quinta-feira, 30 de abril de 2026

UCRÂNIA: Exército de Kyiv vai rodar tropas a cada dois meses... O chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Sirsky, ordenou hoje que o destacamento de tropas para a linha da frente seja limitado a dois meses devido ao incremento dos meios tecnológicos de combate.

© Reuters   Por LUSA   30/04/2026 

A medida, segundo o Exército, pretende "reduzir significativamente" o tempo de destacamento dos militares nas várias frentes de combate. 

"Dada a crescente presença de drones no campo de batalha, a lógica de condução das operações de combate está a mudar. Os conceitos da linha da frente e das formações de combate foram fundamentalmente transformados", disse Oleksandr Sirsky.

Para o chefe do Exército, a logística e a movimentação tornaram-se mais complexas no campo de batalha e a medida visa "preservar a vida e a saúde dos soldados na linha da frente e nas defesas".

Assim, segundo as novas ordens, os comandantes operacionais devem garantir que as condições para que os militares mantenham as posições durante dois meses mas essa missão deve ser "seguida de uma rotação".

As mudanças de tropas destacadas devem ser planeadas com antecedência, tendo em conta a situação, a natureza dos combates e a disponibilidade de forças e recursos, apontou o chefe do Exército.

Por outro lado, vai ser concedida prioridade aos militares que necessitem de um período de descanso após a conclusão das missões nas zonas de combate.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 tendo anexado a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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Comissariado Nacional da POP, mobilizou 2.597 efetivos entre quais policia ordem pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros para garantir segurança em todo território nacional durante a Comemoração do 1º de Maio.

Saúde: Famílias denunciam alegada negligência médica após morte de grávida no Hospital Simão Mendes

Radio TV Bantaba

Bissau - A morte de uma mulher grávida no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), em Bissau, está a provocar revolta entre familiares e a levantar novas denúncias de alegada negligência médica na maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau.

Segundo relatos dos familiares, a paciente deu entrada no hospital em estado de urgência, mas não terá recebido assistência médica atempada nem adequada. A família acredita que a demora no atendimento pode ter contribuído diretamente para o desfecho fatal.

Além deste caso, utentes apontam problemas recorrentes no funcionamento do hospital, incluindo atrasos no socorro, escassez de profissionais de saúde e falta de meios técnicos e materiais. Estas limitações, afirmam, têm vindo a comprometer a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.

A situação gerou forte indignação entre familiares e reacendeu preocupações sobre as condições do serviço de urgência e da maternidade do HNSM, setores considerados particularmente sensíveis.

Até ao momento, a direção do hospital não apresentou uma explicação pública detalhada sobre o ocorrido. As famílias afetadas exigem a abertura de um inquérito independente que permita apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias da morte.

O Hospital Nacional Simão Mendes, principal referência hospitalar do país, recebe diariamente centenas de pacientes de várias regiões, enfrentando uma pressão constante sobre os seus serviços.

ND-TV

Presidente iraniano prevê "fracasso" do bloqueio naval dos EUA... O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, previu hoje que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos do seu país está "condenado ao fracasso" e avisou que só irá agravar a instabilidade no Golfo Pérsico.

© KAREN MINASYAN/AFP via Getty Images    Por LUSA   30/04/2026 

"Todas as tentativas de impor um bloqueio marítimo são contrárias ao direito internacional (...) e estão condenadas ao fracasso", declarou Massoud Pezeshkian em um comunicado, depois de um alto funcionário da Casa Branca ter mencionado uma possível extensão do bloqueio "por vários meses". 

Embora estas declarações tenham contribuído para a subida dos preços do petróleo, o Presidente iraniano defendeu que tais medidas de bloqueio "não só deixam de melhorar a segurança regional, como constituem uma fonte de tensão e uma perturbação para a estabilidade a longo prazo do Golfo".

Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde 08 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril. Nestas circunstâncias, as forças armadas iranianas decidiram manter o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto da produção de petróleo do mundo.

"Não toleraremos o bloqueio naval. Se continuar, o Irão retaliará", advertiu na quarta-feira Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, nomeado em março conselheiro militar do novo líder supremo Mojtaba Khamenei.

Rezaei alertou ainda contra o regresso das hostilidades entre o Irão e os Estados Unidos, que poderia resultar no afundamento de navios norte-americanos e na morte ou captura de numerosos soldados inimigos.

Um alto funcionário da Marinha iraniana mencionou o destacamento, "num futuro muito próximo", de armamento naval recentemente desenvolvido.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, por sua vez, desvalorizou o impacto do bloqueio liderado pelos EUA, afirmando que "não produzirá resultados".

"Os funcionários da indústria petrolífera estão a trabalhar incansavelmente para garantir o fornecimento contínuo", disse Paknejad.


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RSF. Liberdade de imprensa no mundo no nível mais baixo dos últimos 25 anos... A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, em particular devido à criminalização do jornalismo, anunciou hoje a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com Portugal a cair dois lugares para 10.º.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   30/04/2026 

Na classificação dos RSF para 2026, a organização assinala que a pontuação média dos 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quarto de século. 

No caso de Portugal, em termos comparativos, desceu dois lugares, passando do 8.º para o 10.º, com a classificação de "satisfatório" (83,71 em 100).

No topo da lista, mais um ano, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de "excelente" (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Menos de 1% da população mundial goza do que os RSF consideram ser uma situação "boa" de liberdade de imprensa, quando em 2002 era de 20%. No extremo oposto, 52,2% dos países encontram-se numa posição "difícil" ou "muito difícil".

A lista é encerrada por Arábia Saudita (176.º lugar), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). Entre os regimes mais fechados à imprensa está também a Rússia (172.º), "especialista no uso de leis contra o terrorismo, o separatismo ou o extremismo" para restringir a margem de manobra.

A maior queda em 2026 é protagonizada pelo Níger (37 posições de uma só vez, para o 120.º lugar), que exemplifica assim a deterioração da liberdade de imprensa que se verifica há anos na região do Sahel, devido aos ataques que tem vindo a sofrer por parte de diferentes grupos armados e das juntas militares no poder.

No outro extremo, a queda do regime ditatorial de Bashar al-Assad na Síria permitiu-lhe subir da 177.ª para a 144.ª posição.

Grande parte dos países latino-americanos piorou a posição no ranking, em particular o Equador, que, num contexto de forte recrudescimento da criminalidade organizada, sofreu uma queda de 31 posições e ficou em 125.º lugar, após os assassínios dos jornalistas Darwin Baque e Patricio Aguilar.

Também o Peru foi marcado no último ano pelo assassínio de quatro jornalistas e desceu 14 posições, para o 144.º lugar.

A organização RSF fez recuar em força na tabela a Argentina (11 posições, para o 98.º) e El Salvador (oito, para o 143.º) devido à ação dos líderes, Javier Miley e Nayib Bukele, respetivamente, na linha do Presidente norte-americano, Donald Trump, com hostilidade e pressões sobre a imprensa.

Três países latino-americanos continuam na cauda do ranking mundial da liberdade de imprensa, apesar de terem subido algumas posições: a Venezuela (159.º, contra 160.º) devido à incerteza sobre as garantias para a imprensa, apesar das libertações de jornalistas no início de 2026; Cuba (160.º, contra 165.º), onde "a crise profunda obriga os poucos jornalistas independentes a operar cada vez mais na clandestinidade" e a Nicarágua, relegada para o 168.º lugar (antes 172.º), num "panorama mediático em ruínas, caracterizado por uma repressão sistemática".

A Colômbia destaca-se da tendência geral da região, com um avanço de 13 posições, mas até um 102.º lugar pouco meritório.

No que diz respeito ao Brasil, o país subiu na classificação, de 63.º em 2025 para 52.º este ano.


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