domingo, 17 de maio de 2026

Cabo-verdianos já votam para as oitavas eleições legislativas... Janete Santos foi hoje uma das primeiras a votar para as oitavas eleições legislativas em Cabo Verde, numa das mesas da Escola Secundária Cesaltina Ramos, também conhecida como Escola Técnica, na capital, Praia.

© Lusa    17/05/2026 

"É muito importante votar, é um passo importante, o que estamos a dar hoje", referiu, preocupada com a abstenção.

"É complicado haver uma parcela da população que não se interessa, que não quer exercer o voto", acrescentou, apelando a que todos se dirijam às urnas.

Apesar de a abertura da votação estar marcada, em todo o arquipélago, para as 08:00 (10:00 em Lisboa), Janete Santos só o conseguiu fazer passado cerca de meia-hora, devido à verificação dos boletins de voto, urnas e outros procedimentos.

Alguns de eleitores já faziam fila quando tudo ficou pronto para a escolha dos 72 deputados do parlamento que ditará a composição do novo Governo.

Ao lado, Dulcelina Furtado foi votar porque, disse, "votar é uma lei", para mostrar que é "uma cidadã cabo-verdiana".

Em outra das três mesas da escola, Francisco Tavares também votou cedo, porque é algo que ninguém pode fazer por ele.

"Cada um escolhe à sua maneira, eu já fiz a minha escolha, os outros podem fazer a sua também", disse à Lusa o cidadão cabo-verdiano que diz que sempre votou.

Da mesma forma, Samira Pereira exerce o seu direito "pelo melhor do país".

"É simples, é fácil e é bonito", rematou, antes de sair do recinto da escola, onde as filas começavam a crescer à medida que a manhã avançava.

As eleições de hoje vão decorrer em cerca de mil mesas de voto nas ilhas, onde estarão abertas até às 18:00 (20:00 em Lisboa), enquanto junto da diáspora haverá mais de 200 com o seu próprio horário - só em Portugal serão 84 mesas.

São chamados às urnas 344.284 inscritos no arquipélago e 72.051 no estrangeiro.

Em comparação com as últimas legislativas, em 2021, há um crescimento de 6%, mais expressivo junto da diáspora.

Na sexta-feira, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à participação nas eleições, considerando que "a abstenção fragiliza a democracia".

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021, durante um período de restrições devido à pandemia de covid-19.

A ilha de Santiago, que inclui a capital, Praia, elege 33 dos 72 deputados e é a única onde há dois círculos eleitorais.

As restantes oito ilhas (cada uma corresponde a um círculo) elegem outros 33 deputados e os três círculos no estrangeiro escolhem seis deputados.

A votação no arquipélago será acompanhada por cerca de 200 observadores internacionais.

Depois do fecho das urnas, a Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) tem um portal para divulgação dos resultados provisórios, à medida que os votos forem contados, no endereço eleicoes.cv na Internet, a partir das 19:00 de Cabo Verde (21:00 em Lisboa).

O Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na liderança do país, sempre com maiorias absolutas na Assembleia Nacional, desde as primeiras eleições livres, em 1991.

Para estas eleições, os dois partidos apresentaram listas nos 13 círculos eleitorais.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, concorre em 10 círculos, ficando de fora nas ilhas Brava, do Maio e da Boa Vista.

O Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), sem representação parlamentar, concorrem, cada qual, em seis círculos.


Zelensky diz que ataque de drones a Moscovo foi "totalmente justificado"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

© Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA  17/05/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

Segundo as autoridades locais russas, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo três perto de Moscovo, num dos maiores ataques noturnos ucranianos contra a Rússia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.

Outras 17 pessoas ficaram feridas, 12 delas num ataque com um drone em Moscovo que atingiu uma refinaria pertencente à Gazprom Neft, um dos principais fornecedores de combustível para a área metropolitana de Moscovo. Segundo o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, a "tecnologia" da refinaria não foi danificada.

"As nossas respostas à guerra prolongada da Rússia e aos seus ataques às nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Presidente da Ucrânia referiu-se aos seus drones como "sanções de longo alcance", num ataque com o qual estão "a dizer claramente aos russos que o seu Estado deve acabar com a guerra".

"Agradeço ao Serviço de Segurança da Ucrânia e a todas as Forças de Defesa da Ucrânia pela sua precisão. A distância da fronteira estatal ucraniana ultrapassa os 500 quilómetros. A concentração de defesas aéreas russas na região de Moscovo é a mais elevada. Mas estamos a ultrapassar isso", concluiu.

De acordo com a agência estatal Tass, com base em dados fornecidos por Sergei Sobyanin, as defesas russas abateram 81 drones que se dirigiam para Moscovo durante a noite.

O maior aeroporto da Rússia --- o Sheremetyevo, em Moscovo --- informou que destroços dos drones caíram nas suas instalações, mas sem causar danos.

Ainda assim, mais de meia centena voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo.

No seu canal de Telegram, o Ministério dos Transportes russo indicou que, "durante a noite passada e esta manhã, 51 aeronaves foram desviadas para aeroportos alternativos devido a restrições temporárias no espaço aéreo".

Segundo salientou, "as restrições são necessárias para garantir a segurança dos voos", o que é "uma prioridade".

O Ministério dos Transportes referiu ainda que "32 voos sofreram atrasos de mais de duas horas nos aeroportos de Moscovo", tendo sido "mobilizadas equipas adicionais para auxiliar os passageiros".


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Mais de 50 voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo, após o maior ataque dos últimos anos com drones ucranianos à capital russa.

Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos... A Rússia afirmou hoje ter sido alvo de um dos maiores ataques ucranianos em quatro anos de ofensiva militar e garantiu ter abatido 556 drones durante a noite.

© Lusa     17/05/2026 

Entre as 22h00 de sábado e as 07h00 de hoje [das 20h00 de sábado às 05h00 de hoje em Lisboa], "unidades de defesa aérea intercetaram e destruíram 556 drones ucranianos" sobre 14 regiões russas, bem como sobre a Crimeia ocupada e os mares Negro e de Azov, informou o Ministério da Defesa russo, na aplicação de mensagens Max.

Horas antes, o governador da região de Moscovo disse que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três mortos e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.

"Desde as 03:00 da manhã [01:00 em Lisboa], as forças de defesa aérea estão a repelir um ataque com drones na região da capital", disse Andrei Vorobiov na plataforma de mensagens Telegram.

Vorobiov acrescentou que uma mulher foi morta na cidade de Khimki, a noroeste de Moscovo, e dois homens foram mortos numa aldeia no distrito de Mytishchi (nordeste), enquanto noutras partes da região, várias casas foram danificadas e infraestruturas foram atacadas.

Pouco antes, presidente da Câmara da capital russa, Sergei Sobyanin, disse que dezenas de drones atingiram Moscovo durante a madrugada, menos de uma semana depois do fim do cessar-fogo com a Ucrânia.

Numa série de mensagens publicadas também no Telegram, Sobyanin afirmou que as defesas aéreas abateram um total de 74 drones.

"Foram observados danos menores nos locais onde os destroços caíram", acrescentou.

A Ucrânia, em retaliação pelos bombardeamentos diários do exército russo há mais de quatro anos, ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar instalações militares e energéticas.

Embora a região da capital seja alvo frequente de ataques com drones, a própria cidade de Moscovo, situada a mais de 400 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, é atingida com menos frequência.

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tinha o direito de atacar instalações petrolíferas e militares na Rússia, em resposta ao ataque que matou pelo menos 24 pessoas em Kiev no dia anterior.

No sábado, a Força Aérea ucraniana adiantou ter neutralizado 269 de um total de 294 drones lançados, durante a noite anterior, pela Rússia contra território ucraniano.

Os aparelhos não tripulados, alguns dos quais drones de ataque, enquanto outros eram drones réplica concebidos para confundir as defesas antiaéreas, foram lançados a partir das regiões russas de Oriol, Kursk, Briansk, Millerovo, Shatalovo e Primorsko-Akhtarsk, bem como da Crimeia ocupada.

A Ucrânia e a Rússia retomaram a troca de ataques aéreos na terça-feira, após o término de uma trégua de três dias, mediada pelos Estados Unidos, durante as comemorações russas do fim da Segunda Guerra Mundial.


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O governador da região de Moscovo disse hoje que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três pessoas e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.