sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

EUA decidirão que petrolíferas venezuelanos explorão petróleo, diz Trump... Os Estados Unidos vão decidir que empresas petrolíferas terão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela, afirmou hoje Donald Trump numa reunião na Casa Branca com líderes do setor.

Por LUSA 

"Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, fá-lo-emos hoje ou pouco depois", disse Trump. 

Uma das razões pelas quais não podiam ir para lá (Venezuela) antes era a falta de garantias. Não havia segurança, mas agora têm segurança total", acrescentou Trump, uma semana depois da operação militar norte-americana em Caracas que levou à captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. 

Trump afirmou acreditar que as empresas petrolíferas estão prontas para investir "pelo menos 100 mil milhões de dólares" na Venezuela. 

Segundo a Casa Branca, as empresas representadas na reunião são a Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips, Continental Halliburton, HKN, Valero, Marathon, Shell, Trafigura, Vitol Americas, Repsol, Eni, Aspect Holdings, Tallgrass, Raisa Energy e Hilcorp. 

Apenas a Chevron detém atualmente uma licença na Venezuela, depois de a ExxonMobil e a ConocoPhillips terem abandonado o país em 2007, rejeitando as condições impostas pelo ex-Presidente Hugo Chávez para que o Estado se tornasse o acionista maioritário de todas as empresas. 

Caracas possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão. 

Na reunião na Casa Branca participam também o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário da Energia Chris Wright. 

"Vamos discutir como as principais empresas americanas podem ajudar a reconstruir rapidamente a indústria petrolífera venezuelana, que está em frangalhos, e produzir milhões de barris de petróleo para benefício dos Estados Unidos, do povo venezuelano e do mundo", declarou Trump no início da reunião. 

"Vocês negoceiam diretamente connosco, não negoceiam com a Venezuela de forma alguma, não queremos que negoceiem com a Venezuela", frisou. 

A produção petrolífera venezuelana é atualmente baixa, limitada a um milhão de barris por dia, após décadas de falta de investimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas em mau estado. 

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, Washington impôs um embargo ao petróleo ao país, altamente dependente das suas exportações de petróleo. 

Quando regressou à Casa Branca, no ano passado, Trump revogou a maioria das licenças que permitiam às multinacionais de petróleo e do gás operar na Venezuela, com exceção da Chevron. 

O governo norte-americano afirma agora estar pronto para levantar as sanções "seletivamente" para permitir que o petróleo venezuelano seja vendido no mercado tradicional. 

O secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos planeiam controlar indefinidamente a venda de petróleo venezuelano e depositar as receitas dessas transações em contas geridas por Washington. 

O secretário afirmou que está a "trabalhar em cooperação direta com os venezuelanos", após o anúncio na terça-feira do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Caracas vai entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para venda no mercado.  

Chris Wright sublinhou que Washington permitirá a venda de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos Estados Unidos e em todo o mundo, "mas estas vendas serão feitas pelo governo norte-americano e os fundos serão depositados em contas controladas pelo governo".  

Face ao ceticismo das companhias petrolíferas, Wright reconheceu que serão necessários "dezenas de milhares de milhões de dólares e um tempo considerável" para revitalizar a indústria venezuelana.  

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. 

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.  


Leia Também: Governo venezuelano diz que cooperação entre Caracas e Moscovo se mantém

O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, afirmou hoje que a agenda de cooperação entre a Venezuela e a Rússia se mantém, reiterando a gratidão a Moscovo pelo apoio perante o ataque militar dos Estados Unidos.




13 dias de protestos, mortos e aviso de Trump: O que se passa no Irão?... Donald Trump já deixou um aviso ao regime de Teerão, afirmando que este será atingido "com força" caso haja mortos nos protestos - que já há. Manifestações começaram pela subida dos preços de bens alimentares, e tiveram origem num grupo particularmente próximo do regime ao longo da História.

Por noticiasaominuto.com 

Os protestos que estão a acontecer no Irão há 13 dias já fizeram, pelo menos 51 mortos, de acordo com a organização não-governamental Iran Human Rights. De acordo com a mesma fonte, nove das vítimas mortais são menores. Os protestos já levaram a uma troca de acusações entre Washington e Teerão.

As manifestações que têm vindo a acontecer são as maiores demonstrações contra o governo que aconteceram nos últimos anos, tendo na quinta-feira o Irão cortado também o acesso à internet e as linhas telefónicas.

De acordo com o que escreve esta sexta-feira a CNN Internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já ameaçou mesmo atacar o país caso as forças de segurança respondam com recurso à força. Por outro lado, o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, respondeu a Trump dizendo para este "se focar no seu próprio país", e culpado Washington de iniciar a estes protestos.

Mas, afinal, que protestos são estes?

De acordo com a imprensa internacional, os protestos começaram nos bazares da capital iraniana, e foram levados a cabo devido ao aumento da inflação, que fez com que produtos básicos como óleo alimentar e frango encarecessem da noite para o dia, o que levou a que estes produtos alimentares desaparecessem das prateleiras. O descontentamento alastrou-se, no entanto, a outros locais no resto do país.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação galopante, mas depressa se espalharam por todo o país e se transformaram em protestos mais generalizados contra o regime.

A decisão do banco central em encerrar um programa que permitia a alguns importadores terem acesso a dólares norte-americanos mais baratos em comparação com o resto do mercado levou a que os lojistas aumentassem os preços, tendo alguns tido mesmo que fechar as portas. O governo tentou ainda conter as manifestações, oferecendo subsídios, mas os protestos já tinham alastrado e se incendiado - como alguns locais têm estado mesmo, devido aos protestos.

A dimensão destes protestos

Segundo a imprensa internacional, estes são os maiores protestos desde a morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que, em 2022, morreu às mãos de agentes da chamada polícia da moralidade do Irão. Recorde-se que a jovem morreu após ser espancada por o seu hijab ter revelado algum cabelo, o que vai contra as regras. Esta jovem foi levada pelas autoridades, espancada e esteve três dias em coma, antes de morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Sob o mote de "Mulher, Vida, Liberdade", os protestos após a morte de Amini foram esmagados pela repressão estatal, que fez 500 mortos e 22 mil detidos, por todo o país.

Agora, mais de 100 cidades aderiram aos protestos. Há manifestantes que saem às ruas a pedir "Morte para Khamenei", responsável máximo do país. Segundo a agência de notícias estatal iraniana Fars, quase mil agentes da polícia e 60 paramilitares que respondem diretamente ao líder supremo do Irão foram colocados nas ruas, por forma a conter as manifestações. Estes agentes estão equipados com "armas de fogo, granadas e outras armas."

Mas o que distingue os protestos agora?

O que distingue os protestos está na sua origem: os comerciantes, que ao longo da história do país estiveram sempre ao lado do regime iraniano. A CNN Internacional dá ainda conta de que os lojistas desempenharam um papel crucial como influenciadores ao longo da história do país, tendo esse apoio sido muito importante na Revolução Islâmica, em 1979.

"Durante mais de 100 anos da história iraniana, os comerciantes de bazares têm sido atores-chave em todos os principais movimentos políticos do Irão. Muitos observadores acreditam que os comerciantes dos bazares estão entre os mais leais à República Islâmica", referiu à CNN Internacional Arang Keshavarzian, professor associado de Estudos do Oriente Médio e Islâmicos na Universidade de Nova Iorque e autor de "Bazar e Estado no Irão".

O Irão é um Estado teocrático, o que significa que líderes religiosos têm poder sobre o país, ainda que haja eleições. Masoud Pezeshkian foi eleito presidente em 2024, e, num discurso na segunda-feira, disse que "não era de esperar que o governo lidasse com tudo sozinho."

Pezeshkian posicionou-se como pertencendo à classe trabalhadora e prometeu alívio a nível económico. Mas, segundo aponta a CNN Internacional, a corrupção em várias áreas do governo, assim como má gestão noutros setores tem levado a que esta liderança seja criticada. A possibilidade de conflito com os EUA e Israel - este último com quem Teerão já esteve em conflito durante 12 dias - também está a deixar a sociedade iraniana nervosa.

Mas o que disse Trump a Khamenei? E a resposta

Numa altura em que os EUA levaram a cabo a "captura" de Nicolás Maduro, que se encontra agora detido em Nova Iorque, Trump avisou Teerão de que haveria consequências sevaras caso o regime fosse responsável por mortes de manifestantes.

"Já avisei que, se começarem a matar pessoas, o que costumam fazer durante os seus tumultos… vamos atingi-los com muita força", referiu Trump ao apresentador de rádio Hugh Hewitt, na quinta-feira.

Já no seu primeiro discurso televisivo desde que os protestos começaram, Khamenei avisou Trump para "se focar no seu próprio país". "Há alguns agitadores que querem agradar o presidente norte-americano destruindo propriedades públicas. Um povo iraniano unido derrotará todos os inimigos", avisou, acrescentando: "A República Islâmica não recuará diante daqueles que buscam nos destruir."

Correspondente da SIC mostra poder destrutivo de drone Shahed: "Não há paredes, apartamento deixou de existir"... Iryna Shev, correspondente da SIC na Ucrânia, entrou num dos edifícios danificados esta madrugada em ataques russos a Kiev. Foram lançados quase 250 drones e mais de 30 mísseis, incluindo mísseis hipersónicos.

A correspondente da SIC na Ucrânia, Iryna Shev, esteve num dos prédios atingidos esta madrugada em ataques russos e mostra as consequências do poder destrutivo de um drone do tipo Shahed.

"Deixaram-me entrar, mas avisaram-me que é preciso ter muito cuidado. Estamos no 11º andar e isto está muito danificado. Eram apartamentos residenciais. Estamos a aproximar-nos de zonas onde nesta altura não há paredes", descreve.

O apartamento, onde morava uma senhora com o cão, ficou destruído. A proprietária "muito raramente" ia para o abrigo, mas esta noite "por causa dos intensos e interruptos ataques" russos decidiu sair de casa e proteger-se.

"Quando saiu para o abrigo percebeu que o seu apartamento deixou de existir", acrescenta.

Pelo menos quatro pessoas morreram e 19 ficaram feridas em ataques russos esta madrugada na capital da Ucrânia, Kiev. Foram lançados quase 250 drones e mais de 30 mísseis, incluindo mísseis hipersónicos.

Os bombardeamentos danificaram dois prédios num bairro central, na margem leste do rio Dnipro.

O autarca de Kiev, Vitali Klitschko, diz que há partes da capital sem água nem eletricidade, após ataques à infraestrutura da cidade.

Também em Lviv, no oeste da Ucrânia, houve ataques russos contra infraestruturas energéticas.

O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar a nação para as intenções da Rússia de levar a cabo uma ofensiva em grande escala.

Alto Comando Militar proíbe conferências de imprensa não autorizadas

O Alto Comando Militar da anunciou esta sexta-feira (09.01) a proibição expressa da realização de conferências de imprensa e de quaisquer declarações públicas não autorizadas, alegando que tais iniciativas colocam em causa a paz, a coesão social e a estabilidade nacional.

Num comunicado à imprensa, o órgão militar refere ter conhecimento de que alguns indivíduos e grupos, incluindo figuras políticas e grupos étnicos, têm promovido encontros clandestinos com o objectivo de incitar à violência e ao desrespeito pelas decisões estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como pelas resoluções emanadas do próprio Alto Comando Militar. Segundo a instituição, estas acções constituem uma grave afronta à estabilidade do país.

O Alto Comando Militar assegura que está a acompanhar com “máxima atenção” a situação em todo o território nacional e alerta que qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será severamente sancionada, nos termos da lei.

O comunicado menciona ainda que determinados grupos, com base em afinidades tribais, estariam a ser instigados a desafiar a autoridade do Estado, tendo sido registadas ameaças públicas dirigidas a membros do Alto Comando Militar e a outras personalidades. A instituição exorta ao fim imediato dessas acções, sublinhando que os responsáveis serão individualmente responsabilizados pelos seus actos.

O Alto Comando Militar esclarece que as medidas anunciadas não configuram perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas sim a aplicação rigorosa da lei perante actos individuais de desacato e perturbação da ordem pública.

Por fim, o órgão militar apelou à união e serenidade do povo guineense, bem como à atenção da comunidade internacional, dos corpos diplomáticos acreditados no país, da sociedade civil, das confissões religiosas e das autoridades tradicionais, defendendo um compromisso colectivo com o restabelecimento da ordem constitucional, da paz pública, da disciplina e do respeito entre os cidadãos.


Guiné-Bissau assinala despedida da 20.ª Missão Médica Chinesa

Por MSN

Realizou-se esta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a cerimónia oficial de despedida da 20.ª Missão da Equipa Médica Chinesa na Guiné-Bissau, que esteve em funções no país entre 2024 e 2026. O evento ficou marcado pela entrega de certificados e pela expressão de agradecimentos formais ao grupo de profissionais de saúde que, ao longo de dois anos, prestou assistência médica e contribuiu para o reforço dos serviços de saúde nacionais.

Durante a cerimónia, foram destacadas as ações desenvolvidas pela equipa, nomeadamente consultas especializadas, formações técnicas e apoio contínuo às unidades hospitalares guineenses. 

As autoridades de saúde sublinharam o impacto positivo da cooperação, salientando o contributo da missão para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população.

A despedida da missão foi igualmente ocasião para reafirmar os laços de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China, que há décadas mantém missões regulares de apoio ao setor da saúde no país.

A 21.ª missão deverá ser anunciada nos próximos meses, dando continuidade ao trabalho conjunto entre os dois Estados.

EUA. Rússia saudou a libertação de marinheiros de petroleiro... Washington atendeu ao pedido de Moscovo e libertou dois tripulantes russos do petroleiro com pavilhão russo apresado esta semana pelos Estados Unidos no Atlântico Norte, anunciou hoje a Rússia.

Por LUSA 

"Em resposta ao nosso pedido, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu libertar dois cidadãos russos que eram tripulantes do petroleiro Marinera", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, em comunicado, sem especificar se outros cidadãos russos ainda estavam detidos.

Na quinta-feira, a diplomacia da Rússia acusou os Estados Unidos de fomentarem "tensões militares e políticas" após o petroleiro ligado a Moscovo no Atlântico Norte ter sido apresado, no âmbito do bloqueio imposto por Washington às exportações de petróleo venezuelano.

O nome e o estatuto exato da embarcação - e a legalidade da operação - foram objeto de controvérsia.

O petroleiro foi renomeado recentemente como "Marinera" por Moscovo sendo que a Rússia afirmou que recebeu autorização provisória para navegar sob pavilhão russo no passado dia 24 de dezembro.

O petroleiro foi apresado pelos Estados Unidos tendo contado com a colaboração da Marinha de Guerra britânica. 


Leia Também: Trump cancela segunda vaga de ataques à Venezuela após libertação de presos políticos

Donald Trump cancelou uma segunda vaga de ataques planeados contra a Venezuela após o país sul-americano libertar vários presos políticos e demonstrar cooperação. O presidente americano considerou este gesto "inteligente e importante" e anunciou investimentos de pelo menos 100 mil milhões de dólares no setor petrolífero venezuelano.


Farmacêutica deixa aviso sério para quem toma paracetamol e ibuprofeno... O paracetamol e o ibuprofeno são medicamentos de venda livre que acabam por ser bastante comuns. Contudo, o uso prolongado e indevido poderá ter consequências. Veja o alerta de uma farmacêutica.

Por noticiasaominuto.com 

Seja para aliviar uma dor de cabeça, o início de um estado gripal ou até outro tipo de dores, o uso de paracetamol e ibuprofeno acaba por ser a solução encontrada por muitas pessoas. Contudo, o uso prolongado e por vezes sem critério poderá vir a ser responsável por algumas consequências, como alerta uma farmacêutica.

Nas redes sociais é conhecida como farmacêutica Anum e deixou um vídeo com alguns pontos a alertar para o uso deste tipo de medicamentos de venda livre. Revelou que podem ser bastante úteis, mas que é preciso estar consciente dos riscos que poderá vir a ter.

Apesar de serem fáceis de comprar, a especialista aponta que é sempre melhor consultar o seu médico antes de o fazer. Podem ser seguros se usados num curto prazo de tempo, mas piores quando a toma se torna excessiva.

“Acho que muitas vezes é negligenciado o uso de analgésicos. Coisas super comuns, como paracetamol ou ibuprofeno. Quando usados ​​por um curto período para dores de cabeça ocasionais ou dores em geral, não há problema algum. O problema surge quando precisa depender desses medicamentos diariamente para realizar suas atividades normais do dia a dia, caso não tenha sido avaliado por um médico”, explica a farmacêutica.

Paracetamol e ibuprofeno: Os riscos

Assim, deverá ter atenção quando perceber que precisa deste tipo de medicamento todos os dias. Deixou o aviso sobre algumas das consequências que poderá vir a ter. “Tomar paracetamol em excesso pode levar a sérias consequências para a saúde, com o problemas graves ao fígado e aos rins.”

É sempre importante seguir a dose indicada para que seja tomado em segurança. “Os sintomas de problemas no fígado podem não ser imediatamente aparentes, por isso é essencial procurar atendimento médico se suspeitar de algo errado. Tomar ibuprofeno em excesso também pode ser perigoso.”

No caso deste último medicamento aponta que alguns dos problemas passam por dores no estômago, indigestão, problemas nos rins e cardiovasculares. “Nunca se deve tornar dependente, nem tomar mais do que o recomendado.”

Paracetamol vs. ibuprofeno. Qual tomar?

"Em geral, em casos de dor ligeira, o paracetamol é o fármaco recomendado em primeira linha. Quando a dor estiver associada a inflamação, o ibuprofeno pode ser a primeira opção, de acordo com a patologia associada do doente." Quem o diz é a rede de saúde CUF.

Há também algumas situações em que os dois medicamentos podem ser tomados em conjunto, "sempre respeitando as dosagens recomendadas". Ainda assim, "é importante que fale com o seu médico assistente antes de iniciar a toma de medicamentos não sujeitos a receita médica", sobretudo se está grávida ou tem problemas de coração, rins ou fígado.

Segundo a CUF, o paracetamol é seguro para a maioria das pessoas, incluindo grávidas e mulheres a amamentar. Dor de costas ou no pescoço, nos ouvidos, dentes e menstruais, sinusite, entorses e distensões musculares são algumas situações em que o ibuprofeno pode estar indicado.

Rússia ataca Ucrânia com sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik... O ministério da Defesa da Rússia anunciou hoje que as Forças Armadas da Federação Russa atacaram, de madrugada, "alvos estratégicos" na Ucrânia, recorrendo ao sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik, lê-se em comunicado oficial.

Por LUSA 

O texto descreve um "ataque maciço com armas de alta precisão e de longo alcance, incluindo o sistema de mísseis terra-ar Oreshnik, de alcance intermédio", além de drones.

O número de unidades balísticas utilizadas não foi especificado, mas foi justificado como " resposta ao ataque terrorista perpetrado pelo regime de Kiev" contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin, no final de dezembro.

As autoridades russas comunicaram que os ataques incidiram sobre fábricas de drones "usadas para o ataque terrorista" e a infraestrutura energética ucraniana, mas também sem especificar as localizações.

As Forças Armadas da Ucrânia temiam que a Rússia voltasse a usar o sistema de mísseis Oreshnik, os quais podem atingir velocidades de Mach10, ou seja mais de 12.000 km/h.

Esta arma é capaz de atingir alvos a milhares de quilómetros de distância, com ogivas nucleares, e foi usado pela primeira vez com ogivas convencionais em novembro de 2024 contra a cidade de Dnipro (centro-leste).

Segundo as autoridades de ambos os países, este mais recente ataque aéreo russo fez quatro mortos em Kiev, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem eletricidade na região oriental de Belgorod.

Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infraestruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.

O Comando Ocidental da Força Aérea da Ucrânia adiantou mais tarde que o míssil viajou a uma velocidade de 13 mil quilómetros por hora e que o tipo específico de foguete estava a ser investigado.


Leia Também: Novo ataque russo. "Séria ameaça à segurança do continente europeu"

A Força Aérea ucraniana anunciou hoje que as Forças Armadas da Federação Russa lançaram 36 mísseis e 242 drones contra o seu território durante a noite de quinta-feira e esta madrugada, incluindo o sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik


Temperaturas oceânicas atingiram mais um máximo histórico em 2025... O oceano armazenou mais calor em 2025 do que em qualquer outro ano desde o início das medições modernas, indica uma nova análise internacional publicada hoje na revista científica Advances in Atmospheric Sciences.

Por LUSA 

O estudo, envolvendo mais de 50 cientistas de 31 instituições de investigação de todo o mundo, refere que o aumento de calor do oceano o ano passado foi de 23 zettajoules (um zettajoule é um joule, a unidade padrão de energia calorífica, seguido de 21 zeros).

Tal "equivale a cerca de 37 anos de consumo global de energia primária [a que está disponível na natureza]", tendo como referência o consumo energético em 2023, adianta um comunicado divulgado pelo Instituto de Física Atmosférica, da Academia Chinesa de Ciências, ao qual está ligado o autor correspondente do estudo, Lijing Cheng.

Cobrindo cerca de 71% da superfície do planeta, o oceano absorve 30% de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2, o mais importante dos gases com efeito de estufa) e captura 90% do calor gerado por estas emissões em excesso, sendo o principal reservatório de calor do sistema climático.

Segundo o comunicado, ao refletir a acumulação de calor armazenado no oceano, o conteúdo de calor oceânico (CCO) "fornece um dos melhores indicadores das alterações climáticas a longo prazo".

A subida da temperatura dos oceanos "impulsiona a subida do nível do mar, (...) fortalece e prolonga as ondas de calor e intensifica os fenómenos climáticos extremos, aumentando o calor e a humidade na atmosfera", que provoca a continuação do crescimento do calor dos oceanos e torna mais prováveis os recordes.

Os cientistas verificaram que o CCO atingiu em 2025 o nível mais elevado alguma vez registado, confirmando o aumento contínuo de calor nos oceanos.

A investigação mostrou ainda que o aquecimento oceânico não é uniforme, estando algumas áreas a aquecer mais rapidamente do que outras.

Em 2025, cerca de 16% da área oceânica global atingiu um CCO recorde e à volta de 33% ficou entre os três valores mais elevados alguma vez registados, estando incluídas nas áreas com maior aquecimento as zonas tropicais do Atlântico Sul e do Pacífico Norte e o Oceano Antártico.

No geral, a tendência de aquecimento oceânico é mais forte desde a década de 1990, sendo que nos últimos nove anos foram sendo atingidos recordes sucessivos.

Em relação à temperatura média anual global da superfície do mar (TSM), a atingida em 2025 foi a terceira mais quente alguma vez registada por instrumentos e manteve-se cerca de 0,5 graus Celsius (°C) acima da média de referência de 1981-2010.

O ano passado, a TSM foi ligeiramente inferior à de 2023 e 2024, principalmente devido à transição dos fenómenos climáticos naturais El Niño para La Niña no Pacífico tropical.

As temperaturas da superfície do mar afetam os padrões climáticos em todo o mundo. As mais quentes "favorecem o aumento da evaporação e chuvas mais intensas, causando assim ciclones tropicais mais fortes e outros fenómenos climáticos extremos". O ano passado contribuíram para as inundações em grande parte do Sudeste Asiático, no México e no Noroeste do Pacífico, bem como para a seca no Médio Oriente.

A análise de grupos de investigação independentes, ligados ao Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, ao programa Copernicus da União Europeia, e à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, tem por base informação de centros de dados internacionais, envolvendo três continentes: Ásia, Europa e América.

Os resultados finais do estudo serão incluídos numa coleção especial, organizada pela revista Advances in Atmospheric Sciences, sobre Alterações no Conteúdo de Calor dos Oceanos.

Governo Trump diz ter deportado 650 mil imigrantes ilegais... Os Estados Unidos "prenderam, detiveram e deportaram para os seus países de origem" mais de 650 mil imigrantes ilegais devido às políticas de Donald Trump, adiantou hoje a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

Por LUSA 

"Graças ao Presidente Trump, temos 2,6 milhões de pessoas que deixaram o nosso país e que, para começar, não deveriam estar aqui. Estavam aqui ilegalmente, e mais de 650 mil delas foram presas, detidas e deportadas para os seus países de origem", frisou Noem numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

A secretária da Segurança Interna acrescentou que "os dois milhões que saíram voluntariamente" têm a "possibilidade de regressar a casa e voltar (aos Estados Unidos) algum dia legalmente, para que possam ter a oportunidade de desfrutar do sonho americano".

Noem lembrou ainda que sexta-feira é o Dia das Forças de Segurança nos Estados Unidos e incentivou os cidadãos a "agradecer-lhes".

"Quando vir um agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras (...) agradeça-lhe. Faça algo simpático por ele. Convide-o para almoçar", apontou.

As organizações de defesa dos direitos dos migrantes manifestaram preocupação com as deportações em massa e as limitações práticas ao direito de asilo na fronteira, referindo que estas políticas podem pôr em perigo os direitos humanos dos afetados.

Os EUA criaram o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em 2003, a agência responsável pela identificação, detenção e deportação de imigrantes indocumentados, bem como pela investigação de crimes como o tráfico humano e o contrabando transnacional.

Desde a sua criação, o ICE tem enfrentado inúmeras críticas e acusações de discriminação e racismo, que têm disparado desde o início do segundo mandato de Donald Trump, quando fez da agência a pedra basilar da sua política de deportação em massa.

Para além do aumento do efetivo para operações em empresas, associações e locais de trabalho, o ICE beneficia de uma interpretação mais restritiva dos direitos dos imigrantes, que permite aos agentes efetuar detenções e deportações sem supervisão judicial.

A agência está debaixo de críticas depois de a norte-americana Renee Nicole Good ter sido morta na quarta-feira por um agente do ICE, durante uma operação de imigração integrada na campanha do Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, naquela cidade.

A morte provocou forte comoção em Minneapolis, que foi palco de protestos de grande escala em 2020 após a morte de George Floyd durante uma intervenção policial, levando milhares de pessoas a concentrarem-se no local onde Good foi abatida, para prestar homenagem.

As manifestações prosseguiram em Minneapolis e na cidade vizinha de St. Paul, com dezenas de manifestantes reunidos junto a instalações federais, a entoar palavras de ordem contra o ICE e a exigir justiça.


Leia Também: Trump considera a "própria moralidade" como único limite para o seu poder

Donald Trump, defendeu hoje que a sua "própria moralidade" é o único limite ao seu poder enquanto Presidente norte-americano, descartando assim o direito internacional como pretexto para atacar outros países.


Retire isto de sua casa! Eis os piores itens (mais tóxicos) para a saúde... Alguns objetos comuns que tem em casa podem estar a prejudicar a sua saúde. Estes especialistas apresentam uma listas com alguns dos mais tóxicos que provavelmente tem em casa. Nem todos são substâncias de limpeza!

Por noticiasaominuto.com 

Já se questionou de que pode estar a colocar a sua saúde em causa com alguns objetos banais que guarda desde sempre?

Especialistas da Sustainably Kind Living apresentam uma lista de objetos improváveis que podem estar diretamente relacionados com potenciais efeitos cancerígenos.

Panelas Antiaderentes

Embora não tenha consciência dos materiais usados, este tipo de panelas são geralmente revestidas  com politetrafluoroetileno (PTFE), conhecido como "teflon" e que "pode libertar vapores tóxicos quando aquecidos a altas temperaturas", explicam estes especialistas.

Em alternativa, estes especialistas apontam revestimentos como cerâmica ou aço inoxidável para minimizar a exposição a essas substâncias potencialmente nocivas, ao mesmo tempo que consegue tirar igual proveito das superfícies antiaderentes.

Produtos de limpeza

Apesar de bastante convenientes, diversos produtos de limpeza convencionais, tanto para superfícies de madeira como de azulejo, reúnem muitas vezes, uma mistura de produtos químicos, incluindo algumas fragrâncias sintéticas.

Uma exposição prolongada a essas substâncias químicas pode contribuir para diversos problemas de saúde, sobretudo respiratórios.

Detergentes da roupa

À semelhança do efeito dos produtos de limpeza de cozinha ou de casa de banho, embora os da lavagem de roupa pareçam mais softs por estarem em contacto direto com a pele através da roupa lavada, podem ser bastante prejudiciais para a saúde.

E espante-se, além de problemas de pele, estes produtos também estão associados a problemas ambientais.

Detergentes tradicionais, geralmente contêm fragrâncias sintéticas, fosfatos e branqueadores que podem ser agressivos tanto para tecidos quanto para quem está em contacto com eles e para o meio ambiente: "Esses produtos químicos podem chegar a causar irritação na pele e contribuir para a poluição da água", explicam estes especialistas.

Em alternativa, opte por produtos de limpeza ecológicos ou crie o sua própria fórmula de limpeza. Ao invés de opções potencialmente tóxicas, opte por experimentar esta fórmula natural e caseira.

Perfumes

Fragrâncias comerciais estão frequentemente associadas a problemas de saúde. Os perfumes de fabrico industrial, de acordo com estes especialistas, na maior parte dos casos reúne "uma mistura de substâncias químicas sintéticas, incluindo ftalatos e alérgenos".

A exposição prolongada a estas substâncias pode causar irritação na pele, dores de cabeça e problemas respiratórios. Por isso, se costuma aplicar o perfume diretamente na pele tenha atenção aos ingredientes do perfume que usa. A par disso, a maior parte dos perfumes contém álcool e isso pode deixar a pele muito seca.

Considere alternativas naturais de perfume, como óleos essenciais.

Vernizes das unhas

Embora as cores dos vernizes trendy desta estação possam ser uma tentação, a maior parte dos vernizes convencionais contêm "ingredientes prejudiciais como formaldeído, tolueno e ftalato de dibutila", descrevem.

A exposição prolongada a estes ingredientes pode contribuir diretamente para problemas respiratórios e pode estar relacionado com problemas reprodutivos.

Comece a ler os rótulos! Em alternativa pode passar a "escolher os melhores". De acordo com estes especialistas, os mais vantajosos são aqueles que são à base de água ou "5-free", e que excluem, portanto os produtos químicos mais nocivos.

Trump declara que EUA vão "iniciar ataques terrestres" contra cartéis... O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que, após os bombardeamentos contra embarcações marítimas nas Caraíbas e no Pacífico, os Estados Unidos vão realizar "ataques terrestres" contra os cartéis de droga, sem especificar o local exato.

Por LUSA 

"Vamos iniciar ataques terrestres contra os cartéis. Os cartéis controlam o México. É muito, muito triste ver e observar o que aconteceu neste país", disse o dirigente norte-americano, na quinta-feira, em entrevista à Fox News.

Donald Trump exortou o México no domingo a "recuperar o controlo", após meses de pressão sobre o vizinho do sul em questões relacionadas com a luta contra o narcotráfico e a balança comercial.

O Presidente norte-americano afirmou ter exortado a homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, a permitir que Washington enviasse forças dos EUA para combater os cartéis de droga que operam no México, uma proposta que a governante já tinha rejeitado no passado, disse Trump.

No sábado, as forças norte-americanas capturaram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e esposa, Cilia Flores, acusados pela justiça dos EUA de narcoterrorismo e importação de "toneladas de cocaína".

"O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem", reagiu Claudia Sheinbaum, após o sequestro de Maduro.

Os Estados Unidos destacaram, desde o verão, um dispositivo militar para as águas das Caraíbas e bombardearam embarcações provenientes da Venezuela em nome da luta contra o narcotráfico, operações cuja legalidade é questionada por especialistas, organizações não-governamentais e responsáveis das Nações Unidas.

Até agora, o Governo norte-americano não apresentou provas de que essas embarcações transportavam efetivamente drogas.

No final de dezembro, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma zona de desembarque usada por barcos acusados de participar no narcotráfico na Venezuela.


Leia Também: Trump diz que governo cubano "está por um fio" e "em sérios apuros"

O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje que o Governo cubano liderado por Miguel Díaz-Canel "está por um fio" e "em sérios apuros", na sequência do recente ataque dos EUA contra a Venezuela para deter Nicolás Maduro.