terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, chegou esta manhã à cidade de Bafatá com o objetivo de se inteirar da condição de uma parte dos feridos na sequência da explosão registada num contentor que servia como depósito para venda de combustíveis.

Rússia ataca várias regiões com mísseis antes do início de negociações... A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Por sicnoticias.pt   

As forças armadas da Rússia lançaram esta terça-feira um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações.

A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de aeronaves não tripuladas (drones), num ataque que se prolongou durante a madrugada.

A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infraestruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.

As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones de hoje.

Também hoje, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.

"Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos", disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014.

"No total, mais de 24 drones foram abatidos" nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.

Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado.

Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.

A troca de ataques aconteceu horas antes do início de uma uma nova ronda de conversações, na cidade de Genebra, na Suíça, entre negociadores russos, ucranianos e norte-americanos.

O avião que transportava a delegação russa, chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça às 07:00 (06:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias oficial russa TASS.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente".

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que "as questões" que ainda precisam de ser resolvidas são "vastas" e que "ninguém se arriscará a prever" o resultado das discussões.

Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua "a resolução das questões que estão na origem deste conflito".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.

Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá "os mesmos erros" cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com "sanções totais" ao Kremlin.


Leia Também: Mais de 21 mil fake news russas nos dias antes das negociações em Genebra

Entre 13 e 15 de fevereiro, cerca de 130 fontes envolvidas em ações russas de Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (FIMI) publicaram aproximadamente 21,4 mil peças que mencionavam a Ucrânia, segundo uma organização ucraniana que combate a desinformação.


Trump ameaça Irão com "as consequências de não se chegar a um acordo"... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando "as consequências de não se chegar a um acordo", antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.

© Lusa   17/02/2026 

"Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil", disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.

A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, "em vez de enviar" bombardeiros B-2 dos EUA "para destruir o seu potencial nuclear".

"Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo... Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo", disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação norte-americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.

Omã acolheu a primeira ronda de conversações indiretas entre os EUA e o Irão a 06 de fevereiro.

Conversações semelhantes ocorreram no ano passado entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano e fracassaram, depois de Israel ter lançado o que se tornou numa guerra de 12 dias contra o Irão, que incluiu o bombardeamento de instalações nucleares iranianas pelos EUA.

Entretanto, enquanto Trump ordenava o envio de um porta-aviões adicional para a região, o Irão lançou na segunda-feira um segundo exercício naval em semanas, informou a televisão estatal iraniana e disse que o exercício testaria as capacidades de inteligência e operacionais do país no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irão anunciou que a Guarda Revolucionária paramilitar começou o exercício em vias navegáveis, que são rotas cruciais para o comércio internacional, através das quais passa 20% do petróleo mundial.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que marinheiros recebem avisos sobre um exercício de fogo real iraniano. Durante o exercício anterior, anunciado no final de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um aviso firme ao Irão e à Guarda Revolucionária.

A administração Trump procura um acordo para limitar o programa nuclear do Irão e garantir que este não desenvolva armas nucleares.

No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, indicou que Teerão poderá estar aberto a compromissos na questão nuclear, mas procura um alívio das sanções internacionais lideradas pelos Estados Unidos.