quinta-feira, 9 de abril de 2026

França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia... O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.

© GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP via Getty Images    Por  LUSA   09/04/2026 

"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou hoje Jean-Noel Barrot à rádio France Inter. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.

Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.

As gravações publicadas pelo VSquare, FrontStory, Delfi Estonia, The Insider e pelo Centro Ján Kuciak de Jornalismo de Investigação da Hungria, registaram as conversas entre os dois ministros entre dezembro de 2023 e agosto de 2025.

"Estas gravações revelam que, entre outras coisas, Szijjarto entregou documentos da União Europeia a Lavrov", afirmou Szabolcs Panyi, editor da publicação húngara VSquare.

O Governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, é o aliado mais próximo de Moscovo na Europa.

Panyi, especialista em segurança nacional e espionagem, já tinha publicado em março a transcrição de uma chamada telefónica de 2020 na qual Szijjarto pedia a Lavrov apoio para um aliado político, o que demonstraria a coordenação entre Budapeste e Moscovo em questões internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria não negou ter contactado Lavrov e afirmou que as conversas apenas demonstram que "a Hungria defende firmemente a paz", mas não se referiu a nenhuma conversa ou conteúdo específico.

Orbán reconheceu na quarta-feira que conversou com Vladimir Putin, depois de a agência Bloomberg ter revelado uma conversa em que o primeiro-ministro húngaro se colocou "inteiramente ao serviço" do Presidente russo.

Szijjarto afirmou que a divulgação as gravações áudio constituiu "interferência dos serviços de informações estrangeiros nas eleições parlamentares" que a Hungria realiza no próximo domingo.

As sondagens indicam a possível derrota de Orbán para o conservador Peter Magyar.


Leia Também: MNE da Hungria passou informações a Sergey Lavrov sobre cimeira da UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, passou informações por telefone ao homólogo russo, Sergey Lavrov, em 2023, sobre uma cimeira da UE relativa a negociações de adesão da Ucrânia, segundo chamadas hoje divulgadas.

Delegação do Irão chega ao Paquistão para negociações com EUA... As autoridades do Irão confirmaram que uma delegação oficial do país chegará hoje à capital do Paquistão, Islamabad, para conversações diplomáticas com os Estados Unidos.

© Getty Images/ Jalaa MAREY / AFP     Por  LUSA   09/04/2026 

"Apesar do ceticismo entre a opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo pelo regime israelita para sabotar a iniciativa diplomática, a delegação iraniana chegará esta noite a Islamabad, a convite do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, para conversações sérias fundamentadas nos 10 pontos propostos pelo Irão", afirmou o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, numa mensagem nas redes sociais. 

Sharif anunciou na quarta-feira um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e convidou delegações de ambos os países para se reunirem esta sexta-feira em Islamabad.

A delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente do país, J.D. Vance, confirmou na quarta-feira a Casa Branca.

Este encontro tem como objetivo iniciar contactos para um acordo definitivo, após mais de um mês de ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de fevereiro em plena negociação entre Washington e Teerão para alcançar um novo acordo nuclear.

O chefe do Executivo paquistanês sublinhou na sua mensagem que "Irão e Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo o Líbano e outros locais".

Israel, porém, afirmou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a maior vaga de bombardeamentos contra o país, causando mais de 250 mortos e um milhar de feridos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, declarou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, com o Irão a criticar que a mensagem publicada por Sharif tinha mencionado especificamente que o Líbano estaria incluído.

As autoridades iranianas anunciaram ainda o abate de dois drones israelitas que entraram no seu espaço aéreo, descrevendo que estas incursões constituíam igualmente violações do cessar-fogo, e ameaçando responder caso os incidentes se repetissem.

O próprio Sharif reconheceu horas depois "violações do cessar-fogo em alguns locais ao longo da zona de conflito" e argumentou que estas "minam o espírito do processo de paz".

"Peço encarecidamente a todas as partes que demonstrem moderação e respeitem o cessar-fogo de duas semanas, como acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel principal rumo a uma solução pacífica do conflito", acrescentou.

As dúvidas sobre a viabilidade do acordo temporário incluem a posição dos Estados Unidos relativamente à recusa de permitir que o Irão continue a enriquecer urânio, parte dos dez pontos divulgados por Teerão como base aceite por Washington para negociar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nas últimas horas que essa proposta é um "boato", apesar de anteriormente ter considerado que seria uma "base viável para negociar".


Leia Também: Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo, diz Irão

Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

É seguro tomar vitamina B12 todos os dias? Médica esclarece... Quando o organismo regista falta de vitaminas, a suplementação assume-se com a principal solução. No caso da vitamina B12 coloca-se uma questão: é seguro tomá-la todos os dias? Uma médica respondeu à pergunta em declarações ao Only My Health.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   09/04/2026 

A suplementação é necessária quando a alimentação não supre as necessidades ao nível das vitaminas. No caso da vitamina B12 - uma das mais conhecidas  - é seguro tomá-la todos os dias em forma de suplemento? A médica Pooja Pillai respondeu à questão num artigo do Only My Health. 

É seguro tomar suplementos de vitamina B12 todos os dias?

A resposta, segundo a médica, é sim. "Os suplementos de vitamina B12 normalmente podem ser tomados todos os dias, sobretudo se houver uma deficiência da mesma e se alguém estiver em risco, como é o caso dos vegetarianos, vegan, idosos ou pessoas com problemas de absorção", realça. 

"A vitamina B12 auxilia na formação de glóbulos vermelhos, é benéfica para a saúde dos nervos, para a função cerebral e na produção de energia. Tomá-la regularmente previne a anemia, fraqueza, problemas de memória e danos nos nervos. Como a B12 é uma vitamina hidrossolúvel, o excesso, normalmente, é eliminado na urina", esclarece. 

Este facto faz com que seja segura, mesmo quando tomada em excesso. 

Falta de vitamina B12: quais são os riscos?

De acordo com um estudo realizado pela American Cancer Society, se uma pessoa tiver falta de vitamina B12 devido à anemia perniciosa, o risco de desenvolver cancro do estômago aumenta. 

Um outro estudo de 2024, que contou com a participação de 788 pessoas, descobriu que os níveis baixos de vitamina B12 são comuns em pessoas com cancro. 

Eis os sintomas da falta desta vitamina no organismo:

  • Cansaço e fraqueza;
  • Náuseas, vómitos ou diarreia;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dor na boca ou na língua;
  • Pele clara;
  • Sensação de dormência nas mãos e nos pés;
  • Problemas de visão;
  • Perda de memória;
  • Sintomas de depressão;
  • Sintomas de irritação.

É importante fazer as suas análises de rotina - todos os anos - de maneira a perceber se é necessária a suplementação. Esta deverá ser feita segundo o aconselhamento do seu médico de família. 

Alimentos ricos em B12

Também poderá aumentar o consumo de vitamina B12 através da alimentação. Segundo o website da CUF, "os adultos devem consumir diariamente cerca de 2,4 microgramas" desta vitamina. A mesma encontra-se sobretudo nos seguintes alimentos:

  • Carne vermelha;
  • Carne de aves;
  • Ovos;
  • Laticínios;
  • Peixe;
  • Marisco.

Vídeo mostra todos os detalhes do lançamento da missão Artemis II... Enquanto a cápsula Orion continua a aproximar-se da Terra, a NASA partilhou mais imagens da missão Artemis II e, entre os vídeos mais impressionantes, está o lançamento do foguetão Space Launch System no dia 1 de abril.

© NASA   CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO   Por noticiasaominuto.com   09/04/2026 

Os astronautas da missão Artemis II têm previsão para regressar à Terra já esta sexta-feira, dia 10 de abril, e, à medida que a cápsula Orion se aproxima do nosso planeta, a NASA continua a partilhar imagens e vídeos desta missão.

Entre os vídeos mais impressionantes está o lançamento do foguetão Space Launch System (SLS) no dia 1 de abril que deu início a toda esta jornada, o qual permite ver os quatro motores RS-25 do sistema principal assim como os dois propulsores auxiliares a funcionar em todo o seu esplendor.

Pode ver acima o vídeo do lançamento do SLS, a partir do Centro Espacial Kennedy na Florida, nos EUA.

Serve recordar que o SLS apresenta uma potência significativamente maior do que o foguetão Saturn V lançado pela NASA há cerca de 50 anos no contexto o programa Apollo - servindo assim como mais uma prova do desenvolvimento que entretanto foi feito pela agência e que permitirá voltar a colocar seres humanos na superfície lunar.

É importante sublinhar que o regresso à superfície da Lua só acontecerá em 2028 com a missão Artemis IV, um momento que será crucial para as ambições da NASA de estabelecer uma base no satélite natural da Terra.

Trump mantém tropas no Médio Oriente e deixa ameaça: "Maior e mais forte"... O Presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

© Ken CEDENO / AFP via Getty Images    Por  LUSA  09/04/2026 

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos" significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.

O Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Uma versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de energia nuclear.

O Irão e os Estados Unidos acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para o conflito.


Leia Também: Irão partilha rotas para que navios evitem minas no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Mark Rutte diz que Trump está "claramente desapontado" com a NATO, mas "recetivo"... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.AP  Por  sicnoticias.pt

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: 'Foram postos à prova e falharam'".

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.