terça-feira, 2 de junho de 2026

Venezuela avisa companhias áreas para pagarem combustível aos EUA... O governo venezuelano notificou as companhias aéreas estrangeiras que operam no país que os pagamentos pela compra de combustível venezuelano devem ser feitos diretamente para contas do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

© MIGUEL GUTIERREZ/AFP via Getty Images       Por  LUSA   02/06/2026 

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, que cita uma notificação enviada pelo Ministério dos Hidrocarbonetos a duas companhias aéreas, o anúncio foi feito no final da semana passada e foi acompanhado de um anexo com os dados bancários do Departamento de Estado dos EUA. 

"Tenho a honra de me dirigir a vós para vos transmitir as minhas mais calorosas saudações e, ao mesmo tempo, vos informar sobre os dados bancários para pagamentos via transferência em moeda estrangeira, destinados ao recebimento de pagamentos correspondentes ao consumo de combustível JET A1, MGO e IFO 380", lê-se no texto enviado a pelo menos uma companhia aérea latino-americana e a uma espanhola.

O documento, datado de 28 de maio e assinado pelo responsável de vendas Yolimar Cedeño, inclui um aviso de o governo norte-americano pode "receber fundos em nome da Venezuela através da Fedwire [Federal Reserve Wire Network]", como é conhecida a rede de transferência eletrónica de fundos controlada pela Reserva Federal dos EUA.

De acordo com o texto, o Departamento do Tesouro detalha que os fundos são depositados numa conta "custodial" (na qual os ativos ficam separados do património da instituição) e exige que a origem desses fundos seja revelada.

Após a captura do antigo Presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos durante uma operação militar realizada em janeiro, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou que Washington "controlaria indefinidamente" as vendas de crude venezuelano e depositaria os recursos dessas transações em contas do governo norte-americano para "beneficiar o povo da Venezuela".

"A ordem declara que os fundos são propriedade soberana da Venezuela, mantidos sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, e não estão sujeitos a reivindicações privadas", afirmou a Casa Branca na altura.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

Os formadores envolvidos na Campanha do Recenseamento Geral da População realizaram uma conferência de imprensa para esclarecer a opinião pública sobre a situação relacionada com o alegado não pagamento dos seus subsídios e remunerações.

Guerra na Ucrânia. Rússia perde terreno pelo segundo mês consecutivo... A Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área de território controlada por Moscovo, indicou hoje o Instituto para o Estudo da Guerra.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images    Por  LUSA   02/06/2026 

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de um avanço de 579 km2 para apenas 23 km2 em março. 

Em abril, a área controlada por Moscovo diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças de Moscovo relatado pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) não é, no entanto, total: militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para tomarem posição em partes da frente de batalha e onde ficam escondidos, a fim de facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).

No entanto, refletem uma tendência positiva para o lado ucraniano.

O ISW referiu na semana passada "campanhas bem-sucedidas de ataques com drones de médio alcance" lançadas nesta primavera pela Ucrânia.

Estas operações permitiram "limitar a capacidade da Rússia de transportar pessoal" para a frente e de "reforçar as suas posições na linha da frente".

Em maio, o exército ucraniano avançou principalmente nas regiões de Donetsk e Zaporijia.

As estimativas do ISW excluem os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos por este instituto, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do país, incluindo 7% na Crimeia e nas zonas da bacia industrial do Donbass, que já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Em contrapartida, nos últimos meses a Rússia tem aumentado o volume de bombardeamentos contra cidades ucranianas, com grandes salvas de drones e mísseis balísticos. 

Para intercetar estes aparelhos e mísseis, Kyiv recorre frequentemente ao sistema norte-americano Patriot, mas as munições escasseiam, o que levou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a reiterar os seus pedidos a Washington para o envio de mais mísseis intercetores.

Em resposta ao mais recente ataque noturno russo que provocou pelo menos 18 mortos, o líder ucraniano voltou a sublinhar que se o país não estiver protegido contra mísseis balísticos os ataques de grande escala vão continuar.

Nesse sentido, Zelensky pediu à Administração norte-americana que determine um programa de fornecimento de mísseis Patriot capaz de proteger a Ucrânia dos bombardeamentos da Rússia.

Israel diz ter aval dos EUA para retaliar ataques do Hezbollah... Israel anunciou hoje ter obtido o aval dos Estados Unidos para bombardear o subúrbio sul de Beirute, bastião do Hezbollah, se for atacado pelo grupo libanês pró-iraniano.

© Lusa   02/06/2026 

Num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, o ministro Israel Katz explicou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, juntamente com o exército, definiram um princípio de reciprocidade relativamente ao sul de Beirute e o norte de Israel.

"Se as localidades israelitas [do norte] continuarem a ser atacadas, iremos retirar a população e bombardear o bairro xiita de Dahiyeh em Beirute, bastião do Hezbollah", declarou Katz.

Dahiyeh é a designação do subúrbio sul de Beirute, conhecido por ser o principal bastião político, social e militar do Hezbollah, abrigando muitos das instalações e líderes do grupo.

"Os Estados Unidos validaram este princípio e comunicaram-no ao Governo libanês, bem como a todas as partes envolvidas", disse Katz, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

"Ou os disparos contra as localidades [no norte de Israel] cessam ou, se continuarem, bombardearemos Dahiyeh em Beirute", acrescentou o ministro.

O comunicado foi divulgado depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado na segunda-feira que tinha conseguido uma trégua no Líbano e que Israel não atacaria Beirute.

No entanto, os meios de comunicação libaneses noticiaram a morte de oito pessoas num novo ataque israelita realizado hoje no sul do Líbano, enquanto projéteis do Hezbollah continuavam a visar alvos israelitas.

Na segunda-feira, Israel ameaçou bombardear os subúrbios do sul de Beirute, gerando pânico na capital libanesa e levando milhares de pessoas a fugir para zonas mais seguras.

Os confrontos ocorrem quando está agendada para hoje e quarta-feira, em Washington, uma segunda ronda de conversações entre Israel e o Líbano.

Os negociadores libaneses pretendem obter um cessar-fogo total que evite futuros ataques, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).

As negociações, iniciadas em abril na capital norte-americana, constituem os primeiros contactos em mais de três décadas entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais.

Os combates representam um grande obstáculo ao acordo emergente para prolongar o cessar-fogo na guerra com o Irão, uma vez que Teerão exige que qualquer entendimento inclua a cessação total das hostilidades no Líbano.

O Hezbollah tem rejeitado negociações diretas, dependendo da pressão exercida pelo Irão.

A última vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

Pelo menos 27 militares e um prestador de serviços de defesa de Israel morreram no sul do Líbano ou nas proximidades, registando-se ainda a morte de dois civis no norte de Israel.

As forças israelitas informaram ao final do dia de segunda-feira que um soldado morreu no sul do Líbano e sete ficaram feridos no mesmo incidente, três dos quais em estado grave.

A utilização por parte do Hezbollah de drones de fibra ótica, difíceis de detetar, tem-se revelado mortífera para os militares israelitas, que enfrentam dificuldades para responder a esta ameaça, acrescentou a AP.


Leia Também: Netanyahu diz que "pilares do regime iraniano" já "foram quebrados"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que "os pilares do regime terrorista do Irão foram fraturados" pela ofensiva lançada a 28 de fevereiro, em conjunto com os EUA, garantindo que aquele país irá perder a guerra.

Portugal: "Totalmente inaceitável". Mais de 200 taxistas detidos na região de Lisboa por especulação

Por cnnportugal.iol.pt

Números revelados pela PSP dizem respeito ao período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de maio deste ano 

Mais de 200 motoristas de táxi, segundo a PSP, foram detidos nos primeiros cinco meses do ano na região de Lisboa pelo crime de especulação, prática considerada “totalmente inaceitável” para o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT).

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP revelou que, no período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de maio deste ano, deteve “214 motoristas de veículos ‘táxi’, pela prática de crimes de especulação”.

De acordo com a PSP, os dados correspondem “a um aumento de +132% face a igual período de 2025 (onde se registaram 92 detenções)”. A força de segurança adiantou também que começaram “a ser aplicadas sanções acessórias que promovem a dissuasão destes comportamentos, nomeadamente a apreensão do CMT (certificado de motorista de táxi)”.

“Quem prevarica deve ser exemplarmente penalizado, seja em que setor for. A prática do crime de especulação, designadamente através da cobrança de valores superiores aos legalmente fixados, é totalmente inaceitável e lesa gravemente os consumidores, em particular turistas e pessoas menos informadas”, disse à Lusa Carlos Silva, presidente da Federação Portuguesa do Táxi.

Segundo este responsável, tais comportamentos “não representam o espírito nem a prática da esmagadora maioria dos profissionais do táxi”, no entanto, adverte que não se pode “confundir a árvore com a floresta”.

Para Carlos Silva, cada detenção “mancha a imagem de todo um setor”, composto por milhares de motoristas, que “diariamente cumprem as regras, trabalham com profissionalismo e garantem um serviço de proximidade e segurança à população”.

O responsável frisou que o táxi, em geral, “continua a ser sinónimo de profissionalismo e segurança, com motoristas certificados, veículos identificados, taxímetro, seguro adequado e enquadramento regulatório exigente”.

Assim, Carlos Silva lembrou que a federação defende uma fiscalização “firme e continuada” sobre todos os que violam a lei, mas entende que essa fiscalização” não deve incidir apenas sobre os táxis devidamente licenciados.

“É igualmente essencial reforçar o combate a quem, sem certificação para o exercício da profissão, se dedica ao transporte de passageiros, e também àqueles que, fazendo-se passar por táxis em zonas de grande afluência – aeroportos, gares, áreas turísticas –, aliciam e por vezes chegam a burlar passageiros. Esses comportamentos prejudicam o consumidor e concorrem de forma desleal com os operadores que cumprem a lei”, advertiu.

Quanto ao aumento do número de detenções, Carlos Silva considerou que “tudo indica” estar associado a uma maior concentração da fiscalização sobre este tipo de ilícitos e a uma maior sensibilidade das autoridades e dos consumidores para estas práticas.

“Do nosso ponto de vista, sempre que há reforço de fiscalização e aplicação de sanções acessórias – como a apreensão do certificado de motorista de táxi – isso tem um efeito dissuasor positivo, desde que acompanhado por informação clara aos utentes sobre os seus direitos”, sublinhou.

O crime de especulação consiste na alteração, com a clara intenção de obter lucro ilegítimo, dos preços que regulam o exercício da atividade de prestação de serviços, praticando valores acima do legalmente estabelecido por lei.

Na nota, a PSP refere também esperar conseguir "alavancar um efeito dissuasor" junto dos motoristas de táxi, alertando os cidadãos para os potenciais comportamentos inadequados e ilegais associados a este tipo de práticas.

EUA preparam redução drástica de embaixadas em África autorizadas a dar vistos

Por EXPRESSO DAS ILHAS, 2 jun 2026 

O Departamento de Estado norte-americano planeia reduzir drasticamente o número de embaixadas e consulados dos EUA em África que podem processar vistos para estrangeiros que pretendam entrar nos Estados Unidos.

As quase 50 embaixadas e consulados dos EUA que processam os pedidos de visto serão reduzidos para 20 nas próximas semanas, de acordo com três responsáveis norte-americanos e um memorando interno obtido pela agência de notícias Associated Press (AP).

Ainda sem data definida, a mudança está prevista para junho, disseram à AP as fontes, que falaram sob anonimato.

Numa teleconferência na passada sexta-feira, diplomatas norte-americanos, incluindo chefes consulares, foram informados de que os EUA iriam reduzir os seus serviços de vistos em toda a África, de acordo com um dos funcionários que participou na chamada.

Ao abrigo de uma diretiva aprovada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada, o Departamento de Estado vai reduzir as operações consulares em todos os países africanos, exceto em 20 "centros" de operações, segundo os responsáveis e o memorando.

O processamento de vistos em África já foi afetado pela proibição de viagens para determinados países, bem como pela exigência de que os requerentes depositem uma caução até 15.000 dólares (aproximadamente 12.900 euros) para se poderem candidatar e, mais recentemente, pelas restrições causadas pela epidemia de Ébola.

As novas regras significam que um cidadão de um país que não seja um centro de operações terá de se deslocar a um dos 20 locais aprovados, o que pode representar desafios e custos consideráveis de viagem.

As secções consulares em países que não sejam centros de operações permanecerão abertas, mas terão serviços limitados. Poderão ainda ajudar os cidadãos americanos com renovações de passaportes e pedidos consulares de emergência, bem como casos especiais de interesse nacional e pedidos de vistos diplomáticos.

A medida faz parte do esforço da administração Trump para restringir a emissão de vistos para imigrantes e não imigrantes, como parte do seu objetivo mais amplo de limitar a imigração para os EUA e reprimir aqueles que viajam com vistos temporários, mas permanecem no país após a expiração do visto. O Governo também reduziu o número de funcionários nas embaixadas e consulados de todo o mundo.

Segundo o memorando, os 20 centros que permanecerão abertos para todo o processamento são: Abidjan, Costa do Marfim; Acra, Gana; Adis Abeba, Etiópia; Cidade do Cabo, África do Sul; Dacar, Senegal; Dar-Es-Salaam, Tanzânia; Djibuti, Djibuti; Joanesburgo, África do Sul; Kampala, Uganda; Kigali, Ruanda; Kinshasa, Congo; Lagos, Nigéria; Lomé, Togo; Luanda, Angola; Malabo, Guiné Equatorial; Monróvia, Libéria; Nairobi, Quénia; Port Louis, Maurícias; Praia, Cabo Verde; e Yaoundé, Camarões.

Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia

Ataque a Kiev (X)   Por  cnnportugal.iol.pt

Alerta foi lançado para praticamente todo o país e em Kiev pediu-se à população que procurasse abrigo no metro e em bunkers. A Rússia prometeu "ataques sistémicos" à capital e este pode ser só o início de algo maior

A madrugada tinha acabado de começar em Portugal e já ia longa na Ucrânia quando todos os avisos soaram, apontando para um grande ataque a caminho vindo da Rússia que só parou quase duas horas depois.

Kiev, Dnipro ou Kharkiv, três das maiores cidades da Ucrânia foram apenas alguns dos locais atingidos por um ataque que contou com disparos vindos dos mais variados sistemas de mísseis que a Rússia tem apontados para o inimigo.

Às primeiras horas da manhã a contabilização atirava já para pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos, com o pior cenário a verificar-se em Dnipro, onde quatro pessoas morreram e pelo menos 16 ficaram feridas, de acordo com o governador regional, Oleksandr Hanzha.

Os feridos foram imediatamente levados para hospitais e nenhum deles está em condição crítica, mas as imagens que chegam daquela cidade mostram bem a dimensão do ataque, que atingiu em cheio uma zona de edifícios residenciais, queimando também veículos que estavam na rua e até um parque infantil.

Na capital, Kiev, os primeiros dados apontam para um morto e 29 feridos, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, que deu conta de estragos verificados um pouco por toda a cidade.


Uma das situações mais sensíveis surgiu depois daquilo que as autoridades ucranianas acreditam ter sido um míssil que atingiu um edifício com 24 andares, que acabou por colapsar parcialmente com o impacto, estando as autoridades à procura de eventuais vítimas nos escombros.

“No distrito de Obolon, carros incendiaram-se depois da queda de destroços de míssil. Também houve fogos em duas localizações de áreas abertas, incluindo num jardim infantil”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko.

Percebendo rapidamente que o ataque seria de grande dimensão, as autoridades de Kiev aconselharam logo a população a procurar refúgio, indicando as estações de metro e os abrigos da cidade como locais preferenciais para o efeito.

De resto, o presidente da Ucrânia já tinha avisado que um “ataque maciço” poderia estar a caminho, tendo alertado a população no seu habitual vídeo diário que é publicado à noite.

“Os nossos defensores estão prontos a toda a hora com os mantimentos disponíveis”, garantiu Volodymyr Zelensky, talvez sem saber que o seu aviso ganharia forma horas depois.

A Rússia já tinha avisado que se estava a preparar para o que chamou de “ataques sistemáticos” a Kiev, nomeadamente às zonas onde ficam os centros de toda a decisão, incluindo a militar. O aviso do Kremlin ganhou especial forma quando se aconselhou à saída de todos os cidadãos estrangeiros da cidade.

É a resposta, segundo a Rússia, ao ataque conduzido contra um dormitório da Universidade de Lugansk, onde morreram 21 pessoas, sendo que a Ucrânia negou ter realizado qualquer ataque.

Caso a Rússia pretenda levar a sua ameaça “sistémica” avante, é de esperar que as próximas noites na Ucrânia possam ser de sobressalto semelhante à da madrugada desta terça-feira.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Câmara Municipal de Bissau suspende processos de reversão de terrenos e obriga pagamentos via banco para reforçar transparência

Por  Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, assinou nesta segunda-feira (01.06) dois despachos com medidas para aumentar a transparência e o controlo na gestão municipal, com destaque para a suspensão temporária de processos de reversão de terrenos e a obrigatoriedade de pagamentos através do sistema bancário oficial.  

Através do Despacho nº 02/GP/CMB/2026, a Câmara suspende, com efeitos imediatos, todos os novos processos de reversão de terrenos promovidos pelo município, bem como os processos já em tramitação. A medida, de natureza cautelar e temporária, terá a duração de 90 dias e visa permitir uma avaliação técnica, administrativa e jurídica exaustiva da situação fundiária municipal.  

Durante o período de suspensão, ficam vedados quaisquer atos administrativos destinados à conclusão, homologação ou execução de reversões. Os serviços municipais deverão proceder ao levantamento completo dos processos existentes, identificando estado de tramitação, fundamentos jurídicos e localização dos terrenos. Findo o prazo, a Câmara decidirá sobre o levantamento da suspensão ou adoção de novas orientações com base num relatório técnico.  

A suspensão, segundo o despacho, não prejudica direitos legalmente adquiridos pelos cidadãos nem impede a apresentação de requerimentos junto dos serviços competentes.  

Já o Despacho nº 01/GP/CMB/2026 determina que todos os pagamentos iguais ou superiores a 1.000 FCFA referentes a taxas, licenças, multas, impostos, emolumentos e outros serviços municipais passem a ser feitos exclusivamente através das contas bancárias oficiais da Câmara Municipal de Bissau, mediante depósito ou transferência bancária.  

Ficam excetuadas as taxas diárias dos mercados municipais, fixadas em 150 FCFA, e os requerimentos simples de 500 FCFA, que continuam a ser cobrados pelos mecanismos atuais. O despacho proíbe qualquer funcionário, agente ou fiscal de receber diretamente valores abrangidos pela medida, sob pena de sanções disciplinares e legais. Pagamentos feitos fora dos circuitos oficiais serão considerados irregulares e sem efeitos.  

Ao justificar as medidas, a Câmara Municipal de Bissau invoca a necessidade de reforçar a transparência, a boa governação, a rastreabilidade e o controlo das receitas municipais, bem como garantir que os atos administrativos relacionados com terrenos observem os princípios da legalidade, imparcialidade e proteção dos direitos dos munícipes.  

Os dois despachos entraram em vigor na data da assinatura, 01 de junho de 2026, e deverão ser amplamente divulgados junto dos serviços municipais e do público em geral.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Governo da Guiné Bissau e em parceria com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos iniciou desde dia 1 de junho e prolonga-se até 8 de julho de 2026, a campanha de emissão de Bilhete de Identidade Biométrico padrão CEDEAO.

A campanha decorre sob o lema, " Meus documentos em dia, meu direito garantido" e conta com o financiamento do Projeto de Reforço do Sector Público II, através do Banco Mundial.

A emissão de Bilhetes de Identidade Biométrico padrão CEDEAO à todos os servidores públicos e pensionistas que ainda não possuem decorre em todo território nacional e é gratuita.

O documento vai ser emitido em todos os centros de produção do Bilhete de Identidade Biométrico à nível nacional.

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Putin avisado por governo que gastos da guerra são incomportáveis... O presidente russo, Vladimir Putin, foi avisado por altos funcionários das Finanças e do banco central de que os gastos com a guerra na Ucrânia estão numa trajetória insustentável, noticiou a Bloomberg News.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

Segundo a agência, que cita fontes próximas do assunto e documentação analisada, as referidas autoridades alertaram o Kremlin de que o nível atual de gastos projetados com defesa corre o risco de aumentar perigosamente o défice orçamental do governo e propuseram novos cortes nestas despesas.   

Uma divisão entre os decisores políticos fez com que altos funcionários do Ministério da Defesa e alguns no Kremlin, determinados a prosseguir os objetivos de guerra de Putin, insistissem em proteger as despesas militares, argumentando que muitas empresas dependem de contratos militares para produzirem e criarem emprego.

Putin pediu aos funcionários do Ministério das Finanças que identificassem cortes de despesas noutras áreas do orçamento, antes da defesa, segundo as fontes da Bloomberg, que não obteve reação da parte do Kremlin.

O Ministério da Defesa exige mesmo financiamento adicional, segundo duas fontes próximas do Governo russo.  

As pressões orçamentais, tanto no ano passado como este ano, são do conhecimento do Presidente russo, de quem dependerá exclusivamente a dimensão de quaisquer cortes nas despesas.

No quinto ano da invasão em grande escala da Ucrânia, a economia e as finanças da Rússia enfrentam dificuldades crescentes, apesar da recente subida dos preços do petróleo resultante da guerra no Irão.

Segundo a Bloomberg, o preço do petróleo teria de se manter acima dos 100 dólares por barril durante pelo menos um ano para que a economia melhorasse significativamente, e este ganho inesperado não resolveria os problemas estruturais que afetam o crescimento, a inflação e o setor bancário.

Mesmo os setores ligados às encomendas da indústria de defesa estatal deverão expandir apenas 4% a 5% em 2026, tendo crescido perto de um terço nos últimos anos, devido às encomendas militares.

Depois de ter reduzido a sua previsão de crescimento em maio, a Rússia está à beira da recessão, com o Ministério da Economia a prever agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,4% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 1,3%. Os dados oficiais mostram que a economia contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez em três anos.

Apesar do aumento das receitas petrolíferas devido à guerra no Médio Oriente, o défice nos primeiros quatro meses do ano aumentou para 2,5% do PIB, cerca de 50% acima do orçamentado, segundo dados oficiais.

Fortemente afetada pelas sanções internacionais, a economia russa está mais debilitada e o governo aumentou alguns impostos, estando ainda a considerar novos agravamentos fiscais, nomeadamente sobre alguns produtores de matérias-primas e bancos para ajudar a cobrir o défice orçamental.

O crescente rombo financeiro da Rússia provocou na semana passada a ira de um parlamentar veterano da câmara baixa do parlamento, Valery Gartung, que recordou a hiperinflação após o colapso da União Soviética.

"O que vamos fazer em relação a isso?", questionou. "Imprimir dinheiro ou quê? Como em 1992, quando os preços subiam 30% todas as semanas? Sabemos que não é essa a solução", afirmou o parlamentar.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


Leia Também: Mais de 50 países denunciam na ONU comportamento "inaceitável" da Rússia

Mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia e da NATO, denunciaram hoje na ONU o comportamento "inaceitável" da Rússia, num comunicado lido pela chefe da diplomacia romena após a queda de um drone alegadamente russo na Roménia.

Governo inicia exportação de caju 2026: Os Ministros da Economia, do Comércio e dos Transportes assistiram, no Porto de Bissau, à primeira exportação da castanha de caju da campanha 2026. Na ocasião, foi anunciado que já foram escoadas para Bissau 102 mil toneladas de castanha, no âmbito da Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju.


GOVERNO INICIA EXPORTAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU DA CAMPANHA DE 2026

O Governo de Transição deu início ao processo de exportação da castanha de caju referente à campanha de 2026, com a saída inicial de 20 mil toneladas do produto.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, durante a cerimónia de lançamento oficial das exportações, realizada no Porto de Bissau.

Segundo o ministro, Mamadú Mudjetaba Djaló, cerca de 102 mil toneladas de castanha já se encontram em Bissau prontas para exportação e apelou a uma maior mobilização dos intervenientes do setor, com vista ao aumento das receitas do Estado.

“É importante que todas as exportações sejam devidamente registadas e que todas as cobranças sejam canalizadas para o Tesouro Público, para que o Estado possa continuar a definir e implementar políticas públicas, investindo em setores como a educação, a saúde e as infraestruturas”, afirmou o governante.
Por sua vez, o ministro dos Transportes e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, destacou a prontidão da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) no arranque do processo de exportação da campanha de 2026, já em curso no Porto de Bissau.

“A APGB, apesar das dificuldades, conseguiu disponibilizar todos os equipamentos necessários para este processo, garantindo a operacionalidade das exportações no Porto de Bissau. Todas as básculas e máquinas encontram-se operacionais”, assegurou o ministro.

Já o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, sublinhou as reformas em curso no seu ministério para reforçar os mecanismos de controlo das exportações e importações, sobretudo da castanha de caju, considerado o principal motor de crescimento da economia nacional.

“Estas reformas permitirão aumentar os rendimentos do país provenientes da castanha de caju, garantindo que os benefícios não fiquem concentrados em poucas pessoas, mas que contribuam para a redução da pobreza da maioria da população”, afirmou Jaimantino Có.

A cerimónia marcou o arranque oficial das exportações do principal produto agrícola da Guiné-Bissau, um setor estratégico para a economia nacional.

Recorde-se que o Governo de Transição prevê exportar cerca de 200 mil toneladas de castanha de caju durante a campanha de comercialização de 2026.

MULHER DE 24 ANOS DISFARÇADA DE GRÁVIDA DETIDA APÓS SUSPEITA DE TENTATIVA DE ROUBO DE RECÉM-NASCIDO

Uma mulher de 24 anos foi retida na manhã desta segunda-feira, 1 de junho de 2026, na maternidade do Hospital Regional de Bafatá, por suspeita de tentativa de roubo de um recém-nascido.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi (RSM), a jovem teria entrado na maternidade disfarçada de grávida e alegadamente procurava levar um bebé recém-nascido. A situação foi detetada a tempo pelas parteiras e outros profissionais de saúde, que impediram a ação e acionaram as autoridades competentes.

Neste momento, a suspeita encontra-se sob custódia da Polícia de Ordem Pública em Bafatá, enquanto decorrem as investigações para o esclarecimento do caso.

@Rádio Sol Mansi 01 06 2026

Presidente da República de Transição General de Exército Horta Inta-A foi recenseado esta segunda-feira, (01.06), marcando o arranque do 4.° Recenseamento Geral da População e Habitação no país.

Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, Preside o lançamento das atividades do IV recenseamento geral da população e habitação (RGPH4).

Populares denunciam alegada dupla cobrança da Consulmar no transporte marítimo para zonas insulares

Por  Radio TV Bantaba 

Populares das zonas insulares denunciaram aquilo que consideram ser uma prática abusiva por parte da empresa Consulmar, responsável pelo transporte marítimo de pessoas e mercadorias.

Segundo os denunciantes, os passageiros são obrigados a pagar pelo transporte da carga e, posteriormente, pelo uso da grua, equipamento utilizado para embarcar e desembarcar mercadorias.

De acordo com os populares, o pagamento da carga já deveria cobrir o espaço ocupado no barco. No entanto, dizem que são novamente cobrados pelo serviço da grua, apesar de ambos os pagamentos serem feitos à mesma empresa.

“Pagamos a carga porque ela ocupa espaço no barco. Depois ainda temos de pagar a grua à mesma empresa para embarcar ou desembarcar a mercadoria. Como é que isso se explica?”, questionam os denunciantes.

Os populares consideram que esta prática penaliza sobretudo as populações das zonas insulares, que dependem do transporte marítimo para abastecimento, comércio e deslocações. Para muitos, estes custos adicionais agravam ainda mais as dificuldades enfrentadas pelas comunidades insulares.

Os denunciantes apelam às autoridades competentes para que fiscalizem a situação e esclareçam se estas cobranças são legais ou se representam uma forma de exploração da população.

Até ao momento, a empresa Consulmar ainda não se pronunciou publicamente sobre as denúncias. 

Xenofobia: África do Sul deporta cerca de 600 moçambicanos vítimas de xenofobia... As autoridades sul-africanas vão deportar cerca de 600 moçambicanos vítimas de atos xenófobos naquele país, disse hoje à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique.

© Lusa  01/06/2026 

"São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia", disse Juca Bata, porta-voz do Senami.

Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partem hoje por volta das 14:00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, no período da manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países.

Questionado pela Lusa, Juca Bata disse que as autoridades não têm ainda dados sobre moçambicanos feridos ou mortos na África do Sul.

Entretanto, no domingo, o líder da comunidade moçambicana na África do Sul avançou que pelo menos quatro moçambicanos morreram e vários outros ficaram feridos durante confrontos com cidadãos sul-africanos em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.

"Usaram instrumentos, catanas, os outros foram esfaqueados e os outros também foram atingidos por pedras. É assim que os nossos irmãos moçambicanos perderam a vida no bairro de Mossel Bay", disse Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana no Cabo Ocidental, citado pela Rádio Moçambique.

De acordo com o líder comunitário, os incidentes começaram durante a noite de quinta-feira e culminaram com ataques a residências de moçambicanos e de outros estrangeiros, levando alguns moradores a reagirem para se defenderem.

"Quase atingiram todas as casas de moçambicanos naquele bairro. Os estrangeiros começaram a reagir para se defender também. Por isso aconteceram essas mortes", acrescentou.

A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Os relatos surgem depois de, em 05 de maio, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ter garantido, na África do Sul, que não há registo de cidadãos nacionais mortos ou feridos em incidentes relacionados com xenofobia naquele país vizinho, criticando a circulação de informações falsas nas redes sociais.

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, com a Presidência a avançar antes, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.


Leia Também: África do Sul: 7 mortos e mais de 800 moçambicanos vítimas de xenofobia

Pelo menos sete moçambicanos morreram e mais de 800 foram vítimas de ataques xenófobos na África do Sul desde sexta-feira, anunciaram hoje as autoridades, que alertam para o agravamento da situação de segurança no país vizinho.

Kremlin condena interceção de navio russo por França: "A roçar pirataria"... A presidência russa (Kremlin) declarou hoje ilegal a apreensão feita no domingo pela França de um petroleiro que tinha partido da Rússia e estava no Atlântico, alegando que o caso se assemelha a um ato de pirataria.

© PAVEL BEDNYAKOV/POOL/AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

"Consideramos estas ações ilegais, a roçar a pirataria internacional", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.

"A Rússia está a tomar medidas para garantir a segurança dos seus navios de carga", acrescentou, sublinhando que "terá em conta esta experiência negativa".

A Marinha francesa, com o apoio do Reino Unido, intercetou um petroleiro sob sanções internacionais que partira da Rússia, no mais recente esforço das nações que apoiam a Ucrânia para atingir as exportações de petróleo russo que ajudam a financiar a guerra.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a interceção numa publicação feita hoje nas redes sociais, referindo que o navio 'Tagor' tinha sido abordado no domingo no oceano Atlântico.

A publicação incluía um vídeo que mostrava uma pessoa a descer em 'rapel' de um helicóptero para um navio.

Esta é a mais recente de uma série de interceções navais francesas de petroleiros suspeitos de ligações à Rússia.

"É inaceitável que as embarcações contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava há mais de quatro anos contra a Ucrânia", escreveu Macron.

"Estes navios, que não respeitam as regras mais elementares da navegação marítima, representam também uma ameaça para o ambiente e para a segurança de todos", disse.

As receitas do petróleo são uma parte fundamental da economia russa, permitindo ao Presidente, Vladimir Putin, injetar dinheiro no esforço de guerra contra a Ucrânia sem agravar a inflação para a população em geral e evitando um colapso da economia.

Acredita-se que a Rússia está a utilizar uma frota de centenas de navios para contornar as sanções internacionais impostas devido à guerra.

A França e outros países prometeram reprimir a chamada "frota paralela" ou "frota fantasma", que viola as sanções.

As autoridades marítimas francesas adiantaram que o petroleiro foi intercetado a mais de 400 milhas náuticas a oeste de França, em águas internacionais no Atlântico.

O navio partiu, segundo as autoridades francesas, do porto russo de Murmansk, no noroeste do país, sendo que o petroleiro é suspeito de operar sob uma bandeira falsa.

A Marinha francesa está a escoltá-lo até uma área de ancoragem para novas inspeções.

Entre os petroleiros anteriormente intercetados pela França está o 'Deyna', abordado no Mar Mediterrâneo em março, e o 'Grinch', também intercetado no Mediterrâneo mas em janeiro. Este último foi libertado em fevereiro após o pagamento de uma multa multimilionária.


Leia Também: França apresou petroleiro russo depois de capitão ter recusado colaborar

O Ministério Público de Brest, França, disse hoje que o capitão do petroleiro, sujeito a sanções europeias e apresado no domingo no Atlântico, se recusou repetidamente a cumprir ordens da Marinha francesa.

Governo de Israel ordenou bombardeamentos contra o Hezbollah em Beirute... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje um ataque contra os arredores da capital ibanesa, alegando que o grupo xiita Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.

© Jack GUEZ / AFP via Getty Images   Por LUSA  01/06/2026 

Um comunicado conjunto do primeiro-ministro de Israel e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah ("Partido de Deus") nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.

Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objectivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.

Mais de 3.400 pessoas morreram no Líbano em consequência dos ataques israelitas desde 02 de Março, quando Israel começou a atacar o Líbano retaliação pelo lançamento de foguetes de artilharia contra o território de Israel.

Em Israel, os ataques do Hezbollah, no auge do conflito, provocaram a morte de dois civis, enquanto 26 soldados israelitas morreram no sul do Líbano.

A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar hoje uma reunião de emergência.

O Presidente francês Emmanuel Macron já afirmou que "nada justifica o grande agravamento da situação no sul do Líbano".

A reunião do Conselho de Segurança da ONU vai decorrer enquanto os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de "forma duradoura" à guerra no Médio Oriente.

Teerão reiterou hoje que um acordo com Washington está condicionado a um cessar-fogo no Líbano.


Leia Também: França interceta mais um petroleiro russo sob sanções internacionais

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que a França intercetou no domingo mais um petroleiro russo, o Tagor, que está sujeito a sanções internacionais.

Estados Unidos anunciam novos ataques contra sul do Irão... Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.

© Lusa  01/06/2026 

Esta onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), no domingo, na rede social X.

As operações foram realizadas "no sábado e no domingo em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 norte-americano que operava em águas internacionais", acrescentou o Centcom, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro, se mantêm estagnadas.

"Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais", acrescentou o comando.

Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que acrescentou que "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo".

A Guarda Revolucionária do Irão, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA, afirmou hoje que as forças norte-americanas visaram uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan.

A força paramilitar disse que respondeu com um ataque contra a base utilizada pelos militares norte-americanos para realizar esta ofensiva contra o território iraniano.

O comunicado não especificou a localização da base norte-americana, mas garantiu que "os alvos pretendidos foram destruídos".

A Guarda alertou que "se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente" e que "a responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA".

Também hoje, o Kuwait afirmou na rede social X que as defesas aéreas abriram fogo durante a madrugada para intercetar disparos de drones e mísseis.

O Estado-Maior do Exército do Kuwait disse que os sistemas de defesa estão a intercetar "ataques inimigos", sem especificar qual a zona do país afetada.

As forças armadas disseram que "quaisquer sons de explosão que possam ser ouvidos são resultado da interceção" e exortaram a população a seguir "as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes".


Leia Também: "Estados Unidos também violaram o cessar-fogo, inclusive hoje de manhã"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou hoje os Estados Unidos de continuarem a violar o cessar-fogo com o Irão, depois dos ataques aéreos americanos em território iraniano, que provocaram retaliação militar.

domingo, 31 de maio de 2026

Tomada de fortaleza no Líbano é "ponto de viragem", diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que a tomada da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, constituiu um "ponto de viragem decisivo" na ofensiva do exército de Israel contra o Hezbollah no país vizinho.

© Getty Images/Ilia YEFIMOVICH/AFP    Por  LUSA   31/05/2026 

"Ordenei às Forças de Defesa de Israel (Tsahal) que alargassem as operações no Líbano. As nossas forças atravessaram o rio Litani. Assumiram o controlo de zonas estratégicas. Conquistaram a crista de Beaufort. E, a partir de agora, as minhas instruções são para aprofundar e alargar o nosso controlo sobre os locais que estavam sob o controlo do Hezbollah", afirmou Netanyahu, num vídeo divulgado pelo seu gabinete, citado pela AFP.

O primeiro-ministro israelita acrescentou que "a tomada de Beaufort é um passo espetacular e um ponto de viragem decisivo" na ofensiva.

Segundo referiu o governante, na mesma publicação, desde 02 de março, Israel matou três mil "terroristas do Hezbollah" no Líbano, 700 dos quais no último mês.

"Isto representa mais do que eliminámos durante a Segunda Guerra do Líbano", acrescentou, referindo-se ao conflito de 2006 entre Israel e o Hezbollah, quando mais de mil libaneses foram mortos em pouco mais de um mês.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, tinha anunciado hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

As forças israelitas usaram Beaufort como base durante a anterior ocupação do sul do Líbano, que durou duas décadas e terminou em 2000.

O local oferece vistas panorâmicas de vastas áreas do Líbano.

Imagens da AFP mostraram hoje de manhã a bandeira israelita içada na fortaleza, enquanto se ouviam tiros de artilharia, por entre fumo na área circundante.


Leia Também: Médio Oriente: Israel anuncia que tomou fortaleza no sul do Líbano

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

Ucrânia ataca uma das refinarias mais importante da região russa Volga... O Exército da Ucrânia atacou durante a madrugada de hoje a grande refinaria de Saratov, oeste da Rússia, considerada uma das unidades de processamento de petróleo mais importantes da região do Volga.

© @Guerranaucrania/X     Por  LUSA   31/05/2026 

O bombardeamento foi confirmado pelas autoridades locais russas, que se limitaram a constatar, por agora, danos na infraestrutura.

O Estado Maior do Exército da Ucrânia, numa publicação no Facebook, informou que esta noite unidades das Forças de Defesa da Ucrânia "atacaram a refinaria de petróleo de Saratov" e puderam confirmar "um incêndio de grandes proporções" nas instalações.

O governador da região de Saratov, Roman Busargin, confirmou nas redes sociais que, segundo os relatórios preliminares, há "danos na infraestrutura civil", mas o ataque não causou vítimas mortais.

A refinaria, operada pela petrolífera Rosneft, processa anualmente sete milhões de toneladas de petróleo e produz "gasolina, gasóleo e outros combustíveis" que, denuncia o Estado Maior ucraniano, estão a ser usados pelo Exército russo na guerra.


Leia Também: Vladimir Putin tem um sósia? Teoria da conspiração reaparece após vídeo

Há várias teorias da conspiração que envolvem o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Uma delas é a de que o russo morreu e que um sósia ocupou o seu lugar enquanto chefe de Estado. A teoria reapareceu após o vice-primeiro-ministro russo ter chamado Putin de "Pal Laich".

ÁFRICA: "Ocidentais lutavam por oportunidades e nós cuidávamos dos filhos delas"... A ativista guineense Arthimiza Mendonça lamentou que as mulheres africanas continuem a lutar por direitos básicos conquistados há décadas no Ocidente, defendendo um feminismo ligado à realidade do continente africano.

© Lusa   31/05/2026 

"Enquanto elas [mulheres ocidentais] lutavam por salários e oportunidades, nós cuidávamos dos filhos delas", disse, acrescentando que muitas mulheres africanas "nem tinham direito à escola, nem a uma boa alimentação, nem a uma moradia digna".

Fundadora da revista "Pérola Afrikana", Arthimiza Mendonça disse, numa entrevista telefónica à Lusa, que o projeto nasceu da necessidade de criar "um espaço" onde mulheres africanas e afrodescendentes possam "falar de si na primeira pessoa" e não através do olhar de terceiros.

Segundo a jornalista, a revista procura destacar a diversidade cultural, social e económica destas mulheres, dando visibilidade aos seus percursos e contributos para as comunidades.

Arthimiza Mendonça considera que a realidade enfrentada por muitas mulheres africanas continua distante da experiência das mulheres ocidentais, lembrando que ambas "não partiram do mesmo princípio" ao longo da história.

A primeira edição da revista foi lançada em março de 2025, na véspera do Dia Internacional da Mulher, e mais tarde apresentada também em Portugal, decisão que Arthimiza justifica com a importância da diáspora africana, visto que estão longe dos países de origem e precisam de alguma forma de estar ligados às suas raízes.

"Fomos para Portugal porque sabemos que temos uma diáspora enorme", explicou, acrescentando que muitas mulheres precisavam "ver a revista física, tocar, folhear" e sentir que "o mundo está a escutar" as suas histórias.

A ativista sublinhou que defende os direitos de todas as mulheres, mas considera que o feminismo deve respeitar a história, a cultura e as especificidades sociais africanas.

"Respeito a luta de todas as mulheres, mas permitam-nos primeiro chegar onde vocês estão", declarou.

A revista procura também preservar a memória cultural africana através da escrita, numa sociedade onde muitas histórias "continuam a ser transmitidas pela oralidade". Histórias de guerra, tradições e costumes são contadas pelos "mais velhos", antigos combatentes.

A ativista alertou ainda para o crescimento de práticas de clareamento da pele em vários países africanos e na diáspora, incluindo crianças, motivado pela não-aceitação da sua cor e cultura.

"No Congo Brazzaville e na Nigéria há mulheres que aplicam cimento na pele para clarear mais rapidamente" e fazem o mesmo aos seus filhos, para que não se notem as diferenças de tom de pele, afirmou, descrevendo o processo como "cruel e doloroso".

Para combater situações semelhantes, Arthimiza Mendonça anunciou o lançamento, em junho, da revista infantil Winne, apresentada como a primeira publicação do género na Guiné-Bissau.

"Winne significa: precisam me ver", explicou, para defender uma maior proteção e valorização das crianças africanas.

Arthimiza Mendonça estará em Portugal na primeira semana de junho para participar nas comemorações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras, organização cultural internacional, sem fins lucrativos, da qual é representante na Guiné-Bissau.