tunnel to Towers, que apoia familiares de polícias, militares e bombeiros que morreram em consequência das operações de socorro às vítimas dos atentados do 11 de Setembro.

O evento decorreu no parque The Ellipse, um parque contíguo à Casa Branca, onde foi instalada uma viga de aço de uma das Torres Gémeas de Nova Iorque, derrubadas nos atentados da organização terrorista Al-Qaida.

Num discurso por ocasião da exposição itinerante "Steel Across America" ("Aço pela América") — que percorreu já 21 estados norte-americanos com uma viga de aço do World Trade Center com pouco mais de seis metros de comprimento -, o líder norte-americano destacou o simbolismo da exposição, agora que já passou um quarto de século desde o ataque perpetrado pela Al-Qaida.

"Este fragmento de aço maltratado que temos aqui hoje recorda-nos que os Estados Unidos são abençoados com uma força que nenhum fogo pode consumir, nenhum mal pode vencer e nenhuma era pode destruir", afirmou.

Trump, que durante décadas foi um magnata da construção civil em Nova Iorque, recordou que aquela manhã, ao olhar pela janela, lhe pareceu "uma manhã bonita", mas depois viu nas notícias imagens que espera "nunca voltar a ver".

"O mundo mudou para sempre", disse ter pensado nesse dia.

Também recordou a experiência do atual secretário do Comércio, Howard Lutnick, presente na cerimónia, que sobreviveu aos atentados, porque nessa manhã foi levar o filho à escola e chegou tarde ao escritório, situado no World Trade Center.

O 11 de Setembro foi um atentado terrorista levado a cabo pela Al-Qaida nos Estados Unidos, que incluiu o embate com aviões comerciais desviados nas Torres Gémeas de Nova Iorque e no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), fazendo quase 3.000 mortos e 25.000 feridos e desencadeando a chamada Guerra ao Terrorismo, com a invasão norte-americana do Afeganistão, a 07 de outubro do mesmo ano.

Com este ato simbólico junto à Casa Branca, a coincidir com a passagem da exposição por Washington, Trump inaugurou as cerimónias para assinalar os 25 anos do atentado terrorista às Torres Gémeas, ao Pentágono, e a um alvo que ficou por conhecer – pensa-se que poderia ser o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca -, porque os passageiros do quarto avião comercial sequestrado confrontaram os terroristas e fizeram com que o aparelho se despenhasse num descampado na Pensilvânia.

Tratou-se do acontecimento mais marcante da viragem do século, não só pelo número de vítimas, mas por representar um ataque sem precedentes ao coração económico e militar dos Estados Unidos, desafiando como nunca antes o papel do país como potência hegemónica incontestável.

Trump vai assinalar a 11 de setembro o 25.º aniversário dos atentados no memorial instalado no Pentágono, ao invés de fazê-lo no 'Ground Zero' em Manhattan, onde se erguiam as Torres Gémeas.

Segundo o diário The New York Times, o Presidente tomou essa decisão porque no 'Ground Zero' são proibidos os discursos de dirigentes políticos, uma versão que foi negada pela Casa Branca.


Leia Também: Rubio lamenta tensões na Cisjordânia mas afasta sanções a israelitas

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, lamentou hoje as "tensões na Cisjordânia ocupada" entre os colonos israelitas e a população palestiniana, mas afastou sanções semelhantes às anunciadas por 12 países ocidentais, incluindo Portugal.

No entanto, Huckabee criticou hoje as sanções ocidentais, considerando-as "uma decisão irracional" e "discriminação contra o governo israelita, discriminação contra os judeus".

GUINÉ-BISSAU: JOVEM MORRE APÓS QUEDA NA PASSADEIRA AÉREA EM BANDIM... Um jovem guineense, de aproximadamente 25 anos de idade, morreu na noite desta segunda-feira, por volta das 22h30, na sequência de uma queda numa passadeira aérea, na zona de Bandim, em Bissau. Informações familiares dão conta que o jovem teria cometido suicídio.

Por Rádio Sol Mansi  08 09 2026

Segundo informações recolhidas junto de familiares residentes em Bafatá, o jovem terá sofrido ferimentos graves durante a queda, que acabaram por provocar a sua morte. No quarto do jovem foram encontrados os seus pertences pessoais como telemóvel, documentos e a chave ainda estava na porta.

Os mesmos relatos indicam que, antes da ocorrência, o jovem teria tido um desentendimento com a sua namorada, durante o qual esta terá sofrido ferimentos nas mãos e na cabeça. Os dois jovens são naturais de Bafatá e estão em Bissau para concluir os estudos superiores.

A jovem foi posteriormente encaminhada para uma unidade hospitalar em Bissau, onde estará a receber tratamento médico. Segundo as informações disponíveis, encontra-se fora de perigo.

Há ainda relatos segundo os quais o jovem, após o incidente com a companheira, teria acreditado que os ferimentos provocados poderiam ter resultado na sua morte e, posteriormente, teria decidido cometer o suicídio.

No entanto, esta versão não foi oficialmente confirmada pelas autoridades, pelo que as circunstâncias que conduziram à queda e a sequência exata dos acontecimentos permanecem por esclarecer.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes, que poderão determinar as circunstâncias da morte e esclarecer os acontecimentos que antecederam a ocorrência.

Os familiares informaram que os restos mortais do jovem deverão ser trasladados para Bafatá, sua cidade de origem, onde deverá decorrer o funeral.

A Direção Superior do PRS reuniu-se, esta terça-feira (08.09), para analisar a recente renúncia de alguns militantes. Após o encontro, o porta-voz do partido, Ancelmo Mendes, falou à imprensa e apresentou os esclarecimentos sobre o caso.

Radio Voz Do Povo

UM NOVO RELATÓRIO APONTA INSTABILIDADE POLÍTICA COMO MAIOR OBSTÁCULO AOS INVESTIMENTOS CHINESES NA GUINÉ-BISSAU

 Rádio Sol Mansi    08.09.2026

O relatório intitulado “Investimento e Cooperação Cinturão e Rota China-África” aponta a instabilidade política como o principal desafio aos investimentos chineses na Guiné-Bissau.

O estudo foi divulgado esta terça-feira, em Bissau, pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Economia e Gestão da Universidade Jean Piaget.

O documento analisa as potencialidades económicas da Guiné-Bissau para o investimento privado chinês, as principais áreas de investimento da China nos países africanos, a situação da iniciativa Cinturão e Rota, bem como as políticas chinesas e as perspetivas futuras de cooperação com os países africanos.

No caso da Guiné-Bissau, o coordenador do grupo de pesquisa, Ansu Mancal, defende que o país deve criar condições para que as empresas chinesas conheçam melhor as suas potencialidades e encontrem oportunidades de investimento.

Segundo o relatório, entre as empresas consultadas, 19% manifestaram interesse em investir no setor das infraestruturas e engenharia de construção, enquanto 45% rejeitaram a possibilidade de investir nos países africanos, particularmente na Guiné-Bissau.

Ansu Mancal considera ainda que a Guiné-Bissau deve alinhar-se com a iniciativa Cinturão e Rota, lançada pela China em 2013, como forma de mobilizar mais investimentos para o país.

O documento revela igualmente que, entre 2021 e o período abrangido pelo estudo, a China investiu mais de 295 mil milhões de dólares em África, numa relação económica que tem vindo a ganhar maior dimensão.

Entre os principais fatores considerados pelas empresas chinesas antes de investir nos países africanos estão o ambiente sociocultural, o contexto político e legal, as condições de apoio à cadeia industrial, as políticas de cooperação China-África e o potencial de crescimento do mercado.

O relatório recomenda, por isso, que a Guiné-Bissau melhore as condições políticas, legais e económicas para aumentar a confiança dos investidores chineses e aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pela iniciativa Cinturão e Rota.

GUINÉ-BISSAU: Mais partidos e jornalismo instrumentalizado preocupam na Guiné-Bissau... O bastonário da Ordem dos Jornalistas guineenses defendeu hoje que a proliferação de formações políticas "sem matrizes clássicas" e a crescente instrumentalização do jornalismo estão a comprometer a estabilidade institucional e democrática na Guiné-Bissau.

© Lusa    08/09/2026 

A posição de António Nhaga foi publicada pelo jornal online Capital News, órgão consultado pela Lusa nas redes sociais.

Para o também editor-chefe do jornal "O Democrata", o cenário político guineense "tem assistido, desde 2018, ao surgimento contínuo de pequenos grupos" que se "autodenominam partidos políticos, mas que, na prática, divergem dos modelos clássicos de representação".

Para António Nhaga, tirando os partidos históricos e tradicionais guineenses, nomeadamente, o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), a RGB (Resistência da Guiné-Bissau), o PRS (Partido da Renovação Social) e a UM (União para a Mudança), todas as formações políticas criadas no país "não são partidos".

As declarações surgiram no âmbito de uma análise do jornalista sobre a situação política guineense, com base nas indicações de que estará em curso a criação do Partido Popular Guineense (PPG), que tem sido atribuído ao atual primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té.

Nos últimos dias, dirigentes de várias formações políticas têm apresentado renúncias aos seus partidos, alegadamente para se juntarem ao PPG, ainda não anunciado formalmente.

"Estas novas formações funcionam frequentemente como estruturas de interesses particulares, propensas às alianças a facções militares para promover a instabilidade e fomentar golpes de Estado, uma tendência na qual se enquadra o recente debate em torno do autoproclamado Partido Popular Guineense", assinalou António Nhaga.

O analista sublinhou que a fragmentação política na Guiné-Bissau tem gerado reflexos diretos na coesão dos próprios partidos tradicionais, citando os casos do PRS, que, disse, enfrenta divisões internas refletidas em três a quatro facções, enquanto o PAIGC lida com pressões e ameaças de cisão fomentadas externamente.

"Tudo isso acontece num contexto onde está na moda assaltar o Estado e assumir o poder", frisou Nhaga, para quem a crise de governação e o enfraquecimento institucional arrastaram igualmente o setor da imprensa guineense.

O cenário, disse o bastonário da Ordem dos Jornalistas, acaba por gerar um fenómeno em que profissionais da comunicação social, ou indivíduos que exercem a atividade, assumem o papel de "bocas de aluguer", limitando-se a defender agendas de pequenos grupos políticos.

"O ambiente informativo guineense caracteriza-se por uma crescente polarização onde o contraditório é penalizado ao ponto de quem procura escrutinar e apresentar contrapontos à narrativa dos detentores do poder é rotulado de imediato como militante do PAIGC ou de outras forças da oposição", salientou.

Na opinião de Nhaga, a anulação prática do contraditório jornalístico independente "é uma estratégia intencional que alimenta a atual balbúrdia política" no país.

Diante deste cenário de "erosão democrática", o jornalista considera ser urgente que se crie uma frente unida entre os profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.

O resgate da imprensa enquanto "quarto poder" independente, pautado pela solidariedade mútua entre jornalistas, é para Antonio Ngaga "um pré-requisito fundamental para devolver o país aos eixos" da legalidade democrática e restabelecer o contraditório na esfera pública.

ÁFRICA: BAD aprova cinco mil milhões de dolares para mitigar impacto em África... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento que pode ultrapassar os cinco mil milhões de dólares para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia e dos fertilizantes nos países africanos, anunciou hoje a instituição.

© Lusa    08/09/2026 

"O Quadro Global de Resposta à Crise da Energia e dos Fertilizantes (…) permite ao Grupo Banco prestar apoio oportuno e direcionado para dar resposta às necessidades imediatas decorrentes da crise e para reforçar os países africanos membros face a futuros choques", lê-se num comunicado do BAD.

O instrumento é financiado em 4,1 mil milhões de dólares (cerca de 3,53 mil milhões de euros) "em empréstimos do BAD e em até 960 milhões de dólares (826 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento", a entidade do Grupo Banco responsável pelos empréstimos concessionais, detalha.

Embora "concebido para proporcionar ajuda imediata, ao mesmo tempo lança as bases para economias africanas mais fortes, mais autossuficientes e mais resilientes", refere.

No total, aponta-se ainda no comunicado, a meta de empréstimos para 2026 será, assim, aumentada para cerca de 12,7 mil milhões de dólares.

"A crise em curso no Médio Oriente continua a representar um choque externo significativo para as economias africanas, refletido no aumento dos preços globais da energia, dos alimentos, dos fertilizantes e de outras matérias-primas, das quais muitos países africanos continuam fortemente dependentes, e que importam em grande escala", aponta o BAD.

A instituição diz que "as perturbações nas rotas comerciais globais e na logística, incluindo corredores marítimos essenciais, estão a agravar estas pressões ao aumentar os custos de transporte, atrasar as entregas e amplificar a fragilidade da cadeia de abastecimento".

De acordo com o BAD, os principais objetivos deste novo instrumento são estabilizar as condições macroeconómicas, garantir os sistemas críticos de abastecimento de alimentos, energia e fertilizantes, proteger as despesas essenciais e os agregados familiares vulneráveis e sustentar reformas para o reforço da resiliência a médio e longo prazo.


Israel fecha consulado britânico em Jerusalém em retaliação a sanções... O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita anunciou hoje o encerramento do consulado britânico em Jerusalém em retaliação pelas sanções contra os colonatos israelitas na Cisjordânia, impostas por Londres e outros países ocidentais.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images    LUSA  08/09/2026 

O encerramento do consulado britânico em Jerusalém implica também a retirada dos representantes britânicos do centro de coordenação em Gaza e a suspensão das atividades de formação britânicas para as forças da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, segundo Gideon Saar.

Além disso, o ministro avançou que Israel vai proibir a entrada em Israel de 12 cidadãos britânicos considerados "anti-Israel" e "antissemitas", sem especificar quem eram.

Posteriormente, o executivo israelita especificou que entre os visados estão 11 deputados britânicos, incluindo o antigo líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn, bem como um advogado que representou o movimento islamita palestiniano Hamas.

"O povo judeu tem o direito de viver em toda a terra de Israel", declarou o chefe da diplomacia israelita numa declaração feita em hebraico e inglês, sem responder a perguntas.

O Governo britânico tinha anunciado, pouco antes, novas sanções que visam proibir a importação de bens provenientes dos colonatos israelitas na Cisjordânia.

Numa declaração feita no parlamento, o líder da diplomacia britânica, Ed Miliband, explicou que as medidas sancionatórias também visam empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos, acusando "colonos terroristas" de serem responsáveis por "uma limpeza étnica dos palestinianos".

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, a decisão do Governo britânico constitui uma "grave interferência no processo eleitoral" de Israel, na véspera das eleições legislativas marcadas para outubro.

A intervenção de Miliband no parlamento britânico foi seguida de um comunicado de 12 países, incluindo Reino Unido e Portugal, a anunciar a introdução de restrições nacionais e o apoio de medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

No comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido afirmaram que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos".

O grupo exigiu que o Governo de Israel "suspenda imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconheceu ainda os "legítimos interesses de segurança de Israel" e manteve a condenação ao ataque terrorista do Hamas de 07 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto", mas reiterou o compromisso com a solução de dois Estados - israelita e palestiniano -, conforme as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia igualmente desde 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.