segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Embaixada da República da Guiné-Bissau em Cabo Verde: Esclarecimento sobre informações relativas a cidadãos guineenses residentes em Cabo Verde

Por Embaixada da Guiné- Bissau em Cabo Verde   14/09/2026 

A Embaixada da República da Guiné-Bissau em Cabo Verde tomou conhecimento das informações que têm circulado, nos últimos dias, nas redes sociais, relativas a alegados atos de violência envolvendo cidadãos guineenses residentes na Cidade da Praia.

Perante a preocupação suscitada por estas informações, o  Senhor Embaixador Ibraima Sanó recebeu, na manhã desta segunda-feira, dia 14 de Setembro, no seu Gabinete, representantes da comunidade guineense residente na Cidade da Praia (Presidente da Associação dos Guineenses residentes em Cabo Verde, Representante da Associação dos Estudantes e Investigadores guineenses em Cabo Verde e representante dos manifestantes), com o objetivo de se inteirar da situação e ouvir as suas preocupações.

Durante o encontro, os representantes da comunidade apresentaram as suas preocupações relativamente aos acontecimentos registados e manifestaram pedido de desculpas pela invasão à residência do Senhor Embaixador, ocorrida no sábado à noite, no âmbito das manifestações realizadas nos últimos dias.

Na sequência deste encontro, e tendo em vista contribuir para um esclarecimento responsável da opinião pública, a Embaixada informa que, contrariamente à algumas informações que têm vindo a ser veiculadas nas redes sociais, não há registo de mortes entre cidadãos guineenses na sequência dos acontecimentos relatados. Foram, contudo, registados alguns casos de ferimentos.

A Embaixada acompanha com atenção e preocupação a situação e está a procurar obter informações junto das entidades competentes, de modo a assegurar um conhecimento rigoroso dos factos e a salvaguarda dos direitos e da segurança dos cidadãos guineenses residentes em Cabo Verde.

Neste contexto, a Embaixada apela à serenidade, à responsabilidade e informa que continuará a acompanhar a situação.

Igualmente, apela à não disseminação de informações não confirmadas, evitando-se assim a criação de situações de alarme ou tensão na sociedade

Após anúncio de Trump, Zelensky diz que ainda aguarda detalhes do acordo... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Ucrânia está disponível para suspender os ataques contra infraestruturas petrolíferas russas se receber garantias de que Moscovo deixará de bombardear o sistema energético da Ucrânia.

© Yuliia Ovsiannikova/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images  Por   LUSA   14/09/2026 

Zelensky reagia ao anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um acordo com Kyiv e Moscovo para uma cessação dos ataques contra os respetivos alvos energéticos.

"Se os nossos parceiros estiverem dispostos a garantir que a Rússia se abstém realmente de atacar o nosso sistema elétrico, outras instalações energéticas, infraestruturas críticas e rotas de abastecimento alimentar, então, é claro, estamos dispostos a garantir uma cessação correspondente dos nossos ataques", assegurou Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que os ataques russos não atingem apenas o sistema energético do país, mas também infraestruturas portuárias e logísticas, assim como armazéns de alimentos e produtos farmacêuticos.

Segundo Zelensky, estes bombardeamentos ameaçam provocar escassez de bens essenciais na Ucrânia com a aproximação do inverno.

O Presidente ucraniano manifestou, contudo, dúvidas sobre a disponibilidade de Moscovo para respeitar o entendimento anunciado por Trump.

"A Ucrânia não está convencida" de que a Rússia pretenda cumprir um acordo desta natureza, afirmou Zelensky, admitindo que o Presidente russo, Vladimir Putin, possa estar interessado numa trégua parcial apenas até às eleições legislativas russas, previstas para decorrer entre 18 e 20 de setembro.

"Aguardamos detalhes dos nossos parceiros", acrescentou Zelensky sobre o entendimento anunciado pelo Presidente norte-americano.

Trump apresentou a possível trégua como uma forma de contribuir para a redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pressionados pelos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas russas de armazenamento e exportação.

Zelensky recordou que Kiev propôs repetidamente uma cessação dos ataques contra infraestruturas e defendeu que um entendimento neste domínio deve constituir "um primeiro passo para a paz".


Leia Também: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.

Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz...

Trump diz que guerra com o Irão "não demorará muito" a terminar... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje, mais uma vez, estar "aberto" a negociações com o Irão, visando encerrar o conflito iniciado em fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos.

© Finn Gomez/Getty Images    LUSA   14/09/2026 

"A nação iraniana, em dificuldades, quer fechar um acordo, rápida e desesperadamente. Decidirei se os Estados Unidos optarão ou não por se envolver, uma ideia para a qual permanecemos abertos", declarou o Presidente norte-americano numa publicação na rede Truth Social.

Numa outra mensagem no Truth Social, Trump insistiu que a sua ofensiva impediu o Irão de obter uma arma nuclear e previu que "o petróleo vai cair a pique assim que terminar o conflito militar com o Irão", algo que, afirmou, "não demorará muito" a acontecer.

Os Estados Unidos estão há mais de meio ano numa guerra contra o Irão que não alcançou o objetivo declarado de derrubar o regime dos aiatolas e que ameaça penalizar os republicanos nas eleições legislativas de 03 de novembro devido ao aumento do preço do petróleo resultante do bloqueio do estreito de Ormuz.

Washington e Teerão mantiveram numerosas rondas de conversações para pôr fim ao conflito e chegaram mesmo a assinar um memorando de entendimento em junho, mas os cessar-fogos foram quebrados após ataques cruzados no golfo Pérsico.

O Presidente norte-americano também afirmou na sua rede social que o petróleo está a fluir através do estreito de Ormuz graças aos Estados Unidos e considerou que os restantes países do mundo deveriam "reembolsar os Estados Unidos" por isso, dado que "não prestaram qualquer ajuda" durante a guerra.

Perante as informações publicadas pela imprensa sobre a preocupação entre os comandos militares norte-americanos com a escassez de munições para o conflito, Trump escreveu no Truth Social que "os Estados Unidos estão a produzir mais armas sofisticadas" do que nunca na sua história.

"As nossas fábricas de defesa funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana", escreveu o Presidente, que destacou a produção de mísseis Patriot, sistemas de defesa THAAD e Tomahawk.


GUINÉ-BISSAU: GREVE DE FOME NA PRISÃO DE BAFATÁ LEVA DIREÇÃO DOS SERVIÇOS PRISIONAIS A REAGIR

O diretor-geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social, Cherno Sano Jalo, promete resolver a situação da greve de fome iniciada, esta segunda-feira, pelos reclusos da Prisão de Alta Segurança de Bafatá.

A promessa foi feita durante uma conferência de imprensa, em reação à situação noticiada pela Rádio Sol Mansi, após o início da greve de fome dos reclusos, motivada pela proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Rádio Sol Mansi  14 09 2026

Guarda Nacional da Guiné-Bissau capacita investigadores criminais em parceria com o Ministério Público e a Polícia Judiciária

Por  GN - Guarda Nacional   14/09/2026

Bissau, 14 de setembro de 2026 – A Guarda Nacional (GN) da Guiné-Bissau está a realizar, entre os dias 2 e 18 de setembro, um ciclo intensivo de sessões de capacitação destinado aos seus operacionais da área de investigação criminal. 

A iniciativa decorre em Bissau e abrange cerca de 50 investigadores criminals de diferentes valências da corporação. 

Na manhã de hoje, 14 de setembro, o programa contou com uma palestra subordinada ao tema "Ministério Público, enquanto titular de ação penal, Órgão de Polícia Criminal e sua relação institucional com o Ministério Público". 

A sessão foi proferida pelo Mestre Henrique Augusto Pinhel, Magistrado do Ministério Público, Presidente da Associação Sindical Livre dos Magistrados do Ministério Público e Docente Universitário.

O programa formativo reflete a forte partilha de sinergias entre as diferentes forças de segurança e a magistratura nacional para a consolidação do Estado de Direito. 

A formação principal é ministrada pelo Mestre Domingos Etiene Gomes, Subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau. 

Ao longo de duas semanas, os formandos têm acesso a uma componente programática diversificada e focada nos desafios operacionais modernos:

Técnicas de Investigação Criminal: Métodos avançados de recolha de indício;

Gestão do Local de Crime: Preservação e análise da cena do crime; 

Técnicas de Entrevista e Interrogatório: 

Procedimentos na audição de suspeitos e testemunhas; 

Procedimentos Táticos e Legais: Regras para a realização de buscas e revistas, além de ações de seguimento e vigilância; 

Combate a Crimes Específicos: Foco no combate a crimes de furto e roubo; 

Provas e Meios de Obtenção de Provas: Sessões dedicadas à recolha e validação de provas em contexto judicial. 

Com esta formação, a GN reforça o cumprimento estrito das garantias legais e a eficácia na resposta à criminalidade na Guiné-Bissau.

DONALD TRUMP: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.

© Lusa    14/09/2026 

"A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo!", indicou Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.

"O aumento do preço do gasóleo a nível mundial deve-se principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não ao Irão", acrescentou o presidente norte-americano na mesma mensagem, publicada na rede Truth Social.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.

Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz.

Os constantes ataques ucranianos contra as refinarias russas causaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia que obrigou o Governo a restringir a venda de combustível nos postos de abastecimento russos e a proibir a exportação de derivados.

No domingo, Trump afirmou ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe pedir o fim dos ataques a refinarias da Rússia porque está a causar "uma escassez de gasóleo".

O Presidente norte-americano manteve na passada terça-feira uma conversa com o homólogo russo, Vladimir Putin, a quem pediu que pusesse fim à guerra iniciada há mais de quatro anos com a invasão em larga escala da Ucrânia.

A conversa telefónica ocorreu depois de os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, terem visitado Moscovo e Kyiv para reativar as conversações de paz após seis meses de pausa.

Ataque terrorista mata pelo menos 50 militares no Mali... Pelo menos 50 militares malianos e cinco paramilitares russos do Africa Corps foram mortos quinta-feira durante um ataque terrorista contra o acampamento militar de Dioura, centro do Mali, confirmaram hoje fontes de segurança e locais.

© Shutterstock   LUSA  14/09/2026 

O ataque, reivindicado logo na quinta-feira pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, é um dos mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que devasta o país da África Ocidental há cerca de 15 anos. 

Várias fontes contactadas pela agência France-Presse (AFP) relataram um balanço ainda mais elevado, entre 60 e 80 militares mortos. Várias dezenas de soldados malianos foram também feitos prisioneiros, segundo essas fontes.

"O balanço é elevado. Sem falar dos feridos, posso dizer que lamentamos a morte de mais de 50 dos nossos elementos, incluindo cinco elementos do Africa Corps" - força paramilitar que substituiu as operações mercenárias do Grupo Wagner - declarou à AFP um oficial presente nas operações.

Outra fonte de segurança em Mopti (centro do país) deu conta de "mais de 60 soldados mortos no ataque, além de cerca de 60 outros prisioneiros".

Por sua vez, um cidadão local contactado pela AFP mencionou "pelo menos 80 militares mortos e numerosos prisioneiros".

"Os terroristas atacaram o acampamento de Dioura e regressaram no dia seguinte (...) o exército não enviou reforços para o local", acrescentou a mesma fonte.

Desde 2012, o Mali enfrenta uma profunda crise de segurança, alimentada sobretudo pela violência de grupos terroristas, dos seus aliados separatistas tuaregues da Frente de Libertação do Azawad (FLA) e de grupos criminosos comunitários.

Este país do Sahel, dirigido por uma junta militar, aproximou-se da Rússia, cujos paramilitares do grupo Africa Corps o ajudam na sua luta antiterrorista.

O país está mergulhado numa situação de segurança ainda mais crítica desde o final de abril de 2026.

Os terroristas do JNIM, aliados à rebelião da FLA, lançaram então uma série de ataques coordenados contra posições estratégicas da junta e do exército em várias cidades, incluindo nos arredores de Bamaco, a capital. Esses ataques custaram, nomeadamente, a vida ao ministro da Defesa.

Num comunicado publicado no domingo relativo à situação de Dioura, o exército maliano anunciou "operações aeroterrestres em curso contra os atacantes de Dioura", dando conta da "neutralização", a sudoeste da cidade, de "vários elementos terroristas em motociclo que tentavam esconder-se sob a vegetação".

Cabo Verde: José Maria Neves anuncia candidatura a segundo mandato... O Presidente da República, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua candidatura a um segundo mandato à Presidência da República, defendendo que o próximo ciclo presidencial deve estar orientado para os desafios futuros do país e não para a repetição dos últimos cinco anos.

Por  expressodasilhas.cv   14 set 2026 

“Por isso, hoje, perante todos os Cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, anuncio a minha candidatura a um segundo mandato como Presidente da República de Cabo Verde”, declarou José Maria Neves, no anúncio formal da candidatura.

O chefe de Estado afirmou que a decisão resulta da sua vontade de continuar a servir o país, mas também dos apelos que recebeu de cidadãos, organizações, partidos políticos e personalidades independentes para permanecer no mais alto cargo da República.

“Não vos peço apenas confiança em mim, peço-vos confiança em nós”, afirmou, apelando à mobilização dos cabo-verdianos em torno de um projecto nacional.

José Maria Neves apresentou o primeiro mandato como um período de trabalho, proximidade institucional e reforço da unidade nacional. Recordou a promessa feita em 2021 de “unir, cuidar e proteger Cabo Verde” e considerou ter cumprido esse compromisso.

Entre os aspectos que destacou estão a chamada “Presidência na Ilha e na Diáspora”, o diálogo com diferentes sectores da sociedade, a agenda ligada aos oceanos, a preservação do património natural e cultural africano e a realização do encontro internacional da Criolidade Atlântica.

O Presidente salientou também a estabilidade política e institucional durante o mandato, incluindo a realização de eleições autárquicas e legislativas e a alternância governativa.

Mas José Maria Neves reconheceu que o segundo mandato, caso seja eleito, não deverá limitar-se a dar continuidade ao trabalho realizado.

“Esta candidatura não é uma candidatura para repetir os últimos cinco anos. É uma candidatura para os próximos cinco anos”, afirmou.

Segundo o Presidente, o país enfrenta um contexto marcado pela inteligência artificial, pelas alterações climáticas, pela transição energética, pelo envelhecimento da população, pela saída de jovens e pelas desigualdades de oportunidades entre as ilhas.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de antecipar transformações, aproximar gerações, promover a renovação e reforçar os consensos políticos necessários para acelerar reformas.

Suspensão imediata do mandato

Questionado sobre os passos seguintes ao anúncio da candidatura, José Maria Neves anunciou que vai suspender imediatamente o mandato presidencial, ao abrigo da legislação eleitoral.

“Suspendo imediatamente o mandato nos termos da lei eleitoral e a Presidente da Assembleia [Janira Hopffer Almada] assumirá imediatamente a presidência interina da República”, declarou.

O Presidente revelou ainda que já manteve contactos com vários partidos políticos, incluindo o PAICV, e com personalidades independentes.

A candidatura pretende, segundo afirmou, constituir “um grande movimento nacional”, capaz de mobilizar cabo-verdianos nas ilhas e na diáspora, independentemente das suas sensibilidades políticas ou opções partidárias.

“Temos de remar juntos, com todas as nossas forças”, afirmou José Maria Neves, apontando o dia 15 de Novembro como a data em que os cabo-verdianos poderão, nas suas palavras, “vencer em todos os campos da vida nacional”.

Durante a conferência de imprensa, o Presidente confirmou ainda Mário Lúcio Sousa como seu mandatário nacional. Indicou igualmente Lúcia Fortes como mandatária nacional para as mulheres e Viviane Brito como mandatária nacional para a juventude. Os mandatários para as diferentes ilhas e para a diáspora serão anunciados posteriormente.

Sobre os potenciais adversários, José Maria Neves afirmou que ainda não conhece oficialmente o conjunto de candidatos, uma vez que o prazo de apresentação das candidaturas ainda está a decorrer, mas garantiu respeito por todos os concorrentes e disponibilidade para dialogar e debater com todos “com muita elevação” e “muito respeito”.

O Presidente concluiu reafirmando que o objectivo da candidatura é colocar a experiência adquirida ao serviço do futuro de Cabo Verde, defendendo que “o melhor de Cabo Verde não ficou para trás”, mas “está diante de nós”.

Reino Unido: Mulher fez quimioterapia durante 11 anos para cancro que nunca teve... Becky Jones foi diagnosticada com um cancro cerebral aos 21 anos. Volvida mais de uma década descobriu que afinal se submeteu desnecessariamente a tratamentos de quimioterapia. E não é caso único.

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bbc  Por  Notícias ao Minuto   14/09/2026 

Becky Jones tinha apenas 21 anos quando descobriu que tinha um cancro cerebral e, alegadamente, apenas alguns meses de vida.

O diagnóstico, feito por um médico especialista em cancro, levou a mulher a submeter-se a 11 anos de quimioterapia, que mudaram a sua vida e o seu estado de saúde. 

Segundo conta Becky, foi-lhe dito que sem tratamentos não sobreviveria e que, provavelmente, teria que se submeter aos mesmos até ao resto da sua vida.

"Foi-me dito, vezes sem conta, que se não fizesse quimioterapia que iria morrer", recorda.

Agora, com 34 anos, a britânica descobriu que afinal nunca teve um cancro. Sofria antes de uma inflamação cerebral que podia ter sido tratada com esteroides, noticia a BBC.

Becky é apenas um de 40 pacientes que estão a tomar ações legais contra o Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire (UHCW), por terem sido sujeitos a tratamentos para o cancro que eram desnecessários.

A verdade foi descoberta precisamente depois de Becky saber que o hospital estava a reavaliar vários diagnósticos de cancro, no ano passado.

Mais tarde, recebeu uma chamada telefónica dando-lhe conta que os tratamentos iam ser interrompidos e que o médico que a diagnosticara estava agora reformado.

"Nunca tive um cancro no cérebro. Fui mal diagnosticada e sujeitei-me a toda esta dor durante toda a minha vida adulta", contesta a mulher, a quem disseram que não conseguiria ter filhos, pese embora seja hoje mãe de duas crianças.

A BBC conversou com vários outros afetados que revelaram ter contraído outros problemas de saúde na sequência dos tratamentos de quimioterapia a que se submeteram. 

Entretanto, o centro hospitalar informou que está a ser conduzida uma investigação e assegurou que toda a comunidade de pacientes está segura e que os eu bem-estar está no topo das prioridades da UHCW.

EX-PR SISSOCO EMBALÓ FALA AOS FAMILIARES APÓS DE PRESTAR A ÚLTIMA HOMENAGEM A ORLANDO MENDES VIEGAS EM PARIS... O Ex-Presidente da República prestou hoje a sua última e emocionada homenagem em Paris ao falecido Orlando Mendes Viegas, numa cerimónia marcada por dor e silêncio.

Ex-PR EMBALÓ CHEGA A PARIS PARA DESPEDIDA FINAL DE ORLANDO MENDES VIEGAS... Ex-presidente da República General Umaro Sissoco Embaló “Leão do Punjab” acabou de aterrar em Paris e já está a caminho para render a última homenagem ao falecido Ministro Orlando Mendes Viegas a quem considera do irmão.👇🏻

 Radio Voz Do Povo

GUINÉ-BISSAU: MAIS DE 30 RECLUSOS INICIAM GREVE DE FOME NA PRISÃO DE ALTA SEGURANÇA, EM BAFATÁ

Por Rádio Sol Mansi  14 09 2026

Mais de 30 reclusos que cumprem penas na Prisão de Alta Segurança no país, na cidade de Bafatá, iniciaram, esta segunda-feira (14), uma greve de fome, em protesto contra a alegada proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

Segundo informações apuradas pela Rádio Sol Mansi (RSM), junto de uma fonte ligada aos reclusos, a situação estará relacionada com uma suposta orientação da Direção-Geral dos Serviços Prisionais, que terá determinado que nenhum guarda prisional deve substituir ou apoiar outro colega durante o seu período de serviço.

De acordo com a mesma fonte, a medida estará a contribuir para a falta de efetivos na prisão. A fonte afirma que cerca de seis guardas prisionais afetos ao estabelecimento encontram-se atualmente em Bissau, por motivos de estudos, reduzindo o número de agentes disponíveis para assegurar o normal funcionamento da prisão.

A mesma fonte disse à RSM que, devido à situação, os reclusos terão permanecido dentro das celas durante mais de 24 horas no último domingo, sem acesso ao pátio de repouso.

Segundo a denúncia, a situação começou na sexta-feira passada e, caso não seja encontrada uma solução, os reclusos poderão permanecer vários dias sem sair das celas.

Perante a situação, mais de 30 reclusos decidiram iniciar uma greve de fome, exigindo condições que permitam a saída regular das celas para o pátio de repouso.

A Rádio Sol Mansi tentou, por várias vezes, contactar telefonicamente responsáveis pelos serviços prisionais em Bafatá, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre a situação, mas não conseguiu obter qualquer reação.

A RSM contactou igualmente o Gabinete de Comunicação do Ministério da Justiça, mas, até ao momento, não foi possível obter uma reação oficial sobre o caso.

A Rádio Sol Mansi continuará a acompanhar a situação e a procurar ouvir todas as partes envolvidas.

Acidente entre três veículos deixa 21 mortos em rodovia na África do Sul... Colisão ocorreu entre duas vans e um SUV; polícia investiga as causas e outros ocupantes foram hospitalizados

A rodovia N1 está fechada em ambos os sentidos. — Foto: Departamento de Mobilidade do Cabo Ocidental    Por O Globo com AFP   14/09/2026 

Pelo menos 21 pessoas morreram após uma colisão envolvendo duas vans de transporte coletivo e um SUV, no domingo à noite, em uma rodovia entre Leeu-Gamka e Prince Albert, na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. O acidente ocorreu a cerca de 380 quilômetros a nordeste da Cidade do Cabo, segundo a Corporação de Gestão de Tráfego Rodoviário (RTMC).

O órgão informou nesta segunda-feira que as vítimas sofreram ferimentos fatais. A colisão aconteceu por volta das 21h30 (horário local), segundo a AFP, e provocou o fechamento da estrada. Outros ocupantes dos veículos ficaram feridos e foram levados a hospitais.

Polícia investiga acidente

A polícia abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias da batida. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as possíveis causas do acidente.

Apesar de ter uma das redes rodoviárias mais desenvolvidas da África, a África do Sul registra um número elevado de mortes no trânsito. Entre os fatores apontados pelas autoridades estão excesso de velocidade, direção imprudente, veículos mal conservados e falta do uso de cintos de segurança.

Em 2025, 11.485 pessoas morreram em acidentes de trânsito no país, uma redução de pouco mais de 5% em relação ao ano anterior, de acordo com a RTMC. Pedestres representaram a maior parcela das vítimas.


Leia Também:  Portugal/Colisão entre camião e autocarro na A8, na zona da Malveira, faz 10 feridos... Os feridos já foram transportados para o hospital

Uma colisão entre um camião e um autocarro provocou, na manhã desta segunda-feira, 10 feridos na A8, na zona da Malveira. Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, o alerta foi dado às 08:15, depois de o camião ter embatido na traseira do autocarro. 

Várias ambulâncias de corporações de bombeiros da Malveira estiveram no local para prestar os primeiros socorros e transportar os feridos para os respetivos hospitais. Uma viatura de emergência médica do INEM também esteve no local...

Rússia afirma ter intercetado 399 drones ucranianos no seu território... Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Por  cmjornal.pt/Lusa   14 de setembro de 2026 

As autoridades russas reclamaram esta segunda-feira o abate de 399 drones lançados contra os seus territórios durante a madrugada pelas forças da Ucrânia, não se registando vítimas nos ataques.

O Ministério da Defesa russo informou, num breve comunicado publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 399 aparelhos aéreos não tripulados em várias regiões do país, bem como sobre as águas do mar Negro e na Península da Crimeia.

Entretanto, a Força Aérea ucraniana indicou que as tropas russas lançaram 108 drones durante a noite e afirmou que 85 foram intercetados na Ucrânia.

Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Os últimos dias foram marcados pelo agravamento dos ataques mútuos entre a Rússia e a Ucrânia, após a visita de enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ambos os países, com o objetivo de tentar desbloquear o processo de negociações diplomáticas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


Leia Também:  Ataque russo a comboio ucraniano "visou assustar"

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse hoje que o ataque russo contra um comboio ucraniano no domingo "visou assustar" os países aliados da Ucrânia para que cessem o apoio a Kyiv.

A Ucrânia e a Polónia denunciaram no domingo os ataques russos que danificaram um comboio com destino a Varsóvia, muito perto da fronteira polaca, num local por onde tinha passado um outro comboio que transportava autoridades europeias...

Irão impedido pelos EUA de participar em reunião da agência nuclear da ONU... O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, viu negada a sua entrada na Áustria devido às pressões norte-americanas.

Mohammad Eslami, chefe da agência nuclear iranianaVAHID SALEMI / AP   Por  SIC Notícias / Lusa   14/09/2026 

O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, que deveria participar numa reunião internacional em Viena, foi impedido de o fazer devido à pressão dos Estados Unidos da América (EUA), declarou esta segunda-feira a televisão estatal iraniana.

"Mohammad Eslami e a sua delegação embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no percurso devido às obstruções dos Estados Unidos", indicou a televisão, acrescentando que o responsável iraniano regressou a Teerão.

Eslami era esperado na sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) - o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) que fiscaliza as atividades nucleares -, em Viena, para a conferência geral anual da entidade, que decorre até sexta-feira.

O responsável iraniano tinha participado na conferência do ano anterior, em setembro de 2025, ocasião em que proferiu um discurso em nome do Irão, que é um Estado-membro da AIEA.

Uma fonte diplomática em Viena confirmou, sob anonimato, que a entrada de Eslami na Áustria foi negada devido às pressões norte-americanas.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma guerra contra o Irão, alegando que o seu programa nuclear representava um perigo.

Estes dois países, assim como as nações europeias, suspeitam há décadas que o Irão pretende obter armas nucleares, algo que Teerão nega categoricamente.


Leia Também: Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas ao Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou hoje informações de que entidades chinesas terão fornecido a Teerão imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados norte-americanos.

"Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos", afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas...

ESTUDO: Anemia na gravidez pode afetar cérebro do bebé, alerta estudo... De acordo com um estudo publicado na revista Brain Communications, a anemia na gravidez pode estar associada ao risco de desenvolvimento do cérebro do bebé. A investigação acompanhou quase 400 mães.

© Shutterstock  Por  noticiasaominuto.com   14/09/2026 

Um estudo publicado na revista Brain Communications alertou para os riscos de mulheres grávidas terem anemia. A investigação alerta para o facto de tal situação afetar o desenvolvimento do cérebro do bebé. Foram acompanhadas quase 400 mães ao longo deste estudo.

A investigação usou um aparelho de ressonância magnético e descobriu diferenças no volume do cérebro que começaram a surgir aos 12 meses. Assim, apontam que um dos riscos está no facto de as mães terem tido anemia durante a gravidez.

Anemia na gravidez

O estudo mostrou que em média os bebés cujas mães tiveram anemia apresentaram um cérebro 4% menor do que as mães sem este problema de saúde. As diferenças foram identificadas em partes do cérebro ligada a regiões associadas ao movimento, aprendizagem e regulação emocional.

Em alguns casos, aos 24 meses a diferença do tamanho do cérebro já tinha aumentado para os 6%. Concluíram que as diferenças podem ser detectadas a partir de um ano de idade.

"O que impressiona nestes resultados é a forma com que conseguimos detectá-los. Observar diferenças volumétricas tão significativas em bebés expostos à anemia no útero reforça a importância de otimizar as intervenções para mulheres antes e durante a gravidez”, revela Jessica Ringshaw, uma das autoras do estudo, aqui citado pelo Medical Express.

“Em contextos com múltiplos fatores de risco sobrepostos, como desnutrição e doenças infeciosas, é importante considerar como podem estar a atuar em conjunto para causar anemia e, consequentemente, afetar o desenvolvimento cerebral. Ao adaptar as intervenções ao contexto local, podemos dar uma contribuição significativa à sociedade, oferecendo às crianças a melhor hipótese de atingir o seu pleno potencial de desenvolvimento, não apenas sobreviver, mas prosperar”, continua a especialista.

A gravidez muda a estrutura cerebral das mulheres, por cerca de dois anos

Um estudo de 2016 mostrou através de ressonância magnética que estar grávida provoca efeitos de longa duração no cérebro da mulher.

O grupo de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, liderado pela professora Elseline Hoekzema, concluiu que o ‘estado de graça’ provoca alterações na matéria cinzenta que fazem com que a mãe cuide melhor do novo bebé.

O estudo publicado na revista Nature Neuroscience sugere que as mulheres quando são mães pela primeira vez demonstram uma redução consistente no volume da massa cinzenta, o que pode indicar que os seus cérebros são optimizados e reconectados para as ajudar a atender às necessidades dos seus bebés - efeitos que duram pelo menos dois anos.

Portugal: Táxis no Aeroporto de Lisboa ganham preço fixo: Confira os valores... A partir de 15 de outubro, os táxis que saem do Aeroporto de Lisboa terão preços fixos. O valores são estipulados por zonas, confira aqui quais são os preços.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa  14/09/2026 

Já há um protocolo que fixa o preço nos táxis a partir do Aeroporto de Lisboa, o que na opinião da Associação Turismo de Lisboa (ATL) melhora a transparência do serviço e a experiência da chegada à capital e valoriza os profissionais. A medida aplica-se a partir do dia 15 de outubro. 

Afinal, quais são os preços? 

O sistema de vouchers emitidos pela Associação do Turismo de Lisboa organiza os destinos no concelho de Lisboa em duas zonas: nos dias úteis, entre as 07:00 e as 22:00, o preço é de 16 euros para a zona 1 e de 19 euros para a zona 2, incluindo o transporte de até quatro passageiros e a bagagem normalmente acondicionável.

Aos fins de semana, feriados nacionais e no período noturno, entre as 22:00 e as 07:00, os valores são de 20 ou 23 euros consoante seja para a zona 1 ou 2.

Para veículos com capacidade superior a quatro lugares, quando transportem efetivamente mais de quatro passageiros, o valor é de 20 euros para a zona 1 e de 23 euros para a zona 2. Aos fins de semana, feriados nacionais e durante o período noturno, os preços passam para 24 euros e 28 euros, respetivamente.

A zona 1 integra as freguesias de Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas, Beato, Lumiar, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Penha de França e Santa Clara.

A zona 2 abrange Ajuda, Alcântara, Arroios, Belém, Benfica, Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António, São Domingos de Benfica e São Vicente.

O preço indicado no voucher é fechado e definitivo, não sendo admitida a cobrança de suplementos adicionais.

O valor do serviço é definido e publicitado autonomamente pela Associação do Turismo de Lisboa e já se encontra em utilização.

A sua adoção no âmbito do protocolo tem natureza referencial e voluntária, não correspondendo a uma tarifa administrativamente fixada pelo Município de Lisboa.

Medida é "muito positiva"

"Consideramos muito positiva a implementação de um preço fixo para o serviço de táxi no Aeroporto de Lisboa. É uma medida que reforça a transparência, dá maior segurança ao visitante e contribui para uma experiência de chegada mais simples e previsível", sublinhou António Valle, diretor-geral da ATL, citado em comunicado.

Para António Valle, a adoção de um preço fixo nas viagens de táxi a partir do Aeroporto Humberto Delgado beneficia todos, desde os visitantes que chegam a Lisboa, os residentes que regressam a casa e os profissionais de táxi, "que passam a prestar um serviço assente em regras mais claras e numa relação de maior confiança com os passageiros".

O protocolo de Cooperação e Autorregulação para o Serviço de Táxi no Aeroporto Humberto Delgado, envolveu o município de Lisboa, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a Federação Portuguesa do Táxi (FPT), a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a ANA - Aeroportos de Portugal.

Para o responsável, a medida deve ser entendida "como parte de uma ambição mais ampla para o turismo em Lisboa", considerando que a qualidade da experiência de quem visita o destino "não começa no hotel ou nos locais turísticos, mas sim no momento da chegada".

"Lisboa é hoje uma das principais portas de entrada turística da Europa e temos a responsabilidade de garantir que quem nos visita encontra, desde o primeiro momento, qualidade, confiança e profissionalismo", sublinhou.

Segundo o responsável, a experiência turística começa no aeroporto e o organismo que representa quer que a mesma "comece bem", lembrando que não se pode "ambicionar um turismo de excelência sem garantir excelência à porta de entrada da cidade".

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa destacou também o impacto positivo da previsibilidade do preço para todos os passageiros, incluindo os residentes que regressam à cidade.

"Um preço previamente definido beneficia todos: o visitante que chega a Lisboa, o residente que regressa a casa e os próprios profissionais de táxi, que passam a prestar um serviço com regras mais claras e uma maior confiança por parte dos passageiros", frisou.

António Valle considera ainda que o protocolo valoriza o papel dos taxistas enquanto primeiro ponto de contacto de muitos visitantes com a cidade.

Coreia do Norte confirma lançamento de mísseis balísticos num "exercício de ataque"... A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”

Por  Cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa  14/09/2026  

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter realizado um “exercício de ataque” que envolveu unidades de artilharia e o lançamento de mísseis balísticos, depois de a Coreia do Sul ter reportado vários projéteis norte-coreanos de curto alcance, na sequência do fim de exercícios militares realizados em conjunto com os Estados Unidos e o Japão.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA indicou que, em 12 de setembro, sábado, teve lugar um “exercício conjunto de ataque com fogo de unidades de artilharia de longo alcance e mísseis, pertencentes a unidades combinadas de todos os níveis” do Exército do país asiático.

A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”. “Todos os sistemas demonstraram o enorme poder destrutivo do fogo ao atingir os alvos com uma precisão de 100%”, acrescentou a KCNA.

A confirmação das autoridades norte-coreanas surge depois de o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ter informado, no sábado, que detetou, por volta das 05:20 locais (20:20 GMT de sexta-feira), o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Japão, a partir da cidade portuária de Wonsan, no leste do país.

No dia anterior, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão concluíram exercícios militares com a duração de cinco dias, que reuniram “forças marítimas, aéreas, médicas e cibernéticas dos três países para um treino destinado a melhorar a coordenação, otimizar a interoperabilidade e reforçar a preparação defensiva trilateral”.

Esta semana, o ministro da Defesa norte-coreano, Kim Song-gi, ameaçou adotar contramedidas em resposta aos exercícios “Freedom Edge”, acusando Washington de realizar exercícios militares de forma contínua, segundo declarações divulgadas pela agência estatal KCNA.

Os exercícios decorreram conforme previsto, apesar de a Coreia do Sul e os Estados Unidos terem reduzido, no mês passado, o seu exercício anual “Ulchi Freedom Shield”, num contexto marcado pelo interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

ESTUDO: Mulheres são minoria em governos e chegam ao poder com maior exigência... Portugal teve apenas 15% de ministras nas últimas cinco décadas e as mulheres ainda "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", revela um estudo divulgado hoje.

© Lusa   14/09/2026 

Esta conclusão consta de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos intitulado "Quem Governa Portugal? Perfis ministeriais em perspetiva comparada", coordenado pelos investigadores António Costa Pinto e Marcelo Camerlo, que analisou os perfis de todos os ministros portugueses desde 1976 até 2025 e compara o caso português com outras democracias do sul da Europa, como Espanha, Itália e Grécia.

Num texto intitulado "Género e acesso ao poder executivo", da autoria de Edna Costa, conclui-se que "entre 1976 e 2025, dos 398 detentores de pastas ministeriais que integraram os governos inaugurais, apenas 60 eram mulheres (15%), contrastando com 338 homens (85%)".

"Esta disparidade, tanto em termos percentuais como em números absolutos, evidencia a persistente sub-representação feminina no acesso aos cargos executivos, mesmo num contexto de democratização e de crescente valorização da igualdade de género", lê-se no texto.

A análise revela que até 1985 verificou-se "uma ausência quase total de mulheres", ocorrendo a primeira nomeação com Leonor Beleza no X Governo liderado por Cavaco Silva, para a pasta da Saúde.

A partir deste ponto, observa‑se "um crescimento lento". Se em 1995, António Guterres regista "maior abertura à nomeação de ministras", e os governos de José Sócrates "aprofundam esta tendência, ultrapassando pela primeira vez os 30% em 2009", em 2011, Passos Coelho nomeia apenas duas ministras (18%).

Embora António Costa, em 2015, suba este número para quatro, a aproximação a um executivo paritário aconteceria apenas em 2019, altura em que, sob a liderança de Costa, o Governo torna-se o primeiro a ultrapassar o limiar de 40% e em 2022, alcança mesmo os 53% de representação feminina.

"Mais recentemente, os governos de Luís Montenegro (2024‑2025) mantêm valores elevados (41% e 37,5%), sugerindo uma possível consolidação, embora seja prematuro afirmar a durabilidade desta tendência", acrescenta a autora.

Outra das conclusões deste estudo é a de que as ministras possuem qualificações académicas superiores à dos ministros (50% com doutoramento versus 25% dos homens) e "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", sendo-lhes exigida maior especialização técnica para assumir um cargo governativo.

No que toca à distribuição de pastas, tendo em conta o período de 1976 até 2025, "as mulheres que detêm pastas ministeriais em Portugal estão mais concentradas em pastas periféricas e na área social".

"A presença feminina no núcleo estratégico do Governo — onde se concentram o poder decisório e os recursos orçamentais mais significativos — é residual, confirmando a persistência de barreiras no acesso ao centro governativo. Esta sub‑representacao nas pastas centrais limita substancialmente a capacidade de influência das mulheres ministras sobre as decisões estruturantes do executivo", lê-se no texto.

O estudo realça ainda outro fator determinante: entre as mulheres, a filiação partidária funciona como condição necessária para aceder ao núcleo duro do Governo, enquanto nas pastas periféricas mais de metade das ministras (53,7%) são independentes, recrutadas pelo seu capital técnico.

Exército israelita nega ter planeado ataque a Gaza que previa morte de 500 civis... O Exército de Israel classificou como "totalmente falsas" as acusações de que as suas forças planearam e executaram um ataque na Faixa de Gaza que previa cerca de meio milhar de vítimas civis.

Por  RTP/Lusa  14/09/2026 

O comunicado surgiu como resposta à divulgação, este domingo, nas redes sociais, de um excerto de 'NAZA' - o novo documentário dos realizadores de 'No Other Land', Yuval Abraham e Rachel Szor - em que um militar israelita, faz essa afirmação sob anonimato.

"Isso é totalmente falso. As Forças de Defesa de Israel (FDI) nunca planearam, aprovaram nem levaram a cabo um ataque em Gaza em que se previsse a morte de 500 civis ou de um número sequer próximo desse valor", declarou o Exército nas redes sociais.

O Exército israelita disse também que "não foi apresentada durante toda a guerra qualquer alegação credível que sugerisse que um ataque das FDI tenha causado um número de vítimas mortais sequer próximo desse número".

As forças israelitas criticaram os realizadores por "não terem forma de verificar esta afirmação, não existirem provas reais que a sustentem e, ainda assim, a terem publicado".

"Além disso, não é possível comprovar nem verificar de forma independente qualquer dado sobre o entrevistado, nem o seu serviço nem a sua função", argumentou o Exército israelita sobre o documentário, que se apoia em testemunhos de militares não identificados entrevistados para expor o uso de Inteligência Artificial (IA) em ataques contra civis em Gaza.

"Nunca se planeou, aprovou ou executou qualquer ataque desse tipo e, no entanto, esta é a afirmação que os realizadores escolheram para promover o seu filme. Julguem o resto em conformidade", concluiu o Exército.

Na sequência referida pelas FDI, um militar israelita descreve o funcionamento da NAZA, nome da IA que dá título ao documentário e que é um acrónimo militar derivado do termo hebraico `nezek agavi`, usado pelas tropas para indicar o número de civis que se prevê morrerem num ataque aéreo como dano colateral.

Esboçando numa caderneta o funcionamento do sistema, o militar afirma que este não faz "qualquer distinção" entre menores e adultos e que "alguns bombardeamentos mataram 20, 30 e até 300 pessoas".

Questionado sobre o ataque mais mortal, disse não saber "quantos morreram na realidade, porque nunca foi avaliado, mas houve uma aprovação uma vez para matar 500".

O documentário - produzido pelo jornal The Guardian - é candidato ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, tendo recebido a ovação mais longa alguma vez registada da história do festival para uma estreia, quase 25 minutos.

Em 80 minutos, o documentário analisa a campanha de ataques sistemáticos de Israel no enclave palestiniano através do testemunho de 24 oficiais e soldados de Inteligência, que detalham estratégias de espionagem telefónica e sistemas de IA para identificar alvos.

Segundo denunciam os realizadores, este mecanismo funciona como um sistema em larga escala que provoca deliberadamente a morte de centenas de civis colaterais num único ataque.