Foto: Martin Heinlein/Wikimedia Commons Por JN/Agências 28 de setembro, 2026
"A declaração faz parte de uma política sistemática anti-Israel promovida pelo Governo espanhol e pelo seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez", afirmou o comunicado da chancelaria israelita.
O Ministério israelita referiu que Francisca Pedrós deverá reunir-se a Gilad Cohen, diretor dos Assuntos Político-Estratégicos israelitas.
Segundo o texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, as palavras utilizadas por Sira Rego apoiam "a eliminação do Estado de Israel".
Em 24 de setembro, Rego afirmou durante um pequeno-almoço do Fórum Europa que Espanha "não escolheu o lado errado" ao posicionar-se "ao lado dos direitos humanos e do povo palestiniano", antes de referir como motivos de "orgulho" a suspensão da volta em bicicleta de Espanha ou o boicote à Eurovisão, entre outros exemplos. "Além disso, a posição da sociedade espanhola é clara a favor de uma Palestina livre do rio ao mar. E por isso, no governo, mantivemos durante estes anos uma posição de dignidade com o reconhecimento do Estado da Palestina, com o embargo de armas (...)", acrescentou a ministra.
Nessa mesma quinta-feira, a encarregada de negócios de Israel em Espanha, Dana Erlich, já tinha acusado Rego de antissemitismo. "Espanha não é antissemita. Esta ministra, sim", declarou Erlich na rede social X, anexando um vídeo com as declarações da ministra.
Já em setembro de 2025, Israel proibiu a entrada no país da vice-primeira-ministra e ministra do Trabalho de Espanha, Yolanda Díaz, assim como de Rego, em represália pelas medidas anunciadas pelo chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez. Rego pediu, então, que a União Europeia (UE) rompesse "todos os laços com Israel e lhe impusesse sanções".
Israel continua a atacar quase diariamente a Faixa de Gaza, onde matou mais de 74 mil palestinianos desde outubro de 2023 - entre eles mais de 20 mil adolescentes e crianças -, segundo as autoridades de saúde de Gaza.















