terça-feira, 28 de abril de 2026

Petróleo: Emirados Árabes Unidos anunciam saída da OPEP... Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, esta terça-feira, que vão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), avança o Financial Times.

 [Notícia em atualização]...

Zelensky critica Israel por permitir cereais "roubados pela Rússia"... O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou hoje Israel de minar as relações com Kyiv ao permitir a entrada num dos seus portos de cereais "roubados pela Rússia" nos territórios ucranianos ocupados.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA   28/04/2026 

"As autoridades israelitas não podem ignorar que navios chegam aos portos do país nem que carga transportam. Em qualquer país normal, a compra de bens roubados implica responsabilidade penal", afirmou Zelensky nas redes sociais.

Segundo a Ucrânia, que combate há quatro anos a invasão russa, vários navios carregados com cereais roubados por Moscovo chegaram nas últimas semanas ao porto israelita de Haifa.

Na véspera, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, tinha já anunciado a convocação para hoje do embaixador de Israel sobre este assunto.

"Os elementos que sustentam estas acusações ainda não foram apresentados", respondeu na rede social Twitter o homólogo israelita, Gideon Saar, prometendo, no entanto, que o caso seria "analisado".

"A Rússia apropria-se sistematicamente de cereais em terras ucranianas temporariamente ocupadas e organiza a exportação através de pessoas ligadas às forças ocupantes", acusou também Zelensky.

O Presidente ucraniano anunciou a preparação de sanções contra pessoas e empresas "que tentam lucrar com este esquema criminoso".

"Esperamos que as autoridades israelitas respeitem a Ucrânia e se abstenham de ações que prejudiquem as nossas relações bilaterais", acrescentou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou hoje comentar o caso.

Em maio de 2024, o Conselho Europeu indicou que "existem provas de que a Rússia se apropria atualmente, de forma ilegal, de grandes quantidades [de cereais e oleaginosas] nos territórios ucranianos que ocupa, exportando-os como produtos alegadamente russos".

As tropas russas ocupam atualmente pouco mais de 19% do território ucraniano.


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Irão desafia capacidade dos EUA de continuar a impor os seus interesses... O Irão desafiou hoje a capacidade de os Estados Unidos continuarem a impor os seus interesses a outros países, numa altura em que Washington analisa uma nova proposta iraniana para desbloquear o estreito de Ormuz.

© Getty Images  Por LUSA 28/04/2026 

"Os Estados Unidos já não estão em posição de ditar a sua política a nações independentes", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, citado pela televisão estatal.

O porta-voz acrescentou que os Estados Unidos devem renunciar ao que descreveu como "exigências ilegais e irracionais", de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão tem bloqueado o estreito de Ormuz desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, desencadeada por ataques conjuntos contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

O bloqueio fragilizou os mercados mundiais de energia e colocou a passagem estratégica do golfo Pérsico no centro das negociações para pôr fim à guerra, que já terá causado mais de seis mil mortos na região.

Um cessar-fogo está em vigor há três semanas, mas falharam até ao momento as tentativas de relançar as conversações iniciadas no Paquistão sobre uma interrupção duradoura das hostilidades e a reabertura do estreito de Ormuz.

A porta-voz da Casa Branca (presidência norte-americana), Karoline Leavitt, confirmou na segunda-feira que uma nova proposta iraniana estava "em curso de análise", após informações de que Teerão tinha feito uma nova oferta para reabrir o estreito.

O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano disse também que o Irão estava "preparado para partilhar" capacidades de defesa militar "com países independentes, particularmente os Estados-membros da Organização de Cooperação de Xangai" (SCO, na sigla em inglês).

"Estamos prontos para partilhar com os outros membros da organização a nossa experiência na derrota dos norte-americanos", afirmou Reza Talaei-Nik.

As declarações do porta-voz foram divulgadas pouco antes de uma reunião dos ministros da Defesa da SCO no Quirguistão.

Além destes dois países, a SCO reúne a China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão.

A organização, fundada em 2011 em Xangai como uma aliança política, económica e militar da Eurásia, pretende ser um contrapeso à hegemonia dos Estados Unidos.


Cinco pessoas foram condenadas hoje a prisão perpétua no Bahrein por colaborarem com o Irão "na prática" de atos considerados terroristas no país.

Ataque ucraniano provocou três mortos e um incêndio na Rússia... Três pessoas morreram hoje na Rússia na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, disseram os responsáveis locais.

© Getty Images     Por  LUSA   28/04/2026 

O governador regional de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, três civis foram mortos e outros três ficaram feridos na sequência de ataques com drones das Forças Armadas ucranianas.

Os aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia atingiram um automóvel na cidade de Voznesenovka, matando um homem, e um outro veículo na cidade de Bobrava foi atingido matando duas pessoas, especificou Gladkov. 

Durante a última noite, os destroços de um drone ucraniano provocaram um incêndio numa refinaria na cidade portuária russa de Tuapse, na costa do Mar Negro.

Fontes da administração regional de Krasnodar, Rússia, disseram que o incêndio na refinaria foi causado pela queda de fragmentos de um drone ucraniano derrubado pelo sistema de defesa acrescentando que não se registaram vítimas. 

As autoridades russas afirmaram que 122 bombeiros apoiados por 39 autotanques estão ainda a combater o incêndio na refinaria.

O chefe do distrito administrativo de Tuapse, Sergei Boyko, informou através das redes sociais que foi instalado um abrigo temporário na cidade.

As explosões começaram por volta das 02h00 (23h00 de segunda-feira em Lisboa), sendo que o ataque ucraniano "prolongou-se durante várias horas", disseram ainda as autoridades russas.

De acordo com o governo local, o ataque, além de danificar as instalações da refinaria, provocou também um grande derrame de crude no Mar Negro.

Durante a última noite, as defesas aéreas russas abateram 186 drones ucranianos sobre seis regiões próximas do Mar Negro e do Mar de Azov, indicou o Ministério da Defesa da Rússia. 

Por outro lado, uma pessoa morreu num ataque da Rússia contra Kryvyi Rih, cidade natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

A Força Aérea ucraniana indicou que as tropas russas lançaram 123 drones nas últimas horas sendo que 95 foram destruídos e 16 atingiram vários locais da Ucrânia que não foram especificados. 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o país em fevereiro de 2022. 


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Uma operação internacional desmantelou uma rede ligada aos serviços de segurança russos que preparava assassinatos por encomenda, sabotagens e ataques em vários países da União Europeia (UE), divulgaram na segunda-feira os procuradores ucranianos.