© Lusa 29/04/2026
Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.
No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis.
"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.
Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".
"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.
O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.
O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.
A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.
O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.
Leia Também: Zelensky reclama ataques com mísseis de longo alcance
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.








.webp)










