sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos......

Por Gaio Martins Batista Gomes  09/10/2026

Mas, reconciliação entre quem e quem?

Quais são as causas do conflito que pretendemos reconciliar?

Quem é a vítima e quem é o agressor?

Quais são as responsabilidades de cada uma?

E, sobretudo, estamos perante um problema verdadeiramente nacional ou perante conflitos entre grupos políticos e interesses particulares que foram transformados em problemas do Estado?

O povo guineense não está em guerra.

Vivemos juntos, casamo-nos entre etnias, falamos a mesma língua, diferentes etnias vivem em mesmos bairros, partilhamos mercados, escolas, dificuldades e esperanças.

O que o guineense realmente precisa é de quem vai resolver o problema da falta de hospitais, de estradas, de emprego, de energia, de água, de salários dignos e de instituições que funcionem.

A crise política das elites não pode ser confundida com uma guerra nacional e com ameaças de sanções 

Há conflitos entre dirigentes. Há disputas dentro dos partidos. Há lutas pelo controlo das instituições. Há ambições pessoais. Há problemas de liderança, de gestão partidária, de confiança e, muitas vezes, de carácter.

Mas não podemos transformar automaticamente tudo isso num problema de reconciliação nacional.

Se há um problema em concreto, devemos identificá-lo sem rodeios.

Se há responsabilidades, devemos apurá-las, sem esquivar.

Se há crimes, devem ser tratados pelas instituições competentes de forma justa.

Se há conflitos partidários, devem ser resolvidos dentro das regras democráticas.

Chamemos as coisas pelos seus nomes.

Não podemos transformar a incapacidade de alguns dirigentes em incapacidade de todo um povo.

E não podemos pedir ao cidadão comum que se reconcilie com alguém que nunca foi identificado como autor de determinado acto.

Unidade nacional, sim é bonito, mas unidade em torno de quê?

Unidade para fazer o quê?

Unidade para repartir ministérios?

Unidade para selecionar quem vai enriquecer às custas do povo?

Unidade para distribuir recursos do Estado entre os partidos e personalidades selecionados?

Unidade para criar condições financeiras para as mesmas personalidades políticas e partidos continuarem a disputar o poder e corromper cidadãos?

Se for isso, não é unidade nacional, é apenas partilha do Estado entre os principais responsáveis pela falta de desenvolvimento que enfrentamos.

Já vimos essa fórmula demasiadas vezes, fazem-se acordos, distribuem-se cargos, fala-se em inclusão, e o país continua sem estrada, o cidadão sem trabalho, sem justiça, sem escolas, sem emprego e sem perspectivas.

Não precisamos de um Governo de Unidade Nacional.

Se houver um Governo de Unidade Nacional, ele deve ser construído em torno de um programa nacional de transformação do Estado, com objetivos claros, critérios públicos de participação, responsabilidades definidas e mecanismos de fiscalização.

A unidade deve ser em torno de um projeto.

Não em torno de cargos.

O verdadeiro problema é maior do que as eleições.

Precisamos também de ter coragem para reconhecer uma realidade que muitas vezes evitamos, que é incompetência política. (estou a arranjar coragem para falar disso)

E os militares devem assumir resolver esse problema estrutural.

Temos um Estado frágil, instituições pouco independentes, uma economia incapaz de garantir dignidade à maioria dos cidadãos, um sistema político dominado há décadas pelas mesmas culturas e práticas e uma população que é chamada a votar sem que tenha tido acesso suficiente à educação cívica, à informação e às condições materiais necessárias para exercer plenamente a sua cidadania.

Não basta dizer que " temos muitos partidos", é preciso fiscalizar os partidos para que funcionem como partidos e não como centro de emprego.

Precisamos de democratizar os partidos e não elitizar a iniciativa de criar partidos.

E é precisamente por isso que precisamos de uma nova geração política.

Precisamos de uma nova geração política, mas não simplesmente de pessoas novas.

Não defendo que alguém deva participar na governação apenas porque é jovem ou porque nunca esteve no poder.

Ser novo não é uma competência.

Precisamos de novos políticos com integridade, competência, visão, independência, capacidade de execução e uma cultura política diferente.

Precisamos de pessoas que não vejam o Estado como prémio partidário.

Que compreendam que um ministério não é propriedade de um partido.

Que uma empresa pública não é uma fonte de financiamento político.

Que a administração pública não deve ser extensão de nenhum partido.

Que o dinheiro público pertence ao cidadão.

E que governar não é simplesmente ocupar um cargo.

Governar é transformar a vida das pessoas, governar é trazer o desenvolvimento.

É por isso que defendo uma frente a favor de um regime por 10 a 20 anos com o objectivo de estruturar a Guiné-Bissau, com uma nova camada de cidadãos politicamente conscientes.

Precisamos de cidadãos capazes de avaliar um governo não apenas pelo partido que representa, mas pelo que efetivamente entrega.

Não nos devemos enganar, a maior parte dos cidadãos vota exclusivamente pela memória histórica, pela identidade partidária, pela etnia, pelo parentesco ou pela lealdade pessoal.

Precisamos de chegar ao momento em que o cidadão possa dizer “Eu agradeço o que fizeste para a independência, mas vou votar para o desenvolvimento”

O Estado não pode continuar a começar de novo.

Por isso, considero particularmente importante aquilo que estamos a observar no atual período de transição, a ideia de continuidade do Estado.

Vemos projecto iniciados pelo Ex-presidente Umaro Sissoco Embalo a serem dados continuidade pelo actual regime militar.

Uma estrada não pertence a um partido.

Um hospital não pertence a um presidente.

Um aeroporto não pertence a um primeiro-ministro.

Uma escola não pertence a um governo.

São património do Estado e do povo.

É esta cultura que precisamos de construir.

O Estado deve continuar.

Os governos passam.

Os partidos passam.

Os presidentes passam.

O Estado fica.

E talvez esta seja uma das mudanças culturais mais importantes que precisamos de fazer na Guiné-Bissau.

A transição não pode ser um intervalo entre dois ciclos de poder.

É por isso que apoio, em primeira instância, a continuidade deste regime de transição enquanto instrumento para estruturar o Estado, desde que essa transição esteja vinculada a um projeto claro, transparente e verificável.

Não defendo uma transição indefinida.

Também não defendo eleições realizadas apenas para satisfazer a comunidade internacional ou o calendários políticos quando as condições fundamentais para a estabilidade institucional ainda não estiverem asseguradas.

O tempo da transição deve ser determinado pelas metas que precisam de ser cumpridas, e não pela vontade pessoal de quem ocupa o poder nem por organizações externas.

Se forem necessárias reformas adicionais, elas devem ser justificadas publicamente, submetidas a fiscalização e acompanhadas de metas concretas.

Precisamos de saber, o que será reformado, em quanto tempo, quem será responsável, quanto custará, quais os meios necessários, como será fiscalizado, quais serão os critérios para avaliar os resultados e qual será o mecanismo de saída da transição para uma ordem constitucional democrática.

Transição não pode significar poder sem limite.

Mas também não pode significar pressa irresponsável para regressar exatamente ao sistema que produziu a crise.

Se, apesar disso, se decidir pela formação de um Governo de Unidade Nacional, então esse governo não pode ser simplesmente uma fotografia com os mesmo de sempre sentados à mesma mesa para partilhar a Guiné-Bissau 

Não aceito a ideia de que aqueles que participaram durante décadas e nos últimos tempos para que o país esteja nestas condições miseráveis, devam automaticamente ocupar novamente os lugares centrais da reconstrução, devemos dar oportunidade a outras personagens políticas

Aos que pertencemos a uma nova geração política, não podemos apenas reclamar o nosso lugar.

Temos de demonstrar que somos capazes de fazer diferente.

Não basta dizer que os outros falharam.

Precisamos de apresentar um projeto.

Não basta dizer que somos novos.

Precisamos de provar que somos melhores.

Se queremos participar na reconstrução da Guiné-Bissau, devemos fazê-lo com responsabilidade, competência, transparência e sentido de Estado.

E, apesar das nossas divergências, devemos ter a maturidade de nos unir em torno de algumas questões fundamentais com desenvolvimento, reforma da administração pública, educação, saúde, justiça, revisão constitucional e defesa do interesse nacional.

Não precisamos pensar da mesma maneira sobre tudo.

Precisamos apenas de saber em que pontos estamos dispostos a construir juntos.

É preciso dizer firmemente que, aqueles que participaram diretamente na construção do sistema que nos trouxe até aqui, não podem ser os únicos responsáveis por decidir como esse mesmo sistema deve ser reformado.

Não podem ser juízes em causa própria, isso seria colocar os responsáveis pela doença como únicos responsáveis pelo diagnóstico e pelo tratamento.

Precisa de uma nova cultura de poder.

Não precisamos de mais um pacto para dividir cargos.

Precisamos de um pacto para construir o Estado.

Não precisamos de reconciliação entre elites que disputam recursos.

Precisamos de reconciliação do cidadão com o próprio Estado.

Queremos que o cidadão volte a acreditar que a política serve para alguma coisa.

Que servir o Estado é uma honra e não uma oportunidade de enriquecimento.

É chegada a hora

Eu não quero uma Guiné-Bissau eternamente em transição.

Também não quero uma Guiné-Bissau eternamente a repetir eleições, crises, golpes, pactos, governos de inclusão e novos recomeços sem nunca construir instituições.

Quero uma transição que faça a transição deixar de ser necessária.

Quero um Estado que não precise de começar de novo sempre que muda o governo.

Queremos um Estado que seja maior do que qualquer partido.

É chegada a hora de estruturar o país.

E, se houver unidade, que seja uma unidade em torno desse objetivo.

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos.

/ Gaio Martins Batista Gomes /

Trump e Putin acordam: Rússia fornecerá milhões de toneladas de petróleo... Donald Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin para o fornecimento imediato de milhares de toneladas de petróleo russo aos mercados norte-americano e mundiais. O presidente dos EUA acredita que esta medida vai provocar uma "descida sem precedentes" nos preços dos combustíveis.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  09/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que teve uma "discussão altamente bem-sucedida" com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na qual acordaram que a Rússia irá fornecer cerca de cinco milhões de toneladas de petróleo aos mercados norte-americanos e globais.

Para já, segundo indicou Trump na Truth Social, ficou "acordado que a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de petróleo ao mercado norte-americano e mundial". 

Posteriormente, mais 500 mil toneladas serão entregues durante o mês de novembro "e, logo a seguir, mais de um milhão de toneladas".

"Além disso, tendo em conta o estado das suas refinarias de petróleo, a Rússia fornecerá, num curto espaço de tempo, mais 3.000.000 de toneladas de petróleo", acrescentou Trump.

Feitas as contas, a Rússia comprometeu-se a disponibilizar cerca de cinco milhões de toneladas de petróleo.

Para Trump, tendo em conta "este grande anúncio" e o "controlo total do Estreito de Ormuz", espera-se que "os preços dos combustíveis para os norte-americanos e, na verdade, para todo o mundo, vão descer a um ritmo sem precedentes e rapidamente".

"A redução dos preços para os americanos, especialmente para os nossos grandes agricultores, criadores de gado e camionistas, é a minha MAIOR PRIORIDADE", garantiu o presidente norte-americano, reiterando tratar-se de um "anúncio muito importante".

O acordo surge depois de, no mês passado, Trump ter promulgado uma lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções à Rússia e permite impor tarifas até 100% a países que comprem energia russa.

A medida impõe sanções às autoridades russas, aos bancos e a uma frota clandestina de navios-tanque que mantém as exportações de petróleo russo. Autoriza ainda que Trump imponha tarifas até 100% aos cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russo, com exceção dos países que importam menos de 15% das exportações de gás natural da Rússia e que tomaram medidas significativas para reduzir esse fluxo.

O objetivo da medida era privar Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia e representava o esforço mais ambicioso de apoio aos ucranianos desde o regresso de Trump à Casa Branca em 2025.

O projeto de lei tem o nome do falecido senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, que passou mais de um ano a negociar a medida, e foi aprovado por 262 votos (159 contra).

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL: Alemanha, França, Reino Unido e não só rejeitam sanções de EUA ao TPI... Alemanha, França, Reino Unido e mais cinco países condenaram as sanções hoje impostas pelos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no dia da atribuição do Prémio Nobel da Paz à sua ex-juíza Navi Pillay.

© Selman Aksunger/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   09/10/2026 

Alemanha, França, Reino Unido e mais cinco países condenaram as sanções hoje impostas pelos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no dia da atribuição do Prémio Nobel da Paz à sua ex-juíza Navi Pillay.

"Enquanto países empenhados em apoiar o TPI, lamentamos e expressamos a nossa profunda discordância em relação ao anúncio de sanções", declararam a Alemanha, Dinamarca, Canadá, França, Itália, Japão, Países Baixos e Reino Unido, num comunicado conjunto.

Caso as sanções entrem em vigor, alertaram os signatários, "terão um impacto significativo no trabalho do tribunal, na sua equipa e nas suas famílias", que trabalham "todos os dias para levar à justiça os crimes internacionais mais graves e para apoiar as suas vítimas".

Os oito países manifestaram, além disso, apreço pelas medidas adotadas pelo TPI para se preparar para iniciativas deste tipo, de modo a poder continuar a cumprir o seu mandato, assente no Estatuto de Roma, e sublinharam o seu "apoio inabalável" nesse sentido.

"Não só estamos unidos no nosso apoio ao TPI, como estamos empenhados em manter um diálogo construtivo e inclusivo com Estados que não são partes [do Estatuto de Roma]", afirmaram os oito signatários no final do breve comunicado, referindo-se aos Estados Unidos.

Numa nota publicada nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou igualmente as sanções, que considerou comprometerem o combate à impunidade pelos crimes mais graves.

O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje sanções ao tribunal internacional poucas horas depois de ter sido divulgado que o Prémio Nobel da Paz distinguia este ano uma das suas antigas juízas, a sul-africana Navi Pillay.

Até à data, os Estados Unidos (EUA) impuseram sanções a 17 pessoas ligadas ao tribunal e afirmaram que as medidas adicionais de hoje visam "defender a soberania norte-americana e neutralizar a ameaça representada pelo TPI".

Numa conferência de imprensa realizada após o anúncio de que iria receber o Nobel da Paz, mas antes da divulgação das novas sanções dos EUA ao TPI, a magistrada laureada denunciou os "ataques políticos" que procuram enfraquecer as instituições de direito internacional, embora não tenha mencionado diretamente Washington.

Tais iniciativas, sustentou a jurista sul-africana, criam o risco de se perderem os avanços alcançados com tanto esforço desde os Julgamentos de Nuremberga, dos criminosos de guerra nazis, levando ao regresso a um mundo onde a força, e não a justiça, determina "qual o sofrimento que é importante e qual não é".

Pillay ironizou ainda com a possibilidade de partilhar o Nobel com Trump — que afirmou repetidamente ser o mais merecedor do galardão —, numa alusão ao polémico gesto da distinguida do ano passado, a opositora venezuelana María Corina Machado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou as sanções impostas pelo Governo norte-americano ao TPI, sustentando que "desferem um rude golpe na ação coletiva em prol da justiça penal internacional".

"Profundamente alarmado com o impacto esperado" destas medidas, Guterres reiterou o seu apoio inabalável à independência do tribunal e dos seus responsáveis, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional instou hoje a comunidade internacional a "resistir às sanções" dos EUA ao TPI, denunciando um "ataque existencial" por parte do Governo Trump.

"As sanções do Presidente Trump visam isolar e, em última análise, destruir o Tribunal Penal Internacional. Este ataque existencial precisa de ser travado", declarou uma responsável da Amnistia, Erika Guevara Rosas, num comunicado em nome da organização.

O Tribunal Penal Internacional é um organismo independente fundado em 2002 para processar e julgar crimes de guerra; dele fazem parte 125 países, incluindo todos os Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.

Também Israel, que já felicitou os EUA pela decisão de impor sanções à instituição judicial internacional, não é signatário do Estatuto de Roma.


Leia Também: "Imoral". Chanceler alemão "indignado" com visita de Schröder a Putin

O chanceler alemão, Friedrich Merz, manifestou-se "profundamente indignado" com a visita do ex-governante Gerhard Schröder a Vladimir Putin, no dia do seu 74.º aniversário. Merz considerou a atitude "absolutamente imoral", sublinhando que o líder russo "é o único responsável pela guerra na Ucrânia"...

Cabo Verde vai às reuniões do FMI/BM num contexto de "mudanças"... O Governo cabo-verdiano anunciou hoje a sua representação nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) num contexto internacional de "mudanças significativas".

© Lusa      09/10/2026 

O Governo cabo-verdiano anunciou hoje a sua representação nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) num contexto internacional de "mudanças significativas".

"As reuniões de 2026 decorrem num contexto internacional marcado por mudanças significativas nos mercados e na economia mundial", indicou, em comunicado, apontando várias áreas e uma necessidade de cooperação internacional.

Em concreto, destacou "os efeitos da inteligência artificial sobre o emprego e a produtividade, os desafios associados à dívida pública, a evolução dos preços da energia e a necessidade de reforçar a cooperação internacional".

As reuniões anuais do FMI/BM decorrem durante uma semana em Banguecoque, Tailândia, a partir de segunda-feira (de 12 a 18 de outubro).

A delegação cabo-verdiana é chefiada pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, e a agenda inclui reuniões bilaterais, encontros técnicos e sessões de alto nível com responsáveis do FMI, do Grupo Banco Mundial e de parceiros internacionais.

"Entre os compromissos ministeriais, destacam-se a mesa redonda dedicada à aceleração de medidas para criar mais e melhores empregos e o 'conclave ministerial' sobre capital humano, centrado na mobilização de capital privado para o desenvolvimento de competências na era da inteligência artificial", explicou.

Está igualmente prevista uma reunião bilateral com Mathias Jourdain de Alencastro, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil.


GUINÉ-BISSAU: CANCRO DA MAMA: PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEVEM REFORÇAR A SENSIBILIZAÇÃO E O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Por Rádio Sol Mansi  09. 10. 2026  

A diretora clínica do Hospital Nacional "Simão Mendes" apela aos profissionais de saúde, para reforçarem a sensibilização das mulheres sobre os sinais de alerta do cancro da mama, incentivando-as a procurarem atempadamente os serviços de saúde e a não adiarem a avaliação médica.

O apelo foi lançado hoje, num encontro com profissionais de saúde, dedicado à consciencialização e à luta contra o cancro da mama.

Na ocasião, Luísa Nhaga defendeu o reforço da formação dos profissionais de saúde, para que estejam preparados para reconhecer sinais suspeitos, orientar adequadamente as utentes e tornarem o mais célere, o percurso entre a suspeita da doença, o diagnóstico ao tratamento.

Por sua vez, Alanan Soares, da Liga Guineense de Luta Contra o Cancro considera que, a iniciativa não se deve limitar a uma campanha pontual, mas constituir um momento de mobilização institucional, para a construção de uma cultura permanente de prevenção.

Já Omatt Piedade, secretária do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, considera que, a sensibilização é indispensável, mas não suficiente.

Segundo afirma, não basta aconselhar as mulheres a procurarem os centros de saúde. É igualmente necessário garantir que os serviços estejam disponíveis e sejam acessíveis, contando com profissionais capacitados para assegurar o diagnóstico e o tratamento adequados.

O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, Horta Inta-A, recebeu, em audiência, a Conselho Nacional de Transição (CNT), para ouvir a sua posição sobre o processo eleitoral no país. Após o encontro, Nelson Moreira, segundo vice-presidente da Mesa do CNT, prestou declarações à imprensa, nas quais explicou os objetivos da audiência e os assuntos abordados durante a reunião.

Radio TV Bantaba 

Guiné-Bissau: PTG felicita autoridades de transição e pede adiamento das eleições por dois anos

Por  Radio Voz Do Povo  09/10/2026 

O Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) felicitou vivamente o Alto Comando Militar, o Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas e Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), General de Exército Tomás Djassi, bem como o Governo de transição liderado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, "pela busca incessante de soluções políticas, controlo rigoroso na gestão do bem público, pagamento regular de salários, manutenção da paz e da segurança nacional".

A felicitação consta de um comunicado à imprensa assinado pelo Presidente do PTG, Aladje Botche Candé, no qual o partido formula votos de paz, união e concórdia entre todos os filhos da Guiné-Bissau, sem distinção de etnia, religião ou filiação partidária.

O PTG reafirma a sua defesa intransigente dos valores do Estado de direito democrático, do pluralismo político, da separação e interdependência de poderes, da alternância pacífica do poder e da soberania popular expressa através de eleições livres, justas e transparentes.

O partido sublinha que a democracia não se esgota no acto eleitoral, mas pressupõe um ambiente de paz social, segurança de pessoas e bens, liberdade de expressão e de circulação e confiança nas instituições.

Neste contexto, o PTG considera que não existem condições propícias para a realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro de 2026, apontando os sucessivos conflitos pós-eleitorais que têm conduzido o país a vários ciclos de instabilidade política e governativa.

Embora convicto e preparado para vencer as eleições, o PTG defende que, neste momento, o interesse do País está acima dos interesses do partido, e que a prioridade é alcançar a paz, a segurança e a tranquilidade no seio da população guineense, priorizando antes a criação de um espaço de diálogo nacional para garantir um ambiente de paz e estabilidade.

Por isso, o PTG propõe:

1. Adiamento das eleições gerais de 6 de dezembro de 2026 por um período de 2 anos, para criar condições favoráveis à realização de eleições consensuais, livres, justas e transparentes, com vista a uma governação voltada para o desenvolvimento sustentável;

2. Criação de um Governo de Unidade Nacional, com a missão principal de estabilizar o país e criar as condições necessárias para a realização das eleições gerais;

3. Celebração de um pacto de estabilidade política entre todas as forças políticas do país e renovação do compromisso de renunciar à violência e privilegiar o diálogo nacional em defesa dos interesses superiores da Nação.

O PTG apela a todos os actores políticos e sociais para que privilegiem o diálogo inclusivo como solução viável para um entendimento nacional e reitera o seu profundo respeito pelo povo guineense, cuja resiliência e sabedoria constituem o maior activo da Nação.

Guiné-Bissau: Interbairros 2026: Comissão Organizadora recebe 100 milhões de francos CFA prometidos pelo Primeiro-Ministro

Por  Radio TV Bantaba  09/10/2026 

A Comissão Organizadora do Campeonato Interbairros 2026 recebeu, esta quinta-feira (08.10), na sua conta bancária, os 100 milhões de francos CFA prometidos pelo Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té.

O apoio financeiro tinha sido anunciado anteriormente pelo chefe do Governo durante uma visita ao Estádio Lino Correia, em Bissau, onde decorre a competição organizada pela empresa Mix Services.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o presidente da Comissão Organizadora, António Pinheiro, conhecido por Tuninho, confirmou que a organização já recebeu o montante prometido pelo Primeiro-Ministro.

Na ocasião, Tuninho aproveitou para agradecer a Ilídio Vieira Té pelo apoio concedido à organização do Campeonato Interbairros 2026.

De referir que, durante a visita ao Estádio Lino Correia, o Primeiro-Ministro tinha admitido a possibilidade de aumentar os prémios da competição. 

Com a concretização do apoio financeiro, a organização poderá avançar com essa medida, conforme anunciado anteriormente por Ilídio Vieira Té.

Djai Baldé

Dois mortos e 13 feridos em ataques ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia após ataques ucranianos com drones, segundo as autoridades de Moscovo. Os ataques ocorreram em regiões fronteiriças, incluindo Belgorod e Kaluga, e resultaram em incêndios e danos materiais.

© REUTERS   Por    LUSA  09/10/2026 

Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia na sequência de ataques ucranianos com drones, disseram hoje as autoridades de Moscovo.

As mortes ocorreram na região fronteiriça de Belgorod onde outras quatro pessoas ficaram feridas em bombardeamentos que atingiram várias habitações.

Segundo autoridades locais, nove residentes da região de Kaluga, a menos de 200 quilómetros de Moscovo, ficaram feridos, cinco dos quais tiveram de ser hospitalizados, após um ataque com drones.

Entretanto, o governador da região russa de Tver, Vitali Koroliov, indicou que drones ucranianos provocaram um incêndio numa fábrica de indústria química localizada na cidade de Redkino.

No total, segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas abateram 550 drones ucranianos na última noite e madrugada, em 20 regiões e na península anexada da Crimeia.

Um ataque russo, na quinta-feira, contra dois autocarros em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocou pelo menos 30 mortos e 18 feridos.

"Não deixaremos este ataque sem resposta. A Rússia está a tentar destruir toda a vida no Donbass e o mundo deve responder, com uma resposta firme", assegurou Zelensky.

à Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Taiwan deteta 19 aeronaves chinesas nas vésperas do Dia Nacional

Taiwan detetou 19 aeronaves militares chinesas nas vésperas do Dia Nacional, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, informou o ministério da Defesa taiwanês.

Taiwan detetou hoje 19 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, na véspera das celebrações do Dia Nacional, anunciou o ministério da Defesa taiwanês.

Num comunicado, a tutela indicou que a partir das 08:52 locais (01:52 em Lisboa), detetou caças J-16, J-11 e Su-30, caças-bombardeiros JH-7, aviões de alerta antecipado KJ-500, aeronaves de guerra eletrónica Y-8 e drones...

Trump condecora Musk com medalha científica e chama-lhe "tesouro nacional"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, destacando o seu papel como figura relevante na ciência e tecnologia.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, assinalando o regresso do à órbita presidencial do bilionário, antigo aliado caído em desgraça no ano passado.

Além do responsável da Tesla e da SpaceX, receberam a distinção, numa cerimónia em Washington, Jensen Huang (líder da gigante de processadores Nvidia), Sergey Brin (cofundador da Google) e Lisa Su (CEO da fabricante de semicondutores AMD).

Trump foi particularmente elogioso em relação a Musk, figura omnipresente na Casa Branca nos primeiros meses do mandato presidencial em 2025 e anteriormente encarregado de cortes orçamentais no governo federal.

"Elon Musk é o nosso Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica) dos tempos modernos", elogiou Trump, classificando o bilionário como um "tesouro nacional".

"Elon, quero felicitá-lo. É meu amigo e alguém realmente, verdadeiramente excecional", acrescentou o republicano no evento intitulado "Ciência: Uma Nova Era Dourada".

Michael Dell, fundador e líder da gigante informática com o mesmo nome, e Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, foram condecorados com a "Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação".

Elon Musk foi um fervoroso apoiante de Donald Trump na campanha presidencial de 2024, que financiou generosamente.

Os dois, contudo, romperam publicamente no início do verão de 2025, após críticas de Musk às diretrizes orçamentais de Trump.

O bilionário voltou a aproximar-se do governo, e recentemente foi-lhe atribuída uma missão pelo Pentágono — com o qual mantém importantes contratos — que consiste em identificar as tecnologias e os armamentos de que os Estados Unidos necessitarão em futuras guerras.

Musk integrou também o grupo de grandes líderes do setor da inteligência artificial que assinaram um código de conduta na Casa Branca, na semana passada.

Esteve ainda presente no jantar de Estado realizado em honra do Presidente chinês Xi Jinping, em setembro.

Na cerimónia de quinta-feira, Trump recebeu um quadro contendo a Medalha Nacional de Ciência, atribuída postumamente em 1983 ao seu tio John Trump, professor no prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O Presidente, de 80 anos, orgulha-se particularmente deste parentesco e estabelece frequentemente uma ligação entre este tio físico e o seu próprio "quociente de inteligência elevado".

Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano "muito significativo"... Os Estados Unidos (EUA) mantiveram o Brasil na lista de países "em observação" devido ao risco de tráfico humano, mas retiraram Cabo Verde e reconheceram os "esforços significativos" do arquipélago para combater o fenómeno.

Por  RTP/Lusa    9 Outubro 2026 

O Relatório do Tráfico de Pessoas 2026, divulgado na quinta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA, sublinha que Cabo Verde foi elevado para o nível dois no que toca à proteção das vítimas de tráfico humano.

O documento anual inclui três categorias e a subcategoria "lista de observação de nível dois", esta destinada a países com um número "muito significativo" de vítimas de tráfico ou que não conseguem fornecer provas dos esforços.

Em comparação com 2025, Cabo Verde saiu desta subcategoria e passou para o nível dois: "países cujos governos não atendem totalmente aos padrões mínimos [de proteção das vítimas], mas estão a fazer esforços significativos".

O Governo de Cabo Verde "demonstrou um aumento geral dos esforços", diz o relatório, que destaca o início de um processo judicial e a identificação e encaminhamento de uma vítima para assistência.

O documento sublinha ainda a realização de formação para agentes da autoridade e autoridades fronteiriças e a atualização dos procedimentos para identificação e assistência às vítimas.

No entanto, lamenta o Departamento de Estado, Cabo Verde "não condenou nenhum traficante nem referiu esforços para combater a cumplicidade das autoridades" e os esforços para identificar e assistir as vítimas "permaneceram limitados".

O Brasil permanece na subcategoria de países "em observação", com o relatório a mencionar que "as ações de aplicação da lei no combate ao tráfico [humano] permaneceram inadequadas".

As autoridades continuam a conduzir processos contra traficantes de pessoas para fins de exploração laboral nas esferas cíveis, em vez das criminais, em parte "devido à recolha insuficiente de provas".

Algo que resultou em penas administrativas em vez de investigações criminais e ações penais com penas de prisão, o que "enfraqueceu o efeito dissuasor", defende o Departamento de Estado.

O relatório refere que, em média, os tribunais demoraram mais de 10 anos a julgar os casos de tráfico e que "menos de metade" das vítimas registadas receberam assistência do Governo.

Os esforços para combater o tráfico para exploração sexual foram "insuficientes face à dimensão do crime" e verificou-se "uma falta de coordenação adequada" entre as autoridades federais e estaduais, lamenta o documento.

Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste continuam no nível dois da lista, na qual não consta São Tomé e Príncipe.

Quase 15 mil detidos pelo ICE no sul da Califórnia foram deportados... Quase 15 mil pessoas detidas pelo ICE no sul da Califórnia foram deportadas em 2025 e 2026, segundo um estudo.

© newsroom.ucla.edu     Por   LUSA   09/10/2026 

Quase 15 mil pessoas detidas pelo Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos no sul da Califórnia (sudoeste) foram deportadas durante 2025 e 2026, segundo um estudo.

De acordo com os investigadores do Deportation Data Project, ligado à Universidade da Califórnia (UCLA), 75% das pessoas detidas em junho e julho de 2025, o ponto alto da operação da agência, foram deportadas, detalha o estudo publicado na quinta-feira.

Até 2025, o ICE dependia em grande medida da detenção de pessoas que já se encontravam detidas em prisões e centros de detenção.

Desde então, de acordo com o estudo do Deportation Data Project, a característica que define a aplicação das leis de imigração é o aumento abrupto das detenções na comunidade: aquelas realizadas em bairros, em parques de estacionamento da Home Depot (que vende produtos para o lar e materiais de construção civil), em tribunais de imigração e em consultas de acompanhamento com a agência.

"Os responsáveis do Departamento de Segurança Interna transformaram Los Angeles num campo de testes, em junho de 2025, para a nova estratégia de detenções na comunidade", afirmou Graeme Blair, codiretor do projeto e professor de ciências políticas na UCLA.

O estudo analisa os condados de Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, San Luis Obispo, Santa Bárbara e Ventura. Só a cidade de Los Angeles concentrou 33% de todas as detenções na comunidade realizadas na região.

Entre as zonas mais afetadas contam-se também Santa Ana, San Bernardino, Santa María e Camarillo e, embora Lompoc e Victorville também figurassem entre os primeiros lugares, quase todos os detidos nessas localidades foram transferidos de prisões federais.

Além disso, cerca de 300 das 15 mil pessoas não foram enviadas para o país de que são cidadãos.

A grande maioria foi para o México, outras para a Guatemala, Equador e Honduras (países com acordos de cooperação em matéria de asilo com os EUA) e algumas para países como o Gana e a Suazilândia, em certos casos num continente diferente do país de origem da pessoa.

De acordo com os investigadores, as detenções na região dos sete condados continuam a um ritmo elevado e, em junho de 2026, voltaram a aumentar, atingindo pouco mais de metade do pico registado em junho de 2025.

NAVIOS IRANIANOS: EUA colocam 17 navios na lista negra por transporte de petróleo iraniano... O governo americano impôs sanções económicas a 17 navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos EUA para isolar o Irão economicamente.

© Mohammed Hamoud/Getty Images     LUSA   09/10/2026 

O governo americano impôs hoje sanções económicas a 17 novos navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos Estados Unidos para privar o Irão de recursos financeiros.

Os petroleiros navegam sob a bandeira de cerca de 12 países diferentes, desde os Camarões a San Marino, passando por Vanuatu, segundo um comunicado do Ministério das Finanças dos EUA.

Os proprietários de vários desses navios estão baseados na China ou em Hong Kong, especifica a nota.

Segundo a administração do Presidente Donald Trump, os navios fazem parte da "frota fantasma" que contorna o embargo americano ao petróleo iraniano.

Aqueles navios transportaram "milhões de barris de crude iraniano, assim como produtos petrolíferos e petroquímicos para vários mercados do Sul e Leste da Ásia", afirma o ministério encarregado da componente económica da guerra dos Estados Unidos contra o Irão.

O ministério considera que, através destas sanções, "neutralizou agora a grande maioria da frota fantasma iraniana".

Washington intensificou desde o final de agosto a sua campanha para isolar economicamente Teerão. Muitos atores iranianos são sancionados, mas também empresas externas que fazem negócios com eles.


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O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após uma missão de 265 dias no mar, relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Oporta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após numa missão de duração recorde — 265 dias no mar — relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Com o pano de fundo do centro da cidade californiana de San Diego, dezenas de marinheiros posicionaram-se no convés do porta-aviões enquanto a embarcação se aproximava do cais, onde as famílias aguardavam visivelmente entusiasmadas, segurando flores e balões e tocando sinos...

USS Abraham Lincoln returns home to San Diego Bay after 265 uninterrupted days at sea

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo... O ministro das Finanças da Nigéria anunciou hoje que vai reduzir os preços dos combustíveis durante 30 dias e fixar um teto máximo, no âmbito de um conjunto de medidas destinado a acomodar o impacto dos choques energéticos.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images  Por  LUSA  08/10/2026 

O ministro das Finanças da Nigéria anunciou hoje que vai reduzir os preços dos combustíveis durante 30 dias e fixar um teto máximo, no âmbito de um conjunto de medidas destinado a acomodar o impacto dos choques energéticos.

"Estamos a oferecer um desconto na gasolina distribuída pela NNPC [a empresa estatal petrolífera] durante os próximos 30 dias, numa primeira fase, dando prioridade aos transportes públicos a nível nacional", disse Taiwo Oyedele.

Nas declarações à imprensa citadas pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), o ministro garantiu que "não se trata de um subsídio" e explicou que "o governo limita-se a dizer que vende ao preço de custo", mas não especificou o preço.

A Nigéria é o maior produtor de petróleo de África e alberga a maior refinaria do continente, propriedade do homem mais rico de África, Aliko Dangote, mas as autoridades não controlam os preços dos combustíveis, que subiram para cerca de 1.400 nairas (0,93 euros) por litro, contra 830 nairas (0,55 euros) antes da guerra no Médio Oriente.

O ministro das Finanças, Taiwo Oyedele, explicou que as medidas visavam aliviar a pressão sobre as famílias e as empresas, evitando simultaneamente um regresso aos subsídios aos combustíveis — um tema altamente sensível a apenas três meses das eleições gerais e uma medida que tem sido desaconselhada pelas instituições económicas internacionais, como o Fundo Monetário Internacional.

O presidente Bola Tinubu, que se recandidata às eleições a 16 de janeiro, lançou amplas reformas económicas quando assumiu o poder em 2023, incluindo a eliminação de um importante subsídio aos combustíveis e a flutuação da moeda nigeriana, o naira.

Estas medidas, amplamente apoiadas pelos economistas, provocaram um aumento do custo de vida e agravaram as dificuldades no país mais populoso de África, que sofreu uma deterioração da situação económica e social desde o início do ano devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Nas declarações citadas pela AFP, o governante disse ainda que será introduzida uma "modulação dos preços" para atenuar a volatilidade dos preços nas bombas de gasolina.

"Os preços nas bombas de gasolina não devem acompanhar cada flutuação do petróleo bruto mundial ou das taxas de câmbio", defendeu Oyedele, acrescentando que o governo estava "a negociar um limite máximo de 1 350 nairas (0,90 euros) por litro".

Os nigerianos devem dirigir-se às urnas a 16 de janeiro, data em que o presidente Tinubu deverá enfrentar os seus principais rivais de 2023, Peter Obi e Atiku Abubakar, que prometeu restabelecer os subsídios à gasolina durante a sua campanha eleitoral.


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A polícia francesa usou canhão de água e gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação estudantil em Paris, que reuniu dezenas de milhares de jovens.

Apesar das críticas a alguns excessos nos últimos dias, a polícia francesa voltou a responder com robustez à manifestação do movimento estudantil hoje em Paris, usando um canhão de água e gás lacrimogéneo.

Após uma marcha pelas ruas e concentração na Praça da Bastilha que mobilizou dezenas de milhares de jovens e que decorreu sem incidentes, pelas 18:00 locais (17:00 em Lisboa) a polícia começou a apertar o cerco...

Portugal: Rangel espera rápida resolução para situação na Guiné-Bissau... O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, rejeitou a ideia de uma crise do multilateralismo e manifestou esperança de que a situação na Guiné-Bissau seja ultrapassada rapidamente, para que a CPLP possa voltar a contar com todos os seus membros.

© Lusa   08/10/2026 

"Hoje fala-se muito em crise do multilateralismo, mas esta ideia é, do meu ponto de vista, completamente errada. Nunca houve tantas intervenções multilaterais como há agora", defendeu Paulo Rangel, que falava no colóquio "CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O ministro destacou a importância de os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estarem também integrados noutras organizações regionais, considerando que essa realidade pode reforçar a projeção da comunidade.

"No caso da CPLP é a língua que une os Estados-membros, mas em muitos [casos] são as organizações internacionais. Temos que criar uma rede de organizações regionais multilaterais ou de organizações temáticas multilaterais. É fundamental pôr em rede", disse.

Rangel apontou como exemplo Timor-Leste, que aderiu à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), considerando que a integração dos países da CPLP noutras organizações regionais "dá uma projeção, uma profundidade aos restantes membros da CPLP que é enorme".

"Porque cria aqui um laço comum", acrescentou.

Sobre as Nações Unidas, rejeitou igualmente visões catastrofistas, lembrando que a organização já enfrentou dificuldades no passado, nomeadamente durante a Guerra Fria, quando "nenhuma resolução passava".

"O que acontece é que isso é da natureza das Nações Unidas", afirmou, salientando existir "um desajustamento daquelas que são as potências que têm acesso permanente ao processo de segurança, e aquela que é a multipolaridade que existe".

Rangel acrescentou que Portugal "tem sido um grande advogado da reforma das Nações Unidas".

O ministro destacou ainda a importância da língua portuguesa, afirmando que "a CPLP também é um promotor e um defensor da língua portuguesa".

"Dito isto, eu queria dizer que nós, na CPLP, e vou dizê-lo expressamente, sem nenhum problema, temos hoje uma preocupação que é a Guiné-Bissau", afirmou.

"Porque nós gostávamos de fazer este seminário, este colóquio, com todos os membros da CPLP. E é por isso que nós estamos todos a trabalhar."

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Estavam previstas para 06 de dezembro deste ano novas eleições, mas foi hoje anunciado não estarem reunidas as condições para a votação.

As eleições anteriores, presidenciais e legislativas antecipadas, tinham decorrido em 23 de novembro de 2025, mas o processo foi interrompido pelo golpe militar de 26 de novembro, antes da conclusão do apuramento dos resultados.

Rangel afirmou que essa é uma vontade partilhada pelos Estados-membros e pelos seus responsáveis políticos, sublinhando a importância da Guiné-Bissau para a organização.

"Porque são Estados fundadores, são Estados que amamos muito. E eu queria dizer isto porque para nós isto é uma questão fundamental", afirmou.

O ministro manifestou-se, por isso, esperançado em que o diálogo em curso permita ultrapassar a situação na Guiné-Bissau.

"Estamos esperançados que este diálogo com certeza vai produzir frutos a prazo. Mas queria dizer isto para dizer que aqui, neste dia, para nós não há suspensão sob esse ponto de vista. Nesta discussão em que nós estamos, estamos todos emanados de um mesmo espírito", declarou.

"Queria dar essa palavra quer ao povo guineense, quer às suas autoridades atuais, de que nós queremos mesmo ultrapassar esta situação o mais depressa possível. E temos a certeza de que isso vai ser conseguido", concluiu.


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Bragança, 08 out 2026 (Lusa) — O líder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje, em Bragança, esperar que os militares não se eternizem no poder na Guiné-Bissau e pediu um sinal de que querem o regresso à normalidade constitucional.

“Eu espero que não, por isso é que eu disse e continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país querem um voto de confiança e uma oportunidade devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional”, afirmou, quando questionado pela Lusa sobre se teme que a Guiné-Bissau siga o caminho dos Estados do Sahel que sofreram golpes de Estado...

UCRÂNIA: ONU condena "terrível ataque" a autocarros na Ucrânia com 30 mortos... O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou o ataque a dois autocarros na Ucrânia, que resultou em 30 mortos, e destacou a gravidade dos ataques que atingiram civis em diferentes regiões do país.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  08/10/2026 

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou-se consternado com o "terrível ataque" a dois autocarros hoje ocorrido na Ucrânia, que fez 30 mortos.

"A escala e a natureza destes ataques — que mataram e feriram pessoas nos autocarros, nas suas casas e nos seus locais de trabalho em diferentes regiões do país — são condenáveis", declarou Türk num comunicado.

O responsável precisou que, desde segunda-feira, pelo menos 85 civis foram mortos e outros 346 ficaram feridos em bombardeamentos russos, segundo os dados divulgados.

Paralelamente, muitas regiões da Ucrânia ficaram às escuras após uma série de ataques de longo alcance a instalações elétricas e centrais de produção de energia, acrescentou Türk.

"A Ucrânia já enfrenta falhas e cortes programados no fornecimento de energia, mesmo antes de as baixas temperaturas e os dias mais curtos provocarem um aumento da procura de eletricidade", sublinhou.

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos também manifestou profunda preocupação com os relatos de ataques ucranianos que causaram mortes e ferimentos entre civis nos territórios ocupados e na Rússia.

"Os civis estão estritamente protegidos pelas leis da guerra e nunca podem ser tomados como alvo de ataques. Além disso, as partes devem sempre procurar poupar a população civil", recordou.

"As alegadas violações devem ser investigadas, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Os ataques deliberados contra civis podem constituir crimes de guerra", vincou.


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O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, antes de uma cimeira regional no Turquemenistão, e reafirmou o apoio de Moscovo ao fim à guerra no Médio Oriente, informaram as agências noticiosas da Rússia...

Guiné-Bissau: Simões Pereira espera que militares não se eternizem no poder

Por  correiodamanhacanada.com  Outubro 8, 2026 

Bragança, 08 out 2026 (Lusa) — O líder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje, em Bragança, esperar que os militares não se eternizem no poder na Guiné-Bissau e pediu um sinal de que querem o regresso à normalidade constitucional.

“Eu espero que não, por isso é que eu disse e continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país querem um voto de confiança e uma oportunidade devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional”, afirmou, quando questionado pela Lusa sobre se teme que a Guiné-Bissau siga o caminho dos Estados do Sahel que sofreram golpes de Estado.

Os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau há quase um ano e o Governo de transição anunciou hoje não haver condições para a realização das eleições gerais que tinham marcado para 06 de dezembro.

O líder da oposição, Simões Pereira, foi detido no golpe militar e libertado em julho para fazer tratamento em Portugal, onde se encontra atualmente, tendo participado hoje, em Bragança, numa conferência na Universidade Politécnica (UPB), a convite dos estudantes guineenses.

Questionado sobre a situação política guineense, à margem do evento, Simões Pereira disse que, naquele momento, ainda não tinha conhecimento da decisão de adiamento das eleições na Guiné-Bissau e que dará a conhecer a sua posição depois de reunir a estruturas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a que preside.

Reiterou, contudo, que a realização de eleições na Guiné-Bissau “seria praticamente impossível, até porque, em termos de prazos, o prazo para a deposição das candidaturas terminou antes de ontem [terça-feira, dia 06]”.

“Era só uma questão de confirmação política daquilo que tecnicamente já estava ultrapassado”, considerou.

Simões Pereira espera que a Guiné-Bissau não faça o percurso dos Estados que constituiram a Aliança do Sahel, – Niger, Mali e Burkina Faso -, em que os militares permaneceram no poder depois de golpes de Estado para períodos de transição política.

O presidente do PAIGC continua a dizer que não sabe quando vai regressar a Bissau, nem o que vai fazer ao completar-se, neste mês de outubro, o prazo de três meses que lhe foi dado para deslocar-se a Portugal para tratamento, quando foi libertado em julho.

O político reiterou que se a sua libertação “foi condicional ou negociada”, ninguém lhe transmitiu “as condições dessa negociação”.

Acerca da recente decisão judicial que atribui uma indemnização de 30 milhões de francos CFA (cerca de 46 mil euros) aos cinco políticos presos no golpe militar, incluindo Simões Pereira, o político guineense entende que confirma o que tem defendido.

“Esta decisão por um tribunal da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] vem confirmar a leitura que se faz, mesmo a nível internacional, e igual àquela que nós já tínhamos: a prisão foi, não só ilegal, como arbitrária”, disse.

Apesar do clima político e da instabilidade na Guiné-Bissau, Simões Pereira deixou uma mensagem de confiança aos jovens guineenses estudantes da Universidade Politécnica de Bragança (UPB), onde hoje falou na conferência sobre “Juventude e Participação Cívico-Política”.

O convite partiu do Núcleo de Estudantes Guineenses, que reúne os cerca de 200 estudantes da Guiné-Bissau espalhados pelas escolas da UPB.

O presidente do Núcleo, Rajik Mendes, defendeu que os jovens têm que “continuar a ver futuro” na Guiné-Bissau, mas reconheceu que o país não oferece aos jovens oportunidades para regressarem, pelo que a maioria acaba por ficar em Portugal, mesmo tendo que trabalhar fora da sua área de formação.

A instabilidade política trava projetos dos jovens estudantes e outros, como a disponibilidade dos politécnicos portugueses de desenvolvimento do ensino superior na Guiné-Bissau.

O reitor da UPB, Orlando Rodrigues, esteve em Bissau, em 2025, com uma missão dos politécnicos que não teve seguimento.

“Vontade do lado português e das instituições portuguesas havia, aqui o que está a falhar é, sobretudo, a possibilidade de estabelecer um diálogo institucional do lado da Guiné-Bissau”, disse à Lusa.

HFI // MLL

Lusa/Fim


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