sexta-feira, 19 de junho de 2026

Embaixador dos EUA critica França por pedir pressão sobre Israel... O embaixador dos EUA em Israel criticou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, por ter pedido aos Estados Unidos que "exerçam a pressão necessária" sobre o Governo israelita para que cesse os ataques no Líbano.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images      Por   LUSA    19/06/2026 

"O ministro dos Negócios Estrangeiros francês disse que Israel deve parar os seus ataques contra o Hezbollah. A França recebe todas as suas informações do Hezbollah?", disse Mike Huckabee, numa publicação nas redes sociais, lembrando os ataques sofridos pelo Exército israelita em solo libanês.

"Na noite passada, Israel registou a morte de quatro dos seus soldados. Israel reage quando atacado. O cessar-fogo chegará quando o Hezbollah parar de disparar e matar", declarou o representante diplomático dos EUA em Israel.

Em entrevista à rádio France Info, Jean-Noël Barrot afirmou que o Governo israelita deve "respeitar" o acordo assinado entre Washington e Teerão, que "estipula a cessação das hostilidades", apontando os Estados Unidos como fundamentais para garantir o cumprimento do acordo.

"Os Estados Unidos, em particular, devem exercer toda a pressão necessária sobre o Governo israelita para garantir o seu cumprimento", enfatizou Barrot.

Israel confirmou a morte de quatro soldados em ataques do grupo xiita Hezbollah, enquanto pelo menos 18 pessoas foram mortas e mais de 30 ficaram feridas em ataques aéreos israelitas contra várias localidades no sul do Líbano.

Estes acontecimentos ocorrem quando as autoridades israelitas insistem que não retirarão as suas tropas do sul do Líbano e continuarão os seus ataques contra o país, apesar do memorando de entendimento assinado pelos Estados Unidos e pelo Irão para terminar com a guerra no Médio Oriente.

O Vice-Presidente dos EUA, J.D. Vance, numa conferência de imprensa a defender o acordo assinado com o Irão, insistiu que Israel deve "respeitar o processo de paz", afirmando que é "benéfico para eles e para toda a região".

"O que esperamos é que o Hezbollah não lance 'rockets' ou drones contra os israelitas, e esperamos também que os israelitas não atuem de forma descontrolada no Líbano", referiu Vance, embora tenha sublinhado o direito de Israel à autodefesa.


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O chefe da equipa de negociação do Irão para um acordo de paz, Mohammad Bagher Ghalibaf, exigiu hoje que sejam respeitadas as "linhas vermelhas" iranianas durante as futuras negociações com os Estados Unidos.

Ministro israelita diz que "todo o Líbano deve arder"... O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou hoje que "todo o Líbano deve arder", após o anúncio da morte de quatro soldados israelitas.

© Lusa     19/06/2026 

"Com todo o respeito pelos norte-americanos, Israel deve deixar claro ao mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não serão sacrificados. Todo o Líbano deve arder", afirmou em um comunicado.

O Exército israelita anunciou hoje a morte de quatro dos seus soldados, mortos em operações no sul do Líbano.

"Morreram na sequência de um projétil [drone explosivo] que atingiu um tanque no sul do Líbano", informaram as Forças de Defesa de Israel (FDI), atribuindo o ataque ao grupo xiita libanês Hezbollah.

Entre os mortos estava o tenente-coronel Dor Gedalya, de 32 anos, e outros três militares cujos nomes não foram divulgados. O comunicado também não especificou quando é que os quatro membros das FDI foram mortos.

Noutro comunicado, o exército israelita indicou que, na sexta-feira à noite, um oficial da reserva das FDI ficou gravemente ferido e três soldados, entre reservistas e no ativo, sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um outro ataque com um drone explosivo, também no sul do Líbano.

Estas foram as primeiras perdas israelitas desde a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerão no domingo, que visa terminar a guerra no Médio Oriente em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel e o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão, estão em conflito.

Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano, informou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês.


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O exército israelita anunciou hoje ter atacado alvos do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah em várias zonas do sul do Líbano.

CRIOPRESERVAÇÃO DE ÓVULOS: Há mais mulheres a congelar óvulos: Social egg freezing e o adiar ser mãe... O social egg freezing tem vindo a ganhar alguma expressão. Trata-se de congelar óvulos, ou seja, a criopreservação de óvulos sem razão médica. Falámos com um especialista para perceber mais sobre esta tendência e recolhemos ainda dois testemunhos de mulheres que aderiram à mesma.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.com  19/06/2026 

Durante muitos anos, congelar óvulos estava associado a mulheres com alguma doença  e que viam aqui uma solução de aumentar as hipóteses de virem a ser mães. Hoje em dia, o social egg freezing é visto como uma tendência. Pode não existir uma razão médica para a criopreservação de óvulos e acaba por ser uma escolha para adiar a constituição de uma família. Falámos com um médico para perceber melhor os motivos, quem deve fazê-lo e em que condições. Recolhemos ainda os testemunhos de duas mulheres que optaram por fazer a criopreservação de óvulos.

“O social egg freezing é o termo usado para a criopreservação de óvulos sem ser por motivo médico ou doença, servindo para guardar óvulos para uso no futuro, não havendo no imediato um plano de ter filhos por qualquer motivo que não médico. Em termos técnicos não difere do outro tipo de criopreservação”, começa por revelar ao Lifestyle ao Minuto Miguel Lopo Tuna, médico especialista em ginecologia e obstetrícia, e sub-especialista em medicina de reprodução da AVA Clinic.

Social egg freezing: Adiar a hipótese de ser mãe

Desta forma, muitas mulheres acabam assim por querer adiar a hipótese de vir a constituir família e de serem mães. O avançar da idade é uma das razões. “Saber que a idade é fundamental em termos de probabilidade de gravidez, quer natural, quer com tratamentos, e ver na vitrificação uma maneira de ‘parar’ a idade dos óvulos e assim manter no futuro a mesma probabilidade de gravidez que teria na data da criopreservação.”

O especialista afirma que esta tendência do social egg freezing tem aumentado nos últimos cinco anos. Acaba também por ser algo que os especialistas aconselham a algumas mulheres. “Esta criopreservação é recomendada a uma mulher que tenha mais de 35 anos e não pretenda ter filhos nos próximos dois anos, mas também a uma mulher que tenha uma reserva ovárica baixa ou que, apesar de saudável, tenha história familiar de insuficiência ovárica e esteja ainda a entrar na menopausa precoce.”

Miguel Lopo Tuna é médico especialista em ginecologia e obstetrícia  © AVA Clinic

Realizar a criopreservação acaba por ter algumas vantagens, como revela Miguel Lopo Tuna. “Preserva óvulos, ficando a saber a qualidade dos mesmos e ficando com uma hipótese de num eventual futuro tratamento, numa idade mais avançada, ter exatamente a mesma hipótese de sucesso, em termos de qualidade ovocitária, que no momento da sua preservação, uma vez que o processo e o tempo de congelamento não alteram a qualidade dos óvulos. Por outro lado, este processo não afeta a reserva ovárica da mulher.”

Apesar de ser um processo simples e com vantagens no futuro, é sempre importante que a tomada de decisão seja o mais consciente e informada possível.

“É um procedimento acerca do qual os médicos devem informar as pacientes, esclarecendo os riscos e benefícios para que possa haver uma decisão informada. A preservação de óvulos, tal como qualquer tratamento de Procriação Medicamente Assistida, nunca é realizada sem a leitura e assinatura de um consentimento informado, elaborado por uma entidade externa às clínicas.”

Criopreservação: Há uma idade limite?

Criopreservação de óvulos sem um motivo médico é algo mais procurado por mulheres mais velhas. Contudo, é importante perceber que pode existir uma idade em que as taxas de sucesso mais tarde, numa futura gravidez, poderão ser mais complicadas.

“A fertilidade máxima nunca é superior a 30% por mês e, por isso, está em declínio a partir dos 30 anos, não havendo uma idade mínima nem máxima para a preservação, já que a idade máxima é limitada pela evolução da reserva ovárica da mulher.” Contudo, o médico revela que é algo que pode ser mais difícil a partir dos 43 anos.

“A recomendação é variável mediante a realidade clínica de cada mulher, mas a partir dos 43 anos, uma mulher teria de preservar mais de 20 óvulos, o que implicaria, provavelmente, várias colheitas. Todavia, uma doente devidamente informada de que a taxa de gravidez, com esses óvulos colhidos, nessa idade (sem estudo genético), é inferior a 10%, pode argumentar que será sempre melhor recorrer a criopreservação do que, entretanto, entrar na menopausa já só podendo recorrer a doação de óvulos.”

Falsa sensação de segurança?

Além da idade, e do facto de ser saudável, existem outros motivos que devem ser tidos em conta neste processo. “Qualquer mulher que decida preservar óvulos recebe um consentimento informado em que se abordam os riscos do procedimento, é submetida a uma história e exames clínicos rigorosos. São também pedidos exames complementares em que se avalia a reserva ovárica e se despistam doenças relevantes.”

O social egg freezing poderá ser visto por muitas mulheres como apenas um adiar da decisão, mas pode também ser uma falsa sensação de segurança e de que tudo irá correr como gostaria no futuro.

“As pacientes têm de estar cientes que este procedimento não garante uma gravidez e que implicará uma fertilização in vitro após os óvulos serem descongelados”, revela o médico Miguel Lopo Tuna. Aliás, é deste ponto que chegam algumas das questões que acredita que muitas mulheres não fazem, mas deveriam, quando avançam para a criopreservação de óvulos.

“Deviam sempre ser feitas sempre duas questões: Qual a probabilidade real de vir a ter um bebé com os óvulos congelados e quais as taxas de sucesso na clínica que procurou.” Ainda assim, nos últimos anos, os estudos e técnicas têm vindo a aumentar, o que se pode traduzir numa melhoria da taxa de sucesso.

“O processo de vitrificação garante uma quase totalidade da sobrevivência dos óvulos nas mulheres antes dos 40 anos e uma taxa de fertilização semelhante aos óvulos “frescos”, mas a técnica poderá ainda melhorar.”

Os testemunhos

"Mónica", 35 anos (nome fictício)

Aos 34 anos, Mónica recorreu à IVI Lisboa para fazer a criopreservação de óvulos. A experiência da madrinha fez com que considerasse este processo. O não saber bem o que o futuro lhe reserva e o desejar ser mãe mas não para já levou-a a iniciar a preservação, isto sem ter nenhuma doença ou problema que, à partida, a impediriam de vir a ter filhos.

Porque decidiu congelar os óvulos?

Decidi congelar os óvulos porque recebi esse “empurrão” de quem mais aprendeu à custa da própria experiência: a minha madrinha. Ela nunca tinha pensado muito no impacto do tempo na fertilidade e, quando decidiu ser mãe, acabou por precisar de recorrer a um tratamento com óvulos doados. Foi um presente dela.

Já tinha conhecimento da tendência do social egg freezing?

Muito pouco. Sabia que existia, mas via sempre como algo distante, quase exclusivo de celebridades ou de mulheres com carreiras muito específicas. Nunca tinha parado verdadeiramente para pensar se isso fazia sentido para mim.

Vê como um plano B ou uma segurança emocional?

Vejo claramente como uma segurança emocional. Não é um plano fechado, nem uma decisão definitiva sobre a maternidade. É saber que estou a cuidar de mim para se for preciso ter mais escolhas no futuro.

Foi fácil tomar esta decisão? O que mais pesou?

Não foi uma decisão fácil, mas foi muito consciente. O que mais pesou foi mesmo a história da minha madrinha. Perceber que ninguém acha que “vai acontecer comigo”, até acontecer, mesmo ao nosso lado. Também pesou a sensação de tranquilidade que senti ao perceber que existiam hoje ferramentas muito mais avançadas e personalizadas que me ajudaram a tomar a decisão com base em dados concretos.

Durante o processo nunca se arrependeu ou pensou sempre que seria para avançar?

É um processo fácil. Sinceramente nem pensei nisso. Foi um presente e estou simplesmente a congelar óvulos.

Sentiu alguma pressão social?

Curiosamente, pensando bem, senti mais pressão, ainda que muito leve, antes de congelar os óvulos do que depois. A pressão para “já devias pensar em ser mãe”. Congelar ajudou-me a desligar desse ruído externo.

Houve algo que a surpreendeu de forma positiva ou negativa?

Surpreendeu-me que a tecnologia permita ter informação tão fascinante quanto a previsão de um simples óvulo, um dia poder ser um bebé.

Mudou a sua forma de olhar para a maternidade?

Acho que não. Continua a ser um desejo, mas agora é um desejo com espaço para respirar.

Sentiu ansiedade, alívio ou dúvida durante o processo?

Não senti nada disso. Como disse, é mesmo um processo simples.

O congelamento trouxe-lhe mais tranquilidade em relação ao futuro?

Acho que sim. Não me dá garantias, mas dá-me margem. Ter congelado os óvulos não me garante que no futuro consiga ser mãe, mas é uma possibilidade de se precisar de fazer tratamento de fertilidade tentar com os meus óvulos e não com doados como foi o caso da madrinha.

Recomendaria a outras mulheres? Em que situações?

Recomendaria sobretudo a mulheres que, como eu, ainda não sabem quando querem ser mães ou que sentem que a vida ainda não está alinhada para isso. E, claro, quem tenha histórico familiar de dificuldades para engravidar, não deve ignorar isso.

Como foi todo o processo de informação sobre o tema? Foi bem acompanhada em todo o processo?

Na IVI senti que o foco era informar-me e saber cada etapa do processo. Gosto de sentido prático e gostei de me terem explicado que não seria nunca uma garantia de que iria engravidar no futuro, mas também me fascinou a parte mais tecnológica do tratamento. O programa IVI Prediction ajudou-me a perceber o meu potencial reprodutivo. No fundo, é um software que utiliza a inteligência artificial para avaliar a quantidade e a qualidade dos óvulos que se traduz num relatório com a probabilidade de ter um bebé com os óvulos extraídos. Depois, um dia, existem muitos fatores para isso conseguir mesmo acontecer. Isso é importante que as pessoas percebam. Acho que ainda se fala pouco sobre estas coisas.

Raquel Comprido, 36 anos

Raquel viu a sua vida a mudar depois de ter recebido o diagnóstico de endometriose e de ter descoberto um quisto de grandes dimensões no ovário esquerdo, motivo pelo qual foi aconselhada a fazer criopreservação de óvulos. 

Apesar de ter tido uma razão médica para recorrer à criopreservação, a história de Raquel assemelha-se à de "Mónica" no que diz respeito à pressão social exercida nas mulheres relativamente à maternidade e à sensação de corrida contra o tempo. 

Sempre  foi um sonho da Raquel ser mãe ou nem pensava nisto? 

Na verdade, ainda não sei se tenho esse sonho. Quando era pequenina dizia que queria ter duas meninas, mas queria ser mãe jovem, porque tenho muito medo da morte e queria viver o máximo de tempo com elas.

Queria que fossem duas gémeas, enfim, aquelas coisas que idealizamos. Depois, à medida que foi avançando a idade, sempre achei que não tinha muito jeito para crianças, não tinha muita paciência e também tenho uma vida um bocado mais nómada ou digital.

Com o nascimento da minha sobrinha, que tem dois anos e meio, comecei a pensar nisso. Percebi que queria sim ser mãe, ter uma família, mas sempre numa relação saudável.

Então não teve aquela altura em que sentiu o relógio biológico assim a despertar?

Sinto muitas vezes que estou sem tempo, porque eu tenho 36 [anos]. Não tenho uma relação saudável, portanto acabei por abdicar desse sonho, uma vez que ainda não tenho a estrutura de que preciso para isso. Fui um bocadinho "obrigada" a fazer o procedimento por questões de saúde.

Como é que tomou a decisão de congelar os óvulos?

Já deixei de tomar a pílula há muitos anos, sempre fui muito regular e nunca tive muitas dores. Também faço imenso desporto e foi sempre tudo ok. O ano passado comecei a ter imensas dores ao ponto de, inclusive, não conseguir andar, o que para mim é muito estranho.

Entretanto, pedi ao médico para me passar análises de rotina. Fiz muitos exames, muitas coisas e descobriram que eu tinha um quisto gigante no ovário esquerdo. Demorou bastante tempo até conseguir finalmente ter um diagnóstico de endometriose. Depois, fui a uma consulta com uma médica especializada, que me disse que tinha de congelar os óvulos.

Como é que se sentiu quando recebeu essa notícia de que havia a possibilidade de nunca mais conseguir ter filhos por causa do quisto?

Sou uma pessoa muito inquieta e ansiosa por natureza, por isso até achei que ia reagir pior. Na ecografia estava mesmo super assustada com o tamanho do meu quisto e o médico disse-me aquelas coisas que não se dizem a ninguém: "provavelmente nunca vais ser mãe". Desatei a chorar.

Entretanto conseguiu encontrar uma clínica de fertilidade. Como é que tem sido este processo?

O  processo em si para mim foi rápido e foi tranquilo, mas exige logística à mesma. Temos de abdicar de muitas coisas, dar injeções diárias - eu, que sempre tive medo de agulhas. Temos de fazer acompanhamento, com ecografias, e quando o médico diz "está tudo pronto", temos de ir. 

Quando acordei, porque tem anestesia, o médico disse-me que só tinha quatro [óvulos]. Pensei: "Mas isso é bom ou é mau?" Estava lá uma senhora que tinha 12 e eu tinha quatro.

Mesmo nessas circunstâncias surge a comparação.

Sim. Este médico foi super cuidadoso e disse-me: "Não, Raquel, está dentro do esperado, porque é uma mulher 36 anos, com endometriose muito avançada e um quisto gigantesco".

Quando se faz o congelamento de óvulos é por quanto tempo? Quais foram os avisos ou as recomendações que fizeram à Raquel?

Podemos escolher se queremos dois anos ou cinco anos. No meu caso, fiz dois anos e depois posso estender. Podemos pensar "mas dois anos passam num instante." Passam e posso até nem precisar. Posso conseguir engravidar naturalmente, até porque existe a outra parte que é a qualidade do esperma.

Uma vez que não tem parceiro, nunca pensou em recorrer a um banco de esperma para ser mãe?

Não. Nunca sabemos o que a vida nos reserva e se a certa altura vou decidir ter um filho sozinha, mas não me passou pela cabeça. Inclusive, uma das questões que colocam é se estamos de acordo/se queremos doar os óvulos, mas não me sentia confortável. Até já pensei na adoção, mas preferia o convencional. 

"Não vais casar?" e "quando é que vais ter filhos?" devem ter sido questões que ouviu. Quer em relação a isto, quer em relação ao congelamento de óvulos, acredita que poderá estar a haver uma mudança de mentalidades ou ainda temos um longo caminho pela frente?

Ainda temos, mas acredito que está a mudar. Há cada vez mais pessoas com a minha idade que estão a pensar em congelar óvulos. Chega a ser um pouco assustador, porque as que eu conheci não têm uma relação. Não é porque não querem, não é uma escolha, é mesmo porque está super difícil [encontrar parceiro]. As mulheres ainda estão assim um bocadinho perdidas nesta questão.

Qual era o conselho que gostava que lhe tivessem dado?

Penso que devíamos ser informadas para ir testar a nossa reserva ovárica, perceber como é que isso funciona. Acredito que a maior parte das pessoas nem sequer sabe como é que está a sua fertilidade.

Mas mesmo que uma mulher saudável queira congelar os óvulos existe ainda outra questão: os custos associados ao processo.

Exato, não é comparticipado. Para quem tem endometriose é, mas também não me serviu. Cheguei com a carta da minha médica à Maternidade Alfredo da Costa e disseram que "estava demorado", teria de esperar dois anos. Eu não tenho dois anos. Esta clínica onde eu estou a fazer tem planos de pagamento, o que já ajuda. Mas sim, também é preciso prepararmo-nos para essa parte.

Depois há a questão mental. O meu tratamento durou uma semana e dois dias, mas é preciso ir à clínica dia sim, dia não. E temos de conseguir fazer o procedimento como o médico nos indica.

Em algum momento este foi um tema desconfortável para si?

Não. É engraçado que a minha mãe ao início disse: "não vais partilhar isto, pois não? É a tua vida pessoal". E eu disse: "vou sim, mãe, não tem mal". Percebi que mesmo não sendo especialista nisto poderia ajudar alguém ao contar a minha experiência. Claro que o processo é diferente para toda gente, pode ser fácil para mim e difícil para outra mulher, mas sinto-me tranquila ao falar sobre isto.


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Trump quer concentrar-se na Coreia do Norte após acordo com Irão... O Presidente sul-coreano, que se encontrou esta semana com o homólogo norte-americano, afirmou hoje que Donald Trump pretende agora concentrar-se na resolução da "questão norte-coreana", após celebrar um memorando de entendimento com o Irão.

© Roberto Schmidt/Getty Images     Por  LUSA    19/06/2026 

"O Presidente Trump afirmou que chegou o momento de dedicar atenção à questão norte-coreana", afirmou Lee Jae-myung aos jornalistas em Seul, revelando detalhes do encontro com o Presidente dos Estados Unidos durante a cimeira do G7 em Évian, França.

O dirigente sul-coreano afirmou ainda ter dito a Trump que "as sanções e a pressão" impostas à Coreia do Norte devido ao programa nuclear eram ineficazes.

"A eficácia das sanções diminuiu devido à cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia relacionada com a guerra na Ucrânia", prosseguiu.

"Mesmo uma ajuda modesta da Rússia é de grande utilidade para a Coreia do Norte", acrescentou.

No domingo, poucas horas depois de ter anunciado um acordo com o Irão, Trump publicou nas redes sociais uma fotografia sem legenda ao lado do líder norte-coreano Kim Jong-un, tirada durante o encontro entre os dois em Singapura, em 2018.

Isto alimentou as especulações de que o Governo de Trump poderia agora voltar-se para a Coreia do Norte, que possui armas nucleares.

Trump e Lee encontraram-se num jantar em Évian esta semana, onde discutiram a rivalidade de longa data entre a Coreia do Sul e o vizinho do Norte, que possui armas nucleares.

Lee escreveu na rede social X que os dois governantes tiveram "conversas aprofundadas sobre a paz na península coreana e as relações entre a Coreia e os Estados Unidos, tendo sido alcançados progressos significativos".

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz, e estão separadas por uma zona desmilitarizada ao longo da qual se estende a fronteira.

Rússia acusou a Ucrânia de ataques contra central de Zaporíjia... As autoridades russas reportaram hoje 14 ataques de drones ucranianos contra a estação de transporte da central nuclear que ocupam na região de Zaporijia, Ucrânia.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images      Por  LUSA     19/06/2026 

Os funcionários que monitorizam a central afirmaram que, desde a tarde de quinta-feira e a madrugada de hoje, pelo menos 14 drones atingiram o local, sem provocar mortes.

De acordo com as mesmas fontes, os edifícios de uma das instalações e a área de reparação ficaram danificados.

A Rússia ocupou a central nuclear, a maior da Europa, durante o início da ofensiva contra a Ucrânia, em 2022, e planeia integrar a instalação ucraniana na rede russa de energia.

Por outro lado, as autoridades da região russa de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, informaram ter sofrido mais de 100 ataques nas últimas 24 horas, resultando na morte de um civil.

O Ministério da Defesa russo disse que 133 drones ucranianos foram abatidos durante a última madrugada nas regiões de Belgorod, Bryansk, Kaluga, Kursk, Voronezh, Oryol, Smolensk, Tula, Rostov, Ryazan e Moscovo.

Os drones ucranianos foram também intercetados sobre a Península da Crimeia, anexada pela Rússia.

Hoje, após a divulgação do primeiro relatório militar, as autoridades russas emitiram alertas de drones nas cidades costeiras de Anapa e Tuapse, destinos populares entre os turistas da Rússia.

Na quinta-feira, Moscovo e a zona metropolitana da capital russa sofreram um dos maiores ataques com drones desde o início da guerra.


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CABO VERDE: Presidente cabo-verdiano dá hoje posse ao novo Governo... O Presidente cabo-verdiano vai dar hoje posse ao novo primeiro-ministro do país, Francisco Carvalho, e aos restantes membros do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

© Lusa     19/06/2026 

A cerimónia está marcada para as 17h00 (19h00 em Lisboa) no jardim da Presidência da República, no centro histórico da cidade da Praia.

O presidente do PAICV e ex-presidente da Câmara da Praia venceu as legislativas de 17 de maio com maioria absoluta, derrotando o primeiro-ministro cessante, Ulisses Correia e Silva, e pondo termo a 10 anos de poder do Movimento para a Democracia (MpD).

Francisco Carvalho disse ser necessário "diminuir a gordura" do Estado para haver "mais recursos para aplicar junto das pessoas", prometendo transportes entre ilhas mais baratos e saúde e ensino superior gratuitos.

Em entrevista à Lusa, poucos dias antes das eleições, antecipou "uma administração pública tão veloz quanto a mente de um empresário" para marcar o regresso do PAICV à governação e dinamizar a criação de emprego.

A posse de hoje sucede à sessão inaugural do parlamento, na quinta-feira, em que a nova maioria absoluta, de 37 dos 72 deputados, elegeu Janira Hopffer Almada, antiga ministra e ex-líder do partido, como presidente da Assembleia Nacional - é a primeira mulher a ocupar o cargo em Cabo Verde.

O PAICV conquistou 90.660 votos, correspondentes a 48,04%, nas eleições de 17 de maio, o MpD recolheu 84.458 votos, ou 44,75%, e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) obteve 9.812 votos, ou 5,2%.

As legislativas registaram uma abstenção recorde, com 53,5% dos eleitores inscritos a não votarem.

Guiné-Bissau: O Instituto Nacional de Estatística (INE) realizou a última atualização dos dados do IV Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-4), reforçando a fiabilidade das informações sobre a população e as condições de habitação no país.

PORTUGAL 🇵🇹 | Líderes associativos alertam estudantes guineenses: cumpram requisitos do visto para evitar barramento em Lisboa.

No 1º Encontro Académico dos Líderes Associativos de Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal, os dirigentes destacaram o aumento da mobilidade de estudantes guineenses para Portugal. Em declarações à TV Voz do Povo, os líderes apelaram aos selecionados da Lista DGES 2026/2027 para cumprirem todos os requisitos da check-list da Embaixada. 

O objetivo é evitar casos de barramento no Aeroporto de Lisboa por falta de documentos como alojamento, meios de subsistência ou seguro de viagem. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Guiné-Bissau: Morreu Armando da Costa Marna, diretor-geral do SIS

Por  Rádio Capital Fm 

O diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Major-general Armando da Costa Marna, morreu esta madrugada, em Bissau, confirmou à Rádio Capital FM fontes das autoridades nacionais.

O também antigo Comandante-Geral da Guarda Nacional (GN) terá estado, recentemente, em Marrocos para tratar de problemas de saúde, tendo o processo corrido aparentemente bem e regressado a Bissau. Mas o seu estado de saúde "voltou a complicar-se" na manhã desta quinta-feira e morreu no Hospital Militar,  na capital.

Em maio de 2015, quando tinha a patente de coronel, Armando da Costa Marna foi nomeado Comandante-Geral da Guarda Nacional, uma das principais forças de segurança da Guiné-Bissau.

Em 2016, Marna foi promovido a Brigadeiro-General. Na ocasião, declarou que a promoção estava ligada à exigência legal de que o Comandante-Geral da Guarda Nacional tivesse essa patente. Em março de 2023, foi nomeado diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança, o principal serviço de inteligência do país.

Paz entre EUA e Irão? O que está em causa no acordo e o que se segue... Os Estados Unidos e o Irão assinaram o memorando de entendimento que formaliza o fim da guerra iniciada há mais de três meses. Dos termos do cessar-fogo à reabertura do Estreito de Ormuz, eis o que se segue.

© Dan Scavino/X   Por noticiasaominuto.com  18/06/2026 

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, na noite de quarta-feira, o memorando de entendimento para colocar fim à guerra no Médio Oriente. Os dois países chegaram a acordo no domingo passado, mais de três meses após o início do conflito, que já provocou milhares de mortos. 

O documento foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Palácio de Versalhes, em França, após um jantar oferecido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, segundo adiantou um responsável norte-americano.

Numa nota, partilhada na rede social X, Macron divulgou um vídeo do momento em que Trump assinou o acordo, que descreveu como "um caminho a uma paz duradoura".

"O presidente Trump assinou esta noite, em Versalhes, o acordo entre o Irão e os Estados Unidos. Este acordo abre caminho a uma paz duradoura e permite a reabertura do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social X.

"É um passo importante na direção certa para os nossos compatriotas, que em breve possibilitará uma redução dos preços da energia", acrescentou Macron.

Posteriormente, o Irão confirmou a assinatura do acordo, acrescentando que "o texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com as assinaturas dos presidentes" dos dois países, sendo agora "tempo de testar a implementação deste acordo".

Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, a assinatura foi feita eletronicamente.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tinha anunciado, na noite de domingo, que fora concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão e que "as duas partes declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano".

Na altura, o governante do país mediador anunciou que a cerimónia oficial de assinatura do acordo seria na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

No entanto, na quarta-feira, Baghai já veio dizer que a cerimónia formal de assinatura pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, parece agora desnecessária.

Afinal, o que estipula o acordo?

Eis os 14 pontos

  1. O primeiro ponto refere-se ao "cessar imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano";
  2. EUA e o Irão concordam em "respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro e em abster-se de interferir nos assuntos internos um do outro";
  3. Os dois países comprometem-se a "negociar e alcançar o acordo final no prazo máximo de 60 dias, prorrogável mediante consentimento mútuo".
  4. Após a assinatura do memorando de entendimento, os EUA vão começar a retirar o bloqueio naval imposto e "quaisquer perturbações ou impedimentos" que tenham sido colocados nos portos iranianos.  O bloqueio terminará num prazo de 30 dias e o número de embarcações que irão passar pelos portos iranianos será proporcional ao tráfego restabelecido no Estreito de Ormuz. 
  5. O Irão compromete-se a permitir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que necessita de ser desminado, "sem custos". 
  6. Os EUA comprometem-se a "desenvolver um plano definitivo e mutuamente acordado com pelo menos 300 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros) para a reconstrução e o desenvolvimento económico" do Irão.
  7. Os EUA comprometem-se a suspender todas as sanções contra o Irão, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando for assinado um acordo final.
  8. Irão "reafirma que não adquirirá nem desenvolverá armas nucleares" e aceita também diluir o seu stock de urânio enriquecido através de um mecanismo "mutuamente acordado" sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica.
  9. Os dois países "manterão o status quo" até que seja assinado um acordo final em relação ao programa nuclear iraniano e à postura dos EUA.
  10. Os EUA concederão isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados, bem como todos os serviços associados, incluindo transações bancárias, seguros e transporte.
  11. Os EUA desbloquearão alguns fundos e bens da República Islâmica após a implementação bem-sucedida do Memorando de Entendimento.
  12. Os dois países concordam em estabelecer um mecanismo para monitorizar a implementação bem-sucedida e o cumprimento futuro do Memorando de Entendimento.
  13. Os EUA e o Irão comprometem-se a iniciar negociações sobre o acordo final exclusivamente com base nos restantes parágrafos após a assinatura do Memorando de Entendimento.
  14. O acordo final será objeto de ratificação por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente"

Para já, o primeiro-ministro paquistanês garantiu que o Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente" e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos terminará "imediatamente".

O protocolo "entrará em vigor com efeito imediato e, numa primeira fase, a República Islâmica do Irão reabrirá sem demora o Estreito de Ormuz e os Estados Unidos da América levantarão imediatamente o bloqueio naval", escreveu Shehbaz Sharif, na rede social X.

O governante paquistanês, principal mediador das negociações, confirmou ainda que se realizará na sexta-feira, na Suíça, uma cerimónia "para comemorar este acontecimento marcante e dar início às discussões técnicas", ainda que fontes iranianas e norte-americanas tenham sugerido que o encontro se tornou irrelevante.

AEROPORTO DE LISBOA: Bebé hospitalizado após mãe amamentá-lo com cocaína no organismo... Um casal foi detido na passada terça-feira, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de droga. Com eles estava um bebé com cerca de oito meses que, sabe-se agora, terá sido amamentado pela mulher durante o voo, apesar de esta ter 110 cápsulas de cocaína no organismo.

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto  18/06/2026 

Um bebé com cerca de oito meses foi hospitalizado, em Lisboa, esta semana, depois de a mãe, de 23 anos, o ter amamentado, apesar de ter 110 cápsulas de cocaína no organismo

Não obstante o susto, revela o Correio da Manhã, o internamento do menino terá sido realizado apenas por precaução, uma vez que este encontra-se bem de saúde.

O caso remonta à passada terça-feira, 16 de junho, dia em que um casal foi detido pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da Polícia de Segurança Pública (PSP), no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por suspeitas de tráfico de cocaína. 

A detenção ocorreu na zona de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado durante uma das "ações de controlo fronteiriço" da PSP, na qual os passageiros, que tinham partido do Brasil, apresentaram "declarações incoerentes quanto aos motivos e condições da viagem". 

A PSP decidiu então fazer uma revista ao casal, que confirmou que o mesmo transportava cocaína no organismo. A mulher, de 23 anos, ingeriu 110 cápsulas de cocaína e tinha vestígios da mesma droga na roupa interior, enquanto o namorado e pai do bebé, de 25 anos, ingeriu 60, antes de terem embarcado para Portugal.

Por envolver um menor, o caso levou ao acionamento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ), de quem partiu a decisão de internamento do menino.

Também o casal detido foi transportado ao hospital, para expelir as cápsulas de droga do organismo.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP) e para a Polícia Judiciária (PJ), que prosseguirão agora com as "diligências processuais legalmente previstas".

Drones ucranianos atingem refinaria de Moscovo... Drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Moscovo pela segunda vez esta semana, lançando chamas e colunas de fumo sobre o distrito de Kapotnya, no sudeste da capital russa, na manhã desta quinta-feira.

Foto: Social Media via Reuters  Por  RTP/c/agências    18/06/2026 

O autarca da capital russa afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a cidade foram abatidos, enquanto chamas e fumo se espalham pelos arredores.

“As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque em grande escala. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ", uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, afirmou Sergei Sobyanin, presidente da câmara da cidade, acrescentando que um centro comercial também foi danificado. Afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a capital foram abatidos.

A MNPZ, situada no bairro de Kapotnia (sudeste de Moscovo), é uma refinaria pertencente à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, nomeadamente para os seus aeroportos, de acordo com informações disponíveis no seu portal oficial.

O tráfego foi interrompido na circular de Moscovo, junto à refinaria, segundo informações do Ministério do Interior citadas pela emissora RIA.

O primeiro ataque, na terça-feira, já tinha paralisado as operações na refinaria, agravando os danos generalizados nas instalações energéticas russas e estendendo a crise dos combustíveis ao interior do país.

A Rússia, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um importante exportador de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima este mês, procurando fazer face à escassez de gasolina após extensos ataques de drones ucranianos contra as suas refinarias.

Na área metropolitana de Moscovo, um edifício residencial de vários andares, uma instalação industrial e várias casas particulares também foram danificados no ataque com drones, informou o governador regional.

O aeroporto de Sheremetyevo, o mais movimentado de Moscovo, suspendeu voos e retirou passageiros e pessoal dos terminais, segundo informações do aeroporto.

Pouco antes das 05h00 TMG (06h00 em Lisboa), estas medidas foram levantadas e o funcionamento do aeroporto começou a regressar ao normal, de acordo com um comunicado publicado pela infraestrutura.

Este é o maior ataque contra Moscovo em pelo menos dois anos, informou a agência de notícias oficial russa TASS.

O ataque surge quando o presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Moscovo afirmou que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 555 drones ucranianos sobre várias regiões durante a noite. O número exato de drones abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.

Na região fronteiriça russa de Belgorod, as autoridades disseram que um ataque com um drone ucraniano matou um homem dentro do seu carro.

Na quarta-feira, Moscovo acusou a Ucrânia de atacar um autocarro que transportava crianças bielorrussas, acusação que Kiev negou.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, um ataque com um drone ucraniano matou uma pessoa e provocou um incêndio em dois estabelecimentos comerciais, informaram as autoridades. A Rússia e a Ucrânia negam ter atacado deliberadamente civis.

Volodymyr Zelensky considera que o ataque à refinaria de Moscovo é uma resposta “justa” aos ataques russos contra cidades ucranianas.

"Uma resposta totalmente justa aos ataques russos contra as nossas cidades e comunidades e mais um resultado importante do trabalho dos nossos soldados em instalações que prestam apoio à máquina de guerra russa", disse Zelenskiy na aplicação Telegram.

Rússia prossegue com ataques à Ucrânia

A Rússia continua a atacar a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início do conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que, até ao momento, parece não ter saída diplomática.

Kiev sofreu o segundo ataque aéreo desta semana, com a Rússia a lançar mísseis balísticos contra a capital ucraniana, disseram as autoridades municipais, e os residentes foram aconselhados a procurar abrigo.

As autoridades da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, informaram que uma pessoa morreu num ataque com um drone. Foram emitidos alertas de ataque aéreo para a maior parte do território ucraniano.

Uma pessoa morreu na cidade ucraniana de Enerhodar, onde vive a maioria dos funcionários da central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, disse o presidente da câmara nomeado pela Rússia, Maksim Pukhov. 

Cimeira da ASEAN em Kazan

O presidente russo, Vladimir Putin, recebe os líderes asiáticos desde a noite de quarta-feira para uma cimeira Rússia-ASEAN de dois dias em Kazan, a cerca de 700 quilómetros (400 milhas) a leste da capital.

A Tailândia, o Vietname, o Camboja, o Laos, a Malásia e Singapura enviaram os seus primeiros-ministros, enquanto as Filipinas enviaram o seu presidente, Ferdinand Marcos.

Em plena guerra, a economia russa enfrenta uma inflação elevada, escassez de mão-de-obra e custos elevados de empréstimos.

O avanço das forças russas na frente ucraniana diminuiu este ano, enquanto Kiev intensificou os seus ataques em território russo.

Numa cimeira do G7 em França, no início desta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Moscovo deveria "fazer um acordo" para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Vladimir Putin rejeitou repetidamente as ofertas de negociações diretas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.


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Donald Trump admite retomar as sanções à Rússia assim que o preço do petróleo estabilizar.

Irão indicou que 11 petroleiros cruzaram a zona de bloqueio... Onze embarcações iranianas atravessaram a zona do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, noticiou hoje a televisão estatal iraniana, horas depois de ter sido confirmada a assinatura do memorando entre os EUA e o Irão.

© Getty Images      Por LUSA    18/06/2026 

Segundo a estação de televisão de Teerão, oito navios navegaram das águas territoriais iranianas para águas internacionais, enquanto outros três entraram em águas iranianas.

As informações foram difundidas em Teerão, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na quarta-feira que assinou o acordo com o Irão no Palácio de Versalhes, em França, sem adiantar mais detalhes.

O Irão confirmou depois a assinatura do acordo com os Estados Unidos para o fim da guerra no Médio Oriente.

O portal especializado TankerTrackers, com sede nos Estados Unidos, indicou que, pelo menos, dois navios da Companhia Nacional de Petroleiros do Irão (NITC), o "DIONA" e o "HERO2", deixaram as águas iranianas transportando um volume de 3,8 milhões de barris de crude.

Segundo o mesmo portal, que verificou os movimentos através de dados AIS --- uma tecnologia utilizada pelos navios para transmitir continuamente informação sobre posição e movimento --- e imagens de satélite, tratou-se da primeira exportação de petróleo iraniano em dois meses.

Da mesma forma, um outro petroleiro iraniano, o "STREAM", está a aproximar-se da linha de bloqueio vindo da Zona Económica Exclusiva do Paquistão, onde terá permanecido durante sete semanas à espera de condições de segurança para aceder aos portos iranianos.

O memorando de 14 pontos alcançado por Washington e Teerão estabelece um prazo de 60 dias para negociar um acordo final sobre o programa nuclear iraniano e o levantamento das sanções.

Durante o período estabelecido, o Irão tem de garantir a livre navegação através do estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos se comprometem a suspender o bloqueio naval contra os portos iranianos no prazo de 30 dias.


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O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou hoje que "já se vislumbra uma esperança de paz", mas apelou ao cumprimento dos compromissos assumidos por todas as partes, após o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irão.

ONU: Mais de 3.000 mortos e 13 milhões afetados por fenómenos em África... Mais de 3.000 pessoas morreram e 13 milhões foram afetadas devido aos fenómenos meteorológicos e climáticos extremos em 2025 no continente africano, disse hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

© Lusa    18/06/2026 

Estes fenómenos causaram "impactos em cascata em todos os setores da economia e da sociedade" africana, com os sinais das alterações climáticas "visíveis em toda a África, desde o aumento das temperaturas e da subida do nível do mar até às cheias e secas devastadoras", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, a propósito do relatório divulgado hoje por esta agência especializada das Nações Unidas.

"Este relatório evidencia não apenas a dimensão dos riscos, mas também a crescente importância dos alertas precoces, dos serviços climáticos e da ação coordenada para proteger vidas e meios de subsistência", sublinhou a responsável.

Segundo o relatório, que reúne contributos de dezenas de especialistas, serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, centros climáticos e parceiros do sistema das Nações Unidas, "o continente continua a ter dificuldades em lidar com estes impactos e apenas 40% dos países dispõem de sistemas de alerta precoce multirriscos, essenciais para salvar vidas e meios de subsistência".

Ainda assim, enalteceram as melhorias no reforço da cooperação entre os serviços meteorológicos, os organismos de gestão de catástrofes e as autoridades locais, bem como os progressos nos serviços climáticos, como as previsões sazonais.

No mesmo relatório, a OMM detalhou que, em 2025, a temperatura média anual do ar à superfície em África ficou 0,51 graus centígrados acima da média do período 1991-2020.

Por outro lado, os glaciares africanos perderam mais de 90% da sua área desde o final do século XIX. No Monte Kilimanjaro, a área glaciar diminuiu de 11,4 quilómetros quadrados (km²) em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos.

Já o aquecimento dos oceanos prossegue em todo o continente, embora em 2025 o conteúdo térmico dos oceanos e a temperatura da superfície do mar tenham sido inferiores aos níveis recorde observados em 2023 e 2024, com a subida do nível do mar ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025 a ultrapassar a média mundial de 3,6 milímetros por ano em várias regiões.

Quantos aos países lusófonos, foram registados totais anuais de precipitação acima da média na maior parte da África Austral em particular, Moçambique.

A agência recordou ainda que ciclones tropicais e as cheias afetaram várias zonas da África Austral no início de 2025.

"Moçambique foi atingido pelos ciclones Dikeledi, em janeiro, e Jude, em março, agravando os impactos já provocados pelo ciclone Chido, em dezembro de 2024", recordou, detalhando que "mais de um milhão de pessoas foram afetadas pela passagem do Jude em Moçambique, tendo sido registadas 16 mortes e mais de 492 mil deslocados".

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Trump ameaça retomar bombardeamentos se Teerão "não se portar bem"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje retomar os bombardeamentos contra o Irão caso Teerão não cumpra os compromissos do memorando de entendimento que será assinado na sexta-feira para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

© Lusa    17/06/2026 

"Este não é um acordo final. É um memorando de entendimento", afirmou Trump à margem de uma reunião com o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, durante a cimeira do G7, em Évian. 

"Se eu não gostar, se eles não se portarem bem, começaremos a bombardeá-los novamente", prometeu o chefe de Estado norte-americano, referindo-se à República Islâmica do Irão.

Trump justificou a advertência com o histórico das relações entre Washington e Teerão, afirmando que o regime iraniano "se portou mal durante 47 anos", numa referência ao período iniciado com a Revolução Islâmica de 1979, que levou à queda do Xá, então aliado dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e o Irão chegaram esta semana a um entendimento destinado a colocar um fim à guerra iniciada no final de fevereiro e que provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

O acordo, negociado com mediação internacional, será formalmente assinado na sexta-feira, na estância alpina de Burgenstock, na Suíça, e prevê a manutenção do cessar-fogo e a abertura de uma nova fase de negociações sobre segurança regional e questões nucleares.

Segundo Trump, o documento a assinar representa apenas uma etapa preliminar, estando previsto um período adicional de negociações com duração de dois meses.

Entre as primeiras medidas previstas encontra-se a reabertura do estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O Presidente norte-americano negou ainda informações segundo as quais Washington poderá investir no Irão.


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Os países membros do G7 elogiaram hoje o acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, sublinhando que existe uma nova oportunidade para a região.

Entrevista com o coletivo de advogados de Domingos Simões Pereira, sobre o requerimento do impedimento contra presidente e vice-presidente do STJ e PGR.

terça-feira, 16 de junho de 2026

G7 reafirma apoio à Ucrânia e admite novas sanções ao petróleo russo... Os líderes do G7, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmaram hoje o apoio à soberania da Ucrânia e concordaram que a Rússia deve ser pressionada para negociar o fim da guerra, incluindo através de novas sanções.

© Evelyn Hockstein - Pool/Getty Images       Por  LUSA     16/06/2026 

Segundo fontes diplomáticas francesas, no final da sessão da cimeira do G7 dedicada à Ucrânia, os dirigentes das sete maiores economias industrializadas concordaram na necessidade de aumentar a pressão sobre Moscovo para a levar à mesa das negociações.

As mesmas fontes indicaram que essa pressão poderá passar por novas medidas contra as exportações petrolíferas russas, uma vez reaberto o estreito de Ormuz, cuja interrupção condicionou recentemente os mercados energéticos internacionais.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou na reunião como convidado e ouviu dos líderes do G7 uma reafirmação do apoio político e militar à Ucrânia.

De acordo com fontes francesas, Trump felicitou Zelensky pela evolução recente do conflito, considerando que as forças ucranianas já não se encontram numa posição de recuo e que a atual dinâmica militar é mais favorável a Kyiv.

Os líderes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá partilharam a avaliação de que esta mudança de contexto reforça a posição negocial da Ucrânia.

Um novo encontro bilateral entre Trump e Zelensky deverá decorrer ainda durante a cimeira, que termina na quarta-feira em Évian.

A reunião sobre a Ucrânia foi antecedida por um encontro entre Zelensky e o Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o líder ucraniano no local da cimeira.

Fontes francesas sublinharam que a inclusão da guerra na Ucrânia na agenda do encontro teve como objetivo reafirmar os Estados Unidos como um "parceiro de confiança" de Kyiv, após episódios anteriores de tensão entre Trump e Zelensky.

Apesar desse compromisso, permanece por esclarecer de que forma Washington pretende aumentar a pressão económica sobre Moscovo, depois de ter suspendido algumas restrições às exportações russas de petróleo após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, a 28 de fevereiro.

Na altura, o Governo norte-americano justificou a decisão com a necessidade de aliviar as perturbações nos mercados energéticos provocadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.

À chegada a Évian, Trump mostrou-se disponível para desempenhar um papel mais ativo na procura de uma solução para o conflito.

Os líderes do G7 concordaram ainda que a manutenção da pressão sobre a Rússia exige que a Ucrânia preserve as suas capacidades militares, incluindo sistemas de defesa aérea e outros meios de combate.

Atualmente, os países europeus suportam a maior parte do financiamento destinado ao armamento ucraniano, enquanto os Estados Unidos mantêm um papel relevante sobretudo no fornecimento de informações estratégicas e de vigilância obtidas através dos seus sistemas de satélites.


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 O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kyiv para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou hoje o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.