sábado, 4 de julho de 2026

MALI: Pelo menos 26 suspeitos de terrorismo e um militar mortos no Mali... Pelo menos 26 suspeitos de terrorismo e um soldado morreram hoje em ataques lançados por rebeldes separatistas e jihadistas contra posições militares em várias cidades do Mali, bem como contra uma prisão perto da capital, segundo o Exército maliano.

© Shutterstock    Por  LUSA   04/07/2026 

Neste momento, a situação, que afetou várias cidades do norte e centro do Mali, encontra-se "completamente controlada", afirmou o Exército do Mali.

Os ataques começaram na madrugada deste sábado contra posições das Forças Armadas do Mali (FAMA) e dos seus aliados do grupo paramilitar russo "Africa Corps" nas cidades de Aguelhoc, Anefis e Gao (no norte do país), Sevaré (centro), bem como contra a prisão de Kenieroba, situada a cerca de 60 quilómetros a sudoeste de Bamako.

Em comunicado, as FAMA informaram que 20 terroristas a bordo de motos e veículos blindados foram mortos em Sevaré, enquanto outros seis morreram em Gao, onde um soldado também faleceu e outros quatro ficaram feridos.

"Todos os ataques foram repelidos com firmeza. As operações de rastreio aéreo e terrestre continuam. A situação está controlada em todas as posições atacadas", referiu as FAMA.

Por sua vez, o porta-voz da Frente de Libertação de Azawad (FLA, movimento que reivindica a independência do norte do Mali), Mohamed Elmaouloud, afirmou, na sua conta nas redes sociais, que o grupo lançou durante a madrugada uma ofensiva para tomar o controlo de Anefis, localizada a cerca de 100 quilómetros a sudoeste de Kidal, cidade que ficou sob controlo dos rebeldes em abril, após uma onda de ataques coordenados com jihadistas.

Além disso, a prisão de Kenieroba foi atacada esta madrugada e vários veículos foram incendiados numa ação atribuída a alegados membros do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, afiliado da Al-Qaeda no Sahel).

Em Gao, no norte do país, vários disparos e "fortes explosões" foram relatados à agência de notícias AFP por habitantes que vivem nas imediações de um quartel do Exército.

No centro do país, em Sévaré, "foram ouvidas explosões por volta das 05:00 [locais], sem que a sua origem seja ainda conhecida".

Pouco depois, várias aeronaves foram avistadas a sobrevoar a zona, afirmou uma fonte de segurança à AFP.

A algumas dezenas de quilómetros da capital, Bamako, o importante estabelecimento prisional de Kéniéroba, onde estão detidos, entre outros, vários jihadistas, está igualmente a ser alvo de um ataque.

"Estamos escondidos debaixo das camas, os tiros continuam", disse à AFP, por telefone, um recluso.

Estes ataques seguem-se a uma onda de atentados coordenados pela FLA e pelo JNIM, lançados a 25 de abril contra a capital e várias cidades do país, nos quais foi assassinado o ministro da Defesa, Sadio Camara.

Governado desde 2020 por uma junta militar que tomou o poder num golpe de Estado, o Mali enfrenta há mais de uma década uma grave crise de segurança, marcada pela atividade de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, bem como pela insurgência de movimentos independentistas no norte do país.


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O Mali voltou a ser alvo, na manhã deste sábado, 04 de Julho, de ataques coordenados de grande envergadura por parte de grupos jihadistas e aliados independentistas tuaregues em várias zonas do país. Os ataques acontecem apenas algumas semanas depois de uma vasta ofensiva rebelde marcada pela tomada da cidade estratégica de Kidal e pela morte do ministro da Defesa.

PRENDA: Antuérpia dá a Trump anel com diamantes, safiras, esmeraldas e rubis... O presidente do Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia ofereceu a Donald Tump, através do embaixador dos EUA na Bélgica, um anel de ouro, do tamanho de um relógio, com 321 diamantes, 56 safiras, 13 esmeraldas e seis rubis.

O anel  © AWDC     Por  Notícias ao Minuto   04/07/2026 

Dezenas de diamantes fazem duas gigantes letra 'T' e outras os números 45 e 47, no formato do Super-Homem (Trump é o 45.º e o 47.º presidente dos EUA)

O presidente do Centro, Isidore Mörsel, deu a prenda em nome da comunidade diamantífera, velha de séculos, desta cidade portuária.

"Possa este anel servir como lembrança de que as parcerias verdadeiras, como o diamante natural mais fino, são feitas sob pressão, passam o teste do tempo e brilham quando baseadas na confiança", disse Morsel.

No interior, o anel tem a frase "Crafted in Antwerp for Donald John Trump" (Feito em Antuérpia para Donald John Trump).

Em termos de valor pecuniário, o anel -- avaliado entre 25 mil e 35 mil dólares - empalidece perante prendas como o avião dado pelo Qatar, avaliado em 400 milhões de dólares, que Trump ordenou que fosse convertido no novo avião presidencial (Air Force One).

Mas é mais uma demonstração do papel que as prendas ostentatórias -- e quase sempre douradas -- têm nas manobras de aproximação a Trump,

Esta prenda é dada meses depois de a indústria diamantífera belga ter conseguido a remoção das taxas alfandegárias dos EUA sobre as suas exportações para o país.

Em setembro, o Centro revelou que "tinha conseguido garantir zero por cento de taxas alfandegárias" para as exportações anuais de Antuérpia, de valor superior a dois mil milhões de dólares de diamantes para os EUA.


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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou hoje os Estados Unidos pelo 250.º aniversário da assinatura da Declaração de Independência, que assinalou o nascimento do país, destacando a histórica amizade transatlântica com a Europa.

AÇORES: Corvo aumenta apoio à natalidade. Cada bebé recebe agora 4 mil euros... O município do Corvo, o mais pequeno dos Açores, aprovou um Regulamento de Apoio à Natalidade e Infância, que atribui um incentivo de 4.000 mil euros a cada criança nascida na ilha, para combater o envelhecimento populacional.

© iStock     Por  LUSA   04/07/2026 

O novo regulamento, que foi aprovado pela Assembleia Municipal do Corvo no dia 25 de junho e publicado na sexta-feira em Diário da República, duplica o incentivo que estava em vigor desde 2022.

Segundo o documento, o apoio à natalidade e à infância traduz-se num incentivo, no valor de 4.000 euros, a concretizar monetariamente (50% do valor) e em espécie (restantes 50%), "relativamente a cada filho nascido ou a cada criança dentro da idade elegível, por uma única vez" e é respeitante "quer aos recém-nascidos, quer às crianças que integram o agregado familiar do beneficiário até aos 5 anos de idade".

O montante em dinheiro é atribuído até 15 dias após a aprovação do apoio pelo município e o restante valor, em espécie, será mediante a apresentação, pelo beneficiário, de fatura e recibo, relativamente à aquisição de bens para a criança (fraldas, leite, carrinhos de bebé, berços, cadeiras auto, alcofas, etc.).

O presidente da Câmara Municipal do Corvo, Marco Silva (PS), justifica a medida por a baixa natalidade constituir uma "relevante preocupação social e política" a que o município, o único da ilha, "não pode, nem deve ficar alheio".

Nesse âmbito, a autarquia atualizou a regulamentação dos apoios municipais para a natalidade e a infância, procurando "atenuar os custos associados à parentalidade" e promover "políticas de combate ao sobre envelhecimento populacional e à baixa taxa de natalidade registados nas últimas décadas".

"A inversão da tendência de declínio demográfico e o combate ao envelhecimento populacional constituem, hoje, prioridades estratégicas inadiáveis. No caso específico da ilha do Corvo, a ultraperiferia e a reduzida escala territorial exponenciam a vulnerabilidade social face à baixa taxa de natalidade, fenómeno que o município não pode, nem deve, ignorar", lê-se.

O município criou em 2022 um Regulamento de Apoio à Natalidade e Infância, que previa um apoio global de 2.000 mil euros (metade atribuído em dinheiro e a outra metade em espécie) que apoiou até 2025 um total de 28 agregados familiares, num investimento de 47.017,49 euros.

Com o novo regulamento, a autarquia visa "contribuir para o aumento da taxa de natalidade no município do Corvo e propiciar o desenvolvimento saudável das famílias e a melhoria das condições de vida".

São beneficiários os cidadãos que, à data da apresentação da candidatura, residam há pelo menos 24 meses no município do Corvo, que contabilizava 434 residentes em 2025, segundo dados de junho do Serviço Regional de Estatística.

O regulamento, que entrou hoje em vigor, estabelece que as candidaturas devem ser efetuadas junto da autarquia, até 30 dias após o nascimento da criança (para as situações de recém-nascidos) e até ao final do mês de novembro de cada ano civil para as demais situações.

O beneficiário deverá manter residência efetiva e contínua no município do Corvo por um período mínimo de 24 meses após a atribuição dos apoios previstos.

Excecionalmente, todas as crianças nascidas entre 01 de janeiro de 2026 e a data de entrada em vigor do regulamento podem beneficiar das disposições previstas.

Ataques ucranianos danificam terminal petrolífero em São Petersburgo... Os ataques ucranianos da madrugada de hoje contra a Rússia danificaram um terminal petrolífero em São Petersburgo, já atingido em junho, e provocaram cortes parciais no fornecimento de eletricidade na cidade de Belgorod, capital da região homónima.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images     Por LUSA     04/07/2026 

"As forças de defesa antiaérea repeliram um ataque com drones inimigos em São Petersburgo e na região de Leninegrado. O ataque atingiu as instalações de um terminal petrolífero no distrito de Kirovski, em São Petersburgo", informou o governador da segunda maior cidade da Rússia, Aleksandr Beglov, nas redes sociais.

Segundo vídeos divulgados nas redes sociais, são visíveis várias colunas de fumo a elevar-se da zona do terminal, que já tinha sido alvo de um ataque no início de junho, coincidindo com o Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.

O governador da região de Leninegrado, Aleksandr Drozdenko, afirmou que os sistemas de defesa antiaérea abateram 72 drones durante a noite, embora os destroços de um aparelho intercetado tenham caído no porto de Vysotsk.

Entretanto, em Belgorod, registaram-se cortes de eletricidade em várias zonas da cidade, próxima da fronteira com a Ucrânia, na sequência de ataques com drones contra uma central termoelétrica.

"Os serviços públicos e as equipas de emergência trabalharam durante toda a noite para responder às consequências do ataque com mísseis do inimigo contra Belgorod", escreveu o governador da região, Aleksandr Shuvayev, nas redes sociais.

As autoridades esperam restabelecer o fornecimento de eletricidade ainda hoje, embora tenham alertado para a possibilidade de interrupções no abastecimento de água.

As autoridades da região de Pskov informaram igualmente ter abatido mais de 30 drones, embora a queda de um deles tenha provocado três feridos entre a população civil.

O Ministério da Defesa russo anunciou ter abatido um total de 389 drones durante a última noite nas regiões de Belgorod, Briansk, Vladimir, Kaluga, Kursk, Lipetsk, Leninegrado, Novgorod, Oriol, Pskov, Rostov, Riazan, Saratov, Smolensk, Tver, Tula, Krasnodar, na região de Moscovo e na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia.

Segundo o ministério, foram ainda intercetados drones que sobrevoavam o mar Negro e o mar de Azov.


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O Exército russo prometeu hoje retaliar contra os ataques da Ucrânia com drones e mísseis durante a última madrugada, que atingiram em particular São Petersburgo.

Donald Trump diz que EUA são o país "mais livre e mais forte da história"... O presidente norte-americano afirmou, no início das comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, no Monumento Nacional do Monte Rushmore (Dakota do Sul), que o país é o "mais livre e mais forte da história".

© Getty Images/Chip Somodevilla/Getty Images    Por LUSA  04/07/2026 

"Somos o povo mais livre do mundo, temos a Constituição mais justa e duradoura do mundo e somos a nação mais poderosa do mundo", afirmou na sexta-feira Donald Trump, num tom patriótico e durante o evento de comemoração do aniversário da independência, que incluiu homenagens às Forças Armadas e sobrevoos militares.

O dirigente apresentou a fundação dos EUA como "um acontecimento único na história da humanidade" e reivindicou o legado dos Pais Fundadores e da Declaração de Independência de 1776.

O Monte Rushmore é um dos símbolos mais reconhecido dos Estados Unidos, tendo na fachada esculpidos os rostos de quatro presidentes fundamentais na história do país: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln.

Trump já tinha escolhido este local para celebrar o Dia da Independência em 2020, durante o primeiro mandato, quando defendeu os monumentos históricos face aos protestos do movimento Black Lives Matter. Na altura, afirmou que o Monte Rushmore "nunca será profanado".

Segundo escreveu a agência de notícias EFE, no discurso de sexta-feira, Trump, apoiando-se no simbolismo do local, fez uma ampla e desconexa revisão histórica do país, desde a Guerra da Independência até à expansão para o Oeste, à Guerra Civil, à industrialização e às guerras mundiais, na qual tentou enquadrar a mensagem na continuidade dos quatro presidentes esculpidos.

Trump alertou ainda, num tom ideológico, para o que considera serem "tentativas de alterar o caráter excecional dos Estados Unidos" e de "afastar os cidadãos da própria história".

"Este país não é a norma, é a exceção. É raro, é precioso e é milagroso", afirmou, e insistiu que a identidade nacional foi "fundamental para preservar a liberdade ao longo de dois séculos e meio".

O Presidente passou depois a associar a mensagem à agenda política e citou a Segunda Emenda, que garante o direito ao porte de armas: "Salvámos a vossa Segunda Emenda e continuarei a fazê-lo", afirmou.

Trump lançou também uma dura crítica ideológica contra o "ressurgimento do comunismo" nos Estados Unidos, que definiu como "o inimigo da liberdade, da Constituição e do 04 de julho de 1776". Garantiu: "Não permitirei a sua expansão".

No plano internacional, Trump reivindicou "a força" dos Estados Unidos, exaltando o poder militar e a capacidade de dissuasão norte-americana.

"Derrotámos a Venezuela num dia e demos uma surra tremenda ao Irão. Eles estão desesperados por chegar a um acordo, estão muito ansiosos por negociar. Concedemos-lhes uma semana de trégua por causa de um funeral", afirmou.

O discurso combinou referências históricas e promessas para o futuro, nas quais projetou uma nova "era dourada" para o país, baseada na liderança tecnológica, na independência energética e na expansão da exploração espacial, entre outros aspetos.

"Isto não é um fim, é o início da era dourada da América", concluiu.


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Kyiv nega que Rússia tenha tomado cidade estratégica de Kostiantynivka... A Ucrânia negou hoje que a cidade estratégica de Kostiantynivka, no leste do país invadido pela Rússia, tenha sido conquistada pelas forças russas, como Moscovo afirmou na sexta-feira.

© Aleksandr Gusev/SOPA Images/LightRocket via Getty Images        Por  LUSA     04/07/2026 

"Os defensores ucranianos continuam a manter as suas posições nas linhas definidas. A situação continua difícil, mas está sob controlo das Forças de Defesa da Ucrânia", declarou ao jornal Ukrainska Pravda e à agência Ukrinform o porta-voz do Estado-Maior-General ucraniano, Andrii Kovalev.

Kovalev sublinhou que, de acordo com o sistema automatizado "Dzvin", do Centro de Controlo Operacional das Forças Armadas da Ucrânia, e com o sistema DELTA, Kostiantynivka continua sob controlo das Forças de Defesa.

O porta-voz indicou que as unidades e subunidades do 19.º Corpo de Exército das Forças Armadas da Ucrânia, integrado no agrupamento de tropas "Leste", continuam a realizar operações defensivas nas posições definidas no interior da cidade e nos respetivos acessos.

Ao mesmo tempo, admitiu que as forças russas mantêm as tentativas de conquistar a cidade, situada na região de Donetsk.

Kovalev explicou que foram registados casos de infiltração de pequenos grupos de infantaria, compostos por uma a três pessoas, na retaguarda das posições de combate ucranianas, mas sublinhou que as Forças de Defesa continuam a realizar operações de contra-sabotagem na cidade.

Acrescentou que, na sexta-feira, as forças russas realizaram 11 operações de assalto naquela direção, que, segundo o porta-voz ucraniano, não obtiveram êxito.

O porta-voz do Estado-Maior-General ucraniano salientou ainda que não é a primeira vez que a Rússia recorre à "divulgação de desinformação e notícias falsas".

Na sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Kostiantynivka tinha sido conquistada, ao dar conta de uma reunião entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Valeri Gerasimov.

No mesmo dia, aliás, o Kremlin divulgou imagens de Putin, perante o seu estado-maior, reivindicando a captura da cidade ucraniana de Kostyantynivka, de "grande importância estratégica".

Os combates por Kostiantynivka, cuja conquista abriria caminho para a tomada de Sloviansk e Kramatorsk, os principais objetivos da ofensiva russa no Donbass, começaram em outubro de 2025.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 -- após a desagregação da antiga União Soviética -- e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões -- Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia -- além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


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O Kremlin divulgou na sexta-feira imagens do Presidente Vladimir Putin, perante o seu estado-maior, reivindicando a captura da cidade ucraniana de Kostyantynivka (leste), de "grande importância estratégica".

CPLP falha no acompanhamento da crise política na Guiné-Bissau... Analistas declararam à Lusa, no âmbito dos 30 anos da CPLP, que a organização falhou no acompanhamento da crise na Guiné-Bissau, especialmente com o seu ex-secretário-executivo, e consideraram a suspensão do país um ato simbólico.

© Lusa    Por  Notícias ao Minuto  04/07/2026 

O analista político guineense Rui Landim criticou a atuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que, a seu ver, desde os primórdios, nunca teve uma atuação eficaz no seu país.

"A CPLP foi criada em 1996, em 1998 a Guiné-Bissau mergulhou numa guerra civil e logo aí não houve intervenção", refletiu.

Agora, o país encontra-se, pela primeira vez na sua História, suspenso da CPLP, assim como de outras organizações, devido ao golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025, na véspera da divulgação dos resultados eleitorais de 23 de novembro.

Nesse seguimento, o ativista guineense questionou: "Qual é a consequência dessa suspensão? A Guiné-Bissau vive há cerca de 12 anos uma crise [política] e nada de CPLP".

Além disso, prosseguiu, Domingos Simões Pereira, líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que foi secretário-executivo da CPLP entre 2008 e 2012, está detido e a organização lusófona, aparentemente, nada fez sobre isso. 

O professor moçambicano Elísio Macamo corrobora essa opinião. 

"Domingos Simões Pereira, líder da oposição guineense e ex-secretário-executivo da CPLP, está detido há meses "sem nenhuma acusação (...) e não se vê nada da parte da CPLP em relação a isso", criticou.

"É nesses momentos que se pode perguntar, com certa legitimidade, para que é que uma organização dessas existe", frisou o docente.

O especialista brasileiro em História das Relações Internacionais Adriano de Freixo questionou o efeito prático do envio de uma missão de ofício ao país. 

"Mandar uma missão de ofício seria muito mais para chegar lá e verificar que, de fato, a situação se deteriorou desde o golpe de Estado [militar de 26 de novembro], que a oposição está calada, que há violações de direitos humanos, que há repressão a manifestações contrárias ao Governo militar. [Essa missão] iria lá, confirmaria isso, a Guiné-Bissau continuaria suspensa, e aí, qual a consequência prática disso?", refletiu.

"O que significou para a Guiné-Bissau a suspensão da CPLP? Nada. É uma coisa mais simbólica do que outra coisa. Não tem efeito prático, da mesma maneira que uma missão no país não teria nenhum efeito prático porque não há mecanismos dentro da CPLP que permitam exercer controlo sobre os Estados-membros para que cumpram os princípios fundadores", acrescentou.

Para o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, Liberato Moniz, tem havido uma indiferença internacional enorme perante o que se passa na Guiné-Bissau. 

"Nós vemos, na televisão portuguesa e brasileira, guerras que estão a milhares de quilómetros, mas o que está mesmo aqui ao lado ninguém fala", lamentou ex-pré-candidato presidencial, que considerou que a missão de ofício à Guiné-Bissau "faz todo o sentido", mas exige "objetivos concretos" para ajudar a mudar a situação do país.

Divergindo sobre o estatuto do país na comunidade, o politólogo angolano Almeida Henriques defendeu que a Guiné-Bissau "não reúne condições para pertencer à organização".

O analista argumentou que a falta de verticalidade institucional, a profunda instabilidade política interna e a necessidade de respeitarem os valores democráticos impedem o país de responder aos anseios mínimos exigidos pela CPLP.

Por outro prisma, o analista português Fernando Jorge Cardoso explicou que "o que se passa na Guiné-Bissau tem raízes regionais que ultrapassam a CPLP".

"O que aconteceu, como sabemos, foi uma encenação de golpe. Ele [Sissoco Emabaló] ia perder as eleições e, portanto, fez-se de conta que houve um golpe de Estado. Mas sabe-se que ele tem apoio da Nigéria e nenhum país da CPLP vai confrontar Lagos", explicou. 

"Qual é o país da CPLP que se vai meter com a Nigéria? Portugal? Nem pensar. O Brasil? Nem pense", acrescentou o especialista em estudos africanos.

Nesse seguimento, o professor na Universidade Autónoma de Lisboa sustentou que a não interferência da CPLP na Guiné-Bissau se explica porque "aqueles que mandam na CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, sediada em Abuja, na Nigéria] não deixam".

"As organizações regionais africanas têm primazia territorial e a CPLP não tem capacidade política nem militar para agir de forma independente neste contexto", contextualizou.

Para o sociólogo cabo-verdiano Redy Lima, comparar a CPLP à CEDEAO é injusto, pois "a CEDEAO tem muito mais peso, tem muito mais presença".

De acordo com o analista cabo-verdiano, a "Guiné-Bissau é um grande exemplo do peso político inexistente da CPLP". 

Por outro lado, e referindo-se diretamente a Portugal, "o passado colonial acaba sempre por envergonhar um pouco a ação da CPLP", pois facilmente é usado esse argumento contra a ex-metrópole, como o próprio Sissoco Embaló chegou a fazer, recordou.

Sobre o anúncio de 23 de junho relativo à possibilidade da saída da Guiné-Bissau da CPLP, após as eleições previstas para dezembro, Fernando Jorge Cardoso declarou que uma rutura ou saída formal do país é improvável, uma vez que o atual regime depende do financiamento de Portugal e da União Europeia, assim como de doadores internacionais, defendido pela diplomacia portuguesa.

A CPLP, que assinala 30 anos a 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, que detém a presidência rotativa temporária da organização desde a suspensão de Bissau. 


IRÃO: Funeral de Khamenei arranca hoje em Teerão e prolonga-se por seis dias... As cerimónias fúnebres do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto num ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, começam hoje em Teerão e prolongam-se por seis dias, percorrendo várias cidades do Irão e do Iraque.

© Getty Images/AFP    Por LUSA  04/07/2026  

O funeral, que será o maior da história do país, será acompanhado por elevadas medidas de segurança, numa altura em que o Irão e os Estados Unidos estão envolvidos em negociações indiretas para terminar a guerra, depois de os líderes dos dois países terem assinado um memorando de entendimento, a que se seguiu uma troca de ataques.

Entre hoje e domingo, o corpo do antigo 'ayatollah' estará exposto na Mosalla (significa 'local de oração'), um dos locais mais importantes da República Islâmica, antes de um desfile pelas ruas da capital, na segunda-feira.

O funeral percorrerá cidades com um importante simbolismo político e religioso: a cidade-seminário xiita de Qom, Karbala e Narjaf (Iraque), antes do sepultamento, na quinta-feira, em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irão e local do santuário do imã Reza, que alberga o seu túmulo, o principal local de peregrinação no território iraniano.

As autoridades esperam que milhões de pessoas acompanhem as cerimónias, que decorrem cerca de seis meses após uma dura repressão de protestos populares contra o Governo de Khamenei.

Na sexta-feira, centenas de altos responsáveis iranianos e estrangeiros já prestaram homenagem ao antigo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que governou o Irão durante mais de três décadas.

Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, e o funeral foi sendo adiado devido ao conflito.

Sucedeu-lhe o filho Mojtaba, que foi ferido no mesmo bombardeamento e que não foi visto desde então.


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O dia mal tinha começado hoje em Teerão quando uma multidão de fiéis apelava à vingança diante do caixão de Ali Khamenei, exposto para uma última homenagem pública à figura da República Islâmica.


Guiné-Bissau confirma primeiro caso de MPOX e reforça medidas de resposta sanitária... A confirmação foi feita numa declaração a nação este sábado 4 de julho pelo Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote