segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?... Comerciantes e universitários começaram, em dezembro, um protesto contra a situação económica no Irão. A insatisfação alargou-se para um protesto contra o governo do país. Volvidos mais de 15 dias de conflitos, e mais de 538 mortos, eis o que se passa no país.

Por noticiasaominuto.com/ com LUSA 

A vaga de protestos no Irão já ultrapassou as duas semanas e fez mais de 500 mortos, momento em que importa perceber o que está em causa, o motivo do descontentamento e que consequências daqui podem advir.

Nos últimos dias, os protestos antigovernamentais cresceram em dimensão e em violência. Aquilo que começou como uma demonstração de descontentamento para com a situação económica no país, transformou-se num movimento de massa que pretende desafiar os governantes autoritários do país.

Os manifestantes são agora designados de "vândalos" e as entidades internacionais já estão de olhos postos e atentos aos desenvolvimentos deste conflito interno.

Por que é que os iranianos estão em protesto?

Segundo recorda o The New York Times, a economia do Irão está sob pressão constante há vários anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares.

Os recursos financeiros do país ficaram ainda mais afetadas quando em junho passado o país se envolveu numa guerra de 12 dias com Israel, conflito no qual os EUA acabaram por se envolver e bombardear as suas instalações nucleares.

Contudo, tudo descambou em dezembro, quando no meio de uma inflação persistentemente alta, comerciantes e estudantes universitários decidiram unir-se em protesto. 

Como começaram os protestos?

Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda começaram com manifestações em várias universidades, incluindo as mais prestigiadas como as de Teerão, Sharif e Beheshti.

Comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica. 

O governo iraniano reconheceu a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos. Porém, quando a manifestação se virou contra si, o cenário alterou-se.

Manifestação contra o governo 

À medida que as manifestações aumentavam, começaram a transformar-se numa critica mais ampla que visava o regime teocrático do Irão. Nas redes sociais e na televisão, manifestantes foram vistos entoando slogans como "Morte ao ditador" e "Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos".

No segundo dia consecutivo de protestos, a Guarda Revolucionária alertou os participantes num comunicado que se oporia a "qualquer tentativa de (...), caos ou ameaça à segurança".

Ao mesmo tempo, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que os "meios de comunicação anti-iranianos e organizações de segurança estrangeiras, através de alguns dos seus agentes internos, estiveram presentes em algumas concentrações para transformar os protestos em distúrbios".

As primeiras vitimas mortais e o intensificar do conflito

A primeira vítima mortal das manifestações aconteceu ao 5.º dia de protesto. 

Um membro das forças de segurança foi morto no oeste do Irão e tornou-se oficialmente a primeira (de muitas) vítimas, dos confrontos que entretanto colocaram frente a frente manifestantes e forças de segurança. Hoje, o número ascende a, pelo menos, 538 mortos. O número pode ser, no entanto, muito maior, dado que o corte de internet que dura há várias horas no país, não permite fazer um cálculo real.

Recorde-se que, na quinta-feira, o governo iraniano decidiu cortar o acesso à internet e o sinal de telemóveis em todo o país, depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. Esta proibição decorre já há 84 horas.

Pedido de apoio e contenção

Entretanto, têm sido várias vozes a apelar á contenção. O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada". "Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos", declarou.

Iranianos querem a intervenção dos EUA?

O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, disse esta segunda-feira que os protestos em todo o país "tornaram-se violentos e sangrentos para dar uma desculpa" para uma intervenção militar dos Estados Unidos.

Araghchi não apresentou provas para suportar esta alegação, mas garantiu que "a situação está sob controlo total" em todo o país.

Apesar disso, Donald Trump anunciou, também hoje,  que os líderes do Irão o contactaram para negociar após este ter ameaçado com uma ação militar. Apesar de afirmar que estes "querem negociar", Trump diz estar a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e que a administração que lidera "tomará uma decisão".

"Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião" disse.

Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que, "no dia em que o Irão seja libertado do jugo da tirania", os dois países voltarão a ser "parceiros fiéis" para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos.

SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink... A primeira metade deste conjunto de satélites Starlink deve ser lançada até ao dia 1 de dezembro de 2028, com a segunda metade a ter como prazo o mês de dezembro de 2030.

Por noticiasaominuto.com 

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA anunciou no final da semana passada que aprovou o lançamento de mais 7.500 satélites de segunda geração Starlink - o que fará com que o número de satélites da SpaceX em órbita chegue a um total de 15 mil satélites.

Conta a Reuters que a SpaceX submeteu um pedido para o lançamento adicional de 14.988 satélites, com a entidade reguladora para as comunicações dos EUA a ter decidido “adiar a autorização” deste conjunto.

Mediante esta autorização da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, a SpaceX deverá lançar metade dos 7.500 satélites até ao dia 1 de dezembro de 2028 e a segunda metade até dezembro de 2031.

Esta nova autorização para mais satélites da Starlink permite não só disponibilizar Internet em mais territórios, como também a possibilidade de operar em cinco frequências diferentes.

Risco de colisão

A SpaceX já teve alguns percalços no passado com os seus satélites Starlink e, para evitar situações semelhantes no futuro, tomou a decisão de baixar a órbita de cerca de alguns dos satélites que tem posicionados na órbita do nosso planeta.

Dos mais de 9 mil satélites da SpaceX que estão atualmente a operar na órbita da Terra, serão 4.400 satélites que, ao invés dos 550 km de distância da Terra, ficarão a 480 km. O processo será gradual e terá lugar ao longo dos próximos meses.

O objetivo desta decisão é reduzir a probabilidade dos satélites da Starlink colidirem com os lançados por empresas rivais, com o vice-presidente de engenharia da divisão Starlink, Michael Nicholls, a explicar que “o número de objetos e constelações de satélites planeadas é significativamente mais baixo abaixo dos 500 km” de altura.

Como conta o site The Verge, estima-se que até ao final desta década estejam até 70 mil satélites na região do Espaço entre os 160 km e os 2 mil km de distância da Terra.


Leia Também: Irão sem Internet há 84 horas devido aos protestos

O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor, disse hoje a organização não-governamental (ONG) de monitorização da cibersegurança Netblocks.


Kyiv reclamou neutralização de 135 drones russos ferindo duas pessoas... As defesas aéreas ucranianas disseram hoje que neutralizaram 135 dos 156 aparelhos aéreos não tripulados (drones) lançados pela Rússia desde a tarde de domingo, ferindo duas pessoas em Odessa.

Por LUSA 

O ataque russo contra o sul da Ucrânia deixou várias cidades e parte da capital regional, Odessa, sem energia. 

Segundo o governador da região de Odessa, Oleg Kiper, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco residências e um edifício administrativo foram danificados.

O governador afirmou ainda que os serviços de abastecimento de água foram restabelecidos após a interrupção provocada pelo ataque.

A região de Odessa está sob ataque da Rússia quase diariamente. 

No norte do país, segundo a Força Aérea de Kyiv, 16 drones atingiram 11 locais diferentes que não foram especificados. 

Uma das regiões da Ucrânia alvo do ataque foi Chernihiv, no norte do país, uma das zonas mais afetadas pelos bombardeamentos dos últimos meses.

De acordo com as autoridades, o ataque russo causou danos em centrais de energia no distrito de Novgorod-Siversk, Chernihiv, e deixou várias cidades sem eletricidade.

Por outro lado, as autoridades da Rússia disseram que abateram 12 drones ucranianos durante a noite e outros seis hoje de manhã. 

Segundo o Ministério da Defesa, quatro drones foram neutralizados na região de Rostov, seguindo-se a Península da Crimeia (2), Adiguésia (2), Kursk (2) e Mar Negro.

Outro drone foi abatido sobre Voronezh.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Medvedev ameaça "governantes idiotas" caso enviem forças para ajudar Kyiv

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou hoje os responsáveis europeus, que classificou de "governantes idiotas", de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kyiv.


A dieta que pode reduzir o risco de progressão do cancro da próstata... Um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, revelou que existe uma dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. Veja o que deve consumir mais vezes para conseguir receber mais benefícios.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, existe um tipo de dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. A investigação sugere que o consumo regular de um determinado tipo de alimentos pode reduzir o risco nos homens.

O estudo mostrou que uma dieta rica em vegetais e probióticos pode retardar a progressão do cancro da próstata. A investigação acompanhou 212 homens com cancro da próstata de baixo risco ao longo de quatro meses.

Cancro da próstata: A dieta que pode salvar vidas

O grupo foi dividido, um deles recebeu suplementos à base de plantas, enquanto o outro um suplemento placebo. No caso do primeiro grupo, o suplemento era composto por brócolos, curcuma, romã, chá verde e gengibre.

“Certos tipos de cancro são mais afetados pelo estilo de vida do que outros. O cancro da próstata é realmente sensível a muitas das coisas. Assim, recomendamos levar um estilo de vida saudável”, revelou Jeff Foster, especialista em saúde masculina, ao WalesOnline.

A investigação destacou ainda algumas mudanças no dia a dia que podem ter um impacto na saúde dos homens. “Se estiver em boa forma física, terá uma reserva fisiológica melhor e será mais provável que recupere melhor da cirurgia, tolere melhor a quimioterapia e consiga manter um sistema imunitário saudável de forma eficaz”, continua.

Diz ainda que “quanto mais em forma estiver, melhor seu corpo estará para combater a doença”, continua Jeff Foster.

Cancro da próstata. Fator que muitos homens ignoram pode salvar vidas

De acordo com um estudo do Arthur G. James Cancer Hospital, aqui citado pelo Health, grande parte dos homens nos Estados Unidos, onde foi realizada a investigação, não sabe que o cancro da próstata num estágio inicial não apresenta qualquer tipo de sintomas.

"É muito importante que todos entendam que o cancro da próstata é assintomático até os estágios avançados e que quase ninguém com cancro da próstata num estágio inicial apresenta qualquer sintoma", revela o urologista Jairam Eswara.

Explicou que é importante mudar a mentalidade e fazer com que os homens se preocupem mais com o estado da sua saúde. A investigação entrevistou mais de mil homens com mais de 18 anos.

Cerca de 80% dos entrevistados não sabiam que o cancro da próstata num estágio inicial não apresentava qualquer tipo de sintomas físicos. Também 59% revelou que não sabiam que a disfunção sexual poderia ser um alerta para este tipo de cancro.

O cancro que não tem sintomas na sua fase inicial

"Como o cancro próstata está localizado profundamente no corpo, não é fácil determinar se alguém tem cancro da próstata ou não", começou por dizer o especialista. Esta acaba por ser uma preocupação para os profissionais de saúde.

"Faz com que as pessoas pensem que não correm risco de cancro quando, na verdade, correm, o que leva à relutância em fazer o exame", explica. Revelou ainda alguns dos sinais que devem funcionar como alerta para os homens.


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