sábado, 22 de agosto de 2026

Irão: Países que apoiem "guerra económica" dos EUA serão "inimigos"... O Irão anunciou hoje que todos os países que participem na "imposição de restrições económicas" serão considerados inimigos do país, na sequência da guerra económica anunciada pelos Estados Unidos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA  22/08/2026 

"Declaramos a todos os países à nossa volta e a todos os países do mundo: não se juntem à guerra económica liderada pelos Estados Unidos", afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, na televisão estatal.

"Qualquer país que participe na imposição de restrições económicas" contra o Irão será "considerado um inimigo", afirmou.

"Ainda não atacámos nenhum interesse económico norte-americano (...). Até agora, apenas visámos bases militares, mas se quiserem impor-nos sanções económicas, os Estados Unidos possuem empresas petrolíferas e económicas na região do Irão e noutros locais, e iremos atacá-las", prosseguiu Rezai.

Se o Presidente norte-americano "tomar medidas [contra o Irão], o nosso confronto será como um terramoto", ameaçou ainda.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou na quinta-feira os Estados Unidos de "terrorismo económico", após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter prometido que Washington iria "derrubar o regime" iraniano com as novas sanções.

Na quarta-feira, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a "operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país".

Na sua rede Truth Social, Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.

A advertência foi reforçada na quinta-feira pelo secretário do Tesouro norte-americano, que avisou que os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

"Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime", disse Scott Bessent, em entrevista à estação norte-americana CNBC, na qual se referiu à "maior operação coordenada de isolamento económico do mundo", reforçando palavras no mesmo sentido de Trump, que na véspera anunciou "um dia D" contra a economia iraniana.

Bessent apelou também à China para que "se alinhe" caso deseje "ver o estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem".

Já na sexta-feira, a China respondeu opondo-se à "guerra económica" declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as "sanções unilaterais ilegais" e as pressões de Washington não são a solução para o problema.

"As sanções e as pressões não permitirão resolver o problema. A China apela a todas as partes envolvidas para que tomem medidas responsáveis e resolvam o problema por via política e diplomática", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa.

Mais de um quarto do comércio do Irão em 2024 foi realizado com a China, um grande consumidor de hidrocarbonetos iranianos e um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão.

Mais de 80% das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra, de acordo com a empresa de análise Kpler.

Além da China, entre os países que mantêm laços económicos com Teerão contam-se os Emirados Árabes Unidos, que suspenderam esta semana todas as transações com a República Islâmica, mas também a Turquia, a Rússia, Iraque, Índia e a Alemanha.

As exportações alemãs para o Irão atingiram 870,5 milhões de euros entre janeiro e novembro de 2025, segundo o Gabinete Federal de Estatística alemão (Destatis).

ESTADOS UNIDOS: Tribunal dos EUA anula suspensão de vistos imposta por Trump a 75 países... Um tribunal federal norte-americano anulou a suspensão dos vistos de imigrantes de 75 países, considerando que o secretário de Estado, Marco Rubio, excedeu a sua autoridade legal ao tomar esta medida no início de 2026.

© Shutterstock   Por  LUSA  22/08/2026 

A decisão foi tomada na sexta-feira pela juíza Jeannette Vargas, do Tribunal Distrital do Estados Unidos da América (EUA) para o Distrito Sul de Nova Iorque.

Numa sentença de 61 páginas, a magistrada argumenta que a proibição decidida pela administração de Donald Trump é "manifestamente ilegal" e questiona a justificação do Governo de que os requerentes oriundos dos países em causa representavam um elevado risco de se tornarem um "ónus económico" para os Estados Unidos.

A decisão do tribunal pode resultar na revisão de milhares de pedidos já processados.

A juíza nota que as autoridades norte-americanas receberam ordens para negar vistos mesmo a imigrantes elegíveis, considerados provavelmente autossuficientes, em violação de uma norma que exige avaliações individualizadas de cada caso.

Os países afetados pela diretiva da administração Trump incluem várias nações da América Latina e das Caraíbas, como o Brasil, Colômbia, Cuba, Guatemala, Haiti, Nicarágua e Uruguai.

O congelamento da emissão de vistos foi implementado em janeiro deste ano e também abrangia o Afeganistão, Egito, Iraque, Irão, Marrocos, Nigéria, Rússia, Somália, Tailândia e Iémen.

Entre os autores da ação judicial estão cinco trabalhadores da Colômbia a quem foram negados os vistos com base nas novas regras, bem como por seis norte-americanos que alegam que a proibição prejudicou os seus familiares no Gana, Jamaica, Guatemala e Etiópia, segundo noticiou o jornal The New York Times.

"Esta decisão representa uma vitória significativa para as centenas de milhares de famílias em todo o país e em todo o mundo cujas vidas foram mergulhadas no caos pela proibição de vistos ilegal e discriminatória desta administração", reagiu Joanna Cuevas Ingram, advogada sénior do National Immigration Law Center, em comunicado.

De acordo com Cuevas Ingram, o tribunal "deixou claro que as leis de imigração não podem ser utilizadas para justificar a discriminação".

Skye Perryman, presidente e CEO da organização não governamental Democracy Forward defendeu que a decisão representa uma "rejeição retumbante de uma política ilegal e discriminatória que causou enormes danos a famílias e comunidades de todo o país".

"A administração Trump-Vance não pode instrumentalizar a lei da imigração para criar listas negras de países inteiros, separar famílias e negar direitos garantidos pela Constituição impunemente", disse.


CEUTA: Três semanas depois, milhares de migrantes continuam nas ruas de Ceuta... Milhares de migrantes que entraram irregularmente em Ceuta em massa a 30 de julho continuam ainda na cidade, três semanas depois, enquanto as autoridades tentam habilitar novos espaços de acolhimento para fazer face à situação que ultrapassa os recursos disponíveis.

© Getty Images    Por LUSA   22/08/2026 

Hoje, mais de 300 migrantes concentravam-se nas imediações da zona de acolhimento de Loma Colmenar, onde se encontra uma das instalações temporárias criadas para atender quem permanece em Ceuta após essa entrada em massa.

O centro está lotado e quem permanece no exterior espera conseguir uma vaga e, em muitos casos, dar início aos trâmites para solicitar asilo.

A cena reflete uma realidade que continua a alastrar-se por vários pontos da cidade: pessoas que vagueiam durante o dia e procuram locais onde passar a noite, enquanto aguardam uma resposta à sua situação.

O Governo criou novos espaços temporários face à permanência de milhares de migrantes em Ceuta, depois de o despejo da praia do Trampolín ter obrigado à transferência de centenas de pessoas para outros pontos de acolhimento.

Hamza, um jovem marroquino que afirma ter entrado ilegalmente em Ceuta a 30 de julho, está na cidade há cerca de 23 dias. Hoje, esperava juntamente com outros migrantes nas imediações do ponto de concentração de Loma Colmenar.

"Esperamos qualquer solução", explicou, citado pela agência de noticias EFE, ao mesmo tempo que refere que a sua intenção é poder aceder ao centro para solicitar asilo.

"Somos pobres, não fizemos nada, queremos uma solução", afirma. Quanto às razões que o levaram a atravessar para Ceuta, garante que o fez porque queria "mudar de vida" e porque era pobre em Marrocos.

Três semanas após aquela entrada em massa, a imagem de centenas de pessoas reunidas em frente a um centro sem vagas disponíveis evidencia que a crise migratória continua em aberto em Ceuta.

Enquanto se procuram novos espaços para aliviar a pressão sobre as estruturas de acolhimento, milhares de migrantes continuam à espera de uma solução e de poder regularizar a sua situação ou, se for o caso, dar início aos procedimentos de proteção internacional correspondentes.


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A Human Rights Watch (HRW) apelou ao Governo de Espanha para que acolha e ofereça a oportunidade de asilo aos migrantes ilegais que permanecem em Ceuta após a entrada maciça no final de julho.

Ataque russo a shopping causou 16 mortos, Kiev responde e atinge refinaria... O ataque russo a um centro comercial em Kivi Rih causou um total de 16 mortos, anunciou hoje o Presidente ucraniano, no dia em que a Ucrânia fez um novo ataque a uma refinaria no sul da Rússia.

Stringer - Reuters   Por  rtp.pt   22 Agosto 2026

"Em Kivi Rih, prosseguem as operações de resgate após o ataque russo a um centro comercial. O incêndio, que se alastrou por uma área de 9.000 metros quadrados, foi extinto", afirmou Zelenski na sua conta do X, acrescentando que continuam as buscas por pessoas presas entre os escombros na sua cidade natal.

Na sua mensagem, Zelenski pediu mais apoios para repelir os bombardeamentos, dando o exemplo de outros ataques esta madrugada, um em Kiev (uma infraestrutura ferroviária foi afetada e uma pessoa morreu) e outro contra um miniautocarro em Zaporijya, causando três feridos.

"Cada dia que passa sem que a Ucrânia disponha de defesas antiaéreas suficientes implica mortes que poderiam ter sido evitadas", acrescentou.

"A proteção de vidas humanas exige a tomada de decisões diárias e o apoio efetivo de todo o mundo e, neste preciso momento, o envio de intercetores de mísseis e de mísseis poderia ajudar", afirmou ainda Zelenski.

Também esta madrugada drones ucranianos atacaram uma refinaria na região russa de Samara, 855 quilómetros a sudeste de Moscovo, segundo notícias divulgadas por canais do Telegram, citando testemunhas oculares.

Essas instalações já tinham sido alvejadas em abril passado, o que, segundo os meios de comunicação, a obrigou a suspender totalmente as suas operações.

A refinaria pertence à maior petrolífera do país, a Rosneft, que está a ter dificuldades em fornecer combustível aos condutores nas estações de serviço.

A empresa Ozon, outro gigante do comércio eletrónico tal como a Wildberries, também confirmou hoje o primeiro ataque ucraniano às suas instalações em Samara.

As autoridades russas reconheceram que o país está a atravessar a "segunda fase" da crise de combustível devido à intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera.

Na quarta-feira, soube-se que pelo menos duas redes de postos de abastecimento voltaram a restringir as vendas de combustível em Moscovo.

Para além de limitar a venda de combustível, o Governo russo autorizou a venda de gasolina abaixo dos padrões de qualidade habituais, numa tentativa de conter a crise no mercado.

O Presidente russo, Vladimir Putin, tentou minimizar a importância dos bombardeamentos ucranianos: "estes ataques não têm consequências graves, nunca tiveram nem terão".

Mas depois admitiu que "prejudicam" a economia nacional.


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O presidente francês manifestou hoje o seu "horror" e a sua "emoção", após os últimos ataques russos que atingiram um centro comercial na Ucrânia, anunciando o envio de novos mísseis "intercetores" para defesa daquele país.

Irão promete enfrentar "DIA D económico" dos EUA apesar da situação... O Irão assegura ser capaz de enfrentar o "DIA D económico" anunciado pelos Estados Unidos e que não alterará a sua posição face à guerra nem reabrirá o estreito de Ormuz, apesar da situação financeira precária do país.

© Murtadha AL-Sudani/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  22/08/2026 

A República islâmica do Irão está há décadas sujeita a sanções económicas dos EUA que limitam o seu comércio com outros países e que, acima de tudo, dificultam a venda do petróleo, seu principal ativo.

A isto acrescenta-se o bloqueio que os Estados Unidos impuseram aos navios e portos iranianos no estreito de Ormuz no contexto da guerra.

Agora, depois de não ter conseguido subjugar Teerão pela força, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou "a operação económica mais devastadora jamais empreendida contra qualquer país", naquilo a que chamou "um Dia D económico" contra o Irão, para pôr fim a uma guerra que se aproxima dos seis meses e reabrir o estreito de Ormuz.

Em Teerão, a nova ameaça foi recebida com desafio pelas autoridades.

"Já vimos este filme antes. A mesma história. Outros agressores", afirmou na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, que recordou que, nos últimos anos, Washington tem aplicado várias campanhas de sanções contra o seu país, sem aparentemente alcançar os seus objetivos.

Por seu lado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, garantiu que "estas medidas não terão qualquer efeito na posição do Irão" na guerra.

Apesar do tom desafiador oficial, a situação financeira do país é grave e agrava-se mês após mês. A inflação homóloga em julho situou-se nos 87,9% e, no setor dos alimentos e bebidas, nos 128%.

O desemprego passou de 7,3% para 9,1% no último ano, com a perda de cerca de 450.000 postos de trabalho, de acordo com dados oficiais que não incluem os cerca de dois milhões de postos de trabalho perdidos durante a guerra.

Tudo isto alimenta o descontentamento entre uma população que vê a sua qualidade de vida deteriorar-se.

"A cada dia que passa ficamos mais pobres e até temos dificuldade em comprar os produtos básicos. Não sei até que ponto vamos conseguir aguentar esta situação desastrosa. As famílias estão a sofrer muito", afirma à EFE Nahid, uma moradora de Teerão de 64 anos.

A mulher explica que, em casa, comem cada vez menos carne e que agora se limitam ao frango, mais barato do que a carne de vaca.

Fatima, outra moradora de Teerão, de 39 anos, afirma ser impossível "alimentar os filhos como devia".

"No fim de contas, são sempre as pessoas comuns e os mais necessitados que pagam o preço da guerra e dos conflitos", diz à EFE.

A situação poderá agravar-se com as novas sanções, cujo conteúdo os EUA ainda não anunciaram, embora o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tenha advertido os países que prestem "qualquer tipo de ajuda vital ao Irão" de que sofrerão consequências económicas.

Entre os países que ajudam o Irão encontra-se a China, que adquire cerca de 90% do petróleo iraniano a preço reduzido, e resta saber se esta vai apoiar as sanções norte-americanas.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) são outro parceiro económico fundamental para o Irão e anunciaram esta semana a suspensão de todas as suas relações comerciais e transações financeiras com o país persa.

Antes da guerra, Abu Dhabi figurava entre os principais parceiros económicos de Teerão, com cerca de 30% das importações iranianas, avaliadas em 21 mil milhões de dólares (cerca de 18,6 mil milhões de euros) em 2024, de acordo com a Organização Mundial do Comércio.

Os analistas concordam que é pouco provável que o Irão ceda à pressão económica, apesar da situação difícil do país e do descontentamento popular.

"Se o objetivo é provocar o colapso do Irão ou obrigar os seus líderes a renderem-se e a fazerem concessões estratégicas, é improvável que esta campanha alcance o seu objetivo", afirmou Danny Citrinowicz, investigador do programa iraniano do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel (INSS), na X.


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O Irão autorizou que "vários" petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz, após a visita ao país vizinho do presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, informou a agência estatal IRNA.

Prabis intensifica a campanha pelo “Sim” no Referendo de 30 de agosto. O coordenador do setor, Badilé Domingos Sami, acompanhado pela coordenadora da região de Biombo e segunda-secretária da Mesa da CNT, Maria Inácio Có Mendes Sanha, liderou uma ação de sensibilização e apresentação da Nova Constituição da República.

Radio Voz Do Povo

Intensos bombardeamentos sacodem sul do Líbano... Aviões de guerra israelitas lançaram hoje dois ataques contra a colina de Ali al Taher, nos arredores a norte de Nabatieh al Fawqa, no sul do Líbano, informou a Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa.

© Ammar Ammar / AFP via Getty Images    Por LUSA   22/08/2026 

Os bombardeamentos ocorreram por volta das 06h45, hora local (04h45 em Portugal), após uma noite marcada por intensos ataques de artilharia em vários pontos do sul do país, segundo a agência estatal.

A informação da agência libanesa não especifica, por enquanto, se os bombardeamentos causaram mortos ou feridos.

A artilharia bombardeou até ao amanhecer os arredores de Doha Kfar Reman, as imediações de Tell al Dabsha e a floresta de Ali al Taher, neste último caso com projéteis de fósforo, de acordo com a ANN.

Da mesma forma, a localidade de Mansouri, os arredores de Beit al Sayyad e os arredores de Majdal Zoun foram alvo de intenso fogo de artilharia durante a madrugada.

A agência informou ainda sobre extensos bombardeamentos noturnos sobre essas localidades e salientou que, segundo as suas informações, "não restou uma única casa intacta".

Os ataques atingiram também Hadatha, Beit Yahoun e Aita al Jabal, enquanto se registaram operações de limpeza com metralhadoras nos vales próximos e voos contínuos de drones sobre localidades dos setores ocidental e central do sul do Líbano.

Além disso, o Exército israelita provocou uma grande explosão nas imediações da localidade de Arnoun, segundo a ANN, que atribuiu os ataques ao "inimigo israelita".

A atividade militar israelita no sul do Líbano aumentou significativamente durante a primeira quinzena deste mês de agosto, com uma média de 137 projéteis registados diariamente pela Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FINUL) entre 05 e 16 de agosto, segundo informou na passada segunda-feira a missão da ONU.


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Pelo menos cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas na Ucrânia nas últimas horas, na sequência de ataques russos com mísseis balísticos em Kyiv e Mykolaiv

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Coreia do Norte terá enviado operadores de drones para apoiar Rússia na guerra na Ucrânia... Os novos contingentes não irão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

Por  SIC Notícias/Lusa, 21 ago.2026 

A Coreia do Norte incluiu uma unidade de operadores de drones no mais recente envio de tropas para a Rússia, em apoio a Moscovo na guerra na Ucrânia, segundo fonte oficial dos serviços de informações militares de Kiev.

Em declarações à estação CNN, o vice-diretor da Inteligência de Defesa da Ucrânia, Vadim Skibitski, confirmou que o novo contingente, que elevaria o número total de militares norte-coreanos na Rússia para aproximadamente 8.500, está posicionado principalmente na região fronteiriça de Kursk.

O contingente inclui cerca de 1.000 engenheiros e especialistas em desativação de minas, além de cerca de 400 operadores de drones.

Skibitski indicou que estes últimos serão dedicados à operação de veículos aéreos não tripulados (UAV) destinados tanto ao reconhecimento como ao ataque a alvos dentro da Ucrânia.

O responsável sugeriu ainda que os novos contingentes não vão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

A Ucrânia já tinha avisado que as forças norte-coreanas estavam a utilizar drones para atacar o seu território.

Putin pode ter pedido envio de 50 mil norte-coreanos

Skibitsky referiu ainda que os líderes russo e norte-coreano, Vladimir Putin e Kim Jong-un, respetivamente, se reuniriam em setembro e que Putin pode ter pedido a Pyongyang o envio de até 50 mil soldados adicionais, com base no acordo de aliança estratégica assinado pelos dois países em 2024, ao abrigo do qual o regime comunista de Pyongyang já enviou desde então milhares de soldados para combater a Ucrânia.

O vice-diretor de inteligência militar afirmou ainda que a Coreia do Norte enviou para a Rússia pelo menos 150 mísseis balísticos de curto alcance Hwasong-11A e Hwasong-11B e prometeu outros 120, dos quais 40 já foram entregues.

Estes mísseis táticos, já difíceis de intercetar devido à sua trajetória variável, estão a tornar-se cada vez mais desafiantes para abater, com Kiev a sofrer da falta de mísseis Patriot norte-americanos.

Os especialistas acreditam que Pyongyang está a utilizar estes dois sistemas contra a Ucrânia para melhorar a sua precisão e eficácia.

Skibitski destacou também que a Coreia do Norte enviou pessoal para participar em lançamentos de mísseis na região de Voronezh e que, em troca de toda a assistência que está a prestar na guerra, pediu a Moscovo a transferência do sistema de defesa aérea russo S-400. O país já recebeu um lançador de mísseis terra-ar Pantsir-1.


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O Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia considera que a série de desenhos animados “difunde um discurso pró-russo disfarçado de conteúdo infantil”.

Ucrânia está transformar veículos blindados soviéticos em robôs para a linha da frente

Veículos blindado BRDM-2 (AP)    Por  cnnportugal.iol.pt    21/08/2026 

Plataformas poderão ser equipadas com armas automáticas de calibre mínimo de 12,7 milímetros, controladas a uma distância de até 1.000 quilómetros e munidas de proteção especial contra minas

A Ucrânia descobriu uma nova forma de manter os seus soldados fora de perigo, dando uma segunda vida aos antigos stocks soviéticos. Um projeto ucraniano está a converter veículos blindados de reconhecimento BRDM-2, de fabrico soviético, em plataformas não tripuladas, que são controladas remotamente para atuarem como uma espécie de robôs na linha da frente.

As plataformas poderão ser equipadas com armas automáticas de calibre mínimo de 12,7 milímetros, aumentando a eficácia ofensiva das unidades de combate. Os produtores ucranianos estão também a desenvolver a capacidade de controlá-la a uma distância de até 1.000 quilómetros.

O coronel Vladyslav Voloshyn, das Forças Armadas e da Direção Central de Inovação, salienta que o objetivo central desta nova abordagem “é preservar a vida do pessoal”, escreve a Euromaidan.

À partida, será mesmo possível fazê-lo, uma vez que o veículo terá câmaras diurnas e noturnas, sistemas de localização e orientação, munindo-o de uma consciência situacional, e sistemas de controlo remoto para as suas principais funções. É isto que permitirá retirar alguns militares da linha da frente. O módulo de combate será integrado através de canais de dados protegidos.

Além de tudo isto, terá uma proteção especial contra minas na parte inferior da carroçaria, pneus sem câmara de ar para uma mobilidade mais elevada, um sistema de controlo remoto de reserva no interior da carroçaria e proteção contra fragmentação, enumerou o coronel ucraniano.

Embora não esteja estabelecido um prazo de conclusão do projeto, já estão em curso os preparativos para a realização de testes na frente de combate.

Calor terá causado mais de 30 mil mortes em excesso na Europa... Mais de 30 mil mortes em excesso foram registadas na Europa nos últimos meses, marcados por vagas de calor excecionais, segundo dados provisórios da plataforma EuroMomo e das autoridades de saúde de vários países, incluindo Portugal.

© Lusa    21/08/2026 

Entre meados de junho e meados de agosto, a plataforma europeia de monitorização do excesso de mortalidade (EuroMomo) estima que tenham ocorrido mais de 32 mil mortes em excesso na Europa, sendo que o verão ainda não terminou.

A EuroMomo, cujo modelo estatístico inclui relatórios oficiais de 23 países europeus, excluindo partes da Europa de Leste, não divulga dados para cada país.

No entanto, noticiou a agência France-Presse (AFP), várias autoridades nacionais de saúde publicaram números provisórios para diferentes períodos, abrangendo geralmente desde o final de maio até meados de agosto.

Um levantamento da AFP destes números em oito países revelou 33 mil mortes em excesso ou mortes diretamente ligadas ao calor, na Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Inglaterra, Países Baixos, Áustria e Portugal.

Segundo as últimas estimativas semanais da EuroMomo, a última semana de junho parece ter sido a mais mortífera dos dois meses que terminaram a 16 de agosto, com quase 16.000 mortes em excesso, seguida pela primeira semana de julho, com cerca de 8.000 mortes em excesso.

Estas duas semanas coincidem com uma das ondas de calor excecionais que atingiram os europeus este verão, num contexto de seca generalizada e de incêndios florestais devastadores, alimentados pelas alterações climáticas.

As mais recentes estimativas da EuroMomo serão refinadas nas próximas semanas, o que fará com que o número total de mortes em excesso evolua.

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) analisados pela AFP, em Portugal foram registadas mais de 600 mortes em excesso entre meados de junho e o final de julho.

Na Alemanha, o país mais populoso da União Europeia, com 82 milhões de habitantes, morreram aproximadamente 14 mil pessoas devido à onda de calor até 09 de agosto, o número mais elevado desde que este tipo de estimativa começou em 2016, segundo o Instituto Robert Koch (RKI).

Tal como acontece noutros países europeus, as pessoas com 75 ou mais anos foram as mais afetadas, segundo o RKI.

O número provisório de excesso de mortalidade estabelecido pela Saúde Pública de França (SpF) já atingiu 7.300 óbitos durante os períodos de calor intenso entre o final de maio e 22 de julho. Espera-se que este número aumente, dado que uma nova vaga de calor, iniciada no final de julho, acaba de terminar.

Na Bélgica, o número provisório de mortes é ainda maior quando ajustado ao tamanho da população. Estima-se que o número de mortes adicionais entre 18 de junho e 17 de julho seja de 2.570, conforme o 'site' do instituto nacional de saúde pública, Sciensano.

Quase 4.500 mortes atribuíveis ao calor foram registadas em Espanha entre 01 de junho e 19 de agosto, um recorde para este período desde 2022, segundo o Instituto de Saúde Carlos III.

O mês passado foi o mais quente já registado em Espanha, empatando com julho de 2022, segundo a Agência Nacional de Meteorologia (Aemet).

A Agência de Serviços de Saúde do Reino Unido (UKHSA) estimou que 2.877 pessoas morreram em Inglaterra durante as vagas de calor de maio e junho, uma estimativa que se aproxima do recorde de 2.985 mortes no verão de 2022.

O número de mortes para todo o ano de 2026 pode ser "substancialmente maior", devido a novos períodos de temperaturas elevadas observados em julho, alertou a agência.

Uma análise da AFP com base em dados do Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente da Holanda (RIVM) revela 968 mortes em excesso no país entre 22 de junho e 05 de julho.

A Agência Austríaca para a Saúde e Segurança Alimentar (AGES) refere no seu 'site' que 395 mortes estiveram relacionadas com o calor em junho, um máximo para este período, segundo dados publicados até 2017.


Coordenador humanitário da ONU condena ataque russo a centro comercial... O coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia, Matthias Schmale, condenou hoje o "ataque descarado" da Rússia a um centro comercial na cidade ucraniana de Kryvyi Rig, que fez dezenas de mortos e feridos, incluindo crianças.

© Lusa      21/08/2026 

"As imagens de moradores mortos e feridos num movimentado centro comercial na tarde de sexta-feira são absolutamente estarrecedoras", lamentou Schmale em comunicado.

Segundo o mais recente balanço, pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas, incluindo 23 crianças, num ataque de um drone russo num centro comercial em Kryvyi Rig, na região ucraniana de Dnipropetrovsk.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um "golpe absolutamente cínico e covarde".

Um segundo ataque foi lançado meia hora depois dos primeiros ataques, enquanto as equipas de resgate operavam, segundo a ONU.

Em comunicado, o coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia frisou que o direito internacional humanitário proíbe ataques indiscriminados contra civis e bens civis.

"Os civis devem ser protegidos em todos os momentos», insistiu, lembrando que, nas últimas semanas, ataques em diversas cidades densamente povoadas da Ucrânia destruíram ou danificaram casas, um hospital, uma escola, mercados, autocarros públicos e, hoje, um centro comercial, afetando drasticamente a vida dos moradores locais.

Kryvyi Rig, terra natal de Zelensky, tem sido alvo frequente de ataques aéreos russos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O ataque de hoje ocorre apenas 24 horas depois de a Rússia ter bombardeado a capital ucraniana, Kyiv, com dezenas de mísseis e drones durante a noite, matando pelo menos 16 pessoas, a poucos dias da celebração do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, que se assinala na segunda-feira.

"Esse tipo de ataque é, simplesmente, um ato de terrorismo. E a comunidade internacional deve reagir de acordo: com pressão real sobre o agressor. Para que haja paz, a Rússia precisa de assumir uma responsabilidade real", afirmou hoje Zelensky.

Zelensky afirmou ter discutido "os ataques russos em curso e as numerosas vítimas civis" numa chamada telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

As forças de Moscovo intensificaram nos últimos meses os seus ataques com mísseis balísticos contra Kyiv, explorando a escassez crónica de intercetores de defesa aérea norte-americanos Patriot.

As Nações Unidas alertaram na semana passada que Kyiv foi uma das cidades mais atingidas em julho, com pelo menos 54 civis mortos e 202 feridos.

Ao longo dos últimos meses, os bombardeamentos em grande escala tornaram-se numa ocorrência frequente na Ucrânia, enquanto as forças de Kyiv realizam ataques em profundidade contra infraestruturas em território russo, sobretudo energéticas, provocando graves danos à economia do país.


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As forças de segurança da Nigéria resgataram 88 pessoas que tinham sido sequestradas por homens armados em duas operações distintas realizadas nos estados de Kaduna e Benue, no norte e centro do país, anunciaram hoje as autoridades.

Guiné-Bissau: Após a entrega oficial das atas e dos boletins de voto à Comissão Nacional de Eleições (CNE), no âmbito dos preparativos para o Referendo Nacional, o Presidente do Instituto Nacional de Artesanato e Cartografia (INACEP), Lesmes Mutna Monteiro, prestou declarações à imprensa.


ONU realiza segunda votação para escolher sucessor de António Guterres... O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza hoje a segunda ronda de votações informais para recomendar à Assembleia-geral um candidato a secretário-geral da organização.

© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images      Por  LUSA   21/08/2026 

Os 15 membros que compõem o Conselho de Segurança estão reunidos à porta fechada para realizar uma nova consulta, que serve como "termómetro" da corrida de sucessão ao cargo atualmente ocupado pelo antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Os resultados não são divulgados oficialmente, mas têm acabado por ser divulgados por fontes diplomáticas à imprensa.

A presidência do Conselho de Segurança, detida este mês pela Dinamarca, comunica os resultados aos demais membros do órgão e aos países que indicaram os candidatos.

O resultado final é conhecido, mas não a posição de cada um dos países, o que torna impossível saber de antemão se algum dos cinco membros permanentes com poder de veto (França, China, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido) vai bloquear a candidatura de algum dos candidatos.

A primeira volta desta votação não vinculativa decorreu há três semanas. Naquela ocasião, os candidatos com maior apoio foram a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett e o argentino Rafael Grossi, de acordo com fontes diplomáticas.

Grynspan, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu dez votos a favor, um contra e quatro "sem opinião".

Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU, recebeu nove votos favoráveis, dois contrários e quatro "sem opinião", enquanto Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), foi apoiado por sete membros, dois votaram contra e seis "sem opinião", disse a agência de notícias espanhola EFE.

Nesse tipo de votação, os membros do Conselho recebem um boletim em branco no qual podem optar por votar a favor, contra ou "sem opinião".

Após a conclusão deste formato de votação, o Conselho de Segurança vai realizar outro, na qual os cinco membros com poder de veto votarão numa cédula vermelha e os outros dez numa cédula branca.

Um voto num boletim vermelho elimina um dos candidatos da disputa.

Horas antes da primeira votação, a candidatura do diplomata ugandês Olara Otunnu foi tornada pública, e esta semana foi anunciada a candidatura da diplomata equatoriana Ivonne Baki.

A candidatura de Baki, ex-ministra do Comércio Exterior e ex-embaixadora do Equador nos Estados Unidos e na França, foi promovida por Tonga.

A equatoriana, que também possui nacionalidade libanesa, mantém há anos uma relação próxima com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que compareceu ao concurso Miss Universo no Equador em 2004, quando Baki era ministra.

Recentemente, a diplomata publicou um vídeo no qual aparecia a usar um boné com a inscrição "Make the UN Great Again" [Tornar a ONU Grande Novamente], fazendo alusão ao lema e ao estilo de Trump.

Desta vez, todos os candidatos enfrentarão a votação após se terem apresentado aos Estados-membros e à sociedade civil num diálogo interativo. Otunnu fez isso na quarta-feira e Baki na quinta-feira.

Na votação anterior, o ugandês recebeu dois votos a favor, cinco contra e oito "sem opinião", apesar de não ter explicado o plano de trabalho caso consiga liderar a organização.

A candidatura de Baki estaria em consonância com os apelos para que o próximo secretário-geral seja uma mulher, uma vez que a organização nunca teve uma liderança feminina em 80 anos de história.

Há igualmente apelos para que o próximo líder da ONU seja da América Latina, em conformidade com a regra não escrita de rotação regional.

Outras duas candidatas que cumprem ambos os requisitos, assim como Grynspan, Rodrigues-Birkett e Baki, são a chilena Michelle Bachelet e a equatoriana María Fernanda Espinosa.

Bachelet recebeu seis votos a favor, cinco contra e quatro "sem opinião", enquanto Espinosa obteve cinco votos favoráveis, dois contrários e oito "sem opinião".

Entre os candidatos também está o ex-presidente senegalês Macky Sall, que recebeu um dos menores apoios na votação anterior, após a oposição de sete membros.


Netanyahu classifica presidente turco como "ditador antissemita"... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou hoje o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como um "ditador antissemita", afirmando que Israel agirá contra "as tentativas da Turquia de desestabilizar a região".

© Lusa    21/08/2026 

"Erdogan é um ditador antissemita que massacrou os curdos, alberga terroristas do Hamas, ocupa metade de Chipre e encarcera um número recorde de jornalistas e políticos que se lhe opõem", afirmou Netanyahu, num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

"Agora, quer estender à Síria a sua agressão a Israel. Israel não tolerará isso", prossegue o chefe do Governo israelita na nota de imprensa, advertindo de que o seu país "continuará a agir firmemente contra as tentativas da Turquia para desestabilizar a região".

Netanyahu refere-se a uma alegada tentativa turca de deslocar tropas para um aeroporto militar em Idlib, no noroeste da Síria, o que levou Israel a bombardear o aeroporto na madrugada de 19 de agosto.

Tanto a Turquia como a Síria negam que tal deslocação fosse realizar-se.

Esta reação de Benjamin Netanyahu foi motivada pelo pedido formal do Ministério da Justiça turco à Interpol para emitir um mandado de captura internacional contra ele e outros altos responsáveis do seu Governo, hoje anunciado pelo titular da pasta, Akin Gürlek.

Netanyahu reagiu afirmando tratar-se de "uma tentativa patética de intimidar os líderes e soldados de Israel".

A medida visa garantir a detenção a nível internacional dos responsáveis máximos da política israelita e dá seguimento aos mandados de detenção emitidos pela Turquia a 14 de julho, pelo 11.º Tribunal Penal Superior de Istambul, afirmou Gürlek num comunicado divulgado nas redes sociais.

O ministro turco recordou que esse tribunal está a julgar à revelia Netanyahu e outros 34 acusados -- entre os quais, o militar Afek Moskovitch -- por presumíveis crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e tortura, decorrentes da abordagem em águas internacionais da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.


Leia Também: Turquia pede detenção de Benjamin Netanyahu através da Interpol

A Turquia solicitou a emissão de um alerta vermelho da Interpol contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alvo de um mandado de detenção no processo da flotilha para Gaza, anunciou hoje o Governo turco.

Trump quer aumentar lançamentos espaciais dos EUA para mais de mil por ano... O objetivo representa um aumento significativo da atividade espacial norte-americana, desenvolvendo novas infraestruturas de transporte espacial e novos locais adequados para lançamentos.

Por  eco.sapo.pt  21/08/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende aumentar os lançamentos espaciais a partir dos Estados Unidos (EUA), elevando-os para mais de mil por ano até 2030, segundo um memorando divulgado pela Casa Branca, citado esta sexta-feira pelas agências internacionais.

“Até 2030, as nossas zonas de transporte espacial deverão crescer para permitir mais de 1.000 lançamentos e reentradas por ano“, estabeleceu Trump no Memorando Presidencial sobre Segurança Nacional, assinado e divulgado pela presidência norte-americana na quinta-feira.

O objetivo representa um aumento significativo da atividade espacial norte-americana, depois de os Estados Unidos terem realizado menos de 200 lançamentos orbitais em 2025, a grande maioria através da SpaceX, empresa do multimilionário Elon Musk.

Trump pretende promover o desenvolvimento de novas infraestruturas de transporte espacial em colaboração com empresas privadas e encarregou os secretários dos Transportes e da Defesa e o administrador da agência espacial norte-americana NASA a identificarem, nos próximos seis meses, novos locais adequados para lançamentos.

O documento atualiza a estratégia espacial dos EUA e incorpora várias medidas e orientações adotadas desde o regresso de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Entre as prioridades está a redução das barreiras ambientais aplicáveis à indústria espacial, numa estratégia de desregulamentação destinada a facilitar a expansão do setor privado.

Segundo o memorando, a NASA recebe também a missão de “facilitar o transporte comercial de e para a Lua”, promover o acesso robótico comercial a Marte e explorar soluções comerciais para transportar seres humanos até ao planeta e permitir o seu regresso à Terra.

“As políticas delineadas neste memorando vão garantir a contínua superioridade dos Estados Unidos no espaço”, afirmou Trump.

A atualização da estratégia ocorre num contexto de crescente competição espacial com a China, que desenvolveu significativamente os seus programas nas últimas três décadas e pretende enviar astronautas à Lua nos próximos quatro anos.

Trump afirmou na primavera acreditar que astronautas norte-americanos voltarão à superfície lunar antes do final do seu mandato, em 2028.

Vários feridos em ataque com espada em escola na Suécia. Suspeito detido... Um homem, armado com uma espada, fez vários feridos numa escola em Fagersta, na Suécia. Foi baleado na perna pela polícia e detido.

© aftonbladet   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  21/08/2026 

Várias pessoas ficaram feridas, esta sexta-feira, num ataque com uma espada numa escola secundária em Fagersta, na Suécia. O suspeito foi baleado numa perna pela polícia e detido, avança o Aftonbladet. As motivações são desconhecidas.

No local encontra-se um vasto dispositivo policial, revelou o porta-voz da polícia, Pelle Vamstad, à publicação sueca. "Estamos a avaliar a situação neste momento, mas não temos indícios de qualquer perigo para o público", afirmou ainda.

Já em comunicado, a polícia assinalou que recebeu um alerta "referente a uma ocorrência classificada como violência letal em curso numa escola em Fagersta". A autoridade deslocou-se ao local "e uma pessoa foi detida".

A força de segurança "continua a trabalhar no local com diversos recursos" e solicita "à população que respeite os isolamentos da área e siga as instruções policiais", é vincado.

Tudo terá acontecido cerca das 14 horas locais, mais uma hora do que em Portugal continental. Várias escolas nas proximidades foram colocadas em confinamento, apontou a Câmara Municipal de Fagersta.

Ambulâncias, carros da polícia e um helicóptero da polícia foram enviados para o local, em frente à escola de Fagersta, com cerca de 12.000 habitantes, de acordo com imagens divulgadas pelos meios de comunicação locais.

O ministro da Justiça, Gunnar Strommer, já reagiu ao ataque. À Reuters, assegurou que o governo está em contacto com a polícia: "Fomos informados sobre um incidente grave em Fagersta. A polícia está no local e a trabalhar intensamente no caso".

Apesar de relativamente raros, vários ataques a escolas ocorreram na Suécia, nos últimos anos.

Em fevereiro de 2025, a Suécia sofreu o pior massacre da sua história: 10 pessoas, incluindo várias de origem estrangeira, morreram num centro de ensino para adultos em Orebro (centro do país).

Em outubro de 2015, numa escola de Trollhattan (sudoeste), um homem encapuzado e armado com um sabre matou um professor e um aluno e feriu gravemente uma criança e um professor, antes de ser abatido pela polícia.

CORREÇÃO DO EXAME NACIONAL EXPERIMENTAL ARRANCA EM BISSAU SEM GARANTIA DE 22 MILHÕES DE FCFA

Por Rádio Sol Mansi   21/08/2026

Iniciou esta sexta-feira, em Bissau, a correção do Exame Nacional Experimental, que deverá prolongar-se até à próxima quinta-feira. Entretanto, o Governo ainda não disponibilizou os cerca de 22 milhões de francos CFA necessários para garantir a continuidade dos trabalhos.

Os exames Nacionais foram realizados entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, e a correção reúne, a partir desta sexta-feira, diferentes coordenadores das disciplinas, mobilizados pelo Gabinete Nacional de Exames para proceder à avaliação dos exames.

No arranque dos trabalhos, o Coordenador Nacional da Língua Portuguesa, José António da Silva, revelou que o Exame Nacional Experimental estava inicialmente previsto para abranger as 11 regiões educativas do país. No entanto, algumas regiões acabaram por ficar de fora devido à falta de financiamento.

José António da Silva afirma que o Governo não disponibilizou qualquer incentivo financeiro para a realização do exame, tendo os recursos utilizados até ao momento sido financiados pela UEMOA.

Entre as regiões educativas que ficaram de fora do exame estão Biombo e Quinara, enquanto a região educativa de Bolama foi apenas parcialmente abrangida.

O Coordenador Nacional da Língua Portuguesa considera que é difícil falar seriamente da melhoria da educação no país sem garantir recursos financeiros suficientes para o setor.

José António da Silva lamenta igualmente a persistente falta de professores, tanto nas regiões como na capital, Bissau, e apela ao Governo para que tome medidas urgentes para resolver a situação.

Apesar das dificuldades, o responsável garante que os coordenadores vão continuar a trabalhar na harmonização dos conteúdos escolares ao longo deste ano.

Segundo José António da Silva, este trabalho deverá culminar posteriormente na produção de um manual nacional, com o objetivo de uniformizar os conteúdos lecionados no sistema educativo guineense.

A realização do Exame Nacional Experimental pretende avaliar o nível de aprendizagem dos alunos e identificar os principais desafios do sistema educativo, numa altura em que persistem preocupações relacionadas com o financiamento e a falta de professores no país.

Guiné-Bissau: Avô esfaqueia neto de 21 anos em Canchungo e acaba detido... Um jovem de 21 anos foi esfaqueado pelo próprio avô, em Canchungo, na região de Cacheu, num incidente ocorrido anteontem

Por Rádio Pindjiguiti 95.0   21/08/2026 

Segundo informações apuradas pela Rádio Pindjiguiti, o homem terá recorrido à violência depois de acusar alegadamente o neto de envolvimento em atos de delinquência, incluindo o furto de bens pertencentes a outras pessoas.

O jovem foi levado para o Hospital Regional de Canchungo, onde recebeu assistência médica. Uma fonte da unidade hospitalar disse à Rádio Pindjiguiti que o paciente chegou em estado considerado crítico.

“Recebemos o rapaz num estado crítico. Tivemos de levá-lo imediatamente ao bloco operatório, porque a faca perfurou a caixa torácica e atingiu o estômago”, afirmou a fonte.

Segundo a mesma fonte, a intervenção médica permitiu estabilizar o jovem, que se encontra atualmente fora de perigo, embora continue sob cuidados médicos.

Após o esfaqueamento, o avô foi detido pelas autoridades e permanece sob custódia. O caso deverá agora seguir os trâmites legais para esclarecer as circunstâncias do incidente e determinar as responsabilidades.

Presidente iraniano diz que chegou a altura de terminar guerra com EUA

Por  dnoticias.pt   21 ago 2026 

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, defendeu hoje que chegou o momento de terminar a guerra com os Estados Unidos, considerando que Teerão se encontra numa "posição de força" perante Washington.

"É melhor acabar com a guerra agora, enquanto estamos numa posição de força e dignidade, enquanto o mundo inteiro reconhece a nossa vitória", afirmou Pezeshkian durante um encontro com médicos.

O Presidente iraniano acusou ainda os Estados Unidos de terem atacado "escolas, hospitais e infraestruturas", "violando todas as regras", e afirmou que Washington é "odiado em todo o mundo".

Estas declarações surgiram depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ter acusado os Estados Unidos de "terrorismo económico" e de "crimes contra a humanidade", na sequência do anúncio de Washington de um agravamento das sanções económicas contra Teerão.

"Os perpetradores e instigadores destas sanções merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos", afirmou o Ministério num comunicado.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, prometeu na quinta-feira que Washington "ia derrubar" o regime iraniano através da campanha de sanções anunciada, quase seis meses depois do início da guerra.

A China criticou igualmente as novas medidas norte-americanas, argumentando que as "sanções e a pressão" não permitirão resolver o conflito no Médio Oriente.

Washington tinha apelado a outros governos, incluindo o de Pequim, para se juntarem aos esforços destinados a isolar a economia iraniana.


Leia Também: China: Sanções dos EUA ao Irão são "ilegais" e não vão resolver problema

A China opôs-se hoje à "guerra económica" declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as "sanções unilaterais ilegais" e as "pressões" de Washington não são a solução para o problema.

Presidente do Tribunal Penal Internacional receia fim do Estado de Direito no mundo... Foi alvo de sanções norte-americanas por Donald Trump

Tribunal Penal Internacional. Foto: AP  cnnportugal.iol.pt  21/08/2026 

A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, alertou hoje para o “desaparecimento do Estado de direito internacional”, depois de ter sido alvo de sanções norte-americanas.

“Tinha antecipado, até certo ponto, as sanções aplicadas contra mim desta vez, pelo que não estou surpreendida”, declarou Akane num comunicado publicado pela sua editora Bungei Shunju.

“O importante é que isto não marque o início do desaparecimento da ordem jurídica internacional”, advertiu, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As sanções da Administração do Presidente Donald Trump visam também o procurador-adjunto do TPI, o magistrado senegalês Abdoulaye Seye.

As medidas proíbem os juízes de entrar nos Estados Unidos e bloqueiam qualquer transação imobiliária ou financeira que façam com instituições da primeira economia mundial.

Logo na quarta-feira, quando foram anunciadas as sanções, a ONU, a União Europeia e o Japão manifestaram o apoio à presidente do TPI, bem como vários países europeus, como Alemanha, França, Espanha, Noruega ou Bélgica.

“As novas sanções inaceitáveis impostas pelos Estados Unidos contra a presidente do Tribunal Penal Internacional e um membro da procuradoria devem ser levantadas”, defendeu o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmaram apoiar Akane, “que deve ser capaz de agir com total independência e sem pressões externas”.

O Japão, principal contribuinte para o financiamento do TPI e aliado próximo dos Estados Unidos, considerou as sanções “muito lamentáveis” num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“O Japão tem apoiado consistentemente o TPI (...) nos esforços para julgar e punir os crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional e para fazer respeitar o Estado de direito”, disse a diplomacia japonesa.

As sanções contra elementos do TPI constituem uma resposta às investigações levadas do tribunal sobre o Afeganistão e Israel, aliado dos Estados Unidos.

O tribunal internacional emitiu em 2024 mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por causa da guerra em Gaza.

O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, justificou as sanções por os dois juízes terem participado nos esforços do TPI para “investigar, deter, colocar em detenção ou processar responsáveis” de países que não reconhecem o tribunal.

Os Estados Unidos não aderiram ao tratado internacional que instituiu o TPI, com sede em Haia, nos Países Baixos.

Após o anúncio das sanções norte-americanas, Netanyahu felicitou Rubio por ter liderado os “esforços resolutos da administração Trump contra os abusos ilegítimos do TPI”.

“E por ter deixado claro que os responsáveis corruptos que dirigem o TPI terão de assumir as consequências”, afirmou o primeiro-ministro de Israel, cujo Governo foi acusado de genocídio em Gaza.

A administração Trump lançou em julho uma grande ofensiva diplomática contra o TPI, que acusou de ameaçar os norte-americanos, e apelou aos parceiros dos Estados Unidos para que se retirem do tribunal.

Fundado em 1998 e em funcionamento desde 2002, o TPI é uma jurisdição penal internacional permanente encarregada de julgar os acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de agressão e crimes de guerra.

O tribunal atravessa uma grave crise, atacado pelos Estados Unidos, que são signatários do Estatuto de Roma que fundou o TPI, mas nunca o ratificaram.

Israel ou a Rússia não são membros da organização.