sábado, 8 de agosto de 2026

“Há liberdade”: porque é que as mulheres asiáticas estão a deixar os maridos aos 50 e 60 anos

Por Cnnportugal.iol.pt, 08/08/2026

Cada vez mais mulheres asiáticas estão a divorciar-se aos 50 e 60 anos, depois de décadas em casamentos infelizes. Para muitas, a separação não representa um fracasso, mas liberdade e a oportunidade de recomeçar

Eiko Toyama esperou 32 anos para deixar o marido.

Ao longo do casamento, contou, foi ela quem tratou de todas as tarefas domésticas e dos filhos na casa da família, no Japão, além de contribuir financeiramente para o sustento familiar. O marido “queria controlar tudo”, desde a sua vida social às ambições profissionais, fazendo-a sentir-se presa e infeliz. Ainda assim, aguentou pelo bem dos dois filhos.

Isso mudou finalmente quando fez 60 anos. Os filhos, já adultos, deixaram de precisar dela, e o marido estava saudável - ainda não era suficientemente idoso para precisar de alguém que cuidasse dele. Era uma preciosa janela de oportunidade, e ela aproveitou-a.

“Não senti nada além de felicidade depois do divórcio. Foi a única emoção que senti”, afirmou. “Estava tão feliz que me apetecia correr por todo o lado.”

Histórias como a sua são cada vez mais comuns em todo o mundo, à medida que o número de “divórcios grisalhos” - separações entre casais com 50 ou mais anos - aumenta todos os anos. A tendência tem sido observada em países como os Estados Unidos e noutras partes do mundo, mas ganha um significado particular na Ásia, onde, em geral, as pessoas vivem mais tempo.

Muitos lugares, como a Coreia do Sul, o Japão, Hong Kong, Taiwan e a China continental, enfrentam crises demográficas, à medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações idosas aumentam.

O aumento dos divórcios na terceira idade também é frequentemente impulsionado pelas mulheres - que, por muito tempo, enfrentaram normas de género restritivas em sociedades asiáticas conservadoras, bem como barreiras legais, financeiras e sociais à procura do divórcio. Esse cenário está agora a mudar; no Japão, por exemplo, entre os casais que se separaram após décadas de casamento, em 2024 houve o dobro de mulheres a pedir o divórcio do que homens.

Isto poderá transformar a realidade da população idosa da Ásia na próxima década: mais pessoas a viver sozinhas e a precisar de maior apoio social, como previram os especialistas - mas, talvez, também mais capacitadas para seguir o seu próprio caminho.

Para mulheres como Toyama, que cresceram nas décadas de 1960 e 1970, o divórcio era pouco comum - e frequentemente recebido com julgamentos e vergonha.

Naquela época, para uma mulher, “divorciar-se era uma espécie de fim da vida”, afirmou Sangyoub Park, professor associado de Sociologia na Universidade Washburn, no Kansas, que escreveu em 2023 um artigo sobre divórcios numa fase tardia da vida na Coreia do Sul.

Isso começou a mudar na segunda metade do século XX, à medida que mais mulheres entraram no mercado de trabalho e prosseguiram estudos superiores. Os divórcios entre os idosos têm aumentado de forma constante - sobretudo desde que a Geração X começou a chegar aos 50 anos na última década, afirmou Park.

Trata-se de um grupo demográfico importante: nascida entre 1965 e 1980, a Geração X foi a primeira a crescer numa Ásia em processo de globalização, a ver televisão e filmes norte-americanos. Através da cultura popular, absorveu também valores norte-americanos, como dar prioridade às “escolhas pessoais em vez das obrigações familiares”, o que - somado a fatores económicos mais amplos - contribuiu para uma mudança gradual das atitudes em relação ao divórcio, explicou Park.

Idosos caminham por um parque em Xangai, na China, a 10 de abril de 2021. (Qilai Shen/Bloomberg/Getty Images)

Isso reflete-se nos dados da região. Na Coreia do Sul, no ano passado, o número de divórcios entre casais que estavam casados há pelo menos 30 anos ultrapassou, pela primeira vez, o de casais mais jovens, casados há menos de cinco anos.

Taiwan também registou um aumento dos divórcios entre casais juntos há muitos anos, segundo dados oficiais. Em Hong Kong, vários escritórios de advogados descreveram um aumento dos divórcios na terceira idade e, na China continental, o número de divórcios entre idosos duplicou nos últimos 30 anos.

Parte deste fenómeno poderá ser demográfica: uma sociedade envelhecida tem um grupo maior de pessoas mais velhas e, por isso, terá também mais divórcios entre idosos. Atualmente, os jovens casam-se menos, pelo que os seus divórcios também são menos numerosos.

Mas as reformas jurídicas também fizeram uma enorme diferença, criando redes de proteção para mulheres que anteriormente dependiam dos rendimentos dos maridos.

Idosos sentados num banco circular em redor de uma grande árvore, numa praça pública, em Chongqing, na China, a 27 de janeiro de 2026. (Cheng Xin/Getty Images)

Por exemplo, em 2014, a Coreia do Sul decidiu que as futuras pensões e indemnizações de cessação do contrato de trabalho poderiam ser incluídas na divisão de bens. Isso significa que, se uma dona de casa tratou de todo o trabalho doméstico e dos filhos durante o casamento, permitindo assim que o marido trabalhasse, tem direito a parte da pensão de velhice dele depois do divórcio. O Japão introduziu uma reforma semelhante em 2007.

Estas medidas são especialmente importantes, tendo em conta a elevada taxa de pobreza entre os idosos na Ásia. Entre os países da OCDE, a Coreia do Sul apresenta a taxa de pobreza mais elevada entre as pessoas com mais de 65 anos; Hong Kong, que não é membro da OCDE, apresenta valores igualmente elevados. Embora o Japão esteja ligeiramente abaixo, continua acima da média mundial.

E, apesar destas reformas, continuam a existir profundas desigualdades de género.

“Para as mulheres em particular, a principal razão pela qual não conseguem divorciar-se é a incapacidade de serem financeiramente independentes”, afirmou Toyama, apontando para os salários mais baixos das mulheres no Japão. “Quando uma mulher se torna dona de casa a tempo inteiro, é muito difícil deixar o marido e tornar-se independente.”

“Os meus dois filhos são rapazes, mas, se tivesse uma filha, dir-lhe-ia constantemente: ‘Aconteça o que acontecer, nunca deixes o teu emprego’”, acrescentou.

O maior fator comum em toda a Ásia é a longevidade, afirmou Park - e a forma como as pessoas encaram de maneira diferente a fase final das suas vidas.

“Ter mais 20 ou 30 anos cria novas expectativas”, com as pessoas mais “dispostas a abandonar um casamento infeliz e insatisfatório”, afirmou. O divórcio “já não é um fracasso - pelo contrário, é algo novo. É o início de um novo capítulo”.

Iman Lau, de 50 anos, viveu esse renascimento em primeira mão. Ao crescer em Hong Kong, as suas expectativas em relação ao casamento não eram propriamente inspiradoras: os cônjuges comem juntos, fazem atividades juntos e partilham vidas pacificamente monótonas, pensava. “É simplesmente assim que o casamento é.”

Essa mentalidade manteve-se mesmo durante anos de infidelidade por parte do marido. Perguntava-se se teria feito algo de errado, se não seria suficientemente boa. No fim, foi ele quem deu início ao divórcio, apesar dos apelos dela para continuarem juntos; chegou mesmo a compará-la a um pássaro que se recusava a sair de uma gaiola aberta.

Iman Lau, de 50 anos, posa para uma fotografia no seu apartamento, em Hong Kong. (Noemi Cassanelli/CNN)

“Sou uma mulher bastante tradicional”, afirmou. “Em toda a minha vida, nunca pensei que me fosse divorciar.”

Foi um choque, como se tivesse perdido um membro ou um órgão. Mas também a fez perceber que, algures durante aquele casamento de 14 anos, tinha perdido o sentido de quem era, negligenciando os amigos e os seus interesses para simplesmente “girar à volta dele”, afirmou.

Prometeu mudar isso este ano, depois de concluir o divórcio, e lançou-se ao mundo com uma energia determinada. Juntou-se a grupos de encontros online e fez novos amigos. Descobriu uma paixão por atividades ao ar livre, como caminhadas, natação, canoagem e snorkeling. Está a aprender a tocar piano e adora jazz.

Depois de viajar pela Europa, imprimiu e pendurou fotografias das férias no apartamento; é a sua “parede da felicidade”, que lhe recorda a alegria que sentiu ao percorrer a Sicília e ao acampar na Geórgia.

“Não sabia que a vida sozinha podia ser tão extraordinária”, afirmou.

Toyama iniciou uma viagem semelhante, descrevendo-se, aos 63 anos, como alguém “cheia de vida”.

Começou a fazer transmissões em direto no TikTok e criou uma conta numa aplicação de mensagens para dar conselhos às pessoas que lhe telefonam e enviam mensagens todas as semanas. Está a trabalhar no lançamento de novos negócios, incluindo uma agência de casamentos e uma empresa de eventos ao vivo.

Depois do divórcio, Eiko Toyama começou a fazer transmissões em direto no TikTok. (Yumi Asada/CNN)

“Durante 32 anos, não pude fazer nada, mas agora finalmente estou no terceiro ano em que posso fazer tudo o que quiser”, afirmou. O processo não foi fácil, mas quaisquer desafios que enfrente agora continuam a ser “muito melhores do que a ansiedade de estar com o meu ex-marido”, afirmou. “Acima de tudo, há liberdade.”

As duas mulheres disseram ter notado uma mudança nas atitudes das pessoas quando partilharam a notícia do divórcio. No caso de Toyama, as reações foram extremamente positivas, com algumas pessoas a demonstrarem até inveja. No caso de Lau, dividiram-se mais - e de formas reveladoras.

“Amigos da minha idade tratam o assunto como um tabu, como se tivesse havido uma morte na família - não se atrevem a perguntar, limitam-se a dizer: ‘Lamento muito’”, afirmou. “Mas, com os jovens da Geração Z, toda a gente me dá os parabéns.”

O aumento dos divórcios grisalhos poderá começar a estabilizar quando os millennials - que se casaram em circunstâncias e sob atitudes sociais muito diferentes das gerações anteriores - começarem a chegar à idade da reforma, afirmou Park. Mas isso só acontecerá daqui a cerca de uma década, e as separações deverão continuar a aumentar até lá.

Para esses futuros divorciados, Lau deixa algumas palavras de encorajamento do outro lado da experiência. “Na verdade, este mundo é extraordinário”, afirmou.

“Os asiáticos, em particular, pensam muitas vezes que o divórcio é como uma mancha ou um tabu na vida, como um rótulo de fracasso. Mas isso não é verdade”, acrescentou. “Pensem nisso apenas como dar a si próprios a oportunidade de perceber que podem ter uma vida ainda mais vibrante - desde que estejam dispostos a dar esse passo.”

Angola. UNITA acusa polícia de atentado contra dirigente e de cercar sede... A UNITA acusou hoje a Polícia Nacional de atentar contra um dirigente e de cercar a sede do partido no Uíge, num incidente que fez pelo menos dois feridos, prometendo não voltar a apelar à serenidade da população.

© Lusa  08/08/2026 

Os confrontos ocorreram no dia em que o maior partido da oposição angolana realiza, na província do Uíge, o Ato Central Comemorativo do 92.º aniversário do Presidente fundador, Jonas Malheiro Savimbi, e no âmbito da IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da JURA, o braço juvenil do partido. 

Em declarações à Lusa, Nelito Ekuikui secretário-geral da JURA, confirmou ter sido alvo de um ataque, do qual escapou ileso.

"Fui, sim senhora, de forma muito clara. A sorte é que eu não estive no carro e fui socorrido por populares", afirmou o dirigente.

Segundo o seu relato, os militantes acordaram esta manhã com a Polícia Nacional a fechar todas as ruas e a cercar a sede local da UNITA.

"Por volta das 12:00 a polícia começou a fazer tiros e gás lacrimogéneo. Temos, neste momento, dois feridos, uma pessoa foi baleada no pé", disse, garantindo terem sido usadas "balas reais".

Ekuikui sustentou que "a população não reagiu, não atirou nada, absolutamente nada", responsabilizando exclusivamente as forças de segurança.

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, denunciou o incidente como um "atentado contra a vida" do dirigente, num vídeo partilhado na sua página de Facebook. "Agentes da Polícia Nacional atentam contra a vida do deputado e secretário-geral da JURA, Nelito Ekuikui, que escapa ileso do ataque", escreveu.

As imagens partilhadas mostram uma rua junto à sede da UNITA com polícia de choque a disparar granadas de gás lacrimogéneo contra populares, que fogem do local, enquanto uma viatura, presumivelmente aquela onde se encontraria Nelito Ekuikui, se afasta.

Nelito Ekuikui lamentou a "intolerância política" e disse não encontrar justificação para a atuação policial, senão a de "um partido-Estado que quer usar as forças de ordem e segurança para competição política".

O dirigente advertiu que o partido não voltará a apelar à contenção, como fez nas últimas eleições em 2022.

"Já não vai voltar a acontecer o que aconteceu em 2022, em que apelámos o povo à serenidade. Ninguém vai apelar o povo à serenidade. O MPLA vai exatamente encontrar o que procura", afirmou, acrescentando que "ninguém tem sangue de barata".

Nas eleições gerais de 2022, o MPLA, no poder desde a independência em 1975, voltou a vencer com 51,17% dos votos, enquanto a UNITA, registou a sua melhor votação de sempre e venceu em Luanda, Cabinda e Zaire.

As próximas eleições gerais estão marcadas para 2027, pleito em que o maior partido da oposição aposta na "alternância do poder".

Questionado sobre se sente a vida ameaçada, Ekuikui respondeu afirmativamente e responsabilizou o ministro do Interior por eventuais consequências, garantindo que o programa do partido se mantém.

No início da tarde, o dirigente e o presidente do partido encontravam-se num hotel, tendo já saído "do espaço perigoso", embora a sede permanecesse cercada.

Nas redes sociais, Ekuikui partilhou imagens da polícia e de um tanque, escrevendo que os militantes não desistirão: "Não nos vão intimidar. Não vamos desistir. Vamos resistir, com coragem, determinação e esperança".

Na véspera, o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, abriu o encontro da JURA com um discurso centrado no papel da juventude no "desafio da alternância do poder" nas eleições gerais de 2027.

Perante os jovens do partido, o líder da UNITA sustentou que "a maior riqueza desta Nação não está no petróleo, nem nos diamantes", mas na juventude, e apelou à mobilização eleitoral, exortando os jovens a atualizarem os dados eleitorais.

"Sois vós quem vai fazer a mobilização para o voto. Sois vós quem vai fazer a defesa do voto", declarou, prometendo construir "a partir de setembro de 2027" uma "Angola reconciliada consigo mesma".

O programa das celebrações no Uíge, iniciado na quinta-feira com a receção da delegação presidencial e a abertura do acampamento da JURA, culmina hoje com o ato central de homenagem a Jonas Savimbi, estando previsto para domingo o regresso das delegações.


Arábia Saudita, Jordânia e Bahrein condenam ataque a petroleiro em Ormuz... A Arábia Saudita, a Jordânia e o Bahrein condenaram hoje o ataque do Irão a um petroleiro dos Emirados Árabes Unidos que transitava pelo Estreito de Ormuz, classificando-o como inaceitável e uma violação do direito internacional.

© Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

"Estes atos inaceitáveis de agressão ameaçam a segurança da navegação marítima e o fornecimento internacional de energia [e constituem] uma violação flagrante do direito internacional", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, em comunicado, responsabilizando o Irão pelas "consequências da continuidade destes ataques brutais".

A Arábia Saudita apelou a Teerão para "preservar a segurança e a estabilidade" no Médio Oriente, ao mesmo tempo que manifestou o seu apoio a quaisquer ações que os Emirados Árabes Unidos possam tomar para proteger a sua soberania e os seus recursos.

Por seu lado, a Jordânia também descreveu o ataque como "uma violação flagrante do direito internacional e uma ameaça à segurança da navegação marítima" e manifestou o seu apoio aos Emirados Árabes na proteção da sua segurança, estabilidade e recursos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Bahrein juntou-se aos seus vizinhos árabes, apelando ao Conselho de Segurança da ONU para que adote "medidas dissuasoras para proteger a segurança da navegação marítima no Estreito de Ormuz".

Os Emirados Árabes Unidos acusaram hoje o Irão de atacar um petroleiro da empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) com um míssil enquanto este percorria o Estreito de Ormuz, um incidente que não fez vítimas.

O Irão ainda não se pronunciou.

A agência marítima britânica UKMTO, afiliada da Marinha Real Britânica e especializada na monitorização de incidentes no Estreito de Ormuz, confirmou que um navio cargueiro foi atingido por "um projétil de origem desconhecida" a 18 milhas náuticas da costa omanense de Khasab.

"O impacto causou um incêndio que já foi extinto, e não há evidências de danos ambientais. O navio e a sua tripulação estão em segurança", acrescentou a agência, sem mencionar explicitamente o navio cargueiro emiradense.

O Irão tem vindo a bloquear esta via navegável estratégica desde o retomar das hostilidades com os Estados Unidos no início de julho e ataca regularmente os navios que se aventuram por ali sem a sua permissão.

Teerão não quer regressar à situação pré-guerra e pretende, eventualmente, impor taxas de serviço, uma medida à qual os Estados Unidos e outros países se opõem.

As negociações entre o Irão e Omã, cuja costa também faz fronteira com o estreito, "estão a aproximar-se da fase final", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

A conclusão das negociações "não significa, obviamente, que o estreito de Ormuz será reaberto", reiterou o ministro, mencionando outras "condições e compensações" a discutir, devido a "violações" do memorando de entendimento concluído em meados de junho com os Estados Unidos que impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Os Emirados Árabes Unidos e outros Estados do Golfo aliados de Washington têm sido alvos frequentes de ataques de Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Antes do início do conflito, um quinto dos hidrocarbonetos mundiais passava pelo estratégico Estreito de Ormuz.


TÉCNICOS DE SAÚDE ESTAGIÁRIOS SUSPENDEM GREVE APÓS ENTENDIMENTO COM O GOVERNO

Por Rádio Sol Mansi  08/08/2026 

Os técnicos de saúde estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, suspenderam este sábado a greve que tinha sido convocada por 28 dias, para exigir a sua contratação pelo Governo.

A decisão foi anunciada em conferência de imprensa, depois de uma reunião com mais de uma hora, na qual o coletivo analisou a proposta apresentada pelo Governo na sexta-feira, durante um encontro entre as duas partes.

O porta-voz do coletivo dos 325 técnicos de saúde estagiários, Amadu Mané, explicou que, apesar da suspensão da greve, os profissionais só deverão retomar as suas atividades neste domingo, após o entendimento alcançado com o Governo.

A greve, inicialmente prevista para 28 dias, teve uma duração de seis dias e, segundo os próprios responsáveis hospitalares, provocou constrangimentos no funcionamento do Hospital Nacional Simão Mendes e afetou a assistência aos doentes.

O impacto da paralisação foi igualmente reconhecido pelo diretor do Hospital Nacional Simão Mendes, Malan Sabali.

Com o regresso ao serviço previsto para este domingo, Amadu Mané apelou aos técnicos de saúde estagiários para que retomem os seus postos de trabalho e garantam a continuidade da assistência aos doentes.

Após a conferência de imprensa, uma equipa da Rádio Sol Mansi deslocou-se ao serviço de urgência do Hospital Nacional Simão Mendes, onde encontrou um cenário de pouca movimentação. No local, havia sobretudo assistentes sociais, enquanto a presença de médicos era reduzida.

A suspensão da greve acontece após seis dias de paralisação, ficando agora a expectativa sobre o cumprimento dos compromissos assumidos entre os técnicos estagiários e o Governo.

REGIÃO SANITÁRIA DE BAFATÁ BENEFICIA DE NOVO COMPLEXO DE MATERNIDADE E PEDIATRIA

Por Rádio Sol MansiRadio Voz Do Povo    08 08 2026 

A Região Sanitária de Bafatá conta, a partir deste sábado, 8 de agosto, com um novo complexo de maternidade e pediatria, construído de raiz para reforçar os serviços de saúde e contribuir para a redução da mortalidade materna, infantil e neonatal na região.

A cerimónia de entrega do novo complexo, localizado no Hospital Regional de Bafatá, decorreu este sábado, na presença das autoridades administrativas e dos responsáveis sanitários da região.

A obra foi financiada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, através do Fundo Regional de Estabilização e Desenvolvimento, num investimento superior a mil milhões de francos CFA.

No ato de entrega, a vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Damtien Tchintchibidja, afirmou que a construção do estabelecimento hospitalar tem como objetivo reforçar a capacidade de resposta às necessidades sanitárias da região e melhorar o atendimento às mulheres grávidas, crianças e recém-nascidos.

Por sua vez, o governador da região de Bafatá, Mustafa Soares Cassamá, garantiu que o novo espaço representa um reforço importante para os serviços de saúde e apelou aos responsáveis para que o complexo seja utilizado para salvar vidas, sobretudo de mulheres grávidas e recém-nascidos.

A cerimónia contou igualmente com a presença de membros do Conselho de Transição e responsáveis sanitários da região.

Com esta infraestrutura, a CEDEAO pretende reforçar os serviços de saúde destinados às mães e às crianças na região leste da Guiné-Bissau.

O novo complexo de maternidade e pediatria do Hospital Regional de Bafatá foi construído de raiz e dispõe de 27 camas para a maternidade e 39 camas para a pediatria.

A infraestrutura pretende melhorar a assistência médica à população local, com especial atenção às mulheres grávidas, crianças e recém-nascidos.

CEUTA: Governo local diz que continuam em Ceuta entre 8.000 e 11.000 migrantes... O presidente do governo regional de Ceuta, Juan Vivas, estimou hoje entre 8.000 e 11.000 as pessoas que permanecem atualmente na cidade na sequência da entrada em massa de 30 de julho.

© Gabriela Sarda Nuñez/Europa Press via Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

Vivas exigiu ao Governo central que agilize o regresso dos migrantes a Marrocos, considerando que é a "única saída" para resolver uma situação "absolutamente insustentável".

O presidente do executivo de Ceuta falava após a reunião extraordinária do Conselho do Governo da cidade, convocada para analisar a situação oito dias depois da entrada em massa de pessoas provenientes de Marrocos.

Vivas rejeitou que se possa falar de normalidade na cidade e questionou os números avançados pelo Governo central, que, segundo indicou, apontam para cerca de 2.500 pessoas que continuam em Ceuta.

"As estimativas apontam para entre 8.000 e 11.000", afirmou Vivas, que reclamou "transparência na comunicação" e uma avaliação da situação que permita adotar uma resposta "proporcional".

O responsável descreveu o cenário atual como "absolutamente insustentável", com milhares de pessoas "a vaguear pelas ruas, pelos bairros, nas zonas montanhosas, nas praias, sem abrigo e sem terem asseguradas as suas necessidades básicas".

Na sua opinião, esta situação está a gerar insegurança, a perturbar a vida quotidiana e a pôr em risco a convivência, pelo que reclamou uma intervenção imediata do Governo central.

Vivas defendeu que a solução é o regresso a Marrocos de todas as pessoas que chegaram a Ceuta durante a entrada em massa e que permanecem na cidade.

"A única saída é Marrocos, através da fronteira de El Tarajal", afirmou, antes de advertir que aqueles que continuam em Ceuta devem saber que a cidade "não passará documentos" nem "saídas para a Península".

O presidente de Ceuta considerou que o regresso constitui uma "tábua de salvação" para a cidade, porque permitiria evitar que fique criada uma expectativa suscetível de favorecer a repetição de situações semelhantes no futuro.

"Se isto não for feito, ficará aberta a expectativa e uma incerteza insuportável para o futuro, para a estabilidade e para o desenvolvimento da nossa cidade", advertiu.

Para tornar esta solução possível, Vivas reclamou ao Governo central um reforço dos meios materiais e humanos destinados à área de estrangeiros, para permitir que os regressos ocorram "o mais rapidamente possível".

O pedido junta-se a outras duas medidas propostas pela cidade: um aumento significativo da presença da Polícia Nacional e da Guarda Civil nas ruas e a manutenção do Exército em Ceuta para reforçar a sensação de segurança da população.

Vivas insistiu em que a situação atual é consequência de uma entrada em massa que, na sua opinião, constituiu uma violação da integridade territorial de Espanha e exige uma resposta do Estado à altura da sua dimensão.

Ainda assim, garantiu que o Governo de Ceuta manterá a "lealdade institucional, a responsabilidade e o sentido de Estado", embora tenha reclamado uma atuação mais rápida do executivo central.

"O que estamos a fazer agora é pedir aquilo que devemos pedir, porque temos plena consciência de que estamos a jogar o futuro da nossa cidade", concluiu.

Nigéria condena ataque dos huthis contra civis na Arábia Saudita... O governo da Nigéria manifestou "séria preocupação" e condenou o recente ataque perpetrado pelos rebeldes huthis do Iémen contra alvos civis na região de Najran, no sul da Arábia Saudita, que causou pelo menos 11 feridos.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano classificou o incidente como um "ato condenável" e advertiu que constitui uma "flagrante violação do direito internacional humanitário e dos princípios fundamentais de proteção dos civis em tempo de conflito".

"A República Federal da Nigéria reafirma a sua firme rejeição da escalada de violência na região. Os ataques que têm deliberadamente como alvo populações e infraestruturas civis, independentemente do autor, são inaceitáveis", sobretudo pela forma como atinge também civis, na maioria mulheres e crianças, referiu o Governo.

Perante o recrudescimento das hostilidades, a Nigéria, um dos maiores produtores de petróleo em África, apelou a todas as partes em conflito para atuarem com a "máxima moderação" e instou à renovação e intensificação dos esforços diplomáticos para alcançar uma solução pacífica e sustentável que garanta a soberania e a integridade territorial dos Estados da região.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano concluiu afirmando que acompanha de perto a evolução da situação no Golfo e que continuará a cooperar com parceiros regionais e internacionais em prol da estabilidade no Médio Oriente.

O ataque ocorreu na quinta-feira, na região fronteiriça da Arábia Saudita com o território iemenita, em plena escalada de violência entre os insurgentes e Riade.

O porta-voz das Forças da Coligação para o Apoio à Legitimidade no Iémen, o major-general saudita Turki al-Maliki, afirmou num comunicado que entre os feridos estão sete cidadãos do reino saudita, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês, que sofreram ferimentos na sequência dos "ataques terroristas" dos huthis.

Esta é a primeira vez, desde o início da troca de ataques entre os insurgentes iemenitas e a Arábia Saudita, em meados do mês passado, que Riade dá conta de feridos na sequência de ataques dos huthis contra o seu território.

No final do mês passado, os rebeldes iemenitas, que controlam a capital, Sana, e vastas partes do norte do Iémen, anunciaram um bloqueio marítimo à navegação saudita no mar Vermelho, alegando que a medida constituía uma retaliação pelas restrições impostas nas zonas controladas pelos huthis.

A escalada de violência começou após o bombardeamento de meados de julho do aeroporto de Sana pelo Exército regular iemenita, reconhecido internacionalmente, embora os huthis tenham acusado a Arábia Saudita de estar por detrás da ação.

Riade, por seu lado, anunciou uma coligação marítima multinacional destinada a proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb, rota que se tinha tornado a principal via de exportação de petróleo do maior produtor de crude da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) após a crise no estreito de Ormuz.

Míssil atinge navio da Abu Dhabi National Oil Company em Ormuz... A Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), principal empresa estatal de energia dos Emirados Árabes Unidos, informou hoje que um míssil atingiu um dos seus navios quando transitava pelo Estreito de Ormuz, mas sem vítimas a registar.

© AFPTV / AFP via Getty Images    Por LUSA   08/08/2026 

"A ADNOC anunciou que um dos seus navios foi atacado por um míssil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz (...). O incidente não causou feridos e a situação foi controlada", afirmou a empresa em comunicado.

Na sexta-feira, a ADNOC informou que 15 dos seus navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra comercial entre o Irão e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, incluindo três esta semana.

Estes ataques resultaram na morte de um tripulante e ferimentos em outros 20.

Segundo várias plataformas de monitorização, aproximadamente 70 navios foram atacados no Estreito de Ormuz desde o início da guerra.

Esta sexta-feira, a plataforma de monitorização marítima Kpler informou que o número de travessias pelo Estreito de Ormuz continuou a diminuir na quinta-feira, com oito trânsitos confirmados, uma queda de 33% em relação ao dia anterior.

A 05 de agosto, foram registadas 12 travessias e, no dia anterior, 15.

Esta redução do tráfego, também atribuída à incerteza entre as companhias de navegação, acontece numa altura em que os dois países que fazem fronteira com o Estreito de Ormuz, Irão e Omã, estão perto de chegar a um acordo para estabelecer uma nova rota marítima temporária através do estreito, por onde passavam 20% do crude mundial antes da guerra.

As autoridades iranianas explicaram que esta nova rota passará parcialmente por águas territoriais iranianas e omanitas e permitirá o trânsito de embarcações comerciais sob um novo regime de gestão, substituindo as rotas provisórias estabelecidas até então pelo Irão e Omã.

O Irão e o Omã também chegaram a acordo sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e estarão na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre este entendimento.


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A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje que a reabertura do estreito de Ormuz dependerá de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerão.

Filho de Biden diz que cancro do pai espalhou-se: "É muito triste"... O filho de Joe Biden, Hunter Biden, revelou que o estado de saúde do pai agravou-se. O antigo presidente dos Estados Unidos foi diagnosticado com cancro da próstata.

© Scott Olson/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  08/08/2026 

O filho de Joe Biden, Hunter Biden, revelou que o estado de saúde do pai agravou-se. O antigo presidente dos Estados Unidos foi diagnosticado com cancro da próstata o ano passado.

A atualização foi revelada na sexta-feira, durante uma entrevista de Hunter Biden ao programa Newsnight na BBC.

"O cancro é muito difícil. É muito triste de ver", disse emocionado e acrescentou: "O cancro espalhou-se, metastizou para os ossos e não só. É bastante doloroso e muito debilitante".

Hunter salientou, no entanto, que o ex-presidente tem enfrentado a doença com resiliência, notando que "gostaria que o pai reclamasse mais". "O meu pai é o centro da família. É o melhor pai, melhor marido, melhor avô", afirmou. 

Durante a entrevista, falou também acerca do debate presidencial, em julho de 2024, que pôs frente a frente Joe Biden, na altura presidente dos EUA e candidato democrata, e Donald Trump, candidato republicano. 

"Fiquei chocado. Sabia que se estava a passar alguma coisa", referiu, salientando o fraco desempenho do pai refletiu o esgotamento físico após longas viagens.

Posteriormente, Biden foi diagnosticado com cancro da próstata e Hunter questionou-se se a doença já não teria aparecido e se estaria a afetar o pai naquela altura.  

De recordar que Joe Biden foi diagnosticado com cancro da próstata em maio do ano passado. Na altura, foi o gabinete do próprio que divulgou que o antigo presidente tinha um cancro, dando conta de que já se tinha espalhado.

Biden deixou a Casa Branca em janeiro, tornando-se o presidente norte-americano mais velho a concluir um mandato. Durante a sua presidência, surgiram dúvidas sobre a sua capacidade para continuar no cargo devido à idade e ao estado de saúde.

O ex-presidente democrata abandonou a corrida à reeleição em meados de 2024, apoiando a candidatura da sua vice-presidente, Kamala Harris, que acabou por ser derrotada por Donald Trump.

No início de 2024, o médico pessoal de Biden considerou-o apto para permanecer no cargo após um exame físico. Em fevereiro de 2023, Biden foi submetido à remoção bem-sucedida de uma lesão cancerosa no peito, tendo o médico da Casa Branca à época indicado que não seria necessário tratamento adicional.

JUSTIÇA DEPENDENTE DA AGENDA POLÍTICA AUMENTA ÓDIO, VIOLÊNCIA E AFETA LIBERDADES FUNDAMENTAIS, DIZ BASTONÁRIO

Por: Alison Cabral  JORNAL ODEMOCRATA   8/08/2026  

O Bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau (OAGB), Januário Pedro Correia, afirmou este sábado, 8 de agosto de 2026, que uma justiça dependente da agenda política gera desconfiança e descrédito, aumenta o ódio e a violência, prejudica o investimento e o desenvolvimento e compromete as liberdades fundamentais e a democracia no país.

“A justiça faz-se e só tem sentido quando integra instituições, magistrados e advogados independentes e comprometidos com a sociedade, o direito, a ciência jurídica e a paz social. Uma justiça baseada e dependente da agenda política não é justiça. Gera desconfiança e descrédito, aumenta o ódio e a violência, prejudica o investimento e o desenvolvimento, afeta as liberdades fundamentais, frustra as expectativas dos cidadãos, enfraquece a democracia e conduz ao desaparecimento do Estado de Direito”, afirmou.

Januário Pedro Correia discursava na cerimónia comemorativa do 35.º aniversário da OAGB e do IV Dia Nacional dos Advogados, realizada num hotel de Bissau. A iniciativa teve como objetivo homenagear os advogados guineenses pelo seu esforço e sacrifício na defesa da honra dos cidadãos, das instituições, do Estado de Direito e da democracia.

Na ocasião, o Bastonário recordou aos profissionais do setor da justiça que existem instrumentos legais suficientes para garantir a independência do sistema judicial.

Segundo explicou, os tribunais e os juízes exercem legitimamente a soberania quando administram a justiça em nome do povo, por meio de decisões baseadas na objetividade, na equidade e no direito, sem motivações ou interferências externas.

Defendeu igualmente a valorização das instituições, bem como das boas práticas tradicionais, dos usos e costumes na resolução dos conflitos locais.

“É neste contexto que deve ser orientada a missão de cada magistrado judicial, magistrado do Ministério Público e advogado, fortalecendo a independência da justiça e do próprio poder judicial, representado pelo Supremo Tribunal de Justiça, enquanto importante órgão de soberania do Estado”, acrescentou.

Para Januário Pedro Correia, o fortalecimento da justiça deve contribuir para garantir a dignidade constitucional e legal, o equilíbrio e a estabilidade do sistema político e de governação, a segurança jurídica e a harmonização das relações entre os órgãos de soberania.

Dirigindo-se aos advogados e aos restantes convidados presentes na cerimónia, defendeu que a justiça deve cumprir integralmente a sua missão, sendo acessível e efetivamente sentida por todos os cidadãos.

“O acesso à justiça deve significar que qualquer cidadão que dela necessite possa aceder aos mecanismos judiciais, independentemente da sua localização geográfica, condição económica ou eventual deficiência. O direito de acesso aos tribunais e à justiça, por constituir um direito fundamental, deve ser garantido como forma de assegurar a proteção efetiva dos direitos fundamentais”, sublinhou.

Conhecido no meio jurídico como “Japeco”, o Bastonário alertou que a advocacia e as restantes profissões jurídicas enfrentam sérios riscos de descrédito perante o atual contexto da Guiné-Bissau e os crescentes desafios à afirmação da justiça no quotidiano dos cidadãos.

Pedro Correia lamentou ainda o que considerou ser a fragilidade ou ausência efetiva de algumas instituições democráticas e republicanas no país.

Durante a sua intervenção, renovou a gratidão da Ordem ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), à União Europeia e ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pelo apoio prestado aos projetos da OAGB, nomeadamente ao funcionamento do Gabinete do Advogado Oficioso (GAO), bem como às conferências e demais atividades inseridas nas comemorações dos 35 anos da instituição.

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau é a entidade representativa dos profissionais da advocacia no país. Foi fundada em 8 de agosto de 1991 e oficializada em dezembro de 1992.