terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Portugal, Porto: Arouca apoia natalidade com 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção... O Município de Arouca vai implementar um programa de apoio à natalidade que prevê a atribuição às famílias locais de 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção, e também 200 euros para procriação medicamente assistida.

© Shutterstock   Por  Lusa  17/02/2026 

Segundo revela hoje à Lusa essa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a medida ainda vai ser sujeita a discussão pública, mas no executivo camarário já tem o aval tanto da maioria socialista como da oposição social-democrata. 

A presidente da Câmara, Margarida Belém, justifica o novo programa com a descida da taxa de natalidade a que se vem assistindo no concelho e no país em geral.

"É necessário adotar medidas concretas para inverter esta tendência demográfica e fomentar a natalidade no concelho, e, desejavelmente, elas devem ser acompanhadas de outras ações de âmbito nacional no mesmo sentido", disse.

Para ajudar a criar "condições de vida mais vantajosas para os agregados familiares" de Arouca, a autarquia anuncia assim a atribuição de uma comparticipação pecuniária cujo montante irá variar de acordo com o número de crianças no agregado - sendo aplicável a nascimentos e adoções verificadas a partir da publicação definitiva do regulamento em Diário da República.

Em causa estão 400 euros pelo nascimento ou adoção do primeiro filho, 500 euros pelo nascimento ou adoção do segundo com a mesma filiação e 600 quando se tratar do terceiro ou seguintes, ainda com os mesmos pais.

Para apoio à procriação medicamente assistida, também está prevista uma ajuda financeira "até ao limite de 200 euros", quando cumpridos os termos da Portaria n.º 300/2024/1, de 25 de novembro.

A todos os bebés ou crianças abrangidos pelo programa será igualmente oferecido um 'kit' com "uma mala de maternidade e artigos de puericultura" e, no caso de menores de um ano, também um 'pack' com materiais de leitura.

Outro benefício previsto para grávidas e crianças até aos 3 anos é a isenção de pagamento em todas as modalidades disponíveis para esse público-alvo nos complexos desportivos municipais.

Para usufruir desse conjunto de apoios, as famílias interessadas têm, no entanto, que cumprir alguns requisitos: a criança em causa tem que estar registada como natural do concelho de Arouca e residir efetivamente com o requente -- que, por sua vez, tem que habitar no município "há pelo menos dois anos consecutivos até à data do nascimento". O mesmo período de residência mínimo é obrigatório para as mulheres que queiram aceder à ajuda para procriação medicamente assistida.

Margarida Belém realçou que o presente regulamento de apoio à natalidade se enquadra num conjunto de medidas apostadas em facilitar a vida aos jovens e em ajudar à sua fixação no território. Como exemplos disso, a autarca destacou "o reforço da oferta habitacional a custos controlados e com condições preferenciais para jovens, o regulamento de apoio ao arrendamento e a dinamização do autoemprego através da consolidação do Centro de Incubação e Inovação Industrial de Arouca, assim como a expansão e requalificação das zonas industriais para atrair novas empresas e criar novos postos de trabalho".

População da Alemanha deverá diminuir 10% até 2070... A população da Alemanha vai provavelmente diminuir em cerca de 10% até 2070, contra uma previsão anterior de 1%, anunciou hoje o instituto alemão Ifo.

© Shutterstock   Por  Lusa   17/02/2026 

Num comunicado hoje divulgado, o Ifo explica que este é o resultado de uma análise do instituto sobre os cálculos populacionais atuais da Agência Federal de Estatísticas alemã (Destatis). 

"Hoje já é necessário levar em consideração a diminuição e o envelhecimento da população nas decisões políticas de longo prazo, por exemplo, na saúde e nos cuidados", diz Joachim Ragnitz, da delegação de Dresden do Ifo.

Segundo os especialistas do ifo, não só a escassez de mão de obra qualificada deve piorar, como também o seguro de pensão estatal deve ser ainda mais pressionado.

"Com menos pessoas, precisamos de menos habitação, menos infraestrutura de transporte e também de menos funcionários públicos", diz o investigador do ifo, Robert Lehmann.

Ao mesmo tempo, a proporção de pessoas mais velhas está a aumentar de forma muito mais acentuada, com consequências para a necessidade de infraestruturas de saúde e cuidados.

De acordo com o estudo do ifo, existem diferenças regionais claras: os Estados da Alemanha Oriental são muito mais afetados do que os três Cidades-Estados da Alemanha Ocidental (Berlim, Hamburgo e Bremen), onde a população até deve aumentar até 2070.

A razão para este ajustamento significativo das projeções populacionais são os novos dados do censo de 2022, refere o Ifo.

Assim, 81,9 milhões de pessoas realmente vivem na Alemanha, em vez do número extrapolado anteriormente de 83,2 milhões do censo de 2011.

Esta correção leva a uma taxa de natalidade mais baixa e a menos imigração.

Apesar de pressupostos em grande parte idênticos, o ponto de partida mais baixo leva, portanto, a uma acentuada diminuição da população da Alemanha a longo prazo.

Anteriormente, assumia-se que a população permaneceria constante e cresceria ligeiramente até 2030.


O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, chegou esta manhã à cidade de Bafatá com o objetivo de se inteirar da condição de uma parte dos feridos na sequência da explosão registada num contentor que servia como depósito para venda de combustíveis.

Rússia ataca várias regiões com mísseis antes do início de negociações... A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Por sicnoticias.pt   

As forças armadas da Rússia lançaram esta terça-feira um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações.

A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de aeronaves não tripuladas (drones), num ataque que se prolongou durante a madrugada.

A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infraestruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.

As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones de hoje.

Também hoje, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.

"Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos", disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014.

"No total, mais de 24 drones foram abatidos" nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.

Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado.

Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.

A troca de ataques aconteceu horas antes do início de uma uma nova ronda de conversações, na cidade de Genebra, na Suíça, entre negociadores russos, ucranianos e norte-americanos.

O avião que transportava a delegação russa, chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça às 07:00 (06:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias oficial russa TASS.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente".

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que "as questões" que ainda precisam de ser resolvidas são "vastas" e que "ninguém se arriscará a prever" o resultado das discussões.

Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua "a resolução das questões que estão na origem deste conflito".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.

Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá "os mesmos erros" cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com "sanções totais" ao Kremlin.


Leia Também: Mais de 21 mil fake news russas nos dias antes das negociações em Genebra

Entre 13 e 15 de fevereiro, cerca de 130 fontes envolvidas em ações russas de Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (FIMI) publicaram aproximadamente 21,4 mil peças que mencionavam a Ucrânia, segundo uma organização ucraniana que combate a desinformação.


Trump ameaça Irão com "as consequências de não se chegar a um acordo"... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando "as consequências de não se chegar a um acordo", antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.

© Lusa   17/02/2026 

"Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil", disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.

A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, "em vez de enviar" bombardeiros B-2 dos EUA "para destruir o seu potencial nuclear".

"Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo... Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo", disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação norte-americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.

Omã acolheu a primeira ronda de conversações indiretas entre os EUA e o Irão a 06 de fevereiro.

Conversações semelhantes ocorreram no ano passado entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano e fracassaram, depois de Israel ter lançado o que se tornou numa guerra de 12 dias contra o Irão, que incluiu o bombardeamento de instalações nucleares iranianas pelos EUA.

Entretanto, enquanto Trump ordenava o envio de um porta-aviões adicional para a região, o Irão lançou na segunda-feira um segundo exercício naval em semanas, informou a televisão estatal iraniana e disse que o exercício testaria as capacidades de inteligência e operacionais do país no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irão anunciou que a Guarda Revolucionária paramilitar começou o exercício em vias navegáveis, que são rotas cruciais para o comércio internacional, através das quais passa 20% do petróleo mundial.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que marinheiros recebem avisos sobre um exercício de fogo real iraniano. Durante o exercício anterior, anunciado no final de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um aviso firme ao Irão e à Guarda Revolucionária.

A administração Trump procura um acordo para limitar o programa nuclear do Irão e garantir que este não desenvolva armas nucleares.

No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, indicou que Teerão poderá estar aberto a compromissos na questão nuclear, mas procura um alívio das sanções internacionais lideradas pelos Estados Unidos.