quarta-feira, 29 de abril de 2026

Desfile militar na Rússia sem tanques e mísseis: "Terrorismo ucraniano"... A Presidência da Rússia justificou hoje a ausência de armamento no tradicional desfile de 09 de maio, em Moscovo, devido ao agravamento do que classificou como "terrorismo ucraniano".

© Lusa   29/04/2026 

Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.  

No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis. 

"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".

"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.

O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.

O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.

A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.

O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.



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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.

Portugal teve 3.237 casos de violência sexual e 494 de violação em 2024... Portugal registou, em 2024, 3.237 casos de violência sexual, sendo 494 de violação, estando a meio da tabela dos 27 Estados-membros, com a França à cabeça e o Chipre com os números mais baixos, divulga hoje o Eurostat.

© Lusa   29/04/2026 

De acordo com os dados do serviço de estatística da União Europeia (UE), os crimes de violência sexual subiram, em Portugal, de 3.218 em 2023 para 3.237 em 2024 e os especificamente de violação de 494 para 543.

Em 2024, foram feitas queixas às autoridades portuguesas de, 2.331 casos de violência sexual e 374 de violações.

França, com 96.654 queixas de violência sexual e 45.288 de violações, ocupava em 2024 o primeiro lugar da tabela seguida pela Alemanha (54.361 e 14.266) e a Suécia (21.207 e 9.309).

O menor número de casos foi registado em Chipre (58 de violência sexual e 48 de violação), Malta (141 e 78) e Lituânia (167 e 86, respetivamente).

As queixas de violência sexual reportadas na UE atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Em relação aos homicídios voluntários, Portugal estava, no ano de referência, no 15.º lugar da UE, com 72 casos registados, um número abaixo dos 92 de 2014.

França (882), Alemanha (694) e Espanha (349) foram os que mais crimes deste tipo assinalados, estando o Luxemburgo (dois), Malta (cinco) e Chipre (nove) no extremo oposto da tabela.

O número de homicídios voluntários na UE apresentou, uma ligeira subida de 1% para 3.953 entre 2023 e 2024, registando-se uma quebra de 11% face aos 4.448 de 2014.


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As queixas de violência sexual reportadas na União Europeia (UE) atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Presidente norte-americano recomenda a iranianos que sejam "inteligentes"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os iranianos "precisam ser mais inteligentes e depressa", enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão estão completamente paralisadas há vários dias.

© Getty Images   Por  LUSA  29/04/2026 

"O Irão não se consegue organizar. Não sabem como chegar a um acordo" sobre a questão nuclear, afirmou o líder dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

A mesma publicação incluía uma fotomontagem do presidente norte-americano de óculos escuros, fato e gravata preta, segurando uma espingarda de assalto num cenário de guerra e com a legenda: "Chega de tentar ser bonzinho".

Os esforços para pôr fim à guerra no Médio Oriente estão hoje num impasse. Os Estados Unidos manifestaram ceticismo em relação a uma nova proposta de Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado.

De acordo com um artigo do portal norte-americano Axios - divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA - a proposta iraniana visava reabrir o estreito de Ormuz e terminar a guerra, negociando a questão nuclear apenas numa fase posterior.

Entretanto, a questão nuclear continua a ser central para os Estados Unidos e para Israel, nomeadamente porque não querem que o Irão tenha armas nucleares.

Hoje, o Wall Street Journal divulgou, citando responsáveis norte-americanos, que o presidente Trump instruiu os seus conselheiros para se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irão.

De acordo com estas fontes, Donald Trump indicou, principalmente durante uma reunião de crise na segunda-feira, que queria continuar a pressionar a economia iraniana e as suas exportações de petróleo, bloqueando as suas infraestruturas portuárias.

O chefe de Estado dos EUA "acredita que as suas outras opções - retomar os bombardeamentos ou retirar-se do conflito - apresentavam mais riscos do que manter o bloqueio", disseram estas autoridades ao WSJ.

O conflito no Médio Oriente foi iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, que retaliou sobre países vizinhos aliados de Washington e encerrou a navegação, nomeadamente de petroleiros, no estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. As negociações de paz entre as partes encontram-se atualmente paralisadas.


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As autoridades do Irão executaram 21 pessoas e detiveram mais de 4.000 por motivos políticos ou relacionados com a segurança nacional desde o início da guerra em 28 de fevereiro, denunciou hoje a ONU.

Duelo de elegância: Melania e Camilla brilham em jantar na Casa Branca... Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. O protocolo exigia vestidos formais e as duas fizeram jus ao dress code.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto  29/04/2026 

Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. 

Os reis britânicos, Carlos III e Camilla, recorde-se, estão a fazer uma visita oficial aos Estados Unidos da América de quatro dias e este encontro tem sido marcado por momentos importantes como o passado evento. 

O dress code era "white tie", o nível mais elevado e formal de vestuário e algo raro de acontecer na Casa Branca. A última vez foi durante a visita da rainha Isabel II aos EUA em 2007.

Os homens deveriam usar fraque preto, colete e gravata borboleta branca. Já às mulheres era exigido que escolhessem vestidos longos de noite, e os membros da realeza estariam autorizados a usar tiara. 

O look da rainha Camilla Parker Bowles 

A rainha usou um vestido de noite rosa, de mangas compridas, desenhado pela estilista Fiona Clare, com uma barra evasê e aplicações de pérolas brilhantes no corpete.

Camilla completou o look com uma carteira prateada, pulseiras da mesma cor e um colar de ametista e diamantes que não deixou ninguém indiferente. Esta peça foi um presente da ex-Duquesa de Kent à rainha Vitória e posteriormente passado para a Rainha Mary.

Carlos usou um fraque preto com colete e gravata borboleta branca, que combinou com uma faixa azul.

O look de Melania Trump

Conhecida por andar sempre elegante, Melania Trump fez jus ao seu bom gosto. A mulher do presidente americano brilhou com um vestido estruturado rosa claro da Dior Haute Couture. A peça tinha a cintura marcada e decote de um ombro só. A primeira-dama combinou o look com luvas de ópera off-white e brincos prateados. Trump usou um fraque preto com colete branco e gravata borboleta branca.

Carlos III usa o humor em discurso no Congresso

Antes do jantar de Estado, Carlos III discursou durante 20 minutos no Congresso onde fez várias piadas. 

O monarca brincou com a relação dos dois países, citou Oscar Wilde e deixou bem claro que não estava ali para reconquistar a América para a coroa britânica.  

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Ucrânia: 6.000 milhões do pacote de apoio de 90 mil milhões é para drones... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que seis dos 90 mil milhões de euros emprestados à Ucrânia se destinam a comprar drones.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"O primeiro pacote de defesa incidirá sobre drones provenientes e destinados à Ucrânia, num valor de cerca de seis mil milhões de euros", disse Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Depois do financiamento de 90 mil milhões ter sido desbloqueado, Von der Leyen referiu que a primeira metade, 45 mil milhões euros, será desembolsada este trimestre, dois terços dos quais se destinam à defesa ucraniana.

"Enquanto a Rússia duplica a sua agressão, a Europa duplica o apoio à Ucrânia", salientou.

A UE deu o aval ao empréstimo à Ucrânia após a Hungria ter levantado um veto de dois meses, imposto pelo antigo primeiro-ministro eurocético e nacionalista Viktor Orbán ter sido derrotado nas urnas, no dia 12.